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1 INTRODUÇÃO

Este TCC (Trabalho de Conclusão de Curso) apresenta o estudo da empresa Norpec


Produtos Agropecuários com enfoque específico ao planejamento e aplicação da função
financeira da empresa.
No capítulo um são apresentadas as considerações gerais, bem como a situação que
descreve a problemática do trabalho e a justificativa de aplicá-lo.
No capítulo dois está contido o embasamento teórico do estudo, chamado de revisão
conceitual, onde será utilizado o estudo de vários autores da área referida.
No capítulo três o leitor poderá conhecer melhor a empresa estagiada, através de
uma breve caracterização da empresa, que fornece o histórico e uma descrição básica das
atividades da mesma.
No capítulo quatro encontram-se os procedimentos metodológicos que descrevem
toda a metodologia do trabalho, bem como as técnicas de pesquisa e de análise dos dados
colhidos.
No capítulo cinco deste estudo está a análise dos dados obtidos durante a execução
do estágio na empresa referida, bem como a interpretação das informações, diagnosticando a
situação da empresa diante da abordagem proposta.
No capítulo seis estão as considerações gerais ao TCC, ordenadamente dispostas pela
conclusão, recomendações e limitações do estudo.
Há ainda um apêndice com o roteiro de entrevista aplicado na empresa em questão,
que direcionou a busca das informações, junto ao foco deste estudo: a função financeira.

1.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS

A globalização trouxe para o mercado a necessidade de modernização das empresas.


Investir em tecnologia tornou-se uma questão de sobrevivência para setores comerciais de
todo o mundo. O que muitas empresas não compreendem é que essa necessidade de
modernização vai bastante além de adquirir computadores e informatizar os processos
operacionais. Essa característica abrange também o investimento em capital humano e sua
eficaz aplicação dentro da organização. Para isso se faz necessário um bom planejamento e
controle investigativo dos processos organizacionais.
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O mercado atual não concorre apenas em suas mercadorias e preços, mas com o
ambiente total envolvido nas negociações. O espaço físico da empresa, antigamente não fazia
diferença para o comprador: ele procurava o produto, pagava e saia da loja. Hoje pelo
contrário, a empresa tem a responsabilidade de mostrar a ele um equilibrado clima
organizacional sob o ônus de conquistar ou não este cliente que busca além de consumir,
satisfazer um anseio pessoal em sentir-se agradável no ambiente de negócio.
Esse positivismo, no entanto, só poderá ser transmitido ao cliente se a empresa em
questão estiver com todos os seus processos em ordem. Todos os departamentos precisam
estar fluindo bem em suas funções assim como, interagindo construtivamente entre si.
Conhecer-se é necessário para empresas comerciais.
É bastante satisfatória a posição das empresas que já realizaram um estudo de
viabilidade. Muitas delas, antes de sua abertura, ao efetuar esta análise detectaram a
inviabilidade do investimento e nem chegaram a concretizar-se. Outras já ativas, por sua vez,
ao identificar números negativos, buscaram meios de reinserção no ramo e conseguiram
levantar-se antes que atingissem estados críticos. É por este motivo que o acompanhamento
das atividades de qualquer empresa se faz indispensável, podendo periodicamente,
reorganizar a empresa e seus conflitos diversos.

1.2 SITUAÇÃO PROBLEMÁTICA

A empresa Norpec Produtos Agropecuários apresenta uma característica comum em


pequenas empresas, principalmente as de controle familiar: a centralização de poder.
A maioria das empresas de pequeno porte da região não costuma separar física e
humanamente os setores e funções. A característica de manter um espaço físico reduzido
diminui investimentos, mas pode como conseqüência, acumular funções entre os envolvidos
no processo gerando uma sobrecarga de tarefas e, automaticamente, prejudicando a
produtividade.
Na empresa em questão a tomada de decisões é auxiliada, porém aprovada por uma
única pessoa que é responsável por gerenciar todas as funções da empresa. Essa centralização
de poder leva a empresa ao convívio conjunto de problemas empresariais e pessoais,
principalmente quando se refere à função financeira. As finanças muitas vezes são
confundidas e geram falhas na administração de recursos.
A partir da situação identificada na empresa, levantou-se o seguinte questionamento:
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Como se encontra a aplicabilidade das ferramentas de controle administrativo


financeiro da empresa Norpec Produtos Agropecuários?

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo Geral

Analisar os instrumentos de controle gerenciais financeiros da empresa Norpec


Produtos Agropecuários, situada em Gurupi-TO.

1.3.2 Objetivos Específicos

Estudar os instrumentos utilizados segundo os autores da área financeira;


Mapear os instrumentos de controle gerencial financeiro na empresa;
Comparar o mapeamento dos instrumentos utilizados pela empresa com as teorias
aplicadas a cada um deles.

1.4 JUSTIFICATIVA

A necessidade empresarial de organizar suas finanças tem sido uma das


características mais importantes dentro da organização. É através do departamento financeiro
que a empresa tomará suas principais decisões, tanto de compras, como de investimentos ou
aplicações. Faz-se então, indispensável o acompanhamento da aplicabilidade dos instrumentos
de controle gerenciais financeiros utilizados na organização.
Todos os departamentos na organização dependem de dispêndios financeiros. Não
existe a possibilidade, por exemplo, de colocar em prática um projeto de marketing sem que o
departamento financeiro tenha levantado às possibilidades de investimento disponíveis.
Como é característica em empresas de controle administrativo centralizado e de
caráter familiar, a empresa estagiada, conforme descrito no tópico que se refere à situação
problemática deste TCC apresentou a necessidade de voltar suas atenções ás funções
financeiras. O fato é que as finanças da empresa funcionavam paralelamente aos negócios
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pessoais da direção. Para Gitmam (2002) se o responsável pela administração financeira


respeitar algumas pequenas peculiaridades e tomar as providências cabíveis ao controle
financeiro, ele poderá maximizar os lucros e rendimentos da empresa.
Identificou-se então, a necessidade de total análise dos instrumentos de controle
financeiro feitos pela empresa. A proposta deste estudo concentrou-se em verificar a
aplicabilidade desses instrumentos, bem como mapear as falhas que vem levando a empresa a
essa situação.
Apesar de a empresa não apresentar situação de caos financeiro, a necessidade de
reorganização deste departamento ficou bastante clara, já que a ausência de planejamento
financeiro é a característica que mais tem levado empresas, iniciantes ou não, à situação de
falência.
Esse estudo então, além de buscar beneficiar a empresa, esteve também enriquecendo
o nível de conhecimento do estagiário familiarizando-o à área estudada ao mesmo tempo em
que atende as exigências da grade curricular da instituição de ensino.
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2 REVISÃO CONCEITUAL

A seguir serão apresentadas diversas vertentes de pensamento sobre o assunto


referido ao TCC, partindo do estudo de autores, que tendem a analisar desde a importância do
planejamento até o estudo individual de cada instrumento financeiro relevante para a empresa
estagiada.

2.1 EMPRESAS DE PEQUENO PORTE

Uma das maneiras de registrar uma empresa é por meio do regime societário
individual, que para Coelho (2005) ocorre quando uma pessoa física passa a ser reconhecida
como pessoa jurídica ou sociedade empresária individual. Essa pessoa passa a ter seu nome
vinculado a qualquer atividade da empresa, bem como responde legalmente por ela em
qualquer situação legal passando a identificá-la por uma denominação chamada de Razão
Social. O autor ainda explica que para ser empresário individual:
A pessoa deve estar em pleno gozo de sua capacidade civil. Não tem capacidade
para exercer empresa, portanto, menores de 18 anos não emancipados, ébrios
habituais, viciados em tóxicos, deficientes mentais, excepcionais e os pródigos, e,
nos termos da legislação própria, os índios (COELHO, 2005, p.21).

Outro fator contábil legal relevante a esse estudo é sua classificação fiscal. Essa
classificação empresarial pode ser alterada periodicamente dependendo dos valores de
faturamento em questão. Um dos enquadramentos empresariais é o reconhecimento legal
como Empresa de Pequeno Porte ou apenas Pequena Empresa. Essa classificação é
confirmada pelo decreto 5.028 de 31 de março de 2004, disponível no site do Planalto-
Presidência da República (2008), em seu II inciso, ao legislar que recebe a denominação de:
Empresa de pequeno porte, a pessoa jurídica e a firma mercantil individual que, não
enquadrada como microempresa, tiver receita bruta anual superior a R$ 433.755,14
(quatrocentos e trinta e três mil, setecentos e cinqüenta e cinco reais e quatorze
centavos) e igual ou inferior a R$ 2.133.222,00 (dois milhões, cento e trinta e três
mil, duzentos e vinte e dois reais).

Toda empresa, de qualquer ramo de atividade, segue à mesma legislação,


obedecendo assim distintamente todas as atribuições legais e sociais cabíveis á classificação a
ela correspondente.
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2.2 A FUNÇÃO FINANCEIRA NA EMPRESA

Conhecer as finanças da empresa e saber como utilizar corretamente suas


ferramentas pode ser uma das principais fontes de informação para auxiliar na tomada de
decisões. Longenecker, Moore e Petty (2004) afirmam que dizer que os gestores e
empresários devem ter conhecimento sobre o processo contábil, não significa dizer que eles
precisam tornar-se peritos em contabilidade, mas que precisam saber como lidar com as
ferramentas financeiras, inclusive os demonstrativos financeiros, para poder identificar quais
métodos contábeis poderão funcionar com mais coerência na empresa em questão.
Segundo Sanvicente (1997, p.16) a função financeira tem como finalidade
“assessorar a empresa como um todo proporcionando-lhe os recursos monetários exigidos.”
Analisando mais profundamente essa função temos que observar a seguinte maneira de definir
a função financeira na empresa:
As finanças podem ser definidas como a arte e a ciência de gerenciamento de
fundos. Virtualmente, todos os indivíduos e organizações ganham ou captam e
gastam ou investem dinheiro. As finanças lidam com o processo, as instituições, os
mercados e os instrumentos envolvidos na transferência de dinheiro entre
indivíduos, negócios e governos. (GITMAN, 2001, p.34).

