You are on page 1of 57

RECURSOS TEORIA GERAL DOS RECURSOS

1) Meios de impugnação de decisão judicial: - recursos - ação autônoma de impugnação; - sucedâneos recursais. Há autores que dividem em apenas dois gêneros, os recursos e os sucedâneos recursais, e dentro destes (SR) estariam as ações autônomas.

a) Ação autônoma de impugnação – demanda que gera um processo novo, cujo objetivo é impugnar uma decisão judicial. Surge um novo processo. Exemplos: ação rescisória, querela nulitatis, habeas corpus contra decisão judicial, reclamação constitucional.

b) Sucedâneo recursal – É tudo aquilo que não seja ação autônoma de impugnação, e nem recursos. Exemplos: pedido de suspensão de segurança, reexame necessário, e a correição parcial (medida administrativa contra o juiz). Sucedâneo é aquilo que substitui, faz às vezes de. Ex. incidente de suspensão de segurança, o pedido de reconsideração, a remessa necessária. c) Recurso – é um meio de impugnação voluntário, previsto em lei federal, para no mesmo processo reformar, invalidar, integrar, ou esclarecer uma decisão judicial. (Conceito de Barbosa Moreira) O recurso é um direito potestativo processual. É voluntário porque é preciso que o interessado recorra, não há recurso de ofício. O recurso é manifestação do princípio dispositivo. O reexame necessário não é recurso, é sucedâneo recursal. O agravo regimental é previsto em lei federal, o regimento interno apenas procedimentaliza.

O recurso impugna a decisão judicial no mesmo processo em que a decisão foi proferida, não há processo novo para impugnar a decisão. O recurso prolonga a litispendência (a vida do processo). Por isso que as ações autônomas de impugnação não são recursos, elas geram processo novo. Reformar, invalidar, integrar, ou esclarecer – essas são as 4 providências que podem ser pedidas em um recurso. O recurso é uma demanda que tem pedido próprio, distinto daquele feito na petição inicial. O pedido do recurso é uma dessas quatro providências. O mérito da causa é o pedido formulado pelo autor na petição inicial ou pelo réu na reconvenção. O mérito do recurso é o pedido feito no recurso.

Error in iudicando – é um erro de análise, que gera injustiça. Pedir a reforma de uma decisão é pedir para que ela seja corrigida, revista, melhorada, aprimorada. (Se estiver chamando a decisão de errada ou de injusta é porque se quer a reforma). Na reforma o discutido é o conteúdo do que foi decidido, o juiz errou ao dar uma decisão que não é a melhor. Erro in procedendo – é o erro que gera nulidade. Quando se quer invalidar uma decisão o que se quer é destruir a decisão, é anulá-la por um defeito formal. Não se discute o conteúdo de uma decisão. Não entra no exame do que foi decidido, examina-se apenas a forma. Quando se pede a integração, alega-se a omissão judicial. Integrar é completar a decisão, torná-la completa. É um pedido que se faz nos embargos de declaração. Pedir para esclarecer é pedir para tirar a dúvida de uma decisão obscura ou contraditória. É um pedido que se faz nos embargos de declaração.

2) O Duplo Grau de Jurisdição: Não há exigência constitucional de sempre ter o duplo grau de jurisdição no processo civil. Por exemplo, não há duplo grau nas causas originárias do STF. Mas a regra é que haja o duplo grau de jurisdição, como princípio dentro do devido princípio legal. Pode ocorrer um balanceamento entre princípios que diminua a quantidade de recursos que caiba da decisão. Por exemplo: não cabe recurso de decisão que homologa acordo no juizado especial.

3) Classificação de Recursos:

a) Recurso de fundamentação livre ou vinculada: - Fundamentação livre - quando pode discutir qualquer aspecto da decisão. Por exemplo, apelação, agravo. - Fundamentação vinculada – são recursos que sé podem ser manejados com um tipo prévio de alegação. Só pode alegar questões previamente determinadas pelo legislador. São recursos de fundamentação típica (não pode se valer deles alegando qualquer coisa). Por exemplo, embargos de declaração (tem que apontar a omissão, obscuridade ou contradição), R.Espe REx. Quando o recurso é de fundamentação vinculada há uma exigência para o recorrente explicitar nas razões do recurso uma daquelas questões típicas. Se não aponta uma das questões típicas, o recurso nem será conhecido.

b) Recurso total ou parcial: Segundo Barbosa Moreira:

- Recurso total – é o recurso que impugna tudo quando pode ser impugnado. - Recurso parcial – é o recurso que deixa de impugnar algo que poderia ser impugnado. A importância é que, se o recurso é parcial (se deixo de impugnar aquilo que poderia ter sido impugnado) preclui aquilo que não foi impugnado e o Tribunal não poderá manifestar sobre ele. Segundo Dinamarco: - Recurso total – quando impugnar toda a decisão. - Recurso parcial – quando impugnar parte da decisão.

4) Atos Sujeitos à Recurso:

Só decisões são recorríveis. Portanto o despacho, ato não decisório, é irrecorrível. As decisões se dividem em decisões de juiz singular e decisões de Tribunal. As de juiz singular se dividem em: interlocutória e sentença. As de Tribunal ou são monocráticas (do relator ou do Presidente ou do Vice Presidente do Tribunal em causas de sua competência originária) ou acórdãos. Assim, os atos sujeitos à recurso são: - interlocutória; - agravo de instrumento (art. 525, CPC) ou o agravo retido; - sentença; - apelação; - de relator, - agravo regimental ou agravo interno; - de Presidente ou Vice do Tribunal; - varia conforme a decisão específica: agravo no pedido de suspensão de segurança; agravo de instrumento contra decisão que não admite R.Espou Rex na origem (art. 544), agravo de homologação de decisão estrangeira. - acórdãos; - cabem 5 tipos de recursos – R.Esp, RE, embargos infringentes, embargos de divergência, ROC. *Contra qualquer decisão cabem embargos de declaração.

Decisões recorríveis em primeira instância: * É indispensável lembrar-se da polêmica do que é interlocutória e do que seja sentença nos dias de hoje (estudo já realizado). * Nos juizados especiais as decisões interlocutórias não são agraváveis. Mas nos juizados especiais federais as decisões interlocutórias sobre tutela de urgência são agraváveis. * Nos juizados especiais não cabe apelação contra sentença, cabe o recurso inominado contra as sentenças, mas parece com a apelação.

* Hoje, há dois exemplos de sentenças agraváveis: a sentença que decreta a falência e a sentença que julga a liquidação. A sentença que rejeita a falência é apelável. * As causas internacionais são aquelas que envolvem a pessoa residente no País ou em município brasileira contra Estado estrangeiro ou organismo internacional (tramita na justiça federal de primeira instância, perante juiz singular). Nessas causas o recurso contra as interlocutórias e contra as sentenças vai para o STJ e recebe o nome de Recurso Ordinário Constitucional (ROC). * O art. 34 da lei de execução fiscal dispõe que contra sentença em execução fiscal de até 50 ORTN (+ou – 500,00 reais) não cabe apelação, só admite embargos infringentes e de declaração. Ambos serão julgados pelo próprio juiz da causa. Por isso há quem os chame de embargos infringentes de alçada. * Art. 17, lei de assistência judiciária (lei 1.060/50) – “caberá apelação das decisões proferidas em consequência da aplicação desta lei”. Porém, as decisões são sempre decisões interlocutórias. A lei prevê apelação contra decisões interlocutórias. É um caso em que se admite o princípio da admissibilidade. A doutrina resolveu que se a decisão for proferida com base na LAJ em autos apartados será apelação, se for nos mesmos autos do processo será agravo. A decisão sobre revogação de justiça gratuita é em autos apartados, então é apelação.

Decisões recorríveis em segunda instância: * A decisão monocrática de relator deve ser uma exceção. Por isso é natural que se possa levar a matéria ao Colegiado para que se confirme ou não a matéria que o relator decidiu. Começou a ser mitigada essa possibilidade de recurso para o Colegiado pela lei e pela jurisprudência. Súm. 622, STF: Súmula nº 622 - Não cabe agravo regimental contra decisão do relator que concede ou indefere liminar em mandado de segurança.

Está Súmula está em processo de revisão. Os novos membros do STF admitem que não tem muito sentido. O STJ já não aplica mais esse enunciado. A lei 8.038/90, em seu art. 39, dispõe que de decisão do relator ou de Presidente ou Vice que causa gravame à parte caberá agravo (...). Essa lei foi pensada para regular o STF e o STJ. Mas o STJ já afirmou que esse art. 39 é geral, sendo aplicável a qualquer tribunal.

* O relator julga uma apelação monocraticamente. Desta decisão cabe agravo regimental. O agravo foi para a Turma que pode, ao julgar o agravo regimental, manter o que o relator disse ou reformará o que foi dito pelo relator. De qualquer forma, o julgamento do agravo regimental será o julgamento da própria apelação.

O julgamento do agravo regimental interposto contra decisão monocrática que julgou apelação (ou R.Esp, ou Rex) terá a natureza de julgamento da apelação.

Se o relator não conhecer da apelação, o Colegiado pode manter a decisão (não conhecendo da apelação), e se reforma a decisão do relator o Colegiado já julga a apelação. Os embargos de divergência só cabem de decisão que julga os R.Espou RE. Mas cabe embargo de divergência em decisão que julga agravo regimental se ele tiver a natureza de R.Espou de RE (se não for conhecido não cabe). Súm 316, STJ,

Súmula: 316 - Cabem embargos de divergência contra acórdão que, em agravo regimental, decide recurso especial.

* O problema do Agravo Regimental é que o julgamento dele pode assumir a natureza de outro recurso.

* art. 544, CPC – agravo contra decisão que não admite R.ESPou RE: Art. 544. Não admitido o recurso extraordinário ou o recurso especial, caberá agravo de instrumento, no prazo de 10 (dez) dias, para o Supremo Tribunal Federal ou para o Superior Tribunal de Justiça, conforme o caso.

* Nenhum agravo cabe contra acórdão. Embargos declaratórios cabem de qualquer decisão.

A) QUANTO À EXTENSAO DA MATÉRIA: RECURSO TOTAL E RECURSO PARCIAL. VIDE ART. 505 DO CPC

Art. 505. A sentença pode ser impugnada no todo ou em parte. PARCIAL é aquele que, em virtude de limitação voluntária, não compreende a totalidade do conteúdo impugnável da decisão. OBS1 O CAPITULO NÃO IMPUGNADO FICA ACOBERTADO PELA PRECLUSAO E, SE TRATAR DE CAPITULO DE MÉRITO, FICARÁ IMUTÁVEL POR FORÇA DA COISA JULGADA MATERIAL. ASSIM, O TRIBUNAL AO JULGAR O RECURSO PARCIAL, NÃO PODERÁ ADENTRAR O EXAME DE QUALQUER ASPECTO RELACIONADO AO CAPÍTULO IMPUGNADO, NEM MESMO PARA CONSTATAR A AUSENCIA DE UM PRESUPOSTO PROCESSUAL OU DE UMA CONDICAO DA ACAO. OBS2 OS CAPÍTULOS MERAMENTE ACESSÓRIOS FICAM ABRANGIDOS PELA IMPUGNAÇAO RELATIVA AO CAPITULO PRINCIPAL MESMO QUE O RECORRENTE SILENCIE A RESPEITODELES. EX. JUROS DE MORA, JUROS LEGAIS, CUSTAS PROCESSUAIS, HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. NO CASO DE PROVIMENTO ELAS IPSO FACTO CESSAM.

DEDUZIR QUALQUER TIPO DE CRÍTICA EM RELAÇAO À DECISAO. apelação. TOTAL_É AQUELE QUE ABRANGE TODO O CONTEÚDO IMPUGNÁVEL DA DECISAO RECORRIDA (NÃO NECESSARIAMENTE O CONTEÚDO INTEGRAL DA DECISAO. NÃO SE PODERÁ ANULAR A DECISAO NO CONCERNENTE A Y. POIS HÁ DECISOES QUE TÊM O CONTEÚDO IMPUGNAVEL RESTRINGIDO PELA LEI.A lei limita o tipo de crítica que se possa fazer contra a decisão impugnada. MAS PLETEIA UNICAMENTE A ANULAÇAO DA SENTENÇA QUANTO A X. MESMO QUE O TRIBUNAL RECONHEÇA O VÍCIO. 467 DO CPC. RECURSOS ORDINÁRIO E EXTRAORDINÁRIO A DISTINÇAO A QUE ALUDE O ART. embargos infringentes. recurso ordinário. VINCULADA. R. 677. AFIRMADO PELO RECORRENTE UM DOS VÍCIOS QUE PERMITEM A INTERPOSICAO DO RECURSO. Ex. . A VERIFICAÇAO DA PROCEDENCIA OU DA IMPROCEDENCIA DAS ALEGACOES É UM PROBLEMA ATINENTE AO MERITO RECURSAL. EMBARGOS DE DECLARAÇAO. Em outras palavras o recorrente deve alegar um dos vícios típicos para que o seu recurso seja admissível. EX. É NITIDA E IMPORTANTE EM ALGUNS SISTEMAS JURÍDICOS. NO PORTUGUES (ART.OBS3 – SE O REU CONDENADO A PAGAR X+Y FUNDA SUA APELAÇAO NA DENUNCIA DE SUPOSTO ERROR IN PROCEDENDO.Espe RE OBS. O RECURSO POR ESSE ASPECTO DEVER SER RECONHECIDO. Essa alegação é imprescindível para o recurso atenda o requisito da regularidade formal. NAS RAZOES DO SEU RECURSO. agravo. TAL CAPITULO TRANSITOU EM JULGADO. COMO ACONTECE EM RELAÇAO AOS EMBARGOS INFRINGENTES. NA SUÍÇA E ITÁLIA (mezzi ordinari e mezzi straordinari). COMO POR EX. E ESTE AFETE POR INTEIRO O JULGAMENTO DE PRIMEIRO GRAU. SEM QUE ISSO TENHA QUALQUER INFLUENCIA NA SUA ADMISSIBILIDADE. CPC). QUANTO À FUNDAMENTAÇAO LIVRE – É AQUELE EM QUE O RECORRENTE ESTÁ LIVRE PARA.

§§ 1.DEVE OBDECER A TODOS OS REQUISITOS DE ADMISSIBILIDADE EXIGIDOS PARA OS RESPECTIVOS RECURSOS.EXTR. QUANDO FIZER AS VEZES DE APELAÇÃO. R. INCLUSIVE O PREPARO. (DINAMARCO) NÃO CABE RECURSO INOMINADO ADESIVO. pois um dos litigantes não espera o comportamento do outro. DIFERENCIANDO APENAS PELA TÉCNICA DE INTERPOSIÇÃO CABIMENTO: NO RECURSO DE APELAÇÃO. Os autos seguirão forçosamente para o tribunal. ORDINÁRIO – É AQUELE CUJA INTERPONIBIILDADE IMPEDE O TRANSITO EM JULGADO. EMBARGOS INFRINGENTES RESP E R. Por isso que não se admite a interposição adesiva do réu. A apelação do autor devolverá ao Tribunal todos os fundamentos que o réu levantara no processo (art. para só então recorrer. O RECURSO ADESIVO É O MESMO RECURSO QUE SE PODERIA INTERPOR DE FORMA AUTONÔMA. contra sentença que julgou totalmente improcedente o pedido do autor por absoluta falta de interesse – nem mesmo para melhorar a fundamentação do julgado. Não se admite também recurso adesivo em reexame necessário. EIS QUE OS RECURSOS TEM COMO UM DOS EFEITOS EXATAMENTE OBSTAR O TRANSITO EM JULGADO DA DECISAO IMPUGNADA. 500 do CPC). e 2. O PRAZO QUE DISPÕE É O MESMO PARA CONTRARRAZOAR O RECURSO PRINCIPAL . CABE RECURSO EXTRAORDINÁRIO ADESIVO NO STF. RECURSO ADESIVO SUCUMBENCIA RECIPROCA: Ambos os litigantes são em parte vencedoras e vencidas (art. ADESIVO. um deles aguarda o comportamento do outro. TAMBÉM NO ROC DE FORMA ADESIVA.). 515. O recurso adesivo é forma de interposição e não um novo recurso. Embora ambos pudessem recorrer de forma independente.Diversa é a sistemática do ordenamento brasileiro no qual a mencionada distinção não tem relevância pratica..

