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Preparação para o Exame de Economia A

Fiz este apanhado de matéria, com a finalidade óbvia de me preparar para o exame de
Economia A, no ano de 2008. Andou perdido pelo meu computador, até que o encontrei
novamente, decidindo, publica-lo na Web, por achar que pode ser de utilidade para
alguém, como foi para mim.
Os dois primeiros temas desta preparação para exame de economia, são um apanhado
de perguntas, tanto de escolha múltipla como de resposta aberta, retirados do site do
GAVE.
Os restantes capítulos foram feitos tendo em base, apontamentos tirados nas aulas e
resumos retirados de livros de economia, bem como, pesquisas feitas na Web.
Espero que este resumo, vos possa ajudar de alguma forma a atingir os objectivos a
que se vão propor no final do ano lectivo.
Desde já vos desejo boa sorte e um óptimo estudo.

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I
1. Bens livres são aqueles que... Existem na natureza em quantidades ilimitadas.

2. O consumo das famílias depende, entre outros factores... Do preço dos bens e do
rendimento das famílias.
3. Incluem-se na população activa... Os desempregados e a população empregada.

4. Comprou-se por duzentos euros um casaco que foi pago utilizando-se um cartão
de débito. Nesta operação... Foi utilizado papel-moeda, que serviu de unidade de
medida de valor.

5. Um mercado de monopólio caracteriza-se pela existência de... muitos vendedores


e alguns compradores.

6. Os rendimentos primários, recebidos pelos agentes económicos em


consequência da sua participação no processo produtivo, são constituídos
por...salários, juros, subsídios e remessas.

7. O poder de compra das famílias resulta da relação do seu rendimento disponível


com...o grau de satisfação das suas necessidades.

8. O rendimento disponível das famílias aumenta (permanecendo tudo o resto


constante) se...diminuir o valor dos impostos directos.

9. Constituem recursos das Empresas não Financeiras...as indemnizações pagas


pelas Instituições Financeiras.

10. A diferença entre Produto Nacional e Produto Interno corresponde ao valor...do


Saldo dos Rendimentos com o Resto do Mundo.

11. Em Portugal, nos anos mais recentes, a Balança de Serviços tem registado
saldos positivos, devido, sobretudo, ao contributo positivo da rubrica…viagens e
turismo.
12. Em Portugal, os recebimentos do Fundo de Coesão, provenientes da União
Europeia, são registados na...Balança de Capital.

13. Um saldo orçamental positivo das Administrações Públicas significa que...as


receitas do Estado são superiores às suas despesas.

14. Actualmente, em vários países da Europa, os sistemas de Segurança Social


correm risco de ruptura financeira. Um dos factores responsáveis por esse facto
pode ser...a diminuição da população empregada.

15. Numa união aduaneira, os países membros têm autonomia para definir os
impostos alfandegários a aplicar às importações de países terceiros. Esta
afirmação é...falsa, porque, numa união aduaneira, existe uma pauta aduaneira comum
relativamente a países terceiros.

16. São países fundadores da CEE...a França, a Itália e a Holanda.

17. Com a coesão económica e social, um dos objectivos da União Europeia,


pretende-se...aproximar o nível de vida dos cidadãos europeus.

18. A distribuição é uma actividade económica que engloba...o comércio e os


transportes.
19. O automóvel é uma necessidade primária. Esta afirmação é...falsa, porque o
automóvel é um bem e não uma necessidade.

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20. A Lei de Engel relaciona...o rendimento das famílias com as suas estruturas de
consumo.

21. Numa empresa com 100 trabalhadores e 10 máquinas, são produzidas


mensalmente 500 Unidades do bem X. Se a empresa contratar mais um
trabalhador, mantendo-se tudo o resto constante, a produção eleva-se para 507
unidades mensais. A produtividade marginal do trabalho é de...7 unidades
mensais.

22. Quando se aumentou a dimensão de uma empresa, verificou-se que os seus


custos médios de produção diminuíram. Diz-se, então, que se
obtiveram...economias de escala.

23. A quantidade de moeda que se dá em troca de uma unidade de um bem que se


compra designa-se por...preço.

24. A desmaterialização da moeda tem estado associada...ao aparecimento de novos


tipos de moeda.

25. Segundo a lei da oferta...a quantidade oferecida de um bem aumenta quando o seu
preço aumenta.

26. Numa empresa que fabrica automóveis, a compra de uma máquina-ferramenta


corresponde a um investimento...material.

27. Constitui exemplo de um fluxo real das Administrações Públicas para as


Famílias... os serviços de saúde prestados pelos hospitais públicos às Famílias.

28. Cada sector institucional agrupa as...unidades institucionais que têm comportamento
económico semelhante.

29. Suponha que o PIB do país B, apesar de, em termos reais, não se ter alterado,
apresentou os valores de 5000 u.m., em 2004, e de 8000 u.m., em 2005. Esta
diferença de valores significa que o seu cálculo foi efectuado...a preços correntes.

30. Um dos factores que podem contribuir directamente para o aumento do volume
das exportações de um país é...a desvalorização da moeda desse país.

31. O valor de um investimento directo realizado em Portugal por uma empresa


residente em Espanha regista-se na...Balança Financeira portuguesa.

32. As políticas económicas e sociais conjunturais têm como horizonte temporal...o


curto prazo.

33. Duas das medidas que o Estado pode utilizar para reduzir o défice orçamental
são...o aumento dos impostos indirectos e a diminuição das transferências para as
Famílias.

34. Na actual União Europeia, o PIB per capita dos diversos Estados-membros,
medido na mesma unidade monetária, apresenta valores muito diferentes. Este
facto revela que, na União Europeia, não existe...coesão económica e social.

35. O alargamento da União Europeia a dez novos países, ocorrido em 2004, teve
como consequência imediata, entre outras...o aumento do número de deputados no
Parlamento Europeu.

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II
1. Relacione o «aumento da concorrência internacional» com o papel da
Organização Mundial de Comércio (sucessora do GATT).
• O principal objectivo da OMC é o de reduzir os entraves às trocas internacionais
(liberalização das trocas), o que tem promovido o aumento da concorrência
internacional;
• A participação crescente no mercado mundial, impulsionada pela OMC, de países com
estruturas de custos de produção mais baixos (como a China e outros países asiáticos),
tem provocado o aumento da concorrência internacional, diminuindo os preços de
importação de vários bens não petrolíferos.

2. Para além do petróleo existem outros recursos naturais escassos.


Explique em que consiste o «problema económico», tendo em conta os conceitos de
escassez e de escolha.
• O «problema económico» reside na necessidade de gerir os recursos existentes
(escassos) para satisfazer as necessidades humanas (ilimitadas), fazendo escolhas sobre
a utilização daqueles;
• A escassez resulta do facto de as necessidades humanas serem múltiplas e ilimitadas
face a recursos que são limitados;
• A necessidade de escolha decorre da necessidade de optar por uma dada utilização dos
recursos disponíveis que podem ter usos alternativos.

3. Explique de que forma a «convergência dos rendimentos das famílias


portuguesas com a média europeia» se reflectirá nas suas estruturas de
consumo.
• A convergência dos rendimentos das famílias portuguesas com os da média europeia
significa que o seu rendimento médio vai aumentar;
• Esse aumento de rendimento vai implicar alterações na estrutura de consumo das
famílias;
• O peso das despesas em alimentação tenderá a diminuir face ao total das despesas,
podendo aumentar, em contrapartida, por exemplo, o peso das despesas em lazer e
cultura.

