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Etiópia

Um dos poucos países africanos que não foram colonizados por potências europeias.

Os planaltos que formam a Etiópia têm uma longa tradição de estruturas políticas centralizadas. Desde 800 a.C., essas terras viveram períodos alternados de

centralização e descentralização política. No século I a.C., o reino de Aksum (ou Axum) estabeleceu sua influência por uma vasta área e manteve esse domínio

até o século X d.C

praticado na região desde o século VIII a.C

cristianismo foi introduzido no século III d.C., através

da conversão da família real, o que deu origem a uma

Igreja Etíope dependente do Patriarcado de Alexandria, no Egito. A Etiópia seria novamente unificada em 1270 por uma dinastia que se identificava como descendente do rei hebreu Salomão. A tradição

que emergiu a partir daí, corporificada no livro Kebra Nagast (“Glória dos Reis”), liga-se ao episódio bíblico da Rainha de Sabá que seria, segundo essa versão, uma princesa etíope, com quem Salomão tivera um filho, o imperador Menelik I. Menelik teria retornado, depois de adulto, a Jerusalém, roubado a arca da aliança e a levado para a Etiópia, tornando os etíopes um dos “povos escolhidos” do Deus de Israel.

Entre o século XVII e o século XVIII, ocorreu um novo período de descentralização política, que opôs várias gerações de príncipes regionais tentando impor sua autoridade uns sobre

os outros. A reunificação dos territórios que tinham pertencido ao reino da Etiópia ocorreu

em paralelo ao início das tentativas de conquista europeia do interior da África. No fim do século XIX, a Itália tentou uma invasão militar, mas foi derrotada pelos exércitos etíopes do imperador. Ao longo de quase todo o século XX, a Etiópia foi governada pelo ras (literalmente “cabeça”, príncipe) Tafari Makonnen, primeiro como regente e, a partir de 1930, como o imperador Hailé Selassié I. Durante a Segunda Guerra Mundial, de 1936 a 1941, a Etiópia foi ocupada militarmente pelos exércitos da Itália. Selassié reinou até 1974, quando foi derrubado por um levante comunista. Em 1990, o regime comunista foi derrotado por uma coalizão que conduziu o país a um sistema político parlamentarista multipartidário.

A Etiópia simbolizou a esperança de libertação para africanos e muitos de seus

descendentes nas Américas ao longo de todo o século XX. A referência aos etíopes como povo escolhido foi expandida por lideranças religiosas na África (que criaram as chamadas igrejas etíopes nos anos de 1920 e 1930) e no Caribe (que fundaram o movimento rastafári por volta da mesma época). Após a descolonização do continente africano, a Etiópia teve papel de destaque na criação, em 1963, da Organização para a Unidade Africana, hoje

União Africana, cuja sede permanente fica na capital etíope, Adis Abeba.

FONTE: FIGUEIREDO, Fábio Baqueiro. Glossário. In: História da África. Salvador: CEAO/UFBA,

2011.

Menelik II (1844-1913)
Menelik II (1844-1913)

É possível que o judaísmo fosse

O