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MANUAL DE COBRANÇA

1

MANUAL DE COBRANÇA

Cobrança

“Em um mundo de Causas e Efeitos onde, Crédito é a Causa e Cobrança é o efeito, se conhecermos as causas, poderemos prever os efeitos

Silvio Maschio silvio@smbrasilcursos.com.br

MANUAL DE COBRANÇA

2

índice

- Inadimplente – Conceito

3

- Código de Defesa do Consumidor – Lei 8078/90

4

- Estruturação da cobrança

5

- Estratégias em Cobrança

5

- Cobrar envolve

5

- As causas da inadimplência

6

- Geradores de inadimplência causados pela própria empresa

6

- Análise de atitudes Negativas

7

- Análise de atitudes positivas

7

- O que deve ser evitado no contato com os devedores

8

- Passos básicos da negociação

8

- Tabela de Negociação – modelo

9

- Tipos de devedores

10

- Características pessoais do profissional de cobrança

11

- Política de cobrança de juros e despesas

12

- Critérios para aceitação de duplicatas de terceiros

13

- Roteiro básico de cobrança

14

- Quando encaminhar a conta a um agencia de cobrança

15

- Contrato de prestação de serviços

16

- Terceirização de cobrança

17

- Tipos de devedores

18/19

- 10 maneiras para cobrar bem

20

- Cobrança: verdades e mentiras

21

- Perfil dos Devedores

22

- Objeções ao Pagamento

23

- Objetivos da cobrança

24

- classificação dos clientes que compram a crédito

24

- Estratégias Auxiliares de Cobrança

24

- Correspondência de cobrança - Estruturação

25

- Localização dos clientes

25

- Principais dificuldades para cobrar dívidas por telefone

25

- Script de Cobrança por telefone

26/27

- Cobrança Pessoal o que evitar

27

- Cobrando conhecidos/amigos

27

- Acordos de pagamento

28

- Agencias de Cobrança

28

- Técnicas adicionais de cobrança

28

- C h e q u e - lei 7.357/85

29/35

- Anexos

36/42

- Protesto - Lei Nº. 9.492

43/53

- Código de Defesa do Consumidor - LEI N° 8.078/90

54/86

- Duplicatas - Lei N° 5.474/68

87/96

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3

Inadimplente

A palavra inadimplente é um verbete recente na língua portuguesa e no vocabulário

do cidadão brasileiro. Não se sabe exatamente quando foi que ela começou a se tornar popular no Brasil. Mas parece que a palavra chegou à ponta da língua do consumidor depois do Plano Real (1994), quando o Brasil registrou um aumento no volume de crédito e também um crescimento da inadimplência.

Segundo o dicionário Houaiss, a palavra inadimplente entrou na língua portuguesa em 1958 e significa “aquele que falta ao cumprimento de suas obrigações jurídicas no prazo estipulado”.

Ex.: Ele adimpliu (= cumpriu) determinada tarefa.

O prefixo -in também é de origem latina e indica “negação, privação”. É permitido,

então, o uso do verbo inadimplir.

O termo inadimplência é um substantivo feminino que significa “o não cumprimento

de algo”. Consta também do dicionário Aurélio o termo inadimplemento, mas o mais usado e conhecido é inadimplência. Já o Código Civil usa inadimplemento. A palavra aparece no artigo 960 com o seguinte texto: “o inadimplemento da obrigação, positiva e líquida, no seu termo constitui de pleno direito em mora o devedor”.

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4

Código de Defesa do Consumidor – Lei 8078/90

Itens relativos a Cobrança de dívidas

A

Multa de Mora

multa de mora não pode ser superior a 2% do valor da fatura (art. 52, § 1ª)

Liquidação antecipada do débito

O

desconto proporcional dos juros e demais encargos (art. 52, § 2º).

pagamento antecipado da dívida, total ou parcial, dá ao consumidor o direito de

Cobrança indevida

O consumidor cobrado indevidamente tem o direito á restituição do valor pago em

dobro, acrescido de juros e correção monetária ( art. 42, § único).

Dano Moral

É causado pela ofensa ou violação aos bens de ordem moral de uma pessoa, como

a liberdade, a honra, a imagem, a intimidade, a privacidade. Assim, como o dano

material, o dano moral deve ser indenizado (art. 6º, inciso VI). Exemplo: danos

causados á honra do cliente que sofre cobrança vexatória de uma dívida.

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5

Estruturação da cobrança

- interna -

Volume a ser cobrado – estoque de cobrança

Intensidade de cobrança por fase

Produtividade dos acionadores

Sistemas operacionais

Cobrança – Ativa e Receptiva

Estrutura Física compatível

Estratégias em Cobrança

Perguntas a serem respondidas

Quando, como e onde utilizar?

Intensidade, Ordem e Momento de utilização dos instrumentos?

O que traz os melhores resultados?

Qual o melhor Custo x Benefício?

Cobrar envolve:

administração de escritórios externos de cobranças

Capacitação da equipe

Técnicas de Negociação

Metas

Fidelização de clientes

Estratégias

Custos

Indicadores de qualidade e produtividade

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As causas da inadimplência podem ser:

De origem externa (desemprego)

Problemas de crédito (excesso de crédito)

De processo

“Furos” de caixa

Geradores de inadimplência causados pela própria empresa

Processo de faturamento ineficiente

Documento de cobrança mal elaborado

Correspondências que não chegam ao cliente

Poucos pontos de arrecadação

Dificuldades de obtenção de 2ª via

Pagamentos em contas sem a devida identificação

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7

Contato com os clientes – devedores

Análise de atitudes Negativas:

Não menosprezar o cliente

Não se contradizer em seus argumentos ou afirmativas

Não ridicularizar o devedor ou fazer preleções ao mesmo.

Análise de atitudes positivas:

Tenha sempre um estilo adequado de cobrança

Ser objetivo , propor um acordo definitivo para liquidação do débito

Mostrar ao devedor o seu interesse em ajudá-lo na resolução do problema

Use expressões positivas e não negativas

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8

O que deve ser evitado no contato com os devedores

Ter uma conversa tensa com o cliente

Tocar fisicamente o cliente

Falar com estranhos sobre a situação do devedor

Entrar em área que não é determinada como pública

Deixar mensagem endereçada ao cliente devedor sobre o atraso do pagamento onde outras pessoas possam ler.

Passos básicos da negociação

Apresentação do caso ao devedor

Citação de benefícios do devedor ao cumprir a obrigação

Respostas as objeções do devedor

Solicitação de uma atitude do devedor para resolução do problema

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9

 

Tabela de Negociação – modelo -

Faixa de

Número de parcelas

Forma de negociação

Cobrança terceirizada % s/cobrança

atraso

01

- 30 dias

Á Vista

Desc.até 40% - juros

15%

 

1 + 1

Desc.até 30% - juros

10%

1 + 2

Desc.até 20% - juros

5%

31

- 60 dias

1= 30 dias 1+ 1= 30/60 dias

Desc. até 20% - juros Desc. até 15% - juros

15%

 

10%

Todas

Indefinido

Não enquadrado na Tabela de Negociação

5%

(exceção)

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Tipos de devedores

O inadimplente eventual

Faz parte da grande maioria dos devedores, uma vez que quando realizam a compra, tem em mente efetuar o pagamento regularmente; mas, por problemas financeiros e pessoais acaba atrasando e entrando em inadimplência.

O eterno inadimplente

É o tipo de devedor que toda empresa têm, eles estão sempre em atraso; se bem

administrados, até que trazem algum retorno financeiro para a empresa, uma vez que pagam altas taxas de juros e multa pelo atraso. O problema, é que dificilmente liquidam o débito, se a cobrança não atuar várias vezes, o que acaba gerando um Stresse entre as partes.

O inadimplente contumaz - golpista

Esse é o pior dos devedores, uma vez que quando realiza a compra já tem em mente não liquidar o débito; a cobrança pouco pode fazer para recuperar os créditos concedidos.

O golpista tem que ser identificado e contido no momento da venda; caso, contrario

a perda é praticamente certa.

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Características pessoais do profissional de crédito e cobrança

Estabilidade emocional

Habilidade de ouvir com atenção

Habilidade de comunicação

Atenção para detalhes

Integridade

Habilidade para negociar

Capacidade de decisão

Conhecimento dos produtos da empresa

Compreensão dos aspectos legais básicos

Leitura do comportamento humano através da psicologia

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12

Política de cobrança de juros e despesas

Objetivos de caráter financeiro

Aspecto punitivo dos juros e despesas

O custo do dinheiro no mercado

O custo de oportunidade do cliente

Análise de problemas e parâmetros limitantes

Influencia da pratica no setor

Obediência aos aspectos legais

Maior alocação de esforços

Objetivos a ser atingidos

Incentivar ou promover o pagamento pontual dos valores devidos por clientes

Recuperar os custos adicionais decorrentes de cobrança.

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13

Critérios para aceitação de duplicatas de terceiros

O processo para aceitação de duplicatas de emissão de clientes e, portanto de responsabilidade de terceiros deverá obedecer ás seguintes normas:

Análise prévia e aprovação pelo órgão de crédito e gerencia financeira

A aceitação devera ser através de endosso em “preto”

Valor total dos títulos deverá cobrir todo o débito, acrescido dos encargos financeiros devidos

Comprovação através da cópia da nota fiscal, que deu origem á operação, bem como do respectivo comprovante de entrega da mercadoria.

Contato imediato com o devedor final, identificando a empresa favorecida.

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Roteiro básico de cobrança

Valores

Instrumento de Cobrança

 

Estratégia utilizada

R$

 
 

1ª Correspondência (cor amarela) “moderada” Email/SMS

Enviada xxx dias após o voto. Oferecendo xxx horas para a solução

Até

2ª Correspondência (cor vermelha) “incisiva” Email/SMS

Enviada no dia seguinte ao voto. da 1ª Com prazo de xxx horas para a solução

R$ xxxx

Contato telefônico/Voip/Skype

Efetuado xxx horas, após o voto. Da 2ª correspondência com prazo final de xxxx horas

 

Contato telefônico/Voip/Skype

Efetuado xxx dias após o voto. Com prazo de xx dias para solução

Visita pessoal

Realizada xxx dias após o contato a distancia

> R$xxx

Protesto

Proceder xx dias após a Visita pessoal

Cobrança Terceirizada - Amigável (levar em conta o volume)

Prazo de xxx dias para cobrar. Após este prazo, devolver

-

Cobrança Terceirizada – Contenciosa/Jurídica

-

Prazo de xx dias para cobrança

amigável. Após este prazo, adotar as medidas judiciais cabíveis

Todos

-

Negativação no SPC

- Após xxx dias do voto.

Contrato de Mediação e Arbitragem

-

- No momento da venda

Todos

Cobrança Preventiva por Email

Enviada xxx antes do vcto como lembrete

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Agencias de cobranças

Quando encaminhar a conta a um agencia de cobrança

Quando as contas excederem o prazo definido, para a cobrança em carteira, por ex. 30 dias, sem ter havido por parte do cliente ação que iniba outras medidas.

Quando se verificar que os recursos e capacidades do devedor em saldar o débito se esgotaram

Quando a relação custo x benefício, não justificar a cobrança interna.

Itens a serem observados antes de contratar uma agencia de cobrança

Solicitar referencias

Checar as referencias de outras empresas

Verificar a quanto tempo a empresa opera no mercado

Descobrir quais os tipos de contas encaminhadas para a agencia

Levantar qual o percentual de valores recuperados em relação à carteira

Checar se a agencia cumpre prazos de: prestação de contas, posição da carteira, devolução de títulos etc.

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16

Contrato de prestação de serviços

Clausulas que devem constar:

1. Período de permanência dos títulos na agencia

2. Discriminação das despesas que serão reembolsadas

3. Taxa de juros e multa a ser aplicada na cobrança de títulos

4. Forma de cobrança e tratamento

5. Periodicidade da prestação de contas

6. Percentual de honorários contratados para cada situação

7. Multa pesada pelo não cumprimento das clausulas contratuais

8. Área de atuação da agencia.

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17

Terceirização de cobrança

Quando utiliza-las

Valor título

Volume de títulos

Forma de cobrança

BAIXO

BAIXO

INTERNA/EMPRESA

BAIXO

ALTO

EXTERNO/ESCR.COBRANÇA

ALTO

BAIXO E/OU ALTO

EXTERNO/ESCR.ADVOCACIA

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18

Tipos de devedores

O desgraçado:

É o tipo que põe qualquer um a nocaute, pela sua profunda baixa estima, para

esse tipo desgraça pouca é bobagem; nem bem você o cumprimenta ele despeja uma tempestade de coisas ruins que aconteceram com ele ou com

alguém da sua família, para justificar o não pagamento do débito.

O injustiçado:

É a vitima da historia toda, pois o débito que existe em seu nome, somente

existe porque ele quis “ajudar” um parente ou amigo que estava em dificuldades, mas essa pessoa o traiu e não quitou o débito deixando para ele toda a responsabilidade. De um modo geral é pura falácia e invenção dele, pois o débito pertence as ele mesmo.

