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Aula 11

Direito Constitucional p/ TJ-CE - Analisa Jud. (Administração, Judiciária e Execução de Mandados)

Professores: Ricardo Vale, Nádia Carolina

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina AULA 11: Funções Essenciais à Justiça. Ação

D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina

AULA 11: Funções Essenciais à Justiça. Ação Civil Pública.

SUMÁRIO

PÁGINA

1-O Ministério Público

1-18

2-Advocacia e Defensoria Pública

19-21

3-Ação Civil Pública

22-26

4-Lista de Questões

27-29

5-Gabarito

30

O Ministério Público

O Ministério Público teve sua competência significativamente ampliada pela

Constituição Federal de 1988. Trata-se de instituição permanente, essencial à função jurisdicional do Estado, que tem como funções a defesa da ordem jurídica, do regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis (art.

127, “caput”, CF).

Para melhor fixar o seu conceito, interessa saber que a palavra ministério deriva do latim “manus”, que significa mão. Desde seus primórdios, o Ministério Público era considerado “a mão do rei”, sendo exercido por procuradores que defendiam os interesses do monarca.

A partir do século XVIII, passou a ser conhecido, também, como Parquet,

palavra que em francês significa assoalho. A explicação é que seus representantes se sentavam no assoalho da sala de audiência, para não serem confundidos com os magistrados.

Apesar de ser um órgão vinculado ao Poder Executivo, o Ministério Público não tem função auxiliar do Governo. Pelo contrário, a independência da instituição e de seus membros “impõe-se como exigência de respeito aos direitos individuais e coletivos e delineia-se como fator de certeza quanto à efetiva submissão dos poderes à lei e à ordem jurídica” (STF, Pleno, ADI 789-MC, DJ de

26.02.1993).

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Princípios institucionais

De

acordo

com

o

art.

127,

§

1º,

da

Constituição,

são

princípios

institucionais

do

Ministério

Público

a

unidade,

a

indivisibilidade

e

a

independência funcional.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Unidade Princípios institucionais do MP Independência

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Unidade Princípios institucionais do MP Independência Indivisibilidade funcional
Unidade
Princípios
institucionais
do MP
Independência
Indivisibilidade
funcional

O princípio da unidade determina que os membros do Ministério Público

integram um único órgão, sendo chefiados apenas por uma pessoa. No âmbito da União, o Ministério Público Federal é chefiado pelo Procurador-Geral da República (PGR); no âmbito dos Estados, a chefia cabe ao Procurador-geral de Justiça (PGJ). Veja bem: não existe unidade entre o Ministério Público Federal e os Estaduais; a unidade se dá no âmbito de cada Ministério Público.

Já a indivisibilidade possibilita que os integrantes da carreira possam ser

substituídos uns pelos outros ao longo do processo. Isso porque o Ministério Público não se subdivide internamente em instituições autônomas, mas é uno e indivisível. Novamente, o princípio se aplica no âmbito interno de cada Ministério Público do nosso ordenamento jurídico.

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Por fim, a independência funcional determina que cada um dos membros do Ministério Público se vinculará apenas ao ordenamento jurídico e à sua convicção, não podendo sofrer retaliações devido à sua atuação. Como consequência, a Constituição de 1988 elevou à categoria de crime de responsabilidade do Presidente da República os atos praticados por este que atentem contra o livre exercício das atribuições do Parquet (CF, art. 85, II). A única hierarquia existente no âmbito do Ministério Público é de ordem administrativa.

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Questão de prova: D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina 1. (Cespe/2010/MPE-RO) A independência

Questão de prova:

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1. (Cespe/2010/MPE-RO)

A

independência

funcional

e

a

vitaliciedade figuram entre os princípios institucionais do MP.

Comentários:

A vitaliciedade não é princípio institucional do MP, mas sim uma garantia dos seus membros. Questão incorreta.

Princípio do promotor natural

Com base no princípio da independência funcional, a doutrina e a jurisprudência conceberam o princípio do promotor natural. Determina esse princípio que, além de ser julgado por órgão independente e pré-constituído, o acusado tem direito a sofrer intervenção, em seu processo, de Promotor designado em obediência aos critérios constitucionais e legais.

Esse princípio, entretanto, não é reconhecido pelo STF. Para a Corte “( ) conforme a doutrina, o princípio do promotor natural representa a impossibilidade de alguém ser processado senão pelo órgão de atuação do Ministério Público dotado de amplas garantias pessoais e institucionais, de absoluta independência e liberdade de convicção, com atribuições previamente fixadas e conhecidas. Entretanto, enfatizou-se que o STF, por maioria de votos, refutara a tese de sua existência (HC 67.759/RJ, DJU de 01. 07.93) no ordenamento jurídico brasileiro, orientação essa confirmada, posteriormente, na apreciação do HC 84.468/ES (DJU de 20.02.2006).” 1

Questão de concurso:

2. (Cespe/2010/MPE-RO) A CF admite, em caráter excepcional, a

nomeação de promotor ad hoc.

Comentários:

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Com base no princípio da independência funcional, a doutrina e a jurisprudência conceberam o princípio do promotor natural, segundo o qual o acusado tem direito a sofrer intervenção, em seu processo, de Promotor designado em obediência aos critérios constitucionais e legais. Assim, não se admite nomeação de promotor ad hoc. Questão incorreta.

1 HC 90.277, Rel. Min. Ellen Gracie, j. 17.06.2008, DJE de 01.08.2008, Inf. 511/STF.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Funções institucionais

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Funções institucionais

Veja o que determina a Constituição a respeito das funções institucionais do Ministério Público:

Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público:

I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;

II - zelar pelo efetivo respeito dos Poderes Públicos e dos serviços de relevância pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas necessárias a sua garantia;

III

- promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção

do

patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros

interesses difusos e coletivos;

IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para

fins de intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos nesta

Constituição;

V - defender judicialmente os direitos e interesses das populações

indígenas;

VI - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua

competência, requisitando informações e documentos para instruí-los,

na

forma da lei complementar respectiva;

VII

- exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei

complementar mencionada no artigo anterior;

VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial, indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações

processuais;

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IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que

compatíveis com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação

judicial e a consultoria jurídica de entidades públicas.

