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Comprando um telescópio

O céu contém uma grande diversidade de objetos astronômicos que a olho nu são
invisíveis, mas que com um binóculo ou telescópio de pequeno porte se tornam
perfeitamente acessíveis. Exemplos são os aglomerados estelares, que contêm centenas e às
vezes milhares de estrelas. Apenas com nossos olhos, somente conseguimos identificá-los
como pequenas manchas no céu noturno. Mesmo assim isso vale apenas para os
aglomerados maiores e mais próximos do nosso Sistema Solar e quando observados em
uma noite escura, sem Lua e com pouca iluminação à nossa volta. Mas quando observamos
os aglomerados com um binóculo, eles se desdobram em inúmeras estrelas, formando uma
bela visão; em vários casos isso é verdade mesmo num centro urbano, como Porto Alegre.

Imagem de um aglomerado aberto obtida com um telescópio de 20cm


de diâmetro.

Além dos aglomerados estelares, compostos por muitas estrelas, existem sistemas mais
simples, como estrelas duplas ou múltiplas. A olho nu vemos apenas um ponto de luz. Ao
apontarmos para este objeto um telescópio de 6 cm de abertura, ou mesmo um binóculo
com 5cm, vemos que a estrela se desdobra em duas ou mais. Exemplo interessante de
sistema assim é Alfa Centauri, a 4a estrela mais brilhante do céu, que fica próxima à
constelação do Cruzeiro do Sul e que é composta na verdade por 3 estrelas, duas das quais
facilmente visíveis com um binóculo de 7x50 (o primeiro número refere-se à amplificação
e o segundo à abertura da sua objetiva, em mm). A estrela Alfa do Cruzeiro do Sul também
é dupla, mas exige um telescópio de uns 12cm para que possamos separar as estrelas do
par. Os anéis de Saturno, os 4 maiores satélites de Júpiter, as fases de Vênus e a superfície
de Marte são outros exemplos de observações que exigem auxílio de um binóculo ou
pequeno telescópio e que geralmente causam grande excitação nas pessoas. Finalmente,
não dá para deixar de mencionar a Via-Láctea, que é a faixa no céu onde se concentram as
estrelas da nossa Galáxia. A olho nu vemos apenas uma "névoa" a atravessar o céu, mesmo
assim precisamos nos afastar das luzes artificiais para ver isso. Mas aquela "névoa" se
desdobra em milhares de estrelas ao ser "percorrida" com um binóculo (7x50, 10x50) ou
um telescópio de 6cm ou mais!
Um binóculo de 10x50 é um excelente instrumento para observar a Via-
Látea.

Mas "nem tudo são flores" na Astronomia amadora. Há duas dificuldades básicas a serem
superadas por quem deseja desfrutar do prazer da observação do céu noturno. A primeira é
saber para que direção olhar. Ou seja, como identificar a posição no céu dos planetas, das
estrelas duplas ou dos aglomerados acima mencionados? A resposta está em aprender a
usar as cartas celestes, que são como mapas, que mostram a posição desse objetos. Saber
associar aquilo que se vê nos mapas celestes ao que se vê no céu exige prática e paciência,
mas vale à pena no final. Temos que ter em mente que o céu visível para um observador
depende da época do ano, da hora da noite e da sua latitude na superfície da Terra. Há
várias cartas celestes disponíveis, mas atualmente há também programas de computador
que simulam o céu de uma dada data, hora e local. Exemplos: Cybersky , StarCalc e
Xephem.
Além da dificuldade inicial de reconhecimento do céu e de onde estão seus tesouros, há
ainda um risco de frustração com as imagens obtidas pela observação. Isso porque as
imagens obtidas com a observação do céu através de um telescópio ou binóculo não têm a
mesma qualidade das imagens publicadas em revistas ou jornais, ou em sítios internet. As
fotos publicadas são obtidas com telescópios de até 10 metros de diâmetro, custando
centenas de milhões de dólares, ou pelo telescópio espacial Hubble, um telescópio de
2,5 metros de diâmetro em órbita da Terra, que custou mais de 1,5 bilhão de dólares, e que
desde 1993, quando sua ótica foi corrigida, vem produzindo imagens espetaculares desde
planetas do sistema solar até as galáxias mais longínquas até hoje observadas. Em especial,
objetos muito tênues, como galáxias e nebulosas, exigem telescópios maiores do que os
mais comumente acessíveis aos amadores para poderem ser apenas detetados. Mas tendo
isso em mente e uma noite escura e sem nuvens, o uso de um binóculo ou telescópio
pequeno podem ser fonte de grande entretenimento.
As pequenas lunetas de 6 cm de diâmetro custam da ordem de R$
400,00 e as com montagem equatorial quase R$ 800,00 (Omnis Lux,
patrocinadora da Olimpíada Brasileira de Astronomia).
O melhor telescópio para um iniciante é um Newtoniano com montagem
Dobsoniana, em honra ao astrônomo amador John Dobson (1915-), com
6 polegadas (15 cm) de diâmetro. Este telescópio, por ser alto-azimutal,
é muito fácil de montar e usar. Infelizmente não existem fabricantes de
porte no Brasil e um telescópio deste custa da ordem de 400 dólares,
nos Estados Unidos. Os planos para a construção de um telescópio como
este podem ser acessados em
http://tie.jpl.nasa.gov/tie/dobson/index.html.

Uma das dificuldades dos telescópios em geral é seu tamanho. Um


telescópio muito pequeno (abaixo de 6 cm de diâmetro) tem muito
pouca utilidade na astronomia, exceto para olhar a Lua, e um telescópio
maior tem problema de locomoção; um telescópio amador precisa ser
móvel, para que se possa transportá-lo para um local escuro adequado.
Mesmo um Dobsoniano de 6 polegadas, mencionado anteriormente,
mede 1,2 metros de comprimento, e embora seja leve, já ocupa boa
parte do assento de um carro.

