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Processo Te n° 01932/07

Prestação de Contas do Prefeito Municipal de


Bonito de Santa Fé referente ao exercício de
2006. Emissão de Parecer Favorável à
aprovação das contas. Recomendações.

o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, no uso de suas atribuições que lhe confere a
Constituição Estadual, em apreciação aos presentes autos do Processo TC n? 01932/07, que trata da
prestação de contas do SI. Jozimar Alves Rocha, Prefeito Municipal de Bonito de Santa Fé,
exercício de 2006, e

CONSIDERANDO que a Auditoria, após análise do que contém os autos, constatou o seguinte:
a) a Prestação de Contas foi encaminhada a este Tribunal no prazo, instruída com todos os documentos
exigidos; b) o orçamento para o exercício, Lei Municipal n" 508, de 11 de novembro de 2005, estimou
a receita e fixou a despesa em R$ 6.721.800,00, autorizou, ainda, a abertura de créditos adicionais
suplementares até o limite de R$ 4.033.080,00, equivalentes a 60% da despesa fixada na LOA; c) não
foram abertos créditos adicionais suplementares e especiais sem autorização legislativa; d) a receita
orçamentária arrecadada foi 9,83% superior à sua previsão; e) a despesa realizada foi 6,73% superior à
despesa fixada; 1) a Dívida Municipal importou em R$ 4.498.579,25 correspondendo a 60,93% da
Receita Orçamentária Total Arrecadada, dividindo-se em 30,94%, Dívida Flutuante, e 69,06%, Dívida
Fundada, apresentando um acréscimo de I 0,41 % em relação ao exercício anterior, g) os gastos com
obras públicas alcançaram R$ 927.884,27, correspondendo a 13,04% da Despesa Orçamentária Total,
sendo pagos R$ 895.164,27, divididos em recursos federais (82%), estaduais (14,09%) e municipais (
3,91 %); h) não houve excesso na remuneração recebida pelo Prefeito e pelo vice-Prefeito; i) foram
aplicados 66,08% dos recursos do FUNDEF em remuneração do magistério; j) repasse ao Poder
Legislativo correspondente a 100,00% do valor fixado na LOA;

CONSIDERANDO que após a análise da defesa apresentada e das considerações feitas pelo
relator, remanesceram as seguintes irregularidades: a) utilização indevida da Reserva de Contingência;
b) despesas não licitadas correspondendo 4,34% da despesa orçamentária total; c) manutenção e
conservação de escolas e postos de saúde da zona rural deficientes; d) à inexistência de controle nos
estoques de materiais; e) transporte de estudantes em veículos inadequados; 1) ausência de
documentação referente aos Conselhos Municipal de Educação e de Saúde; g) ausência de
tombamento de bens móveis e imóveis da Prefeitura; h) não contabilização da dívida ativa no
exercício; j) concessão de diárias sem formalização de processo; I) realização de empréstimos para
pagamento do 13° SaláriO: f' > »'. f) , f
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Processo Te nO 01932/07

CONSIDERANDO que as irregularidades remanescentes não comprometem a lisura da gestão,


por inexistir indícios de dolo, má-fé ou dano ao erário, mas ensejam à aplicação de multa, conforme
inciso 11do art. 56 da Le n" 18/93, e apontam para que sejam feitas as devidas recomendações;

CONSIDERANDO que a multa a ser aplicada deve ser feita em Acórdão de competência
exclusiva deste Tribunal;

CONSIDERANDO o relatório da Auditoria, o parecer oral do representante do Ministério


Público, a proposta de decisão do Auditor Relator e o mais que dos autos consta,

DECIDE, por deliberação unânime de seus membros, em sessão plenária hoje realizada, em:

a) emitir PARECER FA vonx VEL à aprovação das contas do Prefeito Municipal de Bonito de
Santa Fé, Sr. Jozimar Alves Rocha, relativas ao exercício de 2006, encaminhando-o à
consideração da Egrégia Câmara de Vereadores, com a ressalva do Parágrafo Único do art. 124
do Regimento Interno deste Tribunal;
b) recomendar a adoção de providências no sentido de evitar a repetição, nos próximos exercícios,
das falhas aqui constatadas.