O amigão:

Esse tipo é muito perigoso, pois ele é muito hábil e carismático, ele prepara todo o terreno com antecedência , sabendo que cedo ou tarde irá Ter problemas com o credor; por isso ele visita a empresa apenas para cumprimentar os funcionários, principalmente de crédito e Cobrança, leva pequenos presentes, descobre o aniversário do gerente, da supervisão etc. e envia um cartão com cumprimentos pela importante data. Ele faz com que todas as pessoas fiquem “envolvidas” de certa forma com ele , obtendo o que deseja que é protelar o pagamento da dívida enquanto der.

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19

O invisível:

É um tipo terrível, pois não se consegue contato com o mesmo; podemos deixar vários recados que ele não retorna; na empresa dificilmente é localizado, esta sempre em reunião, saiu ou ainda não voltou. Seu objetivo é não ter contato com o credor e com isso “ganhar” tempo.

A autoridade:

O tipo acima, de modo geral não é uma autoridade propriamente dita , Juiz, Governador, Deputado etc. ele se acha Importante em virtude de exercer alguma função em que tenha muito contato com o público por exemplo é :Cantor, apresentador, jogador de futebol entre outros; ele se torna arrogante e “trunca” de todas as formas o acesso a ele , com alegações de que é muito ocupado para perder tempo com ninharias ou que o débito já esta quitado e você é que é desorganizado e não procedeu a baixa e por ai afora.

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20

10 maneiras para cobrar bem

1. Seja simpático

2. Organize-se

3. Repense sua política de crédito

4. Colha os dados

5. Capriche nas cartas de cobrança

6. Dê incentivos a sua equipe

7. Simplifique

8. Não delegue a cobrança

9. Mas, se tiver que delegar , recompense

10. Use a psicologia

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21

Cobrança: verdades e mentiras

Desculpas mais utilizadas

Emprestei meu nome para um amigo;

Perdi meu emprego;

Pessoas doentes na família;

Os juros de mercado são elevados;

Depositaram meu cheque antes da data;

Os meus devedores também não estão pagando;

Meu débito foi transferido para escritórios de cobrança.

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22

Perfil dos Devedores

Quem são

 

O que Compraram

Como

Porque

tentaram

Devem

 

pagar

84%

Renda até:

-

Lojas de

 

Por descontrole pessoal

Roupas

-

Postos de

30% á vista

R$1.500

Combustíveis

 

51%

   

Por emprestarem o nome

São homens

 

69% gastaram menos de R$400

70%

Por terem o salário atrasado

42% tem menos de 30 anos

parcelaram as contas

Fonte:Procon

2010

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23

Objeções ao Pagamento

Demissão

Endividamento

Doença do

Cliente

Morte do

Cliente

Compra para Terceiros

Desemprego

Desacordo

Comercial

Doença em Família

Tragédia

Redução de Renda

Não recebimento Da mercadoria

Morte na

família

Juros abusivos

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24

Objetivos da cobrança:

Cobrar o valor total da dívida mais os encargos

Fazer com que o devedor pague no menor prazo possível

Manter o cliente

Cobrar com o menor custo

Podemos classificar os clientes que compram a crédito de quatro maneiras:

Ok. paga em dia

O devedor eventual

O Eterno devedor

O mau pagador

Estratégias Auxiliares de Cobrança

Terceirização da cobrança

Campanhas de cobrança

Metas de cobrança

Venda da Carteira

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25

Correspondência de cobrança - Estruturação

Descrição detalhada da divida

Ter um objetivo, pedindo ação

Dar a quem recebe uma razão para atender ao apelo

Informar o modo pelo qual o devedor pode atender a solicitação

Localização dos clientes

Atualização semestral do cadastro

Lista telefônica

102 – fone ou internet

Pela internet, como por exemplo: probusca, infobusca, ccfácil etc.

a confecção de uma ficha cadastral clean, tanto PF quanto PJ

Comprovante de Residência/Localização

Principais dificuldades para cobrar dívidas por telefone

Localização

Resistência do cliente

Script de Cobrança por telefone

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Sempre tenha certeza do débito

Contato, melhor horário: das 09h30min às 11:00 e das 14:00 às 16:00h

Identifique-se nome e empresa

Seja sempre simpático, nunca intimo do cliente

Conheça todos os limites em termos legais, juros, prazos etc.

Diga que quer verificar tal título vencido

Sempre agradeça pela atenção dispensada.

Sempre honre com suas negociações

Registre tudo que falou com o cliente

Evitar o uso do gerúndio

Planejamento da chamada

Posição da conta no momento

Checagem do passado histórico

Verificar se há falha do devedor

Planejamento do que deve ser solicitado

O Telefonema

Identificar e falar com a pessoa certa

Fazer a apresentação pessoal prévia

Superar a barreira de terceiros

Apresentação clara e objetiva do caso

Obter algum compromisso do devedor

Voz ao Telefone

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Não parecer: Fraca, Hesitante, Negativa ou desinteressada.

Deve ser firme e clara

Testar a voz através de gravações

Telefone escuta ativa:

Seja aberto e receptivo, com sua expressão corporal

Ouça tudo aquilo que a outra pessoa tem a dizer, antes de responder

Não interrompa, ou termine frases que estejam sendo ditas pela outra pessoa

Atue com base naquilo que a outra pessoa disse

Cobrança Pessoal o que evitar

Invadir local não publico

Deixar mensagem sigilosa, onde outros possam ler

Utilizar trajes, vocabulário e comportamentos incompatíveis

Ter uma conversa tensa com o cliente

Tocar fisicamente no cliente

Comentar com terceiros sobre o débito

Cobrando conhecidos/amigos

Expresse seus sentimentos

Cobre o que lhe devem

Prepare-se adequadamente

Pressione sem ameaçar

Vá até o fim

Acordos de pagamento

MANUAL DE COBRANÇA

28

Deve ser ratificado por escrito

Suportado por: Cheques ou NP

Se possível com termo de confissão de divida

Quando encaminhar a conta a uma agencia de cobrança

Quando as contas excederem o prazo definido, para cobrança interna

Quando se verificar que os recursos e capacidade do devedor em saldar o débito se esgotaram

Quando a Relação Custo X Beneficio, não justificar a cobrança interna.

Agencias de Cobrança

- Itens a serem observados -

Solicitar referencias

Verificar a quanto tempo a empresa opera no mercado

Quais os tipos de contas encaminhadas para a agencia

Qual o percentual de valores recuperados em relação a carteira

Se a agencia cumpre prazos de prestação de contas, posição da carteira, devolução de títulos, etc.

Técnicas adicionais de cobrança

Oferecer alternativas plausíveis ao devedor

Não se intimidar pela posição do cliente

Definir um plano de amortização

Evitar contatos com intervalos muito longos ou curtos

C

h

e

q

u

e - lei

7.357/85

MANUAL DE COBRANÇA

29

Conceito de cheque:

Cheque é o título revestido de determinadas formalidades legais contendo uma ordem de pagamento á vista em favor próprio ou de terceiros. Art. 32 da lei 7.357/85, “O cheque é pagável à vista. Considera-se não escrita qualquer menção em contrário”.

Apresentação:

Todo beneficiário de um cheque tem um prazo para apresentá-lo ao banco (sacado) , para o respectivo resgate. A Lei 7.357/85, em seu art. 33 estabelece os seguintes prazos para apresentação:

Trinta dias, quando emitido no lugar onde houver de ser pago; ( dentro da praça)

Sessenta dias, quando emitido em outro lugar do país, ou no exterior. (fora da praça)

O ato de apresentação do cheque é de suma importância para a sua eficácia executiva, em se tratando de ação contra os endossantes e seus respectivos avalistas.

Prescrição:

MANUAL DE COBRANÇA

30

A Lei 7.357/85, em seu artigo 59 assegura o seguinte: “Prescreve em 6 (seis)

meses contados da expiração do prazo de apresentação, a ação que o art. 47

desta Lei assegura ao portador.”

Nota: O art. 47 assegura ao beneficiário a execução do cheque, a ser processada

na forma prevista no Livro II, Titulo I, do Código de processo Civil – Da execução

em geral). Devemos ressaltar entretanto, que prescrita a ação executiva, o portador terá assegurado a cobrança pela via ordinária, cujo prazo de prescrição é, em

conformidade com o art. 177 do código Civil, de vinte anos.

Espécies de cheques:

Cheque ao portador:

Conforme o art. 8º , III da lei 7.357/85, o cheque pode ser ao portador. Cheque ao portador é aquele que não indica o beneficiário( o tomador), ou que em seu lugar tem inserida a expressão ao portador, ou estando em branco o espaço destinado ao nome do beneficiário, será considerado ao portador.

Cheque nominal:

O cheque nominal, também chamado de nominativo, é aquele que consigna

expressamente o nome do beneficiário, só a este podendo ser pago.

O cheque nominal pode conter a clausula á ordem ou com a clausula não á ordem

; o cheque a ordem pode ser transferido pôr via de endosso, no cheque não á ordem, é impossível a transferência pôr endosso; a sua transferência vale apenas como mera cessão civil.

Cheque “pós-datado”:

MANUAL DE COBRANÇA

31

O Art. 32 da Lei 7.357/85, veda o cheque pós-datado:

“O cheque apresentado a pagamento antes do dia indicado como data da emissão é pagável no dia da apresentação”. Devido a sua adoção de um modo geral pelo mercado, ampliou sensivelmente a sua circulação, antes restrita a agiotagem. Os cheques assim emitidos, tem alterado sensivelmente a sua função, perdendo

sua natureza de cheque, ( ordem de pagamento á vista) transformando-se em promessa de pagamento, mesmo mantendo sua eficácia executiva extrajudicial.

Cheque cruzado:

O cheque cruzado, ou seja: atravessado pôr dois paralelos, só pode ser pago a um

banco.

O cruzamento é faculdade exclusiva do portador (beneficiário) e do sacador

( emitente). Duas são as espécies de cruzamento:

Cruzamento ao portador ou em branco, não designa o banco a ser pago.

Cruzamento nominal, ou em preto, o qual designa o banco a ser pago.

Cheque turismo:

O cheque de viagem ou o Traveller”s check foi criado para facilitar a segurança do

viajante ou turista que o transporta; uma vez que não necessita carregar dinheiro em espécie, cartões de crédito etc. o que poderia lhe causar contratempos em outro país

Cheque postal:

No cheque postal, os correios através de sua agencias, fazem as vezes de bancos,

MANUAL DE COBRANÇA

32

pagando os cheques contra eles emitidos.

O ar. 66 da Lei 7.357/85,admite o cheque postal.

Cheque administrativo:

É o cheque emitido pelo próprio banco contra si mesmo, ou seja: contra uma de

sua agencias, em favor de terceiro. Nele, o sacador e sacado se confundem, devendo ser, necessariamente, nominal ou nominativo.

Devolução de cheque

Quais os principais motivos que podem levar o banco sacado a devolver um cheque?

Cheque sem fundos:

motivo 11 - cheque sem fundos na primeira apresentação;

motivo 12 - cheque sem fundos na segunda apresentação;

motivo 13 - conta encerrada;

motivo 14 - "Prática" prática espúria.

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33

Impedimento ao pagamento:

Motivo 21 - contra-ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação) ao pagamento solicitada pelo emitente ou pelo beneficiário;

Motivo 22 - divergência ou insuficiência de assinatura;

Motivo 23 - cheques emitidos por entidades e órgãos da administração pública federal direta e indireta, em desacordo com os requisitos constantes do artigo 74, 2º, do decreto-lei nº 200, de 25.2.67;

Motivo 24 - bloqueio judicial ou determinação do banco central;

Motivo 25 - cancelamento de talonário pelo banco sacado;

Motivo 26 - inoperância temporária de transporte;

Motivo 27 - feriado municipal não previsto;

Motivo 28 - contra-ordem (ou revogação) ou oposição (ou sustação), motivada por furto ou roubo, com apresentação do registro da ocorrência policial;

Motivo 29 - cheque bloqueado por falta de confirmação do recebimento do talão de cheques pelo correntista;

Motivo 30 - furto ou roubo de malotes.

Cheque com irregularidade:

motivo 31 - erro formal (sem data de emissão, mês grafado numericamente,

MANUAL DE COBRANÇA

34

sem assinatura, sem valor por extenso);

motivo

32

-

compensação;

ausência

ou

irregularidade

motivo 33 - divergência de endosso;

na

aplicação

do

carimbo

de

motivo 34 - cheque apresentado por estabelecimento bancário que não o indicado no cruzamento em preto, sem o endosso-mandato;

motivo 35 - cheque falsificado, emitido sem controle ou responsabilidade do banco, ou ainda com adulteração da praça sacada;

motivo 36 - cheque emitido com mais de um endosso;

Motivo 37 - registro inconsistente - compensação eletrônica.

