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EDGAR

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES CEA Certificação Especialista em Investimento ANBIMA

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

CEA

Certificação Especialista em Investimento ANBIMA

Professor Edgar Abreu

edgarabreu@yahoo.com.br

www.edgarabreu.com.br

Sobre o autor Professor Edgar Abreu é mestrando em Economia pela UNISINOS – RS, graduado
Sobre o autor Professor Edgar Abreu é mestrando em Economia pela UNISINOS – RS, graduado

Sobre o autor

Professor Edgar Abreu é mestrando em Economia pela UNISINOS – RS, graduado em Matemática Licenciatura pela PUC-RS, com especia- lização em Educação a Distância pelo SENAC-RS e especialização em Finanças pela UFRGS. Possui as certificações da Anbid CPA-10 e CPA- 20 e também a certificação de Agente Autônomo de Investimento, concedida pela ANCORD.

Ministra cursos preparatórios para certificações e concursos públicos em Porto Alegre e em diversas cidades do Brasil.

Ex-funcionário do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, atualmente trabalha como consultor de finanças pessoais e leciona nos cursos de preparação para certificações da Anbid ecursos para concurso na em- presa A Casa do Concurseiro.

Você pode entrar em contato com o Professor Edgar Abreu por email e seguir as novidades e atualizações no Facebook, no Orkut e no Twitter.

Sobre o material • Esta apostila foi elaborada pelo professor Edgar Abreu. • A instituição

Sobre o material

Esta apostila foi elaborada pelo professor Edgar Abreu.

A instituição ANBIMA não tem algum envolvimento ou responsabilidade com a elaboração e publicação deste material.

Esse material é o mesmo utilizado em nossos cursos preparatórios para certificação CEA.

Essa apostila foi elaborada com auxílio de alguns profissionais que prestaram a prova do CEA.

É o material mais focado para prova de Certificação da CEA e o UNÍCO material de qualidade disponibilizado GRATUITAMENTE no Brasil.

Porque um material tão bom assim de graça?

1. Quem estuda por uma apostila, possui tempo e disciplina para estudo, assim não necessita fazer um curso presencial.

2. Esta é a minha forma de ajudar as pessoas para contribuir com um mundo melhor.

O custo deste material é o pedido que faço para você profissional do mercado em ajudar o pró- ximo com o que estiver ao seu alcance. Assim, certamente viveremos em um mundo melhor.

Ao realizar sua prova e encontrar qualquer assunto ou questão que não esteja abordado de forma clara nesse material, por favor, envie um e-mail para o autor e ajude a manter nossa apostila sempre atualizada e focada na prova.

Qualquer Dúvida que tenham, pode tirar direto com o autor pelo e-mail edgarabreu@edgarabreu.com.br

Muito sucesso em seus estudos!

Sumário 1. Sistema Financeiro Nacional e Regulação dos Mercados 9 1.1 Composição do SFN. Órgãos

Sumário

1.

Sistema Financeiro Nacional e Regulação dos Mercados

9

1.1 Composição do SFN. Órgãos de Regulação e Fiscalização. Demais Participantes do Mercado

9

1.2 Códigos ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas

21

1.3 Acordo de Basiléia – Conceito Internacional e suas Aplicações no Brasil

25

1.4 Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores

26

2.

Fundamentos de Economia, Finanças e Estatística

33

2.1 Fundamentos de Estatística

33

2.2 Fundamentos

de

Economia

42

2.3 Fundamentos

de

Finanças

47

3

Produtos de Renda Variável, Renda Fixa e Contratos Derivativos

59

3.1 Renda Fixa

59

3.2 Renda Variável

 

88

3.3 Renda Variável

100

3.4 Tributação para Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas Residentes no Brasil

114

4

Fundos de Investimento e Produtos de Previdência

121

4.1 Fundos de Investimento

121

4.2 Carteira Administrada

 

137

4.3 Gestão de Riscos em Fundos de Investimento e Carteiras Administradas

138

4.4 Produtos de Previdência Complementar

142

4.5 Tributação em Fundos de Investimentos, Planos de Previdência e Carteira Administrada

151

5

Gestão de Carteiras e Riscos

157

5.1 Risco, Retorno e Mercado 157 5.2 Seleção de Carteiras e Modelo de Markowitz 159
5.1 Risco, Retorno e Mercado
157
5.2 Seleção de Carteiras e Modelo de Markowitz
159
5.3 Modelo de Precificação de Ativos – CAPM
164
5.4 Alocação de Ativos
169
6
Planejamento de Investimento
171
6.1 Investimento Pessoal
171
6.2 Decisões do Investidor na Perspectiva de Finanças Comportamentais
174
6.3 Entrevista e Processo de Análise do Perfil do Investidor
179
6.4 O Processo de Decisão do Cliente
184
6.5 Normas e Padrões Éticos
187
Questões Resolvidas e Comentadas
193
Gabarito Comentado
203
Caderno de Exercícios
221
Módulo 2
Fundamentos de Economia, Finanças e Estatística
221
Módulo 3
Produtos de Renda Variável, Renda Fixa e Contratos Derivativos
229
Módulo 4
Fundos de Investimento e Produtos de Previdência
245
Módulo 5
Gestão de Carteiras e Riscos
255
Módulo 6
Planejamento de Investimento
261
Simulado 1
269
Simulado 2
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.283

Módulo I

O que esperar do Módulo I • Neste capitulo teremos no mínimo 4 questões de

O que esperar do Módulo I

Neste capitulo teremos no mínimo 4 questões de prova e no máximo 10 questões de prova.

Esse capítulo foi incluído na última atualização do edital do CEA e conta com assuntos de fácil compreensão como órgãos do Sistema Financeiro Nacional e Lavagem de Dinheiro. Os assuntos aqui abordados exigem do candidato uma pequena compreensão e muita “decoreba”.

1. Sistema Financeiro Nacional e Regulação dos Mercados

Proporção: de 5% a 15%.

1.1 Composição do SFN. Órgãos de Regulação e Fiscalização. Demais Participantes do Mercado

Sistema Financeiro Nacional (SFN)

Conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilita a transferência de recursos dos doadores finais para os tomadores finais, e cria condições para que títulos e valores mobiliá- rios tenham liquidez no mercado financeiro.

Tomadores finais de recursos (agentes Deficitários) são aqueles que se encontram em posição de déficit financeiro: gastam mais do que a sua renda em consumo e/ou investimento. Precisam do complemento de poupança de terceiros para executar seus planos e atividades, dispondo-se a pagar juros pelo capital que conseguirem.

Doadores finais de recursos (Agentes Superavitários) são aqueles que se encontram em posição de superávit financeiro: gastam menos do que a sua renda.

As instituições do SFN intermedeiam as relações entre essas pessoas, administrando a oferta dos recursos dos doadores finais para os tomadores finais.

essas pessoas, administrando a oferta dos recursos dos doadores finais para os tomadores finais. www.edgarabreu.com.br 9

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Comentário! A instituição financeira capta recursos

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

Comentário!

A instituição financeira capta recursos dos agentes superavitários e empresta para os agentes deficitários.

Organogramas do SFN

Conselho Monetário Nacional Constituição: - Ministro da Fazenda - Ministro do Planejamento - Presidente do
Conselho Monetário Nacional
Constituição:
- Ministro da Fazenda
- Ministro do Planejamento
- Presidente do Banco Central
Banco Central do Brasil
Subsistema
Normativo
Conselho de Recursos do
Sistema Financeiro Nacional
Comissão de Valores Mobiliários
Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
Secretaria de Previdência Complementar
Sistema
Financeiro
Nacional
- Banco do Brasil
Agentes
Especiais
- Banco Nacional de Desenvolvimento
Econôminco e Social
- Caixa Econômica Federal
Subsistema de
- Bancos Múltiplos
Intermediação
- Bancos Comerciais Públicos e Privados
Demais
- Bancos de Desenvolvimento
Instituições
- Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
Bancárias,
- Sociedade de Crédito de Financiamento e Investimento
não Bancárias
- Bolsas de Valores e outras Instituições Auxiliares
e Auxiliares
- Outras Instituições
- Bolsas de Valores e outras Instituições Auxiliares e Auxiliares - Outras Instituições 10 www.edgarabreu.com.br

Módulo I CEA - ANBIMA

Módulo I CEA - ANBIMA Orgão Normativo 1. Conselho Monetário Nacional – CMN Conselho Monetário Nacional

Orgão Normativo

1. Conselho Monetário Nacional – CMN

Conselho Monetário Nacional – CMN

Órgão Máximo do Sistema Financeiro Nacional (IMPORTANTE)

Composição: Ministro da Fazenda (Presidente do conselho); Ministro do Orçamento, Pla- nejamento e Gestão e o Presidente do Banco Central;

Responsabilidade do CMN: Formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País

Reuniões uma vez por mês (ordinariamente);

Resoluções aprovadas devem ser publicadas no D.O.U e na página do BACEN;

Todas as reuniões devem ser lavradas atas e publicado extrato no D.O.U

Principais competências da CMN

Adaptar o volume dos meios de pagamento ás reais necessidades da economia nacional e seu processo de desenvolvimento

Regular o valor interno e externo da moeda

Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras

Autorizar as emissões de Papel Moeda;

Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, inter- na e externa.

