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SENSORIAMENTO REMOTO APLICADO A GEOGRAFIA ESCOLAR: UMA PROPOSTA

METODOLÓGICA PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

Iomara Barros Dantas da Silva


Angelica Carvalho Di Maio
Universidade Federal Fluminense- UFF
Departamento de Análise Geoambiental-GAG
Av. Litorânea s/n – Boa Viagem
24220-000 – Niterói, RJ
iomara.geouff@gmail.com
dimaio@vm.uff.br

Resumo

O presente trabalho apresenta uma proposta metodológica de ensinar Cartografia para o 6º e 7º ano do
Ensino Fundamental, por meio de um sítio educativo para o ensino básico denominado
GEODEN(Geotecnologias Digitais no Ensino Básico) que se divide em GEODEF (Geotecnologias
Digitais no Ensino) direcionado para o Ensino Fundamental e GEODEM( Geotecnologia Digitais no
Ensino Médio) direcionado para o Ensino Médio e, encontra-se disponível em:
http://www.uff.br/geoden. O GEODEF (Geotecnologias Digitais no Ensino Fundamental) se divide
em três módulos: Astronomia, Cartografia e Sensoriamento Remoto reunindo textos interativos,
exercícios, curiosidades e leitura complementar. As atividades escolares são propostas, a partir do
banco de dados Rio de Janeiro e, desenvolvidas no EduSPRING (versão especializada do
SPRING/INPE, adaptado para educação básica) por meio de mapas, imagens de satélites e fotografias
aéreas. A principal meta do GEODEF é promover a socialização da ciência relacionando o ensino de
Geografia com a prática cotidiana dos alunos.

Palavras-chave: Ensino de Geografia, Sensoriamento Remoto, Cartografia

1.Introdução

Nos últimos anos, as grandes descobertas científicas e tecnológicas vem provocando inúmeras
modificações, não apenas na produção e na organização espacial, mas também, nos modos de viver,
sentir e pensar do ser humano. Assim, a tecnologia ganha importância na sociedade contemporânea e,
por essa razão surge a necessidade de repensar sobre os conteúdos e recursos didáticos, de modo que
estejam voltados para a formar cidadãos capazes de compreender, intervir e, acima de tudo transformar
o mundo em que vivem.
Diante dessa realidade, o papel da educação na sociedade da informação consiste em:

“formar os indivíduos para .aprender a aprender, de modo a serem capazes


de lidar positivamente com a contínua e acelerada transformação da base
tecnológica.”( Takahashi, 2000, p.3)

A utilização de novas tecnologias no ensino, está plenamente justificada se temos que dar
consta que um dos objetivos básicos da educação é preparar os alunos para exercer seu papel de
cidadão em uma sociedade plural, democrática e tecnologicamente avançada.
A escola, locus privilegiado da disseminação dos conhecimentos sistematizados, deve procurar
oferecer um ambiente de ensino e aprendizagem onde os conhecimentos possam ser construídos e
apreendidos de forma reflexiva e atualizada, preparando indivíduos capazes de lidar com as modernas
linguagens de comunicação e informação.
A informática está cada vez mais presente na vida cotidiana dos indivíduos, funcionando como
fonte de busca de informações seja por meio da internet ou dos recursos de multimídias; no campo
educacional, essa tecnologia se constitui uma ferramenta de grande importância para o processo de
ensino e aprendizagem. Transformar informação em conhecimento requer pensamento crítico,
raciocínio e juízo crítico (Martínez, p.97) papel este dedicado à educação escolar, conforme descrito a
seguir:
“Essa mudança na nova maneira de entender a escola, vinculando-se ao
desenvolvimento de novas habilidades e competências, é indispensável para
promover a utilização da internet e de outros recursos tecnológicos.
Certamente, a partir dessa perspectiva, a informática é concebida como uma
ferramenta para a aprendizagem.” (Filmus, 2006, p 124-125)

Nesse sentido, os computadores se tornaram mais um recurso didático importante a ser


utilizado no processo de ensino e aprendizagem no ensino de Geografia, tendo em vista que o
computador, conforme menciona Di Maio (apud MEC, 2006, p. 1458):

“... permite experimentar diferentes variáveis para situações do mundo real,


a partir da manipulação de parâmetros, oferece recursos que favorecem a
leitura e a construção de representações espaciais - comandos que auxiliam
no estabelecimento de relações de proporção, distância, orientação, aspectos
fundamentais para a compreensão e uso da linguagem gráfica.”

