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Presidente : Des. Osvaldo Soares da Cruz Vice-Presidente: Des.ª Judite de Miranda Monte Nunes Corregedor:
Presidente : Des. Osvaldo Soares da Cruz Vice-Presidente: Des.ª Judite de Miranda Monte Nunes Corregedor:
Presidente : Des. Osvaldo Soares da Cruz Vice-Presidente: Des.ª Judite de Miranda Monte Nunes Corregedor:

Presidente : Des. Osvaldo Soares da Cruz Vice-Presidente: Des.ª Judite de Miranda Monte Nunes Corregedor: Des. Cristovam Praxedes Ouvidor Geral: Des. Rafael Godeiro Diretor da Revista: Des.ª Clotilde Madruga Diretor da Escola De Magistratura: Des. Amaury Moura Conselho de Magistratura: Desembargadores Osvaldo Cruz, Judite Nunes, Cristovam Praxedes, Armando Ferreira, Aécio Marinho e Célia Smith Primeira Câmara Cível: Desembargadores Vivaldo Pinheiro, Célia Smith e Expedito Ferreira Segunda Câmara Cível: Desembargadores Rafael Godeiro, Aderson Silvino e Cláudio Santos Terceira Câmara Cível: Desembargadores Aécio Marinho, Amaury Moura e João Rebouças Câmara Criminal: Desembargadores Caio Alencar, Armando Ferreira, Judite Nunes e Clotilde Madruga Procurador de Justiça: Doutor José Augusto de Souza Peres Filho

 
 

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.006406-

7/0001.00

Recorrente: FUNCEF - Fundação dos Economiários Federais Advogada: Bárbara Eleonora M. O. Sousa Recorrido: Dorgival Rocha Advogada: Danielle Cristine Macena Barros

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento

no artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal

pela FUNCEF - Fundação dos Economiários Federais, através de advogada legalmente habilitada, contra

Acórdão emanado da Segunda Câmara Cível desta Corte

de Justiça que, por maioria de votos, conheceu e negou

provimento a Apelação Cível nº 2007.006406-7. Sustenta o recorrente que o Acórdão recorrido negou vigência ao Título V e ao artigo 110, do Código Civil; à Lei nº 8.078/90 e ao artigo 333, I, do Código de Processo Civil , bem como, o citado decisum, emprestou interpretação diversa da adotada pelo Superior Tribunal de Justiça e pelos Tribunais de Justiça dos Estados de Santa Catarina, do Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul.

Regularmente intimada, a parte recorrida apresentou contra-razões às fls.583/586. É o que basta relatar. Decido. O presente Recurso Especial fundamenta-se no art. 105, III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, foi interposto de maneira tempestiva e houve regular preparo. No plano da admissibilidade do Recurso Especial com base na alínea “a” do permissivo constitucional se exige do recorrente a indicação precisa dos dispositivos infraconstitucionais tidos como violados pelo acórdão recorrido, o que se satisfaz com a mera alegação, pelo recorrente, de que houve contrariedade ou negativa de vigência a tratado ou lei federal. Ressalte-se que para admissão do recurso excepcional pela alínea "a", não se exige que o recorrente prove desde logo a contradição real entre a decisão impugnada e as normas infraconstitucionais tidas como violadas, pois este seria o mérito do Recurso Especial. Para Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery “não é preciso discutir o mérito do recurso, bastando

o recorrente sustentar a existência dos requisitos

constitucionais para o cabimento do RE ou do REsp. A efetiva violação da CF ou da lei federal é o mérito do recurso, que deverá ser analisado em outro tópico das razões recursais.” No caso em exame, a controvérsia cinge-se em torno de matéria de direito entre a lei que o recorrente entende contrariada e o alegado desacerto do acórdão vergastado. Detecta-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos pelo recorrente foram objeto de discussão pelo acórdão combatido, atendendo o requisito do prequestionamento, exigido para admissão dos recursos excepcionais.

Por sua vez, a interposição do Recurso Especial com fundamento no art. 105, III, “c”, da Constituição da República, funda-se na divergência interpretativa entre acórdão prolatado por tribunal regional ou estadual e acórdão proferido por outro tribunal, já que nos moldes do verbete 13 da súmula do STJ “a divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja Recurso Especial.” Desta maneira, incumbe ao recorrente apresentar um acórdão paradigma, ou seja, uma decisão de outro tribunal que interprete a lei federal de modo diferente da constante no acórdão recorrido. Além de demonstrar que a decisão recorrida diverge de outra proveniente de outro tribunal, cabe ao recorrente realizar o cotejo analítico entre o acórdão tido como paradigma e o acórdão recorrido, ou seja, deve demonstrar que existe similitude fática entre os arestos. Para realizar o dissenso interpretativo, o recorrente deve confrontar os casos na forma prevista no Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ), não bastando, para tanto, a simples transcrição das ementas dos paradigmas. Acrescente-se que o parágrafo único do art. 541, do Código de Processo Civil indica de que modo é possível realizar a comprovação do dissídio jurisprudencial. O dispositivo aludido prescreve o seguinte:

"Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados." Deste modo, o conhecimento de recurso interposto com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional pressupõe a demonstração analítica da divergência alegada, a prova do dissenso e a identidade fática entre os acórdãos confrontados, como determina o art. 255 do RISTJ.

Analisando o Recurso Especial verifica-se que o recorrente expôs a divergência, procedeu o cotejo analítico e anexou acórdãos emanados do Superior Tribunal de Justiça e dos Tribunais de Justiça dos Estados de Santa Catarina, do Paraná, Minas Gerais, Goiás e Rio Grande do Sul, tidos como paradigmas. Por tais considerações, invocando o disposto no art. 105, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, admito o Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, do Código de Processo Civil, determinando à Secretaria Judiciária deste Tribunal que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

2008.

Publique-se. Intimem-se.

Natal,

14

de

janeiro

de

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00127863

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 2

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.005353-

8/0001.00

Recorrente: Hapvida Assistência Médica Ltda Advogada: Aurélia Lorena Toscano de Medeiros Recorrido: Sindicato dos Trabalhadores em Agua, Esgotos e Meio Ambiente no Estado do Rio G. do Norte - Sindágua Advogado: Gileno Guanabara de Sousa

DECISÃO

Trata-se de Recurso Extraordinário embasado no art. 102, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto por Hapvida Assistência Médica Ltda, através de advogado legalmente habilitado, contra Acórdão da Segunda Câmara Cível desta Corte de Justiça que, por votação unânime, conheceu e negou provimento à Apelação Civel nº 2007.005353-8.

Sustenta a requerente que o v. Acórdão contrariou o disposto no artigo 17, §4º, da Lei nº 9.656/98.

Regularmente intimado, o recorrido não ofereceu contra- razões, conforme Certidão de fls. 267.

É o que importa relatar. DECIDO.

Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo e houve regular preparo.

Cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 254/263, vislumbrando-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos foram objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento.

Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL –

ADMISSIBILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOVAÇÃO À LIDE – IMPOSSIBILIDADE.

1. Para que se configure o prequestionamento da matéria,

há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre

as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal.

2.

(AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 15.12.2006 p. 347)

(

);

3.; 4. Agravo regimental improvido."

Por tais considerações, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

Natal, 21 de janeiro de 2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

24

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00127872

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 3

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.006179-

3/0001.00.

Recorrente: Simone L. de Miranda Ltda – Me e Outros Advogado: Marcus Vinícius de Albuquerque Barreto Recorrido: Banco do Brasil Advogado: João Quirino de Medeiros Filho

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial embasado no art. 105, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto por Simone L. de Miranda Ltda – Me e Outros, através de advogado legalmente habilitado, contra Acórdão da Segunda Câmara Cível desta Corte de Justiça que, à unanimidade de votos, conheceu e deu parcial provimento à Apelação Cível interposta pelos recorrentes e negou provimento ao recurso apresentado pelo recorrido. Sustentam os recorrentes que o Acórdão contrariou o disposto nos artigos 491 e 586, do Código Civil; artigo 618, I, do Código de Processo Civil; artigo 4º, do Decreto 22.626/33 e artigos 42, 46 e 51, X, do Código de Defesa do Consumidor. Regularmente intimada, a parte recorrida ofereceu contra- razões às fls 216/220. É o que importa relatar. DECIDO. Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo, cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 171/187, vislumbrando-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos foram objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento. Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL –

ADMISSIBILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOVAÇÃO À LIDE – IMPOSSIBILIDADE.

1. Para que se configure o prequestionamento da matéria,

há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal.

2.

(AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON,

SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 15.12.2006 p. 347)

(

);

3.; 4. Agravo regimental improvido."

Por tais considerações, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

2008.

Natal,

17

de

janeiro de

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00127883

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 4

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.005694-

3/0001.00.

Recorrente: Sérgio Augusto Rodrigues Cabral Advogada: Rosângela M. R. M. Mitchell de Morais Recorrida: Edleuma Fernandes de Melo Advogado: Camilla Paiva Aby Faraj

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial embasado no art. 105, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto por Sérgio Augusto Rodrigues Cabral, através de advogada legalmente habilitada, contra Acórdão da Terceira Câmara Cível desta Corte de Justiça que, por votação unânime, conheceu e deu provimento parcial à Apelação Cível de nº

2007.005694-3.

Sustenta o recorrente que o

disposto no artigo 575, do Código Civil.

Acórdão

contrariou

o

Apesar de regularmente intimada, a parte recorrida não ofereceu contra-razões, conforme Certidão às fls 264.

É o que importa relatar. DECIDO.

Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo, cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 249/256, vislumbrando-se que o dispositivo legal indicado como ofendido foi objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento.

Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL – ADMISSIBILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOVAÇÃO À LIDE – IMPOSSIBILIDADE.

1. Para que se configure o prequestionamento da matéria,

há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre

as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal.

2.

(AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON,

SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 15.12.2006 p. 347)

(

);

3.; 4. Agravo regimental improvido."

Por tais considerações, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso Especial, nos moldes do

art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

2008.

Natal,

17

de

janeiro de

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00127888

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 5

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

sentenciante e o Tribunal que requisitou o pagamento, não prevalecendo qualquer relação com a parte que, em razão da sentença, deva sofrer os efeitos da condenação, figurando assim como parte executada.

Requisição de Pequeno Valor N°2006.002200-4

 

Assim, havendo a sentença sido prolatada pelo Juízo de Direito da Comarca de Barro - CE, a solicitação teria que ser remetida obrigatoriamente ao Tribunal de Justiça daquele Estado e este, por seu turno, remeter a competente Precatória ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, a fim de dar seguimento ao precatório com a intimação da parte executada para o seu cumprimento.

Requisitante:

Juízo de Direito da Comarca de Barro - CE João Ricardo Feitosa Maria Neli de Almeida Inocêncio Leite

Em Favor de:

Advogada:

Contra: Município de Paraná - RN

 

DECISÃO

 

Cuida-se de Requisição de Pequeno Valor que assim foi processada, requerido pelo Juízo de Direito da Comarca de Barro - CE diretamente a este Tribunal Estadual, mesmo a despeito de não manter com este último qualquer vínculo funcional que sedimente a fixação da competência funcional de natureza hierárquica.

O requerimento, como dito, foi endereçado ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte e, aqui autuado, recebeu regular impulso, destinado ao cumprimento de todas as suas fases procedimentais, em especial a intimação do Município de Goianinha/RN para que efetuasse o respectivo pagamento. Entretanto a referida Edilidade até o presente momento não fez qualquer repasse de verbas para adimplemento do presente processo.

Este é, aliás, o entendimento da doutrina especializada. Senão vejamos, in verbis:

“Quem tem competência de fazer a requisição é o Presidente do Tribunal de Justiça hierarquicamente superior ao juiz requisitante, ainda que a comarca não se situe em território de jurisdição daquele. Se um Município do Estado de São Paulo é executado em Minas Gerais, a requisição para pagamento é feita através da Presidência do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Não há disposição expressa, mas, quando a comarca estiver fora da jurisdição do Tribunal, aconselha o bom-senso que a requisição se faça através de carta precatória ao tribunal a que a circunscrição judiciária se jurisdiciona ”. (SANTOS, Ernani Fidélis dos. Manual de direito processual civil. Vol.

2. 9ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003, p. 238.) (grifos acrescentados).

Agora, juntada aos autos se encontra a petição às fls. 32/33 com a qual os exeqüentes pugnam pelo bloqueio dos cofres municipais da Prefeitura de Paraná, a considerar a sua inércia em levar a efeito os atos destinados a ultimar o pagamento de que é devedor.

Portanto, razão alguma há que justifique a prolação de atos decisórios por este Tribunal, ante a ausência de competência para tanto, sendo certo que o processamento da Requisição de Pequeno Valor deva retomar o seu curso perante o Tribunal que a tanto seja competente, inclusive para que se tenha a possibilidade de, regularmente, examinar-se e decidir-se sobre o pedido de bloqueio.

Eis,

em

apertada

síntese,

o

resumo

 

do

presente

procedimento.

 

A questão que ora se põe ao crivo desta Presidência centra-se na possibilidade ou não de realizar-se o bloqueio das contas do ente público municipal.

Dito isto, declino da competência para processar a presente Requisição de Pequeno Valor em favor da Presidência do Tribunal de Justiça do Ceará, que deverá presidir os subseqüentes atos processuais aplicáveis à espécie e, eventualmente, revogar aqueles que, por possuírem caráter decisório, não poderiam ter sido levados a efeito pela Presidência deste Tribunal.

Recebendo os autos, poderá aquela Presidência apreciar, livremente, o pedido de bloqueio formulado em desfavor do Município de Paraná/RN. Os atos necessários ao cumprimento das decisões oriundas daquela Corte poderão ser, à evidência, cumpridos mediante cartas precatórias remetidos a este Tribunal de Justiça.

Remetam-se, pois, com as cautelas legais os presentes autos ao TJCE, por sua Presidência, fazendo-o mediante ofício explicativo.

Acontece que, nada obstante, o exame de mérito que se possa realizar sobre o caso, principalmente à luz da interpretação que se depreende do Supremo Tribunal Federal, tenho que um outro ponto deve necessariamente preceder esse embate, posto que concernente ao critério de fixação de competência para a emissão da ordem de pagamento, seja pela modalidade de Precatório, seja pelo instrumento da Requisição de Pequeno Valor.

Trato de considerar que este Tribunal não poderia, sob qualquer hipótese, ter recebido à requisição advinda do Juízo sentenciante, uma vez que este último não se encontra inserido no âmbito da Jurisdição exercida pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte.

No caso, o Tribunal deste Estado poderia, tão-somente, receber eventual carta precatória destinada a dar cumprimento a Requisição de Pequeno Valor.

À Secretaria que tom as providências cabíveis.

Geral,

para

Natal, 18 de janeiro de 2008.

Isto

se

diz,

porque

prevalece

para

a

fixação

da

competência

o

vínculo

funcional

entre

o

Juízo

Desembargador OSVALDO CRUZ

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128165

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 6

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

Presidente

03

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128165

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 7

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.006678-

6/0001.00.

Recorrente: Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte - JUCERN Procurador: Francisco Ivo Cavalcanti Netto Recorrida: Sandra Maria Costa Félix Advogado: Braz Labanca Neto

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial embasado no art. 105, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto pela Junta Comercial do Estado do Rio Grande do Norte - JUCERN, através de seu procurador, contra Acórdão da Segunda Câmara Cível desta Corte de Justiça que, por votação unânime, conheceu e negou provimento à Apelação Cível de nº 2007.006678-6 .

Sustenta o recorrente que o Acórdão contrariou o

disposto nos artigos Processo Civil.

do Código de

267, VI

e 301,

X,

Regularmente intimada, a parte recorrida ofereceu contra- razões às fls 761/771.

É o que importa relatar. DECIDO.

Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo, cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 746/755, vislumbrando-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos foram objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento.

Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL – ADMISSIBILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOVAÇÃO À LIDE – IMPOSSIBILIDADE.

1. Para que se configure o prequestionamento da matéria,

há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre

as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal.

2.

(AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ

(

);

3.; 4. Agravo regimental improvido."

15.12.2006 p. 347)

Por tais considerações, com fundamentos no artigo 105,

inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

2008.

Natal,

18

de

janeiro de

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128171

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 8

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.005484-

6/0002.00

Recorrente: Comércio e Construção Trairi Ltda Advogado: Francisco Fernandes Borges Neto Recorrido: Paulo Vasconcelos de Lima Advogado: Caio Graco Pereira de Paula

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial embasado no art. 105, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto por Comércio e Construção Trairi Ltda, através de advogado legalmente habilitado, contra Acórdão da Terceira Câmara Cível desta Corte de Justiça que, por votação unânime, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios na Apelação Cível de nº 2007.005484-6.

Sustenta a requerente que o Acórdão contrariou o disposto nos artigos 282, III, 618, I e 535, II, do Código de Processo Civil e o artigo 877-A, da Consolidação das Leis Trabalhistas.

Regularmente intimado, o recorrido ofereceu contra- razões às fls 288/291.

É o que importa relatar. DECIDO.

Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo, cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 269/274, vislumbrando-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos foram objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento.

É de se observar ainda, que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Colendo Superior Tribunal de Justiça, a qual exige a interposição de Recurso Especial com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do Código de Processo Civil, de modo especial quando opostos os Embargos de Declaração, tendo o Tribunal a quo conhecido e negado provimento, persistindo a suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados.

Neste sentido, o Superior Tribunal de Justiça já firmou o seguinte entendimento:

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA.

1. A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca

de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo

provocado pela oposição de embargos de declaração, caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC.

2. Recurso especial a que se dá provimento para anular o

acórdão que apreciou os embargos de declaração. (REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 18.12.2006 p. 346)

Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, ocorreu a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, uma vez que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora fundamentado.

Postas tais considerações, dou seguimento ao presente Recurso Especial nos moldes do artigo 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

Natal, 18 de janeiro de 2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128175

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 9

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.005891-

6/0001.00.

Recorrente: Julyherme Soares Fernandes Advogada: Jeane Pereira Barbosa Recorrido: Município de Natal Procurador: Lauro Molina

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial embasado no art. 105, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto por Julyherme Soares Fernandes, através de advogada legalmente habilitada, contra Acórdão da Primeira Câmara Cível desta Corte de Justiça que, por votação unânime, conheceu e negou provimento à Apelação Cível de nº 2007.005891-6 .

Sustenta o recorrente que o

disposto nos artigos 186 e 187, do Código Civil.

Acórdão

contrariou

o

Regularmente intimada, a parte recorrida ofereceu contra- razões às fls 157/162

É o que importa relatar. DECIDO.

Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo, cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 141/148, vislumbrando-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos foram objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento.

Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL – ADMISSIBILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOVAÇÃO À LIDE – IMPOSSIBILIDADE.

1. Para que se configure o prequestionamento da matéria,

há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre

as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal.

2.

(AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON,

SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 15.12.2006 p. 347)

(

);

3.; 4. Agravo regimental improvido."

Por tais considerações, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso Especial, nos moldes do

art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

2008.

Natal,

18

de

janeiro de

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128177

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 10

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

 

DJ

18.12.2006 p. 346)

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Precedentes: STJ REsp 844474 / SP; RECURSO ESPECIAL. 2006/0076085-9, T2 Segunda Turma, DJ 10.10.2006 p. 300. Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, houve a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, tendo em vista que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora devidamente fundamentado. Desta forma, por ter sido o presente Recurso Especial fundamentado no artigo 535, inciso II, do nosso Código de Ritos, deve o mesmo ser conhecido,

RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO EM EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO MANDADO DE SEGURANÇA N°2007.001637-2/0003.00 Recorrente: Estado do Rio Grande do Norte

Procuradora: Magna Letícia de Azevedo Lopes Câmara Recorrida: Centro Integrado para Formação de Executivos

Advogado:

Rodrigo Dantas do Nascimento

ressaltando-se a incidência do disposto na referida Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça. No que diz respeito ao Recurso Extraordinário, verifica-se que tal Recurso versa sobre matéria submetida à apreciação do Supremo Tribunal Federal em acórdão paradigma, representando multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia. Estabelece o artigo 543-B do Código de Processo Civil:

"Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo.

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial e Extraordinário embasados

no art. 105, inciso III, alínea “a”, e art. 102, inciso III, alínea “a”, ambos da Constituição Federal, interpostos pelo Estado do Rio Grande do Norte, através de sua Procuradora, contra o Acórdão proferido pelo Tribunal Pleno desta Corte de Justiça que, à unanimidade de votos, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios no Mandado de Segurança de nº 2007.001637-2. Sustenta o recorrente, em seu Recurso Especial, ter havido violação aos artigos 535, inciso II, do Código de Processo Civil, além da negativa de vigência aos artigos 12, inciso I, e 13, inciso I, §1º, inciso II, alínea "a", da Lei Complementar nº 87/96. Em sede de Recurso Extraordinário, suscita a repercussão geral da matéria recorrida, e afirma que o supracitado decisum violou os artigos 5º, incisos XXXV e LV; 93, IX; e 155, II, § 3º, da Constituição Federal. Regularmente intimado, o recorrido não ofereceu contra- razões ao Recurso Especial e ao Recurso Extraordinário, conforme atesta certidão à fl. 331. É o que importa relatar. DECIDO. Os presentes Recursos Especial e Extraordinário foram interpostos de maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento. De início, no que se refere ao Recurso Especial, importante destacar que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça, exige a interposição daquele com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do CPC, em caso de interposição de embargos declaratórios, tendo o Tribunal a quo negado- lhes provimento, persistindo na suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados como infringidos. Neste sentido, reiteradamente tem decidido o Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA.

§

1o Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais

recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los

ao

Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até

o

pronunciamento definitivo da Corte"

O

Recurso Extraordinário interposto no Mandado de

Segurança com Liminar nº 2007.004738-4, que trata de questão igual, foi encaminhado à Suprema Corte, que se pronunciará acerca da existência de repercussão geral, de modo definitivo. Aguarde-se, portanto, o retorno dos autos apontados. Por tais considerações, determino o sobrestamento deste Recurso Extraordinário, nos termos da norma processual mencionada. Em relação ao Recurso Especial, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

 

Natal, 21 de janeiro de 2008.

 

1.

A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo provocado pela oposição de embargos de declaração,

14

caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC.

2.

Recurso especial a que se dá provimento para anular o

acórdão que apreciou os embargos de declaração. (REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006,

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128182

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 11

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

Por tais considerações, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.003134-

3/0002.00.

 

Publique-se. Intimem-se.

Recorrente:

Medeiros Administração e Serviços Ltda

Advogado: Marcus Vinícius de Albuquerque Barreto

Recorrido: Banco do Brasil S/A

Natal,

22

de

janeiro

de

Advogados:

João Quirino de Medeiros Filho e outros

2008.

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial embasado no art. 105, III, alínea “a”, da Constituição Federal, interposto por Medeiros Administração e Serviços Ltda, através de advogado legalmente habilitado, contra Acórdão da Terceira Câmara Cível desta Corte de Justiça que, à unanimidade de votos, conheceu e rejeitou os Embargos de Declaração na Apelação Cível de nº 2007.003134-3.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

Sustenta o recorrente que o Acórdão contrariou o disposto nos artigos 267, §3º; 282, inciso IV, todos do Código de Processo Civil, artigos 51, 52, §1º, 46, do Código de Defesa do Consumidor, e artigo 4º, do Decreto nº 22.626/33.

23

Regularmente intimada, a parte recorrida ofereceu contra- razões às fls. 237/240.

É o que importa relatar. DECIDO.

Os pressupostos de admissibilidade do Recurso Especial estão presentes, haja vista que além de cabível e tempestivo, cinge-se a controvérsia em torno de matéria de direito entre a lei que entende contrariada e o alegado desacerto do Acórdão vergastado, cujo inteiro teor encontra-se declinado às fls. 201/204, vislumbrando-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos foram objeto de discussão, prequestionamento basilar para admissão do recurso em comento.

Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL – RECURSO ESPECIAL –

ADMISSIBILIDADE – FALTA DE PREQUESTIONAMENTO – AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO – INOVAÇÃO À LIDE – IMPOSSIBILIDADE.

1.

Para que se configure o prequestionamento da matéria,

há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre as teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal.

2.

(

);

3.; 4. Agravo regimental improvido."

(AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON,

SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 15.12.2006 p. 347)

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128185

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 12

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

com fundamento no art. 105, III, “c”, da Constituição da República, funda-se na divergência interpretativa entre acórdão prolatado por tribunal regional ou estadual e acórdão proferido por outro tribunal, já que nos moldes do verbete 13 da súmula do STJ “a divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja Recurso Especial.” Desta maneira, incumbe ao recorrente apresentar um acórdão paradigma, ou seja, uma decisão de outro tribunal que interprete a lei federal de modo diferente da constante no acórdão recorrido. Além de demonstrar que a decisão recorrida diverge de outra proveniente de outro tribunal, cabe ao recorrente realizar o cotejo analítico entre o acórdão tido como paradigma e o acórdão recorrido, ou seja, deve demonstrar que existe similitude fática entre os arestos. Para realizar o dissenso interpretativo, o recorrente deve confrontar os casos na forma prevista no Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ), não bastando, para tanto, a simples transcrição das ementas dos paradigmas. Acrescente-se que o parágrafo único do art. 541, do Código de Processo Civil indica de que modo é

possível realizar a comprovação do dissídio jurisprudencial. O dispositivo aludido prescreve o seguinte:

"Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados." Deste modo, o conhecimento de recurso interposto com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional pressupõe a demonstração analítica da divergência alegada, a prova do dissenso e a identidade fática entre os acórdãos confrontados, como determina o art. 255 do RISTJ.

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.003231-

4/0002.00

Recorrentes: Adriana Ângela da Silva Lima e outros

Advogados:

Carlos Gondim Miranda de Farias e outros

Recorrido: Estado do Rio Grande do Norte

Procurador:

Francisco Ivo Cavalcanti Netto

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento

no

artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal

por Adriana Ângela da Silva Lima e outros, através de Advogados legalmente habilitados, contra Acórdão emanado da Segunda Câmara Cível desta Corte de Justiça que, à unanimidade, acolheu os Embargos de Declaração na Apelação Cível nº 2007.003231-4. Sustentam os recorrentes que o Acórdão recorrido

negou vigência ao artigo 462, do Código de Processo Civil, bem como, o citado decisum, emprestou interpretações diversas das adotadas pelos Tribunais de Justiça dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais. Regularmente intimada, a parte recorrida apresentou contra-razões às fls. 235/243. É o que basta relatar. Decido. O presente Recurso Especial fundamenta-se no art. 105, III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, foi interposto de maneira tempestiva, não sendo efetuado o regular preparo por serem os recorrentes beneficiários da justiça gratuita, consoante certidão de fls. 195. No plano da admissibilidade do Recurso Especial com base na alínea “a” do permissivo constitucional se exige do recorrente a indicação precisa dos dispositivos infraconstitucionais tidos como violados pelo acórdão recorrido, o que se satisfaz com a mera alegação, pelo recorrente, de que houve contrariedade ou negativa de vigência a tratado ou lei federal. Ressalte-se que para admissão do recurso excepcional pela alínea "a", não se exige que o recorrente prove desde logo a contradição real entre a decisão impugnada e as normas infraconstitucionais tidas como violadas, pois este seria o mérito do Recurso Especial. Para Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery “não é preciso discutir o mérito do recurso, bastando

Analisando o Recurso Especial verifica-se que o recorrente expôs a divergência, procedeu o cotejo analítico e anexou acórdãos emanados pelos Tribunais de Justiça dos Estados do Rio Grande do Sul, Paraná e Minas Gerais, tidos como paradigma. Por tais considerações, invocando o disposto no art. 105, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, admito o Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, do Código de Processo Civil, determinando à Secretaria Judiciária deste Tribunal que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

o

recorrente sustentar a existência dos requisitos

constitucionais para o cabimento do RE ou do REsp. A efetiva violação da CF ou da lei federal é o mérito do recurso, que deverá ser analisado em outro tópico das razões recursais.” No caso em exame, a controvérsia cinge-se em torno de matéria de direito entre a lei que o recorrente entende contrariada e o alegado desacerto do acórdão vergastado. Detecta-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos pelo recorrente foram objeto de discussão pelo acórdão combatido, atendendo o requisito do prequestionamento, exigido para admissão dos recursos excepcionais. Por sua vez, a interposição do Recurso Especial

Publique-se. Intimem-se.

Natal,

22

de

janeiro

de

2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128189

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 13

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

23

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128189

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 14

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

República, funda-se na divergência interpretativa entre acórdão prolatado por tribunal regional ou estadual e acórdão proferido por outro tribunal, já que nos moldes do verbete 13 da súmula do STJ “a divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja Recurso Especial.” Desta maneira, incumbe ao recorrente apresentar um acórdão paradigma, ou seja, uma decisão de outro tribunal que interprete a lei federal de modo diferente da constante no acórdão recorrido. Além de demonstrar que a decisão recorrida diverge de outra proveniente de outro tribunal, cabe ao recorrente realizar o cotejo analítico entre o acórdão tido como paradigma e o acórdão recorrido, ou seja, deve demonstrar que existe similitude fática entre os arestos. Para realizar o dissenso interpretativo, o recorrente deve confrontar os casos na forma prevista no Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ), não bastando, para tanto, a simples transcrição das ementas dos paradigmas. Acrescente-se que o parágrafo único do art. 541, do Código de Processo Civil indica de que modo é possível realizar a comprovação do dissídio jurisprudencial. O dispositivo aludido prescreve o seguinte:

"Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados."

Recurso Especial em Recurso em Sentido Estrito N°

2007.004489-0/0002.00

Recorrente:

Maria Marques de Moraes Marcos José Marinho Júnior A Justiça

Advogado:

Recorrida:

DECISÃO Trata-se de Recursos Especial interposto por Maria

Marques de Moraes embasado no art. 105, inciso III, alínea "a" e "c", da Constituição da República, em face de Acórdão da Câmara Criminal desta Corte de Justiça que, à unanimidade, rejeitou as preliminares de não conhecimento do recurso por intempestividade, suscitada pelo parquet, e de nulidade da sentença de pronúncia, sustentada pela recorrente. No mérito, por igual votação, negou provimento ao Recurso em Sentido Estrito. Sustenta o recorrente, que o Acórdão vergastado contrariou o disposto no art. 30, do Código Penal, bem como, o citado decisum, emprestou interpretação diversa da adotada pelo Superior Tribunal de Justiça. Regularmente intimado, o Ministério Público, ora recorrido ofereceu suas contra-razões ao Recurso Especial às fls. 511/516. É o que importa relatar. DECIDO.

O

exame de admissibilidade dos Recursos

Extraordinário e Especial subsume-se ao disposto na Lei nº 8.038/90, em seu art. 26, in verbis:

“Art. 26. Os recursos extraordinário e especial, nos casos previstos na Constituição Federal, serão interpostos no prazo comum de 15 (quinze) dias, perante o Presidente do Tribunal recorrido, em petições distintas que conterão:

I - exposição do fato e do direito; II - a demonstração do cabimento do recurso interposto; III - as razões do pedido de reforma da decisão recorrida. Parágrafo único. Quando o recurso se fundar em dissídio entre a interpretação da lei federal adotada pelo julgado recorrido e a que lhe haja dado outro Tribunal, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, ou indicação do número e da página do jornal oficial, ou do repertório autorizado de jurisprudência, que o houver

publicado.” Assim, em sede de juízo de admissibilidade, impõe-se a análise da tempestividade, da legitimidade, da regularidade formal, do prequestionamento/cabimento e do preparo do recurso. Destarte, analisados tais pressupostos referentes

Deste modo, o conhecimento de recurso interposto com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional pressupõe a demonstração analítica da divergência alegada, a prova do dissenso e a identidade fática entre os

acórdãos confrontados, como determina o art. 255 do RISTJ.

Analisando o Recurso Especial verifica-se que o recorrente expôs a divergência, procedeu o cotejo analítico e anexou acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça, tido como paradigma. Por tais considerações, dou seguimento ao Recurso Especial interposto, com fundamento no art. 105, inciso III, alínea "a" e "c", da Constituição da Federal, determinando à Secretaria Judiciária deste Tribunal de Justiça que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça. Publique-se. Intimem-se

Natal, 21 de janeiro de 2008.

ao recurso interposto in casu, verifica-se que é tempestivo, foi manejado pelo próprio acusado e os seus arrazoados atendem ao figurino legal, não sendo o caso de se exigir preparo.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

As

controvérsias suscitadas na peça recursal

09'

atinem - a princípio - a matérias de direito, segundo as

quais o recorrente entendeu que o Acórdão recorrido contrariou a norma legal referenciada. Com efeito, o dispositivo legal indicado como ofendido foi objeto de discussão na Câmara Criminal, havendo o necessário prequestionamento. Por sua vez, a interposição do Recurso Especial com fundamento no art. 105, III, “c”, da Constituição da

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128195

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 15

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

verbete 13 da súmula do STJ “a divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja Recurso Especial.” Desta maneira, incumbe ao recorrente apresentar um acórdão paradigma, ou seja, uma decisão de outro tribunal que interprete a lei federal de modo diferente da constante no acórdão recorrido. Além de demonstrar que a decisão recorrida diverge de outra proveniente de outro tribunal, cabe ao recorrente realizar o cotejo analítico entre o acórdão tido como paradigma e o acórdão recorrido, ou seja, deve demonstrar que existe similitude fática entre os arestos. Para realizar o dissenso interpretativo, o recorrente deve confrontar os casos na forma prevista no Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ), não bastando, para tanto, a simples transcrição das ementas dos paradigmas. Acrescente-se que o parágrafo único do art. 541, do Código de Processo Civil indica de que modo é possível realizar a comprovação do dissídio jurisprudencial. O dispositivo aludido prescreve o seguinte:

"Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia

Recurso Especial em Apelação Cível N° 2007.005522-

6/0001.00

Recorrente:

Advogadas:

José Adécio Costa Marise de Siqueira Brandão e outros

Recorrida: Creuza Oliveira da Silva

Advogados:

Rodrigo Cavalcanti Contreras e outros

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial interposto com fundamento

no

artigo 105, III, alíneas "a" e "c", da Constituição Federal

por

José Adécio Costa, através de Advogadas legalmente

habilitadas, contra Acórdão emanado da Primeira Câmara

Cível desta Corte de Justiça que, à unanimidade de votos, conheceu e negou provimento à Apelação Cível nº

2007.005522-6.

Sustenta o recorrente que o Acórdão recorrido negou vigência ao artigo 944, do Código Civil, bem como,

o

citado decisum, emprestou interpretação diversa da

 

adotada pelo Superior Tribunal de Justiça. Regularmente intimada, a parte recorrida apresentou contra-razões às fls. 270/273. É o que basta relatar. Decido. O presente Recurso Especial fundamenta-se no art. 105, III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal, foi interposto de maneira tempestiva e houve regular preparo. No plano da admissibilidade do Recurso Especial com base na alínea “a” do permissivo constitucional se exige do recorrente a indicação precisa dos dispositivos infraconstitucionais tidos como violados pelo acórdão recorrido, o que se satisfaz com a mera alegação, pelo recorrente, de que houve contrariedade ou negativa de vigência a tratado ou lei federal. Ressalte-se que para admissão do recurso excepcional pela alínea "a", não se exige que o recorrente prove desde logo a contradição real entre a decisão impugnada e as normas infraconstitucionais tidas como violadas, pois este seria o mérito do Recurso Especial. Para Nelson Nery Junior e Rosa Maria de Andrade Nery “não é preciso discutir o mérito do recurso, bastando

eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados."

Deste modo, o conhecimento de recurso interposto com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional pressupõe a demonstração analítica da divergência alegada, a prova do dissenso e a identidade fática entre os acórdãos confrontados, como determina o art. 255 do RISTJ.

Analisando o Recurso Especial verifica-se que o recorrente expôs a divergência, procedeu o cotejo analítico e anexou acórdão emanado do Superior Tribunal de Justiça, tido como paradigma. Por tais considerações, invocando o disposto no art. 105, III, “a” e “c”, da Constituição Federal, admito o Recurso Especial, nos moldes do art. 542, § 2º, do Código de Processo Civil, determinando à Secretaria Judiciária deste Tribunal que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

o

recorrente sustentar a existência dos requisitos

constitucionais para o cabimento do RE ou do REsp. A efetiva violação da CF ou da lei federal é o mérito do recurso, que deverá ser analisado em outro tópico das razões recursais.” No caso em exame, a controvérsia cinge-se em torno de matéria de direito entre a lei que o recorrente entende contrariada e o alegado desacerto do acórdão vergastado. Detecta-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos pelo recorrente foram objeto de discussão pelo acórdão combatido, atendendo o requisito do prequestionamento, exigido para admissão dos recursos excepcionais. Por sua vez, a interposição do Recurso Especial com fundamento no art. 105, III, “c”, da Constituição da República, funda-se na divergência interpretativa entre acórdão prolatado por tribunal regional ou estadual e acórdão proferido por outro tribunal, já que nos moldes do

Publique-se. Intimem-se.

Natal,

22

de

janeiro

de

2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128202

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 16

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

23

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128202

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 17

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC. 2. Recurso especial a que se dá provimento para anular o acórdão que apreciou os embargos de declaração. (REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 18.12.2006 p. 346) Precedentes: STJ REsp 844474 / SP; RECURSO ESPECIAL. 2006/0076085-9, T2 Segunda Turma, DJ 10.10.2006 p. 300.

RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO EM

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA APELAÇÃO CÍVEL

N°2007.004456-0/0003.00

Recorrente:

Estado do Rio Grande do Norte Cássio Carvalho Correia de Andrade

 

Procurador:

Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, houve a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, tendo em vista que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora devidamente fundamentado.

Desta forma, por ter sido o presente Recurso Especial fundamentado no artigo 535, inciso II, do nosso Código de Ritos, deve o mesmo ser conhecido, ressaltando-se a incidência do disposto na referida Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.

Recorrido: Franklin dos Santos Acioly Advogado: João Carlos Borges

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial e Extraordinário embasados no art. 105, inciso III, alínea “a”, e art. 102, inciso III, alínea “a”, ambos da Constituição Federal, interpostos pelo Estado do Rio Grande do Norte, através do seu Procurador legal, contra o Acórdão proferido pela Terceira Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça que, à unanimidade, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios na Apelação Cível nº 2007.004456-0.

Sustenta o recorrente, em seu Recurso Especial, ter havido violação aos artigos 333, inciso I, e 535, inciso II, do Código de Processo Civil, além da negativa de vigência ao artigo 944, § único, do Código Civil.

De igual modo, no que diz respeito ao Recurso Extraordinário, verifica-se que restou preenchido um dos pressupostos necessários ao seu conhecimento com fundamento na alínea “a”, inciso III, do artigo 102, da Constituição Federal, a saber, o prequestionamento, eis que o dispositivo que o recorrente aponta como afrontado (artigo 37, § 6º, da Constituição Federal) foi objeto de discussão no acórdão impugnado.

Neste sentido, portanto, restou atendido o pressuposto consagrado na Súmula 356 do Excelso Pretório, verbis:

Em sede de Recurso Extraordinário, suscita a repercussão geral da matéria recorrida e afirma que o supracitado decisum violou o artigo 37, § 6º, da Constituição Federal.

Regularmente intimado, o recorrido não ofereceu contra- razões ao Recurso Especial e ao Recurso Extraordinário, conforme atesta certidão às fls. 124.

"O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento".

É o que importa relatar. DECIDO.

Os presentes Recursos Especial e Extraordinário foram interpostos de maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento.

Assim, se forem opostos Embargos de Declaração, a matéria constitucional, suscitada pela parte como supostamente violada, é considerada prequestionada, não interessando o fato dos embargos não terem sido acolhidos. (AI-ED 439920 / SP - SÃO PAULO. EMB.DECL.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. Relator(a):

Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. Julgamento: 06/12/2005. Órgão Julgador: Primeira Turma).

De início, no que se refere ao Recurso Especial, importante destacar que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça, exige a interposição daquele com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do CPC, em caso de interposição de embargos declaratórios, tendo o Tribunal a quo negado- lhes provimento, persistindo na suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados como infringidos.

Neste sentido, reiteradamente tem decidido o Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

Ademais, com a introdução da nova disciplina normativa decorrente da edição da Lei 11.418/2006, relativa à exigibilidade de que a matéria recorrida, em sede de Recurso Extraordinário, possua repercussão geral, vê-se que a parte recorrente desincumbiu-se do ônus de suscitar a presença desse requisito, fazendo-o por intermédio de preliminar, nos termos do que dispõe o art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal com a recente redação que lhe foi conferida pela Emenda Regimental 21 daquela Corte Superior.

No caso, mediante o exercício de um juízo preliminar sobre a presença desse requisito, concluo que qualquer pronunciamento da Corte Superior sobre a violação ou não do dispositivo constitucional debatido repercutirá

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA. 1. A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo provocado pela oposição de embargos de declaração,

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Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

necessariamente sobre situações outras, análogas a que foi deduzida nos autos do presente processo.

Referido entendimento estratifica-se na certeza de que inúmeras outras pessoas poderão titularizar igual interesse àquele que é ostentado pela parte recorrente, a considerar a dimensão valorativa do bem jurídico disputado pelas partes.

Postas tais considerações, com fundamento no disposto nos arts. 105, III, "a", e 102, III, "a", ambos da Constituição Federal, dou seguimento tanto ao Recurso Especial como ao Recurso Extraordinário, nos termos do art. 542, § 2º, do Código de Processo Civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

Natal, 21 de janeiro de 2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

14

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- p. 19

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Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

(REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 18.12.2006 p. 346) Precedentes: STJ REsp 844474 / SP; RECURSO ESPECIAL. 2006/0076085-9, T2 Segunda Turma, DJ 10.10.2006 p. 300.

RECURSO ESPECIAL E EXTRAORDINÁRIO EM

EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NA APELAÇÃO CÍVEL

Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, houve a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, tendo em vista que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora devidamente fundamentado.

N°2004.001328-0/0003.00

 

Recorrente:

Estado do Rio Grande do Norte Idálio Campos

 

Procurador:

Recorrido: Calcil Comércio Transportes e Repres. Ltda. Advogado: Edmilson Paranhos de Magalhães Filho

DECISÃO Trata-se de Recurso Especial e Extraordinário embasados no art. 105, inciso III, alínea “a”, e art. 102, inciso III, alínea “a”, ambos da Constituição Federal, interpostos pelo Estado do Rio Grande do Norte, através do seu Procurador legal, contra o Acórdão proferido pela Primeira Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça que, à unanimidade de votos, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios na Apelação Cível nº 2004.001328-0.

Desta forma, por ter sido o presente Recurso Especial fundamentado no artigo 535, inciso II, do nosso Código de Ritos, deve o mesmo ser conhecido, ressaltando-se a incidência do disposto na referida Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.

No que diz respeito ao Recurso Extraordinário, verifica-se que o presente Recurso Extraordinário não pode ser admitido por ausência do pressuposto da repercussão geral, preconizado na Lei 11.418, de 19 de dezembro de

Sustenta o recorrente, em seu Recurso Especial, ter

2006.

havido

violação aos artigos 333, inciso I, e 535, do Código

de Processo Civil.

 

Com efeito, a norma apontada, que deu nova redação ao Código de Processo Civil, em obséquio ao dispositivo Constitucional regente, estabeleceu que o recurso extraordinário não será conhecido se a questão constitucional nele versada não oferecer repercussão geral. Regulamentando a matéria, o Supremo Tribunal Federal emitiu a emenda regimental n. 21/2007, que estabelece a imprescindibilidade de preliminar formal e fundamentada acerca da repercussão geral, quando do

Em

sede

de

Recurso

Extraordinário,

afirma

que

o

supracitado decisum contrariou os artigo 5º, incisos II,

XXXV

e

LV,

além

do

artigo

93,

inciso

IX,

todos

da

Constituição Federal.

 

Regularmente intimado, o recorrido não ofereceu contra-

razões

ao Recurso Especial e ao Recurso Extraordinário,

conforme atesta certidão às fls. 198.

 

oferecimento do recurso extraordinário, nos seguintes termos:

É o que importa relatar. DECIDO. Os presentes Recursos Especial e Extraordinário foram interpostos de maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento.

"Art. 327. O Presidente do Tribunal recusará recursos que não apresentem preliminar formal e fundamentada de repercussão geral, bem como aqueles cuja matéria carecer de repercussão geral, segundo precedente do Tribunal, salvo se a tese tiver sido revista ou estiver em procedimento de revisão."

Portanto, mesmo sem adentrar na questão de mérito, a ausência de preliminar formal e fundamentada ventilando a existência de repercussão geral já enseja a rejeição da peça de inconformismo.

De início, no que se refere ao Recurso Especial, importante destacar que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça, exige a interposição daquele com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do CPC, em caso de interposição de embargos declaratórios, tendo o Tribunal a quo negado- lhes provimento, persistindo na suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados como infringidos.

Neste sentido, reiteradamente tem decidido o Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

Por tais fundamentos, nego seguimento ao Recurso Extraordinário, e com fundamento no disposto nos arts. 105, III, 'a', da Constituição Federal, dou seguimento ao Recurso Especial, determinando a Secretaria Judiciária que ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA.

1.

A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca

 

de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo provocado pela oposição de embargos de declaração,

Natal, 21 de janeiro de 2008.

14

caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC.

 

2.

Recurso especial a que se dá provimento para anular o

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

acórdão que apreciou os embargos de declaração.

 

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Presidência

 

as

teses jurídicas em torno dos dispositivos legais tidos

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

como violados, a fim de que se possa, na instância especial, abrir discussão sobre determinada questão de direito, definindo-se, por conseguinte, a correta interpretação da legislação federal. 2. Não pode o recorrente, em sede de agravo regimental,

RECURSO ESPECIAL E RECURSO ESPECIAL ADESIVO EM APELAÇÃO CÍVEL N°2007.004480-7/0002.00

exigir que esta Corte pronuncie-se sobre questão que não

foi

trazida no recurso especial, sob pena de se promover

Recorrente/Recorrido: Telemar - Telecomunicações do Rio Grande do Norte S/A Advogada: Lynda Susan Dantas Farias

inovação à lide. 3. Ademais, a tese extemporaneamente alegada não

mereceria ser enfrentada, nos termos da Súmula 211/STJ, por ausência de prequestionamento. 4. Agravo regimental improvido. (AgRg no Ag 797.969/SP, Rel. Ministra ELIANA CALMON, SEGUNDA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 15.12.2006 p. 347) Ademais, no tocante a própria matéria recorrida, é de reconhecer-se que as recorrentes, valendo-se dos presentes Recursos, renovam o debate sobre toda a matéria de fato que foi objeto de exame nas vias ordinárias.

Recorrida/Recorrente:

Fabiola Oliveira de Alencar

Advogada: Fabiola Oliveira de Alencar

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial e Recurso Especial Adesivo, embasados no art. 105, III, alíneas "a" e "c", interpostos pela Telemar - Telecomunicações do Rio Grande do Norte S/A e por Fabíola Oliveira de Alencar respectivamente, a primeira através de procurador legal e a segunda advogando em causa própria, contra Acórdão proferido pela Segunda Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça que, à unanimidade de votos conheceu e negou provimento às Apelações Cíveis de nº 2007.004480-7. Compulsando os autos verifica-se que as recorrentes deixaram de indicar quais dispositivos infraconstitucionais ou leis federais que restaram contrariadas pelo Acórdão. Contudo, afirma a primeira Recorrente que o decisum emprestou interpretação diversa das adotadas pelos Tribunais de Justiça dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, e Santa Catarina, já a segunda Recorrente afirma que houve interpretação divergente da adotada pelo Superior Tribunal de Justiça. Ambas as partes foram regularmente intimadas. A segunda recorrente ofereceu contra-razões ao Recurso Especia às fls. 195/197, oportunidade em que apresentou Recurso Adesivo. Assim, a primeira Recorrente apresentou suas contra-razões ao Recurso Especial Adesivo às fls. 207/211. É o que importa relatar. DECIDO. Inicialmente quanto ao juízo de admissibilidade referente aos Recursos Especiais, ressalte-se que a pretensão das recorrentes caracterizam-se pela irregularidade formal, haja vista que não indicaram em seu arrazoado a legislação infraconstitucional afrontada pelo Acórdão recorrido e sob a qual se assenta a interposição dos presentes recursos. Dessa forma, tem-se que a indicação expressa da legislação infraconstitucional afrontada, na qual se enquadra o cabimento do recurso extremo, é considerada, tanto pelo STJ e STF, pressuposto indeclinável de admissibilidade recursal, em razão de ser vinculada a fundamentação de tal recurso, exigindo-se assim, a invocação precisa, por ocasião da interposição, do tipo de violação, retratada numa daquelas alíneas em que incorreu o decisório recorrido. Nesse sentido, reiteradamente tem decidido o Colendo Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

"PROCESSUAL CIVIL RECURSO ESPECIAL ADMISSIBILIDADE FALTA DE PREQUESTIONAMENTO AGRAVO REGIMENTAL EM AGRAVO DE INSTRUMENTO INOVAÇÃO À LIDE IMPOSSIBILIDADE. 1. Para que se configure o prequestionamento da matéria, há que se extrair do acórdão recorrido deliberação sobre

A

situação em tela viola fundamentalmente a inteira

literalidade da Súmula 07 do Egrégio Superior Tribunal de Justiça, que assim dispõe:

"A

pretensão de simples reexame de prova não enseja

recurso especial."