Um telescópio de menor tamanho físico, mas que permita um aumento


suficiente para observar os anéis de Saturno, pode ser um Maksutov-
Cassegrain ou um Schmidt-Cassegrain de 8 a 12 cm de diâmetro, ou um
refletor Newtoniano apocromático (acromático) de 10 cm ou maior, mas
todos estes custam acima de 1000 dólares. O termo apocromático indica
que as lentes são feitas de vidros especiais que eliminam as franjas
coloridas, artificiais, em volta dos objetos brilhantes, permitindo que
cores diferentes sejam focadas no mesmo ponto. Note que os
Newtonianos invertem a imagem, e portanto não são adequados para o
uso durante o dia, para olhar objetos na Terra. É importantíssimo
ressaltar que não se deve observar o Sol através de nenhum telescópio
ou binóculo, pois causa lesão irreversível na retina do olho, sem
qualquer dor! Existem filtros solares especiais, que reduzem a luz do Sol
em milhões de vezes, tornando a observação segura, mas o mais
indicado é sempre a observação da projeção da imagem do Sol.

Um telescópio refrator usa um par de lentes para produzir a imagem,


enquanto um telescópio refletor usa um espelho primário. Para
telescópios pequenos, um refrator apocromático produz uma imagem
mais nítida do que um refletor de mesmo tamanho. Mas o custo de um
refletor é menor, e normalmente se obtém um refletor maior, e portanto
mais luminoso, pelo mesmo preço que um refrator menor.
Outro fator importante na escolha é o poder resolutor, o menor ângulo
entre duas partes da imagem para o qual as partes continuam
separadas e definidas. Poder resolutor=120"/D(mm), onde " significa
segundos de arco e 1"=1/3600°.
Diâmetro da Objetiva (em mm) Poder Resolutor (em ")
60 mm 2,0"
90 mm 1,3"
100 mm 1,2"
120 mm 1,0"
200 mm 0,6"
300 mm 0,4"
A resolução do olho humano é da ordem de 4'. A fórmula da resolução é

onde D é o di^ametro da lente (ou olho ou espelho) e o fator 1,22 é a primeira raiz da
função de Bessel para uma forma esférica.

Disco de Airy para um telescópio com espelho ou lente circular.


Um item fundamental em qualquer telescópio é o tripé, que precisa ser alto o suficiente
para uma visão confortável, e precisa ser bastante rígido para não vibrar, o que causaria
movimento da imagem. Note também que os astros se movem no céu, devido à rotação da
Terra, além do movimento próprio de cometas, satélites e planetas. Quanto maior for o
telescópio, menor será o campo de visão, isto é, menor a parte do céu que está visível ao
mesmo tempo na ocular, e portanto menor o tempo em que um astro permanecerá no
campo. Para uma magnificação razoável, os astros saem do campo em poucos minutos.
Para compensar este movimento, é preciso recentrar o objeto, manualmente ou por
movimento motorizado. Se a montagem for alto-azimutal, a recentragem terá que ser feita
em dois eixos, utilizando dois controles diferentes. Se a montagem for equatorial, a
correção é só em um eixo, mas neste caso o alinhamento do telescópio com o pólo antes da
observação é mais difícil.
Para utilizar o telescópio para fotografia é necessário que este seja
motorizado, para permitir longas exposições, e os Dobsonianos não são
adequados. O custo de um telescópio motorizado, com montagem rígida
suficiente para evitar vibração, e com adaptadores para a câmara, será
acima de 2500 dólares, nos Estados Unidos.
Note que além do telescópio em si, o sistema deve conter um telescópio
buscador 6x30, isto é, 6 vezes de aumento e 30 mm de diâmetro, com
lente Kellner [Carl Kellner (1826-1855)] (K), acromática modificada (MA)
ou Plössl [Georg Simon Plössl (1794-1868)], e montado com seis pontos
de apoio. Uma ocular Kellner combina uma lente acromática com uma
lente simples, e normalmente tem um campo de 40° a 50°. Uma Plössl
usa duas lentes acromáticas, e tem um campo um pouco maior. Mais
recentes são as Erfle [Heinrich Valentin Erfle (1884-1923)], com seis ou
sete componentes, e 60° a 70° de campo, e as Nagler [Albert Nagler
(1935-)], com oito ou mais elementos, e campo de até 85°.
Note que todas as lentes devem ser revestidas (coated) com filmes que
reduzam a reflexão. Uma lente normal reflete cerca de 5% da luz
incidente por superfície, de modo que um sistema contendo digamos 5
lentes não revestidas perde cerca de 40% da luz incidente só por
reflexão. Dióxido de silício e fluoreto de lítio são dois materiais usados
para revestir as lentes, minimizando a reflexão.
Outro fator importante em uma ocular é a distância entre a superfície da
última lente e o foco (imagem da ocular), chamada de eye relief, que
precisa ser entre 6 e 10 milímetros, para uma visão confortável

Como escolher um Telescópio


Um bom par de binóculos perfaz um excelente "primeiro
telescópio", pelo menos até um certo ponto. Os binóculos foram
os únicos instrumentos óticos que eu tive no meu primeiro ano
como observador do céu, e esta me pareceu ser exatamente a
maneira correta de começar. Mas durante aquele tempo eu
estava trabalhando na direção de um objetivo maior: construir
um refletor de 150mm.

Fazer o próprio telescópio foi a única maneira de ter um. Eu


percebi depois que essa limitação foi na verdade uma benção.
Isto evitou que eu tivesse um telescópio muito cedo, (antes de
eu saber o que fazer com ele), e me fez valorizá-lo com uma jóia
a despeito da coisas que um telescópio deste tamanho não pode
fazer.