O uso do computador aplicado ao ensino possibilita a manipulação de informações


diversificadas quase num mesmo instante e também uma aproximação dos alunos a com a realidade.

“Projetando uma dinâmica em cadeia de reflexão-atuação-reflexão


transformação de si próprio e de seus entornos” (Santos, 2002, p.52).

Dentre as inúmeras descobertas proporcionadas pela revolução tecnológica, descrita por


Milton Santos como meio técnico-científico-informacional, se insere as inovações da informática que
vem trazendo mudanças nos métodos de mapeamento da superfície terrestre através das técnicas de
sensoriamento remoto e geoprocessamento que alavancaram a cartografia digital, favorecendo a
construção de mapas com maior rapidez e menor custo e, principalmente permitindo atualizar as
informações sobre o espaço em menor tempo. Com isso, além da construção analógica, o mapa passou
a ser gerado também no formato digital tornando-se um método de grande potencial e com aplicações
nos mais diversos campos do saber científico.
A utilização dessas tecnologias de mapeamento da superfície terrestre em sala de aula
contribui para a motivar e despertar interesse nos alunos pelos conteúdos de Geografia conforme os
resultados positivos oriundos de experimentos educacionais com o uso da tecnologia de
Sensoriamento Remoto juntamente com a tecnologia de geoprocessamento por meio de um Sistema de
Informação Geográfica (SIG) no Ensino Fundamental e Médio que contribuíram para a disseminação
de geotecnologias no espaço escolar, como por exemplo, os trabalhos de DI MAIO (2004), Carvalho
(2006) , Sausen (1998).
A escolha dessas geotecnologias como material educativo viabiliza aos docentes de Geografia
adotar uma prática pedagógica caracterizada que busque desenvolver nos seus alunos uma postura
crítica diante dos conteúdos da Geografia promovendo dessa forma, a interação do aluno com o saber
escolar, de modo que os conhecimentos possam ser utilizados em sua prática cotidiana.
O presente trabalho mostra como o uso de geotecnologias através do GEODEF- material
educativo em meio digital aplicado às aulas de Geografia para o 3º ciclo do Ensino Fundamental (6º e
7º ano do Ensino Fundamental) demonstra como um instrumento educativo para trabalhar os
conteúdos curriculares de Astronomia, Cartografia e Sensoriamento Remoto direcionado para o 6º e 7º
ano do Ensino Fundamental; este reúne textos interativos, curiosidades, leitura complementar e,
principalmente atividades escolares propostas, a partir do banco de dados Rio de Janeiro,
desenvolvidas no Sistema de Informação Geográfica denominado EduSPRING contemplando
principalmente conteúdos relacionados ao Estado do Rio de Janeiro por meio de mapas, imagens de
satélites e fotografias aéreas.
Portanto, o GEODEF se buscar incentivar nos alunos a leitura e compreensão da dinâmica das
relações espaciais, humanas e ambientais e, ainda levar a conhecer as múltiplas relações de um lugar
com outros lugares, distantes no tempo e no espaço e perceber as relações do passado com o presente
(PCN, p.15).

2. A importância das geotecnologias como recurso didático no ensino de Geografia


Até o início do século XX, os mapas eram gerados apenas na forma analógica,
impossibilitando análises mais precisas e detalhadas.
O desenvolvimento da Segunda Guerra Mundial (1937-1945) e, posteriormente o surgimento
da Guerra Fria despertou no homem buscar mais informações a respeito da superfície terrestre. Por
essa razão, a ciência espacial começou a se delinear como objeto de pesquisa, tendo em vista a
potencialidade do uso das fotografias aéreas e das imagens de satélites devido à precisão e atualização
de dados da superfície terrestre, resultado da combinação entre diferentes mapas e informações
cartográficas. .
Com a tecnologia de Sensoriamento Remoto tornou-se possível adquirir informações sem
contato físico com os objetos e, posteriormente com o surgimento do geoprocessamento nos anos 80
do século passado, foi possível adquirir, armazenar e tratar grandes quantidades de informações sobre
a superfície terrestre utilizando técnicas matemáticas e computacionais e, ainda possibilitando, nas
palavras de Câmara e Davis (2000, p.1):
“...realizar análises complexas, ao integrar dados de diversas fontes e ao criar
bancos de dados geo-referenciados.”