Assim, pretendendo restabelecer todo o debate sobre a matéria de fato, amplamente decidida, insuscetível de seguimento se torna o presente recurso. A interposição dos Recursos Especiais com fundamento

no

art. 105, III, “c”, da Constituição da República, funda-se

na

divergência interpretativa entre acórdão prolatado por

tribunal regional ou estadual e acórdão proferido por outro tribunal, já que nos moldes do verbete 13 da súmula do STJ “a divergência entre julgados do mesmo tribunal não enseja Recurso Especial.” Desta maneira, incumbe ao recorrente apresentar um acórdão paradigma, ou seja, uma decisão de outro tribunal que interprete a lei federal de modo diferente da constante no acórdão recorrido. Além de demonstrar que a decisão recorrida diverge de outra proveniente de outro tribunal, cabe ao recorrente realizar o cotejo analítico entre o acórdão tido como paradigma e o acórdão recorrido, ou seja, deve demonstrar que existe similitude fática entre os arestos. Para realizar o dissenso interpretativo, o recorrente deve confrontar os casos na forma prevista no Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça (RISTJ), não bastando, para tanto, a simples transcrição das ementas dos paradigmas. Acrescente-se que o parágrafo único do art. 541, do Código de Processo Civil indica de que modo é possível realizar a comprovação do dissídio jurisprudencial. O dispositivo aludido prescreve o seguinte:

"Quando o recurso fundar-se em dissídio jurisprudencial, o recorrente fará a prova da divergência mediante certidão, cópia autenticada ou pela citação do repositório de jurisprudência, oficial ou credenciado, inclusive em mídia eletrônica, em que tiver sido publicada a decisão divergente, ou ainda pela reprodução de julgado disponível na Internet, com indicação da respectiva fonte, mencionando, em qualquer caso, as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados." Deste modo, o conhecimento de recurso interposto com fundamento na alínea “c” do permissivo constitucional

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Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

pressupõe a demonstração analítica da divergência alegada, a prova do dissenso e a identidade fática entre os acórdãos confrontados, como determina o art. 255 do RISTJ.

Analisando o Recurso Especial verifica-se que a primeira recorrente apenas anexou Acórdãos emanados dos Tribunais de Justiça dos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, já no Recurso Especial Adesivo, a impetrante colacionou Acórdão do Superior Tribunal de Justiça, porém nenhuma das recorrentes expuseram a divergência e nem mesmo procederam o cotejo analítico entre os julgados. Por tais fundamentos, nego seguimento ao Recurso Especial e ao Recurso Especial Adesivo, diante da ausência dos requisitos constantes do artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c" da Constituição Federal.

Publique-se. Intimem-se

Natal, 21 de janeiro de 2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

14

Edição disponibilizada em 23/01/2008

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- p. 22

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Recurso Especial e Extraordinário em Mandado de Segurança N°2007.004738-4/0003.00 Recorrente: Estado do Rio Grande do Norte Procuradora: Marjorie Alecrim Câmara de Oliveira Recorrido: Posto Líder Ltda. Advogado: Lailson Emanuel Ramalho de Figueiredo

DECISÃO

Trata-se de Recurso Especial e Extraordinário embasados

no art. 105, inciso III, alínea “a”, e art. 102, inciso III, alínea “a”, ambos da Constituição Federal, interpostos pelo Estado do Rio Grande do Norte, através da sua Procuradora, contra o Acórdão proferido pelo Tribunal Pleno deste Egrégio Tribunal de Justiça que, à unanimidade, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios no Mandado de Segurança nº 2007.004738-

4.

Sustenta o recorrente, em seu Recurso Especial, ter havido violação ao artigo 535, II, do Código de Processo Civil, bem como aos artigos 12, I, e 13, I, § 1º, II, "a", da Lei Complementar Federal nº 87/1996.

Em sede de Recurso Extraordinário, afirma que o supracitado decisum violou os artigos 5º, e 155, II, § 3º, da Constituição Federal.

Regularmente intimado, o recorrido ofereceu contra- razões ao Recurso Especial às fls. 181/189, não apresentando contra-razões ao Recurso Extraordinário, conforme certidão de fls. ***.

É o que importa relatar. DECIDO.

Os presentes Recursos Especial e Extraordinário foram interpostos de maneira tempestiva e não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento.

De início, no que se refere ao Recurso Especial, importante destacar que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça, exige a interposição daquele com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do CPC, em caso de interposição de embargos declaratórios, tendo o Tribunal a quo negado- lhes provimento, persistindo na suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados como infringidos.

Neste sentido, reiteradamente tem decidido o Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA. 1. A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo provocado pela oposição de embargos de declaração,

caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC. 2. Recurso especial a que se dá provimento para anular o acórdão que apreciou os embargos de declaração. (REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006, DJ 18.12.2006 p. 346) Precedentes: STJ REsp 844474 / SP; RECURSO ESPECIAL. 2006/0076085-9, T2 Segunda Turma, DJ 10.10.2006 p. 300.

Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, houve a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, tendo em vista que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora devidamente fundamentado.

Desta forma, por ter sido o presente Recurso Especial fundamentado no artigo 535, inciso II, do nosso Código de Ritos, deve o mesmo ser conhecido, ressaltando-se a incidência do disposto na referida Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.

Ademais, no caso em exame, a controvérsia cinge-se em torno de matéria de direito entre a lei que o recorrente entende contrariada e o alegado desacerto do acórdão vergastado.

Detecta-se que os dispositivos legais indicados como ofendidos pelo recorrente foram objeto de discussão pelo acórdão combatido, atendendo o requisito do prequestionamento, exigido para admissão dos recursos excepcionais.

De igual modo, no que diz respeito ao Recurso Extraordinário, verifica-se que restou preenchido um dos pressupostos necessários ao seu conhecimento com fundamento na alínea “a”, inciso III, do artigo 102, da Constituição Federal, a saber, o prequestionamento, eis que os dispositivos que o recorrente aponta como afrontados (artigos 5º, e 155, II, § 3º, da Constituição Federal) foram objeto de discussão no acórdão impugnado.

Neste sentido, portanto, restou atendido o pressuposto consagrado na Súmula 356 do Excelso Pretório, verbis:

"O ponto omisso da decisão, sobre o qual não foram opostos embargos declaratórios, não pode ser objeto de recurso extraordinário, por faltar o requisito do prequestionamento".

Assim, se forem opostos Embargos de Declaração, a matéria constitucional, suscitada pela parte como supostamente violada, é considerada prequestionada, não interessando o fato dos embargos não terem sido acolhidos. (AI-ED 439920 / SP - SÃO PAULO. EMB.DECL.NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. Relator(a):

Min. SEPÚLVEDA PERTENCE. Julgamento: 06/12/2005. Órgão Julgador: Primeira Turma).

Postas tais considerações, com fundamento no disposto nos arts. 105, III, "a", e 102, III, "a", ambos da Constituição Federal, dou seguimento tanto ao Recurso Especial como

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128236

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 23

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

ao Recurso Extraordinário, nos termos do art. 542, § 2º, do Código de Processo Civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Egrégio Superior Tribunal de Justiça.

Publique-se. Intimem-se.

Natal, 18 de novembro de 2007.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

24

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128236

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 24

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

 

1.

A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo provocado pela oposição de embargos de declaração, caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC.

2.

Recurso especial a que se dá provimento para anular o

 

acórdão que apreciou os embargos de declaração.

Recurso Especial e Extraordinário no Mandado de Segurança N°2007.001227-1/0002.00 Recorrente: Estado do Rio Grande do Norte Procuradora: Magna Letícia de Azevedo Lopes Câmara Recorrido: Joaquim Alves Flor & Cia Ltda. Advogada: Catharina Pinto Fernandes

(REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO

ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006,

DJ

18.12.2006 p. 346)

Precedentes: STJ REsp 844474 / SP; RECURSO ESPECIAL. 2006/0076085-9, T2 Segunda Turma, DJ 10.10.2006 p. 300.

DECISÃO

Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, houve a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, tendo em vista que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora devidamente fundamentado.

Desta forma, por ter sido o presente Recurso Especial fundamentado no artigo 535, inciso II, do nosso Código de Ritos, deve o mesmo ser conhecido, ressaltando-se a incidência do disposto na referida Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.

Trata-se de Recurso Especial e Extraordinário embasados no art. 105, inciso III, alínea “a”, e art. 102, inciso III, alínea “a”, ambos da Constituição Federal, interpostos pelo Estado do Rio Grande do Norte, através da sua procuradora, contra Acórdão proferido pelo Tribunal Pleno deste Egrégio Tribunal de Justiça que, à unanimidade, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios no Mandado de Segurança nº 2007.001227-1.

Sustenta o recorrente, em seu Recurso Especial, ter havido violação aos artigos 535, II, do Código de Processo Civil; artigo 12, I e artigo 13, I, §1º, II, "a", da Lei Complementar nº 87/96.

No que diz respeito ao Recurso Extraordinário, verifica-se que tal Recurso versa sobre matéria submetida à apreciação do Supremo Tribunal Federal em acórdão paradigma, representando multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia. Estabelece o artigo 543-B do Código de Processo Civil:

Em sede de Recurso Extraordinário, suscitou a repercussão geral da questão constitucional recorrida e afirmou que o supracitado decisum violou os artigos 5º, caput e incisos XXXV e LV; 93, IX e artigo 155, II, §3º, todos da Constituição Federal.

"Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo.

§

1o Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais

Apesar de regularmente intimado, o recorrido não ofereceu contra-razões ao Recurso Especial e ao Recurso Extraordinário, conforme Certidão às fls. 208.

recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los

ao

Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até

o

pronunciamento definitivo da Corte"

 

O

Recurso Extraordinário interposto no Mandado de

É o que importa relatar. DECIDO.

Segurança com Liminar nº 2007.004738-4, que trata de questão igual, foi encaminhado à Suprema Corte, que se pronunciará acerca da existência de repercussão geral, de modo definitivo. Aguarde-se, portanto, o retorno dos autos apontados. Por tais considerações, determino o sobrestamento deste Recurso Extraordinário, nos termos da norma processual mencionada. Em relação ao Recurso Especial, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Os presentes Recursos Especial e Extraordinário foram interpostos de maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento.

De início, no que se refere ao Recurso Especial, importante destacar que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça, exige a interposição daquele com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do CPC, em caso de interposição de embargos declaratórios, tendo o Tribunal a quo negado- lhes provimento, persistindo na suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados como infringidos.

Publique-se. Intimem-se.

Neste sentido, reiteradamente tem decidido o Superior Tribunal de Justiça, destacando-se:

Natal, 18 de janeiro de 2008.

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128239

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 25

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128239

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 26

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE GABINETE DA PRESIDÊNCIA

ESPECIAL. VIOLAÇÃO AO ART. 535 DO CPC. OCORRÊNCIA.

1.

A recusa do Tribunal de origem em se manifestar acerca

de questão essencial ao deslinde da causa, mesmo

provocado pela oposição de embargos de declaração, caracteriza omissão, afrontando o art. 535, II, do CPC.

Recursos Especial e Extraordinário no Mandado de Segurança N°2007.003834-7/0002.00 Recorrente: Estado do Rio Grande do Norte Procuradora: Magna Letícia de Azevedo Lopes Câmara Recorrido: Associação Potiguar de Educação e Cultura - APEC Advogado: Francisco das Chagas Rocha

2.

Recurso especial a que se dá provimento para anular o

acórdão que apreciou os embargos de declaração. (REsp 887.779/RJ, Rel. Ministro TEORI ALBINO ZAVASCKI, PRIMEIRA TURMA, julgado em 05.12.2006,

DJ

18.12.2006 p. 346)

Precedentes: STJ REsp 844474 / SP; RECURSO ESPECIAL. 2006/0076085-9, T2 Segunda Turma, DJ 10.10.2006 p. 300.

DECISÃO

 

Trata-se de Recurso Especial e Extraordinário embasados

Assim, antes de analisar a questão de direito propriamente dita, houve a interposição do Recurso Especial com fundamento no supracitado dispositivo legal, tendo em vista que, caso posteriormente lhe seja atribuído provimento, com a conseqüente prolação de uma nova decisão, poderá ser interposto o apelo extremo, agora devidamente fundamentado.

Desta forma, por ter sido o presente Recurso Especial fundamentado no artigo 535, inciso II, do nosso Código de Ritos, deve o mesmo ser conhecido, ressaltando-se a incidência do disposto na referida Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça.

no art. 105, inciso III, alínea “a”, e art. 102, inciso III, alínea “a”, ambos da Constituição Federal, interpostos pelo Estado do Rio Grande do Norte, através da sua procuradora, contra o Acórdão proferido pelo Tribunal Pleno deste Egrégio Tribunal de Justiça que, à unanimidade, conheceu e rejeitou os Embargos Declaratórios no Mandado de Segurança nº 2007.003834-

7.

Sustenta o recorrente, em seu Recurso Especial, ter havido violação ao artigo 535, II, do Código de Processo

Civil;

artigo 12,

I

e

artigo 13,

I,

§1º,

II,

"a",

da Lei

 

Complementar nº 87/96.

 

No que diz respeito ao Recurso Extraordinário, verifica-se que tal Recurso versa sobre matéria submetida à apreciação do Supremo Tribunal Federal em acórdão paradigma, representando multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia.

Em sede de Recurso Extraordinário, suscitou a

repercussão geral da questão constitucional recorrida e afirmou que o supracitado decisum violou os artigos 5º,

XXXV

e LV; 93, IX e art. 155, § 3º, todos da Constituição

 

Federal.

 

Estabelece o artigo 543-B do Código de Processo Civil:

Suscita, o recorrente, de forma preliminar a repercussão geral da matéria recorrida.

Regularmente intimado, o recorrido ofereceu contra- razões ao Recurso Especial às fls. 278/287, e ao Recurso Extraordinário às fls. 288/294.

"Quando houver multiplicidade de recursos com fundamento em idêntica controvérsia, a análise da repercussão geral será processada nos termos do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal, observado o disposto neste artigo.

§

1o Caberá ao Tribunal de origem selecionar um ou mais

 

recursos representativos da controvérsia e encaminhá-los

É o que importa relatar. DECIDO.

 

ao

Supremo Tribunal Federal, sobrestando os demais até

 

o

pronunciamento definitivo da Corte"

Os presentes Recursos Especial e Extraordinário foram

 

O

Recurso Extraordinário interposto no Mandado de

interpostos de maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento.

De início, no que se refere ao Recurso Especial, importante destacar que o recorrente seguiu a corrente jurisprudencial predominante que, de acordo com a Súmula 211 do Superior Tribunal de Justiça, exige a interposição daquele com fundamento na violação ao art. 535, inciso II, do CPC, em caso de interposição de embargos declaratórios, tendo o Tribunal a quo negado- lhes provimento, persistindo na suposta omissão quanto aos dispositivos legais apontados como infringidos.

Segurança com Liminar nº 2007.004738-4, que trata de questão igual, foi encaminhado à Suprema Corte, que se pronunciará acerca da existência de repercussão geral, de modo definitivo.

Aguarde-se, portanto, o retorno dos autos apontados.

Por tais considerações, determino o sobrestamento deste Recurso Extraordinário, nos termos da norma processual mencionada.

Neste

sentido, reiteradamente tem decidido o

Superior

Em relação ao Recurso Especial, com fundamentos no artigo 105, inciso III, alínea “a”, da Constituição Federal, dou seguimento ao presente Recurso, nos moldes do art. 542, § 2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Superior Tribunal de Justiça.

Tribunal de Justiça, destacando-se:

 

PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÃO CONFIGURADA. ACOLHIMENTO. RECURSO

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128243

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 27

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

Publique-se. Intimem-se.

Natal, 18 de janeiro de 2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

16

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128243

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 28

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

PODER JUDICIÁRIO

Regimental 21 daquela Corte Superior. Compulsando os autos, mediante o exercício de um juízo preliminar sobre a presença desse requisito, concluo que qualquer pronunciamento da Corte Superior sobre a violação ou não do dispositivo constitucional debatido repercutirá necessariamente sobre situações outras, análogas a que foi deduzida nos autos do presente

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE

DO

NORTE

GABINETE DA PRESIDÊNCIA

RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM APELAÇÃO CÍVEL N°

2007.005144-8/0001.00

processo. Referido entendimento estratifica-se na certeza de que inúmeras outras pessoas poderão titularizar igual interesse àquele que é ostentado pela parte recorrente, a considerar

Recorrente:

Estado do Rio Grande do Norte Francisco Ivo Cavalcanti Netto Tasso Justino Dantas Neto Tiago Fernandes de Souza

Procurador:

Recorrido:

Advogado:

dimensão valorativa do bem jurídico disputado pelas partes.

a

DECISÃO

 

Por tais fundamentos, invocando o artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Carta Republicana, dou seguimento ao presente Recurso Extraordinário, nos moldes do art. 542,

Trata-se de Recurso Extraordinário embasado no art. 102,

III,

alínea “a”, da Constituição Federal, interposto pelo

§

2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria

Estado do Rio Grande do Norte, através do seu Procurador, contra Acórdão proferido pela Primeira

Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta os autos ao Supremo Tribunal Federal.

Câmara Cível desta Corte de Justiça que, à unanimidade

de

votos, conheceu e negou provimento à Apelação Cível

Publique-se. Intimem-se.

nº 2007.005144-8. Suscita, o recorrente, de forma preliminar a repercussão

geral da matéria recorrida. Aduz, ainda, que o Acórdão contrariou o disposto nos

Natal, 21 de janeiro de 2008.

artigos 5º, inciso II, e 37, caput, da Constituição Federal. Regularmente intimada, a parte recorrida ofereceu contra- razões ao Recurso Extraordinário às fls. 90/97. É o que importa relatar. DECIDO.

O

presente Recurso Extraordinário foi interposto de

Desembargador OSVALDO CRUZ Presidente

maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser

o

recorrente isento de tal procedimento.

 

Analisando os autos, entende-se que referido recurso deve ser admitido, uma vez presente o pressuposto

processual correspondente ao prequestionamento. Verificando-se, ainda, que os dispositivos apontados pelo recorrente como afrontados foram objetos de discussão no acórdão impugnado. Neste sentido, respalda a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, in verbis:

14

É inadmissível o recurso extraordinário, quando não

ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada ”. Como se sabe, o prequestionamento constitui um dos pressupostos específicos do Recurso Extraordinário. Destarte, para que o recurso seja admitido, faz-se

necessário que o dispositivo constitucional apontado como contrariado tenha sido, pelo menos implicitamente, objeto

de

discussão no acórdão desafiado.(RE-AgR 464930 / SE

SERGIPE. AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.

Relator(a): Min. EROS GRAU. Julgamento: 08/08/2006. Órgão Julgador: Segunda Turma)

No

caso em exame, observa-se que houve o necessário

prequestionamento, haja vista que o dispositivo

constitucional indicado como violado foi abordado no voto- condutor do acórdão hostilizado. Ademais, com a introdução da nova disciplina normativa decorrente da edição da Lei 11.418/2006, relativa à exigibilidade de que a matéria recorrida, em sede de Recurso Extraordinário, possua repercussão geral, vê-se que a parte recorrente desincumbiu-se do ônus de suscitar

presença desse requisito, fazendo-o por intermédio de preliminar, nos termos do que dispõe o art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal com a recente redação que lhe foi conferida pela Emenda

a

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128246

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 29

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Presidência

 

a

presença desse requisito, fazendo-o por intermédio de

PODER JUDICIÁRIO

preliminar, nos termos do que dispõe o art. 327 do Regimento Interno do Supremo Tribunal Federal com a recente redação que lhe foi conferida pela Emenda Regimental 21 daquela Corte Superior. Compulsando os autos, mediante o exercício de um juízo preliminar sobre a presença desse requisito, concluo que qualquer pronunciamento da Corte Superior sobre a violação ou não do dispositivo constitucional debatido repercutirá necessariamente sobre situações outras, análogas a que foi deduzida nos autos do presente processo. Referido entendimento estratifica-se na certeza de que

TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE

DO

NORTE

GABINETE DA PRESIDÊNCIA

RECURSO EXTRAORDINÁRIO EM APELAÇÃO CÍVEL N°

2007.005457-8/0001.00

Recorrente: Ipern - Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte Procurador: Antenor Roberto Soares de Medeiros Recorrido: Jailton Pereira de Souza Advogado: Thomas Antônio Vasconcellos de Araújo

DECISÃO

inúmeras outras pessoas poderão titularizar igual interesse àquele que é ostentado pela parte recorrente, a considerar

Trata-se de Recurso Extraordinário embasado no art. 102,

dimensão valorativa do bem jurídico disputado pelas partes.

a

III,

alínea “a”, da Constituição Federal, interposto pelo

Por tais fundamentos, invocando o artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Carta Republicana, dou seguimento ao presente Recurso Extraordinário, nos moldes do art. 542,

Ipern - Instituto de Previdência dos Servidores do Estado

do

Rio Grande do Norte, através de seu Procurador,

contra Acórdão proferido pela Terceira Câmara Cível desta Corte de Justiça que, à unanimidade de votos, conheceu e negou provimento à Apelação Cível nº 2007. 005457-8. Suscita, o recorrente, de forma preliminar a repercussão geral da matéria recorrida. Aduz, ainda, que o Acórdão contrariou o disposto nos

artigos 5º, caput; 37, caput, e inciso XIII, combinado com os artigos 167, inciso II; 169, § 1º, I e II; 195, § 5º, todos da Constituição Federal. Regularmente intimada, a parte recorrida não ofereceu contra-razões ao Recurso Extraordinário, conforme atesta certidão às fls. 109. É o que importa relatar. DECIDO.

§

2º, da lei instrumental civil, determinando à Secretaria

Judiciária que, ultimadas as formalidades de estilo, remeta

os autos ao Supremo Tribunal Federal.

Publique-se. Intimem-se.

Natal, 21 de janeiro de 2008.

Desembargador OSVALDO CRUZ

O

presente Recurso Extraordinário foi interposto de

Presidente

maneira tempestiva, não sendo efetuado o preparo por ser o recorrente isento de tal procedimento. Analisando os autos, entende-se que referido recurso deve ser admitido, uma vez presente o pressuposto processual correspondente ao prequestionamento. Verificando-se, ainda, que os dispositivos apontados pelo recorrente como afrontados foram objetos de discussão no acórdão impugnado. Neste sentido, respalda a Súmula 282 do Supremo Tribunal Federal, in verbis:

14

“ É inadmissível o recurso extraordinário, quando não ventilada, na decisão recorrida, a questão federal suscitada ”.

Como se sabe, o prequestionamento constitui um dos pressupostos específicos do Recurso Extraordinário. Destarte, para que o recurso seja admitido, faz-se

necessário que o dispositivo constitucional apontado como contrariado tenha sido, pelo menos implicitamente, objeto

de

discussão no acórdão desafiado.(RE-AgR 464930 / SE

SERGIPE. AG.REG.NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO.

Relator(a): Min. EROS GRAU. Julgamento: 08/08/2006. Órgão Julgador: Segunda Turma)

No

caso em exame, observa-se que houve o necessário

prequestionamento, haja vista que o dispositivo constitucional indicado como violado foi abordado no voto-

condutor do acórdão hostilizado. Ademais, com a introdução da nova disciplina normativa decorrente da edição da Lei 11.418/2006, relativa à exigibilidade de que a matéria recorrida, em sede de Recurso Extraordinário, possua repercussão geral, vê-se que a parte recorrente desincumbiu-se do ônus de suscitar

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00128251

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 30

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Secretaria - Judiciária

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Gabinete do Desembargador Rafael Godeiro

salvo quando se tratar de decisão suscetível de causar à parte lesão grave e de difícil reparação, bem como nos casos de inadmissão da apelação e nos relativos aos efeitos em que a apelação é recebida, mandando remeter

os

autos ao juiz da causa.

 
 

III

– poderá atribuir efeito suspensivo ao recurso (artigo

AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO COM SUSPENSIVIDADE N°

2007.008075-5/0001.00

558), ou deferir, em antecipação de tutela, total ou

parcialmente, a pretensão recursal, comunicando ao juiz sua decisão.

ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE AREIA

IV - (

)

BRANCA/RN

 

V - (

)

AGRAVANTE: UNIBANCO - UNIÃO DE BANCOS BRASILEIROS S/A

ADVOGADOS: MARLA MAYADEVA SILVA RAMOS E

VI - (

)

Parágrafo único. A decisão liminar, proferi nos casos dos incisos II e III do caput deste artigo, somente é passível de reforma no momento do julgamento do agravo, salvo se o próprio relator a reconsiderar.”

