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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Conteúdo

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO

RESUMO PARA CONCURSOS

Conteúdo Resumido dos Principais Concursos

Andréia Agostin

CONTATO EDITORA NOVA APOSTILA FONE: (11) 3536-5302 / 28486366 EMAIL: NOVA@NOVAAPOSTILA.COM.BR WWW.NOVACONCURSOS.COM.BR WWW.NOVAAPOSTILA.COM.BR

Didatismo e Conhecimento

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL DIREITO PREVIDENCIÁRIO

RESUMO PARA CONCURSOS

COORDENAÇÃO GERAL

Juliana Pivotto

Pedro Moura

DIAGRAMAÇÃO

Emanuela Amaral

DESIGN GRÁFICO

Bárbara Gabriela

Agostin, Andréia

Direito Constitucional e Direito Previdenciário . Resumo para Concursos / Andréia Agostin. São Paulo: Editora Nova Apostila, 2011

1º edição

ISBN

Concursos / Andréia Agostin. São Paulo: Editora Nova Apostila, 2011 1º edição ISBN Didatismo e Conhecimento

Didatismo e Conhecimento

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

Sumário

Direito Constitucional

 

1– DA CONSTITUIÇÃO

   

01

 

1.1 OBJETO E ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇÕES

01

1.2 CLASSIFICAÇÕES DAS CONSTITUIÇÕES

01

1.3 SUPREMACIA DAS CONSTITUIÇÕES

03

1.4 PODER CONSTITUINTE

 

03

1.5 CONTEÚDO E ESTRUTURA DA CONSTITUIÇÃO

04

1.6 CLÁUSULAS PÉTREAS

 

05

1.7 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

06

2

AÇÃO

DIRETA

DE

INCONSTITUCIONALIDADE

E

AÇÃO

DIRETA

DE

   

09

3

– DOS DIREITOS E GARANTIAS

20

3.1 DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E

21

3.2 DOS DIREITOS SOCIAIS

 

47

3.3 DA NACIONALIDADE

51

3.4 DOS DIREITOS POLÍTICOS E DOS PARTIDOS POLÍTICOS

53

4

– DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO

60

4.1

DA ORGANIZAÇÃO

 

60

4.1.1 DA UNIÃO

60

4.1.2 DOS ESTADOS FEDERADOS

63

4.1.3 DOS MUNICÍPIOS

 

63

5- DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

68

6 - PODER

 

84

7 – PODER EXECUTIVO

 

95

8 - PODER

 

100

Direito Previdenciário

 

1. INTRODUÇÃO AO DIREITO PREVIDENCIÁRIO

 

112

2. DA SEGURIDADE SOCIAL

 

115

 

2.1 DOS PILARES DA SEGURIDADE SOCIAL

115

2.2 EVOLUÇÃO DA SEGURIDADE SOCIAL

119

3. PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS DA SEGURIDADE SOCIAL

   

124

4. REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

 

127

5. DO FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL

130

GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL   127 5. DO FINANCIAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL 130 Didatismo e Conhecimento

Didatismo e Conhecimento

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

6. SEGURADOS DO REGIME GERAL DE PREVIDÊNCIA SOCIAL

 

140

6.1 SEGURADOS OBRIGATÓRIOS

140

6.2 SEGURADOS

FACULTATIVOS

144

6.3 FILIAÇÃO E INSCRIÇÃO

145

6.4 SEGURADOS EXCLUÍDOS DO REGIME

GERAL

145

6.5 MANUTENÇÃO E PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO

146

6.6 PERDA DA QUALIDADE DE SEGURADO

147

6.7 RESTABELECIMENTO DA QUALIDADE

DE SEGURADO

147

7. DEPENDENTES

151

8. CARÊNCIA DOS BENEFÍCIOS

153

9. PLANO DE BENEFÍCIOS DA PREVIDÊNCIA SOCIAL

155

10. ACIDENTE DO TRABALHO

156

11. APOSENTADORIA POR INVALIDEZ

158

12. APOSENTADORIA POR IDADE

163

13. APOSENTADORIA POR TEMPO DE CONTRIBUIÇÃO

165

14. APOSENTADORIA ESPECIAL

169

15. AUXÍLIO DOENÇA

147

16. SALÁRIO FAMÍLIA

179

17. SALÁRIO MATERNIDADE

181

18. PENSÃO POR MORTE

186

19. AUXÍLIO RECLUSÃO

190

20. AUXÍLIO ACIDENTE

192

21. SERVIÇO SOCIAL E REABILITAÇÃO PROFISSIONAL

197

22. BENEFÍCIO DE PRESTAÇÃO CONTINUADA

200

23. SEGURO DESEMPREGO

202

24. CRIMES CONTRA A SEGURIDADE SOCIAL

203

25. JUSTIFICAÇÃO ADMINISTRATIVA

205

26. ALGUMAS ABREVIATURAS UTILIZADAS NA PREVIDÊNCIA SOCIAL

207

27. BIBLIOGRAFIA

208

26. ALGUMAS ABREVIATURAS UTILIZADAS NA PREVIDÊNCIA SOCIAL 207 27. BIBLIOGRAFIA 208 Didatismo e Conhecimento 6

Didatismo e Conhecimento

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO Andréia Agostin RESUMO PARA CONCURSOS Conteúdo Resumido dos Principais

Andréia Agostin

RESUMO PARA CONCURSOS

Conteúdo Resumido dos Principais Concursos

1ª edição

São Paulo

Nova Apostila

2011

Didatismo e Conhecimento

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS DIREITO CONSTITUCIONAL 1. DA CONSTITUIÇÃO

RESUMO PARA CONCURSOS

DIREITO CONSTITUCIONAL

1. DA CONSTITUIÇÃO

Constituição é a norma fundamental de organização do Estado e de seu povo, que tem como objetivo primordial estruturar e delimitar o poder político do Estado e garantir direitos fundamentais ao povo.

Desde 1964 estava o Brasil sob o regime da ditadura militar, e

O

desde 1967 sob uma Constituição imposta pelo governo.

regime de exceção, em que as garantias individuais e sociais eram diminuídas, e cuja finalidade era garantir os interesses da

ditadura, fez crescer, durante o processo de abertura política, o anseio por dotar o Brasil de uma nova Constituição, defensora dos

valores democráticos. Esse anseio se tornou necessidade após o fim da ditadura militar e a redemocratização do Brasil, a partir de

1985.

Independentemente das controvérsias de cunho político, a Constituição Federal de 1988 assegurou diversas garantias constitucionais, com o objetivo de dar maior efetividade aos direitos fundamentais, permitindo a participação do Poder Judiciário sempre que houver lesão ou ameaça de lesão a direitos. Para demonstrar a mudança que estava havendo no sistema governamental brasileiro, que saíra de um regime autoritário recentemente, a constituição de 1988 qualificou como crimes inafiançáveis a tortura e as ações armadas contra o estado democrático e a ordem constitucional, criando assim, dispositivos constitucionais para bloquear golpes de qualquer natureza. Com a nova constituição, o direito maior de um cidadão que vive em uma democracia foi conquistado. Foi determinada a eleição direta para os cargos de Presidente da República, Governador do Estado e do Distrito Federal, Prefeito, Deputado Federal, Estadual e Distrital, Senador e Vereador. A nova Constituição também previu uma maior responsabilidade fiscal. Pela primeira vez uma Constituição brasileira define a função social da propriedade privada urbana, prevendo a existência de instrumentos urbanísticos com o objetivo de romper com a lógica da especulação imobiliária. A definição e regulamentação de tais instrumentos, porém, deu-se apenas com a promulgação do Estatuto da Cidade em 2001.

1.1 OBJETO E ELEMENTOS DAS CONSTITUIÇÕES

As Constituições têm por objeto estabelecer a estrutura do Estado, a organização de seus órgãos, o modo de aquisição do poder e

a) Elementos orgânicos: Normas sobre a estrutura do Estado e

b) Elementos limitativos: Limita a atuação do Estado sobre

Estado (intervencionista ou liberal).

a forma de seu exercício, limites de sua atuação, assegurar os direitos e garantias dos indivíduos, fixar o regime político e disciplinar os fins sócio-econômicos do Estado, bem como os fundamentos dos direitos econômicos, sociais e culturais. São Elementos da Constituição:

seu poder. os direitos individuais, com base em um conjunto de direitos e

garantias fundamentais.

c) Elementos sócio-ideológicos: Prescreve a atuação social do

d) Elementos de estabilização constitucional: Normas para defesa da Constituição (ações diretas, intervenção federal, estado de

sítio, estado de defesa).

e)

Elementos formais de aplicabilidade: Regras sobre a correta aplicação da Constituição.

1.2 CLASSIFICAÇÕES DAS CONSTITUIÇÕES

A

doutrina apresenta diversas classificações sobre as Constituições, sendo adotados critérios heterogêneos para cada um deles. De

acordo com Pedro Lenza, as Constituições podem ser classificadas:

1)

Quanto a origem;

2)

Quando a forma;

3)

Quanto a extensão;

4)

Quanto ao conteúdo;

5)

Quando ao modo de elaboração;

6)

Quanto a alterabilidade.

1) QUANTO A ORIGEM: A Constituição pode ser promulgada ou outorgada.

a) Promulgada: Considera-se promulgada a Constituição que provêm do fruto do trabalho de uma Assembléia Nacional

Constituinte, formada por representantes do povo, ou seja, titulares do exercício do poder soberano. Desta maneira, encontra-se presente, ainda que indiretamente, por meio de representantes, a vontade do povo. Assim, tais constituições podem ser consideradas como democráticas.

Didatismo e Conhecimentopor meio de representantes, a vontade do povo. Assim, tais constituições podem ser consideradas como democráticas.

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS b) Outorgada: Será outorgada, a Constituição imposta de

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b)

Outorgada: Será outorgada, a Constituição imposta de maneira unilateral por agentes que não receberão do povo a titularidade

de exercício do poder, para que possam agir em nome do povo. Desta maneira, as Constituições Outorgadas não são frutos do trabalho de Assembléias Nacionais Constituintes, mas tão somente, da vontade unilateral de uma pessoa.

2) QUANDO A FORMA: A Constituição pode ser escrita ou consuetudinária.

a) Escrita: A Constituição classificada como escrita é aquela que possui um conjunto de regras sistematizado em um único

documento escrito.

b)

Consuetudinária: Já a Constituição consuetudinária é aquela que não se encontra disposta em um único documento. Cabe

ressaltar que não se pode confundir Constituição costumeira com Constituição não expressa. Em que pese seja taxada como costumeira, a Constituição consuetudinária é formada por textos esparsos, não formalizados em um único documento.

3) QUANTO A EXTENSÃO: As Constituições podem ser analíticas ou sintéticas.

a) Analíticas: As Constituições analíticas são aquelas que descem às minúcias, trazendo, em seu bojo, matérias que muitas vezes

não eram necessárias serem expressas no texto da Carta Magna. Um exemplo citado pela doutrina diz respeito ao §2º do artigo 242

b)

da Constituição Federal, vejamos: § 2º - O Colégio Pedro II, localizado na cidade do Rio de Janeiro, será mantido na órbita federal. Como é possível perceber não seria necessária a inclusão de tal mandamento no bojo da Constituição, podendo o mesmo ter sido explicitado em lei infraconstitucional.

Sintética: A Constituição sintética é aquela que não aborda minuciosamente as questões existentes, trazendo, em seu conteúdo,

somente questões inerentes à estrutura do Estado e direitos fundamentais inerentes ao cidadão. Um exemplo de Constituição sintética é a dos Estados Unidos.

4) QUANDO AO CONTEÚDO: As Constituições podem ser formais ou materiais.

a) Formal: A Constituição considerada como formal é aquela que leva em consideração a maneira como a norma foi introduzida

perceber, o que interessa nesse caso é o processo de formação da

no ordenamento jurídico e não, o seu conteúdo. Como é possível norma.

b)

Material: É aquela onde se leva em conta o conteúdo da norma, ou seja, se a mesma traz questões relativas à estrutura do

Estado, organização de seus órgãos, bem como a consagração de direitos e garantias fundamentais do cidadão.

5) QUANTO AO MODO DE ELABORAÇÃO: As Constituições podem ser Dogmáticas ou Históricas.

a) Dogmáticas: As Constituições Dogmáticas são aquelas que trazem em seu conteúdo questões que podem ser consideradas

como dogmas estruturais fundamentais de um Estado.

b)

Históricas: As Constituições Históricas são aquelas que provêm de um processo histórico do povo de determinado país. Essa

espécie de Constituição geralmente traduz, em seu conteúdo, os anseios e vitórias do povo de uma nação em determinada época.

6) QUANTO A ALTERABILIDADE: As Constituições podem ser rígidas, semi-rígidas e semi-flexíveis ou flexíveis.

a) Rígidas: As Constituições rígidas são aquelas nas quais a alteração é realizada por um processo mais dificultoso. Cabe frisar que

não se deve confundir rigidez com imutabilidade. A Constituição rígida, é mutável, sendo que, no entanto, é necessário um processo mais dificultoso para sua alteração. Um exemplo a ser citado é a dificuldade exigida para a aprovação das Emendas Constitucionais. Segundo o artigo 60 da Constituição Federal, para aprovação do projeto de Emenda Constitucional, é necessário que se obedeça ao quorum de 3/5 dos membros de cada Casa Legislativa, em dois turnos de votação.

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I

II - do Presidente da República;

III

uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

§

ou de estado de sítio.

§

considerando-se aprovada se obtiver,

§

Federal, com o respectivo número de

§ 4º - Não será objeto de deliberação

I - a forma federativa de Estado;

II

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

- de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

- de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada

1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa

2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,

em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado

ordem.

a proposta de emenda tendente a abolir:

- o voto direto, secreto, universal e periódico;

5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

§

Didatismo e Conhecimentode emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS necessidade de um processo mais dificultoso de alteração,

RESUMO PARA CONCURSOS

necessidade de um processo mais dificultoso de alteração, como exigem tal formalidade.

c) Semi-flexíveis ou Flexíveis: As Constituições caracterizadas como flexíveis são aquelas em que o processo de alteração é o

b) Semi-rígidas: São aquelas que possuem matérias onde há

ocorre com as emendas constitucionais, e outras matérias que não

mesmo exigido para as normas infraconstitucionais.