000.00. AMBAS RECORREM DE FORMA INDEPENDENTE. SITUAÇÕES PROBLEMAS NÃO SE PODE RECORRER ADESIVAMENTO A PARTE QUE HAVIA DESISTIDO DO RECURSO INTERPOSTO. no qual o réu afirma não ser cabível recurso adesivo na hipótese. 500. STJ E Barbosa Moreira o exame do recurso adesivo fica condicionado ao juízo de admissibilidade positivo do recurso principal (art. apelou o réu e. se .PEÇAS DISTINTAS – BARBOSA – admite peça única Aplica-se a dobra do prazo para a FAZENDA PÚBLICA. explica o Min. à época. SUCEDE QUE O RECURSO DE UMA DAS PARTES É PARCIAL. QUANDO INTIMADA PARA APRESENTAR CONTRARAZOES. A DESISTENCIA DO RECURSO PRINCIPAL IMPEDE O JULGAMENTO DO RECURSO ADESIVO. Adveio o Resp.. o autor. POIS A CONDIÇÃO PARA A INTERPOSICAO DO RECURSO ADESIVO É A NÃO INTERPOSIÇÃO DE RECURSO PRINCIPAL. DEPOIS DE SER INTIMADA DO RECURSO DA OUTRA PARTE HÁ INTERPOSIÇÃO ADESIVA DAQUELE QUE RECORREU INTEMPEESTIVAMENTE. ARREPENDIDA INTERPOE ADESIVAMENTE PARA IMPUGNAR A PARCELA DA DECISAO QUE NÃO RECORREU. Em ação de indenização por danos morais. CPC). majorando a condenação para R$ 5. mas só o recurso adesivo foi provido. o autor buscava entre 100 e 500 salários mínimos para reparar o constrangimento de ter sido abordado de modo ostensivo e acusador. Quarta Turma DANO MORAL. AMBAS AS PARTES SÃO SUCUMBENTES. porque não houve sucumbência recíproca. o que equivalia. Isso posto. INTERESSE.000. Julgada procedente a ação. a 10 salários mínimos. III. OUTRO ARGUMENTO É A PRECLUSÃO CONSUMATIVA AMBAS AS PARTES RECORREM DE FORMA INDEPENDENTE. UM DOS RECURSOS É INTEMPESTIVO. Relator que.00. adesivamente. NÃO PODE PELO MESMO FUNDAMENTO ACIMA. NÃO É ADMISSÍVEL POIS É PRESSUPOSTO QUE A PARTE NÃO TENHA RECORRIDO DE FORMA PRINCIPAL (SE BEM OU MAL RECORREU) JURISPRUDÊNCIA INFORMATIVO 409 DO STJ. Então. por suspeita de furto no interior de supermercado. o réu foi condenado a pagar R$ 3. RECURSO ADESIVO.

uma vez que o pedido da inicial era muito maior que aquele arbitrado pela sentença. dá-se provimento ao especial do consumidor também para fixar a indenização em R$ 7. Precedentes citados: REsp 265. com mais razão há o interesse recursal. embargável ou recorrível mediante RE ou Resp. ou seja.cabe o recurso principal. Ademais. que. Rel. determinada decisão poderá ser impugnada por recurso adesivo se essa for apelável. não há como conhecê-lo como adesivo ou mesmo como principal. um óbice à aplicação do princípio da fungibilidade.923-DF. não há discussão. PRINCIPAL. deixando ao arbítrio do magistrado a fixação da indenização. no caso dos autos. ele poderia dela recorrer. Dessarte. porque o magazine insistiu na cobrança de dívida indevida. o valor indicado na inicial para o arbitramento é meramente estimativo.. se. REsp 944. agrega-se o requisito da impugnação realizada pela parte adversa aos requisitos gerais de admissibilidade dos demais recursos. 6. a conta de prestigiar a ocorrência de simples equívoco (tal como o fez o Tribunal a quo). ainda que não houvesse pedido determinado na inicial. desde que haja impugnação da parte adversa. julgado em 29/9/2009. sendo notório o cabimento da apelação principal e adesiva.00. Diante do exposto. mesmo após alertado do erro mediante telefonemas do consumidor e pelo próprio Procon. o que denota erro inescusável. EFEITO DE IMPEDIR O TRÂNSITO EM JULGADO. Terceira Turma RECURSO ADESIVO. ao interpor recurso da sentença. . REsp 330. Assim. Luís Felipe Salomão. A data do transito em julgado é a data do transito em julgado da última decisão.133-PR. Min.133-RJ. DJ 23/10/2000. EFEITOS DOS RECURSOS 6. em ação de indenização por danos morais.218-PB. Logo. Cuida-se de ação de indenização por danos morais. Dessa forma. DJ 28/9/2009. antecipou-se ao consumidor e apresentou apelo que nominou de adesivo.105. também caberá o recurso adesivo desde que haja recurso da parte contrária. julgado em 19/5/2009. Também observa. Min. Quando o recurso é conhecido. por acaso o autor não se satisfizesse com a sentença (de total procedência). Sucede que. REsp 1.256-MG. invocando a doutrina e a jurisprudência. DJe 30/9/2000. Massami Uyeda.000.1. e REsp 543. Questão controvertida. Rel. a Turma não conheceu do recurso.

Este corrente. devendo passar por duas fases: a) pode-se examinar o que foi pedido (juízo de admissibilidade) b) é possível acolher o que foi pedido (juízo de mérito). Então. a) Competência para o juízo de admissibilidade Normalmente o recurso deve ser interposto no órgão “a quo” (o de origem). aquele que vai julga o recurso. No direito brasileiro. não a partir da decisão que a pronuncia. em 26. a data do transito em julgado é a data do transito em julgado da última decisão. Note-se bem. 5. Para o professor Barbosa Moreira (Pontes de Miranda e Nelson Nery e Ada Pelegrini Grinover) Moreira somente os recursos admissíveis produzem efeitos. Assim o recurso inadmissível não produz efeito. Juízo de mérito é se examinar o que foi pedido. ERESsp n. Em decisão recente. aquele q ue proferiu a decisão recorrida. eis que declaratória. se submete a um duplo controle (controle binário). Min. pois limita-se a proclamar a certificar algo que lhe preexista. . o STJ aderiu a esse posicionamento (Corte Especial.2005. como regra. rel. Gilson Dipp. tanto o juízo “a quo” quanto o juízo “ad quem” tem competência para fazer o juízo de admissibilidade. segundo autorizada doutrina (Fredie) é a que se coaduna com o princípio da segurança jurídica. j.6. Juízo de Admissibilidade dos Recursos: Juízo de admissibilidade é o juízo sobre a possibilidade de examinar o que foi pedido. 441. A coisa julgada exsurge a partir da configuração da inadmissibilidade. O trânsito em julgado retroage à data da expiração do prazo recursal (recurso intempestivo) ou a data da interposição do recurso incabível. A data do transito é a data do transito em julgado da última decisão sempre. Conhecer ou não conhecer é igual a admitir ou não admitir.252-CE.Quando o recurso não é conhecido. nos demais casos de inadmissibilidade. Três soluções encontradas na doutrina e jurisprudência. No juízo de mérito nos verbos usados são dar ou negar provimento. Todo ato postulatório (PI ou recurso) se submete ao duplo grau de jurisdição. são os verbos usados no juízo de admissibilidade. O órgão “ad quem” é o de destino.

mas os seus efeitos são um problema doutrinário porque se entender que é retroativo a causa já transitou em julgado deste a interposição do recurso. e por muitas vezes não caberá mais nem rescisória. Os atos processuais produzem efeitos até o seu desfazimento. seja ele positivo ou negativo (Barbosa Moreira). O não recebimento do recurso procedimento só se torna inadmissível após a decisão.O juízo de admissibilidade do órgão “a quo” sempre se submete ao controle do órgão “ad quem” através de outro recurso (por exemplo. Há três concepções sobre a eficácia retroativa do juízo de admissibilidade negativo: a) Barbosa Moreira e Nelson Nery (corrente minoritária) – já que é declaratório tem eficácia retroativa. não havendo duplo juízo de admissibilidade. Enquanto pedente o recurso não se poderia entrar com a ação rescisória. se não recebe apelação. Se a inadmissibilidade é uma sanção. Já o juízo de admissibilidade negativo é declaratório. O problema é que se aplicado geraria uma insegurança muito grande. . já que o prazo é de dois anos. O agravo de instrumento é interposto diretamente no juízo “ad quem”. c) Objeto do juízo de admissibilidade: Requisitos de admissibilidade dos recursos: . (Flávio Chein Jorge. nunca retroage em homenagem a segurança jurídica (adotada deste 2005). mesmo que futuramente este venha ser inadmitido. Não existe ação rescisória condicionada. acrescentando a hipóstese de recurso com falta de preparo) c) STJ – é sempre ex nunc. o agravo retido e o agravo nos próprios autos (art. cabe agravo de instrumento para o juízo ad quem). Recurso inadmissível não produz efeito. 544 do CPC) b) Natureza jurídica do juízo de admissibilidade De um modo geral. O juízo positivo de admissibilidade tem efeitos declaratórios seus efeitos retroagem (ex tunc). e a depender do tempo este já teria escoado. b) Majoritária do ponto de vista numérico – Afirma-se que o transito em julgado não pode ocorrer enquanto pendente o julgamento do recurso. Fredie Didier. prevalece o entendimento que é declaratório. Também não se submente ao juízo de admissibilidade pelo órgão prolator da decisão. Salvo duas situações: casos de intempestividade e nos casos de manifesto incabimento.

tempestividade. .Significa que a decisão tem que ser recorrível e que o recurso interposto seja o adequado.interesse. parágrafo único c) Súmula 622 do STF (construção jurisprudencial) d) O STJ entende como despacho o pronunciamento que devolve o prazo para uma das partes e) O despacho que determina a emenda da inicial é considerado um mero despacho. porque para alguns autores esse é um requisito extrínseco) b) Extrínsecos: . .legitimidade.inexistência de fatos impeditivos ou extintivos (é o mais perigoso. . Cabimento: O exame deve Responder a duas perguntas: . b) Art. 519.a) Intrínsecos: . .preparo. . parágrafo único e art. 527. a) Art.regularidade formal. 504 do CPC – Irrecorribilidade dos despachos.cabimento. .

Rel.208. §3. DJ 27/6/2005. valendo para todos os recursos sobre questão idêntica. REsp 1. deve ser comunicada. Mauro Campbell Marques.865-BA. 475-H Decisão que julga a impugnação sem por fim a fase de cumprimento da sentença – Cabe agravo_ art.194. Decisão que resolve a liquidação – Cabe agravo _ Art.101/2005) Decisão sobre a gratuidade de Justiça (art. Toda decisão de inexistência de repercussão geral é irrecorrível e. Informativo Nº: 0469 Segunda Turma Período: 11 a 15 de abril de 2011. 100 da Lei 11. TAXA JUDICIÁRIA. Precedentes citados: REsp 1.950-RJ. RMS 22.060/50). DJe 1º/7/2010. e REsp 1. Ex. 475-M. 17 da Lei 1. DJ 11/12/2006. Ainda que equivocada a opção do legislador não se aplica o princípio da fungibilidade recursal. Decisão que decreta a falência (art. RECOLHIMENTO. AG.212. 522 do CPC). Sem correspondente no CPC/73 . à Presidência do Tribunal.112-AM. A Turma entendeu que a determinação do juízo de primeiro grau para que se recolha a taxa judiciária sob pena de cancelamento da distribuição é impugnável por agravo de instrumento (art. julgado em 14/4/2011. REsp 333. 326 do RISTF. Min. pelo(a) Relator(a).718-AM.675-SC. DJe 14/2/2011. visto tratar-se de decisão interlocutória – e não de despacho de mero expediente – apta a causar lesão a eventuais direitos da parte.f) Art. para os fins do artigo subsequente e do artigo 329.

Art. É aplicável em primeira instância. É implícito. Princípio da taxatividade (ou da legalidade) – só há recursos previstos em lei. Aplica-se em Respeito à universalidade das formas. 22. Princípio da fungibilidade – um recurso indevidamente interposto pode ser apresentado como se fosse o correto. § 2º Das decisões relativas à gratuidade de justiça. (Art. em Tribunais perde um pouco do sentido (R. caberá agravo de instrumento. Previsão em lei federal (CPC ou outra lei. retirado do sistema. atribui competência exclusiva à União para legislar sobre processo) recurso é conceito inerente ao processo. na forma da lei. 49 da Lei 9. Princípio da singularidade ou Unirrecorribilidade – cada decisão deve ser impugnada com um recurso de cada vez. I da CR/88.099/95) Agravo regimental com previsão nos regimentos internos (na verdade a previsão diz Respeito ao procedimento e não ao cabimento cuja previsão está no CPC como gênero. Determina que as partes em comum acordo ou a doutrina não podem criar recursos ou fazer uma interpretação extensiva para tal finalidade. A pessoa natural ou jurídica.Espe Rex simultâneo). § 1º O juiz poderá determinar de ofício a comprovação da insuficiência de que trata o caput. 99. brasileira ou estrangeira. se houver nos autos elementos que evidenciem a falta dos requisitos legais da gratuidade de justiça. art. com insuficiência de recursos para pagar as custas e as despesas processuais e os honorários de advogado gozará dos benefícios da gratuidade de justiça. Ex. A) Dúvida fundada sobre o recurso cabível . salvo quando a decisão se der na sentença.

DEPÓSITO. Na espécie. (Ex. R. Contudo.A lei confunde a natureza da decisão – Art. Min. 0453 Quinta Turma CONSIGNATÓRIA.443-PR.Esp914. o tribunal a quo entendeu ser inadmissível a interposição de agravo de instrumento contra decisão que. n. FUNGIBILIDADE. Parte da doutrina faz distinção entre erro grosseiro e dúvida objetiva. Com essas considerações. a Turma deu provimento ao recurso especial para afastar a preliminar que ensejou o não conhecimento do agravo e determinar o retorno dos autos ao tribunal de origem para que proceda à análise do recurso. Informativo Período: 25 a 29 de outubro de 2010.Esp113. sentença em exceção de incompetência) B) Inexistência de erro grosseiro (Recurso manifestamente incabível) Aqui não há qualquer dúvida acerca do recurso cabível e a parte interpõe o recurso errado.060/50). segundo a Min. Rel. DÚVIDA OBJETIVA. Laurita Vaz. 395 do CPC A doutrina e jurisprudência divergem a respeito do recurso cabível. DJ 1º/7/2004. por haver dúvida objetiva acerca da natureza jurídica do referido decisum e do recurso contra ele cabível – se agravo de instrumento ou apelação – e não sendo o caso de erro grosseiro ou má-fé da recorrente. Relatora. Precedente citado: R. 17 da Lei 1. . O juiz profere uma espécie de decisão em lugar de outra.438-SP. deve ser aplicado o princípio da fungibilidade. RECURSO CABÍVEL. em ação de consignação em pagamento. julgado em 26/10/2010. homologou o depósito efetuado pelo autor e declarou extinta sua obrigação. mantendo a lide em relação aos réus a fim de apurar o verdadeiro credor. ainda que ocorra um equívoco por parte do legislador (art. Erro grosseiro quando existindo dúvida objetiva entre os recursos cabíveis a parte se vale de um terceiro recurso. HOMOLOGAÇÃO.

RECURSO. 0422 Período: 8 a 12 de fevereiro de 2010. R. ERRO. Informativo n.211 do CPC). No caso. No caso.112-ES. Min.Esp1. Nesse contexto. LIQUIDAÇÃO. que inseriu o art.249-ES. DJe 5/8/2008.118. R.044. houve erro grosseiro inerente à regra de direito intertemporal. 1.Esp1. Rel. uma das mais discutidas no meio jurídico.é exigência da jurisprudência do STJ segundo qual se presume a má fé daquele que se valeu do recurso com o prazo maior para obter o benefício da fungibilidade Informativo Período: 31 de maio a 4 de junho de 2010 Segunda Turma n. a . destaca-se que a decisão impugnada foi proferida e publicada quase dois anos após a alteração promovida pela Lei n. 475-H do CPC). Precedentes citados: R.Esp1. ou seja. Publicada a decisão de liquidação de sentença depois de estar em vigor a Lei n.232/2005.232/2005. e R.131-RS. o que denota a impossibilidade de aplicar a fungibilidade recursal. DJe 25/11/2009. 475-H no CPC. AgRg no Ag 946.862-ES.130. RECURSO.Esp1. Primeira Turma LIQUIDAÇÃO. 11.074-PR. mesmo nos processos em curso (art.C) Inexistência de má-fé – teoria do prazo menor Extremamente criticado pela melhor doutrina – O recurso equivocado deve ser interposto dentro do prazo do recurso correto . DJe 14/9/2009. DJe 4/2/1009. 0437 ACP.131. julgado em 1º/6/2010. 11. o qual determinou que o recurso cabível é o agravo de instrumento. utilização de recurso de apelação no lugar daquele expressamente previsto (agravo de instrumento) na nova lei processual. não há como aplicar o princípio da fungibilidade recursal. Eliana Calmon. que tem aplicação imediata. O recurso cabível contra a decisão que homologou a liquidação de sentença proferida em ação civil pública (ACP) é o agravo de instrumento. SENTENÇA. e não a apelação (art.

