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FRENTE IV Professora: Laís Ribeira LISTA DE EXERCICIOS II – Figuras de Linguagem ligadas ao

FRENTE IV Professora: Laís Ribeira

LISTA DE EXERCICIOS II Figuras de Linguagem ligadas ao Aspecto Semântico

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

1. (INSPER-2013) O "gilete" dos tablets

PROPOSTOS 1. (INSPER-2013) O "gilete" dos tablets Num mundo capitalista como este em que vivemos, onde

Num mundo capitalista como este em que vivemos, onde as empresas concorrem para posicionar suas marcas e fixar logotipos e slogans na cabeça dos consumidores, a síndrome do "Gillette" pode ser

decisiva para a perpetuação de um produto. É isso que preocupa a concorrência do iPad, tablet da Apple. Assim como a marca de lâminas de barbear tornou-se sinônimo de toda a categoria de barbeadores, eclipsando o nome das marcas que ofereciam produtos similares, o mesmo pode estar acontecendo com o

O maior temor do

mercado é que as pessoas passem a se referir aos

em geral, dizendo "iPad da

tablet

lançado

como

por

Steve

Jobs.

tablets

"iPad"

Samsumg" ou "iPad da Motorola", e assim por diante.

(http://revistalingua.uol.com.br/textos/blog-edgard/o-gilete-dos-tablets-260395-1.asp)

No campo da estilística, a figura de linguagem abordada na matéria acima recebe o nome de

a) metáfora, por haver uma comparação subentendida entre a marca e o produto.

b) hipérbole, por haver exagero dos consumidores na associação do produto com a marca.

c) catacrese, por haver um empréstimo linguístico na referência à marca do produto famoso.

d) metonímia,

por haver substituição do produto pela

marca, numa relação de semelhança.

e)

perífrase,

por

haver

a

designação

de

um

objeto

através

de

seus

atributos

ou

de

um

fato

que

o

 

celebrizou.

2.

(IFPE-2012)

Mulher proletária - Jorge de Lima

Mulher proletária única fábrica

que o operário tem, (fabrica filhos)

tu

na tua superprodução de máquina humana

forneces anjos para o Senhor Jesus, forneces braços para o senhor burguês.

Mulher proletária,

o operário, teu proprietário há de ver, há de ver:

a tua produção,

a tua superprodução, ao contrário das máquinas burguesas salvar o teu proprietário.

(In: Poesia completa. 2.ed. Rio de Janeiro, Nov a Fronteira, 1980. v .1)

Jorge de Lima é um poeta representativo da segunda geração modernista. Analise as proposições abaixo acerca dos recursos expressivos que constroem a imagem da ―mulher proletária‖.

I.

As metáforas ―fábrica‖ e ―máquina humana‖ são, de certo modo, desveladas pela construção parentética ―fabrica filhos‖.

II.

Os dois últimos versos na primeira estrofe constituem

III.

eufemismos das ideias de mortalidade e de trabalho infantil. O trocadilho entre ―prole‖ e ―proletária‖ assinala a função social da mulher no contexto do poema.

IV. A gradação na segunda estrofe aponta para a submissão da mulher e para a salvação do homem operário. V. Os últimos versos do poema sugerem que o trabalho da mulher pode levar sua família à ascensão social.

Estão corretas, apenas:

a) I, II e V

b) II, III e IV

c)

I, II e III

d)

II e V

e)

I e IV

3.

(INSPER-2012) Ah, Scarlett, mulher sinestesia, seu

nome tem

scarlet, escarlate.

o som da cor dos seus lábios: Scarlett,

(Álv aro Pereira Júnior, em ref erência à atriz Scarlett Johansson. Folha de São Paulo, 17/09/2011)

O que melhor explica o aposto ―mulher sinestesia‖ atribuído à atriz é o(a)

a)

jogo

de

palavras

com

apelo

sonoro

ao

final

do

período.

b)

enumeração

ascendente

que

intensifica

a

ideia

relacionada à cor vermelha.

 

c)

junção de planos sensoriais diferentes numa só impressão.

d)

modo exagerado e dramático como o autor se refere à beleza da atriz.

e)

personificação dos lábios da mulher, atribuindo-lhe vida própria.

4.

