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Curso Fraga

Sumário
1. Pessoas – ente que guarda em se atributos físicos, psíquicos e morais.

1.1. Pessoa Natural – antigas pessoas físicas – ser humano que possui os atributos acima e é
protegida civil, penal e administrativamente. Tem personalidade jurídica: titular de deveres e
obrigações e direitos.

1.1.1.Personalidade Jurídica
 Início da personalidade (nascituro) – se dá com a 1ª troca oxi-carbônica – tem que respirar.
Mesmo que não esteja destacado do cordão umbilical e não tenha forma humana.

 Características
o Vitalícia - Jurídica é vitalícia (inicia com a vida e termina com a morte)
o Inalienáveis - Não podem ser negociados direitos da personalidade.
o Intransferível - Contrato BBB pode ser invalidado é intransmissível não pode ser
transferido.
o Imutável - o nome pode ser alterado através do judiciário.

 Observações: Pode-se dispor


o Direito a Imagem – personalíssimo. Existe a liberdade de ser expor a imagem. Lei
9807/99 – protege as testemunhas (a imagem da testemunha é protegida pelo Estado),
quem expõe a testemunha responde civil e criminalmente.

o Direito ao Corpo – somente o médico – Art. 13 CC – Intervenção cirúrgica deve ter


autorização do paciente ou não, em caso de perigo de vida. Os médicos (quem tem
conhecimento técnico), paramédicos – podem violar o direito ao corpo. Em caso de
acidente, o acidentado pode responsabilizar civilmente alguém que o tenha socorrido
de maneira errônea.
o Direito da Família – Art. 1513 CC – Protege o direito a privacidade.
Nem os conjugues podem falar de sua intimidade conjugal. Faz com que o conjugue
prejudicado tenha o direito à reparação de danos.

 Registro de Nascimento – art. 51 e 55 Lei 6015/73 – tem 15 dias para o pai registrar, caso não
seja registrado no prazo se paga multa, ou 03 meses para a mãe.
Local: onde ocorreu o parto.
Não pode usar nome estrangeiro, esquisito.
Não havendo o registro paga-se multa. Se houver internação abre-se processo administrativo
para isenção da multa ou apresentar-se hipossuficiente.

 Fim da Personalidade – Se dá com a morte, quando cessam as atividades celebrais,


respiratórias, circulatórias, cessa a personalidade jurídica. A pessoa morre e deixa de ter
atributos físicos e psíquicos, mas continua tendo atributos morais, pode ter sua moral
maculada (vilipêndio ao cadáver e também a honra).

 Tipos de Morte:
 Morte Natural
 Morte presumida =/= Ausência – art. 37 CC – quando estiver em situação de perigo, as
pessoas não encontradas após as buscas são consideradas mortas. Abre-se a sucessão.
A morte presumida é declarada para sentença declaratória e só faz coisa julgada formal.
A partir do cessar das buscas, os herdeiros podem pedir a sucessão provisional, se a
pessoa não aparecer a provisional é convertida em definitiva.

Para casamento é necessária a sentença declaratória mais 5 anos para que se declare o
estado civil de viúva.

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 Ausência – Não é necessário a situação de perigo. Prazo de 20 anos ininterruptos. Não
se deve ter notícias da pessoa. Se a pessoa sumiu com 80 anos conta-se somente 5
anos para abertura da sucessão e a declaração de ausente.

 Civil – Dá-se com a declaração de insolvência ou quando é deserdado (deserção,


indigno). Insolvência civil que se dá quando a pessoa avoca obrigações que não pode
cumprir. Dá-se porque não se pode praticar atos da vida civil (atos patrimoniais).

 Comoriência – presunção legal - quando não se puder ter certeza de quem morreu antes,
a título de sucessão, o juiz pode declarar a comoriência. É uma presunção.

 Registro do Óbito – art. 78 lei 6015/73.


• No Hospital - o próprio hospital comunica
• Na Rua – O IML dá a data provável do falecimento. Se houver tido alteração patrimonial
(saques), quando a pessoa já estiver morta, quem se aproveitou responde por
estelionato, pois houve má-fé do não registro do óbito. Se houver saque, o mesmo deve
ser devolvido ao saque. Mesmo que seja herdeira única e testada (testamento).
1.2. Capacidade - a utilização dos direitos. É a aptidão real de gozar
pessoalmente dos seus direitos e honrar pessoalmente das obrigações e deveres. Após os 18
anos ou emancipado, são totalmente capazes
1.2.1 - Tipo de Incapacidade:
- Relativamente Incapaz – assistidos 16 a 18 anos. A vontade do assistente não pode
conflitar com a vontade do assistido. Teoria da Vontade: esse conflito deve ser levado ao
Judiciário.
- Ébrio, Toxicômano – só são incapazes enquanto não puderem expressar sua vontade –
negócio jurídico é anulado por vício de vontade – Incapacidade Temporária.
- A lei 6001/73 protege o silvícola – regula a incapacidade.
- Absolutamente Incapaz – abaixo dos 16 anos, é representado. O representante fala em
nome do representado, mas não pode haver conflitos de interesses (pais, tutores,
curadores, curadores especiais – MP).

1.2.2 – Emancipação:
 Voluntária – quando pai e mãe buscam o judiciário para emancipar o maior de 16 anos.
 Legal -
 Judicial – quando o pai ou a mãe não quer transferir o poder para o filho, o judiciário
supre a autorização de um dos pais. A sentença tem natureza jurídica constitutiva.
2. Nome
2.1. Conceito – Atributo principal da personalidade. Individualiza a pessoa.
2.2. Elemento – Nome (nome de família) e Pré-nome.
2.3. Alteração – Art. 46 da lei 6015/73, o nome só pode ser alterado por sentença judicial, depois do
pedido justificado. A sentença tem natureza jurídica constitutiva positiva, pois é criado um outro
nome. O nome de família pode ser mudado no caso de adoção, quando a criança é menor. A partir
da sentença que declara a adoção.
Nomes Comerciais – tem que ser registrados.
Todas as alterações de nome são feitas judicialmente.

2.4. Proteção ao Nome

3. Pessoa Jurídica
3.1. Conceito – ente que tem atributos morais e psicológicos e patrimoniais. Psicológico – honra
subjetiva – quando a imagem da empresa é maculada.

3.2. Requisitos
• Vontade da Criação da pessoa jurídica;
• Forma – implícita no registro;
• Objeto Verdadeiramente declarado e lícito – não se pode registrar uma coisa e desenvolver
atividade diversa.
3.3. Natureza Jurídica – realidade técnica (art. 30 CC). Também absorve deveres e direitos e cumpre
obrigações.

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3.4. Tipos
• Pessoa Jurídica de Direito Público – Art. 40 c/c art. 42 CC
 Internos: União, Estados Membros, Distrito Federal, Territórios (não existe hoje, mas
poderá ser criado e deve ser considerado), Municípios.
 Externos: Autarquias (criadas por lei DL 200/67), Fundações Públicas – autorizadas por
lei.
• Pessoa Jurídica de Direito Privado - art. 44 CC (os bens podem ser penhorados) –
empresas privadas, fundações públicas, ONGs, empresa públicas, sociedade de economia
mista - DL 200/67 autorizadas por lei. Somente Lei Ordinária pode autorizar sua criação –
medida provisória não pode.
• Entes Despersonalizados - personalidade formal ou anômala. Não são titulares de direitos.
Ex.: O espólio, família não tem capacidade sozinho de adquirir ou realizar atos da vida civil,
necessita de representação. Ex.: Inventariante no espólio; sindico de massa falida.
3.5. Personalidade Jurídica
3.5.1.Inicio – com o registro;
3.5.2.Fim – por vontade (convencional) pede-se o cancelamento do registro, para falência judicial.
3.5.3. Administrativamente – quando é exercida atividade diversa da registrada, o registro é
cassado.

3.6. Tipos de Cancelamento


3.6.1.Convencional
3.6.2.Legal
3.6.3.Administrativo
3.6.4.Judicial

Desconsideração da Personalidade Jurídica – art. 28 do Codecon. A pessoa jurídica é representada


administrativamente, comercial. É utilizada para a pessoa física que está para trás da empresa. Tem que se
provar: má aplicação de recursos na prestação dos serviços, fraude, má administração de serviços. É
atingido o patrimônio pessoal da pessoa física.
Pode ser pedida dentro da ação rescisória? Sim, pois a fraude leva a ação rescisória. Depois de exaurida a
jurisdição, não há como se pedir a desconsideração. Ocorre nas relações de consumo e nas relações
trabalhistas.

4. Domicílio
4.1. Conceito – residência com âmbito de permanência.
4.1.1.Funcionário público – onde trabalhar e onde morar.
4.1.2.Militar - Pode – se ter vários domicílios ânimos de permanência – caracteriza o domicílio – e
se configura para relações sociais e financeiras na região (reações sociais conta no banco
próximo ex) (relação financeira – compra de comercio, compra da casa etc).

4.2. Tipos
• Natural – Aquele em que a pessoa opta, para vontade.
• Eleitoral: comumente é o domicilio voluntário. Mas também é opcional.
• Pode – se mudar de domicilio, mas continuar votando em outro.

4.3. Características: Art. 50 Código Civil.


• Quando a pessoa tem mais de um domicilio, seu domicilio processual será onde for
encontrada.
• Quando não houver domicilio fixado qualquer local em que foi encontrado valerá como
domicilio civil ou processual.

5. Bem
5.1. Conceito - tudo aquilo que serem para satisfazer uma necessidade. Podem ter ou não cunho
pecuniário.

5.2. Classificação:

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 Bem Móvel – pode transportá-lo sem alterar sua forma. O trailer é considerado bem
imóvel, navio, avião também. SRI. Serviço Regisral de Imóveis. São transferidos
através da tradição – entrega do bem.
 Bem Imóvel – que não pode ser transportado s/ transformar sua forma (navio, avião e
trailer, porque tem que ser registrados no SRI). Transferência é feita após o registro, se
não houver registro só transfere-se à posse e não o bem; promessa de compra e venda
não transfere.
 Bem Infungível – é aquele único no mundo na qualidade, na quantidade é insubstituível.
Ex.: Obras de arte, alguns livros, obras de engenharia. Pode-se criar a infungibilidade
do bem pelo amor que se dedica ao mesmo. (são únicos materiais e afetivamente).
 Bem Fungível – aquela que se pode trocar, o que está sendo comercializado.
 Bem Divisível – pode partir, fracionar. Avalia-se a partilha pela natureza do bem. Ex.:
Condomínio.
 Bem Indivisíveis – não podem ser partilhados para sua natureza. Ex.: Semoventes
(animais).

5.3. Bem Reciprocamente Considerados – são aqueles que existem principais e acessórios – atrelados.
- Casa e Aluguel
- Terreno e Plantação
- O acessório esta ligada ao principal, é tão valoroso quanto.

5.4. Bem de Família – é aquele bem resguardado para a sobrevivência primária do ser humano. Ex.: A
única casa, uma televisão, cama, fogão. São impenhoráveis salvo exceções da Lei 8009/92 e
Súmula 214 STJ. Créditos Trabalhistas, previdenciário, bem de família registráveis: alguns bens
podem ser registrados no SRI como bem de família.

