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I

t

~FUNDAÇÃO

~ GEI1JLIO VARGAS

Biblioteca Mario Henrique Simonsen

~--------------------------------------------~/

FUNDAÇÃO GETULIO VARGAS INSTITUTO DE ESTUDOS AVANÇADOS EM EDUCAÇÃO

DEPARTAMENTO DE ADMINISTRAÇÃO DE SISTEMAS EDUCACIONAIS

,

LEILA JULIETTE KALO

. SUPERVISÃO ESCOLAR: EXPECTATIVAS E PERCEPÇÕES , DO SUPERVISOR ESCOLAR, DO COORDENADOR DE AREA E DO PROFESSOR, QUANTO AO DESEMPENHO DAS FUNÇÕES DO SUPERVISOR ESCOLAR

.

- ESTUDO DE CASO -

Rio de Janeiro, 1980

J

QUANTO AO DESEMPENHO DAS FUNÇÕES DO SUPERVISOR ESCOLAR . - ESTUDO DE CASO - Rio de

TIIESAE

K14s

QUANTO AO DESEMPENHO DAS FUNÇÕES DO SUPERVISOR ESCOLAR . - ESTUDO DE CASO - Rio de

SUPERVISAo ESCOLAR:

COES

DOR DE AREA E DO PROFESSOR. QUANTO AO DE

DO COORDENA -

EXPECTATIVAS E PERCEP

DO SUPERVISOR ESCOLAR,

"

-

SEMPENHO DAS FUNÇOES

DO SUPERVISOR ESCOLAR

-

ESTUDO DE 'CASO -

Laila

Juliette

Kaló

. ",

;',

,#,

.

SUPERVIS~O ESCOLAR:

EXPECTATIVAS E PERCEPÇOES DO SUPERVISOR ESCOLAR,

DO COORDENADOR DE ~REA E DO PROFESSOR, QUANTO AO DESEMPENHO DAS

FUNÇOES DO SUPERVISOR ESCOLAR -

ESTUDO DE

CASO-

Leila Juliette Kalõ

Dissertação apresentada como requisito parcial para obtenção do grau de Mestre em Educação

.

.

Julia Azevedo Professora Orientadora

Rio de Janeiro Fundação Getúl io

Vargas

Instituto de Estudos Avançados em Educação· Departamento de Administração de Sistemas Educacionais

1980

";.""l",

=-

~

~

4'

A

_ li

,

Renêe, Tere, Nãdia, Lina, Samir e Michel.

MEUS

AGRADECIMENTOS

À Professora

orientação

Julia

Azevedo

pela

À Professora Ethel Bauzer de Medeiros pelo acompanhamento e

no tratamento

estatístico

ajuda prestimosa

Aos

professores,

Coordenadores

de

Area.

Supervisores

Escolares

e

seus

auxiliares,

das

escolas

municipais

de

Curitiba

que

se

dispuseram

a

colaborar,

respon-

dendo

aos

instrumentos

utiliza-

dos

A

todos

que,

de

alguma

forma,

contribuiram

deste

para

trabalho.

a

realização

I

N O

r

c

E

Lista

de

Anexos

.•••••

••••••

 

VII

Lista de Tabelas

 

VIrI

Lista

de

Quadros

••••••••••••••••••••

•••••••••

X

Lista

de

Gráficos

 

•.•••

 

XI

CAPITULO

I

-

INTROOuçAo

 

CAPITULO

II

 

SUPERVISAo

ESCOLAR EM SUA EVOLUçAo

HISTORICA

 

2.1 Origens

-

e

desenvolvimento

••.•••••

•.•

•••••

5

2.2 Supervisão

-

escolar

no

Brasil

 

7

2.3 Consideraç6es

-

Complementares

10

CAPITULO

III

 

SUBS!OIOS

PARA

CARACTERIZAÇAo

DA

SUPERVISAo

 

ESCOLAR

3.1 Expectativas

-

e

percepçoes

.••

•••••.

.•.

