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GE Fanuc Automation Computer Numerical Control Products Série 21i/210i-TB Manual de Operação GFZ-63604PO/01 September

GE Fanuc Automation

Computer Numerical Control Products

Série 21i/210i-TB

Manual de Operação

GFZ-63604PO/01

September 2003

Warnings, Cautions, and Notes as Used in this Publication

Warning

GFL-001

Warning notices are used in this publication to emphasize that hazardous voltages, currents, temperatures, or other conditions that could cause personal injury exist in this equipment or may be associated with its use.

In situations where inattention could cause either personal injury or damage to equipment, a Warning notice is used.

Caution

Caution notices are used where equipment might be damaged if care is not taken.

Note

Notes merely call attention to information that is especially significant to understanding and operating the equipment.

This document is based on information available at the time of its publication. While efforts have been made to be accurate, the information contained herein does not purport to cover all details or variations in hardware or software, nor to provide for every possible contingency in connection with installation, operation, or maintenance. Features may be described herein which are not present in all hardware and software systems. GE Fanuc Automation assumes no obligation of notice to holders of this document with respect to changes subsequently made.

GE Fanuc Automation makes no representation or warranty, expressed, implied, or statutory with respect to, and assumes no responsibility for the accuracy, completeness, sufficiency, or usefulness of the information contained herein. No warranties of merchantability or fitness for purpose shall apply.

©Copyright 2003 GE Fanuc Automation North America, Inc. All Rights Reserved.

Nenhuma parte deste manual pode ser reproduzida por qualquer forma.

Todas as especificações e desenhos estão sujeitos a alterações, sem aviso prévio.

A exportação deste produto está sujeita a uma autorização oficial do país exportador.

No presente manual, tentamos descrever todos os temas possíveis, em toda sua variedade. No entanto, dado que as possibilidades são inúmeras, não podemos abordar tudo aquilo que não é possível ou permitido fazer. Portanto, tudo aquilo que não for expressamente descrito como “possível” neste manual, deveria ser considerado como “impossível”.

MEDIDAS DE SEGURANÇA
MEDIDAS DE SEGURANÇA

Esta seção descreve as medidas de segurança relativas à utilização de unidades CNC. É essencial que estas medidas de precaução sejam observadas pelo usuário, para garantir uma operação segura das máquinas equipadas com uma unidade CNC (todas as descrições incluídas nesta seção assumem esta configuração). Ter em atenção que algumas das precauções se referem apenas a funções específicas, podendo não ser aplicáveis a certas unidades CNC. Os usuários devem também observar as medidas de segurança relativas à máquina, descritas no manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta. Antes de tentar operar a máquina ou criar um programa para controlar a operação da mesma, o operador terá de familiarizar--se por completo com o conteúdo do presente manual e do manual fornecido pelo respectivo fabricante da máquina--ferramenta.

Conteúdo

1. DE FI NI ÇÃ O DE AV I S O , CUI DA DO E NO TA

s

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2

2. AV I S O S E CUI DA DO S G E RA I S

s

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3

3. AVISOS E CUI DA DO S REL ATIVOS À P ROG RA MA ÇÃO

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5

4. AVISOS E CUI DA DO S REL ATIVOS AO MA NUSEA ME NTO

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5. AV I S O S RE L ATI V O S À MA NUTE NÇÃ O DI Á RI A

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MEDIDAS DE SEGURANÇA

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DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA

B--63604PO/01 1 DEFINIÇÃO DE AVISO, CUIDADO E NOTA O presente manual inclui medidas de segurança destinadas

O presente manual inclui medidas de segurança destinadas a proteger o usuário e a evitar danos na

máquina. As medidas de precaução são classificadas como Aviso e Cuidado em função do seu grau de segurança. Como Nota são classificadas as informações suplementares. Leia atentamente os

Avisos, Cuidados e Notas, antes de tentar colocar a máquina em funcionamento.

AVISO

Aplica--se quando há perigo de ferimentos para o usuário e/ou de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja observado.

CUIDADO

Aplica--se quando há perigo de danificação do equipamento, caso o procedimento prescrito não seja observado.

NOTA

A Nota serve para indicar informações suplementares, não se tratando, porém, de Avisos nem de

Cuidados.

` Ler atentamente o presente manual e guardá--lo em um lugar seguro.

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AVISOS E CUIDADOS GERAIS

MEDIDAS DE SEGURANÇA 2 AVISOS E CUIDADOS GERAIS AVISO 1. Nunca proceder à usinagem de uma

AVISO

1. Nunca proceder à usinagem de uma peça, sem verificar primeiro o funcionamento da máquina. Antes de iniciar um ciclo de produção, verificar se a máquina está trabalhando corretamente, executando um teste de funcionamento, por exemplo, com a função de bloco único, override da velocidade de avanço ou bloqueio da máquina, ou operando a máquina sem qualquer ferramenta ou peça montada. Não se controlando o funcionamento correto da máquina, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.

2. Antes de colocar a máquina em funcionamento, verificar cuidadosamente os dados introduzidos. Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.

3. Verificar se a velocidade de avanço especificada é adequada à operação pretendida. Geralmente, cada máquina possui uma velocidade de avanço máxima permitida. A velocidade de avanço apropriada varia em função da operação desejada. A velocidade de avanço máxima permitida é indicada no manual fornecido com a máquina. Se a máquina não for operada com a velocidade correta, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.

4. Ao usar uma função de compensação da ferramenta, verificar cuidadosamente a direção e a quantia da compensação. Se a máquina for operada com dados especificados incorretamente, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.

5. Os parâmetros do CNC e do PMC são definidos pelo fabricante, não sendo, normalmente, necessário alterá--los. Sendo, contudo, inevitável alterar algum dos parâmetros, é imprescindível compreender inteiramente a sua função antes de se proceder a qualquer alteração. Se algum dos parâmetros for definido incorretamente, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo eventualmente causar uma danificação da peça e/ou da própria máquina, ou ferimentos ao usuário.

6. Imediatamente após a ligação da máquina, não acionar nenhuma das teclas do painel MDI, antes que a indicação da posição ou a tela de alarme apareça na unidade CNC. Algumas das teclas do painel MDI destinam--se à manutenção ou a outras operações especiais. Pressionando--se alguma dessas teclas, a unidade CNC poderá ser colocada fora de seu estado normal. Se a máquina for operada nesse estado, a mesma poderá comportar--se de forma imprevista.

7. Os manuais de operação e de programação fornecidos com a unidade CNC incluem uma descrição geral das funções da máquina, bem como de algumas funções opcionais. Ter em atenção que as funções opcionais variam em função do modelo da máquina, de forma que algumas das funções descritas nos manuais poderão não estar disponíveis em determinados modelos. Em caso de dúvida, consultar a descrição da máquina.

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AVISO

8. Algumas das funções podem ter sido implementadas a pedido do fabricante da máquina-- ferramenta. Ao usar estas funções, consultar o manual fornecido pelo fabricante da máquina-- ferramenta a fim de obter informações mais detalhadas sobre a sua utilização e as eventuais medidas de precaução.

NOTA

Os programas, parâmetros e variáveis das macros são armazenados na memória não volátil da unidade CNC, ficando guardados mesmo quando a máquina é desligada. Contudo, esses dados poderão ser apagados inadvertidamente, ou poderá ser necessário apagar todos os dados da memória não volátil para proceder à recuperação de um erro. Como medida de precaução e para assegurar uma rápida restauração dos dados apagados, é recomendável fazer uma cópia de segurança de todos os dados vitais, guardando--a em lugar seguro.

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AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO

DE SEGURANÇA 3 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS À PROGRAMAÇÃO Esta seção descreve as principais medidas de

Esta seção descreve as principais medidas de segurança relacionadas com a programação. Antes de proceder à programação, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos.

AVISO

1. Definição de um sistema de coordenadas

Se um sistema de coordenadas for definido incorretamente, a máquina poderá comportar--se de

forma imprevista, visto que o programa edita um comando que, de outro modo, seria válido. Essa operação inesperada poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.

2. Posicionamento por interpolação não linear

Ao executar um posicionamento por meio da interpolação não linear (posicionamento através de um movimento não linear entre os pontos inicial e final), é necessário verificar cuidadosamente o caminho da ferramenta, antes de se proceder à programação.

O posicionamento implica um deslocamento rápido. Uma colisão da ferramenta com a peça

poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.

3. Funções com um eixo de rotação

Ao programar uma interpolação de coordenada polar ou um controle de direção normal (perpendicular), prestar especial atenção à velocidade do eixo de rotação. Uma programação incorreta pode fazer com que a velocidade do eixo de rotação se torne excessivamente elevada. Se a peça não estiver bem segura, a placa de fixação poderá soltá--la devido à força centrífuga resultante do excesso de velocidade. Um acidente deste tipo poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.

4. Conversão polegadas/unidades métricas

A alternância entre entradas em polegadas e em unidades métricas não converte as unidades de

medição dos dados, tais como a correção da origem da peça, os parâmetros e a posição atual. Por

isso, antes de ligar a máquina, verificar as unidades de medição que estão sendo usadas. Se a máquina for ligada com dados incorretamente especificados, isso poderá danificar a ferramenta, a própria máquina ou a peça, ou causar ferimentos ao usuário.

5. Controle da velocidade de corte constante

Quando um eixo sujeito a um controle de velocidade de corte constante se aproxima do ponto de origem do sistema de coordenadas da peça, a velocidade do fuso pode tornar--se excessivamente elevada. Por isso, é necessário especificar a velocidade máxima permitida. Uma especificação incorreta da velocidade máxima permitida poderá causar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

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AVISO

6. Controle de curso

Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de necessidade. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência. Ter em atenção que quando o controle de curso se encontra desativado, não é acionado nenhum alarme mesmo que o limite de curso seja excedido, podendo isso provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

7. Controle de interferências na unidade porta--ferramenta

O controle de interferências na unidade porta--ferramenta é executado durante a operação

automática, com base nos dados especificados para a ferramenta. Se os dados da ferramenta não

coincidirem com a ferramenta que está sendo usada, o controle de interferências não pode ser executado corretamente, podendo provocar uma danificação da ferramenta ou da própria máquina, ou causar ferimentos ao usuário. Após a ligação da máquina ou após a seleção manual da unidade porta--ferramenta, é necessário proceder sempre à ativação da operação automática e à especificação do número da ferramenta a ser usada.

8. Modo absoluto/incremental

Se um programa criado com valores absolutos for processado no modo incremental ou vice--versa, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada.

9. Seleção de plano

Se for especificado um plano incorreto para a interpolação circular, interpolação helicoidal ou

ciclo fixo, a máquina poderá comportar--se de forma inesperada. Para obter informações mais detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções.

10. Salto do limite de torque

Quando se pretende executar um salto do limite de torque, é necessário especificar primeiro um valor para o limite de torque. Especificando--se um salto do limite de torque sem que o limite

de torque tenha sido primeiro definido, o respectivo comando de movimento será executado sem

salto.

11. Espelhamento programável

Ter em atenção que as operações programadas se alteram consideravelmente quando se ativa um espelhamento programável.

12. Função de compensação

Se um comando baseado no sistema de coordenadas da máquina ou um comando de retorno ao

ponto de referência for executado no modo de compensação, a função de compensação é temporariamente cancelada, provocando um comportamento imprevisto da máquina. Por isso, cancelar sempre o modo de compensação, antes de executar qualquer dos comandos acima mencionados.

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AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO

DE SEGURANÇA 4 AVISOS E CUIDADOS RELATIVOS AO MANUSEAMENTO Esta seção descreve as medidas de segurança

Esta seção descreve as medidas de segurança referentes ao manuseamento de máquinas-- ferramentas. Antes de colocar a máquina em funcionamento, ler atentamente o manual de operação e o manual de programação fornecidos, de forma a ficar inteiramente familiarizado com seus conteúdos.

AVISO

1. Operação manual

Ao operar a máquina manualmente, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar

se o eixo de deslocamento, a direção e a velocidade de avanço foram especificados corretamente. Uma operação incorreta da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

2. Retorno manual ao ponto de referência

Após a ligação da máquina, executar um retorno manual ao ponto de referência, em caso de necessidade. Se a máquina for operada sem que seja primeiro executado o retorno manual ao ponto de referência, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista. Não é possível proceder ao controle de curso, antes de ser executado o retorno manual ao ponto de referência. Uma operação imprevista da máquina poderá provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

3. Comando numérico manual

Antes de executar um comando numérico manual, controlar a posição atual da ferramenta e da peça, e verificar se o eixo de deslocamento, a direção e o comando foram corretamente especificados, e se os valores introduzidos são válidos.

A operação da máquina com comandos incorretamente especificados poderá provocar uma

danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.

4. Avanço por manivela

No processo de avanço por manivela, ter em atenção que a ferramenta e a mesa se movimentam rapidamente quando a manivela é girada com um grande fator de escala, como p. ex. 100. Um manuseamento descuidado da manivela poderá provocar uma danificação da ferramenta e/ou da máquina, ou causar ferimentos ao usuário.

5. Override desativado

Se o override for desativado (de acordo com a especificação de uma variável de macro) durante

a abertura de rosca, o rosqueamento rígido com macho ou outro tipo de rosqueamento com

macho, a velocidade passa a ser imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta,

da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.

6. Pré--seleção do ponto de origem

Por princípio, nunca executar uma pré--seleção do ponto de origem sempre que a máquina esteja sendo operada sob o controle de um programa. Caso contrário, a máquina poderá comportar--se

de

forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou

da

peça, ou causar ferimentos ao usuário.

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AVISO

7. Deslocamento do sistema de coordenadas da peça

Qualquer intervenção manual, bloqueio da máquina ou espelhamento, pode provocar um deslocamento do sistema de coordenadas da peça. Antes de pôr a máquina a trabalhar sob o controle de um programa, verificar cuidadosamente o sistema de coordenadas. Se a máquina for operada sob o controle de um programa, sem que sejam definidas tolerâncias para um eventual deslocamento do sistema de coordenadas da peça, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao operador.

8. Painel de operação por software e chaves de menu

Usando--se o painel de operação por software e as chaves de menu em combinação com o painel MDI, é possível definir operações não suportadas pelo painel de operação da máquina, tais como mudança de modo, alteração dos valores de override e comandos de avanço em modo jog. Ter, contudo, em atenção que se as teclas do painel MDI forem acionadas inadvertidamente, a máquina poderá comportar--se de forma imprevista, podendo provocar uma danificação da ferramenta, da própria máquina ou da peça, ou causar ferimentos ao usuário.

9. Intervenção manual

Procedendo--se a uma intervenção manual durante a operação programada da máquina, o caminho da ferramenta poderá alterar--se quando se reiniciar a máquina. Por isso, antes de reiniciar a máquina, após uma intervenção manual, controlar sempre a configuração das chaves absoluto manual, dos parâmetros e do modo de comando absoluto/incremental.

10. Bloqueio de avanço, override e bloco único

As funções de bloqueio de avanço, override da velocidade de avanço e bloco único podem ser desativadas utilizando--se a variável #3004 do sistema de macros de usuário. Neste caso, ter especial cuidado ao operar a máquina.

11. Funcionamento em vazio

Normalmente, o funcionamento em vazio serve para controlar o funcionamento da máquina. Durante o funcionamento em vazio, a máquina funciona à velocidade de funcionamento em vazio, a qual difere da velocidade de avanço programada correspondente. Ter em atenção que a velocidade de funcionamento em vazio poderá ser, ocasionalmente, superior à velocidade de avanço programada.

12. Compensação da ferramenta de corte e do raio da ponta da ferramenta no modo MDI

Prestar especial atenção aos caminhos das ferramentas especificados por meio de um comando no modo MDI, uma vez que a compensação da ferramenta de corte ou do raio da ponta da ferramenta não é aqui aplicada. Depois de introduzir no MDI um comando para a interrupção da operação automática no modo de compensação da ferramenta de corte ou do raio da ponta da ferramenta, prestar particular atenção ao caminho da ferramenta ao ser retomada, subseqüentemente, a operação automática. Para obter informações mais detalhadas, consultar as descrições das respectivas funções.

13. Edição de programas

Se a máquina for parada para a edição do programa de usinagem (modificação, introdução ou exclusão), a máquina poderá comportar--se de forma imprevista se a usinagem for retomada sob o controle desse programa. Por princípio, nunca modificar, introduzir ou apagar comandos do programa de usinagem durante a sua execução.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA

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AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA

DE SEGURANÇA 5 AVISOS RELATIVOS À MANUTENÇÃO DIÁRIA AVISO 1. Substituição das baterias de manutenção da

AVISO

1. Substituição das baterias de manutenção da memória

Para proceder à substituição das baterias de manutenção da memória, deixar a máquina (CNC) ligada e ativar uma parada de emergência da máquina. Visto que este trabalho é executado com a máquina ligada e o armário de distribuição aberto, o mesmo só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um curso sobre segurança e manutenção. Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso.

risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso. NOTA O CNC está equipado com baterias a

NOTA

O CNC está equipado com baterias a fim de preservar o conteúdo de sua memória, uma vez que tem de guardar dados, tais como programas, correções e parâmetros, mesmo que a tensão de rede esteja desligada. Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no painel de operação da máquina ou na tela. Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, o conteúdo da memória do CNC ficará perdido. Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar a seção referente à manutenção no manual de operação ou no manual de programação.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA

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AVISO

2. Substituição das baterias dos codificadores de pulsos absolutos

Para proceder à substituição das baterias de manutenção da memória, deixar a máquina (CNC) ligada e ativar uma parada de emergência da máquina. Visto que este trabalho é executado com a máquina ligada e o armário de distribuição aberto, o mesmo só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um curso sobre segurança e manutenção. Ao substituir as baterias, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso.

risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso. NOTA Os codificadores de pulsos absolutos estão equipados

NOTA

Os codificadores de pulsos absolutos estão equipados com baterias a fim de preservarem a sua posição absoluta. Quando se verifica uma queda da carga das baterias, é visualizado um alarme correspondente no painel de operação da máquina ou na tela. Quando surgir esse alarme, substituir as baterias no prazo de uma semana. Não o fazendo, os dados relativos à posição absoluta, guardados pelo codificador, ficarão perdidos. Para obter informações mais detalhadas sobre o processo de substituição das baterias, consultar a seção referente à manutenção no manual de operação ou no manual de programação.

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MEDIDAS DE SEGURANÇA

AVISO

3. Substituição de fusíveis

Em determinadas unidades, o processo de substituição dos fusíveis é descrito no manual de operação e no manual de programação, no capítulo ”Manutenção Diária”. No entanto, antes de se proceder à substituição de um fusível queimado, é necessário localizar e eliminar a respectiva causa. Por esse motivo, este trabalho só poderá ser executado por pessoal especializado que possa comprovar ter freqüentado um treinamento sobre segurança e manutenção. Ao substituir os fusíveis com o armário de distribuição aberto, ter cuidado para não tocar nos circuitos de alta tensão (marcados com e protegidos com um revestimento isolante). Tocando em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso.

em circuitos de alta tensão desprotegidos, corre--se o risco de apanhar um choque elétrico extremamente perigoso.

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Índice

MEDIDAS DE SEGURANÇA

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I. ASPECTOS GERAIS

1.

ASPECTOS GERAIS

3

1.1 PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA MÁQUINA--FERRAMENTA CNC

6

1.2 NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL

8

1.3 NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS

8

II. PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

11

1.1 MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CONTORNOS DA PEÇA -- INTERPOLAÇÃO

12

1.2 AVANÇO -- FUNÇÃO DE AVANÇO

14

1.3 DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA

15

1.3.1 Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina)

15

1.3.2 Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC

16

1.3.3 Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta -- Comandos Absolutos / Incrementais

19

1.4 VELOCIDADE DE CORTE -- FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

21

1.5 SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM -- FUNÇÃO DA FERRAMENTA

22

1.6 COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA -- FUNÇÃO MISCELÂNEA

22

1.7 CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

23

1.8 FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

26

1.9 FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA -- CURSO

27

2. EIXOS CONTROLÁVEIS

28

2.1 EIXOS CONTROLÁVEIS

29

2.2 NOMES DOS EIXOS

29

2.3 SISTEMA INCREMENTAL

30

2.4 CURSO MÁXIMO

31

3. FUNÇÃO PREPARATÓRIA (FUNÇÃO G)

32

4. FUNÇÕES DE INTERPOLAÇÃO

37

4.1 POSICIONAMENTO (G00)

38

4.2 INTERPOLAÇÃO LINEAR (G01)

40

4.3 INTERPOLAÇÃO CIRCULAR (G02, G03)

41

4.4 INTERPOLAÇÃO DE COORDENADAS POLARES (G12.1, G13.1)

45

4.5 INTERPOLAÇÃO CILÍNDRICA (G07.1)

49

4.6 ROSCA DE PASSO CONSTANTE (G32)

53

4.7 ABERTURA DE ROSCA DE PASSO VARIÁVEL (G34)

57

4.8 ABERTURA DE ROSCA CONTÍNUA

58

4.9 ABERTURA DE ROSCA MÚLTIPLA

59

i-1

Índice

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4.10 FUNÇÃO DE SALTO (G31)

61

4.11 SALTO MULTI--ETAPAS

63

4.12 SALTO DO LIMITE DE TORQUE (G31 P99)

64

5. FUNÇÕES DE AVANÇO

66

5.1 ASPECTOS GERAIS

67

5.2 DESLOCAMENTO RÁPIDO

68

5.3 AVANÇO DE CORTE

69

5.4 PAUSA (G04)

71

6. PONTO DE REFERÊNCIA

6.1 RETORNO AO PONTO DE REFERÊNCIA

7. SISTEMA DE COORDENADAS

72

73

76

7.1 SISTEMA DE COORDENADAS DA MÁQUINA

77

7.2 SISTEMA DE COORDENADAS DA PEÇA

78

7.2.1 Definição do Sistema de Coordenadas da Peça

78

7.2.2 Seleção de um Sistema de Coordenadas da Peça

80

7.2.3 Alteração do Sistema de Coordenadas da Peça

81

7.2.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça (G92.1)

83

7.2.5 Deslocamento do Sistema de Coordenadas da Peça

85

7.3 SISTEMA DE COORDENADAS LOCAIS

86

7.4 SELEÇÃO DE PLANO

88

8. DIMENSÃO E VALOR DAS COORDENADAS

89

8.1 PROGRAMAÇÃO ABSOLUTA E INCREMENTAL (G90, G91)

90

8.2 CONVERSÃO POLEGADAS/MILÍMETROS (G20, G21)

91

8.3 PROGRAMAÇÃO DE NÚMEROS DECIMAIS

92

8.4 PROGRAMAÇÃO DO DIÂMETRO E DO RAIO

93

9. FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

94

9.1 ESPECIFICAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO COM UM CÓDIGO

95

9.2 ESPECIFICAÇÃO DIRETA DO VALOR DA VELOCIDADE DO FUSO (COMANDO S DE 5 DÍGITOS)

95

9.3 CONTROLE DA VELOCIDADE DE CORTE CONSTANTE (G96, G97)

96

9.4 FUNÇÃO DE SUPERVISÃO DA OSCILAÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO (G25, G26)

100

9.5 FUNÇÃO DE POSICIONAMENTO DO FUSO

103

9.5.1 Orientação do Fuso

103

9.5.2 Posicionamento do Fuso

103

9.5.3 Cancelamento do Posicionamento do Fuso

105

10.FUNÇÃO DA FERRAMENTA (FUNÇÃO T)

106

10.1 SELEÇÃO DA FERRAMENTA

107

10.2 GESTÃO DA VIDA ÚTIL DAS FERRAMENTAS

108

10.2.1 Programa dos Dados de Vida Útil da Ferramenta

108

10.2.2 Contagem da Vida Útil da Ferramenta

111

10.2.3 Especificação do Grupo da Ferramenta no Programa de Usinagem

112

i-2

B--63604PO/01

Índice

11.FUNÇÃO AUXILIAR

113

11.1 FUNÇÃO AUXILIAR (FUNÇÃO M)

114

11.2 VÁRIOS COMANDOS M NO MESMO BLOCO

115

11.3 FUNÇÕES AUXILIARES SECUNDÁRIAS (CÓDIGOS B)

116

12.CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

117

12.1 OUTRAS COMPONENTES DO PROGRAMA ALÉM DAS SEÇÕES DE PROGRAMA

119

12.2 CONFIGURAÇÃO DA SEÇÃO DE PROGRAMA

122

12.3 SUBPROGRAMA (M98, M99)

128

13.FUNÇÕES PARA SIMPLIFICAR A PROGRAMAÇÃO

13.1 CICLO FIXO (G90, G92, G94)

131

132

13.1.1 Ciclo de Corte do Diâmetro Exterior/Interior (G90)

132

13.1.2 Ciclo de Abertura de Rosca (G92)

134

13.1.3 Ciclo de Torneamento da Superfície Final (G94)

137

13.1.4 Como Usar Ciclos Fixos (G90, G92, G94)

140

13.2 REPETIÇÃO DE CICLO (G70--G76)

142

13.2.1 Remoção de Material por Torneamento (G71)

142

13.2.2 Remoção de Material por Faceamento (G72)

146

13.2.3 Repetição de Padrões (G73)

147

13.2.4 Ciclo de Acabamento (G70)

148

13.2.5 Ciclo de Perfuração Profunda da Superfície Final (G74)

151

13.2.6 Ciclo de Perfuração do Diâmetro Exterior/Interior (G75)

152

13.2.7 Ciclo de Abertura de Rosca Múltipla (G76)

153

13.2.8 Notas Sobre a Repetição de Ciclo (G70--G76)

158

13.3 CICLO FIXO DE PERFURAÇÃO (G80--G89)

159

13.3.1 Ciclo de Perfuração Frontal (G83) / Ciclo de Perfuração Lateral (G87)

163

13.3.2 Ciclo de Rosqueamento Frontal (G84) / Ciclo de Rosqueamento Lateral (G88)

166

13.3.3 Ciclo de Mandrilagem Frontal (G85) / Ciclo de Mandrilagem Lateral (G89)

168

13.3.4 Cancelamento do Ciclo Fixo de Perfuração (G80)

169

13.3.5 Medidas de Precaução

170

13.4 CHANFRAGEM E CANTO R

171

13.5 ESPELHAMENTO PARA CABEÇOTE DUPLO DE TORNO--REVÓLVER (G68, G69)

174

13.6 PROGRAMAÇÃO DIRETA DAS DIMENSÕES DO DESENHO

175

13.7 ROSQUEAMENTO RÍGIDO COM MACHO

180

13.7.1 Ciclo de Rosqueamento Rígido Frontal com Macho (G84) / Ciclo de Rosqueamento Rígido Lateral com Macho (G88)

14.FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

14.1 CORREÇÃO DA FERRAMENTA

181

184

185

14.1.1 Correção da Geometria da Ferramenta e Correção do Desgaste da Ferramenta

185

14.1.2 Código T para a Correção da Ferramenta

186

14.1.3 Seleção da Ferramenta

186

14.1.4 Número de Correção

186

14.1.5 Correção

187

14.1.6 G53, G28, G30 e G30.1 Quando é Aplicada a Correção da Posição da Ferramenta

190

14.2 VISÃO GERAL DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA

194

14.2.1 Ponta Imaginária da Ferramenta

194

14.2.2 Sentido da Ponta Imaginária da Ferramenta

196

14.2.3 Número de Correção e Valor de Correção

197

14.2.4 Posição de Trabalho e Comando de Movimento

199

i-3

Índice

B--63604PO/02

14.2.5 Notas Sobre a Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta

14.3 PORMENORES DA COMPENSAÇÃO DO RAIO DA PONTA DA FERRAMENTA

204

207

14.3.1 Aspectos gerais

207

14.3.2 Movimento da Ferramenta Aquando da Partida

209

14.3.3 Movimento da Ferramenta no Modo de Correção

211

14.3.4 Movimento da Ferramenta Aquando do Cancelamento do Modo de Correção

224

14.3.5 Verificação de Interferências

227

14.3.6 Corte Excessivo Devido à Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta

232

14.3.7 Correção na Chanfragem e Arcos de Canto

233

14.3.8 Comando de Entrada Através do Painel MDI

235

14.3.9 Precauções Gerais Para as Operações de Correção

236

14.3.10 G53, G28, G30, e G30.1 no Modo de Compensação do Raio da Ponta da Ferramenta

237

14.4 VALORES DE COMPENSAÇÃO DA FERRAMENTA, NÚMERO DE VALORES DE COMPENSAÇÃO E INTRODUÇÃO DE VALORES A PARTIR DO PROGRAMA (G10)

246

14.4.1 Compensação da Ferramenta e Número de Compensação da Ferramenta

246

14.4.2 Alteração do Valor de Correção da Ferramenta (Entrada de Dados Programáveis) (G10)

247

14.5 CORREÇÃO AUTOMÁTICA DA FERRAMENTA (G36, G37)

15.MACROS DE USUÁRIO

248

251

15.1 VARIÁVEIS

252

15.2 VARIÁVEIS DO SISTEMA

256

15.3 OPERAÇÃO ARITMÉTICA E LÓGICA

263

15.4 MACROINSTRUÇÕES E INSTRUÇÕES NC

268

15.5 DESVIO E REPETIÇÃO

269

15.5.1 Desvio Incondicional (Instrução GOTO)

269

15.5.2 Desvio Condicional (Instrução IF)

270

15.5.3 Repetição (Instrução WHILE)

271

15.6 CHAMADA DE MACRO

274

15.6.1 Chamada Simples (G65)

275

15.6.2 Chamada Modal (G66)

279

15.6.3 Chamada de Macro Através de um Código G

281

15.6.4 Chamada de Macro Através de um Código M

282

15.6.5 Chamada de Subprogramas Através de um Código M

283

15.6.6 Chamada de Subprogramas Através de um Código T

284

15.6.7 Programa Exemplificativo

285

15.7 PROCESSAMENTO DE MACROINSTRUÇÕES

287

15.8 REGISTRO DE PROGRAMAS DE MACROS DE USUÁRIO

289

15.9 LIMITAÇÕES

290

15.10 COMANDOS DE SAÍDA EXTERNOS

291

15.11 MACRO DE USUÁRIODO TIPO INTERRUPÇÃO

295

15.11.1 Método de Especificação

296

15.11.2 Pormenores das Funções

297

16.ENTRADA DE PARÂMETROS PROGRAMÁVEIS (G10)

304

17.OPERAÇÃO DE MEMÓRIA UTILIZANDO O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 10/11

307

17.1 ENDEREÇOS E FAIXA DE VALORES ESPECIFICÁVEL PARA O FORMATO DE FITA DA SÉRIE 10/11

308

17.2 ABERTURA DE ROSCAS DE PASSO CONSTANTE

309

17.3 CHAMADA DO SUBPROGRAMA

310

i-4

B--63604PO/01

Índice

17.4 CICLO FIXO

311

17.5 REPETIÇÃO DO CICLO FIXO DE TORNEAMENTO

312

17.6 FORMATOS PARA OS CICLOS FIXOS DE PERFURAÇÃO

314

18.FUNÇÕES DE CORTE A ALTA VELOCIDADE

318

18.1 BUFFER REMOTO

319

18.2 BUFFER EXTERNO RÁPIDO A (G05)

320

18.3 FUNÇÃO DE MONITORAÇÃO DO FIM DO PROCESSO DE DISTRIBUIÇÃO PARA O COMANDO DE USINAGEM RÁPIDA (G05)

322

19.FUNÇÃO DE CONTROLE DOS EIXOS

323

19.1 TORNEAMENTO POLIGONAL

324

19.2 ROLL--OVER DO EIXO DE ROTAÇÃO

329

19.3 CONTROLE SIMPLES DE SINCRONIZAÇÃO

330

19.4 CONTROLE DO EIXO B (G100, G101, G102, G103, G110)

332

19.5 CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR / CONTROLE DE UM EIXO ANGULAR ARBITRÁRIO

341

20.FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

343

20.1 VISUALIZAÇÃO DO MENU PADRÃO

344

20.2 VISUALIZAÇÃO DOS DADOS PADRÃO

348

20.3 CARACTERES E CÓDIGOS PARA A FUNÇÃO DE ENTRADA DE DADOS PADRÃO

352

III. OPERAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

357

1.1 OPERAÇÃO MANUAL

358

1.2 MOVIMENTO DA FERRAMENTAPOR PROGRAMAÇÃO -- OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

360

1.3 OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

361

1.4 TESTAR UM PROGRAMA

363

1.4.1 Teste durante o Funcionamento da Máquina

363

1.4.2 Como Visualizar a Mudança da Indicação da Posição sem Colocar a Máquina em Funcionamento

364

1.5 EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS

365

1.6 VISUALIZAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE DADOS

366

1.7 VISUALIZAÇÃO

369

1.7.1 Visualização do Programa

369

1.7.2 Indicação da Posição Atual

370

1.7.3 Tela de Alarmes

370

1.7.4 Indicação da Contagem de Peças, Indicação do Tempo de Execução

371

1.7.5 Visualização de Gráficos (Ver Seção III--12)

372

1.8 SAÍDA DE DADOS

2. DISPOSITIVOS OPERACIONAIS

2.1 UNIDADES DE ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO

373

374

375

2.1.1 Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 7,2“/8,4“

376

2.1.2 Unidade de Controle CNC do Tipo Montado em LCD de 9,5“/10,4“

376

2.1.3 Pequena Unidade MDI do Tipo Autónomo

377

2.1.4 Unidade MDI Standard do Tipo Autónomo

378

i-5

Índice

B--63604PO/02

2.1.5 Unidade MDI do Tipo Autónomo com 61 teclas

379

2.2 EXPLICAÇÃO DOTECLADO

380

2.3 TECLAS DE FUNÇÃO E SOFT KEYS

382

2.3.1 Operações Gerais de Tela

382

2.3.2 Teclas de Função

383

2.3.3 Soft Keys

384

2.3.4 Entrada por Teclas e Buffer de Entrada

400

2.3.5 Mensagens de Aviso

401

2.3.6 Configuração de Soft Keys

402

2.4 DISPOSITIVOS EXTERNOS DE E/S

2.4.1 Arquivo Handy FANUC

2.5 LIGAR/DESLIGAR

403

405

406

2.5.1 Ligar o Equipamento

406

2.5.2 Tela Visualizada ao Energizar

407

2.5.3 Desenergização

408

3. OPERAÇÃO MANUAL

409

3.1 RETORNO MANUAL AO PONTO DE REFERÊNCIA

410

3.2 AVANÇO EM MODO JOG

412

3.3 AVANÇO INCREMENTAL

414

3.4 AVANÇO POR MANIVELA

415

3.5 ABSOLUTO MANUAL ON E OFF

418

4. OPERAÇÃO AUTOMÁTICA

423

4.1 OPERAÇÃO DE MEMÓRIA

424

4.2 OPERAÇÃO MDI

427

4.3 REINÍCIO DO PROGRAMA

430

4.4 FUNÇÃO DE PLANEJAMENTO

438

4.5 FUNÇÃO DE CHAMADA DE SUBPROGRAMA (M198)

443

4.6 INTERRUPÇÃO POR MANIVELA

445

4.7 ESPELHAMENTO

448

4.8 INTERVENÇÃO MANUAL E RETORNO

450

4.9 OPERAÇÃO DNC

452

4.10 OPERAÇÃO DNC COM CARTÃO DE MEMÓRIA

455

4.10.1 Especificação

455

4.10.2 Operações

456

4.10.2.1 Operação DNC

456

4.10.2.2 Chamada do Subprograma (M198)

457

4.10.3 Limitação e notas

458

4.10.4 Parametro

458

4.10.5 Ligar o Adaptador do Cartão PCMCIA

459

4.10.5.1 Número de especificação

459

4.10.5.2 Montagem

459

4.10.6 Cartão de Memória Recomendado

461

5. OPERAÇÃO DE TESTE

462

5.1 BLOQUEIO DA MÁQUINA E BLOQUEIO DA FUNÇÃO AUXILIAR

463

5.2 OVERRIDE DA VELOCIDADE DE AVANÇO

465

i-6

B--63604PO/01

Índice

5.3 OVERRIDE DO DESLOCAMENTO RÁPIDO

466

5.4 FUNCIONAMENTO EM VAZIO

467

5.5 BLOCO ÚNICO

468

6. FUNÇÕES DE SEGURANÇA

471

6.1 PARADA DE EMERGÊNCIA

472

6.2 ULTRAPASSAGEM DE CURSO

473

6.3 CONTROLE DO CURSO ARMAZENADO

474

6.4 BARREIRAS DA PLACA DE FIXAÇÃO E DO BARREIRA DO CABEÇOTE MÓVEL

478

7. FUNÇÕES DE ALARME E AUTODIAGNÓSTICO

485

7.1 TELA DE ALARMES

486

7.2 VISUALIZAÇÃO DO HISTÓRICO DE ALARMES

488

7.3 VERIFICAÇÃO ATRAVÉS DA TELA DE AUTO--DIAGNÓSTICO

489

8. ENTRADA/SAÍDA DE DADOS

492

8.1 ARQUIVOS

493

8.2 PESQUISA DE ARQUIVOS

495

8.3 APAGAMENTO DE ARQUIVOS

497

8.4 ENTRADA/SAÍDA DE PROGRAMAS

498

8.4.1 Entrada de um Programa

498

8.4.2 Saída de um Programa

501

8.5 ENTRADA E SAÍDA DOS DADOS DE CORREÇÃO

503

8.5.1 Entrada de Dados de Correção

503

8.5.2 Saída de Dados de Correção

504

8.6 ENTRADA E SAÍDA DE PARÂMETROS E DE DADOS DE COMPENSAÇÃO DE ERRO DO PASSO

505

8.6.1 Entrada de Parâmetros

505

8.6.2 Saída de Parâmetros

506

8.6.3 Entrada de Dados de Compensação de Erro de Passo

507

8.6.4 Saída dos Dados de Compensação de Erro de Passo

508

8.7 ENTRADA/SAÍDA DE VARIÁVEIS COMUNS DE MACRO DE USUÁRIO

509

8.7.1 Entrada de Variáveis Comuns de Macro de Usuário

509

8.7.2 Saída de Variáveis Comuns de Macro de Usuário

510

8.8 VISUALIZAÇÃO DO DIRETÓRIO DO DISQUETE

511

8.8.1 Visualização do Diretório

512

8.8.2 Leitura de Arquivos

515

8.8.3 Saída de Programas

516

8.8.4 Apagar Arquivos

517

8.9 TRANSMISSÃO DE UMA LISTA DE PROGRAMAS PARA UM DETERMINADO GRUPO

519

8.10 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS NA TELA TUDO E/S

520

8.10.1 Definição de parâmetros de entrada/saída

521

8.10.2 Entrada e saída de programas

522

8.10.3 Entrada e saída de parâmetros

526

8.10.4 Entrada e Saída de Dados de Correção

528

8.10.5 Saída de variáveis comuns de macros de usuário

530

8.10.6 Entrada e saída de arquivos em disquetes

531

8.10.7 Entrada/saída em cartões de memória

536

8.11 ENTRADA/SAÍDA DE DADOS USANDO UM CARTÃO DE MEMÓRIA

i-7

545

Índice

B--63604PO/02

9. EDIÇÃO DE PROGRAMAS

9.1 INSERIR, ALTERAR E APAGAR UMA PALAVRA

557

558

9.1.1 Pesquisa de Palavras

559

9.1.2 Salto para o Início do Programa

561

9.1.3 Inserção de Palavras

562

9.1.4 Alteração de Palavras

563

9.1.5 Apagar Palavras

564

9.2 APAGAR BLOCOS

565

9.2.1 Apagar um Bloco

565

9.2.2 Apagar Vários Blocos

566

9.3 PESQUISA DO NÚMERO DO PROGRAMA

567

9.4 PESQUISA DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA

568

9.5 APAGAR PROGRAMAS

570

9.5.1 Apagar Um Programa

570

9.5.2 Apagar Todos os Programas

570

9.5.3 Apagar Mais de Um Programa Especificando uma Faixa

571

9.6 FUNÇÃO AMPLIADA DE EDIÇÃO DE UM PROGRAMA DE PEÇAS

572

9.6.1 Copiar um Programa Inteiro

573

9.6.2 Copiar Parte de um Programa

574

9.6.3 Mover Parte de um Programa

575

9.6.4 Intercalar um Programa

576

9.6.5 Explicações Suplementares para as Operações de Copiar, Mover e Intercalar

577

9.6.6 Substituição de Palavras e de Endereços

579

9.7 EDIÇÃO DE MACROS DE USUÁRIO

581

9.8 EDIÇÃO SIMULTÂNEA

582

9.9 FUNÇÃO DE SENHA

583

10.CRIAÇÃO DE PROGRAMAS

585

10.1 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS USANDO O PAINEL MDI

586

10.2 INSERÇÃO AUTOMÁTICA DE NÚMEROS DE SEQÜÊNCIA

587

10.3 CRIAÇÃO DE PROGRAMAS NO MODO APRENDER (REPRODUÇÃO)

589

11.ESPECIFICAÇÃO E VISUALIZAÇÃO DE DADOS

11.1 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

DE DADOS 11.1 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 592 600 11.1.1 Indicação da Posição

592

600

11.1.1 Indicação da Posição no Sistema de Coordenadas da Peça

600

11.1.2 Tela da Posição no Sistema de Coordenadas Relativas

601

11.1.3 Indicação da Posição Global

603

11.1.4 Predefinição do Sistema de Coordenadas da Peça

604

11.1.5 Tela da Velocidade de Avanço Real

605

11.1.6 Visualização do Tempo de Trabalho e da Contagem das Peças

607

11.1.7 Visualização do Monitor de Operação

608

11.2 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO MEMÓRIA OU MODO MDI)

ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO MEMÓRIA OU MODO MDI) 610 11.2.1 Tela do Conteúdo

610

11.2.1 Tela do Conteúdo do Programa

611

11.2.2 Tela do Bloco Atual

612

11.2.3 Tela do Bloco Seguinte

613

11.2.4 Tela de Verificação do Programa

614

11.2.5 Tela do Programa para a Operação MDI

616

11.2.6 Visualização do Estado Operacional do Eixo B

617

i-8

B--63604PO/01

Índice

11.3 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

11.3 TELAS VISUALIZADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO (NO MODO EDIÇÃO) 618 11.3.1 Tela da Memória

(NO MODO EDIÇÃO)

618

11.3.1 Tela da Memória Usada e Lista de Programas

619

11.3.2 Visualização de uma Lista de Programas para um Determinado Grupo

622

11.4 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

11.4 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 625

625

11.4.1 Especificação e Visualização do Valor de Correção da Ferramenta

626

11.4.2 Entrada Direta do Valor de Correção da Ferramenta

629

11.4.3 Entrada Direta da Correção da Ferramenta em B

631

11.4.4 Entrada do Valor de Correção em o Contador

633

11.4.5 Definição da Quantidade de Deslocação do Sistema de Coordenadas da Peça

634

11.4.6 Correção do Eixo Y

636

11.4.7 Visualização e Entrada de Dados de Definição

639

11.4.8 Comparação e Parada do Número de Seqüência

641

11.4.9 Visualização e Definição do Tempo de Trabalho, Contagem de Peças e Duração

643

11.4.10 Visualização e Definição do Valor de Correção do Ponto de Origem da Peça

645

11.4.11 Entrada Direta dos Valores Medidos de Correção do Ponto de Origem da Peça

646

11.4.12 Visualização e Definição de Variáveis Comuns de Macro de Usuário

648

11.4.13 Visualização e Definição do Painel de Operação por Software

649

11.4.14 Visualização e Definição dos Dados de Gestão da Vida Útil das Ferramentas

651

11.4.15 Definição e Visualização da Compensação da Ferramenta no Eixo B

654

11.5 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

11.5 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

656

11.5.1 Visualizar e Especificar Parâmetros

657

11.5.2 Visualização e Definição dos Dados de Compensação de Erro do Passo

659

11.6 VISUALIZAÇÃO DO NÚMERO DO PROGRAMA, DO NÚMERO DE SEQÜÊNCIA E DO ESTADO E MENSAGENS DE AVISO PARA OPERAÇÃO DE ESPECIFICAÇÃO DOS DADOS OU ENTRADA/SAÍDA

662

11.6.1 Visualização do Número do Programa e do Número de Seqüência

662

11.6.2 Visualização do Estado e Avisos para a Especificação de Dados ou a Operação de Entrada/Saída

663

11.7 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO

663 11.7 TELAS MOSTRADAS ATRAVÉS DA TECLA DE FUNÇÃO 11.7.1 Tela do Histórico de Mensagens Externas

11.7.1 Tela do Histórico de Mensagens Externas do Operador

11.8 APAGAR A TELA

665

665

667

11.8.1 Desativar a Visualização da Tela CRT

667

11.8.2 Ativação Automática do Protetor de Tela

668

12.FUNÇÃO GRÁFICA

12.1 VISUALIZAÇÃO DE GRÁFICOS

13.FUNÇÃO DE AJUDA

14.HARDCOPY DA TELA

IV. MANUTENÇÃO

1. MÉTODO DE SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA

669

670

675

680

685

1.1 SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA PARA A SÉRIE i DO TIPO INSTALADO EM LCD

686

1.2 SUBSTITUIÇÃO DA BATERIA PARA A SÉRIE i DO TIPO AUTÓNOMO

689

1.3 BATERIA DO PAINEL i (3 V DC)

692

1.4 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INDEPENDENTES (6 V DC) 694

695

1.5 BATERIA PARA CODIFICADORES DE PULSOS ABSOLUTOS INTEGRADOS (6 V DC)

i-9

Índice

B--63604PO/02

ANEXOS

A. LISTA DOS CÓDIGOS DA FITA

703

B. LISTA DE FUNÇÕES E FORMATO DE FITA

706

C. FAIXAS DO VALOR DE COMANDO

710

D. NOMOGRAMAS

713

D.1

COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO

714

D.2

CÁLCULO SIMPLES DO COMPRIMENTO DE PASSO INCORRETO

716

D.3

CAMINHO DA FERRAMENTA NOS CANTOS

718

D.4

ERRO DE DIREÇÃO DO RAIO NO CORTE CIRCULAR

721

E. ESTADO DURANTE A ENERGIZAÇÃO, A ANULAÇÃO E O RESET

722

F. TABELA DE CORRESPONDÊNCIA CARACTERE--CÓDIGO

724

G. LISTA DE ALARMES

725

i- 10

I. ASPECTOS GERAIS

B--63604PO/01

ASPECTOS GERAIS

1. ASPECTOS GERAIS

1

ASPECTOS GERAIS

1 ASPECTOS GERAIS 1. ASPECTOS GERAIS 1 ASPECTOS GERAIS Acerca deste manual Este manual engloba os

Acerca deste manual

Este manual engloba os seguintes capítulos:

I. ASPECTOS GERAIS Descreve a organização dos capítulos, mencionando os modelos aplicáveis, os manuais com eles relacionados, bem como notas para a leitura deste manual. II. PROGRAMAÇÃO Descreve todas as funções: O formato utilizado para a programação de funções na linguagem NC, características e restrições. Sempre que um programa seja criado com o auxílio da função de programação automática verbal, consultar o manual referente a esta função (Tabela 1). III. OPERAÇÃO Descreve a operação manual e automática da máquina, procedimentos para a entrada e saída de dados, bem como para a edição de programas. IV. MANUTENÇÃO Descreve os procedimentos para a substituição de baterias. ANEXO Apresenta uma lista de códigos de fitas perfuradas, de faixas de dados válidas e de códigos de erro.

Algumas das funções descritas neste manual poderão não ser aplicáveis a certos produtos. Para obter informações mais detalhadas, consultar o manual DESCRIÇÕES (B--63522EN).

Os parâmetros não são descritos detalhadamente neste manual. Para informações mais detalhadas sobre os parâmetros mencionados no presente manual, consultar o manual de parametrização (B--63610EN).

O presente manual descreve todas as funções opcionais. As opções

integradas em seu sistema podem ser consultadas no manual fornecido

pelo fabricante da máquina--ferramenta.

Os modelos abrangidos por este manual e as respectivas abreviaturas são:

Nome do produto

 

Abreviaturas

FANUC Série 21 i --TB

21

i --TB

Série 21 i

FANUC Série 210 i --TB

210

i --TB

Série 210 i

3

1. ASPECTOS GERAIS

ASPECTOS GERAIS

B--63604PO/01

Símbolos especiais

Este manual utiliza os seguintes símbolos:

D

I P

Indica uma combinação de eixos, tal como X Y Z

_

(usada na PROGRAMAÇÃO).

D ;

Indica o fim de um bloco. Corresponde, de fato, ao código ISO LF ou ao código EIA CR.

Manuais afins das séries

16 i /18 i /21 i /160 i /180 i /210 i

MODELO B

A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com as séries 16i , 18 i , 21 i , 160 i , 180 i , 210 i MODELO B. O presente manual está assinalado com um asterisco (*).

 

Número de

 

Nome do manual

especificação

DESCRIPTIONS

B--63522EN

 

CONNECTION MANUAL (HARDWARE)

B--63523EN

 

CONNECTION MANUAL (FUNCTION)

B--63523EN--1

 

OPERATORS MANUAL (16 i/18 i/160 i/180 i --TB)

B--63524PO

 

OPERATOR’S MANUAL (16 i/18 i/160 i/180 i --MB)

B--63534PO

 

OPERATOR’S MANUAL (21 i/210 i --TB)

B--63604PO

*

OPERATOR’S MANUAL (21 i/210 i --MB)

B--63614EN

 

MAINTENANCE MANUAL

B--63525EN

 

PARAMETER MANUAL (16 i/18 i/160 i/180 i --MODEL B)

B--63530EN

 

PARAMETER MANUAL (21 i/210 i --MODEL B)

B--63610EN

 

MANUAL DE PROGRAMAÇÃO

Macro Compiler/Macro Executor PROGRAMMING MANUAL

B--61803E--1

 

FAPT MACRO COMPILER (For Personal Computer) PROGRAMMING MANUAL

B--66102E

 

C Language Executor PROGRAMMING MANUAL

B--62443EN--3

 

CAP (série T)

FANUC Super CAP i T OPERATOR’S MANUAL

B--63284EN

 

FANUC Symbol CAP i T OPERATOR’S MANUAL

B--63304EN

 

MANUAL GUIDE For Lathe PROGRAMMING MANUAL

B--63343EN

 

MANUAL GUIDE For Lathe OPERATOR’S MANUAL

B--63344EN

 

CAP (série M)

FANUC Super CAP i M OPERATOR’S MANUAL

B--63294EN

 

MANUAL GUIDE For Milling PROGRAMMING MANUAL

B--63423EN

 

MANUAL GUIDE For Milling OPERATOR’S MANUAL

B--63424EN

 

4

B--63604PO/01

ASPECTOS GERAIS

1. ASPECTOS GERAIS

 

Número de

Nome do manual

especificação

PMC

PMC Ladder Language PROGRAMMING MANUAL

B--61863E

PMC C Language PROGRAMMING MANUAL

B--61863E--1

Rede

FANUC I/O Link--II CONNECTION MANUAL

B--62714EN

Profibu--DP Board OPERATOR’S MANUAL

B--62924EN

DeviceNet Board OPERATOR’S MANUAL

B--63404EN

Ethernet Board/DATA SERVER Board OPERATOR’S MANUAL

B--63354EN

Manuais afins do MOTOR SERVO d a sé ri e α

A tabela seguinte apresenta uma lista dos manuais relacionados com o MOTOR SERVO da série α

Nome do manual AC SE RVO MO TO R a s e ries DESCR IPT

Nome do manual

AC SE RVO MO TO R a s e ries DESCR IPT IO NS

AC SE RVO MO TO R α s e ries PARAMETER M ANUAL

AC SPINDLE MOTOR α series DESCRIPTIONS

AC SPINDLE MOTOR α series PARAMETER MANUAL

SERVO AMPLIFIER α series DESCRIPTIONS

SERVO MOTOR α series MAINTENANCE MANUAL

Número de

especificação

B -- 65142E

B--65150E

B--65152E

B--65160E

B--65162E

B--65165E

5

1. ASPECTOS GERAIS

ASPECTOS GERAIS

B--63604PO/01

1.1

PROCESSO GERAL DE OPERAÇÃO DA
MÁQUINA--

FERRAMENTA CNC

Para usinar uma peça com uma máquina--ferramenta CNC, preparar primeiro o programa e operar, em seguida, a máquina por meio do programa.

1) Primeiro, o programa para operar a máquina--ferramenta CNC é preparado a partir do desenho da peça a trabalhar.

A forma de preparar o programa é descrita no capítulo II,

PROGRAMAÇÃO.

2) Em seguida, o programa terá de ser lido para o sistema CNC. Depois, montar as peças e ferramentas na máquina e operar as ferramentas de acordo com o programa. Por fim, executar a usinagem propriamente dita.

A forma de operar o sistema CNC é descrita no capítulo III,

OPERAÇÃO. Desenho Programa- da peça ção da peça
OPERAÇÃO.
Desenho
Programa-
da peça
ção da peça
CNC MÁQUINA--FERRAMENTA
CNC
MÁQUINA--FERRAMENTA
CNC MÁQUINA--FERRAMENTA CAPÍTULO II, PROGRAMAÇÃO C A P Í T U L O I I I

CAPÍTULO II, PROGRAMAÇÃO

CAPÍTULO III, OPERAÇÃO

Antes de proceder à programação propriamente dita, fazer o plano de usinagem para trabalhar a peça. Plano de usinagem

1. Definição da faixa de usinagem das peças

2. Método de montagem das peças na máquina--ferramenta

3. Seqüência de usinagem em cada uma das fases de corte

4. Ferramentas de corte e condições de corte

Definir o método de corte para cada uma das fases de corte.

Fase de corte Processo de corte
Fase de corte
Processo de corte

1

2

3

 

Corte do

 

Corte da

superfície final

diâmetro

externo

Ranhurar

1. Método de corte:

     

Grosseiro

Semi

Acabamento

2. Ferramentas de corte

     

3. Condições de corte:

     

Velocidade de avanço Profundidade de corte

4. Caminho da ferramenta

     

6

B--63604PO/01

ASPECTOS GERAIS

1. ASPECTOS GERAIS

Corte do Corte da diâmetro superfície Ranhurar externo final Peça
Corte do
Corte da
diâmetro
superfície
Ranhurar
externo
final
Peça

Preparar, para cada fase de corte, o programa do caminho da ferramenta e das condições de corte, de acordo com o contorno da peça.

7

1. ASPECTOS GERAIS

ASPECTOS GERAIS

B--63604PO/01

1.2

NOTAS SOBRE A LEITURA DESTE MANUAL

1.3

NOTAS SOBRE VÁRIOS TIPOS DE DADOS

CUIDADO

1

O funcionamento de uma máquina--ferramenta com controle CNC depende não só do próprio sistema CNC,

mas da combinação da máquina--ferramenta com seu armário de distribuição magnético, o sistema servo, o CNC,

o

painel de operação, etc. Seria demasiado complexo

descrever aqui o funcionamento, a programação e a operação referentes a todas as combinações possíveis. Este manual descreve--as, em geral, do ponto de vista do sistema CNC. Assim, para obter informações mais detalhadas sobre uma determinada máquina--ferramenta CNC, consultar o manual fornecido pelo fabricante da máquina--ferramenta, o qual deveria ter prioridade em relação a este manual.

2

Os tópicos de leitura situam--se na margem esquerda para

facilitar ao leitor um acesso rápido às informações necessárias. Para localizar a informação necessária, o leitor poderá economizar tempo procurando--a através destes tópicos.

3

O

presente manual descreve o maior número possível de

variações para a aplicação do equipamento. É impossível,

porém, descrever todas as funções, opções e comandos que não deveriam ser combinados. Em caso de dúvida, é preferível não efetuar combinações de operações que não se encontrem aqui descritas.

CUIDADO Os programas de usinagem, parâmetros, variáveis, etc., encontram--se armazenados na memória interna não volátil da unidade CNC. Normalmente, o cont eúdo desta memória não se perde ao ligar ou desligar a tensão da máquina. Contudo, poderá ser necessário apagar dados importantes, armazenados na memória não volátil, devido a uma operação incorreta ou no decurso de uma eliminação de erros. A fim de possibilitar uma rápida rec uperação de dados nestes casos, é recomendável fazer previamente uma cópia de segurança destes dados.

8

II. PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1

ASPECTOS GERAIS

B - - 6 3 6 0 4 P O / 0 1 PROGRAMAÇÃO 1. ASPECTOS

11

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

1.1

MOVIMENTO DA FERRAMENTA AO LONGO DOS CONTORNOS DA PEÇA--INTERPOLAÇÃO

Explicações

D

Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta

D

Movimento da ferramenta ao longo de um arco

A ferramenta movimenta--se ao longo de linhas retas e de arcos correspondentes aos contornos da peça (ver II--4).

X Ferramenta Peça Z
X
Ferramenta
Peça
Z

Programa G01 Z ;

Fig. 1.1 (a) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha reta paralela ao eixo Z

X Programa Ferramenta G01 X Z Peça Z
X
Programa
Ferramenta
G01 X
Z
Peça
Z

;

Fig. 1.1 (b) Movimento da ferramenta ao longo de uma linha cônica

X Peça
X
Peça

Ferramenta

X Peça Ferramenta Programa G02X Z R ; ou G03X Z R ; Z

Programa

G02X

Z

R

;

ou

G03X

Z

R

;

Z

Fig. 1.1 (c) Movimento da ferramenta ao longo de um arco

12

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

O termo ’interpolação’ refere--se à operação, através da qual a ferramenta se move ao longo de uma linha reta ou de um arco, pela forma acima descrita.

Os símbolos dos comandos programados G01, G02,

função preparatória e especificam o tipo de interpolação executada na

unidade de controle.

chamam--se

(a) Movimento ao longo de uma linha reta

(b) Movimento ao longo de um arco

G01 Z ; X-- --Z-- -- -- --; G03X-- --Z-- --; Unidade de controle Eixo
G01 Z ;
X-- --Z-- -- -- --;
G03X-- --Z-- --;
Unidade de controle
Eixo X
Movimento
Interpolação
da ferramenta
Eixo Y
a) Movimento ao
longo de uma
linha reta
b) Movimento ao
longo de um arco

Fig. 1.1 (d) Função de interpolação

NOTA Algumas máquinas movimentam as peças (fuso) em vez das ferramentas, mas neste manual parte--se do princípio de que as ferramentas são movimentadas em direção às peças.

D Abertura de rosca

As roscas podem ser cortadas movendo--se a ferramenta em sincronização com a rotação do fuso. Especifique, em um programa, a função de abertura de rosca através de G32.

X Ferramenta Peça
X
Ferramenta
Peça

Programa G32Z-- --F-- --;

Z

Fig. 1.1 (e) Abertura de rosca reta

13

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

X Ferramenta Peça
X
Ferramenta
Peça

Programa G32X-- --Z-- --F-- --;

Z

1.2

AVANÇO --

FUNÇÃO DE AVANÇO

Fig. 1.1 (f) Abertura de rosca cônica

O movimento da ferramenta a uma velocidade definida para cortar a peça,

é designado como avanço. Ferramenta Placa de fixação Peça
é designado como avanço.
Ferramenta
Placa de fixação
Peça
como avanço. Ferramenta Placa de fixação Peça Fig. 1.2 Função de avanço As velocidades de avanço

Fig. 1.2 Função de avanço

As velocidades de avanço podem ser especificadas por meio de valores numéricos correspondentes. Por exemplo, para fazer avançar a ferramenta 2 mm enquanto a peça dá uma volta, pode usar--se o seguinte comando:

F2.0

À função usada para especificar a velocidade de avanço, dá--se o nome de

função de avanço (ver II--5).

14

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.3

DESENHO DA PEÇA E MOVIMENTO DA FERRAMENTA

1.3.1

Ponto de Referência (Posição Específica da Máquina)

Explicações

A máquina--ferramenta CNC possui uma posição fixa. Normalmente, a

substituição da ferramenta e a programação do ponto zero absoluto, posteriormente descritas, são executadas nesta posição. Esta posição é

designada como ponto de referência.

Placa de fixação Unidade porta-- ferramenta Ponto de referência

Placa de fixação

Unidade porta--

ferramenta
ferramenta

Ponto de

referência

Fig. 1.3.1 Ponto de referência

A ferramenta pode ser deslocada para o ponto de referência de duas

formas:

1. Retorno manual ao ponto de referência (ver III--3.1) O retorno ao ponto de referência é executado manualmente, por meio de um botão.

2. Retorno automático ao ponto de referência (ver II--6) Geralmente, se executa, primeiro, o retorno manual ao ponto de referência, logo após a energização. Quando se pretende deslocar a ferramenta para o ponto de referência, a fim de proceder a uma substituição posterior da ferramenta, utiliza--se a função de retorno automático ao ponto de referência.

15

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

1.3.2

Sistema de Coordenadas do Desenho da Peça e Sistema de Coordenadas Especificado pelo CNC

Explicações

D Sistema de coordenadas

X

X Programa Z Z Sistema de coordenadas Desenho da peça MÁQUINA--FERRAMENTA Comando
X
Programa
Z
Z
Sistema de coordenadas
Desenho da peça
MÁQUINA--FERRAMENTA
Comando
X Peça Z
X
Peça
Z

Máquina--ferramenta

Fig. 1.3.2 (a) Sistema de coordenadas

Os dois sistemas de coordenadas seguintes são especificados em locais diferentes:

(Ver II--7)

1. Sistema de coordenadas do desenho da peça

O sistema de coordenadas é escrito no desenho da peça. Como dados

do programa, são utilizados os valores de coordenadas deste sistema.

2. Sistema de coordenadas especificado pelo CNC

O sistema de coordenadas é preparado na máquina--ferramenta que

está sendo usada. Para tal, é programada a distância entre a posição atual da ferramenta e o ponto zero do sistema de coordenadas a ser definido.

X 230 Posição atual da ferramenta 300 Ponto zero Distância até o ponto zero do
X
230
Posição atual da ferramenta
300
Ponto zero
Distância até o ponto zero do
sistema de coordenadas a ser
definido
do programa
Z

Fig. 1.3.2 (b) Sistema de coordenadas especificado pelo CNC

16

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

D Métodos para definir os dois sistemas de coordenadas na mesma posição

A ferramenta movimenta--se dentro do sistema de coordenadas especificado pelo CNC, de acordo com o programa de comando elaborado com base no sistema de coordenadas do desenho da peça, e corta a peça com o contorno especificado no desenho. Portanto, para que o contorno da peça definido no desenho possa ser corretamente cortado, os dois sistemas de coordenadas têm de ser definidos na mesma posição.

Para definir dois sistemas de coordenadas na mesma posição, usa--se, normalmente, o seguinte método:

1. Se o ponto zero da coordenada for definido na parte frontal da placa de fixação

X Peça 60 40 40 150
X
Peça
60 40
40
150

Z

Fig. 1.3.2 (c) Coordenadas e dimensões do desenho da peça

X Peça
X
Peça

Z

Fig. 1.3.2 (d) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do desenho da peça)

17

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

2. Se o ponto zero da coordenada for definido na face final da peça.

X Peça 60 30 30 80 100
X
Peça
60
30
30
80
100

Z

Fig. 1.3.2 (e) Coordenadas e dimensões do desenho da peça

X

Peça
Peça

Z

Fig. 1.3.2 (f) Sistema de coordenadas do torno mecânico, especificado pelo CNC (de forma a coincidir com o sistema de coordenadas do desenho da peça)

18

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.3.3

Como Indicar Dimensões de Comando para Movimentar a Ferramenta -- Comandos Absolutos / Incrementais

Explicações

D Comando absoluto

Os métodos de comando para o deslocamento da ferramenta podem ser indicados através de uma especificação absoluta ou incremental (ver II--8.1). A ferramenta desloca--se para um ponto situado à “distância programada em relação ao ponto zero do sistema de coordenadas”, isto é, para a posição correspondente aos valores das coordenadas.

X A B Peça Z 30 φ 70 110
X
A
B
Peça
Z
30
φ
70
110

Ferramenta

Comando para o deslocamento do ponto A para o ponto B

G90X30.0Z70.0;

Coordenadas do ponto BX A B Peça Z 30 φ 70 110 Ferramenta Comando para o deslocamento do ponto

Fig. 1.3.3 (a) Comando absoluto

19

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

D

Comando incremental

Especificação da distância entre a posição anterior da ferramenta e a próxima posição da ferramenta.

X

Ferramenta A φ60 B Z φ30 40
Ferramenta
A
φ60
B
Z
φ30
40

Comando para o deslocamento do ponto A para o ponto B

U--30.0W--40.0

para o deslocamento do ponto A para o ponto B U--30.0W--40.0 Distância e direção para o

Distância e direção para o movimento ao longo de cada eixo

D

Programação do diâmetro / Programação do raio

Fig. 1.3.3 (b) Comando incremental

As dimensões do eixo X podem ser definidas por meio do diâmetro ou do raio. A programação do diâmetro e a programação do raio são aplicadas independentemente em cada máquina.

1. Programação do diâmetro Para a programação do diâmetro, use o valor do diâmetro indicado no desenho, para especificar o valor do eixo X.

X B A Peça 40φ 30φ 60 80
X
B
A
Peça
40φ
30φ
60
80

Z

Valores das coordenadas dos pontos A e B A (30.0, 80.0), B (40.0, 60.0)

Fig. 1.3.3 (c) Programação do diâmetro

20

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

2. Programação do raio Para a programação do raio, use a distância em relação ao centro da peça, isto é, o valor do raio, para especificar o valor do eixo X.

X B A 20 15 Peça Z 60 80 Valores das coordenadas dos pontos A
X
B
A
20
15
Peça
Z
60
80
Valores das coordenadas dos pontos A e B
A (15.0, 80.0), B (20.0, 60.0)

1.4

VELOCIDADE DE CORTE -- FUNÇÃO DA VELOCIDADE DO FUSO

Exemplos

Fig. 1.3.3 (d) Programação do raio

A velocidade da ferramenta em relação à peça que está sendo cortada,

chama--se velocidade de corte. Nas máquinas com controle CNC, a velocidade de corte pode ser especificada através da velocidade do fuso, em rpm.

Ferramenta V: Velocidade de corte v m/min N rpm φD Peça
Ferramenta
V: Velocidade de corte
v m/min
N rpm
φD
Peça

Fig. 1.4 Velocidade de corte

<Quando se pretende usinar uma peça de 200 mm de diâmetro, a uma velocidade de corte de 300 m/min. >

A velocidade do fuso é de, aproximadamente, 478 rpm e obtém--se a partir

de N=1000v/πD. Sendo assim, é necessário o seguinte comando:

S478 ;

Aos comandos referentes à velocidade do fuso, dá--se o nome de função

da velocidade do fuso (ver II--9). A velocidade de corte v (m/min) também

pode ser especificada diretamente por meio do valor da velocidade. Mesmo que o diâmetro da peça se altere, o CNC adapta a velocidade do

fuso de forma que a velocidade de corte permaneça constante. A esta função dá--se o nome de função de controle da velocidade de corte constante (ver II--9.3).

21

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

1.5

SELEÇÃO DA FERRAMENTA PARA AS DIVERSAS FASES DE USINAGEM -- FUNÇÃO DA FERRAMENTA

Exemplos

Para perfurar, abrir roscas, mandrilar, fresar ou executar outras operações afins, é necessário selecionar uma ferramenta adequada. A seleção da respectiva ferramenta efetua--se atribuindo um número a cada ferramenta e indicando no programa o número desejado.

01 06 02 05 03 04
01
06
02
05
03
04

Número da ferramenta

Unidade porta--ferramenta

Fig. 1.5 Ferramentas usadas nas diversas fases de usinagem

<Quando o nº 01 é atribuído a uma ferramenta de desbastar>

Quando a ferramenta é armazenada na posição 01 da unidade

porta--ferramenta, a mesma poderá ser selecionada especificando T0101 .

A este processo dá--se o nome de função da ferramenta (ver II--10).

1.6

COMANDO PARA OPERAÇÕES DE MÁQUINA -- FUNÇÃO MISCELÂNEA

Quando se inicia o processo de usinagem, é necessário girar o fuso e introduzir líquido refrigerante. Para tal, há que controlar as operações de ativação/desativação do motor do fuso e da válvula do líquido refrigerante (ver II--11).

Líquido

refrigerante ON/OFF Abrir/fechar placa de fixação Rotação do fuso em sentido horário Peça
refrigerante
ON/OFF
Abrir/fechar placa
de fixação
Rotação do fuso
em sentido horário
Peça

Fig. 1.6 Comando para operações de máquina

A função destinada às operações de ativação/desativação de diversos

componentes da máquina, chama--se função miscelânea. Geralmente, esta função é especificada por meio de um código M. Por exemplo, se for especificado o código M03, o fuso gira em sentido

horário, à velocidade previamente definida.

22

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.7

CONFIGURAÇÃO DO PROGRAMA

A um grupo de comandos introduzidos no CNC para a operação da

máquina dá--se o nome de programa. O deslocamento da ferramenta ao

longo de uma linha reta ou de um arco, ou a ativação/desativação do motor

do fuso, são executados por meio dos comandos especificados.

Os comandos são introduzidos no programa na seqüência dos

movimentos efetivos da ferramenta.

Programa

Bloco Bloco Bloco Bloco ⋅ ⋅ ⋅ ⋅ Bloco
Bloco
Bloco
Bloco
Bloco
Bloco

Seqüência de movimentos da ferramenta

Fig. 1.7 (a) Configuração do programa

A um grupo de comandos introduzidos para cada um dos passos da

seqüência dá--se o nome de bloco. O programa consiste, portanto, em um grupo de blocos para uma série de ciclos de usinagem. Ao número atribuído a cada bloco chama--se número da seqüência e ao número atribuído a cada programa chama--se número do programa (ver II--12).

23

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

Explicações

O bloco e o programa possuem a seguinte configuração:

D Bloco 1 bloco N fffff G ff Xff.f Zfff.f M ff S ff T
D
Bloco
1 bloco
N fffff G ff Xff.f Zfff.f
M ff
S ff
T ff ;
Número da
Função
Palavra de
Função
Função Função
seqüência
preparatória dimensão
miscelânea do fuso da ferra-
menta
Fim do
bloco
Fig. 1.7 (b) Configuração do bloco
Cada bloco começa com um número de seqüência que o identifica e
termina com um código de fim de bloco.
Neste manual o código de fim de bloco é representado por um ”;”
(LF no código ISO e CR no código EIA).
O
conteúdo da palavra de dimensão depende da função preparatória.
Neste manual, a seção da palavra de dimensão poderá ser representada por
IP
D
Programa

;

 

O

ffff ;

Número do programa

 

Bloco

Bloco

Bloco

 

M30 ;

Fim do programa

Fig. 1.7 (c) Configuração do programa

Normalmente, o número do programa é especificado após o código de fim

de

bloco (;), no início do programa, e o código de fim do programa (M02

ou

M30) é especificado no final do programa.

24

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

D Programa principal e subprograma

Quando surge o mesmo padrão de usinagem em várias partes de um programa, é criado um programa para esse padrão, ao qual se dá o nome de subprograma. Por outro lado, ao programa inicial dá--se o nome de programa principal. Os comandos do subprograma são executados sempre que surge um comando de execução do subprograma, durante a execução do programa principal. Depois de terminada a execução do subprograma, a seqüência regressa ao programa principal.

Programa principal ⋅ Subprograma #1 ⋅ O1001 M98P1001 ⋅ ⋅ ⋅ M99 M98P1002 ⋅ ⋅
Programa principal
Subprograma #1
O1001
M98P1001
M99
M98P1002
Subprograma #2
M98P1001
O1002
M99

Programa para

o furo #1

Programa para

o furo #2

25

1. ASPECTOS GERAIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

1.8

FUNÇÃO DE COMPENSAÇÃO

Explicações

D Usinagem com o fim da ferramenta de corte -- Função de compensação do comprimento da ferramenta

Normalmente, são necessárias várias ferramentas para a usinagem de uma peça. Uma vez que essas ferramentas possuem comprimentos diferentes, seria muito trabalhoso alterar o programa de acordo com cada uma delas. Por isso, deve medir--se previamente o comprimento de cada uma das ferramentas necessárias. Definindo no CNC a diferença entre o comprimento da ferramenta padrão e o comprimento de cada ferramenta (visualização e especificação de dados: ver III--11), é possível executar a usinagem sem ter de alterar o programa, mesmo que a ferramenta seja trocada. A esta função dá--se o nome de compensação do comprimento da ferramenta.

Ferra- Ferra- Ferra- menta Ferra- menta Ferramenta menta para menta para corte de acaba- para
Ferra-
Ferra-
Ferra-
menta
Ferra-
menta
Ferramenta
menta
para
menta
para corte
de acaba-
para
abertura
padrão
grosseiro
mento
ranhurar
de rosca
Peça

Fig. 1.8 Correção da ferramenta

26

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

1. ASPECTOS GERAIS

1.9

FAIXA DE MOVIMENTO DA FERRAMENTA -- CURSO

As extremidades de cada eixo da máquina estão equipadas com chaves de fim de curso a fim de se evitar que as ferramentas se desloquem para lá das extremidades. A faixa dentro da qual se movimentam as ferramentas tem o nome de curso. Além dos limitadores de curso, é possível usar também os dados em memória para definir uma área para a qual as ferramentas não possam ser deslocadas.

Mesa Motor
Mesa
Motor

Chave fim de curso

Ponto zero da máquina

Ponto zero da máquina Distâncias a especificar

Distâncias a especificar

de curso Ponto zero da máquina Distâncias a especificar As ferramentas não podem entrar nesta área.

As ferramentas não podem entrar nesta área. Esta área é definida por meio de uma memorização de dados ou de um programa.

Além dos cursos definidos com as chaves fim de curso, o operador também pode definir uma área em que as ferramentas não podem entrar, servindo--se de um programa ou de uma memorização de dados. A esta função dá--se o nome de controle de curso.

27

2. EIXOS CONTROLÁVEIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

2

EIXOS CONTROLÁVEIS

2. EIXOS CONTROLÁVEIS PROGRAMAÇÃO B - - 6 3 6 0 4 P O / 0

28

B--63604PO/01

PROGRAMAÇÃO

2. EIXOS CONTROLÁVEIS

2.1

EIXOS

CONTROLÁVEIS

   

21

i --TB

Item

210

i --TB

Número de eixos básicos controlados

2

eixos

Ampliação de eixos controláveis (total)

4

eixos, no máx. (incluídos no eixo Cs)

Número de eixos básicos simultaneamente controláveis

2

eixos

Ampliação dos eixos simultaneamente controláveis (total)

4

eixos, no máx.

NOTA

O número de eixos simultaneamente controláveis para a

operação manual (avanço em modo jog, avanço incremental ou avanço por manivela) é de 1 ou 3 eixos (1 quando o bit 0 (JAX) do parâmetro 1002 possui o valor 0 e 3 quando possui o valor 1).

2.2

NOMES DOS EIXOS

Limitações

D

Nome de eixo por omissão

D

Atribuição dupla de um nome de eixo

Os nomes dos dois eixos básicos são sempre X e Z; os nomes dos eixos adicionais podem ser livremente selecionados entre A, B, C, U, V, W e

Y,

utilizando--se o parâmetro nº 1020.

O

parâmetro nº 1020 é utilizado para especificar o nome de cada eixo. Se

este parâmetro for especificado com 0 ou com qualquer outro dígito diferente das nove letras anteriormente mencionadas, será atribuído automaticamente ao eixo, como nome, um número de 1 a 4. Quando é utilizado um nome de eixo por omissão (de 1 a 4), o sistema não pode trabalhar nos modos MEM ou MDI.

Se o parâmetro especificar um nome de eixo várias vezes, só fica operacional o primeiro eixo ao qual esse nome é atribuído.

NOTA

1 Quando se usa o sistema A de códigos G, as letras U, V e

W não podem ser usadas como nomes de eixos (havendo,

portanto, um número máximo de seis eixos controláveis), porque estas letras são usadas como comandos incrementais para X, Y e Z. Para poder usar as letras U, V

e W como nomes de eixos, é necessário usar o sistema B

ou C de códigos G. Da mesma forma, a letra H é usada como comando incremental para C, não sendo, portanto, permitido aplicar os comandos incrementais, se a letra A ou

B for usada como nome de um eixo.

2 Em G76 (abertura de rosca múltipla), o endereço A de um bloco especifica o ângulo da ponta da ferramenta e não um

comando para o eixo A. Usando C ou A como nome de um eixo, essas letras não poderão ser usadas como comando do ângulo de uma linha

reta para a chanfragem ou a programação direta das dimensões do desenho. Portanto, deveria usadar--se “,C”

e “,A” de acordo com o bit 4 (CCR) do parâmetro nº 3405.

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2. EIXOS CONTROLÁVEIS

PROGRAMAÇÃO

B--63604PO/01

2.3

SISTEMA

INCREMENTAL

O sistema incremental é constituído pelo menor incremento de entrada (para a entrada) e pelo menor incremento de comando (para a saída). O menor incremento de entrada é o incremento mais pequeno para a programação da distância percorrida. O menor incremento de comando é o incremento mais pequeno para o deslocamento da ferramenta na máquina. Ambos os incrementos são representados em mm, polegadas ou graus. No sistema incremental faz--se a distinção entre IS--B e IS--C (Tabelas 2.3 (a) e 2.3 (b)). Selecione IS--B ou IS--C através do bit 1 (ISC) do parâmetro 1004. Se for selecionado o sistema incremental IS--C, ele será aplicado a todos os eixos, exigindo a opção ’sistema incremental 1/10’.

Tabela 2.3 (a) Sistema incremental IS--B

 

Menor incremento de entrada

Menor incremento de comando

Máquina

Entrada

0,001 mm (diâmetro)

0,0005 mm

com

s