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EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO

ROBERTO GOMES

WILLIAM AKERMAN GOMES

DIREITO
PROCESSUAL
PENAL
EM PROVAS DISCURSIVAS

2015

)J EDITORA
f fosPODIVM

If); IJUsPODIVM
EDITORA
www.editorajuspodivm.com.br

Rua Mato Grosso, 175- Pituba, CEP: 41830-151 -Salvador- Bahia
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Conselho Editorial: Antonio Gidi, Eduardo Viana, Dirley da Cunha Jr.,
Leonardo de Medeiros Garcia, Fredie Didier Jr., José Henrique Mouta, José Marcelo Vigliar,
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Rodolfo Pamplona Filho, Rodrigo Reis Mazzei e Rogério Sanches Cunha.

Capa: Rene Bueno e Daniela Jardim (www.buenojardim.com.br)
Diagramação: Caetê Coelho (caete 1984~gmail.com.br)

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~ terminantemente proibida a reprodução total ou parcial desta obra, por qualquer meio
ou processo, sem a expressa autorização do autor e da Edições JusPODIVM. A violação dos
direitos autorais caracteriza crime descrito na legislação em vigor, sem prejuízo das sanções
civis cabrveis.

SOBRE OS AUTORES

@ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO
Juiz Federal do Tribunal Regional Federal da 2• Região (TRF-2 3 ). Ex-Procurador do Esta-
do do Paraná (PGE/PR). Professor de Graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF).
Graduado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

@ ROBERTO GOMES
Promotor de Justiça do MP/BA, Mestre em Direito pela Universidade Metropolitana de Sim-
tos (UNIMES), Especialista em Direitos Difusos e Coletivos pela PUC-SP, Professor da Gradu-
ação e Pos da Faculdade Baiana de Direito.

@ WllliAMAKERMAN GOMES
Defensor Público do Estado do Rio de Janeiro (DPE/RJ). Ex-Procurador do Estado do Paraná
(PGE/PR). Especialista em Direito Público pela Universidade Católica de Petrópolis (UCP) e
Graduado em Direito pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

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DEDICATÓRIA
Dedico mais esta obra a Deus, como tudo.
À minha mãe, por ter me ensinado, com seu exemplo, acima de
tudo a amar. Ao meu pai, por cada lição sobre a vida, sem o que o
impossível não teria se tornado realidade.
À minha avó Marlei, por todo o carinho e admiração, guardados
sempre comigo. Ao meu avô José Antônio, por tantas histórias vividas
e divididas.
Aos meus irmãos, na certeza de que os sonhos são o ponto de
partida da realização e na esperança de que ao menos um siga o
caminho do Direito.
Aos meus tios Júnior e Ricardo, por terem me acompanhado desde
antes mesmo dos primeiros pas$OS.
E à minha Melissa, pelo amor revelado em cada gesto, olhar e
sorriso e pela alegria compartilhada em todos os momentos juntos.
William Akerman Gomes

AGRADECIMENTOS
Agradeço ao Desembargador Paulo Range~ pelas primeiras e
inestimáveis lições de direito processual penal, ainda na UERJ, já sob a
ótica do respeito às garantias constitucionais.
Ao Professor Flávio Esteves Galdino, que, com raro brilhantismo
e rigor técnico, desde a teoria geral do processo, também contribuiu,
decisivamente, para que eu pudesse transitar; com segurança, na seara
processual, tanto nos concursos públicos, como na minha atuação
profissionaL
Ao Defensor Público Marcelo Machado, que, na FESUDEPERJ,
solidificou entendimentos que ainda hoje, não raras vezes, me
socorrem.
E aos amigos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro,
por todo conhecimento compartilhado.
William Akerman Gomes

............................ (DEFENSOR PÚBLICO........ (DEFENSOR PÚBLICO............ ........ ................................................................................................. ..................... (CESPE................................................. 59 1.................... 28 1..................................................................QUESTÃO 5) .................. (MPF 21° CPR..................... 37 1...........................................................................QUESTÕES········-· .................................................GRUPO 111....................2010) ............................................. (MPF 24° CPR................................DPU........... 50 4.............2007) ............................... 37 + QUESTÕES ....2010) ................................ (MPF 24° CPR....... ...........DPE!RJ.......................................................................................................................................... 59 + QUESTÕES ...........QUESTÃO 6) .................................................... 17 + QUESTÕES ................................................................................................. .. 54 CAPÍTUL04 AÇÃO PENAL............................................ ..................................................................................................... 28 CAPÍTUL03 FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL ........... (DEFENSOR PÚBLICO.......................... 42 1..... 17 + QUESTÕES COMENTADAS..................... 25 + QUESTÕES .....................GRUPO 111....................................... 40 4.....TJ/RJ............QUESTÃO 5) ..............................................DEFENSOR PÚB .....TJ/SC...................... 37 2......GRUPO 111............................................ 59 2....... 25 + QUESTÕES COMENTADAS·-.............QUESTÃO 5) ...................................................... ICO DA UNIÃO............................................................. (CESPE................TJ/RS............. 1............2011) .........................................GRUPO 111....................................................................2007) ............................................... (MPF 24° CPR.............................. 46 3.......................GRUPO 111..........................................QUESTÃO 5) ............................ 61 3...........................................................................................................2012) ...2014) ..................... ................................................................................ 13 PARTE 1........... COMPETÊNCIA E PROVAS ...........................................................................................................................DPU................................ 25 .... 19 1........ (JUIZ DE DIREITO................... 19 CAPÍTULO 2 SISTEMA ACUSATÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS ....................................................... ......... (JUIZ DE DIREITO........................... ...................................... (MPF 21° CPR............QUESTÃO ELABORADA PELO AUTOR) .. .................... 42 2..................................................QUESTÃO 6) ........... 63 9 ....... 17 1............ 15 CAPÍTULO 1 LEI PROCESSUAL PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO .............. 38 3.......................................DPE!RJ...................................... SUMÁRIO APRESENTAÇÃO .................. (JUIZ DE DIREITO............................QUESTÃO ELABORADA PELO AUTOR) .......................... (DEFENSOR PÚBLICO............................. ..._ ............ (MPF 24° CPR...................................................................................................DEFENSOR PÚBLICO DA UNIÃO.... 41 + QUESTÕES COMENTADAS·-········· .GRUPO 111.........

... 129 CAPÍTULO 7 PRISÃO E LIBERDADE···································································································--· 135 + QUESTÕES........ (JUIZ DE DIREITO...................................... 127 +QUESTÕES COMENTADAS....... ........DPE/RJ........................................... 119 +QUESTÕES .............(MP-SP 8?0/2010..2009)....................................... (57" CONCURSO MPGO............................................. (JUIZ DE DIREITO......................... 121 1..................................QUESTÃO 12).......... 135 1................. 127 +QUESTÕES................ (MPF 23° CPR...2012)................................................................................. 90 6..QUESTÃO$).................................QUESTÃO 3).............. 74 + QUESTÕES COMENTADAS.............. 86 S..... 75 2............................................................... 99 8..................................... (FUMARC..................... 119 +QUESTÕES COMENTADAS .......................GRUPO IV....................... 147 3.....................................................................QUESTÃO$). 109 11...........QUESTÃO 5) ....................................DEFENSOR PÚBLICO........................................ (14° CONCURSO MPPB..............................................................(MP-SP 87°/2010............ (MPF 27° CPR...................... (FCC................... (MPF 26° CPR................. 129 1..................................QUESTÃO 5) ........ _........................................................................................... 93 7... 144 2............................................GRUPO IV...... _........................................2009).. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 4............ (MP/PR2008-GRUPOIII-QUESTÃ04) ... 77 3..2013) ...................................... _..................................QUESTÃO 5)..............GRUPO IV.................... (MPF 26° CPR..................TJ/CE.......................... 127 1..........2011)................................................ _............................GRUPO 111.....................................................................................................................................DPE/MG.......2014) ........................................................................................................... 71 9.........................................................................................GRUPO TEMÁTICO 1.........................TJ/CE......................QUESTÃO 12)............JUIZ DE DIREITO..............QUESTÃO 5) .................................. (57° CONCURSO MPGO............................................................. (14° CONCURSO MPPB...................................... (MP/PR 2008....................................................... 137 3.......................................... 106 10....................TJ/SC........................................... 159 10 ................. 68 7............. (FUMARC...... 82 4........................................ 54 5................................................................................................ (JUIZ DE DIREITO...................GRUPO IV....................................................GRUPO 111.........................2012 (ADAPTADA PELO AUTOR)......................................................................................................................................... _................ (MPF 25° CPR................... .2014) .........................................................................................................................................2014) ............................................................2• PARTE.................. 103 9.............GRUPO IV................................. (DEFENSOR PÚBLICO............................... 121 CAPÍTULO 6 MEDIDAS CAUTELARES .................................... (JUIZ DE DIREITO..........................................................................2012)..............TJ/RJ..................... ........................... 142 + QUESTÕES COMENTADAS·········································································································--· 144 1.................................2• PARTE....... (DEFENSOR PÚBLICO....................................DPE/MG.TJ/GO................................................. 119 1............. 72 10........ (JUIZ DE DIREITO-TJ/RS-2012).................................2013) ....TJ/RJ...................................:..........DEFENSOR PÚBLICO..................................... 75 1.............GRUPO 111.................................... (MPF 23° CPR......QUESTÃO 5) ......................................................................................... 70 8....................... (JUIZ DE DIREITO.......................................................................................................................................................QUESTÃO 5) ........... _.......................................................... (FCC.................................GRUPO TEMÁTICO 1........ 113 CAPÍTULO 5 QUESTÕES INCIDENTES..........JUIZ DE DIREITO.... (JUIZ DE DIREITO....................TJ/RJ............. (MPF 25° CPR........DPE/RJ...........................................2012 (ADAPTADA PELO AUTOR))...................QUESTÃO 4).......QUESTÃO 5)........ 66 6......QUESTÃO 3)........ 135 2...........................................................TJ/GO.....

... (JUIZ DE DIREITO...................................................................................................................................TJ/RJ................................................ (FCC............. 227 3...TJ/RS........................................................................2010)..................... 165 2............................. 225 2...................... 175 +QUESTÕES COMENTADAS....................................................... SUMÁRIO CAPÍTULO 8 PROCESSO E PROCEDIMENTO...................QUESTÃO 3) ......................................... 169 4......................................................2013) .........................ADAPTADA PELO AUTOR).......TJ/RS....................TJ/RJ.............DEFENSOR PÚBLICO..............2013) ............ (DEFENSOR PÚBLICO..................................................... 176 2........DPE/RJ.................... 165 1.....................................................................................................................2010) ........ (MP-SP87°/2010-QUESTÃO 13)....... (FMP....QUESTÃO 5).........2010......................QUESTÃO ELABORADA PELO AUTOR)............... 198 7 ............................GRUPO 111................. (JUIZ DE DIREITO..............QUESTÃO 6) ................... (JUIZ DE DIREITO....................GRUPO IV..................... 193 6............ (JUIZ DE DIREITO..................................................... 209 + QUESTÕES ........ 217 1............................................................ (DEFENSOR PÚBLICO.. 179 3................................................................... (MPF 22° CPR...........................................................................................TJ/MS..................DPE/RJ.................................. (FMP....2010) ..............................................................TJ/MS.............................................................. 209 +QUESTÕES COMENTADAS ............................................................................................................................................ADAPTADA PELO AUTOR).......... (MPF 25° CPR.................................................................................................................. 191 5............................ (JUIZ DE DIREITO.........................................DPE/RO...................................... 219 1........... 202 CAPÍTULO 9 NULIDADES ................................................................ (MPF22°CPR-GRUPOIII-QUESTÃ05) ........................... (33° CONCURSO MPRJ................................................................... (DEFENSOR PÚBLICO...... 231 1...................................... (JUIZ DE DIREITO...............................................................................................................................2010......................................................................DPE/MT................... 167 3........QUESTÃO 17)................................................................................................... (FCC............ ·-······ 209 1........ 217 + QUESTÕES COMENTADAS.............................................................2006) .......JUIZ DE DIREITO.......................................................QUESTÃO 6) .................................................................... (MP-SP 87°/2010.. 231 2............................................................2006) ..2013)............ (MP-SP 87°/2010........................... ................... 238 11 .......................................QUESTÃO 13)........JUIZ DE DIREITO................. 211 CAPÍTULO 10 PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO.........QUESTÃO 17) ................................................................. 172 5............... 225 +QUESTÕES.. (33° CONCURSO MPRJ............. EMENDATIO E MUTATIO LIBELLI..2013)...............DPE/MT.... 219 CAPÍTULO 11 RECURSOS E AÇÕES AUTÕNOMAS DE IMPUGNAÇÃO........ 174 7........~. 235 3..............DPE/RO......................................... 182 4.........................•..............................................................QUESTÃO 3) .............................................................. (DEFENSOR PÚBLICO....................... 173 6....................................................... 176 1....................DEFENSOR PÚBLICO.................... 165 +QUESTÕES............................... 217 +QUESTÕES............................................................................................................................... 229 + QUESTÕES COMENTADAS..................................................................................................................................................QUESTÃO ELABORADA PELO AUTOR)............2010) ............... 225 1... (MPF 25° CPR........................................................................................................................ (MP-SP 87°/2010................................................................................................................... ::................GRUPO IV... 211 1....................................

............... 247 2..................................................................... (FCC.............. 251 1..........2012)........TJ/PA....DEFENSOR PÚBLICO..................ADAPTADA PELO AUTOR)..................2011.....JUIZ DE DIREITO..............................................................2009) ...........TJ/GO.................................................................................... 381 3...........DPE/RS....2012).......................... (FCC...................... (FCC....... 247 +QUESTÕES.........JUIZ DE DIREITO.......... 353 4............ (FUNDEP "'JUIZ DE DIREITO...........................TJ/PA...................................................... (FUNDEP..............................................................2013)............. 263 +QUESTÕES ........................JUIZ DE DIREITO...................................................................... 263 1............ (DEFENSOR PÚBLICO...DEFENSOR PÚBLICO..................................... 263 2...............DEFENSOR PÚBLICO.......... (DEFENSOR PÚBLICO................·............................................2009) ................ (4°CONCURSOMP/SC-QUESTÃ02) .....MP-SP 90°/2013).................................................................................................................... 293 2.............................. (CESPE/UNB............................... 249 +QUESTÕES COMENTADAS........2012)................................ (FEPESE..................................................................... (PEÇA PRÁTICA........... 367 +QUESTÕES COMENTADAS...................................................................QUESTÃO ELABORADA PELO AUTOR)......................................................................2012).............................................................. 343 1............. 341 CAPÍTULO 1 PEÇAS PRÁTICAS...JUIZ DE DIREITO........ 251 2............................................................... :...................................... 373 2...................2011 -ADAPTADA PELO AUTORL.....................................................JUIZ FEDERAL............................. :.................................. 247 1...............:................................................................................ 410 BIBLIOGRAFIA......................................... (CESPE/UNB.......DPE/RS. 261 CAPÍTULO 1 SENTENÇAS................................................................................... 343 +QUESTÕES.....TJ/MG.......... 343 2...............................................................SENTENÇAS............................................................................................MP-SP 90°/2013).................QUESTÃO ELABORADA PELO AUTOR)....................................................................................... 306 3................................................................................... 373 1............................JUIZ DE DIREITO........................................................................................................ (FCC........................................................... 293 1.......................TRF2..................................... 348 3...DPE/SC....................................2012) ............................................ 419 12 ................................................................ (CESPE/UNB ~JUIZ FEDERAL.............. 387 4..........................TJ/GO..................................................................2012).............................................. 322 PARTE 3..................................................TJ/MG..............TRF2.......................................................................................................... (40CONCURSOMP/SC-QUESTÃ02) ......... (CESPE/UNB.............2013)...... 284 +QUESTÕES COMENTADAS ......... 254 PARTE 2.............................................................DPE/SC.................. (PEÇA PRÁTICA.......................DEFENSOR PÚBLICO... (FEPESE. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES CAPÍTULO 12 EXECUÇÃO PENAL................................................................. 273 3..PEÇAS PRÁTICAS.........

o concurseiro pode. um ~ farto panorama doutrinário e jurisprudencial sobre o tema abordado no enunciado. Trata-se de um projeto inovador. APRESENTAÇÃO Embora existam muitos livros de questões comentadas de provas objetivas. o que acaba tornando o livro um poderoso instrumento de revisão. Buscou-se abordar o máximo de assuntos da matéria por meio das provas. Além de questões. Defensoria Pública. As provas selecionadc:s são de concursos de todas as carreiras jurídicas: PFN. é níti- da a escassez no mercadc de obras que se destinem a auxiliar o candidato a obter um desempenho satisfatório numa prova discursiva. A obra se distingue por fornecer. além do aprendi- zado dos temas mais exigidos nos concursos. após a resposta do autor para cada questão. 13 . O propósito desse livro é justamente identificar as bases sobre as quais deve se firmar a preparação do candidato para provas discursivas. antes de ir direto para a resposta da questão. também há a resolução de peças processuais e pareceres. diferente do que existe no mercado sobre provas discursivas. estudando a matéria ao mesmo tempo em que constata a aplicação do conteúdo nas provas. e logo em seguida conferir sua resposta com a do autor e com a doutrina e a jurisprudência temática. Desse modo. destinado para o leitor tentar res- ponder a questão discursiva. ao final de algumas r:!spostas são trazidas questões de primeira etapa. Procuradorias. Tribunais de Con- tas. Ministério Público. logo após o enunciado das questões. Assim. o que dá um panorama completo das :::>rovas discursivas. Como se não bastas- se. Magistratura. de forma a demonstrar ao leitor a predileção das bancas pelo assunto. No intuito de ser urr' material de estudos completo. os livros da coleção possuem um espaço. ter a oporutnidade de simular a resolução das provas discur- sivas. AGU. o leitor também se torna um conhece- dor das provas de segunda fase. Essa coleção é indispensável para todos aqueles que desejam preparar-se para concursos públicos de forma dinâmica e otimizada.

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Após a altera- ção introduzida no Código de Processo Penal. . Defensor Público. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (30 LINHAS) 10 12 13 14 17 . o juiz determinou que fosse o acusa- do intimado da pronúncia por edital. CAPÍTULO 1 LEI PROCESSUAL PENAL NO TEMPO ENO ESPAÇO ~ QUESTÕES Réu foragido foi pronunciado em 2000 por homicídio qualificado. Posteriormente. determinando vista dos autos a você. MANI- FESTE-SE JUSTIFICADAMENTE. designou data para julgamento pelo Tribunal do Júri.

1AN GOMES 15 16 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 18 .. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I V/ILLIAM AKE 0J.

passou o Estatuto Processual Penal a permitir que a intimação da decisão de pronúncia seja feita por edital. nos casos de crimes inafiançáveis. diante dos apontados reflexos materiais da norma em questão. quando o acusado solto não for encontrado (art. como ocorre na hipótese. estando ele presente ou não. o art. designou data para julgamento pelo Tribunal do Júri.vigorando em sua re- dação original desde a data do fato até a prolação de sentença de pronúncia -devem ultragir. parágrafo único. Defensor Público. exararia manifestação contrária à . 2°. 420. já que o parágrafo único do artigo 420 do CPP. no que tange ao curso da prescrição e ao exercício da plenitude de defesa e do contraditório (art. o prosseguimento do feito. 5°. com a redação atual). Decerto. ~ WllliAM AKERMAN GOMES @RESPOSTA Antes do advento da Lei n° 11. em relação aos fatos anteriores à entrada em vigor da alteração mencio- nada. "a". 414 do CPP atualmente cuida da sentença de impronúncia -. como Defensor Público. Todavia. do CPP. MANI- FESTE-SE JUSTIFICADAMENTE. contém regra de natureza híbrida.689/2008. com julgamento do réu pelo Tribu- nal do Júri. com a nova redação detenni- nada pela reforma pontual promovida no Digesto Processual Penal em 2008. da CF). e LV. 457 do CPP). parágrafo único.decisão que determinou o 19 . via de consequência. 414 do CPP exigia intimação pes- soal da decisão de pronúncia para que o réu fosse submetido a júri popular. XL. os artigos 413 e 414 do CPP . 5°. determinando vista dos autos a você. da CF e art.o art. Com a alteração legislativa levada a efeito. ao chancelar a intimação da decisão de pronúncia por edital e. do CP). LEI PROCESSUAL PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO ~ QUESTÕES COMENTADAS Réu foragido foi pronunciado em 2000 por homicídio qualificado. que revogou aquela norma. o acusado não pode ser surpreendido por regras que antes desconhecia com repercussão em causa extintiva de punibilidade e nas garantias processuais penais de estatura constitucional. XXXVIII. bem como a autorizar que o réu seja julgado mesmo que não compareça à ses- são plenária (art. Portanto. com reflexos penais prejudiciais ao réu. Após a altera- ção introduzida no Código de Processo Penal. Posteriormente. o juiz determinou que fosse o acusa- do intimado da pronúncia por edital. sob pena de se malferir o postulado da irretroatividade da lei penal que não beneficie o réu (art.

nessas hipóteses. aplica-se a regra do Direito Penal.719. porém. 8. por se tratar. da Convenção Americana de Direitos Humanos. ao arrepio do con- traditório. no que tange à intimação da pronúncia por edital e quanto à possibilidade do chamado júri de cadeira vazia. poder-se-ia alcançar. XXXVIII. tivesse comparecido em cartório ou mesmo constituído advogado. Dessa forma. perempção etc. perdão. Alguns autores chamam de normas mistas com pre- valentes caracteres penais. LI\/. citado inicialmente ou intimado para qualquer ato do proces- so. Não por outro motivo." (LIMA. que estatuía que "o processo seguirá à revelia do acusado que. na forma da anterior redação do art. Exemplo: as normas que regulam a representação. a fim de anular a decisão e obstar o pros- seguimento do feito sem a intimação pessoal do acusado. que o sistema adotado pelo CPP é o do isolamento dos atos processuais. conclui-se que as novas leis do procedimento comum e do procedimento do júri não foram aplicadas aos atos processuais anteriormente realizados. ação penal. deixar de comparecer sem motivo justificado. p. fosse pessoalmente cientificado acerca da acusação que sobre ele recai.689/2008. em momento algum do procedimento. sua inaplicabilidade aos fatos anteriores à Lei n° 9. regendo-se. Nesse caso. vez que o enunciado não esclarece a forma pela qual realizada a citação -. 366 do CPP. com a intimação editalícia. tendo em vista que. ou seja." Em casos tais. do devido processo legal e da plenitude de defesa (arts. de norma de natureza proces- sual." (LOPES JR. ou seja. aquelas que possuem caracteres penais e pro- cessuais. segundo os Tribunais Superiores. b. 2012. Relevante destacar. pugnando pela sua reconsidera- ção e.689 e 11. "a". todavia. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Considerando-se. tão somente. sempre à luz do princípio tempus regit actum e em atenção ao art. mas que diz respeito ao poder punitivo e à extinção da punibilidade. eis que disciplinam um ato realizado no processo. então. que tanto o Supremo Tribunal Federal como o Superior Tribunal de Justiça firmaram entendimento no sentido de que não há constrangimento ilegal na aplicação da novel legislação a fatos anteriores à Lei n° 11. os atos processuais que ainda não haviam sido praticados quando de sua vigência. LV. Ressalvaram.que pode também ser o da hipótese em tela. 2012. 258-259) 20 . da CF). no âmbito do direito processual penal. p. 104) "Por fim. inviáveis a intimação da pronúncia também por edital e a realização da sessão plenária sem a presença do acusado. o STJ concluiu que. pela conju- gação das duas normas. representado pelo brocardo tempus regit actum. queixa-crime. existem as leis mistas. renúncia. bem como do art.. conforme estabelece o art. a aplicação da lei no tempo é regrada pelo princípio do efeito imediato.2. 5°. 2° do CPP. com maior razão e com respaldo na jurisprudência das mais altas Cortes do país.271/1996 em que o réu tenha sido citado também por edital e o processo tenha tido prosseguimento sem comprovação de sua ciência efetiva acerca da acusação. 2° do CPP. a lei mais benigna é retroativa e a mais gravosa não. um julgamento sem que o acusado. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES prosseguimento do feito. inclusive. impetrando habeas corpus. mesmo tendo ocorrido o recebimento da denúncia antes do advento das Leis nos 11. não há cons- trangimento ilegal na adoção dos ritos introduzidos por estes diplomas. por elas.

Tendo em vista que a impetração aponta como ato coator acórdão proferido por ocasião do julgamento de apelação criminal. CPP. 420. PROCESSUAL PENAL. necessária a racionalização da utilização do habeas corpus. inclusive aos processos em curso. ART. IMPOSSIBILIDADE. e não viola a ampla defesa. APLICAÇÃO IMEDIATA. Jma vez que o acusado é julgado sem que se conheça a sua versão. notadamente as modificações no procedimento do Tribunal do Júri empreendidas pela Lei 11. com a redação determinada pela Lei n° 11. 420 do Código de Proces- so Penal. e.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. o ato foi precedido por anterior citação pessoal após o recebimento da denúncia. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. pois. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. como' norma processual. 2° do CPP. circunstância que impede o seu conhecimento. citado pes- soalmente. LEI PROC=SSUAL PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 3. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ESPECIAL CABÍVEL. Relator(a): Min. depara-se com flagrante utilização inadequada da via elei- ta. 4. INTIMAÇÃO DO ACU- SADO DA DECISÃO DE PRONÚNCIA. contra o qual seria cabível a interpo- sição do recurso especial. O art. 1. APLICABILIDADE IMEDIATA. Rei. A essência do processo penal consiste em permitir ao acusado o di- reito de defesa. 2. com a redação determinada pela Lei n° 11. DJe 01/03/2013) . Ordem não conhecida.c. 2. INTIMAÇÃO POR EDITAL. mesmo que tenham por obj~to crimes pretéritos. Julgamento in absentia propriamente dito ocorre somente quando o acusado não é. (1) IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ORDINÁRIO. ROSA WEBER. escolhe tornar-se revel. em nenhum momento processual. art. 1.68S/2008.689/2008. O artigo 420 do Código de Processo Penal. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do habeas corpus. RESPEITO AO SISTEMA RECURSAL PREVISTO NA CARTA MAGNA. que se encontram ausentes . 2. aplica-se de imediato. O constrangimento apontado na 21 . S. 3. foi impetrada indevidamente a ordem como substi- tutiva de recurso ordinário. (2) PRONÚN- CIA. Primeira -urma. fictamente. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA. sendo esta então realizada por edital. e não quando o acusado. COMPATIBILIDADE COM A AMPLA DEFESA.689/2008. tem-se como imperiosa a pronta aplicação da possibilidade de inti- mação por edital dos réus pronunciados. em louvor à lógica do sistema recursal. NÃO CONHECIMENTO. O julgamento in absentia fere esse direito básico e constitui uma fonte potencial de erros judiciários. 6. (RHC 108070. Tendo em vista a reforma do Código de Processo Penal. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-196 DIVULG 04-10-2012 PUBLIC 05-1 0-2012) -grifado pelo autor ~ STJ PROCESSO PENAL. ART. julgado em 04/09/2012. Com o intuito de homenagear o sistema criado pelo Poder Constituinte Originário para a impugnação das decisões judiciais. em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional. HABEAS CORPUS. In casu.art. o qual não deve ser admitido para con- testar decisão contra a qual exista previsão de recurso específico no ordenamento ju- rídico. (HC 189561/ES. 420 c. ainda que procedida a intimação ficta por não ser o acusado encontrado para ciência pessoal da pronúncia. 420 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL COM AS ALTERAÇÕES DA LEI 11. ainda na fase inicial do processo. 1. 3. SEXTA TURMA. incidindo sobre os processos futuros e em curso. HOMICÍDIO QUALIFICADO. julgado em 21/02/2013. encontrado para citação. não viola a ampla defesa.689/08. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. ORDEM NÃO CONHECIDA. A norma proces- sual penal aplica-se de imediato.

motivo pelo qual deve ser aplicada de forma imediata sobre os atos proces- suais pendentes. CONSTRANGI- MENTO ILEGAL EVIDENCIADO.271/1996.271/1996.3. sob pena de violação aos princípios constitucionais da ampla defesa e do contraditório. parágrafo único. então vigentes. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES inicial será analisado. respeitados os atos realizados sob o império da legislação anterior. sendo imperioso que se aguarde a sua intimação pessoal acerca da decisão de pronúncia.foi inicialmente citado por edital.271/96. notícia de que o réu teve ciência da imputação a ele dirigida pela acusação. não comparecendo em Juízo. DO CPP. uma vez que tal compreensão implicaria a sua sub- missão a julgamento pelo Tribunal do Júri sem que sequer se tenha certeza da sua ciência acerca da acusação que pesa contra si. tal norma processual penal não pode ser aplicada aos fatos anteriores à Lei 9. no presente caso. proferida sentença de pronúncia. SENTENÇA DE PRONÚNCIA. em 30/11/1995. 111. 1. 366 do CPP. os fatos ocorre- ram em 12. PARÁGRAFO ÚNICO. parágrafo único. parágrafo único.689. PARÁGRAFO ÚNICO. IMPOSSIBILIDADE. NOS TERMOS DO ART. Precedentes. aludido dispositivo. 366 DO CPP. VIOLAÇÃO AO CONTRADITÓRIO E À AMPLA DE- FESA. e. INTIMAÇÃO POR EDITAL. 413 e 414 do CPP. estabeleceu a possibilidade de intimação da sentença de pronúncia. 5. tendo a primeira fase do procedimento dos crimes dolosos contra a vida tramitado à revelia do paciente. deve ser aplicado imediatamente. o processo não pôde avançar. 2. mesmo aos crimes ocorridos antes de sua vigência. julgado em 24/04/2014. assim. a formação de um título condenatório ao arrepio das garantias constitucionais dispostas em _favor do acusado. e 457 do CPP (redação da Lei 11.1994. nos termos do artigo 2° do Código de Processo Penal. PROSSEGUI- MENTO DO PROCESSO. 420. alterado com a entrada em vigor da Lei 11. QUINTA TURMA. V.209/PA. a fim de que se verifique a existência de flagrante ilegalidade que justifique a atuação de ofício por este Superior Tribunal de Justiça. RÉU DECLARADO REVEL. não sendo possível a aplicação retroativa das novas disposições dos arts. Rei. Habeas corpus não conhecido. até que. As leis processuais são aplicadas de imediato. nas específicas hipóteses em que foi decretada a revelia do réu. PRECEDENTES. por edital. De acordo com a jurisprudência pacificada neste Superior Tribunal de Justiça. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO. pois. do Código de Processo Penal. nos termos do art. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO RETROATIVA DO ARTIGO 420.689/2008. DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. COM A REDAÇÃO DADA PELA LEI 11. 4. NA REDAÇÃO ANTERIOR A LEI 9. na redação atribuída pela Lei 11. Inexistindo. AUSÊNCIA DE INTIMAÇÃO DO ACUSADO. ao acusado solto. é imperiosa sua intimação pessoal acerca do conteúdo da sentença de pronúncia. RÉU REVEL. DJe 05/0S/2014). IV. na redação anterior à Lei 11. foi declarada a sua revelia. 413 e 414 do CPP.689/2008. Ordem concedida de ofício para anu- lar o julgamento do paciente pelo Tribunal do Júri. com a redação determinada pela Lei n° 11. DECISÃO DE PRONÚNCIA. 11. que não for encontrado. prosseguindo- -se no feito. No caso dos autos. I. 3.689/2008. "o artigo 420 do Código de Processo Penal. ainda que procedida a intimação ficta por não ser o acusado encontrado 22 . Consoante a jurisprudência do STF.689/2008). em face da regra tempus regit actum. na redação anterior à Lei 9. 420. sobrestando-se o feito até que ele seja pessoalmente intimado da decisão provisional.689/2008. de 09/06/2008. na redação anterior à Lei 11.689/2008. o réu. FATOS ANTERIORES À LEI 9. (HC 262. Pre- cedentes do STJ. não viola a ampla defesa.689/2008. pois. Ministro JORGE MUSSI. do CPP. FATO OCORRIDO EM 1988. APLI- CAÇÃO RETROATIVA DO ART.que responde por fato ocorrido em 1988. de acordo com os arts. que permite a citação por edital do réu solto que não for encontrado. é norma de natureza processual. CITAÇÃO FICTA. O artigo 420. Precedentes. 420. pela necessidade de intimação pessoal da pronúncia ao acusado. desde a sua vigência. O art.grifado pelo autor HOMICÍDIO. Todavia. sendo-lhe nomeado defensor dativo.271/96. nos ter- mos dos arts. NA REDAÇÃO DA LEI 11. No entanto. por ter índole processual. evitando-se.

o que impede sua aplicação retroativa em prejuízo do réu. Rei. 457).19. QUE NEGAVA PROVIMENTO AO RECURSO MINISTERIAL. 414 do CPP. bem como passou a permitir. conforme decidido pelo Egrégio Supremo Tribu- nal Federal.382/RJ. SEXTA TURMA. 1. Inviabilidade de conjugação das duas regras com citação e intimação da pronúncia por edital. situação inocorren- te. o ato foi precedido por anterior citação pessoal após o recebimento da denúncia. (REsp 1236707/RS. em sua redação anterior à referida lei. que tem status de norma supralegal. Rei. Os princípios constitucionais do devido processo legal . de seu turno. julga- do em 10/09/2013. A norma introduzida pela Lei 11.Julgamento: 18/02/2014.impossibilitam que um acusado seja condenado pelo Conselho de Sentença sem nunca ter tomado conhecimento da acusação" (STJ. JÁ QUE OS RECORRIDOS PER- MANECERAM DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL EM LOCAL INCERTO E NÃO SABIDO. PRIMEIRA TURMA.8. HC 172. pois do contrário o processo fica paralisado. Ministro OG FERNANDES. Rei.grifado pelo autor ~ TJRJ 0072213-82. os fatos apurados ocorreram antes da Lei n° 9. PESSO- ALMENTE. pois implica condenação sem prévia ciência da acusação. ficando o processo sus- penso até a citação pessoal dos embargantes. Em igual sentido: STJ.689/08 estabeleceu a possi- bilidade de intimação editalícia da decisão de pronúncia do acusado solto que não for encontrado (art. Restauração da decisão que determinou a anulação da citação editalícia. DJe de 18/09/2012. A Lei 11.em seus consectários do contraditório e da ampla defesa .271/96 era possível a pronúncia apenas com a citação editalícia. JÚRI. em que houve a citação por edital e o réu não compareceu em juízo ou constituiu advogado para defendê-lo.070/DF. PAULO BALDEZ.271/96 e ocorreu a paralisação do feito.2. do Pacto de São José da Costa Rica.689/2008. PRETENDEM OS EMBARGANTES A PREVALÊNCIA DO VOTO VENCIDO.TERCEIRA CAMARA CRIMINAL EMBARGOS INFRIN- GENTES E DE NULIDADE. que assegura a todos a comunicação prévia e pormenorizada ao acusado da acusação formulada. NÃO SENDO NEM MESMO CITADOS OU INTIMADOS DA PRONÚNCIA. 420) com julgamento à revelia pelo Tribunal do Júri em caso de não compareci- mento (art. Já decidiu o STJ no sentido de que "a nova redação conferida aos arts.0000.EMBARGOS INFRINGENTES E DE NULIDADE DES. mas em contrapartida a intimação da pronúncia era necessariamente pessoal. Ministra ROSA WEBER. único). SEXTA TURMA. decorrente da regra anterior inscrita no art. 2. (grifado pelo autor) 23 . 420. e 457. RHC 108.527/MG. na data de sua entrada em vigor. QUINTA TURMA. A reforma processual introduzida pela Lei 11. VIl. com influência no prazo prescricional. mas de outro lado somente há possibilidade de pronúncia do réu que tomou ciência pessoal da acusação. RESTABELECEN- DO A INTIMAÇÃO EDITALÍCIA DOS RECORRIDOS E DETERMINANDO O SEGUIMENTO DO PROCESSO. HC 152. Recurso Especial conhecido e im- provido.2012. Ministra ASSUSETE MAGALHÃES. em contrariedade com a norma do art. que o réu seja intimado por edital para a sessão de instrução e julgamento (art. suspensos por força do disposto nos art. VI. ambos do CPP não pode ser aplicada aos processos submetidos ao rito es- calonado do Júri. in casu. DJe 30/09/2013). porquanto se trata de norma de natureza híbrida. DJe de 15/06/2011 ). em que a citação inicial para a Ação Penal deu-se por edital. O ACÓRDÃO EMBARGADO DEU PROVIMENTO AO RE- CURSO EM SENTIDO ESTRITO INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. "Ministro GILSON DIPP. parágrafo único. possibilita a citação editalícia da pronúncia.689/08 não alcança os pro- cessos que se encontravam. em idêntica situação. Na sistemática anterior à Lei 9. 5. EMBARGOS CONHECIDO E PROVIDOS. 413 e 414 do Código de Processo Penal. b. LEI PROCESSUAL PENAL NO TEMPO E NO ESPAÇO para ciência pessoal da pronúncia. ainda na fase inicial do processo" (STF. 420 e seu p. 431 c/c o art. 8. 4. DJe de 05/10/2012). 3. Rei.

desde que não sejam de natureza mista: vigoram princípios diferentes em relação a cada uma das leis. (FCC . 24 . ~ Assertiva correta. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01.DPE/MA.Defensor Público.2009) Sobre a aplicação da lei penal e da lei proces- sual penal no tempo.

. . @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (50 LINHAS) 25 .características do sistema processual penal acusatório. os seguintes aspectos: . necessariamente. .lastro normativo constitucional do sistema processual penal em vigor.impacto do sistema processual penal acusatório ditado pela Constituição Fede- ral no Código de Procésso Penal brasileiro. CAPÍTULO 2 SISTEMA ACUSATÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS ~ QUESTÕES Elabore dissertação acerca do sistema processual penal acusatório consagrado na atual Carta Constitucional.gestão das provas e posição do juiz no sistema acusatório. abordando.

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 10 12 13 14 15 16 u 18 19 20 21 22 ~ 23 24 25 26 27 28 29 JO ~ 32 JJ 34 35 36 37 Ja 26 .

SISTEMA ACUSATÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS 39 40 41 42 43 45 46 47 49 50 27 .

EDUARDO
AIDÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKERMAN GOMES

~ QUESTÕES COMENTADAS

Elabore dissertação acerca .do sistema processual penal acusatório consagrado na
atual Carta Constitucional, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:
- lastro normativo constitucional do sistema processual penal em vigor;
- características do sistema processual penal acusatório;
- gestão das provas e posição do juiz no sistema acusatório;
- impacto do sistema processual penal acusatório ditado pela Constituição Fede-
ral no Código de Processo Penal brasileiro.

~ WILLIAM AKERMAN GOMES
@RESPOSTA
Como consabido, sistema processual penal é o conjunto de princípios e regras que
estabelece as diretrizes para a aplicação do direito penal a cada caso concreto.
Embora haja controvérsia acerca do tema, predomina o entendimento, com aco-
lhida, inclusive, na jurisprudência dos Tribunais Superiores, de que é adotado no Brasil
o sistema acusatório, especialmente à luz do disposto no art. 129, I, do Texto Maior,
que conferiu ao ministério público a titularidade da ação penal pública, passando a
haver clara separação das funções de acusar, defender e julgar. O processo caracteriza-
-se, assim, como legítimo actum trium personarum.
Ademais, outras disposições constitucionais igualmente indicam a adoção do sis-
tema acusatório no Brasil, como as relativas à motivação das decisões judiciais (art. 93,
IX, da CF), isonomia processual (art. 5°, caput, da CF), juiz natural (art. 5°, XXXVII e Llll,
da CF), devido processo legal (art. 5°, LIV, da CF), contraditório, ampla defesa (art. 5°,
LV. da CF) e presunção de inocência (art. 5°, LVII, da CF).
lmpende assinalar; nesse contexto, que, malgrado seja nota do sistema acusatório
a separação entre as funções de acusar; defender e julgar; a verdadeira característica
fundante desse sistema é, segundo a melhor doutrina, a atribuição da gestão/iniciativa
probatória às partes, e não ao juiz, de sorte a conservar sua imparcialidade e equidis-
tância dos demais atores do processo.
O juiz, no sistema acusatório, deve guardar uma posição de coadjuvante ao lon-
go do trâmite processual ante a atividade desenvolvida pelas partes, tanto acusador
como acusado. Descabe, portanto, a atuação de ofício do julgador no que tange à
produção de provas.
Assim, autor e réu constroem, através do confronto, de forma dialética e em igual-
dade de condições, a solução do caso penal.
28

SISTEMA ACUSATÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS

Ainda no mesmo diapasão, tal sistema possui como características de relevo, além
da gestão da prova pelas partes e da separação das funções, entre outras as seguintes:
a) o réu é sujeito de direitos, gozando de todas as garantais constitucionais que
lhe são outorgadas;
b) a liberdade do acusado é a regra, e a prisão, a exceção;

c) os princípios do contraditório e da ampla defesa informam todo o processo;
d) o órgão julgador deve conservar sua imparcialidade ao longo do feito, dirigindo
o processo de forma equidistante das partes em conflito e salvaguardando a paridade
de armas entre acusado e acusador;

e) o_sistema de provas adotado é o do livre convendmeruo, ou seja, a sentença
deve ser motivada com base nas provas carreadas aos autos;
f) o processo é regido pelo princípio da publicidade dos atos processuais, admitin-
do-se, como exceção; o sigilo na prática de determinados atos;
g) a oralidade prevalece nos procedimentos.

Por derradeiro, como o Digesto Processual Penal, datado de 1941, apresenta inú-
meras disposições de índole inquisitiva, mostra-se imprescindível que seja lido com
um olhar constitucional, realizando-se a filtragem exigida para que tenha aplicação
conforme a Carta Política.
Os dispositivos que não se compatibilizam com o Texto Maior já não foram por ele
recepcionados, como, por exemplo, os que tratam da prática de atos pelo juiz para a
instauração do processo penal.

@ DOUTRINA TEMÁTICA
"... sistema processual penal é o conjunto de princípios e regras constitucionais, de acor-
do com o momento político de cada Estado, que estabelece as diretrizes a serem segui-
das para a aplicação do direito penal a cada caso concreto." (RANGEL, 2008, p. 45)

"O tema relativo ao sistema processual penal adotado no Brasil é controvertido, não ha-
vendo posição uniforme a respeito. A doutrina e a jurisprudência majoritária apon-
tam o sistema acusatório. Entretanto, há orientação em sentido oposto, compreen-
dendo no direito brasileiro o sistema misto ou inquisitivo garantista.

Para os adeptos da primeira corrente, a consagração do modelo acusatório está clara
em várias disposições da Constituição Federal, em especial aquelas que referem à obri-
gatoriedade de motivação das decisões judiciais (art 93, IX) e às garantias da isonomia
processual (art. 5°, 1), do juiz natural (art. 5°, XXXVII e Llll), do devido processo legal (art.
5°, LIV), do contraditório, da ampla defesa (art. 5°, LV) e da presunção de inocência (art.
5°, LVII).

Já os defensores do segundo entendimento aduzem que, muito embora a Constitui-
ção Federal tenha incorporado regras pertinentes ao sistema acusatório, o direito bra-
sileiro agasalhou resquícios do sistema inquisitivo na legislação infraconstitucional,
do que é exemplo a faculdade conferida ao juiz de produzir provas ex officio, prevista

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EDUARDO
AIDÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKER.MAN GOMES

genericamente no art. 156 do CPP e ratificada em várias outras disposições do mesmo
Código e da legislação complementar.

(... )
Analisando estas duas linhas de pensamento, aderimos à primeira delas, considerando
que, de fato, vigora no Brasil o sistema acusatório, entendimento este respaldado em
diversas decisões do STF e do STJ." (AVENA, 2014, p. 12-13)- grifado pelo autcr

"Hodiernamente, no direito pátrio, vige o sistema acusatório (cf. art. 129, I, da
CRFB), pois a função de acusar foi entregue, privativamente, a um órgão distinto: o Mi-
nistério Público e, em casos excepcionais, ao particular." (RANGEL, 200B, p. 49)- grifado
pelo autor

"Pelo sistema acusatório, acolhido de forma explícita peta Constituição Federal de
1988 (CF, art. 129, inc. 1), que tornou privativa do Ministério Público a propositura
da ação penal pública, a relação processual somente tem início mediante a provocação
de pessoa encarregada de deduzir a pretensão punitiva (ne procedQt judex ex offcicio),
e, conquanto não retire do juiz o poder de gerenciar o processo mediante o exercício
do impulso processual, impede que o magistrado tome iniéiativas que não se alinham
com a equidistância que ele deve tomar quanto ao interesse das partes." (LIMA. 2012, p.
6) - grifado pelo autor

"A separação (inicial) das atividades de acusar e julgar não é o núcleo fundante dos sis-
temas e, por si só, é insuficiente para sua caracterização.

Não se pode desconsiderar a complexa fenomenologia do processo, de modo que a
separação das funções impõe, como decorrência lógica, que a gestão/iniciativa
probatória seja atribuída às partes (e não ao juiz, por elementar, pois isso rompe-
ria com a separação de funções). Mais do que isso, somente com essa sepHação de
papéis mantém-se o juiz afastado da arena das partes e, portanto, é a clara delimitação
das esferas de atuação que cria as condições de possibilidade para termos um juiz im-
parcial.

Portanto, é reducionismo pensar que basta ter 1,1ma acusação (separação inicial das
funções) para constituir-se um processo acusatório. É necessário que se mantenha
a separação para que a estrutura não se rompa e, portanto, é decorrênáa lógica
e inafastável, que a iniciativa probatória esteja (sempre) nas mãos das partes. So-
mente isso permite a imparcialidade do juiz." (LOPES JR., 2012, p. 128-129)- grifado
pelo autor

"... o sistema acusatório caracteriza-se pela presença de partes distintas, contrapondo-se
acusação e defesa em igualdade de posições, e a ambas se sobrepondo um juiz, de ma-
neira eqüidistante e imparcial. Aqui, há uma separação das funções de acusar, defender
e julgar. O processo caracteriza-se, assim, como legítimo actum trium personarum.

(...)

No sistema acusatório, a gestão das provas é função das partes, cabendo ao juiz um pa-
pel de garante das regras do jogo, salvaguardando direitos e liberdades fund3mentais.
Diversamente do sistema inquisitorial, o sistema acusatório caracteriza-se por gerar um
processo de partes, em que autor e réu constroem através do confronto a solução justa

30

SISTEMA ACUSATÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS

do caso penal. A separação das funções processuais de acusar, defender e julgar
entre sujeitos processuais distintos, o reconhecimento dos direitos fundamentais
ao acusado, que passa a ser sujeito de direitos e a construção dialética da solução
do caso pelas partes, em igualdade de condições, são, assim, as principais caracte-
rísticas desse modelo.

(...)
Como se percebe, o que efetivamente diferencia o sistema inquisitorial do acusatório é
a posição dos sujeitos processuais e a gestão da prova. O modelo acusatório reflete a
posição dos sujeitos processuais, cabendo exclusivamente às partes a produção do
material probatório e sempre observando os princípios do contraditório, da ampla de-
fesa, da publicidade e do dever de motivação das decisões judiciais. Portanto, além da
separação das funções de acusar, defender e julgar, o traço peculiar mais impor-
tante do sistema acusatório é que o juiz não é, por excelência, o gestor da prova."
(LIMA, 2012, p. 5-6)- grifado pelo autor

"Podemos apontar algumas características do sistema acusatório:
a) há separação entre as funções de acusar, julgar e defender, com três personagens
distintos: autor, juiz e réu (ne procedatjudex ex officio);

b) o processo é regido pelo princípio da publicidade dos atos processuais, admitindo-
-se, como exceção, o sigilo na prática de determinados atos (no direito brasileiro, vide
art. 93, IX, da CRFB c/c art. 792, § 1°, c/c art. 481, ambos do CPP);

c) os princípios do contraditório e da ampla defesa informam todo o processo. O réu é
sujeito de direitos, gozando de todas as garantais constitucionais que lhe são outorga-
das;

d) o sistema de provas adotado é do livre convencimento, ou seja, a sentença deve ser
motivada com base nas provas carreadas aos autos. O juiz está livre na sua apreciação,
porém não pode se afastar do que consta no processo (cf. art. 157 do CPP c/c art. 93,
IX, da CRFB);

e) imparcialidade do órgão julgador, pois o juiz está distante do conflito de interesse de
alta relevância social, instaurado entre as partes, mantendo seu equilíbrio, porém diri-
gindo o processo adotando as providências necessárias à instrução do feito, indeferindo
as diligências inúteis ou meramente protelatórias (cf. art. 130 do CPC)." (RANGEL, 2008,
p. 48-49)

"A fraude [do sistema bifásico, repartido em fase inquisitorial e processual] reside no
fato de que a prova é colhida na inquisição do inquérito, sendo trazida integralmente
para dentro do processo e, ao final, basta o belo discurso do julgador para imunizar
a decisão. Esse discurso vem mascarado com as mais variadas fórmulas, do estilo: a
prova do inquérito é corroborada pela prova judicializada; cotejando a prova policial
com a judicializada; e assim todo um exercício imunizatório (ou melhor, uma fraude de
etiquetas) para justificar uma condenação, que na verdade está calcada nos elementos
colhidos no segredo da inquisição. O processo acaba por converter-se em uma mera
repetição ou encenação da primeira fase.

(...)

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EDUARDO
AI DÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKERMAN GOMES

Ora, ou alguém imagina que Napoleão aceitaria o tal sistema bifásico [trazido no Code
d'lnstruction Criminal/e de 1808] se não tivesse certeza de que era apenas um 'mudar
para continuar tudo igual'?

(...)

Enquanto não tivermos um processo verdadeiramente acusatório, do início ao fim, ou,
ao menos, adotarmos o paliativo da exclusão física dos autos do inquérito policial de
dentro do processo, as pessoas continuarão sendo condenadas com base na 'prova'
inquisitorial, disfarçada no discurso do 'cotejando', 'corrobora'... e outras fórmulas que
mascaram a realidade: a condenação está calcada nos atos de investigação, naquilo fei-
to na pura inquisição." (LOPES JR., 2012, p. 130-131)

"(O sistema inquisitório] Serviu a Napoleão, um tirano; serve a qualquer senhor; não
serve a democracia. E basta." (COUTINHO, Jacinto apud LOPES JR., 2012, p. 131)

"É bem verdade que não se trata de um sistema acusatório puro. De fato, há de ter em
mente que o Código de Processo Penal tem nítida inspiração no modelo fascista italia-
no. Torna-se imperioso, portanto, que a legislação infraconstitucional seja relida
diante da nova ordem constitucional. Dito de outro modo, não se pode admitir que
se procure delimitar o sistema brasileiro a partir do Código de Processo Penal. Pelo con-
trário. São as leis que devem ser interpretadas à luz dos direitos, garantias e princípios
introduzidos pela Carta Constitucional de 1988." (LIMA, 2012, p. 7)- grifado pelo autor

"Vejamos algumas passagens da Lei Processual Penal sem esgotá-las, mas para identifi-
cá-las e confrontá-las com o sistema acusatório, dando nosso posicionamento ...

