Sie sind auf Seite 1von 6
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I DIREITO TRIBUTÁRIO JOSIANE MINARDI Aula 03
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I
DIREITO TRIBUTÁRIO
JOSIANE MINARDI
Aula 03

Princípio do não-confisco

Princípio da Liberdade de Tráfego

O princípio da vedação ao confisco,

disposto no art. 150, IV da CF, decorre do

direito de propriedade, que coíbe o confisco

ao estabelecer prévia e justa indenização na

desapropriação. O tributo não pode

inviabilizar o direito de propriedade.

O princípio da liberdade de tráfego está

previsto no art. 150, V da CF e veda os Entes

Federativos de instituírem tributos

interestaduais ou intermunicipais que visem

estabelecer limitações ao tráfego de pessoas

ou bens, ressalvada, contudo, a exigência do

Por essa razão, deve-se analisar segue a decisão do STF: Verifica-se, ainda, que a Constituição
Por essa razão, deve-se analisar
segue a decisão do STF:
Verifica-se, ainda, que a Constituição
04-05-1999).

pagamento de pedágio pela utilização das

vias conservadas pelo Poder Público.

individualmente cada situação à luz de todo o

sistema tributário, isto é, analisar a soma de

Com relação ao pedágio, de acordo

todos os tributos devidos pelo contribuinte e

com o art. 150, V da CF, o legislador

não apenas o tributo isoladamente. Deve-se,

constituinte o considera como tributo, quando

ainda, aplicar os princípios da

cobrado pelo Poder Público pela utilização de

proporcionalidade e da razoabilidade.

vias por ele conservadas. Nesse sentido,

Federal, ao tratar do princípio do não-confisco

EMENTA: - CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.

em seu artigo 150, IV, refere-se aos tributos,

PEDÁGIO. Lei 7.712, de 22.12.88. I.- Pedágio:

ou seja, de acordo com a literalidade desse

natureza jurídica: taxa: C.F., art. 145, II, art.

dispositivo constitucional, apenas os tributos

150, V. II.- Legitimidade constitucional do

devem respeitar o não-confisco.

pedágio instituído pela Lei 7.712, de 1988.

(RE nº 181475, Re. Min. Carlos Velloso, D. J.

Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias

asseguradas ao contribuinte, é vedado à

União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos

De acordo com o entendimento do

Municípios:

( )

STF o pedágio teria a natureza tributária de

taxa, cujo fato gerador seria a utilização

(efetiva) da rodovia. A base de cálculo deve

IV - utilizar tributo com efeito de confisco.

ser fixada em lei, de forma a guardar relação

direta com o custo do benefício prestado ao

contribuinte.

Nesse sentido, muitos indagam se as

multas estariam sujeitas ao princípio do não-

confisco, pois se sabe que multa não é

tributo, mas sanção exigível pelo

descumprimento de obrigação tributária.

Atualmente o pedágio não é cobrado

apenas pelo Poder Público, tem sido cobrado

por particulares em regime de concessão,

o pedágio não é cobrado apenas pelo Poder Público, tem sido cobrado por particulares em regime

1

CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I DIREITO TRIBUTÁRIO JOSIANE MINARDI Aula 03
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I
DIREITO TRIBUTÁRIO
JOSIANE MINARDI
Aula 03

permissão ou autorização. Nesses casos não

terá a natureza de tributo, mas sim de preço

público, tarifa.

patrimônio, os rendimentos e as atividades

econômicas do contribuinte (grifo nosso).

Segundo o princípio da capacidade

contributiva, o cidadão tem o dever de

contribuir na exata proporção da sua

capacidade econômica, ou seja, a sua

capacidade de suportar o encargo fiscal.

Princípio da Uniformidade Geográfica

O princípio da uniformidade

geográfica veda a União “instituir tributo que

não seja uniforme em todo o território

atingir a tributação. O princípio princípio da isonomia. Não é possível à União, por exemplo,
atingir a tributação.
O
princípio
princípio da isonomia.
Não é possível à União, por exemplo,
IPI e o ICMS.
)
ter a mesma carga tributária.

Nesse sentido, cumpre salientar que neste

nacional ou que implique distinção ou

caso há a imposição de limites para a

preferência em relação a Estado, ao Distrito

tributação, que é identificar até onde pode

Federal ou a Município, em detrimento de

outro, admitida a concessão de incentivos

fiscais destinados a promover o equilíbrio do

da capacidade

desenvolvimento sócio-econômico entre as

contributiva está intimamente ligado ao

diferentes regiões do País”. (art. 151, I da CF).

