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Departamento de Engenharias e Tecnologias QUÍMICA EXPERIMENTAL 2016/2º Semestre RELATÓRIO AULA PRÁTICA Nº 01 DETERMINAÇÃO DA

Departamento de Engenharias e Tecnologias

QUÍMICA EXPERIMENTAL

2016/2º Semestre

RELATÓRIO

AULA PRÁTICA Nº 01

DETERMINAÇÃO DA DENSIDADE DE SÓLIDOS E LÍQUIDOS

Integrantes do Grupo:

Emanuel Kambanda Soares Trigo Lino – 20162019

Euqueny Filho – 20162350 Fanuel Henrique de Oliveira Quimbango – 20161660

Curso: Engenharia Informática Turma: EINF2_M1 Docente: Profª. Maria Gaspar

Data de Realização do Trabalho: 26/08/2016

ÍNDICE

  • 1. INTRODUÇÃO..................................................................................3

  • 2. OBJECTIVOS....................................................................................3

  • 3. PARTE EXPERIMENTAL.....................................................................4

    • 3.1. MATERIAIS E REAGENTES..........................................................4

    • 3.2. ESQUEMA DO EQUIPAMENTO....................................................5

    • 3.3. PROCEDIMENTOS......................................................................9

Procedimento A: determinação de densidade de sólidos e líquido usando uma proveta .......................................................................9

Procedimento B: determinação da densidade do etanol usando um picnômetro ....................................................................................10

  • 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO..........................................................12

CONCLUSÃO.......................................................................................17

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS..........................................................18

2

1.

INTRODUÇÃO

A densidade é uma propriedade física elementar da matéria. Ela é definida como a razão entre a massa e o volume de uma substância ou objecto. A densidade representa a massa por unidade de volume:

d=m/V (a sua unidade no SI é o kg/m3, sendo g/cm3 a mais usada em laboratório, 1 g/cm3 = 1000 kg/m3).

É uma propriedade específica porque permite identificar e diferenciar uma substância das outras.

Existem diversos métodos experimentais para determinar a densidade de líquidos e sólidos. Nesta experiência, a densidade foi determinada através de uma proveta e através de um picnômetro.

  • 2. OBJECTIVOS

Teve como objectivo executar medições das massas e volumes de substâncias utilizando instrumentos com resoluções adequadas. Com isso foi possível:

Determinar a densidade de três sólidos e um líquido, através de

uma proveta e através de um picnómetro; Analisar os resultados para avaliar a precisão e exactidão dos procedimentos experimentais.

3

3. PARTE EXPERIMENTAL

  • 3.1. MATERIAIS E REAGENTES

Durante a aula prática utilizou-se os seguintes materiais: duas provetas graduadas (uma de 250ml e outra de 25ml), um esguicho, uma balança analítica, um picnómetro para líquidos, um termômetro e papel poroso.

Proveta: é um frasco de vidro com graduações destinado às

medidas aproximadas do volume de uma substância. Esgicho: é um frasco de plástico usado para enxaguar a vidraria

com um solvente. Balança analítica: é um instrumento usado para determinar a

massa de uma substância, a sua precisão varia entre duas a cinco casas após a vírgula. Picnómetro: é um pequeno frasco de vidro utilizado para fazer a determinação da massa e da densidade de líquidos.

A seguir,

apresenta-se

os

reagentes

usados no experimento: o

alumínio, o ferro, o latão e o etanol.

Alumínio: é um elemento químico de símbolo Al e número atômico 13 com massa atômica 27 u. Na temperatura ambiente é sólido, sendo o elemento metálico mais abundante da crosta terrestre. Ferro: é um elemento químico, símbolo Fe, de número atômico 26 e massa atómica 56 u. À temperatura ambiente, o ferro encontra-se no estado sólido. Latão: é uma liga metálica de cobre e zinco com porcentagens deste último entre 5% e 45%, dependendo do tipo de latão. Outros metais podem ser adicionados, e variando a quantidade e a proporção destes metais, altera-se as propriedades da liga. Ocasionalmente se adicionam pequenas quantidades de alumínio, estanho, chumbo e arsênio para potencializar algumas das suas características. Etanol: também chamado álcool etílico e, na linguagem corrente, simplesmente álcool, é uma substância orgânica obtida da fermentação de açúcares, hidratação do etileno ou redução de acetaldeído.

4

3.2.