CPP, art. 5° Nos crimes de ação pública o inquérito policial será iniciado:

(...)
11 - mediante requisição da autoridade judiciária ou do Ministério Público, ou a requeri-
mento do ofendido ou de quem tiver qualidade para representá-lo.

Se a imparcialidade é uma das características do sistema acusatório, colocando o juiz
distante da persecução penal, não há dúvida de que a determinação de instauração de
inquérito na hipótese em epígrafe não foi recepcionada pela Constituição Federal.

(...)

CPP. art. 13. Incumbirá ainda à autoridade policial:

(...)
11 - realizar as diligências requisitadas pelo juiz ou pelo Ministério Público;

(...)
Ora, claro nos parece que, se ainda não há o exercício pleno do direito de agir (cf. art.
2" do CPC), não deve haver intervenção do Estado-juiz. Assim, a regra em epígrafe não
pode subsistir diante do sistema acusatório atual.

(...)

32

SISTEMA ACUSA"'ÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS

CPP. art. 26. A ação penal, nas contravenções, será iniciada com o auto de prisão em
flagrante ou por meio de portaria expedida pela autoridade judiciária ou policial.

O dispositivo em tela pertencia à época em que vigia na ordem jurídica a Lei n°
4.611/65, lei odiosa que permitia a propositura da ação penal pela autoridade policial
ou pelo juiz... Hoje não mais é possível, pois o sistema acusatório baniu a referida lei,
bem como o art. 26 acima .. ."' (RANGEL, 2008, p. 57-58)- destacado no original

@ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA
~ STF
Habeas corpus. 2. Alegações de: i) ofensa ao disposto no art. 28 do Código de Processo
Penal; e ii) omissão na aplicação do art. 9° da Lei no 10.684/2003 ao caso concreto. 3.
No ordenamento jurídico brasileiro, vigora o sistema acusatório. Porém, a hipótese
descrita nos autos não configura iniciativa probatória exercida pelo juiz. 4. Ausência (le
violação ao art. 28 do CPP. vez que o próprio magistrado consignou em seu despa-
cho não poder determinar medidas apuratórias, em face do pedido de arquivamen-
to, limitando-se a remeter à consideração do Ministério Público "a possibilidade de se
realizar ainda uma tentativa de elucidação" (fi. 148). 5: No caso concreto, a ocorrência
de fatos novos ensejou o legítimo oferecimento de denúncia pelo Parquet. Não há coli-
são com o entendimento firmado pelo Plenário no julgamento do INQ n° 2.028/BA, Re-
latora Ministra Ellen Grade, maioria, DJ 16.12.2005. 6. Configuração de ofensa ao art. 9°
da Lei no 10.648/2003, pois a paciente tem direito à suspensão da pretensão punitiva,
diante do parcelamento concedido à pessoa jurídica- PAES. 7. Ordem parcialmente de-
ferida, para que o Superior Tribunal de Justiça, completando o julgamento do acórdão
recorrido (Recurso Especial n° 502.881/PR), examine a alegação do paciente, no sentido
da aplicação do art. 9° da Lei no 10.684/2003 ao caso ora em apreço conforme orienta-
ção da Procuradoria-Geral da República. (HC 84051, Relator(a): Min. GILMAR MENDES,
Segunda Turma, julgad'o em 17/08/2004, DJ 02-03-2007 PP-00046 EMENT VOL-02266-
03 PP-00519)- grifado pelo autor

HABEAS CORPUS- AÇÃO PENAL PÚBLICA- MONOPÓLIO CONSTITUCIONAL OUTOR-
GADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO (CF, ART. 129, I)- FORMAÇÃO DA "OPINIO DE-
LICTI" NAS AÇÕES PENAIS PÚBLICAS: JUÍZO PRIVATIVO DO MINISTÉRIO PÚBLICO
- IMPOSSIBILIDADE DE ARQUIVAMENTO DE INQUÉRITO POLICIAL OU DE PEÇAS
INFORMATIVAS POR DELIBERAÇÃO JUDICIAL "EX OFFICIO"- NECESSIDADE, PARA
TANTO, DE PROVOCAÇÃO DO MINISTÉRIO PÚBLICO - CRIME DE DESOBEDIÊNCIA
SUPOSTAMENTE PRATICADO POR PREFEITO MUNICIPAL- DESCUMPRIMENTO DE OR-
DEM JUDICIAL (DL N° 201/67, ART. 1°, XIV) - DETERMINAÇÃO (NÃO ATENDIDA) DE
INCLUSÃO, NO ORÇAMENTO DO MUNICÍPIO, DE VERBA NECESSÁRIA AO PAGAMEN-
TO DE DÉBITO CONSTANTE DE PRECATÓRIO - DECISÃO QUE, EMBORA EMANADA DE
AUTORIDADE JUDICIAL, FOI PROFERIDA EM SEDE MATERIALMENTE ADMINISTRATIVA
- AUSÊNCIA DE ELEMENTO ESSENCIAL DO TIPO - CONSEQÜENTE DESCARACTERIZA-
ÇÃO DA TIPICIDADE PENAL- FALTA DE JUSTA CAUSA PARA A INSTAURAÇÃO DE INVES-
TIGAÇÃO CRIMINAL- CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO- INVALIDAÇÃO
DO PROCEDIMENTO PENAL- "HABEAS CORPUS" DEFERIDO. MONOPÓLIO CONSTITU-
CIONAL DO PODER DE AGIR OUTORGADO AO MINISTÉRIO PÚBLICO EM SEDE DE
INFRAÇÕES DELITUOSAS PERSEGUÍVEIS MEDIANTE AÇÃO PENAL DE INICIATIVA
PÚBLICA.- Inviável, em nosso sistema normativo, o arquivamento "ex officio", por
iniciativa do Poder Judiciário, de peças informativas e/ou de inquéritos policiais,

33

EDUARDO
AI DÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKERMAN GOMES

pois, tratando-se de delitos perseguíveis mediante ação penal pública, a proposta
de arquivamento só pode emanar, legítima e exclusivamente, do próprio Minis-
tério Público. Precedentes. - Essa prerrogativa do "Parquet", contudo, não impe-
de que o magistrado, se eventualmente vislumbrar ausente a tipicidade penal dos
fatos investigados, reconheça caracterizada situação de injusto constrangimento,
tornando-se conseqüentemente lícita a concessão "ex officio" de ordem de "habe-
as corpus" em favor daquele submetido a ilegal coação por parte do Estado (CPP.
art. 654, § 2°).

(...)

(HC 106124, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Segunda Turma, julgado em 22/11/2011,
PROCESSO ELETRÔNICO DJe-178 DIVULG 10-09-2013 PUBLIC 11-09-2013) - grifado
pelo autor

RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL RECONHECIDA. PRELIMINAR DE
NÃO CONHECIMENTO DO RE. QUESTÃO SUPERADA. HABEAS CORPUS. CONCESSÃO
DA ORDEM PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA PARA TRANCAMENTO DA
AÇÃO PENAL POR FALTA DE JUSTA CAUSA. ALEGAÇÃO DE TOLHIMENTO DE PRER-
ROGATIVA EXCLUSIVA DO MINISTÉRIO PÚBLICO PARA PROVAR A ACUSAÇÃO,
MEDIANTE AJUIZAMENTO DE AÇÃO PENAL ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA PROCEDIDA
POR TRIBUNAL SUPERIOR, EM DETRIMENTO DA COMPETÊNCIA DO TRIBUNAL DO
JÚRI. OFENSA AOS ARTS. 5°, XXXVIII, E 129, I, AMBOS DA CONSTITUIÇÃO FEDE-
RAL NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA DA SÚMULA 279 DO STF.
RECURSO EXTRAORDINÁRIO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. I - Havendo a Corte, por
meio de seu Plenário Virtual, reconhecido a repercussão geral do tema cons'.:itucional
debatido nos autos, deve prosseguir no julgamento de mérito da causa. 11 - Para se
chegar à conclusão contrária à do acórdão recorrido seria necessário reexaminar o con-
junto fático-probatório dos autos. Incidência da Súmula 279 do STF. 111 - Decisão ju-
dicial de rejeição de denúncia, impronúncia de réu, de absolvição sumária ou de
trancamento de ação penal por falta de justa causa, não viola a cláusula constitu-
cional de monopólio do poder de iniciativa do Ministério Público em matéria de
persecução penal e tampouco transgride o postulado do juiz natural nos procedi-
mentos penais inerentes ao Tribunal do Júri. 111- Recurso extraordinário não provi-
do. (RE 593443, Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO, Relator(a) p/ Acórdão: Min. RICARDO
LEWANDOWSKI, Tribunal Pleno, julgado em 06/06/2013, ACÓRDÃO ELETRÔNICO DJe-
097 DIVULG 21-05-2014 PUBLIC 22-05-2014)- grifado pelo autor

~ STJ
PROCESSO PENAL. HABEAS CORPUS. SONEGAÇÃO FISCAL. USURA. FUNCIONAMENTO DE
INSTITUIÇÃO FINANCEIRA SEM AUTORIZAÇÃO. (1) PAGAMENTO DO TRIBUTO ANTES DO
OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. MATÉRIA NÃO TRATADA
NA ORIGEM. COGNIÇÃO. IMPOSSIBILIDADE. (2) PRESCRIÇÃO DA AÇÃO PENAL FEITO
AINDA NA FASE INVESTIGATÓRIA. ANÁLISE DELICADA: AUSÊNCIA DE ENQUADRA-
MENTO TÍPICO- TAREFA QUE INCUMBE AO MINISTÉRIO PÚBLICO (MODELO ACU-
SATÓRIO). IMPETRAÇÃO DEFICIENTEMENTE INSTRUÍDA. AUSÊNCIA DE CERTIDÕES DE
ANTECEDENTES CRIMINAIS. CONSTRANGIMENTO LEGAL. AUSÊNCIA. 1. Tema não levado
a debate no Tribunal a quo (extinção da punibilidade, relativa ao crime de sonegação
fiscal, pelo pagamento do tributo) não pode ser enfrentado por esta Corte Superior, sob
pena de supressão de instância. 2. O reconhecimento da prescrição ainda na fase de
inquérito é tarefa das mais delicadas, diante da ausência de enquadramento típico

34

SISTEMA ACUSATÓRIO E PRINCÍPIOS PROCESSUAIS FUNDAMENTAIS

promovido pelo Ministério Público, titular da ação penal pública - apanágio do sis-
tema acusatório. Para que se possa decretar a extinção da punibilidade, em tal contexto,
é imperioso que o impetrante promova a devida instrução do writ; contudo, deixou-se de
apresentar. por exemplo, a certidão de antecedentes criminais dos pacientes. In casu, na
imputação de usura, a reincidência funciona como majorante, que deve ser considerada
para o cálculo da prescrição; ademais, sendo dois os pacientes, há a possibilidade de inci-
dência da majorante do concurso de agentes que, vindo a ensejar incremento, menor que
seja, implicará a prescrição em oito anos- lapso que não foi alcançado. Na espécie, tam-
bém, não se implementou a prescrição em relação aos delitos de sonegação fiscal e fun-
cionamento de instituição financeira sem autorização. 3. Ordem denegada. (HC 198.113/
CE, Rei. Ministro HAROLDO RODRIGUES (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/CE),
Rei. p/ Acórdão Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA, SEXTA TURMA, julgado em
07/06/2011, DJe 03/08/2011)- grifado pelo autor

HABEAS CORPUS. FURTO QUALIFICADO. NULIDADE. RITO ADOTADO EM AUDIÊNCIA DE
INSTRUÇÃO E JULGAMENTO. SISTEMA ACUSATÓRIO. EXEGESE DO ART. 212 DO CPP.
COM A REDAÇÃO DADA PELA LE111.690/2008. EIVA RELATIVA. DEFESA SILENTE DURAN-
TE A REALIZAÇÃO DO ATO. PRECLUSÃO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO EFETIVO
PREJUÍZO. PRINCÍPIO DA INSTRUMENTALIDADE DAS FORMAS. CONSTRANGIMENTO ILE-
GAL NÃO EVIDENCIADO. ORDEM DENEGADA. 1. A nova redação dada ao art. 212 do
CPP. em vigor a partir de agosto de 2008, determina que as vítimas, testemunhas e o
interrogado sejam perquiridos direta e primeiramente pela acusação e na sequência pela
defesa, possibilitando ao magistrado complementar a inquirição quando entender neces-
sário quaisquer esclarecimentos. 2. É cediço que no terreno das nulidades no âmbito no
processo penal vige o sistema da instrumentalidade das formas, no qual se protege o
ato praticado em desacordo com o modelo legal caso tenha atingido a sua finalidade,
cuja invalidação é condicionada à demonstração do prejuízo causado à parte, ficando a
cargo do magistrado o exercício do juízo de conveniência acerca da retirada da sua efi-
cácia, de acordo com as peculiaridades verificadas no caso concreto. 3. Na hipótese em
apreço, o ato impugnado atingiu a sua finalidade, ou seja, houve a produção das provas
requeridas, sendo oportunizada às partes, ainda que em momento posterior, a formula-
ção de questões às testemunhas ouvidas, respeitando-se o contraditório e a ampla defesa
constitucionalmente garantidos, motivo pelo qual não houve qualquer prejuízo efetivo
ao paciente. 4. Eventual inobservância à ordem estabelecida no artigo 212 do Código de
Processo Penal cuida-se de vício relativo, devendo ser arguido no momento processual
oportuno juntamente da demonstração da ocorrência do prejuízo sofrido pela parte, sob
pena de preclusão, porquanto vige no cenário das nulidades o brocado pas de nullité sons
grief positivado na letra do art. 563 do Código de Processo Penal, ou seja, em matéria
penal, nenhuma nulidade será declarada se não demonstrado prejuízo (Precedentes STJ e
STF). S. Constatando-se que a defesa do paciente permaneceu silente durante a audiência
de instrução e julgamento, vindo a arguir a irregularidade somente nas alegações finais, a
pretensão do impetrante de invalidação da instrução criminal encontra-se fulminada pelo
fenômeno da preclusão. (HC 163.428/DF, Rei. Ministro JORGE MUSSI, QUINTA TURMA,
julgado em 21/06/2011, DJe 01/08/2011)- grifado pelo autor

@ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS
01. (Vunesp- Defensor Público- DPE/MS- 2008) O princípio da publicidade:
C) é regra geral no sistema processual do tipo acusatório.
~ Assertiva correta.
35

2007) O processo penal contemporâneo contempla três modelos de avaliação ou valoração da prova: o sistema legal. (FCC .Defensor Público . 36 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 02.DPE/SP . o da íntima convicção.o sistema da persuasão racional ou do livre convencimento encontra respaldo no método inquisitório. e o da persuasão racional. em que o magistrado tem ampla liberdade para avaliar as questões de fato. ~ Assertiva errada. Sobre tais sistemas probatórios pode-se afirmar: C . devendo apenas motivas as questões de direito.

arquivamento do inquérito policial pode f!Contecer decisão com a marca da imutabilidade plena? (responder em até 10 linhas. O que ul- trapassar não será considerado) @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (10 UNHAS) 10 37 . CAPÍTULO 3 FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL ~ QUESTÕES Numa" situação de.

@ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (40 LINHAS) 10 12 13 Í4 15 16 18 19 20 21 22 23 24 38 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES O ordenamento processual penal pátrio admite a investigação criminal defensiva? Resposta fundamentada.

FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL 25 26 27 28 29 30 31 32 33 35 36 31 38 39 40 39 .

escuta telefônica)? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (20 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 11 18 19 20 40 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES O juiz ou o delegado podem indeferir o acesso de advogado do investigado aos autos do inquérito sob o fundamento de que existem diligências sigilosas em anda- mento (por ex.

O que se ertende por "razoabilidade"' e quais os critérios que a norteiam? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (20 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 11 18 19 20 Z1 41 .349-MT. Felix Fischer. Min.6. estando sujeito. 18. FASE PR~-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL Na jurisprudência do STJ (por ex. HC 78. o exame de seu excesso.2007). te11-se entendido que o pràzo para encerramento da instrução com réu preso não é rígido. ao juízo de "razoabilidade". rei.

397. e. já que há análise de mérito sobre a inexistência de crime. p. quando a decisão judicial que determinar o arquivamento do inquérito policial ou das peças de informação (do crime) se arrimar na atipicidade do fato ou mesmo na extinção da punibilidade do delito . Assim. em questões de direito. Atlas. Relembre-se de que as duas situações exemplificadas dizem respeito a casos de absolvição sumária (art. sem a marca da imutabi- lidade plena gerada pela coisa julgada material. por onseguinte. 51) ~I 1 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. O que ul- trapassar não será considerado) ~ ROBERTO GOMES A decisão que determina o arquivamento do inquérito policial tem natureza admi- nistrativo-judicial. Eugênio Pa- celli. Nesse passo. É que. parte da doutrina atribui o mesmo resultado para a decisão baseada na exclusão da ilicitude ou ·da culpabilidade. os Tribunais Superiores têm entendido que a decisão de arquivamento fará coisa julgada material. em algumas hipóteses. Rio de Janeiro: Ed. a colheita de provas substan- cialmente novas pode motivar o desarquivamento da peça investigativa e o ofereci- mento da denúncia.estará fechada a porta para a revisão pro societate. porquanto proferida por magistrado ainda na fase pré-processual. CPP). 42 . não havendo pronunciamento de mérito e. mais propriamente." (OLIVEIRA. impedindo posterior denúncia do acusado. como no exemplo da falsa certidão :le óbito . 111 e IV. poderá ter lugar a proibição da revisão pro societote. o arquivamento se fun- damenta em questões de mérito. Curso de processo penal. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e j~risprudência. se reconhecer a atipicidade da conduta delituosa~inda que por juízo absolutamente incompetent~Sem olvidar da controvérsia que ainda paira na jurisprudência. @ DOUTRINA TEMATICA "Ainda quando se tratar de decisão de arquiva11ento de inquérito. 18. 2014.ressalvada a hipótese de fraude para a sua carac- terização. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GO~'ES I WILLIAM I AKERMAN GOMES ~ QUESTÕES COMENTADAS Numa situação de arquivamento do inquérito policial pode acontecer decisão com a marca da imutabilidade plena? (responder em até 10 linhas. ed. Todavia.

certeza da atipicidade -.cimento de denúncia. [. não seria admissível denúncia nem mesmo se surgissem novas provas. [. elementos até então desconhecidos que revelem a autoria ou a materiai"idade da infração. encampada pelo Judiciário (órgão que determina o arquivamento). FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL "A decisão que determina o arquivamento do inquérito não gera coisa julgada material. Não há sentido em sustentar que. p. Manual de Processo Penal.. ] Em nosso ponto de vista. 179) "Arquivado o inquérito policial ou as peças de informação. 43 . Nessa hipótese . Guilherme de Souza. de se tratar de fato atípico (irrelevante penal) deve ser considerada definitiva. Curso de Direito Processual Penál. se o arquivamento é realizado com base na prova da atipicidade do fato. Niterói. Da mesma forma que a solução acerca da atipicidade. ] Entretanto.. ed. p. 201 O. São Paulo: Ed. há de se reputar presente a coisa julgada material. RJ: lmpetus. podendo ser revista a qualquer tempo. faz coisa julgada màterial. ] É importante salientar que a jurisprudência majoritária dos Tribunais Superiores entende que. 8 ed. ou seja.. quando reconhecida a legalidade e licitude desse. Neste raciocínio. desde que surjam novas prQvas. sem possi- bilidade de continuidade das investigações no futuro. quando comprovada a atipicidade do fato. a decisão." (BRASILEIRO. p. 131) "A nosso sentir.. RT. quando comprovada a atipicidade do fato. Manual de processo e execução penal. se o arquivamento ocorrer com fundamento na atipicidade da conduta é possível gerar coisa julgada material. tendo em vista inexistir crime. anterior ao oferecimento da denúncia.. inclusive porque novas provas podem surgir. Salva- dor: Juspodivm. independentemente da instauração de outro inquérito. e aquela que o faz. prevalece o entendimento de que haverá coisa julgada material ainda que o juízo seja absolutamen- te incompetente." (NUCCI. e aquela que o faz. pode proceder a novas pesquisas. 184) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA "Enfatizou não vislumbrar diferença ontológica entre a decisão que arquiva o inquérito. por ofensa à coisa julgada material. porquanto ambas estariam fundadas na inexistência de cri- me e não na mera ausência ou insuficiência de provas para ofere. Nestor. Ocorre que a autoridade policial. 2011. quando reconhecida a licitude da conduta do agente. afir- mando o Ministério Público ao juiz que deixa de denunciar o indiciado ou investigado. Renato de Lima." (TÁVORA. Como o arquivamento não decorrera de mero encerramento de investigações improfícuas. 2013. estando o promotor convencido de que existe lastro suficiente que faça concluir que o fato é atípico.. segundo o preceituado em lei. porquanto ambas estariam fundadas na inexistência de crime e não na mera ausência ou insuficiência de provas para oferecimento de denúncia. também seria inviável o desarquivamento na hipótese de fato julgado lícito com apoio em provas sobejamente colhidas. mas sim de um pron-unciamento de mérito. o mesmo deveria ocorrer se o arquivamento se der por exclusão da ilicitude ou da culpabilidade. da mesma forma que não seria admissível o desarquivamento do inquérito poli- cial pelo surgimento de provas novas que revelassem a tipicidade de fato anteriormente considerado atípico pelas provas existentes. e se o pedido for homologado nestes exatos termos. Assim. nada impede que em mo- mento posterior haja o oferecimento de denúncia acerca daquele mesmo fato. cremos estar formada a coisa julgada material. o que significa sair em busca de provas que surjam e cheguem ao seu conhecimento. de forma excepcional. posteriormente. alguém possa conseguir novas provas a respeito de fato já declarado penalmente irrisório. 6. em caso de arquivamento. não há diferença ontológica entre a decisão que arquiva o inquérito. A conclusão extraída pelo Ministério Público (órgão que requer o arquivamento). [.

diante do acervo probatório apurado. o Tribunal determinou a suspensão do processo penal. o arquivamento não decorrera de mero en- cerramento de investigações improfícuas. pois o paciente fora absolvido ante a constatação da excludente de antijuridicidade (estrito cumprimento do dever legal). destarte. não conhecia do writ por julgar que a via eleita não seria adequada ao exame da suposta prova nova que motivara o desarquivamento. Cármen Lúcia. POR AUSÊNCIA DE TIPICIDADE PENAL DO FATO SOB APURAÇÃO. Não se revela cabível a reabertura das investigações penais.inistério Público. na situação dos autos. REABERTU- RA DO PROCEDIMENTO FUNDADA EM ALEGAÇÃO DE EXISTÊNCIA DE NOVAS PROVAS. Citando o que dispos- to no aludido Verbete 524 da Súmula. o Ministério Público. na espécie. também seria inviável o desarquivamento na hipótese de fato julgado lícito com apoio em provas sobejamente colhidas. no ponto.2010. quando o arquivamento do respectivo inquérito policial tenha sido determinado por magistrado 44 . produzir-se-ia coisa julgada material. art. dene- gou-se a ordem. (HC-95211). que. que seguia a divergência. ARQUIVAMENTO DE TERMO CIRCUNS- TANCIADO ORDENADO POR MAGISTRADO COMPETENTE. Vencido. anterior ao oferecimento da denúncia e que corresponderia à absolvição sumária. O Min. mas não propriamente de excludente de ilicitude.2009. 10. HC 87395/PR. Min. porquanto transpareceria que as informações as quais determinaram a reabertura do inquérito teriam se baseado em provas colhidas pelo próprio M. IMPOSSIBILIDADE. A PEDIDO DO MINISTÉRIO PÚBLICO. a Turma entendeu. 1. sendo impossível reabrir-se o inquérito independentemente de outras circunstâncias. Presidente. Após o voto do Min. na presente situação. desde o Ministério Público capixaba até o STJ. coisa julgada material. Ricardo Lewandowski suscitou questão de ordem no sentido de que os autos fossem deslocados ao Plenário. Assim. Marco Aurélio acrescentou que nosso sistema convive com os institutos da justiça e da segurança jurídica e que. Contudo.3. tal como não seria admissível o desarquivamento do inquérito policial pelo surgi- mento de provas novas que revelassem a tipicidade de fato anteriormente considerado atípico pelas provas existentes. arquivado o inquérito policial com base na inexistência do crime. em conseqüência. mas sim de um pronunciamento de mérito. Aduziu-se que a jurisprudência da Corte seria farta quanto ao caráter impeditivo de desarquivamento de inquérito policial nas hipóteses de reconhecimento de atipicidade. Ademais. em votação majoritária. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Registrou orientação da Corte no sentido de que." (Informativo n° 597 do STF) "O Min. Ayres Britto. ou não. REGIMENTAL PROVIDO. rei. este não seria observado se reaberto o inquérito. 18). No mérito. ORDEM CONCEDIDA. pediu vista dos autos o Min. (HC-87395). Por fim. rei. o que fora acatado pelo juízo de origem. enfatizou-se que o tempo todo fora afirmado. Aduziu. Cezar Peluso. Asseverou que. que. e sim a ilicitude que inicialmente levara a esse pedido de arquivamento. Ricardo Lewandowski. Ricardo Lewandowski que. que houvera novas provas decorrentes das apurações." (Informativo n° 538 do STF) "AGRAVO REGIMENTAL EM HABEAS CORPUS. tendo em conta que o ato de arquivamento ganhara contornos absolutórios.8. ressaltando o contexto fático. até conclusão deste julgamento. Min. 26. o qual não fora negado em momento algum. conclu- íra que o fato investigado não seria criminoso e. HC 95211/ES. observou-se que essas novas condições não afastaram o fato típico. POR ATIPICIDADE DO FATO. antes. também por maioria. deveria apreciar matéria prejudicial relativa ao fato de se saber se a ausência de ilicitude configuraria. a partir de preceito que encerra exceção (CPP. o Min. deixara de oferecer denúncia e requerera o acolhimento das mencionadas excludentes de ilicitude. Vencidos os Ministros Menezes Direito e Marco Aurélio que deferiam o habeas corpus por considerar que. EFICÁCIA PRECLUSIVA DA DECISÃO QUE DETERMINA O ARQUIVA- MENTO DA INVESTIGAÇÃO. ter-se-ia coisa julgada material.

jul- gado em 02/08/2011. DJe 15/09/2011) "DIREITO PENAL. faz coisa julgada material nos casos de reconhecimento de prescrição da pretensão punitiva e de atipicidade da conduta. Primeira Turma. em trâmite perante a Auditoria Militar de Passo Fundo/RS. por des- pacho do juiz. PRECEDENTES.TJ-PR.TJ-CE." !111 Resposta: Assertiva verdadeira.. mesmo que a peça acusatória busque apoiar-se em novos elementos probatórios. ainda que seja emanada de juiz absolutamente incompetente. 45 . HC 100161 AgR. Min. impedirá a instauração de processo que tenha por objeto o mesmo episódio. HABEAS CORPUS. Ordem concedida. (TRF. 04. HABEAS COR- PUS CONCEDIDO. IMPOSSIBILIDADE. acolhido o parecer ministerial. a decisão que de- terminar o arquivamento com base nesse fundamento. favor libertatis e ne bis in idem. ] 2. Ministra Maria The- reza De Assis Moura. DJ de 11/2/05). [. porque a decisão faz coisa julgada.2014) "Caso o MP re- queira o arquivamento de IP com fundamento na atipicidade do fato. lnaplicabilidade.Juiz Federal.156/MT. 02.397/RS. Ordem concedida. 18 do CPP e da Súmula 524/STF (HC n° 84.revestir-se-á de eficácia preclusiva e obstativa de ulterior instauração da persecutio criminis. 03. DECISÃO PRO- FERIDA POR JUÍZO ABSOLUTAMENTE INCOMPETENTE. em regra. (UFPR.. Rei. julgado em 17/03/2011. deve-se reconhecer a prevalência dos princípios do favor rei.Juiz. a pedido do Ministério Público. em tal situação. INSTAURAÇÃO DE AÇÃO PENAL PERANTE O JU- ÍZO COMPETENTE. do art. Relator o Ministro Celso de Mello.3" REGIÃO. Precedentes. Rei.Execução de Mandados.Juiz. RECONHECIMENTO DE ATIPICIDADE DO FATO. (TJ-MG. dando-o por atípico (precedentes).2013) "O arquivamento do inquérito policial.porque definitiva . FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL competente. Dias Toffoli. DJe 11/04/2011) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01.2014) "A decisão que determina o arquivamento do inquérito policial não gera." !111 Resposta: Assertiva verdadeira. de modo a preservar a segurança jurídica que o ordenamento jurídico demanda. coisa julgada material.921. Agravo regimental provido.0004. AR- QUIVAMENTO DO FEITO." (STJ. a autoridade policial não mais poderá empreender novas investigações. hipótese em que a decisão judicial . HC 173." (STF. A decisão de arquivamento do inquérito policial no âmbito da Justiça Comum. sendo decisão rebus sic stantibus nos casos de arquivamento por incidência de causa de justificação. para trancar a Ação Penal n° 484-00. 2. Segunda Turma." !111 Resposta: Assertiva falsa. PERSECUÇÃO PENAL NA JUSTIÇA MILITAR POR FATO ANALISADO NA JUSTIÇA COMUM. Sexta Turma." !111 Resposta: Assertiva verdadeira. IMPOSSIBILIDADE: CONSTRAN- GIMENTO ILEGAL CARACTERIZADO. em virtude da atipicidade penal do fato sob apuração. impossibilita a instauração de ação penal perante a Justiça Especializada. (CESPE. Ainda que se trate de decisão proferida por juizo absolutamente incompetente. por falta de base para a denúncia. em virtude de promoção ministerial no sentido da atipicidade do fato e da incidência de causa excludente de ilicitude. COISA JULGADA. 4.Analista Judiciário.2013) "Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela au- toridade judiciária. uma vez que o Estado-Juiz já se manifestou sobre o fato.2008. PEDIDO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.

.. um outro membro do Ministério Público federal ofertou denúncia contra o servidor público........ a de- cisão de arquivamento de IP.. somente podem ser reabertas as investigações a partir do surgimento de elementos probatórios não inte- grantes do acervo colhido durante o inquérito:· ~ Resposta: Assertiva falsa . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES OS.PC-DF....2013) "Se o IP for arquivado pelo juiz.... a decisão que de- terminar o arquivamento do IP impedirá a instauração de processo penal pelo mesmo fato. 08.......2013) "É pacificado o entendimento dos tribu- nais superiores acerca da possibilidade de instauração de ação penal fundada na existência de novas provas. salvo se o juiz prolator da de- cisão for absolutamente incompetente... impedindo a reabertura da causa pelo mesmo fato..... (CESPE .......Escrivão de Polícia..... em razão de atipicidade...Delegado de Polícia ..........2012) "A decisão que concorda com o pedido de arquivamento do inquérito policial formulado pelo Ministério Público por atipicidade do fato possui eficácia preclusiva típica de coisa julgada formal.......... desde que o arquivamento tenha sido ordenado por juiz absolutamente incompetente.. 09.......... gera coisa julgada material...." ~ Resposta: Assertiva verdadeira...... sem a existência de novas provas. (UEG. Nessa situação. com o escopo de reunir os elementos de convicção que sejam favoráveis ao acusado. O ordenamento processual penal pátrio admite a investigação criminal de- fensiva? Resposta fundamentada.MPE-RO...... mesmo no caso em que o inquérito policial tenha sido arquivado a pedido do MP. não há óbice para a instauração da ação penal. 07........2009) "De acordo com a posição do.... era atípica...." ~ Resposta: Assertiva falsa. (CESPE.... (CESPE. a requeri- mento do promotor de justiça.... Posteriormente..PC-GO...... STF. 06..Delegado de Polícia......... nesse caso......" ~ Resposta: Assertiva falsa............. ........Promotor de Justiça. com base na atipicidade dos fatos. ~ WllliAM AKERMAN GOMES @RESPOSTA A investigação criminal defensiva consiste no complexo de atividades de natureza investigatória desenvolvido pelo defensor em qualquer fase da persecução criminal..........PC-RN .... ao ser divulgada uma matéria jornalística sobre o arquivamento.AGU -Advogado .... asseverando que a conduta do réu tipifi- cava crime de peculato.. uma vez que um representante do Ministério Público pode reconsiderar pedido de arquivamento de inquérito policial e oferecer denúncia.. ainda que tenha sido tomada por juiz absolutamente incompetente.. sob D argumento de que o fato é atípico...... um servidor público. 46 .2004) "Um procurador da República requereu fundamenta- damente o arquivamento de um inquérito policial por entender que a conduta do indiciado." ~ Resposta: Assertiva falsa.... (CESPE... uma vez preclusa. O juiz federal acatou as razões invocadas e determinou o arquivamento do inquérito............

a investigação defensiva representa uma forma de equilibrar a posição da defesa frente aos debatidos poderes investigatórios ao Minis- tério Público.830/2013 não teve. desde au- torizada por lei. 37/2011 3. em tese. logo após. 5°. nos termos do art. Embora o texto legal não preveja expressamente tal investigação. ou não.2. apenas sugere a realização de diligências à autoridade. 2° da Lei n° 12. juízo da a autoridade". não veda. que será realizada. FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL À luz dos princípios de estatura constitucional da isonomia processual (art. apesar de assentar que "as funções de polícia judiciária e a apuração de infrações pe- nais exercidas pelo delegado de polícia são de natureza jurídica. no contexto da relação processual dialética caracterizadora do processo penal de partes. à edição da Lei n2 12. da CF) e do próprio siste- ma acusatório (art. como. do CPP. a previsão do art 14 do CPP. Até porque sempre existiu a chamada investigação extrapolicial.o condão de suprimir tal investigação. mas tal iniciativa encontra óbices intransponíveis. por exemplo~ a a~.099/1957. Há também quem sustente que a investigação defensiva. carece de mecanismos ao menos assemelháveis àqueles de que dispõe o Estado e. · 2 Teve por escopo explicitar a impossibilidade de se terceirizar a atividade policial e reforçar a importância de se conferir aos delegados de polícia o mesmo tratamento de outras carreiras de Estado. 8.nem poderia ter. parágrafo único.830/2013 2. LIV. 5°. 3 A PEC foi rejeitada em 25 de junho de 2013. Soma-se a isso o fato de que o art. pesquisar ele próprio ou contatar investigador particular para localizar fontes de prova da inocência. por certo. Decerto. disciplinada pela Lei n° 3. de que o indiciado pode "requerer qualquer diligência. a nosso sentir.>soluta falta de regulamentação no Digesto Processual Penal acerca dos direitos e deveres dos defensores técnicos em suas investigações. deve ser tida como espécie de investigação particular. 47 . que abrange toda investigação realizada por autoridade administrativa que não seja a policial. sobretudo quando considerado o momento político de sua edição -já que contemporânea à tramitação da famigerada PEC. Ainda no âmbito normativo. c. o defensor técnico do acusado pode. 4°. E o art. ·o que inclui o direito de investigar fontes de provas. 129. da CF}. em sessão extraordinária da Câmara f:!os Deputados. do contraditório e da ampla defesa (art.830. em verda- de. essenciais e exclusi- vas de Estado". da CF). a investigação criminal defensiva. hodiernamente. 14 do CPP. assegurando a paridade de armas. ca- put. também não a proíbe. tal como deter- mina o citado art. devendo ser admitida na ordem jurídica pátria pelos fundamentos já expostos e tendo em consideração que o próprio direito à prova pressupõe o direito à investigação. não atende satisfatoriamente tal determinação Voltando-nos ao plano prático. E. o cidadão investigado. de interpretação controvertida e apelidada por' setores da sociedade de PEC da Impunidade. da CADH assegura a "concessão ao acu- sado do tempo e dos meios adequados para preparação de sua defesa". quando muito. até que haja previsão expressa no CPP. portanto. cumpre ressaltar que o art 2° da lei n° 12.ou quase-. I. de 20 de junho de 2013.

e o procedimento investigativo por ele conduzido passa a ter por finalidade exclusiva amontoar documentos que sirvam para estruturar o raciocínio anterior- mente elaborado. com total desconsideração a qualquer prova que desacredite sua linha de pensamento. requerer a produção judicial do meio de prova respectivo. 4 Art. impende registrar que o Projeto do Novo Código de Processo Pe- nal (Projeto de Lei n° 156/09) contempla a investigação criminal d!=!fensiva em seu art. 2014. do CPP. A atividade investigativa que pensamos seja correta deve ser responsável e comprome- tida com a verdade. comumente. p.nem sempre condizente com a realida- de -. 134. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Outrossim. portanto. por meio de seu advogado. o próprio fato de a doutrina especializada.para realizar a atividade investigativa das fontes de prova de interesse da acusação. Nem se argumente que a Polícia Judiciária teria interesse na 'descoberta da verdade' e. Esse é o problema." (MESSA. a nosso ver. violadora da paridade de armas. 4°. desprovida de pré-julgamento e de maldade.grifado pelo autor "Partindo da premissa de que o direito à prova pressupõe um direito à investigação. inobstante a adoção. almejando trazer o mínimo de equilíbrio. buscaria elementos de provas tanto que confirmassem a hipótese investigada quanto a eventual inocência do suspeito. 2014. de defensor público ou de outros mandatários com poderes expressos. não se preocupando com elementos defensivos. já que algumas vezes o representante do Ministério Público demons- tra ter uma convicção previamente formada . 48 . considerando o objetivo que algumas vezes visa.a Polícia Civil e Federal . p. à antitética relação acusação-defesa. posteriormente. 13. não abordar o tema relativo à investigação criminal defensiva denota a evidente disparidade de armas ainda prevalente no processo penal pátrio. tomar a iniciativa de identificar fontes de prova em favor de sua defesa." (MARCÃO. não deve ser cega e inconsequentemente dirigida à comprovação de uma versão calcada em suposição muito mais inclinada para alucinação. tendo a polícia clara propensão a buscar as fontes de prova acusatória. sob o prisma investigatório. É facultado ao investigado. mas na forma como é conduzida. do sistema acusatório e da previsão de diversas garantias processuais penais. podendo inclu- sive entrevistar pessoas. desde autorizada por lei. A tarefa é investigar infração penal e sua respectiva autoria. em que há um aparato estatal organiza- do e estruturado . parágrafo único. alcançar. é inegável que o acusado tem o direito de realizar atividades investigativas para des- cobrir fontes de provas de seu interesse e. @ DOUTRINATEMÁTICA "O inquérito é extrapolicial quando for realizado por autoridade administrativa que não seja a policial. um tanto maior em sede investiga- tória. pela Carta Política. Na prática. Por derradeiro. nos termos do art. negar à defesa tal direito seria defender uma inadmissível iniqüidade. Mormente no caso da investigação criminal. 205-206). tal postura mostrou-se irrealizável. 275) "O grave problema que se pode identificar com certa facilidade em investigação promo- vida pelo Ministério Público. nunca esteve na (i)legitimidade.

conta apenas com seus esforços pessoais e com a colaboração de outras pessoas e de entes públicos ou privados. pelo menos por ora. deve-se considerar ser possível a in- vestigação pela defesa como espécie de investigação por particular. Falta poder de polícia.532. sem dúvida. Ta. por meio de seu advogado. pelo de- fensor. p. de defensor público ou de outros manda:ários com poderes expressos.. de poder de coerção. podendo inclusive entrevistar pessoas. tomar a iniciativa de identifi- car fontes de prova em favor de sua defesa. assegu- ra a 'concessão ao acusado do tempo e dos meios adequados para preparação de sua defesa'.." (BADARÓ. a possb Iidade de investigação criminal pela defesa. nem atente contra a inviolabilidade domiciliar. A investigação por particular foi instituída pela Lei n° 3. FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL A despeito disso. e regula- mentada pelo Dec. enquanto não aprovado o projeto do novo CPP. o direito de investigar fontes de provas. 94) -grifado pelo autor "De acordo com o Projeto do novo Código de Processo Penal (Projeto de Lei n° 156/09. de que o indiciado 'requerer qualquer diligência. 182-183).2. O traço peculiar dessas investigações privadas é. tendente à coleta de elementos objetivos. quando o particular investiga por conta própria. de 24/02/1957.grifado pelo autor "A análise do direito comparado mostra que. É permitido o trabalho de investigador par- ticular. de 03/05/1961. no gozo da parcialidade constitucional deferida. o direito à investigação defen- siva é reconhecido como uma decorrência da VI Emenda. o CPP nãc disciplina a atividade de investigação defensiva. que será realizada... subjetivos e documentais de convicção. nos EUA. com ou sem assistência de consulente técnico e/ou investigador privado autorizado.is entrevistas deverão ser precedidas de esclarecimentos sobre seus objetivos e do con- sentimento das pessoas ouv:cas. 13}. 14 do CPP. como forma de se assegurar a efe- tiva isonomia entre as parte5 na persecução penal e o direito de defesa do imputado. 50. é claramente insuficiente. (LIMA. empregará para pleno exercício da ampla defesa do imputado em contraponto a investigação ou acusações oficiais. 181-182). passará a ser faculta :i::> ao investigado. a investigação defensiva pode ser definida como 'o complexo de atividades de natureza investigatória desenvol- vido em qualquer fase da persecução criminal. Aliás. art. Como se percebe. 2014. Assim. 2014. que assegura o right to a 49 . A mera previsão do art. p. inclusive na ante judicial. não goza de imperatividade. o grande problEma é que. as atividades investigativas. Entretanto. basicamente. a despeito da importância desse instrumento investigatório como forma de se as- segurar o respeito à paridade de armas. 8. da CADH. não há. a juízo da autoridade'. não se pode esquecer que o art." (Idem. no escopo de construção de acervo probatório lícito que. desde que não invada a competência privativa da Polícia Judiciária. no direito processual penal brasileiro. ou seja. a vida privada e a boa fama das pessoas. (. p.grifado pelo autor ". embora também não a proíba. ou não. sua eficácia será diminuta. ainda que se admi:a que seja possível a realização de atividade investigativa pela defesa. ou seja.099. c. o que inclui. sem um regime específico que assegure ao ad- vogado do investigado poderes para realizar. a ausência de imperatividade. por si ou por intermédio de investigadores particulares.) Segundo André Boiani e Azevedo e Édson Luís Baldan. Não obstante. o projeto do novo CPP passa c: prever a possibilidade de investigação criminal defensiva.

que não admitia que o resultado da investigação defensiva fosse diretamente valorado como proV3 pelo juiz. Todavia.terpretada restritivamente pela jurisprudência. reconhecendo ao defensor o direito de introduzir seus elementos de investiçação no processo. mesmo quando decorrerem de diligências sigilosas. No regime originário do CPP de 1988 havia apenas uma J::revisão no art. assim. p. 95). 2014. deveriam ser canalizados para os autos da investigação do Ministério Público. tal previsão foi ir. Desse modo. sem regulamentar a modalidade de desenvolvimento. @ RESPOSTA5: Como se vê dos julgados predominantes. a posição unilateral assumida pelo inquérito policial não autoriza a polícia ou o magistrado é desrespeitar as garantias jurídicas do indiciado. com o objetivo de descobrir e individual zar elementos de provas fa·. há um dever legal e deontológico de o defensor investigar os fatos. que acrescentou o título VI-bis do livro quinto do CPP italiano. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES counsel. inclusive de- fensivos. na forma de mera enunciação de princípio. Ou seja. de maneira que possam ter ciência das acusações. Superou-se.o- nal n° 2/1999.grifado peb autor O juiz ou o delegado podem indeferir o acesso de advogado do investigado aos autos do inquérito sob o fundamento de que existem diligências sigilosas em anda- mento (por ex. e mais. foi aprovada a lei da investigação defensiva . Simplesmente faculta-se ac· defensor apresentar diretamente ao juiz os dados reunidos na investigação prelimina -. Logo de- pois. alterou tal disciplina. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. a denominada 'teoria da canalização'. na Itália. valor e forma de utilização." (BADARÓ. Posteriormente. a Lei n° 332/199S. então. . defender seu cliente. prevendo a possibilidade de o defensor ou seu substituto. foi acrescido o § 6° ao art. 38 das normas de atuação do CPP. a investigação defensi'la firmou-se após uma gradual evo- lução legislativa. O duty to investigate. A defesa. conforme a Súmula Vinculante n° 14. todos os el~mentos de investigação.oráveis ao investigado. isto é. Por outro lado. é corolário do dever de pro- piciar uma defesa efetiva.Lei n° 397/2000 -. Do ponto de vista da atividade advocatícia. Com a Reforma Constitucional promovida pela Lei Constituci. o dever de investigação. embora não existisse um regramento específico da investigação defensiva. sem a mediação ou o filtro do Ministério Público. tornando-se necessário que se efetivasse o direito à investigação defensiva. i 50 I. realizar atividades de inves- tigação. considerado como direito a uma defesa técnica efetiva. auxiliado ou não por investigador particular. o modo de documentação. mediante requeri- mento ao juiz. tinha que requerer a juntada dos elementos de investigação por ela obtidos nos autos da investi- gação do Ministério Público. assegurando que o acusado disponha do 'tempo e das condições necessárias para preparar a sua defesa'. escuta telefônica)? ~ ROBERTO GOMES . 111 da Constituição italiana. os advogados têm o di·eito de acesso a todos os elementos de prova já documentados nos autos da investigação. 5 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de o:orreção.

ainda que corra sob sigilo. feita diretamente ao STF. inviabi- lizando o acesso do advogado do indiciado às investigações sob o pretexto de que o interesse público concentrado na ~egurança deve prevalecer sobre o individual. mas. incluindo os dados obtidos a partir de interceptações telefônicas. os direitos pertencentes ao indiciado. entendemos que o desrespeito às prerrogativas profissionais do advogado deve ser remediado através de mandado de segurança. uma vez que o sigilo não pode jamais ferir a prerrogativa do defensor. além do que. e ampl. Direito processual penal. São Paulo: Saraiva. [. 102. por unanimidade. na Med. I. 11 ed. FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL Ao indeferir o acesso aos auto do inquérito. Recentemente. 342) 6 De acordo com o Ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello. por seu advogado.059-1 Paraná. inclusive. § 3°. Mas nada impede que o defensor interpo- nha. os Ministros da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal confirmaram o entendimento de que a defesa deve ter acesso pleno aos autos de um inquérito policial. do art. 168-169) "Mas e se ainda assim for denegado o pedido de vista do inquérito policial. no Habeas Corpus (HC) 92331.. em Habeas Corpus 86. lhe sendo facultado. verificar o estágio das investigações realizadas contra sua pessoa. ainda que estejam juntadas informações colhidas a partir de interceptação telefônica e respectiva degravação 7• @ DOUTRINA TEMÁTICA "É verdade que há posição doutrinária e jurisprudencial em sentido contrário. hos termos dos arts. 2008. na exata medida em que pode o indiciado. o que não pode significar a exclusão da participação do advogado como ouvinte e fiscal da regularidade da produção das provas. não só as prerrogativas profissionais dos Advogados são violadas.. da Constituição.. embora no inquérito não se exercite a ampla defesa. pois se cuida de direito fundamental e prerrogativa profissional. atual. infere-se que não é possível indeferir o acesso aos autos do inquérito. analisar em qualquer re- partição policial os autos de flagrante ou de inquérito. constitui direito do advogado. 2014. Isto posto. Mandado de Segurança junto ao juízo de primeiro grau (quando a negativa de acesso for da autoridade policial) ou ao respectivo tribunal (quando o ato coator emana de juiz). Ainda que historicamente o STF e o STJ tenham (felizmente) ad- mitido o habeas corpus para uma tutela dessa natureza. Manual de processo penal e execução penal. Com isso não concordamos. o remédio processual adequado é a Reclamação. "1". mesmo na falta do instrumento de procuração. p. ] Dir-se-á que o inquérito é sigiloso (ausente a publicidade a qualquer pessoa do povo) e não contestamos tal afirmativa. inclusive. a 1" Turma do Supremo Tribunal Federal reafirmou o direito de acesso do advogado ao in- quérito. in- clusive quando procederem de diligências sigilosas já documentadas no procedimento investigativo. 7° da Lei n 8. ainda que em hipóteses que digam respeito a procedimento investigatório que tramite sob segre- do de justiça 6• Ademais. não deixa ela de estar presente. rev.. Caut. 51 . 5 ed. primeiramente. instrumento mais adequado para tutelar tal pretensão. caso deseje estar presente" (NUCCI. o que deve fazer o advogado? Por se tratar de decisão que nega eficácia à Súmula Vinculante." (LOPES JR. uma vez que ao advogado deve ser concedido amplo acesso aos elementos de prova. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. copiar peças e tomar apontamentos. Aury. 7 Neste sentido.906/94. e 103-A. Guilherme de Souza. conforme destaca o inciso VIX. p.

