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ANO I • n° 02 • abr-mai/2010 A IGREJA EM PERIGO. Por que isso está
ANO I • n° 02 • abr-mai/2010
ANO I
n° 02
abr-mai/2010

A IGREJA EM PERIGO. Por que isso está acontecendo?

Humberto Lopes

PLANEJAMENTO. Por que tantos pastores rejeitam?

Entrevista com pastor Josué Campanhã

DEIXA A VIDA ME LEVAR A crônica do pastor Paulo Davi

ACESSIBILIDADE

AsAs igrejasigrejas têmtêm sese preocupadopreocupado em garantir esse direito?
AsAs igrejasigrejas têmtêm sese preocupadopreocupado
em garantir esse direito?
ANO I • n° 01 • jan-fev/2010 A IgrejA precIsA de profIssIonAIs Qualidade excelência e
ANO I
n° 01
jan-fev/2010
A IgrejA
precIsA
de
profIssIonAIs
Qualidade
excelência
e a serviço
de
deus
pAstor.
Um
servo intelectual
Líder.
Um mercado em
decadência
Amém Ao VAticAno!
Acordo Brasil e Santa Sé,
uma ameaça ao Estado Laico
ANO I • n° 02 • abr-mai/2010 A IGREJA EM PERIGO. Por que isso está
ANO I
n° 02
abr-mai/2010
A IGREJA EM PERIGO.
Por que isso está acontecendo?
Humberto Lopes
PLANEJAMENTO.
tantos pastores rejeitam?
Por que
pastor Josué Campanhã
Entrevista com
DEIXA
VIDA
LEVAR
A crônica
A do
pastor
ME Paulo
Davi
ACESSIBILIDADE
AsAs igrejasigrejas
têmtêm esse
sese preocupadopreocupado
em
garantir
direito?
esse sese preocupadopreocupado em garantir direito? JORNALISMO RELIGIOSO DO MUNDO EVANGÉLICO Este veículo

JORNALISMO RELIGIOSO DO MUNDO EVANGÉLICO

garantir direito? JORNALISMO RELIGIOSO DO MUNDO EVANGÉLICO Este veículo representa a expressão de ideias de pessoas

Este veículo representa a expressão de ideias de pessoas comprometidas com Deus e com o Brasil.

O objetivo é contribuir para a construção de um Brasil melhor e não apenas usufruir da luta e conquista de outras pessoas.

Anuncie. Participe você também! Entre em contato através do e-mail: cleide@revistaholofotecom

índice

editorial

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ESPAÇO DO LEITOR

SINTONIZE SUA ANTENA

Pr. Joed Venturini

PAPO MÍNIMO - ENTREVISTA POR QUER AS IGREJAS NÃO PLANEJAM?

Josué Campanhã

FIQUE DE OLHO

CHEGA DE TERRORISMO! VALE A PENA CONHECER

A VERDADE

Cleide Neto

ARTIGO

O PERIGO QUE RONDA

NOSSAS IGREJAS

Humberto Lopes

ARTIGO EU VOU DE DUAS RODAS

Cleide Neto

CADEIRANTES SÃO EXCLUÍDOS DAS

IGREJAS

Cleide Neto e Vera Barros

RECOMENDO

PERFIL PONTO DE EQUILÍBRIO

CRÔNICA DEIXE A VIDA ME LEVAR

A Revista Holofote deste bimestre traz pra você temas que

alertam as pessoas sobre a vulnerabilidade do discurso (não são mensagens) de algumas igrejas que vislumbram um

crescimento à custa de espetáculos.

A Igreja está em crise. Líderes comprometidos com o Reino de

Deus apontam, em artigos e entrevista, as causas e analisam

os

aspectos que estão contribuindo para esse momento.

O

professor Humberto Lopes escreve sobre o perigo que

ronda as igrejas: o despreparo de muitos pastores e a falta de envolvimento e compromisso deles com o próprio ministério.

O pastor Joed Venturini analisa os resultados negativo da

comunicação em massa que vem sendo utilizada pelas igrejas, através da mídia e que não atinge seu objetivo principal - fazer

discípulos.

O pastor Josué Campanhã alerta em sua entrevista sobre a

necessidade de as igrejas planejarem a fim de “terem uma

visão de futuro e planos alinhados a esta visão, para fazer a diferença no seu contexto e na sua geração.

Você vai conhecer a história de Aparecido Pires, um cadeirante integrado numa igreja que tem como meta ser 100% acessível e promove a integração entre pessoas especiais, independentemente da força da legislação.

Esta edição abre um novo espaço para publicar o perfil de

pessoas que são testemunhas de Cristo na empresa, família

e na igreja. Antonio Carlos Romanoski é um empresário bem

sucedido, porque entende que “somente quando nos prostramos diante de Deus, somos capazes de nos levantar diante dos

homens”

“Deixa a vida me levar” é a crônica do Pastor Paulo Davi e Silva que encerra esta edição.

Vale a pena você ler e ser abençoado.

esta edição. Vale a pena você ler e ser abençoado. EXPEDIENTE A REVISTA HOLOFOTE (ISSN 2175-9397)

EXPEDIENTE

A REVISTA HOLOFOTE (ISSN 2175-9397) é uma publicação bimestral, produz um jornalismo religioso atento às questões do mundo evangélico. Endereço: Rua Equador, 342/22B, Bacacheri, Curitiba/PR, 82.510-120. e-mail: cleide@revistaholofote.com Copyright ©2010 – É permitida a reprodução do conteúdo desta revista em qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, desde que citada a fonte. Editor responsável: Cleide da Silva Neto • Comitê editorial: Elly Claire Jansson Lopes • Vera Lúcia Barros • Pastor Roldão de Albuquerque Arruda • Arte: Marcos Mariano

Lopes • Vera Lúcia Barros • Pastor Roldão de Albuquerque Arruda • Arte: Marcos Mariano |

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abr.mai/2010

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Estou simplesmente maravilhado com a revista, devorei! Glória a Deus! Sem- pre visito blog’s e paginas de alguns pensadores cristãos para auxiliar na reflexão diária e agradeço pelo belo e relevante material apresentado. Vida longa a revista Holofote! Pr. Anderson da Silva Castro Colombo / PR

Li a Revista Holofote e gostei tanto

que fiquei interessado em assiná-la. Gostaria de receber informações a respeito.

Pr. Sebastião Arsênio Governador Valadares / MG

Fico feliz por termos mais uma revista circulando entre o povo evangélico de excelente qualidade, com matérias relevantes para os dias atuais. Que Deus continue lhe abençoe, assim como a toda sua equipe na produção

da revista Holofote; e fique certo que

cada matéria ali colocada serviram para me abençoar e foram significati- vas para mim.

Glaucia Igreja Batista de Itacuruça / RJ

Gostei muito dos artigos; são perti- nentes, atuais e inquiridores. Pr. Eduardo Ganem Teófilo Otoni / MG

Os artigos são interessantes e des- perta-nos para melhor preparo no serviço do nosso Deus. Pastor Pércio Bragança Contagem / MG

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nosso Deus. Pastor Pércio Bragança Contagem / MG 6 | | abr.mai/2010 Li a revista e

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abr.mai/2010

Li a revista e achei um projeto inte-

ressante, diria ousado, pois aparen- temente a idéia é discutir aberta- mente e sem meias palavras os pro- blemas das igrejas, principalmente aqueles que decorrem das pessoas

que nelas atuam.

Nos, como povo de Deus devemos não só participar da sociedade mas transformá-la assim como bem colo- cou um dos seus convidados. Silvia Möhrer Alemanha

O

conteúdo da primeira edição foi

Merece ter realmente um dia aben-

logo expondo a omissão no caso do acordo com o Vaticano e o artigo do Pastor Hilquias mandou bala nos pas- tores que não se dedicam de corpo

çoado quem direciona o conteúdo de uma revista como esta, cujo foco é o reino do Pai Celestial, que é palpável, queiram ou não queiram os homens, e

e alma. O artigo sobre este tema, na verdade, contém valiosas lições para qualquer profissional. Gostei muito.

fico imensamente grata a Deus todo poderoso pela maneira como ele usa as mulheres para divulgarem conheci-

O

risco em projetos como este

mento e atualidades do mundo cristão,

da

revista é faltar mentes e mãos

enriquecendo sobremaneira a vida dos

com energia para dar continuidade

leitores, o que tocou minha alma pro-

no

elevado padrão expresso na pri-

fundamente foi a crônica do Pr.Paulo

meira edição. Tomara que consigam. Luiz Valmor Milani Curitiba / PR

Davi, Ministro de Adoração da PIB. Ester Maris Curitiba / PR

Gostei dos artigos e dos líderes que

Gostei do que li. São matérias atuais,

Mesmo estando muito distante do

os

comentaram. Muito boa a apre-

informativas e que provocam reflexão.

sentação e as fotos ilustrativas. Que Deus continue a usá-la desse modo para trazer despertamento e conhe- cimento ao nosso povo. Pastor Edson Murcia Curitiba / PR

Quero parabenizá-la pela iniciativa

Pastor Gerson Avena Curitiba / PR

Brasil recebemos com muita alegria o primeiro número da Revista Holofote”. Rapidamente a lemos quase que to- talmente. Além de nos “reencontrar-

lançar uma revista informativa de tão boa qualidade como esta. São fatos e destaques vindos de uma

em

mos” com rostos bem conhecidos e assim matar um pouco da saudade, pudemos ler artigos de extrema im-

participação de lideres cristãos; com muita propriedade em suas fontes de assuntos muito importantes como os que foram publicados. DEUS conce-

portância. Obrigado por terem en- viado a cópia da revista. Esperamos continuar recebendo a revista . Um grande abraço da fria Letônia.

da

sabedoria e disposição para você

Pr. Hans e Elaine Behrsin

sempre estar fazendo o melhor para nossa denominação.

Missionários da JMM na Letônia e Países Bálticos

 

Sabino Vargas Curitiba / PR

Uma revista nova, com visão abran-

Matérias muito boas abordadas por gente nova e que parece ser compe-

gente; o que estava faltando no meio Evangélico. Parabéns Cleide pela ini- ciativa, e que a revista seja mesmo

tente.Gostei muito de ver que a revis-

este alerta de atualização para o povo

ta

quer e estar alertando o povo de

de Deus sobre o que está acontecen-

Deus a participar mais em assuntos

do. Faço um destaque para o artigo do

de

interesses da comunidade Brasi-

Pr. Geremias, sobre fazer discípulos.

leira em geral e não somente estar

Neusa Serafim

trancado nas 4 portas da “igreja”.

Curitiba / PR

Sintonize sua antena
Sintonize sua antena

Por Joed Venturini

O que a igreja precisa hoje não é de mais tempo de antena, mas de mais crentes antenados na vontade de Deus, vivendo, em testemunho prático, o poder do Senhor.

Os movimentos neopetencos- tais têm usado de forma extensa e, muitas vezes, abusiva as técni- cas de marketing e publicidade. No Brasil, por exemplo, a utiliza- ção da mídia ultrapassou as rádios locais e nacionais e expandiu-se largamente para a TV. Hoje, no Brasil, são os pregadores neope- tencostais que mais têm tempo de antena, a ponto de ocuparem mais de um canal de TV ao mes- mo tempo. O poder financeiro de suas máquinas empresariais pode pagar valores que as igrejas tra- dicionais não têm para ceder às exigências da mídia. ( Ou: para as- cender à mídia) Usar alguma forma de publi- cidade pode e deve ser bênção para o reino de Deus, pois pode alcançar pessoas que não entram nas igrejas. O problema está no uso abusivo do marketing. As pro- pagandas desse tipo de “evan- gelicalismo” fazem declarações falsas, prometendo o que não po- dem dar, anunciando milagres e maravilhas ao gosto do freguês e

a solução de todos os problemas, o que sabemos que não acontece. Há testemunhos elaborados para encantar as massas e as igrejas se enchem de gente que busca desde prosperidade material até solu- ção de falências no casamento ou no simples namoro. Vale tudo para

encher os salões e alcançar os bolsos. É a lei do pragmatismo: se dá certo, vamos usar. Mas, se só vamos depender do que dá certo, então

Há muitas coisas no

reino de Deus que não fazem sentido, humanamente falando. Devemos lembrar que a mídia pode servir para falar de Jesus e até pode levar alguém à fé, mas não pode dar o que é mais impor- tante, que é o acompanhamento próximo, o discipulado. A Igreja não pode explorar o falso testemunho só para ganhar audiência. Não pode avançar para a rádio e a TV, esquecendo-se do discipulado, a princi- pal fonte de crentes maduros. É destes que o mundo precisa e essa é a ordem fundamental de Jesus. As campanhas bem organizadas pela mídia podem apresentar resultados espetaculares em termos numéricos. Mas será que as vidas são mesmo transformadas? Todos sabem que, após seis meses de uma campanha caríssima e de gran- des resultados em números, verificamos que poucos convertidos se integram às igrejas. Precisamos de uma perspectiva bíblica do marketing e da publici- dade. Há que lembrar, em primeiro lugar, um compromisso profundo com a verdade. Não podemos simplesmente oferecer mais um produto. Podemos usar a publicidade, mas terá que ser genuína e terá que ter na base, na igreja local, toda uma preparação para a recepção daqueles que vierem. A Igreja, nos tempos do Novo Testamento, não precisou de meios de comunicação para alcançar todo o Império Romano, porque tinha crentes verdadeiros, cheios do Espírito Santo e alegres no teste- munho.

