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Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Engenharia Trabalho de Integralização Multidisciplinar 1 TIM 1

Universidade Federal de Minas Gerais Escola de Engenharia

Trabalho de Integralização Multidisciplinar 1 TIM 1 2º semestre de 2014

Proposta de Diretrizes de Engenharia para o Planejamento da Ocupação da Área da Bacia do Córrego Pastinho (Avenida Dom Pedro II)

Relatório Final

Grupo A2: Claudia Lopes Guilherme Soares Almeida Rodrigues Lucas Mendes Mateus Luciano Camargos Borges Naiara Silva Cruz

Tutor: Adalberto Carvalho de Rezende

Belo Horizonte Novembro - 2014

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

SUMÁRIO

LISTA DE FIGURAS

IV

LISTA DE TABELAS

VII

SIGLAS

VIII

1. INTRODUÇÃO

1

2. OBJETIVOS

2

3. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA

3

3.1 SITUAÇÃO

3

3.2 MEIO FÍSICO

4

3.2.1 Limites da área de estudo

4

3.2.2 Coordenadas UTM

5

3.2.3 Geologia e Solos

6

3.2.4 Relevo

7

3.2.5 Hidrogeologia

8

3.2.6 Hidrografia

9

3.2.7 Climatologia

10

3.2.8 Cobertura vegetal

11

3.2.9 Áreas de Restrição Construtiva

12

3.2.9.1 Riscos de deslizamento e erosão

13

3.2.9.2 Inundações

13

3.2.9.3 Mapeamento das áreas de restrição construtiva

14

3.3 MEIO BIÓTICO

15

 

3.3.1 Paisagem

15

3.3.2 Vegetação

16

3.3.3 Qualidade da Água

18

3.3.4 Principais Alterações Ocorridas no Tempo

19

3.3.5 Áreas de Restrição Construtiva

19

3.4

MEIO ANTRÓPICO

20

3.4.1 Indicadores Socioeconômicos

21

3.4.2 Abastecimento de água, esgoto, energia e limpeza urbana

22

3.4.3 Infraestrutura de Serviços de Saúde

23

3.4.4 Educação

24

3.4.5 Áreas de Restrição

25

4. PLANEJAMENTO FÍSICO TERRITORIAL

27

4.1

DIAGNÓSTICO DA OCUPAÇÃO FÍSICA TERRITORIAL ATUAL

27

4.1.1 Ocupação do Solo

27

4.1.2 Diretrizes da Legislação Urbana

28

4.1.3 Usos do Solo e Principais Carências Identificadas

30

4.1.4 Principais Impactos Resultantes da Ocupação Atual

32

4.2

DIRETRIZES PARA O PLANEJAMENTO FÍSICO TERRITORIAL

33

4.2.1 Vocação econômica

33

4.2.2 Diretrizes básicas de planejamento

33

4.2.3 Impactos do planejamento físico territorial e medidas mitigadoras

35

5. ESTUDOS DEMOGRÁFICOS

37

5.1

INTRODUÇÃO

37

5.2

DIAGNÓSTICO DA SITUAÇÃO ATUAL

37

5.3

DIRETRIZES PARA OS ESTUDOS DEMOGRÁFICOS

38

5.3.1

Estimativas da população de saturação

38

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
 

5.3.2 Modelo de crescimento adotado

39

5.3.3 Projeção Populacional

40

6. SISTEMA DE TRANSPORTES

 

41

6.1

CONTEXTUALIZAÇÃO

41

6.2

DIAGNÓSTICO DO SISTEMA ATUAL DE TRANSPORTES

41

6.2.1 Matriz Modal

41

6.2.2 Localização de rotas e acessos principais

43

6.2.3 Equipamentos específicos

43

6.2.4 Políticas de integração física, tarifária e institucional

44

6.2.5 Problemas e pontos críticos

45

6.2.6 Impactos e externalidades

45

6.3

DIRETRIZES PARA O SISTEMA DE TRANSPORTES

46

6.3.1 Sistema Viário Principal

46

6.3.2 Circulação Viária

47

6.3.2.1 Vias Arteriais

47

6.3.2.2 Vias

Coletoras

48

6.3.2.3 Vias Locais

49

6.3.2.4 Pavimentação

50

6.3.3 Transporte não motorizado

51

6.3.4 Transporte Público

52

6.3.4.1 Sistema Proposto

52

6.3.4.2 Estimativa da Demanda

54

6.3.5 Transporte de Carga

57

6.3.6 Impactos Ambientais

57

7. ABASTECIMENTO DE ÁGUA

 

59

7.1

DIAGNÓSTICO DA INFRAESTRUTURA ATUAL DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA

59

7.2

DIRETRIZES PARA O ABASTECIMENTO DE ÁGUA

60

8. ESGOTAMENTO SANITÁRIO

65

 

8.1.1 Introdução

65

8.1.2 Diagnóstico da Infraestrutura Atual de Esgotamento Sanitário

65

8.1.3 Diretrizes para o Esgotamento Sanitário

69

9. DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS

74

 

9.1.1

Diagnóstico da infraestrutura atual de drenagem de águas pluviais

74

9.1.1.1 Contextualização

74

9.1.1.2 Caracterização dos fundos de vale

75

9.1.1.3 Sistema de Macrodrenagem e Microdrenagem

76

9.1.1.4 Aspectos positivos e negativos do atual sistema de drenagem

78

9.1.2 Diretrizes para a drenagem de águas pluviais

79

9.1.2.1 Propostas para o controle de escoamentos na fonte

79

9.1.2.2 Medidas Mitigadoras

82

10. GERENCIAMENTO DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS

84

10.1.1 Contextualização

84

10.1.2 Diagnóstico da infraestrutura atual de gerenciamento de resíduos sólidos

84

10.1.2.1 Identificação e classificação dos resíduos

84

10.1.2.2 Condições existentes de coleta, transporte e disposição final

85

10.1.2.3 Impactos

85

10.1.3

Diretrizes para o gerenciamento de resíduos sólidos

86

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

95

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

LISTA DE FIGURAS

Figura 1 - Situação da área de estudo dentro do Município de Belo

Figura 2 - Principais vias no entorno da área de estudo. (Fonte: Adaptado de imagem de satélite

do software Google Earth com sobreposição de mapa viário fornecido pela

Figura 3 - Bairros que em cujo território está contida a área de estudo. (Fonte: Adaptado de

3

3

imagem de satélite do software Google Earth com sobreposição de limites dos bairros fornecido

pela

4

Figura 4 Traçado dos limites da área de estudo a partir da topografia da região

5

Figura 5 - Localização dos pontos representativos do contorno da área de

5

Figura 6 - Mapa da Geologia de Belo Horizonte, com destaque para a região onde se insere a

Bacia do Córrego do Pastinho. (Fonte: Adaptado de CAMPOS, 2011, p. 28)

Figura 7 - Mapa do relevo do Município de Belo Horizonte, com destaque para a área de estudo.

7

Figura 8 - Mapa de declividades de Belo Horizonte, com destaque para a região onde encontra-se

8

a área de planejamento. (Fonte: Adaptado de Prodabel, 2007 e SMAPU,

Figura 9 - Declividade moderada a acentuada na Rua Belmiro Braga, cortando um fundo de vale.

8

Figura 10 - Mapa Hidrogeológico de minas Gerais, com destaque para a região de Belo Horizonte

9

Figura 11 - Detalhe de mapa hidrológico de Belo Horizonte, destacando a região da Bacia do

7

Córrego do Pastinho. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pelo site da PBH)

10

Figura 12 - Localização da Estação Meteorológica

10

Figura 13 - Gráficos dos dados climatológicos de Belo Horizonte. (Fonte: Site do INMET)

11

Figura 14- Cobertura vegetal na região de Belo Horizonte. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido

no site do IBGE)

12

Figura 15 - Foto de alagamento na Praça do Peixe (Fonte: site do Jornal Estado de

14

Figura 16 - Mapeamento das áreas de restrição à ocupação

14

Figura 17 - Avenida Dom Pedro II com ênfase para o canteiro central. (Fonte: Grupo A2)

15

Figura 18 - Ruas adjacentes à Avenida Dom Pedro II. (Fonte: Grupo A2)

16

Figura 19 - Vegetação original da região de Belo Horizonte

16

Figura 20 - Áreas de preservação (Fonte: Adaptado do mapa Áreas verdes protegidas, 2010, do

17

Figura 21 - Área vegetada (Fonte: Adaptado do mapa Áreas vegetada, 2010, do site da Secretaria

de Meio Ambiente da PBH)

Figura 22 - Maior área de preservação da Bacia do Pastinho (Fonte: Adaptado do Google Maps)

18

17

site da Secretaria de Meio Ambiente da PBH)

Figura 23 - Qualidade das águas dos afluentes da bacia do rio São Francisco na região de Belo

Horizonte

Figura 24 - Mapa de prioridades para saneamento de Belo Horizonte (Fonte: adaptado de IGAM)

19

18

Figura 25 - Áreas de restrição construtiva, em verde escuro. (Fonte: Adaptado mapa fornecido

pelo Google

Maps)

20

Figura 26 - Mapa de Densidade Demográfica. Área de Planejamento em

21

Figura 27 Gráfico de Distribuição Local de Classes Sociais

22

Figura 28 - Área de restrição construtiva e delimitações da bacia do Córrego do Pastinho

26

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Figura 29 - Zoneamento da Região Noroeste de Belo Horizonte (Fonte: PBH, Lei 7166/96 e

alterações)

27

Figura 30 - Tipologia de ocupação conforme o uso. (Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte)

31

Figura 31 - Fotos de estabelecimentos comerciais ao longo da Avenida Dom Pedro II. (Fonte:

Grupo A2)

31

Figura 32 - Fotos de estabelecimentos comerciais ao longo da Rua Padre Eustáquio. (Fonte: Grupo

A2)

32

Figura 33 - Fotos das ruas Itororó e Marcondes, majoritariamente residenciais. (Fonte: Grupo A2)

32

Figura 34 - Zoneamento básico proposto pelo Grupo para a nova ocupação da Bacia do Córrego

do Pastinho. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pela equipe da

35

Figura 35 - Gráfico da evolução populacional em Belo Horizonte segundo dados do IBGE

37

Figura 36 Gráfico do crescimento populacional através do modelo

40

Figura 37 - Localização da área de estudo, onde se observam rotas e acessos principais como Avenida Dom Pedro II, Avenida Presidente Carlos Luz e BR-381 no Anel Rodoviário. Destaque

para o Aeroporto Carlos

Figura 38- Faixa de pedestre no cruzamento da Avenida Carlos Luz com a Avenida Dom Pedro

43

II (Fonte: Grupo A2)

43

Figura 39 - Ponto de ônibus na Avenida Dom Pedro II. (Fonte: Grupo A2)

44

Figura 40 - Mapa do Sistema Viário Principal proposto. (Fonte: adaptado de mapa fornecido pelo

site da Disciplina)

Figura 41 - Esboço da seção tipo da Avenida Dom Pedro II, mostrando apenas um sentido da via.

46

Considerar o mesmo esquema espelhado para o sentido oposto. (Fonte: produzido pelo Grupo A2

no site www.streetmix.net)

48

Figura 42 - Seção tipo para a Avenida Carlos Luz em trecho onde não há o parque linear, e sim

um canteiro central com ciclovia. (Fonte: adaptado de BARBOSA, 2011)

48

Figura 43 - Seção tipo das vias coletoras (Fonte: adaptado de BARBOSA, 2011)

49

Figura 44 - Exemplo de seção tipo de via local (Fonte: Adaptado de BARBOSA, 2011)

50

Figura 45 - Exemplo de seção tipo de via local (Fonte: Adaptado de BARBOSA, 2011)

50

Figura 46 Exemplo de calçada larga, com comércio e mobiliário, adotada em Atlanta, EUA

51

Figura 47 Exemplo de elevação de piso para tornar a travessia de pedestres mais segura, nos

EUA

Figura 48 Desenho esquemático de aplicação de rampas para cadeirantes e piso tátil para

deficientes visuais (Fonte: Guia de Acessibilidade Urbana CREA-MG)

Figura 49 - Exemplo de protótipo de veículo para sistema BRT. (Fonte: www.mercedesbenz.com)

53

Figura 50 Exemplo de veículo do BRT de Los Angeles, que permite embarque em nível para

plataformas baixas, facilitando o acesso de cadeirantes, e com presença de “rack” frontal para

transportar

Figura 51 Exemplos de possíveis soluções arquitetônicas para estações, terminais e passarelas que tornariam o espaço visualmente agradável. (Fontes:

54

52

52

http://leeuwarden.straatinfo.nl/fotos/modern-bushokje-bus-stop_765235/ e

http://www.archdaily.com/48181/transbay-transit-terminal-pelli-clarke-pelli-architects)

Figura 52 - Principais Sistemas de Abastecimento e Reservatórios em Belo Horizonte. (Fonte:

58

Copasa)

60

Figura 53 - Gráfico de demanda anual de água. Fonte: Grupo

61

Figura 54 - Sistemas de abastecimento de água da Região Metropolitana de Belo Horizonte. Fonte:

63

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Figura 55 - Lay out do sistema de abastecimento da Bacia do Córrego Pastinho. (Fonte : Grupo

A2)

Figura 56 -Situação dos cursos d’água e do sistema de esgotamento sanitário na bacia do Córrego

64

Pastinho. (Fonte: Prefeitura Municipal de Belo Horizonte)

65

Figura 57 -Fundos de vale da região do Córrego do Pastinho. (Fonte: Grupo

66

Figura 58 -Região para construção da ETE dentro da área de estudo. (Fonte: Grupo

67

Figura 59 -Em verde, bacias atendidas pela ETE Arrudas. E bacia do Córrego do Pastinho em

vermelho

67

Figura 60 -Evolução das vazões médias tratadas pela ETE Arrudas. (Fonte: COPASA)

68

Figura 61 -Vista aérea da ETE Arrudas. (Fonte: COPASA)

68

Figura 62 -Rede de interceptores. (Fonte: Grupo A2)

69

Figura 63 -Seção transversal mostrando os interceptores nos fundos de vales. (Fonte: ETG-

69

Figura 64 Gráfico da vazão doméstica média de esgotos nos primeiros vinte anos de implantação.

(Fonte: Grupo

Figura 65 Influência da urbanização nos processos hidrológicos de infiltração, escoamento e

74

Figura 66 Mapa indicando as áreas de drenagem de cada um dos córregos afluentes e a área de contribuição direta ao Córrego do Pastinho. (Fonte: adapatado de mapa fornecido pelo site da

evapotranspiração. (Fonte: tradução livre de FISRWG, 2001)

71

 

75

Figura 67 - Bocas de lobo em rua próxima à Avenida Dom Predo II. (Fonte: Grupo A2)

76

Figura 68 - Canalização do Córrego do Pastinho em 1937, no cruzamento com a Rua Jaguari . 77

Figura 69 - Canalização do Córrego do Pastinho em 1972. (Fonte:

http://curraldelrei.blogspot.com.br)

77

Figura 70 - Foz do Córrego do Pastinho em frente a Rodoviária. (Fonte:

http://curraldelrei.blogspot.com.br)

78

Figura 71 - Carta de Inundações de Belo Horizonte Região Noroeste (Fonte: SUDECAP)

78

Figura 72 Disposição das avenidas sanitárias propostas (em vermelho) dentro da área de

80

Figura 73 corte esquemático mostrando as camadas da pavimentação com asfalto permeável80

Figura 74 - Piso grama em estacionamento. (Fonte: Tecpar Pavimentos)

81

Figura 75 - Telhados verdes em edificações. (Fonte: Lecy Picorell)

81

Figura 76 Hidrograma de área urbanizada versus área não urbanizada. (Fonte: Instituto de

Pesquisas Hidráulicas da UFRGS)

81

Figura 77 - Sistema de captação de águas de chuva por gravidade

82

Figura 78 Evolução da produção de RS ao longo dos

89

Figura 79 - Veículo de coleta seletiva de Belo Horizonte (Fonte:

http://www.jornalwebminas.com.br)

90

Figura 80 - Coleta de resíduos de podas de árvores. (Fonte:

http://prefeituradeipatinga.blogspot.com.br)

90

Figura 81 - Veículo compactador de lixo doméstico. (Fonte: http://portalpbh.pbh.gov.br)

91

Figura 82 - Área para a construção do centro de triagem de materiais recicláveis

91

Figura 83 - Ponto de coleta voluntária de materiais recicláveis. (Fonte:

http://www.portalpmt.teresina.pi.gov.br)

92

Figura 84 - Lixeiras de coleta seletiva. (Fonte: http://www.24horasnews.com.br)

92

Figura 85 - Itinerário entre a área de estudo e o local de disposição final RSU. (Fonte: Adaptado

de Google Maps)

94

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Lista das coordenadas UTM para os pontos representativos do contorno da área de

estudos

Tabela 2 - Taxa de Área Vegetada e Índice de Áreas Verdes por Habitante por Região

5

Administrativa

12

Tabela 3 - Áreas restritas à ocupação

15

Tabela 4 - Rendimento Nominal Mensal Domiciliar. (Fonte: IBGE 2010)

21

Tabela 5 - Divisão de Classes Sociais. (Fonte: IBGE)

22

Tabela 6 - Porcentagem da população com acesso aos serviços de energia elétrica, abastecimento

de água, esgotamento sanitário e serviço de limpeza (Fonte: PBH, 2010)

23

Tabela 7 - Taxa de Incidência de Dengue por Distrito

24

Tabela 8 - Acidente e taxa de incidência de acidentes escorpiônicos segundo o Distrito Sanitário.

24

Tabela 9 - Cadastro de Escolas - Setembro/2014. (Fonte: Secretaria do Estado de Educação de

Belo Horizonte, Minas Gerais, 1993-1996. (Fonte: BARBOSA, A.D. et al)

Minas Gerais/SI/SIE/Diretoria de Informações Educacionais)

24

Tabela 10 - Impactos ambientais nos meios Físico, Biótico e Antrópico

35

Tabela 11 Medidas mitigadoras dos potenciais impactos negativos

36

Tabela 12 - Evolução populacional em Belo Horizonte, Minas Gerais e no Brasil. Fonte: IBGE

37

Tabela 13 - Densidade populacional de saturação conforme área. (Fonte: Além Sobrinho e

Tsutiya, 1999)

38

Tabela 14 - Densidades populacionais típicas em função do solo. (Fonte: adaptado de Fair, Geyer

e Okun (1973) e Qasim (1985) -valores arredondados)

39

Tabela 15 - Tipologia de zoneamento, densidade de saturação, área e população de saturação . 39

Tabela 16 Evolução da população em função do tempo

40

Tabela 17 - Variação das viagens por tipo de ligação entre regiões 2002 e 2012

42

Tabela 18 - Variação das viagens com e sem ligação com a Área Central 2002 e

42

Tabela 19 - Seções para vias arteriais com canteiro central (Fonte: BARBOSA, 2011)

48

Tabela 20 - Largura total da pista de rolamento para vias coletoras (Fonte: BARBOSA, 2011) 49

Tabela 21 - Largura total da pista de rolamento para as vias locais (Fonte: BARBOSA, 2011) . 49 Tabela 22 - Demanda por meio de transporte (Fonte: Adaptado de Plano Diretor de Mobilidade

Urbana de Belo Horizonte,

Tabela 23 - Demanda de viagens no horário de pico na área de estudo por modo de transporte.

55

(Fonte: Grupo A2)

55

Tabela 24 - Capacidade dos Sistemas Produtores para RMBH e BH

59

Tabela 25 - Valores para a demanda anual de água em função da

61

Tabela 26 -Populações e vazões médias de esgoto nos primeiros vinte anos de implantação.

70

Tabela 27 -Cargas e concentrações de DBO e coliformes fecais para o esgoto com e sem

(Fonte: Grupo

tratamento. (Fonte: Grupo A2)

72

Tabela 28 Área de cada bacida de contribuição

75

Tabela 29 Declividades dos fundos de vale

76

Tabela 30 - Produção anual de RS , em massa

87

Tabela 31 Quantidades de matéria recicláveis e compostáveis

88

Tabela 32 - Quantidades de resíduos encaminhados ao aterro

88

Tabela 33 - Volume total a ser

93

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

SIGLAS

ABAS Associação Brasileira de Águas Subterrâneas

APP - Áreas de Preservação Permanente CTB Código de Trânsito Brasileiro ETA Estação de tratamento de água ETE Estação de tratamento de esgoto IBGE Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

INMET Instituto Nacional de Meteorologia

ISFUC - Instituto Sagrada Família LEV’s - Locais de Entrega Voluntária

PBH Prefeitura de Belo Horizonte

PL Poço Lumiar

RCD’s - Resíduos de construção e demolição

RS Resíduos Sólidos

RSS’s - Resíduos de serviços de saúde

SLU - Superintendência de Limpeza Urbana

SMAPU Secretaria Municipal Adjunta de Planejamento Urbano

SUDECAP - Superintendência de Desenvolvimento da Capital URPV’s - Unidades de Recebimento de Pequenos Volumes

UTM – “Universal Transverse Mercator” (Sistema Universal Transverso de Mercator)

ZA - Zona Adensada;

ZAP - Zona de Adensamento Preferencial;

ZAR - Zona de Adensamento Restrito;

ZC - Zona Central;

ZCBA Zona Central do Barreiro;

ZCBH Zona Central de Belo Horizonte;

ZCVN Zona Central de Venda Nova;

ZE - Zona de Grandes Equipamentos;

ZEIS - Zona de Especial Interesse Social;

ZHIP Zona Hipercentral;

ZP - Zona de Proteção;

ZPAM - Zona de Preservação Ambiental.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

1. INTRODUÇÃO

O presente trabalho, proposto pela disciplina Trabalho Integralizador Multidisciplinar I, é um

exercício de Planejamento Urbano, em que busca-se a integração de todo o conhecimento técnico e conceitual obtido nos primeiros seis semestres do Curso de Engenharia Civil, consolidado num único trabalho. Porém, a definição de Planejamento Urbano é algo bastante complexo e que demanda uma revisão bibliográfica com especial atenção. Segundo Celson Ferrari, “o planejamento não é um fim em si mesmo. É um meio para se atingir um fim. É um método de trabalho nas mãos dos órgãos de planejamento e de atuação contínua e permanente”. O planejamento visa um estudo prévio para que seja feita uma “previsão ordenada capaz de antecipar suas ulteriores consequências.

Já o autor Fábio Duarte (2011), correlaciona os termos “planejamento urbano”, “desenho urbano”,

“urbanismo” e “gestão urbana”, afirmando que todos tem como objeto de estudo a cidade, considerada tanto em relação a suas características físicas, quanto sociais, culturais e econômicas. Para ele, cabe ao planejamento antever as mudanças na organização espacial da cidade que podem alterar as relações econômicas, sociais e culturais.

“O importante para entendermos o planejamento urbano é que ele não pode ser restrito a uma disciplina específica. Nesse sentido, o campo se abre para conhecimentos e metodologias que abrangem aspectos da sociologia, da economia, da geografia, da engenharia, do direito e da administração.” (DUARTE, 2011)

Belo Horizonte foi a primeira cidade planejada do Brasil, nascendo da prancheta do engenheiro Aarão Reis, sob o positivismo de refletir o ideal de uma cidade funcional e organizada. Ele acreditava que conseguiria forçar o crescimento da cidade do centro para a periferia. Porém não houve uma continuidade e os fenômenos sociais como “urbanização acelerada, surgimento de uma classe média motorizada, enorme contingente de pobres gerado pelo êxodo rural e pelo processo de concentração de renda” (GOUVÊA, 2005) produziram um crescimento desordenado fora dos limites da área inicialmente planejada, sendo que essas novas ocupações:

Se desenvolveram buscando se adaptar, muitas vezes sem sucesso, à topografia acidentada da cidade. Vencendo colinas e contornando montanhas, essas ruas se encontraram com as das cidades vizinhas, que nunca foram planejadas, vindo a constituir a terceira maior região metropolitana existente hoje no país.” (GOUVÊA, 2005)

Sob este contexto, devemos pensar o planejamento urbano de uma área hipoteticamente desocupada, onde temos a chance de minimizar os problemas gerados pela falta de planejamento

e propor novas diretrizes de ocupação, de forma a integrar a região ao seu entorno e prever como

se darão as relações sociais, econômicas e culturais dentro dela e nos seus contornos.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

2. OBJETIVOS

O presente trabalho tem como objetivo principal apresentar uma proposta de planejamento urbano

para a área limitada pela Bacia do Córrego Pastinho, localizada na região Noroeste do município de Belo Horizonte.

O planejamento proposto teve como princípios norteadores a sustentabilidade e o crescimento

ordenado, partindo-se da hipótese de que a área de planejamento encontra-se em suas condições

naturais e sem nenhum tipo de ocupação. As soluções sugeridas basearam-se na análise retrospectiva da ocupação da área e no diagnóstico de seus pontos positivos e negativos.

As diretrizes de planejamento foram elaboradas preservando os preceitos e as exigências legais características de uma expansão urbana para o município de Belo Horizonte. Buscou-se também apresentar diretrizes que estivessem em consonância com a área de influência direta.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

3. DIAGNÓSTICO AMBIENTAL DA BACIA

3.1Situação

É importante, como início deste trabalho, situar a área de estudo para facilitar o entendimento do

mesmo. A área escolhida pela equipe da disciplina, correspondente à Bacia do Córrego do Pastinho, encontra-se totalmente inserida no Município de Belo Horizonte, e também dentro dos limites da Regional Noroeste Figura 1.

também dentro dos limites da Regional Noroeste Figura 1 . Figura 1 - Situação da área

Figura 1 - Situação da área de estudo dentro do Município de Belo Horizonte. (Fonte: Adaptado de imagem de satélite do software Google Earth)

A

grosso modo, a área é limitada a noroeste pelo Anel Rodoviário, ao sul pela Rua Padre Eustáquio

e

a leste pela Avenida Pres. Antônio Carlos (Figura 2). O córrego do Pastinho encontra-se

totalmente canalizado e enterrado sob a Avenida Dom Pedro II, que cruza longitudinalmente toda a área de estudo. Sua nascente localiza-se próximo à intersecção da Avenida Dom Pedro II com o Anel Rodoviário e ele desagua no Ribeirão Arrudas, aproximadamente na altura da Rodoviária.

Ribeirão Arrudas, aproximadamente na altura da Rodoviária. Figura 2 - Principais vias no entorno da área

Figura 2 - Principais vias no entorno da área de estudo. (Fonte: Adaptado de imagem de satélite do software Google Earth com sobreposição de mapa viário fornecido pela PBH).

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

A área de estudo engloba territórios de 13 bairros de Belo Horizonte, como mostra a Figura 3. Porém, como para alguns deles, a porcentagem da área que está dentro de seus limites é muito pequena, consideramos para efeito dos estudos apenas os seguintes bairros:

Caiçara-Adelaide

Caiçaras

Carlos Prates

Jardim Montanhês

Bonfim

Monsenhor Messias

Padre Eustáquio

Santo André

Minas Brasil

Messias  Padre Eustáquio  Santo André Minas Brasil Figura 3 - Bairros que em cujo

Figura 3 - Bairros que em cujo território está contida a área de estudo. (Fonte: Adaptado de imagem de satélite do software Google Earth com sobreposição de limites dos bairros fornecido pela PBH).

3.2Meio Físico

Para a compreensão da área objeto de estudo deste trabalho, foi feito um levantamento do meio físico da mesma como se seguem nos itens abaixo.

3.2.1 Limites da área de estudo

Os limites da área de estudo correspondem aos limites da Bacia Hidrográfica do Córrego do Pastinho (número 4111700). No mapa de Topografia e Quadras, fornecido no site da disciplina, encontrava-se o traçado em azul, presente na Figura 4, mesmo traçado que é encontrado em diversos outros mapas fornecidos pelo site da PBH. Ao traçarmos novamente os limites da Bacia, utilizando os métodos propostos para tal, cruzando perpendicularmente as curvas de nível, encontramos pequenas diferenças (linha de cor magenta) e que consideramos não influenciar significativamente no estudo da área. Portanto, preferimos adotar o traçado que havia sido proposto inicialmente, devido ao maior número de referências em que o mesmo é utilizado.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 4 – Traçado dos limites da área de estudo

Figura 4 Traçado dos limites da área de estudo a partir da topografia da região. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pela equipe da Disciplina).

Esses limites correspondem a uma área de 5,45 km 2 segundo os mapas fornecidos pela PBH. Ao medir-se o polígono formado pelas linhas de contorno no software AutoCAD, encontrou-se um valor de 5,42 km 2 . Quanto ao comprimento do perímetro, tanto os dados fornecidos pela PBH quanto os encontrados pelo grupo coincidem em 14,7 Km.

3.2.2 Coordenadas UTM

Para situar as coordenadas UTM da área, foi utilizado o software de geo-referenciamento Google Earth. Os pontos representativos do contorno aparecem na Figura 5 e, em seguida, é apresentada a Tabela 1, com as coordenadas de cada um deles.

a Tabela 1 , com as coordenadas de cada um deles. Figura 5 - Localização dos

Figura 5 - Localização dos pontos representativos do contorno da área de estudo. (Fonte: Adaptado de imagem de satélite fornecida pelo software Google Earth)

Tabela 1: Lista das coordenadas UTM para os pontos representativos do contorno da área de estudos

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Ponto

Latitude

Longitude

Ponto

Latitude

Longitude

1

19°54'47.70"S

43°56'33.02"W

20

19°54'14.28"S

43°59'9.68"W

2

19°54'43.19"S

43°56'32.59"W

21

19°54'24.44"S

43°59'20.10"W

3

19°54'41.67"S

43°56'37.35"W

22

19°54'30.28"S

43°59'18.19"W

4

19°54'42.32"S

43°56'41.29"W

23

19°54'34.60"S

43°59'25.99"W

5

19°54'31.27"S

43°56'51.87"W

24

19°54'38.79"S

43°59'28.66"W

6

19°54'23.25"S

43°57'2.65"W

25

19°54'44.82"S

43°59'32.90"W

7

19°54'13.46"S

43°57'3.78"W

26

19°54'55.60"S

43°59'36.96"W

8

19°54'2.94"S

43°57'0.03"W

27

19°54'58.87"S

43°59'34.64"W

9

19°54'7.64"S

43°57'11.29"W

28

19°54'52.48"S

43°59'25.80"W

 

10 19°54'12.75"S

43°57'26.54"W

29

19°54'51.64"S

43°58'58.71"W

 

11 19°54'13.68"S

43°57'45.99"W

30

19°54'56.33"S

43°58'46.82"W

 

12 19°54'5.86"S

43°57'52.63"W

31

19°54'51.64"S

43°58'39.17"W

 

13 19°53'57.17"S

43°58'3.02"W

32

19°54'53.33"S

43°58'20.08"W

 

14 19°54'8.22"S

43°58'16.62"W

33

19°54'42.07"S

43°57'54.93"W

 

15 19°54'1.25"S

43°58'26.73"W

34

19°54'38.33"S

43°57'43.75"W

 

16 19°54'9.10"S

43°58'40.41"W

35

19°54'48.51"S

43°57'30.86"W

 

17 19°54'17.02"S

43°58'37.34"W

36

19°54'57.41"S

43°56'56.07"W

 

18 19°54'24.62"S

43°58'42.16"W

37

19°54'47.29"S

43°56'38.17"W

 

19 19°54'21.52"S

43°58'59.83"W

38

19°54'48.41"S

43°56'34.06"W

Portanto, os pontos mais extremos, destacados na Tabela 1, são:

Norte: Ponto 13

Sul: Ponto 27

Leste: Ponto 2

Oeste: Ponto 26

3.2.3

Geologia e Solos

A geologia da cidade de Belo Horizonte é composta por processos muito antigos de formação, de

acordo com Silva et al.(1995), pode-se agrupar a formação geológica de Belo Horizonte em dois grandes grupos: o Supergrupo Minas e o Complexo Belo Horizonte.

O Supergrupo Minas (Grupos Sabará, Piracicaba e Itabira), ocupa 30 % do município em sua parte

sul, é composto por uma sequência de rochas metassedimentares. O Complexo Belo Horizonte, constitui cerca de 70% do território municipal. A litologia predominante é um gnaisse cinzento, com bandamento composicional e feições de migmatização.

A Bacia do Córrego Pastinho se encontra no Complexo Belo Horizonte, conforme pode ser visto

na Figura 6, a Bacia é composta por gnaisses. Segundo Carvalho (1999), estes gnaisses são rochas

metamórficas que sofreram refusão parcial em grandes profundidades e recristalização generalizada de seus cristais.

Os gnaisses dão origem a solos residuais de diferentes espessuras na região, porém predominantemente profundos, geralmente susceptíveis a erosão e podem ser encontradas rochas intrusivas e de formações superficiais da natureza. Possuem permeabilidade moderada e são classificados como Solos silto-arenosos ou areno-argilosos (Ramos, 1998).

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 6 - Mapa da Geologia de Belo Horizonte, com
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 6 - Mapa da Geologia de Belo Horizonte, com

Figura 6 - Mapa da Geologia de Belo Horizonte, com destaque para a região onde se insere a Bacia do Córrego do Pastinho. (Fonte: Adaptado de CAMPOS, 2011, p. 28)

3.2.4

Relevo

O município de Belo Horizonte apresenta um relevo bastante acidentado, com altitudes variando

entre aproximadamente 670m a 1500m, ou seja, uma diferença de 830m entre o ponto mais baixo e o mais alto. A área de planejamento, porém, encontra-se numa região não muito acidentada.

Observando-se as curvas de nível apresentadas na Figura 4, mencionada anteriormente, percebe-

se que o Córrego do Pastinho tem sua nascente na cota 890m e deságua na cota 840m, portando,

longitudinalmente, a área de estudo tem um desnível de aproximadamente 50m no fundo do vale.

O ponto mais alto da bacia fica ao norte (margem esquerda do córrego) com um pico de 940m, ou

seja, 100m de desnivel do ponto mais baixo. Outros dois picos, um ao norte e outro ao sul,

apresentam altitudes de 935m. No geral, a margem direita tem altitudes inferiores às da esquerda.

A Figura 7 traz um mapa do relevo de Belo Horizonte, com destaque para a área da bacia.

de Belo Horizonte, com destaque para a área da bacia. Figura 7 - Mapa do relevo
de Belo Horizonte, com destaque para a área da bacia. Figura 7 - Mapa do relevo

Figura 7 - Mapa do relevo do Município de Belo Horizonte, com destaque para a área de estudo. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pelo site da PBH)

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Quanto à declividade dos terrenos, a área de planejamento não apresenta casos de rampas acentuadas, exceto em pequenas encostas próximas ao Aeroporto Carlos Prates. Como vê-se na Figura 8, há áreas com menos de 10% de inclinação na várzea do córrego e no proprio Aeroporto, algumas poucas com inclinação de 30% a 47% e a grande maioria dos terrenos situa-se na faixa entre 10% e 30%. O traçado das ruas existentes, porém, em alguns pontos não obedeceu caminhos preferenciais (tangenciando as curvas de nível), tornando algumas ruas íngremes. É o caso da Rua Belmiro Braga, no bairro Caiçara-Adelaide, que em determinado ponto corta perpendicularmente um fundo de vale, como se vê na Figura 9.

um fundo de vale, como se vê na Figura 9. Figura 8 - Mapa de declividades
um fundo de vale, como se vê na Figura 9. Figura 8 - Mapa de declividades

Figura 8 - Mapa de declividades de Belo Horizonte, com destaque para a região onde encontra-se a área de planejamento. (Fonte: Adaptado de Prodabel, 2007 e SMAPU, 2012).

(Fonte: Adaptado de Prodabel, 2007 e SMAPU, 2012). Figura 9 - Declividade moderada a acentuada na

Figura 9 - Declividade moderada a acentuada na Rua Belmiro Braga, cortando um fundo de vale. (Fonte: Grupo A2)

3.2.5

Hidrogeologia

Segundo a ABAS (Associação Brasileira de Águas Subterrâneas), Hidrogeologia é o ramo da Hidrologia que estuda a água subterrânea, em especial a sua relação com o ambiente geológico; é, pois, uma das ciências da Terra, mas tem forte conotação de Engenharia.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Tendo em vista esta definição pode-se descrever a hidrogeologia da Bacia do Córrego Pastinho. Como já foi dito anteriormente, a Bacia se encontra no Complexo Belo Horizonte e de acordo com Silva et al (1995) este representa um dos principais aquíferos de Belo Horizonte. De acordo com Costa (2002), em Belo Horizonte a espessura do aquífero granular é muito variável em todo o município, como conseqüência das condições topográficas e geológicas locais, podendo se ausentar nas áreas em que a rocha aflora, até atingir espessuras da ordem de 100 m. Os gnaisses do Complexo Belo Horizonte apresentam maior competência aos esforços tectônicos, deformando-se no regime rúptil. Dessa forma, as fraturas são mais abertas e penetrativas, embora muito espaçadas entre si, o que reduz significantemente sua potencialidade como aquífero. A Figura 10 ilustra a disposição dos aquíferos em Minas Gerais, especialmente na região onde se encontra Belo Horizonte

especialmente na região onde se encontra Belo Horizonte Figura 10 - Mapa Hidrogeológico de minas Gerais,

Figura 10 - Mapa Hidrogeológico de minas Gerais, com destaque para a região de Belo Horizonte (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pelo site da CPRM).

3.2.6

Hidrografia

De acordo com a ABAS, Hidrografia é descrição científica das condições físicas dos corpos de água superficial. A partir deste conceito pode-se descrever a Hidrografia da Bacia do Córrego Pastinho. O Córrego Pastinho é o principal Córrego de uma Sub-Bacia do Ribeirão Arrudas que leva seu nome, a Bacia do Córrego Pastinho.

A cidade de Belo Horizonte está localizada na Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, que integra a Bacia do Rio São Francisco. Dentro do município existem duas sub-bacias, a Bacia Hidrográfica do Ribeirão Arrudas e a Bacia Hidrográfica do Ribeirão do Onça. Internamente a essas bacias mais abrangentes, encontra-se uma rede complexa de ribeirões e córregos. Nesta rede encontra-se a

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Bacia Hidrográfica do Córrego Pastinho. Esta bacia é delimitada de acordo com a Figura 4 . As cotas altimétricas são fundamentais para a delimitação da Bacia, como foi feita no item 3.2.1, a Bacia do Córrego Pastinho é composta pelos Córregos: da Rua Pará de Minas, do Pastinho, da Avenida do Canal e da Avenida Presidente Carlos Luz. (Figura 11)

do Canal e da Avenida Presidente Carlos Luz. ( Figura 11) Figura 11 - Detalhe de

Figura 11 - Detalhe de mapa hidrológico de Belo Horizonte, destacando a região da Bacia do Córrego do Pastinho. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pelo site da PBH).

3.2.7

Climatologia

Segundo o Site do INMET, a estação meteorológica mais próxima da área de estudo é a de código A521 Belo Horizonte Pampulha, implantada em 2006 (ver localização na Figura 12). Porém, os dados climatológicos disponíveis desta estação só constavam dos últimos 3 meses. Como, no geral, não há diferenças significativas entre os dados pontuais desta estação específica e os dados para a cidade de Belo Horizonte como um todo, decidiu-se considerar, para efeito de estudo, os dados climáticos da cidade.

para efeito de estudo, os dados climáticos da cidade. Figura 12 - Localização da Estação Meteorológica

Figura 12 - Localização da Estação Meteorológica A521. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pelo site do INMET).

