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ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA BIZU AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA BIZU AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL 01: ORÇAMENTO PÚBLICO: PLANO PLURIANUAL – PPA, LEI

01: ORÇAMENTO PÚBLICO: PLANO PLURIANUAL – PPA, LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO E LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA BIZU AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL 01: ORÇAMENTO PÚBLICO: PLANO PLURIANUAL – PPA, LEI

Caro estudante, FUTURO COLEGA – Agente de Polícia Federal,

Este material foi elaborado especialmente para você, que irá se

submeter à prova de Agente de Polícia Federal. Nele você encontra um

verdadeiro “bizu” dos principais assuntos que o Cespe poderá cobrar no concurso.

Não é hora para nos prolongarmos com extensas explicações sobre o conteúdo programático. O objetivo aqui é fazer você lembrar pontos importantes do programa.

Sucesso em sua jornada! Bons estudos.

Atenção! Caso queira aprimorar seus conhecimentos através da prática (resolução de exercícios), em dezembro de 2011 lançamos o livro pela Editora Campus Elsevier, Série Questões. Possui 650 questões resolvidas e comentadas, todas de concursos recentes.

Observe:

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA BIZU AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL 01: ORÇAMENTO PÚBLICO: PLANO PLURIANUAL – PPA, LEI

ORÇAMENTO PÚBLICO

Importante! O PPA, a LDO e a LOA são instrumentos de planejamento de utilização obrigatória por todos os entes da Federação (União, Estados, Distrito Federal e Municípios).

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Uma observação importante! O PPA e a LDO (art. 165, incisos I e II da CF) são inovações da CF/88.

Cuidado! Ainda hoje existem questões de concursos mencionando o termo “Plano Plurianual de Investimentos” como se fosse o Plano Plurianual. Está errado! O PPA é inovação da CF/88 e é diferente do PPI.

Fique atento! A LDO é inovação da CF/88.

Atenção! A Constituição Federal

prevê que

as

Leis

de

iniciativa do

Poder Executivo estabelecerão

os

seguintes

instrumentos

de

planejamento da administração pública (art. 165, incisos I, II e III e §

4º).

Plano Plurianual – PPA (art. 165, I - CF);

Lei de Diretrizes Orçamentárias – LDO (art. 165, II – CF);

Lei Orçamentária Anual – LOA (art. 165, III – CF);

Planos e programas nacionais, regionais e setoriais (art. 165, § 4º - CF).

Atenção! Existe apenas um orçamento, uma única peça orçamentária, uma única Lei Orçamentária Anual. Princípio da UNIDADE.

O PPA, a LDO e a LOA representam os pilares básicos do planejamento

na administração pública brasileira dos Entes da respectivos Poderes.

Federação e seus

INICIATIVA DOS PROJETOS DE LEI (PPA, LDO E LOA): Todos os instrumentos de planejamento obedecem ao princípio da legalidade, são votados como lei, portanto, os encaminhamentos de seus projetos de lei ao Congresso Nacional são de iniciativa privativa do Presidente da República (art. 84, inciso XXIII, da CF).

Atenção! Muito importante! A Constituição Federal veda a edição de

Medida Provisória

sobre: planos plurianuais, diretrizes orçamentárias,

orçamentos anuais e créditos adicionais suplementares (art. 62, § 1º, I, d).

PLANO PLURIANUAL – PPA

O Plano Plurianual é o planejamento estratégico de

médio prazo
médio prazo

da

Administração Pública e tem por finalidade estabelecer de forma

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regionalizada as

diretrizes ,
diretrizes ,
objetivos
objetivos

e

metas
metas

(DOM)

da

administração pública federal para as despesas de capital e outras delas decorrentes e para aquelas relativas aos programas de duração continuada.

(DOM) é processo de “decoreba”

D

(diretrizes) O (objetivos)

M

(metas). É assim mesmo! Concursando(a) tem que procurar formas de

assimilação!

Encaminhamento do PPA: É competência do Chefe do Poder Executivo encaminhar ao Legislativo no prazo máximo de quatro meses antes do encerramento do primeiro exercício financeiro do mandato, o PPA, ou seja, o Executivo deve cumprir tal obrigação legal em até 31 de agosto.