não precisamos de Deus ou do Espírito Santo

teste- munho. não precisamos de Deus ou do Espírito Santo Joed Venturini - Sintra, Massamá, Portugal
teste- munho. não precisamos de Deus ou do Espírito Santo Joed Venturini - Sintra, Massamá, Portugal

Joed Venturini - Sintra, Massamá, Portugal

Pastor, Médico, Mestre em Missiologia, Escritor e Conferencista. Missionário por 18 anos em Portugal e Guiné-Bissau. http://joedventurini.blogspot.com/Crédito da foto: Divulgação

e Guiné-Bissau. http://joedventurini.blogspot.com/Crédito da foto: Divulgação | | abr.mai/2010 abr.mai/2010 | | 7 7
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ENTREVISTA Deus planejou. Os dois primeiros capítulos de Gênesis demonstram isso. A seqüência de ações

ENTREVISTA

Deus planejou. Os dois primeiros capítulos de Gênesis demonstram isso. A seqüência de ações ali detalhada evidencia de forma muito clara o plano perfeito do Criador. Os pastores e líderes não planejam. Alguns afirmam que não têm tempo para isso. Outros afirmam que o excesso de organização e planejamento engessa a igreja. Há ainda os que pensam que

isto é coisa para

não é muito espiritual empresa que visa lucro.

Por que as igrejas

nãoplanejam?

Para explorar estas e outras questões entrevistamos Josué Campanhã que é diretor da Sepal e membro da equipe pas- toral da Igreja Batista do Morumbi – SP. Ele é graduado em teologia e administração de empresas e mestre em lideran- ça. É também autor de nove livros, dentre eles Planejamento Estratégico, Família S/A, Vida de Líder e Líder do Amanhã.

Como o irmão definiria planejamento es- tratégico no contexto das igrejas?

JOSUÉ - A necessidade da igreja ter uma visão de futuro e planos alinhados a esta visão para fazer diferença no seu contexto e na sua gera- ção. Diria que um dos grandes problemas das igrejas é que continuam fazendo o que sempre fizeram e ainda assim esperam atingir resultados diferentes. Daí entram em declínio ou crise e em seguida num estágio de manutenção que gera a mesmice. Planejar estrategicamente é criar ca- minhos novos para comunicar a mesma mensa- gem contextualizada para este tempo.

Grande parte dos pastores sabe que pla- nejamento e organização possuem base bíblica. Por que então tantas dificuldades nesta área?

JOSUÉ - Porque 75% dos pastores não têm

esta área como ponto forte do seu ministério. Já fizemos várias pesquisas na Sepal que com- provam isto. Esta dificuldade é inata e não en- volve apenas o planejamento na igreja, mas em suas próprias vidas e famílias. Normalmente eles não têm planos pessoais de longo prazo e muito menos planos para suas famílias. Assim, não ter planos na igreja é meramente uma conseqüên- cia, apesar disto estar na Bíblia.

O PE e todos os seus desdobramentos organizacionais seriam vistos como algo pouco espiritual pela liderança cristã?

JOSUÉ - Em alguns casos sim. Primeiro isto normalmente não é ensinado no seminário. Se- gundo, as demandas espirituais da igreja são tão grandes que mexer com planejamento estraté- gico parece não ser algo espiritual. No entanto, ninguém lembra que na criação do mundo Deus tinha um plano, e fez tudo em ordem prioritária durante seis dias. Quando Deus mandou Josué derrubar as muralhas de Jericó havia um plano. Quando Deus chamou Gideão para a batalha havia um plano bem detalhado. Quando vamos falar do evangelho apresentamos o plano de sal- vação. Para a segunda vinda de Jesus há um plano. Então, por que não seria espiritual ter um plano na igreja?

Que motivos pessoais ou organizacionais impedem as igrejas de iniciarem um plane- jamento estratégico?

JOSUÉ - Como já mencionei a falta de planeja- mento na vida pessoal e familiar. Os planos de uma igreja não serão melhores do que os pla- nos da vida e da família dos seus líderes. Agora, se eles não têm planos é isto que vai aconte- cer na igreja. Já ajudei pastores a elaborarem planos estratégicos para suas igrejas que nunca aconteceram. Depois descobri que o problema estava em suas vidas e famílias. Por causa dis- to, comecei a trabalhar na base da vida dos lí- deres. Escrevi o livro Planejamento Estratégico

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trabalhar na base da vida dos lí- deres. Escrevi o livro Planejamento Estratégico 8 | |

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trabalhar na base da vida dos lí- deres. Escrevi o livro Planejamento Estratégico 8 | |

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Planejar estrategicamente é criar caminhos novos para comunicar a mesma mensagem contextualizada para este tempo.

Planejar estrategicamente é criar caminhos novos para comunicar a mesma mensagem contextualizada para este tempo. Não planejar significa planejar o fracasso.

este tempo. Não planejar significa planejar o fracasso. para igrejas e depois descobri que precisava escrever

para igrejas e depois descobri que precisava escrever um livro para ajudar os líderes a plane- jarem. Daí surgiu o livro Família S/A, que ajuda as famílias a te- rem seus planos de futuro.

Quais seriam as implica- ções práticas do não pla- nejamento?

JOSUÉ - Não planejar signi- fica planejar o fracasso. Não existe meio termo nesta área. Muita gente imagina que não planejando as coisas vão con- tinuar como sempre foram. No entanto, a verdade é que sem planos uma igreja está plane- jando seu fracasso. A palavra pode ser muito forte, mas se olharmos para a Europa e algu- mas regiões dos EUA dá para comprovar isto com centenas de igrejas que foram fechadas e seus templos vendidos.

O que se busca com a im- plantação de um PE na igreja?

JOSUÉ - Cumprir o propósi- to de Deus para esta geração. Um planejamento garante que

uma igreja está indo para o lugar certo, da forma correta, com as estratégias corretas e alvos mensurais. É a visão de Deus para uma igreja de forma sistematizada e alinhada.

