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Formas de Estado O que é Estado?

O ponto de vista jurídico – problema conduzido para a esfera do Direito; ideia de Estado de Direito; preocupado com os aspectos fundamentais da despersonalização do poder ou com a personalidade que nasce do Direito e se faz centro de toda a criação normativa. (como sin nimo de ordem jurídica! "nclina#se mais ao aspecto da validade$ da le%alidade do comando$ ou seja$ da autoridade le%ítima. &azem coincidir a le%alidade e a le%itimidade. 'ant – Estado ( )a reunião de uma multidão de indivíduos sob a lei do Direito*. +rítica, daí$ at( um presídio pode ser definido como Estado. -ordeau. – Essencial para o aparecimento do Estado$ i.e.$ o Estado procede do um fen meno de despersonalização do poder$ ou seja$ quando o poder dei.a de ter por titular uma pessoa para subjetivar#se numa instituição. O Direito substitui a força e$ a razão substitui o arbítrio. 'elsen – num monismo absoluto Estado e Direito representa a mesma coisa, um sistema de normas. )O Estado ( um sistema %eral e completo de normas jurídicas$ ( o todo jurídico$ ( o uno jurídico$ como Deus ( o mundo e o mundo ( Deus.*. O Estado est/ definido no 0mbito da normatividade pura$ re%ida por leis teleol1%icas (leis de fins! e não por leis da causalidade (leis da natureza ou do mundo físico!. +rítica, todas as ordens normativas tornam#se implicitamente le%ítimas; e qualquer Estado ( Estado de Direito. Defesa, 2udo que se reporta a valores$ do seu ponto de vista l1%ico# formalista$ ( considerado metajurídico$ pertencem 3 filosofia ou 3 sociolo%ia$ mas não ao Direito. 4icente 5ao – 5econ6ece#se no Estado )um sujeito ou titular de direitos e obri%aç7es$ isto ($ uma personalidade criada pela ordem jurídica* com aptidão e capacidade para e.ercer direitos e obri%aç7es$ como consequ8ncia de suas relaç7es jurídicas com os outros Estados e com as pessoas físicas. Du 9asquier – O Estado ( noção essencialmente jurídica. De uma parte$ repousa sobre o Direito$ no sentido de que este l6e re%ula a or%anização e o funcionamento$ doutra ( o centro de criação jurídica$ por ser ele que estatui ou recon6ece o direito positivo :para al(m do direito natural; bem como det(m e aplica a força que o sanciona.*. O ponto de vista sociol1%ico – problema conduzido para a esfera da <ociolo%ia; ideia de Estado# força; preocupado com o elemento coercitivo$ que revelaria a ess8ncia do fen meno estatal (como instituição – produto da viol8ncia or%anizada!. O ponto crucial ( a força e não o Direito. = a efetividade ou efic/cia do Estado. O Direito vem depois para dissimular o fen meno essencial da viol8ncia. >ar.ismo – a apropriação privada dos meios de produção %era a sociedade de classes que para enfrentar a crise das suas contradiç7es faz emer%ir o Estado$ um produto da sociedade numa determinada fase de seu desenvolvimento. O Estado moderno ( )um comit8 que administra os interesses comuna de toda a