Na ciência geográfica a tecnologia de Sensoriamento Remoto aplicado ao SIG constitui-se


uma importante ferramenta que permite “(re)conhecer” a Terra em diferentes escalas espaciais e
temporais, contribuindo dessa forma ao homem conhecer melhor o espaço onde vive.
A introdução das geotecnologias na Geografia Escolar representa uma ferramenta, conforme
escrito por Salomon (2006, p.33) :

“...capaz de imprimir o dinamismo necessário ao estudo do espaço


geográfico e capaz, ainda, de solucionar um dos grandes problemas em que
se esbarra o ensino da Geografia que é a falta de maturidade dos alunos
diante de situações que requeiram um grau acentuado de abstração como o
estudo através de mapas.”

A introdução do conhecimento científico e tecnológico na Educação Básica está em


consonância com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB 9.394/96) e com os Parâmetros
Curriculares Nacionais (PCN´S) para o Ensino Fundamental, mencionando que os alunos devem ser
capazes de:

“saber utilizar diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para


adquirir e construir conhecimentos” ( MEC, 1998, p.15)

Logo, o uso das geotecnologias no ensino de Geografia se configura como um recurso didático
inovador no ensino básico, contribuindo para a melhoria a qualidade do processo de ensino e
aprendizagem, ao possibilitar aos alunos apreenderem os conteúdos de Geografia por meio de um
método de ensino que busca informações atualizadas do espaço geográfico.

3. GEODEF (Geotecnologias Digitais no Ensino Fundamental) – um potencial material didático


para o Ensino Fundamental

As geotecnologias consideradas ferramentas úteis na produção de informações com referência


espacial (mapas, gráficos, tabelas, etc.), baseadas no uso de produtos de sensoriamento remoto e SIG
(Criscuolo,2009) possuem aplicações em várias áreas do conhecimento. Na Ciência Geográfica
permiti responder, ao mesmo tempo, analisar questões relativas tanto a Geografia Física como
Geografia Humana (Carvalho, 2004).
Em virtude disso, o ensino de Geografia baseado nos métodos da pedagogia tradicional –
memorização, descrição dos fenômenos geográficos não faz mais sentido na atual conjuntura de nossa
sociedade tecnológica. É preciso levar o aluno a compreender a pluralidade do mundo por meio de um
saber geográfico construído pelo paradigma da Geografia Crítica que vem se expandindo no Brasil
desde os anos 80 do século passado caracterizado por uma relação professor-aluno em que ambos são,
ao mesmo tempo, educando e educadores.
“ ... a escola de hoje precisa urgentemente adaptar-se e corresponder aos
estímulos do progresso tecnológico e científico a ser estimulante e atrativa
para uma juventude.” (Hasse, 1999, p.129)

Em meio a inserção indiscriminada das tecnologias na sociedade contemporânea é preciso


transformar informações científicas em conhecimentos; sendo assim, faz-se necessário socializar a
ciência através da introdução de mudanças no sistema de ensino e aprendizagem.

“ ... é preciso uma integração entre os recursos tecnológicos, agora


especialmente o computador, e uma proposta realmente inovadora de
educação”. (Hasse, 1999, p.132)

As rápidas modificações no campo tecnológico implicam novos ritmos de ensinar e aprender


Kenski (1998). Sendo assim, o ensino de Cartografia se beneficia em meio informatizado, pois permite
a atualização das informações contidas nos textos e atividades de maneira mais rápida e praticamente
sem custos para as instituições públicas de ensino.
O GEODEF é um recurso educativo direcionado para o Ensino Fundamental que está inserido
dentro GEODEN o qual pode ser acessado pela internet em: http://www.uff.br/geoden/geodef
(figura1). Este trabalho mostra uma proposta inovadora para o ensino de Geografia ao disponibilizar
gratuitamente um material educativo em meio digital com o objetivo de aumentar a qualidade do
ensino, já que a grande maioria, das escolas carece de materiais como cartas, mapas, imagens de
satélites e fotografias aéreas, mas possuem laboratórios de informática com Internet (Di Maio, 2007).