Uma maior especificidade é utilizada ao afirmar que “para a Administração


Financeira, o objetivo econômico das empresas é a maximização de seu valor de mercado a
longo prazo, pois desta forma estará sendo aumentada a riqueza de seus funcionários”(HOJI,
2003, p.21).
Seguindo a mesma linha de raciocínio, Braga (1995, p.23) complementa dizendo
que:
As receitas obtidas com as operações devem ser suficientes para cobrir todos os
custos e despesas incorridas e ainda gerar lucros. Paralelamente a esse fluxo
econômico de resultados ocorre uma movimentação de numerário que deve permitir
a liquidação dos compromissos assumidos, o pagamento de dividendos e a inversão
da parcela remanescente dos lucros.

Braga (1995, p.34) ainda coloca que “em empresas de médios e pequenos portes, as
atividades relacionadas com a função financeira geralmente ficam sob responsabilidade de um
dos sócios”. Ainda acrescenta que “não é raro essa pessoa acumular funções e relegar a
função financeira a um segundo plano”. Em pequenas empresas como a em questão, torna-se
bem menos complexas as aplicações das ferramentas de controle administrativo financeiro,
justificadas através de uma menor parcela de movimentações financeiras e um menor número
de indivíduos envolvidos no processo. Mas apesar disto, a maioria delas acaba confundindo
essa característica com simplicidade, e terminam por misturar as finanças empresariais com as
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pessoais e essa é uma das falhas mais graves que podem levar essas empresas a falência. Isso
se justifica no que dizem Longenecker, Moore e Petty (2004, p.136) quando afirmam que “a
curto prazo, o que é melhor para a família pode não ser o melhor para a empresa”.
Para melhor esclarecer a função financeira na empresa, deve-se ressaltar a
necessidade de uma pessoa responsável pelo controle das finanças na empresa.

2.2.1 O papel do Gestor Financeiro

Segundo Hoji (2003) as funções básicas do gestor financeiro são: análise,


planejamento, controle financeiro, tomada de decisões de investimentos e tomada de decisões
de financiamento. Em termos gerais é relevante dizer que:
Qualquer que seja o titulo específico do seu cargo - diretor financeiro, tesoureiro,
controlador, vice-presidente de finanças, gerente financeiro, etc. - é o indivíduo ou
grupo de indivíduos preocupados com (1) a obtenção de recursos monetários para
que a empresa desenvolva as suas atividades correntes e expanda a sua escala de
operações, se assim for desejável, e (2) a análise da maneira (eficiência) com a qual
os recursos obtidos são utilizados pelos diversos setores e nas várias áreas de
atuação da empresa. (SANVICENTE, 1997, p.17)

Com outras palavras Brealey e Myers (1998, p.7) complementam ao dizer que “o
diretor financeiro é geralmente a pessoa mais responsável pela obtenção de financiamentos,
gestão de tesouraria, relação com bancos e outras instituições financeiras”.
Vislumbrando mais diretamente a ação direta do gestor financeiro, Gitman (2001,
p.41) afirma que “apesar de essa atividade se apoiar fortemente em demonstrações financeiras
baseadas em regime de competência, o objetivo que está por traz da mesma é avaliar os fluxos
de caixa e desenvolver planos”.
Partindo dos pontos de vista apresentados, pode-se se então afirmar que seja
indispensável à existência de um administrador financeiro na empresa, independente do porte
da mesma, já que é este setor da empresa que dará suporte ao funcionamento de todos os
outros dentro da organização.

2.3 PLANEJAMENTO

Toda ação antes de ser colocada em prática deve ser baseada em informações.
Precisa ser pensada, analisada, planejada e programada. Os caminhos a ser seguidos deverão
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estar bem definidos. A necessidade de empresas bem estruturadas se explica nas palavras de
Chiavenato e Sapiro (2003, p.22) ao dizerem que “a habilidade para dominar o processo
informacional - que significa a possibilidade de acessar e usar efetivamente a informação – se
constitui numa grande mutação nas práticas das pessoas, em geral, e das empresas, em
particular”.
Existem nas organizações três níveis, com diferentes funções e características
distintas: a) estratégico - que abrange a diretoria e conselho de administração; b)
administrativo ou tático – representado pelos recursos humanos e finanças; e c) operacional –
setores de compras, vendas, produção, etc. (FISCHMAN e ALMEIDA, 1991).
Rebouças (2007) explica que existem três tipos diferentes de planejamento. Eles são
atribuíveis aos departamentos específicos e são chamados de planejamento estratégico,
planejamento tático ou planejamento operacional. A seguir irá se falar mais detalhadamente
sobre o planejamento estratégico e, em seguida o financeiro, já que é nele que se concentra o
enfoque maior deste TCC.

2.3.1 Planejamento Estratégico

De acordo com Rebouças (2002), o planejar estrategicamente é uma função do nível


estratégico da empresa, porém utilizando todas as informações possíveis de toda a
organização, não deixando a idéia de que as funções entre esses níveis são de maior ou menor
importância. Rebouças (2007) ainda diz que o planejamento deve ser conceituado como um
processo, formulado para buscar atingir os anseios de uma situação futura, com maior
eficiência, efetividade e eficácia, concentrando esforços e recursos pela empresa.
Plano estratégico é para Longenecker, Moore e Petty (2004) o mesmo que Plano
Gerencial. Chiavenato e Sapiro (2003, p.380) após citar inicialmente os recursos técnicos,
afirma que:
O segundo recurso mais importante da organização é a sua situação financeira. Isso
ditará, em grande parte, o escopo para a ação e a capacidade de por suas estratégias
em operação. Uma organização com uma situação financeira sólida consegue mais
facilmente capital externo para financiar seus projetos. Ao escolher a estratégia é
importante determinar o volume de recursos financeiros que podem ser alocados aos
programas.

O processo de planejamento estratégico deve obedecer aos seguintes elementos


enumerados por Chiavenato e Sapiro (2003) da seguinte maneira:
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a- Declaração de missão;
b- Visão de negócios;
c- Diagnóstico Estratégico Externo;
d- Diagnóstico Estratégico Interno;
e- Identificação dos fatores-chave de sucesso;
f- Sistema de planejamento estratégico;
g- Definição dos objetivos;
h- Análise dos stakeholders;
i- Formalização do Plano; e
j- Auditoria e desempenho de resultados.
Dando ênfase no elemento de Diagnóstico Estratégico Hansoff e McDonnell (1993,
p.55) afirmam que esta fase “é um enfoque sistemático á determinação das mudanças a serem
feitas na estratégia e nas potencialidades internas da empresa para garantir êxito em seu
ambiente futuro”.
Para Rebouças (2007, p.17) planejamento estratégico é o “processo administrativo
que proporciona sustentação metodológica para se estabelecer a melhor direção a ser seguida
pela empresa, visando ao otimizado grau de interação com os fatores externos- não
controláveis - e atuando de forma inovadora e diferenciada”.
O planejamento estratégico deverá conter objetivo e metas organizacionais.
Objetivos servem para especificar o que esperamos alcançar na organização com a aplicação
do planejamento. O ideal é quantificar esses objetivos e acompanhar o processo
cuidadosamente, observando a mensuração ou não das idéias propostas por eles. Elaborar
metas significa desmembrar os objetivos e deve conter os resultados a serem alcançados por
períodos ou processos (FISCHMAN e ALMEIDA, 1991).
O intuito deste trabalho é tratar da parte do planejamento destinada ao controle de
recursos financeiros, então a seguir serão mais bem detalhadas essas ações e ferramentas,
pois, conforme afirma Braga (1995, p.23) “todas as atividades empresariais envolvem
recursos financeiros e orientam-se para a obtenção de lucros”.

2.3.2 Planejamento Financeiro

O planejamento financeiro é uma das mais relevantes ferramentas que devem auxiliar
os gestores na tomada de decisão e nos planejamentos de estratégias de marketing e demais
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programações. Brealey e Myers (1998) utilizam a expressão planeamento financeiro para


definir a utilização dos desempenhos globais da empresa e da averiguação de seu estado
financeiro atual.
Porém outra vertente de pensamento é colocada por Gitman (2001, p.434) quando ele
coloca que:
O processo de planejamento financeiro começa com planos financeiros a longo
prazo, ou estratégicos,q eu por sua vez guiam a formulação de planos e orçamentos a
curto prazo ou operacionais. Geralmente, os planos e orçamentos a curto prazo
implementam os objetivos estratégicos da empresa a longo prazo.

Há então a necessidade de detalhar as diferenças entre planos financeiros a longo


prazo e planos financeiros a curto prazo. A dicotomia entre eles coloca-se da seguinte forma:
Planos financeiros a longo prazo (estratégicos) planejam ações financeiras e o
impacto antecipado dessas ações em períodos que vão de 2 a 10 anos. O uso de
planos estratégicos de 5 anos, que são revisados à medida que novas informações
significativas se tornam disponíveis, é comum.[...] Planos financeiros de curto prazo
(operacionais) especificam as ações financeiras a curto prazo e o impacto antecipado
dessas ações. Na maioria das vezes, esse planos cobrem um período de 1 a 2 anos.
Entradas-chave incluem a previsão de vendas e várias formas de dados operacionais
e financeiros (GITMAN, 2001, p.434).

Uma das ferramentas do planejamento financeiro organizacional é o orçamento,


sobre o qual Hoji (2003, p.362) trata dizendo que “além de ser um instrumento de
planejamento, o orçamento é, também, um importante instrumento de controle. Mesmo que
seja muito bem elaborado, um orçamento não terá utilidade de não for possível exercer
adequado controle sobre os resultados projetados”.