Presente ao julgamento o Exmo. Sr. Procurador Geral em Exercício.


Publique-se e cu ra-se.
TC - Plenário n. Joã ripino, em 15 de outubro de 2008.

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ANDRÉ CARLO TORRES PONTES
PROCURADOR GERAL EM EXERCÍCIO
TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO

Processo Te n° 01932/07

o Processo TC n" 01932/07 trata da Prestação de Contas do Prefeito de Bonito de Santa Fé,
SI. Jozimar Alves Rocha, relativa ao exercício de 2006.
O relatório elaborado pela Auditoria, com base na documentação que compõe os autos, destaca:
a) a Prestação de Contas foi encaminhada a este Tribunal no prazo legal, instruída com todos os
documentos exigidos;
b) o orçamento para o exercício, Lei Municipal n" 508, de 11 de novembro de 2005, estimou a receita
e fixou a despesa em R$ 6.721.800,00, autorizou, ainda, a abertura de créditos adicionais
suplementares até o limite de R$ 4.033.080,00, equivalentes a 60% da despesa fixada na LOA;
c) não foram abertos créditos adicionais suplementares e especiais sem autorização legislativa;
d) a receita orçamentária arrecadada foi 9,83% superior à sua previsão;
e) a despesa realizada foi superior à despesa fixada em 6,73%;
1) a Dívida Municipal importou em R$ 4.498.579,25 correspondendo a 60,93% da Receita
Orçamentária Total Arrecadada, dividindo-se em 30,94%, Dívida Flutuante, e 69,06%, Dívida
Fundada, apresentando um acréscimo de 10,41% em relação ao exercício anterior,
g) os gastos com obras públicas alcançaram R$ 927.884,27, correspondendo a 13,04% da Despesa
Orçamentária Total, sendo pagos R$ 895.164,27, divididos em recursos federais (82%), estaduais
(14,09%) e municipais ( 3,91 %);
h) não houve excesso na remuneração recebida pelo Prefeito e pelo vice-Prefeito;
i) foram aplicados 66,08% dos recursos do FUNDEF em remuneração do magistério;
j) o repasse ao Poder Legislativo correspondeu a 100,00% do valor fixado na LOA;

Além destes aspectos, a Auditoria apontou as seguintes irregularidades:

I -Não atendimento às disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal quanto a:


a) gastos com pessoal, correspondendo a 54,19% da RCL e não indicação de medidas em
virtude da ultrapassagem;
b) não envio dos REO para este Tribunal referentes aos 4° e 6° bimestres;
c) elaboração do RGF - 2° semestre em desconfonnidade com a Portaria 58612005 da
Secretaria do Tesouro Nacional.

11 - Quanto aos demais aspectos examinados:


a) utilização da Reserva de Contingência como fonte de recursos para abertura de créditos adicionais;
b) realização de despesas sem licitação no valor total de R$ 513.584,33;
c) aplicações de recursos em MDE correspondentes a 23,95% da receita de impostos;
d) aplicações em ações e serviços públicos de saúde correspondentes a 14,34% da receita de impostos;
e) manutenção e conservação de escolas e postos de saúde da zona rural deficientes;
1) falta de controle de estoque de gêneros alimentícios e materiais diversos;
g) transporte escolar realizado em veículos inadequados;
h) não apresentação de documentação referente aos Conselhos Municipal de Educação e de S~'
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Processo Te n° 01932/07

i) ausência de tombamento de bens móveis e imóveis;


j) ausência de cadastro e contabilização da dívida ativa no exercício de 2006;
k) concessão de diárias sem formalização de processo;
I) despesas insuficientemente comprovadas no valor total de R$ 54.869,73;
m) contratação de servidores sem realização de concurso público;
n) repasse a menor de contribuição do servidor ao Instituto de Previdência e Assistência ao Servidor
Bonitense no valor total de R$ 3.471,95;
o) não realização de repasse da contribuição patronal ao Instituto de Previdência e Assistência ao
Servidor Bonitense no valor total de R$ 259.961,63;
p) não retenção e conseqüente não recolhimento de INSS sobre serviços prestados por pessoas físicas,
no valor total de R$ 177.103,85.

