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SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

 

04

1.

PERDA DE CARGA ..................................................................

05

  • 1.1. PERDA DE CARGA DISTRIBUÍDA

 

05

  • 1.2. PERDA DE CARGA LOCALIZADA

07

2.

CÁLCULO DE PERDA DE CARGA

09

  • 2.1. CÁLCULO DE PERDA DE CARGA LOCALIZADA

11

  • 2.2. COMPRIMENTO EQUIVALENTE

........................................

11

  • 2.3. COEFICIENTE DE PERDA EM FUNÇÃO DA CARGA

12

CINÉTICA ............................................................................

1 PERDA DE CARGA

O escoamento interno em tubulações sofre forte influencia das paredes, dissipando energia em razão do “atrito” viscoso das partículas fluídas. As partículas em contato com a parede adquirem a velocidade da parede e passam a influir nas partículas vizinhas por meio da viscosidade da turbulência, dissipando energia. Essa dissipação de energia provoca redução da pressão total do fluido ao longo do escoamento, denominada perda de carga, (ROMA, 2006). Em suma, perda de carga é a energia perdida pela unidade de peso do fluido quando este escoa. A perda de carga que ocorre nos escoamentos sob pressão tem duas causas distintas: a primeira é a parede dos dutos retilíneos, que leva a uma perda de pressão distribuída ao longo do comprimento do tubo, fazendo com que a pressão total diminua gradativamente ao longo do comprimento e por isso é denominada perda de carga distribuída; a segunda causa de perda de carga é constituída pelos assessórios de canalização, isto é, as diversas peças necessárias para montagem da tubulação e para o controle do fluxo do escoamento, as quais provocam variação brusca da velocidade, em módulo ou direção, intensificando a perda de energia nos pontos onde estão localizados, sendo conhecidas como perdas de cargas localizadas. No cotidiano a perda de carga é muito utilizada, principalmente em instalações hidráulicas. Por exemplo, quanto maior as perdas de cargas em uma instalação de bombeamento, maior será o consumo de energia da bomba. Para estimar o consumo real de energia é necessário que o cálculo das perdas seja o mais preciso possível.

1.1 PERDA DE CARGAS DISTRIBUÍDAS

Poucos problemas mereceram tanta atenção ou foram tão investigados quanto o da determinação das perdas de carga nas canalizações. As dificuldades que se apresentam ao estudo analítico da questão são tantas que levaram os pesquisadores às investigações experimentais" (AZEVEDO NETO ET al, 2003 apud BRAGA 2009)

.

Assim foi que meados do século 19 os engenheiros hidráulicos Remi P.G. Darcy (1803-1858) e Julius Weisbach (1806-1871), após inúmeras experiências estabeleceram uma das melhores equações empíricas para o cálculo da perda de

carga distribuída ao longo das tubulações, porém foi só em 1946 que Rouse vem a chamá-la de "Darcy-Weisbach", porém este nome não se torna universal até perto de 1980. A equação de Darcy-Weisbach é também conhecida por fórmula Universal para cálculo da perda de carga distribuída. A parede dos dutos retilíneos causa uma perda de pressão distribuída ao longo do comprimento do tubo, fazendo com que a pressão total vá diminuindo gradativamente ao longo do comprimento. Nas figuras abaixo, pode-se melhor compreender acerca das perdas de cargas distribuídas:

Figura 01: Visualização de perdas de superfície no contato do fluído e a parede do tubo.

carga distribuída ao longo das tubulações, porém foi só em 1946 que Rouse vem a chamá-la

Fonte: BRAGA, 2009.

Figura 2: Modelos matemáticos utilizados na determinação de perdas de superfície no contato do fluído e a parede do tubo.

carga distribuída ao longo das tubulações, porém foi só em 1946 que Rouse vem a chamá-la

Fonte: BRAGA, 2009.

Figura 3: Material e condições dos tubos influenciam diretamente no aumento de perda de carga em tubulações.

Fonte: BRAGA, 2009. 1.2 PERDAS DE CARGAS LOCALIZADAS Este tipo de perda de carga ocorre sempre

Fonte: BRAGA, 2009.

1.2 PERDAS DE CARGAS LOCALIZADAS

Este tipo de perda de carga ocorre sempre que o escoamento do fluido sofre algum tipo de perturbação, causada, por exemplo, por modificações na seção do conduto ou em sua direção. Tais perturbações causam o aparecimento ou o aumento de turbulências, responsáveis pela dissipação adicional de energia. As perdas de carga nesses locais são chamadas de perdas de carga localizadas, ou perdas de carga acidentais, ou perdas de carga locais, ou ainda, perdas de carga singulares. Alguns autores denominam as mudanças de direção ou de seção de singularidades. Em suma, pode-se dizer que este tipo de perda é causado pelos acessórios de canalização isto é, as diversas peças necessárias para a montagem da tubulação e para o controle do fluxo do escoamento, que provocam variação brusca da velocidade, em módulo ou direção, intensificando a perda de energia nos pontos onde estão localizadas. O escoamento sofre perturbações bruscas em pontos da instalação tais como em válvulas, curvas, reduções, expansões, emendas entre outros. Figura 4: Representação da turbulência (responsável pela perda de carga localizada) em singularidades inseridas numa instalação de recalque.

Fonte: BRAGA, 2009. Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente
Fonte: BRAGA, 2009. Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente
Fonte: BRAGA, 2009. Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente

Fonte: BRAGA, 2009.

Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente alta.

Fonte: BRAGA, 2009. Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente

Fonte: BRAGA, 2009.

Figura 6: Cada componente apresenta um valor específico de perda de carga

Fonte: BRAGA, 2009. Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente
Fonte: BRAGA, 2009. Figura 5: Tubulações compostas por muitas conexões apresentam uma perda de carga relativamente

Fonte: BRAGA, 2009.

2 CÁLCULOS DAS PERDAS

Para o cálculo desta perda pode-se utilizar inúmeras expressões que foram

determinadas experimentalmente, porém aqui citarei a Fórmula Universal ou de

Darcy-Weisbach, sendo a fórmula recomendada para cálculo de perda de carga pela

Associação Brasileira de Normas e Técnicas (ABNT) (ROMA, 2006):

1

∆ p=f 2 ρ v

2 L

D

f =f ( Rey ,

D )

ε

Onde:

Δp = variação de pressão

f = coeficiente de perda de carga

ρ = densidade

v

= velocidade

L

= comprimento

D

= diâmetro

ε

= rugosidade

É conveniente relembrar que um escoamento pode ser classificado duas

formas, turbulento ou laminar. No escoamento laminar há um caminhamento

disciplinado das partículas fluidas, seguindo trajetórias regulares, sendo que as

trajetórias de duas partículas vizinhas não se cruzam. Já no escoamento turbulento

a velocidade num dado ponto varia constantemente em grandeza e direção, com

trajetórias irregulares, e podendo uma mesma partícula ora localizar-se próxima do

eixo do tubo, ora próxima da parede do tubo.

Em geral, o regime de escoamento na condução de fluídos no interior de

tubulações é turbulento, exceto em situações especiais, tais como escoamento a

baixíssimas vazões e velocidades.

Os valores do coeficiente f são apresentados em forma gráfica, conhecida

como diagrama de Moody, amplamente utilizado nos cálculos de perda de carga

(ROMA, 2006).

O diagrama de Moody, apresenta, para um número de Reynolds menor que

2000, uma curva única para qualquer rugosidade relativa, que aparece no gráfico

logarítmico como uma reta. Para valores do número de Reynolds acima de 2000, o

valor de f depende da rugosidade relativa e são apresentadas diversas curvas tendo

a rugosidade relativa como parâmetro. Segundo Roma (2006), pode-se notar que,

quanto maior a rugosidade relativa, menor a dependência do fator de atrito em

relação ao número de Reynolds.

Figura 7: Diagrama de Moody

O diagrama de Moody, apresenta, para um número de Reynolds menor que 2000, uma curva única

Fonte: http://raulsmtz.wordpress.com/2011/03/30/diagrama-de-moody/

Tabela 01: rugosidades médias absolutas de alguns materiais.

Material

Rugosidade

Material

Rugosidade

média mm

média mm

Aço laminado novo

0,0015

Ferro fundido c/ incrustação

1,5 - 3

Aço laminado usado

0,046

Ferro fundido enferrujado

1 - 1,5

Aço galvanizado

0,15

Ferro fundido novo

0,26 - 1

 

Ferro fundido revestido c/

Aço soldado liso

0,1

asfalto

0,12 - 0,26

Alvenaria de pedra fina

1 - 2,5

Madeira aplainada

0,2 - 0,9

Alvenaria de pedra

8 - 15

Madeira bruta

1 - 2,5

grosseira

Alvenaria de tijolo

5

Polietileno

0,001

Cobre

0,0015

PVC rígido

0,005

Concreto alisado

0,3 - 0,8

Vidro

0,0015

Concreto centrifugado

0,07

Fonte: http://www.mspc.eng.br/fldetc/fluid_0550.shtml#tab_rugosid_abs

2.1

CÁLCULO DE PERDA DE CARGA LOCALIZADA

A perda localizada ocorre sempre que um acessório é inserido na tubulação,

seja para promover a junção de dois tubos, para mudar a direção do escoamento,

ou, ainda para controlar a vazão. Nos acessório, alterações na organização das

linhas de corrente provocam perdas adicionais na posição em que ele se encontra.

Em razão desse caráter localizado da ocorrência da perda de carga ela é

considerada concentrada no ponto, provocando uma queda acentuada da pressão

no curto espaço compreendido pelo acessório. O cálculo da perda localizada

depende de coeficientes experimentais, estabelecidos com o auxílio da análise

dimensional e medidos a partir de uma amostra estatística retirada de uma partida

de fabricação dos acessórios. A perda no acessório pode ser quantificada por dois

critérios distintos, mas intimamente relacionados.

  • 2.2 COMPRIMENTO EQUIVALENTE

É definido como comprimento de tubulação,

l eq

, que causa a mesma perda

de carga que o acessório. Os comprimentos equivalente dos acessórios presentes

na tubulação são adicionados ao comprimento físico da tubulação, fornecendo um

comprimento equivalente,

L eq

. Matematicamente, o comprimento equivalente

pode ser calculado pela expressão da equação abaixo (ROMA, 2006):

L eq =L+ l eq

Esse comprimento equivalente permite tratar o sistema de transporte de fluidos

como se fosse constituído apenas por perdas distribuídas.

O comprimento equivalente de cada tipo de acessório é determinado

experimentalmente e o valor obtido é válido somente para o tubo usado no ensaio.

Para uso em tubos diferentes, os valores devem ser corrigidos em função das

características do novo tubo.

2.3 COEFICIENTE DE PERDA EM FUNÇÃO DA CARGA CINÉTICA

O acessório tem sua perda de carga localizada calculada pelo produto de um

coeficiente característico pela carga cinética que o atravessa. Cada tipo de

acessório tem um coeficiente de perda de carga característico, normalmente

indicado pela letra k. A perda causada pelo acessório, em Pa, é calculada pela

expressão (ROMA, 2006):

1

∆ p i =k i 2 ρV 2

A perda de carga total do sistema é dada pela somatória das perdas de carga

dos acessórios mais a perda distribuída do tubo, resultando na expressão indicada

na equação abaixo, na qual a carga cinética foi colocada em evidencia (ROMA,

2006):

∆ p= ( C f D + k i ) 2

L

1

ρV 2

O método de cálculo pela carga cinética é mais geral, pois o valor do

coeficiente k não depende do tubo usado no ensaio, como ocorre com o

comprimento equivalente.

Tabela 02: coeficiente k para acessórios de tubulação escolhida:

Descrição

Visualização

Valores do coeficiente

Entrada abrupta

Entrada abrupta k = 0,50

k = 0,50

Entrada com grelha

Entrada com grelha Área de passagem % Valor de k

Área de passagem %

Valor de k

70

2,00

  • 60 3,00

  • 50 5,00

Entrada cônica

Entrada cônica k = 0,20

k = 0,20

Entrada estendida

Entrada estendida k = 0,85

k = 0,85

Entrada suavizada

Entrada suavizada k = 0,03

k = 0,03

Expansão abrupta

Expansão abrupta
Expansão abrupta

(seção circular)

Fórmula:

k = [1 - (d/D) 2 ] 2

 

Expansão gradual

Expansão gradual
Expansão gradual

(seção circular)

Filtros de tela metálica

S/ imagem

k = 10 a 20

Grelhas

Grelhas Grelha com área de passagem 80 /

Grelha com área de passagem 80 /

90%:

k = 1,2 para tipo simples

k = 1,5 para tipo com registro

Juntas de dilatação

S/ imagem

k = 1,20 a 1,60

Obstáculo (barra

Obstáculo (barra Relação d/D Valor de k

Relação d/D

Valor de k

retangular

0,10

0,70

atravessada em duto

 

0,25

1,40

de seção circular)

0,50

4,0

Obstáculo (perfil

Obstáculo (perfil Relação d/D Valor de k

Relação d/D

Valor de k

aerodinâmico

0,10

0,07

atravessado em duto

0,25

0,23

de seção circular)

 

0,50

0,90

Obstáculo (tubo

Obstáculo (tubo Relação d/D Valor de k

Relação d/D

Valor de k

atravessado em duto

0,10

0,20

de seção circular)

 

0,25

0,55

0,50

2,0

Radiadores

S/ imagem

k = 2,0 a 3,0

Registro angular 90º

Totalmente aberto

k = 2,0

Registro de esfera

Totalmente aberto

k=0,05

1/3 fechado

k=5,5

2/3 fechado

k = 20,0

Registro de gaveta

Totalmente aberto

k=0,15

1/4 fechado

k=0,25

1/2 fechado

k=2,1

 

3/4 fechado

k = 17,0

Registro tipo macho 3

Passagem direta -

k=0,5 a 1,5

vias

aberto

Passagem a 90º -

k = 2,0 a 4,0

aberto

Registro tipo globo

Totalmente aberto

k = 0,50 a 4,0

Saída abrupta

Saída abrupta k = 1,00

k = 1,00

Saída com grelha

Saída com grelha Área de passagem % Valor de k

Área de passagem %

Valor de k

  • 70 3,00

  • 60 4,00

 
  • 50 6,00

Saída cônica

Saída cônica
Saída cônica

Saída de tubulação

Saída de tubulação Relação de áreas s/S Valor de k

Relação de áreas s/S

Valor de k

(seção circular) em

0,25

2,4

orifício

 

0,50

1,9

0,75

1,5

1,00

1,0

Saída suavizada

Saída suavizada k = 1,00

k = 1,00

Separadores de

S/ imagem

k = 5 a 10

líquido

Transformação de

Transformação de k = 0,15

k = 0,15

posição (seção

retangular)

União de rosca

S/ imagem

k = 0,08

Válvula de retenção

S/ imagem

k = 0,4 a 2,0

Venezianas

Venezianas Tipo simples e com registro, área de

Tipo simples e com registro, área de

passagem 60%:

k = 1,5

Fonte: http://www.mspc.eng.br/fldetc/fluid_06A1.shtml

Tabela 3: Valores de k f de válvulas e acessórios

Tipo de união ou válvula

k f

Joelho de 45º, padrão

0,35

Joelho de 45º, raio longo

0,20

Joelho de 90º, padrão

0,75

Raio longo

0,45

Canto Vivo

1,30

 

Curva de 180º

1,50

Tê (padrão), Usada ao longo do tubo principal, com derivação fechada.

0,60

Usada como joelho, entrada no tubo principal.

1,30

Usada como joelho, entrada na derivação

1,30

Escoamento em derivação

1,80

Tipo de união ou válvula k Joelho de 45º, padrão 0,35 Joelho de 45º, raio longo
Tipo de união ou válvula k Joelho de 45º, padrão 0,35 Joelho de 45º, raio longo
Tipo de união ou válvula k Joelho de 45º, padrão 0,35 Joelho de 45º, raio longo
 

Luva

0,04

 

União

0,04

Válvula gaveta, aberta

0,17

¾ aberta b

0,90

½ aberta b

4,50

¼ aberta b

24,0

Válvula de diafragma, aberta

2,30

¾ aberta b

2,60

½ aberta b

4,30

¼ aberta b

21,0

Fonte: www.unicamp.br/fea/ortega/aulas/aula09_perdasAcessorios.ppt

Tabela 4: Coeficientes de perda de carga localizada (kf) para escoamento laminar

através de válvulas e acessórios

Tabela 4: Coeficientes de perda de carga localizada (kf) para escoamento laminar através de válvulas eg a . Disponível em: < http://www.ebah.com.br/busca.buscar.logic?q=Perda%20de%20carga+Engenharia %20de%20Produ%C3%A7%C3%A3o > . Acesso em 19 jun 2011. FOX, Robert W. et al. Introdução à mecânica dos fluídos . Rio de Janeiro: Anthares, 2006. ROMA, Woodrow Nelson Lopes. Fenômenos de Transporte para Engenharia . 2.ed. São Carlos: RiMa, 2006. 13 " id="pdf-obj-12-7" src="pdf-obj-12-7.jpg">

Fonte: www.unicamp.br/fea/ortega/aulas/aula09_perdasAcessorios.ppt

REFERÊNCIA BIBLOIOGRÁFICA

BRAGA, Camilla Cantuária. Perda de carga. Disponível em:

%20de%20Produ%C3%A7%C3%A3o>. Acesso em 19 jun 2011.

FOX, Robert W. et al. Introdução à mecânica dos fluídos. Rio de Janeiro:

Anthares, 2006.

ROMA, Woodrow Nelson Lopes. Fenômenos de Transporte para

Engenharia. 2.ed. São Carlos: RiMa, 2006.