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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS

CENTRO DE CIÊNCIAS EXATAS E TECNOLÓGICAS DEPARTAMENTO DE CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO

Curso Sistemas de Informação

Apostila:

MODELAGEM CONCEITUAL DE DADOS

Profa. Kátia Adriana Alves Leite

Dezembro 2005

Sumário

1. Conceitos básicos

01

2. Processo Modelagem de Dados

01

2.1 Especificação de Requisitos

01

2.2 Execução da Modelagem de Dados

01

2.3 Objetivo da Modelagem de Dados

02

3. Níveis de Modelagem

02

3.1 Modelo Conceitual de Dados

02

3.2 Modelo Lógico de Dados

02

3.3 Modelo F ísico de Dados

02

4. Modelo Entidade Relacionamento

03

4.1 Entidades

03

4.1.1

Classificação

04

4.2 Atributos

04

4.3 Relacionamentos

04

4.3.1 Grau ou Cardinalidade do Relacionamento

05

4.3.2 Restrições de Cardinalidade

06

4.3.3 Relacionamentos Totais e Parciais

06

4.3.4 Relacionamentos Múltiplos

07

4.4 Extensões do MER

07

4.4.1 Autorelacionamento

07

4.4.2 Agregação

07

4.4.3 Generalização/Especialização

08

5. Referências Bibliográficas

09

Modelagem Conceitual

MODELAGEM CONCEITUAL DE DADOS

1. CONCEITOS BÁSICOS

Modelo: representação abstrata e simplificada de um sistema real, com a qual se pode explicar ou testar o seu comportamento, em seu todo ou em partes (Cougo, 1997).

Modelo de Dados: representação de uma realidade através de algumas regras e símbolos. É a abstração do mundo real. Precisa-se:

Conhecer profundamente o negócio da empresa

Ter domínio da técnica de modelagem de dados

2. PROCESSO DE MODELAGEM

2.1 Especificação de Requisitos

Pontos a serem definidos antes do trabalho da modelagem:

Abrangência

Nível de detalhamento

Tempo para a produção do modelo

Recursos disponíveis

2.2 Execução da Modelagem de Dados

Passos:

1. Observação dos objetos De acordo a definição de abrangência e de detalhamento

2. O entendimento dos conceitos Para que um objeto possa ser representado no modelo ele deve ser primeiramente:

Identificado, conceituado, entendido e assimilado.

3. A representação dos objetos Após a identificação dos objetos, suas características, relacionamentos e comportamentos, aplica-se a técnica de modelagem. Obs.: o domínio das técnicas de modelagem é necessário mas, não é suficiente para se produzir bons modelos.

4. A verificação de fidelidade e coerência Verificar se o modelo gerado representa de forma fiel e coerente o que foi levantado anteriormente. Caso existam falhas ou anomalias, verificar se estas se derivam por conceitos mal formados, pontos de vistas equivocados, falha na concepção ou aplicação errada de técnica de representação.

5. Validação Procure criticar e ser o mais rigoroso possível com o seu modelo. Os usuários envolvidos no processo, precisam Ter conhecimento das técnicas de modelagem de dados, para poderem ajudar na validação.

Modelagem Conceitual

2.3 Objetivos do Modelo de Dados

Representar um ambiente observado

Servir de instrumento para comunicação

Favorecer o processo de verificação e validação

Capturar aspectos de relacionamentos entre os objetos observados

Servir como referencial para a geração de estruturas de dados

Estabelecer conceitos únicos a partir de várias visões.

3. NÍVEIS DE MODELAGEM

Partindo-se

poderemos definir um modelo independente de tecnologia (relacional, rede, hierárquica).

relacionamentos,

de

um

mundo

observado,

composto

por

seus

objetos

e

Esse modelo poderá ser derivado para um modelo lógico que por sua vez será dependente

de modelos físicos de implementação.

A cada um desses níveis de modelagem serão associadas técnicas de representação gráfica

e métodos e de especificação de schemas.

3.1 Modelo Conceitual de Dados (MCD)

Aquele em que os objetos, suas características e relacionamentos têm a representação fiel ao ambiente observado, independentemente de quaisquer limitações impostas por tecnologias, técnicas de implementação ou dispositivos físicos. Separa o problema de modelagem do problema de implementação do modelo em um tipo de SGBD específico. Permite abstrair e compreender melhor o ambiente observado.