Fixar as diretrizes e normas política cambial, inclusive quanto à compra e venda de ouro;

Disciplinar o Crédito em todas as modalidades;

Limitar, sempre que necessário, as taxas de juros, descontos, comissões entre outras;

Determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas

Regulamentar as operações de redesconto;

Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financei- ras que operam no País.

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Comentário! Tente gravar as palavras chaves como:

EDGAR

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prepara você para CERTIFICAÇÕES

Comentário!

Tente gravar as palavras chaves como: Autorizar, Fixar, Disciplinar, Limitar, Regular. Lembre- -se que o CMN é um órgão NORMATIVO assim não executa tarefas.

Observações:

Cuidado com o verbo AUTORIZAR e REGULAMENTAR que também pode ser utilizado para funções do Banco Central do Brasil.

Cuide que o CMN é responsável por coordenar a política monetária, enquanto o BACEN é responsável por formular essas políticas de acordo com as diretrizes do CMN.

Comissões Consultivas

de acordo com as diretrizes do CMN. Comissões Consultivas Entidades Supervisoras 1. Banco Central do Brasil

Entidades Supervisoras

1. Banco Central do Brasil – Bacen

2. Comissão de Valores Mobiliários – CVM

3. Superintendência de Seguros Privados – Susep

4. Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC

Módulo I CEA - ANBIMA

Banco Central do Brasil – Bacen

Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;

Diretoria colegiada composta de 8 membros (Presidente + 7 Diretores), todos nomeados pelo Presidente da República. Sujeito à aprovação no Senado; ATENÇÃO: Atualmente o BACEN possui 9 diretorias e apenas 8 diretores, isso porque o Diretor Luiz Awazu Pereira da Silva ocupa o cargo de duas diretoria (Direx e Dinor)

Principal órgão executivo do sistema financeiro. Faz cumprir todas as determinações do CMN;

É por meio do BC que o Governo intervém diretamente no sistema financeiro.

Principais atribuições e competências do Bacen

Formular as políticas monetárias e cambiais, de acordo com as diretrizes do Governo Federal;

Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional;

Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;

Emitir papel-moeda;

Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos;

Autorizar e fiscalizar o funcionamento das instituições financeiras, punindo-as, se for o caso;

Controlar o fluxo de capitais estrangeiros;

Exercer o controle do crédito.

Determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista, podendo adotar percentagens diferentes em função das regiões geoeconômicas, das prioridades que atribuir às aplicações, da natureza das instituições financeiras.

Importante!

O Banco Central do Brasil não pode mais emitir títulos públicos por conta própria desde 2002. Compete apenas ao Tesouro Nacional a emissão de Títulos Públicos Federais.

Quando se tratar de Instituição Financeira estrangeira, a autorização para funcionamento da mesma, dar-se por meio de Decreto do Poder Executivo e não autorização do BACEN. (Artigo 18, Lei 4.595)

Comentário!

Tente memorizar as palavras chaves como: formular, regular, administrar, emitir, receber, autorizar, fiscalizar, controlar e exercer. Lembre-se que o BACEN é quem faz cumprir todas as determinações do CMN.

Comissão de Valores Mobiliários – CVM

Entidade autárquica, vinculada ao governo através do Ministério da Fazenda.

Administrada por 1 Presidente e 4 Diretores, nomeados pelo Presidente da República;

Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários;

Títulos e Valores Mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição, e opções de compra e venda de mercadorias.

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Objetivos da CVM • Estimular investimentos no mercado

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prepara você para CERTIFICAÇÕES

Objetivos da CVM

Estimular investimentos no mercado acionário;

Assegurar o funcionamento das Bolsas de Valores;

Proteger os titulares contra a emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos ilegais;

Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas sociedades anônimas de capital aberto;

Fortalecer o Mercado de Ações.

Cabem à CVM disciplinar as seguintes matérias:

Registro de companhias abertas;

Registro de distribuições de valores mobiliários;

Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores mobiliários;

Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores e de mercadorias e de futuros;

Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;

Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;

Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou de- cretar recesso de bolsa de valores;

A CVM tem poderes para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos inte- grantes do mercado;

A Lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente cometidas no mercado;

O Colegiado tem poderes para julgar e punir o faltoso, que vão desde a simples advertên- cia até a inabilitação para o exercício de atividades no mercado.

Comentário!

A CVM é o Bacen do mercado mobiliário (ações, debêntures, fundos de investimento entre outros).

Relação CVM, BACEN e Clientes CVM Fiscaliza SA Protege Aberta Acionista
Relação CVM, BACEN e Clientes
CVM
Fiscaliza
SA
Protege
Aberta
Acionista
BACEN Fiscaliza Bancos Protege Clientes
BACEN
Fiscaliza
Bancos
Protege
Clientes

Módulo I CEA - ANBIMA

Dicas do Professor Muitas questões de prova cobram dos alunos competência de cada uma das
Dicas do Professor
Muitas questões de prova cobram dos alunos competência de cada uma
das autoridades monetárias. O problema é que às vezes é muito confuso e
no final não sabemos quem autoriza emissão de papel moeda, quem fisca-
liza fundos de investimento e etc.
Para ajudar na resolução destas questões, procure as palavras chaves
de cada assunto abaixo. Com isso irmos facilitar nosso estudo.
Palavras-chave:
• CVM: Valores Mobiliários, Fundos de Investimento, Ações, Mercado de
Capitais, Bolsas de Valores, Derivativos.
• Bacen: Executar, Fiscalizar, Punir, Administrar, Emitir (apenas papel
moeda), Realizar, Receber.
• CMN: Fixar diretrizes, Zelar, Regulamentar, Determinar, Autorizar
(emissão papel moeda), Disciplinar, Estabelecer, Limitar.

Tome cuidado com as exceções, exemplo:

papel moeda), Disciplinar, Estabelecer, Limitar. Tome cuidado com as exceções, exemplo: www.edgarabreu.com.br 15
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papel moeda), Disciplinar, Estabelecer, Limitar. Tome cuidado com as exceções, exemplo: www.edgarabreu.com.br 15
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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) –

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prepara você para CERTIFICAÇÕES

prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – Supervisor

Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – Supervisor

Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;

Órgão executivo, encarregado da fiscalização do funcionamento das seguradoras, corretoras de seguros, empresas de capitalização e de previdência privada aberta.

A SUSEP é considerada o BACEN do Sistema Nacional de Seguros Privados, capitalização e previdência complementar aberta.

Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC (Supervisor)

Criada pelo decreto 7.075 (Substitui a SPC )

Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e patrimô- nio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social

Fiscalização e supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complemen- tar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar operado pelas referidas entidades.

Diretoria Colegiada composta por um Diretor-Superintendente e quatro Diretores, escolhi- dos entre pessoas de ilibada reputação e de notória competência, a serem indicados pelo Mi- nistro de Estado da Previdência Social e nomeados pelo Presidente da República

O PREVIC é o BACEN do Mercado de Previdência complementar fechada. “Fundos de Pensão”

Bancos Comerciais

São a base do sistema monetário;

São intermediários financeiros que recebem recursos de quem tem (captação) e os distribuem

através do crédito seletivo a quem necessita de recursos (aplicação), criando moeda através do efeito multiplicador do crédito. (Instituição Monetária);

objetivo é fornecer crédito de curto e médio prazos para pessoas físicas, comércio, indústria

O

e

empresas prestadoras de serviços.

Captação de Recursos

Depósitos à vista: conta corrente;

Depósitos a prazo: CDB, RDB;

Recursos de Instituições financeiras oficiais;

recursos externos;

prestação de serviços: cobrança bancária, arrecadação e tarifas e tributos públicos, etc.

Módulo I CEA - ANBIMA

Aplicação de Recursos (Operações Ativas):

Desconto de Títulos ;

Abertura de Crédito Simples em Conta Corrente: Cheques Especiais;

Operações de Crédito Rural, Câmbio e Comércio internacional.

Comentário!

Para diminuir a criação de moedas feita pelos bancos comerciais, o BACEN utiliza o Depósito Compulsório.

Bancos Múltiplos

Os bancos múltiplos surgiram a fim de racionalizar a administração das instituições financeiras. Carteiras de um banco múltiplo:

Comercial (monetária);

De Investimentos;

De Crédito Imobiliário;

De Aceite (financeiras);

De Desenvolvimento (público);

Leasing.

Para configurar a existência do banco múltiplo, ele deve possuir pelo menos duas das carteiras mencionadas, sendo uma delas comercial ou de investimentos.

Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um único balanço.

Comentário!

Os bancos múltiplos com carteira comercial são considerados instituições monetárias.

Bancos de Investimento

São instituições criadas para conceder créditos de médio e longo prazo para as empresas.

Instituições de natureza privada, reguladas e fiscalizadas pelo BACEN e CVM

Tipos de Crédito:

a. Podem manter contas correntes, desde que essas contas não sejam remuneradas e não movimentáveis por cheques; resolução 2.624

b. Administração de fundos de investimentos;

c. Abertura de capital e subscrição de novas ações de uma empresa (IPO e underwriting).

d. Capital de Giro;

e. Capital Fixo (investimentos): sempre acompanhadas de projeto;

f. Captam recursos através de CDB/RDB ou venda de cotas de fundos.

g. Também podem captar recursos via emissão de Letra Financeira

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Comentário! Com o crescimento do Mercado de Capitais,

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prepara você para CERTIFICAÇÕES

Comentário!

Com o crescimento do Mercado de Capitais, cada vez mais torna-se importante a presença dos bancos de Investimento.

Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM)

Sua principal função é a de promover a aproximação entre compradores e vendedores de títulos, valores mobiliários e ativos financeiros, dando a estes, a negociabilidade adequada através de operações no sistema eletrônico da bolsa

Constituídas sob a forma de S.A, dependem da autorização do CVM e do BACEN para fun- cionar;

Típicas do mercado acionário, operando na compra, venda e distribuição de títulos e valo- res mobiliários;

Operam nas bolsas de valores e de mercadorias;

Os investidores não operam diretamente nas bolsas. O investidor abre uma conta corren- te na corretora, que atua nas bolsas a seu pedido, mediante cobrança de comissão (tam- bém chamada de corretagem, de onde obtém seus ganhos).

Uma corretora pode atuar também por conta própria;

Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.

Podem Administrar fundos e clubes de Investimento.

Podem Intermediar operações de Câmbio

Comentário!

Graças aos limites operacionais estabelecidos pelas corretoras e regulamentados pela CVM, os riscos de falta de solvência e de liquidez são minimizados, pois se não existissem esses limi- tes poderiam “quebrar” o sistema mobiliário, haja vista que a liquidação financeira no merca- do acionário se dá sempre em D+3.

Sociedades Distribuidoras de Títulos de Valores Mobiliários (DTVM)

As DTVM tem as mesmas funções que as CTVM.

NOVIDADE Não existe mais diferença na área de atuação entre as CTVM e as DTVM desde a decisão conjunta abaixo

Decisão Conjunta (BACEN E CVM N°17) – 02/03/2009:

“As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários ficam autorizadas a operar direta- mente nos ambientes e sistemas de negociação dos mercados organizados de bolsa de valores.”

Módulo I CEA - ANBIMA

O que faz uma Distribuidora?

Como instituição auxiliar do Sistema Financeiro Nacional, tem como objetivo intermediar opera- ções com Títulos e valores mobiliários. Por exemplo: papéis de Renda Fixa, Ações, Debêntures, certificados de incentivos fiscais e, ainda, atuar no mercado de Commodities, na compra e venda de Ouro e intermediação em Bolsa de Mercadorias.

BM&F BOVESPA S.A.- Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros

Empresa criada pelos acionistas da Bovespa Holding S.A. e da Bolsa de Mercadorias & Futuros- BM&F S.A., é listada no Novo Mercado depois de obtido o seu registro de companhia aberta na Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada dia 12 de agosto de 2008.

A negociação das ações de sua emissão em bolsa iniciou-se no dia 20 de agosto do mesmo ano;

A bolsa opera um elenco completo de negócios com ações, derivativos, commodities, balcão e operações estruturadas;

As negociações se dão em pregão eletrônico e via internet, com facilidades de homebroker;

A nova companhia é líder na América Latina nos segmentos de ações e derivativos, com par- ticipação de aproximadamente 80% do volume médio diário negociado com ações e mais de US$ 67 bilhões de negócios diários no mercado futuro.

Deveres e Obrigações:

Manter equilíbrio entre seus interesses próprios e o interesse público a que deve atender, como responsável pela preservação e auto-regulação dos mercados por ela administrados;

Cabe à entidade administradora aprovar regras de organização e funcionamento dos merca- dos e as normas de conduta necessárias ao seu bom funcionamento e à manutenção de eleva- dos padrões éticos de negociação nos mercados por ela administrados

As Regras de Negociação da Bolsa devem:

Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais de demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados em seus ambientes;

Assegurar igualdade de tratamento às pessoas autorizadas a operar em seus ambientes;

Evitar ou coibir práticas não-equitativas em seus ambientes;

Fixar as variações de preços e quantidades ofertadas, em seu ambiente de negociação que for caracterizado como centralizado e multilateral, que exige a adoção de procedimentos especiais de negociação, bem como os procedimentos operacionais necessários para quando tais variações forem alcançadas, respeitadas as condições mínimas que forem estabelecidas pela CVM em regu- lamentação específica.

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Investidores Qualificados Investidores Qualificados são

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Investidores Qualificados

Investidores Qualificados são aqueles que, segundo o órgão regulador, tem mais condições do que o investidor comum de entender o mercado financeiro.

São considerados Investidores Qualificados:

Instituições financeiras;

Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;

Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;

Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$ 300.000 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado mediante termo próprio;

Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em rela- ção a seus recursos próprios.

Investidor não-residente

É a pessoa física ou jurídica, os fundos e outras entidades de investimentos individuais ou coleti- vas, com residência, sede ou domicilio no exterior, que investem os seus recursos no país.

Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC)

Sociedade limitada ou fundação, sem fins lucrativos, com objeto social de instituir planos priva- dos de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares ou assemelhados aos da previdência social, mediante contribuição de seus participantes, dos respectivos empregado- res ou de ambos.

São acessíveis exclusivamente aos empregados de uma só empresa ou de um grupo de empresas, as quais são denominadas patrocinadoras.

A constituição, organização e funcionamento dependem de prévia autorização do Governo Fede- ral, através da SPC - Secretaria de Previdência Complementar.

Os recursos garantidores dos planos de benefícios da entidade fechada de previdência comple- mentar devem ser alocados em quaisquer dos seguintes segmentos de aplicação:

I -

segmento de renda fixa;

II -

segmento de renda variável;

III - segmento de imóveis; ou IV - segmento de empréstimos e financiamentos.

Módulo I CEA - ANBIMA

As informações contidas na política de investimento de cada plano devem ser encaminhadas à Previc no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da respectiva aprovação pelo Conselho Deliberativo.

A política de investimento de cada plano deve conter, no mínimo, os seguintes itens:

I. a alocação de recursos e os limites por segmento de aplicação;

II. os limites por modalidade de investimento, se estes forem mais restritivos que os estabeleci- dos nesta Resolução;

III. a utilização de instrumentos derivativos;

IV. a taxa mínima atuarial ou os índices de referência, observado o regulamento de cada plano de benefícios;

V. a meta de rentabilidade para cada segmento de aplicação;

VI. a metodologia ou as fontes de referência adotadas para apreçamento dos ativos financeiros;

VII. a metodologia e os critérios para avaliação dos riscos de crédito, de mercado, de liquidez, operacional, legal e sistêmico; e

VIII. a observância ou não de princípios de responsabilidade socioambiental

É um exemplo de Investidor qualificado

Podem cobrar taxa de Performance

Os índices de referência admitidos para as carteiras de renda fixa são a taxa Selic, a taxa DI- -Cetip.

Os índices de referência admitidos para as carteiras de renda variável são o Ibovespa, o IBrX, o

IBrX-50, o FGV-100, o IGC, o ITAG, o ISE ou outros índices aprovados por decisão conjunta da Secre- taria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social e da Comissão de Valores

Mobiliários

1.2 Códigos ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas

ANBIMA

A ANBIMA - Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais é a repre-

sentante das instituições que atuam nos mercados financeiro e de capitais. A Associação represen- ta mais de 340 instituições, dentre bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset manage- ments, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento.

Atuando como agente regulador privado, a ANBIMA criou e supervisiona o cumprimento das re- gras de sete Códigos de Regulação e Melhores Práticas, atuando conjunta e construtivamente com as instituições públicas brasileiras para regular as atividades das entidades que atuam nos mercados financeiro e de capitais

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Códigos de Regulação e Melhores Práticas: • Ofertas

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

Códigos de Regulação e Melhores Práticas:

Ofertas Públicas de Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários Estabelece as melhores práticas a serem adotadas pelo mercado (coordenadores de ofertas), quando de uma oferta pública de valores mobiliários. Os principais documentos a serem anali- sados são os prospectos da oferta; anúncios legais e publicidade; e carta de conforto (audito- ria independente).

Programa de Certificação Continuada

Determina os princípios e regras que devem ser observados pelas instituições participantes

e pelos profissionais que atuam no mercado financeiro, no que diz respeito a sua conduta no desempenho das atividades.

Serviços Qualificados ao Mercado de Capitais Define e regulamenta as atividades relacionadas ao serviço de custódia, contabilidade e con- troladoria de ativos e passivos, determinando que as instituições observem um conjunto de exigências mínimas superiores às exigidas pela legislação.

Private Banking ao Mercado Doméstico Define as atividades que caracterizam a prestação do serviço de private banking no mercado brasileiro e estabelece requisitos mínimos a serem respeitados pelas instituições participantes que atuam neste segmento.

Regulação e Melhores Práticas para Novo Mercado de Renda Fixa

Estabelece os princípios e normas que devem ser adotados nas emissões de ofertas de títulos

e valores mobiliários no ambiente do Novo Mercado de Renda Fixa. Objetivo deste código é

de assegurar ao mercado de renda fixa privada menores custos de transação, mais transpa- rência e liquidez e, consequentemente, a emissão de ativos com prazos mais longos.

Regulação e Melhores Práticas para o Mercado Aberto Contém os princípios e as regras que devem ser observados pelas instituições associadas e aderentes no exercício de suas atividades de estruturação e negociação de ativos e instru- mentos financeiros nos mercados de renda fixa e derivativos de balcão. O objetivo do é es- tabelecer parâmetros pelos quais as atividades das Instituições Participantes, relacionadas à negociação de produtos financeiros, devem se orientar, com a finalidade de: propiciar a trans- parência no desempenho de tais atividades; promover a padronização de práticas e proces- sos; promover credibilidade e adequado funcionamento; e manter os mais elevados padrões éticos e consagrar a institucionalização de práticas equitativas.