5.5. Bem Público: propriedade do Estado. Guarnece ao povo, serve a nação. Sua alienação é
condicionada (só pode ser vendido através de licitação); Impenhorável (e de todos, não se pode
penhorar em favor de um).

5.5.1.Tipos:
5.5.1.1.Bem de uso comum ao povo. Todos os bens que se pode usar sem restrições. Obs.
Praia (Bem dominial pode ser utilizado, ma não dispões totalmente).
5.5.1.2.No bem dominial hás restrições ao uso em face da União, Estado, DF e Municípios.
5.5.1.3.Bem Especial – utilizado pela Administração Pública em prol da sociedade. Ex.: Viatura
da Polícia.

6. Fato Jurídico – acontecimentos


Atos Jurídicos – acontecimento criado pelo homem.
Requisitos – Pessoa Capaz, Objeto Lícito, Forma, sendo cumprido todos os requisitos: Ato Jurídico
Perfeito.

7. Ato Lícito
Ato Ilícito – não obedece ao requisito do ato jurídico perfeito.
 Requisitos
 Conseqüências
7.1. Requisitos da Prática do Ato Ilícito (matéria de ordem pública):
7.1.1.Gera benefício a um em detrimento a outrem. Ex.: Fraude que gera enriquecimento ilícito.
7.1.2. Quando não gera prejuízo de fato não há indenização (falha por vícios contratuais).
7.1.3.Somente a configuração do ato ilícito é bastante para o ressarcimento, pois fere o
ordenamento jurídico.
7.1.4.Efeitos – não gera efeito patrimonial a ninguém.
7.2 Provas ao Fato Jurídico:
Através de documentos, testemunhas, confissão (só podem ser confessos direitos disponíveis),
presunção (como a confissão tácita).

7.3 Perda do Prazo


- Do Direito Subjetivo
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- Do Direito Potestativo

8. Negócios Jurídicos: pluralidade de vontades – pressupõe pluralidade de atos jurídicos. Para haver
exaurimento do negócio jurídico é necessária aceitação.
Partes: Preponente – quem propõe; Oblato – quem aceita.

As diferenças entre
Negócio Jurídico Anulável Negócio Jurídico Nulo
Há Convalescência Não há Convalescência
Por ser anulável, gera efeitos até a sentença. Não gera e se gerar, terão que ser repostos ao status
quo.
A sentença é Constitutiva positiva ou negativa. A sentença é Declaratória.
Havendo prejuízos indenização. Havendo prejuízos compensação
Indenização: prejuízos materiais certos. Compensação – restitui a coisa ao estado original.
Se não for possível será a indenização mais a
compensação.

8.1. Defeitos
8.2. Vícios

9. Perda de Prazo Material e Processual


 Prescrição: pode ser suspensa ou interrompida, é a perda do prazo para praticar um direito
subjetivo de ordem patrimonial.
 Pretensão: direto de ação (direito subjetivo)
 Decadência – é a perda do prazo para praticar um direito potestativo. A decadência não tem efeito
suspensivo.
 Direito Potestativo - a lei não dá faculdade, criar um dever - direito ao voto (ex). São os deveres
jurídicos.

10. Direito das Obrigações


10.1.Conceito:
Vinculo que liga o credor ao devedor gerando direitos ao credor em face de obrigação do
devedor.

10.2.Elementos:
• Pessoa Subjetiva (elementos) – credor e devedor
• Elemento Objetivo – objeto da obrigação

• Vínculo Jurídico – gera para o credor direito e pretensão e para o devedor gera obrigação e
responsabilidade (se não for possível o cumprimento da obrigação deverá ser ressarcido
pelo dano).

10.3.Tipos de Obrigação:
10.3.1.Entrega da Coisa
10.3.1.1.Certa – entrega do em infungível, apenas para individualizar este bem o mesmo passa
a ser infungível. Havendo deterioração o devedor só responderá se concorrer com culpa
(se agir com imprudência, negligência ou imperícia) haverá a COMPENSAÇÃO do bem.
Se deste bem houver frutos (lucros). Se fruto for decorrente do trabalho do devedor, os
frutos serão seus, mas deverá compensar. Se não houve trabalho, não haverá
compensação.
Se um imóvel comodatário é alugado pelo devedor com a anuência do credor, os
frutos (aluguel) deverão ir para o credor e depois o mesmo compensará o devedor.

10.3.1.2.Incerta – define-se o bem pelo gênero e quantidade. Se houver a deterioração o bem


deverá ser substituído. A escolha do bem deve ser feita pelo devedor.

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Concentração – se dá no prazo estabelecido pelas partes. Torna a coisa incerta em
certa (escolha). Após a concentração a entrega passa a ser da coisa certa, pois
houve a escolha.

10.3.2.Obrigação de Fazer – Repousa na Conduta Positiva. Tem o inadimplemento quando não se


faz o que deveria fazer. Se a obrigação de fazer repousa numa obrigação personalíssima –
contrato outro e compensa.
Se a obrigação é personalíssima – além da compensação há a indenização (clausula
penal + compensação externa).

10.3.3.Obrigação de Não Fazer (conduta positiva ou negativa) Ex.: Clausula de Inalienabilidade


Se for feita a obrigação que não pode se fazer:
- Restabelecer ao estado original (indenização de terceiro de boa-fé e a devolução
do bem).

No caso do bem não pode ser ressarcido, não poder retornar ao status quo, há
que se compensar.

- Não incorre em culpa – responsabilidade objetiva – (conduta – dano – nexo).

10.3.4.Obrigação Alternativa - é criado para o devedor uma possibilidade de escolha. É criada uma
pluralidade de obrigações que serão escolhidas pelo devedor de forma alternativa – Cumprirá
somente um.

10.3.5.Objeto Facultativo – Obrigação Continuada – só acontece dentro da alternativa – não existe


se não houver a alternativa. Tem que haver continuidade e alternatividade.
Solidária – Parceria
Quando gera responsabilidade à várias pessoas. Vários obrigados para o
cumprimento de uma obrigação.

10.3.6.Sub-Rogação - transferência para si um crédito do credor. Busca-se o ressarcimento da cota


parte através da ação de regresso (pois houve quitação da dívida para uma só pessoa quando
a obrigação e solidária).
Se tiver incapaz, o mesmo deverá estar assistido ou representado. Se ele induziu a
erro, o incapaz concorre com dolo responde patrimonialmente art. 533 CC.
Se não houver como arcar com o prejuízo os pais, tutores, curadores, indenizam o
terceiro de boa-fé.

10.4.Transferência:
10.4.1.Credor
– Cessão de Crédito (cessante, cessionário) – o crédito é um bem patrimonial que
pode ser negociado. Se for negociado de forma gratuita, só há de se comprovar a
existência do crédito, que o mesmo não é nulo, pode ter vícios sanáveis.
– Cessão de Crédito Onerosa – há de se provar a existência do crédito e também
provar a probabilidade de solvência. O cedente deve mostrar ao cessionário as
probabilidades de solvência.
10.4.2.Devedor Insolvente – não tem bens suficientes para satisfazer a obrigação.

- A Cessão de Crédito só pode ser feito por instrumento público (em serviços registrais
notoriais – cartórios) ou particular (desde que cumpridos requisitos do art. 654, § 1º CC
– mandato).

- A Cessão de Crédito tem seu exaurimento com a entrega do Título que transfere de fato
o crédito ao cessionário. É necessária a notificação a partir do ato da cessão.
- Putativo = Enganoso. Pode se configurar o credor putativo é necessário que o mesmo é
o credor. (ex.: paga aluguel a quem pensa que é o credor). Não se pode alegar o não
conhecimento do credor quando se recebe notificação. Se não puder cumprir a
obrigação para não saber quem é o credor há de se propor ACP. Quando o credor real

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reclamar face ao credor putativo, o ressarcimento do seu prejuízo, o credor putativo será
denominado Acipiente. Art. 298 2ª parte CC

10.4.3.Devedor:
Assunção de Dívida: quando se passa o débito (transferência). É necessária a anuência do
credor, pois o mesmo tem que cuidar que o crédito seja solvido da mesma forma. Se não
houver anuência, não haverá assunção. Daí se tem o contrato de gaveta – assunção de
débito não existe nesse contrato.
Dá-se por instrumento público ou particular.
Requisito formal da assunção de anuência (que deve ser expressa): débito.
Exaurimento da assunção: é o próprio o instrumento válido.

10.4.4.Pagamento
 Quem paga: devedor, seu representante ou o devedor sub-rogado (devedores
solidário).
 A quem se paga: credor, seu representante ou concessionário.

10.4.5.Lugar
 Obrigações Quesíveis: na Casa (domicílio do devedor).

 Obrigação Portável – domicílio ao credor. Quando não houver pronuncia no contrato a


regra é pagamento no domicílio do devedor.
10.4.6.Tempo:
 Obrigação a termo: quando se fixa uma data.
 Obrigação sem termo: cumprimento imediato.
 Obrigação Condicionada: para se chegar ao prazo é necessária satisfação de alguma
condição.

10.4.7.Prova do Pagamento:
 Pelo recibo
 Pela entrega do título
 Pela sentença

10.4.8.Testemunhas
10.4.8.1.Forma de Pagamento:
10.4.8.1.1.Consignação em pagamento – acontece quando se em mora do credor (o
mesmo não quis receber), quando o devedor não sabe quem é o credor e quando
o devedor não consegue localizar o devedor. É o depósito do bem ou importância
da obrigação. Se for depósito de bem, os mesmos deverão ser depositados em
depósito público ou particular ou nome-a-se depositário fiel. Se a obrigação for
pecuniária, o valor deverá ser depositado em agência bancária credenciada (CEF,
BB, ITAU). Se o bem for imóvel o mesmo deverá ser registrado no SRI, haverá
gravame na escritura do imóvel.
No caso de imóvel o depositário após 20 anos de posse mansa e pacífica
pode usufruir ao usucapião.

10.4.8.1.2.Imputação do Pagamento – é a escolha da forma do mesmo na obrigação


alternativa, e também é claro, da facultativa.

10.4.8.1.3.Sub-Rogação – é a transferência quando a obrigação é honrada em nome de


outro, transfere a si o crédito (quem pagou)..

10.4.8.1.4.Da Ação em Pagamento – é toda vez que é mudado o objeto da ação, desde que
haja aceitação do credor = IMPUTAÇÃO. Ex.: A pessoa deve R$ 10.000,00 e paga
dando um carro.

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10.4.8.1.5.Novação – novo contrato, nova obrigação. Quando se tem um objeto e o mesmo
é trazido a um outro contrato que dá condições de cumprimento diverso.

10.4.9.Compensação – quando as obrigações se confundem (compensam), se resolvem uma outra.


Requisitos:
 Que haja duas obrigações diversas;
 Mesmas partes;
 Que uma seja capaz de honrar a outra e vice-versa.
 Podem ser cumpridas total ou parcialmente.

Confusão – existe a troca de pessoas e não da obrigação. Repousa na mesma pessoa a


figura do credor e devedor.

Descumprimento da Obrigação
 Mora: Inadimplemento que ainda serve ao credor. O mesmo constitui a mora, mas quita a obrigação a
tempo o inadimplemento que pode ser sanado.
Conceito: É o descumprimento da obrigação, mas que o credor permite que seja compensada através
de juros ou correção.

 Inadimplemento: a quebra da obrigação não serve mais ao credor. É o descumprimento da obrigação


onde não há possibilidade de convalidação da mesma.

 Purgar a mora paga a obrigação que está em atraso.

 Cláusula Penal – tem natureza de prevenir a obediência do contrato. É uma condição dentro da
obrigação em que resguarda o credor ou devedor do cumprimento de todas as obrigações
compactuadas. Pode ser verbal ou expressa.

 Cláusula Resolutiva Expressa – explica quais as razões rescidem o contrato.

 Arras – pago pelo devedor ao credor. Para confirmar o negócio jurídico que vai se perfazer: arras
confirmatória.
 Arras Compensatória – quando o credor ou devedor não realizam a obrigação principal.
Se for culpa do devedor – o devedor perde o que pagou.
Se for culpa do credor – o credor paga duas vezes.

Contratos
Conceito: convenção, pacto entre vontades.
Partes:
 Proponente – faz a proposta e vincula-se a ela - art. 427 CC
.
 Oblato – quem aceita a proposta, pode apurar responsabilidade do proponente – art. 389 CC

Pode haver pluralidade de partes.

Requisitos de Validade.
1) Vontade – é essencial deve ser livre e desimpedida de vício.
 Capacidade - Pessoas capazes
 Legitimidade (titularidade)
 Liberdade

2) Objeto Contrato
 Certo
Lícito ligado ao ordenamento jurídico
 Determinável

3) Forma

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 Lei (contratos solenes)
 Não proibida por lei (não solene)
 Princípio do equilíbrio
 Princípio da Legalidade mitigada (poder discricionário pode–se fazer tudo que a lei não
proíba).
Princípios:
 Equilíbrio – o equilíbrio inicial do contrato deve ser mantido, respeitado equilíbrio e vantagem mutua.
“REBUS SIC STANTIBUS” – volta à coisa de origem.

 Obrigatoriedade - “PACTA SUNT SERVANA” – completa o princípio do equilíbrio.


 Relatividade – contrato vincula as partes, salvo quando houver uma clausula que tenha estipulação em
favor de terceiro, quando estiver registrado.
 Transparência – é a boa fé, da informação, da intenção.

Classificação
• Solene – obedece à forma da lei
• Não Solene - não diz nada, não defeso em lei.
• Paritário – não por natureza da não adesão
• Por adesão – adequar às condições terá uma lei para defini-lo.
• Comutativo – dar coisa certa
• Aleatório – dar coisa incerta (depois da concentração, escolha da coisa comutativa). É o que não se
pode definir para não estar individualizado. Coisa que não possa qualificar. Insegurança. Ex.:
Contratação de saca de café.
• Bilateral ou Unilateral – Ex.: Renúncia, porque é direito potestativo, gera efeito para uma das partes. A
desistência também, pois gera efeitos diretos a outra parte.

Contrato Preliminar (promessa de compra e venda) – é um contrato prévio onde se fixa o compromisso de
uma obrigação futura. Vincula as partes para um negócio jurídico futuro, que se não for cumprido, se
apurarão as responsabilidade, sendo apuradas a culpa do proponente ou oblato. Vincula-se o proponente à
proposta – art. 487 CC. Se houver caso fortuito, força maior, culpa exclusiva de terceiro, não há culpa, não
há indenização.

Efeitos – serão estagnados, se houver culpa deve retroagir.

Evicção – é a perda da propriedade de um bem para decisão judicial ou administrativa.


Partes:
 Evicto – quem perde a propriedade;
 Evictor – quem busca a propriedade;
 O bem chama-se evicendo.

Perda da Propriedade para decisão administrativa.


Ex.: O estatuto da cidade terreno abandonado: notificação mais aumento do IPTU; continua até o
loteamento do terreno.

Comodatos =>
Bens =>
Incapacidade => Aqueles que não podem exercer atos da vida civil por conta própria, são tratados pelo
nosso sistema, como incapazes. A incapacidade é dividida em absoluta e relativa e é determinada em
razão da maturidade e do discernimento de cada pessoa.

Incapacidade - relativa = assistido


Incapacidade – absoluta = representado

Capacidade plena => ocorre quando a pessoa que tem a capacidade de direito adquirir a capacidade de
fato (passa exercer pos conta própria).

Aquisição da personalidade =:> a personalidade adquire-se com o nascimento com vida, porem a Lei põe a
salvo, direitos do nascituro desde a concepção.
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Nascituro => Curador
Curatela => visa a estipular
Art. 20 § único – é específico => nome, honra.... Privacidade.

Art. 12 § único – vida, integridade física (projete todo e qualquer direito).

Morte real => quando há a efetiva constatação do falecimento.


Morte presumida => quando não se é possível a efetiva constatação do óbito. (ausência).

Momento da morte vai determinar a transmissão dos bens para fins de direitos sucessórios.
Tenho como deteminar dia e hora => momento real.
Cadáver em decomposição => momento presumido.
Comoriência => ocorre quando 02 ou mais (+) pessoas falecem simultaneamente.

Direito das Obrigações


Conceito: É o vínculo jurídico pelo qual o devedor está obrigado a prestar ao credor uma obrigação de dar,
fazer ou não fazer.
o Vínculo Jurídico – gera para o credor direito e pretensão e para o devedor gera obrigação e
responsabilidade (se não for possível o cumprimento da obrigação deverá ser ressarcido pelo dano).

Obrigação Natural
É uma obrigação moral que não pode ser exigida do devedor, o cumprimento pelos meios judiciais. Todavia
o devedor que cumpre voluntariamente a obrigação não tem direito a repetição do indébito.

 Obrigação de Dar – coisa certa e incerta – aquela em que o objeto esta devidamente definida,
cabendo ao devedor a entrega ou a restituição do mesmo (Individualização do bem).
Tipos de Obrigação: Entrega da Coisa
 Certa – entrega do bem infungível, apenas para individualizar este bem o mesmo passa a ser
infungível. Havendo deterioração o devedor só responderá se concorrer com culpa (se agir com
imprudência, negligência ou imperícia) haverá a COMPENSAÇÃO do bem. Se deste bem houver
frutos (lucros). Se fruto for decorrente do trabalho do devedor, os frutos serão seus, mas deverá
compensar. Se não houve trabalho, não haverá compensação.
Se um imóvel comodatário é alugado pelo devedor com a anuência do credor, os frutos (aluguel)
deverão ir para o credor e depois o mesmo compensará o devedor.

RES PERIT DOMINO – a coisa perece no seu domínio (poder).

Perecimento sem culpa – a obrigação se resolve. - Art. 235 CC

Perecimento com culpa – aquela que causa a culpa o devedor responde por perda e danos. – Art.
236 CC

Fontes dos Direitos das Obrigações: Lei, contrato (pacta sun servana), declaração unilateral de
vontade, ato ilícito (perda e danos).

 Incerta – é a obrigação em que há a designação e a obrigação ao menos do bem pelo gênero e


quantidade, cabendo a individualização (a escolha do bem ou do objeto) deve ser feita pelo
devedor em momento posterior a contratação. Na obrigação de dar coisa incerta o gênero não
perece. Ex.: 100 cabeças de gado.
Se houver a deterioração o bem deverá ser substituído.
Concentração – se dá no prazo estabelecido pelas partes.
Torna a coisa incerta em certa (escolha). Após a concentração a entrega passa a ser da coisa
certa, pois houve a escolha.

Princípio da Concentração da Coisa Incerta


É o ato de individualização da coisa momento a partir do qual a obrigação que era de dar coisa incerta
passa a certa de dar coisa certa.

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Sempre que o contrato não dispuser a escolha será sempre do devedor.

 Obrigação de Fazer – Tem intuito de uma obrigação persona ou personalíssima, em razão das
características e penalidades, os atos só podem ser realizada pelo devedor. A obrigação de fazer
sempre que o devedor deixar de fazer ou se negar a cumprir ou as cumpre com culpa, se transforma
em perdas e danos. Repousa na Conduta Positiva. Tem o inadimplemento quando não se faz o que
deveria fazer. Se a obrigação de fazer repousa numa obrigação personalíssima – contrato outro e
compensa. Se a obrigação é personalíssima – além da compensação há a indenização (clausula
penal + compensação externa).

Nos Casos de Urgência:


Art. 249, § único CC

Art. 251, § único CC

Regra da Solidariedade:
1ª – Solidariedade não se presume ela advem da lei ou da vontade das partes;
2ª – Havendo diversos credores a dívida poderá ser paga a um ou a todos os credores, assim como
existindo diversos devedores advinda poderá ser exigida de um ou de todos.

Diferença entre Exoneração e Perdão.


O credor quando exonera o devedor da Solidariedade apenas o desobriga de responder pela cota
parte dos demais devedores, porém não o desobriga do pagamento da sua cota parte. O credor pode
na solidariedade perdoar um dos devedores, neste caso o devedor perdoado terá o valor do seu
quinhão diminuído do valor total, mas continuará solidariamente responsável pelo remanescente da
dívida.

 Obrigação de Não Fazer (conduta positiva ou negativa) Ex.: Clausula de Inalienabilidade

Se for feita a obrigação que não pode se fazer:


- Restabelecer ao estado original (indenização de terceiro de boa-fé e a devolução do bem).
No caso do bem não pode ser ressarcido, não poder retornar ao status quo, há que se
compensar.
- Não incorre em culpa – responsabilidade objetiva – (conduta – dano – nexo).

Transferência:
Credor
– Cessão de Crédito (cessante, cessionário) – o crédito é um bem patrimonial que pode ser
negociado. Se for negociado de forma gratuita, só há de se comprovar a existência do
crédito, que o mesmo não é nulo, pode ter vícios sanáveis.
– Cessão de Crédito Onerosa – há de se provar a existência do crédito e também provar a
probabilidade de solvência. O cedente deve mostrar ao cessionário as probabilidades de
solvência.

Devedor Insolvente – não tem bens suficientes para satisfazer a obrigação.


- A Cessão de Crédito só pode ser feito por instrumento público (em serviços registrais notoriais –
cartórios) ou particular (desde que cumpridos requisitos do art. 654, § 1º CC – mandato).

- A Cessão de Crédito tem seu exaurimento com a entrega do Título que transfere de fato o
crédito ao cessionário. É necessária a notificação a partir do ato da cessão.
- Putativo = Enganoso. Pode se configurar o credor putativo é necessário que o mesmo é o
credor. (ex.: paga aluguel a quem pensa que é o credor). Não se pode alegar o não
conhecimento do credor quando se recebe notificação. Se não puder cumprir a obrigação
para não saber quem é o credor há de se propor ACP.
Quando o credor real reclamar face ao credor putativo, o ressarcimento do seu prejuízo, o
credor putativo será denominado Acipiente. Art. 298 2ª parte CC

Devedor:

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Assunção de Dívida: quando se passa o débito (transferência). É necessária a anuência do
credor, pois o mesmo tem que cuidar que o crédito seja solvido da mesma forma. Se não
houver anuência, não haverá assunção. Daí se tem o contrato de gaveta – assunção de
débito não existe nesse contrato.
Dá-se por instrumento público ou particular.
Requisito formal da assunção de anuência (que deve ser expressa): débito.
Exaurimento da assunção: é o próprio o instrumento válido.