.•.•

13

3.2 Contribuição

-

da

pesquisa

 

3.2.1

-

em

termos

qualitativos

 

15

3.2.2

-

em

termos

quantitativos

••••.•

••••

18

3.3 -

Funções

 

3.3.1

-

apontadas

por

especialistas

 

21

3.3.2

-

preconizadas

por

projeto

 

de

1 e i

.0

24

CAPITULO

IV

ESTUDO

DE

CASO:

EXPECTATIVAS

E PERCEPÇOES

SOBRE

A

SUPERVISA O ESCOLAR -

4.1

NO

MUNIC!PIO

do

Metodologia

4.1.1 -

Caracterização

DE

CURITIBA

município

26

4.1.1.1 Administração

-

do

sistema

escolar

 

27

4.1.1.2 Escolarização

-

••• .•••••••• .•.•••••

 

29

4.1.1.3 Funcionamento

-

do

Serviço

de

Super-

 

visão

Escolar

.·1

30

V

4.1.2

-

Hipóteses

de Trabalho ••••••••• •••••

32

4.1.3

-

Definição

do

universo

da

pesquisa

35

4.1.4

- Indicação de técnicas de coleta ••••

37

4.1.5

-

Escolha

do

instrumento

a

utilizar

38

4.1.6

- Aplicação do instrumento

39

4.1.7

- Caracterização adicional dos infor-

 

mantes

••••••.•••••••.••••••••••••••

40

4.1.8

-

Tratamento

estatístico

dos

resulta-

dos

••••••••••••••••••••••••••••••••

-

Resumo

e

discussão

dos

resultados

 

4.2.1

-

Pesquisa

realizada

em

Curitiba

47

4.2.1.1 - Comparação de expectativas com pe~ cepções dos Supervisores Escolares. Coordenadores de Area e professo-

res

48

4.2.1.2 - Comparação entre expectativas dos

Supervisores Escolares. Coordenad~

res de Area e

professores.

.••• ••• 51

 

4.2.1.3 - Comparação entre percepções dos S~ pervisores Escolares. Coordenado- •••••

res de Area e professores

58

4.2.2

-

Confronto com os resultados

obtidos

 

mediante pesquisas realizadas em mu- nicípios diferentes

 
 

4.2.2.1 - Comparação entre expectativas de professores de 5a. a 8a. séries de Curitiba e do Rio de Janeiro •••••

63

4.2.2.2 - Comparação entre percepções de pr~ fessores de 5a. a 8a. séries de Cu

 

ritiba e do Rio de Janeiro •••••••

64

CAPtTULO

V

-

CONCLUSOES

E

RECriMENDAÇOES

 

67

BIBLIOGRAFIA

•••••••••••••••••

I,

•••••••••••••••••••••

72

ANEXOS

80

VI

LISTA

DE

ANEXOS

I

-

Projeto

de

lei

que

propoe

regulamentação

 
 

da

profissão

do

SE

TI

••••••••••••••••••

 

81

11

-

Instrumento

utilizado

na

coleta

de

dados

88

111

-

Localização

geográfica

das

6

escolas

 

ticipantes

da

pesquisa

de

campo

••••••••

 

98

IV

Tabelas

relativas

ao

índice

de

escolari-

J

~ação no

Município

de

 

Curitiba

 

100

V -

Organograma

do

Departamento

de

Educação

 

da

Prefeitura

Municipal

de

Curitiba

••••

 

104

VI

-

Tentativa

de

categorização

das

ativida-

 
 

des

do

SE

das

escolas

 

do

ensino

de

1 9

g r a u

•••••••••••••••••••••••••••••••••••

 

107

VIr

-

Diretrizes

Gerais

da

Supervisão

Pedagóg!

 
 

ca

atribuiç5es

da, Prefeitura

do

Municipal

Supervisor

- •••••••••••••• ,

de

Curitiba

 

122

VII

LISTA

DE

TABELAS

1 - Número de docentes, supervisores escolares e coordenadores de área por escola, de 5a. e ae. séries, do Sistema Municipal de Curitiba.