(UCS-2012) O texto literário caracteriza-se por uma

multiplicidade de sentidos, originada do trabalho artístico realizado com a linguagem. Entre os recursos que a literatura utiliza, na produção dos textos, estão as figuras de linguagem. Leia os fragmentos de poemas, apresentados na COLUNA A, e relacione-os às figuras de linguagem neles predominantes, elencadas na COLUNA B.

COLUNA A

COLUNA B

1 Eu deixo a vida como deixa o

tédio/Do deserto, [ de Azevedo)

]

(Álvares

2 mundo,

Mundo,

vasto

mundo/Se

eu

me

chamasse

Raimundo. (Carlos Drummond de Andrade)

3 Queria subir ao céu/Queria descer ao mar. (Alphonsus de Guimaraens)

4 Só cabe no poema/o homem sem estômago/a mulher de nuvens/a fruta sem preço. (Ferreira Gullar)

(

) Antítese

(

) Aliteração

(

) Comparação

(

) Metáfora

Assinale a alternativa que preenche corretamente os parênteses, de cima para baixo.

a) 3, 4, 2, 1

b) 1, 2, 3, 4

c) 3, 2, 1, 4

d) 2, 3, 4, 1

e) 3, 1, 4, 2

TEXTO PARA A QUESTÃO 5:

TEXTO V

Clarões

ativa

imediatamente em minha mente uma rede de outras palavras, de conceitos, de modelos, mas também de imagens, sons, odores, sensações proprioceptivas*, lembranças, afetos etc. Por exemplo, a palavra ―maçã‖

remete

reprodução; faz surgir o modelo mental de um objeto

um cabo saindo de uma

cavidade, recoberto por uma pele de cor variável, contendo uma polpa comestível e caroços, ficando reduzido a um talo quando o comemos; evoca também o gosto e a consistência dos diversos tipos de maçã, a granny mais ácida, a golden muitas vezes farinhenta, a melrose deliciosamente perfumada; traz de volta

memórias de bosques normandos de macieiras, de tortas de maçã etc. A palavra maçã está no centro de toda esta rede de imagens e conceitos que, de associação em associação, pode estender-se a toda a nossa memória. Mas apenas os nós selecionados pelo contexto serão ativados com força suficiente para

emergir

Selecionados pelo contexto, o que isto quer dizer? Tomemos a frase: ―Isabela come uma maçã por suas vitaminas‖. Como a palavra ―maçã‖, as palavras ―come‖ e ―vitaminas‖ ativam redes de conceitos, de modelos, de sensações, de lembranças etc. Serão

de

2 Quando

ouço

uma

palavra,

isto

aos

conceitos

de

fruta,

de

árvore,

basicamente esférico,

com

em

nossa

consciência.

finalmente selecionados os nós da minirrede, centrada sobre a maçã, que outras palavras da frase tiverem ativado ao mesmo tempo; neste caso: as imagens e os conceitos ligados à comida e à dietética. Se fosse ―a maçã da discórdia‖ ou a ―maçã de Newton‖, as imagens e os modelos mentais associados à palavra ―maçã‖

a

seriam diferentes.

O

contexto

designa

portanto

configuração

de

ativação

 

de

uma

grande

rede

semântica

em

um

dado

momento.

(

)

Podemos

certamente afirmar que

o

contexto

serve

para

determinar o sentido de uma palavra; é ainda mais judicioso considerar que cada palavra contribui para

produzir o contexto, ou seja, uma configuração semântica reticular que, quando nos concentramos

nela, se mostra composta de imagens, de modelos, de lembranças, de sensações, de conceitos e de pedaços de discurso. 1 Tomando os termos leitor e texto no sentido mais amplo possível, diremos que o objetivo de todo texto é o de provocar em seu leitor um certo estado de excitação da grande rede heterogênea de sua memória, ou então orientar sua atenção para uma

certa zona de seu mundo interior, ou ainda disparar a projeção de um espetáculo multimídia na tela de sua

imaginação, (

O sentido de uma palavra não é outro senão a guirlanda cintilante de conceitos e imagens que brilham por um instante ao seu redor. A reminiscência desta claridade semântica orientará a extensão do grafo** luminoso disparado pela palavra seguinte, e assim por diante, até que uma forma particular, uma imagem global, brilhe por um instante na noite dos sentidos. Ela transformará, talvez imperceptivelmente, o mapa do céu, e depois desaparecerá para abrir espaço para outras constelações. ( )

)

LÉVY, Pierre. As tecnologias da inteligência: o futuro do pensamento na era da informática. Trad. Carlos Irineu da Costa. Rio de Janeiro: 34, 1993. p.23.24 -25.