Trata-se de rol meramente exemplificativo, uma vez que o inciso IX do art. 129 prevê, expressamente, a possibilidade de o Ministério Público exercer outras funções, desde que compatíveis com sua finalidade. Além disso, só poderão ser exercidas por integrantes da carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação, salvo autorização do Chefe da Instituição. Por fim, não se

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina trata de competências privativas do Ministério Público,

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trata de competências privativas do Ministério Público, conforme se depreende da redação do art. 129, IX, § 1º da Constituição Federal:

§ 1º - A legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto nesta Constituição e na lei.

Questões de prova:

3. (Cespe/2012/MP-PI) Compete privativamente ao MP promover o

inquérito civil e a ação civil pública para a proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

Comentários:

Trata-se de função institucional do MP, mas não privativa. Isso porque o art. 129, IX, § 1º da Constituição prevê que “ a legitimação do Ministério Público para as ações civis previstas neste artigo não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto nesta Constituição e na Lei”. Questão incorreta.

4. (Cespe/2010/MPE-RO) As funções institucionais do MP dispostas

na CF constituem rol exemplificativo, o que faculta aos estados e aos municípios, por intermédio de legislação própria, o estabelecimento de

outras atribuições compatíveis com a finalidade constitucional da instituição.

Comentários:

O erro do enunciado é que não existe Ministério Público municipal. De fato, o rol

é exemplificativo. Questão incorreta.

As funções do Ministério Público têm caráter administrativo. Seus membros não possuem poder decisório (função jurisdicional) nem competência para

elaborar atos normativos gerais e abstratos (função legislativa). Apenas auxiliam

o Judiciário, fiscalizando ou promovendo a observância das leis.

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Autonomia

Determina a CF/88 em seu art. 127, § 2º que ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa, podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de provas ou de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei disporá sobre sua organização e funcionamento.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Essa garantia se deve à relevante função

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Essa garantia se deve à relevante função do Ministério Público em nosso ordenamento jurídico, na defesa dos interesses sociais não só perante o Judiciário, mas também perante a Administração Pública.

Além da autonomia administrativa, a Carta Magna também assegura ao Ministério Público a autonomia financeira, assegurando-lhe a capacidade de elaborar sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (art. 127, § 3 o , CF).

Se o Ministério Público não encaminhar a respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, ajustados de acordo com os limites estipulados na forma do art. 127, § 3 o , CF. Prevê-se, dessa forma, uma solução em caso de inércia do “Parquet”.

Além disso, se a proposta orçamentária for encaminhada em desacordo com os limites estipulados na forma do art. 127, § 3 o , CF, o Poder Executivo procederá aos ajustes necessários para fins de consolidação da proposta orçamentária anual.

Por fim, durante a execução orçamentária do exercício, não poderá haver a realização de despesas ou a assunção de obrigações que extrapolem os limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias, exceto se previamente autorizadas, mediante a abertura de créditos suplementares ou especiais.

Questão de prova:

5. (Cespe/2009/TRE-MA) Apesar de ser assegurada autonomia funcional e administrativa ao MP, a iniciativa legislativa para criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política remuneratória e os planos de carreira dos seus servidores cabem ao Poder Judiciário.

Comentários:

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A iniciativa legislativa, nesses casos, é do Ministério Público. Questão incorreta.

Estrutura

O Ministério Público abrange o Ministério Público da União (MPU) e os Ministérios Públicos dos Estados MPE (art. 128, I e II, CF). O MPU abrange:

O Ministério Público Federal (MPF);

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina  Ministério Público do Trabalho (MPT); 

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Ministério Público do Trabalho (MPT);

Ministério Público Militar (MPM);

Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

O

O

O

Ministério Público Federal Ministério Público do Trabalho MPU Ministério Público do Distrito Ministério
Ministério Público Federal
Ministério Público do
Trabalho
MPU
Ministério Público do Distrito
Ministério Público Militar
Federal e Territórios

O Ministério Público Eleitoral não tem estrutura própria, sendo composto de

membros do MPE e do MPF.

Questão de prova:

6. (Cespe/2009/TRE-MA) O MP da União engloba, entre outros, o

MPDFT.

Comentários:

De fato, o MPDFT faz parte da estrutura do MPU. Questão correta.

Garantias de seus membros

A Constituição prevê garantias funcionais aos membros do Ministério Público, devido à necessidade de lhes preservar a liberdade de convicção, acautelando a autonomia da instituição. Essas garantias compreendem a vitaliciedade, a inamovibilidade e a irredutibilidade de subsídio (art. 128, § 5º, I, CF).

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A vitaliciedade garante que o membro do “Parquet” não poderá perder o cargo senão por sentença judicial transitada em julgado. É adquirida após dois anos de exercício. Já a inamovibilidade garante que ele não será removido de ofício, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão do órgão colegiado competente do Ministério Público, pelo voto da maioria absoluta de seus membros, assegurada ampla defesa. Por fim, a irredutibilidade dos subsídios

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina impede protege os ganhos dos membros do

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impede protege os ganhos dos membros do Ministério Público contra ingerências políticas.

Questão de prova:

7. (Cespe/2012/TJ-RR) Os membros do MP gozam de vitaliciedade,

após dois anos de exercício, e só perderão o cargo por sentença judicial transitada em julgado.

Comentários:

É o que dispõe o art. 128, § 5º, I, “a”, da Constituição Federal. Questão correta.

Vedações a seus membros

A Constituição faz algumas vedações aos membros do Ministério Público, com o objetivo de preservar a própria instituição. Essas vedações incidem sobre situações capazes de prejudicar a autonomia dos seus membros. São elas:

Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários,

percentagens ou custas processuais;

Exercer a advocacia;

Participar de sociedade comercial, na forma da lei;

Exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo

uma de magistério;

Exercer atividade político-partidária;

Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas

físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei;

Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de

decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.

Destaca-se que os integrantes da carreira que nela ingressaram antes da Constituição de 1988, por força do art. 29, § 3º, do ADCT, foram excepcionados dessas vedações.

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O quadro Ministério Público:

a seguir reúne

as garantias e vedações dos membros do

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Garantias dos membros do MP Vedações aos membros do MP D. Constitucional p/TJ-CE Prof a

Garantias dos

membros do MP

Garantias dos membros do MP Vedações aos membros do MP D. Constitucional p/TJ-CE Prof a .

Vedações aos membros do MP

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Vitaliciedade

Inamovibilidade

Irredutibilidade dos subsídios

Receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens ou custas processuais

Exercer a advocacia

Participar de sociedade comercial, na forma da lei

Exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo uma de magistério

Exercer atividade político-partidária

Receber, a qualquer título ou pretexto, auxílios ou contribuições de pessoas físicas, entidades públicas ou privadas, ressalvadas as exceções previstas em lei

Exercer a advocacia no juízo ou tribunal do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.

do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração. 8. (Cespe/2007/TJ-DFT) Se o Ministério Público não

8. (Cespe/2007/TJ-DFT) Se o Ministério Público não encaminhar a

respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de

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diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, de acordo com os limites legais.

Comentários:

É

o

correta.

que

determina o art. 127, § 4º, da Constituição Federal. Questão

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina 9. (Cespe/2010/TRT 21ª Região) Aos membros do

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9. (Cespe/2010/TRT 21ª Região) Aos membros do Ministério Público,

assim como aos juízes, é vedado exercer a advocacia no juízo ou tribunal

do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.

Comentários:

É isso mesmo! Fundamento: art. 128, § 6º, CF. Questão correta.

10. (Cespe/2010/Abin) Ao MP incumbe a defesa da ordem jurídica, do

regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis e a observância dos princípios institucionais da unidade, indivisibilidade e

independência funcional, previstos na CF.

Comentários:

É o que determina o art. 127 da Constituição. Questão correta.

11. (Cespe/2010/MPU) São funções essenciais à justiça as do

Ministério Público, da advocacia pública, da advocacia privada e da defensoria pública.

Comentários:

É o que se depreende do Capítulo IV da Constituição Federal, que tem como Seções cada uma dessas funções. Questão correta.

Ingresso na Carreira

Determina a Carta Magna (art. 129, § 3º) que o ingresso na carreira do Ministério Público far-se-á mediante concurso público de provas e títulos, assegurada a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização, exigindo-se do bacharel em direito, no mínimo, três anos de atividade jurídica e observando-se, nas nomeações, a ordem de classificação.

08133084458 Ingresso na carreira do MP Concurso público de provas e títulos, com participação da
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Ingresso na carreira do MP
Concurso público de provas e títulos, com
participação da OAB
É necessário ser bacharel em Direito e ter três
anos de atividade jurídica
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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Com base no o art. 129, §

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Com base no o art. 129, § 3º, da Constituição, o STF considerou constitucional resolução que determina que a inscrição do concurso público para a carreira do Ministério Público só pode ser feita por bacharel em Direito com, no mínimo, três anos de atividade jurídica, cuja comprovação se dá no momento da inscrição definitiva. O Pretório Excelso entendeu que essa exigência atendeu o objetivo da EC 45/2004, que pretendeu selecionar profissionais experientes para o exercício das funções do Ministério Público (ADI, 3.460/DF, decisão de

31.08.2006).

Nomeação do PGR

O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República, nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução (art. 128, § 1º, CF).

É importante observar que a Constituição não limita o número de reconduções. Contudo, o art. 25 da Lei Complementar n o 75/93 determina que a recondução deverá ser precedida de nova decisão do Senado Federal. A recondução se assemelha a uma nova nomeação.

Destaca-se ainda que o Presidente da República poderá escolher qualquer membro do Ministério Público da União (ou seja, do Ministério Público Federal, do Trabalho, Militar ou do Distrito Federal ou Territórios) para o cargo de PGR. Nesse sentido, entendeu o STF que o Procurador-Geral pode provir de quaisquer das carreiras do Ministério Público da União (MS 21.239, DJ de 23.04.1993).

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Dentre integrantes da carreira Nomeado pelo PR

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Dentre integrantes da carreira

Nomeado pelo PR Chefe do MPU
Nomeado pelo PR
Chefe do MPU

Idade maior que 35 anos

PGR
PGR

Após aprovação pela maioria absoluta do Senado

Permitida a

recondução

Mandato de 2 anos

Mandato de 2 anos
Mandato de 2 anos
Mandato de 2 anos

O PGR poderá ser destituído pelo Presidente da República, caso haja autorização da maioria absoluta do Senado Federal (art. 128, § 2 o , CF).

Questão de prova:

12. (Cespe/2009/TRE-MA) A destituição do procurador-geral da República, por iniciativa do presidente da República, prescinde de autorização do Senado Federal.

Comentários:

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A destituição do PGR necessita de autorização da maioria absoluta do Senado Federal (art. 128, § 2 o , CF). Esta é imprescindível! Questão incorreta.

Os Procuradores-Gerais de Justiça (Chefes dos MPEs e do MPDFT)

Determina o art. 128, § 3 o , da Constituição que:

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina § 3º - Os Ministérios Públicos dos

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§ 3º - Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e

Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira, na

forma da lei respectiva, para escolha de seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.

Observe que o Procurador-Geral de Justiça também será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo (Governador para os MPEs e Presidente da República para o MPDFT) para mandato de dois anos, permitida uma recondução. Diferentemente do que ocorre no MPU, entretanto, não há participação do Legislativo na nomeação e a recondução só pode se dar uma única vez. Não incide, nesse contexto, o princípio da simetria (STF, ADI 452, DJ de 31.10.2002).

Questão relevante diz respeito à vacância do cargo. Deverá, nesse caso, o novo Procurador-Geral assumir pelo tempo que falta para completar os dois anos (mandato-tampão) ou cumprir um novo mandato de dois anos completos?