Apresentação indevida:

Motivo 40 - moeda inválida;

Motivo 41 - cheque apresentado a banco que não o sacado;

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Motivo 42 - cheque não compensável na sessão ou sistema de compensação em que apresentado;

Motivo 43 - cheque devolvido anteriormente pelos motivos 21, 22, 23, 24, 31 e 34, não passível de reapresentação em virtude de persistir o motivo da devolução;

Motivo 44 - "Cheque" cheque prescrito (fora do prazo);

Motivo 45 - cheque emitido por entidade obrigada a realizar movimentação e utilização de recursos financeiros do tesouro nacional mediante ordem bancária;

Motivo 46 - CR - Comunicação de Remessa, quando o cheque correspondente não for entregue ao banco sacado nos prazos estabelecidos;

Motivo 47 - CR - Comunicação de Remessa com ausência ou inconsistência de dados obrigatórios referentes ao cheque correspondente;

Motivo 48 - cheque de valor superior a R$ 100,00 (cem reais), emitido sem a identificação do beneficiário, acaso encaminhado ao SCCOP, devendo ser devolvido a qualquer tempo;

Motivo 49 - remessa nula, caracterizada pela reapresentação de cheque devolvido pelos motivos 12, 13, 14, 25, 35, 43, 44 e 45, podendo a sua devolução ocorrer a qualquer tempo.

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(ANEXOS)

Carta de cobrança

Local,

À

Data:

CNPJ/MF nº:

/

End.:

Cidade:

Uf:

A/C. Contas a Pagar.

Informamos que até a data de emissão desta comunicação não identificamos o

pagamento da prestação abaixo, referente à fatura de sua responsabilidade.

Documento Número Vencimento Valor Original

:

:

:

:

Lembramos que o pagamento da prestação deve ser realizado em até

do vencimento, conforme instruções constantes na 2º via do boleto bancário em anexo.

dia(s)

O atendimento ao requerido gerará a imediata regularização em nossos arquivos.

Qualquer dúvida entre em contato conosco através do telefone: (

Atenciosamente,

Supervisor de Cobrança Emitente:

)_-

End.:

Cidade:

Uf:

OBS.: Caso já tenha efetuado o pagamento, favor desconsiderar esta

correspondência.

MANUAL DE COBRANÇA

37

Instrumento particular de confissão de dívida e termo de acordo

São partes neste instrumento:

a) de um lado, na qualidade de CREDOR,

privado, estabelecida na

CNPJ/MF sob nº

, no estado de

/

-

, pessoa jurídica de direito

, na cidade de

, inscrita no

b) de outro lado, na qualidade de DEVEDOR,

estabelecida na

, pessoa jurídica de direito privado,

, na cidade de

CNPJ/MF sob nº

, no estado de

/

-

, inscrita no

As partes acima qualificadas, juridicamente capazes e abaixo assinadas pactuam entre si, justo e acertado o presente Instrumento Particular de Confissão de Dívida e Termo de Acordo que se regerá pelas seguintes cláusulas:

1 - O DEVEDOR acima qualificado, nesta data confessa e declara dever a , a importância líquida e certa de R$ (

2

.

.

- A importância descrita na Cláusula 1 é originada da .

.

.

.

.

.

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.

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.

.

.

.

.

.

.

.

3

- O DEVEDOR compromete-se e obriga-se a pagar a importância do débito

descrito na Cláusula 1 em (

)

parcelas mensais e consecutivas de R$

(

),

vencendo a

primeira das parcelas em subseqüentes.

/

/

e as demais em igual dia dos meses

MANUAL DE COBRANÇA

38

5 - As parcelas já acrescidas dos encargos devidos até esta data são agora

pactuadas fixas, tudo para que nada mais seja acrescido a título de juros e correção monetária, dando-se plena e geral quitação da dívida ora confessada, desde que sejam adimplidas pontualmente quando da compensação dos respectivos cheques pelo banco sacado.

6 - Na hipótese de não ser efetivada a quitação de quaisquer das parcelas

assumidas pelo DEVEDOR, tal fato importará no vencimento antecipado do débito total confessado no preâmbulo deste instrumento, devidamente atualizado,

acrescido de multa de

ensejo a propositura de ação judicial para cobrança integral da dívida.

%

e juros moratório de

%

ao mês, o que dará

Parágrafo único: Em caso de inadimplemento das parcelas pactuadas, além da incidência dos encargos descritos, arcará o DEVEDOR com o pagamento das

despesas decorrentes de notificações, protestos, cobranças, extrajudiciais e

judiciais, assim como de honorários advocatícios de

% sobre o valor devido.

7 - A anuência do CREDOR em receber qualquer parcela fora do prazo de

vencimento contratado será mera liberalidade, não importando para o DEVEDOR qualquer direito à repetição da benesse.

8 - A presente confissão de dívida é efetuada em caráter irrevogável e irretratável,

constituindo-se em novação de dívida e revestindo-se, para todos os efeitos, de título executivo extrajudicial, nos exatos termos do artigo 585, inciso II, do Código de Processo Civil.

9 - O DEVEDOR fica, desde já ciente de que a presente confissão de dívida

resolve, quando cumpridas as obrigações ora assumidas, apenas as pendências financeiras mencionadas nas Cláusulas 1 e 2.

10

- Fica eleito o Foro da Comarca de

,

do estado

de

,

para dirimir quaisquer questões oriundas do presente

instrumento.

 

11 - E, por assim se acharem justas e contratas, as partes assinam o presente

instrumento, em duas vias de igual teor, para seus jurídicos e legais efeitos, diante das testemunhas abaixo assinadas, a tudo presentes.

MANUAL DE COBRANÇA

39

DEVEDOR:

CREDOR

1.a Testemunha Nome:

RG:

CPF:

2.a Testemunha Nome:

RG:

CPF:

MANUAL DE COBRANÇA

40

Carta de anuência

Declaramos, para os devidos fins de direito, que nada mais temos a opor quanto ao cancelamento do protesto do título especificado abaixo, tendo em vista que o sacado já liquidou o seu débito junto a esta empresa, a saber:

Sacado:

Endereço:

Cidade:

UF

CNPJ/MF:

 

Número

Vencimento

Valor R$

 

/

/

 

Por ser expressão da verdade, firmamos a presente.

Cidade:

de

de

Cedente:

End:

Cidade:

UF:

CNPJ/MF

MANUAL DE COBRANÇA

41

Ação monitória - cheque prescrito

EXMO. SR. DR. JUIZ DE DIREITO DA

VARA CÍVEL DA COMARCA

DE inscrita no CGC/MF sob nº

, respeitosamente perante Vossa Excelência, por seu advogado e procurador, ao

final assinado, com escritório profissional na Rua

artigos 1.102a, "b" e "c" e parágrafo 1º, 2º e 3º do Código de Processo Civil, inseridos pela Lei nº 9.079, publicada no DJU em 17 de julho de 1995 e demais

dispositivos legais aplicáveis à espécie, propor a presente AÇÃO MONITÓRIA

contra CGC/MF sob nº

citada por meio de sua representante legal

, (qualificação), pessoa jurídica de direito privado,

com sede e foro na Rua

, vem

, com fundamento nos

,

pessoa jurídica de direito privado, inscrita no

,

Bairro

,

, com endereço na Rua

onde poderá ser

, pelos motivos que passa a expor:

I - DA CAUSA PETENDI

1) DOS FATOS

A requerente é credora da requerida da importância de R$

pelos cheques nºs

apresentados para pagamento e devolvidos, conforme carimbos constantes no verso dos títulos (doc. anexo).

,

(

),

representada

,

,

do Banco

da conta

,

emitidos em

,

Ainda, é credora do requerido da quantia de R$ dos referidos títulos.

(

),

referentes aos protestos

2) DO FUNDAMENTO JURÍDICO DO PEDIDO:

Na forma dos artigos 59 da Lei nº 7.357/85, já expirou-se o prazo para o ingresso com Ação de Execução para o pagamento de tais cheques:

"Prescreve em 6 (seis) meses, contados da expiração do prazo de apresentação, a ação que o art. 47 desta Lei assegura ao portador."

A ação, a que se refere o artigo 47 da mesma Lei, é a de execução:

"Pode o portador promover a execução do cheque:

I - contra o emitente e seu avalista." Tais títulos, portanto, não mais possuem eficácia de títulos executivos. Constituindo-se também em prova escrita da dívida, possibilitam o ingresso com a Ação Monitória, como permite o artigo 1102a do CPC a seguir transcrito:

"A ação monitória compete a quem pretender, com base em prova escrita sem eficácia de título executivo, pagamento de soma em dinheiro, entrega de coisa fungível ou de determinado bem móvel."

Inegável que tais cheques representam prova escrita, eis que esta expressão na verdade traduz o documento do qual procede o crédito.

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42

Este requisito específico da Ação Monitória - prova escrita - foi analisada por J. E. Carreira Alvim:

"Embora o art. 1102a fale em "prova escrita", deve-se considerar que, no processo injuntivo, não tem vez a prova, pelo que esse termo deve traduzir na verdade o documento do qual o crédito procede Por prova escrita se entende, em suma, todo escrito que, emanado da pessoa contra quem se faz o pedido, ou de quem a represente, o torna verossímil ou suficientemente provável e possível." (Procedimento Monitório, 1º Edição, 1995, Ed. Juruá, p. 62 e 66) Por todo o exposto, resta clara a possibilidade de ingresso com a presente ação posto que, em suma, constituem-se os cheques anexos em documentos emitidos pelo requerido, ou seja, em prova escrita, que não possui eficácia de título executivo, sendo dotados de liquidez e certeza do crédito. Cumpre salientar também que a requerente procurou pelos meios amigáveis ser ressarcida do "quantum" proveniente dos títulos anexos, porém não logrou êxito em seu desiderato. Assim, existindo "legitimatio ad causam", interesse processual, e sendo o pedido juridicamente possível, encontra-se apto para a prestação da tutela jurisdicional que adiante se invocará.

II - DO PEDIDO ANTE O EXPOSTO REQUER:

a. A citação da requerida nos endereços supra declinados, na pessoa de sua

representante legal acima indicada, para que no prazo de quinze dias, pague a

importância de R$

emissão dos títulos até a data do pagamento, além do pagamento das despesas de

protesto retro mencionadas, no valor de R$

advertência do art. 1102c do CPC, bem como que o cumprimento do mesmo

acarretará a isenção do pagamento de custas e honorários advocatícios (§ 1º do artigo 1102c);

b. Os benefícios do artigo 172 do CPC para as diligências do Sr. Oficial de Justiça;

c. Protesta por todo o gênero de provas em direito admitidas, em especial pelo

depoimento pessoal da requerida, sob pena de revelia e confissão, prova documental, sem exclusão de outras que necessárias se fizerem.

Atribui-se à causa, o valor de R$

(

),

acrescidos de juros e correção monetária desde a

(

),

constando no mandado a

(

).

Diante do exposto Pede Deferimento

,

de

de

Advogado OAB/

Protesto - LEI Nº. 9.492, DE 10 DE SETEMBRO DE 1997.

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43

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA , faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

CAPÍTULO I

Da Competência e das Atribuições

Art 1º Protesto é o ato formal e solene pelo qual se prova a inadimplência e o descumprimento de obrigação originada em títulos e outros documentos de dívida. Art 2º Os serviços concernentes ao protesto, garantidores da autenticidade, publicidade, segurança e eficácia dos atos jurídicos, ficam sujeitos ao regime estabelecido nesta Lei. Art 3º Compete privativamente ao Tabelião de Protesto de Títulos, na tutela dos interesses públicos e privados, a protocolização, a intimação, o acolhimento da devolução ou do aceite, o recebimento do pagamento, do título e de outros documentos de dívida, bem como lavrar e registrar o protesto ou acatar a desistência do credor em relação ao mesmo, proceder às averbações, prestar informações e fornecer certidão relativas a todos os atos praticados, na forma da Lei.

CAPÍTULO II

Da Ordem dos Serviços

Art 4º O atendimento ao público será, no mínimo, de seis horas diárias. Art 5º Todos os documentos apresentados ou distribuídos no horário regulamentar serão protocolizados dentro de vinte e quatro horas, obedecendo à ordem lógica de entrega. Parágrafo único. Ao apresentante será entregue recibo com as características essenciais do título ou documento de dívida, sendo de sua responsabilidade os dados fornecidos. Art 6º Tratando-se de cheque, poderá o protesto ser lavrado no lugar do pagamento ou do domicílio do emitente, devendo do referido cheque constar a prova de apresentação ao Banco sacado, salvo se o protesto tenha por fim instruir medidas pleiteadas contra o estabelecimento de crédito.

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CAPÍTULO III

Da Distribuição

Art 7º Os títulos e documentos de dívida destinados a protesto somente estarão sujeitos a prévia distribuição obrigatória nas localidades onde houver mais de um Tabelionato de Protesto de Títulos. Parágrafo único. Onde houver mais de um Tabelionato de Protesto de Títulos, a distribuição será feita por um Serviço instalado e mantido pelos próprios Tabelionatos, salvo se já existir Ofício Distribuidor organizado antes da promulgação desta Lei. Art 8º Os títulos e documentos de dívida serão recepcionados, distribuídos e entregues na mesma data aos Tabelionatos de Protesto, obedecidos os critérios de quantidade e qualidade. Parágrafo único. Poderão ser recepcionadas as indicações a protestos das Duplicatas Mercantis e de Prestação de Serviços, por meio magnético ou de gravação eletrônica de dados, sendo de inteira responsabilidade do apresentante os dados fornecidos, ficando a cargo dos Tabelionatos a mera instrumentalização das mesmas.