36

2

-

Caracterização

adicional

dos

informantes

 

formação profissional

 

41

3

-

Caracterização

adicional

dos

informantes

 

tempo

de

serviço

no

cargo

•.•••.•.••••••••••

42

4

-

Caracterização

adicional

dos

informantes

 

n 9

de

turmas

sob

sua

orientação

 

43

5

-

Caracterização

adicional

dos

informantes

 

n 9

de

turmas

sob

orientação

do

professor

.••

44

6

-

Caracterização

adicional

dos

informantes

 

n 9

de

docentes

sob

sua

orientação

.•••••••••

44

7

-

Caracterização

adicional

dos

informantes

 

faixa

etária

••

45

a - Valores do qUi-quadrado referentes ~ diferen

per-

ça

entre

as

medianas

de

expectativas

e

cepções

dos

Supervisores

Escolares,

Coorden~

 

dores

de

Area

e

professores

••••••••••••••••

48

9

-

Teste

dos

sinais

sobre

as

médias

das

 

tivas

e

percepçoes

 

49

10

-

Médias

globais

 

de

expectativas

e

percepçoes

 

da

Supervisores

Escolares,

Coordenadore5

de

Area

e

professores

VIII

50

11 -

Valores

do

qUi-quadrado

referentes

a

diferen

ça

entre

as

medianas

de

expectativas

dos

pos

de

Supervisores

Escolares.

Coordenadores

de

Area

e

professores

••••••••••••••••••••••

53

12 dos

-

Teste

sinais

sobre

as

médias

das expect~

tivas

54

13 globais

-

Médias

de

expectativas

dos Supervis~

res Escolares, fessores

Coordenadores

de

Area

e

pro-

55

14 Valores

-

do

qui-quadrado

referentes

a

diferen

 

·ça

entre

as

medianas

de

percepçoes

dos Supe~

visores

Escolares.

Coordenadores

de

Area

e

:profes so re 5

••••••••••••••••••••••••••••••••

59

15 Teste

-

dos

sinais

sobre

as

médias

das

percep-

ç o e 5

•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

59

16 Médias

-

globais

de

percepçao

dos

Supervisores

 

Escolares,

Coordenadores

de

Area

e

professo-

r e 5

••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••

l7

-

Médias globais de expectativas

dos professo-

Insti-

tuto de Educação do Rio de Janeiro e do Sis-

tema Municipal de Curitiba, quanto ao desem-

res

de

5a.

a

8a.

séries

do

1 9

grau

do

60

 

penbo

do

Supervisor

Escolar

64

18

-

Médias

globais

de

percepçao

dos

professores

 

de

Se.

e

Se.

s~ries do Instituto de Educaç~o

 

do

Rio

de

Janeiro

e

do

Sistema

Municipal

de

Curitiba.

quanto

ao

desempenho

do

Supervisor

 

Escolar

 

65

IX

QUADRO

-

Demonstrativo

dos

instrumentos

examinados

 

segundo

técnica

aplicada,

n 9

de

quesitos

e testagem

do

instrumento

x

•.••.••••••.•

38

I

-

Médias

das

LISTA

DE

expectativas

GRAFICOS

e

percepçoes

dos

Su

 

pervisores

Escolares,

referentes

ao desemp~

 

nho

de

suas

funçõe s

•••••••••••

••••••••••

52

11 - Médias das expectativas e percepçoes dos Co ordena dores de Area, referentes ao desempe- nho das funções do Supervisor Escolar .••••

52

111

-

Médias

das

expectativas

e

percepçoes

dos

 

professores,

referentes

ao

desempenho

das

funções

do

Supervisor

Escolar

:

•••••••

52

IV

-

Média de expectativas

por

atividade

do

Su-

 

pervisor

Escolar,

extraídas

das

opiniões dos

 