1.3 SUPREMACIA DAS CONSTITUIÇÕES

Pela sua própria natureza, a Constituição é tida como a primeira lei positiva, como ápice do ordenamento jurídico. Assim, a supremacia da Constituição importa, num primeiro momento, o aspecto material (de forma que as leis e atos normativos não podem contrariar as normas constitucionais); e, também, um aspecto formal (pois é a Constituição que fixa a organização, a estrutura, a composição, as atribuições e o procedimento dos Poderes). Dessa forma podemos afirmar que nenhum ato estatal tem validade se não estiver, formal e materialmente, em conformidade com

Constituição (esta é uma condição de constitucionalidade). A condição de constitucionalidade alcança, inclusive, as próprias modificações da Constituição. Entretanto, essa nova manifestação do poder constituinte derivado, para não desvirtuar a supremacia da Constituição, deve ter limites, características e formas bem definidas, justamente para a não caracterização de sua própria inconstitucionalidade. Em conseqüência, mesmo as emendas constitucionais estão sujeitas à condição de constitucionalidade. A sanção desta condição

a

de constitucionalidade é indispensável à garantia da supremacia da Constituição. Se o ato inconstitucional prevalece, a Constituição

não é a lei suprema. Destarte, o “controle de constitucionalidade”

também é condição da supremacia da Constituição.

1.4 PODER CONSTITUINTE

O poder constituinte pertence ao povo, que o exerce por meio dos seus representantes (Assembléia Nacional Constituinte). Observem o que diz o parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal (CF):

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Tendo em vista que o Poder Legislativo, Executivo e Judiciário são poderes constituídos, podemos concluir que existe um poder maior que os constituiu; o Poder Constituinte. Assim, a Constituição Federal é fruto de um poder distinto daqueles que ela institui.

Espécies de Poder Constituinte:

de poder genuíno ou poder de 1º grau ou poder inaugural. É é, de dar conformação nova ao Estado, rompendo com a ordem

1) Poder Constituinte Originário: Também é denominado

aquele capaz de estabelecer uma nova ordem constitucional, isto constitucional anterior.

a) Histórico: É aquele capaz de editar a primeira Constituição do Estado, isto é, de estruturar pela primeira vez o Estado.

b) Revolucionário: São todos aqueles posteriores ao histórico, que rompem com a ordem constitucional anterior e instauram

uma nova.

2)

Poder Constituinte Derivado: Também é denominado de poder instituído, constituído, secundário ou poder de 2º grau.

a) Reformador: É aquele criado pelo poder constituinte originário para reformular (modificar) as normas constitucionais. A reformulação se dá através das emendas constitucionais. O constituinte, ao elaborar uma nova ordem jurídica, desde logo constitui um poder constituinte derivado reformador, pois sabe que a Constituição não se perpetuará no tempo. Entretanto, trouxe limites ao poder de reforma constitucional.

Decorrente: Também foi criado pelo poder constituinte originário. É o poder de que foram investidos os estados-membros

b)

para elaborar a sua própria constituição (capacidade de auto-organização). Os Estados são autônomos uma vez que possuem capacidade de auto-organização, autogoverno, auto-administração e autolegislação, mas não são soberanos, pois devem observar

a

desta Constituição” (art. 25 da CF). Desta forma, o poder constituinte decorrente também encontra limitações. O exercício do poder

Constituição Federal. “Os Estados organizam-se e regem-se pelas Constituições e leis que adotarem, observados os princípios

constituinte decorrente foi conferido às Assembléias legislativas. “Cada Assembléia Legislativa, com poderes constituintes, elaborará

Constituição do Estado, no prazo de um ano, contando da promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta” (art. 11 dos ADCT).

a

Didatismo e Conhecimentode um ano, contando da promulgação da Constituição Federal, obedecidos os princípios desta” (art. 11 dos

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS c) Revisor: Também chamado de poder anômalo de revisão

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c) Revisor: Também chamado de poder anômalo de revisão ou revisão constitucional anômala ou competência de revisão. Foi estabelecida com o intuito de adequar a Constituição à realidade que a sociedade apontasse como necessária. O artigo 3º dos ADCT estabeleceu que a revisão constitucional seria realizada após 5 anos, contados da promulgação da Constituição, pelo voto da maioria absoluta dos membros do Congresso Nacional, em sessão unicameral. O procedimento anômalo é mais flexível que o ordinário, pois neste segundo exige-se sessão bicameral e 3/5 dos votos.

1.5 CONTEÚDO E ESTRUTURA DA CONSTITUIÇÃO

A Constituição de 1988 está dividida em dez títulos (o preâmbulo não é título). Vamos observar o que diz o preâmbulo da Constituição Federal da República Federativa do Brasil:

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos

Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem- estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado

As temáticas de cada título são:

Título I - Princípios Fundamentais: Do artigo 1º ao 4º temos os fundamentos sob os quais constitui-se a República Federativa do Brasil.

Título II - Direitos e Garantias Fundamentais: Os artigos 5º ao 17 elencam uma série de direitos e garantias, reunidas em cinco grupos básicos:

a) individuais;

b) coletivos;

c) sociais;

d) de nacionalidade;

e) políticos.

As garantias ali inseridas representaram um marco na história brasileira.

Título III - Organização do Estado: Os artigos 18 a 43 tratam

da organização político-administrativa (ou seja, das atribuições de

cada ente da federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios); além disso, tratam das situações excepcionais de intervenção nos entes federativos, versam sobre administração pública e servidores públicos militares e civis, e também das regiões dos país e sua integração geográfica, econômica e social.

Poder Legislativo e Poder Judiciário), bem como de seus agentes os que emendam a Constituição.

Título IV - Organização dos Poderes: Os artigos 44 a 135 definem a organização e atribuições de cada poder (Poder Executivo,

envolvidos. Também definem os processos legislativos, inclusive

Título V - Defesa do Estado e das Instituições: Os artigos 136 a 144 tratam do Estado de Defesa, Estado de Sítio, das Forças Armadas e da Segurança Pública.

Título VI - Tributação e Orçamento: Os artigos 145 a 169 definem as limitações ao poder de tributar do Estado, organiza o sistema tributário e detalha os tipos de tributos e a quem cabe cobrá-los. Trata ainda da repartição das receitas e de normas para a elaboração do orçamento público.

Título VII - Ordem Econômica e Financeira: Os artigos 170

a 192 regulam a atividade econômica e financeira, bem como as

normas de política urbana, agrícola, fundiária e reforma agrária, versando ainda sobre o sistema financeiro nacional.

Título VIII - Ordem Social: Os artigos 193 a 232 tratam de temas para o bom convívio e desenvolvimento social do cidadão, a saber: Seguridade Social; Educação, Cultura e Desporto; Ciência e Tecnologia; Comunicação Social; Meio Ambiente; Família (incluindo nesta acepção crianças, adolescentes e idosos); e populações indígenas.

Didatismo e ConhecimentoMeio Ambiente; Família (incluindo nesta acepção crianças, adolescentes e idosos); e populações indígenas. 4

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Título IX - Disposições Gerais: Os artigos que vão

RESUMO PARA CONCURSOS

Título IX - Disposições Gerais: Os artigos que vão do 234 (o artigo 233 foi revogado) ao 250. São disposições esparsas versando sobre temáticas variadas e que não foram inseridas em outros títulos em geral por tratarem de assuntos muito específicos.

Título X - Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.

1.6 CLÁUSULAS PÉTREAS

Cláusula pétrea é determinação constitucional rígida e permanente, insuscetível de ser objeto de qualquer deliberação e/ou proposta de modificação, ainda que por emenda à Constituição. As principais cláusulas pétreas estão previstas no artigo 60 da Constituição, parágrafo 4º: “Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir: a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes; os direitos e garantias individuais”. Há polêmica no meio jurídico sobre outros dispositivos constitucionais que seriam cláusulas pétreas, especialmente os direitos sociais (artigo 6º) e outros direitos individuais dispersos pelo texto constitucional.

SUBSEÇÃO II Da Emenda à Constituição

Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:

I

II - do Presidente da República;

III

uma delas, pela maioria relativa de seus membros.

§

ou de estado de sítio.

§

considerando-se aprovada se obtiver,

§

Federal, com o respectivo número de

§ 4º - Não será objeto de deliberação

I - a forma federativa de Estado;

II

III - a separação dos Poderes;

IV - os direitos e garantias individuais.

- de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal;

- de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da Federação, manifestando-se, cada

1º - A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal, de estado de defesa

2º - A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos,

em ambos, três quintos dos votos dos respectivos membros.

3º - A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado

ordem.

a proposta de emenda tendente a abolir:

- o voto direto, secreto, universal e periódico;

5º - A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudicada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

§

São as cláusulas pétreas que auxiliam o cidadão, elas asseguram os direitos básicos. Sem elas haveria uma insegurança maior quanto às leis que desejam abolir estes direitos básicos. Por outro lado, as alterações nas Constituições são necessárias porque o direito está em constante evolução devendo o direito positivado acompanhar esta mudança, porém estas mudanças devem respeitar a ordem jurídica existente, do contrário colocaria em risco a segurança do Ordenamento Jurídico. As Constituições escritas são criadas ou alteradas através do Poder Constituinte. Sendo assim, o Poder Constituinte é o poder de criar uma nova Constituição e com isso um novo Estado, ou então, alterar um texto já existente conforme as necessidades. Pode-se dividir o Poder Constituinte em duas espécies, que são, o Originário e o Derivado. O Originário tem por finalidade criar um novo dispositivo constitucional, ou seja, uma nova Constituição, um novo Estado. É a única hipótese de modificação das cláusulas pétreas. O mero Projeto de Lei de Emenda a Constituição Federal que ofenda as cláusulas pétreas já seria inconstitucional e, por isso, sequer poderia ser admitida a discussão no Congresso. Portanto, cláusulas pétreas são normas que o Poder Constituinte Originário entendeu que deveriam ter um tratamento especial, devido sua importância para a manutenção do Estado, definindo que estas cláusulas não podem ser sequer passivas de proposta de alteração tendentes a aboli-las pelo Poder Constituinte Derivado, trata-se de uma limitação material ao novo Constituinte. Ainda, possui limitações circunstânciais, que impossibilitam Emendas à Constituição quando o país estiver em estado de defesa ou estado de sítio. Tanto o Poder Derivado Decorrente, quanto o Poder Derivado Reformador ou Derivado estão subordinados aos limites impostos pelo Poder Constituinte Originário. Isto quer dizer que qualquer desrespeito aos preceitos da Constituição, referente aos limites de mutação do seu próprio texto, enseja inconstitucionalidade.

Didatismo e Conhecimentoaos preceitos da Constituição, referente aos limites de mutação do seu próprio texto, enseja inconstitucionalidade. 5

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS 1.7 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS Os princípios

RESUMO PARA CONCURSOS

1.7 PRINCÍPIOS CONSTITUCIONAIS

Os princípios constitucionais são aqueles que guardam os valores fundamentais da ordem jurídica. Nos princípios constitucionais, condensa-se bens e valores considerados fundamentos de validade de todo o sistema jurídico. Os princípios constituem idéias gerais e abstratas, que expressam em menor ou maior escala todas as normas que compõem a

seara do direito. Poderíamos dizer que cada área do direito retrata a concretização de certo número de princípios, que constituem o seu núcleo central. Eles possuem uma força que permeia todo o campo sob seu alcance. Daí por que todas as normas que compõem

direito constitucional devem ser estudadas, interpretadas, compreendidas à luz desses princípios. Os princípios consagrados constitucionalmente, servem, a um só tempo, como objeto da interpretação constitucional e como diretriz para a atividade interpretativa, como guias a nortear a opção de interpretação. Os princípios constituem a base, o alicerce de um sistema jurídico. São verdadeiras proposições lógicas que fundamentam e sustentam um sistema.

o

Sabe-se que os princípios, ao lado das regras, são normas jurídicas. Os princípios, porém, exercem dentro do sistema normativo

um papel diferente dos das regras. As regras, por descreverem

indiretamente, as relações jurídicas que se enquadrem nas molduras típicas por elas descritas. Não é assim com os princípios, que são normas generalíssimas dentro do sistema. Serve o princípio como limite de atuação do jurista. No mesmo passo em que funciona como vetor de interpretação, o princípio tem como função limitar a vontade subjetiva do aplicador do direito, vale dizer, os princípios estabelecem balizamentos dentro dos

quais o jurista exercitará sua criatividade, seu senso do razoável e

fatos hipotéticos, possuem a nítida função de regular, direta ou

sua capacidade de fazer a justiça do caso concreto.

Os princípios constitucionais estão contidos nos artigos 1º ao 4º da Constituição Federal (CF).

Artigo 1º da CF: A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: a soberania, a cidadania, a dignidade da pessoa

humana, os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa, o pluralismo político. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.

Governo (República) em duas palavras “República Federativa”, se separar), numa Federação não existe a hipótese de separação,

“constitui em Estado Democrático de Direito”. Essa expressão trás em si a idéia do Estado formado a partir da vontade do povo, voltado para o povo e ao interesse do povo (o povo tem uma participação ativa, sempre com o respeito aos Direitos e garantias fundamentais), e tem por fundamentos:

O artigo define a forma de Estado (Federativa) e a forma de “formada pela União indissolúvel” (nenhum ente pode pretender

1)

Cidadania.

2)

Soberania.

3)

Dignidade da pessoa humana.

4)

Valores sociais do trabalho e da livre iniciativa e

5)

Pluralismo político.

