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COPYLUX Copiadora

XI de Agosto

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COPYLUX Copiadora XI de Agosto ,~.J~+- T 9 Fls , J ~ ,'" I I, '"

,I

"

I

,

,S.ENT.lDO E LIMITES DA PENA ESTATAL (0)

A pergunta acerca do sentido da péna. estatal.urge como nova

6poc:u, Com efeito, nI.o te trata em primeira llÍlha de um

que te coatumam

em todas

problema teóriClÓ, nem aequet de reflexClel como

fazer noutros doDÚJÚOl, sobre o sentido desta. OIJ daQ.uela. manifeSta- çio da vida, mas de um tema de enorme &etualid&de prática: ,~. ~e

em

que ~J!Q!t~.~j~~~,9

U~.9 ~ ~~m~~,!'!olJ.ntervenluL.!li

~ ho~~~:~dos nQo

~tado ptW,J, ,da,U.~_~~.~

'

(lutIO pl~~.~~~~_ I~_~!!,,!.!!!!!!o.P!!!~ta ~. '

~

ela le~~

!.g

9.f.Umij~.,4~~d

e.!.9.ta.tal.dai

que do nosPõSSaiiiós

respostas do passa.do, posto que a. lituação históricO"'

ocspiritllal, constituQonal e ioc:ial do presente uíge que se penetre

intulcctualmente num complexo com v4riu !acatas, buev.do em pro- jectos c:ont.lnl&&lDento em tr&nafonnaçlo. FreqlWltemcnte, elta. ~e~a. nla ao vII com I)JUciente clareza,

,\prcndemoa e enaUwnos as «teorias da penu transmitidas através dos

contentar com

!in:ulos como te tala teonaa

pt'rl.'Uuta invari6.vel.

respoatU acabadaa a uma

Deste modo, a temática recebe algo nao forçosa-

conatituiaaem

l,n'

(t)

mLo

PlaW1cato pela primeira vez'ln JuS, 1966"p, 377. II, A 14Wida.de do

ari1go' proporciOllIf ao estudallte WIIA primeln. viaIo da problemÁtica,

IKlllilhu-'-"'Io _

'OII.arJU1U11to. UMIIdaia • eetimuU-1o à r.n.xIo própria o &

,1i"'II""'~U, M I~

.,;III .111 algllDI textol ~

de lltoratunr. J.lmitua"'--.luDtameDte _

~-u

cit.-

publlcaç40l doa úlu- &DO"

'I"r N\H 'do Udl ac:eaao para'o estud&llte e que est. deveri« coDlIlIt&r. Tal. rei

,,111' in~1110 tipificam contudo que oa autQlea CltadOl em DOtai do ~ do pí.&iD&

.""tI,"lillI\ " OCNICOpçIo aqui .uatenta4&.

em DOtai do ~ do pí.&iD& .""tI,"lillI\ " OCNICOpçIo aqui .uatenta4&. ~:;.~.:.::::

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IVV'o.

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r> Vf'J

)W)(YV\'

mcuU! feape1Uvel: o estímulo estétiCb-filosófico do bem da fonnaçlo. invocado sempre na hora reflexiva da Uçlo: enquanto que. na realI-

dade, se trata de dlffdJ

trabalho eobre a problem'Uca da lOCiedade

e do Eatado de direito adaptada

particularidades de hoje.

Aaim.

com base neste ponto de vista. e sem intençlo de transmitir o saber

por mera repetiçlo. temos 'que examinar criticamente e com toda a

brevidade as soluções de.genvolvldu no passado.

Se r!<luzirmO! a l!~

~~~.~~-~.~m.t~_~l!ca e i~~~aa, ~çOea!un~,

. ~~!?Ul~~ . ~~ _Jl.C)j! ~~C? ~~.~puaera.m mais que t~~ ~l,uç&à

nossa pergunta inicial (1).

-

'

A prlme.1ta resposta é dada pela c.bamt.da ~ec>,ri~.4.I

o_~~d~4.&

l~~~.

~I!!.~~.q~! ~~~_~!!!~~

!

~

<le u~ itl~.~ ~

~

ft!.~~~~

~.

, exactamente o mesmo:

hiatoricam :te~.~~frimento da peD& que.

c.omo 6 a~

o crime li ~qu11a~nep~~o~~t. a tAíõlõgiã riu

aêIíê

mõdõ. rwt&beleeo Q dJ;el: ~_l"'.".';'-ente b.oj. como .ontem,

nfiaaOea sustenta k"W--:"--"

i'd

d

eran o a dldâI êÍivina

. juatiça como mandato de' .u=8.

_

1"\_

.'

este ponto de vista. com

de ambas u co

.

JI

1

pe

na como eacecuCíõ da. funêlõ lu .

~t&ncia de 'aqui

"

conf1Wrem, nuJDa ,

A.-

-.~

commte

.

o

&

A

tradi

.

a"

y-.

flloeófica do idealismo II a

'.

M ~c:n.U

"

que. no akUl

alem1

ólti lu maneiras a cultura ""'lIue&a

p

~

paawio. pen~ de m

u.a1a~~ da. retribuiçlo tesn

constitui ~ente a .n.z&o peJa q contando ainda no presente com

desde sempre IJnperado na Alemanha.

o mal.0l' ~=efode adeptos.

.

.

,:'.

ente, da cOmpezll&çlo

11 igualmente inqueati~ve1·:':::~~01Úasuperior

retributiva. ao pretender traze: um força. trlun1almente aublime'

noeu.

qual

fd.gil exíat~tenena. posSUl=ente com. ela. contudo. 1110 se poderi

muito diffei1lUbrainno-nOl· eata tal. Hepdcm"(!i trta auuDmrtoa COD- _

,

justificar cabalmente a ~

IMIf'f (/4-c./a

'.

trúios

.1) Na verdade. a ~rt.:da retribuiçIQ pressup&l 'ii a Itece:::

'

.

!_)

I/NI~P'OO u"P'? 77 :'.;0'

"". uoweu.

-

fM

1

cu]»o

-

a

WUlM:IIl

Pois·

~

."

o teu s~

.

.

-

",_

da

humau. SIlo se pode comJ~

tóCI& a ·cülp

(1)

",.~~"::.,

Cada um 'QG.

que

Estado teDba. de t'ébibulr com Ó~Xfmo de muitas manetru. mas.

.

o

nós considerwe cutpt.dó ~

~ente a cutp& jurldiea acarreta

':"

~pJo um dever de indesn-

por

~;~~t"""

~

~::

!.c:

m ~II

s ~sej~q~J~ o.!.~-

ei~ 'W1

f_

UJn crime

feU>.11Wl' •

.

m

FICa ~r~

'"h'-

.

somos por isso pwúveis. E.

nll.o

tipo di

m

nlltl\çllo por dtno&. DIU a~

dA rctribui~~ portanto •• nlo :;

mas apenas refere. ~

Ini!'.

ela ter

na compenaaçlo

~~

y~~. I.

'.

~~. Para ela,

autor seja compensada media.nte a ~ÇI~

Jªi!

caçlo c!.Ç

t1 u et" fin!_1:.

~~Ç~r

em li mesma.

tat~~~J.J.~.!t~!!!!".P!I'A

s:IUD.AJmlI.m ~_~D~_dar~aliza~~de

!'ad:~_~~~DdA

wn

juatiça impere.

.

.

usti i. ~,~~~, pois.

Tem de existir para que a

f! rr.t

KAlfT r.) for-

.mula esta ·teoria do modo maia exprelSlvo:

eMeamo que a lOCiedade

- civil com todos OS seus membros decidisse dissolver-te (v. g., o povo que vive numa ilha decidia sepatar-ee e dispersar-ae por todo o mundo). terla~an.tes. de ser executado o lUtimo uswlno que estlveue no CIU--

cere para que·cada um eofre

o que 01 eeua actos mereceuem. c ~

que ~culpas do aengue nIo reea1ssem eobre o povo que nlo baja ln.

tido no seu cutigo. (a). A conhecida f6nnula dialktlca de lhGJtJ.l9bre

a essancia da pena como uma negaçao da negaclo do direito (') -!!.i

queat6ee da culpa e da retrfbulçlo. NillIr,ellrlftnt 4I6trlil ftlNttp,. i" Cm,,.

.

(I)

Em ,etaI 'Obre

toori

da pena. e mal. COUctet&meate IIObre U

S""""C~ft01t. voL I. 1956. p. 29: m. XII. 1959, p. "3: PUIOa. P"lulll-.

f.

1.1

,

,.

waan

1954, p. 71; BocxlSLl(AJ(K, S~t1rt4StlItfW, 2,& ed •• 1958; SrIlATU_

EII. TllIOIiIIÚ. 1958. P.337 e

•• 1958; SrIlATU_ EII. TllIOIiIIÚ. 1958. P.337 e I" . ; Schald liDeS SUh,e. DmMIwt Yortrlt.

I"

.

; Schald liDeS SUh,e. DmMIwt Yortrlt.

,.rioll-uma pena. COi de.sabercíÕÍiqüê_uRõit~ ~~

_

- ne.t

Q6Ir iii,. lÜtú#IIM Swaf~. editado por Frelldenfe1d. 1980: Aannnt

KAUnlAKK. Das S,ItWf'rltuit. 1981; No",", DII 11M"", B,~ tI# SI1./••

1962: SCRXIDHXuoa, Y_ S.,.,. tÜr S""/" 1983: SclM4l4. J'''''''~.51,,/,.

ed. por Frey. 1964: BAtJMAJCJC. JurBL. 196.5. p. 113.

1~1t,,.JJ*""",IIC/lflfI. ·vol. IV. 1958, p. "SS.

(I)

DÍI M.üplt"ill dw Si",". f "9. E I

(I)

C')

Rultú:

a

ntaolvvr a questlo decia V&

odo & teoria .da retribWçI.o ~_

Úmite quatllo 40 ~.

&0

.utori1.1\ o Estado & castígar.

",,,,\cIIIl:r conduta. e que. ~.

~. ., tn\ cnnduta seja . e

oh

lh/t.ltU,o,i,.

I')

& m

CIMII" perante a tarefa de esta~ped~que'; inclua no Código Penal_o

l lC )(\rr punitivo do E.'1tado. ~~.n1o .~ _-

verifiquem

,-a.J!'IrI.-:-"o."li'êfáIS-ae'finputa-

o çn~C.ll

'co"ncede' -de certo modO. um

.

.

.

.

,

KIMit .• SIv4ú",1Ih4 4., Wú'""oA.jf-

1984, p. 203.:

fectivamente 1'

.

'ftl:l";'.

_

.

,

Cfr. em. putlcu!ar·NlIo.ucxa, SchlHAu.

A 16ntsllla eDCOIItn.-a. DO I lo.c doe GtwuIUMi", tü, Pltlknopltll ln.

teoria

d.

H.ou. do

Direito

penal

-16-.

,

tratada

IIOS

II

90

a

103

deua obra. ctr, recentemente (de um ponto d. vista mandata) a trad\lçlo alem'

I'CIvl6tlca de PIOH'tI:OWSD. H.,." . ~

ScJom)alv

-17-

.,.".~SIMI 11M R,olll 11114 "~fN

p. 40 •

II.

Clr. nomeadamente

I'

I

I

I

\.

-.

I':'.

~ ',' ~'.

'.

fI"'

,~.-•••

'.'.

'.-

,

~

~~~branco.!~_~~.Asaim 80 explica tamb6m a sua utiJi. zaçlo, que perdurou Mm qualquer alteraÇlo constitucional deeU' o' absolutiamo aU hoje, e que revela sob este ponto de Vista DIo apeDU

.uma debilidade teórica mu 'tamb6m um perigo prático.

If)' No respeitante ao segundo argumeDto contrário, posso ser breve:

m~ que •. afirme Mm t'eatr.lÇlIIee • CODIpetencia do Estado para punir

~onnude conduta rea'índu com culpa, oontfnuari a ser Úlaatiafat6ria a

Jus~oda S&DÇIo peDIlCOIll recurso à ideia de compensaçlo da cul~

A liberdade hQJ11aJla ~

trio), e a lua ~~o

a liberdade da vontade (o livre arb{.

os PNprioa ~OI da ideia fi. mri.

~con~, .~ hJ(;lemo~!rivel ('). 1t certo que as recent~

IU!t.ropológicu demonstraram que DIo exIste uma determina. çlo biol6gica geral do homem (contrariamente ao animaI) e essa rela. tiva f~tade esquenuà'ínltitivos fixos , aubstitufda principalmente por

modelqe de condutas ~turais. )W.A

q,,,~da po!IÍbill~de uma

'

ll~,~~~~ a factor. de determiDal'll", gJit. ~~o, ':'A"IM1A~v.a:':!.~.g~.~_na~

_,_,_ I::.:.:

-::n

,

miq-offsicos do c6rebro humano.

~.----_•.:r::::

E ;;;;;;;mo IHIA

sAo ,".~I·O divetsOl'

~qp.!

~~

iO=--:~··--_·

r.~

~

p:etendeuo ~ a U~de d& Voii~'~ial,~d:~*.

se respondena afirm&ti~te

pergunta deci&iva do ~

de

/8&ber

homem conlftto poderia ter ~. de um outI'o ~

questlo, Como Mm heaita90es o~.

De8Ia IituaÇlo conc:retai

festam eminentes páq.tru e psIcólogos, , imposs1vel dar uma res-

POS:a com meios cient$c:oe ('l.

Assim, por exemplo, a expoaiçAo de

motivoa do projecto d, Código Penal de 1962 diz _peDal que a lei

se tdeclara particUrW da IUpoeiÇlo tdo que a culp& humana Oldate

e que pode IIOZ' comprovada e medida. 19aalmente & Cibáat, afirmHe

ainda, tpOC1e privar de fundamento a conviCÇAo de quo .existe culpa no

comportamento humano,

Recentes inveatigaç6es admitem tal poaslbi.

Udadet. Assim, segundo u suas p~priupalavru, o lecWadOl' justUíca

a pena ~penucom uma hipótese que, mesmo do sendo refutada, tio-

C')

Sobre a l'eCeIIte pol6mlca ac:erca. da liberdade da vontad. e a lUa ÚIlpor-

tbcIa para o DlnIto peDal: NOWAKOWlIU. FUiUw.J. RiMIM-, 1957. p.lSIS: EM~

L./tn -

a.· ed. (1965); RoaJIa, ]arBL. 1965, p. 228: Ha.D. KA1InWf1f ]Z 11'02'

tI#r Wus.ru.frIU"" "'./fwAIIpllilHopllNtIItM DoAIrl,. tIw G.",.-,

p. 119.

p.

193; Ao E.

Bu)'DCX, lISchrKrim. 1963, p. 193; KAlfcMa, ZStW ~. 7'"

,

,,_ II,

C')

Clr•• 1I1t!mamerate, ~'"

ZS'W, vol. 75, p. 372.

-18-

.pouco 6 COU1in-ovtVe1.

NI.o obstante, do basta uma IUpoaiçl.o deste

tipo para explicar o direito • interve.nç&lt tio graveto

@Mesmo quando se considere que o alcance da:' penas estatais .

e I Culpa humana se eDcontram IUficíentemonte fundaínentac.ia!l com a.

teoria da expiaçIo, colocar-ec-ia sempre uma ~

objccç4o, a sa.ber:

própria ideia de retribuiçl.o compenaadoia pode ser pl&uslvel.

~edlanteum acto de f&. Pois, considerando-o racionalmente, ~

compreende como se fV\Ae ~

- -

~

·

·iii·

um mal ~etid:?, ~?~~~?:lhe

·ir CWO

que tal procedimento

"ua1"

"'"

"

sur-

assúnçAó 'da tét.nÕÜíÇlO

'

.'

um segun(lj)mal, 80 a_pc

-

,

corres~.ao

"~õ

:. ,,'

iãi'ptllso de vingança humana,. do. q

;;.'''

-e.

giu histoncamentê a pena.~ COWN~.!'" ~.

pelO

que & retn'buíçAo tome a seu cargo &

.

Estado 'Mja' 8igo qua1itativam~ntedis~to da vingança h~~:e

'

tCUl.

pa

de s

angu

e do povo., exnle °

.'

7"1<

.

dellnqUeDte, etc., tudo isto , ~ncebivel a~Da1 por um. acto de t.~~ue,

Jogando a noaaa \NUIt

,.::;

:.ü

·:

Y-",

s

·

_K_ pode ser im

"

. r--

a ningUém, e DI.o ,

"

.

vAlido para uma fundamentaçAo, VUl"

.

. -'--te

;~

todos da ""Da. estatal

Ã"

~

11o-poaco se altenL alguma coisa com a mvocação !lo mandll.to

Como, sabido

u nossas sentenças Dlo &lo pronunciadas. em

Numa é~ 5UO' faz denv,:

de ~

n9me do Deus, mas em nome do povo.

todo o poder estatal do povo, nIo é admiIslve1 a legitimação de m~­

estataíl cOm a ajuda de poderes traDIIcendentet.

Além do malS,

~

nlLO me Pateee que tal corresponda ~er ~ essência de uma verda-

dllil'll. religiosidade. Que' aabemos nó. da jusüça de Deus para .1loS arro- gllTmos a. capaddade para exprimir com as nossas sentenças Dlo .apenas

.Q honrado esfOiJ:QO da nossa defeituosa justiça terrena mas, ~ulta-

110ILmcn~, a vontade de Deus?

A máxima. blblica.a1lo julgu.eia, para

1.10 IIllo sejais julgadoat 6, assim eDtondida, precisamente um veto con-

'1

6, assim eDtondida, precisamente um veto con- ' 1 ~Q IL hlbrida crença de conhecer o

~Q IL hlbrida crença de conhecer o juizo divino sobre a culpa humana

1'1 poder executá-lo (I).

Hcsumindo numa frase as tr.êa. raz~: a te~na daretn~çã.

• ''''-''''''''bscuridade 01

'.'

u

!,PI?

sto; da pum

"

"

'

bUldnde, porqllo 1110 estiOcoii1prova.ê:iOSõS:~fu,D~~n~~o po~ue1

• ."

.

.

,,_o -

~

I

testável . nã,o

nAn n05 serve, porque éiiii.Xã na o

.

~:~I::::~~~:ef~=~:a:u~~~ô~":idd~Se":n~;'trnl

em ."eposiçOes recentes, da ideia de rem'buiçl.o (que roçorda em doma.-i

("

Acerca do cariot.er problemáticO' da ~uramoral pronuncll/oda. pelo

x. KScMKrim, 1958. p. 129,

.,

~19-

alr. tanü>411l A. E. D

.-

'l

bj~ o ~
bj~
o
~

orça (11).

o an:aico princfpfo

de

talllo),

pelo

conceito ddbIo

de teXpia-

(t)~~edida~ que, se com elo se alude apenu a uma fCOmpe.n-

pu legitimada estatalmente, lubslJtem integnlmeDte as

Se, pelo contril'io,se entendo

contra uma eexpiaçlot deste tipo.

~o sentido de u.ma purificaç&o intorior conseguida mediante'

delinquente,

trata-se entlo de um

l'eIult&do

pendimento do

moral, quo por meio da imposiOlo de um mal mais facilmente 10

se nlo pode obter pela

evitar mas que, em qualquer caso,

~ i ~ ,
~
i
~
,

@ .A segunda 101uçlo, em relaç&o à qual 8e deve cUrisir a noai.

Esta nlo

end

retribui~I;-o.,f~o~~ assentando a justificaçAo da pena~acffi!')

critica,. 6 a teoria da chamada preven~oespecial.

, 1.-1I'-_en~~o,~~A~t9~aut!>o Tal pode ocorrer de três maneiru' "

~do o corrig1vel, isto ~. o que hoJo chamamos de ressoclalizaçlo:

que pelo menos 6 lntimidável; e, finalmente, tornaDcb

o os que nlo alo

~

~ 1DtinUdando o

inofensivo mediante a pena de privaçAo da llberdad

nem

-I""vei

intJ

-"'6'

s nem

m1aaveu. Esta teoria, quo na sua formulaÇlo

'~l

pelas razOes menc:ionadu no princ:fpio, ante a teoria 'da retribuiç&o:

moderna procede da ~

do Iluminismo, retrocedeu no sblo XIX

~~~,.#D~. Mculo. teasurgiu com nova força ~

ao

RANz V~,~U) e à sua escola. Enquanto que Da.Ale-

manha voltou a retroceder faco ao avan90 da teoria da retribuiç&o

no estraDgeiro adquire uma enorme influência, por VeJ:es dominante'

~_

,

,

graças ao moviJDento internacional da teiefesa aocialt (1lI) A ideia do um direito penal ~tivo de 8eguran~e colTeCÇlo

sed~pela lUa sobriedade e por uma catacterfstica tend~ciaconstruti~

o .~. Mas, asai~~omoé clara nos seus fins, nlo fornece, em con- trapartida, uma justificaçAo das medidas estatais necessárias para a sua

,

vol. \~Gt4IalJAI41I dIr S"'.,/ru"",IIt,,,. p. 9: ZStW, \101. ~, p. 1".

(e)

-tido c:r1tic:o Ea. 5cJrIfIDT, MlIUrlidlM

SINfr-.~tj.

--,

pod!amd ~~. dtei. mecUc!u terap6u~laiecomo, ai quo previ :x=

a JIl'8WII~ 1OCial, que

D.r i U

clieoate Np.Iduallllte

) O mal. adequdo -.o

WÜpltmA. I

latrod1l9lo 6 o· tamOllO trabalho de ÜUT

,

1883)-.

uAúüllll,,.

S""frwltl- o chamado tProrrama de karbar

D _eM

.,

I

R"

(

que EIUX WOLF voltou a editar, algo abreviado lI&"rI

(tomo 11).

'

(

)

Pua.te

, pouIve1 COIIIepi-lo medl&ll~llltervmçao

1958 (U)

Axcn, MSchrKrlm, 1956, Mparata, p. 51 : WO.n"".Q •• , kSchrKrlm,

, sepuata, p. 60: HlLDa !(Av»""",. Pu""". f. II. W,6w, 1963, p. ~18.

-20-

prOllleCU~o. Aqui reside a vulnerabilidade ,desta teoria, quo resumirei em trb objecçOes:

1. Tà1 eom~a teoria da retrlbuiÇio, a.

teoria da prevençlo, especW-- --

nlo JlOSSibiUta uma deljmitaçlO do poder punitivo Ratado guan~o

NIo. se trata apenas de se~ÓI todos culpiveis, mas

de todos neceuitarmos de DOS c:orrlgIr. :Jt COI!to que. se«undo esta COD-

ao. teQ conteúdo.

~o

mio a

' o esfo

teta

ti

ai, contra o mada

do Estado

dos, t eoci.edadi

coiitiiiua a ser luficitm!~,~. Ppr

.

.

.

d '

o J?9Dto de J)!rtida

~

exem~o, 6. possivel u~

reiiiiííe, politicQ no poder submeter II n.n.~ODtot penal, n. ~a1i.-

dade do soc:iabiIente inadaptados, os lplml,º, poli~ )(U, se ,se dirige Apenas aos eusociaist em sentido tradicional, como ai! mendIgoS, yàga-

bun4~1

nidade

Y.Itcfu!,.

prostitutas e outras pessoaaJndwiw para a comu-

:2

irlo entrar na esfera do direito penal grupos de pessou cujo

tratD:mento como Criminosos dificilmente se:Podefundamentar com })ue

Isolado. Aideia d~: es~ tlo

numa ordem jurldico-penal como a qUe Bôuuhnos. cUrlpda ao f~

pouco

~

? o. 1

,

'

1~Ç!o_~emPõí'tJjã~estâf'iíJD~--

em que ~,.~ ~ente ~ ~ que se ~~!.sua definitiva ~""'J:P:

wp trat:amehto ,até

a iuto dura~ fosse

q-~

Indefinida. Do pontb de vista de um. direitO 'penal COl'l'tICcionalistâ~nem

lMIquer se podo tomaI' inteligive1 a vinculaç&o to descri~ exactas' do

'acto nem a exclaslo dá analogia. Numa palâvra: a teori4 da pteyençlo

pecinl

teJl_~.!J maia que gm

direito penal da ,culpe. retributi~•• deixar

~ pnrticular il~f:t.4amellte à merc! da intervenÇlo -estatal.' ,', ., '

~ certo que u aludidas'tonsequências apenu foram extraidas pelos

A maioria continua Vinculada

Ilm direito penal do facto, a, uma rigorosa descriçAo da tipícidade e a wna ptlna precisa. Tal facto demonstra que os defensores da teoria da IIf'!v.,n('no especial nIo podem eXpliCar a partir da lUa posiçl.o iniclàl

"J"tl"cl1tnntes mais radicais desta teoria

"m"nmcntos por eles propugnados para o direito penal vigente.

ANlfll, IIlm~m eles têm Como pressupostos a extenslo-e limites dó punitiv.o estatal, que p~ente deveriam fundamentar.

li,

Contra a concepçlo da preYeDçlO especial. alegoU-SO frequen-

\" tJl1l11 segunda olljecçlo, que, todavia, n10 foi ainda c,onc1uden-

Consiste ela no facto, do quo, nos gimea mN,

reuntidn

JIIW teria. de

uma pena caso n10 existisse perigq, de

!,J!l~-se

O exemplo maia contundente é .consütüIê!o, nOIte momento,

de uma pena caso n10 existisse perigq, de !,J!l~-se O exemplo maia contundente é .consütüIê!o, nOIte

pelos assasainos ~~ campos de' concentraçlo, alguM dos qurJa lUta-

ram c~ê1Dí~te,por iiiõtivoi'~móiiiêiUpeaaoaa inocentes. Tais

asaasamos ~vem hoje, na sua maioria, discreta e socialmente integrados,

nlo neces&1tando portanto de cressocializaçI. alguma; nem tIo-pouco existe da lua pute o perigo de uma re1Dcid6nda ante o qual deveriam

ser intimidados e protegidos. Deverlo eles, entlo, permanecer impunes? De resto, o problema 6 independente desta aituaçlo histórica. Também

noutros casos sucedeJXl graves crimes de sangue (e naturalmente outro

tipo de .crimes) que frequentemente se devem a motivos e lituações

que nIô se voltal'lo a repetir, e nlngu~ retira de tais tUGI U

COI1-

aequ6nc:laa da Jm:1z,dade.

~.6.~paz.defom

~~.~ tais situa~

Todavia, _" .teoria da prevel1*.~

da necessidade &:"

'.

,

'

-.

~"~ecessáriafundamentaçlo

3.

Finalmente, =ten:eiro lugar, sendo certo que a ideia da cor- .

'"

~ ~dica UJD fim da pena, ela, todavia, de modo aJgu~ cont6m em

51 ~pna a jnstifl.eaçlo de' tal fim, como pensam a maioria dos adeptos

:sta teoria. Mais ~portante é perguntar: .!

"

1maioria

9.':l~.1~gitiml

"::::~lh=A:.::::•.~C? .9.m1aL De cmde nos vem o direito de poder ~~

! DÚ.!l,!)~a.*~.!,C~L~odO!.~Y.WI.

ue .!_~

m1o.l~

e'

Porque

nIo hJo.de poder viver conforme deaejam 01 que o fazem ~ marpm

quer se pense em mendigos, prostitutas ou holllOlM-

da eocledade

ubmeter a tratamento contra a lua VODtade.peIIOU adultas?

xuaia?

Seri. a circuDltADcia de serem inc6modoe ou indeaejbeia para

. muito. doa le\lS conqdadIoe. causa suficiente para contra eles JI'IOC8- der com penu cUsc:qm1natóriaa? Tala perguDtas parecem levemente . provocadoru. Mas com e1aa apenu se prova que a maioria du pe8IOU considera como algo de eYidente o facto de 10 reprimir violentamente o diferente e o anómalo. Todavia. saber em que medida exlate DUJD Eltado de Direito,competancfa para tal, eis o verdadeiro problema que

, a ~ncepçlo prevetivo-especia1 DI.o pode ~ partida reaolver. porque

cal fora do seu campo de VÍ8lo.

Exprlmindo-o numa frase: a teoria da ~~!:~~~~~~~

-.22-

lU.

A tereeira das resposty tradicionais" ~nOUlL pergunta. inicial

v6 o se ntlciõê fim da pena. nlo na Influepcia., ,. éorrectiva ou protectora -
v6 o se ntlciõê fim da pena. nlo na Influepcia.,
,.
éorrectiva ou protectora - o 6 '0 ente, mas nos seus efeitos
quer retributiva, quer
intimi
'
" era).':
.'
.
,
.' ','
,
,';- "",',
','
'.'
"
.~
ta teorb. ~ em€"sJWl v. F'ltUXRBAêJ;(l') , ôfundador da modema

ciência alema do direito penal, o seu maia famoso representante, o qual

!lOS principios do século XIX baseou

con.sequ~, no pensameDto

' ,a conc:epçlo da prevençlo geral nlo .perdeu .de modo

Se na expoaiçlo de motivol do DOSSO 'pro-

jecto de Código Penal de 1962 se pode ler sobre a «força. modera.dora.

nossos dlAi

o seu influente sístema, com largas

geral.

Todavía.,

nos.

da intimidaçlo

~m a sua imporU.ncia.

ô

dos costumes.t da·pena. e se. como sucedeu'recentemente, o legislador

Gumentou de modo driatico u pen.a para a embriaguez ao volante e

.

"

9 utroll

ideia de

c:rimea de trifego, 6 porqué por detrás esti .lI8mpre .l!~n~

!I!le

com a a~

Código Penal s~otivàr a genera-

Íidad~~:~_~~ CO~iéR de acordn

!e

~';;\~\!I 2~.

\lma consi~ de llatureza claramente. mY

:.,

m~.!.ct~-

Por iímito evideDte que tudo ~o possa, parecer para o alo

~mento humano. 'u) observador c:dtico INJ'gem imediatamente

enten-

alguns

~gumentos contririos:·

'

1. Em .E!!.meiro

!.~~.

~

ber f~ a.' düi êõi1íOOrtãíl1;ntõiliQMJ&i

tnldar.

aberiCl•.•L!1Y dQ

em

de

inti-

A doutrina de prevençAo geral partilha com as doutrinas da

2.iI.tl4!u,.!.~g,.dc?'

ye\rlbuiçlO e da correcçlo esta debUidade, ou aeja, permanece por escla-

Jtcor o 1mbito do c:riminà1mcnte

A ela se a.c:resce~ta uma.

"'Icrior obj~:uaim como na concepç1o da prevençlo especial 010 ~ cWIl1litávcl a. duraçlo do trata.mento·tera.~utico-soc:ial,podendo no caso

conC:'IIto ultrapassar

• p<mtll de partida da prevençlo geral possui normalmente uma tendên-

medida do defensávelDumaordem juridi~liberal,

lN" o terror estatal1~'~~~~~~~~~~~~~~~~:.

iI

!,,"cd 1\ reforçar

--23-

Dumaordem juridi~liberal, lN" o terror estatal1~'~~~~~~~~~~~~~~~~:. iI !,,"cd 1\ reforçar --23-

Se durante, a guerra se dec:retanm 'U penu mais graves, incluindo

"

sentenças de morte para crimes inalgnificantes, tal deveu

lndubit&-

wlmente a motivoa de prevenÇlo geral. Contudo, H afirmatm9.Ul.!!' qualquer meio, ~.~(t~ A preveDçao geral necessita, assim, de llJIl& deli- mitaÇlo que nlo se depreende do seu ponto de pa.rtld~ teórico.

~~fo~~ ~~ .~~:

nem para~~,

~~JI!;u~!JintJ~,tifl~

2.

O prcSxi.mo

t.OOUDcnto con~9~~ta crimes e de

~JIn~~tes.!_~~~

~uitos gru~ de

~~.!~to

de gue, ~

J.!_~guiu

~

!!~Lagora-º-~ de ~

j

Pode aceitar. que o

homem médio cm situaçOes normais se deixa influenciar pela ameaça. da pena, mas tal do sucede em todo o caso com delinquentes profiaaio.

nais, nem tlo:pouco com delinquentes impulsivos ocasionais. ~_~

~

~

f&cliiln&,!~a'in~:~-~!ü~~~~:~~lapenaia·

penas

corporais e de morte dos séculos passados, como do supUcio da roda ou

esquartejar e cortar em pedaços membros elo corpo, DIO conseguin.m

Cada crime constitui, aliú, pela 1'111. mera

PodHe

certamente opor que, aegundo a natureza das coisu, lOIDente t'esUltam

visfveis os casos em que Alo MI obtew Wto. Todavia. ,pre!lCiftdmdo de

que, pelu eausas apont.daa,eate hito seja,duvidolO em muitoe crimes, par& alân do mais seria de certa forma paradoxal que o direito penal nlo possuIsse aignificaçlo atcuma preclaamente pari> OS delinquentes,

fazer diminuir a criminalidade.

existbcia, uma prova contra. a e6d.cia da p1'Wençlo geral,

. ~

-"

,•.,

"

isto

~. 01 Dlo intimidadol- e, potYeDtura, 01 pura e aimplesment~

Dlo intimidáveis - eles tamWm.

e que do clewase prevalecer e legitimar"" face a

3. Isto coDduz-n08 • terceira e maia importante obj~ contra j a prevençlo geral. Çom~,
3.
Isto coDduz-n08 • terceira e maia importante obj~ contra
j
a prevençlo geral. Çom~, P.,9.I;l~_i~~ que H cu~~
~~
in!Ml1-
4:u(),_~~.~.~~~er.a.~0 ~.~~~'.~s. !~ ,~~!~_~~§.utros?
Mesmo quando seja eficaz a intlmidaçlo, ti dificil compreender que
posaa ser justo que se imponha um mal a algutim para que outros
omitam cometer um mal, JI1 KANT o criticou por atentar contra a
dignidade humana, tendo afirmado que o individuo nlo pode «nunca
. ser Qtilizado como meio pua as intenç6es de outrem, nem misturado
com os objeetoa do direito das coiau. contra o que o protege a sua ,

personalidade natuw. ~).

~! ~~~!~~_~: .~~_~~~~~:

a sua , personalidade natuw. ~). ~! ~~~!~~_~: .~~_~~~~~: , ~! ~-- -24- ti . e

,

~!

~--

-24-

ti . e
ti
.
e

que ~eja ~m~y~_~~!!~e~~ dO~~~f.~~~·

",'

"

da

nacoloca

'-~,',

IV. Destaforma, o nosSo ~eo ~~e:!'~ resiattt, ~

,

em evid6ilda um quadro pou:, sua eaco~ lCl' facultativa domonatra

crltica. 'O f~o de na prática

••

nal, tal como se apresenta

a sua Unue vitalidade, O nosso direito~ dificultado seria:.

na' sua apUcaçlO diAria. n10 se vê C01l

mente por Denhuma destas concepç6es. ~

~

en: m

,

~

de~

tmrl.as- mas.

:111ia

nruli Ol as poDtOl débeis ~~

J!U

pmdos a~~ ~~o ~mo.

~

~iaU' p:At. "."

IW

per~~.

em vez ~_~

caminho lo ctwnad!,

~~cm.t;.

'~ Código PeDAl de 1962 M':

Clntre ai.

dis na ~çI.o de motiVOS

do nosao Projecto de

,

,

:

'

"

, 'o",; ,

.o d'ro'-+o nAo vê' O ~ti& da. ~a apenas ~ comtid~

J"""

Sim

u

.--- ente potII1Ii o een

;;;:-~

tamb6m' determinadOl

0.5""-

da culpe. do deliDque,nte.

de ,fazer prevalecer a ordem jurl.

linha o fim de prevenit' futu-

fins poutieo-c:riminais e. em :ando ~delinquente e 06 domaia

ros crimes. Tal pode ocar:; fa.et0l

Jltlrtl. a comunidade, Todos estes

:.

t

_!Ia

Ri mesmOS mewan e a r-

E pode conseguir-se de modo

pnr~ que nI.O cometama: IQbre o cidinquente para voltar a ganhá-lo'

fins' se collJOgttom em parte por "-eto " pode-se igual·

nU\iS duradouro actuAn '

Mas no caso co

: ,

-

consegui-los atra.vés do. tipo e '

,

,'.

"

,

'

"

lIIunte procurar de modo es,r--

medida da penat.

'

'. feU

os

de

teoricaplente o Projecto. ,

~ ,

com ~m

Nilo noS podemos dar por satia

~ulaçlo

'

,_"

'

"

"

,*""bllidnde' de aetuaçlO, tal como defende

",

,',

'I",'

(If)

p.98.

-25-

-

10 baaeia em ter percebido correcta-

das 'contêm pontos de viata aprovei-

Mas a tenta.tiva, de

certo que a

~

mente que cada

tAveia que seria. err6

~

er em absoluto

luar tala defeitos justapoDclo simple.meute trai concepç&a ctiatúrtu

tem forçosamente de fracuIar. fi que a. mora adiçlo ~.IO.JUDtA

tról • 16sig1. itp,n,mte

~.da pW

Jdlual

ac

CO~pçI.o" c()~9

c:DJl.Yerte.

dIIa.­

~RJjp da 'plj

,.aumentao.

usún lI.~~ meio ~~ ,r~i!.OJ.Rtq,J!IIL

i~~.~.ç!o. 'Os efeitos de cada teoria nIo se suprimem em abeo-

luto entre si, ante. se multiplicam, o que nlo ~ teoricamente iDacei-

~nl, como multo grave do ponto de vilta do Eatado do Direito

Se esta

~ w' foi ainda poata em evidbçÍa na prática do direito, isso

éleve-ee • que os tribuDaia Um amplamente em conta as dec:is6ea valo-

rativu !=OpatitucloDais e IS ~ciu de ruIo .ócio poUti.c:&" sem

aproveitarem. 'o a;nplo ~. de manobra. que lhes 6 of~' peJa

teoria UDificadora.

jurldico-pcnaJa discute~

PreçJaamente por isso. as queatlles fundamentais

hoje na lUa maioria 10m re1açIo alguma.

com as teorias da. ~, que deste modo ameaçam perder a sua actua-

lidade pri.tic:a.

NIo podemoa. COJltudo, renunciar a uma CODcepçlo teórica fechada

do clirelto peul. ~

e6 ela noe pode ~

um JMddo pua

'ÀUJIMIl'OIU propoItu Cl1Mearcem

diacuado da reforma o porque

cada replam.entaçlo C9DCnta pode adquirir aigDificaçlo dentro do

todo e, coDSOaDte este, MI' valIoIa OU indtil. TeremOl, ~t.lD:

~~~:~~~e ~~.!_D!»~_*-~1!:ID_,

"

COD

.~~~~

B-y

-26-

e li:

,

Imento do poder penal. emboTa ada. -

liberdade do individuo.

r-

delas ~p1i

Como

d

VUllOS.

1

r'

d

o

formas d:pe.xec

~ intervenções es~cas na várias teorias da pena a compreenslo

estio no -nllpe1 e que reque-

permanece lOTa do honzonte das

de wu- 0& -

:.a~

"ue de momento al6m apenaa da vontade

o' ega-

e tanto li. sentença como o melhor

subjectiva

rem uma,legitimaçlo pRV1a. rara

E

_

contudo tomIL-118 eVl en e

d

t

~or,

_- .,.

u.

cl.ári.

carecem de aenti o se.

~

e maisj)tOÇéSaiV0ex::~,,ºsubm.etidos homens aob.!e os, 9.~

~~~.! ~_~_~quentT')pul4n~~~

-

1.

<êOm'

.

çOes l~ e perguntemos;

'dadllos?

.

o campo de actuaç10

.

ComeeeInOS, polS. com as ~~.

.

.•

!_-t

l)On& o legUllador aos seUS C1

úãl

9.~~.,p9dopWlnr me~.e a.

Tal depende. -em pIlDlell'O lugar, d~.::i: mo todo o poder estatal

"ue ~atribufdo Bp Estado moderno. HOle. co ii nlo 110 pode ver & sua funçl.o na

.';10:

-

advém do povo,

ai

outro' tipo

rea.liAçl.o de tins

Como cada indi-

! divinQlt ou. ~ndenU:::uq:o:~:WdAdede direitos. essa funç10

,

I

,

,

~

vlduo par:ücipa 110 poder.

.'.

corrigir moralmente. mediante a auto-

nlo pode ~~:nsistir.:f'am considen4U como n

ridade, pesaou q::w~turaS. A tua iunçllO 1im1ta-118. antes. &

o

esclateâdaa

,ar,~,_~. , : !i':Jênclâ ~uesatisfaça as SUM nêêê§sida-

lntcl~. ~

E.tado,_ a.!' condi

.

ente a redúçA,o do

muooo interior e exteriormente. no .

dea

~

De resto. D10 lO.

nal de garantia

.

.

podei' esta; put. e:-individuo para comormar a lua vida. Pois os

\otl\l da Ubordade eles própriol legitimaçl.o. nlo podem con-

'tal

fim numa 6ptica terrena e rao.o

humens, DIO pouuin~ diversa aos concidadlOl que elegeram 1>':"'

lorlrpoderes para COISA

gi_Iar

e governar.

direito

.

ea

ue oáeu fim.

.

'em

IIOmc:n~e pod,~ .!lede:- d diQ1 uma ylda cm romum 11m de

,,'l'I\nhr a toAoA-

~~

n1

porém

~.

de todos os meios aplicávelS

1\ j\lstifica.çlO desta We

~l'I\ a sua

co

D&eCU'""n -

";"

a -

1 o,

!-

ft:.ente

do dever que incum~

resu ta 1.10""'-

dos aeuI m.embros.

a,(1 It.Mtndo 40 prptír a Ie~:!

-

o nOUO te1nA tal significa que

Clmcret&mentei o em '--'-- com

que • Clmcret&mentei o em '--'-- com "~tI cada 1*'<)11 I\ttlll•• éri~ de

"~tI cada

1*'<)11

I\ttlll••éri~ de

~dl' flslca,

.

a propriedade. as q~aiatodo

_ftlAvrt. 01 ~t.do! bela iurldiCOS:~

numa 1-'

ven,,1 te~:~~"I!.~~

eaaea(1)ena jurl~. punindo ~

~_"

~=>'"

---~.-

---

-----

_

27 -

~

~

,., de ./

.aja

;çIo_ '

vel desen~arl.Oalguns {ndidOl ~enteeaboçadOl:

De a.eordo com ela, nlo;pertenee ao.direito penal a fnfri«a.o· con- tra me!'Q! regulamentOl de ord,.wÇlp, quer se trate de proibiçlo .de .

'estacionamento ou do horário de encerramento do eóinércio; para estes

casos, bastam

~ simp!~~~. 4~,,~lkííUi*-~M.Ç!

sançOes administrativas. que podem incluir ~"-,,;:,,,

dev:wn. purur

~~

coD.l~~ gravesi

re~.ec!i~::~~~tçià

da e?licla.

~~

.

.deve~!~~~j~ rn~~o !2.~vo de conferir a todat leis ~~~!!t'Jl?I.t.A~asidade de o fazer, um dn~~,

teetorJ~.

~.~~4,~!t.~~9~Pjt~~!~."!_<n!eseri. cas~

~uem ~!L~~

~t~.

Além disao', a"asslstmda

socia1.:~da4.~-=.JmP21iADQ~~_m '!9M!

comu~~~~_"~º-!m.e.!~.-E!.4!.'lç!QP8.~1 ~o meruUggal

dos, ~~!'-~:ser_~~~t! .intem.d.:a.A atrav~

que por·meio de 1IItl~J1U& frequ,ent~~I:

!·iCllNlG:lJ \tela do , - )
!·iCllNlG:lJ
\tela do
,
- )

conse em

{azer~.,~~~~~ava tal~.

Sob esta 6pt1ca. se deveria examinar toda·

te utllir.at O direito ai

ord

diea . a; fi!n

midicos es&encWs .-

iürar'õS~L VOS das ~

onde nIG. ~~

a S!!.~s!2 meil?LÇIo~OI B!!vosoa,·, Natu .

ralmente que isto pressup8e uma ampla ~ sobre' a rea11dad

do direito, assim como lIma larga reflexlo sobre

adequadas. Todavia, se nlo levarmOl a cabo esta tarefa face " fflorma do direito peiW que nos incumbe, teremos omitido eoloca.r ao direito

1IItl~ extra.pe!laia

 

.

p!nnl uma ~_~c.ia

s.,;,mais

urgentes do Estado de Direito. Porque

.

.

'.

~ ovidente que

comO a pen~_? .>".

, ~o de qualq~~Jla.ptela. ~-- '-'.

.'

2,

A segunda consequência da nossa. coneepçl.o ~ que o l~

 

11M pos~_c

.

em absoluto

casti

la sua. imora-

.dlldll conduta$ D~-kS'

de bens juridicos (11).

.

O exemplo

piCO

o

actual § 175 do StBG, mailtidcipelo Pro-

-28-

. jflcto de 1962.

Com efeito, a.ctos homossexuais praticados pOr homens

( ")

De um modo IDI1Iperivel acerca destas qoeetCel KuI. KItAOI, SilUicll-

.'111 Kri",jMJj/ll, 1908, agora facllmlllte obtido como llYrO de 00110 DA

1.IUeharel. vol. 713. Na DOVa llteraturaJurfdioo-pIIlIl. H. 110 Str_fl"'tz.

.,.J R.dh~tClotIÚ bIl SUIlw.MiúMIlItIM•. 1957.

Tam.b6m 6 impor-

o volurne de v~CIS alltoree: S,#W1116l '"'4' YwbHe.\Ht. FilOher-BBcherel.

81,,·"1\1,

.

6 impor- o volurne de v~CIS alltoree: S,#W1116l '"'4' YwbHe.\Ht. FilOher-BBcherel. 81,,·"1\1, .

adulto. do comum acordo o 10m pablicldade, nIo lesam. nem colocam

~ em perf&o DIID., portanto. IMlDl bem. jurfcUco algum (.,.

íl IÜDda que aml6M

npcmha o contririo, l!.~~ nenhum

. bem jurld1co -

no IMIDtido em. q:ao temos precisado tal conceito, dedu-

zindo-o do fim. do dItelto penal. Se uma acçlo nlo afecta o Ambito

dellberdade de ninguém, nem. tIoapouco pode escandalizar direttamente os

IMIDthnentoe de algum espectador porque 6 mantida oculta na esfera

priftda,

SUá palçlo cWxa do to!: um fim do protecçlo DO eelltido

atW exposto. Evi~dut!I_~~~~,Im~ D1.~

do direito penal.

depende de modo algum da questlo, que a maioria das vezes 6 colo-

Isto significa que a apreciaçlO jurfdieo-penal nllo

~~~

cada em primeiro plano, de labor ee uma determinada conduta 6 monl-

mente OIDIUlive1 em maior ou menor· grau.

O

Estado tem dt.~ a ~_~er'!! maa nIo popui .

~

~~~~ o. P!fticular. A Igreja,

~al<i1íêilê8ffim{d.c\ts.~

que cuida. da salvaçlo das almas e da boa conduta mõiilC1õi eeus fiéis,

encontra

numa átuaçlo completamente diferente; porém, a sua

autoridade saio lho adrim do homem.

Infel1&mente, o leclJlador nem sempre NCODheceu c:1aDmente esta· inegi.ve1 difereDciaçlo: metmO no Projecto do 1962, no. preceitos com-

preendidos entre o tipo da bestialidade 1218) e um novo § ~, .)

.obre o 1Iri~, pen,lizHe toda uma l6rle. de meros ateritldOl

podem dlIcutlr asora em detalhe. E a jurilpru-

dencla 6 culpada de ter ultrapassado. tais limites mesmo no. CUOI

em que o contet1do d.t lei nlo a força

Ao moral que saio

fu6-lo. Segundo o § 181-1. 2.

do StGB, p1l.llHe com priIIo 01 pais que favoreçam a impudicfcia

dos. filhoa, como, por exeinplo, permitindo