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O ENSINO DE ESTATÍSTICA NO CURSO DE PEDAGOGIA USANDO O EXCEL COMO INSTRUMENTO FACILITADOR DA APRENDIZAGEM

Eduardo Afonso da Silva 1

RESUMO

O uso do Excel nas aulas de estatísticas do curso de pedagogia das Faculdades Unidas do Vale do Araguaia é um instrumento gerador e facilitador no ensino-aprendizagem, exigindo novas formas de analisar a realidade e adquirir conhecimento de técnicas operacionais de informática, articulando teoria e prática. Enfatiza a emergência em produzir novos discursos que compreendam as transformações no mundo do trabalho e (re)construam um novo perfil profissional. Este trabalho demonstra os aspectos que alteram formas de atuação nessa área do ensino, buscando construir novas alternativas que mostram o comprometimento com o novo significado do trabalho no contexto da globalização.

ABSTRACT

The use of the Excel in the lessons of statisticians of the course of pedagogia of the Joined Facultieses of the Valley of the Araguaia is a generating and facilitador instrument in the teach-learning, demanding new forms to analyze the reality and to acquire knowledge of operational techniques of computer science, being articulated practical theory and. It emphasizes the emergency in producing new speeches that understand the transformations in the world of work e (reverse speed) construct a new professional profile. This work demonstrates the aspects that modify forms of performance in this area of education, searching to construct new alternatives that show the comprometimento with new the meaning of the work in the context of the globalization.

PALAVRA CHAVE: Professor; Aluno; Tecnologia

INTRODUÇÃO

Ensinar e aprender, apesar de serem duas atividades muito antigas e de terem

sido fundamentais na história do homem, nunca deixaram de ser questões

problemáticas. Primeiramente é impossível imaginá-las em separado. Não há teoria de

ensino que não suponha uma teoria de aprendizagem e vice-versa. Quem ensina, de um

modo ou de outro, assim o faz, porque acredita que as pessoas apreendem daquela

maneira. O desejo de aprender é uma pulsão que não satisfaz por completo. Do mesmo

modo, a vontade de ensinar tem suas raízes nas forças humanas mais profundas, como

se pode observar na fala de Paulo Freire,

Como professor crítico, sou um “aventureiro” responsável, predisposto à mudança, à aceitação do diferente. Nada do que experimentei em minha atividade docente deve necessariamente repetir –se. Repito, porém, como inevitável, a franquia de mim mesmo, radical diante dos outros e o mundo mesmo é a maneira radical como me experimento enquanto ser cultural, histórico, inacabado e consciente do inacabamento. (FREIRE, 2000, p.55)

1 Mestre em Educação Matemática; Vice-diretor e professor da UNIVAR - Faculdades Unidas do Vale do Araguaia, Barra do Garças, MT. E-mail: vicedirecao@univar.edu.br

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A questão do ensino-aprendizagem tem sido uma constante entre os educadores de

todas as áreas de ensino. Pesquisadores educacionais estão em contínua preocupação com as metodologias de ensino aplicadas nos cursos de graduação. A ênfase da educação deve estar na aprendizagem, e não no ensino, é importante contextualizar o aluno para que ele (re)construa formas próprias de aquisição do conhecimento. Para isso, é necessário instrumentar esse aluno, buscando metodologias alternativas que o estimulem ao aprendizado, levando-o ao reconhecimento de que é um ser inacabado e que, portanto, a realidade só lhe será revelada, por meio de sua construção ativa. Segundo renomados pesquisadores educacionais, tanto o professor quanto o aluno devem ser os responsáveis pelo processo de ensino/aprendizagem. Em sua proposta o professor deve exercer o papel de facilitador da aprendizagem, enquanto o aluno deve ter a liberdade para escolher, expressar-se e agir. Essa formação educacional envolve combinar, conhecimentos práticos, com o uso do computador, e conhecimentos de abstração, que o leve a selecionar somente os conteúdos que tem significação para a sua vida prática e social. O Professor Nilson José Machado enfatiza a importância do computador nesse processo, “como acessório que colabora no processo de transformação da realidade escolar, contudo, outras práticas devem ser incorporadas para que as mudanças ocorram. O computador por si só, é insignificante”. (MACHADO, 1996, p. 256) Este trabalho, sem a pretensão de esgotar o assunto ou de tratá-lo sob um prisma