*.ercício da titularidade de um poder de coação re%ulado e disciplinado. – Estado como instituição de or%anização social do poder de viol8ncia.pressão abstrata$ empre%ada para desi%nar um fato social :concreto. Eeber – ponto culminante da <ociolo%ia 9olítica na caracterização do Estado como e. – O Estado s1 e. – não 6/ vontade ou personalidade do Estado$ não 6/ a noção de soberania.plicam o Estado em sua universalidade. @@. +ontribuição de ?elineG ao conceito de Estado Estado enquanto conceito jurídico ( )a corporação de um povo assentada num determinado territ1rio e dotada de um poder ori%in/rio de mando*. Du%uit :s(c. . >as ela$ ainda que específica e caracterizadora do Estado$ não ( o instrumento Dnico e normal.pressão de força ou coação física. Ele se converte na Dnica fonte do )direito 3 viol8ncia*. O Estado ( uma )e. @"@ C @@. Estado ( )a instituição social imposta por um %rupo vitorioso a um %rupo vencido$ com o Dnico objetivo de estabelecer o domínio do primeiro sobre o se%undo$ de modo a precatar#se contra rebeli7es internas e a%ress7es e. 9ovo e territ1rio são os elementos materiais e poder ori%in/rio ( o elemento formal.iste no contraste da diferenciação entre %overnantes e %overnados$ )um traço eterno$ invari/vel e imut/vel*. 5odolfo 4on ?6erin% :s(c. @"@ C @@. Estado como corporação política$ moderno$ racional$ monop1lio da coação le%ítima. Os juristas e soci1lo%os encontram dificuldades em ministrar um conceito neutro de Estado$ isento de implicaç7es valorativas.ploradas*.$ ou seja$ uma diferenciação entre %overnantes e %overnados*. >a.ternas.ploração econ mica pelo conteDdo. a força física. AumploBicz :s(c. – Estado como coação pela forma e$ como e. ou$ como a sociedade do e. +uja ess8ncia ( a )força dos mais fortes dominando a fraqueza dos mais fracos* Oppen6eimer :s(c. @"@.*. Estado como )aquela comunidade 6umana$ que$ dentro de um determinado territ1rio$ reivindica para si$ de maneira bem sucedida$ o monop1lio da viol8ncia física le%ítima.bur%uesia*$ uma esp(cie de )m/quina de opressão das classes subju%adas e e. Os conceitos não e. Fdquire título de le%itimidade$ torna#se le%al ou jurídica. Definido pelo seu meio específico.

Hão 6/ distinç7es entre e.o$ %arantindo#l6e o fiel cumprimento e pronto controle!.ist8ncia de 1r%ãos le%islativos re%ionais não se d/ sob compet8ncia prim/ria$ mas sim derivativa do poder central$ eles não t8m poder constituinte$ ainda que façam leis re%ionais.tensão do poder central a todo o territ1rio !aterial – centralização no Estado de assuntos$ ne%1cios e interesses at( então indiferentes a ele. Fmbas podem levar a conceitos materialmente infi(is. F e.ecutivo$ le%islativo e judici/rio. Hesta forma de Estado a centralização toma as se%uintes formas. Enquanto ima%em te1rica ( a mais simples e 6omo%8nea. "entralização concentrada – um s1 centro de decisão e um instrumento Dnico de e. O Estado Unitário &orma sin%ular ou individual (um s1 Estado!. = o ponto mais alto de aspiração política e administrativa de um Estado unit/rio.Das formas de Estado F não distinção entre formas de Estado e formas de %overno causa confusão$ tanto quanto uma separação rí%ida$ total$ absoluta entre os dois termos. F ideia força ( a centralização.ecução (uma burocracia sem autonomia$ 6ierarquicamente or%anizada a serviço do poder central$ cujas ordens faz circular de cima para bai. <endo então conveniente uma ordem constitucional dotada de todos os mecanismos de %arantia e defesa dos direitos 6umanos$ apta a enfrentar o autoritarismo do 9oder +entral e a miti%ar#l6e o centralismo. 9olítica – unidade do sistema jurídico e da autoridade política. . 6/ a mais perfeita unidade )or%0nica*$ a que em %eral corresponde um s1 povo$ um s1 territ1rio$ um s1 titular do poder pDblico de imp(rio.ecução das leis e quanto 3 %estão dos serviços erritorial – elementar e. 9ortanto$ esses Estados são questionados com respeito 3s aspiraç7es de liberdade e autonomia das coletividades re%ionais. 6/ uma Dnica ordem política$ jurídica e administrativa. Administrativa – unidade quanto 3 e. nem 6/ poder ori%in/rio nas autoridades locais. um s1 direito$ uma s1 lei$ um s1 %overno. a) A centralização no Estado Unitário.