Que orientações você daria para um pastor que dese- ja iniciar um PE e não tem experiência prévia sobre o assunto?

JOSUÉ - Ler um pouco sobre

o assunto para ter pelo menos

as diretrizes gerais do que sig-

nifica elaborar um planejamen- to estratégico. Depois disto, buscar ajuda. Certamente exis- te alguém na própria igreja que já trabalha com isto numa em- presa ou organização e poderá

ajudar o pastor e a igreja como um assessor. Outra alternativa

é buscar ajuda externa. Orga-

nizações como a Sepal e Ins- tituto Jetro têm disponibilizado

consultoria e material nesta área. Da mesma forma que o pastor que não sabe ser minis- tro de adoração convida uma pessoa para esta área na igre- ja, se não é seu forte elaborar planos, busque ajuda.

Josué Campanhã é diretor da Sepal Brasil, organização que trabalha com desenvolvimento de líderes. Tem formação em administração de empresas, teologia e mestrado em liderança. Atua com desenvolvimento de líderes e planejamento há 25 anos. Mais de 30.000 pessoas já participaram de seus cursos. Autor de 8 livros nas áreas de liderança, planejamento estratégico e família. Professor e consultor. É casado com Raquel com quem tem dois filhos jovens e reside em São Paulo.

Reprodução autorizada www.institutojetro.com

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Paulo. Reprodução autorizada www.institutojetro.com 1 0 | | jan.fev/2010 Chega de terro rismo! Vale a pena

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autorizada www.institutojetro.com 1 0 | | jan.fev/2010 Chega de terro rismo! Vale a pena conhecer a
autorizada www.institutojetro.com 1 0 | | jan.fev/2010 Chega de terro rismo! Vale a pena conhecer a

Chega de terrorismo! Vale a pena conhecer a verdade

B
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Muitos e-mails e informações colocadas em sites circulam

com informações sobre a “Perseguição aos Evangélicos no

Brasil”. Hoje, um “terrorismo” está sendo espalhado, deixando

o mundo evangélico apreensivo e tirando conclusões,

talvez, precipitadas. Por isso, precisamos estar bem informados e conferir a

veracidade das notícias.

Projeto no. 4.720/03 ? Altera a legislação do “importo de ren- da” das pessoas jurídicas. Projeto no. 3331/2004? Altera o art. 12 da lei no. 9.250/95, que trata da legislação do IR das “pessoas

físicas” – se convertido em lei, os dois projetos obrigam as igrejas a recolherem impostos sobre dízimos, ofertas e contribuições. “Cobrar impostos sobre dízimos e ofertas – Se todo brasileiro e toda empresa pagam seus impostos, por que a igreja não? Des- de que a lei valha para todos, Católicos, Umbandistas, Islâmicos, Budistas, Testemunhas de Jeová, Universal do Reino de Deus, Ba-

tistas, Presbiterianos

Não vejo nenhum problema”.

Fonte: www.pastorbatista.com.br – acesso em 22/01/2010

Nesta edição, apresentaremos a análise sobre o citado Projeto 3331/04 que trata sobre o Imposto de Renda e as igrejas. A pesquisa foi realizada no site da Câmara dos Deputados (29/03/2010) e neste espaço será transcrito o que existe registrado. Qualquer brasileiro pode fazer o acompanhamento nos endereços eletrônicos: www.camara. gov. br ou www.senado.gov.br.

PROJETO DE LEI Nº , DE 2004 (Do Sr. Almir Moura) Altera o art. 12 da Lei n.º 9.250, de 26 de dezembro de 1995,

que trata da legislação do imposto de renda das pessoas físicas, e dá outras providências.

O Congresso Nacional decreta:

Art. 1º O art. 12 da Lei n.º 9.250, de 1995, passa a vigorar com a seguinte redação:

“Art. 12. Do imposto apurado na forma do artigo anterior, poderão ser deduzidos:

VII – 50% (cinqüenta por cento) das doações, documental- mente comprovadas, a instituições religiosas.

§ 1º A soma das deduções a que se referem os incisos I a III e

VII fica limitada a seis por cento do valor do imposto devido, não sendo aplicáveis limites específicos a quaisquer dessas deduções.”

(NR) Art. 2º Fica revogado o art. 22 da Lei n.º 9.532, de 10 de dezembro de 1997.

Art. 3º Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

JUSTIFICAÇÃO A conquista constitucional da liberdade religiosa constitui verdadeiro desdobramento da liberdade de pensamento e mani- festação. Ora, além de a inviolabilidade da crença religiosa ser direito fundamental de todos constitucionalmente assegurado, cumpre lembrar o importante papel exercido pelas instituições religiosas na nossa sociedade. Tais instituições contribuem para amenizar as mazelas sociais hoje existentes no país, ao ampara- rem de diversas maneiras os mais necessitados. Assim, com o objetivo de fortalecer a atuação das institui- ções religiosas, incentivando a participação de todos os brasilei- ros, proponho a dedução de 50% (cinqüenta por cento) do impos- to de renda das pessoas físicas das doações, desde que documen- talmente comprovadas, a instituições religiosas. Em virtude do exposto, espero contar com o apoio dos ilus- tres pares do Congresso Nacional para a sua aprovação. Sala das Sessões, em de 2004. Deputado ALMIR MOURA*

ESTE PROJETO FOI ARQUIVADO De forma equivocada o que circula diz exatamente o contrário da proposta, o projeto foi ARQUIVADO, por ser inconstitucional. Significa que o Estado estaria dando para as igrejas o dinheiro do imposto que deixaria de ser arrecadado com as deduções, a exemplo de despesas médicas, educação, etc. o dízimo seria acrescido nesta relação. Seria AJUDA e NÃO PERSEGUÇÃO. Veja o que diz o art. 19 da Constituição de 1988:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:

I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, emba- raçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a cola- boração de interesse público. Fonte: http://www2.camara.gov.br/internet/proposicoes

*Almir Oliveira Moura (PL/RJ) não exerce o mandato nesta legislatura.