Nesse caso, o Procurador-Geral deverá cumprir um novo período de dois anos. Nesse sentido, decidiu o STF que é inconstitucional, por ofensa ao art. 128, § 3 o , da Carta Magna, lei que preveja, no caso de vacância do cargo de Procurador-Geral de Justiça, a eleição e nomeação de novo Procurador-Geral para que complete o período restante do mandato do seu antecessor. 2

Questão de prova:

13. (Cespe/2009/TRE-MA) Os MPs dos estados e o MPDFT formam lista

tríplice entre integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, para escolha de seu procurador-geral, que é nomeado pelo presidente do tribunal de justiça, para mandato de três anos, permitida uma recondução.

Comentários:

Determina o art. 128, § 3 o , da Constituição que:

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§ 3º - Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e

Territórios formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira, na

forma da lei respectiva, para escolha de seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo, para mandato de dois anos, permitida uma recondução.

Questão incorreta.

2 ADI 1.783-BA, rel. Min. Sepúlveda Pertence, 11.10.2001.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Dentre integrantes da carreira Escolha a partir

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Dentre integrantes da carreira

Escolha a partir de lista tríplice elaborada pelo próprio MP, na forma da lei respectiva

elaborada pelo próprio MP, na forma da lei respectiva Nomeado pelo Governador Procurador-Geral de Justiça Chefe
elaborada pelo próprio MP, na forma da lei respectiva Nomeado pelo Governador Procurador-Geral de Justiça Chefe

Nomeado pelo Governador

Procurador-Geral de Justiça
Procurador-Geral de
Justiça

Chefe do Ministério Público do Estado ou do Distrito Federal

Mandato de 2 anos

M a n d a t o d e 2 a n o s
M a n d a t o d e 2 a n o s
M a n d a t o d e 2 a n o s

Permitida apenas uma recondução

No que se refere ao Procurador-Geral de Justiça dos Estados, o art. 9 o da Lei 8.625/93 determina que a lista tríplice será formada pelo próprio MP, na forma da lei respectiva de cada Estado, mediante voto plurinominal de todos os integrantes da carreira. Sua destituição é de competência da Assembleia Legislativa local, pelo voto de sua maioria absoluta, na forma da lei orgânica do respectivo Ministério Público.

Já no que concerne ao Procurador-Geral de Justiça do MPDFT, determinam os arts. 21, XIII e 22, XVII, da Carta Magna que compete à União organizar e manter o MPDFT. Essa competência foi exercida por meio da Lei Orgânica do MP da União, a LC n o 75/93.

O art. 156, “caput”, da LC n o 75/93 estabelece que o Procurador-Geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios será nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da lista tríplice elaborada pelo Colégio de Procuradores e Promotores de Justiça, para mandato de 2 anos, permitida uma recondução, precedida de nova lista tríplice. Entende o STF que é inconstitucional lei que exija prévia aprovação do nome do Procurador-Geral de Justiça pela maioria absoluta do Legislativo local, por força do art. 128, § 3 o , da CF/88, que estabelece como única exigência a lista tríplice, na forma da lei. 3

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3 ADI 1.228-MC/AP, DJU de 02.06.1995; ADU 1.506-SE, DJU de 12.11.1999; ADI 1.962-RO, 08.11.2001 .

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No que diz respeito à destituição, o art. 128, § 4 o , da CF/88 estabelece que

o PGJ do MPDFT será destituído por deliberação da maioria absoluta do Poder

Legislativo, na forma da lei complementar. Trata-se da lei n o 75/93, que dispõe, em seu art. 156, que “o Procurador-Geral poderá ser destituído, antes do término do mandato, por deliberação da maioria absoluta do Senado Federal, mediante representação do Presidente da República”.

O Procurador-Geral do Trabalho e o Procurador-Geral da Justiça Militar

Segundo a LC no 75/93, o Estatuto do MPU, o Procurador-Geral do Trabalho (PGT) será o Chefe do Ministério Público do Trabalho, nomeado pelo PGR, dentre membros da Instituição, com mais de 35 anos de idade e 5 anos na carreira, integrantes de lista tríplice escolhida mediante voto plurinominal, facultativo e secreto, pelo Colégio de Procuradores, para um mandato de 2 anos, permitida uma recondução, observado o mesmo processo. Caso não haja número de candidatos (três) com mais de 5 anos de carreira, poderão concorrer ao cargo os Procuradores com mais de 2 anos na carreira. A exoneração do PGT, antes do término do mandato, será proposta ao PGR pelo Conselho Superior, mediante deliberação obtida com base em voto secreto de 2/3 de seus integrantes.

Já os arts. 120 e 121 da LC n o 75/93 estabelecem regra semelhante para a nomeação do Procurador-Geral da Justiça Militar, Chefe do Ministério Público da Justiça Militar. Ele será igualmente nomeado pelo PGR, dentre membros da Instituição, com mais de 35 anos de idade e 5 anos na carreira, integrantes de lista tríplice escolhida mediante voto plurinominal, facultativo e secreto, pelo Colégio de Procuradores, para um mandato de 2 anos, permitida uma recondução, observado o mesmo processo. Caso não haja número de candidatos (três) com mais de 5 anos de carreira, poderão concorrer ao cargo os Procuradores com mais de 2 anos na carreira. A sua exoneração, antes do término do mandato, será proposta ao PGR pelo Conselho Superior, mediante deliberação obtida com base em voto secreto de 2/3 de seus integrantes.

Por fim, o chefe do Ministério Público Eleitoral é o próprio PGR.

Ministério Público Junto à Corte de Contas

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O Ministério Público junto ao Tribunal de Contas da União (TCU) não integra

o MPU. Isso porque o rol previsto no art. 128, I, da CF/88 é taxativo. Os

membros dos Ministérios Públicos que atuam junto às Cortes de Contas, portanto, fazem parte destas. Não pode um membro do Ministério Público ser designado para exercer suas funções junto ao Tribunal de Contas do respectivo ente federado.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Além disso, esses Ministérios Públicos não possuem

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Além disso, esses Ministérios Públicos não possuem as atribuições do art. 129 da CF/88. Sua atuação se dá exclusivamente na área de competência dos Tribunais de Contas.