" (Súmula Vinculante n° 14) "O que não se revela constitucionalmente lícito. da CF) ou. DESCUMPRIMENTO DA SÚMULA VINCU- LANTE 14 NÃO VERIFICADO. veiculem infor- mações que possam revelar-se úteis ao conhecimento da verdade real e à condução da defesa da pessoa investigada ou processada pelo Estado. em inúmeras decisões. Relator(a): Min. § 3°. IV. da CF. culmine em ofensa aos direitos básicos daquele que é submetido. Tribunal Pleno. 90 E 96 DA LEI 8. V. no decorrer da instrução criminal. 111 -Acesso que possibilitou a apresentação de defesa prévia com base nos elementos de prova até en- tão encartados.2012. incluído pela EC 45/2004). DJe 07-11-2011) "HABEAS CORPUS. apenas resguardando as diligências ainda não concluídas.2012) RECLAMAÇÃO. Conforme orientação firmada pelo Pretória Excelso.548 MC. I. a atos de investigação (. RESSALVA- DOS OS ATOS QUE POR SUA PRÓPRIA NATUREZA NÃO PRESCINDEM DO NECESSÁ- RIO SIGILO. no interesse do representado. PEDIDO DE ACESSO AOS AUTOS DE INQUÉRITO POLICIAL. DEFESA PRÉVIA APRESENTADA COM BASE NAS PROVAS PRODUZIDAS ATÉ ENTÃO. Decisão Monocrática. CONSTITUCIONAL. 11.5. Rcl10110. 317 DO CPB). I. quando for o caso) tenha pleno acesso aos dados probatórios. acessar todo o acervo probatório. HC 113. julgado em 20/10/2011. não obstante o regime de si- gilo excepcionalmente imposto ao procedimento de persecução penal ou de investiga- ção estatal. E 103-A. Relator Ministro Celso de Mello.666/93). ORDEM CONCEDIDA. 333 DO CPB) E CORRUPÇÃO PASSIVA (ART. CONSTRANGI- MENTO ILEGAL EVIDENCIADO. sendo certo que aquele ato não é a única e última oportunidade para expor as teses defensivas. PROCESSUAL PENAL. RESSALVADAS AS DILIGÊNCIAS EM ANDAMENTO. APENAS PARA QUE SEJA DADA VISTA DOS AUTOS DO INQUÉ- RITO AOS ADVOGADOS LEGALMENTE CONSTITUÍDOS PELO INVESTIGADO. pelos órgãos e agentes do Poder. AMB. nesta Suprema Corte.5. ACESSO DOS ADVOGADOS AOS AUTOS DO INQUÉRITO. práticas estatais cuja realização. I -A reclamação tem previsão constitucional para a preservação da competência do Supremo Tribunal Fede- ral e garantia da autoridade de suas decisões (art.. já documentados em procedimento investigatório realizado por órgão com competência de polícia judiciária. DJe de 18. no âmbito de uma sociedade livre. julgamento em 14. notadamente na esfera da persecução instaurada pelo Poder Público. IMPROCEDÊNCIA. que o fascí- nio do mistério e o culto ao segredo não devem estimular. 102. ainda. quando o ato administrativo ou decisão judicial contrariar a súmula vinculante aplicável ou que indevidamente a aplicar (art. autorizou o acesso dos advogados aos autos do inquérito. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ESÚMULAS "É direito do defensor. não sendo meio idôneo para discutir procedimentos ou eventuais nulidades do inquéri- to policial. L. que.Reclamação improcedente. digam respeito ao exercício do direito de defesa.A reclamação só pode ser utilizada para as hipóteses constitucionalmente previstas. já documentados nos autos (porque a estes formalmente incorporados}. ter acesso amplo aos elementos de prova que. INVESTIGAÇÃO DESTINADA À APURAÇÃO DOS DELITOS DE FRAUDE EM LICITAÇÃO (ART. CORRUPÇÃO ATIVA (ART. PARECER DO MPF PELA PREJUDICIALIDADE DO WRIT. não se pode negar o 52 .OS DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL. 102. INDEFERIMENTO DO PEDIDO DE VISTA APENAS COM BASE NA NECESSIDADE DE SIGILO DO PROCEDIMENTO DE INQUÉRITO." (STF. RICARDO LEWANDOWSKI. HIPÓTESES DE CABIMENTO.A decisão ora questionada está em perfeita consonância com o texto da Súmula Vinculante 14 desta Suprema Corte. 103-A.. Os advogados poderão. segundo entendo. que. na medida em que as diligências forem concluídas. é impedir que o in- vestigado (ou o réu. I. § 3°. como visto.)" (STF. ARTS. 1. Tenho enfatizado.

... (CESPE...... 05......027/SP.. ainda que classificados como sigilosos. 5... da Consti- tuição Federal.... Habeas Corpus concedido..... no interesse pre- dominante das investigações:· ~ Resposta: Assertiva falsa.. (TRF 4• REGIÃO. 06........2009) "Admite-se o sigilo dos autos frente ao investigado e seu advogado.." ~ Resposta: Assertiva falsa. O acesso aos autos de ações penais ou inquéritos policiais..... ······································· 03. Rei...2010) "Não se observa o contraditório no inquérito....Promotor de Justiça. 4. em hipótese alguma.... não se estendendo o sigilo ao advogado........Juiz....MPE-RO.....................MPE-ES........" ~ Resposta: Assertiva verdadeira......TRF 2• REGIÃO -Juiz Federal ............. salvo nos casos de decretação de sigilo... dados relativos a outros indiciados)... dos dados probatórios for- malmente anexados nos autos.. (MPE-MG.. com procuração com poderes específicos...09)....2010) "O IP é um procedimento sigiloso. que poderá ter amplo acesso aos elementos de prova que já estiverem documentados nos autos e se refiram ao exercício do direito de defesa:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira... abrigada no art. (VUNESP.387/RS..g... apenas para que seja dada vista dos autos do inquérito aos advogados legal- mente constituídos pelo investigado..... 53 . RICARDO LEWANDOWSKI.. é correto afirmar que a autoridade policial não poderá. Rei.. indeferindo o pedido de vista apenas com base na necessidade de sigilo do procedimento de inquérito.. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO... julgado em 10/02/2009. .... Contudo... futuras interceptações telefônicas. Min. (CESPE. por meio de seus defen- sores.... LXIII..... ter acesso aos elementos de provas ainda não documentados em procedimento investigatório... aos autos de procedimento investigatório. de maneira genérica. no interesse do representado...... mas deve ficar assegurado ao cidadão o direito à ampla defesa com a assistência de advo- gado:· ~ Resposta: Assertiva falsa .. mesmo ante ordem de prisão ou de apreensão de bens.... QUINTA TURMA......2013) "Considerando o teor da Súmula vin- culante n° 14 do Supremo Tribunal Federal..... ainda que nele decretado o sigilo.. @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01... ~ . ······················· ·········· .." (STJ....... no que diz respeito ao sigilo do inquérito po- licial.. 2." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.Juiz Federal....... HC 103. 5°.. que lhe assegura a assistência técnica do Advogado (HC 94.. tal prerrogativa não se estende a atos que por sua própria natureza não dispensam a mitigação da publicidade (v.......2013) "O advogado tem direito de vista aos au- tos do IP. a autoridade policial poderá negar ao defensor.....Promotor de Justiça... negar vista ao advogado.....Promotor de Justiça. verifica-se que a ilustre Desembargadora Federal Relatora não explicitou o prejuízo que o acesso aos au- tos poderia acarretar............2014) "Em relação ao exercício do direito de defesa no inquérito policial. A oponibilidade do sigilo ao defensor consti- tuído tornaria sem efeito a garantia do indiciado. (CESPE..... configura direito dos investigados... 02. 04. ressalvados os atos que por sua própria natureza não prescindem do necessário sigilo. DJe 06... 3... FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL acesso do Advogado constituído............ No caso em apreço....02. DJe 30/03/2009) ...TJ-AP.... ···················································. confirmando a liminar anteriormente deferida.. Parecer do MPF pela pre- judicialidade do writ.

2007).6. não possui um prazo determinado para sua duração.. Embora exis- tam prazos estabelecidos para a conclusão de alguns atos desta fase da persecução penal. O que se entende por "razoabilidade" e quais os critérios que a norteiam? ~ ROBERTO GOMES A instrução criminal é um período que. Como regra. quando ausente previsão legal. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AI:ERMAN GOMES Na jurisprudência do STJ (por ex. Prevalece.. como regra. tais limites não têm natureza peremptória ou seja. Desse modo. ] A jurisprudência cuidou também de fixar prazos máximos para o encerramento da instrução criminal no procedimento comum (ordinário) . a complexida- de da causa. e não separadamente. deve-se sopesar cada caso coocreto isoladamente. subsistem apenas como um parâmetro para examinar seu excesso. seria ele de 86 (oitenta e seis) dias (Justiça Estadual) ou 106 (cento e seis) dias (na Justiça Federal. HC 78. assim como outras circunstâncias excepcionais como a necessidade de expedição de cartas precatória~ ou o grande número de testemunhas residentes em comarcas diferentes. a verificação do excesso prazal não se limita à simples análise ma- temática ou aritmética da soma do tempo dos iltos processuais. ] a jurisprudência construiu uma rica casuística em tema de prazo de prisão. o exame de seu excesso.349-MT. diante das peculiaridades do caso concreto.. Felix Fischer. que a contagem dos aludidos prazos deve ser feita de modo global. posto que o constrangimento ilegal por excesso de prazo pressupõe demora injustificada e atribuída ao Estado. ao juízo de "razoabilidade". inclusive quando o réu estiver preso preventivamente. se houver prorrogação de inquérito) podendo. eventual excesso em uma fase processual poderá ser compensado na fase seguinte. A jurisprudência dos tribunais superiores tem prcclamado. @ DOUTRINA TEMÁTICA "[.. todavia. 54 . aliás. estando sujeito. ' Entende-se que razoável é a instrução processual cujo tempo de duração é o menor possível.· na jurisprudência. ponderando-se. rei. é a regra do Direito brasileiro.pelo somatório dos diversos prazos constantes dos procedimentos cabíveis para cada infração pena . variar de acordo com o procedimento e com a possibilidade de existência de prisão temporária anterior à preventiva. visto que seu exame é realizado de forma global. tem-se entendido que o prazo para encerramento da instrução com réu preso não é rígido.que o lapso temporal para o encerramento da instrução criminal não tem características de fatalidade e de impror- rogabilidade. Assim. conforme precedentes do STJ. podendo esses prazos serem dilatados com base em juízo de raz~abilidade. 18. como. [. a pluralidade de réus. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. Min. permitindo-se a compensação do tempo destinado aos 8 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de ·:orreção. med ante aplica- ção do princípio da razoabilidade. porém. Em outros termos.

Manual de processo' e execução penal. sem prazo fixo para o término da instrução. a existência de acu- sados inicialmente foragidos. CPP). ] A despeito de todos esses prazos para a conclusão da instrução. dentro da razoabilidade. 201 O. Por outro lado. Comentários à jurisprudência do STF e do STJ noticiadas nos informativos jurisprudenciais. demora na apresentação de defesa. onde se analisa a correlação entre a complexidade inerente aos fatos apurados e tempo despendido. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA RAZOÁVEL DURAÇÃO DO PROCESSO. onde se analisa a estrutura física do órgão jurisdicional e o comportamento do magistrado na condução do processo.. não podendo esta se prolongar indefinidamente. outros prazos passaram a ser estabelecidos pelas Leis 11. os quais vêm estabelecendo alguns critérios para a aná1ise do excesso de prazo. para a designação da audiência de instrução e julgamento no procedimento ordinário (art." (TÁVORA. e (iii) quanto à causa. consistentes em 90 dias. 412. NÃO CA- RACTERIZAÇÃO.689/2008 e 11." (NU CC I. tal como. necessidade de expedição de precatórias para oitiva de testemunhas etc. (ii) quanto às partes. (CALDEIRA. 531. Atlas. Guilherme de Souza. 18. p. 1028) "O STJ. avaliando-se o seu compor- tamento ao longo do processo. Se assim acontecer. evidenciada pelos diversos crimes de que são acusados os réus (tráfico de drogas. tem sido prodigioso em refratar o reconhecimento do ex- cesso de prazo da prisão cautelar em algumas situações. p.. 72) "A prisão preventiva tem a finalidade de assegurar o bom andamento da instrução cri- minal. 2013. p. CPP). 2010. CPP) ou 60 dias. para a conclusão da formação da culpa no júri (art. configura constrangimen- to ilegal. vale dizer. hoje adotado pela maioria dos tribunais brasileiros. a prática das condutas em diferentes 55 . p. con- tribuição na localização de testemunhas e acusados e demais diligências em que seja essencial a sua participação etc.719/2008. Atualmente. Salva- dor: Juspodivm. é bom que se diga. 8 ed. 155) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA "HABEAS CORPUS. I . Curso de processo penal. men- cionando-se como parâmetro o cômputo de 81 dias. mas sim: a um conjunto de fatores que revelariam a complexidade do feito. Rio de Janeiro: Ed. a. por culpa do juiz ou por atos procrastinatórios do órgão acusatório. São Paulo: Ed. caput. ed. como na hipótese de a delonga na instrução processual não poder ser atri- buída exclusivamente ao Estado. ed. Por isso. Nestor. PROCESSUAL PENAL PRISÃO PREVENTIVA. não se deve estipular um prazo fixo para o término da instrução. Curso de Direito Processual Penal. ORDEM DENEGADA. tentando com isso estabelecer critérios objetivos onde não haveria a possibilidade de alegação da ilegalidade por ex- cesso de prazo. para efeito de se admitir o prolongamento da prisão nas fases iniciais da instrução criminal. 400. ou ainda de 30 dias.[. como ocorria no passado. Felipe. defendemos uma inter- pretação lógico-sistemática. COMPLEXIDADE DA AÇÃO PENAL INEXISTÊNCIA DE INÉRCIA OU DESÍ- DIA DO PODER JUDICIÁRIO. 6. 2014. Eugênio Pacelli." (OLIVEIRA. EXCESSO DE PRAZO. deve-se seguir o princípio geral da razoabilidade. associação para o tráfi- co de drogas. que era á simples somatória dos prazos previstos no Código de Processo Penal para que a colheita da prova se encer- rasse. para a designação de audiência de instrução e julgamento" no procedimento sumário (art. FASE PRÉ-PROCESSUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL atos futuros. 600) "O excesso do prazo da custódia cautelar é muito discutido na jurisprudência dos Tribu- nais Superiores.O prazo para julgamento da ação penal mostra-se dilatado em decorrência da complexidade do caso. Podem-se sistematizar estes critérios em três grupos: "(i) quanto a órgão. Salvador: Juspodivm. estelionato e lavagem de dinheiro). havendo necessidade. RT. PENAL.

Rei. por excesso de prazo. porquanto variam conforme a~ peculiaridades de cada processo. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES estados do país (São Paulo. PRISÃO PREVENTIVA. HOMICÍDIO QUALI- FICADO. PROCESSUAL PENAL. Instrução que exige expedição de várias cartas precatórias para oitiva de 12 testemunhas de acusação. Primeira Turma. Os prazos indicados para a consecução da instrução criminal servem apenas como parâmetro· geral. 3. provoca- do pela defesa'. 2. que deve ser efetivada durante o regular curso da 56 . em que o prolongamento do processo ocorreu devido a requerimentos formulados pela própria defesa do Recor- rente. MODUS OPERANDI. GRAVIDADE CONCRETA DO DELITO. Quinta Turma. NÃO-OCORRÊNCIA.157/TO." (STJ. 1. Min. Quinta Turma. DJe 02/09/2014) RECURSO EM 'HABEAS CORPUS'. 6. PROCESSUAL PENAL. celeridade no julgamento da ação penal. Precedentes. torna-se justificável uma maior demanda de tempo para a instrução criminal. portanto. Havendo necessidade do cumprimento de cartas precatórias.. Rei. 222. Recurso ordinário desprovido. INOCORRÊNCIA. não restando caracterizado o alegado constrangimento ilegal imposto ao recorrente. HC 102062. ILICITUDE DO CONJUNTO PROBATÓRIO. ] 5.500/RS. segundo a qual: '[n]ão constitui constrangimento ilegal o excesso de prazo na instrução. mormente para ouvida das testemunhas da de- fesa. 2. Só há cons- trangimento ilegal por excesso de prazo quando esse for motivado pelo descaso injus- tificado do juízo. Incide. EXAME INADEQUADO NESTA VIA RECURSAL. considerando circunstân- cias excepcionais que venham a retardar a instrução criminal e não se restringindo à simples soma aritmética de prazos processuais. Min. o grande número de testemunhas arroladas. do CPP. razão pela qual a jurisprudência uníssona os têm mitigado à luz do princípio da razoabilidade. Precedentes. RHC 49. TESE DE EXCESSO DE PRAZO NA FORMAÇÃO DA CULPA. EXCESSO DE PRAZO PARA O TÉRMINO DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. se o caso. Não é a via do habeas corpus a adequada para a apreciação e a valoração de matéria probatória. DEMORA DENTRO DA RAZOABILIDADE. IMPOSSIBILIDADE. NECESSIDADE DO CUMPRIMENTO DE PRECATÓRIAS. 7. 4.. Tocantins.É justificável eventual dilação no prazo para encerramento da instrução processual quando se trata de ação penal complexa e o excesso de prazo não decorra da inércia ou desídia do Poder Judiciário. AMEAÇA ÀS TESTEMUNHAS. Retardamento razoável. ASSEGURAÇÃO DA INS- TRUÇÃO CRIMINAL EM PLENÁRIO DO JÚRI. em que já se realizou duas audiências de instrução com o depoimento de 21 testemunhas." (STF. julgado em 02/12/201 O. na hipótese. 11 . TESE DE EXCESSO DE PRAZO. Moura Ribeiro.Habeas corpus de- negado. ROUBO MAJORA- DO E QUADRILHA. a expedição de diversas cartas precatórias e os sucessivos inci- dentes processuais. julgado em 19/08/2014. Mato Grosso e Amazonas). observando que o Juízo processante-'dl!~êi'ã dar. julgado em 26/08/2014. com observância do art. DJe 26/08/2014) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 111 . Ministra Laurita Vaz. RHC 47. DJe 01/02/2011) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. o que não ocorreu na presente hipótese. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. MOTIVAÇÃO IDÔNEA. [. Ricardo Lewandowski. 1. a Súmula n° 64 deste Tribunal Superior. § 2°. ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. lmprocede a alegação de de- longa excessiva para o encerramento da instrução criminal. CRIME CONTRA A VIDA. PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. PERICULOSIDADE DO AGENTE. quando a eventual demora foi ocasionada por envolver diferentes condutas delituosas praticadas por elevado nú- mero de denunciados (7 réus). Rei. PRECEDENTES. TRIPLO HOMICÍDIO QUA- LIFICADO. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 3. O excesso de prazo para o término da instrução cri- minal deve ser aferido dentro dos limites da razoabilidade." (STJ. Re- curso em 'habeas corpus' não provido.

Adaptada) "O princípio da duração razoável do processo está previsto na carta magna. (CESPE. Nesta linha. justifica-se eventual dilação de prazo para a conclusão da instrução processual quando a demora não é provocada pelo juízo ou pelo MP. bem como se trate de causa dotada de menor complexidade probatória.TJ-DF . Recurso a c. em especial para aquelas hipóteses excepcionais nas quais a mora processual não seja atribuível à defesa. (FCC . sem autorização e em desacordo com deter- minação legal ou regulamentar e. é possível a concessão da ordem para o re- conhecimento de excesso de prazo no processo penal.2011) "Embora. 01. (CESPE . Seu defensor pediu a instauração do incidente de insanidade. foi preso preventivamente denunciado.Juiz . devendo o Juiz zelar no sentido de que a pretensão punitiva seja decidida dentro de um prazc.2011) "Consoante a jurisprudência do STJ. não se admita dilação probatória em sede de h<:l::eas corpus. pois os requisitos para a manutenção dessa espécie de prisão devem ser verificados constantemente pela autoridade judicial.2010) "É vedado o relaxamento de prisão pro- cessual por excesso de prazo nos processos por crimes hediondos. o que gerou excesso de prazo para a conclusão da instrução criminal." ~ Resposta: Assertiva verdadeim. FASE PRÉ-PROCE5SUAL: INVESTIGAÇÃO CRIMINAL instrução criminal. ·azoável." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.Juiz. sendo permiti- da ao juízo.Juiz . Quinta Turma.Juiz.Delegado de Polícia. OS. a extrapolação dos prazos previstos na lei proces- sual penal:' ~ Resposta: Assertiva verdadeira ·······························································~··-············································································································· ' 04.PC-ES.TJ-GO . 57 . DJ 10/04/2006) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIOtwlAS 01. com outras pessoas.TJ-AM. 02.2013. porque mantinha. não é possível o reconhecimento do excesso de prazo e o constrangimento ilegal após o acLs3do ter sido pronunciado:· ~ Resposta: Assertiva falsa. (CESPE." (STJ.61 g de cocaína. medida cabível apenas para o relaxamento de flagrante. Pelo prinápb da razoabilidade. em hipóteses excepcionais. a eventual ilegalidad: da prisão cautelar por excesso de prazo para conclusão da instrução criminal deve ser anõltsada à luz do princípio da razoabilidade.2009) "A prisão preventiva não admite revogação por excesso de prazo para o término da instrução. 252.Polícia Federal. (CESPE.Delegado de Polícia. 03. as alegações de excesso de prazo e ausência dos requisitos autorizadores da prisão preventiva não ficam superadas com o mero advento da sentençc: penal condenatória em desfavor do réu na qual haja rati- ficação da custódia cautelar. reincidente e perigoso.Le se nega provimento. por associação para o tráfico." ~ Resposta: Assertiva falsa.2013) "Conforme entendimento pacifi- cado do STJ. 06. Arnaldo Esteves Lima.MPE-RO." ~ Resposta: Assertiva falsa. ainda. (CESPE.TJ-ES . RHC 18130/MG. fornecia a droga a terceiros." ~ Resposta: Assertiva falsa. em depósito. (FGV. como regra geral. Min.Promotor de Justiça. julgado em 02/02/2006. segundo a jurisprudência majori- tária dos Tribunais Superiores. 4.2014 . Rei.Adaptada) "Eduardo.

EDUARDO AID~ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES 08." ~ Resposta: Assertiva falsa. a pronúncia não supera a alegação do constrangimento ilegal da prisão por excesso de prazo.Juiz. 58 .2009 -Adaptada) "Conforme entendimento pacificado no Superior Tribu- nal de Justiça. (TJ-SC.

CAPÍTULO 4 AÇÃO PENAL. indaga-se: a) deu-se afronta a princípios do processo penal? Fundamente sua resposta. o ato foi nulo? Funda- mente sua resposta. Com base na reforma implantada pela Lei no 11. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (20 LINHAS) 59 .690/2008. que eliminou o sistema presidencialista de inquirição de testemunhas no processo penal. COMPETÊNCIA EPROVAS ~ QUESTÕES Em audiência realizada para coleta de prova oral. o magistrado iniciou a formu- lação das perguntas antes das partes. b) consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal.

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES lO 12 13 14 15 16 17 18 19 20 60 .

705/08. Diante do exposto. 0 11. explique os fundamentos que embasam as duas correntes dcminantes quanto à definição dos meios probatórios legítimos para elucidação do estado de embriaguez por condutor de veículo automotor terrestre. 306 Conduzir veículo automotor. que passou a ter a seguinte redação. COMPETÊNCIA E PROVAS Atualmente os Tribunais nacionais enfrentam divergência jurisprudencial envol- vendo os meios probatórios legítimos para a elucidação do estado de embriaguez por condutor de veículo automotor. Com a noya redação do dispositivo. Essa controvérsia foi estabelecida após a altera. ou sob a influência de qualquer outra ~ubstância psicoativa que determine dependência. com vistas a tipi- ficação do delito previsto no artigo 306 do CTB. AÇÃO PENAL. nos tribunais pátrios. na via pública. surgiram duas principais correntes interpretativas quanto à prova necessária para a configuração do delito de embriaguez ao volante. in verbis: Art. estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas. inclusive no Superior Tri:Junal de Justiça (STJ). @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (35 LINHAS) 10 12 13 15 16 61 .' ção do artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) pela Lei n.

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AIDÊ BUENO
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A ação penal pública é regida por determinados princípios, dentre eles o da qbri-
gatoriedade, segundo o qual os órgãos persecutórios criminais não podem adotar
quaisquer critérios políticos ou de utilidade social para decidir se oferecerão ou não a
denúncia. Todavia, o legislador brasileiro trouxe ao longo dos anos diversas. hipóteses
que mitigaram o referido princípio, no que parte da doutrina passou a chamar de
discricionariedade regrada. Ante o exposto, mencione brevemente as hipóteses nas
quais o ordenamento jurídico pátrio traz exceções à obrigatoriedade da ação penal
pública.

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Alex foi denunciado pela prática de crime contra a ordem tributária, por, suposta-
mente, ter omitido informação e prestado declaração falsa às autoridades fazendárias,
com a finalidade de suprimir ou reduzir tributo, após a correspondente consolidação
do débito fiscal .._na esfera administrativa, mediante decisão transitada em julgado.
Condenado na ação penal, Alex interpôs apelação, na qual suscitou a ausência de jus-
ta causa para a ação penal, sob o fundamento de que o débito se encontrava sub ju-
dice, em razão do ajuizamento de ação anulatória d€ débito fiscal, circunstância que,
segundo o seu argumento, impossibilitaria o exame da questão na esfera criminal.
Com base na situação hipotética acima apresentada, disserte sobre os argumen-
tos apresentados pelo réu na apelação, respondendo, de forma fundamentada, aos
seguintes questionamentos.
- Há justa causa para a persecução penal do crime previsto no art. 1.0 da Lei n. 0
8.137/1990?
- A ação anulatória de débito fiscal impossibilita o exame da questão na esfera
criminal?

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EDUARDO
AI DÊ BUENO
I ROBERTO
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A reforma legislativa de 2008 trouxe ao direito processual penal a figura da cita-
ção por hora certa, já prevista no Código de Processo Civil. Cumpre destacar, con-
tudo! que, na hipótese de não comparecimento do acusado, o legislador deu a tal
modàlidade de citação (art. 362, parágrafo único) consequências distintas daquelas
previstas no caso de citação por edital. Explique os motivos para a atribuição desse
tratamento diferenciado pelo legislador e as críticas a respeito

@ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (25 LINHAS)

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EDUARDO
AIDÊ BUENO
I BORGES
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GOMES AKERMAN GOMES

No dia 5 de março do corrente ano, foi encontrado um cadáver na linha limítrofe
entre as cidades de Betim e Contagem. Foi instaurado o inquérito policial inicialmen-
te na cidade de Betim e, posteriormente, outro na de Contagem.
Descoberta a autoria do fato, foram concluídas as investigações apontando que
os disparos contra a vítima foram efetuados próximo ao centro comercial de Betim e
que a vítima foi socorrida e levada até o HPS de Contagem, falecendo ao dar entrada
naquele nosocômio.
Posteriormente, os autos foram enviados à Justiça. Pergunta-se: qual o juízo com-
petente, sabendo-se que o primeiro inquérito policial foi instaurado na cidade de
Betim e despachado pelo juiz daquela cidade? Explique e fundamenta a resposta.

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EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES O que se entende por criptoimputação? Qual(ais) a(s) sua(s) consequência (s) para o processo penal? Como deve agir o Promotor de Justiça a fim de evitá-la? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (25 LINHAS) ·a 10 12 13 14 15 16 17 18 19 20 22 23 21 25 70 .

@ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (10 LINHAS) 10 71 . AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA E PROVAS Disserte sobre o princípio da obrigatoriedade da ação penal no âmbito dos Juiza- dos Especiais Federais.

de crime contra a honra praticado em razão do exercício das funções por aquele desempenhadas. caso já tenha representado ao Ministério Público. estando. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Poderá um funcionário público propor ação penal privada contra outro servidor. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (30 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 17 18 19 zo Z1 zz 72 . antes de decorridos seis meses do fato. ainda em curso. acusando-o. por meio da imprensa. o prazo para oferecimento de denúncia? Responda fundamentadamente à luz do en- tendimento jurisprudencial dominante.

AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA E PROVAS 23 21 25 26 21 28 29 lO 73 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Quando o Código de Processo Penal admite o uso da videoconferênciê ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real para realizar o interrogatório do réu (indique duas hipóteses)? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (20 UNHAS) I ' 10 12 13 14 15 16 17 18 19 20 74 .

o ato foi nulo? Funda- mente sua resposta. segundo o Supremo Tribunal Federal. posteriormente. 212 do CPP não alterou o sistema inicial de inquirição. b) consoante entendimento do Supremo Tribunal Federal. apesar de. dando uma estrutura mais acusatória ao processo penal. além da necessidade de demonstra- ção de prejuízo (que. sob pena de preclusão. por quem arrolou (direct-examination) e. deve ocorrer até mesmo na nulidade absoluta). tudo em conformidade com os princí- pios constitucionais. é relativa. que eliminou o sistema presidencialista de inquirição de testemunhas no processo penal.. razão pela qual. não há que se falar em afronta a princípios do processo penal. ter sido vacilante. também possui entendimento pacificado no sentido de que a nulidade. Apesar de uma minoria defender que a nova redação do art. haverá um vício que acarreta a nulidade relativa.. primeiramente. Em audiência realizada para coleta de prova oral. em um primeiro momento. Neste caso. neste caso. será inquiri- da diretamente pela parte contrária (cross examination). Com base na reforma implantada pela Lei no 11. Assim sendo. Isso porque a reforma legislativa teria como objetivo garantir mais neutralidade ao magistrado. este parece ser o melhor entendimento. Dessa forma. o magistrado iniciou a formu- lação das perguntas antes das partes. indaga-se: a) deu-se afronta a princípios do processo penal? Fundamente sua resposta. há uma melhor adequação do procedimento a estes princípios. com a mudança legislativa. segundo o STF.690/2008. pelo contrário. o ato é eivado de vício que pode gerar a pronúnia da nulidade em se demonstrando o efetivo prejuízo. no caso. Efe- tivamente. 75 . ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA A reforma de 2008 eliminou o sistema presidencialista de inquirição de testemu- nhas no processo penal e estabeleceu o sistema em que a testemunha será inquirida. deve a parte interessada argui-la em momento oportuno. AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA E PROVAS ~ QUESTÕES COMENTADAS i. Dúvida que pode surgir é no caso de não ser observada a ordem estabelecida no referido dispositivo. sendo certo que o Superior Tribu- nal de Justiça. para ampla maioria da doutrina o magistrado não deve iniciar a formulação das perguntas antes das partes..

Essa mudança visa não apenas simplificar a colheita de provas. começando pelo juiz e findando com as reperguntas diretas das partes. o recurso ordinário. este. 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL COM AS ALTERAÇÕES DA LEI 11. somente poderia fazer perguntas ao final. o ato deve ser preservado. p. como visto anteriormente ao tratarmos dos sis- temas processuais. 11. 2. 3." (LIMA. em inúmeros pontos do Brasil. da Constituição da República. Jurisprudência temática ~ STF EMENTA HABEAS CORPUS. conforme o art. no caso. 666) "A mudança foi muito importante e adequada. como exposto na nota 69 supra. 523/525). A não observância de tal ordem.pas de nullité sans grief -. 2014. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA. atribuir a gestão da prova às partes. b) a modificação total. 212 do Código de Processo Penal. sem que o magistrado pudesse in- terferir. a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio. PROCESSO PENAL. ) Com a devida vê- nia." (LIMA. com a redação da Lei n° 11. defender e julgar. no qual o juiz perguntava primeiro e as par- tes faziam perguntas por intermédio do magistrado." (NUCCI. como efetivamente deve ser num processo penal acusatório e democrático. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES @ DOUTRINA TEMÁTICA "A salutar abolição do sistema presidencial. p.~) "Vários operadores do direito. mas. entretanto. Trata-se de atribuir a responsabilidade pela produção da prova às partes. mas sim de juiz-espectador. veio tornar mais eficaz a produção da prova oral. franqueando às partes a formulação de perguntas diretamente e em primeiro lugar. não implicou prejuízo processual. que são. 65. os grandes protagonistas na produção de prova. não mais como juiz-ator (sistema inquisitório}. 2014. em se tratando de nulidade relativa. a atrair a aplicação do princípio maior regente da matéria . Se do vício formal não deflui prejuízo. "a". ingressaram em litígio quanto à ordem de inquirição das testemunhas. inaugurou nova sistemática para a inquirição das testemunhas. na realidade.690/2008. Ao demarcar a separação das funções de acusar e julgar e. principalmente. NULIDADE RELATIVA. em mani- festa burla ao preceito constitucional. PREJUÍZO NÃO COMPROVADO.. pela adoção do método acusatório (as partes iniciam a inquirição e o juiz a encerra). diretamente às testemunhas. principalmente. O art. retira do juiz o papel de protagonista da instrução. o que melhor delineia as atividades de acusar. SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITU- CIONAL. O simples fato de o réu ser condenado não significa ter experi- mentado dano por conta da referida inversão de inquirição. não se percebe onde estaria o prejuízo presumido em face da simples inversão de ordem quanto à inquirição das testemunhas (para quem entenda ter havido alteração na ordem de inquirição). com a complementação pelo juiz. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso. para conformar o CPP à estrutura acu- satória desenhada na Constituição que. 1. (. Habeas 76 . p. 102. garantir mais neutralidade ao magistrado e conferir maiores responsabilidades aos sujeitos par- ciais do processo penal.690/2008.. 2014. o modelo acusatório redesenha o papel do juiz no processo penal. iniciando a colheita pelas partes. Sustentaram-se dois sistemas antagô- nicos: a) a continuidade do anterior. INQUIRIÇÃO DE TESTEMUNHA. Não se prestigia a forma pela forma. PERGUNTAS INICIADAS PELO JUIZ. Diante da dicção do art. visto que permite o efetivo exame direto e cruzado do contexto das decla- rações tomadas. 563 do Código de Processo Penal. ART.

art. é. redação conferida pela Lei n.o que não se apontou. de acordo com o Código de Processo Penal. foi impe- trada indevidamente a ordem como substitutiva de recurso ordinário. Rei. tem-se caso de nulidade relativa. É imperiosa a necessidade de racionalização do emprego do habeas corpus. DJe 26/02/2014). 11.grifado pelo autor ~ STJ PROCESSO PENAL.TJ/PE. 2. não tiverem relação com a causa ou importarem na repetição de outra já res- pondida. ORDEM DAS PERGUN- TAS. {2) AUDIÊNCIA DE NSTRUÇÃO.Juiz de Direito. Rosa Weber. AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA E PROVAS corpus extinto sem resolução do mérito. ALEGAÇÃO INTEMPESTIVA (APÓS A SENTENÇA CON- DENATÓRIA). NÃO RECONHECIMENTO (RESSALVA DE EN- TENDIMENTO DA RELATORA).TJ/BA. PRECLUSÃO. Primeira Turma. ART. Ademais.2013) Em relação à prova testemunhal. Atualmente os Tribunais nacionais enfrentam divergência jurisprudencial envol- vendo os meios probatórios legítimos para a elucidação do estado de embriaguez por condutor de veículo automotor. In casu. NULIDADE RELATIVA. 0 11. 212 DO CPP. Rei.grifado pelo autor @ OUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. julgado em 24/09/2013. e. 02.a insurgência veio a !urre somente após a sentença condenatória. (CESPE.Juiz de Direito. a irresignação não teria sido apregoada de modo tempes- tivo . (HC 114512. a depender de demonstração de prejuízo . ILEGALIDADE. Ressalva de entendimento da Relatora. não admitindo o juiz aquelas que puderem induzir a resposta. teria havido a preclusão da matéria. Ministra Maria Thereza de Assis Moura. julgado em 06/02/2014.690/2008). Min.a) A inversão da ordem de inquirições que desrespeite o procedi- mento legal referente à oitiva das testemunhas durante a audiência de instrução e julga- mento caracteriza vício sujeito à sanção de nulidade absoluta. O entendimen- to que prevalece nesta Corte é de que. ORDEM NÃO CONHECIDA. invertida a ordem de perguntas. em louvor à lógica do sistema recursal.c) As perguntas no procedimento comum serão formuladas pelas partes diretamente à testemunha. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEITA.403/DF. DJe-221 08/11/2013). (HC 194. 3. MAGISTRADO QUE PERGUNTA PRIMEIRO. Essa controvérsia foi estabelecida após a altera- ção do artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (GB) pela Lei n. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE PREJUÍZO. 1. 212. que passou a ter a seguinte redação. ~ Assertiva incorreta . TRÁFICO DE DROGAS E RESPECTIVA ASSOCIA- ÇÃO. INCORRETO afirmar: ~ Assertiva correta .705/08. in verbis: 77 . (1) IMPETRAÇÃO SUBSTITUTIVA DE RECURSO ORDINÁRIO.2012) Assinale a opção correta com base nas disposi- ções do CPP e no entendimento dos tribunais superiores acerca da prova e da intercepta- ção telefônica. (FCC. em prestígio ao âmbito de cognição da garantia constitucional. Assim. HABEAS CORPUS. Ordem não conhecida. na colheita de prova testemunhal (CPP. Sexta Turma.

a Terceira Seção do Superior Tribunal de Justiça acolheu a se- gunda corrente e pacificou o tema. Por outro lado. inclusive no Superior Tribunal de Justiça (STJ). estando com concentração de álcool por litro de sangue igual ou superior a 6 (seis) decigramas. em último caso. 306 Conduzir veículo automotor. 306 do CTB e inseriu quantidade mínima exigível de álcool no sangue para se configurar o crime de embriaguez ao volante (seis decigra- mas por litro de sangue) além de ter excluído a necessidade de exposição de dano po- tencial. Decidiu-se que apenas o teste do bafômetro ou o exame de sangue poderiam atestar o grau de alcoolemia exigido pela lei para confi- gurar o crime de embriaguez ao conduzir veículo automotor. De qualquer forma. caso houvesse a impossibilidade de ser realizada a perícia (teste de alcoolemia ou de sangue). surgiram duas principais correntes interpretativas quanto à prova necessária para a configuração do delito de embriaguez ao volante. Em 2011. ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA A Lei 11. Com a inserção desta quantidade mínima de álcool no sangue. com vistas a tipi- ficação do delito previsto no artigo 306 do CTB. ou sob a influência de qualquer outra substância psicoativa que determine dependência. Para essa corrente. surgiram duas principais correntes interpretativas quanto à prova necessária para a configuração do delito de embriaguez ao volante. Além disso. Com a nova redação do dispositivo. 306 do CTB previa como elementar objetiva a quantidade mínima de álcool no sangue. sendo. 306 do CTB.705/08 não teria feito qualquer alteração quanto aos meios de provas idôneos para a caracterização do crime de embriaguez ao volante. Isso porque a então nova redação do tipo previsto no art. A primeira corrente. Ressaltou-se. Diante do exposto. ainda. quando o estado etílico era evidente. a outra corrente defendia a tese de que apenas o :este do bafô- metro ou o exame de sangue poderiam ates:ar o grau de alcoolemia exigido pela lei para a configuração do crime de embriaguez ao conduzir veículo automotor. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Art. com a ::iemonstração do perigo potencial. já que ninguém pode ser obrigado a se autoincriminar. que já foi predominante na 5a Turma do STJ. explique os fundamentos que embasam as duas correntes dominantes quanto à definição dos meios probatórios legítimos para elucidação do estado de embriaguez por condutor de ·veículo automotor terrestre. com o advento da Le' 12. A nova lei retirou a elementar relativa à quantidade mínima de 78 . nos tribunais pátrios. segundo o princípio do nemo tenetur se detegere. que.705/08 alterou o art. na via pública. inseguro E impreciso que esse valor fosse quantifi- cado sem prova técnica. contudo. não sen- do idôneo qualquer outro meio de prova. houve nova alteração le- gislativa sobre o tema. poderia ser feita por exame clínico. defendia a tese de que a prova da embriaguez no caso do tiJo do art. portanto.760/2012. a Lei 11. aceitava-se prova testemunhal. o indivíduo não poderia ser compe- lido a colaborar com os testes de alcoolemia ou do exame de sangue.

p.). Direito material que tem por conteúdo a presunção de não-culpabilidade. pelos etc. 1.g. 306 desta Lei indica que. Se o motorista fizer o exame pericial. de um direito substantivo. 5° da Constituição Federal). uma investigação genética encontram-se no próprio lugar dos fatos (mostras de sangue.. ORDEM CONCEDIDA. AÇÃO PENAL. Esse o bem jurídico substantivamente tutelado pela Constituição. ou seja. 5°). que estabelece que a possibilidade de verificação da alteração da "capacidade psico- motora" em razão da influência do álcool ou de outra substância psicoativa que deter- mine dependência pode ser obtida mediante diversos meios de prova. (. a presunção de não-culpabilidade como o próprio conteúdo de um direito i l 79 . para haver punição. Quanto aos meios de prova. Esse direito subjetivo de não se auto-incriminar constitui uma das mais eminentes formas de densificação da garantia do devido processo penal e do direito à presunção de não-culpabilidade (inciso LVII do art." (LOPES JR. Nessa mesma linha de orientação. CONFISSÃO ESPONTÂNEA. mais do que de uma garantia. 629) "O condutor que se recusar a fornecer sangue para exame pericial ou que não queira soprar o bafômetro não pode sofrer sanção alguma. Nesses casos. ca- belos. v. primeiro. como a busca e/ou apreensão domiciliar ou pessoal. principalmente teste de alcoolemia ("bafômetro"). A revelar. COMPENSAÇÃO COM A AGRAVANTE DA REINCIDÊNCIA. será processado e terá produzido prova con- tra si mesmo.. que o processo penal é o espaço de atuação apropriada para o órgão de acusação demonstrar por modo robusto a autoria e a materialidade do delito. PREPONDERÂNCIA. a nova lei foi peremptória ao acrescentar o § 2° ao artigo 306 do CTB. A Constituição Fede- ral assegura aos presos o direito ao silêncio (inciso LXIII do art. COMPETÊNCIA E PROVAS álcool no sangue e acrescentou a elementar "capacidade psicomotora". e essa quantidade for encontrada. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Não existe problema quando as células corporais necessárias para realizar. no processo penal a situação é muito mais complexa. DOSIMETRIA DA PENA. perícia. que de- corre da presunção de inocência e do direito de defesa negativo (silêncio). p. pois existe um obstáculo insuperável: o direito de não fazer prova contra si mesmo. utilizando os normais instrumentos jurídicos da investigação preliminar. 1156) @JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF HABEAS CORPUS. A presunção de não-culpabilidade trata. Lembremos a gravidade disso: a atual redação do art. o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (Pacto de São José da Costa Rica) institucionaliza o princípio da "não-auto-incriminação" (nemo tenetur se detegere). Se no processo civil o problema pode ser resolvido por meio da inversão da carga da prova e a presunção de veracidade das afirmações não contestadas. poderão ser recolhidas normalmente. vídeo ou prova testemunhal." (NUCCI. demanda-se a con- centração alcoólica de seis decigramas por litro de sangue. 2. CONCURSOS DE CIRCUNSTÂNCIAS ATENU- ANTES E AGRAVANTES. Órgão que não pode se esquivar da incumbência de fazer da instrução criminal a sua estratégia oportunidade de produzir material probatório substancialmente sólido em termos de comprovação da existência de fato típico e ilícito. exame clínico.. além da culpabilidade do acusado.) O pro- blema está quando necessitamos obter as células corporais diretamente do organismo do sujeito passivo e este se recursa a fornecê-las.. 2009. no corpo ou vestes da vítima ou em outros objetos.

delito de embriaguez ao volante -. Segunda Turma. sendo certo que a compro- vação da mencionada quantidade de álcool no sangue pode ser feita pela utilização do teste do bafômetro ou pelo exame de sangue. Primeira Turma. 306 do Código de Trânsito Brasileiro . Quinta Turma. sob pena de ofensa ao princípio que proíbe a autoincriminação. julgado em 06/05/2014. com o advento da Lei n° 11. FLAGRANTE REALIZADO POR GUARDAS MUNICIPAIS. circunstância que evidencia a dispensabilidade do exame de corpo de delito.760/2012. No caso dos autos. sendo certo que o condutor do automóvel não era obrigado a realizá-los. 4. Desnecessidade. por se referir a crime de pe- rigo abstrato.. (RHC 110258. Recurso ordinário em habeas corpus.760/2012.3. com a redação dada pela Lei 12. não prosperando a alegação de que o mencionado dispositivo. conforme se infere da redação do § 2° incluído no artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. Min. Recurso não provido. Alegada inconstitucionalidade do tipo por ser referir a crime de perigo abstrato. CRIME PRATICADO NA VIGÊNCIA DA LEI 12. razão pela qual não há qualquer óbice à realização do re- ferido procedimento por guardas municipais. 2. ) (HC 101909. EMBRIAGUEZ AO VOLANTE (ARTIGO 306 DO CÓDIGO DE TRÂNSITO BRASILEIRO). DJe 14/05/2014). julgado em 28/02/2012.grifado pelo autor. em momento algum. o que ocorreu na hipótese dos au- tos. DJe-1 01 24/05/2012) . (RHC 45. 3. 306 da Lei n° 9. que a lei processual penal. Nos ter- mos do artigo 301 do Código de Processo Penal. Ministro Jorge Mus- si. Com o advento da Lei 12.2013. Rei.. INTELIGÊNCIA DO ARTIGO 301 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. tendo o legislador previsto a possibilidade de comprovação do crime por diversos meios de prova. Dias Toffoli. não é aceito pelo ordenamento jurídico brasileiro. o exame de sangue ou o teste do bafômetro eram considerados indispensáveis para a comprovação da materialidade do crime de embriaguez ao volante. diante da sua recusa em se submeter a qualquer espécie de teste para a constatação do teor alcoólico por litro de sangue. exige que policiais civis ou militares sejam acionados para que deem suporte ou apoio a quem esteja efetuando a prisão. DJe-119 19/06/2012) .705/08.503/97). o combate à embriaguez ao volante tornou-se ainda mais rígido. inseriu-se a quantidade mínima exigível de álcool no sangue para se configurar o crime de embriaguez ao volante e se excluiu a necessidade de exposição de dano potencial.( . DESPROVIMENTO DO RECLAMO. o direito à presunção de não-culpabili- dade é situação jurídica ativa ainda mais densa ou de mais forte carga protetiva do que a simples presunção de inocência. sendo certo. Precedentes. Recur- so não provido. 1. 2. Embriaguez ao volante (art. ALEGADA NULIDADE DO AUTO DE PRISÃO. Perigo concreto. Recurso improvido. 1. Ayres Britto. o crime imputado ao recorrente ocorreu em 22. Na vigência da Lei 11. Logo. POSSIBILIDADE. ACUSADO QUE SE RECUSOU A SE SUBMETER A EXA- ME DE SANGUE. ainda. INEXISTÊNCIA DE EXAME DE CORPO DE DELITO.grifado pelo autor 80 . julgado em 08/05/2012. Min. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CARACTERIZADO. Esta Suprema Corte entende que. MÁCULA INEXISTENTE. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES substantivo de matriz constitucional. como aventado na im- petração. Rei. APONTADA AUSÊNCIA DE COMPROVAÇÃO DA MATERIALIDADE DELITIVA.grifado pelo autor ~ STJ RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 1. Ausência de constrangimento ilegal. quando já vigorava o § 2° do artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro. admite-se a prova da embriaguez por meio de testemunhos. A jurisprudência é pacífica no sentido de reconhecer a aplicabilidade do art. 3.760/2012. Rei. Não ocorrência.705/2008. qualquer pessoa pode prender quem esteja em flagrante delito.173/SP. POSSIBILIDADE DE AFERIÇÃO DA EMBRIAGUEZ POR OUTROS MEIOS. de modo que.

INEXISTÊNCIA DE COAÇÃO ILEGAL A SER SANADA NA OPORTUNIDADE. FALTA DE EXAME PERICIAL VERIFICADOR DA DOSAGEM ALCOÓLICA. buscando. em decorrência de uma inacei- tável exigência não prevista em lei. Interpre- tações elásticas do preceito legal incriminador. 7. 9. DECRETO REGULAMENTADOR QUE PREVÊ EXPRESSAMENTE A METODOLOGIA DE APURAÇÃO DO ÍNDICE DE CONCENTRAÇÃO DE ÁLCOOL NO SANGUE. O grau de embriaguez é elementar · objetiva do tipo. VEDAÇÃO À AUTOINCRIMINAÇÃO. inscrito no art. ampliando-lhes o alcance. em absoluta desconformidade com o garantismo penal. tratou especificamente de 2 (dois) exames por métodos técnicos e científicos que poderiam ser realizados em aparelhos homolo- gados pelo CONTRAN. Rei. AVERIGUAÇÃO DO ÍNDICE DE ALCOOLEMIA EM CON- DUTORES DE VEÍCULOS. VIA INADEQUA- DA. entre outros. O entendimento adotado pelo Excelso Pretório. PRINCÍPIO DA LEGALIDADE. quais sejam. Aliás. MÍNIMO RESPALDO INDICIÁRIO E PROBATÓRIO. ao elaborar a norma jurídica. não configurando a conduta típica o exercício da atividade em qual- quer outra concentração inferior àquela determinada pela lei. um constrangimento ilegal. PROVAS. 2. 5°. DJe 04/09/2012). TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. julgado em 28/03/2012. induvidosamente. O tipo penal do art. 1. 306 E 309 DA LEI N 9. emanada do Congresso Nacional. que exerce missão essencial no estado de- mocrático. da Constituição de 1988: "ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei". Ade- mais. dar validade à norma que se mostra de pouca aplicação em razão da construção legislativa deficiente. a de legislar. podendo elencar quaisquer meios de prova que considerasse hábeis à tipicidade da conduta. 2. deixando ao legislativo a tarefa de legislar e de adequar as normas jurídicas às exigências da sociedade. COMPETÊNCIA E PROVAS PROCESSUAL PENAL. Terceira Seção. Não se pode perder de vista que numa democracia é vedado ao judiciário modificar o conteúdo e o sentido emprestados pelo legislador. DETERMINAÇÃO DE ELE- MENTO OBJETIVO DO TIPO PENAL. (REsp 1111566/DF. que não permite a aplicação de critérios subjetivos de interpretação. Os tribunais devem exer- cer o controle da legalidade e da constitucionalidade das leis. Falece ao aplicador da norma jurídica o poder de fragilizar os alicerces jurídicos da sociedade. há ou- tras provas nos autos que confirmem o estado de ebriedade do paciente. reconhece que o individuo não pode ser compelido a colaborar com os referidos testes do 'bafômetro' ou do exame de sangue. transformando-o em réu. NECESSIDADE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. e encampado pela doutrina. 6. PROVA QUE SÓ PODE SER REALI- ZADA POR MEIOS TÉCNICOS ADEQUADOS. EXAME PERICIAL. Recurso especial a que se nega provimento. p/ Acórdão Ministro Adilson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ/RJ). de natureza exata. por um elemento objetivo. o exame de sangue e o etilômetro. S. O decreto regulamentador.503/1997. 8. o direito fundamental sobre a necessidade da persecução estatal. o exame da ausência de mínimos fundamentos para a deflagração da ação penal 81 . qual seja. Ministro Marco Aurélio Bellizze. A Quin- ta Turma do Superior Tribunal de Justiça tem decidido pela continuidade da ação penal nos delitos de embriaguez ao volante quando. 4. em respeito ao princípio segundo o qual ninguém é obrigado a se au- toincriminar (nemo tenetur se detegere). para o STF. PROVA TESTEMUNHAL. inciso 11. Rei. não é demais lembrar que não se inclui entre as tarefas do juiz. em processo crime. ARTS. 306 do Código de Trânsito Brasileiro é formado. Em nome de adequar-se a lei a outros fins ou propósitos não se pode cometer o equívoco de ferir os direitos fundamentais do cidadão. ALEGADA ATIPICIDADE DA CONDUTA. 1. desde logo. por meio da jurisdição. violam o princípio da reserva legal. 3. AÇÃO PENAL. o índice de 6 decigramas de álcool por litro de sangue. JUSTA CAUSA. impondo-lhe. Em todas essas situações prevaleceu. Não é papel do intérprete-magistrado substituir a função do legislador. efetivadas pelos juízes.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. inexistindo o exame pericial que comprove a dosagem de 6 decigrama de álcool por litro de sangue.

760/2012. o que não se configura na hipótese.26. havendo prova inconteste de alguma situação prevista no art. Ordem denegada. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA. a ocorrência de circunstância extintiva da punibilidade. o Ministério Público não pode adotar qualquer critério político ou de política criminal para decidir sobre o ajuizamento da ação pe- nal pública. 3.grifado pelo autor ~ TJSP Embriaguez na direção de veículo automotor. de forma indubitável. enquanto que para o trancamento da ação penal é necessário que exsurja. Art. à primeira vista.8. Ministro Jorge Mussi. Desnecessidade de comprovação do nível de alcoolemia median- te teste do etilômetro ou exame de sangue. 397 do CPP. Redução.2.0081. Absolvição inadmissível. ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA Pelo princípio da obrigatoriedade. sem exigência de dilação do contexto de provas. Regime mantido. Relator: Sérgio Rizelo. o legislador brasileiro trouxe ao longo dos anos diversas hipóteses que mjtjgªEarr . Pena equivoca- damente calculada. Quinta Turma. sendo este um caso de mitigação ao princípio da 82 . poderia o Ministério Público reque- rer o arquivamento do inquérito. Segunda Câmara Criminal Julgado). EMBRIAGUEZ AO VOLAN- TE (ART. Relator: Francisco Bruno.g'ráda. DENÚNCIA QUE DESCREVE DE MANEIRA PRECISA O TIPO PENAL. Rei. de ausência de indícios de autoria ou de prova da materialidade do delito e ainda da atipicidade da conduta.760/12. julgado em 01/03/2011.disc dlcló'f.653/MS.grifado pelo autor A ação penal pública é regida por determinados princípios. no que parte da doutrina passou a chamar de . dentre eles o da obri- gatoriedade. a ausência de justa causa para a sua deflagração.503/97). Recurso parcialmente provido. CRIME DE PERIGO ABSTRATO. Data de Julgamento: 27/01/2014. É verdade que parte da doutrina entende que. segundo o qual os órgãos persecutórios criminais não podem adotar quaisquer critérios políticos ou de utilidade social para decidir se oferecerão ou não a denúncia. RECURSO CONHECIDO E PROVIDO. na vigência da Lei n° 12.o referido princípio. DJe 28/03/2011). Todavia. Data de Publicação: 27 /01/2014). LASTRO PROBATÓRIO CONSUBSTANCIADO EM AUTO DE CONSTATAÇÃO DE SINAIS DE EMBRIAGUEZ.grifado pelo autor ~ TJSC RECURSO EM SENTIDO ESTRITO. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES demanda aprofundada discussão probatória. Suficiência exame clínico e da prova oral para comprovar a materialidade delitiva. 306 DA LEI 9. (TJ-SP - APL: 00005058820138260081 SP 0000505-88. somente deve ser obstado o feito se restar.034355-3 (Acórdão). 4. (TJ- -SC . Ante o exposto. Data de Julgamento: 22/07/2013. (HC 164. 10" Câmara de Direito Criminal.i~li~E!â'áE!?~fi. INFRAÇÃO PENAL COMETIDA APÓS O ADVENTO DA LEI 12.RC: 20130343553 SC 2013. mencione brevemente as hipóteses nas quais o ordenamento jurídico pátrio traz exceções à obrigatoriedade da ação penal pública. Em sede de habeas cor- pus.013. 306 do CTB.

da Cons- tituição da República. vale dizer. 2014.099/95). I. tornando ausente o interesse jurídico de se propor demanda judicial.850/2013}. em decorrência do princípio da subsi- diariedade. conferido ao Ministério Público. adotando-se o que a doutrina denomina de discricionariedade regrada: a) na transação penal (art. podendo. 98. p. art. nas infrações penais de menor potencial ofensivo (crimes apenados com. em que o MP poderá deixar de oferecer denúncia se preenchidos os requisitos cumulativos da lei. Mas. a nosso juízo. podemos apresentar alguns casos em que a lei expressamente mitigou o princípio da obrigatoriedade. que porque os seus efeitos maléficos são plenamente reparados. nesta hipótese. já que. 116) "É comum que a simples instauração de um inquérito civil ou a celebração de um termo de ajustamento de conduta resulte na solução da controvérsia. como importante instrumento de solução extrajudicial desses conflitos. Apresenta-se o termo de ajustamento de conduta. a jurisprudência predominante não vem aceitando a tese). o princípio sofreu inegável mitigação com a regra do art. Trata- -se de um munus público constitucional conferido ao Ministério Público. A possibilidade de transação (proposta de aplicação de pena não privativa de liberdade) está regulamentada pelo art.347/85).099/95. 2°. 76 da Lei 9. Em última análise. (LIMA. não se afigura razoável. 2014. mas apenas de percepção de que a lei." (RANGEL. 240). que possibilita a transação penal entre Ministério Público e au- tor do fato. através de seus enunciados linguísticos. 216) 83 . não se trata de exceção propriamente dita. 76 da Lei n. COMPETÊNCIA E PROVAS obrigatoriedade. se houver a colaboração efetiva do agente nas investigações de crimes contra a ordem econômica. com o termo de ajustamento de conduta (art. de 12 de julho de 2001. p. 4°. 9. da CRFB/88}. da Lei n. no máximo. embora esta liberda- de não seja absoluta. em que há o não oferecimento da ação penal. portanto. o Ministério Público apenas se utilizar de argumentos de princípios Uurídicos) para requerer o arquivamento do in- quérito.I r AÇÃO PENAL. a fim de satisfazer a pretensão acusatória estatal. d) com a colaboração premiada da recente Lei de orga- nizações criminosas (art. em que há a fixação imediata de penas restritivas de direitos ou multa antes da instauração da ação penal. pela sociedade. o princípio da obrigatoriedade pelo da discricionariedade regrada (o Ministério Público passa a ter liberdade para dispor da ação penal. nunca o Ministério Público poderá fundamentar o pedido de r I arquivamento com base em argumentos políticos de conveniência e oportunidade. 61 da Lei n. 5°. §4°. §6°. b) para alguns.099/95 c/c art. c) através do acordo de le- niência ou de doçura (art. restabelecendo a ordem jurídica violada. 9. de exigir do Estado-juiz a devida prestação jurisdicional.529/2011). a qual acabou por alte- rar o conceito de infração de menor potencial ofensivo constante do art. se as penas extrapenais serão suspensas com a celebração dos termos de ajustamento de conduta (contudo.cf. parágrafo único. como as san- ções não penais serão suspensas em virtude da celebração e cumprimento do quanto pactuado no termo de ajustamento de conduta. p. substituindo nestas infrações penais. cobrar responsabilidade penal pela mesma conduta delituosa". quer porque a conduta lesiva nem se iniciou. da Lei 7.259. 98. 86 e 87 da Lei 12. I. 2006." (CAPEZ. 10. "Atualmente. da Lei 12. através do exercício do poder constituinte originário. pelo princípio da subsidiariedade. dois anos de pena privativa de liberdade e contravenções penais . · @ DOUTRINA TEMÁTICA "A obrigatoriedade da ação penal pública é o exercício de um poder-dever. Ademais. não seria razoável haver a responsabilidade penal. prevê uma moldura para o intérprete. t De qualquer forma. mas limitada às hipóteses legais).

relator. p. na hipótese de o promotor de justiça recusar-se a fazer a proposta. Período: 10 a 14 de novembro de 1997. apenas mitigado pela possibilidade de oferta da transação penal. Habeas corpus deferido em parte. Sepúlveda Pertence.) em nosso entendimento. A atuação judicial de ofício. 2014.97. Néri da Silveira e Moreira Alves." (OLIVEIRA. Atua o juiz como mediador. cabe aplica- ção. do CPP). 28 do CPP. para o acórdão. sob o entendimento de que a Lei 9. CELEBRAÇÃO DE TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA ENTRE O ACUSADO E O MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO. Firmou-se. assim. Caso o promotor (ou procurador da República) se recuse. avilta o princípio constitucional de que a iniciativa da ação penal pública é exclusiva do Ministério Público. Ministério Público e Suspensão do Processo Prosseguindo no julgamento do habeas corpus acima mencionado. construiu inter- pretação no sentido de que. 397. no Brasil. quando este se recursar a oferecer a proposta.099/95 alude ao "Ministério Público" na qualidade de instituição. 796) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA ~ STF Informativo n° 92 do STF. ainda. como não se pode obrigar a instituição a propor ação penal. 1. Min. o Tribunal." (NUCCI. do art.. todas elas independentemente de instrução t criminal.099/95 não autorizaria tal procedimento administrativo. (grifado pelo autor) ~ STJ APONTADA FALTA DE JUSTA CAUSA PARA A PERSECUÇÃO PENAL. 397. consoante o disposto no art. considerando-se que o art. Aliás. 12. incluindo aquela atinente à t excludente de culpabilidade (art. 89 da Lei 9. CPP. propôs ao autor do fato. o entendimento de que. o juiz. p. afinal. 2009. rei. dispondo de elementos mínimos 84 . pois as esferas administrativa e pe- nal são independentes. que há várias hipóteses legais de absolvição sumária no processo pe- nal. tendo o referido artigo a finalidade de mitigar o princípio da obrigato- riedade da ação penal para efeito de política criminal. POSSI- BILIDADE DE PROSSEGUIMENTO DE AÇÃO. a fazer a proposta.11. não se pode obrigar o Ministério Público a fazer a proposta. parece-nos totalmente inadequado que o juiz se substitua ao membro do Ministério Público.343-MG. § 1°). por maioria. impõe-se o princípio cons- titucional da unidade do Ministério Público para a orientação de tal política (CF. o critério da obrigatoriedade da ação penal pública. Sepúlveda Pertence. 11. por analogia. Mostra- -se irrelevante o fato de o recorrente haver celebrado termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do Trabalho. não devendo essa discricionariedade ser transferida ao subjetivismo de cada promotor. Logo. fazendo-o em seu lugar e homologando o que ele mesmo. art. originário Min. HC 75. magistrado. Octavio Gallotti. 127. INDEPENDÊNCIA ENTRE AS ESFERAS ADMINISTRATIVA E PENAL. 127) II "( . Assim. verificando presentes os requisitos objetivos para a suspensão do processo. vigendo. razão pela qual o Parquet. rei. injustificadamente. nesse cenário. parece irrecusável a possibilidade de arquivamento do inquérito e/ou peças de informação com fundamento em quaisquer delas. acolhendo o voto do Min. r EDUARDO AIDÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES I l "De se ver. Vencidos neste ponto os Ministros Octavio Gallotti. nem mesmo processo existe ainda. mais. DESPROVIMENTO DO RECLAMO.. deverá encaminhar os autos ao Procurador-Geral de Justiça para que este se pronuncie sobre o oferecimento ou não da proposta.

Firmado o Termo de Ajustamento de Conduta e sendo este cumprido pelo apela- do. mas si1r de poder-dever do Ministério Público (Precedentes desta e. 1. por faltar justa causa à persecução criminal.003/PI. Rei.Na injúria não se imputa fato determinado. Data de Publicação: 01/04/2014).6ü5/98). JUSTA CAUSA EVIDENCIADA. que houve. Quinta Turma. 2° DA LEI 8. RECEBIMENTO DA PEÇA ACUSATÓRIA.VIABILIDADE .O exame das declarações proferidas pelo querelado na reunião do Conselho Deliberativo evidenciam. DJe 03/04/2012) -grifado pelo autor ~ TJMG APELAÇÃO CRIMINAL. se amolda ao tipo inserto no art. assim como a suspensão condicional do processo. Supremo Tribunal Federal). A jurispru- dência é pacífica no sentido de que o trancamento da ação penal somente é possível quando a situação de constrangimento ilegal ou a falta de indícios da autoria se revela evidente. o posterior oferecimento de denúncia em desfavor do compromitente configu- ra. Min. Quinta Turma. mas · se formulam juízos de valor. exteriorizando-se qualidades negativas ou defeitos que importem menoscabo. PENAL E PROCESSUAL PENAL AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. Rei. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA NÃO DEMONS- TRADA. Queixa recebida. V . assenta-se nos princípios da disponibilidade e da oportunidade. CRIME AM- BIENTAL (ART. HC 187. Maria Thereza de Assis Moura. Precedentes. AÇÃO PENAL PRJVADA. 55 DA LEI 9. quando aplicada nas ações penais privadas.Isso porque. LA'IRA CLANDESTINA (ART. justifica o prosseguimento da ação penal. não se trata de direito público subjetivo do acusado.grifado pelo autor No mesmo sentido: STJ. o que. Corte e do c. STJ. e o silêncio do querelante não constitui óbice ao prosseguimento da ação penal.176/91). sob pena de haver absolvição sumária por via imprópria.grifadb pelo autor ~ TRFl PENAL. Recurso improvido. DJe 03/02/2014). ORDEM DENEGADA. Ministro Jorge Mussi. COMPETÊNCIA E PROVAS para oferecer a denúncia.A jurisprudência dos Tribunais Supe- riores admite a aplicação da transação penal às ações penais privadas. 2.842/RS. constrangimento ilegal. DJe de 03/10/2011.Recurso ministerial não provido. 140 do Código Penal. Relator: Cor- rêa Camargo.499/~-P. (APn 634/RJ. (TJ-MG . 2. Nesse caso. 111 .CUMPRI- MENTO DO COMPROMISSO =>ELO ACUSADO. ASSINATURA DE TERMO DE AJUSTAMENTO DE CONDUTA. . Câmaras Criminais I 4" Câmara Criminal. ultraje ou vilipêndio de alguém. em juízo de prelibação. Corte Especial. DJe 25/09/2013. . INJÚRIA.TERMO DE AJUSTA- MENTO DE CONDUTA . julgado em 10/12/2013. AÇÃO PENAL. conduta que. por certo.TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL . a legitimidade para formular a proposta é do ofendido. Data de Julgamento: 26/03/2014. HABEAS CORPUS. MATERIALIDADE E lt~DfCIOS DE AUTORIA. a transa-· ção penal. Ministra Laurita Vaz. Rei. LEGITIMIDADE DO QUERELANTE. Rei. IV. TRANCAMENTO DE AÇÃO PENAL. pode fazê-lo. par3 além do mero animus criticandi. RHC 24. (RHC 41. A assinatura de Termo de Ajustamento de Conduta não implica extinção da punibilidade ou ausência de justa causa para a 85 . TRANSA- ÇÃO PENAL. 6" Turma. ainda que as condutas tenham sido obje- to de acordo extrajudicial.RECURSO MINISTERIAL NÃO PROVIDO. Ministro Felix Fischer. por conseguinte. 11 . aparente- mente. impedindo a per- secução penal do Estado. julgado em 21/03/2012.CRIME CONTRA A ORDEM ECONÔMICA. o que significa que o seu implemento requer o mútuo consentimento das. I -A transação pe- nal. QUEIXA.APR: 10471100140873001 MG . partes. POSSIBILIDADE.

( ) Para a propositura da queixa. segundo o seu argumento.0000. bem como em obediência aos princípios da obrigatoriedade e indisponibilidade. inadmitindo-se qualquer interferência externa. com a finalidade de suprimir ou reduzir tributo. impossibilitaria o exame da questão na esfera criminal. Alex interpôs apelação. a hipótese de transação penal para os delitos de menor potencial ofensivo. desistir da ação penal.137/1990? . ter omitido informação e prestado declaração falsa às autoridades fazendárias. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. Relator: Desembargador Federal Carlos Olavo. respondendo. salvo as decisões judiciais. suposta- mente. não há que se falar em seu trancamento. ~ Resposta: Assertiva correta a) F. 3. Terceira Turma. 0 8. . circunstância que. em atenção à independência das esferas civil.TJ/PR. (UFPR.V. nem em ocorrência de constrangimento ilegal. aos seguintes questionamentos. 1. por. mediante decisão transitada em julgado. porém.F. Ordem de habeas corpus denegada. de forma fundamentada.4.01. devendo se considerar. (TRF- 1 .303 de 20/04/2012) . penal e administrativa. Data de Julgamento: 09/04/2012. na qual suscitou a ausência de jus- ta causa para a ação penal.Há justa causa para a persecução penal do crime previsto no art.grifado pelo autor @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. mas também poderes especiais para o ajuizamento. Existindo comprovação da materialidade e indícios razoáveis de autoria que serão apurados na competente ação penal. não basta a outorga de poderes ad juditia por instrumento de man- dato. uma vez que é o dominus litis e dispõe da ação. quando possível. na ação penal privada. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES ação penal. por se tratar de manifestação expressa e exclusiva da vontade da parte. devendo constar do instrumento o nome do querelado e resumo dos fatos. de cima para baixo. ( ) A queixa. após a correspondente consolidação do débito fiscal na esfera administrativa. Condenado na ação penal.A ação anulatória de débito fiscal impossibilita o exame da questão na esfera criminal? 86 . ( ) O Ministério Público não pode desistir da ação penal depois da Ctenúncia ter sido recebida.V Alex foi denunciado pela prática de crime contra a ordem tributária.Juiz de Direito. em razão do ajuizamento de ação anulatória de débito fiscal.HC: 13607 MG 0013607-95. a qualquer tempo. sob o fundamento de que o débito se encontrava sub ju- dice. disserte sobre os argumen- tos apresentados pelo réu na apelação. Com base na situação hipotética acima apresentada. 4.0 da Lei n. não poderá ser aditada pelo Ministério Público. e-DJF1 p.2012) Identifique as afirmativas a seguir como verdadei- ras (V) ou falsas (F): ( ) O Ministério Público pode.2012.

mas não impede o prosseguimento da ação penal. em outras situações. realmente. é recomendada a suspensão do processo. houve a constituição definitiva do crédito tributário e. levou-me a apreciá-la nesse momento entre os elementos do próprio tipo penal" (BALTAZAR. o lançamento definitivo. a ação r penal poderia ser proposta. para se evitar decisões contraditórias. de que a constituição do crédito tributário seria condi- ção objetiva de procedibilidade para o exercício da ação penal pública. 828) "A constituição definitiva do crédito tributário é o fator que demonstra ter. @ DOUTRINA TEMÁTICA "A questão tanto pode ser vislumbrada por uma perspectiva de direito material. pode-se dizer que há justa causa para a persecução penal do crime previsto no art. Considerando o lançamento como indispensável. É verdade que. Em última análise. no sentido de que somente pode ser reconhecido o crime contra a ordem tributária quando houver lançamento definitivo. seria condição para a própria existência do delito. tendo \ em vista existir questão prejudicial facultativa. na forma do art.~ I AÇÃO PENAL. importante reiterar que essa suspensão é uma faculdade do juiz. portanto. quanto processual. há a necessidade de lançamento defini- tivo para o oferecimento de denúncia em crime de sonegação fiscal (no art. não sendo obrigatória. mormente em razão da independência das esferas cível e criminal. sem o advento da condição de finalização da apuração do débito 87 . O tratamento dado à matéria pelo STF (HC 81611). ou seja. nos termos da Súmula Vinculante 24 do STF. se encarada a existência de lançamento definitivo como condição de proce- dibilidade para o exercício da ação penal pública. COMPETÊNCIA E PROVAS @RESPOSTA Segundo o entendimento pacífico do STF. Em suma. Contudo. A discussão acerca da exigibili- dade do crédito tributário através de ação anulatória apenas poderá constituir óbice à prática de atos tendentes à cobrança do crédito. um pouco diverso daquele. majoritário no Superior Tribunal de Justiça. 1° da Lei 8. havido supressão ou redução do tributo. vale dizer. 93 do CPP. De qualquer forma. emerge o referido art. o proces- so penal é suficiente para análise de toda a divergência. 93 do CPP. em certas situações. No caso. portanto. se vista a constituição do crédito como necessária para a própria existência do delito. 1o. ainda que tenha havido a suspensão da exigibilidade do f crédito por conta de depósito ou medida liminar. O I fato de haver ação anulatória discutindo o crédito tributário não é motivo que retira í a justa causa da ação penal. seria caso de apliçação no máximo do art. sendo que a ação anulatória de débito fiscal não impossibilita o exame da questão na esfera criminal. elementos previstos no caput do art. entendimento. p. 2014.137/90. 1o da Lei 8.137/1990). Segundo o referido enuncia- do sumular. o juiz criminal poderiá ou não determinar a suspensão da ação penal. ante a existência da condição objetiva de punibilidade. Es- taria nesse fator concentrada a nova condição objetiva de punibilidade. 1o como um crime condi- cionado. sem a necessidade de que as partes discutam a questão no juízo cível (princípio da suficiência da ação penal). em última análise.

EDUARDO
AI DÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKERMAN GOMES

tributário não se aperfeiçoa o tipo penal, logo, não se pode considerá-lo consumado."
(NUCCI, 2009, p. 982)

"Em virtude do princípio da suficiência da ação penal, entende-se que, em certas situa-
ções, o processo penal é suficiente, por si só, para dirimir toda a controvérsia, sem que
haja necessidade de remeter as partes ao cível para a solução da questão prejudicial. É o
que ocorre na hipótese de questões prejudiciais homogêneas e heterogêneas não relati-
vas ao estado civil das pessoas que não sejam de difícil solução. Nesse caso, é plenamen-
te possível o enfrentamento da prejudicial pelo próprio juízo penal." (LIMA, 2014, p. 1044)

"Faculdade da suspensão: embora deva sempre o juiz criminal ter sensibilidade para
suspender o curso do processo, evitando, com isso, a prolação de decisões contraditó-
rias, não é obrigado a fazê-lo. Eventualmente, acreditando dispor de provas suficientes
para julgar o caso, pode determinar o prosseguimento da ação penal, alcançando uma
decisão de mérito. Se, no entanto, decidir suspender o curso do processo, precisa tomar
tal decisão fundamentado em questão controversa da qual dependa a prova da exis-
tência da infração penal e não simplesmente algo que envolva circunstância do crime,
muito mais ligada à aplicação da pena do que à constatação da tipicidade". (NUCCI,
2014, p. 284)

@ JURISPRUDfNCIA TEMÁTICA
~ STF
Súmula Vinculante 24 do STF: Não se tipifica crime material contra a ordem tributária,
previsto no art. 1°, incisos I a IV, da Lei n° 8.137/90, antes do lançamento definitivo do
tributo.

~ STJ
AGRAVO REGIMENTAL RECURSO ESPECIAL DIREITO PENAL CRIME CONTRA A ORDEM
TRIBUTÁRIA. SONEGAÇÃO FISCAL LANÇAMENTO DEFINITIVO DO CRÉDITO TRIBUTÁ-
RIO ANTES DO OFERECIMENTO DA DENÚNCIA. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE DE-
VIDAMENTE PREENCHIDA. REVOLVIMENTO FÁTICO-PROBATÓRIO. ACÓRDÃO A QUO
EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL SÚMULAS 7 E 83/STJ.
VIOLAÇÃO DE DISPOSITIVOS CONSTITUCIONAIS. STF. 1. No crime tipificado no art.
1° da Lei n. 8.137/1990, o lançamento definitivo do crédito tributário é condição
objetiva de procedibilidade da ação penal, ou seja, somente poderá ser iniciada
referida ação após esse marco, quando então estará configurado o tipo penal. (...)
(AgRg no REsp 1169532/RS, Rei. Ministro Sebastião Reis Júnior, Sexta Turma, julgado em
04/06/2013, DJe 13/06/2013) - grifado pelo autor

PENAL E PROCESSUAL PENAL ART. 1°, 11, DA LEI N. 0 8.137/90. CRIME MATERIAL CONS-
TITUIÇÃO DEFINITIVA DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. CONDIÇÃO DE PROCEDIBILIDADE
ADIMPLIDA. PENDÊNCIA DE PROCESSO ADMINISTRATIVO EM QUE SE DISCUTE EVEN-
TUAL DIREITO À COMPENSAÇÃO. SUSPENSÃO DA AÇÃO PENAL IMPOSSIBILIDADE. 1.
A constituição definitiva do tributo sonegado é condição de procedibilidade nas
ações penais em que se apura os crimes contra a ordem tributária. 2. In casu, as
instâncias ordinárias afirmaram categoricamente que o crédito tributário estava devi-
damente constituído com inscrição em dívida ativa da Fazenda Pública, o que viabiliza
o ajuizamento da ação penal por crime contra o ordem tributária. Precedentes. 3. A
pendência de procedimento administrativo em que se discuta eventual direito de

88

AÇÃO PENAL, COMPETÊNCIA E PROVAS

compensação de débitos tributários com eventuais créditos perante o Fisco não
tem o condão, por si só, de suspender o curso da ação penal, eis que devidamente
constituído o crédito tributário sobre o qual recai a persecução penal. 4. Agravo
regimental a que se nega provimento. (AgRg no REsp 1233411/DF, Rei. Ministro Jorge
Mussi, Quinta Turma, julgado em 04/09/2012, DJe 14/09/2012)- grifado pelo autor

AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO
ESPECIAL. PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. ART. 1.0 , INCISO I, DA LEI N. 0
8.137/90. SÚMULA N. 0 83 DO STJ. APLICABILIDADE TAMBÉM PARA RECURSO ESPECIAL
INTERPOSTO PELA ALÍNEA A DO PERMISSIVO CONSTITUCIONAL. AÇÃO PENAL. AÇÃO
ANULATÓRIA DE DÉBITO FISCAL. SOBRESTAMENTO DA AÇÃO PENAL. DESNECESSIDA-
DE. CONDENAÇÃO LASTREADA EM PROVAS COLHIDAS NO PROCEDIMENTO ADMINIS-
TRATIVO-FISCAL. INDEPENDÊNCIA DAS ESFERAS CÍVEL E PENAL. PRECEDENTES DESTA
CORTE. PLEITO DE ABSOLVIÇÃO. NECESSIDADE DE REEXAME DE PROVAS. INCIDÊNCIA
DO VERBETE SUMULAR N. 0 7 DESTA CORTE. DISSiDIO JURISPRUDENCIAL. INEXISTÊNCIA
DE COTEJO ANALiTICO. MERA COLAÇÃO DE EMENTAS. ART. 255/RISTJ. INOBSERVÂN-
CIA. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. 1. A incidência da Súmula n. 0 83 deste Supe-
rior Tribunal de Justiça não se restringe ao recurso especial aviado com base na alínea c
do do art. 105, inciso 111, da Constituição Federal, aplicando-se o enunciado, da mesma
forma, aos recursos interpostos com fundamento na alínea a do permissivo constitucio-
nal, na· hipótese do aresto recorrido" estar de acordo com a jurisprudência desta Corte.
2. A teor do art. 93 do Código de Processo Penal, a suspensão da ação penal em
razão do ajuizamento de ação anulatória do débito é facultativa. Assim, a pendên-
cia de discussão acerca da exigibilidade do crédito tributário perante o Judiciário
constitui óbice, tão-somente, à prática de atos tendentes à cobrança do crédito,
não impossibilitando a instauração da ação penal cabível, dada a independência
das esferas cível e criminal. Precedentes. 3. O Tribunal a quo, sóberano na análise
das circunstâncias fáticas da causa, com base na apreciação do conjunto probatório dos
autos, fazendo remissão, inclusive, ao procedimento administrativo-fiscal, concluiu que
há, no caderno processual., provas hábeis a embasar a condenação do ora Agravante, de
modo que a pretendida absolvição encontra óbice no verbete sumular n. 0 7 deste Supe-
rior Tribunal de Justiça. 4. A demonstração do dissídio jurisprudencial não se contenta
com meras transcrições de ementas, tal como ocorreu na hipótese dos autos, sendo ab-
solutamente indispensável o cotejo analítico de sorte a demonstrar a devida similitude
fática entre os julgados confrontados. Precedentes. 5. À míngua de argumentos novos e
idôneos para infirmar os fundamentos da decisão agravada, é de se mantê-la incólume.
6. Agravo regimental desprovido. (AgRg nos EDcl no AREsp 136.853/PA, Rei. Ministra
Laurita Vaz, Quinta Turma, julgado em 26/08/2014, DJe 02/09/2014)- grifado pelo autor

RECURSO ESPECIAL. PROCESSO PENAL. VIOLAÇÃO DO ARTIGO 619. INOCORRÊNCIA.
INÉPCIA FORMAL E MATERIAL DA DENÚNCIA. INEXISTÊNCIA. JUSTA CAUSA. REEXAME
DE PROVA. 1. Não há violação do artigo 619 do Código de Processo Penal se o Tribu-
nal a quo decide às expressas as questões suscitadas e utiliza fundamentação suficiente
para solucionar a controvérsia sem incorrer em omissão ou contradição. 2. Não há inépcia
formal na denúncia por crime de sonegação fiscal se a peça contém a exposição do fato
criminoso, com todas as circunstâncias necessárias ao amplo exercício da defesa, já que
o Ministério Público demonstrou a existência dos depósitos, a omissão quanto a eles na
declaração de rendimentos e o não pagamento dos tributos. 3. Tampouco há inépcia
material na denúncia por falta de justa causa para a ação penal se houve constitui-
ção definitiva do crédito tributário no processo administrativo fiscal antes do ofere-
cimento da denúncia, o que é suficiente para se afirmar a existência de suporte in-
diciário mínimo de materialidade para a persecução penal, ainda que ajuizada ação

89

EDUARDO
AI DÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKERMAN GOMES

anulatória de débito fiscal. 4. Afirmado nas instâncias ordinárias que há indícios de ma-
terialidade bastantes para autorizar o recebimento da denúncia, maiores considerações
acerca da alegada inépcia material à falta de justa causa para a ação penal em face da
suposta ilicitude dos valores depositados demandariam o reexame do acervo fático-pro-
batório dos autos, o que é inviável nesta sede especial, a teor do enunciado n° 7 da Sú-
mula desta Corte. 4. Recurso improvido. (REsp 1264864/PR, Rei. Ministra Maria Thereza de
Assis Moura, Sexta Turma, julgado em 15/10/2013, DJe 28/10/2013)- grifado pelo autor

~ TRF2
PROCESSO PENAL. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA. CONSTITUIÇÃO DEFINITIVA
DO CRÉDITO TRIBUTÁRIO. PENDÊNCIA DE EMBARGOS À EXECUÇÃO FISCAL. JUSTA CAUSA
PARA AJUIZAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. O art. 83 da Lei n° 9.430/96 prevê, como único re-
quisito à apresentação de Representação Fiscal para Fins Penais relativa aos crimes contra a
ordem tributária (arts. 1o e 2o da Lei n° 8.137/90) e contra a Previdência Social (arts. 168-A
e 337-A do Código Penal), a decisão final na esfera administrativa, sobre a exigência do cré-
dito tributário. 2. Havendo a constituição definitiva do crédito tributário, e estando ele
inscrito em dívida ativa da União, como no presente caso, a interposição de Embargos
à execução fiscal ou a existência de eventuais ações autônomas de impugnação não
impedem o ajuizamento da ação penal, uma vez qu~ a condição de procedibilida-
de exigida para a instauração da ação penal encontra-se plenamente satisfeita. 3. O
aj!Jizamento de eventual ação .anulatória do crédito ou mesmo de Embargos à Execu-
ção Fiscal poderia induzir, no máximo, à aplicação da suspensão do processo criminal,
conforme previsão contida no art. 93 do CPP. Contudo, considerando novamente a in-
dependência entre as instâncias, tal suspensão revela-se mera faculdade do julgador,
nos casos em que a matéria cível da qual dependa o reconhecimento da existência da
infração penal se mostre de difícil solução e não verse sobre direito cuja prova a lei
civil limite. 4. Não bastasse a suspensão do processo penal ser faculdade do Juiz, sujeita,
portanto, ao livre convencimento deste, tem-se que, no caso concreto, a matéria ventilada
pela defesa nos aludidos Embargos à Execução cinge-se, apenas, ao aspecto meramente
formal do processo de constituição do crédito tributário, insurgindo-se somente contra su-
posta ausência de intimação dos sócios da empresa acerca da decisão administrativa final, e
não contra o débito em si. S. Ordem denegada. (HC 201002010163725, Desembargador Fe-
deral Guilherme Bollorini Pereira, TRF2- Segunda Turma Especializada, E-DJF2R 14/02/2011,
p. 174)- grifado pelo autor

A reforma legislativa de 2008 trouxe ao direito processual penal a figura da cita-
ção por hora certa, já prevista no Código de Processo Civil. Cumpre destacar. con-
.tudo, que, na hipótese de não comparecimento do acusado, o legislador deu a tal
modalidade de citação (art. 362, parágrafo único) consequências distintas daquelas
previstas no caso de citação por edital. Explique os motivos para a atribuição desse
tratamento diferenciado pelo legislador e as críticas a respeito

~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO
@RESPOSTA
Antes da reforma de 2008, quando o acusado se ocultava para não ser citado, deve-
ria ser feita a citação por edital, o que acarretava a suspensão do processo, na forma do
90

AÇÃO PENAL, COMPETÊNCIA E PROVAS

art. 366 do CPP. Tal circunstância fazia com que muitos acusados, de forma deliberada,
se ocultassem para impedir (i) o prosseguimento do processo contra eles e (ii) a canse-
quente aplicação da sanção penal. Por esta razão, o legislador entendeu por bem esta-
belecer a mesma sistemática que já era prevista no Código de Processo Civil (arts. 227 a
229) com a incorporação da citação por hora certa também ao processo penal.
A citação por hora certa é modalidade de citação ficta, assim como a citação por
edital. Contudo, naquela, ao contrário desta, há a presunção de que o acusado sabe
(ou pelo menos suspeita) da existência de uma ação penal contra ele. Considerando,
assim, a presunção de ciência, o acusado é citado para se defender da acusação, não
havendo qualquer suspensão do processo, como ocorre com a citação por edital.
Por se tratar de mera presunção, parte da doutrina critica tal modalidade de ci-
tação no processo penal, sob os argumentos de que permite: (i) a existência de um
processo sem o efetivo conhecimento da acusação por parte do réu; (ii) uma ilegítima
"decisão" subjetiva por parte do oficial de justiça. Alguns, inclusive, afirmam que a nor-
ma é inconstitucional por violar os princípios da ampla defesa e do contraditório. Con-
tudo, o entendimento majoritário, com razão, é no sentido da constitucionalidade da
norma, não havendo que se falar em violação do núcleo essencial (teoria dos limites
imanentes) dos princípios constitucionais acima citados.
De qualquer forma, o juiz deve se atentar para algumas questões: (i) a citação
por hora certa não pode ser utilizada de forma destemperada; (ii) além disso, para
evitar um poder discricionário do oficial de justiça, aconselha-se que o juiz determine
expressamente o comparecimento do oficial em dias e horas diversas, (iii) devendo
sempre haver um controle minucioso do conteúdo da certidão.

@ DOUTRINA TEMÁTICA
"(... ) a citação com hora certa e o prosseguimento do processo, sem a presença do
acusado, não viola o disposto no art. 8.2, b, da CADH, que lhe assegura o direito de ser
comunicado da acusação, pois ele sabe que o processo existe, e não se defende porque
prefere se ocultar". (BADARÓ, 2012, p. 261)

"É uma imensa responsabilidade que se deposita nas mãos de um oficial de justiça e
que deve ser estritamente controlada pelo juiz, eis que se presta a todo tipo de ma-
nobra fraudulenta ou mesmo para prejudicar o réu. Deverá ter o juiz extrema cautela
em aceitar a certidão com esse conteúdo, sendo aconselhável a repetição do ato e, se
houver alguma suspeita sobre a veracidade do conteúdo, substituir o servidor." (LOPES
JR., 2012, p. 743)

"Trata-se de modalidade de citação ficta, cuja ciência da acusação por parte do réu é mera
presunção. Com efeito, este ato não atende à exigência de comunicação prévia e pormeno-
rizada ao réu da acusação formulada, como preconiza o Pacto de San José da Costa Rica,
ratificado pelo Brasil. Esta mera presunção inviabiliza o efetivo exercício da ampla defesa
(autodefesa), vulnerando assim garantias fundamentais:' (NICOLITT, 2013, p. 249)

"(... ) apesar de o acusado ter direito de ter ciência da acusação, não se pode valer da
própria torpeza, ocultando-se, para posteriormente querer alegar a falta de conheci-
mento da imputação. Se se ocultou ardilosamente com o objetivo de fugir da citação
pessoal, não pode alegar ignorância quanto ao processo que contra ele foi instaurado."
(LIMA, 2014, p. 1213/1214)
91

EDUARDO
AI DÊ BUENO
I BORGES
ROBERTO I WILLIAM
GOMES AKERMAN GOMES I
"Cabe ressaltar que é bastante elogiável a iniciativa do legislador em introduzir esta mo-
dalidade citatória no processo criminal, pois contribuirá para a redução da impunidade
decorrente da citação por edital. Isso porque, ao contrário do que ocorre em suspensão
do processo nos termos doa art. 366 do CPP, para o acusado citado por hora certa que
não se fizer presente não ocorre tal suspensão, prosseguindo o processo, como visto,
com defensor dativo." (AVENA, 2012, p. 140)
I:
"Suspensão do processo: a citação por hora certa é uma modalidade de citação ficta,
tal como ocorre com o edital. Ora, se a finalidade do art. 366 é evitar a continuidade do
processo, tendo em vista ter ocorrido uma forma de citação ficta (edital), dando ensejo
a supor não ter o réu, verdadeiramente, conhecimento da demanda contra si ajuizada,
o mesmo se deve fazer quanto à citação por hora certa. Note-se o disposto no art. 9o,
li, do CPC: 'O juiz derá curador especial: (... ) 11- ao réu preso, bem como ao revel citado
por edital ou com hora certa'. Estão equiparados, para efeito de proteção especial, os
que forem citados por edital ou por hora certa. No processo penal, com maior razão,
não se pode dar prosseguimento à instrução, valendo-se de uma espécie de citação
fica. Entretanto, por equívoco legislativo, que deveria ter previsto expressamente essa
hipótese, há uma lacuna quanto à suspensão da prescrição. Inviável é a utilização de
analogia in ma/am partem, razão pela qual a citação por hora certa pode valer-se da
suspensão do processo, nos mesmos moldes da citação por edital, mas não haverá sus-
pensão da prescrição." (NUCCI, 2014, p. 759)

@ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA
~ STF
CITAÇÃO POR HORA CERTA- ARTIGO 362 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL - CONS-
TITUCIONALIDADE DECLARADA NA ORIGEM - RECURSO EXTRAORDINÁRIO - REPER-
CUSSÃO GERAL CONFIGURADA. Possui repercussão geral a controvérsia acerca da
constitucionalidade, ou não, da citação por hora certa, prevista no artigo 362 do Código
de Processo Penal. (RE 635145 RG, Rei. Min. Marco Aurélio, julgado em 08/11/2012,
DJe-038 27/02/2013)

~ STJ
RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. PROCESSUAL PENAL. CITAÇÃO POR HORA
CERTA. VALIDADE. ESGOTAMENTO DOS MEIOS. ALEGADA AUSÊNCIA DOS REQUISITOS
LEGAIS. VIA IMPRÓPRIA. INEXISTÊNCIA DE PREJUÍZO. CONSTRANGIMENTO LEGAL NÃO
EVIDENCIADO. 1. Tem-se por válida a citação por hora certa realizada nos autos,
diante da informação de que foram empreendidas as diligências necessárias à lo-
calização do denunciado, bem assim de que havia indícios da sua ocultação para
não ser citado. Precedentes. 2. A análise da arguição de que não teriam sido esgotados
todos os meios de localização do Paciente ou de que não foi evidenciada a intenção de
ocultação, constitui matéria que depende de dilação probatória, imprópria na via estrei-
ta do writ. Precedentes. 3. Ademais, sequer houve prejuízo para o réu, que teve o prazo
reaberto, apresentando resposta à acusação, o que faz incidir a disposição constante da
Súmula n. 0 523 do STF "[n]o processo penal, a falta da defesa constitui nulidade abso-
luta, mas a sua deficiência só o anulará se houver prova de prejuízo para o réu". Prece-
dentes. 4. Recurso desprovido. (RHC 31.421/SP, Rei. Ministra Laurita Vaz, Quinta Turma,
julgado em 08/05/2012, DJe 21/05/2012)- grifado pelo autor

92

AÇÃO PENAL, COMPETÊNCIA E PROVAS

~ TJDF
PENAL - PRELIMINAR - CITAÇÃO FICTA -PROCESSUAL PENAL - LESÕES CORPO-
RAIS -VIOLÊNCIA DOMÉSTICA- ABSOLVIÇÃO. I. NÃO HÁ NULIDADE NA CITAÇÃO
POR HORA CERTA, NOS TERMOS DO ARTIGO 362, DO CPP. ALTERADO PELA LEI
11.719/08, SE AS DILIGENCIAS REALIZADAS PELO OFICIAL DE JUSTIÇA CONSTA-
TARAM FUNDADA SUSPEITA DE QUE O RÉU OCULTA-SE PARA NÃO SER CITADO.
INAPLICÁVEL O ARTIGO 366 DO CPP, QUE SÓ VISA AO CITADO POR EDITAL. 11.
RECURSO PARCIALMENTE PROVIDO PARA REDUZIR A PENA CORPORAL (TJ-DF - APR:
30204220058070005 DF 0003020-42.2005.807.0005, Relator: SANDRA DE SANTIS, Data
de Julgamento: 09/12/2010, 1• Turma Criminal, Data de Publicação: 15/12/2010, DJ-e
Pág. 130)- grifado pelo autor

@ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS
01. {FMP-RS- Juiz de Direito- TJ-MT- 2014) Se o acusado, citado por hora certa, em pro-
cedimento COilJUm ordinário ou sumário, não.comparecer ao processo nem constituir advo-
gado para defendê-lo, o juiz:

a) ordenará citação por edital. para que a citação por hora certa possa completar-se e ser então con-
siderada ato processual juridicamente perfeito.
b) considerará o acusado regular e legalmente citado, mas suspenderá o curso do processo e da pres-
crição, pelo prazo correspondente ao da prescrição do delito narrado na inicial acusatória.
c) por estar o acusado citado, nomeará defensor (público ou não) para que este ofereça resposta à
acusação (defesa preliminar), por ser esta obrigatória.
'
d) declarará a revelia, nomeará defensor (público ou não) ao acusado, e, na mesma decisão, marcará
dia e hora para a audiência de instrução e julgamento
e) nomeará defensor (público ou não) para que este exerça a faculdade de oferecer a resposta prévia
e, ato contínuo, ordenará o prosseguimento da ação e do processo.

~ Resposta: Assertiva correta letra c

No dia 5 de março do corrente ano, foi encontrado um cadáver na linha limítrofe
entre as cidades de Betim e Contagem. Foi instaurado o inquérito policial inicialmen-
te na cidade de Betim e, posteriormente, outro na de Contagem.
Descoberta a autoria do fato, foram concluídas as investigações apontando que
os disparos contra a vítima foram efetuados próximo ao centro comercial de Betim e
que a vítima foi socorrida e levada até o HPS de Contagem, falecendo ao dar entrada
naquele nosocômio.
Posteriormente, os autos foram enviados à Justiça. Pergunta-se: qual o juízo com-
petente, sabendo-se que o primeiro inquérito policial foi instaurado na cidade de
Betim e despachado pelo juiz daquela cidade? Explique e fundamenta a resposta.

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EDUARDO
AI DÊ BUENO
I ROBERTO
BORGES GOMES
I WILLIAM
AKERMAN GOMES

~ WILLIAM AKERMAN GOMES
@RESPOSTA
Como consabido, a competência deve ser entendida como porção da jurisdição
delimitada pela lei e atribuída a um órgão ju-isdicional.
Na seara processual penal, a matéria est3 disciplinada nos arts. 69 e seguintes do
CPP, que indicam, como regra geral para definição da competência territorial, o local em
que ocorreu a consumação do delito ou, no caso de tentativa, o local em que foi prati-
cado o último ato de execução (art. 70, caput, do CPP), acolhendo a teoria do resultado.
Lado outro, entende-se por crime plurilocal aquele em que a ação ou omissão e o
resultado fragmentam-se entre duas ou mais foros, dentro do território nacional.
Assentadas tais premissas, em que pese a regra geral de competência seja o locus
comissi delicti, a jurisprudência dos Tribunais Superiores firmou orientação no sentido
de que, no caso de homicídio cuja ação e resjltado tenham se verificado em foros
distintos, o lugar que mais atende às finalidades alm~adas pelo legislador ao fixar
a competência de foro é aquele em que praticados os atos executórios, devendo-se
prestigiar a teoria da atividade.
Isso porque, segundo tal entendimento, o processo e julgamento do caso penal
I no foro onde foram praticados os atos executórios garante maior eficácia na exempla-
ri
ridade da aplicação da pena e facilita a instrução processual, o alcance da verdade real
I
e o atingimento das finalidades do processo.
Nessa linha intelectiva, pela regra geral, na esteira da teoria do resultado, compe-
tente seria o foro da Comarca de Contagem, c,nde a morte da vítima se operou, em
razão do socorro e do atendimento hospitalar realizado.
Todavia, na direção indicada pela jurisprudência pátria, que prestigia, com razão, a
teoria da atividade no caso de homicídio plurilocal, a competência para processo e jul-
gamento do feito é do foro de Betim, município em que efetuados os disparos contra
a vítima.

Por derradeiro, cumpre ressaltar que o fatc de o lugar dos disparos ter sido des-
coberto em sede policial, mesmo que no contexto de inquérito instaurado em local
diverso daquele que se reputa competente, não obsta a aplicação da teoria da ativi-
dade, uma vez que a fase acusatória sequer foi inaugurada e nenhum ato do processo
ou medida a este relativa capaz de fixar a competência pela prevenção foi praticado
ou decretada.

@ DOUTRINA TEMÁTICA
"Compreende-se a competência, por consegL:inte, como a medida e o limite da juris-
dição, dentro dos quais o órgão jurisdicional poderá aplicar o direito objetivo ao caso
concreto." (LIMA, 2012, p. 417)

"Enquanto o nosso Código Penal e também 3 Lei n° 9.099/95, dos Juizados Especiais
Criminais, consideram lugar da infração tanto :J lugar onde se praticou a conduta quan-
to onde se produziu ou deveria produzir o resultado, adotando a teoria da ubiqüidade

94

AÇÃO PENAL, COMPETÊNCIA E PROVAS

(reúne a teoria da atividade - lugar da conduta -e do resultado), o nosso CPP adotou
a teoria do resultado, que considera lugar da infração o local onde se consumou o cri-
me ou onde deveria ter se consumado, na hipótese de crime tentado (art. 70 do CPP)."
(OLIVEIRA, 2011, p. 261)- destacado no original

"Sem negar as críticas que fizemos no princípio da indeclinabilidade da jurisdição, se-
guiremos o pensamento majoritário, que costuma afirmar que a competência em razão
da matéria e pessoa é absoluta, ao passo que o critério local do crime seria relativo.

Logo, a violação das regras de competência para matéria e pessoa, por ser absoluta,
não se convalida jamais (não há preclusão ou prorrogação de competência) e pode ser
reconhecida de ofício pelo juiz ou tribunal, em qualquer fase do processo.

Com relação à competência em razão do lugar, ao compreendermos que a jurisdição é
uma garantia, não pode ela ser esvaziada com a classificação civilista de que é 'relativa'.
Ou seja, a eficácia da garantia do juiz natural não permite que se relativize a competên-
cia em razão do lugar. Assim, também consideramos a competência, em razão do lugar
absoluta.

Contudo, até por honestidade acadêmica, destacamo~ que não é essa a posição ma-
joritária na jurisprudência majoritária brasileira. Predomina a noção civilista de que a
competência em razão do lugar é relativa." (LOPES JR., 2012, p. 451-4S2) -destacado no
original

"Depois de analisadas as normas de competência ratione materiae e ratione personae,
resta verificar as regras que inspiram a competência ratione toei, vale dizer, o juízo ou
foro no qual deve ser processada e julgada a ação penal correspondente ao fato impu-
tado, o que obedece aos seguintes critérios:

-o lugar do crime (art. 70, caput, do CPP);
-o domicílio do réu (arts. 72 e 73 do CPP);

-a prevenção (art. 83 do CPP);

-a distribuição (art. 75 do CPP)." (AVENA, 2014, p. 641)

"Iniciemos pelo critério do art. 70, onde o lugar da infração é aquele em que se consu-
mar a infração ou, no caso de tentativa, o lugar em que for praticado o último ato de
execução.

Quando o CPP emprega essas categorias 'consumação' e 'tentativa', deve-se utilizar o
Código Penal como norma completiva, na medida em que tais conceitos são estranhos
para o processo penal (...)

Assim, o conceito de lugar do crime identifica-se com aquilo que o Direito Penal defi-
ne como local da consumação ou, em caso da tentativa, aquele onde for praticado o
último ato de execução. Vejamos uma situação bastante comum: na cidade de Canoas
- interior do Rio Grande do Sul - ocorre um atropelamento. A vítima é conduzida para
um hospital de Porto Alegre, com mais recursos, onde, dias depois, vem a falecer em
decorrência das lesões sofridas.

95

EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES O processo penal pelo delito de homicídio culposo irá tramitar em que comarca? Con- siderando que o crime de homicídio culposo consuma-se no lugar em que a vítima vier a falecer. ainda que distinto do resultado. 70). Contudo. a competência será determinada pela antecedência da prática de qualquer ato de conteúdo decisório (art. Possibilidade excep- cional de deslocamento da competência para foro diverso do local onde se deu a consumação do delito (CPP. 70 do CPP e em verdadeira hermenêutica contra legem. 267) . porque "deixando de observar dever objetivo de cuidado que lhe competia em razão de sua profissão de médica e agindo 96 .destacado no original @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA ~ STF Súmula STF. criando-se um conceito de consumação para o processo penal que não corresponde àquele previs- to no Código Penal. adotando-se na prática a teoria da atividade. verbete n° 706. o réu será julgado na comarca de Canoas. Crime plurilocal.destacado no original "Nos crimes plurilocais. pois todos os elementos do crime estão na cidade onde ocorreu o atropelamento. A recorrente foi denunciada pela prática do crime de homicídio culposo (art. do foro de Porto Alegre (lugar da consumação). c/c§ 4° do Código Penal). tem-se feito uma ginástica jurídica. Isso atende a uma necessi- dade probatória. lá será feita a reconstituição simulada e lá residem as testemunhas presenciais do fato. e não onde a vítima morreu. não é esse o entendimento predominante nos tribunais brasileiros diante de um crime plurilocal (ação praticada em um lugar e resultado/consumação em outro). p. § 3°." (OLIVEIRA. atentando-se para a regra do art. Lá está o lugar do crime (atropelamento) para ser periciado.existência de dois ou mais juízes igualmente com- petentes -. Facilitação da instrução probatória. 2012. 121.. Crime de homicídio culposo (CP.comarca 'B' (no exemplo dado pelo autor]. a competência ratione toei deve ser determinada não pelo local em que ocorreu o resultado morte. 121. tem prevalecido na jurisprudência o entendimento de que. Esse entendimento tem sido empregado para o crime de homicídio doloso e outros nos quais a ação criminosa se desenvolve integralmente numa cidade e apenas o resultado se dá em outra. 477). É relativa a nulidade decorrente da inobservância da com- petência penal por prevenção. Partindo de uma necessidade probatória. Precedente. Processual Penal. p. No entanto. Recurso não provido. Recurso ordinário em habeas corpus. No nosso exemplo.grifado pelo autor "Presente. a competência deveria ser determinada pelo lugar em que se produziu o resultado morte (consumação do crime de homicídio) . 2011. lugar onde se esgotou o potencial lesivo da infração. art. o primeiro requisito. 83). pois. 'lugar da infração' passou a ser visto como aquele onde se esgotou o po- tencial lesivo da infração. 728)." (LIMA. nesses casos de crimes plurilocais. a despeito da regra inscrita no art. p. 70 do CPP. mas sim pelo local em que a conduta foi prati- cada. Nessa linha. a competência para o julgamento será da Justiça Comum estadual." (LOPES JR. Consumação do delito em local distinto daquele onde foram praticados os atos executórios. 2012. Competência. §§ 3° e 4°). art. 1.

O Juízo Federal competente para processar e julgar acusado de crime de uso de passaporte falso é o do lugar onde o delito se consumou. no caso. Embora se possa afirmar que a responsabilidade imputada à recorrente possa derivar de negligência decor- rente da falta do exame pessoal da vítima e do seu correto diagnóstico após a alta hos- pitalar. em tese. entre outras alegações. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-176 DIVULG 06-09-2013 PUBLIC 09-09-2013). ambos do CP. AÇÃO PENAL. Relator(a): Min. onde residem os réus e residia a vítima. ainda. e no art. sustentou-se a ocorrência de constrangimento ilegal. 97 . ocasionou a morte desta. e não obstante tenha-se apurado que a causa efetiva da sua morte foi asfixia por afogamento. verbete n° 48. 3. (RHC 116200. processo e julgamento por crime de contrabando ou descaminho define-se pela prevenção do Juízo Federal do lugar da apreensão dos bens. em total afronta ao Código de Ética Médica (artigo 62 do CEM)". cinco dias após tê-la operado. Informativo n° 489 Período: 5 a 19 de dezembro de 2011. em concurso material. sem dúvi- das. Consignou-se. sem dúvida o lugar que mais atende às finalidades almejadas pelo legislador ao fixar a competência de foro é o do local em que foram iniciados os atos executórios. Súmula STJ. verbete n° 151. ter-se-ia iniciado o crime. Observou-se que este é o local onde. Compete ao juízo do local da obtenção da vantagem ilícita processar e julgar crime de estelionato cometido mediante falsificação de cheque. limitando-se a prescrever remédios pelo telefo- ne. julgado em 13/08/2013. onde a exemplaridade da pena mostrar-se- -á mais eficaz e onde a instrução iniciou-se. verbete n° 200. pois o juiz que decretou a prisão do paciente seria incompetente para processar e julgar a causa. A Turma denegou o habeas corpus por entender. Nesta superior instância. Aduziu-se. 211. A denúncia foi recebida em parte pelo juiz singular da vara do júri de Guarulhos-SP. pelo que o desenrolar da ação penal nesse juízo. colhendo-se provas não só testemu- nhais como técnicas. a qual ocorreu em represa localizada na comarca de Nazaré Paulista-SP. melhor atenderá às finalidades do processo e melhor alcançará a verdade real. local em que houve. Recurso não provido. Compete ao foro do local da recusa processar e julgar o crime de estelionato mediante cheque sem provisão de fundos. não haver como ser acolhida a tese do crime plurilocal por não existir nos autos nenhuma prova de que o crime ou os atos preparatórios ter-se-iam iniciado em Guarulhos. 111 e IV. onde reside a maior parte das testemunhas arroladas tanto pela defesa quanto pela acusação. DIAS TOFFOLI. 2. embora os atos executórios do crime de homicídio tenham-se iniciado na comarca de Guarulhos. que. decretou a prisão preventiva do paciente. os disparos de arma de fogo contra a vítima. em tese. de modo que se está diante de crime plurilocal. CRIME PLURILOCAL. VÉRDADE REAL. decorrendo o óbito de uma embolia gordurosa não diagnosticada pela denunciada. In casu. 121. verbete n° 244. I.grifado pelo autor ~ STJ Súmula STJ. Súmula STJ. é relativa. O habeas corpus impetrado perante o TJ foi denegado. § 2°. o ora paciente foi denunciado pela su- posta prática dos crimes previstos no art. que. COMPETÊN- CIA. A competência para o. COMPETÊNCIA E PROVAS de forma negligente durante o pós-operatório de sua paciente Fernanda de Alcântara de Araújo. na mesma decisão. o juízo de Guarulhos. no caso. que eventual nulidade quanto à competência. é inconteste que esse fato deriva do ato cirúrgico e dos cuidados pós-operatórios de responsabilidade da paciente. Súmula STJ. entre outras quest-ões. ainda. o que justifica a eleição como foro do local onde os atos foram praticados e onde a recor- rente se encontrava por ocasião da imputada omissão (por ocasião da prescrição de remédios por telefone à vítima). Primeira Turma. Sexta Turma. a qual sequer chegou a examinar a vítima após a alta hospitalar.

o juízo desta Comarca é que será o competente para conhecer e julgar os fatos. O Superior Tribunal de Justiça. ARTIGO 70 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. julgado em 01/07/1997. 70. DJ 08/09/1997.2012) A competência processual penal é defini- da. PROCESSUAL. SORO CONTAMINADO. 4. sendo esta passível de modificação na hi- pótese em que outro seja o local que melhor sirva para a formação da verdade real. A juris- prudência desta Corte Superior de Justiça firmou já entendimento no sentido de que a competência para o conhecimento e julgamento do crime de homicídio. 1. (grifado pelo autor) CONFLITO DE COMPETÊNCIA. p.grifado pelo autor PENAL. ONDE A VITIMA FOI AGREDIDA FISICAMENTE SOFRENDO AS LE- SÕES QUE LHE CAUSARAM A MORTE. 2. (Vunesp. ART. 3. contra os mesmos acusados por crimes praticados contra outras vítimas. QUINTA TURMA. 169). (REsp 122927/RJ.DPE/MS. E NÃO A COMARCA DE VASSOURAS. sendo.2010) A respeito de competência. em regra. Ministro EDSON VIDIGAL. quando se firmou a competência do juízo da vara do júri de Guarulhos. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOWES I WILLIAM AKERMAN GOMES cujo reconhecimento exige não só a sua arguição no momento oportuno como também a demonstração de efetivo prejuízo. 02. a competência regular-se-á pelo domicílio ou residência do réu.C>99/95 adotou a teoria da atividade para os casos de crimes de menor potencial ofensivo sujeitos ao seu procedimento. 42543). Precedentes. é correto afirmar que: C) não sendo conhecido o lugar da infração. que não o suscitante ou o suscitado. Rei. 1. A Lei 9. MORTES OCORRIDAS EM HOSPITAL LOCALIZADO NA COMARCA DE FORTALEZA/CE. CPP. julgado em 6/12/2011. ou seja. A competência será firmada pelo domicílio do réu se não for conhecido o ligar da infração penal.458-SP. nem sequer se tinha notícia de que a vítima morrera. pelo lugar onde ocorreu a morte da vítima. (CC 34557 /PE. n·o conflito de competência. já que o corpo da ofendida somente foi localizado aproximadamente dezoito dias após o suposto cometimento do delito. ONDE EM BUSCA DE MELHOR ASSISTENCIA MEDICA VEIO A FALECER. Rei. Rei. julgado em 26/06/2002. HC 196. Contudo.Defensor Público. ~ Assertiva correta. HOMICIDIO. 11. o que não ocorreu na espécie. pouco importando que a sede da empresa fabricante do soro contaminado seja na comarca do Juízo suscitado. Ministro HAMILTON CARVALHIDO. Min. RECURSO IM- PROVIDO. é determinada pelo lugar em que se consumou a infração. p. 2. O JUIZO COMPE- TENTE PARA PROCESSAR E JULGAR O ACUSADO DE HOMICIDIO E O DA COMARCA DE PARACAMBI. PLURALIDADE DE VÍTIMAS. COMPETENCIA. DJ 10/02/2003. HOMICÍDIO CULPOSO. Ademais. 98 . (Instituto Cidades . em regra.DPE/AM . Pre- cedentes. Sebastião Reis Júnior. pois.grifado pelo autor @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. instaurada na comarca do Juízo suscitante. incerto o local da consumação do crime naquele momento. é competente para declarar a competência de outro juízo. Se as mortes das vítimas ocorreram no Município de Fortaleza/CE. pelo lugar em que se consumér a infração. TERCEIRA SEÇÃO. julgue as assertivas abaixo e assinale a alternativa correta. PENAL. lugar onde os autos deverão ser encaminhados para posterior distribuição. Conflito conhecido para declarar competente um dos Juízos da Vara Crimi- nal da Comarca de Fortaleza/CE. bem como a existência de outra aÇão penal. nos termos do Código de Processo Penal.Defensor Público .

2013) Para responder a questão. Nos casos de crimes continuados ou permanentes. cuja inobservância constitui nulidade relativa. a competência será definida pela prevenção entre os juízos das Capitais dos Estados da República. O que se entende por criptoimputação? Qual(ais) a(s) sua(s) consequência (s) para o processo penal? Como deve agir o Promotor de Justiça a fim de evitá-la? E n ~ ROBERTO GOMES @RESPOSTA: A doutrina designa de criptoimputação a inicial acusatória que está contaminada i. porquanto a deficiência na narrativa dos fatos imputados inviabiliza a identificação de sua tipkidade. (FCC.2014) A respeito da competência e temas cor- relatos. IV. torna-se imperiosa a absolvição sumária do réu. A) Nos crimes praticados fora do território nacional. analise a afirmativa a seguir. '0 Entretanto. Sendo o domicílio do réu o critério de fixação da competência. do CPP. será competente o juízo da capital do Estado onde houver por último residido o acusado. ou quando incerta a jurisdição por ter sido a infração consumada ou tentada nas divisas de duas ou mais jurisdições. de acordo com a jurisprudência predominante do Supremo Tribunal Federal. ~ Assertiva correta. a competência será firmada pela prevenção. Caso o acusado nunca tenha residido no Brasil. por grave deficiência na narrativa dos fatos imputados. I.Defensor Público. ou seja. ainda que não arguida pela defesa. 395.Defensor Público. na hipótese de haver o recebimento da denúncia. ela será firmada pela prevenção se o réu tiver mais de um domicílio. B) apenas a assertiva IV está incorreta. do CPP}. mas que incida a regril da extraterritorialidade da lei penal. Quanto incerto o limite territorial entre duas ou mais jurisdições. inc. a competência finmar-se-á pela prevenção. declarando sua inépcia (art. 99 . que integram a tipicidade da infração penal. 397.DPE/SP.DPE/MG. situação em que não o há a exposição do fato criminoso com a indicação precisa de todas as circunstâncias concretas. V. ~ Assertiva correta. Diante da ausência dos elementos mínimos caracterizadores do fato delituoso. com espeque no art. (FUNDEP. assinale a alternativa correta em relação ao assunto indicado . 111. O concurso formal de crimes é apontado pela doutrina como hipótese de conexão inter- subjetiva por simultaneidade. 03. AÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA E PROVAS 111.Competência. ~ Assertiva errada. praticados em território de mais de uma jurisdição. restando configurada a inépcia o da exordial. o juiz deverá rejeitar a denúncia eivada pela criptoimputação. 04. uma vez que se refere a a. pressuposto de constituição e desenvolvimento válido do processo.

entretanto.. o parquet deve fazer constar da denúncia. conhecendo o fato que se lhe imputa. a cor- reta delimitação temática. [. atenuantes etc. ed. porém. inc. torna-se imprescindível que o Promotor de Justiça atue em con- sonância com o artigo 41 do Código de Processo Penal. pois a ausência de elementos essenciais à caracterização do fato delituoso é. na petição dirigida ao Juiz competente.] Questão diversa poderá ocorrer quando a acusação. o mesmo fato delitu- oso. genericamente. Não há necessidade de minúcias. ] A hipótese não seria de acusação genérica. Acaso seja provado que um ou outro jamais teriam exercido qualquer função de gerência ou administração na sociedade. e porque na 100 . Como preceitua a jurisprudência pátria. do CPP. A questão relativa à efetiva comprovação de eles terem agido da mesma maneira é. como também para que o acusado possa ficar habilitado a defender-se. sem que o juiz absolva o réu suma- l riamente. não de- vendo. A exposição deve limitar-se ao necessário à confi- guração do crime e às demais circunstâncias que circunvolveram o fato e que possam influir na sua caracterização. Mas. [. ou que cumpriam função sem qualquer poder decisório. de forma precisa e minuciosa.. Nesse caso. a todos os integrantes da sociedade. do CPP). matéria de prova.. Ocorre. IV. ou mesmo de várias condutas que contribuem ou estão abrangidas pelo núcleo de um único tipo pe- nal. prestigiando o princípio da presunção de inocência e o exercício da ampla de- fesa. valendo-nos de linguagem chiovendiana. ] A exposição circunstanciada torna-se necessária não só para facilitar a tarefa do Magistrado. Por conseguinte. "Conhecendo com precisão todos os limites da imputação.. 2010. ser sucinta demais. na medida em que permite ao órgão jurisdicional dar ao fato narrado na acusação a justa e adequada correspondência normativa. ou imputação do fato. do poder de gerenciamento ou de decisão sobre a matéria). em que se irá fixar o conteúdo da questão penal. além de permitir a mais adequada classificação (tipificação) do fato. a descrição dos elementos estruturais que integram o tipo penal. indistintamente. e não pressuposto de desenvolvimento válido e regular do processo. poderá o acusado a ela se contrapor o mais amplamente possível. Como já visto. portanto. a correta delimitação das condutas. então. a viabilizar a pró- pria aplicação da lei penal. presta-se. EDUARDO AI DE BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES Assim. inclusive. Fernando da Costa. mas nunca de inépcia. São Paulo: Saraiva. Processo Penal. de outro lado. quem teria agido de tal ou qual maneira. causas d. a delimitação temática da peça acusatória. dá azo à impetração de habeas corpus com fulcro no art. como regra atinente ao princípio da ampla defesa. desde que seja certo e induvidoso o fato a eles atribuídos.. como.. o eventual prosseguimento do feito. Vol. 32. distinguir o que vem a ser acusação genética e acusação geral. descreve o fato criminoso com todas as suas circunstâncias.. assim. efetivamente. dizer a vontade concreta da lei (subsunção do fato impu- tado à norma penal prevista no ordenamento).. que quando o órgão da acusação imputa a todos. imputá-la. [. 1." (TOURINHO FILHO.e aumento ou diminuição da pena. inevitavelmente. desde. isto é. @ DOUTRINA TEMATICA "O órgão do Ministério Público. 465-466). presta- -se também a ampliar o campo em que se exercerá a atividade de defesa. independentemente das funções exercidas por eles na empresa ou sociedade (e. como logo se percebe. mas geral. [. sem que se possa saber. agravantes.] É preciso. inserindo-se. para evitar a criptoimputação. 564. depois de narrar a existência de vários fatos típicos. no que a exigência neste sentido estaria tutelando a própria efetividade do processo. a hipótese não será nunca de inépcia da inicial. p. as que digam respeito a qualificadoras. 647 c/c 648. contudo. a solução será de absolvição. VI. uma causa de nulidade absoluta (art. também.

repudia as imputações criminais genéricas e não tolera. ]" (STF. CPP). julgado em 19/03/2013. 2011. O que deve ser observado. por ausência de especificação da medida da autoria ou participação.. que merece estar completa e sem defeitos. ] 4. PENAL. exigências que encontram fundamento na necessidade de o representante do Ministério Público precisar os limites da imputação. as acusações que não individualizam nem especificam. RT. ainda que sucinta. prima facie. pela peça acusatória. PROCESSUAL PENAL. AÇÃO PENAL... Afinal. Lumen Júris. com todas as circunstâncias. COMPETÊNCIA E PROVAS própria peça acusatória estaria ceclinada a existência de várias condutas diferentes na realização do crime (ou crimes). 41 do CPP não sejam fielmente seguidos. notadamente no denominado 'reato societario'.. viola as garantias constitucionais do devido processo legal e do contraditório. "A inépcia da peça acusatória ficará evidente caso os requisitos previstos no art. 15. das exi- gências relativas à tutela da efetvidade do processo (correta classificação do fato. ao acusador. DENÚNCIA. de maneira precisa. impõe-se. dentre outros expressivos vetores condicionantes da atividade de persecução estatal. Curso de Processo Penal. Luiz Fux. 5. em autodefesa.impõe. HC 110015. a participação de cada acusado na suposta prática delituosa. Manual de processo e execução penal. 395. O Código de Processo Penal. Rei. Essa narra- ção. Na realidade. a classifi- cação do crime (indicação de rol de testemunhas. 168-171). Eugênio Pacelli. seria possível constatar a dificuldade tanto para o exercício amplo da defesa quanto para a individualização das penas. [. a qualificação do acusado ou escluecimentos pelos quais se possa identificá-lo. pois .. pelo juiz) e da ampla defesa. Rio de Janeiro: Ed. ed.. prescreve que a denúncia deverá conter a exposição do fato criminoso.e insistimos nisso é o preenchimento. Primeira Turma. praticadas por vários agentes. pessoalmente. DJe 11/04/2013) "[ . o conhecimento da alegação de infringência à norma incrirríinadora e o exercício da ampla defesa. se houver). a conduta penal atribuída ao denunciado. descrito em toda a sua essência e narrado com todas as suas circunstâncias fundamentais. é a exposição do fato criminoso. possibilitando ao acusado. Guilherme de Souza. . sem especificação da correspondência concreta entre uma (conduta) e outro (agente). no artigo 41. integrantes do núcleo essencial do due process of Law. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. a parte principal da denúncia ou quei- xa. ed. 6. objetiva e in- dividualizada. de caráter essen- cialmente democrático . Min. com todas as suas circunstâncias." (OLIVEIRA. Se for constatada a falta de aptidão d3 inicial acusatória deve o juiz rejeitá-la de início (art. A hipótese seria de inépcia da inicial.tendo presente a natureza dialógica do processo penal acusatório. no postulado essencial do direito penal da culpa e no prin:ípio constitucional do 'due process of law' (com todos os consectários que dele resultam) . A PESSOA SOB INVESTIGAÇÃO PENAL TEM O DIREITO DE NÃO SER ACUSADA COM BASE EM DENÚN- CIA INEPTA. na denúncia. bem como por intermédio da defesa técnica.O orde- namento positivo brasileiro . 2010. p. 217) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA "HABEAS CORPUS. de ma- neira concreta. [. porque ineptas.cujos fundamentos repousam." (NUCCI. O artigo 41 do Código de Processo Penal é de recessária observância. contra o qual se insurge o réu. a obrigação de expor. Precedentes. São Paulo: Ed. por incerteza quanto à realização dos fatos. posto que a inépcia da denúncia baseada em descrição do fato delituoso.A denúncia deve conter a exposição do fato delituoso. em sua estrutura formal.. hoje impregnado.O sistema jurídico vigente no Brasil . ao Ministério Público. ] . é o cerne da imputação.1. p. como exigência derivada do postulado 101 . INÉPCIA.

03. os elementos estruturais ('essentialia delicti') que compõem o tipo penal. uma vez que não descreve o fato criminoso com todas as suas circunstâncias:' ~ Resposta: assertiva verdadeira. por isso. o comportamento do agente que o vincularia à prática da infração penal. com todas as suas circunstâncias. 04. ilegitima- mente. HC 88875. torna-se indis- pensável que o órgão da acusação descreva. Denúncia que deixa de estabelecer a necessária vinculação da conduta individual de cada agente aos eventos delituosos qualifica-se como denúncia inepta. a denúncia deve contar a exposição do fato criminoso. o exercício. (MPE-PR. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES constitucional que assegura. de forma genérica ou de maneira alternativa.evento delituoso de forma objetiva. Jorge Mussi. No caso em exame. do direito de defesa. a denúncia não descreveu a prática delitiva.Defensor Público . de modo preciso. AUSÊNCIA DE DESCRIÇÃO MÍNIMA DA CONDUTA IMPUTADA AO AGRAVADO.Para o acusado exercer. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. Celso de Mello.BACEN . Min.MPE-PR. Essa denúncia deve ser rejeitada.. julgado em 07/12/2010.." ~ Resposta: assertiva verdadeira. em nenhum momento. julgado em 06/09/2011.Procurador. ela é considerada inepta. o rol das testemunhas. em plenitude.DPE-MT . 2." ~ Resposta: assertiva falsa. VIA DO HABEAS CORPUS.. Min." ~ Resposta: assertiva verdadeira.Área Jurídica.Promotor Substituto. Quinta Turma.2009) "A falta de descrição de uma elementar na denún- cia provoca sua inépcia. em plenitude. Se a inicial acusatória não descreve minimamente a conduta supostamente delituosa. (FCC . bem como se traz narrativa da ação. por inépcia.. POSSIBILIDADE. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. em tese delituosa. Rei. quando necessário. Denuncio-o. 1. [. não demonstrando. 3. cingindo- -se a atribuir ao agravado a responsabilidade pelo . ] . Segunda Turma. ao réu. 312 do Código Penal'. Agravo regimental a que se nega provimento. no mês de agosto de 2011. DJe 12/03/2012) "PROCESSUAL PENAL. DJe 16/09/2011) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. pois impede o exercício da ampla defesa. a qualificação do acusado ou esclareci- mentos pelos quais se possa identificá-lo. Rei. como incurso no art. (CESPE ." (STJ. 995.MPE-PE.2009) "A denúncia não precisa expor o fato crimi- noso com todas as suas circunstâncias. [. 102 . a garantia do contraditório. o ônus (que sobre ele não incide) de provar que é inocente. porque isso já consta do inquérito e do relatório da autoridade policial. tão somente em razãó de ser à época diretor financeiro da empresa que supostamente teria intermediado a prática do delito de descaminho.2012) "Uma denúncia está assim redigida: 'José da Silva. praticou crime de peculato. ao réu. AgRg no REsp. (FCC.Analista Ministerial. Precedentes.925/SC. ]" (STF.2013) "É inepta a inicial acusatória que não traz de maneira clara se a conduta do acusado foi a título de coautoria ou de participação. INÉPCIA DA DENÚNCIA. sob pena de se devolver. a classificação do crime e. 4. 02. Conso- ante o artigo 41 do Código de Processo Penal.

antes considerado absoluto. em que esta consistiu. 76. ensejadora de ação penal pública. a ser especificada na proposta.TJ-SP . a submissão do su- posto autor da infração a uma medida alternativa. houve uma mitigação do princíPio da obri- gatoriedade da ação penal. ao invés de denunciá-lo. 76 da Lei dos Juizados. consubstanciado no instituto da transação penal. não privativa de liberdade. Edilson Mougenot. narrando que o acusado usou de expediente fraudulento para a obtenção de vantagem ilícita. Por outro lado. 10 Art. Em regra. com fatos. objetivando mitigar a sanha penalizadora do Estado. para as infrações de menor potencial ofensivo. p. adotando o princípio da discricionariedade regrada. nas infrações de menor potencial ofensivo." ~ Resposta: assertiva verdadeira. da Lei nº 9. COMPETÊNCIA E PROVAS OS.099/95 10• @ DOUTRINA TEMÁTICA "O princípio da obrigatoriedade. não sendo caso de arquivamento. 199) "Vale ressaltar que a Lei n• 9. não privativa de liberdade.259/01 reafirmou no âmbito dos Juizados Especiais um modelo de processo penal consensual criado pela Lei n° 9. desde que preenchidas.as condições previstas na Lei n° 9. que nada mais é que. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. a Lei n° 10. também chamado de princípio da disponibilidade temperada. pois não existe discricionariedade quanto à conveniência ou oportunidade da propositura da ação penal. havendo a prova da materialidade e os indícios de autoria. que ganhou o nome de princípio da obrigatoriedade mitigada ou da discricionariedade regrada. AÇÃO PENAL. porquanto o Ministério Público deverá propor ao suposto infrator de menor potencial ofensivo o cumprimento de uma medida alternativa.099/95: "Havendo representação ou tratando-se de crime de ação penal pública incondi- cionada.099/95.Juiz . (VUNESP . ~ ROBERTO GOMES Os órgãos persecutórios criminais são obrigados a atuar em face de uma infração penal. São Paulo: Saraiva. sem explicitar. com base no art. ou seja. a possibilidade." 103 .099/1995. estará o parquet obrigado a oferecer denúncia. Disserte sobre o princípio da obrigatoriedade da ação penal no âmbito dos Juiza- dos Especiais Federais. Curso de Processo Penal. o Ministério Público poderá propor a aplicação imediata de pena restritiva de direitos ou multas. Desse modo. que instituiu um modelo consensual no processo penal. instituiu uma contemporização ao princípio da obrigatoriedade. 5 ed.2008) "É inepta a denúncia que imputa crime de estelionato. da oferta de transação penal.099/95." (BONFIM. veio a ser mitigado com o advento da Lei n° 9. em troca 9 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. 2010.

" (TÁVORA. LV e LVII. desde que o suspeito da prática do delito concorde em se submeter. Assim. Manual de processo e execução penal. De acordo com a jurisprudência desta nossa Corte. O relator aduziu que as consequências geradas pela transação penal seriam apenas as definidas no instrumento do acordo.072-RG.5.2. Curso de processo penal.099/95. reputou que se trataria de um ato judicial homo- logatório. 131) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA "Transação penal e efeitos próprios de sentença penal condenatória . oportunizando- -se ao Ministério Público a propositura da ação penal e ao Juízo o recebimento da peça acusatória.099/1995]. Min. Eugênio Pacelli.099/1995 (". POSSIBILIDADE. o princípio da obrigatoriedade da instauração da persecução penal em cri- mes de ação penal pública de menor ofensividade. I. da relataria do ministro Cezar Peluso. igualmente obrigado a propor a transação penal. se o Ministério Público deixou de ser obrigado à propositura da ação penal." (Informativo n° 748 do STF) "AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO EXTRAORDINÁRIO. rei. § 6°). Destacou que a Lei 9. observe-se que. 15. ART. 8 ed. 2013. de outro. de um lado. ao cumprimento de uma pena restritiva de direito ou multa que lhe tenha sido oferecida por representante do Ministério Público em audiência (art. Tendo isso em conta. mas o dever de fazê-lo. São Paulo: Ed. 100) "Quanto à obrigatoriedade da ação. re- gistrada apenas para impedir novamente o mesmo benefício no prazo de cinco anos"). ed. ed. que a sanção imposta com o acolhi- mento da transação não decorreria de qualquer juízo estatal a respeito da culpabilidade do investigado. 11 e 111. e. LIV. a faculdade de investigar e buscar a punição do autor da infração penal. sem qualquer resistência.099/95 gera a submissão do processo ao seu estado anterior. PROPOSITURA DE AÇÃO PENAL.. MATÉRIA CRIMINAL. que permite a dispensa da persecução penal pelo magistrado em crimes de menor potencial ofensivo. desde que o alegado ou apontado autor do fato preencha as condições previstas nos art. TRANSAÇÃO PENAL. p. o descumprimento da transação a que alude o art. JURISPRU- DÊNCIA REAFIRMADA.2014. XXII. Observou que os demais efeitos penais e civis decorrentes das condenações penais não seriam constituídos (art. RT. p. Ocorrida a infração penal. 76 da Lei 9.. autorizara o investigado a dispor das garantias processuais penais que o ordenamento lhe confere. Guilherme de Souza. 76). a lei relativizara. Salientou. em caso de descumprimento dos termos do acordo. JUIZA- DOS ESPECIAIS CRIMINAIS. 6. também. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES do não início do processo. Por considerar violadas as garantias constitucionais dos artigos 5°. ainda. não poderia substituir a medida restritiva de direito consensualmente fixada por uma pena privativa de liberdade compulsoriamente aplicada. nem tampouco o encarregado da investigação. (relator) deu provimento ao recurso. 76 da Lei n° 9. permanece. 2011. é obrigatório que o representante do Ministério Público apresente denúncia:· (NUCCI. em seguida. Lumen Júris.099/1995 introduziu no sistema penal brasileiro o instituto da transação penal. 2. ensejadora de ação pública incondicionada. Curso de Direito Processual Penal. Rio de Janeiro: Ed. Nestor. que me parece juridicamente correta. § 2°. (RE-795567). 76. exigência inerente ao modelo processual con- denatório. p. todavia. 62) "O princípio da obrigatoriedade da ação penal significa não ter o órgão acusatório. 1. 29. que o juiz. Agravo 104 . Precedente: RE 602. deve a autoridade policial investigá-la e. enfatizou que o único efeito acessório gerado pela homologação do ato estaria previsto no§ 4° do art. da mencionada lei [Lei n• 9. 76. o Ministro Teori Zavascki." (OLIVEIRA. ha- vendo elementos (prova da materialidade e indícios suficientes de autoria). Asseverou. 2010. Além delas. Salvador: Juspodivm. CONDI- ÇÕES NÃO CUMPRIDAS. RE 795567/PR. 76 DA LEI N° 9. Teori Zavascki.

172 do Código Penal. uma vez que. 2. Pertence. Sepúlveda Pertence. no tocante ao seu art.2013) "A transação penal somente pode ser aplicada pelos juizados especiais criminais. NÃO OCORRÊNCIA. da Constituição Federal. COMPETÊNCIA E PROVAS regimental desprovido. condicionando o benefício da suspensão condicional do processo somente aos delitos cuja pena mínima não seja superior a um ano.099/1995. HC 153. deve ele enviar os autos ao Procura- dor-Geral de Justiça:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira. DJ 31-03-2006) "PROCESSUAL PENAL FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO.580/SP.bem como a suspensão condicional do processo . DJe 20/08/2012) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. pretendida pela defesa.Or- dem denegada. julgado em 14/03/2006.Promotor de Justiça. REQUISITO DO ART. diferentemente do que ocorre com a suspensão condicional do processo. Não houve derrogação da Lei n° 9. julgado em 09/08/2012. pois a paciente foi condenada pelo delito do an. Min. Ayres Britto. 1. contra o acusado não pode ser considerada indicadora de maus antecedentes. Min." (STF.2011) "O princípio da obrigatoriedade é mitigado em infrações de menor potencial ofensivo. Rei. 89. 02. o Ministério Público ofereceu denúncia e não propôs a transação penal.2012) "A existência de ação penal. 89 DA LEI N° 9." ~ Resposta: Assertiva falsa. julgado em 24/08/2010.2012) "Não vislumbrando a presença dos requisitos le- gais. más obsta a transação penal. em andamento. Segunda Tur- ma. 129. 1. é do Ministério Público. Então.Direito . ········-········································································································································································· 04.A Lei n° 10.Promotor de Justiça. PENA MÍNIMA. RTJ 177/1293 -.259/2001 apenas alterou o conceito de crime de me- i10r potencial ofensivo. porém. 129. Primeira Turma.de fundamentação. quer à transação pe- nal. autorizando a transação penal para os delito~ cuja pena máxima cominada seja de dois anos. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO.343. que a Constitui- ção lhe confiou privativamente (CF. acredita ser o caso da mencionada transação. na ação penal pública. há possibi- lidade de oferta de transação penal. Ministra Maria Thereza De Assis Moura. Sexta Turma. (CESPE . Daí que a transação penal. que pode ser aplicada fora do âmbito desses juizados:· ~ Resposta: Assertiva falsa. DUPLICATA SIMULADA. 3." (STF. 12. que a imprescindibilidade do assentimento do Ministério Público quer à suspensão condicional do processo. CRIME. (CESPE. RE 581201 AgR. (MPE-MG. RE 468161. Rei.11. Hipóte- se que não se enquadra na disposição legal.DPE-ES.Defensor Público. O juiz. Rei. 2." (STJ. que continua vigente. 03. 105 .97. não há falar em nulidade por ausência . art.pressupõe o acordo entre as partes.Devi- damente expressos os motivos que levaram o Tribunal de origem a negar a suspensão condicional do processo. MAIOR DE UM ANO. que tem como sanção mínima a pena de dois anos. AÇÃO PENAL. DJe 08-10-2010) "Transação penal homologada em audiência realizada sem a presença do Ministério Pú- blico: nulidade: violação do art. está conectada estreitamente à titularidade da ação penal pública. (CESPE.MPE-RO.TJ-ES -Analista Judiciário . nesses casos. I. NÃO SATISFAÇÃO. cuja inicia- tiva da proposta. É da jurisprudência do Supremo Tribunal -que a fundamentação do leading case da Súmula 696 evidencia: HC 75. 1).099/1995.

por sentença definitiva." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. estando. 09.201 O) "A transação penal pode ser proposta ao autor de infração penal condenado. antes de decorridos seis meses do fato.DPE-AL ." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.OPU. 06. diante da possibilidade de se efetuar transação em matéria penal. caso já tenha representado ao Ministério Público. Contudo. Isto é. cumulada ou não com multa. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 05. 106 .DPE-SP . excetuados os casos em que a lei preveja procedimento es- pecial. o Plenário do Supremo Tribunal Federal decidiu a matéria 11 . 11 Desde 1993.2010) "A transação penal pode ser proposta nas con- travenções penais e nos crimes que a lei comine pena máxima não superior a dois anos.2006) "No que se refere à aplicação das regras de conexão e continência. todavia. 145. (MPE-SP . (CESPE. de crime contra a honra praticado em razão do exercício das funções por aquele desempenhadas.Defensor Público . ainda em curso. por maioria. a primeira vista. sendo incabível a persecução privada." ~ Resposta: Assertiva falsa. não há previsão legal de recurso contra a sentença.Promotor de Justiça . o prazo para oferecimento de denúncia? Responda fundamentadamente à luz do en- tendimento jurisprudencial dominante. nos termos do Código Penal (art. os institutos da transação penal e da composição dos danes civis. 07. 08. no Agravo Regimental em Inquérito nº 726. (CESPE . pela prática de crime." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.2010) "Aceitando o réu a proposta de transação penal e aplicada pelo juiz a pena restritiva de direitos ou multa. acusando-o. parágrafo único).Defensor Público . a ação penal por crime contra a honra de funcionário cometido propter officium é pública condicionada à representação.Promotor de Justiça. por meio da imprensa. ~ ROBERTO GOMES @RESPOSTA: Ab initio. a legitimação para a iniciativél do processo criminal é concorrente. que pode. à pena de multa. ser discutida pela via do habeas corpus:· ~ Resposta: Assertiva falsa. aplicam-se na reunião de processos tanto perante o juízo comum quanto o tribunal do júri. (MPE-SP. ficando as- sentado que no caso de crimes contra a honra de funcionário público em razão de suas funções definidos no Código Penal.Defensor Público.2009) "O princípio da indisponibilidade foi miti- gado com o advento dos juizados especiais criminais. Poderá um funcionário público propor ação penal privada contra outro servidor. a legitimidade pode ser tanto do Ministério Público. (FCC .

as. Na primeira hipótese a ação penal é pública. conforme o caso em questão. AÇÃO PENAL. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Há entendimento no sentido de que. não é possível que. 189) I @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA RECURSO ORDII\IÁRIO EM HABEAS-CORPUS. cabendo tanto a ação penal privada. b. Significa que o funcionário público atingido propter offccium em sua honra tem duas opções: exercer o direito de representação ante o Ministério Público ou propor ele próprio desde logo a ação penal. mediante queixa. configura-se concorrente a legitimidade do ofendido. a honra e a imagem das pessoas. não foi mencionada na resposta. . nos termos do parágrafo único do art. 40. dentre outros julgados. 32 Ed. São Paulo: Saraiva. A Lei de Imprensa (Lei n° 5. do ofendido. A vítima. Fernando da Costa. ATENÇÃO!!! e . e do Ministério Público. RHC 82549. Prática Processual Penal.. disporia de dois caminhos: ou exercer diretamente o direito de queixa ou limitar-se a fazer uma representação ao Ministério Público. Nessa circunstância a ação penal passa a e ser pública condicionada à representação. uma vez já tenha o ofendido representado ao Ministério Público. 724:501. iniciando-se pela denúncia.. p.250/67). na segunda. não obstante a ação penal seja ·pública condi- cionada à representação. o direito de queixa. COMPETÊNCIA E PROVAS como do ofendido. sob essa óptica. para a propositura da ação penal privada nos crimes contra a honra é." (TOURINHO FILHO. de maneira a dar efetividade ao preceito constitucional que tutela a intimidade. I. a vida privada. para dar efetividade ao preceito o constitucional que tutela a intimidade. assim. entretanto. Contudo. RT. Primeira Turma. Haveria. DJ 19-11-2004). apenas poderá atuar se cabível ação privada subsidiária da pública. promovida mediante queixa. De maneira a ratificar o entendimento acima mencionado. a honra e a imagem das pesso- ). deve ser permitido. para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções. propiciando a oferta de denúncia. via de regra. também. 722:459. EROS GRAU. vez que tal Lei não foi recepcionada pela Constituição Fede- ral de 1988. caso se configure inércia do MP. há que se fazer refe- rência a Súmula n° 714 do STF. LEGITIMIDADE CONCORRENTE. propter officium. 145 do CP. CRIMES CONTRA A HONRA. que é o prestígio da Administração Pública. aquele ofereça concomitantemente a queixa. Relator(a): Min. uma legitimidade con- corrente: o funcionário ofendido. conforme decidiu o STF no julgamento da ADPF n° 130. AÇÃO PENAL PRIVADA. mais especificamente seu art. dada a necessidade de tutelar outro bem jurídico. pela qual. a vida privada. Recurso ordinário em habeas-corpus ao qual se nega provimento. julgado em 24/08/2004. em razão do exercício do cargo. a legitimidade deve ser concorrente. no prazo que este parquet tem para oferecer a denúncia. 711:403. quanto a ação penal pública condicionada à representação do funcionário. Isto posto. 2010. houve extinção do direito de queixa. OFENSA PROPTER OFFICIUM. Nesse sentido. 107 . privada." (STF. condicionada à representação do ofendido. A legitimidade t. nos crimes contra a honra cometidos contra fun- cionário público em razão da função. Essa regra sofre exceção quando o crime é praticado contra servidor públi- co. 'Nesta hi- pótese.

DELITO DE INJÚRIA. Sexta Turma. Queixa-crime ajuizada por juiz federal contra desembargador do TRF da 4 3 Região. sem prejuízo da legitimidade conferida ao Ministério Público para oferecer a denúncia condicionada à representação do ofendido:' ~ Resposta: Assertiva verdadeira. REsp. AUSÊNCIA DE DOLO ESPECÍFICO NA CONDUTA DO QUERELADO. LEGITIMIDADE PARA A PROPOSITURA DA AÇÃO PENAL Em se tratando de crime contra a honra praticado contra funcionário público propter officium. 02. 108 . (HC 33. Rei. isto é. do Minis- tério Público mediante representação. em ação penal privada.941/SP. para a ação penal por crime contra a honra de servidor público em razão do exercício de suas funções (Súmula 714). CRIME CONTRA A HONRA PRATI- CADO CONTRA FUNCIONÁRIO PÚBLICO PROPTER OFFICIUM. da Lex Maxima). 03. 385) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS: 01. mediante queixa-crime. Ministro LUIZ FUX. Recurso desprovido:' (STJ. há legitimidade ativa con- corrente entre a vítima e o MP. e do ministério público.2008) "Na ação penal por crime contra a honra praticado contra funcionário público no exercício de suas funções. condicionada à representação do ofendido.Promotor de Justiça. QUINTA TURMA. Preliminar de inépcia da petição inicial argüida pelo querelado afastada. (UFMT. Ministro FELIX FISCHER.Promotor de Justiça . a questão en- contra-se sumulada no âmbito da Suprema Corte.2010) "Em se tratando de crime contra a honra praticado contra funcionário público em razão de suas funções." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. [." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. Deveras. PROCESSUAL PENAL. DJ de 29 de abril de 2. do Código Penal. p. julgado em 05/03/2008. quanto do Ministério Público.544. X. Relator Ministro PAULO GALLOTTI. CORTE ESPECIAL.. (Precedentes desta Corte e Súmula 714/STF).MPE-SE. 3.MPE-MT. RECURSO ESPECIAL. julgado em 21/10/2004. pela suposta prá- tica de injúria. DJe 25/09/2008) "PENAL E. a critério deste. em ação penal pública condicionada. podendo o próprio funcionário público ingressar com a ação penal privada. a legitimidade para o início da persecução é tanto do ofendido. de acordo com o en- tendimento do Supremo Tribunal Federal. CORTE ESPECIAL. Apn 490/RS. como do Ministério Público para oferecimento de ação penal pública condicionada à repre- sentação. 663. a legitimidade é concorrente.MPE-PE. Queixa-crime rejeitada:' (STJ. Rei. 1. QUEIXA-CRIME REJEITADA.. consubstanciada na prolação de decisum judicial. ou do ofendido. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES "AÇÃO PENAL ORIGINÁRIA. (CESPE. mediante queixa. EXPRESSÕES UTILIZADAS COMO FUNDA- MENTOS DE DECISUM. do artigo 145.004).Promotor de Justiça. (FCC. DJ 22/11/2004. ] 9. É que resta assente na jurisprudên- cia deste STJ que nos crimes contra a honra de funcionário público propter officium.2014) "A Súmula n° 714 do STF afirma que haverá legitimidade concorrente nos crimes contra a honra de funcionário público pratica- dos no exercício de suas funções (propter officium). admite-se a legitimidade concorrente tanto do ofendido para promover ação penal privada (ex vi art. 2. a teor do disposto no parágrafo único. ANIMUS NARRANDI. verbis: É concorrente a legitimidade do ofendido. 5°.MG.

. . então. O primeiro problema. considerando os incisos referentes ao § 2° do artigo supra. tem-se que o uso da videoconferência ou outro recurso tecnológico para realizar o interrogatório do Réu..r o.2007) "Em crimes contra a honra praticados contra funcionário público 'propter offóum'.~-:1 . concerne à legalidade. (ii) viabilizar a participação do réu no referido ato processual... (CESPE . 217 deste Código.. nos termos do art. ·• • : . alcançando o cerne acerca da hipótese em questão.·:y. ._: . não se admite a legitimidade concorrente do ofendi- do para promover ação penal privada:· ~ Resposta: Assertiva falsa. essa medida deve ser necessária para atender certas finalidades. poderá re- alizar o interrogatório do réu p~eso por sistema de videoconferência ou outro recurso e tecnológico de transmissão de sons imagens em tempo reaL Contudo. ATENÇÃO!!! Sob o enfoque constitucio:1al.TSE . vez que esta é processuaL Ou seja. AÇÃO PENAL.. 109 .Analista Judiciário . por meio de deci- são fundamentada.. vez que o instituto terminava por ofender o princípio da ampla defesa. por outra razão. § 2° do Código de Processo Penal. ' :: . por enfermidade ou outra circunstância pesso- al. sempre houve o contato direto entre réu e juiz.-sp. 185. por ocasião do interrogatório. COMPETÊNCIA E PROVAS 04.. desde que não seja possível colher o depoime1to destas por videoconferência. ~i?/2o1o ~:·OÚÊsfKo]i~:··. dar-se-á para: (i) prevenir risco à segurança pública. seja de ofício.• \'~ ~ . razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. (iv) responder à gravíssima questão de ordem pública. ( ! Quando o Código de Processo Penal admite o uso da videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real para realizar o interrogatório do réu (indique duas hipóteses)? ~ ROBERTO GOMES @ RESPOSTA12: O questionamento diz respeito a possibilidade de utilização da videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real na realização qo interrogatório do réu no Processo PenaL Conforme disciplina o art. possa fugir durante o deslocamento.. PorÉm. Leis estaduais não podem cui- dar da matéria em comento. por meio da videoconferência. (iii) impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima. ·~:. o magistrado.í ). quando exista fundada suspeita de que o preso integre orga- nização criminosa ou de que. Não poderia o juiz inovar no processo. criando uma forma de interroga- tório legalmente inexistente. movida pela ausência de previsão legal. não se pode confundir 12 Ressalte-se que não houve a dispcnibilização do espelho de correção. Isto posto. a doutrina e jurisprudência entendiam pela inconstitucionalidade da colheita do interrogatório. excepcionalmente. seja através de requerimento das partes.. loi·<MP. quando haja relevante dificul- dade para seu comparecimento em juízo.

estando o Juiz a distância._por entender que tal diploma legal 110 . Ele deve ser realizado coram judice. 742/579) E é como soa o § 22 do art. São Paulo: Revista dos Tribunais. com a redação dada pela Lei n° 11. Não se deve. (. Processo Pe- nal. quando observados os incisos I a IV do § 2" do art. 32 ed. na medida em que parte da doutrina advoga a tese de que este instituto do Direito resta violado quando da possibilidade de utilização da videoconferência ou outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real como veículos para a realização do interrogatório. do Estado de São Paulo. Menezes Direito. como já fez sentir o STJ (RT.. b) fundamentação. vez que se previs- tos em casos excepcionais. o Plenário do Supremo Tribunal Federal assentou. LEI PAULISTA 11. c) necessarieda- de. na presença do Juiz. Todavia. ressalvadas as hipóteses. a inconstitucionalidade formal da Lei 11. Acerca do processo. resol- vido no campo da competência legislativa (legalidade) constitucional a questão. 309). 185.900. transformar a exceção em regra. não pode perceber se o interrogado está ou não sofrendo qualquer tipo de pressão. Ante o exposto. por sinal. (. Min. São Paulo: Saraiva.. Entretanto. ) No julgamento do HC 90. além disso.819/2005. do CPP. de maneira formal e ampla. a jurisprudência tem se mostrado adepta. § 2". de criminosos altamente perigosos e cuja saída da unidade prisional onde se encontrem possa acarretar pertur- bação da ordem pública. mas excepcional. para o acórdão min. cumpre relembrar que o STF. Os requisitos formais dizem respeito aos elementos indispensáveis à sus- tentação da decisão judicial: a) excepcionalidade. por maioria. INTERROGATÓRIO REALIZADO POR VÍDE- OCONFERÊNCIA. contudo.900-SP. vioia o princípio da pu- blicidade e. somente a União pode legislar. 201 O. HABEAS CORPUS CONCEDIDO DE OFÍCIO. em julgamento do HC 90. RECUR- SO EXTRAORDINÁRIO. De fato. do Estado de São Paulo. lei estadual não pode versar sobre te- mática processual. Porém. p.. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES processo com procedimento. Manual de Processo Penal e Execução Penal. São requisitos alter- nativos. rei.819 de 2005. @ DOUTRINA TEMÁTICA "O interrogatório online (por videocÓnferência).819/2005.900/09 introduziu. 6 ed. apesar deste entendimento. Fernando da Costa.900/2009. a possibilidade de utilização da videoconferência para a produção de atos processuais dependentes da colheita de depoimentos em geral. ) Os requisitos substanciais dizem respeito ao cerne da situação fática existente. permanece o problema acerca da ampla defesa. MATÉRIA CRIMINAL. "Há requisitos formais e substanciais a serem observados para a concessão legítima da realização do interrogatório por meio de videoconferência ou outro recurso tecno- lógico de transmissão de sons e imagens em tempo real." (TOURINHO FILHO. 2010. 185 do CPP. Menezes Direito. Guilherme de Souza. INTEMPESTIVIDADE. sobre videoconferência. INCONSTITUCIONALIDADE FORMAL JÁ RECONHECIDA POR ESTA CORTE. Parece. Volume 3." (NUCCI.. defendendo a não violação ao princípio da ampla defesa. PRECE- DENTES. de modo a fazer surgir a necessidade de uso da regra excepcional do emprego de videoconferência para o interrogatório e outros atos processuais. p. @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA "AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO DE INSTRUMENTO. com rei. conforme dispõe o art. reconheceu a inconstitucionalidade da Lei 11. a nosso juízo. raras. a Lei federal 11. 185. 424).