Mais cedo ou mais tarde todo astrônomo amador iniciante tem


que encarar a questão sobre o que fazer para conseguir um bom
telescópio. Esta é a decisão mais critica que você vai tomar no
seu hobby. Escolha bem e o telescópio vai oferecer-lhe uma vida
inteira de noites agradáveis de exploração do céu. Escolha mal e
é muito provável que ele lhe traga frustração e desapontamento
e acabe sendo oferecido nos anúncios de classificados como
"Excelente condição, raramente usado".

O que fazer para tomar a decisão certa? Isto depende mais de


você do que do telescópio em si. Se você vive no quinto andar
de um apartamento no centro da cidade com pouco espaço para
guardar coisas e é fascinado pela Lua e planetas, você deveria
ter um telescópio inteiramente diferente daquele que você teria
se morasse numa fazenda em Mato Grosso com um grande e
espaçoso galpão e se o seu verdadeiro amor fossem as galáxias.
O dinheiro que você pode gastar, o peso que você pode carregar
e a quantidade de observações que você já fez a olho nu e com
binóculos são também cruciais.

A característica mais importante de um telescópio é a abertura,


isto é, o diâmetro da lente principal ou do espelho. A abertura
determina o brilho e a definição de tudo o que você irá'
observar. Um telescópio de 70mm nunca poderá mostrar
estrelas mais apagadas, ou detalhes num planeta como fará um
telescópio de 150mm bem feito. Um 150mm, por sua vez, jamais
poderá' competir com um bom 250mm.

O aumento, não é algo a se considerar quando estiver


encomendando um telescópio. Você pode fazer qualquer
telescópio aumentar quantas vezes quiser usando diferentes
oculares. Uma ocular é um pequeno conjunto de lentes que se
acopla ao telescópio e por onde se observa os objetos. A maioria
dos telescópio vem com algumas delas, e outras podem ser
compradas separadamente. Mas é inútil usar um aumento muito
grande num telescópio de pouca abertura. Você não verá nada a
não ser um borrão aumentado várias vezes. Apenas um
telescópio de grande abertura (com uma montagem solida) pode
mostrar uma imagem decente com 200x ou mais. Em todo caso,
as oculares que aumentam menos são as mais fáceis de usar e
as que oferecem as imagens mais agradáveis. Você usará um
aumento baixo na maior parte do tempo.

A regra geral afirma que o máximo aumento útil, mesmo sob


condições ideais de céu, é 20 vezes por centímetro de abertura.
Isto o limita a usar 140x numa luneta de 70mm, 300x num
telescópio de 150mm, etc. Mas ainda assim considera-se este
limite muito acima do ideal.

Desconfie de qualquer telescópio anunciado pelo alto poder de


aumento. Se você vir um 60mm sendo anunciado numa loja de
departamentos como "Aumenta 475x !!!", quer dizer que o
fabricante acha que você é ignorante e ingênuo. Com esta
atitude eles também tentam esconder varias outras deficiências
do equipamento. Uma ênfase exagerada no alto aumento é
certeza de que o equipamento na verdade é um lixoscopio de
brinquedo.

Já que a abertura é tão importante, você pode imaginar que


escolher um telescópio é fácil, basta escolher o de maior
abertura que você encontrar! Mas na prática não é tão simples.
Se o telescópio for muito pesado para transportar facilmente ou
exigir muito tempo para se montar, você raramente vai usá-lo.
Mesmo entre os telescópio de mesma abertura, alguns tipos são
mais portáteis, outros oferecem imagens mais nítidas e outros
são mais econômicos. Os conselhos que seguem o ajudarão a
avaliar todos os fatores para tomar a melhor decisão.

Tipos de Telescópios

Existem basicamente três tipos de telescópio a escolher: o


refrator, o refletor e o catadióptrico. Cada um deles tem
vantagens e desvantagens, as quais você deverá avaliar de
acordo com o seu estilo de vida e objetivos de observação.

Refrator
Os refratores possuem tubos longos e relativamente finos com
uma lente objetiva frontal que capta e focaliza a luz. A
qualidade de um refrator varia do pior ao melhor dos
telescópios. Refratores de lojas de departamento do tipo
anunciado para o povão, são geralmente os piores. A qualidade
pode ser baixa, e a sua montagem é freqüentemente tão
cambaleante que você quase não consegue apontá-lo para
objeto algum. Se o seu orçamento para astronomia o limita a
esta faixa de preço, fique com os binóculos.

Você diz que já tem um telescópio deste tipo? Bem, coragem;


Galileo iria se deliciar com ele. Mantenha suas expectativas
baixas, a sua paciência intacta e não se culpe se ele apresentar
problemas. Atitude é tudo. Muitos amadores iniciaram com
sucesso com refratores de lojas de departamento. Para os
objetos brilhantes e facilmente encontráveis (tente a Lua) eles
podem servir muito bem.

Os refratores melhores, por outro lado, também são


encontrados no mercado se você tiver paciência de procurar por
eles e caixa para pagar por eles. Novos e complexos desenhos
de lentes, oferecidos por algumas poucas companhias tem
criado os mais soberbos (e caros) telescópios do mundo. Estes
telescópios são chamadas de "apocromáticos", e não devem ser
confundidas com os telescópios mais simples chamados de
"acromáticos". Com tanto dinheiro investido nas lentes
principais, os fabricantes geralmente também produzem
montagens de alta qualidade que trabalham suavemente.