4. Justifique, a necessidade de aumentar os níveis de investimento imaterial em


Portugal, tendo em atenção a importância deste tipo de investimento na
actividade económica.
• Os níveis educacionais são deficientes, e assim tenderão a continuar, dada a situação
de partida, e como se pode constatar pela baixa participação da população portuguesa
em acções de Educação ou Formação, quando comparada com a da União Europeia (em
Portugal, essa participação não chega aos valores médios da U.E.
• O investimento em Investigação e Desenvolvimento é muito baixo, em Portugal, a
despesa total em I&D, em percentagem do PIB, nunca chegou a 1%, enquanto os
valores médios europeus rondaram os 2%);
• Nível baixos de investimento imaterial, como é o caso em Portugal, não permitem
melhorar a qualidade dos produtos oferecidos, nem a produtividade, nem,
consequentemente, a competitividade das empresas;

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• Portugal deveria aumentar o seu nível de investimento imaterial, contribuindo para a
modernização das suas estruturas produtivas, tendo em vista responder aos desafios que
se colocam à sua economia, num mundo em crescente concorrência global.

5. Um dos objectivos da intervenção do Estado na actividade económica é


promover uma maior equidade na distribuição dos rendimentos.
Explicite o sentido do texto abaixo transcrito tendo em conta o objectivo do Estado
acima referido.
“Na actualidade, as debilidades estruturais de que a economia portuguesa sofre, como
os deficientes níveis educacionais e a insuficiente transformação das estruturas
produtivas, entre outras, tornam difícil responder aos desafios que se colocam à nossa
economia.”
• A distribuição dos rendimentos que resulta da acção do mercado é frequentemente
caracterizada por um elevado grau de desigualdade;
• O aumento do desemprego faz crescer um grupo vulnerável no interior da população,
contribuindo para aumentar as desigualdades existentes na distribuição dos
rendimentos;
• Cabe ao Estado adoptar políticas sociais, de modo a promover uma maior equidade na
distribuição dos rendimentos, tendo em vista uma maior coesão social;
• Para promover uma maior equidade social, o Estado pode implementar políticas
sociais de redistribuição dos rendimentos e de apoio aos desempregados (como políticas
activas de emprego e de requalificação profissional).

6. Justifique a seguinte afirmação:


O PIB pode ser calculado a preços correntes ou a preços constantes, mas apenas
uma série de valores do PIB calculado a preços constantes permite conhecer a
evolução real da produção.
• O PIB a preços correntes é calculado valorizando-se os bens e serviços produzidos aos
preços do ano em causa, enquanto o PIB a preços constantes é calculado valorizando-se
os bens e serviços produzidos aos preços de um ano tomado como base;
• Uma série de valores do PIB calculado a preços correntes reflecte não só a evolução
das quantidades produzidas, mas também a evolução dos preços;
• Uma série de valores do PIB calculado a preços constantes elimina o efeito da
variação dos preços, o que permite conhecer a evolução das quantidades produzidas, no
período em análise, ou seja, a sua evolução real.

7. Segundo dados divulgados pelo INE, a taxa de desemprego em Portugal, em


2005, foi de 7,6%. Explicite o significado deste valor.
A resposta explicita o significado do valor da taxa de desemprego, em 2005, em
Portugal, referindo que, em média, em cada 100 indivíduos activos, 7,6 se encontravam
desempregados.

8. O mercado de monopólio é uma das formas que os mercados podem assumir.


Caracterize o mercado de monopólio, tendo em conta:
– O número de vendedores;
– A capacidade de controlo sobre o preço.
A resposta que caracteriza o mercado de monopólio relativamente ao número de
vendedores e à capacidade de controlo sobre o preço, referindo, nomeadamente, a
existência de:
• Um vendedor (uma única empresa);

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• Um controlo (quase) absoluto sobre a determinação do preço (dada a existência de um
único vendedor).

9. Caracterize, relativamente às liberdades garantidas, o Mercado Único que a


Comunidade Europeia (actual União Europeia) instituiu.
A resposta caracteriza o Mercado Único que a Comunidade Europeia instituiu, referindo
que este garante a liberdade de circulação de...
• Bens;
• Serviços;
• Capitais;
• Pessoas.

10. Apresente dois factos que evidenciem o designado «fenómeno de terciarização


da estrutura produtiva».
• A transferência de mão-de-obra dos sectores primários e secundário para o sector
terciário (o aumento do peso do sector terciário na estrutura sectorial do emprego);
• O crescente contributo do sector terciário para o valor do PIB;
• A crescente integração de actividades terciárias nos outros sectores de actividade
económica (primário e secundário);
• O crescente recurso às novas tecnologias da informação e da comunicação, permitido
pelo desenvolvimento tecnológico.

11. Explique, tendo em atenção o texto abaixo, o papel do Estado na redistribuição


do rendimento.
“ (…) Por sua vez, o rendimento disponível dos particulares (em termos reais) cresceu
cerca de 1%, em 2004, continuando, entre outros factores, as transferências para as
famílias a contribuir de forma importante para esse rendimento disponível (o que
reflecte o peso significativo das prestações sociais pagas pelas administrações públicas
às famílias).”
• A intervenção do Estado nesta área tem como objectivo corrigir desigualdades
resultantes da repartição operada pelo mercado (repartição primária);
• Através da aplicação de impostos directos progressivos, o Estado efectua uma forma
de correcção das desigualdades verificadas;
• Através de transferências internas (por exemplo, das prestações sociais pagas às
Famílias), o Estado efectua uma outra forma de correcção das desigualdades.

12. Relacione crédito com consumo privado, tendo em atenção o texto abaixo.
“ (…) No entanto, a manutenção do nível reduzido das taxas de juro, bem como o
alargamento dos prazos de amortização dos empréstimos e a introdução de novos
produtos no mercado de crédito ao consumo permitiram que o consumo privado
continuasse a crescer (…).”
• O crédito influencia o consumo das Famílias, na medida em que estas a ele podem
recorrer para fazer face a despesas de consumo – quanto maior for o recurso ao crédito
(tudo o resto constante) mais elevado será o consumo privado (transferindo consumos
futuros para o presente);
• O nível reduzido das taxas de juro torna o crédito mais barato, constituindo um
incentivo ao mesmo;
• O alargamento dos prazos de pagamento dos empréstimos é outro factor de incentivo
de recurso ao crédito;
• A existência de novos produtos no mercado de crédito ao consumo incentiva
igualmente o crédito, logo o consumo.
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13. O valor da taxa de cobertura das importações pelas exportações, em 2005, foi
de 76,5%. Explicite o significado deste valor.
A resposta deverá explicitar que o valor significa que apenas 76,5% do valor das
importações foi pago (coberto) pelo valor das exportações.

III
Os agentes económicos e o circuito económico
Agente Económico: É um indivíduo ou uma entidade que intervém na actividade
económica exercendo pelo menos uma função económica.

