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Faculdade de Ciencias Contábeis e de Administração do Vale do Juruena

Associação Juinense de Ensino Superior do Vale do Juruena


Pós-Graduação Lato Sensu em GESTÃO EM SEGURANÇA NO TRÂNSITO
Prof. MS. JOÃO LUIZ DERKOSKI / INTEGRAÇÃO E RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Prof. Ms. João Luiz Derkoski

GESTÃO EM SEGURANÇA NO TRÂNSITO

Disciplina

Integração e Relações
Interpessoais

Sinop/MT
2009

Av. Integração Jaime Campos n 145 – Modulo 01 – Juina – MT – CEP 78320-000


www.ajes.edu.br – ajes@ajes.edu.br
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Pós-Graduação Lato Sensu em GESTÃO EM SEGURANÇA NO TRÂNSITO
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Objetivo da disciplina

Refletir sobre as necessidades das relações interpessoais como fator


de integração, interação, cooperação para relações interpessoais produtivas
no trânsito.

Introdução
Pergunta-se o que é o trânsito?
Segundo um grupo de estudos do Detran/RS: “O trânsito caracteriza-
se pela relação homem-necessidade de circulação, num contexto
determinado”. Transitar é uma necessidade de todo ser humano. Todos,
portanto, são usuários do trânsito, independente do papel que estejam
desempenhando. (http://www.detran.rs.gov.br/educacao/proget.pdf)
O CTB (Código de Trânsito Brasileiro) no Capítulo I das
Disposições Preliminares, Art. 1º, §1º, assim define trânsito: “... utilização
das vias por pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos,
conduzidos ou não, para fins de circulação, parada, estacionamento e
operação e carga e descarga”.
(http://www.detran.rs.gov.br/educacao/proget.pdf)
O mesmo grupo continua: “Sob essa acepção, o trânsito se constitui
num complexo sistema de relações dos homens entre si e desses com o
espaço no qual interagem”.
O aumento populacional, a facilidade de aquisição de veículos, o
despreparo de infra-estrutura urbana para pessoas e máquinas viverem
adequadamente, estampa diariamente nas notícias os índices de acidentes e
a psicopatologia envolvida desta convivência.
O trânsito, como fator de integração humano e de interação social,
sofre, em seu leque de utilidades, toda essa carga de negatividade e de
malversação da comunicação inadequada, não ética e incôngrua.
Assim, as pessoas em quaisquer níveis precisam de muita
competência para conviver, saber relacionar-se com os seus semelhantes,
tanto no ambiente social, no trabalho como no trânsito.
Lendo o artigo de Barbosa (2004): ... Somente pelo trabalho
constante e construtivo, pela observância às leis e aos regulamentos, e à sua
efetivação através de práticas conscientes extensivas à coletividade,
poderemos chegar ao ponto de culminância nas relações humanas; onde,
cada cidadão, em sua escalada de aperfeiçoamento e de realizações,
incondicionalmente, sem veleidades, faça da comunicação no trânsito um

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fator, verdadeiramente, democrático e humano, em benefício de todos os


seus iguais, indistintamente...! (Barbosa, 2004)
Refletindo sobre isto:
• Como estabelecer boas relações interpessoais no trânsito?
• Qual a importância da comunicação para integração entre
diferentes pessoas?
Estas são questões que estamos dispostos a refletir em nossas aulas.

Comunicação
A interação social depende da comunicação. As pessoas podem estar
na presença física imediata uma das outras, mas se não mostrarem de
algum modo o seu reconhecimento desse fato não estão interatuando
(Gahagan, 1976).
Uma história contada por Senge (1997) fala do comportamento entre
habitantes das tribos do norte de Natal, na África do Sul de como eles se
cumprimentavam: “a saudação mais comum, equivalente ao nosso popular
‘ola’, é a expressão Sawu bona. Literalmente significa, ‘Te vejo’. Sendo
um membro da tribo, você poderia responder dizendo Sikhona, ‘Estou
aqui”. A ordem de troca é importante: até você me ver, eu não existo. É
como se, ao me ver, você me fizesse existir”.
O que essa história tem a ver com nossa vida nas organizações
escolares? Com o nosso relacionamento? Nossas inter-relações? Nossas
interações?
Tudo, pois são as bases de nosso comportamento no trabalho. E, elas
não se desencadeiam sem a presença do outro. Se eu não vejo, não noto a
existência do outro, não existe relacionamento. O primeiro passo é sentir a
presença do outro. “Quando as pessoas falam, escute completamente”.
(HEMIHGWAY, 1989) é uma mostra que você sente sua presença e ela
existe.
É até uma questão de humanização: O indivíduo para tornar-se
pessoa, precisa da interação com outros indivíduos, isto é, influenciando
ou sendo influenciado pelo outro, outros ou o grupo a que pertence.
Não se vive sem relacionamento. É um diálogo permanente, mesmo
na mudez da verbalização. O sujeito só é através do outro ser. Ao não
procurar fazer o outro ser, acaba não sendo.
Tudo acontece pela interação, complexo de ações e reações, que
compreende o meio pelos quais os indivíduos se relacionam uns com os
outros. Refere-se às modificações de comportamento que se dão, quando
duas ou mais pessoas se encontram e entram em contato. Os indivíduos se

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influenciam mediante e emprego de: Linguagem, Símbolos, Gestos,


Postura (MINICUCCI, 1992). Em síntese pela comunicação.
É impossível evitar a comunicação quando seres humanos estão
juntos. De alguma maneira, eles trocam informações de forma consciente
ou não, verbal ou não. Sempre emissores e receptores. A palavra
comunicação vem da mesma raiz dos termos comunidade e comum. Por
isso, comunicação é a base de qualquer relacionamento humano
(O’DONNELL, 2006).
A vida então é um conjunto de influências boas e ruins que você
traz antes do berço, no berço e continua recebendo até o seu último berço.
Antes do berço, na vida uterina, relações maternal, paternal, fraternal e
outras positivas e negativas. No berço da vida diária, interações com as
pessoas, culturas e o meio ambiente. No seu último berço, no caixão,
velório e féretro ouvindo (dependendo do que cada um acredita) pelos
comentários, choro, sentimentos ou até alegria de alguns.

Comunicação e percepção

As relações interpessoais geram comportamentos, quando são fruto


da comunicação podem ser responsáveis por desencadearem situações de
próprias ou impróprias nas relações de trabalho na equipe, grupo,
organização e comunidade.
Como a comunicação se processa através de mensagens entre
emissor(s) e receptor(s), sua qualidade é medida pela fidelidade com que
sai e com que chega ao objetivo.
Custa-nos entender que as mensagens e informações que
“injetamos” na cabeça de nossos interlocutores podem surtir efeito
contrário ao pretendido, causando reações de indiferença, espanto e até
ódio. Não vemos nem ouvimos o mundo como ele é, e sim como somos
(O’DONNELL, 2006).
A comunicação no trabalho escolar nem sempre causa os efeitos
desejados por causa da complexidade da mente humana. O impulso de
dizer alguma coisa pode até começar bem. Quando, porém, as palavras
passam pelos diferentes filtros dos preconceitos, dos medos, das
preferências e das características de personalidade, o que sai de nossa boca
não representa, necessariamente, o impulso inicial. O interlocutor também
é refém dos próprios filtros. Por isso, muitas vezes ele ouve o que quer
ouvir e compreende o que quer compreender (O’DONNELL, 2006).
Os filtros, tema há pouco tempo sem muita importância, hoje se
tornou papel relevante para se entender como se processa a apreensão das

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comunicações e informações fornecidas pela pelas pessoas e com elas se


relacionam.
Os filtros mentais fazem parte do universo do Imaginário da mente
humana, de onde emanam os símbolos e os mitos, que medeiam o nosso
contato com o real e fazem com que ele adquira algum sentido. Na
verdade, podemos dizer que o real é o Imaginário. Tudo o que hoje é
concreto, prático, do alfinete ao computador, da obra de arte à alta
matemática, da pipa às naves espaciais, existiu primeiro na imaginação de
alguém (MARIOTTI, 1995).
Assim como fazem parte de nossa imaginação e são capaz de
projetar coisas novas, também podem perturbar e até dar significações
diferentes ás mensagens que recebemos. Não vemos o mundo tal como ele
é; entre a realidade e a percepção que temos dela existem intermediários.
Assim, o real nos chega depois de modificado pela passagem através
desses mediadores (MARIOTTI, 1995).
Segundo Mariotti (1995) destacam-se os seguintes filtros:
 Filtro individual – formado pela reunião de nossas memórias
agradáveis ou não, de nossas experiências de vida, hábitos, valores,
preconceito, habilidades e limitações de compreensão. Este filtro
representa uma forma de nos defendermos, de não permitirmos que
cheguem até nosso cérebro informações que de alguma forma possa
ser prejudiciais.
 Filtro Social – conjunto das proibições, restrições e limitações que a
sociedade nos impõe. Cada cultura, seja ela, nacional, tribal,
organizacional, tem seus modelos, seus usos e seus costumes,
lendas, seus critérios de heroísmo ou covardia. Nossa percepção de
mundo e, evidentemente, também mediada pelo filtro social. Aquilo
que é perfeitamente normal e aceitável numa cultura pode ser
considerado desviante e proibido em outra.
 Filtro neurológico – “O que os nossos olhos não vêem o coração não
sente”, diz a sabedoria popular. Dependemos deles, bem como dos
demais órgãos dos sentidos, para perceber o cotidiano. No entanto,
como se sabe, nossa percepção de mundo é deficiente, dado o
embotamento sensorial que nos foi imposto pela vida dita civilizada.
Mais ainda: nosso cérebro seleciona a partir da realidade algumas
percepções deixando de lado um grande de outras. Este fenômeno,
entretanto, atende a uma necessidade básica: se assim não fosse,
receberíamos um montante de percepções muito superior ao que
nossa consciência seria capaz de processar.

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Em outros mecanismos que atuam como filtros, a distorção é de grande


importância já que consiste em perceber as coisas de maneira que elas se
encaixem em nossos modelos mentais. Assim, vemos o que queremos ver
e ouvimos o que queremos ouvir. Isso ajuda entender por que o fato de
pessoas diferentes perceberem as mesmas coisas de formas diferentes pode
tornar-se exagerado, chegando até a provocar comportamentos desviantes.