Forma de Extinção das Obrigações:


1 – Pagamento: é o cumprimento voluntário por parte do devedor da obrigação assumida.
 Quem paga: devedor, seu representante legal ou o devedor sub-rogado (devedores
solidários). Art. 304 CC

 Quem tem capacidade para receber:


– Representante Legal;
– Credor;
– Credor Putativo (aparência de credor) – se o devedor de boa-fé paga é valido a
quitação.
Todo aquele que tem capacidade para receber chama-se Acipies
A quem se paga: credor, seu representante legal ou concessionário.

Se o devedor tem a Nota Promissória em seu poder, presume-se que pagou a dívida.
 Solves
– Devedor;
– Terceiro Interessado – quem paga a dívida, sub-roga-se nos direitos do credor. Tem
direito a reembolso.
– Terceiro não Interessado – quem paga a dívida em nome próprio tem direito ao
reembolso, porém o que paga em nome do devedor pratica ato de mera liberalidade
não lhe assistindo qualquer direito – não tem interesse jurídico.

2 - Novação – ocorre quando as partes assumem uma nova obrigação com o intuito de extinguir a obrigação
anterior. Art. 360, I CC

• Novo contrato, nova obrigação. Quando se tem um objeto e o mesmo é trazido a um outro contrato
que dá condições de cumprimento diverso.

• A extinção da obrigação principal gera a extinção dos seus acessórios.


Art. 364 CC - Ex.: Banco

• Causa de interrupção da Prescrição

3 – Transação – dá-se quando as partes no intuito de por fim ao conflito de interesse transigem sobre o
objeto do mesmo(ou seja chegam a um acordo). Podem ser Judicial (nos autos do processo) ou Extra-
Judicial (fora do processo).

4 – Da Ação em Pagamento – extinguem-se a obrigação pela ação em pagamento quando o devedor


entrega ao credor o objeto diverso do que foi contratado. O credor não é obrigado a aceitar outro objeto.

Ou seja – é toda vez que é mudado o objeto da ação, desde que haja aceitação do credor = IMPUTAÇÃO.
Ex.: A pessoa deve R$ 10.000,00 e paga dando um carro. Art. 356 a 359 CC

5 - Consignação em pagamento – toda vez que o credor estiver em mora ou existir dúvidas sobre a quem
incumbe receber, o devedor poderá se liberar da obrigação depositando o objeto judicialmente ou extra
judicialmente quando a obrigação for a dinheiro. Acontece quando se em mora do credor (o mesmo não
quis receber), quando o devedor não sabe quem é o credor e quando o devedor não consegue localizar
o devedor. É o depósito do bem ou importância da obrigação. Se for depósito de bem, os mesmos
deverão ser depositados em depósito público ou particular ou nome-a-se depositário fiel. Se a obrigação
for pecuniária, o valor deverá ser depositado em agência bancária credenciada (CEF, BB, ITAU).

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Se o bem for imóvel o mesmo deverá ser registrado no SRI, haverá gravame na escritura do imóvel. No
caso de imóvel o depositário após 20 anos de posse mansa e pacífica pode usufruir à usucapião. Art.
890 CC.

6 - Compensação – poderá ser utilizada a compensação para extinguir a obrigação quando credor e
devedor forem respectivamente credores e devedores um do outro. Regra – só pode compensar: divida
liquida, certa ou exigível.

Requisitos:
 Que haja duas obrigações diversas;
 Mesmas partes;
 Que uma seja capaz de honrar a outra e vice-versa.
 Podem ser cumpridas total ou parcialmente.
Art. 368 e 369 CC

7 - Imputação do Pagamento – é o critério utilizado para se determinar qual dívida foi paga quando o
devedor tiver diversas dívidas para com o mesmo credor sem especificar no recibo de quitação, qual
obrigação foi cumprida.
Regras: Considerado quitada a 1ª a mais antiga, porém se for da mesma época a mais onerosa. – Art.
352 e 353 CC

8 - Confusão – quando o credor e devedor se confundem na mesma pessoa. Existe a troca de pessoas e
não da obrigação. Repousa na mesma pessoa a figura do credor e devedor. Ex.: Pai falece e filho tem
dívidas com o pai, passa a ser credor e devedor. Art. 381 e 382 CC

Descumprimento da Obrigação
 Mora: Inadimplemento que ainda serve ao credor. O mesmo constitui a mora, mas quita a obrigação a
tempo o inadimplemento que pode ser sanado.
Conceito: É o descumprimento da obrigação, mas que o credor permite que seja compensada através
de juros ou correção.

 Inadimplemento: a quebra da obrigação não serve mais ao credor. É o descumprimento da obrigação


onde não há possibilidade de convalidação da mesma.

 Purgar a mora paga a obrigação que está em atraso.


 Cláusula Penal – tem natureza de prevenir a obediência do contrato. É uma condição dentro da
obrigação em que resguarda o credor ou devedor do cumprimento de todas as obrigações
compactuadas. Pode ser verbal ou expressa.

 Cláusula Resolutiva Expressa – explica quais as razões rescidem o contrato.

 Arras – pago pelo devedor ao credor. Para confirmar o negócio jurídico que vai se perfazer: arras
confirmatórias.

 Arras Compensatórias – quando o credor ou devedor não realizam a obrigação principal.


• Se for culpa do devedor – o devedor perde o que pagou.
• Se for culpa do credor – o credor paga duas vezes.

Contratos
Conceito: convenção, pacto entre vontades.
Partes:
 Proponente – faz a proposta e vincula-se a ela - art. 427 CC
 Oblato – quem aceita a proposta, pode apurar responsabilidade do proponente – art. 389 CC.
.

Pode haver pluralidade de partes.

Requisitos de Validade.
Vontade – é essencial deve ser livre e desimpedida de vício.

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 Capacidade - Pessoas capazes
 Legitimidade (titularidade)
 Liberdade

Princípio da Autonomia da Vontade : A autonomia da vontade é o poder que possui o indivíduo de suscitar,
mediante declaração de sua vontade, efeitos reconhecidos e tutelados pela ordem jurídica. Por esse
princípio, a liberdade de contratar domina completamente.

Objeto Contrato
 Certo
 Determinável Lícito ligado ao ordenamento jurídico
Forma
 Lei (contratos solenes)
 Não proibida por lei (não solene)
 Princípio do equilíbrio
 Princípio da Legalidade mitigada (poder discricionário pode–se fazer tudo que a lei não
proíba).
Princípios:
Equilíbrio – o equilíbrio inicial do contrato deve ser mantido, respeitado equilíbrio e vantagem mutua.
“REBUS SIC STANTIBUS” – volta à coisa de origem.

 Obrigatoriedade - “PACTA SUNT SERVANA” – completa o princípio do equilíbrio, uma vez contratado
faz leis entre as partes.

 Relatividade – contrato vincula as partes, salvo quando houver uma clausula que tenha estipulação em
favor de terceiro, quando estiver registrado.

 Transparência – é a boa fé, da informação, da intenção.

 Boa Fé Objetiva – a obrigação que tem as partes da lealdade, antes, durante e depois no contrato.
Princípio da lealdade e da boa-fé - Art. 125 do CPC
Princípio pelos quais as partes se obrigam a proceder com lealdade, probidade e dignidade durante o
processo. Não se trata de uma recomendação meramente ética, sem eficácia coercitiva, pois a lei
considerou seriamente tal premissa. Assim, o Código de Processo Civil, ao longo de vários dispositivos,
reconhece expressamente o princípio (Arts. 17; 18; 125; 600).

Classificação:
• Solene – obedece à forma da lei
• Não Solene - não diz nada, não defeso em lei.
• Paritário – não por natureza da não adesão
• Por adesão – adequar às condições terá uma lei para defini-lo.
• Comutativo – dar coisa certa
• Aleatório – dar coisa incerta (depois da concentração, escolha da coisa comutativa). É o que não se
pode definir para não estar individualizado. Coisa que não possa qualificar. Insegurança. Ex.:
Contratação de saca de café.

• Bilateral ou Unilateral – Ex.: Renúncia, porque é direito potestativo, gera efeito para uma das partes. A
desistência também, pois gera efeitos diretos a outra parte.

Contrato Preliminar (promessa de compra e venda) – é um contrato prévio onde se fixa o compromisso de
uma obrigação futura. Vincula as partes para um negócio jurídico futuro, que se não for cumprido, se
apurarão as responsabilidade, sendo apuradas a culpa do proponente ou oblato.
Vincula-se o proponente à proposta – art. 487 CC. Se houver caso fortuito, força maior culpa exclusiva de
terceiro, não há culpa, não há indenização.
Efeitos – serão estagnados, se houver culpa deve retroagir.

Evicção – é a perda do objeto adquirido (da propriedade de um bem) em razão de decisão judicial ou
administrativa ou de apreensão judicial para o verdadeiro proprietário.

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Partes:
 Evicto – quem perde a propriedade, é o que adquire a coisa; O evicto tem direito a indenização
quanto ao alienante.
 Evictor – quem busca a propriedade, é o verdadeiro proprietário;
 Alienante – quem transferiu a coisa ao evicto de maneira indevida
 O bem chama-se evicendo.
Ex.: Terra Grilada –

Direito do adquirente – toda vez que o adquirente tem conhecimento e assume a evicção não tem direito a
indenização.

Perda da Propriedade para decisão administrativa.


Ex.: O estatuto da cidade terreno abandonado: notificação mais aumento do IPTU; continua até o
loteamento do terreno.

Arts 447, 448 e 449 CC.


Vícios Redibitórios – são os defeitos ocultos que diminuem o valor ou a utilidade da coisa ou a coisa
recebida em virtude de contrato comutativo (bilateral e oneroso), pode ser enjeitada por vício ou defeitos
ocultos, que a tornem imprópria ao uso a que se destina ou lhe diminuam o valor. Ex.: carro com problema
no motor. Art. 441 e 442 CC.
No Código de Defesa do Consumidor o vício é aparente.

Conseqüências: abatimento do preço (Ação quanti minori), ressarcimento das despesas realizadas,
desfazimento do negócio e se tratando em relação de consumo substituição do objeto ou da coisa.

Distinção Entre Vício Redibitório e Inadimplemento Contratual:


No vício redibitório o contrato é cumprido de maneira imperfeita e no inadimplemento contratual o contrato é
descumprido.

Erro Essencial:
Diz respeito à qualidade da coisa.
Ex.1: Compro utensílio de prata quando não é prata;
Ex.2: Compro cordão de ouro, mas realmente é chapeado.

Quais os Efeitos:
- Se for de Boa-Fé de ambas as partes desfazimento do negócio.
- Se a Boa-Fé estiver na parte do alienado (quem compra) dever de indenizar pelo alienante.