Supervisores

Escolares,

Coordenadores

de

Ares

e

professores

57

v - Médias de percepçao por atividade do Super- visor Escolar, extraídas das opiniões dos Supervisores Escolares, Coordenadores de

Area

e

professores

XI

62

 

LISTA

DE

ABREVIATURAS

E

SIGLAS

 

ANPAE

-

Associação

Nacional

de

Profissionais

de

Adminis

 

tração

Educacional

 
 

-

Coordenador

de

Area

CADES

-

Campanha

de

Aperfeiçoamento

 

e

Difusão

do

Ensino

 

Secundário

 

CFE

-

Conselho

Federal

de

Educação

 

DEF

-

Departamento

de

Ensino

Fundamental

 

DNE

-

Departamento

Nacional

de

Educação

FE

-

Faculdade

de

Educação

 

gl

-

grau

de

liberdade

 

IE

-

Instituto

de

Educação

 

INEP

-

Instituto

Nacional

de

Estudos

Pedagógicos

MEC

-

Ministério

de

Educação

e

Cultura

 

DE

-

Orientador

Educacional

 

PAMP

-

Programa

de

Aperfeiçoamento

 

do

Magistério

PUC

-

Pontifícia

Universidade

Católica

 

RJ

-

Rio

de

Janeiro

 

SE

-

Supervisor

Escolar

 

SP

-

são

Paulo

 

UFRGS

-

Universidade

Federal

do

Rio

Grande

do

Sul

UFRJ

-

Universidade

Federal

do

Rio

de

Janeiro

 

UNESCO

-

Organização

das

Nações

Unidas

para

a

Educação.

 

Ciência

e

Cultura

 

Este

estudo

Supervisor

Escolar

S

UMA

pretendeu

aquem

está

R

I

O

mostrar

do

que

desejado

o

por

desempenho

do

profissiE.

nais

que

atuam

na

area.

e

que.

em

torno

de

tal

expectativas

e

percepções

significantemente

diferencia

das

entre

aqueles

profissionais.

 

Para tal efeito estabeleceu-se um referencial teó rico. fundamentado em pesquisa d6~umental. que apreciou o

problema da Supervisão Escolar em sua evolução histórica. destacando elementos para caracterizar as funções do Supe~ visar Escolar. Promoveu-se um estudo de caso apoiado ba sicamente em dados primários. para verificar como se dese~ volve a atuação do Supervisor Escolar em um município br~ sileiro (no caso. o Município de Curitiba) e de que modo tal atuação é percebida por ele próprio e por outros pr~

f i s s i o n a i s (C o o r d e n a d o r e

-se. ainda. o que esses profissionais esperam da atuação do Supervisor Escolar (frente às atividades arroladas no instrumento de coleta de dados).

s

d e

Ar e a

e

p r o f e s s o r e s)

.

Ve ri fi cp ~

Utilizaram-se

como

instrumentos

de

coleta

de

da

dos escalas do tipo Likert. acrescentando-se questionário sobre dados pessoais. Submeteram-se os dados a dois tes tes não paramétricas (da Mediana e dos Sinais) e a um tes te paramétrica (t'). por razoes que se especificam no de correr deste trabalho. Representaram-se também. grafic~

mente.

os

resultados

obtidos.

Com

base

na

fundamentação

teórica

e

na

pesquisa

de

campo.

que

estudam

expectativas

e

percepções

em

torno

do

desempenho

das

funções

do

Supervisor

Escolar.

concluiu

-se

Rela

necessidade

da

definição

de

uma

política

para

o

tratamento

da

matéria

e

formularam-se

XII

algumas

recomendações.

the

SUMMARY

This

study

aims

School

Supervisor

is

to

show

beIow

that

the performanc~

of

the

desired

professional

levels.and

aIso

that

expectations

and

perceptions

ab out

such

performances

vary

significantly

even

among

the

supervisors

themselveso

Documental

research

was

in

order

to:

establish

the

needed

theoretidâl

frame

Df

reference;folmw

the

historical

gen8sis

Df

School

Supervision;and

identify

GÍi;·'.'-3cteristic

functions Df

such

supervisiono

MU fi

í.

