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DIA DO SERVIDOR PÚBLICO – Ainda vivemos no tempo dos Marajás?

Na data de hoje (28), comemora-se o DIA DO SERVIDOR PÚBLICO. Este, como o próprio nome indica, é aquele que tem por tarefa servir ao povo, ou seja, é o preposto do Estado que, ao ocupar um plexo de atribuições e responsabilidades (cargo público), está a serviço do cidadão na consecução daquilo que se denomina interesse público ou interesse da coletividade. Logicamente, o ordenamento jurídico confere a tais agentes prerrogativas peculiares à sua atuação na busca dos fins colimados pelo Estado (poderes administrativos). Mas, ao mesmo tempo em que confere poderes, esse ordenamento impõe, de outro lado, deveres específicos para aqueles que executam as atividades administrativas (deveres administrativos). Esse poder-dever conferido ao servidor público exige que os respectivos agentes sejam portadores de conduta ilibada e idoneidade moral incontestáveis. Entretanto, como em todas as profissões, existem profissionais e “profissionais”, ou seja, enquanto a maioria se dedica ao fiel cumprimento de suas obrigações, com comprometimento e zelo pela coisa pública, outros colocam seus interesses pessoais (muitas vezes mesquinhos e em proveito próprio) acima do interesse da coletividade, esta sim a verdadeira titular dos direitos e interesses públicos.

É de notório conhecimento que os servidores públicos, em especial aqueles da esfera federal, são agentes com capacidade técnica e formação intelectual compatíveis com as necessidades exigidas para o desempenho de suas relevantes funções, haja vista que são submetidos a criterioso processo seletivo (concurso público) para o provimento das vagas oferecidas pela Administração Pública. Apesar de muitos considerarem elevados os subsídios percebidos pelos referidos agentes, há um limite fixado pela Constituição Federal, o chamado “teto constitucional”, que é o salário do ministro do Supremo Tribunal Federal, que hoje é de R$ 24.500,00 (vinte e quatro mil e quinhentos reais). Há um projeto de lei aprovado que, caso sancionado pelo Presidente da República, elevará o teto para R$ 26.723,13 (vinte e seis mil, setecentos e vinte e três reais e treze centavos), a partir de fevereiro de 2010.

Para perplexidade, espanto e assombro de todos, em especial daqueles que recebem mensalmente a ínfima quantia de R$ 465,00 (quatrocentos e sessenta e cinco reais),

que é o salário mínimo vigente no país desde 01.02.2009, há uma única servidora ativa no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE/MT), que desde 2008 percebe salário superior ao que o ministro do Supremo Tribunal Federal receberá somente em 2010. Acredite, o salário dessa “singela” servidora ultrapassa a quantia de R$ 27.000,00 (vinte e sete mil reais). Quem foi que disse o ex-presidente Collor acabou com os MARAJÁS no serviço público??? Antes de citarmos o nome dessa espécime rara, mas ainda não extinta, que é a dos Marajás Sanguessugas (Haementeria marejea ghilianii), é necessário frisar que a pseudo-servidora (uma vez que sua conduta não atende ao interesse público) é titular de

uma unidade no TRE/MT (Controle Interno) cujo PODER-DEVER é justamente de fiscalizar e

DIA DO SERVIDOR PÚBLICO – Ainda vivemos no tempo dos Marajás? Na data de hoje (28),

Sanguessuga (Haementeria ghilianii)

coibir a prática de atos ilícitos cometidos pelos demais agentes públicos, atuando

como braço-forte do controle externo, que é exercido, no âmbito federal, pelo Tribunal de Contas da União (TCU).