2.4 OS INSTRUMENTOS DE CONTROLE GERENCIAL FINANCEIRO

É através de dados financeiros que a empresa é capaz de determinar o volume de


capital necessário, bem como desenvolver os processos de análise, planejamento e controle
financeiro que consistem em coordenar, monitorar e avaliar todas as atividades da empresa
(HOJI, 2003).
A respeito da análise destes instrumentos Gitman (2001, p.132) diz que existem
alguns critérios que precisam ser observados. Entre eles uma das dicas de maior relevância é a
de que “ao comparar demonstrações financeiras, elas tem de ser do mesmo período. Caso
contrário, os efeitos de sazonalidade podem produzir conclusões e decisões errôneas”. Nesta
mesma linha o autor ainda acrescenta que “um único índice não fornece informação suficiente
para que se possa julgar o desempenho global da empresa” (GITMAN, 2001, p.132)
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A correta utilização dos instrumentos de controle financeiro pode auxiliar a empresa


em previsões de capital e essas previsões incluem balanços, demonstrações de receita,
demonstrações de fluxo de caixa entre outras (LONGENECKER; MOORE; PETTY, 2004).

2.4.1 As disponibilidades

O capital ativo circulante de uma empresa é chamado de disponibilidade financeira.


Segundo Sanvicente (1997, p.140):
Os recursos contidos nestas contas são aqueles que permitem à empresa efetuar
pagamentos imediatos. De um lado, “Caixa” representa o dinheiro “vivo”, em notas
de papel-moeda e moedas metálicas, enquanto o item “Bancos” refere-se aos saldos
mantidos em contas bancárias movimentáveis à vista contra a emissão de cheque.

Diretamente enfocando a relevância das disponibilidades, Zdanowicz (2004, p.188)


diz que “a administração do disponível é o aspecto chave do objetivo liquidez para a
administração financeira”.
De acordo com Braga (1995, p.124) “as projeções de fluxos de entradas e saídas de
numerário constituem um instrumento imprescindível na administração das disponibilidades.
É fundamental conhecer antecipadamente qual será o montante de recursos que irá sobrar ou
faltar amanhã”.
Para iniciar o estudo destas disponibilidades considera-se Longenecker, Moore e
Petty (2004, p.177) ao dizer que:
Apesar de todas as demonstrações financeiras serem importantes, devemos dar
atenção especial à compreensão dos fluxos de caixa, porque um negócio pode ser
lucrativo, mas falhar totalmente ma geração de fluxos de caixa positivos. Pela
demonstração do fluxo de caixa, veremos as fontes de caixa. [...] Ele mostra ainda
quanto dinheiro será dedicado a investimentos tais como estoques e equipamento.

A seguir são estudadas as principais ferramentas do controle gerencial financeiro,


destacando a importância de cada uma delas e suas funcionalidades para a administração
financeira. Conseqüentemente está exposta a importância de utilizar ferramentas bem
elaboradas e segui-las corretamente, evitando ignorá-las no processo diário de funcionamento
na empresa.
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2.4.1.1 Caixa

É extremamente importante que se tenha um excelente controle do caixa na empresa.


Segundo Gitman (2001, p.493) “caixa é a moeda corrente pronta para qual todos os ativos
líquidos podem ser reduzidos”. A importância de estudar suas características está expressa no
que diz Zdanowicz (2004, p.188), ao afirmar que “todo administrador financeiro deve ter a
preocupação com a determinação do nível desejado de caixa, captando quando este for
insuficiente ou aplicando os excedentes”. O mesmo autor confunde um pouco a definição de
caixa com o conceito de disponibilidades ao dizer que “a segurança que a empresa tem em
honrar seus compromissos está na disponibilidade de caixa da mesma”.
Marion (2002, p.241) complementa a explicação da conta caixa afirmando que ele,
além do papel moeda “pode incluir também, ‘cheques em mãos’, não depositados ainda,
porém recebíveis imediatamente”.
As disponibilidades da empresa têm como objetivo básico a obtenção da maior
liquidez possível, não favorecendo a inatividade de excessos (SANVICENTE, 1997).
A funcionalidade do Caixa é que ele representa os bens da empresa, traduzidos em
números que normalmente estão em forma de dinheiro ou cheque. O funcionamento do caixa
no fluxo de movimentação diária é feito debitando as entradas de dinheiro ou cheques, e
creditando pelas saídas dos mesmos (RIBEIRO, 2003). Parece contraditório dizer que
entradas em caixa funcionam como débitos, mas precisamos olhar pelo ponto de vista de que
todas as entradas geram obrigações que irão debitar de alguma maneira.

2.4.1.2 Bancos

De acordo com Zdanowicz (2004, p.191), “os bancos são grandes aliados da empresa
não só pelo crédito que oferecem, mas principalmente, pela série de serviços que são
colocados à sua disposição, com destaque especial para os sistemas de cobrança das contas a
receber (recebíveis)”.
Paralelamente á conta caixa, os bancos têm a função de representar “os valores de
bens numerários da empresa depositados em conta corrente bancária” (RIBEIRO, 2003, p.45).
Para Marion (1998) os bancos pertencem à conta de ativos no Balanço Patrimonial e
assim como o caixa, classifica-se como dinheiro disponível na empresa.
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Segundo Braga (1995, p. 133), “operando com um banco comercial, a empresa conta
também com o suporte das demais instituições integrantes do conglomerado financeiro, tais
como: banco de investimento, financeira, arrendamento mercantil, seguradora, corretora,
distribuidora etc”.
Na mesma linha de raciocínio do autor acima:
A principal atividade da empresa está relacionada com as instituições financeiras. A
grande maioria dos pagamentos e recebimentos envolve as contas bancárias. Não só
os pagamentos e recebimentos caracterizam-se como operações bancárias, mas
também: depósitos, operações de cobrança e descontos de duplicatas e títulos,
empréstimos obtidos nas instituições financeiras, aplicações financeiras de liquidez
imediata ou a curto, médio e longo prazo (JUNIOR; BEGALI, 2002, p.71).

É de suma importância ressaltar que a empresa deve analisar bem as propostas de


todas as instituições bancárias disponíveis, verificando quais lhe oferecem maior número de
benefícios e menores tarifas de manutenção, atentando ainda para taxas de juros e de
renovações de contrato. Toda empresa comercial precisa, indispensavelmente de uma
instituição financeira que lhe dê amparo nos trâmites financeiros.

2.4.1.3 Contas a receber

A concessão de crédito ao cliente é uma maneira de atraí-lo. O fato é que ele compra
onde as condições sejam mais atrativas e as condições de pagamento, muitas vezes atraem
muito mais que a qualidade ou marca do produto. Segundo Gitmam (2001, p.530) “a política
de cobrança da empresa são seus procedimentos para cobrar duplicatas a receber quando elas
vencem”. Complementando, Braga (1995) afirma que o favorecimento de crédito auxilia no
giro do estoque e proporciona o escoamento da produção e suas conseqüências positivas.
Porém o conceito de Contas a Receber pode ser exposto através de várias linhas de
raciocínio. Segundo Silva (2006), essa conta também pode ser chamada de Duplicatas a
Receber e representa os valores que a empresa tem direito a receber proveniente de vendas a
prazo. Explanando esse pensamento tem-se que “vender a prazo implica conceder crédito aos
clientes. A empresa entrega mercadorias ou presta serviços em certo momento e o cliente
assume o compromisso de pagar o valor correspondente em uma data futura” (BRAGA, 1995,
p.113).
Ainda é de extrema relevância observar que:
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A Receita a Receber é uma situação simétrica à Despesa a Pagar, ou seja,


corresponde a uma receita auferida que não foi recebida nem ainda emitida a fatura
correspondente, ou seja, existe a certeza de uma receita. Tal certeza decorre de um
compromisso formal, assumido com algum cliente, realizado total ou parcialmente,
de modo que tal cliente deve ter um certo montante à empresa (PIZZOLATO, 2000,
p.73).

Enfocando diretamente a origem das contas a receber, Zdanowicz (2004, p. 198)


afirma que “os valores a receber referem-se às contas correntes, créditos parcelados, contratos
de vendas a prazo e de vendas condicionadas. Assim, as vendas a prazo dão origem aos
valores a receber pela empresa”.
O controle dos recebíveis pode ser um instrumento de segurança na tomada de
decisões pela empresa. Conhecer detalhadamente os valores a receber e suas previsões de
entrada são informações muito importantes para decisões de investimento e previsões de
compras e aquisições. É também necessário, para programar as obrigações financeiras da
empresa que se tenha disponível a operação de antecipações de recebíveis, que são oferecidos
por instituições de crédito.

2.4.1.4 Contas a pagar

As Contas a Pagar ou obrigações financeiras da empresa são os compromissos que a


empresa assume em caráter de contraprestação com terceiros.
Uma das principais obrigações de empresas comerciais é os fornecedores. As
políticas de compra podem definir as limitações da empresa com relação á crédito com seus
clientes. Porém é de extrema necessidade que as empresas mantenham um bom
relacionamento e credibilidade com seus fornecedores. Silva (2006, p.134) afirma que:
A conta de fornecedores representa as compras a prazo efetuadas pela empresa. Tais
compras compreendem as mercadorias, as matérias-primas, os componentes
utilizados na produção e outros materiais de consumo. Os fornecedores podem ser
nacionais ou estrangeiros. [...] Pode ainda ocorrer de empresas coligadas ou
controladas também aparecerem como fornecedoras.

Além dos fornecedores ainda estão nas contas a pagar os valores referentes a
pagamentos de financiamentos que normalmente são exigíveis a longo prazo por encerrar suas
obrigações em exercícios seguintes ao período de referência. São obtidos em bancos
comerciais e incorrem seus encargos, taxas e juros a pagar (JUNIOR; BEGALLI, 2002). É
preciso analisar sempre o custo do capital que para Hoji (2003, p.194) “é calculado com base
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em diversas fontes de financiamento de caráter permanente e de longo prazo, que compõe a


estrutura de capital de uma empresa”.
Também são consideradas compromissos a pagar: os salários e contribuições
especiais. Esses compromissos fazem parte da movimentação mensal da empresa e são
prioridades para a empresa.
Ainda há a necessidade de cumprir os compromissos fiscais, ou obrigações
tributárias da empresa que, de acordo com o CTN - Código Tributário Nacional (2007) podem
ser classificadas como principais ou acessórias. Obrigações principais são as obrigações de
pagar: tudo o que diz respeito a dispêndio pecuniário de tributos. As demais obrigações de
fazer ou não fazer, incluindo escrituração fiscal e documentações são consideradas obrigações
acessórias.