(; i

A

P a 1 i

case

t Y )

rloe~ his

work;

study

so

as

how

was

completed

find

performance

in

to

his

out:

how

is

Curitiba

(the

whole

the

School Superv~sor

perceived

both

~y

jli.iiL'~;81f and

other

related

professionals

(Area

Coordinators

ano

teachers),

and

what

professionals

expect

from

school

li

s t-t:; d

supervision

da t a

i n

o u r

(in

c o 11 e c t i o n

what

relates t o Dl)

to

o

the

activities

 

Data

were

collected

with

Likert-type

scales

 

and

ona

personal

data

questionnaireo

Data

were

submited

to

two

non-parametric

tests

(Median

and

Signs)

as

well

as

to

a

parametric

one

(t)

for

reasons

discussed

in

the

me

t h o do 1 o g Y

c h a p t e r o

Db t ai ne d

results

were

as

well

 

graphicaIly

representedo

 

On

the

bases

of

theoretical

foundations

and

Df

our

field

study,

tmat

study

expectations

and

perceptions

about

the

School

Supervisor's

performance,

the

need

to

define

a

policy

for

school

supervision

was

concluded

and

a

few

recommendations

were

madeo

XIII

CAPITULO

I

INTRODUÇÃO

 

A

Supervisão

Escolar.

caracterizada

como

processo

e

função.

nasceu

da

inspeção

escolar

e

esta

da

inspeção

industrial.

No

Brasil.

entretanto.

sua

formalização

data

da

década

de

60.

com

o

Parecer

n 9

252/69

do

Conselho

Fede

ral

de

Educação.

 
 

Em

nosso

país

as

pesquisas

nessa

area

têm

sido

es

cassas.

resultando

em

 

progresso

lento.

o

que

não

permitiu

ainda

a

definição

do

perfil

profissional

do

supervisor

es

colar.

A falta de consenso. entre os próprios elementos

que atuam na escola. sobre as funções da Supervisão Esco- lar tem contribuído para a ausência de definição de linhas mestras para a atuação do SE. em torno das quais divergem

expectativas

e percepções~ muitas

vezes

até

por

desconhe-

cimento do que representam as funções da Supervisão Esco- lar. Resulta disso. talvez. a designação imprópria de Su pervisores Escolares para funções que nada têm de técnic~ -pedagógica ou mesmo uma atitude pouco reflexiva do SE. a cerca dessa designação imprópria. deixando-se envolver por atividades puramente de controle.

 

Tais

imp~opriedades redundam

em

prejuízo

sério

pa

ra

o

sistema

escolar.

provocando

quase

sempre desarticul~

çoes

e

algumas

vezes

até

conflitos.

Acontecem

esforços

paralelos.

direcionamentos

divergentes

ou.

o

que

e

pior.

omissões.

Diante

desses

fatos

tem-se

um

Não

f i s SI i o na I

riculo

delineamento

doS E •

adequado

claro

de

funções.

e s

na

f i c a para

a

d i f i c u I t a d a habilitação

a

círculo

falta r u t

área

t

de

vicioso.

o

perfil

pro-

deu m c u~ Supervisão

u r a ç ã o

Escolar.

Sem

um

currículo

adequado.

fica

comprometida

a

formação

do

profissional. o qual

passa.

então .quase

sempre.

a ser

subutilizado

,

2.

Quanto

ao

problema,

R.

Lenhard

adverte:

"Convêm que .6e del.im.item cla.llamente, no .6.i.6:tema.

educa.c.iona.l, a

~õe.6 com

6

6un~õe.6 de .6upellv.i.6ão, .6u~.6 Ilela.-

Ou:tIla

6

6un~õe.6 e 0.6

de.6empenho.6

bã.6.ico.6

que lhe .6ão pell:t.inen:te.6, .6em o que não .6ellã PO.6.6Z vel detellm.ina.1l pa.dllõe.6 de qua.l.i6.ica.~ão de.6.6e.6 e.6-

pec.ia.l.i.6:ta

6,

nem cll.i:têll.io.6

pa.lla. Ilecllu:ta.mento

e

.6!

le~ão do.6

ma

i.6

ca.pa.ze.6"

(c.i:ta.do pOIl AIla.~jo,7976,

p.

