You are on page 1of 396

Uma História Concisa da Bienal do Mercosul

Gaudêncio Fidelis

HB_CAP1_PréBienal.p65

1

21/6/2006, 06:48

Uma História Concisa da Bienal do Mercosul/ Una Historia Concisa
de la Bienal del Mercosur/A Concise History of Mercosur Biennial

Esse livro é parte integrante do projeto editorial da 5ª Bienal do Mercosul – Histórias da Arte e do Espaço, realizada em Porto Alegre de 30 de setembro a 04 de dezembro de 2005.
Este libro es parte integrante del proyecto da la 5ª Bienal del Mercosur – Historias del Arte y del Espacio, realizada en Porto Alegre del 30 de septiembre al 04 de deciembre de 2005. This book is an integral part of the editorial project of the 5th Mercosur Biennial – Stories of Art and Space, Porto Alegre, September 30th – December 4th, 2005.

Todos os direitos pertencentes aos autores e a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Essa publicação não pode ser reproduzida, em todo ou em parte, por quaisquer meios, sem a prévia autorização por escrito da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul e do autor.
Todos los derechos pertenecen a los autores y a la Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Esta publicación no puede ser reproducida, como un todo o en partes, por cualesquiera medios, sin la previa autorización por escrito de la Fundación Bienal de Artes Visuales del Mercosur y del autor. All rights belong to the authors and Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. This publication cannot be totally or partly reproduced in any form or by any means without permission from both parts.

Não medimos esforços para identificar a exata propriedade e direitos dos textos e materiais visuais. Erros e omissões ocasionais serão corrigidos em edições posteriores.
No medimos esfuerzos para identificar la exacta propriedad y derechos de los textos y materiales visuales. Errores y omisiones ocasionales serán corregidos en ediciones posteriores. Every effort has been made to trace accurate ownership of copyrighted text and visual material used on this book. Errors and omissions will be corrected in subsequent editions.

Publicado por/Publicado por/Published by
Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul Rua dos Andradas 1234, 10° andar/Sala 1008 Porto Alegre- RS - Brasil CEP 90020-008 www.bienalmercosul.art.br

Porto Alegre, dezembro de 2005.

Fidelis, Gaudêncio Uma história concisa da Bienal do Mercosul/ Gaudêncio Fidelis. Pref. Paulo Sergio Duarte - Porto Alegre, Fundação Bienal do Mercosul, 2005. P . 395 1.Cultura – Bienal – Mercosul 2.Arte – Bienal – Mercosul 3. Arte – América Latina – Porto Alegre 4. Bienal – Mercosul – História I Título

CDU –7: 008 (8=6) Bibliotecária Responsável : Ariete Pinto dos Santos CRB/10-422

(091)

HB_CAP1_PréBienal.p65

2

21/6/2006, 06:48

Uma História Concisa da Bienal do Mercosul
Gaudêncio Fidelis

Patrocínio

HB_CAP1_PréBienal.p65

3

21/6/2006, 06:48

5ª BIENAL DO MERCOSUL
Realização

Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
Patrocinadores Master

Gerdau Petrobras Santander Cultural / Banco Santander
Patrocinador do artista homenageado Amilcar de Castro

Refap
Patrocinador da Mostra Direções do Novo Espaço e da Obra Permanente de Mauro Fuke

Ipiranga
Patrocinador da Obra Permanente de José Resende

Lojas Renner
Patrocinador do Núcleo Contemporâneo de Pintura

Nacional
Patrocinador do Núcleo Histórico de Pintura

Vonpar
Patrocinadores dos Artistas Convidados

MasterCard Souza Cruz
Patrocinador do livro “Uma História Concisa da Bienal do Mercosul”

Habitasul
Patrocinador da Ação Educativa

Gerdau
Apoiador da Ação Educativa

RBS
Patrocinadores de Segmentos

Varig – Cia. Aérea Oficial Ferramentas Gerais – Ferramenta
Apoiadores da 5ª Bienal do Mercosul

Blue Tree Towers, Digitel, Engex, Fibraplac, Grupo Avipal, ICBNA, Maiojama, Master Hotéis, Nestlé, Perto, Plaza Hotéis, Porto Alegre Convention & Visitors Bureau, Randon e Tintas Renner
Apoio Governamental

Secretaría de Relaciones Exteriores de México – Embajada de México en Brasil – Consejo Nacional para la Cultura y las Artes / México Dirección General de Asuntos Culturales – Ministerio de Relaciones Exteriores – Comercio Internacional y Culto/Cancilleria Argentina
Apoio Institucional

Governo Federal – Ministério da Cultura – Lei Rouanet Governo Estadual – Secretaria da Cultura – LIC Governo Municipal – Prefeitura Municipal de Porto Alegre
Projeto auditado por

PricewaterhouseCoopers

HB_CAP1_PréBienal.p65

4

21/6/2006, 06:48

Sumário
5ª Bienal do Mercosul - arte, cultura, corpo e espaço

Germano Rigotto
Governador do Estado do Rio Grande do Sul
7

A Bienal do Mercosul

Roque Jacoby
Secretário de Estado da Cultura
9

Um desafio contemporâneo

Elvaristo Teixeira do Amaral
Presidente da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul
11

Prefácio

Paulo Sergio Duarte
Curador Geral da 5ª Bienal do Mercosul
13 15

Agradecimentos Porto Alegre, Rio Grande do Sul: Locus da Bienal do Mercosul

José Francisco Alves
Apontamentos para uma história das exposições das Bienais do Mercosul I - A Bienal do Mercosul e seus antecedentes históricos
A cultura no âmbito do Mercosul Cultura, identidade e regionalização: o sentido político e cultural do Mercosul As leis de incentivo à cultura e a criação da Bienal do Mercosul Rumo a 1ª Bienal: vendo o processo cronologicamente

19

25 29 32 33 35 36

II - A 1ª Bienal: pioneirismo e ousadia numa iniciativa de fôlego
A 1ª Bienal do Mercosul e seu campo conceitual Os desdobramentos do projeto curatorial Xul Solar é o artista homenageado Para além das vertentes do projeto curatorial A arte latino-americana nas coleçoes brasileiras na 1ª Bienal O projeto museográfico Publicações e programação visual A logomarca da 1ª Bienal: um sol vermelho representa a exposição Prestando contas à comunidade A presença de Jesús-Rafael Soto na 1ª Bienal Notas sobre o projeto de gestão da 1ª Bienal

47 50 53 58 60 63 64 65 66 67 68 69 75 76 78 80 82 83 84 85 86 87 88

III - A 2ª Bienal: um grande esforço para a consolidação
Diplomacia para consolidação Identidade e diversidade cultural como vetores conceituais da mostra Iberê Camargo é o artista homenageado Picasso, Cubismo e América Latina A obra de Le Parc na 2ª Bienal Arte e tecnologia na 2ª Bienal As representações nacionais A museografia na 2ª Bienal A logomarca da 2ª Bienal A itinerância da 2ª Bienal

HB_CAP1_PréBienal.p65

5

21/6/2006, 06:48

IV - A 3ª Bienal: continuidade e transição em curso
Contêiners como uma metáfora da transição Revendo a pintura através da exposição Poéticas Pictóricas As representações nacionais Rafael França é o artista homenageado O núcleo histórico e as mostras paralelas A itinerância da 3ª Bienal

91 91 97 99 101 103 105

V - A 4ª Bienal: reconhecimento e profissionalização do evento
A 4ª Bienal e seu projeto de consolidação Diante de uma arqueologia genética dos povos da América Latina As mostras icônicas na 4ª Bienal Saint Clair Cemin é o artista homenageado Arqueologia das Terras Altas e Baixas A produção de fora do Mercosul na mostra transversal O Delírio do Chimborazo As representações nacionais Questões postas à obra: o logo da 4ª Bienal O projeto museográfico Itinerância e publicações

109 109 114 117 118 123 124 125 128 129 130

VI - Repensando o modelo em curso através do projeto curatorial: a 5ª Bienal se realiza
O projeto curatorial da 5ª Bienal do Mercosul Os núcleos históricos Experiências Históricas do Plano e A (re)invenção do Espaço Histórias da Arte e do Espaço e o tema da 5ª Bienal Os vetores da exposição A exposição Fronteiras da Linguagem A obra de Amilcar de Castro como fio condutor da 5ª Bienal O projeto editorial e a logomarca da 5ª Bienal A formação do Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul

133 137 138 140 142 145 149 153 154

VII - Os projetos de ação educativa nas Bienais do Mercosul: breve histórico VIII - Contexto e produção em P orto Alegre: A Bienal do Porto Mercosul e a profissionalização do meio em P orto Alegre Porto IX - P erspectiva Crítica I: Detalhe e especificidade na Perspectiva museografia da 5ª Bienal X - P erspectiva Crítica II: notas sobre a importância Perspectiva histórica da Bienal do Mercosul no estabelecimento de uma “auto-estima” para a arte latino-americana XI - Aspectos da montagem da 5ª Bienal XII - T ermos para o estabelecimento de uma volumetria do Termos arquivo: fontes e apropriação Bibliografia Os nomes daqueles que fizeram as Bienais do Mercosul Versión al español English V ersion Version

157

169

175

181 187

193 197 211 219 297

HB_CAP1_PréBienal.p65

6

21/6/2006, 06:48

5ª Bienal do Mercosul: arte, cultura, corpo e espaço
Novamente, como acontece a cada dois anos, o Rio Grande do Sul tem a honra de ser palco de um dos mais importantes acontecimentos culturais do País. Em sua quinta edição, a Bienal de Artes Visuais do Mercosul deixa-nos orgulhosos não só pelo extremo cuidado no trabalho competente desenvolvido por seus organizadores, como também pela qualidade das obras trazidas ao público, ao qual proporcionam conhecimento e encantamento. Estará entre nós uma forte expressão do espírito artístico mundial, em mostra que relaciona corpo e espaço ao tema proposto. A partir do dia 30 de setembro, por dois meses, os gaúchos e demais visitantes de Porto Alegre estarão assistindo, observando e admirando a arte e a cultura sob as formas mais diversas. Neste ano, a bienal homenageia o notável escultor, ilustrador e programador visual Amilcar de Castro, cuja obra é um dos maiores patrimônios culturais e estéticos do Brasil contemporâneo. São alguns dos muitos motivos pelos quais a 5ª Bienal do Mercosul, em seu contexto educativo, torna-se indispensável ponto de encontro, conhecimento e ensinamento, agregando valor extraordinário à interação do público com as peculiaridades da cultura artística mundial. O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, mais uma vez, participa, prestigia e reconhece este importante momento, no qual público, arte e cultura mesclamse em uma unicidade ímpar.
Germano Rigotto
Governador do Estado do Rio Grande do Sul

7

HB_CAP1_PréBienal.p65

7

21/6/2006, 06:48

HB_CAP1_PréBienal. 06:48 .p65 8 21/6/2006.

em sua quinta edição. sem cogitar da sua posição na pirâmide social. em uma saudável renovação que culturalmente só nos engrandece. graças à sensibilidade aguçada. marca de todas as suas edições. vem para instigar e motivar ainda mais nossos talentos. assim como daqueles que sabem que cultura não é apenas lazer e deleite individual. tanto do Rio Grande do Sul quanto da União. muitos outros. A Bienal do Mercosul é. ela pode ser uma ferramenta do desenvolvimento. A Bienal do Mercosul. Acima de tudo. 06:48 .A Bienal do Mercosul O Rio Grande do Sul é pródigo em talentos também nas artes plásticas. apenas se torna possível pelo respaldo das leis de incentivo à cultura. E essa tradição da bienal de abrir suas portas para acolher a todos. sim. Em 2005. por levar cada um de nós. projetando o nome do Estado para muito além de nossas fronteiras. a fim de que surjam outros. favorecendo uma aproximação com aqueles a quem está entregue a missão de desenvolver a cultura artística. a bienal destaca-se ainda pela ação educativa que está buscando desenvolver junto aos jovens de nossas escolas.p65 9 21/6/2006. Roque Jacoby Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul 9 HB_CAP1_PréBienal. O acesso gratuito às realizações e aos eventos da bienal torna-a muito mais democrática por permitir o acesso de todos os que estejam interessados em suas propostas. E não é de hoje que nomes expressivos em criatividade estão obtendo reconhecimento por seu trabalho tanto no Brasil quanto no exterior. uma conquista do poder público em parceria com a iniciativa privada. a enxergar outros horizontes – os de sua plena consciência como ser humano. inclusive econômico.

HB_CAP1_PréBienal. 06:48 .p65 10 21/6/2006.

assim como se configura em uma exposição de fôlego e de qualidade indiscutível. que colabora para revitalizar a memória da instituição e dos eventos que tem realizado. e pela inovação de seus projetos curatoriais. muito se discutiu sobre a produção em sua dimensão humanística e artística e vários profissionais ajudamos a formar. em sendo uma instituição cujo objeto de trabalho é por excelência a contemporaneidade. 06:48 . diversos artistas aqui mostraram suas obras. para um maior avanço no processo de colaborar para que esta instituição – que é de todos – possa caminhar a passos largos para um futuro que nos orgulha. A complexidade de uma exposição como a Bienal de Artes Visuais do Mercosul só pode ser respondida com a colaboração de inúmeras pessoas. Elvaristo Teixeira do Amaral Presidente da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul 11 HB_CAP1_PréBienal. assim. promovendo um encontro com o imaginário de todos aqueles que trabalharam na Bienal do Mercosul. Hoje. ao mesmo tempo. Nada mais contemporâneo. finalmente. de maneira que. Acreditamos que assim estaremos contribuindo para um efetivo engrandecimento da sociedade. Queremos. convidar a fazer parte deste evento. A Bienal do Mercosul tem sido. A instituição que não olha para si no mundo atual corre o risco de fechar-se na obscuridade. contamos com o inestimável apoio da iniciativa privada. Portanto. para uma visão mais justa e igualitária da visibilidade aos bens culturais e à memória e. graças à Bienal do Mercosul. sem sombra de dúvida. a quinta edição é também emblemática porque representa a consolidação desse evento.p65 11 21/6/2006. Ao longo das suas cinco edições. Principalmente porque este é um desafio cuja resposta somente poderia ser dada coletivamente.Um desafio contemporâneo O mundo contemporâneo é feito de desafios. não poderíamos furtar-nos a essa responsabilidade. Contar essa história é também uma maneira de prestarmos contas públicas pelos recursos utilizados e de promovermos possibilidades de um olhar histórico sobre o trabalho e a produção artística e teórica aos quais a Fundação deu visibilidade e os quais colaborou para produzir. estaduais e federal que. resgatar e promover os recursos humanos que fizeram a história da Bienal do Mercosul. em um esforço conjunto de exercício de cidadania e consciência da responsabilidade pública. colocar à disposição da comunidade possibilidades reais de elaborar sua própria visão desta instituição e. Porto Alegre está no mapa da arte contemporânea internacional ao tornar-se a principal exposição de arte latino-americana do mundo. desejamos apresentar essa história a todos os que ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la de perto. assim como dos governos municipais. Aproveitamos esta oportunidade para trazer à luz a presente publicação. que estará em breve aberto ao público. Para nós. e realizar a Bienal do Mercosul é um dos quais me orgulho de ter aceito. um evento que prima pela excelência. não mediram esforços para tornar viável esse evento que já faz parte do universo cultural latinoamericano. a partir do mecanismo que é este livro e da criação do Núcleo de Documentação e Pesquisa. Nesse processo. nada mais desafiador. Além disso. ao veicular a produção artística.

p65 12 21/6/2006.HB_CAP1_PréBienal. 06:48 .

o autor seria mais do que capaz de realizar. sem falar que uma obra desse tipo teria de ser necessariamente coletiva. portanto. seu autor e. Gaudêncio Fidelis está consciente das limitações daí decorrentes. e o recuo de nove anos pode ser considerado muito curto para se escrever uma história. o que temos aqui é “uma” história. que haverá outras. Uma abordagem por demais abrangente só tem duas saídas: ou se produzem diversos volumes. desde já. 06:48 . afinal. escrever Uma História Concisa da Bienal do Mercosul. o que faz com que. o trabalho é formidável. por isso. escrita por dirigentes. De qualquer forma.Prefácio Aqui está um trabalho do qual a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul deve orgulhar-se: Gaudêncio Fidelis pôs-se como tarefa importante desta 5ª Bienal do Mercosul. Pode-se objetar se não é precoce essa história. minucioso e bem-escrito que é colocado às mãos do público e de estudiosos. diferentes. aspectos operacionais da produção. um para cada aspecto da bienal. essa história é “concisa”. na qualidade de seu curador-adjunto. Pressupõe. em virtude inclusive da investigação de risco que consiste qualquer trabalho de história contemporânea que lide com um corpus ainda restrito de documentos para um curto espaço de tempo. entre tantos outros. essa versão tenha compromissos diretos com seu próprio objeto.p65 13 21/6/2006. Melhor assim. Com todas as possíveis correções que venha a sofrer. Paulo Sergio Duarte Curador Geral da 5ª Bienal do Mercosul 13 HB_CAP1_PréBienal. No entanto. o trabalho exaustivo. diga-se logo. Qualquer aprofundamento maior na análise desses projetos fecharia o escopo do livro para um nicho de especialistas. Embora desenvolvendo uma reflexão teórica sobre os papéis das bienais e uma série de fatos envolvendo a origem da Bienal do Mercosul. gestão. portanto. pelo seu título. ou se reduzem dimensões complexas a descrições superficiais. administradores e produtores. Esta é a obra escrita por um curador. Uma História Concisa da Bienal do Mercosul é. Outro aspecto já contido no título: nosso curadoradjunto não pretende ser exaustivo em todos os aspectos que envolvem a realização de cada bienal – captação de recursos. Não “a” história da bienal. em certa medida. Outra objeção é o fato de essa história ser escrita de dentro da própria instituição. Aprofundamento que. uma referência para qualquer pesquisa sobre a história dessa instituição. para instituições culturais com tão pouco tempo de existência. a quinta edição da Bienal do Mercosul apenas começa. concentra-se nos capítulos correspondentes a cada edição da bienal em seus projetos curatoriais e como estes se materializaram. sem dúvida. Gaudêncio Fidelis preferiu uma linguagem fluente e uma boa dose de informação que interessa tanto a pesquisadores que desejam realizar futuros mergulhos nos detalhes quanto ao leigo que queira conhecer como vem desenvolvendo-se essa instituição que já é responsável pela maior mostra de arte latino-americana. motivo pelo qual tem foco preciso e objetivo claro. penso que seja inédito no Brasil.

06:48 .HB_CAP1_PréBienal.p65 14 21/6/2006.

Sua dedicação e seu estímulo foram fundamentais em meio a tantas dificuldades. como também por ter contribuído com todos nós através de seu inestimável senso de comunidade ao colaborar para a existência da Bienal do Mercosul. dividi com inúmeras pessoas informações. ao coletar dados e materiais. Agradeço ainda a Elvaristo Teixeira do Amaral. A oportunidade que tive de dividir com todos eles longas conversas engrandeceu o processo de escrever este texto. por que não dizer. Leonor Amarante e aos curadores da 5ª Bienal Cecilia Bayá Botti. curadoresassistentes. Justo Werlang. A equipe que trabalhou comigo nesta publicação foi motivo de inspiração. principalmente em um processo de fazer uma bienal. curador geral. trabalhar na realização da 5ª Bienal do Mercosul. inúmeras pessoas colaboraram com trabalho e dedicação. Nesse caso não foi diferente. não podemos deixar de reconhecer seu papel de liderança nesse processo. Frederico Morais. Gabriel Peluffo e Ticio Escobar pelo inestimável tempo colocado à disposição para responder perguntas e conceder-me entrevistas sem as quais este texto não teria a riqueza que possui. José Paulo Soares Martins e Renato Malcon. Nesse processo. minha assistente 15 HB_CAP1_PréBienal. Com eles dividi momentos de alegria e dificuldade nessa longa jornada que foi escrever este livro e. e José Franscisco Alves e Neiva Bohns. Meus sinceros agradecimentos aos curadores da Bienal do Mercosul Fábio Magalhães. A todas elas devo meus mais sinceros e carinhosos agradecimentos. Justo Pastor Mellado. pela atenção e pela incansável dedicação ao projeto desta publicação. Além da equipe envolvida diretamente nesse projeto. A Lídia Lucas Lima agradeço pela colaboração dedicada nos capítulos referentes à 2ª e à 3ª Bienal. motivo de satisfação e engrandecimento que trouxeram para esse projeto muito mais que um perfil acadêmico. Quero agradecer inicialmente a Giovana Vazatta. Ela é antes um esforço coletivo em que a colaboração de inúmeras pessoas é fundamental e indispensável. pelas preciosas informações e pelo apoio recebido. Embora saibamos que a Bienal é resultado de um processo coletivo. Agradeço imensamente a Jorge Gerdau Johannpeter não só por ter dedicado parte de seu tempo para esta publicação. Agradeço aos artistas pelas longas entrevistas e pelo tempo dispensado em complementar informações. Franklin Pedroso. sugestões e idéias. Eva Gristein. 06:48 . As longas horas de trabalho que tivemos foram. Foi um projeto coletivo também no sentido de que. fornecendo informações ou ainda colocando à disposição materiais bibliográficos e fontes não facilmente disponíveis. mas um empreendimento em que a atenção ao detalhe e à especificidade conferiram ao projeto uma dimensão maior. ao mesmo tempo. Suas informações ajudaram grandemente a dar polimento e precisão ao texto. ainda que imensa em sua importância e complexidade. foi fundamental o apoio de meus colegas curadores: Paulo Sergio Duarte.p65 15 21/6/2006.Agradecimentos A realização de uma publicação dessa dimensão nunca é fruto de um só indivíduo. Agradeço aos dirigentes da Bienal pela mesma razão: Ivo Nesralla. da qual esta publicação representa apenas uma pequena parte. Quero agradecer especialmente a Justo Werlang pelo apoio.

sensibilidade e inteligência. Jornal O Sul – RS e Jornal Zero Hora – RS. Maria Camargo e Manuel Claudio Borba. Outros tantos veículos de comunicação da imprensa escrita não só forneceram materiais. Folha do Estado – Cuiabá – MT. Sem eles não seria possível a nenhum de nós. sem a qual este texto não poderia ter sido escrito em tão curto espaço de tempo. Sem elas não poderíamos ter reunido tão extenso volume de material e informações. Margarita Kremer. Parceiros Voluntários. A todas elas meus mais sinceros agradecimentos. FURPA – Fundação dos Rotaryanos de Porto Alegre. quero agradecer aos fotógrafos que gentilmente cederam várias imagens para esta publicação sem nenhum ônus para a instituição: Adriana Franciosi. como gentilmente nos autorizaram material para publicação. O Estado de São Paulo – SP.Arquivo de Fotos. Carlos Stein. Justo Werlang e José Paulo Soares Martins. 06:48 . Sem o empenho e a dedicação desses profissionais nenhuma destas publicações teria atingido aquilo que eu acredito ser um alto patamar de qualidade. Correio do Povo – RS. mas todas as publicações do projeto editorial desta Bienal. instituições e pessoas colaboraram nesse trabalho. Sem eles essas mesmas publicações. Hoje em Dia BH. fontes e informações relativas ao material iconográfico. Todos sabemos o quanto é importante para pesquisadores a cedência de materiais iconográficos para publicação. Agência RBS – CDI – Joranl Zero Hora . Fabio Del Re. cujo trabalho foi minucioso e dedicado. cabe lembrar Dalton Delfini Maziero (Fundação Bienal São Paulo). a quem devemos os mais sinceros agradecimentos: Joel Fagundes. a Cristiana Helga Rieth pela transcrição de inúmeras entrevistas e ainda a Ana Paula Freitas Madruga pelo apoio.de pesquisa nesse trabalho. pelo apoio logístico na obtenção de materiais iconográficos e sua permissão para publicação. agência Gad’Design. Leonid Streliaev e Mathias Kramer. Agradeço a Fernanda Ott. A eles meus mais sinceros agradecimentos: A Notícia – SC. Vera Greco do Núcleo de Documentação do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. ficam privados de informação advinda de materiais visuais. Serviço Social do Comércio (SESC). Grupo Gerdau – Departamento de Comunicação Social. da Big Joe. Inúmeras empresas. Ao seu incansável trabalho se deve. coordenadora do Núcleo de Documentação e Pesquisa. Por isso. Jornal NH (Novo Hamburgo). Várias pessoas contribuíram ainda fornecendo materiais de seus arquivos particulares. Agradeço enormemente a Rafael Rachewsky por ter tomado para si a responsabilidade de pôr de pé o projeto deste livro e dos outros desta coleção. A Bienal do Mercosul é feita em grande parte pelo esforço e trabalho dos colaboradores e funcionários desta Fundação. Seu trabalho de coletar informações e apresentá-las a mim de forma ordenada e de conferir dados foi precioso ao formar uma sólida estrutura sobre a qual este livro se assenta. Fundação Iberê Camargo. Museu de Comunicação Hipólito José da Costa. O dedicado trabalho de revisão dos originais feito por Elisângela Rosa dos Santos só encontrou recepção no magnífico design gráfico do livro elaborado por Ângela Fayet e Janice Alves. A Júlia Oliveira Berenstein pela sistematização de dados. Entre elas. diretor do Museu Hipólito José da Costa. 16 HB_CAP1_PréBienal. com dedicação. Jornal do Comércio – RS. José Francisco Alves. assim como seu público.p65 16 21/6/2006. Diário Catarinense – SC. Revista Bravo e Revista Aplauso. Este livro não teria sido realizado sem a colaboração em muitos de seus detalhes dos membros de sua equipe pelo seu trabalho de apoio. não somente esta.

Escrever um livro dessa envergadura em tão curto espaço de tempo é uma tarefa de grande responsabilidade.p65 17 21/6/2006. Giovana e Rainer Hillmann. porém. não faltou quem viesse me resgatar em momentos de dificuldade: Andréia Druck.curadores. não posso deixar de lembrar minha família. lembro-me mais ainda daqueles cujas as palavras de encorajamento e suporte foram mais significativas do que qualquer dificuldade. José Paulo Soares Martins. Everton Santana Silva. José Francisco Alves. aquela de fazer jus ao trabalho e à dedicação de tantas pessoas que trabalharam para que esta instituição se tornasse uma realidade. Gaudêncio Fidelis 17 HB_CAP1_PréBienal. Se me lembro dos momentos difíceis. fazer o trabalho que fizemos: Adriana Stiborsky. conviver com um número de pessoas cuja riqueza de experiências só nos traz engrandecimento é talvez sua parte mais compensatória e enriquecedora. Fabiana Fidelis. Luciano Fidelis e Beatriz Minuzzo. por terem fornecido dados orais sobre a trajetória das Bienais que foram de valor inestimável para construir esta história. Marta Magnus. Justo Werlang. Luisa Schneider. Suzana Marques. Maria Ângela dos Santos Cardoso e Maria Luiza Cardoso. Por fim. O processo de fazer uma Bienal é uma longa e difícil jornada. Nesse processo. Heloisa dos Santos Cardoso. que acompanhou sempre de perto esse intenso trabalho: Ari Fidelis e Gladis Cardoso Fidelis. Agradeço especialmente a Adriana Stiborsky e Marta Magnus. Terezinha Abruzzi Pimentel e Volmir Luiz Gilioli. 06:48 . saudades ficaram de Adiles dos Santos Cardoso (in memoriam). Tatiana Machado Madella. Durante esse percurso.

06:48 .18 HB_CAP1_PréBienal.p65 18 21/6/2006.

Brasília. da sobreposição das leis de renúncia fiscal em prol da cultura. a resistência dos indígenas ao Tratado resultou na Guerra Guaranítica e mudou a direção da colonização açorita. Podemos falar das razões econômicas. O Tratado de Madri (1750) propiciou a Vista aérea da cidade de Porto Alegre/Aerial view of downtown Porto Alegre Cais do Porto colonização lusitana ordenada do Rio Grande do Sul.p65 19 21/6/2006. em 1737. mas um aspecto histórico e geográfico é igualmente importante: a localização epidérmica da terra dos gaúchos entre as Américas portuguesa e espanhola. em 1626 começou a ser colonizada por espanhóis – as reduções da Companhia de Jesus. na razão pela qual esse evento sem precedentes foi criado justamente em Porto Alegre. Região virtualmente espanhola em decorrência do Tratado de Tordesilhas (1494). com os imigrantes das Ilhas dos Açores. tais como Belo Horizonte.Porto Alegre. 06:48 . porém. A primeira vila rio-grandense a ser criada foi Rio Grande. a formação de Porto Alegre e das vilas da região. e assim por diante. Curitiba. Todavia. Foto: Henrique Raizler por volta de 1752. considerando outras cidades da mesma importância com capacidade para realizar tal empreendimento. ocasionando. Pouco se fala. acertos e desacertos. por sua posição na questão cultural da América Latina. 19 HB_CAP1_PréBienal. Rio Grande do Sul: Locus da Bienal do Mercosul José Francisco Alves Muito se tem discutido sobre a Bienal do Mercosul. seja por seus méritos. Como resposta lusitana. mais do que nos damos conta em um primeiro momento. assim. Rio de Janeiro ou Recife. iniciado anos antes com a Nova Colônia do Santíssimo Sacramento (1680). vindos especialmente para ocupar a região negociada com os espanhóis em troca da Colônia do Sacramento: as Missões Jesuíticas. entre outras. O Estado do Rio Grande do Sul O Rio Grande do Sul foi a última região atlântica do Brasil a ser povoada e a única fronteira efetiva – “fronteira viva” – das coroas ibéricas nas Américas. ocorreram as incursões dos bandeirantes. justamente para dar sustento ao rumo português na direção meridional da América do Sul.

A Cidade de P orto Alegre Porto Porto Alegre teve sua origem com um “núcleo urbano” inicial de casais açorianos. sendo inicialmente apenas uma escala para o transporte dos ilhéus até a região missioneira. na década de 1860. instalado a partir de 1753. da Freguesia Artes Visuais do Mercosul no 10º andar/The building where the headquarters of the Mercosul Visual Arts de Nossa Senhora da Conceição de Viamão. executado em mármore. assim. Em pouco tempo. é que o Rio Grande do Sul passou a compor o seu aspecto territorial atual. nos vales dos rios Jacuí. malogrado este também. constituindo-se no primeiro monumento público do Rio Grande do Sul por sua condição de marco comemorativo. depois Porto do Dorneles e Porto dos Casais). Um deles veio da Itália. e a conseqüente tomada de Rio Grande. a capital necessitava de uma distribuição pública de água potável ajustada com a demanda. por seu crescimento e sua melhor localização. em 1763. a data de fundação da cidade é considerada a de 26 de março de 1772. seja como entreposto ou como posição militar (antigo Porto do Viamão. para os filhos dos guaranis transferidos das Missões e alojados na Casa de Cultura Mário Quintana Foto: Henrique Raizler Aldeia dos Anjos. Desvinculava-se. denominada por muitos como “ponta da península” – ou simplesmente “península. Com o passar dos anos. na década de 1770. do Alto Marne. foram criadas esparsas salas para alfabetização. Contudo. Esse palco de disputas pela fixação da fronteira – o “primeiro élan caracterizador da evolução histórica rio-grandense” –. Pardo e Taquari. com a criação da Freguesia de Nossa Senhora O prédio onde está a sede da Fundação Bienal de Madre de Deus de Porto Alegre. o primitivo arranchamento de imigrantes nas margens do Guaíba. th 20 HB_CAP1_PréBienal. Durenne. Nesse momento. foi implantado um sistema de abastecimento que contou com a vinda das primeiras obras de arte significativas para a cidade: os chafarizes importados da Europa. em 1822.” No início do século XVIII.1 somado a fatores econômicos da exploração do gado. Para tanto. 06:48 . foi escolhido para ser a capital da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul a partir de 1773.Em 1777. passaram a ser batizados os primeiros portoalegrenses e Porto Alegre efetivamente pôde crescer com nome próprio. eram terras pertencentes à sesmaria de Jerônimo de Ornelas Menezes e Vasconcelos. em número de sete. a capela existente no Porto Biennial is located at the 10 floor Foto: Rafael Rachewsky dos Casais: a partir daí. A região que hoje é o centro de Porto Alegre localiza-se numa protuberância de terra projetada sobre um torniquete de rios que forma o início do grande Lago Guaíba. na França. Todos foram instalados entre 1865 e 1867. tendo sido montado em homenagem à razão de ser de Porto Alegre: o Guaíba. após definitiva ocupação militar brasileira. A educação pública demorou a ser implantada no território. somente em 1801 os espanhóis foram expulsos das Missões. eram de ferro fundido e vieram da prestigiada Fundições A. Muitos deles ainda conseguiram Laçador colocação em núcleos próximos. Com a invasão espanhola no Brasil. Não se efetivando a colonização como o planejado. o Tratado de Santo Ildefonso tentou remodelar esse imbróglio diplomático-territorial. Em razão do aumento populacional. na margem esquerda do Lago Guaíba. os açoritas ficaram Monumento ao/Monument to “provisoriamente” no local por cerca de 20 anos. no limiar do século XIX.p65 20 21/6/2006. No princípio.2 Os demais chafarizes. Aqueles Símbolo da Cidade de/Symbol of the city of Porto Alegre que permaneceram às margens do Guaíba foram os que posteriormente se Foto: José Francisco Alves consumaram como os primeiros habitantes da atual capital do Rio Grande do Sul. forjou a estirpe do habitante da região a quem se deu o nome de gaúcho. atual Gravataí. da região de Carrara. a capital foi transferida para o arraial de Viamão.

06:49 . fundada em 1934. em 1910. Três anos depois. em apenas 50 anos a capital já contava com cursos superiores: a Escola de Farmácia e Química (1895).constava que não havia “mais de três homens formados naturais desta Província e quatro Meninos de Coimbra”.4 Em 1957. a Escola de Engenharia (1896). a segunda. a história da cultura e da arte não se faz somente Vista da Rua dos Andradas/View of Andradas Street nas academias.3 Há autores que julgam esse tardio aparecimento do ensino público como uma das causas da Revolução Farroupilha (1835-1845). assim. Em 1868. aconteceu a quarta coletiva e o Salão da Gazeta Mercantil de Porto Mercado Público/The Public Market . Em 1855. Em 1903. era inaugurado o Teatro São the Foto: Rafael Rachewsky Pedro. em funcionamento até hoje. a formação do corpo de professores de que tanto necessitava a Província. em 1875 ocorreu a primeira exposição. foi fundado o Instituto de Belas Artes.p65 21 21/6/2006. localizase na parte central da cidade de/located in the central area of city Musical Porto-Alegrense. em 1881. foi criado o curso de Arte Dramática na Faculdade de Filosofia. com cursos de música. Acompanhando o acentuado crescimento rio-grandense da segunda metade do século XIX. iniciaram-se os cursos de desenho. iniciando. posteriormente. Sede do Governo do Estado/ Metropolitan Cathedral and Piratini Palace. Somente em 1850 passou a funcionar em Porto Alegre seu primeiro liceu. Rio Grande do Sul State Government Headquarters Foto: Henrique Raizler Vista da ponte Getúlio Vargas/View of Getúlio Vargas Bridge Foto: Henrique Raizler 21 HB_CAP1_PréBienal.Largo Glênio Peres Foto: Henrique Raizler Vista aérea do centro da cidade de Porto Alegre a partir da Usina do Gasômetro/Aerial view of downtown Porto Alegre from Usina do Gasômetro Foto: Henrique Raizler Catedral Metropolitana e Palácio Piratini. Em 1908. Todos essas escolas foram embriões da primeira universidade. No plano das artes plásticas. foi fundada a Academia RioGrandense de Letras. em 1891. No primeiro ano do século XX. pintura e artes de aplicação. a terceira. surgiram a Filarmônica Porto-Alegrense e o célebre Partenon Literário. a Faculdade de Direito (1896) e a Faculdade de Medicina (1898). No entanto. José Joaquim de Medanha criou a Sociedade Também conhecida como/Also known as Rua da Praia.

Na área de literatura. Uma outra significativa mostra viria a ocorrer somente em 1925. destaca-se a Feira do Livro. de negócios e lazer. escola alternativa ao ensino acadêmico praticado pelo curso de arte da Universidade Federal. As perspectivas culturais de Porto Alegre são extremamente positivas. O museu desenvolveu um papel institucional fundamental nos anos seguintes e aguarda ocupar seu lugar definitivo junto a um complexo de empreendimentos na área do Cais do Porto. o Salão de Outono. Montevidéu e Assunção. Buenos Aires. Em 1954. foi criado o Atelier Livre da Prefeitura. Em 1938. foi organizada uma grande mostra. o Memorial do Rio Grande do Sul (1998) e o Santander Cultural (2001). Porto Alegre destaca-se por empreendimentos culturais de porte internacional como a Bienal do Mercosul (1997). Em 1992 foi fundado 5 o Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Mário Quintana Foto: Fernando Zago Na área de artes plásticas. 06:49 . Mestrado e Doutorado em Teoria e Crítica da Arte e Poéticas Visuais. cinema e dança. com uma enorme atividade na área de artes plásticas.6 este em processo de reciclagem.4 milhão de habitantes. foi fundada a Associação Rio-Grandense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. praticamente eqüidistante de cidades como São Paulo. entre outros. o pintor Ângelo Guido. Em 1935. após mudanças de sede.7 previsto para ser inaugurado em 2006. no Pavilhão Cultural da Exposição do Centenário. por Decreto. com 1. no prédio da Intendência Municipal. com as monumentais comemorações do Centenário da Revolução Farroupilha. 22 HB_CAP1_PréBienal. a 30 dez. atualmente sediado no complexo Cultural Casa de Cultura Mário Quintana. literatura. Em 1961.p65 22 21/6/2006. a Casa de Cultura Mário of DEPRC e/and Usina do Gasômetro durante/during II Bienal (1999) Foto: Henrique Raizler Quintana (1990). música. a mais antiga entidade de artistas plásticos com tempo de atividade no Brasil. somente em 1979 foi alocado no atual prédio. já consolidada pelos paradigmas que tem criado. O Instituto de Artes da UFRGS possui cursos de Bacharelado em Artes Plásticas. que Contemporary Art of Rio Grande do Sul Vista da exposição/View of the exhibition “Dilemas da Matéria” anualmente ocorre em novembro. considerada Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul/Museum of a maior feira de livros aberta da América Latina. atual Paço dos Açorianos. (25 out. com vistas a transformar-se em área cultural. e o complexo da Fundação Iberê Camargo. A P orto Alegre da Cultura Porto A capital gaúcha é hoje uma metrópole bem desenvolvida.Vista do/View of Parque Farroupilha (Redenção) Foto: Henrique Raizler Alegre. Localizado inicialmente no Teatro São Pedro. o Centro Municipal de Cultura (1978). A Fundação que atualmente funciona junto à residência onde viveu o artista. organizada pelo professor do então Instituto de Artes da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). Possui duas universidades e um núcleo de instituições culturais do qual se destacam o já Vista aérea de Porto Alegre/Aerial view of Porto Alegre À esquerda embaixo/At the botton left antigas instalações do/Former facilities mencionado Museu de Arte. 2002) Sede temporária do/Temporary headquarters of MAC-RS – Casa de Cultura e cuja primeira edição ocorreu em 1955. a Usina do Gasômetro (1988). na Praça da Alfândega. cujo prédio tem a autoria do prestigiado arquiteto português Álvaro Sisa. criou-se o Museu de Arte do Rio Grande do Sul. por iniciativa de Iberê Camargo.

1973). Gravataí e Jacuí –. encontros com artistas e seminários nacionais e internacionais sobre a obra do artista assim como sobre arte contemporânea. Karen Lambrecht. the work “Excentra” by the Uruguayan artist Rulfo (2004) was installed at the 5th Mercosur Biennial. 1978). 1970). mostrando um trabalho de ampla envergadura institucional.Vivafoto O Pôr-do-sol de/The Sunset in Porto Alegre O Pôr-do-sol é uma das características marcantes da cidade. contando com um acervo representativo da arte contemporânea produzida no Rio Grande do Sul. 1970). Simon.já tem se consolidando como uma instituição que sinaliza para um perfil internacional pelas diversas atividades que tem realizado. Damasceno. Porto Alegre – História e Vida da Cidade (Porto Alegre: Editora da UFRGS.” in Rio Grande do Sul – Terra e Povo (Porto Alegre: Globo. 6 Uma magnífico pórtico de entrada para o Cais do Porto era a porta de entrada da capital para os viajantes que nos anos 20 chegavam a cidade pelo rio. e. evento que foi projetado pela cidade e que. citando Antônio José Gonçalves Chaves. como o Fórum Social Mundial. De origem francesa o pórtico foi construído entre 1911 e 1922 é a porta de entrada para uma área onde estão localizados 17 armazéns parte deles utilizados bianualmente para exposições pela Bienal do Mercosul. Nuno Ramos. além da estátua principal do conjunto. Da direita para esquerda/From right to left Santander Cultural. A Escultura dos Sete Povos (Porto Alegre: Movimento. Além disso. a capital gaúcha também se destaca com realizações de outra ordem. Foto: Carlos Stein . a projeta para o mundo.p65 23 21/6/2006. Origens do Instituto de Artes da UFRGS. criado em 2001. 10. In the picture. a obra “Excentra” do artista uruguaio Rulfo (2004). Kremer. 4 Universidade de Porto Alegre. Sobre o artista ver capítulo da 2ª Bienal do Mercosul neste livro. nº 2000/ Construction of new headquarters at 2000 Padre Cacique Avenue .Porto Alegre Foto: Rafael Rachewsky Fundação Iberê Camargo Construção da sede na Avenida Padre Cacique. 5 O Museu foi fundado por Gaudêncio Fidelis e criado por Decreto Governamental de 18 de março de 1992. 06:50 . 3 Kremer. posterior Universidade do Rio Grande do Sul (1947). 1970). História do Rio Grande do Sul (Porto Alegre: Globo. Ferreira Filho.Vera Chaves. Arthur. “Panorama da Educação. Francisco Riopardense de. simbolizando o próprio Guaíba. Possui obras significativas de artistas brasileiros como Carlos Fajardo. 14. em 1823.Porto Alegre Projeto do Arquiteto/Design by Architect Álvaro Siza. alegorias realizadas em escala industrial. Armindo. em primeiro plano. Desde seu início a Fundação vem organizando exposições. Artes Plásticas no Rio Grande do Sul (Porto Alegre: Globo. 1978. Tese de Doutoramento em História. Memorial do Rio Grande do Sul e Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Praça da/Square Alfândega . Porto Alegre. near the wharf. premiado com Leão de Ouro na Bienal de Arquitetura de Veneza. 7 A Fundação foi criada em 1995 com o objetivo de preservar e divulgar a obra de Iberê Camargo. 1969. História Geral do Rio Grande do Sul (Porto Alegre: Globo. Sinos. Athos. PUC-RS. p. Alda Cardozo. Círio. Guilhermino. 2 1 23 HB_CAP1_PréBienal. instalada na V Bienal do Mercosul junto ao Cais do Porto/The sunset is one of the city’s attractions. Na foto. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1950). Suas estátuas. Iole de Freitas. em 2002/Golden Lion at the 2002 Venice Biennial Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo Foto: Fábio Del Re . Notas Trevisan. foram nomeadas de acordo com os rios que formam o lago – Caí. Macedo. ao mesmo tempo.Vivafoto Referências César. finalmente. 1958). Trevisan.

06:50 .p65 24 21/6/2006.HB_CAP1_PréBienal.

cuja dificuldade foi exacerbada pelo exíguo espaço de tempo de que dispúnhamos para escrever o texto. No segundo semestre de 2004. Ela é fundamentalmente o resultado de um processo coletivo. Foi paralelamente a esse processo de organização do acervo que realizamos o trabalho com o objetivo de escrever “uma história concisa” da bienal a ser materializada na forma de uma publicação. Esse foi um trabalho exaustivo e minucioso. Meu objetivo ao escrever este texto foi trazer a público o papel que cada um desses agentes desempenhou. como de fato para a América Latina. curadores. material de imprensa e entrevistas. na época ainda bastante dispersa. Como colaboração ao projeto curatorial desta bienal. empreendedores. Chamo atenção para o título. seus desdobramentos no exercício da constituição das edições que a Fundação realizou e ao final. Para tanto. propiciar alguns elementos de reflexão sobre o que o futuro sinaliza para o evento Bienal de Artes Visuais do Mercosul. aos poucos foi possível reconstruir essa história já tão plena de detalhes e constitutiva de aspectos significativos não só para o panorama das artes visuais no Rio Grande Sul. eu diria. funcionários. a Fundação Bienal contratou um profissional para dar início ao processo de organização e sistematização de seu acervo documental e bibliotecário a fim de que esse servisse não somente para utilização de seus profissionais.Apontamentos para uma história das exposições das Bienais do Mercosul O trabalho de pesquisa para esta publicação teve lugar no recém-formado Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 06:50 . A história da Bienal do Mercosul é a história de seus visionários. mas nem por isso a única. Através da pesquisa de documentos. como também para uma futura disponibilidade ao público especializado. patrocinadores. acrescido de entrevistas a diversas pessoas envolvidas de alguma forma com o projeto da bienal. sugeri organizar uma publicação sobre a ainda recente história da Bienal do Mercosul. Tentei escrever este texto considerando que essa seria não só uma história da instituição. 25 HB_CAP1_PréBienal. como membro da curadoria desta bienal. mas fundamentalmente uma história das exposições que a Fundação Bienal promoveu. Ela representa assim um tipo de história. artistas participantes e todos aqueles que deram sua contribuição naquele que é o maior empreendimento cultural constituído na área de artes plásticas no Brasil depois da Bienal de São Paulo. que aponta para o fato de que esta é “uma história” da Bienal do Mercosul de tantas outras que possam a ser escritas. profissionais da área. respondendo também a uma necessidade gerada pela realização desta publicação. considerando ainda o enorme volume de trabalho que representa atuar na organização e curadoria de uma exposição dessa dimensão. foi realizado um trabalho de pesquisa da documentação existente. produtores.p65 25 21/6/2006.

Trata-se. No entanto. Para aqueles que ainda acreditam que o discurso pode manter uma isenção mínima. já que esta de fato talvez não exista. uma clara metodologia pôde dar ao projeto o distanciamento necessário e contar essa história com rigor suficiente dentro dos padrões de exigência acadêmica. por outro. portanto. como se sabe. dentro ou fora da instituição. Sua veiculação tornou-se dependente desse mecanismo que faz com que a obra circule. Assim. sem prescindir dos requisitos mínimos de produção teórica e crítica que nos é requerido. por seus projetos curatoriais. portanto. as exposições não eram críticas sobre seu próprio papel na constituição de agendas específicas. A despeito da presença do curador como único “culpado” pelo caráter de autoria impresso às exposições. reportar-se a esse público mais amplo. cabe lembrar que se trata aqui de uma isenção ligada à representatividade institucional. é essencialmente eurocêntrico. têm vida própria. Exposições não são. a exposição possui uma autonomia capaz de ultrapassar. A grafia é um processo que filtra a verdade – processo este. Esta publicação.p65 26 21/6/2006. Contudo. como em uma onda de vibração que se estende para além do seu núcleo. esse raio vê-se constantemente ampliado à medida que essa instituição passa a se reportar progressivamente a esferas mais abrangentes de público. a autonomia da própria obra de arte. 06:50 . não tem esse objetivo – e nem poderia tê-lo. antes de tudo. elas se tornaram um meio sem o qual a arte não mais pode existir. Porém. Se. isto é. eventos de simples veiculação da produção. sempre comprometido. Constituída como um projeto em si. não podem ser consideradas isoladamente. cabe lembrar que há uma tensão inerente entre a realidade e a palavra escrita que reside no coração do próprio ato de escrever. Estas o fazem lançando mão de um complexo aparato conceitual e material que tem um impacto determinante na maneira como vemos esses objetos e como nos reportamos a eles como reflexo de uma determinada perspectiva cultural que temos em mente. que fosse escrita por um dos agentes implicados diretamente no processo de constituição do evento que a abriga. Considere-se ainda a envergadura da instituição e o seu alcance. Hoje. E não poderia ser diferente. entretanto. interpretada e em última instância comercializada. eu diria. o conceito de écriture. a meu ver. nacional e internacional. muitas vezes. parece que estas conseguem manter seu caráter pervasivo de se sobrepor às individualidades dos objetos ali representados. sem deixar de considerar as demandas mais próximas a que chamamos de locais. para além dos objetos que exibem e para além dos pressupostos básicos de dar visibilidade à obra. É sabido que. ao fazê-lo. Exposições são também poderosos mecanismos para a produção de conhecimento. ou seja. Representam ainda o modo como buscamos dirigir a leitura que queremos que delas sejam feitas. as exposições têm sido objeto de um vasto campo de reflexão teórico-crítico que se esforça por desconstruir a problemática por elas gerada em todos os seus desdobramentos no campo da produção de conhecimento. Projetos curatoriais recentes têm tentado sistematicamente subverter essa ordem ao constituir exposições em que a visibilidade da obra seja considerada prioridade em oposição à condição de autoria instituída pelo curador. mais tarde apropriado pela própria visualidade plástica. Nenhum projeto de construção institucional poderia contemplar todas as demandas advindas dos diferentes estratos sociais a que se reporta a instituição. então. a instituição passa naturalmente a desligar-se mais e mais das esferas próximas a esse núcleo inicial. a isenção crítica não poderia ser plenamente exercida nesse caso. O grande volume de informação e teoria que geram constitui por si só o que poderíamos chamar de uma mais-valia da veiculação de seus objetos. cabe lembrar que os 26 HB_CAP1_PréBienal. No caso de uma Fundação Bienal. nos projetos de renovação dos sítios arquitetônicos que as abrigam. Historicamente falando. O modo de exibição desses objetos expresso na museografia. fundado no centro das ideologias de poder e dominação. não a isenção em si. inclusive. Por essa razão. Isso ocorre porque todo o processo de formação institucional é naturalmente traumático. exposições são também uma maneira de fazer um espetáculo. nas estratégias de marketing composta por suas peças gráficas e promocionais e. O desafio consiste. ainda que em muitos casos as relações de compra e venda não se efetivem de forma concreta. Até porque não seria possível uma análise criticamente “isenta.” no âmbito de uma perspectiva acadêmica. em preencher essa lacuna e. a função de uma publicação como esta seria a de trazer a público uma visão construtiva e reparadora da trajetória da instituição. todos propiciam elementos que falam sobre como cada um dos eventos pensou sua própria imagem refletida na esfera pública. por um lado. elas quase têm por obrigação fazer a própria crítica de sua constituição. À medida que esse círculo expande-se. seja vista. é claro. de tentar mostrar como todos os mecanismos que compõem e gravitam em torno de um evento do porte de uma bienal são partes fundamentais no processo de sua constituição. seletivo e. Até muito recentemente. assim como as intenções e a agenda que estabeleceram. Essas exposições. enquanto a subjetividade do curador tem sido constantemente posta em questão.

quando é o caso. como o MOMA ou a Tate Modern.p65 27 21/6/2006. fornecer dados capazes de dar visibilidade ao conhecimento gerado por esses cinco eventos já realizados. Nesse sentido. considerável isenção para promover alguns comentários críticos com o objetivo de fornecer elementos para o debate crítico e. Estas o fazem apenas na medida em que ajudam a projetar. e não às suas esferas mais próximas. ainda assim. respondem. um determinado volume de produção local. a públicos cosmopolitas e internacionais. só para citar dois casos emblemáticos.modelos de bienais que conhecemos até o momento e até mesmo de instituições museológicas globais. bem como das possibilidades que lhe são reservadas como um evento na perspectiva em que esta se inscreve. 27 HB_CAP1_PréBienal. como se sabe. assim. 06:50 . minha intenção foi escrever um texto em que a metodologia adotada permitisse razoável distanciamento em relação ao texto. fornecer fontes e elementos para uma futura e mais aprofundada discussão das já realizadas Bienais do Mercosul. O principal objetivo desta publicação é.

HB_CAP1_PréBienal. 06:50 .p65 28 21/6/2006.

Com esta publicação. embora muitas vezes realizados sob opiniões contraditórias de muitos dos profissionais do meio e com promessas de integração cultural. discutiu questões como O Sistema de Arte e suas Instâncias no Contexto Latino. ainda que acidentalmente. posteriormente.A Bienal do Mercosul e seus antecedentes históricos Aquilo que é articulado como memória coletiva nem sempre carrega a gênese da clareza. contribuíram significativamente para que a possibilidade de uma integração latino-americana na área de artes plásticas pudesse futuramente tomar forma.p65 29 21/6/2006. queremos lançar uma luz sobre as motivações que a geraram. o desejo de realizar um evento de porte internacional existia de forma latente no imaginário da comunidade artística do Estado.Americano e a Circulação da 29 HB_CAP1_PréBienal. Seus movimentos constituem. Nesse caso. constituindo seu lugar à margem das disputas do tão conhecido eixo cultural Rio-São Paulo. trata-se de considerar esse contexto como sendo aquele da criação de um mercado comum envolvendo os países do Cone Sul e aquele no qual se originou a idéia da criação da Bienal do Mercosul. realizado em 1989. revela muitas vezes a matéria daquela que pode vir ser a verdadeira história das estratégias e dos mecanismos que movem os dados no jogo da cultura. sobre o processo que a constituiu e. O I Encontro Latino-Americano de Artes Plásticas – Cone Sul4 (ELAAP). a condição que apontei acima não poderia processar-se de maneira diferente com a Bienal do Mercosul e as versões que motivaram a constituição da Fundação Bienal de Artes Visuais. No que se refere à construção da memória coletiva. Por outro lado. conhecer o trabalho daqueles que vêm tornando possível sua existência ao longo destes nove anos. 06:50 . quando vistos sob a ótica de um contexto específico. podemos citar a profissionalização do meio artístico. portanto. o fundamento da paisagem cultural. ainda que muito pouco tenham guardado de suas originais discussões e propostas. principalmente. Há muito. que vinha acontecendo progressivamente com os programas realizados pelo Instituto Estadual de Artes Visuais. portanto. É a história desses movimentos que nos mostrarão as configurações de poder e o conhecimento gerados em um momento cultural particular. promovidos pelo Conselho de Desenvolvimento Cultural (CODEC)3 e. Estes últimos. Vários fatores e eventos podem ser apontados como predecessores das condições que finalmente tornaram possíveis as condições necessárias para a criação da Bienal do Mercosul. pelo Instituto Estadual de Artes Visuais. aquilo que historiadores omitem do passado. tais como os Encontros Latino-Americanos de Artes Plásticas. a não ser pela intenção de uma integração cultural pensada de maneira abrangente. O Estado do Rio Grande do Sul sempre buscou a condição de terceiro pólo de artes plásticas no país. Entre elas.1 a fundação do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul2 até eventos mais específicos. que a promove a cada dois anos.

centros de intercâmbio de informações.Obra de Arte – Possibilidades e Alternativas de Intercâmbio. Folder do III Encontro A vontade de realizar exposições que dessem visibilidade à Latino-Americano de Artes Plásticas: Arte produção gaúcha. produção/Folder of 3 Latin American Paralelamente ao I ELAAP. em um contexto latino-americano. dentro das fronteiras 89” (Julho de 1989) nacionais e dentro dos próprios meios artísticos. principalmente quando realizados na chamada “periferia. que estava planejada para o ano seguinte. 1990 e 1996). Com o título Arte na América Latina – 100 Anos de Produção. o que poderia ter produzido resultados mais concretos em relação aos mecanismos tão necessários à integração cultural. acordos entre instituições. como As Artes Plásticas e Projetos de Mundo. o contexto mudou st st rd 30 HB_CAP1_PréBienal. delas. do Paraguai. da mas tiveram dificuldade em desempenhar um papel político efetivo Coordenadoria de Artes Plásticas e do Museu de Arte do junto às instâncias governamentais. o terceiro.7 tiveram por objetivo sinalizar Plásticas/Newspaper of the 1 Latin American Meeting of Arts (26 a 28 de julho. 1989) para algumas questões pertinentes à problemática latino-americana. O debate foi Latino-Americano de Artes Plásticas e permeado pela tônica da identidade e da integração. Se os dois primeiros encontros foram excessivamente politizados e voltados para discussões acerca da integração e da identidade latino-americana. O I encontro redigiu um documento aprovando uma política de integração de arte e cultura para a América Latina e o Caribe.temos sérios vícios and opening of the exhibition “ARTE SUL e mecanismos de dominação entre nós mesmos. O II ELAAP. do Chile. do Paraguai e do Uruguai. anteriormente apenas uma coordenação do Conselho de Desenvolvimento Cultural (CODEC). que analisaram desde Propostas Estéticas e Discurso Crítico até temas mais abstratos. A mostra tinha como objetivo a realização de um panorama 1996) da produção de artes plásticas desenvolvida no Rio Grande do Sul. como as instituições de ensino e a produção e a circulação da obra de arte no contexto do Rio Grande do Sul. dentro da qual Convite do I Encontro o II ELAAP aparece como o primeiro grande evento.9 Assembléia Legislativa do Estado Em geral. sem entrar no mérito sobre de onde vieram e como foram absorvidos.100 89.”6 O III ELAAP chegou a redigir uma carta do encontro que sintetizou as conclusões dos debates. O encontro fora anunciado como uma preparação do terreno para o advento da Bienal do Mercosul. 06:50 . Os encontros objetivaram articular questões relativas à arte latino-americana de modo a colocá-las na ordem do dia da discussão internacional. Porto Alegre. há muito se na América Latina 100 anos de apresentava de maneira latente nos mecanismos institucionais públicos. os encontros latino-americanos foram realizados no calor do Porto Alegre crescimento das políticas externas ao meio cultural e artístico de um processo de integração latino-americana e produzidos no contexto das disputas políticas no terreno teórico e de produção do conhecimento que já vinha andando a passos largos em outros países da América Latina.p65 30 21/6/2006. apesar de se realizarem no âmbito Rio Grande do Sul Ado Malagoli. já às vésperas do surgimento da Bienal do Mercosul. Os Encontros Latino-Americanos de Artes Plásticas. Perspectivas de Integração LatinoAmericana. discutiu questões como Ensino – Produção Teórica – Circulação e Intercâmbio – Relações com o Estado e Instituições – Mercado. o encontro reuniu profissionais da Argentina. do Brasil.8 com mais de 50 artistas do Estado escolhidos por uma comissão years of production (1º e 2 de agosto. e temas mais abrangentes. tais como trânsito de obras. realizado em 1990. alertou para o perigo American Meeting of Arts de uma visão estreita da questão da identidade: “. por exemplo. Ticio Escobar. parece ter encontrado um esgotamento dessas questões e se voltado para problemas mais específicas da produção.5 O ano de 1990 coincide com a estruturação da Secretaria de Estado da Cultura. seria até mesmo ingênuo acreditar que isso pudesse ser feito por eventos desse porte. e assim por diante. Porém. de seleção. em suas Jornal do I Encontro Latino-Americano de Artes três edições (1989. Participante do inauguração da mostra/ Invitation to the 1 Latin encontro na época. como os Caminhos da Arte.10 Hoje. tendo concentrado suas discussões fortemente em tópicos locais. foi realizada a mostra Arte Sul Meeting of Arts: Art in Latin America . realizado em 1996... Editado pelo Governo do Estado do Rio Grande do Sul através do Conselho de Desenvolvimento Cultural.” sem a articulação direta em relação aos centros de disseminação de conhecimento.

Correio do Povo. viria a significar.p65 31 21/6/2006. 06:50 .07.” e que essa integração seria promovida nas áreas econômica. aproveitamento de recursos e uma maior sintonia entre os diferentes setores da economia desses países. rumo ao estabelecimento de uma integração mais efetiva entre esses países. inclusive Cuba. como a União Aduaneira. resultando por fim em um esgotamento e na criação do Sistema Econômico Latino-Americano (SELA). “Mercosul ganha encontro de artes. objetivos estabelecidos. que cresceram consideravelmente durante a década de 1990 e que foram estabelecidas entre o governo brasileiro na época e alguns países da América Latina. é firmada a Ata de Buenos Aires pelos presidentes do Brasil e da Argentina na época. com os processos de integração regional no continente envolvendo a América do Norte. como Argentina. uma vez articulados conforme premissas básicas de sintonia com uma perspectiva mais abrangente e menos isolacionista em relação a um campo de ação internacional ao qual nos reportamos necessariamente. considerando ainda questões como preservação do meio ambiente. se efetivada. Foi nd 31 HB_CAP1_PréBienal. de 1954. que integrou todos os países latino-americanos. a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC) e. Porto Alegre (03.14 O Tratado de Assunção estabeleceu. constituídos na base de um programa de liberação comercial. assinado em 1980. Junte-se a esses fatores o quadro social originado pelas políticas de integração do Mercosul. de reduções tarifárias progressivas e do estabelecimento de políticas macroeconômicas de maneira coordenada. em 1980. um processo de união aduaneira a ser consolidado a longo prazo entre esses quatro países. O Tratado de Montevidéu.16 É de senso comum que acordos para a integração da América Latina que datam de 1941.12 havia Governo do Estado do Rio Grande do Sul estabelecido que o país buscaria a integração latino-americana. Em junho de 1990. promulgada em 1988. signatários do Tratado de Assunção. política.15 deve ser considerado um antecedente importante no processo de consolidação de uma tão esperada integração da América Latina. primeiro instrumento jurídico constituído nesse período. cuja maior iniciativa foi a criação do North American Free Folder do II Encontro Trade Agreement (NAFTA) e a Área de Livre Comércio das Américas Latino-Americano de Artes Plásticas/Folder of (ALCA).” Variedades.1996). Secretaria da Cultura Porto Alegre “…visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações. entre outras prerrogativas. Essa situação coincide. mas é em março de 1991 que é assinado o Tratado de Assunção para a Constituição do Mercado Comum do Sul (Mercosul). Essa iniciativa havia sido estabelecida à luz de recentes acontecimentos internacionais que constituíram grandes espaços econômicos. 1990) A nova constituição brasileira. não conseguiram atingir mais efetivamente os Cortesia/courtesy Jornal Correio do Povo. social e cultural. obedecendo a uma lógica em que predomina o estabelecimento de zonas de livre comércio de um já anunciado processo de globalização. 28. em 1960. em última instância. em 1975. a 2 Latin American Meeting of Arts (16 a 18 consolidação da hegemonia norte-americana sobre o continente. Paraguai e Uruguai.11 de agosto. Na base do tratado estava a percepção de que tal processo de integração deveria levar em conta o crescimento econômico com justiça social. por outro lado. que. o Paraguai e o Uruguai juntaram-se ao processo em curso.13 Em seguida. ou o Pacto ABC. sua sucessora.significativamente e tais eventos encontram um terreno mais sólido para se revelarem como potenciais campos de ação reflexiva. que posteriormente veio a tomar uma forma mais concreta com o Tratado de Assunção. Surge. a Associação Latino-Americana de Integração (ALADI).

e o Tratado de Assunção procurou. 06:50 . Catálogo/Catalogue of the exhibition Arte Sul 89 (Julho de 1989) Governo do Estado do Rio Grande do Sul Conselho de Desenvolvimento Cultural .3 %). nos âmbitos oficiais não eram conhecidos os tipos de ações que deveriam ser empreendidas para promover a integração cultural.19 Catálogo/Catalogue Arte Sul 93 (14 de outubro a 28 de novembro 1993) Governo do Estado do Rio Grande do Sul Secretaria da Cultura Museu de Arte do Rio Grande do Sul Um estudo realizado entre julho de 1996 e junho de 1997 buscou mostrar a veiculação do Mercosul na imprensa escrita. Como sugere Gregório Recondo. somente dois anos depois é que se realiza a primeira reunião.. O estudo concluiu que havia um menosprezo em relação aos aspectos culturais e sociais se comparados com aqueles da área econômica e política: “Comparada aos seus aspectos políticos e econômicos. ou a cultura não interessava o suficiente na construção do MERCOSUL ou. Ticio Escobar sugere que há um conflito entre a “.. ficou instituída a Reunião Especializada de Cultura. estimulando o conhecimento mútuo de valores e tradições.a partir dessa iniciativa que os tratados previamente mencionados foram consubstanciados. entre tais razões estava: [. [a cultura] torna-se praticamente insignificante[s].necessidade de organizar centralizadamente a administração de diversos sistemas simbólicos e a de afirmar as identidades particulares. Com o Mercosul. os quais se vê surgirem da década de 1990 em diante. a integração é adversária dessa particularidade de projetos plurais que definem o cultural como exercício do outro e como expressão de identidades resistentes à disciplina de um modelo único. também se realizariam. outras questões mais complexas parecem apontar para a razão pelas quais a cultura tem sempre dificuldade de se credenciar como uma via efetiva pelas quais tais processos de integração. tanto por meio de empreendimentos conjuntos como mediante atividades culturais. uma mudança na natureza dos acordos de integração regional desse período até a segunda metade da década de 1970 e início da década de 1980. Das várias razões pelas quais isso possa ter acontecido.” No entanto.. As notícias classificadas como ‘cultura’ ou ‘sociedade’ somadas representam menos de um quarto das notícias publicadas sobre o Mercosul (11.17 Catálogo da exposição/Catalogue of the exhibition “Arte Gaúcha Contemporânea” (17 de outubro a 10 de novembro 1991) Governo do Estado do Rio Grande do Sul Instituto Estadual de Artes Visuais Casa de Cultura Mário Quintana Contudo.CODEC A cultura no âmbito do Mercosul Na área cultural e artística. Os modelos anteriores estavam cercados por uma intervenção estatal excessiva e por medidas de caráter protecionista.. ao passo que os protocolos e acordos recentes buscaram o estabelecimento de uma maior eficiência dos processos produtivos em curso.”18 Escobar escreveu: Este enfrentamento entre centralização e diferença apresenta problemas difíceis na hora de incluir o tema cultura na agenda dos projetos integradores que hoje estão se afirmando a nível subregional: a princípio. tanto o Brasil quanto os outros países membros passam também a ter uma maior vantagem política de negociar com outras alianças econômicas.] a subvalorização da cultura ou o seu desconhecimento.. levando em consideração a força do bloco econômico do qual fazem parte.promover a difusão da cultura dos Estados partes. a que parece mais óbvia é que a cultura não estava na ordem de prioridades como mecanismo influente no processo de integração. Ou seja. Em uma reunião do Grupo Mercado Comum. com o objetivo de avaliar o tratamento e a importância dispensados ao Mercosul naqueles países que o integram. realizada em Brasília em setembro de 1992. vários acordos e iniciativas foram estabelecidos em cumprimento ao Tratado de Assunção. Há. conforme a lógica vigente da produção capitalista e a transformação das políticas de comércio e industrialização.. preservar os acordos assinado no âmbito da ALADI. entretanto. em qualquer caso.”20 O Instituto 32 HB_CAP1_PréBienal. Estamos inclinados a supor que a omissão obedeceu à segunda dessas hipóteses. entre outras coisas. quando realizados no âmbito do Estado.p65 32 21/6/2006. cuja função seria “.

ainda assim o evento de envolvidos e facilitar a fiscalização de bens culturais entre os mesmos/The nunca saiu do papel. selo foi criado com a função de ser representante de cada país participante. apesar de todos os protocolos de intenções e tratados assinados. em dezembro de 1996. Cultura. 06:50 .12.24 Em 1996. filme. O protocolo refere-se vagamente à entrada de bens “…em caráter temporário. Além de ser uma iniciativa eventual. dança e música. do Paraguai e do Uruguai. A área de artes plásticas é a única não mencionada no documento de maneira alguma. uma dimensão cultural inegável de significado profundo que somente será capaz de ser vislumbrada no 33 HB_CAP1_PréBienal. Não podemos pensar a cultura isoladamente do processo político e econômico. Há. sem entendermos as verdadeiras razões de tal exclusão. Nessa reunião.26 seal was created to serve as an identity Baseado nas prerrogativas estabelecidas pelo Tratado de Assunção e pelo device from the cultural integration of the four countries involved as well as to Memorando de Entendimento. cuja existência remonta ao projeto de emancipação das nações sul-americanas e resiste ainda em se consolidar mesmo depois do surgimento de uma vida democrática para a maioria dos povos latino. é na ata dessa reunião que a área de artes plásticas é mencionada pela primeira vez como um setor a ser incentivado pelos acordos de cooperação. between referente ao “Tratado Aduaneiro para Circulação nos Países de Mercosul de do Brasil.” serem promovidas em seus países vizinhos.”27 fazendo uma alusão tanto ao trânsito de obras de arte e bens relacionados à produção artística e cultural e à jurisdição estatal quanto à circulação da produção desses países a ser controlada pelo Estado.”21 Assim. fica Selo Mercosul Cultural/Mercosur estabelecida a proposta de uma exposição itinerante de artistas plásticos do Cultural Seal (Aprovado pela /Aproved by resolution 122/ Mercosul que seria realizada por uma curadoria conjunta composta por um resolução 96. pelos governos da Argentina. como já foi dito. de material destinado à realização de projetos culturais aprovados por autoridades competentes dos Estados Partes. e O um elemento identificador da vontade integração cultural dos quatro países não um programa de ação coordenada. identidade e regionalização: o sentido político e cultural do Mercosul A formação do Mercado Comum do Sul (Mercosul) deve ser vista como um processo de assegurada importância no seguinte aspecto: o exercício de sua consolidação exige o aprofundamento e a superação de diferenças históricas. Resolução 122/96 foi assinado em Fortaleza. por sua vez. bem como à intenção de facilitar a circulação de bens culturais através da remoção de barreiras aduaneiras. estabeleceu-se ainda que o Mercosul contaria com um selo cultural como símbolo de integração e mecanismo para facilitar a identificação na circulação de bens culturais. fato que nunca veio a se concretizar. Metade da população não sabia da existência do Mercosul. firmado naquela primeira reunião. o trânsito de obras. bens e equipamentos culturais nunca foi facilitado e as barreiras aduaneiras não foram removidas. Tais objetivos seriam primordialmente atingidos por ações “Customs Union for the Circulation within Mercosur Countries of Goods facilitadoras e promotoras entre esses países e a organização de ações culturais a Belonging to Cultural Projects Approved by Competent Organisms. de/from 15.americanos. realizou uma pesquisa para avaliar o conhecimento que a população brasileira teria sobre o Mercosul e os resultados mostraram que “O Mercosul era ainda uma entidade desconhecida por grande parte dos brasileiros. enquanto a outra metade simplesmente não sabia dizer o que era. O protocolo tinha como objetivo alcançar Bens Integrantes do Projetos Culturais pelos Órgãos Competentes”/ ações concretas na área de cooperação e integração cultural e artística entre os Aprovados Resolution 122/96 pertaining to países signatários. Nesse documento. como se fosse sempre vítima de um processo discriminatório. mecanismo também nunca posto em prática. parece haver. no Rio Grande do Sul.Gallup.15.25 realiza-se em Canela. que gere reflexões mais profundas sobre uma questão que muitas vezes se vê fragmentada em seu processo de entendimento. Entretanto.1996). O documento constitui-se basicamente em uma carta de intenções que faz referências diversas e esparsas a determinadas ações culturais em áreas específicas.p65 33 21/6/2006. que definiu as bases para uma legislação cultural e para a circulação de bens culturais. trata-se do estabelecimento de uma política de eventos. o Protocolo de Integração Cultural do Mercosul facilitate the control of cultural goods them. A Primeira Reunião Especializada em Cultura do Mercosul22 resultou no chamado Memorando de Entendimento. Ainda assim. a Primeira Reunião dos Ministros da Cultura do Mercosul. De uma maneira ou de outra. A Segunda Reunião Especializada de Cultura23 apenas reafirmou as mesmas propostas estabelecidas pela primeira. estereótipos e preconceitos entre os povos de sua nações associadas. portanto. razões que requerem uma investigação crítica. tais como literatura. e não de ações coordenadas a se realizarem a longo prazo. cujos objetivos consistiram principalmente na reafirmação das premissas estabelecidas pelos encontros anteriores.1996/12. de fato.

assim.”33 Mas é justamente a possibilidade de imprimir um caráter de reavaliação dos princípios econômicos. ressalta a importância de um mercado comum ligado à veiculação e à produção de bens culturais: Projetos como a Bienal constituem boas alternativas para conceber a presença do Mercado atuando não só através das indústrias culturais. de uma “. porque trabalha com uma produção simbólica e com um pensamento crítico que são independentes – e inclusive alheios – aos objetivos estritamente políticos e econômicos desse Mercado. no quarto bloco econômico mundial. social e cultural dos países que o integram.distanciamento histórico do desdobramento em que esse processo acontecerá (a despeito de seus percalços. Não devemos nem podemos esquecer que o que a torna diferente de suas congêneres em todo o mundo é o fato de que ela tem como telão de fundo um tratado econômico regional e.. pode vir a contribuir para uma constante revitalização do meio em que ele existe e no qual se constitui..28 em que de fato foram estas que surgiram a priori.34 Ticio Escobar. Necessitamos. para alguns) de colocar novamente em discussão a questão regionalista. curador do Chile: Neste sentido.. que foi curador pelo Paraguai em três Bienais do Mercosul. suas implicações no processo de integração regional e seus desdobramentos. está imbuída do mesmo otimismo que transformou o Mercosul. como projeto cultural. que é o terreno em que elas atuam. A Bienal pode ser a plataforma crítica da integração. A consolidação de tal processo. Sendo assim.tiveram ritmos. como a problemática do regionalismo. sempre estiveram em perspectiva na Bienal do Mercosul. A própria Bienal do Mercosul é. em um sentido institucional construtivo. habitantes da América Latina. Frederico Morais fez a seguinte observação: A I Bienal de Artes Visuais do Mercosul tem o mérito (ou o demérito. para qualificá-la no seio do seu próprio processo. não é uma tarefa fácil. a Bienal pode perfeitamente conformar um âmbito de ação dessas políticas. A esse respeito. aos objetivos do Mercado Comum. a Bienal deveria imprimir à integração uma marca específica.35 34 HB_CAP1_PréBienal. uma manifestação regionalista. que a Bienal do Mercosul. em poucos anos. Nesse sentido. “No passado carecemos de enfoques abrangentes: privilegiamos as hipóteses de conflito por sobre as de cooperação e solidariedade. mas corresponderam sempre ao princípio de consolidar um cenário de confronto e diálogo regional. seus próprios temperamentos e marcou desenvolvimentos específicos. com vistas em um passado que será constantemente revisado. por outro lado. sem dúvida. culturais e políticos. toda vez que esteja regulado por políticas culturais. Gabriel Peluffo acentuou a importância de uma vinculação de papéis acadêmicos e culturais à concepção política do Mercosul sem. venha ele efetivamente a ter sucesso ou não. uma nova visão necessariamente surgirá como resultado de uma sistemática reavaliação dos fatos e conceitos que temos consolidados. promover um processo de integração nos termos de premissas econômicas. o projeto estaria imbuído da mesma perspectiva otimista de realização. pode atravessar o que é social. na medida em que possa pô-los em questão. não só por causa de sua localização. contudo. portanto.32 Ticio Escobar. sobre a base de critérios que continuam. por ter parentesco com a idéia de um mercado comum. Crítica. objetivos e alcances diferentes. Acredito que esta diversidade. mesmo porque há que se consolidar antes uma cultura da integração capaz de salvaguardar as diferenças locais. a partir dos procedimentos da arte contemporânea. Como tudo na vida. considera que estas “.educação para a integração”29 que se realize a partir do entendimento da diversidade. Como bem expressou Justo Pastor Mellado.”30 Ao comentar sobre a veiculação de bens simbólicos. com certeza. Todavia. questionará o eurocentrismo que sempre nos impôs significados a partir de suas premissas. Cada Bienal teve sua estratégia própria. com profundas conseqüências na vida política. enriquece a história das exposições latino-americanas. mas não pode ficar limitado a eles. 06:50 . à luz de um amadurecimento e da redefinição das relações de identidade histórica e culturais estabelecidas por nós. O que estamos pondo em movimento com a Bienal é um dispositivo para tornar mais denso o nosso precário sistema de arte. o regionalismo tem aspectos positivos e negativos. vincular a produção ao aparato político que necessariamente se instaura em relações de organizações desse tipo: O evento da Bienal serve.. o que é oficial e o que é empresarial.31 Outras questões. como também por causa das implicações ditadas por seu suposto efeito local. com efeito.p65 34 21/6/2006. Inculcaram-nos divergências em vez de comunicar as enormes afinidades. Essa talvez seja a maior contribuição cultural que o processo de formação do Mercosul possa dar. Um mercado comum pode promover o desenvolvimento da arte na região. falhas e eventuais retrocessos).

já que se trata de uma instituição cujas características são capazes de promover a renovação e a veiculação da produção em um contexto voltado para a renovação. os seus interesses. foi expresso da seguinte maneira por Renato Malcon. me parece que é uma conseqüência quase lógica. Por outro lado. uma homogeneização da produção da América Latina e de suas diferenças seria altamente prejudicial. por ocasião do III Encontro Latino-Americano.313. as suas dificuldades. disse: Em arte. presidente da 4ª Bienal: “Acho que é isso que a Bienal proporciona para todos nós. que o projeto de integração efetivo poderá vir a se realizar. Em uma entrevista. de 23 de dezembro de 1991). a Bienal do Mercosul tem um papel fundamental a cumprir. Sob o ponto de vista do processo artístico. por terem suas diferenças. de 2 de julho de 1986).42 Como contrapartida.p65 35 21/6/2006. [.] Nós passamos a investir em arte. lembrou as implicações de realizar um processo de descontextualização da obra com vistas à busca de traços comuns: Quando você descontextualiza um artista. realizado em Porto Alegre.. se você examina o contexto e suas relações culturais. apresentam um certo grau de discrição que estaria contido em suas especificidades históricas.construir progressivamente uma cultura regional. com uma grande receptividade por parte de lideranças artísticas e políticas do sul do país.No entanto. Uma cultura regional do Mercosul é um objeto ainda muito vago e imaginar com certo rigor nessa direção. para elaborar políticas a esse respeito. à geração de empregos e riqueza. sociais e culturais propriamente ditas.. O caráter público do projeto da Bienal e seu papel em uma sociedade democrática. embora seja justamente essa homogeneização que tradicionalmente venha sendo advogada na forma de uma identidade comum.39 Foi justamente essa latente necessidade do meio de constituir projetos concretos de integração cultural que encontrou ressonância no empresariado do Rio Grande do Sul. à caída de barreiras aduaneiras e tarifárias. talvez alguns de nós não tivéssemos essa relação direta com a arte. aprovada antes mesmo das demais leis estaduais que se seguiram à Lei nº 8.] para os empresários. Passamos também a entender o artista. […]. se visto como um projeto cultural. “. em março de 1990. A veiculação da produção cultural no processo de formação de um bloco econômico foi apontado por Justo Werlang como um processo de formação... Essas culturas. não quero mostrar uma identidade única. a criação da Bienal do Mercosul pode ser considerada como o resultado de um movimento que surgiu nesse contexto.41 As leis de incentivo à cultura e a criação da Bienal do Mercosul As leis estaduais de incentivo à cultura surgem no Brasil.37 Já o crítico argentino Fermin Févre admitiu a possibilidade de que relações de identidade realmente existam. da cidadania e de construção das liberdades individuais: Quando falamos em Mercosul estamos nos referindo sempre à formação de blocos econômicos. há que transpor determinados obstáculos que são de ordem política. não se pode programar uma forma de criação. a qual instituiu 35 HB_CAP1_PréBienal. à racionalização da produção. 06:50 .. [. Collor apresentou outra legislação (a Lei nº 8..505. que. na qual os agentes das mais diferentes esferas sociais participam de um projeto coletivo e crescem culturalmente na execução desse empreendimento. É a partir da liberdade individual. exige conhecer [. para os artistas. Estou querendo acentuar as diferenças.38 Assim.”36 Frederico Morais. extinguiu a chamada Lei Sarney (Lei nº 7. especialmente. Assim. que o cidadão dará a sua contribuição positiva neste processo.313. a partir de 1991. será um trabalho delicado. como alternativa à medida do Presidente Fernando Collor de Melo. você tem uma visão mais correta e verdadeira do objeto analisado. políticas e econômicas. E sabemos que no centro disso tudo está o homem. ele se excepcionaliza. apoiada em culturas nacionais que até agora se ignoraram despreocupadamente entre si.. a uma maior competitividade internacional. que instituiu o Programa Nacional de Apoio à Cultura/ PRONAC. tanto quanto políticas e econômicas. para os curadores e. mas sim criar condições para que ela exista. É no exercício de suas premissas culturais.] algo sobre a estrutura comum a todas as culturas nacionais. Se a partir disso se produz uma corrente de criação na qual se percebe uma identidade e uma arte que responde ao imaginário desta região.. está o cidadão. a conhecer o seu dia-a-dia. garantida pelo Estado de Direito e nutrida por uma cultura viva e sólida. a novas oportunidades de investimentos. antes de tudo.”40 O Mercosul. E a primeira condição é um melhor conhecimento dos artistas e da arte do Mercosul. Se não houvesse a Bienal. ao assumir. demonstrando uma necessidade histórica de articulação cultural e artística que há muito vem tentando efetivar-se de forma duradoura. ao falar sobre o processo de constituição da 1ª Bienal e de como pensava a questão da identidade e da diferenciação cultural.

em 1995.algumas correções à Lei Sarney. tais como a análise prévia dos projetos aptos a buscarem incentivos na iniciativa privada. este não teria se tornado realidade sem a vontade do empresariado. foi aprovada pela Assembléia Legislativa a lei gaúcha.48 Rumo à 1ª Bienal: vendo o processo cronologicamente Pode-se dizer que construir uma cronologia precisa para a constituição da Bienal do Mercosul49 é estabelecer uma visão linear para uma série de eventos que devem ser vistos simultaneamente. tendo sido discutido e bem recebido pela comunidade cultural. Como havia prometido em sua campanha.50 a produtora cultural Maria 51 Benites Moreno elaborou um anteprojeto para uma Bienal do Cone Sul. Um aeramento e oxigenação de toda a produção artística e teórica regional. se a renúncia fiscal tornou possível o projeto da Fundação Bienal. é que ressurgiu a esperança da comunidade cultural de ter um mecanismo de incentivo fiscal.954.”45 Em dezembro de 1996. se constitui[u] numa contribuição relevante para a compreensão da arte latino-americana. Gustavo Nakle.Ver nota 55/See note 55 Em maio de 1994.52 Ao mesmo tempo. No Rio Grande do Sul. O texto foi vetado pelo então governador Alceu Collares. Se esse papel teve maior ou menor importância. destacou que o evento “. não parece apropriado julgar. e constituíram um fenômeno ímpar na área da cultura. A primeira lei de incentivo estadual (a Lei nº 1. restando à Assembléia promulgar a Lei n° 9. de 26 de janeiro de 1992) surgiu no Rio de Janeiro. no entanto. O papel desempenhado por Carlos Jorge Appel. que arcou com o alto custo do evento. Pode-se dizer. foi realizada uma audiência com o Ministro da Cultura para divulgação46 e busca de apoio do Governo Federal para o projeto da Bienal no âmbito da Lei Rouanet. a lei de incentivo foi regulamentada. Naturalmente. mas também sua regulamentação – acontecesse em um período de tempo tão curto foi decisivo. O exemplo da realização de um evento como esse foi utilizado pelos empresários. Esse projeto.Vista da pudesse hoje existir.. Uma confluência de fatores e eventos resultou na constituição desse projeto.Espaço Cultural Edel Trade Center Foto: Paulinho Menezes . de 19 de agosto de 1996. foi aprovado por unanimidade dos deputados em 1996. já que até mesmo um pequeno gesto pode ter tido uma importância significativa em meio a essa considerável soma de esforços que veio a se juntar para que de fato a Bienal “O Corpo e a Obra . para que o processo – não só o encaminhamento político de aprovação da lei. sem sombra de dúvida. paralelamente ao surgimento da idéia de uma Bienal em março de 1995 e da própria constituição da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. resultando na Lei n° 10. não foi regulamentada e acabou sendo engavetada. um grupo de artistas formado por Caé Braga.634. cujo veto foi derrubado. Antônio Britto enviou à Assembléia Legislativa um novo texto para a criação de uma lei de incentivo à cultura. no qual muitos agentes desempenharam seu papel. exposição/View of the exhibition . 36 HB_CAP1_PréBienal.Escultura Contemporânea Gaúcha” (Junho 1993) . 06:50 . Como escreveu Décio Freitas: “A bienal testemunha uma modernização esclarecida do empresariado gaúcho.p65 36 21/6/2006. considerando o período de envio da lei à Assembléia até sua regulamentação. que o surgimento de uma lei de incentivo no Rio Grande do Sul deu-se em grande parte em virtude de uma enorme articulação advinda do desejo da comunidade e da vontade política do governo com um papel significativo do empresariado. a partir de uma iniciativa da deputada estadual Jandira Feghali. Essa lei. subscrita por cinco deputados.”44 Justo Werlang. pelos artistas e pelo próprio governo como um dos fatores para a necessidade de aprovação da Lei de Incentivo Fiscal (LIC). no ano seguinte. Um momento importante de intercâmbio cultural no escopo do Mercosul.43 Cabe salientar que a aprovação e a regulamentação de um projeto de lei tão complexo foram realizadas em prazo recorde. Em maio de 1997.47 O primeiro projeto aprovado pelo Conselho Estadual de Cultura para receber os benefícios da LIC/RS foi justamente o projeto da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul em 1997. Maria Tomaselli. de 20 de março de 1992. através de uma visão espacial. presidente da 1ª Bienal. Somente com a posse do governador Antônio Britto..846. este na época fortemente articulado em torno da criação da Bienal do Mercosul. Maia Menna Barreto. então Secretário de Estado da Cultura. Nelson Jungbluth.

1986) visibilidade de alguma forma à produção latino-americana. o grupo de artistas a que me referi anteriormente buscou o apoio do Governo do Estado através do Instituto Estadual de Artes Visuais da Secretaria de Estado da Cultura.] propusemos a Bienal como um espaço para dignificar o artista e sua obra.58 Em 1995. o risco de acontecer um “empobrecimento dos artistas”56 pelas regras do mercado. MARGS e Associação Gaúcha de Arte Educação . Paulo Chimendez.p65 37 21/6/2006. nem tão importante para os meios de comunicação. Benites enfatiza que as motivações que a levaram a trabalhar no projeto de criação de uma Bienal foram principalmente a valorização da arte como um importante mecanismo de aprimoramento das relações sociais em um período no qual “havia. mas seja importantíssimo para os artistas que dela participam e sobretudo para o futuro. Para Maria Benites. 53 e discutia novas possibilidades de intercâmbio entre seus vizinhos da América Latina. a idéia de realizar uma exposição internacional de grande porte começou a tomar forma quando ela teve a oportunidade de trabalhar na organização da exposição Caminhos do Desenho Brasileiro. Manolo Doyle e Wilson Cavalcanti reunia-se em um ateliê aberto. depois de ter realizado diversos contatos e antes de mudar-se para a Alemanha.57 1 1 Exposição/Exhibition “O pensamento e a obra: uma ante-sala para Joseph Beuys” (Agosto 1993) Promoção e organização/ Promotion and organization: Museu de Arte Contemporânea do RS Exposição “Joseph Beuys: desenhos. Benites encaminhou o projeto para a Secretaria de Cultura do Mercosul da Assembléia Legislativa. que teve grande atividade no início dos anos de 1990. Carlos Jorge Appel 37 HB_CAP1_PréBienal. que talvez não seja tão sedutor. ela disse: [.” para ela.Escultura Contemporânea Gaúcha” 2 (Junho 1993) . Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Embora o grupo não estivesse ligado à produtora de maneira orgânica. Museu de Arte do Rio Grande do Sul. como um grande evento.. 06:50 . Nesse mesmo período. a 6 de dez.59 Antônio Britto assume o governo do Estado. Assim.. 1992) Exposição do Acervo do/Exhibition of the Collection of the Museu de Arte Contemporânea do RS Espaço Cultural Edel Trade Center 3 Foto: Paulinho Menezes Em agosto de 1994. Maria Benites desenvolveu o papel de articular as bases para consolidação do projeto na busca de apoio e colaboração de diversos seguimentos da sociedade. foi em torno dele que o projeto acabou ganhando uma dimensão pública. e espero e desejo que a Bienal um dia possa ser esse espaço. objetos e obras gráficas” (Agosto 1993) Ministério de Relações Exteriores da República Federal da Alemanha . onde viria a residir. em 1986.Espaço Cultural Edel Trade Center Foto: Paulinho Menezes 3 Exposição/Exhibition “Arte Contemporânea . é esse grupo que levará adiante em sua fase inicial o projeto de Maria Benites. porque os grandes artistas não precisaram de muita coisa além da liberdade de criar.60 Ao assumir a Secretaria de Cultura. entre eles o empresariado.IFA.AGA Espaço Cultural Edel Trade Center Foto: Paulinho Menezes 2 “O Corpo e a Obra . idéia que cresceu com a vinda da exposição Bienal Brasil Século XX para o Espaço Cultural Edel. porque sem artistas não se tem Arte nem com maiúsculas nem com minúsculas.55 A partir de então. no último andar do Estádio dos Eucaliptos.Acervo MAC” (Nov. Ainda que outros artistas também partilhassem das mesmas aspirações. Ela defendia o projeto da Bienal como a necessidade de da exposição/Catalogues of the exhibition “Caminhos um evento a ser realizado no âmbito do Mercosul para dar Catálogos do Desenho Brasileiro” 54 (12 de nov.Paulo Olszewski.

lançaram a proposta de fazer uma Bienal de Artes Visuais. que nesse momento já contava com o apoio do Governo do Estado. segundo eles. Em julho.72 formada por representantes do governo estadual. na qual acentuou a importância da Bienal. O Margs é reformado por causa da Bienal. recorda que “.”62 disse ele.” Segundo Caderno.. capa.. no qual teve participação decisiva. mas é da Bienal em diante que tudo “Lançado projeto da Bienal do Mercosul.. juntamente com a presença de artistas. de fato. mas atingem os mais diversos setores da organização social.. empresários e outros seguimentos da comunidade. 06:50 . mas tudo começa com a Bienal. começa a florescer mais.investir em uma bienal. claro que não é por causa da Bienal. Federasul e Farsul). o Secretário de Estado da Cultura e outras autoridades do Governo Estadual que. liderados na época por Jorge Gerdau Johannpeter.”66 José Luiz do Amaral lembrou que “. Amaral acrescentou: “. segundo uma perspectiva de “responsabilidade social. eu diria que iniciou com o envolvimento de Jorge Gerdau Johannpeter.64 Da reunião participaram o Governador do Estado.tudo começa. viria a se tornar a Bienal do Mercosul e consideram que a intenção é que a Bienal fosse.p65 38 21/6/2006.70 Ele teve a visão de que seria possível e a determinação de começar.63 A primeira reunião que dá início. antes de tudo. José Luiz do Amaral. empresários e representantes dos setores culturais..”71 Em maio do mesmo ano. Zero Hora (09.o espírito de ter um evento internacional marcante estava presente no imaginário dos artistas do Rio Grande do Sul. de uma instituição. colecionadores.. A iniciativa é vista como uma possibilidade efetiva de realização de um projeto de grandes dimensões. o Santander surge com a Bienal.”67 Em entrevista recente. O grupo de artistas que esteve na base da Bienal tinha idéias diversas daquela que. na época compromissado com o projeto da Bienal.65 que viam na realização da Bienal uma possibilidade concreta de investimentos na área cultural e artística. artistas e entidades de classe (Fiergs. de um Estado à realização de uma Bienal Internacional de Artes Visuais significa investir na criação de um poderoso mecanismo gerador de relações sociais que não se esgotam na esfera da arte. culturais e empresariais articulam-se de forma organizada para a realização de um evento que viria a ser um marco histórico para a área de artes plásticas do Rio Grande do Sul e construiria lastros significativos de suporte à produção plástica latino-americana em um futuro breve.69 um dos diretores mais atuantes da Fundação Bienal desde o seu início. o Governador empossa uma comissão técnica para a formulação de uma proposta inicial para a Bienal. um espaço de troca entre artistas e intercâmbio de idéias sobre questões de metier. No processo de diálogo com o Governo. A vontade política e empresarial de apoiar um evento desse tipo. da prefeitura de Porto Alegre. ao processo de constituição da Bienal realiza-se em março de 1995 na residência do empresário Jorge Gerdau Johannpeter. assinalou que a Bienal mudaria a fisionomia cultural de Porto Alegre: “Antes e depois da Bienal o público não será o mesmo.1995). Eles já tinham essa percepção muito clara. associar o nome de uma empresa. claro que não é só a Bienal. que só se tornaria possível graças ao forte apoio de determinados seguimentos do empresariado.envolveu-se com o projeto. o subgrupo da Comissão Técnica nomeada pelo Governador do Estado apresenta uma Proposta para a Configuração Geral 38 HB_CAP1_PréBienal. diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais61 e representante do Governo na organização da Bienal.”68 Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora José Paulo Soares Martins. quer dizer. Essa é a primeira vez em que os setores políticos. empresários.03. estes conseguiram a adesão de artistas.

é eleito o Conselho Fiscal da Fundação.p65 39 21/6/2006. Eva Sopher.’ Não..” Segundo Caderno. Hélio da Conceição Fernandes Costa. no prazo máximo de 60 dias.foi aceita por unanimidade. capa.”81 “Documenta Gaúcha será lançada hoje. em reunião convocada por Carlos Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora 82 Jorge Appel... que havia se reunido durante alguns meses. sem apropriação do projeto que deveria. que tomam posse a seguir.”78 Em uma reunião em 12 de dezembro de 1995. o grupo.”79 A seguir.. O convênio previa tanto a colaboração de infra-estrutura como a locação de uma verba do Estado através de autorização legislativa. que foi então assinado pelos membros instituidores. No mesmo dia.. 74 Ana Norogrando lembra que o papel da Comissão seria colaborar para o desenvolvimento do processo.” que ficou encarregada de. 39 HB_CAP1_PréBienal. quando foram lidos os termos da escritura pública de instituição da Fundação. ser de caráter coletivo: “Então. na Sala Alberto Pasqualini. assim como o esboço dos estatutos sociais da Fundação. Luiz Fernando Cirne Lima. Horst Ernst Volk. cuja indicação “. tu tens que saber que tu fizeste o teu papel […] Não teve nada traçado de que era pra ser ‘assim ou assado. incluindo Jorge Carlos Appel (03 de junho. Jayme Sirotsky. Elegeu-se então Justo Werlang como diretor-presidente que passou a ser membro nato do Conselho. foi aprovado o projeto executivo para a 1ª Bienal. Carlos Carrion de Britto Velho e Maria Tomaselli. em seguida.indicar o presidente da 1ª Bienal e sugerir a composição do Conselho Deliberativo. propôs a criação de uma fundação de direito privado76 e apresentou ao Governador do Estado a Proposta de Criação da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. O convênio teve como objetivo criar condições viáveis para a realização sobretudo da primeira edição. como membro nato. considerando-se criada a instituição. Ainda em abril de 1996 é formalizada a lista de sete empresários83 que instituirão a Fundação: Adelino Raimundo Colombo. em que outros artistas serão integrados à organização do projeto Bienal através de comissões organizadas pelo governo. Justo Werlang86 apresenta para o Conselho o projeto da Bienal do Mercosul. a Comissão aprovou a sugestão de que esta “. em seguida.da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. assim como o convênio a ser celebrado entre esta e o Governo do Estado. É dada posse à Diretoria Executiva eleita pelo Conselho de Administração e. Participam dessa Comissão os artistas Ana Norogrando. Daniel Ioschpe.77 Em 1° de dezembro de 1995. o Governador do Estado nomeia a “Comissão Organizadora da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Fernando Pinto. Os membros instituidores elaboram a lista dos demais membros do Conselho de Administração apresentados como membros eleitos. em uma reunião do Conselho. isso não.se transformasse em Conselho Deliberativo80 da Bienal com o acréscimo de novos representantes. Raul Anselmo Randon e Visuais do Mercosul Renato Malcon). “. O que tinha? Tinha características de que era uma Bienal do Mercosul que olhava para a América Latina. que viria a ser assinado em 11 de junho.73 O envolvimento do grupo no projeto de criação da Bienal vai. Na ocasião. Em 1° de abril de 1996. realiza-se a primeira reunião dos membros instituidores na sede do Grupo Gerdau.85 Em 11 de junho de 1996.06. 1996). deve haver uma certa humildade.1996). a comissão reúne-se e decide indicar como presidente da Fundação o empresário e colecionador Justo Werlang. eleito também presidente do Conselho de Administração. Luiz Carlos Mandelli. Zero Hora (11.84 Em 3 de junho de 1996. em sua opinião. novos membros são eleitos pelos membros instituidores (Anton Karl Biedermann. 06:50 . na Casa de Cultura Mário Quintana. Estatuto da/Statute of Fundação Bienal de Artes Michael Ceitlin. incluindo o Estatuto Social.. Péricles de Freitas Druck. Jorge Gerdau Johannpeter. Nessa reunião. ser substituído por um processo mais formal de participação.”75 Em agosto de 1995. a Comissão Organizadora da Bienal de Artes Visuais do Mercosul aprovou o projeto básico da primeira bienal. realiza-se a primeira Reunião do Conselho de Administração. Sérgio Silveira Saraiva e William Ling. Júlio Ricardo Andrighetto Mottin. ambos apresentados ao colegiado da reunião por Justo Werlang. Jorge Polydoro.

os dois nomes que poderiam vir a assumir a curadoria geral.92 Em reunião realizada em 27 de agosto de 1996. uma reunião da Diretoria Executiva determina que se faça um primeiro contato com a historiadora Aracy Amaral e o crítico de arte Frederico Morais. com a presença de representantes diplomáticos.1 2 3 1 e 2 Ata dos Membros Instituidores da/Minutes of charter members of the Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul 3 Publicação do Estatuto da/Publication of Statute for the Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul pela Procuradoria-Geral de Justiça (17 de outubro. representantes do meio cultural e empresários. no Palácio Piratini.95 Convênio firmado entre Fundação Bienal e o Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Agreement between Fundação Bienal and the Rio Grande do Sul State Government (11.1996) 40 HB_CAP1_PréBienal.91 Nessa reunião da área de artes plásticas. artistas. 06:50 . autoridades.93 Frederico Morais é anunciado como curador geral da 1ª Bienal do Mercosul em 4 de setembro do mesmo ano. como ao Ministério da Cultura e Relações Exteriores. Posteriormente. Justo Werlang e Maria Benites iniciaram as visitas aos países participantes pela Argentina.94 Em setembro daquele ano. e ainda aos embaixadores dos cinco países do Mercosul e da Venezuela. à Bolívia e à Venezuela. uma solenidade presidida pelo Governador Antônio Britto. visitas estas concluídas por Morais e Benites ao Paraguai.p65 40 21/6/2006. Frederico Morais. quando é apresentada a idéia de realização da Bienal87 e firmado o convênio com o Governo do Estado88 com vistas a viabilizar as condições para a execução da Fundação.06.90 Em uma próxima reunião. a Diretoria Executiva decide convidar o crítico Frederico Morais para curador da 1ª Bienal. 89 Em 25 de junho de 1996. ela se tornaria superintendente da Fundação. ocasião em que foram apresentadas as linhas básicas do projeto curatorial para sua primeira edição a realizar-se em 1997. pelo Chile e pelo Uruguai. de 5 de agosto. a Diretoria decidiu enviar aos dois curadores as linhas norteadoras com os objetivos fundamentais para a 1ª Bienal. Maria Benites comparece como coordenadora geral do projeto. No mês de outubro. 1996) Diário da Justiça Encerrada a reunião. foi realizada uma série de visitas institucionais. realiza-se no Salão Negrinho do Pastoreio.

1996). “O CABC e o MAC. 5. Instituto Estadual de Artes Visuais. a Fundação Bienal propôs à Universidade Luterana do Brasil (ULBRA) um convênio para sediar o já criado Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. através do Decreto nº 34. podemos citar o Ciclo Arte Brasileira Contemporânea. Ver Gaudêncio Fidelis. que foi constituído por uma série de exposições individuais de alta qualidade técnica e parâmetros conceituais rigorosamente estabelecidos. 1993. 75. fundado em 04 de março de 1992.” Geral.“Bienal do Mercosul já tem data e estatutos.12. não paginado. Porto Alegre.” Projeto Ciclo Arte Brasileira Contemporânea: Dudi Maia Rosa.205 do Governo do Estado do Rio Grande 41 HB_CAP1_PréBienal.1996).p65 41 21/6/2006. Zero Hora (05.” Segundo Caderno. “Presidente é convidado para Bienal do Mercosul. Cortesia/Courtesy Zero Hora Desenho esquemático para definição/ seleção da curadoria para I Bienal/ Schematic drawing for defining/seleting curators for the 1st Biennial Autoria/By Justo Werlang Cortesia/ Courtesy Notas 1 Entre eles. com o intuito de mostrar no Rio Grande do Sul o melhor da produção brasileira contemporânea ao longo de um período determinado. 2 Após o término da 1ª Bienal. 06:50 . Zero Hora (19.04.

que definiu as bases para a sua criação.. 5. Porto Alegre. 17 de outubro a 10 de novembro de 1991.” 5 Documento resultante del 1° Encontro Latinoamericano de Artes Plasticas. [seria] o seguinte: a partir da aprovação de um determinado projeto cultural fora do país. o Governo do Estado e a Universidade Luterana para a instalação do Museu nas dependências do espaço da ULBRA. Argentina e Paraguai para oportunizar o debate sobre questões suscitadas pela prática das artes plásticas e promover a análise de papel por elas desempenhado no contexto latinio-americano. 1997. grupos ou organismos internacionais. 115. e Carlos Menen. “Metade do país ignora o que é o Mercosul. Os demais encontros foram organizados por José Luiz do Amaral quando estava na direção do Instituto Estadual de Artes Visuais. que dispõe sobre as relações internacionais. 5. 4 Em sua primeira edição o encontro levou a sub-denominação geográfica de Cone Sul. 10 Embora o encontro tivesse tentado politizar as questões em pauta. de Santa Catarina. 17. Edital. 94. 7 O I ELAAP. que permite a prática de acordos. A reunião contou com a presença dos Ministros e Secretários de Cultura da Argentina. 16 A filiação da maioria dos países da América Latina ao Mercosul não se efetivou por razões diversas. após cinco anos depois de sua entrada. Quando em agosto de 1990 o CODEC foi extindo com a criação da Secretaria de Estado da Cultura a Coordenadoria de Artes Plásticas tranformou-se no Instituto Estadual de Artes Visuais.07. Peru. assinado em Montevidéu em agosto de 1980. 19 Idem. O Tratado de Assunção. foi o maior problema levantado por artistas. a idéia de um convênio entre a Universidade Luterana. Paraguai. Uruguai e Venezuela. O tratado objetivou aprimorar a experiência obtida com o Tratado de Montevidéu. São signatários da ALADI os seguintes países: Argentina. 15 Instrumento que transformou a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALAlC) na Associação Latino-Americana de Integração (ALADI). set. em 2 de agosto de 1995. 14 O Mercosul é uma União Aduaneira cujo objetivo final é evoluir para um mercado comum. conferindo-lhe personalidade jurídica internacional. O II ELAAP foi realizado em 1990 e o III ELAAP. 79.1991). “Tão ambiciosa quanto foi a I Bienal do Mercosul. 21 André Vieira. O Tratado de Assunção prevê a inclusão de novos membros de todos os países integrantes da ALADI. e inaugurado em 18 de março do mesmo ano.1997). “Um Olhar para a América Latina. 1997). tinha como objetivo exclusivo dar visibilidade à produção local. 23 Realizada em Assunção.” in Mercosul: a Realidade do Sonho. Equador. Citado em Mônica Yukie Kuwahara. 18 “Identidad. 26 al 28 de Julio de 1989. 24 O projeto do selo cultural pode ser resumido da seguinte maneira: “O Mecanismo.. do Brasil. “América Latina: identidade sem ferir as diferenças. Maria Nazareth Ferreira (org. Essa mostra. que juntamente com o I Encontro Latino-Americano de Artes Plásticas integra-se às comemorações do 35º aniversário do MARGS. o que seria esperado para um evento paralelo desse tipo..) (São Paulo: ECA/USP. 11 A consolidação da ALCA vem encontrando sérios obstáculos mesmo no governo norte-americano. I Encontro Latino Americano de Artes Plásticas – Cone Sul. o que poderia ter constituído um documento importante para a continuidade do processo desencadeado com os encontros.1990). 17.” Carta a Universidade Luterana do Brasil. em parte por não se tratar de uma mostra de artistas latino-americanos. Esta reconhecia a necessidade de uma nova sede do Museu.” Um museu para o Mercosul. obedecendo à prática de tarifas externas em consonância com os níveis acordados pela OMC. já que a América Latina não tem fabricação própria de boa qualidade. em vez de uma curadoria com um projeto curatorial definido. 6 Clarissa Berry Veiga. 1997).considera[vam] também que é papel do museu oportunizar a análise e o diálogo em que produtores e fruidores de arte possam envolver-se de forma ativa e participante. assim como referências futuras. mostrou-se um pouco mais representativo em sua abordagem temática. políticas culturales e integración regional.” Gazeta Mercantil (24.” in Mercosur: la dimensión cultural de la integración (Buenos Aires: Ediciones Ciccus. entretanto. Celso Lafer. do Uruguai e da Bolívia como país observador.p65 42 21/6/2006. Porto Alegre. como ficou conhecido o Sistema de Solução de Controvérsias no Mercosul (17. 17 “El mercosur y la cultura. “América Latina: identidade sem ferir as diferenças. Brasil. Miriam Avruch e José Luiz do Amaral. (23. Uruguai. com vistas a uma melhor integração desses países com base no aprimoramento de um mercado comum. colocando no centro da polêmica as questões práticas e imediatas. pesquisadores e demais interessados no setor das artes plásticas do Paraná.” in Mercosur: la dimensión cultural de la integración. realizado em 1989. 26 de julho a 20 de agosto de 1989. bem como a difícil compra dos materiais importados. Instituto Estadual de Artes Visuais. 6 (2). catálogo da exposição.” in Mercosul: a Realidade do Sonho. Sobre isso. esta Fundação e a Secretaria Estadual de Cultura permitirá a imediata instalação do Museu. 83-93.) (São Paulo: ECA/USP. pesquisadores. 26 de novembro de 1997.12. A-4. contou com a participação de autoridades da Argentina. como o Protocolo de Brasília. a Associação LatinoAmericana de Livre Comércio (ALALC). de 1960. O edital diz: “O I Encontro Latino-americano de Artes Plásticas reunirá artistas. no final as discussões resumiram-se a questões mais pragmáticas: “Mas a platéia tratou de simplificar o debate. 104. conforme [Eric] Nepomuceno. ligada ao CODEC. (Buenos Aires: Ediciones Ciccus. Porto Alegre. tratou de questões elementares envolvidas na problemática latino-americana na área. em parte porque. 13 Eram eles.” Correio do Povo. do Brasil. 4°. o Protocolo de Ouro Preto sobre Aspectos Institucionais (Ouro Preto. o Instituto Estadual de Artes Visuais realizou outra grande mostra: a AGC-Arte Gaúcha Contemporânea em moldes similares. os produtores do evento entram em contato com a Secretaria da Receita Federal para um 42 HB_CAP1_PréBienal.” Segundo Caderno.” Clarissa Berry Veiga. “Em Busca da Fala da Sociedade. México. a criação de um centro de documentação e pesquisa em arte latino-americana e a realização de necessários cursos na área. Tal razão jurídica faz-se necessária em obediência ao regime normativo da Organização Mundial do Comércio (OMC). uma das instituições que foi criada dentro da SEDAC.1995). O I ELAAP foi organizado por José Luiz do Amaral. bastante discriminatório. Gobierno del Estado de Rio Grande do Sul. estava o fato de que seus organizadores “. desde que passem por um processo de negociação. 3 Em julho de 1988 foi criada a Coordenadoria de Artes Plásticas. O tratamento dado à arte latino-americana. Rio Grande do Sul. “A Imagem da Integração nos Meios Impressos: os Resultados da Leitura Crítica dos Jornais. A proposta sugeria um convênio entre a Fundação Bienal. galeristas.08. Brasil. Maria Nazareth Ferreira (org. 06:50 .12.03. Participaram ainda como observadores o Chile e a Bolívia. Zero Hora (20. desde que em consonância com as demais regras do sistema multilateral. 8 Entre os objetivos da mostra.” Segundo Caderno.1990). Zero Hora (20. 9 A mostra recebeu críticas. Fernando Collor de Mello. Este último estabeleceu a nova estrutura institucional do Mercosul. “A OMC Face à Globalização e à Regionalização. 20 Liamara Guimarães Paiva. não conseguiu evitar ausências marcantes de artistas cuja produção era das mais significativas no contexto do Rio Grande do Sul. destinado a vigorar pelo período de consolidação da União Aduaneira.do Sul.1989).08. críticos e curiosos… A produção fica submetida aos padrões estéticos do Primeiro Mundo. Chile. do Paraguai e do Uruguai. A promessa de produzir uma publicação com os resultados do encontro para o ano seguinte não se efetivou. suprimida posteriormente. do Paraguai. Colômbia. Por isso.. O documento vem assinado por doze pessoas. RS. ver Luciano Alfonso. 22 Realizada em 15 de março de 1995 em Buenos Aires. ao inaugurarmos a mostra Arte Sul-89. que “sempre se presumiu temporária. do Brasil. 2001). a produção de relevantes exposições itinerantes. coordenador do CODEC.” Texto introdutório do catálogo Arte Sul 89. e teve a coordenação técnica de José Francisco Alves. sendo que a gestão do mesmo seria feita pela Fundação Bienal. Bolívia. e constituíram os principais instrumentos jurídicos para a consolidação do tão esperado processo de integração. sem data. da Argentina. realizado em 1996. Janeiro de 1998. o grupo poderia agir como interlocutor ao negociar acordos em nome do Mercosul com outros países. Dois anos depois. AGC-Arte Gaúcha Contemporânea. recebeu protocolos adicionais. ao estabelecer uma comissão de seleção. 2001). Ver também Proposta de parceria entre ULBRA – Universidade Luterana do Brasil e Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Dessa forma. em 1991.” Política Externa. 12 Parágrafo único do Art. Fundação Bienal de Artes Visuais. 10 de maio de 1989.