F atividade unit/ria da confederação se projeta para fora. 9ortanto$ a Ar(cia con6eceu apenas +onfederaç7es$ sem o profundo teor de institucionalização das &ederaç7es. = pautada pelo princípio da secessão$ bastando que se denuncie o tratado para retirar#se da união. #) O Estado unitário descentralizado 9orque sua ideia força ( a centralização$ 6/ nos Estados unit/rios uma tend8ncia política 3 descentralização$ por(m$ sob limites a fim de que os níveis de descentralização alcançados não comprometam ou ne%uem a ess8ncia do sistema. F descentralização ( essencialmente administrativa.peri8ncia americana. . O 1r%ão central se comp7e de c6efes de Estados ou embai. = um composto de Estados."entralização desconcentrada – em nível re%ional$ os a%entes do Estado possuem al%uma parcela de compet8ncia para tomar e fazer e.adores.ecutar decis7es de interesse local$ revo%/veis$ por(m$ pela autoridade superior.ternas fi. As formas de União de Estado$ o Estado Federal e a "onfederação O sistema federativo tem sua ori%em na Ar(cia. O Estado federal nasceu no s(culo @4""" com a Inião americana$ por obra dos constituintes da &ilad(lfia.terna$ e. F base ( contratual.ist8ncia de dois ordenamentos estatais. = uma compet8ncia dele%ada$ revo%/vel e não compromete o monop1lio da titularidade política do 9oder +entral. F primeira federação ( a e. 9ress7es descentralizadoras podem conduzir a concess7es autonomistas irreconcili/veis. a instituição de 1r%ãos locais com al%uma compet8ncia para estatuir )em nome da coletividade secund/ria da qual procedem*.adas no pacto federativo. "t/lia e Espan6a. Os estados confederados t8m soberania interna e e. Etimolo%icamente )foedus* (aliança! indica a união política de Estados aut nomos.cluídas as e. O Estado federal pressup7e a coe. 5ealiza o ideal de contrato. F união não produzia vínculos de car/ter permanente ou de natureza estatal. um )Estado soberano formado por uma pluralidade de Estados$ no qual o poder do Estado emana dos Estados#membros$ li%ados numa unidade estatal* (?ellineG!. &alta 3s confederaç7es o poder de impor uma vontade. F confederação ( uma união de direito internacional$ assentada sobre um tratado delimitativo das compet8ncias outor%adas. F relação dos Estados ( parit/ria$ de coordenação. F confederação não c6e%a a formar uma personalidade jurídica. O poder da confederação lida apenas com Estados e não diretamente com os cidadãos. F ri%or descentralização política ( conceito que implica na autonomia b/sica conferida 3s unidades membros conferida 3s unidades membros da comun6ão federativa :e não ao Estado unit/rio.

O poder da federação lida com Estados e tamb(m diretamente com os cidadãos. O Estado federal tende 3 centralização. F ideia força ( a descentralização.cessiva de poder. <ob essa crise$ 6/ quem afirme que o -rasil ( materialmente um Estado unit/rio e formalmente uma repDblica federativa.F federação ( união de direito constitucional$ tendo a constituição por instrumento b/sico$ que reparte a compet8ncia entre o 9oder +entral e os Estados membros.pensas dos Estados membros$ mas a benefício da coletividade nacional. autonomia dos Estados membros. no de enfraquecer os Estados e fortalecer a Inião. A lei da %artici%ação$ os estados membros tomam parte da formação da vontade estatal referida a toda ordem federativa. F atividade unit/ria da federação se projeta para dentro.cessos de intervencionismo da Inião$ a e. A lei da autonomia$ 6/ compet8ncia constitucional pr1pria e prim/ria para or%anizar$ estatuir e %erir o seu ordenamento$ dentro dos limites traçados pela +onstituição federal. O 1r%ão central da federação ( um con%resso composto de duas c0meras que le%isla nos limites da sua compet8ncia constitucional para toda união e Estados membros. = dotado de poder constituinte. = pautada pelo princípio da indissolubilidade do laço federativo. por controle e supervisão federal . = um Estado composto. F base ( institucional$ cimentada na constituição. 2end8ncia que se a%onizou no s(culo @@$ dando ori%em ao c6amado federalismo cooperativo que procura justificar os e. por via direta (I<F e -rasil!. 9orque sua ideia força ( a descentralização$ 6/ nos Estados federados uma tend8ncia política 3 centralização. O funcionamento do sistema federativo <e%undo Aeor%es <celle o sistema federativo repousa sobre dois princípios essenciais. J/ nas federaç7es o poder de impor uma vontade. Ele inspira as re%ras federativas e a partil6a constitucional das compet8ncias entre poder federal e os poderes estaduais. F presença do Estado &ederal em todos os Estados não se faz tão somente por via le%islativa$ a constituição estabelece compet8ncias administrativas em dois sistemas. O Estado federal tem du%lo as%ecto$ As%ecto unitário$ a compet8ncia centralizadora da Inião # aspecto federativo. Hão depende da Inião naquilo que constitui a esfera de suas atribuiç7es específicas. 5esposta aos problemas da 6etero%eneidade dos %rupos nacionais e da concentração e. O princípio da autonomia ( preponderante. F evolução política do sistema federativo se d/ no sentido contr/rio 3 autonomia. &orma antit(tica ao Estado unit/rio$ assentada na participação e na liberdade das coletividades#membro. Essa evolução pode levar o Estado &ederal a uma crise te1rica.