*proprioceptivo: o sistema proprioceptivo é responsável pelo envio, ao cérebro, das informações relativas à sensibilidade própria aos ossos, músculos, tendões e articulações, de modo a fazer funcionar a estática, o equilíbrio, o deslocamento do corpo no espaço etc.

**grafo: diagrama composto de pontos,

alguns

dos

quais

são

ligados

entre

si

por

linhas,

e

que

é

geralmente

usado

para

representar graficamente

conjuntos de elementos inter-relacionados.

5. (UFF-2012) O título do Texto V é uma metáfora, retomada no último parágrafo.

Assinale a alternativa que identifica e Interpreta corretamente o sentido da metáfora, considerando o desenvolvimento do texto.

a) A metáfora do título é retomada como mapa do céu, para mostrar que os sentidos estão sempre distantes da compreensão humana.

b) A metáfora do título associa-se á imagem da maçã, para esclarecer o mecanismo que liga uma palavra a um objeto.

c) A metáfora do título é retomada como constelações, no último parágrafo, para explicar que os sentidos se confundem e um acaba por obscurecer o outro.

d) A metáfora do título, retomada no último parágrafo como guirlanda cintilante, associa a produção de sentido a um processo em rede, que ilumina a compreensão do mundo.

e) A metáfora do titulo, retomada no último parágrafo, associa-se ao brilho perdido pelos conceitos e imagens.

TEXTO PARA A QUESTÃO 6:

Valter Hugo mãe, um escritor maiúsculo. Rodolfo Viana

Quando José Saramago diz

que determinada

obra é um ―tsunami linguístico, semântico e sintático‖,

não resta muito, exceto se deixar ser tragado pelo ir e vir do oceano de palavras e se afogar nas páginas. Pois foi esse o termo que o único Nobel de Literatura da língua portuguesa usou para descrever o remorso de baltazar serapião, do conterrâneo valter hugo mãe.

Sim,

tudo em minúsculas.

Obra

e

autor em

letras diminutas, pois língua falada não tem caixa alta. Mas não se engane: este é um escritor grandioso, criador de livros imponentes.

O homem que tirou de Saramago o elogio foi o nome mais aclamado dentre tantos literatos na Flip deste ano. Esgotou os 500 exemplares do seu mais

recente romance,

evento.

antônio jorge da

silva, barbeiro de 84 anos e silva como muitos em Portugal, depara com a morte de laura, parceira de meio século. Este silva, que traz consigo as cicatrizes da ditadura salazarista, acaba num asilo. Nas palavras do próprio, ―a laura morreu, pegaram em mim e pusera- me no lar com dois sacos de roupa e um álbum de fotografias. Foi o que fizeram. Depois nessa mesma tarde, levaram o álbum porque achavam que ia servir apenas para que eu cultivasse a dor de perder a minha

mulher.‖

relato sobre política e morte.

a máquina de fazer espanhóis, no

para menos: a obra é um comovente

Não

é

Nele,

Neste lugar, em vez de esperar a morte chegar, ele encontra outros ―silvas‖ com quem tudo é debatido – principalmente política. Um dos pontos levantados pelos silvas é o sentimento de inferioridade que Portugal tem diante de Espanha. Essas conversas

entre

encontrada por silva de não morrer em vida, de ignorar

a melancolia ao ver o fim se aproximar.

Valter Hugo mãe, um escritor maiúsculo. Vida Simples, ed. 109, set. 2011, p. 74.

outros velhinhos é a forma

o

barbeiro

e

os

6. (UEG-2012) No trecho ―exceto se deixar ser tragado pelo ir e vir do oceano de palavras e se afogar nas páginas‖, verificam-se duas figuras de linguagem que podem ser classificadas, respectivamente, como:

a) aliteração e prosopopeia.

b) assíndeto e hipérbole.

c) hipérbole e metáfora.

d) zeugma e metonímia.

TEXTO PARA A QUESTÃO 7:

Tanto de meu estado me acho incerto, Que em vivo ardor tremendo estou de frio; Sem causa, juntamente choro e rio; O mundo todo abarco e nada aperto.

É tudo quanto sinto um desconcerto;

Da alma um fogo me sai, da vista um rio; Agora espero, agora desconfio, Agora desvario, agora certo.