Vantagens

Os refratores de todos os tipos são rígidos, requerem pouca ou


nenhuma manutenção e possuem tubos fechados que o
protegem da poeira e reduzem a degradação da imagem
causada por correntes de ar. Se as lentes forem boas, um
refrator oferece imagens nítidas e de alto contraste para uma
determinada abertura; isto é especialmente desejável para a lua
e os planetas.

Desvantagens

Os refratores geralmente tem abertura pequena, tipicamente


entre 60 e 120mm. Para muitos propósitos astronômicos isto é
ainda muito pouco; objetos pouco luminosos como galáxias e
nebulosas irão aparecer como fracos borrões quando você
conseguir detectá-los. Um refrator normalmente exige um
espelho ou prisma diagonal na ocular para tornar a observação
mais confortável. Isto torna a imagem espelhada, o que dificulta
a comparação com as cartas celestes. Alem disso, um bom
refrator custa mais por centímetro de abertura do que qualquer
outro dos tipos de telescópio.

Refletores

Os refletores usam um espelho côncavo grande e pesado ao


invés de lentes para coletar a luz e focalizá-la. Você olha através
de uma ocular colocada no tubo próxima a entrada de luz. Por
décadas o refletor reinou sem concorrentes na astronomia
amadora. Alguns dizem que ainda reina. O refletor é também
conhecido como "newtoniano".

Vantagens

O refletor oferece mais abertura por dolar investido. é simples o


suficiente para que os adeptos do "faca-voce-mesmo" possam
construir um a partir de um esboço ou mexendo em um já
pronto. A qualidade ótica pode ser bastante alta. O refletor
contêm um numero par de espelhos (dois), então você vê uma
imagem correta (não invertida). é improvável que a umidade se
condense nos espelhos em noites frias, um problema comum em
outros tipos de telescópios. A montagem pode ser pequena e
baixa próxima ao chão, o que oferece estabilidade, enquanto a
ocular ainda fica numa altura conveniente.

Desvantagens

Os refletores podem exigir mais cuidados e manutenção. O tubo


é aberto ao ar, o que significa poeira nos espelhos, mesmo que
o tubo seja guardado envolto em capas apropriadas (embora
uma quantidade moderada de poeira nos espelhos não afete a
performance do telescópio). Os espelhos precisam de ajustes
ocasionais para mantê-los perfeitamente alinhados, uma tarefa
simples porem tediosa de girar parafusos e roscas nos suportes
dos espelhos. Durante a observação, é provável que correntes
de ar embacem a imagem até que o telescópio fique com a
mesma temperatura do ar circundante (a menos que o tubo seja
muito bem ventilado).

Diferentes relações focais f/(*)

Todos os telescópios, e em especial os refletores, eles


apresentam desempenhos diferentes em diferentes relações f/.
Em geral quanto maior a relação focal melhor. Relações menores
que f/6 ou f/5 exigem que o espelho secundário seja
relativamente grande, e isto reduz um pouco a nitidez da
imagem. As distorções se tornam mais aparentes próxima a
borda do campo de visão, e todo o sistema ótico é muito mais
sensível a pequenos desalinhamentos. Um espelho de relação
focal baixa é difícil de fazer com alta qualidade. Também, com
uma relação f/ baixa você tem que usar oculares melhores e
mais caras para conseguir imagens nítidas em qualquer lugar
exceto no centro do campo visão. Por todas estas razõs um
refletor com f/4 quase nunca vai conseguir o mesmo
desempenho de um refletor f/8 bem feito.

Por outro lado, um f/4 é muito mais portátil e manuseável. Tem


apenas a metade do tamanho de um f/8. Um refletor de 25
centímetros de abertura com f/4 tem um metro de comprimento
e cabe no banco de trás de um carro para que você possa levá-lo
para um lugar que tenha um céu bem escuro. Um 25
centímetros f/8 tem 2 metros de comprimento e é um problema
logístico maior para transportá-lo.

Catadióptrico

Ou telescópios compostos usam tanto lentes quanto espelhos. A


versão mais popular é o Schmidt-Cassegrain, que surgiu no
mercado na década de 70 e rapidamente conquistou seu lugar
ao lado dos refratores e refletores que já existiam ha séculos.
Os comentários seguintes aplicam-se primordialmente aos SCs.

Vantagens

A vantagem dos SCs não está na performance visual, mas sim na


portabilidade, conveniência e opções especiais tais como
sistemas avançados de acompanhamento computadorizado.
Apesar de a maioria das pessoas poderem carregar um refletor
de 20cm para lá e para cá, eles na verdade são pesados e
desengonçados. A maioria dos Schmidt-Cassegrain vêem com
numa maleta que pode ser levantada com uma só mão (o tripé é
separado). A maleta pode ser colocada no bagageiro de um
carro ou num armário como se fosse uma mala de viagem,
enquanto que um refletor tende a tomar todo o espaço de que
você dispõe.

O tubo relativamente pequeno de um SC permite um


acompanhamento mais confiável, tornando a astrofotografia
menos difícil (nunca é fácil). Eles são excelentes telescópios
fotográficos. Controles eletrônicos elaborados são uma opção
nas montagens dos SCs para fotógrafos e usuários de cameras
CCD. Alguns podem ser adquiridos com sistema de apontamento
computadorizado. O usuário digita o numero do objeto que
deseja observar e o telescópio automaticamente aponta para o
objeto.

Desvantagens

A imagem formada por um SC será provavelmente um pouco


menos nítida do que a imagem formada por um bom refletor de
mesma abertura. Isso é mais perceptível quando se observa os
planetas. O custo de um SC é maior do que o de um bom refletor
de mesma abertura. Um espelho ou prisma diagonal é
normalmente usado na ocular para oferecer uma posição de
observação mais confortável (como nos refratores), e isso
significa que a imagem que você vê fica de cabeça para baixo e
espelhada. O mecanismo de focalização pode ser muito delicado
e impreciso. Você não pode desmontar o telescópio; ajustes
maiores significam que você tem de devolver o telescópio para a
fabrica ou chamar um ótico especializado.