Ini7es parit/rias desprovidas de or%anização (alianças militares$ pactos de defesa e cooperação mDtua$ comunidades que re%ulam nave%ação e aduana! Ini7es parit/rias or%anizadas (comunidades permanentes que disciplinam mat(rias de peso$ moeda$ tr/fe%o$ correio$ etc. O Estado &ederal imp7e limites aos ordenamentos dos Estados membros quanto 3 forma de %overno$ 3s relaç7es entre poderes. 3 compet8ncia le%islativa$ 3 eleição do %overno. os Estados permaneciam independentes! e a união real (associação cujo vínculo era proposital e deliberado!. .do aparel6o administrativo do Estado membro (Fleman6a!. Essa t(cnica prote%eria os direitos fundamentais da pessoa 6umana. 3 ideolo%ia. <ão disposiç7es constitucionais restritivas 3 autonomia dos Estados membros. 3 solução de lití%ios na ordem judici/ria$ etc. federaç7es e confederaç7es! As tr&s %rinci%ais formas ideol'(icas do Estado moderno$ o Estado li#eral) o Estado *ocial e o Estado socialista. O princípio da le%alidade – que toda autoridade se e.pansão ou da desinte%ração do sistema colonial$ ou as que se formaram sobre as sombras da Li%a das Haç7es (posterior OHI!.$ acidental$ transit1ria.traído de >ontesquieu$ consistiu pois no princípio da separação dos poderes. da soberania nacional. ou pela combinação dos dois sistemas (Kustria!. Fs uni7es desi%uais resultantes ou da e.erce em nome da lei e lei ( a sa%rada e. F or%anização da autoridade estatal$ e. Estado liberal filiado na ordem econ mica do )laissez faire$ laissez passer* (franc8s! ou )free interprise* (an%lo#americano! Liberdade política entendidas sob dois princípios. O Estado &ederal tem o monop1lio da personalidade internacional. +oncepção est/tica do ordenamento político e social$ apresentada sobre os fundamentos da razão e da l1%ica$ sem abertura aos fatores din0micos.pressão da vontade dos %overnados. Fs instituiç7es (a ordem! foram er%uidas sobre esses dois princípios. Outras formas de União de Estados F união pessoal (:o mesmo monarca para dois reinos. O Estado li#eral O Estado liberal foi de certo modo o poder do )terceiro estado*$ ou seja$ da bur%uesia triunfante com a 5evolução &rancesa. o Estado prote%ido$ os 9rotetorados$ o Estado vassalo e o Estado sob mandato e administração fiduci/ria. Hão compreendeu em tempo a relev0ncia dos interesses sociais. F união real esteve para os estados mon/rquicos assim como a federação para os Estados republicanos. O Estado &ederal disp7em do poder judici/rio pr1prio$ destinado a dirimir os lití%ios da &ederação com os Estados membros e destes entre si. = a base da sua concepção de le%itimidade. Arave defeito. e$ da soberania popular. o fosso lar%o entre <ociedade e Estado e 8nfase demasiada aos direitos individuais.