Esse atraso foi uma estratégia de governo empregada pela Secretaria com o propósito de ter um conjunto de projetos próprios do governo que poderiam ser beneficiados com o aporte da lei. uma vez que eventos dessa natureza costumam suscitar o envolvimento da comunidade.p65 43 21/6/2006.09. Governo do Estado do Rio Grande do Sul.1997).” Folha de Pernambuco. Não permitiu ainda a busca de patrocínio de pessoa física e pequenas empresas (leia-se aquelas que usavam o sistema de lucro presumido) em oposição ao sistema de lucro real (geralmente empregado por grandes empresas). (01. considerado falho. Zero Hora (05. Ver “Porto Alegre está em Buenos Aires. descobre o surpreendente e insuspeitado movimento contemporâneo que há no Cone Sul. as empresas estarão investindo em suas próprias marcas.07. quando tratava da itinerância da exposição Bienal Brasil Século XX.07. 4. 49 A idéia de uma bienal latino-americana a ser realizada no Rio Grande do Sul aparece pela primeira vez em um projeto governamental em “Projeto Administrativo para o Instituto Estadual de Artes Visuais – IEAVI. Paraguai e Uruguai. 19. Caderno 2.04. 47 Em novembro de 1997. promovendo a livre circulação de obras de arte entre países do Mercosul.” Flávio Ilha. D4. o governo federal (na época representado pelo presidente Fernando Henrique Cardoso) assinou uma série de medidas de contenção de gastos. 36 Raúl Gadea. “El sentido de la integración: el Mercosur como ampliación de la conciencia de pertenencia. “El arte. 43 A Lei nº 10.03. Não por acaso. O atraso na regulamentação da LIC fez com que só fosse possível iniciar a captação em maio de 1997. Essa lei foi criticada pelo excesso de burocracia.” Segundo Caderno. Porto Alegre tinha que se transformar num centro 43 HB_CAP1_PréBienal. 05.” Lei de Incentivo à Cultura. Agosto de 1996. Grupo Leon Jimenes. 32 “I Bienal del Mercosur: Regionalismo y globalización. no sentido de promover uma discussão sobre a respectiva produção. 06:50 . 39 “…o evento é importante por várias razões. a decisão governamental não provocou uma redução dos percentuais específicos de cada área.06. 19 de novembro de 1997. 41 Virginia Minaya. seus problemas e atualidade. un nuevo bloque económico.” cuja justificativa era a de “Proporcionar um amplo panorama do que contemporaneamente se produz em Artes Visuais nos países latino-americanos.11.” Frederico Morais. Cidadania. literatura e música.2005). Projeto original e publicação disponíveis no Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal do Mercosul. publicação esta realizada pela Secretaria de Estado da Cultura.1996). 9. (21. Zero Hora. 7. 40 Entrevista com Renato Malcon feita pelo autor (07. Na imprensa local. Museu de Arte do Rio Grande do Sul.” Segundo Caderno. não deixa de ser um importante instrumento de relações públicas e políticas econômicas.” Folha de São Paulo (22. capa. Mercosul/CMC/DEC n° 11/96.2005). 48 Ver Lúcia Ritzel. Zero Hora (07.2005). Gestão 1991-1994.1996). A publicação continha sinopse.” 30. histórico e descrição detalhada do projeto da Bienal do Mercosul. O êxito da Bienal d Mercosul deverá resultar na criação de um conjunto de leis e medidas que favoreçam o intercâmbio cultural. eu via passar aviões com grandes exposições de Buenos Aires para São Paulo e pensava: por que não descem? Para tanto. o Ministério da Cultura publicou um texto dizendo: “Ao reduzir pela metade o percentual total de dedução admissível para todo e qualquer tipo de incentivo fiscal. Evento em homenagem a Justo Werlang.” Caderno de Economia.) (Buenos Aires: Consejo Argentino para Las Relaciones Internacionales [CARI]. 34 Entrevista a Justo Pastor Mellado feita pelo autor (05.” in XVIII Concurso de Arte. 46 Ata da 5ª Reunião da Diretoria Executiva. RS. “Uma megaexposição maior que a cidade. 38 Eduardo Sterzi. de 1991.” Gazeta do Sul (05. 12 de novembro de 1996. 44 Décio Freitas. que elencava o projeto como sendo de número um. A Prefeitura de Porto Alegre organizou o evento Porto Alegre em Buenos Aires em março de 1996.11. 26 A exposição deveria ser integrada por 100 artistas dos países signatários: Argentina. Os fiscais de aduana só podem abrir o contêiner se o Selo Cultural do Mercosul tiver sido comprovadamente violado. o primeiro projeto listado no referido material era o da Bienal do Mercosul. 4-5.” Caderno Cultura. “Na época. Ressalta a qualidade da arte brasileira em comparação com as demais. “Integração terá que driblar a alfândega.” in Mercosur: una história común para la integración. Recife (12. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Modernización e identidad en el Mercosur (Montevideo: Ediciones de La Banda Oriental.1997). O Estado de São Paulo (07.2005). ver “As artes visuais na integração cultural do MERCOSUL. Brasil.” El Universal.1997). 42 A Lei Sarney previa a redução de 2% para pessoas físicas e jurídicas em patrocínio e doação. em material promocional da lei divulgado pelo Governo do Estado.” in Catálogo Geral – Ano I – Edição U1M. A Lei Rouanet. No item 3 do projeto da 1ª Bienal. 1991. “Crise na cultura. Frederico Morais aponta como um dos fatores da Bienal do Mercosul: “Também no campo da arte precisamos trabalhar no sentido de promover a queda das barreiras aduaneiras. “Identidade feita de contradição. Zero Hora (06.” “A Bienal do Mercosul.” Segundo Caderno. 33 Entrevista a Ticio Escobar feita pelo autor (10.acompanhamento dos procedimentos de embalagem dos produtos que fizeram parte da atividade. Projeto da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.06. O retorno institucional gerado e os valores agregados por tal iniciativa tendem a ser realmente significativos. seguidos de 22 outros projetos de governo. artes plásticas. numa clara apropriação de um projeto que havia surgido de forma coletiva. Sob esse ângulo.1996). Em nota oficial. O jornal Zero Hora chegou a trazer em material de página central um quadro com os números da cobertura do encontro na imprensa argentina. sem data. 31 Entrevista a Gabriel Peluffo feita pelo autor (22.” Segundo Caderno-Cultura. Secretaria da Cultura. permitiu muitas fraudes. Essa conversa viria a consolidar futuramente o envolvimento do Grupo Gerdau no projeto da Bienal. 2000). Instituto Estadual de Artes Visuais.11. Porto Alegre. 240.06. capa. que dizia: “Com o financiamento das atividades promovidas pela Secretaria da Cultura. estava prevista a integração cultural entre as nações que o compõem ou outras que virão a integrá-lo. O sistema de cadastramento.10. O projeto foi publicado como “Descrição e Justificativa do Plano de Ação.1997). 45 Justo Werlang – Discurso de encerramento da Bienal – Museu de Arte do Rio Grande do Sul. na época constava do item Relação Custo Benefício. Porto Alegre. inclusive em benefício dos respectivos setores empresariais. 28 “Entre as idéias que floresceram na criação do Mercosul. 09.” Anabela Paiva e Eduardo Graça. em maio de 1994. 50 No ano da realização da exposição em Porto Alegre. Zero Hora (09. o contêiner será lacrado e selado.1996). 1. “Cultura rima com mercado maior. Ver também Renato Mendonça.2003).1997). 1999). 30 Idem.10.” Jornal do Brasil (12. 8.2003). “A arte se movimenta entre a globalização e fronteiras. 3. Maria Benites teria conversado com Jorge Gerdau Johannpeter em uma viagem São Paulo-Porto Alegre sobre a possibilidade de organização de um evento de porte internacional. já em plena Bienal. A fiscalização será feita nesse momento. estimulando com isso a troca de informações e experiências artísticas. mas sim uma diminuição relativa ao limite máximo de dedução que uma empresa pode fazer. evidencia o parentesco que existe na criação dos países de língua espanhola e estimula o mercado de arte contemporânea no Sul do Brasil…” César Giobbi. 37 Celso Fioravante.05. 35 Entrevista a Ticio Escobar feita pelo autor (10. “Um Selo Facilita o Trânsito Cultural. bem como levantar questões sobre a identidade e cultura latino-americana.03.06.1996). 27 Artigo XIII do Protocolo de Integração Cultural do Mercosul.846 entrou em vigência em 1° de janeiro de 1997. Zero Hora (28. Criou também exigências para o cadastramento e para a participação da iniciativa privada.2005). reduziu os tetos de abatimento. 2. Gregorio Recondo (org. Rio. Año 2000. 29 Gregorio Recondo. Em abril de 1997. apesar de manter os mesmos limites de dedução. visto que era realizado diretamente com os agentes culturais. 25 O ano de 1996 foi o que teve maiores tentativas de investimentos locais em projetos de integração. Depois disso. O evento foi multidisciplinar na área de teatro. 5.10.

em 1992.07. 18. já que estava havendo várias iniciativas de intercâmbio.2005).” Justo Werlang.” Zero Hora (15.04. O discurso de Porto Alegre como “capital cultural do Mercosul” propagou-se através da imprensa da América Latina.importante no panorama das artes visuais.” Zero Hora (23. o Governador do Estado era Antônio Britto e o Secretário de Cultura era Carlos Jorge Appel. mas também o decidido impulso que as autoridades políticas e os empresários locais dão ao encontro artístico que irá se prolongar até o final de novembro. “Queremos dar uma contribuição efetiva à sociedade.” Gazeta Mercantil. Lilian Bem David “Bienal chega a Porto Alegre.a Bienal foi uma conquista.” Maia Menna Barreto. Tenho uma participação o tempo todo oficial. Fonte: A Pasta Cor de Rosa e a Bienal: Concepção e Nascimento (01. e não um mero ato de mecenato ou de marketing cultural. a Edel viria a sediar a própria itinerância da Bienal Brasil Século XX. A iniciativa foi patrocinada pela Gerdau.04. Siegen. sem data. que disse não ter entregue nenhuma versão do projeto a Mila Cauduro. Nós tínhamos um outro tipo de visão do que seria esta Bienal. Entre elas. A exposição Bienal Brasil Século XX foi a primeira exposição de vulto trazida ao Estado. O título do documento refere-se a uma pasta que a produtora Maria Benites teria deixado na Secretaria de Estado da Cultura. e constituída por cerca de 100 obras de 78 artistas como parte itinerante do evento maior acontecido em São Paulo. 59 No início de 1995.1994).1994). “El arte latinoamericano se da cita en la Bienal del Mercosur.” Posteriormente. 54 Segundo Justo Werlang. de artes plásticas.04.” que contou ainda com uma palestra de Sônia Salsztein. energia. ou seja. tão específica.01. Porto Alegre. Com este propósito colabora não apenas a sua localização geográfica no sul do Brasil e muito próxima das fronteiras do Uruguai e do Paraguai..10. Cerca de 400 empresários foram convidados para a exposição. como Arte Contemporânea – Destaques no Sul (novembro de 1992).06. chamada “Uma Ante-Sala para Joseph Beuys. Então. a empresa buscava um conceito de “responsabilidade social” na escolha de seus patrocínios. uma exposição do acervo do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (dezembro de 1992) e uma exposição contígua à retrospectiva de Joseph Beuys (agosto de 1993). um panorama da arte gaúcha em formas tridimensionais. Bienal do Mercosul: Notas esparsas sobre os primeiros momentos da Fundação.2005. documento assinado pelos membros do grupo.1994). localizado em frente ao espaço.1997). o Rio Grande do Sul levaria a proposta a começar o projeto de integração cultural da Argentina. Chile. 2005). Bolívia (07. nós não queríamos que tivesse referências da Bienal de São Paulo. 61 Com a posse do Governo Britto.10. Porto Alegre. em 1994. por que não. o projeto fosse aprovado com maior facilidade. As Abstrações (1945-1970) e A Formação da Contemporaneidade (anos de 1960 e 1970). por solicitação de Maria Helena Johannpeter.2005.” Panorama. 44. 06:50 . que aqui se estabelecesse um movimento e.p65 44 21/6/2006.06. forma e morte. Jornal do Comércio (21. capa. Um terceiro projeto com o mesmo título foi feito em novembro de 1995. Anteprojeto da I Bienal de Artes Visuais Cone Sul. Os membros do grupo reuniam-se no chamado Bar Superfrango. A versão de que o projeto da Bienal teria sido constituído da forma como o documento acima referido apresenta é vista por Maria Benites como uma banalização do processo: “…não gostaria que se banalize[asse] como uma partida de futebol ou como uma conversa de boteco uma declaração de amor à Arte por parte de muita gente. pelo grupo Edel e pela Sur. “Sendo o ano de 1995 o começo efetivo da integração comercial do Cone Sul.” Zero Hora (04. 30 de janeiro de 1995. O projeto tinha em seus objetivos “colocar a importância do Estado do Rio Grande do Sul como centro catalisador de uma produção plástica em nível internacional” e sugeria ao “Governo do Estado declarar.1994). da Bienal de Veneza. Porto Alegre a Capital Cultural do Mercosul” ao iniciar o ano com a abertura da I Bienal de Artes Visuais do Cone Sul. 63 Segundo Gustavo Nackle: “[…] nós tínhamos a idéia de que um outro tipo de Bienal [que] nunca foi feito. 51 Entrevista a Maria Benites feita pelo autor (22.1995). Uruguai. pelos vínculos criados com o Mercosul. A mudança teria sido motivada por questões políticas conjunturais. disse: “…[vimos] nesta possibilidade do Mercosul exatamente que Porto Alegre não ficasse um corredor de passagem. Segundo Hélio Fernandes Costa. Porto Alegre tem a aspiração de se transformar na capital cultural do Mercosul. “Bienal do Mercosul vai mudar a cidade. Maria Benites envia-lhe uma cópia do projeto da Bienal. assume a Secretaria de Estado Carlos Jorge Appel. Em seguida da inauguração do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. 53 O ateliê foi intitulado pelos artistas EPC-Eucaliptos Panela Center. na época presidente do grupo Edel. do Uruguai e do Brasil mediante a declaração de uma cidade da região a cada dois anos para mostrar o seu capital cultural. através do Mercosul. ao referir-se ao processo inicial de discussão sobre o projeto da Bienal. que espero possa um dia cumprir completamente sua proposta inicial: a de aproximar os artistas ao público [em] sistema de permanente desenvolvimento. A exposição foi organizada em quatro módulos didáticos: O Início do Século (1900-1920).” Revista Amanhã (junho de 1995).08.” Entrevista a José Luiz do Amaral feita pelo autor (01. 30 de janeiro de 1995. em 1995.2005).06. 62 Valéria Reis. “Aberta Bienal Brasil Século XX. um panorama da arte contemporânea do Rio Grande do Sul. […] uma visão mais regional em termos de Mercosul. onde a exposição contava com 920 obras de 240 artistas.” comentou Costa. escrito por Maria Tomaselli Cirne Lima e Paulo Roberto Gaiger Ferreira. era mais provável que naquele momento. O evento em Porto Alegre teve um significado político-cultural para o qual podem ser apontados desdobramentos subseqüentes..06. em que já constava uma minuta de carta a ser enviada ao governador.08.” Mesmo assim.” Correspondência trocada pelo autor por e-mail com Maria Benites em 25. O Diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais era José Luiz do Amaral. quer dizer. 60 Na época. de Argentina. “Sua competência [de Maria Benites] foi compreender a necessidade de envolvimento amplo das lideranças do estado para o sucesso da idéia. São Paulo (22.” Porto Alegre: Capital Cultural do Mercosul. realizando várias mostras importantes em seu espaço de exposições que viriam a colaborar para dar um perfil decididamente contemporâneo ao espaço. porque nós detectamos que geralmente sempre olhamos para o hemisfério norte. vai dar chance e oportunidade para que a discussão leve a outras maneiras no momento de se manifestar.2005). Sobre sua participação no processo da Bienal. então Secretária de Estado da Cultura. Ver também “Bienal Brasil confirmada em Porto Alegre. do Paraguai. “A partir deste evento. Amaral comentou: “…Appel me convida para ser diretor do Instituto de Artes Visuais e coordenador da áreas de artes visuais e do Mercosul. 58 Ver nota 53 desde capítulo. que não somente eu. La Paz.” declarou Hélio Fernandes Costa.” Presença. 14. Caé Braga considera que “.1996).2005).” Essa informação é contestada por Maria Benites. hoje ela está andando. está viva…[…] A Bienal é um processo que não pára. 57 Idem. presidente do Grupo Edel. intitulada “Joseph Beuys. na qual se encontrava o projeto “Bienal do Cone Sul. cabe citar O Corpo e a Obra (junho de 1993). que se engajou profundamente com a construção desse evento. é um processo. Bolívia. enfim. a instituição estabeleceu diversas parcerias com a Edel. Tratava-se já de uma versão mais completa do projeto. organizado pelo Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. A gente se questionava por que o Brasil tem uma música […] tão forte. eu começo a participar. tenho uma participação o tempo todo representando o governo do Estado. E uma das coisas que se falava era justamente na identidade cultural. 55 O Espaço Cultural Edel sediou importantes exposições. de 22 de junho a 20 de julho de 1994. 44 HB_CAP1_PréBienal. 52 Carta a Maria Helena enviada por Maria Benites Moreno. com o apoio de Zero Hora. Queríamos que tivesse um outro tipo de visão. Publicado posteriormente em Jornal do MARGS. Carta a Maria Helena com o anteprojeto da Bienal do Conesul (30.07. n° 110 (Agosto 2005). Paraguai. e “Último fim de semana da Bienal Brasil. O Modernismo (1917-1945).” Entrevista a Maria Benites feita pelo autor (22 . do qual acredito que todos nós iremos tirar muito proveito. no final do Governo Collares. “As vantagens do Marketing Cultural. Ver também Maria Benites Moreno. “Convidamos o empresariado mais representativo do Sul com a idéia de estimular iniciativas semelhantes – que são uma responsabilidade social. O projeto sugere ainda como primeiros homenageados Iberê Camargo e Artur Bispo do Rosário. 56 Entrevista a Maria Benites feita pelo autor (22. da Documenta de Kassel. no ano de 1996. Um documento anterior indica Porto Alegre para capital cultural do Mercosul já para o ano de 1994/1995. principalmente durante o evento da Bienal.

5. 66 Idem.08. Décio Saraiva de Moraes. Gustavo Nackle. que nós fizemos uma visita na ocasião. foram designados para compor o Conselho Deliberativo representantes da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS). José Paulo Soares Martins. 76 Proposta para Criação da Bienal de Artes Visuais do Mercosul.. foi proferido como discurso por José Luiz do Amaral na reunião em questão. se não houvesse toda essa força. Trabalhar com arte […] é uma questão de solidariedade…” Na opinião de Maria Tomaselli. 71 Idem. A Gerdau tem também incentivado a pesquisa através de diversos programas. quer dizer. se não houvesse todo esse grupo de pessoas. quer dizer. materiais de escritório. (01. no uso de suas atribuições. Diário Oficial. Carlos Carrion de Britto Velho. Esse texto.2005). como os prêmios Jovem Cientista e Jovem Cientista do Futuro. e nas artes plásticas a gente está sempre atrás dos modelos que já vêm de cima para baixo. se o empresariado não estivesse disposto a financiar esta primeira [Bienal].A. Porto Alegre.2005). Eduardo de Souza Boese. de qualificação técnica e científica e em projetos culturais e artísticos de ampla envergadura. um representante do Escritório do Itamaraty no Rio Grande do Sul e um representante da Associação Nacional dos Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP).” A necessidade de intercâmbio foi acentuada por todos. Se comprometer pessoalmente. Porto Alegre. Martins relata esse processo de envolvimento como sendo de: “Muito trabalho. a qual foi aceita por unanimidade. Além dos membros da Comissão. é imenso. Estado do Rio Grande do Sul. Então. n° 1916. é necessário ser utópico. da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas (ANPAP). com a vontade de que isso acontecesse. Um significativo aporte de recursos a fundo perdido foi investido pela Gerdau no período que podemos chamar de pré-fundação Bienal. vê a Bienal do Mercosul como um processo que se consolidou definitivamente: “Acho que ninguém imaginava que iria acontecer isso. Nessa reunião. 64 O Grupo Gerdau vem dedicando significativos esforços para o desenvolvimento de programas sociais na área de gestão ambiental. é também diretor do Instituto Gerdau. 69 José Paulo Soares Martins é um dos diretores da Fundação Bienal e da Fundação Iberê Camargo. Maria Aparecida Dias Moraes. [.] a Bienal não existiria. e designa como membros José Luiz do Amaral Neto. surgiria provavelmente a pergunta. 06:50 . Nessa reunião. 16 de agosto de 1995.08. Porto Alegre.” Entrevista a Britto Velho feita pelo autor (12. Zero Hora (11. foram formalizadas as decisões tomadas através do ofício referido. incluindo remuneração de pessoal. que é uma inquietação que nós temos até hoje. em que devemos sentir […] os debates e conflitos que existem.08. Sem tal colaboração voluntária. em parceria com a Fundação Roberto Marinho e o CNPq. O papel que a Bienal deveria supostamente desempenhar também foi acentuado por Paulo Olzewisky que disse: “…eu gostaria de imaginar daqui a uns dez anos o que é que estas crianças de escolas aprenderam dessa arte que foi mostrada para elas.” Entrevista com José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10. o que elas estão pensando. Maria Tomaselli Cirne Lima. Vera Regina Pellin D’Avila e José Luiz do Amaral. a Feira do Livro de Porto Alegre e a própria Bienal de Artes Visuais do Mercosul. dizendo o que seria. Após a reunião. Secretaria da Cultura. sob Coordenação da Secretaria da Cultura. envolvendo alocação de espaço. O grupo era formado por Ana Norogrando. indicados pela Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre.” Cultura. O resultado. a bienal deveria ser um grande ateliê aberto como “uma fábrica. Porto Alegre. o crescimento do senso estético vamos dizer. Porto Alegre. tão criativo e se impor lá fora. 74 Várias comissões foram organizadas pelo Governo e contaram com a participação de diversos artistas em estágios diferenciados.” Idem. José Paulo Soares Martins e Maria Teresa Druck Bastide.. Cláudio Gilberto Ely. com data de abril de 1995. Jorge Gerdau Johannpeter lembra que “Num segundo momento. desenvolvendo parcerias com entidades organizadas nas áreas de educação. 75 Entrevista a Ana Norogrando feita pelo autor (15. em todas as coisas nesses últimos dez anos.2005). para citar apenas alguns exemplos. como é que na música a gente consegue ser tão forte. em que a artista realizou o trabalho no local. com o acréscimo de alguns representantes: um representante do Ministério da Cultura. 70 O empenho pessoal de Jorge Gerdau no projeto da Bienal foi um fator determinante para o sucesso do projeto. como a Fundação Iberê Carmargo. tão original. no período de março de 1995 a janeiro de 1997. quais são os nossos objetivos com a Bienal. Carlos Carrion de Britto Velho e Maria Tomaselli Cirne Lima.08. Com formação em Administração Pública e Privada pela UFRGS e experiência nas áreas de comunicação e marketing e desenvolvimento organizacional. 73 Proposta para a Configuração Geral da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. empresários e artistas plásticos.” Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter (22. tem a finalidade de elaborar e apresentar no prazo de noventa (90) dias projeto para a realização da Bienal de Artes Visuais do Mercosul.05.2005). indicados pelo empresariado. Maria Thereza Druck Bastide.que é ouvida no mundo inteiro […] enquanto música. fazer entrevista com quem participou dessas bienais todas e o que é a arte para vocês. Rubem de Castro Filho e Vera Regina Pellin D’Ávila. recursos estes destinados a fundo perdido. da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (FARSUL). 78 A Comissão foi composta por membros das Secretarias de Estado e do Município. Wilson Cavalcanti e Maia Menna Barreto. 68 Entrevista a José Luiz do Amaral feita pelo autor (01.08. foram garantidos pela Gerdau S. da Secretaria de Estado da Cultura (SEDAC). publicado no Diário Oficial de 18. Maria Tomaseli Cirne Lima.. Caé Braga. 80 Of. A cultura traz a dimensão estética e só através da cultura e da arte é que as pessoas começam a desenvolver o senso estético. 31 de julho de 1995. publicado na forma de ensaio.p65 45 21/6/2006. Ana Norogrando. mandou correspondências […] convidando os empresários. 77 A comissão foi formada por Ana Norogrando. da Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul. a Bienal talvez não tivesse se tornado uma realidade. “…[n]essa troca de informações. é fundamental […]. Jorge Gerdau Johannpeter propôs a indicação de Justo Werlang para presidente. porque ele ligou [.2005). Britto Velho. “Se não houvesse vontade política naquele momento de encaminhar essa comissão.. o Secretário de Estado da Cultura apresenta sugestão de que a comissão transforme-se em Conselho Deliberativo. 72 “O GOVERNADOR DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL. Porto Alegre. de ter também um percentual de dinheiro […]. que Porto Alegre teve. Para Wilson Cavalcanti. Nós temos uma Bienal que está […] muito consolidada.1995). Nós estamos num processo contínuo de aprimoramento. que participou dessa comissão inicial.. Sede da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Porto Alegre. da Secretaria 45 HB_CAP1_PréBienal. […] Acho que é necessário ser sonhador. Carlos Carrion de Britto Velho. o próprio governo. Luis Teixeira. Margarete Costa Moraes e Vera Regina D’Ávila. indicados pela Comissão Estadual de Artes Visuais. 1° de dezembro de 1995. além dos que já foram citados. da Federação das Associações Empresariais do Rio Grande do Sul (FEDERASUL). Talvez não exista uma resposta pronta pra isso. Paulo Olsewisky. constitui Comissão Técnica que. em Porto Alegre. Danúbio Gonçalves e Fernando Baril.08.03. custos de viagens e hospedagens e custos operacionais.” Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22. Paulo Shimendes. Maria Aparecida Dias Moraes e Rubem Carlos de Castro Filho. 67 José Luiz do Amaral. 65 Falando do processo de constituição da Bienal. explicando qual era a importância disso. Jorge Gerdau Johannpeter comentou: “A Bienal tem uma cota importantíssima nesse processo. Porto Alegre. Coordenador. entre outros. Entrevista a José Paulo Soares Martins. Houve um envolvimento forte dele no sentido de que isso se tornasse uma realidade.] para todos os empresários que hoje fazem parte do conselho. enquanto originalidade brasileira. n° 1916. 12 de dezembro de 1995.95). Eduardo Boese. Porto Alegre. 79 Of. José Luiz do Amaral Neto. indicados pelo Governo do Estado. Referindo-se ao impacto causado pela Bienal.” A Comissão tinha um prazo de 90 dias para elaborar o projeto da Bienal. Significou ele se mobilizar para pensar no tema. (Texto assinado pelo Governador do Estado Antônio Britto.” referindo-se o trabalho de Lia Menna Barreto exposto na 4ª Bienal. Todos os recursos necessários ao desenvolvimento do projeto.” Conversa de Gaudêncio Fidelis com os artistas Maria Tomaselli.08. Porto Alegre. “As artes visuais integram a economia.2005).2005).

Carlos Jorge Appel solicita a Justo Werlang que trabalhe na redação dos estatutos sociais da Fundação. Ata 01/95 Comissão Organizadora da Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” p. Justo Werlang. na época uma soma vultuosa pela equiparação do dólar à moeda brasileira) a fundo perdido. ele acentuava que o discurso de Justo Werlang “…é[era] exemplar pela concisão e clareza com que aborda[va] as relações entre o econômico e o estético.” apresentando a sugestão dos nomes dos sete membros instituidores. o uso de duas linhas telefônicas. 18. realizada em 12 de dezembro. Anteprojeto para a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. atividades educacionais.de Planejamento do Rio Grande do Sul. você define.Em 7 de junho de 1997. Bienal do Mercosul: Notas esparsas sobre os primeiros momentos da Fundação. formado basicamente por empresários. Aracy Amaral. 89 Pelo convênio assinado com o Governo. Werlang falou ainda: “Assim. 3 de junho de 1996. tais mudanças viriam a acarretar uma progressiva e constante variação nas decisões advindas de supostas injunções políticas nas decisões tomadas pelo referido Conselho. e sua divulgação. 06:50 . Embora ambos tenham-se desligado da Comissão conjuntamente. 90 Ata da 2° Reunião da Diretoria Executiva. 18. a municipalidade foi definitivamente incluída também no conselho da Fundação. com precisão. do Escritório do Ministério das Relações Exteriores no Rio Grande do Sul. Bienal do Mercosul: Notas esparsas sobre os primeiros momentos da Fundação.” Em virtude disso. Fundação Bienal de Artes Visuais. O Presidente do Conselho passou a ser o Secretário de Cultura Carlos Jorge Appel. secretarias de governo. Em reunião na sede do Grupo Gerdau. 83 Carta de Justo Werlang enviada ao Secretário de Estado da Cultura em atendimento aos termos da “[…] reunião do conselho deliberativo. 81 Of. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. o representante da municipalidade questionou a ausência do município no conselho da Fundação. contra o argumento de Carlos Jorge Appel de que aquele era um projeto de Estado. e considerando ainda a indicação de um grande número de representantes de federações. Em se tratando de um Conselho Deliberativo. 7. Secretaria da Cultura. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. em janeiro de 1997. a presença de artistas no órgão máximo da Fundação “…implicaria um necessário conflito de interesses. a cessão de espaços para realização das mostras e infra-estrutura de pessoal. escolhidos entre artistas plásticos. na época previsto em R$ 3 milhões. A auto-indicação da Comissão Organizadora para transformarse em Conselho Deliberativo de uma Fundação ainda não instituída. Britto Velho e Maria Tomaselli não compartilhavam a mesma agenda política de oposição à Bienal que veio a ter continuidade por um longo tempo a seguir. Palácio Piratini (11 de junho de 1996). Inicialmente. o estado comprometeu-se a participar com um significativo aporte de recursos (R$ 1 milhão. o processo de criação de um mercado comum passa pelo reconhecimento de suas diversas manifestações artísticas. da Secretaria Municipal da Cultura. a cessão de dois estagiários. Justo Werlang acentuou que “…é a partir do cidadão que alcançamos sucesso ou fracasso no estabelecimento da integração que propõem o Tratado de Assunção e seus instrumentos conexos. 11 de junho de 1996. fica decidido também que a curadoria estaria estruturada em uma curadoria geral. 15 de junho de 1996. n° 1916. 91 Fonte: documento intitulado Reunião dos Diretores da Área de Artes Plásticas no dia 05 de agosto. um representante do Ministério da Cultura. prevista a participação de artistas dos países membros do Mercosul e de países convidados em exposições. mesas-redondas. 10 de abril de 1996. Por essa razão. Justo Werlang. simpósios. que o cidadão contribuirá positivamente nesse processo. 95 Relatório de Viagem (sem data) e Relatório de Viagem a Brasília. 88 O Secretário de Cultura Carlos Jorge Appel considerava o projeto da Bienal um projeto de governo. Em comentário feito por Frederico Morais em anexo ao Projeto da I Bienal de Artes do Mercosul (Rio. Ver também Aracy Amaral. os termos do estatuto foram alterados. por iniciativa de seu presidente Ivo Nesralla. 94 Ver também Ata da Reunião de Diretoria. constituindo aquilo que poderíamos chamar de as primeiras resistências ao projeto Bienal do Mercosul. representantes consulares dos países signatários do Tratado de Assunção e instrumentos conexos (Mercosul) e cinco membros eleitos. a importância da arte como parte essencial do desenvolvimento econômico e social do país e/ou continente. Pela análise econômica. eleitos pelos demais membros do Conselho Deliberativo para um período de dois anos. 27 de agosto de 1996. Frederico Morais. 46 HB_CAP1_PréBienal. encerrados os trabalhos da 1ª Bienal.p65 46 21/6/2006. A cláusula primeira diz: “São objetivos deste convênio a criação de condições que tornem viável a organização e a realização das mostras Bienais de Artes Visuais do Mercosul. É a partir da liberdade individual. […] pois todo artista se ocupa prioritariamente de dar visibilidade ao seu trabalho. 93 Ata da Reunião Extraordinária da Diretoria Executiva. Decidiu-se por solicitar um projeto para a historiadora e crítica de arte Aracy Amaral inicialmente e posteriormente a Frederico Morais. A lista dos membros instituidores foi elaborada por Jorge Gerdau Johannpeter. Dias depois da reunião da Comissão Organizadora da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. na redação do estatuto. bem como quaisquer outras atividades que possam contribuir para o desenvolvimento das artes visuais no âmbito do Mercosul. Durante a 2ª Bienal. que então convidaria curadores para os eventos ou as áreas específicas. em se tratando de pessoas que ocupavam cargos e funções sujeitas a renovação periódica.” lembrando que no centro desse processo estaria a construção da cidadania. Como resultado. Fundação Bienal de Artes Visuais. A intenção foi fazer com que os ex-presidentes voltassem ao Conselho para continuar dando a sua contribuição. Justo Werlang abre mão de ser membro instituidor e também membro eleito do Conselho. os convidados leram os termos dos estatutos e concordaram em participar da Fundação Jorge Carlos Appel tornou-se conselheiro nato enquanto Secretário de Estado da Cultura. foram apontados os nomes de seis historiadores e críticos de arte para o cargo de curador. da Secretaria de Desenvolvimento e Assuntos Internacionais do Rio Grande do Sul. Estado do Rio Grande do Sul. da Prefeitura de Porto Alegre. foi vista por Justo Werlang como um fato gerador de inevitável instabilidade futura. assim. Por outro lado. 25 de junho de 1996. 82 Quando foi apresentada à Comissão Organizadora a proposta de estatutos. seminários. visto que seus representantes seriam freqüentemente substituídos por outros. uma vaga na diretoria foi reservada à municipalidade. Paulo Herkenhoff e Ticio Escobar. em 3 de junho de 1996. 23 de setembro de 1996. Ao deixar a Secretaria. Justo Werlang propôs que fosse criado um Conselho de Administração com membros vitalícios. Por insistência de Justo Werlang. Porto Alegre. 12 de dezembro de 1995. em especial a sua primeira edição. Justo Werlang e José Paulo Soares Martins. consulados e associações para a composição do Conselho. 3 de setembro de 1996. da área cultural e da educação. Tal argumento baseava-se na justificativa de que haveria por parte do Governo do Estado uma participação de investimentos da ordem de 1/3 do valor do projeto a ser investido.07. 84 Estatuto.2005. oficinas. além da cedência de duas salas onde até hoje funciona a sede da Fundação Bienal. palestras. garantida pelo estado de direito e nutrida por uma cultura viva e sólida. cuja política teve efeitos prolongados até a 4ª Bienal quando. Porto Alegre.” Convênio que entre si firmam o Estado do Rio Grande do Sul e a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. prevendo.07. 87 No discurso de lançamento. A mudança no governo requereu um esforço adicional com vistas a estabelecer uma relação de interlocução entre a Bienal e o novo secretário. demitem-se da Comissão os artistas Britto Velho e Maria Tomaselli. Décio Pignatari. por proposta de Justo Werlang. 92 Idem. o presidente desligou-se da Fundação. 86 Agora como diretor-presidente. Em função disso. foi substituído por Nelson Boeira. a 86 dias da inauguração da 1ª Bienal. Na ocasião.2005. solicitou a retirada da proposta do estatuto a participação da municipalidade no conselho e diretoria da Fundação. agosto de 1996).” Discurso de Justo Werlang. da maneira como ela estava sendo pensada. incluindo o compromisso de criação de uma lei estadual de incentivos fiscais à cultura. Maria Benites solicita seu desligamento da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. O resultado foi um apoio limitado do município. que todos os seus ex-presidentes passassem a ser membros vitalícios do Conselho de Administração. 85 Com vistas a abrir espaço para a participação de mais um membro no Conselho. sendo eles Angel Kalenberg.

em uma região que sempre se constituiu à sombra dos modelos europeus e norte-americanos.p65 47 21/6/2006.76 x 94. que foi tomado por grandes discussões em relação às implementação de reformas do aparelho estatal. Tal ausência seria determinada também pela 47 HB_Cap2_1Bienal. “Desde os tempos da colonização européia..Centro Cultural Aplub Coleção Privada/Private Collection na época de grande ambição. para ele “. fato explicado pela força de pequenas e médias empresas capazes também de manter o desemprego em níveis suportáveis. a primeira edição da Bienal do Mercosul teve a curadoria Analogia IV. considerada Vertente Cartográfica . respeitando ao mesmo tempo as peculiaridades da produção da América Latina. via Mercosul. Muitas promessas nos mais diversos setores da vida pública sinalizavam para que Porto Alegre se tornasse a “capital cultural do Mercosul. novos investimentos vieram a dar novo fôlego à economia local. política e socioeconômica do estado. no mercado mundial. às implicações de trazer para o estado grandes projetos subsidiados.”4 escreveu Frederico Morais no catálogo da exposição. às privatizações..uma necessidade. O setor secundário havia ajudado a garantir um crescimento do PIB do estado. 06:52 . à paralisação econômica do Cone Sul e à integração. a principal marca da nossa marginalização é a ausência da América Latina na história da arte universal. Em uma economia ainda excessivamente dependente da agroindústria. foi a de reescrever a história da arte Foto: Edison Vara/PressPhoto latino-americana.” A intenção era dar o primeiro passo para uma discussão teórica mais aprofundada sobre as questões históricas de identidade e a ausência da produção da América Latina dentro das grandes narrativas.A 1ª Bienal: pioneirismo e ousadia numa iniciativa de fôlego A verdade é que o centro começa a ser transformado pelas margens. Frederico Morais1 O ano de 1997 mostrou-se promissor no âmbito econômico e cultural no Rio Grande do Sul. Aquele foi um ano que marcou de forma significativa a trajetória cultural.” Sob a presidência do empresário e colecionador Justo Víctor Grippo (Argentina) Werlang2 . A proposta do curador. 1972 .5 x 59 cm Técnica mista/Mixed media 3 do crítico Frederico Morais. sob um ponto de vista não-eurocêntrico.

paralelamente à Bienal. assim. as várias utopias. tanto por artistas quanto por críticos que viram uma ênfase por demais significativa no caráter histórico do projeto. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora “O homem comum é um connaiseur. ao tentar uma nova abordagem da arte latino-americana a partir de um ponto de vista nosso. 6-7.6 “Um cidadão na Bienal. Isso não significava naquele momento.] a primeira tarefa da Bienal de Artes Visuais do Mercosul será. Zero Hora (26. Ao elaborar o projeto de curadoria da 1ª Bienal.. e um dos seminários era uma discussão sobre as diversas interpretações.7 Vertente Construtiva Espaço Cultural Ulbra Vista da exposição/View of the exhibition Foto: Edison Vara/PressPhoto O debate entre o caráter histórico versus contemporâneo tornouse crucial na discussão do projeto de Frederico Morais.. Frederico Morais acentuou o fato de que a perspectiva de trabalho proposta por ele de reescrever a história da arte latino americana seria de em uma via de duas mãos na forma de um esforço coletivo: Acho que fundamentalmente a idéia inicial da Bienal era a de propor um esforço coletivo.p65 48 21/6/2006.1997). de um ponto de vista que não seja exclusivamente euro-norte-americano.” Revista ZH. nem significa hoje. os mitos.1997).maneira como a produção latino-americana viria a ser inserida na história da arte. européias ou norte-americanas. Tanto que. Tal questão foi sistematicamente debatida quando da 1ª Bienal. reportar-se a uma trajetória histórica que ajuda a clarificar essa mesma produção. em torno da arte latino-americana. nenhuma tentativa de excluir as leituras de fora.10. Respondendo a essa questão. ao mesmo tempo. pelo menos.5 O projeto queria. Frederico Morais escreveu: 48 HB_Cap2_1Bienal. 06:52 .” Revista ZH. mitos criados aqui e criados lá fora. e assim por diante. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora Em entrevista recente.10. visto que as bienais têm sistematicamente se debatido com sua intrínseca necessidade de mostrar a produção contemporânea e. dar início à tarefa urgente de reescrever a história da arte a partir de um ponto de vista latino-americano ou. na forma de uma produção fadada à repetição e nunca como uma perspectiva fundadora capaz de dar contribuições qualitativas à história universal. mediante uma intensa troca de experiências e projetos. capa. Zero Hora (26. nós fizemos dois seminários. Frederico Morais escreveu: [. colaborar para uma mais efetiva inscrição da arte latino-americana na história da arte.

Frederico Morais acentuou ainda a necessidade de promover uma visão “retrospectiva” sobre a produção histórica com vistas a 49 HB_Cap2_1Bienal.Vista da exposição/View of the exhibition Vertente Construtiva .. Respondendo às críticas pelo caráter excessivamente histórico que a 1ª Bienal adotou. 1984 Metal. motor.2. Blanton Museum of Art. há uma grande relutância em promover uma legitimação precoce de obras ainda claudicantes. no sentido daquilo que se constitui a produção de ponta por assim dizer contemporânea. por outro.Espaço Reitoria da UFRGS Coleção/Collection Jack S. motor e madeira/Metal.Na verdade. por um lado. a adoção de um forte caráter histórico para a primeira edição da Bienal do Mercosul parece ter sido uma decisão acertada.”9 Se. tende a anular a distância entre o que é antigo. fazer uma leitura atualizadora da história da arte [. parecia querer constituir um norte.10 Se de fato a vocação para o contemporâneo pertence mais às bienais do que aos museus (mesmo que sejam eles de arte contemporânea). 1987 400 x 1100 x 1100 cm .. passar por um processo necessário de embate com a esfera pública antes de se expor ao confronto de fortes mecanismos de legitimação e visibilidade como é o caso de uma bienal.000 moedas/coins 800 hóstias/Hosts. 06:53 . A questão é saber como tratar desse assunto. tendo criado um terreno sólido a partir do qual as próximas edições puderam constituir seus projetos. Texas Foto: Edison Vara/PressPhoto Críticos como Angélica de Moraes defenderam o ponto de vista de que “. 1965-67 Vertente Construtiva .uma Bienal de artes visuais tem como característica básica ser prospectiva.] Por outro lado.. ainda que intencionalmente ou não se reportando àquele projeto inicial que.Espaço Cultural Ulbra Foto: Lígia Bignetti 2 Abraham Palatnik (Brasil) Objeto Cinético.Espaço Cultural Ulbra Foto: Lígia Bignetti 4 Cildo Meireles (Brasil) Missão. as bienais têm-se debatido em sua vocação pela contemporaneidade e por uma disputa pelo novo. and wood Vertente Construtiva .000 ossos/bones. É possível fazer uma leitura envelhecida da produção contemporânea e. em uma Bienal não é uma questão de diferenciar o que é histórico do que é contemporâneo.. o que é moderno e o que é contemporâneo. Tais obras mereceriam.p65 49 21/6/2006. Austin. apontar valores emergentes e mostrar tendências estéticas com base em ampla amostragem do que melhor está surgindo nos ateliês. 86 placas de granito e tecido/granite plates and fabric Vertente Política . Missões (Como construir Catedrais).8 1 3 2 1 Carlos Cruz Diez (Venezuela) Fisiocromia 329 e Cromosaturacion. 600. ao que parece. a meu ver.Espaço Cultural Ulbra Coleção do artista/Artist’s collection Foto: Vicente Mello 4 3 Joaquim Torres García (Uruguai) . a velocidade da produção artística atual. inversamente.

sua autonomia criativa.] Se queremos afirmar a existência de uma arte latino-americana.Octopos. era preciso rever ou reviver alguns momentos históricos da nossa arte. pode ter sido uma temeridade. São Paulo Foto: Edison Vara/PressPhoto A escala e o pioneirismo do evento no âmbito de paradigmas locais têm sido. se não podíamos ser modernos e civilizados.03. 2 e 3 Encontro com a comunidade artística local/ Meeting with local art community (14. De certa forma.Vista da exposição/View on the exhibition Espaço DC Navegantes Segmento Último Lustro Foto: Edison Vara/PressPhoto José Damasceno (Brasil) . uma vez que tais prerrogativas não nos seriam permitidas.290 x 190 x 180 cm 122 x 35 x 15 cm . Isso foi um consenso de quem estava envolvido no processo. eu disse que nós fizemos uma Bienal muito maior do que o tamanho que a comunidade permitia. o único caminho é aprofundar o exame de seu desenvolvimento histórico. Em seu manifesto “La escuela del Sur”. mas naquele momento a Bienal foi maior do que a cidade permitia. seria preciso que mudássemos a posição do olhar e. um impulso..Porto Alegre . eu dizia […] que a Bienal teria o tamanho que a comunidade permitisse que ela tivesse e. assim. O processo de legitimação de nossa arte no plano internacional passa antes pela legitimação local ou continental.12 A 1ª Bienal do Mercosul e seu campo conceitual 2 3 1.proporcionar um lastro de entendimento da produção latino-americana. Para tanto. [. Ao justificar tal proposta. Aquele era um período em que os sentimentos nacionalistas e a insatisfação cresciam na América Latina. acentuando o caráter cultural-ideológico do qual a cartografia evidentemente não estaria isenta.Espaço DC Navegantes Coleção/Collection Gilberto Chateaubriand Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro Cortesia/Courtesy Galeria Fortes Vilaça.Auditório Edel Trade Center . o artista escreveu: 50 HB_Cap2_1Bienal. muito maior. nossos delimitadores culturais. Justo Werlang: 1 Quando fizemos a primeira Bienal. este nos colocou diante de uma perspectiva fundamentalmente visionária. quando nós encerramos. Superintendente/Superintendent da I Bienal . ele escreveu: Se um dos objetivos programáticos da I Bienal do Mercosul foi efetivamente criar condições para se reescrever a história da arte latino-americana. uma marca da 1ª Bienal que tem até o momento servido de modelo para seus eventos subseqüentes. desde a sua realização.11 Efrain Almeida (Brasil) . Torres-García queria mostrar-nos que.p65 50 21/6/2006.Madeira e ferro fundido/Wood and iron Segmento Último Lustro .1997) Frederico Morais. 06:53 . tendo em vista sua carência de visibilidade. Essa condição foi motivo de comentário de seu presidente. 1995 . guardando uma impressão de que o evento de fato extrapolou as possibilidades físicas e humanas em uma escala estrutural da cidade. Curador Geral/Chief Curator e/and Maria Benites.. uma mudança estratégica no modo de pensar fazia-se necessária. escrito em 1935.Foto: Mathias Cramer Quando em 1936 o artista uruguaio Joaquín Torres-García virou o mapa do continente americano de cabeça para baixo.

] A construção de uma nova identidade cultural. tem sido vista como um marco simbólico que aponta para uma nova mitologia da identidade latino-americana e as demandas teóricas para pensar a questão da dominação no contexto pós-colonial.Nº 23.”16 A atitude de Torres-García. deram um frescor pouco usual..”18 escreveu Frederico Morais no catálogo da exposição.. tentativa sistemática e coerente de abordar o problema de reunir uma Montevideo. tema para debate e disputa. e não como querem no resto do mundo. a intenção de contribuir para inverter ICortesia /Courtesy Miriam Gomes Rodrigues uma determinada ordem de fatores ao criar condições para olhar a produção da América Latina sob uma nova perspectiva.15 a atitude de Torres-García tem uma importância inaugural. na América Latina. assim como a atinada representação de artistas e movimentos de legitimação interna e não de mercado. então. gesto-símbolo. Uruguai tradição artística autônoma para a America Latina a partir da perspectiva específica das artes visuais.. uma reorientação que rompesse graficamente com a dependência tradicional do norte geográfico.. Os barcos. Abril 1998 51 HB_Cap2_1Bienal. agora colocamos o mapa ao contrário e. descem. e estímulo ao experimento. Mas os autores desta história se esqueceram de analisar a continuidade e os desdobramentos desses mo(vi)mentos e sua revitalização em outros países. [. que compareceu a um dos seminários da 1ª Bienal. é um dos pilares (entre outros. não sobem. 1 for the Bienal do Mercosul (1997) Havia. a partir de agora.”19 e apontavam para um acerto do projeto curatorial: A idéia de organizar a mostra segundo eixos conceituais. Ela diz: “A Tinta 18. Como escreveu Dawn Ades: Sinalizava efetivamente a vontade de ter uma identidade independente. pequenos vãos alternativos que hoje têm a possibilidade de tornar-se concretos com maior transcendência. “A história da arte. como o movimento indigenista latino-americano) que vão desconstruindo a visão hegemônica e abrindo.. Por isso.. já temos uma idéia justa da nossa posição. inevitavelmente postas em exposições que pretendem quebrar paradigmas hegemônicos de leitura baseados no binômio centro/margens.p65 51 21/6/2006. quando vão embora daqui.3 cm concepção de Escola do Sul de Torres-García representa a primeira Vertente Cartográfica . ao se transformar em um gesto inaugural.20 As relações entre identidade e regionalismos. Poucas vezes encontrei uma leitura da arte latino-americana tão acertada em todas as suas dimensões. em sua prolongação. sobretudo aquela mais particular da vanguarda. para o nosso pólo. Mari Carmem Ramirez considerou ainda a 1ª Bienal do Mercosul como uma exposição que contribuiu enormemente para estabelecer novos “. 1943 sobre papel/Ink on paper a obra artística sob uma perspectiva latino-americana. De acordo com Mari Carmem Ramirez.13 Para Frederico Morais. não deve haver norte a não ser por oposição ao nosso sul. para irem para o norte. permanece como uma questão premente na América Latina.6 x 15.21 Revista/Magazine Heterogénesis Revista de artes visuales .Usina do Gasômetro Coleção/Collection Fundación Torres García. A mesma coisa faz a nossa bússola: inclina-se inevitavelmente sempre para o sul. é seu “. aponta com insistência para o sul. diferenciada daquelas leituras já institucionalizadas advindas de modelos europeus e norte-americanos. valoriza apenas os momentos de ruptura. foi expressa por Ache Viega como tendo significativa importância em um processo de desconstrução de uma visão excludente: A procura pelo que é latino-americano como grupo marginalizado.paradigmas para a apresentação de arte Latino-Americana no século XX. a vertente cartográfica. matriciais. por parte da curadoria. justamente por ser a Torres-García (Uruguai) primeira vez em que há uma consciência pela busca de autonomia para Joaquim Mapa de Latinoamerica Invertido.17 Ingresso nº 1 da/Ticket no. o nosso norte.Tidskrift för visuell konst Anno VII . desse modo. A ponta da América. que inaugura. como faziam antes.Para nós. tidos como fundadores.”14 vertente esta que ele viria a incluir no projeto da 1ª Bienal. que alguns artistas viam mais como uma recuperação de uma identidade ancestral. discriminado da visão eurocêntrica. 06:53 .

98). então. foi bem lembrada nas palavras do historiador Décio Freitas ao proceder a uma análise do que a 1ª Bienal havia trazido como grandes lições que por si só eram dignas de mérito: “Toda a história do RS – sua crônica e enraizada animadversão contra o Centro. e se “Bienal para fazer bonito. por isso. significativamente acentuada pela posição geográfica do estado. 68 x 61 x 33 cm.01.americana e à nossa leitura de arte latino-americana. Zero Hora (25. 97. A condição periférica do Brasil.Jan.5 x 63 x 33.Espaço DC Navegantes Coleção do Artista/Artist’s collection Foto: Edison Vara/PressPhoto Tal discussão instalou-se de forma bastante expressiva com o projeto curatorial de Frederico Morais. Art Monthly nº 212 (Dec. adquirir legibilidade adequada: A idéia era fundamentalmente essa.] A Bienal demonstra que na arte.5 x 62 x 32 cm Conjunto de três peças/Three-piece set Segmento Último Lustro . ser saudada como um passo importante nessa direção. podemos deixar de ser periferia. 4-5. Relatório/Report “A I Bienal de Artes Visuais do Mercosul na Imprensa: uma análise” Frederico Morais Acervo/Collection NDP .1997).. mas era muito insistente na idéia de que tínhamos de dar maior visibilidade à arte latino. como em tudo mais. 68. considerando a necessidade de rever questões e problemas da arte latino-americana com vistas a sedimentar um novo terreno sobre o qual essa produção pudesse. traduzida em conflitos políticos ou militares – pode ser sintetizada como a síndrome da periferia: uma obstinada recusa da condição periférica.” 22 É essa condição periférica que estará também no centro da motivação do projeto curatorial de Frederico Morais..FBAVM 52 HB_Cap2_1Bienal. Não era a atitude de uma Bienal fechada. [.” Cultura.Meyer Vaisman (Venezuela) Propriedad Privada. detalhe/detail 69.p65 52 21/6/2006. capa. 97. 9. 06:54 . É nesse sentido também que era muito importante promover o lado histórico da produção. Ela deve. 98). 1995.5 cm. localizado no extremo sul do país. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora Art Monthly nº 212 (Dec.Jan.

queríamos. entre outros eventos. a outra figuração na Argentina. Chile. política e cartográfica da arte latino-americana e uma mostra de design. b) intervenções na cidade divididas entre “esculturas no espaço urbano. retomar de novo o projeto.Espaço Cultural Ulbra produção latino-americana em vista da limitação imposta Foto: Lígia Bignetti 53 HB_Cap2_1Bienal.]. que esteve presente no seminário “A América Latina Vista da Europa e dos Estados Unidos. Frederico Morais havia constatado a impossibilidade de promover uma leitura adequada da Aloísio Magalhães (Brasil) . cursos. de novo. entre outros tópicos. ao fazê-lo (ainda que com fortes limitadores. (2) a dificuldade em definir características comuns a mais de 20 países. não somente através dos eventos que produziu. aparecer de modo similar no projeto curatorial da exposição quando esta toma a forma de organização por analogia de linguagens artísticas. 1997 100x100cm (18 painéis) Vertente Construtiva . como não poderia deixar de ser. e o artista homenageado Xul Solar. conferências e atividades didáticas que Programa Conesul Debate/TV Show: Conesul Debate .. [. na 5ª Bienal. Brasil. etc. O projeto curatorial. de certa maneira. compreendido por seminários.RBS TV . a exclusão da arte latino-americana das grandes narrativas. 06:54 .27 Frederico Morais promoveu uma amostragem didática e histórica da produção latino-americana e.p65 53 21/6/2006. cartográfica). Nas questões mais centrais do debate esteve.” promoveu.O Design do Brasil.25 Os desdobramentos do projeto curatorial O projeto de exposição da 1ª Bienal reuniu os países do Mercosul (Argentina. como também do enorme volume de textos reflexivos veiculados por especialistas e profissionais da área jornalística na mídia impressa. questões políticas. A primeira edição da Bienal foi estruturada em dois núcleos. Já naquela época. a exposição Último Lustro. Paraguai e Uruguai) e a Venezuela como país convidado. considerado em uma perspectiva historicista. sendo eles: a) mostra da arte construtiva. começar do zero. Ao realizar uma exposição através dos principais vetores dentro dos quais a produção latino-americana poderia ser inscrita. que ocupam um continente e meio conhecido como América Latina.. estamos sempre voltando a uma situação zero. Maria Benites. Então.Apresentação de/Host Ivani com a presença de/With Pedro A proposta de Frederico Morais dividiu o projeto curatorial em três vertentes Schutz Querejazu.”24 falou sobre esse sistemático processo de exclusão da América Latina da história da arte ocidental e apontou dois motivos principais para tal fato: (1) a incapacidade dos intelectuais da Europa e dos Estados Unidos em compreender a arte da América Latina como parte da evolução da arte moderna ocidental porque lhes faltam modelos importantes sobre cada cultura individual da América Latina. que os torne inteligíveis ao resto do mundo ocidental.23 A 1ª Bienal proporcionou ainda um volume de reflexão teórica sem precedentes para o meio. que mostrou a arte emergente dos países participantes daquela edição. Ficaram ainda nesse núcleo a exposição de arte latinoamericana dos acervos brasileiros. Eu não tenho nenhum receio de afirmar que houve realmente uma intenção de fazer uma Bienal com essa característica histórica.” “Intervenções na cidade” e “o imaginário objetual. movido pelo objetivo de promover uma leitura da arte latino-americana a partir da “periferia. um considerável debate sobre o papel da produção de conhecimento a partir das margens. inovação que Video Stills: Rafael Rachewsky vai posteriormente. política. como a não-inclusão de diversos países para a qual a realização de tal tarefa seria indispensável). Por exemplo.” assim como um terceiro núcleo.Porto incluíram dois seminários internacionais. Alegre . tornou possível uma leitura consistente dessa produção. Frederico 26 Morais e Justo Pastor Mellado (construtiva. Jacqueline Barnitz. o que é normal em países periféricos. Bolívia. desdobradas em três exposições. era fundamental que começássemos a rever questões que aconteceram na América Latina historicamente.

” e “. que mostrou a produção emergente da arte latino-americana desenvolvida entre 1995 e 1997.Espaço DC Navegantes Foto: Edison Vara/PressPhoto Lia Menna Barreto (Brasil) Jardim da Infância.Espaço DC Navegantes Coleção da artista/Artist’s collection Foto: Edison Vara/PressPhoto 54 HB_Cap2_1Bienal. presente principalmente nas três vertentes. 1997 Vista da instalação/View of the installation Instalação com camas de hospital. 1997 420 x 420 x 180 cm Instalação com materiais diversos. esta última sediada no espaço do DC Navegantes. cobertores e televisores/Installation with hospital beds. por uma Bienal restrita aos países do Mercosul. sendo ainda muito forte em todo o continente. ainda assim todos os setores buscaram contar com a participação de artistas cujas produções legitimaram-se em diversas épocas.32 m² Instalação com cadeiras infantis de madeira queimadas/ Installation with children’s wooden chairs burned Segmento Último Lustro . O segmento “Último Lustro. tabelas de basquete compartilhando mesmo aro/Installation with several materials. arriscou promover um panorama da produção jovem.cujo impulso inicial é dado pelo Uruguai e Argentina. na Casa de Cultura Mário Quintana. colocando-se de antemão diante de trabalhos que apontavam para uma grande diversidade de direções e interseções no panorama da arte contemporânea. blankets. O projeto de curadoria incluiu ainda a realização das Hélio Oiticica (Brasil) Vista da exposição/View of the exhibition exposições especiais. que muitas vezes se superpõem ou se encontram em novas sínteses. ganhando contornos específicos em cada lugar.Espaço Cultural Ulbra Foto: Edison Vara/PressPhoto que incluiu também outras obras de aporte tecnológico.” entretanto.”31 Permeados por um forte caráter histórico.pelo número de países participantes. Frederico Morais considerou a exposição como um segmento desvinculado das vertentes estabelecidas pelo projeto curatorial: 1 2 1 Segmento Último Lustro Espaço DC Navegantes Vista da exposição/View of the exhibition Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Javier Téllez (Venezuela) La extracción de la piedra de locura.p65 54 21/6/2006.. 1995 .. 06:55 . em sua abrangência. escolheu enfatizar a vertente construtiva30 que. segundo ele.28 Dizia ele: “Estas três vertentes.. como nos trabalhos de Hélio Oiticica e Lygia Clark. and TV sets Segmento Último Lustro Espaço DC Navegantes Foto: Edison Vara/PressPhoto Juan Nascimento (Venezuela) Sem Título..32 e o próprio Último Lustro.” 29 Ao dividir o projeto curatorial em vertentes. “. não podem ser cobertas. como a exposição de fotografias Vertente Construtiva . basketball scorer’s tables sharing the same ring Segmento Último Lustro .ganha força com Torres-García e se desdobra pelo continente.

Então. capa. 1948 cm . uma vez que não seria possível de qualquer forma. entre outros. encarados autonomamente – forma.. tem que se organizar para participar desse poder.35 Em entrevista recente. e sim de poder.o setor Último Lustro. Frederico acentuou o caráter político de seu projeto diante da perspectiva de reescrever a história da arte latino-americana: Exatamente. “As fronteiras e as categorias são frágeis... se quisermos saber até que ponto estamos inventando coisas. Era uma questão política muito mais do que de identidade.. É aí que a discussão deve se acirrar. porque a questão não é de identidade. especialmente. as quais exemplificam essa tríplice lógica. colocando-se de antemão diante de trabalhos que apontam uma grande diversidade de direções e interseções.”37 55 HB_Cap2_1Bienal. significado político desta construção e determinação geográfica deste espaço. – isto é.5 Vertente Construtiva Coleção Privada/Private Collection Waldemar Cordeiro. mas queremos dar a nossa versão. Tradicionalmente. Queremos as versões de lá. desafia-se a mostrar um panorama da produção jovem. o que tenderia a constituir forçosamente uma certa identidade inerente.33 A idéia de expor as obras por vertentes. decidimos que havia a necessidade de discutir a nossa produção.1997). a América Latina. 06:55 . ao falar no seminário A América Latina Vista dos Estados Unidos e da Europa. as bienais vinham priorizando as representações por países. que era o problema da inserção. a “Vertente Construtiva” buscou chamar a atenção para a importância da arte latino-americana na modernidade e na pós-modernidade. É preciso sublinhar que encontramos estes três pólos semânticos na argumentação proposta pelo curador geral da Bienal [. em lugar de categorizá-los geograficamente.8x62. considerando as Carmelo Arden Quin (Uruguai) . do mainstream. Ela “…remete ao exame dos meios plásticos. Lucio Fontana... promover um quadro representativo por áreas geográficas. possibilitando.34 fato que muitas vezes falseia a representatividade da produção. comentou o aspecto simbólico da conjunção instaurada pelo projeto curatorial no desdobramento das vertentes em relação à sua perspectiva discursiva: Assim. podemos descobrir uma espécie de vocabulário básico sobre o qual está articulado o “O Guggenheim é logo aqui.Couronnes IV.” Segundo Caderno..] o qual escolheu agrupar as obras dos artistas em três perspectivas ou vertentes. A minha idéia era a seguinte: a arte latinoamericana tinha o potencial de influenciar e mudar a arte universal. foi uma inovação significativa. O Terceiro Mundo. ela se propõe a estudar o que é específico da criação plástica. uma maior clareza e didatismo na leitura. Zero Hora discurso sobre a emergência da Bienal: construção (28. Lygia Clark e Hélio Oiticica. tempo. 42. a idéia era a tentativa de reescrever a história da arte latino-americana até onde é possível e sem nenhum preconceito. espaço. cor. etc. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora de um espaço.11. com a diversidade e o volume da produção atual. aonde está a arte européia e latino-americana”. em vez de mostrá-las por países. Mas só poderíamos chegar a isso se conhecêssemos bem a nossa história e o nosso potencial. tudo vive no solo e na água ao mesmo tempo.Cartão pintado/Painted cardboard particularidades com as quais artistas como Joaquín Torres García. Jacques Leenhardt.36 De acordo com o projeto curatorial. visto que a exposição foi conceitualmente dividida em segmentos.p65 55 21/6/2006. assim. as leis do desenvolvimento interno de um quadro ou escultura. trataram as questões da arte moderna. O objetivo de mostrar as obras em vertentes seria o de enfatizar as tendências fundadas por artistas da América Latina. Não a busca de uma identidade.

Em virtude de um interesse internacional pelas questões políticas.” Enio Squeff escreveu: Por mais que se possa criticar uma possível inferência do processo político na arte. numa espécie de parentesco temático. período em que os artistas criaram metáforas e buscaram uma forma de organização plástica que possibilitasse a elaboração das suas questões estéticas.. que Frederico Morais acabou extraindo [.Acrílico sobre tela/Acrilyc on canvas Vertente Construtiva Coleção/Collection of Mauro e Luiza Herlitzka Foto: Oscar Balducci.192x290 cm Gesso e técnica mista/Plaster and mixed media Vertente Política Coleção/Collection of Museu Nacional de Belas Artes. no Uruguai ou no Paraguai impõe. Afinal.. 06:55 . O segmento “Vertente Política”38 teve como background as ditaduras recentes na América Latina ao “…remete[r] às tensões sócio-políticas”39 e aos percalços enfrentados no processo de democratização. no Chile. y Outra Mano se Tienda.] o que de comum existe entre latino-americanos. da Argentina.170x250 cm .. grande parte da arte latino-americana integrou-se sem muita restrição aos problemas lingüísticos e à politização das questões estéticas. Em um momento em que a arte conceitual era a palavra de ordem na estética internacional. Santiago del Chile Foto: Patrícia Novoa 56 HB_Cap2_1Bienal. 1972-96 Dimensões variadas/Several dimensions Tinta sobre bambu/Paint on Bamboo Vertente Construtiva . foi dela.Espaço Cultural Ulbra Coleção da artista/Artist’s collection Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Alejandro Otero (Venezuela) Vista das obras/View of the works Vertente Construtiva Theatro São Pedro Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 A “Vertente Construtiva” foi exposta no Espaço Ulbra e no Theatro São Pedro. a América Latina cumpriu um papel pioneiro nesse aspecto. 1972 . o horror às ditaduras recentes na Argentina. 1995 .40 Sobre a “Vertente Política. 2 Ione Saldanha (Brasil) Bambu.1 2 1 Pablo Siquier (Argentina) . e Pablo Suarez. 1968 150x150x160 cm . no Brasil. parece.p65 56 21/6/2006. artistas tão diversos como Hélio Oiticica.41 1 2 1 Noemí Escandell (Argentina) . O segmento mostrou o clima de repressão e censura das décadas de 1960 e 1970. e junto a ela podiam ser vistas também as obras do Núcleo de Design.Sem título/ Untitled. do Brasil..Cavalete e fotografia/Easel and photography Vertente Política Coleção da artista/Collection of the artist Foto: Lígia Bignetti 2 Roberto Matta (Chile) Mira la Lucha del Esfuerzo del Afuerino.

de um mapeamento Mapa Mudo. também. 1997 Instalação/Installation Vertente Política Espaço Reitoria da UFRGS Acervo/Collection NDP . 1992 102 x 96 cm Técnica mista/Mixed media Vertente Política Espaço Ioschpe Coleção/Collection Jorge e Marion Helft Foto: Edison Vara/PressPhoto 4 A “Vertente Cartográfica”42 almejou produzir uma reflexão. por sua cartografia.” Frederico Morais respondeu: Todos os gestos são políticos.é uma reação ao processo de globalização. ela ganha aqui uma dimensão política. É muito diferente da arte construtiva na América Latina. acabada.43 reafirmavam a perspectiva eurocêntrica na qual se fundou a história da América Latina. criticando.FBAVM Foto: Edison Vara/PressPhoto/PressPhoto ) 2 Francisco Stockinger (Brasil) Série Gabirús. “. geralmente confrontada com a globalização. a afirmação do território próximo.”48 Victor Grippo (Argentina) Tabla. As vertentes analisadas na bienal não são estanques.Concreto armado e cacos de vidro/Reinforced concrete and glass shards 45 de signos e também da paisagem e/ou espaço físico do Continente. Ela reflete um estágio econômico bastante claro. como disse Frederico Morais. sobre a forma como buscaram produzir uma consciência do seu lugar e do seu território. Morais e sua equipe estabeleceram algumas justaposições reveladoras. A arte construtiva na Europa caracteriza uma sociedade tecnologicamente avançada.. Ao ser perguntado por outro jornalista se “incluir uma vertente cartográfica dentro de uma bienal não [seria] fazer um discurso político. teorizar. etnográficos e arqueológicos que têm interessado ao artista plástico contemporâneo.p65 57 21/6/2006.”46 “Ao romper com um panorama linear integrado. em suas obras o ponto de vista eurocêntrico. São reversíveis.Usina do Gasômetro /Collection Gilberto Chateaubriand Falando em uma entrevista de como “se revela a [. como.”44 e “…abrange não apenas a noção […] de território.140 x 133 x 8 cm . Partindo da passagem do país. de como os representantes dos países participantes pensaram suas próprias identidades por meio da cartografia. Os artistas cuja linguagem utiliza-se da cartografia são os que experimentaram a história do seu país sob o ponto de vista de remapear e repensar determinadas estruturas que. isto é. 1979 . onde tudo está por fazer. através das linguagens visuais.” Vertente Cartográfica . ou seja. Você pode fazer uma leitura política da arte construtiva. 1978 .. Se você a analisa sob o ponto de vista da construção de uma realidade nacional ou continental. assim. Mas se podem separar a cartografia e a política?”47 perguntou Iwona Blazwick.1 Luis Camnitzer (Uruguai) A sala dos Espelhos..100x64x79 cm Técnica mista/Mixed media Vertente Cartográfica Coleção/Collection of Jorge e Marion Helft Foto: Oscar Bony 57 HB_Cap2_1Bienal. 1995-96 Dimensões variadas/Variable dimensions Bronze/Bronze Vertente Política Coleção particular/Private collection Foto: Edison Vara/PressPhoto 1 2 3 León Ferrari (Argentina) Vista das obras/View of the works Vertente Política Espaço Edel Trade Center Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 4 Pablo Suárez (Argentina) El Perla (Retrato de um Taxi-boy).] vertente cartográfica. A vertente cartográfica. aspectos antropológicos.. concluída. há o aprofundamento da reflexão sobre geografia e história. Ivens Machado (Brasil) Pode-se falar ainda de uma cartografia do corpo. 06:56 .” Coleção Foto: Edison Vara/PressPhoto ele respondeu ainda: “A idéia da cartografia é da expedição que recupera o território geográfico. construir.

o artista argentino antecipou-se ao Surrealismo. hieróglifos. entre outros. juntas. Esse conhecimento lingüístico levou-o a criar duas línguas. falava e escrevia seis idiomas vivos. um ano antes de sua morte.5 x 32 cm Aquarela sobre papel/Watercolour on paper © Coleção/Collection Fundación Pan Klub . Xul Solar interessou-se desde muito jovem por assuntos tão variados quanto a religião. números. província de Buenos Aires. Xul Solar . etc. flechas. Olivério Girondo. 58 HB_Cap2_1Bienal. Xul Solar produziu inúmeros desenhos. Segundo depoimento de seus contemporâneos. Argentina Cortesia /Courtesy Fundación Pan Klub . Aos 20 anos. Buenos Aires. como estrelas. Macedonio Fernández e Jorge Luiz Borges. do grego e do sânscrito. na Itália). geralmente de pequenas dimensões. no Musée National d’art Moderne de Paris.Drago. 1927 . Buenos Aires. possuindo o que poderia ser chamado de um saber enciclopédico.p65 58 21/6/2006. e a panlengua. integrou o grupo Martin Fierro. tendem a formar uma espécie de escritura plástica. que instaurou o modernismo na Argentina e do qual faziam parte.25. a astrologia e sobretudo o Budismo. Argentina Em suas proposições. com expressões locais. latino-americanas. Solar foi educado em Buenos Aires como músico e arquiteto (embora não tenha completado seus estudos de arquitetura). o neocriollo. as quais. alemão da Letônia. além do latim. letras. as mitologias. A primeira exposição significativa de sua obra na Europa somente aconteceu em 1962. De formação erudita. Oscar Alejandro Augustin Schulz Solari (1887-1963) nasceu em San Fernando. a cabala judaica. empregando equivalentes fonéticos dos sobrenomes do pai e da mãe (o alemão Emilio Schulz Riga. fundado em raízes provenientes do latim. adotou o pseudônimo de Xul Solar. com estrutura similar ao esperanto.Museo Xul Solar. 06:56 . aquarelas (considerado seu meio de expressão favorito) e pinturas.Museo Xul Solar. Posteriormente. a filosofia. e Agustina Solari. Além da figura humana. proliferam em sua obra signos muitas vezes esotéricos e arcaizantes. estilizada geometricamente. nascida em Gênova.Xul Solar é o artista homenageado O artista homenageado na 1ª Bienal do Mercosul49 foi o Argentino Xul Solar. dialogou de certa forma com o Maneirismo e promoveu elementos dadaístas em suas obras. a antroposofia de Rudolf Steiner.

28 x 38 cm Tempera sobre papel/Tempera on paper 3 Xul Solar El Vuelo.1 1 Xul Solar (Argentina) Mesmo Ken Pax Altaresino.5 cm Aquarela sobre papel/Watercolour on paper Foto: Oscar Balducci 2 Xul Solar Mui Ko Wile. 1924 . 06:56 . 1962 .p65 59 21/6/2006.5 x 22 cm Aquarela sobre papel/Watercolour on paper Foto: Oscar Balducci 2 3 59 HB_Cap2_1Bienal. 1924 -16.21 x 7.

do Brasil. viadutos e outros logradouros públicos. tais como edifícios antigos e abandonados. Assim. Muitos criaram situações inusitadas. que projetou o “Cromo-Bus.51 também representando o Uruguai. O espaço recebeu obras de dez artistas convidados a investigar o imaginário objetual da cidade. 1 2 1Preparação do espaço DEPRC para a montagem da/ Preparation of DEPRC area for installation of I Bienal Segmento Imaginário Objetual . os artistas procuraram estabelecer relações plásticas em espaços característicos da cidade. José Antônio Hernandez Diez. por meio da possibilidade de transformação plástica desses objetos e de sua recontextualização. Marcos Coelho Benjamin e Patrício Farias. os artistas elaboraram obras que utilizaram vários procedimentos. venezuelano radicado em Paris. Esse caso pode ser enquadrado em uma proposta de arqueologia – similar a um tema que viria a surgir na 4ª Bienal. Rimer Cardillo. sendo suspensos nos arcos do Viaduto Otávio Rocha.1997) Pintura sobre o prédio das Lojas Tumelero Segmento “Intervenção na Cidade” Foto: José Francisco Alves Cortesia/ Courtesy Ricardo Migliorisi Intervenção na antiga/Intervention at former Confeitaria Rocco Segmento “Intervenção na Cidade” Foto: Edison Vara/PressPhoto “Intervenções na Cidade” foi um segmento criado com o objetivo de “democratizar” o acesso à produção artística para além dos espaços expositivos da 1ª Bienal e também contou com dez artistas convidados. em alguns casos com humor e ironia. entre eles Jorge Barrão.Escadaria da Rua 24 de Maio/24 de Maio Street step’s (22. 06:56 . Nesse segmento. estavam obras de Rosangela Renó. que instalou oito backlights com imagens de fotografias que ele havia feito décadas antes em Porto Alegre. do recolhimento de objetos existentes no ambiente urbano à construção de instalações.Foto: José Francisco Alves 2 Gastón Ugalde (Bolívia) . uruguaio radicado nos Estados Unidos. Entre os artistas. outro aspecto que buscou integrar a população porto-alegrense e os visitantes da 1ª Bienal foi a concepção do setor “Intervenções na Cidade.Para além das vertentes do projeto curatorial A exposição de arte e tecnologia. chamando atenção para o ambiente da cidade e seus elementos arquitetônicos. os artistas puderam oferecer novas perspectivas através dos resultados obtidos com o processo.” uma pintura em um dos ônibus da linha T-5. após terem a oportunidade de conhecer alguns locais sui generis da capital gaúcha. onde hoje se localiza a Marina Pública Comodoro Edmundo Soares.10. Além da distribuição das exposições em dez espaços museologicamente preparados de Porto Alegre e dos seminários. da zona sul às ilhas do Guaíba. apresentou uma série de obras em novos meios de dez artistas da Argentina. localizado no sexto andar da Casa de Cultura Mário Quintana. Com esse objetivo.” que teve a coordenação de José Francisco Alves50 e que reuniu os segmentos “Imaginário Objetual” e “Esculturas em Espaço Público.1997) Performance Foto: Edison Vara/PressPhoto Cortesia/ Courtesy Montagem da obra de/Assembling the work of Mario Soro (26.” O segmento “Imaginário Objetual” foi exposto nas oficinas do DEPRC. Entre elas. estavam Carlos Cruz-Diez. Marcos Chaves.p65 60 21/6/2006. em outros. Espaços dos mais diversos foram utilizados para esse fim. 60 HB_Cap2_1Bienal. que contratou um operário. e Eduardo Cardozo. sediada no Museu de Arte Contemporânea. Leandro Erlich. anteriormente impensáveis para abrigar projetos artísticos. do Chile e da Venezuela. feita com tiras de PVA adesivas. radicado nos Estados Unidos. os objetos cinéticos de Abraham Palatinik e a obra “Rara Avis” do brasileiro Eduardo Kac.10.

A obra.Largo Glênio Peres Foto: Edson Vara/PressPhoto O Presidente da I Bienal Justo Werlang fala aos presentes na abertura do Jardim das Esculturas/The president of the 1st Biennial Justo Werlang speaks to the audience at the opening of the Sculpture Garden (12. publicado em jornal de Porto Alegre.10. estando caracterizado de Jesus Cristo e carregando nos ombros uma imensa cruz de madeira.10.10. 06:57 . no centro da cidade.” recebeu enorme cobertura da mídia e criou polêmica em torno da legitimidade do gesto artístico.1997) Segmento “Intervenção na Cidade” . havia frases elaboradas pelo artista e pintadas com estêncil.Parque Marinha do Brasil Porto Alegre . em local de grande circulação pública – o Largo Glênio Peres.2005) .Porto Alegre Foto: Edison Vara/PressPhoto 61 HB_Cap2_1Bienal. 1997 Tiras de PVA adesivas/Adhesive PVA tape Intervenção em linha de ônibus de Porto Alegre/Intervention on a Porto Alegre bus line Foto: Edison Vara/PressPhoto Carlos Cruz Diez (Venezuela) Croqui para a obra/Sketch for the work “Chromobus” Segmento “Intervenção na Cidade” Acervo/Collection NDP/FBAVM Inauguração da obra/Opening of the work “Contrato de trabajo” dos artistas/by Eduardo Cardozo e Fernando Peirano (20. O boliviano Gastón Ugalde acabou por realizar uma performance na qual ele desceu as escadarias da Rua Vinte e Quatro de Maio. cujo séquito foi produzido por dezenas de alunos do ensino fundamental de uma escola da periferia de Porto Alegre. tendo como material apenas tijolos e argamassa.2005) Parque Marinha do Brasil . para que o contratado pudesse livremente conceber e executar uma obra de arte.Foto: Edison Vara/PressPhoto Cerimônia de abertura do Jardim de Esculturas/Opening Ceremony of the Sculpture Garden (12. tendo sido realizada ao ar livre. Carlos Cruz-Diez (Venezuela) Chromobus. intitulada “Contrato de Trabajo. Nos degraus.p65 61 21/6/2006.por meio de um anúncio classificado de emprego.

Propriedade/Collection of FBAVM .Alvenaria pigmentada/Pigmented brickwork . foi realizada em Montevidéu e acabou por não ser instalada.53 inaugurado em 12 de outubro de 1997. 1997 .Parque Marinha do Brasil .Tijolos/Bricks .” No local. Ennio Iommi.Aço Inoxidável/Stainless Steel .Cubo Cor. Todas as obras utilizaram materiais duráveis.Jardim de Esculturas/Sculpture Garden .Parque Marinha do Brasil . realizada na Argentina. do Brasil.54 Lá se encontram obras que se adaptam ao espaço verde.240 Ø x 220 x 190 cm .Jardim de Esculturas/Sculpture Garden .400 x 400 x 120 cm . concreto e tijolos e foram realizadas em Porto Alegre. aço. A própria Fundação Bienal tem restaurado constantemente tais obras.Jardim de Esculturas/Sculpture Garden . foram distribuídas dez obras em locais definidos pelo coordenador do projeto José Francisco Alves. ainda faz parte do acervo da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.Aço/Steel . com as obras resultantes do segmento “Esculturas no Espaço Urbano.Propriedade/Collection FBAVM .Propriedade/Collection of FBAVM Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Franz Weissmann (Brasil) . onde um grande número de porto-alegrenses usufrui dos seus momentos de lazer. Julio Peres Sanz e Hernan Dompé.300 x 300 x 300 cm . como pedra.Sem Título. Aluisio Carvão. 1997 . Franz Weissmann e Carlos Fajardo. Francine Secretan e Ted Carrasco.Parque Marinha do Brasil . As obras Cortesia do autor/Courtesy of the author que passaram a fazer parte do “Jardim de Esculturas” somam um valor significativo e foram doadas pelos artistas à Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Francisco Stockinger.Porto Alegre .Estrutura Linear. 1 2 3 4 1 Aluísio Carvão (Brasil) . já falecido na época. da Bolívia.Sem Título.Foto: Edison Vara/PressPhoto /PressPhoto 4 Carlos Fajardo (Brasil) . O jardim é formado por obras de Amilcar de Castro. 1997 . porém.Jardim de Esculturas/Sculpture Garden .Porto Alegre .Porto Alegre . com exceção da Esboço do Jardim de Esculturas/Sketch for the Sculpture Garden feito por/by José Francisco Alves peça de Enio Iommi.Parque Marinha do Brasil . 1997 . 06:57 .430 x 640 x 200 cm .Cortesia/Courtesy 62 HB_Cap2_1Bienal.p65 62 21/6/2006. uma vez escolhidas pelo curador-geral Frederico Morais.Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Amilcar de Castro (Brasil) . A obra do uruguaio Francisco Matto. da Argentina.A 1ª Bienal deixou ainda o “jardim de esculturas”52 no Parque Marinha do Brasil.Porto Alegre Propriedade/Collection of FBAVM Foto: José Francisco Alves .

Jardim de Esculturas/Sculpture Garden .Jardim de Esculturas/ Sculpture Garden .Flor.Parque Marinha do Brasil .Cortesia/Courtesy 2 Estudo da maquete da obra de Julio Pérez Sanz/ Studying the model for Julio Pérez Sanz’s work Jardim de Esculturas/Sculpture Garden Parque Marinha do Brasil . provenientes de coleções públicas e privadas brasileiras.Porto Alegre . com isso.Ferro pintado/ Painted iron .Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Francine Secretan (Bolívia) . política e cartográfica que definem o projeto curatorial da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. bem como o capítulo dedicado à criação plástica dos artistas mais jovens. ao analisar esse acervo.Porto Alegre . 1997 .Propriedade/Collection of FBAVM . Os maiores conjuntos de trabalhos expostos pertencem ao Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM).Propriedade/Collection of FBAVM . ao Museu de Arte Contemporânea de São Paulo (MAC). Algumas obras oriundas dessas coleções integraram as vertentes construtiva.El Canto de las Flores.Foto: Edison Vara/PressPhoto 5 Hernán Dompé (Argentina) . denominado Último Lustro. Frederico Morais escreveu: 63 HB_Cap2_1Bienal. 1997 .Jardim de Esculturas/Sculpture Garden . um significativo acervo de arte latino-americana moderna e contemporânea que o público teve a chance de conhecer em Porto Alegre na 1ª Bienal do Mercosul.Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Francisco Stockinger (Brasil) .Porto Alegre . uma leitura mais abrangente da arte latino-americana.Parque Marinha do Brasil .1 2 3 4 1 Enio Iommi (Argentina) . de forma sucinta.900 x 120 cm . No Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS). sem restringi-la a artistas da área geográfica do Mercosul. 1997 .Jardim de Esculturas/Sculpture .Jardim de Esculturas/Sculpture Garden . a história da arte latino-americana através dele.Mangrullos. foram expostas obras de todos os países da América do Sul.Foto: Edison Vara/PressPhoto 5 6 1 Montagem da obra de/Installation of the work of Amilcar de Castro Jardim de Esculturas/Sculpture Garden Parque Marinha do Brasil .Propriedade/Collection of FBAVM .Porto Alegre Foto: José Francisco Alves . em coleções públicas e privadas. à Coleção Bozano-Simonsen e à Coleção das Galerias de Arte Camargo Villaça (São Paulo).300 x 100 x 20 cm . então.Cono Sur.Rayo. Decidiuse.Porto Alegre .p65 63 21/6/2006.Parque Marinha do Brasil .246 x 160 Ø cm Aço Inoxidável/Stainless steel . apontando para algumas tendências.Foto: Edison Vara/PressPhoto 4 Julio Pérez Sanz (Argentina) . momentos históricos e figuras artísticas pontuais. permitindo-se. 1997 . A curadoria.Propriedade/Collection of FBAVM .Parque Marinha do Brasil .Jardim de Esculturas/Sculpture Garden . 06:58 .Aço Inoxidável/ Stainless Steel .600 x 120 x 60 cm .Planos em um Plano.Porto Alegre . 1997 .Cortesia/Courtesy 1 2 A arte latino-americana nas coleções brasileiras na 1ª Bienal Segundo o curador Frederico Morais.Ferro soldado pintado/Painted iron .450 x 150 x 100 cm .520 x 990 x 13 Ø cm . concluiu que seria possível contar.Propriedade/Collection of FBAVM .Parque Marinha do Brasil . Destacando a importância do colecionismo no contexto da produção da América Latina.Propriedade/Collection of FBAVM . o Brasil possui.Parque Marinha do Brasil .Aço Sac-41/Sac-41 Steel .Porto Alegre Foto: José Francisco Alves .Foto: Edison Vara 6 Ted Carrasco (Bolívia) . bem como a diversos colecionadores particulares do Rio de Janeiro e São Paulo. reunir a parte mais significativa desse acervo. a Cohn Edelstein (Rio de Janeiro e São Paulo) e a Jean Boghici (Rio de Janeiro).Aço/Steel .Porto Alegre . 1997 .

A 1ª Bienal ocupou vários espaços. Por outro lado. O corredor foi pensado como sendo composto pela área central da cidade. organizou o design museográfico a partir da parte histórica da exposição. não havia em Porto Alegre um local único para abrigar uma exposição de tais dimensões. Outros Chegada das obras no/Works arrive at Espaço Cultural espaços de exposições vêm sendo sistematicamente renovados a cada Ulbra (26. fazendo com que o restante da mostra levasse em conta na Gerardo Vilaseca Coordenador da museografia e arquitetura dos espaços durante a montagem da/ sua distribuição os roteiros a serem seguidos pelo In charge of museography and architecture of spaces during installation of the I Bienal espectador. juntamente com o artista plástico e arquiteto Gerardo Vilaseca. Um dado importante é que a Bienal promoveu a reforma de vários espaços expositivos. Foto: Edison Vara/PressPhoto A 1ª Bienal também nesse sentido foi extremamente inovadora e ousada. já desde a sua primeira edição.A verdade é que no sistema internacional de arte. a Bienal passou. Dessa forma.”59 Gerardo buscou descobrir a vocação de cada 64 HB_Cap2_1Bienal. que são adaptados de acordo com as necessidade de cada evento. à medida que. hoje.09. Essa perspectiva levou a Bienal do Mercosul a uma semelhança em estrutura organizacional àquela da Documenta de Kassel. O curador geral Frederico Morais realizou. como é o caso dos diversos armazéns localizados no Cais do Porto.57 um estudo para criar um corredor cultural de circulação entre as exposições. o colecionismo privado tem um peso significativo e sua importância é tanto maior quanto mais globalizado ele está.58 “A atmosfera sufocante dos escritórios dariam o clima necessário para abrigar uma produção que tem como temática as ditaduras recentes nos países da América Latina. propiciava referências psicológicas e simbólicas às relações de poder. a iniciativa privada vai tomando o lugar antes ocupado pelo Estado na promoção das artes. a vertente política ficou no prédio Foto: Edison Vara/PressPhoto do antigo Banco Ioschpe porque. dotandoos de condições técnicas capazes de abrigar exposições de alta relevância. às coleções públicas. alguns dos quais foram climatizados para abrigar as obras. em qualidade e quantidade. a se localizar em diversos espaços da cidade. 06:58 .56 que passou por uma reforma integral quando da realização da 1ª Bienal. Por exemplo.55 Exposição/Exhibition “Acervos Latino-Americanos” Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Vista da exposição/View of the exhibition Foto: Edison Vara/PressPhoto Exposição/Exhibition “Acervos Latino-Americanos” Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Vista da exposição/View of the exhibition Foto: Edison Vara/PressPhoto O projeto museográfico Ao constituir o projeto de realização da Bienal do Mercosul. como também espaços não-expositivos. de acordo com a ideologia liberal.p65 64 21/6/2006. com extenso currículo na área de design de exposições. por ser uma área com o pé direito baixo. como foi o caso do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. as coleções privadas vão se tornando infinitamente superiores. cuja exposição também se distribui por diversos espaços da cidade alemã. Tal projeto de realização tem levado em conta não só os variados espaços de exposições institucionais.1997) Vertente Construtiva ano. O arquiteto Gerardo Vilaseca. segundo ele.

1997 Foto: Rafael Rachewsky Catálogo Geral da/General Catalogue of the I Bienal de Artes Visuais do Mercosul e Revista do/and Magazine of the Instituto Estadual do Livro Continente Sul Sur – Arte Latino-americana: Manifestos. Frederico Morais assinalou que Preparação Grande do Sul Ado Malagoli “. do Boletins Informativos/Newsletters nº 1 e 2 I Bienal do Mercosul. O argentino Rubém Fontana64 elaborou graficamente a publicação e também planejou a programação visual dos espaços de exposição que obedeceram a um projeto de programação visual coordenada. documentos e textos de época Foto: Edison Vara/PressPhoto 65 HB_Cap2_1Bienal. ao avaliar as maiores contribuições do evento para do/Preparation of the Museu de Arte do Rio o meio. 61 Guardadas as devidas proporções. tal atitude era vista como um sintoma de que havia de fato uma necessidade de mudanças na maneira como a história da arte e a definição de obras canônicas vinham sendo histo-ricamente constituídas a partir da circulação de obras européias e norte-americanas.Cortesia/Courtesy Publicações e programação visual Catherine David Curadora/Curator Documenta X Em frente à obra do artista/In front of work of the artist Marcos Benítez “Aire . ao convidar latino-americanos para a mostra.um dos espaços levando em conta as restrições museológicas a que as obras estariam submetidas e ainda as vertentes estabelecidas pela curadoria. Diante da hegemonia de mostras como a Documenta e a Bienal de Veneza em determinarem o panorama mundial da arte contemporânea.I Bienal do Mercosul Segmento “Último Lustro” Espaço DC Navegantes Cortesia/Courtesy Adriana Franciosi/Jornal Zero Hora O catálogo geral da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul traz informações sobre todos os artistas participantes e as respectivas exposições. com a inclusão de artistas não-europeus. O artista Franz Weissmann e equipe de montagem/The artist Franz Weissmann and the installation team Foto: Eleonora Fabre . o projeto da 1ª Bienal do Mercosul não poderia ter estado mais em sintonia com a necessidade de rever determinados paradigmas que há alguns anos estavam no centro das discussões de poder e formação de conhecimento já nos países do centro.62 curada pelo belga Jan Hoet. Por fim. 06:58 . Além do catálogo da 1ª Bienal. segundo a crítica.”60 A 1ª Bienal do Mercosul realizou-se no mesmo ano da Documenta X de Kassel. de harmonia e impecabilidade técnica na montagem. O resultado final foi.. O forte eurocentrismo que sempre havia caracterizado a Documenta começava a ser rompido anos antes pela Documenta IV. incluindo figuras representativas da arte brasileira.o projeto curatorial criou um Foto: Edison Vara/PressPhoto paradigma de como se realiza uma Bienal tão abrangente. comparações não foram evitadas entre uma e outra exposição. e continuou a ser aprofundada por Catherine David63 na Documenta X.De la Serie Elementos” 1997 .p65 65 21/6/2006. como Hélio Oiticica e Lygia Clark.. Nesse sentido. foi lançada uma edição especial da revista Continente Sul Sur.

capa.p65 66 21/6/2006. Uma figura armada com uma lança e coroada por um grande chapéu navega nas águas azuis do mar sobre o qual brilha um sol vermelho de dupla face. Trata-se de um elemento vermelho Logo da I Bienal do Mercosul localizado na área inferior direita Criação/Created by Fontana FVS Diseño – Rúben Fontana da obra. depoimentos. foram pensadas todas as peças da programação visual. Brasil e Bolívia).Sinalização/ Signing Fachada do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto Instituto Estadual do Livro do Rio Grande do Sul. Lazer & Cultura. Chile.1997). Novo Hamburgo (28. que foi pintada por Xul Solar em 1927 e que esteve exposta na 1ª Bienal no Centro Cultural Aplub. Um desses elementos circulares foi adotado como a identidade da Bienal. Uruguai.09. Trata-se de um elemento vermelho na forma de sol. Esse número da revista reuniu documentos históricos. Charges da série “Bib’s o escurinho do cinema” (19-28. utilizado com vistas a manter uma relação constante com o artista homenageado. comunicações e documentação iconográfica considerados fundamentais para a compreensão de determinados momentos da arte latinoamericana. A partir dele. “A Bienal da Integração”. fornecendo um documento de significativo substrato teórico não só para a 1ª Bienal. 65 Os textos da publicação Programação Visual – Fachada/Graphic Design – foram organizados por Frederico Morais Façade of DC Navegantes I Bienal Foto: Lígia Bignetti de acordo com as três vertentes em torno NDP/FBAVM das quais a 1ª Bienal foi organizada. estão os símbolos de três religiões. partindo das cores até os elementos tipográficos. manifestos.1997) ©Jornal Zero Hora Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora A logomarca da 1ª Bienal: um sol vermelho representa a exposição A logomarca da 1ª Bienal advém de um elemento presente na obra Drago. como também para as suas edições subseqüentes. Drago mostra um dragão (Buenos Aires) estilizado na forma de serpente que se movimenta no espaço pictórico da tela e em cujo corpo estão fixadas bandeiras de diversos países latino. Argentina. Cortesia/Courtesy Jornal NH 66 HB_Cap2_1Bienal. Na cabeça do dragão. 06:59 . que se encontra no canto inferior direito.11. Uma série de sóis e outros elementos astrológicos povoam a tela em volta do animal.americanos (Paraguai. Jornal ABC.

68 Em outra entrevista.”66 nas palavras de seu presidente Justo Werlang.67 Entretanto. Frederico Morais acentuou.. Nelson Boeira. peças publicitárias..FBAVM um ponto que acabou por obter unanimidade: a ausência do pintor Iberê Camargo como pintor homenageado e em qualquer das vertentes da exposição. a mostra exibiu matérias de imprensa.NDP . ensaios fotográficos. 06:59 .167 visitantes só nos espaços museológicos.10.] não previa a inclusão da obra do artista. Obra participante da exposição/Work included in the exhibition “História da Primeira Bienal do Mercosul” em que se realizou a exposição.1997) Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto Cerimônia de Abertura da/Opening Ceremony of I Bienal (02. pelo menos nesta primeira edição da Bienal. intitulada “História da Primeira Bienal do Mercosul”. considerando ainda este como sendo um público pagante. ou seja. foi realizada no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. Justo Pastor Mellado. pois sua obra não se enquadra[va] em nenhuma das vertentes.1997) Da esquerda para a direita/From left to right. um público recorde para uma primeira edição do evento. nas inúmeras Cortesia da autora/Courtesy of the artist explicações que teve de dar pela ausência do artista.Cerimônia de Abertura da/Opening Ceremony of I Bienal (06. uma grande exposição documental. se a curadoria em seu projeto considerou que este não seria o caso.70 67 HB_Cap2_1Bienal. acrescentou que a ausência de Iberê Camargo tinha de fato uma justificativa conceitual.10. a não-possibilidade do enquadramento de sua obra em nenhuma das vertentes da Bienal: Evitei o Realismo fantástico. o que fora reforçado pelo fato de que o evento estava sendo financiado e sediado pela comunidade gaúcha.” mas reconheceu que teria havido uma falha da curadoria em algum ponto do projeto da exposição. A mostra fez uma espécie de “radiografia” da Bienal.10. o que significa que Iberê Camargo não estará presente [na exposição]. considerando-se o contexto Fotografia. como ele mesmo disse. Angel Kalemberg e/andJusto Werlang (Presidente da I Bienal) Espaço Fundação Bienal/Banco Ioschpe Foto: Edison Vara/PressPhoto Cerimônia de Abertura da/Opening Ceremony of I Bienal (02. especialmente na Europa e nos Estados Unidos. a ausência do artista em qualquer das vertentes da exposição representou. Frederico Morais. uma falha indiscutível. que “. porque ele está muito ligado a certos estereótipos interpretativos.p65 67 21/6/2006. Ainda assim. Feita com “…uma prestação de contas à comunidade. desenhos feitos por crianças que participaram de oficinas organizadas pela Bienal e outros documentos. para determinados segmentos Cibele Vieira 1997 da classe artística.1997) Pronunciamento do Presidente da I Bienal do Mercosul Justo Werlang/Speech by the 1st Biennial Chairman Justo Werlang Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto Prestando contas à comunidade Ao final da 1ª Bienal do Mercosul. 69 A exposição atingiu um público de 291.. Exhibition “História da I Bienal do Mercosul” (Dezembro. Havia uma expectativa de que ele fosse o artista homenageado da 1ª Bienal por ser um dos mais importantes artistas brasileiros do Rio Grande do Sul. 1997) A curadoria da 1ª Bienal foi criticada em Exposição/ Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Lígia Bignetti .o projeto curatorial aprovado [. O Informalismo também não entra. tratava-se de uma questão a ser avaliada em separado.. mostrando ao mesmo tempo a envergadura e a complexidade requeridas para a realização de seus inúmeros projetos artísticos.

E 30. A instalação Ave Rara. uma pocilga e um galinheiro com cinco galinhas e um galo. Cortesia/Courtesy Jornal El Mercurio “Exposição conta a história da bienal. tornando-se um dos primeiros eventos folclóricos da Bienal do Mercosul. O interessante é que o fato recebeu uma considerável cobertura da mídia.p65 68 21/6/2006. posteriormente.1997). Frederico Morais anunciou a presença da obra do artista venezuelano Jesús-Rafael Soto (19232005) para a qual executaria um penetrável sonoro. O porco utilizado na instalação veio a morrer durante a exibição da Bienal. catadores de lixo. A obra. tinha 30 pássaros que conviviam com um telerobô em forma de arara. do brasileiro Eduardo Kac. teria sido por excesso de comida. que seria doada a Porto Alegre. A intenção do artista foi mostrar a vida dos animais domésticos entre os casebres das ilhas do Guaíba. onde moram. Zero Hora (10.12. seria 68 HB_Cap2_1Bienal.11. Santiago do Chile (23.72 A presença de Jesús-Rafael Soto na 1ª Bienal Em palestra sobre o projeto da 1ª Bienal.” Segundo Caderno. El Mercurio. em sua maioria. Os animais só tiveram permissão para uso após uma demorada autorização do Ibama. 71 Animais vivos não são novidades em exposições de arte. 1997 foi resgatada do biotério da UFRGS (onde seria sacrificada) para Detalhe da Instalação/Installation detail Cadelinha mascote apelidada de/Pet dog named Bicicleide participar da obra. A cadela que integrou a mesma instalação Jorge Barrão (Brasil) Sem título. 06:59 . segundo os jornais da época. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora Foram vendidos ingressos para todos os espaços através de uma cartela contendo 12 ingressos ou ainda ingressos individuais. com direito até mesmo a acalorados comentários de célebres cronistas de rádio e televisão.“Vive el arte del sur. A 1ª Bienal teve vários. chegou a ser projetada pelo artista e o projeto enviado à Bienal do Mercosul. no segmento “Imaginário Objetual”. foi composta de três elementos: uma cadela e sua casinha. capa. a obra deveria percorrer algumas capitais do Brasil e. A instalação de Jorge Barrão.1997). Chegou a ter uma lista de espera para adoção e Segmento Imaginário Objetual Oficinas do DEPRC acabou ficando com uma das monitoras que trabalharam no espaço do Foto: Edison Vara/Press Photo DPREC.” Plástica. Depois de ser instalada no Cais do Porto durante o período da Bienal. realizada no auditório do Edel Trade Center em 14 março de 1997.

11. Lygia Pape. Arthur Piza. sendo o último o diretor Lançamento do cartaz da/Presentation of the poster for I Bienal do Mercosul (04. assim como de um conselho bastante informado sobre o andamento do projeto. Carmen Ferrão e José Paulo Soares Martins atuaram na área de marketing e comunicação. Lygia Clark. Apesar de muito ter trabalhado com obras tridimensionais e do forte caráter planar de suas obras de parede.08. foi composta de maneira que se tivesse uma equipe com valores reconhecidos.1997) Da esquerda para direita/From left to right Jorge Gerdau Johannpeter.1997) Da esquerda para direita/From left to right Justo Werlang. além do pioneirismo de suas obras.73 Considerado um dos precursores da arte cinética. Soto também influenciou ou teve contato com inúmeros artistas brasileiros.” Cultura.35x103x10 cm Metal e madeira/Metal and wood . 1995 .1997).Theatro São Pedro Coleção/Collection Sonia e César Quintana Foto: Edison Vara/PressPhoto “Um mestre do “embaralha-a-vista. foram entendidos como condição inicial para a formação de sólidos vínculos sociais necessários para a sustentabilidade de longo prazo da instituição que nascia. Zero Hora (23. Hélio Oiticica.p65 69 21/6/2006.10. O modelo de gestão pensava a necessidade de estabelecer um conjunto de relações com a comunidade. Sérgio Camargo e Willys de Castro.1997) Jorge Gerdau Johannpeter e/and Governador Antônio Britto Museu de Arte do Rio Grande do Sul Foto: Edison Vara/PressPhoto 69 HB_Cap2_1Bienal. Heitor Kramer. Franz Weissmann.Foto: Edison Vara/PressPhoto Homenagem de Jorge Gerdau Johannpeter ao Presidente da I Bienal do Mercosul Justo Werlang (19. José Paulo Soares Martins e/and Governador Antônio Britto Espaço Fundação Bienal Ioschpe Cortesia/Courtesy Justo Werlang Homenagem de Jorge Gerdau Johannpeter ao Presidente da I Bienal do Mercosul Justo Werlang/ Jorge Gerdau Johannpeter pays a tribute to 1st Mercosur Chairman Justo Werlang (19. a existência de uma diretoria comprometida e atuante. A contribuição do artista para a arte latino-americana foi imensa. Paulo Sérgio Pinto. Jesús Soto (Venezuela) Escritura Alargada. Soto mereceu uma sala dedicada somente à sua obra nesta Bienal. constituída de voluntários. profissionais atuantes em diversas áreas.Vertente Construtiva . A negociação para a permanência da obra em Porto Alegre não chegou a ser efetivada.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . Influenciado pela obra de Malevich e Mondrian. Governador Antônio Britto e/and Maria Elena Johannpeter . A diretoria.11. exibida no Teatro São Pedro. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora Notas sobre o Projeto de Gestão da 1ª Bienal A 1ª Bienal também foi caracterizada por uma intensa participação de sua Diretoria Estatutária e pelo envolvimento dos membros do Conselho de Administração nos diversos desafios que a instituição enfrentou. tais como Amilcar de Castro.instalada em caráter definitivo em algum prédio histórico em Porto Alegre. acelerando os processos que levariam à institucionalização da Fundação. 07:00 . Soto consideravase um pintor. A transparência dos atos e decisões. 6.

assim.. em que se destacaram Vera Regina Pellin. mas também culturais. Zero Hora (01.75 “Uma megaexposição maior que a cidade. A partir daí [. José Luiz do Amaral. precipitaram momentos muito ricos para todos os envolvidos. [. quando da contratação do curador. de conseguir estruturar uma primeira Bienal em uma estrutura empresarial. 3. eu diria organizacional boa. Gilberto Bagaiolo Contador. 1997) . com vistas a uma maior integração Reunião da diretoria da Fundação Bienal com o e informação da equipe. em parte pela Lei de Incentivos [. mas evoluiu no sentido de facilitar a formação de parcerias e a obtenção de patrocínios. O efetivo e incansável suporte oferecido pelos conselheiros Eva Sopher. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora O papel desempenhado pelo Conselho de Administração não se resumiu ao comparecimento às reuniões. como os que surgiram entre as áreas de marketing e curadoria. Blanca Brites e os diretores indicados pelo estado e pelo município. A presença em eventos e visitas de apresentação do projeto. de mobilização da área empresarial. Foto: Edison Vara/PressPhoto As grandes decisões envolveram extensos processos de negociação em reuniões de diretoria.. Jorge Governador Antônio Britto/Meeting of the board of directors of the Fundação Bienal with Governor Gerdau Johannpeter acentuou que a 1ª Bienal foi o resultado de uma Antonio Britto conjunção entre competência administrativa e gestão empresarial: (Outubro. com capacidade de julgamento de impacto e do que iria significar em uma Bienal. por Sede temporária/Temporary headquarters of the Fundação Bienal.1997). já desde o primeiro momento. tanto em Porto Alegre quanto em outras cidades e no exterior. formou-se aí um caldeirão que possibilitou a independência e o surgimento desse projeto. 70 HB_Cap2_1Bienal. Jayme Sirotsky. a um maior envolvimento da equipe nas decisões. visando. Lúcia Tedesco Silber e Paulo Brasil do Fachada do antigo Banco Ioschpe/Façade of the former Bank Ioschpe Rua Sete de Setembro. eu diria significativa.Palácio Piratini Foto: Edison Vara/PressPhoto A sorte nossa. 07:00 . 1997 questões da área de artes e de relação com os governos locais. Daniel Ioschpe. Os conflitos. Mário Englert respondeu pela sensível área de adequação da arquitetura.]. em que abordava questões de arte e cultura.p65 70 21/6/2006. temos a visão de trabalhar em projetos comunitários. não só sociais. tendo o segundo orientado a criação dos manuais de procedimentos administrativos e implantado o sistema de contabilidade e outros controles relativos à tesouraria. entre maio e julho de 1997. Péricles de Freitas Druck e Jorge Polydoro é sempre destacado pelos membros da diretoria que integraram a 1ª Bienal.].. 1123 Amaral.74 Sobre o processo de gestão cultural. em maior ou menor grau.11. tendo orientado um conjunto de trabalhos de reforma. Sérgio Silveira Saraiva.. receber uma resposta. Hélio Fernandes Costa.] conseguimos. por exemplo a série de pequenas palestras de 15 minutos que Frederico Morais realizou durante as reuniões semanais da diretoria. Bolivar Charneski e Rudi Kother sucederam-se nas responsabilidades da área financeira. de termos tido uma pessoa que nem o Justo [Werlang] como primeiro presidente.. por parte do Grupo Gerdau. a assídua participação na série de eventos que objetivaram o envolvimento de toda a sociedade local e a ação direta junto aos potenciais patrocinadores foram fatores decisivos. como..responsável por todo o projeto de captação.” Cultura. Como nós. responderam. que realmente foi uma peça-chave nesse processo de equilíbrio.

Frederico Morais tornou-se um dos maiores estudiosos da arte latino-americana.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . Projeto de Curadoria. Presidente da FURPA. 6 Frederico Morais. Governador Antônio Britto e/and Justo Werlang Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 4 5 6 1 Cerimônia de Abertura da/Opening Ceremony of I Bienal (02.” “O mapa-mundi de pernas pro ar: entrevista com Carlos Basualdo. 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 1991). agosto de 1996.10. tais como “Entre a Mancha e a Figura” (1982). Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. “Missões: 300 Anos – A Visão do Artista” (1987) entre outras.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . quando compareceu a um dos seminários da 1ª Bienal.Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Homenagem do Rotary Club a/Rotary Club pays tribute to Jorge Gerdau Johannpeter .” in Catálogo Geral. Morais exerce a crítica de arte desde 1956. 07:01 . Porto Alegre. é.1997) .Curador geral/Chief Curator Frederico Morais e/and Jorge Gerdau Johannpeter .Foto: Edison Vara/PressPhoto.11.Cortesia/Courtesy Fundação dos Rotaryanos Porto Alegrenses 4 Homenagem de Jorge Gerdau Johannpeter ao Presidente da I Bienal do Mercosul Justo Werlang/Jorge Gerdau Johannpeter pays tribute to 1st Mercosur Chairman Justo Werlang (19. 2 1 71 HB_Cap2_1Bienal. Foi co-curador de importantes exposições de arte brasileira no exterior.Foto: Edison Vara/PressPhoto 5 Carimbo oficial da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul/Official Stamp of Fundação Bienal de Artes Visuais do MercosulFoto: Edison Vara/PressPhoto 6 Cerimônia de Assinatura do Selo/Convênio com os correios/Ceremony to sign the Stamp/Agreement with Brazil’s Postal Service (03.RBS TV .1997) . Sonia e/and Justo Werlang .1997) Da esquerda para direita/From left to right Jorge Gerdau Johannpeter. Justo Werlang é empresário e colecionador. Rio de Janeiro. muitas vezes.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . em entrevista. 20. Prefeito Raul Pont. além de inúmeros catálogos sobre arte brasileira e latino-americana. Foi curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. em diversos países da América Latina. 12. Werlang tem sistematicamente desenvolvido um papel preponderante na área de artes plásticas no Rio Grande do Sul junto à Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul e à Fundação Iberê Camargo da qual é vice-presidente. as coisas acontecem ao mesmo tempo e não precisam obedecer a uma organização temporal. Entre 1962 e 1995. RS.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . Relatório da/Report on the I Bienal de Artes Visuais do Mercosul (1997) NDP .Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Entrevista com Curador Geral/Interview with Chief Curator Frederico Morais . Paulo René Bernhard.Da esquerda para direita/From left to right Jorge Gerdau Johannpeter. Fundação Bienal do Mercosul.Estavam presentes no evento/The following guests were present at the event Presidente do Rotary Club Internacional.10.FBAVM Notas Catálogo Geral.1997). apontada como um fator importante no sucesso e na dimensão que a primeira Bienal alcançou. como “Modernidade e Arte Brasileira do Século XX” (Paris. Porto Alegre. 1997. Curitiba (11. 5 Na opinião de Carlos Basualdo.” Gazeta do Povo.1997) . “Depoimento de uma Geração” (1986). “A redenção da arte latino-americana vai acontecer quando o modelo de análise adotado na História da Arte for o sincrônico e não diacrônico. 3 Nascido em Minas Gerais e residindo no Rio de Janeiro desde 1966.1 2 Homenagem de Jorge Gerdau Johannpeter ao Presidente da I Bienal do Mercosul Justo Werlang/Jorge Gerdau Johannpeter pays tribute to 1st Mercosur Chairman Justo Werlang (19. por sua familiaridade com a área de artes plásticas. 1997.11. 4 “Reescrevendo a História da Arte Latino-Americana. Ou seja. Sua presença na presidência da Fundação. não-paginado. Organizou exposições antológicas. RS. Jorge Gerdau e/and Maria Elena Johannpeter e/and Justo Werlang. 1988) e “Viva Brasil Viva” (Estocolmo. 6.p65 71 21/6/2006. publicou 25 livros.Porto Alegre . Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 1987). Presidente da I Bienal .11. Governador Antônio Britto. Luiz Vicente e/ and Célia Giay. 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. “Brazil Projects” (New York.

) (New Haven and London: Yale University Press. como um empreendimento de grande sucesso nesse sentido. Memorial da América Latina. Nos anos de 1990. Año 2000. num único local [. “Mostra para reescrever a história da arte. A proposta de Frederico Morais para o homenageado da 2ª Bienal seria Flávio de Carvalho como artista e na área de crítica Marta Traba ou Jorge Romero Brest. quer dizer. “.” Segundo Caderno.” Segundo Caderno..2005). Zero Hora (01.1997).11.1997). era uma tentativa de. “Vertentes. Montevidéu (7. 181-188.11.” Mànya Millen.” A vertente “fantástica” seria feita em conjunto com a “realista. Silvana Seffrin (org. bem como fotografias.” in XVIII Concurso de Arte. o critério de seleção por países voltou a vigorar. Projeto de Curadoria. 23. A não-inclusão da Colômbia e do México. 1994. Ver Leonor Amarante. setembro/novembro de 1999. “A América Latina dentro da história da arte.11. que irão ter impacto e agradar a crítica. Porto Alegre. Frederico Morais. as obras com aporte tecnológico. 24 Barnitz participou do painel A América Latina Ausente da História da Arte.a curadoria não foi feliz ao reunir. ao mesmo tempo. O Estado de São Paulo. 11 Frederico Morais.americana não como algo independente. teria sido por si só um delimitador conceitual capaz de dificultar a realização de seu projeto curatorial de maneira mais abrangente. sem projeto. 12. que foi posteriormente por ele mesmo retirada da exposição final.11. analisando o caráter formativo das instituições brasileiras em relação à sua dificuldade de se “institucionalizar. por mais de uma década de abandono.” Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06. tendo-se tornado um dos símbolo da capital gaúcha. O Globo (19. 73. porque é um dos fundadores da arte construtiva.09.” in Continente Sul Sur–Revista do Instituto Estadual do Livro. 3. 4. pelo menos nesta edição. 13. 21 Heterogénesis. “Porto Alegre abriga a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Porto Alegre. 2005). Porto Alegre. 1820-1980 (New Haven and London: Yale University Press: 1989).” Mari Carmem Ramirez e Héctor Olea (eds. Porto Alegre. atitude para a qual deu a seguinte justificativa: “Evitei o realismo fantástico.” Segundo Caderno Especial. “. n° 23 (April 1998).. “A vocação construtiva da arte latino-americana. 1ª Bienal. pois ele está muito ligado ao estereótipo da América Latina.1997). Não se tratava de uma vertente. Revista de Artes Visuales – Tidskrift for visuell konst. 27 Ver “Para reescrever a história da arte.” in Inverted Utopias: Avant-Garde Art in Latin America.” in Continente Sul Sur–-Revista do Instituto Estadual do Livro. O mundo está todo aberto. 3. mas também mostrar o retorno”.2005). 285. São Paulo (08. São Paulo. a Fantástica..1997). Zero Hora. 22 “Uma megaexposição maior que a cidade. E sempre com uma mão dupla. Nesse texto. que já estava mais ou menos circulando.) (Rio de Janeiro: FUNARTE. 32 Segundo o próprio Frederico Morais. 13 Joaquín Torres García. Publicada em Jacques Leenhardt. 1989). “I Bienal del Mercosur: Regionalismo y globalización.) (New Haven and London: Yale University Press and The Museum of Fine Arts.11. Não existe mais ilha misteriosa a ser descoberta. etc.” O segmento “Último Lustro” deveria explorar os novos meios tecnológicos e a 2ª Bienal deveria conter ainda um “Panorama da arte gaúcha. 2004).. 07:01 . 15 Seminário Globalização e Arte Latino-Americana (03.11. 33 Press release.” La Republica. e eu achei que o caminho eram as vertentes. Catálogo Geral. isso é o que eu pensava para as duas Bienais. 1999. documentos e textos de época. 9 Angélica de Moraes. enfim. I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Porto Alegre. 12 Entrevista a Justo Werlang feita pelo autor (17. dentro do que se propôs. 1ª Bienal. ficar claro o que foi importante. Mari Carmem Ramirez e Héctor Olea (eds.” Segundo Caderno. “I Bienal del Mercosur: audacia e tradición. 16 Mari Carmem Ramirez.” Revista Diseño (Novembro 1997). Coleção Memo. 1997). E isso é importante.” Frederico Morais. 17 Dawn Ades. Bienal do Mercosul. abriu suas portas como centro cultural.11. 26 No projeto original.1997).. 6. 14. eram importantes para poder fazer uma rediscussão da nossa inserção na globalização.12.1997). 23 Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06.” Assessoria de imprensa da Bienal.09. Você sempre terá alguns artistas importantes para mostrar. e Sonia Rabagiiati. Para o projeto curatorial da 2ª Bienal Morais tinha a intenção de continuar o projeto de “reescrever a história da arte latino-americana” e aprofundar o exame de suas principais vertentes sendo elas a vertente “fantástica” e a “conceitual. 28 O maior empecilho conceitual que o projeto de Frederico Morais encontrou foi a limitação dos países participantes.” Caderno 2. mas sempre há um diálogo. “1ª Bienal de Artes Visuais del MERCOSUR: reescribir la história. Ele traz a questão cartográfica e. Esboço do Projeto Curatorial. 31 Mànya Millen. já havia abandonado o critério geográfico de escolhas e adotado o sistema de analogia de linguagem.2005). A Usina do Gasômetro foi construída de 1926 a 1928 com o objetivo de ser uma usina termoelétrica e assim funcionou até a início dos anos de 1970. 30 Ver também Frederico Morais.p65 72 21/6/2006. o que marcou. 14 Frederico Morais.07. 4.1997. 14.11. 4. Centro de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal. “History and Identity. O prédio de arquitetura industrial tem fachada com influências positivistas e uma chaminé de 117 metros de altura.” in Inverted Utopias: Avant-Garden Art in Latin America.” in Arte. 19 “A Highly Topical Utopia. 1997.]. porque no mundo de hoje não existe uma coisa fechada. As Bienais de São Paulo: 1951 a 1987 (São Paulo: Projeto. sob curadoria de Walter Zanini.” Porto Alegre.2005). comunicação feita ao seminário “A América Latina vista da Europa e dos Estados Unidos. 3 a 5. Porto Alegre. 10 Sobre essa questão. 35 A Bienal do Mercosul: Teoria do Gasômetro.” in Art in Latin America: The Modern Era. 6. I Bienal Mercosul. Ver “A bienal já está no mapa. Ainda assim. quando eu proponho as vertentes.11. “La escuela del Sur.Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06. o seu construtivismo tem inserção de signos que remete também a essa idéia meio mágica. Catálogo Geral.eu sempre afirmo a existência da arte latino. 1997. 36. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. USP. tendo passado.1997). eu achei que era importante colocar a questão cartográfica. Torres-García sintetiza essas três vertentes. E. Estados Unidos.. Arte latino-americana: manifestos. Frederico Morais havia incluído uma quarta vertente. RS. a 1ª Bienal pode ser considerada. ainda que pudesse fazê-lo na forma de países convidados. 61-62. 18 Frederico Moraris. SP. I Bienal Mercosul. Porto Alegre. e ainda “Só para insistir na questão. Porto Alegre. Rio de Janeiro (Agosto de 1996). mas isso não ficou claro para o público. Zero Hora (28. Outra coisa é você propor objetivamente uma leitura. num certo sentido. Publicado posteriormente em português em Frederico Morais. 8 7 72 HB_Cap2_1Bienal. 25-39. organizar um pouco a Bienal para não ficarmos dispersivos. sem nada. por exemplo. o autor analisa a presença consistente da arte construtiva na produção da América Latina e sua sintonia com o contexto político internacional.” Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06.09. México. Arte latino-americana: manisfestos. então. 34 A 16ª Bienal de São Paulo. Houston. Anos depois. 282-283. Ver também Nelson di Maggio. (01.” Segundo Caderno.1997).09. A Bienal de Artes Visuais do Mercosul na Imprensa: uma Análise. Instituição e Modernização Cultural no Brasil/Uma Experiência Institucional. 1994). sem conceito. Essas questões de fronteiras. Porque você sempre pode fazer uma boa bienal. 16. A I Bienal de Artes Visuais do Mercosul na Imprensa: uma Análise. Porto Alegre.” uma mostra histórica da arte gaúcha do século XX. “Então. 26. 29 Frederico Morais. RS. documentos e textos de época. “Inversions: The School of the South.12. 20 Carta enviada a Frederico Morais (15.” Segundo Caderno. Inicialmente. mas a partir daí você tem que estudar esses confrontos.1997). O Globo (19. Grupo Leon Jimenes.2005). Zero Hora (02. ver a análise de Sônia Salzstein em que a autora discute a inserção e a veiculação da produção emergente no circuito institucional. devido aos condicionantes determinados pela filiação ao Mercosul.” “Cultura como ‘prestação’ de serviços. realizada em 1981. 25 Jacqueline Barnitz. Dissertação de Mestrado. “Mostra para reescrever a história da arte. Anno Vii. 353.

58 Paulo Moreira. 07:01 . Revista sul sur. no entanto. Arte latino-americana: manifestos. preservando um olhar sensível aos confrontos internos que a arte estabelece para si.” Viver. “A questão cartográfica na América Latina foi um esforço de contrabalançar essa pressão globalizante. 31 e 32.1997). dado que seu trabalho nasce da observação e das transformações que percebe nos territórios que percorre. América Latina/ Estados Unidos (2000/2001).” Morais propôs para esse período de intervalo entre bienais a realização de exposições que tratassem das relações entre a produção artística dos diversos continentes: “América Latina/Europa (1998/1999). foi feita uma reforma completa. Artistas criaram metáforas para burlar a censura e até a autocensura e isso gerou uma face que ainda não foi profundamente estudada. propiciadas pela concepção do arquiteto Theo Wiedersphan na construção finalizada em 1914.1997). “Desentendimento em marcha. Sugestões de uma programação para 1998/1999. Através do apoio financeiro do Ministério da Cultura. mas também os vínculos dele com Borges. Ver José Francisco Alves. É por isso que o curador não segue qualquer forma de protocolo estabelecido ou qualquer definição a priori. 49 A razão da homenagem ao artista foi “.11. a qual foi recuperada. Porto Alegre. chegou a antecipar Paul Klee e tornou-se uma entidade quase mítica. “I Bienal do Mercosul: a Preparação dos Espaços.. que seria montado a partir de bienais a serem realizadas pelo Serviço Social do Comércio/SESC-RS. Em um documento com “Sugestões de uma programação para 1998/1999.1997).” Ilustrada.” Mànya Millen. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (17. Porto Alegre. foram as propostas de criação do Museu da Escultura ao Ar Livre do Rio Grande do Sul. Documenta and Museum Fridericianum Veranstaltungs-GmbH]. criado em 1994 por José Francisco Alves. ele faz parte também do realismo mágico. Winnipeg Art Gallery.2005). 61 Ver Politics. Poetics: Documenta X. Gazeta Mercantil. Zero Hora.” in Cartographies. que colocou na cidade diversas obras públicas. Segundo Caderno (19.11. a questão lingüística. “A grande obra da Bienal. que mesclava não só a questão conceitual. O novo sistema de ar condicionado veio a corresponder às necessidades de um museu.” Segundo Caderno. Em 1991. levando em conta as características arquitetônicas das fachadas. Sobre a museografia da 1ª Bienal. a Coordenação de Artes Plásticas da Prefeitura Municipal criou também o projeto Espaço Urbano Espaço Arte. Contexto e Significado (Porto Alegre: Artfolio.09. 37 Frederico Morais. Jornal do Comércio (14. co-autor da idéia. Folha de São Paulo.” in Continente Sul Sur – Revista do Instituto Estadual do Livro. Eu achei que era mais democrático homenagear um argentino.11. O Globo. 16. supervisionando a adequação e a adaptação de todos os ambientes. 43 A cartografia como estratégia curatorial havia sido utilizada por Ivo Mesquita em sua exposição Cartographies. 7.” Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06. 13.. 28. No trabalho de restauração.03. 2004).” Art Montly nº 12.p65 73 21/6/2006.” Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06. assim como o projeto de curadoria para uma segunda bienal.97).1997). Correio do Povo (13.11.” Panorama. “Desentendimento em marcha. 212. 47 “Bienal/Biennalle/Biennials: Brazil. o conceito de cartografia serve à necessidade de um método de trabalho que envolve uma perspectiva do curador sobre a produção artística do presente. “Documenta X” held in Kassel. Porto Alegre. então diretor da instituição. de conquista de poder. Mesquita descreve o processo cartográfico como uma estratégia de mapeamento da produção que proporciona ao curador uma visão mais abrangente e sistemática do território cuja exposição abarca. “Bienal do Mercosul mostra a cara. “o artista foi um dos pioneiros da vertente surrealista. London (December 1997-January 1998). 24. 4-5.. Porto Alegre. Ao esclarecer por que motivo Xul Solar não se enquadrava em nenhuma das vertentes do projeto curatorial. Paulo Amaral. Porto Alegre (10-16. Frederico Moraes respondeu: “. 59 Mylela Fiori. 41 Enio Squeff. 56 A integração do Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli (MARGS) à 1ª Bienal Mercosul propiciou um dos mais esperados momentos para a comunidade gaúcha. Stuttgart: Edition Cantz in association with 73 HB_Cap2_1Bienal. 55 A I Bienal de Artes Visuais do Mercosul na Imprensa: Uma Análise. A mostra de Xul Solar foi realizada no Espaço Cultural APLUB. ao final da 1ª Bienal. “Mostra para reescrever a história da arte.10.” Correio do Povo.01.1997). de disputa. Contexto e Significado. que era a Panlíngua.porque Xul Solar era uma personalidade muito ampla. 39 Idem. Segundo a imprensa. Canadá. E. Especificamente dobre a arte brasileira dentro do espectro da arte latino americana Frederico comentou: “A questão latino-americana sempre foi uma questão metafísica. 54 Idem.36 Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06. 13. explica. Frederico Morais teria desistido de indicar Pedro Figari como artista homenageado: “Depois da sala especial de Figari na Bienal de São Paulo (entre outubro e dezembro de 1996). Jornal do Comércio (08.” Cultura.2005). 46 Mànya Millen. com a inauguração de suas instalações plenamente restauradas.1997).” Frederico Morais.” Segundo Caderno. 38 A Vertente Política ocupou o centro cultural Edel Trade Center do antigo Banco Ioschpe e a Reitoria da Universidade Federal do RS. 19.11. Foi uma exposição exaustiva. janelas e decorações internas. 53 Idem. in conjunction with the exhibition.06. “Apresentação. 1997 e Documenta IX. (19. June 21-Sept. E é nesse momento que a arte brasileira aparece. A Escultura Pública em Porto Alegre: História. O curador apresentou também..07. achei que não faria sentido ter também uma sala especial de Figari na Bienal do Mercosul”. catálogo da exposição. the Book.1997). (28. “Bienal do Mercosul sobrevive ao teste. 13. capa. Variedades (30. 52 As mais importantes iniciativas nessa área. e aparece com uma força muito grande. Autor do projeto museográfico da 1ª Bienal do Mercosul. dos espaços vazios. além de banheiros e pisos novos. foi possível constatar a cor original do prédio. mas posteriormente arquivado. 57 Gerardo Vilaseca vive há 40 anos no Rio de Janeiro. disposição de espaços para restaurante. lembra que o edifício já não estava mais em condições de abrigar o acervo. “A arte se movimenta entre globalização e fronteiras. escolheu para esse evento os 12 espaços da mostra. Porto Alegre (25. 13.” Idem. Jornal do Comércio (14.” O Globo.1997).. mas eu achei que ficou boa. Mesquita escreveu: “Sendo assim. loja e preparação técnica para que a instituição possa informatizar o seu funcionamento.1997). O diretor do MARGS na época. pois está numa situação atípica. RS. ver Helio Barcelos Jr. A Escultura Pública em Porto Alegre: História. 16. o artista homenageado não precisa necessariamente enquadrar-se nas tendências propostas. 50 Hoje curador-assistente da 5ª Bienal do Mercosul para o vetor Transformações do Espaço Público e para as exposições do artista homenageado Amilcar de Castro.11. “Xul Solar deve ser o artista homenageado. América Latina/América Latina (2002/2003). “Mostra para reescrever a história da arte. 44 Tânia Barrero. muito enigmática.09. aquilo que seria uma programação para o intervalo subseqüente a uma bienal e outra.11.” Zero Hora (01. 73-82.” Tânia Barreiro. elaborou seu trabalho em conjunto com Fernando Peirano. de alguma maneira. cafeteria. 21. 40 “É difícil para o artista latino-americano fugir deste contexto porque viemos de ditaduras recentes que provocaram impactos devastadores. 4. e também política. 48 Celso Fioravante. c1997. 5.” Variedades. 1997. cuja primeira edição teve a curadoria de José Francisco Alves (1996-1997) e contou com a presença de artistas da América Latina e da Europa.2005).” “The Curator as a Cartographer. 45 Idem. anteriormente à 1ª Bienal do Mercosul. Ostfildern-Ruit: Cantz. Segundo Morais.” Viver. documentos e textos de época. e a criação do Museu Internacional de Esculturas ao Ar Livre.03. 19 de março a 6 de junho de 1993. 4. 51 O artista Eduardo Cardozo foi o convidado para a Bienal. em um esforço para constituir uma visualidade contemporânea.” Eduardo Veras. Revista sul sur. um projeto do Instituto Estadual de Artes Visuais.1997). I Bienal Mercosul.1997). que é mais ou menos contemporâneo do modernismo brasileiro. 60 “A última chance para visitar a Bienal. 42 Esse segmento da exposição foi exposto na Usina do Gasômetro. América Latina/África (2004/2005) e América Latina/Oriente (2006/ 2007).