Montagens

O melhor telescópio não tem valor se ele estiver numa


montagem medíocre. O menor balanço será transformado num
terremoto seja qual for o aumento que você estiver usando.
Você não verá muita coisa enquanto o céu estiver tremendo na
ocular.

Infelizmente, quase todas as montagens tem uma desagravel


tendência a ficar balançando. Geralmente isto é devido a um
descuido na fabricação (ou corte de custo do fabricante) em um
ou mais pontos cruciais. Mas, um pequeno grau de instabilidade
é o inevitável de se fazer uma montagem leve o suficiente para
não ter que ser carregada por um guindaste.

Existem dois tipos básicos de montagens:

A montagem equatorial é construída para que você possa


facilmente seguir os objetos celestes na medida que a Terra
gira. De outro modo, a rotação da Terra faz com que os objetos
saiam do campo de visão da ocular muito rapidamente (em
cerca de um minuto usando-se 75 ou 100x). A maioria das
montagens equatoriais vem com um motor de passo
(acompanhamento) para compensar a rotação da Terra
automaticamente. A montagem equatorial deve ser alinhada
com o Pólo Sul Celeste toda vez que você montar o telescópio.
Felizmente, isso não precisa ser feito muito acuradamente para
observação visual. Basta que se aponte o eixo polar na direção
do Pólo Sul Celeste.

A montagem altazimutal é mais simples. Elas apenas se


movimenta da esquerda para a direita e para baixo e para cima.
Você deve cutucar o telescópio sempre que quiser seguir os
objetos pelo céu. A montagem altazimutal é mais barata e mais
leve e possuem muita estabilidade, vantagens que são
exploradas ao máximo nas montagens dobsonianas para
refletores gigantes e de baixo custo. Grande telescópios
altazimutais, entretanto, exigem que o usuário seja muito hábil
para encontrar os objetos pelo céu. Os dobsonianos realmente
grandes são os melhores para observadores experientes de
objetos difusos, que são sedentos de abertura.

Qualquer que seja a montagem que você tiver, não se


impressione com o peso ou tamanho da mesma. Nada pode
destruir o seu entusiasmo como uma visão eternamente
trêmula, exceto um telescópio apoiado numa montagem
realmente solida e estável. Uma montagem que dificilmente
balança quando você a toca ou quando você focaliza um objeto é
um prazer de usar.

Seus Interesses

Os planetas, a Lua, e estrelas binárias cerradas exigem grande


aumento, bom contraste e excelente resolução. Se estes são os
objetos que mais lhe interessam, a melhor escolha é um refrator
ou um refletor de alta relação focal.

Objetos pouco luminosos como galáxias e nebulosas precisam


de abertura, abertura e abertura. Um grande refletor é a
escolha lógica se esta será a sua especialidade.

Se você não tem um interesse específico e pretendo tê-lo, um


telescópio de tamanho médio será o ideal, talvez um refletor de
15 ou 20cm com relação focal f/6 ou f/8, ou um Schmidt-
Cassegrain de 20cm.

Um fator pode limitar a sua escolha de interesse: poluição


luminosa. A Lua e os planetas mais brilhantes escapam ilesos
mesmo através da pior poluição luminosa. Mas os objetos mais
apagados como as galáxias e nebulosas são desvastados por
ela. Se você conseguir se proteger de luzes que incidem
diretamente sobre você ou seu telescópio, poderá observar a
Lua como estivesse numa fazenda. Os objetos menos luminosos,
porem, ficarão invisíveis.

Finalmente um conselho em relação ao tamanho do telescópio.


Você não apenas olha pela ocular do telescópio, você também
tem que transportá-lo, montá-lo e desmontá-lo. E, tudo isso
quando a maioria das outras pessoas estão mais dispostas a ir
para a cama dormir. Se você acha que estas tarefas são
aborrecidas, provavelmente não irá observar muito
freqüentemente. Muitos iniciantes esquecem isso e compram
grandes telescópios que se tornam elefantes brancos, pois
raramente são usados.

Antes de sair a procura de um telescópio lembre-se que um


instrumento pequeno de 60 ou 70mm pode lhe mostrar mais do
universo do que um instrumento de 40cm, se você usá-lo mais
freqüentemente.

O melhor telescópio é o que você vai usar mais. O quando de


diversão você vai ter, o quão bom você será como astrônomo
amador, dependerá muito mais do tempo que você permanecer
observando e não do diâmetro do seu telescópio.

Notas:
(*) - Relação f/ ou #f - A razão entre a distância focal e o
diâmetro da objetiva ou espelho do telescópio determina um
número - a RELAÇÃO f/ ou #F - quanto menor esse numero mais
caro e igualmente mais sofisticado tem que ser o desenho óptico
do instrumento. Salvo projetos especiais com as objetivas
apocromáticas que são extremamente caras dada a sua alta
qualidade e performance óptica. Exemplo: Refrator Amaetur
Zeiss 100/1000 é um telescópio com objetiva acromáttica de
100mm de diâmetro e 1000mm de distância focal, logo o seu
#f= 1000/100 ou seja: f/10 0u #f=10.

