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DIRETORIA COMERCIAL GERÊNCIA DE COMERCIALIZAÇAO DE ENERGIA MANUAL DE GESTÃO EMPRESARIAL NORMAS E PROCEDIMENTOS NTC

DIRETORIA COMERCIAL GERÊNCIA DE COMERCIALIZAÇAO DE ENERGIA

MANUAL DE GESTÃO EMPRESARIAL NORMAS E PROCEDIMENTOS

NTC 002 FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO 13,8 E 34,5 KV

Revisão nº 2 Outubro / 2008

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NTC 002 – FORNECIMENTO DE ENERGIA EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO

 

APRESENTAÇÃO

A presente norma técnica padroniza e especifica as condições mínimas exigidas para ligação de unidades consumidoras de energia elétrica, em tensão primária de distribuição – 13,8 e 34,5 kV na área de concessão da CERON.

Porto Velho, Outubro de 2008

Diretor Comercial

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NTC 002 – FORNECIMENTO DE ENERGIA EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO

 

INDICE

 

Pág

1. Objetivo

3

2. Campo de aplicação

3

3. Normas e documentos complementares

3

4. Terminologia e definições

3

5. Roteiro de consulta a norma

4

6. Condições gerais de fornecimento

5

7. Aquisição de materiais e execução da instalação

7

8. Pedido de ligação e contrato de fornecimento

8

9. Requisitos para aprovação de projetos

8

10. Entrada de serviço das instalações consumidoras

9

11. Subestação

12

12. Medição

15

13. Proteção geral das instalações

17

14. Aterramento

19

15. Equipamentos e acessórios

20

Tabelas

23

Figuras

29

Desenhos

33

Detalhes

60

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1 OBJETIVO

A presente norma tem por objetivo padronizar e especificar as condições gerais para o fornecimento de energia elétrica a unidades consumidoras em tensão primária de distribuição – 13,8 kV e 34,5 kV na área de concessão da CERON

2 ÂMBITO DE APLICAÇÃO

Esta norma aplica-se tanto a instalações novas como a reformas e ampliações de instalações já existentes, ainda que provisórias, quer sejam públicas ou particulares. Poderá ser em qualquer tempo, modificada no todo ou em parte, por razões de ordem técnica ou legal, motivo pelo qual os interessados deverão periodicamente consultar a CERON quanto a eventuais alterações. As recomendações contidas nesta norma não implicam em qualquer responsabilidade da CERON com relação à qualidade de materiais, à proteção contra riscos e danos à propriedade, ou ainda à segurança nas instalações de terceiros.

3 NORMAS E DOCUMENTOS COMPLEMENTARES

Na aplicação desta norma poderá ser necessário consultar também:

3.1 Normas Técnicas

ABNT NBR 5440 – Transformadores para Redes Aéreas de Distribuição – Especificação ABNT NBR 5380 – Transformadores de Potencia – Métodos de ensaios ABNT NBR 5410 – Instalações elétricas de baixa tensão ABNT NBR 14039 – Instalações elétricas de média tensão de 1 kV a 36,2 kV ABNT NBR 5598 – Eletroduto rígido de aço carbono com revestimento; NBR 5434 – Redes de distribuição aérea de energia elétrica CERON IT 013.07– Reforma de Tansformadores de Distribuição – Procedimentos CERON NTD 022 – Transformadores para Redes Aéreas de Distribuição - Especificação

3.2 Resoluções Normativas

ANEEL Nº 456 de 29/11/2000 da ANEEL e suas revisões posteriores M.T.E. NR 010 – Instalações e serviços em eletricidade

4 TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES

4.1 Consumidor – pessoa física ou jurídica ou comunhão de fato e de direito, legalmente representada

que solicitar a CERON o fornecimento e assumir expressamente a responsabilidade pelo pagamento das contas e demais obrigações legais regulamentares e contratuais.

4.2 Unidade consumidora – instalação de um único consumidor, caracterizada pela entrega de energia

em um só ponto com medição individualizada.

4.3 Limite de propriedade – São as linhas que separam a propriedade do consumidor da via pública e

dos terrenos adjacentes de propriedade de terceiros no alinhamento designado pelos poderes públicos.

4.4 Prédio isolado -

unidade consumidora.

todo e qualquer imóvel reconhecido pelos poderes públicos constituído de uma

4.5 Via publica – local destinado ao transito de veículos e pedestres

4.6 Ponto de entrega – ponto até o qual a CERON se obriga a fornecer energia elétrica participando dos

investimentos necessários dentro dos limites e critérios legais do setor elétrico e responsabilizando-se pela execução dos serviços, operação e manutenção não sendo necessariamente o ponto de medição.

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4.7 Entrada de serviço - conjunto de equipamentos, condutores e acessórios compreendidos entre o

ponto de derivação da rede primária da CERON até a medição. É constituída pelo ramal de ligação e ramal de entrada conforme figuras 01 e 02.

4.8 Ramal de ligação – conjunto de ligações e respectivos acessórios de conexão compreendidos entre

o ponto de derivação da rede da CERON e o ponto de entrega. O ponto de fixação do ramal de ligação poderá estar localizado no próprio poste da rede de distribuição da CERON, conforme a situação apresentada na figura 01.

4.9

Ramal

de

entrada

Condutores,

equipamento

e

acessórios

instalados

pelos

interessados,

compreendido entre o ponto de entrega e a proteção e/ou medição inclusive.

4.10 Subestação – Instalação elétrica do consumidor destinada a receber o fornecimento de energia

elétrica em tensão primária com uma ou mais das funções de proteção, medição e transformação.

- aquela em que será admitida a ligação de mais de um consumidor do

grupo A em uma mesma subestação transformadora, isto é, desde que cada consumidor preencha os requisitos para serem enquadrados como consumidores do grupo A

4.11 Subestação compartilhada

4.12 cabina – subestação cujos equipamentos estão abrigados.

4.13 Posto de transformação – subestação cujos equipamentos estão montados em poste ou estaleiro.

4.14 Cubículo blindado – Cubículo metálico auto-sustentável destinado a abrigar o conjunto de medição

proteção e transformação.

4.15 Aterramento – ligação à terra de todas as partes metálicas não energizadas de uma instalação.

4.16 Sistema de aterramento - Conjunto de todos os condutores e peças condutoras, com as quais se

executa o aterramento de um sistema

ou equipamento elétrico ou ainda de acessórios da instalação.

4.17 Malha de aterramento – conjunto de todos os condutores e hastes interligadas no solo para servir

de ligação elétrica à terra.

4.18 Caixa para medidor – caixa metálica destinada a instalação dos medidores de energia e seus

acessórios, lacrada pela CERON destinada a garantir a inviolabilidade das ligações dos terminais dos medidores, adquirida e instalada pelo consumidor.

4.19

dos

transformadores de corrente, lacrada pela CERON destinada a garantir a inviolabilidade das ligações dos transformadores de corrente do quadro de medição indireta adquirida e instalada pelo consumidor.

Caixa

para

transformadores

de

corrente

caixa

metálica

destinada

a

instalação

4.20 Poste auxiliar – poste situado na propriedade do consumidor com a finalidade de desviar, fixar,

ancorar e/ou elevar o ramal de ligação e conectar o ramal de entrada a ser adquirido pelo consumidor.

4.21 Caixa de Inspeção – Caixa destinada a alojar conexões do sistema de aterramento bem como

permitir inspeção periódica da resistência de aterramento.

5. ROTEIRO DE CONSULTA A NORMA

Com a finalidade de orientar a consulta desta norma apresentamos o seguinte roteiro:

Conhecer as condições gerais de fornecimento (item 06)

Verificar a necessidade de Projeto elétrico (item 09);

Verificar as exigências para o atendimento apropriado (item 6.6);

Conhecer as especificações de equipamentos e acessórios (item 15);

Verificar as informações atinentes ao Pedido de Ligação (item 08).

6. CONDIÇÕES GERAIS DE FORNECIMENTO

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6.1 Limites de fornecimento

A CERON efetuará o fornecimento de energia elétrica em tensão primária de distribuição a unidade

consumidora quando existir:

A. Carga instalada igual ou superior a 75 kW;

B. Motor monofásico, alimentado em 220 V, com potência superior a 3 CV;

C. Motor de indução trifásico, com rotor em curto circuito, alimentado em 220 V, com potência superior a 20CV;

D. Máquina de solda, alimentada em 127V, com potência superior a 2 kVA;

E. Máquina de solda, alimentada em 220V, com potência superior a 5 kVA;

F. Máquina de solda, tipo motor gerador, com potência superior a 20 CV;

G. Máquina de solda a transformador alimentada em 220 V, 2 ou 3 fases, ligação V-V, invertida( delta aberto ou delta invertido) com potência superior a 12,5 kVA;

H. Máquina de solda a transformador alimentada em 220 V, 3 fases, retificação em ponte trifásica, com potência superior a 20 kVA;

I. Aparelhos de raio X e outros que a Ceron julgar conveniente não serem ligados em tensão secundária;

J. Eventualmente poderão ser alimentadas potências superiores ou inferiores aos limites acima estabelecidos, quando as condições técnico-econômicas do sistema o exigirem.

K. Equipamentos com tensão superior a 220 V.

6.1.1 Compartilhamento de subestação.

Será admitido o compartilhamento de subestação entre consumidores do grupo A, isto é, consumidores que individualmente preencham os requisitos deste item.

a) Somente poderão compartilhar subestação transformadora unidades consumidoras do grupo A, localizadas em uma mesma propriedade e/ou cujas propriedades sejam contíguas, sendo vedada utilização de propriedades de terceiros, não envolvidos no referido compartilhamento, para ligação de unidade consumidora que participe do mesmo.

b) As subestações compartilhadas deverão obedecer às mesmas exigências previstas nesta norma para as subestações externas e abrigadas.

c) Nas subestações compartilhadas deverá existir dispositivo de proteção e operação lacrável antes dos transformadores de medição, de forma a permitir a interrupção da energia em cada unidade consumidora, independente da proteção geral primária e secundária.

6.2 Parâmetros elétricos do fornecimento de energia

6.2.1 Freqüência – Na área de concessão da CERON a freqüência será em 60 Hz

6.2.2 Tensões Nominais – As tensões nominais previstas nesta norma são de 13.8 e 34,5 KV.

6.3 Fornecimento e instalação dos componentes da entrada de serviço

Os materiais e equipamentos fornecidos pelos consumidores devem ser de acordo com o projeto aprovado pela Ceron estando sujeito a fiscalização de qualidade e compatibilidade com o sistema da concessionária.

A obra somente deverá ser iniciada após a aprovação do projeto pela CERON bem como receber

autorização ou aprovação dos órgãos públicos nos casos aplicáveis ( Teleron, Prefeitura, etc).

6.3.1 Materiais e serviços de responsabilidade da CERON

Caberá a CERON serviço:

o fornecimento e a instalação dos seguintes componentes da entrada de

Ramal de ligação e suas conexões com o ramal de entrada;

Materiais da derivação no poste da rede de distribuição da CERON (estrutura primária, chaves fusíveis conectores e cabos);

Equipamento de medição ( medidores, transformadores de corrente e de potencial e chaves de aferição ).

O fornecimento dos materiais pela CERON fica condicionado a:

Lei 10438 – Universalização do atendimento aos consumidores de energia.

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Resolução 456/2000 da ANEEL

6.3.2 Materiais e Serviços de responsabilidade do consumidor

Caberá ao consumidor ao fornecimento dos seguintes elementos instalados no ponto de

entrega:

Estrutura primária

Chave fusível

Isoladores

Conectores, alça pré-formada

Pára raios e seus acessórios

Muflas e seus acessórios, se necessário

Cabos subterrâneos eletrodutos, caixas de passagem

Condutores, conectores e eletrodos de aterramento

Equipamentos de medição ( medidores, transformadores de corrente e de potencial) caso a tensão secundária for diferente das padronizadas nesta norma.

6.4 Geração Própria

fornecimento de energia elétrica da CERON. Para isto, no caso de haver geração própria instalada o cliente deve adotar os seguintes procedimentos:

Não será permitido o paralelismo de geradores particulares com o sistema de

a. Elaboração e apresentação de projeto executivo do sistema de emergência, com a devida ART, memorial descritivo e diagrama unifilar especificando os circuitos selecionados para serem emergenciais;

b. Instalação de chave reversível manual ou elétrico com intertravamento mecânico e elétrico, separando os circuito alimentadores da CERON e do gerador, de modo a selecionar uma única fonte de energia;

c. Construção de circuito de emergência independente dos demais circuitos de alimentação alimentado exclusivamente pelo gerador particular e instalado em tubulação exclusiva;

d. É vedada a interligação do circuito de emergência com o circuito alimentador da CERON.

6.5 Controle do Fator de Potência

6.5.1 Os consumidores deverão manter o fator de potência de suas instalações o mais próximo possível

da unidade.

6.5.2 Caso a CERON verifique através de medição apropriada em caráter transitório ou permanente,

fator de potência com valor inferior ao estabelecido pela legislação em vigor, será efetuado o ajuste no

faturamento, cabendo ao consumidor tomar as providencias necessárias para a sua correção.

6.6 Conservação da entrada de serviço

6.6.1 O consumidor deverá conservar em bom estado os materiais e equipamento do ramal de entrada.

6.6.2 A CERON fará inspeção rotineira das entradas de serviço para verificar a existência de qualquer

deficiência técnica ou de segurança observando as normas técnicas da CERON, ABNT e a Norma Regulamentadora NR-10. Em caso afirmativo a CERON comunicará ao consumidor, por escrito, as irregularidades constatadas, fixando o prazo para este providenciar a necessária regularização. A referida notificação poderá ter cópia enviada ao Ministério do Trabalho conforme determina a NR-10. O não atendimento as recomendações feitas poderá implicar na suspensão do fornecimento de energia à unidade consumidora.

6.6.3 O consumidor é responsável pelos eventuais

propriedade da CERON instalados dentro de sua propriedade.

6.7 Ligações temporárias ou provisórias

danos causados aos materiais e equipamentos de

Serão considerados como ligações temporárias ou provisórias as que se destinarem às festividades, circos, parques de diversão, exposições agropecuárias e industriais, canteiro de obras e similares. As despesas com instalação e retirada de rede e ramais de caráter provisório, bem como as relativas aos respectivos serviços de ligação, desligamento e religação correrão por conta do consumidor.

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Os equipamentos e instalações objeto de ligações provisórias em tensão primária deverão ser previstos

em projetos previamente aprovados pela CERON conforme as condições estabelecidas nesta norma.

6.8 Condições não permitidas

6.8.1 Não será permitido aos consumidores usufruírem dos direitos da CERON, sob quaisquer pretextos

e estender redes que se interliguem com redes de outrem, para fornecimento de energia elétrica ainda

que gratuitamente.

6.8.2 Não será permitido aos consumidores alterar a potência disponibilizada sem previa autorização da

CERON. Em caso do não cumprimento deste item pelo consumidor, a CERON não terá obrigação de garantir a qualidade e continuidade do fornecimento. Neste caso o consumidor infrator arcará com os danos decorrentes do repotenciamento, inclusive aqueles relacionados a segurança, bem como ficará sujeito a suspensão do fornecimento de energia.

6.8.3 Não será permitido o cruzamento de condutores do ramal de ligação ou do ramal de entrada sobre

imóveis de terceiros.

6.8.4 Não será permitida qualquer interferência de pessoas estranhas aos equipamentos de medição da

CERON, a qual, se constatada pela mesma, será notificada às autoridades policiais para devidos

encaminhamentos nas formas da lei.

6.8.5 Não será permitido aos consumidores possuir quadros de distribuição internos e grupos de geradores dentro da subestação de alta tensão.

6.9

Acesso às instalações consumidoras

O

consumidor deverá permitir, em qualquer tempo, o livre acesso de funcionários da CERON

devidamente credenciados às instalações elétricas de sua propriedade fornecendo-lhes os dados e informações solicitadas.

6.10 Localização da subestação

Deverá ser localizada junto ao alinhamento da propriedade do consumidor com a via publica salvo recuo estabelecido por posturas governamentais. Somente em casos de necessidade técnica e mediante prévia análise e autorização da CERON poderá ser aceita localização diferente para o conjunto de proteção/medição, ficando a critério do consumidor, baseado em parâmetros técnicos constantes no projeto, a localização do posto de transformação.

6.10.1 A subestação não poderá ser acessível por janela, sacadas, telhados, escadas, áreas adjacentes

ou outros locais de acesso por pessoas, devendo a distância mínima dos condutores a qualquer desses

pontos, estar de acordo com a tabela do detalhe 12 desta norma.

6.11 Orientações Técnicas

A CERON propiciará, através de seus órgão técnicos, toda a orientação técnica necessária à perfeita

execução da entrada de serviço. Recomenda-se ao projetista consultar a CERON sobre as condições de atendimento no sentido de obter orientação otimizada e de conformidade com o sistema elétrico existente de modo a evitar retrabalho e agilizar o atendimento ao cliente.

6.12 Casos Especiais

Trata-se de consumidores que possuem equipamento que poderão causar oscilações de tensão

inadmissíveis na rede de distribuição da CERON que quando energizados sejam prejudiciais ao próprio consumidor e/ou aos seus vizinhos. Enquadram-se neste caso, as ligações de aparelho de solda, raio-

X,

eletro galvanização e outros equipamentos que apresentem condições diferentes das estabelecidas

na

presente norma. Esses casos exigem um tratamento em separado e deverão ser encaminhados

previamente ao projeto para parecer da área técnica da CERON.

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7 AQUISIÇÃO DE MATERIAIS E EXECUÇÃO DA INSTALAÇÃO

A aquisição dos materiais e a execução da instalação elétrica somente deverão ser iniciadas após a aprovação do projeto pela CERON. Caso esta se antecipe a aprovação do projeto, serão de inteira responsabilidade do interessado os problemas decorrentes de eventuais necessidades de modificações na obra. Por ocasião da solicitação de vistoria da entrada de serviço será exigida a guia de Anotação de Responsabilidade Técnica – ART do CREA referente a “execução” da instalação, devidamente preenchida e vistada pelo CREA. Em Caso de modificações durante a execução da obra deverá ser encaminhada a CERON os diagramas e desenhos “conforme construído”, em 3 vias para analise e parecer ficando a energização da obra condicionada a aprovação final da concessionária.

8 PEDIDO DE LIGAÇÃO E CONTRATO DE FORNECIMENTO

8.1 A solicitação de fornecimento de energia elétrica à CERON será formalizada pelo interessado

cliente na loja de atendimento munido do projeto certificado pela

através do comparecimento do

CERON, quando assinará a Ordem de Serviço e o respectivo Contrato de Fornecimento.

8.2 Ordem de Serviço - Quando da emissão da Ordem de Serviço deverão ser fornecidos pelo

consumidor os seguintes documentos e informações:

8.2.1 Pessoa física

• Documento de identidade ( Registro Geral, Carteira de Trabalho, Carteira Nacional de

Habilitação, Registro Nacional de Estrangeiro, etc. )

• Cadastro de Pessoa Física - CPF

• Documento legal de posse do imóvel (escritura, Recibo de compra e venda, comprovante de IPTU, licença de ocupação provisória) ou contrato de locação;

• Projeto executivo certificado pela CERON

• Opção do Grupo Tarifário

8.2.2 Pessoa Jurídica

• Contrato social consolidado da empresa

• CNPJ e/ou Inscrição Estadual

• Alvará de localização e funcionamento

• RG e CPF dos sócios ou proprietários

• Projeto executivo certificado pela CERON

• Opção do Grupo Tarifário

• Documento legal de posse do imóvel (escritura, Recibo de compra e venda, comprovante de

IPTU,

• Licença emitida por órgão responsável pela preservação do meio ambiente, quando a unidade

licença de ocupação provisória) ou contrato de locação;

consumidora localizar-se em área de proteção ambiental; •Licença de Operação (LO) do SEDAM ou Secretaria Municipal de Meio Ambiente; Cadastro Técnico Federal CTF e Certidão Negativa de Débitos Federais do IBAMA no caso de empresas de extração, beneficiamento ou fabricação de produtos em madeira, minérios e assemelhados.

8.3 O fornecimento de energia somente será efetuado após a realização das seguintes etapas:

1. Certificação de conformidade do projeto pela área técnica;

2. Celebração do Contrato de Fornecimento de Energia Elétrica.

3. Certificação do padrão construtivo da subestação, pela fiscalização;

9 REQUISITOS PARA CERTIFICAÇAO DE CONFORMIDADE DO PROJETO

9.1 Apresentação do projeto

9.1.1 O projeto deverá ser apresentado em 3 (três) vias assinadas pelo projetista devidamente qualificado e habilitado, juntamente com a Anotação de Responsabilidade Técnica – ART.

9.1.2 É obrigatória a apresentação de 1 via do projeto das instalações internas e sua respectiva ART.

9.1.3 O Projeto deve ser apresentado em formato padronizado pela ABNT, em escala apropriada, não

podendo conter emendas, rasuras ou distorções.

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a. Memorial descritivo

b. Relação da carga instalada

c. Cálculo da demanda provável

d. Planta de situação contendo localização da cabina, limites da propriedade, ruas e ponto de derivação da rede da CERON

e. Diagrama unifilar

f. Planta da entrada de serviço com vistas e cortes necessários

g. Projeto completo da cabine (esc. 1:50)

h. Relação de materiais

i. Detalhes

Chave reversora

Especificação dos equipamentos principais: transformadores de força e disjuntores / chaves tripolares

Sistema de aterramento

Ramal de entrada subterrâneo

Sistema de proteção contra sobre correntes e sobretensão

Ancoragem do ramal na cabina

Sistema de drenagem

Prateleira para fixação dos TC´s e TP’s

Placas de advertência

Extintor de incêndio

Janelas de Ventilação

j. Anotação de Responsabilidade Técnica

k. Termo de Autorização de Passagem

l. Termo de responsabilidade para uso de geração própria

9.2 ANÁLISE E APROVAÇÃO DO PROJETO

O projeto

blocos separados devidamente encadernados.

Todas as vias devem ser assinadas pelo responsável técnico pela autoria do projeto.

A ART deve ser assinada pelo proprietário e pelo autor do projeto devendo ser previamente certificada

pelo CREA.

A ART da subestação poderá incluir a responsabilidade técnica pelas instalações internas do cliente

elétrico deverá ser encaminhado a CERON para analise em 3 vias as quais devem compor

A CERON deverá efetuar a análise do projeto no prazo máximo de 45 dias a contar da data de

recebimento do mesmo em qualquer loja de atendimento, efetuando os devidos protocolos na recepção

e devolução do mesmo.

Após a análise o projeto será considerado:

a. DE ACORDO COM AS NORMAS DA CERON – Quando o projeto atender todos os critérios e especificações desta norma.

b. EM DESACORDO COM AS NORMAS DA CERON – Quando o projeto apresentar especificações diferentes das normas da CERON ou deixar de apresentar os itens descritos no item 9.

Nos casos em que o projeto se enquadrar no item a e a obra não for executada, este terá validade de 12 meses a contar da data de sua aprovação. Caso este prazo venha a se esgotar antes da conclusão da obra, as duas vias do projeto em poder do cliente e responsável técnico devem ser reencaminhadas a CERON para nova análise.

9.3 Execução da Obra

Para a execução da obra deverá ser previamente encaminhada a CERON a ART de “execução” vistada pelo CREA podendo a mesma ser elaborada em conjunto com ART de “projeto” caso o responsável pela execução seja o autor do mesmo.

10 ENTRADA DE SERVIÇO DAS INSTALAÇÕES CONSUMIDORAS

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10.1 Ramal de Ligação

O ramal de ligação deverá obedecer aos seguinte requisitos básicos:

a.

b.

c.

d.

e.

f.

G.

Os condutores do ramal de ligação deverão ser nus, de cobre ou alumínio tipo CAA;

A bitola mínima deverá ser 16 mm 2 para condutor de cobre e 21 mm 2 para condutor de alumínio;

O comprimento do ramal de ligação não deverá exceder a 50m;

Os condutores aéreos de circuito em tensão primária não deverão passar sobre edificações ou sobre terrenos de terceiros;

O ramal de ligação não deverá ser acessível de janelas, sacadas, telhado, áreas adjacente, etc. devendo a distancia mínima entre seus condutores e qualquer destes elementos atender as recomendações da Instrução Técnica IT 005.01 da CERON – Montagem de redes aéreas de distribuição urbana e detalhe n.º 12 desta norma;

Os condutores do ramal de ligação deverão ser instalados de forma a permitir as seguintes distancias mínimas em relação ao solo, a 50 ºC, medidas na vertical, observadas as exigências dos poderes públicos para travessias sobre:

Rodovias,ferrovias e hidrovias

Ruas, avenidas e entradas de veículos

Ruas e vias exclusivas a pedestres

7, 0 m 6, 0 m 5, 5 m

Quando se tratar de ligações novas, não serão admitidas emendas nos condutores do ramal de ligação. Somente por ocasião de manutenção e quando absolutamente necessário, as emendas poderão ser feitas através de emenda pré-formada.

10.2 Ramal de entrada

O ramal de entrada poderá ser aéreo, subterrâneo ou misto. O barramento de alta tensão e o ramal de baixa tensão no caso de medição do lado secundário do transformador de serviço também compõem o ramal de entrada.

10.2.1 Ramal de entrada aéreo

 

Deverão ser atendidos os critérios adotados no item 10.1.

Nas cabinas, a distancia mínima da bucha de passagem ao solo deverá se de 5,0 m.

O comprimento do ramal de entrada não deverá exceder a 50 m.

10.2.2

Ramal de entrada subterrâneo

Poderá ser autorizado pela CERON, o uso de ramal de entrada subterrâneo, derivando diretamente do poste da CERON, ficando a cargo do consumidor todo ônus com instalação, manutenção e eventuais modificações futuras, inclusive as decorrentes de alterações na rede de distribuição, bem como a obtenção da autorização do Poder Publico Municipal para execução de obras no passeio publico. Deverão se obedecidos os seguintes requisitos básicos:

a) Os condutores do ramal de entrada subterrâneo deverão ser de cobre, unipolares ou tripolares, próprios para instalação em locais não abrigados e sujeito a umidade, com tensão de isolamento de 15 kV ou 34,5 kV tendo como isolante o Polietileno reticulado – XLPE, Borracha Etileno Propileno – EPR e cloreto de Polivinila Especial – PVC especial. O isolamento deverá ser próprio para temperatura no condutor de ate 75 ºC no mínimo;

b) Todos os cabos que fazem parte de um mesmo circuito, devem ser instalados no mesmo eletroduto, inclusive o neutro;

c) Não será permitido o uso de cabos isolados em papel impregnado a óleo;

d) Somente em casos de manutenção serão permitidas emendas nos condutores, as quais deverão localizar-se em caixas de inspeção;

e) Os condutores subterrâneos bem como o eletroduto onde os mesmos serão alojados, deverão ser dimensionados pela tabela n.º. 02, anexa;

f) As extremidades dos cabos deverão ser protegidas com muflas terminais, classe 15 kV ou 34,5 kV de forma e dimensões adequadas;

g) Deverá existir um circuito de reserva ( mufla, terminal, cabos, etc.) conforme desenhos n.º. 9 e 10;

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h) A blindagem metálica dos cabos subterrâneos e das muflas terminais bem como os eletrodutos metálicos deverão ser ligados ao sistema de aterramento por meio de um condutor de cobre nu de bitola não inferior a 16 mm 2 ;

i) Os cabos elevados verticalmente ao longo das paredes poste ou outras superfícies deverão se protegidos por meio de Eletroduto rígido metálico zincado de bitola adequada e nas seguinte condições:

Em instalações internas de cabinas ate uma altura de 0,6 m

Em instalações externas até uma altura não inferior a 5,5 m.

j) Nas instalações internas o eletroduto poderá ser de PVC rígido antichama;

k) Deverá ser executada fixação ou amarração para alivio do esforço mecânico produzido pelos condutores sobre as respectivas terminações;

l) Nos trechos subterrâneos, os condutores deverão ser instalados a uma profundidade de 0,5 m, em dutos de PVC liso ou corrugados, em ferro galvanizados, em cimento amianto ou em manilhas de barro vitrificado;

m) Os dutos deverão ser protegidos contra danos que possam ser causados pela passagem de carga sobre a superfície do terreno e apresentar o fundo em desnível de modo a permitir o escoamento de água para as caixas de passagem contíguas conforme fig. 04;

n) Em caso de curvatura dos cabos, deverá ser observado o raio de curvatura mínima igual a 15 vezes o diâmetro externo do cabo. Curvas maiores de 45º somente deverão ser realizadas dentro de caixas de passagem com tampa e providas de sistema de drenagem conforme fig. 05;

o) Deverá ser prevista para os cabos uma reserva mínima de 2 m no interior de uma das caixas de passagem;

p) A caixa de passagem deverá ser construída em alvenaria com impermeabilização adequada e dispor de tampa de ferro ou concreto armado, de acordo com os esforços a que poderá ser submetida;

q) O piso da caixa deverá situar-se a 0,30 m abaixo da parte inferior do duto de nível mais baixo;

r) No ponto de derivação do ramal subterrâneo deverá ser instalado 1 pára-raios por fase;

s) O ramal subterrâneo não deverá passar por terreno de terceiros e o comprimento total do ramal não deverá exceder a 100 m;

t) Devera se apresentado e detalhado o traçado do ramal de entrada subterrâneo indicando inclusive as caixas de passagem que porventura existirem;

u) Nas instalações em que os eletrodutos ficarem sujeitos a danos provenientes da passagem de cargas ou escavações, estes devem ser adequadamente protegidos e identificados através de “Fita de alerta” conforme de figura 4 em anexo; Os eletrodutos devem ser instalados em pequeno desnível de modo a permitir o escoamento de água e a conseqüente drenagem nas caixas de passagem.

10.3 Barramento em alta tensão

Denominamos barramento de alta tensão em cabinas os condutores de alta tensão no seu interior e nos postos de transformação, os condutores em alta tensão que ligam o ramal aéreo à bucha de alta tensão do transformador de serviço. Deverá obedecer aos seguintes requisitos:

10.3.1 Condutores

a) Em posto de transformação – condutor de cobre de diâmetro adequado conforme tabela

01.

b) Em cabina – cobre nu, nas formas de fio, tubo oco, barra retangular ou vergalhão. Não é permitido o uso de cabos.

c) O barramento será dimensionado conforme tabela n.º. 03.

10.3.2

Instalação

a) A instalação do barramento de AT esta detalhada nos desenho anexo a esta norma

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b) Nas derivações à equipamentos deverão ser previstos conectores apropriados, sem uso de solda.

c) Em cabinas ou no interior de cubículos metálicos, o barramento de AT deve ser pintado nas cores:

Fase A – branco

Fase B – preto

Fase C – vermelho

d) Será necessário codificar os pares de muflas terminais de cada fase marcando as ferragens de acordo com o barramento.

e) O espaçamento mínimo entre os barramentos de alta tensão deverá ser conforme tabela 11.

11

SUBESTAÇÃO

A subestação poderá ser aérea ao tempo (em poste ou plataforma) ou abrigada (em cabina ).

11.1 Posto de transformação (aérea)

Instalação ao tempo, em poste devendo obedecer aos seguintes requisitos:

11.1.1 Tipos

Em função da potência nominal do transformador de serviço, o posto de transformação deverá obedecer ao seguinte:

a) Potência até 30 kVA – medição direta em BT, conforme desenho n.º. 1

b) Potência de 45 a 150 kVA – medição indireta em BT em estrutura montada em poste único, conforme desenho n.º. 2

c) Potência de 225 kVA e 300 kVA – medição indireta em BT em estrutura HT, conforme desenho n.º. 3. Poderá ser admitido transformador compacto de 225 kVA em poste único desde que seja encaminhado cálculo dos esforços mecânicos e devido dimensionamento da estrutura.

11.1.2 Características gerais

a) Deverão ser localizados de forma a permitir o fácil e livre acesso.

b) Todas as ferragens destinadas a utilização na montagem das entradas de serviço de consumidores deverão ser galvanizadas.

c) Os eletrodutos de proteção dos cabos de baixa tensão devem ser do tipo rígido, médio, de aço zincado.

d) Nas subestações montadas em poste único, a medição será sempre em baixa tensão

podendo as tensões secundárias ser 220/127V ou 380/220 V. e) Os condutores de baixa tensão deverão ser instalados de forma a permitir as seguintes distancia mínimas de condutor ao solo:

Local de transito de veículos

5,0

m

Local de circulação exclusiva de pedestres

4,5

m

 

f)

A distancia mínima do solo à parte inferior do transformador deverá ser de 6 m.

11.2

Cabina

11.2.1

As cabinas deverão ser construídas de acordo com os desenhos n.º 04 a 08 de acordo com a

opção do cliente.

11.2.2 As cabinas deverão ser localizadas de modo a permitir fácil acesso e oferecer segurança a seus

operadores e aos funcionários da CERON, podendo ser instaladas em local isolado ou fazer parte

integrante da edificação. Neste caso recomenda-se por motivo de segurança que sejam adotadas as seguintes opções:

a) uso de transformadores secos ou isolado em óleo silicone;

b) uso de transformadores isolados em óleo mineral, desde que a cabina seja construída a prova

de fogo com paredes, tetos e pisos de concreto armado de espessura mínima de 15 cm. Alternativamente as paredes poderão ser de tijolos maciços de 25 cm.

11.2.3 A porta deverá ser resistente ao fogo, construída com chapas duplas e alma de amianto (corta

fogo) . Quando as aberturas de ventilação e iluminação estiverem voltadas para o interior do prédio deverão ter abafadores, com fechamento automático em caso de fogo na cabina. O abafador poderá ser

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constituído de uma chapa metálica presa ou suspensa por um fio de chumbo, que se romperá a altas temperaturas, permitindo fechamento do mesmo conforme detalhe n.º. 9.

11.2.4 A disposição dos equipamentos, conforme detalhados nos desenho anexos deverá oferecer

condições adequadas de operação, manutenção e segurança.

11.2.5 Deverão possuir aberturas de ventilação conforme desenho anexo, as quais não poderão ser

voltadas para vias de circulação de pedestres. O compartimento de cada transformador deverá possuir janela de ventilação conforme detalhe n.º. 2 e tabela em anexo. Quando não houver possibilidade de ventilação natural deverá ser instalado sistema de ventilação forçada.

11.2.6 Deverão possuir iluminação natural e artificial. As janelas e vidraças utilizadas par esta finalidade

deverão ser fixas e protegidas por meio de telas metálicas resistentes, com malha de no máximo 13 mm.

Os pontos de luz deverão ser instalados em locais de fácil acesso a fim de evitar desligamentos desnecessário, no caso de eventual manutenção, ficando afastado 1,50 m no mínimo da alta tensão e altura máxima de 2,0 m do piso da subestação, de modo a possibilitar a troca de lâmpadas sem o emprego de escadas. As luminárias deverão ser a prova de explosão e o interruptor localizado do lado de fora junto à porta.

11.2.7 e obrigatória a instalação de iluminação de emergência, alimentada através de sistema a baterias

a seco para iluminação na cabina no caso de falta de energia.

11.2.8 O piso da cabina deverá ser de concreto com inclinação de 1% e deverá possuir sistema de

captação de óleo sob os transformadores e sob os disjuntores de alta tensão, quando do tipo volume normal de óleo, conforme detalhe n.º. 8.

11.2.9 A captação de óleo poderá ser feita com tubo de ferro fundido ou tubo de cimento amianto, desde

que não sejam utilizados anéis de borracha nas emendas ou ainda com manilhas de barro vitrificado. A instalação de tubos de cimento amianto ou de manilhas de barro vitrificado requer proteção mecânica em locais onde houver circulação de veículos.

11.2.10 Deverão ser construídas caixas de captação de óleo individuais para cada transformador com

capacidade mínima igual ao volume de óleo do transformador a que se destina , ou ainda uma única caixa para todos os transformadores. Neste caso a capacidade da caixa de captação de óleo deverá ser

compatível com o volume de óleo do maior dos transformadores.

11.2.11 o pé direito deverá ser:

6,0 m quando o ramal for aéreo

3,2 m quando ramal for subterrâneo.

11.2.12 Deverão ser providas de porta de entrada metálica, dimensões mínimas de 1,2 x 2,10m devendo

abrir para fora e apresentar facilidade de abertura pelo lado interior e ter afixada placa com indicação “PERIGO DE MORTE ALTA TENSAO” não sendo permitido o uso de adesivo. Em instalação com geração própria, os portões de acesso deverão ter também placas com os dizeres “ CUIDADO

GERAÇÃO PRÓPRIA”.

11.2.13 Quando a medição for efetuada em alta tensão a cabina poderá possuir, no cubículo do disjuntor

um transformador de potencial auxiliar para atendimento a pequenas cargas como iluminação e tomadas

de serviço.

11.2.14 todos os circuitos que compõe o setor de alta tensão na cabina deverão ser protegidos por

anteparo extraíveis suficientemente rígidos e incombustíveis com o intuito de se evitar contatos acidentais, conforme detalhe nº3 e deverão:

a) ser constituídos de telas metálicas resistentes com malhas de 25 mm no máximo b) ter fixadas nas mesmas, placas de advertência com a anotação “PERIGO DE MORTE ALTA TENSAO” opcionalmente acompanhada de desenho de caveira.

11.2.15 o cubículo de medição em alta tensão, se existir, deverá possuir exclusivamente 1 porta de tela

metálica com dispositivo de lacre, conforme detalhe n.º. 4.

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11.2.17 Devem ser utilizados isoladores especiais de passagem de parede uso interno-externo , na

entrada e saída da cabina no caso de ramal aéreo.

11.2.18 Internamente, quando da passagem de um cubículo para outro, deverão ser utilizados

isoladores especiais de parede uso interno-interno conforme desenho anexo.

11.2.19 Deverão existir do lado de AT chave seccionadora tripolar de acionamento automático

simultâneo, com a alavanca ou mecanismo de operação manual externamente a grade de proteção dos cubículos nos seguintes casos:

Antes do disjuntor de alta tensão ou antes da medição;

Antes de cada transformador, quando a medição for em AT.

11.2.20 As características construtivas da prateleira para instalação de TC’s e TP’s

detalhe n.º. 06.

são mostradas no

11.2.21 Os aparelhos de controle, proteção e manobra operando em baixa tensão, correspondentes a

uma instalação em AT, devem constituir um conjunto separado, a fim de permitir acesso fácil e com

segurança às pessoas qualificadas , sem interrupção de circuito de AT.

11.2.22 Poderá ser estendida, após a cabina de medição, linhas de alta tensão aéreas destinadas a

alimentação de transformadores situados próximos ao centros de carga. Quando a extensão for superior a 100m, deverá ser instalado 1 pára-raios por fase na saída da cabina.

11.2.23 Não poderá passar pela subestação, tubulações de água, gás, esgoto ou telefone.

11.2.24 Deverão ter características de construção definitivas e ser de materiais incombustíveis

oferecendo condições de bem estar e segurança aos operadores.

11.2.25 as coberturas deverão ser construídas de

água diretamente nos condutores aéreos Deverão possuir desnível e serem impermeabilizadas. Para cabinas construídas em local isolado, quando existir laje, a mesma deverá ser coberta com telhas.

modo a não permitir a formação de pingadouro de

11.3 Cubículos blindados para medição e proteção

Os cubículos blindados, fabricados para utilização em entradas consumidoras, devem ter os seus protótipos previamente aprovados pela CERON devendo ser construídos de acordo com as normas da ABNT e quando estas forem omissas, de acordo com as normas internacionais.

11.3.1 Considerações construtivas

11.3.1.1 Tipo interno – Unicamente para instalação interna abrigada. Nestes cubículos não há necessidade das portas frontais externas.

11.3.1.2 Tipo externo – Para instalação ao tempo. Estes cubículos deverão possuir portas frontais e traseiras internas, para inspeção e remoção dos equipamentos, alem das portas frontais externas providas de trinco e fechadura conforme desenho nº 11.

a) O conjunto blindado para instalação externa deverá ser provido de pingadouros com abas de 400 mm na parte frontal e 200 mm na parte posterior. A cobertura metálica deverá apresentar inclinação adequada para escoamento de Água.

b) Deverá ser localizado o mais próximo possível do ponto de entrega, apresentado características definitivas de construção, não sendo permitido o uso de materiais combustíveis.

c) Os cubículos metálicos devem ser projetados, construídos e ensaiados de acordo com a norma ABNT 6979.

d) O cubículo deve ser do tipo autoportante, constituído por perfis de aço e fechado com chapas aço de 2,6 mm (12MSG) de espessura mínima para instalação abrigada.

e) Deverá ser instalado sobre uma base de concreto com cota positiva de 100mm em relação ao piso do recinto.

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f) A pintura tanto na face interna como na face externa deverá ser feita com a aplicação de um fundo anti-ferruginoso (primer) e posteriormente aplicação de tinta apropriada para acabamento na cor cinza.

g) Deverá apresentar venezianas para ventilação protegidas contra penetração de insetos e pequenos animais.

h) A estrutura da cabina deverá ser apropriada para fixação por chumbadores em base de concreto.

i) Deverá ser delimitado o espaço ao redor do cubículo externo com cerca de armação metálica, interligada ao terra. O piso interno à cerca deverá ter cobertura de 200mm de pedra britada nº.2 e ser dotado de valas de drenagem.

11.3.2 Características elétricas

a) Deverão ter Placa de identificação contendo os seguintes dados:

Nome do fabricante

Numero de série e designação de tipo

Tensão nominal – 15 kV ou 34,5 kV

Freqüência nominal – 60 Hz

Nível de isolamento – 95 kV ou 140 kV

b) O barramento deverá ser de cobre eletrolítico rígido, devendo ser pintados nas cores indicadas no item 10.3.2 item c.

c) Toda parte metálica do cubículo, bem como os suportes e carcaças dos equipamentos deverão ser interligadas e devidamente aterradas, sendo que a resistência de aterramento não deve ultrapassar 10 Ohm em qualquer época do ano.

d) Os afastamentos mínimos entre fases e fase terra são os seguintes:

Tensão Nominal (kV)

 

13,8

34,5

Afastamento entre fases (mm)

Mínimo

200

400

 

Recomendado

300

500

Afastamento fase terra (mm)

Mínimo

150

300

 

Recomendado

200

400

Os afastamentos devem ser medidos entre as partes vivas mais próximas.

e) As características técnicas exigidas para os equipamentos são as mesmas estabelecidas para subestações de instalação interna.

11.4 Subestação em plataforma aérea ao tempo

Para subestações de potência instalada igual ou superior a 500 kVA poderá ser utilizado transformador ao tempo instalado em plataforma de concreto conforme desenho nº 13. Nestes casos deverão ser observadas as especificações para cubículo blindado de medição e proteção tipo externo conforme item 11.3.

12

MEDIÇÃO

12.1 Condições Gerais

a. O tipo de medição a ser empregado será definido pela CERON em função da tarifa aplicável das características do atendimento.

b. A medição devera ser única e individual para cada unidade consumidora.

c. Os equipamentos de medição são fornecidos e instalados pela CERON.

d. A medição será sempre feita a três elementos

e. Caberá a Ceron orientar o consumidor sobre as modalidades de tarifação de acordo com o resultado de simulações feitas a partir da previsão da demanda da subestação.

f. A medição de energia deve estar situada dentro da propriedade do consumidor, em local de fácil acesso e boa iluminação, o mais próximo possível do alinhamento do terreno e no máximo 50 m para ramal de ligação aéreo e 100 m para ramal de ligação subterrâneo. Em se tratando de medição em tensão secundária a mesma não poderá

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estar afastada mais de 10 m do ponto de instalação da transformação quando em área urbana.

g.

Toda caixa por onde passam condutores transportando energia não medida, deve ser lacrada pela CERON, sendo o consumidor responsável por sua inviolabilidade. Quando

caixa de medição for presa diretamente no poste, deve ser aplicada massa plástica de vedação (adesivo de silicone) nas junções dos eletrodutos com a caixa;

a

h.

Nas cabinas ou postos de transformação, os equipamentos e aparelhos de medição

devem ser instalados em caixa. Quando ocorrer medição indireta em tensão primária, os TP’s e TC’s devem ser fixados em suportes apropriados conforme detalhe n.º. 06 em anexo.

i.

A

face superior do visor da caixa de medição deve ficar a uma altura de 1,70 m (com

uma tolerância de mais ou menos 5 cm) em relação ao piso acabado.

j.

Os eletrodutos devem ser do tipo rígido, médio, de aço zincado, de diâmetro interno mínimo de 25 mm. Quando forem sujeitos a ação corrosiva, os eletrodutos metálicos devem ser zincados por imersão conforme MB25; Em instalações internas (abrigadas) os eletrodutos de proteção de cabos de baixa tensão poderão ser de PVC 70º.

12.2 Medição em tensão secundária

A medição de energia elétrica será feita em tensão secundária sempre que:

a) Houver transformador único de potencia igual ou inferior a 300 kVA, com tensões secundárias de 220/127V,

b) Houver transformador único de potencia igual a 300 kVA em tensão secundária superior a

220/127V,

Caso o cliente optar por tensões secundárias diferentes das estabelecidas pela Ceron, este deve arcar com os custos de aquisição dos equipamentos de medição. Os equipamentos para medição em BT estão indicados a seguir:

transformador

Grandeza a ser medida

Transformador de corrente FT=2,0

Medidor

P (kVA)

Tensão (V)

     

Relação

Carga

Classe

In/Imax (A)

kWh

kVArh

kW

A-A

nominal

Exatidão

30***

220/127

X

*

*

100-5

     
 

380/220

X

*

*

 

45***

220/127

X

*

*

150-5

 

380/220

X

*

*

 

75

220/127

X

*

*

200-5

 

380/220

X

*

*

 

112,5

220/127

X

*

*

300-5

 

380/220

X

X

X

200-5

C12,5

0,3

2,5/10

150

220/127

X

X

X

400-5

 

380/220

X

X

X

200-5

225

220/127

X

X

X

600-5

 

380/220

X

X

X

400-5

300

220/127

X

X

X

800-5

 

380/220

X

X

X

500-5

* De acordo com a opção de faturamento (se for consumidor do grupo A) *** Para cargas especiais ( item 6.1 )

12.3 Medição em tensão primária

A medição de energia será feita em tensão primaria sempre que:

a. Houver na unidade consumidora mais de um transformador instalado,

b. A potência de transformação for superior a 300 kVA ,

c. As tensões secundárias forem diferentes das especificada no item 12.2.

Será admitida, mediante prévia aprovação da CERON, medição em tensão primária para potências de transformação inferiores a 300 kVA desde que o cliente arque com os custos de aquisição dos TP’s e TC’s. Deverão ser utilizados 3 TP’s e 3 TC’s.ligados em estrela aterrado.

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As medições em tensão primária para subestações com Potencia instalada inferior a 500 KVA poderão ser feitas através de posto de medição aérea ao tempo, posto de medição com TC´’s e TP’s abrigados ou com cabina abrigada, conforme desenhos em anexo. Os transformadores necessários à medição em AT estão indicados a seguir:

12.3.1 Medição em Tensão primária 13,8 kV

potencial do tipo interno, FT=1,3, classe de exatidão 0,3, nível de isolamento 34/95 kV, 60 Hz conforme abaixo:

Serão utilizados 3 transformadores de corrente e 3 de

Demanda (kVA)

Transformador de corrente nominal C12,5

carga

Transformador de potencial tensão nominal 7,967 kV

 

Correntes nominais (A/A)

Relação de transformação

Até 100 De 101 a 250 De 251 a 500 de 501 a 750 de 750 a 1200 de 1200 a 2500 de 2500 a 3800 de 3800 a 4800 de 4800 a 7500 de 7500 a 10000

5/5

 

10-5

20-5

30-5

50-5

70:1

100-5

150-5

200-5

300-5

400-5

12.3.2 Medição em Tensão primária 34,5 kV Serão utilizados 3 transformadores de corrente e 3 de

potencial do tipo interno, FT=1,3, classe de exatidão 0,3, nível de isolamento 34/95 kV, 60 Hz conforme abaixo.

Demanda (kVA)

Transformador de corrente C12,5

Transformador de potencial tensão nominal 19,919 kV

Até 300 De 301 a 600 De 601 a 1200 de 1201 a 1800 de 1801 a 3000 de 3001 a 6000 de 6001 a 9000 de 9001 a 12000

5/5

 

10-5

20-5

30-5

175:1

50-5

100-5

150-5

200-5

12.3.3 Forma alternativa para Medição em Tensão primária

Serão admitidas as seguintes forma alternativas de medição de energia.

12.3.3.1 Medição Encapsulada

Poderá ser utilizado sistema de medição com transformadores de corrente e de potencial encapsulados, conforme ilustrado no desenho nº 14. Nestes casos quando houver transformador com potencia superior a 300 kVA deve ser previsto equipamento de proteção em alta tensão podendo ser instalado ao tempo, em cabina abrigada, ou em cubículo blindado conforme os dispostos nesta norma. Os projetos de medição encapsulada devem ser previamente encaminhados à Ceron, com todas as especificações e informações dos equipamentos os quais deverão ser compatíveis com o sistema da empresa. A responsabilidade pela aquisição deste módulo é de responsabilidade do cliente.

12.3.3.2 Medição primária ao tempo

Poderá ser utilizado sistema de medição primária utilizando TP´s e TC’s tipo externo instalados ao tempo conforme desenhos constantes nas páginas 68 e 69. Neste caso a responsabilidade pela aquisição e montagem da estrutura é do cliente cabendo a CERON o fornecimento dos TP’s, TC’s chave de aferição e medidor.

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13 PROTEÇÃO GERAL DAS INSTALAÇÕES

13.1 Considerações gerais

a.

Todas as instalações consumidoras deverão ter sistema de proteção coordenado com a proteção do sistema da CERON, devendo o sistema de proteção ser dimensionado e ajustado de modo a permitir adequada seletividade entre os dispositivos de proteção da instalação, de acordo com as instruções constantes nas paginas 26, 27 e 28 desta norma.

b.

Deverão ser observados os dispostos na NR-10 referentes a segurança nas instalações elétricas.

c.

Os dispositivos de proteção deverão ter capacidade de interrupção compatível com os níveis de curto circuito no ponto de instalação.

d.

A

instalação de chaves seccionadoras e chaves fusíveis deve ser feita de forma a impedir seu

 

fechamento pela ação da gravidade e quando abertas as partes moveis não estejam sob tensão. Deverão ser dotadas de dispositivo para colocação de cadeado de modo a impedir seu fechamento por terceiros durante a manutenção do equipamento por elas alimentado.

e.

As chaves seccionadoras que não possuem características adequadas de operação em carga deverão se dotadas de dispositivo que impeça a sua abertura acidental (furação para cadeado)

 

e

ter o seguinte aviso colocado de modo bem visível e próximo do dispositivo de operação:

“ESTA CHAVE NÃO DEVE SER MANOBRADA EM CARGA”.

f.

Quando a potência instalada em transformador for superior a 750 kVA, no poste do qual derivar

ramal aéreo ou subterrâneo deve ser instalado um jogo de chave fusível base C – 200 A com elos fusíveis indicados na tabela n.º 6.

o

13.2

Proteção geral de alta tensão

a. Toda derivação em tensão primária de distribuição deverá ser protegida por intermédio de chaves fusíveis de distribuição as quais devem atender as disposições do item 15.3. Para ramais de ligação inferiores a 100m a chave de proteção da subestação poderá ser instalada no poste da Ceron, transferindo para este o ponto de entrega.

b. Nos casos em que a subestação possuir mais de um transformador de força deverá haver proteção primária individual para cada transformador. Nas subestações aéreas ao tempo serão instaladas chaves fusíveis tipo distribuição e nas abrigadas, serão instaladas chaves tripolares tipo faca com dispositivo para abertura sob carga e porta-fusíveis HH.

c. Em cabina com capacidade instalada até 300 kVA inclusive, quando a medição for em BT, deve ser instalada pelo consumidor, uma chave seccionadora tripolar de abertura simultânea sem carga podendo ser provida de elos fusíveis limitadores de corrente, sendo esta adequada para coordenação com os elos fusíveis de expulsão tipo K, instalados no ponto de derivação conforme desenhos 4 e 5.

d. Para transformadores de potência acima de 300 kVA deve ser instalado depois da medição, disjuntor tripolar de acionamento automático para proteção contra curto-circuito com características técnicas conforme item 15.6.

e. Os reles de sobrecorrente do disjuntor poderão ser primários ou secundários e deverão ser calibrados de acordo com a tabela n.º. 07. Os relés devem ter dispositivo para instalação de lacres pela CERON. Nos aumentos de carga, deverão ser feitos novos ajustes ou troca de reles com redimensionamentos dos TC’s (relês secundário ) se necessários;

f. Deverá ser instalada antes do disjuntor uma chave seccionadora tripolar, intertravada com o mesmo, de preferência mecanicamente. Quando o disjuntor for do tipo extraível, a chave seccionadora será dispensada e devera existir dispositivo que impeça a extração ou inserção do disjuntor no circuito quando na posição “fechado” e dispositivo que garanta segurança contra contato acidental no barramento energizado.

g. As chaves seccionadoras que não possuam características adequadas para manobra em carga deverão ser dotadas de dispositivos para cadeados e serem instaladas com a seguinte indicação: ”ESTA CHAVE NÃO DEVE SER MANOBRADA SOB CARGA”, colocada de maneira bem visível e próxima dos dispositivos de operação. Para maior segurança, poderá ser feito intertravamento entre a chave seccionadora e o equipamento de proteção do ramal secundário do transformador;

h. Quando houver, após o disjuntor extensão de rede primária aérea ou subterrânea, recomenda- se a instalação do relê de terra. Neste caso o disjuntor deverá ser adequado para operação sob

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NTC 002 – FORNECIMENTO DE ENERGIA EM TENSÃO PRIMÁRIA DE DISTRIBUIÇÃO

 

o comando de relês secundários. No desenho n.º. 012 temos diagramas explicativos das instalações dos mesmos.

i.

Para proteção dos equipamentos elétricos contra descargas atmosféricas deverão ser utilizados pára-raios de características conforme item 15.2, instalados nos condutores fase.

j.

Nas instalações ao tempo os pára-raios deverão ser instalados na estrutura do transformador conforme desenhos em anexo.

k.

Nas instalações abrigadas alimentadas através de ramal aéreo deverão ser instalados pára- raios em suporte adequados na sua entrada , conforme desenho em anexo.

l.

Quando a alimentação da instalação abrigada for subterrânea deverão ser instalados pára-raios na estrutura de derivação do cabo subterrâneo e no interior desta, caso o comprimento do cabo subterrâneo ultrapasse 18 m. Para tanto deve-se conectar o terminal de terra do pára-raios à blindagem metálica do cabo.

m.

Quando após a instalação de medição e proteção houver ramal aéreo, em tensão primária de distribuição, deverão ser instalados pára-raios na saída da instalação de transformação.

n

O trip do disjuntor de alta tensão deverá atender aos comandos dos relés de proteção contra sobre-corrente, sub e sobre tensão, sub freqüência, falta de fase e inversão de fase, conforme os dispostos nas normas da ABNT. No caso de existir geração própria deverá existir a função de bloqueio devida a potencia reversa.

13.3

Proteção geral de baixa tensão

a. A proteção geral da baixa tensão devera estar localizada após a medição.

b. O dispositivo de proteção e baixa tensão deverá permitir a sua coordenação seletiva com a proteção geral de alta tensão, devendo ser especificado e dimensionado conforme tabela n.º. 04 desta norma, para tensões nominais secundárias de 220/127V e 380/220 V.

c. Recomenda-se que a unidade consumidora possua, alem da proteção geral , um ou mais quadros para instalação de disjuntores termomagnéticos, conforme padronização pela NBR 5410 da ABNT.

d. Para instalação de motores trifásicos, além da proteção contra curto-circuito deve ser prevista proteção contra sobrecarga através de contatores e relés térmicos alem de relés de falta de fase.

e. Os dispositivos de partida dos motores deverão obedecer a tabela n.º. 09 desta norma.

13.5

Proteção contra sub tensão

Recomenda-se a instalação de relê de subtensão temporizado para proteção contra falta de fase e sub tensão. Sua localização deverá ser, preferencialmente junto aos equipamentos e seu ajuste será em função das necessidades do equipamento protegido.

14 ATERRAMENTO

A resistência de terra da malha de aterramento não poderá ultrapassar a 10 Ohms em qualquer época do ano. Em casos especiais onde a malha de aterramento ultrapassar a 20 hastes e não for possível atingir o valor de 10 Ohms isoladamente, e mediante prévia autorização da CERON poderá ser interligada à malha de aterramento da rede de distribuição urbana da concessionária.

14.1 Considerações Gerais

a. Deverão ser ligados ao sistema de aterramento todas as partes metálicas normalmente sem

tensão das cabinas, postos de transformação e equipamentos tais como portas, janelas e grades metálicas, suportes de equipamentos, carcaça de transformadores e disjuntores, caixa de medidores, prateleira de TC’s etc.

Os

b. condutores de aterramento deverão ser de fio ou cabo de cobre nu na bitola mínima de 25

mm

Os

2 .

c. condutores de aterramento devem ser contínuos não devendo ter em série nenhuma parte

metálica da instalação. Devem ser o mais curto possível evitando curvas e ângulos

pronunciados.

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e. Os condutores de aterramento deverão ser protegidos em sua descida ao longo de paredes e

poste por eletrodutos de PVC rígidos, nunca por dutos metálicos.

f. Nos casos em que o ramal de ligação cruzar cercas de arame estas deverão ser seccionadas e

aterradas.

g. Com a finalidade de permitir acesso para fins de medição e inspeção dos valores da resistência

de aterramento, pelo menos um eletrodo deverá ser protegido com caixa de alvenaria de 30 x 30 x 30 cm munida de tampa extraível.

h. As hastes de aço cobreadas deverão ter revestimento de cobre com espessura mínima de 0,254

mm.

14.2 Aterramento em Cabina

a. A resistência máxima de terra permissível é de permissível é de 10 Ohm em qualquer época do ano e o aterramento deverá ser feito conforme detalhe n.º. 10.

b. Em alternativa ao valor da resistência estabelecido no item “a” poderá ser apresentado projeto do sistema de aterramento utilizando extratificação do solo e atendendo aos valores de tensão de toque e de passo definidos pela ABNT;

14.3 Posto de Transformação

a. Em área urbana os aterramentos de AT e BT devem ser interligados conforme figura n.º. 01.

b. O sistema de aterramento deve ser instalado conforme detalhe n.º. 07.

15 EQUIPAMENTOS E ACESSORIOS

15.1 Transformadores

Os transformadores destinados a utilização em entradas de serviço de consumidores deverão possuir, no mínimo, os seguintes taps primários para regulação de tensão:

Tensão nominal (kV)

1º tap

2º tap

3º tap

13,8

13,800

13,200

12,600

34,5

34,500

32,775

31,050

A regulação dos taps dos transformadores deve ser feita através de comutadores rotativos conforme estabelece a NBR 5440. Os transformadores devem ser ligados em triângulo no primário e estrela aterrada no secundário.

Deverão ser entregues à Ceron por ocasião do pedido de ligação, 2 vias do laudo de ensaios observando as seguintes prescrições:

a) Os laudos de ensaio dos transformadores devem ser emitidos por laboratório dotado de equipamentos que tenham sido aferidos por empresa comprovadamente credenciada pelo INMETRO, devendo constar no mesmo o respectivo nº da autorização.

b) Os laudos devem ser conclusivos,ou seja, deverão afirmar de forma clara se o transformador atende ou não aos ensaios padronizados pela ABNT e CERON, contendo, no mínimo as seguintes informações:

valores de perdas em vazio e corrente de excitação;

valores de perdas em carga e tensão de curto-circuito à 75 °C;

tensão suportável nominal à freqüência industrial;

rigidez dielétrica do líquido isolante ;

dados de placa: nome do fabricante, número de série, potência nominal, tensão nominal primária e secundária e data de fabricação.

Normas Aplicáveis ( NBR 5440 NBR 5380 CERON IT 013.07 e CERON NTD 022)

Prazo de validade mínimo de 12 meses, a contar da emissão do laudo.

Deverá ser apresentada no ato da inspeção da obra, nota fiscal de aquisição do transformador constando nome do fabricante, n º de série e data de fabricação.

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A CERON se reserva no direito de fiscalizar a qualquer tempo, as atividades de produção, reforma e ensaios de laboratório das empresas de construção ou manutenção de transformadores, no que se refere ao cumprimento das normas citadas, bem como exigir a qualquer tempo cópia autenticada dos seguintes documentos comprobatórios:

Certificado de Aferição de todos os equipamentos utilizados nos ensaios, emitido por laboratório credenciado pelo INMETRO, constando nome e número de série do fabricante do equipamento bem como seu prazo de validade

Certificado de credenciamento ou acreditação, emitido pelo INMETRO, do laboratório que realizou a aferição dos equipamentos de ensaio dos transformadores.

Anotação de Responsabilidade técnica junto ao CREA referente às atividades da empresa.

Certificado de formação profissional e capacitação dos profissionais envolvidos nos trabalhos da empresa.

15.2 Pára-raios

Os pára-raios devem ser de classe 12 kV para subestações de 13,8 kV e classe 27 kV para subestações de 34,5 kV devendo ser ligados em estrela aterrado. A corrente de escoamento deve ser no mínimo 5kA.

15.3 Chave fusível

As chaves fusíveis devem ter base tipo C conforme abaixo:

Potência instalada

13,8 kV

34,5 kV

P< 750 kVA

Tipo C 100 A

Tipo C 100 A

1500>P>= 750 kVA

Tipo C 200 A

Tipo C 100 A

P>=1500

Tipo C 200 A

Tipo C 200 A

15.4 Chave seccionadora tripolar

As chaves seccionadoras para uso interno deverão ser, de operação manual com ação simultânea nas 3 fases e dotadas de alavanca de manobra provida de intertravamento mecânico com indicador mecânico de posição “ ABERTA” ou “FECHADA” nos casos de contatos invisíveis e com as seguintes características:

Tensão nominal da subestação

13,8 kV

34,5 kV

Uso

Interno

Interno

Tensão nominal

15

kV

38

kV

Corrente nominal

400

A

400 A

Freqüência nominal

60

Hz

60

Hz

Capacidade nominal de interrupção em curto-circuito (mínima)

12,5 kA

12,5 kA

Valor de crista nominal da corrente suportável (Id)

31,25 kA

31,25 kA

Tensão suportável nominal a freqüência industrial durante 1 minuto (eficaz) a terra e entre pólos

36

kV

80

kV

Tensão suportável nominal a freqüência industrial durante 1 minuto (eficaz) entre contatos abertos

40

kV

88

kV

Tensão suportável nominal de impulso atmosférico (crista) à terra e entre pólos

95

kV

200

kV

Tensão suportável nominal de impulso atmosférico (crista) entre contatos abertos

110

kV

220

kV

Duração nominal da It

3 s

3 s

15.5 Chave faca unipolar

Chave faca unipolar para uso ao tempo, operação manual, unipolar classe de tensão 15 kV ou 38 kV

15.6 Disjuntor

Disjuntor tripolar a pequeno ou grande volume de óleo, com dispositivo de abertura mecânica e eletricamente livre, velocidade do mecanismo de abertura e fechamento independente do operador e com as seguintes características mínimas:

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Tensão nominal da subestação

13,8 kV

34,5 kV

Uso

Interno/

Interno

Tensão nominal

15

kV

36,2 kV

Corrente nominal

400 A

600

A

Freqüência nominal

60

Hz

60

Hz

Capacidade nominal de interrupção em curto-circuito (mínima)

10

kA

8,37 kA

Tensão suportável nominal a freqüência industrial (eficaz)

durante 1 minuto

34

kV

70

kV

Tensão suportável nominal de impulso atmosférico (crista)

95

kV

170

kV

Tempo total de interrupção ( 8 ciclos em 60 Hz)

130 ms

130 ms

15.7 Transformadores de proteção

Os transformadores necessários aos serviços de proteção deverão possuir as seguintes características:

15.7.1 Transformadores de potencial

 

Tensão nominal da subestação

13,8 kV

34,5 kV

Uso

Interno

Interno

Tensão máxima

15

kV

38

kV

Freqüência nominal

60

Hz

60

Hz

Nível de isolamento

34/95 kV

70/150 kV

Exatidão

0,6 P150

0,6 P150

Potência térmica nominal

600 VA

600 VA

Tensão primária nominal

7,967kV

19,919 kV

Relação nominal

70:1

175:1

Grupo de ligação

 

2

 

2

15.7.2 Transformadores de corrente

 
 

Tensão nominal da subestação

13,8 kV

34,5 kV

Uso

Interno

Interno

Tensão máxima

15

kV

38

kV

Freqüência nominal

60 Hz

60 Hz

Nível de isolamento

34/95 kV

70/150 kV

Exatidão

0,6

0,6

Fator térmico nominal

*

*

Corrente térmica nominal

*

*

Corrente dinâmica nominal

*

*

Corrente primária nominal

*

*

Corrente secundária nominal

*

*

15.8 Postes

* conforme projeto

Serão admitidos somente postes de concreto armado de seção circular ou duplo T conforme padronização da CERON – IT 003 01 materiais de rede de distribuição, devendo ser, no mínimo 11m / 400 daN.

15.9 Caixa para equipamento de medição

Serão admitidas caixa de medição conforme desenhos anexos cujo material deve obedecer as especificações da Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT ou do sistema CONMETRO /INMETRO devendo possuir dispositivos para fixação de lacres em quantidade suficiente para garantir a inviolabilidade da mesma contemplando as seguintes situações:

a) Caixas com tampas providas de dobradiças internas – 1 lacre

b) Caixas com tampas removíveis - 2 lacres

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Serão admitidas caixas em PVC, com tampa transparente, desde que seu protótipo seja previamente encaminhado para a Ceron, para análise e aprovação.

Após a ligação da unidade consumidora o consumidor não poderá pintar as caixas de medição sobre a área em que estiver pintada a codificação feita pela CERON.

16 SEGURANÇA NAS INSTALAÇÔES

Deverão ser observados os dispostos na Norma Regulamentadora NR-10 do Ministério do Trabalho e Emprego a qual passa a fazer parte integrante e predominante sobre esta norma.

TABELA 01 DIMENSIONAMENTO DO RAMAL DE LIGAÇÃO E DE ENTRADA AÉREA

DEMANDA PROVAVEL (kVA)

CABO DE ALUMININIO NÚ CAA (

CABO DE COBRE

(mm 2 )

mm

2 )

 

Até 2000

21

16

Até 2500

33

25

TABELA 02 DIMENSIONAMENTO DO RAMAL DE ENTRADA SUBTERRANEO

DEMANDA PROVAVEL (kVA)

CABO DE COBRE

(

DIAMETRO INTERNO DO ELETRODUTO

mm

2 )

(mm)

( POLEGADA)

Até 2000

25

80

3”

Até 2500

35

80

3”

TABELA 03 BARRAMENTO DE ALTA TENSÃO

DEMANDA PROVAVEL (kVA)

DIAMETRO DO

DIAMETRO DO TUBO

DIMENSÕES DA BARRA

VERGALHÃO DE

DE COBRE

( mm)

RETANGULAR DE COBRE

 

COBRE

( mm)

 

(mm)

Até 1200

5,16

6.35

12x2

1201

A 1700

6,35

6.35

15x2

1701

A 2500

9,35

9,35

25x3

TABELA 04 DIMENSIONAMENTO DOS CABOS DE BAIXA TENSÃO

Potência

tensão

In

Ampacidade das proteções

Bitola dos condutores por fase (cobre isolado)

aterram

diâmetro

ento do

     

disjunt

Chave

fusível

aéreo

Em eletroduto de aço ou calha

transfor

eletroduto

or

mador

(kVA)

(V)

(A)

(A)

(A)

(A)

( mm 2 )

( mm 2 )

( mm 2 )

(mm)

15

220/127

39

50

60

50

10(10)

16(16)

25

32(1)

30

220/127

79

90

125

80

25(25)

35(25)

25

40(1 ¼ )

 

380/220

46

50

125

50

10(10)

16(16)

25

32(1)

45

220/127

118

125

150

125

35(25)

70(35)

25

60(2)

 

380/220

68

70

125

70

16(16)

25(25)

25

40(1 ¼ )

75

220/127

197

200

250

200

95(50)

120(70)

35

85(3)

 

380/220

114

125

150

125

35(25)

50(25)

35

50(1 ½ )

112,5

220/127

295

300

400

300

150(70)

240(120)

50

113(4)

 

380/220

171

175

200

175

70(35)

95(50)

35

85(3)

150

220/127

394

400

600

400

240(120)

400(185)

50

2x75(2x2 ½ )

 

380/220

228

250

250

225

120(70)

150(70)

35

113(4)

225

220/127

590

600

800

630

-

2x240(240)

70

113(4)

 

380/220

342

350

400

350

-

240(120)

50

113(4)

300

220/127

787

800

1000

800

-

2x400(400)

95

2x113(2x4)

 

380/220

456

450

600

450

-

2x150(150)

70

113(4)

500

220/127

1180

1200

-

- -

 

2x500(500)*

95

-

 

380/220

912

1000

-

- -

 

2x400(400)*

95

-

750

220/127

1770

2000

-

- -

 

3x500(500)*

95

-

 

380/220

1368

1500

-

- -

 

3x400(400)*

95

-

1000

220/127

2360

2500

-

- -

 

4x500(500)*

95

-

 

380/220

1824

2000

-

- -

 

4x400(400)*

95

-

Obs. utilizadas tabelas da ABNT NR 5410 – Temperatura ambiente 40 ºC

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(*) para subestações de potencia igual ou superior a 500 kVA devem ser utilizadas calhas ou canaletas para os condutores de baixa tensão.

TABELA 05 ELOS FUSIVEIS PARA PROTEÇÃO DOS TRANSFORMADORES

Potência (kVA)

CAPACIDADE DO ELO

 

13,8 kV

34,5 kV

30

2H

1H

45

3H

2H

75

5H