Artegeo-chilemétrico (Vergara Grez/1979). Frederico Morais sobre Marketing Cultural na Reunião de Diretoria Executiva no dia 17 de julho de 1997. se não se encaixa. Jac Leirner. Essa bienal é uma fonte de estudos e reflexões. 72 Ver “Morre parte da obra da bienal. Perguntado sobre “fazer uma bienal popular”. Zero Hora (22. Karin Lambrecht e o próprio Iberê Camargo. Bases y fundamento dei arte constructivo (Joaquín Torres García/1934). n° 6 (Novembro de 1997). 75 Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22. Em cada realização. 67 “…a Bienal tem de responder ao conceito que o curador estabelece.1997). 28.. 63 Catherine David visitou a Bienal do Mercosul em outubro por ocasião de sua vinda a Porto Alegre para uma palestra sobre a Documenta X. respondeu: “Não. as cores deveriam mudar de acordo com o artista homenageado. Porto Alegre (25. June 13-September 20. Manifesto Ruptura (do catálogo da exposição Projeto Construtivo Brasileiro na Arte – Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro/1977). Porto Alegre. 16. Correio do Povo. 24. Manifesto Neoconcreto (Ferreira Gullar/1959). José Rezende.” Frederico Morais. Ver ainda acerca de comparações entre Kassel e Mercosul na imprensa local: “O último suspiro da vanguarda.” Segundo Caderno.08. Mas o que move a questão da presença de artistas e obras é o conceito que o curador estabeleceu. 61. Frederico Morais não teria incluído Iberê Camargo pelo caráter infomal de sua obra. 6 de novembro de 1997. Manifiesto Perceptista (Raul Lozza/1947). 4-5.1997). é quando você não se encontra mais diante da obra que ela começa a fazer efeito. 1992. “A Imitação da Vida. 1ª Bienal do Mercosul. Colori/mos – Alejandro Otero (Alejandro Otero/1957). ótimo.1997).” Folha de São Paulo (28. Panorama. New York: Kassel. Segundo a imprensa. 74 HB_Cap2_1Bienal. “Mostra para reescrever a história da arte.12.1997). entre outros. Não penso em estatísticas de público. O Globo (19. 4. as mesmas letras e outras características gráficas que deverão funcionar como um fio condutor entre as demais bienais. como Vera Chaves. Zero Hora (29.08. 07:01 .1997). Décio Pignatari e Haroldo de Campos/1950-1960).2005). 70 A 1ª Bienal teve a quarta-feira como dia de entrada gratuita e ainda os últimos dias de novembro quando a bilheteria foi liberada para o público. Porto Alegre. Teoria do Não-Objeto (Ferreira Gullar/1960). “O anfitrião da festa não ficou na sala. [. e Tânia Barrero. Muitas vezes.1997). “Mostra para reescrever a história da arte.” Jornal Zero Hora. Plano Piloto para a Poesia Concreta (Augusto de Campos. Waltércio Caldas e Saint-Clair Cemin. Manifiesto Blanco (Lucio Fontana/1946). Angélica de Moraes escreveu uma das mais severas críticas à ausência de artistas gaúchos na Bienal do Mercosul ao listar ausências por demais flagrantes na exposição.” Correio do Povo.” Variedades. radicado há muitos anos em Nova Iorque. “A arte se movimenta entre globalização e fronteiras. por exemplo. acho que a influência de uma bienal ou de uma obra de arte nunca é imediata. insisto.01. a atitude de Angélica de Moraes “. Sendo esse um processo dinâmico.] A bienal. 66 “Bienal presta contas ao seu público. Para Frederico Morais.” Segundo Caderno. Porto Alegre (10. 74 Ver. capa. EI marco: un problema de la plástica actual (Rhod Rothfuss/1944).1997).11. capa.” Entrevista com José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10.10. transcrição da apresentação do Sr. Rio de Janeiro (05. Ver Mànya Millen. Zero Hora (30. 65 Continente Sul Sur. 68 Ver “A última chance para visitar a Bienal. tal proposta sofreu modificação.. 1955). Se no conceito.” Segundo Caderno. como veremos nos capítulos seguintes. A I Bienal de Artes Visuais do Mercosul na Imprensa:Uma Análise. Documentos e Textos de Época.1997). a gente se esforça por compreender uma obra de arte e este esforço chega a ser um bloqueio. o curador estabelece que se encaixam artistas locais. é uma fonte de debates e reflexão. Frederico Morais.11.” O Globo. 64 Fontana (Fontana FVS diseño) idealizou a programação visual da 1ª Bienal do Mercosul já pensando nas futuras edições. A publicação inclui textos que podem ser considerados canônicos sobre a produção latino-americana e sua problemática. quando ela estabelece um nexo com o seu cotidiano. Porto Alegre. 71 Diversas noções de público construíram-se ao longo das bienais. 4.Abrams. 73 “Confira imagens do penetrável sonoro. Manifesto Madí (Gyula Kosice/1946).08.2005). Geral. vestindo a cidade conforme a nova proposta de curadoria. Grupo Frente (Mário Pedrosa..1997). Porto Alegre. Muitas vezes. curador da 1ª Bienal. 69 Mànya Millen. deveriam permanecer o círculo como suporte da marca.11. Actualidad y porvenir de arte concreto (Tomás Maldonado/ 1951). Arte Latino-Americana: Manifestos. No entanto. 09.p65 74 21/6/2006. 2. 62 Jan Hoet havia incluído os brasileiros Cildo Meireles. tais como: Que es el arte constructivo? (Joaquín Torres García/1938).10. Variedades (30.” Celso Fioravante. Um fato inédito nessa Bienal é que toda a verba arrecadada foi doada a instituições de caridade.” Jornal do Comércio. ótimo também.não esconde suas intenções de agradar o circuito local de arte” ao dizer que “A produção gaúcha esteve à margem da mostra que se propunha a inverter o mapa americano.” Segundo Caderno. Manifiesto Invencionista (Tomás Maldonado/ 1946).. Revista do Instituto Estadual do Livro.

O evento foi aberto em 5 de novembro com o concerto da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre executando a “Sinfonia Mercosul. da Bolívia. 1 2 3 4 5 6 1 Livro de partitura da/Music score book of Sinfonia Mercosul Obra composta pelo maestro e compositor gaúcho/Work composed by Rio Grande do Sul.” composta exclusivamente para o evento pelo maestro Nestor Wennholz 3 e apresentada por uma orquestra de 120 músicos e um coral de mais de 200 vozes regidos pelo maestro Ion Bressan. sob curadoria de Fábio Magalhães. escreveu o que parecia uma metáfora para a atitude simbólica adotada pela 2ª Bienal de compor e executar uma sinfonia para o Mercosul: “Diferentes solistas que executam diversos instrumentos com variados timbres e registros reúnem-se com um objetivo comum.1999) Sinfonia Mercosul/Mercosur Symphony . 07:04 .Usina do Gasômetro Foto: Acervo NDP-FBAVM 5 Concerto de Abertura e Inauguração da II Bienal/2nd Biennial Opening concert (05.11.born maestro and composer Nestor Vennholz Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Partitura da Sinfonia Mercosul/Music score of Mercosur Symphony Detalhe/Detail Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 e 5 Concerto de Abertura da II Bienal/2nd Biennial Opening Concert (05. do Paraguai.Usina do Gasômetro Foto: Adriana Franciosi .1999) Vista do público/View of the audience .2 mostrou obras da Argentina.p65 75 21/6/2006. do Chile.11. Trata-se de formar una grande orquestra ibero-americana para executar simultaneamente a sinfonia cultural dos americanos do Sul.A 2ª Bienal do Mercosul: um grande esforço para a consolidação Em um texto intitulado La dimensión cultural en el Mercosur Gregório Recondo.Usina do Gasômetro Foto: Mario Cerqueira 4 Concerto da Sinfonia Mercosul/Mercosur Symphony Concert (05.1999) Sinfonia Mercosul/ Mercosur Symphony .Cortesia/Courtesy: Adriana Franciosi 75 HB_cap_III_2bienal_pallotti. do Brasil.” 1 A 2ª Bienal. ao referir-se ao processo de integração do Mercosul e à necessidade de promover uma harmonia das diferenças. do Uruguai e da Colômbia como país convidado.11.

]. por uma situação menos ampliada de espaços e ambientes.. and 2 Biennial Chairman Ivo Nesralla Auditório do Museu de realização da segunda edição apesar Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Mario Cerqueira das condições difíceis que se apresentavam. em uma difícil reunião do Conselho da Fundação em 12 “Artes da Política.p65 76 21/6/2006. A possibilidade de que a primeira Bienal não tivesse passado de seu primeiro evento a teria levado a uma precoce descontinuidade..Art and Technology and Picasso. A frase. A continuidade da Bienal do Ado Malagoli Exposição/Exhibitions “Picasso.6 Diplomacia para a consolidação “O paciente já está anestesiado.5 curador geral e curadoraadjunta respectivamente. poderia ter ocasionado até mesmo Museu de Arte do Rio Grande do Sul o término de sua existência como projeto.”7 disse Ivo Nesralla diante do Conselho da Fundação. além de revelar diferenças significativas na produção artística 10 Catálogos/Catalogues da II Bienal dos países participantes. Ano 3. 8 Preocupado com a viabilidade financeira do evento em circunstâncias economicamente difíceis.Arte e Tecnologia. Catálogo Iberê Camargo. as palavras de seu presidente chamaram a atenção para uma identidade das diferenças: “A Bienal do Mercosul é um evento integrador de culturas que visa à diversidade e à pluralidade.11.”9 Em uma bienal que viria a ser norteada pelo viés da identidade. As dificuldades econômicas tiveram influência significativa na realização da 2ª Bienal e foram motivo de preocupação tanto de seus empreendedores como da comunidade. Catálogo O ano de 1999 foi marcado por uma expressiva desvalorização do Julio Le Parc . Cubismo e Mercosul e seu processo de consolidação implicaram também mudanças América Latina” e “Iberê Camargo” II Bienal do Mercosul estratégicas em sua maneira de estruturar-se como evento dentro de Público visitante/Visitors determinadas limitações: “[. Adjunct Curator Leonor terminação de seu presidente a Amarante.] a 2ª Bienal teve a sorte de ter o Fábio Foto: Acervo NDP-FBAVM Magalhães. 07:05 . há um certo consenso de Curadora Adjunta Leonor Amarante e Presidente da II que se deveu grandemente à deBienal do Mercosul Ivo Nesralla/From left to right Chief Curator Fábio Magalhães. pronunciada em tom categórico pelo então presidente da 2ª Bienal do Mercosul.. determinado de fato a continuidade da Bienal. Mônica Zielinsky escreveu: nd 76 HB_cap_III_2bienal_pallotti. já fizemos a incisão e não vamos voltar atrás. e eu acho que a partir daí ela supriu a falta de recursos com uma maior abertura. 64-65..Seu presidente. o que afetou significativamente o Iberê Camargo Catalogue. ao que parece. já que grande parte de suas despesas é realizada em America Catalogue Foto: Edison Vara/PressPhoto moeda estrangeira. Catálogo Picasso Cubismo e América Latina/ General Catalogue. com artistas locais.1999) Da esquerda para direita: Curador Geral Fábio Magalhães.” Catálogo Geral. pois ela conviveu com o trauma de recursos muito complicado [. essa edição caracterizou-se pelo desafio de viabilizar o evento em um contexto financeiramente desfavorável. and Latin orçamento da Bienal.” Revista Bravo!. pelo que se conhece do comportamento do meio.4 anunciou em junho de 1998 os curadores Fábio Magalhães e Leonor Amarante. porque [ele] tem essa visão diplomática. Hoje.26 (Nov/1999). real em relação ao dólar norte-americano. ráveis. Ivo Nesralla.Julio Le Parc Catalog . Sobre o contexto de realização da 2ª Bienal. Cubism. teria.11 Assim. de maio de 1999. que seguramente teria conseqüências irreparáveis à sua permanência e. nº. o conselho questionara a possibilidade de realizar a exposição em um momento em que as condições pareciam-lhe extremamente desfavoColetiva de Imprensa/Press conference (05.

A obra exposta na II Bienal do Mercosul/The work exhibited in the II Mercosur Biennia Coleção/Collection Bernardo Paz/CACI Foto: Leonid Strelaiev Cortesia/Courtesy 2 Lúcia Koch (Brasil) Filtros e projeções. encontra-se a recusa inteligente de selecionar as obras por vertentes generalizantes. Devem ser ressaltadas as linhas mestras escolhidas pelo curador geral. O que faz a Bienal é você trabalhar isso tudo e construir uma unidade. por exemplo. Tenho desempenhado um papel na vida pública como dirigente de várias instituições.. conhecendo a dificuldade de abranger uma arte tão híbrida como a contemporânea. Fábio Magalhães. cada um evocando. por sua vez. essa edição teve como maior mérito ter contribuído de maneira expressiva para a consolidação do evento Bienal do Mercosul. e você tem que administrá-los de diversas formas. O esforço dos curadores... ao escrever sobre a 2ª Bienal. 1999-2000 2.5 x 3. essa bienal conseguiu ultrapassá-las e despontar a partir da seleção de um conjunto de obras. por um grande exercício diplomático13 devido às dificuldades trazidas pela economia e. dos inúmeros questionamentos dos artistas. em grande parte.p65 77 21/6/2006.] fazer os diversos sons entoar como uma orquestra.”15 Apesar de passar por sérias ameaças de realização devido à escassez de verbas. 07:05 . foi acentuado: “Eu sou uma pessoa que administra conflitos. 1998 Instalação/Installation Espaço DEPRC . como.10 m Plotagem sobre vinil/Plotting on vinyl Espaço DEPRC Foto: Leonid Strelaiev Cortesia/Courtesy 77 HB_cap_III_2bienal_pallotti. Significativamente mais modesta que a edição anterior pelas mesmas razões. cuja principal tarefa é administrar conflitos [. Acho que um curador sempre administra conflitos. perspectivas diferentes de análise. poderíamos dizer assim. por seu próprio perfil.]. uma tentativa de unidade. de coisas que você busca chegar ao fundo. 1 2 3 1 Tunga (Brasil) True rouge.. Entre as preocupações centrais de Magalhães.não são conflitos de abordagem. impostas ao projeto curatorial. 1999 Instalação/Installation Espaço DEPRC Foto: Lúcia Koch Cortesia/Courtesy 3 Rochelle Costi (Brasil) Em quanto espaço. a 2ª Bienal do Mercosul foi inaugurada com sucesso. a abertura de vários segmentos diferenciados de exposição.12 A 2ª Bienal caracterizou-se também. na maioria jovens. dignas de uma avaliação positiva. Geórgia Lobacheff. nesse caso em sua capacidade de trabalhar em condições por demais restritivas...Apesar de se manter em um contexto histórico caracterizado por limitações sociais e econômicas. Preferiu partir. prioritariamente centrados nas questões de identidade. Esse é um esforço enorme e [.”14 E continua: “.

ou seja. Além de estimular notavelmente as produções locais de arte e cultura. de limpeza e de remoção dos resíduos de um leito para favorecer a navegação.18 “Vale mencionar [. mas sim que elas.1999) No que se refere à exposição propriamente dita. [. nº 63 (Ottobre-Novembre.16 Identidade e diversidade cultural como vetores conceituais da mostra A 2ª Bienal realizou um verdadeiro processo de arqueologia urbana ao revelar à cidade uma série de sítios arquitetônicos ainda não integrados à vida urbana de Porto Alegre. como plataforma de inscrição do trabalho da arte na cidade. mostras desse porte têm sido ferramentas úteis dentro da estratégia de países que querem aumentar seus dividendos políticos e econômicos no cenário internacional ou criar parcerias.enfatizou o caráter político do qual um evento como este estaria imbuído: O surgimento de uma bienal de arte está invariavelmente ligado a questões políticas. acumulados em uma bacia determinada. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora 78 HB_cap_III_2bienal_pallotti.. O “pavilhão das tesouras”. 22 “Identidade serve de conceito. como uma estrutura de intervenção. Como escreveu Justo Pastor Mellado: A atividade de dragar o rio marcou profundamente a realização da Segunda Bienal. quer dizer. A cidade transformava-se em uma bacia. para favorecer a circulação dos resíduos da memória. segundo o curador Fábio Magalhães. a intenção dessa Bienal não era reunir as obras em torno de um tema. o que norteou essa edição da Bienal foi a adoção dos conceitos de “identidade” e “diversidade cultural”20 sem que estes fossem transformados em um vetor temático. no sentido disso transformar-se em uma metáfora da atividade de escavação. como era conhecido. Há anos desativados e exilados da vida da cidade. 3.. Esse processo de arqueologia urbana foi apontado como uma característica marcante da 2ª Bienal.] lembrando que hoje em dia os artistas estão perfeitamente sintonizados com o que está ocorrendo no mundo das artes.” Cultura Especial. Magalhães comentou: Somos mais vítimas do nosso tempo do que imaginamos. 21 Em uma entrevista. permitindo a associação livre e generalizada sobre a diversidade da produção contemporânea.] que nem sempre os temas escolhidos pertencem à realidade da produção artística. no produto de uma série de sedimentações. O que não quer dizer que não existam obras de caráter regional. Zero Hora (05.17 Revista Arte. 07:05 . mas sim ao redor da problematização de questões da atualidade. não se mostram determinantes ou hegemônicos a ponto de influenciar a produção contemporânea. não são frutos do acaso. mas de uma intenção muito precisa. esses espaços foram novamente recuperados para a exposição. e a Bienal. o que só pôde ser feito quando o material foi retirado. Ano XII. permitia que os resíduos significativos da memória da cidade fossem recuperados.11.p65 78 21/6/2006. sem precisar viajar para conhecer o meio artístico dos grandes centros. na maioria dos casos.” 19 Segundo a curadoria.1999).. tinha muitas máquinas e não pôde ser recuperado na 1ª Bienal..

táteis e olfativos. foram utilizadas para completar a leitura da primeira Bienal. apesar de haver dois mil anos de história na Bolívia. 1999) exposições: Arte e Tecnologia-Ciberarte: Zonas de Área do DEPRC Colletion: Justo Werlang Interação. levou ao que Neiva Bohns chamou de uma ampliação das mudanças que surgiram na produção contemporânea nos últimos anos. uma exposição de Julio Le Parc.p65 79 21/6/2006. Essa edição apresentou ainda um segmento de intervenções artísticas realizadas na orla do rio Guaíba com o objetivo de colocar a produção artística fora do circuito convencional destinado a exposições. visitando estúdios de artistas e discutindo com os eles os respectivos projetos. centro e sul do Brasil. a arte perdeu a precisão de suas delimitações. Até que ponto essa questão [. nas exposições contemporâneas. para além das perspectivas metafóricas da obra: A segunda edição da Bienal do Mercosul permite ao observador atento testemunhar algumas das mais profundas transformações ocorridas nas artes visuais do conturbado século XX.750 m2. assim como era um tema para discussão na vontade de seus curadores geral e adjunto: Há sempre essa discussão de uma identidade latino-americana – nós começamos a ver esse problema.] está presente nas mídias contemporâneas. A identidade norteou o projeto com vistas a definir “.. e obras absolutamente integradas às raízes européias em países como o Chile sobretudo. e Picasso. incluindo uma ampliação do número de obras que apelam aos sentidos de maneira mais abrangente.26 Visita de Artistas e Curadores aos espaços/Artists and curators visiting DEPRC e/and Usina do Gasômetro Foto: Acervo NDP-FBAVM Área do DEPRC Vista aérea/Aerial view of DEPRC Foto: Acervo NDP-FBAVM A 2ª Bienal trouxe ainda as seguintes Montagem da obra de/Assembling the work of Mauro Fuke (Out.”25 O segmento contemporâneo da 2ª Bienal foi o foco central. A ênfase em obras com novos materiais. com curadoria de Fábio Magalhães. segundo Magalhães. acompanhada por uma certa diluição das fronteiras de atuação dos artistas. no Peru ou no Chile. essa fragmentação.” assim considerados por serem mais instáveis ou menos duradouros..”23 A identidade como vetor temático foi. é uma espécie de sonho que você tem dessas raízes e.”27 79 HB_cap_III_2bienal_pallotti. pode-se perceber que houve uma significativa ampliação dos horizontes. Isso é um mito.. vendo surgir categorias híbridas. constituindo o que Leonor Amarante chamou de uma “Bienal de risco. você vê obras que estão mais vinculadas a certas raízes em países de menor tradição. um viés para estabelecer um fio condutor para o trabalho de todos os curadores. Sob o ponto de vista dos recursos materiais empregados.. Há sempre essa questão das raízes latinoamericanas..A tentativa de pôr em questão as especificidades locais e as fronteiras geográficas levaram a curadoria adjunta a realizar viagens aos países participantes e à região norte. Com a mesma intensidade. Cubistas e América Latina. 07:05 . passaram a ser utilizados. Conceitos de centro e periferia cultural vêm se diluindo à medida que conceitos de identidade cultural ressurgem com força renovada: contaminação e multiculturalidade. que podem conjugar elementos visuais. que ocupou 13.. sonoros. com a curadoria de Diana Domingues. Materiais menos “nobres. com curadoria de Sheila Leirner. mais museológica. Coleção/ Foto: Joel Fagundes Cortesia/Courtsey seguida de um simpósio sobre o tema. O objetivo foi o de “.” Disse ela: “A loucura e a ousadia. como no Brasil. de repente.24 A curadoria fez uma aposta na arte emergente centrada nos anos de 1990. sistemas envolventes.quebrar a rotina da população. na 2ª Bienal.o espaço do regional em um mundo na medida que a globalização destrói ou acolhe diferentes identidades culturais foram as questões para desenvolver o projeto. aliadas à luta contra a burocracia. deslocando sua atenção dos espaços arquitetônicos familiares e incorporados ao imaginário coletivo para o objeto artístico.

o artista retorna à figuração com uma série de auto-retratos e depois em séries distintas. já que estava vinculado à má qualidade da tinta nacional que. procurando enfatizar “o processo da memória”28 que. contando ainda com empréstimos de colecionadores particulares de São Paulo. executou o painel da Organização Mundial de Saúde em Genebra. cobrindo quase 50 anos da produção daquele que é considerado um dos artistas brasileiros mais importantes da segunda metade do século XX. como forma de protesto à má qualidade das tintas nacionais. lembrando-nos da do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Vista da exposição na II Bienal do Mercosul/View of the complexidade da obra do artista. A imprensa comentou a exposição do artista na forma de um elogio à produção local: nd A mostra do gaúcho Iberê Camargo (1914/1994) na 2ª Bienal do Mercosul é a prova de que. O artista obteve. age e modifica o momento atual. às vezes. juntamente com outros artistas. Curada por Lisette Lagnado. 1960. Suas primeiras obras constituídas de paisagens.Óleo sobre tela/Oil on canvas Coleção/Collection Cláudia e Lourenço Meireles Reis. caráter este que perpassa toda a sua obra. em 1947. como “Modelos.p65 80 21/6/2006. Nos anos de 1980. interior do Rio Grande do Sul.” “Fantasmagorias. com obras em tons escuros.” Iberê Camargo (Brasil) “Carretel vermelho”. essas obras apresentam uma contemporaneidade cuja condição permanece sempre atualizada. sendo já um pintor consagrado. O mérito da mostra é provar que Iberê manteve durante toda a sua produção uma coerência e uma continuidade. hoje pertencente ao Museu Nacional de Belas Artes. 07:05 . A exposição. A pintura de Iberê Camargo pode ser vista sobretudo como um 150 x 93 cm . santo de casa também pode fazer milagres. uma intensa campanha pela diminuição das taxas para importação de tintas. Na Europa. a mostra apresenta cerca de 80 trabalhos do artista.” “Ciclistas” e “Idiotas. buscou tratar a “. ameaçaria a durabilidade das obras de pintura e de um projeto de memória visual do país. perceptível no momento em que se nota que muitas formas por ele utilizadas são recorrentes ou desenvolvidas de uma mesma idéia.. Rio de Janeiro e Porto Alegre. naturezas-mortas e casarios foram pintadas no início dos anos de 1940 e tinham um forte caráter expressionista.”30 escrevia Rodrigo Naves tempos atrás. protesto à miséria do mundo na forma dos grandes gestos que muitas São Paulo Foto: Rômulo Fialdini Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 80 HB_cap_III_2bienal_pallotti. propiciando ao público Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo conhecer mais profundamente seu processo criativo. A mostra apresentou uma abrangente exposição do artista. ocupou o térreo do Museu de Arte do Rio Grande do Sul e foi realizada. com curadoria de Lisette Lagnado. o prêmio de viagem à Europa do Salão Nacional de Belas Artes com o óleo Lapa.31 Iberê Camargo nasceu em Restinga Seca.32 Em 1966. A fase dos carretéis é uma das mais celebradas. No início de 1953. justamente pela pouca qualidade. concentrada nos anos de 1950 até o início dos anos de 1990. tornou-se aluno de André Lhote e de Chirico. Constituídas no limite da saturação do plano pictórico e da instabilidade da matéria.Iberê Camargo é o artista homenageado O artista homenageado da 2ª Bienal foi o pintor Iberê Camargo (1914-1994). por vezes iluminadas por áreas de cor. Essa fase teve obras representativas do que há de mais significativo do abstracionismo construtivo na arte brasileira. mas como anterioridade que ainda se projeta.”29 “Não é tarefa fácil oferecer uma visão geral da obra de Iberê Exposição/Exhibition “Iberê Camargo” Museu de Arte Camargo. segundo a curadoria. em grande parte. a exposição teria objetivado exhibition at the 2 Mercosur Biennial Foto: Acervo NDP-FBAVM apontar determinados aspectos de sua obra. inicia. que acabou constituindo-se em um movimento político significativo em torno da preservação da memória cultural e artística. Assim. com obras pertencentes à Fundação Iberê Camargo. Iberê Camargo organizou no Rio de Janeiro o Salão em Preto e Branco no III Salão de Arte Moderna.. Em 1954. Um total de 86 obras compôs a exposição.memória entendida além do mero arquivo de um passado.

Óleo sobre tela/Oil on canvas Coleção/ Collection Maria Coussirat Camargo/ Fundação Iberê Camargo Foto: Rômulo Fialdini Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 3 1 81 HB_cap_III_2bienal_pallotti.Coleção/Collection Maria Coussirat Camargo/ Fundação Iberê Camargo Foto: Mathias Cramer Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 3 Iberê Camargo “Tudo te é falso e inútil. como se sabe. Segundo Ronaldo Brito: O trabalho de Iberê foi.33 Pintar como ofício nos limites de uma “dimensão experimental da pintura”34 esteve sempre na ordem do dia para o artista.” 1992 . portanto.p65 81 21/6/2006. A sua vocação moderna só lhe seria acessível às custas de um embate profundo com a tradição. Iberê criou uma obra cujo caráter é indiscutivelmente fundante em um país de parca tradição pictórica. Paulo Venâncio Filho escreveu a esse respeito: A pintura de Iberê Camargo nasce da adversidade.Coleção/Collection Maria Coussirat Camargo/Fundação Iberê Camargo Foto: Mathias Cramer Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 2 Iberê Camargo Sem Título. ao lançar mão de um gesto expressivo. não afetou a universalidade de sua obra. Sua vocação artística é torturada pela angústia consciente do atraso e do isolamento – o provincianismo e o arrebatamento artístico transcendente estabelecem o sentido primeiro de sua obra. 1992 .35 x 50 cm Nanquim e e guache sobre papel/Ink and gouache on paper . Nesse embate diário com o plano pictórico e o exercício dos condicionantes da tradição. nos limites da atualidade. como a concebe a tradição ocidental a partir do renascimento. a constituiu.70 x 50 cm . 1993 . desde o início. uma luta para ascender à plena dimensão da pintura. Em certo sentido. distante dos centros da cultura universal. Ao contrário. sempre aspirou à condição de pintura culta. num país onde ela praticamente não existia. O caráter da pintura.35 1 2 1 Iberê Camargo (Brasil) Sem Título.200 x 236 cm . A desvantagem das limitadas condições locais é corrigida através de uma convicção decidida e ambiciosa.Guache e lápis sobre papel/Gouache and pencil on paper . constituído em uma localização específica. 07:06 .vezes surgiram na produção plástica contemporânea desde a modernidade.

”36 O curador acentuou que as relações entre os latinoamericanos são muito tênues.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli é marcante. Cubismo e América Latina A exposição Picasso. São Paulo Cortesia/ Foto: Rômulo Fialdini Cortesia /Courtesy Fundação Iberê Camargo Picasso.Coleção/ Collection Jones Bergamin Foto: Rômulo Fialdini Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 2 Iberê Camargo “Formas”. assim. 95 x 212 cm . sobretudo nesse momento de formação das modernidades nos países da América Latina. Ele era e é ainda uma força. como no caso de Barradas e Torres-García. 1972.1 Iberê Camargo “Carretéis”. 1989.Coleção/ Collection Mitsuki Bittencourt. ao passo que a relação entre os modernistas e a Europa tem figuras centrais. Fábio Magalhães comentou a intenção da exposição de Picasso como um projeto de analisar as influências da arte européia na América Latina.5 cm Agua-tinta/Aquatint Coleção/Collection Maria Coussirat Camargo/Fundação Iberê Camargo Foto: Leonid Streliaev Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 2 1 Iberê Camargo ‘Figuras em movimento II’.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . 100x141 cm .Óleo sobre tela/ Oil on canvas . Cubismo e América Latina” . 07:06 . Cubismo e América Latina procurou salientar as influências e as reciprocidades entre artistas europeus e latino-americanos ao confrontar a produção de vários artistas do Mercosul e da Colômbia influenciados pelo cubismo de Picasso e de outros artistas significativos do movimento. 45 x 56. 1959. cuja presença na vida européia Exposição/Exhibition “Picasso. principalmente no Foto: Acervo NDP-FBAVM 82 HB_cap_III_2bienal_pallotti.p65 82 21/6/2006. para traçar uma identidade estabelecida através de uma linhagem histórica: “Picasso é uma figura emblemática.Óleo sobre tela/Oil on canvas . colaborando.

havendo um contraponto.41 A obra de Le P arc na 2ª Bienal Parc Com curadoria de Sheila Leirner. Jean Metzinger. deveu-se à sua forte ascendência sobre a arte latino-americana.Museu foram especialmente significativos para o modernismo canvas de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . Cubismo e América Latina” . Emilio Pettoruti.”39 Cortesia/Courtesy As obras da exposição foram procedentes de coleções públicas e privadas dos países que integraram a 2ª Bienal do Mercosul. de alguma maneira Diego Rivera teve uma participação importante. onde seu trabalho integrou-se à arte européia.Coleção/Collection Luciana e Luís Antônio Nabuco de Almeida Braga Foto: Rômulo Fialdini por conceitos do academicismo do começo do século. Jean Metzinger. como no movimento antropofágico de Oswald de Andrade e no universalismo construtivo de Torres-García. 1943. Jacques Lipchitz. e reivindica ao mesmo tempo a experimentação como meio e método de uma criação indissociável do engajamento político e social que viveu na sua juventude. O artista manteve. E depois. do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo e do Museu Nacional de Belas Artes de Buenos Aires. A Europa nunca se interessou pelo Muralismo.Cortesia/Courtesy assimilações. porque a Europa renega aquilo.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Coleção Particular/Private collection Foto: Rômulo Fialdini Cortesia/Courtesy 83 HB_cap_III_2bienal_pallotti. Com 19 participantes. Jacques Lipchitz. ele renega o cubismo e inventa o Muralismo. um forte vínculo estético com a arte latino-americana. Cubismo e América Latina” .37 “No caso do México. Cubismo e América Latina coloca em cena justamente a enorme influência que Picasso e o cubismo Vicente do Rego Monteiro (Brasil) Mulher no espelho. 40 Inserida em um contexto de influências e Foto: Rômulo Fialdini . principalmente do Museu de Arte de São Paulo. Lasar Segall.Exposição/Exhibition “Picasso. 1922. Le Parc nasceu na Argentina e radicou-se em Paris.Gravura sobre papel/Print on paper Exposição/Exhibition “Picasso.Coleção Particular/Private collection brasileiro. Alejandro Obregon Rosen. André Lhote.Oleo sobre tela/Oil on canvas . Tarsila do Amaral.Exposição/Exhibition “Picasso. Antônio Gomide. com vistas a não desconsiderar o impacto causado por Guernica (1937). tão cara à história dos países do continente sul-americano.” 38 A exposição foi composta prioritariamente com obras do artista espanhol e de outros cubistas existentes em coleções de instituições latino-americanas.Museu de Arte do Rio desempenharam sobre nossos ambientes culturais. A presença de outros cubistas. A exposição teve obras pós-cubistas de Picasso realizadas até a década de 1950. Vicente do Rego Monteiro e Vitor Brecheret. 1929. quando de volta. Emiliano Di Cavalcanti. 07:06 . só para citar alguns exemplos emblemáticos.caso da Espanha.Óleo sobre tela/Oil on . no Cubismo europeu. Como escreveu Sheila Leirner no catálogo da exposição: Ele persegue a geometria construtiva e cinética. Milton Dacosta. num segundo momento. 33x46 cm. como Albert 3 Gleizes.47x36cm . considerando que Leger e Lhote Fernand Léger (França) Fólies.42 Pablo Picasso (Espanha) Rosto de mulher. “A exposição Picasso.p65 83 21/6/2006. a mostra de Julio Le Parc fez uma retrospectiva dos momentos mais significativos da obra do artista. Diego Rivera. Rafel Barradas. Cubismo e América Latina” . Maria Leontina. Fernand Leger e André Lhote. entretanto. eu diria fundamental. a exposição contou com 78 obras dos seguintes artistas: Picasso Fernand Leger. tradição essa fortemente construída em diversos momentos na América Latina. Candido Portinari. Albert Gleizes. exerceram em nosso continente e a força transformadora que 98x69 cm . assim como coleções privadas do próprio continente e de colecionadores europeus. ainda dominados Grande do Sul Ado Malagoli . a exposição situa-se no complexo terreno da tradição crítica que pensou a transposição de modelos pelos países periféricos.

” A série “Luz” (1959) compôs uma amostragem de outras possibilidades desenvolvidas pelo artista. 1964. motores/Wood. a Bienal incluiu artistas de fora do Mercosul que não fossem oriundos de países convidados da América Latina.Jornal Zero Hora Arte e tecnologia na 2ª Bienal A ênfase nas questões acerca da arte e da tecnologia definiu o perfil da 2ª Bienal. metal. etc . também os traços culturais são decisivos e que as múltiplas influências exercidas resultam numa contaminação de informações e miscigenações de natureza poética e técnica. nos quais há uma espécie de desmaterialização no processo em que a matéria passa a se confundir com seus efeitos.Usina do Gasômetro Foto: Joel Fagundes Cortesia/Courtesy 84 HB_cap_III_2bienal_pallotti. que mudam conforme o deslocamento do espectador.43 Pela primeira vez. metal. light. A ambientação no espaço do Gasômetro simulou uma espécie de aduana. 1967. A exposição teve ainda diferentes modalidades de arte interativa a partir de ciberinstalações. a qual aproximaria o espectador em uma relação mais estreita com a obra de arte. 300 x 300 cm . aço. steel. projeções. cuja participação não se limitaria ao acionamento dos motores ou deslocamentos. com o uso de hipermídias de CD-ROMs e websites.Usina do Gasômetro Foto: Acervo NDP-FBAVM 1 Iniciando o percurso pelas pinturas. em arte e tecnologia. etc/Wood. luz.Madeira.Madeira. tais como luzes pulsantes. 120 x 245 x 20 cm . foram exibidas as obras que pertencem à série “Contorções” (1967). “O objetivo foi mostrar que. Foi a partir dessa série que “Salas de Jogo” (1964) foi realizada. 1966-71. objetos e ambientes. motores. e os “Relevos” (1960). é justamente o movimento do espectador que irá modificar a especificidade da imagem nas obras “MóbilesContínuos.Julio Le Parc (Argentina) Ensemble de 8 mouvements surprises avec lumiére pulsante.Usina do Gasômetro Foto: Acervo NDP-FBAVM 3 Julio Le Parc Six cercles en contorsion. 07:06 . e os segmentos históricos foram limitadas à exposição de Picasso. motors . Através dos links que a Bienal ofereceu a partir de seu site. buscando enfatizar as múltiplas influências artísticas que recebemos de outros centros culturais.Usina do Gasômetro Foto: Adriana Franciosi Cortesia/Courtesy Adriana Franciosi . possibilitando a navegação em estruturas hipermídias e websites apresentados em um ciberporto com dois terminais. 2 3 1 Julio Le Parc e sua obra “Lunettes pour une vision autre” Usina do Gasômetro Foto: Acervo NDP-FBAVM 2 Julio Le Parc (Argentina) Sol Instable. A exposição Arte e Tecnologia-Ciberarte: Zonas de Interação44 reuniu seis instalações no térreo da Usina do Gasômetro e teve ainda páginas de arte na web. o público pôde visitar a exposição de casa. constituídas a partir do inusitado movimento criado por motores. um para artistas do Mercosul e outro para artistas da comunidade internacional. mas a uma participação mais efetiva. Na série “Deslocamentos” (1963).p65 84 21/6/2006. 242x250x20 cm . com corredores conduzindo a terminais para interação. motors.”45 Exposição “Arte e Tecnologia”/Exhibition “Art and Technology” .

1999 . cloth.. meat. mesa. quando algum pensador pretendeu erroneamente que era possível apagar a história anterior à Independência. ao ajustar-se ao projeto curatorial. escreveu: [. de uma forma ou de outra.p65 85 21/6/2006. reitera a importância do local. Os problemas de memória e. se reconhecer e se identificar. carnes e bebidas/Raft. ao contrário.. frutas. começariam a ser apagados aqueles males que com freqüência supomos que nos diferenciam. 1998 . identifica a necessidade de resguardar as peculiaridades locais como diferenciais capazes de distinguir características próprias da produção contemporânea em relação ao seu contexto de origem. A curadoria da Argentina foi realizada por Jorge Glusberg. curador da Colômbia. de identidade do país datam do século passado. do peculiar na produção artística contemporânea.Instalação/Installation . promover o desdobramento de problemáticas diversas específicas a seus países. mas totalmente diferentes e mesmo contraditórios: por um lado.Instalação/Installation . de um ponto de vista formal.” 46 A curadoria da Bolívia procurou tratar a questão da memória como um limitador que tem sido imposto à sua história cultural. curador da representação boliviana. 1999. permite medir o grau de unificação da arte sul-americana como conseqüência do processo de globalização.. em virtude do processo de globalização. Pedro Querejazu. que destacou: “. escreveu sobre essa questão: A Bolívia é um país de memória frágil. que.] a apresentação da Colômbia na Bienal do Mercosul dá origem a dois argumentos de evidente contemporaneidade.. 07:06 . permitem afirmar a certeira especificidade de uma arte do Cone Sul. ao reconhecer a existência de uma certa homogeneização da produção latino-americana.As representações nacionais As representações nacionais tentaram. que tende a prestar atenção a estereótipos e tem dificuldade para se analisar. 49 Carlos Leppe (Chile) Banquete sobre la plataforma. Segundo ele: “Um dos efeitos mais significativos que a 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul produziu no cenário plástico chileno foi o reconhecimento da existência de afiliações transversais que. fruit. com essa harmonização. adquirindo influências significativas em sua produção artística.Área do DEPRC Foto: Acervo NDP-FBAVM Justo Pastor Mellado. toalhas. enfatizou a existência de afinidades entre a produção dos diversos países do Cone Sul na construção de afiliações capazes de definir especificidades entre a produção desses países. fomentado pela mídia e.] podem ser harmonizadas pela integração. com o argumento de que a escravidão não tinha história. Balsa. do próprio. as diversidades [. Eduardo Serrano. por outro. curador do Chile. portanto.. quando na verdade nos identificam e nos aproximam em maior ou menor escala.” 48 Uma abordagem similar foi feita pela Colômbia. 47 Maria Tomaselli (Brasil) A quarta casa.. cadeiras. table. mas nunca poderão ser apagadas. and beverages Espaço DEPRC Foto: Acervo NDP-FBAVM Nadín Ospina (Colômbia) El bosque de los ídolos.Espaço DEPRC Foto: José Francisco Alves Cortesia/Courtesy 85 HB_cap_III_2bienal_pallotti.

vai se centrando na América Latina. segundo os preceitos da museologia.51 Exposição “Arte e Tecnologia”/Exhibition “Art and Technology” Usina do Gasômetro Foto: Joel Fagundes Cortesia/Courtesy A museografia da 2ª Bienal Dando continuidade ao que já havia sido feito na 1ª Bienal. my blood. Andrea Finkelstein). os arquitetos da bienal colocaram na sala principal painéis e piso que acabaram com a interferência de colunas e dos ladrilhos do chão.no Margs. Rita Fischer.Tais questões foram desdobradas pela curadoria do Paraguai ao tratar das questões de identidade centrada especificamente no caso paraguaio: “A partir do temário proposto pela Bienal do Mercosul. curada por Angel Kalenberg.. como o Margs: “. em Porto Alegre. Mais do que uma contribuição às discussões estéticas sobre arte latino-americana às vésperas do ano 2000. Governador Olívio Dutra e 1ª Dama Judite Dutra Foto: Mario Cerqueira Área de exposição no/Exhibition area at DEPRC Detalhe da área de exposição/Detail of the exhibition area Foto: Acervo NDP-FBAVM Montagem da obra de/Installing the work of Arnaldo Antunes (Brasil) . Ivo Nesralla. progressivamente.(05. pela vez primeira. com a colocação de infra-estrutura e painéis para exposição. em qualidade e em quantidade.Espaço DEPRC Foto: Joel Fagundes Cortesia/Courtesy 86 HB_cap_III_2bienal_pallotti.. Curador-Geral. com a colocação de um piso emborrachado e a recolocação de painéis novos que foram posteriormente retirados. diante das dificuldades históricas de adaptabilidade dos prédios históricos. a 2ª edição da Bienal do Mercosul. vários armazéns do cais do porto pertencentes ao DEPRC foram recuperados. para terminar referindo-se ao caso paraguaio. diversos espaços foram reformados. Presidente da II Bienal do Mercosul. o mais coerente. Instalação e Performance/Installation and Performance Espaço DEPRC Foto: Acervo NDP-FBAVM D i a n a D o m i n g u e s (Brasil) TRANS-E: my body. o Margs deu às obras a visibilidade que elas devem ter. Entre eles. A reformulação do espaço foi reconhecida como tendo dado adequada visibilidade às obras. O MARGS sofreu novas reformas. 07:07 . em alguns casos. foram mais intensamente potenciadas na Bienal.11. as que foram apresentadas recentemente em Montevidéu.” 50 A representação do Uruguai.”52 A recuperação dos espaços de exposição foi vista novamente como uma das grandes contribuições que a Bienal teria dado à comunidade. 1997 Instalação/Installation Exposição/Exhibition “Arte e Tecnologia” Usina do Gasômetro Foto: Adriana Franciosi Cortesia/Courtesy Adriana Franciosi – Jornal Zero Hora Visita à exposição na área do/Visit to the exhibition area at DEPRC.1999) Da esquerda para direita/From left to right Fábio Magalhães. 1999. 53 Marta Minujin (Argentina) Murólica. por sinal muito adequados à arte contemporânea. Apesar de que poucos se esforçaram por executar novas obras (Agueda Diancro.p65 86 21/6/2006. essa apresentação visa a oferecer um panorama resumido do atual debate sobre a identidade que. pode marcar a história da cidade com a recuperação de espaços decadentes no porto local e sua transformação definitiva em espaços culturais. Com o que. teve o predomínio de artistas jovens e foi apontada como apresentando uma coerência interna nas escolhas: Os artistas uruguaios fizeram um ótimo papel. entre todos os países.

os porquês e os para quês.A logomarca da 2ª Bienal O logotipo da II Bienal foi baseado na obra “Face” de Iberê Camargo/The logo for the 2nd Biennial was based on the painting “Face” by the artist Iberê Camargo Criação/Created by GAD’Design Iberê Camargo (Brasil) Face. Fica evidente a relevância da exposição como um fenômeno social massivo. mas é muito mais importante descobrir o sentido dessa iniciativa. 40 x 57 cm . com exceção do Gasômetro.” Que tipo de informação sugere? A qualidade da mostra mede-se pelo número de visitantes. ora uma figura em estado de admiração e surpresa. com vistas a remeter aos conceitos de identidade da exposição. folders. da conhecida fase do artista. Os números de visitação foram reconhecidos como um indicador de sucesso e relevância da mostra. A Bienal teve ainda um dia gratuito de visitação por semana – às terças-feiras.55 2 1 Kit II Bienal do Mercosul Pastas. foi utilizada uma das imagens dos carretéis. botom/Folders. 1984. 07:07 . no qual o número faz a própria qualidade do evento. O acesso aos espaços de exposição foi pago. adesivos. Para tanto. basta consultar a imprensa: matérias são veiculadas com títulos como “Bienal atrai multidão de filas” (a bienal apresentava apenas três dias de existência) ou “Os números da bienal. Joel Fagundes Gad´Design Cortesia do autor/Courtesy the author 87 HB_cap_III_2bienal_pallotti. A 2ª Bienal recebeu um público total de 294. Para isso. stickers. button Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Sinalização/Signaling for the II Bienal Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Acervo NDP-FBAVM Relatório/Report 1999/2000 II Bienal de Artes Visuais do Mercosul NDF-FBAVM Projeto de Sinalização da II Bienal do Mercosul/Signage design Projeto: Arq.Óleo sobre tela/Oil on canvas Coleção Particular/Private collection Cortesia/Courtesy Fundação Iberê Camargo 1 A marca da 2ª Bienal foi desenvolvida com base na obra “Face” de Iberê Camargo. leaflets.201 visitantes. tal como escreveu Mônica Zielinsky: É importante participar intensamente do evento.p65 87 21/6/2006. O “carretel” foi colorido com as cores da bandeira do Rio Grande do Sul e criou uma dupla simbologia ao lembrar ora uma forma abstrata. conhecer a fundo as obras expostas. 54 A mesma marca foi também utilizada na 3ª Bienal dois anos depois.

do Chile.” Jornal do Comércio. de 16 de maio Fotografia/Photography Espaço DEPRC a 26 de junho de 2000.1999). que abrigou duas mostras. em Buenos Foto: Leonid Strelaiev Cortesia/Courtesy Aires. Sandra Cinto e Walter Silveira. Rocheli Costi. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora “Grande encontro da Arte. Os conceitos entrelaçaramse em nomadismo. da Colômbia e do Paraguai. cumprindo o papel de dar visibilidade à produção latino-americana. com curadoria de Diana Domingues.”57 Participaram da mostra os artistas Ana Miguel. além de promover o evento junto à comunidade artístico-cultural do estado.12. Cortesia/Courtesy Jornal do Comércio 88 HB_cap_III_2bienal_pallotti. Zero Hora (11. A exposição de Julio Le Parc foi exibida no MAM Higienópolis.o corte Foto: Joel Fagundes Cortesia/Courtesy estabelecido contemplou obras em que os signos digitais ou analógicos se misturaram com outras construídas com procedimentos tradicionais. “.1999). e Osvaldo Salermo. Parte da Bienal foi Guernica. A curadoria geral e adjunta realizou um corte a partir da exposição contemporânea.. do Chile. simulacro e identidade. de São Paulo. Zero Hora (11. Catarina Purdy.” Cultura. no período de 14 de março a 14 de abril de 2000.12. espelhou a riqueza da arte latino-americana contemporânea mostrando a forte presença da produção artística do Rio Grande do Sul no contexto internacional. com o objetivo de consolidar a integração em nível regional e local. Arnaldo Antunes.A itinerância da 2ª Bienal Um projeto de itinerância foi realizado. Itinerância/Touring II Bienal (28 de março a 15 de abril.p65 88 21/6/2006. e ainda na cidade de Córdoba na Argentina.” Cultura. do Paraguai. Cristian Silva. 4. Fernando Arias e Mário Opazo. 1999 12 x 3 m apresentada ainda no MAM Higienópolis. como a escultura.”56 A itinerância da Bienal do Mercosul foi promovida em parceria com a Universidade de Caxias do Sul. estabelecido pela curadoria para esta etapa do projeto. A segunda exposição realizada em Caxias do Sul foi a mostra de arte e tecnologia “Ciberarte: Zonas de Interação”. do Brasil. Porto Alegre (05-07. no Museu Nacional de Belas Artes. apresentando 14 obras do Brasil. “A Bienal esquadrinhada. sedução. Andréa Goic. foi exibida a exposição de Julio Le Parc com todas as obras que estiveram na Bienal em Porto Alegre.11. No Museu Nacional de Belas Artes. Marta Gofre.. Félix Bressan. “O recorte da II Bienal. 2000) Universidade de Caxias do Sul De acordo com a curadoria. capa.1999). da Colômbia. A Fundação Bienal assumiu todos os encargos da exposição. em São Paulo. 07:08 . capa Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora “A Exposição como Obra. em Buenos Aires. que apresentou Arthur Omar (Brasil) três ciberinstalações e oito obras em CD-ROMs. levando parte da Bienal para a Universidade de Caxias do Sul e Buenos Aires.

2005). capa. quer dizer. “Bienal do Mercosul está por um fio. “Artes da política. pilotando no escuro nesse sentido.” Revista Bravo. mais.1998). Gad´Design Cortesia/Courtesy Joel Fagundes Notas 1 “La dimensión cultural en el Mercosur. Foi presidente da Embrafilme e Diretor. Porto Alegre. Apresentado no III Congresso Internacional Cultura y Desarrollo.1999). trabalhando uma plataforma programática dupla: por um lado.. e. ver aos poucos eles serem recuperados. mas no sentido da administração de conflitos. “Acho que esse caráter diplomático não é no sentido da concessão. nos galpões da usina de dragagem do rio. 5 Leonor Amarante é jornalista e curadora independente. 17 Bienales: del monumento social a la paradoja identitaria.’ e outra patrimonial local. 16 Geórgia Lobacheff.justopastormellado. 12 Mônica Zielinsky. de Iberê Camargo.htm. um prédio com as madeiras muito velhas. É presidente da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre.” Idem. São Paulo (28.. 1951/1987.Presidente da Fundação Memorial da América Latina. “A Exposição como Obra. um presidente que tivesse essa abertura. sem pintura.” “A Bienal começa no melhor cenário. 2 Fábio Magalhães foi curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (MASP). São Paulo. trabalhando com sete países. com todo o grau de dificuldade.01. D3. Assumiu em 2005 a SecretariaAdjunta de Estado da Cultura de São Paulo. com uma grande dificuldade. Até apelidamos de prédio ‘das pulgas’. O arquiteto Joel Fagundes.” Segundo Caderno. São Paulo. Presidiu a 2ª e a 3ª Bienal do Mercosul. 07:08 . só tendo um presidente desse tipo. Mas ele foi. 15 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14. 10 “A utopia possível.2005. De 1995 a 2004. que só fomos descobrir depois de tirar toda aquela sujeira.2005).07. Zero Hora (07. ‘marketing cultural. diretor da Pinacoteca do Estado de São Paulo e Secretário de Cultura do Município de São Paulo. 8 “Naquele momento superdifícil. simbolizando a integração das etnias.2005). 18 Angélica de Moraes. o segundo alterna frases dos hinos nacionais dos países do Mercosul.” in Mercosur: la dimensión cultural de la integración (Buenos Aires: Ediciones Ciccus.2005). Porto Alegre.1999). 6 É justamente na 2ª Bienal que a figura do curador-adjunto é instituída. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora Planta baixa do projeto museográfico para a Usina do Gasômetro Exposição Arte e Tecnologia/Floor plan for the museographical project for the exhibition “Art and Technology” .” Caderno 2-Visuais. 9.cl/menu. Realizou inúmeras curadorias internacionais. Porto Alegre. 6 e 7. 64.05. Ano 3. presidente da Fundação Instituto de Cardiologia do Rio Grande do Sul e professor titular de cirurgia cardíaca da UFRGS.” Segundo Caderno. por outro lado. mas com um piso maravilhoso. 7 Entrevista a Ivo Nesralla feita pelo autor (27. fazendo uma Bienal assim.2005). ele se revelou muito interessante. ele sabia. 11 Cabe lembrar que a desvalorização da moeda brasileira ocasionou um dos momentos mais difíceis da história do Mercosul. 4 Ivo Nesralla é cirurgião cardiovascular. porque não podíamos entrar lá devido às condições de saúde. adequando tudo e. no fim. 4-5.08.05.” Entrevista a Leonor Amarante feita pelo autor (14. 9 Entrevista a José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10. n° 26 (Novembro de 1999). Foi também assessor Especial da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo. o terceiro utiliza ritmos musicais destes mesmos países. responsável pela reforma e arquitetura dos espaços. Zero Hora (11. Palácio de las Convenciones de la Havana. Zero Hora (11. foi editora executiva de publicações do Memorial da América Latina.12.2000). Agradeço a contribuição de Lídia Lucas Lima pelas preciosas sugestões na constituição do texto deste capítulo e do capítulo referente à 3ª Bienal.11.“Veneza não é sonho. 4.06.06. Ver também Eduardo Veras e Mariana Kalil.um dos gestos decisivos da curadoria da Segunda Bienal foi o de introduzir a estabilização do projeto por meio da satisfação de demandas locais específicas. 13 O fator diplomático do projeto curatorial foi enfatizado por Justo Mellado: “. É uma pessoa que poderia estar pilotando no escuro. “Fábio Magalhães conta como será a Bienal do Mercosul. ele acreditou.06. Joel Fagundes. Encontrado em www.” Revista Megainfo.05. de 9 a 12 de junho de 2003.” Cultura.p65 89 21/6/2006. Secretário de Apoio a produção cultural do Ministério da Cultura. Fomos recuperando. É autora do livro “As Bienais de São Paulo.2005). que eram mínimas.II Bienal do Mercosul Projeto: Arq. essa visão. deixamos a ‘casca’ e.06. 14 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14.” Entrevista a Joel Fagundes feita pelo autor (02. 3 “O primeiro movimento faz referência a terra e seus donos e termina com uma versão da Ave Maria Guarani. nós estávamos propondo um projeto.” Jornal do Comércio (5. São Paulo. Ano II (Novembro 1999). 89 HB_cap_III_2bienal_pallotti. lembra o processo de recuperação: “Fizemos uma bela Bienal. tirando todo aquele lixo.’ produzindo uma exposição sobre ‘Picasso na América Latina. abertura formal. 2. o quarto e último traz o Poema da Unidade (composto por Luiz Antônio de Assis Brasil e Nestor Wennholz). consultado em 10. 1997).1999). Cuba. n° 15. 10.” Bienais: del monumento social a la paradoja identitária. porque tivemos até um certo orgulho de trabalhar naqueles prédios.” publicado em 1987. O Estado de São Paulo.

1999).2005). Porto Alegre. v. 11. 5. II Bienal Mercosul. 23 Projeto de Curadoria. II Bienal Mercosul. 8.” Ilustrada.p65 90 21/6/2006. 12. textos de Ronaldo Brito (DBA-Dórea Books and Art. a marca da II Bienal.. “Bienal do Mercosul Lança Olhar Sobre a Arte do Ano 2000. RS. São Paulo. 44 Ver catálogo Julio Le Parc e Arte e Tecnologia. 59. 32 Na exposição.12.’ [. 46 “América Latina: uma arte nossa para o mundo inteiro. a Comissão Nacional de Belas Artes havia atestado a má qualidade das tintas de fabricação nacional. Jornal da Universidade. UFRGS. Porto Alegre.ar/suples/ artes/9949/index. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 30 “Introdução. 37 Idem. “Considerações sobre a identidade plástica chilena. 28 Lisette Lagnado. Depois da infinidade de estudos que resgatam a particularidade com que foram relidas e significadas as vanguardas na América Latina [. Campinas. 20 Ver entrevista com alguns artistas integrantes da II Bienal sobre questões de identidade e territorialidade em Maria Amélia Bulhões. 31. II Bienal Mercosul. 42 “Quando a experiência torna-se forma. RS. Porto Alegre. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Porto Alegre. no Brasil. 9. as influências cubistas na América Latina são mais ‘acadêmicas.19 Fábio Magalhães.1999).12. “Predominio de instalaciones y ciberarte. “O desafio das identidades. 21 Ver Washington de Carvalho Neves. RS.99). 55 Mônica Zielinsky. 29 Idem. 1994). de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000.” Caderno 2. II Bienal Mercosul.). D20. II Bienal Mercosul. II Bienal Mercosul.1999). 07:08 . “IdentidadeTerritorialidade no contexto da II Bienal do Mercosul.” Cultura Especial.html (05. 39 Fábio Magalhães. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Porto Alegre (Dezembro de 1999). 5.] Magalhães retorna à fórmula de pensar a arte latino-americana como derivativa da européia. 45 Relatório 1999/2000. 26 Neiva Bohns. “Memória e identidade na arte boliviana. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000. 56 Relatório 1999/2000. Zero Hora (11. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Porto Alegre. Porto Alegre. 4. 40 Ver também Annateresa Fabris. “A exposição como obra. “Colômbia na Bienal do Mercosul. o Cubismo avança mais. RS. Só mais tarde. 51. RS. O Estado de São Paulo (22. RS.01.1999. II Bienal Mercosul. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000. 33. Ano III. 38 Ibidem. “Como um rito iniciático.” in Catálogo Geral.” in Iberê Camargo. “Além da escravatura do prazer.11. Sônia Salzstein (org. Porto Alegre. Cubismo e América Latina. 10. 1 e Eduardo Veras. 50 Ticio Escobar. otros contenidos. 52 Lauro Schirmer. Cubismo e América Latina. Zero Hora (08.1999).” in Catálogo Geral. com as experiências na Argentina. “2ª Bienal do Mercosul Enriquece RS. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000. Folha de São Paulo (22. nós avançamos em relação à arte européia. “O próximo e distante na obra de Iberê Camargo.” Caderno B.” 9. 11.. na Venezuela. “2ª Bienal do Mercosul Enriquece RS. 10-18.” in Catálogo Geral. 65.] elas não avançam no Cubismo. 11. artistas como Djanira e Milton Dacosta mostram obras em preto-e-branco.10. textos de Ronaldo Brito (DBA-Dórea Books and Art. foi produzida a publicação Diálogos com Iberê Camargo. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. na arte geométrica.” in Picasso.” in Picasso. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000. 47 Pedro Querejazu. E1. RS. 36. II Bienal Mercosul.” in Iberê Camargo. além de Iberê Camargo. “Entre modernidade e tradição: os artistas latino-americanos cubistas. A tribuna de Santos (04. 5. 48 Justo Pastor Mellado. 8-9. 11. 34 Iberê Camargo: A Dimensão Experimental da Pintura foi tema de um seminário organizado pela Fundação Iberê Camargo nos dias 4.” “El mismo escenario. Nesse mesmo ano. (01.11.10. Folha de São Paulo (22.2005). elas retroagem.” Galeria. 36 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” in Catálogo Geral.” Caderno C. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000.” Idem. 24 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14. A partir desse seminário.” Cultura. a marca da 2ª Bienal foi desenvolvida pela GAD Design. RS. 90 HB_cap_III_2bienal_pallotti. São Paulo. 26. 6. Porto Alegre (1999/2000). RS. Bienal reúne a arte de países do Mercosul. 26.” Revista Porto Arte. 103.1999).1999). “Os legados da Bienal.05. 27 “Em Porto Alegre.” Ilustrada. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000.lanacion.) (Porto Alegre e São Paulo: Fundação Iberê Camargo e Cosac & Naify.” Jornal do Comércio (5. 49.” Cultura.com. Jornal do Brasil (31.1999). com organização de Sônia Salzstein. “A arte para pensar com todos os sentidos. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.12. 51 Nelson Di Maggio. 22 Maria Hirszman.” in Iberê Camargo.” Opinião. Porto Alegre. 1994). RS. Correio Popular. Iberê Camargo: Diante da Pintura (Porto Alegre: Fundação Iberê Camargo. II Bienal Mercosul.12. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000. Porto Alegre. 43 Ver “Aposta na Tecnologia. Zero Hora (05. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.11. 3. 35 “Iberê Camargo: Ciclistas Metafísicos. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 49 Eduardo Serrano. 6 e 7. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.12. nº 26.” in Julio Le Parc e Arte e Tecnologia. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000. 25 “Vanguardismo gera risco. online www. II Bienal Mercosul. 13. II Bienal Mercosul. 57 Conforme citado em Relatório 1999/2000.” in Catálogo Geral. 41 Rodrigo Alonso escreveu no jornal La Nación: “Contudo. Magalhães acentua o caráter retroativo que se impôs à arte latino-americana com o advento do cubismo na América Latina: “Ou seja. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Ver ainda nesse número Eduardo Sterzi.11. Porto Alegre.1999). n° 18 (Maio 99).2000). 54 Lançada em maio de 1999. Montevidéo (12. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” in Catálogo Geral. Porto Alegre. de 5 de novembro de 1999 a 9 de janeiro de 2000.” La República.” Jornal La Nación. 33 Paulo Venâncio Filho. 31 Celso Fioravante. “Arte tenta salvar o Mercosul. 5 e 6 de dezembro de 2002 em Porto Alegre. “‘Identidade’ serve como conceito. o maior erro curatorial está no próprio fundamento da exibição. Relatório 1999/2000. fato que obteve uma enorme repercussão.06.06.99).. 53 Celso Fioravante. 22.. “Contemporaneidade. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 2003). 2003).

A 3 ª Bienal: continuidade e transição em curso 3ª

Sob o slogan “arte por toda parte,” a 3ª Bienal do Mercosul contou com a participação da Argentina, da Bolívia, do Brasil, do Chile, do Paraguai, do Uruguai e do Peru como país convidado. O trabalho minucioso e atento dos curadores e a qualidade geral dos artistas escolhidos proporcionaram uma significativa representação da produção de cada país. Também sob a presidência de Ivo Nesralla e a curadoria de Fábio Magalhães e Leonor Amarante, a 3ª Bienal representou fundamentalmente um momento de transição para aquele que seria um novo patamar de organização e profissionalização que a Bienal viria finalmente consolidar em sua quarta edição, assim como servir de modelo, em uma escala de erros e acertos, para a futura instituição de novos projetos curatoriais, ainda que o própria edição da 3ª Bienal tenha sido realizada, intencionalmente, sem um projeto temático definido.

Catálogo Geral e Catálogo Sala Especial e Exposições Paralelas da III Bienal do Mercosul/General Catalogues, Special Exhibition Catalogue, and Parallel Exhibition for the 3rd Mercosur Biennial
Foto: Edison Vara/PressPhoto

Contêineres como uma metáfora de transição
A 3ª Bienal, ao abdicar de um projeto curatorial específico, ficou mais conhecida pela criação da “cidade dos contêineres,” como foi oficialmente chamado esse segmento da exposição, em virtude de parte dela ter sido montada dentro de uma série de contêineres para transporte marítimo de cargas.1 A “Cidade do Contêineres,” como passou a ser chamada, ficou localizada em uma área de 60 mil metros quadrados no Parque Maurício Sirotsky Sobrinho, onde 51 contêineres2 abrigaram instalações de 51 artistas plásticos. Além disso, outros 10 contêineres foram utilizados para as atividades de apoio.3 Para a realização do projeto, uma “cidade teste” foi montada na sede da empresa fornecedora

Cidade dos Contêineres e placa de sinalização/Signage for the “City of Conteiners” Espaço Pôr-do-Sol
Foto:Edison Vara/PressPhoto

91

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

91

21/6/2006, 07:13

Cidade dos Contêineres Vista geral/Overview Foto: Acervo NPD-FBAVM

em conjunto com a empresa que viabilizou as estruturas necessárias à montagem dos contêineres. No local, a viabilidade técnica do projeto foi testada com vistas a garantir a segurança do público e das obras. 4 Tal prioridade estendeu-se ainda às múltiplas necessidades de atendimento ao público especial, como nos lembra Ivo Nesralla: “O livre acesso […] na cidade dos contêineres foi um laboratório. As pessoas podiam acessar a cidade de cadeiras de rodas, e foi o primeiro grande evento depois da lei de acessibilidade. Planejamos a cidade dos contêineres para a utilização […], como Montagem da/Construction of Cidade dos Contêineres modelo. Foi muito interessante, pois foi uma outra ótica da Espaço Pôr-do-Sol Foto: Joel Fagundes cidade.” 5 Cortesia/ Courtesy Essa bienal também se caracterizou fortemente por buscar um mapeamento da produção emergente6 e, na palavra de seus curadores, promover uma visão para o futuro, na mesma medida em que dedicou um grande espaço à jovem produção. “Um artista trabalha com o passado, com a memória, com o conhecimento, com a informação, mas ele reúne tudo isso no olhar de seu tempo e volta isso para um olhar no futuro. O nosso olhar na bienal é voltado para a contemporaneidade e para o que ela antecipa de futuro.” 7 A importância de dar visibilidade à produção jovem em uma bienal foi comentada por Leonor Amarante: “Ela pode não ser revolucionária, mas pode dar a dimensão, pode refletir o que está acontecendo hoje na arte contemporânea. Você pode fazer diferente, você pode fazer visitas, você pode dar chances para artistas jovens.”8 Fábio Magalhães utilizou-se da estratégia de realizar uma exposição como a dos contêineres, em que os artistas teriam de comparecer em massa para a execução das obras, o que para ele “...facilita[ria] o intercâmbio de informações e “Especial Bienal”, Cultura, Zero Hora (12.10.2001), capa. cria[ria] uma dinâmica de troca entre os artistas, que serão obrigados a comparecer massivamente ao evento.”9 Jorge Coli falou dos dilemas que uma exposição que pretende mostrar a produção recente como uma bienal encontra:
A Bienal do Mercosul permite descobrir artistas recentes, vindos de países vizinhos, aos quais não se presta a atenção devida. O modo como foi concebida indica, porém, uma encruzilhada difícil: abrir-se para o resto do mundo ou voltar-se para os países latino-americanos, reforçando o vínculo dos artistas com suas regiões de origem. A primeira saída tem a vantagem dos diálogos estimulantes; a segunda, do aprofundamento específico. 10

A metáfora da transição expressa na presença dos contêineres foi, seguramente, um fator de visibilidade dessa Bienal, e seu “deslocamento” no espaço da cidade para áreas localizadas fora dos
92

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

92

21/6/2006, 07:14

espaços institucionais representou um diferencial. Justo Pastor Mellado, curador do Chile para a 3ª Bienal, comentou a importância do local como um dado fundamental para a construção de uma trajetória histórica da Bienal. “Existe uma maneira de contar a história de uma bienal, Visita à exposição /Visit to the Exhibition Visita à/Visit to the Cidade dos Contêineres reconstruindo suas localizações. Uma bienal “ P o é t i c a s P i c t ó r i c a s ” Da esquerda para direita: Ivo Nesralla, Da esquerda para direita Ivo Nesralla, Presidente Presidente da III Bienal do Mercosul, Governador é, sobretudo, um momento de intensas da III Bienal, Francisco Weffort, Ministro da Olívio Dutra, Primeira Dama Judite Dutra e e Fábio Magalhães, Leonor Amarante, Curadora-Adjunta da III relações entre o espaço artístico de uma Cultura Curador-Geral/From left to right, 3 Mercosur Bienal/From left to right: 11 Biennial Chairman Ivo Nesralla, Minister of 3 Mercosur Biennial Chairman Ivo Nesralla, cidade.” Culture Francisco Weffort, and Chief Governor Olívio Dutra, First Lady Dama Judite Curator Fábio Magalhães Dutra and Adjunct Curator to the 3 Mercosur O projeto curatorial buscou acen- Santander Cultural Biennial Leonor Amarante - Espaço Pôr-do-So Foto: Edison Vara/PressPhoto Foto: Edson Vara/PressPhoto tuar o caráter nômade da arte contemporânea. Daí a escolha de condições de exposição que remontassem aos aspectos transitórios e experimentais da visibilidade da obra.12 “Em meio a esse crescimento, algo se perdeu. E é esse mesmo algo, a espontaneidade, o clima de experimentação, a maneira de lidar com um projeto e não com algo acabado que a Bienal do Mercosul parece recuperar.”13 Não por coincidência, a cor branca foi utilizada na execução do projeto dos contêineres como uma espécie de fio condutor. Talvez a questão mais problemática da adoção dessa estratégia de exibição das obras, com toda a sua carga conceitual, tenha sido a própria tradição do “cubo branco,” agora de uma certa forma transposta para um espaço teoricamente mais público, intencionalmente colocado fora do espaço museológico.14 Tal atitude, entretanto, deixou à mostra a complexa ambigüidade que tais “recipientes” foram capazes de instituir e replicar em sua configuração geométrica (o espaço da galeria), aspecto utilitário (circulação de mercadoria)
rd rd rd

1

2

3

4

1 e 3 Montagem da/Assembling the Cidade dos Contêineres Espaço Pôr-do-Sol Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Vista da/View of the Cidade dos Contêineres Espaço Pôr-so-Sol Foto: Leonid Streliaev Cortesia/Courtesy 4 Montagem da/Assembling the Cidade dos Contêineres Espaço Pôr-do-Sol Foto: José Francisco Alves Cortesia/Courtesy

93

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

93

21/6/2006, 07:14

e forte materialidade (expressa principalmente em seu aspecto claustrofóbico).15 Outra questão levantada foi a de flagrante homogeneização das obras como objetos simbólicos, uma vez que estes estariam, portanto, relacionados ao universo das relações humanas nos termos da circulação desses “recipientes” dentro do universo das relações de troca. A curadora Leonor Amarante defendeu a proposta com base no estabelecimento de novas perspectivas de exibição da obra:
Gil Vicente (Brasil) Porta 2001. 230 x 230 x 4 cm Fotografia digital/Digital photography Cidade dos Contêineres - Espaço Pôr-do-Sol
Foto: PressPhoto

Na arte também vivemos numa geografia aberta, mutável. O efeito de integração que uma bienal provoca entre comunidades e organizações é muito mais amplo do que se pode visualizar de imediato. A simbiose cultural gerada por uma mostra desta natureza gera novos pensamentos e combinações de espaço e tempo, dentro do contexto artístico de uma cidade.16

Há, entretanto, significativas associações que podem ser realizadas em virtude da utilização desses contêineres como espaços de exposição. Por exemplo, a de que estes são inicialmente utilizados não só para transporte de cargas, mas também para transporte de obras de arte. Vista assim, a metáfora da transacionalidade e do nomadismo pode finalmente ser posta como tendo uma lógica específica. Na Fernando Alavares Cozzi e Carlos S. Pellegrino (Uruguai) perspectiva da curadora Leonor Amarante, a cidade dos Paisage 1 (Efímera) Paisage acústico de la bahía de Montevideo, 1998-2001. contêineres foi também uma metáfora à globalização.17 Por Projeção/Projection - Cidade dos Contêineres Foto: Gal Oppido servirem como veículo de transporte de bens entre fronteiras, estes se tornam o objeto-símbolo da circulação de valores, elemento do qual a arte, evidentemente, não estaria desprovida. 18 A questão da temperatura apresentada pela “cidade dos contêineres” talvez tenha sido o aspecto mais criticado desse segmento da exposição. Se, por um lado, a exposição recebeu enorme atenção por ter-se tornado uma obra institucional de porte, por outro provocou certo desconforto devido ao excessivo calor naquela época do ano em Porto Alegre. Apontada como “uma cidade dentro da outra,” a Ligia D’Andrea (Bolívia) Espacio interpretaciones, 2001 exposição caracterizou-se por ser, antes de tudo, uma grande Instalação/Installation Cidade dos Contêineres obra curatorial. “Faz calor na Cidade dos Contêineres. O Foto:PressPhoto caminho é de pedra, as sombras são escassas, a brancura das grandes caixas de ferro reverbera pelo ambiente,” 19 escreveu o jornalista Eduardo Veras. “A Cidade dos Contêineres, bem-desenhada, antes de tudo elegante, já funciona em si como uma obra, uma construção no espaço, uma cidade dentro da outra. Quer ser mais arte do que a própria arte.” 20 Certamente, um mérito não pode ser negado à “cidade dos contêineres”: por ter sido justamente uma obra de grande força institucional, ela abriu caminhos para a possibilidade de projetos mais ousados em um processo de amadurecimento da Bienal do Mercosul como um evento de arte contemporânea. Leonor Amarante falou desse caráter de experimentação propiciado por uma bienal ainda Montagem da/Construction of Cidade dos Contêineres - Espaço Pôr-do-Sol jovem: Foto: Gal Oppido
94

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

94

21/6/2006, 07:14

A Bienal do Mercosul traz uma outra problemática, mas que não é nem maior nem menor, não vejo assim. Você acaba descobrindo coisas, quer dizer, também tem esse caráter de descoberta, que é próprio também da arte contemporânea, ela está ali, ela se soma, se subtrai, se agrega, se separa. Você nunca tem um modelo. Hoje, todos os segmentos da arte estão de certa forma agregados completamente uns aos outros, em determinados lugares em que você coloca. Ali nós temos a descoberta do local, é sentar com pessoas da comunidade, ou burocratas, ou enfim pessoas que nunca ouviram falar na arte contemporânea [...]. Para eles, aquilo nem é arte, e eles estão abrindo esses espaços, discutindo não só o próprio espaço, o que fazer com ele, qual o destino dele, e até inserir alguma coisa a mais que é a arte, que está ali, que acontece de dois em dois anos. 21

Phoenix Grupo de Dança (Brasil) Massa humana, 2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto: Gal Oppido

Outros segmentos da exposição, como o evento de performance no desativado Hospital Psiquiátrico São Pedro,22 também cumpriram esse objetivo, assim como a apresentação ao público de espaços inusitados e não tradicionalmente utilizados para eventos culturais o fizeram considerando a condição de sua transitoriedade. As performances foram realizadas nos pátios e nas dependências do hospital, uma construção suntuosa da época do Governo Imperial da Província. Dezoito artistas mostraram seus trabalhos naquele local. A curadora Leonor Amarante considera natural que as performances aí realizadas tenham avançado para o terreno da teatralidade:
Então, alguma coisa passou um pouco além da performance. Um pouco além não, porque a performance não tem limites, porém você tem estruturas. O happening tem uma natureza enquanto tal, uma performance tem, o teatro tem e um esquete tem. Nós tivemos momentos muito bons dentro do espaço psiquiátrico. Mas para mim, que era a grande entusiasta do espaço, alguns momentos ficaram um pouco fora dos limites…23

Falos & Stercus (Brasil) Verticalização espacial interativa, 2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto: Gal Oppido

Raul Mourão (Brasil) Artistas, 1995-2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto : Gal Oppido

Flávio Wild (Brasil) Porões de mente, 2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto: Gal Oppido

Angelika Heckl (Bolívia) Aguayo comestible - eat art project, 2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto: Gal Oppido

Márcia X. (Brasil) Ação de Graças, 2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto: Gal Oppido

Carlos Leppe (Chile) El sueño de Diego Rivera, 2001 Performance Hospital Psiquiátrico São Pedro
Foto: Gal Oppido

95

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

95

21/6/2006, 07:14

Esquema da Cidade dos Contêineres com a localização dos artistas/Scheme for the “City of Containers” with the placement of the artists - III Bienal do Mercosul Projeto de Joel Fagundes/Gad´Design - Outubro de 2000 Cortesia/Courtesy Joel Fagundes 1 2 3

4

5

6

7

8

9

10

11

12

1, 2 e 4 Montagem da/Construction of Cidade dos Contêineres Espaço Pôr-do-Sol 4 Montagem da obra de/Installation of the work of José Rezende 5 Montagem da obra de/ Installating of the work of Raul Morão 6 Montagem da obra de/Installating of the work of Eduardo Coimbra Segmento “Intervenções na Paisagem” - Espaço Pôr-do-Sol 7 Montagem da obra de/Installating of the work of Guaracy Gabriel Segmento “Intervenções na Paisagem” - Espaço Pôr-do-Sol 8 Montagem da obra de/Installating of the work of Rogério Pessoa Segmento “Intervenções na Paisagem” 9 Montagem da obra de//Installating of the work of José Cirillo Segmento “Intervenções na Paisagem” - Espaço Pôr-do-Sol 10 Montagem da obra de/Installating of the work of José Patrício Exposição “Poéticas Pictóricas” - Santander Cultural 11 Montagem da obra de//Installating of the work of Pazé Exposição “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural 12 Montagem da exposição/Installating of the work of “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural Fotos: Gal Oppido

96

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

96

21/6/2006, 07:15

Revendo a pintura através da exposição Poéticas Pictóricas
Tentando preservar o espírito de experimentação e emergência que caracterizou a 2ª Bienal, os curadores propuseram um olhar para a pintura “...prospectivamente, como expressão da contemporaneidade,”24 evitando uma perspectiva historicista ou nostálgica. O objetivo foi também o de promover um diálogo com outras modalidades artísticas, bidimensionais e tridimensionais, através de obras que trabalhavam as questões pictóricas. Exibida no espaço do Santander Cultural, a exposição Poéticas Pictóricas buscou acentuar a expansão das questões pictóricas para além dos limites convencionais da pintura propriamente ditos.
Eu quis contrariar um pouco isto e mostrar que o suporte, e a questão até do suporte tradicional, tinha ainda uma presença muito forte na arte contemporânea, tinha muita gente trabalhando com isso, e até porque eu notei na 2ª Bienal, na sua autocrítica, o excesso de instalações e uma fraca presença desses suportes, sendo que, em alguns países da América Latina, a presença desses suportes é muito forte. Se você olhar a arte na América Latina, tomar dois países principais, Colômbia e Argentina, verá que o suporte em pintura é muito forte lá, na arte contemporânea nesses países, e eu acho que ela ganhava corpo também entre artistas brasileiros. 25
1

2

A mostra objetivou lançar mão de obras em suportes que guardavam de alguma maneira referências aos elementos pictóricos. A exposição teria sido construída também como uma resposta às críticas de que teria havido pouca presença da pintura na Bienal anterior.26 A questão do suporte apareceu de diversas formas na exposição. Artistas como Karin Lambrecht, cujo trabalho consistiu em promover um rompimento do suporte durante a década de 1980, apareceram na exposição com um trabalho mais contemplativo, em virtude principalmente do “caminho inverso” no qual a obra da artista empenhou-se a partir dos anos de 1990.27 A colocação das obras de pintura no espaço do Santander teria sido motivada sobretudo pela arquitetura do prédio, com suas linhas neoclássicas francesas, sua imponência, sua riqueza em mármores e vitrais, um lugar ideal para servir de contraponto à pintura e à fotografia feita na contemporaneidade. 28 O projeto museográfico também explorou o branco, vetor conceitual “que traça o percurso da mostra”29 como um “pano de fundo” para a exposição das obras, no caso da exposição do Santander Cultural. “As imensas ‘telas’ aplicadas no edifício, preenchendo os vazios entre colunas, mas deixando soltos balcões, colunas e capitéis, atuaram como uma grande tela branca e seus bastidores, metáfora das origens da pintura.” 30 O branco aparece de forma especialmente simbólica no espaço do Hospital São Pedro, promovendo, assim, uma união entre as mostras.

1 e 2 Vista da exposição/View of the exhibition “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural
Fotos: José Francisco Alves Cortesia/ Courtesy

Ayrson Heráclito (Brasil) Divisor, 2001. 200 x 300 x 25 cm Vidro, água, sal, azeite-de-dendê/Glass, water, salt, dendê oil - Exposição/Exhibition “Poéticas Pictóricas” - Santander Cultural Foto: Edison Vara/PressPhoto

Walton Hoffmann (Brasil) Memory games, 2001. 150x450 cm - Desenho/Drawing Exposição “Poéticas Pictóricas” - Santander Cultural Foto: Gal Oppido

97

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

97

21/6/2006, 07:15

enfim. O Santander Cultural havia sido inaugurado no mês de agosto daquele ano. cujas exposições passaram a ter repercussão nacional. o qual deixava ver o suporte.Texas Foto: Gal Oppido E criamos uma montagem.Gesso/Plaster Exposição/Exhibition “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural Foto: José Francisco Alves Cortesia/Courtesy Vista da exposição/View of the Exhibition “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural Foto: José Francisco Alves Cortesia/ Courtesy 98 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. não essa coisa de você buscar o contêiner. quer dizer.310x730 cm Óleo sobre tela/Oil on canvas Exposição “Poéticas Pictóricas” . foi colocada na entrada do espaço do Santander Cultural. Carlito Carvalhosa (Brasil) Surda.45 x 500 x 200 cm .Josefina Guilisasti (Chile) La vigilia. a crítica não falou sobre isso. a tela como elemento que mostra mais que esconde ao mesmo tempo. porque as pessoas não perceberam a metáfora disso. quando você vai trabalhar com suportes. você via aquela tela e via o suporte de madeira que montava aquelas estruturas. oferecendo ainda a disponibilidade do prédio para abrigar parte das exposições.p65 98 21/6/2006. A escultura de Carvalhosa serviu também como metáfora para as questões da pintura e os problemas relacionados ao tratamento da superfície. e isso é curioso. o que é muito curioso. vindo a se transformar em uma das mais importantes instituições culturais do Rio Grande do Sul. A obra tinha um vão que precisava ser ultrapassado pelo espectador com muita dificuldade.31 Vista da exposição/View of the Exhibition “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural Foto: José Francisco Alves Cortesia/ Courtesy A obra de Carlito Carvalhosa. um dos patrocinadores master da mostra. a própria montagem dos espaços que eu dava. 2001 . 2001 . os chassis. 07:15 . de romper com a coisa. mas ela esconde outra. uma enorme escultura em gesso mantida em sua cor natural. a partir da quarta edição. e a crítica não percebeu isso.Santander Cultural Coleção/Collection Jack S. Austin. A obra e sua colocação estratégica na entrada da exposição serviram como âncora para o viés estipulado pela utilização do branco que a curadoria quis instaurar. A idéia era um pouco essa.32 Já na 3ª Bienal o Santander Cultural atuaria como parceiro e se tornaria. era essa a idéia da tela. Blanton Museum of Art. ela mostra uma coisa. porque era uma montagem com um tecido meio transparente. essa quase transparência.

Espaço Pôr-do-Sol Foto: Gal Oppido 2 Valia Carvalho (Bolívia) Bolivian nobody.Plotagem/Plotting Exposição “Poéticas Pictóricas” . Os estudiosos da arte pré-hispânica concordam em frisar que a arte maior do mundo andino foi a têxtil. como também nos demais países cuja arte ela busca interpretar.Espaço Pôr-do-Sol Foto: Gal Oppido 3 2 Os diversos países participantes procuraram ajustar-se à proposta temática da exposição de acordo com suas premissas básicas. baseado nas inúmeras coincidências e semelhanças regionais. 400 Ø cm . Isso se traduziu numa formidável eclosão da pintura durante o barroco. o regionalismo e o internacionalismo. 07:15 .Santander Cultural Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Eduardo Pla (Argentina) Alchimie Galleggiante. portanto.”33 E continua: “Brasileira antes de ser gaúcha ou latino-americana. sobre uma geopolítica atual.As representações nacionais A 3ª Bienal foi apontada por Tadeu Chiarelli como um evento que privilegiou a produção brasileira. em definitivo. não apenas no Brasil.37 Pedro Querejazu. merece e exige a arte da América Latina e seus criadores é o fortalecimento de uma teoria e de uma crítica regionais. em nossa opinião. Jorge Glusberg. fosse sobreposta uma geopolítica em devir: Porto Alegre. a pintura tornou-se o denominador comum às escolhas definidas pelos curadores internacionais. Nesse circuito. 150 x 90cm .Arte digital tridimensional/ Three-dimensional digital art Segmento “Intervenções na paisagem” . Devido à aculturação ocorrida após a conquista e durante o vice-reinado. 2000. torna-se a ‘natural’ capital desse novo Estado que. antiga capital do Estado brasileiro do Rio Grande do Sul. para além de seu papel de já ser a capital do Estado gaúcho.”34 1 1 Laura Lima (Brasil) Performance . curador da Argentina. um dos acompanhamentos e apoios que. o principal acontecimento artístico do ano. única na história da arte.38 A curadoria do Paraguai procurou desenvolver um projeto que levasse em conta o caráter pictórico 99 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. 2001. referiu-se a uma tradição histórica ao lembrar que a Bolívia consolidou-se pela arte têxtil: […] a pintura como linguagem possui um significado especial na Bolívia. que predominou no país. curador da Bolívia. se sobrepõe às antigas nações do Cone Sul.p65 99 21/6/2006. com a criação de linguagens e temas próprios. por sua vez. o Mercosul.”36 Ele escreveu: Sempre apoiamos a proposta de um circuito latino-americano. essa terceira edição da Bienal do Mercosul – mesmo forçando uma perspectiva preponderantemente brasileira sobre a produção desse vasto território da América Latina – tem todas as condições para tornar-se. Em todos. os artistas aprenderam a pintar e a inventar novos mecanismos de expressão e codificação das linguagens e dos signos. sistemático e institucional”35 capaz de dar conta das necessidades do hemisfério de se fortalecer em um processo entre o “particular e o universal. como um campo aberto de estímulo à integração. em uma suposta tentativa de consolidar-se como a capital de um novo Estado. Chiarelli escreveu que “Como se. expressou a necessidade da consolidação de um circuito latino-americano mais “consistente.

93m² x 4m . atravessada por descontinuidades e fraturas. 2000-2001. curador do Uruguai.Espaço Pôr-do-Sol Foto: PressPhoto 1 2 Foi esse mesmo renascimento pictórico que levou a curadoria chilena. nos anos 60. Isto é. lâmpadas fluorescentes e grama/Plotted image on transparent canvas. realizada por Justo Pastor Mellado. comentou a volta da pintura depois de uma série de tentativas das vanguardas históricas de anunciar a sua morte: “Sobrevivendo a muitos presságios de mau agouro. só as artes visuais mantêm o espaço de antecipação crítica que. Ticio Escobar referiu-se a essa resistência como um elemento de constituição advinda também da situação política pela qual o país passou. flower vases and drapes . E também políticas. a pintura voltou recentemente a dar provas de vitalidade. 2001. fora do academicismo. a pintura volta.] como metáfora de sobrevivência ativa de uma prática que supera as adversidades do presente lembrando sua vocação transgressora.Segmento “Intervenções na Paisagem” Espaço Pôr-do-Sol Foto: Gal Oppido 3 Adriana Gonzalez (Paraguai) Memorias de un archivo. que sabe tanto das melancolias quanto das vocações com tendências festivas. E o fez renunciando ao hermetismo e ao reducionismo em que caíra. 07:16 . mas a utilização obstinada de meios técnicos e narrativos vinculados à nossa tradição cultural. Ele escreveu: O tema da resistência da pintura foi trabalhado [. a representação chilena na III Bienal […] se propõe a fortalecer esse caráter 100 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. 2001. fluorescent lamps and grass . tendo uma influência significativa no imaginário popular.como um elemento de resistência. curador do Peru: Com efeito. porém depois de haver aprendido várias lições. Mas esse tema também foi tratado através da vinculação com outras formas de resistência. a definir a representação de seu país ao promover o que ele chamou de um “reposicionamento do pictórico”:42 “No Chile.Espaço Pôr-do-Sol Foto: Gal Oppido Angel Kalenberg.. Plotagem..”40 Tal condição foi também reafirmada por Gustavo Buntinx. tinha sido encarnado – digamos pela sociologia e pela ciência política.39 Segmento “Intervenções na Paisagem” Da esquerda para direita.Cidade dos Contêineres . Guaracy Gabriel (Brasil) e Raul Mourão (Brasil) . vasos de flores e cortinas/ Plotting. não apenas a contestação diante de um sistema político e ideológico.Instalação/Installation Cidade dos Contêineres .Imagem plotada sobre lona translúcida. O aspecto transgressor da resistência foi acentuado nas escolhas que fez para a Bienal. uma lição alegórica. Acima de tudo. Os estados alterados deste corpo plástico somatizam disputas e negociações de um corpo histórico ainda mais denso e vasto.p65 100 21/6/2006.41 3 1 Bettina Brizuela (Paraguai) Sem título. mantidas a partir das narrativas do dizer pictórico. works by José Cirillo (Brasil). O de uma (pós-) modernidade marginal.Espaço Pôr-do-Sol Foto: PressPhoto 2 Eduardo Coimbra (Brasil) Horizontes (para Vera). tanto pictórico quanto de objetos. obras de/From left to right.

como escreveu Annateresa Fabris. tendo seguido para São Paulo no final dos anos de 1970. em que a eliminação de fronteiras entre as categorias artísticas tornou-se primordial. Ao acentuar a impureza e o hibridismo das linguagens. colocou-se favorável a uma estética pós-moderna. De 1979 a 1982.p65 101 21/6/2006. “. cujo interesse era trabalhar a relação do circuito artístico com a cidade que. o grupo 3NÓS3. 07:16 . apenas uma aconteceu fora de São Paulo.. onde iniciou sua trajetória. formou com Mário Ramiro e Hudinilson Jr. onde a palavra Arte (título da própria intervenção) foi escrita Rafael França (Brasil) Vista da exposição/View of the Exhibition . eles faziam eventos-surpresa. Cristian Avaria (Chile) El color de las ideologías. 2000 Detalhe/ Detail Instalação sobre piso e parede/Installation on floor and wall Exposição “Poéticas Pictóricas” Santander Cultural Foto: Edison Vara/PressPhoto Rafael F rança é o artista homenageado França Para a 3ª Bienal. o artista homenageado escolhido foi Rafael França (1957-1991).Memorial do Rio Grande do Sul Foto: EdisonVara/PressPhoto 101 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. Nasceu em Porto Alegre. onde intervinham em monumentos e espaços de arte. 2001 Etiquetas adesivas/Sticker labels Segmento “Intervenções na paisagem” Foto: Gal Oppido Marco Maggi (Uruguai) Micro & Soft sobre Apple Macintosh. como no caso da chamada operação X Galeria quando lacraram com fitas as portas de tradicionais galerias da cidade de São Paulo.abrangeu duas esferas distintas e quase dicotômicas.. De todas as intervenções feitas pelo grupo.”44 Naquela época.antecipatório…”43 Pode-se dizer que a 3ª Bienal foi bastante eclética em sua composição numa ênfase ao multiculturalismo e desconsideração para com a purificação das linguagens.

com luzes no prédio do Instituto de Previdência do Estado (IPE). foi morar em Chicago. ele aparece trocando carícias com seu companheiro ao som de La Traviata. em Porto Alegre. em Vídeo-Wall. modalidade artística que o consagrou como um artista multimídia. há uma abordagem psicológica dos personagens.10. caracterizada por um perfil mais biográfico. nos Estados Unidos.. são comentários auto-referentes mas. Rafael França condensa recursos de linguagem. vítima de AIDS. onde consolidou seu trabalho de videoarte. tendo realizado exposições coletivas e individuais no Brasil e em países como a França e os Estados Unidos. em que uma memória de sua própria vida vê-se relembrada em um processo de memória subjetiva do artista.. e dão uma grande ênfase à descontinuidade da narrativa. lançando mão de uma liberdade de composição de cenas que assinalava um futuro próximo do que viria a surgir de produções novas nessa área. foi finalizado poucos dias antes de sua morte em Chicago. França foi “. Rafael França foi um dos artistas brasileiros que mais se projetou nessa área. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora O artista faleceu em 1991. Como exilado no paraíso (1986) . invertendo diálogos. Em vídeos como Getting Out (1984). Para Arlindo Machado. curadora da exposição do artista para a Bienal: Os cortes. Desfocando imagens. dissociando imagens e som. 07:16 . são uma nova maneira de quebrar a narrativa ou a linearidade do vídeo. 5. Os vídeos foram mostrados pela primeira vez em 1988. Nesse vídeo. Como nos fala Daniela Bousso. uma década à frente de seus contemporâneos. na Galeria Paulo Figueiredo.um dos primeiros artistas videastas brasileiros a se dedicar seriamente à pesquisa dos meios expressivos do vídeo e a apontar caminhos criativos para a organização das idéias plásticas e acústicas em termos de 102 HB_cap_IV_3bienal_pallotti.” Cultura. enquanto passa na tela uma série de nomes de amigos brasileiros e norte-americanos vítimas da doença. A curadoria da exposição concentrou-se na produção final do artista.2001). Zero Hora (10. mais que isso. Sem medo de vertigem (1987) e O profundo silêncio das coisas mortas (1988). podemos dizer assim. as relações entrecortadas entre um vídeo e outro. Seu último trabalho.p65 102 21/6/2006. Prelúdio de uma Morte Anunciada (1991). pelo qual veio a se tornar reconhecido. os fragmentos de imagem. em São Paulo. Em 1982.45 “Um desconhecido visionário. O caráter transgressor e rebelde de sua obra marcaria para sempre a sua trajetória. Considerado membro de uma segunda geração de videastas brasileiros.

a exposição exibiu 44 obras que cobriram mais de 50 anos da produção daquele que é considerado um mestre do Muralismo Mexicano. filho de Diego de la Rivera. trajetória do artista. 99. assim como os mais importantes momentos da história do México. da qual ele foi do Sul Ado Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto expulso em 1902 em virtude de sua participação nos protestos estudantis daquele ano. 142 x 115 cm . 199 x 100 cm . uma posição intermediária dentro da história da videoarte brasileira.p65 103 21/6/2006. sua obra era dirigida a uma larga audiência.Sala Especial . onde obteve uma bolsa de estudos na Academia Vista da Sala Especial/View of the Special Exhibition ... tradição com a qual vem romper em 1917 1 2 3 1 Diego Rivera (México) Retrato de Dolores Del Rio. 1915.Óleo sobre tela/Oil on canvas . INBA 103 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. a família mudou-se para a Cidade do México. [França] ocupa. com desdobramentos temáticos que incluíram a terra e os seus trabalhadores.4 cm Óleo sobre tela/Oil on canvas . Acevedo.. um professor de idéias liberais. 1938.adequação ao meio. cuja estética levou-o ao Cubismo. onde se concentram as produções. Retrato de Jesús T.” aludindo de certa forma à breve. Diego Maria Concepción Juan Nepomuceno Estanislao de la Rivera y Barrientos Acosta y Rodriguez. obedecendo às prerrogativas da arte muralista mexicana do período.4 x 65. ele é um artista deslocado em relação ao movimento brasileiro de videoarte. Com um vocabulário advindo de elementos das esculturas maias e astecas. 07:16 . conhecido como Diego Rivera (1886-1957). a qual perfaz um período de apenas dez anos.49 que recebeu uma sala especial no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. e realiza boa parte da sua videográfica em Chicago. pois surge fora do eixo Rio-São Paulo [. a indústria. De Carrillo Gil. porém intensa.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Coleção/Collection of Museo Alvar y Carmen T.” 47 O resgate da obra de Rafael França para a cidade de Porto Alegre foi um dos grandes méritos da 3ª Bienal. nasceu em 8 de dezembro de 1886 na cidade de Guanajuato. entretanto. sua obra resgatou de uma certa maneira o passado pré-colombiano.Óleo sobre tela/Oil on canvas. INBA 2 Diego Rivera Retrato de Ruth..” 50 Foram 44 pinturas produzidas entre 1904 e 1957. muda-se para Paris e recebe fortes influências dos pós-impressionistas. A exposição da obra de Rivera na Bienal deu ênfase a um lado menos conhecido de Rivera. principalmente de Paul Cézanne. “As telas em exposição na Bienal representam uma pequena pausa do pintor na luta social empreendida nos grandes afrescos. Em 1911..Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Coleção/Collection of Museo Nacional de Arte 3 Diego Rivera O Arquiteto. E continua: “De um lado. ao norte do México. Quando tinha 10 anos. ou melhor dito: uma posição de passagem.”46 E acrescenta: “.Sala Especial . Utilizando um estilo realista com forte significado social.. 1949. 48 O núcleo histórico e as mostras paralelas A 3ª Bienal trouxe ainda para o núcleo histórico uma exposição de pintura e obras em papel do muralista mexicano Diego Rivera.]. Expostas pela primeira vez na América do Sul.Diego Rivera Museu de Arte do Rio Grande de Bellas Artes de San Carlos.Sala Especial Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Coleção/Collection of Museo Casa Estudio Diego Rivera y Frida Kahlo. os costumes e a vida popular.

quando volta ao México. Rivera tornou-se um prestigiado muralista ao criar uma enorme quantidade de murais no México 2 durante os anos de 1920. O mural foi posteriormente reproduzido no Palácio de Belas Artes na Cidade do México. 1895. dois catálogos. através de artistas com objetivos e materiais diversos.Usina do Gasômetro Foto: PressPhoto 1 104 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. panels.p65 104 21/6/2006. A exposição sobre tela/Oil on canvas .”53 Uma terceira exposição foi a de Tal R. a 3 intenção foi “. que já estaria sentindo necessidade de se abrir para a produção internacional. sacos de pó de tinta de seda/Hair catálogo de mostras especiais.Mostra Paralela “A China sem China” . com curadoria de Mikael Andersen. Qiu Zhijie. loca-lizada no norte da Noruega. A inclusão de artistas europeus e não-ocidentais foi vista por alguns como um caminho de inte-rnacionalização da Bienal. ink bottles. com curadoria de Per Hovdenakk. 07:16 . foi exibida na Usina do Gasômetro a exposição “A China sem China.Mostra Paralela “A China sem China” . “Woodblock Print” 1999 .Mostra Paralela “A China sem China” . que recebeu uma sala no segundo 1 Edvard Munch (Noruega) Casa sob Luar. trazida pelo comissário Jens Olesen.quando volta ao figurativismo. a 3ª Bienal do Mercosul editou 6-1”.488 x 732 cm . o que redundaria no mesmo caminho da Bienal de São Paulo.51 Na década de 1930.52 Segundo o curador. uma foi a de Edward Munch.. Tal R iniciou sua carreira nos anos de 1990. já com reconhecimento internacional. Como pintor. Além de procurar oferecer uma visão ampla da arte contemporânea latino-americana. Rivera foi comissionado para pintar grandes murais no Instituto de Arte de Detroit e no Rockefeller Center em Nova Iorque. Wu Shanzhuan (com Inga Thorsdottir) e Zhang Xiaogang.Usina do Gasômetro Foto: PressPhoto 3 Gu Wenda (China) Estrada de Seda. incluindo pelo menos cinco das obras-primas do muralismo mexicano. a 3ª Bienal instituiu um segmento paralelo de mostras especiais que foram realizadas no Museu de Arte do Rio Grande do Sul e na Usina do Gasômetro. 70 x 95. garrafas de tinta.Exposição Paralela . artista israelense que vive e trabalha em Copenhague..Impressão em madeira/Printing on wood . dust bags . que começa efetivamente sua produção mural. As obras que integraram 2 Vista da exposição das obras de/View of Exhibition with works by Edvard Munch (Noruega) Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado parte do núcleo histórico da 3ª Bienal vieram do Museu da Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto Cidade de Bergen. 2001. Em 1927.” que reuniu sete artistas plásticos chineses contemporâneos: Fang Lijun. onde seu mural “Hombre en la encrucijada” recebeu uma onda de críticas.oferecer uma visão mais complexa do cenário criativo na China. um catálogo geral e um Dimensão variadas/Several dimensions .Óleo andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. 180 x 230cm . 1 Sob a curadoria de Chang Tsong2 Zung.Painéis de cabelo. Liu Dahong. Para documentar a 1 Fang Lijun (China) 1993 nº1 1992-93.Museu de Arte do Rio foi realizada com pinturas e gravuras especialmente dos Grande do Sul Ado Malagoli Bergen Art Museum Coleção/Collection Rasmus Meyer últimos anos da vida do artista. Gu Wenda.Acrílico sobre tela/Acrylic on canvas . consolidou sua trajetória em um período em que se falava muito na morte da pintura. tendo sido finalmente removido. Entre as mostras realizadas. Shen Xiaotong.8 cm . visita a União Soviética. É nos anos de 1920.Usina do Gasômetro Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Fang Lijun (China) “1999mostra.

superando em muito a meta inicialmente prevista.54 O fotógrafo Gal Oppido apresentou um ensaio fotográfico sobre a montagem da 3ª Bienal. adesivo. a Fundação Bienal promoveu a itinerância de parte da exposição com vistas a melhor atingir as metas previstas de dar visibilidade à produção latino-americana de maneira mais ampla. uma espécie de making-off mostrando o trabalho que precedeu o evento. 1 2 Relatório da III Bienal de Artes Visuais do Mercosul/Report on the 3rd Mercosur Biennial of Visual Arts (Junho de 2002) NPD-FBAVM 1 e 2 Itinerância da II Bienal/Exhibition of the 3rd Biennal (05 a 24 de março. Com o objetivo de realizar a itinerância. Tal iniciativa visou também à implementação de políticas culturais de integração. Copenhagen tem sido sempre uum porto de portas abertas ao mundo externo. que foi curada por doze curadores. onde anônimos contêineres estão constantemente trazendo mensagens coloridas de todas as partes do mundo. “Container 96 – Art Across the Oceans é o resultado de um desejo de transportar obras de arte de todas as partes do mundo e apresentá-los juntas. A vida diária no porto é o contexto da exposição.2 Kit III Bienal do Mercosul Bolsa. T-shirts Foto: Edison Vara/PressPhoto Logo da IV Bienal Criação/Created by Gad Design Sinalização Pública/Public Signage 3B Totens colocados nas ruas de Porto Alegre Foto: Edison Vara/PressPhoto A itinerância da 3ª Bienal Como já havia feito em sua primeira edição.p65 105 21/6/2006. sticker. na capital do país. camisetas/Bag. A 3ª Bienal teve entrada franca e recebeu um público estimado de 600 mil visitantes. 2002) Conjunto Cultural Caixa Econômica Federal Distrito Federal/Brasília Foto: Mult Vídeo Art Filmes Notas 1 A idéia de realizar uma cidade dos contêineres veio da experiência que os curadores Fábio Magalhães e Leonor Amarante tiveram com a exposição Container 96. cada um responsável por uma parte do globo.” Container 96 – Art Across Oceans. O número expressivo demonstrou um crescimento freqüente da receptividade do evento junto à comunidade para a qual ele se realiza. folder 105 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. 07:17 . levando doze artistas que mostraram obras em pintura para a exposição diagramada pela equipe de arquitetura da 3ª Bienal no recéminaugurado Centro Cultural da Caixa Federal. Ambos foram responsáveis pela curadoria da América Latina para a exposição. a curadoria fez um recorte na exposição.

UFRGS.06.2001).” Mais!. Zero Hora (11. 07:17 . artistas jovens.” Mais!. O Estado de São Paulo (10.2001).12.06. “O ponto de partida é o branco.” Ilustrada. É a maior expressão cultural que pensa a região. 7 “Entrevista: Fábio Magalhães – Bienal volta o olhar para o futuro. “Um diagnóstico contemporâneo.” Caderno 2/Visuais. III Bienal.” Lazer. A curadoria adotou uma sistemática de visitas a estúdios de artistas para posteriormente realizar os convites. São Paulo. não deixou de receber críticas. Gazeta do Povo. Porto Alegre (Outubro de 2001). 2 Cada contêiner media 6.2001).2001). 27-34.” Caderno Cultura. 13 Katia Canton.06. O professor Jorge Coli.” Caderno G. 20 Idem. Ano 4.” Revista Aplauso. nº 33 (Novembro de 2001). 14 Ver Brian O’Doherty. constituiu o maior problema de logística da exposição. Curitiba (13. 5 Entrevista a Ivo Nesralla feita pelo autor (27. 8 Entrevista a Leonor Amarante feita pelo autor (14. Junho de 2002. criticou a desconsideração da curadoria em relação às condições climáticas na época da Bienal em Porto Alegre. São Paulo. Para uma crítica sobre a cidade dos contêineres. A mostra foi coordenada por Luciano Alabarse.2001).” declarou Leonor Amarante. Nesse sentido. 19. A dificuldade em estabelecer um cronograma de chegada dos contêineres. Jornal de Santa Catarina.p65 106 21/6/2006.40 x 2.12.12. “A polêmica dos contêineres.2005). 6 “Ao percorrer 14 Estados. Paula Ramos e Fernanda Albuquerque. “Sul sem Norte. Sobre essa questão. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. em que o “nomadismo. A proposta de utilizar a área do hospital partiu da Secretaria de Estado da Saúde juntamente com o presidente da Bienal Ivo Nesralla. “Sul sem Norte. Zero Hora (19. de repente. UFRGS.05.05. ver ainda Eduardo Veras. Copenhagen. Em seguida. contudo. […] e aparece também […] numa exposição que quer revelar o avesso da pintura contemporânea. 19. Publicado em português sob o título No interior do Cubo Branco: a Ideologia do Espaço da Arte (São Paulo: Martins Fontes.” Jornal do MARGS. 1999). o branco dá lugar a um ecletismo de propostas e construções estéticas. porém.2001). e Eduardo Veras. 26 Ver “Bienal quer trazer Diego Rivera. Zero Hora (03. Porto Alegre (Abril de 2001). 5. “O conjunto dos alvos paralelepípedos. 10 Jorge Coli. Porto Alegre (Outubro de 2001).” Entrevista a Leonor Amarante feita pelo autor (14.” Revista Bravo! (Dezembro de 2001). Zero Hora (13. III Bienal. 31 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14.11. procuramos fazer uma pequena cartografia. D6. 30 Relatório. 9 Maria Hirszman. 19 “Uma cidade dentro da outra.10. 11.” in Arte por Toda Parte: III Bienal do Mercosul. catálogo da exposição. Folha de São Paulo (02. está passando pela implementação de um programa chamado “São Pedro Cidadão. 2. A idéia era que esses diversos contêineres partissem de seus países de origem e aportassem na cidade.2005). ele não era um espaço finito. e sempre é este o perigo quando se faz uma exposição dentro de um espaço inusitado.2005). 22 O Hospital São Pedro é uma edificação do século XIX tombada pelo patrimônio estadual e municipal. Se a idéia dos contêineres é fazer uma duplicação de nossa realidade social. que combina ou reinventa […] obras que escapam das categorias tradicionais de classificação. 3 Um contêiner foi instalado para a realização de oficinas para o público infantil.” Everaldo Fioravante. Folha de São Paulo (02. São Paulo. Porto Alegre. A descoberta de “novos talentos” foi um dos grandes denominadores dessa Bienal. “Mostra discute contemporaneidade da pintura.” 28 Relatório. esmaga e devora as obras. 10B. você começa a criar uma problemática em cima de uma problemática criada pelo próprio conceito do espaço. 25 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14. Ele está no exterior dos contêineres que formam uma urbe às margens do Guaíba. O público também é eliminado na maior parte do dia. A artista Marilice Corona comentou: “Incomodou-me perceber que poucos artistas questionaram o espaço que lhes foi concedido. São Paulo. “Esboços para uma 4ª Bienal.07.” Caderno 2/Visuais. ver Paula Ramos e Fernanda Albuquerque. sendo constituído por seis edifícios ligados transversalmente por uma estrutura de dois pavimentos. 48. Porto Alegre.12. “Uma cidade em construção. “Bienal integra sete nações. ver Danielle Britto. ainda que nenhum destes tenha formalmente estabelecido um tema ou vetor para a exposição.” nas palavras da curadora Leonor Amarante.2005).” Laís Chaffe.2005). justamente por ser uma exposição de caráter curatorial. 4 Entrevista a Ivo Nesralla feita pelo autor (27. Porto Alegre (Novembro de 2001). “Cidade dos contêineres padece sob o sol. 16 Leonor Amarante. “A Bienal que fala portunhol. Desde 1999.” o “multiculturalismo” e a dissociação de categorias aparecem com uma freqüência quase intermitente.2001). III Bienal de Artes Visuais do Mercosul. fugindo do calor tremendo que se concentra nos abrigos metálicos.04.06.” Jornal da Universidade. “A polêmica dos contêineres.05. 29 Fabio Cypriano. É o segundo manicômio mais antigo do país. devido às altas temperaturas que os contêineres atingiram por estarem expostos ao sol num período em que as temperaturas já são altas. 07. 15 “O artista obstaculiza nossa entrada ao fechar o acesso à caixa com uma porta de ferro característica dos estabelecimentos comerciais.2005). Ano 4.” Jorge Coli. de recursos de alta tecnologia. 18 A “cidade dos contêineres”.06. não tenha de fato se oficializado. 21 Entrevista a Leonor Amarante feita pelo autor (14. 11. Você estava em um espaço que está impregnado de determinados valores. “O evento é uma reflexão sobre a América do Sul do ponto de vista das artes plásticas. “Um projeto em evolução. 23. a própria determinação dele. Porto Alegre.” Cultura. 1996. 31. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001.10.” Segundo Caderno. “A mais jovem das bienais. ainda que superficial. deslocando-as para um procedimento de seleção. 03. “Arte da democracia e a democracia da arte. Definida como “…não [sendo] uma bienal de gabinete….” Revista Aplauso.2001).2001). e mais. embora tal procedimento.” Laís Chaffe. 26. 23 “Eu vejo deste ponto de vista: a representação da representação. Zero Hora (13.” que busca a reinserção social dos seus residentes. Junho de 2002. tendo-os transformado em mera réplica do “cubo branco” da galeria. 27 Idem.2001). 1. “A mais jovem das Bienais. Publicado originalmente em Artforum em 1976. 12 Essa talvez tenha sido a Bienal que até então adotou mais claramente paradigmas utilizados em outras bienais internacionais. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Ver também Fernando Oliva.05. da Unicamp. Porto Alegre. cuja produção foi posteriormente exposta em uma sala disponibilizada pelo Santander Cultural em seu espaço. ainda desconhecidos no mercado. Santo André (22. 2002). Inside the White Cube: the Ideology of Gallery Space (Berkeley: University of California Press.” Bienal do Mercosul enobrece o sul. era um espaço que tinha uma população dentro dele. Paula Ramos e Fernanda Albuquerque. 17 Marco Antônio Cunha. 7. “A mais jovem das Bienais. e entrevista a Joel Fagundes feita pelo autor (02. São Paulo.2001).10. Sobre esse processo da 3° Bienal.” Diário da Grande ABC. 11 “Estratégia da Curadoria com um Duplo Suporte: o Reposicionamento do Pictórico e a Volta à Arte-Objeto Dura.2001).da exposição.2005). Folha de São Paulo (15. 24 Relatório.2001). 32 O prédio histórico onde fica a sede do Santander Cultural foi restaurado com a inclusão. O Estado de São Paulo (26.” Caderno Cultura. em sua infra-estrutura.” Jornal da Universidade. da arte brasileira e apostamos em muitos nomes novos. podemos dizer que a curadoria teria abdicado do pressuposto básico de definir escolhas prévias.2005). nº 33. 4. 3. determinados signos e.10.” Caderno Cultura. A principal delas seria a de que os artistas não colocaram em questão o espaço imposto pelos contêineres. é papel fundamental dos artistas a sua crítica. E8. você começa a trabalhar em cima disso. Junho de 2002. 4. Ação que nos coloca infinitas leituras.00 x 2.” Caderno Cultura.06. De 106 HB_cap_IV_3bienal_pallotti.60 m. O enfoque é a contemporaneidade. D5. Zero Hora (15. “Novas combinações de espaço e tempo.10. Blumenau (16.2001). devido às diferenças de tempo e distância de seus locais de origem. a exposição tentou promover uma democracia das escolhas.

Zero Hora (13. 6. Elvaristo Teixeira. RS. Helouise Costa (Org. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001.” in Arte por Toda Parte: III Bienal do Mercosul. 22. 37. 28. Catálogo Geral. incluindo os vitrais e o telhado. catálogo da exposição. da Casa de Cultura da América Latina/DEX/UNB.” Arte por Toda Parte: III Bienal do Mercosul. 42 “Estratégia da Curadoria com um Duplo Suporte: o Reposicionamento do Pictórico e a Volta à Arte-Objeto Dura. Porto Alegre. Porto Alegre.2001).arquitetura eclética. tem realizado inúmeras exposições de curadoria de alto nível técnico. 37 Idem.). 12.10.2001). o Santander Cultural. Paço das Artes. Zero Hora (21. atendendo a 1.10. 76. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 79. “A China sem China. 19. apesar de funcionarem no mesmo prédio.320 alunos agendados previamente e um público de 2. lembra que depois de 30 anos.10. 4-5. Maria Angélica Madeira. 28. onde funcionava nos andares superiores a administração do banco. Caracterizado como um complexo cultural de múltiplas atividades. 33 “A arte geopolítica. Sob a coordenação do Prof. 51 Diego Rivera teve tumultuados romances e três casamentos. 45 “Rafael França: Ele não Teve Medo de Vertigem. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. a reforma priorizou espaços para a exibição de artes plásticas. São Paulo (Outubro de 2001). Com um investimento de R$ 16 milhões. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001. Ivo Nesralla.” ao exibir a obra de Rafael França praticamente desconhecida no nosso meio.” Segundo Caderno. 107 HB_cap_IV_3bienal_pallotti. 1997. 43. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001. Porto Alegre. Fábio Magalhães. Porto Alegre.” UH Correo Semanal. Sala Especial e Exposição Paralelas. Porto Alegre. 54 A exposição reuniu 20 artistas e foi realizada de 05 a 24 de março de 2002.” in Arte Por Toda Parte. Paço das Artes.” Caderno Cultura.” in Sem Medo da Vertigem: Rafael França. 1997. 07:17 . catálogo da exposição.” Arte por Toda Parte: III Bienal do Mercosul. “A outra face do muralista engajado. 38.09. 50 Ana Luísa Garrard. catálogo da exposição. 47 Sem Medo da Vertigem: Rafael França. todo o prédio foi recuperado.” in Sem Medo da Vertigem: Rafael França.” Catálogo da III Bienal. Paraguai (Sábado/Domingo. “La Bienal del Mercosur. Wagner Barja e da Profa. presidente da 5ª Bienal. desenvolveu-se o projeto “Ver e Compreender Artes Visuais Contemporâneas na Bienal do Mercosul”. 41 “O Impulso e o Contaminado. 19.11. “Um desconhecido visionário. a “Bienal do Mercosul quer corrigir uma ignorância histórica.p65 107 21/6/2006. desde a sua inauguração. RS. 39 Ticio Escobar. Segundo ele. Durante o período de escolha dos espaços para a 2ª Bienal. 2001. em virtude das deploráveis condições físicas do banco.08. 46 “Uma Experiência Radical de Videoarte. 3ª Bienal do Mercosul. catálogo da exposição. 33.367 pessoas registradas no livro de visitantes. Leonor Amarante e Lídia Lucas Lima visitaram o Banco Meridional (futuro Santander) quando fizeram a proposta à direção do banco.” in Arte por Toda Parte: III Bienal do Mercosul. “Um presente para o Rio Grande. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001. 43 Idem. Troca de correspondência por email com Elvaristo Teixeira do Amaral (22. catálogo da exposição. 19. 6 e 7. quando voltou a Porto Alegre como presidente do Santander Meridional.2001). 40 “Uma Arte que Vive. 35 “A Arte do Sul se Institucionaliza. 49 A exposição teve a curadoria de Carmen Arellano e Juan Coronel Oliveira e foi intitulada Diego Rivera-Iconos (1904-1957). Helouise Costa (Org. 236.2005) e com Lídia Lucas Lima (24. 52 Ver Chang Tsong-Zung. O projeto foi aprovado na íntegra e as funções administrativas do banco foram mantidas desvinculadas do centro cultural. Helouise Costa (Org. A idéia foi então levada ao Presidente do Santander Banespa. Paço das Artes. encontrou o edifício transformado em agência bancária.). 11. 34 Idem. 44 “Pretexto para uma intervenção. Zero Hora (13.2001).2005). 36 Idem.” Revista Bravo!. Porto Alegre. Porto Alegre. com predominância do estilo neoclássico francês. 48 Como escreveu Eduardo Veras. 53 Idem. não paginado. que mostrou grande simpatia. um deles com a também artista mexicana Frida Kahlo. Eduardo Veras.” in Arte por Toda Parte: III Bienal do Mercosul.” Caderno Cultura. Ver também Cris Gutkoski.). 38 “A Arte na Bolívia na Virada do Século. 15 de outubro a 16 de dezembro de 2001. gerou-se progressivamente a idéia de transformá-lo em centro cultural. 1997. 37.

p65 107 21/6/2006. 07:25 .HB_cap_IV_3bienal_pallotti.

Além disso. Houve. Havia. do Paraguai.Rótula da entrada de Porto Alegre ao lado do monumento ao Laçador . Escrevendo sobre o evento. Cuba e Estados Unidos. democrática e voltada à valorização dos bens culturais de raiz. do Uruguai e do México como país convidado.3 A 4ª Bienal e seu projeto de consolidação A 4ª Bienal representou um enorme avanço de consolidação. o mais aberto à participação não-latino-americana. essa edição contou com uma exposição transnacional com artistas de vários países. como evento cultural. A 4ª Bienal adotou uma estratégia programática no sentido de promover.Criação/Design Homem de Melo & Tróia Design Foto: Acervo NPD-FBAVM 109 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. ou seja. o entendimento de que essa entrada na ordem do dia das discussões só seria possível quando as instâncias de legitimação públicas reconhecessem o evento em sua amplitude cultural no contexto em que ele surgiu. como um mecanismo efetivo de integração cultural alicerçado em uma proposta de interesses políticos comuns. Fruto de uma política de ação direcionada para dar visibilidade ao O logo da 4ª Bienal Mercosul/The logo of the 4th Mercosur Biennal . um aumento no grau de reconhecimento do evento e de sua envergadura pelas autoridades das diversas esferas dos governos locais e federal. se considerada no espectro de exposições constituídas a partir dos eventos anteriores. da Argentina. até o momento. assim.p65 109 21/6/2006. como Alemanha. uma inserção na agenda das discussões políticas determinantes da esfera pública. 07:26 .A 4ª Bienal: reconhecimento e profissionalização do evento Sob a presidência de Renato Malcon. do Chile. As palavras de Renato Malcon expressam bem essa chamada a uma reflexão sobre o papel da Bienal nesse contexto e sua particularidade como evento de integração. da Bolívia. entre outras conquistas. agora se insere na pauta política do continente sul-americano. Um total de 84 artistas de 16 países2 participaram da 4ª Bienal. ele disse: O fato merece ser detidamente analisado pelos formadores de opinião para que dele se possa extrair o adequado sentido político: a educação estética que perseguimos. como é o caso do Mercosul. ampla. cujo projeto curatorial tem sido.1 a 4ª Bienal do Mercosul teve a participação do Brasil.

porque a Bienal. entre outras coisas.” Cultura. Zero Hora (22. […] há necessidade de um amadurecimento da classe artística e da Bienal em um processo conjunto. a quarta edição da Bienal do Mercosul conseguiu atingir um novo patamar organizacional e político. 7. visando a uma adequada contrapartida de seus Foto: Adriana Franciosi Cortesia/Courtesy Adriana Franciosi .”7 1 2 4 3 1 Sinalização/Signage IV Bienal Armazéns do Cais do Porto Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Início das obras no/Beginning the setting at Cais do Porto (09. presidente da 4ª Bienal. Malcon assinalou a importância de um amadurecimento conjunto: “Eu diria que a classe artística tem que atingir também uma maturidade. A visitação gratuita foi possibilitada pelo financiamento de seus patrocinadores.2003) Da esquerda para direita/From left to right Renato Rizzo (Coordenador de Obras Civis e Instalações/Coordinator for Construction and Installation).5 Para Renato Malcon. falando de forma sintética. Houve também. Tenho certeza de que ambos estão amadurecendo nesse processo.Usina do Gasômetro Foto: Edison Vara/PressPhoto 110 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.Jornal Zero Hora patrocinadores. é mesmo um processo.2003). nesse período.evento e promover o fortalecimento da instituição. Cortesia/ Courtesy Jornal Zero Hora 4 Vista da exposição/View of the exhibition . que pode ser considerado como um caso único no âmbito das iniciativas estabelecidas no Rio Grande do Sul na área de artes visuais até então. 07:26 . Roque Jacoby (Secretário de Estado da Cultura/State Secretary of Culture) e/and Tito Viero (Superintendente de Portos e Hidrovias do Estado/State Ports and Waterways Superintendent) Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 “Imagem positiva. uma profissionalização maior na estrutura de comunicação e captação de recursos através de um “plano de cotas e reciprocidades”4 que buscou. todo o trabalho de constituição do evento foi realizado com o intuito de “…dar seqüência a um processo com o objetivo de conseguir evoluir em alguns pontos e fazer com que esse processo continuasse.11.p65 110 21/6/2006.” 6 Nessa perspectiva. Nico Rocha (Museografia/Museography). A 4ª Bienal atingiu também um público recorde de mais de um milhão de visitas distribuídas em seus vários espaços expositivos.07. uma cuidadosa distribuição de retornos Leon Ferrari (Argentina) Montagem das obras/Installing of the works institucionais. Renato Malcon (Presidente da IV Bienal/President of the 4th Biennial). permitindo que o processo de captação chegasse ao patamar inédito de recursos advindos da iniciativa privada.

07:26 . Com uma linguagem acessível. várias iniciativas foram tomadas por sua diretoria e executadas conforme um encadeamento interno. um plano de benefícios e reciprocidades inédito que se revelou decisivo para a obtenção do apoio público e da aplicação privada das renúncias fiscais facultadas por lei. num momento econômico particularmente difícil. pela primeira vez na história da Bienal do Mercosul.Vídeo/Video “Making of IV Bienal” Produzido por/Produced by Armazém de Imagens . produtores e artistas durante a montagem da/ Interviews with curators. O documento abaixo demonstra tal preocupação: “A 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul teve como um dos principais diferenciais o período de preparação do evento. e Out. igualmente. Em vista disso. quase um ano e meio depois. comercializadas para os respectivos patrocinadores e disponibilizadas ao público. necessário – a par da escolha do Curador Geral e de sua arrojada proposta curatorial. sem que a exposição tivesse recebido qualquer recurso público a fundo perdido. producers and artists during installation of IV Bienal . retratando com fidelidade as obras e as exposições que se inauguravam 111 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. porque se buscava construir um projeto curatorial criativo e inovador que fosse capaz de consagrá-la como evento cultural internacional de singular qualidade. Elaborou-se. que impunha número impressionante e recorde de viagens aos Países participantes – a elaboração de um projeto de captação de recursos. fazendo com que seu projeto executivo atingisse um maior grau de eficácia que viria a se refletir na exposição. então. contendo todas as mostras da Bienal exatamente como foram. de um projeto de marketing cultural que atraísse recursos públicos e privados substanciais. o que proporcionou o cumprimento de todos os prazos e metas.Entrevistas com curadores. Essa edição caracterizou-se por um elevado grau de profissionalização em todas as áreas. a 4ª Bienal começou. inclusive praticamente duplicando o valor investido na edição anterior. pela primeira vez. Julgava-se. foram entregues os catálogos completos da mostra exatamente no dia previsto para a abertura da Bienal. Dessa forma.p65 111 21/6/2006. por exigência de seu Presidente. 2003) . isto é. um catálogo impresso de captação. Normalmente de um ano e meio.Porto Alegre (Set. confeccionou-se. a ser preparada quase três anos antes de sua inauguração quando Renato Malcon ainda integrava a equipe da 3ª Bienal como Vice-Presidente.Duração: 1h45min Video Stills: Rafael Rachewsky O projeto de consolidação da 4ª Bienal do Mercosul esteve assentado em uma série de prerrogativas que objetivaram atingir um patamar de profissionalização dos processos em relação à sua execução e institucionalização.

Esse conjunto de acertos na contratação de pessoas e a afinação de propósitos contribuíram para os excelentes resultados alcançados. da mostra). os esforços e as ações empreendidos para a reforma de quatro armazéns do Cais do Porto. que propiciaram o sucesso daquele acontecimento. resultado de um concurso de âmbito internacional. em sintonia com o projeto curatorial concebido: “A arte não responde. Por fim. através da regra da gratuidade de acesso.2003). foram muitos os cuidados estratégicos. Enfim. capa. reunindo-os pela primeira vez “A Bienal se reinventa. de modo combinado com os outros marcos culturais e urbanos estratégicos que sediaram a mostra. acabou sendo adotada pela Fundação Bienal como oficial e definitiva. é importante registrar que uma das criações mais “Guia 4ª Bienal do Mercosul. A 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul esmerou-se no esforço de integração com a comunidade. para que efetivamente representassem a identidade essencial dos povos latinoamericanos. atraiu a atenção internacional. Zero Hora (04.p65 112 21/6/2006. que comunicou perfeitamente a idéia do questionamento artístico a todos os visitantes e ao público em geral. a fim de que ficassem disponíveis à população e estivessem a serviço da Bienal do Mercosul a tempo. o que representou uma consolidação da mobilização pretendida. a maioria deles preservada na 5ª Bienal em curso. consolidou o Rio Grande do Sul como pólo cultural do Mercosul e atingiu a marca fantástica de um milhão de visitas. que vinham desde a primeira Bienal. capa. adotados com bastante antecedência e planejamento. com ênfase na preparação dos mediadores e supervisores para uma ampla e competente difusão artística. A marca. ainda. Há que se recordar. Um dos desafios iniciais da Fundação Bienal foi substituir todos os curadores estrangeiros. tornou-se menos espinhoso o caminho para a seleção dos dez novos curadores. o qual mobilizou de maneira extraordinária a comunidade.naquela data. Podemos resumir assim as suas grandes idéias-força: 1) promover o questionamento das especificidades da Sinalização/Signage IV Bienal Memorial do Rio Grande do Sul Foto: Edison Vara/PressPhoto Sinalização/Signage IV Bienal Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Edison Vara/PressPhoto Sinalização/Signage IV Bienal Armazém A4 do Cais do Porto Representação Nacional – México Foto: Edison Vara/PressPhoto 112 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.10. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora significativas desse período foi o símbolo da Bienal. Cuidou-se ainda de realizar completa reforma na sede da Fundação Bienal. com base na marca do duplo ponto de interrogação. uma vez que este foi o caminho definido em bienais anteriores. nome da maior envergadura e reconhecimento internacional. de modo a alcançar a sintonia máxima entre as Cortesia/Courtesy Revista Aplauso/Grupo Amanhã mostras programadas. exclusivamente com recursos de doações não-incentivadas de um grupo de empresas que nunca haviam auxiliado nos esforços da Fundação.” Segundo Caderno. 07:26 .” com bastante antecedência em Porto Alegre (um ano antes Revista Aplauso (N° 51/ 2003). Pergunta”. Tendo já sido exitosamente vencida a etapa delicada de escolha do curador-geral.

Instalação/Installation . um importante movimento cultural de integração dos povos latino-americanos. 07:26 . Vídeo-projeção/Video projection . 19922003.Armazém A5 do Cais do Porto Foto: Edison Vara/PressPhoto 1 2 1 Livia Marin (Chile) Sem título.Exposição de/Exhibition of José Clemente Orozco .2005)).”8 Cortesia/Courtesy Jornal O Sul 113 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65 113 21/6/2006. 20 x 6 m . realizada em Assunção. no contexto do Mercosul. nesse mesmo sentido. um Presidente da República compareceu à abertura da exposição. 2001. ora em curso. renovado na 5ª Bienal.Armazém A6 do Cais do Porto Foto: José Francisco Alves 2 Pablo Uribe (Uruguai) Proyecto vestidor.” O Sul. o Presidente da Fundação Bienal pôde fazer uso da palavra e divulgar oficialmente o evento para todos os chefes de estado dos sete países participantes. a mensagem de abertura é de autoria do próprio Presidente da República. estruturando relações de parentesco entre o arqueológico e o contemporâneo.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Adriana Franciosi Cortesia/Courtesy Adriana Franciosi .6m . reforçando a dimensão institucional da mostra no plano das nações co-irmãs.Usina do Gasômetro Foto: Fernando Chaves 3 Solange Pessoa (Brasil) Sem título.11. pela primeira vez. (Documento enviado por Renato Malcon para ser adicionado ao texto da IV Bienal escrito por José Pedro Mattos “Presidente Lula abre a Bienal de Artes do Mercosul. celebrado com o Ministério de Relações Exteriores pela primeira vez na história da Bienal do Mercosul. conforme ele próprio assinalou: “O meu governo vislumbra.arte latino-americana como proposta alternativa aos centros hegemônicos. 2) inserir a mostra na agenda das discussões políticas do Mercosul. nesta Bienal.2003). No Catálogo da 4ª Bienal do Mercosul. fabric .Vídeo-projeção/Video Installation Cabelos. com o escopo institucional de firmá-la como o maior evento de arte visual latino-americana. pela primeira vez. a presença. leather. 2002. 3. a 24ª. Em especial. couro. no qual precisamos – todos – resgatar a nossa história e valores comuns. 1 2 3 1 Augustin Arteaga (México) Curador da/Curator of Mostra Icônica – México .2002. Essa participação decorreu de Convênio de Cooperação. 8 x 20 x 1. da Bienal do Mercosul em uma Reunião de Cúpula de Presidentes da República do Mercosul. consolidando a cidade de Porto Alegre como centro internacional de difusão e de encontros culturais e cívicos. Não foi por outra razão que. Nessa ocasião.Técnica mista/Mixed media . distinguindo-a como grande acontecimento nacional e internacional. 1990/2003. É assim que vamos construir sociedades nacionais prósperas e justas. tecidos/Hair.Jornal Zero 2 Gastón Ugalde (Bolívia) Marcha por la vida. assim como também presidentes e representantes de outros países participantes. Conceição (07.Armazém A6 do Cais do Porto Foto: Edison Vara/PressPhoto É importante registrar.10. numa comunidade solidária de povos irmãos. com atenção aos vínculos entre as origens e as condições atuais das culturas latino-americanas. Porto Alegre (05. no Paraguai. demonstrando reconhecimento à relevância do evento.

identificando linhagens que se originaram há mais de 40.2003) Assunción.2003) Discurso de Renato Malcon. nascido na cidade de Cruz Alta.08.2003) Presidente da República Luis Inácio Lula da Silva. tendo emergido no período neolítico. podendo então ser agregadas em grupos de haplótipos que recebem o nome de haplogrupos. Livio Abramo. automóvel. 07:27 .000 anos.11 O curador-adjunto foi Franklin Espath Pedroso.” buscando traçar os vínculos entre as origens e a condição atual da arte latino-americana. 2003 Instalação/Installation Armazém A5 do Cais do Porto Foto: Edison Vara/PressPhoto 114 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. A poética curatorial 13 teve como tema a “arqueologia contemporânea.10.000 anos.08. há menos de 10. da Argentina. a curadoria organizou sete mostras icônicas constituídas por um artista consagrado de cada país que acompanharam as representações nacionais: Antonio Berni. Embora cada matrilinhagem seja caracterizada por um haplótipo (ou seja. do Paraguai. Alguns dos haplogrupos são muito antigos.p65 114 21/6/2006. No total. e radicado em Nova Iorque. o fato de dois indivíduos quaisquer possuírem DNAs mitocondriais Betsabeé Romero (México) Verde Botella . elas apresentam características e distribuições geográficas em comum. gesso/ Glass bottles. 12 responsável também pela curadoria da representação brasileira. vehicle and plaster Armazém do Cais do Porto Foto: Fernando Chaves Laércio Redondo (Brasil) Detalhe da série Surveillance Hotel Solidão.10 Arqueologia das Terras Altas e Baixas e Arqueologia Genética.entre outros/among others Santander Cultural Foto: Edison Vara/PressPhoto Diante de uma arqueologia genética dos povos da América Latina Sob o vetor temático Arqueologia Contemporânea . Roberto Matta. com fotos de povos bolivianos. do Chile. professor e crítico de arte reconhecido internacionalmente por vários trabalhos na área.Reunião de Cúpula dos Presidentes dos Estadosmembros do Mercosul e países convidados/Mercosur Presidencial Summit (14 e 15. sob o viés da identidade. A curadoria geral da 4ª Bienal foi realizada por Nelson Aguilar. naquela região geográfica. foi o artista homenageado. e José Clemente Orozco. O artista brasileiro Saint Clair Cemin. Renato Malcon. do Uruguai. do México. uma mulher que viveu. 2003 Garrafas. Paraguai Foto: Acervo NDP-FBAVM Cerimônia de Abertura/Opening Ceremony da IV Bienal do Mercosul (04. no Rio Grande do Sul. a 4ª Bienal teve 17 mostras entre o segmento contemporâneo e a parte histórica.verde seguridad Arquitectura rudimentaria para carros inseguros. em algum momento do passado. Jorge Gerdau Johannpeter. Paraguai Foto: Acervo NDP-FBAVM Reunião de Cúpula dos Presidentes dos Estadosmembros do Mercosul e países convidados/Mercosur Presidencial Summit (14 e 15. entre seus muitos ancestrais. Mutações ocorridas em determinada região geográfica passaram assim a ser marcadores da origem específica da linhagem matrilínea (matrilinhagem) naquela região. da França. Outros são mais recentes. Presidente da IV Bienal do Mercosul e Governador Germano Rigotto. Pierre Verger. De qualquer maneira.000 anos atrás e de lá emigrou e ocupou as várias regiões geográficas da terra. Três exposições complementaram a “poética” 9 curatorial: a exposição Transversal: O Delírio do Chimborazo. Um indivíduo que possui um DNA mitocondrial de determinado haplogrupo garantidamente tem. como demonstra o documento a seguir: A espécie humana originou-se na África há aproximadamente 150. Presidente da IV Bienal do Mercosul Assunción. um bloco de variações genéticas) diferente. María Freire. Neste processo migratório ocorreram mutações sucessivas no DNA mitocondrial.

ISTO OCORRE INDEPENDENTEMENTE DE NACIONALIDADE OU GRUPO ÉTNICO.] A minha vontade [foi] pensar o próprio paradigma das bienais. geneticista do Departamento de Bioquímica e Imunologia da Universidade Federal de Minas Gerais. O público pôde caminhar por dentro da instalação através de uma ponte pênsil. 07:27 . Em outras palavras. compartilham as mesmas raízes genéticas. as linhagens são contínuas no tempo e especificam uma identidade que extrapola atuais divisões políticas ou demográficas. produtores e administradores. seja de maneira psicanalítica.16 Janaína Tschäpe (Brasil) Série After the rain. A obra. freqüentemente esquecido: o homem é um eterno migrante:”15 Vi a Bienal do Mercosul como um subconjunto de uma coisa imensa. “serviria de ponte para o público fluir dentro da exposição e perceber que a extrema contemporaneidade da pesquisa científica não é distinta do questionamento artístico. [. existe uma profunda e atuante ligação com as origens. incluindo artistas. através dos vestígios materiais de outras culturas.2003 Instalação/Installation Armazém A7 do Cais do Porto Foto: Edison Vara/PressPhoto Projeto da Instalação de/Design for installation Projeto de/Project by Ary Perez Mostra Especial “Arqueologia Genética” Armazém A7 do Cais do Porto 115 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. O nosso objetivo com este exercício de arqueologia genética é demonstrar que os artistas e os participantes da Bienal do Mercosul. sejam elas ameríndias. uma irmandade latinoamericana. As linhagens propagam-se nas pessoas assim como ondas sonoras propagam-se no ar.14 O curador Nelson Aguilar falou de “…sua poética para a Foto: Fernando Chaves Bienal no sentido de criar um parentesco.p65 115 21/6/2006. Na primeira vertente.. Aguilar disse: Pensei em um denominador comum para unir o universo latino-americano. seja da maneira como a ciência está especulando o assunto pela via da arqueologia genética. intitulada Arqueologia Genética. independentemente de sua nacionalidade ou identificação ‘racial’.. E a identidade forte naquele momento era uma união latino-americana. O tema Arqueologia Contemporânea é a união de uma preocupação atual pelo passado que está sempre ativo. não distante do próprio destino da humanidade. A instalação.”17 Ao falar sobre a dicotomia inerente ao tema Arqueologia Contemporânea.. 2003 Intervenção com massa de modelar/Intervention with plasticine Armazém A5 do Cais do Porto A poética foi desdobrada em duas vertentes: arqueologia genética e arqueologia das terras altas e baixas. Não só mais uma Bienal. sob a supervisão de Sérgio Danilo Pena. Desta maneira. argentina e andina.pertencentes ao mesmo haplogrupo indica inequivocamente que eles possuem um ancestral comum. africanas ou européias.18 Ary Perez (Brasil) Arqueologia Genética. [. que lembrava uma trompa de falópio. as mesmas matrilinhagens.. foi produzido o “mapa genético” da Bienal pelo engenheiro e artista plástico Ary Perez. que a questão da origem está em toda a parte. mexicana. Esta é uma questão muito ativa nas artes brasileira. elas praticamente têm uma existência independente.] Na América Latina. teve em sua superfície de 32 metros impressos os códigos genéticos dos artistas e agentes culturais da Bienal do Mercosul. E acredito que o primeiro cuidado que eu tive que tomar foi de criar para a Bienal do Mercosul uma identidade forte.

2003).12. estabelecendo uma determinada autonomia cultural. Uruguai foram expostos no Cais do O Estado de São Paulo (04. sem ficar a reboque das vogas nos países centrais. é uma visão otimista e internacionalista. Abordaríamos questões que produções dos países centrais não dão conta. Pelo contrário. dessa maneira. Com um fio condutor claro.” 19 A 4ª Bienal volta. Essa possibilidade anunciada pela curadoria não apareceu como defesa de um regionalismo. poderíamos levantar outra ordem de discussão. subjacente à veterana configuração política do estado-nação. 07:27 .” exaltando o processo de libertação dos países periféricos em relação aos centros hegemônicos ao mostrar que um determinado processo de emancipação foi desencadeado. México e “As várias identidades da arte latino-americana. Argentina. Brasil. Cortesia/Courtesy Jornal O Estado de São Paulo Porto. fortalecendo uma conversa em outro eixo. A poética curatorial foi elogiada por sua abordagem otimista em uma perspectiva diplomática: A curadoria busca estabelecer um novo acordo diplomático da visibilidade sul-americana.p65 116 21/6/2006.” Caderno 2. Assim.20 Tal visão internacionalista foi expressa nas palavras do curador Nelson Aguilar ao utilizar-se da 116 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. paraguaios e brasileiros. A conversa não seria mais pautada pelas questões levantadas pelo eixo do norte. nem sob a desconfortável posição do exótico. possível de abranger uma trajetória que pode ser traçada ao longo de toda uma linhagem cultural. a uma tentativa diferenciada de repensar o modelo eurocêntrico pelo viés da construção ativa da identidade. As referências ao núcleo central da arte permaneceriam. A poética curatorial buscou também tratar das problemáticas das “margens. A “poética” abrangeu um amplo espectro que percorreu as relações entre o imaginário indígena. tornando possível. Relações de parentesco entre o arqueológico e o contemporâneo foram estruturadas de forma a voltar a atenção para os vínculos entre as origens e a condição atual das culturas latino-americanas. uruguaios. mexicanos. Mas. “A impregnação dessa poética cria uma transversalidade dentro das próprias fronteiras geográficas. o público passa a ser um parceiro ativo da curadoria e se torna apto a operar. a abolição dos limites territoriais. D-7. Bolívia e Paraguai ficaram na Usina do Gasômetro. a imigração e a ecologia. ao procurarmos relações entre trabalhos recentes argentinos. assim. Tal empreendimento foi possibilitado pela via da internacionalização expresso principalmente em uma exposição como a Transversal. falarmos em uma arqueologia viva. atribuída pelo multiculturalismo. procurando criar uma idéia de que a geração posterior ratifica a produção das gerações anteriores.A 4ª Bienal promoveu igualmente um questionamento das especificidades da arte latino-americana como uma proposta alternativa aos centros hegemônicos. Chile.

Participante da fundação do movimento Novo Realismo. Depois dos 30 anos. demonstra o caráter conflitante de suas abordagens temáticas.. criando obras de grande riqueza plástica e originalidade com reminiscência de componentes surrealistas.p65 117 21/6/2006. Porto Alegre (10-12.5 x 145cm . Jornal do Comércio.2003).” Viver. tendo iniciado uma “Bienal do Mercosul/Um mapa. Em 1962. materiais variados e recursos gráficos que incluíram ilustrações de revistas com vistas a compor suas figuras e organizar o quadro segundo um verdadeiro sentido compositivo. através da exposição acentuada da textura. Mostra Icônica .. onde entrou em contato com as vanguardas e estudou com André Lothe e Othon Friesz. 1962 194. além de sua representação nacional de artistas Antonio Berni (Argentina) contemporâneos. A Bolívia.Santander Cultural particular/Private Collection Verger nasceu em Paris em 1902. A Argentina teve como mostra icônica as obras de Antonio Berni (19051981). Como poucos artistas latino-americanos. na década de 1950 suas obras adquiriram um caráter dramático e expressionista. Considerado como um dos primeiros artistas surrealistas latino. em que a matéria pictórica. a obra de Berni refletiu um processo de hibridização da América Latina. Berni tornou-se o primeiro artista latinoamericano a receber o grande prêmio de gravura e desenho da XXXI Bienal de Veneza. que se opunha aos fundamentos da arte concreta. Nessas obras. série de paisagens urbanas cujos personagens Cortesia/Courtesy Jornal do Comércio estavam ausentes. intitulada Pierre Verger vê a Bolívia. as exposições foram estruturadas da seguinte maneira: cada país compareceu com sua representação nacional de artistas contemporâneos que foram acompanhados de uma mostra “icônica” constituída por um artista de renome do país correspondente.Xilocolagem/Woodcut collage como mostra icônica.americanos.10. 5. Berni utilizou colagem. no qual havia também áreas pintadas com pinceladas que acentuavam os efeitos da colagem. quando se reafirma como um artista ao produzir obras de eloqüente teor pictórico. Sua pintura pode ser inscrita em uma instância de observação e crítica social. 07:27 . viveu em Paris de 1926 a 1931.”21 As mostras icônicas na 4ª Bienal Divididas em mostras da produção contemporânea e histórica.uma bienal do tipo veiasabertas-da-América-Latina” em uma referência ao livro homônimo de Eduardo Galeano: “A Bienal do Mercosul tem de ser uma porta de entrada para o território. iniciou Coleção Foto: Caldarella & Banchero 117 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.expressão “. No início da década de 1960. tem de ser uma fonte de informação para o mundo. Pintor e gravador. cuja influência deixou-se sentir em uma série de suas obras figurativas. sua obra orientou-se em direção ao expressionismo para mais tarde desembocar em uma síntese entre a pop arte e o realismo social. compareceu com a exposição de Pierre Verger Juanito pescando.

ele teria viajado à Bolívia em três ocasiões nos anos de 1939. Cemin estudou em Paris. e obras suas estão presentes em coleções prestigiadas internacionalmente. Produziu uma série de imagens na Bolívia em 1940. participou da Documenta de Kassel. cujo interesse. como a do Whitney Museum of American Art. sua obra apresenta por vezes um caráter onírico. para ele.Memorial do Rio Grande do Sul © Coleção Fundação Pierre Verger Cortesia/Courtesy Fundação Pierre Verger Em 1946. que. Verger desempenhou um papel de mensageiro entre esses dois lugares. 1946 Fotografia/Photography Mostra Icônica . como nos fala Claudia Pôssa: A proposta fotográfica de Verger consistia em obter registros da vida cultural corrente. Segundo anotações do próprio Verger. Seu trabalho fotográfico tem muito do olhar antropológico em uma espécie de união com a prática artística. no enredo da festa e na presença de diabos e do arcanjo Miguel. O dado objetivo. era o suficientemente coerente para justificar-se por si próprio. revelam-se valores do colonizador. expressa em uma dissimilaridade formal pervasiva.”23 Saint Clair Cemin é o artista homenageado O Brasil teve como mostra icônica a obra do artista Saint Clair Cemin.p65 118 21/6/2006. Marcada pela ausência de estilo. além de tornar-se sua pátria de adoção. Sua obra caracteriza-se pelo emprego de uma diversidade de materiais em combinações que criam determinados atritos formais e conceituais. onde recebeu formação clássica no ateliê Calevert-Brun e na École Normale Supérieure des Beaux-Arts.Santander Cultural Foto: Fernando Chaves Pierre Verger (França/Brasil) Diablada. “Na ‘diablada. Por ser um homem de caráter nômade.’ as máscaras refletem o elemento pré-colombiano. na Bolívia. residia na religião praticada pelos povos iorubas e seus antecedentes. Verger procurava uma despersonalização da autoria das imagens. adotadas e modificadas pelos índios. em 1979. começou a fazer obras em escultura. esteve na Bahia.22 Antônio Berni (Argentina) Vista da exposição/View of the exhibition Mostra Icônica . 1942 e 1946. As obras exibidas na 4ª Bienal foram uma série de fotografias do Carnaval de Oruro. Sua primeira exposição em Nova Iorque aconteceu em 1985. Com forte caráter barroco. 1983-85 18 x 12 x 10 cm Bronze/Bronze 118 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. quando passou a viver da fotografia ao negociar suas fotos com jornais. Paris tornou-se apenas o lugar onde revia amigos. 07:27 . agências e centros de pesquisa. harmonizadas com seu modo de ver o mundo. como se o fotógrafo não estivesse de maneira nenhuma interferindo nas cenas observadas. Saint Clair Cemin foi o primeiro artista vivo homenageado pela Bienal do Saint Clair Cemin Granny ashtray. Nos final dos anos de 1970. Em 1992. A busca de uma certa invisibilidade do fotógrafo na realização de suas fotos aponta para um sentido quase humanístico na obra de Verger. sem demandar um esteticismo alheio ao conhecimento. nas quais justapõe feições indígenas com elementos e cenas que trazem referências culturais pré-colombianas. passou a ser um de seus destinos mais freqüentes além da África. artista homenageado dessa edição. a obra de Cemin dialoga insistentemente com a tradição escultórica que vem da arte Grega até a contemporaneidade. entre eles um grupo de antropólogos do Museu do Trocadero. mudou-se para Nova Iorque e.uma série de viagens pelo mundo. para Verger. Criações oriundas da cultura antiga misturam-se com transformações procedentes do mundo ocidental. Entretanto.

sua intenção era aliar “.”25 Para a Bienal.5 m.29 Ao falar de seu processo de trabalho ao artista Vik Muniz. Similaridade formal de uma obra. aspecto da obra no qual esta encontra manifestação mais imediata. esperança e temores dos gaúchos..p65 119 21/6/2006. Ø6.Usina do Gasômetro Foto:Edison Vara/PressPhoto 119 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. Segundo o artista.. O estilo sempre esteve ligado à forma.24 Para a Bienal do Mercosul. 2003.a forma sensual da cuia de chimarrão ao rigor platônico Clair Cemin do dodecaedro regular. a obra foi cedida em comodato à cidade..Aço. nas palavras do artista. que Saint Clair Cemin (Brasil) Supercuia.”26 Para o artista. salientou: Não sei se existe uma referência brasileira na minha obra.Mercosul. em uma entrevista para o catálogo da Bienal do Mercosul. entretanto.. 07:27 . ela estava contida exatamente nos objetos e estilos que haviam sido rejeitados como de mau gosto ou como completamente exteriores às preocupações da arte contemporânea.. na integração do material e do conceito. Sait Clair também produziu uma obra especial.. a Supercuia.receptáculo Saint Supercuia.” Esplanada Hely Lopes Meireles . Tenho a impressão de que isso é natural ao brasileiro.arqueologia de minha trajetória. uma estrutura. Uma mostrou 15 obras produzidas no início da carreira e obras recentes que.”28 Posteriormente. a escultura constitui um “. constituíram uma “. sei que existe um fundo brasileiro. 2003 27 Vista da obra/View of the work at fechado onde se metabolizam os sonhos. A exposição exibiu obras de natureza arqueológica e antropológica em sintonia com o projeto da Bienal.Porto Alegre A historiadora e crítica de arte Neiva Bohns observou que “[Cemin] tira[ou] Foto: Edison Vara/Press Photo proveito da ambigüidade do formato da cuia de uma maneira muito inteligente e contemporânea. Ao falar sobre referências brasileiras em sua obra. resina sintética/Steel and synthetic resin . Saint Clair declarou: Eu sentia que a escultura precisava de uma injeção de energia e que essa energia era fácil de adquirir. uma escultura em fibra de vidro na forma de um dodecaedro utilizando a cuia de chimarrão como motivo. onde permanece exposta em espaço público na Esplanada Hely Lopes Meireles próximo ao Gasômetro.30 Os materiais empregados na obra de Cemin são extremamente variados e reforçam a ausência de um estilo que perpassa o trabalho. não seria um garantia de estilo. Cemin mostrou uma sala especial com suas esculturas. uma mentalidade presente na liberdade.

um é trabalhado de uma forma e outro. 1998 60 x 50 x 70 cm Aço/Steel Thin chair.. os anos de 1960 e 1970. aos 47 anos. América do Sul. Conhecido como um dos precursores da gravura moderna no Brasil.consiste em uma confluência de fatores em que forma. Porto Alegre (22. de outra. Egito e África. [. Sobre a variedade de materiais. 1987 90 x 60 x 60 cm Bronze e alumínio/Bronze and aluminum Bell. onde se tornou uma importante influência na jovem New York School.. no interior de São Paulo. A despeito de ser mais conhecido como pintor.09. em uma viagem ao México. cerâmicas e tapeçarias. Matta viajou para Paris e lá trabalhou no estúdio de Lê Corbusier. Influenciado por sua associação com os surrealistas e pelas teorias de processo de Marcel Duchamp. Nascido em 1911 em Santiago do Chile. mudou-se para Assunção em 1962 e lá se estabeleceu até sua morte. para outras. Matta viajou para Cortesia/Courtesy Jornal do Comércio Cuba. regressa à Europa. foi influenciado por Oswaldo Goedi. por economia. estudou arquitetura da Universidade Católica de Santiago. 120 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. 1987 80 x 50 x 50 cm Bronze/Bronze O Chile mostrou a obra icônica de Roberto Matta (1911-2002). a Guerra na Europa levou-o a se exilar em Nova Iorque. foi incluído na importante exposição The First Papers of Surrealism. capa. Em 1941. Em 1942. 07:27 .p65 120 21/6/2006. Saint Clair salientou: As características dos diferentes materiais são o que são. Em 1939. Em 1948. rompe com os surrealistas e liga-se ao situacionismo e a Asger Jorn. isto é. e nós. A escrita automática praticada por Matta exerce influência sobre Arshile Gorky e Jackson Pollock. Autodidata. Aço é bom para certas coisas e madeira. por quem foi convidado para integrar o grupo surrealista em 1937. passou a se interessar pela herança pré-colombiana da América Latina. também produziu esculturas.31 Saint Clair Cemin El fumón. Seu reconhecimento artístico chegou tarde. Jornal do Comércio. Brasileiro nascido em 1903 em Araraquara. Matta começou a explorar o desenvolvimento de uma imagística de criação cósmica e destruição. elas se impõem a nossos sentidos de forma absoluta.” Panorama. Durante “O cais está preparado. desenhava desde criança. Em 1933. conceito e linhagem histórica agem conjuntamente. especialmente devido às suas técnicas de automatismo.2003).] Existem muitos casos de convergências formais em escultura ou na fabricação de objetos que têm a ver exclusivamente com o material. ocorrida em 1992. Livio Abramo representou o Paraguai em sua mostra icônica. aceitamos essas características. onde foi apresentado a Salvador Dalí e André Breton.

onde passa a explorar questões de materialidade de caráter gestual. foi co-fundadora do Grupo de Arte Não-Figurativa em 1952.32 1 Roberto Matta (Chile) El Nacimiento de América. interessou-se pelo caráter formal das máscaras africanas.quando suas xilogravuras atingiram uma enorme expressividade técnica. 207 x 296cm . relações estas fortemente estruturadas a partir de um rigor construtivo que chega a fazer com que muitos estudiosos o vejam como um antiexpressionista. promove diversos intercâmbios com o Brasil. cujos elementos provêm da natureza e das relações com o tecido urbano de caráter notadamente cultural. permaneceu durante toda a sua obra. Representante do concretismo uruguaio. uma vontade de ordenar ortogonalmente a estrutura compositiva. em primeiro lugar. 39 x 195 cmXilogravura/Woodcut Mostra Icônica -Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Coleção particular/Private Collection A exposição da obra de María Freire constituiu a mostra icônica do Uruguai. influenciando a gravura paraguaia. 1957. Estudou em Amsterdã e Paris (1957-1960). em que residiria um dos aspectos mais significativos de sua obra. Estudou escultura e pintura no Círculo de Belas Artes e na Universidade do Trabalho entre 1938 e 1943. tendo realizado várias mostras nos países latino-americanos e tornando-se conhecido e respeitado no meio acadêmico e cultural. nota-se nas obras locais. Montagem das obras de/Installation of the works of Maria Freire Mostra Icônica .Jornal Zero Hora 121 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.Santander Cultural Coleção Museo de Arte Contemporâneo . María Freire. onde passa a trabalhar no Ateliê de Gravura Julian de La Herrera. radica-se no Paraguai. A artista nasceu em 1917 em Montevidéu. o rigor construtivo aliado ao seu caráter expressivo. Ele também ressalta os desdobramentos dessa característica no contexto em que se desenvolve a obra. sugere que o que se processaria na gravura do artista seria justamente uma confluência desses dois pólos. curador da exposição de Livio Abramo para a 4ª Bienal. Javier Rodríguez Alcalá. como responsável pelo setor de artes do Centro de Estudos Brasileiros.Chile Foto: Jorge Brantmayer 2 Lívio Abramo (Paraguai) Série Paraguay. 1952. Sua obra passou por uma etapa de exploração pictórica que transitava fortemente entre a pintura e a escultura e que.Santander Cultural Foto: Adriana Franciosi Cortesia/Courtesy Adriana Franciosi . A obra de Livio Abramo trata simultaneamente de elementos construídos que se realizam nas questões da arquitetura e nos motivos decorativos provenientes de arte têxtil popular. A partir de 1962. Nesse período. 07:27 . influenciada em parte por seu interesse pela arte cinética. ao mesmo tempo em que os elementos discretos que constituem essa glilla ortogonal tornam-se progressivamente mais sintéticos. de certa maneira.Óleo sobre tela/Oil on canvas Mostra Icônica .p65 121 21/6/2006. Pertencente a um universo de artistas cuja obra foi dominada pela abstração geométrica. ao constituir uma união dessa dicotomia entre expressividade e construção: A partir desses condicionamentos – internos do artista e externos do meio – e visto desde uma consideração formal muito resumida. A ida para Assunção deu ao artista uma grande visibilidade no continente.

baseada no tema da figura heróica do “criador-destruidor” que sacrifica a si mesmo em benefício da humanidade. Detentor de uma composição dramática e tratamento da perspectiva. sua primeira pintura mural feita nos Estados Unidos. curador da mostra de Orozco para a 4ª Bienal: 122 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. maternidad (1922-1924). num momento em que o projeto moderno estava em curso. 1978 120 x 170 cm Acrílica sobre tela/Acrilyc on canvas Mostra Icônica Santander Cultural Foto: Fabian Oliver 3 Maria Freire Vista da exposição/View of the exhibition Santander Cultural Foto: Edison Vara/PressPhoto O México integrou a exposição como país convidado. influenciou artistas em todo o continente. foi um tema que pode ser traçado em toda a trajetória de sua pintura.utilizando-as como um pretexto para a exploração de questões que diziam respeito à dimensão planar de suas obras. Durante a Revolução Mexicana.”33 1 2 1 Mostra Icônica . trabalhou como caricaturista e ilustrador para vários jornais. Tal pesquisa formal estava em sintonia com um projeto de modernidade que ocorria simultaneamente em diversas partes do mundo. Posteriormente.p65 122 21/6/2006. sua obra é permeada por uma estética de elementos que contém referências filosóficas e místicas. Como nos fala Agustin Arteaga. sua obra passa por uma depuração formal intensa. recebeu treinamento revolucionário no estado de Veracruz. realizado para a Escola Nacional Preparatória na cidade do México. pintou diversos murais e afrescos nos Estados Unidos. nos anos de 1950. O primeiro mural de Orozco. Considerado o mais universalista da primeira geração da escola do Muralismo Mexicano. Prometeus. Los elementos. Apesar de nunca ter sido um idealista em relação à revolução. Sua obra é considerada mais universalista para além das posturas políticas. ao lado de Rivera e Siqueiros. Orozco permanece afastado de seus pares de maneira diametralmente oposta. José Clemente Orozco (1883-1949) foi o artista cujas obras compuseram a mostra icônica. Como nos fala Gabriel Peluffo: “Esta oscilação entre esquematismo e dramatismo era uma parte construtiva do movimento artístico europeu. foi considerado polêmico em sua leitura quase sinistra e violenta da história nacional. Orozco estudou na Academia de San Carlos na cidade do México. Nos anos de 1930. Um dos grandes nomes do Muralismo Mexicano. 07:28 . por trás do qual estava a questão do primitivismo como um topos da arte moderna.Maria Freire (Uruguai) Vista da exposição/View of the exhibition Santander Cultural Foto: Fernando Chaves 3 2 María Freire Vibrante em azul.

sendo apresentado nessa exposição mais como pintor do que como muralista. originários do que hoje seria o Peru ou a cultura tiahuanaco da Bolívia.”38 1 1 e 2 José Clemente Orozco (México) Vista da exposição/View of the exhibition Mostra Icônica .”39 as culturas do altiplanos andinos. os abusos do poder..Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Fotos: Edison Vara/PressPhoto 2 Arqueologia das T erras Altas e Baixas Terras A mostra histórica Arqueologia das Terras Altas e Baixas. como chavin. e das planícies do Brasil. procurou trazer elementos para questionar o que os curadores chamaram de “.pretendo desvincular Orozco do arquétipo de pintor revolucionário.40 A mostra. ele não estaria subordinado a cores partidárias e pré-revolucionárias.uma divisão artificial entre Terras Altas e Terras Baixas que tem caracterizado parte da arqueologia sul-americana desde o segundo pós-guerra. é a obra solitária e introspectiva.”36 Arteaga mostrou o “.41 Vista da exposição/View of the exhibition “Arqueologia das Terras Altas e Baixas” Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Fernando Chaves 123 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. ativista político. filosóficas: é a história que se materializa em um corpus de obra cheio de questionamentos e desafios.000 a.. 07:28 . destaca: “. de uma vasta área da Amazônia. as questões filosóficas. que exibiu a arte pré-colombiana. moche e nazca..antológica que pretende[ia] dar uma idéia justa da sua extraordinária dimensão.. ele não foi.”37 A mostra de José Clemente Orozco para a 4ª Bienal. segundo o curador.quero desvincular Orozco do arquétipo de pintor revolucionário e de artista político. geográficas. coisa que. trouxe aproximadamente 120 obras feitas por alguns dos povos mais antigos do continente americano.34 Arteaga concebeu uma exposição“.C. procurou claramente recuperar a dimensão metafísica nas obras do artista. emocionais.. Os objetos cobriram um período de aproximadamente seis milênios.p65 123 21/6/2006.A história de Orozco é uma história cheia de movimentações físicas. representantes de culturas desaparecidas.... que o coloca como um dos pintores mais destacados na história da arte do século XX.”35 O curador quis apresentar um Orozco diferente daquele cuja obra estaria institucionalizada pela historiografia crítica: “... com curadoria de Eduardo Góes Neves e Adriana Schmidt Dias.desejo de desvincular Orozco da Santíssima Trindade do muralismo mexicano: diferentemente de David Alfaro Siqueiros e Diego Rivera. pode-se dizer. até o século VI da era cristã. as chamadas Terras Altas. Quero mostrar suas preocupações mais íntimas: o amor. desde 4. as Terras Baixas. ao falar sobre a exposição. da região transandina e do litoral atlântico. Arteaga...

Bomboná e Junín. .Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli .ca. 07:28 . Panamá e Bolívia. dos Estados Unidos e da Europa que produziram obras especiais inspiradas pelo percurso realizado por Simón Bolívar (1783-1830) a partir de seu poema Mi Delirio sobre el Chimborazo.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . . Ficou reconhecido como o grande libertador da Venezuela. escreveu a célebre Carta da Jamaica.Coleção Instituto Cultural Banco Santos Foto: Romulo Fialdini 4 Muiraquitã batraquiforme Cultura Tapajônica (Região de Santarém.Coleção Museu de Arqueologia e Etnologia da USP Foto: Wagner Souza e Silva 3 Vaso antropomorfo policrômico Cultura Marajoara (Ilha de Marajó. . PA) . assim como de outros países. estaremos de acordo em cultivar as virtudes e os talentos que conduzem à glória: então vamos prosseguir a marcha majestosa rumo às grandes prosperidades às quais está destinada a América Meridional. sob os auspícios de uma nação liberal que nos conceda sua proteção. e os inimigos animam-nas para obter seu triunfo por este fácil meio.ca. escalou o vulcão do Chimborazo. PA) . quando o Estado é fraco e quando as empresas são remotas.ca.C. Assim que sejamos fortes. Em 1815. então as ciências e as artes que nasceram no Oriente e têm ilustrado a Europa irão voar para a Colômbia livre que lhes oferecerá asilo.Mostra “Arqueologia das Terras Altas e Baixas” . na qual lamenta a falta de união entre os povos sul-americanos e clama pela libertação dos mesmos: Quando os êxitos não estão garantidos.1 2 3 4 5 1 e 5 Vista da exposição/View of the exhibition “Arqueologia das Terras Altas e Baixas”Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli .C. as opiniões dividem-se. Carabobo. todos os homens vacilam.Cortesia/Courtesy Tangram Arquitetura Foto: Nico Rocha 2 Estátua Antropomorfa Cultura Tapajônica (Região de Santarém.C. que o teria feito cambalear rumo ao delírio. Colômbia. 2000 60 x 90 cm Vídeo-instalação/Video Installation Detalhe/ Detail Mostra Transversal Santander Cultural 124 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli .” na escalada feita após uma viagem desde o Orenoco. Bolívar foi estadista e militar vencedor de grandes batalhas. um pico nevado do Equador. Equador.Mostra “Arqueologia das Terras Altas e Baixas” .43 Maurício Dias e Walter Riedweg (Brasil/Suíça) Deus é boca. como as de Boyacá.Mostra “Arqueologia das Terras Altas e Baixas” . 400-1400 d. as paixões agitam-nas. como Peru.42 Bolívar.p65 124 21/6/2006.1000-1600 d. 1000-1600 d. quando teria sido vítima do “mal da altitude. no início do século XIX. PA) .Coleção Museu de Arqueologia e Etnologia da USP Foto: Wagner Souza e Silva A produção de fora do Mercosul na mostra transversal O Delírio do Chimborazo A mostra transversal O Delíro do Chimborazo reuniu artistas da América Latina.

1

2

3

4

1 Michael Wesely (Alemanha) Série Orinoco, 2000. 100 x 150 cm - Fotografias/Photographs - Mostra Transversal - Espaço Santander Cultural Foto: Fernando Chaves 2 Martin Chambi (Peru) El gigante de Paruro, 1925 - Cusco - Fotografias/Photographs - Mostra Transversal - Memorial do Rio Grande do Sul 3 Luis Molina-Pantín (Suíça) El apartamento de Osmel Sousa, presidente da la organización de Miss Venezuela, 2000. 100 x 200cm - Fotografias/Photographs - Mostra Transversal - Memorial do Rio Grande do Sul 4 Maria Fernanda Cardoso (Colômbia) El mármol americano, 1992. Instalação com ossos/Installation with bones - Mostra Transversal - Santander Cultural Foto: Fernando Chaves

A Carta da Jamaica de Bolívar foi contextualizada na exposição a partir da perspectiva de que eventos culturais, especialmente bienais, por serem atividades que pregam a emancipação através da arte, fazendo com que ela possa ser pensada como “...um pólo aglutinador do Cone Sul, cada vez, ela é chamada a refletir sobre o destino do continente inteiro e seus vínculos com o resto do mundo, libertando as energias criativas da América e dos outros povos.”44 A exposição indagou sobre a possibilidade de união dos povos sul-americanos na atualidade, instituindo uma visão utópica da curadoria ao aspirar a novas estratégias de união.45 Nessa perspectiva, Alfons Hug, curador da Transversal, considera ainda que “É preciso acabar com a crença de que só os latino-americanos podem interpretar seu continente.”46 A americana Rachel Berwick baseou-se em um antigo relato do naturalista alemão Alexander von Humboldt (1769-1859) sobre aves que preservaram o idioma de índios aniquilados.47 A partir disso, ela treinou papagaios para falar a língua da tribo mayupe, extinta há mais de 200 anos. A instalação, iniciada em 1996 e chamada may.po.é, integrou a mostra Transversal. 48

As representações nacionais
No Cais do Porto, ficaram as representações nacionais da Argentina, do Brasil, do Chile, do México e do Uruguai. Na Usina do Gasômetro, foram expostas as representações da Bolívia e do Paraguai. Esta foi a primeira Bienal do Mercosul em que a produção dos países foi exibida de acordo com fronteiras geográficas, como já mencionado anteriormente. Com curadoria de Adriana Rosenberg, a representação da Argentina, de um modo geral, trouxe através das obras de seus artistas muitas questões sobre a crise atual, com um tratamento por vezes irônico da realidade social da Argentina, acentuando as históricas dificuldades do país. Assim, vários questionamentos sobre o futuro dessas considerações foram apresentados por meio das obras dos

Sergio Avello (Argentina) Bandera, 2003 Instalação com tubos de neon/Installation with neon tubes Armazém A4 do Cais do Porto
Foto: Edison Vara/PressPhoto

125

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

125

21/6/2006, 07:28

artistas na exposição. A curadora considerou ainda “...ver os fatos políticos que recentemente haviam sacudido o país como uma importante responsabilidade a ser mostrada através da arte. Acho que a Bienal do Mercosul nos compromete politicamente, exige que pensemos em nós mesmos de maneira regional, interagindo com os nossos países vizinhos.”49 No texto para o catálogo da exposição, Adriana Rosenberg escreveu:
Então, como podemos somar nesse espaço de tempo o passado com a sua história, o futuro com os seus sonhos, o presente como condensador? Como poder mostrar seus detalhes arquitetônicos, com o anonimato, com as esperanças, com as frustrações e com os infinitos passeios laberínticos que constroem para cada transeunte um fio particular, próprio e lembrado.50

Leon Ferrari e Augusto Ferrari (Argentina) Vista da exposição/View of exhibition Armazém A4 do Cais do Porto
Foto: Edison Vara/PressPhoto

A representação brasileira da 4ª Bienal foi a menor de todas as Bienais do Mercosul, mostrando nove artistas. Segundo Franklin Pedroso, curador-adjunto:
[…] a primeira decisão foi de não fazer a Bienal com centenas de artistas. Eu queria fazer a representação brasileira com poucos artistas para que o público pudesse ter uma compreensão maior do trabalho do artista, não pegar e pendurar dois quadros de cada um e, de repente, ter uns cinqüenta ou sessenta artistas, mas você não ter idéia do que seja o trabalho. Em função disso, eu faria um grande conjunto de cada um desses artistas ou, então, foi o que aconteceu: cada um fez uma grande obra, mas incluindo todos os elementos que estivessem sempre presentes em suas obras, nas obras anteriores, enfim, o que foi, por exemplo, a Lia Menna Barreto, para citar novamente, que ela fez a fábrica, por exemplo. Aquilo mostrou ao público o que é ela fazer o trabalho e o que é a obra dela.51

Fabian Trigo (Argentina) Proyecto Virtual Grupal Argentinos Selecionados, 2002 Instalação/Installation Armazém A4 do Cais do Porto
Foto: Edison Vara/PressPhoto

Laura Lima (Brasil) Coreografia para pintura de Baile na Corte de Henrique III, 2003 Performance Armazém A5 do Cais do Porto
Foto: Edison Vara/PressPhoto

Ivens Machado (Brasil) Sem título, 2003 Instalação/Installation Espaço externo/Outdoors Armazém do Cais do Porto
Foto: José Francisco Alves Cortesia/Courtesy

Na seleção estava Lygia Pape, que viria a falecer meses depois em maio de 2004. Ela foi um dos grandes nomes do movimento neoconcreto e uma das pioneiras do abstracionismo geométrico no Brasil. Lygia Pape aproximou-se do concretismo em 1957, depois de integrar-se ao Grupo Frente. Foi uma das signatárias do Manifesto Neoconcreto. Colaborou com Luciano Figueiredo e Waly Salomão, depois da morte de Hélio Oiticica (1937-1980), na organização do Projeto Hélio Oiticica, destinado a preservar e divulgar a obra do artista. Sua instalação na Bienal do Mercosul foi constituída por 50 bacias esmaltadas na cor branca. Dentro das bacias, dispostas sobre arroz cru, havia um líquido translúcido vermelho. Nos entremeios, havia áreas cobertas por feijão preto. A artista Lia Menna Barreto mostrou na Bienal uma obra com certo caráter performático. Ela trabalhou in situ com uma série de assistentes que a ajudaram a fazer a obra ao longo do período da Bienal. A artista passou a ferro animais de borracha de determinadas cores e tipos, formando surpreendentes “tapetes” de padrões e cores diferentes. As raízes culturais, com um viés para as questões de identidade cultural e seus desdobramentos no processo de construção da modernidade, foram, de modo geral, a principal questão que perpassou a seleção de obras da Bolívia. Houve a busca de uma noção de universalidade em uma perspectiva que

126

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

126

21/6/2006, 07:29

pressupõe uma relação de igualdade entre os povos latinoamericanos. “Somos os mesmos, a essência não muda, encontramos orgulho nisso. Conservamos com afinco os traços que nos tornam únicos; contudo, nossas raízes são quase sempre as mesmas do resto da América Latina. Somos mais parecidos do que a nossa aparência indica.”52 A representação da Bolívia foi elogiada.53 A performance54 de Joaquin Sánchez foi um grande sucesso de público. O artista projetou dentro de uma piscina, sobre o próprio corpo nu, imagens tiradas de tradicionais tapeçarias bolivianas em uma performance intitulada Tejidos. “A primeira relação do homem com o tecido orgânico é na placenta. Fora, é com o tecido que o seca, a toalha que o envolve. Todas as imagens, os pequenos detalhes da instalação são tecidos, materiais ancestrais pré-colombianos.”55 Em relação às obras dos artistas do Chile, podemos dizer que o curador buscou uma outra arqueologia como forma de evidenciar a força produtiva derivada do mundo do consumo. Segundo o curador Francisco Brugnoli, o isolamento internacional causado pela ditadura resultou em uma carência da produção pelo exercício da veiculação.
As obras de alguns dos participantes podem ser agrupadas em zonas amplas que não desfiguram sua singularidade, como aqueles que enunciam uma ausência de imaginário no interior de uma história da arte e agem a partir de substitutos constituídos pelo imaginário do consumo.56

Lia Menna Barreto (Brasil) Fábrica, 2003 Instalação/Installation Armazém A5 do Cais do Porto
Foto: Edison Vara/PressPhoto

Joaquim Sanchez (Bolívia) Tejidos, 2002 Performance Usina do Gasômetro

Francisco Brugnoli, curador da mostra de Matta, lembrou ainda que precisamos ficar atentos ao súbito interesse dos países centrais pela arte latino-americana para que verifiquemos se esse interesse não “...é um mero resultado do processo pós-moderno, por sua abertura sobre o particular, como margem dos discursos hegemônicos e característica de um olhar exótico próprio da globalização.”57 A representação do México também deu prioridade a obras de cunho social, em que a utilização de objetos e detritos descartados pela sociedade de consumo é reprocessada na construção da obra. Esse processo poderia ser comparado à atividade de um arqueólogo que encontra coisas “mortas” e confere-lhes novos significados. Como salientou Edgardo Ganado Kim:
Esta arqueologização que fazem alguns artistas contemporâneos em torno de objetos do presente necessariamente faz surgir uma reflexão que reúne tudo o que é filosófico, antropológico, econômico, sociológico e político.58

Javier Rodríguez Alcalá, curador da representação paraguaia, justificou a escolha no sentido de que essa “... [permitiu] que nos

Entrevista de Lygia Pape concedida a Eduardo Veras, Diário Catarinense (06.10.2003), 7.
Cortesia/Courtesy Jornal Diário Catarinense

127

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

127

21/6/2006, 07:29

aproximássemos de maneira resumida do contexto de produção local a partir de uma conjuntura menos espinhosa, a partir de uma espécie de ‘arqueologia recente.’” 59 Segundo ele, havia duas orientações predominantes no Paraguai desde a década de 1970, sendo uma objetual e uma de fotolinguagem. Esta última, em sua opinião, tem contribuído para a construção de toda uma produção não-representativa. Foi a fotolinguagem justamente o meio escolhido pela curadoria da representação para a escolha do artistas como forma de entender a diversidade dessa produção:
Se a relação obra/sociedade foi uma matéria que trouxe conflitos para a modernidade, atualmente o problema é retomado a partir da necessidade de recuperar – pelo menos parcialmente – o controle dos meios de produção de bens simbólicos; mesmo que seja apenas por meio de atos comunicativos y/ ou artísticos, porém modestos (por outro lado, a necessidade de propor alguma recuperação parcial torna-se ainda mais urgente quando se leva em conta o cenário atual, no qual a oferta simbólica com freqüência é equivalente aos interesses do capital global). 60

Carolina Ruff (Chile) Equipamiento contra incendios (kit de emergência para espacios de arte), 2002 Bordado s/ tela, técnica petit point/Embroidery Armazém A6 do Cais do Porto
Foto: Edison Vara/PressPhoto

Gabriel Peluffo Linari, curador do Uruguai, dividiu os artistas selecionados para a 4ª Bienal entre três vetores que giram em torno de questões como o redescobrimento da imagem, a investigação dos limites de seu desaparecimento e a crítica do poder com relação à memória coletiva. O curador adotou uma posição contrária àquela da escolha das obras por fronteiras geográficas, como ele mesmo escreveu no catálogo da exposição:
Tentamos reduzir o equívoco que significa a classificação dos artistas segundo critérios de “nacionalidade,” e escolhemos um grupo em que alguns têm – ou já tiveram – por razões diversas, uma formação intelectual e vida como artistas fora do país, para, assim, poder cruzar essas experiências com as de matiz local, dinamizando o mapa do território virtual que pretendemos explorar.61

“Elogio da dúvida,” Cultura, Zero Hora (04.10.2003), capa.
Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora

Questões postas à obra: o logo da 4ª Bienal
A logomarca da 4ª Bienal 62 teve como delimitador conceitual a frase “A Arte não Responde, Pergunta.” O ícone da marca, que consiste em dois pontos de interrogação que se espelham, como uma imagem refletida, faz referência a uma série de questões que norteiam as diferentes visões que constituem o panorama latino-americano. O ícone desenha-se a partir do único ponto comum aos dois pontos de interrogação. A imagem refere-se também ao característico uso dos sinais gráficos invertidos na língua espanhola. Por sua multiplicidade de significados e eficiência de comunicação, a marca foi considerada

Kit IV Bienal Mercosul Canecas, camiseta, lenço, lápis, porta-lápis, estojo,chaveiro,adesivos, acessórios cozinha, niqueleira/Mugs,T-shirts, pencils, handkerchief, key chains, stickers, bowl, kitchen accessories
Foto: Edison Vara/ PressPhoto

128

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

128

21/6/2006, 07:29

uma peça de excelência na área do design de comunicação aplicada.63 Um grande destaque foi fado à logomarca pela mídia. O jornal Zero Hora estampou em destaque na capa de seu Caderno de Cultura, dedicado especialmente à Bienal, a frase “Elogio da Dúvida.”64 De forte apelo popular pelo caráter sintético de sua configuração, a logomarca passou a fazer parte do logotipo da Fundação.65

O projeto museográfico
Esta foi a exposição que conseguiu atingir praticamente unanimidade em um aspecto de sua constituição: a museografia. Pela complexidade da exposição, o trabalho de museografia procurou atender às demandas das diversas exposições. Buscando uma articulação das especificidades das mostras, houve uma preocupação de dialogar com as especificidades das “características tipológicas e arquitetônicas dos prédios utilizados.”66 As mostras icônicas, por contemplarem obras históricas, receberam um tratamento museológico condizente, oferecendo uma museografia que propiciasse melhores condições de leitura e fruição. As representações nacionais, constituídas pela produção contemporânea, foram expostas nos armazéns do Cais do Porto, oferecendo uma divisão do espaço com mais liberdade. A mostra Transversal, por sua localização nas diversas exposições da Bienal, requereu um tratamento especial, com o objetivo de fazer com que dialogasse com as diferentes mostras, “...permitindo que ela se apresentasse como um comentário [...] às outras exposições às quais se referia e dialogava.”67
1

2

1 e 2 Preparação dos/The preparation of Armazéns do Cais do Porto (Set. 2003)
Foto: Edison Vara/PressPhoto

Projeto Museográfico/Museographical Project Desenho da planta baixa/Blueprints Armazém A6 do Cais do Porto Cortesia/Courtesy Ceres Storchi e Nico Rocha (Tangram Arquitetura)

Projeto Museográfico/Museographic Project Esboço para montagem das obras/Sketch for the installation of the works - Espaço “Arqueologia das Terras Altas e Baixas”
Cortesia/Courtesy Ceres Storchi e Nico Rocha (Tangram Arquitetura)

129

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

129

21/6/2006, 07:29

Itinerância e publicações
Assim como nas edições anteriores, parte das diferentes exposições da Bienal itineraram por outras capitais. Com vistas a uma política cultural mais efetiva de integração, a Fundação promoveu a itinerância nos estados do Rio de Janeiro e de São Paulo. O recorte feito para itinerar no Rio de Janeiro foi a exposição de Roberto Matta68 e para São Paulo69 foi levada a mostra de José Clemente Orozco, intitulada Poemário, com curadoria de Agustin Arteaga. A Bienal produziu dois catálogos para veiculação e documentação da mostra. O catálogo geral teve uma tiragem de 5.000 Itinerância da/Touring the IV Bienal do Mercosul (2 de janeiro a 21 de março, 2004) exemplares e o catálogo resumido teve uma tiragem de 10.000 Estação Pinacoteca - São Paulo Foto: Clovis França exemplares. O catálogo geral da 4ª Bienal trouxe um diferencial: a capa foi produzida a partir das provas de ajustes de impressão das páginas internas, peças que são descartadas após a conclusão do processo de impressão. A idéia surgiu em consonância com a temática da exposição “arqueologias contemporâneas.” Assim, a capa de cada volume é diferente, uma vez que foram produzidas a partir das folhas usadas durante as diversas fases da impressão das páginas do miolo. “Recupera-se, desse modo, a particularidade de cada [livro]. Todos nascem do mesmo conjunto de imagens e do mesmo processo, mas cada um tem uma particularidade que lhe é exclusiva,”70 tentando estabelecer uma relação estrita com as questões de identidade.

Revista/Newsletter Bienal Mercosul nº 1 ao 10 - IV Bienal Foto: Rafael Rachewsky

Catálogos da/Catalogues of IV Bienal Foto: Edison Vara/PressPhoto

Notas 1 Renato Malcon é presidente da Malcon Financeira – Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento. Recebeu em 2003 o título de Cidadão Emérito de Porto Alegre pela Câmara Municipal. Foi conselheiro da Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre e do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. É membro do Conselho do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul, do Conselho da Fundação Iberê Camargo, da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul e do Conselho Editorial da Revista do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. 2 Essa bienal contou ainda com obras de artistas da Colômbia, da França, da Holanda, de Portugal, de Cuba, dos Estados Unidos, do Peru, da Alemanha e da Suíça. 3 “Avanço político e cultural,” Zero Hora (29.09.2003), 15. 4 Renato Malcon, Relatório, 4ª Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2004, 1. 5 Para uma pesquisa com os índices de aprovação da 4ª Bienal do Mercosul, ver “O veredito popular,” Revista Aplauso, Porto Alegre (Dezembro de 2003), 14-16. 6 Entrevista a Renato Malcon feita pelo autor (07.04.2005), Porto Alegre. 7 Idem. 8 Documento enviado por Renato Malcon para ser adicionado ao texto da IV Bienal escrito por José Pedro Mattos Conceição (07.11.2005). 9 Denominação adotada pelo curador Nelson Aguilar. 10 A exposição foi curada por Alfons Hug, curador da XXV e XXVI Bienal de São Paulo. 11 Com formação em Estética e História da Filosofia Moderna pela USP e Doutorado pela Faculté de Philoshopie de l’Université Jean Moulin (Lyon III), Nelson Aguilar foi curador de importantes exposições, como a Mostra do Redescobrimento, e co-curador da exposição Brazil Body and Soul, no Guggenheim de Nova Iorque. 12 Arquiteto formado pela Universidade Santa Úrsula, no Rio de Janeiro, cursou o Mestrado em História e Crítica da Arte na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Especializou-se também em Art Administration pela New York University. Atua como curador independente. 13 Denominação utilizada pelo curador Nelson Aguilar.

130

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

130

21/6/2006, 07:29

14 Sérgio D.J. Pena, Correspondência com o curador-geral Nelson Aguilar em 10.8.2003. Fonte: Texto de Nelson Aguilar (28.10.2005). O resultado mostrou, segundo Sérgio Pena, que “...nas amostras da Bienal, o haplogrupo mais comum que encontramos foi o haplogrupo H, que é mais comum na Europa. O segundo mais comum foi o haplogrupo B, que é ameríndio. Fizemos testes genéticos que nos permitiram identificar no máximo 30 haplogrupos e encontramos em nossa pequena amostra 17 deles.” “Panorama sul das artes,” Estado de Minas, Belo Horizonte (06.10.2003), capa. 15 Documento enviado por Nelson Aguilar (28.10.2005). 16 Entrevista as Nelson Aguilar feita pelo autor (17.06.2005), São Paulo. 17 Idem. 18 Entrevista a Ana Maria Branbilla, Jornal do MARGS, Porto Alegre, n° 93 (Outubro de 2003), 3. “Então, arqueologia contemporânea era, em determinado momento, suficientemente forte, sobretudo porque o país convidado seria o México [...] para colocar toda a experiência, digamos assim, de exílio que existe na América Latina. Quer dizer, de exílio e desse constante ajustamento com os autóctones, essa espécie de dualidade que foi constituindo o processo de ocupação humana na América.” Entrevista com Nelson Aguilar feita pelo autor (17.06.2005), São Paulo. 19 Idem. 20 Idem. Bienal do Mercosul derrapa ao atrelar identidade a paises distintos. 21 Eduardo Veras, “Por uma Bienal mais centrípeta,” Cultura, Zero Hora (22.12.2001), 03. 22 “Carnaval de Oruro segundo Pierre Verger,” in Catálogo Geral, IV Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2003, 167. 23 Idem, 167. 24 “Um brasileiro do outro mundo,” Revista Cartaz, Florianópolis (Novembro de 2003), 34. 25 Camila Saccomori, “Saint Clair Cemin oferece supercuia,” Caderno de Cultura, Zero Hora (04.10.2003), 05. 26 “Mais uma exposição de Saint Clair,” Variedades, Correio do Povo (06.10.2003), 22. 27 Idem, 22. 28 Fernanda Albuquerque, “A bienal quer o mundo,” Revista Aplauso, Porto Alegre (Novembro de 2003), 34. 29 Ver José Francisco Alves, A Escultura Pública de Porto Alegre: História, Contexto e Significado (Porto Alegre, Artfolio, 2004),197. 30 As Coisas, entrevista com Vik Muniz, Catálogo Geral, 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2003, 176. 31 Idem, 177. 32 “Livio Abramo y el Paraguay: Afinidades Electivas,” in Catálogo Geral, IV Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2003, 201. 33 Gabriel Peluffo Linari, Universo y région en el espacio artístico de María Freire, Catálogo Geral, IV Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2003, 211. 34 Poemario, Catálogo Geral, 4ª Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, 2003, 109. 35 Idem,110. 36 “O Orozco que não está no muro,” Segundo Caderno, Zero Hora (21.08.2003), capa. 37 Eduardo Veras, “A Bienal da dúvida também é política,” Segundo Caderno/Artes, Zero Hora (14.11.2003), 05. 38 Eduardo Veras, “Outro Orozco,” Caderno de Cultura, Zero Hora (04.10.2003), 3. 39 Eduardo Góes Neves e Adriana Schmidt Dias, “A Identidade na Mudança: Transformação e Reprodução na Arte Pré-Colombiana da Terras Altas e Baixas da América do Sul,” in Catálogo Geral, 4ª Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2003, 51. 40 Ver também Carlos André Moreira, “Quarta Bienal recupera o passado feito arte,” Segundo Caderno, Zero Hora (26.11.2003), 03. Nessa matéria, o arqueólogo e professor Arno Kern comenta os principais destaques da mostra. 41 Ver Walter Sebastião, “Arqueologia fora da academia,” Estado de Minas, Cultura (27.07.2003), 7. 42 O jornal Zero Hora publicou uma tradução exclusiva do texto. Ver Carlos André, “Percurso às origens,” Cultura, Zero Hora (04.10.2003), 07, tradução de Sérgio Faraco. 43 Carta da Jamaica, Kingston, 6 de setembro de 1815. 44 Relatório, 4ª Bienal do Mercosul, Fundação Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2004, 3. 45 Ver Eduardo Veras, “A exposição que atravessa a Bienal,” Segundo Caderno, Zero Hora (07.11.2003), 05. 46 Fernanda Albuquerque, “A Bienal quer o mundo,” Revista Aplauso, Porto Alegre (Novembro de 2003), 34. 47 A notação foi feita em seu diário. Segundo ele, Humboldt teria visitado uma tribo de índios caraíbas na Venezuela, onde o naturalista alemão teria notado a presença de um papagaio que falava o maypure, um idioma que não aquele dos caraíbas. 48 A artista contratou uma especialista em aves para treinar os papagaios com cerca de 50 palavras do idioma da tribo caribenha extinta. “A chegada cheia de percalços dos papagaios à Bienal (portadores do ‘patrimônio intangível’ e que poderiam esquecer seus ‘...conhecimentos’ lingüísticos caso fossem transportados de avião), instalou como tema de conversa o velho debate sobre qual é o limite do que se considera ‘obra de arte.’” Os animais ficaram em uma gaiola recoberta por perxiglas translúcido, sendo foi possível ver apenas a silhueta dos dois pássaros nativos da Amazônia. 49 Entrevista a Adriana Rosenberg feita pelo autor (20.06.2005). 50 Adriana Rosenberg, “Apuntes,” in Catálogo Geral, IV Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2004, 241. 51 Entrevista a Franklin Pedroso realizada por José Francisco Alves (28.07.2005), Rio de Janeiro. 52 Cecilia Bayá Botti, in Catálogo Geral, IV Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2004, 259. 53 “É uma celebração ver a arte contemporânea da Bolívia,” escreveram Cristina Ávila e Geraldo Martins. “Irmãos em identidade cultural,” Pensar, Estado de Minas (01.11.2003), 03. 54 A performance, apesar de estar presente em pequeno número na 4ª Bienal, teve momentos significativos, como a obra de Laura Lima, que reinterpretou movimentos da dança inspirados na tela Baile na Corte de Henrique III (obra de autor desconhecido pertencente ao acervo do Museu do Louvre em Paris) e reuniu um elenco de 55 pessoas, com figurinos de época e um cachorro. A intenção da artista foi reproduzir os movimentos de uma dança representados na pintura. Ver Camila Sacommori, “Performance refaz pintura,” Segundo Caderno, Zero Hora (21.07.2003), 3. 55 “Corpo em formação,” Segundo Caderno, Zero Hora, Porto Alegre (08.10.2003), 3. 56 Francisco Brugnoli, “La otra vuelta de la copia – Síntomas de un deseo aurático,” in 4ª Bienal do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 292. 57 “Perguntas para Francisco Brugnoli,” Caderno B, Jornal do Brasil (20.01.2004), B3. 58 Edgardo Ganado Kim, “Arqueologias Contemporâneas,” in Catálogo Geral, 4ª Bienal, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Fundação Bienal do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2004, 222. 59 Javier Rodríguez Alacalá, “Fotoimagen: coyuntura y propuestas,” in Catálogo Geral, 4ª Bienal, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul,

131

HB_cap_V_4bienal_pallotti_F.p65

131

21/6/2006, 07:29

A proposta de como ficaria a logomarca da Fundação com a incorporação do logo da 4ª Bienal foi levada ao Conselho. 318. a marca foi apresentada pelo diretor José Paulo Soares Martins. 66 Relatório. 67 Idem. A curadoria ficou a cargo de Francisco Brugnoli. no 29º Salão da Propaganda do Rio Grande do Sul. apresentou ao Conselho de Administração da Fundação argumentação para que a logomarca da 4ª Bienal fosse incorporada à marca da Fundação. 2004. e contou com 17 obras do artistas. de 22 de janeiro a 21 de março de 2004. de 15 de janeiro a 29 de fevereiro de 2004. 343.2004) e Ata da Reunião Extraordinária do Conselho de Administração da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (09. 2004. 62 Os serviços de comunicação visual no evento da 4ª Bienal. 2004. 132 HB_cap_V_4bienal_pallotti_F. Zero Hora (04. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. O desenho gráfico do catálogo foi da Agência Homem de Melo & Troia Design. 317. ambiental externa e interna dos espaços expositivos. 61 Gabriel Peluffo Linari. 69 A exposição de 52 obras de Orozco aconteceu na Pinacoteca Estação. cuja proposta foi analisada com o próprio criador Francisco Homem de Melo. a 4ª Bienal do Mercosul ganhou o prêmio de Anunciante do Ano. o presidente da 4ª Bienal. capa.Fundação Bienal do Mercosul. incluindo a comunicação impressa. A empresa foi escolhida após uma concorrência internacional.10. Em reunião do dia 09 de setembro de 2004. 12. Fonte: Relatório. 65 Em reunião do dia 28 de maio de 2004.10. 63 Por seu trabalho destacado na área de comunicação e marketing. 07:29 . Porto Alegre. 68 A exposição aconteceu no Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Porto Alegre. RS. 431. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. na Praça da Luz.p65 132 21/6/2006. Porto Alegre. RS. 4ª Bienal do Mercosul. 64 Caderno de Cultura. 4ª Bienal.” in Catálogo Geral.2003). “Revitaciones.05. Ata da Reunião Extraordinária do Conselho de Administração da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (28. 60 Idem. 4ª Bienal do Mercosul. que aprovou a mudança. Renato Malcon. 4ª Bienal do Mercosul. RS. 70 Catálogo Geral. entre outros reconhecimentos do mercado publicitário. sendo responsável também pela criação da marca do evento. o projeto gráfico dos catálogos e dos demais materiais ficaram a cargo da empresa Homem de Melo & Tróia Design.2004).

buscou-se promover uma reflexão profunda não só na esfera curatorial. Na ocasião. the artist’s exhibition space Foto: Fabio Del Re . 133 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.5 Em abril de 2005. Nessa perspectiva. de 20 a 23 de maio do mesmo ano. acredito eu. levando em consideração os parâmetros internacionais de projetos curatoriais em prática. tendo Gaudêncio Fidelis3 como curador-adjunto. foi realizada a primeira reunião do Caldas (Brasil) Conselho de Curadores em Porto Alegre. levou-se em conta o contexto de atuação Nuno Ramos (Brasil) da Bienal no panorama internacional. esse processo constituiu-se em várias etapas. nacional e local. 2005 parcial da sala do artista na 5ª Bienal/Partial view of avaliar seu impacto nessas diferentes instâncias em relação a um Vista the artist’s exhibition space Foto: Fabio Del Re . 07:33 . uma coletiva de imprensa aberta ao público foi realizada para apresentar o projeto da Bienal na capital argentina. embora já tenha sido possível. seguida de um encontro Waltercio Vista parcial da sala do artista na 5ª Bienal/Partial view of na cidade de Buenos Aires. Logicamente.Repensando o modelo em curso através do projeto curatorial: a 5ª Bienal se realiza A 5ª Bienal do Mercosul foi presidida por Elvaristo Teixeira do Amaral1 e a curadoria geral e adjunta da exposição foi anunciada em coletiva de imprensa em julho de 2004 em Porto Alegre.2 como curador geral da 5ª Bienal do Mercosul. tais como perfil. difusão de conhecimento e profissionalização do meio. José Francisco Alves4 como curador-assistente e Neiva Bohns como curadoraassistente dos núcleos históricos. sem perder de vista os parâmetros básicos nos quais esta foi criada.Vivafoto como uma tentativa inicial de descentralizar as atividades da curadoria. observar mudanças concretas ao final dessa edição. Nesse sentido. com vistas a Pinturas e desenhos/Paintings and drawings. mas em todos os estágios organizacionais e eixos norteadores da realização da Bienal. e seus resultados somente serão sentidos plenamente ao longo do tempo.p65 133 21/6/2006. Essa Bienal caracterizou-se fundamentalmente por uma curadoria que se atribuiu a tarefa de repensar o modelo em curso.Vivafoto ajuste de seus objetivos. Uma equipe curatorial foi constituída pelo crítico de arte e professor Paulo Sergio Duarte.

Roque Jacoby. iron hooks.09. novas instâncias institucionais capazes de levar em conta as novas categorias de espaço que nascem da transformação daqueles termos na arte contemporânea. o processo de Vinci/On the right the work of Laura Vinci . Paulo Sergio Duarte.Ao lado obra de Laura Na visão de José Paulo Soares Martins. tais eventos produzem frutos compensadores. sejam elas dependentes ou independentes da vontade de seus organizadores. dessa forma.Vetor Da Escultura a Instalação realização de uma bienal é essencialmente aquele das relações Armazém A4 do Cais do Porto .Vivafoto 134 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.2005) Da esquerda para direita/From left to right Renato Malcon. Uma delas é a de depositar em cada um de seus eventos uma enorme expectativa. saco de pano e cravo do meio que o abriga e dos seus agentes. Jorge Gerdau Johannpeter. Paulo Sergio Duarte e Justo Werlang Palácio do Governo/Governor´s Palace Foto: Edison Vara/PressPhoto Encontro com o Prefeito de Porto Alegre/ Meeting with mayor José Fogaça (29.2005) Da esquerda para direita/From left to right Gaudêncio Fidelis (Curador-Adjunto/Adjunt Curator). Regina Ohlweiler e Justo Werlang Prefeitura Municipal de Porto Alegre/Porto Alegre City Hall Foto: Edison Vara/PressPhoto As bienais possuem características muito peculiares. Wrana Panizzi. Elvaristo Teixeira do Amaral. de que algo novo surja na reformulação do próprio modelo “bienal. ganchos de ferro. injusto diagnosticar a subsistência criogênica das bienais sem diagnosticar os problemas inerentes à transformação profunda nas nossas próprias maneiras de nos relacionarmos à arte na atualidade. Elvaristo Teixeira do Amaral (Presidente da V Bienal) e/and Volmir Gilioli (Diretor Administrativo/Administrative Director) Foto: Edison Vara/Press Photo Coletiva de Imprensa para anúncio dos artistas da V Bienal/Press Conference for announcing of the artists of the 5th Biennial (02. Expectativa de que haja uma renovação da produção trazida ao olhar público por suas exposições. Cabe lembrar. Gaudêncio Fidelis (CuradorAdjunto/Adjunct Curator) e/and José Francisco Alves (Curador-Assistente/Assistant Curator) Foto: Edison Vara/PressPhoto Visita aos Armazéns do Cais do Porto durante a preparação dos espaços da V Bienal/Visit to Cais do Porto warehouses during the preparation of the spaces for the 5th Biennial (Setembro/September 2005) Da esquerda para direita/From left to right Nico Rocha e/and Ceres Storchi (Museografia/Museography). portanto. esses eventos tornam-se motivo de grandes frustrações. Marilú Medeiros. assim como Quando eu-corpo pousa na borda do tempo (2005) . que há sempre um avanço conquistado no mais amplo sentido da palavra e que. mas também são animadores centros de referência.Corda de algodão. de que finalmente as escolhas correspondam à justiça que se espera seja feita a determinados segmentos da produção. Ceres Storchi (Museografia/Museography).Foto: Carlos Stein . (Presidente da V Bienal). Gaudêncio Fidelis. de um constante debate interno acerca de sua estrutura organizacional e de uma incessante busca por um Ernesto Neto (Brasil) contínuo processo de profissionalização do evento. Será preciso encontrar.2005) Da esquerda para direita/From left to right Justo Werlang. os eventos bienais7 realmente criam e alimentam esperanças as mais diversas.06. cabe também reconhecer que vivemos as contradições inerentes à existência de algo que venha substituí-la. independentemente de supostas expectativas. hessian sack and powdered clove Vista da instalação/View of the installation . Assim. Marta Magnus. em pó/Cotton rope.” e assim por diante. lembrou que grande parte da situação que vivemos e das condições pelas quais passa o modelo bienal estaria de fato ligada à maneira como nós lidamos com a produção contemporânea: Parece-me.p65 134 21/6/2006. 07:34 . entretanto. (Curador Geral/Chief Curator). Se a idéia de espaço público legitimada pelo modelo bienal encontra-se em crise. Sônia Salzstein.6 Visita aos espaços de exposição durante a preparação da V Bienal/Visit to the exhibition spaces during the preparation for the 5th Biennial (13. Rafael Rachewsky (Assistente da Curadoria/Assistant to Curatorial Staff).8 Ao se realizarem em um universo no qual um conjunto de forças agem simultaneamente. Paulo Sergio Duarte.2005) Da esquerda para direita/From left to right José Fogaça. Elvaristo Teixeira do Amaral. Germano Rigotto. Justo Werlang (VicePresidente da V Bienal). José Francisco Alves (Curador Assistente/Assistant Curator) e/and Paulo Sergio Duarte (Curador Geral/Chief Curator) Por sua própria natureza (tendência a iniciar a cada dois anos a partir de uma tabula rasa). (Vice-Presidente da V Bienal).08.Encontro com o Governador do Estado do Rio Grande do Sul/Meeting with the State Governor Germano Rigotto (21. o processo de realização da 5ª Bienal caracterizou-se por uma profunda reflexão do modelo em curso. ao escrever sobre a Bienal de São Paulo.03. José Francisco Alves.

Vista da organização do espaço antes da performance/View of the set up before the performance Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . mas acho que isso é assim mesmo. Esse senso de lugar está Vetor Direções no Novo Espaço . portanto. 2005 Vídeo instalação/Video.Vetor A Persistência da Pintura .Vivafoto Performance . aí o que poderíamos chamar de uma “economia da nomenclatura.Vivafoto Antônio Manuel (Brasil) Sucessão de Fatos. Tem que ser assim e é mais ou menos dentro [dessa] situação onde o conflito é que vai gerar o melhor resultado.Performance .Vivafoto O processo de consolidação da Bienal do Mercosul tem gerado um extenso processo de discussão.”9 Lenora de Barros (Brasil) Ela não quer ver.eu [. fiberglass containers. as questões suscitadas pelos projetos curatoriais. water..Vivafoto César Martinez (México) Performance . ainda estão ligadas ao local onde são realizadas.Vivafoto resgatar para si os “dividendos” de suas ações para a comunidade à qual se reportam. água.11 135 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. É tal condição que dá a elas seu Gómez-Peña (México) caráter de se apresentar como centro de debate do qual Guillermo Mapa-corpo.Vivafoto Niura Bellavinha (Brasil) A Medida do Impossível. com vistas ao amadurecimento e à reafirmação do processo de realização de seus eventos. seja ela local ou internacional. corda.] não vejo relação absolutamente alinhada de curadores com as estruturas executivas das bienais.Telhas francesas. 2003 Instalação/Installation . 07:34 . Sendo assim.. muito do que as bienais têm realizado diz respeito a uma perspectiva localizada. ainda que se reportem a uma comunidade internacional. entre as quais podem ser citadas: a) O processo de discussão internacionalização da Bienal do Mercosul.Esculturas de chocolate comestível/Edible chocolate sculptures Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Christiano Witt .conflitivas do debate de idéias e projetos a partir do qual surgem as melhores perspectivas de trabalho e seu conseqüente resultado: “.Armazém A6 do Cais do Porto Foto: Christiano Witt . da As bienais são ligadas em sua nomenclatura ao local onde se realizam.p65 135 21/6/2006. 2005 .Esculturas de chocolate comestível/Edible chocolate sculptures . recipientes de fibra.” em que os dividendos são contabilizados para o local definido por ela e para onde se reportam indivíduos e instituições.installation Quatro salas com projeção de vídeo/Four rooms with video projections Foto: Carlos Stein .. mesmo que se reportem invariavelmente a uma comunidade de artistas globais. A despeito do caráter cada vez mais nômade que a produção contemporânea tem tomado.Vivafoto Performance . 2005 Performance as discussões emanam..Usina do Gasômetro intrinsecamente ligado à capacidade que elas têm de Foto: Christiano Witt . bucket and pigments Vista da Instalação na 5ª Bienal do Mercosul/View of the installation at the 5th Mercosur Biennial Foto: Fabio Del Re . Foi durante a realização da 5ª Bienal que se buscou dar uma contribuição a essas questões.Esculturas de chocolate comestível/Edible chocolate sculptures Os espectadores comendo o chocolate/The viewers eating the chocolate Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Christiano Witt . balde e pigmentos/Roof Tiles. não é que tenha que ser diferente.10 Há.

Usina do Gasômetro Foto: Christiano Witt .Armazém A6 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . c) A realização de uma exposição com obras inéditas realizadas exclusivamente para o evento. mundialmente. nacionais e internacionais especializados. tenho certeza de que os artistas gaúchos ou potenciais curadores gaúchos vão ganhar. o perfil internacional é muitas vezes determinante para a continuidade de uma bienal.p65 136 21/6/2006.. fazendo isso. As bienais só têm condições de estabelecer uma dimensão efetiva de comunicação direcionada ao meio a que se reportam. ou seja. cujas distinções locais tendem a ser desfeitas para se tornar legíveis a um público cosmopolita. Por essa razão. por conseqüência.Vivafoto 3 1 2 1 e 2 Fernando Llanos (México) Videointevenciones urbanas en contextos específicos. beneficiar a comunidade: Queremos que a Bienal. já que esses eventos dependem de uma audiência de larga escala para sua existência. 07:34 .Vivafoto 2 Elaine Tedesco (Brasil) Armazém A4 Portão 2. 2005 Vista da parte interna da instalação/ Inside view of the installation Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A3 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re .] para uma visão internacional da arte em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. O objetivo é realmente dimensionar [.Vivafoto b) O investimento na imprensa internacional com publicações de anúncios em revistas especializadas e contatos com a crítica especializada para geração de reviews e textos críticos.12 Para Jorge Gerdau Johannpeter. seja um fator de adicionar valor. de impacto sobre a comunidade. É nelas que o corpo mais amplo da produção atual encontra um meio de veiculação. sobre o público. 136 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.13 Natascha De Cortillas (Chile) Cazuela.Vivafoto 3 Benjazmín Ocampos (Paraguai) Pinturas/Paintings Vetor A Persistência da Pintura Vista da exposição/View of the exhibition . Sendo assim. através de seus veículos de imprensa locais. 2005 .Vivafoto Cabe também salientar que a velocidade das transformações da arte contemporânea só pode ser atualizada pelas bienais.Vetor Direções no Novo Espaço Vista da sala do artista/View of the artist’s exhibition space Usina do Gasômetro Foto: Carlos Stein .. o futuro da Bienal do Mercosul deverá estabelecer uma perspectiva de valorização do processo de constituição do evento. com vistas a causar um impacto que venha a representar dividendos e estabelecer um novo patamar de internacionalização que possa. E.Armazém A5 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . na medida em que veiculam uma produção no mais das vezes de perfil internacional. 2005 Performance Vetor Direções no Novo Espaço . as bienais têm uma necessidade intrínseca de se reportar a uma comunidade global. inquietação ao processo da arte.1 1 e 2 Eduardo Sued (Brasil) Pinturas/Paintings Vetor A Persistência da Pintura Vistas parciais da sala do artista/Partial views of the artist’s exhibition space .

Vivafoto O projeto curatorial da 5 ª Bienal do Mercosul 5ª O projeto curatorial da 5ª Bienal optou pela divisão da exposição em quatro grandes vetores. Ainda assim. Nas palavras da curadoria: A próxima edição não obedecerá às fronteiras políticas e geográficas para a distribuição dos artistas segundo suas respectivas nacionalidades. Divididas em segmentos. Sendo assim.14 1 Elcio Rossini (Brasil) Objetos para ação. Sob o título Histórias da Arte e do Espaço. sobretudo porque o processo de trabalho de muitos artistas realiza-se ao longo de um período de tempo maior. as obras dos países participantes foram agrupadas conforme suas especificidades lingüísticas. também é um fator determinante.. o projeto da exposição abrigou as obras sob as seguintes categorias (ainda que não formalmente divididas desse modo): escultura e instalação. 2002 Vetor Direções no Novo Espaço . Esta foi uma variação da estratégia curatorial adotada pela primeira bienal.Vivafoto 137 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. mas também o meio e seus patrocinadores. sem nenhum valor temático. É claro que tal condição nem sempre é possível. a 5ª Bienal do Mercosul estabeleceu diversos diferenciais em seu projeto curatorial.Vivafoto 2 Ulises Carrión (México) Gráficas de Poesias. O objetivo é propiciar ao espectador a possibilidade de vislumbrar as diferenças e os cruzamentos entre as obras. proporcionando também aos artistas uma oportunidade de realizar seus trabalhos dentro de condições logísticas e de aporte de recursos favoráveis.Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” Vista da exposição/View of the exhibition Santander Cultural Foto: Fabio Del Re . Claudia Casarino (Paraguai) Monogamia. A visibilidade concedida a uma produção inédita beneficiou não só o evento. 07:34 . determinadas antes de tudo pelas modalidades artísticas às quais pertencem. As exposições históricas. No caso da 5ª Bienal. logicamente. em um total de duas.. que elegeu “vertentes” temáticas para agrupar obras com determinadas afinidades. fortalecendo a instituição. a 5ª Bienal mostrou um grande número de obras inéditas. complementados pela exposição do artista homenageado Amilcar de Castro e pela exposição Fronteiras da Linguagem. já que são elas que nos permitem promover o diálogo tão necessário que uma exposição como essa deve possibilitar.A curadoria da 5ª Bienal tentou priorizar a construção de obras inéditas. O aporte financeiro.] Queremos assim. com artistas de fora dos países do Mercosul. em vez de promover uma tão chamada identidade entre esses países. O principal deles talvez tenha sido a exposição das obras por afinidades de linguagem exclusivamente.p65 137 21/6/2006. pintura. construir uma exposição coerente. Marina Abramovic. dando à exposição um caráter de originalidade e ineditismo significativo.Usina do Gasômetro Vista da exposição/View of the exhibition Foto: Fabio Del Re . 1972 . 2005 . [.Usina do Gasômetro Foto: Fabio Del Re . cada um dos artistas da exposição teve suas obras incluídas nesses segmentos. Stephen Vitiello e Pierre Coulibeuf. em se tratando de um evento internacional com perfil latinoamericano. para que ele possa então estabelecer seu próprio julgamento. as chamadas novas tecnologias ou novas mídias e obras no espaço público. foram submetidas aos mesmos procedimentos e critérios. a saber: Ilya e Emilia Kabakov. muitas vezes falseada pelo artificialismo de uma suposta latino-americanidade.Performance Vetor Direções no Novo Espaço . fora dos parâmetros de prazos de uma bienal.

o que a situa em seus delimitadores conceituais.Vista da exposição/View of the exhibition Santander Cultural Foto: Carlos Stein . 07:34 . podemos recuar até os projetos construtivos na arte que surgiram em países como a Venezuela. estranhas e inusitadas que possam parecer certas manifestações da arte contemporânea. então. foi oferecer um lastro de inteligibilidade para a produção contemporânea presente nos vetores principais.Vetor A Persistência da Pintura Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Carlos Stein – Vivafoto 138 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. Ou seja. Ou seja. permanecendo grandemente na contemporaneidade e estando restritas a uma linhagem de parentesco sem grandes lacunas entre o que é histórico e a atualidade. no caso brasileiro e latino-americano. A Persistência da Pintura e Da Escultura à Instalação.Foto: Carlos Stein .Vivafoto 3 Outro aspecto que diferenciou o projeto da a 5ª Bienal foi a crença no caráter histórico da produção contemporânea como situada em um determinado contexto que se reporta historicamente a referências e categorias culturalmente construídas no tempo. por mais surpreendentes.Santander Cultural . Waldemar Cordeiro e/and Hércules Barsotti . como qualquer disciplina. Tal perspectiva foi claramente expressa nas palavras da curadoria: Um dos grandes objetivos da 5ª Bienal do Mercosul é darmos uma noção ao público de que.Os núcleos históricos Experiências Históricas do Plano e A (Re)invenção do Espaço O objetivo das exposições históricas. a Argentina e o Brasil.Vista panorâmica da exposição/Panoramic view of the exhibition . Além do viés construtivo que adotaram.Foto: Fabio Del Re .15 2 1 1 Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” . obras de/From left to right.Vivafoto 3 Hélio Oiticica Núcleo Histórico .2 Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” Vista da exposição/View of the exhibition . Então. Como falou Paulo Sergio Duarte: Acredito que a missão da Bienal é a atualização do público para questões da arte contemporânea.p65 138 21/6/2006. através de tais referências que essa produção poderia fazer sentido e ser compreendida. works by Geraldo de Barros. na medida em que a arte não existe em um vácuo. reporta-se a seus antecedentes históricos. Seria. esse recuo histórico deve se dar. elas podem ser compreendidas quando inscritas num contexto histórico. ligadas exclusivamente a dois dos vetores contemporâneos. mas sim. essa edição da Bienal compartilha do ponto de vista segundo o qual a melhor teoria da arte é a própria história da arte. essas exposições não recuaram mais de 50 anos.Vivafoto . no máximo de 50/55 anos.“A (Re)invenção do Espaço” . Acho que esse recuo de 55 anos é o bastante para criar um nexo histórico com a produção contemporânea.Santander Cultural .16 Núcleo Histórico “Experiências Históricas do Plano” Vista parcial da exposição/Partial view of the exhibition Da esquerda para direita.

hoje. Acho que não há somente uma grande História. ao referir-se à continuidade do projeto de reescrever a história da arte latino-americana. mais localizado nas questões da linguagem.Coluna.Coleção/Collection Casa Hum .Unidade Tripartida/Tripartite Unit.Vetor da Escultura a Instalação .Foto: Fabio Del Re .Vista parcial da exposição/Partial view of the exhibition . em consonância com um projeto curatorial menos autoral. 1948-1949 . s/d . mas existem muitas maneiras de reescrever a história da América Latina e existem muitas histórias na região.Vivafoto 3 Obras de/Works by Lygia Clark .Foto: Fabio Del Re .Vivafoto 4 Sérgio Camargo (Brasil) .Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli .Núcleo Histórico “Experiências Históricas do Plano” .Santander Cultural . Reconhecendo evidentemente que toda e qualquer obra possui enfim um caráter político.Vivafoto 2 Obras de/Works by Abraham Palatnik (Brasil) . acentuou que tal proposta.Foto: Fabio Del Re . a curadoria da 5ª Bienal buscou promover uma politização das questões da produção por via exclusiva da qualidade das obras. Em função disso. por assim dizer.Vista da xposição/View of the exhibition .1 3 2 Obras de/Works by Aloísio Carvão (Brasil) Núcleo Histórico “Experiências Históricas do Plano” Vista parcial da exposição/Partial view of the exhibition Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli Foto: Fabio Del Re .Coleção/Collection Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo . em lugar do tradicional movimento contrário. o corpo da produção presente nessa Bienal esteve. sejam diferentes. Nesse sentido.Santander Cultural . considerando sua importância. a curadoria procurou dar continuidade.Acervo Sergio Camargo .Foto: Fabio Del Re .Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” . deveria ser continuada porém com uma perspectiva diferente: Acho que o projeto do Frederico Morais conserva sua vigência.Vivafoto 4 5 1 Obras de/Works by Matilde Perez (Chile) . 07:34 .Foto: Carlos Stein .Vetor da Escultura à Instalação . a um projeto de reescrever a história da arte latino-americana.Vista da exposição/View of the exhibition . Ticio Escobar.17 139 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. Histórias estas que partiriam daí em direção às grandes narrativas.Núcleo Histórico “A (Re)ivenção do Espaço” . Talvez as posturas.Vivafoto Preocupada ainda com a situação da exposição em um contexto de dar visibilidade adequada à produção latino-americana.Núcleo Histórico “A (Re)ivenção do Espaço” Santander Cultural .Vivafoto 5 Max Bill (Suíça) .Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli .p65 139 21/6/2006. mas uma pluralidade de temporalidades e discursos que as interpretam.Núcleo Histórico “Experiências Históricas do Plano” . embora de maneira diferenciada. não foi uma prioridade do projeto acentuar a excessiva politização de um significativo corpo da produção latino-americana. a partir da perspectiva das histórias individuais.

.Vivafoto 3 Siron Franco (Brasil) Série Vestígios. são transformações da noção de espaço que não permitem mais se conviver com a noção de espaço renascentista e isso transforma e funda a própria arte moderna. Ou seja. 07:34 .. 2005 Instalação/Installation Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein .Vivafoto 4 Roman Ariel Vitali (Argentina) Camping. 2000-2001 Vetor Da Escultura à Instalação ª Bienal do Mercosul/View of Vista da obra na 5ª the work at the 5th Mercosur Biennial Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . aquele da cidade.19 140 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.1 Obras de/Works by Sérgio Camargo (Brasil) Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” Vista da exposição/View of the exhibition Santander Cultural Foto: Carlos Stein .”18 Paulo Sergio Duarte ressalta que.Vivafoto 1 2 3 Paola Caroca (Chile) Ao fundo/In the background Série Puedo ser tu amiga. nesta crise de representação. até as novas noções de espaço impostas pela cultura digital. a partir da modernidade. 2003 Vetor Direções no Novo Espaço Foto: Carlos Stein ..Vivafoto [.a multiplicidade das experiências contemporâneas de espaço materializadas em obras de arte: desde o espaço subjetivo – construído pelo corpo e no corpo –. a própria crise da representação.p65 140 21/6/2006. veremos que a questão do espaço é determinante e que está no centro das questões mais fundamentais da arte..Vivafoto Vetor Da Escultura à Instalação Vista da exposição/View of the exhibition Leandro Tartaglia (Argentina) na direita/on the right e Raquel Schwartz (Bolívia) na esquerda/on the left Armazém A3 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein . entre elas a própria representação: Nelson Felix (Brasil) “Malha” Série Árabe. se olharmos retrospectivamente para os desdobramentos das questões do espaço na produção artística ao longo da história da arte. 2000 Esculturas/Sculptures Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A3 do Cais do Porto Vista da sala do artista/View of the artist’s exhibition space Foto: Fabio Del Re . passando pelo espaço dominante.Vivafoto 2 Obras de Sérgio Camargo (Brasil) Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” Vista da exposição/View of the exhibition Santander Cultural Foto: Fabio Del Re .Vivafoto Histórias da Arte e do Espaço e o tema da 5 ª Bienal 5ª O tema central dessa edição da Bienal do Mercosul foi “.] se nós observarmos. a crise da noção de espaço é. na verdade.Vivafoto 3 4 Dominique Serrano (Chile) Vetor Da Escultura à Instalação Vista da exposição/View of the exhibition Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein .

espécie de unidade de medida e bússola que inibiria a leitura do presente.” dentro dos vetores estabelecidos da exposição.2005).Foto: Fabio Del Re .2005) Cortesia/Courtesy Jornal do Comércio “Número recorde de gaúchos. as exposições históricas localizadas nos dois principais vetores. 07:34 . Dessa forma.versión límite. Jornal do Comércio .Porto Alegre (03. A ênfase na transformação histórica e cultural da noção de espaço neutralizaria a função de superego da história.Ao escolher um tema clássico da arte.]20 2 1 Bia Medeiros (Brasil) Corpos Informáticos. sem prejuízo dos contextos específicos e das dinâmicas particulares a cada estratégia narrativa ou formal. Direções no Novo Pablo Vargas Lugo (México) Solar (acera). 2005 . 2005 Espaço e A Persistência da Pintura. a configuração da exposição Mácula Vetor Da Escultura à Instalação Parte externa do Armazém A4 do Cais do Porto/Outside view of the passaria a ser dada pela escolha daqueles artistas que. warehouses . a questão do espaço. Caxias do Sul (03. Zero Hora. A denegação ou mesmo o recalque da história advém de se tomar a História como acervo de valores do passado.Foto: Carlos Stein . Assim. à exceção das “novas mídias” por seu ainda pequeno recuo histórico. fazendo com que as obras não fosse lidas 1 previamente através do estabelecimento de prerrogativas de leitura: A dispersão e a diversidade contemporâneas assumem a figura do fragmento sobretudo quando desconectadas de um território comum. capa Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora “5ª Bienal terá 14 gaúchos expondo.08.. o deslocamento passou de uma subjetividade basicamente configurada pela escolha dos artistas a partir de um tema cujo nível de subjetividade permaneceria em aberto para uma situação de deslocamento das escolhas para aquilo que poderíamos chamar de “significativas contribuições.” Panorama. 2004 Vetor Direções no Novo Espaço Vista da sala do artista/View of the artist’s exhibition space Usina do Gasômetro . ao eleger os quatro grandes vetores Da Escultura à Instalação..08. (03.2005).Vivafoto 2 Enrique Aguerre (Uruguai) Correspondencias . ao mesmo tempo em que colaboraria para pensar com mais rigor a produção contemporânea [.Vivafoto teriam mais contribuído nas grandes áreas da exposição (pintura. a dimensão histórica seria restaurada tanto na distribuição espacial dos diferentes territórios quanto em suas relações com a herança moderna.Vivafoto “Brasileiros ganham mais espaço. escultura e instalação e as chamadas novas mídias).p65 141 21/6/2006. 3.” O Pioneiro.08. A eliminação de fronteiras artísticas baseadas em territórios e centradas a partir de uma relação com o conceito de espaço foi um denominador da exposição. Assim.Foto: Fabio Del Re .Vetor Direções no Novo Espaço Vista da sala da artista/View of the artist’s exhibition space Usina do Gasômetro . Transformações do Espaço Público. O fragmento é elevado ao estatuto efetivo de diferença. a curadoria abriu a possibilidade de realizar uma exposição mais desvinculada da noção de autoria.” Segundo Caderno. Do mesmo modo. em tese. Cortesia/Courtesy Jornal O Pioneiro 141 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. ficaram limitadas pelo recuo máximo de até 50 anos. permanecendo grandemente na contemporaneidade.

junto ao Parque Maurício Sirotsky Sobrinho. ficaram cedidos em comodato para a prefeitura da cidade.2005) .Vivafoto trazer para o projeto curatorial a possibilidade de realização de obras de arte permanentes que se tornassem não somente obras singulares. tais como uma posição crítica a respeito desse espaço.2 Área da construção da obra de Mauro Fuke/Construction site of Mauro Fuke’s work (14. fornecendo ainda elementos para uma discussão mais efetiva daquilo que conhecemos 2 1 3 1 Mauro Fuke (Brasil) .23 Os trabalhos.”21 Sem titulo. já que esses trabalhos. a partir das quatro obras públicas da 5ª Bienal do Mercosul. além de se constituírem como bens culturais no espaço público. creio que a arte pública possa ser um mecanismo importante para promover tais discussões. somada ao vandalismo. como tornou visível a engenharia política que deve ser mobilizada para que obras de tal porte possam chegar a habitar o espaço público.Blocos de cimento e granito/Concrete and granite blocks . sintomas da situação da esfera pública. A ocupação daquele espaço foi assim definida por José Francisco Alves.11. que passaria a ser Carlos Fajardo (Brasil) incorporado ao trabalho. 07:35 . Acredito que nenhum segmento da exposição promoveu uma discussão tão intensa sobre a excentricidade do espaço urbano.Foto: Edison Vara .22 Projetaram obras permanentes para o espaço público os artistas Carmela Gross. divergindo da noção tradicional de espaço para uma perspectiva mais abrangente das questões que dizem respeito ao que está à sua volta: “O espaço passou a ser pensado inicialmente através de uma verticalidade ocasional e posteriormente por uma indivisível relação com o entorno. já em seu projeto de execução. José Resende. desde experiências que tratam da noção de lugar até o deslocamento do espectador no ambiente. construídos na orla do Guaíba.Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein .Obra permanente/Permanent installation .Vivafoto . trazem em si a propriedade de acrescentar outros elementos a essa problemática.PressPhoto como arte no espaço público. Mauro Fuke e Waltércio Caldas.24 142 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. a precariedade dos mecanismos governamentais na conservação do ambiente ao ar livre.p65 142 21/6/2006.Os vetores da exposição O vetor Da Escultura à Instalação buscou apresentar obras que tratassem de grandes transformações ocorridas nas noções espaço. 2005 .Foto: Tânia Meinerz . Nesse sentido.Sem título. mas que também propiciassem ao público experiências estéticas compensadoras no espaço urbano. 2005 Acrílico espelhado e madeira/Mirrored acrylic and wood O vetor Transformações do Espaço Público buscou Vetor Da Escultura a Instalação . Entre elas.Orla do Guaíba . curador-assistente: Assim. Muitas dessas obras incorporaram uma perspectiva de intervenção artística.2005) .Foto: Carlos Stein . pretendemos promover discussões ainda inexistentes no panorama da arte pública latino-americana.12.3 Sérgio Antonio Saraiva (Membro do Comitê Executivo da Petróleo Ipiranga (Patrocinador da obra/Sponsor)/Member of Petróleo Ipiranga Executive Committee) fala na inauguração da obra pública de Mauro Fuke (Brasil)/speaks at the inauguration of Mauro Fuke´s permanent work (01.

2005) .2005) .Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 1 3 4 5 6 1 José Resende (Brasil) . com a presença dos curadores e o presidente da V Bienal/Symbolic activity of Renner’s employees at the construction site of José Resende’s work.Cascata.Obra permanente/Permanent installation .Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Ação simbólica dos funcionários das lojas Renner (patrocinador da Obra/ sponsor) na construção da obra de José Resende.11.2 Área da construção da obra de Carmela Gross/Construction site of Carmela Gross’s work (26. . 2005 .2005) .Foto: Edison Vara/PressPhoto 7 143 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.11.11.2 1 3 1 Carmela Gross (Brasil) .22 x 22m aprox.Orla do Guaíba .Foto: Tânia Meinerz .Aço/Steel . 07:35 .Foto: Edison Vara/PressPhoto 5 Área da construção da obra de José Resende/ Construction site of José Resende’s work (26.3 x 2.Foto: Edison Vara/PressPhoto 7 Inauguração da obra de José Resende/Inauguration of José Resende’s work (01.5 x 30 m .12.Foto: Edison Vara/PressPhoto 6 O artista José Resende fala na inauguração de sua obra/The artist José Resende speaks at the inauguration of his work (01.11.2005) .Foto: Carlos Stein . with the participation of the curators and the President of the 5th Mercosur Biennial (18.2005) .11.3 Construção da obra de Carmela Gross/Construction of Carmela Gross’s work (26.Foto: Carlos Stein .Foto: Tânia Meinerz 4 Área da construção da obra de José Resende/Construction site of José Resende’s work (26.2005) .Orla do Guaíba .12.Concreto .11. 2005 .2005) .Vivafoto .Olhos Atentos.p65 143 21/6/2006.Vivafoto 2 Área da construção da obra de José Resende/Construction site of José Resende’s work (26.2005) .Obra permanente/Permanent installation .

a pintura continua mais viva do Desenho e texto ilustrativos para sinalização do segmento “Cinema Contínuo”/ Illustrative que nunca e vem apresentando nos drawing and text for the “Cinema Contínuo” últimos anos obras de grande potência segment signage . A 5ª Bienal foi composta por uma lista de 169 artistas. novas experiências que temos do espaço estão sendo construídas. mas que não apresentam um grau de definição por esta ou aquela modalidade. sendo que a morte da pintura vem sendo anunciada desde os anos de 1960 e. 1 2 3 1 Vetor Direções no Novo Espaço . 14 do Uruguai.Foto: Edison Vara: PressPhoto 2 Segmento/Segment “Cinema Contínuo” .Memorial do Estado do Rio Grande do Sul .Vetor Mercosul.26 Outras exposições já haviam feito isso.Usina do Gasômetro . até aquelas com forte caráter pictórico. a intenção da curadoria foi não expandir os limites da pintura. na verdade a pintura havia de fato se libertado da necessidade de representar a realidade tal como ela se apresenta.Memorial do Estado do Rio Grande do Sul . Dos países da América-latina a exceção do Brasil participaram 83 artistas (22 do Chile.Vista da exposição/View of the exhibition .Usina do Gasômetro .Vetor que se enquadram estritamente na Direções no Novo Espaço .27 sendo 163 de países Latino-americanos. estratégia por si sem sentido. por um lado. um recorde até então. Nesse sentido.Usina do Gasômetro . na verdade desde o advento da fotografia. 15 do México. que objetivou mostrar grandes contribuições da pintura na produção recente. se recuarmos mais.Filmes e vídeos de artista/Artists’ films and videos .Foto: Carlos Stein . ora as ampliam. contudo. promover uma exacerbada abordagem de trabalhos cujo exercício da tecnologia constitui um fim em si mesmo. 144 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.Programa de filmes e vídeos de artistas/Artists’ films and videos programme estética.Da direita para a esquerda obras de/From right to left works by Paulo Jares (Brasil) e Élcio Rossini (Brasil) .Autoria/by Gaudêncio Fidelis Acervo/Collection: NDP .588. Nele foram mostradas obras Direções no Novo Espaço . A exposição. Hoje.As experiências relativas ao espaço virtual e à cultura digital foram mostradas na exposição do vetor Direções no Novo Espaço. É justamente essa vitalidade .Vivafoto 2 Vetor Direções no Novo Espaço . permitindo a inclusão de obras que ora se referem às questões pictóricas. A 5ª Bienal ocupou uma área de exposição de 24. e seis da Europa e Estados Unidos incluindo nesse caso a presença de Max Bill em uma das mostras históricas.Vista da exposição/ View of the exhibition . a Bienal de São Paulo de 1985 talvez tenha sido a exposição internacional que mais proclamou a morte da pintura. 15 da Argentina. performance e cinema e vídeo de artista.Foto: Fabio Del Re . 9 do Paraguai e 8 da Bolívia). 07:35 .Vetor Direções no Novo Espaço . Se. sem. ainda que de maneira não-intencional. apresentou um volume de obras de qualidade pictórica indiscutível.91 m2.Vivafoto 3 Jacqueline Lacasa (Uruguai) .FBAVM plástica que o vetor A Persistência da 2 Pintura buscou trazer para a Bienal do 1 Segmento/Segment “Cinema Contínuo” . A exposição procurou oferecer um panorama de obras que transitam entre a tecnologia e os novos meios de expressão.Vista da exposição/View of the exhibition Foto: Fabio Del Re .Obra de/Work by Laura Erber . por outro lado não quisemos engessar a exposição em uma visão estrita centrada na modalidade pintura.Foto: Carlos Stein .Filmes e vídeos de artistas/Artists’ films and videos . através de obras reunidas nesse amplo espectro.25 assim como as obras de fotolinguagem. a curadoria trabalhou com a perspectiva de mostrar que.Vivafoto modalidade pintura. uma vez que 1 lá.Vivafoto Sob o ponto de vista curatorial.p65 144 21/6/2006.

Armazém A6 do Cais do Porto Ao fundo obras de Boris Viskin(México)/On the back the work of Boris Viskin (México) .Foto: Fabio Del Re .Vista parcial da sala do artista/ (Brasil) Caixa do primeiro socorro.Vivafoto 4 Karin Lambrecht da Pintura .Vista parcial da sala do artista/Partial view of the artists’ exhibition space .Vivafoto A exposição Fr onteiras da Linguagem A exposição Fronteiras da Linguagem28 trouxe para a Bienal do Mercosul cinco artistas de projeção internacional: Ilya e Emilia Kabakov.Vivafoto Sandra Cinto (Brasil) Installation/ Installation Vista da exposição/View of the exhibition Vetor A Persistência da Pintura . 2005 .Armazém A6 do Cais do Porto .Vista parcial da sala do artista/Partial view of the artist’s exhibition space .Foto: Fabio Del Re .Vivafoto 2 Obras de/Works by Carlos Pasquetti (Brasil) . USSR. vive e trabalha em Exposição Fronteiras da Linguagem/Exhibition Frontiers of Language Armazém A7 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein .p65 145 21/6/2006.Vivafoto Dudi Maia Rosa (Brasil) Pinturas/ Paintings Vista parcial da sala do artista/Partial view of the artist’s exhibition space Vetor A Persistência da Pintura .Vetor A Persistência da Pintura .Foto: Fabio Del Re e Carlos Stein .Vivafoto 3 Daniel Senise (Brasil) .Vivafoto 145 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.Armazém A6 do Cais do Porto .Pinturas/Paintings .Armazém A5 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re e Carlos Stein . Pierre Colibeuf e Stephen Vitiello.1 2 4 3 1 Antônio Dias (Brasil) . Radicado em Nova Iorque.Foto: Fabio Del Re . A exposição ofereceu um ensaio sobre a possibilidade de promover um “confronto entre obras” com artistas de fora do Mercosul29 em um contexto de amostragem da produção latino-americana como é a Bienal do Mercosul. 07:35 .Vetor A Persistência / Partial view of the artist’s exhibition space . Ilya Kabakov nasceu em 1933 em Dnepropetrovsk.Vetor A Persistência da Pintura .Vista do conjunto de obras da artista/View of the artist’s work .Pinturas/Paintings . Marina Abramovi’c.Armazém A6 do Cais do Porto .Vetor A Persistência da Pintura .Armazém A6 do Cais do Porto .Foto: Fabio Del Re .

Passacaglia de J.p65 146 21/6/2006. Uma versão levemente modificada do projeto foi realizada pelos artistas especialmente para a exposição em Porto Alegre.Moscou e Paris com sua esposa Emilia. Uma série de seus filmes foi exibida na 5ª Bienal do Mercosul. uma vídeo-instalação na qual um coro de crianças de sua terra natal cantam uma canção sobre as Nações Unidas. Trabalhando em conjunto com seu companheiro Ulay (Uwe Laysiepen) desde 1975. Seu trabalho tornou-se referência internacional sobre as questões do corpo na arte. 1993 . Pierre Coulibeuf nasceu em Elbeuf.Construção de uma sala. Abril-Junho de 1988).Detalhe da entrada da instalação/Detail of the entrance of the installation . França. resistência física e duração. Em Porto Alegre. que é também o nome de uma escola na antiga Iuguslávia. Seu trabalho atual é fortemente influenciado pelo Budismo. como a travessia da muralha da China (The Lovers: Walk on the Great Wall. Abramovic mostrou a obra “Count on Us” (2004). mas ao mesmo tempo nasce colada a um universo ilimitado do espaço em que vivemos. a instalação seria uma obra capaz de envolver de tal forma o seu entorno que conceitualmente o universo da pintura estaria contido dentro dela. Para Kabakov. Considerando o poder dos mecanismos de controle social sobre as liberdades individuais.Vivafoto 4 Montagem da obra O Museu Vazio/Installation of the work The Empy Museum .Vista externa da instalação/External view of the installation .Exposição “Fronteiras da Linguagem”/Exhibition “Frontiers of Language” .Vivafoto 2 Ilya e/and Emilia Kabakov . em 1949 e vive em Paris. Gaudêncio Fidelis (Curador Adjunto/Adjunt Curator) e/and Christian Tomaszewki (Assistente dos artistas Ilya e/and Emilia Kabakov/Ilya e Emilia Kabakov’s assistant) 4 Marina Abramovic nasceu em Belgrado em 1946. A partir dessa perspectiva. Vive em Amsterdã e Nova Iorque. 1993 . originário de sua performance de 1977. na qual as questões da linguagem estão profundamente implicadas. Foi criador do conceito de “instalação total. Bach’s Passacaglia . Cineasta e artista.Foto: Fábio Del Re . mostram a resistência do espírito humano em situações adversas. Na mostra Fronteiras da Linguagem.Armazém A7 do Cais do Porto . realizaram performances que se tornaram célebres. 1993 . porém sem obras de arte. S. trabalhou em parceria com Marina Abramovic no filme Balkan Baroque.” em que as partes que compõem a obra adquirem uma dimensão ontológica. Seus projetos artísticos são muitas vezes permeados por um caráter autobiográfico e tratam de questões sociais relacionadas à prática artística.5th Mercosur playing J.Da esquerda para direita/From left to right Lee Dawkins (Coordenador de montagem/Installation coordinator).Instalação/Installation . Bach/Constructed room with sound speakers ª Bienal do Mercosul/View of the work at the . Ficou internacionalmente conhecida por suas performances de caráter bastante radical a partir de 1972 ao explorar temas como dor. 07:36 . e sim das implicações envolvidas no universo das categorias artísticas. com quem vem trabalhado em colaboração desde 1989.O Museu Vazio/The Empty Museum. 1 2 3 1 Ilya e Emilia Kabakov .Vivafoto 3 Ilya e Emilia Kabakov . foram exibidos os filmes Rubato (1995) e Somewhere in 146 HB_Cap6_5Bienal_Final_F.Vista da obra na 5ª Biennial . A obra é uma crítica à política das Nações Unidas nos países do Terceiro Mundo. S.O Museu Vazio/The Empty Museum. culturalmente definidas.Foto: Fábio Del Re . foi montada a instalação The Empty Museum (1993). uma espécie de alegoria feita a partir de fantasmagorias do imaginário.O Museu Vazio/The Empty Museum.Foto: Fabio Del Re . reencenada como uma autobiografia da artista e com o coreógrafo Jan Fabre no filme Les guerriers de la beauté. a obra não se constrói mais desvinculada do universo das categorias artísticas. Na Bienal do Mercosul. O conceito de “instalação total” não trata simplesmente de uma deliberada ocupação do espaço. auto falantes com som da obra . que marcou o fim de seu relacionamento de 12 anos. um ambiente que lembra a sala de um espaço museológico clássico.

Between (2004). de duas jovens no seu apartamento. pois refletem duplamente aspectos distintos. de um casal em uma casa semidestruída. O título Somewhere in Between sugere a idéia da indeterminação: a dos lugares. de outra jovem que quer instalar-se na Suíça e vive experiências mais ou menos traumatizantes.30 Rubato foi feito a partir da obra do artista Michelangelo Pistoletto.Count on Us.Exposição “Fronteiras da Linguagem”/Exhibition “Frontiers of Language” .Vista da sala de projeção do artista/View of the artists’ projection room . A indeterminação é elemento constitutivo tanto do trabalho coreográfico de Meg Stuart quanto dos filmes de Pierre Coulibeuf: ela afeta toda a realidade de um filme que se situa na fronteira do humor e da gravidade.Exposicão “Fronteiras da Linguagem”/Exhibition “Frontiers of Language” . aquele da natureza e a natureza da obra do artista. Espelhos são mecanismos de mimese por excelência. Somewhere in Between (2004) é um filme experimental que transpõe para a ficção a pesquisa da coreógrafa Meg Stuart. Filmado no salão do Châteu du Domaine de Kerguéhennec.Foto: Fabio Del Re . a instalação e a fotografia. a das situações ou das relações entre todos os indivíduos que aparecem no filme. Rubato explora a suntuosa decoração barroca do local cuja visualidade é exacerbada pelo jogo reflexivo propiciado pela obra de Pistoletto. 147 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. Trabalha com instalações sonoras considerando a especificidade do local e os incidentes atmosféricos que alteram nossa percepção do ambiente.Vista da ª Bienal do Mercosul/View of the installation at the 5th Mercosur instalação na 5ª Biennial .Armazém A7 do Cais do Porto . forma um perfeito cenário para o filme de Coulibeuf.Vivafoto 1 2 3 3 e 4 Pierre Coulibeuf . 70 min. Obras feitas com espelhos são. Ela recria comportamentos e gestos de indivíduos na vida de todos os dias: as atitudes estranhas ou pouco habituais de 1 e 2 Marina Abramovic . Vitiello tem também composto música para filmes independentes. colorido/ 70 mm. na Bretanha. Rubato transita entre filme e vídeo.Vídeo instalação/Video installation . 2003 . como uma projeção mental. Essas personagens são também o material de uma pesquisa a um só tempo coreográfica e cinematográfica. color . obras retóricas em certo sentido. 2004 . e destes com a literatura. cujas obras utilizaram muitas vezes espelhos.Armazém A7 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein . As imaginações da coreógrafa inspiraram em Pierre Coulibeuf um ensaio fílmico descontínuo. a da identidade da protagonista do filme e de outros participantes.Projeções de vídeo sincronizadas/Synchronized video projections . com performance de Cristina Pistoletto. de uma jovem em um estacionamento subterrâneo.Somewhere in Between.p65 147 21/6/2006. mas também entre os gêneros artísticos das artes plásticas. É músico e artista plástico. Sua razão de ser é refletir o mundo. já que aqui o que se vê refletido o faz já na obra de um artista. 07:36 . Vive e trabalha em Virgínia. Stephen Vitiello nasceu em 1964 em Nova Iorque. Considerado pelo próprio Coulibeuf como uma ficção experimental em uma perspectiva de transversalidade.Vivafoto 4 um casal de marginais. Michelangelo Pistoletto. por assim dizer. como a pintura.Filme 35 mm/35 mm film .

ele está particularmente interessado no aspecto físico do som e seu potencial de definir a forma e a atmosfera do espaço.p65 148 21/6/2006. 2005 Instalação/Sound installationAuto-falantes. essa edição não obedeceu a fronteiras políticas e geográficas para a distribuição dos artistas conforme suas respectivas nacionalidades. aplificador de som stereo e acentos de madeira/ Speakers. Como artista que faz instalações.A Slow Wave to Climb.. Tony Oursler e Dara Birbaum. 07:36 .Vivafoto 5 e 6 Stephen Vitiello . 2005 Parte interna da instalação/Inside view of the installation Foto: Fabio Del Re – Vivafoto 7 Stephen Vitiello . 6-chanel amplifier .Armazém A7 do Cais do Porto ª Bienal do Mercosul/View of the installation at Vista da instalação na 5ª the 5th Mercosur Biennial Foto: Fabio Del Re – Vivafoto 7 Como já foi dito. O artista produziu duas instalações especiais para a exposição em Porto Alegre: A Slow Wave to Climb e Quiet Song for Nesting Birds (2005).31 148 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. Essas diferenças são produtivas. 2005) Armazém A6 do Cais do Porto Foto: Rafael Rachewsky 2 3 5 6 4 4 Stephen Vitiello . Ela “adotou a posição de que há questões locais comuns a uma época inscritas em uma perspectiva que chamamos hoje de globais.Exposição “Fronteiras da Linguagem”/Exhibition “Frontiers of Language” . não nos separam. 2005 . nos estimulam. 1 1 Instalação da obra de Stephen Vitiello/ Installation of Stephen Vitiello’s work (Setembro/September de/of 2005) Gaudêncio Fidelis (Curador-adjunto/Adjunct Curator) e o artista/and the artist Armazém A6 do Cais do Porto Foto: Rafael Rachewsky 2 e 3 Montagem da obra de/Installation of Stephen Vitiello’s work (Set. o curador geral respondeu: [.Armazém A7 do Cais do Porto .12 8” auto falantes/ 12 8” speakers 6-chanel DVD-audio disc.Vista da ª Bienal do Mercosul/View of the installation at the 5th Mercosur Biennial instalação na 5ª Foto: Fabio Del Re .” Perguntado sobre as razões pelas quais a 5ª Bienal havia eliminado a amostragem das obras por fronteiras geográficas.] precisamos mostrar aos governantes de nossos respectivos países que no âmbito da arte interagimos independentemente de idiossincrasias nacionais e somos capazes de nos apresentarmos como um continente artístico-cultural que se apropria de modo inteligente de nossas diferenças..Quiet Song for Nesting Birds.Quiet Song for Nesting Birds.tendo colaborado com artistas como Nan June Paik. DVD audio player. stereo amplifier and wood benches .

Vivafoto a intenção manifesta de realizar uma exposição à altura da qualidade de suas obras. que a Bienal se torne uma Bienal Internacional de Porto Alegre. com um perfil latino-americano.Foto: Carlos Stein . nem pelas suas linguagens.Armazém A7 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . um longo processo Joaquim Sanchez (Bolívia) .Retrospective of Amilcar de Castro Sculptures . 07:36 . por nenhuma razão ela respeita essas fronteiras. independente de guardar este nome de Bienal do Mercosul. Obviamente. quando essa questão geográfica é desfeita.Vivafoto Além disso. nessa exposição.p65 149 21/6/2006. É absolutamente indispensável.32 Alessandra Sanguinetti (Argentina) Fotografias/Photographs. ao mesmo tempo. um enorme esforço curatorial foi despendido a fim de fazer com que tivéssemos na exposição o maior número possível de obras inéditas. um confronto entre obras e não entre nacionalidades. Para tanto. outras questões surgem com mais força. Criar diferenciação por nacionalidade e.Vetor Direções no Novo Espaço de vídeo/Video projection .33 A obra de Amilcar de Castro como fio condutor da 5 ª Bienal 5ª Exposição “A Aventura da Coerência” – Retrospectiva de Esculturas de Amilcar de Castro/Exhibition “The Adventure of Coherence” . no caso de uma exposição como a Bienal do Mercosul. as obras estiveram expostas exclusivamente por parentescos relacionados às modalidades artísticas a que pertencem. tal processo teve de ser seguido por um aporte financeiro e logístico de alta envergadura para que pudéssemos disputar a visibilidade das obras dos artistas em questão. promover supostas identidades seria uma contradição infrutífera. Esse foi um dado bastante interessante abordado pela quinta edição. 1998/2002 Vetor Direções no Novo Espaço Vista da sala da artista/View of the artist’s exhibition space Usina do Gasômetro . Desse modo.Vista da sala do artista/View argumentativo foi realizado junto aos artistas para que ficasse clara Projeção of the artist’s exhibition space Usina do Gasômetro .Na perspectiva da curadoria.Vivafoto 149 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. se não nesta edição. A não-existência de fronteiras foi mais uma vez enfatizada nas palavras do curador Paulo Sergio Duarte quando disse: A arte não respeita [nenhum] tipo de fronteiras nem pelas suas questões. Ou seja. numa edição próxima.Foto: Fabio Del Re . produzidas exclusivamente para a exposição em Porto Alegre.

4-5. foi um dos signatários do Manifesto Neoconcreto. um dos maiores nomes da escultura brasileira da segunda metade do século XX.Largo Glênio Peres. Mercado Público Central À frente obra (década de 80) .2005). Em 1968. Escultor. em Belo Horizonte. 07:36 . “A Arte é um fenômeno histórico”. começou a lecionar na Escola Guignard. Impressionado pela linguagem concreta. Em 1969. a partir de 1956. realizou a primeira exposição individual da sua carreira em Nova Iorque.2 1 “Esculturas Monumentais de Amilcar de Castro”/Amilcar de Castro’s Monumental Work´s Vetor “Transformações do Espaço Público”/“Transformations of the Public Space” .p65 150 21/6/2006.Coleção/Collection Justo Werlang Foto: Carlos Stein/VivaFoto O artista homenageado da 5ª Bienal foi o mineiro Amilcar de Castro (1920-2002).04. quando se radicou no Rio de Janeiro. desenhista e pintor. também desenvolveu importantes trabalhos na área de programação visual em artes gráficas. No início da década de 1970. Cultura. Amilcar de Castro entrou em contato com as obras do suíço Max Bill (19081994). em virtude da bolsa da Fundação Guggenheim (por duas edições consecutivas) e do prêmio de viagem ao estrangeiro do Salão Nacional de Arte Moderna de 1967. o artista passou a desenvolver trabalhos nessa vertente.Largo Glênio Peres. Nessa época. Em 1959. transferiu-se para Nova Iorque. Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora 150 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. Mercado Público Central Foto: Carlos Stein/VivaFoto 1 2 “Esculturas Monumentais de Amilcar de Castro”/Amilcar de Castro’s Monumental Work´s Vetor “Transformações do Espaço Público”/“Transformations of the Public Space” . Em 1949. participou decisivamente da notável reforma gráfica do Jornal do Brasil. gravador. Zero Hora (16.

E a matéria possuísse o dom mágico de se transformar em arte. A densidade do ferro amortece a violência do golpe. 2005) . a obra de Amilcar de Castro serviu como articuladora dos diversos vetores que nortearam 151 HB_Cap6_5Bienal_Final_F. sobre o frescor de articulações tão límpidas. 07:36 .SC Como escreveu Rodrigo Naves: “… a ferrugem das superfícies testemunha o encontro de dois tempos muito diversos.Dos Armazéns do Cais do Porto para o Largo Glênio Peres . Durante muito tempo essas obras prescindiram da base como apoio semântico ao existirem no espaço pura e simplesmente.Largo Glênio Peres . 34 Amilcar de Castro (Brasil) Sem título. conservando uma certa “franqueza” do material que posteriormente se enriquece com a passagem do tempo.36 Na 5ª Bienal. 2005) . geralmente grossas chapas de aço que. visa o processo interno.Foto: Edison Vara/PressPhoto 6 Montagem das obras de/Installing the work of Amilcar de Castro (Set. aparentemente espontâneo. O otimismo construtivista precisa conviver com um lastro possante – um passado que impossibilita agenciamentos abruptos e turva a 1 2 3 5 6 4 1 a 3 Montagem de uma pintura de Amilcar de Castro/Installation of one of Amilcar de Castro’s paintings . nessas obras o artista resguarda a unidade que o corte a princípio teria desfeito.Núcleo Histórico “Experiêncais Históricas do Plano” .p65 151 21/6/2006. Caso contrário. articulam-se com o espaço na formação da obra. torna-o mais lento. sem a intervenção do sujeito.132 x 800 cm Coleção/Collection Instituto de Arte Contemporânea Amilcar de Castro . a lembrança de um arcaísmo social que não se pode reverter apenas com estruturas complexas e relações decididas. Sobre a clareza formal dessas peças.onde fixou residência após seu retorno dos Estados Unidos. Sobre esse rigor plástico na obra do artista homenageado.Artista Homenageado . Paulo Sergio Duarte escreveu: Raramente a escultura teve a integridade plástica de tal modo Foto: Rafael Rachewsky condensada e submetida à integração construtiva. Na construção do trabalho. 2002 .Foto: Rafael Rachewsky leveza do primeiro dia.Foto: José Francisco Alves 4 Transporte da obra de/Transportation of the work of Amilcar de Castro (Set. 2001 Mármore/Marble Vista da obra em exposição em Porto Alegre na 5ª Bienal do Mercosul/View of the work exhibited in Porto Alegre at the 5th Mercosur Biennial . Com a ferrugem é toda uma herança colonial que vem à tona.Coleção/Collection Prefeitura de Brusque .Foto: Rafael Rachewsky 5 Transporte da obra de/Transportation of the work of Amilcar de Castro (Set. Como se a forma se autoproduzisse e uma chapa de metal trouxesse em si os complexos elementos capazes de engendrar um espaço orgânico. 2005) . a obra mantém uma unidade que dispensa a utilização de artifícios construtivos.”35 E ainda: A precisão dos cortes não produz propriamente uma expressividade do gesto. onde o gesto simples.Sem título. passou a dar aulas também na Escola de Belas Artes da UFMG. Em 1977. Ainda assim. por meio do corte e da dobra.Acrílica sobre tela/Acrilic on canvas . a assinalar uma autonomia do fazer que não encontra confirmação em parte alguma de nossa experiência social. não há um rompimento com a superfície do plano sob o ponto de vista estrutural.Dos Armazéns do Cais do Porto para o Largo Glênio Peres . ele ganharia uma desenvoltura excessiva.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli . Através do corte e da dobra. sinal de que as formas sofrem injunções de ordem variada. E é bom que seja assim. A escultura de Amilcar de Castro parte de desdobramentos do plano.

a exposição, assinalados pelas especificidades que as questões do trabalho adquiriram na forma de “desenhos,” como o artista chamava seus acrílicos sobre tela, esculturas de médio e pequeno porte, obras monumentais e sua produção nas artes gráficas. Com curadoria de José Francisco Alves, as exposições da obra do artista estiveram presentes em todos os segmentos da exposição: seis esculturas monumentais foram instaladas no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público Central, no segmento chamado “Esculturas Monumentais de Amilcar de Castro” no vetor Transformações do Espaço Público. Esculturas elaboradas de 1953 até 2001 foram expostas no Armazém A7 do Cais do Porto, na retrospectiva “A Aventura da Coerência,” que contou também com duas obras de grande formato instaladas entre o armazém e o rio, no vetor Da Escultura à Instalação. Uma exposição de 23 pinturas de médio e grandes formatos,37 no vetor Experiências Históricas do Plano, ocupou o 2º andar do Museu de Arte do Rio Grande do Sul, que contou também com uma sala biográfica do artista. No vetor A (Re)invenção

1

2

3

4

5 6 1 Amilcar de Castro (Brasil) - Vista parcial de uma das salas de exposição do artista/Partial view of one of the artist’s exhibition space - Na parede ao centro a pintura/On the central wall “Sem título,” 2002 - Acrílica sobre tela/Acrylic on canvas - 132 x 800 cm - Coleção/Collection Instituto de Arte Contemporânea Amilcar de Castro - Foto: Eduardo Eckenfels - 2 e 3 Amilcar de Castro - Pinturas/Paintings - Núcleo Histórico “Experiências Históricas do Plano” - Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Foto: Fabio Del Re - Vivafoto 4, 5 e 6 Sala Biográfica de Amilcar de Castro/Amilcar de Castro’s Biographical Exhibition - Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Foto: Fabio Del Re -Vivafoto

do Espaço, no Santander Cultural, ainda constou da mostra um conjunto de esculturas do artista, entre as obras dos demais nomes da escultura latino-americana.38 A obra de Amilcar de Castro teve também uma exposição inédita, reunindo trabalhos de programação visual e ilustração de publicações do artista, intitulada Amilcar de Castro Programador Visual, que ficou localizada no Museu Hipólito José da Costa, ligado ao vetor Direções do Novo Espaço.
152

HB_Cap6_5Bienal_Final_F.p65

152

21/6/2006, 07:36

Exposição “Amilcar de Castro Programador Visual” Manual da Exposição/Exhibition’s Instructions Manual
Cortesia/Courtesy José Francisco Alves

Exposição “Amilcar de Castro Programador Visual”/Exhibition Amilcar de Castro Graphic Designer - Vetor Direções no Novo Espaço Vista da exposição/View of the exhibition - Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa - Foto: Carlos Stein - Vivafoto

O projeto editorial e a logomarca da 5ª Bienal
A curadoria adotou um projeto editorial pensado como um conjunto de publicações desdobradas de acordo com os vetores das exposições. Essa opção foi motivada, em primeiro lugar, pela necessidade de romper com o modelo tradicional de catálogos de grandes bienais, cujo formato não favorece o manuseio e a consulta como meio para veiculação de informação. Nesse sentido, optou-se por produzir sete publicações em formato de livro, dedicadas a cada um dos segmentos da exposição, incluindo ainda os livros Uma História Concisa da Bienal do Mercosul e Rosa-dos-Ventos: Posições e Direções na Arte Contemporânea. Isso facilitaria não somente o manuseio, como também a produção dessas publicações de maneira independente, de acordo com o calendário da produção da exposição. Tal formato editorial buscou ainda, ao escalonar a produção dos volumes ao longo da exposição, criar a possibilidade de eles refletirem o máximo possível a realidade da exposição, ao fazer constar as obras que de fato participaram do evento sempre que possível.39 Procurou-se, com isso, proporcionar às publicações uma vida mais longa, para além da realização efêmera do evento. Um extremo cuidado foi 1 dado às fotografias das obras dos artistas com o objetivo de representar o trabalho e o contexto correto em que se encontraram exibidas. A logomarca da 5ª Bienal do Mercosul foi criada pela Danowisk Design. Ela é composta por três elementos: o número 5, a letra B de Bienal e a letra M de Mercosul, formando uma espécie de planta baixa que sugere a definição de um território. De acordo com a proposta da marca submetida quando de sua concorrência, ela foi construída como uma linha contínua e sinuosa que “... sugere um território marcado onde determinadas áreas se expandem ou contraem numa alusão simbólica aos limites culturais e geográficos do Mercosul,” determinado em grande parte por suas diferenças e afinidades. A marca foi escolhida por concurso, aberto à participação de designers convidados pela Fundação Bienal.

Totem de Sinalização/Signage - Ruas de Porto Alegre
Foto: Alex Medeiros

Fachada do/Façade of Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli - Foto: Edison Vara/PressPhoto

Fachada do Paço Municipal/Façade of City Hall of Porto Alegre - Foto: Edison Vara/PressPhoto

153

HB_Cap6_5Bienal_Final_F.p65

153

21/6/2006, 07:36

1 Material para captação de patrocinadores/ Fundraising material - Brochuras, adesivo, cds com imagens e marcador de livro/Brochures, sticker, cds with images and bookmark - Marketing V Bienal Foto: Rafael Rachewsky

2 1 Charge de Alexandre Oliveira (21.10.2005) - Jornal Diário Gaúcho, Porto Alegre - Cortesia do autor/Courtesy the author Jornal Diário Gaúcho

2 Charge de Marco Aurélio (13.11.2005) - Cortesia do autor/ Courtesy the author - Jornal Zero Hora

A formação do Núcleo de Documentação e P esquisa da F undação Bienal de Artes Pesquisa Fundação Visuais do Mercosul
Promover a organização de um centro de documentação em meio a um processo de realização de uma bienal é, por que não dizer, uma tarefa difícil. Em meados de setembro de 2004, a Fundação iniciou o processo de organização e sistematização do acervo da Fundação Bienal do Mercosul. Através da contratação da historiadora Fernanda Ott, deu-se início ao projeto que já havia sido anunciado desde o término da primeira edição do evento. Um documento que sintetizava a programação da Fundação Bienal para 98/99 já apontava a necessidade de criar um centro de documentação e pesquisa sobre arte latino-americana com ênfase na área do Mercosul.40 O relatório da 1ª Bienal apontava a criação em 1998 de um Centro de Documentação e Pesquisa, que deveria tornar-se um referencial para estudos e promoção da arte latino-americana.41 O relatório final da 2ª Bienal aponta como uma das necessidades atribuídas à Fundação Bienal a organização e sistematização de seu acervo, com o objetivo de colocá-lo à disposição do público especializado para a difusão da pesquisa e do conhecimento. A conclusão diz:
A Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul tem-se consolidado em seus quatro anos de existência como a mais importante instituição cultural da região do Mercosul, devendo iniciar uma nova etapa de estruturação e acondicionamento de seu acervo, de definição de estratégias de catalogação, criação e manutenção do centro de documentação e pesquisa, já considerado referencial nos estudos e promoção da arte latino-americana.42

Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ Mercosur Biennial Visual Arts Foundation Documentation and Research Centre
Foto: Edison Vara - PressPhoto

Núcleo de Documentação e Pesquisa - Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul/Mercosur Biennial Visual Arts Foundation - Documentation and Research Centre
Foto: Fernanda Ott

Nessa perspectiva, o projeto posto em prática para organização do acervo da Fundação Bienal estabeleceu como princípio:
O resgate, a sistematização e a organização de conjuntos documentais relativos a origem, estruturação, evolução e atuação da Bienal do Mercosul, ao lado do registro de depoimentos, permiti[ndo] a recuperação de estratégias, planos, campanhas e produção que explicitam e dão sentido à dinâmica vivida pela Fundação no presente.43

O Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul foi criado em outubro de 2004, com a finalidade de Núcleo de Documentação e Pesquisa Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ preservar todo o tipo de documentação referente à história do evento Mercosur Biennial Visual Arts Foundation Documentation and Research Centre - Livros e Bienal de Artes Visuais do Mercosul e da própria Fundação. Localizado na Catálogos/Books and Catalogues Foto: Giovana Vazatta sede administrativa da Fundação Bienal, o Núcleo desenvolverá as funções de arquivo e biblioteca, com um acervo composto por documentos textuais, audiovisuais e iconográficos. Todo o acervo está sendo catalogado em banco de dados informatizado, projeto que deve estar finalizado em aproximadamente um ano, quando o centro será aberto ao público.44
154

HB_Cap6_5Bienal_Final_F.p65

154

21/6/2006, 07:37

1 Marcelo Silveira (Brasil) Tudo ou nada, 2005 Madeira, mármore, vidro e aço inoxidável/Wood, marble, glass and stainless steel Vetor Da Escultura à Instalação Vista parcial do espaço do artista/Partial view of the artist’s space Armazém A3 do Cais do Porto
Foto: Fabio Del Re - Vivafoto

“Política Regional versus estratégia internacional,” Cultura, Zero Hora (19.11.2005), 7.
Cortesia/Courtesy Jornal Zero Hora

2 Camilo Yáñez (Argentina) Cinética - Electrica sur latina, 2005 Pintura em parede e luz negra/Wall Painting with black light Vetor A Persistência da Pintura Vista do espaço do artista/Partial view of the artist’s space Armazém A6 do Cais do Porto
Foto: Carlos Stein - Vivafoto

Notas Elvaristo Teixeira do Amaral é empresário com formação em Administração de Empresas. Exerceu várias atividades na área financeira em instituições como o Banco do Rio de la Plata, na Argentina, onde foi vice-presidente executivo. Foi diretor de Marketing do Banco Crefisul S.A. Trabalhou ainda no Citibank como vice-presidente de Marketing. Foi presidente do Santander Meridional e do Conselho de Administração do Banco Santander Banespa, entre os anos de 1999 e 2002, quando colaborou para implantar o Santander Cultural em Porto Alegre. 2 Paulo Sergio Duarte nasceu em 1946 em João Pessoa-PB (Brasil). É pesquisador e professor do Centro de Estudos Sociais Aplicados (CESAP) da Universidade Candido Mendes, no Rio de Janeiro. Projetou e implantou o Espaço Arte Brasileira Contemporânea (Espaço ABC) no Instituto Nacional de Artes Plásticas da Funarte em 1979. Dirigiu esse mesmo instituto entre 1981 e 1983. Nesse período, presidiu a Comissão Nacional de Artes Plásticas. Foi o primeiro diretor do Paço Imperial/Iphan entre 1986 e 1990. Leciona Teoria e História da Arte na Escola de Artes Visuais do Parque Lage, no Rio de Janeiro, e é membro do conselho de curadores da Fundação Iberê Camargo, em Porto Alegre. Publicou diversos livros e ensaios sobre arte moderna e contemporânea. 3 Gaudêncio Fidelis nasceu em 1965 em Gravataí-RS (Brasil). É graduado em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). É mestre em Arte pela New York University (NYU) e doutorando em História da Arte pela State University of New York (SUNY). Foi diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais-RS. Foi fundador e primeiro diretor do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Foi curador do Ciclo Arte Brasileira Contemporânea do Instituto Estadual de Artes Visuais-RS. 4 José Francisco Alves nasceu em 1964 em Sananduva-RS (Brasil). É mestre em Teoria, Crítica e História da Arte pelo Instituto de Artes da UFRGS e especialista em Gestão e Patrimônio Cultural pela ULBRA. Foi diretor do Instituto Estadual de Artes Visuais do Estado e do Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. Foi coordenador de Artes Plásticas da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. É professor do Atelier Livre da Prefeitura de Porto Alegre. 5 Historiadora e crítica de arte. Mestre em Artes Visuais, em História, Teoria e Crítica das Artes pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Doutoranda pela mesma instituição. Professora nas áreas de História da Arte, Arte Contemporânea e Metodologia da Pesquisa em Arte, do Departamento de Artes e Comunicação da Universidade Federal de Pelotas-RS. 6 Sônia Salztein-Goldberg, “22nd Bienal Internacional de São Paulo,” Trans> Vol. 1, n° 1 (1995), 96. 7 Refiro-me, nesse caso especificamente, ao evento e ao seu caráter temporário, e não às instituições que o abrigam. 8 Como comentou o crítico e historiador Armindo Trevisan: “As bienais sempre vão deixar um pouco de insatisfação. Elas têm que fazer uma combinação de seriedade com o esforço de sensibilizar a coletividade.” “Quanto pesa a Bienal,” Caderno Cultura, Zero Hora (6.12.2003), 3. 9 Entrevista a José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10.08.2005), Porto Alegre. Martins ainda acrescenta: “Enquanto o curador busca, através de idéias criativas dele, trazer o que mais contextualiza o conceito que ele propôs para o evento, isso às vezes extrapola os valores [financeiros], porque não tem como encaixar um sonho numa realidade absolutamente fechada à estrutura executiva que é aquela realidade. Então, esse é um conflito que é natural no processo.”
1

155

HB_Cap6_5Bienal_Final_F.p65

155

21/6/2006, 07:37

Ver Sérgio Bueno, “Bienal do Mercosul adota identidade local,” Valor Econômico, São Paulo (30.07.2004), 09. Nesse sentido, a curadoria da 5ª Bienal defendeu a mudança do nome para “Bienal do Mercosul – A Bienal Internacional de Porto Alegre” já para a quinta edição. O argumento utilizado foi o de que a adoção dessa nomenclatura poderia ser feita através de um processo gradual de transição, sem prejuízo do prestígio da visibilidade conquistada. Para a edição seguinte, a nomenclatura tornar-se-ia “Bienal Internacional de Porto Alegre,” constando logo abaixo dessa nomenclatura “Bienal do Mercosul,” chegando a um momento, provavelmente em sua oitava edição, em que apenas o nome da cidade teria visibilidade no título. A mudança inicial proposta acabou não se efetivando na quinta edição. 12 Eva Grinstein, curadora da Argentina para a 5ª Bienal, também reiterou a necessidade de se adotar um perfil internacionalizado para a Bienal: “Apesar de que o marco regional sem dúvidas tem nos beneficiado – pelo menos no que se refere à visibilidade diante desses países do sul do continente, afastados dos grandes centros onde são tecidas as redes oficiais da arte global – acredito que a abertura para tudo o que é latino americano é uma direção obrigada neste ponto da trajetória da Bienal. O ponto de partida regional já está suficientemente instalado. É chegada a hora de internacionalizar o perfil da Bienal para, assim, conseguir que deixe de estar atrelada aos interesses políticos concretos que provocaram sua criação.” Entrevista com Eva Grinstein feita pelo autor (21.06.2005). 13 Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22.08.2005), Porto Alegre. 14 Paulo Sergio Duarte e Gaudêncio Fidelis, Histórias da Arte e do Espaço: A 5ª Bienal do Mercosul, Folder de captação, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Porto Alegre, RS, 2005. 15 Paulo Sergio Duarte, Entrevista (23.07.2004), disponível em www.iberecamargo.org, consultado em 13.06.2005. 16 Paulo Sergio Duarte e Gaudêncio Fidelis, Histórias da Arte e do Espaço: A 5ª Bienal do Mercosul, Folder de captação. 17 Entrevista a Ticio Escobar feita pelo autor (10.06.2005). 18 Paulo Sergio Duarte, Histórias da Arte e do Espaço: Construção e Expressão nas Experiências de Espaço da Arte Contemporânea, Projeto de Curadoria. 19 Paulo Sergio Duarte, Entrevista (23.07.2004), disponível em www.iberecamargo.org, consultado em 13.06.2005. 20 Paulo Sergio Duarte, “A Rosa-dos-Ventos: Posições e Direções na Arte Contemporânea,” in Rosa-dos-Ventos: Posições e Direções na Arte Contemporânea, Paulo Sergio Duarte (org.) (Porto Alegre: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 2005), 49. 21 Gaudêncio Fidelis, “Da escultura à instalação,” Revista da Bienal – A arte transgride fronteiras (Junho de 2005), sem página. 22 Sobre estas questões ver José Francisco Alves, “Arte Pública no contexto da Bienal do Mercosul,” in Rosa-dos-Ventos: Posições e Direções na Arte Contemporânea, Paulo Sergio Duarte (org.) (Porto Alegre: Bienal de Artes Visuais do Mercosul), 31-36. 23 A construção da obra de Waltércio Caldas não havia sido iniciada até o dia do término deste texto. 24 “Arte Pública no Contexto da Bienal do Mercosul,” in Rosa-dos-Ventos: Posições e Direções na Arte Contemporânea, Paulo Sergio Duarte (org.) (Porto Alegre: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul), 35. 25 Por inviabilidade de espaço, as obras do vetor Direções no Novo Espaço, que deveriam ficar todas localizadas na Usina do Gasômetro, foram distribuídas também em outros dois espaços da cidade, como o Paço Municipal, onde fica localizada a Prefeitura de Porto Alegre, e o Museu de Comunicação Social Hipólito José da Costa. 26 A Bienal de 1985 com a Grande Tela, curada por Sheila Leirner, a fez de maneira programática e com uma estratégia curatorial de grande envergadura, montada em três corredores de 100 metros de pintura expostas lado a lado, com um intervalo mínimo entre uma obra e outra. A despeito da precisão conceitual e do impacto político que a exposição impôs, a pintura mais uma vez não “morreu”. 27 Não participou da exposição a artista Ana Maria Maiolino. 28 Curadoria da exposição realizada por Gaudêncio Fidelis. 29 A idéia de inclusão de artistas de fora do Mercosul na Bienal tem suas origens já no projeto da Bienal quando formatado pelo Governo do Estado. Um projeto de fevereiro de 1995 tinha como descrição do evento: “Realização em Porto Alegre, a partir de 1996, de uma Bienal de Artes Visuais, com a participação de representações dos países membros do MERCOSUL e com possíveis participações especiais de artistas de outros países...” 30 Além desses filmes, a Sala P.F. Gastal, da Usina do Gasômetro, exibiu no vetor Direções no Novo Espaço os filmes Balkan Baroque (1999), Les Guerries de la Beauté (2002), Lost Paradise (2002), Demon du Passage (1995), Klossowski Peitre Exorciste (1987/88), Michel Butor Móbile (2000), Amour Neutre (2005) e C’est de L’art (1993). 31 Entrevista a Priscila Mello por e-mail (11.05.2005), ainda não publicada. 32 Paulo Sergio Duarte, Entrevista (23.07.2004), disponível em www.iberecamargo.org, consultado em 13.06.2005. 33 Mesmo assim, a 5ª Bienal realizou-se com um aporte de recursos menor se comparado ao número de artistas participantes e ao número de obras produzidas para a exposição e pagas pela Fundação. 34 “Amilcar de Castro – A Aventura da Coerência,” in Paulo Sergio Duarte – A Trilha da Trama e Outros Textos Sobre Arte, Luisa Duarte (org.) (Rio de Janeiro: Fundação Nacional de Arte, 2004), 52. Publicado anteriormente em Novos Estudos CEBRAP, n. 28, São Paulo (Outubro de 1990). 35 A Forma Difícil (São Paulo: Editora Ática, 1996), 238. 36 Idem 37 Amilcar de Castro foi um formidável desenhista, mobilizando recursos pictóricos tanto em obras de grande escala sobre tela quanto em obras de menor porte sobre papel. 38 Essas obras buscaram mostrar o método de trabalho do artista, através de uma seleção de esculturas de menor porte que apresentem seu processo de trabalho desde o início dos anos de 1950 até o final do século passado. 39 “O aspecto mais desesperador dos catálogos de bienais é que muitas vezes a obra exposta não é aquela que está documentada.” La Maga, Artes Visuales (12 de novembro de 1997), 23. 40 Síntese da Programação FBAVM 1998/1999, Frederico Morais. 41 Relatório I Bienal, 1998. 42 Relatório 1999/2000, II Bienal de Artes Visuais do Mercosul, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 34. 43 Fernanda Ott, Projeto Núcleo de Documentação e Pesquisa, Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul, 1994, 2. Arquivo Bienal. 44 Entre os objetivos principais para o estabelecimento do acervo em questão, podemos apontar os seguintes: 1) Resgatar, organizar e preservar todo o tipo de documentação referente ao evento Bienal de Artes Visuais e à Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 2) Garantir o registro perene do desenvolvimento atual e futuro do evento. 3) Fornecer suporte técnico-informativo para a implementação de projetos específicos. 4) Desenvolver subprodutos e pesquisas orientadas, que atendam às demandas cotidianas e/ou especiais do evento. 5) Desenvolver procedimentos e suportes que facilitem a consulta e racionalizem o controle operacional do acervo. 6) Garantir a entrada contínua de novos registros, desenvolvendo mecanismos de resgate e reconstituição da memória desse evento. 7) Criar um centro dinâmico, capaz de facilitar a recuperação de dados e, ao mesmo tempo, instrumentalizar as atividades culturais, educativas, institucionais e de divulgação do evento, priorizando sempre o atendimento aos usuários. Iden. Fernanda Ott, Projeto Núcleo de Documentação e Pesquisa.
11

10

156

HB_Cap6_5Bienal_Final_F.p65

156

21/6/2006, 07:37

Os projetos de ação educativa nas Bienais do Mercosul: breve histórico

Desde a primeira edição, um considerável aporte de recursos, tanto humanos como financeiros, foi investido em projetos educativos para cada uma das exposições da Bienal do Mercosul. Cada uma delas pensou seu próprio projeto e os desdobramentos deste durante a execução do evento. Tais projetos desdobraram-se em atividades múltiplas, que abrangeram desde a formação de monitores para atendimento ao público até seminários para o público especializado.1 Para Jorge Gerdau Johannpeter, o processo de formação educativa proporcionada pela Bienal possui uma envergadura que vai muito além do evento:

A minha visão do projeto educativo é exatamente essa dimensão de mudança. Eu acho que se deve propiciar isso a essas crianças [...] que vão nesse processo de fazer as visitas orientadas, para jovens e para crianças [...] que elas realmente possam, desde cedo, já entender que existe um mundo da cultura, um mundo [...] das artes plásticas, para que elas também, vamos dizer assim, despertem. Não como potenciais artistas, mas muito mais, [...] no desenvolvimento da sensibilidade. Que aprendam num jogo a gostar ou não gostar, a entender ou não entender, esse mundo meio virtual que se cria no espectador da arte. [...] Fazer com que essas pessoas amanhã ou depois entrem em uma biblioteca ou numa livraria e olhem um livro de uma forma diferente, ou no próprio processo do colégio com o professor, terão um outro nível de diálogo. [...] Tenho certeza de que uma pessoa que foi a cinco bienais não é a mesma que uma pessoa que nunca foi a uma bienal.2

Escolas visitam a Bienal do Mercosul através do Projeto “Você na Bienal”/ Schools visiting the 5th Biennial through the project “You at the Biennial” 153.438 alunos visitaram a V Bienal do Mercosul/153.438 students visited the 5th Mercosul Biennial - Foto: Edison Vara/PressPhoto

Uniforme dos mediadores da/Guides’ uniforms for the I, II, III, IV e V Bienal
Foto: Rafael Rachewsky

Os projetos educativos têm demandado um grande esforço da Fundação Bienal em termos de investimento humano e aporte de recursos. A familiarização do olhar com a arte contemporânea, através da
157

HB_CAP7_AçãoEducativa.p65

157

21/6/2006, 07:38

produção artística, tem sido freqüentemente apontada por agentes da Fundação como de importância primordial na busca da sensibilidade. Para Justo Werlang, vice-presidente da 5ª Bienal:
[A Bienal] pode servir como um degrau para que a comunidade toda dê esse passo. Então, a proposta que está sendo discutida [...] de um processo educativo de longo prazo, e constante na Bienal do Mercosul, como diferencial, inclusive, cria um potencial grande de acelerarem-se os processos, e eu acho que aí talvez esteja uma coisa que tu falaste, tentar saber no futuro qual é o papel da Bienal. [...] A Bienal tem função de servir para que toda a comunidade, para que todos os gaúchos, para que todas as pessoas que a visitam, para que todos os brasileiros que venham aqui, ou que dela tomam conhecimento tenham condições de dar um passo à frente. Sutil, muito sutil, mas um passo à frente.3

1 Projeto Pedagógico para/Pedagogical Project for the I Bienal 2 Projeto da Ação Educativa para/ Educational Action Project for the II Bienal 3 Curso de Formação de Professores de Ensino de Arte e Monitores/Mediators and Art Teachers Training Course (15.05.1997) I Bienal Da direita para esquerda/From left to right Superintendente Maria Benites e Curador Geral Frederico Morais Caixa Econômica Federal
Foto: Mathias Cramer

4 Espaço de Criação/Practical work I Bienal Oficina Sapato Florido, Casa de Cultura Mário Quintana
Foto: PressPhoto

5 Espaço de Criação/Practical work I Bienal Oficina Sapato Florido, Casa de Cultura Mário Quintana
Foto: PressPhoto

1

2

3

4

5

A 1ª Bienal do Mercosul visou a instituir um projeto educativo em sintonia com o projeto curatorial. Como prioridades, estavam: “...abrir caminhos, delinear trajetórias e oportunizar situações, socializando assim o conhecimento das Artes Plásticas e a alfabetização estética tão importante para todos os seguimentos da sociedade.”4 O projeto pedagógico da 1ª Bienal recebeu a chancela da UNESCO. Entre seus principais objetivos, constava: “Fomentar a integração cultural do Mercosul, a partir das artes visuais, e promover a cidade de Porto Alegre, o Estado do Rio Grande do Sul e o Brasil a partir de um evento integrador, de grande projeção no âmbito do Mercosul e no panorama cultural internacional.”5 Entre os objetivos citados no projeto, constava ainda “...estimular maior presença da História da Arte latino-americana nos currículos escolares e dar subsídios aos professores de Ensino de Arte para trabalhar artistas relacionando-os com problemas de sua realidade.”6 Sob a coordenação de Margarita Kremer, durante o projeto educativo da 1ª Bienal, foi elaborado um extenso mapeamento de instituições colaboradoras, realizando visitas a escolas da rede pública municipal e estadual para as quais foram propostas visitas guiadas com o objetivo de atender os diversos públicos da Bienal. Inúmeras reuniões com entidades, associações de bairros e associações de classe foram feitas com o objetivo de ampliar o raio de atuação do projeto.7 Cerca de 600 estudantes universitários participaram do curso de formação de monitores, dos quais 142 foram contratados para monitoria por intermédio do Centro de Integração Empresa-Escola.8 A 1ª Bienal realizou também dois seminários com a participação de 36 convidados de diversos países e representantes de várias instituições internacionais.9 O primeiro seminário foi intitulado Utopias LatinoAmericanas.10 O objetivo central do seminário foi o de discutir a problemática da arte latino-americana em
158

HB_CAP7_AçãoEducativa.p65

158

21/6/2006, 07:38

tanto no que se refere ao plano de criatividade individual como no intercâmbio entre artistas..relação às teorias que já foram elaboradas sobre a arte latino-americana.. colecionadores.1997) I Bienal .1997) I Bienal . 1 2 5 5 Seminário Internacional/International Conference “Utopias Latino-americanas” (06-09. presença européia e norte-americana na América Latina.os únicos a tomar atitudes para transformar o mercado integrado em cultura compartilhada.Da direita para esquerda/From left to right Gaspar Galaz. possibilitando que pessoas de várias idades.10.Salão de Atos da UFRGS .. Um amplo trabalho foi realizado com a Secretaria Estadual de Educação e a Secretaria Municipal de Educação em um diálogo com lideranças do setor de educação.. 159 HB_CAP7_AçãoEducativa. fez uma crítica severa a seu país no seminário Utopias Latino-Americanas. intitulado A América Latina Vista da Europa e dos Estados Unidos. podendo assim expandir seus conceitos de arte. Armindo Trevisan e/and Gabriel Peluffo . Fernando Farina.. através de um projeto de ação educativa. Para tanto.Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Seminário Internacional/International Conference “Utopias Latino-americanas” (06-09.Salão de Atos da UFRGS .”15 O curso de formação de professores e estudantes universitários obteve 514 inscritos e contou com 19 palestrantes.420 estudantes.Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Seminário Internacional/International Conference “Utopias Latino-americanas” (06-09.ampliar o acesso ao universo da arte para um público diversificado.10. Para monitoria da exposição foram contratados 183 estudantes.10.Da direita para esquerda/From left to right Margarita Sanchez.” acentuando que o Brasil tem estrutura e “. Tício Escobar. O segundo seminário.Salão de Atos da UFRGS .Foto: Edison Vara/PressPhoto 4 Seminário Internacional/International Colloquium “Utopias Latino-americanas” (06-09. sob a coordenação de Margarita Kremer. Marcio Doctors. regionalismos.10. como Paris e Nova Iorque. classes sociais e níveis culturais vivessem experiências significativas ao se relacionarem com as obras expostas na 2ª Bienal..14 A coordenação pedagógica da 2ª Bienal ficou novamente a cargo de Margarita Kremer. ausência da América Latina na história da arte.Shifra Goldman Salão de Atos da UFRGS Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 4 1 Seminário Internacional/International Conference “Utopias Latino-americanas” (06-09. pesquisadores.”13 A 2ª Bienal tentou. estudantes.Foto: Edison Vara/PressPhoto Esses seminários foram destinados a críticos de arte. Mostrou como a maioria de seus irmãos relaciona-se mais com grandes centros. O seminário discutiu a expansão internacional da arte latino-americana.p65 159 21/6/2006. ao dizer que a Argentina desconhecia a produção dos outros países da América Latina.1997) I Bienal . Margarita Kremer e/and Nelly Perazzo .discutir as idéias que nortearam [a] Bienal e a História da Arte da América Latina. tópicos como releituras. foi criada uma Direção de Educação sob a coordenação de Evelyn Berg Ioschpe. dar ênfase a um processo de mediação da obra de arte concentrada principalmente no público infanto-juvenil. Os temas abordados foram os seguintes: americanismos.. A 2ª Bienal recebeu a visita de 100.Salão de Atos da UFRGS . professores de arte e ao público em geral.”12 A 1ª Bienal homenageou também com uma exposição o crítico Mário Pedrosa e através do seminário especial Mario Pedrosa: uma homenagem. Foram abordados os seguintes temas: globalização e arte latino-americana. antecipações e retroinfluências. museólogos. O projeto partiu da idéia de que a América Latina tem sido sistematicamente excluída da história universal da arte.11 foi realizado no Salão de Atos da UFRGS.está fazendo muito mais do que qualquer outro país para que isso aconteça. O Projeto de Educação visou a “.. mitos e realidades. artistas.10. 07:39 . vertentes e arte e política. Pedro Querejazu e/and Valéria Paz . bienais e revistas de arte.1997) I Bienal . para quem os seminários tiveram o papel de “. museus e galerias do continente. e elogiou o Brasil por sermos na época “. hoje diretor do Museu de Arte Contemporânea de Rosário. crítico do jornal La Capital. realizado em outubro de 1997.Da direita para esquerda/From left to right Bélgica Rodriguez.1997) I Bienal . curadorias.

” com Mário Carneiro. Foi realizado também um ciclo de palestras no Museu de Arte do Rio Grande do Sul. 07:39 .” com Raul Hartke.Museu de Arte do Rio mais prestigiados curadores internacionais.11. o crítico Pierre Restany.Cortesia/Courtesy Para as ações pedagógicas da 2ª Bienal. Na palestra. seriam resultado de um “museu das obsessões.II Bienal Foto: Acervo NDP-FBAVM 2 Curso de Formação de Monitores/Mediators’ Training Course (Agosto 1999) II Bienal .II Bienal .1 2 3 4 5 6 7 1 Curso de Formação de Monitores/Mediators’ Training Course (Agosto 1999) . segundo ele. falecido recentemente e um dos mais conhecidos curadores do mundo.” um nd 160 HB_CAP7_AçãoEducativa. A curadoria escolheu um artista de cada país participante para ser trabalhado como proposta de leitura e investigação da obra. veio ao Brasil especialmente para a Grande do Sul Ado Malagoli Video Stills: Rafael Rachewsky Bienal e falou para um auditório lotado sobre a sua trajetória e a produção artística contemporânea.II Bienal . observou sobre a 2ª Bienal que: “…muito das obras que vi nesta Bienal poderiam estar em Veneza. do qual participou. com o tema Psicanálise.Porto Alegre .Foto: José Francisco Alves .11.” com Harald Szeemann.Homenagem da FBAVM aos 50 anos da ABCA/Homage from the FBAVM to the 50 years of the ABCA 4 Monitora e público visitante/Mediators and visitors .Crítico de Arte em visita a Porto Alegre para participar do Simpósio Internacional da Associação Brasileira de Críticos de Arte/Art critic visiting Porto Alegre for the International Symposium of the Brazilian Association of Critics of Art .p65 160 21/6/2006.Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul . assim como para oferecer informações sobre os movimentos artísticos aos quais tais obras e artistas estavam ligados.1999) .FBAVM 7 Monitoria e público visitante/Mediator and visitors .II Bienal .16 como o III Ciclo de Debates da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre. “Sonho e Mentira de Franco. entre outros. considerado um dos Biennial . Mentira e Verdade de Picasso: uma abordagem psicanalítica de algumas obras de com/Lecture with Harald Picasso. dos professores e como propostas de aula. um dos seguimentos da Bienal de Veneza.Foto: Acervo NDP-FBAVM 6 Pierre Restany . As curadorias realizadas por Szeemann.2000) II Bienal do Mercosul/2 Mercosur Bienal de Veneza.Cortesia/Courtesy Mônica Hoff 5 Simpósio Internacional de Arte e Tecnologia/International Symposium of Art and Technology (02-03. foram produzidas onze lâminas com reproduções como instrumento para explorar a visita dos estudantes. A Bienal teve ainda programações paralelas.1999) Promoção conjunta da Fundação Bienal com a Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre e Universidade de Caxias do Sul .Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli .Espaço DEPRC .17 Este último.Centro Municipal de Cultura . entre elas “O Processo Criativo em Iberê.Foto: Acervo NDP-FBAVM 3 Cartaz do Simpósio Internacional da Associação Brasileira de Críticos de Arte/Poster for the International Symposium of the Brazilian Association of Critics of Art (07-08. A Bienal sediou ainda o simpósio de comemoração dos 50 anos de fundação da Associação Brasileira dos Críticos de Arte (ABCA). que considerou bastante similar ao Arsenal.Hotel Plaza São Rafael .01. Sonho e Criação Artística. e a “Arte contemporânea no marco da Bienais: a 48ª Palestra Szeemann (05.Porto Alegre .” Szeemann gostou do espaço do DEPRC.Foto: Acervo NDP .II Bienal .

Os temas abordados foram Duas tradições da Seminário/Seminar “As Questões da Arte no Século XXI” Na mesa da esquerda para direita/At the pintura figurativa. Para o curso de formação de monitores.”22 Cattani já falava. Eles são múltiplos.” que “. na época estudante da ULBRA: “Participamos desde a montagem até a construção das obras. levantar questões é mais importante do que responder” e “se queremos uma maior participação.10. Uma hermenêutica da imagem figurativa: pintura (Diretor do Instituto Goethe).20 que através do Instituto de Artes sediou as aulas sob a coordenação da Profa.propiciar a universitários de cursos de artes e afins uma formação suplementar em arte contemporânea.25 a 3ª Bienal promoveu três seminários internacionais exclusivamente voltados para a arte contemporânea. O retorno do figurativo. entre eles o artista homenageado Rafael França.”21 Segundo o relatório.remete a uma pedagogia urbana voltada ao cotidiano. Fábio Magalhães. oportunizando um conhecimento aprofundado sobre as questões da arte na América Latina.Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano através de agendamento.. nunca possível de ser inteiramente realizado.”19 Buscando ir além da formação de monitores. Icléia Cattani. com vistas à sua capacitação para atuarem em Cartaz de divulgação do “Curso Formação de Monitores”/Advertising poster for the “Mediators Training Course” (Junho 2002) .. “de tão pessoal e delirante. desenvolve[r] uma proposta de trabalho na qual repassar o conhecimento é a chave para ingressar no universo da arte.”23 A participação dos estudantes em um processo mais aprofundado de conhecimento da obra foi comentada por Carla Meyer. Nicolai Petersen abordagem filosófica.III Bienal época.200 kits de material didático foram distribuídos aos professores com laminas didático-explicativas sobre 10 artistas participantes da Bienal. O curso objetivou propiciar aos alunos “. com a participação de curadores de cada país representado e de renomados críticos internacionais convidados. ao mesmo tempo em que oportuniza[r] um estágio essencial para sua formação. de um total de 239 alunos 108 participaram da monitoria da mostra.” O projeto promoveu uma continuidade em relação à 1ª Bienal e procurou. A convivência com os artistas foi Parcerias/Partnerships Convite do Seminário/Invitation for maravilhosa.“museu do fantástico” que ele manteria em sua mente. à história e aos espaços de uma cidade. 116. Temas como As questões da arte no século XXI e As questões da contemporaneidade foram os tópicos do primeiro seminário.p65 161 21/6/2006.2001) table from left to right Ticio Escobar.uma formação suplementar em arte contemporânea. o curso teve ainda como objetivos “. foi realizado um convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Sobretudo em relação à arte contemporânea. Curador Geral e/and Jorge Glusberg. Instituto Goethe e linguagem e. No Cultura Art in Contemporary Culture) (10-22/11/2001) Promoção/Promotion final do curso.. Fundação Iberê Camargo com o apoio with support of Fundação Bienal segundo dados do relatório da 3ª Bienal.27 buscou responder às questões trazidas pela arte figurativa produzida na contemporaneidade.26 O segundo seminário.”18 O projeto pedagógico da 3ª Bienal teve como vetor conceitual a “Pedagogia Urbana: a cidade como espaço educador. é preciso ensinar a ver e a se dar conta de que ver não é classificar.III Bienal aula após a visita à Bienal. a Fundação Bienal trabalhou para promover um intenso diálogo com as redes de ensino com o intuito de explicar a importância do evento e o contexto local e internacional em que as mostras seriam realizadas. através do conceito de uma “cidade educadora. Uma série de oficinas foi promovida para professores. O seminário O Lugar Foto: Edison Vara/PressPhoto 161 HB_CAP7_AçãoEducativa. o mais importante não é o que a obra quer dizer. Um total de 1. e instrumentalizando conceitualmente esses futuros monitores para Materiais da Ação Educativa/Educational Materials posterior auxílio na relação entre espectador e obra. do que viria a ser o viés interrogativo da 4ª Bienal: “Em arte Foto: Edison Vara/PressPhoto contemporânea. 07:40 . naquela Action Pranchas de imagens e textos dos artistas/Cards with images and texts on artists . com os artistas participantes. com os curadores.834 estudantes visitaram a Bienal da/ do Mercosul . Dra. pois não há um sentido único. Sob o título O Futuro da Arte... ainda. bem como estabelecendo um contato direto com a montagem da mostra.. Conceitos da arte figurativa desde 1860: uma (15. sob o título O Retorno do Figurativo.”24 Foram realizados também encontros com alguns artistas participantes the Conference “O lugar da Arte na Contemporânea” (The place of da 3ª Bienal para que falassem sobre a sua trajetória e o seu processo de trabalho.

”32 162 HB_CAP7_AçãoEducativa.Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 Curso de Formação de Mediadores/Mediators’ Training Course (07. Mônica Zielinsky. possibilitando. Arqueologias Contemporâneas. Concebido e supervisionado por Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque. foi utilizado como uma chave para desencadear processos de mediação entre a exposição e o público “. sendo compostas de textos voltados às questões mais gerais da arte contemporânea. transgressão e espaço social e A estética depois das vanguardas. Um número de 1. denominadas Caderno e Textos do Mediador. Para professores da rede de ensino público (estadual e municipal) e privado.visando sempre fertilizar um novo arranjo nos modos de perceber do visitante. estética e inconsciente.Palestra com Curador Geral/ Lecture with the Chief Curator Nelson Aguilar Átrio do Santander Cultural . foi elaborada com textos de referência para o curso. foi adotada a nomenclatura de mediador em lugar de monitor.Palestra com Curador Geral/Lecture with the Chief Curator Nelson Aguilar Átrio do Santander Cultural . o projeto de ação educativa da 4ª Bienal foi baseado nos verbos “dialogar” e “aproximar” com o objetivo de construir aproximações com o público em um processo de comunicação em que determinadas fronteiras poderiam ser ultrapassadas.06. integrar a formação cultural como um bem simbólico a ser incorporado à vida do cidadão. Através da elaboração de roteiros específicos de visitação.” cujo objetivo principal foi oferecer uma visão geral sobre o “discurso expositivo” da 4ª Bienal. Processo delicado que pede uma atenção especial revelada por uma atitude frente à arte e ao outro.Foto: Edison Vara/PressPhoto Cartaz de divulgação do “Curso Formação de Mediadores”/Advertising pôster for the “Mediators’ Training Course” Junho de 2003 . “No contato com a arte. um seminário intitulado Ciclo Bienal para discutir várias questões relativas ao evento. Na ocasião.559 professores participou do curso. Foram tratados temas como geopolítica. com vistas a propiciar ao professor instrumentos de trabalho para ser desenvolvido por ele junto aos alunos. seja através do fazer. jovem ou adulto conhecedor ou não do universo artístico. nos movemos no território da mediação. foi distribuído o material educativo Inventário dos achados: o olhar do professor-escavador de sentidos. textos da versão preliminar do catálogo com informações complementares sobre artistas e ainda textos complementares sobre mediação. assim. arqueologia e educação. O tema da 4ª Bienal. Dra.2003) IV Bienal .”29 O curso de formação foi coordenado pela Profa. A Feira do Livro e o Santander Cultural realizaram.Da direita para esquerda/From left to right Mônica Zielinsky. genética. 07:40 .”30 1 1 Curso de Formação de Mediadores/Mediators’ Training Course (07. com o apoio da Fundação Bienal. bem expresso na sua logomarca dos pontos de interrogação: “É esse foco que consideramos imprescindível ao trabalho de mediação. seja criança.07.da Arte na Cultura Contemporânea28 teve como temas A arte na sociedade do espetáculo. uma atividade que propicia deslocamentos. área empresarial e mídia.. que escreveu sobre o viés interrogativo da 4ª Bienal.IV Bienal 3 Aula inaugural do Curso de Formação de Mediadores/ Inaugural class of the Mediators’ Training Course (23. foi oferecido o curso “Camadas para escavar sentidos: o olhar do professor-pesquisador. Houve a presença de participantes da curadoria e outros convidados.Átrio do Santander Cultural Foto: Edison Vara/PressPhoto 2 3 Uma série de quatro apostilas.2003) IV Bienal . seja através da leitura de obras.31 Na quarta edição.. da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. ampliando suas possibilidades para um olhar renovado à proposta de curadoria. Paulo Sérgio Duarte e Miriam Celeste .07. como professorespesquisadores. visando a uma melhor otimização dos agendamentos. aponta contradições.p65 162 21/6/2006. Criação. abre-se a perguntas e afasta-se do definitivo e do conclusivo. a ação educativa controlou o fluxo possível para cada mostra da exposição.2003) IV Bienal .

cuja tiragem foi de 170 mil unidades. contando com uma biblioteca específica.Transporte de visitantes/Visitors transport .Foto: Acervo NDP-FBAVM 5 Ônibus da/Bus of the IV Bienal .IV Bienal Relatório Final do Projeto da Ação Educativa/ Final report of the Educational Project (dez.IV Bienal .IV Bienal 1 2 3 Materiais da Ação Educativa para professores/Educational materials for teachers Inventário dos Achados – o olhar do professor-escavador de sentidos Aprendiz de arte na expedição “Arqueologias Contemporâneas” e pranchas de imagens e textos IV Bienal Foto: Edison Vara/PressPhoto 4 5 1 Mediador e público visitante/Mediator with visitors .2003) .Vista da exposição .Representação Nacional .Cortesia/Courtesy 3 “A Mídia e o Olhar Contemporâneo” .IV Bienal .p65 163 21/6/2006.O projeto de ação educativa criou também o Espaço-Educação-Cultura com o objetivo de se tornar um local de troca de experiências. era composto de 17 pranchas com reprodução de obras e uma caderno de textos.Foto: Acervo NDP-FBAVM 4 Espaço Arte Educação Cultura/ with mediator . voltado para professores.Representação Nacional . o Inventário dos achados: o olhar do professor-escavador de sentidos foi distribuído para o público em geral e para as escolas da rede pública estadual e municipal.Palestra com/Lecture with Anelice Dutra Pillar (13. tenso sido encartado no jornal Zero Hora.Espaço Arte Educação Cultura/Culture Art Education Area .Armazém A7 do Cais do Porto .IV Bienal .Patrocínio/Sponsored by Petrobrás e/and REFAP .Armazém A4 do Cais do Porto .Ação Educativa/Educational Action Caderno Informativo para atendimento a deficientes visuais/Information Book for the visually impaired .11.000 exemplares que foram distribuídos para professores participantes do curso e para bibliotecas das secretarias estaduais e municipais de educação. assessoria e mostra de projetos educativos.Argentina . Um considerável volume de peças educativas foi realizado para distribuição a diferentes públicos: “Aprendiz de arte na expedição às Arqueologias Contemporâneas. Caderno de Textos do Mediador da/Mediators’ Training Course´s Text Book IV Bienal .Foto: José Francisco Alves . Houve uma tiragem de 5.Chile . 07:40 . Esse material educativo.Foto: Acervo NDP-FBAVM 163 HB_CAP7_AçãoEducativa.”33 Com uma tiragem de 300 mil unidades. saraus culturais.Crianças visitantes em oficina com mediador/Young visitors in workshop do Porto .IV Bienal .Armazéns do Cais / Culture Art Education Area .Armazém A6 do Cais do Porto .Foto: Acervo NDP-FBAVM 2 Mediador e público visitante/Mediator with visitors . de 2003) .

38 No ciclo. um projeto educativo permanente e contínuo que se desenvolve através de seminários. como qualquer outra. A 5ª Bienal realizou diversos seminários com o objetivo de dar amplitude às questões da produção contemporânea em seus aspectos teóricos e práticos.Espaço Educativo/ the “Mediators’ Training Course” Teachers’ Room .08.Educational Space Agosto de 2003 . A Bienal realizou também o projeto Diálogos Culturais. palestras e atividades paralelas.V Bienal .” com Rafael Vogt 1 Ação Educativa da/Educational Project of 42 1 Cartaz de divulgação do V Bienal do Mercosul.08. Foram realizados ainda os simpósios O Espaço “Curso Formação de Design: Alex Medeiros/Type Design Mediadores”/Advertising pôster for e o Vazio na Arte e na Psicanálise.Porto Alegre Foto: Edison Vara/PressPhoto Curso de Formação de Mediadores/Mediators’ Training Course (10. intitulado A Arte Contemporânea: Posições e Direções em Perspectiva.44 em parceria Foto: Edison Vara/PressPhoto Type Design com o Instituto dos Arquitetos do Brasil e o Instituto Goethe. o estabelecimento de um projeto educativo contínuo e sistemático ampliaria o raio de visibilidade e consolidação da exposição em uma perspectiva de potencializar o entendimento sobre a arte contemporânea: Essa ansiedade pela inteligibilidade imediata da obra contemporânea tem mais a ver com os hábitos de consumo rápido de mercadorias perecíveis do que com a fruição estética e também pelos hábitos de entretenimento estimulados pela indústria do show business. tais como Arte em Trânsito37 e Arte e Tecnologia. contou com palestras dos curadores internacionais da quinta edição. exige sua repetição e se dá num nicho diferente das experiências oferecidas pela indústria da diversão.45 com professores e artistas que enfocaram temáticas relativas à arte contemporânea.39 “A obra de Amilcar de Castro. A fruição de obras de arte é uma experiência que. Paulo Venâncio Filho. Curador-Geral da/Chief Curator of the V Bienal . cujo público-alvo foram professores.40 Alberto Tassinari.”43 em parceria com a 3 Sala do Professor .A implantação de um projeto educativo a longo prazo para a Fundação Bienal do Mercosul cresceu como debate durante o processo de realização da 5ª Bienal. Terry Smith35 e Pepe 2 Karmel36 Um ciclo de palestras foi desenvolvido durante o período da exposição com abordagens diversas.” com Tiago Mesquita. Um simpósio internacional. curadores internacionais e ainda convidados do Brasil e de outros países.Porto Alegre Foto: Edson Vara/PressPhoto Aula Inaugural do Curso de Formação de Mediadores/ Inaugural Class of the Mediators’ Training Course (10. estudantes e público em geral. é o melhor modo de capitalizar. convidados brasileiros. o que envolveu desde a formação de monitores até a realização de seminários.2005) .V Bienal Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA). junto ao público.08.2005) Paulo Sérgio Duarte. ciclos de palestras. 164 HB_CAP7_AçãoEducativa. Assim.Palestra com o Curador Geral/Lecture with Chief Curator Paulo Sergio Duarte Auditório do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano Foto: Edison Vara/PressPhoto Sob a coordenação geral de Fábio Coutinho.2005) Justo Werlang. encadeando uma bienal com outra. como Ana Paula Cohen. e O Espaço V Bienal do Mercosul Design: Alex Medeiros/ Consolidado e a Geração do Novo Espaço.p65 164 21/6/2006. pequenos cursos. Sônia Salzstein.Santander Cultural . a 5ª Bienal elaborou um projeto educativo para atender às demandas de seus diversos públicos.” com Yanet Aguilera. Vice-Presidente da V Bienal Santander Cultural . 07:40 . a experiência realizada pela visita à exposição que dura um pouco mais de dois meses.41 José Francisco Alves e Paulo Sergio Duarte.34 Aula Inaugural do Curso de Formação de Mediadores/ Inaugural Class of the Mediators’ Training Course (10. foram realizadas as palestras “A banalidade como experiência estética. “Estratégias 3 2 Material do Professor/Teachers’ Material narrativas na produção contemporânea. Maia Rosa. publicações. Para o curador Paulo Sergio Duarte.

“Além de ser uma ótima oportunidade de estender o projeto da Bienal do Mercosul para o interior do Estado.Museu Leopoldo Gotuzzo . permitindo a participação de estudantes da área de artes que atuam nas universidades da metade sul do Estado..11. representa promover o acesso à produção artística mais recente do Brasil e da América Latina ao público local. com participação da Funarte e com patrocínio da Petrobras. Neiva Bohns e/and Paulo Sergio Duarte . que realizou visitas guiadas com os monitores em todos os espaços de exposições.Através de um convênio entre a Fundação Bienal do Mercosul e a Universidade Federal de Pelotas.Universidade Federal de Pelotas .48 Simpósio Internacional/International Conference “Arte Contemporânea: posições e direções em perspectiva” (02.10. Neiva Bohns (Curadora Assistente/Assistant Curator da V Bienal e professora – DAC/UFPel).UFPel . paralelamente às atividades de exposição em Pelotas.apresentar as possibilidades educativas da 5ª Bienal.Foto: Edison Vara/ PressPhoto 4 Itinerância da V Bienal/Touring segment of the 5th Biennial .2005) . que disponibilizou um acervo bibliográfico e uma videoteca para pesquisa e estudo. Vilson Miranda (Chefe do/Chief of Museu Leopoldo Gotuzzo).p65 165 21/6/2006.”47 1 2 3 1 Visita do/Visit from Instituto de Artes e Design (IAD/UFPel) .Átrio do Santander Cultural Foto: Tânia Meinerz/Pressphoto 165 HB_CAP7_AçãoEducativa.Foto:Edison Vara/PressPhoto 4 O projeto de ação educativa realizou ainda um encontro para professores com o objetivo de “. filmes de Pierre Coulibeuf e Tunga foram exibidos no Museu de Arte de Pelotas (MALG).2005) Palestra com/Lecture with Sônia Salztein . além de ser promovida uma visita guiada com curadores da Bienal e a comunidade acadêmica da UFEPel à Bienal do Mercosul.RS .2005) .11.Da esquerda para a direita os curadores da 5ª Bienal/From left to right the curators of the 5th Biennial Neiva Bohns. e com aulas ministradas por diversos profissionais da área. 07:41 .Foto: Edison Vara/ PressPhoto 2 Palestra/Lecture “Bienal do Mercosul” (17.Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Palestra/Lecture “Bienal do Mercosul” (17.. Paulo Sergio Duarte (Curador Geral/Chief Curator V Bienal) e/and Anaizi Cruz Espírito Santo (Diretora do/Director of IAD/UFPel) .Da esquerda para a direita/From left to right Vitor Hugo Borba Manzke (Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFPel).10.2005) Palestra com/Lecture with Terry Smith Átrio do Santander Cultural Foto: Rafael Rachewsky Simpósio Internacional/International Conference “Arte Contemporânea: posições e direções em perspectiva” (02. Uma mesa-redonda46 foi realizada na universidade. O projeto Você na Bienal. O projeto de formação de mediadores incluiu um curso de formação sobre conceitos da História da Arte concebido por Paulo Sergio Duarte. teve o objetivo de proporcionar transporte gratuito a estudantes das escolas da rede pública. com o objetivo de discutir as obras in loco com os mediadores.2005) Palestra com/Lecture with Tício Escobar Átrio do Santander Cultural Foto: Rafael Rachewsky 2 Simpósio Internacional/International Conference “Arte contemporânea: posições e direções em perspectiva” (03. acesso à internet e apoio a atividades pedagógicas do professor.Centro de Integração do Mercosul/Pelotas .Da esquerda para a direita/From left to right José Luiz de Pellegrin (Professor do/Teacher of DAV/UFPel). municipal e estadual de Porto Alegre e da região metropolitana. Gaudêncio Fidelis e/and Paulo Sergio Duarte .Vista da sala de projeção/View of the projection room .10. Um caderno de textos foi elaborado para servir de subsídio aos alunos que assistiram às palestras proferidas pelos convidados e pelo curador geral. Lauer Nunes Alves dos Santos (Coordenador do/Coordinator of curso de Artes Visuais da UFPel). que já havia sido realizado na edição anterior. Foi produzido um material para o professor com lâminas ilustradas e textos sobre a obra dos artistas.” Foi também criado o Espaço Educativo. promovendo a ação continuada aos professores da rede pública e privada de ensino. curador geral.Filmes de/Films of Tunga e/and Pierre Coulibeuf . O curso teve uma segunda etapa com aulas sobre temas mais específicos e aulas sobre arte contemporânea ministradas pelo curador geral. além de grupos e adultos da terceira idade.

166 HB_CAP7_AçãoEducativa. Desse modo. 07:41 . 4 Projeto Pedagógico para a I Bienal do Mercosul.Foto: Rafael Rachewsky 5 Ônibus/Bus da/of V Bienal “Você na Bienal” . 28. através desses agentes no panorama internacional. Porto Alegre. I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” “mediadores. Paulo Sérgio Duarte.Transporte de visitantes/Visitors Transport .09. acentuando ao final que a repercussão de tal evento no panorama.Simpósio “O Espaço e o Vazio na Arte e na Psicanálise” (14-15 de outubro/October) .“Estratégias narrativas na produção Contemporânea” (16. utilizei nomenclaturas como a de “projeto pedagógico. a nomenclatura da área educativa para a área de programas educativos de exposições sofreu mudanças significativas. 9 de outubro (1997).2005).” e assim por diante. RS.1997). baseada em ascensão econômica. 3 Entrevista a Justo Werlang feita pelo autor (17. 5 “O Projeto da I Bienal Mercosul conta com a Chancela da Unesco.p65 166 21/6/2006. 15 Idem. A soma dos discursos prevê um grande potencial artístico latino. em 1997.” Gazeta Mercantil.Foto: Edison Vara/PressPhoto 7.Foto: Edison Vara/PressPhoto 6 Alunos visitam a V Bienal/School children visiting the 5th Biennial . Porto Alegre. utilizei nesta parte do texto denominações que apareceram nos documentos que registram a história desses projetos ao longo do tempo.” Empregos. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 8 e 9 Visitantes da/Visitors of V Bienal do Mercosul (02.Da esquerda para direita/ From left to right José Francisco Alves. 23 de outubro de 1996.Patrocínio/Sponsored by Petrobrás e/and REFAP . 10 Realizado de 6 a 9 de outubro de 1997.Foto: Edison Vara/PressPhoto 3 Ciclo de Debates/Debating Cycle .Parceria com a/Partnership with Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre (SPPA) . Alberto Tassinari e Yanet Aguilera .” Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul – Projeto Pedagógico para a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.07. veio contribuir para a diminuição do isolamento em que a produção se encontrava. Porto Alegre.08.Palestra com/Lecture with Rafael Vogt Maia Rosa . I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 8 Ver Mylena Fiori. Dezembro de 1997. sem data. 14 Relatório – 1999-2000. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.Átrio do Santander Cultural . Jornal ABC. sem data. 2 Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22.Da esquerda para direita/From left to right Elaine Tedesco (artista/artist). denominações que acompanharam mudanças tanto externas como internas aos diferentes projetos e que demonstram como cada evento pensou sua própria filosofia de trabalho.11. capa.2005) . “A Bienal da integração.1 2 3 4 5 6 7 8 9 1 Diálogos Culturais . II Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” “monitores. Ofício BRA/CLT/INF/96. RS. Zero Hora (28.10.2005) .2005) . Brasília. “A participação de diversos intelectuais dos mais variados países contribuiu positivamente para amenizar o estigma de que somos uma cultura de repetição. 9 Um trecho do relatório da 1ª Bienal demonstra os objetivos que seus organizadores julgavam que a reunião de um número extremamente significativo de pensadores e teóricos traria ao meio. Relatório – 1999-2000. “Estudantes buscam experiência na Bienal. Ivone Rizzo Bins e/and Téti Waldraf (Coordenadoras da Sala do Professor-Espaço Educativo/Coordinators of the Teachers’ Room-Educational Space) . “Críticas de Farina à Argentina.Foto: Tânia Meinerz 2 Parcerias/Partnerships . Porto Alegre. 11 Realizado de 3 a 5 de novembro de 1997.Palestras com artistas e professores de arte/Cultural Dialogues – Lectures with artists and art teachers . 7 Projeto Pedagógico – Relatório.Foto: Tânia Meinerz/PressPhoto 4 Ciclo de Palestras/Lecture Cycle “Amilcar de Castro” (08.Santander Cultural . Sendo assim. 12 Ieda Risco. RS.2005). 6 Idem.11.11.” “visitas guiadas. capa. Porto Alegre. capaz de trazer novos conceitos de arte ao mundo. não paginado. reprodutora de modelos das metrópoles desenvolvidas. 33. 12. 12.1997).1599.Fotos: Edison Vara/PressPhoto Notas 1 Desde a primeira edição.Santander Cultural . Novo Hamburgo (28.” Lazer & Cultura.Santander Cultural . 13 Nando D’Ávila. desmaterializando a estética tradicional.” “projeto educativo.” Relatório.

escavador de sentidos. Raul Hartke. entre outros. Icléia Borsa Cattani. no auditório do Instituto Goethe.08. Leonor Amarante. Neiva Bohns e os professores José Luiz Pellegrin e Lauer Alves Nunes dos Santos da UFPel.O seminário foi realizado de 3 a 5 de outubro de 2005.” Caderno Cultura. Imprensa. é professor associado da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Nova York. formada em 1983 pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul). e professor da Escola de Artes Visuais do Parque Lage). Sua principal área de interesse é a arte moderna e contemporânea. 2001. Doutor em filosofia pela USP. O evento ocorreu nos dias 20. apresentando pela primeira vez na Europa artistas como Joseph Beuys. 25 O seminário aconteceu paralelamente à abertura do evento. n° 26 (Setembro/Outubro de 2001). Teresa Poester.” que se tornou uma referência histórica. Jorge Youdice. 31. intitulado Diversos Olhares. 16. site. Então. com o apoio da Secretaria de Educação de Porto Alegre e foi sediado pelo Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano. Autor de “O Espaço Moderno. 34 Paulo Sergio Duarte. Jailton Moreira. sem data. nos dias 15 e 16 de outubro de 2001.05. Press-Release.” Cosac & Naify. portanto nós temos de equilibrar a questão do marketing da empresa com a questão da responsabilidade social no investimento da educação pela arte. Celso Loureiro Chaves. 22 Idem. Inventario dos achados: o olhar do professor. Discurso Editorial e Editora UFMG. 33 Concepção e produção de textos de Mirian Celeste Martins e Gisa Picosque. 21 e 22 de novembro de 1999.p65 167 21/6/2006.. 21 Projeto Curso Arte Contemporânea: processos.2005). Formado em Ciências Sociais pela Faculdade de Filosofia. dentre os quais o primeiro livro sobre a obra de Amilcar de Castro em 1991. Porto Alegre.09. A mesa teve a coordenação de Neiva Bohns (UFPel). Justo Pastor Mellado. os críticos e curadores Gustavo Buntix. pela Escola de Belas-Artes da UFRJ.11.” Revista do CIEE.” Cultura. professor de Estética do Departamento de Filosofia e do curso de especialização em História da Arte e Arquitetura do Brasil. Ruggero Levy e Sérgio Lewkowicz. com pós-doutoramento na Universidade de Münster. acho que os empresários.2005). 11. um Seminário Internacional de Arte e Educação. Ano 5. Zero Hora (13. 4ª Bienal do Mercosul. Pierre Restany e Vitória Daniela Bousso.16 A Bienal deu seu apoio ao seminário internacional O Lugar da Arte na Cultura Contemporânea. A Bienal promoveu ainda. “Curadoria & mediação.” Entrevista a José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10.10. Sandra Richter e Elaine Tedesco. Valério Rohden (doutor em Filosofia. José Francisco Alves (curador-assistente da 5ª Bienal do Mercosul) e Nico Rocha (artista plástico e arquiteto responsável pela museografia da 5ª Bienal). III Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Jornal da Universidade (Outubro de 2001). no seu programa de ação educativa. Para José Paulo Soares Martins “ . Leandro Selister. Ação Educativa. Desde 1999.a Bienal. A mesa teve a coordenação de Paulo Sergio Duarte. 23 Laís Chafee. sem data. 26 Participaram do seminário. Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP). 167 HB_CAP7_AçãoEducativa. assim como nas revistas Novos estudos CEBRAP e Reportagem. Editou vários livros e catálogos sobre artistas brasileiros. 9. Atua como curadora independente) e Fernando Cocchiarale (crítico de arte. contou com a participação de Elaine Tedesco. 35 Professor Andrew W. 45 Participaram do ciclo Maria Helena Salle de Carvalho. 20 Convênio que entre si celebram a Universidade Federal do Rio Grande do Sul e a Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Junho de 2002.” Diário Popular (10. entre outros. Já colaborou em jornais como Folha de S.. 19 Relatório. Nara Caron. que promoveu uma discussão sobre a produção artística no processo educativo. 43 Realizado dias 14 e 15 de outubro. da CUNY-NY. teórica e pesquisadora em linguagem da arte e doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP). Élcio Rossini. 31 Fonte: Projeto Ação Educativa – Relatório Final. 37 Integraram a mesa Marisa Flórido César (doutoranda em Artes Visuais. Mellon de Teoria e História da Arte Contemporânea no Departamento Henry Clay Frick e de História da Arte e Arquitetura da Universidade de Pittsburgh. Richard Serra e Lawrence Weiner. Paulo (São Paulo) e Público (Lisboa). 42 Crítico de arte e professor do curso de Bacharelado em Artes Plásticas da Faculdade Santa Marcelina de São Paulo. 2005). Paulo Sergio Duarte. 38 Integraram a mesa Maria Beatriz Medeiros (professora e coordenadora do curso de pós-graduação em Arte da Universidade de Brasília) e Priscila Arantes (crítica. Esse seminário foi realizado pela Fundação Iberê Camargo. Jaílton Moreira.” Zero Hora (08.2003). vão ser sensíveis e vão agregar mais. onde concluiu o mestrado em 2002. sistemas formais e relações com instituições na América Latina. 41 Crítico de arte. Vitor Duarte. A própria exposição sempre vai estar associada a uma visão de marketing. 17 Szeemann curou a antológica exposição “When Attitudes Become Form: Live In Your Head. juntamente com a Secretaria Municipal de Educação e o MARGS. 18 Luciano Alfonso. 46 Mesa-redonda “A 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul” com Paulo Sergio Duarte. 44 Participaram Cláudia Piantá Costa Cabral (arquiteta. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 2003. na área de História e Crítica de Arte. 39 Crítico de arte. 36 Pepe Karmel é crítico.2005). Rosana Krug. 24 “Bienal gera oportunidades para estudantes. dezembro de 2003. 07:41 . 40 Organizadora do livro “Preto no branco – A arte gráfica de Amilcar de Castro” (São Paulo/Belo Horizonte. 9. 32 Maria Celeste Martins e Gisa Picosque. “3ª Bienal valoriza a pintura. ainda não publicada. e Dan Cameron. na PUC-RJ. sob ponto de vista de um enfoque objetivo como a educação através da arte. 29 Projeto Ação Educativa – Relatório Final. “Cultura: Bienal em Pelotas em forma de vídeo. 47 Roberto Ribeiro. dança e artes plásticas.. entre eles Nicolau Sevcenko e José Arthur Giannotti. O evento também teve oficinas de arte e educação nas áreas de artes cênicas. historiador da arte e curador. da USP-SP. curador do The New Museum de Nova Iorque. 26. dezembro de 2003. l9. 48 “Bienal é uma sala de aula. 27 O seminário foi também realizado no auditório do Instituto Goethe nos dias 22 e 23 de outubro de 2001. pode gerar um maior impacto na sociedade e em quem está disposto a participar. É com essa exposição que o processo de criação é reconhecido pela primeira vez como uma obra de arte per se. 28 Seminário promovido pela Fundação Iberê Camargo com o apoio da Fundação Bienal e realizado no Instituto Cultural Norte-Americano nos dias 20 e 22 de novembro do mesmo ano. com convidados do Brasil e do exterior. 02. Entrevista a Priscila Mello por e-mail (11.2005). 30 Mônica Zielinsky. Alemanha).

07:25 .p65 107 21/6/2006.HB_cap_IV_3bienal_pallotti.

1 Nem por isso a produção do estado deixou em algum momento de ser das melhores do país e é difícil imaginar como de fato ela seria se tivesse como aporte os recursos disponíveis aos artistas dos grandes centros culturais do país. veiculador e formativo. ainda que a Bienal tenha dado contínuas respostas às demandas da comunidade artística local. o qual talvez não seja mais do que uma ficção. o papel que esta deveria desempenhar no local em que se realiza passa a ser continuamente posto em questão e seria ingenuidade que. de uma maneira ou de outra. Os artistas que trabalham no estado têm nas mãos um número muito limitado de meios para veiculação de seu trabalho. ainda assim não seria injustificável. seria cobrado dela também sua parcela de colaborar para o “aprimoramento” do meio. Sabemos que. não podemos falar de um sistema de arte nos mesmos termos que existem nos grandes centros internacionais. Portanto. Não sem razão. assim como a tarefa de responder. acentuando que essa participação não tem se dado somente pela exibição de obras desses artistas. eu falava da participação dos artistas gaúchos no evento. em algum momento. por outro o estado não deixou de ser acusado de “bairrista” em suas atitudes muitas vezes cercadas de aparente protecionismo cultural. mas de maneira igualmente importante pelo trabalho de outros profissionais do estado na concepção e organização da exposição: 169 Contexto e ProduçãoFinal. e tais condições para aqueles que querem produzir a obra à margem dos grandes centros passam a ser aquelas ligeiramente disponíveis. “Inventar a Bienal do Mercosul foi um delírio político rio-grandense.” afirmou Frederico Morais em uma entrevista coletiva. instituições minimamente consolidadas e um número de colecionadores capazes de absorver ao menos uma parcela significativa da produção. a Bienal também se tornaria objeto de discussão quanto ao seu papel legitimador.Contexto e produção: a Bienal do Mercosul e a profissionalização do meio em P orto Alegre Porto Se. a demandas localizadas. 07:46 .2 Dito isso.p65 169 21/6/2006. mesmo em centros como Rio de Janeiro e São Paulo. ao mesmo tempo em que enfrentando limitações políticas e geográficas das mais diversas. Desconsiderar as raízes históricas das condições que o levaram a adquirir tal condição seria o mesmo que não pensar criticamente sobre a posição que ocupamos como a capital que sempre quis estar à frente de empreendimentos culturais. por um lado. Em entrevista ao jornal do Museu de Arte do Rio Grande do Sul. tais questionamentos venham a cessar. cabe lembrar que esse suposto “bairrismo. o Rio Grande do Sul sempre se manteve às margens das disputas do eixo Rio-São Paulo. surgido muito oportunamente nesse momento de prestígio da arte latino-americana. diante disso. a saber: uma crítica forte. Logicamente que.” se de fato ele existe.

para um crescimento do mercado de arte: Acho que surgiu muita coisa nova na Bienal [. É nesse ponto. através de suas galerias de arte. que houve isso [. mas estou querendo ampliar a participação do Rio Grande do Sul. 07:46 .] Eu sinto assim. convite ao qual os galeristas responderam de diversas maneiras. por uma grande participação da comunidade artística local. Em entrevista à imprensa. Além disso. o trabalho de Elaine Tedesco. cujos desdobramentos influenciariam o crescimento para os profissionais do meio: “. como também na concessão de um selo de aprovação que os identificou como parte da programação. que participou do processo inicial durante a criação da Bienal.. a comunidade gaúcha pretendeu dispor de uma ferramenta eficaz para afirmar sua vocação natural para o diálogo latino-americano. Frederico Morais realizou um encontro com as galerias em março de 1997 com o objetivo de preparar conjuntamente uma programação com a Bienal. Não queremos que isso seja falseado. não posso abdicar da qualidade. na qual onze artistas emergentes do Rio Grande do Sul buscaram. pretendia patrocinar a inserção mais contextualizada – no panorama nacional e internacional – da produção visual do Estado. que se deu não somente nas boas-vindas e na receptividade a eventos paralelos. críticas não faltaram ao que muitos consideraram uma participação ainda pequena da comunidade artística local no evento.Nosso interesse é que a presença de artistas do RS na Bienal reflita a qualidade da produção daqui na mesma medida da relação que a produção de outros estados mantém. fora da jurisdição da 1ª Bienal. por ocasião da Bienal. Um exemplo de proposta alternativa a produção jovem foi a exposição Plano B.]. Isso é muito interessante e mostra que [ela] é muito importante pra cidade.. fato que vem crescendo. entre outros. Na mesma medida. nesse ponto. a presença de um grande número de profissionais de projeção internacional na cidade..toda a Bienal é seletiva e restritiva. a Bienal proporcionou um crescimento para o mercado geral. Então. os nossos artistas. com as edições subseqüentes. em sua opinião.]. eu vi alguns amigos falando sobre a Bienal de São Paulo. Uma vez. No entanto.”9 Em entrevista ao jornal ABC. [.] e para outros artistas também [... além do que já foi falado aqui... porém. pelo seu valor eles cresceriam e cresceram em função do surgimento de uma Bienal. sem direito a freqüentar a sala de visitas que montou e pagou... estava grandemente organizado. E uma das formas seria a participação desses artistas através do circuito de galerias.] e o mercado melhorou muito. que posteriormente mostrou seu trabalho na 2ª Bienal e. com o passar dos anos. ela vem contribuindo. na quinta edição do evento. Muitos eventos paralelos foram realizados na época. Assim ela escreveu: “Ao criar a Fundação Bienal do Mercosul.] O anfitrião da festa foi quase reduzido a mero índice de audiência.”6 A 1ª Bienal alimentou o circuito de maneira bastante significativa.3 A 1ª Bienal caracterizou-se ainda... certamente colaborou para o crescimento e a movimentação do meio. Frederico Morais respondia sobre a participação de artistas do Rio Grande do Sul na Bienal: 170 Contexto e ProduçãoFinal. assinala que. A exposição foi realizada em uma casa na Rua Paulino Teixeira. mas a todos aqueles profissionais daqui que vêm trabalhando e trabalharão para esta próxima Bienal. surgiu e criou forças a partir da Bienal de São Paulo. [.8 Daquele grupo destaca-se.. aproveitando o período da Bienal. A prova de que o meio refletiu e deixou-se influenciar pela Bienal pode ser vista no enorme espectrum de exposições organizadas que aconteceram durante o período do evento. Exposições alternativas também foram organizadas.4 O artista plástico Carlos de Britto Velho.p65 170 21/6/2006.5 Jorge Gerdau Johannpeter recorda a idéia inicial de fazer uma bienal e de buscar um benefício para o meio local como fator de avanço contínuo. subseqüentemente. pelo grande número de espaços de exposições comerciais. mesmo que sem o aval da Bienal.”7 Inúmeras exposições em galerias propiciaram uma maior visibilidade sobre a produção gaúcha. [. que começa a distância que vai do objetivo pretendido aos resultados alcançados. mostrar o trabalho fora do circuito institucional. como uma forma complementar ao evento.. que organizou uma série de eventos paralelos de alta qualidade. Entretanto. me contando que o mercado de São Paulo cresceu.. além de ter se consolidado. se não pela existência de um mercado propriamente dito. [..nós partimos com a Bienal numa visão internacional ou global em que o mercado de arte. A jornalista Angélica de Moraes enfatizou as razões pelas quais a comunidade gaúcha teria lutado para constituir o evento Bienal e fala de aspirações não-correspondidas.. Por outro lado houve um incentivo programado por parte da Fundação Bienal na realização desses eventos. Embora saibamos que aquele foi um período em que o meio artístico no Rio Grande do Sul.] A participação do RS não se resume somente a minha presença [como curador-adjunto] ou aos artistas que participarão desta edição..” e acrescentou: “. Frederico declarou: “Como a Bienal é um evento surgido por iniciativa de empresários gaúchos e apoiada pelo Governo do Estado e Prefeitura Municipal de Porto Alegre.. quero ampliar a participação dos artistas locais. o número de exposições paralelas à Bienal mostrou interesse e até mesmo sintonia do meio para com o evento.

acentuou a importância do evento para o meio. por um lado.. sejam eles por razões legítimas ou não. a Pinacoteca do Instituto de Artes da UFRGS.tem sede aqui. [e] há até uma certa razão pra isso.descobrir novos espaços da cidade e reintegrá-los restaurados à cena cultural é uma das características principais do evento. integrando 14 espaços de arte em uma exposição conjunta que ocorre paralelamente à Bienal. até eu reclamaria. entre ateliês coletivos e individuais. fato nem sempre visível na ordem de discussões quando se trata de estabelecer os parâmetros pelos quais a Bienal vem promovendo o crescimento do meio artístico local. assim. Não sou contra o regional. o Centro Municipal de Cultura. lembrando que tem condições de se tornar um centro de referência para a produção latino-americana: “. Se. O projeto mobilizou 16 espaços da cidade. Justo Pastor Mellado aponta como determinante no surgimento de bienais o fato de que estas desempenham um papel importante na renovação da cidade: “Aproveito de assinalar que uma das razões pelas quais uma cidade autoproduz uma bienal guarda direta relação com falhas e insuficiências em seu sistema museológico...) o objetivo é permitir ao público o acesso ao próprio artista. mas condeno a provincianização de uma arte que se fecha às informações vindas de outros contextos. o Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano e a Galeria Gestual realizaram programações específicas para o período da Bienal. o suporte de produção assume importância capital. discutir isso. A 2ª Bienal também trouxe à cidade uma programação paralela significativa... o papel de: “. a produção vai das reuniões iniciais dos curadores à distribuição de trabalhos por metro quadrado. Como em todo grande evento. incluindo leituras.”12 São conhecidas as sistemáticas pressões do meio às instituições na busca de interesses.”14 Outro aspecto que deve ser mencionado é o contínuo e sistemático diálogo com a cidade no sentido mais amplo do termo. se eu fosse artista plástico.Os artistas gaúchos devem ter maturidade para não exigir uma Bienal regionalista. acentuando-se que a mesma “.. fazendo com que a comunidade artística fosse envolvida através de uma série de exposições em instituições e galerias privadas. o Espaço Cultural Ulbra. (. estava o Projeto Atelier Aberto.”17 A 4ª Bienal contou paralelamente também com um circuito de ateliês organizados de maneira independente. a posição da curadoria deveria manter-se intacta a tais pressões.10 Insistente no fato de que “a Bienal não veio para resolver os problemas dos artistas gaúchos. seguramente. imagens. o fato é que o número de artistas gaúchos presente na exposição aumentou consideravelmente. no qual um grupo de artistas residentes em Porto Alegre abriu seus ateliês para um circuito de visitação.”13 Fábio Magalhães. possibilitando uma grande profissionalização do meio nessa área: “Entre tantos outros itens necessários para a existência da mostra. ele tem que fazer uma escolha.”11 No início da 2ª Bienal. O Centro Cultural Aplub. A constante renovação dos sítios arquitetônicos e espaços museológicos para abrigar bienalmente a exposição é. “O projeto Atelier Aberto abre amanhã em Porto Alegre. presidente da 4ª Bienal. “Eu recebi os artistas gaúchos. A Bienal será uma grande chance dos artistas gaúchos dialogarem com os artistas do Continente. 07:46 .também sobressai pelo esforço – a Bienal financia o trabalho dos artistas –. do projeto à confecção.”16 Nesse sentido.. passando pela formação de monitores. Acho importante que Porto Alegre tenha um núcleo representativo de seus artistas na Bienal do Mercosul. e eu acho que Porto Alegre pode ser um fórum interessante para se discutir a arte do continente. envolvendo mais de 50 artistas. um grupo de artistas gaúchos foi até o então presidente Ivo Nesralla para reclamar maior participação no evento. documentos de viagens e quaisquer que sejam os subsídios utilizados na criação artística. das exigências e necessidades de cada artista à montagem e à iluminação.”19 Além 171 Contexto e ProduçãoFinal.p65 171 21/6/2006.”15 Sabemos que apenas grandes movimentos de impacto poderiam dar conta de uma demanda tão substancial de renovação dos espaços museológicos da cidade.a América Latina vive um momento muito interessante nas artes plásticas e é nosso papel. seriedade e continuidade em cinco esplêndidos espaços da capital do Rio Grande do Sul. Entre os eventos mais significativos... Como ressaltou Renato Malcon. mas é um evento latino-americano. coincidentemente ou não. a Bolsa de Arte de Porto Alegre. e essa escolha feita não cabe a mim.” Frederico salientou que ela “.. o Instituto Estadual de Artes Visuais. a Galeria Da Vera. nossa função.18 A produção da Bienal sempre desempenhou um papel importante na formação de quadros locais. a Bienal foi também elogiada. já que uma centralização da arte dentro do país é também uma forma de colonialismo.. curador da 2ª e 3ª Bienal.. a Galeria Marisa Soibelmann. O curador não pode atender a todas as solicitações dos artistas. A revitalização desses espaços e sua inserção na vida cultural da cidade é. um dos maiores legados que a Bienal tem proporcionado ao meio artístico de Porto Alegre. um dado significativo que colabora grandemente para manter os espaços de exposição e ainda outros adaptados em um padrão significativo de qualidade museológica.

] acho que no Mercosul há artistas da maior qualidade. 07:46 .. abrindo essas oportunidades. É uma lista enorme.]. E eu [. A dimensão da primeira edição do evento. Na 1ª Bienal. parece que o patamar de cuidados com as exposições foi alterado no estado. Temos na história do Rio Grande do Sul uma série de iniciativas que formam no jovem empreendedor o sentido de colaboração e contribuição social. ser buscado não só como um mecanismo que venha a garantir a continuidade do evento. Nesse aspecto. contando com 60 voluntários. sujeitos das transformações sociais. de vínculo regional e de projeção internacional do Brasil e da própria cidade de Porto Alegre.nós encontramos coisas muito interessantes no Rio Grande do Sul e temos sim que dedicar um olhar onde nós estamos desenvolvendo nosso trabalho. visando a atender às demandas de informação. segundo Justo Werlang. fornecedores dos mais diversos.. Haveria toda uma possibilidade de agregar e de se apropriar das relações que esses jovens empreendedores possuem [.. o público visitante. os quais.. destaca ainda a importância da Bienal para proporcionar visibilidade à cidade: “. o envolvimento de novas lideranças empresariais deve.. temos [. Mas você não pode negligenciar isso. etc. ao longo das Bienais do Mercosul.. voluntária.] oportunidades de atrair jovens empreendedores que se interessem pela área de artes visuais [. Gabriel Pellufo. como no mundo. Parece indiscutível que a 1ª Bienal estabeleceu um patamar de produção de exposições para Porto Alegre nunca antes visto. O Margs parece ter adotado um outro perfil [. curador da 2ª e 3ª Bienal.] as galerias tomaram outros cuidados quantos às mostras.].21 Fábio Magalhães. nós tivemos [. que foi curador na 4ª e 5ª Bienal. no conselho de administração e nos outros conselhos... A minha visão é essa.25 que colaboraram com a 3ª e a 4ª Bienais. artistas. nas suas áreas específicas.20 Muitos aspectos podem ser ressaltados na contribuição local que a Bienal do Mercosul vem dando desde o seu início. tivesse uma renovação nos seus quadros de colaboradores voluntários.disso. as pessoas se sentiriam envolvidas pelo evento. em termos de seu efeito na profissionalização do meio.23 José Paulo Soares Martins afirma que a Bienal é um projeto que deve ser ampliado em sua capacidade de interlocução com a comunidade mais próxima e internacional através de um processo de comunicação mais efetivo no sentido mais amplo do termo: Criaríamos vínculos. prospects.26 O programa de voluntariado dos Parceiros Voluntários para a 3ª Bienal do Mercosul visava a “…reforçar a idéia de evento integrador das culturas do Mercosul. tiveram uma experiência importante.] mais de mil e cem colaboradores.].. empresários. a participação decidida dos jovens.”27 O programa feito pela Parceiros Voluntários para a 3ª Bienal foi concebido em três grupos de ações.24 A participação de voluntariado. Por exemplo... Vocês têm um movimento artístico muito forte no Rio Grande do Sul.. A Bienal estabeleceu um paradigma. o público patrocinador [. [.. na questão de patrocínio. que através da experiência na atuação e compromisso com o exercício da solidariedade e cidadania passam a fazer parte do processo de crescimento que a ação voluntária e de educação criadora e consciente é capaz de proporcionar.. deu-se principalmente através da ONG Parceiros Voluntários.] e isso faria com que a instituição.... que é a Bienal. após a 1ª Bienal. em que a participação de outros segmentos da comunidade são indispensáveis para a constituição de um todo que venha a beneficiar o projeto e garantir a sua continuidade. não só no Brasil. vice-presidente da 5ª Bienal: Num primeiro momento se verificou que. A questão da museografia passou a ser mais entendida. Também na questão de projetos culturais. centros culturais. salientou a importância da exposição para Porto Alegre e a alta qualidade técnica que esta atingiu: Em ambas as Bienais chamou minha atenção a capacidade organizativa demonstrada em todas as áreas. empresário patrocinador. foi motivo de comentário por Justo Werlang.. mas também como parte do papel que busca desempenhar com vistas a novas oportunidades a serem criadas: Nós temos na Bienal uma enorme oportunidade de atrair valores humanos.. O impacto do evento para a cidade está ainda para ser estudado em sua complexidade e em seus desdobramentos. criada em 1997 numa parceria com outras empresas e organizações sociais. mediação e cumprimento dos demais objetivos 172 Contexto e ProduçãoFinal.. e essa é uma área de oportunidades enormes em termos de relacionamento. do Uruguai. e integrador dos cidadãos. o profissionalismo dos curadores e técnicos em geral e o forte apoio de capitais nacionais engajados com a cultura artística contemporânea como instrumento de ativação social. no atendimento aos seus diversos públicos.] o governo.p65 172 21/6/2006..”22 As oportunidades criadas pela Bienal do Mercosul à comunidade artística em geral também devem ser vistas em um sentido mais amplo. E eu chamo públicos de interesse mesmo [.

Eduardo Pires. Gisela Waetge. Jailton Moreira e Elida Tessler. Tula Anagrostopoulos e Marijane Ricacheneisky. capa.1997).2005). 11 Tânia Barreiro. 15 “Bienales: del monumento social a la paradoja identitaria. 17 Victoria Verlichak. 16. Na 5ª Bienal.07. São Paulo.. principalmente do Rio e de São Paulo. da qual participaram Ana Flávia Baldisserotto. Fabiana Rossarola. 16 Terra. “O projeto surgiu de nossa percepção sobre o quanto é importante que o público perceba as diferenças entre os vários processos de criação.e desafios propostos pelo evento. (08. Porto Alegre (Abril 2005). 6 e 7 de novembro de 1999). 9 Angélica de Moraes. 2. Heloísa Schneiders.. 6 Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22.1997). 19 Blanca Brites. “Para absorver a surpresa. 4.” Revista Noticias. Arte. radicados ou não no estado. Helio Fervenza. Galerias locais e do centro do país realizaram exposições de seus artistas. “Desentendimento em marcha.05. 7. mas sobretudo entre uma certa indiferença de alguns setores da crítica.01. O curador Paulo Sergio Duarte considerou tal aumento da representação do Brasil como sendo conseqüência do reconhecimento da arte brasileira no contexto da produção internacional e. Jornal do Comércio (14. 4 “Seis galerias [. quanto à presença significativa de gaúchos.” Viver. Novo Hamburgo (25.08. sugere que ela constituiria um processo em que passaria a integrar o imaginário de potenciais “adversários.cl/meu. Cuba.br online (30.” Porto Alegre: Segundo Caderno.” escreveu Enio Squeff. o documento apontava como sugestão a presença de curadores do Rio Grande do Sul. 9 al 12 de junho de 2003.1997). 07:46 . Heloísa Crocco. 13 “Artistas abrem o atelier.10. Porto Alegre. Para ganhar uma espécie de selo de aprovação e figurar no catálogo oficial da bienal (. “Artistas abrem atelier. as galerias tiveram que se adaptar a uma lista básica de nomes apresentada pelo curador-geral da exposição.03. Frederico Morais.). Participaram do projeto os artistas: Regina Ohlweiler. as etapas de trabalho e as diferentes técnicas empregadas.com.” Jornal do Comércio (5. Mario Röhnelt.2005). Porto Alegre. Zero Hora (11. Cleber Rocha das Neves.” foi organizado por Tatiana Rodrigues juntamente com um grupo de artistas. Jornal do Comércio (14. 12. que participou do projeto. Zero Hora. a despeito dos interesses que sempre movem tais reivindicações. designers. Argentina (11.11. entre outros) e na curadoria. “Artes plásticas abre espaço no Mercosul. 16. 8 A exposição realizou-se de 2 a 26 de outubro de 1997. “A nossa visão. Participaram do programa docentes. Maria Helena Bernardes. “Bienal do Mercosul sobrevive ao teste.” Jornal do MARGS n° 106..1997). montadores. e aí eu falo 2 1 173 Contexto e ProduçãoFinal. Frantz. consultado em 16.” “Em princípio.” acrescentando: “Se não houvesse um padrão de excelência.1999). Dione Vieiga Vieira. 12 Entrevista feita pelo autor a Ivo Nesralla e Lídia Lucas Lima (27. Frederico Morais. ao referir-se à continuidade do evento Bienal. Tuca Stangarlin. André Severo. 12. por outro tais reivindicações pareciam não obter respostas e.” ABC.03.): reescrever a história da arte latino-americana. Jornal do Comércio (28. Carlos Wladimirsky. respondeu que esta seria o “reflexo da qualidade da arte produzida no estado.” Cultura.” Gazeta Mercantil Latino-Americana (10 a 16 de novembro de 1997). Laura Fróes.2005). a ausência de curadores do Rio Grande do Sul colaborava para constituir a suspeita de não haver nomes locais capazes de realizar tal tarefa. a maior representação de todas as bienais do Mercosul. Zero Hora (22. quando a comissão técnica apresentou a Proposta de Criação da Bienal de Artes Visuais do Mercosul (ver capítulo 1 deste livro).”30 A 5ª Bienal consolidou definitivamente o evento ao apresentar uma resposta significativa do meio artístico local e nacional ao evento e à sua importância. Marlies Ritter. eles se contariam apenas entre os recalcitrantes desafetos gaúchos. pouco bastaria a certidão de nascimento. 14 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14.2005).10.1997). a Bienal vinha gerando críticas por parte de determinados segmentos da comunidade artística quanto à participação maior ou menor de artistas do Rio Grande do Sul.justopastormellado. na prestação de serviços (tradutores. Se. Os artistas que ele sugeriu estariam afinados com a sua ambição (.” declarou Marta Loguércio.08.06. intitulado “Circuito de Ateliês: a arte. o fato de este ser um evento internacional e a presença de curadores do Rio Grande do Sul não devesse ser por si uma obrigatoriedade.2003). justamente pelo fato de a mostra não se ter realizado entre as duas maiores cidades brasileiras. a presença ou não de uma curadoria local esteve na ordem do dia das discussões. Desde o seu início. 18 O projeto. “O anfitrião da festa não ficou na sala. por um lado.” Jornal do Comércio (5. “Constelación de imágenes. 05.05.31 Notas “Mais do que uma exposição.1997).p65 173 21/6/2006.” Viver. acentuando a participação destes na 5ª Bienal.11. 7.htm. Marta Loguércio. 3 Entrevista a Flávio Gil. Ao longo do tempo.” Caderno Cultura.29 A questão de uma maior participação dos artistas do estado na Bienal sempre esteve na ordem do dia desde a sua constituição. Pode ser encontrado em www. Porto Alegre.2003).. 6 e 7 de novembro de 1999). Já em 1995. o público e a cidade em ligação direta. Palácio das Convenções de Havana. Para José Paulo Soares Martins.” Paper apresentado no III Congresso Internacional Cultura y Desenvolvimento. “Bienal do Mercosul: Centro e Periferia. “Desentendimento em Marcha. 10 Gilmar Hermes.] acabaram se juntando ao circuito da exposição – a maior e mais ambiciosa já realizada no estado.2005. Maria Ivone dos Santos. 5 Entrevista a Britto Velho feita pelo autor (12. Gelson Radaelli.” “A bienal que não está nos prédios oficiais. divulgadores e receptores que trabalharam na distribuição de materiais didáticos. 7 Tânia Barreiro. Irineu Garcia.28 A 5ª Bienal foi a primeira a ter curadores do Rio Grande do Sul em sua equipe curatorial.. houve um aumento significativo da representação brasileira na exposição e também de artistas radicados no estado.12. Maria Lúcia Strappazzon.” Panorama. A 5ª Bienal caracterizou-se por uma presença extremamente significativa de profissionais do Rio Grande com um aumento considerável de profissionais na produção..

Porto Alegre. 21 Entrevista a Justo Werlang feita pelo autor (17. residentes ou não no estado.” Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22.05.2005).08.” Variedades.” Entrevista com José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10.07. 25 e “Número recorde de gaúchos. Correio do Povo (03. 3.2005). Acho que o curador é uma peça-chave no processo. 29 “Eu estou preocupado que a Bienal seja uma mostra internacional. ver também Paulo Cezar Teixeira.08.2005). podemos citar a Galeria Nara Roesler (SP). o Gabinete de Raquel Arnaud (SP). Ver também “A Bienal terá 14 gaúchos expondo. Porto Alegre.2005). 24 Entrevista a José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10. 28 A Proposta para Criação da Bienal de Artes Visuais do Mercosul.08. 37.. Na 2ª Bienal.1995.” Segundo Caderno. Na 3ª Bienal. 26 A ONG Parceiros Voluntários desenvolveu também um plano de ação junto à 4ª Bienal..p65 174 21/6/2006. apoio à supervisão de mediadores e apoio à Sala Arte-Educação-Cultura. 12 artistas. 25 Célia de Assis (coord. Porto Alegre. 30 “Brasileiros ganham mais espaço.06. Jornal do Comércio (03. 07:46 . Proposta para Criação da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Zero Hora (03. 22 Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14. “A Caminho da Maioridade. O Pioneiro.2005). elaborada pela Comissão Técnica nomeada pelo Governador em decreto de 18. III Bienal do Mercosul. Estamos preocupados em encontrar o curador que dê continuidade a esse desafio que nós construímos desde a primeira Bienal.08. Chama Empreendedora: A História e a Cultura do Grupo Gerdau – 1901-2001 (São Paulo: Prêmio Editorial Ltda. Porto Alegre.07. Precisamos de um curador que me dê a estrutura internacional de contatos pra poder ir buscar o que há de novo e de melhor nos países participantes. a Galeria Gestual (Porto Alegre) e Mallmann e Mallmann (Porto Alegre). Porto Alegre.” Revista Aplauso. geral). em 2001. a Galeria Virgilio (SP). propunha a constituição de uma comissão curadora composta de três membros do Rio Grande do Sul. Porto Alegre.da Gerdau. 3. Caxias do Sul (03. 2001). 174 Contexto e ProduçãoFinal.2005). A 1ª Bienal. colaborando com uma equipe de 60 voluntários (em período flutuante de dia/turno) que exerceram a função de orientadores.2005).06.2005). sobre um evento desse tipo é que ele é um evento formador. 27 Relatório.2005). ele forma pessoas. “A mais gaúcha das Bienais do Mercosul. nº 68 (Outubro 2005). entre outras. sete artistas. ano 7. em 1999. 228. teve seis artistas do Rio Grande do Sul. 16 de agosto de 1995.08.2005). São Paulo.]. 31 Entre elas. 23 Entrevista a Justo Werlang feita pelo autor (17. A representação gaúcha no evento vem crescendo progressivamente.2005).08. em 1997.08.” Panorama. A 4ª Bienal teve um artista radicado no estado e a 5ª Bienal deve ter 14.” Variedades. André Millan (SP). 20 Entrevista a Gabriel Pellufo Linari feita pelo autor (22. que seja impactante [. Sobre essa questão.

Buscou-se também atingir equilíbrio entre todas as áreas da exposição. a colocação simultânea de obras cujas linguagens muitas vezes se revelariam díspares tornou-se problemática e difícil. mesmo em áreas de exposições mais constritas. Dessa forma. deram aos espaços amplitude e grandiosidade. procurou atender ao máximo as necessidades requeridas pela obra de cada um dos artistas.p65 175 21/6/2006. como já se sabe. Se. Paredes altas. larguras e alturas foram construídas especificamente de acordo com a necessidade das obras expostas. com outras cuja visibilidade estivesse localizada em espaços de reflexão e intimismo. como salas cujas entradas (portas) e aberturas de acesso de diferentes formatos. Diferenciais foram incluídos na construção de vários espaços. trabalhando em estrita colaboração com a curadoria. A equipe. de 4. sinalizando para o teto e chamando a atenção para a arquitetura em seus ricos detalhes. não foram expostas por países. por outro foi uma das razões de sucesso da exposição. integrada por Ceres Storchi e Nico Rocha.” foi um dos principais objetivos perseguidos na exposição. da Tangram Arquitetura e Design. e sim por afinidades de linguagem. por um lado.Perspectiva Crítica I: Detalhe e Especificidade na Museografia da 5ª Bienal O projeto museográfico da 5ª Bienal constituiuse de um rigoroso detalhamento e grande especificidade obtido pela equipe de museografia. 175 HB_CAP9_Perspectiva. A altura das paredes reforçou também a arquitetura dos galpões.12 m e espessura de até 60 cm. Um grande esforço logístico foi despendido para adequar os espaços de exposições antes do início da construção. o número de espaços fechados para as obras. de maneira que o trajeto do espectador fosse Desenho preparatório para museografia dos espaços da exposição/ intercalado por áreas de grande impacto visual em termos Preparatory drawing for the museography of exhibition spaces Armazéns do Cais do Porto/Cais do Porto Warehouses de espaço e necessidade requerida pela leitura de Nico Rocha e Ceres Storchi (Tangram Arquitetura) Cortesia/Courtesy: Tangram Arquitetura determinadas obras. 07:46 . intercalados com áreas de repouso e baixo “ruído de visibilidade. visto que a complexidade intensificou-se na medida em que as obras. O projeto museográfico tentou ainda evitar áreas que podemos chamar de “pobres” ou negligenciadas em relação a outras de visível privilégio.

Vivafoto Vetor Da Escultura à Instalação Vista da exposição/View of the exhibition Da esquerda para a direita. 2004-2005 Alumínio e bronze/Aluminum and bronze . Arthur Luiz Pizza. uma lembrança de que a ausência de arte é o reflexo de como a miséria institucional deve ser sempre lembrada como um subproduto do fracasso de nossas instituições quando se tornam incapazes de pensar a arte como um bem cultural público e portadora de engrandecimento estético. assim. diminuindo. Carmelo Arden Quin. O Museu Vazio tornou-se. obras de artistas como Abraham Palatnik. simbólica e estrategicamente colocada naquele local.Vista da instalação/ View of the installation Vetor Da Escultura à Instalação . de Nuno Ramos.Armazém A3 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein . a exposição conduzia a grande retrospectiva de Amilcar de Castro na primeira parte do armazém A7.Adesivos. Para citar um exemplo mais óbvio.Desenhos preparatórios para museografia dos espaços de exposição mostrando o possível fluxo de visitantes/Preparatory drawings for the museography of exhibition spaces showing the possible flux of visitors. o espectador poderia dirigir-se então ao Gasômetro. em muitos casos como registro deles. Não por outra razão.Cortesia/Courtesy: Tangram Arquitetura Jac Leirner (Brasil) Adesivo 44. com a utilização da luz. Iniciando pelo vetor “Da Escultura à Instalação. como a performance. onde se localizava o vetor “Direções do Novo Espaço”. finalizando na segunda metade do armazém onde estava localizada a exposição especial “Fronteiras da Linguagem. obras de/From left to right works by Alessandra Vaghi (Brasil) e/and Waltercio Caldas (Brasil) Armazém A4 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . poderia ser considerada uma obra histórica pela significativa contribuição a uma situação de rompimento na história da instalação no caso brasileiro. uma vez que foram consideradas históricas efetivas contribuições para um determinado estágio de compreensão da produção que a seguiu e/ou para determinadas questões da arte atual. de maneira tanto didática como simbólica.” no A5 e A6. glass and aluminium structure Vetor Da Escultura à Instalação Foto: Fabio Del Re . embora os artistas estejam vivos e continuem trabalhando. depois de percorrer quilômetros de obras. as áreas de performance foram mantidas mesmo depois de finalizados os eventos. Matilde Perez e Ruben Ludolf estão presentes no núcleo histórico. vidro e estruturas de alumínio/ Stickers. encontrava descanso na obra O Museu Vazio.Vivafoto Fernando Lindote (Brasil) Transamazônico(s). de Ilya e Emilia Kabakov.Vivafoto O percurso construído pela exposição das obras no armazém conduziu o espectador por uma lógica de dar visibilidade as essas obras. a ciberarte. As obras do núcleo histórico receberam um cuidado especial na museografia. 2004 . seguido do vetor “A Persistência da Pintura. Nele estava localizada as chamadas novas mídias. ao final do percurso do cais. Na 5ª Bienal. onde o 176 HB_CAP9_Perspectiva. onde a instalação tornou-se um emblema da ausência em uma exposição saturada pela visualidade. a fotolinguagem. Obras consideradas históricas em uma exposição como essa não devem ser somente vistas como sendo aquelas de artistas já falecidos. a presença dos suportes.Nico Rocha e Ceres Storchi (Tangram Arquitetura) .p65 176 21/6/2006. 07:46 . a obra 111 (1993). .” Ali o espectador. Obras escultóricas foram dispostas em cubos de cor cinza para evitar justamente a tradicional cor branca do espaço museológico.” que ocupou os dois primeiros armazéns do Cais do Porto. o vídeo e o cinema de artista. Recomendado pela curadoria como um percurso lógico a partir do Cais do Porto. o A3 e o A4.

1972-2005 Instalação multimídia/Multimedia installation Foto: Fabio Del Re . mas nunca para uma experiência sensorial da qual essas obras estiveram uma vez imbuídas. aluminum. tal visão não é nada mais que uma perspectiva evolutiva da arte que crê no progresso como um desdobramento contínuo de avanços atingidos.Vivafoto 2 Renato Heuser (Brasil) Pescadores. teflon e madeira pintada/ Steel. decidiu exibir as obras de Hélio Oiticica e Lygia Clark como desvinculadas de uma perspectiva fetichizada do toque e do contato com a obra. teflon and painted wood . na Documenta X.1 Réplicas são comumente utilizadas para substituir objetos históricos. Sabemos que o caráter participativo da obra de arte.Vivafoto 3 1 3 e 4 Grupo Logo (Uruguai) Lovetour 06. Catherine David.Sem título. 2005 Aço e policarbonato pintado/Painted polycarbonate and stainless steel Vista da instalação/View of the installation Vetor Da Escultura à Instalação Armazém A3 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein .Armazém A3 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein-Vivafoto 3 aspecto narrativo e conceitual foi colocado em atrito com grande sucesso dentro de uma obra em cujo contexto de produção na obra do artista apontava para caminhos diversos. ainda que estas tenham sido em algum momento feitas para tal. 2005 Vetor Direções no Novo Espaço Vista da sala do artista/View of the artist’s exhibition space .Aço. reincidindo pervasivamente sobre seus antecedentes. Por esse motivo. é relativizado e deve ser visto no âmbito de uma complexa gama de fatores que cabe à curadoria definir e explicitar. assim.Vivafoto 2 Vetor Da Escultura à Instalação Vista da exposição/View of exhibition Da esquerda para a direita instalações de/From left to right installations by Vera Chaves (Brasil) e/and Artur Lescher (Brasil) Armazém A3 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re . alumínio.Usina do Gasômetro Foto: Carlos Stein . 2005 Instalação e distribuição de adesivos/Installation and stickers’ distribution Vetor Direções no Novo Espaço Vista da instalação/View of the installation Usina do Gasômetro 2 Foto: Carlos Stein . 2005 . O histórico.p65 177 21/6/2006. 07:46 . 1 Narda Alvarado (Bolívia) Video instalação/Video installation Vetor Direções no Novo Espaço Vista da sala da artista/View of the artist’s exhibition space . já que eles não podem ser manipulados e devem servir apenas para estudo.1 Iole de Freitas (Brasil) Estudo para Superfície e Linha.Vivafoto 3 Iran do Espírito Santo (Brasil) . surgido com as vanguardas históricas que queriam dessacralizar o objeto artístico.Paço Municipal Foto: Fabio Del Re . em virtude da excessiva voracidade através da qual a produção contemporânea absorve a temporalidade pela tomada progressiva de lugar.Vivafoto 4 177 HB_CAP9_Perspectiva.Vivafoto 1 2 4 Vera Chaves Barcellos (Brasil) Memorial IV: Pau Brasil Uma Câmara Ardente para as Árvores Brasileiras. Embora o histórico tenha sido banalizado.Vista da instalação/View of the installation Vetor Da Escultura a Instalação . ao mesmo tempo promoveu uma determinada demagogia do artista para com o espectador ao supostamente dar a ele um certo grau de autoridade que buscava romper com a perspectiva elitista que rondava o objeto artístico.

pensar que a intenção inicial do artista deve ser estritamente preservada e que esta não pode ser colocada em atrito em situações que possam expandir seu significado. Esse sistema de classificação evoca um sentido de relações culturais em uma perspectiva definida.Vivafoto 3 Alonso Yáñez (Chile) Sem título.3 Contrário ao que podemos pensar. emprestados juntamente com a obra pelos colecionadores.Vetor A Persistência da Pintura . por exemplo.Armazém A5 do Cais do Porto .2 Objetos revelam um significado diferente quando removidos de seu contexto original e colocados em uma exposição que os organiza de uma maneira que transforma tempo em espaço. torná-los parte da obra. portanto. de acordo com um sistema através do qual o mundo é classificado.Vista da obra na 5ª Bienal do Mercosul/View of the work at the 5th Mercosur Biennial . é baseada na mesma lógica. Devemos notar que Santander Cultural Foto: Fabio Del Re .Foto: Fabio Del Re . 2005 .Vivafoto 3 4 1 Pinturas de/Paintings by Fábio Miguez (Brasil) Vista da exposição View of the exhibition .Instalação/ Installation .Vivafoto Na 5ª Bienal. É justamente a capacidade de exposições históricas de transformar tempo em espaço que dá a elas a condição de funcionar como um aparato de construção de conhecimento através de relações espaciais.Foto: Fabio Del Re . é aprisioná-la em uma perspectiva que favorece relações constitutivas já institucionalizadas. já criados pelo efeito de display.Armazém A4 do Cais do Porto .Instalação/Installation . Núcleo Histórico “A (Re)invenção do Espaço” Vista da exposição/View of the exhibition por isso. 07:47 .Foto: Carlos Stein .p65 178 21/6/2006.Armazém A5 do Cais do Porto . Desnecessário dizer que essas obras não nasceram coladas a eles.Vetor A Persistência da Pintura .Vivafoto um objeto não exaure seu significado em si mesmo.Vetor Direções no Novo Espaço . Foi em meados dos anos de 1920 que parece ter surgido uma certa consciência de que o modo como os objetos artísticos eram dispostos o que levou El Lissitsky a pensar a exposição como uma maneira de romper com os hábitos dominantes. Poderiam ter sido dispostos em outros troncos de madeira.Vivafoto 4 Lucia Koch (Brasil) . Display pode adquirir uma imensa variedade de formas e estratégias. 2005 .Vivafoto 2 Pinturas de/Paintings by Gisela Waetge (Brasil) Vista parcial da sala da artista/Partial view of the artist’s exhibition space .Foto: Fabio Del Re . o significado é alterado no trânsito desses 178 HB_CAP9_Perspectiva. o que seria uma falácia.Montagem em fotografia e ganchos/Montage with photographs and hooks .1 2 Alonso Yáñez (Chile) Sem título. uma especificidade que dá ao espectador uma sensação de que essa reordenação do mundo dentro da Obras de/Works by Lygia Clark exposição segue a mesma ordenação do mundo lá fora e.Degradês Porto Alegre. 2005 Instalação/Installation Detalhe/ Detail Vetor Direções no Novo Espaço Foto: Fabio Del Re . os trepantes de Lygia Clark foram exibidos em seus suportes de madeira originais. não foi intenção da curadoria fetichizá-los. Desse modo. mas expande-se quando colocado dentro de uma série de relações em uma exposição. pois sua exposição é absolutamente contingente da situação-exposição em que eventualmente venham a se encontrar. dando conta da potencialidade que a obra possa de fato possuir para além de suas relações óbvias.

são reorganizadas através de uma estrutura coerente da exposição.Da esquerda para direita/From left to right Juan Tessi (Argentina) e/and sala da artista/artist’s space of Patricia Israel (Chile) .Foto: Fabio Del Re .1 2 4 3 1 Rivane Neuenschwander (Brasil) .p65 179 21/6/2006. 2005 .Vivafoto 2 Vetor A Persistência da Pintura .Foto: Fabio Del Re . limitaram a visibilidade de segmentos fundamentais para iluminar essa própria produção.Vivafoto 3 Vetor A Persistência da Pintura .Armazém A5 do Cais do Porto Foto: Carlos Stein .Da esquerda para direita/From left to right Germana Monte-Mór (Brasil) e/and Elisabeth Jobim (Brasil) . que é constituída essencialmente por uma combinação de escolhas. deixada assim à margem de uma visão mais abrangente.Foto: Carlos Stein . Elas estão extremamente implicadas nas limitações de amostragem.Armazém A6 do Cais do Porto .Instalação com projeção de slides/Installation with slide projection .Armazém A3 do Cais do Porto . para além das já costumeiras interpretações cristalizadas que. Nesse processo.Mapamundi. que ofereceu uma leitura mais ampla e renovada da obra do artista. Vetor A Persistência da Pintura Da esquerda para direita/From left to right Eduardo Sued (Brasil) e/and Dudi Maia Rosa (Brasil) Armazém A5 do Cais do Porto Foto: Fabio Del Re .Vivafoto objetos.Vivafoto 179 HB_CAP9_Perspectiva. por outro lado. assim muitos ajustes têm de ser feitos para que uma parte específica de um grupo de obras mostre coerência.Vivafoto Célia Euvaldo (Brasil) Pinturas.Armazém A5 do Cais do Porto .Vetor A Persistência da Pintura .Foto: Carlos Stein .Vivafoto 4 Vetor A Persistência da Pintura .Armazém A6 do Cais do Porto . com curadoria de José Francisco Alves. É a voz autoral que articula a estrutura interna da exposição manifesta nas estratégias de display que mantêm a exposição coesa. 2005 Vista da sala da artista/View of the artist’s exhibition space . que constitui a sua própria trajetória. pois está constituído por uma combinação de fatores. Outro caso exemplar nessa 5ª Bienal é a retrospectiva de Amilcar de Castro. 07:47 . o significado dos objetos torna-se freqüentemente transformado quando distendido para se adequar a determinadas estruturas de suporte conceituais. premissas e pressuposições que.Da esquerda para direita/From left to right Boris Viskin (México) e/and Daniel Senise (Brasil) . Também porque exposições são e sempre serão vistas parciais de um grupo específico de objetos e sua história. Esse resíduo é artificial. ao canonizar determinado corpo da produção do artista.

1

2

3

4

5

6

7 8 1 Vetor Direções no Novo Espaço - Vista parcial do espaço de exposição com obras de/Partial view of the exhibition area with works by Paola Caroca (Chile), Oscar Miguel Bonilla Lasalvia (Uruguai) e/and Diana Domingues (Brasil) - Usina do Gasômetro - Foto: Carlos Stein - Vivafoto 2 José Resende (Brasil) - Amanuenses, 2005 - Instalação com camisas e ventiladores/ Installation with shirts and fans - Vetor Da Escultura à Instalação - Vista parcial do espaço do artista/Partial view of the artist’s space - Armazém A4 do Cais do Porto - Foto: Fabio Del Re - Vivafoto 3 Paulo Vivacqua (Brasil) - Residuu, 2005 - Instalação com som/Sound installation - Vetor Direções no Novo Espaço - Vista parcial do espaço do artista/Partial view of the artist’s space - Paço Municipal - Foto: Fabio Del Re-Vivafoto 4 Vetor A Persistência da Pintura - Vista do espaço de exposição com obras de/Partial view of the exhibition space with works by Mariano Molina (Argentina) na esquerda/on the left e/and Maria Lúcia Cattani (Brasil) na direita/on the right - Armazém A5 do Cais do Porto - Foto: Fabio Del Re - Vivafoto 5 Américo Spósito (Uruguai) - Núcleo Histórico A (Re)invenção do Espaço - Vista parcial do espaço do artista/Partial view of the artist’s space - Santander Cultural - Foto: Fabio Del Re-Vivafoto 6 Vetor A Persistência da Pintura - Vista parcial do espaço de exposição com obras de/Partial view of the exhibition area with works by Carlos Zilio (Brasil) na esquerda/on the left e/and Bernardo Krasniansky (Paraguai) na direita/on the right - Armazém A6 do Cais do Porto - Foto: Carlos Stein - Vivafoto 7 Núcleo Histórico A (Re)invenção do Espaço - Vista parcial do espaço de exposição com obras de/Partial view of the exhibition area with works by Hélio Oiticica (Brasil) e/and Willys de Castro (Brasil) à direita/on the right - Santander Cultural - Foto: Fabio Del Re - Vivafoto 8 Alejandra Andrade (Bolívia) - Sanctasanctorum, 2005 - Esculturas de chocolate e vídeo projeção/Chocolate sculptures and video projection - Vetor Da Escultura à Instalação - Vista parcial do espaço da artista/Partial view of the artist’s space - Armazém A3 do Cais do Porto - Foto: Carlos Stein - Vivafoto

Notas Ver, por exemplo, a obra Sem título (2005) de Carlos Fajardo, presente nesta Bienal no vetor Da Escultura à Instalação, onde a presença participativa do espectador pode não representar mais do que um questionamento justamente sobre o propósito da interatividade. “Nesta obra, a relação do espectador como um pedestre que enfrenta a própria obra ao atravessá-la e nessa trajetória se torna consciente do próprio corpo, é trazido a uma situação de evidência. Ao fazê-lo, dá-se conta de que esse trajeto não tem objetivo definido e que se há de fato algum, ele reside exclusivamente na experiência da situação, seja esta situação aquela da arte ou de uma participação inútil cuja responsabilidade de atribuir sentido é exclusivamente dele.” Gaudêncio Fidelis, “Narcisismo e Opacidade” in Da Escultura à Instalação, Paulo Sergio Duarte (Coord.) (Porto Alegre: Fundação Bienal do Mercosul, 2005). 2 Nunca é demais lembrar que, na tradição ocidental, os objetos de arte são apresentados como uma história que confirma o gosto como uma forma cultural de capital que, em última instância, pode ser exibido. Ver Pierre Bourdieu, Distinctions: A Social Critique of the Judgement of Taste (Cambridge, Mass.: Harvard University Press, 1984). 3 Yves-Alain Bois, “Exposition: esthétique de la distraction, espace de démonstration,” Les Cahiers du Musée National d’art Moderne, 29 (Autumn 1989), 71.
1

180

HB_CAP9_Perspectiva.p65

180

21/6/2006, 07:47

Perspectiva crítica II: notas sobre a importância histórica da Bienal do Mercosul no estabelecimento de uma “auto-estima” para a arte latino-americana

Em seu livro The Space in Between: Essays in Latin American Culture, o crítico e pesquisador Silviano Santiago assinala o que ele considera ser uma premissa básica para superar relações de poder e tornar possível ao colonizado impor-se diante do colonizador em relação ao processo de dominação: ele advoga pelo colapso de um método que está profundamente enraizado no sistema acadêmico, a saber: “... o estudo de fontes e influências.”1 Santiago pergunta de que maneira poderíamos abordar esse “sistema complexo de obras que tem sido explicadas até agora por meio de uma metodologia crítica tradicional reacionária, cuja originalidade se encontra no estudo dessas fontes […]?”2 Por mais questionável que possamos considerar tal proposição, devemos observar que Dane Kennedy lembra-nos que a idéia do Ocidente (west) reside “…dentro do estudo conhecimento supostamente objetivo da academia ocidental […], “portanto, o desmantelamento dos modos de dominação ocidentais requer a desconstrução das estruturas ocidentais de conhecimento.”3 Tais relações advindas desse desdobramento seriam lidas, em termos foucaultianos, como um discurso, ou seja, uma manifestação de poder/conhecimento. O discurso sobre Orientalismo que foi amplamente teorizado no livro de Edward Said,4 com vistas a construir um sentido do Outro em relação ao europeu, instituindo o Oriente como uma construção imaginária e reforçando a própria existência da Europa, exemplifica todo um corpo de teoria destinado à dominação e à exploração. A idéia do Oriente como o lugar por excelência do Outro foi fundamental para definir a identidade européia. Justamente através dessa constituição é que se tornou possível fortalecer o Ocidente e definir sua própria identidade.5 E em virtude de seu enciclopédico e dominante discurso, constituído nos termos e nas premissas de um grande arquivo, ele aparece como se fosse naturalmente inscrito na estrutura epistemológica que então rejeita o original, uma vez que foi desenvolvido da matéria bruta em oposição ao intelectualmente processado. Essa mesma estratégia, mais tarde estendida também à América do Norte, especialmente aos Estados Unidos, tem sido capaz de produzir, com consistência inigualável, uma economia discursiva que situa o colonizado numa perpétua corrida para colocar suas parcas realizações na agenda da modernidade. O que deve ser percebido pelas sociedades pós-coloniais é a impossibilidade de “pegar uma carona,” por assim dizer, nessas estruturas lineares instituídas pelas grandes narrativas, exclusivamente européias e norte-americanas. Reivindicar um lugar no caminho linear dessas grandes narrativas implica, em primeiro
181

Perspec_CríticaII_Final.p65

181

21/6/2006, 07:47

lugar, ter de ignorar suas próprias realizações e progressos em um contexto específico. Para fazê-lo, seria necessário abdicar das premissas básicas que constituem uma tradição cultural localizada, que precisaria colocar múltiplas trajetórias históricas umas em relações às outras, assumindo que elas de alguma maneira pudessem coexistir nas grandes narrativas como se completando um suposto vácuo que elas conteriam. É fundamental entendermos que tal vácuo nunca cessaria de existir, uma vez que tais narrativas já prevêem a exclusão de inscrições periféricas não-eurocêntricas e, portanto, não contêm a pressuposição de múltiplas temporalidades. Por outro lado, também não é possível distender o cânon para promover uma abordagem aditiva. Tal estratégia de inclusão, adotada por alguns pesquisadores e críticos, tem tornado possíveis inscrições esporádicas de obras nas grandes narrativas e no sistema, em favor de forças econômicas ou institucionalizantes que, em muitos casos, agem conjuntamente. A perspectiva pós-colonial faz com que pensemos as limitações do sentido social de produção de conhecimento ao se engajar em uma série de preocupações epistemológicas no universo da academia ocidental. Não podemos esquecer, entretanto, que não é possível pensar tais produções periféricas fora do universo do sistema da arte contemporânea, porque isso criaria um excêntrico corpo de teoria que seria visto como pertencendo exclusivamente a um contexto específico. O que é preocupante aqui é que não é mais possível pensar sobre produções periféricas sem confrontá-las com paradigmas hegemônicos ou mesmo compará-los. Ella Shohat e Robert Stam têm argumentado que artistas e intelectuais no Brasil e no Caribe “...teorizavam sobre o hibridismo meio século antes.” Porém, em virtude da massacrante imposição do eurocentrismo, que exclui tudo o que não está circunscrito às grande narrativas, tal corpo teórico não ganhou visibilidade. “Os modernistas brasileiros dos anos 20 escreveram do lugar “errado” e na língua errada,”6 eles escreveram, referindo-se à hegemonia cultural de certos países e estruturas artísticas sobre outras. Portanto, questões relativas ao modernismo e à modernidade são usualmente destinadas a se inscrever em uma narrativa linear, na qual as nações periféricas são ontologicamente colocadas em relação ao centro de gravidade europeu, constituindo sua conseqüente sombra. Shohat e Stam mostram como a Europa tem consistentemente aplicado a mesma estratégia da antropofagia ao se apropriar da produção cultural material de não-europeus e reinscrevêla como suas próprias realizações, reprocessando-a de maneira consistente e reinstituindo-a conforme as premissas de uma perspectiva eurocêntrica de dominação. Contudo, o processo de apropriação, quando executado, tem sido sistematicamente endereçado à periferia e nunca ao centro. O caso da América Latina merece uma consideração especial. Não recaindo na categoria de arte nãoocidental e, ao mesmo tempo, considerada marginal em relação à perspectiva Ocidental do cânon, ela ocupa um espaço entre, numa espécie de limbo epistemológico. Depois da Segunda Guerra Mundial, muitas exposições têm sido organizadas em torno do chamado Primitivismo, que ilustra a apropriação de elementos formais e até mesmo dos rituais mágicos de certos povos da África, da Oceania e da própria América Latina pela vanguarda parisiense no início do século passado. A inclusão da América Latina nos parâmetros do Primitivismo deve ser entendida, porém, como remanescente de uma situação dos anos de 1920 e 1930, em que a cultura artística pré-colombiana era parte da visão européia de uma vaga e distante geografia na qual a América Latina estava conectada à África e à Oceania quase como uma entidade mítica. Quando em 1976 estava sendo elaborado o projeto de uma bienal latino-americana pela Fundação Bienal de São Paulo, um certo ressentimento já se fazia sentir por parte dos países da América Latina que se sentiam negligenciados diante da representação destinada aos países considerados do centro. “A certa altura, parecia ficar evidente o incômodo de outros países latino-americanos, que ficavam em desvantagem, tendo que competir em pé de igualdade com outras dúzias de países, sem, no entanto, possuir idênticas condições financeiras para tal, já que desde o princípio a Bienal de São Paulo não arcava com despesas postais e de seguro dos demais países participantes.”7 A idéia da Fundação Bienal de São Paulo de criar uma bienal latino-americana, em 1978, mostrou-se uma tentativa frustrada, em grande parte devido à incapacidade de se reconhecer uma originalidade na produção desses países capaz de dar contribuições às grandes narrativas, digamos assim, embora fosse justamente essa a intenção em pauta. Por outro lado, sua primeira e única edição privilegiou uma abordagem antropológica sob o tema Mitos e Magias, em vez de uma visão geopolítica, como era de praxe nas bienais. Dividida em segmentos discriminatórios e baseados em uma perspectiva exoticista da produção desses países, a exposição foi organizada em quatro módulos: Cultura Indígena, Cultura Africana, um segmento Euro-Asiático e um dedicado à Mestiçagem. Se a antipatia pelo primitivo já era um problema a ser abordado a partir de uma estratégia política, haja
182

Perspec_CríticaII_Final.p65

182

21/6/2006, 07:47

vista as prerrogativas colocadas por uma oposição às tendências históricas do modernismo europeu, que várias iniciativas na América Latina vinham tentando questionar sem sucesso, a estruturação de uma exposição com um projeto cuja abordagem tentava construir uma idéia de rompimento do “primitivo” em relação ao moderno já estava destinada ao fracasso. Não seria possível naquele momento – e ainda hoje talvez seja difícil – instituir uma dicotomia à hegemonia do centro Ocidental em relação a uma periferia Ocidental, visto que o próprio centro já havia há muitos anos se apropriado dos sistemas discursivos institucionais produzidos por essas grandes exposições em seu lugar de constituição, diga-se de passagem nascido no próprio coração da perspectiva eurocêntrica de surgimento de conhecimento. Tal estratégia viria a dificultar ainda mais o processo de aceitação de um evento que se propunha mostrar a produção de uma área já estigmatizada pelas políticas de uma classe internacional dominante que hoje de fato reconhecemos como pertencendo ao mainstream.8 É conhecida a relação das bienais em sua perspectiva cosmopolitista de enfrentamento das trocas simbólicas que constroem uma determinada problemática política. “Cabe lembrar que um dos ideais das bienais é transcender barreiras políticas e, por essa razão, subestimam sobretudo o conceito de estado-nação onde se instituem as relações de poder. Também não é por outro motivo que as bienais estruturam-se como uma espécie de poder paralelo em que novas perspectivas de modernidade são disputadas com o Estado.”9 Nessa condição, a instituição de uma perspectiva propositiva para a amostragem da arte latino-americana torna-se naturalmente problemática. Some-se a isso as questões logísticas que sempre prejudicaram os países menos privilegiados em termos de recursos. As dificuldades históricas enfrentadas pelos países latino-americanos em sua participação nas bienais foram apontadas por Leonor Amarante: “…a América Latina quase sempre foi mal representada em mostras como as bienais. A maior parte das obras vinha através das embaixadas, que escolhiam um comissário nem sempre conhecedor da arte de seu próprio país.”10 A Bienal do Mercosul é a única do mundo a financiar integralmente a obra de seus convidados nacionais e estrangeiros, incluindo produção de obras, transporte, serviços de curadoria e vinda dos artistas. Ainda assim, o processo democrático de escolha das representações internacionais tem sido mantido. Os curadores têm total autonomia para escolher os artistas que querem enviar ao evento, integrando-os ou não a sua maneira aos parâmetros conceituais de cada projeto curatorial. Tal fator a distingue do panorama internacional de bienais em que os países participantes são responsáveis financeiramente pela sua representação.11 Cecilia Bayá, curadora da Bolívia para a 4ª e a 5ª Bienal do Mercosul, salienta a importância de tal iniciativa:
As facilidades oferecidas pela Bienal do Mercosul no aspecto econômico, cobrindo os gastos de participação, permitem que estejamos presentes e façamos parte deste projeto regional tão importante, que os nossos governos ainda não estão apoiando. O impacto alcançado em vários casos com a participação de artistas bolivianos e a excelente difusão que a Bienal realiza trouxeram convites de outros cenários internacionais. A eficiente organização e coordenação permitiram que chegássemos de maneira ideal. A qualidade humana, o profissionalismo e a disposição para resolver as dificuldades fazem deles excelentes gestores culturais e anfitriões, e esses são importantes motivos para não deixar de assistir.12

O estigma que a bienal latino-americana deixou, em relação às possibilidades reais de colocar a produção latino-americana no mesmo patamar dos países do centro, dificilmente seria desfeito. Em parte porque, de fato, aquela proposta já estava desatualizada quanto às necessidades de uma efetiva representação dos artistas latino- americanos fora de uma perspectiva estigmatizante. Tal perspectiva, surpreendentemente, só viria a ser vencida de modo gradual pela consolidação e pelo trabalho realizado pela Bienal do Mercosul. Se ajudada ou não pelos novos tempos (as teorias pós-colonialistas, o surgimento de leituras ligadas à descentralização da produção artística, e assim por diante),13 a verdade é que, por ser um evento surgido às margens dos chamados centros de arte contemporânea, essa pôde, através de estratégias consideradas como de um low profile, produzir um lastro pela via do “desrecalque,” digamos assim, evitando então uma série de paradigmas culturais pelos quais um determinado segmento da classe artística não queria ver-se representado. Traumatizada por tais leituras estigmatizadas, a comunidade artística latino- americana pôde ver na Bienal do Mercosul, paulatinamente, uma adequada visibilidade para essa produção ao mesmo tempo trazida a público por um padrão profissional e atualizado de veiculação que se haveria mostrado visível exclusivamente em empreendimentos artísticos do centro. Tal sentimento levou a produção latino-americana a uma série de entraves no enfrentamento de questões internacionais. Podemos dizer que tal perspectiva constitui o que Marta Traba chamou de “fantasmas das origens,” que impedem uma leitura séria e sistemática sobre a arte latino-americana em uma perspectiva internacional. Esse dilema foi bem colocado por Dawn Ades quando tratou da questão da identidade em seu livro Arte na América Latina:
183

Perspec_CríticaII_Final.p65

183

21/6/2006, 07:47

O problema para o artista na América Latina de, por um lado, resistir à marginalização e entrar em um discurso artístico internacional sem perder o sentido de sua própria identidade e, por outro lado, evitar uma maior marginalização de culturas nativas dentro da América Latina, é sério. O que talvez devesse ser reconhecido não é a ausência de uma “solução” única, mas a presença de formas múltiplas de enunciar o problema no âmbito da arte.14

Se, por um lado, essa feição institucionalizante, mais visível nos países do centro, sempre esteve ligada a uma excessiva racionalização da tradição moderna, por outro, uma série de processos genuinamente independentes vem-se constituindo às margens das grandes narrativas que também pensam a historiografia como uma possibilidade de inscrever esses objetos artísticos em uma perspectiva mais desvinculada daquilo que se passa nos países centrais com seus hegemônicos sistemas de circulação da produção. As implicações ideológicas pelas quais esses objetos interagem com o político determinam a maneira pela qual o valor é inscrito a objetos individuais. Como nos lembra Arjun Appadurai: “[essa política], em suas pequenas trocas cotidianas de coisas na vida comum, [...] não é visível, porque a troca tem a aparência rotineira e convencionada de todo o comportamento usual.”15 A questão da identidade passou a ser tratada assim pela 1ª, 3ª e 5ª Bienal como um projeto desvinculado de plataformas políticas, ou seja, como resultado inerente à visibilidade adequada da produção, sem que esta devesse ser perseguida como um conteúdo programático. As bienais tendem a se dirigir a um público cosmopolita e internacional, um perfil remanescente de sua herança histórica: a de se terem originado do modelo de feiras e exibições internacionais, nas quais nações competiam entre si para colocar seus mais importantes valores culturais e materiais no mercado global. Ainda que muitas bienais tenham-se constituído sem esse caráter competitivo, pelo menos nos mesmos termos das grandes exibições internacionais, muitas vezes a rivalidade permanece. Portanto, a necessidade de se reportar a um sistema de circulação de valores artísticos globais é, na verdade, inerente à sua própria constituição histórica e, por isso, até mesmo desejada. As bienais localizadas às margens dos centros de decisão são importantes por se transformarem em focos de opinião e produção de conhecimento que beneficiam determinadas áreas geográficas. Além disso, elas dão significativa contribuição a um discurso artístico ao qual, muitas vezes, os países situados à margem têm dificuldade de ter acesso. Uma das grandes mudanças que têm sido operadas no cerne das instituições de pesquisa em arte contemporânea é que a produção teórica na área de artes plásticas – uma pequena faceta da produção de conhecimento – tem sido gerada em grande parte por exposições e por todo o aparato que elas produzem. O enorme volume de teoria que circula em publicações e na imprensa escrita tem criado um vasto campo, que vem sendo sedimentado como uma espécie de trajetória da produção contemporânea escrita através daquilo que seria uma história das exposições. Essa história, compreendida pela história de seus modelos curatoriais, pelas escolhas, pela museografia e, finalmente, pela trajetória desses objetos em confronto na forma de sua exposição, é o que, afinal, vem formando um corpo de conhecimento historiográfico capaz de dar conta, desde já, de boa parte da vasta produção contemporânea. É nesse contexto que as bienais têm-se tornado poderosos mecanismos que, através de grandes movimentos de impacto, têm sido capazes de produzir consideráveis mudanças nos grandes denominadores teóricos que, vez por outra, apresentam-se como espécie de “guias” que influenciam a produção artística global. Ao fazê-lo, produzem também reformulações significativas e propõem novas possibilidades de leitura que, muitas vezes, contrariam formas hegemônicas de abordagem da produção artística. É nessa perspectiva, ao que me parece, que a Bienal do Mercosul deverá ocupar seu espaço dentro do circuito internacional. Nenhum evento na América Latina atualmente tem tantas condições de propor uma leitura comprometida com essa produção. Única no mundo por seu perfil latino-americano, a Bienal do Mercosul pode e deve propor novas leituras para a produção contemporânea deste lado do hemisfério, de maneira consistente e inovadora. Tal perspectiva vem sendo grandemente ensaiada desde a primeira edição da Bienal do Mercosul, que, através da curadoria de Frederico Morais, propôs colaborar para reescrever a arte latino-americana sob uma perspectiva não-eurocêntrica. O mais importante daqui para frente talvez seja a possibilidade de promover um ensaio de como poderíamos olhar para a produção latino-americana sem que ela seja uma entidade única, mas sim um corpo fragmentado, cujas relações de identidade não se dão pela coincidência de traços comuns, mas por diferenciais de valores. O que precisamos buscar nessas exposições é o exercício da visibilidade, propiciada a partir de nossos próprios olhos, e não do olhar de fora, à qual, historicamente, sempre estivemos sujeitos. Para tanto, a Bienal do Mercosul deve trazer propostas de impacto para dar visibilidade a essa produção e, ao fazê-lo, propor novos modelos curatoriais que consigam ultrapassar paradigmas institucionalizados. É preciso, portanto,
184

Perspec_CríticaII_Final.p65

184

21/6/2006, 07:47

correr riscos para que não somente os processos de inclusão dessas obras variem, mas também para que as relações de trabalho, no âmbito das quais se diluem as disputas de poder, sejam capazes de ser inovadoras o bastante para promover mudanças. Por muitos anos, acreditamos em uma visão eurocêntrica que, ao buscar insistentemente uma identidade para a América Latina, nos fez crer que, de fato, ela existia do modo como tais teorias a haviam concebido, ou seja, na forma de um arrazoado de traços comuns, capazes de corresponder a uma imagem que faziam de nós. Hoje, já é possível ver que a solução talvez esteja em procurar traços em comum no exercício de se tornar visível pura e simplesmente. É nesse projeto de propiciar condições logísticas, no sentido mais amplo do termo, para dar visibilidade às questões da produção latino-americana, na forma de suas especificidades, que a Bienal do Mercosul pode desenvolver seu mais importante e definitivo papel.

Notas
1 The Space In-Between: Essays in Latin American Culture, transl. by Tom Burns and Ana Lucia Gazolla (Durham and London: Duke University Press, 2001), 31. 2 Idem. 3 “Imperial History and Post-Colonial Theory,” in The Decolonization Reader, James D. Sueur, ed. (New York: Routledge, 2002), 12. 4 (New York: Vintage, 1995). Edward Said, em seu livro Orientalismo, argumentou que o iluminismo estava estritamente ligado a ideais eurocêntricos e que a tradição intelectual ocidental estava completamente implicada com a política específica e os interesses particulares do Ocidente. Dezesseis anos depois, em seu livro Cultura e Imperialismo, Said admitiu que isso não era inteiramente correto e modificou sua posição dizendo que o iluminismo não estava totalmente conectado a uma fase particular da história européia em determinadas partes do mundo. Tal mudança em seu argumento abriu a possibilidade para aqueles cuja tradição estava inextricavelmente amarrada pelo seu passado colonial. 5 Orientalismo tornou-se um texto fundamental no estudo da relação do Ocidente com o “outro.” A abordagem do orientalismo como um corpo discursivo e suas características de dominação e poder tem levantado novas perspectivas em relação às estruturas de dominação. Ele tem dado uma claridade política sem precedentes à complexidade das atividades através das quais se formou a idéia de Europa e sua identidade, lançando uma luz sobre as relações culturais globais. Em essência, o argumento de Said é que ter conhecimento sobre algo é ter poder sobre isso e, por conseguinte, ser capaz de conhecer o mundo em seus próprios termos. Influenciado por Foucault (1926-1984), que mostrou que as relações de poder passam pela produção de conhecimento e estão inextricavelmente ligadas a ela, Said mostra-nos que a idéia do Oriente teria sido, no final, o maior empreendimento na produção de conhecimento capaz de sedimentar uma identidade européia que depois foi disseminada pelo resto do mundo. 6 Ella Shohat and Robert Stam, “Narrativizing Visual Culture: Towards a Polycentric Aesthetics,” in Visual Culture Reader, Nicholas Mirzoeff (ed.) (New York and London: Routledge, 1998), 37. 7 Francisco Alambert e Polyana Canhête, “I Bienal Latino-Americana ou crônica de uma morte anunciada,” in As Bienais de São Paulo: da Era do Museu à Era dos Curadores (1951-2001) (São Paulo: Boitempo Editorial, 2004), 150. 8 Parece-me que o mesmo equívoco foi cometido pela exposição Magiciens de la Terre, curada por Jean-Hubert Martin em 1989. 9 Gaudêncio Fidelis, “O Comportamento das Bienais: Apontamentos para uma Psicologia do Perfil Institucional” in Rosa-dos-Ventos: Posições e Direções na Arte Contemporânea, Paulo Sergio Duarte (org.) (Porto Alegre: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul), 40. 10 Leonor Amarante, As Bienais de São Paulo: 1951 a 1987 (São Paulo: Projeto), 195. 11 Na 4ª e na 5ª Bienal do Mercosul, o México colaborou com um aporte de recursos. Essa foi a primeira vez em que um país contribui financeiramente para a sua participação na Bienal do Mercosul. Na 5ª Bienal, a colaboração financeira do México foi renovada e o Governo da Argentina também colaborou com a vinda dos artistas argentinos para a montagem da exposição. Nota Nº 23/2005, Letra CALEG, Consulado General de la República Argentina. 12 Entrevista a Cecilia Bayá Botti feita pelo autor (19.09.2005). 13 O crescimento das teorias pós-coloniais tem criado um excitante e prolífico corpo de trabalho, o qual tem trazido novas luzes à área de teoria cultural. A maneira como ele tem sido constituído, entretanto, certamente requer alguns ajustes em seu foco. O problema, por exemplo, de como a linguagem vem sendo articulada indiscriminadamente é, com certeza, um dos mais sérios. Especialmente porque esta passou, depois de um certo tempo, a produzir um resíduo, adquirindo vida própria. O que se sente no caso do Brasil é que teóricos, estudantes, e assim por diante, sentiram que certas palavras, consideradas chave naquele corpo específico de conhecimento, não poderiam mais abranger o significado de suas implicações. Portanto, uma nova terminologia seria requerida. No entanto, ela teria de derivar dessas palavras familiares da área. Por causa disso, uma certa imprecisão tomou conta da área, causando uma crise no centro do campo discursivo. Hoje, como resultado disso, a área de estudos culturais está sofrendo um tipo de setback, principalmente porque ela não tem sido capaz de manter um consistente corpo de pesquisa em virtude da “contaminação” de áreas devido a um vocabulário emprestado dos estudos pós-coloniais. 14 Dawn Ades, “History and Identity,” in Art in Latin America – The Modern Era, 1820-1980 (New Haven and London: Yale University Press, 1989), 300. 15 Arjun Appadurai, “Commodities and the Politics of Value,” in Interpreting Objects and Collections, Susan M. Pearce (ed.) (London and New York: Routledge, 1994), 89.

185

Perspec_CríticaII_Final.p65

185

21/6/2006, 07:47

HB_cap_IV_3bienal_pallotti.p65

107

21/6/2006, 07:25

2005) 5 Montagem da obra de/Installing the work of Iole de Freitas (Set. the first work to be produced for the 5th Biennial (set.Armazém A4 do Cais do Porto 11 A artista Maria Lucia Cattani e seu assistente executando sua obra in situ.Santander Cultural 8 Montagem do/Installing the Vetor “Da Escultura à Instalação” (Set. a primeira obra a ser construída para a 5ª Bienal do Mercosul/The artist Maria Lucia Cattani and her assistant making her work on site. 2005) 3 Preparação dos/Preparation of Armazéns do Cais do Porto para a montagem da/for installing the V Bienal (Set. 2005) 10 Montagem da obra de/Installing the work of Rosa Velasco R (Set. 2005) 7 Montagem do/Installing the Vetor “Da Escultura à Instalação” (Set.Núcleo Histórico: A (Re)invenção do Espaço . 2005) .Núcleo Contemporâneo . 2005) Armazém A3 do Cais do Porto 6 Preparação dos/Preparation of Armazéns do Cais do Porto para a montagem da/for installing the V Bienal (Set. 2005) 12 Montagem do/Installing the Vetor “A persistência da Pintura” (Set.Armazém A6 do Cais do Porto 187 HB_CAP11_Aspectos. 2005) . 2005) 2 Preparação dos/Preparation of Armazéns do Cais do Porto para a montagem da/for installing the V Bienal (Set. 2005) 4 Montagem da obra de/Installing the work of Iole de Freitas (Set. 2005) .Núcleo Histórico: A (Re)invenção do Espaço . 2005) . 07:50 .Santander Cultural 9 Chegada de obras nos/Arrival of works at Armazéns do Cais do Porto (Set.Aspectos da montagem da 5ª Bienal/Aspectos del montaje de la 5ª Bienal del Mercosur/Aspects of installing the 5th Biennial [Fotografias de/ ] de/Fotografías de/Photographs by Rafael Rachewsky] 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 1 Preparação dos/Preparation of Armazéns do Cais do Porto para a montagem da/for installing the V Bienal (Set.p65 187 21/6/2006.

07:51 .Equipe de montagem e produção/Installation and production team .p65 188 21/6/2006.Armazém A5 do Cais do Porto 14 Montagem das obras de/Installing the work of Dudi Maia Rosa (Set.Núcleo Histórico Experiências Históricas do Plano . 2005) . 2005) . 2005) .Armazém A6 do Cais do Porto 2 Preparação dos/Preparation of Armazéns do Cais do Porto para a montagem da/for installing V Bienal (Set. 2005) .Armazém A3 do Cais do Porto 7 Montagem da obra de/Installing the work of Raquel Schwartz (Set. 2005) . 2005) . 2005) . 2005) 3 Montagem da obra de/Installing the work of Iole de Freitas (Set.Equipe de transporte das obras . 2005) .Armazém A6 do Cais do Porto 13 Montagem das obras de/Installing the work of Fábio Miguez (Set.Armazém A7 do Cais do Porto 188 HB_CAP11_Aspectos.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli 10 Montagem do/ Assembling of Vetor “A Persistência da Pintura” (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 8 Construção da obra de/Producing the work of Raquel Schwartz (Set.Armazém A4 do Cais do Porto 5 Chegada das obras de/Arrival of works of Nuno Ramos (21.09 2005) . 2005) .Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli 11 Montagem da obra de/Installing the work of Carlos Zílio (Set. 2005) .Armazém A5 do Cais do Porto 6 Montagem da obra de/Installing the work of Artur Lescher (Set. 2005) .Núcleo Histórico Experiências Históricas do Plano . 2005) . 2005) .Armazém A6 do Cais do Porto 12 Montagem da obra de/ Installing the work of Karin Lambrecht (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 4 Construção da obra de/Producing the work of Afonso Tostes (Set.Armazém A5 do Cais do Porto 15 Montagem da vídeo instalação de/Installing the video installation of Marina Abramovic (Set.1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 Montagem das obras de/Installing the work of Daniel Senise (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 9 Montagem do/Installing the Vetor “A Persistência da Pintura” (Set.

Artista Homenageado .Núcleo Histórico: A (re)invenção do espaço .Núcleo Histórico Experiências Históricas do Plano .Armazém A3 do Cais do Porto 15 Montagem da exposição/Installing the exhibition Vetor “Da Escultura à Instalação” (Set.Vetor da Escultura à Instalação . 2005) .Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli 11 Montagem da obra “O Museu Vazio” de/Installing the work ‘The Empty Museum” by Ilya e Emilia Kabakov (Set. 2005) .Arquiteta/Architect Ceres Storchi e CuradorAssistente/Assistant-Curator José Francisco Alves . 2005) . 2005) .Armazém A7 do Cais do Porto 12 Montagem da obra de/Installing the work of Bia Medeiros (Set. 2005) .p65 189 21/6/2006. 2005) .Usina do Gasômetro 14 Montagem da obra de/Installing the work of Patricio Farias (Set. 07:52 . 2005) .1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 Chegada de obras no/Arrival of works at Santander Cultural (Set. 2005) 7 Montagem da obra de/Assembling and Installing the work of Marcelo Silveira (Set. 2005) .Armazém A7 do Cais do Porto 10 Montagem das obras de/Installing the work of Amilcar de Castro (Set.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli 3 Montagem da obra de/Installing the work of Camilo Yánez (Set.Usina do Gasômetro 13 Preparação do espaço expositivo para montagem do/Preparation of the exhibition area for the installing the Vetor “Direções no Novo Espaço” (Set.Armazéns do Cais do Porto 6 O artista Daniel Feingold durante a montagem de sua obra/The artist Daniel Feingold during the installation of his paintings .Santander Cultural 189 HB_CAP11_Aspectos. 2005) .Armazém A6 do Cais do Porto 5 Montagem das luminárias para a instalação de/Assembling the lighting system for the installation of Niúra Bellavinha (Set. 2005) . 2005) .Armazém A3 do Cais do Porto 8 Montagem da obra de/Construction the work of Pablo Vargas Lugo (Set. 2005) . 2005) .Armazém A5 do Cais do Porto (Set. 2005) .Núcleo Histórico: A (re)invenção do espaço .Armazéns do Cais do Porto 9 Montagem das obras de/Installing the work of Amilcar de Castro (Set.Santander Cultural 2 Preparação do espaço expositivo para montagem do/Preparation of the exhibition area for installing the Vetor “A Persistência da Pintura” (Set.Armazém A6 do Cais do Porto 4 Montagem da obra de/Installing the work of Juan Tessi (Set.

Armazém A5 Cais do Porto 6 Montagem da obra de/Installing the work of Camilo Yañez (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 9 Montagem da obra de/Installing the work of Sandra Cinto (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 14 Montagem da obra de/Installing the work of Einar de la Torre e Jamex de la Torre (Set. 2005) .Armazém A6 Cais do Porto 7 Montagem da obra de/Installing the work of Dominique Serrano (Set.Armazém A4 do Cais do Porto 190 HB_CAP11_Aspectos.Armazém A3 do Cais do Porto 12 Vera Chaves Barcellos na montagem de sua obra/Vera Chaves Barcellos installing her work (Set.Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli 3 Chegada de obras nos/Arrival of works at Armazéns do Cais do Porto (Set. 2005) . 2005) .Armazém A4 do Cais do Porto 5 Montagem da obra de/Installing the work of Elizabeth Jobim (Set.Armazém A4 do Cais do Porto 11 Montagem da obra de/Installing the work of Pablo Vargas Lugo (Set. 2005) . 2005) . 2005) . 2005) . 2005) .1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 Material de montagem/Installation material and tools 2 Montagem da exposição/Installing the exhibition “Vetor A Persistência da Pintura” (Set. 2005) . 2005) . 2005) .Armazém A3 do Cais do Porto 15 Montagem da obra de/Installing the work of Carlos Fajardo (Set. 2005) 4 Transporte da obra de/Transportation of the work of Roman Vitali (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 13 Montagem da obra de/Assembling the work of Marcelo Silveira (Set.Armazém A6 Cais do Porto 10 Laura Vinci na montagem de sua obra/Laura Vinci at her work´s assembling (Set.Núcleo Histórico Experiências Históricas do Plano . 2005) . 2005) .p65 190 21/6/2006. 07:52 .Armazém A4 do Cais do Porto 8 Montagem da obra de/Installing the work of Mariela Leal (Set.

Armazém A4 do Cais do Porto 14 A artista Jac Leirner (centro) durante a instalação de sua obra/The artist Jac Leiner (center) during the installation of her work (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 15 Montagem das obras de/Assembling the work of Nuno Ramos (22.Armazém A4 do Cais do Porto 10 Montagem do/Installing the Vetor “Direções no Novo Espaço” .Armazém A7 do Cais do Porto 2 Montagem da obra de/ Installing the work of Roman Vitali (Set.Armazém A4 do Cais do Porto 8 Embalagem da obra de/Crate for the work of Nelson Felix .Armazém A4 do Cais do Porto 3 Descarregamento de areia para a obra de Laura Vinci/Unloading the sand for the work of Laura Vinci (Set.09.1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 1 Preparação da instalação de/Preparation of the exhibition space for the installation of Marina Abramovic (Set. 2005) .2005) .Armazém A4 do Cais do Porto 5 Sala da Produção da/Production Room of V Bienal . 2005) . 2005) .Armazém A7 do Cais do Porto 6 Mariano Molina com projeto da obra “Corte”/Mariano Molina with the sketch for the work “Corte” .p65 191 21/6/2006.Armazém A4 do Cais do Porto 9 Montagem da obra de/Installing the work of Siron Franco (Set. 2005) .Armazém A5 Cais do Porto 7 Montagem da obra de/Installing the work of Dominique Serrano (Set. 2005) . 2005) .Usina do Gasômetro 11 Montagem da obra de/Installing the work of Jac Leirner (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 13 Transporte da obra de/Installing the work of Angelo Venosa (Set. 2005) . 2005) . 2005) .Armazém A4 do Cais do Porto 4 Montagem da obra de/Installing the work of Paz Carvajal García (Set.Armazém A3 do Cais do Porto 12 O artista Antônio Manuel durante a instalação de sua obra/The artist Antônio Manuel during the installation of his work (Set. 07:52 . 2005) .Armazém A5 do Cais do Porto 191 HB_CAP11_Aspectos.

07:25 .p65 107 21/6/2006.HB_cap_IV_3bienal_pallotti.

Foucault parece investir demais nas funções panopticas do arquivo. definindo sempre os contornos de uma história cuja instituição que os abriga deseja preservar e O arquivo da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul/The Mercosur Visual Arts Biennial Foundation archive eventualmente tornar pública. Depois das investidas de Roland Barthes e Michel Foucault. Foto: Edison Vara/PressPhoto Para entendermos a complexidade dessas mudanças e as implicações que tais modos de colecionar implicam. Eficazes em sua ordenação da informação. Se pensarmos assim. Se. que parecem ser muito menos de guarda da memória do que aspiração. por outro nos mostrou que o modo como os arquivos são constituídos deixam poucas dúvidas quanto às suas intenções. os 193 Termos_Volumetria_27_12. Precisamos lembrar que. ficou muito difícil acreditar naquilo que seriam os acidentes de formação do arquivo e sua posterior utilização. depois de Foucault (especialmente depois de Les Mots et Les Choses). porque armazenam uma enorme quantidade de conhecimento e o fazem de maneira que a utilização que se possa fazer deles seja variada ou específica. o tornam sistematizado. na medida em que não conhecem seu passado nem refletem sobre ele.Termos para o estabelecimento de uma volumetria do arquivo: fontes e apropriação Arquivos são organismos complexos. constituem um mecanismo único para pesquisadores e interessados. Porém. temos de nos voltar rapidamente para a noção de arquivo e sistematização de informação. por um lado.p65 193 21/6/2006. que atingiram seu ápice nos escritos de Jacques Derrida com o desconstrutivismo. Os arquivos representam também a possibilidade de guardar o testemunho de um tempo ou período que de outra forma se perderia. 07:56 . veremos como acervos são também produzidos por acidentes provocados e pela intencionalidade de quem os constitui. os arquivos têm sido historicamente organismos sobre os quais paira sempre uma grande dose de descontentamento e suspeita. o organizam. Sabemos que sociedades sem arquivos são sociedades sem futuro. Eles armazenam conhecimento.

Notas 1 Boris Groys. O gráfico a seguir mostra como a informação é gerada a partir de um único evento.p65 194 21/6/2006. Os arquivos são. seriam capazes de promover uma soma de conhecimento que. nossas ações são arquivados – mas não confiamos nos arquivos para nos arquivar segundo nossos desejos. mas também os que estão sendo arquivados. Assim. o lugar de organização e sistematização da informação. “Suspeito que exista uma razão relativamente simples para essa ambivalência em nossa relação com o arquivo: somos não apenas os que fazem o arquivamento. 1998. nossos destinos.” in Archiv X: Investigations in Contemporary Art. “The Future of the Archives. pois o Outro que vem sendo arquivado passa a ser também um pouco de nós mesmos. nunca é demais lembrar que tal especificidade de informação veiculada aqui pelo seu caráter muitas vezes restritivo na visão de várias instituições é um sinal de que a instituição se mostra. Elas tendem a promover acumulação de conhecimento. Upper Áustria. por excelência. aberta à visibilidade. 15. seja ela que tipologia venha a adotar. por que não dizer. 07:56 . uma vez tornadas disponíveis. O gráfico mostra também uma desierarquização do conhecimento gerado por essas diversas fontes que. como essa. Pode ser uma história da Bienal do Mercosul.arquivos passaram a ser rondados por uma aura em que a responsabilidade de quem os institui e os mantém é sempre colocada em questão. Nossas imagens. pode vir a trazer uma enorme contribuição para a produção teórica e crítica que venha a ser feita. mas também outras instituições tendem a promover. cujo empreendimento busca a eficiência da localização da informação específica que possa ser decodificada em possibilidades desejadas. Trabalhar com o arquivo como objeto de uma publicação é. desorganizá-lo. já que os arquivos sempre são precedidos por um sistema de transcrição que virá a seguir. 194 Termos_Volumetria_27_12. Por outro lado. tomada como condição de informação. um sinal de que o universo institucional pode e deve buscar uma maior aproximação com a esfera pública. Center for Contemporary Art.”1 As bienais são também arquivos em progresso. como nunca. tais exposições organizam e promovem o acúmulo de material informativo que posteriormente fornecerá elementos para a construção de uma determinada história. como pode ser a própria história da arte latino-americana. A complexidade e o volume das relações que podem ser estabelecidas a partir dos diversos mecanismos capazes de produzir conhecimento são praticamente infinitos. Essa de fato será escrita através de um processo de arquivamento que não somente essa.

FH10 Wed Jun 21 08:16:30 2006 Page 1 C M Y CM MY CY CMY K Composite .grafico_volumetria_PALLOTTI_curva.

HB_cap_IV_3bienal_pallotti. 07:25 .p65 107 21/6/2006.

12. Paulo Olsewisky. Atas de Reuniões do Conselho de Administração. Zero Hora.2005).1996). Entrevista a Ana Norogrando feita pelo autor (15.” Segundo Caderno. 29. “Documenta gaúcha será lançada hoje. 15. Nº 110. Amaral. Zero Hora (11. Entrevista a Maria Benites feita pelo autor (22. 2.2005).1995). 5.2005). sem página. Entrevista a Fábio Magalhães feita pelo autor (14.” Panorama.08. Jornal do Comércio. Entrevista a Britto Velho feita pelo autor (12.10.2005). Porto Alegre. Entrevista Eva Grinstein feita pelo autor (21. Porto Alegre.10. José Luiz do.” Variedades. 75. Porto Alegre.2005).07.Bibliografia geral sobre a Bienal do Mercosul/Bibliografia general sobre la Bienal del Mercosur/General Bibliography on the Mercosur Biennial Geral/General/General Entrevistas/Entrevistas/Interviews Entrevista a Renato Malcon feita pelo autor (07.07. Luciano.06. Correio do Povo (04. Atas das reuniões dos Membros Instituidores da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.08. “Um olhar para a América Latina. (Julho 1996). Porto Alegre.1989). Entrevista a Leonor Amarante feita pelo autor (14. 197 HB_bibliografiaF.” Geral. São Paulo.06. Zero Hora (13. Porto Alegre (Agosto 2005).” Zero Hora (20. “III Encontro Latino-Americano de Artes Plásticas.” Variedades.” Variedades. Atas de Reuniões da Diretoria Executiva.12.” Segundo Caderno. “Encontros de final de tarde. Outros documentos/Otros documentos/Other documents Ata de Reunião – Estratégias de Comunicação para a I Bienal. São Paulo. “Presidente é convidado para a Bienal do Mercosul. Entrevista a Jorge Gerdau Johannpeter feita pelo autor (22. Discursos. Releases da Assessoria de Imprensa. Entrevista a José Luiz do Amaral feita pelo autor (01. Porto Alegre.2005). Correspondências. Conversa de Gaudêncio Fidelis com os artistas Maria Tomaselli.08.06.06.p65 197 21/6/2006. Rio de Janeiro. Entrevista a Franklin Pedroso feita por José Francisco Alves (28.2005). Entrevista a Cecilia Bayá Botti feita pelo autor (19.08. Ano IV.1996). Porto Alegre. “Bienal do Mercosul já tem data e estatuto. Atas de Reuniões do Conselho Deliberativo.2005).06. Outros/Otros/Others Correspondência trocada pelo autor por e-mail com Maria Benites (25.08.2005). Entrevista a Frederico Morais feita pelo autor (06. Porto Alegre.” Segundo Caderno. “Começa dia 26 Encontro de Artes Plásticas.06. Ata de Reunião de Tesouraria. 17. Entrevista a José Paulo Soares Martins feita pelo autor (10. Atas de Reunião do Conselho Fiscal da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 14. Luiza.1989).09. Caé Braga.1996). “Cem anos de produção em debate. 08:14 .07.05. Entrevista a Joel Fagundes feita pelo autor (02.08.2005).” Artes. Zero Hora (26. Porto Alegre. São Paulo. Nº 37.2005).06.07. Entrevista a Justo Pastor Mellado feita pelo autor (05.11.06. Atas da Comissão Organizadora da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Estatuto da Fundação Bienal de Artes Visuais. Entrevista a Nelson Aguilar feita pelo autor (17. Ofícios. (05. Porto Alegre (11.1996). Damé.08. Ata de Reunião – Estratégias de Marketing.2005).06. Porto Alegre.07. Entrevista a Adriana Rosenberg feita pelo autor (20. capa. 22. Correio do Povo (23.08. Alfonso. Gustavo Nackle. Porto Alegre. Zero Hora (15.2005). Antecedentes Históricos da Bienal do Mercosul/Antecedentes Historicos de la Bienal del Mercosur/ Historical Background of the Mercosur Biennial Periódicos/Periódicos/Periodicals “A arte latino-americana em debate. “Entusiasmo marca III encontro Latino-Americano. Correio do Povo (01.12. Convites e folder de exposições. Contratos. Porto Alegre.04.2005). “Arte Performática.2005).2005).2005). 15.2005). “Homenagem confusa.1989).08.1995).2005).” Segundo Caderno.04.2005). 5.” Jornal do Margs. Entrevista a Ticio Escobar feita pelo autor (10. Porto Alegre.04. Entrevista a Ivo Nesralla feita pelo autor (27. “Bienal a caminho.” Jornal do Margs.2005) Entrevista a Gabriel Pellufo Linari feita pelo autor (22. Entrevista a Justo Werlang feita pelo autor-Parte II (17. Zero Hora (19.06. Wilson Cavalcanti e Maia Menna Barreto (01.07.2005). Paulo Shimendes.2005).1996).1990). Entrevista a Justo Werlang feita pelo autor-Parte I (02.2005).

08. Porto Alegre (21.” Cultura. Mídias eletrônicas/Mídias electrónicas/Electronic media http://www. Ano II. Instituto Estadual de Artes Visuais. 10.” Gazeta Mercantil (24. Xul Solar. de 02 de outubro a 30 de novembro de 1997 em Porto Alegre. 83-93. Romão Pereira à sede da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Periódicos/Periódicos/Periodicals “A bienal conta a bienal.1997). Reis.11.07.07. Novembro 1995.06. sem data. Governo do Estado do Rio Grande do Sul. Bienal do Mercosul lidera projetos de novembro na área de Artes Plásticas. da exposição). 31 de julho a 23 de agosto de 1997 em Buenos Aires. Simpósio Internacional Porto Alegre. 198 HB_bibliografiaF. Porto Alegre (Agosto 2005).11.12. “Quando é preciso pensar em mudanças.09. “Porto Alegre está em Buenos Aires. 5. 75.08. Zero Hora (08.” Jornal do Margs.03. 5.” in Frederico Morais. Silvana (Org. André.1996). “As artes visuais integram a economia. “A bienal mostra sua cara. Conselho de Desenvolvimento Cultural . “Integração terá que driblar a alfândega. I Bienal e Fundação Banco Patrícios. Relatório da visita do Sr.) (Rio de Janeiro: FUNARTE.” Cultura. Porto Alegre. Relatório de visita do Sr.1996. Zero Hora (30. (Cat. Argentina. Porto Alegre: Estado do Rio Grande do Sul. 9.1996). III Encontro Latino Americano-Artes Plásticas. Instituto Estadual de Artes Visuais. Zero Hora (11. (Cat.CODEC (26-28. “Bienal do Mercosul vai mudar a cidade. “A última chance para visitar a Bienal.11. Jornal do Comércio. Vieira. Ante-Projeto para a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.08. Projeto Básico da I Bienal do Mercosul. da exposição). Gaudêncio. 23. Brasil. Zero Hora (20. Clarissa Berry. “Metade do país ignora o que é o Mercosul.” Revista ZH. Mendonça. Brasil. 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/1ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/1st Mercosur Visual Arts Biennial Livros/Libros/Books Morais.1996. Ante-Projeto da I Bienal de Artes Visuais Cone Sul. 9. Flávio. 30 de janeiro de 1995. Zero Hora (09. 29.” Segundo Caderno.” Variedades.1989). capa. “Chile: novo parceiro para o Mercosul.br.1997). Amaral. apresentado ao Governo do Estado do RS em 1996. Zero Hora (09. Gestão 1991-1994. 2005). capa. Secretaria do Estado da Cultura – Sedac.” Segundo Caderno. A-4. de 08 de outubro a 28 de novembro de 1997. Porto Alegre.11.p65 198 21/6/2006. “Acabou-se o que era arte. José Luiz do. “A arte da provocação. ______. “A bienal que não está nos prédios oficiais. Sterzi. 08:14 .” Variedades. 16. 10-11.” Segundo Caderno. Zero Hora (14. Valéria. Moreno.” Voz do Rio Grande. Morales. Paulo Roberto Gaiger. “A OMC Face à Globalização e à Regionalização.08.Ilha.1995). sem data. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Veiga.gov.” Experiência em Revista. “Lançado projeto da Bienal do Mercosul.1996).1996. 8. 09-10.03. Nº 17 (Agosto 1989).” Jornal do Comércio . Nº 110. consultado em 17. 24. “Identidade feita de contradição.1990). ______. “Um encontro para discutir papel das artes plásticas. Zero Hora (17.” Segundo Caderno. Conselho de Desenvolvimento Cultural – CODEC. Ano II.mercosul. 31.1996).1990).1989).” Segundo Caderno. 5. 1997.IEAVI. 6 (2). Renato.10. “Mostra Sul terá mais participantes.08.1995.1997). “A pasta cor-de-rosa e a Bienal. 5. Edson Roig. Nº 2 (Abril-Maio 1996).11. Trinta Dias de Cultura. Museu de Arte do Rio Grande do Sul.1997). Porto Alegre.” Panorama. 1. sem página. Lafer. Seffrin.1989). (Julho 2004).08.07. Antônio Britto. 05.1995. Lima. Projeto Administrativo para o Instituto Estadual de Artes Visuais . I Encontro Latino-Americano de Artes Plásticas.” Segundo Caderno. Aracy. Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul (0102. Zero Hora (05.Porto Alegre (26. “Um selo facilita trânsito cultural. Correio do Povo (03. Simpósio Internacional. II Encontro Latino-Americano de Artes Plásticas. Ante-Projeto da I Bienal de Artes Visuais Cone Sul.07. Eduardo.1996). Primeira Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Secretaria da Cultura.” Política Externa. Outras fontes/Otras fuentes/Other sources Amaral.” Segundo Caderno. 15 de junho de 1996. Relatório de viagem a Brasília. “Aberta a grande festa das artes. Frederico Morais no dia 15. RS. Simpósio Internacional. Maria Tomaselli Cirne e Ferreira.1997). Relatório de Reunião – Regulamento do Concurso do Cartaz – Visita Arquiteto Gerardo Villaseca.” Segundo Caderno.1997).” Correio do Povo (06.1996). Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.1997). Folders/Folders/Folders Artes Visuais – RS. Porto Alegre. Correio do Povo (30. Zero Hora (29. Porto Alegre. Fidelis.1990). Maria Benites. Centro de Estudos Plásticos Latino-Americanos e Caribenhos – CELPAC (16-18. 5. 7. Manoel.” Arte. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul e Caixa Econômica Federal. 08. Celso. Zero Hora (07. 14. “Primeira Bienal do Mercosul: Regionalismo e Globalização. Projeto Pedagógico para a I Bienal do Mercosul. ______. Maciel. Porto Alegre.2004. capa. Catálogo Geral. Catálogos/Catálogos/Catalogues Acervo CEF – I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.10. não paginado.1995). (Setembro 1997). RS. Proposta para a Configuração Geral da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Governo do Estado do Rio Grande do Sul. “Velhas Arenas desconhecidas.03. Porto Alegre.08. Arte na América Latina – 100 Anos de Produção.03. Zero Hora (06. Frederico. Porto Alegre: Estado do Rio Grande do Sul. 181-188.11.1996.03.” Zero Hora (05. enviada ao Governador do Estado do Rio Grande do Sul.09. “América-Latina: identidade sem ferir as diferenças.1996).03. Proposta para Criação da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Informativo do Governo do Estado do Rio Grande do Sul.

1997).” Viver.“Quand lárt aide l´économie.10.1997). Novo Hamburgo (02.” Arte Crítica. Elio. Zero Hora (28. Jornal do Comércio.1997).1997). Zero Hora (14.” Panorama. Nº 34 (Dezembro 1997). Montevidéu (21. “Memória da I Bienal do Mercosul. Bienal/Biennalle/Biennials: Brazil.” Segundo Caderno. “A preparação dos espaços. Mariani.11. 23.1997). Léo. Góes.” Espetaculos. Art Montly. Brites.12. Mylena.” Jornal do Brasil.” Zero Hora (21.05. Júlio.” Bravo!. “Nas trincheiras da arte. Revista Art Monthly. 24. ______.11.11. Jornal do Comércio. “Entrevista a Correio do Povo. 2. Eduardo. Ana Maria.10.” Cultura na Casa.10.1997).11. Zero Hora (04. “A grande obra da Bienal. capa. 3.11. “CCMQ e a Bienal. Barcellos. Zero Hora (01. “Continente Sul Sur.” Segundo Caderno. “A bienal e a consciência regional. “Construtivos costuram a arte latino-americana. seite 49. Ano V. a importância da Bienal.” Artes Plásticas – Caderno 6. Zero Hora (30.” Zero Hora (14. “Estudantes buscam experiência na Bienal. Clio. Bugel.” ABC . Rio de Janeiro (05. Fernandes.10.Lazer e Cultura.1997).11. “Mercosul visual.10.” Zero Hora.1997). “Uma megaexposição maior que a cidade.” Variedades. Cláudio. Porto Alegre (14. Nº 261.1997). Antonio. Montevidéu (03.” Revista Aplauso. Biennale.1997).11. Documentos e Textos de Época. ______.1997). ______. Porto Alegre (08. Nelson Di.” Gazeta Mercantil Latino.” ABC. Boeira. “Lembranças dos anos de chumbo.” Opinião.” Informe Especial: Boletin de La Embajada del Brasil e Bolivia.. Gerchmenn.12. Leenhardt. Londres (Dezembro de 1997). Blazwick. Barnitz. 16.” Correio do Povo (29. uma nova Porto Alegre. Gazeta do Povo. Michel. O Globo.1997).1997). “Francês aposta em museu na Ulbra – Entrevista ao Correio do Povo. Porto Alegre (05. Jornal do Comércio.” Opinião.” Revista ZH. ______.1997). Décio.” Revista do Instituto Estadual do Livro. Heterogénesis. “Bienal. Hélio Jr.12.p65 199 21/6/2006. Jornal do Comércio.10.08. “Renascimento dos espaços.Amaral.12. Porto Alegre (Março 1998). 23.1997). Nando. Porto Alegre (25. “Arte plástica abre espaço no mercosul. sem página. Platthaus.” Panorama.1997).1997). NH. “Inauguração vai ser em etapas.1997). 4-5. “Informe Brasil”.11.” Journal de Genève. 08:14 . Arte Latino-Americana: Manifestos. Suzana. Gilmar. “Bienal do Mercosul revê produções regionais. Leenhardt.1997). “Por fin.1997). Freitas.12.” Feuilleton.” El Pais. Porto Alegre (17.1997). Correio do Povo (10.” Informe Especial: Boletin de La Embajada del Brasil e Bolivia. 7.1997). “Bicicleide ganha uma mãe. Folha de São Paulo (22.10. Novo Hamburgo (28. Bugel.03. Fermin. “Liberdade para gostar (ou não).” Zero Hora (07.1997).” Segundo Caderno. 6-7. 9.” Segundo Caderno.” Segundo Caderno. “Gaúchos protestam por terem bailado na curva. Jungbluth. Zero Hora (10. Zero Hora (01.11.1997). 10.1997). “Historia de la Bienal de Artes Visuales del Mercosur.1997). “El Mercosur prepara su bienal de arte. “A Bienal da integração. La República. 16. Clío E.10. “Elogios argentinos à Bienal do Mercosul entusiasmam Brasil. Ano II N° 11/ 97 (Septiembre 1997). Paulo César B.11.” Jornal do Comércio. Uruguay (29. Jacques.1998).08. Battistozzi. “La importancia de llamarse “América latina”. Jornal do Comércio. Folha de São Paulo (29.12.1997).1997). Zero Hora (25.. 21. “Bienal do Mercosul sublinha identidades latinas.1996).01. Laub.12.11.” Arte. Montevidéu (04. 5. “Bienal del Mercosur: audácia y tradición. “La importancia de llamarse ‘América Latina’.” Panorama. Bandeira.11.” Panorama. “Festa no fim da Bienal do B. Jacques. Zero Hora (13. 28. Folha de São Paulo (28. ______. “A Imitação da Vida.” Ilustrada.1997). Nelson. Ano II N° 11/ 199 HB_bibliografiaF. “Depois da Bienal. Ed. Brecha (21.” La República. 19. 28. “Arte em Movimento. Nº 12. ______. Ewell. sem pagina. NH. 12. Curitiba (11.11. Porto Alegre (21-26. el arte se suma al Mercosur.1997). 24.1997). “El Ultimo Lustro. 6.10. capa.” Ilustrada. Ano II. Frève. Barreiro.11.” Segundo Caderno. 6. Jornal do Comércio.” Viver. Montevidéu (21. Montag (10.1997). “Catálogo da Bienal será lançado hoje. Maggio.” Gazeta do Povo. Montevidéu (Dezembro de 1997).” Artes.1997). Blanca.” El Pais. Kwangju. Montevidéo (07. Zero Hora (01. “A América Latina dentro da história da arte. Iwona.1997). D’Ávila.” Ilustrada. 17. Hermes. Porto Alegre (16. “Em discussão. capa. “I Bienal del Mercosur: audácia y tradición. Bassanesi.1997).1997). Jornal do Comércio.11. 6.1997).” Segundo Caderno.Americana. Brecha. Leenhardt. London (December 1997 – January 1998). “Exposição conta a história da bienal. “Kopfunter zur neuen Perspektive.11. Bolívia (Setembro 1997). 6. 5.01.” Segundo Caderno. 16-23. sem página.10.1997). Fiori. 10. Clarín.1997). “As artes visuais na integração cultural do MERCOSUR. Nº 174.” Plastica. E. ______.1997).” Ilustrada. Porto Alegre (18. “Impresiones sobre la I Bienal de Artes Visuales del Mercosur. Alicia. Folha de São Paulo (28. Ano 1.” Zero Hora (16. “O pão do circo. 6. Porto Alegre (14.1997). N° 6 (Novembro 1997). 8.11. Revista Carta Capital (22. capa. 46.11.10.09. “Identidade feita de contradição . Jacqueline. NH.1997). Genebra (01.” Segundo Caderno. mas saiu. Celso.10. Informativo CCMQ. Porto Alegre (20 a 26. “Jornais e ossos transformam arte em política.1997). “Marinha do Brasil ganha um jardim de esculturas. 2.1997). “O mapa-múndi de pernas pro ar. “A arte se movimenta entre globalização e fronteiras. “Desentendimento em marcha. Porto Alegre (28.” Geral. Cordovil. “Ordem e progresso – Entrevista a José Carlos Fernandes. Zero Hora (23. Ano III. capa. “As mais mais da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul.10. Fioravante. Guimarães. N° 23 (April 1998).1997).1997). Jornal do Comércio.10. “Nova York é aqui. Biennials/Johannesburg.” La Razón.1997). Haber.1997).11.1997).1997). Brazil. sem página. Consuelo.1997). Mendizábal. 0.1997). Rio de Janeiro (02. Zero Hora (17. capa.11. Tânia.” Empregos. 1b. 6-7. do.1997). Andréas. “Confira imagens do penetrável sonoro. Erika. Porto Alegre. ______. “Catálogo da Bienal custou. Jacques.” ABC . “A ênfase no corpo.1997).12. 12. Francisco. “Bienal do Mercosul. Boletin de la Embajada del Brazil em Bolivia. 11-28.07. Gazeta Mercantil.10. “La importancia de llamarse “América Latina”.1997).” Gazeta do Sul (05.1997).” Jornal do Comércio. José Carlos. Anno VII. Porto Alegre (01. 53.12. “Bienal presta contas a seu público.10.” Viver. Revista de Artes Visuales. Zero Hora (27. “La vertiente política. “Stockinger é o grande destaque. Nelson.” Segundo Caderno.1997).” Correio do Povo (30. “E a arte continua. Novo Hamburgo (25.10.” Panorama.” Porto & Vírgula. Porto Alegre (05.” Correio do Povo (08. “El Guggenheim de las Pampas. contracapa.11.1997). “Mais do que uma exposição. ______. Zero Hora (01.Entrevista a Eduardo Sterzi.Lazer & Cultura. Curitiba (11. Porto Alegre (28. Brecha. Argentina (14.07. 7. Guri. Tidskrift for visuell konst. 4-5. 1° Bienal do Mercosul.11. Nº11. “Os excluídos resolvem falar. Montevidéu (21.11.01.11. El Pais.

2. Zero Hora (28. Pitcovsky. Eduardo. Ano VI.” Caderno de Economia. Squeff. Daniela.12. “Mostra para reescrever a história da arte. Correio do Povo (13. Célia. Zero Hora (29.” Around us. Ieda. ______.09. Risco. Zero Hora (28. “Mutirão nos bastidores da bienal. capa. 12.97 (Septiembre 1997). 08.” Informe Especial: Boletin de La Embajada del Brasil e Bolivia. capa. Rocha. 4-5. “Um cidadão na Bienal.p65 200 21/6/2006. Ramos. Porto Alegre (10-16.” La Maga. Minaya. 14-15. 08:14 . “Venezuela estarpa em la I Bienal Del Mercosur. David.11. “Criadores da América do Sul. com agenda de exibições do evento (abertura dos espaços. XXXI. ______. Ano X.” Variedades. “O Rio Grande do Sul está se tornando o centro do Mercosul.” Segundo Caderno.” XVIII Concurso de Arte.” Zero Hora (21.09.11. Eduardo “Crise na cultura. capa.1997). Rabagiiati. Porto Alegre (20 a 05. 5. 28.” Revista ZH. “A maior e mais ambiciosa exposição. Ano II N° 11/97 (Septiembre 1997). “Intervenções que mudam a paisagem. 3. Sanchez.” Zero Hora (26. Eduardo. Porto Alegre (22.” Segundo Caderno. Houston.1997). Zero Hora (09. capa.” Cultura. 12. 10. Szmukler. “Agora é oficial a arte está nas ruas. Porto Alegre (09. Victoria.1997). “Pela insolência e contra as mulheres.” Geral. Lúcia. ______.” Segundo Caderno. ______.” in Inverted Utopias: Avant-Garde Art in Latin America (New Haven and London: Yale University Press and The Museum of Fine Arts. Pomenta. “I Bienal del Mercosur: Regionalismo Y globalización. capa.” Gazeta Mercantil.”Donna. Rosário (12.10.1997).” Revista Diseño (Novembro 1997). Rio de Janeiro (02. 61. Eduardo e Stigger. Décio e Rosa.1997). “A imaginação imprevisível. Zero Hora (20.” Folha de São Paulo (02.” Jornal do Brasil (12.1997).10. 1. Allisomn.11. “Primera Bienal de Artes Visuales del Mercosur.” Caderno 2.1996).1996).1997). Verônica.10. Moreira. Marilene. 43 e 46.01. 1994).” Artes.” Segundo Caderno. 3.” Segundo Caderno Especial.1997). Verônica. Stigger.10.1997). Brasília (06. “Identidade feita de contradição. 4.09. 12. Rio de Janeiro (19.09. Zero Hora (23. 2.10. “Bienal do Mercosul sobrevive ao teste. “Visita. “O anfitrião da festa não ficou na sala. 4. 3.11. Zero Hora (25.1997). “Porto Alegre abriga a 1ª Bienal do Mercosul.1997).1997).” Revista Amanhã. O Globo.10.1997). Zero Hora (02. 9.11. Economia Hoy (21. Paiva. Mosquera. Nº 198 (Janeiro-Fevereiro 1998). ______. “1ª Bienal de Artes Visuais del MERCOSUR: reescribir la história. 73. “Xul Solar deve ser o artista homenageado. Zero Hora (30. Zero Hora (28. capa. La Prensa.11. Zero Hora (06.11.09. Jornal Cultura. 5. Zero Hora (22.10.” Cultura.” Segundo Caderno. Millen. “Palco para a arte latina.01. Zero Hora (28.” Segundo Caderno. “Termina a Bienal do Mercosul. Porto Alegre (03-05. Zero Hora (01.” Ponto a ponto informativo.1997). “Para que lado fica a Bienal?. 6. “El arte latinoamericano se da cita en la Bienal del Mercosur. Econômica e Culturalmente falando.09.1997). Ribeiro. Uruguay (08. ______. “Mostra faz radiografia da bienal.1997). Correio do Povo (29.).1997). “Territórios feitos de arte.97)..1997). Morais. “Curador quer reescrever a história da arte.10. “Porto Alegre abre portas às obras latinas.” Revista ZH. 67. 12-13.1996). Simon.01.” El Universal (21.1997). O Estado de São Paulo (08. Ieda.1997). Porto Alegre (08. “Bienal para fazer bonito. ______. “Um proyecto democrático.” Arte & Espetáculos. “Vertente Construtiva do Mercosul acontece na Ulbra.” Economia.04.” Correio do Povo (17. intervenções na cidade. Nº 111 (Setembro 1996). 5.11.1997).09.” Gazeta Mercantil. “Sobre globalización y diferencia.1997). un nuevo bloque económico. ______.” Informe Especial: Boletin de La Embajada del Brasil e Bolivia. 2. Zero Hora (01. seminários 200 HB_bibliografiaF. ______. 19. Angélica de.11.09. Año 2000.08. “Bienal Mercosul. Pietá. Vol. ______. 6-7.09. Zero Hora (05.11. capa.” Segundo Caderno. 3.1997). 31-32.1997).” Política.11. Graça. Zero Hora (22. Círio.10.” Geral.01. Correio do Povo (13. 30-31.1997). capa. “Mulheres são a maioria na bienal. “Um acervo de imagens inesquecíveis.” Gazeta Mercantil. capa. Sterzi.11. Oroño. “Utopias latinoamericanas. Zero Hora (06. 6.1997). ______.11. Nº 53 (Novembro.” Caderno Cultura. 7-8. Zero Hora (28. “Soto farpa escultura para Porto Alegre. “Bienal do Mercosul mostra a cara. ______. Renato.1997). “Porto Alegre ganha Jardim de Esculturas. Vargas.09. “Maior intimidade com a bienal.1997). Presser.” Revista ZH. Ruben. 20. contracapa. 5. “Morre parte da obra da bienal. Enio. Risco. DC Navegantes -Nº 04. Ano II N° 11/ 97 (Septiembre 1997). Zero Hora (29. O Paralelo. Anabela e Graça. “Críticas de Farina à Argentina. Frederico.” Segundo Caderno.10. “A arte sou eu.” Artes. “Arte caduca com marketing local.07.1997). Veras. “Cultura rima com mercado maior. Ramírez. “El arte. Correio do Povo (02. ______.” Variedades. “O mapa dos tesouros. Mànya.1997).1997). Ritzel. D11. “Bienal gaúcha terá Figari.10. da exposição). Folders/Folders/Folders I Bienal de Artes Visuais do Mercosul – Eventos da Bienal. “Cultura é um grande negócio.1996). “Para demorar o olhar. “Para entendermos a linguagem das artes visuais também temos que nos alfabetizar.” Segundo Caderno. 2.11.11. Suécia (1997). Borás Konstumuseum. Sichel.” Segundo Caderno.03. “Construtivismo uruguaio para brasileiro ver. 61-62.” Segundo Caderno.10.” Segundo Caderno.1997). “O último suspiro da vanguarda.11. O Globo.” Flash Art. “O efêmero do mundo cromático. Verlichack. Ano I (Novembro 1997). Grupo Leon Jimenes.1997). 6-7. Zero Hora (17.1997). Veras. Zero Hora (28.1997). Zero Hora (05.” Segundo Caderno. Edição especial sobre a I Bienal de Artes Visuais do Mercosul (Primavera 1997).Julio. Gazeta Mercantil.11. 2. “Inversions: The school of the South. ______.10. “Inclua a bienal na caminhada de domingo.1997).” Zero Hora (20. ______.1997). “Continúa com êxito la I Bienal del Mercosur em Porto Alegre.” Dois.” Gazeta Mercantil.” Jornal Já Moinhos. 17. Moraes. Mari Carmen e Olea. “A pulsão permanece (e o caos também). Gerardo. Paulo. “Quem são os brasileiros na Bienal do Mercosul.” Segundo Caderno. Sonia. Correio Braziliense.1997).1997). “Dez motivos para ir a bienal.1997). Zero Hora (17.” Revista Adversões – UFRGS (Outubro de 1997). Héctor (eds. Virginia.” Segundo Caderno.1997).” Magenta. Zero Hora (11. “Para reescrever a história da arte.Dezembro 1997).” Cultura. Tatiana. 42.1997). (Cat.1997).1996). 7. Porto Alegre (09.11.” Informativo Ulbra.1997). 4-5. inside us.” Segundo Caderno.1997). Berta M. Zero Hora (01. Alicia. ______.10.

” Ciclo de exposições abordando as relações entre a arte européia e a arte latino-americana. “A bienal começa no melhor cenário. Museu Júlio de Castilhos e Sociedade Brasileira para o progresso da Ciência . Vol. Zero Hora (05. Agosto 1996. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. “Artes Plásticas: um mercado em ebulição.” Artes. Fundação Bienal do Mercosul e Consorci de Museus de la Comunitat Valenciana.2000). II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Genovês: Sueños 1995-1996.1997.1999).2005. Nº 3. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.10.” Jornal do Comércio. e Kremer. 03 páginas. Dezembro de 1997.” Caderno B.br/1bienal/index. 4. 2p. fita 02. Porto Alegre (Cat.07.2000). Adriana “Itinerância da Bienal estará incluída na próxima edição.1999. sem data. Revista ARTFORUM. Leonor e Magalhães. Porto Alegre (Cat. Projeto de Curadoria – I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. “Aposta na tecnologia. Ano XXXVIII. 10. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul.11.11.htm.10. da exposição). “Artistas discutem a Bienal do Mercosul. Rio de Janeiro (10. 28-33.” Transcrição em fitas K7 (06. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 10. 6.” Jornal do Comércio.11. Correio do Povo (05. 1 (Cat.” Segundo Caderno. 7.oni. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. “Artistas abrem o atelier. Miradas Discontinuas. Fundação Bienal do Mercosul e Consorci de Museus de la Comunitat Valenciana. Agosto 1996. Setembro-Novembro 1999. Nº 13. Iberê Camargo. “A utopia possível. “Expressionismo é o tema da Bienal. da exposição). II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. São Paulo (2000). Universidade Luterana do Brasil e Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Julio Le Parc e Arte e Tecnologia.05. La Ultima Cena. Bienal do Mercosul (São Paulo: Coleção Memo. 05 de novembro de 1999 a 09 de janeiro de 2000. ______. “Arte pernambucana sintoniza o mundo.12. 56. Porto Alegre. Picasso.1999). 03-05.” Jornal do Comércio.” 18.1999). Porto Alegre (05-07. Projeto de Curadoria – I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.1999). Agosto 1996. 1999).Centeno. “Arte busca a liberdade. Vol.05 de novembro de 1999 a 09 de janeiro de 2000. Fábio. ______. Morais. Barbosa. 2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/2ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/2rd Mercosur Visual Arts Biennial Catálogos/Catálogos/Catalogues Catálogo Geral.” Jornal do Comércio. A Bienal de Artes Visuais do Mercosul na Imprensa: uma análise. Fundação Bienal do Mercosul e Consorci de Museus de la Comunitat Valenciana. Informativo dos eventos paralelos à Bienal (cursos.04. Ano 2002.08. Rio de Janeiro. Porto Alegre (Cat. consultado em 29. Nova Iorque (Novembro 1999).htm. Androvandi. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. “América Latina mostra sua arte. I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Nº 17. São Paulo (1997-1998). I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.escuelas. 2.11. Projeto de Curadoria da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Nº 4. não paginado. 20 páginas. at al. Janeiro 1998. Outras fontes/Otras fuentes/Other sources Lenhardt. Ayrton.1997). Recife (28. da exposição). 05 de novembro de 1999 a 09 de janeiro de 2000.1999). “América Latina/Europa.11. ______. 36-43.” comunicação feita ao seminário “A América Latina vista da Europa e dos Estados Unidos. Porto Alegre. Porto Alegre (05-07. da exposição). Zero Hora (12. Porto Alegre (05-07.2004. ______. Versão em espanhol. 20. Ano II. 1997.11. 7. Porto Alegre (05-07. (Cat.11. 54-61. Nº 15 (Novembro 1999). Rio Grande do Sul.10. 7. “Mundo sem fronteiras. ______. Museo Nacional de Artes Visuales.1997). 05 de novembro de 1999 a 09 de janeiro de 2000. Proposta de parceria entre a ULBRA. O Estado de São Paulo. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” Caderno 2.11. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Periódicos/Periódicos/Periodicals “A arte está na mesa. ______. Anúncio II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Novembro-Dezembro 1999.11.I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.11. Esboço do Projeto Curatorial. ______.SBPC. Frederico. Publicada em Jacques Leenhardt.” Plaza: Rede Plaza de Hotéis (Porto Alegre. “Relação de Espaços a serem utilizados nas intervenções. Maria Margarita Santi de. Outubro-Novembro 1999).e exposições paralelas) 08. “Americanismos: Mitos e Realidades. Agueda.” Megainfo. 05.10. 13-16. Zero Hora (29. fita 03.ar/olimpi98/JuanitoyRamona/la12. 8-9. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Jornal do Comércio.” Caderno C. Morais.1997. Amaral.1997.1999). Correio do Povo (05. ______. Utopias latino-americanas – 06 a 09 de outubro de 1997 e América Latina vista desde a Europa y los Estados Unidos – 03 a 05 de novembro de 1997.09. Jacques. Relatório da 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.1999). Relatório. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Ano 1. Pesquisa de satisfação do público na I Bienal de Artes Visuais do Mercosul. capa. Simpósio Internacional com ficha de inscrição.HTM]. Dicancro.” Revista Aplauso. Uruguai. Diana Moura.” Porto Alegre. 2 (Cat. 2. palestras e ciclo de cinema). Ano I. SP. Sugestões de uma programação para 1998/1999. da exposição) Novembro-Dezembro 1999. “A Bienal do Mercosul: Teoria do Gasômetro.” Revista Nossa América. Rio de Janeiro.1999). Genovês: Secuencias 1993-1998. José Luiz do. “III Bienal do Mercosul. “Porto Alegre Prepara Bienal do Mercosul. .edu. ______. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” Variedades. 10 páginas. Memorial da América Latina. 1997. 1. Montevideo. sem data.com.” Revista Nossa América. Eventos Paralelos . “A bienal já está no mapa. Frederico.1999). da exposição).” Variedades. Vol.” Segundo Caderno. Cubismo e América Latina. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (17. 20. consultado em 15. 1998-1999.p65 201 21/6/2006. Jornal do Brasil (31. Porto Alegre. Nº 9 Porto Alegre (1999). Brasil. Síntese da Programação Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. [http:/jornal/96/06/11/PORTO11.joycelarronda. http://www. “América latente.1996.11. Rio de Janeiro. Mídias eletrônicas/Mídias electrónicas/Electronic media http://www. 08:14 .1997) fita 01. Amarante. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 201 HB_bibliografiaF.Secretaria de Estado da Cultura do Estado.

“A integração possível.11. Veras. Maria Amélia Bulhões. “Passeio pela emoção.1999). ______.” Jornal da Crítica: ABCA.” Segundo Caderno. Garcia. sem página. Nº 3 Porto Alegre (1998). Zero Hora (08. sem página. “Cores.” Ilustrada. Copenhagen. “Bienal do Mercosul abre as suas portas.” Segundo Caderno. Nº 15 Porto Alegre (1999). Ano 3. mas universal. “Bienal acontecerá em novembro.1999). Jornal do Comércio.” Revista Aplauso. 5.1999). ______. 4.” Jornal do Margs. 11.1999).05.2000).” Segundo Caderno.” Caderno B. “Artes da política. Zero Hora (15. Porto Alegre.” Variedades. Paula. 6.” Cultura. Campo Grande (24. “Vanguardismo gera risco.” Revista Nossa América.” Viver. A Tribuna de Santos.12. Generalitat Valenciana (Novembro-Dezembro 1999). “O encontro com as artes.” Veredas. “Fábio Magalhães: ‘A Bienal foi feita para pensarmos o nosso tempo’.1999). Porto Alegre (05-07. Picasso e Le Parc. Ano 2. Santa Catarina (09. ______. Goiânia. “Bienal redescobre o Porto.” Revista Bravo!.1999). “Pincel. Mônica. Zero Hora (11. Nº48 (Dezembro 1999). Revista do Centro Cultural Banco do Brasil. capa. sem página.Art Across the Oceans. Zero Hora (11. Zero Hora (30. “Arte nas antigas oficinas do porto.1999).1999). Mariana. 30-41. Ano1. “II Bienal. “Buril.1999).01.” Cultura. “Curador de Veneza vem ver a bienal. A Notícia. 25-42. C1.1999).12. “Bienal. Mendonça. 8-9. Blanca. Ramos.09.11. Simon. “Identidade-Territorialidade no contexto da II Bienal do Mercosul.” Correio Popular. Nº 13 Porto Alegre (1999).” Cultura Especial. ______.” Caderno C. “Mago do século vinte.12. Neiva.” Serviços. Nº 11 Porto Alegre (1999).1999). Pernambuco (28. “Um passeio pela Bienal do Mercosul.05. Folders/Folders/Folders Simpósio Internacional Comemoração aos 50 anos de Fundação ABCA – Associação Brasileira de Críticos de Artes. São Paulo (15. Weiss.01. “A arte para pensar com todos os sentidos. Alberto. Renato.2000). Paula. Zero Hora (11. Eduardo. Zero Hora (04. Arte Valenciana no Brasil. 10. “Começa hoje 2ª Bienal do Mercosul. Brites.” Megainfo.11. 9-15.11. 4. Fioravente. Zero Hora (07.1999). 3. Zero Hora (19. 103. “II Bienal do Mercosul. 5.” Jornal do Comércio. O Estado de São Paulo (28.1999).Barreiro.01.” Revista Aplauso.” Jornal da Crítica: ABCA.1999). sem página. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 9-15.p65 202 21/6/2006. Ano 67 (13-14. capa. “Em Porto Alegre. capa. Nº 16 (2000). Jornal do Comércio. Ano III.2000).11.11. “Incontinência pública. impacto e passagem.12. Zero Hora (26.01.” Segundo Caderno. Porto Alegre (14. Zero Hora (05. “Vanguarda russa. Tânia.” Segundo Caderno. Gleber. 08:14 . dores e ferramentas do devir. 7. Neves. Rio Grande do Sul – Santa Catarina. Angélica de. “Fábio Magalhães conta como será a Bienal do Mercosul.” Cultura Especial. Zero Hora (08. “O Simpósio de Porto Alegre. “Bom senso é destruir apenas o supérfluo.” Especial. “Veneza não é sonho. ______. “A Bienal do Mercosul decola.1999).” Jornal da Crítica: ABCA.2000).12. “O trio pelotense.06. B2. Zero Hora (26. capa.” Caderno 2. “As cores da Bienal.1999). Maria. “Isolamento.1999). “Identidade’ serve como conceito. 25. Nº I . Ano V. C8.” Cultura. “Realização aprovada. Pieniz. Porto Alegre. Hirszman. O Estado de São Paulo (08. 4-5. Paula. Nádia. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (07.11. 10. Eduardo.” Zerou por aí. Nº 54 (Janeiro-Fevereiro 2000).” Revista Aplauso. Wagner.” Revista Aplauso. 7. 202 HB_bibliografiaF. Ricardo. 3. 39. Zero Hora (03. “Rigor e instinto em fragmentos.1999). “A exposição como obra. Washimgton de Carvalho.” Especial.05. Zero Hora (05. “Na exposição. Nº 8 (Janeiro-Fevereiro-Março 2000).” Viver. 36-38.12.” Cultura. Zero Hora (10. Lobacheff.07.1999). Além da escravatura do prazer. 64-67. “Arte tenta salvar o Mercosul. “Regional. Santos (04.12. “Para absorver a surpresa. 8. São Paulo (Novembro 1999). 2C. O Imparcial. Ano 1. “2ª Bienal do Mercosul enriquece RS.1999).12. Rey. Mastroberti.” Caderno 2.09. Maria. “Bienal do Mercosul lança olhar sobre a arte do ano 2000. “Uma breve história da invenção. ______.” Segundo Caderno.11.” Revista ZH. Santa Catarina ______. Moraes. Porto Alegre. sem data. Nº 25. Presidente Prudente (15.” Segundo Caderno. “Interatividade no MAM Higienópolis. Ano II (Janeiro-Fevereiro 2000).2000). Círio.1999). Sterzi. Gazeta de Alagoas (10.1999).01. 4.1999 e 08. 8. Zero Hora (11.2000).2000). 4-5.1999).” Anexo.1999). Ramos. Zero Hora (11. (Folder da exposição).1999).12.12. Jornal da Universidade – UFRGS.” Jornal do Comércio.” Opinião. 12-23. 7. Zero Hora (26. O Estado de São Paulo (22. D7. 32. Ano 2. Correio do Estado.” Revista ZH.” Jornal do Comércio. 9. ______.” Jornal do Margs.2000).” Revista Porto Arte. Zero Hora (11. Tomaselli mostra pintura penetrável.” Revista Aplauso. Porto Alegre (Novembro 1999).1999). Beuttenmüller.11.10. A Notícia.1999). Veras. Cildo e Guignard. Campinas (13. “O Papa da interatividade.” Segundo Caderno. bienal reúne a arte de países do Mercosul.1998). Porto Alegre (05-07. “Você já foi à Bienal?.” Revista ZH. 4. Ano 4. 5. Schirmer. “Os legados da Bienal.10.1999).” Caderno 2. Bohns.” Anexo.11. Lauro. Celso. “De volta à propaganda da fé. contracapa. “Territórios abertos. 1. “Mãos coração e alma invadem a tela. 13. Containers 96 .12. “II Bienal do Mercosul.1999). 3. Zero Hora (26. Timm. Nº 7 (Novembro 1999).2000). 5. capa. Sandra. Zero Hora (14. “Simpósio em Porto Alegre nos 50 anos da ABCA. “O inusitado não cabe em si. 16-17. Porto Alegre (Dezembro 1999). “Bienal do Mercosul está por um fio.1999). “Futuro do Mercosul.1999). (Dezembro 1999). “Artes Plásticas vivem aquecimento global. 10. Ano 1. ______. Consorci de Museus de la Comunitat Valenciana. Zero Hora (29.” Caderno 2 / Visuais.” Segundo Caderno. Gilberto. Ano 2000. contracapa.01. lança olhar tecnológico sobre o terceiro milênio. Dupas. D20. Ana.”Roteiro. Nº 52. N° 18 (Maio 1999).” Segundo Caderno.” Jornal da Universidade – UFRGS. E1.” Caderno B .11.12.09. “O fim das grandes rupturas. Eduardo e Kalil.” Caderno 2.12. Folha de São Paulo (22. O Popular. Nº 26. Jornal do Comércio. Nº 26. 40-46.01. 6-7. 3. Porto Alegre (Dezembro 1999).” Caderno C. Zielinsky. Geórgia. Correio Popular.1999). 6-7. Carle. com Iberê. Nº 12 Porto Alegre (1999).05. “Caminhada pela bienal da arte. Jornal do Brasil (01.1999). Vol. Nº 6 (Junho 1999). “Incentivo Centrípeto. Campinas (01.12. Jornal da Tarde. “Bienal do Mercosul tem projetos definidos. D3. “Só até amanhã. 1996. (05-07.” Expansão do Vale.11.” Galeria.

“Bienal. “Bienal do Mercosul atinge 120 artistas. Laís.br/paginas/posse_leca/pagina/index.” Variedades.” Zero Hora (19. com mapa de localização dos espaços do evento.2001).12. Hoje em Dia.org. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Folha de São Paulo (10. 3.2001).08. Brasil (Cat.2005. Periódicos/Periódicos/Periodicals “A arte da vizinhança.p65 203 21/6/2006. 6.2001). Porto Alegre (Outubro 2001).” Classe Especial. Britto.2001). Nº 68 (Maio 2001). São Paulo (11-14.” Lazer. Porto Alegre (17-28. Brasil.10. Nº 26. Outras fontes/Otras fuentes/Other sources Boone.11. Paraguai (Sábado-Domingo 11. 2. Cypriano. Porto Alegre. Zero Hora (14. Tadeu. “Bienal integra sete nações. “Bienal gera oportunidades para estudantes. “Aventuras do olhar.” Ilustrada. Consultado em 15. “Espermatozóide no Guaíba.10. Folha de São Paulo (04.11.2001).” Cultura.” Notas.” Ilustrada.” Cultura.” Segundo Caderno. “Bienal do Mercosul enobrece o Sul. Mídias eletrônicas/Mídias electrónicas/Electronic media Memorial da América Latina. Revista E Aí?. da exposição). Folha de São Paulo (19. “A imaginação é livre na bienal. E5. 4. Santo André (22.” O Estado do Rio Grande do Sul. “Bienal do Mercosul vai racionar energia.10.” Caderno Cultura. Porto Alegre (22.2001). “Sul sem Norte. 203 HB_bibliografiaF. Jornal do Comércio. Zero Hora (13.2001). “A outra face do muralista engajado. 12.11. “Novas combinações de espaço e tempo. “Bienal muda à paisagem da Capital. capa.2001).” Cultura. “Bienal constrói cidade de aço. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul.2001). Rio Grande do Sul. 11. II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 2000.” Geral. Porto Alegre (16. “La Bienal del Mercosur.2001).10. Jornal do Comércio.01. E8.12. Nº 16 (12-18. Fabio. “Nelson Aguilar é escolhido como curador da 4ª Bienal do Mercosul.Bienal volta o olhar para o futuro.2001). 3. “Exposição – Exhibit. Revista Classe. 7. contracapa. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul (05.” Segundo Caderno. E3.lanacion. sem data. 5.” La Nación online (05. capa. “Artistas gaúchos se preparam para Bienal do Mercosul.2001). otros contenidos.” Cultura. 9. Zero Hora (15. 19. E5. Canton.2001). Chaffe.11. Kátia. contracapa. 15 de outubro de 2001 a 16 de dezembro de 2001. Ana Luísa.II Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 5.2001).08. Tício. Jornal do Margs.08. Androvandi. Correio do Povo (25.10. Diário do Grande ABC.” Ilustrada. “A estratégia de um artista.” Jornal da Universidade – UFRGS. 16.” Segundo Caderno. Cunha. “Cidade dos Contêineres.” Ilustrada.10.10.10.11. da exposição). 17-23. 18. Jorge.10. “Bienal do Mercosul exime-se de reflexão autônoma. Folha de São Paulo (15. capa.2001).2001).” Coletiva.03.” Press Release.2001).12.” Variedades. Zero Hora (02.ar/suples/artes/9949/indexl. Zero Hora (22.05. 28. 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/3ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/3rd Mercosur Visual Arts Biennial Catálogos/Catálogos/Catalogues 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul: Arte por toda parte. Adriana.” UH Correo Semanal.” Artes.08.” Caderno G. Porto Alegre. Curitiba (13. “A arte geopolítica. Chaimovich. Zero Hora (13. Alonso. Revista CIEE.07. Chiarelli. Correio do Povo (15.” Em foco. ______. 15 de outubro de 2001 a 16 de dezembro de 2001. “Bienal navega pelo Guaíba.2001).10. Porto Alegre (Outubro 2001). Folha de São Paulo (02.2001).2001). Everaldo. ______.com.” Cultura.09. ______. “Questões sociais e pinturas na Bienal. 1997.” Jornal do Margs. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” Segundo Caderno. ______. “O que é imperdível nesta Bienal. Zero Hora (13. Zero Hora (23. 10 B. 5.2001). Porto Alegre. Tânia. Relatório 1999/2000. Porto Alegre (Abril 2001).10. Amarante. Revista Bravo! (Dezembro 2001). 36-38.2001). Projeto de Curadoria. “Arte da democracia e a democracia da arte. Silvana. “El mismo escenario.10. “Entrevista: Fábio Magalhães . Blumenau (16. Coli.08. Porto Alegre (Setembro-Outubro 2001). Folha de São Paulo (31. “Edvard Munch.2000).2001). Porto Alegre (10. Barreiro. Ana Maria. Zero Hora (19.2001).2000). Porto Alegre. 20. Gazeta Mercantil.1999 – 09. www.” Calendário informativo dos eventos I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.html. São Paulo (Outubro 2001).” Segundo Caderno. 20. “Porto Alegre recebe Diego Rivera e Edvard Munch.2001).1999) Arte. “A Bienal que fala portunhol. Ano 5. Porto Alegre.htm.” Panorama. Belo Horizonte (10.04. não paginado. “Um projeto em evolução. 08:14 . 7.memorial. Gerchman. Ana. “60 brasileiros na III Bienal do Mercosul.2001).” Fora da Fila.” Cultura. “Bienal do Mercosul altera a paisagem. Nº 88.12.” Revista E Aí?. 11. Léo. “Artes chinesa e nórdica em outubro.2001).” Segundo Caderno.12. São Paulo.05.10. Fioravante. Revista Bravo!.” Roteiro Cultural. Fritsh.2001).” Segundo Caderno. E2. 16.2000). Zero Hora (08. “Centro Cultural. ______. 7. Zero Hora (11.” Variedades. “Bienal quer trazer Diego Rivera. “A polêmica dos containers. Escobar. “Bienal volta o olhar para o futuro. Correio do Povo (19.” Anúncio. “Uma cidade em construção. Danielle.” Mais!. 2.2001). Rodrigo. “Bienal. 10. “3 Bienal valoriza a pintura.04.” Rio Grande do Sul. 6. “Lançamento do CD-Rom “Arte no Século XXI – A humanização das tecnologias. Gazeta do Povo.2001). Branbilla.12. 28.2001).” Ilustrada.1999 – 09. Brasil (Cat. Fundação Bienal de artes Visuais do Mercosul. Leonor.” Cultura e Lazer.09. Zero Hora (13. 48. “Entrada Franca.2001). Projeto Curatorial II Bienal de Artes Visuais do Mercosul (05. Jornal de Santa Catarina. ______. contracapa. 11. Zero Hora (13. 2. “Informações Gerais. Zero Hora (12.10. Jornal da Universidade – UFRGS (Outubro 2001). Felipe. Gazeta Mercantil.2001). http://www.01. 3. 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul: Sala Especial e Exposições Paralelas. “Bienal quer pintura e performance.” Artes e Espetáculos.12. Marco Antônio. Carrard.2001).

2001). “Rafael França.” Cultura.2001). “Porto Alegre verá originais de Rivera e Munch. O Estado de São Paulo (26.08. sem página. 4. Mídias eletrônicas/Mídias electrónicas/Electronic media Almandrade. Maria. “Retratos de Rivera.12.” Economia.2001).” in Outros Artigos.11.br (12.11.” Anexo. 7. Selister.12. “O pintor das coisas feias. 6-7. Zero Hora (19. Zero Hora (13. Stefan. Lerina.10.11.br/cw/2001-10-17/ mat_16890. “Todos os Programas. 3. “Usina tem cinco andares de arte. 20-22.2001). Saccomori. Silva. Folders/Folders/Folders “O lugar da arte na cultura contemporânea. “Roteiro de Domingo. “Um desconhecido visionário. Porto Alegre. Porto Alegre (16.05.06. Santa Catarina. D5. 7. Relatório III Bienal de Artes Visuais do Mercosul. capa.htm (17.2001). Ramos.2001). Paula e Albuquerque.11. Zero Hora (30.10. 7.com.” Fim de Semana. Bianca. “Reforço para a identidade regional. Ano 4.” Caderno Cultura. “Os Brancos da Bienal.” Segundo Caderno. Zero Hora (16. “Arte Contemporânea.” Tendências. Wrana Maria. 5.” Opinião. Vernieri. Zero Hora (13. 4-5. “Santander confirma investimentos.” www.Gutkoski. da exposição).12. Chang Tsong-zung.2001).02. Veras. www.” Jornal do Margs. Zero Hora (17. Nº 035/ 2001/ SEDAC.2001). Bianca. Araú. Correio do Povo (24.” Cultura.11.11. 9.01. Jornal do Comércio. “Os brancos da Bienal.2001). Revista E Aí?. Porto Alegre (24-30. “Porto Alegre. Zero Hora (13.” Revista Cláudia.” Cultura. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. ______. Porto Alegre (Abril 2001).2001).” Outros Artigos. “O projeto infantil para a 3ª Bienal.2001). ______. 26. 04 de Outubro de 2003 a 07 de Dezembro de 2003. Brasil (Cat. “São Pedro abre as portas à 3ª Bienal.2001).” Artes. Porto Alegre. capa. Hirszman. Marilda Almeida da.2001). Catálogo da III Bienal. Jornal da Universidade – UFRGS. 8.12. “Futuro da bienal do Mercosul é a latinização.” Geral. 7.2001).com.2001. “Paisagem com alma.com. “Prioridade ao contemporâneo. 3 ______. Zero Hora (21.2001).11.07. ofício de apoio da Secretaria de Estado da Cultura através da LIC (Lei de Incentivo à Cultura). Porto Alegre. capa.2001). Segundo Caderno. 4-5. Zero Hora (24. Zero Hora (17. Zero Hora (04-10.11. 38.” Caderno 2.artenet.11. Correio do Povo (03. www. Zero Hora (10.com. Sem título.” Cultura. Jornal da Universidade – UFRGS. Fernando. Porto Alegre.10.2001).” Guia ZH.br (12. www.2001).08.08.11. 36-39. “Artistas de 7 países reúnem-se em Porto Alegre. Teresa e Marcolino.2001. Leandro.” in Outros Artigos. ______. Panizzi.2001.2001).” Panorama.2001). “Termina a Bienal dos contêineres. A Notícia. Larissa. Joinville. Outras fontes/Otras fuentes/Other sources Carta Nº 009/ MINC.2001.” Roteiro. “Bienal traz arte de todos os tempos. “A mais jovem das bienais. C3. 2. Porto Alegre (Outubro 2001). Eustáquio. Zero Hora (15.08. “Cidade dos contêineres padece sob o sol. Boletim Informativo da Secretaria da Saúde/RS. Zero Hora (13. 6-7.” Segundo Caderno. Zero Hora (05.2001). “Terceira bienal bate recorde. 08:14 . Nº 22. “III Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Rodrigo. Knaak. Brasília. Oliva.10.04. 3.” Saúde Informa.” Segundo Caderno. “Arte para quem?. “Esboços para uma 4ª Bienal.” Artes Visuais. “Por uma bienal mais centrípeta. O Sul. 1. Cris. 1-4.2001). O Estado de São Paulo (10. Roger. 06. O Estado de São Paulo (10.11. 4-5. ______.” Cultura.2001). “Um diagnóstico contemporâneo. Jornal do Comércio. “A China sem China.2001). 7.htm (12.correioweb.artewebbrasil. Zero Hora (03. Eduardo.2001).sobre cubos. http://www2. (29. São Paulo (Outubro 2001).11. Ofício GAB. D6.2001). Ano 3.” Cultura. Susana. Porto Alegre (Novembro 2001). 6-7.” Caderno 2.” Revista Aplauso. “Artista gaúcha terá sala na Bienal. “Tempo de compromissos.2001).” Panorama. sem data. ______.” Segundo Caderno. contracapa.” Fim de Semana. Porto Alegre (07. 27-35. 17. “O canteiro de obras da bienal.” Cultura. Porto Alegre (Outubro 2001). “3ª Bienal do Mercosul discute pintura. Roso.2001).2001).br/artezine/atlantis/3bienal. Auditório do Instituto Cultural Brasileiro Norte-Americano.12. “UFRGS e a Bienal do Mercosul fazem parceria. “Diego Rivera .” Divulgação do Seminário Internacional promovido pela Fundação Iberê Camargo com apoio da 3ª Bienal de Artes Visuais Mercosul. “Ônibus decorado leva criança carente à Bienal. ______.07.10. ofício de aprovação do projeto da III Bienal de Artes Visuais do Mercosul pelo Ministro Francisco Weffort.p65 204 21/6/2006.10. Knaak. 24. Ano 40.” Revista Aplauso.12. Correio Braziliense.2001). Fernanda. São Paulo. Camila. Natal. “Um presente para o Rio Grande. 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/4ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/ 4rd Mercosur Visual Arts Biennial Catálogos/Catálogos/Catalogues Catálogo Geral. Zero Hora (13. Porto Alegre (01. 1.11. 15. Mattos.” in Sala Especial e Exposições Paralelas.12. “Mostra discute a contemporaneidade da pintura.artewebbrasil.2001).2001). ______. “O que faz um curador. Denise. Texto Relatório Final.” Revista Consulte Arte & Decoração. D5. Nº 33.2001). Porto Alegre (Outubro 2001). 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Edição Especial 3ª Bienal. “Uma cidade dentro de outra.br (12.” Reportagem Especial. não paginado. “Natureza e arte na Cidade dos Contêineres.” Correio Web.12. Press Kit da Assessoria de imprensa da 3ª Bienal. Porto Alegre (Outubro 2001).” Segundo Caderno.” Caderno 2. Nº 10 (Outubro 2001). Junho 2002. 36-38. murais e retratos. ______.” Fora da Fila.10. Zero Hora (30. “No princípio era pó.artewebbrasil. Nº 27.2001). 8. 16.2000). 10. Zero Hora (29.2001 – 16. 204 HB_bibliografiaF. sem página.11.11. Zero Hora (15. Zero Hora (22. Ligocki.” Revista ELLE. “Reflexões sobre o espaço.” Segundo Caderno. Nº 73.com.2001).

2003). “A bienal quer o mundo. K. 5.2003).12.” Viver.” Jornal do Margs. “Bienal: as próximas interrogações.10. Jornal do Margs. Cuiabá (24. Jornal do Comércio. “Arqueologias contemporáneas e la IV Bienal del Mercosur. “Arte no caminho da ancestralidade. 8.2003).“O desejo das origens.” Contracapa. Bittencourt.” Fim de Semana. 20. 3.10. Correio do Povo (30. Alexandre. “Arte que pergunta.2003).” Segundo Caderno. Correio do Povo (23. Zero Hora (29.” Caderno Reportagem. capa. Porto Alegre (Dezembro 2003).2003). Paola.p65 205 21/6/2006. 3. Alzugaray. “Bienal chama atenção no exterior. Revista Carta Capilé.2003). Zero Hora (06. 205 HB_bibliografiaF.” Informe Comercial.10.11. Ano 6. “A Bienal de todos os gostos. 88-93. “O público é muito mais esperto do que qualquer proposta. 10. “Capital das artes visuais.” Jornal da Noite.09.08. Zero Hora (06. Revista Bravo!. “Até o presidente vai.10.” Museos. Zero Hora (22. Josefa.2003). capa. Adriana.2003). da Silva.” Variedades.12.” Variedades.10.2003). Zero Hora (08. Lisbeth Rebollo. “Corpo em formação. da exposição). Zero Hora (20. 39. Androvandi.2004). “Ícones na mira da 4ª Bienal. Revista Aplauso.2003). 30-32. “A gente se encontra na Bienal. “Gilberto Gil cada vez mais gaúcho.” Variedades.” Revista Aplauso. 3. 6. Cardoso.10.2003).” Folha de Pernambuco. Antonio Gonçalves. “Comitiva consegue garantia de apoio à 4ª Bienal do Mercosul. Deodoro. contracapa. 8. Porto Alegre. Porto Alegre (15. Zero Hora (08.11. sem página.2003).” Cultura. Art Nexus (Dezembro 2003-Fevereiro 2004).2003).” Fim de Semana. Gonçalves. “Bienal chega a São Paulo. E2. (Outubro 2003). Gazeta Mercantil.07. Zero Hora (04.2003).10.2003). César.” El Mercúrio. Rafael. Carolina. Zero Hora (18.” Panorama. 8. 12-13.10.” Escola. Zero Hora (05. Aguilar.2003). 04 de Outubro de 2003 a 07 de Dezembro de 2003. “Arte no caminho da ancestralidade.” Política. Porto Alegre.11. Nº 51.” Fim de Semana.05.” Contracapa. 24.11. N° 93. Santiago-Chile (2003).” Pensar.” Anúncio.2003). Carlos.” Especial. Gazeta Mercantil. capa. 13. “Bienal do Mercosul traz Lula a Porto Alegre.” Jornal do Margs.2003). Maria.Catálogo Geral. “A pergunta incômoda.” Zero Hora (06. Folha do Estado.2003). Adriana. Porto Alegre (03-05. Belo Horizonte (01.2003). 5. Cidadania. “Bienal federal.10. Nº 95. Brasil (Cat. 7. O Popular.” Revista Aplauso. Porto Alegre (03-05. Zero Hora (05. “Espaço para brincar e pensar. Barreiro. 08:14 . ______.” Cultura. 4. “Bienal de doações.” Bienal.” Cultura. “A Bienal se reinventa. Jornal do Comércio. Porto Alegre (Novembro 2003). Porto Alegre (02. Nº 31. Ávila. Porto Alegre (20. Jornal do Comércio. Lerina. Jurema.2003). “Arte ao vivo na Bienal do Mercosul. Zero Hora (10. “Exposições e ciclo retratam a arte.” Segundo Caderno. Correio do Povo (08. “Bienal do Mercosul está no Rio.12. “A Bienal do Mercosul. “Definida utilização do cais para a IV Bienal.11. Ano 6.2003). Zero Hora (20. Ano 6.2004).2002). Bittencourt. 13. Fernanda. “El arte de la copia. Jornal do Comércio.2003).” Variedades. “Arte não admite preconceitos. Hirszman. “Arte do Mercosul está à disposição dos gaúchos. Nº 74 (Novembro 2003). “A Bienal que inventa a tradição.” Turismo. “Ações sociais e educativas da Bienal.” Geral.10. Carvalho. “Uma bienal para o Mercosul.2003). 4-5.10.10. “A Bienal e as escolas. 34. Carolina.2003).” Segundo Caderno. Zero Hora (04.12. Correio do Povo (11.08.” Viver.2003). Porto Alegre (24. Aninat. “Bienal do Mercosul derrapa ao atrelar identidade a paises distintos. Periódicos/Periódicos/Periodicals “A arte sob outros olhares.2003). novembro de 2003. 5. 86-87. Antonio Gonçalves. Giobbi.10. “Espacio Cultural Latinoamericano.2003). Jornal do Comércio.10.20003).” Cultura. 7.2003). Juremir Machado. sem página. 3. 13.12. Correio do Povo (29. Paula.2003).09.10. Zero Hora (06. Zero Hora (19.10.01. Correio do Povo (20.10.2003). “A bienal se despede.” Artes Plásticas. “Imagem positiva. Revista Cultura. “Aproveite Só até amanhã a Bienal do Mercosul. Chile (Mayo 2004). Elaine.” Segundo Caderno. “Bienal do Mercosul realizada no Brasil. “Arte como pulsação. 5. Porto Alegre (17-19.2003). Goiânia (04. Porto Alegre (03. Zero Hora (26.2003).” Cultura.” Artes & Espetáculos.2003).07.11. Correio do Povo (19.09.” Panorama. “Elogios à Bienal. 1.” Variedades.2003). Recife (12.” Ilustrada. Folha de São Paulo (03. São Paulo (Outubro 2003). 20. capa. Entrevista a Ana Maria Branbilla. capa.10. 1 e 3. “Desde o tempo das terras altas e baixas. “4ª Bienal define seus participantes. Revista Bravo!.2003). 16. sem página.” Variedades.” Cultura/ Artes.” Artes Plásticas.06.01. 10. “Arte no sul. 102-104. “O público é muito mais esperto do que qualquer proposta.2003). 6-7. São Paulo (18. Zero Hora (15. Porto Alegre (03-05. 7.2003).” Panorama. D4.” Segundo Caderno. Roger.” Correio do Povo (28.2003). Porto Alegre (2003). “Artes visuais para la integración. “Expectativas preenchidas. São Paulo (Outubro 2003). 4. Porto Alegre (Outubro 2003). 4.2003). 8-10.06. pontilhando o futuro. Estado de Minas. “Bienal mostrou o espírito indomado da arte. Gazeta Mercantil. 21.” Anúncio.” Panorama.2003). “Bienal para professores.” Segundo Caderno. “A gente se encontra na Bienal. 31. “Idioma Comum. Zero Hora (22.10. Zero Hora (27.2003). 3.” Segundo Caderno. Tânia. 15. São Paulo (Fevereiro 2003). 1. Albuquerque. Nº 94. Chile (Julio 2003). Zero Hora (30. Magdalena. 1.09. “Bienal supera público de 1 milhão. Chile (Julio 2003). Gallo.” Variedades.2003). Lara. “A exposição que pergunta. “Cais do Porto. Correio do Povo (26. Filho. Elaine. “Ciclo Bienal discute arte e cultura no Santander.12. Nº 51 Porto Alegre (Novembro 2003).” Geral. 27. 1. São Paulo (08.” Fim de Semana. Zero Hora (24. “Arte Itinerante. “A bienal da arte pós-orgânica. “Expectación por ver obras chilenas. “As cores da Bienal se despedem. 16-17.” Variedades. 7. Bittencourt. Bahia. Androvandi.10.” La Nuevas Rutas. Porto Alegre (Dezembro 2003). (versão resumida).06.” Artes e Eventos. Revista Isto É. Zero Hora.10.” Cultura.” Valor Econômico (03-05. Elmi. 3-6.11. O Estado de São Paulo (07.2003). Revista Época. Nelson. Jornal do Comércio. “União visual latina. Ana Albani de. Jornal do Comércio.2003). 20.2003).” Variedades.01. 20. Correio do Povo (28.01.10. Porto Alegre (07. 2. Nº 48.2003).01. 72-79.” Magazine.11. “A caminho da maturidade.11. Filho. 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Cristina e Martins.2003).2003). Zero Hora (30.” Caderno 2. Elaine.” Geral. “Pergunte ao espelho. 10. “Curador quer revelar América desconhecida.” Variedades. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. 25. Geraldo. “Aguilar destaca a ação educativa da exposição.

5.” Automóvel & Turismo.10.01. “O encontro com as artes. Maggio. “Arqueologia moderna conduz Bienal do Mercosul. La República (29.10. Revista Panorama. Zero Hora (06. Name. “4ª Bienal do Mercosul. 15.” O Sul.10. capital da arte latino-americana contemporânea. “Perguntas para Francisco Brugnoli.” Variedades.2003). Zero Hora (26. Patrick.” Variedades.2003).10. Zero Hora (01. 3. Porto Alegre (16. Distrito Federal (16. “Roberto Matta está np MAM.2003). Ano 6.” Segundo Caderno. Zero Hora (29.” Segundo Caderno. “O farelo da anarquia.10.01.” Cuerpo. Belo Horizonte (06.2003). “Mostra paralela à Bienal do Mercosul. Jornal do Brasil (20. Porto Alegre (05-07.” Estado de Minas. Novo Hamburgo (09. Tribuna da Imprensa. Jornal do Comércio. não esqueça de agendar a visita à Bienal. “Percursos às origens.” Revista Aplauso. Moraes.2003). ______. Distrito Federal (04. Nahima. Renato.10. Rodrigo.03. 19.” Reportagem Especial. Jornal do Comércio.2003).” Segundo Caderno. Uruguai (08.” Segundo Caderno.10. “Bienal do Mercosul viaja pelo país e chega ao Rio com mostra de Matta.2003). ______. 3. ______. A Notícia. “O clube da arte. Porto Alegre (11. “Presidente lula abre a Bienal do Mercosul. Jornal do Brasil (04. Porto Alegre (21.2003).2003).07. 14-16.11. “Mercosur. “A arte como comunhão do Mercosul.p65 206 21/6/2006.07. Valor Econômico (23-25. 3. Chile (14.” Correio do Povo (05. Julieta.10. “Integração pela arte.2003).” Segundo Caderno.2003). Revista Carta Capital.2003). 5. Moisés. 14.10. D1. “Noite de reconhecimento à cultura gaúcha.2003).” Anexo.2003). 1. 6-7.” Márcia Peltier.” Política. “Muestra de Selección. Porto Alegre (22.12.” Domingo. Saccomori. Roberto. Ano I. “Performance refaz pintura. Estado de Minas. Porto Alegre (11-12.” Artigos.2003).” Eu & Cultura. 18. Jornal da Tarde.” Caderno C.2004).2003). “Bienal de Artes Visuais do Mercosul congrega artistas latino-americanos. Zero Hora (04. Porto Alegre (30. B4.2003).” Política.” Anexo. “A Bienal em obras.” Informe Especial. O Globo (04. Zero Hora (18.2003). N° 7 (Agosto 2003). “Mediadores para a Bienal.” Cultura.2003). Gazeta Mercantil. “Bienal do Mercosul fascina guaranis. 3 “Panorama sul das artes. 75.10. São Paulo (31.10. Moraes. Santos. 7.11. o chileno que inspirou Pollock. “Mestres modernos na Bienal. São Paulo (08.01. 1.” Variedades.” Cultura.2004). 3.” Economia.10. ______. 206 HB_bibliografiaF. Rio de Janeiro (24.” Segundo Caderno. Malcon.09. Roso.” Panorama. “Meta superada.” Cultura. ______. “O maior evento de artes visuais latino-americanas também se expressou através dos números. Porto Alegre (05. Oliveira. Fabiano.10. NH. 6.01.2003).02. “Arte é isto. “Quem vai estar na 4ª Bienal. A Notícia.2003).02. O Estado de São Paulo (14.2003). “Porto Alegre. 3. “Matta. 5. capa. “O cais está preparado.2003). uma bienal mal articulada.01. Zero Hora (05. “Mais uma exposição de Saint Clair. Jornal do Comércio.2003).10.09. “Ospa homenageia o México na Bienal do Mercosul.01. “Professor.11. “Mercosul fala ao coração dos patrocinadores.” Anúncio.2003). 5. Márcio. 18. 19. “Arqueologia fora da academia. 4.2003).2003). sem página. Porto Alegre (13. Camila. La República. contracapa.11. “Resultados são animadores. 41. Santa Catarina.10-02. Maciel. Zero Hora (31.09. capa. Zero Hora (04. Zero Hora (04. Zero Hora (04.12.” Expansão do Vale.” Caderno 2. ______. Mendes. 6. “Selección Nacional 4ª Bienal del Mercosur. Menezes. Jornal do Comércio. O Globo (12. Camila. Jornal do Comércio. Revista Panorama. Zero Hora (03. Maciel.2003). Riveroll. Nº1 (Dezembro 1999). Zero Hora (26. Jornal do Comércio. Ana Cláudia. 3.” Segundo Caderno.2003).10.10. 5. Sebastião. 3. 2. “Bienal do Mercosul leva Gil ás lagrimas.12. “Mercosul. “O veredito popular. Zero Hora (21.10.” Entretenido. Walter. Reforma.2003). B3.” Segundo Caderno.” Variedades. “Três novos espaços revitalizam circuito de museus.04.” Panorama. “Quem faz a capital cultural do Mercosul. Nelson Di. Porto Alegre (16. “Saint-Clair Cemin oferece supercuia.” Caderno 2. Correio do Povo (06. Zero Hora (04.” Panorama. 1. “O código genético da nossa América. D4. Zero Hora (28.2004). Oliveira. “Avanço político e cultural.” Geral.” Segundo Caderno.02. 5. Joinville. Zero Hora (06. “Outro Orozco. capa.” Cultura.2003). 7. 8. Correio do Povo (30. Correio Braziliense. capa. “Registros do poeta da luz. Belo Horizonte (12.07.12. 35. Zero Hora (21.” Segundo Caderno. O Estado de São Paulo (14.2003).2003). capa. D5.10. “Não esquecer de agendar a visita à Bienal. Molina.04.06.2003). ______.” Cultura. C1. Santa Catarina (07.07.2004).” Cultura.2003).” Opinião. Estado de Minas. Zero Hora (30. México (03. 19.2003). Zero Hora (04. “Porto novo para a arte contemporânea. 4-5. Jornal do Comércio.” Artes Visuais. “O novo centro das artes. Zero Hora (29. “DNA cultural dos povos. ______. Nº 52. “Una avalancha de bienales.07.2003). Carlos André. Jornal do Comércio.09. Jornal do Comércio. capa. “O sucesso da Bienal. 17.” Segundo Caderno. Zero Hora (30. 6C. Moreira.2003). 08:14 .10. “Arqueologia Contemporânea. ______.2003). “Quarta bienal recupera o passado feito arte.2003). Ano I. “Liberdade Brasileira.” Segundo Caderno.2004). uma grande instalação.” Cultura.” Caderno C. “O último fim de semana. “Quarta Bienal recupera o passado feito arte. A5. ______.07.” Financeiro.2003).2003). Larissa. 3. Pierre Triboli dos. 3.” Viver. Zero Hora (06.2003). Zero Hora (21.2003). Belo Horizonte (27.” Segundo Caderno. 7.2003).” Caderno B.2003).01. (29. 22.2003). C6. ______.” Cultura. “Volta à Bienal o boliviano da piscina. Correio Braziliense.10. Daniela.” Segundo Caderno. ______. Moreira. 3.” Cultura.” Panorama.07. Correio Brasiliense.“Lixo urbano como inspiração.2003).” Atualidades. Erenice de.” Empregos e Oportunidades.10. 7.” Exposição. 2-3.2004). Porto Alegre (2003).11.10. Zero Hora (15. “Arte latino-americana em dois tempos. ______. “Mapa genético da arte.2003).10. “Quanto pesa a Bienal. Chile (Abril 2004).2003). Zero Hora (04. Ogliari.11. Distrito Federal (08.” Segundo Caderno.12. Carlos André. “O Orozco que não está no muro. Joinville.” Segundo Caderno. “Que viva o cinema mexicano. “Inspiram raíces latinas a Bienal. El Mercurio.2003).2004).05. 7.2003).10. 6.2003).2003). 4-5.” Panorama. Zero Hora (11.08.12. Rio de Janeiro (20-26.10.2003). Elder.2003). capa e página central. “O espectador subverte a obra de arte. São Paulo (14. 3. “Marca presente pelo viés cultural. ______. “Lula abre Bienal do Mercosul: Porto Alegre é capital da arte.2003).2003). “Investimento em Cultura.” Cultura.” Cultura.2004).” Segundo Caderno. Valor Econômico (02. C 8. 5.10. isto é arte.08. Maria.