OUTROS

 

AGRAVADO: ANTÔNIO FRANCISCO DA SILVA

ADVOGADOS: MARCOS ANTÔNIO INÁCIO DA SILVA E

 

OUTROS

 

De fato, ao modificar a redação do parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, a intenção do legislador foi atribuir maior celeridade e efetividade aos processos em segundo grau de jurisdição, já que grande o número de agravos regimentais nos tribunais causam entrave à análise dos demais feitos.

RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO

DECISÃO

O UNIBANCO - UNIÃO DE BANCOS BRASILEIROS S/A, através de seus advogados, interpôs agravo regimental contra a decisão proferida às fls. 94/97, que converteu o agravo de instrumento em agravo retido, por entender que não restou demonstrada a lesão grave e de difícil ou incerta reparação.

Em suas razões de fls. 99/105, ressaltou o agravante,

No

mesmo

sentido,

leciona

Gustavo

Filipe

Barbosa

Garcia:

 

“O não-cabimento de recurso contra esta decisão

(interlocutória) monocrática do relator busca imprimir maior celeridade no procedimento recursal do agravo de instrumento, não violando qualquer disposição constitucional, pois os recursos cabíveis são apenas

inicialmente, que "

não há no ordenamento jurídico

pátrio, nenhum ato normativo que obrigue esta empresa pública, como instituição financeira, a guardar extratos bancários, bem como suportar o custo desta guarda, pelo período de 20 (vinte) anos."

aqueles previstos em lei. (

)

Nas situações mencionadas,

salvo decisão de reconsideração pelo relator, a decisão liminar só pode ser reformada quando do julgamento do próprio agravo de instrumento, ou seja, pelo órgão colegiado (art. 555 do CPC)."

Asseverou, ainda, que "

há resolução do órgão

regulador federal determinando a manutenção de tais documentos por um período obrigatório de 5 (cinco) anos. Após tal prazo, a manutenção (ou não) caberá ao livre juízo discricionário da respectiva instituição financeira."

À

vista do exposto, não conheço do agravo regimental

interposto, todavia, em respeito aos princípios da

economia processual, celeridade e fungibilidade, converto-

em pedido de reconsideração e passo a analisá-lo como tal.

o

Ao final, requereu que fosse conhecido o presente agravo regimental, a fim de que seja provido o recurso, possibilitando o julgamento do agravo de instrumento.

Na hipótese apresentada, não encontrei motivos para modificar o entendimento deste relator, razão pela qual mantenho a decisão de fls. 94/97, pelos seus próprios fundamentos.

É

o que cumpre relatar.

Com a entrada em vigor da Lei nº 11.187/2005, publicada no Diário Oficial da União na data de 20/10/2005, modificando o parágrafo único do art. 527 do Código de Processo Civil, não é mais possível a interposição de

Publique-se.

 
 

Natal/RN, 22 de janeiro de

2008.

agravo regimental contra decisão do Relator que converte

o

agravo de instrumento em retido, ou, ainda, da decisão

que atribui ou não efeito suspensivo, bem como da que confere, em antecipação de tutela, total ou parcialmente, a pretensão recursal.

 

Desembargador RAFAEL GODEIRO Relator

Vejamos:

   

“Art. 527. Recebido o agravo de instrumento no tribunal, e distribuído incontinente, o relator:

 

I - (

)

II

– converterá o agravo de instrumento em agravo retido

Edição disponibilizada em 23/01/2008

00127792

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 31

Tribunal de Justiça do RN - DJe

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00127792

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 32

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reguladas pelo Decreto nº 22.626/33.

PODER JUDICIÁRIO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE Gabinete do Desembargador Rafael Godeiro

Afirmou que o fumus boni iuris está caracterizado pela farta jurisprudência apresentada no agravo e o periculum in mora, encontra-se evidenciado nos prejuízos que o agravante vem suportando para a quitação do débito, além da possibilidade de inadimplência, que

potencializará a dificuldade no cumprimento da obrigação pelo acúmulo de encargos moratórios.

AGRAVO DE INSTRUMENTO COM SUSPENSIVIDADE N° 2008.000262-0 – 1ª VARA CÍVEL – PAU DOS FERROS/RN AGRAVANTE: JOSÉ LIMA DA MOTA ADVOGADOS: EDBERTO RODRIGO AFONSO SMITH JUNIOR E OUTROS AGRAVADO: BANCO FINASA S/A RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO

Ao final, requereu a concessão do efeito ativo, para que seja reformada a decisão a quo. No mérito, pugnou pelo provimento do agravo.

DECISÃO

 

Acostou os documentos de fls. 49/88.

JOSÉ LIMA DA MOTA, através de seus advogados, interpõe o presente recurso objetivando impugnar a

É o que cumpre relatar. Passo a decidir.

decisão proferida pela MM. Juíza de Direito da 1a Vara Cível da Comarca de Pau dos Ferros/RN, que, nos autos

Preliminarmente, cumpre ao relator analisar se o agravo em comento reclama ou não o indeferimento liminar.

da

Ação de Revisão de Contrato c/c Repetição de Indébito

e

pedido de Antecipação de Tutela proposta pelo

Ressalte-se por consentâneo, que o indeferimento liminar do Agravo de Instrumento é medida que encontra sustentáculo no permissivo insculpido no artigo 557 do Código de Processo Civil, in verbis:

agravante em desfavor do BANCO FINASA S/A, indeferiu a medida pleiteada.

Nas suas razões alegou que celebrou com o agravado contrato de financiamento de um veículo automotor no valor de R$8.700,00 (oito mil e setecentos reais) para pagamento em 36 (trinta e seis) prestações mensais no valor de R$ 481,90 (quatrocentos e oitenta e um reais e noventa centavos).

“Art. 557. O relator negará seguimento a recurso manifestamente inadmissível, improcedente, prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal, do Supremo Tribunal Federal, ou de Tribunal Superior”.

Aduziu que em razão de dificuldades financeiras

Discorrendo sobre a questão, o lente Nelson Nery Júnior assim pontifica:

ingressou com a ação de revisão de contrato para rever os vícios ali existentes, tais como cláusulas leoninas e abusivas, além da ilegalidade da fixação de juros.

“Juízo de admissibilidade. Ao relator, na função de juiz preparador de todo e qualquer recurso do sistema processual civil brasileiro, compete o exame do juízo de admissibilidade (cabimento, legitimidade recursal, interesse recursal, tempestividade, preparo, regularidade formal, e inexistência de fato impeditivo ou extintivo do poder de recorrer). Trata-se de matéria de ordem pública, cabendo ao relator examiná-la de ofício”. (In Código de Processo Civil Comentado, 3° ed. RT)”. (Grifei)

Passemos então a perscrutar se o Agravo, sub examine, reclama ou não o seu indeferimento liminar.

Sustentou existir no contrato “

uma

enorme disparidade

de

valores, um desequilíbrio contratual, ferindo preceitos

do

próprio contrato.”(Fl.10)

Ressaltou que o pagamento dos juros praticados pelos Banco está fora do princípio da razoabilidade, pois provoca ruína de qualquer patrimônio, com o que o direito não se coaduna. No mais, argumentou que as taxas de juros que vem sendo cobradas pelo agravado resultam ilegais e inquinam de nulidade o instrumento.

Expôs que há de ser nula de pleno direito, cláusula que estipula taxa de juros remuneratórios muito superior ao limite de 12% (doze por cento) ao ano, o que afronta o art.51, IV do CDC. Acrescentou que oi contrato celebrado, por possuir um prazo de vigência de 36(trinta e seis) meses, ou seja, 03 (três) anos, não pode ser regido pela Medida Provisória nº 2170-36/2001, que autoriza a capitalização em contrato cuja vigência de duração seja inferior a 01(um) ano.

Para a interposição do Agravo de Instrumento, cumpre ao recorrente instruir corretamente o recurso, não somente com as peças obrigatórias elencadas no artigo 525, inciso I, do Código de Processo Civil, mas também com as facultativas, quando imprescindíveis ao deslinde da questão.

Nesse sentido, vejamos posicionamento do processualista Nelson Nery Júnior:

Pontuou que o contrato aos autos não consta cláusula mencionando sobre a capitalização dos juros, e nem tampouco a forma como é calculada tais prestações. Arrazoou, ainda, que a Súmula 596 do STF é inconstitucional, por ferir o princípio da isonomia constitucional, devendo as instituições financeiras serem

"Formação deficiente. Peças Facultativas. A juntada das peças facultativas também está a cargo da parte, incumbindo-lhe juntar aquelas que entenda importantes para o deslinde da questão objeto do agravo. Ainda que seja documento novo, que não conste dos autos (Bermudes, Reforma, 89). Caso não seja possível ao

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00127811

DJe Ano 1 - Edição 54

- p. 33

Tribunal de Justiça do RN - DJe

Secretaria - Judiciária

tribunal compreender a controvérsia, por ausência de peça de juntada facultativa, o agravo não deverá ser conhecido por irregularidade formal”

In casu, não obstante a parte agravante tenha acostado aos autos cópia do contrato firmado com o Banco Finasa, à fl. 79, verifica-se que o fez de forma irregular, porquanto tal contrato se encontrar ilegível e incompleto.

Em verdade, no fato examinado, a cópia legível do contrato é condição essencial para o deslinde da questão, isto porque é uma extensão do pedido do agravante, capaz de corroborar o perigo da demora, sendo, pois, ônus deste a apresentação do respectivo instrumento nos autos de maneira inteligível.

Com efeito, o presente recurso não pode ser conhecido, ante a ausência de um de seus requisitos de admissibilidade, qual seja, a regularidade formal, eis que sem a análise do documento mencionado, não há como perquirir se as cláusulas constantes do contrato foram estabelecidas de forma extorsiva, exorbitante ou abusiva, como sustenta o recorrente.

Neste sentido é a jurisprudência do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul, ipsis litteris:

“EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO. NEGÓCIOS JURÍDICOS BANCÁRIOS. REVISÃO DE CONTRATO. INSCRIÇÃO NEGATIVA. DESCONTOS EM FOLHA DE PAGAMENTO. CÓPIA DO CONTRATO ILEGÍVEL. Não tendo o recorrente providenciado cópia do contrato legível para análise da questão nodal, cumpre negar seguimento ao agravo, porquanto a negativa de juntada importa na ausência de elementos de convicção. RECURSO A QUE SE NEGA SEGUIMENTO. MANIFESTAMENTE INADMISSÍVEL.” (Agravo de Instrumento Nº 70019090158, Primeira Câmara Especial Cível, Tribunal de Justiça do RS, Relator: Walda Maria Melo Pierro, Julgado em 17/04/2007) (Grifei).

Saliente-se, outrossim, que a eiva na formação do Instrumento do Agravo em tela, não pode ser elidida ou sanada pela conversão em diligência para suprir a falta das peças indispensáveis, pois:

“Falta de peças obrigatórias. Se do instrumento faltar peça essencial, o tribunal não mais poderá converter o julgamento em diligência para completá-lo. Na hipótese de não mais poder extrair perfeita compreensão do caso concreto, pela falta na documentação constante do instrumento, o tribunal deverá decidir em desfavor do agravante”. (Nelson Nery Júnior. In Código de Processo Civil Comentado. 3° ed. RT).

Assim, ante a deficiência na formação do agravo em análise, outra solução não há senão indeferi-lo, por ser manifestamente inadmissível o seu processamento.

À vista do exposto, com supedâneo no artigo 557 do Código de Processo Civil, indefiro liminarmente o presente Agravo de Instrumento, por ser manifestamente inadmissível o seu processamento. Em conseqüência, determino seu arquivamento com baixa na distribuição, após o trânsito em julgado desta decisão.

Publique-se.

Natal/RN, 22 de janeiro de 2008.

Desembargador Rafael Godeiro Relator

Edição disponibilizada em 23/01/2008

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DJe Ano 1 - Edição 54

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SECRETARIA JUDICIÁRIA

De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2007.006846-7 ORIGEM: 14ª Vara Cível da Comarca de Natal Agravante: Raimunda Leite De Araújo. Advogado(S): Dr. José Martins Veras Júnior. Agravado: Hipercard Banco Múltiplo S/A. Advogado(S): Dr. Adriano De Azevedo Dantas E Outros. Relator: Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: PEDIDO DE CONCESSÃO DE JUSTIÇA GRATUITA. INDEFERIMENTO. PRESUNÇÃO QUE MILITA EM FAVOR DO REQUERENTE NÃO AFASTADA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado, por unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento ao presente recurso para reformar a decisão recorrida de modo a conceder o benefício da justiça gratuita a parte recorrente, nos termos do voto do Relator.

APELAÇÃO CÍVEL N.º 2007.005438-9 4ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA NATAL, RN Apelante: Estado Do Rio Grande Do Norte. Procuradora:

Dra. Ana Cláudia Bulhões Porpino De Macedo. Apelada:

Raida Aparecida De Oliveira Fonseca. Advogados: Dr. Sebastião Valério Da Fonseca E Outro. Relator:

Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL E REMESSA NECESSÁRIA. SERVIDORA PÚBLICA. INCORPORAÇÃO DE VATAGEM TRANSITÓRIA. GRATIFICAÇÃO DE PERMANÊNCIA. INCORPORAÇÃO PREVISTA NA LEI COMPLEMENTAR 122/94. A LEI QUE PREVIA A GRATIFICAÇÃO NÃO ESTIPULAVA SUA INCORPORAÇÃO. EXEGESE DA LEGISLAÇÃO. POSSIBILIDADE DE INCORPORAÇÃO À RAZÃO DE 2/5 DA GRATIFICAÇÃO. PROVIMENTO PARCIAL DO APELO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em conhecer do Recurso de Apelação Cível e, em harmonia parcial com o r. parecer da Décima Quinta Procuradoria de Justiça, dar-lhe provimento parcial apenas para determinar a incorporação da gratificação de permanência à razão de dois quintos, mantendo a decisão de Primeiro Grau nas demais disposições, nos termos do voto do Relator.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2006.006320-6 ORIGEM: 2ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE NATAL/RN. Apelante: Maria da Saúde Gurgel Marinho da Costa. Advogado: Sebastião Valério da Fonseca. Apelado: Estado do Rio Grande do Norte. Advogado: Cássio Carvalho Correia de Andrade. Relator: Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. ADMINISTRATIVO. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. JUSTIÇA GRATUITA. REALIZAÇÃO DE NOVO LAUDO PERICIAL. IMPOSSIBILIDADE. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. PRECEDENTES. APELO CONHECIDO E IMPROVIDO. MANUTENÇÃO DO DECISUM A QUO.

CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 1ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, conhecer do recurso de apelação cível e negar-lhe provimento para manter a decisão de Primeiro Grau, nos termos do voto do Relator.

AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2007.005927-9 ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE PORTALEGRE/RN Agravante: Maria José De Freitas Oliveira. Advogados:

Gilvan Ferreira Da Silva E Outro. Agravado: Ministério Público Estadual. Promotor: Ricardo José Da Costa Lima. Relator: Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. AÇÃO CIVIL PÚBLICA. PRÁTICA DE NEPOTISMO PELA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL. PRELIMINAR DE NULIDADE DA DECISÃO, POR AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO, ARGÜIDA PELA AGRAVANTE. REJEIÇÃO. MÉRITO: AUSÊNCIA DE DISPOSITIVO LEGAL ESPECÍFICO QUE DISCIPLINE SOBRE A PROIBIÇÃO DE NEPOTISMO NO ÂMBITO DO MUNICÍPIO DE PORTALEGRE. AUTONOMIA DO ENTE MUNICIPAL. INAPLICABILIDADE DA RESOLUÇÃO N. 07/2005, DO CONSELHO NACIONAL DE JUSTIÇA. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO. REFORMA DA DECISÃO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Primeira Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado, por unanimidade de votos, em harmonia com o Parecer da 2ª Procuradoria de Justiça, rejeitar a preliminar de nulidade da decisão agravada, por ausência de fundamentação, suscitada pela agravante. No mérito, pela mesma votação, desta vez em dissonância com o Parecer Ministerial, conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante deste.

AGRAVO DE INSTRUMENTO Nº 2007.008019-5. ORIGEM: VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE PARNAMIRIM. Agravante: Flávio Martins dos Santos. Advogado: Valter Sândi de Oliveira Costa (OAB/RN 1496). Agravado: Estado do Rio Grande do Norte. Procurador: Idálio Campos (OAB/RN 1811). Relator: Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL E TRIBUTÁRIO. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EXECUÇÃO FISCAL. EXCEÇÃO DE PRÉ-EXECUTIVIDADE. PRELIMINAR DE INADMISSIBILIDADE. DESCUMPRIMENTO DO ARTIGO 526 DO CPC. NECESSIDADE DE PROVA. ÔNUS DO AGRAVADO. REJEIÇÃO. MÉRITO. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. CITAÇÃO EDITALÍCIA DA EMPRESA CONTRIBUINTE NO PRAZO DO ARTIGO 174 DO CTN. CITAÇÃO DO CO-RESPONSÁVEL. DEMORA. DADOS DESATUALIZADOS. OBRIGAÇÃO DO CONTRIBUINTE. ARTIGO 18, II, DA LEI ESTADUAL 6968/96. CREDOR DILIGENTE. SÚMULA 106 DO STJ. NEGATIVA DE PROVIMENTO. CONCLUSÃO: ACORDAM os eminentes Desembargadores da 1ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade sem opinamento conclusivo da 11ª Procuradoria de Justiça, em rejeitar a preliminar de inadmissibilidade do agravo pelo descumprimento do artigo 526 do CPC, suscitada pelo Agravado, e, no mérito,

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em conhecer e negar provimento ao agravo de instrumento, confirmando-se a r. decisão agravada, nos termos do voto do Relator.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.004170-8. ORIGEM: 1ª VARA CÍVEL NÃO ESPECIALIZADA DA COMARCA DE NATAL/RN. Apte/apda: Hapvida Assistência Médica Ltda. Advogado:

Dr. Mateus Pereira dos Santos. Apte/apda: Nailde Rodrigues Freire. Advogado: Dr. José Augusto de Oliveira Amorim. Relator: Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: CONSTITUCIONAL. CIVIL. CONSUMIDOR. PROCESSO CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO. JUÍZOS DE ADMISSIBILIDADE POSITIVOS. DESCUMPRIMENTO DO CONTRATO. PRESENÇA DE ATO ILÍCITO E ABUSO DE DIREITO (PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DO COMPORTAMENTO CONTRADITÓRIO - NEMO POTEST VENIRE CONTRA FACTUM PROPRIUM. USUÁRIA DE PLANO DE SAÚDE IMPEDIDA DE USUFRUIR DO SERVIÇO CONTRATADO. ADIMPLÊNCIA DEMONSTRADA. MÁ GERÊNCIA ADMINISTRATIVA. PRESENÇA DOS REQUISITOS LEGAIS. VIOLAÇÃO À DIGNIDADE DA PESSOA HUMANA. QUANTUM INDENIZATÓRIO ARBITRADO PELA LÓGICA DO PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE (EXTENSÃO DO PREJUÍZO, SITUAÇÃO ECONÔMICA DAS PARTES E CARÁTER DE DESESTÍMULO). RECURSOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma e à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento à apelação cível e ao recurso adesivo, nos termos do voto do relator, parte integrante deste acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.005934-1. ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE NÍSIA FLORESTA/RN. Apelante: Maria de Fatima Dantas. Advogado: Dr. Felippe Bandeira Leite. Apelada: Neci da Silva Azevedo Nunes. Advogado: Dr. Braz Labanca Neto. Relator:

Desembargador Vivaldo Pinheiro. EMENTA: CIVIL. PROCESSO CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. JUÍZO DE ADMISSIBILIDADE POSITIVO. PRELIMINAR DE DESERÇÃO. REJEIÇÃO. MÉRITO. USUCAPIÃO EXTRAORDINÁRIO. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO CIVIL DE 1916. TEOR DO ART. 2.028 DO DIPLOMA CIVIL ATUAL. REQUISITOS DO TEMPO, POSSE MANSA E PACÍFICA E ANIMUS DOMINI. INEXISTENTES. JUSTIÇA GRATUITA. CUSTAS PROCESSUAIS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS NOS MOLDES DO ART. 12 DA LEI FEDERAL 1.060/50. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma e à unanimidade de votos, consonante com o Ministério Público, conhecer do presente recurso, rejeitando a preliminar de deserção, e, no mérito, negar provimento, nos termos do voto do relator, parte integrante deste acórdão.

AGRAVO DE INSTRUMENTO N° 2007.004725-0 - EXTREMOZ/RN Agravante: Dunas De Maracajaú Imobiliária Ltda. Advogados: Armando Roberto Holanda Leite E Outro.

Agravado: Bonatrevi Agro-Pecuária Participações Ltda. Advogados: Eider Furtado De Mendonça E Menezes E Outros. Relatora: Desembargadora Célia Smith. EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. CONTRATO DE PROMESSA DE COMPRA E VENDA. VIOLAÇÃO DA BOA-FÉ OBJETIVA. DECISÃO QUE DEFERIU A FRUIÇÃO ANTECIPADA DOS EFEITOS DA TUTELA PLEITEADA EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. INTERPRETAÇÃO LITERAL DE CLAÚSULA CON-TRATUAL RESOLUTIVA. PRONUNCIAMENTO PREMATURO DO JUÍZO A QUO. NECESSIDADE DE INSTRUÇÃO PROCESSUAL PARA DELIMITAÇÃO DE QUESTÕES FUNDAMENTAIS À SOLUÇÃO DA LIDE. REVOGAÇÃO DA DECISÃO PROFERIDA EM PRIMEIRA INSTÂNCIA. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 1ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em dar provimento ao recurso, nos termos do voto da Relatora que integra este acórdão.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES. Diretor Substituto

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De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

HABEAS CORPUS Nº 2007.008076-2– NATAL/RN. Impetrante: Neilson Pinto de Souza. Paciente: Irakson Pereira do Nascimento. Impetrado: Juiz de Direito da 4ª Vara Criminal da Zona Norte de Natal. Relatora: Juíza Martha Danyelle (convocada). EMENTA: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. PRISÃO EM FLAGRANTE. TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTE. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. DOIS RÉUS. EXAME DE DEPENDÊNCIA TOXICOLÓGICA A PEDIDO DA DEFESA. SÚMULA 64 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INSTRUÇÃO CRIMINAL ENCERRADA. SÚMULA 52 DO STJ. PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE. ORDEM DENEGADA. 01. O princípio da razoabilidade é utilizado para respaldar as dilações dos prazos processuais para a formação da culpa, diante da análise do caso concreto. 02. Tem-se como justificado o excesso de prazo, em hipóteses nas quais a instrução criminal já se encontra encerrada, nos termos da súmula nº 52 do Superior Tribunal de Justiça, mormente se a defesa contribuiu para o atraso, Súmula 64 do STJ. 03. Denegação da ordem. CONCLUSÃO: DECIDEM os Desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em consonância com o Dr. Erickson Girley Barros dos Santos, em substituição à Quinta Procuradoria de Justiça denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante deste.

HABEAS CORPUS Nº 2007.007960-4 – NATAL/RN. Impetrante: Francisco de Assis da Silva. Paciente: Pedro Paulo Viana. Aut. Coatora: Juíza de Direito da 5ª Vara Criminal da Comarca de Natal/RN. Relatora: Juíza Martha Danyelle (convocada). EMENTA: PROCESSO PENAL E PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. QUADRILHA ARMADA. TRANSPORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. ADULTERAÇÃO DE SINAL IDENTIFICADOR DE VEÍCULO. PRISÃO PREVENTIVA. PRESENÇA DOS REQUISITOS DO ART. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. APLICAÇÃO DA LEI PENAL E GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. REITERAÇÃO NA PRÁTICA DE DELITOS E AUSÊNCIA DE RESIDÊNCIA FIXA. DENEGAÇÃO DA ORDEM. 1. Tem-se como motivada a prisão preventiva se presentes os requisitos do art. 312 do Código de Processo Penal, especialmente para garantir a ordem pública, diante da reiteração criminosa do paciente na prática de delitos, e aplicação da lei penal, consubstanciada na ausência de residência fixa. 2. Ordem denegada. CONCLUSÃO: DECIDEM os Desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da Terceira Procuradora de Justiça, denegar a ordem de habeas corpus, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante deste.

HABEAS CORPUS Nº 2007.007799-2 PARNANMIRIM Impetrante: Neilson Pinto de Souza. Paciente: Duelson Sabino da Silva. Impetrado: Juiz de Direito da 2ª Vara Criminal da Comarca de Parnamirim. Relatora: Juíza Martha Danyelle (Convocada). EMENTA: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. ROUBO MAJORADO PELO USO DE ARMA DE FOGO E CONCURSO DE AGENTES. EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. SENTENÇA CONDENATÓRIA PROFERIDA APÓS A IMPETRAÇÃO. PERDA DO OBJETO. PEDIDO PREJUDICADO. 1. Proferida sentença penal condenatória, após a impetração, resta prejudicado o habeas corpus fundado no constrangimento ilegal por excesso de prazo para a formação da culpa. 2. Habeas corpus prejudicado. CONCLUSÃO: DECIDEM os Desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, por unanimidade de votos, em consonância com o parecer oral da Douta Procurador de Justiça, julgar prejudicado o habeas corpus, nos termos do voto da Relatora, que fica fazendo parte deste.