Esp1.044. ou seja. na dúvida. R.033. julgado em 3/12/2008. realmente se deve ampliar a admissibilidade do recurso especial.Esp. em que o próprio procedimento executório foi todo sob a égide da lei antiga. a aplicabilidade de lei processual superveniente. cassou o acórdão recorrido e determinou que o Tribunal de origem aprecie o agravo de instrumento. 0379 Período: 1º a 5 de dezembro de 2008. Sobreveio a sentença já sob nova ordem processual que. no caso. conheceu do recurso e lhe deu provimento. quando o próprio procedimento era existente na lei antiga. 11.131-RS. Rel.044. Fernando Gonçalves. e. o recurso tem que ser a apelação e não o agravo de instrumento. do CPC.Esp1. Trata-se de embargos à execução interpostos antes da entrada em vigor da Lei n.693-MG. Para a tese vencedora. devendo. por maioria. a executada. erro grosseiro. interpôs embargos de devedor antes da vigência da Lei n. numa dúvida pertinente. de fato. Min. DJe 28/10/2008. prevê como recurso cabível ao caso o agravo de instrumento. dada a situação ocorrida nos autos. ficou impossível a adaptação de uma regra recursal nova que é incompatível com o procedimento anterior. ponderou-se que.Esp1. proferida uma sentença nos embargos do devedor. julgado em 9/2/2010. Com essas considerações. julgado em 10/2/2009. Precedente citado: R.132. Ademais. uma verdadeira sentença. prevalecer a fungibilidade recursal. Assim. por ser matéria ainda controvertida na jurisprudência e na doutrina. Informativo de Jurisprudência n. 475-M. 0383 Período: 9 a 13 de fevereiro de 2009. APLICAÇÃO.232/2005. originário Min. depois. § 3º. não houve erro grosseiro e. quando já vigia a mencionada lei. Rel.774-ES. Assim. Segunda Turma EXECUÇÃO. APLICAÇÃO. Eliana Calmon. o recurso cabível é a apelação. no R.232/2005.290-RS. Informativo de Jurisprudência n. a Corte Especial. ora recorrente.Turma negou provimento ao recurso.447-PB. R. DJ 5/8/2005. A Turma reiterou o entendimento manifestado pela Corte Especial e afirmou que. Precedentes citados: AgRg no Ag 987. que a interposição da apelação em vez do agravo de instrumento não constituiu. LEI N. A recorrente afirma. reconhecida a existência de dúvida objetiva e ausência de erro grosseiro na interposição do agravo em vez de apelação. e não a apelação interposta conforme a norma anterior.232/2005 e rejeitados por sentença prolatada em 15/10/2006 e publicada em 20/11/2006. No caso dos autos. inserido pela citada lei.Esp1. R. como no caso. 11. Luiz Fux. assim. deve-se aplicar o princípio da fungibilidade. e AgRg no Ag 946. Rel. Aldir Passarinho Junior. Trata-se de recurso remetido pela Quarta Turma sobre matéria comum a todas as outras. LEI SUPERVENIENTE. mesmo que a nova regra processual tenha incidência imediata.693-MG. . no caso. Rel. 11. RECURSO. Min. para acórdão Min. pelo art.

O terceiro não será intimado da decisão. 12 da Lei 12.016/09. ainda que não haja recurso da parte. MP – “custus Art. e fica a dúvida sobre o seu prazo. só não pode intervir aquele que poderia ter sido opoente. Quem está legitimado a recorrer. O que é opoente pode recorrer porque é parte. Parcela da doutrina sustenta que o terceiro prejudicado somente não poderia se valer do agravo retido. mas não foi. porque o processo volta à primeira instância. Art. .016/09 e súmulas 99 e 226 do STJ. por exemplo. mas em fase recursal. Ficou estabelecido que é o mesmo prazo das partes. o juiz no incidente de suspeição). Há uma exceção. O recurso de terceiro é uma hipótese de intervenção de terceiro.terceiro prejudicado – aquele que poderia ter intervindo no processo. Para Alexandre Câmara. STJ . ainda que o segurado esteja assistido por advogado. mas não interveio. Tanto as partes principais como as partes dos incidentes (por exemplo.b) legitimidade: É o estudo da pertinência subjetiva do recurso. aquele que poderia ter sido opoente. mas não foi pode recorrer para anular a decisão. 12 da Lei 12. Súmula: 99.as partes – todo sujeito do processo agindo em contraditório. Súmula: 226 do STJ O Ministério Público tem legitimidade para recorrer na ação de acidente do trabalho.O Ministério Público tem legitimidade para recorrer no processo em que oficiou como fiscal da lei. legis” – O ministério Público pode recorrer toda vez que intervém por força de disposição específica. É tríplice: . Fundamentos: .

036/1990. tanto a sociedade .a) A função do agravo retido é evitar a preclusão. 8. reveste-se de legitimidade como terceiro prejudicado para impetrar mandado de segurança contra decisão que determina o levantamento de valores mantidos em conta vinculada do fundo para saldar dívida de alimentos. 0422 Quarta Turma LEGITIMIDADE. Assim. DJ de 2/8/2007. não fere direito líquido e certo a penhora de quantias ligadas ao FGTS para pagamento de débito alimentar em execução de alimentos. que só afeta as partes. Isso porque ela é a responsável por centralizar os recursos do FGTS.735-CE. REsp 719.894-AL. RMS 26. 0495 Período: 9 a 20 de abril de 2012. A desconsideração da pessoa jurídica consiste na possibilidade de ignorar a personalidade jurídica autônoma de entidade sempre que essa venha a ser utilizada para fins fraudulentos ou diversos daqueles para os quais foi constituída.826-SP. Min. Informativo Período: 8 a 12 de fevereiro de 2010. caberá a aplicação do referido instituto. que elenca as hipóteses autorizadoras do saque. em casos excepcionais. Porém. Precedentes citados: REsp 1. DESCONSIDERAÇÃO. de acordo com a lei.061-RS. o levantamento de valores oriundos do aludido fundo. Nancy Andrighi. 20 da Lei n. Terceira Turma CEF. DJe 7/4/2010. Rel. EXECUÇÃO DE ALIMENTOS.540-SP. julgado em 10/4/2012. DJ 18/9/2006. desvio de finalidade ou confusão patrimonial entre os bens da sociedade e dos sócios. visto que o art. pois se deve ter em vista o fim social da norma e as exigências do bem comum que permitem. RMS 35. manter e controlar as contas vinculadas. não é um rol taxativo.083. liberando os valores. b) Não há certeza se o terceiro prejudicado terá condições jurídicas de apelar e com isso pedir o julgamento do agravo retido. e REsp 698. uma vez que desconsiderada a personalidade jurídica. Quando houver abuso. DJe 5/9/2008. A CEF. Informativo n. fenômeno endoprocessual. LEGITIMIDADE. PERSONALIDADE JURÍDICA. FGTS. n. na qualidade de agente operador do FGTS.

Com esse entendimento. 515. Nesse contexto.959-DF. MOTIVO. DJ 23/10/2000. Já o art. RMS 24. a pedido do síndico. Precedentes citados do STF: RMS 26. não se aplica. a Turma. com esses fundamentos. tanto que até subscreveram a petição de Recurso Especial contra aquela decisão. quando firmou que a impetração do mandado de segurança por terceiro prejudicado não está condicionada à prévia interposição de recurso. DJe 3/5/2010. RECURSO. 202 de sua Súmula. DEPOSITÁRIO JUDICIAL. ainda que por simetria. Anote-se que o CPC. tal como prelecionam precedentes do STJ.034-SP. RMS 25. Min. 41-STJ). ao editar o enunciado n. EDcl no RMS 27. Sidnei Beneti e a Min. R. ao recurso ordinário em mandado de segurança (vide Súm. determinou a transferência dos ativos financeiros da massa falida nele depositados para outra instituição financeira. AgRg no Ag 790. quanto à extensão dada à inaplicabilidade do art.615-DF. Min. julgado em 3/8/2010. do CPC ao recurso ordinário de mandado de segurança. Dessarte. contudo o Min. julgado em 9/2/2010. abrandou a incidência da Súm. ao desempenhar a função de auxiliar do juízo. na qualidade de depositário judicial. DJe 15/5/2009. do STJ: RMS 25. há a peculiaridade de que.007-SP. Massami Uyeda. cumpre ao terceiro impetrante demonstrar o motivo por que não se utilizou do recurso originariamente cabível. O STJ. os autos devem retornar ao tribunal de origem para exame do mérito da impetração. Precedente citado: R. 267-STF.251-SP. há legitimidade do banco para a impetração do mandamus. 0441 Período: 28 de junho a 6 de agosto de 2010. O banco recorrente impetrou MS contra o ato do juízo que. Informativo n. nesses casos.231-SP. 515. 202-STJ. DJe 31/10/2008. Nancy Andrighi ficaram vencidos em parte. n. Terceira Turma MS. daquele mesmo código. Ademais. RMS 25. e RMS 27. em seu art. RMS 26. negou provimento ao agravo regimental.quanto os sócios têm legitimidade para recorrer dessa decisão.309-DF. DJe 27/10/2009. na condição de patronos das partes da demanda originária. este Superior Tribunal também já assentou o entendimento de que. § 3º. LEGITIMIDADE. prevê direito potestativo do prejudicado. por maioria. Rel. no caso.368-PE. N. INFORMATIVO 404-STJ Sexta Turma SÚM. conforme precedentes do STF. DJ 24/6/2002.691-GO. visto que. n. daí não se falar em preclusão. DJe 20/10/2008. João Otávio de Noronha. DJe 27/5/2009.Esp715. DJe 1º/9/2008. RMS 14. os impetrantes tomaram ciência inequívoca do ato judicial (acórdão recorrido).462-RJ. Assim. O voto vencido . a Turma deu parcial provimento ao recurso. Rel. 499. ele pode impetrar o MS como terceiro prejudicado.553-SP.266-MA. § 3º.Esp170. Porém. DJ 30/4/2004.

Nilson Naves não discordava da questão de mérito. DJe 15/12/2008.464-SP. Para corrente majoritária a sua legitimidade é de terceiro prejudicado. podendo requerer que o precatório. RMS 27. pois no momento da prolação da decisão não figurava no processo como parte. AgRg no RMS 23. RMS 23. RMS 27. R. julgado em 25/8/2009.Esp761. Trata-se. embora titular da relação jurídica de direito material (direito de crédito) que pode ser afastada pelo resultado do processo. pela relevância.973-SC. quando necessário. DJe 3/11/2008. Lei 8.069-ES. Min. DJe 28/10/2008. Os honorários incluídos na condenação. Há um caso de legitimidade recursal subsidiária – CVM – art. por arbitramento ou sucumbência. assegurado o direito autônomo do advogado à execução do saldo sem excluir a legitimidade da própria parte. O STJ entende que a parte também poderá recorrer em nome próprio do capítulo referente aos honorários advocatícios como legitimado extraordinário.559-CE. 23.364-SC.do Min.475-AC. e AgRg no RMS 26.ESP440. Legitimidade do advogado para cobrança dos honorários advocatícios. §3º da lei 6385/76. seja expedido em seu favor Pelo dispositivo o advogado é credor sendo parte legítima para executar esse capítulo acessório da decisão. Precedentes citados: RMS 4. Rel.093/PR Súmula: 306 STJ Os honorários advocatícios devem ser compensados quando houver sucumbência recíproca. DJ 21/11/1994. DJe 27/5/2009. RMS 26.752RN. RMS 26. de uma legitimidade concorrente entre a parte e o advogado (terceiro prejudicado) 2ª turma. mas apenas entendia que. 31.368-PE.613 e R. tendo este direito autônomo para executar a sentença nesta parte. RMS 22. pertencem ao advogado. Og Fernandes. DJe 25/3/2009. DJe 4/5/2009. DJe 16/10/2008. dever-se-ia dar provimento ao agravo para que a questão fosse discutida no julgamento do recurso de mandado de segurança. .594-BA.906/94 Art. Sendo legitimado ordinário para a execução é inegável que tenha legitimidade recursal objetivando a majoração da condenação. assim.

Rel. Agravo regimental não provido. pode recolher honorários sucumbenciais decorrentes de condenação contra a Fazenda Pública Municipal em causas patrocinadas por defensor público. 3.Esp1108013/RJ. POSSIBILIDADE. HONORÁRIOS. como. CÓDIGO CIVIL. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. A Defensoria Pública. por exemplo. DJe 22/06/2009) PROCESSUAL CIVIL. 1. 2. Ministra ELIANA CALMON. 1. 543-C DO CPC. 381 (CONFUSÃO). quando a Defensoria Pública Estadual atua contra Município. a jurisprudência desta Corte tem assentado o entendimento de que não são devidos honorários advocatícios à Defensoria Pública quando atua contra a pessoa jurídica de direito público da qual é parte integrante. Rel.Defensoria – legitimidade Súmula: 421 Os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença. (R. ART. Ministro CASTRO MEIRA. PRESSUPOSTOS. Acórdão sujeito à sistemática prevista no art. Segundo noção clássica do direito das obrigações. RECURSO ESPECIAL SUBMETIDO À SISTEMÁTICA PREVISTA NO ART.Esp1104059/MG. Recurso especial provido. Precedentes. ocorre confusão quando uma mesma pessoa reúne as qualidades de credor e devedor. SEGUNDA TURMA. por incompatibilidade lógica e expressa previsão legal extingue-se a obrigação. os honorários advocatícios não são devidos à Defensoria Pública quando ela atua contra a pessoa jurídica de direito público à qual pertença. 2. 4. 543-C do CPC e à Resolução nº 8/2008-STJ. julgado em 03/06/2009. Em tal hipótese. 5. PRIMEIRA SEÇÃO. Nos termos da Súmula 421/STJ. 3. DEFENSOR PÚBLICO. uma vez que não se configura o instituto da confusão entre credor e devedor. A contrário sensu. DEFENSORIA PÚBLICA. julgado em 06/05/2010. PRECEDENTES. Com base nessa premissa. por ser órgão do Estado. DJe 19/05/2010) . (AgRg no R. PROCESSUAL CIVIL. DEMANDA CONTRA O MUNICÍPIO. reconhece-se o direito ao recebimento dos honorários advocatícios se a atuação se dá em face de ente federativo diverso.