3.2 Modelo Lógico de Dados (MLD)

Aquele em que os objetos, suas características e relacionamentos têm a representação de acordo com as regras de implementação e limitações impostos por algum tipo de tecnologia. Essa representação é independente dos dispositivos ou meios de armazenamento físico das estruturas de dados por ela definidas. Modelo relacionado ao projeto de banco de dados.

3.3 Modelo Físico de Dados (MFD)

Aquele em que a representação dos objetos é feita sob o foco do nível físico de implementação das ocorrências, ou instâncias das entidades e seus relacionamentos. O conhecimento do modo físico de implementação das estruturas de dados é ponto básico para o domínio desse tipo de modelo. Depende especificamente de cada SGBD.

Modelagem Conceitual

Objetos

de

Interesse

Modelagem Conceitual Objetos de Interesse Schema Conceitual Modelo Conceitual Schema Externo Schema Interno Modelo Lógico

Schema

Conceitual

Modelagem Conceitual Objetos de Interesse Schema Conceitual Modelo Conceitual Schema Externo Schema Interno Modelo Lógico
Modelagem Conceitual Objetos de Interesse Schema Conceitual Modelo Conceitual Schema Externo Schema Interno Modelo Lógico

Modelo

Conceitual

Schema

Externo

Schema

Interno

Conceitual Modelo Conceitual Schema Externo Schema Interno Modelo Lógico Modelo Físico Fig. 1 - Integração da

Modelo

Lógico

Conceitual Schema Externo Schema Interno Modelo Lógico Modelo Físico Fig. 1 - Integração da Arquitetura de

Modelo

Físico

Fig. 1 - Integração da Arquitetura de Três Níveis com a Abordagem E-R

4. Modelo Entidade -Relacionamento

Técnica criada em 1976, pelo professor Peter P. Chen

Representação de uma visão lógica de um determinado ambiente de informações a

partir de suas entidades, relacionamentos e atributos. Ideal para a comunicação com usuários leigos

Permite a construção de Modelos mais estáveis

Permite a independência de dados e de SGBD

Base: no óbvio: Lei do Mundo ‘o mundo está cheio de coisas que possuem características próprias e que se relacionam entre si’

Entidade 1 relacionamento Entidade 2 Atributo 1 Atributo 2
Entidade 1
relacionamento
Entidade 2
Atributo 1
Atributo 2

Fig. 2 – Abordagem Entidade-Relacionamento

4.1 Entidades

Algo real ou abstrato, que pode ser percebido no ambiente e sobre o qual interessa armazenar dados. É o conjunto de objetos ou elementos semelhantes.

As entidades podem ser identificadas a partir dos grupos:

Modelagem Conceitual

Coisas

tangíveis: Grupo que engloba todos os elementos

que tenham existência

concreta, que sejam manipuláveis, que possam ser tocados, que ocupem um lugar no espaço, ou qualquer outro tipo de visão que nos leve a consederá-lo como fisicamente

existente.

Ex.:

Meios

de

transporte

(avião,

automóvel,

bicicleta, etc), Animal (cachorro, gato,

material escolar, etc)

 

Funções exercidas por elementos: todo o tipo de papel, atribuição, classificação, capacitação ou outra característica qualquer que, para um dado elemento, especifique não existência mas, a sua atuação no ambiente em que está inserido. Ex: especialistas (cirurgião dentista, médico pediatra, etc), clientes (alunos, pacientes e professores, etc)

Eventos ou ocorrências: quando alguma ação ou fato acontece e este se torna materializável. Enquanto programado, durante sua execução ou após encerrado, esse elemento caracteriza-se como um evento ou ocorrência ao qual podemos fazer alguma referência. Ex.: vôo comercial, acidente de trânsito, apresentação técnica de um fornecedor, festa beneficente, gincana esportiva, jogo de futebol.

Especificações: grupo onde estão os elementos que definem as características de outros objetos. No ponto de vista conceitual seus atributos podem ser alocáveis no próprio objeto que porcuram denotar, podendo ser suprimido no modelo conceitual. Ex.: especificação-equipamento, especificação-compra, etc.

