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Acadêmicos: ANA PAULA REIS – RA 386.619 CARLOS ANDRE F. SILVA – RA 399.323 CLEBER MENDES

Acadêmicos:

ANA PAULA REIS RA 386.619 CARLOS ANDRE F. SILVA RA 399.323 CLEBER MENDES VALIENSE RA 396.864 JOSE ROBSON PEDRO SILVA RA 395.869 TAMILES DOS SANTOS PINTO RA 402.139

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

PORTO SEGURO-BA

2014

Acadêmicos: ANA PAULA REIS – RA 386.619 CARLOS ANDRE F. SILVA – RA 399.323 CLEBER MENDES

Acadêmicos:

ANA PAULA REIS RA 386.619 CARLOS ANDRE F. SILVA RA 399.323 CLEBER MENDES VALIENSE RA 396.864 JOSE ROBSON PEDRO SILVA RA 395.869 TAMILES DOS SANTOS PINTO RA 402.139

CONTABILIDADE TRIBUTÁRIA

Trabalho de Contabilidade Tributária apresentado à Faculdade de Ciências Contábeis da Anhanguera Educacional, para obtenção de nota parcial da disciplina, sob orientação do Prof. Me. Hugo David Santana.

PORTO SEGURO-BA

2014

Sumário

  • 1 -

4

  • 2 - A evolução do sistema tributário

 

5

2.1-Tributos e suas finalidades

8

2.2-Tributação pessoa física e jurídica

9

  • 3 - Alíquotas e opções tributárias

10

3.1-As espécies tributárias

.......................................................................................................

14

  • 4 - Principais obrigações do SIMPLES Nacional

15

4.1- Cálculos e valores dos tributos

 

16

  • 5 - Principais aspectos do CPC 32

Relatório Final

23

  • 6 -

26

  • 7 - Bibliografia

 

27

1 Introdução

A presente atividade relata sobre o desenvolvimento e evolução tributária no Brasil, mostra situações em que é possível a pessoa jurídica modificar e enquadrar-se conforme sua renda anual e usando tabelas específicas para cumprir com suas obrigações perante o fisco, a contabilidade tributária calcula e esclarece os devidos tributos e alíquotas que devem ser empregadas em suas obrigações.

Esta atividade vem esclarecer sobre os tributos e suas finalidades, os conceitos e tipos de tributação, tanto para pessoas físicas como jurídicas, e temos um exemplo técnico de cálculos, com a comparação entre formas distintas de tributação, analisando e dando um

parecer do que seria mais apropriado, para tal empresa com uma determinada renda.

2 - A evolução do sistema tributário brasileiro ao longo do século

A tributação já é conhecida desde os tempos bem antigos na história da humanidade, dos frutos que eram plantados nas terras que pertenciam aos soberanos, eram cobrados os tributos pela extração, na Bíblia tem uma passagem no Evangelho de Mateus, 22:21. “Disse Jesus: Daí a César o que é de César, daí a Deus o que é de Deus”. Referindo-se aos impostos que eram pagos ao Império Romano. No Brasil, a tributação teve inicio juntamente com sua descoberta, colonização e principalmente com a exploração do pau-brasil. Assim, Portugal ganhava muito com cobrança de taxas sobre a exportação da madeira entre outras riquezas da terra, isso ocorreu durante 1530 a 1580. A negociação no comércio de escravos também teve grande carga tributária no período de 1580 a 1640, dando assim início a essa prática de cobrança de forma irregular e desonesta entre os países e colônias, pois, o pagamento a Portugal era obrigado pela coroa Real. A primeira reforma tributária no Brasil foi entre o período de 1840 a 1870, onde houve reduções em algumas taxas e com isso veio o crescimento da indústria, plantio de café e migração de estrangeiros. No período de 1889 a 1930, depois da Lei Áurea e o início da República no Brasil, houve bastante autonomia dada aos Estados para que formulassem suas reformas políticas e fiscais, com o surgimento dos tributos o Estado ficou centralizado e organizado de acordo com suas determinações fiscais para garantir o direito dos cidadãos. -O sistema tributário brasileiro teve grande influência do sistema existente no final do império, os tributos incidiam principalmente sobre o comércio exterior, sendo a principal fonte das receitas públicas.

  • - A Constituição de 24 de fevereiro de 1891 manteve a composição do período imperial,

porém, criou o regime de separação de fontes tributárias, em virtude da adoção do regime

federativo, passaram a discriminar os impostos de competência da União e dos estados.

  • - Os impostos de importação, imóveis, industriais e correios eram prioridade da União,

ficando aos estados autonomia de legislar sobre os impostos municipais. Ambos tinham direito de criar novas receitas tributárias

  • - Durante as primeiras décadas da República foram sendo incorporadas outras fontes de

receitas ao sistema tributário, como a cobrança de imposto sobre o fumo, sendo posteriormente estendida a outros produtos através do imposto de consumo, porém, somente em 1924 foi instituído o imposto de renda geral.

  • - Os impostos sobre importação deixaram de ser a principal fonte em virtude da Primeira Guerra Mundial, obrigando o governo a criar fontes de receitas internas.

  • - Com a Constituição de 1934 juntamente com outras leis trouxeram importantes alterações

com a predominância dos impostos internos sobre produtos. Novos impostos podiam ser criados pela União e pelos estados, porém, os estados deveriam repassar 30% para a União e 20% para os municípios de onde foram arrecadados.

  • - O imposto de importação passou a ser utilizado como instrumento de política econômica na

década de 50, quando a sua participação no total da receita diminui bruscamente em virtude da Segunda Guerra Mundial e por ter sido superada pelos impostos de consumo que representavam 60% das receitas já no ano de 1946.