*Almir Oliveira Moura (PL/RJ) não exerce o mandato nesta legislatura. | jan.fev/2010 | 11

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OPERIGO QUE RONDA NOSSAS IGREJAS Por Humberto Lopes Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro
OPERIGO QUE RONDA NOSSAS IGREJAS Por Humberto Lopes Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro

OPERIGO

QUE RONDA NOSSAS IGREJAS

Por Humberto Lopes

Em sua segunda carta, o apóstolo Pedro alerta os crentes da Igreja primitiva para os perigos representados pelos falsos mestres. Em termos históricos, essa advertência tinha por finalidade orientar a Igreja no combate ao gnosticismo, movi- mento herético cuja influência já se fazia sentir até mesmo entre os crentes. Mesmo considerando esse contexto, pode- se dizer que a mensagem de 2 Pedro nunca foi tão atual. O que infelizmente vemos em muitas das nossas igrejas é uma profusão de pessoas – pas- tores inclusive – que tem propagado ensinamentos perversos que confundem a mente dos crentes e os afasta do verdadeiro caminho do Senhor. Como algo que ocorria há cerca de dois mil anos na Igreja primitiva pode ser repetir em pleno século XXI? O primeiro aspecto a ser destacado é o bai- xo conhecimento bíblico dos crentes. Tenho conver- sado com muitos líderes de igrejas batistas no país e todos sempre demonstram imensa preocupação com esse problema. A verdade é que os membros das igrejas estão se transformando em verdadei- ros “batistas não praticantes”, ou seja, pessoas que comparecem aos cultos apenas para desencargo de consciência e que não estão minimamente in- teressadas em buscar um crescimento espiritual verdadeiro e uma forte comunhão com o Senhor.

espiritual verdadeiro e uma forte comunhão com o Senhor. Dessa forma, eles quase nunca participam da

Dessa forma, eles quase nunca participam da Es- cola Bíblica – e, quando o fazem, estão presentes apenas fisicamente – ficam imersos em outros pen- samentos durante a mensagem do pastor e cantam e recitam os textos bíblicos do culto apenas para acompanhar os demais que estão no santuário. Es- ses crentes estão em situação pior do que aquela narrada pelo autor de Hebreus. Ele advertia que os cristãos precisavam crescer espiritualmente, dei- xando de se alimentar de leite e passando a ingerir alimento sólido (Hb. 5.11-14). Nossos crentes da

atualidade sequer se interessam pelo leite!

O segundo aspecto que me-

rece atenção é o imenso despre- paro de muitos líderes. É cada vez mais comum nos deparar- mos com pessoas que estão à frente de determinados ministé- rios sem ter nenhuma condição para isso. É fato que em igrejas pequenas fica muito mais difícil encontrar pessoas com perfil para ocupar determinado cargo, mas o que está acontecendo hoje foge aos limites do razoá- vel. Nossas igrejas estão abarro- tadas de líderes medíocres, sem vida espiritual consistente e que

ficam se jactando da posição que ocupam. Não há como dar certo!

O terceiro aspecto é um desdobramento dos

dois primeiros: muitos dos pastores que hoje exer- cem o ministério são extremamente mal formados. Uma razão para isso é o péssimo nível de alguns seminários, que oferecem currículos inadequados, professores despreparados e um ambiente que não prepara efetivamente os futuros anjos das igrejas. Para piorar, em alguns estados as direções dos se- minários foram tomadas por um ardor mercadoló- gico, insistindo em estratégias voltadas exclusiva- mente para a rentabilidade do negócio ou para coi-

sas que não agregam nada à formação teológica e espiritual dos seminaristas, como o reconhecimento do curso pelo Ministério da Educação.

A outra razão para esse despreparo de deter-

minados pastores é ainda mais trágica: há aqueles que simplesmente não têm chamado ministerial, mas vêm no pastorado uma chance de conseguir uma “carreira profissional” relativamente estável, principalmente junto aos inúmeros órgãos de nos- sas convenções estaduais. É chocante afirmar isso, mas proponho um teste a você, leitor. Vá à Conven- ção do seu estado e pergunte a um dos pastores que está lá, exercendo funções meramente buro- cráticas, se ele gostaria de assumir uma pequena igreja no interior. Talvez você se surpreenda ao ouvir muitos deles dizendo que até aceitariam o “cargo”,

mas que têm família para sus- tentar e que o “salário” pago

pela igreja não daria para isso. Para os pastores que agem dessa maneira, é muito melhor

o conforto de uma mesa do

escritório à dureza do trabalho

em campo. A terceira razão é que há pastores que, não tendo o chamado para o ministério, ficam à frente das igrejas. Como isso é possível? Bem,

a resposta está no primeiro e

no segundo aspecto descritos neste artigo: em um mundo com crentes desinteressa- dos e líderes despreparados

é muito fácil escolher pastores que estejam de

acordo com esse perfil. O resultado é sempre de- sastroso, tendo efeitos nefastos em várias áreas do trabalho. Um exemplo disso pode ser visto nos relatórios que a Junta de Missões Nacionais envia regularmente para as igrejas: a maioria delas não contribui com um centavo sequer para o sustento

da obra missionária. Será que o problema é só fal-

ta de recursos?

Como verdadeiros crentes, precisamos tomar ações práticas e imediatas para evitar que essa conjunção de fatores continue a prejudicar o tra- balho nas igrejas. Para isso é fundamental real- mente experimentarmos um crescimento espiritual consistente e duradouro. Por meio dele, iremos aprender mais da Palavra, tornando-nos crentes com maior conhecimento e capacidade de dis- cernimento. Também por meio dele, poderemos ser mais rigorosos na escolha dos nossos líderes

e pastores, exigindo deles demonstrações claras

de uma vida realmente voltada para o Senhor. Do contrário, continuaremos a nos afundar na medio- cridade e a nos afastar dos verdadeiros caminhos de Deus.

Humberto Lopes é membro fundador da Igreja Batista das Alterosas (MG), Bacharel e Mestre em Administração pela UFMG, Professor do Doutorado e do Mestrado da PUC-Minas.

UFMG, Professor do Doutorado e do Mestrado da PUC-Minas. 12 12 | | | | abr.mai/2010
UFMG, Professor do Doutorado e do Mestrado da PUC-Minas. 12 12 | | | | abr.mai/2010

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Cleide Neto EU VOU de duas rodas Vencer desafios e o preconceito faz parte do
Cleide Neto
Cleide Neto

EU VOU

de duas rodas

Vencer desafios e o preconceito faz parte do dia a dia das pessoas portadoras de deficiência. Tudo seria mais fácil se a população colocasse em prática o discurso e as leis fossem respeitadas.