científico, tem por objetivo apresentar o resultado empírico da utilização do uso do Excel nas aulas de Estatística do curso de Pedagogia das Faculdades Unidas do vale do Araguaia,

na cidade de Barra do Garças (MT). Os resultados aqui apresentados são frutos da observação do autor, durante o período em que ministrou aula para acadêmicos do 3º ano do curso de Pedagogia. Aponta-

se algumas diretrizes que foram recriadas em função da inserção da tecnologia nas aulas de

Estatística. Espera-se, com este trabalho, estar contribuindo para com o desenvolvimento de

soluções para as questões acima levantadas.

A ESTATÍSTICA E O COMPUTADOR

No contexto social e educacional, o ensino da Estatística em cursos superiores de formação do magistério, pode representar um importante mecanismo, funcionando como articulador, tanto da prática como da teoria, pois incorpora leis próprias que viabilizam a interpretação da realidade, a partir de dados quantitativos coletados da própria realidade, comprovando a flexibilidade do método, aplicadas no ensino dessa disciplina. Para Piaget,

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Conquistar por si mesmo um certo saber, com a realização de pesquisas livres, e por muito mais; isso possibilitará sobretudo ao aluno a aquisição de um método que lhe será útil por toda vida e aumentará permanentemente a sua curiosidade, sem risco de estanca – la; quando mais seja, ao invés de deixar que a memória prevaleça sobre o raciocínio, ou submeter a inteligência a exercícios impostos de fora, aprenderá ele a fazer por si mesmo funcionar a sua razão e construirá livremente suas próprias noções.” (PIAGET, 1937,

p.62)

Nesse entendimento, alteram-se as formas de atuação nessa área do ensino, exigindo revisão constante dos métodos e conteúdos ministrados nesse campo educacional.

Buscou-se construir novas alternativas de atuação no ensino da Estatística, que demonstre o comprometimento com o novo significado do trabalho no contexto da globalização, e com o sujeito ativo que se apossa de novos conhecimentos, para se aperfeiçoar em sua prática, tanto social, quanto profissional.

O interesse por essa área, evidencia-se, na medida em que os dados estatísticos

oferecem ao aluno a oportunidade de se aproximar da realidade. Além disso, essa técnica fornece uma série de procedimentos relativamente eficazes para se estabelecer a representatividade. Entende-se que o caráter instrumental que a disciplina Estatística apresenta, articulando os vários procedimentos que envolvem raciocínios matemáticos no processo ensino-aprendizagem, caracteriza-se também por sua dimensão própria, de observação,

capacitação, classificação e análises de ocorrências coletivas ou de massa, apresentado em forma de gráficos ou tabelas os resultados dessa observação. Essa ciência permite estabelecer relações, interpretando fenômenos e informações que possibilitem ir além dos dados descritivos, apresentados pela realidade. Contribuindo, desse modo, para a aquisição de habilidades concernentes ao processo de apropriação do conhecimento, favorecendo análises de quadros e gráficos, com significação para o aluno.

O ensino isolado dessa disciplina, não permite a exploração do caráter integrador

que ela possui, pois sem dúvida, técnicas e raciocínios estatísticos são, também, instrumentos de outras áreas científicas. Essa cuidadosa abordagem dos conteúdos garante a interação entre o aprendizado dessa disciplina, com as demais ciências, e novas formas de atuação vão sendo delineadas. Sintetiza-se que construir alternativas, dentro da sociedade tecnológica, pressupõe formular teorias acerca de instrumentos técnicos que colaboram para o desenvolvimento do conhecimento, pois da mesma forma que a criatividade inventa a tecnologia, a tecnologia

modifica a expressão criativa do homem, transformando e interferindo na maneira de apropriação do conhecimento. Na medida em que os alunos interagem com a máquina, tornam-se mais criativos, mais inventivos, pois a máquina desafia e aguça a curiosidade, levando-os a elaborar novas

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formas de ler e de escrever, portanto de pensar e de agir, ou seja, desenvolvendo, segundo GARDNER (2000), a inteligência lógico-matemática e espacial. Esse procedimento, fundamentado no paradigma atual, no qual aprender é antes de tudo, problematizar situações e apresentar soluções coerentes, deve ser a causa e não a conseqüência da introdução da tecnologia nas escolas. Desse modo, viabiliza-se a

introdução das novas tecnologias na educação como mecanismo que poderá ajudar a rever o sistema educacional, alicerçado na necessidade de mudança e contextualizado dentro de um sistema amplo de transformações. Entendemos que a aprendizagem também deve considerar formas de apropriação e construção de sistemas de pensamentos abstratos e significativos. Esse saber é desenvolvido nas áreas das ciências da natureza, matemática e suas tecnologias, e deve contemplar o conhecimento como processo cumulativo de informações, rompendo com procedimentos metodológicos ultrapassados.

O emprego da Estatística é crescente, e, cada vez mais acentuado em qualquer

atividade profissional da vida moderna. Em seus mais diversificados ramos de atuação, estamos freqüentemente expostos à Estatística, graças as múltiplas aplicações que seu método proporciona a quem a utiliza.

A PRÁTICA DO EXCEL Constata-se que o uso do computador, utilizando o Excel, contribui para o estabelecimento de um processo educacional que permite ao aluno se preparar para a sociedade do conhecimento. Isto porque, oportuniza a compreensão e demonstra o entendimento pelo processo no qual ele estrutura novas formas de atuação e enfatiza a importância do conhecimento construído, que incorporados aos esquemas mentais já processados pelo aluno, estabelece os mecanismos de construção de conhecimento. Define-se Excel, utilizando inicialmente os argumentos do professor Mozart Jesus Fialho dos Santos Junior, que em seu manual, O Passo a Passo – Básico, descreve “é um aplicativo que permite a manipulação de planilhas de cálculos, bem

como a incorporação de gráficos e mapas dentro das mesmas” (JÚNIOR,1995, p.11). O Excel, como é amplamente chamado, é considerado um software de planilha eletrônica ou de cálculos capaz de substituir, de uma só vez, a calculadora, o papel, a borracha, o lápis, a caneta, entre outros apetrechos.

O computador foi, durante todo período de pesquisa, uma ferramenta poderosa,

dado o seu poder de alcance no que diz respeito aos cálculos e resoluções de problemas, a exemplo de alunos que, a primeira vista demonstravam uma real dificuldade nos

cálculos matemáticos, para logo depois se tornarem indivíduos criativos na expansão da análise voltada para a Estatística.

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UM PROJETO DIFERENCIADO: POR UMA MATEMÁTICA MAIS PRAZEROSA Com o auxílio deste instrumento, os alunos passam a participar de modo mais efetivo das aulas, pois as aulas ficam mais dinâmicas e interessantes. As diretrizes exigidas com o uso do Excel giram em torno da seleção e fornecimento de dados corretos, que processados fornecem resultados satisfatórios e coerentes para serem interpretados. Utilizando a planilha eletrônica desenvolvem-se diversas atividades matemáticas com os recursos que o Excel oferece, pois esse aplicativo apresenta características excepcionais e especialmente elaboradas para nos permitir implementar uma metodologia de ensino baseada, por sua vez, no computador e que nos permite ainda explorar os incontáveis aspectos do processo ensino-aprendizagem. Verifica-se que os alunos exploram os comandos do Excel e criam e recriam projetos e idéias que se materializam na tela do computador. Esse método, aplicado nas aulas de Estatística, colabora para superar formas tradicionais de ensino, pois apresenta alternativas que são capazes de desenvolver competências que levam o aluno a atuar, tanto no mundo do trabalho, quanto no exercício de sua cidadania, descartando práticas alicerçadas na informação e memorização. Comprova-se que o computador é um facilitador no processo de aquisição e (re)construção do conhecimento, pois é um dispositivo para ser programado e caracteriza-se como elemento específico dependente de outras variáveis. É relevante o interesse pelo uso desse aplicativo, pois supre necessidades básicas, concernentes ao desenvolvimento de resoluções de cálculos. Premissa essencial na (re)interpretação de dados estatísticos, pois exige habilidades de raciocínios práticos necessários para qualificar trabalhos meramente numéricos. A atividade Excel, torna compreensível o processo de aprender a partir da reflexão tanto na resolução de problemas quanto em sua depuração. O ensino a partir do uso do Excel resgata a aprendizagem construtivista e provoca mudanças profundas em abordagens feitas a partir do trabalho nas escolas. Trata-se de uma mudança que coloca em ênfase o aprender em direção à construção do conhecimento contínuo. Segundo (PAPERT, 1985)