o MPT. A própria CF. ao assentar que o PGR é o chefe do MPU. nesses casos. a indivisibilidade e a independência funcional (art.Legitimidade do MP para atuar no STJ. . já que elas terão como destinatários. § 1º. o que lhe confere ampla possibilidade de postular. 127.892-RJ. julgado em 24/10/2012. 128. Assim. 128. não permitir que o MP do estado interponha recursos em casos em que seja autor da ação que tramitou originariamente na Justiça estadual. da CF). 61 do RISTJ. A nova orientação baseia-se no fato de que a CF estabelece como princípios institucionais do MP a unidade. e nelas apresentar recursos subsequentes (embargos de declaração. sendo que ela é absolutamente inexistente. inclusive como um modo de oxigenar a jurisprudência da Corte. da CF). Ressalte-se que. o MP estadual oficia como autor. da CF). enquanto os MPs estaduais são chefiados pelos respectivos procuradores-gerais de justiça (PGJ) (art. deixando inalterada a posição do membro do Parquet federal atuante no órgão julgador do STJ. enquanto o PGR oficia como fiscal da lei. (b) criar espécie de subordinação hierárquica entre o MP estadual e o MP federal. (e) desnaturar o jaez do STJ de tribunal federativo. pedidos de suspensão de segurança ou de tutela antecipada) nos tribunais superiores. à chefia do MPU. que compreende o MPF. porém. AgRg no AgRg no AREsp 194. administrativo e/ou institucional. MINISTÉRIO PÚBLICO DOS ESTADOS. sinaliza a inexistência dessa relação hierárquica. papéis diferentes que não se confundem. não se vislumbra qualquer dificuldade quanto ao local de onde deve se pronunciar oralmente o PGJ ou seu representante especialmente designado para tal ato. Rel. Primeira Seção DIREITO PROCESSUAL CIVIL. I e II. e o MP dos estados (art. Esse novo entendimento não acarretará qualquer embaraço ao cumprimento das medidas legais de intimação dos MPs estaduais no âmbito do STJ. uma vez que tolheria os meios processuais de se considerarem as ponderações jurídicas do MP estadual. o qual estará na qualidade de custos legis. o MPM e o MPDFT. LEGITIMIDADE RECURSAL NO ÂMBITO DO STJ. reclamação constitucional. (Novo entendimento) Informativo n. no plano processual. perante o STJ. ou mesmo ajuizar ações ou medidas originárias (mandado de segurança. agravo regimental ou recurso extraordinário). autonomamente. ao procurador-geral da República (PGR) ou aos subprocuradores da República por ele designados a atribuição para oficiar junto aos tribunais superiores. O entendimento até então adotado pelo STJ era no sentido de conferir aos membros dos MPs dos estados a possibilidade de interpor recursos extraordinários e especiais nos tribunais superiores. com base na LC n. nem se excluem reciprocamente. organizando-o em dois segmentos: o MPU. O MP estadual não está vinculado nem subordinado. (d) violar o princípio federativo. De igual modo. (c) cercear a autonomia do MP estadual. restringindo. exclusivamente. Min.727-MG (questão de ordem). que tomará a tribuna reservada às partes. §§ 1º e 3º. Mauro Campbell Marques. 75/1993 e no art. Precedente citado do STF: RE 593. 0507 Período: 18 a 31 de outubro de 2012. O Ministério Público estadual tem legitimidade recursal para atuar no STJ. significa: (a) vedar ao MP estadual o acesso ao STF e ao STJ. os respectivos chefes dessas instituições nos estados.

e não foram ratificados depois de julgados os aclaratórios. mas pode intervir. dentro do prazo do recurso. sem posterior ratificação. NECESSIDADE DE RATIFICAÇÃO. autorizada por lei. 2. DJe 12/05/2010) c) interesse recursal: O recurso tem que ser útil e necessário. por exemplo. nesse caso. Agravo regimental desprovido. PROCESSUAL CIVIL. Rel. JULGAMENTO DO RECURSO ESPECIAL. 1. . Incidência. mutatis mutandis. CORTE ESPECIAL. quando. Ministra LAURITA VAZ. DE EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA ANTES DO JULGAMENTO DOS PRIMEIROS. OPOSIÇÃO DE EMBARGOS DE DECLARAÇÃO E. (AgRg nos ER. PRECEDENTES. estiver devidamente estruturada e com representação nesta Capital.º 418 DO STJ.176/RJ. Hipótese em que os embargos de divergência são extemporâneos porque foram opostos logo em seguida da oposição de embargos de declaração. Ilegitimidade da Defensoria Pública da União. julgado em 12/04/2010.Legitimidade da defensoria para atuar no STJ AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. LEGITIMIDADE ATIVA DA DEFENSORIA PÚBLICA ESTADUAL PARA OFICIAR PERANTE O STJ. é preciso que o recorrente demonstre que aquele recurso pode lhe dar alguma utilidade.º 418 do STJ: "É inadmissível o recurso especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração. De um modo geral. QUANDO ESTRUTURADA E COM REPRESENTAÇÃO NO DF. e que demonstre que o recurso é o meio necessário para isso." 3. antes mesmo do julgamento destes. A Defensoria Pública Estadual é parte legítima para atuar perante este Superior Tribunal de Justiça. da Súmula n. RECURSO DECLARADO EXTEMPORÂNEO. porém não é absoluto. MUTATIS MUTANDIS DA SÚMULA N. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA AOS QUAIS SE NEGA SEGUIMENTO. EM SEGUIDA. os autores relacionam o interesse recursal com a sucumbência. O terceiro não sucumbe.Esp734. INCIDÊNCIA.

porque é inútil. neste caso se for improcedente por falta de provas pode recorrer para discutir a fundamentação para fazer coisa julgada (isso é interessante para a tutela coletiva) porque a alteração de fundamento faz coisa julgada. na primeira decisão da monitória onde o juiz manda o réu pagar. exceto no caso de haver sido a ação julgada improcedente por deficiência de prova.É inadmissível recurso especial. sendo que ela se sustenta pelo outro (por exemplo. não há sucumbência. qualquer cidadão poderá intentar outra ação com idêntico fundamento. . Art. pode-se obter pela contestação. Súmula: 126 STJ . Exceção. pois o primeiro fulmina o direito de crédito e o segundo a pretensão (art. por si só. Nos casos da coisa julgada secundum eventum probationi (ações coletivas e mandado de segurança) não há coisa julgada se a improcedência for por falta de provas. mas pode recorrer para fazer prevalecer o primeiro. O Réu pode recorrer para que seja reconhecido o pagamento e não a prescrição. quando o acórdão recorrido assenta em fundamentos constitucional e infraconstitucional. valendo-se de nova prova.Na sentença terminativa o réu pode recorrer para que seja declarada a improcedência do pedido. ele não precisa recorrer porque consegue a mesma medida com a contestação. 18. qualquer deles suficiente. em uma decisão apoiada em um fundamento legal e outro constitucional. 189 do cc) Na cumulação subsidiária de pedidos (perde o primeiro e ganha o segundo pedido). para mantê-lo. apenas entra com o Rex). A sentença terá eficácia de coisa julgada oponível "erga omnes". Por exemplo. e a parte vencida não manifesta recurso extraordinário. apenas a conclusão que chegou. não trazendo nenhum proveito a parte (se concorda com o dispositivo não pode recorrer para discutir a fundamentação). O recurso inútil é aquele que ataca apenas um dos fundamentos da decisão. Costuma-se dizer que não pode recorrer apenas para a reforma da fundamentação. O recurso desnecessário é aquele em que tudo o que se pode obter pelo recurso. Não interesse o raciocínio elaborado pelo órgão julgador. LAP. neste caso. Prevalece a regra segundo o qual só se admite recurso contra a parte dispositiva e não quanto a fundamentação.

R. d) inexistência de fatos impeditivos ou extintivos: Requisito negativo são fatos que não devem ocorrer para que o recurso seja admitido. ARGUMENTOS. não obstante a repetição. O Tribunal a quo não conheceu da apelação ao fundamento de que houve a repetição dos mesmos argumentos repelidos pela sentença já apresentados em outras peças.631-SP. R. 38 do CPC) Brasília.847-RS. o Tribunal. indeferiu pedido de desistência formulado em duas reclamações.030. Luiz Fux. a fim de que aprecie a apelação. Com base nessa orientação. Recorre e desiste do recurso interposto. uma vez configurado o interesse do apelante em reformar a sentença. A desistência impede que recorra de novo. Porém. resolvendo questão de ordem suscitada pelo Min. A desistência independe de homologação judicial (art.desistência – fato impeditivo. DJe 4/11/2008. DJe 12/5/2008.Esp976.Esp989.776-MS. DJe 26/3/2009. Min. no curso da votação.643-RS. independente de homologação) ou anuência de outra parte. DJe 1º/12/2008. há julgados deste Superior Tribunal que afastam esse excessivo rigor formal.287-MG. nas quais já proferido um voto de mérito no sentido da improcedência. ainda que dentro do mesmo prazo recursal. do contrário. Asseverou-se que. DJe 23/5/2008.Esp707. R.Informativo 406 do STJ Primeira Turma APELAÇÃO. Precedentes citados: AgRg no R. Comentar acerca da ineficácia da desistência em caso de litisconsórcio unitário A desistência do recurso exige procuração com poderes especiais (art. PLENÁRIO Pedido de Desistência e Impossibilidade de Homologação após o Início da Votação O pedido de desistência só é cabível antes do início do julgamento de mérito do processo. Rel.951-PR. identificasse . 23 a 27 de março de 2009 . AgRg no Ag 990. Assim. relator. os atos processuais produzem seus efeitos imediatamente. julgado em 8/9/2009.Esp1. É a revogação do recurso. 158 do CPC. REPETIÇÃO. a Turma determinou o retorno dos autos ao Tribunal de origem. e R.Esp998. facultar-se-ia à parte desistir do processo quando. e pode acontecer até o início da votação e pressupõe recurso já interposto. A doutrina separa 3 fatos: . Ricardo Lewandowski.Nº 540.

porém se apenas um litisconsorte houver sucumbido não haverá o prazo em dobro. cumprir a sentença) ou expressa. Ricardo Lewandowski. Os litisconsortes com advogados diferentes têm prazo em dobro para recorrer.3. o que não seria possível. .Não se conta em dobro o prazo para recorrer.2009. Quem renúncia não pode recorrer depois. depois de proferidos um ou mais votos antes que todos fossem colhidos. Cezar Peluso. 26. rel.05 dias – embargos de declaração e agravo interno. Aplica-se aqui a proibição do veniri contra factum proprium (proíbe-se o comportamento contraditório). Independe de homologação judicial e anuência da outra parte. O MP e o poder público têm prazo em dobro para recorrer. Ricardo Lewandowski. No deito brasileiro vige a regra que os recursos têm prazo de 15 dias. sua interrupção. STF). do ponto de vista jurídico. com exceções: . (Rcl-1519) . quando só um dos litisconsortes haja sucumbido. em que a parte abre mão do direito de recorrer. interrompesse o seu ditado. 641.renúncia – fato extintivo do direito de recorrer. Rcl 1503 QO/DF. para quem está sendo representado por defensor púbico. a uma sentença que estivesse sendo proferida no curso de uma audiência e o juiz. acrescentou a esse fundamento que o julgamento colegiado seria ato materialmente fragmentado.10 dias – agravo de instrumento. Já que só um pode recorrer o prazo é simples (súm. STF .3. . PRESSUPOSTOS EXTRINSECOS: e) tempestividade – o recurso tem que ser ajuizado dentro do prazo. A aceitação tácita é a prática de conduta incompatível com a vontade de recorrer. em seu voto. É ato anterior a interposição do recuso. Súmula nº 641. equivaleria. bem como. .aceitação da decisão – é fato extintivo do direito de recorrer. Em razão disso.2009.a existência de uma tendência que lhe fosse desfavorável. Esse prazo é dobrado para o MP e para o poder público. 26. Pode ser tácita (por exemplo. O Min. mas unitário do ponto de vista jurídico. Quem está defendido por defensor público tem prazo em dobro para recorrer e para contrarrazoar. mas não tem para contra-arrazoar o recurso. Min. Min. de repente. pressupõe que o recurso não tenha sido interposto. rel. (Rcl-1503) Rcl 1519 QO/CE.

195 DO CPC.O art.324. 179 do CPC). obstáculo criado pela própria parte (art. Min.276-RS. Nesse contexto. POSSIBILIDADE DO RECONHECIMENTO DE JUSTA CAUSA NO DESCUMPRIMENTO DE PRAZO RECURSAL.280-RS. O prazo do recurso é peremptório. A tempestividade é aferida pela data do protocolo. que deve orientar a relação entre o poder público e os cidadãos. sobrevier o falecimento da parte ou de seu advogado. Ademais. PRAZOS. o que autoriza a prática posterior do ato sem prejuízo da parte. e REsp 1. 0513 Corte Especial DIREITO PROCESSUAL CIVIL. nesse caso. será tal prazo restituído em proveito da parte. DEVENDO SER OBSERVADO O ART. Lei do fax. Suspende-se o prazo pela superveniência de férias (art. a confiabilidade das informações prestadas por meio eletrônico é essencial à preservação da boa-fé objetiva. o equívoco nas informações processuais prestadas na página eletrônica dos tribunais configura a justa causa prevista no referido artigo. . §§ 1º e 2º. a alegação de que os dados disponibilizados pelos Tribunais na internet são meramente informativos e não substituem a publicação oficial não impede o reconhecimento da justa causa no descumprimento do prazo recursal pela parte. Rel. 507 determina que o prazo volta a correr integralmente se sobrevier falecimento da parte ou de seu advogado. do herdeiro ou do sucessor. Além disso. 506 e 242 do CPC). Herman Benjamin. sendo IRRELEVANTE A DATA DE DEVOLUÇÃO DOS AUTOS (STJ). Art. REsp 1. DJe 14/6/2011. 507. O termo inicial do recurso é o da intimação da decisão (art. durante o prazo para a interposição do recurso. uma vez que. 180 do CPC). o descumprimento do prazo decorre diretamente de erro do Judiciário. que suspenda o curso do processo. Se. n. O artigo 183. DJe 3/2/2011.432-SC. contra quem começará a correr novamente depois da intimação. do CPC determina o afastamento do rigor na contagem dos prazos processuais quando o descumprimento se der por justa causa. Informativo Período: 6 de março de 2013. julgado em 17/12/2012.186. É possível reconhecer a existência de justa causa no descumprimento de prazo recursal no caso em que o recorrente tenha considerado como termo inicial do prazo a data indicada equivocadamente pelo Tribunal em seu sistema de acompanhamento processual disponibilizado na internet. por isso insuscetível de dilação convencional. Precedentes citados: REsp 960. ou por motivo de força maior (substitui para as contrarrazões também). ou ocorrer motivo de força maior.

AgRg no REsp 1. contínuo e inextensível. corte especial). Rg. DJe 11/11/2010. e núcleos de prática jurídica das faculdades de direito.613-SP. Não incide a regra do prazo dobrado no âmbito do juizado especial federal ou da fazenda pública (art.149) Recurso prematuro ou precoce ou intempestividade ad tempus é o recurso ajuizado antes do início do prazo recursal. não se aplica à contagem do prazo para a juntada da peça original. DJe 17/6/2010. e AgRg no REsp 1. Prazo MP E DP. (STJ. . 3º T. que estabelece o privilégio de recorrer com prazo em dobro. No Ag. 9º da lei 10. Precedentes citados: EDcl nos EDcl no AgRg no REsp 1.O STJ entende possível a interposição de agravo de instrumento por fax independentemente de estar acompanhada as peças obrigatórias. Ainda que o recorrente detenha o privilégio do prazo em dobro. AgRg no Ag 1. julgado em 6/12/2012. O STJ entende que o art. O termo inicial do prazo de recurso a ser interposto pela Defensoria Pública.916-GO. 901.556-SP. Min. Na MC 5. PRAZO CONTÍNUO DE CINCO DIAS PARA A APRESENTAÇÃO DOS ORIGINAIS NA HIPÓTESE EM QUE SE OPTA PELA UTILIZAÇÃO DE SISTEMA DE TRANSMISSÃO DE DADOS E IMAGENS DO TIPO FAX.153/09) Segundo o STJ não se estende o prazo dobrado para as entidades não governamentais que prestam assistência jurídica como os serviços da OAB.175.308. será de cinco dias o prazo. Rg. (Ministra Nancy Andrighi. Fundamento a lei não faz a exigência das peças e sim das razoes recursais. para a protocolização dos originais do recurso na hipótese em que se opte pela utilização de sistema de transmissão de dados e imagens do tipo fac-símile. n. Mauro Campbell Marques.119.259/2001 e 7º da lei 12. DJe 18/6/2010. 188 do CPC. 0514 Segunda Turma DIREITO PROCESSUAL CIVIL. Informativo Período: 20 de março de 2013. se quando da entrada dos autos no órgão ou da aposição do visto do defensor.059. Rel.952-PR.. Ag.792-RJ. devendo os originais contar com as peças integrais. Resp.

O prazo para a interposição do recurso. da sentença ou do acórdão. 184 e seus parágrafos. em que os advogados são intimados da decisão. a consequência de ordem processual é uma só: o não-conhecimento do recurso. A tese criada pelo Supremo afirma que recurso intempestivo é aquele interposto fora do prazo. 506. quer aquele que derive de impugnações prematuras (que se antecipam à publicação dos acórdãos) quanto decorrer de oposições tardias (que se registram após o decurso dos prazos recursais). DEDUZIDA EM DATA ANTERIOR À DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO .A jurisprudência do Supremo Tribunal Federal tem advertido que a simples notícia do julgamento. por absoluta falta de objeto.276. III – termo inicial para a impugnação do acórdão: Art.IMPUGNAÇÃO RECURSAL PREMATURA. Art.no Ag.no Agravo de Instrumento.2002) (3) . Precedentes.NÃOCONHECIMENTO DO RECURSO. (Redação dada pela Lei nº 11. contar-se-á da data: III . a jurisprudência do STF é pacífica no sentido admitir recurso interposto antes da publicação do decisório alvejado: de não se EMBARGOS DE DECLARAÇÃO . . (STF. de 2006.Reg. Celso De Mello. 242.EXTEMPORANEIDADE . Emb. também não legitima a prematura interposição de recurso. por efeito de sua extemporânea interposição.impugnação prematura ou oposição tardia -.O art. Em qualquer das duas situações . Rel. A intempestividade dos recursos tanto pode derivar de impugnações prematuras (que se antecipam à publicação dos acórdãos) quanto decorrer de oposições tardias (que se registram após o decurso dos prazos recursais).06. Posicionamento dos Tribunais Superiores sobre o tema Como se sabe.da publicação do dispositivo do acórdão no órgão oficial. aplicável em todos os casos o disposto no art. 506. além de não dar início à fluência do prazo recursal. O prazo para a interposição de recurso conta-se da data. Min. DJ 28.Decl. AI 375124 AgR-ED/MG.