Aparecido Pires (45), nasceu na cidade de Engenheiro Beltrão (PR). Quem circula pela Primeira Igreja Batista de Curitiba, (PR) - PIB de Curitiba, logo o encontra. Ele participa do grupo de cadei- rantes, é uma figura simpática e assim é conhecido: CIDÃO. Seus pais não são vivos. Sua família era espírita, o que rendia lucro para sua mãe, “mas ela se esqueceu de mim e eu passava o dia perambulando pelas ruas”. Logo se envolveu com drogas e faz 23 anos que está na cadei-

ra de rodas. “Eu não nasci assim, isso é fruto de 30 anos da minha vida como traficante e da depen- dência química. Pensei até em suicídio”, diz Cidão. Sem a atenção da mãe, sem contato com os irmãos que o re- jeitaram quando souberam da sua condição de traficante e usuário, cadeirante à margem da socieda- de, Cidão rodou até que um dia procurou o projeto Ceifar para se esconder, não para se curar, mas ali encontrou o trabalho que a PIB de Curitiba realiza com pessoas

dependentes químicas e começou

a participar. O Ceifar é um projeto

missionário desenvolvido em par- ceria com o Instituto Gargolift para atender pacientes com transtor- nos decorrentes da dependência de substâncias psicoativas. Rodando passou a freqüentar

o grupo de jovens da igreja e logo foi para uma viagem missionária realizada no interior do Paraná. Confessa que essa experiência mudou sua vida e hoje diz que “se estou na igreja e vou perma- necer até o fim da minha vida foi

resultado do que aprendi naquela viagem”. Cidão rodou para mais longe. Viajou para o Estado do Pará e passou nove meses na região dos Ribeirinhos trabalhando com de- pendentes químicos e prostitutas. Atualmente, participa dos cul- tos dos cadeirantes, ajuda outros ministérios da igreja, aos domin- gos dá apoio ao trabalho de uma congregação da igreja na Fazen- da Rio Grande (PR) e faz o curso de Formação Ministerial oferecido pela PIB de Curitiba. “Se eu soubesse que era as- sim, teria vindo há muito mais tempo; sinto-me muito acolhido. As pessoas me ajudam e o tra- balho com os cadeirantes é muito bacana. Para o deficiente, esse carinho e o aconchego das pes-

soas faz muita diferença na nos- sa vida”, diz o Cidão. Transformado, Cidão roda e reencontra seus irmãos. A rejei-

ção dá lugar ao desejo de reatar os laços familiares e hoje eles já freqüentam a sua casa e pedem para orar por eles. Cidão quer ser bênção na vida de outras pessoas e enco- rajar aos pais que não assumem a deficiência dos seus próprios filhos a viverem na dependência de Deus e não ter vergonha, nem preconceito. Apesar das dificuldades de mobilidade, imposta também pela própria estrutura da cida- de, uma coisa ele não perde:

“procurar sempre o amor de

rodando, ro-

Deus”, e segue dando sempre.

Se eu soubesse que era assim, teria vindo há muito mais tempo; sinto-me muito acolhido. As pessoas me ajudam e o trabalho com os cadeirantes é muito bacana. Para o deficiente, esse carinho e o aconchego das pessoas faz muita

diferença na nossa vida

Cleide Neto
Cleide Neto

No Centro de Formação Ministerial da PIB de Curitiba, Cidão é um aluno assíduo e investe no seu crescimento espiritual.

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Adoniran Melo

Adoniran Melo Cadeirantes são excluídos das igrejas Investir em acessibilidade não tem sido prioridade das Igrejas.

Cadeirantes

são excluídos

das igrejas

Investir em acessibilidade não tem sido prioridade das Igrejas. Portadores de deficiências não têm acesso às ati- vidades religiosas e a lei não é cumprida.

Por Cleide Neto e Vera Barros

Quando ouvimos histórias como a do Cidão, logo

imaginamos que as igrejas, tanto evangélicas quanto ca- tólicas, têm se preocupado com o acesso das pessoas portadoras de deficiências físicas nos seus templos. Não

é bem assim. Há ações isoladas, mas escadarias suntu- osas ainda embelezam as fachadas de muitos templos

e somente com o auxílio de outras pessoas eles têm

acesso às atividades da igreja. No entanto, corredores

e portas estreitas e pequenos desníveis impedem que

pessoas com deficiência motora ou mobilidade reduzida utilizem as demais áreas do local, inclusive os banheiros. Segundo o Censo de 2000, no Brasil, são 24,6 mi- lhões de pessoas portadoras de necessidades espe- ciais. Pessoas que, na sua maioria, ainda estão sendo excluídas das igrejas e fazem parte dos “povos não al- cançados”, apesar de inseridas no contexto social e do avanço no Congresso Nacional ao formular leis para que as instituições públicas e privadas sejam obrigadas a adaptar suas instalações. Adoniran Melo, pastor do Ministério de Especiais da Primeira Igreja Batista de Curitiba - PIB de Curitiba, afirma que a igreja tem um diferencial de consciência e um objetivo: ser 100% acessível. Atenta às sugestões dos membros portadores de necessidades especiais e seguindo as normas da ABNT, a PIB de Curitiba tem construído rampas e banheiros adaptados, instalado corrimãos e elevadores, entre outras ações. A PIB de Curitiba desenvolve um ministério com ca- deirantes desde 2007, promove a integração social e inclusão. O trabalho acontece graças a uma equipe de voluntários liderados pelo Pastor Adoniran. Há, também, um ônibus adaptado, adquirido pela igreja, que transporta os cadeirantes de suas residências até a igreja. Viagens, cursos, exercícios físicos, acesso à internet e um tempo para leitura são atividades desenvolvidas pelo grupo que toda sexta-feira se reúne na igreja. Os cadeirantes, junto com os portadores de PA (paralisia cerebral), participam de um grupo de coreografia que, além de emocionar o

público a cada apresentação, deixa evidente que para eles o conceito de limitação funcional é diferente da- quele pregado por nós, tidos como “normais”.

INVESTIMENTO SEM RETORNO Quantas igrejas, cumprindo a lei, têm investido na construção de rampas, na instalação de corrimãos e de banheiros, corredores e portas adequadas? Quantas eliminaram as barreiras arquitetônicas ou obstáculos que impedem o ir e vir dos cadeirantes? Seria este um investimento sem retorno? Que tipo de retorno? Almas salvas? Econômico? Se pensarmos em almas, não há investimento que supere o salvar; se o econômico, não haverá investimento, uma vez que os portadores de ne- cessidades especiais, entre eles os cadeirantes, ainda constituem um segmento da população que tem menos acesso à educação, à cultura e a uma oportunidade de emprego, devido, pasmem, à falta de acessibilidade e de aceitação.