O Nosso Telescópio Dobsoniano


O Nosso Telescópio Dobsoniano

Muitas pessoas nos tem perguntado sobre como adquirir um


telescópio ou como construí-lo!
Nós vamos apresentar aqui uma sugestão de um modelo
de telescópio, o qual utiliza a configuração óptica newtoniana e
uma montagem alta-azimutal. Em particular, o estilo da
montagem corresponde a um conceito desenvolvido por John
Dobson quando de sua permanência na China, pois o seu pai
fora um dos fundadores da Universidade de Pequim. O modelo a
ser apresentado emprega um espelho parabólico de 254mm de
diâmetro e têm uma distância focal de 1130mm. Em outros
termos, esse é um telescópio de 254/1130 ou com uma abertura
relativa ou número F de 4.5 (#f = 4.5). A configuração óptica
corresponde a newtoniana com espelho primário parabólico e
um espelho secundário plano diagonal. Os componentes mais
difíceis para construí-lo, são o espelho primário, o espelho
diagonal e as oculares. Mais a frente indicaremos alguns locais
para adquirí-los. Todo o restante do material corresponde a
madeira compensada, canos de PVC marron, tampão de PVC
branco de esgôto, parafusos, molas, aroelas. O ferramental para
a confecção limita-se a uma pequena furadeira eletrica, serrote,
serra tico-tico, lixas, chaves de fenda, formões e etc.
Para se ter uma idéia da montagem dobsoniana, nós
separamos 41 imagens para ilustrar o conceito de John Dobson:

Imagem 01 Imagem 41

Esse telescópio que nós construímos foi uma doação por parte
da SBEA (Sociedade Brasileira para o Ensino da Astronomia) em
conjunto com a SIDEWALKER ASTRONOMERS do estado
americano do Texas, a qual doou os espelhos, as oculares e o
sistema de mira para a realização de dois workshops sobre a
construção de um telescópio dobsoniano. Um deles, foi realizado
na PUC de São Paulo e o outro no CDA (Observatório) de São
Carlos, durante o primeiro semestre de 1997. O representante
da Sidewalker Astronomers que trouxe o material e que se
incumbiu de apresentá-lo aqui no Brasil foi Robert G. Osborm
por sugestão de John Dobson. Essa realização foi possível após
um encontro de John Dobson e da Senhora Helga Szmuk
(entusiasta da Astronomia) durante o Eclipse Solar Total de 3 de
Novembro de 1994 em Foz do Iguaçu. Após ele tomar
conhecimento pela Sra. Szmuk das atividades astronômicas
brasileira, ele próprio sugeriu a confecção desses telescópios
num workshop.

Dimensionando de um
Telescópio Dobsoniano
Introdução

Fundamentos da Óptica Geométrica

Reflexão no espelho plano


Reflexão no espelho esférico

A Configuração Óptica do Telescópio Newtoniano

A Configuração Mecânica Dobson

Introdução

O conceito desenvolvido por John Dobson une a configuração


telescópica newtoniana com o sistema de coordenadas alta-
azimutais.
O telescópio newtoniano desenvolvido por Issac Newton em
1668 representa uma grande simplificação nos elementos
ópticos com relação a outras configurações. A objetiva é
somente um espelho esférico côncavo ao contrário dos
telescópios refratores compostos por uma ou mais lentes para
eliminar as aberrações cromáticas. A inclusão do espelho
secundário permite desviar o feixe a noventa graus e observar
os objetos celetes numa posição radial ao eixo óptico do espelho
primário.
O sistema de coordenas alta-azimutal permite uma montagem
mecânica simples - apesar de não podermos compessar o efeito
da rotação terrestre com simplicidade - de baixo custo e, bem
leve quando nós comparamos com uma similar a montagem
equatorial ou montagem tradicional alemã.
Para aqueles que desejam construir um telescópio dobsoniano,
nós vamos dividir o processo de construção do telescópio em
algumas etapas a saber:

• A Configuração Óptica
• A Configuração Mecânica

Da duas nós faremos uma série de considerações que nos levarão ao


dimensionamento da montagem mecância do telescópio. O nosso objetivo será
estabeler os parâmetros necessários - os compromissos - entre a óptica e
amecânica do conjunto para nós obtermos a melhor eficiência do telescópio. Esse
compromisso entre óptica e mecânica será dirigido para um telescópio
dobsoniano de observação visual. Não vamos nos preocupar aqui com adaptações
e/ou configurações para máquinas fotográficas ou qualquer outro dispositivo
adicional.

Fundamentos da Óptica Geométrica

Um curso formal sobre óptica geométrica que atenda aas


necessidades reais para trabalharmos a ótica do telescópio
newtoniano será muito longo. No intuito de sermos breves, nós
introduziremos os conceitos mímimos necessários para que o
traçado de raios possa ser compreendido. Para isso nós
precisamos saber:
 o que é a reflexão de um raio por um espelho plano e,
 a partir de dois raios com comportamentos conhecidos no espelho esférico
côncavo
elaborar e construir a teia de raios e feixes que nós permitirão avaliar a
configuração óptica newtonia.

Reflexão no Plano

Nós todos estamos acostumados com a nossa imagem através


de um espelho. Cada ponto do nosso rosto "emana raios" que
atingem a superfície refletora do espelho e retorno aos nossos
olhos. A natureza é muito sábia e no processo de refle'xão e
mesmo no de refração da luz, ela, a LUZ, percorre o menor
caminho. Essa propriedade é conhecida como o Princípio de
Fermat. Esse princípio é muito fácil de ser percebido na reflexão.
Observe a figura abaixo:
Fig.01- A Reflexão em superfícies planas
O raio de luz que passa por A atinge o ponto de incidência V no
espelho plano e é desviado por um ângulo exatamente igual
mas contrário em relação a normal (perpendicular a superfície
do espelho em V). Os ângulos β e β 'são iguais. Observe que os
pontos B e B' marcados sobre o raio refletido e o segmento
auxiliar respectivamente são equidistantes em relação ao
espelho. O comprimento do segmento AB' é o segmento AV+
VB' e este é exatemente igual ao comprimento do segmento AV
+ VB. O percurso da luz de A até B foi feito pelo menor
caminho. Se nós tomarmos qualquer outro ponto do espelho que
não seja o V, o caminho de A até B será sempre maior. Da
Geometria plana, dado dois pontos não coincidentes, nós
sempre teremos um segmento de reta ou uma única reta
passando por esses dois pontos.