+ontudo a ordem política com base no consentimento dos %overnados sobreviveu inc1lume a tais contestaç7es. = um estado de car/ter intervencionista. dados os e. Ho período compreendido entre o fim da MN %uerra (paz de 4ersal6es! e o fim da d(cada de OP$ 6ouve quem vaticinasse o fim dos sistemas políticos fundados na forma representativa e parlamentar.ar 3 ordem dos valores sociais a %arantia plena e eficaz dos valores jurídicos. Fs instituiç7es parlamentares passaram a ter um novo papel 6ist1rico. Os direitos sociais passam para o primeiro plano.$ de consubstanciar como realidade política e social o Estado de Direito.ou de ser um Estado indiferente ou neutro ao que se passava no interior da sociedade.e.$ de ane. Ocorreu o alar%amento político e jurídico da participação quebrando o monop1lio da bur%uesia. <upriram as car8ncias de meios de in%er8ncia social. = concepção ocidental 6erdeira do liberalismo para evitar a ditadura política e ideol1%ica.emplos ideolo%icamente monistas da "t/lia fascista e a Inião <ovi(tica.Div1rcio entre teoria abstrata da liberdade e os privil(%ios bur%ueses e classistas manifestos em seu ordenamento institucional. O Estado *ocial 5epresenta de certo modo a continuidade do Estado liberal$ ainda que para uns$ revisado$ ou para outros$ superado. 2raços institucionais. +om o intervencionismo se proporcionam ao 6omem todas as prestaç7es e todos os meios materiais indispens/veis a uma conviv8ncia efetivamente democr/tica$ numa sociedade aberta e pluralista$ inspirada em conceitos de i%ualdade$ postulados de liberdade e princípios de solidariedade e justiça social. +onduziu a ação do Estado a esferas que seriam de todo inadmissíveis na forma cl/ssica do liberalismo.ecutivo foi fortalecido$ inclusive quanto 3 iniciativa das leis. Fs declaraç7es de direitos das constituiç7es do liberalismo foram volvidas para do%mas e liberdades puramente abstratas$ de inspiração individualista$ que mantin6am o Estado apartado da sociedade$ e onde o abstencionismo estatal era o pr1prio título permissivo das injustiças e dos abusos perpetrados contra os direitos 6umanos. 1r%ão de controle da política %overnativa$ f1rum le%ítimo de debates do interesse nacional. O Estado social em países subdesenvolvidos ou em desenvolvimento convive com a impossibilidade de conciliar o teor de )socialidade* com o teor de )juridicidade*$ i. +riou a esp(cie de democracia social complementar 3 democracia política$ aperfeiçoada desde a introdução do sufr/%io universal. 9assou a ser um a%ente ativo dos ne%1cios econ micos$ sociais e culturais. i. -uscou promover a reconciliação da <ociedade com o Estado. O e. Dei. . O Estado <ocial pretende ser o poder de todas as classes em comun6ão de compromissos e mDtuas concess7es e equilíbrios. Disciplinou o capital e fez justiça no trabal6o.e.

O Estado socialista O Estado socialista do s(culo @@$ intenta apresentar#se como e. Daí a dial(tica das contradiç7es sociais$ a emer%8ncias das classes e fen meno do Estado. F tese ( que o Estado sur%iu na 6ist1ria quando se transitou da apropriação social para a apropriação individual dos meios de produção. um aparel6o de coerção. O Estado socialista ( resultante 6ist1rica de duas fases. socialismo ut1pico (9latão$ <aint#<imon$ Louis -lanc$ 9roud6on$ OBen$ &ourier e outros do s(culo @"@! baseados em esquemas ideais e modelos filos1ficos de Estado. .pressão do poder do )quarto estado*$ ou seja$ da classe trabal6adora para implantar a ditadura do proletariado$ e preparar o advento de uma sociedade comunista.#En%els!. O socialismo como doutrina divide#se. socialismo científico (ap1s >ar. uma de formulação e pre%ação te1rica (socialismo como doutrina!$ outra de tomada revolucion/ria do poder e instituição das novas bases de or%anização social.