Agentes Económicos

Elementos representativos do comportamento económico


Agentes Principais
Económicos Função Principal Recursos Aspectos Relevantes
Remunerações do
trabalho e
rendimentos
Procuram maximizar o seu
Famílias Consumir provenientes da
bem-estar
posse dos factores
capital e recursos
naturais
- São incluídas as empresas
individuais que pela sua
dimensão apresentem
Empresas Receitas
Produzir bens e comportamentos idênticos às
não- provenientes das
prestar serviços sociedades
financeiras vendas
-Todas as empresas públicas ou
privadas produtores de produtos
não-financeiros
- São financiadas através da
Financiar os
captação de poupanças dos
restantes sectores -Montante dos juros
Instituições outros agentes económicos
Segurar, tornar recebidos
financeiras -Garantem o pagamento de
colectivos os riscos -Prémios de seguros
indemnizações no caso da
individuais
ocorrência do risco coberto
Fornecer serviços
não
- Procuram assegurar o máximo
comercializáveis à Pagamentos
bem-estar de toda a população
Estado sociedade obrigatórios,
-Aplicam politica de
Satisfazer impostos, taxas…
redistribuição do rendimento
necessidades
colectivas
- Proporcionar o
escoamento de
excedentes de Receitas
produção provenientes das
Resto do Possibilitam o aumento do
-Obter os bens ou vendas e despesas
Mundo bem-estar interno
os serviços resultantes das
produzidos em compras
quantidades
insuficientes ou não

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produzidos
internamente

Economias Abertas e Fechadas


Abertas: Os agentes económicos residentes no país estabelecem operações económicas
com agentes económicos não residentes

Fechadas: Os agentes residentes não estabelecem operações comerciais com os não


residentes

Rendimento disponível dos particulares

É constituído pelo valor do consumo efectuado e pela poupança realizada nesse período

Fluxos Reais ou Monetários

Reais: Operações em que circulam bens e serviços entre os agentes económicos

Monetários: Circulam meios de pagamento, moeda, cheques e ordens de transferência

Contabilidade Nacional

Conceito: É a representação quantificada da economia de um país de acordo com


normas convencionais e codificadas
-Permite comparar a evolução registada ao longo dos tempos de uma economia e no
mesmo período de tempo entre economistas diferentes.
-É um razoável instrumento de avaliação da situação económica de um país, mas é
muito limitado
-Estabelece a equivalência entre o Produto, o Rendimento e a despesa.

Necessidade da Contabilidade Nacional:


Fornece-nos uma representação simplificada e quantificada do funcionamento de uma
economia num determinado período de tempo. Através da contabilidade nacional
ficamos a conhecer os principais responsáveis e as operações realizadas pelos mesmos
na actividade económica, bem como os mecanismos essenciais para preverem a sua
evolução futura.

Objectivos da Contabilidade Nacional:


-proporcionar a informação necessária para a comparação entre economias
-estudar a evolução de uma economia ao longo dos tempos
-fornecer os dados necessários à previsão económica e à tomada de decisão

Utilidade da Contabilidade Nacional:


-Compreender e eventualmente criticar a informação económica actual

Entidades responsáveis pela Contabilidade Nacional:


-INE (Instituto Nacional de Estatística)
-BP (Banco de Portugal)

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Sectores Institucionais

 Sociedades não financeiras: são todas as sociedades públicas e privadas


residentes no país. São produtoras de bens e serviços comercializáveis não
financeiros.
 Sociedades financeiras: são as sociedades residentes no país prestadoras de serviços
de intermediação financeira ou exercendo actividades auxiliares financeiras.
 Administrações públicas: são todas as unidades residentes produtoras de bens e
serviços não comercializáveis. Possibilitam a redistribuição do rendimento e da
riqueza nacional.
 Famílias: são as pessoas ou grupo de pessoas com a função de consumir.
 Instituições sem fins lucrativos ao serviço das famílias (ISFLSF): são as
entidades jurídicas ou sociais com o fim de produzir bens ou serviços sem fins
lucrativos.
 Resto do mundo: são as unidades institucionais não residentes que efectuam
transacções com as unidades residentes num país.

Território Económico e Unidades Institucionais

Território Económico: É todo o espaço delimitado pela sua fronteira geográfica,


espaço aéreo e águas territoriais, enclaves territoriais no estrangeiro (embaixadas, bases
militares) e outras instituições que o país possui.

Unidades Institucionais: São residentes quando têm uma actividade económica


reconhecida no país por um período igual ou superior a um ano.

Óptica do Produto

Permite-nos conhecer o valor do produto por sector institucional e/ou sector da


actividade
O cálculo do valor do produto realiza-se utilizando um dos seguintes métodos:

 Método dos valores acrescentados


 Método dos produtos finais

1O problema da múltipla contagem consiste em registar várias vezes o valor do mesmo


bem ou processo de transformação ao longo do cálculo do valor do produto.

Óptica do Rendimento

Permite-nos conhecer o valor atribuído como remuneração dos factores de produção.

Óptica da Despesa

Permite-nos conhecer os gastos efectuados pelos diferentes sectores institucionais

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Fórmulas da despesa Interna e Despesa Nacional
Despesa Interna
Despesa Interna: Consumo privado + consumo público + investimento + exportações -
importações
E sabendo que:
Exportações Líquidas = Exportações – Importações

Teremos:
Despesa Interna = Consumo privada + consumo público + investimento + exportações
líquidas

Despesa Nacional

Despesa Nacional = Consumo privado+ Consumo público + investimento +


exportações – importações + Saldo dos rendimentos do trabalho, da propriedade e da
empresa com o resto do mundo
Despesa Nacional = Despesa Interna + Saldo dos rendimentos do trabalho, da
propriedade e da empresa com o resto do mundo

Limitações da Contabilidade Nacional

 Economia paralela
 Economia ilegal
 Auto consumo
 Não avalia parte ambiental
 PIB não é ecologia

Externalidades

Conceito: Impacto (pos ou neg) causado por um processo produtivo sobre o bem-estar
da sociedade sem que esta tenha contribuído para o mesmo.
Podem ser:
Positivas: Criação de emprego e consequente desenvolvimento.
Negativas: Concentração de marginalidade e poluição

Produto a preços constantes ou correntes

Produto a preços Constantes: Mede as variações do produto em quantidade entre


períodos diferentes, pois utiliza os mesmos preços que são constantes para valorizar as
quantidades produzidas em anos diferentes.

Produto a preços Correntes: Utilizamos os preços do próprio ano para valorizar as


quantidades produzidas nesse ano. Os valores a preços correntes não nos permitem
distinguir se a evolução registada no produto foi imputável à variação nos preços ou à
variação nas quantidades

Rendimento Disponível dos Particulares

Conceito: É o rendimento colocado à disposição das famílias de um país


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Fórmulas

PIB =Consumo+Gastos+Investimentos + Exportações – Importações


PNB=PIB+Rendimento do exterior – Rendimento ao exterior
PNB = PIB + Saldo do rendimento c/ exterior
PNB = PNL + Amortizações
PIB cf = PIB – Impostos Indirectos+Subsídios
PNB cf = PNB – Impostos Indirectos+Subsídios
PNL= PNB – Amortizações
PNL cf = PNB cf – Amortizações
PIL = PIB – Amortizações
PIL cf = PIL+Subsídios – Impostos Indirectos
RN = DN = PNB
Rendimento Nacional Bruto = PIB pm + Saldo
Rendimento disponível = RN – ID – SS – Transf.
DI = PIB Procura Interna = C + G + I
Procura Global = Procura Interna + Exp.

IV

As Relações Económicas com o Resto do Mundo


Comércio Interno e Externo

Interno
• Realizado dentro do país
• Envolve os agentes económicos residentes
Externo
• Trocas de bens, serviços e capitais
• Realizada entre agentes económicos residentes e não residentes
O Comércio Externo existe porque:
• A produção dos diferentes bens e serviços exige diferentes recursos
• Os vários recursos estão distribuídos pelo mundo de forma desigual
• A mobilidade/deslocação dos factores de produção é reduzida

A Balança de Pagamentos
 É um documento que regista todas as operações de um país com o exterior
 É um documento de análise e contabilidade
 É constituída por ter componentes relativamente homogéneas: balança
corrente, balança de capitais e a balança financeira

Importações/Exportações
O comércio externo comporta estes dois tipos de fluxos:
-importações (mercadorias, serviços e capitais)
-exportações (mercadorias, serviços e capitais)
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As exportações representam a entrada de divisas no país e são registadas a crédito,
enquanto as importações dão origem a uma saída de divisas do país e são registadas a
débito.