Regulação e Melhores Práticas para Gestão de Patrimônio Financeiro no Mercado Doméstico Define e regulamenta a Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, estabelecendo os re- quisitos mínimos a serem respeitados pelas instituições participantes que atuam neste seg- mento. O objetivo deste Código é estabelecer, para as Instituições Participantes, os parâme- tros relativos à Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, com as seguintes finalidades:

manter os mais elevados padrões éticos e de qualidade no desenvolvimento e prática da Ati- vidade de Gestão de Patrimônio Financeiro; manter a transparência no relacionamento com os Investidores; e exigir dos profissionais envolvidos na Atividade de Gestão de Patrimônio Fi- nanceiro qualificação mínima necessária para o exercício da referida atividade de acordo com os padrões estabelecidos pelo Código.

Módulo I CEA - ANBIMA

Fundos de Investimento Delimita os princípios que a indústria de fundos de investimento (administradores e gestores) deve adotar, visando a aumentar a qualidade e a disponibilidade de informações e a elevar os padrões fiduciários.

OBJETIVO: Estabelecer parâmetros pelos quais as atividades das Instituições Participantes, rela- cionadas à constituição e funcionamento de fundos de investimento (“Fundos de Investimento”), devem se orientar, visando, principalmente, a estabelecer:

I. a concorrência leal;

II. a padronização de seus procedimentos;

III. a maior qualidade e disponibilidade de informações sobre Fundos de Investimento, especial- mente por meio do envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBID;

IV. a elevação dos padrões fiduciários e a promoção das melhores práticas do mercado.

O presente Código não se sobrepõe à legislação e regulamentação vigentes, ainda que venham a

ser editadas normas, após o início de sua vigência, que sejam contrárias às disposições ora trazi- das. Caso haja contradição entre regras estabelecidas neste Código e normas legais ou regulamen- tares, a respectiva disposição deste Código deverá ser desconsiderada, sem prejuízo das demais regras neste contidas.

Para o registro dos Fundos de Investimento na ANBIMA, deve ser encaminhado pedido específico acompanhado dos seguintes documentos:

I. prospecto do Fundo de Investimento, quando for o caso (“Prospecto”);

II. regulamento do Fundo de Investimento (“Regulamento”);

III. comprovante de pagamento da taxa de registro;

IV. formulário de cadastro.

Prospecto

As Instituições Participantes devem tomar providências para que sejam disponibilizados aos in- vestidores, quando de seu ingresso nos Fundos de Investimento, Prospectos atualizados e com- patíveis com o Regulamento dos Fundos de Investimento.

O Prospecto deve conter as principais características do Fundo de Investimento, dentre as quais

as informações relevantes ao investidor sobre políticas de investimento, riscos envolvidos, bem como direitos e responsabilidades dos cotistas.

Na capa dos Prospectos dos Fundos de Investimento administrados pelas Instituições Participan- tes, que sejam elaborados em conformidade com todos os requisitos estabelecidos neste Código, devem ser impressa a logomarca da ANBIMA, acompanhada de textos obrigatórios:

ESTE PROSPECTO FOI PREPARADO COM AS INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS AO ATENDIMENTO DAS DISPOSIÇÕES DO CÓDIGO ANBIMA DE REGULAÇÃO E MELHORES PRÁTICAS PARA OS FUN- DOS DE INVESTIMENTO, BEM COMO DAS NORMAS EMANADAS DA COMISSÃO DE VALORES MO- BILIÁRIOS. A AUTORIZAÇÃO PARA FUNCIONAMENTO E/OU VENDA DAS COTAS DESTE FUNDO

DE INVESTIMENTO NÃO IMPLICA, POR PARTE DA COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS OU DA ANBIMA, GARANTIA DE VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS, OU JULGAMENTO SOBRE

A QUALIDADE DO FUNDO, DE SEU ADMINISTRADOR OU DAS DEMAIS INSTITUIÇÕES PRESTADO-

RAS DE SERVIÇOS.

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Quando for o caso, dependendo dos fatores de

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prepara você para CERTIFICAÇÕES

Quando for o caso, dependendo dos fatores de risco do fundo:

ESTE FUNDO DE INVESTIMENTO UTILIZA ESTRATÉGIAS COM DERIVATIVOS COMO PARTE INTE- GRANTE DA SUA POLÍTICA DE INVESTIMENTO. TAIS ESTRATÉGIAS, DA FORMA COMO SÃO ADO- TADAS, PODEM RESULTAR EM SIGNIFICATIVAS PERDAS PATRIMONIAIS PARA SEUS COTISTAS, PODENDO INCLUSIVE ACARRETAR PERDAS SUPERIORES AO CAPITAL APLICADO E A CONSE- QUENTE OBRIGAÇÃO DO COTISTA DE APORTAR RECURSOS ADICIONAIS.

Devem ainda ser impressos, com destaque na capa, na contracapa ou na primeira página do Pros- pecto, os seguintes avisos ou avisos semelhantes com o mesmo teor:

O INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE PROSPECTO APRESENTA

RISCOS PARA O INVESTIDOR. AINDA QUE O GESTOR DA CARTEIRA MANTENHA SISTEMA DE GE- RENCIAMENTO DE RISCOS, NÃO HÁ GARANTIA DE COMPLETA ELIMINAÇÃO DA POSSIBILIDADE DE PERDAS PARA O FUNDO DE INVESTIMENTO E PARA O INVESTIDOR;

O FUNDO DE INVESTIMENTO DE QUE TRATA ESTE PROSPECTO NÃO CONTA COM GARANTIA DO

ADMINISTRADOR DO FUNDO, DO GESTOR DA CARTEIRA, DE QUALQUER MECANISMO DE SEGU-

RO OU, AINDA, DO FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITOS – FGC;

A RENTABILIDADE OBTIDA NO PASSADO NÃO REPRESENTA GARANTIA DE RENTABILIDADE FUTURA;

AS INFORMAÇÕES CONTIDAS NESSE PROSPECTO ESTÃO EM CONSONÂNCIA COM O REGULA- MENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO, MAS NÃO O SUBSTITUEM. É RECOMENDADA A LEITURA CUIDADOSA TANTO DESTE PROSPECTO QUANTO DO REGULAMENTO, COM ESPECIAL ATENÇÃO PARA AS CLÁUSULAS RELATIVAS AO OBJETIVO E À POLÍTICA DE INVESTIMENTO DO FUNDO DE INVESTIMENTO, BEM COMO ÀS DISPOSIÇÕES DO PROSPECTO E DO REGULAMENTO QUE TRA- TAM DOS FATORES DE RISCO A QUE O FUNDO ESTÁ EXPOSTO.

Marcação a Mercado

A MaM consiste em registrar todos os ativos, para efeito de valorização e cálculo de cotas dos

Fundos de Investimento, pelos respectivos preços negociados no mercado em casos de ativos líquidos ou, quando este preço não é observável, por uma estimativa adequada de preço que o ativo teria em uma eventual negociação feita no mercado.

A MaM tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre os cotistas dos Fun-

dos de Investimento, além de dar maior transparência aos riscos embutidos nas posições, uma vez que as oscilações de mercado dos preços dos ativos, ou dos fatores determinantes destes,

estarão refletidas nas cotas, melhorando assim a comparabilidade entre suas performances.

É expressamente vedada:

divulgação, em qualquer meio, de qualificação, premiação, título ou análise que utilize dados de menos de 12 (doze) meses;

divulgação de rentabilidade do fundo com menos de 6 meses de registro na CVM;

divulgação de comparação entre Fundos que tenham classificação ANBIMA diferentes, sem qualificá-los e sem apresentar justificativa consistente para a comparação.

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1.3 Acordo de Basiléia – Conceito Internacional e suas Aplicações no Brasil

Em 1930, foi criado o BIS (Bank for International Settlements), o Banco de Compensações Interna- cionais (www.bis.org). O BIS é uma organização internacional que fomenta a cooperação entre os bancos centrais e outras agências, em busca da estabilidade monetária e financeira.

Em 1975, foi estabelecido o Comitê de Supervisão Bancária da Basileia (Basel Committee on Banking Supervision – BCBS), ligado ao BIS.

Em 1988, o BCBS divulgou o primeiro Acordo de Capital da Basileia, oficialmente denominado Inter- national Convergence of Capital Measurement and Capital Standards, com o objetivo criar exigên- cias mínimas de capital para instituições financeiras como forma de fazer face ao risco de crédito.

No Brasil, o Acordo de 88 foi implementado por meio da Resolução 2.099, de 17 de agosto de 1994. Essa resolução introduziu exigência de capital mínimo para as instituições financeiras, em função do grau de risco de suas operações ativas.

Em 1996, o Comitê publicou uma emenda ao Acordo de 88, incorporando ao capital exigido parce-

la para cobertura dos riscos de mercado (Emenda de 96).

O Novo Acordo de Capital da Basileia

Em 2004, o BCBS divulgou revisão do Acordo de Capital da Basileia, conhecida como Basileia II, com o objetivo de buscar uma medida mais precisa dos riscos incorridos pelos bancos internacio- nalmente ativos.