Os estudos transculturais também têm mostrado que o ambiente exerce um papel importante em retardar ou promover o desenvolvimento: as crianças de culturas tecnologicamente mais avançadas desenvolvem – se mais rapidamente do que as que vivem em culturas tecnologicamente menos avançadas. Dentro da mesma cultura, as crianças que vivem em cidades tendem a se desenvolver mais rapidamente do que as que vivem no campo. (Apud BARROS, 1996, p. 48)

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Na etapa do trabalho desenvolvida no laboratório de informática, equipado para atender necessidades dos cursos ministrados nas Faculdades Unidas do Vale do Araguaia, evidenciou o entendimento sobre a utilização do computador como ferramenta fundamental para auxiliar no desenvolvimento de atividades relativas às questões que exigem raciocínio. Foram desenvolvidas todas as atividades concernentes ao uso do Excel durante o período de aplicação do projeto, mesmo porque é parte integrante do mesmo, comprovando nossa intenção em adotar métodos que motivassem os alunos a entender o estudo da Estatística, desmistificando princípios que durante muito tempo foram de propriedade exclusiva dos professores. A democratização do saber estatístico durante nosso projeto, é comprovada através da interação entre as várias instâncias da prática educativa, pois esse processo expõe outras formas de entendimento do conteúdo da disciplina e colabora para que o aluno dedique mais tempo ao estudo de outras disciplinas. As aulas estruturadas nesse contexto mostram que as dificuldades quanto ao conhecimento funcional do computador são evidentes e precisavam ser vencidas. Acostumados a desenvolver raciocínios para a resolução dos problemas, perceberam que o uso do computador facilita essa prática, mas por outro lado exigem-se conhecimentos de informática. O problema pode ser resolvido de forma que os alunos que entendiam de informática colaboraram para o aprendizado de outros que não possuíam essas habilidades. Foi necessária uma reestruturação no planejamento do nosso estudo, considerando essa realidade. Garantimos a continuidade do projeto de forma coerente, o que demonstra a eficácia da interação entre os participantes, respeitando processos diferentes de apropriação do saber.

Considerando a formação acadêmica desses alunos no decorrer do curso e objetivando uma prática construtivista, compreendemos que a inserção da informática nesse processo, favorece o desenvolvimento de capacidades que correspondem para diminuir diferenças no âmbito profissional, inserindo o cidadão na sociedade do conhecimento que cada vez mais exige o desenvolvimento de habilidades. Perrenoud afirma que

Formar para as novas tecnologias é formar o julgamento, o senso crítico, o pensamento hipotético e dedutivo, as faculdades de observação e de pesquisa, a imaginação, a capacidade de memorizar e classificar, a leitura e a análise de textos e imagens, a representação de redes, de procedimentos e estratégicas de comunicação. (PERRENOUD, 2000, p. 128)

Esses movimentos caracterizados pela troca de informações evidenciam momentos em que os alunos entendem o significado da disciplina, o que demonstra a credibilidade do nosso trabalho, pois muitos desses alunos, empregam esse conhecimento para desenvolver