Estando em terra, chego ao Céu voando; Numa hora acho mil anos, e é de jeito Que em mil anos não posso achar uma hora.

Se me pergunta alguém por que assim ando, Respondo que não sei; porém suspeito Que só porque vos vi, minha Senhora.

7. (IFSP-2012) Considere:

(www.f redb.sites.uol.com.br/lusdecam.htm)

• ardor x frio • choro x rio • abarco x nada aperto

Esses jogos de palavras, exemplos do pré-Barroco na poesia de Camões, constituem:

a) eufemismos que revelam o sofrimento do eu lírico.

b) antíteses que confirmam o desconcerto do eu lírico.

c) sinestesias que marcam as contradições do eu lírico.

d) hipérboles que exageram o sofrimento do eu lírico.

vida do eu

e) metáforas

que comparam

a

dor

com

a

lírico.

TEXTO PARA A QUESTÃO 8:

Futebol de rua Luís Fernando Veríssimo

Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol ainda mais rudimentar do que

a pelada.

qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o

Maracanã em jogo noturno.

brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora. Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

Perto do futebol de rua

É

o futebol de rua.

Se

você

é

homem,

DA

remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como

uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. ( )

pode ser qualquer coisa

BOLA

A

bola

DAS GOLEIRAS As goleiras podem ser feitas com,

literalmente,

paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o

jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo.

Cheias, para aguentarem o impacto. (

o

que

estiver

à

mão.

Tijolos,

)

fio da

calçada, calçada e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e nos clássicos o quarteirão inteiro. O

DO CAMPO

O

campo

pode ser só

até

o

mais comum é jogar-se só no meio da rua.

DA DURAÇÃO DO JOGO Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

DO JUIZ Não tem juiz. (

)

DAS SUBSTITUIÇÕES Só são permitidas substituições:

a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela

orelha para fazer a lição.

b) Em caso de atropelamento.

DO INTERVALO PARA DESCANSO Você deve estar brincando.

DA TÁTICA Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com

reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner*.

DAS PENALIDADES A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.

*córner = escanteio

(Publicado em Para Gostar de Ler. v .7. SP: Ática, 1981)

8. (IFPE-2012) Releia o período a seguir, retirado do

texto:

“O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e nos clássicos – o quarteirão inteiro.”

Quanto aos recursos expressivos desse enunciado, pode-se considerar que

a)

há hipérbole no uso do termo ―quarteirão‖, pois são

apenas algumas ruas do bairro.

 

b)

há uma gradação dos

espaços

utilizados

para o

futebol de rua, do menor para o maior.

c)

há metáfora em ―clássicos‖, pois se comparam os

jogos implicitamente aos famosos autores da literatura. d) há ironia na expressão ―fio da calçada‖, pois é

impossível jogar futebol nesse espaço.

e) há uma hipérbole nos termos indicadores de espaço,

pois o futebol pode ocupar toda a rua e o bairro.

TEXTO PARA A QUESTÃO 9:

Emoções na montanha-russa (fragmento)

das sensações mais intensas e

perturbadoras 4 que se pode experimentar, neste nosso mundo atual, é um passeio na montanha-russa. Só não

é nem um pouco recomendável para quem tenha problemas com os nervos ou com o coração, nem para aqueles com o sistema digestivo sensível. A própria

decisão de entrar na brincadeira já requer alguma coragem, a gente sabe 1 que a emoção pode ser forte

até demais e

que podem decorrer consequências

imprevisíveis. Entra quem quer ou quem se atreve, mas sabe-se também 3 que muita gente entra forçada por amigos e pessoas queridas, meio que contra a vontade,

pressionada pela vergonha de manifestar sentimentos de prudência ou o puro medo. Mas, uma vez que se

a

entra,

geringonça se põe em movimento, a situação se torna irremediável. Bate um frio na barriga, o corpo endurece, as mãos cravam nas alças do banco, a respiração se

difícil e forçada, o coração

torna

descompassa, um calor estranho arde no rosto e nas

orelhas, ondas de arrepio descem do pescoço pela espinha abaixo.

Nicolau Sev cenko: A corrida para o século XXI: no loop da montanha-russa.