Balança de Capitais

 Definição:
Regista os fluxos entre residentes e não residentes de transferências de capitais e as
aquisições/cedências de activos não produzidos, não financeiros.

Balança Financeira

Definição
Regista todos os fluxos que envolvem mudança de titularidade entre residentes e não
residentes de activos/passivos financeiros e os fluxos de criação/extinção de
activos/passivos.
A balança financeira comporta cinco tipos de operações:
-investimento directo
-investimento de carteira
-derivados financeiros
-outro investimento
-activos de reservas

A Balança Corrente

 Definição
Integra as transacções entre residentes e não residentes de mercadorias, de serviços,
de rendimentos do trabalho e de investimentos e de transferências de natureza corrente.
Os restantes fluxos da balança corrente são registados:
-na balança de serviços
-na balança de rendimentos
-na balança de transferências correntes

Balança Corrente

Serviços Rendimentos Transferências Comercial


Correntes

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A Balança Comercial
 Definição
Regista as Exportações e importações de mercadorias
 Evolução
Nos últimos anos, assistimos ao decréscimo das indústrias tradicionais e ao acréscimo
das indústrias de produção de “máquinas” e de “matéria de transporte” no conjunto das
exportações portuguesas

Balança de Serviços
 Definição:
Regista as exportações e as importações de serviços, nomeadamente transportes,
seguros, viagens e turismo.

Balança de Rendimentos
 Definição:
Regista as exportações e as importações de rendimentos do trabalho e de
investimento

Balança de Transferências Correntes:


 Definição:
Registam-se as transferências públicas (cooperações entre países, indemnizações…),
correntes, privadas (dádivas aos particulares, remessas dos emigrantes e
imigrantes…)

Divisas

Definição
-Meios de pagamento utilizados no comércio internacional (ex: euro e reservas de ouro).
-Nem todas as moedas nacionais são aceites nas trocas internacionais, por estarem
sujeitas a flutuações frequentes ou porque se verifica uma instabilidade económica
nesses países.
-As divisas utilizadas pelos importadores são moedas fortes, ou seja, com uma elevada
procura no comércio internacional.
-Actualmente o dólar e o euro são divisas fortes com boa aceitação nas relações
económicas internacionais

Exemplo:
-Na zona Euro, os pagamentos são efectuados em euros.
-Em situações de comércio entre a zona Euro e um país fora desta zona, é necessário
fazer pagamentos na moeda do país em causa, numa aceite internacionalmente ou em
ouro proveniente das reservas dos bancos centrais…

Taxa de Câmbio
Pode ser representada de duas formas diferentes:
-É o nº de unidades de moeda estrangeira que se pode adquirir com uma unidade de
moeda nacional (ex: 1,58 dólares para adquirir 1 €)
-É o nº de unidades de moeda nacional que é necessário dar para adquirir uma unidade
estrangeira.

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O valor da taxa de câmbio está dependente da política de desvalorização da moeda. Se o
euro se desvalorizar, significa que é necessário entregar mais € para adquirir o mesmo
montante de dólares ou libras esterlinas.
A política de desvalorização da moeda torna as exportações mais competitivas e pode
contribuir para reduzir o défice da balança comercial
A taxa de câmbio pode ser determinada no mercado cambial, através da conjugação da
oferta e da procura de moeda estrangeira, sem a intervenção do estado – Regime de
câmbios Flexíveis – Permite o equilíbrio sistemático das contas de um país com o
exterior.
Sempre que há um desequilíbrio das relações económicas externas a taxa de câmbio
será alterada e contribui para a determinação de uma nova situação de equilíbrio.

Regime de câmbios fixos:


O estado intervém no mercado cambial e fixa administrativamente a taxa de câmbio.
Actualmente, nos estados da zona Euro, compete ao banco central Europeu definir a
politica monetária e cambial, pelo que os estados membros não podem seguir a politica
de desvalorização da moeda como faziam antigamente para incentivar o comércio
externo.

Organização Mundial do Comércio


 Foi criada em resultado dos acordos do GATT (Acordo Geral sobre Tarifas
e Comércio)
 Intervém em áreas como:
-Redução tarifária
-Redução das subvenções
-Redução das barreiras
 Definição:
É uma organização que abrange muitos países do Mundo.
Procura definir regras para o comércio externo e controlar a sua aplicação.
Tem como objectivo fundamental a liberalização do comércio e elevação dos níveis de
vida.
Para proporcionar a liberalização do comércio externo, a OMC aplica os princípios:
-Da reciprocidade: se um país concede facilidades no acesso ao seu mercado por parte
de bens provenientes de outro, então este deverá proporcionar o inverso
-Da não discriminação: sempre que um país concede mais facilidades no acesso ao seu
mercado aos bens provenientes de outros, então esta situação deverá estender-se a todos
os restantes países a quem adquire bens.

Proteccionismo Económico
Politica comercial oposta ao liberalismo económico que, embora defendendo o
comércio entre países, impõe determinadas restrições, de modo a defender a economia
nacional da concorrência interna e sobretudo da concorrência externa

Importações

Barreiras Alfandegárias
-Barreiras Tarifárias (ex.: Direitos aduaneiros)
-Barreiras não tarifárias (ex.: Contingentes)

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Exportações
-Subsídios à exportação
-Dumping (Económico, social, fiscal e ecológico)
-Desvalorização da moeda

A política proteccionista, no âmbito das importações, caracteriza-se pela aplicação de


barreiras alfandegárias limitando a entrada de bens e serviços produzidos noutros países.

Liberalismo Económico
Segundo o liberalismo económico, deve ser colocada a ênfase na liberdade de
iniciativa económica, na livre circulação da riqueza, na valorização do trabalho humano
e na economia de mercado (defesa da livre concorrência, do livre cambismo e da lei da
procura e da oferta como mecanismo de regulação do mercado), opondo-se assim ao
intervencionismo do Estado e à adopção de medidas restritivas e proteccionistas
defendidas pelo Mercantilismo.

Dumping
É a forma mais comum de comportamento ilegal de concorrer no mercado internacional
quando os bens são vendidos a preços inferiores ao seu custo de produção ou mais
baratas do que no mercado interno dos países exportadores. Esta prática visa eliminar
concorrentes, aumentar a quota de mercado dos países exportadores, mas origina
prejuízos materiais à indústria dos países importadores. É o dumping económico.
Podemos falar ainda em dumping:
-social
-ecológico
-monetário
-fiscal
Quando os bens são vendidos a preços mais baixos do que no mercado interno dos
países exportadores, em consequência baixos ordenados e más condições de trabalho
falta de legislação que obrigue as empresas a não poluir o ambiente, manipulação das
taxas de câmbio e evasão fiscal e facilidades fiscais.

O dumping social (exploração da mão-de-obra) surge quando os baixos custos de


produção com base na mão-de-obra barata, permite fixar preços mais baixos
aumentando a competitividade à custa de um problema social.
Será dumping monetário quando as autoridades monetárias manipulam as taxas de
câmbio para que os produtos sejam mais competitivos ao nível internacional.

Fórmula

Taxa de Cobertura:

Exportações x 100
Importações

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V
A intervenção do Estado na economia
O Estado é uma comunidade humana dotada de uma determinada forma de organização
do poder político que é exercida num território, tendo como objectivo garantir a
segurança, justiça e bem-estar dos cidadãos.
 Elementos por que é composto o Estado:
• Povo
• Território
• Órgãos de soberania
Funções do Estado são as seguintes:
 Legislativa – elaborar as leis que regulam a vida colectiva
 Executiva – deriva da necessidade de cumprir e fazer cumprir as leis
 Judicial – a intervenção em matéria de resolução de conflitos.
Para levar a cabo cada uma destas funções, a Estado dispõe de entidades, singulares ou
colectivas, designadas por órgãos de soberania:
 Presidente da Republica
 Assembleia da Republica
 Governo
 Tribunais
O Estado intervém em diversas esferas. O peso e as formas que tem assumido essa
intervenção têm-se alterado de alguma forma às situações especificas de cada contexto
nacional e/ou internacional.