  • - A Constituição de 18 de setembro de 1946 aumentou a dotação de recursos dos municípios, criando um sistema de transferências entre estados e municípios, União e municípios, para reforçar as finanças municipais.

  • - Na década de 60 foi criada a Comissão de Reforma do Ministério da Fazenda, visando a revisão do sistema tributário, um novo sistema tributário foi reorganizado com profundas

alterações no IR o que resultou no crescimento de sua arrecadação, o imposto de consumo deu origem ao Imposto sobre Produtos Industrializados.

  • - Com a reforma da década de 60 as decisões econômicas passaram a ser centralizadas na esfera federal prevendo que os estados e municípios contassem com recursos próprios para

desempenhar suas funções, principalmente com a arrecadação do ICMS Imposto sobre circulação de mercadoria e serviços. Também foram criados incentivos fiscais, sendo

considerável montante da receita da União repassada para os estados e municípios o que levou o governo federal a criar o PIS programa de Integração Social e outras contribuições.

  • - Em 1988 foi criado um novo sistema tributário, desta vez através de um processo participativo com os políticos, o qual era democrático e permitia a participação da população,

através das emendas populares.

  • - Com a nova reforma foi ampliado o grau de autonomia fiscal dos estados e municípios,

atribuindo-se a eles a competência de fixar autonomamente as alíquotas dos seus principais impostos. Foram fixadas parcelas fixas de recursos a serem repassados para fins sociais ocasionando um desequilíbrio do setor público.

  • - Não só a redução de recursos disponíveis pela União foi reduzida com a Constituição de 1988, também ocasionou as dificuldades financeiras da União, mas outros fatores como a

estagnação econômica e a aceleração da inflação.

  • - Em 1994 foi posto em pratica o Plano Real que diminui a inflação e como consequência a economia teve um crescimento.

  • - A evolução do sistema tributário foi lenta até chegar ao sistema vigente, até mesmo para ser tratado como instrumento econômico, sendo que primeiramente e durante um período longo os impostos predominavam somente sobre o comércio exterior, passando a incidir sobre bens e serviços muito mais tarde e por interferências do comércio exterior.

  • - As importantes revoluções tributárias que ocorreram são resultado de um século de evolução e desprezavam as estruturas vigentes.

  • - Atualmente há incompatibilidade entre fisco e contribuinte, pois, com a grande carga tributária acabam ocorrendo sonegações por parte do contribuinte, fazendo-se necessário uma reforma com o objetivo de simplificar o sistema tributário.

  • - Os objetivos desejáveis para uma futura reforma baseiam-se em harmonizar a necessidade

de arrecadar com a de melhorar as condições de competitividade do setor produtivo,

aprimorando o sistema tributário quanto à alocação de recursos, melhorar a distribuição de carga tributária entre contribuintes, bem como simplificar o sistema tributário.

2.1 - Tributos e suas finalidades

De acordo com a Constituição Nacional, Tributo é:

“Prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que

não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa e plenamente vinculada” (CNT - art.3). A cobrança dos tributos tem como finalidade maior a arrecadação para a União, sequentemente Estado e Município, essa arrecadação deve ser usada de forma justa e investida nas reais necessidades da população, garantindo assim que cada um exerça seu papel perante a sociedade. Na constituição Brasileira, ficam os Estados e Municípios sob o controle da União. Os Tributos Diretos sucedem diretamente sobre o patrimônio e renda das pessoas, sendo eles: Imposto de Renda Pessoa Física, Imposto de Renda Pessoa Jurídica, Imposto Predial e Territorial Urbano, Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural e Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores. Os Tributos Indiretos sucedem sobre a produção e circulação de bens e serviços, sendo eles: Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviço, Imposto sobre Produtos Industrializados e contribuições sociais. Existem alguns casos que o contribuinte ou empresa são isentas de algumas cargas

tributárias, isso cabe a União, Estado e Municípios que tem a responsabilidade de fiscalizar, cobrar e isentar.

2.2 - Tributação Pessoa Física e Jurídica

Tributação Pessoa Física O órgão Receita Federal tem por obrigação a apuração das declarações das pessoas físicas brasileiras, conforme as declarações enviadas e seguindo o regulamento do imposto de renda. De acordo com o órgão as pessoas físicas domiciliadas e residentes no Brasil que tenham remuneração por serviços prestados, proventos e ou outras rendas devem declarar de acordo com a legislação em vigor. Tributação Pessoa Jurídica Enquadram-se nesse tópico as pessoas jurídicas, empresas individuais, empresas públicas e sociedades, e devem declarar os seus ativos e pagamentos do passivo. As empresas têm por opção a declaração de acordo com sua inscrição na receita federal que pode ser Simples Nacional, Lucro Presumido, Lucro Real e Lucro Arbitrado. A regra geral é clara e tem como base de cálculo os ganhos e rentabilidade de capital e o período correspondente à apuração. O período de apuração pode variar de acordo com a inscrição da empresa, podendo ser mensalmente ou trimestralmente. A alíquota é de 15% sobre o lucro real.

3 - Alíquotas e opções de tributação para Pessoas Jurídicas

REGIMES DE TRIBUTAÇÃO DAS PESSOAS JURÍDICAS

 

REGIME

 

OBRIGATORIEDADE DA APURAÇÃO

 

Receita do ano calendário anterior superior a

48.000.000,00;

 

Atividades que sejam de instituições financeiras

ou assemelhadas; Que obtiverem lucros ou dividendos do exterior;

LUCRO REAL

Empresas que, autorizadas pela legislação tributária, tenham benefícios fiscais, relativos à isenção ou redução do imposto;

Que tenham efetuado pagamento mensal pelo regime de estimativa, ou seja, uma das formas

mensais de antecipar o

IR

com base no lucro

real. Esse cálculo é

feito

sobre

um lucro

presumido e ao final do ano se apura o IR Real e compara com os recolhimentos feitos no

decorrer

do

ano

através

das

antecipações

mensais.