HABEAS CORPUS Nº 2007.007785-1 – NÍSIA FLORESTA/RN. Impetrante: Darci Carlos Marques Bezerra dos Santos. Paciente: Clóvis Alberto de Almeida e Araújo. Aut. Coatora:

Juiz de Direito da Comarca de Nísia Floresta. Relatora:

Juíza Martha Danyelle (convocada). EMENTA: PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. PRISÃO PREVENTIVA. RÉU PRESO. REITERAÇÃO DE PEDIDO ANTERIOR. NÃO CONHECIMENTO DO WRIT. 1. Configura-se inadmissível a reiteração de pedido de habeas corpus com o mesmo objeto ao de outro anteriormente impetrado perante esta corte. 2. Habeas corpus não-conhecido. CONCLUSÃO: DECIDEM os Desembargadores da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da Terceira Procuradora de Justiça, em substituição à Primeira Procuradoria de Justiça acolher a preliminar de não conhecimento do hábeas corpus por reiteração de pedido, suscitada pelo parquet, nos termos do voto da Relatora, que fica fazendo parte integrante deste.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES Diretor Substituto

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De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008873-7, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Antônio Marcos Pedro da Silva. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar . EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer do 5º Procurador de Justiça, dr. Erickson Girley Barros dos Santos, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Antônio Marcos Pedro da Silva, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008740-5, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Kerson Kleyson Severiano Xavier. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar . EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do

Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 3ª Procuradora de Justiça, drª Tereza Cristina Cabral Vasconcelos Gurgel, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Kerson Kleyson Severiano Xavier, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008561-4, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Ildebran Galvão de Lima. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar . EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 5º Procurador de Justiça, dr. Erickson Girley Barros dos Santos, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Ildebran Galvão de Lima, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008868-9, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Otacílio Adolfo Cardoso. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar. EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na

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lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 4ª Procuradora de Justiça, drª Maria Vânia Vilela Silva de Garcia Maia, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Otacílio Adolfo Cardoso, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008772-8, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Júlio César de Lima. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator:

Desembargador Caio Alencar . EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer do 1º Procurador de Justiça, dr. Anísio Marinho Neto, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Júlio César de Lima, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008713-7, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Jaderson Luiz

da Silva. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar. EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 4ª Procuradora de Justiça, drª Maria Vânia Vilela Silva de Garcia Maia, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Jaderson Luiz da Silva, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008417-9, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Leodécio Soares Linhares do Rosário. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar. EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à

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unanimidade, concorde o parecer da 4ª Procuradora de Justiça, drª Maria Vânia Vilela Silva de Garcia Maia, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Leodécio Soares Linhares do Rosário, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008770-4, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Marcos Aurélio da Silva Braga. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar. EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 3ª Procuradora de Justiça, drª Tereza Cristina Cabral de Vasconcelos Gurgel, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Marcos Aurélio da Silva Braga, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008511-9, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Rogério Viana de Carvalho. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar. EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma

circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 3ª Procuradora de Justiça, drª Tereza Cristina Cabral de Vasconcelos Gurgel, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Rogério Viana de Carvalho, nos termos do voto do Relator.

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO Nº 2007.008793-1, DE NATAL Recorrente: Ministério Público. Recorrido: Luiz Pinto de Melo Neto. Advogada: Belª. Kátia Maria Lobo Nunes. Relator: Desembargador Caio Alencar. EMENTA: PENAL e PROCESSUAL PENAL MILITAR – DENÚNCIA – Crime de deserção – Rejeição – Ausência de justa causa para o recebimento da peça acusatória – Inocorrência – Denúncia formal e materialmente válida – Cumprimento das exigências contidas no art. 77 do Código de Processo Penal Militar – Narração circunstanciada de fato, em tese, definido como crime na lei penal militar – Momento processual inadequado para se perquirir acerca da ocorrência ou não de dolo para a configuração do crime de deserção – Necessidade de averiguação da conduta imputada ao recorrido – Prescrição virtual – Inaplicabilidade – Ausência de previsão legal – Precedentes jurisprudenciais, inclusive do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL – Provimento do recurso – Recebimento da denúncia. Não deve a denúncia ser rejeitada, se preenche os requisitos do art. 77 do Código de Processo Penal Militar, narrando de forma circunstanciada fato, em tese, definido em lei como crime. Por se tratar de mero juízo de prelibação, não cabe, no momento da análise da admissibilidade da denúncia, o exame do elemento subjetivo para a tipificação da conduta imputada ao denunciado. Segundo jurisprudência firme do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, impossível o reconhecimento da prescrição antecipada, também chamada de virtual, por falta de previsão legal. CONCLUSÃO: DECIDE a Câmara Criminal, em Turma e à unanimidade, concorde o parecer da 3ª Procuradora de Justiça, drª Tereza Cristina Cabral de Vasconcelos Gurgel, dar provimento ao recurso, para receber a denúncia formulada contra Luiz Pinto de Melo Neto, nos termos do voto do Relator.

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EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES Diretor Substituto

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SECRETARIA JUDICIÁRIA

De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do

Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

Embargos de Declaração em Apelação Cível N° 2007.001757-0/0001.00 - 3ª Vara da Fazenda Pública/Natal Embargante: Francisco Ferreira da Silva e outros.

Advogado: Luzinaldo Alves de Oliveira. Embargado:

Estado do Rio Grande do Norte. Procurador: Antenor Roberto Soares de Medeiros. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. APELAÇÃO CÍVEL. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE CRUZEIRO REAL PARA URV. INEXISTÊNCIA DE OBSCURIDADE, CONTRADIÇÃO OU OMISSÃO. PRETENSÃO DE REDISCUSSÃO DO TEMA ATRAVÉS DE MEIO INÁBIL. CONHECIMENTO E REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. I – Se

a matéria foi devidamente ventilada no acórdão

embargado, não há que se falar em obscuridade, omissão

ou contradição. II - Uma nova apreciação do assunto

findaria em um reexame da causa, descaracterizando o escopo do recurso de Embargos de Declaração, haja vista não ser o meio hábil para a revisão de pontos já discutidos. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer dos Embargos de Declaração e rejeitá-los.

Apelação Cível n°2007.006481-6 Origem: 3ª Vara Cível Não Especializada da Comarca de Natal/RN. Apelante: Mário Teixeira de Carvalho Neto. Advogado: Marcus Vinícius de Albuquerque Barreto. Apelada: Cirúrgica Natal Ltda. Advogado: Fernando Antônio de O. e Silva. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (Convocado). EMENTA: DIREITO CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO

DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO. LEVANTAMENTO

DA PARTE INCONTROVERSA. DISCUSSÃO ACERCA DA PARTE CONTROVERSA. NATUREZA DÚPLICE DA AÇÃO. SENTENÇA DE PRIMEIRO GRAU QUE INCORREU EM ERRO AO JULGAR IMPROCEDENTE A PRETENSÃO. REFORMA DO JULGADO A QUO PARA CONDENAR O CONSIGNANTE NA PARTE CONTROVERTIDA DO DÉBITO. FIXAÇÃO DO QUANTUM QUANDO DO CUMPRIMENTO DA SENTENÇA. RECURSO PROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, em sessão, à unanimidade de votos, dar provimento ao recurso, para reformar a sentença atacada, nos termos do voto do relator.

Apelação Cível N° 2007.007683-5 – 5ª Vara Cível Da Comarca De Mossoró Apelante: Telemar Norte Leste S/A. Advogados: Lynda Susan Dantas Farias E Outros. Apelado: Antônio Gildemberg Rodrigues Da Silva. Advogados: Teles Santos Jerônimo E Outro. Relator: Desembargador Rafael Godeiro.

EMENTA: CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL E APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO COM PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA E INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO INDEVIDA NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES PELA EMPRESA DE TELEFONIA. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. APLICAÇÃO DO CDC. DEMONSTRAÇÃO DO ILÍCITO PRATICADO PELO FORNECEDOR, DO DANO MORAL SUPORTADO PELO CONSUMIDOR E DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE AMBOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO. FIXAÇÃO EM PARÂMETROS RAZOÁVEIS E PROPORCIONAIS AO DANO CAUSADO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer ministerial, conhecer e negar provimento à apelação, mantendo a sentença atacada, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

Apelação Cível nº 2007.007266-2 Origem: Vara Única da Comarca de Extremoz/RN. Apelante: Município de Extremoz/RN. Procurador: José

Alexandre Sobrinho. Apelado: Alexandre Henrique Soares

de Souza. Advogado: Ednaldo Pessoa de Araújo. Relator:

Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. NÃO-PAGAMENTO DE VENCIMENTOS. RELAÇÃO JURÍDICA COMPROVADA. ILEGALIDADE CONFIGURADA. DIREITO CONSTITUCIONALMENTE ASSEGURADO AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. INÉRCIA DO MUNICÍPIO APELANTE EM DEMONSTRAR FATO IMPEDITIVO, MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DO AUTOR. IMPOSIÇÃO DO PAGAMENTO. JUROS MORATÓRIOS. FIXAÇÃO EM 1% (UM POR CENTO) AO MÊS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO RECURSAL A TAL RESPEITO. IRRELEVÂNCIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA E, COMO TAL, PASSÍVEL DE SER CONHECIDA DE OFÍCIO. REDUÇÃO DO PERCENTUAL PARA 0,5% (MEIO POR CENTO) AO MÊS, NOS TERMOS DO ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/9, APLICANDO-SE, ADEMAIS, OS ÍNDICES FIXADOS NA TABELA MODELO I DA JUSTIÇA FEDERAL, SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RN, PARA FINS DE CORREÇÃO MONETÁRIA. APELAÇÃO CONHECIDA E IMPROVIDA. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 12ª Procuradoria de Justiça, conhecer do recurso de Apelação Cível e negar- lhe provimento, determinando, contudo, de ofício, a redução dos juros de mora de 1% para 0,5% ao mês, bem como a aplicação dos índices da Tabela Modelo I da Justiça Federal, Para fins de correção monetária, tudo nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Apelação Cível n°2007.006280-5 Origem: 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará Mirim/RN.

Apelante: Pedro Armando Silva. Advogados: Raul Scheer

e outros. Apelada: Maria das Dores Xavier Souza.

Advogados: Lidinalva Pereira e outros. Relator:

Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO

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CÍVEL. AÇÃO DE MANUTENÇÃO DE POSSE COM PEDIDO DE LIMINAR. PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA, SUSCITADA PELO RELATOR. ACOLHIMENTO. SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO POSSESSÓRIO COM FUNDAMENTO NA AUSÊNCIA DE PROVAS DO EXERCÍCIO DA POSSE. INSTRUÇÃO DEFICIENTE. INEXISTÊNCIA DE ELEMENTOS PROBATÓRIOS CAPAZES DE DEMONSTRAR QUAL DAS PARTES DETÉM A POSSE. DECISÃO QUE DEVE SER ANULADA. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, acolher a preliminar de nulidade da sentença, suscitada pelo Relator, nos termos do voto deste, que integra o julgado.

Apelação Cível nº 2007.008188-1 Origem: Comarca de Extremoz/RN. Apelante: Município de Extremoz. Advogados: José Alexandre Sobrinho e outros. Apelados: Berenice Soares da Cruz e outros. Advogados:

Carlos Heitor de Macedo Cavalcanti e outros. Relator:

Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. DENUNCIAÇÃO À LIDE DE EX-PREFEITO. DESNECESSIDADE. NÃO-PAGAMENTO DE VENCIMENTOS. RELAÇÃO JURÍDICA COMPROVADA. ILEGALIDADE CONFIGURADA. DIREITO CONSTITUCIONALMENTE ASSEGURADO AOS FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS. INÉRCIA DO MUNICÍPIO APELADO EM DEMONSTRAR FATO IMPEDITIVO, MODIFICATIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO DO AUTOR. IMPOSIÇÃO DO PAGAMENTO. JUROS MORATÓRIOS. FIXAÇÃO EM 1% (UM POR CENTO) AO MÊS. AUSÊNCIA DE IMPUGNAÇÃO RECURSAL A TAL RESPEITO. IRRELEVÂNCIA. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA E, COMO TAL, PASSÍVEL DE SER CONHECIDA DE OFÍCIO. REDUÇÃO DO PERCENTUAL PARA 0,5% (MEIO POR CENTO) AO MÊS, NOS TERMOS DO ART. 1º-F DA LEI Nº 9.494/9, APLICANDO- SE, ADEMAIS, OS ÍNDICES FIXADOS NA TABELA MODELO I DA JUSTIÇA FEDERAL, SEÇÃO JUDICIÁRIA DO RN, PARA FINS DE CORREÇÃO MONETÁRIA. APELAÇÃO CONHECIDA E IMPROVIDA. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 21ª Procuradoria de Justiça, conhecer do recurso de Apelação Cível e negar- lhe provimento, determinando, contudo, de ofício, a redução dos juros de mora de 1% para 0,5% ao mês, bem como a aplicação dos índices da Tabela Modelo I da Justiça Federal, Para fins de correção monetária, tudo nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Apelação Cível n°2007.005245-7 Origem: 17ª Vara Cível da Comarca de Natal/RN. Apelante: Previ - Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil. Advogados: Edson Gutemberg de Sousa Filho e outros. Apelados: Armando de Medeiros Brito e outros. Advogados: Olavo de Souza Roque e outro. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: DIREITO DO CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO REVISIONAL DE CLÁUSULAS

CONTRATUAIS. PERCENTUAL DE COMPROMETIMENTO DA RENDA BRUTA PREESTABELECIDO E NÃO SUPERIOR A 30%. VANTAGEM PROMETIDA AO CONSUMIDOR EM PROPAGANDA DIVULGADA PELA APELANTE. PERCENTUAL ENCONTRADO EM 31/03/2003, SEM A POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO, CONFORME PROPOSTA. CLÁUSULA QUE CONDICIONA A APLICAÇÃO DESSE PERCENTUAL, DE NATUREZA RESTRITIVA. NECESSIDADE DE REDAÇÃO EM TERMOS CLAROS, COM CARACTERES OSTENSIVOS, LEGÍVEIS E EM DESTAQUE, PERMITINDO SUA IMEDIATA E FÁCIL COMPREENSÃO PELO CONSUMIDOR, CONFORME PRECEITUA O ART. 54 DO CDC. OMISSÃO POR PARTE DA APELANTE. SENTENÇA QUE NÃO MERECE REFORMA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Remessa Necessária n°2007.005259-8 Origem: 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal/RN. Entre Partes: Farmácia São Camilo Ltda. Advogados: Rodrigo Falconi Camargos e outro. Entre Partes: Município de Natal. Procurador: Aurino Lopes Vila. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: DIREITO CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMESSA NECESSÁRIA. AÇÃO ORDINÁRIA. COMERCIALIZAÇÃO DE PRODUTOS NÃO- CORRELATOS E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE RECEBIMENTO DE CONTAS, PELAS DROGARIAS. ATUAÇÃO SEMELHANTE AOS ESTABELECIMENTOS DO TIPO “DRUGSTORE” E LOJAS DE CONVENIÊNCIA. PERMISSIBILIDADE QUE SE COADUNA COM OS ANSEIOS E NECESSIDADES DA SOCIEDADE ATUAL. INTERPRETAÇÃO EXTENSIVA E SISTÊMICA DA LEI Nº 5.991/73. RESGUARDO DA SAÚDE PÚBLICA (ARTS. 23, II, 196 E 197 DA CF/88). PRINCÍPIOS DA ISONOMIA, RAZOABILIDADE, LIVRE INICIATIVA E LIVRE EXERCÍCIO DA ATIVIDADE ECONÔMICA. PRECEDENTES DO STF E DO TJ/RN. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DA REMESSA OFICIAL. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em dissonância com o parecer da 19ª Procuradoria de Justiça, conhecer e negar provimento à Remessa Necessária, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Embargos de Declaração na Apelação Cível nº

2007.005500-6/0002.00

Origem: 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal/RN. Embargante: Ipern - Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte. Procuradora: Rosali Dias de Araújo Pinheiro. Embargado:

Antonio Medeiros da Costa Junior. Advogado: Fabiano José de Moura. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO. PREQUESTIONAMENTO. DISPOSITIVOS

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CONSTITUCIONAIS. ARTS. 5º, INCISOS II e XXXVI; 39, §1º; 167 e 169, TODOS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. INOCORRÊNCIA DE OFENSA. VÍCIOS NÃO CONFIGURADOS. EMBARGOS CONHECIDOS E

IMPROVIDOS. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento aos Embargos de Declaração opostos às fls. 192/195, para, em consequência, conhecer e negar provimento aos Embargos de Declaração opostos às fls. 183/185, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

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Embargos de Declaração no Agravo de Instrumento nº

2007.004797-5/0001.00

Origem: 2ª Vara de Execução Fiscal Municipal e Tributária da Comarca de Natal/RN. Embargante: Município de Natal. Procurador: Herbert Alves Marinho. Embargados:

Transportes Guanabara Ltda. e outro. Advogados: Márcio Ruperto e outro. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÕES NÃO APONTADAS PELO RECORRENTE. EMBARGOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Embargos de Declaração na Apelação Cível nº

2007.006694-4/0001.00

Origem: 2ª Vara Cível Não Especializada da Comarca de Natal/RN. Embargante: Unimed Natal - Sociedade Cooperativa de Trabalho Médico. Advogado: Fabiano Falcão de Andrade Filho. Embargado: Maria Salete Barbosa de Lima. Advogado: João Batista Neto. Relator:

Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. OMISSÕES NÃO CONFIGURADAS. ANÁLISE DE TODA A MATÉRIA. DESNECESSIDADE DE MENÇÃO EXPRESSA DOS DISPOSITIVOS LEGAIS. PRECEDENTES. EMBARGOS CONHECIDOS E IMPROVIDOS. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento aos embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Agravo de Instrumento n°2007.007461-1 Origem: 4ª Vara Cível Não Especializada da Comarca de Natal/RN. Agravante: Expedito Dagoberto da Silva. Advogado: Maurílio Anísio de Araújo. Agravado: Banco BMG S.A. Adv: Gustavo Henrique Medeiros de Araújo. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: DIREITO BANCÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. DECISÃO QUE CONCEDEU, PARCIALMENTE, A TUTELA ANTECIPADA NO SENTIDO DE REDUZIR A TAXA DE JUROS INCIDENTE SOBRE O FINANCIAMENTO, MANTENDO AS DEMAIS

CLÁUSULAS CONTRATUAIS. PRETENSÃO NO SENTIDO DE QUE SEJA APLICADA A TAXA SELIC. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DO STJ E DESTA CORTE DE JUSTICA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Agravo de Instrumento n°2007.004621-0 Origem: 7ª Vara Cível da Comarca de Natal/RN. Agravante: Wagner Pignataro Lima Advogados: Felipe Augusto Cortez Meira de Medeiros e outros Agravado:

Banco BMC S.A. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO ORDINÁRIA. DECISÃO MONOCRÁTICA QUE NEGOU PEDIDO DE TUTELA ANTECIPADA, OBJETIVANDO A RETIRADA DE RESTRIÇÃO CADASTRAL E DEPÓSITO DAS PRESTAÇÕES EM JUÍZO. CAPITALIZAÇÃO MENSAL. POSSIBILIDADE. CONTRATO FIRMADO APÓS O ADVENTO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1963-18/2000. PRECEDENTES DO STJ. DIPLOMA NORMATIVO QUE GOZA DE PRESUNÇÃO DE CONSTITUCIONALIDADE, ATÉ O JULGAMENTO DA ADIN nº 2316-1 PELO STF. INOCORRÊNCIA DE OFENSA AOS ARTS. 39, 47 e 54 do CDC. AUSÊNCIA DOS REQUISITOS NECESSÁRIOS À CONCESSÃO DA MEDIDA POSTULADA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos,em conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

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EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES Diretor Substituto

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De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

RECURSO EM SENTIDO ESTRITO N°2007.005150-3. Origem: 1ª Vara Criminal da Comarca de Mossoró/RN. Recorrente: Vanderley Henrique da Câmara. Adv: Dr. José Niécio Roldão da Silva (OAB/RN 2322). Recorrida: A Justiça. Relatora: Desembargadora Clotilde Madruga Alves Pinheiro. EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. JÚRI. PRONÚNCIA. ART. 121, CAPUT, DO CÓDIGO PENAL. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO RECURSO, SUSCITADA PELO REPRESENTANTE MINISTERIAL DE PRIMEIRO GRAU. TRANSFERÊNCIA PARA O MÉRITO. MÉRITO. PRETENDIDA ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. ALEGAÇÃO DE EXCLUDENTE DE ILICITUDE. LEGÍTIMA DEFESA. IMPOSSIBILIDADE. PROVA DA MATERIALIDADE E INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA. JULGAMENTO PELO JÚRI POPULAR. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO IN DÚBIO PRO SOCIETATE. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO RECURSAL.I - A sentença de pronúncia é mero juízo de admissibilidade proferido pelo magistrado face à existência de indícios quanto à autoria e à materialidade do fato típico.II - Somente uma prova indubitável, escorreita, sem mácula, colhida em favor do acusado, pode justificar uma absolvição liminar em razão de caracterizada legítima defesa. Havendo dúvida, aplica-se o princípio in dubio pro societate, remetendo-se o feito ao Tribunal do Júri. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a Câmara Criminal deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 3ª Procuradoria de Justiça, conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto da relatora.

HABEAS CORPUS SEM LIMINAR N° 2007.006564-3 - NATAL/RN. Impetrante: Ítalo José Soares de Medeiros. Paciente:

Damião Gomes da Silva. Aut. Coatora:Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da Vara de Execuções Penais da Comarca de Natal. Relatora: Desembargadora Clotilde Madruga Alves Pinheiro. EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. FLAGRANTE. PERMANÊNCIA DA CONSTRIÇÃO, EM FACE DO CUMPRIMENTO DE ORDEM DE PRISÃO, EXPEDIDA PELO JUÍZO DAS EXECUÇÕES PENAIS. LIVRAMENTO CONDICIONAL DEFERIDO. REVOGAÇÃO INOCORRENTE. PERÍODO DE PROVA QUE JÁ TRANSCORREU. IMPOSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO DO LIVRAMENTO, DEVENDO SER RECONHECIDA A EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE DO PACIENTE PELA AUTORIDADE COATORA, SOB PENA DE SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. OBSERVÂNCIA DO ART. 90, DO CÓDIGO PENAL, BEM COMO DO ART. 146, DA LEI DE EXECUÇÕES PENAIS. CONHECIMENTO E CONCESSÃO PARCIAL DO WRIT. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que compõem a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, concorde parecer do Dr. Oscar Hugo de Souza Ramos, 13º

Promotor de Justiça, em substituição à 9ª Procuradoria de Justiça, em conceder parcialmente a ordem, determinando que a autoridade coatora, no prazo de 05 (cinco) dias, aprecie o pedido de liberdade condicional do paciente, nos termos do voto da Relatora.

HABEAS CORPUS COM LIMINAR N° 2007.009185-1 - NATAL/RN. Impetrante: Almir Garrido do Nascimento. Paciente:

Maxwell da Silva Martins. Aut. Coatora: Excelentíssimo Senhor Doutor Juiz de Direito da 5ª Vara Criminal da Comarca Natal /RN. Relatora: Desembargadora Clotilde Madruga Alves Pinheiro. EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. PRISÃO EM FLAGRANTE.DECRETAÇÃO DO RELAXAMENTO DA PRISÃO. PACIENTE POSTO EM LIBERDADE APÓS A IMPETRAÇÃO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. PERDA DO OBJETO. PEDIDO PREJUDICADO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que compõem a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da Douta Procuradora de Justiça conhecer da ordem para julga-la prejudicada.

APELAÇÃO CRIMINAL N° 2007.006770-2 - 5ª VARA

CRIMINAL DA COMARCA DE NATAL/RN. Apelante: José Alexandre Silveira. Adv: Rafael Fernandes Aladim de Araujo (OAB/RN). Apelada: A Justiça. Relatora:

Desembargadora Clotilde Madruga Alves Pinheiro. EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. ROUBO DUPLAMENTE MAJORADO. EMPREGO DE ARMA. CONCURSO DE PESSOAS. CONDENAÇÃO. APELAÇÃO CRIMINAL. PRETENSA ABSOLVIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. AUTORIA E MATERIALIDADE PATENTES. PEDIDOS ALTERNATIVOS. ABRANDAMENTO DA PENA E EXCLUSÃO DO EMPREGO DE ARMA DE FOGO COMO MAJORANTE PELA AUSÊNCIA DE LAUDO ACERCA DA SUA POTENCIALIDADE LESIVA. ARMA DE FOGO UTILIZADA OSTENSIVAMENTE. PODER INTIMIDATIVO CRISTALINAMENTE DEMONSTRADO. PENA-BASE, ENTRETANTO, EXACERBADA. RECURSO CONHECIDO

E PARCIALMENTE PROVIDO.

CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a Câmara Criminal deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos e em dissonância parcial com o parecer da 1ª Procuradoria de Justiça, em conhecer

e dar provimento parcial ao recurso para, tão-só, abrandar

as penas privativa de liberdade e de multa, nos termos do voto da Relatora.

HABEAS CORPUS Nº 2008.000155-6 – PARNAMIRIM Impetrante: Floriano Augusto De Santana Wanderley Marques. Paciente: Marcelino Adelino Da Silva. Autoridade Coatora: MM. Juiz De Direito Da Segunda Vara Criminal Da Comarca De Parnamirim. Relatora: Juíza Convocada Patrícia Gondim Moreira Pereira. EMENTA: CONSTITUCIONAL E PROCESSUAL PENAL. HABEAS CORPUS LIBERATÓRIO. ALEGAÇÃO DE EXCESSO DE PRAZO NA PRISÃO. REVOGAÇÃO DA CUSTÓDIA. PACIENTE POSTO EM LIBERDADE APÓS A IMPETRAÇÃO. PEDIDO PREJUDICADO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 659 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PRECEDENTES JURISPRUDENCIAIS. Verificando-se

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que não mais perdura a coação alegada, tendo sido relaxada a prisão do paciente pela autoridade judicial após a impetração, deve ser o writ conhecido para ser julgado prejudicado. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que compõem a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, .à unanimidade.de votos, em consonância com o parecer da Dra. Michele Dantas de Carvalho, em substituição por convocação à 14ª Procuradoria de Justiça, conhecer a ordem para julgá-la prejudicada, tudo conforme voto da Relatora, que fica integrando o acórdão.

APELAÇÃO CRIMINAL Nº 2007.001800-8 – SÃO RAFAEL Apelante: José Erivan De Lira. Advogado: Ivanildo Araújo De Albuquerque E José Cesar Fechine. Apelantes:

Francisco Fernandes Filho E José Cristian De Andrade. Advogado: Everaldo Francisco Da Silva. Apelada: A Justiça. Relatora: Juíza Convocada Patrícia Gondim Moreira Pereira. EMENTA: PENAL E PROCESSO PENAL. CRIME DE TORTURA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM. PERDA DO CARGO. CONSEQUÊNCIA NECESSÁRIA DA PENA. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA COMUM DE PRIMEIRO GRAU. EMENDATIO LIBELLI. NULIDADE NÃO DECLARADA. CONJUNTO PROBANTE BASTANTE À CONDENAÇÃO. AUTORIA E MATERIALIADADE COMPROVADAS QUANTUM SATIS. LEGÍTIMA DEFESA REJEITADA. CONDENAÇÕES QUE SE IMPÕEM. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DO APELO. 1. Compete a Justiça Comum julgar os militares na prática do delito de tortura tipificado na Lei nº 9.455/97. 2. A perda do cargo ou patente é decretada como efeito automático da condenação pelo crime de tortura, consoante artigo 1º , § 5º, da Lei nº 9.455/97. 3. Em face do princípio narra mihi factum dabo tibi jus, consubstanciado no art. 383, do Código de Processo Penal, impõe-se repelir a argüição de nulidade de sentença, vez que se trata de mera emendatio libelli, pois a condenação se ateve aos fatos descritos na denúncia, dos quais os réus se defendem, possibilitando, na sentença, definição jurídica diversa da capitulação anteriormente feita. 4. Não há que se falar em legítima defesa, ante a ausência dos seus elementos caracterizadores. 5. Apelo improvido. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que compõem a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, em consonância com o opinamento ministerial, tudo concorde voto da Relatora, que passa a integrar o acórdão.

APELAÇÃO CRIMINAL Nº 2007.002685-4 AREIA BRANCA. Apelante: Antonio Sidney De Santana. Advogado: Abraão Dutra Dantas. Apelada: A Justiça. Relatora: Juíza Convocada Patrícia Gondim Moreira Pereira. EMENTA: PENAL E PROCESSUAL PENAL. APELAÇÃO. TRÁFICO DE SUBSTÂNCIA ENTORPECENTE. ARTIGO 12, CAPUT, DA LEI Nº 6.368/76. PRELIMINAR DE NULIDADE DO FEITO POR INOBSERVÂNCIA DO RITO PREVISTO NA LEI 10.409/02, SUSCITADA PELA DEFESA. REJEIÇÃO. PRETENDIDA ABSOLVIÇÃO. NEGATIVA DE AUTORIA. FLAGRANTE FORJADO. PEDIDO SUCESSIVO: REDUÇÃO DE PENA E RESTITUIÇÃO DE BENS. AUTORIA E MATERIALIDADE

COMPROVADAS QUANTUM SATIS. DEPOIMENTOS DE POLICIAIS. COERÊNCIA. VALIDADE. CONDENAÇÃO MANTIDA. REGIME DE CUMPRIMENTO DE PENA ALTERADO PARA INICIALMENTE O FECHADO. CONCESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO PARA ESSE FIM. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que compõem a Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, de

acordo com o parecer do 1º procurador de justiça, rejeitar

a preliminar de nulidade do processo suscitada pela

defesa e, no mérito, à unanimidade de votos, negar provimento ao recurso, em consonância com o parecer ministerial, concedendo-se, contudo, Habeas Corpus de ofício para modificar o regime prisional imposto para inicialmente fechado, tudo conforme voto da relatora, que passa a integrar o acórdão.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal

de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES Diretor Substituto

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SECRETARIA JUDICIÁRIA

De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.007727-7 - 1ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA NATAL/RN APELANTE: RONALDO JOAQUIM DA SILVA. ADVOGADAS: JEANE PEREIRA BARBOSA E OUTROS. APELADO: MUNICÍPIO DE NATAL. PROCURADOR:

AURINO LOPES VILA. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MATERIAIS E MORAIS. CONCURSO PÚBLICO ANULADO PELA OCORRÊNCIA DE FRAUDE APURADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. PRETENSÃO REPARATÓRIA POR DANOS MORAIS E MATERIAIS. APROVAÇÃO EM CONCURSO PÚBLICO. MERA EXPECTATIVA DE DIREITO À NOMEAÇÃO. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABUSO DE DIREITO DO ATO ADMINISTRATIVO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade, em consonância com o parecer ministerial, conhecer e negar provimento ao recurso de apelação cível, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

AGRAVO INTERNO EM AGRAVO DE INSTRUMENTO N°

2007.008070-0/0001.00

ORIGEM: VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE MOSSORÓ/RN. AGRAVANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PROCURADOR: JOÃO CARLOS GOMES COQUE. AGRAVADO: TARCÍSIO DE OLIVEIRA PINTO. ADVOGADO: VINÍCIUS VICTOR LIMA DE CARVALHO. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO REGIMENTAL. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA FUNGIBILIDADE. RECEBIMENTO COMO AGRAVO INTERNO. DECISÃO DESTE RELATOR QUE NEGOU SEGUIMENTO AO RECURSO INTERPOSTO PELO ORA AGRAVANTE, CONSIDERANDO A FALTA DE DOCUMENTOS FACULTATIVOS, PORÉM ESSENCIAIS AO EXAME DA MATÉRIA EM QUESTÃO. IMPOSSIBILIDADE DE JUNTADA POSTERIOR. PRECLUSÃO CONSUMATIVA. INTELIGÊNCIA DO ART. 557 DO CPC. FUNDAMENTAÇÃO IRRELEVANTE NÃO ENSEJANDO A REFORMA DO DECISUM HOSTILIZADO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento ao recurso interposto, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

REMESSA NECESSÁRIA N°2007.007256-9 ORIGEM: VARA CÍVEL DA COMARCA DE CURRAIS NOVOS/RN. REMETENTE: JUÍZO DE DIREITO DA VARA CÍVEL DA COMARCA DE CURRAIS NOVOS/RN. ENTRE PARTES: JÚLIA PEREIRA DA COSTA. ADVOGADO: NOÉ

GALVÃO DE BARROS. ENTRE PARTES: MUNICÍPIO DE CURRAIS NOVOS. ADVOGADO: ALLAN KERLLEY RODRIGUES DA SILVA OLIVEIRA. RELATOR:

DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: ADMINISTRATIVO. REMESSA NECESSÁRIA. SENTENÇA QUE JULGOU PARCIALMENTE PROCEDENTE A PRETENSÃO DEDUZIDA NA INICIAL. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DA REMESSA NECESSÁRIA SUSCITADA PELO RELATOR. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 475 § 2° DO CPC. ACOLHIMENTO. PRECEDENTES DESTA CORTE. REEXAME NECESSÁRIO NÃO CONHECIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, em dissonância com o parecer ministerial, não conhecer da remessa necessária, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL Nº 2007.008901-4 - 3ª VARA CÍVEL NÃO ESPECIALIZADA DA COMARCA DE NATAL/RN APELANTE: OI – TNL PCS S/A. ADVOGADAS: LUCIANA BEZERRA TURÍBIO E OUTROS. APELADO:

COOPERATIVA DOS PROPRIETÁRIOS DE TÁXI DE NATAL LTDA – COOPTAX. ADVOGADOS: CRISTIANE PÉRSICO DE ALMEIDA E OUTRO. RELATOR:

DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CIVIL. CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE DANOS MORAIS. INSCRIÇÃO INDEVIDA NOS CADASTROS DE INADIMPLENTES PELA EMPRESA DE TELEFONIA. RESPONSABILIDADE CIVIL OBJETIVA. APLICAÇÃO DO CDC. DEMONSTRAÇÃO DO ILÍCITO PRATICADO PELO FORNECEDOR, DO DANO MORAL SUPORTADO PELO CONSUMIDOR E DO NEXO DE CAUSALIDADE ENTRE AMBOS. QUANTUM INDENIZATÓRIO. FIXAÇÃO EM PARÂMETROS RAZOÁVEIS E PROPORCIONAIS AO DANO CAUSADO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.007013-2- VARA ÚNICA DA COMARCA DE EXTREMOZ/RN APELANTE: MUNICÍPIO DE EXTREMOZ. PROCURADOR: JOSÉ ALEXANDRE SOBRINHO. APELADO: IRANILDO FERREIRA DA SILVA. ADVOGADO: EDNALDO PESSOA DE ARAÚJO. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA. VERBAS SALARIAIS. CARGO PÚBLICO MUNICIPAL. OBRIGAÇÃO DO MUNICÍPIO QUANTO AO PAGAMENTO DO SERVIDOR PELO TRABALHO EFETIVAMENTE DESENVOLVIDO. OBEDIÊNCIA AOS ARTS. 7°, IV, E 39, § 3°, AMBOS DA CARTA MAGNA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO PELO MUNICÍPIO DE FATO MODIFICATIVO, IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO AUTORAL. ART. 333, II, DO CPC. IMPOSIÇÃO DO PAGAMENTO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. PRECEDENTES DESTA CORTE.

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CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste egrégio Tribunal de Justiça, em turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento ao recurso, mantendo a sentença apelada, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.007110-3- 2ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE NATAL/RN APELANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PROCURADORAS: ROSALI DIAS DE ARAÚJO PINHEIRO E OUTRO. APELADA: IRIS MARIA PINTO DINIZ SOUSA. ADVOGADA: ALESSANDRA VIRGÍNIA DA SILVA MEDEIROS TINÔCO E OUTRO. RELATOR:

DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DA SERVIDORA PÚBLICA DE CRUZEIRO REAL PARA URV. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DA REMESSA NECESSÁRIA SUSCITADA RELATOR. ACOLHIMENTO. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. REJEIÇÃO. PREJUDICIAIS DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO BIENAL E DE FUNDO DO DIREITO. REJEITADAS. PRELIMINAR DE NULIDADE DO JULGADO POR AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE HOUVE REDUÇÃO SALARIAL. TRANSFERÊNCIA PARA O MÉRITO. MÉRITO. PREVALÊNCIA DA LEI FEDERAL EM FACE DA LEI ESTADUAL. SENTENÇA QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DAS PARCELAS RETROATIVAS SOBRE OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS, NA FORMA ESTABELECIDA NA LEI FEDERAL Nº 8.880/94, PARA CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. COMPENSAÇÃO DO ÍNDICE COM REAJUSTES SALARIAIS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE SISTEMA MONETÁRIO. INAPLICABILIDADE DA LEI ESTADUAL Nº 6.612/94 NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS ESTABELECIDOS NA LEI FEDERAL Nº 8.880/94. LIMITAÇÃO TEMPORAL. QUESTÃO SUPERADA COM O JULGAMENTO DA ADIN 2.323/DF. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. MANUTENÇÃO. IMPROVIMENTO DO RECURSO. I - É da competência privativa da União, por força da norma constitucional inserta no art. 22, VI, legislar sobre o sistema monetário nacional, não podendo lei estadual adentrar na seara da Lei Federal para ditar regras a esse respeito, o que afasta a alegada afronta ao princípio da autonomia político- administrativa do Estado. II - A conversão dos vencimentos dos servidores, sem a observância dos critérios determinados pela Lei Federal regulamentadora da matéria, acarretou perda salarial, não merecendo reforma a decisão que reconheceu a redução salarial nos vencimentos dos demandantes e condenou o Estado a proceder à conversão na forma estabelecida pela Lei Federal, com o pagamento das diferenças que vierem a ser apuradas desde março de 1994 até a data do efetivo pagamento. III - Se a conversão intencionada pela Lei Federal não foi de majorar salários, mas resguardar, no momento da modificação da moeda, o seu valor originário, não há se falar em acréscimo de despesa para o Estado, sem previsão orçamentária. IV - Consoante reiterada jurisprudência desta Corte, os honorários advocatícios

considerados razoáveis nas condenações impostas em ações desta natureza é no patamar de 10% (dez por cento), sobre o valor que vier a ser apurado na execução. V - Conhecimento e improvimento da apelação. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, acolher a preliminar de não conhecimento da remessa necessária suscitada pelo relator, e, em dissonância com o parecer do ministerial, rejeitar a preliminar de incompetência absoluta da justiça comum estadual, bem como a prejudicial de mérito de prescrição bienal e de fundo do direito, e, em concordância com o parecer

ministerial, rejeitar a prejudicial de prescrição bienal e transferir para o mérito a preliminar de nulidade da sentença, por ausência de redução salarial, todas suscitadas pelo apelante. No mérito, em consonância com

a manifestação do Ministério Público, conhecer da

apelação cível e negar-lhe provimento, nos termos do voto

do relator, que integra o julgado.

REMESSA NECESSÁRIA NA APELAÇÃO CÍVEL N°

2007.007331-0

ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE SÃO MIGUEL/RN. APELANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PROCURADOR: DORACIANO FREIRE DO NASCIMENTO. APELADA: LINDUÍNA MARIA FERNANDES NERI. ADVOGADOS: AMÉRICO NERI DE OLIVEIRA E OUTROS. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. REMESSA NECESSÁRIA E APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. SERVIDORA PÚBLICA ESTADUAL. VENCIMENTOS PAGOS COM ATRASO. CORREÇÃO MONETÁRIA. NATUREZA ALIMENTAR. INTELIGÊNCIA DO ART. 28, PARÁGRAFO 5° DA CARTA ESTADUAL. REMESSA NECESSÁRIA E RECURSO CONHECIDOS E IMPROVIDOS. PRECEDENTES DESTA CORTE. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que

integram a Segunda Câmara Cível deste egrégio Tribunal

de Justiça, em turma, à unanimidade de votos, conhecer e

negar provimento à apelação cível e à remessa necessária, mantendo a sentença apelada, nos termos do

voto do relator, que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.007302-8 - 4ª VARA CÍVEL NÃO ESPECIALIZADA DA COMARCA DE NATAL/RN. APELANTES: ADEMAR DA COSTA REGO E OUTROS. ADVOGADOS: JOSÉ ALEXANDRE SOBRINHO E OUTROS. APELADOS: PREVI - CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL. ADVOGADAS: ANDRESSA LAURENTINO DE MEDEIROS E OUTROS. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CIVIL. PROCESSUAL CIVIL. PREVIDENCIÁRIO. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. PREVIDÊNCIA PRIVADA. PRELIMINARES DE INCOMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ESTADUAL E DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO. REJEIÇÃO. MÉRITO. AUXÍLIO CESTA-ALIMENTAÇÃO CONCEDIDO AOS TRABALHADORES EM ATIVIDADE ATRAVÉS DE CONVENÇÃO COLETIVA. PRETENSÃO DE QUE TAL BENEFÍCIO SEJA ASSEGURADO AOS SERVIDORES INATIVOS VINCULADOS À CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL – PREVI.

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NATUREZA INDENIZATÓRIA E TRANSITÓRIA DO BENEFÍCIO. IMPOSSIBILIDADE DE EXTENSÃO AOS INATIVOS. PRECEDENTES DESTA CORTE. NECESSIDADE DE CRITÉRIO QUE PRESERVE O EQUILÍBRIO FINANCEIRO E ATUARIAL DA INSTITUIÇÃO DE PREVIDÊNCIA PRIVADA. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste egrégio Tribunal de Justiça, em turma, à unanimidade de votos, em consonância com parecer ministerial, conhecer do recurso e rejeitar as preliminares suscitadas pela PREVI. No mérito, agora em dissonância com parecer do Ministério Público, negar provimento à apelação cível, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N°2007.006418-4 ORIGEM: VARA ÚNICA DA COMARCA DE EXTREMOZ/RN. APELANTE: MUNICÍPIO DE EXTREMOZ. ADVOGADO: JOSÉ ALEXANDRE SOBRINHO. APELADA: MÔNICA MARIA DA SILVA. ADVOGADO: EDNALDO PESSOA DE ARAÚJO. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. COBRANÇA. VERBAS SALARIAIS. CARGO PÚBLICO MUNICIPAL. OBRIGAÇÃO DO MUNICÍPIO QUANTO AO PAGAMENTO DO SERVIDOR PELO TRABALHO EFETIVAMENTE DESENVOLVIDO. OBEDIÊNCIA AOS ARTS 7°, IV, E 39, § 3°, AMBOS DA CARTA MAGNA. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO PELO MUNICÍPIO DE FATO MODIFICATIVO, IMPEDITIVO OU EXTINTIVO DO DIREITO AUTORAL. ART. 333, II, DO CPC. IMPOSIÇÃO DO PAGAMENTO. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. PRECEDENTES DA CORTE. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste egrégio Tribunal de Justiça, em turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento ao recurso, mantendo a sentença apelada, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.006269-2 - VARA ÚNICA - TANGARÁ/RN APELANTE: TELEMAR NORTE LESTE S/A. ADVOGADOS: MARISA RODRIGUES DE ALMEIDA DUARTE E OUTROS. APELADO: MUNICÍPIO DE TANGARÁ. ADVOGADO: LEONARDO DIAS DE ALMEIDA. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSUMIDOR. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO C/C DECLARAÇÃO DE PRESCRIÇÃO DE CRÉDITO COM PEDIDO LIMINAR. SERVIÇO DE TELEFONIA. BLOQUEIO DE LINHAS UTILIZADAS PELA ADMINISTRAÇÃO MUNICIPAL. VALORES DEPOSITADOS EM JUÍZO DIANTE DA RECUSA DO CREDOR NO RECEBIMENTO. PRESCRIÇÃO DOS DÉBITOS EXISTENTES E ANTERIORES HÁ CINCO ANOS DA PROPOSITURA DA AÇÃO. APLICAÇÃO DO ART. 1º DO DEC. 20.910/32. RECUSA INJUSTIFICADA DO PAGAMENTO. CORRETA A CONSIGNAÇÃO EFETUADA PELO DEVEDOR. INCIDÊNCIA DO ART. 335, I, DO CC/2002. SENTENÇA MANTIDA. RECURSO IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª

Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, sem manifestação ministerial, conhecer do recurso e negar-lhe provimento, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

APELAÇÃO CÍVEL N° 2007.005904-2 ORIGEM: 4ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE NATAL/RN APELANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PROCURADORA: ROSALI DIAS DE ARAÚJO PINHEIRO. APELADOS: VERACÍ DE AZEVÊDO E OUTROS. ADVOGADO: SYLVIA VIRGÍNIA DOS S. DUTRA DE MACEDO. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DOS SERVIDORES PÚBLICOS DE CRUZEIRO REAL PARA URV. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. REJEIÇÃO. PREJUDICIAIS DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO BIENAL E DE FUNDO DO DIREITO. REJEITADAS. PRELIMINAR DE NULIDADE DO JULGADO POR AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE HOUVE REDUÇÃO SALARIAL. TRANSFERÊNCIA PARA O MÉRITO. MÉRITO. PREVALÊNCIA DA LEI FEDERAL EM FACE DA LEI ESTADUAL. SENTENÇA QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DAS PARCELAS RETROATIVAS SOBRE OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS, NA FORMA ESTABELECIDA NA LEI FEDERAL Nº 8.880/94, PARA CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. COMPENSAÇÃO DO ÍNDICE COM REAJUSTES SALARIAIS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE SISTEMA MONETÁRIO. INAPLICABILIDADE DA LEI ESTADUAL Nº 6.612/94 NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS ESTABELECIDOS NA LEI FEDERAL Nº 8.880/94. LIMITAÇÃO TEMPORAL. QUESTÃO SUPERADA COM O JULGAMENTO DA ADIN 2.323/DF. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. I - É da competência privativa da União, por força da norma constitucional inserta no art. 22, VI, legislar sobre o sistema monetário nacional, não podendo lei estadual adentrar na seara da Lei Federal para ditar regras a esse respeito, o que afasta a alegada afronta ao princípio da autonomia político-administrativa do Estado. II - A conversão dos vencimentos dos servidores, sem a observância dos critérios determinados pela Lei Federal

regulamentadora da matéria, acarretou perda salarial, não merecendo reforma a decisão que reconheceu a redução salarial nos vencimentos dos demandantes e condenou o Estado a proceder à conversão na forma estabelecida pela Lei Federal, com o pagamento das diferenças que vierem

a ser apuradas desde março de 1994 até a data do efetivo

pagamento. III - Se a conversão intencionada pela Lei Federal não foi de majorar salários, mas resguardar, no momento da modificação da moeda, o seu valor originário, não há se falar em acréscimo de despesa para o Estado, sem previsão orçamentária. IV - Consoante reiterada jurisprudência desta Corte, os honorários advocatícios considerados razoáveis nas condenações impostas em

ações desta natureza é no patamar de 10% (dez por cento), sobre o valor que vier a ser apurado na execução.

V - Conhecimento e provimento parcial da apelação.

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CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de incompetência absoluta da justiça comum estadual, bem como as prejudiciais de mérito de prescrição bienal e de fundo do direito, e, concorde parecer ministerial, transferir para o mérito a preliminar de nulidade da sentença, por ausência de redução salarial, todas suscitadas pelo apelante. No mérito, em consonância com a manifestação do Ministério Público, julgar procedente, em parte, à apelação, para reformar parcialmente a sentença apelada, apenas para reduzir os honorários advocatícios arbitrados, ao patamar de 10% sobre o valor da execução, nos termos do voto do relator, que integra o julgado.