2.4.2 Fluxo de Caixa

O conceito de fluxo de caixa pode ser vislumbrado por meio de várias abordagens.
Frezzati (2006) expõe vários destes pontos de vista capazes de explicar a relevância desse
instrumento na organização. O autor explica também as duas tendências para a compreensão
dessa ferramenta, a saber:
Abordagem tática. É aquela que se referencia ao fluxo de caixa como instrumento
de utilidade restrita e acompanhamento. Ele aparece como cumpridor de
determinações mais amplas e complexas. [...] Tal abordagem é adequada e
necessária, embora não seja a única nem a mais importante.
Abordagem estratégica. É aquela que afeta o nível de negócios da empresa não só
a curto prazo, mas também, e principalmente, a longo prazo. Tem efeito sobre
questões ligadas às decisões realmente estratégicas da empresa. (FREZATTI, 2006,
p.25)

Alguns autores utilizam uma maneira mais direta de conceituar e explicar a


ferramenta Fluxo de Caixa. É o caso de Zdanowicz (2004, p.23) ao expor o seguinte
raciocínio:
Fluxo de caixa é o instrumento que relaciona o futuro conjunto de ingressos e de
desembolsos de recursos financeiros pela empresa em determinado período. Pode
ser também conceituado como instrumento utilizado pelo administrador financeiro
com o objetivo de apurar os somatórios de ingressos e desembolsos financeiros da
empresa, em determinado momento, prognosticando assim se haverá excedentes ou
escassez de caixa, em função do nível desejado pela empresa.

Iudícibus e Marion (2004, p. 143) explicam que a Demonstração do Fluxo de Caixa


“propicia ao gerente financeiro a elaboração de melhor planejamento financeiro. Por meio do
25

planejamento financeiro, o gerente saberá o momento certo em que contrairá empréstimos


para cobrir a falta (insuficiência) de fundos, bem como quando aplicar no mercado
financeiro”.
A importância do fluxo de caixa é constituída pelo norteamento dos rumos
financeiros na empresa. Ele também é ferramenta facilitadora do planejamento, tendo como
objetivo maior dispor a organização de recursos financeiros suficientes a honrar os
compromissos assumidos e prover a maximização da lucratividade (NETO; SILVA, 1997).

2.4.3 Demonstrações Contábeis

Para compreendermos a finalidade das demonstrações contábeis financeiras é


necessário citar Silva (2006, p. 68) ao dizer que “um dos principais objetivos da análise
financeira é o fornecimento de subsídios para a tomada racional de decisão de concessão de
credito e de investimento, a partir de informações de boa qualidade”. Daí a importância de
analisar e estudar os principais demonstrativos contábeis.
Segundo Gitman (2001) existem quatro demonstrações obrigatórias ao controle
contábil de qualquer empresa. Alem das demonstrações de Fluxo de Caixa – já estudado
anteriormente- temos ainda o Balanço Patrimonial, a Demonstração de Resultado do
Exercício e a Demonstração de Lucros e Prejuízos Acumulados.
A conceituação destas será feita a seguir, direcionadas a análise dos demonstrativos
financeiros de maior relevância à empresa em questão.

2.4.3.1 Balanço Patrimonial

Para compreender melhor a formação e as origens do patrimônio da empresa é


preciso ver a empresa como uma instituição que administra recursos com a finalidade de gerar
novos recursos (JUNIOR; BEGALLI, 2002). Na mesma linha de raciocínio Souza (2002,
p.180) complementa explanando que o Balanço Patrimonial “representa, em de forma
figurada, o retrato da empresa em determinado momento”.
Para a elaboração deste demonstrativo obrigatório Padoveze (2004, p.72) aborda que:
26

Temos que salientar que o balanço patrimonial é elaborado segundo os princípios


contábeis geralmente aceitos, mas nada impede que, gerencial e internamente, se
construam balanços com critérios de avaliação alternativos. Alguns teóricos
sustentam que alguns critérios de avaliação são inaceitáveis nos dias de hoje e que
com isso a informação do balanço fica prejudicada. Um exemplo disto seria a
avaliação dos estoques a preços médios, quando, na opinião desses críticos, a
avaliação deveria ser a preços de venda, ou então, pelo menos, a preços de
reposição.

O lado passivo ainda é composto pelo Patrimônio Liquido, que “representa, no


Balanço Patrimonial, a parte da empresa que pertence a seus proprietários” (SILVA, 2006,
p.139). Ainda pode-se afirmar que “a conta mais importante do Patrimônio Liquido ou
Situação Liquida é a conta Capital Social, eventualmente subdividida em montante realizado e
montante a realizar” (PIZZOLATO, 2000, p.16).
Basicamente o Balanço Patrimonial pode ser representado pelo quadro a seguir:
ATIVO PASSIVO + PATRIMÔNIO LÍQUIDO
ATIVO CIRCULANTE PASSIVO CIRCULANTE
Caixa Contas a Pagar Fornecedores
Títulos Negociáveis Despesas a Pagar
Contas a Receber Empréstimos Bancários
(-) Provisão para Devedores Duvidosos Impostos a Recolher
Estoques
Despesas Apropr. Exercício Seguinte PASSIVO EXIGÍVEL A LONGO PRAZO
ATIVO REALIZÁVEL A LONGO PRAZO RESULTADO DE EXERCICIOS FUTUROS
ATIVO PERMANENTE PATRIMÔNIO LÍQUIDO
Investimentos Capital Social
Imobilizado Reservas de Capital
(-) Depreciação Acumulada Reservas de Lucros
Diferido Reservas de Reavaliação
(-) Amortização Acumulada Lucros ou Prejuízos Acumulados
(-) Ações da Tesouraria
Total do Ativo Total Passivo e Patrimônio Líquido
Quadro 01- O Balanço Patrimonial
Fonte: Pizzolato (2000, p. 13)

Segundo Sanvicente (1997) o Balanço Patrimonial pode ser simplificado pela


seguinte equação: A=PE + PL
Onde: A = Ativo total (soma de bens e direitos)
PE = Passivo exigível (obrigações e dívidas para com credores, ou terceiros)
PL = Patrimônio líquido (capital pertencente aos proprietários da empresas ou
capital próprio)
27

As contas do Balanço Patrimonial devem estar dispostas agrupadas, de modo a


facilitar sua interpretação e análise, demonstrando a situação financeira através do confronto
entre as contas representativas ativas (bens e direitos) e passivas (obrigações) da organização.
O ativo circulante está subdividido em quatro grupos: disponibilidades, ativo realizável a
longo prazo, estoques e despesas antecipadas. O passivo é composto por empréstimos e
financiamentos, fornecedores, compromissos fiscais, demais obrigações e provisões (HOJI,
2003).
Conforme apresentado acima se pode observar a importância deste demonstrativo,
que serve de base para a análise da situação financeira e tomada de decisões.

2.4.3.2 DRE - Demonstração de Resultado do Exercício

A Demonstração de Resultado do Exercício – DRE segundo Gitman (2001, p.102)


“fornece um resumo financeiro dos resultados operacionais da empresa durante um período
específico. O mais comum é a demonstração do resultado do exercício cobrindo um período
de um ano que termina em uma data específica, normalmente 31 de dezembro do ano
calendário”.
Outro conceito que pode ajudar a compreender a DRE é o de Souza (2002, p.177) ao
afirmar que:
A demonstração de Resultado do Exercício é elaborada considerando-se o regime de
competência dos exercícios para as receitas e despesas. Segundo esse regime,
consideramos todas as receitas a vista e a prazo e todas as despesas incorridas pela
empresa independentemente da forma de pagamento.

Fazer essa demonstração é necessário porque “a empresa deve informar a terceiros


interessados e seu balanço como foi obtido o resultado do exercício, lucro ou prejuízo,
transferido para a conta de lucros ou prejuízos acumulados” (JUNIOR; BEGALI, 2002,
P.140).
É então correto dizer que todas as demonstrações contábeis se envolvem entre si,
umas levantando informações necessárias às outras e, conseqüentemente, demonstrando
paralelamente a situação econômico-financeira de qualquer empresa.
28

2.3.3.2.1 Uma Demonstração Relevante - Análise Horizontal e Vertical

Existem analises financeiras que residem na possibilidade de confrontação dos


resultados com outros indicadores. Elas se dividem em Análise Horizontal e Vertical
(SANVICENTE, 1997).
Análise é uma metodologia de interpretação de dados estatísticos. A análise de
evolução ou horizontal tem como objetivo a avaliação do aumento ou diminuição dos valores
que expressam os elementos ou bens de patrimônios/resultado, num determinado exercício
(NEVES; VICECONTI, 2005). Para Sanvicente (1997, p. 172) ela “envolve o cálculo de
porcentagem de variação de cada item considerado, entre um ano (ou período) e outro,
quando se trata de Balanço Patrimonial e Demonstração de Resultado”.
O conceito atribuído a Análise Horizontal por Silva (2006, p. 232) tem o propósito
de “permitir o exame da evolução histórica de cada uma das contas que compõe as
demonstrações contábeis”. Para o mesmo autor, na análise horizontal utiliza-se o primeiro
exercício como base e estabelece-se a evolução dos demais exercícios comparados com o ano
base.
A análise que recebe o nome de Análise Vertical:
É importante para avaliar a estrutura de composição de itens e sua evolução no
tempo. [...] Essa análise em períodos sucessivos pode fornecer uma base para a
projeção de uma demonstração de resultados. Porém essa projeção apresenta
algumas limitações, principalmente porque não leva em conta as mudanças no
processo tecnológico e/ou nos custos dos insumos e/ou nos preços de venda.
Qualquer projeção baseada em dados históricos requer muito cuidado (JUNIOR;
BEGALI, 2002).

Então essas análises são de grande importância para estudo financeiro


organizacional. É possível comparar as duas análises para que se compreenda melhor a
funcionalidade de cada uma delas:
Na análise vertical tomamos como base um item em relação a um determinado
referencial e seguimos o sinal positivo ou negativo do item sem maior dificuldade.
Por outro lado, pela análise horizontal, quando um determinado item muda de sinal
num exercício em relação ao exercício inicial, requer grande cuidado em sua
interpretação (SILVA, 2006, p.236).

Então, considera-se por fim, que todas as ferramentas de controle administrativo


financeiro são de grande relevância nas organizações, destacando que é através delas, que as
decisões são embasadas em qualquer setor empresarial. Daí a necessidade de elaborar
ferramentas aplicáveis ao processo diário da empresa e utilizá-las corretamente.
29

2.4.3.3 DLPA- Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados

A Demonstração de Lucros ou Prejuízos Acumulados, segundo Ribeiro (2003, p.287)


“evidencia o lucro apurado no exercício e sua destinação, bem como os eventos que
modificaram o saldo da conta Lucros ou Prejuízos Acumulados, como, por exemplo, correção
monetária, ajustes e reversões de reservas”. Para Gitman (2001, p.104) “a demonstração de
lucros e prejuízos acumulados reconcilia o lucro liquido auferido durante um dado ano, assim
como quaisquer dividendos pagos em dinheiro, com variação ocorrida nos lucros entre o
início e o final de tal ano”. Os itens que compõe a DLPA, para Souza (2002) são os seguintes:
a) O lucro ou prejuízo líquido do exercício em questão:
b)Os ajustes de exercícios passados;
c) As transferências para formação de reservas;
d)As devoluções ou reversões de reserva;
e) Os dividendos distribuídos;
f) A parcela de lucros incorporada ao capital; e
g)O saldo final da conta no período.
Para exemplificar a base de formação da DLPA, Souza (2002) propõe uma estrutura
básica das atribuições devidas ao demonstrativo. Essa estrutura está disposta na figura a
seguir:
DEMONSTRAÇÕES DE LUCROS OU PREJUIZOS ACUMULADOS
DATA: 31 DE DEZEMBRO DE 200X
Saldo de 31 de dezembro de 200X
Ajustes de Exercícios Anteriores
Parcela de Lucros Incorporados no Capital
Reversões de Reservas
De Contingências
De Lucros a Realizar
Lucro Líquido do Exercício
Transferência para Reservas
Reserva Legal
Reserva Estatuária
Reserva de Lucros a Realizar
Reserva de Lucros para Expansão
Dividendos a Distribuir
Saldo em 31 de dezembro de 200X
Figura 01: Demonstrações de Lucros e Prejuízos Acumulados
Fonte: Souza (2002, p.186)
30

Entre os demais demonstrativos, a DLPA é anualmente confeccionada na empresa


em questão, servindo de documento contábil e de controle financeiro.
31

3 CARACTERIZAÇÃO DA EMPRESA

A Norpec Produtos Agropecuários tem essa denominação como nome de fantasia. A


razão social é Aurilene Nunes Peixoto de Faria, sendo no caso o mesmo nome da proprietária.
É caracterizada como empresa de pequeno porte, segundo seu valor de faturamento anual.
A empresa estagiada desenvolve atividade comercial, atuando como distribuidora de
medicamentos e vacinas veterinárias, atendendo todo o estado do Tocantins e centro-sul do
estado do Maranhão. Sua atividade está relacionada a vendas por atacado e a empresa atende
principalmente lojas e clínicas veterinárias, assim como grandes propriedades agropecuárias
na comercialização de produtos destinados a fins de reprodução animal.
Atuando no mercado desde 1997, a Norpec Produtos Agropecuários nasceu a partir
da necessidade de instalar no Tocantins uma empresa que pudesse representar o Laboratório
Hertape, um laboratório mineiro que desde 1940 desenvolve vacinas e medicamentos
destinados à espécie bovina, eqüina, aves e também a saúde de animais domésticos como cães
e gatos. Analisando detalhadamente o processo que o Laboratório enfrentava, encaminhando
seus produtos para os clientes do Tocantins a partir de uma filial localizada em Goiânia,
encontrou-se um real atraso no processo de entrega dos produtos relacionados à distância,
além de gerar, conseqüentemente, um custo maior no que se trata de logística de produtos. Foi
pensando nisso, que o atual presidente/diretor do Laboratório propôs a existência de uma
distribuidora, para atuação no estado do Tocantins. Para isso, precisava contar com alguém
que já conhecesse o mercado local e, principalmente, os produtos que seriam oferecidos, pois
assim, eliminaria custos de treinamento e evitaria o atraso na efetivação do processo. A
proposta foi feita ao atual vendedor externo da região que, imediatamente procurou levantar
recursos capazes de efetivar a proposta. Assim surgiu a Norpec Produtos Agropecuários,
atendendo lojistas do ramo veterinário em todo o estado do Tocantins.
Como toda empresa em sua fase se iniciação, a Norpec começou com uma pequena
sede, localizada já em Gurupi no Parque Nova Fronteira, e era extremamente familiar durante
o primeiro ano de atuação. A partir do aumento do fluxo de mercadorias e ampliação do
número de clientes atendidos, viu-se a necessidade de buscar recursos humanos para auxiliar
no processo da empresa, e assim foram contratados dois funcionários.
Em setembro de 2000, a Norpec transferiu sua sede para um endereço mais
centralizado em Gurupi, local onde é situada até hoje. Com um layout mais bem definido, a
empresa pode melhorar o desenvolvimento do seu processo. Dessa forma, passaram a
representar também mais alguns laboratórios no mesmo ramo, ampliando assim seu mix de
32

produtos. Em 2002 aumentou seu número de funcionários, de dois para quatro, colocando
assim dois vendedores externos, atendendo os clientes com mais freqüência, na tentativa de
fidealizá-los aos produtos oferecidos.
O transporte de mercadorias é terceirizado, o que permite o envio rápido dos
produtos e conseqüentemente, gera satisfação do cliente. Em 2005, assumiu a distribuição
também no estado do Maranhão, contratando inicialmente um vendedor para a área, mas que
depois de seis meses, foi desligado da empresa, que passou a fazer vendas para a região,
através de tele marketing, exclusivamente. Hoje a Norpec representa dez
laboratórios/indústrias do ramo agropecuário e atinge uma fatia significante do mercado na
sua área de atuação.
A empresa estagiada não faz um planejamento estratégico efetivamente formalizado,
porém, costuma-se desenvolver metas e objetivos a alcançar, mas sem um determinado prazo
para cumpri-los. Dessa forma, a empresa planeja em conjunto com todos os colaboradores a
partir da identificação da necessidade desse planejamento. O envolvimento dos colaboradores
com o planejamento da empresa vai desde a definição das metas até a busca pela sua
realização.
Os objetivos traçados pela empresa têm uma visão sempre futurista e por mais que
não estejam formalizados, eles são buscados através do desenvolvimento de ações logísticas,
benefícios ao cliente, acompanhamento da satisfação dos consumidores sobre determinados
produtos-chave através da empresa varejista, etc.
A Norpec Produtos Agropecuários exerce uma cultura de trabalho em equipe,
havendo colaboração entre os funcionários, transmissão de valores relacionados a boa
convivência em grupo e ausência de subordinação entre os funcionários, embora haja
hierarquia de cargos e funções. O clima de cordialidade e confiança é uma exigência que a
empresa impõe a seus colaboradores.
Essas ações são importantes porque estreitam os laços de relacionamento entre a
empresa e os clientes, gerando confiança entre as partes. A empresa busca sempre traçar
metas que a levem ao alcance dos objetivos. Normalmente essas metas são de ordem
quantitativa, embora algumas delas aconteçam com embasamento qualitativo no enfoque das
ações.
Entre os pontos fortes identificados na empresa estagiada, estão:
Existência de um fluente fluxo de comunicação entre os colaboradores, processo esse
que é facilitado devido a aproximação física no ambiente entre os mesmos;
Facilidade em observar deficiências ligadas à concorrência, pois a empresa
33

desenvolve um espírito de companheirismo com seus clientes, que servem de fonte


de informação:
Grande oportunidade de mercado, já que conta com distribuição exclusiva de alguns
produtos importantes no ramo pecuário; e.
Rápida solução de pequenas disfunções mercadológicas, devido a grande
credibilidade com os fornecedores, o que permite que exista uma certeza de apoio em
determinadas situações do mercado externo.
Entre os pontos considerados fracos ou ameaças identificadas na empresa, pode-se
destacar os seguintes:
Não possibilidade de abertura para expansão territorial de mercado, já que tem um
público geograficamente bem definido; e.
Impossibilidade de variações no mix de um mesmo produto, pois tem acordo de
exclusividade com o principal laboratório que representa.
O organograma da instituição é o seguinte:

DIREÇÃO

ACESSORIA

FATURAMENTO,
COBRANÇA, CONTROLE DE
VENDAS
FINANCEIRO. ESTOQUE

VENDAS
EXTERNAS TELEVENDAS EXPEDIÇÃO

Figura 02: Organograma


Fonte: Dados Primários (2007)