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Segundo o site da PBH, o clima de Belo Horizonte é caracterizado como Tropical de Altitude, já que a cidade está a uma média de 900m do nível do mar. Através dos Gráficos de compilação de séries históricas (1961 a 1990) obtidos no site do INMET (Figura 13) percebe-se que a temperatura é amena o ano todo, sendo a temperatura máxima média cerca de 29ºC no mês de fevereiro e a mínima média cerca de 13ºC em julho. As chuvas, por sua vez, não são distribuídas uniformemente ao longo do ano, tendo um verão bastante chuvoso (cerca de 300mm em dezembro) e um inverno bastante seco (20mm em julho), característica que é acompanhada pela umidade realtiva do ar, sendo este úmido no verão e bastante seco nos meses de agosto e setembro.

no verão e bastante seco nos meses de agosto e setembro. Figura 13 - Gráficos dos

Figura 13 - Gráficos dos dados climatológicos de Belo Horizonte. (Fonte: Site do INMET)

3.2.8 Cobertura vegetal

A vegetação dominante original na Bacia do Córrego Pastinho, bem como em toda a região de Belo Horizonte, é marcada pela transição entre Cerrado e Mata Atlântica. Este bioma sofreu grande devastação ao longo do tempo, enquanto aquele ainda se encontra presente na área.

O cerrado é marcado por gramíneas, arbustos e árvores esparsas, as quais têm caules retorcidos e raízes longas para permitirem a absorção de água disponível nos solos abaixo de 2 metros de profundidade, mesmo durante a estação seca do inverno. A Figura 14 mostra os tipos de cobertura vegetal na área que circunda Belo Horizonte.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 14 - Cobertura vegetal na região de Belo Horizonte.

Figura 14- Cobertura vegetal na região de Belo Horizonte. (Fonte: Adaptado de mapa fornecido no site do IBGE)

Na área de estudo deste trabalho, porém, a vegetação nativa foi quase totalmente suprimida, restando pequenas áreas. Se considerarmos que os dados para a Regional Noroeste são representativos para a bacia do Pastinho, podemos tomar a Tabela 2 como exemplo para mostrar o quão baixa é a taxa de áreas verdes para na região.

Tabela 2 - Taxa de Área Vegetada e Índice de Áreas Verdes por Habitante por Região Administrativa (Fonte: Secretaria Municipal do Meio Ambiente)

Região

Administrativa

Área

População

Área Vegetada - 2010 (1)

Índice de Áreas Verdes - 2010 (2)

Total

               

(RA)

(km²)

(hab.)

km²

%

(m²/hab)

km²

%

(m²/hab)

Barreiro

53,46

282.552

20,55

38,44

72,73

16,53

30,93

58,52

Centro-Sul

31,73

283.776

7,43

23,41

26,18

4,90

15,45

17,27

Leste

27,90

237.923

6,89

24,70

28,96

4,04

14,48

16,98

Nordeste

39,33

290.969

9,37

23,82

32,20

2,96

7,54

10,19

Noroeste

30,08

268.038

2,01

6,68

7,50

0,55

1,82

2,05

Norte

32,56

212.055

12,81

39,34

60,41

4,70

14,44

22,17

Oeste

35,93

308.549

5,71

15,89

18,51

3,82

10,63

12,38

Pampulha

51,04

226.110

13,98

27,39

61,83

3,97

7,77

17,54

Venda Nova

29,16

265.179

4,22

14,47

15,91

1,80

6,18

6,80

Belo Horizonte

331,19

2.375.151

82,97

25,05

34,93

43,28

13,07

18,22

3.2.9 Áreas de Restrição Construtiva

Áreas de restrição construtiva são regiões na Bacia do Córrego do Pastinho em que há certos riscos de deslizamentos de encostas de acordo com o tipo do solo, a declividade de terrenos e os processos erosivos. Pode haver ainda riscos de inundações em planícies e alguns conflitos de interesses quanto ao uso do solo.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

3.2.9.1 Riscos de deslizamento e erosão

Conforme revela o mapa de percentuais de declividade na região de Belo Horizonte em 2012, a região noroeste na qual se insere a Bacia do Córrego Pastinho é marcada pela presença de algumas lagoas e cursos d’água e algumas acentuações de níveis espalhadas pela área, mais dispostas a oeste e nordeste, locais próximos a Contagem e Pampulha.

Do ponto de vista geológico, o solo da região da Bacia está sujeito à erosão. Dessa forma, não se recomenda a construção civil nas áreas já mencionadas já que apresentam uma acentuação mais elevada, o que poderia implicar em erosões indesejadas à comunidade.

Tais locais podem, portanto, ser considerados áreas de restrição em torno da Bacia devido ao potencial risco que acarretam. O ideal também é evitar a construção em torno de nascentes para preservar a nascente de rios em parâmetros hidrológicos.

3.2.9.2 Inundações

Conforme o relatório da Superintendência de Desenvolvimento da Capital (SUDECAP), a Bacia

do Córrego Pastinho é considerada um dos principais locais de ocorrência de inundação em Belo

Horizonte, mais especificamente na região da Praça do Peixe na Avenida Dom Pedro II. Alega-se

que há a ocorrência de inundações anuais, perdas patrimoniais e interrupção de circulação em via

de grande volume de tráfego em regiões próximas à praça.

O diagnóstico atual aponta que as bifurcações locais são insuficientes para o escoamento da galeria principal. Há ainda uma obstrução da bifurcação central devido a estacas do viaduto Sarah Kubitschek.

O próprio relatório propõe a reconstrução de uma das galerias do trecho bifurcado e o

aprimoramento do sistema de microdrenagem na Praça do Peixe. O orçamento para a realização

de tais investimentos gira em torno de R$1.600.000,00. Todos os gastos seriam direcionados a

obras, sem a necessidade de verbas para manutenção, desapropriação e relocalização na Avenida Dom Pedro II.

O critério geral básico a respeito dos eventos de inundações consideradas para a seleção dessa área estava relacionado à ocorrência anual e ao sistema de macrodrenagem. Entretanto, há inundações anuais pela macrodrenagem em locais sem danos. Logo, são selecionados locais onde as situações analisadas correspondem aos critérios básicos havendo pelo menos um tipo de dano significativo.

Estes riscos envolvem risco de vida humana, perdas patrimoniais e inundações em via de grande volume de tráfego e equipamento urbano especial. Conforme visto, a Bacia do Pastinho também atende a esses pontos. A Figura 15 traz uma foto de reportagem de 2012 sobre uma inundação na Praça do Peixe.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 15 - Foto de alagamento na Praça do Peixe

Figura 15 - Foto de alagamento na Praça do Peixe (Fonte: site do Jornal Estado de Minas).

3.2.9.3 Mapeamento das áreas de restrição construtiva

Levando-se em conta os critérios citados acima e somando-se a eles a restrição à ocupação nas proximidades de corpos d’água, que será melhor explanada no diagnóstico do Meio Biótico, foi possível delimitar as áreas restritas à ocupação, como vê-se na Figura 16. Já a Tabela 3 faz um comparativo entre a dimensão e a porcentagem de cada área. Fazendo uma aproximação, podemos dizer que as áreas restritas correspondem a cerca de 10% da área total. Vale lembrar que este mapeamento não implica em limitar as áreas não ocupadas a estes limites mínimos, cabendo ao estudo do planejamento urbano propor a ampliação das mesmas e/ou criação de outras áreas não ocupadas.

das mesmas e/ou criação de outras áreas não ocupadas. Figura 16 - Mapeamento das áreas de

Figura 16 - Mapeamento das áreas de restrição à ocupação (Fonte: Adaptado de mapa fornecido pela equipe da disciplina)

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Tabela 3 - Áreas restritas à ocupação

Motivo da restrição

Área (Km²)

Porcentagem da área total (%)

Declividade acentuada

0,046

0,84

Proximidade a corpo d’água

0,5

9,17

Risco de inundação

0,015

0,28

Total

0,561

10

3.3Meio Biótico

O diagnóstico do meio biótico da área de estudo segue nos itens a seguir.

3.3.1

Paisagem

A área compreendida pela bacia do Córrego do Pastinho é de ocupação muito antiga e extensamente modificados pelo homem, sendo composta principalmente por imóveis residenciais e comerciais.

A Avenida Dom Pedro II é composta por um canteiro central muito estreito onde há árvores

enfileiradas e muitas vezes espaçadas, como pode ser visto na Figura 17. As ruas dos bairros

adjacentes à avenida, Figura 18, não são bem arborizadas e existem poucas praças, dando um aspecto árido e predominantemente impermeabilizado à região.

árido e predominantemente impermeabilizado à região. Figura 17 - Avenida Dom Pedro II com ênfase para

Figura 17 - Avenida Dom Pedro II com ênfase para o canteiro central. (Fonte: Grupo A2)

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 18 - Ruas adjacentes à Avenida Dom Pedro II.

Figura 18 - Ruas adjacentes à Avenida Dom Pedro II. (Fonte: Grupo A2)

3.3.2

Vegetação

Belo Horizonte localiza-se numa região de transição entre os biomas Mata Atlântica e Cerrado. A bacia do Córrego do Pastinho está localizada na região de Mata Atlântica.

do Pastinho está localizada na região de Mata Atlântica. Figura 19 - Vegetação original da região

Figura 19 - Vegetação original da região de Belo Horizonte (Fonte: Adaptado do mapa de Biomas do Brasil, do site da IBGE).

Em visita realizada pelo grupo para pesquisa explanatória da área de estudo, observou-se a vegetação original está praticamente suprimida em sua totalidade. Essa foi removida, em sua maioria, para a construção das edificações existentes. Há a presença frequente de vegetação plantada, principalmente árvores nas calçadas.