Min. tem-se analisado as questões suscitadas na exordial. AÇÃO PENAL. do STJ: RHC 26. Agravo regimental a que se nega provimento. "HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDO. pois viola o princí- pio constitucional do devido processo legal. DJe 21/9/2011. antes do re- gulamentação conferida pela Lei n° 11. à época de sua realização (15/6/2007). Concessão de habeas corpus de ofício. constitui causa de nulidade absoluta. da Constituição federal." (STJ. à exceção das oitivas das testemunhas.Configura nulidade absoluta. para decretar a nulidade do inter- rogatório realizado por meio de sistema de videoconferência. existindo. sob pena de revogação. Min. sobretudo o do devido processo legal e da ampla defesa. QUINTA TURMA. opõe-se nitidamente ao interesse público na preservação do devido processo legal. Assim. para anular a sentença condenatória: determinando seja refeito o interrogatório. In casu. adotando orienta- ção no sentido de não mais admitir habeas corpus substitutivo de recurso ordinário/ especial. pois. DJe 31/01/2011). julgado em 22/5/2012. por violação a competência privativa da União para legislar sobre matéria processual e ofensa ao princípio do devido processo legal. Rei. Rei. de ofício. por meio de videoconferência. Adilson Vieira Macabu (Desembargador convocado do TJ-RJ). que alterou o Código de Processo Penal para autorizar a realização do interrogatório por meio de transmissãp de sons e imagens em tempo real.900/2009.070-SP. com base na Lei paulista 11. DJe 1°/2/2011." (STF.900/2009. e dos atos a ele subsequentes.190-SP. DESCABIMENTO. USO DE DO- CUMENTO FALSO. DJe 20/05/2013) "INTERROGATÓRIO. fica evidenciado o ex- cesso de prazo na custódia cautelar. se for o caso. NULIDADE RECONHECIDA.900/2009) consubstancia nulidade absoluta. na medida em que disciplina matéria emi- nentemente processual. EXCESSO DE PRAZO NA CUSTÓDIA CAUTELAR CA- RACTERIZADO.904- SP. a realização do interrogatório do acusado.853/SP. VIDEOCONFERÊNCIA. Ordem concedida. Ordem concedida. assegurado ao paciente o direito de aguardar em liberdade a nova sentença. Além disso. Contudo. INTERROGATÓRIO REALIZADO POR VIDEOCONFERÊNCIA ANTES DO ADVENTO DA LEI n° 11. mediante o compromis- so de comparecimento a todos os atos processuais a que for chamado. Precedentes citados do STF: AI 820.819/2005-SP. julgado em 14/05/2013. . tanto o interrogatório quanto a instrução crimi- nal se valeram do expediente de teleaudiência.819/2005. 111 . tão somente a Lei n° 11 . 22.Este Superior Tribunal de Justiça. posteriormente declarada inconstitucional pelo STF. por restringir a defesa do acusado sem fundamentação Íegal idônea. HC 193. DJe 11/5/2011.025-SP." (Informativo n° 498 do STJ). julgado em 07/12/2010. razão pela qual deve ser assegurado ao paciente o direito de responder a presente ação penal em liberdade. HC 205. Ministra MARILZA MAYNARD (DESEMBAR- GADORA CONVOCADA DO TJ/SE). salvo se por outro motivo não estiver preso. I. não havia lei federal que respaldasse o ato. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. DJe 1°/8/2011. . Segunda Turma. Habeas corpus não conhe- cido. JOAQUIM BARBOSA. A Turma reafirmou que o interrogatório do acusado realizado por videoconferência antes da regulamentação do procedimento por lei federal (Lei n° 11. tem amoldado o cabimento do remédio heroico. na esteira do entendimento firmado pelo Supremo Tribunal Federal. antes da vigência da Lei n° 11. como dito. AI 820070 AgR.922-SP. Rei. VIOLAÇÃO A COMPETÊNCIA PRIVATIVA DA UNIÃO PARA LEGISLAR SOBRE DIREITO PROCESSUAL E AO PRINCÍPIO DO DEVIDO PROCESSO LEGAL. HC 193. COMPETÊNCIA E PROVAS ofende o art. deferir-se a ordem de ofício. e HC 179.900/2009. de ofício. a luz dos princípios constitucionais. consignou- -se que a realização do interrogatório judicial por meio de videoconferência. a fim de se verificar a existência de constrangimento ilegal para.Anulada a sentença e sendo necessária a reabertura da fase instrutória para a realização do novo interrogatório do acusado. .

o interrogatório do réu pelo sistema de videoconferência pode ser realizado. cumprindo pena privativa de liberdade em regime disciplinar diferenciado. retroage para atingir os atos praticados anterior- mente à sua edição." ~ Resposta: Assertiva falsa.Promotor de Justiça.2013) "A videoconferência é exceção à regra e se reali- za quando há dificuldade de comparecimento do réu em juízo. consi- derando-se o entendimento do STF. em regra. Júlio. (FCC .Promotor de Justiça.Delegado de Polícia.2013) "A videoconferência se justifica por necessidade de resposta às gravíssimas questões de ordem pública. Precedente citado do STF: HC 88. 04. ainda que viável a colheita do depoimento destas pelo mesmo sistema:' ~ Resposta: Assertiva falsa 02. em virtude de circunstância pessoal como a residência temporária fora do país. em razão de fundada suspeita de que o preso inte- gre organização criminosa ou possa fugir durante o deslocamento.PC-BA. desde que o investigado esteja recolhido em unidade da federação ·distinta daquela em que se realize o procedimento e tal medida seja necessária para prevenir risco à segurança pública. VIDEOCONFERÊNCIA. (MPE-MG.900/2009. da CF/1988). DJ 5/10/2007. pode ser realizado em qualquer etapa do inquérito policial.2013) "De acordo com o Código de Processo Penal.2013) "De acordo com o CPP.457-SP. O interrogatório judi- cial realizado por meio de videoconferência constitui causa de nulidade absoluta pro- cessual. Nessa situação hipotética. quando exista prova cabal de que o preso integre organização cri- minosa:· ~ Resposta: Assertiva falsa. (CESPE.2014) "É possível a realização por videoconferên- cia para impedir a influência do réu no ânimo de testemunha ou da vítima. (MPE-MG." ~ Resposta: Assertiva falsa. LV. como aquelas que justificam o de- creto de prisão preventiva:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira.DPE-DF. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES "INTERROGATÓRIO.MPE-PE. para prevenir risco à segurança pública. Min. 06.Defensor Público .Promotor de Justiça. julgado em 18/9/2008. 5°. somente a requerimento do Ministério Público.2013) "Em um dos processos no qual é réu pela prática de crime de extorsão mediante sequestro. por ter caráter processual. pois afronta o princípio constitucional do devido processo legal e seus consec- tários (art. 112 . o interrogatório de Júlio será válido. NULIDADE ABSOLUTA. o interrogatório do investigado.Defensor Público. por decisão fundamentada. (CESPE. Rei. 05." ~ Resposta: Assertiva falsa. HC 108. (FCC. e por intermédio do sistema de videoconferência ou de outro recurso tecnológico de transmissão de sons e imagens em tempo real. foi interrogado por meio de sistema de videoconferência antes da edição da lei n° 11. uma vez que a nova lei.914-SP. 03." (Informativo n° 368 do STJ) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. Felix Fischer.DPE-AM . que prevê a possibilidade de realização de interrogatório por videoconferência.

113 .2012) "Em qualquer modalidade de interrogatório.Defensor Público .Promotor de Justiça.2012) "O interrogatório por videoconferência. Discorra sobre prova emprestada no processo penal: conceito.OPU . 08.2010) "O interrogatório. o uso da videoconferên- cia ou de recurso tecnolóçko similar para oitiva do ofendido e de testemunhas. (TRF. podendo o juiz.3" REGIÃO. (CESPE . pelo mesmo sistema tecnológi::o. fundamentada." ~ Resposta: Assertiva falsa. 09. fi·:a também garantido o acesso a canais telefônicos reservados para comunicação entre o defensor que esteja no presídio e o advogado presente na sala de audiência do Fórum. deve ser rea11zado.2013) "No procedimento sumariíssimo. decidir por outra forma de realização do ato. COMPETÊNCIA E PROVAS ·················································································································································································· 07. s• REGIÃO . e igualmente garantida a possibi idade de absolvição sumária e de utilização da videoconfe- rência. na atual sistemática pro- cessual penal. da realização de todos os atos da audiência única de ins- trução e julgamento.2013) "A realização do interrogatório do réu preso por videoconferência é excepciona!.. (MPE-GO . e entre este e o preso. a partir do advento da lei federal no 11. inclusive nos casos em que se admite a utilização de carta rogatória:· ~ Resposta: Assertiva falsa. 12. é as- segurada a possibilidade da resposta à acusação. por intermédio da videoconferência.2012) "Em nenhuma hipótese o Juiz poderá de ofício realizar o interrogatório do réu preso por sistema de videoconferência ou outro recurso tec- nológico de transmissão de sons e imagens em tempo real. 11.Promotor de Justiça . dependendo obrigatoriamente de provocação do Ministério Público ou de uma das partes. foi incorporado à legislação processual brasileira como regra a ser obedecida p::!lo Poder Judiciário.DPE-SP. (CESPE .Defensor Público. na forma e no prazo previstos no CPP. (FCC. por decisãc. garantindo-se ao preso o acompanhamento." ~ Resposta: Assertiva verd::deira. desde que intimadas as partes com 10 (dez) dias de antecedência. como regra geral. limitações e juris- prudência. AÇÃO PENAL. 10.900/2009. :> CPP estabelece.Juiz Federal. a fim de reduzir os custos com o trans- porte dos presos provisórios." ~ Resposta: Assertiva falsa. se reali- zado por videoconferência." ~ Resposta: Assertiva falsa.Juiz Federal . (MPE-GO. e será sempre determinada de ofício. o Juiz garantirá ao réu o direito de entrevista prévia e reservada com o seu defensor.TRF . de forma expressa. nos expressos casos legais. Máximo de 20 (vinte) linhas. de modo a facilitar a participação do acusado no ato processual:' ~ Resposta: Assertiva falsa. cesde que garantido o direito de entrevista prévia e reservada com o defensor.

ie produzida sem a observância do devido processo legal e do contraditório. considerando os princípios constitucionais. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES ~ ROBERTO GOMES @ RESPOSTA13 : A prova emprestada diz respeito ao transporte de determinada prova de um pro- cesso para outro. bem como quanto à higidez das demais provas que serviram de emba- samento para a condenação. na medida em qt. pelo menos. na verdade. juntada no processo criminal pendente de decisão. 159. tem-se admitido a utilização da prova emprestada na seara do processo penal desde que não figure enquanto único elemento de convicção a embasar o convencimento do julga- dor16. que não haveria. em obediência ao princípio ão contraditório 14. destacam-se: a) que sejam processos da{mesma ]urisdição)(não seria possível permitir. em habeas corpus lá impetrado. Dentre estes limites. Tratava-se.379/PR. de writ . lnq 2774/MG. torna-se possível asseve- rar que uma prova pode validamente ·ser emprestada a outro processo. Rei. sob pena de ser decretada ilícita. I\" . desde que observados certos requisitos. relativamente à possibilidade de manifestação do paciente quanto à prova emprestada. admitira a utiliza- ção de prova emprestada em processo penal. a defesa pretendia o revolvimento de fatos e provas.2009. Ricardo lewandowski. julgado em 28/06/2011.194/SP. HC 170. § 3º) . no ponto.5. DJe 06/09/2011. @)que a prova emprestada tenha sido produzida em processo em que figu- rem as mesmas partes. Ou seja. julgado em 28/04/2011. Trata-se de uma medida que permite o aproveitamento de atividade probatória realizada anteriormente. Rei. Rei. in- cabfvel na via estreita do habeas corpus. Quinta Turma. ademais. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. Tribunal Pleno. HC 95186/SP. 14 Informativo 548.impetrado em favor de condenado em primeira instância pela prática do crime de extorsão mediante seqüestro (CP. Min. O juiz pode levá-la em consideração. admite-se a prova em- prestada no processo penal se a ela for submetida ao contraditório. Min. julgado em 13/12/2011. art. Jorge Mussi. de onde foi 13 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. Quinta Turma. DJe 1º/02/2012 16 STF. nenhuma ilegalidade. Isto posto. desde que sobre ela ambas as partes fossem cientificadas. por exemplo. embo- ra deva ter a especial cautela de verificar como foi formada no outro feito. HC 180.no qual se sustentava. @ DOUTRINA TEMATICA: "É aquela produzida em outro processo e. Observou-se. Min. através da reprodução documental. em sfntese. (HC-95186) 15 STF. laurita Vaz. ainda que gerada em processo no qual o réu também figurara como parte.e:J: ciência prévia das partes. A Turma manteve decisão do STJ que. Outrossim. STJ. que as provas produzidas no âmbito civil fossem emprestadas ao processo penal). rei. na espécie. a fim de que pudessem exercer o contraditório. Min. ainda que gerada em processo no qual o réu também figurara como parte 15. QLLQ_ue. STF. Gilmar Mendes. que a prova emprestada deveria ser julgada ilícita. na medida em que produzida sem a observância do devido processo legal e do contraditório. t9nba figurado como parte aquele contra q~m se valerá a provil. DJe 01/08/2011 114 . A jurisprudência dos tribunais superiores coaduna com o entendimento supracita- do de que a prova emprestada deveria ser julgáda ilícita. Considerou-se que. 26.

Não tem admitido a Corte a rejeição da impetração pelo Superior Tribunal de Justiça ao argumento de que consiste em substitutivo de recurso especial cabível (HC n° 115. NERY." (NERY JR. praticado no âmbito territorial da capital. São Paulo: RT. ALEGAÇÃO DE NULIDADE DO PROCESSO POR IRREGULARIDADES NA IN- TERCEPTAÇÃO TELEFÔNICA LEVADA A EFEITO POR DETERMINAÇÃO DE JUÍZO DISTINTO DAQUELE EM QUE INSTAURADA A AÇÃO PENAL E PELO USO DE EXPEDIENTE DIVER- SO DO INQUÉRITO POLICIAL. 2008. que a prova emprestada do processo realizado entre terceiros é res inter a/ios e não produz nenhum efeito para aquelas partes. Prova emprestada. Manual de processo penal e execução penal. não constitui qualquer nulidade processual nem contamina a prova licitamente produzida. Não foi a condenação do paciente estribada em 'prova emprestada'. Marco Aurélio. AÇÃO PENAL. 390) "Entende-se por prova emprestada aquela que é produzida num processo para nele gerar efeitos. 4." (GRINOVER. NULIDADE INEXISTENTE. julgado em 11!03/2014. A investigação e o pedido de quebra de sigilo foram legitimamente solicitados à autoridade competente da Comarca de São Bernardo do Campo/SP e. [. Essa verificação inclui. efetivou-se sua prisão em flagrante. Primeira Turma. 6. julgado em 11 /6/13}. portanto. vol. Revista Brasileira de Ciências Criminais. INEXISTÊNCIA DE ÓBICE À IMPETRAÇÃO DO WRIT. cuja consequência primordial é a obediência ao contraditório. São Paulo: Re- vista dos Tribunais. ed. 115 . visando a gerar efeitos em processo distinto. o que. out. CAUTELARIDADE SUFICIENTE- MENTE DEMONSTRADA. para saber se houve o indispensável devido processo legal. Código de Processo Civil comentado e le- gislação processual civil extravagante em vigor. PROCESSO PENAL SUBSTITUTIVO DO RECURSO CONSTITUCIO- NAL INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA PROVA EMPRESTADA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. Vê-se. p/ o ac. 2002. 60) "A condição mais importante para que se dê validade e eficácia à prova emprestada é a sua sujeição às pessoas dos litigantes. TRÁFICO DE ENTORPECENTES.. COMPET~NCIA E PROVAS importada. PRISÃO PREVENTIVA.. POR SER SUBS- TITUTIVA DE RECURSO ESPECIAL. 5 ed. entretanto. Min. p. PRECEDENTES. Primeira Turma. sendo depois transportada documentalmente para outro." (NUCCI. Rosa Maria de Andrade. atual. porquanto somente as inter- ceptações tiveram origem em investigação inicialmente distinta. VEDAÇÃO AO RECURSO EM LIBERDADE. E ampl.715/CE. (Informativo 321 do STJ) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. tendo ali sido regularmente instaurada a ação penal que culminou com sua condenação. Relator(a): Min. p. RECURSO NÃO PROVIDO. 2. Ada Pellegrini. 1. Guilherme de Souza. p. MANUTENÇÃO. Rei.. 693) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA "Este Tribunal Superior fixou entendimento no sentido de que "a prova emprestada de outra ação penal somente pode ser valorada se ambas as partes tiveram integral ciência e se houve a possibilidade do exercício do contraditório". o direito indeclinável ao contraditório. RHC 118055. em razão da pletora de ele- mentos indicativos do envolvimento do recorrente no crime de tráfico de entorpecentes. Recurso não provido. Nelson. rev. NÃO OCORRÊNCIA." (STF. ] 8. 3. ALEGAÇÃO DE USO DE PROVA EMPRESTADA E DE FUNDAMENTAÇÃO DO ÉDITO CONDENATÓRIO EXCLUSIVAMENTE EM ELEMENTOS COLIGIDOS NO INQUÉRITO. razão pela qual abrange o fato de ser constatado se as mesmas partes estavam envolvidas no processo em que a prova foi efetivamente produzida. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. DJe 28-03-2014) c "HABEAS CORPUS. 1993. naturalmente. NULIDADE. NÃO CO- NHECIMENTO DA IMPETRAÇÃO PELO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. INOCORRÊNCIA. DIAS TOFFOLI.

Segunda Turma. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR. julgado em 06/05/2014. em manifesta burla ao preceito constitucional. o recurso ordinário. CAUSA DE DIMINUIÇÃO DO ART. Rei. HC 109909. improcedente. houve au- torização judicial para a utilização da prova obtida na ação penal (escutas telefônicas). ROSA WEBER. SEXTA TURMA. Ordem denegada. § 4°. Diante da dicção do art. ATO DO SECRETÁRIO DE SEGU- RANÇA PÚBLICA. HC 114074.provas empres- tadas de outro processo-crime. DA LEI 11. NÃO OCORRÊNCIA. PROCESSO PENAL. li. ALTERAÇÃO DE COMPETÊNCIA. CÁRMEN LÚCIA. Ação constitucional que é. POSSIBILIDADE. não pode ser o writ amesquinhado. Admissível a utilização de prova empres- tada do processo penal para o procedimento administrativo disciplinar.. 2. Agravo regimental a que se nega provimento. Não há. prejudicado ou em confronto com súmula ou com jurisprudência dominante do respectivo tribunal. PROVA EMPRESTADA. PROVA EMPRESTADA E REQUISIÇÃO DE TESTEMUNHA. Relator(a): Min. Não há nulidade por terem sido juntadas aos autos do processo principal . desde que franqueado à Defesa o acesso a essa prova. INSTAURAÇÃO. Inviável ampla dilação probatória em mandado de segurança. julgado em 12/03/2013. DJe 03- 04-2013) RECURSO ORDINÁRIO. como no caso dos autos. 33. INEXISTÊNCIA. ORDEM DENEGA- DA. sob pena de restar descaracterizado como remédio heroico. Contra a denegação de habeas corpus por Tribunal Superior prevê a Constituição Federal remédio jurídico expresso. Precedentes. em princípio. PROCESSO PENAL. POSSI- BILIDADE. mas também não é passível de vulgariza- ção. 1. [ . Pri- meira Turma. óbice à utilização de prova emprestada de interceptação telefônica realizada no bojo de outra investigação. Na espécie. O habeas corpus tem uma rica história. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES TRÁFICO DE DROGAS. DIREITO LIQUIDO E CERTO VIOLADO. da Constituição da República. ]4. PROCEDIMENTO ADMINISTRATIVO DISCIPLINAR. A autorização de compartilhamento de prova obtida em ação penal para fins de instrução de inquérito civil público que investiga os mes- mos fatos não importa em ofensa a direito líquido e certo do investigado. Precedentes da Primeira Turma desta Suprema Corte. NÃO-CONFIGURAÇÃO DE NULIDADE. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. a impetração de novo habeas corpus em caráter substitutivo escamoteia o instituto recursal próprio. ]" (STF. IRREGULARIDADE NÃO DE- MONSTRADA. a.114/SP. 4.. que franqueia ao relator a possibilidade de negar seguimento a re- curso manifestamente inadmissível. Relator(a): Min. POSSIBILIDADE. 1.. [. 2. Recurso ordinário em mandado de seguran- ça improvido. Precedentes do Superior Tribunal de Justiça e do Supremo Tribunal Federal. JÚRI.825/MT. IMPOSSIBILIDADE. 3. 2." (STJ. PO- LICIAL MILITAR. SUBSTITUIÇÃO DA PENA. RECURSO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.e eventualmente relevadas em julgamento plenário do Tribunal do Júri . garantindo-se o contraditório. MANDADO DE SEGURANÇA. 102. PROVA PRODU- ZIDA EM AÇÃO PENAL EMPRESTADA PARA INSTRUÇÃO DE INQUÉRITO POLICIAL CIVIL. RMS 30. Rei. 1. Não há falar em violação do princípio da colegialidade se a decisão monocrática foi proferida com fundamento no caput do artigo 557 do Código de Processo Civil.343/06. do Supremo Tribunal Federal. julgado em 11/03/2014. VIOLAÇÃO DO PRINCÍPIO DA COLEGIALIDADE.. 1. PRECEDENTES. Ofensa a direito líquido e certo do recorrente não configurada. ou de Tribunal Superior. julgado em 07/05/2013. INEXISTÊNCIA DE OFENSA A DIREITO LÍQUIDO E CERTO." (STF. DJe 24/03/2014) 116 . constituindo garantia fundamental do cidadão. DJe 24-05-2013) "HABEAS CORPUS. PRECEDENTES." (STJ. SEXTA TURMA. AgRg no RMS 44. DJe 23/05/2014) "AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EM MANDADO DE SEGURANÇA. 3. DOSIMETRIA DA PENA.

(CESPE. 07. Consideram-se provas emprestadas aptas a lastrear a condenação os elementos colhidos diretamente pelo MP. 03. ~ da ampla defesa.." ~ Resposta: Assertiva falsa. desde que seja produzida em outro processo judicial.2013} "A prova obtida em interceptação telefôni- ca autorizada por juiz criminal não :)Oderá ser emprestada ao juízo cível onde tramite ação por improbidade administrativa contra o mesmo acusado. 04. (TRF 4" REGIÃO.MPE. ~ Resposta: Assertiva falsa. sendo requisito de admissibilidade o fato de ter sido produzida no processo originário em que tenha figurado uma das partes.MPE-MT.2014) "lterativamente.TRF s• REGIÃO.MPE-PI . e extraída por meio de documentos hábeis a comprovar a alegação da parte requeren- te.Analista Ministerial .TRF 1• REGIÃO. ape- nas. o que torna prescindível a renovação des- tes no feito para o qual tenha sido transladada:· ~ Resposta: Assertiva falsa. após as recentes al- terações no CPP. em razão da ofensa aos princí- pios do contraditório e 9a ampla defesa. (CESPE." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. é precário seu valor.2014} "Embora admissível no processo penal o uso da prova emprestada . o Superior Tribunal de Justiça vem compreendendo que é possível a utilização de prova emprestada no processo penal.Promotor de Justiça.Defensor Público ." ~ Resposta: Assertiva falsa. para outro processo -. quando de sua produção.2012} "A prova emprestada. ressalvada a concordância do acusado. inserindo-a em outro feito. 117 . 02. exigindo-se integração probatória à luz do contraditório. desde que ambas as partes cela tenham ciência e que sobre ela seja possibilitado o exercício do contraditório:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira. tenham sido observados os princípios indisponíveis do contraditório e dê ampla defesa. na forma documental. é amplamente aceita.Promotor de Justiça.assim entendida aquela produzida em um determinado processo e trasladada. 06. COMPETÊNCIA E PROVAS @ UUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS ·······································································-·········································································································· 01. OS.RR.2012} "A prova emprestada é admitida no processo penal desde que. AÇÃO PE~Al.2012} A jurisprudência tem acolhido a prova emprestada no processo penal.OPE-RO . ressalvado o contraditório e a ampla defesa. sendo dispen- sada a renovação do contrad!tório.Juiz Federal. (UFMT. (CESPE. em outro processo judicial ou procedimento administrativo que envolves- sem as mesmas partes. ~ Resposta: Assertiva falsa. independentemente de sua condição.2013) "A prova emprestada tem natureza docu- mental e sua validade depende de que tenha sido produzida sob o crivo do contraditório e .Juiz FEderal. (CESPE. e o seu valor probante é o mesmo de sua essência.Juiz Federal . desde que se tenha dado a oportunidade ao acusado de exercer a ampla defesa durante a produção da prova originária. (CESPE .

desde que. (CESPE. ao ser transportada para o novo pro- cesso. com tal natureza será admitida no novo processo.Delegado de Polícia . (CESPE. 09. tenha havido participação da defesa técnica do réu e desde que não seja o único dado a embasar a motivação da decisão. 118 .Juiz. admitida no âmbito do processo penal. se a prova emprestada era uma prova testemunhal. (FUNIVERSA . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 08.2007) "A prova emprestada. continua com a natureza jurídica da prova originariamente produzida.2009) "A prova emprestada." ~ Resposta: Assertiva falsa. no processo de origem dos elementos apresentados. Assim. a prova emprestada tem sido admitida pela jurisprudência.2011) "No processo penal.DPE-MA." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. 10." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. não pode gerar efeito contra quem não tenha figurado como uma das partes do processo originário.TJ-PI.Defensor Público.PC-DF .

ro- ea ~ QUESTÕES :>VO Conceitue e diferencie questões prévias de questões prejudiciais no Processo Penal.1da tos CAPÍTULO 5 lo QUESTÕES INCIDENTES no mo . @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (20 liNHAS) 1D 12 13 14 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 15 16 18 19 20 120 .

. como na extra penal. QUESTÕES INCIDENTES ~ QUESTÕES COMENTADAS . A despeito de ambas as questões deverem ser julgadas previamente.. . razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. As questões prejudiciais..:í. pois seu eventual reconhecimento impede a apreciação do mérito. as questões preliminares são sempre decididas no juízo criminal. é indispensável uma questão princi- pal para que haja uma preliminar.~~JM~~~~~~~~~Mg:ffitU~:7lijU!~f[qili. por sua vez.~. as pre- judiciais cingem-se ao mérito da questão principal. produzindo efeitos em outro ramo do Direito. porquanto subsistem in- dependentemente da questão principaL Contudo. enquanto as prejudiciais podem ser dirimidas tanto na jurisdição penal.:}. Enfim. as questões prejudiciais gozam de autonomia. · ATENÇÃO!!! Quando as questões prejudiciais correspondem ao mesmo ramo do direito. Por isso.i'!. de acordo com sua natureza. mas. fala-se em prejudicialidade homogênea (comum ou imperfeita).. 17 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. são nítidas as distinções entre elas. enquanto as •preliminares de direito processuaL Desse modo. já que se referem ao próprio desenvolvimento regular do processo. se as questões extrapolam os limites da jurisdição da causa prejudicada. 121 . mas que também precisam ser julgadas antecipadamente. pois esta não existe sem aquela. constituem matérias intrinsicamente relacio- nadas ao mérito da causa (meritum causae).~::I~~: Conceitue e diferencie questões prévias de questões prejudiciais no Processo Penal. .:~i~l~. diz-se haver prejudi- cialidade heterogênea Uurisdicional ou perfeita). devem ser resolvidas tão logo sejam invocadas. a doutrina ressalta que as prejudiciais são sempre de direito material. Outrossim. pos- sibilitando a resolução na mesma jurisdição. Assim. ao passo que as preliminares se referem a alguns pressupostos processuais. ~ ROB'ERTO GOMES As questões prévias ou preliminares são aquelas que devem ser decididas antes da decisão definitiva da causa principal.

que requer que a coisa adquirida seja decorrente de crime). para a própria configuração do crime. cujo tipo penal apresenta como elementar o fato de ser produto de crime a coisa ali mencionada. que tratam de aspectos processuais. e uma vez reconhecidas. distinguem-se das preliminares. tomando-se esta expressão no sentido que a técnica jurídica lhe reservou e consagrou. p. existirem certas questões que devem ser decididas previamente. ou facultativas (art. do CPP}. enquanto que as pre- liminares são absolutamente dependentes e sempre serão julgadas pelo juízo criminal. as questões prejudiciais distinguem-se. [. Rio de Janeiro: Ed. 'a questão prejudicial se caracteriza por ser um antecedente lógico e necessário da preju- dicada. Ademais. antes da questão principal. ed. revestirem-se do cará- ter de prejudicialidade. tal como se dá com o furto ou roubo relativamente à tipicidade do delito de receptação. iritegra:n. As elementares do tipo penal aqui mencionadas constituem objeto de apreciação da competência jurisdicional cível.. São Paulo: Saraiva. ed. de que é exemplo mais elo- quente a apreciação do crime de receptação. a questão prejudicial pode ser: (1) infração penal pressuposta para configuração de outro crime (antecedente lógico. nem sequer são da competência do juízo criminal. Reclama uma deci- são prévia. no início. 2010. Fernando da Costa. unicamente. @ DOUTRINA TEMATICA "Já as questões prejudiciais de que cuidam os arts. p. Mas não é só. 92. Entretanto. impe- dem a apreciação do mérito. São as chamadas questões preliminares ou prévias. o tipo penal imputado ao réu. 92 e seguintes do CPP não têm pro- cessamento em apartado à ação penal. 32. Curso de Processo Penal. É bem verdade que há também questões incidentais no · juízo criminal que igualmente reclamam solução prévia. quando for possível serem julgadas no juízo cível ou no criminal.] Nesse contexto. Assim. 628) "'Prejudicial' significa aquilo que deve ser julgado antecipadamente. trazendo ainda consigo a possibilidade de se constituir em objeto de processo autônomo'. se couber ao juiz criminal decidir sobre a necessidade de suspensão do feito até o julgamento da matéria em outra esfera. e está ligada ao meritum causae. sem. semelhança que repousa. por sua vez. Em uma palavra." (OLIVEIRA. 93. Sem embargo da semelhança que apresentam. levou alguns processua- listas a estabelecerem verdadeira confusão entre elas. No dizer de Antonio Scarance Fernandes. isto é. do CPP). porque integrantes de relações jurídicas de natureza essencia[mente civil. A circunstância de as questões prejudiciais e preliminares deve- rem ser julgadas previamente. Trata-se de matéria cuja solução é prejudicial ao julgamento da ação penal. quando impõem a suspensão do processo criminal até a prolação da decisão do juízo cível. Processo Penal." (TOURINHO FILHO. 294) "Dissemos. São as chamadas questões prejudiciais homogêneas. caso sejam obrigatoriamente decididas pelo juízo cível. contudo. das questões preliminares. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GCMES I WILLIAM AKERMAN GOMES As questões prejudiciais também podem ser obrigatórias (art. no sentido de atuarem como pressupostos (fundamentos de origem) da própria definição da existência do crime. bem como em devolutivas relativas. é 122 . e (2) relação jurídica d~ natureza cível que. 18. As prejudiciais caracteriza-se também por sua autonomia e pela possibilidade ou não de serem julgadas pelo juízo criminal. cuja solução condiciona o teor do julgamento desta. são de- nominadas de não devolutivas as questões prejudiciais que devem ser dirimidas pelo próprio juízo criminal. as questões prejudiciais são classificadas em devolutivas absolutas. antes da decisão definitiva da causa principal. as questions préalables dos franceses. 2014. como elementar. no julgamento prévio. Eugênio Pacelli. aliás.. Atlas. Vol. nitidamente. isto é. A solução do crime de receptação exige o exame prévio do furto ou roubo anterior da coisa. 2.

ORDEM DENEGADA. Precedentes. entre os marcos interruptivos indicados no art. PENDÊNCIA DA e AÇÃO DE ANULAÇÃO DE REGISTROS. indeferiu o pedido de sus- pensão do processo. SEXTA TURMA." (TÁVORA. não podendo ter por termo inicial data anterior à denúncia ou queixa. 8. Nestor. 93 do CPP quando. Assim. 3. § 1°. INOCORRÊNCIA. DJe 25/04/2014) "PROCESSUAL PENAL. PREVENÇÃO DO JUÍZO. inclusive. pois o acórdão recorrido destacou o montante de anos em que ocorreu a sonegação fiscal (exercícios de 1997 a 2001). o art. e a instância ordinária. IV. a teor do artigo 93 do CPP. 1. 2. ambos do Código Penal. disciplina que o prazo prescricional. SUSPENSÃO DO PROCESSO. quando muito. O aumento da pena em razão do art. constatada a ausência de recurso do Ministério Público. 2013. que a ação anulatória foi julgada improceden- te em primeiro grau. CONTINUIDADE DELITIVA. No caso concreto. a prescrição deve regular-se pela pena imposta. ao analisar detidamente as particularidades do caso. ocorreria em 8 anos. não provido. conforme dicção do artigo 109. 8 ed. 7. 327) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA RECURSO ESPECIAL. 117 do Código Penal. MEDIDA CAUTELAR PREPARATÓRIA. pois não transcorreu. É recomendável a suspensão do curso processual pela aplicação do art. constitui questão prejudicial heterogênea facultativa que. 11. gistros de desenhos industriais. o que é inviável na via do recurso especial. ART. I. Hipótese em que a queixa-crime foi distribuída por prevenção a s• Vara Criminal da Co- a marca de Guarulhos/SP. Nos termos do art. ·a há competência por prevenção quando um dos juízes houver antecedido aos outros na o prática de alguma medida relativa ao processo. Rei. 11. ainda que anterior ao oferecimento da la denúncia ou da queixa. 83 do Código de Processo Penal. do Código Penal. p. S. 110. QUESTÃO PREJUDICIAL HETEROGÊNEA FACULTATIVA. A análise da tese de inexistência de provas aptas a fundamentar a condenação demanda o reexame dos fatos e provas dos autos. Salvador: Juspodivm. QUESTÕES INCIDENTES condição para a existência do crime. diante das particularidades da causa. por ser o Juízo que havia recepcionado e processado a medida cautelar preparatória de busca e apreensão criminal com base na propriedade dos re- ti. nos termos da regra do art. portanto. DELITOS CONTRA A PROPRIEDADE INDUS- a TRIAL. PRESCRIÇÃO. Curso de Direito Processual Penal. regula-se pela pena aplicada. 1066641/SC. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ.c. AB- SOLVIÇÃO. a defesa não demonstrou risco concreto de interferência da questão prejudicial na materialidade delitiva. Já a pendência de ação anu- 1. prazo superior ao elencado no art. em razão de exigir o crime de furto que tal coisa seja 'alheia'). destacando. FACULDADE JUDICIAL.' latória na esfera cível. e. Competência para julgamento da ação penal do Juízo da s• é Vara Criminal da Comarca de Guarulhos/SP. O artigo 110. SONEGAÇÃO FISCAL. o aumento da pena em 1/3 pela continuidade delitiva e revela-se proporcional. SUSPENSÃO DA AÇÃO PENAL. nesta parte. 83 do Código 123 ." (STJ. 93 DO CPP. TIPICIDADE DA CONDUTA. Recurso especial parcialmente I. Na hipótese. embora não seja objeto do processo (a exemplo da dúvida que pode recair sobre a propriedade da coisa objeto do furto. 109. pelo número de infrações praticadas pelo réu. a critério do juiz natural da causa. c. não há como reconhecer a pres- crição da pretensão punitiva estatal. julgado em 08/04/2014. conhecido e. A constituição definitiva do crédito tributário é condição necessária para o ajuizamento da ação penal que verse sobre o crime de sonegação fiscal. o julgador se convencer da existência de questão de difícil solução que interfira na materialidade deli- tiva e dependa da apreciação do juízo cível. a teor da Súmula n° 7/STJ. REsp. 71 do Código Penal deve orientar-se. a DISCRICIONARIEDADE DO JUIZ. SÚMULA n° 7/STJ. HABEAS CORPUS. poderá ocasionar a suspensão do curso do processo. 4. depois da sentença condenatória com trânsito em julgado para a acusação. 10. TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL. principalmente. IV. PECULIARIDADES DO CASO. Na espécie. do CP. EXASPERAÇÃO PROPORCIONAL. COMPETÊNCIA. 6.

25. V e Vil. QUINTA TURMA. que. Se apenas o registro de um dos de- senhos foi declarado nulo. bem como a existência de decisão favorável ao recorrido proferida nos autos de mandado de segurança que estende a ele a imunidade tributária prevista no art. 11 . Vale dizer. 30. INCISO I. temos a exis- tência de questão prejudicial obrigatória.A prejudicial heterogênea não obriga a sus- pensão da ação penal.MANUTENÇÃO DA AÇÃO PENAL . 93 do CPP)." (STJ.ALTEROU ALGUNS DISPO- SITIVOS DA LEI N° 8. V. 93 do Código de Proces- so Penal. DISPONDO SOBRE A CONTRIBUIÇÃO DO EMPREGA- DOR RURAL PARA A SEGURIDADE SOCIAL .212/91. Ministro FELIX FISCHER. DO CÓDIGO PE- NAL. Recurso provido. não obsta automaticamente a persecutio criminis (art. QUESTÕES PREJUDICIAIS HETEROGÊNE- AS FACULTATIVAS QUE NÃO OBRIGAM A SUSPENSÃO DO PROCESSO CRIMINAL. 1° da Lei 8. cuja configuração prescinde do desfecho da ação de anulação do registro dos desenhos industriais.Não se pode.641/RS. 1° bA LEI N° 8. dos demais desenhos (DI6401077-5 e Dl6401217-4). 168-A. INTE- GRIDADE DO LANÇAMENTO AINDA NÃO AFETADA. I -A teor do art. porquanto. 124 ." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. VIII. com base unicamente no possível desfecho da ação de nulidade do registro de desenhos industriais.540/92 QUE. QUINTA TURMA.212/91 (artigos 12. A suspensão da ação penal.Promotor de Justiça . que redunda na suspensão do processo criminal por crime de bigamia. verifica-se que as condutas dos querelados não podem ser consideradas atípicas de modo a se decretar o trancamento da ação penal. julgado em 03/02/2009. o lançamento do tributo não foi atingido.FUNRURAL . DJe 20/04/2009) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. HC 131. IV). é uma faculdade do Juiz. se o reconhecimento da existência da infração penal depender de decisão. Caso em que foram imputadas aos pacientes condutas des- critas na lei que regula direitos e obrigações relativos à propriedade industrial. Rei. na esfera civil.937/SP.INDEPENDÊNCIA ENTRE AS INSTÂNCIAS. eis que se está diante de questão prejudicial faculta- tiva e não obrigatória. 92 DO CPP TOMANDO-SE POR BASE A PENDÊNCIA PERANTE O SUPRE- MO TRIBUNAL FEDERAL DE DISCUSSÃO A RESPEITO DA INCONSTITUCIONALIDADE DO ART. HABEAS CORPUS CONCEDIDO PELO E. DJe 19/04/2012) "PROCESSUAL PENAL. dentre as quais a de concorrência desleal. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I W\LLIAM AKERMAN GOMES de Processo Penal. in casu. 93 do Código de Processo Penal) da questão penal. o juiz criminal poderá. § 2°. suspender o curso do processo penal. DA CF. INCISO I. § 2°. RECURSO ESPECIAL. Vil. ART. Ministro GILSON DIPP. REsp. TRIBUNAL A QUO PARA DETERMINAR A SUSPENSÃO DA AÇÃO PENAL DEFLAGRADA EM DESFAVOR DO RECORRIDO NOS TER- MOS DO ART. contudo. remanescendo a validade do registro. Ordem denegada:· (STJ.540/92. BEM COMO A EXISTÊNCIA DE DECISÃO CONCESSIVA DE MANDADO DE SEGURANÇA QUE ESTENDE AO RECORRIDO A IMUNIDADE TRIBUTÁRIA PREVISTA NO ART. tomar o fato de pender discussão perante o Supremo Tribunal Federal a respeito da constitucionalidade do art. 111. A existência da ação de nulidade dos registros dos desenhos industriais em tramitação perante a 38• Vara Federal do Rio de Janeiro/RJ não tem o condão de obstar automaticamente a persecutio criminis. (MPE-PR. VI. julgado em 12/04/2012. inciso I. dispondo sobre a contribuição do empregador rural para a seguridade social. da Constituição Federal como questão prejudicial heterogênea fa- cultativa (art. 149. até aqui. § 1°. 149. de questão diversa da do estado civil das pessoas (questão prejudicial obrigatória) e neste houver sido proposta ação para resolvê-la. IV. 973. na hipótese.2014) "Se pendente o julgamento de ação anulatória do 1° casamento de TÍBIO no juízo cível. presentes os requisitos exigidos no dispositivo legal em destaque.FUNRURAL. I e 11. este imputado a TÍBIO em razão do seu 2° casamento. Rei. alterou dispositivos da Lei 8.

(VUNESP.DPE-RR." ~ Resposta: Assertiva verdadeirc. constitui questão prejudicial obrigatória heter." ~ Resposta: Assertiva falsa. a questão prejudicial pode ser obrigatória.TJ-AP .Promotor de Justiça .BACEN . (FCC . própria ou perfeita." ~ Resposta: Assertiva falsa.Juiz .2009) "Em ação penal para o julgamento de crime de bigamia. (CESPE .2009) "Quanto ao efeito. (FUJB . além de múltiplas variabilidades de mecanismos a serem utilizados pela defesa téc- nica.TJ-AP .2008) "Configura hipótese de questão prejudicial homogênea a questão sobre a declaração da validade do casamento em processo penal por crime de bigamia:· ~ Resposta: Assertiva falsa. 09. como o agra- vamento da pena nos casos de estado de pessoa e que sejam objeto de processo cível." ~ Resposta: Assertiva verdadeira." ~ Resposta: Assertiva verdadetra.so criminal:' ~ Resposta: Assertiva verdadeir:J. merecendo solução antes de a decisão ser profe- rida. ···························································-······················································································································ 11.MPE-RJ -Promotor de Justiça. mas não no recon~ecimento da existência da infração penal.TJ-SP.Procurador. 125 .ogênea.2008) "Configura hipótese de questão prejudicial homogênea a questão sobre a declaração da existência do crime de que proveio a coisa em processo penal por delito de receptaçãc. ou facultativa.MPE-SP. 04. ::)UESTÕES INCIDENTES 02.MPE-ES . (FGV . (CESPE . quando necessariamente se acarreta a suspensão do processo.MPE-RN . As duas situações são previstas pelo CPF:" ~ Resposta: Assertiva verdadei-a.2013) "A suspensão do processo pelo juiz para se discutir qLestão prejudicial relativa à falsidade documental de registro civil não suspende o prazo pr=scricional.2008) "A questão prejudicial facultativa que enseja a suspensão do processo pressupõe que a decisão sobre a matéria controvertida a ser dirimida no juízo cível possa influir na final classificação jurídica do fato objeto do pro- cesso penal. 03. (FGV . quando o juiz criminal tiver a faculdade de suspender ou não a ação." ~ Resposta: Assertiva falsa.Juiz .Juiz. OS.Defensor Público . 07. não autorizam a suspensão do proce. (CESPE .2012) "Entre as defesas indiretas no processo penal. em sendo acolhida a respectiva arguição. o defensor pode ainda recorrer às chamadas questões prejudiciais.Defensor Público . 08.Promotor de Justiça." ~ Resposta: Assertiva falsa.2010) "A questão prejudicial diz respeito ao processo e seu regular desenvolvimento.2013) "A exceção da verdade no crime de calúnia é questão prejudicial homogênea.Promotor de Justiça. a existência de ação civil relativa à validade do casamento. 1em sempre impede que o juiz aprecie o fato principal. (VUNESP. 06. ··················································································································································································· 10.2009) "A questão preliminar é um fato processual que. (CESPE .DPE-SP . sendo certo que as questões circunstanciais acidentais que advêm da prática de um tipo penal.

tendo em vista que a confirmação da paternidade é circunstância agravante.2008) "Tratando-se de questão prejudicial facul- tativa.Promotor de Justiça. (CESPE. 15.2008) "A suspensão do processo em razão de questão prejudicial obrigatória pode ser determinada pelo juiz ainda que não tenha sido proposta no juízo cível a ação que vise solucionar a matéria controvertida.12. abrangendo as questões de fato e de direito.AGU. devendo o juiz suspender o feito até a sentença cível definitiva. de competência do juízo cível.MPE-PE. existindo ação civil negatória de paternidade em curso. de forma ampla. .Promotor de Justiça." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.2007) "Considere a seguinte situação hipotética. 13.Promotor de Justiça. Decorrido esse prazo sem que o juiz cível tenha proferido decisão." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.Procurador Federal. (VUNESP. trata-se de questão prejudicial obrigatória." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.MPE-SP.2008) "A questão prejudicial obrigatória que enseja a suspensão do processo penal pressupõe que a matéria controvertica recaia sobre o estado civil das pessoas e que de sua solução dependa o reconhecimento da existência da infração penal." ~ Resposta: Assertiva falsa. o juiz crimi- nal pode suspender o curso do processo penal. onde já existe processo em anda.MPE-SP. 14. Rubens foi denunciado pelo Ministério Público por ter praticado crime de tentativa de ho- micídio simples contra seu pa"i. marcando o prazo da suspensão. o juiz criminal fará prosseguir o processo retomando sua competência para resolver o mérito.menta. Nessa situação. (FCC. (VUNESP.

403/2011. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (15 UNHAS) 10 127 . enfatizando: a) seus pressupostos (3 pontos). c) seus limites temporais (3 pontos). sobre as novas modalidades de medidas cau- a telares trazidas ao processo penal brasileiro pela Lei n° 12. b) a incidência do princípio da proporcionalidade em sua aplicação (4 pontos).:> :> CAPÍTULO 6 MEDIDAS CAUTELARES e e :> ~ QUESTÕES :> o l. no máximo em 15 linhas. e é Discorra.

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 12 13 14 15 128 .

razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. no máximo em 15 linhas. enquanto máxima da proporcionalidade. enfatizando: a) seus pressupostos (3 pontos). Dessa forma. c) seus limites temporais (3 pontos). válido. 282 do CPP. No que concerne aos pressupostos das medidas cautelares. Já a contrário sensu. ~ ROBERTO GOMES A lei de 2011 reformula as regras que regulam as cautelares no processo penal. principalmente em observância ao que dispõe o art. a adequação do inciso 11 daquele artigo está sendo utilizada no sentido doutrinário de "necessidade". em um ju- ízo sucessivo. deve ser compreendido no sentido doutrinário confe- rido à adequação. excepcionalmente. estabelecido no inciso I do caput deste artigo. de acordo com a gravidade do crime. sendo aquelas que garantem bens para a reparação do dano e para a satisfação das obrigações do condenado. sobre as novas modalidades de medidas cau- telares trazidas ao processo penal brasileiro pela Lei n° 12. A norma não trata das cautelares reais. Discorra. O segundo re- quisito. de maneira. Isto é. b) a incidência do princípio da proporcionalidade em sua aplicação (4 pontos). inclusive. de forma breve. a medida cautelar será uma restrição adequada ao direito de liberdade do acusado. estas exigem a pre- sença do fumus commissi delicti e do periculum in libertatis. ainda. o critério da necessidade. relacionadas com o réu e os efeitos de seu tomportamento na ordem processual. versar acerca da incidência do princípio da proporciona- lidade quando da aplicação dessas cautelares. a ampliar o número de medidas. impõe-se ao julgador que. revela-se através da urgência e necessidade. mas tão somente das cautelares pessoais. quando propício a garantir a instrução. MEDIDAS CAUTELARES ~ QUESTÕES COMENTADAS . Nesse diapasão. caso contrário a medida não será necessária. Isto posto. evitar a reiteração criminal. as circunstâncias e 18 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. enquanto máxima da proporcionalidade. 129 . por sua vez. a aplicação da lei penal e.403/2011. O fumus traduz-se no binômio prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria.

art. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES contexto do fato. 878) "O desprezo pela provisionalidade conduz a uma prisão cautelar ilegal. lembre-se que vigora uma indeter- minação prazal com relação a prisão preventi. São Paulo: Saraiva. O juiz tem ampla flexibilidade para a contínua avaliação da medida cautelar cabível no curso do processo.. deve o magistrado buscar aquela que produza menos restrições à obtenção do resultado. E mais. pertinentes e relevantes. (. art.. dentre as medidas eficazes. busque. acerca dos limites temporais. entre as diversas opções idôneas a atingir determinado fim.. § 5 da Lei 12. suficiente para tutelar uma situação fática. não apenas pela falta de fundamento que a legitime.. p. existem outras em legislações di- versas. Assim. Direito processual penal. então. 17) "Essa adequação deve ser aferida num plano qualitativo.•ersas: Lei 12. Aury. para deliberar a respeito. mas também por indevida apropriação do tempo do imputado" (LOPES JR. estatuindo que essas devem ter duração breve. ATENÇÃO!!! O rol das medidas do artigo 319 do CPP é taxativo. A previsão d. 282. (.. idôneas por sua própria natureza. sob o risco de apresentar carátEr de pena antecipada. ou seja. a priori e ex lege.art. O novo regime jurídica da prisão processual. razão pela qual deve ser aplicada aquela que se revelar necessária e adequada diante da concretude do fato. ) A adequação quantitativa cuida da duração e da intensidade da medida em relação à finalidade pretendida. a menos gravosa éO direito de liberdade do acusado. ) Por derradeiro.. art.. p. Rio de Janeiro: Lúmen Júris. 282. se o caso. liber- dade provisória e medidas cautelares di•. 2011. O princípio da pro- visionalidade urge por ser clamado. em razão da proporcionalidade. impende ressaltar que estes vinculam-se ao período da necessidade de imposição dessas medidas cautelares. medida anteriormente revogada (CPP . § 5°). 56. a adequação na determinação do âmbito subjetivo de aplicação diz respeito à individualização do sujeito passivo da medida e à proibição de extensão indevida de sua aplicação.850/13 (Lei de Combate as Orga1izações Criminosas).343/03 (Lei de Drogas). estando relacionado com o tempo de duração da medida. sub5tituirá a medida por outra que se reve- lar mais indicada ou mesmo decretará. Além das medidas cautelares já mencioradas... já que no dispositivo que versa sobre prisão temporária tem-se disciplinado o prazc máximo. Deve-se indagar. 23 e 24 da Lei Maria da Penha. revogará a medida que se tornar desnecessária e/ou inadequada. § 1 da Lei 11. dentre as quais destacam-se: arts. assim como as condições pessoais do indiciado ou acusado. Possível a cumJiação de medidas.) Quanto à necessidade. mas. 2. (. Por fim.a. @ DOUTRINA TEMÁTICA: "A medida alternativa somente deverá ser utilizada quando cabível a prisão preventiva.s medidas atende a fins e situações dis- tintas. A adequação qualitativa impõe que as medidas se- jam qualitativamente aptas a alcançar o fim desejado. mas não há hierarquia entre as cautelares. inclusive (CPP. 130 . Aury. caracterizando o constrangimento ilegal por excesso prazal. quantitativo e também em seu âmbito subjetivo de aplicação. novanente. 22. houver outra restrição menos onerosa que sirva para tutelar aquela situação" (LOPES JR. 11 ed.. devendo sempre levar em consideração as mudanças fá- ticas.403/2011.. § 1°).

HC 109709. qualquer sanção penal. por hora. Primeira Turma. RECORRENTE FORAGIDA. Relator(a): Min. é decorrência do princípio da proporcionalidade em sentido estrito que não se deve aplicar ao acusado as medidas cautelares pessoais do art. ele- mentos concretos aptos a justificar tal medida. SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. As recentes alterações pro- movidas pela Lei n° 12. demonstraram a pre- e. RECURSO DESPROVIDO. segundo nos parece. é o caso de concessão parcial da ordem de I. O. A n custódia cautelar está devidamente fundamentada na necessidade de garantia da apli- cação da lei penal. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. DEMONSTRA- ÇÃO. Prisão e outras medidas cautelares pessoais. É a aplicação do princípio da proporcionalidade em sentido estrito. da antijuridicidade ou da própria tipicidade" (MENDONÇA. 319. PRESSUPOSTOS DO ART. GRAVIDADE EM ABSTRATO INSUFICIENTE PARA JUSTIFICÁ-LA. a aplicação de quaisquer das medidas cautelares alternativas à prisão. durante uma visita". GARANTIA DA APLICAÇÃO DA lEI PENAL. 2011. não pode ser a medida cautelar mais grave que a pena a ser aplicada em perspectiva. PRISÃO PREVENTIVA.. MEDIDAS CAUTELARES acerca da existência de outra medida menos gravosa apta a lograr o mesmo objetivo" (LIMA. por si só.403/11 no Código de Processo Penal trouxeram alterações que aditaram uma exceção à regra da prisão. As la instâncias ordinárias. DJe 19-04-2012) a o RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. com expressa menção à situação concreta. ) Também. razão pela qual entendo não ser possí- H vel. dada pela Lei 131 . Segundo a jurisprudência consolidada do Supremo Tribunal Federal. Nova prisão cautelar: doutrina. 2011. Não mais subsistente a situação fática que ensejou a decretação da prisão preventiva. 319 do Código de Processo Penal. encontrar-se foragida. 2. 319 e muito menos a prisão quando houver grande probabi- lidade e fundados motivos para se crer que não se aplicará ao réu. devendo existir homogeneidade entre as medi- das cautelares e o provimento final. PRECEDENTES DA CORTE. (.. habeas corpus. São Paulo: MÉTO- DO.a do considerável quantidade de entorpecentes a um detento da Casa de Custódia de la ltaperuna. CONDENAÇÃO. TRÁFICO E ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO ILÍCITO DE ENTORPECENTES. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. fundamentadamente. incisos I. 53 e 55) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA: "HABEAS CORPUS. forneci- . MANUTENÇÃO DA CUSTÓDIA CAUTE- LAR. 1. p." (STF. TESE DE AUSÊNCIA DOS REQUISI- TOS AUTORIZADORES DA PRISÃO CAUTELAR. 2. FRAUDES EM BENEFÍCIOS PREVIDENCIÁRIOS. p. 4. 11 111 e VI. ORDEM PARCIALMENTE CONCEDIDA. IMPOSSIBILIDADE. para que o Juiz de piso substitua a segregação cautelar pelas medidas a t) cautelares diversas da prisão elencadas no art. CORRUÇÃO PASSIVA E FORMAÇÃO DE QUADRILHA. em tese. o que revela sua nítida intenção o de se furtar à persecução criminal do Estado e justifica sua segregação cautelar. sença dos pressupostos da prisão preventiva. denunciada "por ter. Andrey Borges de. é necessário que o ato judicial constritivo da liberdade traga. 1. Rio de Janeiro: lmpetus. Renato Brasileiro de. em razão da aplicação de causas extintivas da punibilidade. jurisprudência e práti- ca. 30-31) "Em um processo penal condenatório. DIAS TOFFOLI. julgado em 18/10/2011. do Código de Processo Penal. de exclusão da culpabilidade. ao final do processo. elencadas na nova redação do art. a privação cautelar da liberdade individual do agente. em razão de a Recorrente. para que o decreto de custódia cautelar seja idôneo. Está sedimentado na Corte o enten- dimento de que a gravidade em abstrato do delito não basta para justificar. 3.

RHC 45. QUINTA TURMA. DJe 16/11/2010) 132 . QUINTA TURMA.668/RJ. in- suscetível de apreciação na via estreita do habeas corpus. Ministro JORGE MUSSI. INAPLI- CABILIDADE DAS MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. nos autos. HOMICÍDIO QUALIFICADO TENTADO E CONSUMADO. 5°. do CPP. oportunidade em que o paciente estará em custódia cautelar por 3 anos e 6 meses. tais como a complexidade dos crimes envolvidos. INVIABILIDADE DE ANÁLISE· DE FATOS E PROVAS.976/SP. Rei. LVII.403/2011. 319 e 320. devidamente fundamentadas no art. art. LAPSO TEMPORAL QUE EXTRAPOLA OS LIMITES DA RAZOABILIDADE.A alegação de ile- galidade na manutenção da prisão cautelar. DJe 13/05/2014) "PROCESSUAL PENAL. a teor do art. ante fortes indícios de que os Recorrentes dedicavam-se ao comércio de entorpecentes. mostrando-se evidente o constrangi- mento a que se vê submetido. ART. determinando-se a expedição do competente alvará de soltura em favor do paciente. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. embora devam ser empregados como parâmetro para a efetivação do direito à razoável duração do processo (CR/88. Ministra REGINA HELENA COSTA. ou das diligências necessárias à instrução. arroladas nos arts. I -A prisão cautelar. IV . julgado em 19/03/2009. de incidentes processuais. ao evitar a antecipação do cumprimento da pena (art. VI . ante à quantidade de Réus. e na posse de armas de fogo municiadas. deve ser analisada atentando-se às peculiaridades do caso concreto. INOCORRÊNCIA.Recurso ordinário ao qual se nega pro- vimento. reconhecidas pela jurisprudência. com o concurso de menores. inciso LVII. SÚMULA n° 21/STJ. se por outro motivo não estiver preso. verifica-se evidente lesão à razoável duração do processo e ao caráter de provisoriedade da medida constritiva. 5°. estendendo-se a medida ao co-réu. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES n° 12. 1. Após inicial atraso decorrente da fuga do réu do distrito da culpa. DIFICULDADE PARA LOCALIZAÇÃO DE RÉU AUSENTE. do Código de Processo Penal." (STJ.041/ES." (STJ. informação de que tenha sido encontrado. é medida excepcional de privação de liberdade. ALEGAÇÕES DE ATI- PICIDADE E NEGATIVA DE AUTORIA. HC 118. PRONÚNCIA. torna-se evidente a ineficácia das cautelas alternativas. COAÇÃO VERIFICADA. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. demonstra- rem sua imprescindibilidade. cuja adoção somente é possível quando as circunstâncias do caso concre- to. 3. EXCESSO DE PRAZO PARA A FORMAÇÃO DA CULPA. QUINTA TUR- MA. 5°. RHC 42. V . a teor do verbete sumular n° 21 desta Corte Superior. Vil. bem como de diversas causas justificantes da dilação da instrução penal. 2. julgado em 06/05/2014. 580 do Código de Processo Penal. julgado em 11/03/2014. ainda. por força do art. ou. Recurso desprovido.Os prazos previstos abs- tratamente na lei processual não são absolutos. Ministra LAURITA VAZ. por excesso de prazo.As teses de atipicidade e de negativa de autoria constituem matéria fática. LXXVIII). Rei.No caso dos autos. PRISÃO PREVENTIVA. 312." (STJ. bem como à realização de diligências para localização e citação de Réu a respeito do qual não há. DJe 18/03/2014) "HABEAS CORPUS. QUANTIDADE DE RÉUS. da CR/88). ASSOCIAÇÃO PARA O TRÁFICO E CORRUPÇÃO DE MENOR. encontra-se superado eventual constrangimento por excesso de prazo na primeira fase do rito do Júri. EXCESSO DE PRAZO. o retardamento da conclusão da ação penal revela-se justificável. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. 11 -Adotada a medida excepcional de privação cautelar de liberdade para garantia da ordem pública. JULGAMENTO POPULAR AGENDADO. bem como para a aplicação do princípio da presunção de inocência. Rei. além da quantidade de réus ou de defensores distintos. Agendado no entanto o julgamento popular para ocorrer após 2 anos e meio da prolação da provisional. 3. haja vista a gravidade concreta dos delitos praticados. ante a superveniência de pronúncia. da Constituição da República. TRÁFICO DE DRO- GAS. 111. à luz do princípio da razoabilidade. Ordem concedida.

vedada a prisão preventiva.Juiz. (CESPE .Defensor Pú~ico.ão deverão ser aplicadas observando-se a necessidade para aplicação da lei penal. não se vinculando aos requisitos de admissibilidade da prisão preventiva e do exame do cabimento de eventuais medidas cautelares diversas da prisão.Defensor Público . para evitar a prática de infrações penais:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira.2013) "No tocante à prisão no curso do processo e medidas cautela- res.2013) "Mesmo que presente mais de um dos re- quisitos previstos no art." ~ Resposta: Assertiva falsa.Juiz." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. de ofício ou mediante requerimento do Ministério Público. 02.Promotor de Justiça.DPE-DF . impor outra em cumulação.2014) "N::J caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas nas medidas cautelares. para a investigação ou a instrução criminal e. ~ Resposta: Assertiva falsa.TJ-MA. aplicável no inquérito policial e na instrução criminal.2014) "A prisão temporária é uma modalidade de prisão cautelar. (FCC. a imposição da pri- são temporária deve atender ao birSmio da necessidade e adequação da medida à gravidade do crime doloso punido com pena e>rivativa de liberdade máxima superior a quatro anos. nos casos expres- samente previstos.2013) "No tocante à prisão. de seu assistente ou do querelante. tampouco ao teto de pena privativa de liberdade máxima su- perior a quatro anos nos crimes dolosos.Defensor Público . mas também providências acautelatórias da atividade probante (medida cautelar).DPE-AM .MPE-MT.Delegado de Polícia . o juiz somente poderá converter a prisão em flagrante em preventiva quando se revelarem inadequadas ou insuficientes as medidas cautelares di- versas da prisão. poderá substituir a medida. 03. 07." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. as medidas cautelares relativas à pri~. quando o indiciado não tiver residência fixa ou não fornecer elementos necessários ao esclarecimento de sua identidade.2013) Consoante a interpretação doutrinária da legislação penal.TJ-SP.PC-BA . medidas cautelares e liberdade provisória. 08. (VUNESP. 05. (UFMT. 133 .DPE-TO. as buscas e apreensões são consideradas não só meios de prova. ~ Resposta: Assertiva verdadeira. a autoridade policial somente p::Jderá conceder fiança nos casos de infração cuja pena privativa de liberdade máxima não s=ja superior a 4 (quatro) anos:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira. (FCC.TJ-PE. (CESPE . podendo ser executadas em qualquer fase da p=rsecução penal. 312 do CPP. o juiz." ~ Resposta: Assertiva falsa. MEDIDAS CAUTELARES @ QUESTÕES DE CONCURSOS RELACIONADAS: 01. 06. (CESPE .Juiz.2013) "É autônoma a regulamentação da prisão temporária. (CESPE. e sua decretação deperde da complexidade da investigação e da gravidade in- trínseca de algumas infrações elencadas na lei de regência.2013) "Dada sua natureza unicamente cautelar. 04. de acordo cem a redação expressa no Código de Processo Penal.

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na seara da Lei de Execução Penal (LEP) e na seara da persecutio criminis .403/2011. CAPÍTULO 7 PRISÃO ELIBERDADE ~ QUESTÕES No que tange à prisão domiciliar e ao preso provisório em regime domiciliar. pon- tue o reflexo ocorrido. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (30 LINHAS) 10 12 13 135 .Código de Processo Penal (CPP).258/201 O e 12. após as inovações trazidas pela Lei n. 12. em comum. respectivamente.

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 11 15 16 17 18 19 20 21 22 23 21 25 26 21 28 29 30 136 .

Declarou. para apresentação das razões do inconfor- mismo já manifestadado com a interposição do recurso pelo sentenciado. caso interposto recurso por quaisquer das partes. ao final. nem integra organização dessa natureza. a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. sob o argumento de que se trata de grande quantidade de entor- pecente. segregado do meio social. o magistrado sentenciante negou a substituição da PPL por PRD. e estabeleceu o regime inicial fechado para cum- primento da reprimenda. Ressaltou que os motivos ensejadores da prisão cautelar. interposta a apelação pelo próprio réu. Transitada em julgado a sentença para a acusação.343/2006. tendo aplicado a causa de diminuição prevista no § 4° do mesmo dispositivo legal em seu grau máximo. PRISÃO E LIBERDADE Mévio. com fulcro na novel Súmula STJ n° 512. do CP). 44. não se justificando sua libertação agora que condenado. 111. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (110 UNHAS) 137 . e ofício à Secretaria de Administração Penitenciária. ainda. que afirma o caráter hediondo do crime. caput. o que torna a PRD insuficiente para os fins de reprovação e prevenção do delito na espécie (art. explicitando minuciosamente TODOS os seus fundamentos e indicando o pedido a ser formulado. da Lei n° 11. O feito teve tramitação regular e. ouvidas as testemunhas. embora SEM REDU IR A PEÇA. 33. respondeu. cumpridas as providências de praxe determinadas pelo juízo e vindo os autos à Defensoria Pública. uma vez que permaneceu segregado durante toda instrução do feito.' com vista. portador de bons antecedentes e não se dedica às atividades criminosas. no qual a ele se imputara a prática de crime de tráfico de entorpecentes. que confirma- ram os fatos. per- manecem inalterados e determinou a expedição da CES provisória. quais sejam. a processo criminal iniciado a partir de sua prisão em flagrante. na sentença que o réu não poderá apelar em liberdade. Ainda no decreto condenatório. por ter vendido a outrem 30. indique a medida cabível em favor do assistido. o juízo condenou o acusado a 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão pelo delito do art. que ostenta residência fixa na comarca da capital há mais de 10 (dez) anos.0g de substância vulgarmente conhecida como maconha. a fim de que seja providenciada a transferência do condenado para estabelecimento prisional compatível com o regime fixado na sentença. e diante da confissão de Mévio. já que o réu é primário.

I WILLIAM AKERMAN GOMES 10 12 13 14 15 16 u 18 19 20 ~ 22 23 24 25 ···------------ 26 27 28 29 30 ~ 32 33 34 35 36 33 138 .TO BORGES GOME. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBEF.

PRISÃO E LIBERDADE 31 39 40 11 12 13 41 45 46 47 18 19 52 53 5I 55 56 58 59 60 61 62 63 64 65 66 139 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 67 68 69 70 72 73 74 75 76 77 18 79 80 82 83 85 86 87 88 89 90 91 92 93 95 140 .

PRISÃO E LIBERDADE 96 97 91 100 101 102 103 11U 105 106 107 108 ----------------------------------------------------·----- 109 110 141 .

. no máximo em 30 linhas..- 12 13 14 15 16 11 18 19 20 21 22 23 142 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Responda.... à seguinte questão: Quais são os pressu- postos e os requisitos indispensáveis à decretação válida da prisão preventiva do acu- sado e por que se diz que essa custódia cautelar submete-se à cláusula da imprevi- são? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (30 UNHAS) ----------------- ----------------------- 10 -----------------·--.........

PRISÃO E LIBERDADE 24 25 2G li 28 30 143 .

Pois bem. 12. a dis- cussão passa a ser a respeito da taxatividade do rol do art. mesmo antes das inova- ções das medidas cautelares trazidas pela Lei 12. em comum. Trata-se de decorrência lógica do princípio da dignidade da pessoa humana. após as inovações trazidas pela Lei n.258/201 O e 12. 117 da LEP.Código de Processo Penal (CPP). 12. ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA O art.258/2010 e 12. 318 do CPP estabelecem os casos em que obriga- toriamente o magistrado imporia a prisão domiciliar e não a prisão preventiva propria- mente dita. afirmam que os incisos do art. mesmo fora dos requi- sitos previstos no CPP e na LEP. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES ~ QUESTÕES COMENTADAS No que tange à prisão domiciliar e ao preso provisório em regime domiciliar.403/2011. importa ressaltar que. 318 do CPP e do art. Com a Lei 12. criando-se. a tese que vem prevalecendo na jurisprudência é no sentido de que o rol é taxativo e de não houve o estabelecimento efetivo de um direito subjetivo.403/2011. assim. 144 . na seara da Lei de Execução Penal (LEP) e na seara da persecutio criminis .403/2011.403/2011. a jurisprudência aceitava a aplicação da prisão domiciliar ao preso provisório nos casos em que este padecia de doença grave cujo tratamento não poderia ser ministrado no próprio estabelecimen- to prisional em que estivesse recolhido ou no caso em que o tratamento médico ali prestado fosse ineficiente ou inadequado. 117 da Lei de Execução Penal (LEP) estabelece a prisão-albergue domiciliar aplicável ao preso definitivo que cumpre a pena em regime aberto. Apesar de este dispositivo tratar do preso definitivo. Contudo. em atendimento ao princípio da dignidade da pessoa humana. possibilitando uma expansão da aplicação da prisão domiciliar. Alguns. inclu- sive. pon- tue o reflexo ocorrido. Grande parte da doutrina defende a tese de que o juiz poderia estabelecer ao réu ou ao preso definitivo em regime aberto essa medida cautelar. um verdadeiro direito subjetivo do acusado. Após as inovações trazidas pela Lei n. a prisão domiciliar foi incorporada ao ordenamento como medida cautelar que poderá ser aplicada pelq magistrado aos casos em que a prisão preventiva se mostra extremamente onerosa ao indivíduo que não tem uma condenação penal definitiva. cabendo sempre ao magistrado verificar a proporcionalidade da medida diante das circunstâncias fáticas. respectivamente. Argumenta-se que a monitoração eletrônica seria instrumento importante que auxiliaria a eficácia da medida. mas desde que atendido o postulado da proporcionalidade.

tendo em vista o disposto nos arts. 282 e 317. 318 do CPP. pouco importando a presença. im- possibilitando-o de efetuar a substituição em outros casos que entender adequado. plenamente justificadas em razão das condições pessoais dos condenados. 468) "O princípio da adequação também deve ser aplicado à substituição (CPP. sendo mais acertada a primeira: (i) haveria eventual inconstitucionalidade por afronta ao princípio da isonomia com possibilidade de aplicação dos requisitos do art. 117 da LEP. @ DOUTRINA TEMÁTICA "O regime aberto ou prisão-albergue como regra não admite a execução da pena em residência particular." (NICOLITI. o Juiz. Somente nas situações excepcionais listadas taxativamente no art. ante a impossibilidade de maior liberdade de locomoção. necessidade. § 1°. de um dos requisitos previstos no art. p. c. principalmente quanto à faixa etária autorizadora da prisão domiciliar. de per si. amarrar o magistrado. 318 do CPP funciona como requisito mínimo. indiciado ou réu essa providência cautelar. (ii) o legislador criou um direito subjetivo por ter criado requisitos mais rigorosos. 959) "Assim. mas não suficiente. sendo a medida típica e o sistema cautelar regido pbr princípio de adequação. O ideal seria uma uniformiza- ção entre os institutos. pois. a presença de um dos pressupostos do art. PRISÃO E LIBERDADE De qualquer forma. Portanto. 2013. a prisão domiciliar se inclui no rol das medidas cautelares. a nosso sentir. 282. contudo. o art. 697) I i/ 145 "111' li . 117. 33. no sentido de que naquelas situações (maior de 80 anos. bastaria que o acusado atin- gisse a idade de 80 (oitenta) anos para que tivesse direito automático à prisão domici- liar. no caso concreto. impor ao . com a sua nova redação. Do contrário. 2014. 318. de modo que a prisão preventiva somente pode ser substituída pela domiciliar se se mostrar adequada à situação concreta. 117 da LEP também ao preso provisório. Poderá. p. senão na modalidade domiciliar. não foi prudente e efetivamente acarreta dúvidas ao intérprete. Pena em regime aberto.. além das previstas no art. p 159). a prisão domici- liar seria suficiente para neutralizar o periculum libertatis que deu ensejo à decretação da prisão preventiva do acusado". 193 e 201 do CPP português e 284 do CPP italiano. p. não deixa de ser prisão. a diferença de regramento do art. à semelhança dos arts. 319 porque ali se fala em 'medidas cautelares diversas da prisão'. 11). 2014. nada obs- ta. observando uma gradação. art. ou não. é que se admite o cumprimento em residência particular:' (MARCÃO. conforme deflui do art. com o que não se pode concordar. "Com efeito. E o confinamento. e só não poderia estar abran- gida no elenco daquelas previstas no corpo do art. cabendo ao magistrado verificar se. havendo tratamento desigual duas conclusões po- dem ocorrer. mesmo na residência do indiciado ou réu. deve ser cumprida em casa de albergado ou estabelecimento adequado. sem. 318 nos parece mais uma barreira. do Código Penal. 2013. cuidados com menor de seis anos e gestante a partir do 7° mês) nunca poderá ser imposta prisão preventiva. proporcionalidade. já o dissemos. 318 do CPP com o art." (TOURINHO FILHO. Na verdade. para a substituição. atento aos princípios da proporcionalidade e da adequação. a substituição da prisão preventiva pela domiciliar em outras situ- ações. Contudo. (LIMA.

CONS- TRANGIMENTO ILEGAL NÃO DEMONSTRADO. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. expressamente elencados no artigo 117 do alu- dido diploma legal. NEGATIVA DE PRISÃO DOMICILIAR JUSTIFICADA. física e mental. AUSÊNCIA DE ESTRUTURA DO ESTABELECIMENTO PRISIONAL NÃO DEMONSTRADA. desde que atendam a alguns requisitos. Data de Julgamento: 26/03/2013.HC: 10000130127038000 MG. RESIDÊNCIA FIXA E PROFISSÃO LfCITA. INSTRUÇÃO DEFICIENTE SUPRIDA PELAS INFORMAÇÕES. (TJ-MG .Os requisitos elencados no artigo 318 do Código de Processo Penal são taxativos. TRÁFICO DE ENTORPECENTES. ESTUPRO DE VULNERÁVEL. PREDICADOS QUE NÃO IMPEDEM A PRISÃO CAUTELAR JUSTIFICADA. AUSÊNCIA DE PROVA DA MATERIALIDADE. ARTIGO 318 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. PACIENTE QUE JÁ RES- PONDE À OUTRA AÇÃO PENAL PELO MESMC DELITO. ROL TAXATIVO DO ARTIGO 318 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. motivo pelo qual para que haja a concessão da prisão domiciliar deve haver prova inequívoca de que o paciente encontra-se extremamente debilitado por motivo de doença grave. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO CONFIGURADO. dentre os quais encontra-se estar o condenado acometido de do- ença grave. necessário estar devidamente comprovado que o recluso é portador de doença grave cujo tratamento não possa ser ministrado no próprio estabelecimen- to prisional em que esteja recolhido. PACIENTE QUE FUGIU DO HOSPITAL EM QUE ESTAVA INTERNADO. Data de Publicação: 05/04/2013) -grifado pelo autor ~ TJSC HABEAS CORPUS. ou que o tratamento médico ali prestado é ineficiente ou inadequado. Para a excepcionalidade da colocação do preso provisório em prisão domiciliar. Rei. GRAVIDADE CONCRETA EM FACE DO RISCO DE REITERAÇÃO DA CONDUTA. ESTADO DE SAÚDE DO AGENTE. MA- NUTENÇÃO EM SEDE DE PRONÚNCIA. 2. ALEGADA DESNECES- SIDADE DA PRISÃO PREVENTIVA E POSSIBILIDADE DE SUBSTITUIÇÃO POR MEDIDAS CAUTELARES. 146 . (HC 121. NULIDADE POR AUSÊNCIA DE DEFENSOR EM INTERROGATÓRIO POLICIAL. especialmente em se considerando que empreendeu espetacular fuga do nosocômio onçle fora internado por ordem judicial.258/SE. bem como deve ser demonstrada a impossibilidade de tratamento no estabelecimento prisional. Rela- tor: Adilson Lamounier. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STJ HABEAS CORPUS. inviável sua colocação em prisão domiciliar.. EXCEPCIONALIDADE NÃO EVI- DENCIADA. FORMALIDADE NÃO ESSENCIAL. PRISÃO PREVENTIVA. DJe 15/12/2009) . NÃO COMPROVAÇÃO DA NECESSIDADE. 4. julgado em 13/10/2009. CONS- TRANGIMENTO ILEGAL NÃO VERIFICADO. AFRONTA AO PRINCÍPIO DA PRE- SUNÇÃO DE INOCÊNCIA INEXISTENTE. A prisão domiciliar é prevista na Lei de Execução Penal para os condenados que estejam cumprindo pena no regime aberto. Ministro Jorge Mussi. 1. ORDEM DENEGADA. IMPOSSIBILIDA- DE. NÃO PREENCHI- MENTO DOS REQUISITOS LEGAIS. DESNECESSIDADE. 3. ORDEM DENEGADA. PRETENDIDA CONCESSÃO DE PRISÃO DOMICILIAR. GRAVIDADE NÃO COMPROVADA. Quinta Turma. Ordem denegada. PRIMARIEDADE. Não comprovada a gravidade da enfermidade e asse- guradas todas as garantias para que o paciente tivesse atendidas suas necessidades de saúde. LAUDO PERICIAL QUE NÃO INDICOU VESTÍGIOS. ROL TAXATIVO. Câmaras Criminais I 5• Câma- ra Criminal. POSSIBILIDADE DE TRATAMENTO NO ESTABELECIMENTO PRISIO- NAL.grifado pelo autor ~ TJMG HABEAS CORPUS. PRISÃO DOMICILIAR.

0g de substância vulgarmente conhecida como maconha. ~ Resposta: Assertiva errada. portador de bons antecedentes e não se dedica às atividades criminosas. com fulcro na novel Súmula STJ n° 512. do CP). (CESPE/Unb. b) Quando o acusado ou indiciado for paraplégico. (TJ-SC . Com relação às hipóteses de aplicação da prisão domiciliar. o juízo condenou o acusado a 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão pelo delito do art. nem integra organização dessa natureza. por ter vendido a outrem 30. como substitutiva da prisão preventiva. respondeu. for detentor de guarda de incapaz ou gestante a partir do sétimo mês de gravidez. 33. o que torna a PRO insuficiente para os fins de reprovação e prevenção do delito na espécie (art. da Lei n° 11. que afirma o caráter hediondo do crime. NÃO CONHECI- MENTO NO PONTO. Primeira Câmara Criminal Julgado) -grifado pelo autor @QUESTÕES DE CONCURSO APLICAVEIS 01. segregado do meio social. Ainda no decreto condenatório. (VUNESP. Data de Julgamento: 01/07/2013. O feito teve tramitação regular e. PRISÃO E LIBERDADE INCURSÃO NO CONTEXTO PROBATÓRIO INVIÁVEL NA VIA ESTREITA. a processo criminal iniciado a partir de sua prisão em flagrante. caput. b) A prisão domiciliar pode ser aplicada como alternativa à prisão preventiva exclusivamente se o agente tiver mais de oitenta anos de idade. e estabeleceu o regime inicial fechado para cum- primento da reprimenda. 0 (sexto) mês de gestação.TJ/MA. que ostenta residência fixa na comarca da capital há mais de 10 (dez) anos.403/11 inovou ao prever outra modalidade de medida cautelar. assinale a opção correta à luz do CPP e da doutrina de referência.TJ/MG. assinale a alternativa correta. o magistrado sentenciante negou a substituição da PPL por PRO. d) Quando o indiciado ou acusado for maior de so (oitenta) anos de idade. 147 . conforme a le"1 citada.2012) A Lei n. no qual a ele se imputara a prática de crime de tráfico de entorpecentes. que consiste na prisão domiciliar. 44. c) Quando o agente for imprescindível para os cuidados especiais de pessoa menor . 0 12. que confirma- ram os fatos.037398-9 (Acórdão). ao final. independentemente de risco para a gravi- dez.2013) No que concerne às prisões.de' 7 (sete) anos de idade. ~ Resposta: Assertiva correta Mévio. já que o réu é primário. 02. e çliante da confissão de Mévio. Relator: José Everaldo Silva.Juiz de Direito.Juiz de Direito. ouvidas as testemunhas. a) Para a gestante a partir do 6. tendo aplicado a causa de diminuição prevista no § 4° do mesmo dispositivo legal em seu grau máximo. 111.HC: 20130373989 SC 2013. sob o argumento de que se trata de grande quantidade de entor- pecente.343/2006.

se lhe foi negado o direito de recorrer em liberdade. ao que se seguiu a edição da Resolução n° 5/2012 do Senado Federal. Portanto. X. interposta a apelação pelo próprio réu. com a substituição da PPL por PRD e com a fixação de regime aberto para o cumprimento da pena. com reflexos diretos na liber- dade de locomoção do paciente. Na espécie. ainda. para apresentação das razões do inconfor- mismo já manifestadado com a interposição do recurso pelo sentenciado.343/2006. tem-se que a manutenção da prisão preventiva malfere o princípio da homogene·ldade das medidas cautelares. embora SEM REDIJIR A PEÇA. a fim de que seja providenciada a transferência do condenado para estabelecimento prisional compatível com o regime fixado na sentença. apenas a causa de pedir do writ. Nessa senda. e não o seu pedido. a garantia da ordem pública e da aplicação da lei penal. será de provimento. podendo ter exame na via estreita do habeas corpus. declarada inconsti- tucional por decisão definitiva do Pretória Excelso. explicitando minuciosamente TODOS os seus fundamentos e indicando o pedido a ser formulado. indique a medida cabível em favor do assistido. não tendo havido recurso da acusação pública. sen- tença proferida. já que. Assentadas tais premissas. Ressaltou que os motivos ensejadores da prisão cautelar.@ RESPOSTA . a soltura do paciente. cujo resultado. é certo que a matéria tem cunho estritamente jurídico e não deman- da revolvimento das provas constantes do feito. forçoso destacar que o remédio heróico não visa a reformar a r. Inicialmente. com base no princípio da individualização da pena. por conseguinte. cumpridas as providências de praxe determinadas pelo juízo e vindo os autos à Defensoria Pública. se prende ao evi- dente equívoco cometido ao longo da fixação da pena. o STF afastou a vedação à conversão em restritivas de direitos da Lei de Drogas. que suspendeu. a execução da expressão "vedada a conversão em pe- nas restritivas de direitos" do § 4° do art. 33 da Lei n° 11. com vista. uma vez que permaneceu segregado durante toda instrução do feito. 148 . per- manecem inalterados e determinou a expedição da CES provisória. em verdade. da Constituição Federal. o que constitui o escopo do apelo já interposto pela defesa. na sentença que o réu não poderá apelar em liberdade. Com efeito. ~ WILLIAM AKERMAN GOMES . não se justificando sua libertação agora que condenado. nos termos do art. indubitavelmente. 52. caso interposto recurso por quaisquer das partes. e ofício à Secretaria de Administração Penitenciária. quais sejam. Busca. permitindo-se que aguarde em liberdade o julgamento do recurso já interposto. já que fixada a pena-base no mínimo legal e a pena definitiva no mais baixo patamar possível para o delito. · Transitada em julgado a sentença para a acusação. cabível a impetração de habeas corpus junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro. com pedido de liminar. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Declarou.

33 da Lei n° 11. da Lei n° 8. § 2°. 59 do CP e do art. mas não no regime inicial de cumprimento da pena. com redação dada pela Lei n° 11.independentemente da pena a serdes- contada ou das nuances do caso concreto .840/ES.2011). por conseguinte. ter ~econhecido que a aplicação da causa de diminuição prevista no § 4° do art. já que o quantum de pena autoriza a aplicação da medida e as circunstâncias judiciais do art. 42 da Lei n° 11. 19 Primeiramente. com fulcro no aludido verbete n° 512 e.072/90. § 1°. tão mais deletério do que ressocializador: Resta claro. o error in judicando em que incorreu o ínclito magistrado senten- ciante. que é o que se assen- tou no citado verbete n° 512. o argumento empregado pelo magistrado para negar a substituição de que se trataria de grande quantidade de entorpecente não deve subsistir. Por fim. Rei. Lado outro. c. como na hipótese sob exame. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR. julgado em 14/06/2012. 33. no mesmo sentido se pronunciaram o Plenário do Supremo Tribunal Federal (HC 111. exatamente por impor. Rei. uma vez fixada a pena-base no mínimo legal e atingido o patamar mínimo de pena de 1 (um) ano e 8 (oito) meses de reclusão. principalmente. necessariamente. § 1°. porque di- vorciado do que apurado ao longo do feito e da própria imputação formulada. Portanto. padece do mesmo e grave vício aquele que determina a todos . a jurisprudência há muito já aconselhava a imposição de regime aberto.343/2006 não afasta o caráter hediondo do delito em nada altera o entendi- mento já consolidado acerca do regime inicial aplicável ao caso. não há moti- vação :azoável para justificar a imposição de qualquer regime diverso do aberto. 149 . considerada a primariedade e os bons antecedentes ao sentenciado. o fato de o Superior Tribu- nal de Justiça. A ratio decidendi extraída do atual posicionamento dos Tribunais Superiores é a de que. Rei. A hediondez tem repercussão direta. assim se posicionaram a 6ª Turma do STJ (HC 149807/SP. no art. o regime inicial fechado. a substituição é medida de rigor. GILMAR MENDES. através do verbete n° 512 da Súmula de sua Jurisprudência Dominante. 2°. julgado em 24/10/2012. se o dispositivo legal responsável por impor o integral cumprimento da repri- menda sob regime fechado foi reconhecido como inconstitucional. DJe 03/08/2012) e a Terceira Seção do Superior Tribunal de Jurtiça (EREsp 1285631/SP. 33. ao fixar o regime inicial fechado. da Lei de Crimes Hediondos. Ministro OG FERNANDES. R~ .0g de maconha apenas. ainda que aplicável a Lei de Crimes Hediondos.343/2006 são inteiramente favoráveis ao paciente. Mais recentemente.2. no caso em tela. no caso do § 4° do art. PRISÃO E LIBERDADE E na hipótese. pois. cuja inconstitucionalidade já foi reiteradamente reconhecida. julgado em 06/05/2010) e a 2! Turma do STF (HC 105779/SP.464/2007. nos termos do art. sobre os direitos da execução penal do condenado. já há algum tempo tanto o Tribunal da Cidadania como o Supremo Sodalício 19 entenderam persistir a ofensa ao princípio da individualização da per a no art. quanto ao regime inicial de cumprimento. Ministro DIAS TOFFOLI. que versa sobre 30.que iniciem a expiação no regime mais gravoso. como reconheceu o próprio juízo ao fixar a pena definitiva no mínimo legal. do CP. 2°. ' E. julgado em 8. Min. com o escopo de evitar o encar- ceramento de curta duração. Isso porque. DJe 19/11/2012).

282. não pode ser mantido cautelarmente segregado. em evidente violação ao princípio da homogeneidade das medidas cautelares. consagrando o princípio da excepcionalidade da custódia cautelar. a concessão da ordem mostra-se imperiosa. o art. que há muito já entendeu o Pretória Excelso que a vedação à liberdade provisória constituía restrição não prevista na CF/88. Registre-se. tampouco há que se falar em possível risco para instrução processual. uma vez que a medida cautelar não pode constituir mal maior do que a própria reprimenda penal eventualmente aplicada ao cabo. que a pri- são preventiva só poderá ser determinada quando não se revelar cabível a sua subs- tituição por outra medida cautelar. a residência fixa no distrito da culpa há mais de 10 (dez) anos denota a ausência de risco para a aplicação da lei pena I. que os verbetes n° 718 e 719 da Súmula do Supremo Tribunal Federal e. que tratam exatamente dos regimes iniciais de cumpri- mento da pena privativa de liberdade e da possibilidade de sua substituição por res- tritiva de direitos. Nesse mesmo diapasão. colaborando também com a instrução criminal. § 6°. Em síntese. já que não há sequer indícios de que o sentenciado tencione se furtar à persecução criminal do Estado. se trata de réu primário e portador de bons antecedentes. Nessa linha de intelecção. para se conceder a liberdade provisória ao paciente. Registre-se também. notadamente porque ausentes os requisitos do art. Por fim. no verbete n° 440 do Superior Tribunal de Justiça não deixam dúvidas acerca da necessidade de imposição do regime mais brando. se o indiciado não cumprirá eventual reprimenda penal presos. Convém lembrar. repise-se. a prisão preventiva se mostra excessivamente gravosa. Nesse particular. expressamente.indubitável -do regime aberto e de PRD. 313 do CPP conferiram maior densificação. por oportuno. que o paciente confessou em juízo a dinâmica dos fatos narrados na denúncia. 150 . por evidente. 33 e 44 do CP. 319 do CPP prevê uma série de me- didas cautelares diversas da prisão preventiva que podem ser aplicadas no lugar desta. não há sequer indícios de que a liberdade do sentenciado amea- ce a ordem pública ou a ordem econômica. se verifica na hipótese sob exame. inexistindo qualquer óbice à concessão da liberdade provisória reclamada. 312 do CPP. imperioso o deferimento do writ. ainda. se for necessário para garantir a eventual aplicação da lei penal ou mesmo para evitar a prática de novas infrações. inicial- mente sob a forma de LIMINAR. ao qual os incisos I e 11 do art. que a nova redação do art. diante da aplicação. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Consigne-se. À conta de todos esses fundamentos. já que o legislador claramente teve em mira os arts. por outro lado.o que. já que. Como o regime inicial a ser aplicado é o aberto e a PPL deve ser substituída por PRD. que apenas veda a concessão de fiança ao crime de tráfico de entorpecente. do CPP prevê. ainda sobre o regime. principalmente. Tendo em conta que a fase instrutoria já se encerrou.

firmando. em relação ao réu não reincidente em crime doloso que for con- denado a pena não superior a quatro anos por crime cometido sem violência ou grave a ameaça à pessoa. ou." (AVENA. 980-981)." (LIMA. do Código Penal. pois. 319 do CPP. 44. Logo. por crimes culposos. 1340-1341). será admitida a decretação da prisão preventiva nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima não superior a 4 (quatro) anos. Regramento semelhante encontra-se no art. I. poderá cumpri-la em regime aberto. do CPP está diretamente relacio- nada ao princípio da proporcionalidade. alínea 'c'. inc. o i. 151 . garantia da eficácia da persecução penal. PRISÃO E LIBERDADE permitindo que aguarde o julgamento do recurso em liberdade. com a mudança.403/2011. poderá ser infligido ao acusado quando de seu término. em julgamento de mérito. 44. a prisão cautelar é utilizada. c. do Código Penal. não exceder o mal que pode ser causado pela imposição da reprimenda a ser aplicada em caso de eventual condenação. do CPP. a mudança do art.grifado pelo autor "Veja-se. reclusão ou detenção. § 2°. I. ao estabelecer a possibilidade de substituição da pena de prisão por a restritivas de direito. que. alguma das medidas cautelares do art. 2012. do mesmo diploma. assim. Com efeito. pelo menos em regra. o condenado não reinciden- te. Na verdade. confirmando-se a liminar. forçosa a concessão da ordem em definitivo. aplicando-se-lhe. nos termos do art. que nada mais é do que uma variante do princípio da proporcionalidade. 312. possivelmente. p. qualquer que seja a pena. 33. E exatamente este princípio da homogeneidade é que restou s- incorporado ao Código de Processo Penal em razão das mudanças introduzidas pela Lei la 12. independentemente da natureza da pena. cumpri-la em regime aberto. e. de acordo com o art. inc. 313. 313. 33. Por sua vez. cautelar apenas se legitima quando. do CP. já há bastante tempo vinham compreendendo os Tribunais Superiores que a prisão 3. será cabível a substituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos quando for aplicada pena privativa de liberdade não superior a 4 (quatro) anos e o crime não for cometido com violência ou grave ameaça à pessoa. princípio da homogeneidade. e somente aí se legitima. o legislador visa evitar que o mal causado durante o processo seja desproporcional àquele que. I e 11. que for condenado a pena igual ou inferior a quatro anos de prisão. desde o início. cumprir a pena privativa de liberdade em regime aberto ou tê-la substituída por restritivas de direito. 2014. se necessária. considerando que a pena de quatro anos balizou o legislador no estabelecimento da regra geral de que o indivíduo não reincidente possa. A mudança guarda pertinência com o quantum de pena fixado como limite para a subs- tituição da pena privativa de liberdade por restritiva de direitos e para o início do cum- primento da pena em regime aberto. de acordo com.grifado pelo autor "Com efeito. o condenado não reincidente. poderá.403/2011. cuja pena seja igual ou inferior a 4 (quatro) anos. posteriormente. · o Ora. I. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Com a entrada em vigor da Lei n° 12. além de presentes os requisitos autorizadores do art. a ser definida pela Cor- te. o art. como instrumento de li. desde o início. inc. § 2°.o art. diante de situações de risco real devidamente :e. será ca- bível a decretação da prisão preventiva quando a pena máxima cominada ao delito for superior a 4 (quatro) anos. segundo o art. 312 do CPP. passa a dispor que. Como se pode ver.

já que tem por objetivo a tutela da sociedade. não poderá ter o tratamento da Lei n° 8. pois. sobre a prisão preventiva e a prisão domiciliar como forma de cumprimento da prisão preventiva. p. da investiga- ção criminal/processo penal e da aplicação da pena. independente do crime praticado. a sua ratio essendi. que considerou a proibição de conversão da pena privativa de liberda- de por restritiva de direitos inconstitucional. p. se o juiz. 33.) O que rechaçamos é a vontade (e desvio de atribuições) externada pelo legislador de que. em comento. editou a Resolução 5. Basta ver que o art. de lei declarada inconstitucional por decisão definitiva do STF. de 16 de fevereiro de 2012. a medida de sua legitimação." (NUCCI. 2014. por violar claramente o princípio constitucional da individualização da pena. 319 do CPP. sendo chamada de tráfico privilegiado. que assim são considerados. Impõe-se.072/90. (.464/2007] revela a mesma incompatibilidade material com a Constituição Federal.072/1990. total ou parcial. ) tal dispositivo legal [art. rotula-as de medidas cautelares diversas da prisão. caput. que trata das outras medidas cautelares. passando a desempenhar função exclusivamente punitiva.. da CF. a observância da homogeneidade ou proporcio- nalidade entre a prisão preventiva a ser decretada e eventual condenação a ser proferi- da. Logo.grifado pelo autor "Finalmente. Essa natureza. 356) "A prisão preventiva é modalidade de segregação provisória.. desde que concorram os pressupostos que a autorizam e as hipóteses que a admitem (arts. ela perderia a sua justificação. § 4°. 33. que há muito tempo já vinha sendo afirmada pela doutrina e pela jurisprudência. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES previstas em lei. 2011. 2012. ressal- tando-se que os Capítulos 111 e IV versam." (LIMA. 52. mas o delito pelo agente co- metido continua a ser equiparado a hediondo. BACILA. da Lei 11. de setembro de 201'0. p." (RANGEL. Possui natureza cautelar. tenhamos que adotar obrigatoriamente o regime [inicial] fechado quando versar a hipótese sobre crimes he- diondos e equiparados. da Lei 8. p. 361). 33. com as alterações da Lei 12. com base no art. 1341) "A regra do § 4° do art. apenas abranda a punição do traficante. ab initio..403/2011. decretada judicialmente." (OLIVEIRA. pelo Supremo Tribunal Federal. Perceba-se também que este dispositivo está incorporado ao Capítulo V do Título IX. BACILA. Se a sua aplicação pudesse trazer conseqüências mais graves que o provimento final buscado na ação penal. 312 e 313 do CPP). X. respectivamente. 152 . o Senado Federal. 110). das circunstân- cias específicas do fato e das condições pessoais do condenado. 2010. pois a conduta é tipificada no art. 2014. quando elenca as nove medidas cautelares alternativas. que lhe estabelece a prerrogativa de suspender a execução. finalmente restou incorporada ao Código de Processo Penal. e no§ 1°. p.343/2006. com redação dada pela Lei 11. 146) "(.grifado pelo autor "Lembremos de alertar que a causa de diminuição prevista no art." (RANGEL. p.256. percebe que o crime cometido pelo agente terá sua pena privativa de liberdade convertida em restritiva de direitos. 473) "Assim. não faz sentido que decrete uma prisão preventiva. § P. depois do julgamento do HC 97. A proporcionalidade da prisão cautelar é. não é crime hediondo." (SCHMITT. da quantidade de pena fixada. 2°.. portanto. 2012.

.. autorizar a privação cautelar da liberdade sob o manto da garantia da ordem pública.:onveniência'. ) 153 . A despeito da terminologia empregada no dispositivo. pela sua elevada periculosidade. à eficácia das investigações policiais/apuração criminal e à execução de eventual sentença condenatória. p. e11 face dos indícios de autoria e da prova da existência do cdme verificados no caso concreto. 2014. alicie testemunhas. por si.. aqueles que. impedindo a execução da pena imposta em eventual sentença condenatória.) A garantia da ordem econômica é fundamento da prisão preventiva que foi incluído no art. de acordo com o art.. (. Na realidade.. aumentar arbitraria- mente os lucros ou exercer de forma abusiva posição dominante. 962) "En:ende-se justificável a prisão preventiva para a garantia da ordem pública quando a permanência do acusado em liberdade.884/1994 (Lei Antitruste) e nele mêntido com a nova redação determinada pela Lei 12. trata-se de uma variável da garantia da ordem pública. a preventiva pressupõe a existência de periculum in moru (ou periculum libertatis) e fumus boni iuris (ou fumus comissi delicti). predomina o entendimento de que · isto não é possível. o primeiro significando o risco de que a liberdade do agente venha a causar prejuízo à segurança social. em liberdade. importar in- tranqüilidade social. essa medida não pode ser de- cretada apenas por se revelar proveitosa ou vantajosa à instrução. qu<:is sejam. (. [Segurança de aplicação da lei penal] é motivo da prisão preventiva que se funda- menta no receio justificado de que o agente se afaste do distrito da culpa.. e o segundo consubstanciado na possibilidade de que tenha ele praticado uma infração penal. apenas um pouco mais específica do que esta. da Lei 12." (AVENA. sendo relacionada a uma determinada categoria de crimes. (. :j terpretação literal da palavra '... forje provas. A respeito. É preciso que haja uma conotação de im- prescindibilidade da segregação do agente para que a instrução criminal se desenvolva I regularmente. dominar mercado relevante de bens ou serviços. I a IV. 36.529/2011. tenham por objetivo limitar.403/2011. PRISÃO E LIBERDADE Como qualquer medida cautela·. ) A prisão preventiva decretada para conveniência da instrução criminal é aquela que visa a impedir que o agente. 312 do Código de Processo Penal pela Lei 8.) Questão importante concerne à possibilidade de a repercussão social intensa provocada pel3 gravidade da infração penal.. fals~ar OL de qualquer forma prejudicar a livre concorrência ou a livre-iniciativa. destrua ou oculte elementos que possam servir de base à futura condenação. (. em razão do justificado receio de que voltará a delinqüir.. como sugere a in.

o qual fora conde- nado por tráfico de drogas com reprimenda inferior a 8 anos de reclusão e regime inicialmente fechado. que instituíra a obrigatorie- dade de imposição desse regime a crimes hediondos e assemelhados . Observou-se que não se teriam constatado requisitos subjetivos desfavoráveis ao paciente.343/2006 ("Os crimes previs- tos nos arts. Gilmar Mendes." (Idem. caput e § 1°. e 34 a 37 desta Lei são inafiançáveis e insuscetíveis de sursis. HC 104339/SP.já declarada inconstitucional pelo STF -.2012. 33.afeta- do pela 2• Turma . o Plenário. o excesso de prazo para o encerramento da instrução criminal no juízo de origem. declarou a inconstitucionalidade da expressão "e liberda- de provisória". 111. Informativo n° 665 Período: 7 a 11 de maio de 2012. 972-975) -grifado pelo autor @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA ~ STF Súmula STF.. caput. e den- tre elas não se encontraria a obrigatoriedade de imposição de regime extremo 154 . Ressaltou- -se que. Consignou-se que a Constituição contemplaria as restrições a serem impostas aos incursos em dispositivos da Lei 8. também por votação majoritária.072/90.343/2006.072/90 ("Art. Lei 8.. Informa- tivo 670. a definição de regime deveria sempre ser analisada independentemente da natureza da infração. sendo neces- sária a demonstração da sua real intenção de se furtar à persecução criminal do Estado.v. 10. da Lei 11. por maioria. de forma concreta.1 O Plenário. 44.5. A defesa sustentava. Com base nesse entendimento. 2° Os crimes hediondos. (HC-104339). considerado tecnicamente primário. c/c o art. Ademais. a aplicação da lei penal. A imposição do regime de cumprimento mais severo do que a pena aplicada permitir exige motivação idônea. p. 40. Tráfico de drogas e liberdade provisória . se motivada na garantia de aplicação da lei penal. Incidentalmente. por maioria. além da inconstitucionalidade da vedação abstrata da concessão de liberdade provisória. verbete n° 719. verbete n° 718. assim como no caso da vedação legi!l à substituição de pena privativa de liberdade por restritiva de direitos em condenação pelo delito de tráfico . rei. ambos da Lei 11.464/2007. o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins e o terrorismo são insuscetíveis de: . 33.impetrado em favor de condenado pela prática do crime des- crito no art. a prática da tortura. graça. deferiu parcialmente habeas corpus . por força da Lei 11.072/90 e regime inicial de cumprimento de pena. EDUARDO I ROBERTO I WILLIAM AI DÊ BUENO BORGES GOMES AKERMAN GOMES Neste contexto. vedada a conversão de suas penas em restritivas de direitos"). seria imperioso aferir os critérios.grifado pelo autor Informativo n° 672 Período: 25 a 29 de junho 2012. caput. § 1o A pena por crime previs- to neste artigo será cumprida inicialmente em regime fechado"). 2° da Lei 8. indulto. Min. 312 do CPP para que. não pode ser resul- tado de ilações abstratas no sentido de uma possível fuga do imputado.7 É inconstitucional o§ 1° do art. se for o caso. assim. deferiu habeas corpus com a finalidade de alterar para semiaberto o regime inicial de pena do paciente. e determinou que sejam apreciados os requisitos previstos no art. constante do art. anistia e liberdade provisória. Destacou-se que a fixação do regime inicial fechado se dera exclusivamente com fundamento na lei em vigor. obstaculizando. A opinião do julgador sobre a gravidade em abstrato do crime não constitui motivação idônea para a imposição de regime mais severo do que o permitido segundo a pena aplicada. Súmula STF. por se tratar de direito subjetivo garantido constitucionalmente ao indivíduo. seja mantida a segregação cautelar do paciente.

