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DEFINIÇÕES
DEFINIÇÕES

MINERAIS Trata-se de todo elemento ou composto químico que

possui uma composição química definida e é formado naturalmente

por processos geológicos sem nenhuma influência orgânica.

por processos geológicos sem nenhuma influência orgânica. CRISTAL – Todo mineral que possui uma forma geométrica

CRISTAL Todo mineral que possui uma forma

geométrica definida pode ser caracterizado como

cristal. A forma geométrica adquirida está totalmente

relacionada com a organização atômica dos

elementos que formam o mineral.

QUÍMICA
QUÍMICA

CLASSIFICAÇÃO

Elementos

Nativos

Ouro (Au)

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Elementos Nativos Ouro (Au) Sulfetos Galena (PbS)
QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Elementos Nativos Ouro (Au) Sulfetos Galena (PbS)

Sulfetos

Galena (PbS)

QUÍMICA
QUÍMICA

CLASSIFICAÇÃO

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Óxidos Hematita (Fe 2 O 3 ) Halóides Fluorita (CaF 2 )

Óxidos

Hematita (Fe2O3)

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Óxidos Hematita (Fe 2 O 3 ) Halóides Fluorita (CaF 2 )

Halóides

Fluorita (CaF2)

QUÍMICA
QUÍMICA

CLASSIFICAÇÃO

Nitratos

Salitre (KNO3)

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Nitratos Salitre (KNO 3 ) Boratos Bórax Na 2 B 4 O 5 (OH)
QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Nitratos Salitre (KNO 3 ) Boratos Bórax Na 2 B 4 O 5 (OH)

Boratos

Bórax Na 2 B 4 O 5 (OH) 4 .8(H 2 O)

QUÍMICA
QUÍMICA

CLASSIFICAÇÃO

Carbonatos

Malaquita (CuCO3)

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Carbonatos Malaquita (CuCO 3 ) Sulfatos Barita (BaSO 4 )
QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Carbonatos Malaquita (CuCO 3 ) Sulfatos Barita (BaSO 4 )

Sulfatos

Barita (BaSO4)

QUÍMICA
QUÍMICA

CLASSIFICAÇÃO

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Volframatos e Molibdatos Scheelita (CaWO 4 ) Fosfatos Apatita (Ca 5 (PO 4 )

Volframatos e

Molibdatos

Scheelita (CaWO4)

CLASSIFICAÇÃO Volframatos e Molibdatos Scheelita (CaWO 4 ) Fosfatos Apatita (Ca 5 (PO 4 ) 3

Fosfatos

Apatita (Ca 5 (PO 4 ) 3 (F,OH,Cl))

QUÍMICA
QUÍMICA

CLASSIFICAÇÃO

Silicatos

Quartzo (SiO2)

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Silicatos Quartzo (SiO2) Feldspato – Microclínio(KAlSi 3 O 8 )

Feldspato Microclínio(KAlSi 3 O 8 )

QUÍMICA CLASSIFICAÇÃO Silicatos Quartzo (SiO2) Feldspato – Microclínio(KAlSi 3 O 8 )
IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

PROPRIEDADES FISICAS E

MORFOLÓGICAS

Para a identificação dos minerais através de suas propriedades físicas e morfológicas, que são decorrentes de suas composições químicas e de suas estruturas cristalinas, utilizamos características como: hábito, transparência, brilho, cor, traço, dureza, fratura, clivagem, densidade relativa, geminação e propriedades elétricas e magnéticas.

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Hábito Forma geométrica externa, habitual, exibida pelos

cristais dos minerais, que reflete a sua estrutura cristalina.

dos minerais, que reflete a sua estrutura cristalina. Limonita – hábito cúbico Quartzo – hábito

Limonita hábito cúbico

dos minerais, que reflete a sua estrutura cristalina. Limonita – hábito cúbico Quartzo – hábito prismático

Quartzo hábito prismático

Hábito É um termo usado na descrição de minerais que envolve

uma série de conceitos, desde a forma cristalográfica até o

agregado cristalino que o mineral apresenta. Ex.: cobre, ouro e prata nativa ocorrem muito frequentemente com hábito dendrítico.

Cianita com hábito

prismático longo,

bem característico

nativa ocorrem muito frequentemente com hábito dendrítico. Cianita com hábito prismático longo, bem característico
Acicular, cristais em agulhas
Acicular, cristais em agulhas

Acicular, cristais em agulhas

Acicular, cristais em agulhas

Fibroso ou filiforme, cristais em

forma de fios de cabelos

Fibroso ou filiforme, cristais em forma de fios de cabelos
Fibroso ou filiforme, cristais em forma de fios de cabelos

Laminar, cristais alongados em

forma de lâminas de canivete

Laminar, cristais alongados em forma de lâminas de canivete
Laminar, cristais alongados em forma de lâminas de canivete
Acicular, cristais em agulhas

Acicular, cristais em agulhas

Acicular, cristais em agulhas
Dendrítico, arborescente, como as formas de uma folha

Dendrítico, arborescente, como

as formas de uma folha

Dendrítico, arborescente, como as formas de uma folha

Drusa, uma superfície coberta por uma camada de pequenos

cristais

Siderita

Drusa , uma superfície coberta por uma camada de pequenos cristais Siderita Radial Ex: Wladimirite

Radial Ex: Wladimirite

Drusa , uma superfície coberta por uma camada de pequenos cristais Siderita Radial Ex: Wladimirite

Colunar

• Colunar M a m e l a r Botrioidal Globular

Mamelar

• Colunar M a m e l a r Botrioidal Globular

Botrioidal

• Colunar M a m e l a r Botrioidal Globular

Globular

• Colunar M a m e l a r Botrioidal Globular

Concêntrico

C o n c ê n t r i c o Pisolítico Concreção Geodo Agregados de
C o n c ê n t r i c o Pisolítico Concreção Geodo Agregados de

Pisolítico

Concreção

C o n c ê n t r i c o Pisolítico Concreção Geodo Agregados de

Geodo

o n c ê n t r i c o Pisolítico Concreção Geodo Agregados de minerais

Agregados de minerais

compostos de grãos similares

ê n t r i c o Pisolítico Concreção Geodo Agregados de minerais compostos de grãos

Oolítico

ê n t r i c o Pisolítico Concreção Geodo Agregados de minerais compostos de grãos

Bandado

Estalactite

Estalactite Estalagmite

Estalagmite

Forma

Na mineralogia, forma refere-se não simplesmente à

aparência externa do mineral, mas envolve conjuntos de

faces classificadas de acordo com os seus elementos de

simetria, como:

Ex: prismas, pirâmides, pinacóides, domos, romboedros,

trapezoedros, escalenoedros, pédions e as formas do

sistema cúbico como o cubo, octaedro, rombododecaedro e

outros.

Assim, a aparência de um mineral é avaliada de acordo com

estas

cubo) ou uma forma combinada (um prisma bipiramidado)

formas acima, podendo ser uma forma simples (um

Maclas
Maclas

Maclas

Maclas
Maclas
Maclas
Maclas

Propriedades dependentes da Luz

Diafaneidade: É a propriedade de alguns minerais de permitirem a passagem de luz:

Transparente: um mineral é transparente se o contorno de um objeto

visto através dele é perfeitamente visível.

de um objeto visto através dele é perfeitamente visível. Gipsita totalmente transparente com 33 cm de

Gipsita totalmente

transparente com

33 cm de largura !

Procedência:

Iraí, Rio Grande do Sul, Brasil

Diamante transparente

Diamante transparente

Translúcido: um mineral é translúcido se a luz chega a

atravessá-lo, não podendo, porém, os objetos serem vistos

através dele.

Estilbitas com

até 6 cm De altura.

Falésias no Capo Pula Santa Margherita di Pula, Sardenha.

Foto G. Besana Revista Lapis, Fev.2003

com até 6 cm De altura. Falésias no Capo Pula Santa Margherita di Pula, Sardenha. Foto

Opaco: um mineral é opaco se a luz não o atravessa,

mesmo em suas bordas mais delgadas.

Piritas de

Huanzalá, Huanaco,

Peru.

Largura 16,8 cm

Francis Benjamin

Collection

Foto Jeff Scovil

Piritas de Huanzalá, Huanaco, Peru. Largura 16,8 cm Francis Benjamin Collection Foto Jeff Scovil Revista Lapis,
IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Brilho Trata-se da quantidade de luz refletida pela superfície

de um mineral. Os minerais que refletem mais de 75% da luz

exibem brilho metálico.

minerais que refletem mais de 75% da luz exibem brilho metálico. Galena com brilho metálico Topázio

Galena com brilho metálico

minerais que refletem mais de 75% da luz exibem brilho metálico. Galena com brilho metálico Topázio

Topázio com brilho vítreo

Brilho é a capacidade do mineral refletir uma luz que incide perpendicularmentea uma superfície de fratura “fresca“ (não necessariamente em face de clivagem, superfície não alterada), pois nessas condições sempre dará um brilho nacarado. É uma das propriedades físicas imediatamente observável em

amostras de mão, ajudando muito na identificação do mesmo.

Diamante, reflete 17% da luz nele incidente; o vidro somente 1 a 4%.

Tipos de brilho:

-Baços: não há brilho;

-Metálicos: derivado do nome do próprio mineral. Ex.: cobreado,

bronzeado, ferruginoso;

-Sub-metálico: intermediário entre metálico e não metálico.

-Não metálicos: adamantino - diamante (cassiterita);

-Vítreo - quartzo e a maioria dos silicatos;

-Sedoso - amianto (anfibólio, malaquita, gesso);

-Resinoso - âmbar (esfalerita);

Brilho Vítreo

Em Linarita, em uma das

melhores peças conhecidas

deste mineral, com cristais

de até 2,5 cm

Procedência: Red Gill Mine,

Cumberland, Inglaterra

Adquirido em 1852 por R.P. Greg

Coleção British Museum (NH)

Allan-Greg Collection

Ref. BM 95513

Cumberland, Inglaterra Adquirido em 1852 por R.P. Greg Coleção British Museum (NH) Allan-Greg Collection Ref. BM

Brilho Metálico

em hematita (Fe 2 O 3 ).

Brilho Metálico em hematita (Fe 2 O 3 ). Cristais de Hematita de até 3,5 cm,

Cristais de Hematita de até 3,5 cm, com

alto brilho sobre matriz

Black Rock Mine, Hotazel, Cape Province, África do Sul Miner K / Patrick de Koenigswarter Foto: Mick Cooper Revista Lapis, Maio 1997

Rosa de Hematita (8mm)

sobre Adulária.

Fibia, Tessin, Suiça. Coleção Bruno Schaub, Foto: Thomas Schüpbach

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Cor A cor exibida por um mineral é o resultado da

absorção seletiva da luz. O fato de o mineral absorver mais um determinado comprimento de onda do que os outros faz com que os comprimentos de onda restantes se componham numa cor diferente da luz branca que chegou

ao mineral. Os principais fatores que colaboram para a

absorção seletiva são a presença de elementos químicos de

transição como Fe, Cu, Ni, V e Cr.

Cor

A cor dos minerais é uma de suas propriedades mais importantes. Quando uma substância

é submetida à luz solar, ela absorve determinados comprimentos de onda, surgindo uma

impressão de cor que corresponde à cor complementar dos comprimentos de onda absorvidos.

Em muitos minerais a cor que exibem é uma propriedade definida e serve para

identificação, especialmente em minerais metálicos, como a pirita, que sempre será

dourada, a malaquita, sempre verde, e a azurita, sempre azul.

Como as alterações podem mudar a cor superficial de um mineral, a cor deveria

ser sempre observada em fratura fresca, como ocorre com a calcopirita e na

bornita. Em muitos minerais, entretanto, as cores variam de acordo com a

composição química, normalmente impurezas em quantidades muito pequenas.

O quartzo, por exemplo, é incolor, mas pode ser lilás, rosa, verde, amarelo, preto, dourado,

etc

influência de radioatividade, inclusões de outros minerais e outros fatores.

Idem com a Fluorita. Nestes casos a cor é ditada por inclusões de átomos estranhos,

Temos a diferenciar ainda nos minerais :

a cor em amostra de mão,

a cor em lâmina delgada a luz natural (duas cores se houver pleocroísmo),

a cor em lâmina delgada em luz polarizada (ou duplamente polarizada) e

a cor em seção polida, quando metálico.

Fluoritas com cores diversas
Fluoritas com cores diversas

Fluoritas com cores diversas

Fluoritas com cores diversas
Fluoritas com cores diversas
Fluoritas com cores diversas
IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Granada - Fe 3 Al 2 (Si 3 O 12 )

Vanadinita Pb 5 (VO 4 ) 3 Cl Azurita Cu 3 (CO 3 ) 2
Vanadinita
Pb 5 (VO 4 ) 3 Cl
Azurita
Cu 3 (CO 3 ) 2 (OH) 2

EFEITOS ÓPTICOS ESPECIAIS

Acatassolamento

Aparência sedosa que há em alguns minerais quando a luz

se reflete sobre eles, devido à presença de uma grande

quantidade de inclusões dispostas paralelamente a uma

direção cristalográfica. Esta propriedade é conhecida por

acatassolamento, em inglês chatoyance.

Tanto o asterismo como o acatassolamento são produzidos

por inclusões aciculares em minerais hospedeiros. As

inclusões precisam ocorrer em grande quantidade e se

desenvolver em uma, duas ou três direções paralelas,

normalmente em um plano só. Quando ocorre um único

sistema de inclusões paralelas surge um chamado “olho de

gato” , que é o acatassolamento.

Quando a gema é lapidada, na forma de

cabochão, ele é cruzado por um

feixe de luz que forma ângulos retos com

a dire ão das inclusões

Crisoberilo (BeAl 2 O 4 ) com acatassolamento

Sri Lanka, 15 mm, 16 ct

Coleção E. Gübelin, Foto

Weibel

Revista Lapis, 10/1982

BeAl 2 O 4 ) com acatassolamento Sri Lanka, 15 mm, 16 ct Coleção E. Gübelin,

Crisoberilos com acatassolamento (Brasil) À esquerda, uma alexandrita com 15 quilates. À direita, um crisoberilo olho de gato

com 12 quilates.

(Brasil) À esquerda , uma alexandrita com 15 quilates. À direita, um crisoberilo olho de gato

Asterismo

Alguns minerais, especialmente os do sistema

hexagonal, quando vistos na direção do eixo vertical,

mostram raios de luz como uma estrela. Este fenômeno

origina-se de

direções axiais ou de inclusões dispostas em ângulos

peculiaridades

de estrutura ao longo das

retos quanto a estas direções.

de estrutura ao longo das retos quanto a estas direções. Safira estrela refletindo o sol Sri
de estrutura ao longo das retos quanto a estas direções. Safira estrela refletindo o sol Sri

Safira estrela refletindo o sol

Sri Lanka, 14 mm, 16 ct Coleção P. Loosli Foto Weibel Revista Lapis 10/1982

Granada com estrela

Foto Bürger. Revista Lapis,

10/1982

Safira estrela (zonada) com estrela de 12 raios de Bang-kha-cha, Tailândia. Safira preta como pedra

Safira estrela (zonada)

com estrela de 12 raios

de Bang-kha-cha, Tailândia.

Safira preta como pedra bruta.

O cristal, de 3 cm,

de Chantaburi, Tailândia,

pesa 91 quilates.

Coleção Marcel Vanek Revista Lapis, 11/2001

À direita: Falso asterismo produzido em peças com parte superior em vidro e uma base

metálica de

titânio-cromo, riscada de tal

maneira que produz o

asterismo. Tamanho do cabochão de cima:

13x12 mm . Revista Lapis, Janeiro de 2003

de cima: 13x12 mm . Revista Lapis, Janeiro de 2003 Abaixo: Asterismo artificial obtido por gravação

Abaixo: Asterismo artificial obtido por

gravação da superfície do

cabochão, em turmalina de 15,04 ct.

À esquerda, foco na estrela

do cabochão.

À direita, foco na superfície

do cabochão, destacando as ranhuras

responsáveis pelo

asterismo.

estrela do cabochão. À direita, foco na superfície do cabochão, destacando as ranhuras responsáveis pelo asterismo.

Embaçamento

É quando a cor dentro do mineral é diferente daquela na superfície

do mineral. É fruto da oxidação

do mineral quando exposto ao ar e

pode ser muito bem observado

em minerais de cobre como a

bornita e a calcocita.

Calcopirita (CuFeS 2 ) embaçada em dourado, Com esfalerita (ZnS) escura

quase preta, um Pouco de galena (PbS) cinza, dolomita (MgCO 3 ) e quartzo. Altura da peça 20,5 cm.

(ZnS) escura quase preta, um Pouco de galena (PbS) cinza, dolomita (MgCO 3 ) e quartzo.
IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Traço Trata-se da cor do pó do mineral, sendo obtida riscando

o mineral contra uma placa ou uma fragmento de porcelana de

cor branca.

uma placa ou uma fragmento de porcelana de cor branca. Hematita – Traço vermelho Magnetita –

Hematita Traço vermelho

uma placa ou uma fragmento de porcelana de cor branca. Hematita – Traço vermelho Magnetita –

Magnetita Traço amarelo

Traço

É a cor do pó do mineral, que só pode ser observado através da

margem do mesmo

Esta propriedade só é útil para identificar minerais opacos ou

ferrosos, pois freqüentemente possuem traços coloridos. Minerais

translúcidos ou transparentes possuem traço branco e minerais

mais duros que a porcelana (dureza ~7 na escala de Mohs) resulta no

traço da porcelana e não do mineral.

de Mohs) resulta no traço da porcelana e não do mineral. Pirita dourada : traço preto

Pirita dourada : traço preto

Hematita preta: traço castanho

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Dureza É a resistência que o mineral apresenta ao ser

riscado. Para a classificação utiliza-se a escala de Mohs, que

utiliza como parâmetros a dureza de minerais comuns, variando

de 1 até 10.

escala de Mohs , que utiliza como parâmetros a dureza de minerais comuns, variando de 1
Madureira et al.(2000)
Madureira et al.(2000)

Dureza

Depende de sua estrutura, refletindo a força da ligação mais fraca na

sua face, variando com a direção em que é sulcado (na Cianita, sua

dureza é 5 se riscado paralelamente ao comprimento, e 7 a 90° do

comprimento).

A dureza deve ser testada em uma face "fresca" do mineral (sem ter

sofrido alteração).

Podemos classificar a dureza dos minerais pela escala de Friedrich Mohs (alemão, 1773-1839) em 1812, que elaborou, com base na dureza de minerais relativamente comuns utilizados como padrões, e que varia de 1 a 10, em ordem crescente de

dureza.

Mas o aumento de dureza não é linear !

Diamante: dureza 10 na Escala de Mohs

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Fratura Refere-se a superfície irregular e curva resultante da

quebra do mineral. Obviamente é controlada pela estrutura atômica

interna do mineral, podendo ser irregulares ou conchoidais.

Quartzo com fratura conchoidal
Quartzo com
fratura conchoidal

Fraturas

É a maneira como o mineral de rompe quando isso não se

dá ao longo das superfícies de clivagem ou de partição.

É conchoidal, quando se assemelha à superfície interna de

uma concha (veja próximo slide);

É fibrosa ou estilhaçada, quando aparecem estilhaços ou

fibras;

É serrilhada, quando a superfície de fratura é irregular,

denteada;

E, finalmente, é irregular, quando o mineral quebrado forma superfícies rugosas e irregulares.

Fragmento de vidro vulcânico (obsidiana) preta, opaca, com indícios de fratura conchoidal.

Fragmento de vidro vulcânico (obsidiana) preta, opaca,

com indícios de fratura conchoidal.

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Clivagem São muito freqüentes, trata-se de superfícies de

quebra que constituem planos de notável regularidade. Os tipos mais

comuns são:

superfícies de quebra que constituem planos de notável regularidade. Os tipos mais comuns são: Romboédrica -

Romboédrica - Calcita

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO Octaédrica - Fluorita C ú b i c a - G a l e n

Octaédrica - Fluorita

IDENTIFICAÇÃO Octaédrica - Fluorita C ú b i c a - G a l e n

Cúbica - Galena

Clivagem

Propriedade que certos minerais apresentam de fraturar ao longo de

superfícies lisas, planas, paralelas entre si através do corpo do cristal.

É uma evidência muito boa da ordem interna que existe no cristal. Os

pioneiros da cristalografia, como Haüy, usaram a clivagem perfeita

dacalcita, que ocorre em três direções formando um romboedro, como inspiração para teorias sobre o ordenamento da matéria.

A clivagem pode ocorrer em uma, duas, três, quatro ou seis direções, e

pode ser de obtenção fácil, regular ou difícil.

Clivagens excelentes são: a muscovita (as micas em geral!),

a calcita (formando romboedros) e a galena (formando cubos).

Galena do Mechernicher Bleiberg, Eifel, Alemanha, Largura da Foto 3 cm Foto Werner Lieber, Revista Lapis, Julho/Agosto 1988

do Mechernicher Bleiberg, Eifel, Alemanha, Largura da Foto 3 cm Foto Werner Lieber, Revista Lapis, Julho/Agosto
Clivagem romboédrica proeminente em calcita de carbonatito. Imagem de microscópio petrográfico a Luz Polarizada

Clivagem romboédrica proeminente em calcita de carbonatito.

Imagem de microscópio petrográfico a Luz Polarizada

Clivagem em hornblenda (anfibólio) em hornblenda- granito Imagem de microscópio petrográfico a Luz Natural

Clivagem em hornblenda (anfibólio) em hornblenda-

granito

Imagem de microscópio petrográfico a Luz Natural

Inclusões

São bolhas de gás, bolhas de líquidos ou pequenos sólidos que

ocorrem dentro do mineral, normalmente formados durante o

crescimento do minerais.

Podem ser orientados ou não e fornecem importantes dados sobre temperatura de formação do mineral, entre outros. Podem ser

BIFÁSICAS (um líquido com uma bolha de gás) ou POLIFÁSICAS (líquido com bolha de gás e cristais de sal).

Para deduções de temperaturas de formação, lâminas delgadas com

estas inclusões são usadas no microscópio térmico. A temperatura de

homogeneização das inclusões dá uma idéia da temperatura de

formação dos minerais.

Importa descrever tipos, formas, cores e outras propriedades das

inclusões que ocorrem nos mineral. Na gemologia, as inclusões normalmente diminuem grandemente o valor da gema. Em alguns casos, podem ser muito interessantes,

produzindo efeitos diferentes no material.

Inclusão fluida primária em forma de cristal negativo, contendo: uma fase líquida (solução salina), uma
Inclusão fluida primária em forma de cristal negativo, contendo: uma fase líquida (solução salina), uma

Inclusão fluida primária em forma de cristal

negativo, contendo:

uma fase líquida (solução salina),

uma fase gasosa (bolha de gás) e uma fase sólida (cubo de halita), em quartzo.

Largura da imagem 0,87 mm. Foto: Peter Vollenweider Revista Lapis, Setembro de 1986.

Inclusão com bolha de gás,

cubo de halita e cristal de

calcita em solução salina.

Quartzo de Bitsch, Brig,

Suiça.

Inclusões de goethita em quartzo mexicano. Aumento de 25x Inclusões singenéticas de cloritas em quartzo

Inclusões de goethita em

quartzo mexicano.

Aumento de 25x

de goethita em quartzo mexicano. Aumento de 25x Inclusões singenéticas de cloritas em quartzo brasileiro.

Inclusões singenéticas de

cloritas em quartzo brasileiro.

Aumento de 20x Revista Lapis, setembro de 1986

Inclusões de goethita em quartzo. Aumento de 65x Associação de agulhas de rutilo em quartzo.
Inclusões de goethita em quartzo. Aumento de 65x Associação de agulhas de rutilo em quartzo.

Inclusões de goethita em quartzo.

Aumento de 65x

Associação de agulhas de rutilo em quartzo.

Aumento de 30x

Iridescência

É quando surgem dentro ou na superfície do mineral uma

série de cores espectrais.

Quando interna, é produzida usualmente por um conjunto de

fraturas ou clivagens.

Quando externa, normalmente devido a uma película ou

revestimento superficial delgado.

Opalescência

Trata-se de uma reflexão leitosa ou nacarada no interior do

cristal.

Como o nome já sugere, observa-se isso em opalas.

cristal. Como o nome já sugere, observa-se isso em opalas. “ O coração vermelho da Austrália

“ O coração

vermelho da

Austrália ”

opala preta

de Lightning

Ridge, Austrália

Jogo de Cores

Quando você gira um mineral e surgem várias

cores espectrais em rápida

sucessão, ele possui jogo de cores.

espectrais em rápida sucessão, ele possui jogo de cores. Quem mostra isso muito bem é o

Quem mostra isso muito bem é o

diamante e a opala nobre.

Mudança de cor é quando as cores

mudam vagarosamente,

como na labradorita, na chamada

“labradorescência”.

Opala negra

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Densidade relativa É o número que indica quantas vezes certo volume de mineral é mais pesado que o mesmo volume de água a 4 ºC. Na maioria dos minerais, a densidade relativa varia entre 2,5 e 3,3. Alguns minerais que contém elementos de alto peso atômico (Ba, Sn, Pb, Sr, etc. ) apresentam uma densidade superior a 4.

(Ba, Sn, Pb, Sr, etc. ) apresentam uma densidade superior a 4. Cassiteria (SnO 2 )

Cassiteria (SnO2) densidade relativa: 6,8 7,1

IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Geminação É a propriedade de certos cristais de se

desenvolverem de maneira regular. A geminação pode ser classificada

como simples (dois cristais intercrescidos) ou múltipla (polissintética).

cristais intercrescidos) ou múltipla (polissintética). Estaurolita – geminação simples em cruz. Labradorita
cristais intercrescidos) ou múltipla (polissintética). Estaurolita – geminação simples em cruz. Labradorita

Estaurolita geminação simples em cruz.

Labradorita geminação polissintética.

Maclas ou Geminações

Maclas são cristais complexos, formados a partir de um

agrupamento de dois

cristais gêmeos ou dois semi-cristais, segundo uma lei

definida.

gêmeos ou dois semi-cristais, segundo uma lei definida. Phillipsita KCa[Al 3 Si 5 O 1 6

Phillipsita KCa[Al 3 Si 5 O 16 ].6H 2 O, uma zeolita, em uma macla em cruz com 12 indivíduos

Zonação

Zonação é o resultado de

diferenças químicas. Se origina se

a composição da solução ou da

fusão muda durante o crescimento

do cristal. Esse processo pode

acontecer muitas vezes. A zonação não precisa acontecer com a troca da cor. Exemplo: a zonação e a troca de cor do plagioclásio só são visíveis

ao microscópio.

A Zonação pode ser encontrada

em

Plagioclásios eTurmalinas.

Turmalina

Elba.

“Cabeça preta” da Ilha de

A Zonação pode ser encontrada em Plagioclásios eTurmalinas . Turmalina Elba. “Cabeça preta” da Ilha de

Seção de cristal de

turmalina zonada de

Anjanabonoina,

Madagascar.

Diâmetro da peça: 16

cm.

Seção de cristal de turmalina zonada de Anjanabonoina, Madagascar. Diâmetro da peça: 16 cm.
IDENTIFICAÇÃO
IDENTIFICAÇÃO

Propriedades elétricas Muitos minerais são bons condutores de eletricidade, como é o caso dos elementos nativos (Cu, Au, Ag, etc.) e outros, são classificados como semicondutores (sulfetos). Alguns minerais são classificados como magnéticos, como é o caso da magnetita e a pirrotita, pois geram um campo magnético em sua volta com intensidade variável.

Magnetita (Fe3O4)

da magnetita e a pirrotita, pois geram um campo magnético em sua volta com intensidade variável.

Fluorescência

É quando um mineral emite luz de determinada cor quando

submetido a ação de raios ultravioleta, X ou catódicos. Esta

denominação provém da Fluorita, onde se verificou

inicialmente esta propriedade, sendo também o mineral que a

apresenta em maior escala.

Outros minerais fluorescentes são a Autunita, Willemita, a Scheelita, a Calcita, o Diamante e a Halita, como abaixo:

a Autunita, Willemita, a Scheelita, a Calcita, o Diamante e a Halita, como abaixo: Cristais de
a Autunita, Willemita, a Scheelita, a Calcita, o Diamante e a Halita, como abaixo: Cristais de

Cristais de Halita de Neuhof Ellers.

Calcitas de pedreiras diferentes de basalto ao norte de Porto Alegre – RS, com cores

Calcitas de pedreiras diferentes

de basalto

ao norte de Porto Alegre RS,

com cores de fluorescência diferentes.

Calcitas de pedreiras diferentes de basalto ao norte de Porto Alegre – RS, com cores de

DANA - HURLBURT JR, C.S. - 1969 - Manual de Mineralogia, Vol. I e II

- Ao livro Técnico USP, Rio de Janeiro (Trad. Rui Ribeiro Franco).

ERNST, W.G. - 1971 - Minerais e Rochas - Ed. Blucher S.A., São Paulo

FORD, W.E. - Dana‘s Textbook of Mineralogy - Ed. Hohn Willey and

Song, New York

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