Os aspectos acima estão relacionados a influências internas e externas na


organização. Sabe-se da importância dessas análises, principalmente externas, na empresa já
34

que no mercado de hoje, a concorrência, os fornecedores, o governo e os clientes são


definitivos no desenvolvimento e manutenção de qualquer empresa no mercado.
O departamento financeiro de uma empresa é onde são contabilizados os resultados do
funcionamento e também onde se justifica a permanência ou não desta empresa no mercado.
O controle financeiro da empresa estagiada acontece não diferentemente da realidade
da maioria das pequenas empresas, através da pessoa responsável, com a participação direta
da diretoria e assessoria.
A empresa costuma sempre acompanhar e prevenir despesas futuras, para que não seja
inserida em nenhuma situação de caos relacionado a finanças, tendo como preocupação
maior, o pagamento de fornecedores. Sempre que é identificada a necessidade de captar
recursos para estabilizar as finanças da empresa, recorre-se a instituições financeiras, para
levantar fundos para a empresa.
Os recebimentos devidos à empresa acontecem sempre através de boletos de cobrança
e cheques. Nesse processo de cobrança, a empresa utiliza um sistema bancário que facilita a
emissão desses boletos e também agiliza a transmissão de informações ao banco, via internet.
Por ser uma empresa de vendas em atacado, a empresa não tem fluxo de caixa diário, pois não
existem recebimentos em mãos na sede da empresa.
A empresa também se utiliza dos programas oferecidos pelos bancos, para efetuar a
movimentação bancária diária como pagamentos a fornecedores, impostos e despesas, assim
como para efetuar transferências bancárias e acompanhar a movimentação da conta. Esse
sistema também serve para que a empresa possa agilizar seu processo de informações
referentes a recebimentos, pois o mesmo sistema é responsável pela transmissão diária dessas
informações. O contato direto com os bancos acontece pessoalmente e através de ligações
telefônicas, onde se facilita o esclarecimento de dúvidas e envio de informações.
Os demonstrativos financeiros da empresa são sempre elaborados pela contabilidade
que é terceirizada. Funciona como um processo de transmissão direta de informações da
empresa, através de relatórios e documentos contábeis mensais, para o contador responsável,
onde ele controla, analisa e gera as informações de demonstrativos, impostos a recolher, etc. É
normal que a empresa reúna as informações de exercícios anteriores para avaliar o seu
desempenho financeiro.
A empresa não costuma fazer investimentos em aplicações financeiras. Normalmente
quando existe algum excesso de capital, a empresa procura investir no próprio ou capital de
giro da empresa, que corresponde os valores disponíveis de giro diário da empresa,
preparando estoques e adquirindo bens para a empresa. Por ter uma política de
35

acompanhamento financeiro bem elaborado, o acompanhamento de despesas e gastos é


freqüente, e automaticamente o controle de capital de giro também é muito bem efetivado.
A empresa mantém seus objetivos financeiros diretamente ligados as suas estratégias e
metas, já que para uma empresa de pequeno porte, a maior parte das estratégias e metas
definidas depende do financeiro e do seu planejamento orçamentário para que sejam
efetivadas.
36

4 PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Este capítulo tem a função de apresentar e descrever as técnicas utilizadas para


confecção deste projeto, assim como fornecer referencial teórico que justifique sua utilização.

4.1 DELINEAMENTOS DA PESQUISA

A pesquisa abrangeu a área financeira da empresa, com enfoque na aplicabilidade de


suas ferramentas de controle gerencial financeiro. Este trabalho fez utilização do método de
pesquisa indutivo que, segundo Cervo e Bervian (2002, p. 32), “a conclusão está para as
premissas, como o todo está para as partes. De verdades particulares concluímos verdades
gerais” Através deste método, as informações foram recolhidas por meio de questionamentos
diretos com representantes da organização e, através destas informações, a colocação indutiva
das informações colhidas.
Paralelamente ao indutivo, utilizou-se também o método dedutivo que, para Vergara
(2005, p. 13) “deduz alguma coisa a partir da formulação de hipóteses que são testadas e
busca regularidades e relacionamentos causais entre elementos. A causalidade é seu eixo de
explicação científica”. No trabalho de conclusão de curso, esses métodos foram enfocados da
seguinte maneira: o indutivo, quando o pesquisador/estagiário levantou informações da
empresa através da observação do ambiente e, dedutivo, ao momento que o trabalho foi
elaborado fundamentadamente na teoria específica. Cada tema proposto partiu da análise do
todo em contraste com a revisão conceitual estudada.
A pesquisa teve sua classificação quanto ao objetivo, de caráter exploratório que,
para Cervo e Bervian (2002, p.69) “tem por objetivo familiarizar-se com o fenômeno ou obter
nova percepção do mesmo e descobrir novas idéias”. Também seguiu pela linha descritiva
que para o mesmo autor, “trata-se do estudo e da descrição das características, propriedades
ou relações existentes na comunidade, grupo ou realidade pesquisada.”. O trabalho de
conclusão de curso foi de caráter exploratório enquanto buscou informações diretamente da
observação do processo de funcionamento e, descritivo enquanto o estagiário utilizou as
informações colhidas pela pesquisa para descrever as características da empresa estagiada.
37

4.2 TÉCNICAS DE PESQUISA

A pesquisa é uma atividade voltada para solução de problemas teóricos ou práticos


com o emprego de processos científicos. A pesquisa utilizada neste trabalho obedeceu ao
modelo de pesquisa bibliográfica. Essa pesquisa procura explicar uma característica, a partir
de referências teóricas contidas em livros, periódicos, revistas e internet, ou seja, material
acessível ao publico interessando em geral, os quais têm como principal função, auxiliar o
entendimento e esclarecimento conceitual de cada característica definida no projeto e que
pode confirmar a veracidade do que está aqui descrito e, conseqüentemente, o entendimento
do leitor Ainda respeita essa característica, ao utilizar documentos da empresa para efetivar a
aplicação do TCC. Segundo Oliveira (1999, p.119) “a pesquisa bibliográfica tem por
finalidade conhecer as diferentes formas de contribuição científica que se realizaram sobre
determinado assunto ou fenômeno”.
Foi utilizada a observação sistemática onde o estagiário agiu através de instrumentos
de pesquisa, ou seja, orientadamente, neste caso por um roteiro de entrevista, aplicado ao
responsável pela área financeira da empresa. Segundo Marconi e Lakatos (1999, p.92) a
observação sistemática “realiza-se em condições controladas, para responder a propósitos
preestabelecidos. [...] Na observação sistemática o observador sabe o que procura e o que
carece de importância em determinada situação”.
A observação também obedeceu ao caráter participante e individual. A atuação
participante é para Marconi e Lakatos (1999 apud MANN, 1970, p.96), a “tentativa de colocar
o observador e o observado do mesmo lado tornando-se o observador um membro do grupo
de modo a vivenciar o que eles vivenciam e trabalhar dentro do sistema de referência deles”.
O estagiário está inserido no quadro de funcionários da empresa. A observação foi feita neste
trabalho de forma individual e seu resultado gerou um diagnóstico da empresa, que foi
descrito através do resultado do mapeamento dos instrumentos de controle financeiro da
empresa em questão.
38

4.3 ANÁLISES DE DADOS

Utilizando-se da abordagem qualitativa dos dados, procurou-se observar nesta prática


de estágio as características da empresa não expressadas por números e valores, mas por
descrições reais e sua eficácia diante do processo organizacional. Para Roesch (1999), em
organizações pequenas, são mais adequadas as abordagens qualitativas, pois nestas, não há
possibilidade de fazer interferências causais válidas. O autor afirma que uma amostra pequena
e alto grau de interação entre os indivíduos envolvidos produzem mais dificuldade de análise
de números para o experimento.
A ação de analisar qualitativamente permitiu ao estagiário expandir sua visão sobre o
assunto em questão, pois o mesmo pode observar a situação por todos os ângulos, absorvendo
para o trabalho tudo de relevante que pelo mesmo foi identificado.
39

5 ANÁLISE E INTERPRETAÇÃO DOS RESULTADOS

O processo que teve início na elaboração do projeto, seguido de sua aplicação tem
seus resultados descritos e analisados neste capítulo do TCC, que é responsável por fornecer o
diagnóstico detalhado de casa instrumento de controle feito pela empresa e presente no
processo de funcionamento da mesma.

5.1 DADOS COLETADOS

O processo de coleta de dados é de suma importância para a execução de um projeto.


Dados errados ou mal observados geram informações distorcidas e conseqüentemente levam a
um diagnóstico inútil para ambas as partes envolvidas. A seguir estão descritas as
informações adquiridas junto a Norpec Produtos Agropecuários, sob supervisão dos
responsáveis pela empresa, na tentativa de diminuir o risco de erros ou equívocos na
realização dos objetivos propostos por esse TCC.

5.1.1 Instrumentos utilizados pela empresa

Conforme instrumento de pesquisa aplicado na empresa (Apêndice 1) os controles


feitos pela empresa são os seguintes:
Caixa;
Contas a Receber;
Contas a Pagar;
Bancos; e
Fluxo de Caixa.
Essa informação foi colhida logo na primeira questão da entrevista, que questionou
diretamente o assunto.
Na segunda questão ao representante da empresa foi questionado sobre a maneira
que esses documentos são feitos e, segundo ele, com exceção do controle de contas a receber
que são lançadas automaticamente pelo programa utilizado no faturamento e controle de
40

estoques os demais controles utilizam planilhas de elaboração própria para lançar seus dados
manualmente em computador.
A questão 3, da entrevista tratou de como é feito o controle de caixa, um dos
instrumentos indispensáveis presentes no controle financeiro de uma empresa comercial. A
empresa realiza este controle de maneira simples e, esse instrumento não costuma conter
valores altos, pelo fato de a empresa pertencer ao ramo de atacadista e neste caso, ter a
maioria de suas movimentações financeiras realizadas através da conta bancos, por meio de
duplicatas e cheques.
No entanto o uso desta ferramenta acontece nas pequenas movimentações diárias e é
feita manualmente, em computador. É um modelo criado pela própria empresa e seus dados,
semanalmente são lançados no controle de fluxo de caixa, do qual trataremos posteriormente.
Observe o modelo:
Dia __/__/____ Saldo Inicial R$ Saldo Final R$

Histórico Entrada Saída Espécie (Dinheiro ou Cheque) Saldo


R$ R$ R$

Quadro 2: Planilha de Caixa


Fonte: Norpec Produtos Agropecuários (2008).