Devolução do PPA: O Poder Legislativo deverá devolvê-lo ao chefe do Executivo, para sanção ou veto, até o encerramento da sessão legislativa (art. 35, § 2º, inciso I, – Ato das Disposições Constitucionais Transitórias – ADCT, da CF) – 22/12.

A vigência do PPA NÃO coincide com a do mandato presidencial!

LEI DE DIRETRIZES ORÇAMENTÁRIAS – LDO

A LDO é criação da Constituição de 1988. O Presidente da República deve enviar o projeto anual de LDO até oito meses e meio antes do encerramento do exercício financeiro. O Congresso Nacional deverá devolvê-lo para sanção até o encerramento do primeiro período da sessão legislativa, que não será interrompida sem a aprovação do projeto (art. 57, § 2º da CF).

O que a LDO estabelece? A LDO Compreende as

metas
metas

e

prioridades
prioridades

(MP) da administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício financeiro subseqüente. Orienta a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as alterações na legislação tributária e estabelecerá sobre a política de aplicação das agências financeiras oficiais de fomento.

LEI ORÇAMENTÁRIA ANUAL – LOA

A

LOA

tem

por finalidade a concretização dos

objetivos e metas

estabelecidos no Plano Plurianual. É o que poderíamos chamar de

orçamento por excelência ou orçamento propriamente dito.

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Lei nº 4.320/64:

Art. 2° A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade.

Objetivo e finalidade da lei de orçamento: É na lei orçamentária que o governo prevê a arrecadação de receitas e fixa a realização de despesas para o período de um ano e o Poder Legislativo lhe autoriza, através de LEI, a execução das despesas destinadas ao funcionamento da “máquina administrativa”.

Atenção! Muito importante! Nenhuma proposta orçamentária, nem mesmo a do Poder Legislativo, pode ser encaminhada diretamente ao Congresso Nacional. Essa competência é, conforme a CF/88, privativa do Presidente da República (art. 84, Inciso XXIII, da CF). Para a doutrina, a competência é exclusiva e vinculada.

Questionamento importante! Caso o Presidente da República se omita, deixando de encaminhar a proposta orçamentária ao Congresso Nacional, pode, qualquer parlamentar, apresentar essa proposta?

Não, essa competência conforme a CF/88 é privativa do Presidente da República.

Qual é o conteúdo da LOA? A LOA conterá a discriminação da receita

e despesa de forma a evidenciar a política econômico-financeira

e

o

programa de governo, obedecidos aos princípios de unidade, universalidade e anualidade (art. 2º, da Lei nº 4.320/64) .

ENCAMINHAMENTO E VIGÊNCIA DA LOA

O Encaminhamento do projeto de lei orçamentária anual, ao Legislativo, será da competência privativa do Chefe do Poder Executivo. Deverá ser encaminhado até quatro meses antes do encerramento do exercício financeiro e devolvido para sanção até o encerramento da sessão legislativa (art. 35, § 2º, inciso III, do ADCT – CF).

LIMITAÇÕES

CONSTITUCIONAIS

ÀS

EMENDAS

DOS

PARLAMENTARES

 

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O § 2º do art. 166 da CF prevê que as emendas serão apresentadas na comissão mista, que sobre elas emitirá parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo Plenário das duas Casas do Congresso Nacional.

Já o § 3º do art. 166 da CF estabelece que as emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o modifiquem somente podem ser aprovadas caso:

Sejam

compatíveis

com

o

plano

plurianual e

com

a

lei

de

diretrizes

orçamentárias;

 

Indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:

  • a) dotações para pessoal e seus encargos;

 
  • b) serviço da dívida;

 
  • c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e Distrito

Federal; ou

Sejam relacionadas:

 
  • a) com a correção de erros ou omissões; ou

 
  • b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.

Na LOA existem os seguintes tipos de orçamentos: Fiscal, da seguridade social e o de investimentos das estatais.

Os orçamentos Fiscal e da seguridade social tem por finalidade reduzir as desigualdades inter-regionais segundo o critério populacional.

02: SISTEMA INTEGRADO DE ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA DO GOVERNO FEDERAL – SIAFI - SISTEMA INTEGRADO DE DADOS

ORÇAMENTÁRIOS – SIDOR

 

O Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) é um sistema informatizado que tem por finalidade contabilizar e controlar toda a execução orçamentária, financeira e patrimonial da União em tempo real.

O SIAFI encontra-se interligado por teleprocessamento entre os órgãos do Governo Federal distribuídos em todo o País e no exterior.

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O

siafi

está

estruturado

da

seguinte

forma:

SISTEMA

21 SUBSISTEMAS e MÓDULOS.

 

Importante! Quais são os objetivos do siafi?

 

Prover mecanismos adequados ao controle diário da

execução

orçamentária, financeira e patrimonial aos órgãos da Administração Pública;

Fornecer meios para agilizar a programação financeira, otimizando a utilização dos recursos do Tesouro Nacional, através da unificação dos recursos de caixa do Governo Federal;

Permitir que a contabilidade pública seja fonte segura e tempestiva de informações gerenciais destinadas a todos os níveis da Administração Pública Federal;

Padronizar métodos e rotinas de trabalho relativas à gestão dos recursos públicos, sem implicar rigidez ou restrição a essa atividade, uma vez que ele permanece sob total controle do ordenador de despesa de cada unidade gestora;

Permitir o controle

da dívida

transferências negociadas;

interna e externa,

bem como o das

Integrar

e compatibilizar as

informações no

âmbito do Governo

Federal;

Permitir o acompanhamento

e a avaliação do uso dos recursos

públicos; e

Proporcionar a transparência dos gastos do Governo Federal.

Não esquecer! O fundamento lógico do Siafi é o evento. O evento possibilita que os servidores executem a contabilidade pública de forma padronizada em todo território nacional, evitando disfunções, disparidades, erros ou enganos.

A

segurança do

Sistema tem

por

base

os

seguintes princípios e

instrumentos:

 

Sistema de Segurança, Navegação e Habilitação do SIAFI – SENHA que permite a autorização de acesso aos dados do SIAFI, estabelecendo diferentes níveis desse acesso às suas informações;

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Instrumentos de segurança:

Senha.

Conformidade Contábil;

Conformidade de Registro de Gestão;

Conformidade de Operadores;

Conformidade de Documental;

Identificação das Operações do Usuário;

Integridade e Fidedignidade dos Dados;

Inalterabilidade dos Documentos. O SIAFI permite que as UG, na efetivação dos registros da execução orçamentária, financeira e patrimonial o acessem de forma "on line" ou "off line".

A forma de acesso "on line" caracteriza-se pelo fato de:

Todos os documentos orçamentários, financeiros e patrimoniais das UGs serem emitidos diretamente pelo sistema;

A forma de acesso "off line" caracteriza-se pelo fato de:

As disponibilidades financeiras das Unidades serem individualizadas em conta corrente bancária e não compõem a conta única;

A UG emitir seus documentos orçamentários, financeiros e

patrimoniais

previamente

à

introdução

dos

respectivos

dados

no

sistema;

A UG não insere os dados relativos aos seus documentos no sistema. Essa tarefa é realizada através de outra unidade, denominada Pólo de Digitação.

O SIAFI permite aos Órgãos a sua utilização nas modalidades total ou parcial.

03 – RECEITA PÚBLICA

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A

receita

sob

o

enfoque

patrimonial

ocorre

quando

um

fato

administrativo ocasiona acréscimo no patrimônio líquido.

De acordo com o Manual da Receita Nacional, Receita pelo enfoque orçamentário são todos os ingressos disponíveis para cobertura de despesas orçamentárias e operações que, mesmo não havendo ingresso de recursos, financiam despesas orçamentárias.

Receita Orçamentária: são ingressos de recursos financeiros que se incorporam definitivamente ao patrimônio público, pois pertencem à entidade que o recebe.

Receita Extraorçamentária: são ingressos de recursos financeiros que NÃO se incorporam definitivamente ao patrimônio, pois NÃO pertencem à entidade que o recebe. São recursos que estão apenas momentaneamente transitando pelo patrimônio e serão oportunamente restituídos ao seu proprietário.

Receita Derivada: é a receita que deriva do poder coercitivo do estado, sendo oriunda, portanto, do patrimônio da sociedade. O governo exerce a sua competência ou o poder de tributar os rendimentos e o patrimônio da população.

Receita Originária: é a receita proveniente da atividade privada do Estado, ou seja, obtida através da exploração de seu próprio patrimônio, venda de produtos ou da prestação de serviços.

Receita Efetiva: aquela que, no momento do seu reconhecimento, aumenta a situação líquida patrimonial da entidade. Sua arrecadação constitui-se em fato contábil modificativo aumentativo.

Receita Não Efetiva:

é

aquela que

não

altera a situação líquida

patrimonial no momento do seu reconhecimento, constituindo fato

contábil

permutativo.

Neste

caso,

além

da

receita orçamentária

arrecadada registra-se, de forma concomitante, conta de variação passiva para anular o efeito dessa receita sobre o patrimônio líquido da entidade.

CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA DA RECEITA

RECEITA CORRENTE: São as receitas tributárias, de contribuições, patrimonial, agropecuária, industrial, de serviços e outras e, ainda, as provenientes de recursos financeiros recebidos de outras pessoas de

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direito público ou privado, quando destinadas a atender despesas classificáveis em Despesas Correntes.

RECEITA DE CAPITAL: São as receitas provenientes da realização de recursos financeiros oriundos de constituição de dívidas; da conversão, em espécie, de bens e direitos; recursos recebidos de outras pessoas de direito público ou privado, destinados a atender despesas classificáveis em Despesas de Capital e, ainda, o superávit do Orçamento Corrente.

ADMINISTRAÇÃO FINANCEIRA ORÇAMENTÁRIA BIZU AGENTE DE POLÍCIA FEDERAL direito público ou privado, quando destinadas a atender

RECEITA INTRAORÇAMENTÁRIA: São ingressos oriundos de operações realizadas entre órgãos e demais entidades da Administração Pública integrantes do orçamento fiscal e da seguridade social de uma mesma esfera de governo.

ETAPAS DA RECEITA PÚBLICA

A 4ª edição do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público e o Manual Técnico de Orçamento 2012 informam as seguintes etapas da receita:

1ª Planejamento

ser auferida.

Confecção do orçamento: previsão da receita a

2ª Execução A. Lançamento B. Arrecadação C. Recolhimento.

LANÇAMENTO: O lançamento consiste no procedimento administrativo onde se verifica a procedência do crédito fiscal, quem é o devedor e quando ele deverá cumprir sua obrigação de pagamento.

ARRECADAÇÃO: A

arrecadação

ocorre

no

momento

em

que

o

contribuinte ou devedor efetua o pagamento. Assim, a arrecadação

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consiste na entrega realizada pelos contribuintes ou devedores aos agentes arrecadadores autorizados pelo ente, dos recursos devidos ao Tesouro Nacional.

RECOLHIMENTO: O recolhimento ocorre no momento em que o agente arrecadador transfere o recurso ao ente. Assim, o recolhimento da receita consiste na transferência dos valores arrecadados à conta específica do Tesouro responsável pela administração e controle da arrecadação e programação financeira, observando-se o Princípio da Unidade de Caixa, representado pelo controle centralizado dos recursos arrecadados em cada ente da Federação.

DÍVIDA ATIVA

Dívida ativa refere-se a

valores a receber, créditos

a

favor do

ente

estatal que não foram cumpridos pelos devedores nos prazos estipulados. São dívidas de terceiros perante a Fazenda Pública, não quitadas no prazo devido.

Dívida Ativa são créditos da Fazenda Pública, de natureza tributária ou não tributária, exigíveis pelo transcurso do prazo para pagamento e que, devido a inadimplência, foram inscritos como Dívida Ativa, após apurada a sua liquidez e certeza.

Na União, cabe a inscrição de seus créditos em dívida ativa, de natureza tributária ou não tributária, à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional – PGFN, órgão atualmente subordinado técnica e juridicamente à Advocacia-Geral da União.

05 – DESPESA PÚBLICA

Despesa, para fins de registro das transações pela contabilidade pública, ocorre quando há desembolso de recurso financeiro, qualquer que seja.

Lembre-se! A contabilidade pública reconhece a receita e a despesa patrimonial pelo regime de competência.

RECONHECIMENTO DA DESPESA SOB O ENFOQUE PATRIMONIAL:

ocorre quando o fato administrativo provoca decréscimo de valor no patrimônio líquido, excluídos os que sejam provenientes de distribuição

de riqueza aos proprietários da entidade.