Artigo 2º da CF: São poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

a)

O Poder Executivo é um dos poderes governamentais, segundo a teoria da separação dos poderes cuja responsabilidade é a

de implementar, ou executar, as leis e a agenda diária do governo

presidencialistas, o poder executivo é representado pelo seu presidente, que acumula as funções de chefe de governo e chefe de estado. b) O Poder Legislativo é o poder de legislar, criar leis. No sistema de três poderes proposto por Montesquieu, o poder legislativo

é

repúblicas e monarquias é constituído por um congresso, parlamento, assembléias ou câmaras. O objetivo do poder legislativo é elaborar normas de direito de abrangência geral (ou, raramente, de abrangência individual) que são estabelecidas aos cidadãos ou às instituições públicas nas suas relações recíprocas. c) O Poder judiciário é um dos três poderes do Estado moderno na divisão preconizada por Montesquieu em sua teoria da separação dos poderes. Ele possui a capacidade de julgar, de acordo com as leis criadas pelo Poder Legislativo e de acordo com as regras constitucionais em determinado país. Ministros, desembargadores e Juízes formam a classe dos magistrados (os que julgam).

representado pelos legisladores, homens que devem elaborar as leis que regulam o Estado. O poder legislativo na maioria das

ou do Estado.). O poder executivo varia de país a país. Nos países

Artigo 3º da CF: Traz os objetivos da República Federativa do Brasil. É uma norma programática. Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil: construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais, promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Didatismo e Conhecimentoo bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Artigo 4º da CF : Traz os princípios que

RESUMO PARA CONCURSOS

Artigo 4º da CF: Traz os princípios que regem o Brasil nas suas relações internacionais. A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes princípios: independência nacional, prevalência dos direitos humanos, autodeterminação dos povos, não-intervenção, igualdade entre os Estados, defesa da paz, solução pacífica dos conflitos, repúdio ao terrorismo e ao racismo, cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, concessão de asilo político. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

TÍTULO I Dos Princípios Fundamentais

Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e

do

I - a soberania;

II - a cidadania;

III - a dignidade da pessoa humana;

IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;

Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:

V - o pluralismo político.

Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou

diretamente, nos termos desta Constituição.

Art. 2º São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.

Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I

II

- construir uma sociedade livre, justa e solidária;

- garantir o desenvolvimento nacional;

III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV

- promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras

formas de discriminação.

Art. 4º A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais pelos seguintes

princípios:

I - independência nacional;

II - prevalência dos direitos humanos;

III - autodeterminação dos povos;

IV - não-intervenção;

V - igualdade entre os Estados;

VI - defesa da paz;

VII - solução pacífica dos conflitos;

VIII - repúdio ao terrorismo e ao racismo;

IX

X - concessão de asilo político.

Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social

- cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;

cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações.

e

Além dos princípios estampados nos artigos 1º ao 4º da Constituição Federal, podemos observar outros princípios destinados a melhor aplicabilidade dos direitos constitucionais

PRINCÍPIO DA UNIDADE DA CONSTITUIÇÃO: Na conformidade desse princípio, as normas constitucionais devem ser consideradas não como normas isoladas e dispersas, mas sim integradas num sistema interno unitário de princípios e regras.

PRINCÍPIO DA CONCORDÂNCIA PRÁTICA OU DA HARMONIZAÇÃO: Formulado por Konrad Hesse, esse princípio impõe ao intérprete que os bens constitucionalmente protegidos, em caso de conflito ou concorrência, devem ser tratados de maneira que a afirmação de um não implique o sacrifício do outro, o que só se alcança na aplicação ou na prática do texto.

Didatismo e Conhecimentoa afirmação de um não implique o sacrifício do outro, o que só se alcança na

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS PRINCÍPIO DA FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO: Também

RESUMO PARA CONCURSOS

PRINCÍPIO DA FORÇA NORMATIVA DA CONSTITUIÇÃO: Também formulado por Konrad Hesse, esse princípio estabelece que, na interpretação constitucional, deve-se dar primazia às soluções ou pontos de vista que, levando em conta os limites e pressupostos do texto constitucional, possibilitem a atualização de suas normas, garantindo-lhes eficácia e permanência.

 

PRINCÍPIO DA MÁXIMA EFETIVIDADE: Segundo esse

princípio, na interpretação das normas constitucionais, deve-se

atribuir-lhes o sentido que lhes empreste maior eficácia. Destarte, as normas constitucionais devem ser tomadas como normas atuais

e não como preceitos de uma Constituição futura, destituída de

eficácia imediata. O princípio da máxima efetividade significa o

abandono da hermenêutica tradicional, ao reconhecer a normatividade dos princípios e valores constitucionais, principalmente em sede de direitos fundamentais.

PRINCÍPIO DO EFEITO INTEGRADOR: De acordo com esse princípio, na resolução dos problemas jurídico-constitucionais, deve-se dar prioridade às interpretações ou pontos de vista que favoreçam a integração política e social e possibilitem o reforço da unidade política, porquanto essas são as finalidades precípuas da Constituição. Assim, partindo de conflitos entre normas constitucionais, a interpretação deve levar a soluções pluralisticamente integradoras.

PRINCÍPIO DA INTERPRETAÇÃO CONFORME A CONSTITUIÇÃO: A aplicação do princípio da interpretação conforme a

Constituição só é possível quando, em face de normas infraconstitucionais polissêmicas ou plurissignificativas, existem diferentes

alternativas de interpretação, umas em desconformidade e outras de acordo com a Constituição, sendo que estas devem ser preferidas

àquelas. Entretanto, na hipótese de se chegar a uma interpretação manifestamente contrária à Constituição, impõe-se que a norma seja declarada inconstitucional.

PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE: Esse princípio, conquanto tenha tido aplicação clássica no Direito Administrativo, foi descoberto nas últimas décadas pelos constitucionalistas, quando as declarações de direitos passaram a ser atos de legislação vinculados. Trata-se de norma essencial para a proteção dos direitos fundamentais, porque estabelece critérios para a delimitação desses direitos. O princípio da proporcionalidade constitui uma verdadeira garantia constitucional, protegendo os cidadãos contra o uso desatado do poder estatal e auxiliando o juiz na tarefa de interpretar as normas constitucionais.

EXERCÍCIOS

01.

(FM –TER/SC - 2009) A República Federativa do Brasil

nas suas relações internacionais rege-se pelo seguinte princípio:

a) Pluralismo político.

 

b) Cidadania.

c) Não intervenção.

d) Construção de uma sociedade livre, justa e solidária.

02 - (FCC - TRF 4ª REGIÃO - Técnico Judiciário Área Administrativa - 2010) Soberania, cidadania e pluralismo político, de acordo com a Constituição Federal, constituem

(A)

objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil.

(B)

direitos políticos coletivos.

(C)

garantias fundamentais.

(D)

fundamentos da República Federativa do Brasil.

 

(E)

princípios que regem a República Federativa do Brasil nas

suas relações internacionais.

 

GABARITO:

     

01 ALTERNATIVA C

 
   

02 ALTERNATIVA D

 

————————————————————————————————————————————————————

————————————————————————————————————————————————————

————————————————————————————————————————————————————

————————————————————————————————————————————————————

Didatismo e Conhecimento8

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS 2. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E AÇÃO DIRETA

RESUMO PARA CONCURSOS

2. AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E AÇÃO DIRETA DE CONSTITUCIONALIDADE.

As normas constitucionais são aquelas previstas na Constituição Federal. A inconstitucionalidade é a situação de conflito existente entre uma lei e a Constituição. Não existe nada mais importante do que o controle da constitucionalidade das normas infraconstitucionais, ou seja, o controle da regularidade dessas normas, em face dos princípios da Lei Fundamental. A norma inconstitucional é inválida e não pode produzir nenhum efeito. É nula, exatamente porque conflita com a Lei Fundamental. Não basta, porém, que se saiba que essa norma é inconstitucional. É preciso que exista a potencialidade da sanção de invalidez dessa norma, isto é, que seja sempre possível retirar, prontamente, da ordem jurídica, a norma infraconstitucional que conflite com a Constituição, porque se isso não for possível, a Constituição deixará de ser uma Lei Fundamental, e a inconstitucionalidade

prevalecerá. A Constituição deixará de ser efetiva, porque suas normas não serão obedecidas, e as leis inconstitucionais continuarão sendo aplicadas. Antes de adentrarmos especificamente no assunto proposto, vamos abordar de forma sintética o controle e constitucionalidade como um todo.

controle de constitucionalidade é o exame da adequação das normas à Constituição, do ponto de vista material ou formal, de

maneira a oferecer harmonia e unidade a todo o sistema.

controle típico mais comum, no entanto, é o jurisdicional, que recebe tal denominação por ser exercido por um órgão integrado

ao Poder Judiciário.

objetivo do controle da constitucionalidade é preservar a supremacia da Constituição sobre as demais normas do ordenamento

O

O

O

O

jurídico. O conceito de lei inclui as emendas constitucionais e todas as outras normas previstas no art. 59 da Constituição Federal (inclusive as medidas provisórias).

controle preventivo da constitucionalidade dos projetos de emendas à Constituição Federal e dos projetos de lei federal, que

tem por objetivo evitar que normas inconstitucionais ingressem no ordenamento jurídico, em primeiro lugar é feito pelas comissões

da Câmara dos Deputados e do Senado Federal (em especial a Comissão de Constituição e Justiça e Redação da Câmara e a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania do Senado).

Os pareceres negativos das Comissões de Constituição e Justiça costumam ser terminativos, acarretando a rejeição e o arquivamento do projeto. Os próprios regimentos internos da Câmara e do Senado, porém, admitem que os projetos rejeitados pelas comissões sejam levados para votação se o plenário der provimento a recurso nesse sentido, apresentado por um décimo dos membros da Casa respectiva.

controle preventivo também pode ser efetivado pelo Presidente da República, via sanção e veto. Sanção e veto são atos

O

privativos dos chefes do Poder Executivo. O veto baseado na inconstitucionalidade é denominado veto jurídico; quando fundado no argumento de que a norma contraria o interesse público, o veto é denominado veto político. Excepcionalmente, o controle preventivo da constitucionalidade é feito pelo Poder Judiciário (normalmente via mandado de

O

segurança impetrado por um parlamentar que não deseja participar de um ato viciado), quando a tramitação do projeto fere disposições constitucionais (vício formal).

controle repressivo da constitucionalidade, que visa expulsar as normas inconstitucionais do ordenamento jurídico, atipicamente,

é feito pelo Poder Legislativo, que tem poderes para editar decreto legislativo sustando atos normativos do Presidente da República

que exorbitem o poder regulamentar ou os limites da delegação rejeitar medida provisória por entendê-la inconstitucional.

O controle jurisdicional da constitucionalidade das leis e atos

normativos, também chamado de controle repressivo típico, pode

legislativa (inc. V do art. 49 da CF). O Congresso também pode

se dar pela via de defesa (também chamado de controle difuso, aberto, incidental e de via de exceção) e pela via de ação (também chamada de controle concentrado, reservado, direto ou principal). Pela via de exceção (controle difuso), qualquer Juiz ou Tribunal que estiver analisando um caso concreto deve manifestar-se sobre a inconstitucionalidade alegada ou verificada. Vale dizer: qualquer órgão judicante singular, Tribunal Estadual ou Tribunal Federal,

por provocação ou de ofício, tem competência para apreciar a constitucionalidade das leis e atos normativos pela via de exceção. Essa manifestação, contudo, só é legítima quando indispensável para que se chegue ao julgamento do mérito do processo. A

O

declaração de inconstitucionalidade, portanto, não é o objeto principal do processo, mas a apreciação do incidente é essencial para que o pedido seja analisado. Por isso, diz-se que o procedimento é incidenter tantum, ou seja, a exceção é apreciada como incidente da ação e, após resolvê-la, o Juiz julga o pedido principal.

efeito da declaração no controle difuso é inter partes, só valendo para o caso concreto e a decisão tem eficácia ex tunc, ou seja,

retroativa.

Didatismo e Conhecimentodifuso é inter partes , só valendo para o caso concreto e a decisão tem eficácia

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS   A questão da inconstitucionalidade de Lei Federal,

RESUMO PARA CONCURSOS

 

A questão da inconstitucionalidade de Lei Federal, Estadual, Distrital ou Municipal reconhecida pelo controle difuso pode chegar

ao Supremo Tribunal Federal por meio do Recurso Extraordinário

(art. 102, III, “a”, “b” e “c” da CF). Reconhecida incidentalmente

por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal, a inconstitucionalidade deve ser comunicada ao Senado, o qual, no momento em que julgar oportuno, editará Resolução (art. 52, X, da CF) suspendendo, no todo ou em parte, a execução da lei ou ato normativo

federal, estadual, distrital ou municipal No sistema concentrado (ação direta), poucos têm legitimidade para propor a ação de inconstitucionalidade (art. 103 da CF) e, na

esfera federal, o único órgão com competência para conhecer do

pedido e julgá-lo é o Supremo Tribunal Federal. A ação direta de

inconstitucionalidade costuma ser denominada ADIn.

 

Os legitimados (Presidente da República, Mesa do Senado Federal, Mesa da Câmara dos Deputados, Mesa da Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal, Governador de Estado ou do DF, Procurador- Geral da República, Conselho

Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, partido político com

representação no Congresso Nacional e confederação sindical ou

entidade de classe de âmbito nacional) são classificados em universais, genéricos (podem propor a ação sobre qualquer matéria) e temáticos, específicos (que devem demonstrar que a pretensão por eles deduzida guarda relação de pertinência direta com os seus

objetivos institucionais – pertinência temática). São legitimados temáticos as confederações sindicais e as entidades de classe de âmbito nacional, a mesa da Assembléia Legislativa

(ou da Câmara Distrital do DF) e o Governador de Estado (ou do DF). Os demais são legitimados universais.