As 3 grandes esferas de intervenção do Estado são:


o Política – o Estado criou diversos mecanismos com vista ao controlo de
execução das leis e das medidas adoptadas.
Ex.: Procurador-geral da Republica e Procuradoria da Justiça
o Social – com vista a garantir o bem-estar de toda a população, em especial dos
mais carenciados.
Ex.: subsídios às famílias e o rendimento social de inserção
o Económica – o Estado pode intervir com vista à sua estabilidade e garantir o seu
bom funcionamento, regulamentando a actividade económica ou assegurando o
crescimento económico e estimulando ou participando com a iniciativa privada
no crescimento e no desenvolvimento do pais e das regiões.
Ex.: subsídios regiões e atrair a fixação de empresas em zonas desfavorecidas

Funções económicas e sociais do Estado


As sociedades actuais, cada vez mais complexas, caracterizadas pela inflação
constante, pelo desemprego elevado, pelo desemprego elevado, pela pobreza e pele
exclusão social, exigem que o Estado desempene um conjunto de funções
económicas e sociais, com o objectivo de garantir.
o Eficiência
o Equidade
o Estabilidade

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Eficiência
Os agentes económicos a efectuar escolhas racionais e eficientes, isto é, aquelas que
permitam um elevado grau de satisfação a um baixo custo. Na realidade o
mecanismo de mercado nem sempre funciona como a solução mais eficiente,
gerando-se ineficiências ou desperdícios, que se designam falhas de mercado.
Ex.: poluição provocada pelas fábricas
O Estado tem de intervir de forma a corrigir as falhas de mercado e a garantir a
eficiência da economia.
Consideram-se falhas de mercado a concorrência imperfeita, as externalidades e os
bens públicos.

VI
Preços e Mercados

Mercado
É qualquer situação em que os vendedores e os compradores ajustam o preço e a
quantidade do bem a transaccionar
É o ponto de encontro entre a procura e a oferta
Mercados em que participa a empresa
O mercado é o local, físico ou virtual, onde se dá a interacção entre consumidores e
produtores. Agora poderemos reformular esta definição dizendo que o mercado é o local
onde a oferta interage com a procura.
É inerente ao funcionamento dos mercados que existam condições de concorrência. Para
que se verifique a concorrência deve ser preenchido um conjunto de condições de
concorrência

Mecanismo de Mercado

Como funciona?

Como é que se efectua a harmonização


entre a oferta e a procura e como é que
se ajustam os preços de mercado? :

Num sistema de mercado, cada mercadoria e cada serviço tem um preço. Há


medida que os compradores tentam adquirir mais de um bem, os vendedores
aumentam o preço para racionar uma oferta limitada. Se por outro lado há
excesso de oferta, os vendedores, ansiosos por se verem livres dos stocks do
bem, diminuirão o seu preço.

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A Procura e a Lei da Procura

Lei e Curva da Procura

A Procura de um determinado produto é definida como o agregado


das intenções de aquisição desse produto por parte dos consumidores.
A lei da procura relaciona a quantidade procurada de um produto
com o respectivo preço, e pode ser enunciada da seguinte forma: a
quantidade procurada de um bem aumenta quando o preço desce, e
desce quando o preço aumenta.

Procura Agregada
Representa a soma das quantidades procuradas individualmente para cada nível de
preços. Corresponde à soma das procuras individuais.
Ex.: A quantidade procurada pelo mercado não depende só dos preço da sagres, mas dos
preços de outras marcas de cerveja, das cervejas sem álcool, do rendimento e das
preferências dos consumidores.

Procura com aquisição

Não devemos confundir procura com aquisição. A procura


traduz apenas as intenções de aquisição. Para um dado preço
existe uma quantidade procurada, mas essa procura só se
traduzirá em aquisições se existir quantidade suficiente de bens
no mercado, equivalente ou superior à quantidade procurada.
No caso de não existirem bens em quantidade suficiente, parte
da procura ficará por satisfazer.
Este comportamento da quantidade procurada, variando
inversamente ao preço, é bastante intuitivo: podemos aceitar com facilidade que o
aumento do preço de um produto se traduza numa diminuição da procura desse produto.
Este comportamento dos consumidores pode ser explicado tanto pelo "efeito
rendimento" como pelo "efeito substituição"

Efeito Rendimento
O efeito rendimento actua através da limitação imposta ao consumidor pelo facto do seu
rendimento ser limitado. No caso de gastar todo o seu rendimento com um determinado
conjunto de produtos e um deles subir de preço, isso implica que o consumidor já não
tenha rendimento para comprar a mesma quantidade: terá de comprar menos.

Para compreendermos melhor este "efeito rendimento" consideremos um sistema com


dois produtos, produto A e produto B, relativamente aos quais o consumidor reparte
todo o seu rendimento – trata-se de uma simplificação da realidade, já que normalmente
o consumidor lida com a aquisição de um maior número de produtos.

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Apesar de utilizarmos aqui apenas dois produtos, a análise é válida para qualquer outra
quantidade.

A recta da figura representa a restrição orçamental, ou


seja, os pontos de possíveis combinações do produto
A e do produto B que o consumidor pode adquirir
com todo o seu rendimento. No extremo superior da
recta encontramos a situação em que todo o
rendimento é utilizado para a aquisição do produto A.

No extremo inferior da recta encontramos a situação em que todo o rendimento é


utilizado para a aquisição do produto B. Os outros pontos da recta representam
combinações de quantidades do produto A e do produto B. Em todos os pontos da recta
o consumidor utiliza todo o seu rendimento.
Não é possível ao consumidor situar-se num ponto à direita de recta, porque o seu
rendimento não é suficiente. Mas é possível ao consumidor situar-se num ponto para a
esquerda da recta, o que significaria que não estava a utilizar todo o seu rendimento.
Mas vamos considerar apenas os pontos da recta.

No caso de aumentar o preço de um destes produtos


(por exemplo, do produto A) o consumidor já não pode
comprar a mesma quantidade desse produto: o que se
traduz graficamente numa deslocação da restrição
orçamental para a esquerda.
No caso de diminuir
o preço de um
destes produtos (por
exemplo, do
produto B) o
consumidor poderá
comprar uma maior quantidade desse produto, o
que se traduz graficamente numa deslocação da
restrição orçamental para a direita, conforme se
pode ver agora na figura seguinte.

Efeito Substituição
O efeito substituição ocorre quando, em resposta ao aumento do preço de um produto, o
consumidor substitui a aquisição deste produto por outro que ele considere como
substituto do primeiro. Um produto que substitui outro designa-se como bem substituto
ou sucedâneo.
A capacidade dum bem para substituir outro varia de consumidor para consumidor. Para
algumas pessoas a compra de uma revista pode ser um bom substituto para a compra de
jornais; neste caso, se o preço dos jornais aumentar, este consumidor pode substituir a
sua aquisição por revistas - e neste caso o "efeito substituição" faz com que diminua a
procura de jornais.

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Normalmente, no comportamento dos consumidores, a lei da procura actua através de
uma conjugação do "efeito rendimento" com o "efeito substituição".

Deslocações da Procura
Graficamente, a lei da procura traduz-se em deslocações ao longo da curva. No entanto
podem igualmente ocorrer deslocações da curva. Vejamos o exemplo do gráfico
seguinte, onde a curva da procura, inicialmente na posição D1, sofre uma deslocação
para a direita, para a posição D2.
Qual o significado desta deslocação. Na posição D2, a quantidade procurada é
sistematicamente maior, para todos os possíveis preços, do que acontecia na posição
inicial D1.

Causas possíveis para esta alteração de comportamento podem ser as seguintes:


- Aumento do número de consumidores, consequentemente a quantidade procurada é
maior;
- Aumento do rendimento médio dos consumidores;
- Variação dos gostos dos consumidores, no sentido do produto em causa ser agora mais
atractivo (e por isso os consumidores estão dispostos a comprar maiores quantidades,
para os mesmos preços);
- Variação nos preços de produtos relacionados com este; estes produtos relacionados
podem ser bens sucedâneos ou bens complementares.

Bens sucedâneos, como já vimos, são bens substitutos. Neste caso, se aumentar o preço
de um bem sucedâneo, parte dos consumidores desloca a
procura desse bem cujo preço aumentou para este cuja curva da
procura se desloca para a direita;

No caso dos bens complementares, que são bem que "se


completam", ou seja, que são consumidos conjuntamente (caso
do café e do açúcar, pão e manteiga,
automóveis e gasolina, por exemplo),
o aumento do consumo dum destes
bens arrasta consigo o aumento do consumo do outro, e assim
se justifica a deslocação da curva da procura para a direita.

A deslocação da curva da procura da esquerda pode ser


visualizada na figura seguinte.

Neste caso, o significado da deslocação da curva para a posição D2 é que a quantidade


procurada do bem é agora sistematicamente menor, para todos os possíveis preços, do
que acontecia na posição inicial D1.
As causas possíveis para esta situação podem ser exactamente as opostas das que
referimos acima.

Lei e Curva da oferta

A Oferta de um determinado produto é definida como o agregado


das intenções de venda desse produto por parte dos produtores
(empresas). A lei da oferta relaciona a quantidade oferecida de um
produto com o respectivo preço, e pode ser enunciada da seguinte

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forma: a quantidade oferecida de um bem aumenta quando o preço sobe, e diminui
quando o preço desce.

Oferta Agregada
Representa a soma das quantidades oferecidas individualmente para cada nível de
preços. A quantidade oferecida no mercado depende dos factores que determinam a
quantidade oferecida pelos vendedores individuais.

Deslocações da Oferta
Não devemos confundir oferta com vendas. A oferta traduz apenas as intenções de
venda. Para um dado preço existe uma quantidade oferecida, mas essa oferta só se
traduzirá em vendas se existir procura suficiente, equivalente ou superior à quantidade
oferecida. No caso de não existir procura suficiente, parte da oferta ficará por vender.
A figura seguinte representa graficamente a lei da oferta. A variável P representa o
preço, e a variável Q representa a quantidade oferecida. A lei da oferta é representada
pela linha S. Neste caso é uma recta, por mera simplificação, embora o gráfico da oferta
real dos diversos produtos tenda a ser uma linha curva – e por isso também se usa a
expressão curva da oferta como sinónimo de "lei da oferta".
O facto da curva da oferta ter declive positivo significa que as duas variáveis, Preço e
Quantidade, andam sempre no mesmo sentido: quando uma desce a outra também
desce, e inversamente. Na figura seguinte, ao preço P1 corresponde a quantidade Q1, e
ao preço P2 corresponde a quantidade Q2. Podemos facilmente ver como a uma subida
do preço (de P1 para P2) corresponde uma subida da quantidade (de Q1 para Q2).

Este comportamento da quantidade oferecida, variando no


mesmo sentido do preço, é bastante intuitivo: podemos aceitar
com facilidade que o aumento do preço de um produto se
traduza no acréscimo da oferta desse produto.

Graficamente, a lei da oferta traduz-se


em deslocações ao longo da curva. No
entanto podem igualmente ocorrer deslocações da curva.
Vejamos o exemplo do gráfico seguinte, onde a curva da
oferta, inicialmente na posição S1, sofre uma deslocação para a
direita, para a posição S2.
Qual o significado desta deslocação? Na posição S2, a
quantidade oferecida é sistematicamente maior, para todos os
possíveis preços, do que acontecia na posição inicial S1.
Causas possíveis para esta alteração de comportamento podem
ser as seguintes:
- Diminuição dos custos de produção. Podendo produzir os
mesmos produtos a um preço mais baixo, as empresas poderão
colocar maior quantidade desses produtos à venda, e mesmo
assim obter lucros suficientes à sua actividade. A diminuição dos
custos de produção pode ter origens diversas: descida dos preços
das matérias-primas, descida do preço da mão-de-obra,
progressos tecnológicos ou melhorias organizativas que permitam produzir mais com os
mesmos custos.

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- Condições climatéricas favoráveis que se traduzem e maiores níveis de produção para
os mesmos custos.
A deslocação da curva da oferta da esquerda pode ser visualizada na figura seguinte.

Neste caso, o significado da deslocação da curva para a posição


S2 é que a quantidade oferecida do bem é agora sistematicamente
menor, para todos os possíveis preços, do que acontecia na
posição inicial S1.
As causas possíveis para esta situação podem ser exactamente as
opostas das que referimos acima – aumento dos custos de
produção ou condições climatéricas desfavoráveis.

A estrutura dos mercados

Formas de mercado
Concorrência Perfeita
Monopólio
Oligopólio
Concorrência Monopolística

Mercados de Concorrência perfeita

Nº Produtores: inúmeros
Controlo sobre o preço: nulo
Bens produzidos: homogéneos
Concorrência: muita

É o mercado em que existem muitos produtores ou vendedores de um bem homogéneos


e muitos compradores.
Os preços resultam da interacção entre a oferta e a procura (a empresa não tem poder
para fixar os preços)
Para que se verifique a concorrência perfeita deve ser preenchido um conjunto de
condições, sendo as principais as seguintes:

- Atomização do mercado, ou seja, que exista um grande número de consumidores e


um grande número de produtores, e que nenhum deles tenha dimensão suficiente para
influenciar o mercado;

- Transparência do mercado, no sentido de que todos os consumidores e todos os


produtores devem ter um conhecimento perfeito de todos os preços; é por este motivo
que a legislação obriga à afixação dos preços dos produtos, nas montras dos
estabelecimentos, nas bancas do peixe, etc.

- Mobilidade dos factores de produção; o mecanismo de mercado pressupõe a fácil


reconversão e deslocalização dos factores produtivos, capital e força de trabalho, para os
sectores que mais oportunidades lucrativas ofereçam aos produtores.

- Homogeneidade dos produtos; no caso de não existir homogeneidade, ou seja, no


caso dos produtos serem diferenciados, o funcionamento do mercado aproxima-se duma
situação de monopólio, onde cada produtor tende a ser o "monopolista" do seu próprio
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produto. Um exemplo desta diferenciação, ou falta de homogeneidade, encontra-se nas
calças de ganga (jeans) que, embora basicamente semelhantes, são objecto de
diferenciação por meio de características secundárias ou da "marca", permitindo a
existência de preços muito diferenciados e impedindo que haja uma concorrência
perfeita; esta tendência para a diferenciação mais ou menos artificial dos produtos é
uma característica das economias modernas.

Quando se verificam condições de


concorrência perfeita, o preço de mercado
tende a situar-se no ponto onde a oferta é
igual à procura. Este preço toma a
designação de preço de equilíbrio.
Conforme podemos ver na figura seguinte,
o preço de equilíbrio corresponde ao ponto
onde a curva da procura se cruza com a
curva da oferta:

Preço de Equilíbrio
Equilíbrio significa estabilidade, e o preço de equilíbrio representa, de facto, um ponto
de estabilidade do mercado. Poderemos compreender melhor este conceito de
estabilidade se procurarmos saber o que é que se passa se o preço de mercado (aquele
que efectivamente ocorre no mercado num dado momento) não for um preço de
equilíbrio.
Vejamos o caso da figura seguinte, onde o preço P1 se encontra acima do preço de
equilíbrio. Para este preço não existe igualdade entre oferta e procura. O que acontece é
que a oferta é superior à procura. E o motivo é fácil de compreender: a um preço mais
elevado, os produtores estão dispostos a
vender mais, mas os consumidores estão
dispostos a comprar menos. Nesta situação
de oferta superior à procura vão ficar
muitos bens para vender pelo que se trata
de uma situação insustentável. O resultado
é que o preço tenderá a descer para o ponto
de equilíbrio.

Vejamos agora a hipótese do preço de


mercado se situar abaixo do preço de equilíbrio, situação representada na figura
seguinte. Neste caso a procura é superior à oferta, precisamente porque o preço é
aliciante para os consumidores mas indesejável para os produtores. Trata-se de uma
situação insustentável, porque rapidamente os produtos se esgotarão no mercado. O
preço tenderá agora a subir para o ponto de equilíbrio.
Contudo o preço de equilíbrio não é sempre o mesmo: ele pode modificar-se em
resposta a deslocações das curvas da oferta e da procura, deslocações cujas causas já
analisámos noutra parte deste capítulo.

Vejamos o caso da figura seguinte, em


que a curva da oferta sofre uma
deslocação de para a direita, de S para S1.
Isto determina a fixação de um novo preço

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de equilíbrio, P1, que se situa abaixo do preço de equilíbrio anterior.
Se a curva da oferta se deslocar para a esquerda, o novo preço de equilíbrio estará acima
do anterior, conforme se pode ver na figura seguinte, onde a curva da oferta se desloca
de S para S2.

Vejamos agora o que acontece com as deslocações da curva da


procura. A deslocação da curva da procura para a direita, de D
para D1, representada na figura seguinte, traduz-se por uma
subida do preço de equilíbrio

No caso da curva da procura se deslocar para a esquerda, de D para D2, o resultado será
a descida do preço de equilíbrio, conforme se pode ver na figura seguinte.

Concorrência Imperfeita (monopólio, oligopólio e concorrência monopolística)


Os preços dependem do poder que a empresa tiver no mercado:
- Monopólio: total poder
- Oligopólio: algum poder
- Concorrência monopolística: pouco poder

O monopólio
É o mercado em que existe um único produtor ou vendedor

Nº Produtores: um
Controlo sobre o preço: total
Bens produzidos: único
Concorrência: nenhuma

Oligopólio
É o mercado em que existem poucos produtores ou vendedores de bens diferenciados ou
de bens idênticos.

Nº Produtores: alguns
Controlo sobre o preço: limitado
Bens produzidos: pouco diferenciados
Concorrência: pouca

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Concorrência Monopolística
É o mercado em que existem muitos produtores ou vendedores de um bem parecido,
mas não idêntico, e muitos compradores.

Nº Produtores: muitos
Controlo sobre o preço: pouco
Bens produzidos: diferenciados
Concorrência: bastante

Tipos de Mercado Aspectos positivos Aspectos negativos


-A atomização e a pequena
-O preço é definido através do confronto entre a
dimensão das empresas são só
oferta e a procura em mercados de bens
factores que dificultam o
homogéneos.
Concorrência investimento em pesquisa e
-O mercado apresenta condições a
perfeita melhoramento dos bens.
transparência, a atomicidade, a homogeneidade,
-É o mercado que afecta de
a mobilidade dos factores de produção, a livre
melhor forma os recursos
entrada e saída de mercado
existentes.
-A capacidade do monopolista
-O preço é estipulado pelo monopolista controlar o preço pode lesar os
-As barreiras tecnológica legal e a dimensão do interesses do consumidor, ao
mercado impedem a entrada de novos exigir preços mais elevados e ao
concorrentes. apresentar bens sem grande
Monopólio -O monopolista, ao obter lucros elevados, pode evolução qualitativa.
destiná-los a aumentar o investimento na -O poder de mercado do
empresa, ao contribuir para a inovação monopolista não é absoluto, é
tecnológica e para a melhoria na qualidade dos limitado pela intervenção do
bens estado e pela existência de bens
substitutos
-A capacidade do oligopólio
controlar o preço pode lesar os
-O controlo sobre o preço de mercado que cada
interesses do consumidor fixando
oligopólio tem depende da reacção dos seus
preços mais elevados e
concorrentes
apresentando bens sem grande
-Há possibilidade dos oligopólios estabelecerem
evolução qualitativa.
Oligopólio acordos entre si com objectivo de controlar o
-A possibilidade dos oligopólios
preço.
estabelecerem acordos entre si,
-No mercado oligopólios as empresas podem
com o objectivo de aumentar os
oferecer produtos diferenciados ou não
preços e os lucros, pode obrigar
diferenciados.
o consumidor a pagar preços
mais elevados pelo bem.
-A atomização e a pequena
dimensão das empresas são
-Muitos vendedores sem capacidade para
Concorrência factores que dificultam o
controlar preços
monopolística investimento em pesquisa e
-Produtos diferenciados
melhoramento na qualidade dos
bens

Fusões e Aquisições
A concorrência que se tem vindo a desenvolver entre as diversas empresas, tem
conduzido à concentração no sentido de alargarem os seus mercados e aumentarem a
sua dimensão. É usual destacar-se:
-concentração horizontal (realizada no mesmo ramo de actividade)
-concentração vertical (reunir diversas empresas de ramos diferentes)

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Para se defenderem em situações de crise, as grandes empresas têm estabelecido
acordos e fusões.
Assim, assiste-se a uma diversificação funcional da produção que se tem acentuado com
a diversificação geográfica da produção, originando as empresas multinacionais ou
transnacionais.

As formas adoptadas pelas empresas para defenderem da concorrência são


variadas

- A fusão de empresas ou trust


O trust resulta da fusão de várias empresas, dando origem a uma nova empresa que
utiliza os meios de produção e os trabalhadores nas diversas empresas iniciais.
Os objectivos do trust consistem na instauração de um monopólio, pois visa eliminar as
empresas concorrentes e na racionalização das empresas, procurando reduzir os custos
de produção, através de uma maior dimensão

-As aquisições
- Anexação
- Prática das O PV (oferta Pública de venda): uma empresa se oferece no mercado para
ser comprada por outras, colocando à venda no Mercado de Bolsa parte ou a totalidade
do seu capital.
- Operações públicas de aquisição (OPA) são operações financeiras que permitem a uma
empresa a aquisição de outra, cotada em bolsa, através de uma proposta pública, aos
accionistas da última, de compra das suas acções a um preço mais elevado do que o seu
valor de mercado.
- Esta situação, todavia, torna-se problemática para os consumidores, em virtude de
poder originar situações de monopólio e de oligopólio onde a vontade dos consumidores
pode ser abafada face aos interesses e expectativas dos grandes empresários,
- Este processo de concentração também pode atrair alguns problemas para os países,
uma vez que os interesses das economias nacionais podem ser adquiridas por empresas
estrangeiras com o risco dos interesses estrangeiros poderem vir a impor-se como
decisivos.