Uma

2

5 que

cada

se

vez

aperta

mais

a

trava

de

segurança

e

9. (IFCE-2012) Entre o conceito de ―amigos e pessoas

queridas‖ e o conceito de ―forçar‖, há uma opos ição de ideias; empregar as palavras ―amigos e queridas‖ em vez de falsos e detestáveis, por exemplo, suaviza a ideia de desagradáveis e inconvenientes; dizer que são amigos e queridos os que nos forçam a situações vexatórias é apresentar os termos com sentidos invertidos. Considerando-se essa análise e a leitura do trecho ―muita gente entra forçada por amigos e pessoas queridas‖ (ref. 3), chega-se às figuras de linguagem

denominadas:

a) prosopopeia, comparação e sinestesia.

b) hipérbole, catacrese e metonímia.

c) hipérbato, perífrase e onomatopeia.

d) metáfora, elipse e anacoluto.

e) antítese, eufemismo e ironia.

TEXTO PARA A QUESTÃO 10:

FELICIDADE INTERNA BRUTA

E se fosse possível medir o nível de felicidade

das

pessoas? Foi o que fez o rei do Butão, pequeno

país

do Himalaia,

questionando se o Produto Interno

Bruto

seria

o

melhor

índice

para

designar o

desenvolvimento

de

uma

nação.

O

conceito de

Felicidade Interna Bruta (FIB) nasceu em 1972 e atraiu

a atenção do mundo como uma nova fórmula para o

cálculo de riqueza de um país que considera aspectos como a conservação do meio ambiente e a qualidade de vida das pessoas. O FIB tem quatro pilares:

economia, cultura, meio ambiente e boa governança. Em uma pesquisa de 2005 no Butão, 97% da população disse estar entre ‗Feliz‘ e ‗Muito Feliz‘. Ao passar a aferir os índices do FIB e criar políticas públicas para atacar os problemas encontrados, o país conseguiu dar um salto em seus indicadores sociais e chamar a atenção do mundo para essa experiênc ia

inovadora.

A felicidade também foi motivo de pesquisa em

duas

Personality e o Journal of Hapiness Studies apontaram em 2008 que dois fatores são determinantes para o nível de felicidade do ser humano: a genética,

responsável

comportamento positivo diante da vida, que equivale a 40%. Já os 10% restantes, segundo a pesquisa, são referentes a circunstâncias como beleza, dinheiro, fama e prestígio, tão desejadas pela maioria das pessoas. Susan Andrews, psicóloga e antropóloga

formada pela Universidade de Harvard e coordenadora

do FIB no Brasil (www.felicidadeinternabruta.org.br),

sintetiza a questão:

única da história. 4 Temos prédios mais altos, mas ‗pavios mais curtos‘; mais conveniências, porém menos tempo. Compramos mais, mas desfrutamos menos. Estamos conectados por satélites e internet, mas nos sentimos mais solitários do que nunca. E as pessoas estão sentindo esse doloroso paradoxo nas suas vidas pessoais. O Brasil está se tornando uma potência mundial. É a hora de refletir: Qual o caminho que o nosso país deveria seguir? Seria o curso traçado pelos EUA, onde o PIB aumentou três vezes desde os anos 1950, mas onde a felicidade das pessoas de fato declinou? Onde uma em quatro pessoas é infeliz ou deprimida? Onde durante esse mesmo período quando

vivendo numa época

o

revistas internacionais. A Journal of Reserch in

por

50%

desse

sentimento,

e

5

―Estamos

o PIB triplicou, o número de divórcios duplicou, o de

suicídios entre adolescentes triplicou, o de crimes violentos quadruplicou, e a população carcerária quintuplicou? Os americanos aumentaram sua riqueza dramaticamente, mas no processo perderam algo muito mais precioso 1 seu sentido de comunidade. E é exatamente 2 isso que as pesquisas psicológicas constatam ser a verdadeira e duradoura fonte de felicidade: laços harmoniosos e amorosos entre as pessoas. Será que o Brasil deveria perseguir o ―Sonho Americano‖, que agora com 3 essa crise está se tornando um pesadelo? Ou será que poderíamos optar por um caminho de desenvolvimento holístico e integrado como esse que o FIB representa, e mostrar um novo modelo para o mundo? Acredito que a hora para decidir isso é agora‖.

Editorial - Extraclasse, ano 14, n. 138, out. 2009, pág. 2.