No caso dos tributos indiretos, fica

instituir IPI com alíquotas diferenciadas para

prejudicada a apreciação da capacidade

certos Estados, salvo se for concessão de

econômica do contribuinte, pois há a

incentivo fiscal.

possibilidade de repassar para o consumidor

final o encargo financeiro, como ocorre com o

Princípio da Capacidade Contributiva

O princípio da capacidade contributiva é

A título de exemplo de tributo

princípio basilar do Direito Tributário e está

indireto, sabe-se que sobre a industrialização

preceituado no art. 145, §1º da Constituição

Federal:

do cigarro incide atualmente uma alíquota de

330% de IPI, se considerar que o industrial irá

Art. 145 - (

repassar esse encargo financeiro para o

consumidor final, seja esse pobre ou rico, irão

§ 1º - Sempre que possível, os impostos terão

caráter pessoal e serão graduados segundo a

capacidade econômica do contribuinte,

facultado à administração tributária,

especialmente para conferir efetividade a

esses objetivos, identificar, respeitados os

direitos individuais e nos termos da lei, o

Para alguns doutrinadores a

capacidade contributiva será verificada no

caso do IPI e ICMS (tributos indiretos), por

serem tributos seletivos que apresentam

alíquotas maiores para produtos supérfluos e

e ICMS (tributos indiretos), por serem tributos seletivos que apresentam alíquotas maiores para produtos supérfluos e

2

CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I DIREITO TRIBUTÁRIO JOSIANE MINARDI Aula 03
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I
DIREITO TRIBUTÁRIO
JOSIANE MINARDI
Aula 03

alíquotas menores para produtos essenciais,

de acordo com consumo do bem.

Como dito anteriormente,

heterônoma é vedada

a

no

Brasil,

isenção

mas

Assim, verificar-se-á a isonomia não

exceções:

pelo fato de um sujeito ser igual a outro, mas

pelo o consumo do bem.

1)

ISS sobre serviços prestados no

exterior: O

art.

156, §

3º,

II

da CF

prevê a

possibilidade da União, por lei complementar, Princípio da Proibição das Isenções conceder isenção do ISS
possibilidade da União, por lei complementar,
Princípio
da
Proibição
das
Isenções
conceder isenção do ISS nas exportações de
Heterônomas
serviços. O art. 2º, I da LC nº 116/03 trata
sobre a referida isenção.
A União não pode conceder isenção
2) Tratados e Convenções
para tributos que não estejam em sua
Internacionais – O Supremo Tribunal Federal
competência tributária.
tem o entendimento pacífico de que os
Tratados e Convenções Internacionais
Art. 151. É vedado à União:
PODEM conceder isenções de tributos
( )
estaduais e municipais, visto que a União, ao
III
- instituir isenções de tributos da
celebrar o tratado, não se mostra como
competência dos Estados, do Distrito Federal
pessoa política de Direito Público Interno,
ou dos Municípios
mas como pessoa política internacional.
A União não pode conceder isenções de
E M E N T A: RECURSO EXTRAORDINÁRIO –
tributos estaduais ou municipais, sob pena de
GASODUTO BRASIL- -BOLÍVIA – ISENÇÃO DE
violar o princípio do pacto federativo.
TRIBUTO MUNICIPAL (ISS) CONCEDIDA PELA
REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL
Assim, só pode conceder isenção de
MEDIANTE ACORDO BILATERAL
determinado tributo o Ente Federativo que
CELEBRADO COM A REPÚBLICA DA BOLÍVIA
tem
competência para a sua instituição.
– A QUESTÃO DA ISENÇÃO DE TRIBUTOS
ESTADUAIS E/OU MUNICIPAIS OUTORGADA
Quando um Ente Federativo diferente daquele
PELO
ESTADO
FEDERAL
BRASILEIRO
EM
que detém a competência para instituir o
SEDE
DE
CONVENÇÃO
OU
TRATADO
tributo concede a isenção, tem-se a isenção

heterônoma.

Será heterônoma, por exemplo, a concessão

de isenção do ITBI pela União, vez que esse

imposto é de competência dos Municípios.