Reflexão no Espelho Esférico Côncavo

Os raios importantes para traçar o feixe de luz que atinge um espelho esférico
côncavo são dois:
 Raio paralelo ao eixo optico
 Raio incidente no vértica do espelho

Fig.02- Raios principais do espelho esférico côncavo


Note que o vértice V é o ponto central de simetria radial da
superfície esférica do espelho e por ele passa o eixo óptico do
espelho (linha branca) da direção axial (ao longo do eixo). No
caso da superfície esférica C é o centro de curvatura e no caso
com raio R. Para esse tipo de superfície refletora, todo raio que
chega paralelo ao eixo ótico é desviado en direção ao ponto F
(foco). Todos os raios paralelos convergem para o ponto F
distante R/2 do vértice V do espelho.
Outro raio importante é o que incide exatamente no vértica do
espelho. Nesse ponto o raio incidente tem o seu raio refletido
desviado do mesmo valor da incidência em relação ao eixo
óptico. Veja que nesse caso o vértice V do espelho concâvo
funciona como um espelho plano nesse local.
O mesmo ocorre para os raios que chegam paralelo ao eixo
óptico. Eles ao incidirem na superfície do espelho, a reflexão
deverá naquele ponto ser aplicada e o raio será desviado para o
ponto F (foco).
Tudo isso que nós estamos afirmando para o espelho côncavo é
uma aproximação e é válido para ângulos pequenos - da ordem
de cinco graus.
Com esses dois elementos básicos, nós passaremos a
Configuração Óptica do Telescópio Newtoniano. Nela nós
veremos o problema da colocação do espelho secundário.

A Configuração Óptica do Telescópio Newtoniano

O telescópio refletor newtoniano é composto de um espelho esférico côncavo


como indicado na figura abaixo. Tem um eixo de simetria que ao mesmo tempo é
o seu eixo óptico.

Fig.03- O espelho côncavo esférico.


Ao passarmo um feixe de luz paralelo ao eixo óptico, sua luz
será toda desviada para um ponto comum sobre o eixo óptico
chamado de foco. Esse feixe corresponde a luz vinda de um
objeto muito longe, por exemplo uma árvore muito distante. A
LUZ de uma estrela do firmamento corresponde bem a essa
situação.
Fig.04- Feixe de luz paralelo ao eixo óptico

No caso de objetos extensos, ou de objetos muito longe e fora


do eixo óptico do espelho primário, a luz desses objetos será
tratada como um feixe paralelo mas inclinado em relação ao
eixo de simetria axial. A inclinação desse feixe corresponderá ao
campo de visão do telescópio. Na figura abaixo, nós temos a
situação de um objeto no infinito e acima do eixo óptico. Por
causa da reflexão, a imagem se formará num ponto afastado na
direção radial em relação ao foco do espelho primário e se
formará do lado contrário do feixe incidente. O espelho irá
inverter a imagem.

Fig.05- Feixe de luz paralelo mas inclinado e acima do eixo


óptico
De igual modo, nós vamos traçar os raios de um feixe paralelo inclinado mas
oposto ao da figura anterior. A situação toda se inverte a descrição da figura 05.
Fig.06- Feixe de luz paralelo mas inclinado abaixo do eixo
óptico.
O conjunto de todos esses três feixes paralelos nós mostra como
a luz é modificada pelo espelho primário para formar a imagem
sobre o plano focal. Se nós montassemos a ocular na frente, ao
observar as nossas cabeça irão naturalmente obstruir a luz e
nós não veremos nada.

Fig.07- O conjunto de todos os feixes paralelos e o plano focal


A solução para esse problema consiste em nós colocarmos um
espelho plano inclinado de 45 graus para desviar o feixe em
noventa graus em relação ao eixo óptico. Desse modo o plano
focal ficará fora da entrada de luz e nós poderemos observá-lo a
partir da direção radial. O espelho plano (secundário) deverá ser
colocado entre o foco e o vértice do espelho esférico (primário).
Na figura abaixo, nós temos a colocação desse novo elemento
no sistema óptico.
Fig.08- O espelho plano secundário ou espelho diagonal
Como nós podemos perceber a introdução de um elemeto
central a frente o espelho primário causara um certa obstrução
da luz total incidente. Para o caso o feixe paralelo ao eixo optico
o resultado será:

Fig.09- Obstrução do feixe de luz paralelo a eixo ótico.


Para o feixe paralelo inclinado acima do eixo optico, o resultado
será:

Fig.10- Obstrução do feixe paralelo inclinado acima o eixo ótpico


E para o feixe paralelo mas inclinado abaixo do eixo óptico, nós
teremos:
Fig.11- Obstrução do feixe paralelo inclinado abaixo do eixo
óptico.
Juntando todos os três feixes paralelos, nós teremos a configuração clássica do
telescópio refletor newtoniano. Nós temos realmente uma perda de luz e elá será
cada vez maior a medida que o espelho secundário se aproximar do espelho
primário.

Fig.12- A Configuração óptica de um telescópio newtoniano.


Eliminando-se o feixe de raios e ficando somente com os raios
extrenos, nós teremos os elementos geométricos necessário
para dimensionar e posicionar o espelho secundário como
indicado na figura abaixo.
Fig.13- Raios necessários para dimensionar o espelho primário.
Observe que na figura abaixo que o recuo (r) do espelho
secundário deverá ser maior que a metade do diâmetro do
espelho primário. O ângulo 2α será ao campo de visão
desejado do telescópio e correesponderá ao deslocamento (2c)
sobre o plano focal do feixe paralelo inclinado. A interceptação
dos raios externos com o plano do espelho secundário irá
determinar a sua dimensão meridonal (a).