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RECONHECIMENTO DA

DESPESA

SOB

O

ENFOQUE

ORÇAMENTÁRIO: ocorre com a utilização do crédito orçamentário, ou

seja, com o empenho da despesa.

ORÇAMENTÁRIA X EXTRAORÇAMENTÁRIA

Despesa Orçamentária: é a despesa decorrente da execução do orçamento público em curso, podendo estar autorizada na lei orçamentária anual originalmente sancionada ou em leis específicas que modificam esse orçamento.

Despesa Extraorçamentária: é a despesa que

não consta

na

lei

orçamentária anual em curso nem em leis específicas que tratam desse

orçamento.

EFETIVA X NÃO-EFETIVA

Despesa Efetiva: aquela que, no momento da sua realização, reduz a situação líquida patrimonial da entidade. Constitui fato contábil modificativo diminutivo (MCASP, Parte I, 4ª edição).

Despesa Não-Efetiva: aquela que, no momento da sua realização, não reduz a situação líquida patrimonial da entidade e constitui apenas um fato contábil permutativo. Neste caso, além da despesa orçamentária, registra-se concomitantemente conta de variação aumentativa para anular o efeito dessa despesa sobre o patrimônio líquido da entidade (MCASP, Parte I, 4ª edição).

CLASSIFICAÇÃO ECONÔMICA DA DESPESA

A Lei nº 4.320/64 estabelece que as despesas são divididas em:

DESPESAS

Correntes

CORRENTES:

Despesas

de

Custeio

e

Transferências

DESPESAS DE CAPITAL: Investimentos, Inversões Financeiras e Transferências de Capital.

Despesas Correntes: são aquelas que não contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. Normalmente (não é sempre) a despesa corrente coincide com a despesa efetiva, entretanto, também existem despesas correntes não-efetivas.

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Despesas de Capital: são aquelas que contribuem, diretamente, para a formação ou aquisição de um bem de capital. Normalmente (não é sempre), a despesa de capital coincide com a despesa não-efetiva, entretanto, também há despesa de capital efetiva.

ETAPAS DA DESPESA PÚBLICA

1ª. Planejamento: Confecção do orçamento com a fixação da despesa, como também adoção dos demais procedimentos que possibilitam a execução da despesa, quais sejam: programação e descentralização de créditos orçamentários e financeiros

A. Fixação da despesa: O governo estima a receita, prevê o quanto irá

arrecadar

no

exercício financeiro e, do outro

lado,

fixa

a

despesa,

baseado

na

projeção da receita

e nas ações governamentais que

demandam execução.

B. Descentralizações de créditos orçamentários: Depois de aprovada a Lei Orçamentária Anual pelo poder Legislativo, sancionada pelo chefe do Executivo e adotados os procedimentos da SOF, a despesa orçamentária estará finalmente em condições de ser executada através de descentralizações.

As

descentralizações

denominações:

de

créditos

orçamentários possuem duas

Provisão: descentralização interna; quando a descentralização envolver unidades gestoras de um mesmo órgão.

Destaque: descentralização externa; quando a movimentação de crédito orçamentário ocorrer entre unidades gestoras de órgãos ou entidades de estrutura diferente.

C. Programação orçamentária e financeira: Efetuar programação orçamentária e financeira é planejar orçamentária e financeiramente a execução da despesa, tendo como base os fluxos de pagamento e recebimento.

A

movimentação

de

denominações:

recursos

financeiros

possui

as seguintes

Cota: liberação de recurso financeiro do órgão central (STN) para o Ministério, Órgão ou Entidade.

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Repasse: importância que a unidade orçamentária transfere a outro Ministério, Órgão ou Entidade. Está associado ao Destaque (movimentação de recursos orçamentários).

Sub-Repasse: movimentação interna de recursos financeiros;

importância que a unidade orçamentária transfere para outra unidade

orçamentária ou administrativa do mesmo Ministério, Órgão

ou

Entidade.

Está associado à Provisão (movimentação de recursos

orçamentários).

2ª. Execução A. Empenho B. Liquidação C. Pagamento.