INTERNACIONAL

-

POSSIBILIDADE

DISTINÇÃO

NECESSÁRIA QUE SE IMPÕE, PARA ESSE

EFEITO, ENTRE O ESTADO FEDERAL

CONSTITUCIONAL

BRASILEIRO (EXPRESSÃO INSTITUCIONAL

QUE SE IMPÕE, PARA ESSE EFEITO, ENTRE O ESTADO FEDERAL CONSTITUCIONAL – BRASILEIRO (EXPRESSÃO INSTITUCIONAL 3

3

CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I DIREITO TRIBUTÁRIO JOSIANE MINARDI Aula 03
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I
DIREITO TRIBUTÁRIO
JOSIANE MINARDI
Aula 03

DA COMUNIDADE JURÍDICA TOTAL), QUE

DETÉM “O MONOPÓLIO DA

PERSONALIDADE INTERNACIONAL”, E A

UNIÃO, PESSOA JURÍDICA DE DIREITO

PÚBLICO INTERNO (QUE SE QUALIFICA,

NESSA CONDIÇÃO, COMO SIMPLES

COMUNIDADE PARCIAL DE CARÁTER

de suas prerrogativas como pessoa jurídica

de direito internacional público, que detém -

em face das unidades meramente federadas -

o monopólio da soberania e da personalidade

internacional. - Considerações em torno da

natureza político-jurídica do Estado Federal.

(…)

CENTRAL) - NÃO INCIDÊNCIA, EM TAL (RE 543943 AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello, HIPÓTESE,
CENTRAL) - NÃO INCIDÊNCIA, EM TAL
(RE 543943 AgR/PR, Rel. Min. Celso de Mello,
HIPÓTESE, DA VEDAÇÃO ESTABELECIDA NO
D.J. 30-11-2010)
ART. 151, III, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL,
CUJA APLICABILIDADE RESTRINGE-SE, TÃO
IMUNIDADES
SOMENTE, À UNIÃO, NA CONDIÇÃO DE
Classe finita e imediatamente
PESSOA JURÍDICA DE DIREITO PÚBLICO
determinável de normas jurídicas, contida no
INTERNO – RECURSO DE AGRAVO
texto da Constituição Federal, e que
IMPROVIDO. - A cláusula de vedação inscrita
estabelece, de modo expresso, a
no art. 151, III, da Constituição - que proíbe a
incompetência das pessoas políticas de
concessão
de
isenções
tributárias
direito constitucional interno para expedir
heterônomas - é inoponível ao Estado Federal
regras instituidoras de tributos que alcancem
brasileiro (vale dizer, à República Federativa
situações específicas e suficientemente
do Brasil), incidindo, unicamente, no plano
caracterizadas 1 .
das relações institucionais domésticas que se
estabelecem entre as pessoas políticas de
A
imunidade tributária é, em resumo, quando
direito público interno. Doutrina. Precedentes.
a
CONSTITUIÇÃO veda a criação e a cobrança
- Nada impede, portanto, que o Estado Federal
de tributos sobre determinadas situações ou
brasileiro celebre tratados internacionais que
sobre determinados sujeitos.
veiculem cláusulas de exoneração tributária
Principais
diferenças
entre
imunidade
e
em matéria de tributos locais (como o ISS, p.
isenção:
ex.), pois a República Federativa do Brasil, ao
exercer o seu treaty-making power, estará

praticando ato legítimo que se inclui na esfera

Federativa do Brasil, ao exercer o seu treaty-making power, estará praticando ato legítimo que se inclui