10. (UNISC-2012) Na referência 4, o texto se estrutura com ironia quando o enunciador assume que ―temos prédios mais altos, mas pavios mais curtos‖. A expressão em destaque pode ser substituída, sem perda de sentido no contexto frasal, por

a) pessoas com escrúpulos.

b) pessoas ignorantes.

c) pessoas com baixo nível de tolerância.

d) pessoas culturalmente pobres.

e) pessoas retardadas.

11. (UNICAMP-2010) ―Os turistas que visitam as

favelas do Rio se dizem transformados, capazes de dar valor ao que realmente importa‖, observa a socióloga Bianca Freire-Medeiros, autora da pesquisa ―Para ver

os pobres: a construção da favela carioca como destino

turístico‖. ―Ao mesmo tempo, as vantagens, os confortos e os benefícios do lar são reforçados por meio da exposição à diferença e à escassez. Em um interessante paradoxo, o contato em primeira mão com aqueles a quem vários bens de consumo ainda são inacessíveis garante aos turistas seu aperfeiçoamento como consumidores.‖

No geral, o turista é visto como rude, grosseiro, invasivo, pouco interessado na vida da comunidade,

preferindo visitar o espaço como se visita um zoológico

e decidido a gastar o mínimo e levar o máximo.

Conforme relata um guia, “O turismo na favela é um pouco invasivo, sabe? Porque você anda naquelas ruelas apertadas e as pessoas deixam as janelas abertas. E tem turista que não tem „desconfiômetro‟:

mete o carão dentro da casa das pessoas! Isso é realmente desagradável. Já aconteceu com outro guia. A moradora estava cozinhando e o fogão dela era do lado da janelinha; o turista passou, meteu a mão pela janela e abriu a tampa da panela. Ela ficou uma fera. Aí bateu na mão dele.”

(Adaptado de Carlos Haag, Laje cheia de turista. Como f uncionam os tours pelas f av elas cariocas. Pesquisa FAPESP no. 165, 2009, p.90-93.)

―um

interessante paradoxo‖.

b) O trecho em itálico, que reproduz em discurso direto a fala do guia, contém marcas típicas da linguagem coloquial oral. Reescreva a passagem em discurso indireto, adequando-a à linguagem escrita formal.

a)

Explique

o

que

o

autor

identifica

como

TEXTO PARA A QUESTÃO 12:

MAR PORTUGUÊS

Ó mar salgado, quanto do teu sal São lágrimas de Portugal! Por te cruzarmos, quantas mães choraram, Quantos filhos em vão rezaram! Quantas noivas ficaram por casar Para que fosses nosso, ó mar!

Valeu a pena? Tudo vale a pena Se a alma não é pequena. Quem quer passar além do Bojador Tem que passar além da dor. Deus ao mar o perigo e o abismo deu, Mas nele é que espelhou o céu.

Fernando Pessoa, Obra poética, Rio de Janeiro, Nov o Aguilar, 1990.

12. (PUCSP-2002) No 10º verso do poema, há a

interpelação direta a um ser inanimado a quem são atribuídos traços humanos. Assinale a alternativa que designe adequadamente as figuras de linguagem que expressam esses conceitos.

a)

Metáfora e prosopopeia.

 

b)

Metonímia e apóstrofe.

c)

Apóstrofe e prosopopeia.

d)

Redundância e metáfora.

 

e)

Redundância e prosopopeia.

13.

(FUVEST-1997)

A

CATACRESE,

figura

que

se

observa

ocorre em:

na

frase "Montou a cavalo no burro bravo",

a)

Os

tempos mudaram, no devagar depressa do

tempo.

b)

Última flor do Lácio, inculta e bela, és a um tempo

esplendor e sepultura.

c)

Apressadamente, todos embarcaram no trem.

d)

Ó mar salgado, quanto do teu sal são lágrimas de Portugal.

e)

Amanheceu, a luz tem cheiro.

escritor

romance "Cidade de Deus" expressa o avanço da violência no Brasil, nas últimas décadas, com a frase:

14. (ESPM-2006)

seu

O

Paulo

Lins

em

"Falha a fala. Fala a bala."

Nas duas frases só NÃO se pode identificar a seguinte figura de linguagem:

palavras

a)Paronomásia,

pelo

trocadilho

ou

jogo

de

com apelo sonoro.

b) Aliteração, pela repetição de fonemas consonantais.

c) Assonância, pela repetição da vogal "a".

d) Perífrase, pela substituição de "violência" por um dos

elementos que a compõe (bala). e) Personificação, pela característica humana atribuída à "bala".