Para sua elaboração são preenchidos primeiramente a data e o saldo inicial. No


decorrer do dia, as movimentações de entrada e saída vão sendo lançadas, descrevendo o
histórico da transação, o valor e a espécie (cheque ou dinheiro) e, automaticamente é gerado
um saldo de caixa. No fim do dia os dados são conferidos, salvos e armazenados em outro
documento chamado de Resumo Diário de Caixa. A finalidade deste resumo é apenas de
facilitar a soma de valores pertinentes a fechamento deste instrumento.
Ao ser perguntado na questão 4 sobre os controle de contas a receber e contas a
pagar, identificou-se que há uma diferença na elaboração destes instrumentos: enquanto o de
contas a pagar é feito manualmente em uma planilha de computador, o controle de contas a
receber não é elaborado de uma única maneira. A parte dos recebimentos da empresa feita
através de duplicatas utiliza um programa informatizado fornecido pelo banco, que auxiliam a
geração dos boletos e acompanhamento das movimentações. A outra parte dos recebimentos a
que ficam em carteira, ou previstos para entrada via depósito são lançados manualmente em
computador em uma planilha com as seguintes características:
41

Data Venda Cliente Número Documento Valor Vencimento

Quadro 3: Planilha de Contas a Receber


Fonte: Norpec Produtos Agropecuários (2008).

Neste controle entram a data da venda, o nome do cliente (representado sempre pela
razão social), o número do documento ou nota fiscal, o valor e o vencimento. Caso o cliente
não faça o pagamento em dia, automaticamente ele será destacado na planilha para que o
responsável saiba que este determinado cliente está em atraso e assim proceda com os devidos
procedimentos de cobrança.
As Contas a Pagar, ainda perguntadas na entrevista, na questão de número 4, são
manualmente lançadas em um computador. Neste lançamento constam ordenadamente o
número do documento, o número da parcela, a data de emissão, o nome do fornecedor ou
outra obrigação, o valor do devido pagamento, o vencimento e a forma de pagamento (boleto,
cheque ou depósito). À medida que vão sendo quitados esses débitos, os valores são
diminuídos, conforme pode ser observado nas últimas duas colunas da planilha abaixo.
Documento Parcela Emissão Histórico Valor Vencimento Tipo Valor Data
Pagamento pago Pagamento

Quadro 4: Planilha de Contas a Pagar


Fonte: Norpec Produtos Agropecuários (2008).

A questão de número 5 questionou o entrevistado sobre a conta Bancos. Para as


movimentações financeiras na empresa é indispensável o uso deste instrumento. É através das
instituições financeiras que a empresa faz grande parte de seus recebimentos e pagamentos.
O controle de Bancos é feito em uma planilha de elaboração própria onde são
lançados os débitos previstos na conta corrente, cada uma para cada instituição bancária. Os
demais controles são verificados e lançados diretamente pelo extrato de conta corrente
fornecido pelo banco. É através dos bancos que a empresa faz seus pagamentos de
fornecedores e outros débitos, bem como recebe títulos bancários referentes à venda de
mercadorias à prazo. O modelo a seguir demonstra como os lançamentos de débitos e créditos
são agendados.
42

Data lançamento Documento Valor Crédito Débito Saldo

Quadro 5: Planilha de Bancos


Fonte: Norpec Produtos Agropecuários (2008).

Outra planilha é utilizada e preenchida manualmente: é um documento de controle de


cheques pré-datados a crédito, que para o entrevistado, pertence ainda ao controle bancário.
Cada recebimento feito em cheque gera o lançamento das informações do documento que são
feitas em uma planilha disposta da seguinte maneira:
Banco Nº Agência Nº Conta Nº Cheque Cedente Valor Bom Para Histórico

Quadro 6: Lançamento de Cheques


Fonte: Norpec Produtos Agropecuários (2008).
Nesta planilha é lançado o nome do banco, a agência de emissão, o número da conta,
o nome do cedente, o valor do cheque, a data prevista para compensação e ainda, caso o
cheque seja recebido de terceiros, o nome do cliente responsável pelo mesmo.
Há sempre um vínculo entre as contas a receber, o caixa e o banco: a questão é que o
valor lançado em contas a receber sempre entra no caixa ou no banco quando chegada a data
prevista para recebimento. Dessa forma, a empresa pode fazer uma previsão de caixa ou de
bancos, dependendo da forma de cobrança utilizada, planejando assim seus compromissos
para determinado período. Os dados gerados são lançados no controle de fluxo de caixa,
instrumento questionado ao entrevistado na questão 6 da entrevista.
Segundo as informações colhidas na resposta a sexta questão, o Fluxo de Caixa é um
controle que a empresa faz para projetar suas finanças. Neste instrumento são lançados todos
os créditos e débitos, fazendo o confronto desses valores, capaz de fornecer valores estimados
de lucro ou prejuízo mensal acumulado. As informações partem de todas as planilhas citadas
anteriormente (Caixa, Bancos, Contas a Receber e Contas a Pagar). A planilha de fluxo de
caixa é responsável pelo cruzamento desses dados. Essa planilha é como as outras, de
elaboração própria da empresa, não sendo enviada para a contabilidade, já que sua função é
exclusivamente cabível ao planejamento financeiro da empresa. O modelo abaixo representa
como é feito o preenchimento desses dados. Vale esclarecer que essa ferramenta representa o
resumo mensal das finanças da empresa, porém os lançamentos a débito são modificados
sempre que uma nova entrada é feita.
43

FLUXO DE CAIXA PREVISTO MÊS: ______/_____.


Data (Pagamentos) Caixa Cobrança Carteira Cheques pré-datados Saldo

Quadro 7: Planilha de Fluxo de Caixa


Fonte: Norpec Produtos Agropecuários (2008).

A planilha de fluxo de caixa tem o número de linhas correspondente à quantidade de


dias úteis do mês. Na primeira coluna é lançado o dia referido, na segunda a soma dos
compromissos do dia (fornecedores, salários, impostos, e outros), na terceira coluna a
previsão de caixa, em seqüência os recebimentos feitos através das duplicatas, depois os
pagamentos em carteira ou depósito em conta, os cheques pré-datados a crédito, e por fim o
saldo do dia, que será capaz de demonstrar se naquela data a empresa terá condições de
cumprir com suas obrigações apenas com os recebimentos, bem como orientar a aquisição de
empréstimos ou antecipação de recebíveis. O saldo mensal é fornecido no final da planilha.
Na questão 7, a pergunta se referiu a adequação dos controles utilizados. Foi
perguntado se eles atendem as necessidades da empresa. Para o entrevistado, a resposta é
positiva enquanto é um a empresa de pequeno porte e de controle gerencial simplificado.
Complementou sua explicação na resposta a questão 8, ao ser questionado se
acreditava ter falhas em seus controles, ao dizer que pelo entendimento contido sobre o
assunto, julga correto a aplicação das finanças na empresa.
Após mapear as resposta da entrevista, esclarecendo como cada instrumento de
controle financeiro é feito, foi proposto que se fizesse uma análise da aplicação destes
instrumentos. Esse estudo está contido no tópico a seguir.

5.1.2 Estudo comparativo dos instrumentos

Para apresentar o resultado proposto neste estudo optou-se por uma maneira mais
clara de analisar a confecção dos demonstrativos de controle financeiro feitos pela empresa
em questão. A seguir estão os quadros comparativos, que apresentam como o controle é
realizado, bem como o que a teoria prevê para eles e, por fim, as observações cabíveis ao
diagnóstico deste estudo.
44

Quadro Comparativo I
Instrumento: Caixa
Aplicação: São feitos os lançamentos das Teoria: Na página 21, afirma-se que o
entradas de pequenos valores recebidos em funcionamento do caixa empresarial no fluxo
espécie e o histórico das saídas pra qualquer de movimentação diária é feito debitando as
finalidade, seja ela pessoal ou empresarial. entradas de dinheiro ou cheques, e creditando
pelas saídas dos mesmos (RIBEIRO, 2003).
Observações Importantes: Não há um valor definido de pró-labore e nem uma data certa
para essa retirada do caixa da empresa. As retiradas pessoais são feitas sempre que necessário
for, e esses valores não são somados para controle.
Quadro 8 : Quadro Comparativo I – Instrumento Caixa
Fonte: Dados Primários (2008).

No quadro Comparativo I, está descrito o instrumento Caixa. Sua análise


aparece assim como a do instrumento Bancos no Quadro II a seguir, destacando a
imparcialidade dos dados gerados pela movimentação de valores não devidos nestes
controles.
Quadro Comparativo II
Instrumento: Bancos
Aplicação: Todos os lançamentos a crédito e Teoria: Na página 22, explica-se que a
débito são acompanhados paralelamente ao principal atividade da empresa está
extrato bancário fornecido pela instituição relacionada com as instituições bancárias.
bancária, de maneira que todos os cheques Boa parte dos pagamentos e recebimentos
recebidos ou emitidos pela empresa entram envolve as contas bancárias. JUNIOR;
nesse controle. A empresa também tem BEGALI (2002) no tópico que se refere á
cartões de crédito, que são utilizados para bancos, diz que não apenas os pagamentos e
negociações pessoais dos sócios, já que a recebimentos se classificam como operações
empresa não compra de fornecedores bancárias, mas que depósitos, operações de
próximos, não fazendo utilização dos cartões cobrança e descontos de duplicatas e títulos,
para pagamentos da empresa. bem como empréstimos obtidos, aplicações
financeiras de liquidez a curto, médio ou
longo prazo também são de competência dos
bancos.
Observações Importantes: A utilização das contas bancárias como meio de movimentação
de valores para fins não empresariais fazem com que esse controle sirva apenas como
registro destas movimentações. Ainda sobre os cartões de crédito empresariais, pode-se dizer
que a utilização deste meio de pagamento foge á finalidade principal do mesmo, servindo
apenas como crédito do sócio e não da empresa.
Quadro 9: Quadro Comparativo II – Instrumento Bancos
Fonte: Dados Primários (2008).