O novo acordo é direcionado aos grandes bancos tendo como base, além dos Princípios Essen-

ciais para uma Supervisão Bancária Eficaz (Princípios da Basileia), três pilares mutuamente com-

plementares:

I. Pilar 1: requerimentos de capital;

II. Pilar 2: revisão pela supervisão do processo de avaliação da adequação de capital dos bancos; e

III. Pilar 3: disciplina de mercado.

A implementação do Novo Acordo de Capital da Basileia no Brasil está sendo feita de forma gradual.

A primeira manifestação formal do Banco Central do Brasil para sua adoção se deu por meio do Co-

municado 12.746, de 9 de dezembro de 2004, em que foi estabelecido cronograma simplificado com

as principais fases a ser seguidas para a adequada implementação da nova estrutura de capital.

Convênios com Organismos e Instituições

Para o aperfeiçoamento dos processos de supervisão de instituições e conglomerados financei- ros, cujos negócios englobam entidades coligadas em outros países, são adotados diversos proce- dimentos, tais como:

a) elaboração de convênios de supervisão com autoridades estrangeiras;

b) acompanhamento das atividades dos organismos internacionais em assuntos relaciona- dos à supervisão;

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES c) intercâmbio de informações com autoridades

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c) intercâmbio de informações com autoridades supervisoras estrangeiras;

d) coordenação, suporte e acompanhamento das missões de supervisores estrangeiros no país; e

e) divulgação da supervisão brasileira em âmbito internacional.

De acordo com as recomendações do Comitê de Supervisão da Basileia constantes do documento The Supervision of Cross-Border Banking, de outubro de 1996, o Banco Central do Brasil tem reali- zado convênios de cooperação com órgãos de supervisão bancária de outros países. Esses docu- mentos englobam, de modo geral, os seguintes pontos:

a) intercâmbio de informações relacionadas à supervisão de organizações bancárias autori- zadas em um país e que possuem estabelecimentos transfronteiriços no outro país;

b) inspeções diretas nas dependências transfronteiriças;

c) confidencialidade da informação, ressaltando-se as restrições existentes na legislação de cada país e o uso das informações compartilhadas com base no convênio unicamente para fins de supervisão; e

d) outros itens relacionados com contatos, reuniões, prazo de vigência, modificações.

1.4 Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores

Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transformam, recursos obtidos através de atividades ilegais, em ativos com uma origem aparentemente legal.

Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro realiza-se por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos fundos de sua origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibilização do dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimentado no ciclo de lavagem e poder ser considerado "limpo".

Há mais de 20 anos percebeu-se a necessidade da adoção de um esforço internacional conjunto para combater a lavagem de dinheiro, envolvendo não só os Governos dos diversos países, mas também o setor privado, especialmente o sistema financeiro. Mais recentemente, os atentados terroristas em diversas partes do mundo revigoraram a necessidade desse esforço global com o objetivo de buscar a eliminação das fontes de financiamento ao terrorismo.

Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem teoricamente essas três etapas independentes que, com freqüência, ocorrem simultaneamente.

Crimes Antecedentes de Lavagem de Dinheiro

Foi Revogado pela nova lei de Lavagem de Dinheiro, hoje caracteriza-se como crimes de lavagem de dinheiro ocultar ou dissimular a natureza, origem, localização, disposição, movimentação ou propriedade de bens, direitos ou valores provenientes, direta ou indiretamente, de infração penal. Também estão sujeitos a mesma pena (multa + reclusão de 3 a 10 anos) aqueles que ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valores provenientes de infração penal:

I - os converte em ativos lícitos;

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II -

os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movi- menta ou transfere;

III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.

Pena

reclusão de três a dez anos e multa Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valo- res provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:

I - os converte em ativos lícitos; II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito, movimenta ou transfere; III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.

Importante!

Pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, poden- do o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se o autor, co-autor ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos ou valores objeto do crime.

A pena será aumentada de um a dois terços, se os crimes definidos na lei forem cometidos de

forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.

A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável não superior:

a) ao dobro do valor da operação;

b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da operação; ou

c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);

Principais operações que são indícios de crimes de lavagem de dinheiro

I. aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de curto período de tempo, a destino anteriormente não relacionado com o cliente;

II. troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor;

III. proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice- -versa;

IV. compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou outros instrumentos em grande quantidade - isoladamente ou em conjunto -, independentemente dos valores envolvidos, sem evidencias de propósito claro;

V. movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras;

VI. movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocu- pação profissional e a capacidade financeira presumida do cliente;

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES VII. numerosas contas com vistas ao acolhimento de

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VII. numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo cliente, cujos valores, somados,resultem em quantia significativa;

VIII. abertura de conta em agencia bancaria localizada em estação de passageiros - aeroporto, rodoviária ou porto - internacional ou pontos de atração turística, salvo se por proprietário, sócio ou empregado de empresa regularmente instalada nesses locais;

IX. utilização de cartão de credito em valor não compatível com a capacidade financeira do usuário.

Fases da Lavagem do Dinheiro

1. Colocação – a primeira etapa do processo é a co- locação do dinheiro no sistema econômico. Ob- jetivando ocultar sua origem, o criminoso procu- ra movimentar o dinheiro em países com regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal.

A colocação se efetua por meio de:

depósitos,

compra de instrumentos negociáveis;

compra de bens.

Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofisti- cadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:

PARAÍSO Fase 1: Colocação Fase 2: Ocultação Fase 3: Integração
PARAÍSO
Fase 1: Colocação
Fase 2: Ocultação
Fase 3: Integração

fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro;

utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie.

Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas so- fisticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:

fracionamento dos valores que transitam pelo sistema financeiro. utilização de estabelecimentos comerciais que usualmente trabalham com dinheiro em espécie

2. Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferencialmente, em países ampa- rados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas "fantasmas";

3. Integração – nesta última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econô- mico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas atividades – podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia, torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal;

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Exemplo Real

“O caso de Franklin Jurado (EUA, 1990-1996) ilustra o que seria um ciclo clássico de lavagem de dinheiro. Economista colombiano formado em Harvard, Jurado coordenou a lavagem de cerca de US$ 36 milhões em lucros obtidos por José Santacruz Londono com o comércio ilegal de drogas.

O depósito inicial (colocação) - o estágio mais arriscado, pois o dinheiro ainda está próximo de

suas origens - foi feito no Panamá. Durante um período de três anos, Jurado transferiu dóla-

res de bancos panamenhos para mais de 100 contas diferentes em 68 bancos de nove países, mantendo os saldos abaixo de US$10 mil para evitar investigações.

Os fundos foram novamente transferidos, dessa vez para contas na Europa, de maneira a obs- curecer a nacionalidade dos correntistas originais, e, então, transferidos para empresas de fachada (ocultação).

Finalmente, os fundos votaram à Colômbia por meio de investimentos feitos por companhias européias em negócios legítimos, como restaurantes, construtoras e laboratórios farmacêuti- cos, que não levantariam suspeitas (integração).

O esquema foi interrompido com a falência de um banco em Mônaco, quando várias contas

ligadas a Jurado foram expostas. Fortalecida por leis anti-lavagem, a polícia começou a inves- tigar o caso e Jurado foi preso.

Além do comércio ilegal de drogas, a lavagem de dinheiro pode servir para a legalização de bens oriundos de outros crimes antecedentes, como seqüestro e corrupção, entre outros.

Etapa da Colocação

Etapa da Camuflagem

Etapa da Integração

Dinheiro depositado em banco(ás vezes com a cumplicidade de funcionários ou misturado a dinheiro lícito)

Transferência eletrônica mo exterior(frequentemente usando companhias escudo ou fundos mascarados como se fossem de origem lícita).

Devolução de um falso empréstimo ou notas forjadas usadas para encobrir dinheiro lavado.

Dinheiro exportado.

Dinheiro depositado no sistema bancário no exterior

Teia complexa de transferências (nacionais e internacionais) fazem com que seguir a origem dos fundos seja virtualmente impossível.

Dinheiro usado para comprar bens de alto valor, propriedades ou participações em negócios.

Revenda dos bens/ patrimônios.

Entrada pela venda de imóveis, propriedades ou negócios legítimos aparece "limpa".

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Identificação dos Clientes A lei sobre crimes de

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Identificação dos Clientes

A lei sobre crimes de “lavagem” de dinheiro, exige que as instituições financeiras entre outros:

identifiquem seus clientes mantendo cadastro atualizado; inclusive dos proprietários e repre- sentantes das empresas clientes;

mantenham registro das transações em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mo- biliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro, que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta expedidas;

atendam no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo COAF, que se processarão em segredo de justiça.

Arquivem por cinco anos os cadastros e os registros das transações.

Comunicação ao COAF

De acordo com a Circular 2852/98, Carta-Circular 2826/98 e a complementação da Carta-Circular 3098/03, as instituições financeiras deverão comunicar ao Banco Central:

as operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliá- rios, metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor acima de R$ 10.000,00;

as operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, em um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o valor de R$ 10.000,00;

depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de valor igual ou superior a R$100.000,00, independentemente de serem suspeitas ou não.

Toda a operação realizada por uma instituição financeira acima de R$ 10 mil deve ficar registrada no banco. A operação que for igual ou acima de R$ 10 mil e SUSPEITA deve ser reportada ao Ba- cen, através do SICOAF.

COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras

O COAF está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem como finalidade disciplinar, aplicar pe- nas administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.

Porém, para que as atividades do COAF sejam bem sucedidas, é importante que, todas as institui- ções visadas, no que diz respeito à lavagem de dinheiro, proveniente do crime, mantenham em registro, todas as informações de relevância sobre seus clientes e suas operações.