LUCRO PRESUMIDO

Poderá optar por este regime a empresa cuja receita bruta total, no ano-calendário anterior, tenha sido igual ou inferior a R$ 48.000.000,00;

 

Poderá ser de ofício quando o contribuinte optar indevidamente pelo lucro presumido, não manter escrituração contábil e fiscal conforme

LUCRO ARBITRADO

determina a legislação,

deixar

de cumprir

obrigações

principais,

recusar-se

a

apresentar

livros ao fisco ou tiver sua escrituração

desconsiderada.

 

SIMPLES NACIONAL

 

Poderá optar por este regime as empresas que faturem até 3.600.000,00 ao ano observando as atividades permitidas e restrições relativas à constituição societária.

A opção do regime de tributação é feita com o primeiro pagamento do imposto (Real ou Presumido) e o simples nacional até o último dia útil do mês de janeiro. Atualmente são quatro as modalidades de tributação existentes para cálculo dos tributos sobre os lucros obtidos em determinado período.

Conceito de Lucro Real É o lucro liquido apurado na escrituração comercial, denominado lucro contábil, ajustado pelas adições, exclusões e compensações autorizadas pela legislação do Imposto de Renda. Contabilmente falando, pode-se concluir que o lucro real é realmente apurado pela contabilidade, com base na completa escrituração contábil fiscal, com a estrita e rigorosa observância dos princípios fundamentais de contabilidade e demais normas fiscais e comerciais. O lucro real é apurado com base na escrituração mercantil, o que compreende a adoção de um conjunto de procedimentos:

Rigorosa observância dos princípios fundamentais de contabilidade;

Constituição das provisões necessárias;

Completa escrituração contábil e fiscal;

Escrituração de um conjunto de livros fiscais e contábeis;

Preparação das demonstrações contábeis.

Conceito de Lucro Presumido É uma forma simplificada de apuração da base de calculo do Imposto de Renda e da Contribuição Social, restrita as empresas que não estão obrigadas ao regime de apuração do lucro real. Nesta metodologia de apuração, a base de calculo do imposto é determinada mediante a

aplicação de percentuais definidos em legislação e de acordo com a atividade da empresa, sobre a receita auferida no mês. As empresas optantes por esta forma de tributação devem presumir o lucro auferido em cada trimestre, e essa presunção é feita pela aplicação de percentuais de lucratividade ditados pela lei.

ATIVIDADES OPERACIONAIS

PERCENTUAL

*Revenda a varejo de combustíveis e gás natural

1,6%

*Venda de mercadorias ou produtos *Transporte de cargas *Atividades imobiliárias (compra, venda loteamento, incorporação e construção de imóveis). *Serviços hospitalares *Atividade Rural *Industrialização com materiais fornecidos pelo encomendante *Outras atividades não especificadas (exceto prestação de serviços)

8%

*Serviços de transporte (exceto o de cargas) *Serviços gerais com receita bruta até R$ 120.000/ano

16%

*Serviços profissionais (Sociedades Civis - S/C, médicos, dentistas, advogados, contadores, auditores, engenheiros, consultores, economistas, etc.). *Intermediação de negócios *Administração, locação ou cessão de bens móveis/imóveis ou direitos. *Serviços de construção civil, quando a prestadora não empregar materiais de sua propriedade nem se responsabilizar pela execução da obra (ADN Cosit

32%

6/97).

*Serviços em geral, para os quais não haja previsão de percentual específico.

Conceito de Simples Nacional É um regime de tributação diferenciado e favorecido a ser dispensado às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte, no âmbito dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, especialmente ao que se refere: a apuração e recolhimento dos impostos e contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, inclusive obrigações acessórias; ao cumprimento de obrigações trabalhistas e previdenciárias, inclusive obrigações acessórias; ao acesso a credito e ao mercado, inclusive quanto à preferência nas aquisições de bens e serviços pelos Poderes Públicos (licitações), à tecnologia, ao associativismo a as regras de inclusão. Consideram-se Microempresas as empresas que auferirem, em cada ano-calendário, receita bruta igual ou inferior a R$ 360.000,00(trezentos e sessenta mil reais) e empresas de pequeno porte as que auferirem receita bruta superior a R$ 360.000,00(trezentos e sessenta mil reais) e igual ou inferior a R$ 3.600.000,00(três milhões e seiscentos mil reais). O limite de faturamento anual para as empresas permanecerem neste regime é não ultrapassar R$ 3.600.000,00(três milhões e seiscentos mil reais). Também não poderá ser incluída no Simples Nacional, para nenhum efeito legal, a pessoa jurídica que incorra em qualquer uma das vedações a seguir detalhadas:

-Restrições relativas à participação societária em outras empresas; -Restrições relativas á atividade; -Restrições relativas à reestruturação; -Restrições relativas à forma societária; -Restrições relativas à representação de pessoas jurídica do exterior.

Estão abrangidos pelo Simples Nacional os seguintes tributos:

-IRPJ - Imposto de Renda da Pessoa Jurídica; -IPI Imposto sobre Produtos Industrializados; -CSLL Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido; -COFINS Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social; -Contribuição para o PIS/PASEP; -Contribuição Patronal Previdenciária CPP; -ICMS Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias e sobre Prestações de Serviços de Transporte; -ISS Imposto sobre serviços de Qualquer Natureza. Para calcular o valor devido pelo Simples Nacional é preciso conhecer os seguintes valores:

-Receita Bruta do mês segregada por tipo de receita (base de calculo); -Receita Bruta total acumulada nos 12(doze) meses anteriores ao do período de apuração:

-Receita Bruta total acumulada no ano-calendário, para possível aplicação da majoração das alíquotas; -alíquota (por meio de enquadramento nas tabelas dos Anexos da resolução CGSN nº 94/2011); -sendo o caso, o fator “r” (para prestações de serviços sujeitas ao anexo V).

3.1 - As espécies tributárias

Apesar de vivermos diariamente com a carga tributária, muitos dos brasileiros desconhecem verdadeiramente o significado de cada um dos tributos que são pagos. Temos o hábito de generalizar, qualificando tudo como imposto, mas na íntegra imposto é um dos três tributos que pagamos. As três espécies de tributos que podem qualificar-se em diretos e indiretos, são:

Imposto: pagamento realizado pelo contribuinte para custear a máquina pública, isto é, gerar compor o orçamento do Estado. Taxa: é a cobrança que a administração faz em troca de algum serviço público. Neste caso, há um destino certo para a aplicação do dinheiro. Diferentemente do imposto, a taxa não possui uma base de cálculo e seu valor depende do serviço prestado. Como exemplos, estão a taxa de iluminação pública e de limpeza pública, instituídas pelos municípios. Contribuição: pode ser especial ou de melhoria. A primeira possui uma destinação específica para um determinado grupo ou atividade, como a do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). A segunda se refere a algum projeto/obra de melhoria que pode resultar em algum benefício ao cidadão.

4 Principais obrigações do Simples Nacional

Conforme a Resolução CGSN 10/2007 as principais obrigações das empresas ME e EPP optantes pelo SIMPLES NACIONAL são:

PRINCIPAIS OBRIGAÇÕES SIMPLES NACIONAL

OBRIGAÇÃO

DESCRIÇÃO

Declaração Única

-Anualmente deverão entregar declaração única e simplificada de informações socioeconômicas e fiscais para a Receita Federal, por meio da Internet, dos fatos geradores dos impostos e contribuições previstos no Simples Nacional.

Emissão de Nota Fiscal e Arquivamento

-Emitir nota fiscal de venda ou prestação de serviço; -Manter em boa ordem os documentos que fundamentaram a apuração dos impostos e contribuições devidos.

Livros Fiscais e Contábeis

-Deverá ser escriturado Livro caixa com toda movimentação financeira e bancária; -Deverá ser escriturado Livro Registro de Inventário onde deverá constar o estoque existente no final do ano calendário- corrente; -Deverá ser escriturado Livro Registro de Entrada destinado à escrituração dos documentos fiscais de entradas de mercadorias ou bens e aquisição de serviços de transporte e de comunicação quando a empresa for contribuinte do ICMS.

4.1 - Cálculos de valores dos tributos

CÁLCULO DO SIMPLES NACIONAL Com base nos faturamentos abaixo foram realizados os cálculos mensais do imposto devido, considerando que a empresa é comercial e iniciou suas atividades em janeiro de 2011.

Faturamento detalhado 2011

 

Faturamento detalhado 2012

 

Mês

Valor R$

Mês

Valor R$

janeiro-11

R$25.000,00

janeiro-12

R$67.000,00

fevereiro-11

R$32.000,00

fevereiro-12

R$85.000,00

março-11

R$41.000,00

março-12

R$110.000,00

abril-11

R$44.000,00

abril-12

R$120.000,00

maio-11

R$36.000,00

maio-12

R$10.000,00

junho-11

R$52.000,00

junho-12

R$ 140.000,00

julho-11

R$45.000,00

julho-12

R$120.000,00

agosto-11

R$28.000,00

agosto-12

R$85.000,00

setembro-11

R$35.000,00

setembro-12

R$101.000,00

outubro-11

R$32.000,00

outubro-12

R$105.000,00

novembro-11

R$44.000,00

novembro-12

R$120.000,00

dezembro-11

R$36.000,00

dezembro-12

R$137.000,00

Total 2011

R$450.000,00

Total 2012

R$1.200.000,00

Tabela utilizada:

Receita Bruta Total em 12 meses (em R$)

Alíquota

IRPJ

CSLL

COFINS

PIS/PASEP

INSS

ICMS

Até 120.000,00

4,00%

0,00%

0,21%

0,74%

0,00%

1,80%

1,25%

De 120.000,01 a 240.000,00

5,47%

0,00%

0,36%

1,08%

0,00%

2,17%

1,86%

De 240.000,01 a 360.000,00

6,84%

0,31%

0,31%

0,95%

0,23%

2,71%

2,33%

De 360.000,01 a 480.000,00

7,54%

0,35%

0,35%

1,04%

0,25%

2,99%

2,56%

De 480.000,01 a 600.000,00

7,60%

0,35%

0,35%

1,05%

0,25%

3,02%

2,58%

De 600.000,01 a 720.000,00

8,28%

0,38%

0,38%

1,15%

0,27%

3,28%

2,82%

De 720.000,01 a 840.000,00

8,36%

0,39%

0,39%

1,16%

0,28%

3,30%

2,84%

De 840.000,01 a 960.000,00

8,45%

0,39%

0,39%

1,17%

0,28%

3,35%

2,87%

De 960.000,01 a 1.080.000,00

9,03%

0,42%

0,42%

1,25%

0,30%

3,57%

3,07%

De 1.080.000,01 a 1.200.000,00

9,12%

0,43%

0,43%

1,26%

0,30%

3,60%

3,10%

De 1.200.000,01 a 1.320.000,00

9,95%

0,46%

0,46%

1,38%

0,33%

3,94%

3,38%

De 1.320.000,01 a 1.440.000,00

10,04%

0,46%

0,46%

1,39%

0,33%

3,99%

3,41%

De 1.440.000,01 a 1.560.000,00

10,13%

0,47%

0,47%

1,40%

0,33%

4,01%

3,45%

De 1.560.000,01 a 1.680.000,00

10,23%

0,47%

0,47%

1,42%

0,34%

4,05%

3,48%

De 1.680.000,01 a 1.800.000,00

10,32%

0,48%

0,48%

1,43%

0,34%

4,08%

3,51%

De 1.800.000,01 a 1.920.000,00

11,23%

0,52%

0,52%

1,56%

0,37%

4,44%

3,82%

De 1.920.000,01 a 2.040.000,00

11,32%

0,52%

0,52%

1,57%

0,37%

4,49%

3,85%

De 2.040.000,01 a 2.160.000,00

11,42%

0,53%

0,53%

1,58%

0,38%

4,52%

3,88%

De 2.160.000,01 a 2.280.000,00

11,51%

0,53%

0,53%

1,60%

0,38%

4,56%

3,91%

De 2.280.000,01 a 2.400.000,00

11,61%

0,54%

0,54%

1,60%

0,38%

4,60%

3,95%

Para efeito de determinação da alíquota, deve ser encontrada a Receita Bruta Total dos doze meses anteriores ao período de apuração, como a empresa iniciou a atividade em janeiro de 2012, para efeito de determinação da alíquota no primeiro mês de atividade, deverá ser utilizada para cálculo da receita bruta total acumulada, a receita do próprio mês de apuração multiplicada por 12 (doze). Na hipótese dos 11 (onze) meses posteriores ao do início de atividade, para efeito de determinação da alíquota, deverá ser feita a média aritmética da receita bruta total dos meses anteriores ao do período de apuração, multiplicada por 12 (doze).

Ano de 2011

   

REC. BRUTA

 

VALOR

MÊS/ANO

RECEITA

ACUMULADA

ALIQUOTA

DEVIDO

Janeiro

25.000,00

R$ 300.000,00

6,84%

R$ 1.710,00

Fevereiro

R$ 32.000,00

R$ 300.000,00

6,84%

R$ 2.188,80

Março

R$ 41.000,00

R$ 342.000,00

7,54%

R$ 3.091,40

Abril

R$ 44.000,00

R$ 392.000,04

7,54%

R$ 3.317,60

Maio

R$ 36.000,00

R$ 426.000,00

7,54%

R$ 2.714,40

Junho

R$ 52.000,00

R$ 427.200,00

7,54%

R$ 3.920,80

Julho

R$ 45.000,00

R$ 460.000,08

7,54%

R$ 3.393,00

Agosto

R$ 28.000,00

R$ 471.428,64

7,54%

R$ 2.111,20

Setembro

R$ 35.000,00

R$ 454.500,00

7,54%

R$ 2.639,00

Outubro

R$ 32.000,00

R$ 450.666,72

7,54%

R$ 2.412,80

Novembro

R$ 44.000,00

R$ 444.000,00

7,54%

R$ 3.317,60

Dezembro

R$ 36.000,00

R$ 451.636,44

7,54%

R$ 2.714,40

TOTAL

R$ 450.000,00

   

R$ 33.531,00

Ano de 2012

     

REC. BRUTA

 

VALOR

 

MÊS/ANO

RECEITA

ACUMULADA

ALIQUOTA

DEVIDO

Janeiro

 

67.000,00

 

R$ 450.000,00

7,54%

R$ 5.051,80

Fevereiro

 

R$ 85.000,00

 

R$ 492.000,00

7,60%

R$ 6.460,00

Março

R$ 110.000,00

 

R$ 545.000,00

7,60%

R$ 8.360,00

Abril

R$ 120.000,00

 

R$ 614.000,00

 

8,28%

R$ 9.936,00

Maio

 

R$ 10.000,00

 

R$ 690.000,00

 

8,28%

R$ 828,00

Junho

R$ 140.000,00

 

R$ 664.000,00

 

8,28%

R$ 11.592,00

Julho

R$ 120.000,00

 

R$ 752.000,00

 

8,36%

R$ 10.032,00

Agosto

 

R$ 85.000,00

 

R$ 827.000,00

 

8,36%

R$ 7.106,00

Setembro

R$ 101.000,00

 

R$ 884.000,00

 

8,45%

R$ 8.534,50

Outubro

R$ 105.000,00

 

R$ 950.000,00

 

8,45%

R$ 8.872,50

Novembro

R$ 120.000,00

 

R$ 1.023.000,00

9,03%

R$ 10.836,00

Dezembro

R$ 137.000,00

 

R$ 1.099.000,00

9,12%

R$ 12.494,40

TOTAL

R$ 1.200.000,00

   

R$ 100.103,20

CÁLCULO LUCRO PRESUMIDO

 

Ano de 2011

MÊS/ANO

 

RECEITA

 

PIS - 0,65%

 

COFINS - 3%

Janeiro

 

25.000,00

R$

162,50

R$

750,00

Fevereiro

 

R$ 32.000,00

R$

208,00

R$

960,00

Março

 

R$ 41.000,00

R$

266,50

R$

1.230,00

Abril

 

R$ 44.000,00

R$

286,00

R$

1.320,00

Maio

 

R$ 36.000,00

R$

234,00

R$

1.080,00

Junho

 

R$ 52.000,00

R$

338,00

R$

1.560,00

Julho

 

R$ 45.000,00

R$

292,50

R$

1.350,00

Agosto

 

R$ 28.000,00

R$

182,00

R$

840,00

Setembro

 

R$ 35.000,00

R$

227,50

R$

1.050,00

Outubro

 

R$ 32.000,00

R$

208,00

R$

960,00

Novembro

 

R$ 44.000,00

R$

286,00

R$

1.320,00

Dezembro

 

R$ 36.000,00

R$

234,00

R$

1.080,00

TOTAL

 

R$ 450.000,00

   
 
   

IRPJ

 

BASE CALCULO 8%

 

ALIQUOTA 15%

1º TRIM/2011

R$

98.000,00

R$

7.840,00

R$

1.176,00

2º TRIM/2011

R$

132.000,00

R$

10.560,00

R$

1.584,00

3º TRIM/2011

R$

108.000,00

R$

8.640,00

R$

1.296,00

4º TRIM/2011

R$

112.000,00

R$

8.960,00

R$

1.344,00

   

CSLL

 

BASE CALCULO 12%

 

ALIQUOTA 9%

1º TRIM/2011

R$

98.000,00

R$

11.760,00

R$

1.058,40

2º TRIM/2011

R$

132.000,00

R$

15.840,00

R$

1.425,60

3º TRIM/2011

R$

108.000,00

R$

12.960,00

R$

1.166,40

4º TRIM/2011

R$

112.000,00

R$

13.440,00

R$

1.209,60

Ano de 2012

MÊS/ANO

 

RECEITA

 

PIS - 0,65%

 

COFINS - 3%

Janeiro

 

67.000,00

R$

435,50

R$

2.010,00

Fevereiro

 

R$ 85.000,00

R$

552,50

R$

2.550,00

Março

 

R$ 110.000,00

R$

715,00

R$

3.300,00

Abril

 

R$ 120.000,00

R$

780,00

R$

3.600,00

Maio

 

R$ 10.000,00

R$

65,00

R$

300,00

Junho

 

R$ 140.000,00

R$

910,00

R$

4.200,00

Julho

 

R$ 120.000,00

R$

780,00

R$

3.600,00

Agosto

 

R$ 85.000,00

R$

552,50

R$

2.550,00

Setembro

 

R$ 101.000,00

R$

656,50

R$

3.030,00

Outubro

 

R$ 105.000,00

R$

682,50

R$

3.150,00

Novembro

 

R$ 120.000,00

R$

780,00

R$

3.600,00

Dezembro

 

R$ 137.000,00

R$

890,50

R$

4.110,00

TOTAL

 

R$ 1.200.000,00

   
 
   

IRPJ

 

BASE CALCULO 8%

 

ALIQUOTA 15%

1º TRIM/2011

R$

262.000,00

R$

20.960,00

R$

3.144,00

2º TRIM/2011

R$

270.000,00

R$

21.600,00

R$

3.240,00

3º TRIM/2011

R$

306.000,00

R$

24.480,00

R$

3.672,00

4º TRIM/2011

R$

362.000,00

R$

28.960,00

R$

4.344,00

 
   

CSLL

 

BASE CALCULO 12%

 

ALIQUOTA 9%

1º TRIM/2011

R$

262.000,00

R$

31.440,00

R$

2.829,60

2º TRIM/2011

R$

270.000,00

R$

32.400,00

R$

2.916,00

3º TRIM/2011

R$

306.000,00

R$

36.720,00

R$

3.304,80

4º TRIM/2011

R$

362.000,00

R$

43.440,00

R$

3.909,60

CÁLCULO DO LUCRO REAL

Ano de 2011

 

2011 CALCULO IRPJ

 

(=) RECEITA OPERACIONAL BRUTA

R$

450.000,00

(-)DEDUÇÕES

R$

-

(=)RECEITA LIQUIDA

R$

450.000,00

(-)CMV

R$

157.500,00

(=)LUCRO BRUTO

R$

292.500,00

(-)DESPESAS ADMINISTRATIVAS

R$

67.500,00

(-)OUTRAS DESPESAS

R$

45.000,00

(=)RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO

R$

 

180.000,00

IR E CSLL

APLICAÇÃO DO PERCENTUAL SOBRE A

 

RECEITA 8%

R$

14.400,00

   

ALIQUOTA DE 15% SOBRE 14.400,00

R$

2.160,00

Imposto de Renda Anual a pagar

R$

2.160,00

 
 

2011-CSLL

(=)RECEITA OPERACIONAL BRUTA

R$

450.000,00

(-)DEDUÇÕES

R$

-

(=)RECEITA LIQUIDA

R$

450.000,00

(-)CMV

R$

157.500,00

(=)LUCRO BRUTO

R$

292.500,00

(-)DESPESAS ADMINISTRATIVAS

R$

67.500,00

(-)OUTRAS DESPESAS

R$

45.000,00

(=)RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO

R$

 

180.000,00

IR E CSLL

APLICAÇÃO DO PERCENTUAL SOBRE A RECEITA 12%

R$

21.600,00

   

ALIQUOTA DE 9% SOBRE 21.600,00

R$

1.944,00

CSLL Anual a pagar

R$

1.944,00

 

RECEITA ANUAL-2011

PIS 1,65%

COFINS 7,60%

R$

   

450.000,00

R$

7.425,00

R$

34.200,00

 

2012-IRPJ

 

(=)RECEITA OPERACIONAL BRUTA

 

R$

1.200.000,00

(-)DEDUÇÕES

R$

-

(=)RECEITA LIQUIDA

R$

1.200.000,00

(-)CMV

R$

400.000,00

(=)LUCRO BRUTO

R$

800.000,00

(-)DESPESAS ADMINISTRATIVAS

 