Foi estudada a aplicação do instrumento de controle das contas a receber, cuja


aplicação foi descrita a seguir, no terceiro quadro comparativo.
45

Quadro Comparativo III


Instrumento: Contas a Receber
Aplicação: Controla todos os valores que Teoria: Segundo o exposto nas páginas 22 e
entrarão nas contas de caixa, depósitos 23 deste estudo, as contas a receber incluem
bancários e cheques recebidos. todos os direitos financeiros da empresa
referente á vendas e outras movimentações
da organização. Para a opinião de diversos
autores utilizados neste tópico, esse controle
serve para projeção de recebíveis e
programação de obrigações da empresa.
Observações Importantes: As influências diretas das finanças pessoais dos proprietários
novamente afetam a confiabilidade deste controle.
Quadro 10: Quadro Comparativo III – Instrumento Contas a Receber
Fonte: Dados Primários (2008).

O próximo comparativo, diz respeito ás obrigações da empresa para com seus


fornecedores, governo, colaboradores, e demais custos. É o controle das contas a pagar. Veja:

Quadro Comparativo IV
Instrumento: Contas a pagar
Aplicação: Compreende todos os Teoria: Segundo o exposto na página 23, por
compromissos financeiros referentes a Júnior e Begalli (2002), as contas a pagar
duplicatas a pagar, cheques de emissão da incluem todos os compromissos da empresa e
empresa, cartões de crédito, e outros. através deste controle a empresa pode
prognosticar a alocação de recursos. Inclui o
lançamento de fornecedores, salários,
impostos, custos fixos e demais despesas
organizacionais.
Observações Importantes: Os compromissos lançados incluem os da empresa e do sócio
que lança juntamente ao controle da empresa, o acompanhamento dos compromissos
pessoais, o que demonstra a ineficiência deste controle.
Quadro 11: Quadro Comparativo IV – Instrumento Contas a Pagar
Fonte: Dados Primários (2008).

No quinto e último quadro comparativo, está a descrição da aplicação do instrumento


Fluxo de Caixa realizado na empresa. Observe:
46

Quadro Comparativo V
Instrumento: Fluxo de Caixa
Aplicação: Os dados de todos os demais Teoria: Representado no exposto por
controles são lançados no inicio do mês, Zdanowicz (2004) na página 24, o fluxo de
atualizando-se os compromissos financeiros caixa é o instrumento que relaciona o futuro
da empresa, confrontando-os com os conjunto de entradas e de saídas de recursos
recebimentos, com a finalidade de prever o financeiros pela empresa em certo período
lucro ou prejuízo do mês. de tempo. Para o autor pode ser também
conceituado como ferramenta utilizada pelo
gestor financeiro com o objetivo de
demonstrar os somatórios de ingressos e
desembolsos financeiros da empresa, em
determinado momento, prevendo assim se
haverá lucros ou prejuízos na empresa, em
função do nível desejado.
Observações Importantes: O preenchimento desta planilha deveria ser cruzado com outra
planilha idêntica, mas que, porém, atualizasse diariamente os valores de crédito também,
para gerar um comparativo entre o previsto e o realizado. Além disso, esse controle se faz
desnecessário ao momento que, como os demais instrumentos têm lançadas as
movimentações não exclusivamente de competência da empresa.
Quadro 12 : Quadro Comparativo V – Instrumento Fluxo de Caixa
Fonte: Dados Primários (2008).

Desta forma, através dos quadros expostos, pode-se ter uma idéia de como é
importante se fazer o controle financeiro corretamente na empresa. Independentemente do seu
tamanho, as ferramentas financeiras tem as mesmas funções, e se forem bem aplicadas podem
e muito auxiliar o gestor nos processos constantes de tomada de decisão em diversas áreas.
47

6 CONSIDERAÇÕES FINAIS

Neste último capítulo estão descritas as conclusões ao estudo feito na empresa


Norpec Produtos Agropecuários, com enfoque em sua função financeira, onde foi estudado o
desenvolvimento de cada ferramenta de controle gerencial ligado a esse departamento, bem
como sua aplicação no processo de tomada de decisão. Ainda aqui descrevem-se as
recomendações e limitações do TCC que poderão ser utilizados como fonte de informação
para futuros estudos na mesma área.

6.1 CONCLUSÃO

O estudo realizado cumpriu todos os objetivos propostos, explanando a empresa


Norpec Produtos Agropecuários e identificando suas peculiaridades na área financeira.
Foi feito um trabalho baseado no conhecimento de diversos autores que abrangem a
área financeira, discorrendo sobre planejamento, finanças, a função das finanças
organizacionais bem como o papel do gestor financeiro e ainda, o estudo de cada ferramenta
de controle financeiro da empresa, e seus demonstrativos contábeis.
Como resultado foi elaborado um mapeamento de cada instrumento de controle
financeiro utilizado pela empresa, expondo detalhadamente como são feitos e de que maneira
são aplicados.
A seguir preocupou-se em elaborar quadros comparativos, onde a aplicação destes
instrumentos pudessem ter suas características cruzadas com o que prevê a teoria sobre o
assunto e, de acordo com esse estudo foi então comprovado que a principal divergência
identificada pela análise, está no fato de não distinguir as finanças da empresa das finanças
dos sócios, utilizando praticamente todos os meios de controle para movimentações de fins
pessoais.
A reestruturação dos controles financeiros da Norpec se faz necessária. A empresa
não tem se quer a definição efetiva de um pró-labore para os sócios e nem data correta para
essa retirada. Com o mesmo grau de gravidade, os cartões de crédito empresariais, são
utilizados para fins pessoais, bem como as contas bancárias para movimentações constantes
de valores interessados aos sócios ao invés da empresa.
Além disso, com menor relevância, pode-se ver que seria mais fácil a elaboração
destes instrumentos, caso a empresa já dispusesse de um programa informatizado para
48

confecção dos mesmos. Mas isso só poderia ser implementado, a partir do momento em que a
empresa desligasse completamente as finanças dos sócios do cotidiano diário da empresa.
Essa realidade é comum, porém errônea em diversas empresas de pequeno porte da
região, que julgam seu processo como simples, atribuído a dimensão de sua organização. É
relevante dizer que cabe a cada empresa modernizar-se e assumir seu papel interno de acordo
com que prevê a teoria para o que se trata de finanças organizacionais.

6.2 RECOMENDAÇÕES

É extremamente necessário que a empresa passe a reorganizar todas as suas


movimentações financeiras. A seguir estão algumas recomendações que devem ser levadas
em consideração pela empresa estudada e outras que se encontrarem na mesma situação.
Definir um pró-labore para o(s) sócio(s), bem como uma data conveniente para
sua retirada e, em hipótese alguma, desobedecer a esse valor e data;
Ativar contas de pessoa física para efetuar movimentações financeiras pessoais;
Desligar qualquer informação referente á finanças pessoais dos controles
financeiros da empresa;
Adquirir um sistema informatizado para a elaboração dos instrumentos, capaz de
cruzar dados entre eles, gerando um controle de fluxo de caixa eficiente;
No caso de não dispor deste programa informatizado, se faz indispensável a
elaboração de uma planilha de fluxo de caixa onde estejam os valores realmente
realizados, com a intenção de cruzar com a planilha já confeccionada de fluxo de
caixa previsto.
Para futuros trabalhos nesta área de abrangência, recomenda-se que nenhum mínimo
detalhe na organização seja desprezado. Qualquer informação perdida poderá influenciar
diretamente no resultado e diagnóstico da empresa em questão. É importante também o estudo
de autores diversos da área, considerando que quanto maior o número de idéias e
informações, mais enriquecedor será o resultado do trabalho. Por fim, atribui-se a efetivação
deste tipo de estudo à busca incensaste de informações e presença na empresa estagiada, na
garantia de que a comprovação das informações produza efeito positivo sobre a conclusão do
estudo proposto.
49

6.3 LIMITAÇÕES

A aplicação deste estudo não enfrentou relevantes resistências. Limitou-se em


abranger a análise de uma única empresa, no caso, a Norpec Produtos Agropecuários que, no
momento da pesquisa dispôs-se a colaborar com as informações e dados necessários para que
o trabalho se concluísse satisfatoriamente.
O trabalho limitou-se em verificar a função financeira da empresa, destacando a
importância deste departamento para com o eficiente funcionamento das demais atividades
organizacionais.
É importante destacar que não houve qualquer resistência durante a efetivação desde
estudo, o que facilitou a sua confecção. Deu-se como o previsto, desde a parte competente a
instituição educacional que disponibilizou praticamente todo o material bibliográfico utilizado
no desenvolvimento deste, bem como a orientação por parte da equipe docente competente, e
ainda como já foi citado anteriormente no que cabe a empresa estagiada, não se encontrou
entraves para aplicação as pesquisa.
50

REFERÊNCIAS

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Editora Saraiva com a colaboração de Antônio Luiz de Toledo Pinto, Márcia Cristina Vaz dos
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ZDANOWICZ, José Eduardo. Fluxo de Caixa: uma decisão de planejamento e controle


financeiro. 10 ed. Porto Alegre: Sangra Luzzatto, 2004.
53

APÊNDICE A - ROTEIRO DE ENTREVISTA

1. Quais são os tipos de controles gerenciais financeiros utilizados na empresa?

2. Como são realizados esses controles (manuscrito, manualmente em computador ou em


programa informatizado)?

3. Como é feito o instrumento de movimento de caixa?

4. De que maneira é realizado o controle de contas a receber e contas a pagar?

5. A empresa utiliza o controle bancário? Como é a realização deste instrumento na empresa?

6. Como é feito o fluxo de caixa?

7. Em sua opinião, os controles financeiros utilizados são os mais adequados as necessidades


da empresa? Por quê?

8. Você identifica alguma irregularidade no controle de finanças na Norpec? Se sim, o que


você acha que deveria ser feito para sanar essa falha?
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