Sie sind auf Seite 1von 3

A ARTE NA WORLD WIDE WEB

Lídia da Mata Travassos

Centro Universitário Vila Velha

MBA em Comunicação Integrada e Novas Mídias

lidia.travassos@hotmal.com

A internet é o ambiente na modernidade onde se estabelece um novo campo

de tensões entre a grande arte e as culturas do povo e de massa. Entretanto

não pode ser analisado sob categorias fundamentais da modernidade, pois

“está remetendo a uma sensibilidade e uma experiência social difusa e

oscilante, híbrida e fragmentada que não responde nem á autenticidade nem à

novidade da experiência moderna” (MARTÍN-BARBERO, 2008).

Quando Jesús Martín-Barbero cita Baudrillard elucida questões sobre as

“estéticas da experimentação criativa” afirmando que o aceleramento causado

pela internet acaba por confundir “ a compulsão das experimentações estéticas

com a exaltação do efêmero e descartável”. Com a banalização da arte, a

mesma se distância cada vez mais do conceito de pura, assim como suas

variações.

É de comum acordo dentre autores que a internet tenha causado uma certa

confusão para museus, os quais tiveram que se familiarizar com novos

conceitos que afetam tanto o valor dos objetos quanto o sentido dos métodos

artísticos.

“O que tínhamos por arte sofre uma profunda mutação quando


a conectividade e a virtualidade põem em questão a
‘excepcionalidade’ de seus objetos (as obras) e borram a
‘singularidade’ do artista deslocando os eixos da estética até as
interações e os acontecimentos”.

Entretanto, hoje a questão deixa de ser o fato de acessarmos museus pela


rede:

“(...) mas da arte que se faz a partir, com, e para a web, da net-
art, da arte em uma rede de oficinas abertas, e sobre tudo da
densa e fecunda cumplicidade entre experimentação técnica e
estética” (MARTÍN-BARBERO, 2008).

Surgida nos anos 90 – junto com a popularização da internet – a Net Art foi

pensada num primeiro momento como uma útil ferramenta para promover arte

não muito bem vista pela sociedade, com fundo político, social ou cultural. Hoje

esse movimento artístico visto como underground1 tem seus seguidores, e

diversos subgêneros como, por exemplo, a software art, browser art.

O Software art, por exemplo, é estreitamente relacionado com a net art por sua

dependência da world wide web que por sua vez é a principal ferramenta de

disseminação desta. Com o surgimento do software art questões sobre a

desmaterialização da arte e da cultura. Sobre isso, Mattelart afirma que “as

grandes redes de informação e comunicação, com seus fluxos ‘invisíveis’,

‘imateriais’, formam ‘territórios abstratos’, que escapam às antigas

territorialidades’. (...) essas novas redes sociais passam a fazer parte do

debate sobre a possibilidade de um espaço público em escala planetária”.

Sobre o caráter técnico, a arte produzida para a rede é fundamentada nas

relações com a “sensibilidade do internauta”. A busca por efeitos subjetivos

intrinsecamente ligados as experiências do interpretante é uma dessas

relações, que oferece um grande número de leituras particulares que


1
Nos anos 90 a internet tem se transformado em um fórum para underground art tanto para
seus subgêneros graças a habilidade de se comunicar com a grande audiência de graça e sem
o apoio de nenhum negócio de arte (The Tate Guide to Modern Art Terms, 2008).
dependem do repertório visual de quem visita ou acessa a exposição. A arte

para a web lança mão do universo computacional para causar essas

sensações. Resumindo, um problema para os web artistas é atingir

intimamente que vê seus trabalhos, ao contrário, a obra não seria totalmente

satisfatória, pois ficaria apenas no nível estético.

Concluindo, esse tipo de produção artística trabalha com formas de expressão

de linguagem que ainda estão sendo delineadas e que ainda é construída sob

conceitos vindos de outros meios artísticos com a pintura, por exemplo. Com

um grande futuro pela frente, a net art e suas variações tendem a ganhar cada

vez mais espaço, já que a world wide web é uma realidade entranhada em

nossas vidas.

REFERÊNCIAS

MARTÍN-BARBERO, Jesús. MATRIZes - Revista do Programa de pós-

graduação em Ciências da Comunicação da Universidade de São Paulo –

Abril- 2008.

MATTELART, Armand e Michèle. História das Teorias da Comunicação. 2ª Ed.

São Paulo: Edições Loyola, 1999.

WILSON, Simon. LACK, Jessica. The Tate Guide to Modern Art Terms.

Londres: Tate Trustees por Tate Publishing, 2008.

WEB SITE: www.art-net.org