Além dos bancos, devem combater a lavagem de dinheiro empresas e instituições que trabalham com a comercialização de jóias, metais preciosos e obras de arte.

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Convenção de Viena

Convenção contra o tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV da Cons- tituição, e Considerando que a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias Psicotrópicas, foi concluída em Viena, a 20 de dezembro de 1988.

Considerando que a referida Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional, pelo Decreto Le- gislativo n° 162, de 14 de junho de 1991.

Conhecimento do Cliente e suas necessidades

A coleta de informações sobre o cliente é necessária para possibilitar a análise apropriada da situa- ção financeira, experiência e objetivos de investimentos do cliente.

As informações necessárias devem ser obtidas através do seguinte processo e devem estar for- malizadas no Manual de Suitability que todas as instituições devem possuir:

Informações sobre o investidor:

Para a definição do perfil do investidor, deverão ser abordados, no mínimo, os seguintes aspectos:

1. Experiência em matéria de investimentos;

2. Horizonte de tempo;

3. Objetivos de investimentos;

4. Tolerância ao risco.

Módulo 2

O que esperar do Módulo II • Neste capitulo teremos no mínimo 4 questões de

O que esperar do Módulo II

Neste capitulo teremos no mínimo 4 questões de prova e no máximo 7 questões de prova.

Podem ser exigidos em prova alguns cálculos, mas nada muito complexo.

Não se mate estudando este capitulo, ou fique nervoso se encontrar dificuldades em entendimento, pois a importância deste módulo no seu resultado final é muito pequena.

2. Fundamentos de Economia, Finanças e Estatística

Proporção: de 5% a 10%.

2.1 Fundamentos de Estatística

Média

A principal vantagem do cálculo da média é o cálculo do retorno médio de um investimento.

Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determinado

mês:

+ 3%

+ 4%

− 2%

− 1%

+ 1%

Assim podemos calcular o “retorno médio” deste ativo, calculando a média destes valores.

x =

3

+

4 + ( 2

)

+ ( 1 +

)

1

5

 

5

5

= = %

1

O que acontece com a média se somou “X” em cada um dos retornos? Vamos somar 3% em cada

um dos retornos acima e tentar identificar o que vai acontecer com a média.

+ 3% + 3% = 6%

+ 4% + 3% = 7%

− 2% + 3% = 1%

− 1% + 3% = 2%

+ 1% + 3% = 4%

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Assim podemos calcular o novo “retorno médio” deste

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prepara você para CERTIFICAÇÕES

Assim podemos calcular o novo “retorno médio” deste ativo, calculando a nova média:

 

6

+

7

1

+ +

2

+

4

 

20

x =

 

=

 

5

5

= 4%

Ou seja, notamos que a média é de 4%, exatamente 3% maior que a média anterior. Coincidência? Não, como somamos o mesmo valor em TODOS os retornos, é de se esperar que a média sofra o mesmo ajuste.

Moda

É o valor que ocorre com maior frequência em uma série de valores.

Exemplo:

Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determinado mês:

+ 3%

+ 4%

− 2%

− 2%

+ 1%

A Moda é −2%.

Um conjunto de resultado pode apresentar uma moda ou mais, sendo classificado como:

1. moda = unimodal

2. modas = bimodal

3. ou mais =multimodal

Mediana

É o valor que divide o conjunto em dois subconjuntos, onde estes subconjuntos formados terão exatamente a mesma quantidade de elementos.

Exemplo para amostra Impar

Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina- do mês:

+ 3%

+ 4%

− 2%

− 3%

+ 1%

Módulo II CEA - ANBIMA

Observação! Para encontrar a mediana é necessário colocar as oscilações em ordem:

−3%; −2%; +1%; 3%; 4%

Assim a Mediana = +1%

Exemplo para amostra Par

Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina- do mês:

+ 3%

+ 4%

+ 2%

+ 6%

Colocando as oscilações em ordem:

+2%; +3%; +4%; +6%

Mediana será a média entre os valores centrais:

medi ana =

3

+

4

2

, %

= 3 5

Variância

Mede o grau de dispersão de um conjunto de dados é dado pelos desvios em relação a média des- se conjunto.

Cálculo da variância:

Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina- do mês:

+ 3%

+ 5%

+ 7%

− 2%

+ 2%

Primeiro efetuar o cálculo da média:

x =

3

+ 5 +

7

+ ( -

2

)

+

2

=

15

 

5

5

= 3 %

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cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Calcular agora a variância: n 2 ( x

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

Calcular agora a variância:

n 2 ( x 1 - x ) i = 1 ( n - 1
n
2
(
x
1 - x
)
i = 1
( n
- 1
)

2

σ X

σ

2

X

=

=

(

3

-

3

)

2

+

(

5

-

3

)

2

+

(

7

-

3

)

2

(

+ -

2

-

3

)

2

+

(

2

-

3

)

2

 

4

0

+

4

+

16 25 1

+

+

=

4

66

= 11, 5%

 

4 4

Assim a Variância é de 11,5%

Desvio Padrão

A variância possui um problema de construção como medida de dispersão de dados: ela apresen- ta uma unidade de medida igual ao quadrado da unidade de medida dos dados originais. Esse pro- blema é resolvido extraindo-se a raiz quadrada da variância, o que chamamos de desvio-padrão.

No mercado financeiro, em geral é esse o valor que é chamado de VOLATILIDADE de um ativo e utilizado como principal medida de risco de se investir em determinado ativo.

Quais dos dois ativos abaixo possuem maior risco?

Data

PETR4

VALE5

Cálculo da média para PETR4:

 

07/07

− 4%

− 2%

   
   

(- 4) + (-3) + 1 + 6 (- 5)

- 5

 

= - 1%

 
 

X PETR 4

=

=

08/07

− 3%

− 1%

 

5

5

09/07

+ 1%

+1%

Cálculo da média para VALE5:

 

10/07

+ 6%

− 2%

   
 

X VALE 5

=

(- 2) + (- 1) + 1 + (- 2) + (- 1)

=

- 5

= - 1%

     

11/07

− 5%

− 1%

 

5

5

Ou seja, o retorno esperado nas duas carteiras são os mesmos. Qual ação escolher então?

Um investidor racional, diante de dois ativos similares com mesmo retorno, irá escolher o de me- nor risco, para isso devemos calcular o Desvio Padrão de cada ativo.

Calculo do Desvio padrão para PETR4 2 2 2 2 2 (- 4 - (-
Calculo do Desvio padrão para PETR4
2
2
2
2
2
(- 4 - (- 1))
+ (- 3 - (- 1))
+ (1 - (-1))
+ (6 - (-1))
+ (- 5 - (- 1))
2
=
σ X
4
9 + 4 + 4 + 49 + 16
82
2
=
=
=
20 , 5 = 4,52%
σ X
4
4

Módulo II CEA - ANBIMA

Calculo do Desvio padrão para VALE5 2 2 2 2 2 (- 2 - (-
Calculo do Desvio padrão para VALE5
2
2
2
2
2
(- 2 - (- 1))
+ (- 1 - (- 1))
+ (1 - (-1))
+ (- 2 - (-1))
+ (- 1 - (- 1))
2
=
σ X
4
1 + 0 + 4 + 1 + 0
6
2
=
=
==
1, 5% = 1,22%
σ X
4
4

Assim podemos afirmar que a ação da PETR4 possui um RISCO MAIOR para o investidor, por apre- sentar um desvio-padrão maior.

Neste caso o investidor racional irá optar em comprar ações da VALE5.

Covariância

Em geral, observa-se que quando os juros sobem, os preços das ações caem. Este comportamento sugere que há uma covariância negativa entre as variáveis taxa de juros e preços de ações.

A covariância é uma medida que avalia como as variáveis X e Y se inter-relacionam de forma linear,

ou seja, como Y varia em relação a uma determinada variação de X.

Quando a covariância é positiva, duas variáveis tendem a variar na mesma direção; isto é, se uma

sobe, a outra tende a subir e vice-versa. Quando a covariância é negativa, duas variáveis tendem

a variar em direções opostas; isto é, se uma sobe a outra tende a cair e vice-versa. Quanto mais

próxima de zero for a covariância, menor a possibilidade de se identificar um comportamento in- terdependente entre as variáveis.

Correlação

A covariância busca mostrar se há um comportamento de interdependência linear entre Duas va-

riáveis. Porém a covariância é uma medida dimensional, sendo afetada pelas unidades de medida

das séries X e Y. Para corrigir esse problema da covariância, chegou-se a medida de correlação que

é um número adimensional que varia entre -1 e 1 (inclusive).

A correlação (ou coeficiente de correlação linear de Pearson) é dada pela fórmula.

ρ

X , Y

=

COV

XY

σ

X

x

σ

Y

O coeficiente de correlação mostra se há relação linear entre duas séries de dados X e Y. Se o co-

eficiente de correlação for igual a 1, significa que existe relação linear perfeita entre X e Y, de tal forma que se X aumenta, Y aumenta na mesma proporção também.

Se o coeficiente de correlação for igual a -1 significa que existe relação linear perfeita entre X e Y, de tal forma que se X aumenta, Y diminui na mesma proporção também.

Quando a correlação é zero, não existe relação de linearidade entre as variáveis X e Y.

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prof.