VII
Rendimentos e repartição dos rendimentos
A actividade produtiva e a formação de rendimentos

O facto de vivermos em sociedade exige uma repartição dos rendimentos, que não é
nada mais do que dar a cada pessoa o resultado do seu trabalho em uma qualquer
unidade monetária ou qualquer outra forma de pagamento.
Para que a produção se concretize é necessária a participação de dois factores
fundamentais, são eles o trabalho e o capital.
É na realização do processo produtivo que se geram os rendimentos.

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Repartição Funcional do Rendimento
A repartição funcional do rendimento mostra-nos como são remunerados os diferentes
intervenientes no processo produtivo, tendo em atenção as funções por eles
desempenhadas.

Factor Trabalho -Trabalhador -Salário


-Empresário
-Lucro
-Proprietário de Imóveis
Factor Capital -Rendas
-Detentor de
-Juros
capital/dinheiro

Salário
O salário corresponde à parte do rendimento que é auferido pelo trabalhador em troca
do trabalho realizado no processo produtivo. Neste caso fala-se em salário directo, ou
seja, na quantidade de moeda que o empresário paga aos trabalhadores.
Algumas famílias recebem, por vezes, transferências do estado, sob a forma de
subsídios, como o de desemprego, de doença, etc. Neste caso trata-se de um salário
indirecto pois não derivou de uma participação directa no processo produtivo.
No entanto, temos de distinguir entre salário nominal e salário real.

Salário Nominal e Real


O salário nominal é a quantidade de moeda que o trabalhador recebe pelo trabalho
prestado num determinado período de tempo. O salário real corresponde à quantidade
de bens e serviços que o trabalhador pode adquirir com o salário nominal. O salário real
traduz, assim, o poder de compra dos trabalhadores.

A remuneração do factor capital no processo produtivo assume as formas de:


- Juros,
- Rendas
- Lucros.

Juro
O juro constitui a remuneração que os detentores de capital auferem pelos empréstimos
dos seus capitais. Esta remuneração varia consoante:
- A taxa de juro fixada,
- A duração (tempo) do empréstimo
- O montante do capital emprestado.

Renda
A renda, actualmente, corresponde aos rendimentos recebidos pelos proprietários dos
prédios urbanos em virtude da sua cedência a terceiros.

Lucros
O lucro designa a remuneração dos empresários como contrapartida da sua iniciativa e
dos riscos assumidos nos investimentos realizados. O lucro é variável e depende do
resultado da actividade produtiva da empresa. O lucro é o resultado da diferença entre o
preço de venda e o preço de custo dos produtos produzidos. L = PV – PC.

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Medição das desigualdades da Repartição dos rendimentos – Curva de Lorenz

Curva de Lorenz: Gráfico utilizado pelos analistas económicos para realçar, sobretudo,
a desigualdade da repartição do rendimento ou da riqueza. O método proposto traduz-se
na construção de uma curva de distribuição do rendimento ou da riqueza relacionando a
% das famílias (valores acumulados) com a % do rendimento ou riqueza (valores
acumulados). A análise da curva de Lorenz permite aos governantes tomar medidas para
reduzir as assimetrias existentes através das chamadas políticas de redistribuição do
rendimento.

O Rendimento Nacional per capita

RNC= Rendimento Nacional/População total

O Rendimento nacional per-capita indica-nos uma média, partindo de uma hipótese de


igualdade se o rendimento fosse distribuído equitativamente por todos os elementos de
uma população, qual seria o valor recebido por cada pessoa?

Repartição Pessoal do Rendimento


A repartição pessoal do rendimento permite-nos analisar como é que os rendimentos se
distribuem pelos agregados familiares de uma dada comunidade. Através da análise
podemos apreciar o grau de desigualdade dessa distribuição, as desigualdades salariais.
O rendimento pessoal disponível é um indicador do rendimento pessoal. Como
sabemos, as famílias têm por principal função consumir. Os seus recursos são
constituídos, fundamentalmente, pelas remunerações pagas pelos outros sectores
institucionais.

O rendimento das famílias tem origem nas receitas provenientes:


- Da actividade produtiva: salários, juros, rendas, lucros;
- Das transferências internas: as prestações sociais feitas pela Administração Pública
e Privada (pensões, abonos, diversos subsídios, etc.);
- Das transferências externas: nestes têm especial relevância as remessas dos
emigrantes e outras;
No entanto, as famílias têm que pagar impostos sobre o rendimento (impostos directos)
e outras contribuições sociais à Administração Pública. Deste modo, o seu rendimento
ficará diminuído.

O Rendimento Disponível das Famílias é, então, constituído pelo total dos


rendimentos recebidos pela participação na actividade produtiva e pelas transferências
(internas e externas) depois de subtraídos os impostos directos e as contribuições
sociais.

Rendimento Pessoal Disponível = Rendimento do Trabalho +Rendimentos do Capital


+ Transferências – Impostos Directos – Contribuições Sociais

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Desigualdades Salariais

Redistribuição dos rendimentos

Sexo
Dimensão da Ramo e sector
empresa de actividade
Desigualdades
Região do país salariais Habilitação

Idade Qualificação

A repartição do rendimento pode ser analisada, quer segundo a óptica da repartição


funcional, quer ainda através da repartição pessoal.
É o processo, através do qual o estado e outras instituições procedem à recolha de
rendimentos e à sua respectiva transferência, de forma a garantir um melhor nível de
vida a todos os cidadãos, corrigindo assim as desigualdades provocadas pela repartição
primária dos rendimentos.
Na repartição pessoal verificamos a existência de desigualdades de rendimentos. Para
reduzir as desigualdades existentes na repartição dos rendimentos, torna-se necessário
garantir a toda a comunidade, independentemente dos rendimentos provenientes da
actividade exercida por cada um, um conjunto de prestações sociais consideradas
fundamentais.
Cabe, assim, ao Estado proceder a uma redistribuição dos rendimentos. Para isso, o
estado actua de duas formas:
-Verticalmente: reduzindo as desigualdades provocadas pela repartição primária dos
rendimentos, através dos impostos directos
-Horizontalmente: ao efectuar transferências para as famílias mais carenciadas,
através, por exemplo, de subsídios.
O processo de redistribuição dos rendimentos levado a cabo pelo estado tem, de uma
forma geral, os seguintes objectivos:
- Corrigir as desigualdades provocadas pela repartição dos rendimentos.
- Cobrir colectivamente os riscos individuais
- Pôr à disposição de toda a população um conjunto de bens e serviços sociais.
A redistribuição realiza-se através de diferentes instituições, como por exemplo, a
Administração Pública Central e Local, a Segurança Social e o Fundo de Desemprego e
outras organizações.
Estas instituições canalizam as transferências quer para as empresas quer para as
famílias, sob diversas formas, nomeadamente para as famílias:
- Fornecimento de bens e serviços colectivos, gratuitamente ou através de pagamento
parcial;
- Pensões e subsídios vários; para as empresas:
- Subsídios à produção em determinados sectores;

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- Isenção de impostos;
O essencial da redistribuição é feito através da Segurança Social.

As desigualdades provocadas pela repartição primária do rendimento levam a que


o estado intervenha. Para isso são desenvolvidas várias políticas de redistribuição
levadas a cabo pelo estado, das quais se referem:
-Politica de Preços: aplicação de impostos indirectos sobre o consumo de bens e
serviços consumidos pelas classes de rendimentos mais elevados. Atribuição de
subsídios aos bens ou serviços de primeira necessidade de forma a torna-los mais
acessíveis a população com menores recursos, como a saúde e educação.
-Politica Social: criação de sistemas de segurança social, que garante a protecção dos
cidadãos em situações de invalidez, desemprego ou velhice.
-Politica fiscal: aplicação de impostos directamente sobre os rendimentos das pessoas
ou indirectamente sobre os bens e serviços

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