Comunicação oral

A comunicação parece muito simples: um fala e o outro escuta. No


entanto vemos que não é tão simples assim. Para que se realize é
necessária a interação que depende tanto da linguagem como de pistas
fornecidas pelos movimentos corporais (GAHAGAN, 1976).
Para melhor entendimento observemos o texto de Minicucci (1992):
A comunicação completa e eficaz, entendida como o fornecimento
ou troca de informações, idéia e sentimentos, através de palavras, escrita ou
oral ou de sinais – é vital para o ajustamento das pessoas dentro de uma
organização.
A comunicação acontece quando duas pessoas são comuns.
Quando duas pessoas têm os mesmos interesses, há um ponto em
comum. Aí a mensagem flui entre ambos, pois os interesses são comuns.
Quando duas pessoas têm a mesma idade ou estão no mesmo estado
do Eu (Pai, Criança, Adulto), a mensagem passa, com maior facilidade, de
um a outro.
Há comum - (ic) ação.
Bem, e o que é ser comum?
Ser comum é ser como um.
Ser como um (comum) é ter afinidades, ter empatia, sentir junto,
pensar junto, é ser como um todo.
A comunicação humana só existe realmente quando se estabelece
entre duas pessoas um contato psicológico.
Não é suficiente que as pessoas com desejo de comunicação se
falem, se escutem ou mesmo se compreendam... É preciso mais.
A comunicação humana existe entre as pessoas quando elas
conseguem se encontrar ou reencontrar.
Quando uma mensagem é recebida apenas em parte, a comunicação
existe, mas há o que se chama de filtragem.
Chama-se de ruído o tipo de comunicação entre duas pessoas ou em
grupo quando a mensagem é distorcida ou mal-intepretada...

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Há bloqueio na comunicação entre duas pessoas, quando a


mensagem não é captada e a comunicação, interrompida.
Normalmente, podemos perguntar-lhe:
Quais as barreiras psicológicas, os muros, as zonas de silêncio que
existem entre você e o seu interlocutor, em seu grupo de trabalho e em seu
grupo-família?
Entre você e sua esposa (ou noiva, ou namorada) existem zonas de
silêncio, isto é, assuntos em que se estabelecem barreiras psicológicas ou
normas de vergonha.
• Por favor, não me fale nesse assunto. Você sabe que eu não
gosto de conversar sobre isso.
• Mas... É importante a educação de nossos filhos...
• Não, por favor, não... Você já sabe o que eu penso.
Qualquer que seja a duração de um bloqueio de comunicação, ele
perturba a percepção que você tem de si próprio e dos outros e, em
conseqüência, suas atitudes, seus comportamentos tornam-se falsos...
As filtragens provocam mal-entendidos.
• Sei, sei bem o que ele quis dizer... Quando ele falou em
vadiagem, referiu-se a mim...
• Não, não foi isso, você interpretou mal.
• Não, você viu como ele olhou para mim?
• Ora, ele olhou para todo mundo da mesma forma.
• Ele está me marcando.
Os bloqueios, as filtragens e os ruídos provocam ressentimentos que
às vezes, duram longo tempo, criando inimizades.
Você já percebeu que um dos problemas básicos em comunicação é
que o significado que você captou de uma mensagem pode não ser
exatamente aquele que o emissor quis transmitir.
Nossas necessidades e experiências tendem a colorir o que vemos e
ouvimos, a dourar certas pessoas e a enegrecer outras. As mensagens que
não desejamos aceitar são reprimidas. Outras são aplicadas, engrandecidas
e comentadas.
Em vez de ouvir o que as pessoas dizem, ouvimos apenas o que
queremos ouvir, o resto filtramos, isto é não deixamos passar.
Você notou que tendemos a rejeitar idéias novas, porque conflitam
com as velhas e queridas idéias?
Outra causa de distração de comunicação é originária da forma como
percebemos os fatos, as pessoas, os estímulos. Vejamos um exemplo. Um
aluno riu na aula. Essa mensagem é interpretada pelos professores:
a) – Esse cara está me gozando, vou me entender com ele.

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b) – Esse está satisfeito, deve ter entendido minha explicação.


c) – Esse aluno está rindo; Alguém deve ter-lhe contado alguma
coisa engraçada.
d) - Esse aluno ri atua. Será que ele tem algum distúrbio de
comportamento?
Enfim, outra razão da distração da comunicação é o efeito da
emoção. Quando nos sentimos inseguros, aborrecidos ou receosos, o que
ouvimos e vemos parece mais ameaçador do que quando nos sentimos
seguros e em paz com o mundo.

Comunicação Corporal
A interação social no seres humanos depende tanto da linguagem
como de pistas fornecidas pelos movimentos corporais... As pessoas
quando interatuam falam. Contudo, enquanto falam as pessoas também
manifestam uma complexa seqüência de movimentos corporais, na forma
de olhares, expressões faciais, mudanças de postura, gestos etc.
(GAHAGAN, 1976).
O problema é descobrir em primeiro lugar, quanto desse fluxo de
comportamento é comunicativo e quanto é um acompanhamento fortuito da
fala; em segundo lugar, quanto é notado e interpretado pelo receptor e
quanto é pretendido pelo emissor; em terceiro lugar, o problema é o da
pesquisa de regularidades de significado na comunicação não-verbal
(GAHAGAN, 1976).
Um dos problemas no estudo do comportamento não-verbal é a
identificação de elementos e regras pelas quais esses elementos se
combinam (se houver algumas)... O grande problema é que os movimentos
corporais não ocorrem em seqüências de elementos singulares. As pessoas
sorriem, mudam de postura e agitam as mãos, tudo ao mesmo tempo. Tais
surtos simultâneos de movimento constituirão elementos? Realmente não
sabemos. Existe uma considerável soma de pesquisas em curso sobre essas
questões (GAHAGAN, 1976).
Exemplificando uma obra que fala sobre este assunto sintetizamos
um trecho de Kurtz (1989):
O corpo não mente. Seu tom, cor, postura, proporções, movimentos,
tensões e vitalidade expressam o interior da pessoa. Esses sinais são uma
linguagem clara para aqueles que aprenderam a lê-los. O corpo conta coisas
sobre a história emocional e nossos mais profundos sentimentos, nosso
caráter e nossa personalidade.

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O caminho oscilante e inconseqüente de um bêbado e o andar leve e


gracioso de um bailarino fala tanto do seu movimento através da existência
quanto de seu progresso pelo espaço...
É como se o corpo visualizasse o que a mente acredita e o coração
sente e, então, se adaptasse de forma harmoniosa. Isso dá origem a uma
maneira de conduzir-se, como o orgulho pode inflar o peito ou o medo
contrair os ombros.
Silberman (2001) em Leia a linguagem do corpo comenta:

As ações dizem mais que as palavras. Estima-se que apenas 7% do


impacto que temos sobre outros vêm de nossa escolha de palavras. Os 93%
restantes devem-se a linguagem corporal e como dizemos o que dizemos
(tom de voz, ritmo e volume da fala). Além disso, nossa linguagem
corporal é inconsciente em sua maior parte e possivelmente é a forma mais
honesta de comunicação. Assim, é impossível compreender as pessoas sem
prestar muita atenção aos seus movimentos corporais, expressão facial e
qualidades vocais.
Existe o perigo, porém, de chegarmos a conclusões apressadas com
base em um único comportamento. Quando uma pessoa está de braços
cruzados, será que ela faz isso por que se sente ameaçada ou simplesmente
não acredita no que você está dizendo? Será que o silencia da pessoa
significa irritação? Ou medo? Ou perplexidade? Será que uma pessoa de
mãos nos bolsos está escondendo algo ou criticando o que você diz (ou
sente frio nas mãos)?
Ler sinais não-verbais corretamente depende de perceber um
agrupamento de comportamentos. Por exemplo, quando uma pessoa fecha
seus olhos, cruza os braços e permanece em silêncio, provavelmente ela
está rejeitando o que você diz! A tabela a seguir oferece um guia razoável
para ler o estado emocional de uma pessoa.

Ansiedade – inquietação, retorcer as mãos, mudar de um lado para o


outro, piscar, usar o tom agudo de voz, limpar a garganta.
Falta de interesse – Olhar vazio, rabiscar, olhar em volta, voz
monótona, bater os pés incessantemente, batucar na mesa.
Envolvimento – Inclinar-se para frente, abrir as mãos, mover-se no
ritmo de quem fala, fazer contato visual, manter as pernas descruzadas,
sorrir.
Raiva – Rubor facial, voz alta, dedo apontado para o falante, olhos
duros, pernas/braços cruzados, cenho franzido.

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Reflexão – Carícias no próprio queixo, acenos de cabeça, dedo


indicador nos lábios, olhos voltados para cima, óculos na boca, ouvido
voltado para o falante.
Segredo – Tocar a ponta do nariz, olhar de lado, olhar rapidamente e
desviar os olhos, sorriso forçado, boca coberta, volume baixo da voz,
murmúrio.
Desdém – Mãos nos quadris, mãos atrás do pescoço, voz em
staccato, perna sobre a cadeira, pés sobre a mesa, dedos enfiados no cinto
ou cós da calça.

Comportamento Vocal Não-Verbal


Indeciso Firme Agressivo
Voz suave demais, Volume moderado, fala Voz desnecessariamente
pausas freqüentes, uniforme e fluente, alta, fala rápida,
perguntas. frases declarativas. sentenças esclamatórias.
Comportamento Facial Não-Verbal
Indeciso Firme Agressivo
Pouco contato ocular, Contato direto e aberto, Olhos arregalados, fixos,
músculos faciais tensos relaxado e amistoso, músculos faciais tensos
(medo), olhar suplicante olhar confiante e (raiva), olhar impassível
e tímido. engajado. e duro.

Comportamento Não-Verbal Ligado à Postura


Indeciso Firme Agressivo
Retorcer e agitar as Mãos abertas, mãos ao Punhos cerrados, dedo
mãos, mãos escondidas lado do corpo, posição apontando, posição
nas costas ou nos corporal relaxada. corporal rígida.
bolsos, corpo nervoso,
com mudanças
freqüentes de posição.

Comunicação escrita
A comunicação escrita nem sempre tem recebido a importância devida.
Existem dificuldades da parte de quem escreve e de quem deve ler as
comunicações.
São normas, ordens de serviços, manuais, regras e informações que são
mal compreendidas por incapacidade na elaboração de textos específicos e
incompreendidos por quem os precisam por em prática.
Sempre que a comunicação não é entendida de acordo com seu
objetivo, sofre a qualidade do trabalho e a qualidade se inferioriza. Não
existe possibilidade de um trabalho ser de qualidade e a ordem ou o
manual não é bem compreendido.

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Além disso, vejamos o que escreve Marcondes (2003) em seu artigo no


Jornal Carreira & Sucesso:
Uma comunicação mal feita, seja ela escrita ou falada, pode, muitas
vezes, colocar a pessoa ou a situação em risco. Se o emissor da mensagem
não souber utilizar as palavras certas e nem formar frases concisas, com
começo, meio e fim, o receptor pode não entender ou compreender de
maneira incorreta a informação, o que, dependendo da situação, pode
causar transtornos enormes.
Alguns cargos e segmentos profissionais exigem mais habilidade em
comunicação do que outros. Alguns profissionais precisam falar mais,
outros escreverem, mas ambos exigem um bom conhecimento do
português.
Escrever correto de forma comunicativa não pode ser apenas predicado
dos professores da língua portuguesa.
E estes "equívocos" podem prejudicar, e muito, o profissional emissor
da mensagem, caso o seu receptor tenha um maior domínio do idioma.
Aumenta o problema quando entram em questão outros idiomas.
Não basta produzir textos com alto grau de formalismo para a
informação e a necessidade de um processo decisório cada vez mais eficaz,
é necessário aumentar o grau de compreensão, assimilação e uso da
mensagem a ser veiculada.

Relação interpessoais
As pessoas são diferentes.
Têm personalidades diferentes e comportamentos diferentes.
Cor, raça, credo, aspirações... Nos fazem diferentes.
Mas, tudo isso, não nos faz desiguais.
O preconceito é que nos torna desiguais.
Não existem relações interpessoais produtivas onde existe o preconceito.
(DERKOSKI, 2003)

As relações interpessoais se caracterizam pelo processo relacional


entre pessoas sobre tudo diferentes. E é pelo reconhecimento e respeito
dessas diferenças que tudo deve começar.
O primeiro passo no aperfeiçoamento de sua habilidade no tratar com
as pessoas (relações humanas plenas de sucesso) é propriamente o
entendimento das pessoas e de sua natureza.
Se você entender a natureza humana e as pessoas, se souber por que
as pessoas fazem as coisas que fazem, se souber por que as pessoas irão
reagir sob certas condições, só então você poderá se tornar um hábil
“diplomata de pessoas”.

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Isto porque “quando refletimos sobre nossa prática também trazemos


à reflexão nossa história, nossos habitus, nossa família, nossa cultura,
nossos gostos e nossas aversões, nossa relação com os outros, nossas
angústias e nossas obsessões” (PERRENOUD, 2002).
Para que os diretores, coordenadores e dirigentes de pessoas não
tenham a tendência de querer homogeneizar seus subalternos como se
fossem robôs, capaz de responderem à programação neles implantada
cumpre verificar as diferenças de cada um.
Primeiro existem nossas diferenças biológicas, genéticas, congênitas
e funcionais: cor da pele, estatura, resistência física, composição do sistema
nervoso, muscular e ósseo, portador ou não de alguma deficiência, mental
ou orgânica etc.
Segundo da influência e as diferenças patrocinadas pelas ações
ambientais, representadas pela cultura, solo, fauna, flora, clima.
Terceira pela estrutura psíquica, personalidade, neoroses, psicoses e
outros fenômenos ligados a psique como id, ego, e superego.
Assim podemos afirmar: Somos todos diferentes. Porém, diferença
não pode ser confundida com desigualdade, desigualdade é preconceito e
num clima preconceituoso, nunca prosperará um ambiente propício para a
produtividade.
O preconceito se reflete nas relações pessoais como um julgamento
sumário baseado nas aparências e ranços culturais. O agente de um
preconceito se esquece o sofredor nunca.
Aquilo que se refere ao reconhecimento e aceitação dessas diferenças
tem-se chamado relativamente de “alteridade”.
“Tentar compreender a alteridade, isto é, a relação com os/as
outros/as, é um tema candente no cenário internacional contemporâneo. A
xenofobia e o racismo, as guerras étnicas, o preconceito e os estigmas, a
segregação e a discriminação baseadas na raça, na etnia, no gênero, na
idade ou na classe social são fenômenos amplamente disseminados no
mundo, e que implicam em altos graus de violência. Todos eles são
manifestações de não reconhecimento dos/das outros/as como seres
humanos cabais, com os mesmos direitos que os nossos” (JELIN, 2003).
Alteridade seria, portanto, a capacidade de conviver com o diferente,
de se proporcionar um olhar interior a partir das diferenças. Significa que
eu reconheço “o outro” também com o sujeito de iguais direitos. É
exatamente essa constatação das diferenças que gera a alteridade.
“A intolerância, geralmente pela incapacidade de perceber o universo
de inter-relações sócias e culturais determinantes de uma dada situação,
exige um culpado para satisfazer um erro” (JELIN, 2003).

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Assim para avançarmos um pouco mais vamos rever estas


diferenças.

Diferenças biológicas
(THOMASON, 1978) comenta sobre as diferenças biológicas:
“A partir do início da vida do germe da célula fertilizada, cada
indivíduo difere do outro de alguma forma. Como diz Elizabeth Gregg
MacGibbon, ‘Parte do grande mistério de toda a natureza é que não
existem duplicatas. Em suas fábricas, o homem produz centenas, milhares
e até milhões de duplicatas. Mas tal não se dá no grande universo’. Duas
folhas, dois flocos de neve, duas pessoas (nem mesmo gêmeos idênticos),
são absolutamente iguais. Este princípio de individualidade é conhecido
como ‘variação’”.
É útil na apresentação de um estudo sobre a natureza humana a
exposição rápida de algumas dessas características comuns adaptadas de
(THOMASON, 1978):
• Admite-se geralmente que os seres humanos herdam certos
atributos básicos, quer físicos quer mentais. Isto inclui órgãos do
sentido, os músculos, as glândulas, o cérebro, e a estrutura
nervosa da qual depende a possibilidade e a capacidade de
aprendizado. Em outras palavras, nascemos com um corpo que
funciona e com uma mente que é parte fisiológica deste corpo, e
que dirige quase toda sua atividade. Isto parece por demais óbvio
para ser mencionado, mas precisamos considerá-lo seriamente,
pois que muito comportamento humano resulta da própria
natureza do corpo como um organismo vivo.
• Qualquer organismo vivo e especialmente o corpo humano, que é
o mais complexo organismo vivo, depende de certos materiais e
condições para a manutenção da própria vida. Nisto está incluído
o alimento, a água, os reparos pelo descanso, a reprodução, e a
temperatura tolerável. Além disso, herdamos por meio de nossos
corpos, certos impulsos ou necessidades tais como a fome, a sede,
a urgência do sono, o impulso sexual e o instinto de proteger-se
contra os elementos. Se nos detivermos um pouco veremos que se
o corpo não carregasse consigo esses impulsos básicos, muito
facilmente “esqueceria” de continuar a viver.
• Parece que também herdamos um pequeno número de reflexos –
certas formas de atividade ou reação que não são dirigidas pela
consciência – tais como o reflexo do joelho, ou o cerrar as
pálpebras diante do brilho súbito da luz. Os reflexos são muitas

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vezes denominados “instintos” à medida que se complicam, e são


mais fáceis de observar tanto em número como em importância
aos estudarmos as atividades das formas inferiores de vida. Uma
abelha, por exemplo, parece ser muito mais controlada pelo
instinto do que pela razão, enquanto que o comportamento do
homem, que é mais racional de todos os animais, parece ser o
menos controlado pelos instintos ou reflexos.
• Há ainda outro impulso que pertence a todos os organismos e que
consiste na procura do “prazer” e no evitar o “desagradável”. Este
é o impulso da “segurança”. Na humanidade isto dá margem a
uma série de características comuns que exigem especial atenção
neste trabalho sobre a Natureza Humana.
• O primeiro deles é a “curiosidade”, sem a qual
dificilmente saberíamos o que procurar ou o que evitar em
nossos esforços para obter segurança.
• O outro é o “desejo de ser reconhecido” que, quando
satisfeito, dá uma espécie de segurança espiritual, e no
melhor dos casos pode mesmo produzir certa segurança
material.
• Uma terceira característica comum é a “rivalidade ou o
espírito de competição”, que leva o homem a conquistar
algumas das satisfações da vida que parecem não existir
em quantidade suficiente para que todos possam
largamente gozá-las.
• O quarto impulso é o espírito “gregário”, ou o desejo de
viver agrupado a fim de aumentar a segurança pela
proximidade dos outros.
• O quinto é o espírito “criador, ou o impulso de fazer”, de
compor, de realizar, ou de qualquer modo modificar o
meio ambiente para nossa maior satisfação.
Todos estes impulsos – curiosidade, desejo de ser reconhecido,
rivalidade, espírito gregário e espírito criador – variam de indivíduo para
indivíduo apenas em graus. Eles merecem nossa particular atenção, pois,
tendo compreendido que não são apenas uma parte vital da nossa formação,
mas sim também da formação de todos os outros indivíduos com os quais
entramos em contato, temos aí o início da compreensão das pessoas que
nos auxiliarão quando a elas nos associarmos.

Diferenças psicológicas

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As pessoas são diferentes devido à estrutura psicológica de cada um,


explicada pela psicologia e psicanálise.
A psicologia tentando explicar o como e o porquê das ações dos
indivíduos e dos grupos de indivíduos, seus pontos de semelhanças e suas
diferenças, e a forma pela qual são influenciados pelo ambiente que os
cerca. Procura esclarecer a natureza original das pessoas, seus traços
adquiridos, e a maneira pela qual os adquiriu e as modificações que
acarretaram à natureza humana em suas relações mútuas e em suas formas
de sustento (THOMASON, 1978).
Já os conceitos principais da teoria psicanalítica são os de energia,
libido e catéxis; as subdivisões da personalidade (id, ego e superego); as
qualidades mentais (consciente pré-consciente e inconsciente); os instintos;
as defesas do ego e a formação das características individuais (AGUIAR,
1988).
De acordo com a teoria vigente, todas as pessoas possuem a mesma
estrutura psíquica, porém os conteúdos dos elementos citados acima
diferem entre elas.
Existem em cada um de nós e entre nós e de forma diferente, uma
maior ou menor normalidade/anormalidade, que se aponta como, histerias,
neuroses, fobias e complexos de inferioridade expostos a todo o momento
às outras pessoas que compartilham conosco do mesmo espaço comunitário
que influenciam nosso relacionamento diário.

Diferenças ambientais
O homem é também resultado do meio cultural em que foi
socializado. Ele é um herdeiro de um longo processo acumulativo, que
reflete o conhecimento e a experiência adquirida pelas numerosas gerações
que o antecederam. A manipulação adequada e criativa desse patrimônio
cultural permite as inovações e as invenções. Estas não são, pois, produto
da ação isolada de um gênio, mas o resultado do esforço de toda uma
comunidade. (LARAIA, 1992).
O comportamento dos indivíduos depende de um aprendizado,
processo que chamamos de socialização, composta da família, mídia,
conhecimentos adquiridos, símbolos, mitos, religião, tradições etc.
sintetizado de cultura, em decorrência de uma educação diferenciada.
Mas, também na história das sociedades, com exceção da coletora,
até nossos dias, constatamos um poder ideológico que as organiza em duas
classes, a opressora e a oprimida:
• A opressora que mantém e conserva a seu favor, todo um
aparato, de aparelhos de estado, de intelectuais orgânicos e

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da própria religião, para gerar um comportamento subalterno


e conformado - “consciência ingênua” (FREIRE, 1983).
• A dominada que vive a espera de um milagre para a
superação de suas mazelas entregue ao assistencialismo
caritativo da classe dominante.
Compreender que no nosso dia-dia escolar estamos expostos a essa
realidade se torna importante para uma convivência mais respeitosa, crítica,
motivadora e de construção conjunta.
A sala de aula é uma comunidade de pessoas diferentes que sendo
despertadas sinergéticamente podem criar, fazer ciência e até mudar
determinados conceitos e procedimentos.
“No mundo e com o mundo, o homem se relaciona com outros
homens. A consciência de si e do mundo, acrescenta a consciência do
outro. Dois sujeitos que conhecem o mesmo mundo, criam o mundo da
comunicação que se faz pela palavra e pensar no plural. A expressão da
comunicação que se define como ação e reflexão. A palavra fundamenta o
diálogo, que se realiza no encontro de sujeitos que buscam o significado
do mundo” (NEMES, 1983).

A prática das relações interpessoais

Como diz (FREIRE, 1980): É pela reflexão que o ser humano se


diferencia do animal, este “reflexo” porque aderido é incapaz de admirar,
admirando-se. Por isso convido todos a fazer este ato de admiração em
nosso cotidiano da empresa..
Costumo afirmar: O indivíduo para tornar-se pessoa, precisa da
interação com outros indivíduos, isto é, influenciando ou sendo
influenciado pelo outro, outros ou pelo grupo a que pertence.
Não se vive sem relacionamento. É um diálogo permanente, mesmo
na mudez da verbalização.
O sujeito só é através do outro ser. Ao não procurar fazer o outro
ser, acaba não sendo (DERKOSKI, 2003).
Daí que sobre essa felicidade, as relações interpessoais podem
contribuir de duas maneiras: Fazendo-nos mais feliz ou menos feliz,
dependendo da qualidade do relacionamento estabelecido no ambiente
escolar em que vivemos.

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+F -F

Após esta pequena introdução sobre as origens do comportamento,


mas suficientes para começarmos refletir por que agimos desta ou de outra
maneira, poderemos iniciar o desenvolvimento das relações interpessoais
no trânsito. Como diz THOMASON e CLEMENTE (1978): “O primeiro
passo no aperfeiçoamento de sua habilidade no tratar com as pessoas
(relações humanas plenas de sucesso) é propriamente o entendimento das
pessoas e de sua natureza”.
“Se você entender a natureza humana e as pessoas, se souber por que
as pessoas fazem as coisas que fazem, se souber por que as pessoas irão
reagir sob certas condições, só então você poderá se tornar um hábil
diplomata de pessoas”. (THOMASON e CLEMENTE, 1978)

Alguns lembretes
Para o desenvolvimento de relações interpessoais e melhorar o
resultado nas escolas, me atrevo apresentar algumas sugestões.

Comunicação/interação – Relembrando! Conceber o trabalho em grupo


sem comunicação, e sem ela não se processa a influenciação de umas
pessoas sobre as outras necessárias ao desenvolvimento das equipes e das
tarefas.

A percepção – Nada melhor para refletir sobre a percepção, a história


contada por THOMASON (1978):
Há alguns anos atrás, o “Buffalo News” imprimia este epitáfio a
um caçador:
“Sob o salso-chorão jaz Edward Bier que por outro
caçador foi confundido com um veado”.
Poderia parecer que neste caso alguém foi culpado de um julgamento
precipitado, isto é, de má percepção. Este alguém imaginou ter visto um
veado; tinha tanta certeza que descarregou a espingarda. Teria sido um
defeito de visão a causa deste erro? Ou será que nosso espírito nos prega
peças? Para isso devemos observar o processo do comportamento humano
a que os psicólogos chamam de percepção.

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A+I=P

A: Tomar consciência
B: Interpretação
P: Percepção
Um dos fatos básicos que cada um deveria compreender sobre
julgamentos precipitados, é que a exatidão depende tanto da pessoa sobre a
qual estendemos nosso julgamento com também sobre a coisa julgada. Isto
se torna perfeitamente lógico quando lembramos que o julgamento é na
realidade uma percepção, e que a percepção se encontra no espírito de
quem julga e não fora da pessoa, e em qualquer objeto inanimado.
Voltando então à equação A + I = P, vemos que se desejamos uma
interpretação de confiança, devemos obter primeiro uma tomada de
consciência e uma interpretação digna de confiança.
As principais influências que determinam a perfeição ou imperfeição
da tomada de consciência de um indivíduo podem ser classificadas sob três
títulos principais: Condições físicas, experiência e formação mental.

A inferência – Nossa experiência passada conduz-nos a conclusões rápidas


sem levar em conta a percepção isto porque (SENGE, 1997), vivemos num
mundo de crenças autogeradoras que em grande parte permanecem não-
testadas.
Adotamos essas crenças por que elas se baseiam em conclusões
inferidas do que observamos, acrescidas de nossa experiência passada.
Nossa capacidade de alcançar os resultados que verdadeiramente
desejamos é corroída por nossas opiniões de que:
• Nossas crenças são verdades;
• A verdade é óbvia;
• Nossas crenças se baseiam em dados reais;
• Os dados que selecionamos são dados reais.
Dou um exemplo:
Em uma loja ouve-se o estrondo de uma bomba num banheiro e a
saída de um vendedor correndo que entra em outra sala.
Um supervisor que passa naquele momento no corredor vê esse
vendedor, manda parar e sai correndo atrás dele. Como o vendedor não
obedece, entra na sala de aula e grita:
-- Foi você!
O vendedor responde assustado: -- Não fui eu!
O Supervisor: -- Então porque correu?

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O vendedor: -- Me apavorei por que estava matando o trabalho.


O supervisor: -- Deixa disso! Você é um mentiroso eu vi que foi
você! Vem comigo para a sala da coordenação.
O Vendedor: -- Não vou!
A situação ficou tensa, vendedor e supervisor se envolveram em luta
corporal, indo parar na delegacia de policia.
Após horas de tensão, descobriram o que aconteceu: Um ex-
vendedor afastado veio buscar sua demissão. Enquanto a secretaria
aprontava a documentação, armou a bomba para explodir dali uns 15
minutos, pegou os papéis e sentou no jardim para assistir toda cena.
Pergunto: Como ficou o supervisor que acusou o vendedor inocente?
Como fica sua autoridade perante os outros vendedores dali para frente?
Na realidade não se pode viver a vida sem se acrescentar significado
ou tirar conclusões. Isto seria um modo de viver ineficiente e enfadonho.
Mas podemos melhorar nossas comunicações através da reflexão, e usando
de três maneiras a escada da inferência:

• Tornando-nos mais conscientes do nosso próprio pensamento


e raciocínio (reflexão).
• Tornando nosso pensamento e raciocínio mais transparente
para outros (argumentação).
• Inquirindo o pensamento e raciocínio de outros (inquirição).

Exemplo:
• Quais os dados observáveis em que se baseia essa afirmação?
• Alguém concorda quanto ao que os dados são?
• Pode você fazer-me percorrer sua linha de raciocínio?
• Como saímos desses dados para esses pressupostos abstratos?

A Convivência - Conviver é viver com. Consiste em partilhar a vida. As


atividades com os outros. São encontros para conviver, para buscar juntos
um objetivo, e onde se partilha a vida, as experiências e se busca uma
projeção futura. É um momento extraordinário de vida, principalmente em
se tratando de viver princípios essenciais: a partilha dos bens materiais e
espirituais, o respeito e a ajuda mútuos, a alegria, a disponibilidade e a
caridade.
Exigências de uma boa convivência (FRITZEM, 1992):

♦ Nunca jogar com os sentimentos dos outros. Não causar


vergonha a ninguém e muito menos diante de outras pessoas.

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♦ Não queira mortificar os outros com ocorrências, subtilezas e


genialidades, embora acredite ser superior na inteligência,
cultura, dinheiro, posses, poder, beleza, aptidões... Quem for
humilhado, jamais esquecerá.
♦ Procura sempre agir com justiça, melhor ainda, com
cordialidade. Assim evitará ressentimentos e hostilidades.
Uma maneira ótima de servir o próximo é amando-o.
♦ Não se deixe levar por nervosismos, impaciências e
egoísmos. Conduzem irremediavelmente para a insatisfação e
o descrédito.
♦ Jamais corte as asas da ilusão e a da esperança para os seus
colaboradores; esperança e a ilusão alegram o coração do
homem e o impulsionam até outras realidades e espaços às
vezes insuspeitos.
♦ Seja respeitoso com os outros. Seja correto no falar. Procure
nunca falsear a verdade ou disfarçá-la. Jamais prejudique
alguém com palavras ou por escrito.
♦ Saiba acolher com um sorriso. Às vezes é difícil sorrir.
Porém oferecer um sorriso para alguém num momento
determinado pode trazer satisfações interiores e recompensas
inesperadas.
♦ Seja uma pessoa emocionalmente estável. Não Passe de
gritos a sussurros; alegria incontrolada para depressão e as
lágrimas.
♦ Interessar-se por quem anda ao nosso lado triste,
acabrunhado, preocupado, mas com o maior respeito por sua
intimidade. Saber-se acompanhado nos momentos difíceis de
uma maneira incondicional é o melhor remédio e a
demonstração de uma autêntica amizade. É uma das grandes
conquistas humanas.
♦ Se queres triunfar diante dos outros, saiba escutar, tenha
paciência. Fale ponderadamente e saiba colocar-se no sapato
do outro.

