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OAB ‐ 2011 Direito Administrativo Prof. Almir Morgado Direito Administrativo Definição “ É o ramo

OAB 2011

Direito Administrativo

Prof. Almir Morgado

Direito Administrativo Definição

É o ramo do direito público que tem por objeto o estudo da estrutura da Administração Pública, ou seja, seus órgãos, agentes e pessoas jurídicas que a integram, assim como as atividades que exercem e as relações jurídicas que estabelecem com os administrados e com os seus servidores”.

Prof. Almir

Direito Administrativo Características

• Uma das principais características do Direito Administrativo brasileiro é o fato do mesmo não ser codificado, vale dizer, suas normas não estão consubstanciadas e uniformizadas harmonicamente em um código, como ocorre, por exemplo, com o Direito Civil ou com o Direito Tributário. Tal característica decorre principalmente da estrutura federativa brasileira.

• Nasceu o Direito Administrativo, juntamente com os demais ramos do direito público, com o aparecimento e desenvolvimento do estado moderno, principalmente na França e nos estados europeus continentais que foram influenciados pelos movimentos revolucionários de França.

Direito Administrativo Fontes • A principal fonte do Direito Administrativo brasileiro é a lei, sua

Direito Administrativo Fontes

• A principal fonte do Direito Administrativo brasileiro é a lei, sua fonte primeira, em virtude de nossa tradição romanista. Há também espaço, embora pequeno, para o costume administrativo e, também, para a doutrina e jurisprudência.

Direito Administrativo Fontes

Aliás, a jurisprudência, originariamente, muito contribuiu, na França, para a formação e autonomia do Direito Administrativo, daí se falar que este ramo do Direito é tipicamente pretoriano.

Regime Jurídico Administrativo

Por regime jurídico administrativo entende-se o conjunto de “traços, de conotações, que tipificam o Direito Administrativo, colocando a Administração Pública numa posição privilegiada, vertical, na relação jurídico- administrativa.

Regime Jurídico Administrativo

Constitui-se basicamente este regime de um conjunto de p rerro g ativas e sujei ç ões a que estão submetidos a Administração Pública.

Regime Jurídico Administrativo • As Administração Pública cumpra o seu papel maior, qual seja a

Regime Jurídico Administrativo

As

Administração Pública cumpra o seu papel maior, qual seja a satisfação dos interesses públicos. Por outro lado, as sujeições (limitações) visam proteger os direitos e garantias individuais.

possibilitar que a

prerrogativas

visam

Regime Jurídico Administrativo

• O regime jurídico administrativo é construído, fundamentalmente, sobre dois princípios básicos, dos quais todos os demais decorrem, quais sejam, o princípio da indisponibilidade do interesse público e o da supremacia do interesse público sobre o particular

Princípios da Administração Pública

“Princípios representam formulações genéricas, de caráter normativo, com a função de não apenas tornar logicamente compreensível a ordem jurídica, mas também de servir de fundamento para a interpretação ou para a própria criação de normas legais.

Princípios da Administração Pública

• Os princípios fundamentais relativos à Administração Pública encontram-se na própria Constituição Federal, ora de forma explícita, ora decorrendo implicitamente do sistema de funcionamento da Administração delineado pela Carta.

Princípios da Administração Pública • Os princípios constitucionais se situam no ápice da pirâmide norma

Princípios da Administração Pública

• Os princípios constitucionais se situam no ápice da pirâmide normativa e expressam os valores éticos, sociais, políticos e jurídicos consolidados na sociedade, constitucionalizados pelo legislador constituinte.

Princípios da Administração Pública

• De acordo com o caput do art. 37 da Constituição Federal há cinco princípios básicos a serem observados pela Administração Pública:

• Legalidade

• Impessoalidade

• Moralidade

• Publicidade

• Eficiência

Princípios da Administração Pública

• Todavia, não se pode esquecer a existência de outros princípios também presentes na Carta, de forma implícita, ou ainda, espalhados por outros artigos, como, por exemplo, os princípios da Economicidade, Probidade, Continuidade do serviço público, motivação

Princípios da Administração Pública

Legalidade

A Administração Pública está, em toda a sua atividade funcional, sujeita aos mandamentos da lei e aos ditames do bem comum.

Princípios da Administração Pública Na administração não há liberdade nem vontade pessoal - a administração

Princípios da Administração Pública

Na administração não há liberdade nem vontade pessoal - a administração só pode fazer o que a lei permite, enquanto que nas relações entre particulares, o princípio aplicável é o da autonomia da vontade que lhes permite fazer tudo o que a lei não proíbe. A vontade da administração é a que decorre da lei.

Princípios da Administração Pública • Por “lei” deve-se entender não só um específico ato normativo,
Princípios da Administração Pública
Por “lei” deve-se entender não só um específico
ato normativo, mas também o sistema jurídico
como um todo (Juridicidade).
A
administração deve atuar em conformidade
com a lei, enquanto do particular exige-se
apenas uma relação de compatibilidade legal,
ou seja, sem que sua atividade contrarie a lei.

Princípios da Administração Pública

Denominado por alguns de restritividade, funciona o princípio da legalidade como verdadeiro óbice ao arbítrio, sendo a garantia maior das liberdades individuais, na medida que exige da Administração fiel obediência aos ditames da lei e do Direito – a atividade da administração deve sempre ser secundum legem.

Princípios da Administração Pública

Moralidade

O agente administrativo, como ser humano

dotado da capacidade de atuar, deve, necessariamente, distinguir o bem do mal, o honesto do desonesto e o certo do errado. Ao atuar, não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta.

Princípios da Administração Pública Moralidade Assim, não terá o agente público que decidir somente entre

Princípios da Administração Pública

Moralidade

Assim, não terá o agente público que decidir somente entre o legal e o ilegal, o justo e o injusto, o conveniente e o inconveniente, o oportuno e o inoportuno, mas também entre o honesto e o desonesto

Princípios da Administração Pública

Moralidade

A elevação do princípio da moralidade à condição de princípio autônomo explícito na Constituição de 1988 veio demonstrar a enorme importância que o legislador constituinte atribuiu a moralidade administrativa.

Princípios da Administração Pública

Moralidade Tanto que a mesma pode servir de fundamento para invalidação pelo Poder Judiciário de atos administrativos; permite que o cidadão manuseie a Ação Popular – art. 5º, LXXIII, e pode até ensejar a prática de crime de responsabilidade do Presidente da República – art. 85, V da CRFB.

Princípios da Administração Pública

Moralidade e Probidade

“Art. 37 da CRFB ( )”.

§ 4º. Os atos de improbidade administrati v a importarão a suspensão dos direitos políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento ao erário, na forma e na gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.

Princípios da Administração Pública • A probidade, como se vê, correlata à noção de moralidade

Princípios da Administração Pública

• A probidade, como se vê, correlata à noção de moralidade administrativa, é valor caríssimo para a Carta política, exigindo do administrador uma conduta ética e honesta.

• A Lei 8.429/92 define os atos de improbidade e estabelece as sanções aplicáveis aos agentes públicos desonestos.

Princípios da Administração Pública

Impessoalidade

• Trata-se do clássico princípio da finalidade o qual impõe ao administrador público que só pratique o ato para o seu fim legal. E o fim legal é unicamente aquele que a norma de Direito indica expressa ou implicitamente como objetivo do ato, de forma impessoal, imparcial, neutra.

Princípios da Administração Pública

Impessoalidade

• A finalidade terá sempre um objetivo certo e inafastável de qualquer ato administrativo: O interesse público.

• Todo ato que se apartar desse objetivo sujeita- se à invalidação por desvio de finalidade, devendo, portanto, a atuação do agente público ser objetiva e imparcial.

Princípios da Administração Pública

Carmem Lúcia Antunes Rocha lembra que “ a impessoalidade administrativa é rompida, ult raj an d o-se a p ri nc i pi ol ogi a j urídi co- administrativa, quando o motivo que conduz a uma prática pela entidade pública não é uma razão jurídica baseada no interesse público, ma sim no interesse particular de seu autor.”

Princípios da Administração Pública • Pode-se afirmar que a impessoalidade é princípio correlato ao princípio

Princípios da Administração Pública

• Pode-se afirmar que a impessoalidade é princípio correlato ao princípio da igualdade, postulado inarredável da República de direito, que exige que todos sejam tratados igualmente pela administração, concedendo-lhes, se for o caso, idênticas oportunidades, idêntico tratamento.

Princípios da Administração Pública

Não

se

pode

conceder

tratamentos

diferenciados

ou

privilégios

quando

da

admissão em cargos públicos, concessão de

obras

virtude de amizade, partidária

parentesco, filiação

públicos, em

ou

alienações

de

bens

Princípios da Administração Pública

• A impessoalidade, portanto, será violada, quando o agente público praticar ato visando fim diverso daquele previsto em lei; este fim, de forma mediata é aquele indicado claramente na norma jurídica e, de forma imediata, é o interesse público subjacente a toda conduta da administração.

Princípios da Administração Pública

Publicidade ou Transparência Todos têm direito de conhecer as ações dos agentes públicos na gestão do interesse, dos bens e dos recursos públicos. Para tanto a publicidade dos atos da administração pública propicia transparência e possibilidade de viabilizar-se a verificação efetiva da obediência de todos os demais princípios da administração.

Princípios da Administração Pública O princípio da publicidade exige a divulgação oficial dos atos

Princípios da Administração Pública

O princípio da publicidade exige a divulgação oficial dos atos administrativos para conhecimento público e início de seus efeitos externos.

Em princípio toda a atividade da administração deve ser pública, admitindo-se o sigilo apenas em casos excepcionais.