8)" (4) No âmbito do STJ. O TST vem trilhando entendimento do recurso prematuro.8: "A interposição do recurso de revista fora do prazo previsto em lei. A existência jurídica e o conteúdo material do acórdão somente se configuram com a sua publicação. mas também aquela que se antecipa ao início do prazo recursal. Sob essa observação do ministro Ives Gandra Martins Filho (relator). AO-AgR 1.140/DF. Pleno.Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Departamento Regional de Santa Catarina).Agravo interno desprovido. INTEMPESTIVIDADE.é que se pode ter conhecimento do inteiro teor do julgado. abraçando tese em favor da modernidade: . prejudica não só a parte que recorre após a data-limite.O Superior Tribunal de Justiça. I .07. (RR 777834/2001. primeiramente defendeu-se a impossibilidade de se conhecer de recurso interposto antes do início do prazo recursal: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. Min. Rel. PRECEDENTES DO STF E DO STJ. III . DJ 01. Precedentes desta Corte e do STF. sendo certo que somente a partir desta . caso não haja a sua reiteração após a publicação.O próprio Supremo excepciona a regra no sentido de que não se aplica aos recursos contra decisões monocráticas. RECURSO INTERPOSTO ANTES DA PUBLICAÇÃO DO ACÓRDÃO RECORRIDO. 5ª T. STF. Gilson Dipp. porque nesse caso a decisão é juntada aos autos antes da publicação. secundando orientação do Supremo Tribunal Federal.2004) Posteriormente. MS n° 2002/0100911-1. (STJ. a Quarta Turma do Tribunal Superior do Trabalho afastou recurso de revista do Senai . situação juridicamente conhecida como intempestividade. AgRg no RMS 15205/RS. conforme já foi proclamado no julgamento do Recurso de Revista n° 777834/2001. Segundo o ministro Ives Gandra a inobservância da data correta em que teve o início do prazo para o recurso de revista impediu o exame da pretensão do SENAI.A simples notícia do julgamento não legitima a interposição de recurso. AUSÊNCIA DE REITERAÇÃO DORECURSO APÓS PUBLICAÇÃO. os Ministros do STJ revisaram o posicionamento outrora firmado. já se manifestou no sentido de que é intempestivo o recurso interposto antes da publicação do acórdão. II .ou da ocorrência de ciência inequívoca .

AG nº 187448-1/SP e AGAED nº 242842/SP.. de 18. A publicação da decisão que se pretende recorrer é ato indispensável para ensejar e justificar a interposição de novo recurso.4. No STJ após o julgado da Corte especial surgiram julgados no sentido contrário. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. 3. 2. embora tenha o posicionamento acima assinalado. PRELIMINARES. rendo-me. Preliminar de intempestividade do recurso especial.2002).Espe nº 15.Esp492461/MG). datada de 17/11/2004. Min. "no momento em que há publicação das decisões pela internet.174/CE. DJ 04.2002). tendo criado o Tribunal. mas. com base em recente decisão (ER. Rel. A extemporaneidade de um recurso não se caracteriza apenas por sua interposição após o término do prazo recursal. ressalvando meu ponto de vista. PLEITO DE 2000.) (TSE.898/MT.12. NOVA POSIÇÃO DA CORTE ESPECIAL DO STJ.Espnº 788. Precedentes de todas as Turmas e da Corte Especial deste Tribunal Superior. INTEMPESTIVIDADE. Min. arguida pelo recorrido. a propósito. Entendimento deste Relator com base em precedentes desta Casa Julgadora. DJ 13. via Imprensa Oficial. a Revista Eletrônica.059/RS . ENTENDIMENTO DO RELATOR. pelo seu caráter uniformizador no trato das questões jurídicas no país que. EXTEMPORANEIDADE.. RECURSO CONTRA EXPEDIÇÃO DE DIPLOMA JULGADO PROCEDENTE PELA CORTE REGIONAL. a qual já vinha defendendo que.358/GO de 17. ATO INDISPENSÁVEL. Corte Especial. defendendo a tese criada pelo STF. também. AgRgAg nº 3. Recurso Especial Eleitoral n° 19. E advertia: "a demora na publicação das decisões. ser realizada antes da publicação dessas decisões na imprensa oficial. Afastada (Precedentes: R.8. é um contrassenso falar em tempestividade recursal a partir da publicação pelo DJU".99. à posição assumida pela maioria da Corte Especial deste Sodalício." Obs. José Delgado. INTERPOSIÇÃO DE RECURSO ESPECIAL. inclusive. (.6. as abalizadas palavras da ilustre Ministra do STJ Eliana Calmon. (5) É oportuno recordar. Min. Maurício Corrêa). 1. a partir de agora. Luiz Carlos Madeira. PRECEDENTES.2002. Ag nº 3. Rel. No entanto. 4. sendo intempestivo o recurso manejado antes da publicação das conclusões do aresto no Diário da Justiça (STF. Embargos de divergência acolhidos. AgRg no R.249/RS. não coloca o Judiciário em condições de cobrar dos causídicos o acompanhamento das lides pelo Diário Oficial.236/CE. pela apresentação em data anterior à efetiva intimação das partes interessadas a respeito do teor da decisão a ser combatida. EAG 522.PROCESSUAL CIVIL. Embargos de Divergência em Agravo n° 2004/0121708-4. consignou que a interposição de recursos contra decisões monocráticas ou colegiadas proferidas pelo STJ pode. Rel. de 23.04. (Grifou-se) (STJ. Não é intempestivo o recurso interposto antes da publicação da decisão. PUBLICAÇÃO. TEMPESTIVIDADE DO RECURSO. RECURSO INTERPOSTO ANTES DE PUBLICADA A DECISÃO RECORRIDA.2005) Nesse sentido também se posiciona o colendo Tribunal Superior Eleitoral: ELEIÇÃO MUNICIPAL.

DJe 14/4/2009. JULGAMENTO DOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. Min. p/ Acórdão Ministro CESAR ASFOR ROCHA.2007. . REITERAÇÃO. É que o Superior Tribunal de Justiça. NÃO CONHECIMENTO. ou seja. do STJ: AgRg no R. Precedente da Corte Especial: R. Rel.O STJ continua a adotar a tese do recurso prematuro no caso de interposição de recurso especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração. AUSÊNCIA DE ESGOTAMENTO DA INSTÂNCIA ORDINÁRIA. o entendimento vazado na Súmula abaixo: SÚMULA N. É inadmissível o recurso especial interposto antes da publicação do acórdão dos embargos de declaração. UBI EADEM RATIO. RESSALVA DO PONTO DE VISTA DO RELATOR. 2. É irrelevante se houve ou não a modificação do julgado. tem julgado neste sentido. DJe 15/9/2009.04. PREMATURO. EDcl no AI 717. A Corte Especial.Esp441.438-SP. por isso ele deve ser reiterado ou ratificado no prazo recursal. julgado em 18. e EDcl no R.016-RJ. 418-STJ. Rel. ao menos a quarta turma.ESP. firmou entendimento no sentido de que o recurso especial interposto antes do julgamento dos embargos de declaração.importa na sua intempestividade. A interposição do recurso de apelação antes do julgamento dos embargos de declaração sem o posterior aditamento . DJ 2/10/2006. ADMINISTRATIVO. por meio do seu Órgão Especial. antes de esgotada a jurisdição prestada pelo Tribunal de origem. é prematuro e incabível. APELAÇÃO.08. Eliana Calmon. 1. ibi eadem dispositio". por prematuro.173-RS.2007. EDcl no AgRg no Ag 459. Assim. sem posterior ratificação.Esp776265/SC. EDCL. Min. reafirmou o entendimento de que deve ser reiterado o recurso especial interposto antes do julgamento de EDcl a ser realizado pelo tribunal a quo. porquanto "ubi eadem ratio. 0424 Período: 22 a 26 de fevereiro de 2010. Rel. ao negar provimento ao agravo remetido pela Segunda Turma. O entendimento também se aplica à apelação. DJ 4/4/2005.Esp323. DJ 28/10/2002. AgRg no Ag 1.472-SC. Informativo n. Luiz Fux. Precedentes citados do STF: AgRg no AI 712. em 3/3/2010.358-RS. Rel. R. DJ 06. visto que isso não altera o fato de que o recurso foi interposto de forma prematura.763-SP. enquanto se encontrava interrompido o lapso recursal. PROCESSUAL CIVIL. julgado em 25/2/2010. salvo se a parte reiterar o recurso especial. Ministro HUMBERTO GOMES DE BARROS.161.

Rel.255-5. Luiz. consolidou o entendimento. Curso de Direito Processual Civil. concretizando o dogma do duplo grau de jurisdição (FUX.405-PR. singularizando-se pelo fato de dirigir-se ao pronunciamento último do juízo e pela sua ampla devolutividade. Vejamos o julgado abaixo. de fixar o dies a quo da contagem dos prazos. 3ª ed. DJe 01/12/2008) Informativo n. em não havendo modificação da decisão no julgamento dos embargos. Recurso especial provido. Ocorrendo a modificação.figura não prevista no Código Processual Civil. O recurso de apelação é o recurso por excelência.3. julgado em 11/11/2008.663-MG. 0418 A Turma. PROTOCOLO. o recurso anteriormente interposto estará por prejudicado. No julgamento dos embargos declaratórios. ao prosseguir o julgamento.Esp886. por isso que não há necessidade de o recorrente . DJe 1º/12/2008. dos termos da apelação protocolada prematuramente. ainda que não haja tal modificação. Ademais. contradição. é possível a alteração do julgado pelo reconhecimento de omissão. Aldir Passarinho Junior. Min. 1039). desnecessária a reiteração . que investe o tribunal no conhecimento irrestrito da causa. sem posterior ratificação ou reiteração.que se deu por esclarecido . . Ministro LUIZ FUX. Ressalva do ponto de vista do relator no sentido de que o interesse recursal nasce com a publicação da decisão. no prazo recursal.. 6. Quarta Turma APELAÇÃO.aguardar o esclarecimento da parte adversa. o acórdão dos aclaratórios passa a integrar a decisão embargada. PRIMEIRA TURMA.Esp659. consoante o que assentou o STF no HC 83. com ressalva do relator. julgado em 1º/12/2009. por sua vez. obscuridade ou erro material e. R. Ministério Público e Defensoria – tempestividade do recurso – O Superior Tribunal. (R. Período: 30 de novembro a 4 de dezembro de 2009. no dia útil seguinte à data da entrada dos autos no órgão público ao qual é dada a vista. seja em face da Defensoria Pública ou do Ministério Público. entendeu. Precedente citado: R. caso não interposto outro. EDCL. DJ 20/8/2004. 5. privilegiando o princípio da igualdade ou da paridade de armas. que é extemporâneo o recurso de apelação interposto antes do julgamento dos embargos de declaração. por maioria.Esp886405/PR. 4. Rel.

111-RJ. Relator que. Terceira Turma DIREITO PROCESSUAL CIVIL. para propor ação coletiva. de fixar odies a quo da contagem dos prazos. 82. 0466 Trata o caso do termo inicial do prazo de recurso a ser interposto pela Defensoria Pública. inclusive órgãos públicos. era a da aposição do seu visto nos autos. Min. DJ 18/12/2006. III. ou seja. DJ 13/3/2006. é inviável exigir do defensor público a interposição do recurso dentro do trintídio cuja contagem não teria início na data da sua intimação pessoal. e REsp 555. TERMO INICIAL DA CONTAGEM DOS PRAZOS PARA INTERPOSIÇÃO DE RECURSOS PELO MP OU PELA DEFENSORIA PÚBLICA. não o fora antes da publicação do respectivo acórdão. DEFENSORIA PÚBLICA. do CDC e corroborado em 2007 pela Lei n. privilegiando o princípio da igualdade ou da paridade de armas. REsp 337. DJ 20/8/2004.052-SP.Informativo Período: 7 a 18 de março de 2011. nas razões recursais. conforme já autorizado. consolidou o entendimento.255-5. DJ 9/6/2003.187-DF. pelo art. intimação cuja leitura. Paulo de Tarso Sanseverino. A contagem dos prazos para a interposição de recursos pelo MP ou pela Defensoria Pública começa a fluir da data do recebimento dos autos com vista no respectivo órgão. Quanto à legitimidade do recorrente. Assim. Diante disso. entre outras questões. consignou que a tendência moderna.751-SP.448/2007. é a ampliação da legitimação de pessoas naturais e jurídicas. ressaltou o Min. ora agravante. observou o Min. orientação dominante nos tribunais superiores que ainda não haviam trilhado caminho diverso.AgRg no AgRg no Ag 656. e não da ciência pelo seu membro no processo. 11. seja em face da Defensoria Pública ou do Ministério Público. TERMO INICIAL. reconhecendo a legitimidade ativa do recorrente para a demanda em causa. à época. n. sustentou-se que a jurisprudência na época em que interposto o REsp comportaria o entendimento de que a contagem do prazo recursal iniciar-se-ia com a aposição do visto do defensor público. se quando da entrada dos autos no órgão ou da aposição do visto do defensor. DJ 20/8/2007. nos processos coletivos. desde 1990. 0507 Período: 18 a 31 de outubro de 2012. Terceira Turma PRAZO. A fim de legitimar o tratamento igualitário entre as . entre outras considerações. consoante o que assentou o STF no HC 83.360-RJ. Inicialmente. Contudo. no dia útil seguinte à data da entrada dos autos no órgão público ao qual é dada a vista. a Turma acolheu o agravo regimental para prover o agravo de instrumento e o recurso especial. atribuindo-se lhe o severo ônus da preclusão temporal por estar em sintonia com a jurisprudência das cortes superiores. Rel. Informativo n. Desse modo. REsp 738. para a tutela de interesses coletivos e difusos. julgado em 15/3/2011. Precedentes citados: AgRg no REsp 478. entendeu ser tal tese por todo razoável. Relator que este Superior Tribunal. menos ainda do seu trânsito em julgado. embora a interposição do recurso tenha ocorrido alguns dias após o referido julgamento do STF.

Rel. não se exigindo a intimação pessoal do procurador estadual. Min. Já com relação aos estados-membros e municípios.560-PI. REsp 1. DJ 17/12/2007. o recorrente (estado-membro) insurge-se contra a decretação de intempestividade de seu recurso de apelação em que o acórdão recorrido afirmou que a contagem do prazo recursal iniciou-se no dia seguinte à publicação da sentença. a intimação dos atos processuais deve ser endereçada à pessoa jurídica de direito público a quem está vinculada a autoridade impetrada. a jurisprudência anterior entendia que o prazo recursal iniciava-se a partir da publicação da sentença. em mandado de segurança. AgRg no Ag 1. Nancy Andrighi. Princípio da complementariedade A reiteração poderá ser cumulada com a integração do recurso já interposto na hipótese da decisão dos embargos criar uma sucumbência superveniente à parte que já tinha recorrido. É cediço que.346. Informativo n. tendo início o prazo recursal a partir da juntada da intimação pessoal do representante da pessoa jurídica de direito público. AgRg no AgRg no Ag 656. PRAZO PRESCRICIONAL.partes. Precedentes citados: EDcl no RMS 31. DJe 24/3/2011. a aposição no processo do ciente do membro. a partir da sentença. este Superior Tribunal modificou esse posicionamento quanto ao município e ao estado-membro. Todavia. segundo a jurisprudência deste Superior Tribunal com relação à União e à Fazenda Nacional.239-RJ. a contagem dos prazos para os referidos órgãos tem início com a entrada dos autos no setor administrativo do respectivo órgão.791-AC. DJe 4/8/2008. DJe 10/2/2012.278.360-RJ. passando . julgado em 23/10/2012. sendo despicienda. Estando formalizada a carga pelo servidor.471-AC. DJe 25/5/2011. estando tal complementação limitada ao âmbito da sucumbência superveniente gerada pelo julgado dos embargos de declaração Termo a quo do prazo recursal da fazenda estadual e municipal – intimação pessoal da sentença concessiva do mandado de segurança. e AgRg no Ag 844. configurada está a intimação pessoal. No caso. AgRg no Ag 880.448-MG. CONTAGEM. 0434 Período: 10 a 14 de maio de 2010 Segunda Turma MS. para a contagem do prazo.