DISCRIMINAÇÃO, PRECONCEITO E MEDO Além das barreiras físicas, o medo e o preconceito precisam ser vencidos. Cumprimentar um cadeirante não exige técnica especial; é só cumprimentar. Mas visando a uma melhor comunicação e a inclusão, a PIB de Curitiba (www.pibcuritiba.org.br) promove treinamentos e dá dicas de como lidar com pessoas deficientes. “Quando há in- tegração, sempre há crescimento e as pessoas acabam aprendendo com os especiais”, afirma Adoniran.

A LEI A Lei de Acessibilidade (Decreto Lei 5.296 de 2 de dezembro de 2004), diz no Art. 11. A construção, refor- ma ou ampliação de edificações de uso público ou co- letivo, ou a mudança de destinação para estes tipos de edificação, deverão ser executadas de modo que sejam ou se tornem acessíveis à pessoa portadora de deficiên- cia ou com mobilidade reduzida.

Adoniran Melo
Adoniran Melo

Todas as sextas- feiras acontece na PIB de Curitiba um encontro com os cadeirantes, eles são trazidos por um ônibus especialmente adaptados para transportá-los das suas residências até a igreja.

para transportá-los das suas residências até a igreja. 16 16 | | | | abr.mai/2010 abr.mai/2010

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ADORAÇÃO COMO ESTILO DE VIDA

Visite o site: www.compromissoadoracao.com.br DVD, CD e Songbook Compromisso Adoração Projeto gravado, no Louvação 2007, ao vivo na Primeira Igreja Batista de Curitiba – PIB de Curitiba, com o propósito ser mais uma ferramenta na busca de uma vida de adoração, comprometida com os valores dAquele a quem é devido todo o louvor e toda a glória: nosso Único Deus! O songbook contém as partituras cifradas e com linha melódica das 10 músicas gravadas no CD e DVD ao vivo com o mesmo título e é também disponibilizado em partituras de metais.

Musical Alegria do Natal Este musical infantil de natal, composto por hinário com partituras de vocal, acompanhamento piano e cifras, mais o CD demonstrativo (com roteiro), é a primeira produção do Compromisso Adoração Kids, preparado com muita alegria e carinho para abençoar a sua vida e a vida das crianças. Temos a certeza que muitos frutos virão.

das crianças. Temos a certeza que muitos frutos virão. Musical de Páscoa Resgate Este é um

Musical de Páscoa Resgate Este é um musical com repertório que possibilita sua utilização além da Páscoa. O estilo musical permite que estas músicas tornem-se parte no repertório da Igreja, envolvendo todas as idades. Temos procurado corresponder a essa necessidade em todas as áreas atuação, principalmente na música, elemento essencial de louvor e adoração.

Disponível em songbook com partituras cifradas e divisão de vozes, CD demonstrativo, play back e kits de ensaio. Ralph Manoel (piano solo) Kit de hinário de partituras e CD de piano instrumental que contém arranjos para piano escritos que podem ser usados para as mais variadas ocasiões em sua igreja. Mais informações: musica@pibcuritiba.org.br

em sua igreja. Mais informações: musica@pibcuritiba.org.br LUZ! PLANO! AÇÃO! Autor: Josué Campanhã Existem muitos

LUZ! PLANO! AÇÃO!

Autor: Josué Campanhã

Existem muitos livros sobre planejamento e muito poucos sobre a sua execução. Este material procura oferecer uma alternativa entre a “técnica de planejar” e o “desafio de executar”, sendo técnico onde há necessidade de ser técnico, e prático onde há necessidade de ser prático. ISBN: 9788524304033 Paginas: 208 Edição: 01 Formato: 16 x 23 x 3 Peso: 0.3 Kg Encadernação: Brochura Editora: www.hagnos.com.br

0.3 Kg Encadernação: Brochura Editora: www.hagnos.com.br | abr.mai/2010 PONTO DE EQUILÍBRIO brar as atenções para

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PONTO DE EQUILÍBRIO

www.hagnos.com.br | abr.mai/2010 PONTO DE EQUILÍBRIO brar as atenções para com a empresa, a família o
brar as atenções para com a empresa, a família o o padrão de conduta, tanto
brar as atenções para com a empresa, a família
o
o padrão de conduta, tanto nas relações famili
ciais, ciais, como como nas nas relações relações profissionais. profissionais.
com um desses se mentos

Equilibrar as atenções para com a empresa, a família

padrão de conduta, tanto nas relações familiares e so-

a igreja, , não não é é uma uma tarefa tarefa fácil. fácil. Sempre Sempre se se justifica justifica a a falta para com um desses segmentos por or causa causa de de ou- ou-

tro. Mas, Antonio Carlos Romanoski, derruba essa tese, porque consegue conciliar os negócios com a vida fa-

miliar, procura pesar e discernir prioridades e confia na Palavra de Deus que ensina: “Ouve o conselho e recebe

a instrução, para que sejas sábio nos teus dias por vir”. (Provérbios 19:20).

Graduado em Direito pela Universidade Federal do Paraná, com especialização nas áreas contábeis, marke- ting e recursos humanos e presidente de duas empre- sas – uma no ramo industrial e outra em tecnologia, além de conselheiro em outras tantas empresas, sabe, apesar disso, conciliar suas respon- sabilidades empresariais e de liderança, com o que, para ele, tem maior valor: a família. Neto de imigrantes de ori- gem polonesa e alemã, come- çou sua carreira aos 14 anos como contínuo de banco. Ser- via ao homem mais importante da organização: o presidente. Identificou nesse trabalho uma grande oportunidade e, aos 18 anos, já exercia cargo de chefia com bastante res- ponsabilidade e competência. Acumulou experiências o suficiente que lhe permitiram avaliar o grande desafio que enfrentam os líderes e homens de negócios. A trajetória profissional do executivo Antonio Carlos

e

A Antonio t i C Carlos l entendeu, t d após ó a sua conversão, que

a consciência pode ser moldada e sabe que “não é difícil

tomar decisões quando você conhece seus próprios va- lores”. O livro, Em meu lugar o que faria Jesus? marcou a sua vida. Ele conta que entendeu os propósitos eternos, prostrou-se diante de Deus e foi capaz de se levantar diante dos homens. Ele se preocupa com a sua descendência; por isso, investir na família é sua maior preocupação. Seus filhos netos e genros todos servem ao Senhor. Casado há 44 anos com Iara Romanoski, a quem ele considera uma mulher auxiliadora, temente a Deus, fiel companheira, mãe exemplar. Antonio Carlos lamenta que haja muitos empresários bem sucedidos, porém, infelizmente, com saúde e família despedaça- das. Vale a pena gastar a saúde a fim de alcançar a fortuna e de- pois gastar tudo o que tem para recuperá-la? Como fica a sua descendência? Esses questionamentos levantados por Antônio Car-

los são muito sérios pois trazem nas entrelinhas o desafio de repensar o nosso “modus vivendi” e procurar entender

à luz das Escrituras Sagradas o que realmente importa como legado à posteridade.