Figura 1- Exemplo da tela inicial do sítio educativo GEODEN

Vale ressaltar que o GEODEF está em fase de novos desenvolvimentos nos três módulos:
Astronomia, Cartografia e Sensoriamento Remoto. A escolha de cada um dos módulos está em
consonância com as proposições de conteúdos curriculares dos Parâmetros Curriculares Nacionais
(PCN´S) para o terceiro ciclo do Ensino Fundamental, especificamente o ensino de Geografia.
O módulo 1 (figura 2) correspondente ao conteúdo de Astronomia contém textos didáticos,
curiosidades e experimentos, subdividindo-se em: História da Astronomia, Universo, Galáxias,
Sistema Solar e Constelações. A inserção dos conteúdos de Astronomia se justifica pelos os temas
ligados à disciplina de Geografia estarem presentes no cotidiano dos indivíduos, tais como: estações
do ano, fases da Lua, constelações, planetas, galáxias:

“Os temas astronômicos fornecem os elementos que completam o conjunto


de fatores para a análise geográfica que interagem nos lugares, o que o torna
o estudo e a compreensão da Astronomia tão importante em Geografia”
(Sobreira, 2002, p.30).
Figura 2- Exemplo do módulo 1 - Astronomia

O módulo 2 (figura 3) correspondente ao conteúdo de Cartografia reúne textos, exercícios,


curiosidades relacionados a História dos mapas, Coordenadas Geográficas, Fusos Horários, a Escala,
Projeções Cartográficas e, ainda Semiologia Gráfica (com o intuito de levar o aluno a identificar e
reconhecer os mapas temáticos por meio dos aspectos qualitativos, ordenados ou quantitativos, como
também em função da implantação dos fenômenos de forma pontual, linear e zonal) – elementos
básicos para a compreensão da dinâmica dos fenômenos geográficos através de diversos mapas
visando o preparo do aluno para o domínio espacial.

Figura 3- Exemplo do módulo 2- Cartografia

Ler mapas é importante para a ação e interação do indivíduo com o seu meio. É crucial o
professor procurar desenvolver nos seus alunos conhecimentos e habilidades, como localização,
orientação e representação os quais são essenciais para entender como a sociedade organiza seu espaço
e, assim realizar uma análise espacial (Almeida e Passini, 2005). O saber geográfico deve prestar
atenção as formas de localização dos fenômenos geográficos (Lacoste, 1988).
O ensino da Cartografia Escolar por meio do Sensoriamento Remoto aplicado ao SIG em meio
digital visa proporcionar aos alunos a compreensão da dinâmica dos fenômenos geográficos, como
também se constitui uma forma de aproximar os conhecimentos científicos e tecnológicos do cotidiano
dos alunos.
O módulo 3 (figura 4) corresponde ao Sensoriamento Remoto que reúne pequenos textos
didáticos e atividade sobre noções de fotografias aéreas e imagens de satélites, mostrando como um
recurso inovador e hábil à reformulação da dinâmica imposta pela atual conjuntura sócio-tecnológico
(Pereira, 2007); e, dessa forma proporciona aos alunos visualizar a intensa dinâmica dos mais diversos
lugares da Terra por meio de informações geo-referenciadas e atualizadas e com maior precisão do
espaço construído historicamente nas relações contraditórias entre a sociedade e natureza.
Figura 4 – Exemplo do módulo de Sensoriamento Remoto

Os exercícios (figura 5) propostos para o GEODEF foram desenvolvidos para cada módulo e,
são realizados em sua grande maioria pelo EduSPRING - SIG educativo elaborado pelo Projeto
GEOIDEA1 - utilizando banco de dados referente ao Planisfério, Brasil, contemplando principalmente
o banco de dados do Estado do Rio de Janeiro por meio de mapas, imagens de satélites e fotografias
aéreas do território fluminense.

“...a partir da observação e apreensão do espaço vivido se chegue à


compreensão dos principais aspectos da vida social. Este tipo de experiência
levará o aluno a uma maior compreensão dos processos atuantes dentro da
sociedade em que vive.” ( Carvalho, 2004, p.2)

* As coordenadas geográficas são linhas imaginárias utilizadas na localização precisa de um ponto


qualquer da superfície terrestre; logo, você está indicando a latitude e a longitude de um lugar.
Utilizando o cursor de vôo, preencha o quadro abaixo mencionando a latitude e a latitude dos
seguintes municípios fluminenses:

Latitude (N ou S)
Longitude (W ou E)
a) Paraty

b)Vassouras

c) Rio de Janeiro

d) Sumidouro

e) Varre-Sai

f) Bom Jesus do Itabapoana


_____________
1
O Projeto Geoidea (Geotecnologia como instrumento de inclusão digital e educação ambiental) desenvolvido
pelo Departamento de Análise Geoambiental do Instituto de Geociências da Universidade Federal
Fluminense/RJ desenvolve e aplica metodologia voltada para a inclusão digital de alunos do ensino básico,
através do uso de Sistema de Informação Geográfica por meio da elaboração de uma versão voltada para a
educação denominada Eduspring, em particular, nas aulas de Geografia e Ciências.