São poucas as áreas de preservação compreendidas pela área da bacia, como mostrado na Figura 20. A região está localizada na regional Nordeste de Belo Horizonte, que tem o índice de áreas verdes mais baixo da capital, inferior a 6 m 2 por habitante.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 20 - Áreas de preservação (Fonte: Adaptado do mapa

Figura 20 - Áreas de preservação (Fonte: Adaptado do mapa Áreas verdes protegidas, 2010, do site da Secretaria de Meio Ambiente da PBH)

As áreas efetivamente com vegetação são ainda menores, Figura 21. O que ressalta o aspecto excessivamente urbanizado da região.

que ressalta o aspecto excessivamente urbanizado da região. Figura 21 - Área vegetada (Fonte: Adaptado do

Figura 21 - Área vegetada (Fonte: Adaptado do mapa Áreas vegetada, 2010, do site da Secretaria de Meio Ambiente da PBH)

A maior área de preservação ambiental encontra-se às margens do Aeroporto Carlos Prates. No entanto, tal área não está em boas condições de conservação, como pode ser visto na imagem adaptada do Google Maps, Figura 22.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 22 - Maior área de preservação da Bacia do

Figura 22 - Maior área de preservação da Bacia do Pastinho (Fonte: Adaptado do Google Maps)

3.3.3 Qualidade da Água

O córrego do Pastinho é um dos afluentes do Ribeirão Arrudas, este tem a qualidade de suas águas monitoradas pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM). A classificação do Ribeirão Arrudas é dada como “ruim”, com índice de qualidade de água (IQA) entre 25 e 50, como mostrado na Figura 23.

de água (IQA) entre 25 e 50, como mostrado na Figura 23. Figura 23 - Qualidade

Figura 23 - Qualidade das águas dos afluentes da bacia do rio São Francisco na região de Belo Horizonte. (Fonte: IGAM)

Apesar da sub-bacia do Pastinho ser afluente de um rio poluído, esse não encontra-se como prioridade pela Prefeitura de Belo Horizonte, Figura 24, por apresentar qualidade da água superior aos demais córregos do município.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho Figura 24 - Mapa de prioridades para saneamento de Belo

Figura 24 - Mapa de prioridades para saneamento de Belo Horizonte (Fonte: adaptado de IGAM)

3.3.4 Principais Alterações Ocorridas no Tempo

A região do córrego do Pastinho foi uma importante área de urbanização do município de Belo Horizonte. A ocupação inicial ocorreu com a instalação de colônias agrícolas em decorrência da proximidade do curso d’água para irrigação e plantação.

Com a maior população o córrego do Pastinho passou a servir como via de drenagem dos esgotos e resíduos industriais, o que provocou sua morte biológica. Consequentemente, passou a ser foco de vetores e foi canalizado.

Hoje o córrego canalizado encontra-se sob a Avenida Dom Pedro II e desagua no Ribeirão Arrudas próximo à Rodoviária de Belo Horizonte.

3.3.5 Áreas de Restrição Construtiva

Conforme os dois primeiros artigos e respectivos parágrafos únicos da legislação federal (Lei Nº 4.771, de 15 de setembro de 1965 ) as florestas e demais formas de vegetação no Brasil cujas utilidades são reconhecidas pelas suas terras revestidas são bens de interesse e propriedade comuns aos residentes no país, com limitações estabelecidas pela lei. As ações ou omissões contrárias a tais disposições quanto ao uso e exploração florestal serão nocivas à utilização da propriedade.

As florestas e demais tipos de vegetação natural são considerados áreas de preservação permanente (APP) quando situados:

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

a) Ao longo de rios ou cursos d’água em margem cuja largura mínima seja:

1)

5 metros para rios com menos de 10 metros de largura (zona rural);

2)

Igual à metade da largura dos cursos cuja distância entre as margens esteja entre 10

3)

e 200 metros; 100 metros para os cursos com largura superior a 200 metros;

4)

30 metros para rios com menos de 10 metros de largura (zona urbana);

5)

50 metros para cursos d’água entre 10 e 50 metros de largura;

6)

100 metros para cursos d’água entre 50 e 100 metros de largura;

7)

150 metros para cursos d’água entre 100 e 200 metros de largura

8)

Igual à distância entre as margens para cursos com mais de 200 metros de largura.

b) Ao redor das lagoas, lagos ou reservatórios d’água naturais ou artificiais;

c) Em nascentes e olhos d’água independentemente da situação topográfica;

d) No topo de morros, montes, montanhas e serras;

e) Em encostas ou partes com mais 45º de declividade, o que equivale à linha de maior declive;

f) Em restingas fixadoras de dunas ou estabilizadoras de mangues;

g) Em bordas de tabuleiros ou chapadas;

h) Acima de 1800 metros de altitude, em campos naturais ou artificiais, florestas nativas e vegetações campestres.

Em áreas compreendidas em perímetros urbanos definidos por lei municipal e em regiões metropolitanas e aglomerações, notam-se as disposições nos respectivos planos diretores e leis de uso do solo, respeitados os princípios e limites referentes.

Pelo fato de a região Nordeste de Belo Horizonte se caracterizar como a menos arborizada, é essencial preservar as poucas áreas verdes que restam. Estas se encontram próximas ao Aeroporto Carlos Prates e nas áreas de preservação, como vê-se na Figura 25.

e nas áreas de preservação, como vê-se na Figura 25 . Figura 25 - Áreas de

Figura 25 - Áreas de restrição construtiva, em verde escuro. (Fonte: Adaptado mapa fornecido pelo Google Maps)

3.4Meio Antrópico

O diagnóstico do Meio Antrópico da área de planejamento foi realizado a partir da análise de dados referentes aos bairros completamente ou parcialmente inseridos nas delimitações da Bacia do Córrego Pastinho.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

3.4.1 Indicadores Socioeconômicos

O número total de habitantes na região de planejamento é de aproximadamente 44.640 pessoas e

a densidade demográfica média é de 9794,8 hab/km² ou 97,948 hab/ha, de acordo com dados do

Censo Demográfico 2010 realizado pelo IBGE e considerando-se para os cálculos apenas a porcentagem do bairro efetivamente inserida na área de planejamento.

do bairro efetivamente inserida na área de planejamento. Figura 26 - Mapa de Densidade Demográfica. Área

Figura 26 - Mapa de Densidade Demográfica. Área de Planejamento em destaque. (Fonte: Disponibilizado no site da disciplina TIM I)

O perfil social da população foi traçado com base nas estatísticas de rendimento mensal domiciliar

apresentadas pelo Censo Demográfico supracitado, e na divisão de classes proposta pelo IBGE:

Tabela 4 - Rendimento Nominal Mensal Domiciliar. (Fonte: IBGE 2010)

   

Domicílios particulares permanentes

 
 

Classes de rendimento nominal mensal domiciliar (salário mínimo)

Bairros

Até

Mais

de 1/2

Mais de 1 a 2

Mais de 2 a 5

Mais de 5 a 10

Mais de 10 a 20

Mais

de 20

Sem

rendimento

1/2

a 1

 

Bonfim

6

118

230

580

349

174

62

22

Carlos Prates

12

266

550

1713

1632

888

282

97

Caiçaras

9

171

470

1414

1159

750

319

74

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

Caiçara - Adelaide

4

137

292

903

1031

781

368

60

Jardim Montanhês

6

112

315

739

533

247

66

42

Minas Brasil

1

38

90

297

357

265

150

15

Monsenhor Messias

0

61

148

550

493

271

71

29

Padre Eustáquio

23

423

894

2753

2999

1996

788

177

Santo André

10

235

402

1008

485

188

54

39

TOTAL

71

1561

3391

9957

9038

5560

2160

555

TOTAL

 

PERCENTUAL

0,22%

4,83%

10,50%

30,83%

27,99%

17,22%

6,69%

1,72%

Tabela 5 - Divisão de Classes Sociais. (Fonte: IBGE)

CLASSE

SALÁRIOS MÍNIMOS (SM)

A

Acima 20 SM

B

10 a 20 SM

C

4 a 10 SM

D

2 a 4 SM

E

Até 2 SM

DISTRIBUIÇÃO LOCAL DE CLASSES SOCIAIS

Classe E Classes A e B 16% 24% Classes C e D 60%
Classe E
Classes A e B
16%
24%
Classes C e D
60%

Figura 27 Gráfico de Distribuição Local de Classes Sociais

Com base nas tabelas e gráfico apresentados, conclui-se que a população atualmente residente na área de planejamento pertence majoritariamente às classes C e D.

3.4.2 Abastecimento de água, esgoto, energia e limpeza urbana

Em termos de infraestrutura de serviços públicos, a tabela a seguir mostra que a população em quase sua totalidade possui acesso à energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário e coleta de lixo.

Além disso, de acordo com informações da Prefeitura de Belo Horizonte para o ano de 2010, 95% das vias pavimentadas urbanizadas da Região Noroeste são atendidas pelo serviço de varrição de logradouros, capina e limpeza de bocas de lobo. Por falta de informações detalhadas sobre o

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

serviço de varrição em cada bairro, este percentual será considerado aplicável para a área de planejamento.

Tabela 6 - Porcentagem da população com acesso aos serviços de energia elétrica, abastecimento de água, esgotamento sanitário e serviço de limpeza (Fonte: PBH, 2010)

     

Existência de

 

Energia elétrica de companhia distribuidora

banheiro ou

Lixo coletado por serviço de limpeza

Bairros

Abastecimento de água pela rede geral

sanitário e

esgotamento

   

sanitário

 

Bonfim

99,94%

99,94%

99,81%

99,42%

Caiçara

-

       

Adelaide

100,00%

98,63%

98,97%

99,14%

Caiçaras

99,95%

99,95%

99,59%

99,68%

Carlos Prates

99,94%

99,98%

99,32%

99,39%

Jardim

       

Montanhês

99,90%

99,90%

99,38%

95,39%

Minas Brasil

100,00%

99,84%

98,93%

99,67%

Monsenhor

       

Messias

100,00%

100,00%

99,94%

100,00%

Padre Eustáquio

99,88%

99,90%

99,68%

98,65%

Santo André

99,75%

99,88%

96,38%

99,92%

3.4.3 Infraestrutura de Serviços de Saúde

A respeito dos serviços de saúde, constatou-se que a área de planejamento possui cinco hospitais,

sendo eles:

1. Hospital Alberto Cavalcanti Bairro Padre Eustáquio

2. Hospital René Guimarães Bairro Padre Eustáquio

3. Hospital Miguel Couto Bairro Bonfim

4. Hospital BH Mater Bairro Carlos Prates

5. Hospital Promater Bairro Carlos Prates

Além disso, há quatro Centros de Saúde municipais inseridos na área ou em suas adjacências:

1. Centro de Saúde Padre Eustáquio

2. Centro de Saúde Jardim Montanhês

3. Centro de Saúde Carlos Prates

4. Centro de Saúde Santos Anjos

Para caracterização das condições de saúde locais, não menos importante que a infraestrutura de serviços de saúde são as taxas de epidemias mais recorrentes na região. As tabelas a seguir apresentam taxas de incidência de dengue e de ataques escorpiônicos em todos os distritos sanitários de Belo Horizonte.