R$

250.000,00

(-)OUTRAS DESPESAS

R$

120.000,00

(=)RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO

R$

 

430.000,00

IR E CSLL

APLICAÇÃO DO PERCENTUAL SOBRE A

 

RECEITA 8%

R$

34.400,00

   

ALIQUOTA DE 15% SOBRE 34.400,00

 

R$

5.160,00

Imposto de Renda Anual a pagar

 

R$

5.160,00

 
 

2012-CSLL

 

(=)RECEITA OPERACIONAL BRUTA

 

R$

1.200.000,00

(-)DEDUÇÕES

R$

-

(=)RECEITA LIQUIDA

R$

1.200.000,00

(-)CMV

R$

400.000,00

(=)LUCRO BRUTO

R$

800.000,00

(-)DESPESAS ADMINISTRATIVAS

 

R$

250.000,00

(-)OUTRAS DESPESAS

R$

120.000,00

(=)RESULTADO OPERACIONAL ANTES DO IR E CSLL

R$

430.000,00

APLICAÇÃO DO PERCENTUAL SOBRE A RECEITA 12%

R$

51.600,00

   

ALIQUOTA DE 9% SOBRE 34.400,00

 

R$

4.644,00

CSLL Anual a pagar

R$

4.644,00

 

RECEITA ANUAL-2012

 

PIS 1,65%

 

COFINS 7,60%

R$

   

1.200.000,00

R$

19.800,00

R$

91.200,00

TABELA COMPARATIVA LUCRO REAL X LUCRO PRESUMIDO

 

ANO

 

2011

 

ENQUADRAMENTO

PIS

COFINS

 

IRPJ

CSLL

 

R$

R$

R$

R$

LUCRO REAL

7.425,00

34.200,00

2.160,00

1.944,00

 

R$

R$

R$

R$

LUCRO PRESUMIDO

2.925,00

13.500,00

5.400,00

4.860,00

ANO

 

2012

ENQUADRAMENTO

PIS

COFINS

IRPJ

CSLL

 

R$

R$

R$

R$

LUCRO REAL

19.800,00

91.200,00

5.160,00

4.644,00

 

R$

R$

R$

R$

LUCRO PRESUMIDO

7.800,00

36.000,00

14.400,00

12.960,00

Relatório de Análise

Com base nos cálculos efetuados para 2011 e 2012 considerando as duas modalidades de tributação: Lucro Real e Lucro Presumido conseguimos visualizar que a empresa teria uma carga tributária maior de PIS e COFINS na modalidade de Lucro Real, pois está sujeita a PIS e a COFINS na modalidade não cumulativa e as alíquotas da contribuição para o PIS é de 1,65% e para a COFINS é 7,6% somando um montante de R$ 41.625,00 para o ano de 2011 e com o aumento no faturamento que ocorreu em 2012 o montante passou para R$ 111.000,00. Na modalidade de lucro presumido a empresa teria uma carga tributária muito menor de PIS e COFINS, pois na modalidade cumulativa sobre as receitas tributáveis a alíquota do PIS que é 0,65% geraria em 2011 apenas R$ 16.425,00 a recolher e sobre a alíquota de 3% de COFINS recolheria apenas R$ 43.800,00. Verifica-se que em 2011 a empresa recolheria R$ 25.200,00 a mais de PIS e COFINS na modalidade de Lucro Real e em 2012 a diferença chega em R$ 67.200,00. Na análise do IRPJ Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e da CSLL Contribuição Social sobre o Lucro Liquido para as duas formas de tributação foi bem diferente, já que no Lucro

Real o objetivo é calcular o imposto sobre o lucro “verdadeiro”, após a completa escrituração

e demonstração contábil paga-se o imposto somente sobre o lucro efetivo, o que não ocorre no lucro presumido que é feito por uma presunção de percentuais de lucratividade aplicados pela lei, portanto nos cálculos realizados em 2011 a empresa recolheria apenas R$ 2.160,00 de IRPJ e R$ 1.944,00 de CSLL. No lucro presumido a carga tributaria em 2011 seria maior, pois recolheria R$ 5.400,00 de IRPJ e R$ 4.860,00 de CSLL. Em 2012, apesar do aumento do faturamento a empresa continua tendo mais vantagem em recolher o IRPJ e a CSLL, pois recolheria R$ 5.160,00 de IRPJ no Lucro Real e R$ 14.400,00 no lucro presumido, e R$ 4.644,00 de CSLL no lucro real para R$ 12.960,00 no lucro presumido.

5 - Principais aspectos do CPC 32

Pronunciamento técnico CPC 32 - Tributos sobre o Lucro O objetivo principal do Pronunciamento Técnico CPC 32 é prescrever o tratamento contábil de todas as formas de tributos sobre o lucro. Para fins do Pronunciamento, o termo tributo sobre o lucro inclui todos os impostos e contribuições nacionais e estrangeiros que são baseados em lucros tributáveis. De acordo com a CPC 32, o ponto principal no reconhecimento dos tributos sobre o lucro é como contabilizar os efeitos fiscais correntes e futuros de: futura recuperação (liquidação) do valor contábil dos ativos (passivos) que são reconhecidos no balanço patrimonial da empresa; operações e outros eventos do período atual que são reconhecidos nas demonstrações contábeis da empresa.