4.1.1 Classificação das entidades

Fortes: entidade com existência própria recebida por um conjunto de atributos, um dos quais assume valores capazes de identificar cada ocorrência da entidade de forma unívoca. Exemplos: Cliente, Fornecedor, Aluno

Fracas: entidade percebida por um conjunto de atributos mas, que dependem para sua identificação, da existência de outra entidade. Exemplo: Agência (depende da entidade Banco para existir)

4.2 Atributos

Conjunto de informações que descrevem as particularidades de uma entidade ou da associação da mesma com outra. São as características inerentes a cada objeto observado. Exs : nome, data de nascimento, matrícula (atributos da entidade Funcionário) data compra, qde produto (atributos do relacionamento entre Cliente e Produto)

4.3 Relacionamentos

Os relacionamentos representam a política da empresa. Os relacionamentos descrevem um

tipo específico de associação entre

associação deve ser descrito por um relacionamento diferente. Os relacionamentos definem a ligação lógica entre as entidades, que é atribuída através da Cardinalidade.

os conjuntos das entidades participantes, cada tipo de

Modelagem Conceitual

4.3.1 Grau ou cardinalidade do Relacionamento

Descreve a freqüência relativa das ocorrências das entidades no relacionamento, os graus do relacionamento.

Classificação:

a) 1:1 (um para um) São difíceis de serem caracterizados pois, dependendo da visão são facilmente

questionados e reconsiderados. Acontece

da entidade A tem um e somente um valor da entidade B associado a ele e vice- versa. Se consideramos dois conjuntos entre os quais possa existir alguma relação

entre os seus elementos, poderíamos representá-los da seguinte forma:

quando, a cada instante, um elemento

A B
A
B

Ex: Um funcionário gerencia um departamento por vez e, um departamento é gerenciado por apenas um funcionário por vez.

1 1 Funcionário gerencia Departamento
1
1
Funcionário
gerencia
Departamento

b) 1:N (um para vários) Acontece quando, a cada instante, um valor da entidade A possuir vários valores da entidade B associado a ele e, cada elemento da entidade B possuir apenas um elemento da entidade A associado a ele. Se consideramos dois conjuntos de elementos os representaríamos da seguinte forma:

A B
A
B

Ex: Um departamento pode lotar vários funcionários por vez e, um funcionário pode lotar apenas um departamento por vez.

1 N Departamento Lotação Funcionários
1
N
Departamento
Lotação
Funcionários

Modelagem Conceitual

c) M:N (muitos para muitos)

Acontece

valores da entidade

de elementos, representamos da seguinte forma:

quando, a cada instante, um

valor da entidade A pode possuir vários

B associado a ele e, vice-versa. Considerando dois conjuntos

A B
A
B

Ex: Um livro pode ser escrito por vários autores e um autor pode escrever vários livros.

N N Livro é escrito Autor
N
N
Livro
é escrito
Autor

4.3.2 Restrições de Cardinalidade

Uma RESTRIÇÃO impõe limites na cardinalidade do domínio e da imagem dos tipos de relacionamento. Por exemplo, “uma turma é aberta apenas se pelo menos um aluno estiver matriculado”. Uma restrição é um invariante do sistema : deve ser válida a qualquer momento.

4.3.3 Relacionamentos Totais e Parciais

Em um conjunto de entidade “E” e um relacionamento “R” em que “E” participa.

- quando a restrição impõe que todo elemento de “E” estejam obrigatoriamente em “R”, dizemos que “R” é total em “E”;

- quando a restrição não impõe que todo elemento de “E” esteja obrigatoriamente em “R”, dizemos que “R” parcial em “E”.

N 1 Ex: Lotações Participações Projetos Funcionários Departamento N N Gerenciamentos 1 1
N
1
Ex:
Lotações
Participações
Projetos
Funcionários
Departamento
N
N
Gerenciamentos
1
1

Relacionamentos Totais:

- Não há funcionário que não esteja lotado em um departamento

- Não há nenhum departamento sem gerente

- Não há projeto que não tenha um funcionário alocado Relacionamentos Parciais:

- Nem todo departamento possui funcionários lotados

- Nem todo funcionário gerencia um departamento

Modelagem Conceitual

- Nem todo funcionário participa de projetos

4.3.4 Relacionamentos Múltiplos

Quando se tem três (ternário) ou mais entidades (n-ário) associadas simultaneamente.

Ex.: Dado um aluno em uma disciplina, há um só professor associado a eles, ou seja, um aluno não pode ter em uma certa disciplina mais do que um professor. Um professor pode ministrar uma disciplina para um número qualquer de alunos e um professor pode dar a um certo aluno mais do que uma disciplina.

Disciplina N Professor 1 N Aluno
Disciplina
N
Professor
1
N Aluno

4.4 Extens ões do MER

4.4.1 Associações Recursivas ou Auto-Relacionamento

Quando “R” é um relacionamento que relaciona elementos de um conjunto de entidades “E” a elementos desse mesmo conjunto “E”.

Funcionários 1 N gerencia gerenciado
Funcionários
1
N
gerencia
gerenciado

Gerenciamento

de pessoal

4.4.2 Agregações

Material N N É composto Tem como componente
Material
N
N
É composto
Tem como
componente

Composição do

material

Utilizado para relacionar um conjunto de entidades e relacionamentos como se fosse uma única entidade, com outra entidade ou agrupamento.

Ex: Empresa const rutora de Equipamentos A partir de desenhos de projetos dos equipamentos, são feitos as requisições de materiais necessários para construção destes. Algumas requisições de materiais geram pedidos de compra, pois uma parte dos materiais exigidos pode estar no almoxarifado ou adiar-se por qualquer outro motivo a emissão do pedido. Portanto, os materiais relacionam-se com as requisições independentemente dos pedidos. Um pedido de compra de materiais consta de vários materiais mas, é necessário para cada item do pedido saber-se qual a requisição em que constava o item, a fim de

Modelagem Conceitual

controlar a quantidade pedida, que deve ser igual ou maior que a quantidade requisitada, e para se poder mudar o status da requisição de pendente para cumprida.

Material

Material N

N

Material N
Material N N Requisição N Itens requisição

N

N Requisição

Requisição

Requisição

N

Itens requisição

Material N N Requisição N Itens requisição
Itens N Pedidos de Compra
Itens
N
Pedidos de
Compra

pedido

4.4.3 Generalização x Especialização

Relacionamento

totalmente

independente

Identificação de subconjuntos distintos dentro de um conjunto único. Os elementos desse conjunto possuem características comuns (genéricas) e específicas para cada subconjunto. Cada elemento deve ser visto como um elemento pertencente tanto ao subconjunto como ao conjunto completo.

Ex.: Em uma biblioteca identificamos o conjunto de Leitor que pode ser classificado

em Alunos e Professores. Estes leitores

e CPF; e características específicas de acordo sua classificação. Para os alunos as

características são: curso e turma; e para os professores, o departamento

.

possuem características comuns como: nome

o departamento . possuem características comuns como: nome Leitor Nome CPF Professor Departamento Aluno Curso Turma

Leitor

Nome

CPF

o departamento . possuem características comuns como: nome Leitor Nome CPF Professor Departamento Aluno Curso Turma
o departamento . possuem características comuns como: nome Leitor Nome CPF Professor Departamento Aluno Curso Turma

Professor

Departamento

Aluno
Aluno

Curso

Turma

Modelagem Conceitual

5. Referências Bibliográficas

Cougo, Paulo. Modelagem Conceitual e Projeto de Banco de Dados. Rio de Janeiro:

Campus, 1997.

Barbiere, Carlos. Modelagem de Dados. IBPI Press, 1994.

Yourdon, Edward. Análise Estruturada Moderna. Campus, 1992.

Gane, Chris. Análise Estruturada de Sistemas. Livros Técnicos e Científicos Editora, 1993.

Ramez Elmasri, Shamkant Navathe. Fundamentals of Database Systems. 4th Ed. Pearson Addison-Wesley, 2004.

Gane, Chris. Desenvolvimento Rápido de Sistemas. Livros Técnicos e Científicos Editora,

1993.