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BÁRBARA ALVES PEREIRA ARAÚJO CRISÂNIA CUSTÓDIO ALVES DORCELLENE BUENO DE JESUS SILVA ELANY CANÊDO LUCIANO RODRIGUES

BÁRBARA ALVES PEREIRA ARAÚJO CRISÂNIA CUSTÓDIO ALVES DORCELLENE BUENO DE JESUS SILVA ELANY CANÊDO LUCIANO RODRIGUES COELHO NANCY PEREIRA TELES PATRÍCIA MARIA DE FREITAS ROSA RONALDO JOSÉ PIRES SOLIANE ROSA DE CASTRO FERREIRA TATIANE MARIA DE OLIVEIRA VALDINEIDE DA SILVA FERREIRA ARAÚJO WISNAYA DIVINA DE OLIVEIRA ANDRADE

FILOSOFIA MODERNA

ITAPURANGA

2015

BÁRBARA ALVES PEREIRA ARAÚJO CRISÂNIA CUSTÓDIO ALVES DORCELLENE BUENO DE JESUS SILVA ELANY CANÊDO LUCIANO RODRIGUES COELHO NANCY PEREIRA TELES PATRÍCIA MARIA DE FREITAS ROSA RONALDO JOSÉ PIRES SOLIANE ROSA DE CASTRO FERREIRA TATIANE MARIA DE OLIVEIRA VALDINEIDE DA SILVA FERREIRA ARAÚJO WISNAYA DIVINA DE OLIVEIRA ANDRADE

FILOSOFIA MODERNA

Trabalho apresentado ao curso de Pedagogia da FAI – Faculdade Itapuranga, como requisito parcial para aquisição de nota na disciplina de Fundamentos Filosóficos, Éticos e de Responsabilidade Social.

Professor: Fernando Carlos Silva

ITAPURANGA

2015

INTRODUÇÃO

O presente trabalho tem como objetivo norteador uma análise da chegada e do desenvolvimento da Filosofia Moderna, bem como as suas características, principais pensadores, e a sua transformação ao longo do tempo. O mesmo também busca compreender de maneira mais clara e objetiva os pontos que ensejaram o surgimento de uma nova Filosofia, bem como o seu desenvolvimento e seu pensamento. Assim a filosofia moderna foi representada por pensadores como Kant, Voltaire, Rousseau, Montesquieu e Hume entre outros, e, em seus primórdios, fez jus ao Absolutismo. Todavia a primeira etapa da filosofia moderna acaba a seu final por ser radicalmente anti-absolutista, motivo esse que justifica as diferenças entre pensadores como Maquiavel e Rousseau. O período Moderno foi fértil para a filosofia política. O fortalecimento do monarca, a mudança da relação entre fé e poder, diferentemente do que acontecia na Idade Antiga e Medieval, entre outras questões findaram no surgimento de um novo pensamento filosófico. Segundo a Filosofia Moderna o direito natural é um interesse pessoal que deve ser legitimado e que se aplica ao sentido próprio da natureza das coisas com um pensamento voltado para a prudência e equidade. Assim sendo a Filosofia Moderna tornou-se uma filosofia progressista em face do passado, e conservadora em face do futuro, em razão de seu individualismo e caráter burguês.

FILOSOFIA MODERNA

A Filosofia Moderna pode ser definida como o pensamento desenvolvido da metade do século XV, pode-se chamá-la de mentalidade moderna que advém das transformações culturais, sociais, religiosas e econômicas que ocorreram na Europa, à mesma começa pelo Renascimento e se estende até meados do século XX, mas a filosofa desenvolvida dentro desse período. A principal característica deste período é a busca dos princípios racionais pelo qual o homem pode apreender verdadeiramente a realidade. A mesma se inicia a partir da crise do pensamento medieval, ou seja, através do advento do pensamento humanista do século XVI e a reforma protestante. Com isso houve uma revolução da maneira de se ver e compreender o mundo.

O pensamento moderno começa pela filosofia racionalista de Descartes junto aos pensamentos dos filósofos empiristas ingleses. Desta forma, este pensador, acima citado, é considerado o pai da filosofia moderna. O pensamento do mesmo está relacionado, através do exercício da subjetividade e pela confiança na razão.

A filosofia de Descartes consistia no princípio da dúvida metódica, para chagar ao conhecimento, assim as pessoas iriam desenvolver seu pensamento com base em suas próprias idéias. Alem de Descartes, podemos destacar outros filósofos modernistas como:

Francis Bacon que defendia o método experimental em oposição à especulação da metafísica. O modelo adotado por Bacon era o método indutivo, do qual se caracteriza pela observação dos fenômenos, “saber é poder”. David Hume defendia a corrente filosófica oposta a Descartes. Segundo ele, todo tipo de ilusão metafísica deve ser rejeitada, pois os milagres violam as leis da natureza que se baseam na experiência. John Locke precursor das idéias liberalistas e dos iluministas, para ele o conhecimento basea-se a partir da observação do mundo, descartando explicação baseadas na fé. Para Locke, o conhecimento não é adquirido de forma inata, mas é o resultado do modo do qual elaboramos as informações que recebemos através da experiência de vivencia.