O tempo do mandato dos %overnantes ( fi. Xuando ( de uma s1 pessoa$ fala#se na monarquia$ j/ o %overno de poucas pessoas$ trata# se da aristocracia e o %overno de muitas pessoas$ ( denominado politia. Desse modo$ o %overno poderia ser de um Dnico indivíduo$ de poucas pessoas ou de todo o povo. Frist1teles retomou essa an/lise$ classificando seis formas de %overnos se%undo o nDmero de %overnantes$ levando em consideração a (tica. Fssim$ seu estudo baseou#se em dois crit(rios.ercem poder sobre os 6omens$ foram e são ou repDblicas ou principados* (>FXI"F4EL$ SPPV$ p. >aquiavel substituiu esse modelo da tripartição por uma bipartição$ e. Fl(m de quem %overna o Estado$ ( necess/rio entender a divisão do poder político. Esse entendimento ( de acordo com o sistema de freios e contrapesos. <e%undo Frist1teles$ a id(ia de democracia ( vinculada ao %overno de vanta%em para o pobre. Os ministros são meros au. ( necess/rio saber se quem ocupa a função de +6efe de Aoverno tamb(m ocupa a função de +6efe de Estado$ bem como se o car%o do +6efe de Estado ( eletivo ou 6eredit/rio e se o tempo de perman8ncia ( determinado por um mandato ou vitalício. quem %overna e como %overna. Lo%o$ %overna bem aquele que atende aos interesses de todos (%overnantes e %overnados!.SPW!. Essas tr8s formas$ se de%eneradas$ ori%inam a tirania$ oli%arquia e democracia$ respectivamente (-O--"O$ SPPP$ p.&O5>F< E <"<2E>F< DE AO4E5HO O estudo das formas e sistemas de %overno ( fundamental para a compreensão do quão importante ( um projeto que propenda 3 boa administração e or%anização de um país. j/ as repDblicas são distin%uidas em democr/ticas e aristocr/ticas. Fssim$ fala#se em sistemas de %overnos$ que são diferenciados basicamente pela separação dos poderes soberanos do Estado. 2em#se o presidencialismo e o parlamentarismo.OM!.erceram e e. O principado corresponde ao reino.ecutivo e judici/rio nos limites de suas respectivas compet8ncias$ o que permite fiscalização do cumprimento das funç7es uns dos outros. Ha sua Jist1ria dos 9ersas (Livro """$ QQ RP#RS!$ 6/ uma discussão acerca da mel6or forma de %overnar um Estado (T"99EL"I<$ MUUV$ p. F classificação moderna das formas de %overno ocorre se%undo dois crit(rios.iliares do c6efe . De acordo com o primeiro crit(rio$ 6/ as formas boas de %overno.plicando que )todos os estados$ todos os domínios que e.WR!. Fs formas de %overno foram objeto de estudo de Jer1doto$ no s(culo 4"" a.o. Hão responde perante o 9arlamento$ salvo em crimes de responsabilidade le%al e restritivamente enumerados. F principal característica da repDblica ( um Estado vinculado 3 id(ia de bem comum e %arantidor da supremacia do direito. O presidente ($ ao mesmo tempo$ c6efe de Estado e c6efe de %overno. Aoverna mal aquele que tem como objetivo apenas a satisfação de interesses dos %overnantes.+. Ho presidencialismo deve 6aver o poder le%islativo$ e. Fssim$ 6/ dois sistemas de %overno conforme as relaç7es entre os 1r%ãos.

MVP!. Estudar formas e sistemas de %overno ( muito mais que compreender conceitos$ pois pressup7e uma an/lise fidedi%na e específica de um Estado. . = interessante que todo e qualquer cidadão entenda perfeitamente como funciona a or%anização e administração de seu país. O +6efe de Aoverno ( quem possui o poder político$ seu mandato não tem duração definida$ bem como responde perante o 9arlamento. O parlamentarismo tem como característica fundamental a manutenção do %overno numa relação de subordinação ao 9arlamento. Lo%o$ são demissíveis por ele a qualquer momento (-F<2O<$ MUUU$ p.istir uma perfeita 6armonia entre o +6efe de %overno e a maioria do 9arlamento.ecutivo e o le%islativo.ecutivo. J/ de e. O +6efe de Estado ( o representante simb1lico do país.SOY!. +aso contr/rio$ o c6efe de %overno ( obri%ado a pedir demissão ao c6efe de Estado (DFLLF5"$ SPPV$ p.do e. +abe ressaltar que o res%ate 6ist1rico ( fundamental ao entendimento da situação política de uma determinada sociedade. Hão 6/ separação rí%ida entre o e.

.O/A+ DE *A0ADO.FA"U+DADE .E/A A FE. 4 2A 5678 ..0.E-.DADE 3O/ UADA *A+0ADO.E.2 .A DO +A-O A . 1 U/..

.A DO +A-O A ... <ob orientação do professor >i%uel *A+0ADO.E.E/A A FE. 4 2A 5678 .0.DADE 3O/ UADA Ftividade apresentada como requisito parcial da disciplina de 2eoria Aeral do Estado$ do curso de Direito$ da &aculdade 5e%ional de <alvador # IH"5-.