   

AÇÃO DECLARATÓRIA DE INCONSTITUCIONALIDADE (ADIN)

   

A) GENÉRICA: A ação declaratória de constitucionalidade contemporânea estadual ou federal, que seja incompatível com a

genérica tem por objetivo retirar do ordenamento jurídico a lei Constituição Federa (CF), com a finalidade de obter a invalidade

dessa lei, pois relações jurídicas não podem se basear em normas inconstitucionais. Dessa maneira fica garantida a segurança das relações. Fica a cargo do Supremo Tribunal Federal, a função de processar e julgar, originariamente, a ADIN de lei ou ato normativo federal ou estadual. Tem legitimidade para propor uma ADIN, todos aqueles que estão prescritos no artigo 103 CF. O STF exige a chamada “Relação de Pertinência Temática”, que nada mais é do que a demonstração da utilidade na propositura daquela ação, interesse, utilidade e legitimidade para propô-la. Isso é usado nos casos em que os legitimados não são universais, que estão no artigo

103, incisos IV, V e IX. Vamos conferir:

Art.

103.

Podem

propor

a

ação

direta

de

inconstitucionalidade

e

a

ação

declaratória

de

constitucionalidade:

   

I

- o Presidente da República;

 

II

- a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

 

V

- o Governador de Estado ou do Distrito Federal;

   

VI

- o Procurador-Geral da República;

 

VII

- o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

   

VIII

- partido político com representação no Congresso Nacional;

IX

- confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

§

1º - O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações de inconstitucionalidade

e

em todos os processos de competência do Supremo Tribunal Federal.

   

§

2º - Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva norma constitucional,

será

dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias e, em se tratando

de

órgão administrativo, para fazê-lo

em trinta dias.

 

§

3º - Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em tese, de norma legal

ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da União, que defenderá o ato ou texto impugnado.

ou

Art. 103-A. O Supremo Tribunal Federal poderá, de ofício ou por provocação, mediante decisão de dois

terços dos seus membros, após reiteradas decisões sobre matéria constitucional, aprovar súmula que, a partir de sua publicação na imprensa oficial, terá efeito vinculante em relação aos demais órgãos do

Poder Judiciário e à administração p

ública direta e indireta, nas esferas federal, estadual e municipal,

bem

como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.

 

Didatismo e Conhecimentoestadual e municipal, bem como proceder à sua revisão ou cancelamento, na forma estabelecida em lei.

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS   § 1º A súmula terá por objetivo a

RESUMO PARA CONCURSOS

 

§ 1º A súmula terá por objetivo a validade, a interpretação e a eficácia de normas determinadas, acerca das quais haja controvérsia atual entre órgãos judiciários ou entre esses e a administração pública que acarrete grave insegurança jurídica e relevante multiplicação de processos sobre questão idêntica.

 

§

2º Sem prejuízo do que vier a ser estabelecido em lei, a aprovação, revisão ou cancelamento de súmula

 

poderá ser provocada por aqueles que podem propor a ação direta de inconstitucionalidade.

§ 3º Do ato administrativo ou decisão judicial que contrariar a súmula aplicável ou que indevidamente

a aplicar, caberá reclamação ao Supremo Tribunal Federal que, julgando-a procedente, anulará o ato

administrativo ou cassará a decisão judicial reclamada, e determinará que outra seja proferida com ou

 

sem a aplicação da súmula, conforme o caso.

 

Não é a mesa do Congresso Nacional quem propõe a ADIN, e sim a Mesa da Câmara e do Senado. A propositura de uma ação desse

tipo, não está sujeita a nenhum prazo de natureza prescricional ou

de caráter decadencial, pois de acordo com o vício imprescritível,

os atos constitucionais não se invalidam com o passar do tempo. O procedimento que uma ação direta de inconstitucionalidade deve

seguir está prescrito na Lei 9.868/99.

Uma vez declarada a inconstitucionalidade da lei ou ato normativo em discussão, a decisão terá os seguintes efeitos:

Ex tunc: Retroativo como conseqüência do dogma da nulidade, que por ser inconstitucional, torna-se nula, por isso perde

seus efeitos jurídicos.

 

Erga omnes: Será assim oponível contra todos.

Vinculante: Relaciona-se aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública Federal, Estadual e Municipal. Uma

vez decida procedente a ação dada pelo STF, sua vinculação será

obrigatória em relação a todos os órgãos do Poder Executivo e do

Judiciário, que daí por diante deverá exercer as suas funções de acordo com a interpretação dada pelo STF. Esse efeito vinculante aplica-se também ao legislador, pois esse não poderá mais editar nova norma com preceito igual ao declarado inconstitucional.

Represtinatório: Em princípio será restaurada uma lei que poderia ser revogada.

O

STF não pode ir além da matéria discutida. Logo, todo julgado está limitado ao pedido que foi feito ao juiz. Dessa maneira, a

decisão irá versar apenas sobre a ADIN. Essa decisão poderá ser através de sentença (decisão de um juiz monocrático), ou acórdão

(decisão do tribunal colegiado). Quem será atingido pela decisão do STF são aqueles que participaram da relação jurídica processual:

o Poder Executivo, legislativo, Judiciário, STF e também toda a sociedade.

Depois de formada a decisão da coisa julgada, sua eficácia será preclusiva, ou seja, aquela questão uma vez decidida não poderá ser mais discutida. A decisão judicial é uma lei entre as partes.

O

juiz não pode desconsiderar a decisão dada como inconstitucional pelo STF, e sim passar a cumpri-la deixando de aplicar.

Quando o juiz insistir em aplicar a lei já decidida como inconstitucional, ocorrerá a reclamação constitucional, que é um instrumento que busca a preservação da competência e garantir a autoridade da decisão do STF (art.102 CF I).

Art. 102. Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da Constituição, cabendo-

 

lhe:

 

I

- processar e julgar, originariamente:

a)

a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou estadual e a ação declaratória

 

de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal;

 

b)

nas infrações penais comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente, os membros do Congresso

 

Nacional, seus próprios Ministros e o Procurador-Geral da República;

c) nas infrações penais comuns e

nos crimes de responsabilidade, os Ministros de Estado e os

 

Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros

 

dos Tribunais Superiores, os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de caráter permanente;

 

d)

o “habeas-corpus”, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alíneas anteriores; o mandado

 

de segurança e o “habeas-data” contra atos do Presidente da República, das Mesas da Câmara dos

Deputados e do Senado Federal, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da República e

 

do próprio Supremo Tribunal Federal;

e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o Estado, o Distrito Federal ou o Território;

f) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da administração indireta;

 

g)

a extradição solicitada por Estado

estrangeiro;

Didatismo e Conhecimentoentidades da administração indireta;   g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro; 11

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS i) autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos

RESUMO PARA CONCURSOS

i)

autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal

o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coator ou o paciente for

Federal, ou se trate de crime sujeito à mesma jurisdição em uma única instância; j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados;

l)

m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, facultada a delegação de atribuições para a prática de atos processuais;

n)

a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indiretamente interessados, e

a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade de suas decisões;

aquela em que mais da metade dos membros do tribunal de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados;

o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quaisquer tribunais, entre Tribunais

Superiores, ou entre estes e qualquer

outro tribunal;

p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade;

q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for atribuição do Presidente

da República, do Congresso Nacional, da Câmara dos Deputados, do Senado Federal, das Mesas de

r)

uma dessas Casas Legislativas, do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais Superiores, ou do próprio Supremo Tribunal Federal;

as ações contra o Conselho Nacional de Justiça e contra o Conselho Nacional do Ministério Público;

o Poder Público competente adotasse as providências necessárias

em relação a efetividade de uma determinada norma constitucional. Dessa maneira, quando esse poder cumpre com a obrigação que

B) POR OMISSÃO: A Constituição Federal determinou que

lhe foi atribuída pela CF, está tendo uma conduta positiva, garantindo a sua finalidade que é a de garantir a aplicabilidade e eficácia da norma constitucional. Assim, quando o Poder Público deixa de regulamentar ou criar uma nova lei ou ato normativo, ocorre uma inconstitucionalidade por omissão. Resulta então, da inércia do legislador, falta de ação para regulamentar uma lei inconstitucional. Essa conduta é tida

exigida pela Constituição e a conduta negativa do Poder público

omisso, que resulta na chamada inconstitucionalidade por omissão.

como negativa. E é a incompatibilidade entre a conduta positiva

Os mecanismos usados para evitar a inércia do Poder Público são o Mandado de Injunção na via difusa e a ação direta de inconstitucionalidade por omissão na via concentrada. Os legitimados para esse tipo de ADIN são os mesmos da ADIN genérica e o procedimento a ser seguido também.

Poder ou órgão competente para, se for um órgão administrativo, Legislativo, deverá fazer a mesma coisa do órgão administrativo,

Ao declarar a ADIN por omissão, o STF deverá dar ciência ao adotar as providências necessárias em 30 dias. Caso seja o Poder

mas sem prazo preestabelecido. Uma vez declara a inconstitucionalidade e dada a ciência ao Poder Legislativo, fixa-se judicialmente a ocorrência da omissão, com seus efeitos. Os efeitos retroativos da ADIN por omissão são ex tunc e erga omnes, permitindo-se sua responsabilização por perdas e danos,

na qualidade de pessoa de direito público da União Federal, se da

Dessa maneira a decisão nesse tipo de ADIN tem caráter obrigatório ou mandamental, pois o que se pretende constitucionalmente é a obtenção de uma ordem judicial dirigida a outro órgão do Estado. Não cabe a concessão de medida liminar nos casos de ADIN por omissão.

omissão ocorrer qualquer prejuízo.

medida excepcionalíssima prevista no artigo 34, VII da CF e

fundamenta-se na defesa da observância dos Princípios Sensíveis. São assim denominados, pois sua inobservância pelos Estados- membros ou Distrito Federal no exercício de suas competências, pode acarretar a sanção politicamente mais grave que é a intervenção na autonomia política.

C) INTERVENTIVA: A representação interventiva é uma

Art. 34. A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:

VII - assegurar a observância dos seguintes princípios constitucionais:

a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

b) direitos da pessoa humana;

c) autonomia municipal;

d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta.

e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais, compreendida a proveniente

de transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

Didatismo e Conhecimentode transferências, na manutenção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Dessa maneira, toda vez que o Poder Público, no

RESUMO PARA CONCURSOS

Dessa maneira, toda vez que o Poder Público, no exercício de

sua competência venha a violar um dos princípios sensíveis, será

passível de controle concentrado de constitucionalidade, pela via de ação interventiva. Quem decreta a intervenção é o chefe do Poder Executivo (Presidente da República), mas depende da requisição do Supremo

Tribunal Federal, o qual se limitará a suspender a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da normalidade.

Esse tipo de ADIN pode ser espontânea ou provocada. A espontânea é aquela que é decretada por vontade própria. Já a provocada, é provocada por algum poder ou órgão.

A representação interventiva é uma ação que possui natureza

(finalidade) jurídico-político. Ao ser violado o princípio sensível

pelo governo e o STF processar e julgar procedente a representação interventiva, o Presidente da República fica obrigado a

expedir o decreto interventivo, sustando os efeitos da lei, para que deixe de utilizá-la por ser inconstitucional. Assim, declara a inconstitucionalidade formal ou material da lei ou ato normativo estadual. Essa é a dimensão jurídica. Caso o governo insista, o Presidente vai expedir um novo decreto afastando o governador do cargo. Com isso, decreta a intervenção federal no Estado-membro ou Distrito Federal, constituindo-se um controle direto, para fins concretos. Essa é a dimensão política.

Na ADIN por intervenção, não é viável a concessão de

liminar. A legitimidade para a propositura da ação direta de

inconstitucionalidade por intervenção, está prevista na CF, artigo 36, III.

 

Art. 36. A decretação da intervenção

dependerá:

III

de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do Procurador-Geral da República,

na

hipótese do art. 34, VII, e no caso

de recusa à execução de lei federal.

Essa espécie de ADIN é provocada por requisição. Uma vez decretada a intervenção, não haverá controle político, pois a CF exclui a necessidade de apreciação pelo Congresso Nacional. Sua duração, bem como os limites, serão fixados no Decreto presidencial, até que ocorra o retorno da normalidade do pacto federativo.

AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE (ADECON)

A petição inicial indicará, entre outros elementos, a existência

de relevante controvérsia judicial sobre a aplicação da disposição

objeto da ação declaratória (art. 13, inc. III, da Lei n. 9.868/99), ou seja, polêmica que põe em risco a presunção (relativa) de

constitucionalidade de uma lei ou ato normativo. Na prática, a ação declaratória de constitucionalidade é uma avocatória parcial (posição questionada por alguns), ou seja, o STF

chama para si o julgamento da matéria constitucional (e não de todo o processo) em debate perante qualquer juiz ou tribunal e profere uma decisão vinculante quanto ao tema constitucional.

Diante da possibilidade de se declarar a inconstitucionalidade

de uma lei em ação declaratória de constitucionalidade ou mesmo

em argüição de descumprimento de preceito fundamental (arts. 23 e 24 da Lei n. 9.868/99 e art. 11 da Lei n. 9.882/99), entendemos

que o Advogado-Geral da União sempre deve ter oportunidade de se manifestar nessas ações. Sua manifestação deve ser colhida

antes do parecer do Procurador-Geral da República, nos termos do art. 8.º da Lei n. 9.868/99.

Caso ainda se mostre necessário o esclarecimento de algum fato, o relator poderá requisitar informações adicionais, designar

perícia ou fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimento de pessoas com experiência e autoridade na matéria.

O relator poderá, ainda, solicitar informações a outros tribunais acerca da aplicação da norma impugnada no âmbito de sua jurisdição.

Todas as diligências suplementares devem ser concluídas em 30 dias, contados da determinação do relator.

