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AULA DE ORÇAMENTO

Profº. FERNANDO GAMA


Profª. CRISTINA MARTINS

COMENTÁRIOS DAS QUESTÕES DA AULA ANTERIOR

11-(ESAF/TFC_SFC/2001) - A Constituição de 1988, em seu art. 165, determina que a


lei orçamentária anual compreenderá:
- O orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da
administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder
Público;

- O orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou indiretamente,


detenha a maioria do capital com direito a voto;

- O orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos a ela


vinculada, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações
instituídos e mantidos pelo Poder Público. Além dos orçamentos anuais acima
indicados, a nova constituição estabelece que leis de iniciativa do Poder Executivo
estabelecerão:
a) o plano plurianual, as diretrizes compensatórias e as atualizações fiduciárias
b) o plano bianual, as diretrizes orçamentárias e as atualizações permanentes
c) o plano plurianual, as diretrizes estratégicas e as atualizações permanentes
d) o plano trianual, as diretrizes orçamentárias e as atualizações fiduciárias
e) o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os planos e programas
nacionais, regionais e setoriais
GABARITO: “E”
Comentários: A Constituição Federal determina que leis de iniciativa do Poder
Executivo estabelecerão: o plano plurianual, as diretrizes orçamentárias e os orçamentos
anuais. Também estabelece que os planos e programas nacionais, regionais e setoriais
previstos nela serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados
pelo Congresso Nacional.
As outras opções estão erradíssimas.

12-(ESAF/TÉCNICO_MPU/2004) - Afirma-se que a seqüência das etapas


desenvolvidas pelo processo orçamentário é intitulada:
a) avaliação orçamentária.
b) ciclo orçamentário.
c) aprovação orçamentária.
d) execução orçamentária.
e) elaboração orçamentária.
GABARITO: “B”
Comentários: o ciclo orçamentário é composto das fases de elaboração do projeto da
LOA; apreciação, aprovação, sanção e publicação; execução; acompanhamento e
avaliação.

13-(ESAF/TÉCNICO_MPU/2004) - Os créditos adicionais são classificados em:


a) suplementares, especiais e extraordinários.
b) complementares, específicos e extraordinários.
c) complementares, especiais e extraordinários.
d) suplementares, específicos e extraordinários.
e) complementares, suplementares e especiais.
GABARITO: “A”

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Comentários: Os créditos adicionais se dividem em três espécies/tipos: suplementares,


especiais e extraordinários.

14-(ESAF/TÉCNICO_MPU/2004) - Entre as características principais dos créditos


suplementares, não é pertinente:
a) o reforço de categoria de programação orçamentária já existente.
b) a autorização por lei.
c) a abertura por decreto do Poder Executivo.
d) a indicação obrigatória dos recursos.
e) a permissão de prorrogação da vigência.
GABARITO: “E”
Comentários: O período de vigência dos créditos suplementares é adstrito ao
exercício financeiro em que forem abertos. Este é o único crédito adicional que não
pode ser reaberto no exercício seguinte, ainda que aberto nos últimos quatro meses do
exercício anterior.

15-(ESAF/TÉCNICO ORÇAMENTO_MPU/2004) - Aponte a opção incorreta no que


diz respeito ao Orçamento Público no Brasil.
a) A Lei Orçamentária Anual compreenderá o orçamento fiscal, o orçamento de
investimento das empresas em que o Estado, direta ou indiretamente, detenha a
maioria do capital social com direito a voto e o orçamento da seguridade social.
b) A Lei de Diretrizes Orçamentárias tem a finalidade de nortear a elaboração dos
orçamentos anuais de forma a adequá-los às diretrizes, objetivos e metas da
administração pública, estabelecidos na lei orçamentária anual.
c) O Plano Plurianual é um plano de médio prazo, através do qual procura-se
ordenar as ações do governo que levem o atingimento dos objetivos e metas
fixadas para um período de quatro anos.
d) A lei dos orçamentos anuais é o instrumento utilizado para a conseqüente
materialização do conjunto de ações e objetivos que foram planejados visando
ao atendimento e bem-estar da coletividade.
e) A Lei de Diretrizes Orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública.
GABARITO: “B”
Comentários: A Lei de diretrizes orçamentárias realmente tem a finalidade de orientar
a elaboração dos orçamentos anuais para adequá-los às diretrizes, objetivos e metas
(DOM) da administração pública, porém “DOM” é estabelecido no PPA e não na LOA.

16-(ESAF/TÉCNICO ORÇAMENTO_MPU/2004) - De acordo com a Constituição


Federal, o orçamento que engloba os recursos dos Poderes da União, representados
pelos Fundos, Órgãos e Entidades da Administração Direta e Indireta, inclusive
Fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público, denomina-se:
a) orçamento fiscal.
b) orçamento-programa.
c) orçamento de investimento.
d) orçamento da seguridade social.
e) orçamento funcional.
GABARITO: “A”

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Comentários: O inciso I, do § 5º do artigo 165 define orçamento fiscal como aquele


referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e entidades da administração direta
e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo Poder Público;

17-(FCC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_TCE_MA/2005) – Os projetos


de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do orçamento anual serão
enviadas ao Congresso Nacional:
a) Pelo Presidente do Tribunal de Contas da União.
b) Pela Comissão Mista permanente de Deputados e Senadores.
c) Pelo Banco Central.
d) Pelo Presidente da República.
e) Pelo conjunto das Assembléias Legislativas dos Estados da Federação.
GABARITO: “D”
Comentários: as propostas setoriais dos órgãos de todos os poderes, executivo,
legislativo e judiciário, são encaminhadas para o órgão central do sistema de orçamento
e gestão, para consolidação, daí surge o projeto de lei orçamentária que será submetido
ao Presidente da República que fará o encaminhamento do projeto ao Congresso
Nacional, por meio de mensagem.

18-(FCC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_TCE_MA/2005) – Em matéria


orçamentária, o princípio da exclusividade, consagrado na Constituição Federal de
1988, estabelece a vedação de conteúdos estranhos à fixação da despesa e à previsão da
receita, excetuando:
a) a autorização para criação de estruturas administrativas.
b) A propositura de emendas parlamentares sem indicação de fonte de recursos.
c) O remanejamento de dotações entre diferentes categorias de programação.
d) A contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos
termos da lei.
e) A autorização para abertura de créditos extraordinários para atender as despesas
previstas de forma insuficiente no orçamento.
GABARITO: “D”
Comentários: Segundo a Constituição Federal, a lei orçamentária anual não conterá
dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa, no entanto a própria
constituição traz as duas exceções a este princípio, quais sejam: a autorização para
abertura de créditos suplementares na própria LOA e a contratação de operações de
crédito, ainda que por antecipação da receita.

19-(FCC/ANALISTA DE ORÇAMENTO_MPU/2007) – Na execução orçamentária


e financeira, os termos destaque e repasse estão relacionados, respectivamente, com:
a) Obtenção de autorização de créditos extraordinários e créditos especiais.
b) Fixação da reserva de contingências e liberação financeira de créditos
adicionais.
c) Autorização de despesa orçamentária e previsão de receita extra-orçamentária.
d) Autorização orçamentária e transferência de recursos financeiros.
e) Autorização de despesa extra-orçamentária e arrecadação de receita
orçamentária.
GABARITO: “D”
Comentários: A descentralização dos créditos orçamentários ou adicionais poderá
ocorrer das seguintes formas: Dotação, Provisão, Destaque. A descentralização

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financeira é realizada por meio dos seguintes procedimentos: Cota, Repasse e Sub-
repasse.
Logo, o destaque está relacionado com a descentralização de autorizações
orçamentárias e o repasse com a descentralização de recursos financeiros.

20-(FCC/ANALISTA DE ORÇAMENTO_MPU/2007) – Os créditos adicionais


especiais tem por características:
a) Independem de autorização legislativa.
b) Dependem da existência de recursos para financiá-los.
c) Destinam-se ao reforço de dotação orçamentária insuficiente.
d) Serem previstos na lei orçamentária anual.
e) Atenderem a despesas de caráter urgente e imprevisto.
GABARITO: “B”
Comentários: Os créditos adicionais especiais visam atender a despesas não
contempladas no orçamento e dependem de prévia autorização em lei especial e de
obrigatória indicação de recursos.

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AULA 03: ORÇAMENTO


RECEITA PÚBLICA: CLASSIFICAÇÃO, ESTÁGIOS DA RECEITA, DÍVIDA
ATIVA, CONTABILIZAÇÃO DA RECEITA.

RECEITA PÚBLICA
Receita pública são os recursos instituídos e arrecadados pela administração
pública com a finalidade de atender as necessidades da sociedade. Pode-se dizer que
receita é todo recurso arrecadado pelo estado para atender as despesas públicas.
A receita pública apresenta diversas classificações, sendo as mais consagradas
pela doutrina:
 Quanto à natureza;
 Quanto à categoria econômica;
 Quanto à afetação patrimonial;
 Quanto à regularidade;
 Quanto à coercitividade;
 Quanto ao poder de tributar.

TOME NOTA! As receitas, quanto à natureza, se dividem em orçamentária


e extra-orçamentária.

Os recursos arrecadados pelo estado e que incorporam definitivamente ao


patrimônio do Estado são chamados de receitas orçamentárias. Assim as receitas
orçamentárias são aquelas que se integram definitivamente ao estado sem qualquer
correspondência no passivo, estejam estas receitas previstas ou não no orçamento.
NÃO CAIA NESSA: A receita para ser orçamentária não precisa estar
prevista na LOA.
Os recursos arrecadados pelo estado, mas que geram um passivo, ou seja, terão
que ser restituídos, posteriormente, são denominados receitas extra-orçamentárias. Ou
seja, são receitas que não estão previstas no orçamento, e corresponde a uma entrada de
recurso que gera para o Estado a obrigação de posterior devolução. Ex. Depósitos
diversos, Restos a pagar, serviço da dívida a pagar, Aro, etc.
ATENÇÃO! As receitas extra-orçamentárias por serem apenas entrada de
recursos com caráter devolutivo, não são consideradas receitas stricto sensu, tendo em
vista que são registradas como receitas somente para controle e posterior devoluções.

BIZU - Em concurso a ESAF já considerou como correta a afirmativa de que


todo ingresso de recursos aos cofres públicos é considerado receita lato sensu –
AFC/CGU/2000.
Exemplificando: recebimento de caução em dinheiro para garantia de contrato, o
fornecedor deposita um montante na conta bancária do governo, no entanto este recurso
não pertence ao Estado, assim no momento de contabilizar esta receita será registrado

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um débito no banco e em contrapartida um crédito em conta do passivo, evidenciando o


caráter devolutivo do recurso.
IPC! As operações de crédito por antecipação de receita são receitas extra-
orçamentárias, conforme artigo 3º da Lei 4320/64.
O concurseiro antenado pode perguntar: mas por quê uma operação de
crédito por antecipação da receita é extra-orçamentária e uma operação de crédito
normal é orçamentária, sendo que as duas geram uma obrigação para o Estado?
Fácil, o próprio nome da operação de crédito por ARO (Antecipação da receita
orçamentária) já mata esta questão. A ARO não é uma receita nova que se incorpora ao
Estado, é simplesmente uma antecipação da receita orçamentária prevista no orçamento
e que, no entanto ainda não se realizou. O procedimento normal é o governo esperar a
receita se realizar para aí sim gastá-lo, mas às vezes por problemas de indisponibilidade
de caixa o Estado não pode esperar essa realização acontecer. Assim o governo faz um
empréstimo e se compromete a pagá-lo com a receita orçamentária que se realizará, por
isso é preciso contabilizar a ARO como extra-orçamentária sob pena do Estado duplicar
sua receita.
Interessante lembrar que uma receita extra-orçamentária poderá se converter em
receita orçamentária, a partir do momento que se constatar que não caracteriza mais
uma obrigação a pagar.
Características dos ingressos orçamentários:
 Registrados como receita orçamentária corrente ou de capital;
 Financiam as despesas orçamentárias;
 Geram desembolsos orçamentários;
 Seguem as classificações econômicas, institucionais e por fonte de
recursos;
 Tem caráter permanente;
 Pertencem ao Estado.

Características dos ingressos extra-orçamentários:


 Registrados como passivo financeiro;
 Não financiam as despesas orçamentárias;
 Geram desembolsos extra-orçamentários;
 Não passam pelos estágios da receita;
 Seguem classificação contábil;
 Tem caráter temporário;
 Pertencem a terceiros.

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Receita Orçamentária Receita Extra-Orçamentária

Recursos Do Estado

LOA Podem ou não estar previstas na LOA Não estão previstas na LOA

Características Custeia despesas orçamentárias Custeia despesas extra-


orçamentárias.