Requisitos do Vício Redibitório


a) Diminuição do valor econômico;
Conceito – se é pequeno o vício que se apresenta de modo que o prejuízo resultante não se impõe
como relevante.

b) O defeito deve ser oculto;


Conceito – se o defeito é aparente ou podia ser verificado com um exame um pouco mais
cuidadoso deve atribuir ao adquirente à negligência e o prejuízo que sofreu. Sua expectativa é justa
por ser configurar sua culpa.

c) O defeito deve existir no momento do contrato.


Conceito – se sobrevier após a tradição da coisa, ou ônus pelo seu surgimento incumbe ao
adquirente que se tornou dono. E se o vício é oculto, e se manifestou após a tradição da coisa,
impõe-se ao alienante a indenizar o adquirente.

Modalidade de Ações do Vício Redibitória


1) Ação Redibitória – compete ao adquirente que pretenda enjeitar a coisa defeituosa, por ele
recebida em contrato comutativo. Visa o autor reclamar o defeito, devolver a coisa e reclamar a
repetição da coisa paga, bem como a despesa do contrato. Poderá ainda pleitear perdas e danos.

2) Ação Quanti Minoris – o adquirente em vez de enjeitar a coisa, reclamar apenas o abatimento do
preço em virtude do defeito.

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Prazo para Interposição das Ações
- coisa móvel – 30 dias
- coisa imóvel – 1 ano

Observação: O autor a escolha a ação a ser proposta, uma vez escolhida não pode desistir da 1ª para
recorrer a outra modalidade.

Exceção ao não Cumprimento do Contrato: o devedor tem o direito de reter o pagamento caso o credor se
torne insolvente demonstre não condição de cumprir com sua obrigação ou não de garantias suficiente que
a cumprirá.
Art. 476 e 477 CC.

Teoria da Onerosidade Excessiva (resolução do contrato por onerosidade excessiva) – toda vez que por fato
superveniente e imprevisível a obrigação se torna excessivamente onerosa gerando enriquecimento sem
causa de uma parte o contrato poderá ser resolvido ou revisado. Art. 478 CC.
Da Compra e Venda: é o contrato pelo qual o vendedor se obriga a transferir a propriedade da coisa e o
comprador a pagar preço. Para o vendedor a obrigação de transferir o domínio da coisa e para o comprador
a de entregar o preço. O domínio se transfere não pelo contrato, mas pela tradição, se o objeto for móvel e
pela transcrição se imóvel.
Em relação ao contrato de compra e venda devemos observar:
1) As causas de nulidades especificas.
2) A venda de ascendente para descendente depende dos demais descendentes devem anuir, sobre
pena de anulação. O propósito é evitar mediante uma simulação fraudulenta a alteração da
igualdade do quinhão hereditário encobertado por meio de negócio oneroso. Art. 496 CC.
3) Permitir a venda de bens de um conjugue para o outro durante o casamento desde que se trate de
bens particulares que não se comunicarem. Art. 499 CC.

4) Exceção do casamento Universal

Natureza do Contrato de Compra e Venda:


- Consensual – se aperfeiçoa pela mera coincidência da vontade das partes.
- Onerosa – implica sacrifício patrimonial para ambos os contratantes.
- Sinalagmática – envolve prestações recíprocas de ambas as partes.
- Comutativa – a estimativa da prestação a ser concebida por qualquer das partes pode ser feita no
ato que o contrato se aperfeiçoa.

Modalidade de Compra e Venda:


1) Venda Ad Mensura;
2) Venda Ad Corpus;
3) Venda por Amostra;
4) Venda a Contento.
Quando as partes não estabelecem se a área foi ad mensura ou ad corpus fica presumido que será ad
mensura quando for superior 1/20. Art. 500 CC.

Venda por Amostra: neste tipo de venda o vendedor deve garantir a qualidade do produto vendido em
conformidade com a amostra utilizada para a venda. Pode o comprador que não receber o produto
conforme a amostra poderá devolver ou troca-la por outro ou pede dano material. Art. 484 CC .
Venda a Contento: é a venda realizada sobre condição suspensiva ou resolutiva que depende da
manifestação de satisfação por parte do comprador, ou seja, é aquela que se realiza sob condição de só se
tornar perfeito é obrigatória após declaração do comprador de que a coisa o satisfaz. Regular negócio que
têm por objeto gênero que se costumam provar, medir, pesar ou experimentar antes do aceite. É a venda
condicional, ou seja, depende da aprovação do adquirente. Art. 509 e 512 CC

Condição Suspensiva – a compra e venda será realizada quando, ainda que a coisa lhe tenha sido entregue
ao adquirente; e não se reputará perfeita, enquanto ele não manifestar seu agrado.

Condição Resolutiva – o controle de compra e venda existe, mas se o comprador não gostar do produto o
dinheiro será devolvido.

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Clausula Especiais de Compra e Venda:
Preferência - é a clausula contratual que garante ao vendedor o direito de adquirir a coisa caso o comprador
vem a vendê-la.

Com Reserva de Domínio – é a clausula contratual em que a propriedade do bem se manterá com o
vendedor ate o adimplemento total da dívida. Neste tipo de clausula caso comprador se torne inadimplente,
o vendedor poderá optar ou pela retomada do bem ou comprar divida vencidas ou vincendas.

Da Retrovenda - É uma clausula que o vendedor se reserva o direito de recobrar o imóvel que vendem,
restituindo o preço mais as despesas, independentemente da vontade posterior do comprador. Art. 505 CC.
a) Natureza Jurídica:
Pacto acessório
b) Pressupostos
1) Recaia sobre bem imóvel (só);
2) Dentro do prazo de três anos.

Da Preempção ou Preferência:
Conceito: é aquele negócio em que o comprador de uma coisa se obriga como vendedor à preferi-lo em
igualdade de condições caso venho vende-la a outrem.

Requisito da Preempção:
1) Que o vendedor queira vender;
2) Que o comprador queira adquirir;
3) Que exerça esse direito dentro de um prazo estipulado;
4) A lei fixa prazo de três dias para móvel e trinta dias para imóvel.
Art. 513 a 516 CC .

Diferença entre Retrovenda e Preempção:


1) Enquanto na retrovenda o negócio original se resolve, na preempção a uma nova aquisição.
2) Enquanto a retrovenda recaia somente sobre bens imóveis a preempção não sofre restrições.
3) Na retrovenda o vendedor conserva o direito de readquirir a coisa, desde que queira e pelo preço
que vendeu na preempção o preferente só pode recomprar a coisa se o proprietário a quiser vender
e pelo preço de mercado.

Descumprimento da Obrigação:
Se o comprador silenciar sobre o negócio, pode o lesado requerer indenização de perdas e danos. (art. 518
– novo; art. 1156 CC – antigo)

Da Doação
Conceito – é o contrato pelo qual o doador se obriga a transferir bem de sua propriedade para o donatário a
título gratuito, esse tipo de doação pura e simples. Doação com encargos é onerosa bilateral para o
donatário (gera uma contra prestação), ou seja, é um contrato em que uma pessoa por liberalidade,
transfere seu patrimônio para outro que os aceita. Art. 538 CC.

Doação é bilateral as partes, unilateral quanto aos efeitos e gratuito, só geram onerosidade para os
doadores, os donatários só têm os benefícios.
A doação pura e simples só pode ser revogada por ingratidão;
A doação por Encargo só pode ocorre por inexecução (só por encargo).

Espécie de Doação
1) Unilateral – gera obrigação apenas para uma das partes
2) Gratuita
3) Consensual
4) Solene

Clausula de Reversão na Doação:


Só permite a clausula de reversão em favor do próprio doador, por esta clausula caso o donatário venha a
falecer primeiro que o doador o bem retorna ao patrimônio do doador. Art. 547 CC

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Clausula Específica de Nulidade:
1) Quando o doador doa mais da metade dos seus bens, ou seja, doa acima da legitima é nula o
excesso da doação. Art. 549 CC.

2) Quando ela doa os bens de maneira a não reserva o mínimo necessário a subsistência. Art. 548
CC.

3) Quando doa a (ao) concundina (o). Art. 550 CC.

Das Formas de Doação ou Natureza Jurídica


• Ato Unilateral
• Solene – forma prescrita em lei; art. 541 CC.

Espécie de Doação
a) Doação Pura – consiste no mero benefício, feito em reconhecimento ao merecimento do donatário;

b) Doação Remuneratória – é aquela que é feita com o propósito de pagar um serviço prestado pelo
donatário; Ex.: Um presente.

c) Doação com Encargo – no qual se impõe ao donatário uma contra prestação que dele deva cumprir.
Ocorre quando o encargo é relatório a regularização do bem doado, não podendo ultrapassar a isto.
Ex.: Dou um carro, mas as custa do seguro são por conta do donatário; dou um apartamento, mas
as regularizações ficar por conta do donatário.

Das Doações de Pais a Filhos:


Visa a lei assegurar a igualdade dos quinhões hereditários, para que se beneficie um filho em detrimento.
Entende-se que a doação do pai ao filho nada mais é que o adiantamento daquilo que por morte do doador
o donatário receberia.

Doação a Filhos
É permitida a doação de Bens dos pais aos filhos; para tanto, não é necessária a autorização dos outros
filhos. Todavia a doação de Bens dos pais aos filhos importa em adiantamento de legítima. Art. 544 CC.

Antecipação da Legitima:
A doação feita aos herdeiros necessários constitui antecipação da legitima retornando o bem ao inventário
através da colação. Não é necessária a anuência dos outros herdeiros, pois não lhes gera preferência. Se o
herdeiro que recebeu a doação não informa = sonegação do bem, gera perda e danos de seu direito
hereditário sobre àquele bem. Art. 2005 e 2006 CC.

Clausula da Disponível:
Se constar na doação que o bem estará dispensado da colação, não retornará ao inventário.

Da Revogação da Doação:
a) Por motivo de qualquer vício inerente aos contratos;
b) Por ser resolúvel o negócio, estipula o doador que os bens doados voltem ao seu patrimônio em
caso de morte do donatário; Art. 547 CC.

c) Por descumprimento do encargo – há contra prestação pelo donatário que não foi cumprida. Art.
562 CC.

d) Por ingratidão do donatário. Art. 555 e 557 CC

Empréstimo:
É o contrato pelo qual o proprietário transfere a terceiro o direito de usar, bem de sua propriedade.

 Comodato – sobre bens infungíveis, não há transferência de propriedade, deve atua como bom pai de
família como se a coisa fosse sua. Art. 579 CC.

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O comodatário que em situação de perigo salva o seu bem em detrimento do objeto emprestado
responde pelo perecimento, ainda que oriundo de caso fortuito ou força maior. Art. 583 CC.

 Mútuo – sobre bens fungíveis, há a transferência de propriedade. Art. 586 CC.


O único contrato que é oneroso e o mútuo em dinheiro, pois pode ser cobrados juros.