Fig.14- Dimensão merdional do espelho secundário


A outra dimensão do espelho secundário corresponde a direção
sagital - plano perpendicular as figuras e que passa pelo eixo
óptico. Na figura abaixo, nós temos a representação da direção
sagital extraída a partir dos feixes refletidos pelo espelho
primário sem o secundário. O segmento transversal
perpendicular ao eixo óptico que passa pelo ponto de
intersecção do espelho secundário com o eixo óptico do espelho
primário corresponderá a dimensão sagital do espelho
secundário.

Fig14.- Dimensão meridional do espelho secundário.


No mínimo o nosso espelho secundário será um retângulo com
dimensões a e b. A sua forma real é próxima a uma elipse com
eixos a e b.

A Configuração Mecânica de John Dobson

A próxima etapa será nos alojarmos o espelho primário numa caixa a CAIXA
DO PRIMÄRIO e de igual modo o espelho secundário numa caixa a CAIXA DO
SECUNDÁRIO. Observe que as dimensões da caixa deverão ser tais que não
haja obstrução dos raios mais externos e que não haja obstrução nos raios que
chegam ao plano focal. Tambem deveremos controlar a separação entre as caixas
em função da posição do espelho primário. Por uma questão de estabilidade a
caixa do secundário deverá ser feita de uma madeira menos espessa que a da
caixa do primário e garantir um equilíbrio estático mais próximo do primário.
Veja a figura abaixo:

Fig.15- Colocando as caixas dos espelhos


A caixa do espelho primário deverá permitir a fixação e o ajuste
da orientação do plano perpendicular ao eixo óptico que passa
pelo vértice do espelho. O ajuste desse espelho corresponderá
ao caminho óptico da luz refletida no véritce e que deverá
atingir o espelho secundário e desviá-la até a ocular.
Fig. 16- A Caixa do Espelho Primário e o seu suporte de fixação
O suporte do espelho primário conciste num sistema mecânico
de apoio sobre três pontos. O parafuso de ajuste, permite
controlar a orintação do plano radial que passa pelo vértice do
espelho primário (V). As molas facilitam o ajuste mantendo a
base de fixação do espelho afastada do fundo da caixa. Os
contra-parafusos servem para travar a orientação do espelho
primário.
A caixa do espelho secundário deverá propiciar a fixação do
espelho diagonal e permitir uma mobilidade no posicionamento
desse espelho para o ajuste do caminho a ser percorrido pela luz
ao longo do eixo óptico central entre a ocular, o espelho
secundário e o vértice do espelho primário.
Fig.17- A Caixa do Espelho secundário e o seu suporte de fixação
Os parafusos de ajuste permitem centralizar o espelho
secundário e orientar a inclinação do mesmo.
Durante o processo de alinhamento, um feixe central vindo a
partir do sistema de focalização deverá ser refletido e desviado
pelo espelho secundário em direção ao vértice do espelho
primário. Em seguida, a orientação do espelho primário deverá
ser feita para que o feixe retorne pelo mesmo caminho no
sentido do sistema de focalização.
Fig.18 - Sistema de Focalização
O sistema de focalização adotado por nós emprega uma flange
de caixa d'água de PVC Marrom de 32mm. Foram necessárias
duas delas para compor o sistema de focalização - o anel de
trava foi retirado do que seria a base da luva. O diâmetro de
32mm corresponde a oculares com bitola 1.25 polegadas de
encaixe. O anel detrava é necessário pois há uma folga muito
grande entre a luva e a base da luva por causa do tipo de rosca
empregada na flange (rosca dardlet).
Fig.19 - Separação entre as Caixas (Primário e Secundário)
Para manter a separação entre as caixas, nós empregamos
tubos de PVC Marrom de 32mm de diâmetro. Para facilitar a
montagem, nós colocamos na caixa do secundário calços de
madeira como limitadores. O comprimento dos tubos deverá ser
ajustado para que o foco caia no local desejado no sistema de
focalização. Na montagem lembre-se de marcar a posição do
cano e a qual canto da caixa ele deva ser sempre fixado. Isso é
necessário pois em caso de transporte é necessário montá-los
nas respectivas posições para evitar algum deslocamento na
montagem e ter que alinhar o conjunto óptico novamnente.
Com a montagem do sistema óptico newtoniano acima e
incluindo o sistema de focalização e algum sistema de mira de
sua escola, nós podemos proceder a determinação da posição do
centro de massa ao longo do conjunto. Para isso, nós utilizamos
uma cunha e procuramos a posição em que o sistema fica em
equíbrio estático.
Fig. 20 - Determinando a posição do centro de massa do sistema
óptico.
Conhecendo a posição do centro de massa, nós colocaremos a
articulação do suporte de altura conforme o esquema abaixo.
Fig. 21 - Articulação do ajuste de altura
A articulação do ajuste de altura foi construída a partir de um
tampão de esgoto de oito polegadas. A vantagem desse
diâmetro é a excelente área de contato cujo atrito manterá o
telescópio na posição desejada sem qualquer deslocamento. Os
deslocamentos não ocorrerão desde que o sistema do conjunto
óptico tenha sido balanceado e montado em relação ao centro
de massa.
Fig.22 - O sistema óptico newtoniano com o suporte de
articulação de altura
O último conjunto da monatgem dobsoniana é a montagem da
base de articulação do azimute. Nós precisaremos de uma caixa
de articulação do azimute onde a articulação do suporte de
altura possa ser encaixado.