O principio da filosofia moderna fazia por merecer ao Absolutismo, mas, durante seu desenvolvimento se tornou radicalmente anti-absolutista, fato é, que surgiu o capitalismo, tendo como pensamentos filosóficos e jurídicos a base econômico-social, onde o Estado no primeiro momento foi exaltado por alguns e depois limitado por outros, pois, no inicio da Idade Moderna o Estado era visto como o unificador da sociedade e a base da sociedade burguesa, no entanto, com o decorrer do capitalismo foi percebido que sua função na Idade Moderna seria a limitação de poderes e governo do Estado diante dos direitos individuais dos cidadãos.

Portanto as reflexões filosóficas modernas com relação ao direito surgiram diante de cogitações sobre a possibilidade que o ser humano poderia ter em face do Estado, além da liberdade no comércio, liberdade individual burguesa e até a possibilidade de uma crença individual adversas da crença da maioria, ou seja, os direitos individuais de um cidadão começaram a ter ênfase na sociedade moderna, onde o Estado passou a ter limites em relação ao seu governo e aos seus poderes.

Assim sendo, a modernidade filosófica do direito é o modelo padrão mais habitual e recorrente das explicações e legitimações dos juristas até a atualidade, pois, o capitalismo abrangeu conhecimentos que até hoje continuam sendo utilizados na filosofia do direito, como o direito subjetivo, o individualismo, a limitação do Estado pelo direito, universalidade dos direitos, anti-absolutismo. Nesse sentido a Idade Moderna passou por inúmeras preocupações com o problema da racionalidade, onde os modernos construíram seus sistemas filosóficos e, consequentemente, a filosofia política e a filosofia do direito. Sendo assim, com relação ao sujeito do conhecimento no tempo moderno, diz-se que explana certo humanismo, o que gera a preocupação do individuo que é o sujeito de direitos, diferentemente do que acontecia na idade Antiga e Medieval que o conhecimento era centrado na fé. Todavia, em relação ao conhecimento dos fatos os modernos pesquisam a respeito do correto método para a determinação da verdade, para tanto, o empirismo afirma que a verdade não se encontra como dado prévio internamente do homem que conhece e sim nas experiências e na percepção, enquanto, os idealistas, racionalistas e inatistas propõem que o conhecimento se dá de ideias

sobre as coisas, precisamente na busca de métodos onde a verdade seja concretizada. Os filósofos modernos idealistas e racionalistas se preocupavam com as correntes filosóficas que eram direcionadas para a busca da verdade, racional, universal porque sucediam de métodos, sistemas e categorias racionais, ou seja, o método, os paradigmas, os sistemas, as categorias são construções que partem da própria idealidade humana, portanto, construções racionais que inteiram um conhecimento. Portanto os modernos empiristas com relação ao conhecimento cuja reflexão está voltada para a percepção das coisas do que nas categorias que daria sentido a essa percepção, pois, o conhecimento se faz das coisas reais, sentidas, vivenciadas. Contudo, essas duas vias não passíveis de solução para os problemas fundamentais de uma filosofia do direito moderno. Sendo assim, os empiristas têm como a resposta para a questão do conhecimento, a tese da percepção, das experiências da realidade, as quais afastaram as possibilidades de conhecimentos prévio do direito, transplantando as categorias do conhecimento para os costumes vividos, ao contrário, do que afirma os inatistas que sugerem um conhecimento ligado em métodos, ideias inatas, pensada de maneira ideal e não centrada nas experiências.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O presente trabalho teve como base principal uma análise a cerca da Filosofia Moderna e de seus métodos do conhecimento, mostrando assim uma reflexão no sentido do direito positivista, em uma metodologia materialista, também pode se notar a pontuação dos eixos centrais da modernidade, como o surgimento do capitalismo, a questão do conhecimento, a ideologia individualista e a moderna filosofia política. O mesmo também buscou compreender de maneira mais clara e objetiva os pontos que ensejaram o surgimento de uma nova Filosofia, bem como o seu desenvolvimento e seu pensamento. Contudo, a Filosofia Moderna tornou-se uma filosofia progressista em face do passado e conservadora em face do futuro, em razão de seu individualismo e caráter burguês.

REFERÊNCIAS

IBER, Christian. Introdução à filosofia moderna e contemporânea: orientação sobre seus métodos/Christian Iber. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2012.

ARANHA, Maria Lúcia de Arruda; MARTINS, Maria Helena Pires. Filosofando. São Paulo, Moderna, 2003.

DESCARTES, René. Meditações Metafísicas. Tradução de J. Guinburg e de Bento Prado Júnior. São Paulo: Abril, 1984. (Col. Os Pensadores).

HUME, David. Investigações acerca do entendimento humano. São Paulo: Abril, 1984. (Col. Os Pensadores).

SPINOZA. Ética more geométrico demonstrada. São Paulo: Abril, 1984. (Col. Os Pensadores)

LOCKE, John. Ensaio acerca do entendimento humano. Tradução de Anoar Aiex. São Paulo: Nova Cultural, 1988.

BACON, Francis. Novum organum ou verdadeiras indicações acerca da interpretação da natureza. São Paulo: Nova Atlandida, 1973.