* Utilizando o mapa-múndi delimite as zonas térmicas do planeta. Pesquise quais os fatores


que explicam a diferença de temperatura na Terra. ( Utilize o Paint Brush para fazer as anotações.)

*Leia atentamente a historinha abaixo e, em seguida resolva o desafio proposto:


Um grupo de amigos resolveu percorrer o Estado do Rio de Janeiro para explorar seus
pontos turísticos. Partindo da cidade do Rio de Janeiro, ele foram em direção a Cidade do
Aço e, depois seguiram em direção a Três Rios onde ficaram por quatro dias. Em seguida,
eles foram visitar a Fazenda Santana de Macabu no munic Trajano de Morais. Após dois
dias, eles resolveram visitar a cidade que tem apresentado maior dinamismo econômico
nos últimos anos devido à intensa exploração do petróleo e, ainda faz limite com Rio das
Ostras. Por último, visitaram a Cidade Sorriso; no dia seguinte, retornaram para a cidade
maravilhosa

Partindo da cidade do Rio de Janeiro, descubra as orientações geográficas das localidades, que
estão em negrito, que foram tomadas por esse grupo de amigos no decorrer dessa aventura.

*Utilizando o óculos 3D( tridimensional), responda as perguntas abaixo:

Anaglifo é uma imagem que nos fornece um efeito tridimensional estereoscópica quando vista
em de duas cores -cada lente com uma cor diferente, ou seja, azul e vermelha.

Confecção do óculos 3D:

a) Quais as feições geográficas que podemos observar na imagem acima?


b) Após observar o anaglifo acima, que conclusão você chegou?
Figura 5- Exemplos dos exercícios para o GEODEF

As curiosidades as leituras complementares (figura 6) foram inseridas com o intuito de


complementar os textos referentes aos conteúdos de cada módulo, incentivando os alunos a conhecer
um pouco mais a respeito de fenômenos e fatos curiosos que acontecem na superfície terrestre.
Figura 6- Exemplos de curiosidades

O ensino é encarado como forma de propiciar ao aluno o desenvolvimento da sua capacidade


de apreensão da realidade através de raciocínios mais articulados e aprofundados do espaço; de
maneira que condicione ao indivíduo uma consciência espacial (Cavalcanti, 2006).
Portanto, a abordagem da Astronomia, Cartografia e Sensoriamento Remoto em meio
informatizado disponibiliza ao professor de Geografia trabalhar esses conteúdos por meio de
informações atualizadas em textos e atividades interativas de maneira mais rápida e praticamente sem
custos para as instituições públicas de ensino.

4. Considerações Finais

Este trabalho gerou um recurso didático em meio digital para o terceiro ciclo do Ensino
Fundamental por meio da inserção das geotecnologias (Sensoriamento Remoto e o EduSPRING)
adaptada ao ensino de Geografia contemplando, principalmente conteúdos relacionados ao Estado do
Rio de Janeiro por meio de mapas, imagens de satélites e fotografias aéreas; este material educativo
possibilita ao professor de Geografia revitalizar o seu trabalho pedagógico e, por conseguinte melhorar
a qualidade de suas aulas, sem desconsiderar o uso do livro didático e dos mapas analógicos.
Este artigo apresenta a primeira etapa do GEODEF que consiste na a reestruturação do
GEODEF por meio da inserção de novos textos, exercícios, curiosidades e leituras complementares e,
posteriormente haverá uma segunda etapa que consistirá na aplicação dos exercícios e avaliação feita
com alunos do 6º e 7º ano do Ensino Fundamental da rede pública de ensino do estado do Rio de
Janeiro.
Portanto, a principal meta do GEODEF é promover a socialização da ciência relacionando o
ensino de Geografia com a prática cotidiana dos alunos, contribuindo para melhorar o rendimento e
desempenho dos alunos nesta disciplina escolar.

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