Também a lei que regulamenta a estrutura orgânica desses órgãos é de iniciativa das Cortes de Contas, conforme se deduz do art. 73, “caput”, da CF/88. Nesse sentido, entende o STF que lei complementar de Estado-membro não é instrumento idôneo para determinar seu funcionamento 4 .

O Poder de Investigação Criminal pelo Ministério Público

Muito se questiona se o poder de investigação é ou não exclusivo da polícia. Segundo a teoria dos poderes implícitos, quando a Constituição outorga competência explícita a determinado órgão estatal, implicitamente atribui, garantidas a razoabilidade e a proporcionalidade, a esse mesmo órgão, os meios necessários para a efetiva e completa realização de suas funções.

Com base nessa teoria, a 2 a Turma do STF, ao analisar a temática dos poderes investigatórios do Ministério Público, entendeu que a denúncia poderia ser fundamentada em peças de informação obtidas pelo próprio “Parquet”, não havendo necessidade de prévio inquérito policial. Nas palavras da Ministra Ellen Gracie, “é princípio basilar da hermenêutica constitucional o dos poderes implícitos, segundo o qual, quando a Constituição Federal concede os fins, dá os meios. Se a atividade-fim promoção da ação penal pública foi outorgada ao Parquet em foro de privatividade, não haveria como não lhe oportunizar a colheita de prova para tanto, já que o CPP autoriza que peças de informação embasem a denúncia. Assim, reconheço a possibilidade de, em algumas hipóteses, ser reconhecida a legitimidade da promoção de atos de investigação por parte do Ministério Público, mormente quando se verifique algum motivo que se revele autorizador de tal investigação”. 5

Essa posição é amplamente aceita pela doutrina.

O Conselho Nacional do Ministério Público

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Reza a Constituição (art. 130-A) que o Conselho Nacional do Ministério Público compõe-se de quatorze membros nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal, para um mandato de dois anos, admitida uma recondução, sendo:

O Procurador-Geral da República, que o preside;

4 STF, Pleno, ADI 829-7-MC/RS, DJ de 07.11.1997.

5 RE 535.478, Rel. Mi. Ellen Gracie, j. 28.10.2008, DJE de 21.11.2008.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina  Quatro membros do Ministério Público da

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Quatro membros do Ministério Público da União, assegurada a

representação de cada uma de suas carreiras;

Três membros do Ministério Público dos Estados;

Dois juízes, indicados um pelo Supremo Tribunal Federal e outro pelo

Superior Tribunal de Justiça;

Dois advogados, indicados pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados

do Brasil;

Dois cidadãos de notável saber jurídico e reputação ilibada, indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal.

A nomeação dos membros do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) obedece, por força do “caput” do art. 130-A, as seguintes regras:

Número de membros igual a quatorze;

Nomeação pelo Presidente da República, após aprovação pela maioria absoluta do Senado Federal;

Mandato de dois anos, admitida uma recondução.

Questões de prova:

14.

(Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do Ministério Público é

composto de quatorze membros, entre os quais cinco membros dos MPs dos estados, cada um representando uma região da Federação.

Comentários:

Não são cinco os membros dos MPs dos estados, mas sim, três. Questão incorreta.

15. (Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do Ministério Público

deve ser presidido por seu membro mais antigo.

Comentários:

O CNMP é presidido pelo Procurador-Geral da República

incorreta.

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(PGR). Questão

Compete ao Conselho Nacional do Ministério Público (art. 130-A, § 2º, CF) o controle da atuação administrativa e financeira do Ministério Público e do cumprimento dos deveres funcionais de seus membros, cabendo-lhe:

Zelar pela autonomia funcional e administrativa do Ministério Público, podendo expedir atos regulamentares, no âmbito de sua competência, ou recomendar providências;

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina  Zelar pela observância do art. 37

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Zelar pela observância do art. 37 e apreciar, de ofício ou mediante

provocação, a legalidade dos atos administrativos praticados por membros ou

órgãos do Ministério Público da União e dos Estados, podendo desconstituí-los, revê-los ou fixar prazo para que se adotem as providências necessárias ao exato cumprimento da lei, sem prejuízo da competência dos Tribunais de Contas;

Receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do

Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa;

Rever, de ofício ou mediante provocação, os processos disciplinares de

membros do Ministério Público da União ou dos Estados julgados há menos de um ano;

Elaborar relatório anual, propondo as providências que julgar necessárias

sobre a situação do Ministério Público no País e as atividades do Conselho, o qual

deve integrar a mensagem prevista no art. 84, XI.

No que se refere ao Corregedor Nacional (art. 130-A, § 3 o , CF) determina a Constituição que este será escolhido em votação secreta pelo Conselho, dentre os membros do Ministério Público que o integram, vedada a recondução, competindo-lhe, além das atribuições que lhe forem conferidas pela lei, as seguintes:

Receber reclamações e denúncias, de qualquer interessado, relativas aos membros do Ministério Público e dos seus serviços auxiliares;

Exercer funções executivas do Conselho, de inspeção e correição geral;

Requisitar e designar membros do Ministério Público, delegando-lhes atribuições, e requisitar servidores de órgãos do Ministério Público.

O Presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil oficiará junto ao Conselho.

Leis da União e dos Estados criarão ouvidorias do Ministério Público, competentes para receber reclamações e denúncias de qualquer interessado contra membros ou órgãos do Ministério Público, inclusive contra seus serviços auxiliares, representando diretamente ao Conselho Nacional do Ministério Público.

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Por fim, destaca-se que os membros do Conselho deverão ser processados e julgados, nos crimes de responsabilidade, pelo Senado Federal. Além disso, compete ao STF julgar as ações do Conselho.