TOME NOTA! As receitas, quanto à categoria econômica, se classificam em:


Receitas Correntes e Receitas de Capital.
A Lei 4320/64 classificou a receita orçamentária em duas categorias: receitas
Receitas Correntes – São os recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou
de direito privado, quando destinados a atender despesas classificáveis em despesas
correntes. As receitas correntes se dividem em: tributárias, de contribuições,
patrimonial, agropecuárias, industrial, de serviços, de transferências correntes e outras
receitas correntes.
Receitas de Capital – São recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou de
direito privado destinados a atender despesas classificáveis em despesas de capital e
ainda o superávit do orçamento corrente. Exemplo: as provenientes da realização de
recursos financeiros de constituição de dívidas; da conversão em espécie, de bens e
direitos.
A lei 4320/64, no seu artigo 11, §4º estabelece que a classificação da receita
deve obedecer ao seguinte esquema:

IMPORTANTE: Apesar de ser um pouco chato ficar decorando estas classificações,


é um assunto bastante cobrado em concursos, então tente memorizá-las fazendo
esquemas e lembre-se de revisá-las antes da prova.

1–Receita Tributária
2-Receita de Contribuições;
3-Receitas Patrimoniais;
1 – Receitas Correntes 4-Receita Agropecuária;
5-Receita Industrial;
6-Receita de Serviços;
7-Transferências Correntes; e
9-Outras Receitas Correntes

Exemplo:
1.0 = Receitas Correntes

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1.1 = Receita Tributária


1.9 = Outras Receitas Correntes

ATENÇÃO: Dos conceitos abaixo, especial atenção às receitas tributárias,


de contribuições e transferências correntes, pois são as mais cobradas em
concurso.

Receita Tributária: São os ingressos provenientes da arrecadação das receitas de


impostos, taxas e contribuições de melhoria. É uma receita privativa das entidades
competentes para tributar: União, Estados, Distrito Federal e os Municípios.
Receita de Contribuições: É o ingresso proveniente de contribuições sociais de
intervenção no domínio econômico e de interesse das categorias profissionais ou
econômicas, como instrumento de intervenção nas respectivas áreas.
Atenção: os examinadores tentam enganar o candidato afirmando que a
receita de contribuição de melhoria é uma receita de contribuições.
CUIDADO!

Receita Patrimonial: É o ingresso proveniente de rendimentos sobre investimentos do


ativo permanente, de aplicações de disponibilidades em opções de mercado e outros
rendimentos oriundos de renda de ativos permanentes.
Receita Agropecuária: É o ingresso proveniente da atividade ou da exploração
agropecuária de origem vegetal o animal.
Receita Industrial: É o ingresso proveniente da atividade industrial de extração
mineral, de transformação, de construção e outras, provenientes das atividades
industriais definidas como tal pela Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística – IBGE.
Receita de Serviços: É o ingresso proveniente da prestação de serviço de transporte,
saúde, comunicação, portuário, armazenagem, de inspeção e fiscalização, judiciário,
processamento de dados, vendas de mercadorias e produtos inerentes a atividades da
entidade e outros serviços.
Transferências Correntes: É o ingresso proveniente de outros órgãos ou entidades,
referentes a recursos pertencentes ao ente ou entidade recebedora ou ao ente ou entidade
transferidora, efetivados mediante condições preestabelecidas ou mesmo em qualquer
exigências, desde que o objetivo seja aplicação em despesas correntes.

IMPORTANTE: Para o ente ou órgão transferidor, a transferência do recurso


é classificada como despesa e para o recebedor é uma receita.

MUITO IMPORTANTE: O órgão que transfere o recurso empenha, liquida e


paga a despesa. O órgão recebedor considera como receita sua, no momento
em que o repassador liquida a despesa, mesmo que ainda não tenha recebido o
recurso.

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Outras Receitas Correntes: São os ingressos provenientes de outras origens não


classificáveis nas subcategorias econômicas anteriores.

1-Operações de Crédito;
2-Alienação de Bens;
2-Receitas Capital 3-Amortização de Empréstimos
4-Transferências de Capital
5-Outras Receitas de Capital
Exemplo:
2.0 = Receitas de Capital
2.1 = Operações de Crédito
2.5 = Outras Receitas de Capital

Operações de Crédito: É o ingresso proveniente da colocação de títulos públicos ou da


contratação de empréstimos e financiamentos obtidos junto a entidades estatais,
instituições financeiras, fundos, etc.
REGRA DE OURO: MUITO COBRADO EM CONCURSO! O montante
previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser superior ao das
despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária.

Apesar do § 2º da Lei 101/00 (LRF) estar suspenso por força da ADIN nº 2238,
do STF, a regra de ouro continua em vigor porque ela está prevista também no artigo
167 da Constituição Federal. Inclusive o motivo da ADIN do § 2º é justamente porque a
LRF extrapolou a CF/88, ou seja, a própria constituição prevê exceção a regra de ouro e
a LRF foi mais restrita e não observou nenhuma exceção.
A finalidade da regra de ouro é evitar o endividamento do Estado, porém a regra
comporta exceção.

ATENÇÃO: A CF prevê exceção a regra de ouro: as receitas de operações de


crédito poderiam ser superiores às despesas de capital, desde que autorizadas,
durante o exercício financeiro, mediante créditos suplementares ou especiais
com finalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta.

Alienação de Bens: É o ingresso de recursos provenientes da alienação de componentes


do ativo permanente, ou seja, é a conversão em espécie de bens e direitos.
Amortização de Empréstimos: É o ingresso proveniente da amortização, ou seja,
recebimento de valores referentes a parcelas de empréstimos ou financiamentos
concedidos em títulos ou contratos.
Transferências de Capital: É o ingresso proveniente de outros entes ou entidades
referentes a recursos, pertencentes ao entre ou entidade recebedora ou ao ente ou

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entidade transferidora, efetivado mediante condições preestabelecidas ou mesmo sem


qualquer exigência, desde que o objetivo seja a aplicação em despesas de capital.
Outras Receitas de Capital: São os ingressos provenientes de outras origens não
classificáveis nas subcategorias econômicas anteriores.
Conforme a 4ª edição do manual de procedimentos da receita pública, aprovado
pela portaria conjunta da secretaria do Tesouro Nacional e Secretaria de Orçamento
Federal (02 de agosto de 2007), a classificação econômica tem a seguinte estrutura:

1 . 1 . 1 . 2 . 04 . 10

1 = categoria econômica
2 = origem
3 = espécie
4 = rubrica
5 = alínea
6 = subalínea

No exemplo acima, 1.1.1.2.04.10, ficará assim:

Categoria Econômica 1.0.0.0.00.00 Receitas Correntes

Origem 1.1.0.0.00.00 Receita Tributária

Espécie 1.1.1.0.00.00 Impostos

Rubrica 1.1.1.2.00.00 Imposto sobre o Patrimônio e a Renda

Alínea 1.1.1.2.04.00 Imposto s/ Renda e Proventos de Qualquer


Natureza.

