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Aula 14

Direito Penal p/ TJ-GO - Analista Judiciário (Área Jud./ Oficial de Justiça) - com
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Professor: Renan Araujo

82727082134 - Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria

Direito Penal TJ-GO (2014)
ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA
Teoria e exercícios comentados
Prof. Renan Araujo Aula 14

AULA 14: LEI MARIA DA PENHA (LEI 11.340/06).
ESTATUTO DO DESARMAMENTO (LEI 10.826/03).
SUMÁRIO
Apresentação da aula e sumário
I – Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06)
II – Estatuto do desarmamento (Lei 10.826/03)
Lista das Questões
Questões comentadas
Gabarito

PÁGINA
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Olá, meu povo!
Estudando muito?

Na aula de hoje iremos estudar as disposições referentes à Lei Maria
da Penha, que é a Lei referente à violência doméstica e familiar contra a
mulher.
Veremos, ainda, a Lei 10.826/03, que instituiu o chamado
“Estatuto do Desarmamento”.
Eu sei que nosso foco são as questões de múltipla escolha, mas como
este último tema é muito bem abordado pelo CESPE, coloquei algumas
questões interessantes no formato “certo ou errado” para ajudar na nossa
preparação.

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Bons estudos!
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Direito Penal TJ-GO (2014)
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Teoria e exercícios comentados
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I – LEI MARIA DA PENHA (LEI 11.340/06)

A) Considerações introdutórias
A Lei 11.340/06, que trata dos crimes de violência doméstica e
familiar contra a mulher, mais conhecida como “LEI MARIA DA
PENHA”, em homenagem a uma das mulheres cuja vida inspirou a
elaboração da lei, é uma lei que, na verdade, não cria novos tipos penais,
apenas estabelece procedimentos de proteção à mulher e cria uma
regulamentação processual própria nos casos de a violência (que já era
crime) ser praticada nesses moldes.
Mas o que se pode considerar como violência doméstica?
Vejamos o que diz o art. 5º da Lei:
Art. 5o Para os efeitos desta Lei, configura violência doméstica e familiar
contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe
cause morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico e dano
moral ou patrimonial:
I - no âmbito da unidade doméstica, compreendida como o espaço de
convívio permanente de pessoas, com ou sem vínculo familiar, inclusive as
esporadicamente agregadas;
II - no âmbito da família, compreendida como a comunidade formada por
indivíduos que são ou se consideram aparentados, unidos por laços naturais,
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por afinidade ou por vontade expressa;
III - em qualquer relação íntima de afeto, na qual o agressor conviva ou
tenha convivido com a ofendida, independentemente de coabitação.
Parágrafo único. As relações pessoais enunciadas neste artigo
independem de orientação sexual.

Percebam, portanto, que é IRRELEVANTE a COABITAÇÃO, ou
seja, não é necessário que agressor e agredida residam ou
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Ah.com. também. Vejam. mas em mulheres que batem em mulheres? Exatamente! Então podemos aplicar a Lei Maria da Penha também às mulheres que batem em homens e aos homens que batem em homens (relações homossexuais)? ERRADO! A Lei Maria da Penha surgiu para proteger a mulher. a lei é clara ao determinar a aplicação da dos seus parâmetros apenas nos casos de violência contra mulher. a analogia in malam partem é vedada no Direito Penal brasileiro. Além disso. o que evidencia ainda mais que a Lei somente protege a mulher.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . Como sabemos. o que restringe o gênero. é apenas um homem que fez uma operação cirúrgica para se parecer ainda mais com uma mulher.br Página 3 de 90 82727082134 . na medida em que transexual NÃO É MULHER. então isso significa que a Lei Maria da Penha não se aplica somente aos homens que batem em mulheres. Isso mesmo! Não há necessidade de que o agressor seja homem.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. o transexual? Com a licença aos que entendem que sim. por analogia. quando se refere à pessoa agredida. Entretanto. por exemplo. a Lei sempre utiliza o termo “agredida”. que a Lei Maria da Penha pode ser aplicada à relações homoafetivas entre mulheres. a Lei poderia proteger. Isso engloba. se o transexual já foi registrado como mulher no Registro Civil.estrategiaconcursos. nada impede a aplicação da lei nesse caso. 5º. Isso se extrai da redação do parágrafo único do art. seria ANALOGIA IN MALAM PARTEM. e em todas as passagens da Lei. Renan Araujo Aula 14 tenham residido juntos. Resumindo: Prof. a maioria entende que não. a relação entre “amantes” ou namorados. de 82727082134 forma que aplicá-la em casos SEMELHANTES. ainda. já transcrito. Mas. eis que a Lei Maria da Penha é mais gravosa para o agressor.Renan Araujo www.

prostituição.  Violência moral – Qualquer conduta que prejudique o respeito que a mulher possui na sociedade.  Violência patrimonial – Qualquer conduta que se constitua em subtração. humilhação. ou que a force à gravidez.  Violência sexual – Qualquer conduta que constranja mulher a presenciar. 8o A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da Prof.. Prevenção e Defesa da Mulher A defesa da mulher não se dá apenas através do endurecimento do tratamento penal dispensado às condutas contra elas praticadas. dentre elas:  Violência física – Qualquer ato que agride a integridade corporal. retenção. Vejamos o que diz o art. diminuição de autoestima. etc. 8º da Lei: Art. mediante constrangimento.estrategiaconcursos. destruição ou inutilização de seus bens.Renan Araujo www. etc. isolamento. ameaça.br Página 4 de 90 82727082134 . etc. Renan Araujo Aula 14 SUJEITO ATIVO SUJEITO PASSIVO HOMEM OU MULHER (TANTO FAZ) SOMENTE A MULHER B) Formas de violência doméstica A violência pode ser externada de diversas formas. praticar ou participar de relação sexual de que não deseja. mas através de uma série de ações. insulto. ridicularização. a serem desenvolvidas pelo Poder Público e pela sociedade civil. aborto. psíquico.  Violência psicológica – Qualquer conduta que gere dano emocional.com. 82727082134 C) Medidas de Proteção.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .

221 da Constituição Federal. 1o. a serem unificados nacionalmente. de acordo com o estabelecido no inciso III do art. ajustes. voltadas ao público escolar e à sociedade em geral. 3o e no inciso IV do art. dos Estados.br Página 5 de 90 82727082134 . para a sistematização de dados.a promoção de estudos e pesquisas. em particular nas Delegacias de Atendimento à Mulher. saúde. II . protocolos.estrategiaconcursos. trabalho e habitação. VIII . V . da Guarda Municipal.Renan Araujo www. educação.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia. do Distrito Federal e dos Municípios e de ações nãogovernamentais.a celebração de convênios.a integração operacional do Poder Judiciário. do Corpo de Bombeiros e dos profissionais pertencentes aos órgãos e às áreas enunciados no inciso I quanto às questões de gênero e de raça ou etnia. nos meios de comunicação social. no inciso IV do art. IV . Renan Araujo Aula 14 União. VI . às conseqüências e à freqüência da violência doméstica e familiar contra a mulher.a implementação de atendimento policial especializado para as mulheres. e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas. assistência social.o respeito. Prof. dos valores éticos e sociais da pessoa e da família.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. de forma a coibir os papéis estereotipados que legitimem ou exacerbem a violência doméstica e familiar. termos ou outros instrumentos de promoção de parceria entre órgãos governamentais ou entre estes e entidades não-governamentais. tendo por diretrizes: I . III . estatísticas e outras informações relevantes. concernentes às causas. e a difusão desta Lei e dos instrumentos de proteção aos direitos humanos das mulheres.a promoção e a realização de campanhas educativas de prevenção da violência doméstica e familiar contra a mulher. 82727082134 VII . do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública.a capacitação permanente das Polícias Civil e Militar.a promoção de programas educacionais que disseminem valores éticos de irrestrito respeito à dignidade da pessoa humana com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia.com. tendo por objetivo a implementação de programas de erradicação da violência doméstica e familiar contra a mulher.

no Sistema Único de Segurança Pública. e emergencialmente quando for o caso. 9º da Lei: Art. integrante da 82727082134 administração direta ou indireta.manutenção do vínculo trabalhista. estadual e municipal.com. até mesmo. incluindo os serviços de contracepção de emergência.br Página 6 de 90 82727082134 . para os conteúdos relativos aos direitos humanos. no Sistema Único de Saúde. No entanto. Renan Araujo Aula 14 IX .o destaque. quando necessário o afastamento do local de trabalho.acesso prioritário à remoção quando servidora pública. Vejamos a redação do art. por prazo certo. 9o A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar será prestada de forma articulada e conforme os princípios e as diretrizes previstos na Lei Orgânica da Assistência Social. ou seja. sido agredidas (numa das variadas hipóteses de violência). para preservar sua integridade física e psicológica: I .estrategiaconcursos. Prof. § 3o A assistência à mulher em situação de violência doméstica e familiar compreenderá o acesso aos benefícios decorrentes do desenvolvimento científico e tecnológico.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . § 2o O juiz assegurará à mulher em situação de violência doméstica e familiar. visam criar uma sociedade mais consciente acerca dos direitos da mulher e do respeito a elas. por até seis meses. entre outras normas e políticas públicas de proteção. II . à eqüidade de gênero e de raça ou etnia e ao problema da violência doméstica e familiar contra a mulher. nos currículos escolares de todos os níveis de ensino. que são medidas a serem tomadas quando as mulheres já se encontram em situação de perigo ou já tenha. § 1o O juiz determinará.Renan Araujo www. a profilaxia das Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) e outros procedimentos médicos necessários e cabíveis nos casos de violência sexual.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. a inclusão da mulher em situação de violência doméstica e familiar no cadastro de programas assistenciais do governo federal. Ressalto a vocês que estas são as chamadas medidas “protetivas” e “preventivas”. existem também as chamadas MEDIDAS REAGENTES.

com. quando necessário. de imediato.ouvir a ofendida. feito o registro da ocorrência.br Página 7 de 90 82727082134 . II . No atendimento à mulher em situação de violência doméstica e familiar.informar à ofendida os direitos a ela conferidos nesta Lei e os serviços disponíveis. 11 e 12 da Lei: Art. expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida. que a mulher em situação de violência doméstica e familiar se encontre desamparada e procure. os seguintes procedimentos. Renan Araujo Aula 14 Muito comum. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. quando houver risco de vida. deverá a autoridade policial adotar. sem prejuízo daqueles previstos no 82727082134 Código de Processo Penal: I . III .Renan Araujo www. 11. Por esta razão que a Lei também estabeleceu uma série de procedimentos a serem adotados em sede policial quando da ocorrência de uma situação de violência doméstica e familiar. acompanhar a ofendida para assegurar a retirada de seus pertences do local da ocorrência ou do domicílio familiar. se apresentada. IV . ainda.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . em grande parte das vezes. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. a polícia. para a concessão de medidas protetivas de urgência. lavrar o boletim de ocorrência e tomar a representação a termo.colher todas as provas que servirem para o esclarecimento do fato e de suas circunstâncias. Vejamos a redação dos arts.remeter. 12. comunicando de imediato ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. II .garantir proteção policial. III .se necessário. V .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. a autoridade policial deverá.fornecer transporte para a ofendida e seus dependentes para abrigo ou local seguro.estrategiaconcursos. Prof.encaminhar a ofendida ao hospital ou posto de saúde e ao Instituto Médico Legal. Art. entre outras providências: I .

§ 1o O pedido da ofendida será tomado a termo pela autoridade policial e deverá conter: I .remeter. suprimindo a exigência do exame de corpo de delito.determinar que se proceda ao exame de corpo de delito da ofendida e requisitar outros exames periciais necessários. III .Renan Araujo www.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .com. no qual os crimes que deixam vestígios devem ser provados através de exame de corpo de delito. os autos do inquérito policial ao juiz e ao Ministério Público. Renan Araujo Aula 14 IV . V . § 3o Serão admitidos como meios de prova os laudos ou prontuários médicos fornecidos por hospitais e postos de saúde.ouvir o agressor e as testemunhas.qualificação da ofendida e do agressor. no prazo legal.descrição sucinta do fato e das medidas protetivas solicitadas pela ofendida.nome e idade dos dependentes.estrategiaconcursos. de “facilitar” a punição destes agressores. inclusive. 13 porque ele estabelece uma espécie de “exceção” à regra do CPP. indicando a existência de mandado de prisão ou registro de outras ocorrências policiais contra ele. II . § 2o A autoridade policial deverá anexar ao documento referido no § 1 o o boletim de ocorrência e cópia de todos os documentos disponíveis em posse da ofendida.ordenar a identificação do agressor e fazer juntar aos autos sua folha de antecedentes criminais. Isso só demonstra a intenção do legislador. salvo impossibilidade de realizá-lo. está Prof. VI .br Página 8 de 90 82727082134 . VII . 82727082134 Grifei o §3º do art. Friso a vocês que isso não impede a realização do exame de corpo de delito (que.

12. tendo havido representação. Vejamos: Prof. lembrando que a regra de fixação da competência que eu trouxe acima (prevista no art.estrategiaconcursos. 16 estabelece que quando se tratar de ação penal pública condicionada à representação. no que se refere ao processo judicial. essa regra não se aplica aos processos criminais sobre violência doméstica. IV da Lei). D) Dos procedimentos A primeira das inovações da Lei. está no direito de escolha. em que poderá haver retratação por qualquer meio idôneo.br Página 9 de 90 82727082134 . DESIGNADA PARA TAL FINALIDADE. a ofendida só poderá se retratar da representação em AUDIÊNCIA ESPECIAL. conferido à ofendida. No que se refere ao processo criminal. 15 da Lei) só se aplica aos processos de natureza cível.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . diferentemente do que ocorre como regra no processo penal. na sua ausência. e 82727082134 não aos processos de natureza criminal. ou seja. Estes Juizados estão encarregados de processar e julgar as causas. poderá ser provada a violência mediante laudos médicos. mas apenas estabelece que. Renan Araujo Aula 14 previsto no art. o art.com.Renan Araujo www. com competência CÍVEL e CRIMINAL.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. de optar por um dentre os três seguintes locais para propositura da demanda:  Lugar do seu domicílio ou de sua residência  Lugar do fato  Lugar do domicílio do agressor Ressalto a vocês que isso só ocorre nas DEMANDAS CÍVEIS. Mas quem julga esses processos? A Lei criou os chamados Juizados Especiais da Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher.

só será admitida a renúncia à representação perante o juiz. O art. a ação penal será pública incondicionada. CUIDADO! O STF entendeu que. de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. a aplicação de penas de cestas básicas ou outras de prestação pecuniária. ao andamento processual nos crimes de violência doméstica e familiar contra a mulher.br Página 10 de 90 82727082134 .com. 16. Digo que são atécnicos estes termos pois não há “penas de cestas básicas” no ordenamento brasileiro.estrategiaconcursos. 17. em audiência especialmente designada com tal finalidade. vamos ver a redação do art. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei. o que há são “penas restritivas de direitos”. nestes processos criminais. por sua vez. Renan Araujo Aula 14 Art. que é de uma ATECNIA RIDÍCULA.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 17. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. a obrigação de entregar cestas básicas a determinados locais. estabelece não ser cabível.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . ou seja. 82727082134 E) Medidas Judiciais As medidas judiciais podem ser divididas em:  Medidas de judiciais processuais – São aquelas que se referem ao desenlace do processo. Deixando de lado o rigorismo técnico. no caso de lesões corporais praticadas no âmbito da violência doméstica contra a mulher. 17 da Lei: Art. É vedada a aplicação. dentre elas. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. que podem se constituir em prestação de serviços à comunidade. A que mais chama a atenção é a necessidade de intimação da ofendida acerca dos atos processuais relativos ao Prof.Renan Araujo www. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa.

proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra. guarda dos filhos e alimentos. 23 e 24 da Lei: Art. 22 estabelece que as medidas previstas naquele artigo NÃO EXCLUEM OUTRAS PREVISTAS NA LEGISLAÇÃO COMUM.Renan Araujo www.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. após afastamento do agressor.estrategiaconcursos.  Medidas protetivas de urgência que obrigam o agressor – São medidas judiciais que aplicam alguma restrição à liberdade do agressor. III . procuram proteger a ofendida e seus bens. IV . Renan Araujo Aula 14 agressor. sem prejuízo dos direitos relativos a bens. quando necessário. 21 da Lei). como o afastamento do lar. como o encaminhamento da ofendida e seus dependentes a programa oficial de proteção. entre outras: I . 24. Prof. III . salvo expressa autorização judicial.  Medidas protetivas de urgência à ofendida – São medidas que. 82727082134 Art. Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher. sem prejuízo de outras medidas: I .determinar a recondução da ofendida e a de seus dependentes ao respectivo domicílio. embora não obriguem o agressor a fazer ou deixar de fazer alguma coisa.determinar a separação de corpos. II . Vejamos o que dizem os arts.determinar o afastamento da ofendida do lar.encaminhar a ofendida e seus dependentes a programa oficial ou comunitário de proteção ou de atendimento.br Página 11 de 90 82727082134 . II . etc.com. o juiz poderá determinar. principalmente os relativos ao ingresso/saída da prisão (art. venda e locação de propriedade em comum. proibição de contato com a ofendida. etc. liminarmente.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . O §1º do art. 23. Poderá o juiz.suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor.restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida. as seguintes medidas.

82727082134 por se tratar de medida que visa à ISONOMIA MATERIAL. cíveis ou criminais.br Página 12 de 90 82727082134 . Parágrafo único. Renan Araujo Aula 14 IV . poderá ser julgado pelos JUIZADOS ESPECIAIS CRIMINAIS.estrategiaconcursos.Renan Araujo www.  A Lei Maria da Penha. as Varas Criminais acumularão as competências para processo e julgamento das causas cíveis e criminais decorrentes de violência doméstica.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . mediante depósito judicial.  Caso o delito praticado possua pena máxima não superior a dois anos. segundo o entendimento do STF e do STJ é aplicar-se ao acusado os institutos despenalizadores previstos na Lei dos Juizados (Transação penal.prestação de caução provisória.com. apesar de prever um tratamento desigual entre homens e mulheres. sendo-lhe garantido o direito ao acesso à Defensoria Pública ou à assistência jurídica gratuita prestada através de advogados dativos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.  Enquanto não criados os Juizados De Violência Doméstica contra a Mulher. ou seja. Prof. Deverá o juiz oficiar ao cartório competente para os fins previstos nos incisos II e III deste artigo. suspensão condicional do processo. O que não pode. é considerada CONSTITUCIOANAL. decorrentes de violência doméstica e familiar contra a mulher. por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida.  A mulher ofendida deve estar acompanhada de advogado em todos os atos processuais.  O MP deve intervir em TODAS as causas. o rito sumaríssimo.

826/03) CONSIDERAÇÕES INICIAIS Prof. (AgRg no AREsp 461. DJe 02/04/2014)  Ao condenado por crime cometido com violência doméstica à MULHER não é possível a substituição da pena privativa de liberdade pela restritiva de direitos. Recurso parcialmente conhecido e. SEXTA TURMA. nesta parte.212/MS pelo Supremo Tribunal Federal.estrategiaconcursos. nos termos do artigo 41 da Lei Maria da Penha. Precedentes. Vejamos: 2. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. A jurisprudência deste Superior Tribunal de Justiça tem se firmado no sentido de que a prática de delito cometido com violência doméstica e familiar contra a mulher impossibilita a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos. após o julgamento do HC n. 2. QUINTA TURMA.com.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. Rel. notadamente o da suspensão condicional do processo. aos acusados de crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher.738/MS. 106. julgado em 25/03/2014.). Ainda que assim não fosse.099/1995. Renan Araujo Aula 14 etc.Renan Araujo www. Precedentes. conforme entendimento do STJ: 1. Agravo regimental a que se nega provimento. Ministro JORGE MUSSI. julgado em 01/04/2014. Rel. improvido. 3.br Página 13 de 90 82727082134 . (RHC 42. consolidou-se neste Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que não é possível a aplicação dos institutos despenalizadores previstos na Lei 9. DJe 14/04/2014) 82727082134 II –ESTATUTO DO DESARMAMENTO (LEI 10.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .092/RJ.

4º do Estatuto:  Comprovação de idoneidade. com a apresentação de certidões negativas de antecedentes criminais fornecidas pela Justiça Federal. ou seja. Militar e Eleitoral e de não estar respondendo a inquérito policial ou a processo criminal.br Página 14 de 90 82727082134 . criando figuras típicas e agravando penas de crimes já existentes. Renan Araujo Aula 14 O Estatuto do Desarmamento (Lei 10.826/03) veio à lume para regulamentar de forma mais eficiente as questões referentes à posse e comercialização de armas de fogo no país. Conforme exige nosso edital.estrategiaconcursos.  Declaração de efetiva necessidade da arma Prof. mas contém. que poderão ser fornecidas por meios eletrônicos. previstos no art. sempre.com.Renan Araujo www. I – DO REGISTRO O registro de arma de fogo é OBRIGATÓRIO.  Comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. IV e V da Lei. muitas questões de Direito Administrativo.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . relativas ao Poder de Polícia do Estado. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei. Não se trata de um diploma legislativo exclusivamente penal. e em regra. relativamente à regulamentação desta atividade pelo cidadão. não prevê apenas questões relativas ao Direito Penal. a aquisição de arma de fogo depende do preenchimento dos seguintes requisitos. veremos os capítulos III. 82727082134  Apresentação de documento comprobatório de ocupação lícita e de residência certa. também.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. Estadual.

que é um documento com validade em todo o território nacional.) § 2o A aquisição de munição somente poderá ser feita no calibre correspondente à arma registrada e na quantidade estabelecida no regulamento desta Lei. pode comercializar arma de fogo.com. Além disso. é obrigada a comunicar a venda à autoridade competente. que autoriza o Prof. Vejamos: Art. precisa cumprir os requisitos do art.estrategiaconcursos. Renan Araujo Aula 14 Após cumpridos os requisitos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. Uma vez adquirida a arma de fogo.706. de forma FUNDAMENTADA. Mas e pessoa física.Renan Araujo www. 4º (. A empresa que comercializa armas de fogo. no prazo máximo de 30 dias úteis.br Página 15 de 90 82727082134 . ficando registradas como de sua propriedade enquanto não forem vendidas. o possuidor de arma de fogo somente poderá adquirir MUNIÇÃO para o calibre correspondente ao da arma para o qual fora autorizado (nada mais lógico). é necessário obter o CERTIFICADO DE REGISTRO DE ARMA DE FOGO. Uma vez autorizado. acessório e munições. é mera decorrência natural da condição de comerciante autorizado. que será específica para a pessoa que fez o requerimento e para a arma indicada (vedada autorização genérica).. como também a manter banco de dados com todas as características da arma e cópia dos documentos apresentados pelo autorizado.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . e até a quantidade é regulamentada.. compete ao SINARM expedir a autorização. de 2008) A empresa que comercializa armas de fogo. acessórios e munições? Somente com autorização do SINARM. pois a posse. neste caso. 82727082134 específica para aquela transação. A autorização ou a recusa deverá ser expedida. (Redação dada pela Lei nº 11. 4º para poder ter a posse destes objetos? Não. acessórios e munições responde legalmente por essas mercadorias.

é excepcionalmente permitido para algumas pessoas. ainda. II . Prof. Além disso. Vejamos o art. 6º da Lei 10.os integrantes das guardas municipais dos Municípios com mais de 50.DO PORTE DE ARMA O porte de arma é. 6o É proibido o porte de arma de fogo em todo o território nacional. e no art. 4º (periodicidade não inferior a 03 anos). Contudo.000 (quinhentos mil) habitantes. salvo para os casos previstos em legislação própria e para: I – os integrantes das Forças Armadas.000 (quinhentos mil) habitantes. 51. o cumprimento dos requisitos do art. 52. III – os integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500. ou. II – os integrantes de órgãos referidos nos incisos do caput do art. (Redação dada pela Lei nº 10.com. da Constituição Federal.826/03: Art. para a renovação do CERTIFICADO.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.estrategiaconcursos. ou dependência desses. VI – os integrantes dos órgãos policiais referidos no art. XIII.Renan Araujo www. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. O CERTIFICADO é expedido pela Polícia Federal. quando em serviço.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . IV. desde que seja ele o titular ou o responsável legal pelo estabelecimento ou empresa.867. 82727082134 IV . de 2004) V – os agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. no seu local de trabalho. em regra. 144 da Constituição Federal.br Página 16 de 90 82727082134 . periodicamente.000 (cinqüenta mil) e menos de 500. após prévia autorização do SINARM. proibido no território nacional. Renan Araujo Aula 14 seu proprietário a manter a arma de fogo exclusivamente no interior de sua residência ou domicílio. é necessário renovar.

CNMP. além das exceções já previstas no próprio Estatuto do Desarmamento. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei.CNJ e pelo Conselho Nacional do Ministério Público . de 2012) Vejam.  Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Prof.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . para uso exclusivo de servidores de seus quadros pessoais que efetivamente estejam no exercício de funções de segurança.com. de 2007) XI . no que couber.br Página 17 de 90 82727082134 . na forma de regulamento a ser emitido pelo Conselho Nacional de Justiça . Renan Araujo Aula 14 VII – os integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais.Renan Araujo www. na forma do regulamento desta Lei. a legislação ambiental. da polícia ferroviária federal. assim. da polícia rodoviária federal.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. nos termos desta Lei.694. (Incluído pela Lei nº 12.integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho. Vejamos o quadro: PORTE DE ARMA MESMO FORA DE SERVIÇO 82727082134  Integrantes das Forças Armadas. IX – para os integrantes das entidades de desporto legalmente constituídas. VIII – as empresas de segurança privada e de transporte de valores constituídas. observando-se. das polícias militares e corpos de bombeiros militares.  Integrantes da polícia federal. que é possível que outras leis permitam o porte de arma para outras pessoas. cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário. (Redação dada pela Lei nº 11.estrategiaconcursos.501.  Integrantes das guardas municipais das capitais dos Estados e dos Municípios com mais de 500.000 (quinhentos mil) habitantes. X . 6º somente podem portar arma de fogo quando em serviço. 92 da Constituição Federal e os Ministérios Públicos da União e dos Estados. das polícias civis. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. cujas atividades esportivas demandem o uso de armas de fogo. Algumas destas pessoas elencadas no art. Outras podem portar arma de fogo também fora de serviço.os tribunais do Poder Judiciário descritos no art.

) § 2o A autorização para o porte de arma de fogo aos integrantes das instituições descritas nos incisos V. o art.estrategiaconcursos. Renan Araujo Aula 14 Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.) III – comprovação de capacidade técnica e de aptidão psicológica para o manuseio de arma de fogo. Além disso...Renan Araujo www. atestadas na forma disposta no regulamento desta Lei.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.. um requisito específico: Art. 82727082134 Assim: NECESSIDADE DE COMPROVAÇÃO DE CAPACIDADE TÉCNICA E APTIDÃO PSICOLÓGICA  Agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência e os agentes do Departamento de Segurança do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República.. 6º exige. VII e X do caput deste artigo está condicionada à comprovação do requisito a que se refere o inciso III do caput do art. 4o desta Lei nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. atender aos seguintes requisitos: (. de 2008) Qual seria este requisito? Vejamos: Art.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .  Integrantes da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e do Senado Prof.br Página 18 de 90 82727082134 . 6º (. (Redação dada pela Lei nº 11.706.  Integrantes da Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. 4o Para adquirir arma de fogo de uso permitido o interessado deverá. para algumas pessoas. VI.com. além de declarar a efetiva necessidade.

cargos de Auditor-Fiscal e Analista Tributário.  Integrantes das Carreiras de Auditoria da Receita Federal do Brasil e de Auditoria-Fiscal do Trabalho.) § 3o A autorização para o porte de arma de fogo das guardas municipais está condicionada à formação funcional de seus integrantes em estabelecimentos de ensino de atividade policial. à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. os integrantes das escoltas de presos e as guardas portuárias. Renan Araujo Aula 14 Federal.Renan Araujo www.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . exige-se:  Formação funcional de seus membros em estabelecimento de ensino de atividade policial.  Supervisão do Ministério da Justiça Vejamos: Art. ao exercerem o direito descrito no art.) § 4o Os integrantes das Forças Armadas. apenas.. II e III do mesmo artigo. Prof. Para os Guardas Municipais. ficando dispensados de cumprir os requisitos previstos no art. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. das polícias federais e estaduais e do Distrito Federal. 4o. 4º da Lei: Art. declarar a efetiva necessidade da arma.  Integrantes do quadro efetivo dos agentes e guardas prisionais...estrategiaconcursos. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. na forma do regulamento desta Lei.. de 2004) 82727082134 Os integrantes das Forças Armadas.884. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal.br Página 19 de 90 82727082134 . observada a supervisão do Ministério da Justiça. ficam dispensados do cumprimento do disposto nos incisos I.com. 6º (.  Mecanismos de fiscalização e de controle interno. (Redação dada pela Lei nº 10. bem como os militares dos Estados e do Distrito Federal precisam.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 6º (.

comprovante de residência em área rural.. de 2008) II . conforme o caso. maiores de 25 (vinte e cinco) anos que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar será concedido pela Polícia Federal o porte de arma de fogo. de 2008) § 6o O caçador para subsistência que der outro uso à sua arma de fogo. (Incluído pela Lei nº 11.706.com. responderá. por porte ilegal ou por disparo de arma de fogo de uso permitido. a permissão do porte de arma de fogo para os integrantes das Guardas Municipais dos municípios que integram 82727082134 regiões metropolitanas: Art. independentemente de outras tipificações penais. 6 (. de tiro simples.) § 5o Aos residentes em áreas rurais. de 2008) I .Renan Araujo www.706. ainda. com 1 (um) ou 2 (dois) canos. (Incluído pela Lei nº 11. Renan Araujo Aula 14 Além da permissão do porte de arma de fogo para algumas pessoas...706. 6º traz. desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos: (Redação dada pela Lei nº 11.) § 7o Aos integrantes das guardas municipais dos Municípios que integram regiões metropolitanas será autorizado porte de arma de fogo. de 2008) III .Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . (Redação dada pela Lei nº 11.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.706.estrategiaconcursos. e (Incluído pela Lei nº 11.documento de identificação pessoal.706. de 2008) O §7º do art. o Estatuto do Desarmamento ainda prevê o porte de arma de fogo ao “caçador para subsistência”: Art.atestado de bons antecedentes. que desempenham determinadas funções. na categoria caçador para subsistência. de 2008) Prof. quando em serviço. de uma arma de uso permitido.br Página 20 de 90 82727082134 . 6º (.. (Incluído pela Lei nº 11.706. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16 (dezesseis).

(Incluído pela Lei nº 12. de 2012) § 1o A autorização para o porte de arma de fogo de que trata este artigo independe do pagamento de taxa.Renan Araujo www. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da instituição. Os arts. 6º. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente.br Página 21 de 90 82727082134 . Art. § 3o A listagem dos empregados das empresas referidas neste artigo deverá ser atualizada semestralmente junto ao Sinarm. As armas de fogo utilizadas pelos servidores das instituições descritas no inciso XI do art. furto.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .com.694.000 habitantes. § 2o A empresa de segurança e de transporte de valores deverá apresentar documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. já haveria autorização com base nos incisos III e IV do art. respeitado o limite máximo de 50% (cinquenta por cento) do número de servidores que exerçam funções de segurança. caso contrário. regramento específico para os empregados de empresa de segurança privada e servidores dos Tribunais e do Ministério Público. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. serão de propriedade. se deixar de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. responsabilidade e guarda das respectivas empresas. (Incluído pela Lei nº 12.estrategiaconcursos. § 1o O proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança privada e de transporte de valores responderá pelo crime previsto no parágrafo único do art. de 2012) § 2o O presidente do tribunal ou o chefe do Ministério Público designará os servidores de seus quadros pessoais no exercício de funções de segurança que poderão portar arma de fogo. 7o As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores.694.694. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. constituídas na forma da lei. responsabilidade e guarda das respectivas instituições. Renan Araujo Aula 14 Percebam que esse dispositivo somente se aplica no caso de o município possuir menos de 50. sem prejuízo das demais sanções administrativas e civis. Vejamos: Art. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa. acessórios e munições que estejam sob sua guarda.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 82727082134 (Incluído pela Lei nº 12. ainda. de 2012) Prof. 7o-A. devendo estas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. somente podendo ser utilizadas quando em serviço. 13 desta Lei. 4o desta Lei quanto aos empregados que portarão arma de fogo. 7º e 7º-A do Estatuto trazem. 6o serão de propriedade.

Renan Araujo Aula 14 § 3o O porte de arma pelos servidores das instituições de que trata este artigo fica condicionado à apresentação de documentação comprobatória do preenchimento dos requisitos constantes do art. (Incluído pela Lei nº 12. furto. nas condições estabelecidas no regulamento desta Lei. acessórios e munições que estejam sob sua guarda. 82727082134  Os empregados das empresas de segurança deverão preencher os requisitos do art. (Incluído pela Lei nº 12. em cada caso. furto.com.br Página 22 de 90 82727082134 . responsabilidade e guarda da empresa de segurança e dos Tribunais ou do MP.  Em caso de perda.694.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . de 2012) § 4o A listagem dos servidores das instituições de que trata este artigo deverá ser atualizada semestralmente no Sinarm. de 2012) Assim:  As armas são de propriedade.  A lista dos empregados autorizados pela empresa deverá ser atualizada semestralmente.estrategiaconcursos. acessórios e munições que estejam sob sua Prof. nas primeiras 24 (vinte e quatro) horas depois de ocorrido o fato.Renan Araujo www. 4º do Estatuto.694. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo. bem como à formação funcional em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno.694. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa ou em nome da Instituição (Tribunal ou MP). (Incluído pela Lei nº 12. 4o desta Lei.  Somente podem ser utilizadas em serviço. e a empresa deverá comprovar o preenchimento dos requisitos junto à Polícia Federal.  Devem observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. de 2012) § 5o As instituições de que trata este artigo são obrigadas a registrar ocorrência policial e a comunicar à Polícia Federal eventual perda. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.

 Em caso de perda. E no caso das entidades desportivas que utilizem armas de fogo? Nesse caso.estrategiaconcursos. Renan Araujo Aula 14 guarda. 8o As armas de fogo utilizadas em entidades desportivas legalmente constituídas devem obedecer às condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente. à Polícia Federal. sob pena de incorrer no crime do art. aqui. nas primeiras 24 horas depois do ocorrido. acessórios e munições que estejam sob guarda da INSTITUIÇÃO (Tribunal ou MP).Renan Araujo www. nas primeiras 24 horas depois do ocorrido. 8º do Estatuto. respondendo o possuidor ou o autorizado a portar a arma pela sua guarda na forma do regulamento desta Lei. aplica-se o art. furto. Prof. roubo ou outras formas de extravio de armas de fogo.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 4º do Estatuto.  A lista dos servidores autorizados pela Instituição (LIMITE DE 50% dos servidores que atuem na área de segurança) deverá ser atualizada semestralmente junto ao SINARM. o proprietário ou responsável pela empresa deverá comunicar o fato.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . bem como à formação funcional em estabelecimentos de ensino de atividade policial e à existência de mecanismos de fiscalização e de controle interno. deverá ser comunicado o fato.com.  O porte de arma aos servidores que atuem na área de segurança dos Tribunais ou do MP está condicionado ao atendimento dos requisitos do art. que determina que elas 82727082134 devam atender às condições de uso e armazenagem estabelecidos pelo órgão competente: Art.br Página 23 de 90 82727082134 . não há previsão de responsabilização criminal pelo descumprimento. Contudo. 13 do Estatuto. à Polícia Federal.

III – apresentar documentação de propriedade de arma de fogo.com. II – atender às exigências previstas no art. Vejamos: Art. 9º trata da autorização do porte de arma em situações bastante específicas. 10.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. bem como o seu devido registro no órgão competente. ao Comando do Exército. e dependerá de o requerente: I – demonstrar a sua efetiva necessidade por exercício de atividade profissional de risco ou de ameaça à sua integridade física. em regra. só se aplicando nestes casos. Renan Araujo Aula 14 O art. 4o desta Lei. Vejamos: 82727082134 Art.estrategiaconcursos.br Página 24 de 90 82727082134 . Disso podemos concluir que:  Autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil – COMPETÊNCIA DO MINISTÉRIO DA JUSTIÇA  Registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. § 1o A autorização prevista neste artigo poderá ser concedida com eficácia temporária e territorial limitada. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. 9o Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. – COMPETÊNCIA DO COMANDO DO EXÉRCITO Tal regulamentação é bastante específica. compete à POLÍCIA FEDERAL a autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. em todo o território nacional. nos termos de atos regulamentares. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. pois.Renan Araujo www. Prof. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. nos termos do regulamento desta Lei.

III – à expedição de segunda via de registro de arma de fogo. IV – à expedição de porte federal de arma de fogo. a cobrança de taxas em razão dos mais diversos serviços prestados.com. Renan Araujo Aula 14 Uma vez concedida a autorização para o porte de arma de fogo. V – à renovação de porte de arma de fogo. ainda. VI – à expedição de segunda via de porte federal de arma de fogo.Renan Araujo www. no âmbito de suas respectivas responsabilidades. caso o portador:  Seja detido ou abordado em estado de embriaguez.. nos valores constantes do Anexo desta Lei.. de acordo com a responsabilidade pela prática do ato. Vejamos: Art. ela perderá sua eficácia. 6º: Art. § 1o Os valores arrecadados destinam-se ao custeio e à manutenção das atividades do Sinarm. pela prestação de serviços relativos: I – ao registro de arma de fogo. automaticamente. 11.br Página 25 de 90 82727082134 .estrategiaconcursos. II – à renovação de registro de arma de fogo.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . pois há isenção para os integrantes das instituições públicas previstas no art. da Polícia Federal e do Comando do Exército. da Polícia Federal e do Comando do Exército. 11 (.) Prof.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.  Seja detido ou abordado sob o efeito de substâncias químicas ou alucinógenas A Lei possibilita. Fica instituída a cobrança de taxas. ficando os valores recolhidos ao custeio e manutenção do SINARM. além das entidades de desporto. 82727082134 Basicamente estas taxas só se aplicam aos particulares em geral e às empresas de segurança privada.

A posse não precisa ser necessariamente da arma de fogo. e multa. ainda no seu local de trabalho. 23 do Estatuto: Art. permitidos ou obsoletos e de valor histórico serão disciplinadas em ato do Prof. se for o responsável 82727082134 pelo local. e deve se dar no interior da residência do infrator. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. A classificação legal. tendo como sujeito passivo a coletividade. ou no local de trabalho. de uma arma de fogo.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . A POSSE é o poder físico sobre a coisa. Isso fica a cargo do Poder Executivo regulamentar.estrategiaconcursos. podendo ser praticado por qualquer pessoa. Renan Araujo Aula 14 § 2o São isentas do pagamento das taxas previstas neste artigo as pessoas e as instituições a que se referem os incisos I a VII e X e o § 5o do art. no interior de sua residência ou dependência desta. de 1 (um) a 3 (três) anos. Vejamos o que diz o art. em razão do perigo abstrato consistente na posse. pois a lei não diz. restritos. Trata-se de crime COMUM. 6o desta Lei. de uso permitido. técnica e geral bem como a definição das armas de fogo e demais produtos controlados. podendo ser de munição ou qualquer acessório da arma.Renan Araujo www. ou. acessório ou munição. caracteriza NORMA PENAL EM BRANCO. “acessório” ou “munição”.com. 12. 23. O que seria “arma de fogo de uso permitido”. de usos proibidos.br Página 26 de 90 82727082134 .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. por uma pessoa não autorizada. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo. Aqui se busca proteger a incolumidade pública. de 2008) III – DOS CRIMES E DAS PENAS B) Posse irregular de arma de fogo de uso permitido Art.706. (Redação dada pela Lei nº 11.

segundo o STF.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. foi uma espécie de “vacatio legis”. e teremos o crime do art. Trata-se. de maneira que não retroage para tornar atípicos os atos praticados antes de sua entrada em vigor. 82727082134 O STJ já decidiu em sentido contrário (AgRg no REsp 1237674.estrategiaconcursos. é desnecessária a ocorrência de efetiva situação de perigo à coletividade. o crime é mais grave. pois não há possibilidade de nenhum resultado naturalístico decorrente da conduta. (Redação dada pela Lei nº 11. O que o art. O elemento subjetivo exigido é o DOLO. de CRIME DE PERIGO ABSTRATO. Renan Araujo Aula 14 chefe do Poder Executivo Federal.Renan Araujo www.com. 14 (PORTE ilegal de arma de fogo).Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .706. ainda. ao estabelecer novo prazo para que pessoas em situação irregular pudessem regularizar ou devolver suas armas. de 2008) Se a posse se der fora destes locais. não se exigindo nenhuma finalidade especial de agir. O crime se consuma com a prática da conduta. ou seja. Não se admite tentativa. 30 estabeleceu. Não há punição na forma culposa. julg. ou seja. 30. Trata-se de crime de MERA CONDUTA. julg. CUIDADO! O STF entendeu que o art. 19/09/2013).br Página 27 de 90 82727082134 . um período no qual o ordenamento jurídico suspende a aplicação da norma penal (RE 768494. 13. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Prof. C) Omissão de cautela Art. mediante proposta do Comando do Exército. 05/02/2013). não criou uma espécie de abolitio criminis temporária.

com. Parágrafo único. Trata-se de conduta OMISSIVA PRÓPRIA. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo.estrategiaconcursos. Trata-se de norma que regulamenta o §1° do art. que pode ser praticado por qualquer pessoa (CRIME COMUM). de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. consumandose com o “não-fazer”. por sua vez. uma ausência de conduta (a conduta de tomar as precauções necessárias). de forma que é crime instantâneo. receber. adquirir. O elemento subjetivo exigido é A CULPA. 14. fornecer. Portar. pois somente as pessoas que ostentem aquelas posições poderão cometê-lo. Temos aqui mais um crime contra a incolumidade pública. desde que a pessoa seja a pessoa que possui a posse ou porte de arma de fogo. Nas mesmas penas incorrem o proprietário ou diretor responsável de empresa de segurança e transporte de valores que deixarem de registrar ocorrência policial e de comunicar à Polícia Federal perda. Prof. nas primeiras 24 (vinte quatro) horas depois de ocorrido o fato. consistente num “nãofazer”. Renan Araujo Aula 14 Pena – detenção.Renan Araujo www. ou seja. entretanto. roubo ou outras formas de extravio de arma de fogo. ter em depósito. remeter. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. deter. transportar. e multa. se constitui num crime PRÓPRIO. na forma do art. ceder. e multa. que. acessório ou munição que estejam sob sua guarda.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. emprestar. 7° do Estatuto. de uso permitido. 30 do CP. furto.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . O § único.br Página 28 de 90 82727082134 . ainda que gratuitamente. NÃO ADMITINDO TENTATIVA. pois se trata de uma inobservância do dever de cuidado. acessório ou munição. 82727082134 D) Porte de arma de fogo de uso permitido Art. embora se admita o concurso de agentes. de 1 (um) a 2 (dois) anos. traz uma forma equiparada. empregar. através de negligência.

suprimido ou adulterado. 16. Nas mesmas penas incorre quem: (. prevista na Constituição apenas para crimes como tortura. em que a prática de qualquer das condutas caracteriza o delito e a prática de mais de uma das condutas não caracteriza mais de um delito. Prof. ainda que gratuitamente.com.br Página 29 de 90 82727082134 . deter. Vejamos: Art. portanto.112-1) Vejam. No entanto.. transportar. tratando-se de apenas um crime. fornecer. sem autorização e em desacordo com determinação legal 82727082134 ou regulamentar: Pena – reclusão. teremos o crime do art. e multa.Renan Araujo www. tanto que se trata de crime INAFIANÇÁVEL. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. de 3 (três) a 6 (seis) anos. § único. Possuir. adquirir. Caso a numeração esteja raspada ou tenha havido a prática de qualquer ato com a finalidade de retirar a identificação da arma de fogo. que este crime é mais grave. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. emprestar. esse § único (que trata da inafiançabilidade) foi declarado INCONSTITUCIONAL pelo STF. onde temos.estrategiaconcursos. Uma observação é importante: A arma deve estar devidamente numerada e identificada. O crime previsto neste artigo é inafiançável. pois o Tribunal entendeu que não se poderia aplicar a este crime (de perigo abstrato) vedação tão grave. ter em depósito. conforme a previsão do § único do artigo. Também é crime COMUM. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. etc.) IV – portar. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. hediondos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. e a conduta está materializada em treze verbos diferentes (núcleos). Parágrafo único.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . remeter. terrorismo. adquirir. portar. 16. salvo quando a arma de fogo estiver registrada em nome do agente. (Vide Adin 3.. IV da Lei. um TIPO MISTO ALTERNATIVO. portanto. ceder. Renan Araujo Aula 14 Parágrafo único. receber. empregar. possuir.

em desconsideração às circunstâncias fáticas do caso concreto 2. APLICABILIDADE. Havendo um contexto fático único e incontroverso de Prof. sendo necessário apenas que esteja portando arma nestas condições. um crime de roubo. que lhe fora fornecida por Pedro. por exemplo. Entretanto.estrategiaconcursos. A aplicação do princípio da consunção pressupõe. Renan Araujo Aula 14 Não é necessário que o próprio agente tenha efetuado a raspagem da numeração.br Página 30 de 90 82727082134 .com. por isso mesmo. embora de difícil caracterização. para que se verifique a possibilidade de absorção daquela menos grave pela mais danosa. sendo. José. mesmo não tendo sido quem realizou a raspagem. já teria se consumado o delito de porte de arma. como. necessariamente. que foi quem efetivamente procedeu à raspagem da numeração. HOMICÍDIO QUALIFICADO E PORTE DE ARMA.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . pois quando da prática do roubo. prevalece nos Tribunais a tese de ABSORÇÃO do crime de porte de arma 82727082134 de fogo pelo outro crime (o crime-fim).Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. O crime se consuma com a prática de qualquer das condutas. inviável a sua aplicação automática. que a recebeu de Maria. CUIDADO! O crime em comento pode ser uma preparação para outro crime. Em tese. Vejamos: DIREITO PENAL. responde pelo delito. por ser portador da arma. a análise de existência de um nexo de dependência das condutas ilícitas. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. CONTEXTO FÁTICO ÚNICO. 1. EXEMPLO: José está portanto arma de fogo com a numeração raspada. dada a quantidade de núcleos do tipo. e a tentativa é admissível.Renan Araujo www. teríamos dois crimes praticados em concurso material. HABEAS CORPUS.

(HC 104. Ministro OG FERNANDES.Renan Araujo www. E) Disparo de arma de fogo Art. há muito.estrategiaconcursos. (Vide Adin 3.com. o crime de porte. em via pública ou em direção a ela.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . Entretanto. Ordem concedida. Rel. não haverá absorção. O crime previsto neste artigo é inafiançável. se pega a arma só para efetuar o disparo. Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências.455/ES. de PERIGO ABSTRATO. 15.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. DJe 16/11/2010) Vejam que somente haverá a absorção de um pelo outro quando ficar comprovada a relação de crime-meio e crime-fim entre um e outro. julgado em 21/10/2010. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. Caso fique comprovado que se tratavam de duas condutas autônomas. aplica-se o princípio da consunção. SEXTA TURMA. já havia se consumado. independentes entre si. pois um é meio para a prática do outro (só atira quem porta a arma). Renan Araujo Aula 14 que a arma de fogo foi o meio para a consumação do crime de homicídio. e o agente responderá por ambos os delitos.112-1) Aqui também temos um crime COMUM. e multa. Vejamos a jurisprudência: Prof. 3. há a absorção). desde que tenham sido praticados 82727082134 em um mesmo contexto (se o agente tinha o porte de arma há muito tempo. O crime de DISPARO DE ARMA DE FOGO ABSORVE O CRIME DE PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. Parágrafo único. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.br Página 31 de 90 82727082134 .

AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. STJ.com. de forma que não é necessário que tenha havido qualquer lesão ou perigo concreto à sociedade. ABSORÇÃO. na espécie. REEXAME. porque os momentos consumativos dos delitos ocorreram em situações diversas. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 7. NÃO OCORRÊNCIA. embora eu esteja tendencioso a concordar com a minoria. DISPARO E POSSE DE ARMA DE FOGO COM NUMERAÇÃO SUPRIMIDA. DJe 03/02/2014) Ainda. pois depende do contexto fático do caso concreto em que se deram as condutas. e o crime se consuma com o efetivo disparo. Temos aqui um homicídio doloso consumado.estrategiaconcursos. Rel.826/03. O elemento subjetivo é o DOLO. DA LEI Nº 10. CRIMES PREVISTOS NO ESTATUTO DO DESARMAMENTO.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. CONTEXTOS DIVERSOS. que absorveu o crime de disparo de arma de fogo. pois só haverá este crime se ele não for meio para a prática de outro. eis que é possível o agente pegar a arma e Prof.. CONJUNTO FÁTICO-PROBATÓRIO. julgado em 17/12/2013. QUINTA TURMA.br Página 32 de 90 82727082134 . CONSUMAÇÃO DOS DELITOS.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . em contextos destacados. 15 E 16.Renan Araujo www. o crime de disparo de arma de fogo é considerado um TIPO SUBSIDIÁRIO. Renan Araujo Aula 14 AGRAVO REGIMENTAL NO RECUSO ESPECIAL. EXEMPLO: Agente efetua disparo de arma de fogo para acertar a cabeça 82727082134 do inimigo. IMPOSSIBILIDADE. Não ficou caracterizada a hipótese de aplicação do princípio da consunção. A Doutrina se divide. (. IV. ARTS. mas a maioria entende que não admite tentativa.) (AgRg no REsp 1347003/SC. Ministro MOURA RIBEIRO. 1.. PRINCÍPIO DA CONSUNÇÃO. Esta Corte Superior entende que a absorção do delito de porte de arma pelo de disparo não é automática. vindo a matá-lo.

acessório ou munição de uso proibido ou restrito.estrategiaconcursos. ainda que gratuitamente. V – vender. reitero: A maioria da Doutrina entende que não cabe tentativa. O § único deste artigo. numeração ou qualquer sinal de identificação de arma de fogo ou artefato. II – modificar as características de arma de fogo. 16. Nas mesmas penas incorre quem: I – suprimir ou alterar marca. suprimido ou adulterado. entregar ou fornecer. acessório. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. foi declarado INCONSTITUCIONAL PELO STF.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . adquirir. Contudo. o que. emprestar. arma de fogo. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. empregar. possuir. e multa. receber. Parágrafo único. perito ou juiz. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar. que também prevê a inafiançabilidade. vindo esta a falhar. caracterizaria a tentativa. para mim. transportar.com. de 3 (três) a 6 (seis) anos. IV – portar. deter. ceder. ter em depósito. adquirir. Possuir. F) Posse ou porte de arma de fogo de USO RESTRITO Art. remeter. de forma a torná-la equivalente a arma de fogo de uso proibido ou restrito ou para fins de dificultar ou de qualquer modo induzir a erro autoridade policial.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. e Prof. ainda que gratuitamente. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. 82727082134 III – possuir.br Página 33 de 90 82727082134 . 14. detiver. munição ou explosivo a criança ou adolescente. fornecer. fabricar ou empregar artefato explosivo ou incendiário. na mesma ADIn em que o fora o § único do art. portar. Renan Araujo Aula 14 acionar o gatilho.Renan Araujo www. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração.

entregar ou fornecer.br Página 34 de 90 82727082134 . Renan Araujo Aula 14 VI – produzir. O crime é um TIPO MISTO ALTERNATIVO e se consuma com a prática de qualquer das condutas. sem autorização legal. 16. arma de fogo. recarregar ou reciclar. só que o objeto material. 242. A tentativa é admissível. não havendo necessidade de ocorrência de dano ou perigo concreto. mas somente aquelas de USO RESTRITO.11. e Esse inciso REVOGOU TACITAMENTE o art. O § único prevê condutas EQUIPARADAS. não é qualquer arma de fogo. fornecer ainda que gratuitamente ou entregar.764. de 12.com. temos uma junção dos crimes de “posse” e “porte” de arma de fogo. Vender. a criança ou adolescente arma. de qualquer forma. munição ou explosivo: Pena . condutas para as quais se prevê a mesma pena.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. ou adulterar. de 3 (três) a 6 (seis) anos. aqui. mas o crime do art. aqui.reclusão. a pena de multa. ainda que gratuitamente.estrategiaconcursos.Renan Araujo www. munição ou explosivo a criança ou adolescente. Com relação às condutas equiparadas. (Redação dada pela Lei nº 10. acessório. Prof. ainda. de qualquer forma. Vejam que. 242 do Estatuto da Criança e do Adolescente. que previa o seguinte: 82727082134 Art. § único. ou seja. pois depende de regulamentação do executivo para que se possa saber o que seriam armas de uso restrito. V do Estatuto do Desarmamento prevê.2003) Na prática a pena é a mesma. uma observação deve ser feita: O inciso V diz o seguinte: V – vender. mas de difícil verificação. o que é norma penal em branco.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . munição ou explosivo.

alugar. de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. trata-se do crime de comércio ilegal. etc. e multa. expor à venda. Renan Araujo Aula 14 CUIDADO! A prática das condutas dos arts. não se exigindo. para efeito deste artigo. ocultar.349/SP (j. no exercício de atividade comercial ou industrial. Adquirir. adulterar. montar. vender. têm em depósito. inclusive o exercido em residência. O crime é mais grave. desmontar. ter em depósito. embora a lei exija que seja realizado no exercício de atividade comercial. sem autorização ou em desacordo com a autorização. acessório ou munição. transportar. desde que essa conduta seja praticada no EXERCÍCIO DE ATIVIDADE COMERCIAL. sua pena máxima chega a 08 anos de reclusão. 82727082134 Como o próprio nome do crime diz. Aqui se pune a conduta daquele que possui ou porta arma de fogo (e isso inclui a conduta daqueles que transportam. de armas de fogo. qualquer forma de prestação de serviços. em proveito próprio ou alheio. Digo que é comum pois QUALQUER PESSOA PODE COMPRAR ALGUMAS ARMAS E OFERECÊ-LAS A VIZINHOS. remontar. receber.).com. arma de fogo. ou de qualquer forma utilizar. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. acessório ou munição. conduzir.estrategiaconcursos. Prof. 14 e 16. configuraria crime único segundo entendimento do STJ no julgamento do HC 148. 17. clandestino. sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. Parágrafo único.br Página 35 de 90 82727082134 .22/11/2011). Equipara-se à atividade comercial ou industrial.Renan Araujo www. nenhuma característica que somente pertença a algumas pessoas específicas. O crime é comum.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. num mesmo contexto.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . portanto. G) Comércio ilegal de arma de fogo Art.

H) Tráfico internacional de arma de fogo Art. Renan Araujo Aula 14 E isso decorre. EXEMPLO: Conduta: Vender. Também temos aqui outro tipo misto alternativo. Se o agente expõe à venda mas não vende. em razão do grande número de núcleos do tipo. e sua pena chega a 08 anos de reclusão. mas é muito difícil de ocorrer. Este delito também é considerado bastante grave. aqui consuma o crime). inclusive o exercido em residência. favorecer a entrada ou saída do território 82727082134 nacional. Equipara-se à atividade comercial ou industrial. de forma que a simples exposição. existe a conduta de “expor à venda”. mas qualquer acessório ou munição.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . seria tentativa. Entretanto. sem autorização da autoridade competente: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. para efeito deste artigo. inclusive.br Página 36 de 90 82727082134 . de arma de fogo. acessório ou munição.Renan Araujo www.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. qualquer forma de prestação de serviços. cujo objeto material não é apenas a arma de fogo. 18. exportar. já consuma o crime. e as condutas previstas são: Prof. O crime se consuma com a mera realização das condutas (crime de mera conduta) e a tentativa é admissível em algumas modalidades em que o iter criminis possa ser fracionado. a qualquer título. da regra do § único. e multa. que seria tentativa. fabricação ou comércio irregular ou clandestino. que estende bastante o conceito de atividade comercial: Parágrafo único.com. Importar.estrategiaconcursos. Trata-se de CRIME COMUM. de forma que o que seria tentativa.

 Favorecer – Pode ser o favorecimento em relação à importação ou exportação. 318 do CP. 82727082134  Nos crimes de COMÉRCIO ILEGAL E TRÁFICO INTERNACIONAL. 13). SALVO NA HIPÓTESE DE FAVORECIMENTO POR OMISSÃO. 12) E OMISSÃO DE CAUTELA (art.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . o crime é este e NÃO O DE FACILITAÇÃO AO CONTRABANDO OU DESCAMINHO. aqui. mas de qualquer pessoa que auxilie a prática das condutas. Renan Araujo Aula 14  Importar – Trazer para dentro do país. é qualquer arma de fogo.com. SALVO POSSE DE ARMA DE FOGO (art. norma especial.Renan Araujo www. O objeto material.  Em todos os delitos.br Página 37 de 90 82727082134 . Se praticado por funcionário público. O crime se consuma com a prática de qualquer das condutas. 19 da Lei). a pena é aumentada de METADE se o objeto material é de USO RESTRITO OU PROIBIDO (art. previsto no art. não importa. a pena é aumentada de METADE se o crime for praticado por qualquer das pessoas que Prof. acessório ou munição. SEJA ELA DE USO PERMITIDO OU RESTRITO. e ADMITE-SE A TENTATIVA. Friso a vocês que. de forma que será aplicada esta norma penal. mesmo nesse último caso (favorecer). pois o favorecimento não necessariamente virá de um funcionário público.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. pois aquela é norma geral e esta (a do Estatuto do Desarmamento).estrategiaconcursos.  Exportar – Levar para fora do país. o crime não é próprio.

após o laudo pericial e sua juntada aos autos. na forma do regulamento desta Lei. empregados de empresas de segurança privada ou transporte de valores (art. abrindo-se-lhes prazo para manifestação de interesse. que VEDAVA a liberdade provisória para os crimes dos arts. no prazo de 48 horas.Renan Araujo www. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas.br Página 38 de 90 82727082134 . após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. 16.estrategiaconcursos. foi DECLARADO INCONSTITUCIONAL PELO STF. 25 da Lei: 82727082134 Art.  O art. 25. (Redação dada pela Lei nº 11. quando não forem mais úteis ao processo. para:  Destruição. 6° da Lei. de 2008) § 1o As armas de fogo encaminhadas ao Comando do Exército que receberem parecer favorável à doação. (Incluído pela Lei nº 11. Renan Araujo Aula 14 possuem autorização para porte de arma previstas no art.706. atendidos os critérios de prioridade estabelecidos pelo Ministério da Justiça e ouvido o Comando do Exército. As armas de fogo apreendidas. serão arroladas em relatório reservado trimestral a ser encaminhado àquelas instituições. 17 e 18.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .706.112-1) IV – DAS ARMAS DE FOGO APREENDIDAS Uma vez apreendida arma de fogo. 21.  Doação aos órgãos de segurança pública Isto está previsto no art. quando não mais interessarem à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército. para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas. pelo Juiz. de forma que é cabível a liberdade provisória também para estes crimes (Adin 3. de 2008) Prof.com. ao COMANDO DO EXÉRCITO. serão encaminhadas. 7°) e pessoas responsáveis por entidades desportivas autorizadas ao porte de arma de fogo (art. 8° da Lei). obedecidos o padrão e a dotação de cada Força Armada ou órgão de segurança pública.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.

de 2008) § 5o O Poder Judiciário instituirá instrumentos para o encaminhamento ao Sinarm ou ao Sigma. Renan Araujo 82727082134 Prof.706. conforme se trate de arma de uso permitido ou de uso restrito.706. (Incluído pela Lei nº 11. de 2008) Bons estudos! Prof. semestralmente. da relação de armas acauteladas em juízo.706.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . (Incluído pela Lei nº 11. Renan Araujo Aula 14 § 2o O Comando do Exército encaminhará a relação das armas a serem doadas ao juiz competente.Renan Araujo www. de 2008) § 3o O transporte das armas de fogo doadas será de responsabilidade da instituição beneficiada.com. que determinará o seu perdimento em favor da instituição beneficiada. (Incluído pela Lei nº 11.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.br Página 39 de 90 82727082134 . de 2008) § 4o (VETADO) (Incluído pela Lei nº 11.706. que procederá ao seu cadastramento no Sinarm ou no Sigma. mencionando suas características e o local onde se encontram.estrategiaconcursos.

a conduta que configure destruição parcial ou total de seus objetos.estrategiaconcursos. não será admitida renúncia à representação.(CESPE .OAB-SP . de penas de cesta básica. b) A Lei Maria da Penha (11.340/2006). bens.2008 . incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.340/2006) não considera violência doméstica contra a mulher a omissão baseada no gênero que lhe cause sofrimento Prof. punido com detenção.Renan Araujo www.br Página 40 de 90 82727082134 . nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. valores e direitos ou recursos econômicos. se resulta de violência contra a mulher no âmbito familiar. entre outras condutas. é necessária a audiência das partes.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . A) É possível a prisão preventiva no crime de ameaça. C) Permite-se a aplicação. 02 . B) Para a concessão de medidas protetivas de urgência.(FGV – 2008 – SENADO FEDERAL – ADVOGADO) Relativamente à Lei Maria da Penha (11. a) Considera-se violência doméstica e familiar contra a mulher.EXAME DE ORDEM .1 .PRIMEIRA FASE) Assinale a opção correta no que se refere aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.com.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. instrumentos de trabalho. Renan Araujo Aula 14 LISTA DAS QUESTÕES 01 . D) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida. assinale a afirmativa 82727082134 incorreta.

Prof. nos termos da lei.340/2006). dentre elas o afastamento do lar. sofrimento físico.Renan Araujo www. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz. a violência sexual. marque a opção correta: a) são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Renan Araujo Aula 14 apenas psicológico em uma relação íntima de afeto. ao agressor.(INSTITUTOS CIDADES – 2011 – DPE-AM – DEFENSOR PÚBLICO) Acerca da violência familiar e doméstica contra a mulher (lei 11.com. seja no âmbito da unidade doméstica. proibição de aproximação da ofendida e a prestação de alimentos provisórios. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. no âmbito da família ou em qualquer relação íntima de afeto. e) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata essa lei. de imediato. 03 . na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. lesão.br Página 41 de 90 82727082134 . desde que não praticadas pelo cônjuge. em conjunto ou separadamente. o juiz poderá aplicar.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. a violência patrimonial e a violência moral. a violência psicológica. b) constitui violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte.estrategiaconcursos. dentre 82727082134 outras: a violência física. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. medidas protetivas de urgência. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. d) É vedada a aplicação.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . em audiência especialmente designada com tal finalidade. c) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.

se a agressão se der do marido contra a mulher. segundo entendimento sumulado do STF. mas possibilita a substituição da pena privativa por pagamento isolado de multa.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. independentemente da oitiva do Ministério Público.com. a ação penal é a) pública incondicionada. § 9o. Renan Araujo Aula 14 c) somente são cabíveis medidas de proteção e urgência em favor da mulher quando houver sido praticada uma conduta que cause violência doméstica e familiar e haja pedido formal do Ministério Público. 05 . c) privada. se a agressão se der de irmão contra irmão.estrategiaconcursos. 129.MPE-CE . em qualquer hipótese. 82727082134 e) pública condicionada.Renan Araujo www. do Código Penal).(FCC – 2012 – TJ-GO – JUIZ) No crime de lesão corporal leve praticado no âmbito de violência doméstica (art.PROMOTOR DE JUSTIÇA) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.br Página 42 de 90 82727082134 .340/06 veda a aplicação de penas de prestação de serviços comunitários ou de penas de cestas básicas. fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor.340/06 somente será admitida a renúncia à representação na presença do juiz. ao ofensor o juiz A) de imediato poderá aplicar a proibição de aproximação da ofendida.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . b) pública incondicionada. se a agressão se der do filho maior contra o pai.2011 .(FCC . de seus familiares e das testemunhas. em qualquer hipótese. Prof. 04 . d) nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata a lei 11. d) privada. e) a lei 11.

estrategiaconcursos. C) suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor. independentemente de comunicação ao órgão competente ou autoridade a que esteja subordinado.ANALISTA JUDICIÁRIO .(FCC . Prof. estender a proibição de aproximação da ofendida aos dependentes menores. C) não poderá. ou restringir-lhe ou suspender-lhe as visitas. em nenhuma hipótese. sexual ou psicológico.SERVIÇO SOCIAL) Segundo a Lei Maria da Penha. E) não poderá proibir a frequentação de qualquer outro lugar exceto o ambiente familiar.com. configura-se violência doméstica e familiar contra a mulher. Uma das medidas que o juiz poderá determinar para proteger os bens patrimoniais da sociedade conjugal ou de propriedade particular da mulher é 82727082134 A) restituição à ofendida dos bens devidamente subtraídos pelo agressor. 06 . D) poderá suspender a posse ou restrição de porte de arma de fogo.Renan Araujo www. B) proibição por tempo indeterminado para a celebração de atos e contratos de compra. dano moral ou patrimonial. venda e locação de propriedade em comum. embora naquele também possa encontrar-se a ofendida.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . sofrimento físico. ainda que se trate de integrante de órgãos policiais. lesão. D) prestação de caução provisória. qualquer ação ou omissão que lhe cause morte. Renan Araujo Aula 14 B) só poderá proibir o contato físico com a ofendida.TRT . mediante depósito em conta corrente por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência contra a ofendida. depois do trânsito em julgado da sentença e se não houver reconciliação do casal.23ª REGIÃO (MT) .2011 .br Página 43 de 90 82727082134 .

340/06. 82727082134 C) II e III. 08 .estrategiaconcursos. lesão corporal.SJCDH-BA . D) I.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas com vínculo familiar. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial. expressamente previstas na Lei nº 11. no âmbito da família. III e IV. B) I e IV.TJ-PI . em qualquer relação íntima de afeto. compreendida como o espaço de convívio sem vínculo familiar. IV. NÃO figura a violência Prof. II.ASSESSOR JURÍDICO) Considere: Ação ou omissão contra a mulher baseada no gênero que lhe cause morte. Configura violência doméstica e familiar contra a mulher.340/2006 (Lei Maria da Penha). sofrimento físico.2010 . unidos por laços naturais. Renan Araujo Aula 14 07 .AGENTE PENITENCIÁRIO) Dentre as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.(FCC .2010 . I. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados.com. por afinidade ou por vontade expressa.(FCC .br Página 44 de 90 82727082134 . ainda que o agressor não conviva ou não tenha convivido.Renan Araujo www. inclusive as esporadicamente agregadas. II e IV. III. as situações indicadas APENAS em A) IV. nem coabitado com a ofendida.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. E) I. no âmbito da unidade doméstica. para os fins da Lei nº 11. no âmbito da unidade doméstica.

estrategiaconcursos. é entendida como uma violência A) psicológica.(FCC . 09 .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.com. Capítulo II.TJ-SE . E) sexual. 7º (que trata das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher). cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. B) global.br Página 45 de 90 82727082134 . 82727082134 E) sexual.2009 . conhecida por Lei Maria da Penha.DPE-SP . B) patrimonial. entre outros fatores. 10 .340/06 que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher prevê que A) será considerado autor apenas o indivíduo que coabita com a vítima.Renan Araujo www.(FCC . D) moral. Art. C) física. D) endêmica. a violência que inclui.2010 . Prof. de 7 de agosto de 2006. C) moral.AGENTE DE DEFENSORIA – PSICÓLOGO) A Lei nº 11. Renan Araujo Aula 14 A) psicológica. sendo que no Título II.ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA) A Lei no 11.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . qualquer conduta que cause à mulher dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento.340.

340/06 (Lei contra a violência doméstica e familiar contra a mulher). admissível a renúncia à representação da ofendida perante o juiz. antes recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. E) a vítima não pode denunciar como sendo violência doméstica a agressão que ocorreu fora do âmbito de sua residência. em audiência especialmente designada com tal finalidade.br Página 46 de 90 82727082134 . mas que tenha relação doméstica e familiar. B) A lei compreende o dano moral à mulher. assinale a alternativa incorreta. D) A empregada doméstica pode ser sujeito passivo. E) O parentesco entre os sujeitos ativo e passivo não é condição para a aplicação da lei.PROMOTOR DE JUSTIÇA) Nos termos da Lei n.(FCC – 2014 – MPE-PE – PROMOTOR DE JUSTIÇA) Nas ações penais abrangidas pela chamada Lei Maria da Penha. a) nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa.2008 .º 11.MPE-SP . 82727082134 12 .(VUNESP . D) será considerado autor apenas o indivíduo que tenha com a vítima um grau de parentesco.estrategiaconcursos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria do . A) A lei compreende o dano patrimonial à mulher. Prof.Renan Araujo www. C) A coabitação entre os sujeitos ativo e passivo é condição para a aplicação da lei. Renan Araujo Aula 14 B) será considerado autor não apenas aquele que coabita com a vítima. C) a vítima declare antecipadamente quais são seus parentes residentes no município sob pena de ser acusada de desajuste emocional. 11 .com.

Prof. ofereceu denúncia contra Marcos. ambos do Código Penal.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. mas posteriormente se arrependeu e optou por se retratar da representação feita.estrategiaconcursos. ainda que leves. caput. 13 - (FGV - 2014 - DPE-DF - ANALISTA - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA) Marcos e Paula decidiram divorciar-se em 25 de outubro de 2013. para se certificar de que Paula efetivamente desejava se retratar da representação oferecida. devendo o Ministério Público oferecer denúncia. o qual. pois o crime em questão é de ação penal de iniciativa pública condicionada à 82727082134 representação. b) antes de oferecer denúncia contra Marcos. é correto afirmar que: a) o Ministério Público não poderia ter denunciado Marcos. e) no crime de ameaça. por meio de petição apresentada por seu advogado. pela suposta vítima. a despeito de ter Paula se retratado da acusação anteriormente realizada. c) os crimes previstos na Lei nº 11. Em novembro desse ano. pela prática do crime descrito no Artigo 129. tendo Marcos deixado a residência do casal no mesmo dia. causando-lhe lesões corporais. independentemente do oferecimento retratação.br Página 47 de 90 82727082134 . o Ministério Público deveria ter requerido a designação de audiência especial. por sua vez.com. Marcos agrediu Paula fisicamente. c) apenas no crime de lesão corporal leve d) nos crimes de lesão corporal leve e de ameaça.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria de . Renan Araujo Aula 14 b) em qualquer crime. Sobre a hipótese. Paula registrou a ocorrência imediatamente na Delegacia de Atendimento à Mulher. durante uma discussão sobre a partilha de bens a ser feita.Renan Araujo www. na forma do seu § 9º.340/2006 (Lei Maria da Penha) são de ação penal de iniciativa pública incondicionada. O procedimento foi enviado ao Ministério Público.

a competência para o julgamento respectivo é da Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher.2012 . pois Marcos e Paula não coabitavam mais ao tempo em que foi praticado o crime de lesão corporal.(FGV – 2012 – PC/MA – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) Criada com o objetivo de coibir de forma mais rigorosa a violência cometida contra a mulher em seu ambiente doméstico.br Página 48 de 90 82727082134 .DELEGADO DE POLÍCIA) Prof. (B) As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz.estrategiaconcursos. pois o crime em questão é de ação penal de iniciativa privada. tendo o Supremo Tribunal Federal reconhecido a sua constitucionalidade. Renan Araujo Aula 14 d) a hipótese não é de violência doméstica.(FGV . familiar e afetivo.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .PC-MA . (E) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores. 14 . assinale a afirmativa incorreta. a Lei Maria da Penha foi amplamente aceita pela sociedade. 11. (A) a violência física e o comportamento violento do agente que cause dando emocional e diminuição da autoestima da vítima são formas de violência doméstica e familiar.340/2006. (D) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores. não é cabível a suspensão do processo quando incidente a Lei n.Renan Araujo www. o juiz poderá determinar que o agressor seja afastado do lar. bem como fixar alimentos provisionais ou provisórios. (C) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. 15 .com. Com relação ao tema. e) o Ministério Público não poderia ter denunciado Marcos. 82727082134 tratando-se de agressão entre cunhadas que residem na mesma casa.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida.

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No curso de uma investigação policial, Júlio é flagrado com uma bolsa
contendo várias armas e munições, algumas de uso permitido e outras de
uso restrito, sem autorização legal para portá-las. Certamente ele iria
utilizá-las na prática de um roubo, estando inclusive na porta de um
estabelecimento comercial, aguardando a chegada do empregado que iria
abri-lo.
Diante deste quadro, foi encaminhado à delegacia própria, vindo o laudo
confirmando a potencialidade ofensiva das armas. Com base no exposto,
Júlio deverá responder
a) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso
permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. 10.826/03, na
forma do artigo 70 do CP (concurso formal), e 157, § 2º, I, c/c 14, II, do
CP (roubo majorado pelo emprego de arma na forma tentada).
b) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso
permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. 10.826/03, na
forma do artigo 69 do CP (concurso material).
c) pela prática do injusto do artigo 16 (porte de arma de uso restrito) da
Lei n. 10.826/03.
d) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso
permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. 10.826/03, na
forma do artigo 70 do CP (concurso formal).
82727082134

e) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso
permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. 10.826/03, na
forma do artigo 69 do CP (concurso material), e 157, § 2º, I, c/c 14, II,
do CP (roubo majorado pelo emprego de arma na forma tentada).

16 - (FGV - 2011 - TRE-PA - TÉCNICO JUDICIÁRIO - SEGURANÇA
JUDICIÁRIA)
De acordo com a Lei 10.826/03, analise as afirmativas a seguir:

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I. É permitido o porte de arma de fogo aos auditores fiscais da Receita
Federal do Brasil.
II. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido, em todo
o território nacional, é de competência da Polícia Federal e somente será
concedida após autorização do Sinarm.
III. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de
segurança privada e de transporte de valores, constituídas na forma da
lei, serão de propriedade, responsabilidade e guarda das respectivas
empresas, somente podendo ser utilizadas quando em serviço, devendo
essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo
órgão competente, sendo o certificado de registro e a autorização de
porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa.
Assinale
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
e) se nenhuma afirmativa estiver correta.

17 - (UEG - NÚCLEO - 2008 - PC-GO - DELEGADO DE POLÍCIA)
82727082134

[B] é parado em uma blitz policial quando é flagrado transportando no
porta-malas de seu veículo uma espingarda desmontada, acondicionada
em um saco plástico. A conduta de [B] configura:
A) crime impossível por impropriedade absoluta do objeto.
B) crime impossível por inidoneidade absoluta do meio.
C) crime de porte de arma de fogo, previsto no art. 14 do Estatuto do
Desarmamento (Lei n. 10.826, de 22 de dezembro de 2003).

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D) crime de posse de arma de fogo, previsto no art. 12 do Estatuto do
Desarmamento (Lei n. 10.826, de 22 de dezembro de 2003).

18 - (CESPE - 2008 - PC-TO - DELEGADO DE POLÍCIA)
Considere a seguinte situação hipotética.
Alfredo, imputável, transportava em seu veículo um revólver de calibre
38, quando foi abordado em uma operação policial de trânsito. A
diligência policial resultou na localização da arma, desmuniciada,
embaixo do banco do motorista. Em um dos bolsos da mochila de Alfredo
foram localizados 5 projéteis do mesmo calibre. Indagado a respeito,
Alfredo declarou não possuir autorização legal para o porte da arma nem
o respectivo certificado de registro. O fato foi apresentado à autoridade
policial competente.
Nessa situação, caberá à autoridade somente a apreensão da arma e das
munições e a imediata liberação de Alfredo, visto que, estando o
armamento desmuniciado, não se caracteriza o crime de porte ilegal de
arma de fogo.

19

-

(CESPE

-

2011

-

PC-ES

-

ESCRIVÃO

DE

POLÍCIA

-

ESPECÍFICOS)
De acordo com entendimento do Superior Tribunal de Justiça, o simples
fato de portar arma de fogo de uso permitido com numeração raspada
82727082134

viola o previsto no art. 16, da Lei n.º 10.826/2003, por se tratar de
delito de mera conduta ou de perigo abstrato, cujo objeto imediato é a
segurança coletiva.

20

-

(CESPE

-

2011

-

PC-ES

-

ESCRIVÃO

DE

POLÍCIA

ESPECÍFICOS)
As armas de fogo apreendidas após a elaboração do laudo pericial e sua
juntada aos autos, quando não mais interessarem à persecução penal,

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-

com.826/03. Prof. 21 . E) punido o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. na forma da lei.ANALISTA DE PROMOTORIA I) Levando-se em consideração. 82727082134 B) não comete crime algum. o crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. em tese. os tipos penais da Lei n. Renan Araujo Aula 14 serão encaminhadas pelo juiz competente à Secretaria de Segurança Pública do respectivo estado. A) comete. em desacordo com determinação legal ou regulamentar.br Página 52 de 90 82727082134 .(VUNESP . C) punida a posse irregular de arma de fogo de uso permitido.826/2003). D) comete. aquele que é o responsável legal pela empresa e. em tese.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . é INCORRETO afirmar que será A) punido o comércio ilegal de arma de fogo.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.(FCC .estrategiaconcursos. no prazo máximo de 48 horas. o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.MPE-RS . para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas. acessório ou munição.MPE-SP .Renan Araujo www. C) comete. E) comete. em tese. 22 . mas mera infração administrativa.2010 . o crime de omissão de cautela. em tese. o crime de posse ilegal de arma de fogo ou simulacro. exclusivamente. conhecida como Estatuto do Desarmamento.º 10. B) punida a omissão de cautela. D) punida a posse ou porte legal de arma de fogo de uso restrito.2010 .SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS) Em relação aos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento (Lei n° 10. possui arma de fogo de uso permitido no seu local de trabalho.

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23 - (VUNESP – 2008 – DPE/MS – DEFENSOR PÚBLICO)
Com relação aos crimes definidos na Lei n.º 10.826/03, não admite a
figura do artigo 14, II, do Código Penal, o de
A) omissão de cautela (art. 13, caput).
B) comércio ilegal de arma de fogo (art. 17, caput).
C) tráfico internacional de arma de fogo (art. 18).
D) produzir munição sem autorização legal (art. 16, parágrafo único, VI).

24 – (CESPE – 2013 – DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO)
Compete à Polícia Federal, por intermédio do Sistema Nacional de Armas,
destruir

armas

de

fogo

e

munições

que

forem

apreendidas

e

encaminhadas pelo juiz competente, quando não mais interessarem à
persecução penal.

25 – (CESPE – 2013 – DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO)
Considere que João, residente em área rural, dependa do emprego de
arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. Nos termos
82727082134

do disposto na Lei n.º 10.826/2003, a João não pode ser concedido porte
de arma de fogo por expor a perigo sua integridade física, uma vez que
João pode se alimentar de outros produtos além da caça.

26 – (CESPE – 2013 – PRF – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL)
Supondo que determinado cidadão seja responsável pela segurança de
estrangeiros em visita ao Brasil e necessite de porte de arma, a
concessão da respectiva autorização será de competência do ministro da
Justiça.
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27 - (CESPE – 2013 – PC/BA – DELEGADO)
Servidor público alfandegário que, em serviço de fiscalização fronteiriça,
permitir a determinado indivíduo penalmente imputável adentrar o
território

nacional

trazendo

consigo,

sem

autorização

do

órgão

competente e sem o devido desembaraço, pistola de calibre 380 de
fabricação estrangeira deverá responder pela prática do crime de
facilitação de contrabando, com infração do dever funcional excluída a
hipótese de aplicação do Estatuto do Desarmamento.

28 - (CESPE – 2013 – TDFT – OFICIAL DE JUSTIÇA)
De acordo com o Estatuto do Desarmamento, constitui circunstância
qualificadora do crime de posse ou porte de arma de fogo ou munição o
fato de ser o agente reincidente em crimes previstos nesse estatuto.

29 – (CESPE – 2012 – TJ/AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Considere que Marcos, penalmente capaz, em comemoração à vitória de
seu time de futebol, tenha disparado vários tiros para o alto, com arma
de

fogo

de

uso

permitido,

em

uma

praça

pública

de

intensa

movimentação e que, identificado e preso em flagrante pela conduta,
tenha apresentado o porte e o registro da arma. Nessa situação, Marcos
deverá responder pelo crime de expor a perigo a vida ou a saúde de
82727082134

outrem.

30 – (CESPE – 2012 – TJ/AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO)
Considere a seguinte situação hipotética.
Antônio, penalmente capaz, foi abordado por policiais militares, que o
flagraram portando três cartuchos intactos de munição de calibre 40, de
uso restrito das forças policiais. Indagado a respeito de sua conduta,

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Antônio informou não possuir autorização para portar as munições,
alegando, no entanto, não possuir arma de fogo de qualquer calibre.
Nessa situação, a conduta de Antônio é atípica, pois a munição, por si só,
não oferece qualquer potencial lesivo.

31 – (CESPE – 2012 – PC/AL – ESCRIVÃO)
O agente encontrado portando arma de uso permitido com numeração,
marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado, suprimido ou
adulterado estará sujeito à sanção prevista para o crime de posse ou
porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.

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perante o Juiz. Renan Araujo Aula 14 QUESTÕES COMENTADAS 01 . decretada pelo juiz. B) Para a concessão de medidas protetivas de urgência. a alternativa CORRETA É A LETRA A. Em qualquer fase do inquérito policial ou da instrução criminal.2008 .br Página 56 de 90 82727082134 . é necessária a audiência das partes.PRIMEIRA FASE) Assinale a opção correta no que se refere aos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. A letra B está errada.EXAME DE ORDEM .Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . 20. não será admitida renúncia à representação.estrategiaconcursos. Vejamos: Art. Portanto. A Letra D está errada pois se admite renúncia à representação.OAB-SP . caberá a prisão preventiva do agressor. eis que as medidas protetivas podem ser concedidas sem a oitiva das partes.1 . a 82727082134 requerimento do Ministério Público ou mediante representação da autoridade policial. de penas de cesta básica. COMENTÁRIOS: A alternativa correta é a letra A. pois em QUALQUER crime de violência doméstica contra a mulher caberá prisão preventiva. A) É possível a prisão preventiva no crime de ameaça.Renan Araujo www.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. desde que realizada em audiência especial. pena restritiva de direitos). C) Permite-se a aplicação. de ofício. se resulta de violência contra a mulher no âmbito familiar. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. D) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida. punido com detenção. Prof.(CESPE .com. A letra C está errada na medida em que não se admite a pena de cestas básicas (na verdade.

proibição de aproximação da ofendida e a prestação de alimentos provisórios. instrumentos de trabalho. COMENTÁRIOS: Prof.Renan Araujo www.340/2006). valores e direitos ou recursos econômicos. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. dentre elas o afastamento do lar.br Página 57 de 90 82727082134 . o juiz poderá aplicar. de imediato.340/2006) não considera violência doméstica contra a mulher a omissão baseada no gênero que lhe cause sofrimento apenas psicológico em uma relação íntima de afeto. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz.estrategiaconcursos. em conjunto ou separadamente. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. assinale a afirmativa incorreta.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.(FGV – 2008 – SENADO FEDERAL – ADVOGADO) Relativamente à Lei Maria da Penha (11. a conduta que configure destruição parcial ou total de seus objetos. bens.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . e) Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata essa lei. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. medidas protetivas de urgência. c) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. a) Considera-se violência doméstica e familiar contra a mulher. ao agressor. em audiência especialmente designada com tal finalidade. nos termos da lei. de penas de cesta básica ou outras de 82727082134 prestação pecuniária.com. Renan Araujo Aula 14 02 . d) É vedada a aplicação. entre outras condutas. b) A Lei Maria da Penha (11.

e ainda que praticada exclusivamente por omissão. entendida como qualquer conduta que configure retenção. a ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA B. C) CORRETA: Trata-se de previsão contida no art. Contudo. 16 da Lei Maria da Penha. entre outras: (. destruição parcial ou total de seus objetos. Renan Araujo Aula 14 A) CORRETA: Esta é a previsão do art. pois esta previsão (apesar de sua atecnia legislativa) está contida no art. recentemente. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. valores e direitos ou recursos econômicos. IV da Lei Maria da Penha: Art. 22 da Lei Maria da 82727082134 Penha. ridicularização. Vejamos o art. D) CORRETA: Item correto. insulto.br Página 58 de 90 82727082134 . II da Lei: Art. considerou que todas as ações previstas nesta Lei são de ação penal pública INCONDICIONADA.) IV . isolamento. vigilância constante. comportamentos. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades.Renan Araujo www. entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações. mediante ameaça. vale lembrar que o STF.a violência psicológica. B) ERRADA: A violência ainda que exclusivamente psicológica é considerada violência doméstica. 7º.) II . Entretanto. chantagem. E) CORRETA: De fato. subtração. Portanto. perseguição contumaz.. instrumentos de trabalho..com. bens. Prof.. documentos pessoais. humilhação. o dispositivo não fora revogado. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação.. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. trata-se de previsão contida no art. 7º.a violência patrimonial.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. constrangimento. crenças e decisões. pois a lei fala em "qualquer conduta".estrategiaconcursos. manipulação.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . 17 da Lei Maria da Penha. entre outras: (.

e) a lei 11. e assim serão ainda (e principalmente) quando praticadas pelo cônjuge. mas possibilita a substituição da pena privativa por pagamento isolado de multa. Renan Araujo Aula 14 03 .340/2006).340/06 veda a aplicação de penas de prestação de serviços comunitários ou de penas de cestas básicas.(INSTITUTOS CIDADES – 2011 – DPE-AM – DEFENSOR PÚBLICO) Acerca da violência familiar e doméstica contra a mulher (lei 11. b) constitui violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte. dentre outras: a violência física.340/06 somente será admitida a renúncia à representação na presença do juiz.com. a violência patrimonial e a violência moral.Renan Araujo www. d) nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata a lei 11. a violência psicológica. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.br Página 59 de 90 82727082134 . no âmbito da família ou em qualquer relação íntima de afeto. Prof. lesão. COMENTÁRIOS: A) ERRADA: Todas estas são formas de violência contra a mulher.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.estrategiaconcursos. sofrimento físico.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . desde que não praticadas pelo cônjuge. a violência sexual. seja no âmbito da unidade doméstica. c) somente são cabíveis medidas de proteção e urgência em favor da mulher quando houver sido praticada uma conduta que cause violência doméstica e familiar e haja pedido formal do Ministério Público. independentemente 82727082134 da oitiva do Ministério Público. marque a opção correta: a) são formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

independentemente de coabitação.. os seguintes procedimentos. 12. deverá a autoridade policial adotar. nos termos do art. III da Lei 11. feito o registro da ocorrência.. Em todos os casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. expediente apartado ao juiz com o pedido da ofendida. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. por afinidade ou por vontade expressa. ouvido o Ministério Público. para a concessão de medidas protetivas de urgência. no prazo de 48 (quarenta e oito) horas. lesão.remeter.340/06: Art. com ou sem vínculo familiar.em qualquer relação íntima de afeto. Renan Araujo Aula 14 B) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. inclusive as esporadicamente agregadas. 12.Renan Araujo www. em sendo condicionada à representação. C) ERRADA: As medidas protetivas de urgência podem ser decretadas ainda que não haja pedido do MP. III .340/06: Art. na forma do art.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. sem prejuízo daqueles previstos no Código de Processo Penal: (.no âmbito da família. 5o Para os efeitos desta Lei. de imediato.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . unidos por laços naturais. a ofendida poderá se retratar perante o JUIZ. 16 da Lei. II .no âmbito da unidade doméstica. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I . compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas.br Página 60 de 90 82727082134 . D) ERRADA: Não obstante o STF tenha decidida recentemente sobre a natureza INCONDICIONADA das ações previstas nesta Lei. o fato é que a Lei prevê que. 5º da Lei 11.) 82727082134 III .com. Prof. sendo obrigação da autoridade policial remeter ao Juiz o pedido da ofendida quando da narrativa de alguma ocorrência de crime desta natureza. sofrimento físico.estrategiaconcursos.

julgando ação direita de inconstitucionalidade recente. bem como a substituição de pena que implique o pagamento isolado de multa. d) privada.(FCC – 2012 – TJ-GO – JUIZ) No crime de lesão corporal leve praticado no âmbito de violência doméstica (art. Renan Araujo Aula 14 E) ERRADA: O pagamento isolado de multa. de penas de cesta básica ou outras de prestação pecuniária. também é vedado pelo art. é crime de AÇÃO PENAL PÚBLICA INCONDICIONADA. c) privada. Portanto. do Código Penal). decidiu que a violência doméstica praticada contra a mulher. 129. 04 .1 PROCESSO ADI . e) pública condicionada.com. 17 da Lei: Art. como pena. em qualquer hipótese. segundo entendimento sumulado do STF.estrategiaconcursos. b) pública incondicionada. nos casos de violência doméstica e familiar contra a mulher. de forma a garantir maior 82727082134 proteção às mulheres.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . É vedada a aplicação. § 9o. COMENTÁRIOS: O STF. se a agressão se der de irmão contra irmão.4424 ARTIGO Prof. ainda que leves ou culposas. a ação penal é a) pública incondicionada.Renan Araujo www. Vejamos: INFORMATIVO Nº 654 TÍTULO Lei Maria da Penha e ação penal condicionada à representação . se a agressão se der do marido contra a mulher.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. em qualquer hipótese.br Página 61 de 90 82727082134 . 17. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B. se a agressão se der do filho maior contra o pai. ocasionando lesões corporais.

Min.340/2006. 05 . Haveria. O Colegiado explicitou que a Constituição seria dotada de princípios implícitos e explícitos.estrategiaconcursos. afastou-se alegação do Senado da República segundo a qual a ação direta seria imprópria. e assentar a natureza incondicionada da ação penal em caso de crime de lesão corporal. bem como do art. por maioria. § 8º. Salientou-se a evocação do princípio explícito da dignidade humana. consideradas as lesões provocadas em geral. proposta pelo Procurador Geral da República.MPE-CE .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. da CF. uma vez que a disciplina do tema estaria em normas infraconstitucionais.br Página 62 de 90 82727082134 . depois do trânsito em julgado da sentença e se não houver reconciliação do casal.Renan Araujo www. violência reflexa. o Plenário. 9. Frisou-se a grande repercussão do questionamento. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. rel. praticado mediante violência doméstica e familiar contra a mulher. ADI 4424/DF. todos da Lei 11. fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor. julgou procedente ação direta.2. Prof. bem como a necessidade de representação. visto que a Constituição não versaria a natureza da ação penal — se pública incondicionada ou pública subordinada à representação da vítima. (ADI-4424) Portanto. e que caberia à Suprema Corte definir se a previsão normativa a submeter crime de lesão corporal leve praticado contra a mulher.(FCC . Preliminarmente. Renan Araujo Aula 14 Em seguida.com. 16 e 41. ensejaria tratamento igualitário. de seus familiares e das testemunhas.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . em ambiente doméstico. 226.2011 . ao ofensor o juiz 82727082134 A) de imediato poderá aplicar a proibição de aproximação da ofendida. Marco Aurélio.2012. conforme sustentado.PROMOTOR DE JUSTIÇA) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher. no que a atuação estatal submeter-se-ia à vontade da vítima. no sentido de definir se haveria mecanismos capazes de inibir e coibir a violência no âmbito das relações familiares. I. B) só poderá proibir o contato físico com a ofendida. para atribuir interpretação conforme a Constituição aos artigos 12.

Renan Araujo Aula 14 C) não poderá. em conjunto ou separadamente. II . § 1o As medidas referidas neste artigo não impedem a aplicação de outras previstas na legislação em vigor. nos termos desta Lei. entre outras: I . D) poderá suspender a posse ou restrição de porte de arma de fogo. o Juiz poderá adotar uma série de medidas protetivas. E) não poderá proibir a frequentação de qualquer outro lugar exceto o ambiente familiar. c) freqüentação de determinados lugares a fim de preservar a integridade física e psicológica da ofendida. 22 da Lei: Art. estender a proibição de aproximação da ofendida aos dependentes menores. independentemente de comunicação ao órgão competente ou autoridade a que esteja subordinado.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . as seguintes medidas protetivas de urgência.826. III .proibição de determinadas condutas. seus familiares e testemunhas por qualquer meio de comunicação. V . IV . 22. fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor. de 22 de dezembro de 2003. de seus familiares e das testemunhas. com comunicação ao órgão competente.estrategiaconcursos.com. sempre que a segurança da ofendida ou as Prof. Vejamos o art. COMENTÁRIOS: Uma vez constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.suspensão da posse ou restrição do porte de armas. ao agressor. domicílio ou local de convivência com a ofendida.restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores. em nenhuma hipótese.afastamento do lar. nos termos da Lei no 10. ouvida a equipe de atendimento multidisciplinar ou serviço similar. ainda que se trate de integrante de órgãos policiais. ou restringirlhe ou suspender-lhe as visitas.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. entre as quais: a) aproximação da ofendida. Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.prestação de alimentos provisionais ou provisórios. 82727082134 b) contato com a ofendida. de imediato.br Página 63 de 90 82727082134 . embora naquele também possa encontrar-se a ofendida. o juiz poderá aplicar.Renan Araujo www.

ANALISTA JUDICIÁRIO . Prof. § 2o Na hipótese de aplicação do inciso I. qualquer ação ou omissão que lhe cause morte. Assim. 06 . conforme o caso. Portanto. bem como a restrição ou suspensão de visitas aos dependentes menores. venda e locação de propriedade em comum. fixando o limite mínimo de distância entre estes e o agressor. encontrando-se o agressor nas condições mencionadas no caput e incisos do art. C) suspensão das procurações conferidas pela ofendida agressor.826.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria ao . de seus familiares e das testemunhas. neste caso.2011 . a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. sexual ou psicológico. devendo a providência ser comunicada ao Ministério Público.23ª REGIÃO (MT) . 6o da Lei no 10. o juiz comunicará ao respectivo órgão.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. lesão.(FCC .com.Renan Araujo www.estrategiaconcursos.br Página 64 de 90 82727082134 . corporação ou instituição as medidas protetivas de urgência concedidas e determinará a restrição do porte de armas. vemos que o Juiz poderá de imediato aplicar a proibição de aproximação da ofendida. Uma das medidas que o juiz poderá determinar para proteger os bens patrimoniais da sociedade conjugal ou de 82727082134 propriedade particular da mulher é A) restituição à ofendida dos bens devidamente subtraídos pelo agressor. COMUNICAR ao órgão responsável. de 22 de dezembro de 2003. ficando o superior imediato do agressor responsável pelo cumprimento da determinação judicial. B) proibição por tempo indeterminado para a celebração de atos e contratos de compra. sofrimento físico. além da possibilidade de restrição ou suspensão do porte de arma de fogo. Renan Araujo Aula 14 circunstâncias o exigirem.SERVIÇO SOCIAL) Segundo a Lei Maria da Penha. dano moral ou patrimonial. devendo.TRT . configura-se violência doméstica e familiar contra a mulher. sob pena de incorrer nos crimes de prevaricação ou de desobediência.

em qualquer relação íntima de afeto. Portanto. mediante depósito judicial. mediante depósito em conta corrente por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência contra a ofendida. COMENTÁRIOS: Como forma de proteção dos bens patrimoniais da ofendida. 24 da Lei: Art. II .estrategiaconcursos. compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas com vínculo familiar. venda e locação de propriedade em comum. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial.proibição temporária para a celebração de atos e contratos de compra. Prof.br Página 65 de 90 82727082134 . o Juiz poderá suspender as procurações conferidas pela ofendida ao agressor.2010 . III . 07 . lesão corporal. Para a proteção patrimonial dos bens da sociedade conjugal ou daqueles de propriedade particular da mulher.TJ-PI . 24.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.com.Renan Araujo www. no âmbito da unidade doméstica. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. ainda que o agressor não conviva ou não tenha convivido. IV .(FCC . nem coabitado com a ofendida. por perdas e danos materiais decorrentes da prática de violência doméstica e familiar contra a ofendida. nos termos do art. as seguintes medidas.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . Renan Araujo Aula 14 D) prestação de caução provisória. inclusive as esporadicamente agregadas. III.restituição de bens indevidamente subtraídos pelo agressor à ofendida. II.suspensão das procurações conferidas pela ofendida ao agressor.prestação de caução provisória. o juiz poderá determinar.ASSESSOR JURÍDICO) Considere: Ação ou omissão contra a mulher baseada no gênero que lhe cause morte. entre outras: I . liminarmente. salvo expressa autorização judicial. 82727082134 I. no âmbito da unidade doméstica. compreendida como o espaço de convívio sem vínculo familiar. sofrimento físico.

estrategiaconcursos. Portanto. 82727082134 II . Renan Araujo Aula 14 IV. para os fins da Lei nº 11. Vejamos: Art. da unidade doméstica ou em qualquer relação íntima de afeto. no âmbito da família. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte. II e IV. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. 5o Para os efeitos desta Lei. por afinidade ou por vontade expressa. III e IV. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados. III . unidos por laços naturais. quando praticadas no âmbito da família. independentemente de coabitação.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .no âmbito da família. lesão. compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas. B) I e IV.br Página 66 de 90 82727082134 . C) II e III.no âmbito da unidade doméstica.Renan Araujo www. E) I. as situações indicadas APENAS em A) IV. configura-se como violência doméstica as condutas enumeradas no enunciado da questão. COMENTÁRIOS: Nos termos da Lei Maria da Penha. Prof. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados. por afinidade ou por vontade expressa. com ou sem vínculo familiar. estão corretas as alternativas I. Assim. unidos por laços naturais.com.340/2006 (Lei Maria da Penha). II e IV. inclusive as esporadicamente agregadas. D) I. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I .em qualquer relação íntima de afeto. sofrimento físico. Configura violência doméstica e familiar contra a mulher.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

ou que limite ou anule o exercício de seus direitos sexuais e reprodutivos. chantagem. 82727082134 III . mediante coação.com. chantagem. documentos pessoais. D) endêmica. ridicularização. a manter ou a participar de relação sexual não desejada. incluindo os destinados a satisfazer suas necessidades. entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações. instrumentos de trabalho.2010 . subtração. vigilância constante. IV .AGENTE PENITENCIÁRIO) Dentre as formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.a violência sexual.a violência física. expressamente previstas na Lei nº 11. coação ou uso da força. à gravidez. a sua sexualidade. entre outras: I . isolamento. a violência endêmica. difamação ou injúria. entendida como qualquer conduta que configure calúnia. destruição parcial ou total de seus objetos. Prof. entendida como qualquer conduta que configure retenção. mediante intimidação. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. manipulação. constrangimento. que a impeça de usar qualquer método contraceptivo ou que a force ao matrimônio. II .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.(FCC . B) patrimonial. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher. Renan Araujo Aula 14 08 . COMENTÁRIOS: Não configura violência doméstica. NÃO figura a violência A) psicológica.SJCDH-BA . valores e direitos ou recursos econômicos. insulto. de qualquer modo. bens. que a induza a comercializar ou a utilizar. comportamentos. humilhação. Vejamos: Art. entendida como qualquer conduta que a constranja a presenciar.a violência moral.estrategiaconcursos. nos termos do art.a violência psicológica.340/06. V . perseguição contumaz.a violência patrimonial. 7º da Lei. E) sexual.Renan Araujo www. ameaça. crenças e decisões.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . C) moral. ao aborto ou à prostituição. suborno ou manipulação. entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. mediante ameaça.br Página 67 de 90 82727082134 .

crenças e decisões.340.a violência física. entre outras: I .2010 .Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . nos termos do art. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. Prof. Capítulo II. COMENTÁRIOS: A violência que inclui. cria mecanismos para coibir e prevenir a violência doméstica e familiar contra a mulher. entre outros fatores.AGENTE DE DEFENSORIA – PSICÓLOGO) A Lei nº 11.Renan Araujo www. D) moral.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. Art.com.(FCC . 09 .DPE-SP . sendo que no Título II. entendida como qualquer conduta que ofenda sua integridade ou saúde corporal. entendida como qualquer conduta que lhe cause dano emocional e diminuição da auto-estima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento ou que vise degradar ou controlar suas ações.br Página 68 de 90 82727082134 . mediante ameaça. 7º (que trata das formas de violência doméstica e familiar contra a mulher). comportamentos. B) global.estrategiaconcursos. de 7 de agosto de 2006. E) sexual. II da Lei Maria da Penha: Art. é entendida como uma violência A) psicológica. Renan Araujo Aula 14 Portanto. a violência que inclui. conhecida por Lei Maria da Penha. 7º. qualquer conduta que cause à mulher dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento é conhecida 82727082134 como violência psicológica.a violência psicológica. II . C) física. entre outros fatores. qualquer conduta que cause à mulher dano emocional e diminuição da autoestima ou que lhe prejudique e perturbe o pleno desenvolvimento. 7o São formas de violência doméstica e familiar contra a mulher.

estrategiaconcursos. 5o Para os efeitos desta Lei.(FCC . insulto. Vejamos: Art.2009 . perseguição contumaz. D) será considerado autor apenas o indivíduo que tenha com a vítima um grau de parentesco. exploração e limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que lhe cause prejuízo à saúde psicológica e à autodeterminação. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. manipulação. E) a vítima não pode denunciar como sendo violência doméstica a agressão que ocorreu fora do âmbito de sua residência. chantagem.ANALISTA JUDICIÁRIO – PSICOLOGIA) A Lei no 11. mas que tenha relação doméstica e familiar. humilhação. lesão. Prof. 10 . Renan Araujo Aula 14 constrangimento.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . sofrimento físico. inclusive as esporadicamente agregadas.TJ-SE . com ou sem vínculo familiar. independentemente de coabitação. isolamento. tenha laços de parentesco ou não. COMENTÁRIOS: Poderá ser sujeito ativo da infração penal tanto o 82727082134 homem quanto a mulher.340/06 que cria mecanismos para coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher prevê que A) será considerado autor apenas o indivíduo que coabita com a vítima.no âmbito da unidade doméstica.br Página 69 de 90 82727082134 . ridicularização. C) a vítima declare antecipadamente quais são seus parentes residentes no município sob pena de ser acusada de desajuste emocional.com. configura violência doméstica e familiar contra a mulher qualquer ação ou omissão baseada no gênero que lhe cause morte.Renan Araujo www. vigilância constante. que conviva ou tenha convivido com a vítima. B) será considerado autor não apenas aquele que coabita com a vítima. Portanto. sexual ou psicológico e dano moral ou patrimonial: I . compreendida como o espaço de convívio permanente de pessoas.

Parágrafo único.com. E) O parentesco entre os sujeitos ativo e passivo não é condição para a aplicação da lei.Renan Araujo www.br Página 70 de 90 82727082134 .MPE-SP . D) CORRETA: Embora haja certa divergência na Doutrina. Prof.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA É A LETRA B. A) A lei compreende o dano patrimonial à mulher. 5º.(VUNESP . D) A empregada doméstica pode ser sujeito passivo. C) A coabitação entre os sujeitos ativo e passivo é condição para a aplicação da lei.340/06 (Lei contra a violência doméstica e familiar contra a mulher). a grande maioria entende que a empregada doméstica pode ser sujeito passivo. 82727082134 B) CORRETA: Nos termos do art. C) ERRADA: A coabitação é dispensável. assinale a alternativa incorreta.PROMOTOR DE JUSTIÇA) Nos termos da Lei n. 7º. Portanto. 5º. IV da Lei Maria da Penha. compreendida como a comunidade formada por indivíduos que são ou se consideram aparentados.estrategiaconcursos. As relações pessoais enunciadas neste artigo independem de orientação sexual.2008 . III da Lei Maria da Penha.em qualquer relação íntima de afeto. V da Lei Maria da Penha. por afinidade ou por vontade expressa.º 11. nos termos do art. 7º. independentemente de coabitação.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 11 . III . B) A lei compreende o dano moral à mulher. nos termos do art. Renan Araujo Aula 14 II .no âmbito da família. COMENTÁRIOS: A) CORRETA: Nos termos do art. unidos por laços naturais. na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a ofendida. I da Lei Maria da Penha.

Renan Araujo Aula 14 E) CORRETA: O item está correto.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . Portanto. de plano. 12 . de forma que não há que se falar em representação e. 16. a) nos crimes cometidos sem violência ou grave ameaça à pessoa. admissível a renúncia à representação da ofendida perante o juiz.estrategiaconcursos. nos termos do art.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. renúncia à tal representação (retratação da representação). em audiência especialmente designada com tal finalidade.(FCC – 2014 – MPE-PE – PROMOTOR DE JUSTIÇA) Nas ações penais abrangidas pela chamada Lei Maria da Penha. c) apenas no crime de lesão corporal leve d) nos crimes de lesão corporal leve e de ameaça.Renan Araujo www.com. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. ou Prof. COMENTÁRIOS: Vejamos a redação do art. e) no crime de ameaça. Nas ações penais públicas condicionadas à representação da ofendida de que trata esta Lei. quando praticados em relação de violência doméstica contra a mulher tais delitos são de ação penal pública INCONDICIONADA. b) em qualquer crime. 147 do CP) e os cometidos contra a dignidade sexual. pois segundo o STF. antes do recebimento da denúncia e ouvido o Ministério Público. tampouco. 5º. 16 da Lei: Art. só restam os delitos de ameaça (art. os crimes de lesão corporal. Excluindo-se do rol dos crimes cuja ação penal é condicionada à representação os delitos que evolvem lesão corporal. só será admitida a renúncia à representação perante o juiz. Podemos descartar. pois há possibilidade de configuração da violência doméstica ainda que não haja laços de parentesco entre autor e vítima. em audiência especialmente designada com tal finalidade. I da Lei. a ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA C. sejam de que 82727082134 natureza forem.br Página 71 de 90 82727082134 .

. na forma do seu § 9º. 41 da Lei 11. 147 do CP) e os cometidos contra a dignidade sexual. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E. diante da constitucionalidade do art. Nesse contexto. serão crimes de ação penal pública condicionada. no âmbito das relações domésticas. causando-lhe 82727082134 lesões corporais." (RHC 33620/RS. somente a alternativa E traz um destes delitos (cuja ação penal é condicionada à representação). somente eles.Renan Araujo www. Portanto. o crime de ameaça (art. Vejamos o seguinte julgado do STJ: (. O posicionamento sedimentado é no sentido de que o crime de lesão corporal. pela prática do crime descrito no Artigo 129.br Página 72 de 90 82727082134 .) O Superior Tribunal de Justiça comunga do entendimento firmado pela Suprema Corte.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.424/DF. ainda que leve ou culposa. por meio de petição apresentada por seu advogado. Julg. 13 - (FGV - 2014 - DPE-DF - ANALISTA - ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA) Marcos e Paula decidiram divorciar-se em 25 de outubro de 2013. durante uma discussão sobre a partilha de bens a ser feita..340/06. o qual. por sua vez.com.estrategiaconcursos. caput. deve ser processado mediante ação penal pública incondicionada. na ADI 4. Marcos agrediu Paula fisicamente.: 26/02/2013) No caso. ainda que leves.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . ofereceu denúncia contra Marcos. Paula registrou a ocorrência imediatamente na Delegacia de Atendimento à Mulher. dentre aqueles que envolvem violência doméstica. tendo Marcos deixado a residência do casal no mesmo dia. a necessidade de representação está relacionada somente aos delitos de ação penal pública condicionada. praticado contra a mulher. Prof. Em novembro desse ano. O procedimento foi enviado ao Ministério Público. Renan Araujo Aula 14 seja. quais sejam. mas posteriormente se arrependeu e optou por se retratar da representação feita. em 09/02/2012.

havendo crimes de ação penal pública condicionada à representação. c) os crimes previstos na Lei nº 11. serão necessariamente crimes de ação penal pública incondicionada (ADI 4.com.424/DF). COMENTÁRIOS: Questão que deveria ter sido anulada. A alternativa dada como correta foi a letra C.br Página 73 de 90 82727082134 . O que o STF decidiu foi que os crimes de LESÃO COPORAL (qualquer que seja a lesão). Contudo. para se certificar de que Paula efetivamente desejava se retratar da representação oferecida. devendo o Ministério Público oferecer denúncia. a letra C generalizou de forma equivocada. Renan Araujo Aula 14 ambos do Código Penal.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. é correto afirmar que: a) o Ministério Público não poderia ter denunciado Marcos. pois o crime em questão é de ação penal de iniciativa pública condicionada à representação. Assim. Prof. 82727082134 nem todos os crimes relacionados à Lei Maria da Penha serão de ação penal pública incondicionada.estrategiaconcursos. quando praticados no contexto da violência doméstica contra a mulher. a despeito de ter Paula se retratado da acusação anteriormente realizada. o Ministério Público deveria ter requerido a designação de audiência especial. por não possui resposta correta. Sobre a hipótese. como é o caso do crime de ameaça. pela suposta vítima.Renan Araujo www.340/2006 (Lei Maria da Penha) são de ação penal de iniciativa pública incondicionada. pois Marcos e Paula não coabitavam mais ao tempo em que foi praticado o crime de lesão corporal. e) o Ministério Público não poderia ter denunciado Marcos. b) antes de oferecer denúncia contra Marcos.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . pois o crime em questão é de ação penal de iniciativa privada. d) a hipótese não é de violência doméstica. independentemente do oferecimento de retratação.

(E) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores. familiar e afetivo.Renan Araujo www. (B) As medidas protetivas de urgência poderão ser concedidas pelo juiz.(FGV – 2012 – PC/MA – ESCRIVÃO DE POLÍCIA) Criada com o objetivo de coibir de forma mais rigorosa a violência cometida contra a mulher em seu ambiente doméstico. a Lei Maria da Penha foi amplamente aceita pela sociedade. tratando-se de agressão entre cunhadas que residem na mesma casa. Prof.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 7º. não é cabível a suspensão do processo quando incidente a Lei n.estrategiaconcursos. a requerimento do Ministério Público ou a pedido da ofendida. tendo o Supremo Tribunal Federal reconhecido a sua constitucionalidade.br Página 74 de 90 82727082134 . Renan Araujo Aula 14 Portanto. 14 . Com relação ao tema. COMENTÁRIOS: A) CORRETA: Esta é a previsão contida no art.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .340/2006. o juiz poderá determinar que o agressor seja afastado do lar. assinale a afirmativa incorreta. II da Lei Maria da Penha. a competência para o julgamento respectivo é da 82727082134 Vara da Violência Doméstica e Familiar contra a mulher.com. 11. a QUESTÃO DEVERIA TER SIDO ANULADA. (D) Segundo a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores. (A) a violência física e o comportamento violento do agente que cause dando emocional e diminuição da autoestima da vítima são formas de violência doméstica e familiar. bem como fixar alimentos provisionais ou provisórios. (C) Constatada a prática de violência doméstica e familiar contra a mulher.

º 11.) 2. Precedentes.br Página 75 de 90 82727082134 . 3.com. neste caso. RELAÇÃO DE INTIMIDADE AFETIVA. INTERPRETAÇÃO RESTRITIVA. COMPETÊNCIA.340/06. há apenas agressão contra mulher. OFÍCIO. a relação íntima de afeto. ABRANGÊNCIA DO CONCEITO DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA E FAMILIAR. Renan Araujo Aula 14 B) CORRETA: Item correto. No caso da briga entre cunhadas. conforme consta no art. EXAME EXCEPCIONAL QUE VISA PRIVILEGIAR A AMPLA DEFESA E O DEVIDO PROCESSO LEGAL. praticada por homem ou mulher sobre mulher em situação de vulnerabilidade. pressupondo a vulnerabilidade da vítima.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. ORDEM NÃO CONHECIDA. 2. MODIFICAÇÃO DE ENTENDIMENTO JURISPRUDENCIAL.340/06. D) ERRADA: A jurisprudência majoritária entende que. não há que se falar em violência doméstica. II e V da Lei. Curioso notar que o STJ decidiu caso semelhante. 22. VIOLÊNCIA DE GÊNERO. praticado em contexto de relação de poder ou submissão ou em relação íntima de afeto. No caso não se revela a presença dos requisitos cumulativos para a incidência da Lei n..340/2006 reclama situação de violência praticada contra a mulher. COMPETÊNCIA DO JUIZADO ESPECIAL CRIMINAL 5.. 4.º 11. em contexto caracterizado por relação de poder e submissão. 1.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . 19 da Lei 11. pois o Juiz pode determinar tais medidas protetivas de urgência. LEI MARIA DA PENHA. sem a presença dos demais requisitos que caracterizam o escopo de proteção da Lei Maria da Penha. 3. DIVERGÊNCIA DOUTRINÁRIA. eis que esta pressupõe agressão de homem ou mulher contra mulher. só que envolvendo briga entre nora e sogra: HABEAS CORPUS IMPETRADO EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO PREVISTO NO ORDENAMENTO JURÍDICO.Renan Araujo www. Concessão da ordem. INAPLICABILIDADE. pois se baseia no que prevê o art. HABEAS CORPUS CONCEDIDO DE 82727082134 (. NÃO CABIMENTO.estrategiaconcursos. AMEAÇA. Prof. RESTRIÇÃO DO REMÉDIO CONSTITUCIONAL. SOGRA E NORA. C) CORRETA: Item correto. a motivação de gênero e a situação de vulnerabilidade. A incidência da Lei n.

é possível que a demanda seja julgada pelos Juizados Especiais Criminais. Portanto.816/RS. não será possível a aplicação dos institutos despenalizadores. Diante deste quadro.PC-MA . c/c 14. b) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. e 157. DJe 28/06/2013) E) CORRETA: Os Tribunais superiores entendem que.092/RJ.826/03. c) pela prática do injusto do artigo 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. Júlio deverá responder a) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso 82727082134 permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. a ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA D. foi encaminhado à delegacia própria.099/95). por todos: RHC 42. dentre eles a suspensão condicional do processo (art.2012 . Com base no exposto.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . até em razão da celeridade (o que seria positivo para a vítima). Júlio é flagrado com uma bolsa contendo várias armas e munições. 10. 89 da Lei 9.Renan Araujo www.(FGV . na forma do artigo 70 do CP (concurso formal). QUINTA TURMA. Prof. aguardando a chegada do empregado que iria abri-lo. estando inclusive na porta de um estabelecimento comercial. na forma do artigo 69 do CP (concurso material). Rel. Ver.DELEGADO DE POLÍCIA) No curso de uma investigação policial. do CP (roubo majorado pelo emprego de arma na forma tentada).826/03. algumas de uso permitido e outras de uso restrito. sem autorização legal para portá-las. 10. Certamente ele iria utilizá-las na prática de um roubo.) (HC 175. § 2º. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE. II.. Contudo. 15 . I.estrategiaconcursos..com.br Página 76 de 90 82727082134 .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. vindo o laudo confirmando a potencialidade ofensiva das armas. Renan Araujo Aula 14 (.826/03. no caso de aplicação da Lei Maria da Penha. julgado em 20/06/2013. 10.

I. receber.com.22/11/2011). empregar. num mesmo contexto.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. c/c 14. emprestar.826/03. 10. adquirir.TÉCNICO JUDICIÁRIO . ceder.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão.2011 .TRE-PA . É permitido o porte de arma de fogo aos auditores fiscais da Receita Federal do Brasil. e) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n. configuraria crime único foi sedimento pelo STJ no julgamento do HC 148. na forma do artigo 70 do CP (concurso formal). 16.br Página 77 de 90 82727082134 .Renan Araujo www. previsto no art. Não há que se falar em roubo pois o agente não deu início aos atos de execução. Prof. 16 da Lei: Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. remeter. na forma do artigo 69 do CP (concurso material). Este entendimento de que a prática de ambas as condutas. 10. de 3 (três) a 6 (seis) anos.826/03. portar. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. transportar.estrategiaconcursos.SEGURANÇA JUDICIÁRIA) De acordo com a Lei 10. Portanto.349/SP (j. ter em depósito. § 2º. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. analise as afirmativas a seguir: I.(FGV . a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. fornecer. II. ainda que gratuitamente. COMENTÁRIOS: O agente deverá responder. Possuir. neste caso. Renan Araujo Aula 14 d) pela prática dos injustos dos artigos 14 (porte de arma de uso permitido) e 16 (porte de arma de uso restrito) da Lei n.826/03. apenas pelo delito de porte de arma de uso restrito. 82727082134 16 . do CP (roubo majorado pelo emprego de arma na forma tentada). e multa. deter. e 157.

b) se apenas as afirmativas I e III estiverem corretas. 82727082134 III – CORRETA: Item correto. sendo o certificado de registro e a autorização de porte expedidos pela Polícia Federal em nome da empresa.2008 . d) se todas as afirmativas estiverem corretas.826/03. e) se nenhuma afirmativa estiver correta. em todo o território nacional. X da Lei 10.(UEG . II – CORRETA: Item correto.826/03. 10 da Lei 10.PC-GO .estrategiaconcursos.Renan Araujo www.br Página 78 de 90 82727082134 .NÚCLEO . responsabilidade e guarda das respectivas empresas. 6º. A autorização para o porte de arma de fogo de uso permitido. é de competência da Polícia Federal e somente será concedida após autorização do Sinarm. c) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. As armas de fogo utilizadas pelos empregados das empresas de segurança privada e de transporte de valores. COMENTÁRIOS: I – CORRETA: Previsão contida no art.com. serão de propriedade. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D. devendo essas observar as condições de uso e de armazenagem estabelecidas pelo órgão competente.DELEGADO DE POLÍCIA) [B] é parado em uma blitz policial quando é flagrado transportando no porta-malas de seu veículo uma espingarda Prof. III. Assinale a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. Portanto. Renan Araujo Aula 14 II.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . constituídas na forma da lei. 7º do Estatuto do Desarmamento. pois é praticamente a redação literal do art. nos termos do art. 17 . somente podendo ser utilizadas quando em serviço.

previsto no art. Renan Araujo Aula 14 desmontada. e multa.2008 . 14 do Estatuto do Desarmamento (Lei n. ceder. deter. B) crime impossível por inidoneidade absoluta do meio. 10. Em um dos bolsos da mochila de Alfredo foram localizados 5 projéteis do mesmo calibre. acondicionada em um saco plástico.com. de 22 de dezembro de 2003). 10. Portanto.826/03: Art. previsto no art. quando foi abordado em uma operação policial de trânsito. praticou o crime de PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO.826. A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C. A conduta de [B] configura: A) crime impossível por impropriedade absoluta do objeto. acessório ou munição. D) crime de posse de arma de fogo. adquirir. COMENTÁRIOS: Nesse caso o agente (B). desmuniciada.PC-TO . manter sob guarda ou ocultar arma de fogo.Renan Araujo www. transportar. A Doutrina entende que o fato de a arma estar fora do alcance das mãos e não estar pronta para uso imediato não descaracteriza o delito. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão.(CESPE .826. 82727082134 Alfredo. remeter. Indagado a respeito. 18 . de uso permitido.DELEGADO DE POLÍCIA) Considere a seguinte situação hipotética. embaixo do banco do motorista. Alfredo declarou não possuir autorização legal para o porte da arma nem o respectivo Prof. C) crime de porte de arma de fogo. de 22 de dezembro de 2003).estrategiaconcursos.br Página 79 de 90 82727082134 . fornecer. ainda que gratuitamente. receber. transportava em seu veículo um revólver de calibre 38. A diligência policial resultou na localização da arma. 12 do Estatuto do Desarmamento (Lei n. empregar.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . 14. Portar. previsto no art. 14 da Lei 10. imputável. emprestar. ter em depósito.

estrategiaconcursos. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. 16. previsto no art. Portanto. COMENTÁRIOS: Além de esta ser a posição do STJ. por se tratar de delito de mera conduta ou de perigo abstrato. emprestar.com. estando o armamento desmuniciado. manter sob guarda ou ocultar arma de fogo. A Doutrina entende que o fato de a arma estar fora do alcance das mãos e não estar pronta para uso imediato não descaracteriza o delito. transportar. COMENTÁRIOS: Nesse caso Alfredo praticou o crime de PORTE ILEGAL DE ARMA DE FOGO. visto que. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. deter. a autoridade policial deve proceder à sua prisão em flagrante e comunicar ao Juiz. IV da Lei 10. 16.º 10. que concederá. o simples fato de portar arma de fogo de uso permitido com numeração raspada viola o previsto no art. 14. adquirir. Portar. ainda que gratuitamente. ou não. § único. ceder. a liberdade provisória. remeter. Nessa situação. O fato foi apresentado à autoridade policial competente. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. Renan Araujo Aula 14 certificado de registro.br Página 80 de 90 82727082134 . e multa. empregar. nesse caso. receber. não se caracteriza o crime de porte ilegal de arma de fogo. Além disso.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. ter em depósito.826/03: Art. acessório ou munição. 14 da Lei 10. caberá à autoridade somente a apreensão da arma e das munições e a imediata liberação de Alfredo. é o que consta no art. 19 - (CESPE - 2011 - PC-ES - ESCRIVÃO DE POLÍCIA - 82727082134 ESPECÍFICOS) De acordo com entendimento do Superior Tribunal de Justiça. fornecer.826/2003.Renan Araujo www. cujo objeto imediato é a segurança coletiva. da Lei n.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .826/03: Prof. de uso permitido.

fornecer.com. de 2008) Entretanto.) IV – portar. As armas de fogo apreendidas. vejamos: 82727082134 Art. para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas. adquirir. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração.br Página 81 de 90 82727082134 . ainda que gratuitamente. (Redação dada pela Lei nº 11.estrategiaconcursos. remeter. serão encaminhadas pelo juiz competente à Secretaria de Segurança Pública do respectivo estado. transportar.706. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. 25. para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas. emprestar. na forma do regulamento desta Lei. portar. quando não mais interessarem à persecução penal. mas ao COMANDO DO EXÉRCITO. quando não mais interessarem à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército. 16. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. COMENTÁRIOS: CUIDADO! A questão é praticamente a redação literal do art. ceder. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. ter em depósito. suprimido ou adulterado. na forma da lei. no prazo máximo de 48 horas.. Prof. possuir. Portanto. 20 - (CESPE - 2011 - PC-ES - ESCRIVÃO DE POLÍCIA - ESPECÍFICOS) As armas de fogo apreendidas após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. deter. adquirir. a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. Possuir.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. receber.Renan Araujo www. Parágrafo único. empregar. e multa. 25 do ESTATUTO. Portanto.. Renan Araujo Aula 14 Art. de 3 (três) a 6 (seis) anos.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . Nas mesmas penas incorre quem: (. percebam que as armas não serão encaminhadas à secretaria de segurança pública.

Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. em tese. acessório ou munição. Renan Araujo Aula 14 21 . não é punível. C) comete. B) punida a omissão de cautela. possui arma de fogo de uso permitido no seu local de trabalho.2010 . Ora.(VUNESP . conhecida como Estatuto do Desarmamento. B) não comete crime algum.com. exclusivamente. 13. 82727082134 aquele que é o responsável legal pela empresa e. 22 . em desacordo com determinação legal ou regulamentar.estrategiaconcursos. se a posse ou porte é LEGAL. D) punida a posse ou porte legal de arma de fogo de uso restrito.Renan Araujo www. 12.SECRETÁRIO DE DILIGÊNCIAS) Em relação aos crimes previstos no Estatuto do Desarmamento (Lei n° 10. a ALTERNATIVA ERRADA É A LETRA D. mas mera infração administrativa.826/2003). nos termos dos arts.MPE-RS . é INCORRETO afirmar que será A) punido o comércio ilegal de arma de fogo.2010 . C) punida a posse irregular de arma de fogo de uso permitido.ANALISTA DE PROMOTORIA) Levando-se em consideração. 14 e 17 do referido diploma normativo. COMENTÁRIOS: A questão é bastante tranquila. os tipos penais da Lei n.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .br Página 82 de 90 82727082134 . em tese. A) comete.(FCC . o crime de omissão de cautela. o crime de posse ilegal de arma de fogo ou simulacro. As demais alternativas trazem situações que se amoldam a tipos penais previstos no Estatuto do Desarmamento. Assim. sendo incorreta a letra D.MPE-SP .826/03. Prof. que diz ser punida a posse ou porte LEGAL de arma de fogo de uso restrito.º 10. E) punido o porte ilegal de arma de fogo de uso permitido.

E) comete. caput). B) comércio ilegal de arma de fogo (art.Renan Araujo www. 14. Dos crimes apresentados na questão.º 10. 18). e multa. POR SER UM CRIME OMISSIVO PRÓPRIO. Possuir ou manter sob sua guarda arma de fogo.estrategiaconcursos. de 1 (um) a 3 (três) anos. Vejamos a redação do art. II do CP é a TENTATIVA. Vejamos: Art. 13 do Estatuto do Desarmamento: Prof. desde que seja o titular ou o responsável legal do estabelecimento ou empresa: Pena – detenção. acessório ou munição.(VUNESP – 2008 – DPE/MS – DEFENSOR PÚBLICO) Com relação aos crimes definidos na Lei n. o crime de posse irregular de arma de fogo de uso permitido. não admite a figura do artigo 14. parágrafo único. caput). Portanto.com. em desacordo com determinação legal ou regulamentar. C) tráfico internacional de arma de fogo (art. do Código Penal. 12. 12 do Estatuto. 16. 17. COMENTÁRIOS: A figura referente ao art.br Página 83 de 90 82727082134 . COMENTÁRIOS: Nesse caso o agente comete o crime de POSSE ilegal de arma de fogo. o de A) omissão de cautela (art.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. ainda no seu local de trabalho. em tese. II. 13. de uso permitido. previsto no art. 23 . 82727082134 D) produzir munição sem autorização legal (art. Renan Araujo Aula 14 D) comete. no interior de sua residência ou dependência desta. o crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. apenas o crime de OMISSÃO DE CAUTELA NÃO É UM CRIME QUE ADMITE TENTATIVA.826/03. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . ou. em tese. VI).

826/2003. para destruição ou doação aos órgãos de segurança pública ou às Forças Armadas.estrategiaconcursos. na qualidade de ”caçador para subsistência”. João poderá obter autorização para o porte de arma de fogo. isso compete ao Comando do Exército. Vejamos: Art. e multa.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. dependa do emprego 82727082134 de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar. uma vez que João pode se alimentar de outros produtos além da caça. a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A. residente em área rural. pois nos termos do art.com. destruir armas de fogo e munições que forem apreendidas e encaminhadas pelo juiz competente. a João não pode ser concedido porte de arma de fogo por expor a perigo sua integridade física. de 1 (um) a 2 (dois) anos. 6º.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria .br Página 84 de 90 82727082134 . quando não mais interessarem à persecução penal serão encaminhadas pelo juiz competente ao Comando do Exército. de 2008) Portanto. no prazo máximo de 48 (quarenta e oito) horas. COMENTÁRIOS: Neste caso. Renan Araujo Aula 14 Art. após a elaboração do laudo pericial e sua juntada aos autos. por intermédio do Sistema Nacional de Armas. 24 – (CESPE – 2013 – DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO) Compete à Polícia Federal. 25. As armas de fogo apreendidas.706. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. desde que preencha os demais requisitos: Prof.Renan Araujo www. Portanto. nos termos do art. COMENTÁRIOS: O item está errado. Deixar de observar as cautelas necessárias para impedir que menor de 18 (dezoito) anos ou pessoa portadora de deficiência mental se apodere de arma de fogo que esteja sob sua posse ou que seja de sua propriedade: Pena – detenção. §5º do Estatuto. Nos termos do disposto na Lei n. quando não mais interessarem à persecução penal. 13. 25 do Estatuto. na forma do regulamento desta Lei.º 10. 25 – (CESPE – 2013 – DEPEN – AGENTE PENITENCIÁRIO) Considere que João. (Redação dada pela Lei nº 11.

ao Comando do Exército. a concessão da autorização compete ao Ministério da Justiça.. atiradores e caçadores e de representantes estrangeiros em competição internacional oficial de tiro realizada no território nacional. na categoria caçador para subsistência. de 2008) Portanto. nos termos do art. com infração do dever funcional excluída a hipótese de aplicação do Estatuto do Desarmamento. 9o Compete ao Ministério da Justiça a autorização do porte de arma para os responsáveis pela segurança de cidadãos estrangeiros em visita ou sediados no Brasil e. em serviço de fiscalização fronteiriça. Portanto. 6º (. permitir a determinado indivíduo penalmente imputável adentrar o território nacional trazendo consigo.com. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. 82727082134 27 . 9º do Estatuto: Art. Prof.Renan Araujo www.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . 26 – (CESPE – 2013 – PRF – POLICIAL RODOVIÁRIO FEDERAL) Supondo que determinado cidadão seja responsável pela segurança de estrangeiros em visita ao Brasil e necessite de porte de arma. sem autorização do órgão competente e sem o devido desembaraço.) § 5o Aos residentes em áreas rurais.(CESPE – 2013 – PC/BA – DELEGADO) Servidor público alfandegário que. desde que o interessado comprove a efetiva necessidade em requerimento ao qual deverão ser anexados os seguintes documentos: (Redação dada pela Lei nº 11..br Página 85 de 90 82727082134 . de tiro simples. a concessão da respectiva autorização será de competência do ministro da Justiça. o registro e a concessão de porte de trânsito de arma de fogo para colecionadores. de uma arma de uso permitido. nos termos do regulamento desta Lei. COMENTÁRIOS: Neste caso específico.estrategiaconcursos. com 1 (um) ou 2 (dois) canos.706. Renan Araujo Aula 14 Art. maiores de 25 (vinte e cinco) anos que comprovem depender do emprego de arma de fogo para prover sua subsistência alimentar familiar será concedido pela Polícia Federal o porte de arma de fogo. pistola de calibre 380 de fabricação estrangeira deverá responder pela prática do crime de facilitação de contrabando. a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA. de alma lisa e de calibre igual ou inferior a 16 (dezesseis).

o agente responderá pelo crime de tráfico internacional de arma de fogo. em uma praça pública de intensa movimentação e que. identificado e preso em flagrante pela conduta. de arma de fogo. penalmente capaz. 12). acessório ou munição. exportar. Renan Araujo Aula 14 COMENTÁRIOS: Neste caso. em comemoração à vitória de seu time de futebol.(CESPE – 2013 – TDFT – OFICIAL DE JUSTIÇA) De acordo com o Estatuto do Desarmamento. O agente não responderá pelo crime de “facilitação de contrabando ou descaminho”. Prof. seja em relação ao crime de posse ilegal de arma de fogo (art. não será aplicada quando houver norma especial. COMENTÁRIOS: O item está errado. a qualquer título. 14).estrategiaconcursos. pois não há qualquer circunstância qualificadora nesse sentido.com. constitui circunstância qualificadora do crime de posse ou porte de arma de fogo ou munição o fato de ser o agente reincidente em crimes previstos nesse estatuto. 28 . Importar. sem autorização da autoridade competente: Pena – reclusão de 4 (quatro) a 8 (oito) anos. com arma de fogo de uso permitido. 18. seja em relação ao crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido (art.br Página 86 de 90 82727082134 .Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.Renan Araujo www. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. Portanto. 82727082134 29 – (CESPE – 2012 – TJ/AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Considere que Marcos. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. favorecer a entrada ou saída do território nacional. e multa.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . pois por ser norma geral. tenha disparado vários tiros para o alto. previsto no CP. tenha apresentado o porte e o registro da arma. Vejamos: Tráfico internacional de arma de fogo Art. como é o caso. Portanto.

emprestar. e multa. foi abordado por policiais militares. e se enquadra perfeitamente 82727082134 no tipo penal do art. 15 do Estatuto: Disparo de arma de fogo Art. COMENTÁRIOS: A conduta não é atípica. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. 16. portar. ceder. desde que essa conduta não tenha como finalidade a prática de outro crime: Pena – reclusão. adquirir. por si só.br Página 87 de 90 82727082134 . Disparar arma de fogo ou acionar munição em lugar habitado ou em suas adjacências. deter. alegando. transportar. COMENTÁRIOS: Neste caso. de 3 (três) a 6 (seis) anos. Renan Araujo Aula 14 Nessa situação.com. empregar. a conduta de Antônio é atípica. em via pública ou em direção a ela. remeter. não oferece qualquer potencial lesivo.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. pois a munição. 30 – (CESPE – 2012 – TJ/AC – TÉCNICO JUDICIÁRIO) Considere a seguinte situação hipotética. ainda que gratuitamente. receber. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. Antônio informou não possuir autorização para portar as munições. 16 do Estatuto: Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. Prof. previsto no art. que o flagraram portando três cartuchos intactos de munição de calibre 40.Renan Araujo www. Portanto. Possuir.estrategiaconcursos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. ter em depósito. no entanto. e multa. 15. de 2 (dois) a 4 (quatro) anos. Nessa situação. Marcos deverá responder pelo crime de expor a perigo a vida ou a saúde de outrem. fornecer. não possuir arma de fogo de qualquer calibre. Marcos deverá responder pelo crime de disparo de arma de fogo. penalmente capaz. Antônio. Indagado a respeito de sua conduta. de uso restrito das forças policiais.

Renan Araujo Aula 14 Percebam que o mero porte de munição. Embora a arma seja de uso permitido.Renan Araujo www.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . 31 – (CESPE – 2012 – PC/AL – ESCRIVÃO) O agente encontrado portando arma de uso permitido com numeração. deter. já consuma o delito. a AFIRMATIVA ESTÁ CORRETA. receber. 16.br Página 88 de 90 82727082134 . ainda que sem a respectiva arma. ter em depósito. fornecer. COMENTÁRIOS: O item está correto.. manter sob sua guarda ou ocultar arma de fogo. ainda que gratuitamente. Parágrafo único.com. adquirir. Prof.. de 3 (três) a 6 (seis) anos.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. ceder. aquele que a estiver portando responderá pelo crime do art. sem autorização e em desacordo com determinação legal ou regulamentar: Pena – reclusão. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. empregar. possuir. Portanto. transportar ou fornecer arma de fogo com numeração. emprestar. adquirir. 16 do Estatuto: Posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito Art. quando ela tem sua numeração raspada. portar. transportar. Portanto. remeter. a AFIRMATIVA ESTÁ ERRADA. suprimido ou adulterado estará sujeito à sanção prevista para o crime de posse ou porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. acessório ou munição de uso proibido ou restrito. Possuir. suprimido ou adulterado. e multa.) IV – portar.estrategiaconcursos. marca ou qualquer outro sinal de identificação raspado. Nas mesmas penas incorre quem: 82727082134 (.

ERRADA Prof. ALTERNATIVA C 7. ALTERNATIVA A 6.estrategiaconcursos. ALTERNATIVA D 9.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof. CORRETA 27. ERRADA 29. ALTERNATIVA A 5. ERRADA 28. ALTERNATIVA A 10. ALTERNATIVA A 24. ALTERNATIVA C 18. ALTERNATIVA C 12. ALTERNATIVA E 13.Renan Araujo www. ALTERNATIVA B 3. ANULADA 14. ALTERNATIVA B 4.br Página 89 de 90 82727082134 . ALTERNATIVA D 15. ALTERNATIVA D 17. CORRETA 20. ALTERNATIVA C 16. ERRADA 25. ERRADA 26. ALTERNATIVA A 2.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . ALTERNATIVA E 23. ALTERNATIVA B 11. ERRADA 82727082134 21. ALTERNATIVA D 22.com. Renan Araujo Aula 14 1. ALTERNATIVA D 8. ERRADA 19.

com.Fernanda Borges Camargo Lima Felippe de Faria . Renan Araujo Aula 14 30.estrategiaconcursos. ERRADA 31.Direito Penal TJ-GO (2014) ANALISTA JUDICIÁRIO ÁREA JUDICIÁRIA E OFICIAL DE JUSTIÇA Teoria e exercícios comentados Prof.br Página 90 de 90 82727082134 .Renan Araujo www. CORRETA 82727082134 Prof.