11 - Quanto à denúncia (Processo 03265/08):


Procedência da denúncia concernente à realização de empréstimos para pagamento do 13o salário do
exercício de 2006, sem prévia autorização legislativa.

Houve apresentação de defesa pelo interessado.

A Auditoria analisou a defesa apresentada e concluiu que foram sanadas as irregularidades


relativas ao limite de gastos com pessoal, cujo cálculo inclui obrigações patronais; não envio dos REü
a este Tribunal; falhas na elaboração do RGF; percentuais de aplicação em Saúde e Educação, que
passaram respectivamente para 16,85% e 28,14% da receita de impostos; contratação de servidores,
sem a realização de concurso público; repasse a menor de contribuição do servidor ao Instituto de
Previdência e Assistência ao Servidor Bonitense; não realização de repasse da contribuição patronal ao
mesmo Instituto; e não retenção e conseqüente não recolhimento de INSS sobre serviços prestados por
pessoas físicas.
Mantido o entendimento inicial quanto à utilização indevida da Reserva de Contingência, uma
vez que a Lei de Responsabilidade Fiscal não prevê suplementação da referida Reserva após anulação
da dotação que lhe era destinada e o próprio gestor admite a irregularidade.
Relativamente às despesas não licitadas, o Órgão de Instrução não acatou os argumentos
relativos à despesa realizada com serviços advocatícios, pois o Processo de Inexigibilidade não foi
localizado no período de inspeção in loco, como também não foi anexado à Defesa. Retifica seu
entendimento apenas em relação às despesas com transporte de estudantes, passando o valor das
despesas sem licitação para R$ 473.338.83.
Quanto ao estado de conservação das escolas e postos de saúde, a Auditoria mantém seu
entendimento tendo em vista que os argumentos apresentados não condizem com a realidade
verificada in loco.
No tocante à inexistência de controle nos estoques de materiais, a Auditoria mantém a
irregularidade visto que o defendente limitou-se a exemplificar a distribuição de materiais e não à
comprovação da existência de seus controles.
A Auditoria não acata as alegações relativas ao transporte de estudantes em veículos
inadequados, uma vez que o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) obriga os veículos
destinados à condução escolar a terem cintos de segurança para todos os passageiros e ~'
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submeterem a uma inspeção semestral para verificação dos itens de segurança, o que não vem
ocorrendo no município.
No que diz respeito à documentação referente aos Conselhos Municipal de Educação e de
Saúde, a Auditoria informa que foram solicitadas as portarias de nomeação dos membros que os
compõem. Entretanto as portarias relacionadas ao Conselho de Saúde não foram apresentadas. Quanto
ao Conselho de Educação, nada foi encaminhado, descumprindo o que dispõe a lei de sua Criação que
determina que o Conselho se reunirá ordinariamente uma vez por mês.
Mantido o posicionamento quanto à ausência de tombamento de bens móveis e imóveis da
Prefeitura; segundo informa a Auditoria, não foi apresentada qualquer comprovação das alegações
feitas pelo defendente.
A Auditoria retifica a irregularidade relacionada à ausência de cadastro e contabilização da dívida
ativa no exercício de 2006 já que o Gestor apresentou apenas levantamento de cadastro dos devedores
do município, permanecendo a não contabilização da dívida ativa no exercício de 2006.
O Órgão de Instrução não aceita a documentação anexada aos autos relativa à concessão de
diárias, pois difere da documentação diligenciada in loco, já anexada a este processo às fls. 816/838.
Houve acréscimo de despacho do prefeito concedendo a diária, como também de declaração do
servidor que a recebeu, documentos que não se encontravam anexados aos empenhos arquivados na
Prefeitura no momento da inspeção. Ressalta que os documentados anexados não suprem as exigências
documentais da Resolução Normativa n° 09/01, que exige a declaração do interessado confirmando a
realização da viagem, sempre que possível acompanhada de comprovantes de despesas de transporte e
hospedagem pertinentes, o que não ocorreu em nenhuma das concessões de diárias efetuadas.
Relativamente às despesas insuficientemente comprovadas, a Auditoria retifica o valor para
R$ 35.545,60, uma vez que não foram apresentadas notas fiscais e recibos que pudessem comprovar a
realização de todas as despesas anteriormente apontadas.
No que diz respeito ao empréstimo para pagamento do 13° salário, a Auditoria informa que o
único documento anexado aos autos foi um recibo de pagamento de um dos servidores do município,
no qual consta entre os descontos o valor da parcela do empréstimo realizado, o que não esclarece a
irregularidade em comento. Ademais, o Gestor reconhece o deslize quando requer que se releve a
falha.
É o relatório, informando que por economia e celeridade processual o processo não seguiu ao
Ministério Público e que interessado e seu representante legal foram notificados da inclusão do
processo na pauta desta sessão.