Subalínea 1.1.1.2.04.10 Pessoas Físicas

O § 3º do mesmo artigo estabelece que o superávit do orçamento corrente


resultante do balanceamento dos totais das receitas e despesas correntes, apurados no
balanço orçamentário, não constituirá item da receita orçamentária.

ATENÇÃO! O superávit do orçamento corrente é receita de capital extra-


orçamentária.

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Mas por que o superávit do orçamento corrente é receita de capital e ainda por
cima receita extra-orçamentária? Simples, o superávit é considerado receita de capital,
porque normalmente é utilizado para cobrir déficit de capital. Como essa receita já foi
considerada como orçamentária no exercício em que houve o resultado positivo ela é
contabilizada como extra-orçamentária para que não haja duplicidade de receita.

TOME NOTA! As receitas, quanto à afetação patrimonial, se dividem em


efetiva e não efetivas.

As receitas orçamentárias podem causar aumento no patrimônio, ou seja, podem


causar variação na situação líquida, neste caso são chamadas de receita efetiva. Essas
receitas integram o patrimônio sem quaisquer condições, restrições ou correspondências
no passivo, inserindo-se no conceito de fato contábil modificativo aumentativo.
Exemplos: receita tributária, receita de serviços, etc.
Há, no entanto, casos em que os ingressos de recursos orçamentários não
provocam afetação no patrimônio líquido por serem oriundas de fatos permutativos,
essas receitas são denominadas receitas não efetivas ou receitas por mutações
patrimoniais. Exemplo: receitas de operações de crédito, receita de amortização de
empréstimos concedidos, etc.

IMPORTANTE: Em regra toda receita corrente é receita efetiva e toda receita


de capital é receita não efetiva, há, entretanto, exceções.

As receitas de capital via de regra são receitas não efetivas, pois toda a vez que
se registra uma receita de capital faz-se o registro de uma mutação patrimonial, a
exceção são receitas de transferências de capital, que não geram uma mutação
patrimonial, decorrente da incorporação de um direito ou de um bem ou da baixa de
obrigações.
As receitas correntes, em regra, são receitas efetivas, porém também existe uma
exceção, a dívida ativa, que apesar de ser registrada como receita corrente dentro da
subcategoria “outras receitas correntes”, causa uma mutação patrimonial, referente à
baixa do direito.

TOME NOTA! As receitas, quanto à regularidade, se classificam em


ordinárias e extraordinárias.

Receitas Ordinárias – Ingressos permanentes e estáveis do Estado, arrecadados


regularmente em cada período financeiro, ou seja, possuem caráter de continuidade,
sendo fonte perene de recursos para o Estado.
Receitas Extraordinárias – Ingressos com caráter de não continuidade, a sua
arrecadação acontece de maneira excepcional, provenientes de calamidade pública,
doações, etc.

TOME NOTA! As receitas, quanto a coercitividade, se classificam em


originárias e derivadas.

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Receita Originária – Consiste na receita proveniente da exploração do patrimônio


público, ou seja, são produzidas pelos ativos do Estado. O Estado atua como particular
por meio da exploração de atividades privadas, exemplos: serviços comerciais,
industriais; alugueis, etc. A receita originária também é classificada na categoria receita
corrente.
Receitas Derivadas – Consistem nas receitas provenientes do exercício do poder de
tributar, do Estado, os rendimentos ou o patrimônio da coletividade, essa receita é
obtida pelo Estado em função da sua soberania, por meio de tributos, indenizações e
restituições. A receita derivada é classificada na categoria receita corrente.

TOME NOTA! As receitas, quanto ao poder de tributar, se classificam em


federal, estadual e municipal.

Quanto ao Poder de Tributar – Classifica as receitas segundo o poder de tributar que


compete a cada ente da federação, considerando e distribuindo as receitas obtidas como
pertencentes aos respectivos entes, quais sejam: Governo Federal; Estadual; do Distrito
Federal e Municipal.

ESTÁGIOS DA RECEITA
A receita orçamentária passa por quatro estágios ou fases, que são: previsão,
lançamento, arrecadação e recolhimento.

ATENÇÃO! Os estágios da receita são: previsão, lançamento, arrecadação e


recolhimento. Muitos doutrinadores não consideram o lançamento como
estágio da receita, entretanto as bancas do CESPE, FCC e ESAF, para fins de
concurso, o reconhecem.

Previsão
A previsão da receita, também conhecida como receita orçada, é a estimativa de
quanto se espera arrecadar durante o exercício financeiro. Com base na estimativa da
receita, o governo planeja e define os gastos que comporão a LOA.
A previsão começa com as definições das estimativas da receita, no momento de
elaboração da LOA, e encerra-se com o lançamento fiscal. No SIAF a previsão da
receita é contabilizada pela Nota de Lançamento por Evento –NL.
A LRF trouxe, em seu artigo 12, algumas regras que deverão ser adotadas
quando da elaboração da previsão da receita:
 Observarão normas técnicas e legais;
 Considerarão os efeitos das alterações na legislação, da variação do
índice de preços, do crescimento econômico ou de qualquer outro fator
relevante; e
 Serão acompanhadas de demonstrativos de evolução nos últimos três
anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que se referirem, bem
como da metodologia utilizada e das premissas utilizadas.

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ATENÇÃO! Após a aprovação da Lei Orçamentária Anual deverão ser feitos os


seguintes registros contábeis:
Registro da Previsão da Receita
Documento: Nota de Lançamento (NL ou NS)
Roteiro Simplificado:
Previsão Inicial (LOA)
(SO) D – 1.9.1.1 – Receita a Realizar
C – 2.9.1.1 – Previsão Inicial da Receita
Histórico: Pela aprovação da receita orçamentária, segundo a LOA.
Obs: Se a previsão for decorrente de lei de crédito adicional, a conta a ser
creditada é previsão adicional da receita.

Lançamento
O estágio do lançamento consiste no procedimento administrativo onde se
verifica a procedência do crédito fiscal, quem e quando se deve pagar e inscreve em
débito o contribuinte.

IMPORTANTE! O estágio de lançamento aqui tratado não pode ser


confundido com o lançamento contábil.

O novo manual da receita (4ª edição), para ser aplicado e partir da Loa de 2008,
estabelece a aplicação dos Princípios Fundamentais de Contabilidade para
reconhecimento da variação ocorrida no patrimônio, por meio do registro do direito a
receber no momento da ocorrência do fato gerador, antes da efetivação do
correspondente ingresso de disponibilidades. Nesse momento, deverá ser efetuado o
seguinte registro contábil:
D – Ativo – IPTU a Receber (Sistema Patrimonial)
C – Resultado – Variação Ativa (Sistema Patrimonial)

Esse assunto ainda é novo, teremos que aguardar os novos concursos para ver
como será o entendimento das bancas sobre o assunto, pois, pelo que se apreende do no
novo manual a contabilização deve se dar no momento em que se caracterizar a receita:
no caso do IPTU é pelo lançamento fiscal, em outros casos, como o registro da receita
de serviços, deve se dar no momento em que os serviços forem prestados e, portanto a
receita auferida.