A delicadeza – A delicadeza é a uma virtude forte, difícil, indispensável aos


grosseiros, aos intempestivos, aos estúpidos, aos intolerantes, aos
indiscretos, os descontrolados, aos nervosos, aos tímidos, aos mal-
educados, e aos, aos egoístas de todos as matizes (Mohana).
Parece que as pessoas estão se esquecendo gradativamente de serem
delicados, e isto tem tornada as relações mais ásperas, grosseiras e sem

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aquele tom de sensibilidade com que todos gostamos de receber. É


necessário prestar atenção de nosso comportamento diante de outras
pessoas, porque muitas vezes somos grosseiros sem nos aperceber.

A ternura - Ternura é uma atitude, um valor, uma expressão afável,


afetuosa de amor, de querer bem ao outro.
Urge recuperar a ternura, por que:

♦ Sem ternura as palavras tornam-se duras e as atitudes


indesejáveis.
♦ Sem ternura não existe diálogo efetivo, nem calor humano.
♦ Sem ternura existe agressividade e revolta.
♦ Sem ternura não existe aproximação real à pessoa doente e
nem a pessoa que sofre.
♦ Sem ternura as pessoas idosas morrem de frio
♦ Sem ternura não existe compreensão para o entendimento.
♦ Sem ternura não existe fraternidade entre as pessoas.
♦ Sem ternura é incompreensível uma entrega ao próximo.
(Adaptado de FRITZEM, 1992).

A cooperação – Por falta de cooperação vemos em inúmeras oportunidades


o individualismo, a falta de comprometimento e participação, por em risco,
o desenvolvimento e o êxito de excelentes projetos.
Ao analisarmos a palavra nos sugere (Cooper + ativa = ação de união
organizada), que uma união organizada e ação devem estar sempre presente
impulsionadas por uma necessidade que dá motivação (motor da ação) à
uma pessoa incapaz e sozinha para buscar no coletivo (outros de mesma
necessidade) a sua realização.

Além destas colocações, não pretendendo esgotar o assunto,


podemos apontar outros fatores que influenciam na cooperação:

• Competição - inicialmente quando crianças somos forçados


ser o mais bonito, mais educado, mais inteligente; depois
quando jovens e adultos vencer os concorrentes em concursos,
empregos, esportes e finalmente, nas escolas galgar os
melhores postos e chegar no topo. O vencer individual a
qualquer preço, mina qualquer esforço da participação
coletiva.

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• Individualismo - É o modo de ser e resolver suas tarefas


individualmente, sem buscar apoio através da interação. São
formas comportamentais das estrelas, dos que sabem tudo, ou
dos tímidos que receiam externar suas deficiências. Formam
barreiras de isolamento para as atividades cooperativas.
• Falta de foco - Quando o grupo não compartilha da mesma
missão e da mesma visão, a falta do senso de direção deixa o
grupo disperso. Sem orientação dos esforços para os mesmos
resultados, os constantes insucessos acabam enfraquecendo a
cooperação.
• Desorganização - Desorganizado é o grupo em que cada
participante, não recebe funções claras, nem sabe o porquê de
cada uma, não existe integração entre participantes e funções e
é incapaz de dar os resultados esperados. A cooperação
presume a ação conjunta dos participantes de um grupo em
que cada um sabe fazer e faz aquilo que lhe é destinado com
eficiência, para na agregação alcançarem os objetivos
esperados.
• Falta de confiança - Desfavorece a cooperação o clima de
desconfiança estabelecida entre as pessoas do grupo. Contudo
para que haja confiança, se torna necessário o desvelamento
das pessoas, para que no autoconhecimento grupal, no
desvelar da história individual e grupal, diminuam-se as
distâncias e aumente-se a confiança entre si.

As frustrações – Muitas vezes as pessoas sob certas necessidades, se


carregam de energia motivacional e por se depararem com certas barreiras
não conseguem os resultados esperados, sobre vindo daí uma sensação de
decepção que pode evoluir até mesmo ao desânimo. Aguiar (1998) chama
esse estado de frustração e a define como barreira ou o impedimento à
satisfação de um motivo e distingue três tipos principais:

• Barreiras situacionais – podem ser de dois tipos:


o O primeiro deles é a barreira física como, por exemplo, a
ausência de uma ponte que impede a travessia de um rio ou
a perda da chave por uma pessoa que quer entrar em casa.
o Outro tipo de barreira situacional é a ambigüidade,
caracterizada por uma ausência de indicadores claros, que
impedem o indivíduo de realizar um objetivo. Exemplos:

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 Um motorista que se encontra numa cidade


desconhecida, onde os sinais de trânsito não são bem
claros, perde-se e não consegue atingir o seu
objetivo.
 Indefinição de tarefas definição de tarefas e do
espaço organizacional do indivíduo dentro da
instituição. Quando tarefas e espaço organizacional
não são bem definidos, torna difícil atingir seus
objetivos, isto é sua realização profissional.
o A situação de ambigüidade também se caracteriza quando
uma pessoa é punida e recompensada pelo mesmo tipo de
comportamento, em condições semelhantes.
• Barreiras interpessoais – São constituídas por uma pessoa ou
grupo de pessoas que impedem a satisfação do motivo. Esse tipo
de barreira pode ser observado quando um professor impede um
aluno criativo ou com experiência mais ampla de usar sua
experiência e de colaborar mais ativamente no trabalho. Outro
exemplo ocorre quando membros de um grupo impedem a
participação de um aluno pertencente a um grupo de trabalho e
que queira participar.
• Barreiras interpessoais - Finalmente compreendem dois tipos.
o O primeiro observado quando a pessoa não pode atingir
seus objetivos devido alguma deficiência física ou mental,
ou à ausência de uma habilidade específica.
o O segundo é caracterizado pela existência de motivos
conflitantes da própria pessoa. Exemplos: o indivíduo que
deseja manter sua independência intelectual, mas acha
necessário subordinar-se às idéias de seu chefe par fazer
carreira.
Finalmente após vários períodos contínuos de frustração a pessoa
pode começar apresentar reações psicológicas:
o Esforçando-se para vencer uma necessidade intensa, a falta
resultado pode se converter em raiva e agressão, mais
adiante em ansiedade, medo e insegurança, que se não
forem convenientemente tratados poderão desaguar em
stress persistente e até mesmo em desajustamento.
o Em muitos casos a necessidade é tão intensa que diante da
falta de possibilidades a pessoa opta pela desistência da
luta, não apresentando mais esboço de qualquer de
resistência.

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o Saber reconhecer um estado de frustração de uma pessoa


em nossas relações pode ser o primeiro passo para ajudá-la
vencer seu estado de crença na impossibilidade.

Ser inteligente - Pergunte a alguém que passa na rua o que significa ser
inteligente nas relações interpessoais e você poderá obter uma resposta com
“Ah, é uma pessoa que sabe realmente como fazer as coisas... alguém que
sabe como conquistar aliados”.
Uma segunda pessoa poderia responder “alguém simpático, receptivo
e divertido”.
Embora algumas poucas pessoas possam queixar-se por que têm
esses dois atributos, eles representam uma visão muito limitada do que
significa ter talento com pessoas.
Ser inteligente para pessoas é ter uma inteligência multifacetada, não
limitada às suas habilidades políticas ou sua generosidade social, mas que
inclui uma gama de capacidades interpessoais. Ser inteligente para pessoas
significa que você é bom em oito habilidades (SILBERMAN, 2001)”:

• Compreender as Pessoas.
• Expressar-se Claramente.
• Declarar suas Necessidades.
• Dar e Receber Feedback.
• Influenciar os Outros.
• Resolver Conflitos.
• Atuar em Equipe.
• Mudar e Inovar.

Ao desenvolver essas habilidades, você também descobrirá muitos


benefícios:

• Quando você compreende outra pessoa, você é


apreciado.
• Ao explicar-se claramente, você e compreendido.
• Ao afirmar suas opiniões, você é respeitado.
• Ao dar e receber feedback, você resolve dúvidas.
• Ao influenciar os outros positivamente, você é
valorizado.
• Ao resolver conflitos eficientemente, você se torna
confiável.
• Ao colaborar com colegas, você é recompensado.

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• Ao mudar de rumo, seus relacionamentos são renovados.

Os dez procedimentos – (Weil,1966) nos recomenda para melhorar nossas


relações na vida em grupo:

I. Respeitar o próximo com ser humano.


II. Evitar cortar a palavra a quem fala.
III. Controlar suas reações agressivas, evitando ser indelicado
ou mesmo irônico.
IV. Evitar o “pular” por cima de seu chefe imediato; quando o
fizer, dar uma explicação.
V. Procurar conhecer melhor os membros do seu grupo, a fim
de compreendê-los e de se adaptar à personalidade de cada
um.
VI. Evitar tomar a responsabilidade atribuída a outro, a não ser
a pedido deste ou em caso de emergência.
VII. Procurar as causas de suas antipatias.
VIII. Estar sempre sorridente.
IX. Procurar definir bem o sentido das palavras no caso de
discussões em grupo, para evitar mal-entendidos.
X. Ser modesto nas discussões; pensar que talvez o outro
tenha razão, e, se não, procurar compreender-lhe as razões.

Em minhas reflexões penso sempre:

a. Nada justifica a prática das relações interpessoais se não for


para fazer o outro melhor.
b. Na medida que eu procuro fazê-lo melhor (mais ser) eu
também sou melhorado e o mundo se torna melhor.
c. Deve existir um propósito, quando eu vos deixar, devo ter
contribuído para cada um ser melhor de que quando os
encontrei. Quem sabe isto se chame o amor.
d. Isto com certeza contribuirá com a felicidade. Peculiaridade de
cada um, pequena ou grandes satisfações, encontradas pelo
mundo das relações sociais. A felicidade a só é uma doença,
engano e desilusão.
e. Se você não conseguir que o outro desperte para a necessidade
de mudar, seus argumentos serão em vão. É o que acontece
com certos tipos de argumentação ou aconselhamento, se não
forem oferecidos sob a ótica de quem vai receber, e dos

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resultados que ele espera, para satisfazer seus desejos e


sonhos, nada será alcançado.

Textos auxiliares

1) LANE, Silvia e GODO, Wanderley (orgs.). Psicologia social: o


homem em movimento, 13 ed., São Paulo, Brasiliense, 1994.
Deste modo partimos de pressuposto que a linguagem se originou na
espécie humana como conseqüência da necessidade de transformar a
natureza, através da cooperação entre os homens, por meio de atividades
produtivas que garantissem a sobrevivência do grupo social. O trabalho
cooperativo exigindo planejamento, divisão de trabalho, exigiu também um
desenvolvimento da linguagem que permitisse ao homem agir, ampliando
as dimensões de espaço e tempo. (32)
A linguagem, como produto de uma coletividade, reproduz através
dos significados das palavras articuladas em frases os conhecimentos –
fasos ou verdadeiros – e os valores associados a práticas sociais que se
cristalizaram; ou seja, a linguagem reproduz uma visão de mundo, produto
das relações que se desenvolveram a partir do trabalho produtivo para a
sobrevivência do grupo social. (33)
Creio ser oportuno, retomar uma análise feita por Terwilliger quando
afirma ser a palavra uma arma de poder, demonstrando o quanto a
imposição de um significado único e absoluto à palavra é uma forma de
dominação do indivíduo, como ocorre em situações de hipnose, de
comando militar e de lavagem cerebral. Todas, situações onde a
ambigüidade ou alternativas de significados leva à negociação de qualquer
um destes processos.
Esta arma de poder só é dominada pelo confronto que o indivíduo
possa fazer entre diferentes significados possíveis e a realidade que o cerca
– aliás, este é o princípio proposto e defendido por Paulo Freire – condição
para um pensamento crítico, para o desenvolvimento da consciência social
e, conseqüentemente, para a criatividade que transforma as relações entre
os homens. (34)
Esta análise nos permite apontar uma função da linguagem que é a
mediação ideológica inerente nos significados das palavras, produzidas por
uma classe dominante que detém o poder de pensar e “conhecer” a
realidade, explicando-a através de “verdades” inquestionáveis e atribuindo
valores absolutos de tal forma que as contradições geradas pela dominação
e vividas no cotidiano dos homens são camufladas e escamoteadas por

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explicações tidas como verdades “universais” ou “naturais”, ou


simplesmente, como “imperativos categóricos” em termos de “é assim que
deve ser”.

Mal-entendido

2) LAURENT, Louis. Como conduzir discussões e negociações. São


Paulo, Nobel, 1991.
Assinalamos desde o início que a palavra “mal-entendida”, ao
contrário da etimologia, aplica-se não apenas ao domínio escrito, mas
também ao verbal: a palavra “mal-lido” não faz parte da língua.
No entanto, erros de interpretação decorrentes de uma má leitura ou
de uma, má redação são inúmeros e podem falsear totalmente o sentido de
uma frase. (29)
Poder-se-ia pensar que existem tantas causas de mal-entendidos que,
em limite, é possível perguntar-se como os homens fazem para se
entenderem. É bom colocar-se essa pergunta, pois ela leva a uma resposta
reconfortante em última análise: os seres humanos não são movidos por,
mas intenções, uns em relação aos outros, de vez que espontaneamente
fazem tanto esforço para se compreenderem!
Seria, no entanto, perigoso fiar-se unicamente nessa espontaneidade.
Não devemos usá-la como motivo para não nos interessar pelas causas dos
mal-entendidos, a fim de que possamos nos prevenir contra eles da melhor
maneira possível.
As causas dos mal-entendidos
Se as causas dos mal-entendidos são várias, pode-se, no entanto
classificá-las como:
 As que provêm do receptor, aquele que escuta;
 As que provêm do emissor, aquele que fala;
 As que provêm do ambiente.
O receptor pode simplesmente ouvir mal, por motivos puramente
fisiológicos. Isto é muito mais freqüente do que se pensa. Eu que dirigi uma
caldeiraria sei alguma coisa a respeito: os caldeireiros ficam quase todos
mais ou menos surdos ao longo de alguns anos. A desvantagem mais ou
menos acentuada que isso constitui os predispõe certamente à agressividade
contra o emissor.
Recomendação – Preocupar-se com isso a fim de se informar. De qualquer
maneira, é necessário articular, colocar a voz para lhe dar um volume
conveniente, não falar “entre os dentes”, “atrás da barba”.

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O receptor pode estar absorvido por preocupações pessoais, estar


pensando em outra coisa; neste caso, só perceberá fragmentos e estará
arriscado a interpretações equivocadas.
Recomendação – Por meio da leitura dos olhos, das expressões corporais
pode-se perceber tudo isso... Seja como for, module o tom da voz, o
volume, pronuncie bem as palavras; se isso não for suficiente, dirija-se
diretamente ao receptor, interpele-o sem agressividade nem ironia; de
forma natural, solicite sua opinião a fim de trazê-lo de volta ao tema em
discussão.
Outras causas:
Esteja atento para que o nível técnico da discussão não ultrapasse o
nível de competência do receptor – ele não consegue acompanhá-lo e volta-
se para si mesmo ou se torna agressivo e pronto para um mal-entendido.
Isso também pode ser lido em seu comportamento.
Recomendação – Nada de pedantismo: evite as palavras elaboradas, muito
técnicas. Se não pode omitir algumas, explique-as, repita-as, assegure de
sua compreensão sem ser muito didático; cuidado com as suscetibilidades.
Os dogmas culturais do receptor o fazem atribuir segundas
intenções ao emissor: ele está sempre pronto a interpretar à sua moda.
Recomendação – Desconfie do desvio que leva a opiniões e valores; volte
aos fatos, unicamente aos fatos; esforce-se para ser elucidativo. E, se
necessário, rejeite todo processo intencional: “Você não tem o monopólio
do coração!” (Giscard d’Estaing a Mitterand, em debate pela televisão,
durante a campanha presidencial de 1981).
No que se refere ao emissor, já disse quase tudo nas recomendações
precedentes: se ele não seguir, os mal-entendidos nascerão. No entanto
existe um ponto a respeito do qual quero insistir: quando nasce um mal-
entendido, que deseja ver claro o percebe. As contrações das sobrancelhas,
os ríctus de exclamações, as diversas mímicas, os gestos inesperados, as
trocas bruscas de postura, nada disso acontece por acaso. Acima de tudo
não deixe que o mal-entendido ocasional se estabeleça e aumente. É
preciso intervir imediatamente: “Sem dúvida me expliquei mal”. Retome,
explique e atue de maneira a que ele se dissipe.
Quando o papel do ambiente, freqüentemente é negligenciado. No
entanto, ruídos parasitários e o espetáculo exterior oferecido pelas janelas
são fatores que distraem a atenção e podem favorecer o surgimento de mal-
entendidos.
Recomendação – Os negociadores certamente devem ser protegidos contra
esses parasitas; mas não se pode pensar em confiná-los em um bunker
qualquer. Sempre haverá parasitismo. Nesse caso o emissor deve saber

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parar enquanto o fator de ruído ou de espetáculo não houver desaparecido.


Seria tolice acreditar que todos permanecerão inabaláveis; no ser humano a
curiosidade prevalece quase sempre sobre a razão. (30-32)

Conflito

3) CONTRERAS, Juan Manuel.Como trabalhar em grupos:


introdução à dinâmica de grupos. 2ed. São Paulo, Paulus, 1999.
O conflito representou um fenômeno contínuo e constante na
interação humana. Através da história, reconhecemos que os
acontecimentos mais destacáveis amiúde surgiam dos conflitos. Hoje, em
níveis e intensidades diferentes, estamos todos incluídos em algum tipo de
conflito. Infelizmente, o conflito costuma ser concebido em termos
negativos. A própria Real Academia Espanhola da Língua, em seu
Dicionário ideológico denota um julgamento negativo quando explica
figurativamente “conflito” como “apuro, dificuldade e perigo”.
Por que existe essa tendência a perceber de maneira negativa o
conflito? Em parte, devido às conseqüências, habitualmente negativas e
destrutivas, de seu desenvolvimento final. A maioria das técnicas de
conflitologia assinala que há dois elementos centrais em conflito:
1) o respeito a si mesmo (aumentá-lo ou protegê-lo);
2) o poder (perdê-lo ou tomá-lo).
O conflito é um processo natural, comum à todas as sociedades e
grupos. Ele pressupõe a luta entre pessoas ou grupos independentes que
têm objetivos incompatíveis a esse respeito. A percepção representa um
papel fundamental: a tal ponto que regular ou resolver um conflito supõe,
com grande freqüência, esclarecer as percepções e torná-las compreensíveis
aos olhos de ambas as partes. Por outro lado, o conflito implica um curioso
paradoxo:
Num conflito, os envolvidos devem colaborar para entender-se. (114)
Diagnóstico de conflitos
(Adaptado de K. Antons, Práctica de la dinâmica de grupos, que por
sua vez toma de P. Bradford-D. Stock-M. Horwitz, How to diagnose Group
Problems, Group development, NTLm 1961).
Todo grupo está constantemente tomando decisões e resolvendo
problemas. Três são os grupos de problemas mais freqüentes:

O desacordo
A apatia e
A indecisão

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A relação de sintomas, que apresentamos a seguir, esboça o


panorama e os indicadores de um grupo imerso num conflito:
• Desacordo
 Os membros mostram-se impacientes;
 Atacam-se as idéias antes de estas serem totalmente
expressadas;
 Os participantes negam-se a ceder;
 Os argumentos são expressos com violência verbal;
 Os membros se contradizem constantemente;
 Não se avança em nenhum sentido, ainda que todos
desejem o avanço;
 Formam-se subgrupos sem conexão entre si;
 Cada membro quer impor a sua própria resposta e não
aceita outras;
 Os membros se ouvem; mas não se escutam;
 O objetivo real não fica estabelecido de uma forma clara;
trabalha-se com objetivos individuais (ainda que sejam os
mesmos);
 Todos se consideram donos da verdade.

• A apatia
 Bocejos e cabeceios (embora pareça um truísmo);
 Perde-se o fio da questão;
 Escassa participação ou participação light;
 Sensação de inquietude e incômodo;
 As decisões não são respeitadas e menos ainda postas em
prática;
 Escassa preparação das reuniões;
 Pressa no sentido de acabar: inquietude;
 Perde-se muito tempo para começar;
 Os membros desculpam-se de suas propostas e as fazem
só a título de experiência;
 O grupo parece incapaz de escolher uma solução, ou a
escolhe com pressa excessiva;
 Parece que ninguém entende ninguém;
 Repetem-se contribuições. Constantes desvios para temas
sem interesse;
 Geram-se discussões particulares entre subgrupos;
 Perguntam-se se o que fazem vale a pena;

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 Proponham o que propuserem, não funcionará ou a


decisão já se encontra tomada;
 Exigem mais recursos, melhores dinamizadores, mais
apoio..., ou não podemos.

• A indecisão
 Medo diante das conseqüências da decisão;
 Conflitos de interesses entre os participantes;
 Oscila-se entre a decisão precipitada e o sem número de
soluções;
 No último momento, o que parecia ser a decisão já não o
é;
 A discussão torna-se abstrata e teórica;
 O grupo não determina bem o problema;
 Os membros querem contribuir com decisões, mas, no
momento de trabalhá-las, põem-lhes defeitos;
 Delega-se a determinados membros, ao dinamizador ou a
pessoas de fora... (115-116)

O MAU HUMOR

BERNSTEIN, Albert J. Gerentes inteligentes, reações irracionais: a


síndrome do dinossauro. São Paulo, Makron, McGraw-Hill, 1991.
Não é nenhum segredo que pensamentos negativos provocam o mau
humor. Assim, se não quiser ficar de mau humor, não tenha maus
pensamentos.
Para muitas pessoas, as coisas não são assim Tão fáceis. Elas não
percebem que têm controle sobre o que pensam. Para elas, os pensamentos
vêm de algum outro lugar e elas têm de assistir o que está passando – como
na tevê.
Os pensamentos são mesmo como uma televisão, mas é você quem
produz todos os programas e decide o que assistir. Se não está contente
quanto gostaria de estar, talvez tenha algo a ver com a qualidade de sua
programação.
Eis a lista de alguns espetáculos que podem mesmo deprimi-lo.
Gostaria de assisti-los?

Horário Canal Programa Gênero


19:00 02 É SO ISSO QUE FALTAVA.
Noticiário
Comentário: Não é espantoso como tudo parece

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acontecer justamente na hora errada? Como é que as


pessoas podem ser tão estúpidas e sem consideração
19:00 03 GOSTARIA DE SABER, MAS NÀO POSSO. Programa de
Auditório
Comentário: Os competidores vêm com desculpas e mais
desculpas. Não ganham prêmio, mas a culpa e deles.
19:30 02 O QUE HÁ DE ERRADO COMIGO? Programa
Médico
Comentário: Os competidores comparam seus sintomas de
com os de doenças graves e raras. auditório
19:30 03 SE VOCÊ ME AMASSE DE VERDADE.
Novela
Comentário: Drama de acontecimentos do dia-a-dia de
seu casamento.Esta noite como de costume, ele ou ela é
deficiente de amor verdadeiro.
20:00 02 O CAMINHO DA RUINA.
Reportagem
Comentário: Reportagem de destaque: E se eu for Comercial
despedido? Débitos superam receitas; dispensas são
iminentes. Reportagem especial: A falência parece ser a
ultima alternativa.
20:00 03 MINHA NOVA CARREIRA. Espetáculo
Só de
Comentário: Aquele emprego que você sempre quis e Conversa
como agora não é a ocasião para mudar.
20:30 02 PODERIA SER UM CASO?
Comentário: Indícios sutis, prova circunstancial. Não, não Mistério
Conjugal
pode ser... Por outro lado... Quem diz que você não
consegue tirar alguma coisa do nada?
20:30 03 O QUE ME DEIXA ENFURECIDO. Programa
Comentário: Os competidores tentam evitar dizer coisas que De
Auditório
enfurecem o chefe ou serão colocados Porta a Fora. Todo o
espetáculo é realizado nas pontas dos pés.
21:00 02 O GONGO EMPRESARIAL. Programa
Comentário: Os subordinados recebem projetos para De
Auditório
realizar sem que você dê constante orientação. É claro que
eles se atrapalham. Sintonize para assistir aos resultados
hilariantes e assustadores.
21:00 03 VOCÊ TEM DE CONHECER ALGUÉM.
Comentário: Casos semanais demonstram que as Drama
oportunidades não são dos competentes e qualificados, mas
de quem “puxa o saco” e faz política. Esta noite: Esqueça a
Antigüidade – ele Bebe junto com o Chefe.
21:30 02 DEIXE ISSO COM A GERÊNCIA. Comédia
Comentário: Empavonados, desajeitados, mudando os De
Costumes
requisitos duas vezes por dia. O fato de que esses sujeitos
nunca aprenderam a fazer nada não os impede de dizer a
você o que fazer. Esta noite: Chega de Comentários, Volte
ao trabalho.
21:30 03 DEIXE ISSO POR CONTA DOS FUNCIONÁRIOS. Comédia

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Comentário: Chegar tarde, sair cedo, fazer hora, enredar- De


se, ficar doente. Esses caras farão qualquer coisa para Costumes
evitar o trabalho honesto do dia. Esta noite: Não Me Fale
Sobre a Ética do Trabalho. Estou Cansado Dela.
22:00 02 A DECISÃO ERRADA.
Comentário: Pânico em abundância, quando você percebe Drama
que todas aquelas decisões que tomou hoje estavam,
provavelmente erradas. Esta noite: Talvez Eu Consiga
Voltar Atrás.
22:00 03 E SE FIZEREM UMA AUDITORIA.
Comentário: Ginástica mental para explicar alguns itens e Esportes
fazê-los parecer razoáveis. Esta noite: De Que Tamanho
Pode Ser a Categoria de Diversos?
22:30 02 ESTOU TÃO TENSO.
Comentário: Reportagens contínuas de tudo que você tem a Noticiário
fazer e as catástrofes que acontecerão se não as fizer.
22:30 03 TRABALHO ACUMULADO. Noticiário
Comentário: Reapresentação das relações de ontem, com Antigo
destaque especial para tudo àquilo que deixou de ser feito.
Se você não trabalhar mais de pressa, acabará
tremendamente assoberbado.
23:00 02 O QUE ELE QUIS DIZER COM ISSO?
Comentário: Intermináveis obsessões sobre comentários Drama
casuais feitos por pessoas importantes. Esta noite: O que
Será Que o Presidente Achou Realmente de Meu relatório?
23:00 03 EU DEVIA TER DITO.
Comentário: De repente, desaparece o bloqueio de sua Comédia
mente. Respostas brilhantes e como elas teriam mudado a
sua vida.
23:30 02 O DEPARTAMENTO DE CONTABILIDADE QUER ME Fantasia
PEGAR. Paranóide
Comentário: Não importa o que você faça, está sempre
errado. Estão a fim de atribuir todo o déficit nacional ao seu
departamento. Ninguém pode impedi-los porque ninguém
entende o que eles fazem.

Tracar a programação por:


Horário Canal Programa Gênero
19:00 01 AS PESSOAS COLABORAM. Noticiário
Comentário: Como as pessoas têm colaborado para
os resultados positivos...
19:30 01 ALCANÇANDO VITÓRIAS. Programa de
Auditório
Comentário: Lembrando histórias de competições
ganhas e a colaboração recebida.
20:00 01 MEU DESTINO É ACERTAR. Programa
Comentário: Os competidores comparam seus acertos na de

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tomada de muitas decisões na vida e os momentos felizes auditório


que elas propiciaram a cada um.
20:30 01 A CONFIANÇA CONJUGAL. Romance
Comentário: Como vencer a desconfiança pelo amor e
fidelidade.
21:00 01 O QUE ME DEIXA FELIZ. Entrevista
Comentário: O palestrante explica e mostra a
felicidade em pequenas doses.
21:30 01 RECEBENDO PRÊMIOS. Programa
de
Comentário: Participantes escolhidos do auditório auditório
recebem prêmios pelo desempenho no trabalho, após o
relato da história de cada um.
22:00 01 ACREDITANDO NAS PESSOAS DA Reporta-gem
EQUIPE.
Comentário: Como organizações se desenvolveram
desenvolvendo e acreditando nas pessoas da equipe.
23:00 01

INTELIGÊNCIA E AS INTER-RELAÇÕES PESSOAIS

SILBERMAN, Melvin L. Desvendar pessoas: como desenvolver e


melhorar seus relacionamentos. Rio de Janeiro, Campus, 2001.
Pergunte a alguém que passa na rua o que significa ser inteligente
nas relações interpessoais e você poderá obter uma resposta com “Ah, é
uma pessoa que sabe realmente como fazer as coisas... alguém que sabe
como conquistar aliados”. Uma segunda pessoa poderia responder “alguém
simpático, receptivo e divertido”. Embora algumas poucas pessoas possam
queixar-se por que têm esses dois atributos, eles representam uma visão
muito limitada do que significa ter talento com pessoas. Ser inteligente para
pessoas é ter uma inteligência multifacetada, não limitada às suas
habilidades políticas ou sua generosidade social, mas que inclui uma gama
de capacidades interpessoais. Ser inteligente para pessoas significa que
você é bom em oito habilidades:
Habilidade número 1
Compreender as Pessoas
O grau em que você consegue compreender os outros tem um
impacto considerável sobre o sucesso em cada área da visa. As pessoas que
compreendem outras se comunicam melhor, influenciam o que os outros
pensam e fazem e resolvem conflitos de um modo saudável. Para descobrir

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o que move as pessoas, você de vê aprender a escutar ativamente, a sentir


empatia e a reconhecer as opiniões dos outros. Você precisa saber como
fazer perguntas que esclareçam o que a pessoa está tentando dizer.
Compreender as pessoas significa ir além das palavras que dizem e
aprender como interpretar o que não foi dito. Você também deve saber
“ler” os estilos e motivos das pessoas, para poder trabalhar com elas de
forma eficaz.

Habilidade número 2
Expressar-se Claramente
Ser inteligente para pessoas significa transmitir sua mensagem com
clareza. Expressar-se claramente é importante em qualquer relacionamento,
pessoal ou profissional. Quando você se prolonga interminavelmente na
tentativa de comunicar algo, dificilmente obtém o resultado desejado. Você
de vê aprender a ser objetivo quando a brevidade é necessária, oferecendo,
ao mesmo tempo, detalhes, dizer coisas de modo que suas palavras sejam
lembradas. Você deve sentir quando a outra pessoa pode ajudá-lo a ser
mais claro, verificando se ela compreendeu o que você disse.