A partir da análise das tabelas apresentadas, percebe-se que em todos os anos relatados a região

Noroeste apresentou altas taxas de incidência de dengue, sendo que nos anos de 2002 e 2003 estas taxas foram as mais altas entre todos os distritos sanitários do município.

A análise da taxa de incidência de acidentes escorpiônicos conduz a conclusão semelhante: o distrito sanitário Noroeste apresentou uma taxa de incidência muito superior àquelas apresentadas pelos demais.

A elevada incidência verificada no DS Noroeste pode ser explicada, em parte, em razão de este

distrito constituir-se, em relação ao município, em uma região de muitos contrastes. É o distrito

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

que apresenta a maior população, o segundo maior número de domicílios vagos e o maior número de residências uni-familiares (casas), além de apresentar extensa área de ocupação antiga e estagnada (Nunes, et. al. 2000).

Tabela 7 - Taxa de Incidência de Dengue por Distrito Sanitário.

7 - Taxa de Incidência de Dengue por Distrito Sanitário. Tabela 8 - Acidente e taxa

Tabela 8 - Acidente e taxa de incidência de acidentes escorpiônicos segundo o Distrito Sanitário. Belo Horizonte, Minas Gerais, 1993-1996. (Fonte: BARBOSA, A.D. et al)

Minas Gerais, 1993-1996. (Fonte: BARBOSA, A.D. et al ) 3.4.4 Educação A caracterização dos serviços de

3.4.4

Educação

A caracterização dos serviços de educação ofertados na região foi feita através do Cadastro de Escolas disponibilizado em Setembro/2014 pela Secretaria de Educação do Estado de Minas Gerais. A tabela a seguir apresenta todas as instituições de ensino cadastradas nos bairros de planejamento.

Contabilizaram-se 6 escolas pertencentes à rede municipal, 11 escolas estaduais e 54 da rede privada, totalizando 71 instituições de ensino, sendo que 50 delas ofertam vagas para a educação infantil, 29 para o Ensino Fundamental (1° ao 5° ano), 19 para o Ensino Fundamental (6° ao 9° ano), 13 para o Ensino Médio Regular, 8 para Educação Profissional Nível Técnico e 4 para o programa Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Tabela 9 - Cadastro de Escolas - Setembro/2014. (Fonte: Secretaria do Estado de Educação de Minas Gerais/SI/SIE/Diretoria de Informações Educacionais)

Dependência Nome da Escola Bairro Administrativa
Dependência
Nome da Escola
Bairro
Administrativa

CRECHE VOVÓ GUIOMAR

PRIVADA

BONFIM

INSTITUTO CRISTÃO ÁGAPE UNIDADE BONFIM

PRIVADA

BONFIM

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho
 

Dependência

 

Nome da Escola

Administrativa

Bairro

JD DE INF CINDERELA

PRIVADA

BONFIM

CENTRO INTEGRADO ANDRÉIA AZEVEDO

PRIVADA

CAIÇARA

CENTRO UNIVERSITÁRIO NEWTON PAIVA - UNIDADE CARLOS LUZ

PRIVADA

CAIÇARA

COLÉGIO BERLAAR SÃO PASCOAL

PRIVADA

CAIÇARA

COLÉGIO FRANCISCANO SAGRADA FAMÍLIA

PRIVADA

CAIÇARA

COMUNIDADE INFANTIL PRÍNCIPE DA PAZ

PRIVADA

CAIÇARA

EM MONSENHOR ARTUR DE OLIVEIRA

MUNICIPAL

CAIÇARA

ESCOLA CONSTRUIR

PRIVADA

CAIÇARA

ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NEWTON PAIVA UNIDADE CARLOS LUZ III

PRIVADA

CAIÇARA

ESCOLA DE EDUCAÇÃO PROFISSIONAL NEWTON PAIVA UNIDADE MARECHAL FOCH

PRIVADA

CAIÇARA

ESCOLA INCLUSIVA RENASCER

PRIVADA

CAIÇARA

ESCOLA INFANTIL ESTRADA DO SOL

PRIVADA

CAIÇARA

INSTITUTO CRISTÃO DO CAIÇARA

PRIVADA

CAIÇARA

INSTITUTO EDUCACIONAL DESPERTANDO PARA O SABER

PRIVADA

CAIÇARA

INSTITUTO EDUCACIONAL E CRECHE EVANGÉLICA ABRIGO DE PAZ

PRIVADA

CAIÇARA

INSTITUTO LE PETIT

PRIVADA

CAIÇARA

INSTITUTO MÉTODO E APRENDIZAGEM

PRIVADA

CAIÇARA

EE PROFESSOR FRANCISCO BRANT

ESTADUAL

CAIÇARA-ADELAIDE

EE CAIO NELSON DE SENA

ESTADUAL

CAIÇARAS

EE SANTOS ANJOS

ESTADUAL

CAIÇARAS

INSTITUTO FILADÉLFIA

PRIVADA

CAIÇARAS

CENTRO DE EDUCAÇÃO SÃO FRANCISCO

PRIVADA

CARLOS PRATES

CENTRO EDUCACIONAL CARLOS PRATES - CECAP

PRIVADA

CARLOS PRATES

CENTRO EDUCACIONAL ROGÊDO CER

PRIVADA

CARLOS PRATES

COLÉGIO PEDRO II

PRIVADA

CARLOS PRATES

COLEGUIUM - UNIDADE CARLOS PRATES

PRIVADA

CARLOS PRATES

EDUCANDÁRIO MINI DOUTOR

PRIVADA

CARLOS PRATES

EE LÚCIO DOS SANTOS

ESTADUAL

CARLOS PRATES

EE MELO VIANA

ESTADUAL

CARLOS PRATES

EM DOM JAIME DE BARROS CÂMARA

MUNICIPAL

CARLOS PRATES

ESCOLA DE EDUCAÇÃO INFANTIL BERÇO AMOR E CIA

PRIVADA

CARLOS PRATES

INSTITUIÇÃO PINTANDO O SETE MILTICENTRO INFANTIL

PRIVADA

CARLOS PRATES

INSTITUTO EDUCACIONAL COLORIR

PRIVADA

CARLOS PRATES

INSTITUTO PEDAGÓGICO LÁPIS DE COR

PRIVADA

CARLOS PRATES

INTEGRALLIS CENTRO EDUCACIONAL

PRIVADA

CARLOS PRATES

UMEI CARLOS PRATES

MUNICIPAL

CARLOS PRATES

UMEI SABINÓPOLIS

MUNICIPAL

CARLOS PRATES

CENTRO CRISTÃO EVANGÉLICO EDUCACIONAL CCEE

PRIVADA

JARDIM MONTANHÊS

EE ELISEU LABORNE E VALE

ESTADUAL

JARDIM MONTANHÊS

JARDIM CANTINHO DO CÉU

PRIVADA

JARDIM MONTANHÊS

COLÉGIO SANTA MARIA CORAÇÃO EUCARÍSTICO

PRIVADA

MINAS BRASIL

EE DESEMBARGADOR MÁRIO GONÇALVES MATOS

ESTADUAL

MINAS BRASIL

INST MÚLTIPLO

PRIVADA

MINAS BRASIL

INSTITUTO EDUCACIONAL RECANTO DO SABER

PRIVADA

MONSENHOR MESSIAS

COL OMEGA

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

COLÉGIO PADRE EUSTÁQUIO

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

COLÉGIO RAIZ

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

CRECHE ABRIGO INFANTIL VOVÔ DUDU

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

CRECHE ABRIGO JESUS

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

CRECHE CASULO CARAVANA DE LUZ

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

CRECHE PADRE EUSTÁQUIO

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

EE CRISTIANO MACHADO

ESTADUAL

PADRE EUSTÁQUIO

EE PADRE EUSTÁQUIO

ESTADUAL

PADRE EUSTÁQUIO

EE PEDRO DUTRA

ESTADUAL

PADRE EUSTÁQUIO

EE PROFESSOR MORAIS

ESTADUAL

PADRE EUSTÁQUIO

ESCOLA CRISTÃ ARCA DA ALIANÇA

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

ESCOLA TÉCNICA VITAL BRASIL

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

INSTITUTO EDUCACIONAL CRIANÇA E ARTE

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

INSTITUTO EDUCACIONAL DENTINHO DE LEITE

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

INSTITUTO ROUSSEAU

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

JARDIM DE INFÂNCIA CASINHA ENCANTADA

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

JARDIM DE INFÂNCIA PADRE EUSTÁQUIO

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

NÚCLEO EDUCACIONAL CRESCER

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

SENAI CENTRO DE FORMAÇÃO PROFISSIONAL PAULO TARSO

PRIVADA

PADRE EUSTÁQUIO

EM CARLOS GÓIS

MUNICIPAL

SANTO ANDRÉ

EM MARIA DA GLÓRIA LOMMEZ

MUNICIPAL

SANTO ANDRÉ

ESCOLA INFANTIL BARBA PAPA

PRIVADA

SANTO ANDRÉ

ESCOLA INFANTIL ESTRELINHA MÁGICA

PRIVADA

SANTO ANDRÉ

INSTITUTO EDUCACIONAL MAGNA VITA

PRIVADA

SANTO ANDRÉ

3.4.5 Áreas de Restrição

Os critérios para demarcação de áreas de restrição construtiva visando minimizar os impactos ao meio antrópico foram definidos de acordo com o zoneamento apresentado pela Lei de Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo de Belo Horizonte (Lei 9959/2010).