Contrato de Empreitada:
É o contrato pelo qual o empreiteiro se obriga a realizar uma obra mediante prestação de serviço podendo
se responsabilizar pelo fornecimento do material. Ou seja, Uma das partes se compromete a executar uma
obra pessoalmente ou por terceiro, em troca de remuneração pelo outro contraente, que é chamado de
dono da obra.

O pagamento pelo dono da obra gera presunção que ele aprovou a tarefa executada.

Natureza Jurídica:
- Bilateral
- Oneroso
- Consensual
- Comutativo

Espécies:
a) Empreitada de lavor – apenas de mão de obra
b) Empreitada mista – mão de obra + materiais

Obrigações do Empreiteiro:
- Entregar a coisa no tempo e forma, ajustados; se não o fizer ficará sujeito a reparação de prejuízo.

Obrigações do Dono da Obra:


- Pagamento do preço

Locação de Serviços:
Contrato cujo objeto é prestar um esforço físico intelectual sob orientação do locatário.

Diferença entre Empreitada e Locação de Serviços:


Na Locação de Serviço, o patrão assume o risco do negócio e o empregado está diretamente a ele
subordinado, enquanto na empreitada o empreiteiro assume os riscos da produção e na qualidade de
empresário não está subordinado a ninguém.

Posse: conceito art. 1196 CC


Art. 1.196. Considera-se possuidor todo aquele que tem de fato o exercício, pleno ou não, de algum dos
poderes inerentes à propriedade.

Para Ihering, posse é a exteriorização da propriedade. Para a constituição da posse, basta a apreensão da
coisa. Assim, a posse só possui um elemento: - o corpus a elemento natural.
A teoria de Ihering foi acolhida pelo Código Civil, em seu artigo 1196 .
Para outros doutrinadores, a posse significa o uso e o gozo da propriedade. Afirma: "todo aquele que estiver
em poder de algo, sem que o tenha obtido por meio violento, clandestino ou precário, é considerado
possuidor".
Inspirando-se em Ihering, a jurisprudência brasileira considera a posse como sendo um Direito Real.

 Natureza Jurídica da posse (situação de fato)

 Diferença entre posse e detenção – art. 1198 CC


Art. 1.198. Considera-se detentor aquele que, achando-se em relação de dependência para com outro,
conserva a posse em nome deste e em cumprimento de ordens ou instruções suas.
Parágrafo único. Aquele que começou a comportar-se do modo como prescreve este Artigo, em relação
ao bem e à outra pessoa, presume-se detentor, até que prove o contrário.

 Tipos de Posse: Espécie e Qualificação


• A) Posse Justa – Art. 1200 CC (princípio da negatividade)
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É a posse mansa e pacífica, destituída dos vícios da violência, clandestinidade e precariedade;
• Posse Injusta: é a posse revestida de vícios da violência, da clandestinidade e da precariedade;
• Posse de Boa Fé – não sabe se tem vício. Art. 1201 CC.
Art. 1.201. É de boa-fé a posse, se o possuidor ignora o vício, ou o obstáculo que impede a
aquisição da coisa.
Parágrafo único. O possuidor com justo título tem por si a presunção de boa-fé, salvo prova em
contrário, ou quando a lei expressamente não admite esta presunção.
• Posse de Má Fé – sabe que tem vícios.
• Posse Nova – é aquela que conta com menos de 01 (um) ano e dia;
• Posse Velha – é aquela que conta com mais de ano e dia.
• Posse Direta - é aquela que detém o bem (apreensão do bem), exerce poder físico sobre a coisa –
o proprietário;
• Posse Indireta - é a daquele que cede o uso do bem, não exerce poder físico sobre a coisa;
• Posse “ad interdicia” - tem que ser justa, só permite ao possuidor se utilizar dos mecanismos de
proteção da posse. Ex.: Locatário, comodatário.
• Posse “ad usucapioni” - (prescrição aquisitiva). É aquela exercida com animus domini, mansa e
pacificamente, contínua e publicamente, durante o lapso temporal prescricional estabelecida e
exigido em lei, ou seja, permite ao possuidor adquirir a propriedade pelo de curso do tempo.
• Posse Viciada – justo título, documento hábil, comprovação da aquisição da posse ou da
propriedade, gera presunção relativa.
• Composse – art. 1199 CC
É a posse exercida por duas ou mais pessoas sobre a mesma coisa. Trata-se de uma posse comum
de coisa indivisível por duas ou mais pessoas.
Art. 1.199. Se duas ou mais pessoas possuírem coisa indivisa, poderá cada uma exercer sobre ela
atos possessórios, contanto que não excluam os dos outros compossuidores.

Quais os Mecanismos:
1) Ação de reintegração de posse – É o remédio jurídico, de que pode dispor o possuidor que sofrer
esbulho, a fim de se reintegrar na posse que lhe foi subtraída pelo esbulhador.

2) Ação de Manutenção na Posse - Ação destinada a conservar o possuidor na posse do imóvel. O


possuidor não invoca a perda da posse, porque nesta ainda se acha investido; pede, tão-somente, seja sua
posse protegida, porque ameaçada.

A ação de manutenção deve ser precedida de perturbações sofridas pelo possuidor durante o exercício do
direito. Tais perturbações não podem, de modo algum, implicar a perda da posse, pois este fato ensejaria a
ação de reintegração. Todavia, por vezes, é muito difícil estabelecer, no caso concreto, se se trata de
verdadeiro esbulho ou de mera turbação; em face disto é comum ocorrer à propositura da ação de
reintegração em vez da ação de manutenção e vice-versa.

3) Ação de Interdito Proibitório - Ação que previne a violência iminente contra a posse. Trata-se de ação que
tem caráter preventivo, pois o possuidor, embora padecendo com o justo receio de ser molestado em sua
posse, ainda não sofreu turbação ou esbulho.

4) Imissão de Posse – quando adquiri a propriedade, mas nunca teve posse da coisa e busca obtê-la por
meio judicial.

5) Enunciação de obra Nova – trouxer risco ou situação irregular ou embargos ou demolição da obra.

6) Auto Tutela – possuidor pode se utilizar da própria força para proteger de esbulho ou de invasão, desde
que o faça de imediato e de forma moderada.

Perde a posse quando perde todos os poderes em relação a propriedade.

Efeitos:
A) Proteção Possessória (esbulho, turbação e ameaça). Art. 1210 CC.
Art. 1.210. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, restituído no de esbulho, e
segurado de violência iminente, se tiver justo receio de ser molestado.

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B) Esbulho – invasão integral de propriedade pelo posseiro

C) Esbulho Possessório – é a retirada violenta de um bem da esfera da posse do legítimo possuidor.


Implica o crime de usurpação tipificado quando alguém invade, com violência à pessoa ou grave
ameaça, ou mediante concurso de mais de duas pessoas, terreno ou edifício alheio, para o fim de
esbulho possessório. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, e restituído,
no de esbulho, sendo que o CPC repete estas disposições, empregando, porém, a expressão
reintegrado em vez de restituído. O possuidor esbulhado poderá restituir sua posse, contanto que o faça
logo e que os atos de defesa ou de esforço não transcendam o indispensável à restituição.
D) Turbação – perde de forma parcial a sua posse. Embaraço (ex.: posse ilegal de um imóvel).
O invasor entre na posse do imóvel e nele permanece com o titular do domínio ou possuidor. A espécie
recomenda a ação de manutenção na posse. Ato que, injustamente praticado, impede o normal
exercício da posse pelo legítimo possuidor. Pode ser positiva ou negativa.
Será positiva quando o turbador, embora não desapossando o legítimo possuidor, pratica atos de
ocupação parcial ou total do imóvel. Será negativa quando impedir que o possuidor exercite livremente
a sua posse. O possuidor tem direito a ser mantido na posse em caso de turbação, conforme determina
o CPC, cabendo ao autor, na ação de manutenção na posse, provar a turbação.

E) Ameaça – O pretenso invasor, apenas, faz ameaça. Nestes casos, a ação cabível é Ação de interdito
proibitório;

Benfeitorias e Retenção:
Direito aos Frutos Colhidos:
As despesas pelo plantio e pelos frutos pendentes. Responsabilidade pelo perecimento da coisa, boa fé só
responde pelo prejuízo o que der causa e má fé responde por todos os prejuízos ainda que oriundo de caso
fortuito ou força maior.
Para determinar o efeito é preciso saber se a posse é de boa fé ou de má fé direito apenas de benfeitorias,
necessárias sem retenção, têm direito as despesas realizadas com o plantio e frutos pendentes.

Usucapião: boa fé, prazo menor; má fé prazo maior.

Representa Legal
- Longo manus – terceiro adquire em meu nome
- breve manus – possui a coisa alheia em nome de terceiro.

Direito Real
É erga omnes produz efeitos contra todos;

• Direitos Reais sobre Coisas Própria:


• Direitos Reais sobre Coisas Alheias: (ius in re aliena) ou Direitos Reais de gozo ou fruição: Art. 1225 CC
exceto o inciso I
 Enfiteuse - é o ato jurídico inter vivos ou de última vontade, onde o proprietário atribuiu a outrem o
domínio do seu imóvel, pagando o adquirente (enfiteuta) uma pensão ou foro anual, certo e
invariável, ao senhorio direto. O contrato de Enfiteuse é em caráter perpétuo se prolonga no tempo.
A Enfiteuse é o Direito Real sobre a coisa alheia, que autoriza o enfiteuta a exercer sobre coisa
imóvel alheia todos os poderes do domínio mediante pagamento ao senhorio direto de uma renda
anual (foro). Em outras palavras: a enfiteuse é o contrato também denominado aforamento, bilateral
e oneroso, no qual, por ato inter vivos ou por disposição de última vontade, o proprietário do imóvel
confere, perpetuamente, a outrem o domínio útil deste, mediante o pagamento de uma pensão
anual, invariável, denominada foro. Por ser perpétua, a enfiteuse não se confunde com o
arrendamento propriamente dito. A enfiteuse deve abranger tão-somente as terras incultivadas, e o
proprietário do imóvel reserva para si o domínio direto, atribuindo-se ao enfiteuta ou foreiro o
domínio útil.
Laudemio – 2% sobre o bem da coisa. Só é pago quando oneroso. 2,5% terreno normal; 5% terreno
de Marinha.

 Direito de Resgate – nas enfiteuses constituídas a mais de 10 anos o enfiteuta tem direito de
resgate mediante pagamento de um laudêmio e 10 foros.

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 Direito de Seqüela – Do latim, sequella, de sequi, seguir, acompanhar, perseguir. Prerrogativa
conferida ao titular de um direito real de ir à busca, perseguir o bem que lhe pertença, onde quer
que este se encontre, cabendo ação contra aquele que o detenha ou possua. O titular do direito
perseguirá o bem mesmo quando este passar do devedor para terceiros possuidores. Como
exemplo do direito de seqüela, mencione-se o direito do credor hipotecário quanto ao imóvel
hipotecado, desde que inscrita a hipoteca.
 O direito de preferência do seu titular;
 A aderência imediata do bem;
 A obediência ao numerus clausus;
 Está sujeito ao abandono e a posse;

 Propriedade:
 Bem Móveis - pela tradição, pelo usucapião, pelo achado de tesouro, pelo descobrimento,
adjunção, comissão.
 Bem Imóveis – pode ser adquirida de três formas:
• Transcrição no R.G.I.;
• Usucapião;
• Acessão.