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Diagramas de dispersão que mostram correlação positiva

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

Diagramas de dispersão que mostram correlação positiva entre as variáveis

que mostram correlação positiva entre as variáveis Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita

Correlação fraca

correlação positiva entre as variáveis Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita Diagramas de

Correlação forte

entre as variáveis Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita Diagramas de dispersão que mostram

Correlação perfeita

Diagramas de dispersão que mostram correlação negativa entre as variáveis

que mostram correlação negativa entre as variáveis Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita

Correlação fraca

correlação negativa entre as variáveis Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita Exemplo de

Correlação forte

entre as variáveis Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita Exemplo de Correlação entre dois

Correlação perfeita

Exemplo de Correlação entre dois ativos

Correlação = 0

Correlação = 0

Correlação = - 1

Correlação = - 1

Correlação = 1

Correlação = 1

Módulo II CEA - ANBIMA

Distribuição Normal

A Distribuição Normal explica a probabilidade de um evento ocorrer.

A importância de se saber a média e o desvio-padrão, estão em conhecer a probabilidade dos

eventos ocorrerem. As probabilidades de se afastar da média certa quantidade de desvios-padrão

já estão calculadas pelos estatísticos.

68,28%

95,44%

já estão calculadas pelos estatísticos. 68,28% 95,44% x - 1σ    x x + 1σ   
x - 1σ    x x + 1σ 
x - 1σ    x
x + 1σ 

   x - 2σ 

  

x

x + 2σ

Aplicação da distribuição normal em um investimento:

Considere que um fundo de investimento em ações tenha média dos retornos igual a 4% e um risco (desvio padrão) de 3%, então é de se esperar que os futuros retornos destes ativos estejam entre:

Calculo para um Desvio Padrão

4% (média) – 3% (um desvio padrão) = 1%

4% (média) + 3% (um desvio padrão) = 7%

Assim é de se esperar que os retornos deste fundo estejam entre:

1% a 7% Com aproximado 68% de confiança.

Calculo para dois Desvios Padrão

4% (média) – 6% (dois desvio padrão) = -2%

4% (média) + 6% (dois desvio padrão) = 10%

Assim é de se esperar que os retornos deste fundo estejam entre:

-2% a 10% Com aproximado 95% de confiança.

Calculo para três Desvios Padrão

4% (média) – 9% (três desvio padrão) = -5%

4% (média) + 9% (três desvio padrão) = 13%

Assim é de se esperar que os retornos deste fundo estejam entre:

-5% a 13% Com aproximado 99% de confiança.

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prof.

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Exemplo de questões de prova utilizando o conceito

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

Exemplo de questões de prova utilizando o conceito de Desvio Padrão

Um título, no valor de R$60,00, possui um desvio padrão de 10 reais a amostra possui 95% de pro- babilidade, qual são os valores máximos e mínimos que a probabilidade aponta pra o título.

Como a amostra possui probabilidade de 95%, logo estamos falando de um intervalo compreendi- do entre a média menos 2 desvios padrão até a média somada com 2 desvios padrão.

60

– 2 x 10 = 40,00

60

+ 2 x 10 = 80,00

Resposta: 40,00 até 80,00

Calculando a média a o Desvio Padrão de uma amostra simples com HP-12C

EXEMPLO 1.1

Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina- do mês:

+ 3%

+ 5%

+ 7%

− 2%

+ 2%

Como calcular a média e o desvio Padrão:

Pressionar

Objetivo

Visor

F

REG

Limpa memória do registrador

0,00

3

Σ+

Introduz o valor de 3%

1,00

5

Σ+

Introduz o valor de 5%

2,00

7

Σ+

Introduz o valor de 7%

3,00

2 (CHS)

Σ+

Introduz o valor de -2%

4,00

2

Σ+

Introduz o valor de 2%

5,00

G

0

Calcular a média

3,00

G

.

Calcular o Desvio Padrão

3,39

Logo a média e o desvio padrão são respectivamente 3 e 3,39.

 

Módulo II CEA - ANBIMA

Calculando a Média e a Mediana de uma Amostra Ponderada com HP-12 C

Neste exemplo vamos considerar uma amostra ponderada e calcular a média e a mediana com a utilização da Calculadora HP.

EXEMPLO 1.2

Considerando que em determinada empresa os salários são distribuídos conforme a tabela abaixo:

Quant. Funcionários

Salário

10

R$ 1.000,00

15

R$ 1.500,00

15

R$ 2.000,00

30

R$ 2.500,00

20

R$ 3.000,00

a) Qual a média salarial desta empresa?

Tome cuidado, pois como o interesse é em calcular a média de Salário ponderado e não de fun- cionários, devemos informar a Calculadora primeiro o valor dos salários e depois a quantidade de funcionários que recebem aquele salário. A ordem trocada altera o resultado.

 

Pressionar

 

Objetivo

Visor

 

F

REG

Limpa memória do registrador

0,00

1000

enter

10

Σ+

Informa que 10 pessoas recebem 1.000,00 cada

1,00

1500

enter

15

Σ+

Informa que 15 pessoas recebem 1.500,00 cada

2,00

2000

enter

15

Σ+

Informa que 15 pessoas recebem 2.000,00 cada

3,00

2500

enter

30

Σ+

Informa que 30 pessoas recebem 2.500,00 cada

4,00

3000

enter

20

Σ+

Informa que 30 pessoas recebem 3.000,00 cada

5,00

 

G

6

Calcular a média ponderada

2.194,44

Logo a média ponderada é de R$ 2.194,44.

 

b) Qual a o salário mediano desta empresa?

Primeiro temos que ver quantos funcionários tem, se este número é Par ou Impar. Neste caso são 10+15+15+30+20 = 90 funcionários, que é PAR.

Agora sabemos que a mediana será a média dos termos centrais de ordem 45 e 46.

Colocando os funcionários em ordem crescente de salário, encontramos que os funcionários que ocupam as ordens 45 e 46 possuem salários de 2.500,00 cada.

Calculando a média temos = (2.500 + 2.500) / 2 = 2.500,00.

Logo o salário mediano é de 2.500,00.

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Dicas do Professor • Não confunda Variância
cursos
prof.
EDGAR
ABREU
prepara você para CERTIFICAÇÕES
Dicas do Professor
• Não confunda Variância com Covariância;
• Para calcular a Variância e o Desvio Padrão, precisamos apenas dos da-
dos históricos de um único ativo;
• Conhecendo a Variância de um ativo é possível determinar o Desvio
Padrão, apenas extraindo a Raiz Quadrada;
• Para calcular a Covariância e a Correlação são necessários os dados his-
tóricos de dois ativos, já que esta medida mensura o comportamento
entre duas variáveis;
• Conhecendo a Covariância entre dois ativos é possível determinar a
Correlação entre eles.

2.2 Fundamentos de Economia

PIB (Produto Interno Bruto)

O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país duran-

te certo período. Isso inclui do pãozinho até um avião produzido pela Embraer, por exemplo.

O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes.

A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo

usada não entra na contabilidade.

O PIB é obtido pela equação:

PIB = Consumo + Investimentos + Gastos do Governo + Saldo da Balança Comercial (Exportação – Importação).

O calculo do PIB deve considerar apenas o valor agregado, descontando sempre o valor dos in-

sumos, ou seja, imaginamos que uma indústria tem um custo de matéria prima de 1.000,00, para produzir determinado produto e o vende, 1800,00, concluímos que esta indústria contribui com R$ 800,00 para o PIB de cada produto vendido. (R$ 1.800,00 – R$ 1.000,00).

SELIC Meta X SELIC Over

A taxa Selic Over taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada e

ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e cursadas no referido Sistema na forma de operações compromissadas.

A

taxa Selic Meta é Definida pelo Copom, com base na Meta de Inflação. É a Selic – Meta que regu-

la

a taxa selic over assim como todas as outras taxas do Brasil.

Módulo II CEA - ANBIMA

Comentário!

A selic over pode ser alterada diariamente (dias úteis), pois se trata de uma média das taxas de negociação dos TPF, enquanto a Selic Meta só é alterada pelo Copom, através de reuniões ordinárias ou Extraordinárias.

CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro)

Os Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições financeiras, que lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características são idênticas às de um CDB, mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário. Sua função é, portanto, transferir recur- sos de uma instituição financeira para outra. Em outras palavras, para que o sistema seja mais flui- do, quem tem dinheiro sobrando empresta para quem não tem.

A taxa média diária do CDI é utilizada como parâmetro para avaliar a rentabilidade de fundos,

como os DI, por exemplo. O CDI é utilizado para avaliar o custo do dinheiro negociado entre os bancos, no setor privado e, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), essa modalidade de aplicação pode render taxa de prefixada ou pós-fixada.

CDI X SELIC

COPOM

COPOM

COPOM Taxa Selic
COPOM Taxa Selic
Taxa Selic

Taxa Selic

prefixada ou pós-fixada. CDI X SELIC COPOM Taxa Selic Meta Títulos Privados (CDI) IF IF Taxa

Meta

Títulos Privados (CDI) IF IF Taxa CDI Títulos Públicos Federais IF Taxa Selic Over
Títulos Privados (CDI)
IF
IF
Taxa CDI
Títulos Públicos Federais
IF
Taxa Selic Over

IF = Instituição Financeira

TR (Taxa Referêncial)

A TR representa a Taxa Básica Financeira (TBF), que e calculada em função da taxa media dos

CDB, deduzida de um redutor (R), da seguinte forma:

T R =

1 + T BF

R

(

)

1

cursos

prof.