A restrição de construção deve aplicar-se às zonas definidas como ZA (Zona Adensada), tendo-se em vista que, de acordo com o Art. 9º da lei supracitada, estas são regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

infraestrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários.

Considerando-se as delimitações da bacia do Córrego do Pastinho, as zonas adensadas estão concentradas nos bairros Carlos Prates e Padre Eustáquio. A imagem a seguir apresenta o contorno da bacia hidrográfica e a área de restrição construtiva, conforme critérios mencionados acima.

construtiva, conforme critérios mencionados acima. Figura 28 - Área de restrição construtiva e

Figura 28 - Área de restrição construtiva e delimitações da bacia do Córrego do Pastinho. (Fonte: adaptado de mapa da PBH)

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

4. PLANEJAMENTO FÍSICO TERRITORIAL

4.1Diagnóstico da ocupação física territorial atual

4.1.1 Ocupação do Solo

De acordo com a lei municipal n° 7166/96 e suas alterações, a bacia do córrego Pastinho tem padrões de ocupação diferenciados, sendo a Avenida Dom Pedro II o principal limite divisor destes padrões.

Os bairros Padre Eustáquio e Carlos Prates, situados em um mesmo lado da avenida, têm a grande maioria de sua área caracterizada como Zona Adensada (ZA). Uma pequena parcela do bairro Padre Eustáquio, localizada no entorno do Aeroporto Carlos Prates, é definida como Zona de Preservação Ambiental (ZPAM) e Zona de Proteção (ZP-1).

Já a região de planejamento situada do lado oposto da avenida tem grande parte de sua área definida como Zona de Adensamento Preferencial (ZAP). Uma menor parte de área, já afastada do perímetro da avenida, é caracterizada como Zona de Adensamento Restrito (ZAR-2). O bairro Bonfim possui uma zona definida como Zona de Grandes Equipamentos (ZE), por tratar-se de um cemitério.

A área de influência direta à bacia possui majoritariamente as classificações de Zona Adensada

(ZA) e Zona de Adensamento Restrito (ZAR-2). Algumas regiões específicas foram classificadas como Zona de Especial Interesse Social (ZEIS-1), sendo elas a Vila Jardim São José, Marmiteiros,

São Francisco das Chagas (também conhecido como Vila Peru), Pedreira Prado Lopes e Senhor dos Passos.

O mapa a seguir ilustra a distribuição das zonas de ocupação citadas anteriormente.

das zonas de ocupação citadas anteriormente. Figura 29 - Zoneamento da Região Noroeste de Belo

Figura 29 - Zoneamento da Região Noroeste de Belo Horizonte (Fonte: PBH, Lei 7166/96 e alterações)

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

4.1.2 Diretrizes da Legislação Urbana

A lei municipal n° 7166/96 e suas alterações posteriores estabelecem normas e condições para o

parcelamento, ocupação e uso do solo urbano no município de Belo Horizonte.

A seguir apresentam-se as principais diretrizes definidas pela legislação mencionada e que se

aplicam diretamente à área de planejamento.

LEI 7166/96 E ALTERAÇÕES

CAPÍTULO II - DO ZONEAMENTO

Art. 6º - São ZPAMs as regiões que, por suas características e pela tipicidade da vegetação, destinam-se à preservação e à recuperação de ecossistemas, visando a:

I - garantir espaço para a manutenção da diversidade das espécies e propiciar refúgio à fauna;

II - proteger as nascentes e as cabeceiras de cursos d'água;

III - evitar riscos geológicos.

§ 1º - É vedada a ocupação do solo nas ZPAMs de propriedade pública, exceto por edificações destinadas, exclusivamente, ao seu serviço de apoio e manutenção.

§ 2º - As áreas de propriedade particular classificadas como ZPAMs poderão ser parceladas,

ocupadas e utilizadas, respeitados os parâmetros urbanísticos previstos nesta Lei e assegurada sua preservação ou recuperação, mediante aprovação do Conselho Municipal de Meio Ambiente - COMAM.

Art. 7º - São ZPs as regiões sujeitas a critérios urbanísticos especiais, que determinam a ocupação com baixa densidade e maior Taxa de Permeabilidade, tendo em vista o interesse público na proteção ambiental e na preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico, e que se subdividem nas seguintes categorias:

I - ZP-1, regiões, predominantemente desocupadas, de proteção ambiental e preservação do patrimônio histórico, cultural, arqueológico ou paisagístico ou em que haja risco geológico, nas quais a ocupação é permitida mediante condições especiais;

Art. 8º - São ZARs as regiões em que a ocupação é desestimulada, em razão de ausência ou deficiência de infraestrutura de abastecimento de água ou de esgotamento sanitário, de precariedade ou saturação da articulação viária interna ou externa ou de adversidade das condições topográficas, e que se subdividem nas seguintes categorias:

II - ZARs-2, regiões em que as condições de infraestrutura e as topográficas ou de articulação

viária exigem a restrição da ocupação.

Art. 9º - São ZAs as regiões nas quais o adensamento deve ser contido, por apresentarem alta densidade demográfica e intensa utilização da infraestrutura urbana, de que resultam, sobretudo, problemas de fluidez do tráfego, principalmente nos corredores viários.

Art. 10 - São ZAPs as regiões passíveis de adensamento, em decorrência de condições favoráveis

de infraestrutura e de topografia.

Art. 12 - São ZEISs as regiões edificadas, em que o Executivo tenha implantado conjuntos habitacionais de interesse social ou que tenham sido ocupadas de forma espontânea, nas quais há

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

interesse público em ordenar a ocupação por meio de implantação de programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária, urbanística e jurídica, subdividindo-se essas regiões nas seguintes categorias:

I - ZEISs-1, regiões ocupadas desordenadamente por população de baixa renda, nas quais existe

interesse público em promover programas habitacionais de urbanização e regularização fundiária,

urbanística e jurídica, visando à promoção da melhoria da qualidade de vida de seus habitantes e

à sua integração à malha urbana;

Art. 13 - São Zonas de Grandes Equipamentos - ZEs - as regiões ocupadas ou destinadas a usos

de especial relevância na estrutura urbana, nas quais é vedado o uso residencial.

CAPÍTULO III DO PARCELAMENTO DO SOLO

Art. 17 - Os parcelamentos devem atender às seguintes condições:

- a extensão máxima da somatória das testadas de lotes ou terrenos contíguos compreendidos entre duas vias transversais não pode ser superior a 200m (duzentos metros);

I

II

- os lotes devem ter área mínima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e máxima

de

10.000 m² (dez mil metros quadrados), com, no mínimo, 5,00 m (cinco metros) de frente e

relação entre profundidade e testada não superior a 5 (cinco);

III - é obrigatória a reserva de faixas non aedificandae estabelecidas com fundamento em parecer

técnico:

a) ao longo de águas correntes ou dormentes, com largura mínima de 30,00m (trinta metros) em

cada lado, a partir da margem;

b) num raio mínimo de 50m (cinqüenta metros) ao redor de nascentes ou olhos d'água, ainda que

intermitentes;

IV - o plano de arruamento deve ser elaborado considerando as condições topográficas locais e

observando as diretrizes do sistema viário e a condição mais favorável à insolação dos lotes;

V - as vias previstas no plano de arruamento do loteamento devem ser articuladas com as vias

adjacentes oficiais, existentes ou projetadas, e harmonizadas com a topografia local.

§ 1º - Os lotes a serem aprovados em ZP-1 e em terrenos de propriedade particular situados na ZPAM devem ter área mínima de 10.000 m² (dez mil metros quadrados).

§ 2º - Os lotes a serem aprovados em ZP-2 devem ter área mínima de 1.000m² (mil metros quadrados).

§ 3º - Os lotes lindeiros às vias arteriais e de ligação regional devem ter área mínima de 2.000m²

§ 4º - São admitidos lotes com área superior a 10.000 m² (dez mil metros quadrados), observados

os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado ou para o parcelamento para condomínio

§ 5º - São admitidos lados de quarteirões com extensão superior à prevista no inciso I, nos casos em que a natureza do empreendimento demande grandes áreas contínuas e desde que suas vias circundantes se articulem com as adjacentes, observados os critérios estabelecidos para o parcelamento vinculado.

TIM 1

Bacia do Córrego Pastinho

TIM 1 Bacia do Córrego Pastinho

§ 6º - Além das previstas no caput, devem ser respeitadas as seguintes condições:

I - os lotes devem confrontar-se com via pública, vedada a frente exclusiva para vias de pedestres, exceto nos casos de loteamentos ocorridos em ZEISs;

II - nos parcelamentos realizados ao longo das faixas de domínio público de rodovias, ferrovias e

dutos, deve-se observar a reserva de faixa non aedificandae de 15,00m (quinze metros) de largura

de

cada lado das faixas de domínio;

III

- nos projetos de parcelamento realizados ao longo de águas canalizadas, é obrigatória a reserva,

em cada lado, a partir de sua margem, de faixa de segurança non aedificandae, cujas dimensões

serão estabelecidas pelo Executivo, até o máximo de 15,00m (quinze metros) de largura.

§ 7º - As áreas non aedificandae devem ser identificadas na planta de aprovação do parcelamento.

§ 8º - Não são admitidos lotes:

I - com frente para vias com classificação viária distinta;

II - pertencentes a zoneamentos distintos;

III - incluídos em Áreas de Diretrizes Especiais distintas.

§ 9º - Não se aplica o disposto no parágrafo anterior nos seguintes casos:

I - lotes localizados em esquinas;

II - parcelamentos para condomínios;

III - parcelamentos vinculados;

IV - em atendimento ao § 3º deste artigo.

§ 10 - No caso de parcelamento de terreno situado na ZPAM, descontadas as áreas a serem transferidas ao Município, a área remanescente constituirá um único lote.

4.1.3 Usos do Solo e Principais Carências Identificadas

O uso do solo em todos os bairros constituintes da bacia do Córrego Pastinho é similar,

caracterizado principalmente pela presença de grande quantidade de estabelecimentos comerciais,<