UFRRJ - ICE - DEMAT
Prof. a Aline
Material para a aula de C´alculo III de 13/02/2014 - 2013-2
Temas: “Teorema de Stokes e Teorema da Divergˆencia de Gauss”
Parte I: Teorema de Stokes
Defini¸c˜ao 1 Seja S uma superf´ıcie orientada por um campo de vetores normais unit´arios
−→ n . Dizemos que a fronteira ∂S de S possui orienta¸c˜ao positiva se a superf´ıcie S est´a
`a esquerda de uma pessoa que caminha ao longo de ∂S com o vetor −→ n representando sua posi¸c˜ao vertical.
Teorema de Stokes Seja S uma superf´ıcie orientada, lisa por partes, cuja fronteira ´e formada por uma curva C fechada, simples, lisa por partes, com orienta¸c˜ao positiva.
Seja −→ F um campo vetorial cujas fun¸c˜oes componentes tˆem derivadas parciais cont´ınuas em uma regi˜ao aberta de R 3 que cont´em S. Ent˜ao
C
−→ F · d r
=
S
rot −→
F · d S
Observa¸c˜ao 1 Como
C
−→
F
· d r
= C
−→
F
· −→ T ds
e
S
rot −→
F · d S
=
S
rot −→ F · −→ n dS,
o Teorema de Stokes nos diz que, sob as condi¸c˜oes dadas, a integral de linha em torno
da curva fronteira de S da componente tangencial de −→ F ´e igual a integral de superf´ıcie
da componente normal do rotacional de −→
Como a curva fronteira, orientada positivamente, da superf´ıcie orientada S ´e fre-
quentemente denotada por ∂S, o Teorema de Stokes pode ser escrito como
F .
S
rot −→ F · d S
= ∂S
−→ F · d r
Exemplo 1 Calcule C −→ F · d r, onde −→ F (x,y,z) = (−y 2 ,x,z 2 ) e C ´e a curva de interse¸c˜ao
do plano y + z = 2 com o cilindro x 2 +y 2 = 1. Oriente C no sentido anti-hor´ario quando vista de cima.
1
Parte II: Teorema da Divergˆencia de Gauss
Defini¸c˜ao 2 Seja E uma regi˜ao limitada do R 3 , tendo como fronteira uma superf´ıcie S = ∂E. Dizemos que ∂E est´a orientada positivamente se o vetor normal em cada ponto de ∂E aponta para fora de E.
Por exemplo, se E ´e a regi˜ao de R 3 definida por
E = {(x,y,z) ∈ R 3 ;
1 ≤ x 2 + y 2 + z 2 ≤ 4},
sua fronteira ∂E ´e formada por duas esferas centradas na origem. ∂E est´a orientada positivamente se os vetores normais `a esfera exterior apontarem no sentido contr´ario `a origem e os vetores normais `a esfera interior apontarem para a origem.
Defini¸c˜ao 3 Considere −→ F (x,y,z) = (P (x,y,z),Q(x,y,z),R(x,y,z)) um campo vetorial
com derivadas parciais definidas num subconjunto aberto de R 3 . O divergente de −→
(ou divergˆencia de −→
F
F ), denotado por div −→
F , ´e definido por
div −→ F
= ∂P + ∂Q + ∂R
∂x
∂y
∂z
Teorema de Gauss (Teorema da Divergˆencia) Seja E uma regi˜ao s´olida, fechada e limitada de R 3 , cuja fronteira S = ∂E ´e uma superf´ıcie orientada positivamente (ou
seja, para fora). Seja −→ F um campo vetorial cujas fun¸c˜oes componentes tˆem derivadas parciais cont´ınuas em uma regi˜ao aberta de R 3 que cont´em E. Ent˜ao
ou seja,
S
∂E
−→ F · d S
−→ F · d S
=
E
=
E
div −→
F dV,
div −→
F dV,
Observa¸c˜ao 2 O Teorema da Divergˆencia afirma que, sob as condi¸c˜oes dadas, o fluxo
de −→
F pela superf´ıcie fronteira de E ´e igual `a integral tripla do divergente de −→
F em E.
Exemplo 2 Determine o fluxo do campo vetorial −→ F (x,y,z) = (z,y,x) sobre a esfera unit´aria x 2 + y 2 + z 2 = 1.
2
Viel mehr als nur Dokumente.
Entdecken, was Scribd alles zu bieten hat, inklusive Bücher und Hörbücher von großen Verlagen.
Jederzeit kündbar.