154-RS.726-MG. Min. de 26 de dezembro de 2001.880-TO.186. eram protocolos administrativos. Com a superveniência deste parágrafo único era para a Súmula ter caído porque acabou com o seu fundamento. do CPC). e não da simples publicação da decisão. não só no agravo de instrumento (artigo 525. STJ .846-SP. PROTOCOLO INTEGRADO. STJ – de agosto de 2001. Eliana Calmon. (*) Julgando o AgRg no Ag 792. alterou o parágrafo único do artigo 547 do Código de Processo Civil visando a permitir que em todos os recursos. 545 DO CPC.O sistema de "protocolo integrado" não se aplica aos recursos dirigidos ao Superior Tribunal de Justiça. que. Recurso por fax o advogado tem prazo de 05 dias contados do envio do fax para juntar o original (lei 9. . observada a data do mandado de intimação pessoal da procuradora estadual juntado aos autos. 256. aplica-se o art. do CPC. 4. . julgado em 11/5/2010. a Corte Especial deliberou pelo CANCELAMENTO da Súmula n. Diante do exposto.800/99). R. R. 256. por unanimidade. pudesse a parte interpor a sua irresignação através do protocolo integrado.352. o STF.Esp785.348/1968 vigente à época. 188 do CPC). Em dezembro de 2001. DJ 2/3/2007.A tempestividade de recurso interposto no Superior Tribunal de Justiça é aferida pelo registro no protocolo da secretaria e não pela data da entrega na agência do correio. R. ART.Esp1. Súmula: 256. parágrafo único. No caso dos autos. foi modificado o art. contado o prazo em dobro (art.991-RJ. é tempestiva a apelação do estado. e R. PROCESSUAL CIVIL. 3º da Lei n. DJe 7/5/2008.a decidir conforme a legislação específica do mandado de segurança. DJe 13/10/2008. 1. § 2. na sessão de 21/05/2008. CANCELAMENTO DA SÚMULA 256 DO STJ. POSSIBILIDADE. Súmula: 216.960-DF. manteve-se a Súmula no STJ e em fevereiro de 2006. Rel. RECURSOS DIRIGIDOS AOS TRIBUNAIS SUPERIORES. a Turma.Esp664. 547. Precedentes citados: AgRg nos EDcl no Ag 972. Súm. Não havia lei que fundamentava o protocolo integrado.Esp984. STJ . disse que o protocolo integrado serve para ele. DJe 13/3/2009.º. A Lei 10. Porém. também para a Fazenda estadual o prazo recursal somente começa a fluir da intimação pessoal da sentença concessiva da segurança. AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO. deu provimento ao recurso para afastar a intempestividade do recurso de apelação. Assim.

Gilmar Mendes.2008).8.4. divergindo do E. em 23. a critério do tribunal. teriam sido apresentados perante a seção de protocolo de petições. por maioria. somente em 10. Rel." 6. 5º da Resolução 179/99 do STF. sendo que. julgado em 21/05/2008. Na espécie. se orienta pelo critério da redução de custos. Rel. AI 708869 ED/RJ (DJE de 30. Relator. parágrafo único. de 26.5. (AgRg no Ag 792846/SP. desproveu agravo regimental interposto contra decisão que não admitira embargos de divergência opostos de acórdão que negara provimento a agravo regimental em recurso extraordinário. do CPC. assentou que "a Lei nº 10. RE . no Agravo Regimental no Agravo de Instrumento n. portanto. 2º. aos Tribunais Superiores. Atenta contra a lógica jurídica conceder-se referido benefício aos recursos interpostos na instância local onde a comodidade oferecida às partes é mais tênue do que com relação aos recursos endereçados aos Tribunais Superiores.2004). a tendência ao efetivo acesso à Justiça. o Tribunal. no prazo de 5 dias. demonstrada quando menos pela própria possibilidade de interposição do recurso via fax. Presidente. 3.Nº 542. p/ Acórdão Ministro LUIZ FUX. reputando válida a chegada do postado com o original do recurso. e. afastou o obstáculo à adoção de protocolos descentralizados.3. 4. o decurso do prazo previsto no art. pela celeridade de tramitação e pelo mais facilitado acesso das partes às diversas jurisdições. O Egrégio STF. mas ao Presidente da Corte. no dia 24. “Os serviços de protocolo poderão.2.º 476. AI 368200 AgR/SP DJU de 2. a fortiori.800/99. Agravo regimental provido.” (Art.2008.11. 547 do CPC) 5. embora o envelope não estivesse subscrito à Secretária da Judiciária. em 17. após. Ministro FRANCISCO FALCÃO. por meio eletrônico. PLENÁRIO Tempestividade de Recurso: Necessidade de Ingresso no Protocolo da Secretaria do Supremo A data considerada para se aferir a tempestividade do recurso é aquela do efetivo ingresso da petição no protocolo da Secretaria do Supremo Tribunal Federal. aplicável aos recursos em geral.2006.260/SP. Esta nova regra processual. Alguns precedentes citados: AI 419006 ED-ED/BA (DJU de 10.9. mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau.2002). ante a peculiaridade do caso concreto.2008. tendo como termo inicial a data em que recebido o fac-símile. e os originais apresentados no Gabinete do Min. Considerou-se o fato de que os embargos de divergência teriam sido opostos. Marco Aurélio que.352.3. de aplicação imediata. ao fundamento de que os embargos de divergência seriam tempestivos.12. revela a equivocidade da ratio essendi do artigo 547.2008). provia o agravo. Vencido o Min. 13 a 17 de abril de 2009 .01. da Lei 9. CORTE ESPECIAL. ser descentralizados. Deveras.02. com o consequente cancelamento da Súmula 256 do Egrégio STJ. DJe 03/11/2008) Brasília. AI 656417 AgR-ED-AgR/RS (DJE de 14. os agravantes sustentavam que a decisão agravada deveria ser reformada. Com base nesse entendimento. c/c o art. ao alterar os artigos 542 e 547 do CPC.2008.

a pretensão foi de indenização de supostos danos materiais individualizados e bem definidos na inicial. de que teria êxito em sagrar seu cliente vitorioso. Dessa forma. com base na teoria da perda de uma chance. Nos casos em que se reputa essa responsabilização pela perda de uma chance a profissionais de advocacia em razão de condutas tidas por negligentes. CHANCE. possui causa de pedir diversa daquela acolhida pelo tribunal a quo. reconheceu presentes danos morais e fixou . se razoável. Quarta Turma n. não de dano emergente ou lucros cessantes.Os autos remetidos ao tribunal serão registrados no protocolo no dia de sua entrada.2001) PERDA DE UMA CHANCE – RECURSO INTEMPESTIVO Informativo Período: 15 a 19 de novembro de 2010. CPC . diante da incerteza da vantagem não experimentada. PERDA. não é só porque perdeu o prazo de contestação ou interposição de recurso que o advogado deve ser automaticamente Responsabilizado pela perda da chance. pois há que ponderar a probabilidade. ser descentralizados. A teoria de perda de uma chance (perte d’une chance) dá suporte à responsabilização do agente causador.12. cabendo à secretaria verificar lhes a numeração das folhas e ordená-los para distribuição. Parágrafo único. séria e real. mediante delegação a ofícios de justiça de primeiro grau. Os serviços de protocolo poderão. Na hipótese. que. mas não fluida ou hipotética.Art. 547. (Incluído pela Lei nº 10. de 26. a critério do tribunal. ADVOGADO. de perda do prazo para contestação. a perda da chance é tida por lesão às justas expectativas do indivíduo. a análise do juízo deve debruçar-se sobre a real possibilidade de êxito do processo eventualmente perdida por desídia do causídico. Assim. Por isso. mas sim de algo que intermedeia um e outro: a perda da possibilidade de buscar posição jurídica mais vantajosa que muito provavelmente alcançaria se não fosse o ato ilícito praticado. então frustradas. 0456 RESPONSABILIDADE CIVIL.352. que se supõe real.

185-MG. provar-lhe-á o teor e a vigência. Min. mas não houvera prova a priori disto.Esp1. Precedentes citados: R. o art. o Plenário. A ciência dessa decisão foi feita pela via postal.459-BA. 241. O Min.079. III do CPC. que negava provimento ao agravo.Esp1. DJe 4/8/2009. a decisão determinou a citação dos réus e deferiu o pedido de inversão de ônus da prova. Intimação pela via postal com pluralidade de réus da decisão interlocutória. proveu agravo regimental interposto de decisão do Min. que negara seguimento a recurso extraordinário. e R. Luiz Fux sublinhou aplicar-se a regra do art. Luís Felipe Salomão. na espécie. estadual. que alegar direito municipal. 241. com aviso de recebimento (AR). Assim. Na hipótese. O Min. a fim de permitir o seu regular trâmite. em seus vários incisos. AR. estrangeiro ou consuetudinário. Marco Aurélio frisou haver. porque a serventia deveria ter consignado o fechamento do foro em razão de feriado local. é forçoso reconhecer presente o julgamento extra petita.Esp788. Presidente. RÉUS. I e não do art. reputou-se aceitável a juntada ulterior de documentação a indicar a interposição do extraordinário no seu prazo. Para a Min. deficiência cartorária. o recurso seria tempestivo. A matéria consiste em determinar o termo inicial para a interposição de agravo de instrumento na hipótese em que há pluralidade de réus intimados da decisão interlocutória pela via postal.o quantum indenizatório segundo seu livre arbítrio. 241 do CPC estipula. 337 do CPC (“A parte. R. Relatora. o que leva à anulação do acórdão que julgou a apelação.180RS. por maioria. se assim o determinar o juiz”). RESPOSTA: INTIMAÇÃO. Daí. Com base nessa orientação. Aplicação da regra do art. VIA POSTAL. Celso de Mello. Vencido o Min. diversas regras para a definição do termo inicial dos prazos . julgado em 16/11/2010.190. Rel. 19 a 23 de março de 2012 . Cezar Peluso. PLURALIDADE. DJ 13/3/2006. do qual relator. Ressaltou-se que. PLENÁRIO Tempestividade de recurso e momento de comprovação É admissível comprovação posterior de tempestividade de recurso extraordinário quando houver sido julgado extemporâneo por esta Corte em virtude de feriados locais ou de suspensão de expediente forense no tribunal a quo. Feriado local ou encerramento de expediente forense Brasília. na verdade.Nº 659.

INÉPCIA DA APELAÇÃO. contida em seu inciso III. havendo vários réus. julgado em 23/10/2012. A narração dos fatos deve ser inteligível. REsp 1. para as situações em que. chamar a juízo o réu ou o interessado para apresentar defesa. uma específica. o prazo deverá correr a partir da juntada aos autos do último aviso de recebimento ou mandado citatório cumprido. argumentada e especificamente. devendo o prazo correr para cada um dos interessados a partir da juntada aos autos do respectivo aviso de recebimento. No caso.095. Nancy Andrighi. se apresentados os fundamentos de fato e de direito suficientes para demonstrar o interesse na reforma da sentença. cuja cientificação foi feita mediante intimação do recorrente. isso porque a expressão "citatório" contida na redação do mencionado inciso alcança tanto o aviso de recebimento quanto o mandado que tenha a finalidade de. 16/ f) regularidade formal – a) Presença de fundamentação e pedido (princípio da dialeticidade) Informativo n. REsp 1. 213 do CPC. na hipótese de intimação realizada pelo correio. o agravo de instrumento interposto desafiava o deferimento da inversão do ônus da prova. apontando o fato proveniente desse direito. Rel.processuais. Diante disso. a Turma negou provimento ao recurso. que necessita de argumentos pontuais para contra-arrazoar o recurso interposto.527-RS. Assim. 514. Nancy Andrighi. de modo que incumbe ao apelante indicar o direito que pretende exercitar contra o réu. o de que o ato de comunicação processual realizado seja uma citação. é imperioso que o apelante impugne.320. entre elas. do CPC. Min. sendo o primeiro deles a pluralidade de réus e o segundo. É inepta a apelação quando o recorrente deixa de demonstrar os fundamentos de fato e de direito para a reforma pleiteada ou deixa de impugnar. FUNDAMENTOS DA SENTENÇA NÃO IMPUGNADOS. A aplicação do disposto no inciso III demanda o preenchimento de dois requisitos. e não de forma insuficiente. Terceira Turma DIREITO PROCESSUAL CIVIL. vaga e abstrata. A petição de apelação deve conter os fundamentos de fato e de direito. . Rel. (Informativo 409 STJ). 241 do CPC. II. apesar de evidenciada a pluralidade de réus. julgado em 1º/10/2009. traçando. nos termos do art. os fundamentos que dirigiram o magistrado na prolação da sentença. 0507 Período: 18 a 31 de outubro de 2012. Entende a jurisprudência do STJ que a repetição dos argumentos da petição inicial não configura ofensa ao art. De outro lado. ainda que em tese. os argumentos da sentença. a fim de enquadrar os fundamentos jurídicos ao menos em tese. Min.514-RS . Esse requisito também tem como escopo viabilizar a própria defesa da parte apelada. aplicar-se-á o inciso I do art.

2.b) Em regra deve ser interposto por escrito (duas exceções: agravo retido oral (art. §3º) e embargos de declaração oral no JEC) c) Capacidade postulatória (presença de advogado) salvo quanto interpostos pelo próprio juiz contra acórdão que acolhe exceção de suspeição ou impedimento. acordam os Ministros da SEGUNDA TURMA do Superior Tribunal de Justiça. VÍCIO SANÁVEL. Retorno dos autos ao Tribunal a quo para que este conceda prazo à parte apelante oportunizando. O Tribunal de origem. AgRg no RECURSO ESPECIAL Nº 1. relatados e discutidos estes autos em que são partes as acima indicadas.091. DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL DEMONSTRADA. Vide Súmula 115 do STJ. nas instâncias ordinárias. contrariou a jurisprudência desta Corte . assim. A parte recorrente cumpriu os requisitos de abertura da via especial pela alínea "c" do permissivo constitucional. 523. Na instância ordinária há entendimento pacificado no STJ de que a ausência é vício sanável. é vício sanável que poderá ser suprido em homenagem ao princípio da instrumentalidade da formas. na conformidade dos votos e das notas taquigráficas. Agravo regimental não provido. Ressalte-se. 1. ainda. que foram juntadas cópias do interior teor dos julgados paradigmas e foi citado o repositório oficial onde foram publicados. 3. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS.RJ (2008?0214407-3) RELATOR: MINISTRO MAURO CAMPBELL MARQUES EMENTA PROCESSUAL CIVIL. FALTA DE ASSINATURA DA PETIÇÃO DO RECURSO DE APELAÇÃO. a regularização da ausência de assinatura do advogado subscritar da petição recursal. RECURSO ESPECIAL INTERPOSTO COM BASE NA ALÍNEA "C" DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. nos termos do voto do Sr.955 . ACÓRDÃO Vistos. Ministro Relator. . ao não conhecer do apelo da parte ora agravada em razão da ausência de assinatura da petição recursal. destacando os dispositivos legais objeto de interpretação divergente e realizando o cotejo analítico dos arestos comparados. por unanimidade. tal qual a desempenhada por esta Corte em sede de recurso especial. negar provimento ao agravo regimental.a qual já se manifestou sobre o tema e adotou o entendimento no sentido de que a falta de assinatura de petição. PRECEDENTES. Ressalte-se que tal possibilidade não prevalece nas instâncias extraordinárias. AGRAVO REGIMENTAL. 4.

