Sie sind auf Seite 1von 7

Universidade de Franca - UNIFRAN

Núcleo de Educação à Distância – NEAD

Pólo Ribeirão Preto – Escola Bauhaus

Portifólio de Noções de Direito

Plínio Alexandre dos Santos Caetano

Junho, 2009

1
1. TRABALHO PROPOSTO

Disserte, em no máximo 10 laudas, sobre o tema: “Crimes Hediondos”.

2
2. DISSERTAÇÃO

A partir do início da década de 90, com a Lei de Crimes Hediondos, o Estado


passou a tratar de forma diferenciada alguns crimes, considerados de maior gravidade
social.
Para a concepção de crime hediondo, há três sistemas básicos.
São eles:

i. Sistema Legal – Cabe a lei definir quais são os crimes considerados hediondos;

ii. Sistema Judicial – Cabe ao juiz, de acordo com o caso concreto, estabelecer os
delitos que serão considerados hediondos;

iii. Sistema Misto – Como o próprio nome sugere neste sistema, a lei define os
crimes hediondos, facultando ao juiz diante do caso em concreto, estabelecer
outros delitos. De forma bem clara, na legislação brasileira, o caráter hediondo
de um crime depende de previsão na lei 8072/90. Assim, o rol não pode ser
ampliado pelo juiz, que não poderá este conferir a hediondez a um crime que
não conste no elenco.

Quanto aos referidos crimes definidos, são:

i. Homicídio

ii. Latrocínio

iii. Extorsão qualificada pela morte

iv. Extorsão mediante seqüestro e na forma qualificada

v. Estupro

vi. Atentado violento ao pudor


vii. Epidemia com resultado de morte
3
viii. Falsificação, corrupção, adulteração ou alteração de produtos destinados a
fins terapêuticos ou medicinais

Além de claro, ser considerado também hediondo o crime de genocídio,


tentado ou consumado.
A lei de crimes hediondos segue ainda, ao princípio geral: “não há crime sem
lei anterior que o defina, nem pena sem prévia cominação legal”, ou seja, para crimes
anteriores à sua sanção. Logo, todo o qualquer crime praticado antes da sanção da
referida lei deve agir em benefício do réu.
Em um de seus artigos, a lei estabelece que toda e qualquer pena para qualquer
dos crimes supracitados devem ser acrescidos de metade do valor estabelecido antes de
seu vigor, respeitando o limite de 30 anos.

Veiga faz a seguinte alusão:


“(...) do ponto de vista da criminologia sociológica, são os crimes que estão no
topo da pirâmide de desvalorização axiológica criminal, devendo, portanto, ser
entendidos como crimes mais graves, mais revoltantes, que causam maior aversão à
coletividade.”

Além do presente, qualquer crime hediondo está insuscetível de anistia, graça e


indulto.

1. Anistia:

Entende-se por anistia o “esquecimento” jurídico de uma ou mais infrações. É


atribuição do Congresso Nacional, por meio de lei federal, a concessão da anistia. Todos
os efeitos de natureza penal deixam de existir. É causa extintiva da punibilidade do
agente.

2. Graça:

4
É a concessão de “perdão” pelo Presidente da República por meio de decreto.
Trata-se de uma espécie de perdão estatal. É causa extintiva da punibilidade. É
correto afirmar que a graça é o indulto individual.

3. Indulto:

Também é concedido pelo Presidente da República por meio de decreto. É


coletivo, pois possui um caráter de generalidade, ou seja, abrange várias pessoas.
A inclusão do indulto no artigo 2 º da Lei dos Crimes Hediondos gerou
discussões acerca da sua constitucionalidade, já que no art. 5º, inc. XLIII, da CF, proíbe,
tão somente, a concessão de graça, a anistia e fiança. Todavia, o Supremo Tribunal
Federal firmou entendimento pela constitucionalidade do art. 2º, I, da Lei nº 8.072/90 -
ADI 2795 MC/DF.
Entendeu-se que a concessão de indulto aos condenados a penas privativas de
liberdade insere-se no exercício do poder discricionário do Presidente da República,
LIMITADO à vedação prevista no inciso XLIII, do art. 5º, da CF, de onde o artigo
supracitado retira a sua validade. Foi argüido que o termo ‘graça’, previsto no
dispositivo constitucional, abrange ‘indulto’ e ‘comutação de penas’.
Por delegação do Presidente da República, podem conceder indulto ou comutar
penas no caso de crimes não-hediondos, o Ministro de Estado, o Procurador-Geral da
República e o Advogado-Geral da União.
Quando da prática por bando ou quadrilha, se o co-autor agir em apontar os
envolvidos, terá reduzida em dois terços sua pena.
No que tange o Homicídio, este pode ser praticado em forma de grupo de
extermínio ou qualificado que, judicialmente, tem mesmo valor penal.
Em relação ao Latrocínio, trata-se da prática de furto que acarreta a morte da
vítima da violência (o meliante procede do assassinato para fazer o furto). Para sua
tipificação, é necessário que se prove o dolo (vontade do agente) em matar a vítima.
Com relação ao estupro, é considerado um dos crimes mais violentos, sendo
definido, para o caso de vítimas menores de idade como pedofilia.
Com o advento da tecnologia, a pedofilia tem crescido bastante e as Ciências
Jurídicas vem encontrando obstáculos para impedir tal crescimento, tanto por falta de
fiscalização quanto por falta de caminhos para coibir tal prática.

5
Outro crime hediondo é a epidemia com resultado de morte, entendida aqui
como a propagação de germes patogênicos. Para seu enquadramento como crime, basta
a comprovação de apenas uma morte. A transmissão do vírus HIV não configura como
tal crime.
Assim, tendo sido feitas as colocações a respeito da Lei de Crimes Hediondos
e, comentados alguns em suas especificidades, pode-se destacar que, estes crimes são
considerados judicialmente de alta gravidade e afrontam ao bem estar jurídico-social.
Nesse ínterim, tais delitos tem maior severidade para julgamento e também
para pena, sendo que a reincidência é um fator agravante que muito pesa em desfavor do
agente que pratica aos crimes.
Estes crimes não indicam, como possa parecer em primeiro aspecto, que sejam
de prática de extrema crueldade e violência, restringindo-se tão somente ao exposto na
Lei 8.072/90.

6
3. REFERÊNCIAS

VEIGA, Marcio Gai. Lei de Crimes Hediondos: uma abordagem crítica. Disponível em:
[http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3637]
Lei 8.072 de 25 de Julho de 1990. Disponível em:
[http://www.planalto.gov.br/CCIVIL/LEIS/L8072.htm]