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Superior Tribunal de Justiça

AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL Nº 324.145 - RJ (2013/0099501-1)

RELATOR

: MINISTRO RAUL ARAÚJO

:

:

:

:

:

AGRAVANTE

H M A S

ADVOGADO

DEFENSORIA PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

AGRAVADO

J M S (MENOR)

REPR. POR

E V DA S

ADVOGADO

SEM REPRESENTAÇÃO NOS AUTOS

DECISÃO

Cuida-se de agravo, desafiando decisão do Ilustre Terceiro Vice-Presidente do Eg.

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que não admitiu recurso especial com base nos

É o relatório. A irresignação não merece prosperar.
É o relatório.
A irresignação não merece prosperar.

seguintes fundamentos: (i) inexistência de afronta ao artigo 535, I e II do Código de Processo Civil

de 2012; (ii) incidência do enunciado n.º 07 da Súmula do Superior Tribunal de Justiça; (iii) incidência

do enunciado n.º 284 da Súmula do Supremo Tribunal Federal; (iv) a interpretação dos dispositivos

ditos por violados está em consonância com a jurisprudência das instâncias superiores.

Inicialmente, observe-se que o agravo previsto no art. 544 do CPC tem por objetivo o

processamento do recurso especial inadmitido pela Corte de origem. Assim, é imperioso que, nas

razões recursais, o agravante demonstre expressamente o desacerto da decisão agravada.

In casu, o agravante não rebateu, como lhe competia, todos fundamento do decisório

agravado, deixando de impugnar, especificamente, a afirmação de que o aresto hostilizado decidiu de

acordo com a orientação jurisprudencial das instâncias superiores, não mencionando qualquer

argumento capaz de ilidir tal óbice. Tal fundamento, ressalte-se, é autônomo e suficiente, para

manter, na íntegra, a decisão agravada.

Incide, na hipótese, por analogia, o princípio cristalizado na súmula 182 do Superior

Tribunal de Justiça, segundo a qual é inviável o agravo do art. 545 do CPC que deixa de atacar

especificamente os fundamentos da decisão agravada.

Ademais, não se vislumbra ofensa ao artigo 535, II, do Código de Processo Civil,

porquanto, a Corte de origem dirimiu, fundamentadamente, as questões levantadas nos embargos de

declaração, concluindo que inexiste qualquer omissão, contradição ou obscuridade no aresto

recorrido, porquanto o Tribunal local, malgrado não ter acolhido os argumentos arguidos pela

recorrente, manifestou-se expressamente acerca dos temas necessários à integral solução da lide.

Ressalta-se que não se pode confundir julgamento desfavorável, como no caso, com negativa de

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prestação jurisdicional, ou ausência de fundamentação.

Impende ressaltar que "se os fundamentos do acórdão recorrido não se mostram

suficientes ou corretos na opinião do recorrente, não quer dizer que eles não existam. Não se

pode confundir ausência de motivação com fundamentação contrária aos interesses da

parte" (AgRg no Ag 56.745/SP, Relator o eminente Ministro CESAR ASFOR ROCHA, DJ de

12.12.1994). Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: REsp 209.345/SC, Relator o

eminente Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, DJ de 16.05.2005; REsp 685.168/RS,

Relator o eminente Ministro JOSÉ DELGADO, DJ de 02.05.2005.

Publique-se. Brasília, 15 de maio de 2013. MINISTRO RAUL ARAÚJO Relator
Publique-se.
Brasília, 15 de maio de 2013.
MINISTRO RAUL ARAÚJO
Relator

Diante do exposto, não conheço do agravo, nos termos do art. 544, § 4º, I, do Código

de Processo Civil.