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1

1

Sumário

1.

PROGRAMA DA DISCIPLINA

3

1.1 EMENTA

3

1.2 OBJETIVOS

3

1.3 CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

3

1.4 METODOLOGIA

4

1.5 CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

4

1.6 BIBLIOGRAFIA RECOMENDADA

4

CURRICULUM VITAE DO PROFESSOR

4

2.

MATEMÁTICA FINANCEIRA

5

2.1 INTRODUÇÃO

5

2.2 JUROS SIMPLES

5

2.3 JUROS COMPOSTOS

6

 

2.3.1

CÁLCULOS DE JUROS COMPOSTOS NA HP 12C

9

2.4

TAXAS DE JUROS

10

2.4.1 TAXA NOMINAL ( IN )

10

2.4.2 TAXAS PROPORCIONAIS ( IP )

10

2.4.3 TAXAS

EFETIVAS ( IEF )

10

2.5

DESCONTOS

12

2.5.1 DESCONTO SIMPLES POR FORA ( COMERCIAL OU BANCÁRIO )

13

2.5.2 DESCONTO SIMPLES POR DENTRO ( OU RACIONAL )

14

2.5.3 DESCONTO COMPOSTO

14

2.6

SÉRIES UNIFORMES

16

2.6.1 CÁLCULO DE SALDO DEVEDOR

19

2.6.2 SÉRIES INFINITAS OU SÉRIES PERPÉTUAS

19

3.

ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

20

3.1

INTRODUÇÃO

20

3.2

CRITÉRIOS DE DECISÃO

20

3.3

VALOR DO DINHEIRO NO TEMPO

21

3.4

TAXA MÍNIMA DE ATRATIVIDADE

21

3.5

FLUXO DE CAIXA - “CASH FLOW

22

3.6

CRITÉRIOS ECONÔMICOS DE DECISÃO

23

3.7

MÉTODO DO PAY-BACK (SIMPLES E DESCONTADO)

24

3.8

MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (NPV)

24

3.9

MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO

26

3.9.1 CONSIDERAÇÕES GERAIS SOBRE O MÉTODO

27

3.9.2 CALCULANDO A IRR NA HP-12C

27

3.9.3 EXEMPLO

27

4.

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

29

4.1 JUROS SIMPLES

29

4.2 JUROS COMPOSTOS

29

4.3 TAXAS DE JUROS

29

4.4 DESCONTOS

30

2

2

4.5 SÉRIES UNIFORMES

30

4.6 MÉTODO DO VALOR PRESENTE LÍQUIDO (NPV)

32

4.7 MÉTODO DA TAXA INTERNA DE RETORNO (IRR)

33

5. SLIDES

34

3

3

1. PROGRAMA DA DISCIPLINA

1.1 Ementa

Conceito de Juros. Juros Simples. Juros Compostos. Taxas de Juros. Relações entre os diversos tipos de taxas de juros. Descontos Simples e Compostos. Anuidades (Séries Uniformes). Planos de Amortização de Empréstimos. Utilização da HP-12C para cálculos financeiros. Taxa Mínima de Atratividade. Métodos de análise de investimentos: Pay-Back (simples e descontado), Valor Presente Líquido e Taxa Interna de Retorno.

1.2 Objetivos

Prover o aluno com a base matemática da área financeira, de modo que o mesmo possa executar cálculos elementares para a identificação da taxa de juros real de qualquer operação financeira.

1.3 Conteúdo programático

Conceito de Juros

 

Valor do dinheiro no tempo. Conceito de Capital, Juros

 

e

Montante.

Juros Simples

 

Conceito

de

juros

simples.

Montante

em

juros

 

simples. Exercícios.

 

Juros Compostos

 

Conceito de capitalização de juros. Montante em juros compostos. Exercícios.

Taxas de Juros

 

Taxas Nominais. Taxas Proporcionais. Taxas Equivalentes. Taxas Efetivas. Taxas Reais. Exercícios.

Relações entre os diversos tipos de taxas de juros

Quadro Demonstrativo ilustrando as diversas relações entre as taxas de juros.

Descontos Simples e Compostos

Conceito de desconto simples por dentro e por fora. Desconto Composto. Exercício.

Anuidades (Séries Uniformes)

 

Conceito de anuidade. Séries antecipadas e postecipadas. Séries infinitas ou perpétuas. Sistemas de Amortização. Cálculo do saldo devedor. Exemplos. Exercícios.

Conceitos de Valor do Dinheiro no Tempo

Conceito de equivalência associando o valor do dinheiro em tempos diferentes.

Taxa Mínima de Atratividade

 

Taxa que remunera o capital empregado,

 

considerando as taxas vigentes do mercado financeiro

e

o risco assumido. Exemplos.

 

Método do Payback

 

Payback

simples

e

descontado.

Vantagens

e

 

desvantagens. Exemplos.

 

Método do Valor Atual

 

Critério econômico de decisão em que todos os valores do fluxo de caixa são descontados com a taxa mínima de atratividade. Exemplos. Exercícios.

Método

da

Taxa

Interna

de

Critério econômico de decisão em que se procura a taxa de equivalência do fluxo de caixa que faça com que o mesmo, descontado, seja igual a zero. Exemplos. Exercícios.

Retorno

4

4

1.4 Metodologia

Serão apresentados exemplos práticos e, ao final de cada tópico, serão realizados pelos alunos, em sala de aula, uma série de exercícios, com o intuito de fixação da matéria, bem como para dirimir dúvidas sobre a teoria.

1.5 Critérios de avaliação

Será feita uma avaliação individual, sob a forma de prova, a ser realizada após o término

da disciplina. Não será permitida a consulta a livros, apostilas, notas de aula, etc

utilização de calculadoras financeiras é permitida e recomendada. Poderá ser aplicado um trabalho em grupo, para entrega no dia da prova, com peso máximo de 30%.

A

1.6 Bibliografia recomendada

LAPPONI, Juan Carlos. Matemática Financeira - Uma Abordagem Moderna. São Paulo:

Lapponi Treinamento e Editora Ltda., 1995, 3 a Ed.

LAPPONI, Juan Carlos. Projetos de Investimentos na Empresa. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda. (Campus), 2007, 1ª. Ed.

PUCCINI, Abelardo de Lima. Matemática Financeira - Objetiva e Aplicada. São Paulo:

Editora Saraiva, 2007, 7 a Ed.

SAMANEZ, Carlos Patrício. Matemática Financeira - Aplicações à Análise de Investimentos. São Paulo: Makron Books, 1999, 2 a Ed.

Curriculum vitae do professor

Doutorado em Administração pela Universidade Nacional de Rosário - UNR - Argentina. Mestre em Administração pela FGV-EBAPE. Especialista MBA em Administração Financeira pela FGV EBAPE/EPGE. Graduado em Economia pela UERJ. É professor de Finanças Nacionais, Finanças Internacionais, Análise de Investimentos, Mercado de Capitais e Derivativos, desde 1992, na Fundação Getúlio Vargas; IBMEC; FEBRABAN e Fundação Dom Cabral, além de cursos internos em diversas empresas. Criador e coordenador técnico do curso "Financial Advanced Program" no NYIF - New York Institute of Finance. Sócio Administrador da COPAS Treinamento e Consultoria. É um dos autores do livro “Matemática Financeira”, editado pela FGV CADEMP. É um dos autores do livro “Gestão de Riscos no Agronegócio”, editado pela FGV Management. É um dos autores do livro “Administração Bancária - Uma Visão Aplicada”, editado pela FGV Corporativo. É um dos autores do livro “Gestão de Finanças Internacionais”, editado pela FGV Management. Atuou como executivo de finanças em Bancos e Corretoras de Câmbio Titulos e Valores Mobiliários. Pesquisador na Universidade de Wuppertal - Alemanha. Coordenador de Agronegócio no ISAE -Soluçoes Corporativas.

5

5

2. MATEMÁTICA FINANCEIRA

2.1 Introdução

A matemática financeira é a parte da matemática que estuda as relações entre o valor da

moeda e o tempo. Chamamos normalmente esta relação de “o valor do dinheiro no tempo”.

Todas as pessoas sabem que o dinheiro vale mais hoje do que em qualquer tempo futuro (mesmo que estejamos em uma sociedade que não tenha inflação).

A

matemática financeira se propõe a calcular, portanto, o valor do dinheiro hoje, no futuro,

o

tempo que separa esses dois valores, a taxa de juros envolvida neste cálculo e de que

forma será calculada esta taxa de juros.

2.2 Juros Simples

Juros ( J )

=

É a remuneração pela aplicação de um capital ( C ), durante um certo período de tempo ( t ), a uma taxa de juros ( i ).

 

J

=

C

i

t

 

Quando i

é expresso sob a forma de taxa unitária, ou seja, de uma fração decimal

( por ex: 12% = 0,12 ; 5% = 0,05 ; 1,25% = 0,0125 ).

Obs.: Devemos manter sempre coerentes o prazo ( t ) com a taxa de juros ( i ), em relação

à unidade de tempo.

Exemplo:

Calcular os juros obtidos por um empréstimo de $ 100,00, a ser amortizado daqui a 10 (dez) anos, rendendo a uma taxa de juros de 8% a.a

- Em um ano, o devedor irá pagar:

$ 100,00 x 0,08 = $

8,00

- Em dez anos, o devedor pagará:

$

8,00 x

10 = $ 80,00

- Utilizando a fórmula J = C i t , temos:

 

J

=

$ 100,00 x 0,08 x 10

=

$ 80,00

MONTANTE ( S )

=

É composto pelo somatório do capital ( C ) com os juros ( J ) obtidos no período.

S =

C

+

J

(

1

)

No exemplo anterior, o montante ao final dos dez anos seria de $ 180,00, onde

C

= $ 100,00

e

J

=

$ 80,00.

6

6

Caso façamos a substituição de J na equação ( 1 ), teremos:

S

Atenção:

JUROS SIMPLES 200 180 160 140 120 100 80 60 40 20 0 1 2
JUROS SIMPLES
200
180
160
140
120
100
80
60
40
20
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Períodos
=
C + C i t
Montantes

S

=

C

(

1

+

i

t )

No regime de juros simples, os juros são sempre calculados sobre o capital inicial ( C ), fazendo com que os montantes, ao final de cada período de contagem de juros, apresentem-se como uma progressão aritmética ( P. A. ) de razão igual ao valor dos juros ( J ).

Aproveitando o exemplo do empréstimo de $ 100,00 a uma taxa de juros simples de 8% a.a., para um período t de 10 anos, vejamos como os juros iriam se comportar, graficamente:

a. Poderíamos montar a seguinte tabela:

PERÍODO

S

=

MONTANTE

ACRÉSCIMO

0 S0

=

100,00

-

1 S1

=

108,00

8,00

2 S2

=

116,00

8,00

3 S3

=

124,00

8,00

4 S4

=

132,00

8,00

5 S5

=

140,00

8,00

6 S6

=

148,00

8,00

7 S7

=

156,00

8,00

8 S8

=

164,00

8,00

9 S9

=

172,00

8,00

10 S10

=

180,00

8,00

b. Desta tabela, chegaríamos ao seguinte gráfico:

2.3 Juros Compostos

No regime de juros compostos, após cada período de capitalização, os juros são incorporados ao capital e passam, por sua vez, a render novos juros. Podemos, então, dizer que os juros serão sempre calculados tomando-se por base o montante ( S ) do

7

7

período anterior, diferentemente do que ocorre no regime de juros simples, onde os juros são sempre fixos, calculados sobre o capital inicial ( C ).

No regime de juros compostos também é introduzida uma nova variável, a freqüência de capitalização. Ela comanda a maneira pela qual os juros serão calculados, independentemente da taxa de juros fornecida e do tempo considerado.

Aliás, como a freqüência de capitalização é unitária, ou seja, ocorre de maneira uniforme,

o t ( tempo ) sempre será igual a 1 ( um ), enquanto o que nós iremos utilizar, de fato,

será o número de períodos de capitalização ( n ).

Os montantes, no regime de juros compostos, apresentar-se-ão como uma progressão geométrica ( P.G. ) de razão igual a ( 1 + i ) ( ver demonstração a seguir).

Fórmula do Montante:

Sabendo-se que t = 1, teremos:

S

1 = C + C i

= C

( 1 +

i

)

S

2 = S 1 + S 1

i

=

S

1 (

1 +

i

)

=

C

( 1 +

i

)

.

(

1 +

i

)

= C (1 + i ) 2

S

3 = S 2 + S 2 i

=

S

2 (

1

+

i

)

=

C

( 1 +

i

) 2

.

( 1 +

i

)

= C (1 + i ) 3

.

.

S

n = S n-1 + S n-1 i=

 

S n-1 ( 1 + i )

 

= C (1 + i ) n

S n =

C

(

1

+

i

)

n

Onde :

S ou FV

= montante ao final de n períodos de capitalização

C ou PV

= capital inicial

i

= taxa de juros (dentro da freqüência de capitalização)

n

= número de períodos de capitalização

Tabelas - Fatores Utilizados:

1. Para calcular o montante ( S ) , dado o capital

( C )

S

=

C

(

1

+

i

)

n

(

1

+

i

)

n

- Chama-se fator de valor futuro ou fator de capitalização.

8

8

2. Para calcular o capital ( C ) , dado o montante

( S )

C =

S

.

1

1

1

.

 

n

n

 

(

1

+

i

)

(

1

+

i

)

- Chama-se fator de valor atual ou fator de desconto.

Observações:

- Estes fatores são encontrados em tabelas para diversos valores de i e de n .

Novamente, tomando o exemplo do empréstimo de $ 100,00, só que a juros compostos de 8% a.a., durante 10 períodos de capitalização (10 anos) teremos, como resultado, a tabela a seguir reproduzida:

PERÍODO

S

=

MONTANTE

ACRÉSCIMO

0 S0

=

100,00

-

1 S1

=

108,00

8,00

2 S2

=

116,64

8,64

3 S3

=

125,97

9,33

4 S4

=

136,05

10,08

5 S5

=

146,93

10,88

6 S6

=

158,69

11,76

7 S7

=

171,38

12,69

8 S8

=

185,09

13,71

9 S9

=

199,90

14,81

10 S10

=

215,89

15,99

JUROS COMPOSTOS 250 200 150 100 50 0 1 2 3 4 5 6 7
JUROS COMPOSTOS
250
200
150
100
50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Períodos
Montantes

Comparando agora o resultado encontrado, graficamente, em juros simples (progressão aritmética) e juros compostos (progressão geométrica), verificaremos que:

JUROS SIMPLES ( P.A. ) =

equação de uma reta do tipo Y = ax + b, onde o

a

( coeficiente angular = razão da P.A. = J ), enquanto que o

b

( coeficiente linear = capital inicial = C ),

x = t (tempo)

e

Y

é o montante.

9

9

JUROS COMPOSTOS ( P.G. ) = uma curva exponencial do tipo Y =

a ( coeficiente angular = razão da P.G. = 1 + i ), enquanto que o

b ( coeficiente linear = capital inicial = C ), x = n ( número de períodos de capitalização ) e Y é o montante.

JUROS SIMPLES x JUROS COMPOSTOS 250 200 150 100 50 0 1 2 3 4
JUROS SIMPLES x JUROS COMPOSTOS
250
200
150
100
50
0
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
Períodos
Montantes

a x . b, onde o

2.3.1 Cálculos de Juros Compostos na HP-12C

Como podemos notar, os cálculos de juros compostos, assim como todos os cálculos de matemática financeira, poderão ser realizados, com a HP-12C, de duas maneiras diferentes:

- A primeira, realizada através das funções matemáticas, com o emprego das fórmulas que aqui vimos;

- A segunda, através dos registradores financeiros, ou seja, das teclas n , i , PV e FV. A utilização dos registradores financeiros, faz com que a aplicação das fórmulas apresentadas seja imediata, permitindo que os cálculos sejam executados de forma rápida e segura. Assim, temos que a rotina, neste caso, será:

1. Apagar o conteúdo dos registradores financeiros, teclando “ f FIN “ ou apagar tudo, teclando “ f REG ”;

2. Introduzir as variáveis conhecidas ( no mínimo três ), teclando “ CHS “, quando a variável representar uma saída de caixa.

VARIÁVEL

SÍMBOLO

TECLA

OBSERVAÇÃO

PRAZO

n

n

Compatível com i / freq. capitalização

TAXA

i

i

usar em percentagem (%) /

compatível com n / freq. capitalização

CAPITAL

C

PV

usar CHS se necessário

MONTANTE

S

FV

usar CHS se necessário

PRESTAÇÃO

R

PMT

usar CHS se necessário

10

10

2.4 Taxas de Juros

2.4.1 Taxa Nominal ( i N )

“ É a taxa usada na linguagem normal, expressa em “ % a.a. ”, independentemente da freqüência de capitalização” ou “é a taxa de juros na qual a unidade de referência temporal ( ano ) não coincide com a unidade de tempo de capitalização ”.

Exemplos :

8%

12% ao ano, capitalizados mensalmente.

ao ano, capitalizados semestralmente.

2.4.2 Taxas Proporcionais ( i P )

“São duas ou mais taxas que guardam, entre si, as mesmas proporções que os prazos a que se referem”, ou seja :

i ¹

--------

i ²

=

t

¹

--------

t ²

As taxas costumam ser proporcionais à taxa nominal, em freqüências de capitalização diferente da anual:

Exemplos :

e

12% ao ano e

8%

ao ano

4% ao semestre 1% ao mês

2.4.3 Taxas Efetivas ( i ef )

São as taxas de juros realmente pagas (ou recebidas) pela aplicação de um capital.

São expressas em termos anuais ( % a.a. ) e são maiores do que as taxas nominais que as originaram, assumindo-se a freqüência de capitalização diferente da anual.

Quanto menor o período considerado para a contagem dos juros, maior será a diferença entre a taxa efetiva e a taxa nominal.

Exemplo :

$ 100,00, aplicados a juros compostos de 8% a.a. (Taxa

capitalizados semestralmente, quanto irão render ao final de um ano?

nominal),

(a)

No fim do 1º semestre :

S1 = 100 { 1 + ( 0,08 ÷ 2 ) } = 100 x 1,04 = 104

(b)

No fim do 2º semestre ( final do ano ) :

S2 = 104 { 1 + ( 0,08 ÷ 2 ) } = 104 x 1,04 = 108,16

A taxa efetiva será 8,16%

11

11

S1 = 100 { 1 + ( 0,04 ) }

S2 =

S1 { 1 + ( 0,04 ) }

substituindo o valor de S1 , teremos:

S2 = 100

{ 1 + ( 0,04 ) } { 1 + ( 0,04 ) } = 100

{ 1 + ( 0,04 ) }²

O que equivale a dizer que:

   

n

 
 

S n

=

C

(

1

+

iN

)

 

iN

=

ip

 

n

 

n

Como o que procuramos é a taxa efetiva, que nos dá:

 
 

S

=

C

(

1

+ ief )

 

IGUAL A

 

S

=

C

(

1

+

ip )

Temos então, que:

 
 

n

 

C

(

1

+

ief

)

=

C

(

1

+

ip

)

1

+ ief

=

(

1

n + ip )

     

n

 
 

ief

=

(

1

+

ip

)

-

1

ONDE :

 

ief

=

taxa efetiva, expressa em % a.a.

 
 

iN

=

taxa nominal, também expressa em % a.a.

 

n

=

número de capitalizações em um ano.

 
 

(

iN

)

=

taxa

 

proporcional

 

(

ip

),

dentro

 

da

freqüência

de

 

n

capitalização considerada.

 

Taxas Equivalentes ( ieq )

São duas ou mais taxas que, quando aplicadas sobre um mesmo capital , chegam a um montante igual , com freqüências de capitalização diferentes .

As taxas equivalentes são sempre apresentadas com a freqüência de capitalização

diferente da capitalização anual

efetiva ) e são sempre iguais às taxas proporcionais.

( para esta freqüência de capitalização, temos a taxa

Assim, podemos afirmar que toda taxa efetiva possui várias taxas equivalentes, dependendo da freqüência de capitalização considerada , diferente da anual. Podemos notar que, tanto na taxa efetiva como na taxa equivalente, a unidade de referência temporal coincide com a unidade de tempo da freqüência de capitalização ( ano/anual, mês/mensal, etc.).

12

12

A relação entre as taxas se processa da seguinte forma:

TAXA

FREQUÊNCIA

NOMINAL

EFETIVA

ANUAL

ANUAL

TAXA

FREQUÊNCIA

PROPORCIONA

L



EQUIVALENTE

DA ANUAL

DA ANUAL

Exemplo :

Uma empresa quer tomar um empréstimo que será pago ao final de 3 (três) anos, à taxa de juros de 8 % a.a. e com capitalização anual. A instituição financeira que irá conceder o empréstimo, por motivos operacionais, calcula os juros com capitalização semestral. Qual deverá ser a taxa de juros semestral a ser utilizada para que os montantes sejam rigorosamente iguais ?

 

S1

=

C

( 1 + 0,08 ) 3

 

S2

=

C

( 1 + ieq ) 6

Como

S1

=

S2 ,

temos que :

 
 

C

( 1 + 0,08 ) 3

=

C

( 1 + i eq

) 6

 

1 + 0,08

=

( 1 + i eq ) 2

 

( 1 + 0,08 ) 1/2

=

1 + i eq

i eq

=

1,03923 -

1

i eq = 3,923% ao semestre

Logo, baseados no exemplo, podemos afirmar que :

 
   

1

/ n

 

ieq

=

(

1

+

ief

)

-

1

ONDE :

ieq

=

taxa equivalente, expressa em % a.a.

ief

= taxa efetiva, expressa em % a.a.

 

n = número de capitalizações em um ano, dentro da freqüência de capitalização considerada.

2.5 Descontos

São juros recebidos ou concedidos quando o pagamento de um título é antecipado.

O desconto é a diferença entre o valor nominal

vencimento e o seu valor atual ( C ) na data em que é efetuado o desconto.

( S ) de um título na data de seu

13

13

Os descontos ( simples ou compostos ) podem ser divididos em :

- Desconto comercial, bancário ou por fora ;

- Desconto racional ou por dentro.

Os descontos são nomeados simples ou compostos em função do cálculo dos mesmos terem sido no regime de juros simples ou compostos, respectivamente.

Os diferentes tipos de descontos obedecem, basicamente, à seguinte equação :

D

=

S

-

C

Derivando-se desta equação básica, temos que :

D =

S

-

C

S =

C + D

C =

S - D

2.5.1 Desconto Simples Por Fora ( Comercial ou Bancário )

O desconto é calculado sobre o valor nominal (valor de face) do título, utilizando-se taxa

de juros simples.

É o mais utilizado no sistema financeiro, para operações de curto e curtíssimo prazo.

Onde :

Df

=

S

i

t

( 1

)

Df

S = valor nominal ou valor de face do título, montante.

= desconto simples por fora ( ou comercial / bancário )

i

= taxa de juros ( simples )

t

= tempo

O valor a ser pago ( ou recebido ) será o valor atual, capital :

   

C

=

S - D

   

(

2 )

Substituindo D na equação

( 2 )

pelo

seu

valor na equação ( 1 ) :

C

=

S - Sit

 

C

=

S

(

1

i

t )

 
14

14

2.5.2 Desconto Simples Por Dentro ( ou Racional )

O desconto é calculado sobre o valor atual (valor líquido) do título, utilizando-se juros

simples.

Praticamente não é utilizado no sistema financeiro.

ONDE :

Dd

=

C

i

t

Dd = desconto simples por dentro ( ou racional )

C

= valor atual ou valor líquido do título, capital.

i

= taxa de juros ( simples )

t

= tempo

D

=

S

-

C

S

=

C

+

D

C

=

S

-

D

Como se conhece o valor nominal do título ( s ) antes do seu valor líquido ( c ),

adota-se:

Dd

=

Cit

=

( S - D) it

=

Sit

-

Dit

D

 

+

Dit

=

Sit

D (

1

+

it

)

=

Sit

     

Dd

=

S

i

t

 
   

1

+

i

t

2.5.3 Desconto Composto

O desconto composto consiste no valor encontrado pela diferença entre o valor nominal ou

valor futuro do título ( S ) e o valor atual, líquido, do título ( C ), utilizando-se a taxa de juros compostos .

Assim, como já vimos que :

D

=

Temos que :

C

=

S

x

 

1

(

1

+

i

) n

S

-

C

C

=

S

x

F CS

(

TABELA 2

)

ONDE: S = valor nominal ( montante ) de um título, vencível a n períodos da época

atual ;

C = valor atual de um título quando descontado a juros

i = taxa de juros compostos utilizada na operação de desconto ; n = número de períodos considerados .

compostos ;

Relação entre Taxa de Juros Real e Taxa de Desconto

Qual é a diferença entre a taxa de desconto e a taxa cobrada, de fato, em uma operação

financeira?

15

15

Como distinguir uma da outra ?

EXEMPLO :

Uma companhia, necessitando de caixa para efetuar alguns pagamentos pendentes, vai ao banco descontar duplicatas, com prazo de 30 dias, no valor total de $ 100.000,00 . Sabendo-se que a taxa de descontos (simples por fora ou bancária ou comercial) utilizada pelo banco foi de 8% ao mês, calcular qual foi a taxa realmente utilizada na operação.

D f

=

S

i

t

= 100.000

x

0,08 x

1

=

8.000

D

=

$

8.000,00

C

=

S

-

D

=

100.000 -

8.000

= 92.000

C

=

$ 92.000,00

Logo, a rentabilidade da operação financeira será calculada da seguinte forma :

[

(

S

÷

C ) - 1 ] x 100

[ ( 100.000 ÷ 92.000 ) - 1 ] x 100

= 8,7% a.m.

=

( 1,087 - 1 ) x 100

=

0,087 x 100

Ou seja, para uma taxa de desconto de 8% a.m. O custo efetivo foi de 8,7% a.m.

Aproveitando o mesmo exemplo, vamos supor que o banco, ao realizar a operação de desconto de duplicatas para a companhia, houvesse condicionado a retenção, em conta corrente, de 5% do valor de face, durante o período da operação, deixando somente a companhia movimentar tal importância somente quando da liquidação da operação. Neste caso, considerando que os demais parâmetros continuam os mesmos, para quanto terá subido a taxa real da operação ?

D

=

S

i

t

=

100.000

x

0,08 x

1

=

8.000

D

=

$

8.000,00

C

=

S

-

D

=

100.000 - 8.000

= 92.000

C

=

$ 92.000,00

Como existe a retenção de 5% do valor de face, nominal, em conta-corrente, até o final da operação, o valor líquido realmente recebido pela companhia foi de :

C

= 92.000,00

-

( 5% de 100.000,00 )

C

= 92.000,00 - 5.000,00 = 87.000,00

Como os $ 5.000,00 ficarão retidos até o final da operação, o valor nominal real a pagar será de : 100.000,00 - 5.000,00 = 95.000,00

Logo, a rentabilidade da operação será assim calculada :

[

( 1,09195 - 1 ) x 100

( S

liq

÷

C liq ) - 1 ] x 100

=

[ ( 95.000 ÷ 87.000 ) - 1 ] x 100

0,09195 x 100 = 9,20% a.m.

=

16

16

2.6 Séries Uniformes

Séries Uniformes é uma série de pagamentos ou recebimentos iguais e consecutivos, dentro de uma mesma freqüência de capitalização, com o objetivo de liquidar uma dívida ou de constituir um montante.

O termo da série uniforme é representado por PMT , que nada mais é do que o valor do

pagamento ou do recebimento a ser incorrido em uma data preestabelecida.

A série uniforme pode ser temporária, quando seus termos apresentarem um período de

fim

tempo

preestabelecido.

definido

ou

perpétua,

quando

a

série

tem

início mas

não tem

um

A série uniforme pode ser considerada postecipada (quando o primeiro pagamento ou

recebimento ocorre no final de cada período de tempo) ou antecipada (quando o mesmo

ocorre no início de cada período de tempo).

A calculadora HP-12C está programada para calcular com séries postecipadas mas, caso

se tecle “g BEG”, ela estará preparada para calcular séries antecipadas; neste caso, ficará aparecendo a palavra “BEGIN” (início) no visor ; para voltar à condição de séries postecipadas, basta teclar “g END ” (final). Verificar que a palavra “BEGIN” desaparecerá do visor . Graficamente, uma série postecipada pode ser visualizada da seguinte maneira

:

   

FV

0

1

2

3

n - 2

n

-

1

n

 

.

.

.

 

PMT

PMT

PMT

 

PMT

PMT

PMT

PV

Onde :

PV

= valor atual , capital , investimento inicial

 

PMT = termo da série uniforme FV = valor futuro, montante

n = número de períodos de capitalização

Com estas três variáveis, PV , PMT e

número de períodos de capitalização ( n ) , poderemos calcular os outros fatores :

FV , além da taxa de juros (

i

) envolvida e do

- Para obter FV ,

ao fim de

n

períodos ,

a uma taxa

i

,

dado PMT

- Para obter PMT , durante n períodos ,

a uma taxa

i

,

dado

FV

- Para obter PV , no início de

n períodos, a uma taxa

 

i

,

dado PMT

- Para obter

PMT , durante n períodos ,

a uma taxa

i

,

dado PV

17

17

1.

Para obter FV

, ao fim de

n períodos , a uma taxa

i

, dado PMT

 
   

FV

     
 

0

1

2

3

.

.

.

.

.

n - 2

n

-

1

n

 

.

 
 

PMT

PMT

PMT

 

PMT

 

PMT

PMT

   

Podemos dizer que, ao final dos

n

períodos, o montante

FV

será igual à soma dos

montantes de cada termo da anuidade ( PMT )

n - 1 FV = PMT + PMT ( 1 + i ) + PMT
n
-
1
FV
=
PMT + PMT ( 1 + i ) + PMT ( 1 + i ) 2 +
+
PMT ( 1 + i )
(
1
)
Multiplicando todos os termos da equação ( 1 )
por
(
1 +
i
)
:
FV (
1
+
i
)
=
PMT ( 1 + i )
+
PMT ( 1 + i )
2 +
PMT (
1
+
i
) n
( 2 )
Fazendo
( 2 )
-
( 1 ) , temos :
n
FV
(
1
+
i
)
-
FV
=
PMT
(
1
+
i
)
-
PMT
n
FV
+ FVi - FV =
PMT
[
(
1
+
i
)
-
1
]
n
FV
=
PMT
[
(
1
+
i
)
-
1
]
i
2.
Para obter PMT , durante n períodos , a uma taxa
i
, dado
FV
PMT
=
FV
i
.
n
(
1
+
i
)
-
1
3.
Para obter PV
, no início de n
períodos , a uma taxa
i
, dado
PMT
PV
0
1
2
3
.
.
.
.
n - 2
n
-
1
n
PMT
PMT
PMT
PMT
PMT
PMT
Sabemos que :
PV
=
FV
1
(
1
)
n
(
1
+
i
)
n
E acabamos
de
ver
que :
FV
=
PMT
[
(
1
+
i
)
-
1
]

i

18

18

Se multiplicarmos ambos os termos da equação por

1

1

(

1

+

i

)

n

Substituindo o primeiro membro da equação por PV , conforme ( 1 ) , temos :

n

PV

=

PMT

[

(

1

+

i

)

-

1

]

 

i

(

1

+

i

) n

4. Para obter PMT , durante n períodos , a uma taxa

i

, dado

PV

(

1

+

i

)

n

n

-

1

PMT

=

PV

[

i

(

1

+

i

)

]

Caso fizéssemos um resumo das 6 ( seis ) tabelas de matemática financeira, para utilização na HP-12C , teríamos :

QUERO

 

TAMBÉM

DIGITO, ENTÃO, EM

POR

DADO

SÃO

QUALQUER ORDEM

ÚLTIMO

CALCULAR

DADOS

DIGITO

FV

PV

i ,

n

CHS PV, i , n

FV

PV

FV

i ,

n

CHS FV, i , n

PV

FV

PMT

i ,

n

CHS PMT, i , n

FV

PV

PMT

i ,

n

CHS PMT, i , n

PV

PMT

PV

i ,

n

CHS PV, i , n

PMT

PMT

FV

i ,

n

CHS FV, i , n

PMT

NOTA : a tecla “CHS” ( change signal ) é digitada antes da tecla que representa o valor conhecido, uma vez que a lógica da máquina presume que, para toda entrada de

19

19

caixa corresponde uma saída de caixa descontada ( ou vice-versa ) que faz com

que a equação se verifique para um determinado valor de i e de n períodos de

capitalização.

ATENÇÃO :

Todos os fatores tiveram suas fórmulas deduzidas para o emprego em séries de pagamento ( ou recebimento ) postecipadas ; caso ocorram séries antecipadas ( em que o primeiro termo da anuidade ocorre no período “ 0 ” - zero ), teremos duas maneiras de resolver o problema :

A. Considerar o valor atual, capital, igual ao valor fornecido para o preço à vista, abatido do valor da primeira prestação e reduzir, conseqüentemente, o número de prestações em 1 ( uma ), uma vez que a mesma foi paga no período zero. Daí, basta aplicar a teoria já conhecida, de séries postecipadas .

B. Com o uso da calculadora HP-12C, basta digitar a tecla “g” seguida da tecla “beg” (begin) e proceder como se fosse uma série postecipada; a palavra “begin” ficará aparecendo no visor até que se digite a tecla “g”, seguida da tecla “end”, para que a máquina volte à condição de série postecipada (ela está sempre pré-programada para calcular séries postecipadas, salvo quando ocorre o procedimento anterior) .

2.6.1 Cálculo de saldo devedor

 

PV t

 

0

1

2

3

.

.

.

.

t

 

.

.

.

m - 2

m - 1

m

 

.

 

PMT

PMT

PMT

 

PMT

 

PMT

PMT

PMT

Suponhamos que, para um empréstimo contraído na época zero, pagável em m parcelas

iguais e consecutivas, à taxa de juros

prestações, desejamos saber qual é o saldo devedor logo após o pagamento da “t - ésima” parcela .

fosse determinada a prestação PMT. Pagas t

i

Para isto, basta que calculemos o valor atual ( PV ), parcelas devidas no futuro .

na época

t

, de todas as m - t

PMT =

; i

=

;

n

= m - t;

Ct = PV

2.6.2 Séries Infinitas ou Séries Perpétuas

São as séries de pagamentos ( ou recebimentos ) iguais ditas infinitas ou perpétuas, sejam elas antecipadas ou postecipadas, quando o número de termos ( n ) não tiver final estabelecido, ou seja, êle poderá tender para infinito () .

20

20

Estes tipos de séries ocorrem com freqüência em cálculos atuariais, de seguros, assim como em casos em que existe um investimento inicial que irá gerar uma renda constante

(ou crescente/decrescente) em um período não determinado (ex.: Investimento em imóveis destinados à obtenção de renda periódica, aluguéis ou investimento em ações com

o objetivo de auferir rendimentos com dividendos.)

Quando este fato ocorre, as fórmulas dos fatores que já demonstramos aqui ficam alteradas, uma vez que n   . Daí, temos que :

PV = PMT x (1 / i ) ou PMT = PV i ou i
PV
=
PMT
x
(1
/
i
)
ou
PMT
=
PV i
ou
i
=
PMT
/
PV

A demonstração matemática poderá ser vista pela fórmula do fator, quando n   :

PV

=

PMT

 

[

 

(

1

+

i

)

n

-

1

]

 

quando n   ,

o

F CR será :

     
 

i

(

1

+

1

)

n

F CR =

 

(

1

+

i

)

n

-

1

=

1

/

i

-

Ø

=

1

/

i

i

(

1

+

 

i

) n

 

i

(

1

+

i

) n

Simplificando, a primeira parte ficará resumida a 1/ i e a segunda, a zero , uma vez que

o denominador irá tender para infinito.

3. ANÁLISE DE INVESTIMENTOS

3.1 Introdução

A análise de investimentos é uma das aplicações mais comuns da Matemática Financeira,

possibilitando ao investidor tomar acertadas decisões financeiras.

3.2 Critérios de Decisão

O que caracteriza uma decisão é a existência de mais de uma alternativa de investimento.

No limite deste raciocínio, poderemos inclusive adotar como alternativa o “não fazer nada”

em oposição a apenas uma alternativa a investir.

Sempre teremos que ter em vista que a escolha da melhor alternativa não seja arbitrária, emocional, mas seja racional, fruto de cuidadosa análise técnica, obedecendo a normas e

a procedimentos técnico-financeiros consagrados mundialmente.

Lembramos que não é simples a avaliação das vantagens e desvantagens de cada alternativa de investimento, uma vez que deveremos enfocar somente eventos futuros, eliminando fatores constantes e tendo como denominador comum o dinheiro. Com isto, iremos elaborar, para cada alternativa, um fluxo de caixa.

21

21

Caso estejamos estudando alternativas de custo, iremos optar pela alternativa mais econômica ( de menor custo ) e, caso estejamos analisando alternativas que irão gerar recursos, iremos optar pela alternativa mais lucrativa ( de maior lucro ).

Todos os métodos e critérios de avaliação de alternativas de investimento baseiam-se no princípio da equivalência. A comparação das alternativas só poderá ser realizada quando o investidor estabelecer uma medida de equivalência. Esta medida é comumente chamada de taxa mínima de atratividade ou taxa mínima atrativa de retorno de um investimento .

3.3 Valor do Dinheiro no Tempo

O conceito de equivalência está ligado, intimamente, à capacidade do dinheiro de gerar

lucros ( juros ).

Não se pode, portanto, comparar valores absolutos de dinheiro em épocas ou datas diferentes. Esta comparação de valores em tempos diferentes dependerá da taxa de juros que se atribuir ao dinheiro (taxa de equivalência).

Mesmo que houvesse uma correção no valor do dinheiro correspondente à inflação verificada no período considerado, poderíamos afirmar que 1 $ hoje vale mais que 1 $ no futuro, porque assumimos como premissa que o dinheiro, em si, gera mais dinheiro no futuro (além da inflação).

Sempre iremos supor que o dinheiro poderá ser investido em alguma atividade produtiva que nos irá fornecer uma certa quantia de juros, que serão a remuneração do investimento.

A taxa de rendimento mínima que esperamos de nosso investimento é calculada em

função da situação prevista para o mercado financeiro e do risco que atribuímos ao investimento.

A taxa mínima atrativa de retorno de um investimento é, portanto, totalmente

subjetiva, podendo variar de pessoa para pessoa, de empresa para empresa, de ramo de

negócios, etc.

3.4 Taxa Mínima de Atratividade

A remuneração do capital é importantíssima para o nosso sistema econômico; é o que, de

um modo geral, leva o investidor a dispor de seu capital.