As decisões definitivas de mérito (tomadas por um mínimo de seis ministros e desde que presentes oito na sessão de julgamento), proferidas pelo STF nas ações declaratórias de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal, produzem eficácia contra todos e

efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos do Poder Judiciário e ao Poder Executivo (art. 102, § 2.º, da CF).

Sua eficácia é ex tunc, privilegiando a presunção de constitucionalidade das leis. A questão é polêmica, pois pode violar os

princípios do livre acesso à Justiça (art. 5.º, inc. XXXV, CF), do devido processo legal (art. 5, inc. LIV), do contraditório e da ampla defesa (art. 5, inc. LV). Afinal, a ação tem por pressuposto fático e jurídico a existência de decisões judiciais dando pela

inconstitucionalidade de norma ou lei debatida, o que significa que processos concretos poderão ser atropelados sem a manifestação dos interessados (a Lei 9.868/99 veda a intervenção de terceiros).

 

LEI N o 9.868, DE 10 DE

NOVEMBRO DE 1999.

Dispõe sobre o processo e julgamento da ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.

 

Didatismo e Conhecimentode inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.   13

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso

RESUMO PARA CONCURSOS

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE E DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE

Art. 1 o Esta Lei dispõe sobre o processo e julgamento da constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal.

ação direta de inconstitucionalidade e da ação declaratória de

CAPÍTULO II DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE Seção I Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade

Art. 2 o Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade: (Vide artigo 103 da Constituição Federal)

I - o Presidente da República;

II - a Mesa do Senado Federal;

III - a Mesa da Câmara dos Deputados;

IV - a Mesa de Assembléia Legislativa ou a Mesa da Câmara Legislativa do Distrito Federal;

V

VI - o Procurador-Geral da República;

VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;

VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;

IX

Parágrafo único. (VETADO)

- o Governador de Estado ou o Governador do Distrito Federal;

- confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.

Art. 3 o A petição indicará:

I

- o dispositivo da lei ou do ato normativo impugnado e os fundamentos jurídicos do pedido em relação a cada uma das

impugnações; II - o pedido, com suas especificações. Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, quando subscrita por advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter cópias da lei ou do ato normativo impugnado e dos documentos necessários para comprovar a impugnação.

Art. 4 o A petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator. Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial.

Art. 5 o Proposta a ação direta, não se admitirá desistência. Parágrafo único. (VETADO)

Art. 6 o O relator pedirá informações aos órgãos ou às autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado. Parágrafo único. As informações serão prestadas no prazo de trinta dias contado do recebimento do pedido.

Art. 7 o Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação direta de inconstitucionalidade.

§ 1 o (VETADO)

2 o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá, por despacho irrecorrível, admitir, observado o prazo fixado no parágrafo anterior, a manifestação de outros órgãos ou entidades.

§

Art. 8 o Decorrido o prazo das informações, serão ouvidos, sucessivamente, o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, que deverão manifestar-se, cada qual, no prazo de quinze dias.

Art. 9 o Vencidos os prazos do artigo anterior, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os Ministros, e pedirá dia para julgamento.

Didatismo e Conhecimentodo artigo anterior, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os Ministros, e pedirá

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS § 1 o Em caso de necessida de de

RESUMO PARA CONCURSOS

§

1 o Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou

circunstância de fato ou de notória insuficiência das informações

existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão, ou fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria.

2 o O relator poderá, ainda, solicitar informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma impugnada no âmbito de sua jurisdição.

§

3 o As informações, perícias e audiências a que se referem contado da solicitação do relator.

§

os parágrafos anteriores serão realizadas no prazo de trinta dias,

Seção II Da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade

Art. 10. Salvo no período de recesso, a medida cautelar na

ação direta será concedida por decisão da maioria absoluta dos

membros do Tribunal, observado o disposto no art. 22, após a audiência dos órgãos ou autoridades dos quais emanou a lei ou ato

normativo impugnado, que deverão pronunciar-se no prazo de cinco dias.

§

1 o O relator, julgando indispensável, ouvirá o Advogado-Geral da União e o Procurador-Geral da República, no prazo de três

dias.

2 o No julgamento do pedido de medida cautelar, será facultada sustentação oral aos representantes judiciais do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela expedição do ato, na forma estabelecida no Regimento do Tribunal.

§

3 o Em caso de excepcional urgência, o Tribunal poderá deferir a medida cautelar sem a audiência dos órgãos ou das autoridades das quais emanou a lei ou o ato normativo impugnado.

§

Art. 11. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário Oficial da União e

do Diário da Justiça da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo solicitar as informações à autoridade da qual tiver emanado o ato, observando-se, no que couber, o procedimento estabelecido na Seção I deste Capítulo.

§

1 o A medida cautelar, dotada de eficácia contra todos, será concedida com efeito ex nunc, salvo se o Tribunal entender que deva

conceder-lhe eficácia retroativa.

2 o A concessão da medida cautelar torna aplicável a legislação anterior acaso existente, salvo expressa manifestação em sentido contrário.

§

Art. 12. Havendo pedido de medida cautelar, o relator, em face

da relevância da matéria e de seu especial significado para a ordem

social e a segurança jurídica, poderá, após a prestação das informações, no prazo de dez dias, e a manifestação do Advogado-Geral

da União e do Procurador-Geral da República, sucessivamente, no que terá a faculdade de julgar definitivamente a ação.

prazo de cinco dias, submeter o processo diretamente ao Tribunal,

CAPÍTULO II-A

DA AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE POR OMISSÃO

Seção I Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão

Art. 12-A.

Podem propor a ação direta de inconstitucionalidade por omissão os legitimados à propositura da ação direta de

inconstitucionalidade e da ação declaratória de constitucionalidade.

Art. 12-B. A petição indicará:

I - a omissão inconstitucional total ou parcial quanto ao cumprimento de dever constitucional de legislar ou quanto à adoção de providência de índole administrativa;

II - o pedido, com suas especificações.

Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, se for o caso, será apresentada em 2 (duas) vias, devendo conter cópias dos documentos necessários para comprovar a alegação de omissão.

Art. 12-C. A petição inicial inepta, não fundamentada, e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator. Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial.

Art. 12-D. Proposta a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, não se admitirá desistência.

Didatismo e Conhecimentoinicial. Art. 12-D. Proposta a ação direta de inconstitucionalidade por omissão, não se admitirá desistência. 15

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Art. 12-E. Aplicam-se ao procedimento da ação direta de

RESUMO PARA CONCURSOS

Art. 12-E. Aplicam-se ao procedimento da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, no que couber, as disposições constantes da Seção I do Capítulo II desta Lei.

 

§

1 o Os demais titulares referidos no art. 2 o desta Lei poderão manifestar-se, por escrito, sobre o objeto da ação e pedir a juntada

de documentos reputados úteis para o exame da matéria, no prazo

das informações, bem como apresentar memoriais.

§

2 o O relator poderá solicitar a manifestação do Advogado-Geral da União, que deverá ser encaminhada no prazo de 15 (quinze)

dias.

3 o O Procurador-Geral da República, nas ações em que não for autor, terá vista do processo, por 15 (quinze) dias, após o decurso do prazo para informações.

§

Seção II Da Medida Cautelar em Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão

Art. 12-F. Em caso de excepcional urgência e relevância da matéria, o Tribunal, por decisão da maioria absoluta de seus membros,

observado o disposto no art. 22, poderá conceder medida cautelar, após a audiência dos órgãos ou autoridades responsáveis pela omissão inconstitucional, que deverão pronunciar-se no prazo de 5 (cinco) dias.

§

1 o A medida cautelar poderá consistir na suspensão da aplicação da lei ou do ato normativo questionado, no caso de omissão

parcial, bem como na suspensão de processos judiciais ou de procedimentos administrativos, ou ainda em outra providência a ser fixada pelo Tribunal.

§

2 o O relator, julgando indispensável, ouvirá o Procurador-Geral da República, no prazo de 3 (três) dias.

3 o No julgamento do pedido de medida cautelar, será facultada sustentação oral aos representantes judiciais do requerente e das autoridades ou órgãos responsáveis pela omissão inconstitucional, na forma estabelecida no Regimento do Tribunal.

§

Art.12-G. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar, em seção especial do Diário Oficial da União e do Diário da Justiça da União, a parte dispositiva da decisão no prazo de 10 (dez) dias, devendo solicitar as informações à autoridade ou ao órgão responsável pela omissão inconstitucional, observando-se, no que couber, o procedimento estabelecido na Seção I do Capítulo II desta Lei.

Seção III Da Decisão na Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão

Art. 12-H. Declarada a inconstitucionalidade por omissão, com observância do disposto no art. 22, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das providências necessárias.

§

1 o Em caso de omissão imputável a órgão administrativo, as

providências deverão ser adotadas no prazo de 30 (trinta) dias, ou

em prazo razoável a ser estipulado excepcionalmente pelo Tribunal, tendo em vista as circunstâncias específicas do caso e o interesse público envolvido.

§

2 o Aplica-se à decisão da ação direta de inconstitucionalidade por omissão, no que couber, o disposto no Capítulo IV desta Lei.

CAPÍTULO III

DA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE

Seção I Da Admissibilidade e do Procedimento da Ação Declaratória de Constitucionalidade

Art. 13. Podem propor a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal:

I

- o Presidente da República;

II - a Mesa da Câmara dos Deputados;

III - a Mesa do Senado Federal;

IV - o Procurador-Geral da República.

Art. 14. A petição inicial indicará:

I

- o dispositivo da lei ou do ato normativo questionado e os fundamentos jurídicos do pedido;

II - o pedido, com suas especificações;

III - a existência de controvérsia judicial relevante sobre a aplicação da disposição objeto da ação declaratória.

Parágrafo único. A petição inicial, acompanhada de instrumento de procuração, quando subscrita por advogado, será apresentada em duas vias, devendo conter cópias do ato normativo questionado e dos documentos necessários para comprovar a procedência do pedido de declaração de constitucionalidade.

Didatismo e Conhecimentoe dos documentos necessários para comprovar a procedência do pedido de declaração de constitucionalidade. 16

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Art. 15. A petição inicial inepta, não fundamentada e

RESUMO PARA CONCURSOS

Art. 15. A petição inicial inepta, não fundamentada e a manifestamente improcedente serão liminarmente indeferidas pelo relator. Parágrafo único. Cabe agravo da decisão que indeferir a petição inicial. Art. 16. Proposta a ação declaratória, não se admitirá desistência. Art. 17. (VETADO) Art. 18. Não se admitirá intervenção de terceiros no processo de ação declaratória de constitucionalidade.

§ 1 o (VETADO)

§ 2 o (VETADO)

Art. 19. Decorrido o prazo do artigo anterior, será aberta vista ao Procurador-Geral da República, que deverá pronunciar-se no prazo de quinze dias.

§

§

§

Art. 20. Vencido o prazo do artigo anterior, o relator lançará o relatório, com cópia a todos os Ministros, e pedirá dia para julgamento.

circunstância de fato ou de notória insuficiência das informações

existentes nos autos, poderá o relator requisitar informações adicionais, designar perito ou comissão de peritos para que emita parecer sobre a questão ou fixar data para, em audiência pública, ouvir depoimentos de pessoas com experiência e autoridade na matéria.

1 o Em caso de necessidade de esclarecimento de matéria ou

2 o O relator poderá solicitar, ainda, informações aos Tribunais Superiores, aos Tribunais federais e aos Tribunais estaduais acerca da aplicação da norma questionada no âmbito de sua jurisdição.

3 o As informações, perícias e audiências a que se referem contado da solicitação do relator.

os parágrafos anteriores serão realizadas no prazo de trinta dias,

Seção II Da Medida Cautelar em Ação Declaratória de Constitucionalidade

Art. 21. O Supremo Tribunal Federal, por decisão da maioria absoluta de seus membros, poderá deferir pedido de medida cautelar na ação declaratória de constitucionalidade, consistente na determinação de que os juízes e os Tribunais suspendam o julgamento dos processos que envolvam a aplicação da lei ou do ato normativo objeto da ação até seu julgamento definitivo. Parágrafo único. Concedida a medida cautelar, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário Oficial da União a parte dispositiva da decisão, no prazo de dez dias, devendo o Tribunal proceder ao julgamento da ação no prazo de cento e oitenta dias, sob pena de perda de sua eficácia.

CAPÍTULO IV

DA DECISÃO NA AÇÃO DIRETA

DE INCONSTITUCIONALIDADE

E NA AÇÃO DECLARATÓRIA DE CONSTITUCIONALIDADE

Art. 22. A decisão sobre a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo somente será tomada se presentes na sessão pelo menos oito Ministros.

Art. 23. Efetuado o julgamento, proclamar-se-á a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da disposição ou da norma impugnada se num ou noutro sentido se tiverem manifestado pelo menos seis Ministros, quer se trate de ação direta de inconstitucionalidade ou de ação declaratória de constitucionalidade. Parágrafo único. Se não for alcançada a maioria necessária à declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, estando ausentes Ministros em número que possa influir no julgamento, este será suspenso a fim de aguardar-se o comparecimento dos Ministros ausentes, até que se atinja o número necessário para prolação da decisão num ou noutro sentido.

Art. 24. Proclamada a constitucionalidade, julgar-se-á improcedente a ação direta ou procedente eventual ação declaratória; e,

direta ou improcedente eventual ação declaratória.

proclamada a inconstitucionalidade, julgar-se-á procedente a ação

Art. 25. Julgada a ação, far-se-á a comunicação à autoridade ou ao órgão responsável pela expedição do ato. Art. 26. A decisão que declara a constitucionalidade ou a inconstitucionalidade da lei ou do ato normativo em ação direta ou em ação declaratória é irrecorrível, ressalvada a interposição de embargos declaratórios, não podendo, igualmente, ser objeto de ação rescisória.

Didatismo e Conhecimentoressalvada a interposição de embargos declaratórios, não podendo, igualmente, ser objeto de ação rescisória. 17

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS   Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei

RESUMO PARA CONCURSOS

 

Art. 27. Ao declarar a inconstitucionalidade de lei ou ato normativo, e tendo em vista razões de segurança jurídica ou de excepcional

interesse social, poderá o Supremo Tribunal Federal, por maioria de dois terços de seus membros, restringir os efeitos daquela declaração ou decidir que ela só tenha eficácia a partir de seu trânsito em julgado ou de outro momento que venha a ser fixado.

Art. 28. Dentro do prazo de dez dias após o trânsito em julgado da decisão, o Supremo Tribunal Federal fará publicar em seção especial do Diário da Justiça e do Diário Oficial da União a parte dispositiva do acórdão.

Parágrafo único. A declaração de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade, inclusive a interpretação conforme a Constituição e a declaração parcial de inconstitucionalidade sem redução de texto, têm eficácia contra todos e efeito vinculante em

relação aos órgãos do Poder Judiciário e à Administração Pública

federal, estadual e municipal.

 

CAPÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

Art. 29. O art. 482 do Código de Processo Civil fica acrescido

dos seguintes parágrafos:

“Art. 482

§

1 o O Ministério Público e as pessoas jurídicas de direito público responsáveis pela edição do ato questionado, se assim o

requererem, poderão manifestar-se no incidente de inconstitucionalidade, observados os prazos e condições fixados no Regimento

Interno do Tribunal.

§

2 o Os titulares do direito de propositura referidos no art. 103 da Constituição poderão manifestar-se, por escrito, sobre a questão

constitucional objeto de apreciação pelo órgão especial ou pelo

Pleno do Tribunal, no prazo fixado em Regimento, sendo-lhes

assegurado o direito de apresentar memoriais ou de pedir a juntada de documentos.

3 o O relator, considerando a relevância da matéria e a representatividade dos postulantes, poderá admitir, por despacho irrecorrível, a manifestação de outros órgãos ou entidades.”

§

Art. 30. O art. 8 o da Lei n o 8.185, de 14 de maio de 1991, passa a vigorar acrescido dos seguintes dispositivos:

 

“Art.8 o

I

-

n) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do Distrito Federal em face da sua Lei Orgânica;

§

3 o São partes legítimas para propor a ação direta de inconstitucionalidade:

I-

o Governador do Distrito Federal;

II

- a Mesa da Câmara Legislativa;

III - o Procurador-Geral de Justiça;

IV - a Ordem dos Advogados do Brasil, seção do Distrito Federal;

V

- as entidades sindicais ou de classe, de atuação no Distrito

Federal, demonstrando que a pretensão por elas deduzida guarda

relação de pertinência direta com os seus objetivos institucionais;

VI

- os partidos políticos com representação na Câmara Legislativa.

4 o Aplicam-se ao processo e julgamento da ação direta de Inconstitucionalidade perante o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios as seguintes disposições:

§

I

- o Procurador-Geral de Justiça será sempre ouvido nas ações diretas de constitucionalidade ou de inconstitucionalidade;

II

- declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida

para tornar efetiva norma da Lei Orgânica do Distrito Federal, a

decisão será comunicada ao Poder competente para adoção das providências necessárias, e, tratando-se de órgão administrativo, para

fazê-lo em trinta dias;

III

- somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros

ou de seu órgão especial, poderá o Tribunal de Justiça declarar a

inconstitucionalidade de lei ou de ato normativo do Distrito Federal ou suspender a sua vigência em decisão de medida cautelar.

§

5 o Aplicam-se, no que couber, ao processo de julgamento da ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo do

Distrito Federal em face da sua Lei Orgânica as normas sobre o

processo e o julgamento da ação direta de inconstitucionalidade

perante o Supremo Tribunal Federal.” Art. 31. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

 

Brasília, 10 de novembro de 1999; 178 o da Independência e 111 o da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Carlos Dias Este texto não substitui o publicado no DOU de 11.11.1999

Didatismo e Conhecimentoda República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO José Carlos Dias Este texto não substitui o publicado no DOU

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS   EXERCÍCIOS 01 – (FCC - TRT 3ª REGIÃO

RESUMO PARA CONCURSOS

 

EXERCÍCIOS

01 – (FCC - TRT 3ª REGIÃO – 2009) Em relação à ação considere:

direta de inconstitucionalidade por omissão de natureza federal,

I. As hipóteses de ajuizamento dessa ação não decorrem de daquelas omissões relacionadas com as normas constitucionais

toda e qualquer espécie de omissão do Poder Público, mas sim de eficácia limitada de caráter mandatório, em que a sua plena

aplicabilidade está condicionada à ulterior edição dos atos requeridos pela Constituição.

II. Como a omissão diz respeito ao dever de expedir uma lei federal, será apontado como requerido sempre o Congresso Nacional

por ser órgão constitucional que permanece omisso quanto a esse dever.

III. Tem cabimento a concessão de medida cautelar nessa espécie de ação mandamental porque presentes os pressupostos legais, como o fumus boni juris e o periculum in mora.

IV. Não há obrigatoriedade de citação do Advogado- Geral manifestação do Procurador- Geral da República. Está correto o que se afirma APENAS em

da União − AGU nessa espécie de ação, porém é obrigatória a

(A)

I, II e III.

(B)

I e III.

(C)

I e IV.

(D)

II, III e IV.

(E)

II e IV.

02. (FCC – TRT 9ª Região - 2010) Sobre o controle de constitucionalidade, NÃO é espécie de controle concentrado a ação classificada como

(A)

direta de inconstitucionalidade por omissão.

 

(B)

direta de inconstitucionalidade genérica.

(C)

direta de inconstitucionalidade interventiva.

(D)

direta de constitucionalidade objetiva.

(E)

declaratória de constitucionalidade.

03.

(FM –TER/SC – 2009) Em conformidade com as disposições constitucionais, podem propor a Ação Declaratória de

Constitucionalidade perante o Supremo Tribunal Federal:

 

a) Todos os partidos políticos.

 

b) Os Senadores Federais.

c) O governador do Distrito Federal.

d) Os Deputados Estaduais.

 

GABARITO:

     

01 ALTERNATIVA C

 
   

02 ALTERNATIVA D

   

03 ALTERNATIVA C

ANOTAÇÕES

ANOTAÇÕES

   
 

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Didatismo e Conhecimento 19

Didatismo e Conhecimento

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS 3. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS Um dos temas

RESUMO PARA CONCURSOS

3. DOS DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS

Um dos temas mais cobrados nas provas de Direito Constitucional em qualquer concurso público é a análise, conhecimento e

interpretação dos Direitos e Garantias Fundamentais. Os direitos e garantias fundamentais constituem um dos pilares do tripé do Estado de Direito. Em nosso material didático, vamos abordar de forma integral todos os direitos e garantias fundamentais, divididos em cinco partes, assim como os são na Constituição Federal:

I. DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS.

II. DOS DIREITOS SOCIAIS

III. DA NACIONALIDADE

IV. DOS DIREITOS POLÍTICOS

V. DOS PARTIDOS POLÍTICOS

Direitos individuais e coletivos: (art. 5º) Representam os direitos do homem integrante de uma coletividade; Direitos sociais: Subdivididos em direitos sociais propriamente ditos (art. 6º) e direitos trabalhistas (art. 7º ao 11); Direitos à nacionalidade: Vínculo jurídico-político entre a pessoa e o Estado (art. 12 e 13); Direitos políticos e partidos políticos; direito de participação na vida política do Estado; direito de votar e de ser votado, ao cargo eletivo e suas condições (art. 14 ao 17).

Segundo o Professor José Afonso da Silva; direitos e garantias fundamentais são aquelas prerrogativas e instituições que o Direito Positivo concretiza em garantias de uma convivência digna, livre e igual de todas as pessoas. Vejamos as seguintes características:

titular, abrir mão de sua existência;

Historicidade.

Inalienabilidade: Não é possível a transferência de direitos fundamentais, a qualquer título ou forma (ainda que gratuita);

Irrenunciabilidade: Não está sequer na disposição do seu

Imprescritibilidade: Não se perdem com o decurso do tempo;

Relatividade ou Limitabilidade: Não há nenhuma hipótese de direito humano absoluto, eis que todos podem ser ponderados

com os demais;

Universalidade: São reconhecidos em todo o mundo.

Os direitos fundamentais foram sendo reconhecidos pelos textos constitucionais e pelo ordenamento jurídico dos países de forma gradativa e histórica, aos poucos, os autores começaram a reconhecer as gerações destes, podendo ser sintetizadas da seguinte forma:

01) Direitos de primeira geração: Surgidos no século XVII, eles cuidam da proteção das liberdades públicas, ou seja, os direitos individuais, compreendidos como aqueles inerentes ao homem e que devem ser respeitados por todos os Estados, como o direito à liberdade, à vida, à propriedade, à manifestação, à expressão, ao voto, entre outros.

02) Direitos de segunda geração: São chamados direitos sociais, econômicos e culturais, onde passou a exigir do Estado sua intervenção para que a liberdade do homem fosse protegida totalmente (o direito à saúde, ao trabalho, à educação, o direito de greve, entre outros). Veio atrelado ao Estado Social da primeira metade do século passado. A natureza do comportamento perante o Estado serviu de critério distintivo entre as gerações, eis que os de primeira geração exigiam do Estado abstenções (prestações negativas), enquanto os de segunda exigem uma prestação positiva.

03) Direitos de terceira geração: Os chamados de solidariedade ou fraternidade, voltados para a proteção da coletividade. As Constituições passam a tratar da preocupação com o meio ambiente, da conservação do patrimônio histórico e cultural, etc. A partir destas, vários outros autores passam a identificar outras gerações, ainda que não reconhecidas pela unanimidade de todos os doutrinadores.

04) Direitos de quarta geração: O defensor é o Professor Paulo Bonavides, para quem seriam resultado da globalização dos direitos fundamentais, de forma a universalizá-los institucionalmente, citando como exemplos o direito à democracia, à informação, ao comércio eletrônico entre os Estados.

Didatismo e Conhecimentocitando como exemplos o direito à democracia, à informação, ao comércio eletrônico entre os Estados. 20

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS 05) Direitos da quinta geração : Defendida por poucos

RESUMO PARA CONCURSOS

05) Direitos da quinta geração: Defendida por poucos autores para tentar justificar os avanços tecnológicos, como as questões básicas da cibernética ou da internet.

Vale observar que ainda que se fale em gerações, não existe qualquer relação de hierarquia entre estes direitos, mesmo porque

todos interagem entre si, de nada servindo um sem a existência

tempo de surgimento, na eterna e constante busca do homem por mais proteção e mais garantias, com o objetivo de alcançar uma sociedade mais justa, igualitária e fraterna.

dos outros. Esta nomenclatura adveio apenas em decorrência do

3.1 DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Direitos individuais são prerrogativas que o indivíduo opõe ao Estado. Direitos coletivos são direitos supraindividuais ou metaindividuais que pertencem a vários titulares que se vinculam juridicamente. Garantias são procedimentos judiciais específicos, cuja finalidade é dar uma proteção eficiente aos direitos fundamentais. Alguns doutrinadores chamam as garantias de “remédios constitucionais”. São eles:

Habeas corpus: Tem por objetivo proteger a liberdade de locomoção;

Habeas data: Visa garantir ao impetrante o acesso aos dados existentes sobre sua pessoa em bancos de dados públicos ou

particulares de caráter público;

Mandado de segurança: Tem a finalidade de fazer cessar

lesão ou ameaça de lesão ao direito individual ou coletivo líquido abuso de poder;

e certo, seja qual for a autoridade responsável pela ilegalidade ou

Mandado de injunção: Tem como finalidade garantir o exercício de direito previsto em norma constitucional de eficácia

limitada ainda não regulamentada;

Ação popular: É um instrumento de democracia direta

por meio do qual o cidadão exerce a fiscalização do patrimônio

público para impedir que ele seja lesado por ato de autoridade.

Os direitos e garantias previstos no art. 5.º da CF têm como destinatários as pessoas físicas ou jurídicas, nacionais ou estrangeiras,

públicas ou privadas ou mesmo entes despersonalizados nacionais

de passagem pelo território nacional. São dois os princípios que devem ser observados quando se trata da interpretação das normas constitucionais de direitos e

garantias fundamentais:

(massa falida, espólio etc.), estrangeiros residentes ou estrangeiros

Elas devem ser interpretadas de forma ampla, extensiva,

As normas excepcionadoras de direitos e garantias devem ser interpretadas restritivamente.

para abranger o maior número possível de sujeitos e de situações;

No Brasil, são previstas duas exceções ao Estado Democrático Brasileiro: durante o Estado de Defesa ou o Estado de Sítio, suspendendo os direitos e garantias fundamentais por tempo determinado:

01) Estado de defesa: Sempre que houver instabilidade das instituições democráticas ou calamidade pública. Os direitos que podem ser suspensos são aqueles previstos no art. 136, § 1.º, I e II, da CF/88. Para a decretação do Estado de Defesa, o Presidente da República não precisa de autorização prévia do Congresso Nacional.

02) Estado de sítio: Pode ser decretado em duas situações, previstas no art. 137, I e II, da CF/88:

Se o Estado de Defesa se mostrou ineficaz para resolver o problema. Os direitos que podem ser excepcionados, nesse caso,

estão previstos no art. 139 da CF/88;

No caso de guerra externa. Todos os direitos estão sujeitos à restrição, inclusive o direito à vida (Exemplo: Em caso de

guerra externa, pode-se aplicar pena de morte).

DIREITO À VIDA:

1) Direito de Não Ser Morto:

a) Proibição da pena de morte: (art. 5.º, XLVII, “a”) A CF assegura o direito de não ser morto quando proíbe a pena de morte. A aplicação da pena de morte só é permitida em caso de

guerra externa declarada. Não é possível a introdução da pena de morte por Emenda Constitucional, visto que o direito à vida é direito

individual e o art. 60, § 4.º, dispõe que os direitos individuais não

poderão ser modificados por emenda (cláusula pétrea, imutável).

Didatismo e Conhecimento§ 4.º, dispõe que os direitos individuais não poderão ser modificados por emenda (cláusula pétrea, imutável).

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS Também não seria possível um plebiscito para a

RESUMO PARA CONCURSOS

Também não seria possível um plebiscito para a introdução da pena de morte, tendo em vista que a própria CF estabelece suas

b) Proibição do aborto: O legislador infraconstitucional pode

c)

Proibição da eutanásia: O médico que praticar a eutanásia, ainda que com autorização do paciente ou da família, estará

Garantia da legítima defesa: O direito de a pessoa não ser morta legitima que se tire a vida de outra pessoa que atentar contra

DIREITO À LIBERDADE

formas de alteração e o plebiscito não está incluído nessas formas. A única maneira de se introduzir a pena de morte no Brasil seria

a confecção de uma nova Constituição pelo poder originário.

criar o crime de aborto ou descaracterizá-lo, tendo em vista que a

CF não se referiu ao aborto expressamente, simplesmente garantiu a vida. Assim, o Código Penal (CP), na parte que trata do aborto, foi recepcionado pela Constituição Federal. O CP prevê o aborto legal em caso de estupro e em caso de risco de morte da mãe. A jurisprudência admite, no entanto, o aborto

eugênico baseado no direito à vida da mãe, visto que nesse caso existe risco de integridade física e psicológica desta. Aborto eugênico

é

aquele concedido mediante autorização judicial nas hipóteses de comprovação científica de impossibilidade de sobrevivência extra-

uterina. Para que o aborto seja legalizado no Brasil, basta somente a vontade do legislador infraconstitucional, tendo em vista que a

CF não proibiu nem permitiu esse procedimento.

cometendo crime de homicídio. A eutanásia se configura quando um médico tira a vida de alguém que teria condições de vida autônoma. No caso de desligar os aparelhos de pessoa que só sobreviveria por meio deles, não configura a eutanásia.

d)

a sua própria.

1) Liberdade de Pensamento (art. 5.º, IV e V): É importante que o Estado assegure a liberdade das pessoas de manifestarem o seu pensamento. Foi vedado o anonimato para que a pessoa assuma aquilo que está manifestando caso haja danos materiais, morais ou à imagem. O limite na manifestação do pensamento se encontra no respeito à imagem e à moral das outras pessoas. Caso ocorram danos, o ofendido poderá se valer de dois direitos:

a) Indenização por dano material, moral ou à imagem “São cumuláveis as indenizações por dano material e dano moral oriundos do mesmo fato – Súmula n. 37 do STJ; b) Direito de resposta, que é o direito a ter idêntica oportunidade para se defender, desde que seja proporcional ao agravo e que seja realmente usado para defesa e não para ataque ao ofensor. Se o direito de resposta for negado pelo veículo de comunicação, caberá medida judicial.

2) Liberdade de Consciência, de Crença e de Culto (art. 5.º, VI, VII e VIII): A liberdade de consciência refere-se à visão que

filosóficas, políticas etc. de cada indivíduo. A liberdade de crença liberdade de cultuar o que elas acreditam. A CF proíbe qualquer

distinção ou privilégio entre as igrejas e o Estado. O que se prevê é que o Estado poderá prestar auxílio a qualquer igreja quando se tratar de assistência à saúde, à educação etc. Seja qual for a crença, o indivíduo tem direito a praticar o culto. A CF/88 assegura, também, imunidade tributária aos templos quando se tratar de qualquer valor auferido em razão de realização do culto. Ainda, a CF assegura o atendimento religioso às pessoas que se encontrem em estabelecimentos de internação coletiva, como manicômios, cadeias, quartéis militares etc.

tem um significado de cunho religioso, ou seja, as pessoas têm a

o indivíduo tem do mundo, ou seja, são as tendências ideológicas,

3) Liberdade de Atividade Intelectual, Artística, Científica e de Comunicação (art. 5.º, IX): A CF estabelece que a expressão

das atividades intelectual, artística, científica e de comunicação

entanto, com responsabilidade, ou seja, se houver algum dano moral ou material a outrem, haverá responsabilidade por indenização. O direito do prejudicado se limita à indenização por danos, não se podendo proibir a circulação da obra. Apesar de não haver previsão na CF/88 quanto à proibição de circulação de obras, o Judiciário está concedendo liminares, fundamentando-se no fato de que deve haver uma prevenção para que não ocorra o prejuízo e não somente a indenização por isso. Os meios de comunicação são públicos, sendo concedidos a terceiros. Caso a emissora apresente programas que atinjam o bem público, ela poderá sofrer sanções, inclusive

é livre, não se admitindo a censura prévia. É uma liberdade, no

a não renovação da concessão.

4) Liberdade de Trabalho, Ofício ou Profissão (art. 5.º, XIII): É assegurada a liberdade de escolher qual a atividade que se

exercerá. Essa é uma norma de eficácia contida porque tem uma aplicabilidade imediata, no entanto traz a possibilidade de ter o seu

campo de incidência contido por meio de requisitos exigidos por

preenchidos para que se possa exercer a profissão (Exemplo: O advogado deve ser bacharel em Direito e obter a carteira da OAB por

lei. A lei exige que certos requisitos de capacitação técnica sejam

meio de um exame; O engenheiro deve ter curso superior de engenharia etc.).

Didatismo e Conhecimentorequisitos de capacitação técnica sejam meio de um exame; O engenheiro deve ter curso superior de

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS 5) Liberdade de Locomoção (art. 5.º, XV): É a

RESUMO PARA CONCURSOS

5) Liberdade de Locomoção (art. 5.º, XV): É a liberdade física de ir, vir, ficar ou permanecer. Essa liberdade é considerada pela CF como a mais fundamental, visto que é requisito essencial para que se exerça o direito das demais liberdades. Todas as garantias

penais e processuais penais previstas no art. 5.º são normas que tratam da proteção da liberdade de locomoção. Por exemplo, o habeas

corpus é voltado especificamente para a liberdade de locomoção.

diz respeito à liberdade de sair, entrar e permanecer em território nacional. A lei pode estabelecer exigências para sair, entrar ou permanecer no país, visando a proteção da soberania nacional.

Essa norma também é de eficácia contida, principalmente no que

6) Liberdade de Reunião (art. 5.º, XVI): É a permissão constitucional para um agrupamento transitório de pessoas com o objetivo de trocar idéias para o alcance de um fim comum. O direito de reunião pode ser analisado sob dois enfoques: De um lado

a

obrigado a reunir-se. Para a caracterização desse direito, devem ser observados alguns requisitos a fim de que não se confunda com

o direito de associação. São eles:

liberdade de se reunir para decidir um interesse comum e de outro lado a liberdade de não se reunir, ou seja, ninguém poderá ser

a)

Pluralidade de participantes: Trata-se de uma ação coletiva, ou seja, deve haver várias pessoas para que possa haver uma

reunião. A diferença é que, na reunião, não existe um vínculo jurídico entre as pessoas reunidas, diferentemente da associação, em

que as pessoas estão vinculadas juridicamente.

b) Tempo: A reunião tem duração limitada, enquanto na associação, a duração é ilimitada.

c) Finalidade: A reunião pressupõe uma organização com o propósito determinado de atingir certo fim. É a finalidade que vai

d)

distinguir a reunião do agrupamento de pessoas. Essa finalidade deve ter determinadas características, ou seja, a reunião deve ter uma finalidade lícita, pacífica e não deve haver armamento.

Lugar: Deve ser predeterminado para a realização da reunião. Não é necessária a autorização prévia para que se realize a

reunião, no entanto, o Poder Público deve ser avisado com antecedência para que não se permita que haja reunião de grupos rivais em mesmo local e horário. O objetivo do aviso ao Poder Público também é garantir que o direito de reunião possa ser exercitado com segurança.

O direito de reunião tem algumas restrições, quais sejam:

Não pode ser uma reunião que tenha por objetivo fins ilícitos;

haver utilização de armas (art. 5.º, XLIV). A presença de pessoas deva ser dissolvida. Nesse caso, a polícia deve agir no sentido de

desarmar a pessoa, mas sem dissolver a reunião. Em caso de passeata, não poderá haver nenhuma restrição quanto ao lugar em que ela será realizada;

armadas em uma reunião não significa, no entanto, que a reunião

Não pode haver reunião que não seja pacífica e não deve

Durante o Estado de Defesa (art. 136, § 1.º, I, “a”) e o Estado de Sítio (art. 139, IV), poderá ser restringido o direito de

reunião.

7) Liberdade de Associação (art. 5.º, XVII a XXI): Normalmente, a liberdade de associação se manifesta por meio de uma

reunião. Logo, existe uma relação muito estreita entre a liberdade de reunião e a liberdade de associação. A reunião é importante para que se exerça a associação, visto que normalmente a associação começa com uma reunião. É o direito de coligação voluntária

de algumas ou muitas pessoas físicas, por tempo indeterminado,

com o objetivo de atingir um fim lícito sob direção unificante. A

associação, assim como a reunião, é uma união de pessoas que se distingue pelo tempo, visto que o objetivo que se quer alcançar não poderá ser atingido em um único momento na associação, enquanto na reunião, o objetivo se exaure em tempo determinado.

DIREITO À IGUALDADE

O

inciso I do art. 5º traz, em seu bojo, um dos princípios mais importantes existentes no ordenamento jurídico brasileiro, qual seja,

direitos e obrigações dos homens e mulheres, todavia, permitindo

as diferenciações realizadas nos termos da Constituição. Quando falamos em igualdade, podemos fazer a distinção entre igualdade material e igualdade formal. A igualdade material é

o princípio da isonomia ou da igualdade. Tal princípio igualou os

aquela efetiva, onde realmente é possível perceber que há aplicabilidade da máxima que “os iguais serão tratados igualmente e os desiguais desigualmente, na medida de suas desigualdades”. Já, a igualdade formal é aquela explicitada pela lei, que nem sempre

é

igualdade material. Tal princípio vem sendo muito discutido ultimamente, principalmente no que diz respeito às cotas raciais utilizadas pelos negros com a finalidade de ingressarem em faculdades públicas.

vista na realidade de modo efetivo. Desta maneira, é importante salientar que nem sempre a igualdade formal corresponde à

Didatismo e Conhecimentona realidade de modo efetivo. Desta maneira, é importante salientar que nem sempre a igualdade formal

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS  DIREITO À SEGURANÇA A CF, no caput do

RESUMO PARA CONCURSOS

DIREITO À SEGURANÇA

A CF, no caput do art. 5.º, quando fala de segurança, está se referindo à segurança jurídica. Refere-se à segurança de que as agressões a um direito não ocorrerão e, se ocorrerem, existirá uma eventual reparação pelo dano que a pessoa tenha. O Estado deve atuar no sentido de preservar as prerrogativas dispostas nas normas jurídicas.

1) Acesso ao Poder Judiciário (art. 5.º, XXXV): A competência para dar segurança jurídica é do Poder Judiciário. É por meio do acesso ao Poder Judiciário que as pessoas conseguem a segurança jurídica. Diante de uma agressão ou de ameaça de agressão

que o Judiciário tenha o dever de conceder a segurança jurídica,

não é necessário comprovar a efetiva lesão, ou seja, pode-se, preventivamente, buscar essa segurança para impossibilitar a lesão ao direito. Esse acesso tem uma exceção no art. 217, § 3.º, da CF/88, que prevê que, em casos relativos aos esportes, deve antes haver uma decisão da Justiça Desportiva para que se possa recorrer ao Judiciário. Também na lei que regulamenta o habeas data, existe a disposição de que se devem esgotar os meios administrativos para que se possa, então, recorrer ao Judiciário.

a um direito, a pessoa poderá ir ao Judiciário e assegurá-lo. Para

2) Direito à petição (art. 5.º, XXXIV, “a”): O inc. XXXIV do art. 5.º da CF estabelece que, independentemente do pagamento de taxas, a todos são assegurados:

O direito de petição aos Poderes Públicos em defesa de direito ou contra ilegalidade ou abuso de poder. Pode a petição ser

dirigida a qualquer autoridade do Executivo, do Legislativo ou motivadamente, mesmo que apenas para rejeitá-la, pois o silêncio

b) O direito de petição, classificado como direito de participação política, pode ser exercido por pessoa física ou jurídica e não

do Judiciário e a autoridade a quem é dirigida deve apreciá-la, pode caracterizar o abuso de autoridade por omissão.

a)

precisa observar forma rígida. Não se exige interesse processual, pois a manifestação está fundada no interesse geral de cumprimento da ordem jurídica.

O direito de petição não se confunde como direito de ação, já que, por este último, busca-se uma tutela de índole jurisdicional

e não administrativa.

c)

3) Assistência jurídica (art. 5.º, LXXIV): Para se pedir em juízo, a CF exige que o pedido seja formulado por um advogado. Às vezes, também é necessária a produção de provas. Para garantir que aqueles que não possuem condições financeiras possam ter acesso ao Poder Judiciário, portanto, o Estado tomou para si o dever de fornecer a assistência jurídica.

4) Devido Processo Legal (art. 5.º, LIV): A prestação jurisdicional deve respeitar o devido processo legal. Quando se trata

dessa questão, observa-se um duplo acesso. Por um lado, dispõe que o Estado, sempre que for impor qualquer tipo de restrição ao patrimônio ou à liberdade de alguém, deverá seguir a lei. Por outro lado, significa que todos têm direito à jurisdição prestada nos termos da lei, ou seja, a prestação jurisdicional deve seguir o que está previsto em lei. O respeito à forma é uma maneira de garantir

a segurança.

5) Juiz natural (art. 5.º, LIII): A decisão de um caso concreto deve ser feita pelo Juiz natural que é o Juiz ou o Tribunal investido

de poder pela lei para dizer o direito no caso concreto, ou seja, é

para julgar determinado caso concreto. Discute-se, hoje, a existência ou não do princípio do Promotor Natural, que seria extraído da locução; processar, prevista no inc. LIII do art. 5.º da CF. Conforme leciona Nelson Nery; no âmbito interno do Ministério Público, o princípio do Promotor Natural incide para restringir os poderes do Procurador-Geral de Justiça de efetuar substituições, designações e

o Juiz ou Tribunal que tem a competência, previamente expressa,

delegações, que devem circunscrever-se aos casos taxativamente enumerados na lei, sendo vedado ao chefe do parquet, em qualquer hipótese, a avocação do caso afeto ao Promotor Natural.

6) Vedação a Juízes e Tribunais de exceção (art. 5.º, XXXVII): A nossa ordem jurídica não admite que sejam criados Tribunais ou designados Juízes especialmente para decidir um caso concreto (Juízes ou Tribunais de exceção). Qualquer tipo de Tribunal de exceção significa um atentado à imparcialidade da Justiça, comprometendo a segurança jurídica.

7) Contraditório e ampla defesa (art. 5.º, LV): Deve-se respeitar o contraditório e a ampla defesa como requisitos para que o devido processo legal seja respeitado. O contraditório é a possibilidade que deve ser assegurada, a quem sofrer uma imputação em juízo, de contraditar essa imputação, ou seja, de apresentar a sua versão dos fatos. A ampla defesa significa que as partes devem ter a possibilidade de produzir todas as provas que entendam necessárias ao esclarecimento dos fatos e ao convencimento do Juiz. Excepcionam-se apenas as provas obtidas por meio ilícito. Há também a garantia do duplo grau de jurisdição, ou seja, a pessoa vencida e inconformada com a decisão tem o direito a uma revisão dessa decisão, que será sempre feita por um juízo colegiado.

Didatismo e Conhecimentocom a decisão tem o direito a uma revisão dessa decisão, que será sempre feita por

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS   8) Isonomia: Deve haver um tratamento isonômico. A

RESUMO PARA CONCURSOS

 

8) Isonomia: Deve haver um tratamento isonômico. A isonomia entre as partes decorre de um princípio disposto na CF. Todos

os órgãos públicos deverão dar tratamento isonômico para as partes (Exemplo: Se o Juiz dá o direito a uma das partes de apresentar uma outra prova, ele deverá, obrigatoriamente, dar o mesmo direito à outra parte).

9) Motivação das decisões: Toda a decisão judicial deverá ser motivada, visto que uma decisão sem motivação desobedece ao devido processo legal e será considerada inválida.

 

10) Publicidade: O Juiz deve dar publicidade de todas as decisões que ele proferir e todos os atos serão públicos.

 

11) Segurança em Matéria Penal: Quando se trata de segurança em matéria penal, a CF tomou mais cuidado, tendo em vista

a competência punitiva do Estado. Essa competência punitiva tem, entretanto, limites, visto que a aplicação da pena vai restringir a liberdade física de locomoção e que os demais direitos têm ligação estreita com o direito à liberdade de locomoção. A pena somente poderá ser aplicada se estiver prevista anteriormente em lei e na forma prevista em lei, seguindo um procedimento específico também previsto em lei. A aplicação da pena, portanto, está vinculada à disposição legal.

12) Princípios processuais gerais: Os princípios processuais gerais estão presentes na matéria penal, ou seja, deverão sempre ser aplicados.

 

a)

Princípio da estrita legalidade penal (art. 5.º, XXXIX): A CF dispõe sobre o princípio genérico da legalidade. Em determinados

campos, entretanto, a CF tem o cuidado de reforçá-lo, aplicando-o especificamente a cada área. Esse é, então, o princípio da estrita legalidade. Para que o comportamento seja punido pelo Estado, se o crime estiver descrito em lei e se essa lei for anterior ao comportamento ilícito, somente poderá ser aplicada a pena que a lei estabelecer.

 

b)

Princípio da irretroatividade (exceção, art. 5.º, XL): Há um reforço nessa idéia quando se trata de matéria penal. O próprio

Direito Penal, entretanto, excepciona esse princípio, ou seja, há a possibilidade de retroatividade da lei no tempo para beneficiar o réu.

 

Existem algumas outras garantias previstas na CF/88, quais sejam:

Princípio da incomunicabilidade da pena: A pena não

pode passar da pessoa do criminoso. A CF prevê somente uma

hipótese de comunicabilidade da pena, que é o caso de indenização, quando os sucessores respondem por ela até o quinhão da herança (inc. XLV);

 

Garantia de que determinado tipo de pena não será aplicada: Há limitação à própria atividade do Estado. Existem penas que

o

legislador não poderá cominar, quais sejam: pena de morte, pena de caráter perpétuo, pena de trabalho forçado, pena de banimento

e

penas cruéis. A pena será cumprida em estabelecimentos distintos, assegurando a divisão por sexo, idade e gravidade do delito;

 

Princípio do Juiz natural: Ninguém poderá ser sentenciado nem preso senão pela autoridade competente;

 

Princípio da presunção de inocência: Todos são inocentes até que se prove o contrário. Ninguém será considerado culpado

até o trânsito em julgado da sentença. Somente poderá ser preso aquele que for pego em flagrante ou tiver ordem escrita fundamentada pela autoridade judiciária competente.

 

DIREITO A PROPRIEDADE

 

O inc. XXIII do art. 5.º da Constituição Federal dispõe que a propriedade atenderá à sua função social, demonstrando que o

conceito constitucional de propriedade é mais amplo que o conceito definido pelo Direito privado. O Direito Civil trata das relações civis e individuais pertinentes à propriedade, a exemplo da faculdade de usar, gozar e dispor de bens em caráter pleno e exclusivo, direito esse oponível contra todos, enquanto a Constituição Federal sujeita a propriedade às limitações exigidas pelo bem comum.

Impõe à propriedade um interesse social que pode até mesmo não

coincidir com o interesse do proprietário.

 

Passamos agora à análise individual de todos os incisos do artigo 5º da Constituição Federal:

 

TÍTULO II Dos Direitos e Garantias Fundamentais CAPÍTULO I DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Artigo 5º - Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos

 

brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

Didatismo e Conhecimentoa inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS artigo 5º da Constituição da República Federativa do

RESUMO PARA CONCURSOS

artigo 5º da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 pode ser caracterizado como um dos mais importantes

razão de que o mesmo apresenta, em seu bojo, a proteção dos bens

jurídicos mais importantes para os cidadãos, quais sejam: vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. Tais bens jurídicos, taxados de invioláveis, não são passíveis de transação, possuem o caráter de indisponibilidade e impenhorabilidade.

relatividade. Isso decorre não somente pelo fato de que tais bens

O

constantes do arcabouço jurídico brasileiro. Tal fato se justifica em

Todavia, os mesmos não são absolutos, possuindo caráter de

jurídicos são indispensáveis ao cidadão, mas também das características dos direitos humanos. É importante salientar que além de serem caracterizados como direitos fundamentais, tais bens jurídicos possuem a característica de serem considerados como direitos humanos.

Um exemplo acerca da relatividade da aplicação desses bens jurídicos está disposto no próprio bem jurídico vida. Como é possível perceber há existência de alguns institutos jurídicos que permitem atos atentatórios contra a vida, que, em tese, não são punidos.

dispostas no Código Penal. São excludentes da antijuridicade: a

Pode-se citar como exemplo, as excludentes da antijuridicidade,

legítima defesa, o estado de necessidade, o exercício regular de um direito e o estrito cumprimento do dever legal.

Ademais, outro exemplo estabelecido pela própria Constituição da República Federativa do Brasil está disposto no artigo 84, XIX, onde demonstra ser possível a aplicabilidade da pena de morte. Assim, uma grande característica desses bens jurídicos, taxados como direitos fundamentais e humanos, é a relatividade dos mesmos. Outrossim, o referido artigo apresenta outros bens jurídicos, como a liberdade, igualdade, segurança e propriedade.

É

importante salientar que o caput do artigo 5º da CF 88 garante tanto aos brasileiros como aos estrangeiros a inviolabilidade dos

direitos a vida, liberdade, igualdade, segurança e propriedade. Desta maneira, tantos os brasileiros natos ou naturalizados, como os estrangeiros residentes no Brasil, possuem os bens jurídicos supracitados abarcados pelo Constituição Federal. Todavia, existe uma corrente na doutrina brasileira que admite a inviolabilidade dos bens jurídicos citados aos estrangeiros que estejam provisoriamente ou de passagem pelo nosso país. Assim, de acordo com essa corrente, seria perfeitamente possível a um estrangeiro que estivesse de passagem por nosso país e viesse a sofrer coação em seu direito de locomoção, impetrar o remédio constitucional denominado de habeas corpus.

I- homens e mulheres são iguais em

direitos e obrigações, nos termos desta Constituição;

O

inciso supracitado traz, em seu bojo, um dos princípios mais importantes existentes no ordenamento jurídico brasileiro, qual

seja, o princípio da isonomia ou da igualdade. Tal princípio igualou os direitos e obrigações dos homens e mulheres, todavia, permitindo as diferenciações realizadas nos termos da Constituição.

O

II- ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

inciso supracitado contém em seu conteúdo o princípio da legalidade. Tal princípio tem por escopo explicitar que nenhum

cidadão será obrigado a realizar ou deixar de realizar condutas que não estejam definidas em lei. Todavia, quando analisamos o princípio da legalidade sob a ótica do administrador público, o entendimento é diverso. O princípio da legalidade que rege a conduta do administrador explicita que o mesmo só poderá tomar decisões e realizar condutas que estejam abarcadas por lei, sob pena de responsabilização.

O

III- ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante;

inciso em questão garante que nenhum cidadão será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degradante. Tal

assertiva se alicerça no fato de que o sujeito que cometer tortura estará cometendo crime tipificado na Lei nº 9455/97. Cabe ressaltar,

ainda, que a prática de tortura caracteriza-se como crime inafiançável e insuscetível de graça ou anistia. Não obstante as características anteriormente citadas, o crime de tortura ainda é considerado hediondo, conforme explicita a Lei nº 8072/90. Crimes hediondos são

aqueles considerados como repugnantes, de extrema gravidade,

os quais a sociedade não compactua com a sua realização. São

exemplos de crimes hediondos: tortura, homicídio qualificado, estupro, atentado violento ao pudor, extorsão mediante seqüestro, dentre outros.

IV- é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

Este inciso garante a liberdade de manifestação de pensamento, até como uma resposta à limitação desses direitos no período da ditadura militar. Não somente por este inciso, mas por todo o conteúdo, que a Constituição da República Federativa de 1988 consagrou-se como a “Constituição Cidadã”. Um ponto importante a ser citado neste inciso é a proibição do anominato. Cabe ressaltar que a adoção de eventuais pseudônimos não afetam o conteúdo deste inciso, mas tão somente o anominato na manifestação do pensamento.

Didatismo e Conhecimentopseudônimos não afetam o conteúdo deste inciso, mas tão somente o anominato na manifestação do pensamento.

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DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO

DIREITO CONSTITUCIONAL E PREVIDENCIÁRIO RESUMO PARA CONCURSOS V- é assegurado o direito de resposta, moral ou

RESUMO PARA CONCURSOS

V- é assegurado o direito de resposta, moral ou à imagem;

proporcional ao agravo, além da indenização por dano material,

O referido inciso traz, em seu bojo, uma norma assecuratória de direitos fundamentais, onde se encontra assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da indenização correspondente ao dano causado. Um exemplo corriqueiro da aplicação deste inciso encontra-se nas propagandas partidárias, quando um eventual candidato realiza ofensas ao outro. Desta maneira, o candidato ofendido possui o direito de resposta proporcional à ofensa, ou seja, a resposta deverá ser realizada nos mesmos parâmetros que a ofensa. Assim, se a resposta deverá possuir o mesmo tempo que durou a ofensa, deverá ocorrer no mesmo veículo de comunicação em que foi realizada a conduta ofensiva. Não obstante, o horário obedecido para a resposta deverá ser o mesmo que o da ofensa. Em que pese haja a existência do direito de resposta proporcional ao agravo, ainda há possibilidade de ajuizamento de ação de indenização por danos materiais, morais ou à imagem. Assim, estando presente a conduta lesiva, que tenha causando um resultado danoso e seja provado o nexo de causalidade com o eventual elemento subjetivo constatado, ou seja, a culpa, demonstra-se medida de rigor, o arbitramento de indenização ao indivíduo lesado.

VI-

é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos

religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção ao locais de culto e a suas liturgias;

Este inciso demonstra a liberdade de escolha da religião pelas pessoas. Não obstante, a segunda parte do mesmo resguarda a

liberdade de culto, garantindo, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e liturgias. Existem doutrinadores que entendem que

a liberdade expressa neste inciso é absoluta, inexistindo qualquer

posicionamento. Tal fato se justifica com a adoção de um simples exemplo. Imaginemos que uma determinada religião utiliza em

seu culto, alta sonorização, que causa transtornos aos vizinhos do

tutelados. O primeiro que diz respeito à liberdade de culto e o segundo, referente ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, explicitado pelo artigo 225 da CF 88. Como é possível perceber com a alta sonorização empregada, estamos diante de um caso de poluição sonora, ou seja, uma conduta lesiva ao meio ambiente. Curiosamente, estamos diante de um conflito entre a liberdade de culto e o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, ambos direitos constitucionalmente expressos. Como solucionar tal conflito? Essa antinomia deverá ser solucionada através da adoção do princípio da cedência recíproca, ou seja, cada direito deverá ceder em seu campo de aplicabilidade, para que ambos possam conviver harmonicamente no ordenamento jurídico brasileiro. Desta maneira, como foi possível perceber a liberdade de culto não é absoluta, possuindo, portanto, caráter relativo, haja vista a existência de eventuais restrições ao exercício de tal direito consagrado.