Arrecadação

ATENÇÃO! A arrecadação e o recolhimento são estágios de execução da


receita.
A arrecadação é o momento em que os contribuintes comparecem perante os
agentes arrecadadores e realizam o pagamento dos seus tributos ou outros débitos para
com o Estado.

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Considerando que o artigo 35 da Lei 4320/64 define que pertencem ao exercício


financeiro as receitas nele legalmente arrecadadas, conclui-se que é no momento da
arrecadação que se inicia a realização da receita. Desta forma, em atendimento ao
regime de caixa adotado pela contabilidade pública para o registro da receita, somente
no momento da arrecadação, segundo estágio da receita, é que deverá ocorrer a sua
contabilização.
A contabilidade pública apresenta diversas particularidades, dentre as quais,
podemos citar o regime contábil misto, desta forma adotá-se o regime de caixa para a
receita e o regime de competência para a despesa. Por hora basta sabermos que
diferentemente da contabilidade privada, a contabilidade pública adota o regime de
caixa para a receita, e que a inscrição da dívida ativa constitui exceção ao regime de
caixa da receita, voltaremos a este assunto em momento oportuno.

ATENÇÃO! CAI EM CONCURSO: O regime contábil adotado pela


contabilidade pública é o misto, sendo de caixa para a receita e de
competência para a despesa.

Os créditos da fazenda pública, de natureza tributária ou não tributária, serão


escriturados como receita do exercício em que forem arrecadados, nas respectivas
rubricas orçamentárias.
Recolhimento
O recolhimento compreende a entrega do produto da arrecadação pelas referidas
repartições e estabelecimentos bancários ao Banco do Brasil para crédito da conta única
do Tesouro, referente à receita da União no Tesouro Nacional.
IMPORTANTE! O recolhimento de todas as receita far-se-á em estrita
observância ao princípio de unidade de tesouraria, vedada qualquer
fragmentação para criação de caixas especiais.

DIVIDA ATIVA (Artigo 39 da Lei 4320/64 e portaria 564/04 da STN)


A dívida ativa constitui-se em um conjunto de direitos ou créditos de natureza
tributária ou não tributária, em favor da fazenda pública, com prazos estabelecidos na
legislação pertinente, vencidos e não pagos pelos devedores, ou seja, são os créditos da
fazenda exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento.

ATENÇÃO: Dívida Ativa são os créditos da fazenda pública vencidos e não


Arrecadados.

Divida ativa tributária: É o crédito da Fazenda Pública, proveniente da obrigação


legal relativa a tributos e respectivos adicionais e multas.
Divida ativa não tributária: São os demais créditos da Fazenda Pública tais como
os provenientes de empréstimos compulsórios; contribuições estabelecidas em lei;
multas de qualquer origem ou natureza, exceto as tributárias; foros; laudêmios; alugueis
ou taxas de ocupação; custas processuais; preços de serviços prestados por

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estabelecimentos públicos; indenizações; reposições; alcances dos responsáveis


definitivamente julgados, bem assim os créditos decorrentes de obrigações em moeda
estrangeira, de sub-rogação de hipoteca, aval ou outras garantias de contratos em geral
ou de outras obrigações legais.
IMPORTANTE: a Dívida Ativa goza da presunção de certeza e liquidez, e
equivale a prova pré-constituída contra o devedor.
Esses créditos somente serão inscritos, na forma da legislação própria, como
dívida ativa depois de apurada a sua liquidez e certeza. Essa certeza não é absoluta é
relativa, ou seja, admite prova em contrário por parte do sujeito passivo, contribuinte de
fato ou de direito.
Por força da CF/88, na União a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional –
PGFN – é responsável pela apuração da liquidez e certeza dos créditos da União
tributários ou não, já a LC 73 atribuiu aos órgãos jurídicos das autarquias e fundações
públicas a mesma competência em relação a sua dívida ativa.

ATENÇÃO: a inscrição da dívida ativa é um fato de natureza extra-


orçamentária e provoca um aumento no patrimônio líquido representado por
uma conta de variação patrimonial aumentativa, como uma superveniência
ativa (acréscimo patrimonial).

Na demonstração das variações patrimoniais – DVP -, a inscrição da dívida ativa


é classificada do lado das variações ativas, no grupo de receitas extra-orçamentárias,
subgrupo das interferências ativas, na conta acréscimo patrimonial. Não se desespere,
no momento basta saber isso, quando abordarmos as demonstrações da 4320/64,
voltaremos a esse assunto.
Depois de inscrita a divida ativa na respectiva repartição pública esse direito
poderá ser recebido ou cancelado. Caso a dívida ativa seja recebida, ela será escriturada
como receita orçamentária corrente em rubrica própria, mais precisamente como outras
receitas correntes, desdobradas em tributárias e não tributárias. Em decorrência do
recebimento da receita da dívida ativa será necessário registrar a baixa do direito, cujo
título é dívida ativa, a baixa desse direito será um fato orçamentário, uma mutação
patrimonial.
Caso ocorra o cancelamento, anistia, ou quaisquer outros valores que
representem diminuição dos valores originalmente inscritos em dívida ativa mas não
decorram do efetivo recebimento, o direito será baixado como desincorporação extra-
orçamentária, provocando uma redução no patrimônio líquido representado por uma
conta de variação patrimonial diminutiva, ou seja, uma insubsistência do ativo ou
superveniência passiva.
Vamos demonstrar o processo da dívida ativa de forma prática para facilitar o
entendimento:
1º - demonstração do patrimônio antes de qualquer fato relativo a dívida ativa:

ATIVO PASSIVO

Bens 100,00 Obrigações 50,00

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Direitos 50,00 Patrimônio 100,00

Outros Direitos 50,00

TOTAL 150,00 TOTAL 150,00

2º - Inscrição da Dívida Ativa no valor de 35, 00, será incorporado um direito no


ativo e em contrapartida o patrimônio aumentará:

ATIVO PASSIVO

Bens 100,00 Obrigações 50,00

Direitos 85,00 Patrimônio 135,00

Outros Direitos 50,00

Dívida Ativa 35,00

TOTAL 185,00 TOTAL 185,00

3º - Recebimento da Dívida Ativa no valor de 10, 00, será registrado uma baixa
do direito decorrente do recebimento da dívida e em contrapartida o banco (bens)
aumentará:

ATIVO PASSIVO

Bens 110,00 Obrigações 50,00

Direitos 75,00 Patrimônio 135,00

Outros Direitos 50,00

Dívida Ativa 25,00

TOTAL 185,00 TOTAL 185,00

3º - Cancelamento da Dívida Ativa no valor de 5,00, será registrado uma baixa


do direito decorrente da desincorporação do direito e em contrapartida haverá uma
redução do patrimônio líquido:

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ATIVO PASSIVO

Bens 110,00 Obrigações 50,00

Direitos 70,00 Patrimônio 130,00

Outros Direitos 50,00

Dívida Ativa 20,00

TOTAL 180,00 TOTAL 180,00

CONTABILIZAÇÃO DAS RECEITAS


Todas as contabilizações aqui descritas são parciais, primeiro porque o objetivo
neste momento não é ensinar/consolidar os conhecimentos adquiridos nesta aula.
Receitas Orçamentárias Efetivas: Neste caso, a contabilização é bastante parecida
com a contabilidade privada, essa receita aumenta o patrimônio, pois se trata de um fato
modificativo aumentativo:

D – Bancos Conta Movimento (Ativo)


C – Receita Orçamentária (Conta de resultado aumentativo)
Histórico: pela arrecadação da receita tributária, de contribuições, etc.

Receitas Orçamentárias não Efetivas: Essas receitas não aumentam o patrimônio


líquido, pois são provenientes de fatos permutativos, decorrentes da alienação de um
bem, da baixa de um direito a receber ou da incorporação de uma dívida a pagar. Para se
fazer o registro de uma receita não efetiva sempre será necessário fazer dois
lançamentos: um referente à entrada de dinheiro no banco proveniente das receitas e
outro para evidenciar a mutação patrimonial.
D – Bancos Conta Movimento (Ativo)
C – Receita Orçamentária (Conta de resultado aumentativo)
Histórico: pela arrecadação da receita de alienação de bens.

D – Mutação Passiva (conta de resultado diminutivo)


C – Bens Imóveis
Histórico: pela alienação de imóveis.

Observe que a mutação patrimonial é uma conta de resultado negativo que tem a
finalidade de anular o efeito positivo no resultado do exercício, isto porque a receita não
efetiva, de fato, não gera um aumento no patrimônio, já que em contrapartida a receita
orçamentária ocorre a baixa de um bem. Mais adiante as mutações serão mais bem
explicadas.
De formas geral, podemos dizer que os lançamentos da receita não efetiva são
padrão, a única coisa que mudará é o segundo lançamento referente à mutação

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patrimonial, o débito sempre será uma mutação passiva, mas o crédito poderá ser o
recebimento de um direito ou a incorporação de uma dívida a pagar, em qualquer destas
hipóteses serão creditados.
Receitas Extra-Orçamentárias: As receitas extra-orçamentárias são fatos
permutativos, pois sempre envolvem a entrada de receita e em contrapartida o registro
de uma obrigação, sua contabilização é bastante simples, pois não existe a necessidade
de ser contabilizada nenhuma receita:

D – Bancos Conta Movimento (Ativo)


C – Depósitos Diversos (Passivo)
Histórico: pela registro de receita extra-orçamentária de depósitos em
caução.

Inscrição da Dívida Ativa: A dívida ativa é um direito a receber do estado, decorrentes


do não pagamento pelos contribuintes e demais devedores, de tributos e outras receitas
devidas. A inscrição da dívida ativa, fato modificativo aumentativo, provoca o aumento
do patrimônio já que corresponde à incorporação de um direito a receber:
D – Divida Ativa (Ativo)
C – Variação Ativa/ Interferência Ativa (Conta de resultado extra-
Orçamentário)
Histórico: pela registro da incorporação da inscrição da dívida ativa.

Cancelamento da Dívida Ativa: O cancelamento da dívida ativa, também é um fato


modificativo, só que diminutivo, causa uma redução no patrimônio da entidade, isto
ocorre quando esses direitos prescrevem ou foram inscritos indevidamente.

D – Variação Passiva (Conta de resultado extra-Orçamentário)


C – Dívida Ativa (Ativo)
Histórico: pela registro do cancelamento da dívida ativa.

QUESTÕES COMENTADAS
IMPORTANTE! Chegamos em uma das partes mais importante da aula, hora de
treinar o que você aprendeu!

1-(ESAF/MPOG-Analista de Planejamento e orçamento/2002) No tocante à Lei de


Responsabilidade Fiscal, identifique a chamada “Regra de Ouro”.
a) A transparência na gestão fiscal é o principal instrumento para o controle social.
b) As penalidades alcançam todos os responsáveis dos Três Poderes da União,
Estados, Distrito Federal e Municípios, e todo cidadão será parte legítima para
denunciar.
c) A Lei de Responsabilidade Fiscal é importante para o país, porque representa
um enorme avanço na forma de administrar os recursos públicos.
d) A contratação de operações de crédito em cada exercício fica limitada ao
montante da despesa de capital.

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e) Nenhum ato que provoque aumento da despesa de pessoal, nos Poderes


Legislativo e Executivo, poderá ser editado nos 180 dias anteriores ao final da
legislatura ou mandato dos chefes do Poder Executivo.
GABARITO: “D”
Comentários: a alternativa que define a regra de ouro é a “d”, pois segundo a regra de
ouro o montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá ser
superior ao das despesas de capital constantes do projeto de lei orçamentária.

2-(ESAF/AFC_STN/2005) - De acordo com as Finanças Públicas, afirma-se que os


estágios da receita pública representam as fases percorridas pela receita na execução
orçamentária. Aponte a opção correta que diz respeito ao ato pelo agente, pelo qual os
agentes arrecadadores entregam diretamente ao tesouro público o produto da
arrecadação.
a) lançamento
b) recolhimento
c) previsão
d) declaração
e) arrecadação
GABARITO: “B”
Comentários: O recolhimento compreende a entrega do produto da arrecadação pelas
referidas repartições e estabelecimentos bancários para crédito da conta única do
Tesouro público.

3-(ESAF/ACE_TCU/2006) - Consoante o disposto na Lei Federal n. 4.320/64 a receita


classificar-se-á nas seguintes categorias econômicas: Receitas Correntes e Receitas de
Capital. Aponte a opção falsa com relação a esse tema.
a) As Receitas de Capital são as provenientes de operações de crédito, cobrança de
multas e juros de mora, alienação de bens, de amortização de empréstimos
concedidos, de indenizações e restituições, de transferências de capital e de
outras receitas de capital.
b) São Receitas Correntes as receitas tributária, patrimonial, agropecuária,
industrial, de contribuições, de serviços e diversas e, ainda, as transferências
correntes.
c) Os tributos são receitas que a doutrina classifica como derivadas.
d) Conceitua-se como Receita Tributária a resultante da cobrança de tributos pagos
pelos contribuintes em razão de suas atividades, suas rendas e suas propriedades.
e) Será considerada Receita de Capital o superávit do Orçamento Corrente,
segundo disposição da Lei Federal n. 4.320/64.
GABARITO: “A”
Comentários: Todas as alternativas estão corretas, exceto a alternativa “a”, isto porque
a cobrança de multas e juros de mora, assim como as indenizações e restituições são
receitas correntes, mais precisamente outras receitas correntes.

4-(ESAF/AFC_SFC/2002) – Acerca do regime misto adotado pela Contabilidade


Pública em nosso país é correto afirmar que:
a) a contabilização das receitas observa o regime de competência.
b) a inscrição em dívida ativa, como exceção à regra, observa o regime de
competência.
c) a contabilização das despesas observa o regime de caixa.

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d) a inscrição em dívida ativa, como exceção à regra, observa o regime de caixa.


e) a inscrição em dívida ativa, assim como as demais receitas, observa o regime de
caixa.
GABARITO: “B”
Comentários: Conforme citamos quando abordamos o estágio da receita denominado
arrecadação, as receitas obedecem ao regime de caixa em atendimento ao artigo 35 da
Lei 4320/64. No entanto a inscrição de dívida ativa é exceção ao regime de caixa, isto
porque no momento da inscrição não existe nenhuma entrada de financeiro, dinheiro no
caixa, e mesmo assim a contabilidade faz o registro de uma receita extra-orçamentária
(Debita – Divida Ativa (direito) e Credita - Acréscimos Patrimoniais (Superveniência
Ativa)) que vai afetar o resultado do exercício. Neste caso a receita (extra-orçamentária)
está sendo contabilizada pelo regime de competência e não pelo regime de caixa, já que
a arrecadação da receita ainda não se realizou.
A despesa obedece ao regime de competência, mas isto será explicado melhor na
próxima aula.

5-(ESAF/AFC_CGU/2003/2004) -A receita da administração pública pode ser


classificada quanto à natureza, ao poder de tributar, à coercitividade, quanto à afetação
patrimonial e quanto à regularidade. Marque a opção falsa.
a) Quanto à afetação patrimonial, as receitas são classificadas em orçamentárias e
extra-orçamentárias.
b) Quanto ao poder de tributar, a receita é dividida conforme a discriminação
constitucional das rendas, em federal, estadual e municipal.
c) Quanto à coercitividade, as receitas podem ser divididas em originárias e
derivadas.
d) Quanto à regularidade, as receitas podem ser desdobradas em ordinárias e
extraordinárias.
e) Na classificação quanto à natureza, diz-se que as receitas tributárias e as receitas
de contribuições são exemplos de receitas correntes.
GABARITO: “A”
Comentários: As receitas, quanto à afetação patrimonial, se dividem em efetiva e não
efetivas, quanto à natureza é que as receitas se classificam em orçamentárias e extra-
orçamentárias.
As demais alternativas estão corretas.

6-(ESAF/AFC_CGU/2006) - No que diz respeito à receita pública, indique a opção


falsa.
a) A Lei n. 4.320/64 classifica receita pública em orçamentária e extra-
orçamentária, sendo que esta apresenta valores que não constam do orçamento.
b) A receita orçamentária divide-se em dois grupos: correntes e de capital.
c) As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de contribuições,
patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de alienação de bens, de
transferências e outras.
d) A receita pública é definida como os recursos auferidos na gestão, que serão
computados na apuração do resultado financeiro e econômico do exercício.
e) A receita extra-orçamentária não pertence ao Estado, possuindo caráter de
extemporaneidade ou de transitoriedade nos orçamentos.
GABARITO: “C”

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Comentários: As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de


contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de transferências
correntes e outras receitas correntes. A receita de alienação de bens é uma receita de
capital.

7-(ESAF/AFC_CGU/2006) - A receita pública flui para os cofres públicos dentro de


uma sistemática evolutiva, tendo em vista a seqüência operacional de que resulta seu
recebimento. Com relação ao estágio da receita denominado arrecadação, assinale a
opção falsa.
a) A arrecadação é o ato pelo qual o Estado recebe os tributos, multas e demais
créditos a ele devidos.
b) Os agentes da arrecadação podem ser agentes públicos e agentes privados.
c) A arrecadação direta é realizada pelo próprio Estado ou por agentes
credenciados.
d) Na arrecadação por via bancária, o Estado credencia os estabelecimentos
bancários para receber os tributos e outras receitas.
e) Na arrecadação por coleta, o contribuinte comparece às repartições fiscais para
efetuar o pagamento das obrigações fiscais.
GABARITO: “E”
Comentários: A arrecadação por coleta ocorre quando o fiscal vai cobrar direto do
contribuinte. A definição exposta na alternativa refere-se à arrecadação por unidades
administrativas, que ocorre quando o contribuinte vai pagar direto na repartição fiscal.
As demais alternativas estão corretas.

8-(ESAF/ACE_TCU/2002) - No orçamento público, os recursos correspondem à


receita prevista (estimada ou orçada), classificada segundo categorias econômicas. No
que diz respeito às receitas de capital, identifique a opção falsa.
a) Receitas por mutação patrimonial.
b) Receitas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de
constituição de dívidas.
c) Receitas da conversão, em espécie, de bens e direitos.
d) Receitas de amortização de empréstimos anteriormente concedidos.
e) Receitas imobiliárias.
GABARITO: “E”
Comentários: As receitas de capital são as provenientes da realização de recursos
financeiros de constituição de dívidas; da conversão em espécie, de bens e direitos, via
de regra, toda a vez que se registra uma receita de capital faz-se o registro de uma
mutação patrimonial, decorrente da incorporação de um direito ou de um bem ou da
baixa de obrigações.
A opção incorreta é a “e”, pois as receitas imobiliárias são receitas correntes, na
subcategoria receitas patrimoniais.

9-(ESAF/ANALISTA_MPU/2004) - Com base na classificação da receita pública por


fonte, indique a única opção que não é incluída nas receitas correntes.
a) Receita Patrimonial.
b) Operações de Crédito.
c) Receita Tributária.
d) Receita Agropecuária.
e) Receita de Contribuições.

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GABARITO: “B”
Comentários: As receitas correntes compreendem as receitas tributárias, de
contribuições, patrimoniais, agropecuárias, industriais, de serviços, de transferências
correntes e outras receitas correntes. As operações de crédito são receitas de capital.

10-(ESAF/ANALISTA_MPU/2004) - A respeito da contabilização da Dívida Ativa e


sua evidenciação na Demonstração das Variações Patrimoniais é correto afirmar que:
a) as inscrições ocorridas no exercício são demonstradas nas Variações Passivas
Extra-Orçamentárias do exercício.
b) as inscrições ocorridas no exercício são demonstradas nas Variações Passivas
Orçamentárias do exercício.
c) os cancelamentos ocorridos no exercício são demonstrados nas Variações Ativas
Orçamentárias.
d) as inscrições ocorridas no exercício são demonstradas nas Variações Ativas
Extra-Orçamentárias do exercício.
e) os cancelamentos do exercício são demonstrados nas Variações Passivas
Orçamentárias.
GABARITO: “D”
Comentários: Na demonstração das variações patrimoniais – DVP -, a inscrição da
dívida ativa é classificada do lado das variações ativas, no grupo de receitas extra-
orçamentárias, subgrupo das interferências ativas, na conta acréscimo patrimonial. O
cancelamento da dívida ativa é classificado, na demonstração das variações
patrimoniais, no lado das variações passivas, no grupo de despesas extra-orçamentárias,
subgrupo das interferências passivas, na conta decréscimo patrimonial.

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11-(ESAF/AFC_SEFAZ_CE/2006) - Assinale a opção correta em relação à dívida


ativa da Fazenda Pública constituída na forma prevista no art. 39 da Lei n. 4.320/64 e
Portaria STN n. 564/2004.
a) É contabilizada como receita orçamentária no ato da inscrição.
b) A inscrição deve ser realizada na unidade detentora do crédito.
c) A inscrição atinge somente o principal do crédito, ficando os encargos e demais
acréscimos dispensados de registro.
d) No recolhimento, é uma receita não-efetiva e não afeta a situação patrimonial
líquida do ente público.
e) A contabilização do cancelamento é fato contábil permutativo.

12-(ESAF/AFC_SEFAZ_CE/2006) - As receitas públicas, quanto à afetação


patrimonial, são divididas em receitas efetivas e receitas por mutações patrimoniais.
Entre as opções abaixo, aponte a que é exemplo de receita efetiva.
a) Operações de crédito.
b) Receita de alienação de bens.
c) Receita patrimonial.
d) Amortização de empréstimos.
e) Transferências de capital.

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13-(ESAF/AFC_SEFAZ_CE/2006) - A Alienação de Bens, segundo a classificação


orçamentária brasileira, é uma Receita de Capital. Identifique entre as receitas
relacionadas abaixo, qual a única que pertence ao grupo de Alienação de Bens Imóveis.
a) Alienação de Estoques.
b) Alienação de Embarcações.
c) Alienação de Estoques Reguladores Vinculados à Política de Garantia de Preços
Mínimos.
d) Alienação de Títulos Mobiliários.
e) Alienação de Animais Reprodutores e Matrizes.

14-(ESAF/AFC_STN/2000) – São consideradas receitas extra-orçamentárias:


a) aluguéis
b) empréstimos obtidos
c) o recebimento da dívida ativa
d) cauções em dinheiro efetuadas por prestadores de serviços
e) as decorrentes da alienação de bens inservíveis

15-(ESAF/AFC_STN/2000) - Acerca da receita pública é correto afirmar que:


a) em hipótese alguma, nenhum tributo poderá ser exigido ou aumentado sem que
a lei o estabeleça, ou cobrado sem prévia autorização legislativa
b) o recolhimento deve ser feito em estrita observância ao princípio da unidade de
tesouraria.
c) o superávit do orçamento corrente é classificado como receita corrente.
d) o lançamento enseja registro contábil.
e) as receitas correntes constituem, em princípio, fatos permutativos.

16-(ESAF/CONTADOR_PREFEITURA RECIFE/2003) - Com base no artigo 39 da


Lei nº 4.320/64, a dívida ativa constitui-se em um crédito da fazenda pública de
natureza tributária ou não-tributária, sendo escriturado como receita do exercício em
que ocorrer sua arrecadação. Sobre esse tema, assinale a opção incorreta.
a) Uma superveniência ativa deve ser contabilizada pela incorporação do direito a
receber.
b) O cancelamento da dívida ativa provoca um débito em conta de insubsistência
passiva.
c) Uma variação ativa extra-orçamentária e uma variação passiva orçamentária são
acionadas em razão do recebimento do ativo.
d) Na arrecadação da dívida ativa são envolvidos os sistemas financeiro,
patrimonial e orçamentário.
e) A receita da dívida ativa abrange os valores correspondentes à respectiva
atualização monetária, multa e juros de mora.

17-(ESAF/AFC_SFC/2000) - De acordo com as regras da contabilidade pública


nacional, é correto afirmar, quanto à forma de registro da receita, que:
a) todas as receitas são fatos modificativos.
b) todos os ingressos são considerados receitas.
c) o regime contábil é o da competência.
d) operações de crédito não são consideradas receitas.
e) todas as receitas são orçamentárias.

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18-(FCC/ANALISTA DE CONTROLE EXTERNO_TCE_MA/2005) – É exemplo


de receita de capital:
a) Receita decorrente de prestação de serviço.
b) Receita industrial.
c) Receita de venda de títulos da dívida pública.
d) Receita decorrente da exploração de atividade agropecuária.
e) Receitas de aluguéis, foros e laudêmios.

19-(ESAF/TCE_GO/2007) – A Constituição traz no seu texto limitações à autorização


para realização de operações de crédito. Identifique a opção correta considerando a
“Regra de Ouro” prevista na Constituição.
a) A regra existe para evitar a utilização de receitas de alienação de bens em
despesas correntes, conforme determina a Lei de Responsabilidade Fiscal.
b) O Objetivo da regra é evitar que o ente público (União, Estados, Municípios) se
endivide com a finalidade de atender despesas com pessoal e juros da dívida.
c) A partir dessa regra, a realização de operações de crédito em cada exercício fica
limitada ao somatório das despesas de investimento, inversão financeira e
Amortização da dívida.
d) Por causa dessa regra, o governo não pode utilizar recursos de operações de
crédito para fazer despesa corrente.
e) A regra impede o comprometimento de receitas correntes com o pagamento de
amortização da dívida pública.

20-(ESAF/AFC - STN - 2005) O regime contábil consagrado pela Lei 4.320/64 para
contabilidade pública é o de caixa para Receita e de competência para a Despesa.
Assinale a opção que indica exceção ao regime de caixa para a receita.
a) O reconhecimento da receita na inscrição da Dívida Ativa.
b) O recebimento de receitas oriundas de operações de crédito.
c) O recebimento de doações em dinheiro.
d) O recebimento de tributos.
e) O recebimento de transferências financeiras.

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