ESQUEMA DO EQUIPAMENTO

A proveta é um instrumento cilíndrico de medida, que possui uma escala graduada e serve essencialmente para medir líquidos. Possui uma escala de volumes pouco rigorosa, pelo que deve ser utilizada para medidas com pouco rigor. Pode ser fabricada em vidro ou plástico, com volumes que normalmente variam entre 5 e 2000 mililitros (ml). Para uma utilização correcta da proveta, devemos pousar a proveta na bancada de trabalho, e, com os olhos ao nível da mesma, encher com o líquido que queremos medir. Podemos para esse efeito usar o frasco de esguicho, um conta-gotas ou qualquer outro recipiente adequado (dependendo da quantidade a medir e do tipo de líquido). A leitura correta de uma proveta. Deve-se observar o menisco com atenção. Já dentro da proveta, a superfície do líquido assume uma forma curva, a que chamamos menisco. A medida correcta é efectuada pela parte de baixo do menisco.

3.2. ESQUEMA DO EQUIPAMENTO A proveta é um instrumento cilíndrico de medida, que possui uma escala

Fig. 1: Uma proveta de 250ml.

Uma garrafa de esguicho, vulgarmente designada por “esguicho”, é uma garrafa de plástico macio ou de vidro que permite dispensar um líquido, apertando a garrafa, sob a forma de um esguicho fino. Os esguichos são utilizados essencialmente na lavagem do interior de peças pequenas de material de laboratório. Os esguichos mais comuns são os esguichos de água destilada para uso geral no laboratório. No entanto, os esguichos podem conter uma grande variedade de líquidos, como acetona, etanol e outros.

5

Fig. 2: Um esguicho. A balança analítica é usada especialmente na determinação de massas em análises

Fig. 2: Um esguicho.

A balança analítica é usada especialmente na determinação de massas em análises químicas de determinação da quantidade absoluta ou relativa de um ou mais constituintes de uma amostra, usualmente apresentam o prato para colocação de amostras protegido por portinholas de vidro corrediças, pois leves ou até imperceptíveis correntes de ar podem levar instabilidade ao valor

lido, ou até induzir a um grande erro de leitura. Devido a necessidade de extrema precisão das medidas efectuadas, estas devem ter salas específicas para sua manipulação, com condições ambientais

controladas (temperatura, umidade,

...

),

bem como observadas as

condições da rede elétrica de fornecer voltagem dentro dos limites de

tolerância especificados no manual de cada modelo.

Fig. 2: Um esguicho. A balança analítica é usada especialmente na determinação de massas em análises

Fig. 3: Uma balança analítica.

6

O picnómetro de líquidos é um pequeno frasco de vidro usado para determinar a densidade relativa. Está completamente cheio quando o tubo da sua tampa estiver também cheio de líquido. Isso permite que a capacidade do picnómetro (à mesma temperatura) seja sempre rigorosamente a mesma.

Encher um picnómetro não é fácil. É conveniente que o líquido escorra lentamente pela parede, para evitar a formação de bolhas de ar. As bolhas de ar são fonte de erros experimentais. Quando o picnómetro estiver completamente cheio, introduz-se a tampa com um movimento vertical rápido que obrigue o líquido a entrar para o seu interior. Para acertar o líquido pela marca é conveniente utilizar papel absorvente.

O picnómetro de líquidos é um pequeno frasco de vidro usado para determinar a densidade relativa.

Fig. 4: Um picnómetro para líquidos.

7

O termômetro é um aparelho usado para medir a temperatura ou as variações de temperatura. É um instrumento composto por uma substância que possua uma propriedade termométrica, isto é, uma propriedade que varia com a temperatura. A temperatura é a medida através do grau de agitação das moléculas de um sistema, sendo assim não podemos medi-lá directamente, precisamos estabelecer padrões observando as alterações dos objetos analisados, como os efeitos da dilatação térmica e a resistência elétrica. A escala mais usada na maioria dos países do mundo é a Celsius (°C), Nessa escala, o parâmetro foi a água, com 0°C para o ponto de congelamento e 100°C para o ponto de ebulição. Outras escalas são a Fahrenheit, a Kelvin e a Réaumur.

O termômetro é um aparelho usado para medir a temperatura ou as variações de temperatura. É

Fig. 5: Um termômetro.

8

3.3. PROCEDIMENTOS

Procedimento A: determinação de densidade de sólidos e líquido usando uma proveta.

Determinação da densidade de sólidos usando uma proveta de 250 ml.

1

– Pesou-se uma amostra de alumínio

(Al)

na

balança analítica.

Anotou se o valor indicado pela balança (ms).

– Colocou-se água destilada na proveta até 110 ml. Ajustou-se o menisco e anotou-se o volume (Va).

2

3

– Introduziu-se o Al na proveta. Anotou-se o novo volume (Va+s).

4

– Calculou-se o volume do Al (Vs) pela diferença dos dois volumes

anteriores(Va+s)-(Va).

5

– Calculou-se a densidade do Al, segundo a equação: d=m/V.

6

– Repetiu-se o procedimento duas vezes para um volume da água

aumentado na escala de 20ml a cada novo procedimento.

– Assumiu-se como valor experimental da densidade do Al a média dos três valores calculados.

7

Fez-se o mesmo procedimento para os demais sólidos (Ferro e Latão).

Determinação da densidade proveta de 25 ml.

de

um

líquido

usando

a

1

– Mediu-se a massa da proveta vazia na balança analítica (mp).

2

- Colocou-se etanol na

proveta até metade da sua capacidade.

Ajustou-se o menisco e anotou-se o volume (Vl).

 

- Mediu-se a massa da proveta com o etanol na balança analítica e anotou-se o seu valor [m(p+s)].

3

9

4

-

Calculou-se a massa do etanol (ml) pela diferença das massas

anteriores.

  • 5 - Calculou-se a densidade do etanol, segundo a equação: d=m/V.

  • 6 - Repetiu-se o procedimento uma vez enchendo a proveta com

etanol até a sua capacidade máxima.

  • 7 - Assumiu-se como valor experimental da densidade do etanol a

média dos dois valores calculados.

Procedimento B: determinação da densidade do etanol

usando um picnômetro.

  • 1 - Mediu-se a massa do picnômetro limpo, seco e vazio (m).

  • 2 - Encheu-se o picnómetro com água destilada, mediu-se a massa do

conjunto (M´´) e anotou-se o valor indicado pela balança.

  • 3 - Esvaziou-se o picnômetro e enxaguou-se uma vez com etanol.

  • 4 - Encheu-se o picnómetro com

o etanol.

Mediu-se a massa

do

conjunto (M´) e anotou-se o valor indicado pela balança.

  • 5 – Mediu-se a temperatura ambiente através de um termômetro e

determinou-se a densidade da água a dada temperatura.

  • 6 – Calculou-se o valor da densidade relativa do etanol, recorrendo a

um picnómetro de líquidos, usando-se a seguinte expressão:

d=

(M ´m)

(M ´

´m) dágua à θ° C

Onde:

θ – é a temperatura do banho-maria onde se mergulha o picnómetro.

m – é a massa do picnómetro vazio.

M´ - é a massa do conjunto picnómetro cheio com o líquido problema.

M´´ - é a massa do picnómetro cheio com água.

  • 7 - Repetiu-se o procedimento quatro vezes.

10

8 - Assumiu-se como valor experimental da densidade do líquido a

média dos valores calculados.

11

4. RESULTADOS E DISCUSSÃO

Através dos procedimentos anteriores foi possível:

Determinar a densidade do Alumínio, do Ferro e do Latão

através das suas massas e seus respectivos volumes:

ms [g]

Va

V(a+s)

Vs

d.exp

d.teorica

[cm3]

[cm3]

[cm3]

[g/cm3]

[g/cm3]

60,120

125

148

23

2,613

60,170

125

136

11

5,47

2,7

60,162

125

147

22

2,734

Media

3,607

Tab. 1: Resultados dos cálculos obtidos com o Alumínio.

Os dados experimentais do Alumínio são considerados relativamente

precisos devido a sua repetição e proximidade e relativamente

exactos porque o valor médio distancia-se relativamente do da

literatura.

ms [g]

Va

V(a+s)

Vs

d [g/cm3]

dlit

[cm3]

[cm3]

[cm3]

[g/cm3]

60,157

125

132

7

8,593

60,172

125

132

7

8,596

7,87

60,164

125

132

7

8,594

Media

8,594

Tab. 2: Resultados dos cálculos obtidos com o Ferro.

Os dados experimentais do Ferro são considerados precisos devido a

sua repetição e proximidade e menos exactos porque o valor médio

distancia-se relativamente do da literatura.

12

ms

Va

V(a+s)

Vs

dexp

dlit

[g]

[cm3]

[cm3]

[cm3]

[g/cm3]

[g/cm3]

60,059

125

131

6

10,009

60,040

125

131

6

10,006

8,6

60,055

125

131

6

10,009

Media

10,008

Tab. 3: Resultados dos cálculos obtidos com o Latão.

Os dados experimentais do Latão são considerados muito precisos

devido a sua repetição e exactos porque o valor médio aproxima-se

muito ao da literatura.

Com os resultados obtidos foi possível calcular os erros relativos

percentuais, apresentados na tabela a seguir, com base na seguinte

fórmula: ER% = [ ( dlit – dexp ) * 100% ] / dlit

Reagentes

Erro relativo percentual

Alumínio

33,59%

Ferro

9,19%

Latão

16,37%

Tab. 4: Resultados dos cálculos dos erros dos reagentes sólidos.

A seguir, apresenta-se os resultados dos cálculos das dispersões,

desvios padrões e desvios padrões médios dos reagentes sólidos

através das respectivas fórmulas: (que é a dispersão, no nosso  n 1 2  x
através das respectivas fórmulas:
(que é a dispersão,
no
nosso
n
1
2
x
(
x
x
)
m
i
m
n
n n 
(
1)
i  1
.
n 2  (  ) X i  i  1  n  1
n
2
(  )
X
i
i
1
n
1
caso
é
d
ao

onde X i = X i –X m

invés

de

x)

e

13

Reagente

variação

Desvio padrão

Desvio médio de erro

s

[g/cm3]

[g/cm3]

[g/cm3]

 

0,001

 

Alumínio

0,002

0,002

0,11%

0,001

   

Ferro

   

Latão

   

Tab. 5: Resultados dos cálculos das dispersões, desvios padrões e

desvios padrões médios dos reagentes sólidos.

Determinar a densidade do Etanol através da sua massa e seu

volume:

Vl

Mp

m(p+l)

Ml

d

Dlit

5

30,615

35,612

4,992

0,9984

0,7895

10

30,615

40,609

9,994

0,9994

Media

0,9989

Tab. 6: Resultados dos cálculos obtidos com o Etanol.

Determinar a densidade do

Etanol

através

das

massas do

picnómetro,

da

água

e

do

próprio

líquido

bem

como

da

densidade

da

água

com

 

a

temperatura

registrada

 

no

laboratório:

 
 

M

M´´

dexp

dteor

T

[g]

[g]

[g]

[g/cm3]

[g/cm3]

 

[ºC]

25,499

50,578

 

45,552

0,79763

0,7895

 

20

Tab. 7: Resultados dos cálculos obtidos com o Picnómetro.

14

Os dados experimentais do Etanol com a proveta são considerados

precisos devido a sua proximidade e exactos porque o valor médio

aproxima-se ao da literatura; já com o picnómetro são considerados

muito precisos devido a sua repetição e pouco exactos embora

próximo ao da literatura, sendo que o valor literário é apresentado a

uma temperatura de 20ºC e a temperatura com que se realizou o

experimento foi de 23ºC, sabendo que quanto maior a temperatura

menor será a densidade do reagente. Portanto, o cálculo da

densidade do Etanol utilizando a proveta é mais exacto em relação ao

picnómetro.

Com os resultados obtidos foi possível calcular os erros relativos

percentuais, apresentados na tabela a seguir, com base na seguinte

fórmula: ER% = [ ( dlit – dexp ) * 100% ] / dlit

Prodedimento

Reagente

Erro relativo percentual

Proveta

Etanol

26,40%

Picnómetro

Etanol

1,02%

Tab. 8: Resultados dos cálculos dos erros do reagente líquido nos dois

procedimento.

A seguir, apresenta-se os resultados dos cálculos das dispersões,

desvios padrões e desvios padrões médios do reagente líquido

através das respectivas fórmulas usados nos sólidos.

Procedimento

Variação

Desvio padrão

Desvio padrão médio

[g/cm3]

[g/cm3]

[g/cm3]

Proveta

0,0005

 

0,0005

Picnómetro

0

Tab. 9: Resultados dos cálculos dos erros do reagente líquido nos dois

procedimento.

CONCLUSÃO

15

Depois de concluido o experimento e a análise dos resultados foi possível

observar a variação, procedimentos.

que

é

óbvia,

dos

mesmos nos diferentes

Na determinação da densidade dos sólidos através de uma proveta notou-se que os dados experimentais, dependendo do reagente, variaram na precisão e exatidão.

Na determinação da densidade do líquido através da proveta os dados exeperimentais foram mais exactos em relação aos obtidos através do picnómetro, em contrapartida, verificou-se que os dados experimentais obtidos através do picnómetro foram mais precisos os obtidos utilizando a proveta.

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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

INTRODUÇÃO AO LABORATÓRIO DE FÍSICA - 2ª edição revisada, João J.

Piacentini, Bartira C. S. Grande, Márcia P. Hofmann, Erika

Zimmermann & Flávio R. R. De Lima, pág. 22-28.

Modelo de relatório de Química Experimental, ISPTEC, 2015.

Guia da Aula Prática Nº 01 de Química Experimental, Profs. Kátia

Gabriel e Domingos Santana, ISPTEC.

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