Sagradas o que realmente importa como legado à posteridade. Familia ROMANOSKI. Ao centro o casal, Antonio

Familia ROMANOSKI. Ao centro o casal, Antonio Carlos e Iara, com os filhos, genro, nora e netos.

Antonio Carlos e Iara, com os filhos, genro, nora e netos. bastante diversificada. Durante 17 anos
Antonio Carlos e Iara, com os filhos, genro, nora e netos. bastante diversificada. Durante 17 anos
Antonio Carlos e Iara, com os filhos, genro, nora e netos. bastante diversificada. Durante 17 anos

bastante diversificada. Durante 17 anos trabalhou na Companhia Paranaense de Energia Elétrica – COPEL - exercendo diversas funções de liderança; atuou na Re- frigeração Paraná (Prosdócimo) que foi sucedida pela Electrolux, onde liderou o processo de transformação de empresa familiar em organização multinacional. Convida- do para a presidência dessa empresa, exerceu o cargo por dois anos. Após esse período, envolveu-se com ou- tros projetos e dirigiu mais de 10 empresas.

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Conversar com Antonio Carlos é uma aula, um apren-

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dizado. Somos seus “aprendizes” principalmente nc pa lm ent e quando q ua nd o

ele fala da sua conversão, como fez um realinhamento na

sua visão da vida, em seus valores e propósitos. Entendeu

os ensinamentos e propósitos de Jesus, avaliou a sua

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vida, alimentou sua consciência com valores que balizam

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alimentou sua consciência com valores que balizam id ali ment tou suas | | abr.mai/2010 abr.mai/2010
alimentou sua consciência com valores que balizam id ali ment tou suas | | abr.mai/2010 abr.mai/2010
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Esta letra tem um sentido profundo se a lermos com os “óculos da religiosidade”. Poderia

Esta letra tem um sentido profundo se a lermos com os “óculos da religiosidade”. Poderia ser uma canção de devoção, de muita gratidão a Deus, uma mensagem de alguém que não está preocupado em ter sucesso, mas submete-se às escolhas que Deus faz, disposto a enfrentar todos os percalços

que a vida possa preparar. Uma felicidade capaz de suprir todos os anseios, pois reconhece: “Sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”. Alguns de nós temos a coragem de contradizer as atitudes e as letras de muitas canções que ou- vimos na grande fábrica comercial da mídia. Seja funk, pagode, samba, rap, rock, jazz, pop etc. Ana- lisamos friamente o sentido das músicas e a vida de quem as interpreta. Fico imaginando com meus botões como seria se, no céu, os anjos tivessem o direito de ouvir o que compomos e ver o que de- monstramos em atitudes de vida. Qual seria a ava- liação deles? Vamos tentar: “tudo que tenho, tudo que sou, e o que vier a ser, vem de ti Senhor”; “Aqui diante de Ti, eu tenho tanto para te agradecer”; “ Molda minha vida e transforma o meu ser”; “Quero consagrar o meu lar a ti”; “Por tudo o que tens feito, por tudo o

me honra, mas o seu coração está longe de mim” (Isaías 29.13a). Jesus repetiu as mesmas palavras em Mateus 15.8, chamando de hipócritas os que têm essa atitude. Não sei o que isso pode repre- sentar para você, mas, para mim, traz temor em abrir meus lábios para cantar o que não estou vivendo ou não desejo viver. Fico com medo de ser comparado com os artistas da mídia, que falam de Deus com letras tão profundas e sinceras, mas com o coração longe d’Ele. Se o meu e o seu coração estiverem voltados a viver segundo os princípios da palavra de Deus, nossos lábios produzirão frutos de quem re- conhece o senhorio de Cristo. Aí teremos prazer em tentar andar como Ele andou. Não posso deixar a vida me levar e as coisas acontecerem de qualquer jeito, mas posso dizer que “sou feliz e agradeço por tudo que Deus me deu”. Sou grato a Jesus pela morte na cruz. Sou grato pela graça maravilhosa. Sou grato por aprender a depender d’Ele. Sou grato por minha família, sou grato pela igreja. Que sejamos transformados diariamente, de glória em glória, honrando a Jesus e que nossos cânticos de louvor e adoração expressem nossa verdadeira maneira de ser e de viver.

Paulo Davi e Silva

Pastor de Adoração da Primeira Igreja Batista de Curitiba Bacharel em Teologia pela Faculdade Teológica do Paraná www.pibcuritiba.org.br compromissoadoracao

do Paraná www.pibcuritiba.org.br compromissoadoracao Deixa a vida me levar Eu já passei Por quase tudo nessa

Deixa a vida me levar

Eu já passei Por quase tudo nessa vida Em matéria de guarida Espero ainda a minha vez Confesso que sou De origem pobre Mas meu coração é nobre Foi assim que Deus me fez

Refrão:

E deixa a vida me levar (Vida leva eu!) Deixa a vida me levar (Vida leva eu!)

Autor: Zeca Pagodinho

Deixa a vida me levar (Vida leva eu!) Sou feliz e agradeço Por tudo que Deus me deu

Só posso levantar As mãos pro céu Agradecer e ser fiel Ao destino que Deus
Só posso levantar
As mãos pro céu
Agradecer e ser fiel
Ao destino que Deus me deu
Se não tenho tudo que preciso
Com o que tenho, vivo
De mansinho lá vou eu
(Refrão)
que vais fazer”
Fico imaginando que os anjos, ao le-
Se a coisa não sai
Do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos
Lá vou eu!
rem nossos versos, sentiriam um desejo enorme de
experimentar essa postura sincera, de dependência,
de alegria, de gratidão a Deus. Mas ao observar na
“TV Celestial” nossos passos, nosso linguajar, nossa
postura ética e moral, nossos relacionamentos, eles
ficariam enojados e confusos. Por quê? Creio que
existam pessoas tementes a Deus o suficiente para
desejarem viver o que estão cantando, e suas ações
falam mais alto até do que a música. Mas sofremos
um risco muito grande de nos tornamos hipócritas.
“O Senhor disse: Visto que este povo se aproxi-
ma de mim e com a sua boca e com os seus lábios
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu.
lábios E sou feliz e agradeço Por tudo que Deus me deu. | 20 20 |
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