Habilidade número 3
Declarar suas Necessidades
Para ser inteligente para as pessoas, você precisa ser franco. Precisa
estabelecer e impor seus limites. Se você tenta ser tudo com todas as
pessoas, acabará por desapontá-las. Você também precisa ser direto com
seus desejos. Deixar no ar o que deseja de outros apenas leva a
desapontamento e frustração. Depôs que isso acontece, você muitas vezes
sente-se irritado com os outros e perde a calma e a confiança necessária
para dar o melhor de si.

Habilidade número 4
Dar e Receber Feedback
Ser inteligente para pessoas significa ter a capacidade para dar
feedback facilmente e fazê-lo sem ofender. O Feedback que você oferece
deve ser descritivo, concreto, com a intenção de ser útil. Ele deve também
ser oportuno, isento de descriminações e prático. É sensato adquirir o
hábito de pedir feedback, além de dá-lo. Não receber feedback é como usar
antolhos. Sem feedback, você precisa sempre imaginar o que a outra pessoa
está pensando a seu respeito. Para incentivar outros a responderem as suas
solicitações de feedback, você deve encorajá-los a organizar e expressar
seus pensamentos, e deve ouvir o que estão dizendo com a mente aberta.

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Habilidade número 5
Influenciar os Outros
A pessoa inteligente para as pessoas é capaz de levar outros a ação.
Para estar numa posição de maior comando e influenciar outros, você deve
tornar-se tipo de pessoa capaz de entrar em sintonia com os outros, trazer à
tona suas necessidades e ligá-las de um modo eficaz ao que você tem a
oferecer-lhes. Você também deve saber como reduzir a resistência à
mudança e como fazer apelos convincentes.

Habilidade número 6
Resolver Conflitos
As cinco habilidades anteriores tornam-se especialmente valiosas
quando a situação ocorre em uma área tensa. Quando as emoções estão a
flor da pele, todas as habilidades anteriores devem vir ao primeiro plano e
algumas habilidades novas devem entrar em cena. Pessoas muito talentosas
em termos interpessoais são excepcionalmente boas na resolução de
conflitos. A chave para ser bom na resolução de conflitos é saber como
colocá-los às claras.Isso é difícil, se você tem medo ou está ansioso. A
outra pessoa também pode estar amedrontada ou ansiosa e pode estar até
mesmo irritada. Além de declarar claramente o problema, vice de imaginar
o que o aborrece e o que aborrece a outra pessoa e ser capaz de sugerir
soluções criativas.

Habilidade número 7
Atuar em Equipe
A capacidade de uma pessoa para ser interpessoalmente inteligente
constitui um desafio, quando o trabalho em equipe entra em cena. Todos
nós estamos envolvidos com algum tipo de trabalho em equipe, seja em
nossos empregos , com nosso cônjuge, em um grupo de bairro ou em uma
organização de prestação de serviços voluntários. Fazer parte de uma
equipe é difícil, porque você tem menos controle pessoal sobre o resultado
do que teria sozinho. Isso muitas vezes é frustrante, pois você tem menos
oportunidades para declarar seu ponto de vista e persuadir outros. Atuar em
equipe exige habilidades especiais, como complementar os estilos dos
outros, coordenar os esforços dos membros da equipe sem ser despótico e
desenvolver um consenso.

Habilidade número 8
Mudar e Inovar

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Finalmente pessoas com talento para lidar com outras são flexíveis e
adaptáveis; elas compreendem que deferentes pessoas seguem estilos
diversos. Uma das formas de sair de um impasse em um relacionamento é
mudar o modo como você age neta relação. Pessoas que têm sucesso na
melhora dos relacionamentos são aquelas que conseguem desligar-se de
velhos hábitos e sair da rotina, mesmo se esses hábitos são úteis em
algumas situações, e fazer coisas novas e diferentes. Isso é arriscado, de
modo que é importante saber até que ponto você pode colocar seu pescoço
na reta.
Ao desenvolver essas habilidades, você também descobrirá muitos
benefícios:
1. Quando você compreende outra pessoa, você é apreciado.
2. Ao explicar-se claramente, você e compreendido.
3. Ao afirmar suas opiniões, você é respeitado.
4. Ao dar e receber feedback, você resolve dúvidas.
5. Ao influenciar os outros positivamente, você é valorizado.
6. Ao resolver conflitos eficientemente, você se torna
confiável.
7. Ao colaborar com colegas, você é recompensado.
8. Ao mudar de rumo, seus relacionamentos são renovados.
(12-17)

Escala de inteligência interpessoal


No espaço em branco na frente de cada sentença, escreva os números de 1 a
4 com a seguinte escala:

4 – excelente
3 – boa
2 – mediana
1 – fraca

Após determinar um número para cada afirmação, somo os números e


anote o total no boxe oferecido.

Habilidade I de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para compreender
pessoas?
___ 1. Escuto atentamente, para entender o que a pessoa está pensando.
___2. Presto atenção na linguagem corporal de outras pessoas, para
compreendê-las melhor.

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___3. Para evitar mal-entendidos, faço perguntas para esclarecer o que a


outra pessoa está dizendo.
___ 4. Sou capaz de sentir o que a outra pessoa está sentindo.
___ 5. Posso compreender as razões subjacentes para as ações das pessoas.

Pontuação na Habilidade I: ______

Habilidade II de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para expressar seus
pensamentos e sentimentos claramente?
___ 1. Ofereço detalhes suficientes para ser compreendido.
___ 2. As pessoas gostam de me ouvir.
___ 3. Posso abordar algo complicado e explicar claramente.
___ 4. Digo o que pretendo dizer e o que sinto.
___ 5. Quando não me faço entender, deixo que a outra pessoa faça
perguntas em vez de prosseguir com explicações.

Pontuação na Habilidade II: ______

Habilidade III de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para declarar suas
necessidades?
___ 1. Sou taxativo acerca do que farei ou não farei por outros.
___ 2. Falo claramente quando minhas necessidades não são atendidas.
___ 3. Mantenho a calma e permaneço confiante quando enfrento oposição.
___ 4. Luto por meus direitos.
___ 5. Consigo dizer “não” com delicadeza e tato.

Pontuação na Habilidade III: ______

Habilidade IV de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para trocar
informações com outras pessoas?
___ 1. Ofereço comentários apreciativos e cumprimentos livremente.
___ 2. Quando critico pessoas, ofereço sugestões para melhora.
___ 3. Para obter diferentes perspectivas, peço a opinião de diversas
pessoas.
___ 4. Peço feedback a outros para melhorar a mim mesmo, não para caçar
cumprimentos.
___ 5. Escuto o feedback que recebo de outros.

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Pontuação na Habilidade IV: ______

Habilidade V de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para influenciar os
pensamentos e ações de outras pessoas?
___ 1. Estabeleço um entendimento com as pessoas antes de tentar
persuadi-las a fazer algo.
___ 2. Exploro os pontos de vista de outras pessoas antes de tentar
convencê-las de minha opinião.
___ 3. Ofereço razões fortes para adotar meu ponto de vista.
___ 4. As pessoas não agem defensivamente quando ofereço conselhos.
___ 5. Dou tempo para que as pessoas pensem nos motivos que apresento.

Pontuação na Habilidade V: ______

Habilidade VI de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para resolver
conflitos?
___ 1. Discuto claramente o conflito com a outra pessoa.
___ 2. Tento conquistar uma vitória desde o início.
___ 3. Aprendo tudo que puder sobre as necessidades e interesses da outra
pessoa ao negociar.
___ 4. Esforço-me para solucionar problemas, sem culpar outros, quando
chegamos num impasse.
___ 5. Quando chego a um consenso com alguém, faço questão de garantir
que esse consenso perdurará.

Pontuação na Habilidade VI: ______

Habilidade VII de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para colaborar com
outros?
___ 1. Eu solicito ajuda de outros e ofereço ajuda em troca.
___ 2. Ofereço-me para ajudar quando o grupo precisa que algo seja feito.
___ 3. Concentro-me no bem-estar de outros tanto quanto no meu.
___ 4. Mantenho outros informados sobre o que estou fazendo, se isso os
afeta.
___ 5. Ajudo a facilitar e coordenar os esforços de outros.

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Pontuação na Habilidade VII: ______

Habilidade VIII de Inteligência Interpessoal


• Como você classificaria sua capacidade para mudar de ruma?
___ 1. Quando o relacionamento não está indo bem, tomo a iniciativa para
fazer algo a respeito.
___ 2. Consigo perceber os padrões existentes em meus relacionamentos
com outras pessoas.
___ 3. Mesmo se a culpa não é minha, disponho-me a fazer mudanças
significativas em meu comportamento, quando necessário.
___ 4. Estou disposto a assumir riscos quando necessário.
___ 5. Sou flexível. Se algo não funciona, volto atrás.

Pontuação na Habilidade VIII: ______

Agora, some os números nos boxes e anote o total aqui: _________

Esta é sua pontuação em termos de QP (quociente para relações


pessoais). Se seu escore é maior que 150, você tem uma inteligência
interpessoal superior. Continue assim. Um escore entre 125 e 150 indica
que você tem habilidades muito boas para lidar com pessoas, mas deve
continuar trabalhando no sentido de aperfeiçoá-las. Se você marcou entre
100 e 125, suas habilidades em relacionamentos interpessoais precisam de
alguma melhora. Lembre-se, a pontuação média ou típica da escala é 100.
Uma pontuação menor que 100 sugere que você precisa de uma melhora
considerável. (24-28)

CARNEGIE, Dale. Como fazer amigos e influenciar pessoas, 49 ed.


São Paulo, Companhia Editora Nacional, 2001.
O trabalho de um líder geralmente inclui mudanças de atitudes e do
comportamento das pessoas. Eis algumas sugestões para conseguir isso:
Princípio 1
Comece por um elogio e por uma apreciação sincera.
Princípio 2
Chame atenção para os erros das outras pessoas de uma maneira indireta.
Princípio 3
Fale sobre os seus erros antes de criticar os das outras pessoas.
Princípio 4
Faça perguntas em vez de dar ordens.
Princípio 5

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Permita que a outra pessoa salve seu próprio prestígio.


Princípio 6
Elogie o menor progresso e elogie todo o progresso. Seja “sincero” na sua
apreciação e pródigo no seu elogio.”
Princípio 7
Propicie à outra pessoa uma boa reputação para ela zelar.
Princípio 8
Empregue o incentivo. Torne as faltas fáceis de corrigir.
Princípio 9
Faça a outra pessoa sentir-se feliz realizando aquilo que você sugere.

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