Advocacia Pública

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina A Advocacia Pública é responsável pela defesa

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A Advocacia Pública é responsável pela defesa jurídica dos entes

federativos, sendo desempenhada por detentores de cargo de Procurador do Estado ou de Advogado da União. Integra o Poder Executivo e o ingresso em sua carreira se dá por concurso público de provas e títulos.

A União é representada, judicial e extrajudicialmente, pela Advocacia-Geral

da União, cabendo-lhe, nos termos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamento, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo (ar. 131, “caput”) A Advocacia-Geral da União tem

por chefe o Advogado-Geral da União, de livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada (art. 131, § 1º, CF).

Já os Estados-membros são representados, judicial e extrajudicialmente

pelos Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados do Brasil em todas as suas fases (art. 132, “caput”, CF). A eles é assegurada estabilidade após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias (art. 132, parágrafo único, CF).

Advocacia e Defensoria Pública

A Defensoria Pública é instituição criada com vista a dar efetividade ao art.

5 o , LXXIV, da Constituição, que dispõe que o Estado prestará assistência jurídica

integral e gratuita aos que comprovarem insuficiência de recursos.

A competência para legislar sobre assistência jurídica e defensoria pública é

concorrente da União, dos Estados e do Distrito Federal (art. 24, XIII, CF). Isso

significa que cabe à União definir as normas gerais e, aos Estados e Distrito Federal, definir as normas específicas sobre essas matérias.

A Constituição fortaleceu as Defensorias Públicas da União, dos Estados e

do Distrito Federal ao lhes assegurar autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias (art. 134, §§ 2 o e 3 o , CF). O objetivo dessa previsão foi desvincular essas instituições do Poder Executivo, fortalecendo sua atuação.

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É importante ressaltar que a ampliação da autonomia da Defensoria Pública

da União se deu recentemente, por meio da EC 74/13. As mesmas prerrogativas conferidas às Defensorias Estaduais pela EC 45/04, que já tinham sido estendidas à Defensoria Pública do Distrito Federal por meio da EC 69/12, foram, também, estendidas à União.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Para você não se esquecer daquilo que

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Para você não se esquecer daquilo que poderá cair na prova, vale a pena esquematizar essa informação:

Defensorias Públicas da União, dos Estados e do DF

Defensorias Públicas da União, dos Estados e do DF Autonomia funcional e administrativa Iniciativa de sua
Defensorias Públicas da União, dos Estados e do DF Autonomia funcional e administrativa Iniciativa de sua

Autonomia funcional e administrativa

Iniciativa de sua proposta orçamentária, dentro dos limites estabelecidos pela LDO

No que se refere à advocacia, determina a Constituição que o advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei (art. 133).

no exercício da profissão, nos limites da lei (art. 133). 16. (Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do

16. (Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do Ministério Público não tem poderes para determinar a remoção de membro do MP.

Comentários:

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Compete ao CNMP (art. 130-A, § 2º, III, CF) receber e conhecer das reclamações contra membros ou órgãos do Ministério Público da União ou dos Estados, inclusive contra seus serviços auxiliares, sem prejuízo da competência disciplinar e correicional da instituição, podendo avocar processos disciplinares em curso, determinar a remoção, a disponibilidade ou a aposentadoria com subsídios ou proventos proporcionais ao tempo de serviço e aplicar outras sanções administrativas, assegurada ampla defesa. Questão incorreta.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina 17. (Cespe/2007/TJ-DFT) Às Defensorias Públicas Estaduais são

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17. (Cespe/2007/TJ-DFT) Às Defensorias Públicas Estaduais são

asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua

proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

Comentários:

É o que determina o

correta.

art. 134, § 2 o , da Constituição Federal. Questão

18. (Cespe/2010/MPU) A CF assegura autonomia funcional,

administrativa e financeira às defensorias públicas estaduais, por meio

das quais o Estado cumpre o seu dever constitucional de garantir às pessoas desprovidas de recursos financeiros o acesso à justiça.

Comentários:

É isso mesmo! Fundamento: art. 134, § 2 o , da Constituição Federal. Questão correta.

19. (Cespe/2007/TJ-DFT) Os Procuradores dos Estados e do Distrito

Federal exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das respectivas unidades federadas e serão estáveis após dois anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.

Comentários:

O erro da questão é que os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal adquirem estabilidade após três anos de efetivo exercício (art. 132, parágrafo único, Constituição Federal). Questão incorreta.

20. (Cespe/2007/TJ-DFT) A lei pode disciplinar a inviolabilidade do

advogado por seus atos e manifestações exarados no exercício da profissão.

Comentários:

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É o que determina o art. 133 da Constituição. Questão correta.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Ação Civil Pública

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Ação Civil Pública

A ação civil pública é um instrumento de defesa coletiva dos direitos fundamentais, previsto pela Constituição Federal de 1988 e regulamentado pela Lei 7.347, de 24 de julho de 1985 (Lei da Ação Civil Pública ou LACP). Visa à proteção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos (art. 129, III, CF), bem como os direitos individuais homogêneos (Código de Defesa do Consumidor, art. 81, parágrafo único, III).

Por direitos individuais homogêneos, compreendem-se aqueles pertencentes a um mesmo um grupo, classe ou categoria determinável de pessoas, de origem comum natureza divisível, ou seja, que podem ser divididos quantitativamente entre os integrantes do grupo. É oo que acontece, por exemplo, no caso de vários consumidores que adquirem o mesmo produto, produzido em série, com defeito. Recordemos a diferença entre direitos difusos e coletivos:

Direitos difusos
Direitos difusos

Apresentam

indivisibilidade, ou seja, é

impossível satisfazer-se um de seus titulares individualmente. Isso porque seus sujeitos são indeterminados. Exemplo: direito ao ar puro.

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Direitos coletivos
Direitos coletivos

Também têm natureza

indivisível, mas têm como

titulares um grupo, uma categoria ou uma classe de pessoas ligadas entre si ou com a parte contrária por uma relação jurídica.

Exemplo: direitos de

determinadas categorias sindicais que agem coletivamente por meio

de seus sindicatos.