” Segundo Caderno.” Cultura.2003). Zero Hora (09. Porto Alegre (22. ______. Edição equipe JM. Correio do Povo (07. 18.10. Zero Hora (21. Lopes.2003). Correio do Povo (17. 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/5ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/5rd Mercosur Visual Arts Biennial Periódicos/Periódicos/Periodicals “A arte corrige as drogas do olhar .10.” Cultura. “A arte sem fronteiras. Lara.10.2003). ______.Entrevista Paulo Sérgio Duarte.com.” Jornal do Margs.br/site/pdf/4_Bienal_Mercosul_Press_Kit_Portugues. Dirceu.2003). 16. 10. 16. Zero Hora. Inventário dos achados: o olhar do professor escavador de sentidos.2005).2005).” Cultura.03.com/actividad_cultural/ actividad_cultural/noticias/2003/10/5/(10. Zero Hora (07. Mônica. Aleksander.12.10. Zero Hora (16.laprensa-bolivia. Amaral. Zero Hora (24.07.2003). “Arquelogía Contemporánea.” Segundo Caderno.2003). Zero Hora (29.02.2003). “Em busca das origens. “Olhar do filho atualiza a arte do pai. 2004. “Entre Picasso e a Bienal. La Prensa. 3. Alda de. Zero Hora (07.05. “Capital respira artes plásticas.2005.07.09.2004). (04.” Tiempos del Mundo. ______.com. Zero Hora (06. Outras fontes/Otras fuentes/Other sources Martins. http://www1folha.10. Vasconcelos. consultado em 05.10.” Galerias/Enc. contracapa. Fernanda.10.04.2003). 2. 9. “Artista busca leveza no aço. Alves Jr.12. Nº 68. Zero Hora (04.09. Ação Educativa.2004). 28-31. “Una instancia para afianzar la integración del arte latinoamericano.2003). Bolivia.04.http://diario.2003).08.2003). “Síntese no olhar.07.” Panorama. Cartaz. 5. Jornal do Comércio. 2.ambitoweb. Zero Hora (14.2005).artista curador. ______.” Cidade. 15.2005).shtml (04. Mídias eletrônicas/Mídias electrónicas/Electronic media http://www. Gisa.asp.” Variedades.fundacaobienal.2003). Ana Martinez.10. Waldemar. 1. ______. Correio do Povo (24.03. Diário Popular (16.01.11.09.2003).10. Z. Florianópolis (2003). 2. Porto Alegre. Zero Hora (04. 5. 72. Ano 7.elmercurio. “Leia na íntegra do discurso de Lula em Porto Alegre.” Segundo Caderno. Zero Hora (06. 31-35.2004). Albuquerque.” Jornal do Margs. Joinville.” El Mercurio.12. Zero Hora (24.2005). “Pergunte à bienal. Zero Hora (16.11.07. Folha de São Paulo (04. “A obra.” Obra prima. 4-5. 207 HB_bibliografiaF. “Transporte gratuito na Bienal. “Familiar mas estranho. Entrevista concedida no Rio de Janeiro. El Mercurio. Zero Hora (13.07. “Curador artista . “Anúncio oficial. Almeida.04. “A exposição que atravessa a Bienal. Aguilar. Victoria. “Tesouros de 4.11.” Folhinha. “O esforço para construir a leveza. ______.” Âmbito Finaceiro (13.” Segundo Caderno.” Revista Cartaz. Dezembro 2003. Luciana. Jornal do Comércio. Viccente. Adriana.2003).10. Guia da Folha de São Paulo (21-27.” Ultimas Notícias. “Arte de Vera Chaves Barcellos. Correio do Povo (06. Porto Alegre (30.2004). “Brasil: fuerte inversión en arte e estrategia. Folders/Folders/Folders “Petrobrás investe na cultura gaúcha. Paulo Eduardo de. 5.” Variedade.12. 5.2005).” Segundo Caderno. 2003.” Via do Porto.” Cultura. Tomaselli. Maria Celeste e Picosque. 21.” Segundo Caderno.09-02.10. “O melhor da Bienal. 08:14 . 2.” Artes Visuais.” Revista Aplauso.2003).2005).html (10. “Pelotas entra na rota da 5ª Bienal do Mercosul.2003). Porto Alegre (Dezembro 2004). Nádia. “O mestre da dobradura e do corte. “A grande mestra da invenção. Zero Hora (15. “A Bienal da dúvida também é política.com.” Segundo Caderno.2003). ______. Relatório 4ª Bienal do Mercosul. “Um brasileiro do outro mundo. Zero Hora (18.2003).2003). Quijano. Armindo. Eduardo.” Viver. Projeto Ação Educativa.2005.2003). capa. Porto Alegre (Outubro 2005). “Arte e ciência. ______. “Bienal do Mercosul.10.2003). Porto Alegre (Agosto 2005).10. Revista Noticias.2005). “A cara da Bienal.net (19. 3. 5. Nº 69. “Riesgo en el Mercosur. 7. Trevisan. ______. Nº 105. 5. Usina do Porto (Setembro-Outubro 2005). http://www. Elvaristo Teixeira. “Setor turístico se une para promover Capital. São Paulo (06. Argentina (11.” Anexo. 12. “Educação e Arte na 5ª Bienal do Mercosul. “A mais gaúcha das Bienais do Mercosul. 126-127.” Magazine. Revista Época. Chile (21. ______. 5. Beatriz.000 anos ganham exposição.globo. Relatório Final. São Paulo (14.2003). Timm. 67.2004). Zielinsky. 25. Florianópolis (Novembro 2003).” Variedades.” Segundo Caderno..” Revista Isto É Gente (03. “Quanto pesa a Bienal. “Surrealismo chileno. ______.” Segundo Caderno. Porto Alegre (20. “A trama à mostra.12. da Folha de São Paulo.” Cultura.uol.” Segundo Caderno. “Tejidos: instalación que va a la Bienal del Mercosur.2003). online.com/XXIVbienal.” Folha Online. www.06. Androvandi. Ano 8. “Um gaúcho que você devia conhecer. 8..2003). Verlichak.” Cultura.2003). 2. “A Bienal do Portunhol. F4.” Cultura.” Revista Veja.” Arte. Sommer. “O mapa gaúcho da arte. Santa Catarina. Zero Hora (04. 4-5. http://bienalsaopaulo.” Informe Comercial.” Cuerpo. capa. Mario.” Variedades. O Popular.2003). Zero Hora (28. o tempo e o espaço. consultado em 05.net/materias/html914/html914. Correio do Povo (03. www. “Constelación de imágenes. em busca do DNA da arte latina.2004).11. “Curadoria & mediação. 4.” Economia. Zero Hora (11. Porto Alegre (Novembro 2005).10.“Seminário propõe intercâmbio entre museus. Carolina. A Notícia.” Segundo Caderno. “Amílcar de Castro. “Simpósio discute arte.doc.11.br/folha/brasil/ult96u54086. 4ª Bienal do Mercosul. 34. Chile (02.09. “O espaço retransformado.obraprima. Fernanda.2003). “A exposição que atravessa a Bienal.” Segundo Caderno. Nº 110. “A 5ª Bienal do Mercosul será inaugurada no dia 30.10.10.p65 207 21/6/2006. 42-45.10.2003). Veras.” Folha da Tarde. 5. Veloso.net. Fundação Bienal do Mercosul. C1.2003). Correio do Povo (12.2003).09.” Artes Plásticas. 1-5. Goiânia (16. 29. “Artes. Maria. 6. RS.” Segundo Caderno.” Revista Aplauso. 3-4.2005).

04.2005).2005).” Diário Catarinense (23. Porto Alegre (30. Correio do Povo (06. Pioneiro.2005).09. 8. 8. 17. “Bienal mapeia a arte de Amílcar de Castro.05. “Infláveis com música. Diário de Borborena.08.09.09.” Fim de Semana. Correio Popular. Bianchi.” Panorama.” Reportagem Especial.” Roteiro. “Bienal do Mercosul: Para lembrar Amílcar de Castro.12.” Variedades. Costa.09. Ana Paula. “Olhar democratizado. “Bienalices. “A arte e o espaço público. 20. Daniela e Leite. 54.2005). Revista Aplauso.2005). 5. capa.2005).06. Felix.2005).2004). B5. Zero Hora (10.2005). Guerra.” Anexo. “Bienal do Mercosul: Centro e Periferia – Entrevista a Cláudio Gil. 20. ______.08.12. Jornal do Comércio. Gaudêncio. O que é isso? Pra que serve?. Correio do Povo (09. Daniel e Albuquerque. “Bienal do Mercosul em fase de desmontagem. ______. Caxias do Sul (26.2005). Porto Alegre (01-02. A Noticia. 35.2005). Melissa.2005). Cypriano.2005). “Bienal do Mercosul em montagem. Elaine.2005). “Começa a 5ª Bienal do Mercosul.“Artistas mexicanos questionam o consumismo. Porto Alegre (16. “Bienal do Mercosul .” Geral.08.” A Noticia. 4. Correio Braziliense. Nº 14 (Octubre 2005).2005). contracapa. “Gil assina protocolo e prestigia a Bienal.03.2005). 24. Folha de São Paulo (04.10. Porto Alegre (03.10. 3. Dani.08. “Evento é lançado em São Paulo. O Estado de São Paulo (04.” Folha da Tarde-Painel. 20. Jornal do Comércio. “Bienal Hein?.” Revista TPM (Setembro 2005). Marília.07. “Bienal do Mercosul.” Ilustrada.10. C4.” Geral.06. Chiaretti. Correio do Povo (30. Ano 7. Jornal do Comércio. “Bienal do Mercosul vai homenagear escultor mineiro. O Norte. Correio do Povo (31.” Variedades.2005).2004). 3. “5ª Bienal do Mercosul se volta ao passado.2004).” Revista da Bienal (Junho 2005). 4. 7.2005). C1. Porto Alegre (Maio 2004).” Cultura. Sérgio. Joinville. Porto Alegre (03. Daniela.2005).08. Cohen. 8. “Cidade passeia sobre a arte.” Geral. Carlos. “Bienal do Mercosul no Brasil. “Contornos da Bienal do Mercosul.2005). Zero Hora (07. Bittencourt. Porto Alegre (16. “Bienal do Mercosul escolhe novo presidente.2005).2005). Jornal do Comercio.09. “Rio Branco. Correio do Povo (26. “Estética definida.04.” Entrevista Paulo Sérgio Duarte.” Revista Aplauso. 7. Diário do Comércio. Coimbra. Porto Alegre (11.07. “Curador sem papas na língua.” Cultura. ______.08. Zero Hora (12. Zero Hora (05. Correio do Povo (02. “Bienal do Mercosul apresenta curador. España. Jornal do Comércio. 23. Jornal VS (14. Diário do Comércio.2005).11. Santa Catarina (25.2004). “Chegando ao fim: A 5ª Bienal do Mercosul.12. “Bienal do Mercosul em dois livros. Zero Hora (19. 208 HB_bibliografiaF. 2B. Nº 67. O Estado de São Paulo (26.09-02. C2. Bohns. Porto Alegre (05. São Paulo (30.09. E8. Flávia.” Panorama. “Aulas de corte e pintura. “A arte de educar. 1. “Bienal do Mercosul homenageia escultor.” Em foco.2005).” Caderno C.p65 208 21/6/2006.2005).” Show.”Educação. “História da arte. 40. Campinas (29.” Caderno B.” Geral.07. João Pessoa (09. “Bienal assegura apoio da prefeitura. Correio do Estado.09. Fernanda. Valor Econômico (30. “Bienal do Mercosul tem representante do Ministério da Cultura.” Variedade.09. “Bienal do Mercosul. D11.Brasileiros ganham mais espaço. Distrito Federal (27.2005).2005). “Bienal do Mercosul espera pela meninada.09.08.” Meu Filho. “Mercosul homenageia Amílcar de Castro. Neiva. C6. Joinville. Jornal do Comércio. Ano 1. 4.10. Hirsman. Bahia (29. “Bienal do Mercosul vai homenagear Amílcar de Castro.2005).” Panorama. Santa Catarina (29.” Panorama. Diário da Manhã (13.” Sociedade.” Variedade. Eduardo Bins. Costa.2004).2005).” Caderno 2.07. Fábio. 4. “Curadores da 5ª Bienal se reúnem.2004). Jornal do Comércio. “Fundação apresenta curador da 5ª Bienal. ______.11. “Conceito contemporâneo. 6-9.” Exit Express.2005).” Panorama. “Questões de linguagem. o vermelho e o negro.2005).” Panorama.” Caderno B. Léo.” Agenda Cultural. Zero Hora (02.” Revista + Movimento.” Fim de Semana. Willian. Porto Alegre (Abril 2005). “O grande livro da arte contemporânea.” Folha da Região Araçatuba (29.” Segundo Caderno. “Bienal do Mercosul . “Não vi e já gostei. Jornal do Brasil (02.11. ______.2004).10. 4. 36. “Arte Made in Mercosul. Zero Hora (01. “Arte em dimensões humanas. “Bienal do Mercosul e Feira do Livro de Porto Alegre.06.2004). D12.10. 5. capa. Jornal do Comércio.2005). Folha de São Paulo (26. “Bienal de Mercosur. B4. Chiaretti. Groth.2005).” Panorama. B3. “Política regional versus estratégia internacional. Jornal do Comércio. Ely. Nº 106.2005). Caxias do Sul (11-12.” Humor. 2. Jornal do Comércio.” Show. 9. 5. “Em honra de um mestre. “Bienal vai homenagear Amílcar de Castro.05. Porto Alegre (02. Marlise. Madrid. O Estado do Maranhão (13. contracapa.10. Bueno. Nº 3 (Outubro 2005). 7. São Paulo (30.” Sete Dias.10.03.” Artes Plásticas.” Acontece/Panorama.2005). Porto Alegre (16. não paginado.” Atividades Empresariais.12. 4-5.11. Dyógenes. 7.” Sete Dias. Correio do Povo (29. “Da escultura a instalação.2005).12.2005). 7. Artes Plásticas.” Geral.” Caderno 2.” Gazeta Mercantil.” Variedades. “Variáveis extra-artísticas da 5ª Bienal.2004). 7. Porto Alegre (01. Porto Alegre (Setembro 2005).2005).11. ______.08.08. Gazeta Mercantil. 19.2005).09. 9. “Bienal abre nesta sexta-feira em Porto Alegre. Maria. David. Campinas (15. São Paulo (23. ______.” Variedades. 76. 9.10.” Acontece/Panorama. Gazeta Mercantil. “Esforços Potencializados. “Universo de cores e imaginação. “Bienal tem novo presidente.” Panorama. 4. 4.10.2005).07. “Cone Sul corre o risco de sair do ar. 14.11.11.11.2004). C1.07. Zero Hora (01.Processo de descoberta comum de leituras. “A Bienal de Artes Visuais Mercosul e seu papel na integração regional. capa.2004).” Segundo Caderno.” Cultura. “Bienal do Mercosul adota identidade local. Diário. Chaves. Bahia (01-03.” Eu & Fim de Semana.2005). 2.” Ilustrada.” Cultura. 16. Jornal do Brasil (27. Fidelis.2004).2005).” Caderno C.” Panorama. Gerchmann. “Bienal do Mercosul – Um passeio surpreendente pelos armazéns do Porto. ______.09-02. João Pessoa (15. “Bienal abre hoje. 08:14 . “Especial Bienal. “Arte Visuais.2005). Porto Alegre (06.” Segundo Caderno.2004). E5.24 e 25 Dezembro 2005). Zero Hora (28. 3. Zero Hora (07. Caxias do Sul (30. Jornal do Comércio.2005). O Norte.” Panorama. “Conexão.11.08.”Jornal do Margs. Valor Econômico (30.2005).09. capa. “Termina a Bienal do Mercosul. ______. 2B.”Cultura.2005). “Bienal do Mercosul. São Paulo (31.09. Adi.2005). O Sul (11. Pioneiro. Ano 6. Galo. Campo Grande (29.2005). Jornal do Comércio. 12-17.2005).08.” Revista Arquipélago. “Solar Contemporâneo.” Cultura. 20. O Sul.2005).07. C5. Zero Hora (07. “Curadores da 5ª Bienal visitam Porto Alegre. Becker.” Segundo Caderno. “Bienal promove ‘Diálogos Culturais’.2005). Pioneiro. Porto Alegre (23. nº 6 (Novembro 2005). 2-3. 7. “Duas obras de arte que convidam a pensar. Folha de São Paulo (30. Zero Hora (03. Willian.

” Caderno B. “5ª Bienal tem curador e tema. Paulo César. D10. Gisele. “Bienal do Mercosul em discussão.2005). Jornal Folha de São Paulo (11. Armindo.” Cultura. “Momentos imperdíveis. 8.11. “A cultura desde as bordas. ______. Nº18. Jornal do Comércio (07. Joana. O Estado de São Paulo (26. 4. 10.” Revista Aplauso. Sebastião.10. “Uma casa onde não se pode viver. ______.2004). Bienal. São Paulo (18.” Ilustrada. capa. “Bienal chega ao espaço em 2005. “Para ficar perto do rio: Mauro Fuke inaugura um conjunto escultórico à beira do Guaíba. Montes.09. Folha de São Paulo (24.2005). Renato. “Kunstszene Lateinamerika: Die fünfte Biennale dês Mercosur.” Revista Isto É (19. 24.” Variedades. 4. Lima. “Para evocar o mundo das sombras. Correio do Povo (24. Eduardo. Bianca e Cardoso.09.12. “5ª Bienal aborda espaço contemporâneo. 08:14 .” Caderno Reportagem.2005).2005). ______. Cultura.2005). “Primeiro encontro. “Bienal. 12-19.2005).” Revista Top. Zé Augusto.” Revista Aplauso.” ZH Esportes.2005).” Viver.10. E3. 28. “Intervenções ao ar livre. Jornal VS (03.2005). Nahima. Patrícia. Zero Hora (01. “5ª bienal e o espaço da Arte. 2-5. contracapa.2005). Carlos Herculano. Isabelle Moreira. Zero Hora (03. Zero Hora (12. “Bienal: A favor ou contra?. B1.07. Zero Hora (01. Loponte.10.09. Zero Hora (26. “Origamis de metal. Porto Alegre (Agosto-Setembro 2004).10.12.2005). “Quarteto Fantástico: Artistas de renome internacional vão participar da Bienal do Mercosul.04. 18. Nº 6 (December 2005).11.2004). 19.11. Correio do Povo (18. “Presidente Bienal. O Sul. 19. “Quinta Bienal do Mercosul discutirá noções de espaço. “Estética sem fronteiras. ______.” Arte. Diário do Comércio. “Pintura que brota do chão.07. O Estado de São Paulo (29. “Moderna e ancestral. 7.12. 2. “Quase tudo pronto para a 5ª Bienal do Mercosul.08. Carlos André. Diário Catarinense (30. Lanius. uma mostra em São Paulo.09. ______ Camila. Álvaro.” Crítica. “Porto Alegre vai sediar Bienal do Mercosul. ______.2005). “Nossa Senhora do Mirante.2005). 2. Maria Tomaselli Cirne.07. “5º Bienal do Mercosul: A arte e o espaço. Zero Hora (07. 45. “Presidente da Bienal é homenageado. O Sul. Paula. O Globo. “No ano de Amílcar. Ano 7.07. “O conjunto da obra. 25.2005).12. Porto Alegre (26. “Um mundo em cor-de-rosa. 2005. 2.” Geral.2005). Porto Alegre (25.” Caderno B.” Fim de Semana. “Preparativos finais para a nova Bienal.”Revista Cartaz.12.” Variedades. Roberto.” Ilustrada. Zero Hora (31. Cleusa.08. Nº 68.” Art Eternal. B1-B2. Tinoco. Lima. Correio Braziliense.11.2005).” Segundo Caderno. ______. D11. 2. Correio do Povo (26. ______. “Mirante.” Geral.” Variedades. “Pesquisa e Século XXI em Pauta.” Revista Bravo! (Agosto 2005). Nº 68. “O estranho mundo de Marina. “Sonic flora and the sound of Stephen Vitiello. sem página. Souza. “Clareza à mostra.2005). “Arte contemporânea para quem?. Zero Hora (23. Jornal do Comércio. capa.” Caderno 2. “5ª Bienal do Mercosul celebrará Amílcar de Castro. Oliveira.07. 4. “Logo: uma arte provocativa na Bienal. Zero Hora (30. Maria. São Paulo (Outubro de 2005). 3.” Magazine/Gasparotto. 3.“Intercambiando arte. Luciana Gruppelli. 3. “Santander e 5ª Bienal unidos. 3.09.2004). “Arte em todas as suas dimensões. Porto Alegre (Outubro 2005) 36-40. Mendonça.07. Zero Hora (11. Jornal do Brasil (10.10. Zero Hora (18. 23. Zero Hora (29. Lerina. D11.07. 106-107. 20.” Segundo Caderno.10. “Rumo à integração. ______.”Revista Aplauso.2005). Estado de Minas (10.07.” Caderno 2. “Mostra homenageia a Bienal do Mercosul.2005).” Cultura.12.2005).09. Zero Hora (04. 7.2005). Jornal do Brasil (21. O Sul. 21.10. portanto. O Estado de São Paulo (24. Saraiva.2005).2004).” Cultura. 11.2005).2005).” Zig Zag. Distrito Federal (01. Porto Alegre (01. O Estado de São Paulo (19. “Bravo. Adriana. Zero Hora (03.” Caderno C. “Roteiro da Bienal Mercosul.” Entrevista Nestor García Canclini.” Segundo Caderno.” Revista Bien’Art. Zero hora (12.2005). Simone. Correio do Povo (04.05. E2 Lima. “Exposições de agosto na seção de Bravo!.2005). 25.2004). Correio Braziliense.2005). Roger. Ruy Carlos. Fala Brasil.” Cultura. 9.2005). Zero Hora (18.” Geral –Ensino.” Segundo Caderno. 2005.2004). Alemanha (16.” Diálogos.04.” Fim de Semana.” Variedades. Jornal do Brasil (21. Ostermann. Rio de Janeiro (31.2005). “5ª Bienal do Mercosul inicia em setembro.12. a (re)invenção do espaço. Walter.” Revista Bravo! (Agosto 2005).” Panorama. 10. Ribeiro.” Caderno 2.” Segundo Caderno. Zero Hora ( 26. Ano IV. D1. O Estado de São Paulo (23. “O espaço como matéria.2005). Distrito Federal (02. Ano 7. Joelma. ______. O Sul. A Gazeta.” Segundo Caderno.2005).2005). 41. todos acham que tem razão.2004). 3. 54.” Editorial. em Porto Alegre. Ano 08. “Mestre da forma. Jornal Estado de Minas (05. Molina.2005).07.12.2004). 12.11. Correio do Povo (01. “Um painel sobre a obra de Amílcar. 1. “A Bienal está aberta. Monique. “Sob novo comando. “Relações entre a Bienal e o Minc. Azeitonas e um vazio no estômago.07.2005). “5ª Bienal do Mercosul ainda há esperança. Denise.2005). Trevisan. “A arte que veio do espaço. 21.2005).” Cultura. Porto Alegre (26. 3.07.” Variedades. 8-9.10. Revista da Bienal (Agosto 2005). 209 HB_bibliografiaF.09.2005).2005). 112-113. ______.” NZZ (Neue Zurcher Zeitung).2005).10. Perfil & Linguagem.2005). 5. “O Mercosul faz a festa para as artes visuais.09. Marques. Ano 7. 26 e 27. Porto Alegre (16-18.2005).05). “Mercosul terá curadoria de Paulo Sergio Duarte. 28. “Caramujos eletrônicos: Bienal tem núcleos voltado a novas tecnologias.10.” Caderno 2.” Digital. Zero Hora (02. Nº 57.07.09.” Variedades. 6 Nunes. “O mapa das artes.2004).2004).” Cultura. “No Fundo. eu posso. 4-5.” Atividades Empresariais. 32. Moreira. “5ª Bienal se encerra amanhã. 6. Porto Alegre (Outubro 2005).2005).2005). Zero Hora (26. Jornal do Comércio. Marini. 2. “Popularizar a arte objetivo da 5ª Bienal.” Revista Aplauso. Ano 7.” Viver. Jornal do Comércio.” Segundo Caderno.” Geral. Correio do Povo (09. Camila. “Quem tem medo da arte contemporânea?.2005).” Cultura.” Segundo Caderno.2005). Zero Hora (01. Correio do Povo (23. 4. Zero Hora (26.” Em foco. Edição 81 (Setembro 2005). Lopes. D2.10. “Como o virtual é arte na Bienal.07. 1.” Segundo Caderno. 3.2005).08. Maciel.10. Vanessa.2005). “Quem tem medo da Bienal.p65 209 21/6/2006.08.04. Correio do Povo (10. Eduardo. Zero Hora (30.2005). Rocha.09. “Quinta Bienal do Mercosul.12.09.11. “A caminho da maioridade.2005).” Variedades.” Caderno B.” Segundo Caderno. Letícia. “Curador apresenta a Bienal do Mercosul. 102-104. Porto Alegre (Outubro 2005).2004). Teixeira. Motta. B4.10. Gabriela. 18.09. Terto. Mastroberti. 17. Kato. “5ª Bienal do Mercosul abre suas portas hoje em Porto Alegre.” Segundo Caderno. Porto Alegre (19. “De costas para a América Latina. Vitória (30. “Areia. Zero Hora (16. Zero Hora (01. 11.” Segundo Caderno. Marques.” Variedades.” Caderno 2. “Seleção para a Bienal está concluída.” Caderno Reportagem.” Segundo Caderno. Porto Alegre (06.2005).

br (29.br. 4. Zero Hora (11.2004).2004). “Crime perfeito: o modo negativo e os vestígios na arte contemporânea. Encontrado em www.” Arte e Cultura. Zero Hora (26.br (29. Pode ser encontrado em www. 2. Cuba. Folders/Folders/Folders Duarte. “Número recorde de gaúchos. 07. São Paulo (24.06.10. “Uma multidão de artistas. encontrado em www. 4-5. “Gilberto Gil indica gaúcho para a Bienal Mercosul.universiabrasil. JB.com. “MEC terá projeto permanente na Bienal do Mercosul.” Entrevista.”Panorama.com.11.2005).11.diariopopular. Zero Hora (25. “Bienal do Mercosul é apresentada aos representantes do Mercosul.htm. 2005.” Fim de Semana.11. Paulo Sérgio Duarte. “Curador da Bienal fala sobre os espaços da arte.11. Zero Hora (29. “Precisão matemática.justopastormellado. “A Bienal ganha forma.” Fim de Semana.jsp?=viewNewsDetails. Mônica.org.com. Reunião de Ministros do Mercosul Cultural.html (07. encontro poético. 210 HB_bibliografiaF.jsp?noticia=8.” [http://www. “Pintura em movimento.09. 1.art. 07.. ______.htm. Eduardo. “Uma mostra no mundo.2005).terra. ______.10. “Ilusões para o olhar. Outras fontes/Otras fuentes/Other sources Duarte.” (http://www. RS. 9 al 12 de junio de 2003. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.clicrbs.2005). Zero Hora (30.” Entrevista com Paulo Sérgio Duarte.net/portada/actualidad/ noticia_actualidad_print.. Jornal do Comércio (29.03.iberecamargo. 6-7.2005). 5. Paulo Sérgio e Fidelis. Vieira da Cunha. Histórias da Arte e do Espaço: A 5ª Bienal do Mercosul.2005). Arquivo Bienal. Bittencourt.2005. Zero Hora (25.” Paper apresentado no III Congresso Internacional Cultura y Desarrollo. “Últimos dias para se visitar a 5ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul.culturahoje.com. O Tempo. 08:14 . capa. 3.11.. ______.cl/menu. 1p.11.” Zero Hora.11.2005). ______. Entrevista (23. “Artes: Bienal apresenta curador e tema. http://www.br/ fundacaobienal/site/controller.” Cultura..metapress. Zero Hora (16.07.” Cultura. “A arte é um fenômeno histórico. Zero Hora (07.dwt).” Diário Popular. Online. “Bienal do Mercosul inaugura obra de Fuke em Porto Alegre.11.” Cultura Hoje.2004). “O trabalho é ele mesmo. Aguilar. 1. “Pintura para aprendizes é tema do Diálogos Culturais. Zero Hora (21. “Última semana para visitação. “5ª Bienal aborda espaço contemporâneo.07. 7.2005.” Fim de Semana. http://www.” Geral. Zero Hora (16.bienalmercosul. Terra Online.jsp?=viewNewsDetails. 1.Entrevista a Maria Amélia Bulhões Garcia. 4.culturahoje. www.” Segundo Caderno.08.folhadesaopaulo. Zero Hora (10. Zero Hora (05. http://www. ______.03.).2005). Mídias eletrônicas/Mídias electrónicas/Electronic media “Bienales: del monumento social a la paradoja identitaria.” [http://noticias.com.03. 06. Zero Hora (08.2004). “Uma trégua para o olhar: Artista ucraniano reproduz um museu vazio na Bienal do Mercosul. ______. 2. wwwtchekhol.2005). “Um iconoclasta na Bienal. “5ª Bienal do Mercosul já tem curador.com. Correio do Povo (26. Segundo Caderno. Projeto de Curadoria.03. ______.” Segundo Caderno. “Arte em dimensões humanas.). “Divulgado nome do Curador da 5ª Bienal.com. 6.09.” Revista Metapress Online. Palacio de las Convenciones de la Habana. Fernanda.” Cultura.2005).” Notícias. 2p.2005).terra.2005). 6.2005).br/ fundacaobienal/site/controller.OI470037-EI1194. http://www. Histórias da Arte e do Espaço: construção e expressão nas experiências de espaço da arte contemporânea. 07.br.2004).2005.” Segundo Caderno.04.p65 210 21/6/2006.09. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Zero Hora (01.00. www. Palácio de las Convenciones de la Habana.” Segundo Caderno.03.” (http:// www. Zero Hora (03.” Segundo Caderno. ______.2005). 9 al 12 de junio de 2003.com.09. Zero Hora (16. “O filósofo da moda vai à Bienal.08. Projeto Núcleo de Documentação e Pesquisa.” Ilustrada.08. “Quarteto fantástico.” Fim de semana.2005).bienalmercosul. “Bienales: del monumento social a la paradoja identitaria. 10.2005.11.. 5. Zero Hora (12. Zero Hora (04. Zielinski.2005).2005). consultado em 10.” Segundo Caderno.12.” Cultura.com.“Tributo a Amílcar.br. “Pós-Bienal: balanços e projeções.” Segundo Caderno.2005).” Cultura.2005).br/imprime/0.” Cultura Hoje. Cultura. ______.2005). Porto Alegre (23. ______. Zero Hora (24.10.” Fim de Semana. “Uma ponte até o pôr-do-sol. 4-5. Elaine.br/ jornais/ jsp? newsID=822634&chanID=9&tmplID=435.2005).07..].justopastormellado.” Apresentado no III Congresso Internacional Cultura y Desarrollo.cl/meu.2005). Folder de Captação. www.2005.10. consultado em 13. Zero Hora (03.com. 1. Ott. (03.br/ 16_02_05/aa150201. “Dilemas no núcleo histórico. “Uma Bienal permanente. Aleksander. “Lula aceita convite para visitar Bienal do Mercosul.art.2005)..html]. “Especial Bienal. São Paulo. (http://www. Belo Horizonte (11. Paulo Sérgio. Gaudêncio.br (02.08. “Cidade: Pelotense integra a coordenação da Bienal do Mercosul.11. 07.2004). Entrevista com Abraham Palatinik. “Fundação fundamental. Eduardo.” Folha da Tarde.2005). “Bienal por todos os lados.” Segundo Caderno.11. 4-5.10.2005).07.2005). Veras.05. Cuba.” Entrevista com Gilles Lipovetsky.iberecamargo. 2004. 6.2005). Zero Hora (30.br (27. A7.04. 6.” Segundo Caderno.10.2005). Porto Alegre. ______.2005. ______. ______.

Coordenação Técnica e Empréstimo de Obras Internacionais: Klein & Rangel Consultores. Laudos de Conservação das Obras: Alessandra Labate Rosso/Bernadete Ferreira/Heloisa Bincalana/Margarete Moares/Naida Vieira Côrrea. Superintendência Administrativo-Financeira: Denise Klein.p65 211 21/6/2006. Projeto Pedagógico: Coordenação Geral: Margarita Santi de Kremer. Assistentes: Sabrina Schabbach/Vanessa Longoni/Viviane Kauer Possa./Nelson Garrido/Omar Carreño/Pancho Quilici/Pedro Terán/Rafael Barrios/Régulo Pérez/Ricardo Benaim/Sammy Cucher/Sergio Rangel Penzo/Sigfredo Chacón/Sydia Reyes/Victor Hugo Irazábal/Víctor Valera. Divulgadoras junto às escolas de lº grau e 2º graus: Adriana Rotband/Érika Femanda Caramello/ Iara Maria Mendes de Brito/Maria Aparecida Vellinho/Maria Emilia de Oliveira. Rita Munhoz. 08:22 . Artistas participantes: ARGENTINA – Alberto Greco/Alfredo Hlito/Andrea Ostera/Antonio Berni/Antonio Llorens/Antonio Seguí/César Paternosto/Daniel García/Edgardo Vigo/Enio Iommi/Ernesto Deira/Fabio Kacero/Graciela Sacco/Guillerrno Kuitca/Gyula Kosice/Hernan Dompé/Hugo de Marziani/ Jacques Bedel/Jorge De La Vega/Juan Melé/Julio Le Parc/Julio Pérez Sanz/Leandro Erlich/León Ferrari/Lucio Fontana/Luis Fernando Benedit/Luis Lindner/Luis Felipe Noé/Marcelo Bonevardi/Miguel Ángel Rios/Mónica Girón/Nicola Costantino/Nicolás Uriburu/Noemí Escandell/Oscar Bony/ Pablo Siquier/Raúl Lozza/Rómulo Macció/Tomás Clusellas/Tomás Maldonado/Tulio Sagastizábal/Víctor Grippo/BOLÍVIA – Édgar Arandia/Erika Ewel/Francine Secretan/Gastón Ugalde/Guiomar Mesa/Roberto Valcárcel/Sol Mateo/Ted Carrasco/BRASIL – Abraham Palatnik/Adriana Varejão/ Aloísio Magalhães/Aluisio Carvão/Amilcar de Castro/Anna Bella Geiger/Antonio Dias/Antônío Henrique Amaral/Antônio Manuel/Ascãnio MMM/ Barrio/Carlos Fajardo/Carlos Vergara/Cildo Meireles/Eduardo Kac/Efrain de Almeida/Eliane Prolik/Ester Grinspum /Félix Bressan/Fernando Limberger/ Fernando Lucchesi/Francisco Stockinger/Franz Weissmann/Gilberto Vançan/Gisela Waetge/Hélio Oiticica/Ione Saldanha/Ivens Machado/João Câmara/Jorge Barrão/José Cláudio/José Damasceno/Judith Lauand/Keila Alaver/Lia Menna Barreto/Luis Sacilotto/Lygia Clark/Marcos Chaves/ Marcos Coelho Benjamim/Maria Leontina/Niura Bellavinha/Patricio Farias/Rosana Palazyan/Rosangela Rennó/Rubens Gerchman/Sérgio Camargo /Siron Franco/Waldemar Cordeiro/Waltércio Caldas/Willys de Castro/CHILE – Alfredo Jaar/Alicia Villarreal/Arturo Duclos/Carlos Altamirano/Felipe Mujica/Gonzalo Díaz/Gonzalo Mezza/Gracia Barrios/José Balmes/Juan Domingo Davila/Mario Soro/Mónica Bengoa/Nury Gonzalez/Pablo Rivera/ Paula Rojas/Ramón Vergara-Grez/Roberto Farriol/Roberto Matta/Rosa Velasco/Yenniferth Becerra/PARAGUAI – Bernardo Krasniansky/Carlos Colombino/Carlo Spatuzza/Enrique Careaga/Fátima Martini/Félix Toranzos/Gustavo Benitez/Ignacio Soler/Karina Yaluk/Marcos Benitez/Marité Zaldívar/Mónica González/Osvaldo Salerno/Ricardo Migliorisi/URUGUAI – Augusto Torres/Carlos Capelan/Carmelo Arden Quin/Eduardo Cardozo/ Florência Flanagan/Francisco Mato/Gerardo Goldwasser/Gonzalo Fonseca/Horácio Torres/Javier Bassi/Joaquín Torres García/Jorge Francisco Soto/ José Gamarra/José Gurvich/Julio Alpuy/Luis Camnitzer/Manuel Pailós/Mario Sagradini/Martin Verges Rilla/Nelson Ramos/Pablo Conde/Rimer Cardillo/VENEZUELA – Alejandro Otero/Alfredo Sosa/Alirio Rodríguez/Antonio Lazo/Antonio Moya/Asdrúbal Colmenárez/Carlos Contramaestre/ Carlos Cruz-Diez/Carlos Hernandéz Guerra/Carlos Zerpa/Edgar Moreno/Ernesto Zaléz/Francisco Hung/Francisco Salazar/Gerd Leufert/Harry Abend/Héctor Fuenmayor/Jacobo Borges/Javier Téllez/Jesús Soto/Jorge Pizzani/José Antonio Dávila/José Antonio Hernández-Diez/José Gabriel Fernández/José Luis López Reus/Juan Nascimento/Julio Pacheco Rivas/Luisa Richter/Luis Guevara Moreno/Magdalena Fernández/Manuel Quintana Castillo/Marcel Florís/Margot Römer/Marisol Escobar/Mateo Manaure/Mercedes Pardo/Meyer Vaisman/Miguel Van Dangel/Milton Becerra/ Nedo M. Administração: Coordenação dos Espaços: Kerlen Tavares/Valdyr Messa. Compras: Everton Alan de Souza/Fernanda da Silva Nunes/Suzana Silva Marques/Tamaris Malheiro. Coordenação Aduaneira: Eduardo Albuquerque. Equipe: Adriana Stiborski/Alessandra Labate Rosso/Ana Lúcia Pinheiro de Miguel/Ana Maria Barcellos de Lima/Isabel Maria de Barros Amado. F. Projetos Culturais Ltda. Monitores: Adriano Sempé Pedroso/Alberto Nones Pinto/ Alexandra Gonçalves Dias/Alexandre Moreira/Aline Goulart/Aline Menezes/André Schulz Severo/André Venzon/Andréa Helena Alves Castro/ Andréa Macadar Moron/Andréa Ortiz/Andréa Paiva Nones/Anelise Kluge/Angela Varela Villanova/Arno André de Souza/Bárbara Costa Bardini/ Beatriz Alejandra Alarcon Gallardo/Carla Brenner/Carla Dias de Borba/Carla Patricia Almeida/Carolina da Cunha/Carolina Padoin Cana Zaro/Cesar Queirós/Claudia Izolini Zart/Cristian Claudio Macedo/Cristiane de Antoni/Cristiane Feijó Corrêa/Cristina Prado Penteado/Daniel Antônio da Rocha Saraiva/Daniela Beatriz Coletti/Daniel Delia/Daniel Madruga Anillo/Dariane da Silva Labres/Debora Barboza Batista/Denis Siminovich/Eduardo Soares da Rosa/Elisia Elaine de Freitas Fonseca/Fabiana Cardoso Fidelis/Fabiana Loris/Fabiano Alexandre Zanotto Vazo/Fabiano Porto Rosa/ Femanda Aiub Branchelli/Femanda Frota Rozados/Femando da Rosa Henrique/Filipe Bochenek Stella/Felipe Figueiró Velho/Gabriel Bosak de Figueiredo/Gabriela Isopo Picoli/Giovana Santini/Gisele de Oliveira Trindade/Haydi Maysa Schaeffer/Heloisa Helena Braíia Fortes/Ieda de Oliveira Martins/Janete Gonçalves Welter/Jean Tiago Baptista/Joana Bosak/José Luiz Santos Borges/José Theobaldo/Juliana da Rosa Soares/Karen Franz Baumgarten/Karine Louis Fogaça/Katlin Jeske/Laura Bocco/Laura Machado/Letícia Cazelato/Leticia Maria Lau/Luana Paré de Oliveira/Luciana Hahn Brum/Luciana Nunes Cavalcante/Luciana Oliveira Gonçalves/Luciana Rosat Muratório/Luciano Zanette/Luiz Femando Marmontel/Magda Nones/Marcelo da Silva Dierchxs/Márcio Guerino Quadrado/Marco Aurélio de Oliveira Lemos/Marcus Vinicius Padilha/Maria Angélica de Azevedo/ Mariane Selbach Fabris/Mariángela Felippe/Mariano Machado Torres/Márcia Cristina Stockmans/Martha Elena Guedes/Melissa de Souza Liedke/ Michelle Franz/Miharu Seki/Milene Teixeira Pereira/Nádia Andrea Helgert/Nelson Henrique Rosa/Olinda Fabiane Gil/Otto Alencar Solzbach/ Patricia Fantinel/Paula Cogno Lennen/Paula Dias Bohrer/Rafael Teixeira Netto/Faquel Cime Kowalczuk/René de Moraes Ruduit/Rodrigo Lenz/Roger Lisboa/Rosane Beatriz Nones/Rosángela Haide Bratkowski/Rossana Longo/Samanta Ione Manrique/Sandra Targanski Krieger/ Sérgio Rocha da Silva/Sérgio Wagner Navarro Pimentel/Silvia Rejane Motosi/Simone Diegues Oliveira/Solange Alejandra Presa/Taciana de Souza Amaral/Tanara Belomé Pedrini/Tánia Cristina Pazzini/Teima Nogueira de Oliveira/Thiago de Moura Machado/Tula Agnostopoulos/Vanessa Zottis Silveira/Vânia 211 Nomes_das_Bienais_Final. Assistentes: Ana Letícia Fialho/Fernanda Lima/Verônica Ezcurra Achaval. Coordenação de Monitores: Adriana Marques Annes/Alice Dubina Trusz/Ana Flávia Linck/Carlos Henrique Molina/Cláudio Beulk Aquino/Débora Furtado/Helena Martins Costa/Joselaine Teixeira/Luciano Kerber Tomasi/Magali da Silva Lacerda/Márcia Essart Cáceres/Maria Helena Gaidzinski/Marion Pegoraro/Nara Jacques Muruci/Nelson Paim/Rodrigo Aranha Rosito/Rosângela Assis/Vânia Monbach. Conselho Fiscal: Membros efetivos: Geraldo Hess/José Benedito Ledur/Ricardo Russowski. Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul: Conselho de Administração: Adelino Raymundo Colombo/Anton Karl Biedermann/Daniel Ioschpe/Eva Sopher/Fernando Pinto/Hélio da Conceição Fernandes Costa/Horst Ernest Volk/Jayme Sirotsky/Jorge Gerdau Johannpeter/Jorge Polydoro/Júlio Ricardo Andrighetto Mottin/Justo Werlang/Luiz Carlos Mandelli/Luiz Fernando Cirne Lima/Michael Ceitlin/Nelson Boeira/Péricles de Freitas Druck/Raul Anselmo Randon/Renato Malcon/Sérgio Silveira Saraiva/Wiliam Ling. Diretoria: Heitor Kramer/ José Paulo Soares Martins/Lúcia Tedesco Silber/Mário Englert/Paulo Brasil do Amaral/Paulo Sérgio Pinto/Rudi Kother/Vera Regina Pellin D’Avila/ Wrana Panizzi. Secretaria Geral: Águida Celma Santos/Cristiane Guterres/Edithe Carolina Evangelista/Marilia Horlle/Virgínia Nunes Tolotti. Tesouraria e Contabilidade: Clóvis Schmitz.Os nomes daqueles que fizeram as Bienais do Mercosul/Los nombres de aquellos que hicieron las Bienales del Mercosur/The names of the people who made the Mercosur Biennials 1ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ 1ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/1st Mercosur Visual Arts Biennial Promoção: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul/Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul/Lic – Lei de Incentivo a Cultura – Ministério da Cultura. Almoxarifado: Loiva Reinen. Coordenação de Segurança: Carlos Estevan Marques Filho. Diretoria Executiva: Presidente: Justo Werlang. Curador Geral: Frederico Morais. Curadores: Argentina – Irma Arestizábal/Bolívia – Pedro Querejazu/Brasil – Frederico Morais/Chile – Justo Pastor Mellado/Paraguai – Ticio Escobar/Uruguai – Angel Kalemberg/Venezuela – Roberto Guevara. Membros suplentes: Mário Fernando Fettermann Espíndola/Jairo Coelho da Silva/Wilson Ling. – Maria Ignez Mantovani Franco. Coordenação Técnica e Empréstimo de Obras no Brasil: Expomus – Exposições. Museus.

Coordenação Editorial: Sylvia Bojunga Meneghetti. Nakle/Hans-Joachim Schwierskott/Harmut Becher/Helio Fervenza/Heloisa Ferraz/Hércules Barsotti/Hermann Vicente Pidner/Hortensia Voelckers/Hospital Psiquiátrico São Pedro/Hospital São Lucas – PUCRS/Impresul . Montagem das exposições: Gerardo Villaseca. Assistentes: Eloísa Saadi Aquino/Luciane Pacheco. Fotolitos: Printhaus. Buenos Aires. Intervenções no Espaço Urbano: Coordenação e Produção: José Francisco Alves/Eleonora Fabre. CHILE – Canrnen Waugh/Escuela de Arte./Banco Safra/Blanca Luz Brittes/Bolivar Charneski/Bozano-Simonsen/Briane Bicca/Bruno Musatti/BSF Engenharia Ltda/Caé Braga/Caixa Econômica Federal/Câmara Riograndense do Livro/Carne Centro de Assessoria/Carlos Alberto Fajardo/Carlos Biedermann/Carlos Carrion de Britto Velho/Carlos Jorge Appel/Carlota Meneghel/ Carmen Ferrão/Casa de Cultura Mário Quintana/CEEE . Artes Visuales y Relaciones Internacionales/Domingo Alvarez/Elida Salazar/Federica Palomero/ Fundación Galeria de Arte Nacional/Fundación Museo de Artes Visuales/Alejandro Otero/Fundación Museo de Bellas Artes/Fundación Museo Jacobo Borges/Galeria Acquavella/Galeria Euroamericana/Galeria Ly/Galeria Minotauro/Galeria Muci/Ignacio y Valentina Oberto/Jesús Fuenrnayor/Jesús Soto/ Lieselotte Venter de Santosa/Ludmila Calvo/Maria Teresa Castillo/Museo de Arte Contemporáneo de Caracas Sofia Imber/Namia Mondolfi/Orlando Hernández/Patricia Morales/Patricia Phelps de Cisneros/Promociones – Rafael Barrios/Ramón José Medina/Rebeca Guerra/Roberto Salvatierra/ Santiago Pol/Sonia y César Quintana/Sucesión Otero Pardo/Taller Jesús Soto/Victoria Galarraga.Editora Gráfica Ltda/Printhaus Fotolito e Editora Ltda/Projeto Hélio Oiticica/Raquel Arnaud/Renata e Daniel Feffer/Renato Malcon/Renato Ribeiro/Renato Seguezio/Ricard Akagawa/Roberto Baraldi/Roberto Berindelli/Roberto Dreyfuss/Roberto Marinho/ Roberto Pandolfo/Roque Jacoby/Rosa Maria Accorsi Lang/Rosana Krug/Rotary Club/Ruben E. Agência de Publicidade: Ammirati Puris Lintas. Catálogo: Coordenação Geral: Frederico Morais. Equipe: Alissandra Domeles Severo/Cleide Magnus Pacheco/Cristiane Kleinert Loureiro/Daniela Bresolim/Fernanda da Rosa Lopes/Fernanda Bortoluzzi/ Francine Pereira da Luz/Juliana Magagnin da Soler/Luciana Markus/Maria Cláudia Rodrigues/Michelle Bloedow/Simone Bozzetto Pompermayer/ Simone Marques Rolim/Tânia Xavier Picon/Vanessa Annes Keunecke.A/Emilia Viero/Espólio Sergio Camargo/Eva Sopher/Fabio Cimino/Farsul/Federação de Basquete do Rio Grande do Sul/Federasul/ Fernando Farias de Farias Fernando Reyes Mata/Fiergs/Flora Leães/Francisco Stockinger/Franz Weissmann/Fundação de Cultura da Cidade de Recife/Fundação Iochpe/Galeria Camargo Vilaça/Galeria Cohn Edelstein/Gerard Loeb/Gilberto Chateaubriand/Gerdau S. Equipe: Cláudia Plass/Cristian Llanes/ Lúcio Joas/Marcelo Rocha/Rodrigo Bandeira Rosinha. Relações Públicas: Coordenação: Elias da Rosa/Paulo Gasparotto. Porto Alegre. Carris Portoalegrense/Clarinda Schmitz/Claudia Toni/Cristiano Roberto Tatsch/CRT . Becker/Samuel Lincon Silvério/Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul/Secretaria da Educação do Rio Grande do Sul/Secretaria de Turismo do Rio Grande do Sul/Secretaria Municipal de Cultura/ Secretaria Municipal de Educação/Senger Engenharia Ltda/Sergio Sahione Fadei/Simão Steinbruch/Simone e Michael Naify/Solange Magalhães/Solon Vieira Marques/Sonia Pilla Vares/SOS Cabos/Super Gelo/Suzana e Ricardo Steinbruch/Suzete Levy Nunes Teixeira/Sylvio Nery da Fonseca .Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Vanda Mangia Klabin/Vinícola Aurora/Vinícola Salton/ William Ling. Assessoria de Imprensa: Coordenação: Elisabeth Sefrin dos Santos.Salvador Allende/Museo Nacional de Bellas Artes/Nelly Richard. Colaboração: Rovena Marshall/Trudy Müller.A. BRASIL – Alberto Walter de Oliveira/Alexandre Dacosta/Alice Benvenuti/Alice da Costa/Aluisio Carvão/Amilcar de Castro/Ana Flavia Noronha Link/Ana Livia Cordeiro/Ana Maria Proença Gomes/Ana Norogrando/Ana Toledo/Andrea e José Olympio da Veiga Pereira/Ângela Maria Lopes Rodrigues/Antonio Volcato Custodio/Aplub/Armindo Trevisan/Arthur Peixoto Neto/Augusto Masini/Banco Meridional S./Mind Informática Lida./Carlos Cruz-Diez/Carlos Zerpa/Carmen Isquierdo/Cecilia Ayala/Clodoaldo Hugueney Filho/Consejo Nacional de la Cultura de Venezuela/Dirección de Asuntos Culturales del Ministerio de Relaciones Exteriores/Dirección de Cultura de la Universidad Central de Venezuela/ Direcciones Generales Sectoriales de Museos.p65 212 21/6/2006. Programação Visual: Fontana FVS Diseño. Porto Alegre. Arquitetura: Arquitetura dos Espaços: Gerardo Villaseca. 08:22 . Agradecimento Especial: Antônio Britto/Jorge Gerdau Johannpeter. Iluminação: João Carlos Rezende. PARAGUAI – Carlos Colombino/Centro de Artes Visuales/Claudio Lins/Francisco Leopoldo Soares/Osvaldo Gonzales Real/Museo Etnológico/Andrés Barbero/Museo dei Barro. Pontificia Universidad Católica Hernán Puelma/Juan Patricio Becerra Bolados/Luiz Felipe Mendonça Filho/Maria Carolina Abell Soffia/Milan Ivelic/Ministerio de Relaciones Exteriores de Chile/Museo Chileno de Arte Moderno/Museo de Arte Contemporâneo/Museo de Ia Solidaridad . Equipe de montagem: Agnaldo Tadeu Dias/ Haroldo Silva Alves/Iara Machado/Jorge Pinheiro/José Luis Rego/Juan Ojea/Laura Guillen de Souza/Luiz Sérgio de Oliveira/Mauro José da Silveira/ Miguel Paladino/Miguel Paulino dos Santos/Pedro Layus/Pedro Luis Quintanilha/Roberval Layus/Tatiana Martins.A. Produção Executiva: Webster Art. N. Impressão: Linha Gráfica. URUGUAI – Ada Antuiía de Matto/Adriana de Ferrari/Alfredo Testoni/Alvaro Cabrera/Arandu Cabrera Ziegler/Eduardo Irisarri y Sra. VENEZUELA – Alfonzo Pons/Alvaro Atencio/ Brondesbury Holding Ltd.Companhia Riograndense de Telecomunicações/Dan Galeria/ Daniel Ioschpe/Daniela Montano/DC Navegantes/Décio Saraiva de Morais/Degorgel Kaiser/Delmar Jarros/Dora Longo Bahia/Eletro Metalúrgica Marchesoni S. Revisão em Espanhol: Língua ABMM/Sônia Kahl.A./ Ministério de Educação Ministério da Cultura/Mônica Villela Pereira/Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo/Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro/Nancy Câmara Betts/Nara Nunes/Neiva Mello/Nelson Jungblut/Nelson Sirotsky/NetOne Internet Provider/Nilo Sérgio Reinehr/Oceânica Seguros/Osmar Freitas/Paolo Andréa Melloni/Parceiros Voluntários/Paula e Alexandre Azevedo/Paulo Olzewski/Paulo Roberto Geiger Ferreira/Perto S. ARGENTINA – Alicia Bonvecchiato/Ana Longoni/Andrea Giunta/Antonio Sergio Antonini/Carlos Plaza/Daniel Garcia/Diana Hlito de Hernández/Diana Lowenstein/ Eduardo Polledo/Elena Berni/Enio Girola lommi y Sra./Enrique Scheinsohn/Fernando Farina/Florencia Battiti/Fundación Banco Patricios/Fundación Museo de Bellas Artes/Fundación Pan Klub/Museo Xul Solar/Fundación Universidad Torcuato Di Tella/Galeria Der Brucke/Galeria Rubbers/Guido y Nelly Di Tella/Guillermo Urbano/Gustavo Bonevardi/Graciela Carnevale/Hernán Dompé/Jaime Bedel/Jorge y Marion Helft/Jorge José Goldemberg/Julio Perez Sans/Marcos Miguel Curi/Mariano Bilik/Mauro Herlitzka/Mercedes Parodi/Ministério de Relaciones Exteriores/Museo de Arte Moderno de Buenos Aires/Museo de Artes Plásticas: Eduardo Sivori/Museo de Ia Casa Rosada/Museo Nacional de Bellas Artes Natalio Povarché/Olga Galperin de Deira/Patricia Peralta Ramos/Patricia Rizzo/Patricio Rivas/Paula Di Tella/Paulo Joppert Crissiuma/Ramon De La Vega/Roberto Wellisch/Rubén Fontana/Ruben Mendez/Ruth Benzacar/Sonia Hlito/Sperone Westwater. Patrocínio: Banco Real/Copesul/Elegê Alimentos Avipal Empresas/Petróleo Ipiranga/Gerdau S.Cavassola/Vinício Giacomelli/Vivian Montarroyos Calegaro/Vivian Saballa.A. Design Gráfico: Fontana FVS Diseño./Plinio Bernhardt/Print Paper .Serviços Gráficos/Irmão Élvio Clemente/Isabel Cristina Martins/Isabel Cristina Pereira Souza/Ivani di Grazia Costa/Ivone Richter/Jac Leirner e José Resende/Jean Boghici/João Sattamini/Museu de Arte Contemporãnea de Niterói/João Perdomini/Joaquim Redig de Campos/Joel Edelstein/Jorge Waquil/ Jorge Werthein/José Luiz do Amaral Neto/Kleuber de Paiva Pereira/Lauro Schirmer/Lauro Santos Rocha/Leo Laniado/Leonel Duran/Liane Tarouco e Equipe/Liba Juta Knijnick/Lincoln Seragini/Luciano Tomasi/Lucimar Bello/Luisa Strina/Luiz Buarque de Hollanda/Luis Fernando Coelho de Souza/Maia Mena Barreto/Madruga Duarte/Manolo Doyle/Margarete Costa de Moraes/Maria Alice Accorsi/Maria Benites Moreno/Maria Celia de Almeida/Maria Dulce Borges/Maria Elena Pereira/Maria Eugênia Franco/Maria Fernanda Cardoso/Maria Lucia Frias/Maria Luisa Chaves Barcellos/Maria Luiza Vilas-Boas/Maria Teresa Druck Bastide/Maria Tomaselli Cirne Lima/Marininha Aranha Rocha/ Mario Berlando/Marlene Schirmer/Marta Spolaor/Melita do Brasil Indústria e Comércio Ltda. Editoração: Eleonora Joris/Marta Castilhos./ Eduardo Ricobaldi/Eisa Andrada de Torres/Fundación Torres García/Jimena Perera/Juan Enrique Gomensoro/Julia Añorga de Gurvich y Martín Gurvich/Julio Maria Sanguinetti/Manoela Rosario Vidart/Maria Eugenia Grau/Mario Sagradini/Mirta di Bello/Museo Nacional de Artes Visuales/Nelson Pino/Osvaldo Gandoy/Raquel Pontet/Raul Cal velo Alpuy/Severino da Cunha Farias/Studio Testoni/Veronica Falero. Porto Alegre./Varig/ Vonpar – Coca-Cola/ Banco Real/ Copesul/Elege Alimentos/Avipal/Lojas Renner/Companhia Riograndense de Telecomunicações/Lojas Pompéia/Lojas Colombo. Assessoria de Marketing: Full Action./Gerson Cidade Elias/ Gilberto Bagaiolo Contador/Gilberto Saraiva Ribeiro/Glaucia Amaral/Graciela Smith/Grupo Edel/Grupo lochpe/Gustavo A. Porto Alegre. Brasília. 212 Nomes_das_Bienais_Final. Coordenação de Obras Civis nos Espaços: Fausto Leitão. Design e montagem das exposições: Gerardo Vilaseca. Buenos Aires.Escritório de Arte/Tânia Carvalhal/Tânia Carvalho/Theatro São Pedro/The Beckrnann Foundation Inc./Trindade . Assistentes: Ana Letícia Fialho/Fernanda Lima/Verônica Ezcurra Achaval./Milan Engenharia Ltda. Equipe: Andrea Chemale Selistre Pena/ Balala Campos/Edson Vara/Gilmar Adolfo Hermes/Luciano Alfonso/Manuel Romero/Simone Dias Marques/Suzana Guimarães/Teresa Ponzi Cardoso. Apoio: UNESCO/Ministério da Cultura/Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Assembléia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul/Conselho de Cultura do Estado do Rio Grande do Sul/Prefeitura Municipal de Porto Alegre/ Parceiros Voluntários/Instituto do Câncer de Mama do Rio Grande do Sul/Rotary Internacional. BOLÍVIA – Alcides y Carola Parejas/Carlos Cardona/Carlos Ostermann/ Fernando Romero y Rosario Pinto/Francine Secretán/Fundación BNH/José de Mesa/Teresa Gisbert/Juan Carlos Jemio/Luis Prudencio Tardio/Maria Virginia Candia/Museo Nacional de Arte/Pedro Querejazu y Laura Escobari/Ramón Rocha Monroy/Sergio Medinacelli/Ted Carrasco/Teresa de Aneiva/ Tito Hoz de Vila.Companhia Estadual de Energia Elétrica/Charles Cosac/Centro Cultural Banco do Brasil/Cia.Indústria Gráfica Ltda/Tumelero/Ulbra Universidade Luterana do Brasil/Unesco /UFRGS .

Co-promoção: Lic – Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura/Prefeitura de Porto Alegre. Organização geral: Arte 3.p65 213 21/6/2006. Lybrand. Cunha/Roger Mothcy/Rosa Carolina Dresch Restelli/Rosana Conti Bonés/Sheila P. Arquitetura: Comunicação visual: Gad’Design. COLÔMBIA – Ana Claudia Muñera/Elias 213 Nomes_das_Bienais_Final. Coordenação de segurança: ES Asseprosul. Artistas participantes: ARGENTINA – Adriana Lestido/Ana Eckell/Daniel García/Diego Gravinese/Dino Bruzzone/Facundo de Zuviría/ Gustavo López Armentia/Hugo Aveta/Marcelo Rafael Pombo/Marcos López/Marta Minujin/Mónica Giron/Nora Aslan/Pablo Siquier/Raquel Bigio/ Sara Facio/Valeria Bellusci. Atendimento: Patrícia Hofmeister. 08:22 . Monitores: Adriana Boft/Adriana Donato dos Reis/Adriana Turela de Almeida/Alessandro Ebling Pereira/ Alexandre Lindemann/Aline Zavarise de Menezes/Alysson Isaac Stumm Bentlin/Ana Carolina de Bona Becker/André Venzon/André Weibert/Andrea Faley/Andrei Rubina Thomaz/Andréia Ferreira de Souza/Anelise Kluge/Antonella Mattesco Leso/Arno André D.2ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/2ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/2nd Mercosur Visual Arts Biennial : Adelino Raymundo Colombo – Lojas Colombo/Anton Karl Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul: Conselho de Administração: Biedermann – Coopers. Espaços: Gad’Design. Nesralla – Presidente da II Bienal do Mercosul/Jayme Sirotsky – Grupo RBS/Jorge Gerdau Johannpeter – Gerdau/Jorge Polydoro – Plural Comunicação/Júlio Ricardo Andrighetto Mottin – Grupo Panvel/Justo Werlang – Presidente da I Bienal do Mercosul/Luiz Carlos Mandelli – DHB/Luiz Fernando Cirne Lima – Copesul/Michael Ceitlin – Zivi-Eberle/Luiz P. CHILE – Alejandra Wolf Rojas/Andrea Goic/Arturo Duclos/Carlos Leppe/Caterina Luisa Purdy Mohn/Cristián Silva/ Gonzalo Díaz/María Francisca García/Mario Navarro/Patrick Hamilton/Vanessa C. Comunicação: Êxitus Publicidade. Produção gráfica: Paulo Hoshino. Consultor editorial: Vicente Wissenbach. Projeto: Leandra Saldanha/Fernando Manara. Assistente da curadoria na montagem: Ibis Hernandez. Compras: Suzana Marques. Coordenação museológica: MM Assessoria Museológica/Margareth de Moraes. Coordenação: Eugenio Alex Wissenbach. Jornalistas: Luciano Alfonso/Suzana Guimarães/Higino Barros. Administração: Tesouraria e contabilidade: Volmir Luiz Gilioli/Teresinha Abruzzi Pimentel. Catálogo: Coordenação Geral: Leonor Amarante. Vásquez Grimaldi. São Paulo – Coordenação: Teresa Matos. Agendamento p/ Escolas: Helenara Tavares da Silva. Curadores das mostras especiais: Arte e Tecnologia – Diana Domingues/Picasso. Conselho de Captação e Marketing: Cleusa Maria Paim de Aguiar – Copesul/Heitor Borges Kramer – RBS/Hélio Gama Filho – Gazeta Mercantil/Ivan Daniel – SBT/Jorge Polydoro – Plural Comunicação/José Paulo Soares Martins – Gerdau/Paulo Sérgio Pinto – Rede Pampa/Paulo Gasparotto – Diretoria Estatuária/ Sérgio Hillesheim – Ipiranga/Ubirajara Valdêz – Rede Bandeirante/Homero Guerreiro – Jornal do Comércio. Nesralla. Coordenação de produção: Aby Cohen/Lee Dawkins. Leandro/Tatiana de Morais Tesch/Tiago Rivaldo/Túlio dos Santos Pinto/Valdenir dos Santos/Valquíria Pezzi Parode Velercy/Klein Morawski Júnior. Equipe: Cláudia Barata/Sandra Sauter/Bernardette Ferreira/Daniele Cordeiro/Heloísa Biancalana. Curadores: Uruguai – Angel Kalenberg /Colômbia – Eduardo Serrano/Brasil – Fábio Magalhães e Leonor Amarante/Argentina – Jorge Glusberg/Chile – Justo Pastor Mellado/Bolívia – Pedro Querejazu/Paraguai – Tício Escobar. Antonio Carvalho Santana/Cecilia Ester Romo Jorquera/Daniel Fujiwara/Maria Cristina Cortez Wissenbach. Fotolitos: Bureau Bandeirante de Pré-impressão. Direção geral: Luciano Deos. Secretaria executiva: Adriana Stiborski. Mariana Chaves/Mirtes Mesquita/ Roberta Prata. Assistência de produção: Ana Luz/Fernanda Cardoso/Juliana Barros/Mariângela Felippe/Rodrigo John/ Rosa Maria Blanca/Vera Senott/Vinício Giacomelli. Direção geral:Luciano Deos. Promoção: Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Assistente de Edição: Ana Maria Ciccacio. Iluminação: Gustavo de Mello Schneider. Assistente: Vânia Mombach. Jornalista: Heloísa Arraes. Coordenação técnica de empréstimo de obras de arte no Brasil e exterior: Arte 3. Comunicação Visual/Simulação: Gad’Design. Conselho Fiscal: Geraldo Hess – GH Consultoria Empresarial/José Benedicto Ledur – Auditoria Fiscal Ledur/Ricardo Russowski/Jairo Coelho da Silva – Coopers. Gestão Executiva: Lídia Lucas Lima – diretora executiva/Roberto Adams – diretor financeiro. Biedermann & Bordasch/Daniel loschpe – Grupo loschpe/Eva Sopher – Theatro São Pedro/Fernando Pinto – Varig/Hélio da Conceição Fernandes Costa – Grupo Edel/Horst Ernest Volk – Ortopé/Ivo A. Monitores Administrativos: Adriana Gonçalves Dacchache/Ana Flávia Noronha da Silva Linck/Clóvis Vergara de A. Presidente: Ivo A. Diretoria: Evelyn Berg loschpe – educação/José Paulo Soares Martins – institucional/Jorge Ribeiro – relações internacionais/Lauro Schirmer – arte/Margarete Moraes – institucional/Paulo Gasparotto – imprensa/Peter Wilms – tesoureiro/Valter Guimarães – tesoureiro/Vera Regina Pellin D’Avilla – institucional. Produção: Leandro Giorgetta/César Orth. Tradução para inglês: Izabel Burbridge/Patrícia Fisher/Thomas Nerney/Evelyn Taravelli (texto Angel Kalenberg)/Tradução para espanhol e português: Cláudia Shilling. Projeto gráfico: Vivaldo Tsukumo. Projeto: Joel Fagundes/Ottoni Macedo/Cristiano Nickel. Projeto Pedagógico: Coordenação geral: Margarita Santi de Kremer. Estagiários – Alexandre Lopes de Souza/Tiago Nequesaurt. Cubismo e América Latina– Fábio Magalhães/Iberê Camargo – Lisette Lagnado/Júlio Le Parc – Sheila Leirner. Fotógrafos: Adriana Lestido. Material Educativo: Ângela Pholmann/Mari Lucie Loreto/ Silvana Sboone. Pelizzari/Luiz Marcelo Straliotto/Márcio Guerino Quadrado/Marco Antonio Costa de Souza/Maria Lúcia Streck Motta/Mariana Silva da Silva/Marina de Camargo Silva/Maroni Teresinha Klein/Mauren de Leon/Michele Frantz/Mônica Hoff Gonçalves/Nara Lúcia Barbosa Vieira/Pablo Brum Ferretti/Pablo dos Santos Zaccani/Patrícia da Cunha Langlois/Patrícia Pivetta Boeira/Paula K. BRASIL – Ana Miguel/Arnaldo Antunes/Arthur Omar/Daniel Albernaz Acosta/Divino Sobral/Elaine Tedesco/Élida Tessler/Félix Bressan/Flávio Emanuel/Franklin Cassaro/Hélio Fervenza/Joel Pizzini/José Rufino/Kelly Xavier/Laura Vinci/ Lúcia Koch/Luiz Zerbini/Márcia Grostein/Marco Giannotti/Marepe (Marcos Reis Peixoto)/Maria Tomaselli/Martha Gofre/Maurício Silva/Mauro Fuke/Nélson Félix/Regina Silveira/Rochelle Costi/Rodrigo de Haro/Sandra Cinto/Shirley Paes Leme/Tunga (Antônio José de Barros Carvalho e Mello Mourão)/Walter Silveira. Assessoria de imprensa: Rio Grande do Sul – Coordenação: Paulo Gasparotto/Elias da Rosa. Alejandra García /Alejandro Leveratto/Alvaro Zinno/ASA Fototaller/Benjamin Coopero/Cácio Murilo/Carolina Sobrino/Caty Purdy/Christian Acosta/Christian Romnebeck/Claudia Casarino/Clóvis Dariano/Cordélia Mourão/Daniel Garcia/Daniel Kiblisky/Dario Ferrari/Dino Bruzzone/Edgar César/Edouard Fraiport/Eduardo Alvarez/Eduardo Ortega/Elaine Tedesco/Elder Ferre/Elpídio Suassuna Facundo de Zuviría/Fernado Lazlo/Fernando Silva/FAAP/Flávia de Quadros/Francisca García/Gabriela Bemd/Galeria Gabriela Mistral (cortesia)/Gonzalo Mezza/Guillermo Feuerhacke/Guillermo Quintero Rojas/Hélio Fervenza/Hugb Aveta/Isabel Weisner/Jaime Ávila/João Musa/Joel Pizzini/Jorge Brant Mayer/Jorge Gronemeyer/Juliana Velásquez/Júlio Cesar Florez/Leopoldo Plentz/Lúcia Kock/Marcos López/Mario Opazo/Mário Pferscher/Marlucio Ferreira/Miguel Fernández/Nelson Kon/Nora Aslan/Orestes Locatel/Oscar Bonilla/Pablo Siquier/Pedro Querejazu/Pedro Roth/Photo-trouvée/Policia Nacional/Raquel Bigio/Roberta Guimarães/Rochelle Costi/Sara Facio/Venezuela y Klenner Arte Contemporâneo/Valéria Bellusci/Vasil Anastasov/Vicente de Mello/Vilma Sonáglio/Zé Henrique. Pilla Vares – Secretário de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul/Péricles de Freitas Druck – Grupo Habitasul/Raul Anselmo Randon – Grupo Randon/Renato Malcon – Banco Malcon/Sérgio Silveira Saraiva – Ipiranga/Willian Ling – Petropar. Leitura final: Reynaldo Damazio. BOLÍVIA – Alejandro Salazar/Alejandro Zapata/Erika Ewel/Jorge Padilla Keiko González/Marcelo Callaú/Marcelo Suaznábar/Raquel Schwartz/Roberto Valcárcel/Valia Carvalho. Curador Geral: Fábio Magalhães. Correa/Paula Mendes Posser/Rafael da Rosa Martins/Raquel Cirne Kowalczuk/Raquel Miranda Campos/Renata Timm/Ricardo T. Curadora Adjunta: Leonor Amarante. Direção de produção: Ângela Magdalena. Irineu Carvalho Santana. Revisão: Mauro Feliciano Alves/Regina Nogueira. Coordenação: Ana Helena Curti/Valéria Prata. Impressão: Bandeirantes S/A Indústria Gráfica. Apoio de produção: Renata Denser/Zulene Aguirre. Lybrand/ Mário Fernando Fettermann Espíndola (suplente) – Mário Espíndola Imóveis/Wilson Ling (suplente) – Petropar. Produção editorial: PW Gráficos e Editores Associados/Eugenio Alex Wissenbach/Vivaldo Tsukumo. Martins/Costa Helena Martins Costa/ Juliana Silveira Martins de Barros Luciano Tomasi/Mariângela Felippe/Marta Lima Martins Costa Richard John/Rodrigo John/Rodrigo Rosito/Rosa Maria Blanca/Rosângela Prado de Assis Sabrina Schabbach/Vinício Giacomelli. Equipe de apoio à produção: Cristiane da Silva Zago. de Souza Bettina Muller/Carla Borba/Carolina Breda Resende/César Fernando Canto da Silva/Daniela Albuquerque Delia/Daniela Masera de Los Santos/ Daniela Nunes Rauen/Daniela Simone Tyburski/Daniele Marx/Débora Furtado Cabral/Diego Américo Costa da Silva/Diego de Los Santos Flores/Edi da Silva Machado/Eduardo Soares da Rosa/Elísia Elaine de Freitas Fonseca/Eloenes Lima e Silva/Émerson de Carvalho Guimarães/Fabiano Tavares Stumer/Felipe Figueiró Velho/Flávia Hocevar/Gabriela Isopo Picoli/Gabriele Michielin Siqueira/Gisele Pele Prestes/ Greice Vargas Albuquerque/Gustavo Mendes Palludo/Gustavo Zardo de Oliveira/Heleno Soares Meireles/Henry Guerino Santos Chemeris/Janine Einsfeld de Borba/Janine Silva Gomes/Jorge Fortuna/Jorge Guimarães Schaefer/Jorge Nilton Braga Menezes/Juliana Correa Hermes/Angeli Kate/ Fabiani Rigo/Laura Bocco/Letícia Maria Lau/Lia Carla Wojtysiak Benevenga/Logan Destani Merazzi/Luciana Pedott/Luciano Augusto Bonotto/ Luciano Zanette/Luiz Henrique L. Coordenação aduaneira: Celiberto Comissária de Despachos.

PARAGUAI – Adriana Gonzalez/Bettina Brizuela/Carlos Colombino/Christian Ceuppens/Claudia Casarino/Enrique Collar/Fredi Casco/Marcelo Medina/Marité Zaldívar/Mônica González/Pedro Barrail. Conselho Fiscal: Geraldo Hess/Jairo Coelho da Silva/José Benedicto Ledur/Mário Fernando Fettermann Espíndola/Ricardo Russowski/Wilson Ling. Presidente: Ivo A. URUGUAI – Agueda Dicancro/Alejandra del Castillo/Álvaro Zinno/Andrea Finkelstein/Cecilia Vignolo/Federico Arnaud/Horacio Cassinelli/Osvaldo Cibils/Pablo Uribe/Rita Fischer. Embaixadores: Bernardo Pericas Neto do Brasil no Paraguai/Gilberto Coutinho Paranhos Velloso. da Argentina no Brasil/Juan Martabit. 3ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ 3ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/3rd Mercosur Visual Arts Biennial Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul: Conselho de Administração: Adelino Raymundo Colombo/Anton Karl Biedermann/Elvaristo Teixeira do Amaral/Eva Sopher/Hélio da Conceição Fernandes Costa/Horst Ernst Volk/Ivo A. do Brasil no Chile/Gonzalo Montenegro. BRASIL – Albano Afonso/Alex Flemming/Alice Vinagre/Ayrson Heráclito/Caetano Dias/Carlito Carvalhosa/Daniel Senise/Edney Antunes/Eduardo Coimbra/Eduardo Frota/Enrica Bernardelli/Fábio Faria/Falos & Stercus/Félix Bressan/Flávio Wild/Gabriele Gomes/Gaio/Gil Vicente/Giorgio Ronna/ Grupo Bijari/Guaracy Gabriel/Hudinilson Jr. Departamento Cultural/Luiz Alberto Saint-Brisson de Araújo Castro. Ballarini/Edi da Silva Machado/Eduardo Kremer Falkenbach/ Eduardo Marques Silva/Fábio Neves Martins/Fabio Oliveira Borges/Fernanda Branchelli/Flavia de Freitas Coelho/Francisco Pablo M. URUGUAI – Ana Salcovsky/Cecilia Mattos/Enrique Aguerre/ Fernando Alvares Cozzi e Carlos S. Pellegrino/Iturria/Magela Ferrero/Marco Maggi/Martín Sastre/Pablo Damiani/Patricia Flain/Sequeira. Itamaraty/Sebastião do Rego Barros Netto. – Tal R: Mikael Andersen. Diretoria Executiva: Ivo A. do Uruguai no Brasil/Mario Galofre Cano. do Chile no Brasil/Lauro Barbosa da Silva Moreira – Itamaraty. Nesralla – Diretor-Presidente: Renato Malcon – Vice-Presidente. Apoio: Adib Jatene/Alberto Casas Santamaría/Andréia Magalhães/Antônio Maschio/Cristina Masagão/Diana Domingues/Eduardo Farsetti/Eneida Rocha/Fernando Muggiatti/Helena Gasparian/Ibis Hernandez/ Irma Goulart da Silva/José Borges dos Santos/Llilian Llanes/Marcos Albertin/Marcos Vinicius Pratini de Morais/Maria Cristina Pereira da Silva/ Maria de Lourdes Romancini/Marlyse Meyer/Nelson Herrera Ysla/Norma Ricaldoni Schmidtt/Paula Montezzi/Pier Paolo Cimatti/Rafael Grecca/Sônia Regina Gonçalves. BOLÍVIA – Angelika Heckl/Erika Ewel/Ligia D’Andrea/Mariaca Rgaravito/Valia Carvalho/Vivianne Salinas. do Brasil no Uruguai/Luiz Gonzalez Arias. do Brasil na Argentina/Stelio Marcos Amarante. PARAGUAI – Adriana González Brun/Alejandra García/Claudia Casarino/Feliciano Centurión/Jesús Ruiz Nestosa/Juana Marta Rodas y Julia Isídrez/Marcelo Medina/Mita’í Churí (Carlos Federico Reyes)/Osvaldo Salerno/Ricardo Migliorisi. Rodrigues/Jose Roberto Weintgartner Jr. Artistas participantes: ARGENTINA – Ar Detroy/Carlos Trilnik/Clorindo Testa/Dolores Cáceres/Edgardo Gimenez/Eduardo Pla/Fernanda Rotondaro e Anabel Vanoni/Marcela Mouján/Nora Correas/Nora Iniesta/Silvia Rivas./Souza Cruz/Lojas Renner/Totalcleanair – Springer/Banco Malcon/Habitasul/Panvel. da Bolívia no Brasil/Jorge Hugo Herrera Vegas./Josiane Silva Lopes/Julia Burger Brandimiller/Juliana da Rosa Soares/Juliana Schenkel/Juliano Barbosa Pires/Kelli Grala Dias/Laura Catani/Laura Cogo/Leandro Machado Santos/Leonardo Amaral de Jesus/Letícia Fonseca Barreto/Letícia Maria Lau/ Lissandro Bauer Carnero/Luana Adam Madeira/Luciana Zingano Maia/Lucio Fernandes Pedroso/Marcos Gabriel Medeiros Alves/Maria Patricia Francisco/Maria Patrícia Francisco/Maroni Klein/Michal Kirschbaum/Michele Teresinha Philomena Bohnenberger/Micheli Lemmertz/Monica Huller/Natasha Jerusalinski/Patricia Knevitz/Patricia Langlois/Paula Mendes Posser/Paula Santoro Gahrmann/Pedro Isaias Lucas Ferreira/Priscila da 214 Nomes_das_Bienais_Final. Coordenadora-Geral: Lidia Lucas Lima. Agradecimentos Especiais: Ministério da Cultura – Ministro Francisco Weffort/ Secretaria de Artes Plásticas e Museus do Minc/Secretário Otávio Eliseo/Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Governador Olívio Dutra/Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul – Secretário Luiz Paulo de Pilla Vares/Prefeitura Municipal de Porto Alegre – Prefeito Raul Pont/Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre – Secretária Margarete Moraes/ Fundação Memorial da América Latina – Presidente do Conselho Curador: Marcos Mendonça/Reconhecimento especial ao artista Julio Le Parc/ Mostra Arte e Tecnologia Universidade de Caxias do Sul – UCS – Reitor Ruy Pauletti – Grupo de pesquisa integrada Novas Tecnologias nas Artes Visuais UCS/CNPq/Fapergs/Universidade Nacional de Brasília – UnB – Instituto de Artes/Laboratório de Imagem e Som – Apple Computers/Silicon Graphics/Philips do Brasil/Instituições: Escuela de Arte. Documentário Rafael França. Edvard Munch: Per Hovdenakk e Jens Olesen. PERU – Cecilia Noriega-Bozovich/Christian Bendayán/Claudia Coca/Emilio Santisteban Miguel Aguirre/Monica Gonzáles/Sandra Gamarra. do Brasil na Bolívia.Heim/Fernando Arias/Guillermo Marín Rico/Guillermo Quintero Rojas/Jaime Ávila/Juan Fernando Herrán/Mario Opazo/Nadín Ospina/Rodrigo Facundo. Paraguai. Valles/Rosa Virgínia Oliveira dos Anjos. Projeto Diferenças: Carolina Hesdsel da Silveira/Janaina Pereira Cláudio/Lucila S. Embaixadas: Argentina. Curadoria da Sala Especial: Diego Rivera – Carmen Arellano e Juan Coronel Rivera. do Paraguai no Brasil/Marcus Camacho de Vincenzi. Realização:Associação Cultural Videobrasil/SESC SP. Assistência: Laura Fróes. Paniagua/ Gabriel Delazeri Ramella/Gerusa Bernardes/Guilherme Schneider/Guilherme Soares Pires Duarte/Gustavo Possamai/Heleno Soares Meireles/ Heloisa Fortes/Henry Santos Chemeris/Henry Santos Chemeris/Isabela Pandolfo Leusin/Janaina Pereira Cláudio/Jeniffer Cuty/João Francisco S. da Colômbia no Brasil/Renato Prado Guimarães.p65 214 21/6/2006. Espanha. Ticio Escobar – Paraguai. Obra como Testamento./Phillips do Brasil/Rede Brasil Sul – RBS/RGE – Rio Grande Energia Souza Cruz/Springer-Carrier/Tintas Killing/Zaz. Comissário da Sala Especial e Exposições Paralelas: Jens Olesen. CHILE – Carlos Leppe/Catalina Parra/Cristian Avaria/Demian Schopf/Isabel Montecinos Marin/Josefina Guilisasti Gana/Lotty Rosenfeld/Rodrigo Vega Rodriguez/Voluspa Jarpa/Waldo Gómez. Videobrasil Coleção de Autores. Colômbia.Concepção e Produção: Solange Oliveira Farkas. Nesralla/Jayme Sirotsky/Jorge Gerdau Johannpeter/ Jorge Polydoro/José Luiz Marques/Julio Ricardo Andrighetto Mottin/Justo Werlang/Luiz Carlos Mandelli/Luiz Fernando Cirne Lima/Michael Ceitlin/Paulo Amaral/Péricles de Freitas Druck/Raul Anselmo Randon/Renato Malcon/Sérgio Silveira Saraiva/Willian Ling. Monitores: Abdulay Seca/Adriane Lacerda Vasquez/Alexandre Gonzalez Maluf/Alexandre Groff Soares/Ana Carla Costa de Andrade/Ana Elisa Pochmann/Ana Luiza Grehs Leite/Anderson Clayton Aite/Andrea Faley/Andrea Ferreira de Souza/Barbara Zanotti/Bianca Passuelo/Candido Andreoli/Carla Fernanda Meyer/Carolina Hessel Silveira/Celso Luis Rodrigues da Silva/Cristina Ribas/Daiana Rauber/Damiana Ballerini/Daniel Matheus Leivas/Denise dos Santos Simões/Diego Buselatto de Oliveira/Dorothy S. Material Educativo: Ana Flávia Linck/Laura Fróes/Rosa Maria Blanca Cedillo/Sabrina Schabbach Caumo. Bolívia. Chile. Jorge Ribeiro/José Paulo Soares Martins/Lauro Schirmer/Margarete Moraes/ Paulo Raymundo Gasparotto/Valter Luiz Guimarães/Vera Regina Pellin D’ávila. Curadora Adjunta: Leonor Amarante. Patrocínio: Abifarma/Azaléia/Banco Real/Copesul/Gerdau/Ipiranga/RGE – Rio Grande Energia/OPP – Petroquímica S.A. do Brasil na Colômbia/Mario Cesar Fernandez. Curadores Internacionais: Ángel Kalenberg – Uruguai/Gustavo Buntinx – Peru. 08:22 . Curadores de Performance: Fabio Magalhães/Leonor Amarante/Luciano Alabarse. Curadora da Mostra Rafael França: Vitoria Daniela Bousso. Monitores Administrativos: Adriana Daccache/Ana Flávia Linck/ Clóvis Vergara de Almeida Martins Costa/Gelson Esteves/Jacqueline Fontes Beltrame/João Carlos Machado/Josiane Azevedo Borneo/Juliana Angeli/Maria Helena Pinto Gaidzinski/Marta Lima Martins Costa/Sabrina Schabbach Caumo. Jorge Glusberg – Argentina/Justo Pastor Mellado – Chile/Pedro Querejazu – Bolívia./Márcia Xavier/Marco Giannotti/Mario Ramiro/Marlene Bergamo/Marta Neves/ Mauro Bellagamba/Mônica Rubinho/Natália Coutinho/ Mariana Duarte/Paulo Pasta/Paulo Whitaker/Pazé/Phoenix Grupo de Dança/Rafael França (artista homenageado)/Raul Mourão/Robson Parente/Rogério Pessoa/Sayonara/Pinheiro/Sergio Fingermann/Sérgio Helle/Sidney Philocreon/Tânia Bloomfield/Tatiana Martins de Mello/Ticiano Paludo/Valéria Oliveira/Vera Martini/Walton Hoffmann.A. Apoio: Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs/Usina do Gasômetro/Universidade de Caxias do Sul/Fundação Memorial da América Latina/Universidade de Passo Fundo. Uruguai. Projeto Pedagógico: Coordenação: Margarita Santi de Kremer. Empresas: Banco Malcon/Banco Real/Calçados Azaléia/Chocolates Prawer/Copesul/Companhia Riograndense de Telecomunicações – CRT/Gazeta Mercantil/Grupo Gerdau/Grupo Habitasul/ Grupo Ipiranga/Grupo Panvel/Livraria do Globo/Lloyd Aéreo Boliviano/Lojas Renner/Mercur/OPP Petroquímica S. Curadoria das Exposições Paralelas: Artistas Chineses: Chang Tsong-zung. Vice-Presidente: Renato Malcon. Pontificia Universidad Catolica (Santiago)/Espaço Aplub (Porto Alegre)/Fundación Andes (Chile)/Ministério de Relaciones Exteriores de Chile/Museo Nacional de Bellas Artes (Santiago)/Museo Nacional de Bellas Artes de Buenos Aires/ Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli – Margs/Universidade de Caxias do Sul/ Universidade de Passo Fundo/Usina do Gasômetro (Porto Alegre). Nesralla./Ieda Oliveira/Iuri Sarmento/Jailton Moreira/Jane Brüggemann/Jaqueline Valdívia/Joel Pizzini/Jorge Menna Barreto/José Augusto Loureiro/José Cirillo/José Patrício/José Resende/Juliana Morgado/Juliano de Moraes/Karin Lambrecht/Laura Lima/ Leda Catunda/Leila Pugnaloni/Luiz Mauro/Marcelo Scalzo/Márcia X. Curador-Geral: Fabio Magalhães.

/Rohr S. Coordenação: Luciano Alfonso. Porto Alegre/ Secretaria Municipal da Educação. Arquitetura: Comunicação Visual dos Espaços – GAD’Design. Porto Alegre/Escritório Municipal de Turismo. Empresas: Assessoria de Imprensa do Palácio Piratini/Bar Opinião/Câmara Rio-Grandense do Livro/Chocolates Prawer/CIEE – Centro de Integração Empresa-Escola/Companhia Zaffari Comércio e Indústria Construtora Sultepa S. Montagens Especiais: Concept Obras e Serviços Ltda. Embaixadas: Argentina – Embaixador Juan José Uranga/Bolívia – Embaixador Gonzalo Montenegro/Chile – Embaixador Carlos Eduardo Mena/México – Embaixadora Cecilia Soto/Paraguai – Embaixador Luis González Arias/Peru – Embaixador Eduardo Ponce Vivanco/Uruguai – Embaixador Agustín Espinosa Lloveras. Assistentes: Arq. Revisão: Claudionor A. Coordenação-Geral: Ana Helena Curti/Valeria Prata. Consulados: Argentina – Cônsul Adolfo Rosselini/Chile – Cônsul Patricia Maturana Maturana/Paraguai – Cônsul Adolfo Raul Leguizamon Giménez/Uruguai – Cônsul Oscar Miguel Demaria Ferrari. Joel Fagundes. Assistentes: Clarissa San Pedra/Claudia Nichetti/Lucas Levitan.A. Montagem: Acélio Renato da Silva Junior/Adriano Sempé Pedroso/Alexandre Batista/Alexandre Moreira/Altamir Moreira/ Ana Fátima Bazzo/André Santos da Costa/Carlos Eduardo Melo Pimentel/Claudio Carlos da Costa/Cristiano da Silva Filatro/David Pereira Silva/Diego Nolasco Rodrigues/Eduardo Tadeu da Silva/ Fabio Andrei da Silva Geraldo/Fabio Francisco Campanhola/Fabio Luis da Silva/Fabio Nicnov/Genesis da Silva Borges/Gerson Derivi Marques/Haroldo da Silva Alves/Janice Martins/Jauri A. Estruturas Tubulares/Cranston Transportes Integrados Ltda. Secretaria Executiva: Adriana Stiborski. Agradecimientos Especiais: Ministério da Cultura/Ministro Francisco Weffort/Secretaria de Patrimônio – Museus e Artes Plásticas/ Secretário: Octávio Elízeo Alves de Brito/Governo do Estado do Rio Grande do Sul – Governador Olívio Dutra/Secretaria da Cultura do Estado do Rio Grande do Sul/Secretário: José Luiz Marques/Prefeitura Municipal de Porto Alegre – Prefeito Tarso Genro/Secretaria Municipal de Cultura – Secretária Margarete Moraes/Fundação Memorial da América Latina – Presidente do Conselho Curador: Marcos Mendonça. Apoio de Produção: Marina Freire Weffort. Luciano Deos.Sociais/Killing S. Coordenação do Projeto: Arq./Jornal Correio do Povo/Jornal do Comércio/Jornal O Sul/Jornal Zero Hora/Junemann & Associados Auditores Independentes/Instituto Takano Projetos Culturais. Cecília Mueller/Arq. Impressão: Takano.A./Grupo Habitasul/Grupo Votorantin/Instituto Cultural Brasileiro NorteAmericano/Instituto Goethe/Ipiranga S. Coordenação do Projeto: Marco Bandeira.: Roberto Bastos. de Exército Max Hoerdel Guilherme Wisnik/Herta Elbern/Horácio e America Flores/Hugo França/Humberto Lippo Pinheiro/Icléia Cattani/Irmã Goulart da Silva/Ismael Sole/Jacqueline Barsoti/Jaime Micha/Jens Olesen/Jorge Gerdau Johannpeter/Jorge Luis Portanova/José Luis Pérez Arredondo/ José Paulo Soares Martins/Juliane Juchem/Julio Redecker/Justo Werlang/Kristie Pereira/Laura Libreros/Laura Strocioni/Leila Moraes/Leobardo Lechuga/Lizângela Torres da Silva/Luci Katsue Omi/Luciane Aquino/Luciano Eisfeld/Luis Osório Gomes Lima/Luiz Antonio Fontoura Felkl/Luiz Otávio Nascimento/Lulu Librandi/Marcelo Lopes/Marcelo Menna Barreto/Márcia Bauer/Márcia Bertotto/Marcieti Oliveira Silva/Márcio Diniz/Marco Antonio Fernades/Marco Aurélio Rocha dos Santos/Marcos Micha/Margarita Canales Franco/Maria Alice Jaeger/Maria Castellanos/Maria Cristina Mariz Masagão/Maria de Lourdes Noronha Romancini/Maria do Carmo Tellechea/Maria Elena Johannpeter/Maria Luiza Jaeger/Maria Pérez Amor/ Maria Teresa Pomar/Marilene Cassol/Marta Valeria Correia/Marte Gómez Dávila/Marte Gómez Leal/Miguel Ángel Trinidad/Milton Mastrocessario/ Mireya Escalante/Moisés Micha/Murilo Alves Nunes/Nikolai Petersen/Norma Ricaldone Schimidt/Octavio Larrañaga/Paola Duran/Patricia Gamboa 215 Nomes_das_Bienais_Final. Gabriel Gallina. Jornalistas: Higino Barros/Lucia Karam. Secretarias – Instituições: Secretaria Municipal da Cultural. Museus. Luciano Deos. de Mattos (português)/Neusa Caccese de Mattos (português)/Edwin Frank Zambrano (espanhol)/Regina Stocklen (inglês). Ind. Produção: Claudia Cavaliére D’Mutti/Fernanda Cardozo/Joacyr Salles Filho/Leonardo Domingues/Moraima Ferreira/Sandra Torquetti. Administração: Tesouraria e Contabilidade:Teresinha Abruzzi Pimentel/Volmir Luiz Gilioli. Equipe: Suzana Marques/Tanira Lessa Flôres Soares/Vivian Survila. 08:22 . Catálogo: Desenho gráfico: Carlito Carvalhosa/Raquel Matsushita.A. Coordenação de Direitos Humanos e Cidadania: Comissão Permanente de Acessibilidade/Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli.A. Porto Alegre/Secretaria do Estado da Cultura/RS/Secretaria do Estado da Educação/RS/Secretaria da Cultura do Estado de MG/Secretaria da Cultura do Estado do PR/Subsecretaria de Cultura do Estado/PB/ Escritório Municipal de Turismo. Iluminação: Vértice Iluminação. Ensaio Fotográfico: Gal Opido. Galerias e Colecionadores: Andrés Blaisten/Associação Cultural Videobrasil/Bergen Billedgalleri/Bergen Art Museum/Coleção Carlos Pellicer López/Coleção Cortesia – Fundação Andrés Blaisten/Coleção Difocur – Museu de Arte de Sinaloa/ Coleção Família Pomar/Coleção Família Portes Gil/Coleção Fundação Cultural Televisa/Coleção Galeria López Quiroga/Coleção Juan Coronel Rivera – Museu Nacional de Arte/ Coleção Marte Gómez Leal/Coleção Museu Alvar e Carmen T. Coordenação: Teresa Matos. Tintas e Solventes/LG Informática Ltda. Lucas/Jorge Pinheiro/Julio Cesar da Silva/Julio Silva/ Manoel Fernando/Marcelo Moreira/Marcelo Visintainer Lopes/Marcos Albertin/Marcos Pereira da Rosa/Marcos Trindade Sari/Marcos Vinicius Schneider/Mauro José da Silveira/Nelson Luis Machado Ribeiro/Nelson Rosa/Orlando Castro da Costa/Paulo Roberto Nunes Prola/Rene de Moraes/Roberto Rocha da Luz/Rodrigo Beck Lenz/Rudult Everton Andrade Gomes/Sirlei Leal Soares/Tatiana Gonçalves Martins/Tiago Giora/Tulio dos Santos Pinto/Valdir da Silva Santos/Zoé Degani e equipe. de Carrillo Gil/Museu de Arte Contemporânea da Universidade de Sâo Paulo/Museu de Arte Sinaloa/Museu Nacional de Arte/Patricia Sloane/Prince Claus Foundation for Culture and Development/Ramon López Quiroga/Rosa Guadalupe García/Rosa Maria Hass/William Roger Lima Oliveira.Silva Rodrigues/Priscila Gallicchio Saraiva/Rafael Bertrand de Souza/Rafaela Boettcher/Raquel Martini Carricondi/Raquel Sampaio Alberti/Renata Santayana/Rochele Boscaini Zandovalli/Rodrigo Linhares/Rosa Carolina Restelli/Rosa Virginia Oliveira dos Anjos/Rui Lourenço de Lima Carneiro/ Sandra Hellen B./Print Paper/Revista E Aí?/SESC/RS/Telcom Comunicação Móvel Empresarial/Terra Networks Brasil S./Thonart Móveis Vergados. Tradução: Claudia Schilling (espanhol)/Izabel Burbridge (inglês). Demab/Departamento Cultural do Itamaraty/FADERS/Federasul/ FENEIS/Fórum Mundial de Educação/Fundação Iberê Camargo/Gerdau S. Porto Alegre/Instituto de Artes da UFRGS/Universidade Federal do Rio Grande do Sul/Usina do Gasômetro. Coordenação de Projeto Des./Ortobrás Indústria e Comércio de Ortopedia Ltda. Assistente: Arq. Diagramação: Ana Basaglia.p65 215 21/6/2006. Agente de Carga: Exccel Freight./Carlos Hernández. Estagiários: Anelise Ledur/Fabiano Pandolfi. Produção Executiva: Arte 3. Assessoria de Imprensa: Rio Grande do Sul. Estagiária: Lúcia Farias. Colaboradores: Abraham Guerrero/Adriana Arioli/Ágata Cristina Silveira Pamplona/Alberto Freitas/Alejandra Arellano/Ana Dulce de Moraes Coutinho/Ana Mendes/Ana Miller/Andrea Satie Ikeda/Andréia Direito/Andréia Magalhães/Angela Baldino/Antonio Mauricio Rocha Lima/ Armando Laumbr/Arturo Carrillo Gómez/Arturo Carrillo Grijalv/Arturo Casares Cortina/Ayani Ruiz/Bárbara Neubarth/Beatriz Castilho/Carina Santana/ Carlos Alberto Xavier/Carlos Alcantara Maia/Carlos Pellicer Yuste/Carlos Tadeu Vianna/Carmem Taffarel/Carmen Portes Gil/Catalina Miguel/Cezar Pfeifer/Claudia Bodek/Coronel de Exército Silveira/Dedé Ribeiro/Denise Brouchart/Dione Leal Pettine/Eduardo Rostan/Elaine Sâmara/Elena Grosbaum/ Elsa Grijalva/Elvaristo Teixeira do Amaral/Embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues/Eneida Amaral/Estela Duarte/Fábio Coutinho/Familia Pomar/Flávia Macedo Cruz/Flávia Melo de Castro/Francisco Dutra dos Santos/Flávio Araújo dos Santos/Gabriela Diaz/Gabriela Martines/Gen. Direção-Geral: Arq. Produção: Fabiana Pino/Giscard Luccas. Transporte Nacional: Alves Tegan. Comunicação: Agência Matriz.A. Zacatecas/Coleção Museo Regional de Guadalajara/Coleção Patricia Gamboa/Coleção Rasmus Meyer – Bergen Art Museum/Coleção Secretaria da Fazenda e Crédito Público/Coleção Secretaria de Relações Exteriores/Coleção Silvia Pinal/Coleção Solandet Kunstmuseum/Coleção Stenersen . Direção-Geral: Arq. Leandra Saldanha. Coordenação Geral: Jens Olesen.A. André Renard/Arq.A. Meyer/Sergio Ricardo Alves dos Santos/Silvia Balbuena/Silvia Karina Crestani Lopez/Tania Cristina Pazini/Tatiana Praça Rodriguez/Thiago Leitão de Araújo/Thiago Mello e Souza/Thiago Noronha Dornelles/Tyaga Sa Brito/Vera Lúcia de As Alves/Virginia Costa Lima/ Virgínia Terra Silveira/Viviane Silveira Soares. Coordenação Aduaneira: Celiberto Comissária de Despachos. de Carrillo Gil/Coleção Museu Casa Diego Rivera. Coordenação de Produção:Angela Magdalena.Bergen Art Museum/Coleção Vicky e Marcos Micha/Diana Mogollón/Federico Ramos Sánchez/Frida Mateos/Fundación Andrés Blaisten/Fundación Cultural Televisa/Galeria Ana Maria Niemeyer/Galeria Brito Cimino/Galeria Hanart TZ/Galeria López Quiroga/Galeria Mikael Andersen/Graciela de la Torre/Ivon Bautista/José Teixeira Coelho Neto/Lourdes López Quiroga/Luis Martín Lozano/Magdalena Zavala/Maria Fernanda Miravete/Martha González Veja/Mauricio Maillé/ Museo Casa Diego Rivera/Museo Casa Estudio Diego Rivera y Frida Kahlo/Museo de Arte Moderno/Museo Regional de Guadalajara/Museu Alvar y Carmen T. Fotografia: divulgação: Edison Vara/Rômulo Fialdini/Gal Opido./Demae. Atendimento: Patricia Hofmeister. Redação: Flavio Brasil. Assistência de Produção: Clóvis Vergara de Almeida Martins Costa/Jaqueline Fontes Beltrame/Josiane Azevedo Borneo/Juliana Angeli.A./Marina Pública/McCann Erickson/Museu Antropológico do RS/ONG Very Special Arts/RS/ONG Parceiros Voluntários/Predial Administradora de Hotéis Plaza S. Museologia: Fernanda de Tartler Matschinske. Atendimento:Patricia Hofmeister. Daniela Corso. Comunicação Visual Gráfica: GAD Design./Varig S. Educacionais. Guanajuato/Coleção Museu Casa Estúdio Diego Rivera e Frida Kahlo/Coleção Museo de Arte Moderno/Coleção Museo Rafael Coronel. Assistente: Paula Biazus – São Paulo.

Nesralla/Jayme Sirotsky/João Jacob Vontobel/Jorge Gerdau Johannpeter/Jorge Polydoro/Júlio Ricardo Andrighetto Mottin/Justo Werlang/Luciana Magalhães/Luiz Carlos Mandelli/Luiz Fernando Cirne Lima/Michael Ceitlin/Paulo César Brasil do Amaral/Péricles de Freitas Druck/Raul Anselmo Randon/Roque Jacoby/Sérgio Silveira Saraiva/Willian Ling. Por Ias obras de Diego Rivera: relativo a los Museos Diego Rivera y Frido k 5 de Mayo número 2. Coordenação de Relacionamento: Emilia Viero. Coordenador Nacional de Museus e Exposições: José Enrique Ortiz Lanz./Instituto Takano de Projetos Culturais Sociais e Educacionais/ CIEE – Centro de Integração Empresa Escola/Ortobrás Indústria e Comércio de Ortopedia Ltda. Secretário Técnico: Moisés Rosas. Curadoria Roberto Matta – Franscisco Brugnoli. Curadoria Antonio Berni e Curadoria Saint Clair Cemin – Nelson Aguilar.de Calderón/Paulo Henrique Alves da Silva/Pedro Diego Alvarado/Pompílio Loguércio/Primo Curti/Prof./Rohr S.A. Supervisão do Espaço Arte-Educação-Cultura: Ivone Rizzo Bins. 10400 – México. Banco de México. Diretora de Divulgação Cultural. Curadoria Uruguai – Gabriel Peluffo Linari. – Estruturas Tubulares/Cranston Transportes Integrados Ltda. Subdiretora de Assuntos Internacionais: María del Carmen López-Bancalari. Oficial Maior: Luis Manuel Gutiérrez Levy. Diretor do Centro Nacional de Registro do Patrimônio Artístico Móvel: Walter Boelsterly. Curadoria Argentina – Adriana Rosemberg.Alves/Alexandre Bem Rodrigues/Alexandre Marques Velho/ Alexandre Pereira Macedo/Alexandre Soares B. Patrocinadores Institucionais: Ministério da Cultura/Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Prefeitura Municipal de Porto Alegre. Museo Nacional de Arte. Curadoria O delírio de Chimborazo – Alfonso Hug. Conselho Fiscal: Geraldo Hess/Jairo Coelho da Silva/José Benedicto Ledur/Mário Espíndola/Ricardo Russowsky/Wilson Ling. Difocur – Sinaloa/ Monreal Ávila/Secretário Geral de Governo: Arturi Nalhe Garda/Diretor do Instituto Zacatecano de Cultura David Eduardo Rivera Salinas. Assistentes: Graziela Salvatori/Laura Meirelles Cogo/Marina Camargo/Vivian Paulitsch. Coordenação Científica Arqueologia Genética – Sérgio Danilo Pena. Curadoria Lívio Abramo – Javier Rodríguez Alcalá. Agendadores: Cristina Fogaça Rocha/Fernanda Machado Hegner/Joana Scalco/Luciane Padilha Pereira. Coordenação Operacional: Laura Fróes. Diretor Jurídico: Luis Norberto Cacho. Artistas participantes: O delírio de Chimborazo – Mostra Transversal – Ari Marcopoulos/Artur Barrio/Arturo Herrerra/Frank Thiel/Los Carpinteros/Luis Molina – Pantín/María Fernanda Cardoso/Martin Chambi/Maurício Dias e Walter Riedweg/Michael Wesely/Rachel Berwick/Tato Taborda. Diretora do Museu Regional de Guadalajara: Frida Meteos González/Governo do Estado de Guanajuato/Governador Constitucional: Juan Carlos Romero Hicks/Diretor Geral do Instituto de Estado da Cultura: Jorge A. Divulgadoras: Ana Ligia Becker/Fernanda Moscarelli/Maria Helena Saraiva da Cunha/Tatiana Rodrigues. Museo de Arte Carrillo Gil/Museo Casa Estudio – Diego Rivera – Frida Kahlo. Coordenador de Assuntos Internacionais: Jaime Naulart. Curadoria María Freire – Gabriel Peluffo Linari. Córdova. Comitê Superior de Planejamento Estratégico: Abe Thomas Hughes/André Loiferman/Carmen Luiza Conter Ferrão/Eduardo Bier Corrêa/Eduardo Silva logemann/Geraldo Hess/Jones Paulo Bergamin/Jorge Carlos Ribeiro/Jorge Luiz Buneder/José Galló/José Portella Nunes/Lauro Schirmer/Luis Carlos Echeverria Piva/Mário Espíndola/Meyer Joseph Nigri/Paulo Raymundo Gasparotto/Roger Wright/Vera Regina Pellin/Vicente José Rauber/Wrana Maria Panizzi. Curadoria Brasil – Franklin Espath Pedroso. URUGUAI – Carlos Capelán/Ernesto Vila/Juan Angel Urruzola/Marco Maggi/Pablo Uribe/Patrícia Bentancur/Ricardo Lanzarini.A. Instituto Nacional de Belas Artes – Diretor Geral : Ignacio Toscano. 4ª Bienal de Artes Visuais do Mercosul/ 4ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur/4th Mercosur Visual Arts Biennial Conselho de Administração: Presidente: Renato Malcon/Adelino Raymundo Colombo/Elvaristo Teixeira do Amaral/Eva Sopher/Hélio da Conceição Fernandes Costa/Horst Ernst Volk/Ivo A. Diretores: Alfredo Lisboa Ribeiro Tellechea/André Jobim de Azevedo/Carlos Henrique Coutinho Schmidt /Eduardo de Lacerda Mancuso/Gilberto Soares Machado/José Paulo Soares Martins/Luiz Flaviano Girardi Feijó/Maria Beatriz Brandão Aguirre/Renato Nunes Vieira Rizzo/Ricardo Menna Barreto Felizzola/Roberto André Dreifuss/Rodrigo Vontobel. Governo do Estado de Sinaloa/Governador Constitucional: Juan S. Sempe/Ana Paula Freitas Madruga/Ana Paula Martins/Ana Paula Pereira Barreto/André Mubarack/André Venzon/Andréia Rodrigues da Rosa/ 216 Nomes_das_Bienais_Final. Instituto Nacional de Antropologia e História – Diretor Geral do INAH – Sergio Raúl Arroyo. Subdiretora Geral de Belas Artes: Alejandra Pena. Curadoria Pierre Verger – Alex Baradel. Curadoria Orozco – Augustín Artega./Varig S. D. Terra Networks Brasil SA/Predial Administradora de Hotéis Plaza S. Curadoria Arqueologia das Terras Altas e Baixas – Eduardo Góes Neves. Diretora Geral de Promoção Cultural e Acervo Patrimonial: Juana Inés Abreu/As obras da SHCP estão sob a custódia da Direção Geral de Promoção Cultural e Acervo Patrimonial: dependente do despacho do Oficial Maior da Secretaria/Secretaría de Relaciones Exteriores – SER. Curador adjunto – Franklin Espath Pedroso. Museo de Arte Moderno. Supervisores de Mediadores: Adriana Daccache/Alice Bemvenuti/Claudia Zanatta/ Ilana Peres Azevedo/Leticia Maria Lau/Maria Helena Gaidzinski/Mariângela Felippe/Michele Bohnenberger/Mônica Hoff Gonçalves/Nei Vargas/ Tânia Bondarenco/Viviane Gueller. Créditos: Secretaria da Fazenda e Crédito Público: Secretário: José Francisco Gil Díaz. ARGENTINA – Diego Levi/Fabián Trigo/Gyula Kosice/Jorge Macchi/Leon Ferrari/ Augusto Ferrari/RES/ Sergio Avello. Curadoria México (país convidado) – Edgardo Ganado Kim. Coordenação Geral: Fabio Coutinho. Mostras Icônicas – José Clemente Orozco/Antonio Berni/Pierre Verger/Saint Clair Cemin/Roberto Matta/Lívio Abramo/María Freire. Fernando Meireles/Prof. Concepção Arqueologia Genética – Ary Perez. Centro. CHILE – Andrés Duran/Carolina Ruff/ Claudia del Fierro/Juan Céspedes/Lívia Marin/Marcela Moraga/Mario Z/Pablo Langlois/Víctor Hugo Bravo/Virgínia Errázuriz/Yennifeth Beccerra. BOLÍVIA – Cecília Lampo/Gastón Ugalde/Joaquin Sanchez. Curadoria Paraguai – Javier Rodríguez Alcalá. Luiz Roberto Lopez/Prof: Marilena Assis/Rafael Coronel Arroyo/Raquel Arnaud/Régis Cruz/ Ricardo Ferraroni/Ricardo Ramos/Roberto Loeb/Romeu Semprini/Rosalba Portes Gil/Rosália Cuevas/Rosane Anair Farias/Rose Marie Guillaumon Lopes Ruimar Draga Rocha/Sabrina Ruiz/Samuka Sousa/Sandra Pecis/Santos Eli Fagundes/Saul Bianco/Silvia Chagas/Soileh Padilla Mayer/ Solange Oliveira Farkas/Sonia Regina Gonçalves/Tânia Joris César/Tânia Maria de Assis/Telmo Borba/Trinidad Rico/Valquíria Prates/Vanda Maria Braga da Silva/Vera Regina Pellin/Vicky Micha/Victor Panamefío/Wrana Panizzi/Yacoff Sarkovas/Yeda Crusius. PARAGUAI – Carlos Spatuzza/Carlos Bittar/Claudia Casarino/Gabriela Zucolillo/Jesús Ruiz Nestosa/Jorge Sáenz/Juan Britos/Juan Carlos Meza/ Natalia Patiño/Pedro Barrail. Patrocinadores: Grupo Gerdau/ LIC – Lei de Incentivo à Cultura – MinC/CEEE/Petrobras/Grupo Ipiranga/OPP Polietilenos S. Secretaria das Relações Exteriores: Secretário – Jorge Castaneda.A. Diretoria: Renato Malcon – Presidente/Justo Werlang – Vice-Presidente. Mediadores: Adriana Ganzer/Aida Terezinha C. Curadoria Adjunta Arqueologia das Terras Altas e Baixas – Adriana Schmidt Dias./Junemann & Associados – Auditores Independentes SESC/RS/Parceiros Voluntários. Luiz Fernando Coelho de Souza/Prof.A. BRASIL – Ivens Machado/Janaína Tschäpe/José Damasceno/Laércio Redondo/Laura Lima/Lia Menna Barreto/Lygia Pape/Rosana Paulino/Solange Pessoa. Ação Educativa: Supervisão Geral: Gisa Picosque/Mirian Celeste Martins.A. Curadoria Chile – Franscisco Brugnoli. da Silva/Aline Cristiane Grisa/Aline Severo da Silva/Ana Carla C. Coordenadora Nacional de Artes Plásticas: Gabriela Eugenia López. Labarthe Rios/Diretor do Museu Casa Diego Rivera: Federico Ramos Sánchez. Fundación Televisiva. 08:22 ./Stemac/Lojas Renner S. Millán Lizárraga.A/Banco Santander/Fundo Nacional da Cultura/Pompéia/SONAE/Secretaria de Estado da Cultura-RS/Prefeitura Municipal de Porto Alegre/Memorial da América Latina/ McCann-Erickson/Sonae/Chevrolet/ Souza Cruz/Panvel/Lojas Pompéia/MasterCard/Nokia/Coca-Cola/DCA – Danish Contemporary Arte Foudation/ Margs/Usina do Gasômetro/Artscope/Metropolitan/Unidanmark-fonden/McCANN-ERICKSON. Curadoria Bolívia – Cecília Bayá Botti. Governo do Estado de Zacatecas/Governador Constitucional: Ricardo Sinaloa: Rosa María Haas. Curadoria: Curador geral – Nelson Aguilar./Chocolate Caseiro Gramado Ltda. Diretor de Mostras: Carlos A. Representações Nacionais: MÉXICO – Betsabé Romero/Claudia Fernández/Enrique Jezik/Fernando Llanos e Enrique Greiner/Francis Alÿs/ Richard Moszka/Colectivo Tercerunquinto/Teresa Margolles. Direção de Pesquisa e Fomento da Cultura Regional: Inoldo Gonzáles Valdés/Museu de Arte de / Museo Arte Sinaloa./Construtora Sultepa S. Conacultura – INBA. Museu Rafael Coronel/Diretor – Miguel Ángel Díaz Castorena/Curador: Mateo Rivera Rodriguez. Conselho Nacional para a Cultura e as Artes – Presidenta: Sari Bermúdez. Diretor de Divulgação e Relações Públicas: Arturo Casares. Apoiadores/Auspiciadores: Secretaria Municipal da Cultura/POA.p65 216 21/6/2006. de Andrade/Ana Cristina A. Governo do Estado de Zacatecas/Governador Constitucional: Ricardo Monreal Ávila/Secretario Geral de Governo: Arturi Nalhe Gorda/Director do Instituto Zacatecano de Cultura: David Eduardo Rivera Salinas. Eri Domingos Silvia/Prof.E Reproducción Autorizada por el lnstituto Nacional de I Artes. Coordenação de Formação: Mônica Zielinsky. Diretor Geral de Assuntos Culturais: Gerardo Estrada.