4

CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I DIREITO TRIBUTÁRIO JOSIANE MINARDI Aula 03
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I
DIREITO TRIBUTÁRIO
JOSIANE MINARDI
Aula 03
IMUNIDADES RECÍPROCAS IMUNIDADES ISENÇÃO A imunidade tributária recíproca, Previsão na CF Previsão em LEI
IMUNIDADES RECÍPROCAS
IMUNIDADES
ISENÇÃO
A imunidade tributária recíproca,
Previsão na CF
Previsão em LEI
prevista no art. 150, VI, “a” da CF,
consequência do modelo Federal de Estado,
cujas bases repousam na necessária
Irrevogável
Pode ser revogada,
igualdade política-jurídica entre as unidades
salvo nas hipóteses do
que compõe o Estado Federal, veda a União,
art. 178 do CTN
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios
Interpretação
à
luz
Interpretação LITERAL
de instituírem impostos sobre o patrimônio,
dos Princípios
renda e serviços um dos outros.
Art. 150. Sem prejuízo de outras garantias
asseguradas ao contribuinte, é vedado à
IMUNIDADES GENÉRICAS
União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios:
As imunidades genéricas estão
previstas no art. 150, VI da CF e referem-se
(
)
apenas aos Impostos. As pessoas e situações
VI
- instituir impostos sobre:
previstas no artigo 150, VI da CF não devem
pagar apenas os impostos, devendo pagar as
a)
patrimônio, renda ou serviços, uns dos
demais espécies tributárias, como as taxas,
outros.
contribuição de melhoria, contribuições e
empréstimo compulsório. Por isso, é possível
O
artigo supracitado prevê que a imunidade
afirmar que quem tem imunidade genérica tem
tributária recíproca alcança apenas os
SORTE na vida, sorte de NÃO pagar
impostos, podendo incidir, portanto, em
IMPOSTO!!
outras espécies tributárias, como taxas,
contribuições e etc.
Para auxiliar na memorização, segue sugestão
de macete para as imunidades genéricas:
De acordo com o § 2º, § 3º do art. 150 da CF a
imunidade recíproca é extensiva às
SUBJETIVA – Art. 150, VI, “c” da CF

OBJETIVA – Art. 150, VI, “d” da CF

AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES PÚBLICAS

desde que cumpram 4 requisitos:

RECÍPROCA Art. 150, Vi, “a” da CF

TEMPLOS DE QUALQUER CULTO Art. 150,

VI, “b” da CF

a) Cumpram suas finalidades essenciais ou

qualquer uma delas decorrentes;

b) Sejam instituídas e mantidas pelo Poder

Público;

suas finalidades essenciais ou qualquer uma delas decorrentes; b) Sejam instituídas e mantidas pelo Poder Público;

5

CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I DIREITO TRIBUTÁRIO JOSIANE MINARDI Aula 03
CARREIRAS JURÍDICAS 2012 – MÓDULO I
DIREITO TRIBUTÁRIO
JOSIANE MINARDI
Aula 03

c) Não cobraem preços e nem tarifas;

d) Não entrem na concorrência privada.

No entanto, o Supremo Tribunal Federal tem

entendido que algumas empresas públicas,

bem como algumas sociedades de economia

mista, são merecedoras da regra imunizante,

Precedentes do STF: RE 424.227/SC,

407.099/RS, 354.897/RS, 356.122/RS e

398.630/SP, Ministro Carlos Velloso, 2ª Turma.

II. - A imunidade tributária recíproca -- C.F.,

art. 150, VI, a -- somente é aplicável a

impostos, não alcançando as taxas. III. - R.E.

conhecido e improvido.

quando prestam serviço público de caráter

10-2004) (RE-AgR 363.412) é a INFRAERO. Rondônia.
10-2004)
(RE-AgR 363.412) é a INFRAERO.
Rondônia.

(RE 364202, Rel. Min. Carlos Velloso, D.J. 05-

obrigatório e de forma exclusiva.

Cita-se como exemplo da ECT Empresa de

Outro exemplo de empresa pública que teve a

Correios e Telégrafos, conforme

imunidade reconhecida pelo STF, em 2007

jurisprudência a seguir:

EMENTA: CONSTITUCIONAL. TRIBUTÁRIO.

ECT - EMPRESA BRASILEIRA DE CORREIOS

E

RECÍPROCA: C.F., art. 150, VI, a. EMPRESA

TELÉGRAFOS: IMUNIDADE TRIBUTÁRIA

Em fevereiro de 2007, o STF, na Ação

Cautelar nº 1.550-2 reconheceu também a

PÚBLICA QUE EXERCE ATIVIDADE

imunidade da sociedade de economia mista

ECONÔMICA E EMPRESA PÚBLICA

CAERD, Companhia de Águas e Esgotos de

PRESTADORA DE SERVIÇO PÚBLICO:

DISTINÇÃO. TAXAS: IMUNIDADE

RECÍPROCA: INEXISTÊNCIA. I. - As empresas

públicas prestadoras de serviço público

distinguem-se das que exercem atividade

econômica. A ECT - Empresa Brasileira de

Correios e Telégrafos é prestadora de serviço

público de prestação obrigatória e exclusiva

do Estado, motivo por que está abrangida

pela imunidade tributária recíproca: C.F., art.

22, X; C.F., art. 150, VI, a.

Estado, motivo por que está abrangida pela imunidade tributária recíproca: C.F., art. 22, X; C.F., art.

6