O objeto da ação civil pública pode ser tanto uma obrigação de fazer quanto de não fazer (art. 3º, LACP). Reza o CDC (art. 84) que, na ação que tenha por objeto o cumprimento da obrigação de fazer ou não fazer, o juiz concederá a tutela específica da obrigação ou determinará providências que assegurem o resultado prático equivalente ao do adimplemento. Sendo relevante o fundamento da demanda e havendo justificado receio de ineficácia do provimento final, é lícito ao juiz conceder a tutela liminarmente ou após justificação prévia, citado o réu (art. 84, § 3º, CDC).

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina A sentença proferida em sede de ação

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A sentença proferida em sede de ação civil pública faz coisa julgada “erga omnes”, limitada, entretanto, à competência territorial do órgão judicial prolator (LACP, art. 16). Por esse motivo, parte da doutrina considera que a ação não pode ser usada no controle incidental de constitucionalidade. Essa não é a posição do Supremo Tribunal Federal. Segundo a Corte, admite-se a ação civil pública no controle incidental de constitucionalidade, desde que a questão constitucional configure simples questão prejudicial da pretensão deduzida 6 . Nesse caso, porém, a eficácia da decisão será “inter partes”, ou seja, seus efeitos ficam restritos apenas às partes e somente naquele caso concreto.

Segundo o art. 5º da a LACP, têm legitimidade para propor a ação principal

e a ação cautelar:

I - o Ministério Público;

II - a Defensoria Pública;

III - a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;

V

- a autarquia, empresa pública, fundação ou sociedade de economia mista;

V

- a associação que, concomitantemente:

a)

esteja constituída há pelo menos 1 (um) ano nos termos da lei civil;

b)

inclua, entre suas finalidades institucionais, a proteção ao meio ambiente, ao

consumidor, à ordem econômica, à livre concorrência ou ao patrimônio artístico, estético, histórico, turístico e paisagístico.

O Ministério Público, se não intervier no processo como parte, atuará obrigatoriamente como fiscal da lei.

Note que a ação civil pública, ao contrário da ação penal pública (art. 129, I, CF), não é de competência privativa do Ministério Público. Cuidado com as “pegadinhas” nesse sentido!

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No que se refere às omissões do Poder Público, a ação civil pública possibilita a atuação judicial no sentido de implementação das políticas públicas necessárias à efetivação dos direitos fundamentais, principalmente dos direitos sociais, como saúde, educação, previdência, dentre outros.

Por fim, é importante ressaltar que não será cabível ação civil pública para veicular pretensões que envolvam tributos, contribuições previdenciárias, o Fundo

6 Reclamação n. 600-0/SP, Rel. Min. Néri da Silveira, j. 03.09.1997.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina de Garantia do Tempo de Serviço -

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de Garantia do Tempo de Serviço - FGTS ou outros fundos de natureza institucional cujos beneficiários podem ser individualmente determinados (art. 1º, parágrafo único, LACP).

determinados (art. 1º, parágrafo único, LACP). 21. (Cespe/2010/MPE-RO) A ação civil pública pode ser

21. (Cespe/2010/MPE-RO) A ação civil pública pode ser manejada para

se obter o controle de constitucionalidade de lei, desde que a declaração de inconstitucionalidade seja “incidenter tantum” e tenha eficácia erga omnes.

Comentários:

pública no controle incidental de

constitucionalidade. Entretanto, nesse caso, sua eficácia é “inter partes”, não “erga omnes”.

De

fato,

admite-se

a

ação

civil

22. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) Não cabe questionamento incidental de inconstitucionalidade em sede de ação civil pública.

Comentários:

questionamento incidental de

inconstitucionalidade em sede de ação civil pública, desde que a questão constitucional configure simples questão prejudicial da pretensão deduzida 7 .

Questão incorreta.

Cabe,

sim,

segundo

o

STF,

23. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) A declaração incidental de inconstitucionalidade de uma lei nos autos de uma ação civil pública gera efeito erga omnes.

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Comentários:

Nesse caso, os efeitos são “inter partes”, como é próprio do controle incidental de inconstitucionalidade. Questão incorreta.

7 Reclamação n. 600-0/SP, Rel. Min. Néri da Silveira, j. 03.09.1997.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina 24. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) É cabível o

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24. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) É cabível o questionamento incidental

de inconstitucionalidade nos autos de uma ação civil pública, mas seus

efeitos ficam restritos apenas às partes e somente naquele caso concreto.

Comentários:

De fato, os efeitos são “inter partes”, restritos às partes. Questão incorreta.

25. (Cespe/2009/TRF 5ª Região/ Juiz) Suponha que Pedro, menor com

10 anos de idade, não tenha acesso a medicamento gratuito fornecido pelo SUS. Nessa situação hipotética, tem legitimidade para impetrar ação civil pública o MP, com vistas a condenar o ente federativo competente a disponibilizar esse medicamento, sem que haja usurpação da competência da defensoria pública.

Comentários:

De fato, a ação civil pública possibilita a atuação judicial no sentido de implementação das políticas públicas necessárias à efetivação dos direitos fundamentais. É o caso do direito à saúde, no caso exposto no enunciado. Questão correta.

26. (Cespe/2009/TRE-MA) O STF considera legítima a utilização da

ação civil pública como instrumento de fiscalização incidental de constitucionalidade de leis ou atos do poder público municipal, pela via difusa, quando a controvérsia constitucional não se apresentar como o único objeto da demanda, mas como questão prejudicial, necessária à resolução do conflito principal.

Comentários:

É essa a posição do STF. Questão correta.

27. (Cespe/2010/MPU) Entre as funções institucionais do Ministério

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Público, está a de promover, em caráter exclusivo, a ação civil pública para a promoção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

Comentários:

A ação civil pública não é de competência exclusiva do Ministério Público, conforme o art. 5º da LACP. Questão incorreta.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina 28. (Cespe/2009/OAB) A ação civil pública somente

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28. (Cespe/2009/OAB) A ação civil pública somente pode ser ajuizada

pelo MP, segundo determina a CF.

Comentários:

A ação civil pública não é de competência exclusiva do Ministério Público, conforme o art. 5º da LACP. Questão incorreta.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina Lista de Questões

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Lista de Questões

1. (Cespe/2010/MPE-RO) A independência funcional e a vitaliciedade

figuram entre os princípios institucionais do MP.

2. (Cespe/2010/MPE-RO) A CF admite, em caráter excepcional, a

nomeação de promotor ad hoc.

3. (Cespe/2012/MP-PI) Compete privativamente ao MP promover o

inquérito civil e a ação civil pública para a proteção do patrimônio público

e

social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

4.

(Cespe/2010/MPE-RO) As funções institucionais do MP dispostas na

CF constituem rol exemplificativo, o que faculta aos estados e aos municípios, por intermédio de legislação própria, o estabelecimento de outras atribuições compatíveis com a finalidade constitucional da

instituição.

5. (Cespe/2009/TRE-MA) Apesar de ser assegurada autonomia

funcional e administrativa ao MP, a iniciativa legislativa para criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares, a política remuneratória e

os planos de carreira dos seus servidores cabem ao Poder Judiciário.

6. (Cespe/2009/TRE-MA) O MP da União engloba, entre outros, o

MPDFT.

7. (Cespe/2012/TJ-RR) Os membros do MP gozam de vitaliciedade,

após dois anos de exercício, e só perderão o cargo por sentença judicial

transitada em julgado.

8. (Cespe/2007/TJ-DFT) Se o Ministério Público não encaminhar a

respectiva proposta orçamentária dentro do prazo estabelecido na lei de diretrizes orçamentárias, o Poder Executivo considerará, para fins de consolidação da proposta orçamentária anual, os valores aprovados na lei orçamentária vigente, de acordo com os limites legais.

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9. (Cespe/2010/TRT 21ª Região) Aos membros do Ministério Público,

assim como aos juízes, é vedado exercer a advocacia no juízo ou tribunal

do qual se afastou, antes de decorridos três anos do afastamento do cargo por aposentadoria ou exoneração.

10. (Cespe/2010/Abin) Ao MP incumbe a defesa da ordem jurídica, do

regime democrático e dos interesses sociais e individuais indisponíveis e

a observância dos princípios institucionais da unidade, indivisibilidade e

independência funcional, previstos na CF.

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina 11. (Cespe/2010/MPU) São funções essenciais à justiça

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11. (Cespe/2010/MPU) São funções essenciais à justiça as do

Ministério Público, da advocacia pública, da advocacia privada e da

defensoria pública.

12. (Cespe/2009/TRE-MA) A destituição do procurador-geral da

República, por iniciativa do presidente da República, prescinde de autorização do Senado Federal.

13. (Cespe/2009/TRE-MA) Os MPs dos estados e o MPDFT formam lista

tríplice entre integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, para escolha de seu procurador-geral, que é nomeado pelo presidente do

tribunal de justiça, para mandato de três anos, permitida uma recondução.

14. (Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do Ministério Público é

composto de quatorze membros, entre os quais cinco membros dos MPs

dos estados, cada um representando uma região da Federação.

15. (Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do Ministério Público

deve ser presidido por seu membro mais antigo.

16. (Cespe/2009/MPE-RN) O Conselho Nacional do Ministério Público

não tem poderes para determinar a remoção de membro do MP.

17. (Cespe/2007/TJ-DFT) Às Defensorias Públicas Estaduais são

asseguradas autonomia funcional e administrativa e a iniciativa de sua proposta orçamentária dentro dos limites estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

18. (Cespe/2010/MPU) A CF assegura autonomia funcional,

administrativa e financeira às defensorias públicas estaduais, por meio

das quais o Estado cumpre o seu dever constitucional de garantir às pessoas desprovidas de recursos financeiros o acesso à justiça.

19. (Cespe/2007/TJ-DFT) Os Procuradores dos Estados e do Distrito

Federal exercerão a representação judicial e a consultoria jurídica das

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respectivas unidades federadas e serão estáveis após dois anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.

20. (Cespe/2007/TJ-DFT) A lei pode disciplinar a inviolabilidade do

advogado por seus atos e manifestações exarados no exercício da profissão.

21. (Cespe/2010/MPE-RO) A ação civil pública pode ser manejada para

se obter o controle de constitucionalidade de lei, desde que a declaração

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D. Constitucional p/TJ-CE Prof a . Nádia Carolina de inconstitucionalidade seja “incidenter tantum” e tenha

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de inconstitucionalidade seja “incidenter tantum” e tenha eficácia erga omnes.

22. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) Não cabe questionamento incidental

de inconstitucionalidade em sede de ação civil pública.

23. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) A declaração incidental de inconstitucionalidade de uma lei nos autos de uma ação civil pública gera efeito erga omnes.

24. (TRT 15ª Região/Juiz/2010) É cabível o questionamento incidental

de inconstitucionalidade nos autos de uma ação civil pública, mas seus

efeitos ficam restritos apenas às partes e somente naquele caso concreto.

25. (Cespe/2009/TRF 5ª Região/ Juiz) Suponha que Pedro, menor com

10 anos de idade, não tenha acesso a medicamento gratuito fornecido pelo SUS. Nessa situação hipotética, tem legitimidade para impetrar ação civil pública o MP, com vistas a condenar o ente federativo competente a disponibilizar esse medicamento, sem que haja usurpação da competência da defensoria pública.

26. (Cespe/2009/TRE-MA) O STF considera legítima a utilização da

ação civil pública como instrumento de fiscalização incidental de constitucionalidade de leis ou atos do poder público municipal, pela via difusa, quando a controvérsia constitucional não se apresentar como o único objeto da demanda, mas como questão prejudicial, necessária à resolução do conflito principal.

27. (Cespe/2010/MPU) Entre as funções institucionais do Ministério

Público, está a de promover, em caráter exclusivo, a ação civil pública para a promoção do patrimônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos.

28. (Cespe/2009/OAB) A ação civil pública somente pode ser ajuizada

pelo MP, segundo determina a CF.

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