 Direito de Superfície – Conceito: O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de


plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada
no Cartório de Registro de Imóveis. A concessão da superfície será gratuita ou onerosa; se onerosa,
estipularão as partes se o pagamento será feito de uma só vez, ou parceladamente. O superficiário
responderá pelos encargos e tributos que incidirem sobre o imóvel.

 Servidões Prediais - A finalidade da servidão predial é tornar o prédio dominante mais útil, agradável
e cômodo. A utilidade do prédio dominante desvaloriza economicamente o prédio serviente, já que
as servidões são de caráter perpétuo. O prédio torna-se mais agradável e mais cômodo. Por
contrato: ato inter vivos; Por testamento: "causa mortis”. Art. 1378 CC.
Art. 1.378. A servidão proporciona utilidade para o prédio dominante, e grava o prédio serviente, que
pertence a diverso dono, e constitui-se mediante declaração expressa dos proprietários, ou por
testamento, e subseqüente registro no Cartório de Registro de Imóveis.

Tipos de Servidão:
 Aparente – quando ela é visível, o exercício de direito sobre as coisas. Ex.: Passagem de
pessoa, servidão de vista não aparente, tubulação subterrânea.
 Continuo – quando há o uso diário por parte do dono do prédio;
 Não Continuo – quando o uso é esporádico;
Observação: somente a servidão aparente é continua por ser usucapidas. A extinção da servidão
pelo desuso depois de 10 anos. O dono do prédio serviente pode muda a servidão de lugar desde
que não haja prejuízo para o prédio dominante, desde que arque com as custas.

 Usufruto - Do latim usufructus, fruído pelo uso. Ato ou efeito de usufruir; direito de usar coisa alheia
durante certo tempo. Usufruto é o direito real sobre coisas alheias, conferido ao usufrutuário de fruir
as utilidades e os frutos de uma coisa, enquanto destacado da própria temporariamente. No
Usufruto o proprietário perde o ius fruendi sobre a coisa (propriedade). O usufrutuário detém os
poderes de usar e gozar da coisa, explorando-a economicamente; já, o nu-proprietário, despojado
desses poderes, faz jus à substância da coisa (ius utendi e ius disponendi). Direito real sobre coisa
alheia (jus in re aliena), atribuído a alguém para que possa gozar fruir das utilidades e frutos de um
bem, de propriedade de outrem, enquanto temporariamente destacado da mesma propriedade. São
partes do usufruto: o nu-proprietário e o usufrutuário. Aquele, por definição, é o proprietário do bem
objeto do usufruto do qual se destacam os direitos de uso. Este é o beneficiário que frui, que usufrui
do direito de usar a coisa.

 Habitação - é direito real sobre coisas alheias, onde o titular ou sua família, temporariamente, pode
ocupar a coisa para moradia gratuitamente. Direito de fruição. Programas; competência para
promoção: A habitação tem por objeto um bem imóvel, cujo bem destinado à moradia não pode ser
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utilizado para estabelecimento de fundo de comércio ou de indústria. O direito real de habitação
deve ser inscrito no Registro Imobiliário. O titular do direito real de habitação não pode alugar nem
emprestar esse imóvel. Conferido o direito real de habitação a várias Pessoas, se qualquer destas
habitar sozinha a casa ou a coisa, não terá de pagar aluguel às demais. Todos têm o direito de
moradia, não podendo nenhuma inibir esse direito. O conteúdo do direito real de habitação é o de
habitar, sem fixação de domicílio.

 Tipo de Usufruto;
• Simultâneo – substabelece em nome de duas ou mais pessoas para exercerem o direito de
usufruto sobre a coisa.
• Sucessivo – quando é estabelecido em favor de duas ou mais pessoas, porém
determinado-se que um dos nomeados só terá direito com o falecimento do primeiro
usufruturário.
• Temporário – quando estabelece um prazo de duração.
• Vitalício – quando se o fim do uso com a morte do usufruturário.

 Direito Promitente Comprador ou Direito Real de Aquisição – Mediante promessa de compra e


venda, em que se não pactuou arrependimento, celebrada por instrumento público ou particular, e
registrada no Cartório de Registro de Imóveis, adquire o promitente comprador direito real à
aquisição do imóvel. O promitente comprador, titular de direito real, pode exigir do promitente
vendedor, ou de terceiros, a quem os direitos deste forem cedidos, a outorga da escritura definitiva
de compra e venda, conforme o disposto no instrumento preliminar; e, se houver recusa requerer ao
juiz a adjudicação do imóvel.
Ação Adjudicação compulsória – ação própria para aquisição do bem

 Direito Real de Garantia - É o que vincula diretamente ao poder do credor, determinada coisa do
devedor, assegurando a satisfação de seu crédito, se inadimplemento do devedor "in Direito das
coisas". A dívida assegurada por uma quantia real, garante ao credor a preferência sobre o preço
que se apurar na sua venda judicial, devendo ser pago prioritariamente. Assim, na hipoteca ou
penhor, havendo inadimplemento, a coisa dada em garantia é oferecida à penhora e o produto por
ela alcançada em praça será destinado, preferencialmente, ao pagamento da obrigação garantida.
São direitos de garantia sobre coisas alheias:
 Clausula de pacto comissário – não pode o credor estabelecer é nulo de pleno direito.
 Hipoteca - É um direito real de garantia que grava coisa imóvel, pertencente ao devedor ou
terceiro, conferindo ao credor o direito de promover a sua venda judicial, pagando-se,
preferencialmente, se inadimplente o devedor. Na hipoteca sucessiva as dividas não devem
ultrapassar o valor do bem. Nos dias de hoje, a hipoteca estimula o desenvolvimento
econômico, proporcionando a abertura de créditos, a execução de planos habitacionais, a
realização de negócios e a movimentação das riquezas ligadas ao solo. Podendo ser: Legal –
quando estabelecido por lei; Convencional – estabelecida com a vontade das partes.
 Penhor - É um direito real de garantia, segundo o qual, o devedor entrega uma coisa móvel ou
mobilizável ao credor, com a finalidade de garantir o pagamento do débito.

É um direito acessório que gera a dívida por contrato (de empréstimo) e transcrito no Registro
de Títulos e Documentos, surgindo em proveito do credor um direito de garantia que opera
"erga omnes". Podendo ser: Legal – quando estabelecido por lei; Convencional – estabelecida
com a vontade das partes. Ex.: bem nas hospedarias
Recai sobre bens móveis.
Há transferência da posse para o credor na hipoteca.
O penhor pode ser judicial ou amigável.
 Anticrese - É o contrato pelo qual o devedor - conservando ou não a posse do imóvel - atribuiu
ao credor, a título de garantia da dívida, os frutos e rendimentos oriundos do imóvel. Trata-se de
um direito real de garantia, podendo o credor, denominado anticresista, perceber os frutos ou
rendimentos do imóvel e, conforme o caso, reter este, até o cumprimento da obrigação em caso
de inadimplemento.

Direito de Família
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Matrimônio:
Direito de Família se inicia com o casamento. O casamento tem por fim a constituição da família.

Processo de Habilitação: requer ao Juízo que esta apto para casarem e que não exista qualquer
impossibilidade ou impedimento.
 O processo de habilitação será feito pelo juiz da vara de família.
 O juiz de paz só celebra. Art. 1514 CC.
Art . 1.514. O casamento se realiza no momento em que o homem e a mulher manifestam, perante o
juiz, a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, e o juiz os declara casados.
 Deferida a celebração pelo juiz, está deverá ser celebrada no prazo de 90 dias, sendo este Prazo
Decadencial.
 Não há prazo para iniciar-se o processo de habilitação. Porém quando iniciado após a Autorização
Judicial há o prazo de 90 dias de eficácia para proceder-se com o registro civil.
 A lei não fala em prazo para dar entrada no Processo de Habilitação. Mas, se depois da Declaração do
Religioso.
 Se 20 anos depois de dar entrada no Processo de Habilitação, após a autorização judicial terá 90 dias
para averbar no cartório.
 A partir da celebração religiosa que surtirá os efeitos do casamento – art. 1515, In Fini CC.
Art. 1.515. Remissão ao art 70 da Lei 6015/73.
 Os efeitos civis – a partir da Averbação Judicial do Processo de Habilitação
 Os efeitos jurídicos – a partir da data da celebração.
 Todo casamento que tem impedimento matrimonial é nulo.
 União lícita e permanente entre o homem e a mulher. Nossa tradição judaico-cristã consagrou o
casamento monogâmico, isto é, a proibição de o homem ou de a mulher possuírem mais de um
cônjuge; entretanto, a antropologia cultural atesta que várias sociedades consagravam - como ainda
consagram - a poligamia, gênero que inclui duas espécies: a poligamia (pluralidade de esposas) e a
poliandria (pluralidade de maridos).
 É nulo o casamento com o homicida doloso, ou seja, casar com o homicida de seu conjugue.

Casamento Putativo – protege-se em face de boa-fé dos cônjuges, produzirá efeitos civis em relação aos
cônjuges e aos filhos, até o dia da sentença anulatória. Surge, aqui, o chamado casamento putativo (do
latim, putativu: imaginário), que é aquele realizado na convicção de que estariam sendo atendidas todas as
prescrições legais.

Casamento Nuncupativo – Casamento in extremis ou in articulo mortis é aquele que dispensa as


formalidades de praxe, tendo em vista a morte iminente do contraente, exigida, contudo, a presença de seis
testemunhas. Tais testemunhas deverão comparecer, dentro de cinco dias, à autoridade judicial mais
próxima, a fim de prestarem as declarações.

Aqui, o casamento in extremis se torna, efetivamente, nuncupativo (do latim, nuncupatione: declaração
solene). Art. 1540 CC.
Art. 1.540. Quando algum dos contraentes estiver em iminente risco de vida, não obtendo a presença da
autoridade à qual incumba presidir o ato, nem a de seu substituto, poderá o casamento ser celebrado na
presença de seis testemunhas, que com os nubentes não tenham parentesco em linha reta, ou, na colateral,
até segundo grau.

Nulidade Absoluta – Art. 1548 CC.


Art. 1.548. É nulo o casamento contraído: Remissão art. 1521 CC.
I - pelo enfermo mental sem o necessário discernimento para os atos da vida civil; Remissão art. 3º,
II CC.
II - por infringência de impedimento.

Vicio de Consentimento – erro, dolo, coação.


Vício de Nulidade

Casamento civil ou religioso – no registro tem esta devidamente registrado. Art. 1516 CC
Art. 1.516. O registro do casamento religioso submete-se aos mesmos requisitos exigidos para o casamento
civil.

