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PORTUGUÊS P/ POLÍCIA FEDERAL - (TEORIA E QUESTÕES COMENTADAS) PROFESSOR TERROR

Português p/ Polícia Federal (teoria e questões comentadas)

Olá, pessoal!

Federal (teoria e questões comentadas) Olá, pessoal! Aula 8 (Ortografia e acentuação gráfica) Ao analisarmos

Aula 8

(Ortografia e acentuação gráfica)

Ao analisarmos as provas da banca CESPE, percebemos que os assuntos ortografia e acentuação gráfica são cobrados de maneira simples e também não aparecem com tanta frequência; mas estão previstos no edital e por isso vamos trabalhá-los nesta aula.

Você vai notar que esses assuntos ficam ainda mais simples, não necessitando de tanta decoreba, porque muitas palavras se repetem. Por isso

é muito importante realizarmos as questões a seguir. Abaixo, temos as regras básicas da ortografia. São princípios norteadores desse tema. Em seguida, inserimos a regra do hífen para que você fique tranquilo. Mas aqui cabe uma ressalva: para montagem destas aulas são pesquisadas questões de um universo de mais de duzentas provas e não temos visto questão de hífen. Mas isso tem uma explicação: a banca CESPE

evita o tema controverso. E o uso do hífen acumula indagações de gramáticos

e pesquisadores, principalmente agora com a reforma ortográfica. Após o ano de 2009, quando entrou em vigor essa reforma, nada foi

cobrado sobre este assunto. Isso reforça que temos que estudar pela tendência, aplicar o tempo naquilo que cai. Então procure “ler” essa regra, sem

a preocupação de decorar, procure simplesmente associá-la ao dia a dia(antes

essa expressão tinha hífen, agora não tem mais!!!!). Vamos, então, à regra básica da ortografia. Esse tema trabalha a memória fotográfica. O ideal, portanto, é ler em voz alta essa regra e as palavras que a compõem, para que se fixem na memória. Ao lermos em voz alta, forçamos o cérebro a captar o som e consequentemente a “imagem” da palavra. Então, grife somente as palavras que possam ter escrita diferente ou pouco comum ao seu conhecimento; depois volte lendo apenas as que deram trabalho. Isso ajuda muito! Volto a afirmar: não perca tempo com decoreba! Depois de ver as

questões, você vai entender melhor por que digo isso.

ALGUNS FONEMAS E ALGUMAS LETRAS

Usa-se a letra “X”

a) após um ditongo: ameixa, caixa, peixe, eixo, frouxo, trouxa, baixo, encaixar, paixão, rebaixar.

Cuidado com a exceção recauchutar e seus derivados.

b) após o grupo inicial “en”: enxada, enxaqueca, enxerido, enxame, enxovalho, enxugar, enxurrada.

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Cuidado com encher e seus derivados (lembre-se de cheio) e palavras iniciadas por ch que recebem o prefixo en-: encharcar (de charco), enchapelar (de chapéu), enchumaçar (de chumaço), enchiqueirar (de chiqueiro).

c)

após o grupo inicial “me”: mexer, mexerica, mexerico, mexilhão, mexicano.

A

única exceção é mecha.

d)

nas palavras de origem indígena ou africana e nas palavras inglesas

aportuguesadas: xavante, xingar, xique-xique, xará, xerife, xampu.

Atente para a grafia das seguintes palavras: capixaba, bruxa, caxumba, faxina, graxa, laxante, muxoxo, praxe, puxar, relaxar, rixa, roxo, xale, xaxim, xenofobia, xícara.

Atente para o uso de “ch” nas seguintes palavras: arrocho, apetrecho, bochecha, brecha, broche, chalé, chicória, cachimbo, comichão, chope, chuchu, chute, debochar, fachada, fantoche, fechar, flecha, linchar, mochila, pechincha, piche, pichar, salsicha, tchau.

Uma boa dica para fixar a grafia de lixo é associá-la a faxina: depois da faxina, refugos no lixo.

Há vários casos de palavras cuja grafia se distingue pelo contraste entre o “x

e o “ch". Vamos a algumas delas:

brocha (pequeno prego) e broxa (pincel para caiação de paredes); chá (planta para preparo de bebida) e xá (título do antigo soberano do Irã); chácara (propriedade rural) e xácara (narrativa popular em versos); cheque ,(ordem de pagamento) e xeque (jogada do xadrez, risco, contratempo); cocho (vasilha para alimentar animais) e coxo (capenga, imperfeito); tacha (mancha, defeito; pequeno prego) e taxa (imposto, tributo); daí, tachar (colocar defeito ou nódoa em alguém) e taxar (cobrar impostos).

O FONEMA /g/ (letras “g” e “j”)

A letra g somente representa o fonema /g/ diante das letras e e i. Diante das

letras “a”, “o” e “u”, esse fonema é necessariamente representado pela letra j.

Usa-se a letra g:

a) nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem: agiotagem, aragem,

barragem, contagem, coragem, garagem, malandragem, miragem, viagem; fuligem, impigem (ou impingem), origem, vertigem; ferrugem, lanugem, rabugem, salsugem.

Cuidado com as exceções pajem e lambujem.

b) nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -igio, -ógio, -úgio: adágio,

contágio, estágio, pedágio; colégio, egrégio; litígio, prestígio; necrológio, relógio; refúgio, subterfúgio.

Preste atenção ainda às seguintes palavras grafadas com g: aborígine, agilidade, algema, apogeu, argila, auge, bege, bugiganga, cogitar, drágea, faringe, fugir, geada, gengiva, gengibre, gesto, gibi, herege, higiene, impingir, monge, rabugice, tangerina, tigela, vagem.

Usa-se a letra j:

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a) nas formas dos verbos terminados em -jar: arranjar (arranjo, arranje,

arranjem, por exemplo); despejar (despejo, despeje, despejem); enferrujar (enferruje, enferrujem), viajar (viajo, viaje, viajem).

b) nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica: jê, jiboia, pajé,

jirau, caçanje, alfanje, alforje, canjica, jerico, manjericão, Moji.

c) nas palavras derivadas de outras que já apresentam j: gorjear, gorjeio,

gorjeta (derivadas de gorja); cerejeira (derivada de cereja); laranjeira (de laranja); lisonjear, lisonjeiro (de lisonja); lojinha, lojista (de loja); sarjeta (de sarja); rijeza, enrijecer (de rijo); varejista (de varejo).

Preste atenção ainda às seguintes palavras que se escrevem com j: berinjela, cafajeste, granja, hoje, intrujice, jeito, jejum, jerimum, jérsei, jiló, laje, majestade, objeção, objeto, ojeriza, projétil (ou projetil), rejeição, traje, trejeito.

O FONEMA /z/ (LETRA “s” e “z”)

A letra s representa o fonema /z/ quando é intervocálica: asa, mesa, riso.

Usa-se a letra s:

a) nas palavras que derivam de outra em que já existe s:

casa - casinha, casebre, casinhola, casarão, casario; liso - lisinho, alisar, alisador (não confunda com a grafia de “deslize”); análise - analisar, analisador, analisante.

b) nos sufixos:

-ês, -esa (para indicação de nacionalidade, título, origem): chinês, chinesa; marquês, marquesa; burguês, burguesa; calabrês, calabresa; duquesa; baronesa;

-ense, -oso, -osa (formadores de adjetivos): paraense, caldense, catarinense, portense; amoroso, amorosa; deleitoso, deleitosa; gasoso, gasosa; espalhafatoso, espalhafatosa;

-isa (indicador de ocupação feminina): poetisa, profetisa, papisa, sacerdotisa, pitonisa.

c) após ditongos: lousa, coisa, causa, Neusa, ausência, Eusébio, náusea.

d) nas formas dos verbos pôr (e derivados) e querer: pus, pusera, pusesse,

puséssemos; repus, repusera, repusesse, repuséssemos; quis, quisera, quisesse, quiséssemos.

Atente para o uso da letra s nas seguintes palavras: abuso, aliás, anis, asilo, atrás, através, aviso, bis, brasa, colisão, decisão, Elisabete, evasão, extravasar, fusível, hesitar, Isabel, lilás, maisena, obsessão (mas obcecado), ourivesaria, revisão, usura, vaso.

Usa-se a letra z:

a) nas palavras derivadas de outras em que já existe z:

deslize – deslizar (não confunda com a grafia do adjetivo “liso”), baliza - abalizado;

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razão - razoável, arrazoar, arrazoado; raiz - enraizar

Como batizado deriva do verbo batizar, também se grafa com z.

b) nos sufixos:

-ez, -eza (formadores de substantivos abstratos a partir de adjetivos): rijo, rijeza; rígido, rigidez; nobre, nobreza; surdo, surdez; inválido, invalidez; intrépido, intrepidez; sisudo, sisudez; avaro, avareza; macio, maciez; singelo, singeleza.

-izar (formador de verbos) e ção (formador de substantivos): civilizar, civilização; humanizar, humanização; colonizar, colonização; realizar, realização; hospitalizar, hospitalização.

Não confunda com os casos em que se acrescenta o sufixo -ar a palavras que já apresentam s: analisar(análise), pesquisar(pesquisa), avisar(aviso).

Observe o uso da letra z nas seguintes palavras: assaz, batizar (mas batismo), bissetriz, buzina, catequizar (mas catequese), cizânia, coalizão, cuscuz, giz, gozo, prazeroso, regozijo, talvez, vazar, vazio, verniz.

Há palavras em que se estabelece distinção escrita por meio do contraste s/z:

cozer (cozinhar) e coser (costurar); prezar (ter em consideração) e presar (prender, apreender); traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior).

Em muitas palavras, o fonema /z/ é representado pela letra x: exagero, exalar, exaltar, exame, exato, exasperar, exausto, executar, exemplo, exequível, exercer, exibir, exílio, exímio, existir, êxito, exonerar, exorbitar, exorcismo, exótico, exuberante, inexistente, inexorável.

O FONEMA /s/ (LETRAS “s”, “c”, “ç” e “x” ou DÍGRAFOS “sc”, “sc”, “ss”, “xc” e “xs”)

Observe os seguintes procedimentos em relação à representação gráfica desse fonema:

a) a correlação gráfica entre nd e ns na formação de substantivos a partir de

verbos:

ascenderascensão; distenderdistensão; expandirexpansão;

suspendersuspensão;

estenderextensão.

b) a correlação gráfica entre ced verbos:

cess em nomes formados a partir de

pretenderpretensão; tendertensão;

e

cedercessão; concederconcessão; intercederintercessão;

excederexcesso, excessivo;

c) a correlação gráfica entre ter e tenção em nomes formados a partir de

verbos:

absterabstenção;

deterdetenção;

acederacesso.

ateratenção;

reterretenção.

contercontenção;

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Observe as seguintes palavras em que se usa o dígrafo sc: acrescentar, acréscimo, adolescência, adolescente, ascender (subir), ascensão, ascensor, ascensorista, ascese, ascetismo, ascético, consciência, crescer, descender, discente, disciplina, fascículo, fascínio, fascinante, piscina, piscicultura, imprescindível, intumescer, irascível, miscigenação, miscível, nascer, obsceno, oscilar, plebiscito, recrudescer, reminiscência, rescisão, ressuscitar, seiscentos, suscitar, transcender.

Na conjugação dos verbos acima apresentados, surge sç: nao, naa; creo, crea.

Cuidado com sucinto, em que não se usa sc.

Em algumas palavras, o som /s/ é representado pela letra x: auxílio, auxiliar, contexto, expectativa, expectorar, experiência, experto (conhecedor, especialista), expiar (pagar), expirar (morrer), expor, expoente, extravagante, extroversão, extrovertido, sexta, sintaxe, têxtil, texto, textual, trouxe.

Cuidado com esplendor e esplêndido.

Há casos em que se criam oposições de significado devido ao contraste gráfico.

Observe:

acender (iluminar, pôr fogo) e ascender (subir); acento (inflexão de voz ou sinal gráfico) e assento (lugar para se sentar); caçar (perseguir a caça) e cassar (anular); cegar (tornar cego) e segar (ceifar, cortar para colher); censo (recenseamento, contagem) e senso (juízo); cessão (ato de ceder), seção ou seão (repartição ou departamento; divisão) e sessão (encontro, reunião); concerto (acordo, arranjo, harmonia musical) e conserto (remendo, reparo); espectador (o que presencia) e expectador (o que está na expectativa); esperto (ágil, rápido, vivaz) e experto (conhecedor, especialista); espiar (olhar, ver, espreitar) e expiar (pagar uma culpa, sofrer castigo); espirar (respirar) e expirar (morrer); incipiente (iniciante, principiante) e insipiente (ignorante); intenção ou tenção (propósito, finalidade) e intensão ou tensão (intensidade, esforço); paço (palácio) e passo (passada).

Pode ocorrer ainda xc, e, mais raramente, xs: exceção, excedente, exceder, excelente, excesso, excêntrico, excepcional, excerto, exceto, excitar; exsicar, exsolver, exsuar, exsudar.

AINDA A LETRA “x”

Esta letra pode representar dois fonemas, soando como "ks": afluxo, amplexo, anexar, anexo, asfixia, asfixiar, axila, boxe, clímax, complexo, convexo, fixo, flexão, fluxo, intoxicar, látex, nexo, ortodoxo, óxido, paradoxo, prolixo, reflexão, reflexo, saxofone, sexagésimo, sexo, tóxico, toxina.

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AS LETRAS “e” E “i”

a)

Cuidado com a grafia dos ditongos: os ditongos nasais /ãj/ e /ãj/ escrevem-

se

ãe e õe: mãe, mães, cães, pães, cirurgiães, capitães; põe, põem, depõe,

depõem;

- só se grafa com i o ditongo /ãj/, interno: cãibra (ou câimbra).

b) Cuidado com a grafia das formas verbais:

- as formas dos verbos com infinitivos terminados em -oar, e -uar são grafadas com “e”: abençoe, perdoe, magoe; atue, continue, efetue;

- as formas dos verbos

grafadas com “i”: cai, sai; dói, rói, mói, corrói; influi, possui, retribui, atribui.

c) Cuidado com as palavras se, senão, sequer, quase e irrequieto.

A oposição e/i é responsável pela diferenciação de várias palavras:

área (superfície) e ária (melodia); deferir (conceder) e diferir (adiar ou divergir); delação (denúncia) e dilação (adiamento, expansão); descrição (ato de descrever) e discrição (qualidade de quem é discreto); descriminação (absolvição) e discriminação (separação); emergir (vir à tona) e imergir (mergulhar); emigrar (sair do país onde se nasceu) e imigrar (entrar em país estrangeiro); eminente (de condição elevada) e iminente (inevitável, prestes a ocorrer); vadear (passar a vau) e vadiar (andar à toa).

infinitivos terminados em -air, -oer, e -uir, são

AS LETRAS “o” E “u”

A oposição o/u é responsável pela diferença de significado entre várias

palavras:

comprimento (extensão) e cumprimento (saudação; realização);

soar (emitir som) e suar (transpirar); sortir (abastecer) e surtir (resultar).

A LETRA “h”

É uma letra que não representa fonema. Seu uso se limita aos dígrafos ch, lh e nh, a algumas interjeições (ah, hã, hem, hip, hui, hum, oh) e a palavras em que surge por razões etimológicas. Observe algumas palavras em que surge o

h inicial: hagiografia, haicai, hálito, halo, hangar, harmonia, harpa, haste,

hediondo, hélice, Hélio, Heloísa, hemisfério, hemorragia, Henrique, herbívoro (mas erva), hérnia, herói, hesitar, hífen, hilaridade, hipismo, hipocondria, hipocrisia, hipótese, histeria, homenagem, hóquei, horror, Hortênsia, horta, horto (jardim), hostil, humor, húmus.

Em Bahia, o h sobrevive por tradição histórica. Observe que nos derivados ele não é usado: baiano, baianismo.

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RESUMO DO USO DO HÍFEN:

Como era

Como era Nova regra   Como é

Nova regra

 
Como era Nova regra   Como é

Como é

ante-sala, ante-sacristia, auto-retrato, anti-social, anti-rugas, arqui-romântico, arqui-rivalidade, auto-regulamentação, auto-sugestão, contra-senso,contra-regra, contra-senha, extra-regimento, extra-sístole, extra-seco, infra-som, infra-renal, ultra-romântico, ultra-sonografia, semi-real, semi-sintético, supra-renal, supra-sensível

Não se emprega

antessala, antessacristia, autorretrato, antissocial, antirrugas, arquirromântico, arquirrivalidade, autorregulamentação,

o

hífen

 

nos

compostos

em

que

o prefixo ou

falso

prefixo

termina em vogal

e

o

segundo

autossugestão, contrassenso, contrarregra, contrassenha, extrarregimento, extrassístole, extrasseco, infrassom, infrarrenal, ultrarromântico, ultrassonografia, semirreal, semissintético, suprarrenal, suprassensível

elemento começa

por

r

ou

s,

devendo

essas

consoantes

se

duplicarem.

• O uso do hífen permanece nos compostos em que os prefixos super, hiper,

inter, terminados em -r, aparecem combinados com elementos também iniciados por -r: hiper-rancoroso, hiper-realista, hiper-requintado, hiper- requisitado, inter-racial, inter-regional, inter-relação, super-racional, super- realista, super-resistente, super-revista etc.

auto-afirmação,auto-ajuda, auto-aprendizagem, auto-escola, auto-estrada, auto-instrução, contra-exemplo, contra-indicação, contra-ordem, extra-escolar, extra-oficial, infra-estrutura, intra-ocular, intra-uterino, neo-expressionista, neo-imperialista, semi-aberto, semi-árido, semi-automático, semi-embriagado, semi-obscuridade, supra-ocular,ultra-elevado

Não se emprega o hífen nos compostos em que o prefixo ou

autoafirmação, autoajuda, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, contraexemplo, contraindicação, contraordem, extraescolar, extraoficial, infraestrutura, intraocular, intrauterino, neoexpressionista, neoimperialista, semiaberto, semiautomático, semrido, semiembriagado, semiobscuridade, supraocular, ultraelevado

falso prefixo termina

em

vogal

e

o

segundo elemento

começa por vogal diferente.

• Esta nova regra normatiza os casos do uso do hífen entre vogais diferentes, como já acontecia anteriormente na língua em compostos como: antiaéreo, antiamericanismo, coeducação, agroindustrial, socioeconômico etc.

• O uso do hífen permanece nos compostos com prefixo em que o segundo

elemento começa por -h: ante-hipófise, anti-herói, anti-higiênico, anti-

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hemorrágico,

supra-hepático etc.

extra-humano,

neo-helênico,

semi-herbáceo,

super-homem,

antiibérico,

Emprega-se o hífen nos compostos em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal igual.

anti-ibérico,

antiinflamatório,

anti-inflamatório,

antiinflacionário,

anti-inflacionário,

antiimperalista,

anti-imperalista,

arquiinimigo,

arqui-inimigo,

arquiirmandade,

arqui-irmandade,

microondas,

micro-ondas,

micrnibus,

 

micro-ônibus,

microorgânico

micro-orgânico

• Estes compostos, anteriormente grafados em uma única palavra, escrevem-

se agora com hífen por força da regra anterior.

• Esta regra normatiza todos os casos do uso do hífen entre vogais iguais,

como já acontecia anteriormente na língua em compostos como: auto- observação, contra-argumento, contra-almirante, eletro-ótica, extra- atmosférico, infra-assinado, infra-axilar, semi-interno, semi-integral, supra- auricular, supra-axilar, ultra-apressado etc. (Nestes casos, o hífen permanece.) • Nos prefixos átonos 1 co-, pre-, re- e pro-, não se usa o hífen: coordenar, reescrever, propor, preestabelecer.

manda-chuva,

pára-

Não se

emprega

o

mandachuva, paraquedas, paraquedista

quedas, pára-quedista

hífen

em

certos

compostos em que se

 

perdeu,

em

certa

medida, a noção composição.

de

• O uso do hífen permanece nas palavras compostas que não contêm um

elemento de ligação e constituem uma unidade sintagmática e semântica, mantendo acento próprio, bem como naquelas que designam espécies botânicas e zoológicas: ano-luz, azul-escuro, médico-cirurgião, conta-gotas, guarda-chuva, segunda-feira, tenente-coronel, beija-flor, couve-flor, erva- doce, mal-me-quer, bem-te-vi, formiga-branca etc.

1. O uso do hífen permanece:

a) nos compostos com os prefixos ex-, vice-, soto-: ex-marido, vice- presidente, soto-mestre;

b) nos compostos com os prefixos circum- e pan- quando o segundo elemento começa por vogal, m ou n: pan-americano, circum-navegação;

c) nos compostos com os prefixos tônicos 2 acentuados pré-, pró- e pós- quando o segundo elemento tem vida própria na língua: pré-natal, pró- desarmamento, pós-graduação.

d) nos compostos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formas adjetivas, como -açu, -guaçu e -mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a

1 É muito importante você perceber que os prefixos “pre” e “pro” são átonos (portanto, sem acento). 2 É muito importante você perceber que os prefixos “pré” e “pró” são tônicos (portanto, acentuados).

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pronúncia exige a distinção gráfica entre ambos: amoré-guaçu, manacá- açu, jacaré-açu, Ceará-Mirim, paraná-mirim.

e) nos topônimos iniciados pelos adjetivos grão e grã ou por forma verbal ou por elementos que incluam um artigo: Grã-Bretanha, Santa Rita do Passa- Quatro, Baía de Todos-os-Santos etc.

f) nos compostos com os advérbios mal e bem quando estes formam uma

unidade sintagmática e semântica e o segundo elemento começa por vogal ou -h: bem-aventurado, bem-estar, bem-humorado, mal-estar, mal- humorado. Entretanto, nem sempre os compostos com o advérbio bem escrevem-se sem hífen quando este prefixo é seguido por um elemento iniciado por consoante: bem-nascido, bem-criado, bem-visto (ao contrário de malnascido, malcriado e malvisto). g) nos compostos com os elementos além, aquém, recém e sem: além- mar, além-fronteiras, aquém-oceano, recém-casados, sem-número, sem- teto. 2. Não se emprega o hífen nas locuções de qualquer tipo (substantivas, adjetivas, pronominais, verbais, adverbiais, prepositivas ou conjuncionais):

cão de guarda, fim de semana, café com leite, pão de mel , sala de jantar, cor de vinho, ele próprio, à vontade, abaixo de , acerca de, a fim de que etc.

• São exceções algumas locuções já consagradas pelo uso: água-de-colônia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao-deus-dará, à queima-roupa.

Vamos às questões!!!

Questão 1: BACEN / 2007 / Analista

Julgue os itens seguintes, relativamente ao uso correto do sistema gráfico da língua portuguesa, do vocabulário e da pontuação.

Em todas as organizações consultadas, o adestramento acontece apenas no andar de cima; exepcionalmente, se abandonou o chão da fábrica.

Comentário: A frase encontra-se com desvios gramaticais na grafia e na colocação pronominal. A grafia correta é “excepcionalmente”, a colocação pronominal correta é “abandonou-se”, porque na forma anterior, estava-se iniciando novo enunciado com o pronome oblíquo átono. A pontuação está correta, pois o ponto e vírgula separa a primeira oração que já possui vírgula interna “Em todas as organizações consultadas, o adestramento acontece apenas no andar de cima” da oração seguinte “excepcionalmente, abandonou-se o chão da fábrica”, a qual também possui divisão interna por vírgula.

Gabarito: E

também possui divisão interna por vírgula. Gabarito : E Questão 2 : Posso saber o saldo

Questão 2: Posso saber o saldo de minha conta corrente, se quizer, dizendo que a máquina projete à parede, do lado esquerdo, o extrato bancário.

Comentário: O primeiro problema na frase é a grafia “quizer”. Esse verbo deve ser escrito com “s” (quiser). O outro problema é o adjunto adnominal “do lado esquerdo” estar entre vírgulas. Perceba que se está restringindo a

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que parede o extrato bancário será projetado. Então este termo caracteriza o núcleo “parede”. Para evitar qualquer dúvida, veja que o verbo “projete” é transitivo direto, “o extrato bancário” é o objeto direto e a expressão “à parede do lado esquerdo” é o adjunto adverbial de lugar, o qual também poderia ter sido iniciado pela preposição “em” (na).

Gabarito: E

Questão 3: MRE / 2008 / Superior

Com correção gramatical, a frase assim poderia ser expressa:

É

necessário a ruptura com interpretações baseadas em esquemas alheios aos

povos latino-americanos, tal como a mistificação do passado colonial, visto

que elas constituem impecilho à compreensão da identidade destes povos bem como a sua efetiva emancipação.

Comentário: Primeiro, vamos ao problema gráfico, por ser o tema desta aula. A correta grafia é “empecilho”. O segundo problema é a concordância. Veja que a expressão “É necessário” possui o sujeito “ruptura” iniciado por artigo “a”. Portanto, o adjetivo deve se flexionar obrigatoriamente no feminino: É necessária a ruptura

Gabarito: E

Questão 4: SEPLAG MG / 2008 / Médio

Fragmento do texto: Quanto aos bilhetes com ameaças, a Subsecretaria de Administração Prisional informou que não há ocorrência de maus-tratos aos detentos da Penitenciária Dutra Ladeira e que todas as ações realizadas no interior da unidade são acompanhadas pelo Ministério Público, pela Corregedoria do Sistema de Defesa Social, pela Ouvidoria do Sistema Prisional e pela Defensoria Pública Estadual.

A expressão “maus-tratos” (linha 2) estaria igualmente correta se fosse grafada como maltratos.

Comentário: Primeiro, perceba que a banca não está cobrando regra de hífen, ela simplesmente quer que você perceba a diferença de “mal” (com “l”:

oposto de bem) e “mau” (com “u”: oposto de bom). Assim, temos o adjetivo “maus” que caracteriza o substantivo “tratos” (bons tratos maus tratos). Por isso, não existe a palavra “maltratos”, mas “maus-tratos”. Mas existem as palavras maltratar, maltratado. Perceba que agora “tratar” é verbo, e “tratado” é particípio com valor de adjetivo. Logo, o vocábulo que se juntou a ele (mal) não pode ser um adjetivo (oposto de bom), deve ser um advérbio (oposto de bem). Portanto, neste outro caso só cabe o advérbio “mal”.

Gabarito: E

Questão 5: Polícia Federal / 1997 / Delegado

A

segurança da população não é prioridade, haja visto que no Brasil o salário

dos policiais foi enterrado no último prejuízo do Banco do Brasil.

Comentário: A locução conjuntiva adverbial de causa corretamente grafada é “haja vista que”.

Gabarito: E

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Questão 6: TRT - RJ / 2008/ Analista

O vocábulo traz corresponde apenas a uma das formas do verbo trazer; a forma trás é empregada na indicação de lugar (equivale a parte posterior).

Comentário: A afirmativa está correta, pois o vocábulo “traz” é a flexão do

verbo “trazer” na terceira pessoa do singular no presente do indicativo, conservando a letra “z”. Já o vocábulo “trás” é o advérbio de lugar. Lembre-se

de

traseira”. Assim, realmente significa parte posterior.

Gabarito: C

Questão 7: CEF / 2010 / Médio

Fragmento do texto: Nos Estados Unidos da América (EUA), o segundo maior mercado mundial de azeite, atrás apenas da União Europeia, o número ficou na casa dos 20%.

O

vocábulo “atrás” (linha 2) pode ser corretamente grafado também da

seguinte forma: atraz.

Comentário: Não existe o vocábulo “atraz”. Existe a forma verbal no presente do indicativo “traz” (Ela traz sempre o livro.) e os advérbios “trás” (O ladrão aproximou-se por trás e roubou a bolsa.) e “atrás” (A polícia está atrás desse bandido.).

Gabarito: E

Questão 8: CEF / 2009 / Médio

Fragmento do texto: Carlos Alberto Ramos, professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília, aponta falhas nessa missão. Ele identifica um abismo na transição entre o sistema escolar e o mercado de trabalho. “Nosso modelo educacional é muito segmentado, e os conhecimentos de línguas e matemática, por exemplo, são muito diferentes dos valores compreendidos durante a vida profissional”, defende.

O

vocábulo ‘segmentado’ (linha 4) apresenta dupla grafia, podendo ser

grafado também seguimentado, tal como ocorre com segmento e seguimento.

Comentário: O adjetivo “segmentado” é derivado do substantivo “segmento”. Ambos significam aquilo que é ou está dividido em partes, diverso. A troca pela grafia “seguimentado” está incorreta, pois este vocábulo não existe no Vocabulário Oficial da Língua Portuguesa. Já o substantivo “seguimento” existe e significa ato ou efeito de seguir, daí se tira também o sentido de trazer como resultado, consequência:

Sua proposta de otimização dos sistemas da empresa não teve seguimento.”

Gabarito: E

Questão 9: IPC / 2007 / Superior

Fragmento do texto: Com exceção de algumas sociedades africanas — nas quais as mulheres desempenham papéis importantes na vida ritual e econômica —, a maior parte das sociedades humanas permite mais ampla participação na vida cultural aos elementos do sexo masculino. Grande parte da vida ritual do Xingu, por exemplo, é interditada às mulheres. Em alguns

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segmentos de nossa sociedade, o trabalho fora de casa é considerado inconveniente para o sexo feminino.

Segundo as regras de ortografia da língua portuguesa, e sem que se alterem os sentidos do texto, a palavra “segmentos” também poderia ser escrita como seguimentos.

Comentário: Como já visto na outra questão, o vocábulo “segmentos

significa aquilo que é ou está dividido em partes, diverso. A troca pela grafia “seguimentos” implica mudança de sentido (ato ou efeito de seguir, trazer como resultado, consequência). Assim, há mudança de sentido com a troca e

a

questão está errada.

Gabarito: E

Questão 10: TRE GO / 2008 / Superior

Fragmento do texto: Vamos ao princípio geral. S. Ex.ª confunde nomeação

e

vocação. Ponhamos o caso em mim. Eu, se amanhã me nomearem bispo,

poderia receber com regularidade a côngrua e os emolumentos, mas, por falta

de vocação, preferia uma boa rede a todas as câmaras eclesiásticas. S. Ex.ª dirá, porém, que esta hipótese é absurda; aqui vai outra.

Para assegurar o paralelismo sintático e a correlação entre tempos e modos verbais, estaria gramaticalmente correta a substituição de “preferia” (linha 4) por prefereria.

Comentário: Quanto ao emprego verbal, a substituição estaria correta, porém se deve notar o erro de grafia, pois o verbo “preferir” possui a base “preferi”, a qual recebe a desinência de futuro do pretérito “ria”. Assim, o correto é “preferiria”.

Gabarito: E

Questão 11: Polícia Militar CE - 2012 - nível médio

Fragmento de texto: Os governos da Bélgica, França, Grã-Bretanha, Itália e Estados Unidos da América decidiram homenagear, de forma especial, a memória desses soldados.

Caso o verbo decidir seja suprimido da expressão “decidiram homenagear” (linha 2), o verbo homenagear, que se conjuga pelo modelo de odiar deverá ser grafado homenagiaram.

Comentário: Como o verbo auxiliar “decidiram” encontra-se no pretérito perfeito do indicativo, ao transformarmos a locução verbal em verbo simples, deve haver a transformação do infinitivo do verbo principal em tempo verbal (pretérito perfeito do indicativo). Mas o verbo “homenagear” não se conjuga como “odiar” no pretérito perfeito do indicativo. Veja:

Eu odiei, tu odiaste, ele odiou, nós odiamos, vós odiastes, eles odiaram.

Eu homenageei, tu homenageaste, ele homenageou, nós homenageamos, vós homenageastes, eles homenagearam.

Assim, o pretérito perfeito do indicativo do verbo “homenagear” é “homenagearam”. O problema da questão foi ortográfico.

Gabarito: E

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Questão 12: TRE GO / 2008 / Superior

 

Fala-se (A) muito em eleições violentas e corruptas, a bico de pena, a bacamarte, a faca e a pau. Nenhuma dessas palavras é nova aos (B) meus ouvidos. Conheço-as desde a infância. Crespas são deveras; na entrada do próximo século é força (C) mudar de método ou de nomeclatura (D). Ou o mesmo sistema com outros nomes, ou estes nomes com diversa aplicação (E).

 

Trecho adaptado de Machado de Assis. A semana. In: Obra Completa, v. III, Rio de Janeiro: Aguilar, 1973, p. 649.

Considerando que cada opção abaixo corresponda, no texto, à expressão ou

palavra destacada em negrito que imediatamente antecede o símbolo A, B, C,

D

ou E, assinale a opção que corresponde a erro gramatical.

(A)

(B)

(C)

(D)

(E)

Comentário: O único problema é gráfico. Falta um “n” na alternativa (D). O vocábulo corretamente escrito deve ser “nomenclatura”. Houve muita gente que não percebeu a falta do “n” e colocou a culpa no coitado do verbo “Fala-se” colocando-o no plural !!!! Perceba que esse verbo é transitivo indireto e exige o objeto indireto “em eleições violentas e corruptas”. Assim, o pronome “se” é o índice de indeterminação do sujeito, sobre o qual falamos em nossa aula de concordância. Lembra?!!! Esse verbo deve permanecer na terceira pessoa do singular, tal como está nesta alternativa. A alternativa (B) está correta, porque “aos meus ouvidos” é o complemento nominal do adjetivo “nova”. Esse adjetivo exigiu, neste contexto, a preposição “a”. A alternativa (C) está correta, tendo em vista que “força” é o predicativo

do sujeito oracional “mudar de

”.

Por isso, não se flexiona.

 

Algumas pessoas também à época marcaram esta alternativa (E) como

a

errada, alegando que “diversa aplicação” deveria estar no plural: diversas

aplicações. Primeiro, perceba que a questão pede para verificarmos o uso do vocábulo em negrito. Assim, não podemos flexionar o substantivo “aplicação”, se não foi permitido flexionarmos o adjetivo “diversa”. Além

disso, o sentido muda. O vocábulo “diversa” está no sentido de variada, diferente (variada aplicação, diferente aplicação). Não está no sentido de muitas, várias aplicações.

Gabarito: D

 

Questão 13: IPEA / 2008 / Superior

Julgue a frase abaixo quanto à correção gramatical.

Mas as empresas privadas não dispõem de capital suficiente para isso, e, se despuzessem, esbarrariam em obstáculos históricos, como seu notório temor de aplicações de risco e sua falta de experiência.

Comentário: O único problema na questão é a grafia do verbo derivado de pôr. Esse verbo, flexionado na terceira pessoa do plural do tempo pretérito imperfeito do subjuntivo, é “pusessem”. Assim, basta inserirmos o prefixo “dis”: dispusessem.

Gabarito: E

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Questão 14: MDS / 2008 / Superior

Fragmento do texto: O conhecimento e a aprendizagem sobre a escala local proporcionados pelas informações estatísticas vêm responder às exigências imediatas de compreensão da heterogeneidade estrutural no Brasil.

De acordo com a ortografia oficial, admite-se que o termo “heterogeneidade” seja grafado como heterogenidade.

Comentário: Este substantivo só admite uma grafia. Ele é derivado do adjetivo “heterogêneo”. Para sua formação, troca-se o “o” por “i”, e acrescenta-se o sufixo “-dade”.

Gabarito: E

Questão 15: TRT - RJ / 2008/ Analista

A grafia correta do verbo correspondente a ressurreição é ressucitar.

Comentário: A afirmativa está errada, porque a grafia correta do verbo é “ressuscitar”. O substantivo “ressurreição” é derivado deste verbo.

Gabarito: E

Questão 16: TRT - RJ / 2008/ Analista

Apesar de a grafia correta do verbo poetizar exigir o emprego da letra “z”, o feminino de poeta é grafado com s.

Comentário: A afirmativa está correta, pois o substantivo “poeta” recebe o sufixo “-isa” (poetisa) para formar o feminino, e recebe o sufixo “-izar” para formar o verbo (poetizar).

Gabarito: C

Questão 17: ANEEL / 2010/ Superior

Fragmento do texto: O planejamento caiu em descrédito com a queda do Muro de Berlim, a implosão da União Soviética e a contrarreforma neoliberal baseada no mito dos mercados que se autorregulam. Seria ingênuo pensar que esse mito desapareceu com a recente crise, mas, que ele está mal das pernas, está.

O sentido da expressão “mal das pernas”, característica da oralidade, seria prejudicado caso se substituísse “mal” por mau.

Comentário: É só lembrar que “mal” é oposto de bem, então é grafado com “l”. Já “mau” é o oposto de bom, então é grafado com “u”. Por isso, a substituição implicaria prejuízo ao sentido.

Gabarito: C

Questão 18: SEDAP PB / 2009 / Superior

Assinale a opção correspondente ao período que está de acordo com as normas gramaticais.

(A)

O poeta que nos involvia com as suas palavras, calou-se para sempre.

(B)

O poeta, que envolvia-nos com as suas palavras, calou-se para sempre.

(C)

O poeta que nos envolvia com as suas palavras se calou para sempre.

(D)

O poeta, que involvia-nos com as suas palavras, se calou para sempre.

Comentário: Esta questão cobrou ortografia, pontuação e colocação pronominal. O verbo “envolver” continua com o mesmo radical no pretérito imperfeito do indicativo (envolvia), por isso eliminamos as alternativas (A) e

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(D).

O pronome relativo “que” é palavra atrativa e faz com que o pronome oblíquo átono “nos” se posicione obrigatoriamente antes do verbo (que nos envolvia). Assim, eliminamos a alternativa (B), sobrando a (C) como correta. Note que a frase desta alternativa está correta gramaticalmente, pois a oração “que nos envolvia com as suas palavras” é subordinada adjetiva restritiva, por isso está sem vírgulas. Não é qualquer poeta, mas somente aquele que nos envolvia com suas palavras. Assim, percebe-se que realmente há restrição.

Gabarito: C

Questão 19: Assembleia Legislativa ES – 2011 – Procurador

Cada uma das questões abaixo apresenta um trecho de texto, seguido de uma proposta de sua reescritura. Julgue se a reescritura está gramaticalmente correta.

Fragmento de texto: As informações que deveriam ser públicas, como contratos estabelecidos entre o Estado e os agentes privados, são de difícil acesso; a linguagem da administração pública continua hermética aos cidadãos comuns, a começar pelo orçamento; o processo licitatório é flagrantemente burlado pela própria natureza oligopólica da economia brasileira, principalmente nas obras “públicas” que envolvem bilhões de reais; não há no país uma “cultura política” de prestação de contas, por mais que avanços sejam observados desde a redemocratização e mesmo pela intensa mobilização da sociedade política organizada no Brasil.

a linguagem da administração pública continua hermética aos cidadãos comuns” (linhas 3 e 4) – a linguagem administrativa do Estado brasileiro permanesce impescrutável as massas

Comentário: Veja que a questão não abordou reescritura de trecho com permanência de sentido. Então, devemos partir diretamente para verificação de problemas gramaticais. O verbo corretamente grafado deve ser “permanece”. Além disso, aquilo que é “perscrutável”, é investigado minuciosamente, devassado, estudado, acompanhado profundamente. Assim, o contrário disso é “imperscrutável”. Como o adjetivo “imperscrutável” exigiu a preposição “a” e o substantivo “massas” está antecipado do artigo “as”, deve ocorrer a crase:

imperscrutável às massas”.

Gabarito: E

Questão 20: Assembleia Legislativa ES – 2011 – Procurador

Apresenta-se um trecho de texto, seguido de uma proposta de sua reescritura. Julgue se a reescritura está gramaticalmente correta.

Fragmento de texto: Essa forma de veicular denúncias e indícios reafirma muitos dos mitos acerca do fenômeno da corrupção. Podem-se inventariar alguns: a colonização portuguesa, que seria essencialmente patrimonialista, em contraposição ao “poder local” e ao “espírito de comunidade” da tradição anglo-saxã; a cultura brasileira, com seu universo miscigenado, tão criticado por perspectivas eugenistas do início do século XX, e sua “amoralidade macunaímica”, que não teria, mesmo após a independência e a República,

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conseguido separar o público do privado; a disjunção entre elites políticas e sociedade, como se as primeiras não fossem reflexo, direto e(ou) indireto, da última; a ausência de uma base educacional formal sólida como explicação para comportamentos não republicanos; por fim, a ausência e(ou) fragilidade de leis e de instituições capazes de fiscalizar, controlar e punir os casos de malversação dos recursos públicos, como se o país fosse “terra de ninguém”.

a disjunção entre elites políticas e sociedade, como se as primeiras não fossem reflexo, direto e(ou) indireto, da última” (linhas 8 a 10) – a dissenção das elites políticas em relação a sociedade, como se estas não refletissem nessa, direta e(ou) indiretamente

Comentário: Novamente, devemos simplesmente observar se o texto está corretamente escrito, pois a questão não pediu permanência de sentido:

O verbo “dissentir” (divergir, discordar) gera o substantivo “dissensão” (divergência, discrepância, contraste). Além disso, veja que há um contraste entre dois termos: “elites políticas” e “sociedade”. Note que no texto original, as duas expressões não estão antecipadas do artigo “as”, “a”, respectivamente. Isso nos dá uma noção de que são entendidos de maneira geral. Na reescrita, o primeiro termo recebeu o artigo (“das elites políticas”). Assim, o segundo termo (“sociedade”) também receberá o artigo definido feminino. Como o substantivo “relação” exige a preposição “a”, deve ocorrer a crase.

Note, ainda, que os pronomes demonstrativos “estas” e “nessa” estão inadequados, pois retomam dois termos em contraste. Assim, o último termo (“sociedade”) deve ser retomado pelo pronome singular “esta”, e o primeiro (“elites políticas”) deve ser retomado pelo pronome “naquelas”.

a

dissensão das elites políticas em relação à sociedade, como se esta não ”

refletissem naquelas, direta e(ou) indiretamente

 

Gabarito: E

ACENTUAÇÃO GRÁFICA.

Há dois tipos de acentuação das palavras: a tônica e a gráfica.

Acentuação tônica

As palavras podem ser átonas ou tônicas. Algumas preposições (“em”, “de”, “por”), os artigos, os pronomes oblíquos átonos (“o”, “me”, “nos”, se”) etc são palavras átonas. Já as palavras-chave de uma frase, como os substantivos, verbos, adjetivos, advérbios são tônicas, isto é, possuem sílaba mais forte em relação às outras. Assim, quando a sílaba tônica de uma palavra é a última, é chamada de oxítona (ruim, ca, ji, alguém, anzol, condor). Quando a tonicidade recai na penúltima sílaba, é chamada de paroxítona (lar, planeta, rus, capa, jato, âmbar, fen). Quando a sílaba tônica é a antepenúltima, é chamada de proparoxítona (rrego, pula, trânsito, cara, dico). Com base na acentuação tônica, possuímos a acentuação gráfica. Imagine por que temos as regras de acentuação gráfica, vendo esta frase:

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Dona Delia, arquejava para o lado, empunhava a citara¹ e fazia um belo som ao fundo, enquanto o poeta, de renome entre a corte, citara² um pequeno recorte de seus preciosos versos. “Depois dele, quem mais citara³ coisa tão linda!”, exclamou Ambrozina, filha de Galdeco.

1. tara: instrumento musical;

2. citara: verbo “citar” no pretérito-mais-que-perfeito do indicativo;

3. cita: verbo “citar” no futuro do presente do indicativo.

Sem a acentuação gráfica nas ocorrências de “citara”, temos dificuldade de entender o texto acima, não é?

a

A Língua Portuguesa

passou por

tempos

em

que não

havia

acentuação gráfica e isso fazia com que houvesse alguns problemas de

interpretação dos textos da corte, das leis, das ordens.

Houve, portanto, necessidade de padronizar a linguagem de forma a ter mais clareza, disso resultaram as regras de acentuação gráfica.

A acentuação gráfica é a aplicação de sinais sobre algumas vogais de forma a representar a tonicidade da palavra. Esses sinais são basicamente os acentos agudo (´) e circunflexo (^).

Além desses, há ainda o acento grave (`), que é o indicador da crase; o trema (¨), o qual foi suprimido das palavras portuguesas ou aportuguesadas pela Reforma Ortográfica, exceto nos casos de derivados de nomes próprios:

“mülleriano” (derivado de “Müller”); o til (~), o qual indica nasalização das vogais a e o.

As regras básicas nasceram da necesidade de padronização:

Vamos estudá-las como foram geradas: do mais simples (tonicidade que possui poucas regras) para o mais trabalhoso (tonicidade que possui mais regras).

Foi percebido no vocabulário da época que a menor quantidade de vocábulos tônicos se concentrava nas proparoxítonas. Por isso, todas são acentuadas: lâmpada, relâmpago, Atlântico, trôpego, Júpiter, lúcido, ótimo, víssemos, flácido.

Assim, ficou mais fácil e prático.

Depois, foi percebido que os monossílabos tônicos também tinham, dentre o vocabulário da época, pouca quantidade de palavras e maior incidência das vogais “a”, “e”, “o”, podendo ficar no plural. Então acharam por bem acentuar:

a, as: já, gás, pá.

e, es: pé, mês, três.

o, os: pó, só, nós.

Os monossílabos tônicos terminados em “ói”, “éi”, “éu” eram acentuados.

Mas, antes da reforma ortográfica assinada em 2009, esses ditongos abertos e tônicos tinham acento em qualquer sílaba tônica. A partir de janeiro de 2009,

ela passou a ser fixa do monossílabo tônico. Por isso, acrescentamos:

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ói, éu, éi: dói, mói, céu, véu, méis.

Foi visto, à época

e hoje não é diferente , que a quantidade de

vocábulos paroxítonos é muito maior do que os oxítonos. Percebeu-se, também, que havia muita paroxítona terminada em “a”, “e”, “o”, “em”, ens”. Então se criou a regra justamente das oxítonas, em oposição às paroxitonas, para evitar que tivéssemos que acentuar tanta palavra. Assim:

a, as: crachá, cajá, estás.

Por isso, não acentuamos as paroxítonas “capa, ata, tapa”.

e, es: você, café, jacarés.

Por isso, não acentuamos as paroxítonas “pele, crepe, tempo”.

o, os: paletó, jiló, retrós.

Por isso, não acentuamos as paroxítonas “rolo, bolo, copo”.

em, ens: ninguém, também, parabéns.

Por isso, não acentuamos as paroxítonas “garagem, item, hifens”.

Como ocorreu nos monossílabos tônicos, as oxítonas terminadas em “ói”, “éi”, “éu” já eram acentuadas. Mas, antes da reforma ortográfica assinada em 2009, esses ditongos abertos e tônicos tinham acento em qualquer sílaba tônica. A partir de janeiro de 2009, ela passou a ser fixa também das oxítonas. Por isso, acrescentamos:

ói, éu, éi: herói, corrói, troféu, chapéu, ilhéu, anéis, fiéis, papéis.

Por esse motivo, deixamos de acentuar as paroxítonas que possuem a tonicidade nestes ditongos abertos tônicos, como “assembleia, ideia, heroico, joia”.

Restaram, então, as demais terminações para as paroxítonas. Perceba que a acentuação desta regra ocorreu também em oposição à oxítona.

i, is: táxi, beribéri, lápis, grátis, júri.

us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum, álbuns, parabéluns.

l, n, r, x, ps: incrível, útil, ágil, fácil, amável, próton, elétron, herôon 3 , éden, hífen, pólen, dólmen, lúmen, líquen, éter, mártir, blêizer,contêiner, destróier, gêiser 4 , Méier, caráter, revólver, tórax, ônix, fênix, bíceps, fórceps.

ã, ãs, ão, ãos: ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos.

on, ons: elétron, elétrons, próton, prótons.

ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de s:

água, árduo, pônei, vôlei, cáries, mágoas, pôneis, jóqueis.

Por isso, não acentuamos as oxítonas “caqui, jabutis”; “urubu, bambus”; “anel, cateter, ureter, durex”; “irmã, irmão” (Perceba que o “til” é apenas um marcador de nasalização); e “voltei, carregarei”.

3 Herôon: espécie de santuário que era construído em homenagem aos antigos heróis gregos e romanos. 4 Gêiser: nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando uma coluna de água quente e vapor para o ar.

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Como no Direito, a regra geral não abarca tudo. Deve haver algumas peculiaridades para algumas situações. No caso da linguagem, há particularidades para algumas palavras. Daí se seguem as regras especiais. Isso ocorreu primeiro por causa de vocábulos como:

pais, país

cai, caí,

saia, saía

O vocábulo “pais” é um monossílabo tônico e não tem acento porque sua terminação não permite (apenas os monossílabos terminados em “a, e, o”, seguidos ou não de “s”, são acentuados). Esse vocábulo é formado pela vogal “a” (som mais forte) e a semivogal “i” (som mais brando). Assim, percebemos um declínio no som. Chamamos isso de ditongo, pois é construído por uma vogal e uma semivogal. Mas também pode haver o ditongo formado por semivogal e em seguida uma vogal. Veja as paroxítonas terminadas em ditongo oral para ficar mais claro:

á-gua, ár-duo, cá-ries, má-goas, pô-nei, vô-lei, jó-queis.

As quatro primeiras palavras possuem a sequência semivogal (u, u, i,

o), seguida de vogal (a, o, e, a). Já as três últimas possuem a vogal (e)

seguida de semivogal (i).

Veja agora o vocábulo “país”. Ele possui duas sílabas (pa-ís). Há, na realidade, duas vogais. Assim, obrigatoriamente, devem ficar em sílabas diferentes. Chamamos isso de HIATO.

Houve necessidade de criar a regra do hiato, para evitar confundir a pronúncia das palavras. Veja como ficou:

As regras especiais

a) hiato

condições:

– as vogais “i” ou “u” recebem acento, quando nas seguintes

- sejam a segunda vogal do hiato;

- sejam tônicas;

- estejam sozinhas ou com s na mesma sílaba;

- não sofram nasalização.

ex.: saída: sa-í-da; faísca: fa-ís-ca; balaústre: ba-la-ús-tre; (nós)arguímos:

ar-gu-í-mos; (vós)arguís: ar-gu-ís; possuímos: pos-su-í-mos; possuía: pos-su- í-a.

Observação: as vogais “i” ou “u”, após ditongo nas palavras oxítonas, recebem acento: Piauí, tuiuiú, teiú. Com a reforma ortográfica, não há mais acento nas paroxítonas de mesma regra: feiura, baiuca. (Cuidado com estas duas palavras! Por serem a exceção, podem cair em prova.)

b) acento diferencial é utilizado para diferenciar palavras de grafia

semelhante.

I) Usamos o acento diferencial para distinguir o verbo “pôde” (pretérito perfeito do indicativo) do verbo “pode” (presente do indicativo). II) Também usamos para distinguir o verbo “pôr” da preposição “por”. III) Ele distingue ainda os verbos “vir” e “ter” para marcar plural:

ele tem eles têm ele vem eles vêm

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IV) Admite-se o acento circunflexo na acepção de “vasilha” (fôrma de bolo) para diferenciar-se da homógrafa de timbre aberto equivalente a “formato” (forma física) ou relativa à conjugação do verbo FORMAR (ele forma).

Para ajudar na acentuação gráfica, é importante saber a sílaba tônica de algumas palavras que possam causar dúvidas. Assim, cuidado com a pronúncia:

Oxítonas: cateter, condor, mister , Nobel, novel, ruim, ureter

Paroxítonas: acórdão, avaro, caracteres, cânon, edito (lei, decreto), efebo,

filantropo,

misantropo, necropsia, pudico, recorde, rubrica Proparoxítonas: arquétipo, crisântemo, édito(ordem judicial), ímpio(sem fé), ímprobo, ínterim

fluido,

fortuito,

gratuito,

ibero,

impio

(cruel),

látex,

libido,

Não se esqueça de que acentuamos os verbos oxítonos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos dos pronomes pessoais oblíquos átonos “-lo”, “-la”, “-los”, “-las". Veja:

Vou cantar a música. Vou beber a água. Vou compor a música.

a música. Vou beber a água. Vou compor a música. Vou cant á -la. Vou beb
a música. Vou beber a água. Vou compor a música. Vou cant á -la. Vou beb

Vou cantá-la. Vou bebê-la.

Vou compô -la. ô-la.

Então não acentuamos as oxítonas terminadas em “i”:

Vou partir o bolo. Vou dividir as tarefas.

em “ i ”: Vou partir o bolo. Vou dividir as tarefas. Vou part i -lo.

Vou parti-lo.

Vou dividi -las. i-las.

Mas não se descuide da oxítona formada por hiato com o “i” tônico, pois há acento nesse caso:

Vou instruir a equipe. Vou construir uma ponte.

caso: Vou instruir a equipe. Vou construir uma ponte. Vou instru í -la. (ins-tru- í )

Vou instruí-la. (ins-tru-í)

Vou construí -la. (cons-tru- í ) í-la. (cons-tru-í)

RESUMO DO ACORDO ORTOGRÁFICO (ACENTUAÇÃO GRÁFICA)

Como era

Como era   Nova regra Como é
 

Nova regra

Como era   Nova regra Como é

Como é

Alfabeto:

   

O alfabeto era formado por 23 letras, mais as letras chamadas de ‘especiaisk, w, y.

O

alfabeto é formado

As letras k, w, y fazem parte do alfabeto. São usadas em siglas, símbolos, nomes próprios estrangeiros e seus derivados. Exemplos: km, watt, Byron, byroniano.

por 26 letras.

Trema:

   

agüentar, conseqüência, cinqüenta, qüinqüênio, freqüência, freqüente, eloqüência, eloqüente, argüição, delinqüir, pingüim, tranqüilo, lingüiça

O

trema é eliminado

aguentar, consequência, cinquenta, quinquênio, frequência, frequente, eloquência, eloquente, arguição, delinquir, pinguim, tranquilo, linguiça

em

palavras

portuguesas

e

aportuguesadas.

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O trema permanece em nomes próprios estrangeiros e seus derivados:

Müller, mülleriano, hübneriano.

Acentuação

Não se acentuam os ditongos abertos -ei e –oi nas palavras paroxítonas.

assembléia, platéia, idéia, colméia, boléia, panacéia, Coréia, hebréia, bóia, paranóia, jibóia, apóio (forma verbal), heróico, paranóico

assembleia, plateia, ideia, colmeia, boleia, panaceia, Coreia, hebreia, boia, paranoia, jiboia, apoio (forma verbal), heroico, paranoico

• O acento nos ditongos -éi e -ói permanece nas palavras oxítonas e

monossílabos tônicos de som aberto: herói, constrói, dói, anéis, papéis, anzóis.

• O acento no ditongo aberto –éu permanece: chapéu, véu, céu, ilhéu.

enjôo (subst. e forma verbal), vôo (subst. e forma verbal), corôo, perdôo, côo, môo, abençôo, povôo

Não se acentua o hiato - oo.

enjoo (subst. e forma verbal), voo (subst. e forma verbal), coroo, perdoo, coo, moo, abençoo, povoo

crêem, dêem, lêem, vêem descrêem, relêem, revêem

Não se acentua o hiato - ee dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados ( 3a p. pl.).

creem, deem, leem, veem, descreem, releem, reveem

pára (verbo), péla (subst. e verbo), pêlo (subst.), pêra (subst.), péra (subst.), pólo (subst.)

Não se acentuam as palavras paroxítonas que são homógrafas.

para (verbo), pela (subst. e verbo), pelo (subst.), pera (subst.), pera (subst.), polo (subst.)

• O acento diferencial permanece nos homógrafos: pode (3ª pessoa do sing.

do presente do indicativo do verbo poder) e pôde (3ª pessoa do pretérito perfeito do indicativo).

• O acento diferencial permanece em pôr (verbo) em oposição a por (preposição).

argúi, apazigúe, averigúe, enxagúe, obliqúe

Não se acentua o -u tônico nas formas verbais rizotônicas (acento na raiz), quando precedido de -g ou -q e seguido de –e ou -i (grupos que/qui e gue/gui).

argui, apazigue, averigue, enxague, oblique

baiúca, boiúna cheiínho, saiínha, feiúra, feiúme

Não se acentuam o -i e -u tônicos das palavras paroxítonas quando precedidas de ditongo.

baiuca, boiuna, cheiinho, saiinha, feiura, feiume

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Agora, vamos às questões:

Questão 21: TRE - AP / 2007 / Analista

São acentuados por serem paroxítonos terminados em ditongo os seguintes substantivos abstratos: “órgão”, “área”, “agrária”, “famílias” e “período”.

Comentário: Primeiro, os substantivos “órgão”, “área”, “família” e “período” são concretos (e não abstratos, como afirmado na questão). O vocábulo “agrária” não é substantivo, mas adjetivo. Quanto à acentuação, as palavras “órgão”, “área”, “agrária” e “famílias” são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral. Perceba que, além disso, no vocábulo “famílias” esse ditongo é seguido de “s”. Já o vocábulo “período” é uma proparoxítona, cuja divisão silábica é: pe-rí-o-do.

Gabarito: E

Questão 22: TRE - ES / 2011 / nível médio

Em “contribuíram”, o emprego do acento gráfico justifica-se pela presença de ditongo em sílaba tônica.

Comentário: Ditongo é o encontro de dois sons vocálicos (vogal e semivogal ou semivogal e vogal). Note que o ditongo obrigatoriamente deve ficar na mesma sílaba, pois cada sílaba possui obrigatoriamente uma vogal. Hiato é o encontro de duas vogais. Assim, obrigatoriamente, reconhece-se o hiato quando cada som vocálico estiver em sílabas diferentes. Perceba o verbo con- tri-bu-í-ram. A vogal “u” está em sílaba diferente da vogal “í”. Portanto, ocorre a regra especial de acentuação (hiato com vogal “i” ou ”u”, seguidos ou não de “s”).

Gabarito: E

Questão 23: TRE - ES / 2011 / nível médio

As palavras “catástrofe” e “climática” recebem acento gráfico com base em justificativas gramaticais diferentes.

Comentário: As palavras “catástrofe” e “climática” recebem acento gráfico pelo mesmo motivo: toda proparoxítona deve ser acentuada.

Gabarito: E

Questão 24: TRE - PA / 2007 / Técnico

 

Desconsidere a Nova Reforma Ortográfica, assinada em 2009.

Com referência à grafia e acentuação de palavras, assinale a opção em que uma das três palavras não segue a mesma regra que as outras duas.

(A)

mantém, além e também

(B)

importância, comércio e conseqüências

(C)

democrática, públicas e eletrônica

(D)

idéia, assembléia e país

(E)

início, municípios, médio

Comentário: Além da regra, vou apontar também a divisão silábica para melhor visualização. Na alternativa (A), as palavras man-tém, a-lém e tam-bém são acentuadas por serem oxítonas terminadas em “em”. Na alternativa (B), são acentuadas as paroxítonas terminadas em ditongos orais, seguidos ou não de “s”. Nestes casos, os ditongos são “ia” e

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“io”. Comprove que essas palavras são paroxítonas, observando a divisão silábica: im-por-tân-cia, co-mér-cio e con-se-qüên-cias. Veja que esta prova ocorreu antes de 2009, por isso o vocábulo “conseqüências” está de acordo com a regra antiga e temos de admitir como correto o uso do trema. Nas provas a partir de 2009, quando a nova reforma entrou em vigor, perdeu-se o trema. Na alternativa (C), as palavras de-mo-crá-ti-ca, pú-bli-cas e e-le-trô-ni- ca são acentuadas por serem proparoxítonas. A alternativa (D) é a correta, pois no vocábulo “país” há acento por ocorrer hiato “a-í” (encontro de duas vogais), diferentemente da regra das duas anteriores. Antes da reforma ortográfica, devíamos acentuar todas as palavras que possuíssem os ditongos abertos tônicos “éi”, “ói” e “éu". Por isso, antes de 2009, eram corretas as formas “idéia” e “assembléia” (com acento). Com a reforma, foram eliminados os acentos desta regra nas paroxítonas, por isso hoje em dia devemos grafar “ideia” e “assembleia” (sem acento). Veja a divisão silábica: i-dei-a; as-sem-blei-a. Isso comprova que são paroxítonas. Bom, como dissemos, esta prova não levou em conta esta reforma. Assim, esta é a alternativa correta. Na alternativa (E), os vocábulos i-ní-cio, mu-ni-cí-pios, mé-dio são paroxítonos terminados em ditongos orais “io”, seguidos ou não de “s”.

Gabarito: D

Questão 25: TRE - MG / 2008 / Técnico

Obedecem à mesma regra de acentuação gráfica os vocábulos “pérola”, “derruída” e “visível”.

Comentário: Há erro na questão, porque as regras são diferentes. A palavra pé-ro-la é uma proparoxítona e todas são acentuadas; der-ru-í-da possui hiato “u-i” e vi-sí-vel leva acento por ser paroxítona terminada em “l”.

Gabarito: E

Questão 26: TRE - MG / 2008 / Analista

Os vocábulos “econômicas”, “falíveis”, “volúveis”, “máquinas” e cálculos” recebem acento gráfico por terminarem em vogal seguida de s.

Comentário: Não há regra de acentuação gráfica para palavra que termine com vogal não especificada seguida de “s”. Assim, a questão está errada, pois e-co-nô-mi-cas, má-qui-nas e cál-cu-los têm acento por serem proparoxítonas; fa-lí-veis e vo-lú-veis têm acento por serem paroxítonas terminadas em ditongo oral (“ei”), seguido de “s”.

Gabarito: E

Questão 27: ABIN / 2008 / Nível médio

As palavras “última”, “década” e “islâmica” recebem acento gráfico com base em regras gramaticais diferentes.

Comentário: A regra de acento para essas palavras é a mesma: úl-ti-ma, dé- ca-da e is-lâ-mi-ca são proparoxítonas e todas devem ser acentuadas por isso.

Gabarito: E

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Questão 28: CEF / 2010 / Superior

Os vocábulos “políticas”, “desperdício” e “carcerária” recebem acento gráfico com base na mesma regra de acentuação.

Comentário: A palavra po-lí-ti-cas recebe acento por ser proparoxítona; as palavras des-per-dí-cio e car-ce-rá-ria são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongos orais (io, ia). Portanto, regras diferentes.

Gabarito: E

Questão 29: FUB / 2010 / Médio

Fragmento do texto: Para se ter uma ideia, apenas os alunos de ótimo boletim têm direito à inscrição e, ainda assim, 85% deles ficam de fora.

Em razão do contexto, o acento gráfico empregado na forma verbal “têm” é obrigatório.

Comentário: O verbo “têm” possui o acento circunflexo por causa da regra do acento diferencial. Ele sinaliza o plural, tendo em vista que o núcleo do sujeito deste verbo está no plural: “alunos”. Portanto, esse acento é obrigatório.

Gabarito: C

Questão 30: INCA / 2010 / Médio

As palavras “Único”, “críticas” e “público” recebem acento gráfico porque têm sílaba tônica na antepenúltima sílaba.

Comentário: A antepenúltima sílaba corresponde justamente à tonicidade proparoxítona, a qual é regra de acento para os vocábulos Ú-ni-co, “crí-ti-cas” e “pú-bli-co.

Gabarito: C

Questão 31: MRE / 2008 / Superior

As palavras “equilíbrio” e “câmbio” recebem acento gráfico com base na mesma regra gramatical.

Comentário: As palavras e-qui-lí-brio e câm-bio são paroxítonas terminadas em ditongo oral (“io”).

Gabarito: C

Questão 32: MRE / 2008 / Superior

O emprego do acento gráfico nas palavras “concluída” e “caí” atende à mesma regra gramatical.

Comentário: Os vocábulos con-clu-í-da e ca-í são acentuados pelo mesmo motivo: por possuírem os hiatos (u-í, a-í).

Gabarito: C

Questão 33: PC ES / 2010 / Superior

Fragmento do texto:

Especialmente nas áreas urbanas do país, a sensação de medo e insegurança tem sido experimentada como grave problema público devido à expectativa de que qualquer pessoa pode-se tornar vítima de crime em qualquer ponto das cidades e em qualquer momento de sua vida cotidiana. Nesse cenário caótico de insegurança, um dos temas frequentemente

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levantados é a necessidade de profissionalizar a polícia brasileira como recurso para capacitá-la para o desempenho mais eficiente, mais responsável e mais efetivo na condução da ordem e da segurança públicas.

Os vocábulos “público” (linha 2) e “caótico” (linha 5), que foram empregados no texto como adjetivos, obedecem à mesma regra de acentuação gráfica.

Comentário: Primeiramente, observamos que pú-bli-co e ca-ó-ti-co são palavras proparoxítonas e por isso são acentuadas. Depois, percebemos que, na expressão “grave problema público”, o núcleo do termo é o substantivo “problema” e os vocábulos “grave” e “público” são adjetivos, pois caracterizam esse núcleo. Na expressão “cenário caótico de insegurança”, perceba que o núcleo é o substantivo “cenário”, e os vocábulos “caótico” (adjetivo) e “de insegurança” (locução adjetiva) caracterizam esse núcleo. Portanto a questão está correta.

Gabarito: C

Questão 34: PM ES / 2007 / Médio

As palavras “políticos”, “século” e “oligárquicos” recebem acento gráfico com base na mesma regra gramatical.

Comentário: As palavras po-lí-ti-cos, sé-cu-lo e o-li-gár-qui-cos são proparoxítonas, por isso possuem a mesma regra de acentuação gráfica.

Gabarito: C

Questão 35: Pol Fed / 1997 / Delegado

 

Com referência ao emprego correto de pronomes e da pontuação e à correção ortográfica, julgue o item que se segue.

São obstante a policia estar cumprindo seu papel, há uma guerra nas ruas:

excessivos assaltos dos marginais à sociedade fazem que as primeiras vitimas sejam os mais pobres.

Comentário: Primeiro, a expressão correta é “Não obstante”, pois inicia ideia de contraste. Em seguida, veja que palavra paroxítona terminada em ditongo oral deve ser acentuada: po-lí-cia. Além disso, toda proparoxítona deve ser acentuada: ví-ti-mas. Perceba que a questão se referiu exclusivamente ao emprego de pronomes (que está correto); da pontuação (também correto, pois a vírgula marca a antecipação de oração subordinada adverbial concessiva e os dois- pontos marcam uma explicação). Quanto à correção ortográfica, já vimos os erros.