SP)/ Gilberto Chateaubriand/Gisela Von Teuhmen/Graciela Mayor/Gráfica Editora Pallotti/Porto Alegre. SP)/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado (RS)/Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/Instituto Cultural Cabanas (México)/Instituto Geral de Perícias (Porto Alegre. RS)/Evandro Salles/Festival de Arte de Porto Alegre/Festival de Cinema de Gramado/Francini Barros/Fundaçâo Pierre Verger (Saivador. inglês)/Ana Magalhães (português/inglês)/Andre Wilig (português. Prates/Rosa Padilha Troglia/Rosangela Mazzoni Abel/Rui Lourenço de Lima Carneiro/ Sandra Hellen B. Stanieski/Clávia Castilhos Oliveira Cristiane Bilhalva/Cristiane Feijó Correa/Cristiane Inácio Mença/Cristiano Pereira/Cristiano Pluhar/Daniel Francisco de Bem/Daniel Matheus L. português)/Izabel Burbridge (português/inglês)/Margareth Santos (espanhol/português)/Patricia Artundo (português /espanhol)/Peter Musson (espanhol/inglês)/ Coordenação: Edson Paes de Mello/Jefferson Alves de Lima Sylvio Novelli/Coordenação Aduaneira: Celiberto Comissária de Despachos: Luiz Carlos Aydos Celiberto. espanhol)/Carlos Caminada (espanhol/inglês)/Christopher John Ainsbury (espanhol. Museus e Artes Plásticas/Berfran Rosado – Deputado Estadual (RS)/Eneida Braga Rocha de Lemos – Coordenadora do Mecenato/Felipe Ehrenberg – Adido Cultural da Embaixada do México/ Gilberto Carvalho – Chefe do Gabinete Pessoal da Presidente da República/Hans Peter Gerwy – Assessor de Projetos Especiais da Secretaria de Estada da Cultura (RS)/Ibsen Pinheiro – Secretária Extraordinário para Assuntos de Comunicação Social (RS)/Jair Henrique Foscarini – Secretário de Estado dos Transportes (RS)/Joaquim Kliemann – Secretário Municipal da Saúde de Porto Alegre/Joaquim Paiva – Conselheiro do Ministério das Relações Exteriores/José Alberto Réus Fortunati – Secretário de Estado da Educação (RS)/José Nascimento Júnior – Coordenador de Museus e Artes Plásticas/Luis Augusto Barcellos Lara – Secretário de Estado do Turismo (RS)/Luiz Carlos Mello – Chefe de Gabinete do Governador (RS)/Luiz Fernando Ligiero – Diretor Geral do Departamento Cultural do Ministério das Relações Exteriores (in memorian)/Manuel Claudio Borba – Diretor Administrativo da Secretaria de Estado da Cultura (RS)/Márcio Augusto Freitas de Meira – Secretário do Patrimônio do Ministério da Cultura/Márcio Souza – Chefe de Gabinete da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Social/ Marutska Martini Moesch – Secretária Municipal do Turismo de Porto Alegre/Mauro Vieira – Chefe de Gabinete do Ministério das Relações Exteriores/Roque Jacoby – Secretário de Estado da Cultura (RS)/Sofia Cavedon – Secretária Municipal da Educação de Porto Alegre/Tito Celso Viero – Diretor de Portos – Superintendência de Portos e Hidrovias/Secretaria de Estado dos Transportes (RS)/Túlio Luiz Zamin – Secretário Municipal dos Transportes de Porto Alegre/Vitor Paulo Ortiz Bittencourt – Secretário Municipal de Cultura de Porto Alegre/Embaixada da Argentina/Embaixada do Brasil no Paraguai/Embaixada do Brasil no México/Embaixada da Bolívia/Embaixada do Chile/Embaixada do México/ Embaixada do Paraguai/Embaixada do Uruguai/Memorial do Rio Grande do Sul/Museu de Arte do Rio Grande do Sul Ado Malagoli/Santander Cultural (Porto Alegre)/Usina do Gasômetro (Porto Alegre)/Consejo Nacional para Ia Cultura y Ias Artes – CONACULTA/Consulado da Argentina (RS)/Consulado do Chile (RS)/Consulado do Paraguai (RS)/Consulado do Uruguai (RS). da Silva/Cibele Soares Grassi/Cintia S. Desenvolvimento do Site: Box 3/Adriana Tubino/Luciano Antunes de Oliveira. RS)/Leila Makarius/Liliana Segovia/Livia Monte/Lucy Yegros/Luiz Marques/Luli Codas/Marga Puntel/Margarita. Ferreira/Daniel Scherer Escobar/Daniela da Rosa Longoni/ Daniela Marques Strauss/Daniela Vargas da Rosa/Danielle Garay Pinto/Débora Martins Padilha/Débora Miguel Figueiró/Denise Lamberts/Dione Marques Campello/Dirce Vargas Zalewski/Edemilson da Rosa Leite/Edinara Ferreira de Souza/ Eduardo Von Saltiel/Elaine Teresinha Savian/ Elisabete Gerber/Elise de Castro Hilmann/Everton Luciano S. Transporte no Brasil: Alves Tegam. RS)/Centro Municipal da Cultura (Porto Alegre. Meyer/Sandra Mara Alves Conceição/Sandra Rosa Baldin/Silvia Leite Simôes Pires/Sonia Beatriz Bueno/Sonia Beatriz Ku ry Lopes/Suzana Schneider/Tais Gonçalves Avancini/Tania Valéria Meurer Tipa/Tatiana Cecim/Tatiana de Araújo Stumpf/Teima Scherer/Thais Miceii P. Nascimento/Carlos Frederico D’avila Pinto/Carmen Isis Krauspenhar/Carolina L. Tomazoni/Patricia Knevitz/Patricia Silveira Teixeira/Pauia Costalunga Lima/Paula Giovana Ames/ Paula Santoro Gahrmann/Paulo Eduardo Funari/Paulo Frederico M. de Oliveira/ Leticia G. de Menezes/Vitor Domingues Hausen. de Mattei/Tiago Ramires/Vanessa Grandi da Silva/Vinicius F. Moreira/Maria Cristina Cavalcanti/Maria Cristina R. inglês)/Patricia Artundo (espanhol)/Regina Stocklen (inglês)/Tereza Gouveia (português)/Ana Brambilla/Ana Leticia Wiederkehr/Edison Vara/Maria Emilia Aragón Borne/Nidia Klein/Sean Hagen. Ferrandis/Carolina Russowsky/Caroline Teixeira/Cesar Fernando C. Rodrigues/Mirela Souza Pazzini/Mônica Benedetti dos Santos/Mônica Vergara/Muriel Rodrigues de Freitas/Nara Lúcia Barbosa/Natalia Rosa Ferreira/Natalie Bastos dos Santos/Natasha Jerusalinsky/Neila Zelinda Borges Vieira/Nicole Isabel dos Reis/Patricia Beal Fuentes/Patricia de A. Agência de Publicidade: Dez Propaganda. Martins/Kassia Cortinaz Pereira/Katia Ozório/Kelly Cristina Rodrigues/Ledir Carvalho Krueger/Lenir Perondi/Leonei Guterres Radde/Leticia Coronel Jardim/Leticia de Cassia C. Assessoria de Imprensa Brasil: Editor Comunicação/Tradução: Alina Tortosa (espanhol/inglês)/Alison Entrekin (espanhol. BA)/Gabriela López/Galeria Animal (Chile)/Galeria Aninat (Chile)/Galeria Avril (México)/Galeria Fortes Vilaça (São Paulo.p65 217 21/6/2006. de Albuquerque/Maria Regina Teixeira/Mariana Pereira Barboza/Mariana Pinto Vieira Vellinho/Mariana Ruduit/Mariane Rotter/Marina Vargas de Oliveira/Marlene da Silva Chaves/Maroni Klein/Martina Klemm/Mauricio Osório Krebs/Mayra Martins Redin/Mery de Assunção Olmedo/Michal Kirschbau/Michelle de O. Agradecimentos: Adolpho Leirner/André Blaistein/Atelier Livre (Porto Alegre. Lopes/Fernanda Albuquerque Ramos/Fernanda Gehrke/Fernanda Nunes Schann/Fernando Stefano/Flávia Freitas Coelho/Francisco Pablo Paniagua/Gabriela Regina Gluitz/ Germana Konrath/Gerusa Marques Figueira/Gisele Garcia Lopes/Graziela Seganfredo/Gustavo Nunez/Gustavo Santos de Araújo/Heloisa Helena Branã Fortes/Humberto Teixeira Damilano/lanny Munari Bastos/Lara Nunennkamp/llita Patrício/Iná Ilse de Lara/Isaira Alves de Oliveira/Ivete Cesa e Silva/Janaina de Lima Czolpinski/Janaina Hartz Alvez/Janaisa Cardoso/João Dalla Rosa Junior/João Fernando Cabral Filho/João Ricardo da Cunha Santos/Jocimario R. RS. Coordenação: Luciano Alfonso.Anelise de Macedo Martins/Anelise Vieira Bonatto/Ariadna Saraiva Coelho/Barbara Costa Bardini/Beatriz Chaves Olschowsky/Bibiana Rossoni/ Bruno da Silva Teixeira/Cacilda Costa/Camila Dali ‘Agnese/Carina Dias Borba/Carina Sehn/Carla Angeli da Rosa/Carla Fernanda Meyer/Carlos Eduardo T. Fillipin/Rodrigues Marco/Eugenio de Matos Barcelos/Maria Adalete Collares Ruwer/Maria Alice Matusiak/Maria Aparecida L. Coordenação Editorial: Victoria Murat. Pastor/Maria Helena Cavalheiro/Maria Heiena S. Archivos y Museos (Chile)/Edith e Oscar Landmann/Elena Ana M. Santos/Fábio Neves Martins/Fátima Izolina M. inglês)/Gênese Andrade (espanhol./Heitor Reis/Heloísa Crocco/Heloisa Maia/ Hugo Richards/Ingrid Mancilla Wangnet/Instituto Cultural Banco Santos (Sâo Paulo. inglês – português. Mottola/Leticia Hernandes da Silva/ Licia Heydrich/Lilian Janice Leite/Lisandro Bellotto/Lisiane Flath/Livia Verdi Lampert/Lucas Graeff/Luciana Knijnik/Luciane Silva Brucksdriker/ Luciano Coronet Laner/Luis Francisco Wasilewski/Luiz Eduardo Hall/Luiza Barcellos/Luiza Schramm Moraes/Magda Gabriele B. 08:22 . RS)/Cristane Olivieri/Cristiana Barros Barreto/Daisy Viola/Departamento Médico Legal de Porto Alegre/ DIBAM – Dirección de Bibliotecas. Madeira/Maria Luisa Gimenes de Mesias/Maria Pia B. da Silva/Paulo Jose Brody/Pedro Isaias Lucas Ferreira/Rachel Fatturi Duarte/ Rafael Bertrand de Souza/Raquel Lima de Paula/Raquel Martini Carriconde/Raquel Stone Jacondino/Regina Martins de Castro/Renata Chimango Pereira/Renata Savaris/Ricardo Luis Assoni/Rita Neto Previtali/Roberta Camila Perin/Roberto Silveira da Silva/Rodrigo Balan Uriartt/Rodrigo Lourenço da Silva/Rodrigo Mathias Teixeira/Roger Alex K. Revisão: Cida Silva (português)/Fabiana Pino (português )/Gênese Andrade (espanhol)/John Norman (inglês)/Kátia Brito Pereira (português. Catálogo: Organizador: Nelson Aguilar. Assessoria de Imprensa Rio Grande do Sul: Desenho Gráfico Homem de Meio & Troia Design. Aguiar/Marcelo Gotuzzo de Castro/Marco A. espanhol)/Andrea Justino (português. Impressão: Pallotti Editora Gráfica/Coordenação e Edição da Revista da Bienal: Neiva Mello. Agente de Carga: ABJ Assessoria em Feiras e Eventos Arthur Benedetti Junior. Silva Straliotto/Karen Kopper M. Produção: Ana Helena Curti/Angela Magdalena/Gustavo Marinsek/Violeta Quesada. Berni/Enoir Zorzanello/Equipe de Controle Sanitário de Águas (Porto Alegre. de Almeida/Julia Marion Fernandes/Juliana Cupini/Juliana Ines Ceni/Juliana Marques Velho/Juliana Spielmann/ Juliana Vieira Costa/Juliano C. 217 Nomes_das_Bienais_Final. Agradecimentos Especiais: Luiz Inácio Lula da Silva – Presidente do Brasil/Gonzalo Sanches de Lozada – Presidente da Bolívia/Jorge Batlle Ibanes – Presidente da Uruguai/Néstor Carlos Kirchner – Presidente da Argentina/ Nicanor Duarte Frutos – Presidente do Paraguai/Ricardo Lagos Escobar – Presidente da Chile/Vicente Fox Quesada – Presidente do México/ Cecilia Soto González – Embaixadora do México/Celso Amorim – Ministro das Relações Exteriores/Germano Rigotto – Governador do Rio Grande do Sul/Gilberto Gil – Ministro da Cultura/João Verle – Prefeito de Porto Alegre/Olivio Dutra – Ministro das Cidades/Roberto Átila Amaral Vieira – Ministro da Ciência e Tecnologia/Tarso Genro – Secretário de Desenvolvimento Econômico e Social/Walfrido dos Mares Guia – Ministro do Turismo/Aloysio António Castelo Guapindaia – Coordenador da Secretaria de Patrimônio. RS)/Banco Central del Uruguay/Carlo Spatuzza/Carlos Suero/Carmen Arellano/Carmen Barcalari/Carmen Waugh/Casa do Conde/Centro Cultural CEEE Érico Verissimo (Porto Alegre. RS)/Charles Narloch/Coordenadoria Geral de Vigilância Sanitária (Porto Alegre. RS)/Instituto Goethe/Instituto Lina Bo e Pietro Maria Bardi/Instituto Nacional de Bellas Arte y Literatura – INBA (México)/Isabel Aninat/Jane Cravo/Jesús Ruiz Nestosa/João Hoffmann/Jorge Castillo/Jorge Mara/Jorge Vera/José Carlos Garcia/Julio Landmann/Jussara Figueiredo/Kátia Machado/Laboratório Piracema de Design (Porto Alegre.

. Gerência Administrativa Operacional: Cláudia Krüger. Equipe de Produção: Daniel Davila Harthmann/Denyse Motta/Janice Martins/Jaqueline Beltrame/Juliana Angeli/Lutti Pereira/Malvina Castro/Maria Bastos/Morayma Ferreira/Patricia Scossi/Priscila Buschinelli/Renata Timm/Rosa Andrea Miranda (Chile)/Violeta Quesada. Coordenação: Carlos Hernandez Sandro Torquetti. Compras e Orçamentos: Suzana Marques. Apoio Institucional: LIC – Lei de Incentivo a Cultura – MinC/Governo do Estado do Rio Grande do Sul/LIC – Lei de Incentivo a Cultura do Estado do Rio Grande do Sul. Assessor da Presidência: José Pedro Mattos Conceição. Fiscalização das Obras: Renato Schmidt. RS)/ Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre/Teo Allain Chambí/Teresa Márquez/Tito Livio Jaime Goron/Tomás Andreu/Universidade Federal de Pelotas/ Uníversidade Federal de Santa Catarina/Vera Helena Schmuziger/Verónica Torres. 08:22 .. Tesouraria e Contabilidade: Luisa Schneider Terezinha Abruzzi. Equipe: Everton Santana Silva/Marcos Vinicius Cardoso de Oliveira/Patricia Airoldi Lourenço/Priscila Esquiam. Assessor Jurídico: Ruy Remy Rech. Montagem Museográfica: Comcept. Coordenação Geral: Ana Helena Curti. Planejamento de Obras Civis e Instalações: Ivo Rizzo Construtora. Colaboração: Marta Felizardo. Direção: Yacoff Sarkovas. – Alberto Pasqualini. Comunicação Visual: Homem de Meio & Troia Design/Eliana Tróia/Francisco Homem de Melo/Renata Domingos. Planejamento da Comunicação e da Captação de Patrocínio: Articultura Comunicação.. Dellanno/Ferramentas Gerais/GM/Habitasul/Rossi – Incorporação e Construção. Apoiadores: Abril/ DEZ – Propaganda/Master Hotéis/RBS/Amersham Biosciences/Digitel/Montejo – Corretora de Seguros/Sbt/Antena 1/Grupo Bandeirantes de Comunicação/En park/Sistema Guaíba Correio do Povo/Aplauso/Grupo Sinos/O Sul/Sitemac – Grupos Geradores/Ativa/Isdralit/Panvel/TECH MIDIA – Publicidade Exterior/Box 3/Ivo Rizzo – Construtora e Incorporadora/Parceiros Voluntários/Tintas Renner/BRAVO/Jornal do Comércio/PERTO – uma empresa digicom/Tumelero/CIEE – Centro Integrado Empresa Escola – RS/Juenemann Associados/Plaza Hotéis/Zarpellon Araújo/Porto Alegre – Convention & Visitors Bureau/Malcon – Financiamentos/POP Rock. Projeto de Elétrica: Elétrons Comércio e Instalações Elétricas Ltda.p65 218 21/6/2006.Genoveva e Liliana Ocampos/Maria Castellanos/Maria Elena Pereira/Johannpeter/María Freire/Maria Gloria Echauri/Marilda Coutinho/Marta Fernandez/Mauro Luiz Lecker Vieira/Mauro Saraiva/Miguel Angela Fernández/Miguel Carbajal/Mireya Escalante/Moacir dos Anjos/ Museo de Arte Alvar y Carmen. Projeto Luminotécnico: Ceres Storchi/Manoel Souza Coelho/Nico Rocha/Paulo Jorge Ries Silva. Assistência Operacional: Ana Paula Elias da Luz. Patrocinadores Masters: Gerdau/ Santander Cultural/Petrobrás. Adaptação de Armazéns: Substituição Integral da Cobertura e Obras Civis Engex Engenharia Execuções Ltda. Secretária Executiva: Adriana Stiborski. Administração: Coordenação: Volmir Luiz Gilioli./Ceres Storchi/Nico Rocha. de Carrillo Gil (México)/Museo de Arte Contemporáneo “EI País” (Uruguai)/Museo de Arte Contemporáneo do Chile/Museo de Arte Moderno da Ciudad de Mexico/Museo de Arte Sacro Juan Sintoriano Bogarin (Paraguai)/Museo Franz Mayer (México)/Museo Municipal Juan Manuel Blanes (Uruguai)/Museo Nacional de Bellas Artes (Chile)/Museu de Arqueologia e Etnologia da/Universidade de São Paulo/Museu de’ Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo/Museu Julio de Castilhos (Porto Alegre. Instalação do Projeto de Elétrica: Motter Engenharia Ltda. Arquitetura: Tangram Arquitetura e Design Ltda. Coordenação: Daniella Giavina-Bianchi Sharon Hess/Gerência Marcilia Ursini. Produção Executiva: Arte3. RS)/Natalio Jorge Povarche/Neusa Mendes/Onice Moraes de Oliveira/Paço Municipal de Porto Alegre/Paola Parcerisa/Paula Pape/Pedro Karp Vasquez/Pinacoteca do Estado de Sâo Paulo/Portirio Thierry Munoz Ledo/Ricardo Esteves/Robson Viana/Ronaldo Barbosa/Ruben Méndez/Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Porto Alegre. Projeto Museográfico: Tangram Arquitetura e Design Ltda. Patrocinador Mostra Transversal: REFAP S. 218 Nomes_das_Bienais_Final. Gerência de Produção: Fernanda Cardozo./Ceres Storchi/Nico Rocha/Marta Felizardo.A. Assistência de Captação de Recursos: Francine Crocoli Longhi/Lilian Geisel Gavillon. Coordenação de Produção: Angela Magdalena. Patrocinador da Representação Nacional do Brasil: Vivo/Patrocinador da Mostra de Orozco: Vonpar/Patrocinador da Mostra de Saint Clair Cemin: Ipiranga/Patrocinador da Mostra de Antonio Berni: Renner/Patrocinador da Mostra de Pierre Verger: Souza Cruz/Patrocinador da Companhia Aérea Oficial da 4ª Bienal: Varig/ Apoiadores da Ação Educativa: Tramontina. Coordenação de Captação de Recursos: Marta Magnus.

Una Historia Concisa de la Bienal del Mercosur Gaudêncio Fidelis Versión al Español Patrocinio HB_espanhol_Corrido_Final. 08:23 .p65 219 21/6/2006.

p65 220 21/6/2006. 08:23 .HB_espanhol_Corrido_Final.

arte. identidad y regionalización: el sentido político y cultural del Mercosur Las leyes de incentivo a la cultura y la creación de la Bienal del Mercosur Rumbo a la 1ª Bienal: el proceso visto cronológicamente 226 228 229 231 232 233 234 II . Rio Grande do Sul: Locus de la Bienal del Mercosur José Francisco Alves Apuntes para una historia de las exposiciones de las Bienales del Mercosur I .Sumario 5ª Bienal del Mercosur . Cubismo y América Latina La obra de Le Parc en la 2ª Bienal Arte y tecnología en la 2ª Bienal Las representaciones nacionales La museografía de la 2ª Bienal La logomarca de la 2ª Bienal La itinerancia de la 2ª Bienal 251 251 252 253 254 254 255 255 255 256 256 HB_espanhol_Corrido_Final. cuerpo y espacio Germano Rigotto Gobernador del Estado de Rio Grande do Sul 223 La Bienal del Mercosur Roque Jacoby Secretario de Estado de Cultura de Rio Grande do Sul 223 Un desafío contemporáneo Elvaristo Teixeira do Amaral Presidente de la Fundación Bienal de Artes Visuales del Mercosur 223 Prefacio Paulo Sergio Duarte Curador General .La 1ª Bienal: pionerismo y osadía en una iniciativa de largo aliento La 1ª Bienal del Mercosur y su campo conceptual Los desdoblamientos del proyecto curatorial Xul Solar es el artista homenajeado Más allá de las vertientes del proyecto curatorial El arte latinoamericano en las colecciones brasileras de la 1ª Bienal El proyecto museográfico Publicaciones y programación visual La logomarca de la 1ª Bienal: un sol rojo representa la exposición Prestando cuentas a la comunidad La presencia de Jesús-Rafael Soto en la 1ª Bienal Notas sobre el proyecto de gestión de la 1ª Bienal 241 242 243 245 245 246 246 246 247 247 247 248 III .p65 221 21/6/2006.La 2ª Bienal del Mercosur: un gran esfuerzo para alcanzar la consolidación Diplomacia para la consolidación Identidad y diversidad cultural como vectores conceptuales de la muestra Iberê Camargo es el artista homenajeado Picasso.La Bienal del Mercosur y sus antecedentes históricos La cultura en el ámbito del Mercosur Cultura. cultura.5ª Bienal del Mercosur 224 224 Agradecimientos Porto Alegre. 08:23 .

Términos para el establecimiento de una volumetría del archivo: fuentes y apropiación 281 285 289 291 294 HB_espanhol_Corrido_Final.p65 222 21/6/2006.Repensando el modelo en curso a través del proyecto curatorial: se realiza la 5ª Bienal El proyecto curatorial de la 5ª Bienal del Mercosur Los núcleos históricos Experiências Históricas do Plano e A (re)invenção do Espaço Historias del Arte y del Espacio y el tema de la 5ª Bienal Los vectores de la exposición La exposición Fronteiras da Linguagem La obra de Amilcar de Castro como hilo conductor de la 5ª Bienal El proyecto editorial y la logomarca de la 5ª Bienal La formación del Núcleo de Documentación e Investigación de la Fundación Bienal de Artes Visuales del Mercosur 273 274 275 275 276 276 278 279 279 VII . 08:23 .P erspectiva Crítica I: detalle y especificidad en la Perspectiva museografía de la 5ª Bienal X .La 3ª Bienal: continuidad y transición en curso Conteineres como una metáfora de transición Reviendo la pintura a través de la exposición Poéticas Pictóricas Las representaciones nacionales Rafael França es el artista homenajeado El núcleo histórico y las muestras paralelas La itinerancia de la 3ª Bienal 258 258 259 260 261 261 262 V .Contexto y producción: La Bienal del Mercosur y la profesionalización del medio en P orto Alegre Porto IX .Los proyectos de acción educativa en las Bienales del Mercosur: breve resumen histórico VIII .IV .La 4ª Bienal: reconocimiento y profesionalización del evento La 4ª Bienal y su proyecto de consolidación Frente a una arqueología genética de los pueblos de América Latina Las muestras icónicas en la 4ª Bienal Saint Clair Cemin es el artista homenajeado Arqueología de las Tierras Altas y Bajas La producción de fuera del Mercosur en la muestra transversal O Delírio de Chimborazo Las representaciones nacionales Cuestiones planteadas a la obra: el logotipo de la 4ª Bienal El proyecto museográfico Itinerancia y publicaciones 264 264 265 267 267 269 269 270 271 271 271 VI .P erspectiva Crítica II: notas sobre la importancia Perspectiva histórica de la Bienal del Mercosur en el establecimiento de una “autoestima” para el arte latinoamericano XI .

Para nosotros. A partir del día 30 de septiembre. en un ejercicio conjunto de ciudadanía y conciencia de la responsabilidad pública. cultura. por llevar a que cada uno de nosotros. tanto de Rio Grande do Sul como de la Unión Federal. gracias a la sensibilidad aguzada. contamos con el inestimable apoyo de la iniciativa privada. sino por la calidad de las obras traídas al público. incluso económico. una vez más. agregando un valor extraordinario a la interacción del público con las peculiaridades de la cultura artística mundial. Y esa tradición de la Bienal. En ese proceso. sin tomar en cuenta la posición que ocupan en la pirámide social. 08:23 . a divise otros horizontes – los de su plena conciencia como ser humano. arte y cultura se mezclan en una unicidad singular. así como de aquellos que saben que cultura no es simplemente distracción y deleite individual. que colabora para revitalizar la memoria de la institución y de los eventos que se han realizado. proyectando el nombre del Estado mucho más allá de nuestras fronteras. en una saludable renovación que nos engrandece culturalmente. de abrir sus puertas para acoger a todos. tanto en Brasil como en el exterior. durante dos meses. A lo largo de sus cinco ediciones. donde público. prestigia y reconoce este importante momento. sin sombra de duda. estaduales y del Gobierno Federal que. participa. La Bienal del Mercosur. diversos artistas aquí mostraron sus obras. La complejidad de una exposición como la Bienal de Artes Visuales del Mercosur sólo puede ser atendida con la colaboración de innumerables personas. por vehicular la producción artística y por la innovación de sus proyectos curatoriales. mucho se discutió sobre la producción en su dimensión humanística y artística y varios profesionales ayudamos a formar. realmente. Porto Alegre está en el mapa del arte contemporáneo internacional. observando y admirando el arte contemporáneo. pues se ha transformado en la principal exposición de arte latinoamericano del mundo. Estará entre nosotros una fuerte expresión del espíritu artístico mundial. la Bienal homenajea el notable escultor Amilcar de Castro. Hoy. bajo las formas más diversas. Este año. al cual proporcionan conocimiento y encantamiento. también. cuya obra es uno de los mayores patrimonios culturales y estéticos del Brasil contemporáneo. favoreciendo una aproximación con aquellos a quienes se entregó la misión de desarrollar la cultura artística. como ocurre a cada dos años. un evento que prima por la excelencia. Y no es de hoy que nombres expresivos en creatividad están obteniendo reconocimiento por su trabajo. Por sobre todo. los gauchos y demás visitantes de Porto Alegre estarán asistiendo. La Bienal del Mercosur ha sido. El Gobierno del Estado de Rio Grande do Sul. en su quinta edición. Estos son algunos de los muchos motivos por los cuales la 5ª Bienal del Mercosur. conocimiento y aprendizaje. Contar esta historia también es una manera de prestar cuentas públicas por los recursos utilizados y de promover la posibilidad de una mirada histórica sobre el trabajo y la producción artística y teórica. En el 2005. Germano Rigotto Gobernador del Estado de Rio Grande do Sul La Bienal del Mercosur Rio Grande do Sul es pródigo en talentos también en las artes plásticas. no midieron esfuerzos para viabilizar ese evento que ya forma parte del universo cultural latinoamericano.p65 223 21/6/2006. promoviendo un encuentro con el imaginario de todos aquellos que trabajaron en la Bienal del Mercosur. cuerpo y espacio Nuevamente. en muestra que relaciona cuerpo y espacio al tema propuesto. llega para instigar y motivar aún más a nuestros talentos. por la acción educativa que busca incentivar junto a los jóvenes de nuestras escuelas. Aprovechamos esta oportunidad para traer a la luz la presente publicación.5ª Bienal del Mercosur: arte. Principalmente porque este es un desafío cuya respuesta sólo podía darse colectivamente. una conquista del poder público en colaboración con la iniciativa privada. así como de los gobiernos municipales. El acceso gratuito a las realizaciones y a los eventos de la Bienal la hace mucho más democrática al permitir el acceso de todos aquellos que estén interesados en sus propuestas. esta puede ser una herramienta para el desarrollo. con el fin de que surjan otros. que es la marca de todas sus ediciones. es posible solamente gracias al respaldo de las leyes de incentivo a la cultura. la Bienal de Artes Visuales del Mercosur nos deja orgullosos no sólo por el extremado cuidado en el trabajo competente realizado por sus organizadores. la Bienal se destaca. Roque Jacoby Secretario de Cultura de Rio Grande do Sul Un desafío contemporáneo El mundo contemporáneo es hecho de desafíos y realizar la Bienal del Mercosur es uno de los que me orgullo de haber aceptado. dentro de su contexto educativo. muchos otros. gracias a la Bienal del Mercosur. En su 5ª edición. así como por configurarse como una exposición de alcance y calidad indiscutible. Rio Grande do Sul tiene el honor de ser escenario de uno de los más importantes acontecimientos culturales de América Latina. se vuelve indispensable punto de encuentro. a los cuales 223 HB_espanhol_Corrido_Final. la quinta edición es emblemática también porque representa la consolidación de ese evento. La Bienal del Mercosur es.

la institución que no mira hacia sí misma corre el riesgo de cerrarse en la oscuridad. entre tantos otros. o se reducen dimensiones complejas a descripciones superficiales. es bueno que se diga. su autor y. y José Francisco Alves y Neiva Bohns. 08:23 . por su título. no podíamos huir de esa responsabilidad. que habrá otras. gestión. invitar a que entren a formar parte de este evento. fue fundamental el apoyo de mis colegas curadores: Paulo Sergio Duarte. En este caso no ha sido diferente. al recolectar los datos y materiales. guarde compromisos directos con su propio objeto. rescatar y promover los recursos humanos que hicieron la historia de la Bienal del Mercosur. como al laico que desee conocer cómo se viene desarrollando esta institución que ya es responsable por la mayor muestra del arte latinoamericano. lo que tenemos aquí es “una” historia. así. lo que interesa tanto a investigadores que desean realizar futuras incursiones en los detalles. para una visión más justa e igualitaria de la visibilidad de los bienes culturales y de la memoria y. por tanto. colocar a disposición de la comunidad posibilidades reales de elaborar su propia visión sobre esta institución y. Gaudêncio Fidelis prefirió un lenguaje fluido y una buena dosis de información. en sus proyectos curatoriales y en cómo éstos se materializaron. Creemos que así estaremos contribuyendo para un efectivo engrandecimiento de la sociedad. Es posible objetar que esa historia no es precoz. colaborando en su concretización. se concentra en los capítulos correspondientes a cada edición de la Bienal. a fin de cuentas. Nada más contemporáneo. al mismo tiempo. gran cantidad de personas colaboraron con trabajo y dedicación. Con ellos dividí momentos de alegría y dificultad en esta larga jornada que fue escribir este libro y. En este proceso. En el mundo actual. aspectos operacionales de la producción. esta historia es “concisa. un esfuerzo colectivo en que la colaboración de un sinnúmero de personas es fundamental e indispensable. nada más desafiante. Gaudêncio Fidelis está consciente de las limitaciones que de ello se desprenden. en virtud incluso de la investigación de riesgo que implica cualquier trabajo de historia contemporánea que enfoque un corpus todavía restricto de documentos dentro de un corto espacio de tiempo. principalmente. sin duda diferentes. por tanto. necesariamente. siendo esta una institución cuyo objeto de trabajo es. esta versión. 224 HB_espanhol_Corrido_Final. escrita por dirigentes. de manera que. Otra objeción es el hecho de que esta historia ha sido escrita desde dentro de la propia institución. dividí con muchas personas las informaciones. Pese a desarrollar una reflexión teórica sobre los papeles de las bienales y una serie de hechos acerca del origen de la Bienal del Mercosur. Sin embargo.” Un abordaje demasiado abarcador sólo tiene dos posibilidades: o se producen diversos volúmenes. deseamos presentar esta historia a todos aquellos que aún no tuvieron la oportunidad de conocerla de cerca. en su calidad de curador-adjunto. el trabajo exhaustivo. lo que hace con que. No se trata de “la” historia de la Bienal. trabajar en la realización de la 5ª Bienal del Mercosur. sugerencias e ideas. Paulo Sergio Duarte Curador General . en manos del público y de los estudiosos. Se trató de un proyecto colectivo también en el sentido de que. escribir Una Historia Concisa de la Bienal del Mercosur. administradores y productores. a partir del mecanismo que es este libro y de la creación del Núcleo de Documentação e Pesquisa. Elvaristo Teixeira do Amaral Presidente de la Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul Prefacio Aquí está un trabajo del cual la Fundación Bienal de Artes Visuales del Mercosur debe enorgullecerse: Gaudêncio Fidelis se impuso como tarea importante de esta 5ª Bienal del Mercosur. en cierta medida. Y. el trabajo es formidable. la quinta edición de la Bienal del Mercosur recién empieza y la recapitulación de ocho años puede considerarse muy corto para escribir una historia.la Fundación proporcionó visibilidad.5ª Bienal del Mercosur Agradecimientos La realización de una publicación de estas dimensiones nunca es fruto de un solo individuo. Además del equipo involucrado directamente en el proyecto. Presupone. Mejor así. motivo por el cual tiene un enfoque preciso y un objetivo claro. Con todas las posibles correcciones que pueda venir a sufrir. Esta es la obra escrita por un curador. por eso. Otro aspecto ya contenido en el título: nuestro curador-adjunto no pretende ser exhaustivo en todos los aspectos que participan en la realización de cada una de las bienales – captación de recursos. ofreciendo informaciones o dejando a disposición materiales bibliográficos y fuentes no fácilmente disponibles. Queremos. para un mayor avance en el proceso de colaborar para que esta institución – que es de todos – pueda caminar con grandes pasos hacia un futuro que nos enorgullece. Profundización esta que. finalmente. colectiva. la contemporaneidad. curadores asistentes. Por lo tanto. para instituciones culturales con tan poco tiempo de existencia. Cualquier profundización mayor en el análisis de esos proyectos encerraría el contenido de este libro en un nicho de especialistas. más que eso. más que eso. pienso que es inédito en Brasil. al mismo tiempo.p65 224 21/6/2006. desde ya. que estará abierto al público hasta el fin del evento. eso sin mencionar que una obra de ese tipo tendría que ser. aquí. minucioso y bien escrito que se coloca. Una Historia Concisa de la Bienal del Mercosur es. De cualquier manera. A todas ellas debo mis más sinceros y cariñosos agradecimientos. uno para cada aspecto de la Bienal. el autor sería perfectamente capaz de realizar. Es. curador general. una referencia para cualquier investigación sobre la historia de esa institución.

Hoje em Dia BH. sino por haber contribuido con datos orales sobre la trayectoria de las Bienales que fueron de valor inestimable para construir esta historia y porque sin ellos no sería posible a ninguno de nosotros. de la cual esta publicación representa apenas una pequeña parte. Leonor Amarante y a los curadores de la 5ª Bienal Cecilia Bayá Botti. Agência RBS – CDI – Jornal Zero Hora . Escribir un libro de esta envergadura en tan corto espacio de tiempo es una tarea de gran responsabilidad. por haber contribuido con todos nosotros a través de su inestimable sentido de comunidad al contribuir para a existencia de la Bienal del Mercosur. cabe recordar a Dalton Delfini Maziero (Fundação Bienal São Paulo). José Paulo Soares Martins y Renato Malcon. no faltó quien viniese a rescatarme en momentos de dificultad: Andréia Druck. Agradezco a los artistas por las largas entrevistas y por el tiempo dispensado en complementar informaciones. Frederico Morais. pero todas las publicaciones del proyecto editorial de esta Bienal. fuentes e informaciones relativas al material iconográfico y a Cristiana Helga Rieth por la trascripción de innumerables entrevistas y. Tatiana Machado Madella. Terezinha Abruzzi Pimentel y Volmir Luiz Gilioli. Parceiros Voluntários. realizar el trabajo que hicimos: Adriana Stiborsky. aunque inmensa en su importancia y complejidad. La Bienal del Mercosur es realizada en gran medida gracias al esfuerzo y al trabajo de los funcionarios de esta Fundación. Quiero agradecer inicialmente a Giovana Vazatta. Serviço Social do Comércio (SESC). quiero agradecer a los fotógrafos que gentilmente cedieron varias imágenes para esta publicación sin ningún costo para la institución: Adriana Franciosi. Agradezco a los dirigentes de la Bienal por la misma razón: Ivo Nesralla. Diário Catarinense – SC. Justo Werlang y José Paulo Soares Martins. cuyo trabajo fue minucioso y dedicado. El dedicado trabajo de revisión de los originales realizado por Elisângela Rosa dos Santos sólo encontró debida receptividad en el magnífico design gráfico de lo libro elaborado por Ângela Fayet y Janice Alves. A ellos mis más sinceros agradecimientos: A Notícia – SC. sin cuya ayuda este texto no podría haberse escrito en tan corto espacio de tiempo. no podemos dejar de reconocer su papel de liderazgo en este proceso. Sin ellas no podríamos haber reunido tan extenso volumen de material e informaciones. Quiero agradecer especialmente a Justo Werlang por el apoyo. así como su público. Marta Magnus. Revista Bravo e Revista Aplauso. Al suyo incansable trabajo se debe. no solamente esta. a Ana Paula Freitas Madruga por el apoyo. A pesar de que sabemos que la Bienal es resultado de un proceso colectivo. FURPA – Fundação dos Rotaryanos de Porto Alegre. Justo Pastor Mellado. Maria Camargo y Manuel Claudio Borba. son privados de información proveniente de materiales visuales. director del Museu Hipólito José de la Costa. curadores. Grupo Gerdau – Departamento de Comunicación Social. coordinadora del Núcleo de Documentação e Pesquisa. Carlos Stein. Agradezco enormemente a Rafael Rachewisky por haber tomado para sí la responsabilidad de poner en pie el proyecto de este libro y de los otros de esta colección. por la atención y por la incansable dedicación al proyecto de esta publicación. Everton Santana Silva. Justo Werlang.Mis sinceros agradecimientos a los curadores de la Bienal del Mercosur Fábio Magalhães. sino. Correio do Povo – RS. Suzana Marques. Luisa Schneider. En este proceso. Su trabajo de recolectar informaciones y presentarlas a mí de forma ordenada y de comparar datos fundamental e inestimable al formar una sólida estructura sobre la cual este libro se asienta. varias personas contribuyeron todavía suministrando materiales de sus archivos particulares. Fundação Iberê Camargo. Sin el empeño y la dedicación de esos profesionales ninguna de estas publicaciones habría alcanzado aquello que yo creo ser un alto nivel de calidad. José Francisco Alves. Justo Werlang. mi asistente de investigación en este trabajo. convirtiéndolo en un emprendimiento en que la atención al detalle y a la especificidad confirieron al proyecto una dimensión mayor. La oportunidad que tuve de sostener con todos ellos largas conversas engrandeció el proceso de escribir este texto. Agência Gad’Design. también.Arquivo de Fotos. por las fundamentales informaciones y por el apoyo recibido. sino que gentilmente nos autorizaron materiales para publicación. Leonid Streliaev y Mathias Kramer. Las largas horas de trabajo que tuvimos fueron. también. Otros tantos vehículos de comunicación de la prensa escrita no sólo ofrecieron materiales. Por eso. Su dedicación y su estímulo fueron fundamentales en medio a tantas dificultades. Margarita Kremer. con dedicación. Gabriel Peluffo y Ticio Escobar por el inestimable tiempo colocado a mi disposición para responder preguntas y concederme entrevistas sin las cuales este texto no tendría la riqueza que posee. la de corresponder al trabajo y a la dedicación de tantas personas que se esforzaron para que esta institución se hiciera realidad. motivo de satisfacción y engrandecimiento que trajeron a este proyecto mucho más que un perfil académico. Todos sabemos lo importante que es para los investigadores el que materiales iconográficos sean cedidos para publicación. que han suministrado dados orales sobre la trayectoria de las Bienales que fueron de valor inestimable para construir esta historia. Fabio Del Re. Agradezco a Fernanda Ott. por el apoyo logístico en la obtención de materiales iconográficos y por su permiso para publicarlos. a todas debemos los más sinceros agradecimientos: Joel Fagundes. A Lídia Lucas Lima agradezco por la colaboración dedicada en los capítulos referentes a la 2ª y a la 3ª Bienal. Sin ellos esas mismas publicaciones. Agradezco también a Elvaristo Teixeira do Amaral. de la Big Joe. Sus informaciones ayudaron grandemente a lograr un texto más pulido y preciso. Eva Gristein. principalmente en un proceso de realizar una bienal. Agradezco en especial. Jornal do Comércio – RS. Adriana Stiborsky y Marta Magnus. El equipo que trabajó conmigo en esta publicación fue motivo de inspiración.p65 225 21/6/2006. Jornal NH (Novo Hamburgo). Entre ellas. 08:23 . Agradezco inmensamente a Jorge Gerdau Johannpeter no sólo por haber dedicado parte de su tiempo a esta publicación. A Júlia Oliveira Berenstein por la sistematización de datos. O Estado de São Paulo – SP. Folha do Estado – Cuiabá – MT. no sólo por su trabajo de apoyo. Este libro no habría sido realizado sin la colaboración en muchos de sus detalles de los miembros de su equipo. Vera Greco del Núcleo de Documentação del Museu de Arte do Rio Grande do Sul. José Paulo Soares Martins e 225 HB_espanhol_Corrido_Final. Museu de Comunicação Hipólito José da Costa. Un sinnúmero de empresas e instituciones colaboraron en este trabajo. A todas ellas mis más sinceros agradecimientos. por qué no decirlo. Jornal O Sul – RS y Jornal Zero Hora – RS. sensibilidad e inteligencia. Franklin Pedroso.

considerando que existen otras ciudades de la misma importancia que tendrían capacidad para realizar ese emprendimiento. Sin embargo. Gaudêncio Fidelis Porto Alegre. La región que hoy constituye el centro de Porto Alegre está localizada en una protuberancia de tierra proyectada sobre un torniquete de ríos que forma el inicio del gran Lago Guaíba. Rio Grande do Sul: Locus de la Bienal del Mercosur José Francisco Alves Mucho se ha discutido sobre la Bienal del Mercosur. El Tratado de Madrid (1750) propició la colonización lusitana ordenada de Rio Grande do Sul. fue implantado un sistema de abastecimiento que contó con el arribo a 226 HB_espanhol_Corrido_Final. Como respuesta lusitana. sea como entrepuesto o como posición militar (antiguo Puerto de Viamão. después Porto de Dorneles y Porto dos Casais). se consumaron como los primeros habitantes de la actual capital del Estado de Rio Grande do Sul. la capital necesitaba una distribución pública de agua potable que fuera ajustada a la demanda. por su crecimiento y su mejor localización. Pardo y Taquari. sobre la razón por la cual ese evento sin precedentes fue creado justamente en Porto Alegre. así. y la consecuente toma de la ciudad de Rio Grande. por sus aciertos y desaciertos. Curitiba. durante cerca de 20 años. eran tierras que pertenecían a la sesmaria – lote de tierra cedido por la corona a quienes se dispusiesen a cultivarla – de Jerônimo de Ornelas Menezes y Vasconcelos. que Rio Grande do Sul empieza a componer su aspecto territorial actual. en el umbral del siglo XIX. forjó la estirpe del habitante de la región. sea por sus méritos. sin embargo. Luciano Fidelis y Beatriz Minuzzo. se produjeron las incursiones de los bandeirantes. que llegaron especialmente para ocupar la región negociada con los españoles a cambio de la Colonia del Sacramento: las Misiones Jesuíticas. a partir de 1773. instalado a partir de 1753 en el margen izquierdo del Lago Guaíba. 08:23 . Región virtualmente española. a la superposición de las leyes de renuncia fiscal a favor de la cultura. malogrado también este intento. me acuerdo mucho más de aquellos en que las palabras de estímulo y soporte fueron más significativas que cualquier dificultad. La primera villa creada en territorio riograndense fue la de Rio Grande. así. la parte más compensadora y enriquecedora. En razón del aumento poblacional. iniciada años antes con la Nova Colonia del Santísimo Sacramento (1680). no puedo dejar de recordar a mi familia. Brasilia. Dado que la colonización no se realizó según lo planeado. al que se dio el nombre de gaucho. Finalmente. Poco se habla. pero un aspecto histórico y geográfico es igualmente importante: la localización epidérmica de la tierra de los gauchos entre las Américas portuguesa y española.” A inicios del siglo XVIII. en los valles de los ríos Jacuí. tales como Belo Horizonte. Se desvinculaba. e inicialmente era sólo una escala para el transporte de los isleños hasta la región de las Misiones. sin embargo. después de la definitiva ocupación militar brasilera. Heloisa dos Santos Cardoso. Para tanto. El proceso de realizar una Bienal es una larga y difícil jornada.p65 226 21/6/2006. con los inmigrantes de las Islas Azores. la capilla existente en el Porto dos Casais: a partir de ese momento. tal vez. la capital se trasladó al poblado de Viamão. alrededor del año 1752. El Estado do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul fue la última región atlántica de Brasil a ser poblada y la única frontera efectiva – “frontera viva” – de las coronas ibéricas en las Américas. En poco tiempo. se considera como fecha de fundación de la ciudad el 26 de marzo de 1772. denominada por muchos como “punta de la península” – o simplemente “península. Muchos de ellos lograron colocarse en núcleos próximos. la resistencia de los indígenas al Tratado resultó en la Guerra Guaranítica y modificó la dirección de la colonización azoriana. Maria Ângela dos Santos Cardoso y Maria Luiza Cardoso. recién en 1801 se logró expulsar a los españoles de las Misiones. en 1763. La Ciudad de P orto Alegre Porto Porto Alegre tuvo su origen en un “núcleo urbano” inicial de matrimonios azorianos. Rio de Janeiro o Recife. de la Freguesia de Nossa Senhora da Conceição de Viamão. en 1737. fue escogido como capital de la Provincia de São Pedro do Rio Grande do Sul. Me fueron recordados los momentos difíciles. los azorianos se fijaron en carácter “provisorio” en el local. Aquellos que permanecieron en los márgenes del Guaíba fueron quienes. Es en ese momento. en 1626 empezó a ser colonizada por españoles – las reducciones de la Compañía de Jesús. En 1777. por su posición en el plano cultural de América Latina. entre otras. Con la invasión española a Brasil. Fabiana Fidelis. la formación de Porto Alegre y de las villas de la región. Podemos referirnos a las razones económicas. cuando fue creada la Freguesia de Nossa Senhora Mãe de Deus de Porto Alegre. más de lo que nos damos cuenta en un primer momento. como consecuencia del Tratado de Tordesillas (1494). ocasionando. el primitivo campamento de inmigrantes localizado en los márgenes del Guaíba. o por otros aspectos relevantes. nostalgias quedaron de Adiles dos Santos Cardoso (in memoriam). que acompañó siempre de cerca este intenso trabajo: Ari Fidelis y Gladis Cardoso Fidelis. Ese palco de disputas por la determinación de la frontera – la “primera llama caracterizadora de la evolución histórica riograndense” – 1 sumado a factores económicos referentes a la explotación del ganado. justamente para dar sustento a la marcha portuguesa rumbo a la parte meridional de la América del Sur. posteriormente. pasaron a ser bautizados los primeros portoalegrenses y Porto Alegre efectivamente pudo crecer con nombre propio. Durante este recorrido.José Francisco Alves. Giovana y Rainer Hillmann. en la década de 1860. Sin embargo. el Tratado de San Ildefonso buscaba remodelar ese problema diplomático-territorial. convivir con un número de personas cuya riqueza de experiencias sólo nos trae engrandecimiento es.

con 1. cuya sede se encuentra actualmente en el complejo Cultural Casa de Cultura Mário Quintana.6 actualmente en proceso de reciclaje con vistas a transformarse en área cultural. Alda Cardozo. Porto Alegre se destaca por emprendimientos culturales de porte internacional. del Alto Marne. Una de ellas vino de Italia. Porto Alegre. la historia de la cultura y del arte no se hizo solamente en las academias. cuya inauguración está prevista para el año 2006. de negocios y de alternativas para el tiempo libre. 1970). con el Salón de Otoño. en 1875 se realizó la primera exposición. Posee dos universidades públicas y un núcleo de instituciones culturales en el que destacan el ya mencionado Museo de Arte. Porto Alegre – Historia e Vida da Cidade (Porto Alegre: Editora de la UFRGS. En el plano de las artes plásticas. se destaca la Feria del Libro. fue organizada una gran muestra. Armindo. Guilhermino. se iniciaron los cursos de dibujo. la formación del cuerpo de profesores de que tanto necesitaba la Provincia. El museo cumplió un papel institucional fundamental en los años siguientes y aguarda para ocupar su lugar definitivo junto a un complejo de emprendimientos en el área del Puerto. Además. la Facultad de Derecho (1896) y la Facultad de Medicina (1898). en la Praça da Alfândega. y el complejo de la Fundación Iberê 7 Camargo. la Usina del Gasómetro (1988). realizado en el edificio de la Intendencia Municipal. la Casa de Cultura Mário Quintana (1990). que funciona hasta nuestros días. pintura y artes de aplicación. Buenos Aires. fue fundada la Asociación Riograndense de Artes Plásticas Francisco Lisboa. la Escuela de Ingeniería (1896). actual Paço de los Açorianos. en 1881. el Museo de Arte de Rio Grande do Sul. que anualmente se realiza en noviembre. Ferreira Filho. Porto Macedo. Tese de Doutoramento en História. A Escultura dos Sete Povos (Porto Alegre: Movimento. posteriormente. Sin embargo. José Joaquim de Medanha creó la Sociedad Musical Porto-Alegrense. En el área de artes plásticas. registrando una enorme actividad en las áreas de artes plásticas. es creado. con las monumentales celebraciones del Centenario de la Revolución Farroupilha. el pintor Ângelo Guido. en 1891. En el primer año del siglo XX. por iniciativa de Iberê Camargo. Localizado inicialmente en el Teatro São Pedro. eran de hierro fundido y provenían de la prestigiosa Fundiciones A. entre otros. se realizó la cuarta muestra colectiva y el Salón de la Gazeta Mercantil de Porto Alegre. considerada como la mayor feria abierta de libros de América Latina. Durenne. Montevideo y Asunción. en la década de 1770.”3 Hay autores que juzgan ese tardío aparecimiento de la enseñanza pública como una de las causas que llevaron a la Revolución Farroupilha (1835-1845). Francisco Riopardense de.p65 227 21/6/2006. mostrando un trabajo de amplia envergadura institucional. en un total de siete. En 1855. Al principio. Todas fueron instaladas entre 1865 y 1867. así. ya ha consolidando su perfil internacional mediante las diversas actividades que ha realizado. cine y danza. En 1938. destinadas a los hijos de los guaraníes llegados de las Misiones y alojados en la Aldeia dos Anjos. En 1935. 260-283. la proyecta hacia el mundo. En el terreno de la literatura. Todas esas escuelas fueron embriones de la primera universidad. cuya primera edición ocurrió en 1955. al mismo tiempo. La Fundación. desde la región de Carrara. La educación pública tardó en ser implantada en el territorio. música. 227 HB_espanhol_Corrido_Final. en apenas 50 años la capital ya contaba con cursos superiores: la Escuela de Farmacia y Química (1895). Athos. constaba que no había “más que tres hombres formados naturales de esta Provincia y cuatro Niños de Coimbra. fueron creadas unas pocas salas para la alfabetización. Damasceno. como el Foro Social Mundial. Origens do Instituto de Artes da UFRGS. 1958). Círio. História do Rio Grande do Sul (Porto Alegre: Globo. la tercera. como la Bienal del Mercosur (1997). Otra muestra significativa vendría a ocurrir solamente en 1925. por decreto. 1973).4 En 1957. el Memorial de Rio Grande do Sul (1998) y el Santander Cultural (2001). es fundada la Academia Riograndense de Letras. Mestrado y Doctorado en Teoría y Crítica de Arte y Poéticas Visuales. como una escuela alternativa a la enseñanza académica practicada por la carrera de arte de la Universidad Federal. La P orto Alegre de la Cultura Porto Hoy. En 1954. “Panorama da Educação. la más antigua entidad de artistas plásticos de Brasil. En 1992 es fundado5 el Museo de Arte Contemporáneo de Rio Grande do Sul. Acompañando el acentuado crecimiento riograndense de la segunda mitad del siglo XIX. surgieron la Filarmónica Portoalegrense y el célebre Partenón Literario. se fundó el Instituto de Bellas Artes. iniciando. Simon. organizada por el profesor del entonces Instituto de Artes de la UFRGS (Universidad Federal de Rio Grande do Sul). constituyéndose en el primer monumento público de Rio Grande do Sul debido a su condición de marco conmemorativo. en Francia. creado en 2001. En 1868. el Centro Municipal de Cultura (1978). 1970). Kremer. 1978). que actualmente funciona junto a la residencia donde vivió el artista. 08:23 .la ciudad de las primeras obras de arte significativas: las fuentes importadas de Europa. Artes Plásticas no Rio Grande do Sul (Porto Alegre: Globo.4 millón de habitantes.” in Rio Grande do Sul – Terra e Povo. trás diversos cambios de sede. la capital gaucha también se destaca por realizaciones de otro orden. evento que fue proyectado por la ciudad y que. Con el pasar de los años. la segunda. en 1910. era inaugurado el Teatro São Pedro. Recién en 1850 empezó a funcionar en Porto Alegre el primer liceo. Las perspectivas culturales de Porto Alegre son extremadamente positivas. PUC-RS. en la Facultad de Filosofía. Trevisan. actual Municipio de Gravataí. ya consolidada por los paradigmas que ha creado. en el Pabellón Cultural de la Exposición del Centenario. en 1822. História Geral do Rio Grande do Sul (Porto Alegre: Globo. fue creado el curso de Arte Dramático. Referências César. ya que fue montado en homenaje a la razón de ser de Porto Alegre: el Guaíba.2 Las demás fuentes. En 1908. Arthur. cuya sede fue proyectada por el prestigioso arquitecto portugués Álvaro Sisa. El Instituto de Artes de la UFRGS posee cursos de Bacharelado en Artes Plásticas. fundada en 1934. la capital gaucha es una metrópoli bastante desarrollada. sólo en 1979 fue instalado en el edificio que ocupa actualmente. fue creado el Atelier Livre de la Municipalidad. En 1961. En 1903. literatura. ejecutada en mármol. prácticamente equidistante de ciudades como São Paulo. Tres años después. con cursos de música.

2 Sus estatuas. Con todo. Posee obras significativas de artistas brasileros. ver capítulo de la 2ª Bienal del Mercosur. cuja dificultad fue exacerbada por el exiguo espacio de tiempo de que disponíamos para escribir el texto. aunque en muchos casos las relaciones de compra y venta no se efectiven de forma concreta. también. posterior Universidade de Rio Grande do Sul (1947) y. Se trata. Como colaboración al proyecto curatorial de esta Bienal. Exposiciones no son. fueron nombradas de acuerdo con los ríos que forman el lago – Caí. además de la estatua principal del conjunto. respondiendo también a una necesidad generada por la realización de esta publicación. parte de ellos utilizados bianualmente para el montaje de exposiciones por la Bienal del Mercosur. Intenté escribir este texto considerando que esa sería no sólo una historia de la institución. alegorías realizadas a escala industrial. sugerí organizar una publicación sobre la aún reciente historia de la Bienal del Mercosur. Llamo la atención sobre el título. encuentros con artistas y seminarios nacionales e internacionales sobre la obra del artista. en los años 20. con la finalidad que éste sirviese no sólo para la utilización de sus profesionales. así como sobre arte contemporáneo. yo diría. de hecho. en 1823. Mi objetivo al escribir este texto fue traer a público el papel que cada uno de esos agentes desempeñó. en los proyectos de renovación de los sitios arquitectónicos que las abrigan. las exposiciones no eran críticas en cuanto a su propio papel en la constitución de agendas especificas. Éstas lo hacen lanzando mano de un complejo aparato conceptual y material que tiene un impacto determinante en la manera como vemos esos objetos y cómo nos reportamos a ellos como reflejo de una determinada perspectiva cultural que tenemos en mente. Sobre el artista. la exposición posee una autonomía capaz de ultrapasar. Constituida como un proyecto en sí. 4 Universidade de Porto Alegre. Apuntes para una historia de las exposiciones de las Bienales del Mercosur El trabajo de investigación para esta publicación tuvo lugar en el recién formado Núcleo de Documentação e Pesquisa da Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul. Hasta muy recientemente. además. como se sabe. muchas veces. para América Latina. como Carlos Fajardo. claro. patrocinadores. 5 El Museo fue fundado por Gaudêncio Fidelis y creado por Decreto Gubernamental de 18 de marzo de 1992. sea vista. El modo de exhibición de esos objetos. por tanto. Universidade Federal de Rio Grande do Sul (1950). así como las intenciones y la agenda que establecieron. es decir. curadores. además. Capítulo. considerando.p65 228 21/6/2006. Proyectos curatoriales recientes han intentado sistemáticamente subvertir ese orden al constituir exposiciones en que la visibilidad de la obra sea considerada prioridad en oposición a la condición de autoría 228 HB_espanhol_Corrido_Final. que sería materializada en la forma de una publicación. se han transformado en un medio sin el cual el arte ya no puede existir. A través de la investigación de documentos. el enorme volumen de trabajo que representa actuar en la organización y curaduría de una exposición de tal dimensión. Exposiciones son también poderosos mecanismos para la producción de conocimiento. exposiciones son también una manera de hacer un espectáculo. un tipo de historia. productores. en este libro. eventos de simple vehiculación de la producción. Ese fue un trabajo exhaustivo y minucioso. contando con un acervo representativo del arte contemporáneo producido en Rio Grande do Sul. poco a poco fue posible reconstruir esa historia ya tan plena de detalles y constitutiva de aspectos significativos no sólo para el panorama de las artes Visuales en Rio Grande do Sul. La historia de la Bienal del Mercosur es la historia de sus visionarios. de intentar mostrar cómo todos los mecanismos que componen y gravitan en torno a un evento con las dimensiones de una bienal representan partes fundamentales en el proceso de su constitución. fue realizado un trabajo de investigación de la documentación existente. pero ni por eso la única. p. 1978. El gran volumen de información y teoría que generan constituye por si sólo lo que podríamos llamar de plusvalía de la vehiculación de sus objetos. por sus proyectos curatoriales. emprendedores. 14. Para tanto. Sinos. Así. funcionarios. propiciar algunos elementos de reflexión sobre lo que el futuro apunta para el evento Bienal de Artes Visuales del Mercosur. Su vehiculación se ha vuelto dependiente de ese mecanismo que hace con que la obra circule. 08:23 . profesionales del área.Notas 1 Trevisan. 7 La Fundación fue creada en 1995 con el objetivo de preservar y divulgar la obra de Iberê Camargo. sus desdoblamientos en el ejercicio de la constitución de las ediciones que la Fundación realizó y al final. el modo en que buscamos dirigir la lectura que queremos que de ellas sean hechas. Paralelamente a ese proceso de organización del acervo realizamos el trabajo con el objetivo de escribir “una historia concisa” de la Bienal.Vera Chaves. la autonomía de la propia obra de arte. sino. finalmente. sino fundamentalmente una historia de las exposiciones que la Fundación Bienal ha realizado. que se sumó a entrevistas con diversas personas involucradas de alguna forma en el proyecto de la Bienal. 1969. así. en ese momento aún bastante dispersa. para una futura disponibilidad al público especializado. 10. Esas exposiciones. sino. tienen vida propia. simbolizando el propio Lago Guaíba. llegaban a la ciudad por el río. entre tantas otras que pueden venir a ser escritas. artistas participantes y todos aquellos que dieron su contribución en ese que es el mayor emprendimiento cultural constituido en el área de las artes plásticas en Brasil después de la Bienal de São Paulo. De origen francés el pórtico fue construido entre 1911 y 1922 y es la puerta de entrada para un área donde están localizados 17 almacenes. Es. material de prensa y entrevistas. Gravataí y Jacuí –. el resultado de un proceso colectivo. interpretada y en última instancia comercializada. en las estrategias de marketing compuestas por sus piezas gráficas y publicitarias y. que apunta hacia el hecho de que esta es “una historia” de la Bienal del Mercosur. que se manifiesta en la museografía. Desde su inicio la Fundación ha organizado exposiciones. Representan. Nuno Ramos. Iole de Freitas. la Fundación Bienal contrató a un profesional para que iniciara el proceso de organización y sistematización de su acervo documental y bibliográfico. fundamentalmente. no pueden ser consideradas aisladamente. a mi ver. En el segundo semestre del 2004. 3 Kremer. citando a Antônio José Gonçalves Chaves. 6 Un magnífico pórtico de entrada para del Puerto era la puerta de entrada de la capital para los viajeros que. Representa. todos propician elementos que hablan de cómo cada uno de los eventos ha pensado su propia imagen reflejada en la esfera pública. como miembro de la curaduría de esta Bienal. más allá de los objetos que exhiben y más allá de los presupuestos básicos de dar visibilidad a la obra. Karen Lambrecht.

el concepto de écriture. sólo para citar dos casos emblemáticos. parece que éstas logran mantener su carácter pervasivo de sobreponerse a las individualidades de los objetos allí representados. por el Instituto Estadual de Artes Visuais. 229 HB_espanhol_Corrido_Final. El Estado de Rio Grande do Sul siempre ha buscado adquirir la condición de tercer polo de artes plásticas en el país. más tarde apropiado por la propia visualidad plástica. no la independencia en sí. Sus movimientos constituyen.instituida por el curador. como el MOMA o la Tate Modern. podemos citar la profesionalización del medio artístico. aunque muchas veces se hayan realizados al calor de opiniones contradictorias de muchos de los profesionales del medio y con promesas de integración cultural. tal vez no exista. Sin embargo. sin embargo. nacional e internacional. incluso accidentalmente. Con esta publicación. que la promueve a cada dos años. Históricamente hablando. ofrecer datos capaces de dar visibilidad al conocimiento generado por esos cinco eventos ya realizados. a las que llamamos locales. ese rayo de acción se ve constantemente ampliado en la medida en que esa institución pasa a reportarse progresivamente a esferas más abarcadoras de público. aquello que los historiadores omiten del pasado. Estos últimos. la condición que apunté arriba no podría procesarse de manera diferente con la Bienal del Mercosur y con las versiones que motivaron la constitución de la Fundação Bienal de Artes Visuais. Si. siempre comprometido. Y no podría ser diferente. ya que ésta. antes que todo. entonces. aún así. En ese sentido. un determinado volumen de producción local. a públicos cosmopolitas e internacionales. La grafía es un proceso que filtra la verdad – proceso este. que fuese escrita por uno de los agentes implicados directamente en el proceso de constitución del evento que la abriga. entonces. por lo tanto. por un lado. Hace mucho. incluso. de hecho. Es sabido que. se trata de considerar ese contexto como siendo el de la creación de un mercado común abarcando a los países del Cono Sur y ese otro. mi intención fue escribir un texto en que la metodología adoptada permitiese razonable distanciamiento en relación al texto.1 la fundación del Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul2 y varios eventos más específicos. y no a sus esferas más próximas. la función de una publicación como esta sería la de traer a público una visión constructiva y reparadora de la trayectoria de la institución. queremos lanzar una luz sobre las motivaciones que llevaron a su gestación. vistos bajo la ótica de un contexto específico. Sin embargo. casi tienen por obligación hacer la propia crítica de su constitución. por lo tanto. A despecho de la presencia del curador como único “culpable” por el carácter de autoría impreso a las exposiciones. cuando es el caso. como se sabe. 08:23 . conocer el trabajo de aquellos que vienen haciendo posible su existencia a lo largo de estos nueve años. responden. Es la historia de esos movimientos la que nos mostrará las configuraciones de poder y el conocimiento generados en un momento cultural particular. selectivo y. finalmente. reportarse a ese público más amplio. a no ser por la intención de una integración cultural pensada de manera abarcadora. en el futuro. no tiene ese objetivo – y tampoco podría tenerlo. en llenar esa laguna y. mientras la subjetividad del curador ha sido constantemente cuestionada. ofrecer fuentes y elementos para una futura y más profundizada discusión sobre las ya realizadas Bienales del Mercosur. el deseo de realizar un evento de dimensiones internacionales existía de forma latente en el imaginario de la comunidad artística del Estado. Hoy. es esencialmente eurocêntrico. yo diría. Incluso porque no sería posible un análisis críticamente “independiente. revela muchas veces la materia de la que puede venir a ser la verdadera historia de las estrategias y mecanismos que mueven los dados en el juego de la cultura. la independencia crítica no podría ser plenamente ejercida en este caso. así como de las posibilidades que le son reservadas como un evento en la perspectiva en que ésta se inscribe. las exposiciones han sido objeto de un vasto campo de reflexión teórico-crítica que se esfuerza por desconstruir la problemática por ellas generada en todos sus desdoblamientos en el campo de la producción de conocimiento. a pesar de que muy poco haya sido guardado de sus discusiones y propuestas originales. por tanto. A medida que ese círculo se expande. tales como los Encuentros Latinoamericanos de Artes Plásticas. Éstas lo hacen sólo en la medida en que ayudan a proyectar. En este caso. tomar forma. de instituciones museológicas globales. dentro o fuera de la institución. al hacerlo. Considérese aún la envergadura de la institución y su alcance. En lo que se refiere a la construcción de la memoria colectiva. El principal objetivo de esta publicación es. sin dejar de considerar las demandas más próximas. del cual se originó la idea de la creación de la Bienal del Mercosur. fundado en el centro de las ideologías de poder y dominación. Varios factores y eventos pueden ser señalados como predecesores de las condiciones que. Para aquellos que aún creen que el discurso puede mantener una independencia mínima. Por otro lado. La Bienal del Mercosur y sus antecedentes históricos Aquello que es articulado como memoria colectiva no siempre lleva consigo la génesis de la claridad. la institución pasa naturalmente a desligarse más y más de las esferas próximas a ese núcleo inicial. promovidos por el Conselho de Desenvolvimento Cultural (CODEC) 3 y. contribuyeron significativamente para que la posibilidad de una integración latinoamericana en el área de las artes plásticas pudiese. considerable exención para promover algunos comentarios críticos con el objetivo de ofrecer elementos para el debate crítico y. Esta publicación. una clara metodología puede dar al proyecto el distanciamiento necesario y contar esa historia con rigor suficiente dentro de los patrones de exigencia académica.” en el ámbito de una perspectiva académica. como en una onda de vibración que se extiende más allá de su núcleo.p65 229 21/6/2006. que venía ocurriendo progresivamente con los programas realizados por el Instituto Estadual de Artes Visuais. Ningún proyecto de construcción institucional podría contemplar todas las demandas advenidas de los diferentes estratos sociales a que se reporta la institución. principalmente. cabe recordar que se trata aquí de una independencia ligada a la representatividad institucional. cabe recordar que los modelos de bienales que conocemos hasta el momento e. sin prescindir de los requisitos mínimos de producción teórica y crítica que se nos requiere. por otro. Entre ellas. el fundamento del paisaje cultural. Por esa razón. El desafío consiste. Eso ocurre porque todo proceso de formación institucional es naturalmente traumático. sobre el proceso que la constituyó y. esto es. cabe recordar que existe una tensión inherente entre la realidad y la palabra escrita que reside en el corazón del propio acto de escribir. construyendo su lugar al margen de las disputas del tan conocido eje cultural Rio-São Paulo. posteriormente. han hecho posible la creación de la Bienal del Mercosur. En el caso de una Fundación Bienal.

además. 12 había establecido que el país buscaría la integración latinoamericana. con los procesos de integración regional en el continente referentes a la América del Norte. entre otras prerrogativas. constituido sobre la base de un programa de liberación comercial. que estaba planeada para el año siguiente. como la Unión Aduanera 230 HB_espanhol_Corrido_Final. Esa situación coincide. principalmente cuando se realizaban en la así llamada “periferia.11 La nueva constitución brasilera. tales como tránsito de obras. Paraguay y Uruguay.13 En seguida. firmado en 1980. La muestra tenía como objetivo la presentación de un panorama de la producción de artes plásticas desarrollada en Rio Grande do Sul. 8 con más de 50 artistas del Estado seleccionados por una comisión creada a ese efecto. en sus tres ediciones (1989.El I Encuentro Latinoamericano de Artes Plásticas – Cono Sur4 (ELLAAP). cuestiones como preservación del medio ambiente. es firmada el Acta de Buenos Aires por los presidentes de Brasil y Argentina en ese momento. El encuentro había sido anunciado como destinado a preparar el terreno para la llegada de la Bienal del Mercosur. En la base del tratado estaba la percepción de que tal proceso de integración debería buscar el crecimiento económico con justicia social. Sin embargo. Júntese a esos factores el cuadro social originado por las políticas de integración del Mercosur.. En junio de 1990. el contexto ha cambiado significativamente y tales eventos encuentran un terreno más sólido para revelarse como potenciales campos de acción reflexiva. Los Encuentros Latinoamericanos de Artes Plásticas. Paraguay y Uruguay. como los Caminos del arte. dentro de la cual el II ELLAAP aparece como el primer gran evento. que posteriormente adoptó una forma más concreta con el Tratado de Asunción. por otro lado.” y que esa integración sería promovida en las áreas económica. como Argentina. el tercero. cuya mayor iniciativa fue la creación del North American Free Trade Agreement (NAFTA) y el Área de Libre Comercio de las Américas (ALCA). discutió temas como Enseñanza – Producción Teórica – Circulación e Intercambio – Relaciones con el Estado y las Instituciones – Mercado. vendría a significar. “…objetivando la formación de una comunidad latinoamericana de naciones. de manera latente. el encuentro reunió profesionales de Argentina. se realizó la muestra Arte Sul 89. pero es en marzo de 1991 cuando se firma el Tratado de Asunción para la Constitución del Mercado Común del Sur (Mercosur). centros de intercambio de informaciones. Ticio Escobar. sería incluso ingenuo creer que eso se podía hacer a través de eventos con esas dimensiones. El debate fue marcado por la discusión sobre la identidad y la integración.7 fueron realizados con el objetivo de apuntar hacia algunas cuestiones pertinentes a la problemática latinoamericana. concentrando sus discusiones principalmente en tópicos locales. que crecieron considerablemente durante la década de 1990 y que fueron establecidas entre el gobierno brasilero de ese entonces y algunos países de Latinoamérica. y temas más amplios. El deseo de realizar exposiciones que pudiesen dar visibilidad a la producción gaucha en un contexto latinoamericano. de reducciones tarifarias progresivas y del establecimiento de políticas macroeconómicas de manera coordinada.”6 El II ELLAAP elaboró una carta del encuentro que sintetizó las conclusiones de los debates. un proceso de unión aduanera. de Paraguay. realizado en 1990. 1990 y 1996). a pesar de que se desarrollaron en el ámbito de las mismas. El I Encuentro elaboró un documento aprobando una política de integración de arte y cultura para América Latina y el Caribe. en un proceso de integración latinoamericana. pero prácticamente no lograron desempeñar un papel político efectivo junto a las instancias gubernamentales. Participante del encuentro. EL II ELLAAP. Con el título Arte en América Latina – 100 Años de Producción.tenemos serios vicios y mecanismos de dominación entre nosotros mismos. lo que. Paraguay y Uruguay se incorporan al proceso en curso. social y cultural. realizado en 1996. que fue el primer instrumento jurídico constituido en ese periodo para ir rumbo al establecimiento de una integración más efectiva entre esos países. Brasil. entre esos cuatro países. una vez articulados en conformidad a premisas básicas de sintonía. 08:23 . ya a vísperas del surgimiento de la Bienal del Mercosur.5 El año de 1990 coincide con la estructuración de la Secretaría de Estado de la Cultura. obedeciendo a una lógica en que predomina el establecimiento de zonas de libre comercio dentro de un ya anunciado proceso de globalización. Paralelamente al I ELLAAP. sin entrar en el detalle de identificar de dónde vinieron y cómo fueron absorbidos.” sin una articulación directa con relación a los centros de diseminación de conocimiento. considerando. signatarios del Tratado de Asunción.14 El Tratado de Asunción estableció. promulgada en 1988. Si los dos primeros encuentros fueron excesivamente politizados y direccionados hacia discusiones acerca de la integración y de la identidad latinoamericana. y otros. necesariamente. que analizaron desde Propuestas Estéticas y Discurso Crítico hasta temas más abstractos.. que anteriormente era sólo una instancia del Conselho de Desenvolvimento Cultural (CODEC). con una perspectiva más abarcadora y menos aislacionista en relación a un campo de acción internacional al cual. por ejemplo. política.16 Es de simple sentido común que acuerdos para la integración latinoamericana fechados en 1941. que debería ser consolidado a largo plazo. alertó hacia el peligro de una visión estrecha en la cuestión de la identidad: “. que. aprovechamiento de recursos y una mayor sintonía entre los diferentes sectores de la economía de esos países. nos reportamos. 9 En general. discutió cuestiones como El Sistema de Arte y sus Instancias en el Contexto Latinoamericano y la Circulación de la Obra de Arte – Posibilidades y Alternativas de Intercambio. Perspectivas de Integración Latinoamericana. la consolidación de la hegemonía norteamericana sobre el continente. algo que ya venía caminando a pasos acelerados en otros países de Latinoamérica. como Las Artes Plásticas y Proyectos de Mundo. en última instancia. parece haber llegado a un agotamiento de esas cuestiones y haberse volcado a temas más específicos de la producción. en los mecanismos institucionales públicos. acuerdos entre instituciones. estaba presente desde mucho antes. realizado en 1989.15 debe ser considerado como un antecedente importante en el proceso de consolidación de la tan esperada integración de América Latina. de otra manera. y fueron producidos en el contexto de las disputas políticas en el terreno teórico y de producción de conocimiento.p65 230 21/6/2006. El Tratado de Montevideo. Los encuentros objetivaron articular cuestiones relativas al arte latinoamericano de modo a traerlas al orden del día de la discusión internacional.10 Hoy. como las instituciones de enseñanza y la producción y circulación de la obra de arte en el contexto de Rio Grande do Sul. si llegara a concretizarse. los encuentros latinoamericanos ocurrieron al calor del crecimiento de las políticas externas al medio cultural y artístico. dentro de las fronteras nacionales y dentro de los propios medios artísticos. Esa iniciativa había sido establecida a la luz de recientes acontecimientos internacionales que dieron lugar a grandes espacios económicos. Chile. podría haber producido resultados más concretos en lo que se refiere a los mecanismos tan necesarios para la integración cultural.

menos de un cuarto de las noticias publicadas sobre el Mercosur (11. la Asociación Latinoamericana de Libre Comercio (ALALC) y. de acuerdo con la lógica vigente de la producción capitalista y la transformación de las políticas de comercio e industrialización. realizó una encuesta para evaluar el conocimiento que poseía la población brasilera sobre el Mercosur.17 Sin embargo. cuando realizados en el ámbito del Estado. la Primera Reunión de los Ministros de Cultura del Mercosur.25 se realiza en Canela. tanto por intermedio de emprendimientos conjuntos como mediante actividades culturales.. estimulando el conocimiento mutuo de valores y tradiciones.”18 Escobar escribió: Este pleito entre centralización y diferencia plantea problemas difíciles a la hora de incluir el tema cultura en la agenda de los proyectos integradores que hoy se afirman a nivel subregional: en principio. que va hasta la segunda mitad de la década de 1970 e inicios de la década de 1980. también pueden concretizarse. En una reunión del Grupo Mercado Común. hecho que nunca llegó a concretizarse. Los modelos anteriores estaban cercados por una intervención estatal excesiva y por medidas de carácter proteccionista. En ese documento. quedó instituida la Reunión Especializada de Cultura. la Asociación Latinoamericana de Integración (ALADI). capaz de generar reflexiones más profundas sobre una cuestión que muchas veces se ve fragmentada en su proceso de entendimiento. la que parece más obvia es que la cultura no estaba en el orden de prioridades como mecanismo influyente en el proceso de integración. sin embargo. que definió las bases para una legislación cultural y para la circulación de bienes culturales. es sólo dos años después que se realiza la primera reunión.24 En 1996. también. se estableció. Surge. es en el acta de esa reunión que el área de artes plásticas es mencionada por primera vez como un sector que debe ser incentivado por los acuerdos de cooperación. que integró a todos los países latinoamericanos. sumadas.. también. que el Mercosur contaría con un sello cultural como símbolo de integración y como mecanismo para facilitar la identificación en la circulación de bienes culturales.promover la difusión de la cultura de los Estados miembros. Rio Grande do Sul. entre otras cosas. El documento consistió básicamente en una carta de intenciones que hace referencias diversas y esparzas a determinadas acciones culturales en áreas específicas. y el Tratado de Asunción intentó. de hecho. sin que busquemos entender las verdaderas razones de tal exclusión. Sin embargo.p65 231 21/6/2006. en todo caso. su sucesora. una mayor ventaja política al negociar con otras alianzas económicas. finalmente. Entre las varias razones por las cuales eso puede haber ocurrido.] la infravaloración de la cultura o su desconocimiento.”20 El Instituto Gallup. sistema que tampoco llegó a ponerse en practica. Aún así. Las noticias clasificadas como ‘cultura’ o ‘sociedad’ representan. La mitad de la población no sabe [sabía] de la existencia del Mercosur. la integración es adversaria de esa particularidad de proyectos plurales que definen lo cultural como ejercicio de lo otro y como expresión de identidades reacias a la disciplina de un modelo único. mientras que la otra mitad simplemente no sabe [sabía] decir qué es [era]. cuyos objetivos consistieron principalmente en la reafirmación de las premisas establecidas por los encuentros anteriores.o el Pacto ABC. varios acuerdos e iniciativas fueron establecidos para dar cumplimiento al Tratado de Asunción. se trata del establecimiento de una política de eventos. en 1975. de 1954. Nos inclinamos a suponer que la omisión obedeció a la segunda de las hipótesis. El área de artes plásticas es la única que siquiera es mencionada en el documento.necesidad de organizar centralizadamente la administración de diversos sistemas simbólicos y la de afirmar las identidades particulares. en los ámbitos oficiales se desconocía qué tipo de acciones deberían emprenderse para promover la integración cultural. danza y música. queda consignada la propuesta de una exposición itinerante de artistas plásticos del Mercosur. cuya función sería “. parecen existir.3 %). a su vez.. firmado durante esa primera reunión. en 1960. La cultura en el ámbito del Mercosur En los sectores cultural y artístico. La Segunda Reunión Especializada de Cultura23 apenas reafirmó las mismas propuestas establecidas por la primera. En esa reunión.19 Un estudio realizado entre julio de 1996 y junio de 1997 intentó mostrar la vehiculación del Mercosur en la prensa escrita. Es decir. tanto Brasil como los otros países miembros pasan a tener. cine. un cambio en la naturaleza de los acuerdos de integración regional de ese periodo. Ticio Escobar sugiere la existencia de un conflicto entre la “. tales como literatura. No podemos pensar la cultura de manera aislada del proceso político y económico.. con el objetivo de evaluar el abordaje y la importancia dispensados al Mercosur en aquellos países que lo integran. y no de acciones coordinadas que serían realizadas a largo plazo. preservar los acuerdos firmados en el ámbito de la ALADI. El estudio concluyó que había un menosprecio en relación a los aspectos culturales y sociales cuando se los comparaba a aquellos del sector económico y político: “Comparada a sus aspectos políticos y económicos. así como a la intención de facilitar la circulación de bienes culturales a través de la remoción de barreras aduaneras.. razones que requieren una investigación crítica. y lo que surge de la década de 1990 en adelante. en 1980. otras cuestiones más complexas parecen apuntar hacia la razón por la cual la cultura siempre enfrenta dificultades para surgir como una vía efectiva a través de la cual tales procesos de integración. Fue a partir de esa iniciativa que los tratados previamente mencionados fueron consustanciados. como si ésta siempre fuera víctima de un proceso discriminatorio. Como sugiere Gregório Recondo. o la cultura no interesaba suficientemente en la construcción del MERCOSUR o. que sería realizada por una curaduría conjunta compuesta por un representante 231 HB_espanhol_Corrido_Final. entre tales razones estaba: [..” Sin embargo. 08:23 .”21 Así. realizada en Brasilia en septiembre de 1992. incluso Cuba. no lograron alcanzar de modo efectivo los objetivos establecidos. Con el Mercosur. resultando. Se produjo. La Primera Reunión Especializada en Cultura del Mercosur22 resultó en el llamado Memorando de Entendimiento. considerando la fuerza del bloque económico del que son parte. [la cultura] se vuelve prácticamente insignificante. y los resultados mostraron que “El Mercosur todavía es [era] una entidad desconocida por gran parte de los brasileros. en un agotamiento y en la creación del Sistema Económico Latinoamericano (SELLA). al paso que los protocolos y acuerdos recientes buscaron el establecimiento de una mayor eficiencia en los procesos productivos en curso.

en pocos años. siempre estuvieron en la perspectiva de la Bienal del Mercosur. el proyecto estaría empapado de la misma perspectiva optimista de realización. La propia Bienal del Mercosur es.educación para la integración”29 que se concretice a partir del entendimiento de la diversidad.. necesariamente. por los gobiernos de Argentina. de material destinado a la realización de proyectos culturales aprobados por las autoridades competentes de los Estados Miembros. De este modo. que sería controlada por el Estado. “En el pasado carecíamos de enfoques abarcadores: privilegiamos las hipótesis de conflicto por sobre las de cooperación y solidaridad. sino también a causa de las implicaciones dictadas por su supuesto efecto local.34 232 HB_espanhol_Corrido_Final.28 y de hecho fueron éstas las que surgieron a priori. sea que tenga éxito o no. por lo tanto. no sólo debido a su localización. no es una tarea fácil. primeramente. como tal. tal vez. Nos inculcaron divergencias en lugar de comunicar las enormes afinidades. 08:23 . y no como un programa de acción coordinada. que la Bienal del Mercosur. Cultura.. en diciembre de 1996.. social y cultural de los países que lo integran. que fue curador por Paraguay en tres Bienales del Mercosur. En ese sentido. en el cuarto bloque económico mundial. Crítica. la bienal debiera imprimir a la integración un sello específico. El protocolo se refiere vagamente a la entrada de bienes “…en carácter temporal. sea la mayor contribución cultural que el proceso de formación del Mercosur pueda dar. el tránsito de obras.. bienes y equipos culturales nunca fue facilitado y las barreras aduaneras no fueron levantadas. por lo tanto.”27 refiriéndose tanto al tránsito de obras de arte y bienes relacionados a la producción artística y cultural y a la jurisdicción estatal como a la circulación de la producción de esos países. pero correspondieron siempre al principio de consolidar una escena de confrontación y diálogo regional. el regionalismo tiene aspectos positivos y negativos.. en efecto. a los objetivos del Mercado Común. está empapada del mismo optimismo que transformó el Mercosur.. mediante acciones facilitadoras y de promoción entre esos países y la organización de acciones culturales que deberían ser promovidas en sus países vecinos. considera que éstas “. con vistas a un pasado que será constantemente revisado. La consolidación de tal proceso. Lo que ponemos en movimiento con la Bienal es un dispositivo de densificación de nuestro precario sistema de arte. sobre la base de criterios que continúan. sus propios temperamentos y marcó desarrollos específicos. con todo. Esa. en la medida en que pueda cuestionarlos. una dimensión cultural innegable de significado profundo que sólo será capaz de ser vislumbrada a partir de la distancia histórica del desdoblamiento en que ese proceso ocurrirá (a despecho de sus tropiezos. Necesitamos.”33 Pero es justamente la posibilidad de imprimir un carácter de reevaluación de los principios económicos. A ese respecto.tuvieron ritmos.31 Otras cuestiones. fallas y eventuales retrocesos). curador del Chile: En ese sentido.p65 232 21/6/2006. con profundas implicaciones en la vida política. La bienal puede ser la plataforma crítica de la integración. en un sentido institucional constructivo. De una manera o de otra. como proyecto cultural. una nueva visión surgirá. para cualificarla en el seno de su propio proceso. Paraguay y Uruguay. vincular la producción al aparato político que necesariamente se instaura en relaciones organizacionales de ese tipo: El evento de la Bienal sirve. una manifestación regionalista. el hecho es que el evento jamás salió del papel. Creo que esa diversidad.26 Basado en las prerrogativas establecidas por el Tratado de Asunción y por el Memorando de Entendimiento. cuya existencia remonta al proyecto de emancipación de las naciones sudamericanas y aún resiste a consolidarse. a pesar de todos los protocolos de intenciones y tratados que fueron firmados. incluso porque antes es necesario consolidar una cultura de la integración capaz de salvaguardar las diferencias locales. Frederico Morais hizo la siguiente observación: La I Bienal de Artes Visuales del Mercosur tiene el mérito (o el desmérito. Gabriel Peluffo acentuó la importancia de que se vincularan los papeles académicos y culturales a la concepción política del Mercosur sin. Como todo en la vida. sin duda. Cada Bienal tuvo su estrategia propia.”30 Al comentar sobre la vehiculación de bienes simbólicos. Tales objetivos serían alcanzados. desde los procedimientos del arte contemporáneo. como la problemática del regionalismo.de cada país participante. pero no puede limitarse a ellos. el Protocolo de Integración Cultural del Mercosur fue firmado en la ciudad de Fortaleza. por tener parentesco con la idea de un mercado común. sus implicaciones en el proceso de integración regional y sus desdoblamientos. objetivos y alcances diferentes. de una “. El protocolo tenía como objetivo emprender acciones concretas en el área de cooperación e integración cultural y artística entre los países signatarios. identidad y regionalización: el sentido político y cultural del Mercosur La formación del Mercado Común del Sur (Mercosur) debe ser vista como un proceso de gran importancia en el siguiente aspecto: el ejercicio de su consolidación exige la profundización y la superación de diferencias históricas. culturales y políticos. habitantes de Latinoamérica. como ya fue dicho. puede contribuir para una constante revitalización del medio en el que existe y en el cual se constituye. incluso después del surgimiento de una vida democrática para la mayoría de los pueblos latinoamericanos. con toda certeza cuestionará el eurocentrismo que siempre nos ha impuesto significados a partir de sus premisas.32 Ticio Escobar. Como bien ha expresado Justo Pastor Mellado. Brasil. a la luz de la madurez y de la redefinición de las relaciones de identidad históricas y culturales establecidas por nosotros. No debemos ni podemos olvidar que lo que la distingue de sus congéneres en todo el mundo es el hecho de tener como paño de fondo un tratado económico regional y. porque trabaja con una producción simbólica y con un pensamiento crítico que son independientes – e incluso ajenos – a los objetivos estrictamente político-económicos de ese Mercado.. estereotipos y prejuicios entre los pueblos de sus naciones asociadas. para algunos) de volver a colocar en discusión la cuestión regionalista. como resultado de una sistemática reevaluación de los hechos y conceptos que hemos consolidado. Además de plantearse como una iniciativa eventual. Existe. promover un proceso de integración en los términos de premisas económicas. Sin embargo. enriquece la historia de las exposiciones latinoamericanas.

a entender al artista. hay que transponer determinados obstáculos que son de orden política.954. será un trabajo delicado. [. también. sino crear condiciones para que ésta exista. Una cultura regional del Mercosur es un objeto todavía muy vago. presidente de la 4ª Bienal: “Creo que es eso lo que la Bienal proporciona a todos nosotros. realizado en Porto Alegre. sus intereses. a los artistas. [. ya que se trata de una institución cuyas características son capaces de promover la renovación y la vehiculación de la producción en un contexto volcado hacia la renovación. antes que nada. garantizada por el Estado de Derecho y nutrida por una cultura viva y sólida. Collor presentó otra legislación (la Ley nº 8.42 Como contrapartida. Así. de 23 de diciembre de 1991). en la cual los agentes de las más diferentes esferas sociales participan en un proyecto colectivo y crecen culturalmente en la ejecución de ese emprendimiento.p65 233 21/6/2006. Ese proyecto.. de 26 de enero de 1992) surgió en Rio de Janeiro. […]. no se puede programar una forma de creación.”36 Frederico Morais. a mayor competitividad internacional. tiene una visión más correcta y verdadera acerca del objeto analizado.38 Así. por tener sus diferencias. El carácter público del proyecto de la Bienal y su papel en una sociedad democrática.. tal vez algunos de nosotros no tendríamos esa relación directa con el arte. toda vez que se encuentre regulado por políticas culturales.39 Fue justamente esa necesidad latente del medio de construir proyectos concretos de integración cultural lo que encontró resonancia entre los empresarios de Rio Grande do Sul. tanto como en las políticas y económicas. de 20 de marzo de 1992.313. que el proyecto de integración efectivo podrá llegar a realizarse.313. aprobada incluso antes que las demás leyes estaduales que siguieron a la Ley nº 8. fue aprobada por la Asamblea Legislativa la ley gaucha.35 Sin embargo. en marzo de 1990. Por otro lado. En Rio Grande do Sul. como alternativa a la medida del Presidente Fernando Collor de Mello. a racionalización de la producción. la Bienal puede perfectamente conformar un ámbito de acción de dichas políticas. a partir de una iniciativa de la diputada estadual Jandira Feghali. me parece que es una consecuencia casi lógica. al asumir. restándole a la Asamblea promulgar la Ley n° 9. La primera ley de incentivo estadual (ley nº 1. Estoy tratando acentuar las diferencias. que instituyó algunas alteraciones a la Ley Sarney. sociales y culturales propiamente dichas. en 1995. Y la primera condición es un mejor conocimiento de los artistas y del arte del Mercosur. sin embargo.construir progresivamente una cultura regional.] algo sobre la estructura común a todas las culturas nacionales. Sólo cuando asumió el gobernador Antônio Britto.505. que. a caída de barreras aduaneras y tarifarías. e imaginar con cierto rigor en esa dirección. al año siguiente.. que el ciudadano dará su contribución positiva en ese proceso. apoyándose en culturas nacionales que hasta ahora se han ignorado despreocupadamente entre sí. Antônio Britto envió a la Asamblea Legislativa un nuevo texto para la creación de una ley de incentivo a la cultura.37 Por su parte. que instituyó el Programa Nacional de Apoyo a la Cultura/PRONAC. por ocasión del III Encuentro Latinoamericano. políticas y económicas.. Si no hubiese Bienal. Si a partir de eso se produce una corriente de creación en la cual se percibe una identidad y un arte que responde al imaginario de esta región. de 2 de julio de 1986). Bajo el punto de vista del proceso artístico. Y sabemos que al centro de todo eso está el hombre. destaca la importancia de un mercado común ligado a la vehiculación y a la producción de bienes culturales: Proyectos como la Bienal constituyen buenas alternativas para concebir la presencia del Mercado actuando no sólo a través de las industrias culturales. recordó las implicaciones de realizar un proceso de descontextualización de la obra con vistas a la búsqueda de trazos comunes: Cuando usted descontextualiza a un artista. subscrita por cinco diputados. el crítico argentino Fermín Févre admitió la posibilidad de que relaciones de identidad realmente existan. al hablar sobre el proceso de constitución de la 1ª Bienal y de cómo pensaba el tema de la identidad y de la diferenciación cultural.”40 En el Mercosur. Empezamos.. Esas culturas. si visto como un proyecto cultural. fue expresado de la siguiente manera por Renato Malcon. Esa ley. presentan un cierto grado de discreción que estaría contenido en sus especificidades históricas. 08:23 . Es a partir de la libertad individual. extinguió la llamada Ley Sarney (Ley nº 7. la Bienal del Mercosur tiene un papel fundamental a cumplir. En una entrevista. está el ciudadano. sus dificultades.41 Las leyes de incentivo a la cultura y la creación de la Bienal del Mercosur Las leyes estaduales de incentivo a la cultura surgen en Brasil a partir de 1991. si usted examina el contexto y sus relaciones culturales. tales como el análisis previo de los proyectos aptos a buscar incentivos en la iniciativa privada. por otro lado. la creación de la Bienal del Mercosur puede ser considerada como el resultado de un movimiento que surgió en ese contexto.] a los empresarios. Como había prometido en su campaña. Es en el ejercicio de sus premisas culturales. una homogeneización de la producción de América Latina y de sus diferencias sería altamente prejudicial. a nuevas oportunidades de inversiones.Ticio Escobar. El texto fue vetado por el entonces gobernador Alceu Collares. con una gran receptividad por parte de lideranzas artísticas y políticas del sur del país. no fue reglamentada y terminó archivada.. para elaborar políticas al respecto. Un mercado común puede servir de impulso al desarrollo del arte en la región. dijo: En arte. La vehiculación de la producción cultural en el proceso de formación de un bloque económico fue señalada por Justo Werlang como un proceso. es que resurgió la esperanza de la comunidad cultural de tener un mecanismo de incentivo fiscal.] Nosotros empezamos a invertir en arte. éste se excepcionaliza. de formación de la ciudadanía y de construcción de las libertades individuales: Cuando hablamos del Mercosur nos referimos siempre a la formación de bloques económicos. demostrando una necesidad histórica de articulación cultural y artística que hace mucho intenta concretizarse de forma duradera. a los curadores y. especialmente. puede cruzar lo social. lo oficial y lo empresarial que es el terreno donde éstas funcionan.. a pesar de ser justamente esa homogeneización la que tradicionalmente se venga abogando en la forma de una identidad común. no quiero mostrar una identidad única. “. que había sido discutido y bien recibido por 233 HB_espanhol_Corrido_Final. reclama conocer [.634.. a conocer su día a día. cuyo veto fue derribado. a generación de empleos y de riqueza.

se constituye[ó] en una contribución relevante para la comprensión del arte latinoamericano.”62 dijo.”44 Justo Werlang. en el último piso del Estadio de los Eucaliptos. la ley de incentivo fue reglamentada. Gustavo Nakle. Se puede decir. Paulo Chimendez. idea que creció con la llegada de la exposición Bienal Brasil Século XX al Espacio Cultural Edel. el grupo de artistas a que me referí anteriormente buscó el apoyo del Gobierno del Estado a través del Instituto Estadual de Artes Visuais de la Secretaría de Estado de la Cultura. un espacio de intercambio entre artistas y de intercambio de ideas sobre cuestiones del metier.59 Antônio Britto asume el gobierno del Estado.53 y discutía nuevas posibilidades de intercambio entre sus vecinos de Latinoamérica.p65 234 21/6/2006. en 1997. José Luiz do Amaral. entre ellos el empresariado. El papel desempeñado por Carlos Jorge Appel. En mayo de 1994. Ella defendía el proyecto de la Bienal como la necesidad de realizar un evento en el ámbito del Mercosur para dar visibilidad. Benites encaminó el proyecto a la Secretaría de Cultura del Mercosur de la Asamblea Legislativa. fue realizada una audiencia con el Ministro de la Cultura para la divulgación46 y búsqueda de apoyo por parte del Gobierno Federal para el proyecto de la Bienal en el ámbito de la Ley Rouanet. Esa fue la primera vez en que los sectores políticos. que tuvo gran actividad a inicios de los años 90. este no se habría hecho realidad sin el compromiso del empresariado. la valorización del arte como un importante mecanismo de mejoramiento de las relaciones sociales en un periodo en el cual “había. entonces Secretario de Estado de la Cultura. En mayo de 1997. pero que sea importantísimo para los artistas que de ella participen y sobre todo para el futuro.. sino también su reglamentación – ocurriese en un periodo de tempo tan corto fue decisivo.. para que el proceso – no sólo el encaminamiento político para la aprobación de la ley. ni tan importante para los medios de comunicación.” según ella. Una renovación y oxigenación de toda la producción artística y teórica regional. en ese momento sólidamente articulado alrededor de la creación de la Bienal del Mercosur. en 1986. el riesgo de que ocurriera un “empobrecimiento de los artistas”56 debido a las reglas del mercado. Así.. de 19 de agosto de 1996. llegando a tener una participación decisiva. la idea de realizar una exposición internacional de gran porte empezó a tomar forma cuando tuvo la oportunidad de trabajar en la organización de la exposición Caminhos do Desenho Brasileiro. empresarios y otros segmentos de la comunidad. Nelson Jungbluth. Para Maria Benites.55 A partir de entonces. Maria Benites manifestó: [. Aunque otros artistas también compartían las mismas aspiraciones. En el proceso de diálogo con el Gobierno. El ejemplo de la realización de un evento como ese fue utilizado por los empresarios. Una confluencia de factores y eventos resultó en la constitución de ese proyecto. ya que incluso un pequeño gesto puede haber tenido una importancia significativa en medio a esa considerable suma de esfuerzos que se llegó a juntar para que la Bienal llegara a existir de hecho. si la renuncia fiscal hizo posible el proyecto de la Fundación Bienal. sin sombra de duda. Naturalmente. Carlos Jorge Appel se involucró en el proyecto. porque sin artistas no hay Arte ni con mayúsculas ni con minúsculas.52 Al mismo tiempo. estas personas lograron la adhesión de artistas. que tal vez no sea tan seductor. el proyecto de Maria Benites. 08:23 . porque los grandes artistas no necesitan de muchas otras cosas además de la libertad de crear. ese es el grupo que llevará adelante. Maria Tomaselli.] propusimos la Bienal como un espacio para dignificar al artista y su obra.846.54 Pese a que el grupo no estaba vinculado a la productora de una manera orgánica.. como un gran evento.48 Rumbo a la 1ª Bienal: el proceso visto cronológicamente Se Puede decir que construir una cronología precisa de la constitución de la Bienal del Mercosur49 es establecer una visión lineal para una serie de eventos que deben ser vistos simultáneamente. de alguna forma. director del Instituto Estadual de Artes Visuais61 y representante del Gobierno en la organización de la Bienal. buscando apoyo y colaboración de diversos segmentos de la sociedad. Benites enfatiza que las motivaciones que la llevaron a trabajar en el proyecto de creación de una Bienal fueron. presidente de la 1ª Bienal. antes que nada. Como escribió Décio Freitas: “La bienal es testigo de una modernización conciente del empresariado gaucho.58 En 1995.57 En agosto de 1994. Maia Menna Barreto. en su fase inicial. fue aprobado por la unanimidad de los diputados en 1996. que el surgimiento de una ley de incentivo en Rio Grande do Sul se dio en gran parte en virtud de una enorme articulación nacida del deseo de la comunidad y de la disposición política del gobierno. señaló que la Bienal cambiaria la fisonomía cultural de Porto Alegre: “Antes y después de la Bienal el público no será el mismo. por los artistas y por el propio gobierno como uno de los factores que justificaban la necesidad de que la ley de Incentivo Fiscal (LIC) fuese aprobada. principalmente. En ese mismo periodo. y constituyeron un fenómeno singular en el área de la cultura. Manolo Doyle y Wilson Cavalcanti se reunía en un taller abierto. a través de una visión espacial.60 Al asumir la Secretaría de Cultura. fue en torno a él que el proyecto terminó por ganar una dimensión pública. además de un papel significativo del empresariado. resultando en la ley n° 10. en el cual muchos agentes desempeñaron su papel. después de haber realizado diversos contactos y antes de trasladarse a Alemania.43 Cabe destacar que la aprobación y la reglamentación de un proyecto de ley tan complejo fueron procesos realizados en tiempo record. no parece apropiado juzgar.la comunidad cultural. Maria Benites asumió el papel de articular las bases para la consolidación del proyecto. Paulo Olszewski.63 234 HB_espanhol_Corrido_Final. en esa época comprometido con el proyecto. un grupo de artistas formado por Caé Braga. según ellos. considerando el periodo de envío de la ley a la Asamblea hasta su reglamentación.”45 En diciembre de 1996. Si ese papel tuvo mayor o menor importancia. y espero y deseo que la Bienal un día pueda ser ese espacio. culturales y empresariales se articularon de manera organizada para la realización de un evento que vendría a constituirse como un marco histórico para el área de las artes plásticas de Rio Grande do Sul y daría lastres significativos de soporte a la producción plástica latinoamericana en un futuro cercano.47 El primer proyecto aprobado por el Consejo Estadual de Cultura para recibir los beneficios de la LIC/RS fue justamente el proyecto de la 1ª Bienal de Artes Visuales del Mercosur. El grupo de artistas que estuvo en la base de la Bienal tenía ideas diferentes acerca de aquella que. destacó que el evento “. que solventó el alto costo del evento. Un momento importante de intercambio cultural en el calendario del Mercosur. vendría a transformarse en la Bienal del Mercosur y consideraron que la intención era que la Bienal fuera.50 la productora cultural Maria Benites Moreno51 elaboró un anteproyecto para una Bienal del Cono Sur. paralelamente al surgimiento de la idea de una Bienal en marzo de 1995 y de la propia formación de la Fundación Bienal de Artes Visuales del Mercosur. donde pasaría a residir. a la producción latinoamericana.

Participan en esa Comisión los artistas Ana Norogrando. electo también presidente del Consejo de Administración. pero es de la Bienal en adelante que todo empieza a florecer más. cuya indicación “. se realiza la primera reunión de los miembros instituidores en la sede del Grupo Gerdau. cuando fueron leídos los términos de la escritura pública instituyendo la Fundación. 08:23 .indicar el presidente de la 1ª Bienal y sugerir la composición del Consejo Deliberativo. Jorge Gerdau Johannpeter. en reunión convocada por Carlos Jorge Appel.64 Participaron en esa reunión el gobernador del Estado. de la primera edición.65 que veían en la realización de la Bienal una posibilidad concreta de invertir en el área cultural y artística. junto con la presencia de artistas. cada uno tiene que saber que hizo su parte […] No hubo nada trazado. el gobernador nombra una comisión técnica encargada de formular una propuesta inicial para la Bienal. recuerda que “.73 La dedicación del grupo al proyecto de creación de la Bienal será. de hecho. 89 El 25 de junio de 1996.transformarse en Consejo Deliberativo80 de la Bienal con la incorporación de nuevos representantes. en esa época. en seguida. en el que otros artistas serían incorporados a la organización del proyecto Bienal a través de comisiones organizadas por el gobierno. en su opinión. ser de carácter colectivo: “Entonces.se aceptó por unanimidad. se realiza la primera Reunión del Consejo de Administración. “. una reunión de la Dirección Ejecutiva determina que se haga un primer contacto con la historiadora Aracy Amaral y el crítico de arte Frederico Morais. Michael Ceitlin. según una perspectiva de “responsabilidad social. La Dirección Ejecutiva electa por el Consejo de Administración asume y. Luiz Fernando Cirne Lima.el espíritu de tener un evento internacional importante estaba presente en el imaginario de los artistas de Rio Grande do Sul. eso no. Jorge Polydoro. poco después. artistas. La iniciativa es vista como una posibilidad efectiva de realización de un proyecto de grandes dimensiones. En esa ocasión.. ambos presentados al colegiado de la reunión por Justo Werlang. El convenio tenía previstas tanto la colaboración en infraestructura como la destinación de fondos del Estado a través de autorización legislativa. que sólo sería posible gracias al fuerte apoyo de determinados segmentos del empresariado.. representantes del medio cultural y empresarios. por Jorge Gerdau Johannpeter. de la prefectura de Porto Alegre. fue aprobado el proyecto ejecutivo para la 1ª Bienal. una solemnidad presidida por el gobernador Antônio Britto. que en ese momento ya contaba con el apoyo del Gobierno del Estado. empresarios. con la presencia de representantes diplomáticos. La voluntad política y empresarial de apoyar un evento de ese tipo. lanzaron la propuesta de organizar una Bienal de Artes Visuales. momento en que es presentada la idea de realización de la Bienal87 y firmado el convenio con el Gobierno del Estado88 con vistas a viabilizar las condiciones para la ejecución de la Fundación. el grupo. el Santander surge con la Bienal. Clausurada la reunión. Raul Anselmo Randon y Renato Malcon). Justo Werlang86 presenta al Consejo el proyecto de la Bienal del Mercosur. Péricles de Freitas Druck. es decir. yo diría que empezó junto con la participación de Jorge Gerdau Johannpeter.. de una institución.. Federasul y Farsul). nuevos miembros son electos por los miembros instituidores (Anton Karl Biedermann.. Se eligió también a Justo Werlang como director-presidente.77 El 1° de diciembre de 1995.. En esa reunión.82 la Comisión Organizadora de la Bienal de Artes Visuales del Mercosur aprobó el proyecto básico de la primera Bienal. en el Palacio Piratini. el Secretario de Estado de la Cultura y otras autoridades del Gobierno Estadual que. sino que alcanzan los más diversos sectores de la organización social. Horst Ernst Volk. Amaral agregó: “.. Todavía en abril de 1996 es formalizada la lista de siete empresarios83 que instituirían la Fundación: Adelino Raimundo Colombo. Sérgio Silveira Saraiva y William Ling. Jayme Sirotsky.”68 José Paulo Soares Martins. ¿Qué había? Que tenía características de una Bienal del Mercosur que miraba hacia América Latina. es electo el Consejo Fiscal de la Fundación. al proceso de constitución de la Bienal se realiza en marzo de 1995.70 Fue él quien tuvo la visión de que sería posible y la determinación para empezar. sin apropiación del proyecto. en la Sala Alberto Pasqualini.. la comisión se reúne y decide indicar como presidente de la Fundación al empresario y coleccionista Justo Werlang. en la residencia del empresario Jorge Gerdau Johannpeter. autoridades. propuso la creación de una fundación de derecho privado 76 y presentó al gobernador del Estado la Propuesta de Creación de la Bienal de Artes Visuales del Mercosur.85 El 11 de junio de 1996. coleccionistas. Hélio da Conceição Fernandes Costa.invertir en una bienal.”71 En mayo del mismo año. incluyendo a Jorge Carlos Appel como miembro nato. ya desde su inicio. los dos nombres que podrían venir a asumir la curaduría 235 HB_espanhol_Corrido_Final. asociar el nombre de una empresa.72 formada por representantes del gobierno estadual.”79 En seguida. Los miembros instituidores elaboraron la lista de los demás miembros del Consejo de Administración presentados como miembros electos. Eva Sopher. empresarios y representantes de los sectores culturales. considerándose creada la institución. firmado por los miembros instituidores. Éstos ya tenían esa percepción muy clara. Júlio Ricardo Andrighetto Mottin.”78 En una reunión el 12 de diciembre de 1995. artistas y entidades de clase (Fiergs. que vendría a ser firmado el 11 de junio.”81 El 1° de abril de 1996. claro que no es sólo la Bienal. que se había reunido durante algunos meses.. pero todo empieza con la Bienal.p65 235 21/6/2006. sobre todo.84 El 3 de junio de 1996. tiene que haber una cierta humildad. que asumen el cargo en seguida. pasando a ser miembro nato del Consejo.. el gobernador del Estado nombra la “Comissão Organizadora da Bienal de Artes Visuais do Mercosul. en la cual acentuó la importancia de la Bienal.’ No. en una reunión del Consejo. en la Casa de Cultura Mário Quintana. que debería. que fue. entonces..” que quedó encargada de. Fernando Pinto.todo empieza. Luiz Carlos Mandelli. de un Estado a la realización de una Bienal Internacional de Artes Visuales significa invertir en la creación de un poderoso mecanismo generador de relaciones sociales que no se agotan en la esfera del arte. en el plazo máximo de 60 días. El MARGS es remodelado a causa de la Bienal. En julio.69 uno de los directores más actuantes de la Fundación Bienal. Carlos Carrion de Britto Velho y Maria Tomaselli. así como el convenio entre ésta y el Gobierno del Estado. 74 Ana Norogrando recuerda que el papel de la Comisión era colaborar con el desarrollo del proceso. incluido el Estatuto Social.”75 En agosto de 1995. nada que dijera que tenía que ser ‘así o asá.”66 José Luiz do Amaral recordó que “. El convenio tuvo como objetivo crear condiciones favorables para la realización.La primera reunión que da inicio. liderados. claro que no todo es por la Bienal. Daniel Ioschpe. se realiza en el Salão Negrinho do Pastoreio.. la Comisión aprobó la sugerencia de “. sustituida por un proceso más formal de participación.”67 En entrevista reciente. el subgrupo de la Comisión Técnica nombrada por el gobernador del Estado presenta la Propuesta para la Configuración General de la Bienal de Artes Visuales del Mercosur. En el mismo día. así como el esbozo de los estatutos sociales de la Fundación.

abordó cuestiones elementales relacionadas con la problemática latinoamericana en el área. enero de 1998. 93 Frederico Morais es anunciado como curador general de la 1ª Bienal del Mercosur el 4 de septiembre del mismo año. El documento es firmado por doce personas. Instituto Estadual de Artes Visuais. que dispone sobre las relaciones internacionales. dejando la ausencia de lo que podría haber constituido un documento importante para la continuidad del proceso desencadenado con los encuentros. fue realizada una serie de visitas institucionales. tenía como objetivo exclusivo dar visibilidad a la producción local. Ver también Proposta de parceria entre ULBRA – Universidade Luterana do Brasil e Fundação Bienal de Artes Visuais do Mercosul.205 del Gobierno del Estado de Rio Grande do Sul. al establecer una comisión de selección. “Um Olhar para a América Latina. la Fundación Bienal propuso a la Universidad Luterana do Brasil (ULBRA) un convenio para que ésta fuera sede del ya creado Museu de Arte Contemporânea do Rio Grande do Sul. recibió protocolos adicionales. una de las instituciones que fueron creadas dentro de la SEDAC. como pasó a ser conocido el Sistema de Solución de Controversias en el Mercosur (17. colocando al centro de la polémica las cuestiones prácticas e inmediatas. 12 Párrafo único del Art. 8 Entre los objetivos de la muestra. sin fecha. críticos y curiosos… La producción sigue sometida a los patrones estéticos del Primer Mundo. El Tratado de Asunción. que permite la práctica de acuerdos. y constituyeron los principales instrumentos jurídicos para la consolidación del tan esperado proceso de integración. Este último estableció la nueva estructura institucional del Mercosur. investigadores y demás interesados en el sector de las artes plásticas de Paraná. Argentina y Paraguay para oportunizar el debate sobre cuestiones suscitadas por la práctica de las artes plásticas y promover el análisis del papel por ellas desempeñado en el contexto latinoamericano. “América Latina: identidade sem ferir as diferenças. En el mes de octubre.” Carta à Universidade Luterana do Brasil. AGC-Arte Gaúcha Contemporânea. en parte porque. 10 de mayo de 1989. al inaugurar la muestra Arte Sul89. destinado a estar en vigor durante el periodo de consolidación de la Unión Aduanera.91 En esa reunión del área de artes plásticas. e inaugurado el 18 de marzo del mismo año. con la creación de la Secretaría de Estado de la Cultura.1995). de Argentina. ya que América Latina no tiene fabricación propia de buena cualidad. 11 La consolidación del ALCA viene encontrando serios obstáculos incluso en el gobierno norteamericano. como al Ministerio de la Cultura y Relaciones Exteriores.08. Porto Alegre. se extinguió el CODEC. la Dirección decidió enviar a los dos curadores las líneas norteadoras con los objetivos fundamentales para la 1ª Bienal. De esa forma. galeristas. bastante discriminador. 13 Eran ellos. Uruguay. Posteriormente. Ver Gaudêncio Fidelis.1990). 14 El Mercosur es una Unión Aduanera cuyo objetivo final es avanzar hacia un mercado común. el Protocolo de Ouro Preto. esta Fundación y la Secretaría Estadual de Cultura permitirá la inmediata instalación del Museo.92 En reunión realizada el 27 de agosto de 1996.” Um museu para o Mercosul. Maria Benites participa como coordinadora general del proyecto. catálogo de la exposición. Instituto Estadual de Artes Visuais. 9 La muestra provocó críticas. y tuvo la coordinación técnica de José Francisco Alves. estaba el hecho de que sus organizadores “. Miriam Avruch y José Luiz do Amaral. a través del Decreto nº 34. Frederico Morais. que definió las bases para su creación. 10 Aunque el encuentro intentó politizar las cuestiones en pauta. así como la difícil compra de los materiales importados. no logró evitar ausencias importantes de artistas cuya producción era de las más significativas en el contexto de Rio Grande do Sul. coordinador del CODEC. en vez de una curaduría con un proyecto curatorial definido. sería nombrada superintendente de la Fundación. 3 En junio de 1988 fue creada la Coordenadoria de Artes Plásticas. el Instituto Estadual de Artes Visuais realizó otra gran muestra: la AGC-Arte Gaúcha Contemporânea siguiendo un modelo similar. La propuesta sugería un convenio entre la Fundación Bienal. La convocatoria dice: “El I Encuentro Latinoamericano de Artes Plásticas reunirá artistas. Porto Alegre. El II ELLAAP fue realizado en 1990 y el III ELLAAP. de Brasil. y Carlos Menem. y además a los embajadores de los cinco países del Mercosur y de Venezuela. 6 Clarissa Berry Veiga..12.. “América Latina: identidade sem ferir as diferenças. Fundação Bienal de Artes Visuais. el 5 de agosto. en parte porque no se trataba de una muestra de artistas latinoamericanos. Fernando Collor de Mello.1991). ligada al CODEC. 4°. Ésta reconocía la necesidad de una nueva sede para el Museo.” Segundo Caderno. 26 de julio a 20 de agosto de 1989. Zero Hora (20. la creación de un centro de documentación e investigación en arte latinoamericano y la realización de necesarios cursos en el área. “Tan ambiciosa como la I Bienal del Mercosur. 1993.95 Notas 1 Entre ellos. al final las discusiones se resumieron a temas más pragmáticos: “Pero la platea intentó simplificar el debate. Edital. La promesa de producir una publicación con los resultados del encuentro para el año siguiente no se concretizó. la idea de un convenio entre la Universidad Luterana. se mostró un poco más representativo en su abordaje temático. en 1991. 17 de octubre a 10 de noviembre de 1991.” Clarissa Berry Veiga. como el Protocolo de Brasilia. con la intención de mostrar en Rio Grande do Sul lo mejor de la producción brasilera contemporánea a lo largo de un periodo determinado. desde que en consonancia con las demás reglas del sistema multilateral. visitas concluidas por Morais y Benites yendo a Paraguay. El abordaje dado al arte latinoamericano. Gobierno del Estado de Rio Grande do Sul. a realizarse en 1997.. 17. El I ELLAAP fue organizado por José Luiz do Amaral. y causando la falta de referencias futuras. el Gobierno del Estado y la Universidad Luterana para la instalación del Museo en las dependencias del espacio de la ULBRA. (23. Brasil..08. investigadores. pasando por Argentina.1989). ocasión en que fueron presentadas las líneas básicas del proyecto curatorial para su primera edición.” Projeto Ciclo Arte Brasileira Contemporânea: Dudi Maia Rosa. Zero Hora (20. el grupo podría actuar como interlocutor al negociar acuerdos en nombre del Mercosur con otros países.” Segundo Caderno. sin embargo. Justo Werlang y Maria Benites iniciaron las visitas a los países participantes. Por eso. no paginado. Cuando. la Coordenadoria de Artes Plásticas se transformó en el Instituto Estadual de Artes Visuais. realizado en 1989. dándole personalidad jurídica internacional. 17. en agosto de 1990. 5. que “siempre se presumió que sería temporaria. Santa Catarina. siendo que la gestión del mismo estaría a cargo de la Fundación Bienal. 08:23 . 2 Después del término de la 1ª Bienal. que estuvo constituido por una serie de exposiciones individuales de alta calidad técnica y por parámetros conceptuales rigurosamente establecidos.12. 5. grupos u organismos internacionales. 26 de noviembre de 1997.considera[ban] también que es papel del museo oportunizar el análisis y el diálogo en que productores y consumidores de arte puedan involucrarse de manera activa y participante. fundado el 04 de marzo de 1992. Sobre eso. 7 El I ELLAAP. I Encuentro Latino-Americano de Artes Plásticas – Cone Sul.1990). fue el mayor problema levantado por artistas. 26 al 28 de Julio de 1989. Bolivia y Venezuela. ver Luciano Alfonso. Tal razón jurídica se hace necesaria en obediencia al régimen normativo de la Organización Mundial del Comercio (OMC). Esa muestra.general. Porto Alegre. Dos años después. que junto al I Encuentro Latinoamericano de Artes Plásticas se integra a las conmemoraciones del 35º aniversario del MARGS. RS. obedeciendo a la práctica de tarifas externas en consonancia con los niveles acordados 236 HB_espanhol_Corrido_Final.p65 236 21/6/2006.90 En una próxima reunión. que sería lo esperado en un evento paralelo de ese tipo. el encuentro llevó la subdenominación geográfica de Cono Sur. Porto Alegre. 4 En su primera edición. podemos citar el Ciclo Arte Brasileira Contemporânea. Chile y Uruguay. sobre Aspectos Institucionales (Ouro Preto. la Dirección Ejecutiva decide invitar al crítico Frederico Morais como curador de la 1ª Bienal. “O CABC e o MAC.” Correio do Povo. realizado en 1996. suprimida posteriormente. Los demás encuentros fueron organizados por José Luiz do Amaral cuando estaba en la dirección del Instituto Estadual de Artes Visuais.07. la producción de relevantes exposiciones itinerantes.94 En septiembre de aquel año.” 5 Documento resultante del 1° Encuentro Latinoamericano de Artes Plásticas. Rio Grande do Sul.” Texto de introducción del catálogo Arte Sul 89.

” in Mercosur: la dimensión cultural de la integración.07. (01. D4.2005). La publicación contenía sinopsis. 18 “Identidad.846 entró en vigor el 1° de enero de 1997. “Metade do país ignora o que é o Mercosul. “A OMC Face à Globalização e à Regionalização. considerado deficiente. 19 Idem.04. en artículo de página central.1996).1996). el conteiner será lacrado y sellado. desde que pasen por un proceso de negociación. 115. “Uma megaexposição maior que a cidade. México. Caderno 2. “Identidade feita de contradição.” in Mercosul: a Realidade do Sonho. portada.2005).” Folha de Pernambuco. 34 Entrevista a Justo Pastor Mellado realizada por el autor (05. En abril de 1997. Paraguay. 6 (2). Después de eso. El periódico Zero Hora incluyó. 9. O Estado de São Paulo (07.por la OMC.11.” Segundo Caderno-Cultura. estimulando con eso el intercambio de informaciones y experiencias artísticas. (Buenos Aires: Ediciones Ciccus. como observadores.06. Perú. 240. Rio.” Ley de Incentivo a la Cultura. (21.1997). Celso Lafer. 21 André Vieira. Museu de Arte do 237 HB_espanhol_Corrido_Final. según [Eric] Nepomuceno. 104. 8. Ver. En ese momento. políticas culturales e integración regional. A-4.” Segundo Caderno. La reunión contó con la presencia de los Ministros y Secretarios de Cultura de Argentina. 38 Eduardo Sterzi. 2001). Evento en homenaje a Justo Werlang. “Integração terá que driblar a alfândega. Gregorio Recondo (org. portada. “El arte.11. sin fecha.” in Mercosur: una historia común para la integración. 2000).06. incluso en beneficio de los respectivos sectores empresariales. 37 Celso Fioravante. 20 Liamara Guimarães Paiva. impulsando la libre circulación de obras de arte entre países del Mercosur.10. 36 Raúl Gadea.10. No fue casualidad que el primer proyecto presentado en el mencionado material fuera el de la Bienal del Mercosur. 1997. 25 El año de 1996 fue el que tuvo más intentos de inversiones locales en proyectos de integración. 09. Colombia. Participaron. un cuadro con los números de la cobertura del encuentro por parte de la prensa argentina. Mercosul/CMC/DEC n° 11/96. permitió muchos fraudes. Brasil. Año 2000. además. 43 La Ley nº 10. Frederico Morais apunta como uno de los factores de la Bienal del Mercosur: “También en el campo del arte necesitamos trabajar en el sentido de promover el fin de las barreras aduaneras. Secretaría de la Cultura.” Flávio Ilha. Zero Hora (07. además.” Política Externa. historial y descripción detallada del proyecto de la Bienal del Mercosur. 1997).10. de 1991. 27 Artículo XIII del Protocolo de Integración Cultural del Mercosur.) (São Paulo: ECA/USP.” Folha de São Paulo (22. Destaca la calidad del arte brasilero en comparación con los otros. Citado en Mônica Yukie Kuwahara. 3.” Gazeta Mercantil (24. Esa ley fue criticada por su exceso de burocracia.” Segundo Caderno. Modernización e identidad en el Mercosur (Montevideo: Ediciones de La Banda Oriental. 15 Instrumento que transformó la Asociación Latinoamericana de Libre Comercio (ALAlC) en Asociación Latinoamericana de Integración (ALADI). pone en evidencia el parentesco que existe entre la creación de los países de lengua española y estimula el mercado de arte contemporáneo en el Sur de Brasil…” César Giobbi. 31 Entrevista a Gabriel Peluffo realizada por el autor (22. como país observador. El retorno institucional generado y los valores agregados por tal iniciativa tienden a ser realmente significativos. cinco años después de su ingreso. Cidadania.06.03. con vistas a una mejor integración de estos países basada en el mejoramiento de un mercado común. “El sentido de la integración: el Mercosur como ampliación de la conciencia de pertenencia. 42 La Ley Sarney tenía prevista la reducción de un 2% para personas físicas y personalidades jurídicas en auspicio y donación.2005). 23 Realizada en Asunción. Ese atraso fue una estrategia de gobierno. artes plásticas. Zero Hora (06. 4-5. Zero Hora (05. No permitía.” Caderno Cultura.” Segundo Caderno.1997). con el propósito de tener un conjunto de proyectos propios del gobierno que podrían ser beneficiados con el aporte de la ley.2005). Bajo ese ángulo. visto que era realizado directamente con los agentes culturales. 22 Realizada el 15 de marzo de 1995 en Buenos Aires. 26 La exposición debería ser integrada por 100 artistas de los países signatarios: Argentina. la Asociación Latinoamericana de Libre Comercio (ALALC). 30 Idem. La Ley Rouanet. Renato Mendonça. 44 Décio Freitas.2003). 33 Entrevista a Ticio Escobar realizada por el autor (10. 05. 16 La filiación de la mayoría de los países de Latinoamérica al Mercosur no se concretizó por razones diversas. 35 Entrevista a Ticio Escobar realizada por el autor (10. constaba del ítem Relación Costo Beneficio. firmado en Montevideo en agosto de 1980. Brasil. Zero Hora (09. descubre el sorprendente e insospechado movimiento contemporáneo que hay en el Cono Sur. seguido de 22 otros proyectos de gobierno.05. 1999). utilizada por la Secretaría. de 1960. El sistema de inscripción. “A Imagem da Integração nos Meios Impressos: os Resultados da Leitura Crítica dos Jornais. 28 “Entre las ideas que florecieron en la creación del Mercosur.07.1997). políticas y económicas. Grupo León Jimenes. también. estaba prevista la integración cultural entre las naciones que lo componen u otras que puedan incorporarse.03.1996). En la prensa local. Agosto de 1996. 17 “El Mercosur y la cultura. 32 “I Bienal del Mercosur: Regionalismo y globalización.” “A Bienal do Mercosul. Chile. 08:23 . Son signatarios de la ALADI los siguientes países: Argentina. El tratado tenía como objetivo el mejoramiento de la experiencia obtenida con el Tratado de Montevideo. El Tratado de Asunción prevé la inclusión de nuevos miembros de todos los países integrantes de la ALADI.) (São Paulo: ECA/USP. Brasil. 94. literatura y música. Maria Nazareth Ferreira (org. Brasil. Paraguay. que decía: “Con el financiamiento de las actividades promovidas por la Secretaría de la Cultura. 41 Virginia Minaya.06. 39 “…el evento es importante por varias razones. “A arte se movimenta entre a globalização e fronteiras.2003). 79. Uruguay y Bolivia. un nuevo bloque económico. El éxito de la Bienal del Mercosur deberá llevar a la creación de un conjunto de leyes y medidas que favorezcan el intercambio cultural.” in XVIII Concurso de Arte.) (Buenos Aires: Consejo Argentino para las Relaciones Internacionales [CARI]. Proyecto da I Bienal de Artes Visuais do Mercosul.” El Universal.p65 237 21/6/2006. publicación ésta realizada por la Secretaría de Estado de la Cultura. redujo los límites de descuento. [sería] el siguiente: a partir de la aprobación de un determinado proyecto cultural fuera del país. (Buenos Aires: Ediciones Ciccus. La fiscalización se hará en ese momento. Paraguay y Uruguay. “Um Selo Facilita o Trânsito Cultural.” in Mercosur: la di