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§ 1o O registro civil do casamento religioso deverá ser promovido dentro de noventa dias de sua realização,
mediante comunicação do celebrante ao ofício competente, ou por iniciativa de qualquer interessado, desde
que haja sido homologada previamente a habilitação regulada neste Código. Após o referido prazo, o
registro dependerá de nova habilitação.
§ 2o O casamento religioso, celebrado sem as formalidades exigidas neste Código, terá efeitos civis se, a
requerimento do casal, for registrado, a qualquer tempo, no registro civil, mediante prévia habilitação
perante a autoridade competente e observado o prazo do Art. 1.532.
§ 3o Será nulo o registro civil do casamento religioso se, antes dele, qualquer dos consorciados houver
contraído com outrem casamento civil.

Ato Nulo (exceção) – Ex Tunc – retroage até a data da celebração.


Ato Anulável – Ex Nunc – os efeitos da anulação do casamento na sentença de declaração, no caso de
anulação, produzirão efeitos a partir da sentença.

Efeitos Pessoais:
 Presunção de Paternidade;
 Direito ao Nome;
 Deveres Conjugais; Art. 1566 CC.
Art. 1.566. São deveres de ambos os cônjuges:
I - fidelidade recíproca;
II - vida em comum, no domicílio conjugal;
III - mútua assistência;
IV - sustento guarda e educação dos filhos;
V - respeito e consideração mútuos.
 Coabitação – morar sobre o mesmo teto e manter relações sexuais;
 Respeito Mútuo – tratar o conjugue com dignidade (moral e física);
 Assistência Mútua - auxiliar a família e o conjugue (material e moral);
 Educação dos Filhos;
 Fidelidade –sobre o duplo aspecto moral e físico.
Regime de Bens
Efeitos Patrimoniais:
 Alimentos – art. 1694 e seguintes CC
Art. 1.694. Podem os parentes, os cônjuges ou companheiros pedir uns aos outros os alimentos de que
necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às
necessidades de sua educação.
§ 1o Os alimentos devem ser fixados na proporção das necessidades do reclamante e dos recursos da
pessoa obrigada.
§ 2o Os alimentos serão apenas os indispensáveis à subsistência, quando a situação de necessidade
resultar de culpa de quem os pleiteia.

 Critério para Determinação do Alimento – necessidade verso possibilidade, deve ser levado a condição
social das partes.
 A quem cabe arca com os bens alimentícios – Art. 1695 a 1697 CC
Art. 1.695. São devidos os alimentos quando quem os pretende não tem bens suficientes, nem pode
prover, pelo seu trabalho, à própria mantença, e aquele, de quem se reclamam, pode fornecê-los, sem
desfalque do necessário ao seu sustento.

Art. 1.696. O direito à prestação de alimentos é recíproco entre pais e filhos, e extensivo a todos os
ascendentes, recaindo a obrigação nos mais próximos em grau, uns em falta de outros.

Art. 1.697. Na falta dos ascendentes cabe a obrigação aos descendentes, guardada a ordem de
sucessão e, faltando estes, aos irmãos, assim germanos como unilaterais.
 Em caso do falecimento do alimentado os herdeiros têm direito de receberem os alimentos vencidos.
 Renúncia do Alimento – não podem renunciar podem deixar de exercer.
 Alimentos entre os Conjugues – o conjugue culpado não tem direito a alimentos, salvo se necessário
sua subsistência (mínimo necessário).

Regras Gerais:

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1) Da Mutabilidade do Regime de Bens – pelo novo código pode mudar o regime de bens. Art. 1639, §
2º CC
Art. 1.639. É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens,
o que lhes aprouver.
§ 2o É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado
de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de
terceiros.

2) Art. 2035 CC – o casamento antes do novo código


Art. 2.035. A validade dos negócios e demais atos jurídicos, constituídos antes da entrada em vigor
deste Código, obedece ao disposto nas leis anteriores, referidas no Art. 2.045, mas os seus efeitos,
produzidos após a vigência deste Código, aos preceitos dele se subordinam, salvo se houver sido
prevista pelas partes determinada forma de execução.
Parágrafo único. Nenhuma convenção prevalecerá se contrariar preceitos de ordem pública, tais
como os estabelecidos por este Código para assegurar a função social da propriedade e dos
contratos.

3) Existem requisitos mínimos para mudança:


 Deve ser solicitada ao juiz
 Não pode trazer prejuízo de terceiro
4) As dívidas contraídas por um dos conjugue em relação ao casal gera obrigação solidária. Art. 1644
CC.
Art. 1.644. As dívidas contraídas para os fins do Artigo antecedente obrigam solidariamente ambos
os cônjuges.

5) Trata que as pessoas casadas no Regime de Separação de Total de Bens não dependem da
anuência do outro conjugue. Art. 1643 CC
Art. 1.643. Podem os cônjuges, independentemente de autorização um do outro:
I - comprar, ainda a crédito, as coisas necessárias à economia doméstica;
II - obter, por empréstimo, as quantias que a aquisição dessas coisas possa exigir.

Comunhão Universal - Art. 1667 CC.


Art. 1.667. O regime de comunhão universal importa a comunicação de todos os bens presentes e futuros
dos cônjuges e suas dívidas passivas, com as exceções do Artigo seguinte.

Conseqüência Jurídica – regra que todos os bens se comunição.


Exceção – os conseguidos com clausula de incomunicabilidade. Art. 1668 CC.
Art. 1.668. São excluídos da comunhão:
I - os bens doados ou herdados com a cláusula de incomunicabilidade e os sub-rogados em seu
lugar; Remissão art. 1911 CC Súmula 49 STF.
II - os bens gravados de fideicomisso e o direito do herdeiro fideicomissário, antes de realizada a
condição suspensiva;
III - as dívidas anteriores ao casamento, salvo se provierem de despesas com seus aprestos, ou
reverterem em proveito comum;
IV - as doações antenupciais feitas por um dos cônjuges ao outro com a cláusula de
incomunicabilidade;
V - Os bens referidos nos incisos V a VII do Art. 1.659.

Art. 1.659. Excluem-se da comunhão:


V - os bens de uso pessoal, os livros e instrumentos de profissão;
VI - os proventos do trabalho pessoal de cada cônjuge;
VII - as pensões, meios-soldos, montepios e outras rendas semelhantes.

Comunhão Parcial – Art. 1658 e 1662 CC.


Os bens antes do casamento não se comunição, só se comunição os bens a título oneroso da instância do
casamento, título gratuito não se comunição.
Doação não se comunição. Sub-rogação – substituição de um bem particular por outro bem.
Art. 1.658. No regime de comunhão parcial, comunicam-se os bens que sobrevierem ao casal, na
constância do casamento, com as exceções dos Artigos seguintes.

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Art. 1.662. No regime da comunhão parcial, presumem-se adquiridos na constância do casamento os bens
móveis, quando não se provar que o foram em data anterior.

Separação Total
Por este regime não há comunicabilidade de bens.
Regime da Participação Final dos Aqüestos
Por este regime ao longo do casamento o patrimônio não se comunica, porém, quando seu termino os bens
adquiridos a título oneroso será somados e dividido por dois. Se um dos conjugue fraudar o outro conjugue
os valores referente à venda será somado para divisão. Art. 1672 CC.
Art. 1.672. No regime de participação final nos aqüestos, cada cônjuge possui patrimônio próprio, consoante
disposto no Artigo seguinte, e lhe cabe, à época da dissolução da sociedade conjugal, direito à metade dos
bens adquiridos pelo casal, a título oneroso, na constância do casamento.

Forma de Dissolução do Casamento


O matrimônio se extingue pela nulidade, morte ou divórcio - Art. 1683 e 1685 CC, Art. 2º da Lei 6515/77
Art. 1.683. Na dissolução do regime de bens por separação judicial ou por divórcio, verificar-se-á o montante
dos aqüestos à data em que cessou a convivência.

Art. 1.685. Na dissolução da sociedade conjugal por morte, verificar-se-á a meação do cônjuge sobrevivente
de conformidade com os Artigos antecedentes, deferindo-se a herança aos herdeiros na forma estabelecida
neste Código.

Art. 2º - A Sociedade Conjugal termina:


I - pela morte de um dos cônjuges;
II - pela nulidade ou anulação do casamento;
III - pela separação judicial;
IV - pelo divórcio.
Parágrafo único - O casamento válido somente se dissolve pela morte de um dos cônjuges ou pelo divórcio

Dissolução da Sociedade Conjugal – põem fim aos efeitos do casamento, não põem fim ao casamento. Ex.:
Separação Judicial ou de Fato
A separação de fato, separados a mais de dois anos de efeito jurídico. Art. 4º da Lei 6515/77.
Art. 4º - Dar-se-á a separação judicial por mútuo consentimento dos cônjuges, se forem casados há mais de
2 (dois) anos, manifestado perante o juiz e devidamente homologado.

Separação Judicial - Art. 5º da lei 6515/77 - pode ser:


 Litigiosa a qualquer momento basta que haja a falta dos deveres matrimoniais.
 Consensual – só depois de um ano casado

Art. 5º - A separação judicial pode ser pedida por um só dos cônjuges quando imputar ao outro conduta
desonrosa ou qualquer ato que importe em grave violação dos deveres do casamento e tornem insuportável
a vida em comum.
§ 1º - A separação judicial pode, também, ser pedida se um dos cônjuges provar a ruptura da vida em
comum há mais de 5 (cinco) anos consecutivos, e a impossibilidade de sua reconstituição.
§ 2º - O cônjuge pode ainda pedir a separação judicial quando o outro estiver acometido de grave doença
mental, manifestada após o casamento, que torne impossível a continuação da vida em comum, desde que,
após uma duração de 5 (cinco) anos, a enfermidade tenha sido reconhecida de cura improvável.
§ 3º - Nos casos dos parágrafos anteriores, reverterão, ao cônjuge que não houver pedido a separação
judicial, os remanescentes dos bens que levou para o casamento, e, se o regime de bens adotado o
permitir, também a meação nos adquiridos na constância da sociedade conjugal.
Divórcio – Art. 24 e 25 da Lei 6515/77
Direto – é baseado na separação de fato, após um ano do transito em julgado.
Indireto – é baseado na separação judicial.
Art. 24 - O divórcio põe termo ao casamento e aos efeitos civis do matrimônio religioso.
Parágrafo único - O pedido somente competirá aos cônjuges, podendo, contudo, ser exercido, em caso de
incapacidade, por curador, ascendente ou irmão.

Art. 25 - A conversão em divórcio da separação judicial dos cônjuges, existente há mais de três anos,
contada da data da decisão ou da que concedeu a medida cautelar correspondente (art. 8º), será decretada
por sentença, da qual não constará referência à causa que a determinou.

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Tutela e Curatela – para maiores, incapazes, os ausentes e o nascituro.

Adoção Art. 1618 e 1619 CC - os maiores de 18 anos podem adotar solteiros ou casados. Quem pode ser
adotado, qualquer pessoa que esteja destituído do pátrio poder.
Art. 1.618. Só a pessoa maior de dezoito anos pode adotar.
Parágrafo único. A adoção por ambos os cônjuges ou companheiros poderá ser formalizada, desde que um
deles tenha completado dezoito anos de idade, comprovada a estabilidade da família.

Qual a diferença entre o adotante e o adotado é de 16 anos.


Art. 1.619. O adotante há de ser pelo menos dezesseis anos mais velho que o adotado.

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