Aspectos conceituais Tributo sobre o lucro (imposto sobre a Renda): Imposto sobre a renda pode ser definido como uma operação de tributação sobre o lucro auferido em determinado período, cobrado pelas autoridades tributárias. Lucro Tributável: É o lucro de um período, determinado de acordo com as regras estabelecidas pelas autoridades fiscais, sobre o qual são pagos (ou recuperáveis) impostos sobre a renda. Tributo Corrente: é a quantia a pagar (ou recuperar) de impostos sobre a renda conforme o lucro tributável de um período. Passivos por impostos diferidos: são as quantias de impostos sobre a renda pagáveis em períodos futuros com respeito a diferenças temporárias tributáveis. Ativos por impostos diferidos: são as quantias de impostos sobre a renda recuperáveis em períodos futuros inerentes: diferenças temporárias dedutíveis; compensação de perdas fiscais não utilizadas; compensação de créditos tributáveis não utilizados. Diferença temporária é a diferença entre o valor contábil de ativo ou passivo no balanço patrimonial e sua fase fiscal. As diferenças temporárias podem ser tanto:

Tributáveis: diferença temporária que resulta em valores tributáveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de períodos futuros quando o valor contábil de ativo ou passivo é recuperado e liquidado;

Dedutíveis: diferença temporária que resulta em valores que são dedutíveis para determinar o lucro tributável (prejuízo fiscal) de futuros períodos quando o valor contábil do ativo ou passivo é recuperado ou liquidado.

Base Fiscal do Ativo Segundo o CPC 32, a base fiscal de um ativo é o valor que será dedutível para fins fiscais contra quaisquer benefícios econômicos tributáveis que fluirão para a empresa quando ela recuperar o valor contábil desse ativo. Se aqueles benefícios econômicos não serão tributáveis, a base fiscal do ativo é igual ao seu valor contábil.

Base Fiscal de Passivo Conforme o CPC 32, a base fiscal de um passivo é o seu valor contábil menos qualquer valor que será dedutível para fins fiscais relacionados aquele passivo em períodos futuros. No caso da receita que é recebida antecipadamente, a base fiscal do passivo resultante é o seu valor contábil menos qualquer valor da receita que não será tributável em períodos futuros.

Diferença Temporária Tributável De acordo com o CPC 32, um passivo fiscal diferido deve ser reconhecido para todas as diferenças temporárias tributáveis, exceto o passivo fiscal diferido que advir de:

reconhecimento inicial de ágio derivado da expectativa de rentabilidade futura; reconhecimento inicial de ativo ou passivo em transação que não é combinação de negócios e não afeta o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal) no momento da transação.

Diferença temporária dedutível O ativo fiscal diferido deve ser reconhecido para todas as diferenças temporárias dedutíveis na medida em que seja provável a existência de lucro tributável contra o qual a diferença temporária dedutível possa ser utilizada, a não ser que o ativo fiscal diferido surja do reconhecimento inicial de ativo ou passivo em transação que não é uma combinação de negócios e não afeta o lucro contábil nem o lucro tributável (prejuízo fiscal) no momento da transação.

Prejuízos e Créditos Fiscais não utilizados Um ativo fiscal diferido deve ser reconhecido no balanço patrimonial para o registro de prejuízos e créditos fiscais não utilizados na medida em que seja provável que estarão disponíveis lucros tributáveis futuros contra os quais eles possam ser utilizados.

Mensuração O CPC 32 ressalta que os ativos e passivos fiscais diferidos devem ser mensurados pelas alíquotas correspondentes, e espera que sejam aplicáveis no período quando for realizado o ativo ou liquidado o passivo, com base nas alíquotas e legislação tributária em vigor ao final do período que está sendo reportado. Segundo a CPC 32, a empresa só pode compensar os saldos dos ativos e passivos fiscais correntes, para fins de apresentação no balanço patrimonial, se ela tiver direito legalmente executável de compensar os valores reconhecidos e pretender liquidar em bases líquidas, ou realizar o ativo e liquidar o passivo simultaneamente.

6 Considerações Finais

Através deste trabalho, aprendemos que cada empresa tem suas obrigações e formas diferentes para andar em dias com a Receita Federal, tomamos ciência das formas de tributação e dos tipos de tributos existentes em nosso país. Aprendemos muito sobre a história dos tributos e a evolução tributária no Brasil, as alíquotas correspondentes a cada tipo de empresa e como aplicá-las. Na verdade, as aplicações são tantas e estão ligadas a várias receitas que o contador ou gestor tem que estar muito atento, tanto para as atuais alíquotas como para uma respectiva mudança. Também nos informamos e aprendemos sobre o Pronunciamento Técnico CPC 32, que prescreve o tratamento contábil de todas as formas de tributos sobre o lucro. Enfim, uma das mais diversas áreas da contabilidade que é preciso muito estudo, tanto da sua organização como da sua definição, para poder saber aplicá-la com perfeição no dia a dia da contabilidade. Assim, esperamos que a atividade tenha sido proveitosa para o aprendizado e esclarecimento de todos.

7 - Bibliografia

Associação Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal do Brasil

Simples Nacional / Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil e Fundação ANFIP de Estudos da Seguridade Social. Brasília : ANFIP, 2012.

acesso em: 22 de ago de 2014.

Xpr4c9SQVes/edit?pli =1 acesso em 24 de ago de 2014.

Wngh_iIAbMSUYtc/edit?pli=1 acesso em 24 de ago de 2014. http://www.portaltributario.com.br/tributario/irpf.htm acesso em 22 de ago de 2014. http://www.portaltributario.com.br/tributos/irpj.html acesso em 22 de ago de 2014 REZENDE, Amaury J.; PEREIRA, Carlos A.; ALENCAR, Roberta C. de. Contabilidade tributária: entendendo a lógica dos tributos e seus reflexos sobre os resultados das empresas. São Paulo: Atlas, 2010. PLT 370. Sumário do Pronunciamento Técnico CPC 32.