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES A TR e utilizada na remuneração dos títulos

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

A TR e utilizada na remuneração dos títulos da divida agrária (TDA), dos recursos das cadernetas

de poupança e do FGTS.

É competência do BACEN calcular e divulgar a TR.

Taxa de Câmbio

Taxa de câmbio é o preço de uma unidade monetária de uma moeda em unidades monetárias de outra moeda.

PTAX é a taxa que expressa à média das taxas de câmbio pratica no mercado interbancário. Divul- gada pelo BACEN.

TODAS as operações devem ter registro OBRIGATÓRIO no SISBACEN pelas instituições autoriza- das por ele a atuar.

IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)

A ponderação das despesas das pessoas para se verificar a variação dos custos foi definida do seguinte modo

Índice Oficial de inflação do Brasil

Calculado pelo IBGE.

Divulgado mensalmente

Utilizado como referência para META de inflação definida pelo CMN para o COPOM

Tipo de Gasto

Peso % do Gasto

Alimentação

25,21

Transportes e comunicação

18,77

População-objetivo do IPCA abrange as famílias com rendimentos mensais compreendidos entre 1 (hum) e 40 (quarenta) salários-mínimos, qualquer que seja a fonte de rendimentos, e residentes nas áreas urbanas das regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e município de Goiânia.

Despesas pessoais

15,68

Vestuário

12,49

Habitação

10,91

Saúde e cuidados pessoais

8,85

Artigos de residência

8,09

Total

100,00

IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado)

Calculado pela FGV;

Divulgado mensalmente.

IGP-M/FGV é composto pelos índices:

60% do Índice de Preços por Atacado (IPA);

30% Índice de Preços ao Consumidor (IPC);

10% Índice Nacional de Custo de Construção (INCC).

O índice que mais afeta o IGP-M é o IPA.

Módulo II CEA - ANBIMA

Uma alta no Dólar (PTAX) influencia pode significar um aumento no INCC, pois muitos itens uti- lizados na Construção Civil são importados, consequentemente também afeta o IGP-M, já que o mesmo é composto por 10% do INCC.

Comentário!

O que difere o IGP-M/FGV e o IGP-DI/FGV é que as variações de preços consideradas pelo IGP- -M/FGV referem ao período do dia vinte e um do mês anterior ao dia vinte do mês de referên- cia e o IGP-DI/FGV refere-se a período do dia um ao dia trinta do mês em referência.

Política Fiscal

Conjunto de medidas adotadas pelo Governo, dentro do orçamento do Estado, que visam obter as rendas indispensáveis à satisfação das despesas públicas.

Chamamos de política fiscal as decisões do governo sobre como e quanto irá arrecadar de tributos (impostos, taxas e contribuições) e sobre quanto e de que forma irá gastar os recursos disponíveis.

Contas do Setor Público:

Despesas Superávit/ Receita não Impostos Déficit financeiras Primário Pagamento de juros sobre a dívida
Despesas
Superávit/
Receita
não
Impostos
Déficit
financeiras
Primário
Pagamento de
juros sobre a
dívida pública
Superávit
Déficit Nominal

Política Cambial

Política federal que orienta o comportamento do mercado de câmbio e da taxa de câmbio.

O Brasil adota um regime de Política Cambial Flutuante SUJA sem Banda Cambial;

Em um regime de taxas perfeitamente flutuantes o Bacen não intervém no mercado, per- manecendo inalterado as reservas internacionais.

cursos

prof.

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES Reservas Internacionais As Reservas Internacionais de um

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

Reservas Internacionais

As Reservas Internacionais de um país são formadas por ativos em moedas estrangeiras, como títulos depósitos bancários, ouro, etc., que podem ser usados para pagamentos de dívidas inter- nacionais.

Contas Externas e Balanço de Pagamentos

É o registro das transações de um país com o resto do mundo. No Brasil, os valores são expressos em dólares americanos, mesmo quando são efetuados com outros países que não os EUA. Duas grandes contas formam o balanço de pagamentos de um país:

a) Conta Corrente:

engloba os registros de três outras contas: a balança comercial, a conta de serviços e ren- das e as transferências unilaterais.

Balança comercial: Registra o comércio de bens, na forma de exportações e importações. Quando as exportações são maiores que as importações temos um superávit na Balança Comercial. Um déficit ocorre quando as importações são maiores que as exportações.

Conta de Serviços e Rendas: inclui os pagamentos/recebimentos relacionados com o comércio de bens, como fretes e seguros, as receitas/despesas com viagens internacionais, o aluguel de equi- pamentos, os serviços governamentais, a exportação e importação de serviços e o pagamento/ recebimento de juros e de lucros e dividendos.

Transferências Unilaterais: contabilizam o saldo líquido das remessas de recursos ou doações fei- tos entre residentes no Brasil e residentes em outros países.

b) Conta de Capitais: registra o saldo líquido entre as compras de ativos estrangeiros por resi- dentes no Brasil e a venda de ativos brasileiros a estrangeiros.

Balança

Comercial

de ativos brasileiros a estrangeiros. Balança Comercial Exportação Importação Conta Corrente Balança

Exportaçãode ativos brasileiros a estrangeiros. Balança Comercial Importação Conta Corrente Balança Comercial de ativos brasileiros a estrangeiros. Balança Comercial Importação Conta Corrente Balança Comercial

a estrangeiros. Balança Comercial Exportação Importação Conta Corrente Balança Comercial

Importação

Conta

Corrente

Conta Corrente Balança Comercial Contas de Serviços Transferências unilaterais

BalançaComercial

ComercialBalança

Conta Corrente Balança Comercial Contas de Serviços Transferências unilaterais

Contas de

Serviços

Conta Corrente Balança Comercial Contas de Serviços Transferências unilaterais

Transferências

unilaterais

Balança de

Pagamentos

Transferências unilaterais Balança de Pagamentos Conta Corrente Contas de Capitais 46

ContaTransferências unilaterais Balança de Pagamentos Corrente Contas de Capitais 46 www.edgarabreu.com.br

CorrenteServiços Transferências unilaterais Balança de Pagamentos Conta Contas de Capitais 46 www.edgarabreu.com.br

Transferências unilaterais Balança de Pagamentos Conta Corrente Contas de Capitais 46 www.edgarabreu.com.br

Contas de

Capitais

Módulo II CEA - ANBIMA

2.3 Fundamentos de Finanças

Taxa Equivalente na HP 12C

Podem-se utilizar as funções financeiras para descobrir taxas equivalentes, mas ensinarei uma ma- neira de programar a HP 12c a fim de facilitar as transformações de taxas. É importante salientar que, o que faremos aqui será traduzir a mesma fórmula de taxas equivalentes, para a linguagem da máquina.

Pressionar
Pressionar

Objetivo

Visor

F

P/R

entrar no modo de programação

00-

F

PRGM

limpar memória de programas anteriores

00-

STO

0

guardar o prazo desejado na memória “0”

01-

44

0

RCL i

 

busca o valor digitado na taxa

02-

45 12

1 %

 

divide a taxa por 100

04-

25

1

+

soma 1 com a taxa unitária

06-

40

RCL

0

busca o valor do prazo que quero

07-

45

0

RCL

n

busca o valor do prazo que tenho

08-

45 11

÷

divide os dois prazos

09-

10

Y

X

eleva a taxa unitária somado 1, a razão das taxas

10-

21

1

-

subtrai 1 do resultado obtido

12-

30

1

 

13-

1

0

multiplica o resultado por 100, a fim de transformar a taxa

14-

0

0

unitária em percentual.

15-

0

X

16-

20

G

GTO

Retorna a primeira linha de programação. Observação! usar “00” para HP (dourada) e “000” para HP Platium.

 

00 ou 000

17- 43,33 00

F

P/R

Finaliza o modo de programação

0,00000000

Após programar sua HP 12c vamos ver como irá funcionar a transformação de taxas.

Armazenamento na HP:

i

: Taxa que tenho;

n

: Prazo que corresponde essa taxa;

Digitar o prazo desejado e logo após digitar R/S.

cursos

prof.

cursos prof. EDGAR ABREU prepara você para CERTIFICAÇÕES EXEMPLO 1.3 Qual a taxa anual equivalente a

EDGAR

ABREU

prepara você para CERTIFICAÇÕES

EXEMPLO 1.3

Qual a taxa anual equivalente a taxa de 4% ao mês?

Pressionar
Pressionar

Objetivo

Visor

4

i

Introduz a taxa que tenho em i

4,0000

30

n

Introduz o prazo que tenho, correspondente a taxa

30,000

360

Prazo desejado

360

R/S

Executa o programa

60,10

Resposta 60,10% ao ano.

Observação! O prazo não necessariamente precisa ser em dias, poderia utilizar 1 para a variável “n” digitar 12 e executar o programa, deve apenas manter a proporcionalidade.

EXEMPLO 1.4

Uma empresa tomou recursos emprestados de uma Instituição Financeira, a uma taxa de 3,1% ao mês. Qual a taxa de juros total cobrada, sabendo que o empréstimo foi pago após 182 dias?

Pressionar
Pressionar

Objetivo

Visor

3,1

i

Introduz a taxa que tenho em i

3,1000

30

n

Introduz o prazo que tenho, correspondente a taxa

30,000

182

Prazo desejado.