CAPÍTULO IV

Da Apresentação e Protocolização

Art 9º Todos os títulos e documentos de dívida protocolizados serão examinados em seus caracteres formais e terão curso se não apresentarem vícios, não cabendo ao Tabelião de Protesto investigar a ocorrência de prescrição ou caducidade. Parágrafo único. Qualquer irregularidade formal observada pelo Tabelião obstará o registro do protesto. Art 10. Poderão ser protestados títulos e outros documentos de dívida em moeda estrangeira, emitidos fora do Brasil, desde que acompanhados de tradução efetuada por tradutor público juramentado.

§ 1º Constarão obrigatoriamente do registro do protesto a descrição do documento e sua tradução.

§ 2º Em caso de pagamento, este será efetuado em moeda corrente nacional,

cumprindo ao apresentante a conversão na data de apresentação do documento

para protesto.

MANUAL DE COBRANÇA

45

§ 3º Tratando-se de títulos ou documentos de dívidas emitidos no Brasil, em moeda

estrangeira, cuidará o Tabelião de observar as disposições do Decreto-lei nº 857, de 11 de setembro de 1969, e legislação complementar ou superveniente. Art 11. Tratando-se de títulos ou documentos de dívida sujeitos a qualquer tipo de correção, o pagamento será feito pela conversão vigorante no dia da apresentação, no valor indicado pelo apresentante.

CAPÍTULO V

Do Prazo

Art 12. O protesto será registrado dentro de três dias úteis contados da protocolização do título ou documento de dívida.

§ 1º Na contagem do prazo a que se refere o caput exclui-se o dia da protocolização e inclui-se o do vencimento.

§ 2º Consideram-se não útil o dia em que não houver expediente bancário para o público ou aquele em que este não obedecer ao horário normal.

Art 13. Quando a intimação for efetivada excepcionalmente no último dia do prazo ou além dele, por motivo de força maior, o protesto será tirado no primeiro dia útil subseqüente.

CAPÍTULO VI

Da Intimação

Art 14. Protocolizado o título ou documento de dívida, o Tabelião de Protesto expedirá a intimação ao devedor, no endereço fornecido pelo apresentante do título ou documento, considerando-se cumprida quando comprovada a sua entrega no mesmo endereço.

§ 1º A remessa da intimação poderá ser feita por portador do próprio tabelião, ou por qualquer outro meio, desde que o recebimento fique assegurado e comprovado através de protocolo, aviso de recepção (AR) ou documento equivalente.

§ 2º A intimação deverá conter nome e endereço do devedor, elementos de

identificação do título ou documento de dívida, e prazo limite para cumprimento da

obrigação no Tabelionato, bem como número do protocolo e valor a ser pago.

MANUAL DE COBRANÇA

46

Art. 15. A intimação será feita por edital se a pessoa indicada para aceitar ou pagar for desconhecida, sua localização incerta ou ignorada, for residente ou domiciliada fora da competência territorial do Tabelionato, ou, ainda, ninguém se dispuser a receber a intimação no endereço fornecido pelo apresentante.

§ 1º O edital será afixado no Tabelionato de Protesto e publicado pela imprensa local onde houver jornal de circulação diária.

§ 2º Aquele que fornecer endereço incorreto, agindo de má-fé, responderá por

perdas e danos, sem prejuízo de outras sanções civis, administrativas ou penais.

CAPÍTULO VII

Da Desistência e Sustação do Protesto

Art 16. Antes da lavratura do protesto, poderá o apresentante retirar o titulo ou documento de dívida, pagos os emolumentos e demais despesas. Art 17. Permanecerão no Tabelionato, à disposição do Juízo respectivo, os títulos ou documentos de dívida cujo protesto for judicialmente sustado.

§ 1º O título do documento de dívida cujo protesto tiver sido sustado judicialmente só poderá ser pago, protestado ou retirado com autorização judicial.

§ 2º Revogada a ordem de sustação, não há necessidade de se proceder a nova

intimação do devedor, sendo a lavratura e o registro do protesto efetivados até o primeiro dia útil subseqüente ao do recebimento da revogação, salvo se a materialização do ato depender de consulta a ser formulada ao apresentante, caso

em que o mesmo prazo será contado da data da resposta dada.

§ 3º Tomada definitiva a ordem de sustação, o título ou o documento de dívida será

encaminhado ao Juízo respectivo, quando não constar determinação expressa a qual das partes o mesmo deverá ser entregue, ou se decorridos trinta dias sem que a parte autorizada tenha comparecido no Tabelionato para retirá-lo. Art 18. As dúvidas do Tabelião de Protesto serão resolvidas pelo Juízo competente.

CAPÍTULO VIII

Do Pagamento

Art 19. O pagamento do título ou do documento de dívida apresentado para mesmo será feito diretamente no Tabelionato competente, no valor igual ao declarado pelo apresentante, acrescido dos emolumentos e demais despesas.

MANUAL DE COBRANÇA

47

§ 1º Não poderá ser recusado pagamento oferecido dentro do prazo legal, desde

que feito no Tabelionato de Protesto competente e no horário de funcionamento

dos serviços.

§ 2º No ato do pagamento, o Tabelionato de Protesto dará a respectiva quitação, e

o valor devido será colocado à disposição do apresentante no primeiro dia útil subseqüente ao do recebimento.

§ 3º Quando for adotado sistema de recebimento do pagamento por meio de

cheque, ainda que de emissão de estabelecimento bancário, a quitação dada pelo

Tabelionato fica condicionada à efetiva liquidação.

§ 4º Quando do pagamento no Tabelionato ainda subsistirem parcelas vincendas, será dada quitação da parcela paga em apartado, devolvendo-se o original ao apresentante.

CAPÍTULO IX

Do Registro do Protesto

Art 20. Esgotado o prazo previsto no art. 12, sem que tenham ocorrido as

hipóteses dos Capítulos VII e VIII, o Tabelião lavrará e registrará o protesto, sendo

o respectivo instrumento entregue ao apresentante.

Art 21. O protesto será tirado por falta de pagamento, de aceite ou de devolução.

§ 1º O protesto por falta de aceite somente poderá ser efetuado antes do

vencimento da obrigação e após o decurso do prazo legal para o aceite ou a devolução.

§ 2º Após o vencimento, o protesto sempre será efetuado por falta de pagamento,

vedada a recusa da lavratura e registro do protesto por motivo não previsto na lei cambial.

§ 3º Quando o sacado retirar a letra de câmbio ou a duplicata enviada para aceite e

não proceder à devolução dentro do prazo legal, o protesto poderá ser baseado na segunda via da letra de câmbio ou nas indicações da duplicata, que se limitarão a

conter os mesmos requisitos lançados pelo sacador ao tempo da emissão da

duplicata, vedada a exigência de qualquer formalidade não prevista na Lei que regula a emissão das duplicatas.

§ 4º Os devedores, assim compreendidos os emitentes de notas promissórias e

cheques, os sacados nas letras de câmbio e duplicatas bem como os indicados pelo apresentante ou credor como responsáveis pelo cumprimento da obrigação,

não poderão deixar de figurar no termo lavratura e registro de protesto.

MANUAL DE COBRANÇA

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Art. 22. O registro do protesto e seu instrumento deverão conter:

I - data e número de protocolização;

II - nome do apresentante e endereço;

III - reprodução ou transcrição do documento ou das indicações feitas pelo

apresentante e declaração nele inseridas;

IV - certidão das intimações feitas e das respostas eventualmente oferecidas;

V - indicação dos intervenientes voluntários e das firmas por eles honradas;

VI - a aquiescência do portador ao aceite por honra;

VII - nome, número do documento de identificação do devedor e endereço;

VIII - data e assinatura do Tabelião de Protesto, de seus substitutos ou de Escrevente autorizado. Parágrafo único. Quando o Tabelião de Protesto conservar em seus arquivos gravação eletrônica da imagem, cópia reprográfica ou micrográfica do título ou

documento de dívida, dispensa-se, no registro e no instrumento, a sua transcrição literal, bem como das demais declarações nele inseridas. Art 23. Os termos dos protestos lavrados, inclusive para fins especiais, por falta de pagamento, de aceite ou de devolução serão registrados em um único livro e conterão as anotações do tipo e do motivo do protesto, além dos requisitos previstos no artigo anterior. Parágrafo único. Somente poderão ser protestados para fim falimentares, os títulos

ou documentos de dívida de responsabilidade das pessoas sujeitas às

conseqüências da legislação falimentar. Art 24. O deferimento do processamento de concordata não impede o protesto.

CAPÍTULO X

Das Averbações e do Cancelamento

Art 25. A averbação de retificação de erros materiais pelo serviço poderá ser efetuada de ofício ou a requerimento do interessado, sob responsabilidade do Tabelião de Protesto de Títulos.

§ 1º Para a averbação da retificação será indispensável a apresentação do

instrumento eventualmente expedido e de documentos que comprovem o erro.

§ 2º Não são devidos emolumentos pela averbação prevista neste artigo.

Art 26. O cancelamento do registro do protesto será solicitado diretamente no Tabelionato de Protesto de Títulos, por qualquer interessado, mediante apresentação do documento protestado, cuja cópia ficará arquivada.

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§ 1º Na impossibidade de apresentação do original do título ou documento de

dívida protestado, será exigida a declaração de anuência, com identificação e firma

reconhecida, daquele que figurou no registro de protesto como credor, originário ou por endosso translativo.

§ 2º Na hipótese de protesto em que tenha figurado apresentante por endosso-

mandato, será suficiente a declaração de anuência passada pelo credor endossante.

§ 3º O cancelamento do registro do protesto, se fundado em outro motivo que não

no pagamento do título ou documento de dívida, será efetivado por determinação

judicial, pagos os emolumentos devidos ao Tabelião.

§ 4º Quando a extinção da obrigação decorrer de processo judicial, o cancelamento do registro do protesto poderá ser solicitado com a apresentação da certidão expedida pelo Juízo processante, com menção do trânsito em julgado, que substituirá o título ou o documento de dívida protestado.

§ 5º O cancelamento do registro do protesto será feito pelo Tabelião titular, por

seus Substitutos ou por Escrevente autorizado. § 6º Quando o protesto lavrado for registrado sob forma de microfilme ou gravação eletrônica, o termo do cancelamento será lançado em documento apartado, que será arquivado juntamente com os documentos que instruíram o pedido, e anotado no índice respectivo.

CAPÍTULO XI

Das Certidões do Protesto

Art 27. O Tabelião de Protesto expedirá as certidões solicitadas dentro de cinco dias úteis, no máximo, que abrangerão o período mínimo dos cinco anos anteriores, contados da data do pedido, salvo quando se referir a protesto específico.

§ 1º As certidões expedidas pelos serviços de protesto de títulos, inclusive as

relativas à prévia distribuição, deverão obrigatoriamente indicar, além do nome do devedor, seu número no Registro Geral (R.G.), constante da Cédula de Identidade, ou seu número no Cadastro de Pessoas Físicas (C.P.F.), se pessoa física, e o

número de inscrição no Cadastro Geral de Contribuintes (CNPJ se pessoa jurídica cabendo ao apresentante do título para protesto fornecer esses dados, sob pena de recusa.

§ 2º Das certidões não constarão os registros cujos cancelamentos tiverem sido

averbados, salvo por requerimento escrito do próprio devedor ou por ordem judicial.

MANUAL DE COBRANÇA

50

Art 28. Sempre que a harmonia poder ser verificada simplesmente pelo conflito do número de documento de identificação, o Tabelião de Protesto dará certidão negativa. Art 29. Os Tabeliães de Protesto de Títulos somente poderão fornecer certidão, em forma de relação, para as entidades representativas do comércio, da indústria e das instituições financeiras, das pessoas cujos nomes e documentos forem indicados no pedido, com a nota de se tratar de informação reservada, para uso institucional exclusivo do solicitante, da qual não se poderá dar divulgação.

§ 1º O fornecimento da certidão a que se refere o caput será suspenso caso se desatenda o seu caráter sigiloso ou se forneçam informações de protestos cancelados.

§ 2º Dos cadastros ou bancos de dados, das entidades referidas no caput, somente serão prestadas informações, mesmo sigilosas, restritas de crédito oriundas de títulos ou documentos de dívidas regularmente protestados, cujos registros não foram cancelados.

§ 3º Na localidade onde houver mais de um Tabelionato de Protesto de Títulos,

poderá haver um Serviço de Informações de Protesto, organizado, instalado e mantido pelos próprios Tabelionatos. Art 30. As certidões, informações e relações serão elaboradas pelo nome dos devedores, conforme previstos no § 4º do art. 21 desta Lei devidamente identificados, e abrangerão os protestos lavrados e registrados por falta de pagamento, de aceite ou de devolução, vedada a exclusão ou omissão de nomes e de protestos, ainda que provisória ou parcial. Art 31. Do protocolo somente serão fornecidas informações ou certidões mediante solicitação escrita do devedor ou por determinação judicial.