Princípios da Administração Pública

• Logo, se a publicidade é a regra, somente se admitirá sua atenuação quando diante de expressa autorização legal configurando a negativa em dar publicidade aos atos oficiais verdadeiro ato de improbidade – art. 11, IV, da Lei nº 8.429/92.

Princípios da Administração Pública

Eficiência

• Princípio recentemente introduzido pela Emenda

19.

• Com a inserção do princípio no texto constitucional, pretendeu o legislador conferir direitos aos usuários dos diversos serviços prestados pela Administração ou por seus delegados e estabelecer obrigações efetivas aos seus prestadores.

Princípios da Administração Pública

• O princípio alcança também os serviços puramente administrativos, obrigando a administração a recorrer à moderna tecnologia e aos métodos mais modernos de gerenciamento, buscando alternativas menos onerosas e que apresentem maior rendimento e produtividade.

Princípios da Administração Pública Indentifica-se no princípio constitucional da eficiência três idéias:

Princípios da Administração Pública

Indentifica-se no princípio constitucional da eficiência três idéias: prestabilidade, presteza e economicidade. Prestabilidade, pois o atendimento prestado pela Administração Pública deve ser útil ao cidadão. Presteza porque os agentes públicos devem atender o cidadão com rapid ez.

Princípios da Administração Pública

Economicidade porquanto a satisfação do cidadão deve ser alcançada do modo menos oneroso possível ao Erário público. Tais características dizem respeito quer aos procedimentos (presteza, economicidade), quer aos resultados (prestabilidade), centrados na relação Administração Pública/cidadão.

Princípios da Administração Pública

Ocorre que há também outra espécie de situação a ser considerada quanto à Administração e que não engloba diretamente os cidadãos. Trata-se das relações funcionais internas mantidas entre os agentes administrativos, sob o regime hierárquico.

Princípios da Administração Pública

Nesses casos, é fundamental que os agentes que exerçam posições de chefia estabeleçam programas de qualidade de gestão, definição de metas e resultados, enfim, critérios objetivos para cobrar de seus subordinados eficiência nas relações funcionais internas dependerá a eficiência no relacionamento Administração Pública/cidadão.

Princípios da Administração Pública Logo, a eficiência administrativa é atingida pelo melhor emprego dos recursos

Princípios da Administração Pública

Logo, a eficiência administrativa é atingida pelo melhor emprego dos recursos e meios (humanos, materiais e institucionais), para melhor satisfazer às necessidades coletivas num regime de igualdade dos usuários.

Princípios da Administração Pública Outros Princípios da Administração – A lei federal nº 9.784/99. Art.
Princípios da Administração Pública
Outros Princípios da Administração – A lei
federal nº 9.784/99.
Art. 2 o A Administração Pública obedecerá,
dentre outros, aos princípios da legalidade,
finalidade, motivação, razoabilidade,
proporcionalidade, moralidade, ampla defesa,
contraditório, segurança jurídica, interesse
público e eficiência.

Princípios da Administração Pública

Parágrafo único. Nos processos administrativos serão observados, entre outros, os critérios de:

• I - atuação conforme a lei e o Direito;

fins

vedada a renúncia total ou parcial de poderes

de interesse geral,

II

-

atendimento

a

ou competências, salvo autorização em lei;

Princípios da Administração Pública III - objetividade no atendimento do interesse público, vedada a promoção
Princípios da Administração Pública
III - objetividade no atendimento do interesse
público, vedada a promoção pessoal de agentes
ou autoridades;
IV
-
atuação
segundo
padrões
éticos
de
probidade, decoro e boa-fé;
• V- divulgação oficial dos atos administrativos,
ressalvadas as hipóteses de sigilo previstas na
Constituição;
Princípios da Administração Pública • VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição

Princípios da Administração Pública

• VI - adequação entre meios e fins, vedada a imposição de obrigações, restrições e sanções em medida superior àquelas estritamente necessárias ao atendimento do interesse público;

• VII - indicação dos pressupostos de fato e de direito que determinarem a decisão;

Princípios da Administração Pública

• VIII – observância das formalidades essenciais à garantia dos direitos dos administrados;

IX - adoção de formas simples, suficientes para propiciar adequado grau de certeza, segurança e respeito aos direitos dos administrados;

Princípios da Administração Pública

• X - garantia dos direitos à comunicação, à apresentação de alegações finais, à produção de provas e à interposição de recursos, nos processos de que possam resultar sanções e nas situações de litígio;

• XI - proibição de cobrança de despesas processuais, ressalvadas as previstas em lei;

Princípios da Administração Pública

ofício, do processo

administrativo, sem prejuízo da atuação dos interessados

• XIII - interpretação da norma administrativa da forma que melhor garanta o atendimento do fim público a que se dirige, vedada aplicação retroativa de nova interpretação.

• XII

-

impulsão,

de