35).

Outros

especialistas

também

alertam

para

o

problema,

1em-

brando

que:

"a.

.6upellv.i.6ão

educ.a.c.iona.l

quell .6ell um .in.6:tllumen:to

.6ua.

envolv.ido.6

.6Ô a.t.ing.illã

e6.ica.z

de .inova~ão peda.gôg.ica.

0.6

.6ua.

e

6.ina.l.ida.de .6e :todo.6

no

plloce.6.6o

pIl06.i.6.6.iona

a.

i.6

en:tendellem

na.:tulleza.

e

e

6un~ão,

0.6 .6upellv.i.6olle.6

60llem

pIl06.i.6.6.iona

60Ilma.do.6"

tCandau,

1976,

p.

16).

i.6

a.dequa.da.men:te

Essas

advertências

ganham

maior

sentido

se

se

con

t

siderar

a

escola

como

um

conjunto

sistêmico,

requerendo,

portanto,

que

cada

subconjunto

conheça

suas

atribuições

e

as

implicações

frente

à

sua

área

e

à

dos

demais.

 

O Ministério

da

Educação

e

Cultura,

através

do

Instituto Nacional de Estudos Pedagógicos tINEP}, vem fi- nanciando pesquisas sobre a Supervisão Escolar. O tema vem

sendo, ainda, objeto de análise em dissertações de mestra- do. Preocupa, também, a área legislativa, onde há proje- to de lei tramitando para regulamentar o exercício profis-

sional do SE (cf. p.19-20 e Anexo I p.81-8).

Especialistas

da

área

de

Supervisão

Escolar

se

reuniram,

no

"Encontro

Nacional",

realizado

em

Curitiba,

U9791,

nais

aos

pleiteando

a

formalização

de

nfveis:

nacional

e

estadual.

Associações

profissi~

Entende-se,

assim,

que

o

tema

e

relevante

e

atual.

3.

Era

propósito

inicial

deste

trabalho

efetuar

uma

"r~plica" de

pesquisa

de

A.

Reis.

no

que

se

refere

op!

nião

do

se útil conhecer também a opinião de outros profissionais

entendendo-

de

professores de Sa. a 8a. séries sobre o desempenho

Ampliou-se.

entretanto

a

pesquisa.

SE.

que

atuam

na

área

da

Supervisão

Escolar.

Assim.

as

expectativas

e

percepçoes

aqui registr~

das

envolvem

a

opinião

não

de p~ofessores.

como

também

de

Coordenadores

de

Área

e

dos

próprios

Supervisores

 

lares.

Com

isto

pretendeu-se

obter

conjunto

mais

represen

tativo

de

informações

e:

(i)

verificar se ocorrem diferenças significantes de expectativas e percepções dos profissionais de educação em relação ao desempenho do SE;

(ii)

comparar

os

resultados

de

pesquisas

sobre

SE

realizadas

entre

dois

municípios

de

Estados

diferentes

(Curitiba

e

Rio

de

Janeiro);

de

(iii)

Para

trabalho:

sugerir

alizados.

providências

com

tal

efeito

formulou-se

a

base

nos

seguinte

estudos

re

hipótese

As

expectativas

e

as percepções dos Coordenadores

de

Área

(CA).

dos

professores

e

dos

Supervisores

 

Escolares

C.SE).

em

relação

às

funções

desse

últi

mo

apresentam

diferenças

significativas.

ou t ra s

Essa c i n c o .

hipótese

geral

foi

a

seguir

desdobrada

em

Os resultados obtidos na pesquisa de campo foram registradbs em dezoito tabelas e cinco gráficos. Com ba se na apreciação dos resultados obtidos e na fundamentação teóriCá formularam-se sugestões. apresentadas ao final des te trabalho.

4.

estruturado em 5 partes. Feita a

INTRODUÇÃO da matéria. segue-se no CAPITULO 2 comentário sobre a evolução histórica da Supervisão Escolar. desde a

sua origem até o presente. momento. particularmente em nos- so pais. No CAPITULO 3 examinam-se elementos para a carac terização do desempenho do SE. a saber: expectativas e pe~ cepçõesJ principais funções do SE na opinião de especialis tas em Supervisão EscolarJ contribuições. acerca da neces- sidade de delimitação do perfil profissional do SE. extrai das de pesquisas realizadas na áreaJ e funções preconiza-

das em lei. A discussão e o resumo da pesquisa

de campo

-

o estudo

está

,

sao apresentados no CAPITULO IV. CONCLUSOES E REOOMENOA ÇOES, umas genéricas e outras específicas. constituem a úl- tima parte deste trabalho. todas. porém procurando ressal-

tar a necessidade e a importância de uma açao articulada. para a melhoria do desempenho do SE. no campo da Supervi- são Escolar.

5 •

 

CAPITULO

II

SUPERVISAo

ESCOLAR

EM

SUA

EVOLUçAO

HISTORICA

2.1

ceu

as

-

Origens

e

desenvolvimento

A

Supervis;o.

na

sua

com

a

empresa

capitalista.

técnicas

da

indústria

e

do

forma

instituciona1izada. nas

da

necessidade

de

melhorar

comércio.

aperfeiçoando-se.

cada

vez

mais.

com

a

revoluç;o

industrial.

Ao

supervisor.

então

chamado

de

inspetor.

cabia fiscalizar as tarefas dos

operários

da

indústria.

Nos

sistemas

escolares.

a

função

do

inspetor

re-

vestiu características semelhantes às do inspetor da indús

tria - desenvolvendo-se essencialmente autoritária e fisca

Cor-

1izadora

e

usando

a

coerção

como

principal

recurso.

respondia a uma atuação mais de natureza administrativa. em que o SE era uma espécie de "vigilante" das tarefas do-

centes. incumbido de verificar. por exemplo. freqOência e pontualidade dos professores e alunos. Voltava-se. porta~ to, para a disciplina e nao para o processo ensino/aprend! zagem, que deveria ser seu objeto de preocupação maior.de acordo com especialistas em Supervisão Escolar.

 

são

muito

antigas.

 

as

origens

da

Su-

pervisão.

Quem

o

afirma

é

Nãjera

(1969).

em

resenha

histõ

rica

sobre

-

a

inspeção

escolar:

no~ povo~ da antigüidade, como na índia, China e no Egito, a vigilância da~ in~tituicõe~

educativa~ e~tava a ca~go de ~ep~e~entante~ da~ ca~ta~ ~ace~dotai~ e da nob~eza;

na G~eci~ e

em Roma, exi~tiam pe~~oa~,

Pe~~ia,

com

ca~go~ e nuncõe~ deninido~, enca~~egada~ de vi- gia~ a~ in~tituicõe~ de en~ino;

-

- na epo~a do 6eudali~mo, ~on6iava-~e a bi~po~

6 •

a

vigilân~ia de atividade~ edu~a~ionai~ e po~te­

a out~a~ pe~~oa~, e~~olhida~ pela au

~io~ente

to~idade e~le~iã~ti~a;

~om o ~apitali~mo ~u~giu a in~peção e~~ola~,

a-

b~angendo a edu~ação 6o~mal em todo~ o~ ~eu~

nl

vei~;

- ~egime ~o~iali~ta levou o~ pal~e~ ~oviêti~o~

o

a

o~ganiza~em vigo~o~o~ hi~tema~ edu~ativo~, em

que a in~peção eh~ola~, inhtitu~ionalizada, tem

6inalidadeh

e ~a~a~te~lhti~ah bem

de6inida~,

de a~o~do ~om a~ pe~ulia~idade~ lo~ai~;

no Mêxi~o (pa~ de o~igem do auto~l, ah ta~e6a~

de vigilân~ia pe~mane~e~am a ~a~go da~

~la~~e~

dominante~ du~ante longo pe~lodo, não exi~tindo

um ~i~tema de in~peção

bem

de6inido;

tal

~o

 

veio a o~o~~e~ no no~~o ~ê~ulo,

no

da ~evolução mexi~ana.

 

Com

o

aparecimento

das

escolas

normais,na

França,

e

que

se

inicia

a

preocupação

de

fazer

a

supervisão

atuar

sobre

a

orientação

e

a

formação

do

professor,

 

buscando

um

ensino

melhor.

Mesmo

assim,

ainda

permanece

o

caráter

fis

calizador

da

Supervisão.

 

nas

primeiras

décadas

do

nosso

século,

os

estu

dos de Taylor e a influência da orientação científica em administração trouxeram aperfeiçoamento dos seus métodos e técnicas, surgindo critérios objetivos de aferição do ren- dimento escolar. A Supervisão Escolar tornou-se, então, mais expressiva, embora ainda continuasse marcada pelo ca- ráter autoritário, em que os professores eram meros instru tores supervisionados.,

Embora

no

inIcio

de

nosso

século.

houvesse

7 •

um

número

expressivo

de

escolas

e

de

organização

de

sistemas

escolares.

somente

no

período

de

1930

a

1940

é

que

esse

menta

se

no

Brasil.

Em

conseqOência

desse

aumento

e

dos

estudos

de

relações

humanas

passou-se

a

exigir

ainda

mais

a

presença

do

SE

e,

agora,

não

mais

em

caráter

direcional

e

impositivo

mas,

ao

contrário.

numa

linha

de

esforço

coo-

perativo.

 

De

1940

a

1960

dá-se

ênfase

a

Supervisão

como

es-

timulo

à

pesquisa,

levando

os

professores

a

raciocinar

com

base

dessas

em

situações-problema.

situações.

orientando-os

para

a

solução

"A.tua.lmen

te

a.

SupeJl.vi~ ão

pJr.o6e~~oJr., c.a.da. vez ma.i~ c.on~c.ien

vel"

( Né r i c i.

1 9 7 6 •

p.

3 1 1.

te,

E~ c.ola.Jr.

e6ic.ien

bu~ c.a.

.toJr.n.a.Jr.

te

e Jr.e~pon.~ã­

o

 

A

trajetória

percorrida

pela

Supervisão

Escolar

a

conduziu

da

forma

nitidamente

fiscalizadora

para

a

orienta

dora.

ultimamente.

assumindo

o

caráter

assistencial.

com

papel

renovador

e

inovador.

conforme

salienta

Wi1es.

cita-

do

por

Lourenço

l19741:

 

.tOJr.n.ou-~e o de a.p Oia.Jr. ,

 
 

"O pa.pel do pa.Jr

~i~.tiJr. e

tic.ipa.Jr.,

a.n.te~ que

diJr.igiJr

A a.u.toJr.i

da.de da. po~ição de ~upeJr.vi~oJr. não ~e Jr.eduziu,

 

pa.~~ou a. ~eJr. u~a.da. de ou.tJr.o modo.

 

pa.Jr.a.

pJr.omoveJr.

do

exeJr.c.lc.io

da. Jr.e~­

pon.~a.bilida.de e da. c.Jr.ia

tivida.de

 

que

da.

de-

pen.d~n.c.ia. e

c.on6oJr.mida.de"

Cp.

27).

2.2

-

Supervisão

Escolar

no

Brasil

A Supervisão Escolar. também. no Brasil aparece

com características fiscalizadoras. numa experiência que estigmatizou suas origens. Surgiu da Inspeção Escolar es- tabelecida na década de 30. apos a criaçãodo Ministério da Educação e Saúde LDecreto n 9 19.402, de 14/11/19301 e da Re-