CAPÍTULO XII

Dos Livros e Arquivos

Art 32. O livro de Protocolo poderá ser escriturado mediante processo manual, mecânico, eletrônico ou informatizado, em folhas soltas e com colunas destinadas às seguintes anotações: número de ordem, natureza do título ou documento de dívida, valor, apresentante, devedor e ocorrências. Parágrafo único. A escrituração será diária, constando do termo de encerramento o número de documentos apresentados no dia, sendo a data da protocolização a mesma do termo diário do encerramento.

MANUAL DE COBRANÇA

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Art 33. Os livros de Registros de Protesto serão abertos e encerrados pelo Tabelião de Protestos ou seus Substitutos, ou ainda por Escrevente autorizado, com suas folhas numeradas e rubricadas.

Art 34. Os índices serão de localização dos protestos registrados e conterão os nomes dos devedores, na forma do § 4º do art. 21, vedada a exclusão ou omissão

de nomes e de protestos, ainda que em caráter provisório ou parcial, não

decorrente do cancelamento definitivo do protesto.

§ 1º Os índices conterão referências ao livro e à folha, ao microfilme ou ao arquivo eletrônico onde estiver registrado o protesto, ou ao número do registro, e aos cancelamentos de protestos efetuados.

§ 2º Os índices poderão ser elaborados pelo sistema de fichas, microfichas ou banco eletrônico de dados.

Art 35. O Tabelião de Protestos arquivará ainda:

I

- intimações;

II

- editais;

III

- documentos apresentados para a averbação no registro de protestos e ordens

de

cancelamentos;

IV

- mandados e ofícios judiciais;

V

- solicitações de retirada de documentos pelo apresentante;

VI

- comprovantes de entrega de pagamentos aos credores;

VII

- comprovantes de devolução de documentos de dívida irregulares.

§ 1º Os arquivos deverão ser conservados, pelo menos, durante os seguintes

prazos:

I

- um ano, para as intimações e editais correspondentes a documentos protestados

e

ordens de cancelamento;

II

- seis meses, para as intimações e editais correspondentes a documentos pagos

ou

retirados além do tríduo legal;

III

- trinta dias, para os comprovantes de entrega de pagamento aos credores para

as solicitações de retirada dos apresentantes e para os comprovantes de devolução, por irregularidades, aos mesmos, dos títulos e documentos de dívidas.

§ 2º Para os livros e documentos microfilmados ou gravados por processo

eletrônico de imagens não subsiste a obrigatoriedade de sua conservação.

§ 3º Os mandados judiciais de sustação de protesto deverão ser conservados,

juntamente com os respectivos documentos, até solução definitiva por parte do Juízo.

MANUAL DE COBRANÇA

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Art 36. O prazo de arquivamento é de três anos para livros de protocolo e de dez anos para os livros de registros de protesto e respectivos títulos.

CAPÍTULO XIII

Dos Emolumentos

Art. 37. Pelos atos que praticarem em decorrência desta Lei, os Tabeliães de Protesto perceberão, diretamente das partes, a título de remuneração, os emolumentos fixados na forma da lei estadual e de seus decretos regulamentadores, salvo quando o serviço for estatizado.

§ 1º Poderá ser exigido depósito prévio dos emolumentos e demais despesas

devidas, caso em que, igual importância deverá ser reembolsada ao apresentante por ocasião da prestação de contas, quando ressarcidas pelo devedor no Tabelionato.

§ 2º Todo e qualquer ato praticado pelo Tabelião de Protesto será cotado, identificando-se as parcelas componentes do seu total.

§ 3º Pelo ato de digitalização e gravação eletrônica dos títulos e outros

documentos, cobrados os mesmos valores previstos na tabela de emolumentos

para o ato de microfilmagem.

CAPÍTULO XIV

Disposições Finais

Art. 38. Os Tabeliães de Protesto de Títulos são civilmente responsáveis por todos os prejuízos que causarem, por culpa ou dolo, pessoalmente, pelos substitutos que designarem ou Escreventes que autorizarem, assegurado o direito de regresso. Art 39. A reprodução de microfilme ou do processamento eletrônico da imagem, do título ou de qualquer documento arquivado no Tabelionato, quando autenticado pelo Tabelião de Protesto, por seu Substituto ou Escrevente autorizado, guarda o mesmo valor do original, independentemente de restauração judicial. Art 40. Não havendo prazo assinado, a data do registro do protesto é o termo inicial da incidência de juros, taxa e atualização sobre o valor da obrigação contida no original ou documento de dívida.

Art 41. Para os serviços previstos nesta Lei os Tabeliães poderão adotar, independentemente de autorização, sistemas de computação, gravação,

MANUAL DE COBRANÇA

53

microfilmagem, gravação eletrônica de imagem e quaisquer outros meios de reprodução. Art 42. Esta Lei entra em vigor na data de um publicação. Art 43. Revogam-se as disposições em contrário. Brasília, 10 de setembro de 1997; 176º da Independência e 109º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO

MANUAL DE COBRANÇA

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Código de defesa do consumidor

LEI N° 8.078, DE 11 DE SETEMBRO DE 1990

Dispõe sobre a proteção do consumidor e dá outras providências.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte lei:

TÍTULO I

Dos Direitos do Consumidor

CAPÍTULO I

Disposições Gerais

Art. 1° O presente código estabelece normas de proteção e defesa do consumidor, de ordem pública e interesse social, nos termos dos arts. 5°, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituição Federal e art. 48 de suas Disposições Transitórias.

Art. 2° Consumidor é toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza produto ou serviço como destinatário final.

Parágrafo único. Equipara-se a consumidor a coletividade de pessoas, ainda que indetermináveis, que haja intervindo nas relações de consumo.

Art. 3° Fornecedor é toda pessoa física ou jurídica, pública ou privada, nacional ou estrangeira, bem como os entes despersonalizados, que desenvolvem atividades de produção, montagem, criação, construção, transformação, importação, exportação, distribuição ou comercialização de produtos ou prestação de serviços.

1° Produto é qualquer bem, móvel ou imóvel, material ou imaterial.

2° Serviço é qualquer atividade fornecida no mercado de consumo, mediante remuneração, inclusive as de natureza bancária, financeira, de crédito e securitária, salvo as decorrentes das relações de caráter trabalhista.

CAPÍTULO II

MANUAL DE COBRANÇA

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Da Política Nacional de Relações de Consumo

Art. 4° A Política Nacional de Relações de Consumo tem por objetivo o atendimento das necessidades dos consumidores, o respeito a sua dignidade, saúde e segurança, a proteção de seus interesses econômicos, a melhoria da sua qualidade de vida, bem como a transferência e harmonia das relações de consumo, atendidos os seguintes princípios:

reconhecimento da vulnerabilidade do consumidor no mercado de

consumo;

II - ação governamental no sentido de proteger efetivamente o consumidor:

I -

a) por iniciativa direta;

b) por incentivos à criação e desenvolvimento de associações representativas;

c) pela presença do Estado no mercado de consumo;

d) pela garantia dos produtos e serviços qualidade, segurança, durabilidade e desempenho.

III - harmonização dos interesses dos participantes das relações de consumo e

compatibilização da proteção do consumidor com a necessidade de desenvolvimento econômico e tecnológico, de modo a viabilizar os princípios nos quais se funda a ordem econômica (art. 170, da Constituição Federal), sempre com

base na boa-fé e equilíbrio nas relações entre consumidores e fornecedores;

IV - educação e informação de fornecedores e consumidores, quanto aos seus

direitos e deveres, com vistas à melhoria do mercado de consumo;

V - incentivo à criação pelos fornecedores de meios eficientes de controle de

qualidade e segurança de produtos e serviços, assim como de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo;

VI - coibição e repressão eficientes de todos os abusos praticados no mercado

de consumo, inclusive a concorrência desleal e utilização indevida de inventos e criações industriais das marcas e nomes comerciais e signos distintivos, que possam causar prejuízos aos consumidores;

de

com

padrões

adequados

VII - racionalização e melhoria dos serviços públicos;

VIII - estudo constante das modificações do mercado de consumo.

Art. 5° Para a execução da Política Nacional das Relações de Consumo, contará o poder público com os seguintes instrumentos, entre outros:

MANUAL DE COBRANÇA

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manutenção de assistência jurídica, integral e gratuita para o consumidor

carente;

II - instituição de Promotorias de Justiça de Defesa do Consumidor, no âmbito do Ministério Público;

III - criação de delegacias de polícia especializadas no atendimento de consumidores vítimas de infrações penais de consumo;

Varas

Especializadas para a solução de litígios de consumo;

V - concessão de estímulos à criação e desenvolvimento das Associações de

Defesa do Consumidor.

I -

IV

criação

de

Juizados

Especiais

de

Pequenas

Causas

-

e

(VETADO).

(VETADO).

CAPÍTULO III

Dos Direitos Básicos do Consumidor

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por

práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos;

a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e

serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações;

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços,

com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e preço, bem como sobre os riscos que apresentem;

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais

coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou

impostas no fornecimento de produtos e serviços;

V - a modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações

desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem

excessivamente onerosas;

VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos e difusos;

II

-

MANUAL DE COBRANÇA

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VII - o acesso aos órgãos judiciários e administrativos com vistas à prevenção ou reparação de danos patrimoniais e morais, individuais, coletivos ou difusos, assegurada a proteção Jurídica, administrativa e técnica aos necessitados;

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

IX - (VETADO);

- a adequada e eficaz prestação dos serviços públicos em geral.

Art. 7° Os direitos previstos neste código não excluem outros decorrentes de tratados ou convenções internacionais de que o Brasil seja signatário, da legislação interna ordinária, de regulamentos expedidos pelas autoridades administrativas competentes, bem como dos que derivem dos princípios gerais do direito, analogia, costumes e eqüidade.

Parágrafo único. Tendo mais de um autor a ofensa, todos responderão solidariamente pela reparação dos danos previstos nas normas de consumo.

CAPÍTULO IV

Da Qualidade de Produtos e Serviços, da Prevenção e da Reparação dos Danos

Seção I

Da Proteção à Saúde e Segurança

Art. 8° Os produtos e serviços colocados no mercado de consumo não acarretarão riscos à saúde ou segurança dos consumidores, exceto os considerados normais e previsíveis em decorrência de sua natureza e fruição, obrigando-se os fornecedores, em qualquer hipótese, a dar as informações necessárias e adequadas a seu respeito.

Parágrafo único. Em se tratando de produto industrial, ao fabricante cabe prestar as informações a que se refere este artigo, através de impressos apropriados que devam acompanhar o produto.

MANUAL DE COBRANÇA

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Art 9° O fornecedor de produtos e serviços potencialmente nocivos ou perigosos à saúde ou segurança deverá informar, de maneira ostensiva e adequada, a respeito da sua nocividade ou periculosidade, sem prejuízo da adoção de outras medidas cabíveis em cada caso concreto.

Art. 10. O fornecedor não poderá colocar no mercado de consumo produto ou serviço que sabe ou deveria saber apresentar alto grau de nocividade ou periculosidade à saúde ou segurança.

1° O fornecedor de produtos e serviços que, posteriormente à sua introdução no mercado de consumo, tiver conhecimento da periculosidade que apresentem, deverá comunicar o fato imediatamente às autoridades competentes e aos consumidores, mediante anúncios publicitários.

2° Os anúncios publicitários a que se refere o parágrafo anterior serão veiculados na imprensa, rádio e televisão, às expensas do fornecedor do produto ou serviço.

3° Sempre que tiverem conhecimento de periculosidade de produtos ou serviços à saúde ou segurança dos consumidores, a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão informá-los a respeito.

Art. 11. (VETADO).

Seção II

Da Responsabilidade pelo Fato do Produto e do Serviço

Art. 12. O fabricante, o produtor, o construtor, nacional ou estrangeiro, e o importador respondem, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos decorrentes de projeto, fabricação, construção, montagem, fórmulas, manipulação, apresentação ou acondicionamento de seus produtos, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua utilização e riscos.

1° O produto é defeituoso quando não oferece a segurança que dele legitimamente se espera, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:

I - sua apresentação;

II - o uso e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

III - a época em que foi colocado em circulação.

MANUAL DE COBRANÇA

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2º O produto não é considerado defeituoso pelo fato de outro de melhor qualidade ter sido colocado no mercado.

o produtor ou importador só não será

responsabilizado quando provar:

O

fabricante,

o

construtor,

I - que não colocou o produto no mercado;

II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste;

III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

Art. 13. O comerciante é igualmente responsável, nos termos do artigo anterior, quando:

I - o fabricante, o construtor, o produtor ou o importador não puderem ser identificados;

II - o produto for fornecido sem identificação clara do seu fabricante, produtor, construtor ou importador;

III - não conservar adequadamente os produtos perecíveis.

Parágrafo único. Aquele que efetivar o pagamento ao prejudicado poderá exercer o direito de regresso contra os demais responsáveis, segundo sua participação na causação do evento danoso.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.

1° O serviço é defeituoso quando não fornece a segurança que o consumidor dele pode esperar, levando-se em consideração as circunstâncias relevantes, entre as quais:

I

- o modo de seu fornecimento;

II

- o resultado e os riscos que razoavelmente dele se esperam;

III

- a época em que foi fornecido.

O serviço não é considerado defeituoso pela adoção de novas técnicas.

O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:

I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;

II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro.