Rel. PUBLICAÇÃO. Reputa-se não existente. Informativo Período: 14 a 18 de fevereiro de 2011.AGRAVO DE INSTRUMENTO AUSÊNCIA DE ASSINATURA NAS RAZÕES DO AGRAVO REGIMENTAL – ALEGADA RESPONSABILIDADE DO FUNCIONÁRIO DO TRIBUNAL . salvo a hipótese de má-fé. Recurso especial conhecido e provido. n. Ministros Eliana Calmon. Presidiu o julgamento o Sr. Rel. Min. RESP 157414/DF Ministro BARROS MONTEIRO PETIÇÃO RECURSAL NÃO ASSINADA. deve ser propiciada à parte a oportunidade de regularizar a peça recursal apresentada sem assinatura. Castro Meira. Brasília (DF).nas instâncias ordinárias há entendimento pacificado no STJ que o vício é sanável (art. a irresignação recursal apresentada sem assinatura do advogado. 0463 Quarta Turma PROCURAÇÃO. Na instância extraordinária o recurso é considerado inexistente. Informativo 383 STF (AI 519125 AgR / SE. se nela estão contidas todas as folhas.Os Srs. Joaquim Barbosa) Interposição de Recurso e Falta de Assinatura de Advogado d) recurso sem procuração . Embargos de declaração rejeitados. de modo que é de sua responsabilidade verificar se a peça contém todos os requisitos necessários. 06 de agosto de 2009. Precedentes. R. 13 do CPC).ESP. Felix Fischer). Min. . INADMISSÃO.INEXISTÊNCIA.Em face do princípio da instrumentalidade. V. IRREGULARIDADE SUPRÍVEL. bem como se está devidamente assinada (cf. Humberto Martins e Herman Benjamin votaram com o Sr. . AGREsp 434. Enunciado n° 115 da Súmula da jurisprudência dominante do STJ. É dever do recorrente zelar pela correta formação do recurso interposto. Ministro Humberto Martins. na instância especial. DJ de 28/10/2003. EDcl no AgRg no Ag 455231/MG Ministro FRANCIULLI NETTO EMBARGOS DE DECLARAÇÃO .AGRAVO REGIMENTAL . Ministro Relator.612/DF.

quando a interposição do recurso ocorrer após o encerramento do expediente bancário.As duas partes interpuseram recurso especial contra o acórdão do TJ. Nesse contexto. . dentro do prazo de cinco dias. sob pena de deserção. Deserção é para a época em que o preparo era feito depois. só gerando se o recorrente. 14. n.805-ES. Rel. No direito brasileiro essa expressão “despesas” engloba custas judiciárias e portes de remessa e retorno dos autos. mas não integralmente. O pagamento das custas e contribuições devidas nos feitos e nos recursos que se processam nos próprios autos efetua-se da forma seguinte: II . Rel. . Recurso deserto é o recurso com falta de preparo. não será provido. Duas exceções que permitem a comprovação do preparo depois de recorrer: .Esp(ver Súm. II. Min. g) Preparo – é o pagamento das despesas relacionadas ao processamento do recurso.836-RN.Esp660. 14.Juizados especiais – até 48 horas após a interposição.289/96 – o preparo do recurso de apelação e ordinário contra as sentenças pode ser feito em até 05 dias da interposição do recurso. 115-STJ).aquele que recorrer da sentença pagará a outra metade das custas. o retorno dos autos violaria os princípios da celeridade e da eficiência. É um erro de terminologia porque ele tem que ser pago antes da interposição do recurso e ao recorrer ele deve ser comprovado. intimado para completar o valor do preparo. lei 9.Esp967. SÚMULA n. pugna pelo retorno deles ao TJ para que possa recorrer daquela decisão. Preparo insuficiente é aquele feito. Precedente citado: AgRg nos ER. Art. DJe 20/11/2008.Justiça Federal – art. Contudo. estando manifesta a ausência de um dos pressupostos de admissibilidade do R. não o fizer. julgado em 17/2/2011. em 28/6/2012. Min. pois não há como determinar tal providência para permitir a interposição de um agravo que. após a subida dos autos a este Superior Tribunal. mas o segundo não o foi por falta de procuração do causídico e inexistência da comprovação eficaz da divergência. Sucede que essa decisão de inadmissão não foi publicada e o recorrente. Maria Isabel Gallotti. O primeiro recurso foi admitido. AgRg no R. Cesar Asfor Rocha. com certeza. não pode a irregularidade ser sanada nas instâncias ordinárias. Ele não gera inadmissibilidade de pronto. 484 Admite-se que o preparo seja efetuado no primeiro dia útil subsequente. hoje tem que ser feito antes.

616-RJ.763RS. não estão isentos do recolhimento de custas e do porte de remessa e retorno. Rel.g. EXPEDIENTE BANCÁRIO. parágrafo único. SÚMULA n. sob pena de vê-lo não conhecido em razão da deserção.338. A decisão referida neste artigo será irrecorrível. 27 e 511 do CPC e art.289/1996. CPC – se não fez por justo motivo (greve. Primeira Seção DIREITO PROCESSUAL CIVIL.693-RS. CPC .589-RJ. DJe 25/3/2010. em 28/6/2012 Art. o juiz pode relevar a deserção e dar novo prazo para fazer o preparo. Os Conselhos de Fiscalização Profissional. fixando-lhe prazo para efetuar o preparo. Cesar Asfor Rocha. Todavia.247-RS. Informativo Período: 30 agosto a 3 de setembro de 2010. o juiz relevará a pena de deserção. Está previsto no regramento da apelação. 39 da Lei n. DJe 4/6/2012. embora ostentem natureza jurídica de entidades autárquicas. DJe 24/5/2012. Rel. 483 O INSS não está obrigado a efetuar depósito prévio do preparo por gozar das prerrogativas e privilégios da Fazenda Pública. AgRg no AREsp 146. DJe 4/6/2012. Precedentes citados: AgRg no AREsp 144. 543-C DO CPC E RES.Provando o apelante justo impedimento. A previsão contida no art. AgRg no Ag 1.830/1980). CONSELHO DE FISCALIZAÇÃO PROFISSIONAL.914-RJ. 0445 O art. DJe 19/12/2011. Informativo n. 6. Min. N. 0506 Período: 4 a 17 de outubro de 2012. mas se aplica a todos os recursos. 511 do CPC determina que o recorrente comprove a realização do preparo (inclusive porte de remessa e retorno) no ato de interposição do recurso. n. DJe 23/11/2011.795-RJ. arts. AgRg no AREsp 2. prevalece sobre as demais (v. julgado em 10/10/2012. o art. REsp 1. 519.Art. 9. Parágrafo único.181. Corte Especial REPETITIVO.938-RS. ISENÇÃO. PREPARO. 519 dessa mesma legislação prevê que o juiz relevará essa pena quando o recorrente comprovar a existência de justo impedimento que não . enchente). PREPARO. 519. AgRg no AREsp 2. Herman Benjamin. DJe 16/6/2011. e EDcl no AREsp 148. RECURSO REPETITIVO (ART. Min. 8/2008-STJ). cabendo ao tribunal apreciar lhe a legitimidade. é uma regra geral. AgRg no AREsp 43. 4º. da Lei n.

agravo retido.089. AgRg no R. DJe 4/5/2009.122. * São recursos que não exigem preparo: . ER. CPC.929-DF. e se for negada tem que dar novo prazo para fazer o preparo).055.Esp711. n.embargos infringentes de alçada.678-RJ. DJe 2/2/2009. . DJe 20/11/2008. Rel. Art. . AgRg no R. 543-C do CPC). DJe 27/5/2009.embargos de declaração.Esp1. . Regimento interno do TRF2 Jurisprudência sobre o assunto Informativo Período: 28 de junho a 6 de agosto de 2010. * São sujeitos dispensados de preparo: .664-RS. DJ 23/4/2007.agravo regimental. DJe 10/3/2010. R. Min. R.MP.Esp1.entes públicos. Os embargos infringentes não estão sujeitos a preparo.Esp903. Hamilton Carvalhido.979-BA. DJe 17/11/2008.agravo do art. Precedentes citados: ER.Esp786.Esp655. julgado em 1º/9/2010. .734-RS.147-DF. mas após cessado o expediente bancário e que o preparo foi efetuado no primeiro dia útil subsequente da atividade bancária.064-DF. desde que fique comprovado que o recurso foi protocolado durante o expediente forense. e R.permita ser o preparo simultâneo à interposição do recurso. DJ 6/9/1999. AgRg no Ag 1.beneficiários da justiça gratuita (pode pedir na hora de recorre.Esp1. . . 544. R.031.662DF. Esse entendimento foi reafirmado pela Corte Especial no julgamento de recurso repetitivo (art. O encerramento do expediente bancário antes do expediente forense constitui justo impedimento a afastar a deserção. 250.Esp122.511-SE. .recursos do ECA. 0441 .

Esp1. Precedentes citados: R.Esp701. AgRg no Ag 955. reafirmando a jurisprudência de que a isenção de custas e emolumentos da Lei n.493-RJ. R.Esp249. INSS.Esp995. DJ 2/12/2002. R. 543-C do CPC) no qual a Corte Especial. Hamilton Carvalhido.Esp897. Primeira Turma ECA. 27 do CPC conferida à Fazenda permite à autarquia previdenciária efetuar o depósito ao final da demanda.038. a sociedade alega que seguiu orientação do setor encarregado do TJ para não efetuar o recolhimento. Sociedade empresarial de entretenimento foi autuada várias vezes por comissário de juízo de menores e condenada a pagar multa em cada autuação.Esp573. Rel. e R. DJ 4/2/2009.728-RJ. DJe 4/8/2008.784-RS.727-PR. R. PREPARO. RECOLHIMENTO. a Turma negou provimento ao recurso. No R. R. DJ 22/4/2008.274-PR. visto que a autarquia federal. não está obrigada a efetuá-lo.Esp.Esp701. R. R. Apelou. Trata-se de recurso representativo de controvérsia (art. CUSTAS. EMOLUMENTOS.038-RJ. à Fazenda Pública nos termos do art.991-RS.944-RJ. DJ 14/5/2007. em prerrogativas e privilégios. DJ 22/3/2006. deu-se provimento ao recurso especial para. mas o recurso foi considerado deserto diante da ausência de recolhimento do preparo. e R. determinar a devolução dos autos ao tribunal a quo para a apreciação do recurso voluntário interposto pelo INSS. Diante do exposto.069/1990 deferida às crianças e adolescentes na qualidade de autoras e rés perante os juizados da infância e da juventude não são extensíveis aos demais sujeitos processuais que eventualmente figurarem no feito. ISENÇÃO. Dessa forma. julgado em 19/3/2009. afastando a deserção. PREPARO.101. em consonância com os precedentes colacionados. 8º da Lei n. 8.Esp1.Esp1. DJ 5/6/2008.964-ES.040.620/1993. DJ 17/10/2005. A prerrogativa do art. 8. Luiz Fux.Corte Especial REPETITIVO. TABELIÃO. por ser equiparada. Rel.Esp982. o tribunal a quo não poderia exigir o depósito prévio do preparo como condição de admissibilidade da apelação e sequer aplicar a pena de deserção.Esp988.042-PI. . R. afirmou não ser exigível do INSS o depósito prévio do preparo para interposição de recurso. Informativo Nº: 0387 Período: 16 a 20 de março de 2009. Min. DJ 29/11/2007.969-ES. Precedentes citados: AgRg no R. Min. julgado em 2/8/2010. DJ 15/5/2008. Isso posto. INFORMATIVO 386 MARÇO DE 2009 Terceira Turma APELAÇÃO.468-RS.

por maioria. Para corrente minoritária. a comprovação do preparo. Ocorre que. julgado em 10/3/2009. não é o espírito que orientou a abertura da jurisprudência do STJ sobre a matéria. R. afora a menção expressa desse fato na petição de apelação. Nancy Andrighi. o recorrido não teve qualquer iniciativa no sentido de comprovar o preparo: não mencionou sua ausência na petição do recurso.O apelante. com o consequente trânsito em julgado. ou mesmo mencionar a razão pela qual não o teria juntado. R. e não o apelante. tal efeito suspende a preclusão até o momento em que o recurso for julgado (NNJr. restabelecendo a sentença. Min.) Outra corrente (Dinamarco) toma por base o resultado do julgamento recurso: não sendo o recurso conhecido terá ocorrido apenas o impedimento temporal da preclusão. que apareceu junto aos autos. A doutrina majoritária da doutrina afirma que o ingresso de qualquer recurso impede a geração da preclusão temporal.Esp422. o próprio cartório judicial. Rel. DJ 26/10/1998.167-MT. Após a manifestação da apelada. Pode-se até dizer que foi o apelado quem diligenciou.Esp101. DJ 19/10/1998. Desse modo. interpôs a apelação sem juntar o Respectivo comprovante de recolhimento do preparo. a passar a exigir do apelado afastar a referida comprovação. ora recorrido. é certo que não se desconhece a jurisprudência do STJ excepcionalmente favorável ao recolhimento do preparo em cartório. nem sequer juntou o recibo informal aos autos na data da interposição da apelação. 511 do CPC. ao passo que julgado o mérito do recurso. (Efeito obstativo da decisão). Com esse entendimento.512-PI. com suas sucessivas manifestações nos autos. certificou nos autos que havia promovido o recolhimento.Esp175. Precedentes citados: R. o que. O que se pode inferir é que o recorrido teria entregue nas mãos da tabeliã a quantia necessária ao preparo.Esp814.642-PR. fato que é corroborado por um recibo informal (tal como os comprados em papelaria) subscrito pela escrivã. no caso. com a substituição da decisão recorrida. Diante disso. não diligenciou apurar se o dinheiro que entregou ao escrivão efetivamente se destinou ao preparo. a Turma. com mais de dois meses de atraso. o recurso terá realmente obstado a preclusão. com o recolhimento da guia nos subsequentes dias. que atentou para a falta da juntada da guia e requereu a decretação da deserção. DJ 7/10/2002. e R. . deu provimento ao recurso para decretar a deserção da apelação do ora recorrido. com certeza. 6. Efeitos dos recursos: a) De impedir o trânsito em julgado da decisão. aceitar válido o preparo feito nesses moldes seria inverter completamente o comando inserto no art.063-RS. em casos como o encerramento prematuro do expediente bancário.

3° O recurso voluntário ou ex officio.b) suspensivo – é o recurso que impede que a decisão recorrida produza efeitos imediatos. porque em regra o recurso não o tem. equiparação. terá efeito suspensivo Lei 9. inclusão em folha de pagamento. (Art. do Distrito Federal e dos Municípios. gerando efeito a partir da concessão do efeito. dos Estados. Por essa razão não se permite a execução provisória de sentença no prazo da interposição do recurso. (Adota-se o critério ope legis para concessão do efeito. concessão de aumento ou extensão de vantagens a servidores da União. Neste caso o efeito suspensivo será gerado por um decisão que dependerá de requerimento expresso do recorrente. Suspende os efeitos da decisão recorrida. Adota-se o critério ope iudicis para concessão do efeito suspensivo. mas que segundo a melhor doutrina serve a teoria geral dos recursos). proferida contra pessoa jurídica de direito público ou seus agentes. 2o-B. Obs.494/97 Art. que trata do agravo e apelação. interposto contra sentença em processo cautelar. que importe em outorga ou adição de vencimentos ou de reclassificação funcional. A decisão aqui que recebe o recurso terá efeito ex tunc) Efeito suspensivo impróprio – é aquele a ser obtido no caso concreto. é a regra no direito brasileiro. pois tal recurso poderá ser recebido no efeito suspensivo (art. somente poderá ser executada após seu trânsito em julgado Efeito suspensivo próprio – é aquele previsto em lei que de nada depende para ser gerado. Lei 8. . 558 do CPC. A sentença que tenha por objeto a liberação de recurso. considerando que determinadas sentenças não tem execução (sentença declaratória ou constitutiva) e ainda assim serão impugnadas por recursos dotados de efeito suspensivo É a recorribilidade que suspende os efeitos da decisão e o recurso apenas prolonga essa ineficácia. a depender do preenchimento de determinados requisitos. 520 do CPC). Tal efeito não se limita a impedir a execução.437/92 Art. inclusive de suas autarquias e fundações. pois a interposição da apelação poderá prolongar o estado de ineficácia da decisão. reclassificação.

d) efeito substitutivo – pressupõe que o recurso seja conhecido (se o mérito do recurso foi julgado). Este Superior Tribunal já firmou. inclusive em recurso repetitivo (art. porque não dá para substituir o que não existe mais. Rel. f) Efeito devolutivo (extensão) . REVISÃO. DJ 12/2/2007. É o que permite que o magistrado reconsidere a sua decisão. Ocorre quando a decisão do recurso substitui a decisão recorrida. Há esse feito sempre que o TJ concede ou nega provimento ao recurso (quando nega ele confirma a decisão). apelação do ECA (em qualquer caso). que ele chama de extensão e profundidade do efeito devolutivo. assumindo como se fosse sua. há esse efeito quando o TJ mantém a decisão.Esp285.Para Barbosa Moreira o efeito devolutivo e translativo são aspectos do efeito devolutivo. n.343-RS. ER. Se o TJ der provimento ao recurso tem que analisar se é por “error in procedendo” ou por “error in judicando”. apelação que indefere PI. Como se a sentença desaparecesse e em seu lugar ficasse a decisão que julgar o recurso.Esp579. por exemplo. Precedentes citados: AgRg nos ER. Min. Por exemplo. 0436 Segunda Seção CONTRATO BANCÁRIO.Esp226. O único caso que não há efeito substitutivo é se o tribunal der provimento ao recurso para invalidar (se anula também não há). Não quer dizer que a decisão recorrida foi alterada. Informativo Período: 24 a 28 de maio de 2010. 543-C do CPC). Primeira Seção .720-RS. o entendimento de que é vedado ao juízo revisar de ofício cláusulas estabelecidas em contrato bancário (princípio tantum devolutum quantum appellatum) e de que a constatação da exigência de encargos abusivos durante o período da normalidade contratual afasta a configuração da mora. AgRg nos ER.331-RS.c) efeito regressivo ou retratação – é o efeito que alguns recursos tem de permitir o juízo de retratação.Esp785. Luis Felipe Salomão. todos os agravos.317-RS. e AgRg nos ER. DJ 13/6/2003. julgados em 26/5/2010. DJ 13/4/2005. CLÁUSULAS.