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atividades profissionais que exigem entendimento de Estatística, contribuindo dessa forma também para a formação individual.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As mudanças acontecem em todos os níveis de produção, transformando não só aspectos relativos a produção econômica, como também aqueles que dizem respeito as formas de pensar e conhecer a realidade que vivemos. O uso de tecnologia, no ensino de Estatística, em cursos de formação de professores, determina uma nova postura metodológica, que demanda novas competências que vão além do simples lidar com as máquinas. Sendo assim, evidenciam os métodos que favorecem o desenvolvimento de habilidades e procedimentos, com os quais o indivíduo possa se reconhecer e se orientar nesse mundo em constante movimento. Processo lento e trabalhoso, que vai se concretizando, na medida em que o uso do computador pelo Excel facilita resoluções de problemas de diversos tipos, com o objetivo de elaborar conjecturas, de estimular a busca por regularidades, generalizando padrões, incrementando a capacidade de argumentação e refazendo conceitos. Dessa forma, estabelece ligação entre teoria e prática, selecionando os elementos fundamentais para o processo de formalização do conhecimento matemático. Nessas condições, promovidas para que haja aprendizado, os alunos confrontados com situações-problemas, aprendem a desenvolver estratégias de enfrentamento e adquirem espírito de pesquisa, aprendendo a consultar, a experimentar, a organizar dados, a sistematizar resultados, a validar soluções, ampliando sua autonomia e capacidade de comunicação. Nas palavras de Perrenoud,

A dinâmica de uma pesquisa é sempre simultaneamente intelectual, emocional e relacional. O papel do professor é relacionar os momentos fortes, assegurar a memória coletiva e confia – lãs aos alunos, fazer buscar ou confeccionar os materiais requeridos para o experimento.( ) Em um procedimento de projeto, o principal motor para qual o professor pode apelar é o desfio do êxito de uma tarefa que perde seu sentido se não chegar a um produto. (PERRENOUD: 2000, p. 37)

A experimentação permite a tomada de dados significativos, com as quais possa verificar ou propor hipóteses explicativas. Nesse aspecto, as atividades de laboratório, dispostos com recursos informatizados foram conduzidas de forma que permitiu a efetiva participação e compromisso dos alunos no entendimento e resolução dos problemas, promovendo o aprendizado do trabalho coletivo e cooperativo, como competência humana, porque, como assinala Perini,

as habilidades de raciocínio, de observação, de formulação e testagens de hipótese – em uma palavra independência de pensamento – são pré –

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requisito à formação de indivíduos capazes de aprender por si mesmos, criticar o que aprendem e criar conhecimentos novo. (PERINI, 1996, p.

31)

Conclui-se que as possibilidades do uso do computador, além de facilitar os

cálculos matemáticos e inserir o aluno no contexto social, possibilitam o

desenvolvimento de habilidades criativas, na medida em que exige novas situações para

serem analisadas. Nesse aspecto, situações concretas do cotidiano, viabilizam projetos

significativos, tanto para a vida acadêmica, quanto para a participação social.

O resultado dessa prática educativa pode ser comprovado pela pesquisa realizada

junto aos alunos do 3º ano de Pedagogia, no modo como expressam a importância de

estar relacionando teoria e prática, valorizando a interação, entre o aluno, o professor e

o conteúdo.

Verifica-se pelos resultados dessa investigação, a intenção efetiva por

transformações, tanto na educação como na sociedade, na medida em que os alunos

ressaltam a contextualização do ensino da Estatística. Demonstrando que toda ação

educativa, deve estar inserida em contextos sociais amplos que garantem a participação

eficaz de todos os cidadãos.

Os indicativos comprovam que é possível um outro projeto metodológico no

ensino de Estatística. Porém, a não efetivação desse plano muitas vezes, esbarra-se nas

limitações encontradas na formação do corpo docente e na seleção dos conteúdos que

constituem a prática essencial do trabalho em sala de aula.

Com efeito, apesar das dificuldades, em sua prática docente, os professores de

algum modo, têm evidenciado o compromisso com a necessidade de mudanças. Isso foi

delineado no modo como os alunos apontaram suas idéias em um questionário proposto.

Na medida em que o professor junto aos alunos planejam perspectivas e aponta

caminhos alternativos, vencendo as dificuldades e obstáculos tão presentes na prática

docente, ele estabelece pactos que possibilitam o desenvolvimento das competências

exigidas no exercício profissional dos alunos, propiciando (re)conhecer-se como

cidadão, ciente de seus direitos, capazes de articular os princípios básicos da informática

com formas próprias de pensar e agir.

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* Artigo entregue em: 26/10/2009

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Lavras: