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ERODIBILIDADE DOS SOLOS COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA Engª Civil Lisandra S. Morais

ERODIBILIDADE

DOS SOLOS

COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

Engª Civil Lisandra S. Morais

ERODIBILIDADE DOS SOLOS COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA Engª Civil Lisandra S. Morais
ERODIBILIDADE DOS SOLOS COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA Engª Civil Lisandra S. Morais

ÍNDICE

INTEMPERISMO A GÊNESE DO SOLO

O SOLO

o SOLOS TROPICAIS

EROSÃO FORMAS E MECÂNICA DO PROCESSO

o

CLASSIFICAÇÃO DAS EROSÕES

o

FATORES DE DESENCADEAMENTO E INTERVENIENTES

EROSÃO URBANA

ERODIBILIDADE DOS SOLOS

ENSAIOS DE ERODIBILIDADE

o

ENSAIOS DIRETOS

o

ENSAIOS INDIRETOS

MÉTODOS DE CONTENÇÃO

CONCLUSÕES

REFERÊNCIAS

ENTENDENDO POR QUE ESTUDAR O TEMA NO QUE A EROSÃO INTERFERE NAS CONSTRUÇÕES URBANAS

ENTENDENDO POR

QUE ESTUDAR O TEMA

NO QUE A EROSÃO INTERFERE NAS CONSTRUÇÕES URBANAS

ENTENDENDO POR QUE ESTUDAR O TEMA NO QUE A EROSÃO INTERFERE NAS CONSTRUÇÕES URBANAS

POR QUE ESTUDAR ERODIBILIDADE?

O exercício da Engenharia Civil consiste basicamente em encontrar soluções inteligentes e econômicas para as adversidades do ato de construir.

originárias da arquitetura ou do

Essas

adversidades

são

essencialmente

substrato (solo)

• Essas adversidades são essencialmente substrato (solo) 4 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM
• Essas adversidades são essencialmente substrato (solo) 4 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM
• Essas adversidades são essencialmente substrato (solo) 4 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

Com

do

comportamento mecânico dos materiais empregados (concretos, madeira,

aço

engenharia são cada vez mais confiáveis (resistentes e objetivas) e duráveis.

as soluções de

evolução

e

da

sua

dos

modelos

de

cálculo,

partir

do

conhecimento

a

a

)

normatização

de

uso/dimensionamento,

Essa evolução é proporcionada pela pesquisa

• Essa evolução é proporcionada pela pesquisa 5 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

Quanto maior o conhecimento do comportamento mecânico do material e

maior o controle da produção ou emprego dele na construção, menores os

conhecidos coeficientes de segurança relativos ao material (margem de

insegurança do desempenho do material) AÇO  = 1,15 CONCRETO ARMADO  = 1,40 MADEIRA
insegurança do desempenho do material)
AÇO
= 1,15
CONCRETO
ARMADO
= 1,40
MADEIRA
= 1,40
SOLO
 = 3,00
CONHECIMENTO DO MATERIAL

O solo é um composto natural de partículas de origem mineral e/ou de

matéria orgânica (em sua porção resistente), de altíssima variabilidade de

suas propriedades físicas e mecânicas, tanto em superfície quanto em

profundidade

e mecânicas, tanto em superfície quanto em profundidade A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

A ERODIBILIDADE DOS SOLOS COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

e mecânicas, tanto em superfície quanto em profundidade A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

É relativamente pouco estudado, podendo em poucos aspectos ser alterado

(ao contrário de outros materiais, que podem ser trocados ou modificados

com facilidade), protagonista de alguns dos maiores e mais conhecidos

desastres da construção civil

maiores e mais conhecidos desastres da construção civil 8 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE
maiores e mais conhecidos desastres da construção civil 8 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE

Os reparos oriundos de negligência ou hipoeficiência das características mecânicas do solo são de altíssimo custo, em relação, principalmente aos

custos de um bom estudo prévio; sendo muitas vezes economicamente mais

viável a demolição à recuperação.

A

erosão

é

um

problema

altamente onerosos.

silencioso

no

meio

urbano,

mas

de

reflexos

O substrato das construções, quase na totalidade, é o solo, que é erodível em

maior ou menor grau, em dependência das suas características, sofrendo ainda a catalisação de sua erodibilidade pela intervenção antrópica (típica do meio urbano) em sua configuração. Logo, a erosão pode afetar potencialmente qualquer construção.

Só é possível criar soluções inteligentes para problemas conhecidos.

criar soluções inteligentes para problemas conhecidos. 10 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO
ENTENDENDO O FUNDAMENTAL A FORMAÇÃO DO SOLO E SUAS INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO

ENTENDENDO O FUNDAMENTAL

A FORMAÇÃO DO SOLO E SUAS INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO

ENTENDENDO O FUNDAMENTAL A FORMAÇÃO DO SOLO E SUAS INTERFERÊNCIAS NO PROCESSO

INTEMPERISMO

Segundo Guerra (2011), intemperismo é um conjunto de processos que geram modificações nas propriedades físicas e mineralógicas de rochas e minerais

AGENTES

Físicos

Químicos

Biológicos

É esse mesmo processo que é responsável pela produção de todos os solos e as

substâncias dissolvidas e carreadas pelos rios para os oceanos

INTEMPERISMO FÍSICO

Processo essencialmente mecânicos que fragmentam a matriz rochosa sem alterar sua composição química

de água, ação de raízes de plantas, variações de

Ex.:

congelamento

temperatura.

INTEMPERISMO QUÍMICO

Os minerais de uma rocha são quimicamente alterados ou dissolvidos. O

processo é viabilizado pela presença de água e sua ação de decomposição em

conjunto com gás carbônico dissolvido e, em determinados casos, dos ácidos gerados pela decomposição de resíduos vegetais.

INTEMPERISMO BIOLÓGICO

Restos vegetais, algas, musgos, líquens, bactérias e fungos constituem-se por serem agentes que propiciam as atividades químicas destrutivas para as

rochas.

CLIMA E INTEMPERISMO

O clima é um gradiente dos efeitos do intemperismo:

MAIOR INTEMPERISMO CLIMA QUENTE
MAIOR
INTEMPERISMO
CLIMA QUENTE

CLIMA FRIO

intemperismo: MAIOR INTEMPERISMO CLIMA QUENTE CLIMA FRIO INTEMPERISMO DESACELERADO 14 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS

INTEMPERISMO

DESACELERADO

O SOLO

Parte mais superficial da litosfera terrestre.

Segundo Fernandes (2006), nas áreas emersas da superfície a espessura da

camada de solo acima do substrato rochoso é de grande relevância, à

exemplo do litoral e dos vales formados por rios. Precisamente nessas áreas se formam os aglomerados urbanos mais importantes e, consequentemente, a maioria das estruturas produto da Engenharia Civil são implantadas sobre

tais solos.

Composição

o

Partículas sólidas de natureza mineral

o

Matéria orgânica

o

Poros/vazios

o Água

o Ar

O SOLO

Classificação quanto à mineralogia

Minerais primários: sem alteração química na formação do solo

Minerais secundários/neoformados: com alteração química no processo de formação do solo

Classificação quanto ao processo de formação:

Solos sedimentares: formados por acumulação de partículas provenientes de rochas de outro local.

Solos residuais: ocupam o lugar da rocha de origem, tendo características semelhantes as da rocha matriz.

Aterros: tem formação artificial - são removidos mecanicamente da jazida, transportados para a obra e distribuídos, compactados até que adquiram as características ideais ao empreendimento realizado.

SOLOS TROPICAIS

O clima interfere de maneira direta nas características do solo formado.

O clima tropical, à figura do centro-oeste brasileiro, apresenta elevadas

taxas de pluviosidade, alto intemperismo químico e grandes variações de temperatura. Tem tênue ligação com a degradação e instabilização dos solos e, fatores que contribuem de forma veemente para a formação e agravamento dos processos erosivos.

Em detrimento das características físico-químicas oriundas do processo de

formação, esses solos apresentam alta porosidade e sensibilidade no que tange as ligações cimentíceas quando na presença de água principalmente, pontes de argila.

O principal fator agravador vem sendo considerado a influência das chuvas,

que geram variações no teor de umidade nos solos bem como a flutuação do nível freático.

ENTENDENDO O MECANISMO O QUE É A EROSÃO E EM QUE PONTO ELA SE TORNA

ENTENDENDO O MECANISMO

O QUE É A EROSÃO E EM QUE PONTO ELA SE TORNA PROBLEMA

ENTENDENDO O MECANISMO O QUE É A EROSÃO E EM QUE PONTO ELA SE TORNA PROBLEMA

EROSÃO: FORMAS E MECÂNICA DO PROCESSO

ERODIBILIDADE

• PROPRIEDADE INTRÍSNSECA DO SOLO EM SOFRER (COM MAIOR OU MENOR INTENSIDADE) PROCESSO DE EROSÃO
• PROPRIEDADE INTRÍSNSECA DO
SOLO EM SOFRER (COM MAIOR
OU MENOR INTENSIDADE)
PROCESSO DE EROSÃO

EROSIVIDADE

• POTENCIAL DO AGENTE EM ERODIR O SOLO
• POTENCIAL
DO
AGENTE
EM
ERODIR O SOLO

EROSÃO: FORMAS E MECÂNICA DO PROCESSO

VENTO RUPTURA MARÉS VARIAÇÃO DE CISALHAMENTO GRADIENTE DO SOLO ÁGUA DEFORMAÇÕES (afundamento, mudança de
VENTO
RUPTURA
MARÉS
VARIAÇÃO DE
CISALHAMENTO
GRADIENTE
DO SOLO
ÁGUA
DEFORMAÇÕES
(afundamento, mudança de
AÇÕES DINÂMICAS
FORÇA
posição ou deslocamento)

e/ou alterações químicas

A MECÂNICA DO PROCESSO EROSIVO

EROSÃO: FORMAS E MECÂNICA DO PROCESSO

EROSÃO = PERDA DE MASSA

Mas, é um processo natural

MODELAGEM DO RELEVO TERRESTRE

Mas, é um processo natural MODELAGEM DO RELEVO TERRESTRE EROSÃO PROCESSO PEDOGENÉTICO DO SOLO Esse processo

EROSÃO

PROCESSO

PEDOGENÉTICO

DO SOLO

RELEVO TERRESTRE EROSÃO PROCESSO PEDOGENÉTICO DO SOLO Esse processo é caracterizado pela equivalência entre o

Esse processo é caracterizado pela equivalência entre o solo erodido e produzido.

EROSÃO ANTRÓPICA
EROSÃO ANTRÓPICA
EROSÃO ANTRÓPICA DESEQUILÍBRIO 22 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

DESEQUILÍBRIO

ENTENDENDO OS SINTOMAS / REFLEXOS COMO A EROSÃO AGE NO MEIO URBANO

ENTENDENDO OS

SINTOMAS / REFLEXOS

COMO A EROSÃO AGE NO MEIO URBANO

ENTENDENDO OS SINTOMAS / REFLEXOS COMO A EROSÃO AGE NO MEIO URBANO

CLASSIFICAÇÕES DA EROSÃO

As erosões ainda podem ser classificadas segundo o agente erosivo, sendo que no Brasil há a predominância das erosões de origem hídrica e eólica

(sobretudo as de origem hídrica)

Erosão pluvial por arrastamento

Esse processo é caracterizado pela ação mecânica do transporte de solo e é

considerada uma decorrência lógica da erosão pluvial por impacto, diz Conciani (2008), haja vista que as partículas soltas e desagregadas por esse tipo de erosão são carreadas com facilidade. A erosão pluvial por arrastamento ainda pode ser distinguida em três modalidades: laminar,

ravinas e voçorocas.

Erosão laminar ou superficial

Conhecida como erosão intersulcos ou ainda erosão em lençol. Segundo

Conciani (2008), a remoção do solo se dá de maneira relativamente uniforme,

e distribuída em área extensa. Camapum de Carvalho et al. (2006) expõem que tal característica é possibilitada pela uniformidade do fluxo de água, em dependência da declividade do terreno (quanto maior a declividade menor o

acúmulo de água). Vistos esses aspectos, este constitui um tipo de erosão de

difícil percepção.

este constitui um tipo de erosão de difícil percepção. 25 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM
este constitui um tipo de erosão de difícil percepção. 25 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM

Erosões lineares

Geradas pela concentração do escoamento superficial em linhas de fluxo

Equilíbrio de energia – o Aumento da Diminuição da velocidade do fluxo espessura da lâmina
Equilíbrio de
energia – o
Aumento da
Diminuição da
velocidade do fluxo
espessura da
lâmina d’água
(queda da energia
de escoamento)

Concentração de fluxo do escoamento superficial

gradiente da escavação não é suficiente para remover partículas

A queda da energia de escoamento é devido ao movimento das partículas destacadas. Estágio inicial formação de sulcos

o Sulcos

Fase inicial da erosão linear; caracterizada por pequenas incisões no solo.

Profundidade até 10 cm.

por pequenas incisões no solo. Profundidade até 10 cm. Ravina em perímetro urbano – Fonte: Quirino,

Ravina em perímetro urbano Fonte:

Quirino, Morais e Silva 2014

o Ravinas

Formadas pela atuação de torrentes de água 10 cm < profundidade <50cm

de torrentes de água 10 cm < profundidade <50cm 28 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM

o Voçorocas

Estágio mais avançado da erosão linear. Muitas vezes se desenrolam em danos permanentes ao solo.

Compromete a estabilidade do talude

Está associada ou não aos fenômenos de erosão interna ou esqueletização do solo

Difícil controle e elevado custo de recuperação

A escavação alcança o lençol freático

Apresenta vários fenômenos entrelaçados erosão superficial e interna, solapamentos, desabamentos e escorregamentos

e interna, solapamentos, desabamentos e escorregamentos 29 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO

Erosão interna / pipping

Formação de tubos/canais a partir da face do talude por meio do carreamento

de partículas de solo. Pode evoluir para grandes cavidades.

Pode se estender por centenas de metros

Enfraquece o solo e estabelece áreas de percolação diferencial de água,

provocando algumas vezes afundamentos na superfície do terreno formando as

chamadas subsidências (recalques).

do terreno formando as chamadas subsidências (recalques). 30 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

Condições de ocorrência

Gradiente da água > gradiente crítico do solo Formação de cavidades no maciço – deslocamento
Gradiente da água
> gradiente crítico
do solo
Formação de
cavidades no
maciço –
deslocamento da
fração fina de solo

Ruptura hidráulica resistência localizada do solo < força de percolação da água

EROSÃO INTERNA

Erosão marinha

Segundo Conciani (2008) consiste na erosão gerada pelo impacto da água dos

mares e oceanos nos solos e rochas da costa. Ela é acentuada em períodos em que as correntes marinhas escavam o solo, e, em outras épocas, tais locais sofrem deposição do material escavado. Haja vista essas peculiaridades, é importante que a erosão marinha seja levada em conta nos projetos de obras costeiras

marinha seja levada em conta nos projetos de obras costeiras 32 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS –

Erosão fluvial

A correnteza dos rios retira constantemente o solo das margens, em processo

análogo ao da força de arraste em águas de superfície, explica Conciani (2008). Esse processo se dá de maneira contínua, todavia em épocas de cheia é mais intenso.

contínua, todavia em épocas de cheia é mais intenso. 33 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM

Erosão eólica

Conciani (2008) discorre que esse tipo de erosão é evidente nas áreas costeiras

ou desertos, entretanto ocorre em todas as regiões do país. Ainda ocorre em paredões rochosos. As dunas móveis são a representação mais clara de erosão eólica, visto a demonstração visual da ação contínua do vento destacando e transportando o solo.

FONTE: cartilha erosão - UnB
FONTE: cartilha erosão - UnB
e transportando o solo. FONTE: cartilha erosão - UnB 34 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM
ENTENDENDO COMO INDENTIFICAR O PROBLEMA OS TESTES DE ERODIBILIDADE , O SOBRE QUÊ E COMO

ENTENDENDO COMO

INDENTIFICAR O

PROBLEMA

OS TESTES DE ERODIBILIDADE , O SOBRE QUÊ E COMO ELES NOS INFORMAM

ENTENDENDO COMO INDENTIFICAR O PROBLEMA OS TESTES DE ERODIBILIDADE , O SOBRE QUÊ E COMO ELES

FATORES INTERVENIENTES

Continuidade das fases ar ou água nos vazios de solo;

Intensidade do evento chuvoso;

Proximidade da superfície freática;

Grau de compactação;

Porosidade do solo; Presença de vegetação; Topografia do terreno.

do solo; Presença de vegetação; Topografia do terreno. 36 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE
do solo; Presença de vegetação; Topografia do terreno. 36 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE

EROSÃO URBANA

O meio urbano é o mais condenado quando o assunto é erosão, pois essa gera:

Enchentes (os rios/córregos tem seus leitos assoreados pelo material erodido)

Deslizamentos

Aumento de sedimentos transportados para reservatórios e rios comprometimento da qualidade da água de abastecimento e sistemas de distribuição.

O solo é radicalmente afetado no processo de urbanização. Sofre alterações de âmbito morfológico, físico, químico e biológico, assumindo configuração divergente da natural

e biológico, assumindo configuração divergente da natural 37 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM
38 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
38 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
38 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
38 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
INÍCIO DA U R B A N I Z A Ç Ã O FIM DA

INÍCIO DA URBANIZAÇÃO

FIM DA URBANIZAÇÃO

•PROCESSO DE EROSÃO E PEDOGÊNICO EQUILIBRADOS
•PROCESSO DE EROSÃO E
PEDOGÊNICO EQUILIBRADOS
•REMOÇÃO DE COBERTURA VEGETAL •MOVIMENTAÇÃO DE TERRA •DESESTRUTURAÇÃO DA CAMADA SUPERFICIAL DO SOLO
•REMOÇÃO DE COBERTURA
VEGETAL
•MOVIMENTAÇÃO DE TERRA
•DESESTRUTURAÇÃO DA
CAMADA SUPERFICIAL DO
SOLO
•EXPOSIÇÃO ALTA AOS PROCESSOS EROSIVOS
•EXPOSIÇÃO ALTA AOS
PROCESSOS EROSIVOS
•IMPERMEABILIZAÇÃO E REDUÇÃO DA MASSA PERDIDA.
•IMPERMEABILIZAÇÃO E
REDUÇÃO DA MASSA
PERDIDA.

ÁREA NATURAL

E REDUÇÃO DA MASSA PERDIDA. ÁREA NATURAL 39 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM
E REDUÇÃO DA MASSA PERDIDA. ÁREA NATURAL 39 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM
E REDUÇÃO DA MASSA PERDIDA. ÁREA NATURAL 39 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

Segundo o IPT - Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (1989) as principais causas do surgimento e evolução da erosão urbana são:

em alguns casos

O

traçado

inadequado

dos

sistemas

viários,

que

são

agravados pela ausência de pavimentação, guias e sarjetas”;

A precariedade do sistema de drenagem de águas pluviais”;

Expansão urbana rápida e descontrolada, dando origem na maioria das vezes

à implantação de loteamentos e conjuntos habitacionais em locais inadequados, levando-se em consideração a geotécnica da cidade”.

Outro ponto que chama bastante atenção está na implantação de loteamentos

que não atendem as recomendações de uso de solos e apresentam índices de ocupação incompatíveis com a capacidade de suporte.

Problemas causados pela erosão do solo em áreas urbanas, segundo Fendrich e Iwasa (1998 apud Vendrame e Lopes, 2005), Conciani (2008) e Magalhães

(2010):

Observam-se trincas no terreno e rachadura nas paredes das casas;

Notam-se as primeiras ocorrências de deslizamentos e escorregamentos;

Deposição de sedimentos em canais canais das mais variadas natureza,

portos, reservatórios e ainda ruas, rodovias e edificações de maneira geral

sofrem sérios transtornos de ordem técnica com a deposição de sedimentos, o que afeta direta e consideravelmente a população e gera dificuldades econômicas e sociais.

Abaixamento de greides de ruas o que pode ocorrer também em imóveis e

em toda a infraestrutura representada pelas obras de redes de água, esgoto,

telefone, eletricidade, drenagem pluvial e pavimentação devido a geração de subsidências por conta da evolução dos processos erosivos.

42 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
42 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
42 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
42 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

ERODIBILIDADE

DEFINIÇÃO:

A

sensibilidade

do

solo

em

sofrer

o

processo

erosivo

em

decorrência

das

forças

que

causam

destacamento

e

transporte

de

suas

partículas.

MOROSIDADE DE AFERIÇÃO: É uma propriedade de complexa

determinação, estando condicionada a inúmeros fatores físicos, químicos e

biológicos. Devido à extensão territorial e diversidade de solo do país, é impossível de uma adequada extrapolação de dados e constatações para distintas regiões

A determinação deve ser REGIONALIZADA

PARÂMETROS DE AVALIAÇÃO: Devem ser avaliados fatores intrínsecos (as propriedades físicas - textura, estrutura, permeabilidade, densidade -, químicas, mineralógicas e biológicas do solo) e extrínsecos (por exemplo, sistema de manejo -no caso de áreas agrícolas e cobertura vegetal).

manejo -no caso de áreas agrícolas e cobertura vegetal). 43 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM

CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES SOBRE PARÂMETROS INTRÍNCECOS:

Ramidan (2003) declarou que a textura é a propriedade física mais

considerável do solo, em função da sua reduzida alteração no decorrer do

tempo. Ainda em conformidade com o autor, os solos que apresentam 30 a 35% de argila apresentam maior resistência ao impacto das gotas (efeito splash) e, por conseguinte, à erosão.

Os solos argilosos são mais resistentes à erosão em decorrência da maior força

de coesão das partículas desse tipo de solo. (CORRECHEL, 2003).

A distribuição do tamanho das partículas é um outro importante determinante da erodibilidade: Resende (1985 apud Correchel, 2003) - as partículas mais finas do solo são mais facilmente carreadas, na medida que as partículas maiores

resistem mais à remoção tendendo ao acúmulo na superfície

VERTENTES POR ÁREA DE CONHECIMENTO

• VERTENTES POR ÁREA DE CONHECIMENTO 45 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO

ENSAIOS DE ERODIBILIDADE

Existem

diversos

métodos

que

objetivam

a

compreensão,

mensuração,

quantificação, comparação e/ou avaliação dos processos erosivos

CLASSIFICAÇÃO: diretos e indiretos.

DIRETOS:

ensaios

que

visam

obtenção

de

taxas

perdidas

de

solo

ou

observação do seu comportamento sob presença de água

INDIRETOS: correlações das propriedades do solo.

• INDIRETOS : correlações das propriedades do solo. 46 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE

ENSAIOS DIRETOS

INDERBITZEN/EROSÔMETRO

Um dos ensaios mais corriqueiramente utilizado e difundido é o Inderbitzen,

concebido por um pesquisador de mesmo nome, em 1961. É o ensaio em canal hidráulico mais empregado pelos geotécnicos. Para Fernandes (2011), é, sensivelmente, um ensaio de simples execução, sendo baseado em conceitos

empíricos, não normatizado, mas que ainda assim, apresenta valores razoáveis

e satisfatórios.

Quando introduzido à geotecnia brasileira sofreu diversas modificações ao longo do tempo

48 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
49 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
50 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
51 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
51 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
52 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

Para a análise dos dados, Bastos (1999) propõe que para se obter a

erodibilidade de um solo (E) deve-se determinar a razão entre a massa seca da

porção erodida da amostra e a área superficial da mesma, conforme a

Equação

amostra e a área superficial da mesma, conforme a Equação 53 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS –
amostra e a área superficial da mesma, conforme a Equação 53 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS –

Outra metodologia aplicada à quantificação da erodibilidade dos solos após a execução do Ensaio Inderbitzen Modificado é em função do exposto por

Heidemann (2008), onde considera-se que um solo é tido como erodível,

quando porcentagens superiores a 5% de sua massa inicial são desagregados durante a experimentação.

Quirino, Morais e Silva (2014) Percentual de massa desagregada - até 5% -

solos pouco erodíveis; de 5 a 20% - moderadamente erodíveis; maior que 20%

- altamente erodíveis

55 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

SLAKING TEST

O QUE É? A desagregação (ou slaking) é compreendida como o processo de

ruína de uma amostra de solo não confinada, exposta ao ar e na sequência imersa em água, explica Bastos (1999). Fundamentalmente verifica-se a estabilidade de uma amostra indeformada submetida à imersão em água destilada, com base no formato adquirido após o tempo padrão de teste.

QUAL A NATUREZA? É um teste com parâmetros qualitativos para previsão

de comportamento comportamento dos solos com relação à erosão.

METODOLOGIAS: Método da Imersão Total (consiste na colocação da amostra em uma bandeja, sendo acrescentada água até que ela seja

totalmente submergida, observando-se suas reações ao processo de

submersão durante o tempo padrão (24 h) e Método da Imersão Parcial (a água é acrescentada em tempos pré-determinados até a submersão total).

POSSÍVEIS RESULTADOS (Holmgren e Flanagan (1977 apud Santos, 1997))

Sem resposta: a amostra mantém sua forma e tamanho original (inalterado);

Abatimento (slumping): a amostra sofre desintegração, formando uma pilha de material

desestruturado. As desintegrações são ocasionadas pelos mecanismos primários de hidratação e desaeração, os quais geram pressões positivas que conduzem à desagregação do solo;

Fraturamento: a amostra se fragmenta preservando a forma original das faces externas. O principal mecanismo responsável por esse processo é a expansão osmótica.

Dispersão: as paredes da amostra se tornam difusas com uma “nuvem” coloidal que cresce à medida que a amostra se dissolve. Pressupõe-se que essa dispersão ocorre quando as pressões de expansão são grandes o suficiente para causar a separação entre partículas individuais.

Lima (2003) classifica os solos como altamente erodíveis se estes se desagregam totalmente

após submersão: ocorre a perda da estrutura pelo simples contato com água.

Na Figura estão representados os possíveis comportamentos assumidos no

teste, a saber: (a) sem resposta; (b) fraturamento; (c) abatimento e (d)

dispersão.

resposta; (b) fraturamento; (c) abatimento e (d) dispersão. • Obs.: Camapum de Carvalho et al. (2006)

Obs.: Camapum de Carvalho et al. (2006) expõem ainda que estes ensaios,

apesar da simplicidade, requerem a padronização do uso, principalmente no

que concerne à forma do corpo de prova, à qualidade do fluido de saturação e às condições de imersão, que podem ser parcial e total.

CRUMB TEST

O QUE É? - De acordo com a Associação Brasileira de Normas Técnicas

(ABNT) através NBR 136001:1996, o Crumb Test avalia a dispersibilidade de solos argilosos por meio de constatações visuais em torrões de solo, imersos em água destilada, e observando seu comportamento, classificando em dispersivo ou não-dispersivo

METODOLOGIA - colocação da amostra de solo a ser estudada (cerca de 2

gramas) em um béquer com volume aproximado entre 100 e 150 ml de água destilada. Dessa forma, após uma hora de imersão, verifica-se a propensão de desprendimento de partículas de solo ao redor da amostra analisada

POSÍVEIS RESULTADOS - Motta (2001) :

GRAU 1 sem reação: inalterabilidade da amostra no fundo do béquer, não apresentando

turbidez na água e permanecendo lisa a superfície da porção de solo;

GRAU 2 pequena reação: pequena turbidez da água ao redor do corpo de prova;

GRAU 3 reação moderada: presença de turbidez e uma pequena porção de partículas de solo no fundo do béquer;

GRAU 4 forte reação: apresenta uma nuvem de coloides em suspensão envolvendo, quase que, todo o fundo do béquer, podendo gerar a turbidez total da água.

ENSAIOS INDIRETOS

GRANULOMETRIA

O QUE É? - estuda o tamanho dos grãos que constituem a amostra e a sua

distribuição. Tais análises são úteis na orientação da classificação e

comportamento dos solos, suas utilizações e aplicações na Engenharia Civil. (NBR 6457:1986 relativa à preparação das amostras a serem estudadas e a NBR 7181:1988 estabelecendo os procedimentos concernentes à realização do

ensaio propriamente dito)

METODOLOGIA procedimentos normatizados para peneiramento fino e grosso.

RESULTADOS DO TESTE - curva granulométrica: um gráfico semilogarítmico cujos pontos representam em ordenadas e em porcentagem, a massa dos

grãos ou partículas de dimensões inferiores às indicadas, por seus logaritmos,

nas abscissas.

às indicadas, por seus logaritmos, nas abscissas. 62 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

RESULTADOS

DA

CORRELAÇÃO

dependem

uniformidade (Cu) do solo experimentado

– dependem uniformidade (Cu) do solo experimentado do coeficiente de 63 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS –

do

coeficiente

de

uniformidade (Cu) do solo experimentado do coeficiente de 63 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE

Fácio (1991)

a)

Cu ≤ 5 – solos erodíveis;

b)

b) 5 < Cu < 15 solos de média erodibilidade;

c)

c) Cu > 15 - solos pouco erodíveis

ANÁLISE TEXTURAL

O QUE É? - mensura percentualmente as proporções de argila, silte e areia

METODOLOGIA - Método da Pipeta conforme as especificações do Manual de métodos de análise de solo EMBRAPA (1997): após um processo de sedimentação, utiliza-se uma pipeta para amostragem em profundidade e

tempo pré-determinados. Após aferidas as porções de cada constituinte, o

solo é classificado conforme as recomendações da classificação textural

simplificada da EMBRAPA (1997), em adaptação do diagrama triangular de Feret.

66 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

RESULTADOS DO TESTE E DA CORRELAÇÃO

• RESULTADOS DO TESTE E DA CORRELAÇÃO 67 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

COLORAÇÃO

O QUE É? Designação das cores do solo através de tabela, e assim, por meio

desta propriedade, deduzir logicamente atributos físicos e, sobretudo químicos do solo, além de refletir as características mineralógicas básicas deste.

METODOLOGIA - A identificação da cor é feita através da Notação Munsell,

adaptada em 1946 para o uso em solos na Munsell Soil Color Charts (1994). É um sistema de designação de cores que, segundo Curi et al. (1993), especifica

os graus relativos de três variáveis básicas: a matiz, o valor e o croma.

Matiz - a cor pura ou fundamental, determinada pelos comprimentos de onda da luz refletida na amostra

Valor - a medida do grau de claridade da luz, variando de 0 (preto absoluto) a 10 (branco puro)

Croma - a intensidade ou pureza da cor e designa a proporção da mistura da cor fundamental com a tonalidade de cinza, variando de 0 a 10

69 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA

RESULTADOS DO TESTE

Os intervalos da matiz representados nas tabelas são: 2,5; 5; 7,5 e 10. Para o valor o intervalo se estende de 2 a 8, assim como o croma. Na Figura abaixo apresenta-se um esquema de leitura do código da carta Munsell.

parâmetros

Cada

tabela

representa

intervalo

de

matiz,

sendo

um

uma

variáveis o croma e o valor

de matiz, sendo um uma variáveis o croma e o valor 70 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS
de matiz, sendo um uma variáveis o croma e o valor 70 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS

RESULTADOS DA CORRELAÇÃO

Quirino, Morais e Silva (2014) sugerem por extensa revisão bibliográfica e testes de campo a seguinte correlação entre coloração e potencial de erodibilidade

correlação entre coloração e potencial de erodibilidade 71 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM
ENTENDENDO COMO TRATAR O PROBLEMA OS MÉTODOS DE CONTENÇÃO MAIS POPULARES

ENTENDENDO

COMO TRATAR O

PROBLEMA

OS MÉTODOS DE CONTENÇÃO MAIS POPULARES

ENTENDENDO COMO TRATAR O PROBLEMA OS MÉTODOS DE CONTENÇÃO MAIS POPULARES

CONTROLE DE EROSÕES

“Obras para controle de erosão são destinadas a proteger, conter, amenizar

e/ou anular um processo erosivo, causados por diversos fatores, os principais

são a saturação do solo através da água das chuvas e a retirada da cobertura

vegetal, deixando esta superfície desprotegida contra intempéries” – MACAFERRI

Divisão das formas de controle em duas frentes medidas preventivas e

corretivas.

FATORES INTERVENIENTES

Continuidade das fases ar ou água nos vazios de solo;

Intensidade do evento chuvoso;

Proximidade da superfície freática;

Grau de compactação;

Porosidade do solo; Presença de vegetação; Topografia do terreno.

do solo; Presença de vegetação; Topografia do terreno. 74 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE
do solo; Presença de vegetação; Topografia do terreno. 74 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE

Logo, basta impedir ou manobrar de maneira favorável os fatores

intervenientes do processo erosivo, caracterizando o controle preventivo. São

essas as medidas:

Detenção de águas a montante;

Obras na microdrenagem e pavimentação;

Obras na macrodrenagem;

Drenos;

Dissipadores de energia;

Estabilizadores de talvegue;

Estabilizadores de taludes;

Estabilização de taludes com recurso à vegetação.

DETENÇÃO DE ÁGUAS À MONTANTE

“Evitar a concentração das águas de chuva e o fluxo superficial sobre solo

exposto são as primeiras medidas a serem pensadas.(SALES, CAMAPUM DE CARVALHO e PALMEIRA, 2006).

As bacias de retenção, segundo Silva (2009), são bacias artificiais, onde um espelho d’água é constantemente mantido em seu fundo, durante todo o ano.

Bacias de detenção são aquelas construídas no intuito de promover o armazenamento provisório de um volume de água, não possuindo a presença constante de uma lâmina d’água (SILVA, 2009).

Bacia de detenção – Bacia da Avenida Polônia, Porto Alegre (RS) 77 A ERODIBILIDADE DOS

Bacia de detenção Bacia da Avenida Polônia,

Porto Alegre (RS)

MACRODRENAGEM

Configura-se por estruturas designadas à destinação final das águas pluviais

da drenagem primária (microdrenagem), sendo as principais: correções e alargamentos em seções de canais naturais; canais artificiais e galerias de grande porte, e também em estruturas suplementares como, por exemplo, estações de bombeamento.

porte, e também em estruturas suplementares como, por exemplo, estações de bombeamento. 78 Texto do rodapé

DRENOS

São utilizados no controle de erosões no intuito de se promover a

regularização do afloramento do lençol freático, uma vez que as ressurgências destes estão associadas ao carreamento de partículas de solo, e consequentemente com os processos erosivos. Segundo os autores, o uso de drenos em procedimentos de recuperação de erosões trata-se de uma das

mais notáveis técnicas

DISSIPADORES DE ENERGIA

O correto recolhimento das águas pluviais em uma determinada área através

dos sistemas de micro e macrodrenagem não garante a inexistência dos

processos erosivos à jusante. Destaca-se assim a importância no uso dos dissipadores de energia, já que o lançamento dessas águas pluviais, frequentemente, ocorre com altas velocidades e energias.

frequentemente, ocorre com altas velocidades e energias. 80 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM

ESTABILIZADORES DE TALVEGUES

O processo erosivo não fica restrito somente aos taludes e áreas descobertas

sujeitas ao escoamento, os talvegues de canais ou corpos d’água são constantemente atacados

O controle do processo erosivo em talvegues são aplicadas ações como: o revestimento do talvegue ou a construção de pequenos barramentos. O

revestimento do talvegue pode ser feito em pedra - também denominado

Colchão Reno ® (Figura 23), em concreto ou mesmo com geomantas, visando garantir maior resistência ao talvegue. Já os barramentos são baseados em barragens de terra, em Gabião, em madeira, de concreto, com material geossintético ou mista

Canal com Colchão Reno ®

Canal com Colchão Reno ® Fonte: AZFIL S.A. Barramento de reten ç ão de sedimentos em

Fonte: AZFIL S.A.

Barramento de reten ção de sedimentos em Gabião, Rio Migueleno - Venezuela

ç ão de sedimentos em Gabião, Rio Migueleno - Venezuela Fonte: Maccaferri Am é rica Latina

Fonte: Maccaferri Amé rica Latina

ESTABILIZAÇÃO DE TALUDES

Conforme já comentado, os taludes são altamente susceptíveis à erosão

superficial, podendo evoluir para a perda de sua estabilidade. Dessa forma, medidas referentes à estabilização e proteção superficial de taludes são amplamente utilizadas buscando o controle da erosão, as mais empregadas são: retaludamento suavização da inclinação do talude, plantio de

vegetação, proteção mecânica da face do talude e obras de contenção

(Gabiões e muros de gravidade, estaqueamento, solo-cimento, Bolsacreto ® e geotêxteis) (SALES, CAMAPUM DE CARVALHO e PALMEIRA, 2006).

Prote ç ão mecânica da face do talude com biomanta

Prote ç ão mecânica da face do talude com biomanta Fonte: Maccaferri Am é rica Latina

Fonte: Maccaferri Amé rica Latina

Registro fotogr áfico de casos de utiliza ç ão do Sistema vetiver

á fico de casos de utiliza ç ão do Sistema vetiver Fonte: Pereira (2006) 84 A

Fonte: Pereira (2006)

Controle corretivo está em corrigir os danos causados. Não deixando de implementar ações preventivas para evitar retrabalhos.

Reaterro de erosões;

86 A ERODIBILIDADE DOS SOLOS – COM ÊNFASE EM EROSÃO URBANA
O QUE APRENDEMOS COM ISSO? AS CONSIDERAÇÕES MAIS IMPORTANTES DO TEMA

O QUE

APRENDEMOS COM

ISSO?

AS CONSIDERAÇÕES MAIS IMPORTANTES DO TEMA

O QUE APRENDEMOS COM ISSO? AS CONSIDERAÇÕES MAIS IMPORTANTES DO TEMA

CONCLUSÕES

É necessário desenvolver mais pesquisas no campo da erosão urbana, a fim de obter

normatização dos ensaios envolvidos e da elaboração de normas e leis para correta

prevenção e correção de erosões.

É perceptível que os testes de caracterização física do solo levam em conta aspectos inerentes apenas aos grãos do solo, tais como diâmetro, uniformidade e teores de cada fração. Como esses dados são obtidos a partir de amostras deformadas, conduzem a resultados relativos à erodibilidade por meio de correlações e não levam

em consideração fatores externos, como a estrutura do solo in situ, presença de

vegetação, declividade do talude ou reação à presença de água. Sobre a coloração do solo é pertinente dizer que essa característica permite apenas uma dedução lógica de atributos físicos e químicos do solo, que são reflexo da mineralogia destes.

Todavia, os ensaios diretos de erodibilidade (Inderbitzen Modificado, Slaking Test e

Crumb Test) experimentam os solos em caráter indeformado (a estrutura do solo in

situ é mantida) quanto a reação à agua em vias de escoamento superficial, impacto de gotas de chuva e estabilidade da estrutura por imersão.

É notável que a presença de vegetação corrobora potencialmente para o

controle e prevenção do processo erosivo, o que aponta grandes perspectivas

para estudos de bioengenharia.

Para uma avaliação adequada da erodibilidade dos solos é imprescindível uma

análise em termos globais: é necessária a averiguação da sensibilidade do solo à atuação da água, sua caracterização física e levantamento de fatores

externos que possam intervir nas propriedades aferidas.

Os estudos devem ser regionalizados.