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O CULTO da MEMÓRIA

Revolvendo da memória o esconso baú

Interioriza as várias fotografias encontradas

Transpondo em esbatidos tons nas telas, pondo a nu

As pessoas que, desfocadas, pareciam ignoradas.

Pinta encontros de amigos onde petiscos se saboreiam,

Imagina horas bucólicas onde se sente da relva a frescura,

Nota a alegria inundando a clareira onde vozes s’ incendeiam

Humedecidas por Baco e exibindo sorrisos de candura!

Em dia de matiné, vão os casais ao cinema bem aperaltados…

Inusitada foto de primos sobressai, entre outras, travessa…

Recorda o piquenique, as tias em seus vestidos ourados,

O grupo familiar posando para que a memória não esqueça!

Neste “Culto da Memória” permanece a última imagem

Onde a família transmite ideia de união paz e harmonia,

Pelo que a artista em Mosaico valoriza os seus progenitores

E termina virando as costas em Presença com certa ousadia,

Permitindo a todos ver o seu baú e acompanhar a sua viagem.

Obrigada pela viagem, Rita.

Marta Oliveira Santos

Póvoa de Varzim, 16/ 12/ 2016