EFEITO DEVOLUTIVO Chama-se devolutivo o recurso ao efeito consistente em transferir ao órgão ad quem o conhecimento da matéria impugnada. Com a interposição de recurso o poder de julgar que havia delegado era devolvido por força do recurso. Assim. quando inaugurada a competência deste Superior Tribunal. MORA. na ausência da interposição de recurso especial da parte interessada. por isso sua aplicação. trata-se de saber se.114. 0464 LIQUIDAÇÃO. A Turma entendeu que os juros moratórios constituem matéria de ordem pública. EQUIVALENDO A UM EFEITO DE TRANSFERÊNCIA DA MATEIRA OU DE RENOVAÇAO DO JULGAMENTO PARA OUTRO OU PARA O MESMO ÓRGÃO JULGADOR. não enseja reformatio in pejus. DJe 15/12/2010. além do valor da indenização – que foi objeto do recurso –. FREDIE DIDIER E MEDONÇA LIMA (INTRODUÇAO AOS RECURSOS CÍVEIS) – O EFEITO DEVOLUTIVO DECORRE DA INTERPOSIÇÃO DE QUALQUER RECURSO. de sorte que os embargos declaratórios não teriam o efeito devolutivo. José Carlos Barbosa Moreira. Informativo Período: 21 a 25 de fevereiro de 2011. de ofício. concentrava o exercício de todos eles. Por este motivo passou-se a entender que o efeito devolutivo somente estaria presente nos recursos encaminhados a órgão hierarquicamente superior. quando do julgamento do recurso intentado pela outra parte. EDcl . JUROS. ORDEM PÚBLICA. alterar. O imperador ou governante. Precedente citado: AgRg no Ag 1. No caso. alteração ou modificação do termo inicial. o termo inicial dos juros moratórios que haviam sido fixados na sentença reformulada. Materialmente não dava conta que o delegava aos juízes e pretores da época. MATÉRIA. poderia este Superior Tribunal. a Turma rejeitou os embargos. Candido Rangel Dinamarco. antes de existir a tripartição do poder. Nelson Nery e Teresa Arruda Alvim Wambier.664-RJ. Terceira Turma n. SENTENÇA. afirmam que não há efeito devolutivo quando o julgamento do recurso “caiba ao mesmo órgão que proferiu a decisão recorrida” Raiz histórica.

Entende o Min. Rel. por força do recurso. Rel. o efeito de convolar em contestação os embargos disciplinados nos arts. Ex. entretanto. na via cognitiva. 520. 755 e seguintes do CPC. R. Nisso se compreende: a) questões examináveis de oficio. Vasco Della Giustina (Desembargador convocado do TJ-RS). DJ 11/12/2000.905-MG. João Otávio de Noronha. e R. 515 do CPC). Se o autor invocava dois fundamentos para o pedido. Tal premissa não há de ter. V. EFEITO DEVOLUTIVO. Min. julgado em 22/2/2011.492-SP. Está ligado ao brocardo romano tantum devolutum quantum appellatum (art. Dessa forma. Precedentes citados: R. c) questões de mérito e outros fundamentos do pedido e da defesa. Relator que a insolvência civil é ação de cunho declaratório/constitutivo. Conforme resulta da análise do dos parágrafos do art. a despeito de terem sido suscitadas.Esp998. ao julgamento do órgão ad quem.935-DF. condição essa que.Esp171. do CPC. Extensão do efeito devolutivo significa precisar o que se submete. mostra-se apropriado o entendimento jurisdicional que equipara os embargos à insolvência aos embargos à execução opostos por devedor solvente. deixaram de ser apreciadas.nos EDcl no R. para fins de aplicação da regra ínsita no art. que determina o recebimento da apelação apenas no seu efeito devolutivo. APELAÇÃO. DJ 27/3/2000. A profundidade identifica-se pelo material que há de trabalhar o órgão ad quem para julgar. questões que embora não examináveis de oficio. a apelação do réu devolverá ao tribunal todos . e o juiz enfrentou apenas um deles ou o repeliu para julgar procedente seu pedido.251-MG. incidentais (litigância de má-fé. INFORMATIVO 411 STJ QUARTA TURMA INSOLVÊNCIA CIVIL. A questão consiste em aferir quais efeitos devem ser atribuídos à apelação interposta da sentença que declara a insolvência civil cujo deslinde exige o exame de aspectos relativos à natureza jurídica dos embargos do devedor de que tratam os arts. a insolvabilidade do devedor.Esp621. Min. julgado em 15/10/2009. tendente a aferir.Esp170. 515 é amplíssimo em profundidade o efeito devolutivo. terá o efeito de estabelecer nova disciplina nas relações entre o insolvente e seus eventuais credores. uma vez declarada judicialmente. A profundidade do efeito devolutivo determina as questões que devem ser examinadas pelo órgão ad quem para decidir o objeto litigioso do recurso. 755 e seguintes do CPC. b) as questões acessórias (juros legais).

35/2001). caput. Precedentes citados do STF: AI 473. está prevista no art. mas também a responsabilidade civil. que guardam conexão com o desempenho do mandato parlamentar. Min. reconheceu de ofício a imunidade do parlamentar e. ou seja. Porém. que é fiscalizar os atos do Poder Executivo. n. também denominada "inviolabilidade parlamentar". o juiz julgou procedente o pedido de danos morais decorrentes da entrevista concedida por deputado estadual em programa transmitido pelo rádio no qual acusou o prefeito (autor da ação) de haver utilizado R$ 100 milhões dos cofres da prefeitura para patrocinar as últimas eleições. que obsta a propositura de ação civil ou penal contra o parlamentar por motivo de opiniões ou votos proferidos no exercício de suas funções. e RE 603. TJ. consequentemente. da CF/1988 (com a redação dada pela EC n. permanente. Para esse autor o efeito devolutivo determina os limites horizontais e o efeito translativo.218-PB. Para o Min. . essa imunidade fora arguida pelas partes. Aponta que a imunidade material. Informativo Período: 27 de junho a 1º de julho de 2011. 53. ainda que a parte não a tenha suscitado. julgado em 28/6/2011.430-PB. Explica que o reconhecimento da imunidade não retira apenas a responsabilidade criminal. Ademais. Daí o REsp alegar violação do art. negue provimento ao recurso. Nelson Nery chama de efeito translativo aquilo que Barbosa Moreira identifica como a profundidade do efeito devolutivo. Rel. DJ 28/3/2005. ao prosseguir o julgamento. Para a jurisprudência do STF. Relator. de ordem pública até quanto às declarações divulgadas por meio de entrevistas jornalísticas na imprensa local. julgou improcedente o pedido indenizatório. Luís Felipe Salomão. a mesma entrevista. palavras e votos. é absoluta. por quaisquer de suas opiniões.eles. os verticais. mediante a correção dos motivos. mas em que figuraram como partes o irmão do recorrente (como autor) e o recorrido. sendo a matéria preceito de ordem pública. Em ação indenizatória. o acórdão recorrido afastou o dever de indenizar por reconhecer a imunidade do parlamentar. bem como. afirmando que o TJ não poderia reconhecer de ofício a imunidade parlamentar se. 515 do CPC. a Turma. 0479 Quarta Turma IMUNIDADE PARLAMENTAR. DJe 3/5/2010. pode ser conhecida de ofício pelo órgão julgador. observa que o STF reconheceu a imunidade do recorrido ao julgar RE com a mesma base fática em exame. Diante do exposto. em nenhum momento. o TJ. a imunidade. tanto a municipal quanto a estadual.092-AC. confirmando a sentença na Respectiva conclusão. Caso o tribunal. DECRETACÃO DE OFÍCIO. REsp 734. especialmente se estiver presente uma das funções inerentes ao ofício legislativo. em apelação. dispondo serem os deputados e senadores invioláveis civil e penalmente. negou provimento ao recurso.

Esp246. Para o Min. do CPC. a recorrente alega que. §§ 1º e 2º. ao julgá-los. bem como nas hipóteses autorizadas pelo art. Por conta desse efeito é que. a autora (recorrente) apontou mais de um fundamento para a nulidade da execução. Deve se registrar corrente doutrinária que sustenta a limitação do efeito translativo em todos os recursos à extensão do efeito devolutivo.776-SP.Esp. R. DJ 15/10/2001. 515.116-SP. a Turma deu provimento ao recurso do contribuinte para determinar que o tribunal a quo proceda a novo julgamento da apelação nos termos do art. só se baseou em um deles para anular a certidão de dívida ativa. Rel. em julgamento pelo plenário. em função do efeito translativo dos recursos. APELAÇÃO. Agora. ainda que não apontados nas contrarrazões. quando os embargos à execução fiscal trouxeram mais de um fundamento para sua nulidade e o juiz só acolheu um deles para julgá-los procedentes.Esp1. Assim. do CPC. . cujos embargos à execução fiscal foram julgados procedentes em primeiro grau de jurisdição. a apelação devolve obrigatoriamente ao tribunal o conhecimento de todos os fundamentos do pedido. mas a sentença. não se pode exigir que todas as matérias sejam abordadas em contrarrazões de apelação. elas serão conhecidas por força do efeito devolutivo. Bedaque. (Barbosa.).g) Efeito translativo . as questões de ordem pública serão conhecidas por força do efeito translativo. de forma que o tribunal somente poderá conhecer questões de ordem públicas relativas aos capítulos impugnados.Relaciona-se com a possibilidade de o tribunal conhecer as questões de ordem pública. Segunda Turma EXECUÇÃO FISCAL. e R.Esp824. 0465 Em embargos à execução fiscal. Também o STF. Caso tais questões sejam ventiladas pelo recorrente. R.125. no caso. DJ 26/6/2000. DJ 1º/2/2007.039-RS. Informativo n. Ademais. ainda que aquele tribunal julgue procedente a apelação da Fazenda Pública. EFEITO TRANSLATIVO. 515. Período: 28 de fevereiro a 4 de março de 2011. como no caso dos autos. caso silente. Relator. o TJ deveria ter apreciado todos os pedidos e as questões suscitadas nos autos. julgado em 1º/3/2011. no R.Esp232. não poderia deixar de apreciar também os fundamentos do contribuinte. Contra NNJr. de ofício no julgamento do recurso. Diante do exposto. a apelação interposta pela Fazenda Pública devolveu ao tribunal a quo todos os argumentos do contribuinte formulados desde o início do processo. Min. ainda que eles não tenham sido deduzidos nas contrarrazões.430PR. §§ 1º e 2º. visto existirem determinadas situações em que há falta de interesse para a parte impugná-las expressamente. Humberto Martins. A translação ocorre em relação às matérias de ordem pública. como houve apelação da Fazenda estadual julgada procedente. Precedentes citados: R.

cassar de ofício o diploma do vice-prefeito absolvido por capítulo decisório da sentença que. “sendo que a modificação destes levam inexoravelmente à modificação daqueles. Trânsito em julgado do capítulo decisório que absolveu o vice-prefeito. RECURSO. 5º. Matéria não devolvida pelo recurso do prefeito. Intervenção indeferida. Recurso apenas do prefeito. INTERVENÇÃO DE TERCEIRO. Pleito anulado. Restabelecimento da sentença até o julgamento do recurso extraordinário já admitido. n. 2. Ação cautelar julgada procedente. p. 101. 509 e 515. julgado em 01/12/2004. em que foi derrotada a chapa que encabeçara. Captação ilegal de sufrágio. Eleitoral. Relator(a): Min. Ex. Especial. capaz de ser atingido pela decisão da causa. Alegação de matéria de ordem pública. Sob pena de ofensa à garantia constitucional da coisa julgada. Nesse caso. XXXVI. DJ 04-02-2005 PP-00007 EMENT VOL-02178-01 PP00001 RF v. Processo eleitoral. Liminar concedida. 2º. transitou em julgado. Inadmissibilidade. 262. Tribunal Pleno. 379. Ofensa à coisa julgada. Sentença que cassou o prefeito e absolveu o vice-prefeito. apesar de serem parte no processo. Improvimento pelo TRE. 242-249 RTJ VOL-00193-02 PP-00431) h) Efeito expansivo – Ocorre sempre que o julgamento do recurso alcançar matéria não impugnada ou quando atingir sujeitos que não foram partes no recurso. Ação cautelar. com cassação simultânea e oficial do diploma do vice-prefeito. Candidato que participou da eleição anulada. cujo diploma foi cassado. 2005. Impugnação ao capítulo referente ao an debeatur (existência da obrigação) e não ao quantum debeatur. Efeito expansivo objetivo interno – refere-se a capítulos não impugnados da decisão recorrida que serão atingidos pelo julgamento do recursos. sob fundamento de operância do efeito translativo do recurso ordinário. cuja diplomação determinou. por captação ilegal de sufrágio. todos do CPC. ou de recorrente interessado. Falta de interesse jurídico. CEZAR PELUSO. não se admite intervenção de terceiro que apresente mero interesse de fato. sob invocação do chamado efeito translativo do recurso. Acórdão confirmado pelo TSE. Interpretação do art. no âmbito de cognição do que foi interposto apenas pelo prefeito. tais capítulos dependem de alguma forma do capítulo impugnados. Ex2 Impugnação do capítulo acessório dos honorários advocatícios e juros de mora. e dos arts. não pode tribunal eleitoral. A título de assistente. (AC 112. não impugnado por ninguém. Ação de investigação judicial eleitoral. 467. da CF. .EMENTAS: 1.

no qual não se admite que a situação do recorrente seja piorada em virtude do julgamento de seu próprio recurso.do CPC. . sentença reformada por ocasião da execução provisória. 285-A. i) Efeito regressivo – para aqueles que entendem como um efeito autônomo – para outros. simples reflexo do efeito devolutivo. PROIBIÇÃO DA REFORMATIO IN PEJUS Dois sistemas possíveis relativos ao efeito devolutivo dos recursos: Sistema da proibição de reformatio in pejus. Ex. Ex. no qual o recurso interposto por uma das partes piore a sua situação.Efeito expansivo objetivo externo – Ocorre sempre que o julgamento do recurso atinge outros atos processuais que não a decisão recorrida. art. Sistema do benefício comum (communio remedii). agravo de instrumento provido no tramite da apelação para afirmar que a agravante tinha direito a produção da prova Efeito expansivo subjetivo (parcela da doutrina chama de dimensão subjetiva do efeito devolutivo – Dinamarco e Araken) – Entende-se a possibilidade de um recurso alcançar um sujeito processual que não tenha feito parte no recurso e que ainda assim se beneficia do resultado do julgamento do recurso. O efeito permite que por via do recurso a causa volte ao conhecimento do Juízo prolator da decisão. 296 do CPC e art. §1. Ex.

. 285-A do CPC. mas o recorrente será condenado nos honorários advocatícios. o que não havia ocorrido com a sentença de improcedência liminar. Rejeição da apelação na hipótese do art.Ainda que não exista previsão expressa no ordenamento jurídico o direito brasileiro adotou o princípio de modo que na pior das situações tudo ficará como antes da interposição. Situações em que é possível a ocorrência de reformatio in pejus.A sentença de improcedência será mantida. Também no caso da aplicação da teoria da causa madura quando o tribunal julga improcedente o pedido do autor que havia recorrido da sentença terminativa.