Em 15 de outubro de 2008.

AUDITOR OSCAR ~:NTIAGO MELO


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Processo Te nO 01932/07

A Auditoria apenas retificou o valor das despesas insuficientemente comprovadas quando da


análise de defesa. Entretanto, entendo que a documentação acostada, composta de notas de empenhos,
cópias de cheques, recibos, comprovantes de depósitos e, quando é o caso, notas fiscais, constitui
comprovação das referidas despesas, inexistindo, portanto, a irregularidade.
No que se refere às despesas não licitadas, observa-se a aquisição de carteiras escolares,
realizada de forma esporádica e pouco ultrapassando o limite do valor licitável; outras despesas como
material de construção, medicamentos, material de expediente, fornecimento de pães, fornecimento de
hortifrutigranjeiros, aquisição de produtos hospitalares, recolhimento de lixo e fornecimento de
produtos de limpeza, que também excederam de forma irrelevante o referido limite. Por outro lado,
mantém-se a irregularidade pela ausência de procedimento licitatório para realização de despesas com
limpeza urbana, locação de veículos, fornecimento de carne bovina, fornecimento de gêneros
alimentícios e de combustíveis.
Entendo que a ausência de procedimentos licitatórios, representando 4,34% da despesa
orçamentária total, aliada às outras irregularidades mantidas pela Auditoria, não maculam a
administração do gestor, ensejando-lhe, entretanto, recomendações no sentido de corrigir e evitar as
falhas constatadas, principalmente no que concerne à observância ao disposto na Lei 8666/93.

Ante o exposto, proponho que este Tribunal:

a) emita PARECER FAVORÁVEL à aprovação das contas do Prefeito de Bonito de Santa Fé, Sr.
Jozimar Alves Rocha, relativas ao exercício de 2006, encaminhando-o à consideração da Egrégia
Câmara de Vereadores, com a ressalva do Parágrafo Único do art. 124 do Regimento Interno deste
Tribunal;
b) aplique multa de R$ 1.000,00 (hum mil reais) ao gestor em face das irregularidades constatadas;
c) assine o prazo de 60 dias para recolhimento da multa aos cofres do estado, sob pena de cobrança
executiva;
d) recomende a adoção de providências no sentido de evitar a repetição, nos próximos exercícios, das
falhas constatadas.

É a proposta, em 15 de outubro de 2008.

AUDITOR OSCAR ~A~TIAGO MELO


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