Esse fantástica remuneração mensal, que representa aproximadamente 5 (cinco) anos de salário de um trabalhador comum, é resultante da somatória de diversas gratificações incorporadas ao salário padrão percebido pelos demais servidores do TRE/MT, que é de pouco mais de R$ 6.000,00 (seis mil reais) iniciais para o cargo de Analista Judiciário – topo da carreira dos servidores do Poder Judiciário Federal. Dentre essas gratificações, a servidora em questão recebe o chamado “ABONO- PERMANÊNCIA”, que é um estímulo para aqueles servidores que já contam com o tempo de contribuição suficiente para a aposentadoria com proventos integrais, e, ao invés de aposentar-se, preferem continuar em atividade no serviço público. Mas, pasmem, essa Haementeria marejea ghilianii, por período maior que 2 (dois) anos, enquanto esteve afastada para o gozo de licença médica, recebeu, de modo absolutamente imoral, a gratificação em questão, que é superior a R$ 2.000,00 (dois mil reais) mensais, e é devida apenas àqueles que permanecem na labuta diária.

como braço-forte do controle externo, que é exercido, no âmbito federal, pelo Tribunal de Contas da

Bicho-preguiça (Bradypus variegatus)

Nesse período de licença, muito bem remunerada por

sinal, a citada espécime, agora já identificada: DENIZE

como braço-forte do controle externo, que é exercido, no âmbito federal, pelo Tribunal de Contas da

APARECIDA

DE

SOUZA

MELLO,

que

tem

a

capacidade

de

transmudar-se

para

outra

serviço

público,

Denize Aparecida de Souza Mello (Coordenadora de Controle Interno do TRE/MT)

figura esdrúxula existente no

ainda

mais

rara

que a

primeira, que é o Marajá-preguiça (Bradypus

marejea variegatus), utilizou de parte de seu

tempo ocioso,

em quanto gozava de suas

“férias”, digo: licença-médica, para, inclusive,

degustar deliciosas xícaras de café “canelinha”, sendo um destes ternos momentos retratado em matéria da edição nº 32 da Revista Ótima, de fevereiro/2009.

A referida servidora, não por sua raridade, mas por seus “relevantes serviços prestados” ao TRE/MT ao longo de 30 (trinta) anos de serviço público, foi, na data de 22.09.2009, homenageada pela Presidência da Corte Eleitoral, com a entrega de placa alusiva aos seus “méritos”.

Enquanto a servidora colhe os louros dessa “homenagem”, a Administração do TRE, já denunciada por graves irregularidades no Tribunal de Contas da União (TCU), Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e Ministério Público Federal (MPF), sem nenhuma participação efetiva da unidade de controle interno, que é por ela capitaneada, e teria obrigação de apontar essas dezenas de ilegalidades em tese praticadas pela Administração, inclusive o fato acima comentado dela própria perceber salário superior ao de ministro do STF, o qual, evidentemente, ela não pode alegar desconhecimento, uma vez que o seu vultuoso salário é depositado mensalmente, e sem atraso, em sua conta corrente.

Resta saber se a Administração do TRE/MT atua na política de

“uma mão lava a

outra” com

a Coordenadoria de Controle Interno para não destituir a servidora

DENIZE MELLO do cargo em comissão que ocupa atualmente, o qual representa aproximadamente R$ 6.000,00 (seis mil reais) em sua remuneração, uma vez que a mesma, ao contrário das atribuições que são acometidas ao cargo citado, não exerce, na prática, controle efetivo sobre os atos praticados pela atual administração. Ao que tudo indica, a Administração EVANDRO STÁBILE, pela recente homenagem prestada, parece ser conivente com as imoralidades afetas à servidora DENIZE, pois o comportamento desidioso e relapso da sua unidade de controle interno pode lhe ser

bastante oportuno e interessante. Agora, cabe ao Desembargador Presidente comprovar que essas ilações não tem nenhum fundamento, e a única forma de fazê-lo é, em homenagem ao “DIA DO SERVIDOR PÚBLICO”, dispensar imediatamente a servidora do papel de fiscalização que exerce (ou melhor, deveria exercer) dentro do Tribunal, além de determinar a devolução de qualquer quantia recebida indevidamente. Com a palavra, o Excelentíssimo Senhor Desembargador EVANDRO STÁBILE, Presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso ...