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Índice

Introdução

 

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Capítulo I AS BEBIDAS NO CONTEXTO BÍBLICO

4

1 - Variedade de espécies -

 

4

2 - As Bebidas no cotidiano judaico -

4

 

a) Nas

refeições -

 

4

b) Nas

festas -

4

c) Nos sacrifícios a Deus -

4

d) Na medicina

-

4

3 - Regulamentos divinos quanto ao uso das bebidas -

5

 

a) Perigos do excesso -

 

5

b) Restrições quanto à espécie -

5

c) Abstinência para certas pessoas ou situações - (1) Nazireus consagrados a Deus

5

5

(2) Sacerdotes

em serviço -

6

(3) Circunstância de escândalo –

6

Capítulo II - CONSEQÜÊNCIAS DA BEBEDICE

7

1 - Alteração do senso da realidade -

7

 

a) Diminuição da consciência -

7

b) Perturbação geral -

 

7

2 - Agitação do temperamento -

7

3 - Perversão da moral –

 

7

4 - Soberba/Arrogância -

8

5 - Desprezo pela Lei Divina -

8

6 - Conflitos e sofrimentos evitáveis –

8

7 - Perda das capacidades pessoais -

8

8 - Pobreza e miséria -

 

9

9 - Enfermidades gerais -

9

10 - Perda de convívio e isolamento -

9

11 - Juízos divinos -

 

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Capítulo III - CONDUTA CRISTÃ QUANTO ÀS BEBIDAS

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1 - Discernimento e moderação -

11

2 - Bom senso e precaução -

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3 - Santificação pessoal -

 

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4 - Amor à integridade física -

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5 - Apego aos grandes exemplos -

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- Zelo pelo testemunho cristão – CONCLUSÃO

6

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Introdução

O assunto sobre bebidas alcoólicas está presente através de discussões, pesquisas e também dúvidas

acerca da conveniência quanto ao uso das mesmas. E no nosso país, onde estima-se que dez por cento da população seja dependente do álcool, e que existe uma grande variedade e oferta de bebidas, nacionais ou importadas, disponíveis no mercado e consumidas quase que livremente, então a situação requer uma ponderação séria sobre o tema, e por essa razão são constantes os estudos, análises, palestras e publicações sobre o assunto.

A Igreja cristã está inserida nesse cotidiano e não pode ser alienada dessa realidade, pois tem a sua

responsabilidade de viver e ensinar a verdade sagrada. E internamente a igreja enfrenta desafios nessa área, pois alguns de seus membros não conhecem qual deve ser a real conduta nesse assunto, e se não sabem, possivelmente estão influenciando negativamente a outros através de suas condutas equivocadas.

Nessas pequenas páginas pretendemos tratar essa questão. Abrindo a Palavra de Deus nos é possível conhecer acerca das bebidas alcoólicas e, de posse do que Deus diz traçaremos qual a conduta que Ele requer nesse particular. Sendo assim, nosso propósito nessas linhas é tratar o assunto de forma bíblica, formando um posicionamento cristão acerca de como se comportar em relação às bebidas.

Portanto, 'Bebidas alcoólicas' ou simplesmente 'bebidas' usadas nessas páginas, serão se referindo a toda a qualquer espécie de bebida que possua alguma porcentagem alcoólica, seja destilada ou fermentada naturalmente, e que produza efeito embriagante nos seus usuários.

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Capítulo I - AS BEBIDAS NO CONTEXTO BÍBLICO

A Bíblia faz menção das bebidas em muitas referências. Através da história bíblica se conhece

muito acerca das bebidas, e nesta parte do nosso estudo será feito um histórico sobre do assunto.

1 - Variedade de espécies -

No contexto bíblico, isto é, na história e costume do povo de Deus, se nota a presença das bebidas. Naquelas épocas bíblicas havia muita variedade de espécies de bebidas, e essas eram feitas pelo processo de fermentação natural de frutas ou cereais, as matérias-primas básicas na confecção das mesmas. Só bem posteriormente os árabes descobriram o processo de destilação e o álcool, inclusive legando às culturas essa palavra. Nas páginas bíblicas temos referências ao 'vinho', 'bebida forte' ou 'bebida misturada', e essas expressões referem-se aos vários tipos de vinho ou substâncias adicionadas ao mesmo.

Dentro do nosso conceito geral, quando se fala em 'vinho' se pensa especificamente num produto da uva, mas no contexto bíblico havia 'vinho de todas as espécies ',(Ne.5: 18), pois além da uva fazia-se vinho de romã, maçã, tâmaras, figo, alfarroba e espelta, que era uma espécie de trigo. Também era comum acrescentar a esses vinhos pimenta e mel, para se obter uma espécie diferente. Portanto, o 'vinho' podia ser de vários aromas e oriundo de diferentes frutas ou cereais, produzido através de fermentação natural. Acredita-se que o teor alcoólico desses vinhos era em torno de dez por cento, nunca mais do que isso, dado ao processo de levedura ou fermentação. E nesse caso, o vinho novo, ainda em fermentação, deveria ser colocado em odres novos que resistissem esse processo, (Mt.9:17), e era doce, vermelho, muito forte e embriagante, (Pv.23:31; Os.4:11). O texto de At.2:13 faz menção a esse tipo de vinho e seus efeitos, conforme a suposição dos que escarneciam dos apóstolos. Em muitas passagens bíblicas é mencionada a 'bebida forte', que tanto poderia ser a 'cerveja ou vinho de cevada', (Lc. 1:15), ou uma mistura de essências ao vinho comum, (Is.65:11; 5:22). O vinho velho era mais saboroso e preferido, (Lc.5:39), e para os que assim apreciavam, havia o vinho aromático feito de romã, (Ct.8:2).

2 - As Bebidas no cotidiano judaico -

A bebida fazia parte da vida do povo de Deus. Estava presente em várias ocasiões e, devidamente usada possuía até função específica.

a) Nas refeições -

O vinho estava presente na mesa judaica. Encontramos Melquisedeque servindo-o juntamente com

pão a Abrão, (Gn. 14:18); estava nas provisões do levita peregrino, (Jz.19:19), e o rei Roboão fez depósitos para armazená-lo nas cidades, (II Cr. 11:11). E foi numa refeição pascal que Jesus dele se utilizou e até o instituiu como elemento para a santa ceia, (Mt.26:26-29). Realmente, o vinho fazia parte da mesa oriental, sendo uma das bênçãos provindas das mãos de Deus para o seu povo, (Sl. 104:15; Dt.7:13 e Am.9:13-14).

b) Nas festas -

O vinho era usado comumente nas festividades sociais, servido entre canções, (Is.24:9), alegrando a

vida, (Ec.10:19); não podendo faltar num casamento festivo, (Jo. 2:1-10).

c) Nos sacrifícios a Deus -

O vinho fazia parte dos sacrifícios no altar de Deus. Quando se oferecia um animal para ser

queimado ao Senhor, usava-se o vinho como 'libação', pois era derramado sobre o sacrifício, (Ex.29:40; I Sm. 1:24; Ed.6:9-10 e I Cr.9:29).

d) Na medicina -

No contexto histórico-bíblico antigo, o vinho e a bebida forte eram usados para fins terapêuticos ou medicinais: “Dai bebida forte aos que perecem, e vinho aos amargurados de espírito; para que bebam, e se esqueçam da sua pobreza, e, de suas fadigas não se lembrem mais”,(Pv.31:6-7). Esse era um dos paliativos na antigüidade, usado para aliviar pessoas com grande sofrimento físico ou emocional, e tinha o efeito tranqüilizante e até narcótico. Oferecia-se aos que iam ser crucificados o vinho ou vinagre com mirra para lhe amenizar as agonias, (Mt.27:34 e Mc. 15:23), e o mesmo se fazia com feridos tratados em campos de guerra, ou a pessoas submetidas a cirurgias, bem como a moribundos em suas agonias finais. E

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em certas circunstâncias especiais o vinho era ministrado aos desfalecidos ou exaustos de serviços ou jornadas difíceis, para lhes conceder relativo alento e alívio, (II Sm. 16:2).

Também usava-se o vinho para a limpeza e tratamento de ferimentos, como fez o bom samaritano, (Lc. 10:34). E Paulo recomendou a Timóteo, como tratamento para seu estômago e freqüentes

enfermidades, "

pouco de vinho", (I Tm.5:23). Portanto, o vinho e até a bebida forte eram usados na

medicina antiga, como remédios contra as doenças ou situações que requeriam esse uso para fim

terapêutico.

um

3 - Regulamentos divinos quanto ao uso das bebidas -

E evidente pelas páginas das Escrituras Sagradas que o vinho ou as bebidas estavam presentes no

cotidiano do povo da Aliança. Mas para esse costume popular Deus deu regulamentos que são os ensinamentos gerais de como deve o servo de Deus se comportar em relação às bebidas.

a) Perigos do excesso -

Sendo que a bebida estava presente na vida do povo de Deus e esse povo a usava normalmente, o Senhor Deus proibiu o abuso, ou o excesso no beber, dando instruções claras quanto aos perigos do excesso. Como já foi mencionado, havia diversos tipos de bebidas, algumas fracas e outras fortes, e aquilo que era comum ao povo como o vinho simples, seu uso era normal, porém usá-lo em excesso foi condenado ou proibido por Deus. Podia-se beber vinho, porém com a precaução de jamais ser dominado

por ele. Eis o ensino sagrado: "O vinho é escarnecedor, e a bebida forte alvoroçadora; todo aquele que é por eles vencido não é sábio”,(Pv.20:1). E Deus lamenta a sorte dos heróis da bebedice: "ai dos que se

ai

e entre esses

naquele tempo estavam até profetas e sacerdotes vencidos pelo vinho e bebida forte, (Is.28:7). "Não vos

embriagueis com o vinho

beberrão

O excesso no uso, ser dominado pelo vinho como beberrão é algo proibido por Deus, pois quem

assim procede não é sábio nem participa do seu reino. “Por essa razão determinou que os seus servos se destacassem como obreiros ‘não inclinados a muito vinho”, "não dado ao vinho", e "não escravizadas a muito vinho", (I Tm.3:8,Tt. 1:7 e Tt.2:3). Sendo assim, uma vez que "quem guarda o mandamento não experimenta nenhum mal e o coração do sábio conhece o tempo e 'o modo',(Ec.8:5), o modo de se usar o vinho, segundo os preceitos bíblicos, é com moderação, sem excesso. Triste é o relato de que na igreja em Corinto, alguns se excediam no uso do vinho para celebrarem a Ceia, que chegavam a ficar embriagados, (I Co. 11:21).

associeis

dos que são heróis para beber vinho, e valentes para misturar bebida forte

levantam pela manhã e seguem a bebedice, e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta

,

for

,(Is.5:11,22);

dizendo-se

,

"

não

vos

com

alguém

que,

irmão

",(Ef.5:18;

I Co.5:11), pois 'os bêbados não herdarão o reino de Deus', (I Co.6:10).

b) Restrições quanto à espécie -

Deus faz restrições em sua Palavra acerca de certas espécies de bebidas, afirmando que não se deve usar bebida forte que altera o temperamento. (Pv.20:l), ou que perturba, agita ou 'esquenta', (Is.5:11), e traz terríveis transtornos de consciência ou comportamento, (Pv.23:29-35). Com essa restrição fica claro que Deus não quer seu povo envolvido com algo que, mesmo em pequena quantidade provoca efeito grave. Ele requer dos seus servos não só a moderação quanto à quantidade, mas também faz restrições a respeito da espécie ou qualidade essencial da bebida. Num português bem claro: se abster de bebidas de alto teor alcoólico que trazem graves transtornos de embriaguez!

Naqueles tempos bíblicos o povo usava bebidas, mas os temperantes sabiam não só o tanto, mas também quais bebidas usariam.

c) Abstinência para certas pessoas ou situações -

Segundo relatos e ensinos bíblicos, a bebida não estava presente em certas pessoas ou situações especiais:

(1) Nazireus consagrados a Deus

Quando alguém fazia um voto de nazireado, se consagrando de forma especial a Deus, seja num período da vida ou para a vida inteira, então se abstinha da bebida

durante essa consagração: "

quando alguém, seja homem seja mulher, fizer voto

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especial, o voto de nazireu, a fim de consagrar-se para o Senhor, abster-se-á de vinho e de bebida forte; não beberá vinagre de vinho, nem vinagre de bebida forte, nem tomará

beberagens de uvas

predito a seu respeito pelo anjo: "

não

bebas vinho, nem bebida forte

13:4). A bebida estava ausente da experiência

desses consagrados ao Senhor, quando de uma missão especial a ser realizada.

"(Nm.6:2-3). Essa foi a realidade de João Batista, pois fora

não beberá vinho nem bebida forte”,(Lc. 1:15). Isso

também foi ordenado à mulher de Manoá que daria à luz ao nazireu Sansão: "

,(Jz.

(2) Sacerdotes em serviço -

Também o sacerdote em serviço não poderia fazer uso de bebida: “Falou também o

Senhor a Arão, dizendo: vinho nem bebida forte tu e teus filhos não bebereis, quando

entrardes na tenda da congregação”

quando entrar no átrio interior”,(Ez.44:21)”. Esse estatuto o sacerdote tinha que cumprir. Mesmo que o vinho ou bebidas estivessem no seu contexto, ao ministrar perante o Senhor não poderia o sacerdote fazer uso deles, para que seus efeitos não alterassem sua condição de ministrar, (Lv. 10:10-11).

bem como dos

sacerdotes quando estavam em serviço.

(3) Circunstância de escândalo –

Segundo o ensino bíblico, a abstinência de bebidas deve acontecer quando a circunstância exigir, ou seja, o fator determinante será a consideração ou o conceito dos circunstantes em relação ao costume de beber. Diz a Palavra de Deus: "Ê bom não comer carne, 'nem beber vinho', nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar ou se ofender, ou se enfraquecer", (Rm. 14:21). Portanto, a abstinência em certas situações em que possivelmente ocorra algum escândalo, é o comportamento adequado, pois evita dúvidas sobre o assunto, ou ofensa nos que pensam diferente, bem como evita confusão dos que são imaturos na fé e não compreendem nem aceitam o uso de bebidas pelos que conhecem Jesus. Essa consideração pelos outros que estão ao redor é muito importante, pois nem tudo o que já está definido para alguns está para outros; e mais, certos comportamentos podem ofender e escandalizar de tal maneira algumas pessoas, que elas chegam a se desviarem da verdade ou até a escarnecerem do reino de Deus.

“(Lv. 10:8-9), “Nenhum sacerdote beberá vinho

Portanto,

havia

abstinência

de bebidas

na vida dos nazireus,

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Capítulo II - CONSEQÜÊNCIAS DA BEBEDICE

Os que usam bebidas correm o risco de adquirirem o hábito de beber, e esse hábito, pela freqüência poderá se transformar num vício. Nesse caso a bebida passa a exercer domínio sobre o viciado. Mas mesmo que não chegue a esse ponto, nem por isso o usuário passará sem as conseqüências dos efeitos gerais da bebida. Dentro dessa realidade, a Palavra de Deus tem muito a nos dizer acerca das conseqüências diversas do envolvimento com as bebidas. Por "bebedice" queremos dizer a prática ou costume de se usar bebidas no cotidiano ou em certas ocasiões, e com isso estar experimentando os efeitos dessa prática.

Quando se fala em bebidas alcoólicas, preocupa-se às vezes somente com a embriaguez, ou não conseguir manter-se de pé, cair, e etc, e quase não se considera que as bebidas trazem muitos outros efeitos além de fazer a pessoa perder o equilíbrio físico! Analisando a questão se descobre que estado de embriaguez é aquele em que a pessoa está sob os efeitos da bebida, e não manter-se de pé é apenas um desses tristes efeitos. Portanto nesse capítulo abriremos a Palavra de Deus para conhecermos o que Ele nos diz acerca das conseqüências da bebedice.

1

- Alteração do senso da realidade -

O

uso indiscriminado de bebidas produz alteração geral no senso da realidade e isso de duas

maneiras:

a) Diminuição da consciência -

não é próprio dos

reis beberem vinho nem dos príncipes desejar bebida forte. Para que não bebam e se esqueçam da lei, e

dirás: espancaram-me e não doeu; bateram-me e não o

senti

executado por Absalão e seus homens, (II Sm. 13:28-29).

E foi numa circunstância de embriaguez, sem condições de reagir, que Amom foi

Diz a Palavra de Deus: "

o vinho e o mosto tiram entendimento", (Os.4:11); "

pervertam o direito dos aflitos”, (Pv.31:4-5); "

”,(Pv.23:35).

b) Perturbação geral -

para quem os olhos vermelhos? Para os

os teus olhos verão

coisas esquisitas

Além de perturbado quanto à visão das coisas, quem bebe tem seu paladar alterado, pois a Bíblia

traz a declaração de um especialista no assunto, o mestre-sala do casamento em Caná da Galiléia: " todos costumam por primeiro o bom vinho e, quando já beberam fartamente, servem o

inferior

que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada

A bebida perturba a pessoa quanto à sua visão geral: "

,(Pv.23:29,30,33).

,(Jo.2:10);

ou seja, quem já bebeu fartamente não tem paladar capaz de distinguir os sabores!

Portanto é assim um dos efeitos da bebida: quem bebe tem o seu senso da realidade alterado.

Os olhos além de denunciarem o estado de perturbação pelo tom avermelhado, vêem coisas esquisitas, imagens diferentes da realidade e o paladar não distinguiram adequadamente os sabores. Uma simples observação do comportamento de quem bebe evidencia essas tristes realidades.

2 - Agitação do temperamento -

Quem exagera no uso de bebidas transtorna seu temperamento, modificando completamente seu agir, especialmente se sentindo mais valente ou agitado, querendo se avantajar sobre os demais. Eis o diagnóstico bíblico dessa conseqüência da bebedice: "no dia da festa do nosso rei, os príncipes se

tornaram doentes com o excitamento do vinho

a bebedice, e continuam até a noite, até que o vinho os esquenta", (Is.5:11); "o vinho é escarnecedor e a

bebida forte alvoroçadora",(Pv.20:l). Isso quer dizer que a bebida excita, 'aquece' ou alvoroça o temperamento de quem bebe, tornando a pessoa alterada. E todos sabem de tremendos transtornos cometidos por alguém nessa situação.

"ai dos que se levantam pela manhã e seguem

,(Os.7:5);

3 - Perversão da moral –

Levando-se em conta que um dos efeitos da bebida é a alteração do senso da realidade, é comum para alguém sob esse efeito perverter a moralidade, e se comportar de forma dissoluta. A determinação bíblica é: "Não vos embriagueis com o vinho, no qual há dissolução", (Ef.5:18); E as Escrituras Sagradas

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trazem tristes relatos dessa dissolução: "Sendo Noé lavrador, passou a plantar uma vinha. Bebendo do vinho, embriagou-se e se pôs nu dentro de sua tenda", (Gn.9:20-21). Que tristeza! O grande Noé, construtor da arca que subjugou o dilúvio, sucumbiu diante do vinho e perverteu a moral. Também Ló e suas duas filhas, sobreviventes de Sodoma, não sendo consumidos pelo fogo e enxofre, ele foi vencido pelo vinho e fez abominação terrível, engravidando essas suas filhas, (Gn. 19:30-36). Esses dois tristes exemplos devem ser ponderados por aqueles que dizem que beber 'socialmente' não traz nenhum mal; pois nesses casos mencionados, Noé e Ló, mesmo bebendo 'familiarmente' as conseqüências foram desastrosas.

Realmente, a bebida tem sido responsável por grandes tragédias morais, pois a Bíblia nomeia as

"bebedices" aliadas às "orgias e dissoluções", (Rm.13:13); e Deus lamenta: "Ai daquele que dá de beber

ao seu companheiro

e o embebeda para lhe contemplar as vergonhas!",(Hc.2:15). Assim nos mostra a

Palavra do Senhor Deus que um dos efeitos da bebida é a perversão da moral, evidenciando com chocantes relatos essa realidade, inclusive na vida do seu povo, mostrando assim essa conseqüência tão nefasta sofrida por aqueles que se embriagam.

4 - Soberba/Arrogância -

Quando a pessoa fica alterada pela bebida é comum se expressar com soberba ou arrogância. Se sente tão dono da situação, se exalta acima dos demais com uma superioridade que só um estado de

embriaguez poderia oferecer. Deus fala acerca disso ao mencionar "a soberba coroa dos bêbados de

Efraim

se sente no trono da superioridade e acha que o resto do mundo está debaixo de si. A Bíblia conta acerca do rei Belsazar, que num banquete em que com seus mil convivas 'apreciavam' o vinho, chegou a escarnecer de Deus usando utensílios sagrados do templo de Jerusalém para neles beberem, (Dn.5:1-4). Essa sua soberba foi punida por Deus como narra Sua Palavra nesse referido capítulo.

(Is.28:3). É assim mesmo; sempre a bebida proporciona uma elevação ilusória do bêbado, que

”,

5 - Desprezo pela Lei Divina -

Levando-se em conta que a bebida altera o senso da realidade, muitos, dominados pela bebedice afastam-se da verdade sagrada comportando-se como se ela nem existisse. A Bíblia descreve o lamento de Deus acerca dos que assim se comportam: "Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice,

e continuam até alta noite, até que o vinho os esquenta. Liras e harpas, tamboris e flautas, e vinho há nos seus banquetes; porém não consideram os feitos do Senhor, nem olham para as obras das suas mãos”, (Is.5:11 -12). Assim, dominados pela bebida, muitos vivem alheios ao reconhecimento da Pessoa e das obras de Deus. Bebedice e reverência a Deus são incompatíveis. Eis um triste exemplo disso: "No dia da festa do nosso rei, os príncipes se tornaram doentes com o excitamento do vinho, e ele deu mão aos

ninguém há entre eles que me invoque" ,(Os.1 :5,1). Corações excitados pelo vinho não

invocam o Senhor Deus. "Ditosa, tu, ó terra,, cujo rei é filho de nobres, e cujos príncipes se sentam à mesa a seu tempo para refazerem as forças, e não para a bebedice", (Ec.l0:17).

escarnecedores

6 - Conflitos e sofrimentos evitáveis –

A bebida traz algumas conseqüências específicas e peculiares aos seus consumidores, e essas dificuldades poderiam ser evitadas, bastando para isso tão somente não permanecer na bebedice. Diz a Bíblia: "Para quem são os ais? Para quem os pesares ? Para quem as queixas ? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos? Para os que se demoram em beber vinho, para os que andam buscando bebida misturada", (Pv.23:29-30). Assim sendo, lamentos, pesares, rixas, queixas, feridas sem causa ou necessidade e olhos vermelhos, são conseqüências do apego às bebidas. Pode-se evitar tais transtornos através do não envolvimento na bebedice.

A bebida deveria ser avaliada não pelo seu preço monetário e sim através dos grandes transtornos que ela proporciona; e quando vista por esse prisma realmente ela é cara demais, pois custa a calamidade de muita gente ou sofrimentos muito graves nos seus consumidores. Mas esse sofrimento pode ser evitado, se houver a decisão de se afastar das bebidas, sem se envolver com elas.

7 - Perda das capacidades pessoais -

Uma dura conseqüência da bebedice é a perda das capacidades pessoais. Quem é dominado pela bebida chega ao ponto de perder suas habilidades pessoais e aí se torna incapacitado para o desempenho

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de suas funções. A Palavra de Deus diz: "Mas também estes cambaleiam por causa do vinho, e não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; o sacerdote e o profeta cambaleiam por causa da bebida forte, são vencidos pelo vinho, não podem ter-se em pé por causa da bebida forte; erram na visão, tropeçam no juízo”, (Is.28:7). Se profeta e sacerdote, a elite espiritual chega a esse ponto quando se entregam à bebedice, é bom que todos ponderem nessa realidade, pois se esses 'espirituais' foram vencidos, todos os que apreciam as bebidas correm o mesmo risco, chegando à trágica condição de perderem suas habilidades pessoais, ficando desqualificados para exercer suas antigas funções.

8 - Pobreza e miséria -

A bebedice incapacita a pessoa para suas tarefas e isso acarreta pobreza e miséria. Mesmo que a

pessoa não perca por completo as suas habilidades ela perde o conceito perante a sociedade, sofrendo

'o beberrão' e o comilão caem em

quem ama 'o vinho' e o azeite jamais enriquecerá”, (Pv.23:21; 21:17). Que triste conseqüência

essa, saber que os amantes da bebida caem em pobreza e jamais conseguem acumular pertences, pois

assim a escassez do necessário para seu sustento. A Bíblia diz: "

pobreza

além de gastarem o que têm com o vício, são incapacitados por ele para adquirirem mais propriedades ou

bens!

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- Enfermidades gerais -

O

prazer na bebida tem ocasionado muitos males à saúde dos seus adeptos. Quantas complicações

na saúde sofrem os que amam as bebidas! Enfermidades sérias e até a morte tem sido a experiência de

quem faz amplo uso de bebidas. Muito antes da ciência fazer suas descobertas nesse campo a Bíblia já

mencionava que "

O caro leitor dessas linhas possivelmente conhece tristes histórias de pessoas enfermas em decorrência da bebedice. Enquanto tantos esperam um transplante para receber um órgão saudável, muitos ingênuos e irresponsáveis danificam sua saúde ou até morrem com o uso e abuso das bebidas Triste ironia vivida pelos que se entregam às bebidas, assimilando o que tanto lhes maltrata!

os príncipes se tornaram doentes com o excitamento do vinho",(Os.7:5).

10 - Perda de convívio e isolamento -

Quem bebe parece que tem muitos amigos, mas na verdade não conta com convívio sério e nobre. Os 'amigos de copos' não possuem verdadeira amizade, pois seus vínculos são apenas para prazeres esporádicos e fúteis, jamais persistindo como relacionamento sério e duradouro.

As pessoas de maior compromisso com a verdade não se associam plenamente com os amantes da

bebida, pois zelando pela dignidade pessoal e não concordando com a conduta dos beberrões se afastam deles. E isso cumpre um preceito divino: "Mas agora vos escrevo que não vos associeis com alguém que,

dizendo-se irmão, for

Assim sendo, o beberrão perde o convívio e fica isolado dos que são zelosos pelos bons costumes. E

a Bíblia traz a história de um rei, 'com o coração alegre pelo vinho', que perdeu o privilégio de ter sua esposa rainha ao seu lado, mesmo que a solicitasse naquele banquete, (Et. 1:10-12). É verdade que a referida rainha Vasti perdeu a coroa, mas não perdeu a sua dignidade cedendo aos caprichos do rei dominado pelo vinho, sendo ele aliás quem perdeu e muito com a recusa dessa rainha, pois foi um

verdadeiro fiasco na corte! Vasti perdeu a coroa e foi deposta, mas o rei também perdeu na sua solicitação

e ficou sem a convivência da rainha, tanto para o banquete como para os dias seguintes, e só futuramente

é que teve outra companheira - a rainha Ester. Essa realidade se repete constantemente, quando os que

bebem exageradamente ficam sem o convívio dos que preferem e seriedade, bom senso e boa moralidade. O beberrão sofre de isolamento, perde a convivência dos que não concordam com a sua conduta. E pela lei mosaica, no antigo Israel, o beberrão inveterado e dissoluto era eliminado do povo de Deus, (Dt.21:18-

21).

'beberrão', com esse tal nem ainda comais”, (ICo.5:11).

11 - Juízos divinos -

Ao desobedecer a Deus nas suas normas quanto à bebida, a pessoa fica sujeita aos Seus juízos, pois Deus expressa a sua ira contra todos que O desacatam, enviando-lhes a punição que tal conduta merece. Ao considerar esses juízos o próprio Deus lamenta a situação desses desobedientes ao pronunciar um

triste "ai" acerca deles: "Ai dos que se levantam pela manhã e seguem a bebedice, e continuam até alta

dos que são heróis para beber vinho, e valentes para misturar

noite, até que o vinho os esquenta

ai

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bebida forte”, (Is.5:11,22). Deus lamenta por eles pois Seu juízo é severo e inevitável e, se é juízo fica evidente que Ele não concorda com a tal conduta que deve ser punida com o rigor da Sua justiça santa. E esse juízo é aplicado de várias formas na vida do beberrão, mas o aspecto mais triste dele é que os vencidos e dominados completamente pelas bebidas estão alheios às bem-aventuranças do Reino de Deus,

pois o Senhor declara que os praticantes das "

não herdarão o seu

reino, (G1.5:21; I Co.6:10). Que tragédia essa - pessoas viverem os prazeres transitórios da embriaguez , porém estarem excluídas e alheias às maravilhas eternas do Reino de Deus!

Portanto, essas são as duras conseqüências da bebedice e sendo assim os vencidos ou dominados pelas bebidas sofrem essas realidades tão tristes. A Palavra de Deus avisa aos beberrões acerca dessas experiências, declarando que quanto ao vinho e a bebida forte, "todo aquele que por eles é vencido não é

sábio",(Pv.20:1).

Deus quer o seu povo sábio, dominado por Seu Espírito e não embriagado pelo vinho,(Ef.5:18), e compete a cada cidadão do Reino Celestial se comportar como tal, dando evidência de que pertence a esse Reino, sendo seu participante ativo e pleno.

bebedices

"

ou os "

bêbados

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Capítulo III - CONDUTA CRISTÃ QUANTO ÀS BEBIDAS

Quando se estuda esse assunto nas páginas das Sagradas Escrituras é possível formular uma conduta cristã em relação ao mesmo, pois o ensino bíblico é claro e compreensível. A Bíblia fala sobre as espécies de bebidas, como e por quem eram usadas e apresenta as conseqüências para aqueles que se embebedam e são vencidos por essa prática da bebedice. Diante disso se concebe qual deve ser a conduta cristã quanto às bebidas:

1 - Discernimento e moderação -

Levando-se em conta que a bebida era comum na vida do povo de Deus e que Ele regulamentou quanto à espécie, quantidade e situações específicas de se abster da mesma, essas normas servem para a Igreja hoje. Cada cristão sincero e maduro deve ter o discernimento adequado para saber se pode ou não beber, onde, como, com quem, quanto e o quê. A resposta a essa questão é de cunho pessoal, mas com conseqüências tanto pessoais como coletivas, levando-se em conta que o cristão é luz e deve brilhar com uma conduta que leve outros a glorificarem a Deus, (Mt.5:14-16), pois o que o cristão faz, seja no comer ou no 'beber' deve ser para a glória de Deus, (I Co. 10:31).

Portanto, se um filho e servo de Deus faz uso de bebidas, que ele tenha essa consideração, se precavendo quanto à advertência divina de que "Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova", (Rm. 14:22). O cristão que usa bebidas precisa ter o discernimento adequado sobre o assunto, não ter dúvidas sobre o mesmo e, com sabedoria e moderação se comportar nesse particular, para não dar ensejo à escândalos.

2 - Bom senso e precaução -

O cristão deve viver na sabedoria do Espírito, agindo com bom senso em tudo, e tendo precaução nos perigos que a vida lhe proporciona. Isso quer dizer que ao aprovar o uso das bebidas o servo de Deus precisa ser dotado de bom senso na conduta, com precaução quanto aos perigos dessa decisão. Diz a Palavra de Deus que mesmo que coisas sejam lícitas, nem todas convém, nem edificam e não se pode deixar dominar por nenhuma delas, (I Co.l0:23;6:12). E a bebida se torna perigosa pois muitos chegam a ser dominados por ela. Considerando que o uso pode se transformar em hábito e esse em vício e que a Bíblia apresenta grandes e graves conseqüências da bebedice, então ao servo de Deus cabe o bom senso e

a precaução nesse assunto. Deve ser prudente e sábio na sua decisão e conduta quanto ao envolvimento com a bebida, estando ciente dos perigos a que se expõe, estando sempre alerta quanto às advertências bíblicas àqueles que iniciaram, se envolveram e se prejudicaram nessa prática, e até deram motivos para o juízo de Deus sobre eles. "Bem-aventurado é aquele que não se condena naquilo que aprova”,(Rm.

pleno conhecimento e toda

percepção, para aprovardes as cousas excelentes e serdes sinceros e inculpáveis para o dia de Cristo,

1:9-11). Essas grandes verdades sagradas devem ser consideradas com

14:22); "Julgai todas as coisas, retende o que é bom", (I Ts.5:21); "

cheios do fruto de justiça

,(Fp.

em

seriedade por todos os cristãos ao tratarem da questão das bebidas.

3 - Santificação pessoal -

O cristão se empenha, seguindo a santificação, (Hb. 12:14), procurando fazer tudo para a glória de Deus, (I Co.10:31). Ele sabe que certas coisas não edificam, (I Co. 10:23) e nem são convenientes, (I Co.6:12). Ora, sabedores disso, os que servem a Deus consideram os perigos do uso se transformar num

vício, e, uma vez que a bebedice traz suas trágicas conseqüências, então preferem viver em novidade de

vida, (Rm.6:4), considerando como Deus diz: ““

, final nas práticas erradas e inaugurou nova realidade para o servo de Deus, (I Co.6:11; II Co.5:17). Consumo extravagante de bebidas ou bebedices em geral, são comportamentos da velha natureza, obras da carne, (Gl.5:19-21), e os que estão na carne não agradam a Deus, (Rm.8:8).

O cristão procura andar no Espírito, como filho de Deus, (Rm.8:14), 'jamais satisfazendo à concupiscência da carne',(G1.5:16), cheio do Espírito e não embriagado com vinho, (Ef.5:18). E na preocupação com os perigos da bebida, leva muito a sério a advertência divina: "Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escova suavemente. Pois ao cabo morderá como a cobra, e picará como o basilisco", (Pv.23:31-32). Esse texto tão antigo e se referindo ao vinho,

vontade dos gentios, tendo andado em

basta o tempo decorrido para terdes executado a (IPe.4:3). Realmente, a conversão colocou ponto

bebedices

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parece que nos foi escrito hoje, pois somos sugestionados com as propagandas de diversas bebidas,

propagandas essas tão atrativas, como convites quase irrecusáveis a observar, provar, gostar e

precaução é não iniciar no uso, pois todos sabem que o vício teve início no primeiro copo ou numa pequena dose!

A maior

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- Amor à integridade física -

O

cristão ama a vida, aprecia as bênçãos divinas, tentando vivê-las em plenitude. Quanto ao seu

corpo físico tem todo respeito, o trata com dignidade, zelando para que o mesmo seja saudável e íntegro, "

"porque ninguém jamais odiou a sua própria carne, antes a alimenta e dela cuida que o corpo é o santuário do Espírito Santo, (I Co.3:16; 6:19).

Essa realidade é muito séria, pois sendo o cristão a habitação do Espírito, comprado pelo preço do sangue de Jesus, deve realmente glorificar a Deus no corpo, não oferecendo os seus membros ao pecado,

e deve estar convicto de que será julgado pelo que tiver feito através desse corpo, não podendo destruir o

mesmo, pois se assim o fizer sofrerá o castigo divino, (I Co.6:19-20; Rm.6:12-13; II Co.5:10; I Co.3:17).

É notório o quanto as bebidas estragam o organismo. No tempo antigo, mesmo que as bebidas

fossem de fermentação natural seus efeitos já eram nocivos, e muito mais agora elas são prejudiciais dado às suas essências e processos de fabricação. E em certos países existem notificações no rótulo ou embalagens das bebidas, avisando sobre seus efeitos ou males. Sendo assim, coerente com a realidade, o cristão se abstém de se envolver com algo pernicioso à sua saúde, pois quer um corpo saudável em plenas condições de funcionamento, não querendo lesar nenhum dos seus órgãos, antes desejoso de tê-los íntegros e funcionais para a glória de Deus e seu bem-estar pessoal.

(Ef.5:29), ciente de

Portanto, o princípio de zelar pela integridade física é uma das oposições que o cristão faz ao uso das bebidas, pois deseja ter o corpo em plenas condições de usufruir as bênçãos divinas, vivendo com plenitude suas capacidades recebidas de Deus e usadas para a Sua glória. E esse zelo pessoal encontramos em todas as pessoas prudentes, pois conhecendo os malefícios da bebida evitam o envolvimento com ela.

5 - Apego aos grandes exemplos -

Os que resolverem se abster da bebida, por razões nobres e sinceras, encontram na Palavra de Deus

bons exemplos dessa conduta. Sobre o Seu povo, o Israel peregrino, Deus disse: "

beberemos vinho; porque

Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou: nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos

Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe nosso Pai, em tudo quanto nos ordenou;

de maneira que não bebemos vinho em todos os nossos dias, nem nós, nem nossas mulheres, nem nossos

As palavras de Jonadabe, filho de Recabe que ordenou a seus filhos não

bebessem vinho, foram guardadas; pois até ao dia de hoje não beberam, antes obedecem às ordens de

será grande diante do

Senhor, não beber á vinho nem bebida forte vinho

Dessa forma a Palavra de Deus traz o exemplo desses que se abstiveram da bebida: os israelitas

passaram os quarenta anos no deserto sem usar o vinho; os recabitas, segundo alguns especialistas, desde

a ordem do Jonadabe 'até aos dias de hoje' do contexto de Jeremias, por cerca de trezentos anos eram uma família alheia às bebidas, e João Batista viveu sem elas toda a sua vida.

Assim, quem decide pela abstinência tem a companhia desses personagens bíblicos que por razões nobres não se envolveram com a bebida, e mesmo que ela fosse comum nas suas épocas eles viveram sem ela. Lembremos também de Daniel e seus amigos na Babilônia, que resolveram se privar da mesa do rei, e

entre outras coisas, "

(Dn. 1:8,16). Os que querem se apegar a grandes exemplos de servos de Deus que não

deviam beber

o vinho que

"Pois veio João Batista, não comendo pão nem bebendo

seu pai

não bebestes vinho

nem bebida forte

,(Dt.29:6);

os recabitas haviam determinado: "

Não

filhos

filhos, nem nossas filhas

”,(Jr.35:6,8,14).

E sobre João Batista foi predito e confirmado: "

”;

ele

o vinho que ele bebia

Com isso o cozinheiro chefe tirou deles

,

beberam, têm nesses mencionados grande confirmação e modelo para uma conduta de abstinência.

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- Zelo pelo testemunho cristão –

O

maior empenho da vida cristã é glorificar a Deus. Isso implica no zelo de ser fiel a Deus em tudo,

testemunhando com a conduta a transformação operada em sua vida. Jesus declarou que o seu servo é luz

e sal e assim deve se comportar para que os outros glorifiquem ao Pai, (Mt.5:13-16). "Assim, pois,

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importa que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Ora, além disso, o que se requer dos despenseiros é que cada um deles seja encontrado fiel", (1 Co.4:1 - 2). Esse é o empenho do cristão, se esforçando para 'aprovar as coisas excelentes e ser sincero e inculpável para o dia de Cristo',(Fp. 1:10). Isso implica em abster-se do que não convém ou não edifica, (I Co.6:12,10:23). E em caso de aprovar o uso da bebida, que jamais transforme isso em bebedice, pois a ordem divina é: "Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens", (Fp.4:5).

Outro empenho do cristão é viver de tal forma que não escandalize ninguém, ou seja, jamais

permitir que sua conduta ofenda ou faça tropeçar alguém. Em outras palavras, ao ser observado o cristão não pode possuir nada que desabone seu bom conceito de autenticidade cristã. Essa realidade encontramos em Paulo, que afirmou: "Por isso também me esforço por ter sempre consciência pura diante de Deus e dos homens”; "Não dando nós nenhum motivo de escândalo em cousa alguma, para que

o ministério não seja censurado"; "pois o que nos preocupa é procedermos honestamente, não só perante

o Senhor, como também diante dos homens", (At.24:16; II Co.6:3; II Co.8:21). E a todos nós seus servos Deus deu essa ordem: "Não vos torneis causa de tropeço nem para judeus, nem para gentios, nem

tampouco para a Igreja de Deus”, (I Co. 10:32); e mais, "rogo-vos, irmãos, que noteis bem aqueles que provocam divisões e escândalos, em desacordo com a doutrina que aprendestes; afastai-vos deles,

porque esses tais não servem a Cristo

afastem de pessoas e práticas que escandalizam os outros que não compreendem nem aceitam

o propósito de não

pordes tropeço ou escândalo ao vosso irmão",(Rm. 14:13); "Portanto, quer comais, 'quer bebais' ou façais outra cousa qualquer, fazei tudo para a glória de Deus", (I Co.l0:31).

O uso de bebidas pelo cristão não é aceito ou compreendido plenamente por muitos que o rodeiam, principalmente irmãos na fé; com isso ele deve considerá-los e jamais ofendê-los ou causar-lhes tropeços ou escândalos, pois a norma divina sobre isso é: "Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço”, (I Jo.2:10); pois se por causa de um comportamento há ofensa, então não está existindo o amor fraternal, (Rm. 14:15). "E bom não comer carne, 'nem beber vinho', nem fazer qualquer outra cousa com que teu irmão venha a tropeçar, ou se ofender ou se enfraquecer", (Rm.14:21). E o grande exemplo do salmista é digno de ser seguido: "Não sejam envergonhados por minha causa os que esperam em ti, ó Senhor, Deus dos Exércitos; nem por minha causa sofram vexame os que te buscam, ó Deus de Israel", (Sl.69:6). Convém ao cristão essa santa preocupação com os que o rodeiam, para que estes por sua causa não se sintam em situação de dúvida, tropeço, ofensa ou escândalo em relação a alguma conduta sua, pois dependendo da gravidade do escândalo ou repercussão negativa de algum comportamento, por parte dos que presenciarem tal fato às vezes chegam até a blasfemarem o nome de Deus, (Rm.2:24).

A ordem de Deus é que os seus servos se

,(Rm.l6:17-18).

determinadas condutas, (I Co.8:9-13). É como Paulo resumiu tão claramente: "

tomai

Lamentavelmente, alguns servos de Deus não foram zelosos nesse assunto e usaram de sua liberdade além dos limites do bom senso e consideração pelos seus circunstantes, sofrendo assim o juízo divino, sendo rebaixados de suas funções ou considerados desprezíveis popularmente, (Ez.44:10-14; Ml. 2:7-9), e Jesus lamenta a sorte dos escandalosos, (Mt. 18:6-7).

Geralmente o uso de bebidas não promove a glória de Deus ou edificação do seu reino, o que deve levar o cristão, cidadão desse reino, a considerar a inconveniência de se envolver com o uso delas. Dificilmente o mundo aceita como conduta genuinamente cristã o uso de bebidas, pois isso é prática do mundo alheio ao Evangelho de Jesus; e essa é a grande razão de se abster das bebidas, pois seus usuários não contribuem para a propagação do reino de Deus. Acima de tudo está a declaração bíblica: "Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em bebedices

Sendo assim, zelando por um testemunho cristão autêntico, convém que se abstenha de todo e qualquer comportamento não condizente com o conceito genuinamente cristão, tal como formulado por aqueles que rodeiam os servos de Deus. E as bebidas, no conceito popular, não são aceitas como comuns aos que servem a Deus.

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CONCLUSÃO

Estudando acerca das bebidas se conclui que a Bíblia apresenta o assunto de forma ampla e oferece uma conduta que se deve ter em relação ao mesmo. A Bíblia apresenta as variedades de bebidas, seu uso no cotidiano do povo de Deus, seja nas refeições, festas, sacrifícios, bem como na medicina antiga. Fala também dos regulamentos gerais estabelecidos por Deus para o uso dessas bebidas, apresentando as restrições quanto ao excesso, certas espécies mais fortes, e ordena a abstinência para certas pessoas ou situações específicas.

Muitas são as conseqüências da bebedice apresentadas na Palavra de Deus, e analisando-as se chega

à conclusão que Deus deseja que seu povo, em relação às bebidas tenha discernimento adequado, e caso

faça uso delas, que seja com moderação, bom senso, com toda precaução necessária, estando ciente dos riscos a que se expõe, levando-se em conta que o vício tem início nas pequenas doses. O cristão maduro se empenha pessoalmente por uma santificação de vida, tem amor à sua integridade física, não desejando nada que seja danoso ao seu organismo, e tendo apego aos grandes exemplos de abstinência vividos pelos servos de Deus; tudo isso zelando pela boa conceituação do nome de cristão, sabedor de que esse nome não combina com a bebedice.

Olhando o assunto desse ponto de vista divino, o cristão deseja ser luzeiro resplandecendo no meio das perversões do mundo, sendo sincero e irrepreensível, (Fp.2:15); andando em novidade de vida, (Rm.6:4); pois é nova criatura, as coisas antigas já passaram, (II Co.5:17); pois está salvo, foi lavado, regenerado e renovado no Espírito Santo, (Tt.3:5); agora conhece a verdade e está plenamente liberto,

(Jo.8:31,32,36).

Aos que não vivem assim, mas carecem dessa vitória, são alvos do interesse de Deus em resgatá-los dessa triste situação; e no caso de pessoas estarem dominadas pelas bebidas, vencidas pelo vício, precisam de tratamento especializado, pois disse Jesus: "Os sãos não precisam de médico, e, sim, os doentes", (Lc.5:31); e na benção de Jesus, aquele que nEle confia, pode ser restaurado da bebedice, pois Ele garantiu que "tudo é possível ao que crê", (Mc.9:23). Em Corinto, muitos que no passado eram "bêbados" foram redimidos pelo Senhor, (ICo.6:10-11).

Levando-se em conta que o cristão vive para Deus e O serve com inteireza de coração, deve afastar- se de tudo que não lhe favorece nesse santo propósito; por isso não se envolve com as bebidas, pois sabe

o quanto elas podem prejudicá-lo em tudo, principalmente porque o impedem de ter uma consciência das

realidades celestiais, como disse Jesus sobre a sua segunda vinda: "Acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que os vossos corações fiquem sobrecarregados com as conseqüências da

e para que aquele dia não vos venha repentinamente, como um laço", (Lc.21:34), pois a

embriaguez impede a diligência pelo reino de Deus.

Portanto, diante de tantos perigos e problemas acarretados pelas bebidas, e diante das responsabilidades e privilégios em relação à vida cristã, o cristão tem uma opção santa: servir ao Senhor! As bebidas não contribuem para isso, trazem perigos e problemas e até frustram os alvos e privilégios do viver cristão. Por essas razões o servo de Deus se afasta das bebidas pois elas não lhe são convenientes.

embriaguez

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