4° A responsabilidade pessoal dos profissionais liberais será apurada mediante

a verificação de culpa.

MANUAL DE COBRANÇA

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Art. 15. (VETADO).

Art. 16. (VETADO).

Art 17. Para os efeitos desta Seção, equiparam-se aos consumidores todas as vítimas do evento.

seção III

Da Responsabilidade por Vício do Produto e do Serviço

Art. 18. Os fornecedores de produtos de consumo duráveis ou não duráveis respondem solidariamente pelos vícios de qualidade ou quantidade que os tornem impróprios ou inadequados ao consumo a que se destinam ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade, com a indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou mensagem publicitária, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, podendo o consumidor exigir a substituição das partes viciadas.

trinta dias, pode o

1° Não sendo o vício sanado no prazo máximo consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - a substituição do produto por outro da mesma espécie, em perfeitas condições de uso;

II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

de

III - o abatimento proporcional do preço.

2° Poderão as partes convencionar a redução ou ampliação do prazo previsto no parágrafo anterior, não podendo ser inferior a sete nem superior a cento e oitenta dias. Nos contratos de adesão, a cláusula de prazo deverá ser convencionada em separado, por meio de manifestação expressa do consumidor.

3° O consumidor poderá fazer uso imediato das alternativas do § 1° deste artigo sempre que, em razão da extensão do vício, a substituição das partes

viciadas puder comprometer a qualidade ou características do produto, diminuir-lhe

o

valor ou se tratar de produto essencial.

4° Tendo o consumidor optado pela alternativa do inciso I do § 1° deste artigo,

e

não sendo possível a substituição do bem, poderá haver substituição por outro de

espécie, marca ou modelo diversos, mediante complementação ou restituição de eventual diferença de preço, sem prejuízo do disposto nos incisos II e III do § 1° deste artigo.

MANUAL DE COBRANÇA

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5° No caso de fornecimento de produtos in natura, será responsável perante o

consumidor o fornecedor imediato, exceto quando identificado claramente seu

produtor.

6° São impróprios ao uso e consumo:

I - os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos;

II - os produtos deteriorados, alterados, adulterados, avariados, falsificados,

corrompidos, fraudados, nocivos à vida ou à saúde, perigosos ou, ainda, aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação, distribuição ou

apresentação;

III - os produtos que, por qualquer motivo, se revelem inadequados ao fim a

que se destinam.

Art. 19. Os fornecedores respondem solidariamente pelos vícios de quantidade do produto sempre que, respeitadas as variações decorrentes de sua natureza, seu conteúdo líquido for inferior às indicações constantes do recipiente, da embalagem, rotulagem ou de mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - o abatimento proporcional do preço;

II - complementação do peso ou medida;

III - a substituição do produto por outro da mesma espécie, marca ou modelo,

sem os aludidos vícios;

IV - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem

prejuízo de eventuais perdas e danos.

1° Aplica-se a este artigo o disposto no § 4° do artigo anterior.

2° O fornecedor imediato será responsável quando fizer a pesagem ou a medição e o instrumento utilizado não estiver aferido segundo os padrões oficiais.

Art. 20. O fornecedor de serviços responde pelos vícios de qualidade que os tornem impróprios ao consumo ou lhes diminuam o valor, assim como por aqueles decorrentes da disparidade com as indicações constantes da oferta ou mensagem publicitária, podendo o consumidor exigir, alternativamente e à sua escolha:

I - a reexecução dos serviços, sem custo adicional e quando cabível;

II - a restituição imediata da quantia paga, monetariamente atualizada, sem prejuízo de eventuais perdas e danos;

MANUAL DE COBRANÇA

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1° A reexecução dos serviços poderá ser confiada a terceiros devidamente capacitados, por conta e risco do fornecedor.

2° São impróprios os serviços que se mostrem inadequados para os fins que razoavelmente deles se esperam, bem como aqueles que não atendam as normas regulamentares de prestabilidade.

Art. 21. No fornecimento de serviços que tenham por objetivo a reparação de qualquer produto considerar-se-á implícita a obrigação do fornecedor de empregar componentes de reposição originais adequados e novos, ou que mantenham as especificações técnicas do fabricante, salvo, quanto a estes últimos, autorização em contrário do consumidor.

Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos.

Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri- las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código.

por

inadequação dos produtos e serviços não o exime de responsabilidade.

Art. 24. A garantia legal de adequação do produto ou serviço independe de termo expresso, vedada a exoneração contratual do fornecedor.

Art. 25. É vedada a estipulação contratual de cláusula que impossibilite, exonere ou atenue a obrigação de indenizar prevista nesta e nas seções anteriores.

todos

responderão solidariamente pela reparação prevista nesta e nas seções anteriores.

2° Sendo o dano causado por componente ou peça incorporada ao produto ou serviço, são responsáveis solidários seu fabricante, construtor ou importador e o que realizou a incorporação.

Art

23.

A

ignorância

do

fornecedor

sobre

os

vícios

de

qualidade

Havendo

mais

de

um

responsável

pela

causação

do

dano,

Seção IV

Da Decadência e da Prescrição

Art. 26. O direito de reclamar pelos vícios aparentes ou de fácil caduca em:

I - trinta dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos não duráveis;

constatação

MANUAL DE COBRANÇA

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II - noventa dias, tratando-se de fornecimento de serviço e de produtos duráveis.< /p>

1° Inicia-se a contagem do prazo decadencial a partir da entrega efetiva do produto ou do término da execução dos serviços.

2° Obstam a decadência:

I - a reclamação comprovadamente formulada pelo consumidor perante o

fornecedor de produtos e serviços até a resposta negativa correspondente, que deve ser transmitida de forma inequívoca;

II

- (VETADO).

III

- a instauração de inquérito civil, até seu encerramento.

Tratando-se de vício oculto, o prazo decadencial inicia-se no momento em

que ficar evidenciado o defeito.

Art. 27. Prescreve em cinco anos a pretensão à reparação pelos danos causados por fato do produto ou do serviço prevista na Seção II deste Capítulo, iniciando-se a contagem do prazo a partir do conhecimento do dano e de sua autoria.

Parágrafo único. (VETADO).

Seção V

Da Desconsideração da Personalidade Jurídica

Art. 28. O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica provocados por má administração.

(VETADO).

 

As

sociedades

integrantes

dos

grupos

societários

e

as

sociedades

controladas, são subsidiariamente responsáveis pelas obrigações decorrentes

deste código.

pelas

obrigações decorrentes deste código.

As

sociedades

consorciadas

são

solidariamente

responsáveis

MANUAL DE COBRANÇA

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5° Também poderá ser desconsiderada a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores.

Das Práticas Comerciais

Seção I

Das Disposições Gerais

CAPÍTULO V

Art. 29. Para os fins deste Capítulo e do seguinte, equiparam-se aos consumidores todas as pessoas determináveis ou não, expostas às práticas nele previstas.

Seção II

Da Oferta

Art. 30. Toda informação ou publicidade, suficientemente precisa, veiculada por qualquer forma ou meio de comunicação com relação a produtos e serviços oferecidos ou apresentados, obriga o fornecedor que a fizer veicular ou dela se utilizar e integra o contrato que vier a ser celebrado.

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

de

componentes e peças de reposição enquanto não cessar a fabricação ou importação do produto.

Parágrafo único. Cessadas a produção ou importação, a oferta deverá ser mantida por período razoável de tempo, na forma da lei.

Art. 33. Em caso de oferta ou venda por telefone ou reembolso postal, deve constar o nome do fabricante e endereço na embalagem, publicidade e em todos os impressos utilizados na transação comercial.

Art. 34. O fornecedor do produto ou serviço é solidariamente responsável pelos atos de seus prepostos ou representantes autônomos.

Art

32.

Os

fabricantes

e

importadores

deverão

assegurar

a

oferta

MANUAL DE COBRANÇA

65

Art. 35. Se o fornecedor de produtos ou serviços recusar cumprimento à oferta, apresentação ou publicidade, o consumidor poderá, alternativamente e à sua livre escolha:

oferta,

apresentação ou publicidade;

I

exigir

o

cumprimento

forçado

da

obrigação,

nos

termos

da

-

II - aceitar outro produto ou prestação de serviço equivalente;

III - rescindir o contrato, com direito à restituição de quantia eventualmente

antecipada, monetariamente atualizada, e a perdas e danos.

Seção III

Da Publicidade

Art. 36. A publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal.

Parágrafo único. O fornecedor, na publicidade de seus produtos ou serviços, manterá, em seu poder, para informação dos legítimos interessados, os dados fáticos, técnicos e científicos que dão sustentação à mensagem.

Art. 37. É proibida toda publicidade enganosa ou abusiva.

1° É enganosa qualquer modalidade de informação ou comunicação de caráter

publicitário, inteira ou parcialmente falsa, ou, por qualquer outro modo, mesmo por

omissão, capaz de induzir em erro o consumidor a respeito da natureza, características, qualidade, quantidade, propriedades, origem, preço e quaisquer outros dados sobre produtos e serviços.< /p>

2° É abusiva, dentre outras a publicidade discriminatória de qualquer natureza,

a que incite à violência, explore o medo ou a superstição, se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança, desrespeita valores ambientais, ou que seja capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa à sua saúde ou segurança.

3° Para os efeitos deste código, a publicidade é enganosa por omissão quando

deixar de informar sobre dado essencial do produto ou serviço.

4° (VETADO).

Art 38.

O

ônus da prova

da

veracidade e correção da informação ou

comunicação publicitária cabe a quem as patrocina.

MANUAL DE COBRANÇA

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Das Práticas Abusivas

Art 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços:

I - condicionar o fornecimento de produto ou de serviço ao fornecimento de outro produto ou serviço, bem como, sem justa causa, a limites quantitativos;

II - recusar atendimento às demandas dos consumidores, na exata medida de

suas disponibilidades de estoque, e, ainda, de conformidade com os usos e costumes;< /p>

III - enviar ou entregar ao consumidor, sem solicitação prévia, qualquer

produto, ou fornecer qualquer serviço;

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em vista

sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos ou serviços;

V - exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva;

VI - executar serviços sem a prévia elaboração de orçamento e autorização

expressa do consumidor, ressalvadas as decorrentes de práticas anteriores entre as partes;

pelo

consumidor no exercício de seus direitos;

VIII - colocar, no mercado de consumo, qualquer produto ou serviço em desacordo com as normas expedidas pelos órgãos oficiais competentes ou, se normas específicas não existirem, pela Associação Brasileira de Normas Técnicas ou outra entidade credenciada pelo Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial - Conmetro;

IX - deixar de estipular prazo para o cumprimento de sua obrigação ou deixar a

fixação de seu termo inicial a seu exclusivo critério;

VII

repassar

informação

depreciativa,

referente

a

ato

praticado

-

X - (VETADO).

Parágrafo único. Os serviços prestados e os produtos remetidos ou entregues ao consumidor, na hipótese prevista no inciso III, equiparam-se às amostras grátis, inexistindo obrigação de pagamento.

Art. 40. O fornecedor de serviço será obrigado a entregar ao consumidor orçamento prévio discriminando o valor da mão-de-obra, dos materiais e equipamentos a serem empregados, as condições de pagamento, bem como as datas de início e término dos serviços.

1º Salvo estipulação em contrário, o valor orçado terá validade pelo prazo de

dez dias, contado de seu recebimento pelo consumidor.

MANUAL DE COBRANÇA

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2° Uma vez aprovado pelo consumidor, o orçamento obriga os contraentes e somente pode ser alterado mediante livre negociação das partes.

3° O consumidor não responde por quaisquer ônus ou acréscimos decorrentes da contratação de serviços de terceiros não previstos no orçamento prévio.

Art. 41. No caso de fornecimento de produtos ou de serviços sujeitos ao regime de controle ou de tabelamento de preços, os fornecedores deverão respeitar os limites oficiais sob pena de não o fazendo, responderem pela restituição da quantia recebida em excesso, monetariamente atualizada, podendo o consumidor exigir à sua escolha, o desfazimento do negócio, sem prejuízo de outras sanções cabíveis.

Seção V

Da Cobrança de Dívidas

Art. 42. Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça.

Parágrafo único. O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável.

Seção VI

Dos Bancos de Dados e Cadastros de Consumidores

Art. 43. O consumidor, sem prejuízo do disposto no art. 86, terá acesso às informações existentes em cadastros, fichas, registros e dados pessoais e de consumo arquivados sobre ele, bem como sobre as suas respectivas fontes.

1° Os cadastros e dados de consumidores devem ser objetivos, claros, verdadeiros e em linguagem de fácil compreensão, não podendo conter informações negativas referentes a período superior a cinco anos.

2° A abertura de cadastro, ficha, registro e dados pessoais e de consumo deverá ser comunicada por escrito ao consumidor, quando não solicitada por ele.

3° O consumidor, sempre que encontrar inexatidão nos seus dados e cadastros, poderá exigir sua imediata correção, devendo o arquivista, no prazo de cinco dias úteis, comunicar a alteração aos eventuais destinatários das informações incorretas.

MANUAL DE COBRANÇA

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4° Os bancos de dados e cadastros relativos a consumidores, os serviços de proteção ao crédito e congêneres são considerados entidades de caráter público.< /p>

5° Consumada a prescrição relativa à cobrança de débitos do consumidor, não serão fornecidas, pelos respectivos Sistemas de Proteção ao Crédito, quaisquer informações que possam impedir ou dificultar novo acesso ao crédito junto aos fornecedores.

Art 44. Os órgãos públicos de defesa do consumidor manterão cadastros atualizados de reclamações fundamentadas contra fornecedores de produtos e serviços, devendo divulgá-lo pública e anualmente. A divulgação indicará se a reclamação foi atendida ou não pelo fornecedor.

orientação e

1° É facultado o acesso às informações lá constantes para consulta por qualquer interessado.

2° Aplicam-se a este artigo, no que couber, as mesmas regras enunciadas no artigo anterior e as do parágrafo único do art. 22 deste código.

Art. 45. (VETADO).

CAPÍTULO VI

Da Proteção Contratual

Seção I

Disposições Gerais

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a compreensão de seu sentido e alcance.

contratuais serão interpretadas de maneira mais

favorável ao consumidor.

Art. 48. As declarações de vontade constantes de escritos particulares, recibos e pré-contratos relativos às relações de consumo vinculam o fornecedor, ensejando inclusive execução específica, nos termos do art. 84 e parágrafos.

Art. 49. O consumidor pode desistir do contrato, no prazo de sete dias a contar de sua assinatura ou do ato de recebimento do produto ou serviço, sempre que a

Art.

47.

As

cláusulas

MANUAL DE COBRANÇA

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contratação de fornecimento de produtos e serviços ocorrer fora do estabelecimento comercial, especialmente por telefone ou a domicílio.

Parágrafo único. Se o consumidor exercitar o direito de arrependimento previsto neste artigo, os valores eventualmente pagos, a qualquer título, durante o prazo de reflexão, serão devolvidos, de imediato, monetariamente atualizados.

Art. 50. A garantia contratual é complementar à legal e será conferida mediante termo escrito.

Parágrafo único. O termo de garantia ou equivalente deve ser padronizado e esclarecer, de maneira adequada, em que consiste a mesma garantia, bem como a forma, o prazo e o lugar em que pode ser exercitada e os ônus a cargo do consumidor, devendo ser-lhe entregue, devidamente preenchido pelo fornecedor, no ato do fornecimento, acompanhado de manual de instrução, de instalação e uso do produto em linguagem didática, com ilustrações.

Seção II

Das Cláusulas Abusivas

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que:

I - impossibilitem, exonerem ou atenuem a responsabilidade do fornecedor por vícios de qualquer natureza dos produtos e serviços ou impliquem renúncia ou disposição de direitos. Nas relações de consumo entre o fornecedor e o consumidor pessoa jurídica, a indenização poderá ser limitada, em situações justificáveis;

II - subtraiam ao consumidor a opção de reembolso da quantia já paga, nos casos previstos neste código;

III - transfiram responsabilidades a terceiros;

IV - estabeleçam obrigações consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada, ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a eqüidade;

V - (VETADO);

VI - estabeleçam inversão do ônus da prova em prejuízo do consumidor;

VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem;

VIII - imponham representante para concluir ou realizar outro negócio jurídico pelo consumidor;

MANUAL DE COBRANÇA

70

IX - deixem ao fornecedor a opção de concluir ou não o contrato, embora

obrigando o consumidor;

X - permitam ao fornecedor, direta ou indiretamente, variação do preço de

maneira unilateral;

XI - autorizem o fornecedor a cancelar o contrato unilateralmente, sem que

igual direito seja conferido ao consumidor;

XII - obriguem o consumidor a ressarcir os custos de cobrança de sua

obrigação, sem que igual direito lhe seja conferido contra o fornecedor;

XIII - autorizem o fornecedor a modificar unilateralmente o conteúdo ou a qualidade do contrato, após sua celebração;

XIV - infrinjam ou possibilitem a violação de normas ambientais;

XV - estejam em desacordo com o sistema de proteção ao consumidor;

XVI - possibilitem a renúncia do direito de indenização por benfeitorias necessárias.

1º Presume-se exagerada, entre outros casos, a vontade que:

I - ofende os princípios fundamentais do sistema jurídico a que pertence;

II - restringe direitos ou obrigações fundamentais inerentes à natureza do contrato, de tal modo a ameaçar seu objeto ou equilíbrio contratual;

III - se mostra excessivamente onerosa para o consumidor, considerando-se a

natureza e conteúdo do contrato, o interesse das partes e outras circunstâncias peculiares ao caso.

2° A nulidade de uma cláusula contratual abusiva não invalida o contrato,

exceto quando de sua ausência, apesar dos esforços de integração, decorrer ônus

excessivo a qualquer das partes.

(VETADO).

É facultado a qualquer consumidor ou entidade que o represente requerer

ao Ministério Público que ajuíze a competente ação para ser declarada a nulidade de cláusula contratual que contrarie o disposto neste código ou de qualquer forma

não assegure o justo equilíbrio entre direitos e obrigações das partes.

Art. 52. No fornecimento de produtos ou serviços que envolva outorga de crédito ou concessão de financiamento ao consumidor, o fornecedor deverá, entre outros requisitos, informá-lo prévia e adequadamente sobre:

I - preço do produto ou serviço em moeda corrente nacional;

II - montante dos juros de mora e da taxa efetiva anual de juros;

MANUAL DE COBRANÇA

71

III - acréscimos legalmente previstos;

IV - número e periodicidade das prestações;

V - soma total a pagar, com e sem financiamento.

1° As multas de mora decorrentes do inadimplemento de obrigação no seu termo não poderão ser superiores a dez por cento do valor da prestação.

2º É assegurado ao consumidor a liquidação antecipada do débito, total ou parcialmente, mediante redução proporcional dos juros e demais acréscimos.

3º (VETADO).

Art. 53. Nos contratos de compra e venda de móveis ou imóveis mediante pagamento em prestações, bem como nas alienações fiduciárias em garantia, consideram-se nulas de pleno direito as cláusulas que estabeleçam a perda total das prestações pagas em benefício do credor que, em razão do inadimplemento, pleitear a resolução do contrato e a retomada do produto alienado.

1° (VETADO).

2º Nos contratos do sistema de consórcio de produtos duráveis, a compensação ou a restituição das parcelas quitadas, na forma deste artigo, terá descontada, além da vantagem econômica auferida com a fruição, os prejuízos que o desistente ou inadimplente causar ao grupo.

3° Os contratos de que trata o caput deste artigo serão expressos em moeda corrente nacional.

Seção III

Dos Contratos de Adesão

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu conteúdo.

1° A inserção de cláusula no formulário não desfigura a natureza de adesão do

contrato.

2° Nos contratos de adesão admite-se cláusula resolutória, desde que a alternativa, cabendo a escolha ao consumidor, ressalvando-se o disposto no § 2° do artigo anterior.

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3° Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com caracteres ostensivos e legíveis, de modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor.

4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser

redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.

5° (VETADO).

CAPÍTULO VII

Das Sanções Administrativas

Art. 55. A União, os Estados e o Distrito Federal, em caráter concorrente e nas suas respectivas áreas de atuação administrativa, baixarão normas relativas à produção, industrialização, distribuição e consumo de produtos e serviços.

1° A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios fiscalizarão e controlarão a produção, industrialização, distribuição, a publicidade de produtos e serviços e o mercado de consumo, no interesse da preservação da vida, da saúde, da segurança, da informação e do bem-estar do consumidor, baixando as normas que se fizerem necessárias.

2° (VETADO).

3° Os órgãos federais, estaduais, do Distrito Federal e municipais com atribuições para fiscalizar e controlar o mercado de consumo manterão comissões permanentes para elaboração, revisão e atualização das normas referidas no § 1°, sendo obrigatória a participação dos consumidores e fornecedores.

4° Os órgãos oficiais poderão expedir notificações aos fornecedores para que, sob pena de desobediência, prestem informações sobre questões de interesse do consumidor, resguardado o segredo industrial.

Art. 56. As infrações das normas de defesa do consumidor ficam sujeitas, conforme o caso, às seguintes sanções administrativas, sem prejuízo das de natureza civil, penal e das definidas em normas específicas:

I - multa;

II - apreensão do produto;

III - inutilização do produto;

IV - cassação do registro do produto junto ao órgão competente;

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73

VI - suspensão de fornecimento de produtos ou serviço;

VII - suspensão temporária de atividade;

VIII - revogação de concessão ou permissão de uso;

IX - cassação de licença do estabelecimento ou de atividade;

X - interdição, total ou parcial, de estabelecimento, de obra ou de atividade;

XI - intervenção administrativa;

XII - imposição de contra-propaganda.

Parágrafo único. As sanções previstas neste artigo serão aplicadas pela autoridade administrativa, no âmbito de sua atribuição, podendo ser aplicadas cumulativamente, inclusive por medida cautelar, antecedente ou incidente de procedimento administrativo.

Art. 57. A pena de multa, graduada de acordo com a gravidade da infração, a vantagem auferida e a condição econômica do fornecedor será aplicada mediante procedimento administrativo nos termos da lei, revertendo para o fundo de que trata a Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, sendo a infração ou dano de âmbito nacional, ou para os fundos estaduais de proteção ao consumidor nos demais casos.

Parágrafo único. A multa será em montante nunca inferior a trezentas e não superior a três milhões de vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional (BTN), ou índice equivalente que venha substituí-lo.

Art 58. As penas de apreensão, de inutilização de produtos, de proibição de fabricação de produtos, de suspensão do fornecimento de produto ou serviço, de cassação do registro do produto e revogação da concessão ou permissão de uso serão aplicadas pela administração, mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando forem constatados vícios de quantidade ou de qualidade por inadequação ou insegurança do produto ou serviço.

Art 59. As penas de cassação de alvará de licença, de interdição e de suspensão temporária da atividade, bem como a de intervenção administrativa, serão aplicadas mediante procedimento administrativo, assegurada ampla defesa, quando o fornecedor reincidir na prática das infrações de maior gravidade previstas neste código e na legislação de consumo.

1° A pena de cassação da concessão será aplicada à concessionária de

serviço público, quando violar obrigação legal ou contratual.

2° A pena de intervenção administrativa será aplicada sempre que as

circunstâncias de fato desaconselharem a cassação de licença, a interdição ou suspensão da atividade.

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74

3° Pendendo ação judicial na qual se discuta a imposição de penalidade administrativa, não haverá reincidência até o trânsito em julgado da sentença.< /p>

Art 60. A imposição de contra-propaganda será cominada quando o fornecedor incorrer na prática de publicidade enganosa ou abusiva, nos termos do art. 36 e seus parágrafos, sempre às expensas do infrator.

1º A contrapropaganda será divulgada pelo responsável da mesma forma, freqüência e dimensão e, preferencialmente no mesmo veículo, local, espaço e horário, de forma capaz de desfazer o malefício da publicidade enganosa ou abusiva.

2° (VETADO).

3° (VETADO).

Das Infrações Penais

TÍTULO II

Art. 61. Constituem crimes contra as relações de consumo previstas neste código, sem prejuízo do disposto no Código Penal e leis especiais, as condutas tipificadas nos artigos seguintes.

Art. 62. (VETADO).

Art. 63. Omitir dizeres ou sinais ostensivos sobre a nocividade ou periculosidade de produtos, nas embalagens, nos invólucros, recipientes ou publicidade:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa.

1° Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de alertar, mediante recomendações escritas ostensivas, sobre a periculosidade do serviço a ser prestado.

2° Se o crime é culposo:

Pena -Detenção de um a seis meses ou multa.

Art. 64. Deixar de comunicar à autoridade competente e aos consumidores a nocividade ou periculosidade de produtos cujo conhecimento seja posterior à sua colocação no mercado:

Pena- Detenção de seis meses a dois anos e multa.

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75

Parágrafo único. Incorrerá nas mesmas penas quem deixar de retirar do mercado, imediatamente quando determinado pela autoridade competente, os produtos nocivos ou perigosos, na forma deste artigo.

contrariando

determinação de autoridade competente:

Art

65.

Executar

serviço

de

alto

grau

de

periculosidade,

Pena- Detenção de seis meses a dois anos e multa.

Parágrafo único. As penas deste artigo são aplicáveis sem prejuízo das correspondentes à lesão corporal e à morte.

Art 66. Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços:

Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

1º Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta.

2º Se o crime é culposo;

Pena- Detenção de um a seis meses ou multa.

Art 67. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser enganosa ou abusiva:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

Parágrafo único. (VETADO).

Art 68. Fazer ou promover publicidade que sabe ou deveria saber ser capaz de induzir o consumidor a se comportar de forma prejudicial ou perigosa a sua saúde ou segurança:

Pena - Detenção de seis meses a dois anos e multa:

Parágrafo único. (VETADO).

Art 69. Deixar de organizar dados fáticos, técnicos e científicos que dão base à publicidade:

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art 70. Empregar, na reparação de produtos, peça ou componentes de reposição usados, sem autorização do consumidor:

Pena Detenção de três meses a um ano e multa.

Art 71. Utilizar, na cobrança de dívidas, de ameaça, coação, constrangimento físico ou moral, afirmações falsas, incorretas ou enganosas ou de qualquer outro

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76

procedimento que exponha o consumidor, injustificadamente, a ridículo ou interfira com seu trabalho, descanso ou lazer:

Pena - Detenção de três meses a um ano e multa.

Art 72. Impedir ou dificultar o acesso do consumidor às informações que sobre ele constem em cadastros, banco de dados, fichas e registros:

Pena - Detenção de seis meses a um ano ou multa.

Art 73. Deixar de corrigir imediatamente informação sobre consumidor constante de cadastro, banco de dados, fichas ou registros que sabe ou deveria saber ser inexata:

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art 74. Deixar de entregar ao consumidor o termo de garantia adequadamente preenchido e com especificação clara de seu conteúdo;

Pena Detenção de um a seis meses ou multa.

Art 75. Quem, de qualquer forma, concorrer para os crimes referidos neste código, incide as penas a esses cominadas na medida de sua culpabilidade, bem como o diretor, administrador ou gerente da pessoa jurídica que promover, permitir ou por qualquer modo aprovar o fornecimento, oferta, exposição à venda ou manutenção em depósito de produtos ou a oferta e prestação de serviços nas condições por ele proibidas.

Art. 76. São circunstâncias agravantes dos crimes tipificados neste código:

I - serem cometidos em época de grave crise econômica ou por ocasião de calamidade;

II - ocasionarem grave dano individual ou coletivo;

III - dissimular-se a natureza ilícita do procedimento;

IV - quando cometidos:

a) por servidor público, ou por pessoa cuja condição econômico-social seja

manifestamente superior à da vítima;

b) em detrimento de operário ou rurícola; de menor de dezoito ou maior de

sessenta anos ou de pessoas portadoras de deficiência mental interditadas ou não;

V - serem praticados em operações que envolvam alimentos, medicamentos

ou quaisquer outros produtos ou serviços essenciais .

Art 77. A pena pecuniária prevista nesta Seção será fixada em dias-multa, correspondente ao mínimo e ao máximo de dias de duração da pena privativa da

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77

liberdade cominada ao crime. Na individualização desta multa, o juiz observará o disposto no art. 60, §1° do Código Penal.

Art 78. Além das penas privativas de liberdade e de multa, podem ser impostas, cumulativa ou alternadamente, observado o disposto nos arts. 44 a 47, do Código Penal:

I - a interdição temporária de direitos;

II - a publicação em órgãos de comunicação de grande circulação ou audiência, às expensas do condenado, de notícia sobre os fatos e a condenação;

III - a prestação de serviços à comunidade.

Art 79. O valor da fiança, nas infrações de que trata este código, será fixado pelo juiz, ou pela autoridade que presidir o inquérito, entre cem e duzentas mil vezes o valor do Bônus do Tesouro Nacional - BTN, ou índice equivalente que venha a substituí-lo.

Parágrafo único. Se assim recomendar a situação econômica do indiciado ou réu, a fiança poderá ser:

a) reduzida até a metade do seu valor mínimo;

b) aumentada pelo juiz até vinte vezes.

Art. 80. No processo penal atinente aos crimes previstos neste código, bem como a outros crimes e contravenções que envolvam relações de consumo, poderão intervir, como assistentes do Ministério Público, os legitimados indicados no art. 82, inciso III e IV, aos quais também é facultado propor ação penal subsidiária, se a denúncia não for oferecida no prazo legal.

TÍTULO III

Da Defesa do Consumidor em Juízo

Disposições Gerais

CAPÍTULO I

Art 81. A defesa dos interesses e direitos dos consumidores e das vítimas poderá ser exercida em juízo individualmente, ou a título coletivo.

Parágrafo único. A defesa coletiva será exercida quando se tratar de:

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78

II - interesses ou direitos coletivos, assim entendidos, para efeitos deste

código, os transindividuais, de natureza indivisível de que seja titular grupo, categoria ou classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica base;

III - interesses ou direitos individuais homogêneos, assim entendidos os

decorrentes de origem comum.

legitimados

concorrentemente:

Art

82.

Para

os

fins

do

art.

100,

parágrafo

único,

são

I - o Ministério Público,

II - a União, os Estados, os Municípios e o Distrito Federal;

III - as entidades e órgãos da Administração Pública, direta ou indireta, ainda

que sem personalidade jurídica, especificamente destinados à defesa dos

interesses e direitos protegidos por este código;

IV - as associações legalmente constituídas há pelo menos um ano e que

incluam entre seus fins institucionais a defesa dos interesses e direitos protegidos

por este código, dispensada a autorização assemblear.

1° O requisito da pré-constituição pode ser dispensado pelo juiz, nas ações

previstas nos arts. 91 e seguintes, quando haja manifesto interesse social evidenciado pela dimensão ou característica do dano, ou pela relevância do bem jurídico a ser protegido.

(VETADO).

(VETADO).

Art 83. Para a defesa dos direitos e interesses protegidos por este código são admissíveis todas as espécies de ações capazes de propiciar sua adequada e efetiva tutela.

Parágrafo único. (VETADO).

Art. 84. Na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento.< /p>

1° A conversão da obrigação em perdas e danos somente será admissível se

por elas optar o autor ou se impossível a tutela específica ou a obtenção do

resultado prático correspondente.

2° A indenização por perdas e danos se fará sem prejuízo da multa (art. 287,

do Código de Processo Civil).

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79

3° Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu.

4° O juiz poderá, na hipótese do § 3° ou na sentença, impor multa diária ao réu, independentemente de pedido do autor, se for suficiente ou compatível com a obrigação, fixando prazo razoável para o cumprimento do preceito.

5° Para a tutela específica ou para a obtenção do resultado prático equivalente, poderá o juiz determinar as medidas necessárias, tais como busca e apreensão, remoção de coisas e pessoas, desfazimento de obra, impedimento de atividade nociva, além de requisição de força policial.

Art. 85. (VETADO).

Art. 86. (VETADO).

Art. 87. Nas ações coletivas de que trata este código não haverá adiantamento de custas, emolumentos, honorários periciais e quaisquer outras despesas, nem condenação da associação autora, salvo comprovada má-fé, em honorários de advogados, custas e despesas processuais.

Parágrafo único. Em caso de litigância de má-fé, a associação autora e os diretores responsáveis pela propositura da ação serão solidariamente condenados em honorários advocatícios e ao décuplo das custas, sem prejuízo da responsabilidade por perdas e danos.

Art 88. Na hipótese do art. 13, parágrafo único deste código, a ação de regresso poderá ser ajuizada em processo autônomo, facultada a possibilidade de prosseguir-se nos mesmos autos, vedada a denunciação da lide.

Art. 89. (VETADO).

Art. 90. Aplicam-se às ações previstas neste título as normas do Código de Processo Civil e da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, inclusive no que respeita ao inquérito civil, naquilo que não contrariar suas disposições.

CAPÍTULO II

Das Ações Coletivas Para a Defesa de Interesses Individuais Homogêneos

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Art 91. Os legitimados de que trata o art. 81 poderão propor, em nome próprio

e no interesse das vítimas ou seus sucessores, ação civil coletiva de

responsabilidade pelos danos individualmente sofridos, de acordo com o disposto nos artigos seguintes.

Art. 92. O Ministério Público, se não ajuizar a ação, atuará sempre como fiscal

da lei.

Parágrafo único. (VETADO).

Art. 93. Ressalvada a competência da Justiça Federal, é competente para a causa a justiça local:

I

- no foro do lugar onde ocorreu ou deva ocorrer o dano,

quando de âmbito

local;

II

- no foro da Capital do Estado ou no do Distrito Federal, para os danos de

âmbito nacional ou regional, aplicando-se as regras do Código de Processo Civil aos casos de competência concorrente.

Art. 94. Proposta a ação, será publicado edital no órgão oficial, a fim de que os interessados possam intervir no processo como litisconsortes, sem prejuízo de ampla divulgação pelos meios de comunicação social por parte dos órgãos de defesa do consumidor.

Art. 95. Em caso de procedência do pedido, a condenação será genérica, fixando a responsabilidade do réu pelos danos causados.

Art. 96. (VETADO).

Art. 97. A liquidação e a execução de sentença poderão ser promovidas pela vítima e seus sucessores, assim como pelos legitimados de que trata o art. 82.

Parágrafo único. (VETADO).

Art 98. A execução poderá ser coletiva, sendo promovida pelos legitimados de que trata o art. 81, abrangendo as vítimas cujas indenizações já tiverem sido fixadas em sentença de liquidação, sem prejuízo do ajuizamento de outras execuções.

1° A execução coletiva far-se-á com base em certidão das sentenças de liquidação, da qual deverá constar a ocorrência ou não do trânsito em julgado.< /p>

2° É competente para a execução o juízo:

I - da liquidação da sentença ou da ação condenatória, no caso de execução individual;

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Art 99. Em caso de concurso de créditos decorrentes de condenação prevista na Lei n.° 7.347, de 24 de julho de 1985, e de indenizações pelos prejuízos individuais resultantes do mesmo evento danoso, estas terão preferência no pagamento.

Parágrafo único. Para efeito do disposto neste artigo, a destinação da importância recolhida ao fundo criado pela Lei n°7.347 de 24 de julho de 1985, ficará sustada enquanto pendentes de decisão de segundo grau as ações de indenização pelos danos individuais, salvo na hipótese de o patrimônio do devedor ser manifestamente suficiente para responder pela integralidade das dívidas.

Art 100. Decorrido o prazo de um ano sem habilitação de interessados em número compatível com a gravidade do dano, poderão os legitimados do art. 82 promover a liquidação e execução da indenização devida.

Parágrafo único. O produto da indenização devida reverterá para o fundo criado pela Lei n.° 7.347, de 24 de julho de 1985.

CAPÍTULO III

Das Ações de Responsabilidade do Fornecedor de Produtos e Serviços

Art. 101. Na ação de responsabilidade civil do fornecedor de produtos e serviços, sem prejuízo do disposto nos Capítulos I e II deste título, serão observadas as seguintes normas:

I - a ação pode ser proposta no domicílio do autor;

II - o réu que houver contratado seguro de responsabilidade poderá chamar ao processo o segurador, vedada a integração do contraditório pelo Instituto de Resseguros do Brasil. Nesta hipótese, a sentença que julgar procedente o pedido condenará o réu nos termos do art. 80 do Código de Processo Civil. Se o réu houver sido declarado falido, o síndico será intimado a informar a existência de seguro de responsabilidade, facultando-se, em caso afirmativo, o ajuizamento de ação de indenização diretamente contra o segurador, vedada a denunciação da lide ao Instituto de Resseguros do Brasil e dispensado o litisconsórcio obrigatório com este.

Art. 102. Os legitimados a agir na forma deste código poderão propor ação visando compelir o Poder Público competente a proibir, em todo o território nacional, a produção, divulgação distribuição ou venda, ou a determinar a alteração na composição, estrutura, fórmula ou acondicionamento de produto, cujo uso ou consumo regular se revele nocivo ou perigoso à saúde pública e à incolumidade pessoal.

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82

(VETADO).

(VETADO).

CAPÍTULO IV

Da Coisa Julgada

Art. 103. Nas ações coletivas de que trata este código, a sentença fará coisa julgada:

I - erga omnes, exceto se o pedido for julgado improcedente por insuficiência de provas, hipótese em que qualquer legitimado poderá intentar outra ação, com idêntico fundamento valendo-se de nova prova, na hipótese do inciso I do parágrafo único do art. 81;

II - ultrapartes, mas limitadamente ao grupo, categoria ou classe, salvo

improcedência por insuficiência de provas, nos termos do inciso anterior, quando se

tratar da hipótese prevista no inciso II do parágrafo único do art. 81;

III - erga omnes, apenas no caso de procedência do pedido, para beneficiar

todas as vítimas e seus sucessores, na hipótese do inciso III do parágrafo único do

art. 81.

1° Os efeitos da coisa julgada previstos nos incisos I e II não prejudicarão interesses e direitos individuais dos integrantes da coletividade, do grupo, categoria ou classe.

2° Na hipótese prevista no inciso III, em caso de improcedência do pedido, os

interessados que não tiverem intervindo no processo como litisconsortes poderão

propor ação de indenização a título individual.

3° Os efeitos da coisa julgada de que cuida o art. 16, combinado com o art. 13

da Lei n° 7.347, de 24 de julho de 1985, não prejudicarão as ações de indenização por danos pessoalmente sofridos, propostas individualmente ou na forma prevista neste código, mas, se procedente o pedido, beneficiarão as vítimas e seus sucessores, que poderão proceder à liquidação e à execução, nos termos dos arts. 96 a 99.

4º Aplica-se o disposto no parágrafo anterior à sentença penal condenatória.

Art. 104. As ações coletivas, previstas nos incisos I e II e do parágrafo único do art. 81, não induzem litispendência para as ações individuais, mas os efeitos da coisa julgada erga omnes ou ultrapartes a que aludem os incisos II e III do artigo anterior não beneficiarão os autores das ações individuais, se não for requerida sua

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suspensão no prazo de trinta dias, a contar da ciência nos autos do ajuizamento da ação coletiva.