APELAÇÃO CÍVEL N°2007.005899-2 ORIGEM: 4ª VARA DA FAZENDA PÚBLICA DA COMARCA DE NATAL/RN. APELANTE: ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PROCURADORA: ROSALI DIAS DE ARAÚJO PINHEIRO. APELADAS: MARIA SALETE GONÇALVES BEZERRA E OUTRAS. ADVOGADA:

SYLVIA VIRGÍNIA DOS S. DUTRA DE MACEDO. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. CONVERSÃO DA REMUNERAÇÃO DAS SERVIDORAS PÚBLICAS DE CRUZEIRO REAL PARA URV. APELAÇÃO CÍVEL. PRELIMINAR DE INCOMPETÊNCIA ABSOLUTA DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL. REJEIÇÃO. PREJUDICIAIS DE MÉRITO DE PRESCRIÇÃO BIENAL E DE FUNDO DO DIREITO. REJEITADAS. PRELIMINAR DE NULIDADE DO JULGADO POR AUSÊNCIA DE PROVA DE QUE HOUVE REDUÇÃO SALARIAL. TRANSFERÊNCIA PARA O MÉRITO. MÉRITO. PREVALÊNCIA DA LEI FEDERAL EM FACE DA LEI ESTADUAL. SENTENÇA QUE DETERMINOU O PAGAMENTO DAS PARCELAS RETROATIVAS SOBRE OS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS, NA FORMA ESTABELECIDA NA LEI FEDERAL Nº 8.880/94, PARA CONVERSÃO DO CRUZEIRO REAL EM URV. COMPENSAÇÃO DO ÍNDICE COM REAJUSTES SALARIAIS. IMPOSSIBILIDADE. PRECEDENTES DOS TRIBUNAIS SUPERIORES. COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE SISTEMA MONETÁRIO. INAPLICABILIDADE DA LEI ESTADUAL Nº 6.612/94 NECESSIDADE DE OBSERVÂNCIA DOS CRITÉRIOS ESTABELECIDOS NA LEI FEDERAL Nº 8.880/94. LIMITAÇÃO TEMPORAL. QUESTÃO SUPERADA COM O JULGAMENTO DA ADIN 2.323/DF. HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. REDUÇÃO. PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. I - É da competência privativa da União, por força da norma constitucional inserta no art. 22, VI, legislar sobre o sistema monetário nacional, não podendo lei estadual adentrar na seara da Lei Federal para ditar regras a esse respeito, o que afasta a alegada afronta ao princípio da autonomia político-administrativa do Estado. II - A conversão dos vencimentos dos servidores, sem a observância dos critérios determinados pela Lei Federal regulamentadora da matéria, acarretou perda salarial, não merecendo reforma a decisão que reconheceu a redução salarial nos vencimentos dos demandantes e condenou o Estado a proceder à conversão na forma estabelecida pela Lei Federal, com o pagamento das diferenças que vierem a ser apuradas desde março de 1994 até a data do efetivo

pagamento. III - Se a conversão intencionada pela Lei Federal não foi de majorar salários, mas resguardar, no momento da modificação da moeda, o seu valor originário, não há se falar em acréscimo de despesa para o Estado, sem previsão orçamentária. IV - Consoante reiterada jurisprudência desta Corte, os honorários advocatícios considerados razoáveis nas condenações impostas em ações desta natureza é no patamar de 10% (dez por cento), sobre o valor que vier a ser apurado na execução. V - Conhecimento e provimento parcial da apelação. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, rejeitar a preliminar de incompetência absoluta da justiça comum estadual, bem como as prejudiciais de mérito de prescrição bienal e de fundo do direito, e, concorde parecer ministerial, transferir para o mérito a preliminar de nulidade da sentença, por ausência de redução salarial, todas suscitadas pelo apelante. No mérito, em dissonância com a manifestação do Ministério Público, julgar procedente, em parte, à apelação, para reformar parcialmente a sentença apelada, apenas para reduzir os honorários advocatícios arbitrados, ao patamar de 10% sobre o valor da execução, nos termos do voto do relator, que integra o julgado.

AGRAVO DE INSTRUMENTO COM SUSPENSIVIDADE N° 2007.006856-0 - 1ª VARA CÍVEL NÃO ESPECIALIZADA DA COMARCA DE NATAL AGRAVANTE: CINDERLÂNCIA DA SILVA DANTAS. ADVOGADAS: LORENA DE MEDEIROS SANTOS E OUTROS. AGRAVADO: BANCO ABN AMRO REAL S. A. ADVOGADAS: ELÍSIA HELENA DE MELO MARTINI E OUTRO. RELATOR: DESEMBARGADOR RAFAEL GODEIRO. EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE CONSIGNAÇÃO EM PAGAMENTO C/C REVISIONAL DE CONTRATO. AUTORIZAÇÃO DE CONSIGNAÇÃO DO VALOR DAS PRESTAÇÕES VENCIDAS. PARCELAMENTO. IMPOSSIBILIDADE. CREDOR NÃO ESTÁ OBRIGADO A RECEBER PRESTAÇÃO DE FORMA DIVERSA DA CONTRATADA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, sem manifestação ministerial, conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES Diretor Substituto

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SECRETARIA JUDICIÁRIA

De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

Apelação Cível n°2007.007194-5 - Acari/Vara Única Apte./Apdo.: Banco Itaú S/A. Advogados: Josias Gomes

dos Santos Neto e outros. Apte./Apdo.: Maria de Fátima da Silva. Advogados: Eduardo André Dantas Silva e outro. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL E RECURSO ADESIVO – RESPONSABILIDADE CIVIL – ABERTURA DE CONTA BANCÁRIA COM DOCUMENTOS FALSOS - COBRANÇAS INDEVIDAS – DÉBITOS NÃO EFETUADOS PELO APELADO – INSCRIÇÃO EM CADASTROS RESTRITIVOS DE CRÉDITO - CULPA IN VIGILANDO DA INSTITUIÇÃO BANCÁRIA - DANO MORAL INDENIZÁVEL – O QUANTUM ARBITRADO DEVE ESTAR EM ACORDO COM O PRINCÍPIO DA RAZOABILIDADE – CONHECIMENTO E PROVIMENTO PARCIAL DA APELAÇÃO DA INSTITUIÇÃO FINANCEIRA

– CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DO RECURSO

ADESIVO. I - Cabe à instituição bancária a

responsabilidade por aceitar em sua clientela fraudadores que se utilizam de documentos falsos para obter crédito. II

– Atos relacionados à inscrição em rol de devedores

constituem um dano passível de indenização. III – Para o arbitramento do quantum indenizatório, há que se obedecer ao princípio da razoabilidade, não podendo a quantia ser exageradamente ínfima, tampouco de valor absurdo, não condizente com a situação financeira da parte responsável pelo adimplemento. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, conhecer e dar provimento parcial à apelação do BANCO ITAÚ S/A para reduzir a condenação imposta contra si à quantia de R$ 3.000,00 (três mil reais), acrescidos de juros de 1% ao mês a partir do evento danoso e correção monetária a partir dessa data, além das custas e honorários advocatícios, no importe de 20% sobre o valor da condenação, corrigidos a partir do ajuizamento da ação principal. Quanto aos honorários advocatícios da ação cautelar, devem ser reduzidos ao patamar de R$ 380,00

(trezentos e oitenta reais), igualmente corrigidos na forma acima descrita. Pelo mesmo quórum a Câmara decide conhecer e negar provimento ao recurso adesivo movido por MARIA DE FÁTIMA SILVA.

Apelação Cível N° 2007.006893-1 - Natal/2ª Vara Cível Não Especializada

Apelante: Ana Angélica de Castro Medeiros. Advogado:

José Maurício de Souza Neto. Apelados: Indústria Química

e Farmacêutica Schering Plough S/A e outros. Advogado:

Tales Rocha Barbalho. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL – PROCESSO CIVIL – IMPUGNAÇÃO À CONCESSÃO DE JUSTIÇA GRATUITA

– PRELIMINAR DE NULIDADE DA SENTENÇA POR

AUSÊNCIA DE FUNDAMENTAÇÃO – REJEIÇÃO – MÉRITO - PROVA DO ESTADO DE POBREZA – DESNECESSIDADE – PRESUNÇÃO JURIS TANTUM -

ÔNUS PROBANDI CABÍVEL A QUEM IMPUGNA – RECURSO PROVIDO. I - O ônus da prova quanto à pobreza alegada pela parte que pleiteia o benefício da assistência judiciária não cabe a esta, mas a quem conteste tal afirmação. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer do recurso e dar-lhe provimento para reformar a decisão atacada e conceder à apelante o direito à Assistência Judiciária, conforme faculta a Lei 1.060⁄50.

Apelação Cível N° 2007.007358-5 - João Câmara/Vara Única Apelante: Francisco Moreira da Silva. Advogado: José Magnus Lucas de Sena. Apelado: Cícero Batista de Araújo. Advogado: Moisés Samarone das Chagas. Relator:

Juiz saraiva sobrinho (convocado). EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL - APELAÇÃO CÍVEL - REINTEGRAÇÃO DE POSSE - COMPROVAÇÃO DE POSSE ANTERIOR DO ESBULHO PRATICADO - OBSERVÂNCIA DOS REQUISITOS DO ART. 927 DO CPC - SENTENÇA MANTIDA - CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO CÍVEL. CONCLUSÃO: Acordam os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso de Apelação, mantendo-se na íntegra os termos da sentença recorrida.

Apelação Cível N° 2007.007180-4 - Currais Novos/Vara Cível Apelante: Fancisca Macedo de Medeiros. Advogado:

Guilherme Santos Ferreira da Silva. Apelado: Banco do Nordeste do Brasil S/A. Advogada: Aiona Rosado Cascudo Rodrigues. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. EMBARGOS À EXECUÇÃO. PRELIMINARES DE NULIDADE DE SENTENÇA E DE INOVAÇÃO RECURSAL SUSCITADAS PELA APELANTE E PELO APELADO, RESPECTIVAMENTE. TRANSFERÊNCIA PARA O MÉRITO. CÉDULA DE CRÉDITO RURAL HIPOTECÁRIA. TÍTULO LÍQUIDO, CERTO E EXIGÍVEL. NÃO PACTUAÇÃO ENTRE AS PARTES LITIGANTES DO TJLP COMO INDEXADOR FINANCEIRO. COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 30 DO STJ. NÃO INCIDÊNCIA DE JUROS DE MORA SUPERIORES DE 1% AO ANO E MULTA CONTRATUAL DE 10% AO ANO NA EVOLUÇÃO DO DÉBITO PELO EXEQUENTE. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DA APELAÇÃO CÍVEL . I - A Cédula Rural Hipotecária, caracterizada por título de crédito instituído pelo Decreto Lei nº 167/67, foi regularmente pactuada e constitui-se em título executivo em face de sua certeza, liquidez e exigibilidade possuindo o mesmo, todos os requisitos essenciais para sua efetividade. II - Analisando o conjunto probatório carreado aos autos, dessume-se que a TJLP não foi expressamente pactuada entre as partes litigantes nem tampouco aplicada na planilha de evolução de débito pelo exequente, razão porque não subsiste a irresignação em tal aspecto. II - O entendimento pacificado pela Súmula 30 do STJ é contra à cobrança da comissão de permanência e a correção monetária cumulativamente. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio

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Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em transferir para o mérito as preliminares de nulidade de sentença e impossibilidade de inovação recursal suscitadas pela Apelante e pelo Apelado, respectivamente. E no mesmo julgamento, em conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator.

Apelação Cível N°2007.007166-0 - Natal/17ª Vara Cível Apelante: José Bezerra Cavalcanti Filho. Advogado:

Marcílio Tavares Sena. Apelado: Banco do Brasil S.A. Advogado: Luís Henrique Silva Medeiros. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: DIREITO CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA DE COBRANÇA. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. DESNECESSIDADE DE PERÍCIA CONTÁBIL. PROVAS ROBUSTAS APRESENTADAS AOS AUTOS. QUESTÃO EMINENTEMENTE DE DIREITO. POSICIONAMENTO GARANTIDO PELO STJ. LIMITAÇÃO DA TAXA DE JUROS NO PERCENTUAL DE 12% AO ANO. IMPOSSIBILIDADE. JUROS PACTUADOS NO CONTRATO QUE SE MANTÊM. INADMISSIBILIDADE DE CAPITALIZAÇÃO DE JUROS E DA COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. MANUTENÇÃO DA SENTENÇA DE 1º GRAU. PRECEDENTES. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DO RECURSO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer do presente recurso negando-lhe provimento para manter incólume os termos da sentença combatida. Inexistência de Parecer Ministerial.

Apelação Cível N°2007.008280-7 - Mossoró/1ª Vara Cível Apelante: Cláudio Marcos da Costa. Advogado: Igor Oliveira Campos e outros. Apelado: Banco Citicard S/A. Advogada: Ana Carla Duarte de Queiroz e outros. Relator:

Juiz Saraiva Sobrinho(Convocado). EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO DECLARATÓRIA DE INEXISTÊNCIA DE DÉBITO E INDENIZATÓRIA POR DANOS MORAIS COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DOS EFEITOS DA TUTELA. DANOS MORAIS NÃO CONFIGURADOS. MERO ABORRECIMENTO. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. O fato descrito na inicial não passou de um mero aborrecimento, sem maiores conseqüências, não sendo, portanto, passível de indenização por danos morais. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento à Apelação Cível, mantendo a sentença em todos os seus termos.

Apelação Cível N°2007.008179-5 - Parelhas/Vara Única Apelante: J. M. da S. Advogado: Fábio Aurélio Bulcão. Apelada: V. F. de A. Advogado: Onofre Roberto Nóbre ga Fernandes. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL – AÇÃO REVISIONAL DE ALIMENTOS – PEDIDO DE MINORAÇÃO DE ALIMENTOS – FILHOS MENORES - ALEGAÇÃO DE MUDANÇA DE FORTUNA – INOCORRÊNCIA – ÔNUS DA PROVA CABÍVEL A QUEM PLEITEA A REVISÃO NOS ALIMENTOS – CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO. Em sede de revisional de alimentos onde os alimentados requerem a majoração do quantum pago a

título de pensão alimentícia, incumbirá a estes o ônus de provar a alegada mudança de fortuna do provedor dos alimentos. CONCLUSÃO: ACORDAM os eminentes Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, em Turma, à unanimidade de votos, em consonância com o Ministério Público, em conhecer do presente recurso e dar-lhe provimento, para modificar a decisão atacada, devendo ser mantida a obrigação alimentar no patamar incialmente acordado entre as partes.

Agravo de Instrumento com Suspensividade nº 2007.006165-2 Mossoró / 4ª Vara Cível Agravantes: Aureliano e Cia e outro. Advogados: Paulo de Medeiros Fernandes o outro. Agravado: Espólio de Aureliano Vale representado pela inventariante Joaquina Maria Vale. Advogado: João Medeiros Neto. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: PROCESSUAL CIVIL – AGRAVO DE INSTRUMENTO – DECISÃO QUE DETERMINOU DEPÓSITO EQÜITATIVO DE HONORÁRIOS PERICIAIS – IMPOSSIBILIDADE – PERÍCIA REQUERIDA PELO AGRAVADO – ÔNUS QUE DEVE SER SUPORTADO PELA PARTE QUE REQUEREU A PERÍCIA – INTELIGÊNCIA DOS ARTS. 19 E 33 "CAPUT" DO DIPLOMA PROCESSUAL CIVIL – REFORMA DA DECISÃO ATACADA QUE SE IMPÕE – PRECEDENTES DESTA EGRÉGIA CORTE DE JUSTIÇA E DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA – RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, em Turma, à unanimidade de votos, em conhecer do presente recurso para dar-lhe provimento, nos termos do voto do Desembargador Relator.

Agravo de Instrumento n° 2007.008180-5 - 12ª Vara Cível da Comarca de Natal Agravante: Matos, Machado e Rodrigues Ltda. Advogados:

Juliana Pinto Barcellos e outros. Agravada: Maria dos Anjos Lopes. Advogado: Pedro Henrique Duarte Blumenthal. Relator: Juiz SARAIVA SOBRINHO (convocado). EMENTA: AGRAVO DE INSTRUMENTO – PROCESSUAL CIVIL – DECISÃO SINGULAR QUE DETERMINOU, DE OFÍCIO, A REALIZAÇÃO DE PERÍCIA E O PAGAMENTO DOS RESPECTIVOS HONORÁRIOS PELA RÉ - AUTORA HIPOSSUFICIENTE E BENEFICIÁRIA DA JUSTIÇA GRATUITA – ART. 33, CPC - PARTE RÉ QUE NÃO REQUEREU A PRODUÇÃO DA PROVA – NÃO OBRIGAÇÃO DE ARCAR COM O PAGAMENTO DAS DESPESAS PERICIAIS - PRECEDENTES DO STJ – CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO. - Na linha dos precedentes do STJ, com fulcro no Art. 33 do CPC, não cabe ao réu, que não requereu a produção de prova pericial, o pagamento dos honorários do perito. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, em Turma, à unanimidade de votos, em conhecer do recurso e dar-lhe provimento, nos termos do voto do Relator.

Embargos de Declaração em Apelação Cível n° 2007.006946-9/0001.00 - Assu/1ª Vara Cível Embargante: Banco do Nordeste do Brasil S/A.

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Advogados: Soraidy Cristina de França e outros. Embargado: Marinildo Evangelista da Silva. Advogados:

Guilherme Santos Ferreira da Silva e outro. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho (convocado). EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO INTERPOSTOS POR INSTITUIÇÃO FINANCEIRA CONTRA ACÓRDÃO QUE JULGOU APELAÇÃO CÍVEL PROMOVIDA EM FACE À SENTENÇA QUE JULGOU PROCEDENTE EM PARTE EMBARGOS À EXECUÇÃO DE CÉDULA DE CRÉDITO RURAL. AUSÊNCIA DE OMISSÃO QUANTO À DISCUSSÃO ENVOLVENDO CUMULAÇÃO ENTRE COMISSÃO DE PERMANÊNCIA E CORREÇÃO MONETÁRIA. CONHECIMENTO E REJEIÇÃO DOS EMBARGOS. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento aos presentes embargos de declaração.

Apelação Cível N°2007.007270-3 - Mossoró/3ª Vara Cível Apelante: Glênio Alves Diniz Soares - Me e outros. Advogado: Francisco Bartolomeu Tomas Lima de Freitas. Apelado: Banco Fininvest S.A. Advogada: Rossana Daly de Oliveira Fonseca. Relator: Juiz SARAIVA SOBRINHO (convocado). EMENTA: EMENTA: APELAÇÃO CÍVEL. PROCESSUAL CIVIL. AÇÃO MONITÓRIA. PRELIMINAR DE AUSÊNCIA DE INTERESSE DE AGIR. REJEIÇÃO. PRELIMINAR DE INÉPCIA DA INICIAL. ALEGAÇÃO DE INEXISTÊNCIA DE CAUSA DE PEDIR. REJEIÇÃO. MÉRITO. PESSOA JURÍDICA QUE NÃO DEMONSTROU A UTILIZAÇÃO DO PRODUTO COMO CONSUMIDOR FINAL. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. CONTAGEM DOS JUROS MORATÓRIOS E CORREÇÃO MONETÁRIA A PARTIR DO VENCIMENTO DO DOCUMENTO COBRADO. OS JUROS DE MORA DEVEM SER CONTADOS A PARTIR DA CITAÇÃO VÁLIDA. A CORREÇÃO MONETÁRIA DEVE SER CONTADA DESDE A DATA DO VENCIMENTO DA OBRIGAÇÃO. PRECEDENTES DESTA CORTE. PRÁTICA DE JUROS SOBRE JUROS EM CONTRATO DE CÉDULA DE CRÉDITO BANCÁRIO. POSSIBILIDADE. JUROS DE 12% AO ANO. LEGALIDADE. CONHECIMENTO E PROVIMENTO PARCIAL DO RECURSO. I – Para a configuração de uma relação de consumo faz-se necessária a demonstração de que o produto ou serviço resultante do contrato travado foi utilizado pelo seu adquirente como destinatário final. II - Os juros de mora devem incidir a partir da citação válida, consoante inteligência do art. 219 do CPC, já a correção monetária deverá incidir desde o vencimento da obrigação. III - É possível a prática de juros sobre juros em contrato de cédula de crédito bancário, desde que expressamente pactuado pelas partes. IV - Em não se tratando de relação de consumo, não incide a Lei de Usura, sendo livre o percentual acordado entre as partes a título de juros. CONCLUSÃO: ACORDAM, os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, silente o Ministério Público, em rejeitar as preliminares de ausência de interesse de agir e inépcia da inicial e, no mérito, conhecer do presente apelo para dar-lhe provimento parcial, reformando a sentença atacada, no sentido de determinar que a correção monetária se dê a partir do vencimento dos títulos, e os

juros de mora a partir da citação válida, mantendo-a em seus demais termos.

Apelação Cível n°2007.006966-5 - Assu/1ª Vara Cível Apte/apdo: Banco do Nordeste do Brasil S/A. Advogados:

Daniel Victor da Silva Ferreira e outros. Apte/apdo: Maria de Melo Morais. Advogado: Guilherme Santos Ferreira da Silva. Relator: Juiz SARAIVA SOBRINHO (convocado). EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÕES CÍVEIS. EMBARGOS EM AÇÃO DE EXECUÇÃO. CÉDULAS DE CRÉDITO RURAL. INCIDÊNCIA DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. POSSIBILIDADE. INAPLICABILIDADE DO ART. 192, § 3º, DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. LEI DE USURA. INCIDÊNCIA DE TAL NORMA ANTE A OMISSÃO DE FIXAÇÃO DE TAXA PELO CONSELHO MONETÁRIO NACIONAL. CUMULAÇÃO DE OUTRO ÍNDICE COM COMISSÃO DE PERMANÊNCIA. IMPOSSIBILIDADE. SÚMULA 30 DO STJ. MULTA DE 10%. NÃO INCIDÊNCIA DO CDC APENAS NOS CONTRATOS FIRMADOS APÓS ESTA DATA. NULIDADE DA SENTENÇA POR AUSÊNCIA DE PERÍCIA. DENEGAÇÃO DA PRODUÇÃO DE PROVAS INÚTEIS. CORRETO JULGAMENTO ANTECIPADO DA LIDE. EXISTÊNCIA DE FATO IMPEDITIVO PARA OBTER A RENEGOCIAÇÃO DE SUAS OPERAÇÕES DE CRÉDITO RURAL. TJLP COMO FATOR DE ATUALIZAÇÃO. POSSIBILIDADE, DESDE QUE PACTUADA. INSCRIÇÃO EM CADASTROS RESTRITIVOS DE CRÉDITO. FACULDADE DO CREDOR QUANDO RESPEITADA A LEGALIDADE DA DÍVIDA. CONHECIMENTO E DESPROVIMENTO DAS APELAÇÕES. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em sessão, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso de apelação cível interposto por BANCO DO NORDESTE DO BRASIL S/A, bem como em conhecer e negar provimento ao recurso de apelação cível interposto por MARIA DE MELO MORAIS.

Apelação Cível Nº 2007.007169-1 Natal / 17ª Vara Cível Apelante/Recorrido: Pedro Arbués Dantas. Advogado: Alan Franklin Rossiter Pinheiro. Apelado/Recorrente: Kleber de Oliveira Brito e outro. Advogado: Daniel de Mesquita Ferraz. Relator: Juiz Saraiva Sobrinho. EMENTA: PROCESSO CIVIL – APELAÇÃO CÍVEL. INEXISTÊNCIA DE CONTEÚDO PROBATÓRIO ACERCA DA ALEGADA DETERIORAÇÃO DO IMÓVEL POR PARTE DOS LOCATÁRIOS – DANO MATERIAL NÃO CONFIGURADO. RESCISÃO DA AVENÇA MOTIVADA POR DESCUMPRIMENTO CONTRATUAL. APLICAÇÃO DA MULTA PREVISTA NO ART. 12 DO CONTRATO CELEBRADO. POSSIBILIDADE. TAXA SELIC. DESCABIMENTO. APLICAÇÃO DOS ÍNDICES CONSTANTES DA TABELA MODELO 01 DA JUSTIÇA FEDERAL, POR SER APLICÁVEL ÀS EXECUÇÕES EM GERAL. CONDENAÇÃO DO VENCIDO BENEFICIÁRIO DA GRATUIDADE JUDICIÁRIA EM CUSTAS E HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. POSSIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ART. 12 DA LEI 1.060/50 – RECURSO ADESIVO. TAXA DE RELIGAMENTO DOS SERVIÇOS DA CAERN E DA COSERN. DOCUMENTOS QUE SÃO SUFICIENTES PARA CARACTERIZAR O DÉBITO. ÔNUS QUE DEVE RECAIR SOBRE AQUELE QUE DEU CAUSA À DÍVIDA. APELAÇÃO CÍVEL CONHECIDA E

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PARCIALMENTE PROVIDA. RECURSO ADESIVO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1 - Mesmo sendo beneficiário da justiça gratuita, deve o sucumbente ser condenado no pagamento de custas e honorários sucumbenciais, porém, tal obrigação ficará suspensa, por no máximo, 05 (cinco) anos. Não havendo mudança na fortuna durante o referido lapso temporal, tal obrigação restará prescrita. 2 - Nas execuções em geral, devem ser utilizados os índices constantes da Tabela Modelo 01 da Justiça Federal, por conter a inclusão dos índices inflacionários expurgados. 3 - Precedentes desta Egrégia Corte de Justiça. 4 - Apelação Cível conhecida e parcialmente provida. 5 - Recurso adesivo conhecido e desprovido. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, em turma, à unanimidade de votos, em conhecer do apelo proposto por PEDRO ARBUÉS DANTAS para dar-lhe parcial provimento, e pela mesma votação, em conhecer do recurso adesivo interposto por KLEBER DE OLIVEIRA BRITO e OUTRA para negar-lhe provimento, nos termos do voto do Desembargador Relator.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES. Diretor Substituto

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De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

Apelação Cível n°2007.006796-0

Origem: Vara Única da Comarca de Portalegre/RN.

Advogado: Dr. Ribamar Ferreira de

Lima. Apelada: A Justiça. Relator: Juiz Convocado Virgílio Fernandes. EMENTA: ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. APURAÇÃO DE ATO INFRACIONAL ANÁLOGO AO FURTO QUALIFICADO. AUTORIA E MATERIALIDADE COMPROVADAS. AMPLO VALOR PROBATÓRIO. MEDIDA SÓCIO-EDUCATIVA. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS À COMUNIDADE. ADEQUAÇÃO. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. I - Restando a materialidade e a autoria comprovadas pelo acervo probatório, e sem sustento na prova a inocência da menor, correta a decisão que acolheu a representação. II - Nos atos infracionais contra o patrimônio, a palavra da vítima possui especial valor probante, mormente quando corroborada pelos demais elementos de convicção existentes nos autos.III - A gravidade do ato infracional praticado e as condições pessoais da infratora recomendam a aplicação de medida de prestação de serviços à comunidade. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a Terceira Câmara Cível deste Egrégio Tribunal

de Justiça, em turma, à unanimidade de votos, conhecer e

Apelante: S. K. S. N

negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante deste.

Embargos de Declaração Em Apelação Cível n°

2007.006183-4/0001.00

Origem: Vara Única da Comarca de Jardim do Seridó/RN. Embargante: Morvanildo dos Santos Medeiros.

Advogados: Drs. Marcus Vinícius de Albuquerque Barreto

e outro. Embargado: Banco do Brasil. Advogado: Dr.

Antônio Carlos Lima Martins. Relator: Juiz Ricardo Tinôco

de Góes (convocado).

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO EM APELAÇÃO CÍVEL. ALEGAÇÃO DE OMISSÃO E CONTRADIÇÃO. AUSÊNCIA DE OMISSÃO, OBSCURIDADE OU CONTRADIÇÃO. EMBARGOS DECLARATÓRIOS CONHECIDOS E REJEITADOS. PRECEDENTES. - Inocorrente a alegada omissão no acórdão embargado, ou mesmo dúvida ou contradição que legitime a integração da decisão ou ainda excepcionalmente a sua modificação, é de se rejeitar o recurso interposto para tal mister. Rejeição dos embargos. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Terceira Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, em Turma, à unanimidade de votos, em rejeitar os embargos de declaração, nos termos do voto do Relator, que fica fazendo parte integrante deste.

Embargos de Declaração Em Apelação Cível n°

2007.004181-8/0001.00

Origem: 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal/RN. Embargante: Suely Dantas de Andrade. Advogado: Lúcio Franklin Gurgel Martiniano. Embargado:

Estado do Rio Grande do Norte. Advogado: Ana Cláudia Bulhões Porpino de Macedo. Relator: Juiz Convocado Kennedi Braga. EMENTA: EMBARGOS DECLARATÓRIOS. REEXAME DA QUESTÃO DECIDIDA. PREQUESTIONAMENTO. NECESSIDADE DE DEMONSTRAÇÃO, NO ACÓRDÃO RECORRIDO, DE ALGUM DOS VÍCIOS DO ART. 535 DO CÓDIGO PROCESSUAL CIVIL. ALEGAÇÃO DE OMISSÕES NO DECISUM EMBARGADO. HIPÓTESE NÃO CONFIGURADA NOS AUTOS. MATÉRIA SUSCITADA JÁ ANALISADA NO ACÓRDÃO RECORRIDO. PRECEDENTES DESTA CORTE. CONHECIMENTO E REJEIÇÃO DO RECURSO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 3ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento aos Embargos, mantendo-se incólumes todos os termos do decisum recorrido.

Remessa Necessária n°2007.006433-5 Origem: Vara Única da Comarca de Jardim de Piranhas/RN. Remetente: Juízo de Direito da Comarca de Jardim de Piranhas. Entre Partes: Manoel Pereira filho Advogado: Dr.Anesiano Ramos de Oliveira. Entre Partes:

Prefeito Municipal de Jardim de Piranhas. Advogado: Dr. Jandui Fernandes Relator: Juiz Convocado Dr. Kennedi Braga. EMENTA: CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. REMESSA NECESSÁRIA DE SENTENÇA CONCESSIVA DE MANDADO DE SEGURANÇA.REMOÇÃO EX OFFICIO DE SERVIDOR EM PERÍODO SEGUINTE ÀS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E ANTES DA POSSE DOS ELEITOS. AFRONTA A LEI FEDERAL Nº 9.504/97. CONDUTA VEDADA AOS AGENTES PÚBLICOS PELO ART. 73, V DO DIPLOMA LEGAL EM EVIDÊNCIA. CASO QUE NÃO SE ENQUADRA NAS EXCEÇÕES PREVISTAS EM LEI. NULIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL DECLARADA. MANUTENÇÃO. ILEGALIDADE CONFIGURADA. DIREITO LÍQUIDO E CERTO EVIDENCIADO. PRECEDENTE. SENTENÇA MANTIDA. REMESSA NECESSÁRIA IMPROVIDA. POR EXPRESSA DISPOSIÇÃO LEGAL VEDA A LEI ELEITORAL A TRANSFERÊNCIA E A REMOÇÃO DE SERVIDOR EX OFFICIO LOGO APÓS AS ELEIÇÕES MUNICIPAIS E ANTES DA POSSE DOS ELEITOS NA CIRCUNSCRIÇÃO DO PLEITO, O QUE AUTORIZA A DECLARAÇÃO DE NULIDADE DO ATO ADMINISTRATIVO MUNICIPAL QUE INOBSERVOU A NORMA LEGAL. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da Terceira Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça, em Turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer do Dr. Luiz Lopes de Oliveira Filho, 21º Procurador de Justiça, em conhecer e negar provimento a Remessa Necessária para manter em todos os seus termos a sentença recorrida.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

EDUARDO CRUZ REVORÊDO MARQUES Diretor Substituto

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SECRETARIA JUDICIÁRIA

De acordo com o Art. 506, III, do CPC, e Art. 171, §1º do Regimento Interno desta Corte, faço publicar os acórdãos abaixo lidos e aprovados em Sessões Ordinárias e/ou Extraordinárias do Egrégio Tribunal de Justiça:

Apelação Cível n° 2007.006522-7 Origem: 2ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN Apte/apdo: Curral Veterinária Ltda. Advogados: Humberto Henrique Costa Fernandes do Rego e outro. Apte/Apdo:

Santa Júlia Agro Comercial Exportação de Frutas Tropicais Ltda. Advogados: Éverson Cleber de Souza e outro. Relator: Desembargador Cláudio Santos.

EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÕES CÍVEIS. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO TÍTULO EXECUTADO. INSTRUMENTO DE CONFISSÃO DE DÍVIDA. INOCORRÊNCIA DE QUALQUER VÍCIO. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DO AGRAVO RETIDO AVIADO PELA EMBARGANTE. IMPUGNAÇÃO QUANTO AO ÍNDICE DE CORREÇÃO MONETÁRIA - IGPM. LIVRE PACTUAÇÃO. POSSIBILIDADE. LEGALIDADE. PRECEDENTES DO STJ. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DO APELO DA PARTE EMBARGANTE. INSURGÊNCIA QUANTO AO MONTANTE FIXADO A TÍTULO DE HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS. VALOR INSIGNIFICANTE. NECESSIDADE DE MAJORAÇÃO. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO APELO DA EMBARGADA. REFORMA PARCIAL DA SENTENÇA. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, conhecer dos recursos, para, preliminarmente, negar provimento ao agravo retido aviado pela embargante, e, no mérito, pela mesma votação, negar provimento à apelação cível por esta interposta e dar provimento ao recurso da parte embargada, apenas para majorar o valor fixado a título de honorários advocatícios para R$ 5.000,00 (cinco mil reais), nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Remessa Necessária n° 2007.007234-9 Origem: 15ª Vara Cível da Comarca de Natal/RN Remetente: Juízo de Direito da 15ª Vara Cível da Comarca de Natal. Entre partes: Instituto Nacional do Seguro Social – INSS. Procurador: Marcus Vinícius de Paiva Ximenes. Entre partes: Damião de Sá Bezerra. Advogada: Maria Bernadete Toledo A. Oliveira. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PREVIDENCIÁRIO. REMESSA NECESSÁRIA. AÇÃO ORDINÁRIA. PENSÃO POR MORTE. CONJUNTO PROBATÓRIO QUE DEMONSTRA A DEPENDÊNCIA ECONÔMICA DO AUTOR EM RELAÇÃO AO SEU FILHO, EX-SEGURADO DA PREVIDÊNCIA SOCIAL. CONCESSÃO DO BENEFÍCIO QUE SE IMPÕE, SENDO DEVIDO A PARTIR DA DATA DO REQUERIMENTO ADMINISTRATIVO. ART. 74, II, DA LEI Nº 8.213/91. REMESSA OFICIAL CONHECIDA E IMPROVIDA. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 10ª Procuradoria de Justiça, conhecer da remessa necessária e negar-lhe

provimento, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Apelação Cível n° 2007.007115-8 Origem: Vara da Fazenda Pública da Comarca de Mossoró/RN Apelante: Fundação Universidade do Estado do Rio Grande do Norte – Fuern. Procurador: João Carlos Gomes Coque. Apelados: Erneide Carlos de Oliveira e outros. Advogados: Cleilton César Fernandes Nunes e outros. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO ORDINÁRIA. PRELIMINAR DE NÃO SUBMISSÃO DA SENTENÇA AO REEXAME NECESSÁRIO, SUSCITADA PELA PROCURADORIA DE JUSTIÇA. PREVISÃO DO ART. 475, § 2º, DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. ACOLHIMENTO. PRELIMINAR DE IMPOSSIBILIDADE JURÍDICA DO PEDIDO, ARGÜIDA PELA RECORRENTE. REJEIÇÃO. MÉRITO. SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS. GRATIFICAÇÃO INCORPORADA. REAJUSTES CONCEDIDOS PELAS LEIS NOS 8.049/2001 E 8.061/2002. DESVINCULAÇÃO DO VALOR INCORPORADO AOS VENCIMENTOS/PROVENTOS. ART. 1º DA LEI COMPLEMENTAR ESTADUAL Nº 203/01. PRECEDENTES DO STJ EM CASOS ORIUNDOS DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. I – A Lei Complementar nº 203/2001 modificou a forma de cálculo dos adicionais e gratificações atribuídos aos servidores públicos estaduais, tendo sido eles transformados em parcelas pecuniárias autônomas, desvinculadas dos valores outrora percebidos, passando a ser reajustados pela revisão geral de vencimentos do funcionalismo. III – Apelação Cível conhecida e provida. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, acolher a preliminar de não submissão da sentença ao reexame necessário, suscitada pela 10ª Procuradoria de Justiça, e rejeitar a preliminar de impossibilidade jurídica do pedido, argüida pela recorrente. No mérito, pela mesma votação, em dissonância com o parecer ministerial, dar provimento à apelação cível, nos termos do voto do Relator, que integra o

Agravo de Instrumento n° 2007.007405-1 Origem: 2ª Vara Cível da Comarca de Pau dos Ferros/RN Agravante: C. A. da S. Advogado: Francisco Ubaldo Lobo Bezerra de Queiroz. Agravada: M. R. S. de H. Advogado:

Lafaiete Dantas Júnior. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: CIVIL E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. ALIMENTOS PROVISÓRIOS ARBITRADOS LIMINARMENTE PELO JUIZ A QUO, EM FAVOR DA COMPANHEIRA E DA FILHA MENOR DO AGRAVANTE, NA QUANTIA EQUIVALENTE A 03 (TRÊS) SALÁRIOS MÍNIMOS. OBSERVÂNCIA DO BINÔMIO NECESSIDADE-POSSIBILIDADE. DEMONSTRAÇÃO, NOS AUTOS, DA IMPOSSIBILIDADE FINANCEIRA DO ALIMENTANTE DE ARCAR COM O PAGAMENTO DA PENSÃO CONFORME FIXADA PROVISORIAMENTE. I – No caso de arbitramento de alimentos provisórios, há de ser observado o binômio necessidade-possibilidade, devendo ser estipulada a pensão dentro de um limite que possibilite a mantença condigna do alimentando, sendo levada em consideração, por outro lado, a possibilidade do

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alimentante, em homenagem ao princípio da proporcionalidade. II - Agravo conhecido e parcialmente provido. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em dissonância com o parecer da 7ª Procuradoria de Justiça, conhecer e dar provimento parcial ao recurso, nos termos do voto do Relator que integra o julgado.

Ação de Execução nº 2007.007596-7 Origem: 1ª Vara Cível da Comarca de Mossoró/RN Agravante: Engequip - Engenharia de Equipamentos Ltda. Advogados: Neffer André Torma Rodrigues e outros. Agravado: Luís Fernandes Neto. Advogado: José Wilton Ferreira. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSO CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE EXECUÇÃO. CRÉDITO DO DEVEDOR BLOQUEADO PARA FINS DE PENHORA. RECUPERAÇÃO JUDICIAL DEFERIDA. PLANO DE RECUPERAÇÃO APROVADO. NOVAÇÃO DE TODOS OS CRÉDITOS. REGIME ESPECIAL. ADMINISTRAÇÃO JUDICIAL DA MASSA QUE IMPÕE A LIBERAÇÃO DE TODOS OS CRÉDITOS DO DEVEDOR. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do voto do relator, que integra o julgado.

Agravo de Instrumento n° 2007.006831-9 Origem: 1ª Vara Cível da Comarca de Ceará Mirim/RN Agravante: Banco Semear S.A. Advogados: Marcos Délli Ribeiro Rodrigues e outro. Agravado: Francisco das Chagas. Advogado: Ednardo Gregório Alves Azevedo. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: DIREITO BANCÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO. DECISÃO QUE CONCEDEU TUTELA ANTECIPADA, DETERMINANDO A CONSIGNAÇÃO JUDICIAL DOS VALORES TIDOS COMO DEVIDOS PELO AUTOR. AÇÃO REVISIONAL AJUIZADA APÓS O PAGAMENTO DE 02 (DUAS) DAS 60 (SESSENTA) PARCELAS CONTRATADAS. INOBSERVÂNCIA DA BOA- FÉ OBJETIVA DOS CONTRATOS. APLICAÇÃO DA TAXA SELIC. IMPOSSIBILIDADE. JUROS REMUNERATÓRIOS PACTUADOS EM PERCENTUAL DENTRO DA MÉDIA DO MERCADO FINANCEIRO. RAZOABILIDADE. CAPITALIZAÇÃO MENSAL. POSSIBILIDADE. CONTRATO FIRMADO APÓS O ADVENTO DA MEDIDA PROVISÓRIA Nº 1963-18/2000. PRECEDENTES DO STJ E TJ/RN. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível deste Egrégio Tribunal de Justiça, à unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra ao julgado.

Agravo de Instrumento n° 2007.007391-8 Origem: 3ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal/RN Agravante: Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte – IPERN. Procuradora:

Juliana de Morais Guerra. Agravada: Francisca das

Chagas. Advogado: José Albano do Nascimento. Relator:

Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: DIREITO PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. DECISÃO QUE DEFERIU TUTELA ANTECIPADA. CUMULAÇÃO DE PENSÃO PREVIDENCIÁRIA COM PENSÃO ESPECIAL DE EX-COMBATENTE. POSSIBILIDADE. INTELIGÊNCIA DO ART. 53, INCISO II, DO ATO DAS DISPOSIÇÕES CONSTITUCIONAIS TRANSITÓRIAS. PRECEDENTES DO STF E DO STJ. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DO RECURSO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra ao julgado.

Agravo de Instrumento n° 2007.007410-9 Origem: 4ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal/RN Agravante: Maria da Glória Gomes Diniz. Advogado:

Christian Henrique Nóbrega. Agravado: Estado do Rio Grande do Norte. Procurador: Francisco Ivo Cavalcanti Netto. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DECLARATÓRIA. DECISÃO QUE NEGOU ANTECIPAÇÃO DE TUTELA EM FACE DO ESTADO DO RIO GRANDE DO NORTE. PRELIMINAR DE NULIDADE DO PROCESSO, POR AUSÊNCIA DE FORMAÇÃO DE LITISCONSÓRCIO PASSIVO NECESSÁRIO, SUSCITADA PELA PROCURADORIA DE JUSTIÇA. SERVIDORA PÚBLICA APOSENTADA. AÇÃO ORDINÁRIA AJUIZADA UNICAMENTE EM FACE DO ESTADO. SUPERVENIÊNCIA DA LEI COMPLEMENTAR Nº 308/2005. PRETENSÃO QUE, EM CASO DE SER ACOLHIDA, REPERCUTIRÁ NA ESFERA JURÍDICA DO IPERN, ANTE AS ATRIBUIÇÕES A ESTE CONFERIDAS PELO CITADO DIPLOMA LEGAL. INTEGRAÇÃO À LIDE. NECESSIDADE. PRELIMINAR QUE SE ACOLHE, PARA ANULAR O PROCESSO E DETERMINAR A CITAÇÃO DO LITISCONSORTE NECESSÁRIO, NOS TERMOS DO ART. 47 DO CPC, FICANDO PREJUDICADO O EXAME DO MÉRITO DO RECURSO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em acolher a preliminar de nulidade do processo, por ausência de formação de litisconsório passivo necessário, suscitada pela 16ª Procuradoria de Justiça, e, em conseqüência, decretar a nulidade da decisão agravada, determinando a citação do IPERN, nos termos do art. 47 do CPC, ficando prejudicado o exame do mérito do recurso, tudo nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Agravo de Instrumento n° 2007.007384-6 Origem: 2ª Vara da Fazenda Pública da Comarca de Natal/RN Agravante: Artur Cortez Bonifácio e outro. Advogados:

José Augusto de Oliveira Amorim e outro. Agravado:

Estado do Rio Grande do Norte. Procurador: Cristiano Feitosa Mendes. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: DIREITO PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALONGAMENTO DO PRAZO CONCEDIDO À PARTE PARA SE MANIFESTAR SOBRE O LAUDO PERICIAL.

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POSSIBILIDADE, POR SE TRATAR DE PRAZO COMUM. INTELIGÊNCIA DO PARÁGRAFO PRIMEIRO DO ARTIGO 181 DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. CONHECIMENTO E PROVIMENTO DO RECURSO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, em conhecer e dar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra ao julgado.

Remessa Necessária N° 2007.007103-1 Origem: Vara Cível da Comarca de Apodi-RN Remetente: Juízo de Direito da Vara Cível da Comarca de Apodi-RN. Entre Partes: Município de Apodi. Procuradores: Kelps de Oliveira Lima e outros. Entre Partes: Francisco Chaves Sizenando Filho – ME. Advogado: José Maia de Lima. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: PROCESSUAL CIVIL. REMESSA NECESSÁRIA. EMBARGOS À EXECUÇÃO. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO TÍTULO EXECUTADO. NOTA DE EMPENHO. LIQUIDEZ, CERTEZA E EXIGIBILIDADE PRESENTES. VALIDADE. PRECEDENTES DO STJ. DENUNCIAÇÃO À LIDE. EX-PREFEITO. PESSOAS JURÍDICA E FÍSICA QUE NÃO SE CONFUNDEM. REJEIÇÃO DO PEDIDO DE INTERVENÇÃO DE TERCEIRO. INCOMPATIBILIDADE COM O PROCEDIMENTO EXECUTIVO. SENTENÇA QUE NÃO MERECE REFORMA. CONHECIMENTO E IMPROVIMENTO DA REMESSA NECESSÁRIA. CONCLUSÃO: ACORDAM os da 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento à remessa necessária, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Apelação Cível n° 2007.006749-6 Origem: 3ª Vara Cível Não Especializada da Comarca de Natal/RN Apelante: José Luciano Cosme Barbosa. Advogados:

Francisco Eloilson Saldanha de Paiva e outro. Apelados:

João Cosme Barbosa e outra. Advogado: Ednaldo Pessoa de Araújo. Relator: Desembargador Cláudio Santos. EMENTA: CIVIL. RESPONSABILIDADE CIVIL. APELAÇÃO CÍVEL. SENTENÇA QUE JULGOU IMPROCEDENTE O PEDIDO DE INDENIZAÇÃO POR DANO MATERIAIS E MORAIS. AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO NOS AUTOS DE CONDUTA LESIVA POR PARTE DOS APELADOS. NÃO COMPROVAÇÃO DOS SUPOSTOS PREJUÍZOS SOFRIDOS. IMÓVEL PERTENCENTE AOS APELADOS E ESBULHADO PELO APELANTE, CONFORME DECISÃO JUDICIAL PROFERIDA EM AÇÃO POSSESSÓRIA. SENTENÇA QUE NÃO MERECE REFORMA. RECURSO CONHECIDO E IMPROVIDO. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores que integram a 2ª Câmara Cível do Egrégio Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Norte, em Turma, à unanimidade de votos, conhecer e negar provimento ao recurso, nos termos do voto do Relator, que integra o julgado.

Remessa Necessária N° 2007.007287-5 Origem: Vara Cível Da Comarca De Nova Cruz/Rn. Remetente: Juízo De Direito Da Vara Cível Da Comarca

De Nova Cruz. Entre Partes: João Vicente Da Silva Araújo E Outro. Advogado: José Ivan Claudino. Entre Partes:

Município De Lagoa D'anta. Advogado: Aldo Torquato Da Silva. Relator: Desembargador Rafael Godeiro. EMENTA: ADMINISTRATIVO. REMESSA NECESSÁRIA. SENTENÇA QUE JULGOU PROCEDENTE A PRETENSÃO DEDUZIDA NA INICIAL. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DA REMESSA NECESSÁRIA SUSCITADA PELA PROCURADORIA DE JUSTIÇA. ACOLHIMENTO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 475 § 2° DO CPC. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer ministerial, não conhecer da remessa necessária, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

Remessa Necessária Nº 2007.000099-1 - 1ª Vara Da Fazenda Pública Natal/Rn Remetente: Juízo De Direito Da 1ª Vara Da Fazenda Pública Da Comarca De Natal/Rn. Entre Partes: Ramises Ramma Macedo Alves E Outros. Advogado: Guilherme José Da Costa Carvalho. Entre Partes: Estado Do Rio Grande Do Norte. Procuradora: Ana Karenina De Figueiredo Ferreira Stabile. Relator: Desembargador Rafael Godeiro. EMENTA: CONSTITUCIONAL. ADMINISTRATIVO. PROCESSUAL CIVIL. REMESSA NECESSÁRIA. SENTENÇA QUE JULGOU PROCEDENTE AÇÃO ORDINÁRIA CONDENANDO O ESTADO A ATUALIZAÇÃO DOS VENCIMENTOS DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS COM BASE NA CONVERÇÃO DOS VALORES DA REMUNERAÇÃO NA FORMA ESTABELECIDA PELA LEI ESTADUAL 8.880/94. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DO REEXAME OBRIGATÓRIO SUSCITADA PELA PROCURADORIA DE JUSTIÇA. ACOLHIMENTO. COMPREENSÃO DO ART. 475, § 2º DO CÓDIGO DE PROCESSO CIVIL. REMESSA NECESSÁRIA NÃO CONHECIDA. PRECEDENTES DO STJ E DESTA CORTE. CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer da 13ª Procuradoria de Justiça, não conhecer da remessa necessária, em face da incidência do art. 475,§ 2º, do Código de Processo Civil, nos termos do voto do relator, que intrega o acórdão.

Remessa Necessária N° 2007.004451-5- 4ª Vara Da Fazenda Pública Da Comarca De Natal/Rn. Remetente: Juízo De Direito Da 4ª Vara Da Fazenda Pública Da Comarca De Natal. Entre Partes: Município De Natal. Procurador: Clínio De Carvalho. Entre Partes: Tércio Teixeira Tavares. Advogado: Francisco Tavares De Assis. Relator: Desembargador Rafael Godeiro. EMENTA: ADMINISTRATIVO. REMESSA NECESSÁRIA. SENTENÇA QUE JULGOU PROCEDENTE A PRETENSÃO DEDUZIDA NA INICIAL. SERVIDOR PÚBLICO MUNICIPAL. PRELIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO DA REMESSA NECESSÁRIA SUSCITADA PELA PROCURADORIA DE JUSTIÇA. ACOLHIMENTO. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 475 § 2° DO CPC.

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CONCLUSÃO: ACORDAM os Desembargadores da 2ª Câmara Cível do egrégio Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte, em turma, à unanimidade de votos, em consonância com o parecer ministerial, não conhecer da remessa necessária, nos termos do voto do relator, que integra o acórdão.

Departamento de Documentação da Secretaria do Tribunal de Justiça, em Natal, 22 de janeiro de 2008.

Eduardo Cruz Revorêdo Marques. Diretor Substituto

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