EMPENHO: O empenho é exatamente o momento em que o Estado utiliza os recursos orçamentários recebidos, pois contratou bens ou

serviços com terceiros,

devendo

indicar nesta

fase quem

será

o

favorecido do futuro pagamento. É o ato emanado de autoridade competente que cria para o Estado obrigação de pagamento pendente ou não de implemento de condição (art. 58 da Lei nº 4.320/64).

MODALIDADES OU TIPOS DE EMPENHO

ORDINÁRIO: despesas de valor previamente conhecido; pagamento ocorrerá de uma só vez.

ESTIMATIVO: despesas de valor não previamente conhecido (valor estimado); em geral os pagamentos são parcelados, mas poderão ocorrer pagamento de uma só vez.

GLOBAL: despesas de valor previamente conhecido; pagamentos serão parcelados.

PRÉ-EMPENHO: Atualmente, na União, se encontra em aplicação a sistemática do pré-empenho. A finalidade do pré-empenho é reservar o crédito orçamentário enquanto o órgão finaliza o procedimento licitatório.

LIQUIDAÇÃO: consiste na verificação do direito adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos comprobatórios do respectivo crédito (art. 63, Lei nº 4.320/64).

Art.

63.

A

liquidação

da

despesa consiste na verificação do

direito

adquirido pelo credor tendo por base os títulos e documentos

comprobatórios do respectivo crédito.

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§ 1° Essa verificação tem por fim apurar:

I - a origem e o objeto do que se deve pagar; II - a importância exata a pagar;

  • III - a quem se deve pagar a importância, para extinguir a obrigação.

§ 2º A liquidação da despesa por fornecimentos feitos ou serviços prestados terá por base:

I - o contrato, ajuste ou acordo respectivo; II - a nota de empenho;

  • III - os comprovantes da entrega de material ou da prestação efetiva do

serviço.

PAGAMENTO: O pagamento é o terceiro e último estágio da execução da despesa.

Lei 4.320/64:

Art. 62. O pagamento da despesa só será efetuado quando ordenado após sua regular liquidação.

Art. 64. A ordem de pagamento é o despacho exarado por autoridade competente, determinando que a despesa seja paga.

Parágrafo único. A ordem de pagamento só poderá ser exarada em documentos processados pelos serviços de contabilidade.

06 - SUPRIMENTO DE FUNDOS, RESTOS A PAGAR E DESPESAS DE

EXERCÍCIOS ANTERIORES

 

REGIME DE ADIANTAMENTO OU SUPRIMENTO DE FUNDOS:

Suprimento de fundos ou regime de adiantamento de numerário é o procedimento utilizado pela administração pública que consiste na entrega de dinheiro a um servidor para o pagamento de eventuais despesas “miúdas” de pronto pagamento.

CARTÃO DE PAGAMENTO DO GOVERNO FEDERAL

O Cartão de Pagamento do Governo Federal (CPGF), ou Cartão de Crédito Corporativo do Governo Federal, é um meio de pagamento que proporciona à administração pública Federal mais agilidade e modernidade na gestão de recursos, além de um controle mais apurado sobre os recursos públicos.

O Cartão de Pagamento do Governo Federal funciona como um cartão de crédito. Atenção! Não é cartão de débito, mas sim crédito.

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VEDAÇÕES PARA CONCESSÃO DO SUPRIMENTO DE FUNDOS

Decreto nº 93.872/86:

  • a) a responsável por dois suprimentos;

  • b) a servidor que tenha a seu cargo e guarda ou a utilização do material

a adquirir, salvo quando não houver na repartição outro servidor;

  • c) a responsável por suprimento de fundos que, esgotado o prazo, não

tenha prestado contas de sua aplicação; e

  • d) a servidor declarado

em

inquérito administrativo.

alcance ou

que

esteja respondendo a

RESTOS A PAGAR

Lei 4.320/64:

Art. 36. Consideram-se Restos a Pagar as despesas empenhadas mas não pagas até o dia 31 de dezembro distinguindo-se as processadas das não processadas.

Parágrafo único. Os empenhos que

sorvem

a

conta de créditos

com

vigência plurienal, que não tenham sido liquidados, só serão computados como Restos a Pagar no último ano de vigência do crédito.

Restos a Pagar Processados: despesas empenhadas e não pagas no encerramento do exercício que já percorreram a fase de liquidação.

Restos a Pagar Não Processados: despesas empenhadas e não

pagas

no

liquidação.

encerramento do exercício que não percorreram a fase de

Não

esqueça!

Os

restos

a

pagar

processados

não

podem

ser

cancelados, devendo aguardar o pagamento ou a prescrição da dívida.

Lembre-se! Prescreve em cinco anos a dívida passiva relativa aos Restos a Pagar, sejam eles processados ou não processados, contados da data da inscrição.

DESPESAS DE EXERCÍCIOS ANTERIORES

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São despesas que, por competência, pertencem a exercícios pretéritos, todavia, estão sendo pagas no momento presente, à custa do orçamento em curso.

Lei nº 4.320/64:

Art. 37. As despesas de exercícios encerrados, para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio, com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na época própria, bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida e os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício correspondente poderão ser pagos à conta de dotação específica consignada no orçamento, discriminada por elementos, obedecida, sempre que possível, a ordem cronológica.

Importante! Despesas de exercícios anteriores é uma exceção ao Princípio de Contabilidade da Competência.

São despesas cujos fatos geradores ocorreram em exercícios anteriores, não havendo, no presente, recursos do respectivo orçamento (passado) para sanar tal despesa, sendo necessário utilizar os recursos orçamentários e financeiros do orçamento atual.

Portanto, despesas de exercícios anteriores são despesas de exercícios encerrados:

  • a. Para as quais o orçamento respectivo consignava crédito próprio,

com saldo suficiente para atendê-las, que não se tenham processado na

época própria;

  • b. Bem como os Restos a Pagar com prescrição interrompida; e

  • c. Os compromissos reconhecidos após o encerramento do exercício

correspondente.

07

PRINCÍPIOS

ORÇAMENTÁRIOS

E

CONTA

ÚNICA

DO

TESOURO NACIONAL

 

CONTA ÚNICA DO TESOURO NACIONAL

Com o objetivo de atender ao Princípio da Unidade de Caixa (existência de um caixa único) o Governo Federal utiliza-se da Conta Única do Tesouro Nacional, a qual possibilita o controle e fiscalização rigorosos

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sobre o erário, de forma que qualquer ingresso ou saída de recursos financeiros sejam fácil e prontamente identificados.

Tal matéria foi elevada à categoria de norma constitucional em 1988, onde a Carta Magna estabeleceu:

Art. 164, § 3º As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no banco central; as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do Poder Público e das empresas por ele controladas, em instituições financeiras oficiais, ressalvados os casos previstos em lei.

Os recursos de caixa do Tesouro Nacional serão mantidos no Banco do Brasil S.A., somente sendo permitidos saques para o pagamento de despesas formalmente processadas e dentro dos limites estabelecidos na programação financeira.

A operacionalização da Conta Única do Tesouro Nacional será efetuada por intermédio do Banco do Brasil S/A, ou por outros agentes financeiros autorizados pelo Ministério da Fazenda.

PRINCÍPIOS ORÇAMENTÁRIOS

 

Princípio da Unidade: deve existir um único orçamento, uma única peça orçamentária (orçamento uno).

Princípio da Universalidade: todas deverão estar contidas no orçamento.

as

receitas e despesas

Princípio da Anualidade: o orçamento deverá corresponder ao

período de

um

ano,

coincidente com o exercício financeiro, ou seja,

coincidente com o ano civil (1º de janeiro a 31 de dezembro).

 

Princípio

da

Exclusividade:

a

lei

orçamentária anual não

conterá dispositivo estranho

à

previsão

da

receita

e

à

fixação da

despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação de receita, nos termos da lei (§ 8º, art. 165, CF).

Mas existem exceções!

Podem estar contidas na LOA as autorizações para:

• Abertura de créditos suplementares;

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• Contratação de operações de crédito

Contratação de operações de crédito por antecipação de receita orçamentária.

 

Princípio da Legalidade: refere-se à limitação do poder de tributar e a necessidade das peças de planejamento orçamentário serem constituídas na forma de lei (Plano Plurianual - PPA, Lei de Diretrizes Orçamentárias - LDO e Lei Orçamentária Anual - LOA).

Princípio da Publicidade: o orçamento deverá ser público para toda a sociedade. Trata-se de um dos princípios que regem toda a administração pública.

Princípio do Equilíbrio: o

total das

despesas deverá igual ou

menor

do

que

o

total

das

receitas.

Trata-se

de

uma

regra de

austeridade fiscal.

Princípio da Não-Afetação ou Não-Vinculação: as receitas de IMPOSTOS não deverão estar vinculadas, ou seja, não deverão estar previamente destinadas a determinado fim.

Atente para as exceções!

Art. 167. São vedados:

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, ressalvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de saúde, para manutenção e desenvolvimento do ensino e para realização de atividades da administração tributária, como determinado, respectivamente, pelos arts. 198, § 2º, 212 e 37, XXII, e a prestação de garantias às operações de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 8º, bem como o disposto no § 4º deste artigo;

 

Princípio do Orçamento Bruto: as receitas e despesas deverão estar demonstradas no orçamento pelos seus totais, vedada quaisquer deduções.

Princípio da Especificação ou Especialização: informa que as receitas e despesas deverão constar no orçamento devidamente

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identificados, de forma que não haja rubricas “genéricas” ou com “valores globais”, ilimitados ou sem discriminação.

08: CRÉDITOS ADICIONAIS

O que são créditos adicionais? O art. 40 da Lei 4.320/64 conceitua créditos adicionais da seguinte forma:

“Art.40. São créditos adicionais, as autorizações de despesa não computadas ou insuficientemente dotadas na Lei de Orçamento”.

Importante! Guarde bem esse conceito literal/legal!

Os créditos adicionais são classificados em três tipos:

Suplementares;

Especiais;

Extraordinários.

Créditos adicionais suplementares: São os créditos destinados a reforço de dotação orçamentária (art. 41, I, da Lei nº 4.320/64).

Créditos adicionais especiais: são destinados a atender despesas

para

as

quais

não

haja

dotação ou categoria de programação

orçamentária específica na LOA (art. 41, inciso II, da Lei nº 4.320/64).

Visam a atender despesas novas, não previstas na lei orçamentária

anual,

mas que

surgiram

durante a

execução do orçamento. Essa

situação pode ocorrer em função de erros de planejamento (não inclusão da despesa na LOA) ou de novas despesas surgidas durante a execução orçamentária.

Créditos adicionais extraordinários: destinam-se a atender somente despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna ou calamidade pública (art. 167, § 3º da CF e art. 41, inciso III, da Lei nº 4.320/64).

Importante! Os créditos extraordinários, pela urgência que os motiva não necessitam de autorização legislativa prévia para a sua abertura.

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Os créditos

extraordinários

são

abertos

por

medida

provisória

e

submetidos imediatamente ao Poder Legislativo (art. 167, § 3º, c/c art.

62 da CF).

FONTES

DE

ADICIONAIS

RECURSOS

PARA

A

ABERTURA DE CRÉDITOS

Superávit financeiro apurado em balanço patrimonial do exercício

anterior,

encerrado

em 31/12

(art.

43,

§

1º,

inciso

I,

da

Lei

4.320/64).

O superávit financeiro a diferença positiva entre o ativo financeiro e o passivo financeiro, conjugando-se, ainda, os saldos dos créditos adicionais transferidos e as operações de credito a eles vinculadas

Os provenientes de excesso de arrecadação (art. 43, § 1º, inciso II, da Lei nº 4.320/64).

Excesso de arrecadação é o saldo positivo das diferenças acumuladas mês a mês entre a arrecadação prevista e a realizada, considerando-se, ainda, a tendência do exercício.

Os resultantes de anulação parcial ou total de dotações orçamentárias ou de créditos adicionais, autorizados em Lei (art. 43, § 1º, inciso III, da Lei nº 4.320/64);

O

produto de operações

de

credito autorizadas, em forma

que

juridicamente possibilite ao poder executivo realizá-las (art. 43, § 1º, inciso IV, da Lei nº 4.320/64).

Os resultantes da reserva para contingências, estabelecido na LOA (art. 5º, inciso III, alínea b, da LRF).

Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do

projeto

de

lei

orçamentária

anual,

ficarem

sem

despesas

correspondentes,

desde

que

haja

prévia

e

específica

autorização

legislativa (art. 166, § 8º, da CF).

 

Boa sorte!

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