18/02/2014. Vencidos os Ministros Luiz Fux. de o Súmula STJ. Min. desvincular o aspecto cautelar inerente à prisão preventiva e legitimar a execução provisória da pena em regime mais gravoso :Je do que aquele fixado na própria sentença condenatória (= semiaberto). até a data do deferimento da medida cautelar. mormente porque. é necessário demonstrar concretamente a presença dos requisitos autorizadores e. INCOMPATIBILIDADE ENTRE O ESTABELECIMENTO DE REGIME SEMIABERTO COM A MANUTENÇÃO OU DECRETAÇÃO DA PRISÃO CAU- TELAR.o estabeleci- !iS mento de regime prisional mais gravoso do que o cabível em razão da sanção imposta. (HC 118257. HC 111640/ES. julgado em . lum libertatis . Joaquim >r Barbosa e Marco Aurélio. para a imposição da me- lle dida. assegurar. os É o que se defende com a aplicação do princípio da homogeneidade. 27. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-044 DIVULG 05-03-2014 PUBLIC 06-03-2014) )U -grifado pelo autor or m ~ STJ . dar-se-á em regime se menos rigoroso que o fechado. necessidade e proporcionalidade. a prisão provisória é providência excepcional de no Estado Democrático de Direito. HC er 182. § 4°. em verdade. INSUBSISTÊNCIA DA SEGREGAÇÃO. XLIII. De fato. SENTENÇA CONDENATÓRIA. em caso de eventual condenação. as com base apenas na gravidade abstrata do delito.e.343/2006 não afasta a hediondez do crime de tráfico de drogas. verbete n° 440. Segunda Turma. Súmula STJ. o paciente já teria cumprido. corolário do u. AUSÊNCIA. da preventiva (art. Min. é vedado . ma abrangente. 1ar 33. afas- !S. Jorge Mussi. RECEPTAÇÃO.379-SP.representados pelo fumus comissi de/icti e pelo pericu- a. TEORI ZAVASCKI. 312 do CPP). HABEAS CORPUS. Salientou-se que o art. Precedente citado: HC 64. que denegavam a ordem. Quinta Turma. além disso. a individualização da pena. Relator(a): Min. A aplicação da causa de diminuição de pena prevista no art. sua manutenção no cár- cere representaria. CAUTELARIDADE. considerada a detração. É ilegal a manutenção da e prisão provisória na hipótese em que seja plausível antever que o início do cum- is. NECESSIDADE DO ENCARCERAMENTO. Dias Toffoli. 5°. rei. DIREITO PROCES- de SUAL PENAL. da CF. princípio da proporcionalidade.6. MAIS SEVERA DO QUE A POSSÍVEL PENA A SER APLICADA. Fixado o regime semiaberto. 2. DJe 3/11/2008. PRINCIPIO DA n. Ordem a.750-SP. torna-se incompatível a manutenção da prisão preventiva. a graça e a anistia. Logo. taria somente a fiança. da Lei n° 11. a- is. ILEGALIDADE DE PRISÃO PROVISÓRIA QUANDO REPRESENTAR MEDIDA rt. 1. PROCESSUAL PENAL ROUBO CIRCUNSTANCIADO. Fixada a pena-base no mínimo legal. (HC-111840) -grifado pelo autor HABEAS CORPUS. Informativo n° 523 Período: 14 de agosto de 2013. verbete n° 512. para. primento da reprimenda. PRISÃO E LIBERDADE JI.s. ORDEM CONCEDIDA. não pode a referida medida ser mais grave que a pró- 1te pria sanção a ser possivelmente aplicada na hipótese de condenação do acusado. no inciso XLVI. Sendo a liberdade a 1o regra e a prisão providência absolutamente excepcional no Estado de Democrático de 155 . Sexta Turma. FIXAÇÃO DE REGIME SEMIABERTO. (grifado pelo autor) 50 ~o PENAL E PROCESSUAL PENAL. não sendo razoável manter o acusado preso em va regime mais rigoroso do que aquele que eventualmente lhe será imposto quan- já do da condenação. VEDAÇÃO AO DIREITO DE RECORRER EM LIBERDADE. julgado em 14/5/2013. 1. Rei. de adequação. para início de cumprimento de pena. Dessa forma. 1 ano e 6 me- ses da pena em regime fechado (= prisão preventiva).2012. só sendo justificável quando atendidos os critérios e. de for- !o. concedida. PRISÃO EM FL~GRAN­ ·ia TE. PROPORCIONALIDADE.

343/06). Na situação em aná- lise. Contudo.grifado pelo autor EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. na qual a paciente ostenta circustâncias judiciais favoráveis. deve ser o aberto.grifado pelo autor ~ TJRJ 0018855-71. DELITO COMETIDO NA VI- GÊNCIA DA LEI n° 11. PENA DE CURTA DURAÇÃO. CRIME PRATICADO DU- RANTE A VIGÊNCIA DA LEI N° 11.HABEAS CORPUS DES. NÃO SE JUSTIFICA MANTER O ENCARCERAMENTO PREVENTIVO. DJe 03/11/2008) -grifado pelo autor HABEAS CORPUS. sem perder de vista as particularidades do caso concreto. Rei. que instituiu o regime inicial fechado aos crimes hediondos e assemelhados. alínea c. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Direito.0000. § 2°.SEXTA CAMARA CRIMINAL HABEAS CORPUS.8. 1°) EMBORA NÃO SEJA ABSOLUTAMENTE DETER- -MINANTE. não se justifica manter a prisão processual motivada por suposta prática de infração cuja pena privativa de liberdade em tese projetada não seja superior a quatro anos. na esteira do parecer ministerial. Verifica-se que o delito fora praticado em 04/10/2007. 156 . ratificada a liminar. julgado em 16/10/2008. TRÁFICO DE DROGA (ARTIGO 33. 11 (onze) meses e 1O (dez) dias de reclusão. 1. Data de Publicação: DJe 05/10/2009). Relator: Ministro CELSO LIMON- GI (DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJ/SP).343/06. quando a Lei n° 11. 2. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR. (HC 64379/SP. PRECEDENTES DO STF E DO STJ. 2. 2. PODERÁ SER OBTIDO A SUBSTITUIÇÃO DA PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE (O SENADO FEDERAL SUSPEN- DEU A EXECUÇÃO DO IMPEDIMENTO CONTIDO NO § 4°. Ordein concedida para estabelecer à paciente o regime inicial ~berto para o cumprimento de sua pena reclusiva. 3. 1. SENTENÇA CONDENATÓRIA (1 ANO E 8 MESES DE RECLUSÃO. AMBIENTE DELETÉRIO E PREJUDICIAL À RECU- PERAÇÃO DA CONDENADA.Julga- mento: 04/06/2013. PRETENSÃO VOLTADA AO DI- REITO DE APELAR EM LIBERDADE. seguindo orientação do Supremo Tribunal Federal. PORTANTO. SEXTA TURMA. 312 do Código de Processo Penal a fim de se manter a segregação processual. tendo sido condenada a cumprir pena de 01 (um) ano. TRÁFICO DE DROGAS. CAPUT E § 4°. julgado em 24/10/2012. cabível nas hipóteses de pena inferior a 2 (dois) anos. já se encontrava em vigor. PENAL TRÁFICO DE ENTORPECENTES. T6- SEXTA TURMA. FIXAÇÃO DE REGIME DIVERSO DO INICIAL FECHA- DO. PARECER ACOLHIDO. 2°) NUMA AFERIÇÃO OBJETIVA. EXCLUSIVA DA DEFESA. Rei. cumpre verificar a presença dos requisitos do art. DO ARTIGO 33. NO JULGAMENTO DA APELAÇÃO. SOB REGIME FECHADO).464/07. A PROMOTORIA PÚBLICA NÃO RECORREU DA SENTENÇA QUE IMPÔS AO PACIENTE PENA RECLUSIVA INFERIOR A DOIS ANOS.·à luz do artigo 33. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFI-GURADO. Ordem concedida.RESOLUÇÃO N° 5/2012). PAULO DE TARSO NEVES. o cumprimento de pena de curta duração em ambiente deletério é prejudicial à recuperação da condenada. 2.464/2007. ORDEM CONCEDIDA. DA LEI 11. APLICAÇÃO DO REGIME INICIAL FECHA- DO. O raciocínio a ser utilizado é o mesmo para a concessão do sursis.464/2007. (EREsp 1285631/SP. O Superior Tribunal de Justiça.HC: 128889 DF 2009/0028719-0. POSSIBILIDADE. Embargos de divergência acolhidos. Data de Julgamento: 24/08/2009.a despeito da hediondez da conduta típica -. TERCEIRA SEÇÃO. a fim de determinar o retorno dos autos à Quinta Turma para reapreciação do recurso especial no ponto. DJe 19/11/2012). considera possível.19. (STJ .2013. em tese. DA LEI 11. o regime prisional. a fixação de regime inicial diverso do fechado aos condenados pelo delito de tráfico de drogas. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. À luz do princípio da proporcio- nalidade.

enfrenta-se o abuso de poder e a coação realizados pelo Estado. As razões elencadas. porquanto' tal delito se constitui em um dos maiores males da socieda- de contemporânea. PERMITINDO-SE QUE O PACIENTE. DO PLENÁRIO DO STF.Jul- gamento: 25/04/2013 . E a garantia da ordem pública. DA LEI 11. 321.072/1990.343/2006).19.não constituem mo- tivação idônea à prisão preventiva. C. Com o HC. não se podendo negar a liberdade ·. com a redação da lei 11. pelo que não é recomendável a aplicação do benefício legal em questão a casos como o presente.F. e só pode ser negado se presente alguma das hipóteses que autorizam a prisão preventiva. mesmo com apelação já interposta .. como garantia mandamental. HABEAS CORPUS 104. PRE- LIMINAR DE NÃO CONHECIMENTO. já que "o réu respondeu ao processo preso". Tratando-se de crime equiparado a hediondo.F.343/06.· provisória com justificativas abstratas. pretensões. amplamente fundamentada.QUINTA CAMARA CRIMINAL H. Sepúlveda Pertence). sendo. (grifado pelo autor) 0006176-39. deve observar a nova ordem normativa da Lei 12. em que pese o respeitável entendimento jurisprudencial em contrário. para cassar a condenação.464/2007. 157 . cassam o Habeas corpus. 11. mas deixou de conceder o sursis ou de substituir a pena privativa de liberdade por restritivas de direitos "por força dos arts.343/06. ART. 282. contrabando de armas. AGUAR- DE O JULGAMENTO DA APELAÇÃO. MEDIDAS CAUTELARES DIVERSAS DA PRISÃO. dado seu caráter extraprocessual.0000. 11). persis- tindo a necessidade de garantir a ordem pública. A necessidade da custódia cautelar deve estar." (Min. A sentença fixou pena mínima. SENTENÇA CONDENATÓRIA QUE RECONHECE CIRCUNSTÃNCIAS FAVORÁVEIS E FIXA PENA MÍNIMA COM A REDUÇÃO MÁXIMA DO§ 4°. não facultou o apelo em liberdade. reconhecendo a ausência de circunstâncias adversas e de maus antecedentes. ações e remédios jurídicos processuais com que se sobrepõem aos séculos passados. C.). um dos pou- cos direitos. PRISÃO E LIBERDADE ORDEM CONCEDIDA. TRÁFI- CO (ART. AUSÊNCIA DOS PRESSU- POSTOS DA PRISÃO PREVENTIVA (ART. DO ART. haja vista a expressa vedação legal e especialmente o acen- tuado grau de censurabilidade do crime de tráfico de entorpecentes e suas gravíssimas consequências. LXVI. que constitui "a pedra de toque das civilizações superiores. É cabível o HC até "para aferir a idoneidade jurídica ou não das provas onde se fundou a decisão condenatória. ART. ENTORPECENTES. A norma em tela foi suspensa por resolução do Senado Federal. 44 da Lei n° 11. NEGANDO O APELO EM LIBERDADE PARA GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. mal saídos da Idade Média e dos absolutismos dos réus. não podendo ter o conteúdo largo de prevenção especial de outrora. § 6°. também a necessidade da custódia cautelar deve estar fundamentada de modo certo e ~I motivado. não mais veda a liberdade pro- visória (art. RESOLUÇÃO N° 05/2012. CONSTRAN- GIMENTO. Os pressupostos da prisão preventiva devem . constitui pretensão jurídica para assegurar-se o direito de apelar em liberdade.343/2006. A ação de Habeas corpus é o remédio constitucional adequado para desconstituir qual- quer decisão ilegal. 2°. 33.C. o nascedouro de diversos outros crimes graves (homicídio. posse ilegal de armas. 111 E PARÁGRAFO ÚNICO.). REJEIÇÃO. SERGIO DE SOUZA VERANI. lei 11. não se podendo presumir esta necessidade. do CP.HABEAS CORPUS DES.403/2011. GARANTIA CONSTITUCIONAL (ART.. 111.343/06 e 44. LIBERDADE PROVISÓRIA. 5°. A vedação do art.8. sempre. CPP). por isso. capaz de produzir algum constrangimento."" 1"1! estar indicados com objetividade e precisão. EM LIBERDADE. não constitui dogma absoluto. 44. enquanto fundamento único remanes- cente para a prisão preventiva. LXVI. LEI 11. 310. As ditaduras.339. etc). posterior à Lei n° 11." (Pontes de Miranda). MAS NÃO SUBSTITUI A PENA PRIVATIVA DE LIBERDADE POR RESTRITIVAS DE DIREITOS EM RAZÃO DE VEDAÇÃO LEGAL. O direito à liberdade provisória constitui garantia constitucio- nal (art. 33. 5°. A ação de Habeas corpus.vedação legal à substituição da pena e ter respondido ao processo preso . tortura. DO SENADO FEDERAL. § 4°. E a própria lei 8.2013." Do mesmo modo. sabidamente.

Celso de Mello. mesmo tendo este sido mantido preso durante a instrução do feito. A nova estrutura do Título IX. sem motivação. do C..579.343/06.F. Campus Jurídico.DPE/RS .F. especialmente os da presunção de inocência.T.403. Eros Grau ("A vedação da concessão de liberdade provisória ao preso em flagrante por tráfico de entorpecentes. o plenário do STF decla- rou. rei. 44 da Lei n° 11. S. do instrumento de tutela cautelar penal. incide na mesma cen- sura que o Plenário do Supremo Tribunal Federal estendeu ao art. E em 10/05/2012.Defensor Público.5. 2011. a inconstitucionalidade da expressão "e liberdade provisó- ria". bem antes da prolação da sentença. Min. vedatória da concessão de liberdade provisória. Ayres Britto ("O fato em si da inafiançabilidade dos crimes hediondos e dos que lhes sejam equiparados não tem a antecipada força de impedir a concessão judicial da liberdade provisória"). de 4.F.826/2003). ainda. Precisa a lição · do Juiz e Professor André Nicolitt: "Com a reafirmação de princípios constitucionais ad- vinda com a Lei n° 12.. incidenter tantum. de 23 de agosto de 2006. 02. os princípios da ampla defesa e do contraditório" (Min.343. considerados os múltiplos postulados constitucionais violados por semelhante regra legal. de situação configuradora da necessidade de utilização. eis que o legislador não pode substituir-se ao juiz na aferição da existência.2011) Sobre prisão e liberdade..Defensor Público .2012) Assinale a alternativa correta em relação ao assunto indicado . constante do caput do artigo 44 da Lei n° 11. 58). inclusive deliberando autorizar os Senhores Ministros a decidirem monocraticamente os habeas corpus quando o único fundamento da impetração for o artigo 44 da mencionada lei.T. "A Constituição não permite a prisão ex lege. HC 97976 MC). declarada inconstitucional por decisão definitiva do Supremo Tribunal Federal nos autos do Habeas corpus n° 97. O art. suspendeu a execução da expressão "vedada a conversão em penas res- tritivas de direitos" do § 4° do art. consubstancia afronta escancarada aos princípios da presunção da inocência. ~ Assertiva correta. 21 do Estatuto do Desarmamento. Ricardo Lewandowski. como na hipótese prevista no art. veiculada pelo artigo 44 da lei n° 11. vinculada a excepcional motivação. 158 . consolida a construção teórica de que a prisão pre- ventiva constitui medida excepcional. com a redação da lei 12. (FCC. pg. ~ Assertiva errada. 44 da Lei de Drogas não pode obstar a concessão da liberdade. sobre o art.403/2011. em cada situação concreta. S.Prisão provisória. ADI 3112/DF." (O Novo Processo Penal Cautelar. Jurisprudência do S.963 MG. (FCC . a qual viola. ou não. julgue a seguinte afirmativa: A prolação de sentença condenatória no Tribunal do júri não impede a revogação da prisão preven- tiva do condenado. 33 da Lei n° 11. não há mais espaço para dúvida.DPE/SP. que impõe regime inicialmente fechado para o cumprimento da pena privativa de liberdade. 21. constitui marco imped~tivo para a concessão da liberdade provisória ao condenado. HC 97.P.P. D) A publicação de sentença condenatória. (grifado pelo autor) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. Elsevier. ratificada a liminar.T.343/2006. lei 10.343/2006." (Min. do devido processo legal e da dignidade da pessoa humana"). EDUARDO I ROBERTO I WILLIAM AI DÊ BUENO BORGES GOMES AKERMAN GOMES pois a interpretação não deve afastar-se dos princípios constitucionais. O Senado Federal.2011.: HC n° 106. "A interdição legal in abstracto.256/RS. Or- dem concedida. Min. do devido processo legal e da necessidade da motivação.

os dois pressupostos indispen- sáveis à decretaçao válida da prisão preventiva circunda o fumus delicti e o periculum liberta tis. em sentença transitada em julgado. vez que os arts.temática. à seguinte questão: Quais são os pressu- postos e os requisitos indispensáveis à decretação válida da prisão preventiva do acu- sado e por que se diz que essa custódia cautelar submete-se à cláusula da imprevi- são? ~ ROBERTO GOMES Conforme doutrina massante acerca da . razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. Responda. ressalvado o disposto no inciso I do caput do art. 64 do Decreto-Lei no 2. tendo o acusado respondido preso ao sumário da culpa.848. a manutenção de sua prisão provisória. quando houver prova da existência do crime e indício suficiente de autoria.Decretação da prisão preventiva. 312. por conveniência da instrução criminal. ordem econômica. devendo-se analisar se há necessidade e urgência na utilização da medida.se o crime envolver 159 . como é o caso das contravenções. correspondem à fumaça no sentido de que o acusado é autor do fato típico que ora se apura. No que concerne ao primeiro requisito supramencionado. cabe ressaltar que a prisão preventiva não pode ser decretada em toda e qualquer infração.Código Penal. 21 Art. disciplinado no Código de Processo Penal 21 através das expressões garantia da ordem pública. 111. Parágrafo único. este diz respeito ao perigo que advém do estado de liber- dade do agente. do CPP: "Nos termos do art. Ademais. da ordem econô- mica. no máximo em 30 linhas. 282. A prova da existência do crime refere-se à existência do crime. Também não é possível a sua decretação quan- 20 Ressalte-se que não ·houve a disponibilização do espelho de correção. de 7 de dezembro de 1940. 313. do CPP: "A prisão preventiva poderá ser decretada como garantia da ordem pública. Os indícios suficientes de auto- ria. conveniência da instrução criminal e assegurar a aplicação da lei penal. será admitida a decretação da prisão preventiva: 1. é medida que não exige nova fundamentação.se tiver sido condenado por outro crime doloso. (Cespe.nos crimes dolosos punidos com pena privativa de liberdade máxima superior a 4 (quatro) anos.Defensor Público. Já quanto ao segundo. PRISÃO E LIBERDADE 03.DPE/SP. por sua vez. A prisão preventiva também poderá ser decretada em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelares (art. quando o magistrado decide levar o réu a julgamento popular. 312 e 31322 do CPP versam tão somente sobre crime. é imprescindível que se faça presente a prova da existência do crime e indícios suficientes de autoria. § 4'). ~ Assertiva correta. E) No procedimento do júri.2010) Assinale a alternativa correta em relação ao assunto indicado . 11." 22 Art. ou para assegurar a aplicação da lei penal. 312 deste Código.

32 ed. do CPP: "O juiz poderá revogar a prisão preventiva se. da CF). Em qualquer fase da investigação policial ou do processo penal. não deixa de representar antecipação da pena...do TJRS. 5. ] Outra condição importante: a prisão preventiva so- mente poderá ser decretada em despacho fundamentado. como regra. 316. ou a requerimento do Ministério Público. j. dês que doloso o crime. em observância ao que estabelece o artigo em comento. enfermo ou pessoa com deficiência. de ofício. ou por representação da autoridade policiaL @ DOUTRINA TEMÁTICA "Somente o juiz pode decretá-la." 160 . 315 do CPP. 5 Câm.. 311.. Por fim. no correr do processo. Finalmente. não apresentando caráter cautelar. [.] Não se deve deslembrar que o princípio da presunção de inocência é contrario à prisão como simples antecipação da pena. 511). é possível a sua aplicação nas hipóteses dos incisos 11 e 111. LXI. Fernando da Costa. [. a tranquilidade no meio social. violência doméstica e familiar contra a mulher. ) O eminente Des. São Paulo: Saraiva. Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. a prisão preventiva é decretada nos crimes punidos com reclusão. ipsi Litteris: Art. verificar a falta de motivo para que subsista. 311 do CPP. seja por requerimento do Ministério Público ou do querelante. EDUARDO AIDE BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES do se tratar de crime culposo. Não bastasse essa exigência do art. a anteriormente citada cláusula de imprevisão. facilmente enquadrável em qualquer situação" (voto vencedor no Recurso em Sentido Estrito n° 70006880447. do querelante ou do assistente. caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz. ] Ordem pública é expressão de conceito indeterminado. um dos pontos altos do Eg. ainda. que seria e é bastante. há. 313 do mesmo diploma normativo. Amilton Bueno de Carvalho. a prisão preventiva como garantia da ordem pública ou econômica. conforme caput do art. seja mediante representação da Autoridade Policial. No entanto.. geralmente. Também será admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la. o instituto da prisão preventiva orienta-se pela cláusula Rebus Sic Stantibus. tem-se a previsão do art. S05-506. inclusive de ofício pelo juiz. idoso. observou com extrema propriedade: "Ordem pública é requisito legal amplo. Prática de processo penal. para garantir a execução das medidas protetivas de urgência. aberto e carente de sólidos critérios de constatação." (TOURINHO FILHO. [.. (. IV. se sobrevierem razões que a justifiquem.Revogado. analisando-a. em 29-10-2003). podendo ser revogada quando não mais presentes os motivos que a ensejaram. concernente a submissão à cláusula da imprevisão. mas apenas quando de crimes doloso. entende-se por ordem pública a paz.. Assim. Parágrafo único. bem como renovada quando sobrevierem razões que a justifiquem. ou até mesmo ex officio. se no curso da aÇão penal. 316 do CPP23 • Diante da possibilidade de mudança do cenário fático proces- sual que tramita.. devendo o preso ser colocado ime- diatamente em liberdade após a identificação. isto é. ao que parece. Normalmente. p. ATENÇÃO!!! Quanto ao momento para decretação da prisão preventiva importa observar o dis- posto no art. salvo se outra hipótese recomendar a manutenção da medida:' 23 Art. 2010. adolescente. bem como de novo decretá-la. o preceito constitucional (art. criança.

" (STJ. DJe 27/08/2014) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. de rigor sua manutenção. p. FUNDAMENTAÇÃO SUFICIENTE. ART. dÓ CódigJ de Processo Penal. e 311 do Código de Processo Penal. PRISÃO PREVENTIVA. NECESSIDADE DE MANUTENÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA.ão delitiva. devidamente fundamentadas no art. HOMICÍDIO_ PRIVILEGIADO. RHC 49. poderá ser interposto o recurso em sentido estrito com fulcro no art. da Constituição da República. 11 . 312. RHC 4S. 1. julgado em 19/08/2014. V. tendo praticado o delito quando em gozo do benefício do livramento condicional. pois. Rei. a teor do art. PLEITO PELA REVOGAÇAO DA PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. o direito subjetivo do réu de permanecer em liberdade. uma vez presentes os requisitos legais. cuja adoção somente é possível quando as circunstâncias do caso concreto. mencionada no dispositivo legal. São Paulo: Atlas.Não existe nenhuma nulidade em converter de ofício o flagrante em prisão preventiva quando presentes os requisitos au- torizadores da segregação cautelar. AUSÊNCIA DE NULIDADE. 2. inciso 11. ] Se houver insatisfação por parte do Ministério Pú- blico com a revogação da prisão preventiva.203/MG. demonstrarem sua impres- cindibilidade. PRISÃO E LIBERDADE "O instituto da revogação da prisão preventiva encontra-se previsto no art. Direito processual penot 21 ed.A prisão cautelar. 111 .. QUINTA TURMA. qual seja. MOTIVAÇÃO IDÓNEA. demonstrando fazer da prática de delitos contra o patrimônio o seu meio de vida. julgado em 13/0S/2014. O tranca- mento da ação penal pela via de habeas corpus é medida de exceção. 312 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL." (STJ. RECURSO DESPROVIDO. devendo. Recurso em 'habeas corpus' a que se nega provimento. surge. contudo. é rredida excepcional de privação de liberdade. ALEGAÇAO DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. GARANTIA DA ORDEM PÚBLICA. fi- xado na sentença condenatória recorrí\'el. REITERAÇÃO DELITIVA. GARANTIA DA OR~ DEM PÚBLICA. a atipicidade do f. IMPOSSIBILIDADE. REITE- RAÇÃO DELITIVA. MODUS OPERANDI DO DELITO. COMPATI- BILIDADE ENTRE A PRISÃO PREVENTIVA E REGIME SEMIABERTO. 2013.jlI I 161 . tratando-se de ncrma concessiva de um direito. PROCESSUAL PENAL. sem a necessidade de exame valorativo do conjunto 'il ~ 11 fático ou probatório. tendo em vista a sua reincidência es- pecífica no crime de roubo (e-STJ FI. E3). 581. 31 O. a ausência de indícios a fundamentaram a ' . cumprir a respectiva pena em estabelecimento prisional compatível com aquele regime. Esta Corte Superior orienta que há compatibilidade entre a prisão cautelar e o regime inicial semiaberto. não pode ser vista como me · faculdade do juiz. 5°. CRIME CONTRA A VIDA. pJrquanto a necessidade de garantia da ordem pública encontra-se devidamente funda11entada na periculosidade do Recorrente para o meio social. I . Ministro MOURA RI- BEIRO. Rei. nos termos dos arts. NECESSID<\DE DE DILAÇÃO PROBATÓRIA. CONVERSÃO DE OFÍCIO DO FLAGRANTE EM PRISÃO PREVENT VA.669/AC. que só é admis- sível quando emerge dos autos. CUJO CUMPRIMEN- TO DEVE SER EM ESTABELECIMENTO ADEQUADO. Precedentes. IV . Precedentes. 0 d~~ reito de liberdade.Demonstrados os requisitos necessários para a decretação da prisão processual. QUINTA TURMA.. Ministra REGINA HELENA COSTA. evidenciada pela reitera·.Recurso em habeas corpus improvido. do CFP' (RANGEL. [. PRECEDENTES. TESE DE NULI- DADE DA DECISÃO QUE DECRETOU A =>RISÃO PREVENTIVA DO RECORRENTE. TRAN- CAMENTO DA AÇÃO PENAL. 1. · @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA RECURS<::J EM 'HABEAS CORPUS'. ROUBO MAJORADO PRISÃO PREVENTIVA. Paulo. DJe 19/05/2014) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS COEPUS. DUPLO HOMICÍDIO QUALIFICADO. inciso LVII. 316 do CPP A expressão poderá.ato. 817).

considerando-se. julgado em 04/10/2007. FORMAÇÃO DE QUADRILHA ARMADA. o modus operandi do delito. Ordem denegada:· (HC 75.judicium accusationis e judicium causae. O decreto de prisão preventiva consignou que as testemunhas sentem-se ameaçadas pelo Recorrente. Ministra LAURITA VAZ. durante o período em que esteve em liberdade. PRISÃO PREVENTIVA. in concreto. EXCES- SO DE PRAZO. 2. julgado em 22/11/2011. 2. SUPRESSÃO DE INSTÂNCIA. se sobrevierem razões que a justifiquem. QUINTA TURMA. verificar a falta de motivo para que subsista. COMPETÊNCIA DO JUÍZO PARA A DECRETAÇÃO DA CUSTÓDIA PREVENTIVA A FIM DE RESGUARDAR A ORDEM PÚBLICA. p. a periculosidade do agente. Ministra JANE SILVA (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/MG). ] 7. 326) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS: 01. Ordem denegada. sobretudo. Existindo sérios .Defensor Público. 1. ORDEM DENEGADA. REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA. DJ 22/10/2007. com base nos novos elementos de convicção trazidos aos autos. resta caracterizada motivação concreta para o decreto prisional.549/BA. 3. circunstâncias não evidenciadas. 2. julgado em 17/12/2013. caso o Juiz decrete a prisão preventiva. após ter revogado a prisão preventiva do paciente.. Rei. DJe 03/02/2012) "HABEAS CORPUS. ou seja. REITERAÇÃO CRIMINOSA. (FCC. tendo em vista que se trata de indivíduo que anda armado e controla o tráfico de drogas na região. sua imposição ou período de duração estão condicionados a existência temporal de seus fundamentos. [. como forma de garantir a ordem pública e assegurar a instrução criminal. pelas características delineadas. CONDIÇÕES PESSOAIS FAVORÁVEIS.505/RJ. Hipótese em que a manutenção da custódia cautelar encontra-se suficientemente fundamenta- da em face das circunstâncias do caso que. Tais circunstâncias demonstram a pertinência da manutenção da constrição cautelar em foco. deve ser analisada à luz da teoria da imprevisão e da cláusula rebus sic stantibus. o que denota ser a personalidade do paciente voltada para a prática delitiva. bem como de novo decretá-la. pois. a reiteração de condutas ilícitas. ORDEM DENEGADA.2014) "Ao oferecer denúncia pela prática de homicí- dio duplamente qualificado. Rei. QUINTA TURMA. Não há falar em revogação da prisão preventiva por excesso de prazo se o paciente permanece foragido. 162 . Rei. DJe 03/02/2014) "HABEAS CORPUS. 4. REVOLVIMENTO DE PROVAS.996/PE. Precedentes. Hipótese em que o Julgador singular. Recurso des- provido. 3. no correr do processo." (HC 119. IRRELEVÂNCIA. obsta a revoga- ção da medida constritiva para acautelar da ordem pública. o Ministério Público requereu a decretação da prisão preven- tiva de João. poderá depois revogá-la se." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. em especial diante do procedimento peculiar do Tribunal do Júri . retratam. em comarca limítrofe. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES acusação ou a extinção da punibilidade. AUSÊNCIA.indícios da participação do réu em outro crime. 1. NOVO DECRETO PRISIONAL COM BASE NA PRÁTICA DE OUTRO DELITO EM COMAR- CA LIMÍTROFE. RÉU FORAGIDO.DPE-PB.. A prisão preventiva. decretou novamente a sua segregação provisória." (RHC 34. PRISÃO PREVENTIVA REVOGA- DA. CARÊNCIA DE PROVAS DA PARTICIPAÇÃO DO RÉU NO DELITO SUPERVENIENTE. restan- do evidenciada a necessidade da custódia cautelar a fim de garantir a ordem pública. como espécie do gênero prisão provisória. QUINTA TURMA. a indicar a necessidade de sua segregação para a garantia da ordem pública. nos termos da jurisprudência consolidada desta Corte. CONSTRANGIMENTO NÃO EVIDENCIADO. que demonstrariam a sua participação no delito de roubo praticado no dia seguinte a sua soltura. Ministro ADILSON VIEIRA MACABU (DESEMBARG~DOR CONVOCADO DO TJ/RJ).

2013) "A prisão preventiva não pode ser decreta- da em caso de descumprimento de qualquer das obrigações impostas por força de outras medidas cautelas:· ~ Resposta: Assertiva falsa. o acusado não comparece para se defender e nem constitui ad- vogado. (F EPESE.TJ-SP. 04.2014) "Se ausentes os requisitos da prisão preventiva.DPE-Es·. Nessa hipótese ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. ) e 08. (UFMT. OS.TJ-CE.DPE-ES . 03. (CESPE.Promotor de Justiça . (FEPESE.Juiz. devendo o preso ser colocado em liberdade no prazo improrrogável de 5 (cinco) dias. com possibilidade de imediata decretação de prisão preventiva.2014) "O quebramento injustificado da fiança importará na perda de todo o seu valor. desde que não tenha concedido a fiança. (VUNESP. 07." ~ Resposta: Assertiva falsa.2014) "A gravidade abstrata do delito é ele- mento inerente ao tipo penal e não pode.2014) "Na sentença condenatória. salvo se outra hipótes~ recomendar a manutenção da medida:· ~ Resposta: Assertiva falsa.DPE-MS. com ou sem fiança dependendo do caso. PRISÃO E LIBERDADE 02. 09." ) ~ Resposta: Assertiva falsa. o Có- digo de Processo Penal passou a admitir a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclare- cê-la. 1O. independe de prévia manifestação do Ministério Público a decisão que decretar prisão pre- ventiva no curso de ação penal. 06. podendo cumu- lar a liberdade provisória com qualquer das medidas cautelares diversas da prisão. (FCC. 163 .Promotor de Justiça. mesmo assim.Promotor de Justiça .2014) "Em face da Lei n° 12. o juiz deve conceder a liberdade provisória.MPE-MT.2014) "Considere que é efetivada a citação por hora certa e. (CESPE.2014) "Estritamente de acordo com os respectivos textos legais.Defensor Público." ~ Resposta: Assertiva falsa.MPE-SC. o juiz não pode computar o tempo de prisão provisória para fins de determinação do regime inicial de pena privativa de liber- e dade." : ~ Resposta: Assertiva falsa. (VUNESP. em legítima defesa ou em estrito cumprimento de dever legal ou no exer- e cício regular de direito:' ~ Resposta: Assertiva verdadeira. além da imposição da prisão preventiva. I. (VUNESP.Defensor Público.Defensor Público.Juiz.2013) "Não deve ser decretada a prisão preventiva se o juiz verificar pelas provas constantes dos autos ter o agente praticado o fato em estado ~r de necessidade.403/2011.TJ-RJ -Juiz. por si só. servir de fundamento para a decretação da prisão preventiva:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira.MPE-SC.

.....Defensor Público........ no correr do processo........................DPE-ES.................................. verificar a falta de motivo para que subsista........ 11........Defensor Público. se sobrevierem razões que a justifiquem:· ~ Resposta: Assertiva falsa.. (CESPE............ EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES . (CESPE................2013) "Não é admitida a prisão preventiva quando houver dúvida sobre a identidade civil da pessoa ou quando esta não fornecer elementos suficientes para esclarecê-la:· ~ Resposta: Assertiva falsa...... assim como não pode decretá-la novamente.................DPE-ES.. ··················································································································································································· 12.....................2013) "Ao juiz é vedado revogar a prisão preventi- va se...... 164 .......................

099/95). ao entender ter ocorrido o crime descrito no art. veio o magistrado a proferir. CAPÍTULO 8 PROCESSO EPROCEDIMENTO ~ QUESTÕES t (JUIZ. 111. o Ministério Público pugnou pela pronúncia da acusada nos exatos termos da denún- cia. analise se o magistrado. decisão de pronún- cia de Maria. ex-namorado da ré e que não fora inquirido na fase inquisitorial. após o parto realizado em casa. teria. Ouvida a testemunha Tício. exerceu em seu interrogatório o direito constitucional de permanecer em silêncio. não fazendo jus ao benefício da suspensão condicional do processo (art. sendo esta a provável causa de seu fa- lecimento anterior ao parto. mencionando os dispositivos processuais aplicáveis ao caso. enquanto a defesa requereu sua absolvição. Durante a instrução criminal. 123 do mesmo diploma. por meio de laudo de necropsia do Instituto Médico Legal. A ré. Interposto tempestivamente recurso em sentido estrito pela defesa. não nos termos da acusação. foi constatado. Penal. mas pela prática do crime descrito no art. de imediato. Considere que a acusada é reincidente. orientada por seu advogado. sua filha recém-nascida. cuja pena abstratamente cominada é menor. nos termos dos arts. 89. restou provado o emprego por Maria de substâncias abortivas durante a gravidez. afogado. em 25 de novembro de 2012. 124 do Código Penal. Encerrada a instrução nestes termos.2013) Maria foi denunciada pe·ante a Vara Criminal do Tribunal do Júri pela prática do crime descrito no art. 124 do Código Penal em vez do crime do art. 165 . sob influência do estado puerperal.OE QIREITO ~ TJ/Rl.. Lei n° 9. com fulcro no art. que a criança nascera morta e foram encontrados vestígios de substâncias abortivas no corpo do natimorto. na pis- cina de sua residência. do Código de Processo Penal. pois. O ato foi presenciado por um vizinho. pois não desejava o prosseguimento da gestação. 63 e 64 do Cód. 415. procedeu adequadamente ao pronunciá-la de imediato. Após. que não fora planejada. 123 do Código Penal.

.--------------------------- 10 ---- 12 ...I 13 ~ 14 15 166 .. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (15 UNHAS) ..

Com a nova redação. considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido". 387 do CPP. PROCESSO E PROCEDIMENTO A reforma legislativa de 2008 alterou o art. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (35 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 11 18 19 20 21 22 167 . o inciso IV do referido dispositivo legal afirma que o juiz "fixará valor mínimo para re- paração dos danos causados pela infração. Com base na alteração legislativa. fale sobre a possibilidade de o juiz fixar o dano mínimo na sentença criminal e de eventual necessidade/possibilidade de re- querimento do Ministério Público nesse sentido.

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILUAM AKERMAN GOMES 23 24 25 26 27 28 29 32 33 34 35 168 .

Cite-se na forma do art.00 (cinquenta reais). que nunca fora processado criminalmente. Sem redigir peça. Conclusos os autos. o magistrado lançou a decisão seguinte: "Vistos etc. apontando os seus fundamentos. recuso a proposta de suspensão condicional do processo e recebo a denúncia. caput. PROCESSO E PROCEDIMENTO Alberto. e foram avaliados em R$ 50. respondeu a inquérito policial por haver. Os índi- ces de criminalidade da comarca têm crescido assustadoramente nos últimos anos. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (60 LINHAS) 10 12 13 14 15 169 . Concluída a investigação. A seguir as tendências mais modernas de enfrentamento da criminalidade. 396 do Código de Processo Penal. do Código Penal. Alberto procura a Defensoria Pública. que passava por sérias dificuldades financeiras. especial- mente as lições da broken windows theory a ditar que mesmo as menores infrações merecem sanção. tenho seja de se dar seguimento ao processo até o julgamento. indique a medida cabível para reverter a decisão judicial em comento.099/95. Assim. o Promotor de Justiça ofereceu denún- cia contra Alberto a seguir o indiciamento policial e lhe propôs o benefício do artigo 89 da Lei n° 9. em determinado dia. Feita vista dos autos ao Ministério Público. Os animais serviram à alimentação da família do investigado. subtraído três galinhas de seu vizinho. a autoridade policial cuidou de indiciar Alberto pelo cri- me do artigo 155." Citado.

EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 16 17 18 19 211 22 23 24 25 26 li 28 29 30 32 33 34 35 36 37 311 39 40 41 42 43 44 170 .

PROCESSO E PROCEDIMENTO 45 46 47 48 49 50 52 53 54 55 56 57 59 60 171 .

@ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (25 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 17 18 19 211 21 22 23 24 172 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Uma sentença tida por inexistente pode gerar algum tipo de efeito jurídico no pro- cesso penal? Caso positivo. qual ou quais? Resposta objetivamente fundamentada.

em que hipóteses o juiz de direito pode absolver su- mariamente o acusado (art. 397 do Código de Processo Penal)? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (15 UNHAS) • 1 -------------------------------------------------- 10 12 13 14 15 173 . PROCESSO E PROCEDIMENTO No procedimento comum.

093/95? @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (15 LINHAS) -------------------------------------------------------- 10 12 13 14 15 174 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES WILLIAM AKERMAN GOMES Quais são as hipóteses de revogação (obrigatória ou facultativa) da suspensão condicional do processo previstas na Lei n° 9.

@ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (15 LINHAS) 10 12 13 14 15 175 . PROCESSO E PROCEDIMENTO Estabeleça. em no máximo 15 linhas. e suas consequências no processo penal. as diferenças entre rejeição de denúncia e absolvição sumária.

pois não desejava o prosseguimento da gestação. sua filha recém-nascida. 418 do CPP). exerceu em seu interrogatório o direito constitucional de permanecer em silêncio. ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA Com a reforma legislativa de 2008. não fazendo jus ao benefício da suspensão condicional do processo (art. acrescentado pela Lei 11. 1. em 25 de novembro de 2012. a doutrina não era pacífica quanto à aplicação da mutatio libelli nesta fase do procedi- mento do júri. Após. o emprego por Maria de substâncias abortivas durante a gravidez. do Código de Processo Penal. analise se o magistrado. sob influência do estado puerperal. pois. restou provado. veio o magistrado a proferir. do CPP) são aplicáveis na primeira fase do proce- dimento do júri.. considerando a interpretação lógico-sistemática. que a criança nascera morta e foram encontrados vestígios de substâncias abortivas no corpo do natimorto. 111. O ato foi presenciado por um vizinho. mencionando os dispositivos processuais aplicáveis ao caso._ . ao entender ter ocorrido o crime descrito no art. orientada por seu advogado. não nos termos da acusação. como a mutatio libelli (art. 384 do CPP (mutatio libellt) podem ser utilizadas nesta primeira fase do procedimento. tendo em vista a ausência de regramento específico. teria.099/95).:---. 123 do Código Penal. após o parto realizado em casa. afogado.. ex-namorado da ré e que não fora inquiriçlo na fase inquisitorial. com fulcro no art. 411._. o Minis\ério Público pugnou pela pronúncia da acusada nos exatos termos da denún- cia. Maria foi denunciada perante a Vara Criminal do Tribunal do Júri pela prática do crime descrito no art. tanto a emendatio libelli (art. decisão de pronún- cia de Maria.D~ Qlft~ITO -:-JJJRJ 7" 2013). nos termos dos arts. 415. Lei n° 9. enquanto a defesa requereu sua absolvição. É verdade que antes do §3° do art. procedeu adequadamente ao pronunciá-la de imediato. A ré. na pis- cina de sua residência. Considere que a acusada é reincidente. Durante a instrução criminal. §3°. mas pela prática do crime descrito no art. Em outras palavras. 383 do CPP (emendatio libellt) quanto as do art. Encerrada a instrução nestes termos. Contudo. 123 do mesmo diploma. cuja pena abstratamente cominada é menor. ~-. Penal. 384 do CPP não deixa dúvida quanto à sua aplicação.689/2008. 176 . Interposto tempestivamente recurso em sentido estrito pela defesa. foi constatado. 63 e 64 do Cód. 124 do Código Penal em vez do crime do art. a remis- são expressa ao disposto no art. por meio de laudo de necropsia do Instituto Médico Legal. . (JUI~ . . 124 do Código Penal. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES ~ QUESTÕES COMENTADAS ' ·~·.. tanto as regras do art. sendo esta a provável causa de seu fa- lecimento anterior ao parto. Ouvida a testemunha Tício. de imediato. que não fora planejada. 89. 411 do CPP.

p. ao verificar nova definição jurídica do fato por elemento não previsto na acusação. mister se faz o acitamento à peça inicial. Isso porque. p. 384. e na sequência. quando o Ministério Público se recusasse a ofertar o aditamento. em consequ- ência de prova posterior existente nos autos. 411. I Entendemos que o aditamento é necessário quando o fato merecer nova definição jurídica diversa da que constar da denúncia. enviando-se o processo ao Procurador-Geral de Justiça (no âmbito estadual) para verificar se a recusa é procedente ou não. porque o réu defende-se do fato que lhe foi imputado e não da classificação jurídico-penal desse fato. portanto. como a descoberta de qualificadora não contemplada na descrição da inicial. em no máximo cinco dias. Na órbita federal. p. deve o magistrado. oportunizar que a defesa se manifeste. que devem decidir do mesmo modo (manter a posição do representante do Ministério Público ou possibilitar a designação de outro para empreender o aditamento). CPP. se houver recusa ao aditamento. se se tratar de mera clas- sificação jurídica. nos termos do art. "Utilização do art. Com a reforma processual penal introduzida pela Lei n° 11. 28 do CPP remete o feito a uma Câmara Criminal. PROCESSO E PROCEDIMENTO sendo certo que o legislador adotou o entendimento que melhor se adéqua aos prin- cípios de contraditório e da ampla defesa. no caso. podendo arrolar até três testemunhas.689/2008. ou seja. o instituto da mutatio libelli (art. em qualquer situação. 654) "Já se os fatos revelados na instrução da primeira fase forem distintos dos narrados na de- núncia. ou seja. composta por Procuradores da República. Dessa forma. 28 do CPP: já se empregava. pois. 2014. em até cinco dias. o magistrado. dirimindo divergências doutrinárias (contra a tese que inadmitia a mutatio libelli no rito do júri por falta de previsão expressa): 'encerrada a instrução probatória. CPF'). (TÁVORA. abrir vista ao MP para que adite a inicial. 791) 177 . o disposto no referido art 28. não procedeu adequadamente ao pronunciá- -la de imediato. 2014. antes de proferir a pronúncia. se for o caso. pudesse o ofendido fazê-lo:· (NUCCI. cabe a aplicação do art. parágrafo único. ca- put e parágrafos. aplicando-se. adequando o pedido ao apurado no curso da instrução criminal. o equilíbrio entre a deásão e aquilo que foi pe9ido. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Para que haja pronúncia por fato diverso do capitulado na denúncia. se houver inércia do Ministério Público para promover ao aditamento. nada impediria que. deveria o magistrado intimar o Ministério Público para aditar a denúncia no prazo de 5 (cinco) dias. observar- -se-á. Agora. não haverá necessidade de aditamento. na antiga hi- pó:ese do art. 384. 384'. quando a mutatio /ibe/11: implicasse em pena mais grave ao réu. podendo indicar até três testemunhas para combater os fatos novos. valendo-se do disposto no art. 29 do CPP. o disposto no art." (RANGEL. Por ou- tro lado. em observància ao princípio da correlação. a utilização do art. 384. por analogia. fazendo valer na primeira fase o princípio da correlação. 28 do Código de Processo Penal. Pode o chefe da instituição designar promotor para promover o aditamento ou insistir que a ação prossiga tal como proposta. 755). do CPP. o legislador consagrou essa nossa posição na nova redação do §3° do art. 2010. julgando como bem lhe aprouver. sendo o juiz obrigado a acatar essa posição.

Impossibilidade. Se as circunstâncias do delito narradas na denúncia e consideradas na sentença condenatória são as mesmas.689/2008.. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA ~ STJ ··················································································································································································· PENAL. XIII. FACULDADE DO JUIZ. 617 do CPP e Súmula 453 do STF. (. FALTA DE PERTINÊNCIA COM OS FATOS. NO MÉRITO. COMO. IN- DEFERIMENTO DE PERGUNTA. NA QUAL CAPITULADO O CRIME COMO HOMICIDIO SIMPLES .fiNAL··~··Ho. 411 (mutatio libelli) e do art. DE FORMA IMPLÍCITA. j. ambos do CPP. PARCIALMENTE PROVIDO..) (HC 205. inciso I. conforme inteligência do art. mas apenas a tipificação do crime foi alterada.Na situação em exame. não de mutatio libelli (art. em caso.) XII . 383 do CPP (emendatio libelli) quanto as do art. PRETENDE O PARQUET. julgado em 20/03/2014. DE MUTATIO LIBELLI. CERCEAMENTO DE DEFESA. lisrR:ira···:··rliN·. INCISO I. 384 do mesmo Diploma (mutatio libelli) aplicam-se na primeira fase do Júri. 4.RECURSO CONHECIDO e PARCIAL- MENTE PROVIDO. 384 do CPP). nos termos do art. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. § 2°. MODIFICAÇÃO DA CAPITULAÇÃO JURÍDICA DO DELITO. 121. 384.NECESSIDADE DE O JUÍZO A QUO OPORTUNI- ZAR AO MINISTÉRIO PÚBLICO O OFERECIMENTO DE ADITAMENTO À INICIAL (CPP. É pacífica a jurisprudência desta Corte Superior de Justiça no sentido de que o réu defende-se dos fatos narrados na denúncia. POR MAIORIA. MESMA DESCRIÇÃO FÁTICA.. como já visto. e. não da capitulação legal a eles atribu- ída pelo Ministério Público. do CP. INE- XISTÊNCIA DE NULIDADE.Parecer Ministerial pelo provimento do recurso. tudo isso visando adaptar a imputação à realida- de.OBSERVÂNCIA AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA.:c··li··j.RECURSO CONHECIDO E. com a capitulação do crime no art. 384). uma vez que a divergência não reside no enquadramento jurídico dos fatos. USO DE DOCUMENTO FALSO. 383 do Código de Processo Penal. ante as dis- posições constantes do§ 3° do art. FATO ÚNICO. ART. XVI. pois. 121. XIV.) 3. (.IRRESIGNAÇÃO MINISTERIAL .P:s·a··E·M··sliNriõü. não se trata de mera hipótese de emendatio libelli (CPP.. DJe 07/04/2014). O caso é de mutatio libelli (CPP. não resta qualquer dúvida de que tanto as regras do art. INSTITUTO QUE NÃO SE APLICA EM SEGUNDO GRAU (CPP. para que o Juízo a quo ofereça ao MINISTÉRIO PÚBLICO a oportu- nidade de aditar a denúncia. XV.. DO CP (MOTIVO TORPE).CONJUN- TO PROBATÓRIO QUE APONTA INDÍCIOS SUFICIENTES DE AUTORIA E INCIDÊNCIA DA QUALIFICADORA DO ART.599/SP. 384 E SEUS PARÁGRAFOS). procedimento necessário. a hipótese é de emendatio libelli. TESTEMUNHA. da mutatio libelli em segunda instância. SIM. DA NARRATIVA DA PEÇA INAUGURAL. PARA INCLUSÃO DA QUALIFICADORA . POSSIBILIDADE DE ALTERAÇÃO COM A SENTENÇA. para nova capitulação 178 . na possibilidade de reabertura da instrução. § 2°). ART. MAS. E SÚMULA 453 DO STF). IMPLICITA OU EXPLICITAMENTE. no sentido de se fazer incidir na pronúncia a qualificadora do motivo torpe. Rei.Nos dias atuais. até mesmo. Ministra Maria Thereza de Assis Moura. art. Sexta Turma..·p:c.. aplicada a sistemática do art. com a posterior oitiva da Defesa. sem violação ao princípio da ampla defesa. 384 do CPP.Na forma do art.grifado pelo autor ~ TJBA ' ·p:E·cu. 418 (emendatio libelli). INOCORRÊNCIA DA CONTINUIDADE DELITIVA. EMENDATIO LIBELLI. com as alterações introduzidas no procedimento do Tribunal do Júri pela Lei n° 11.HIPÓTE- SE NÃO DE EMENDATIO LIBELLI. 383). 384 e seus parágrafos do CPP (mutatio libelli).. instituto que não se aplica em segundo grau. art. § 2°. (.Micrõ·la··~··R:tu PRONUNCIADO POR HOMICÍDIO SIMPLES . o mecanismo processual da mutatio libelli implica em indispensável aditamento à Denúncia.QUALIFICA- ~· DORA NÃO CONSTANTE.(·fiss"ü"AC . 617. a requerimento de qualquer das partes (art.

2003. a reforma legislativa teve como norte a economia e celeridade processual. Data de Julgamento: 18/09/2012. o inciso IV do referido dispositivo legal afirma que o juiz "fixará valor mínimo para re- paração dos danos causados pela infração. tem sido pela constitucionalidade do dispositi- vo.05. Com a nova redação. Quanto ao disposto no art. do CP. com a fusão de duas pretensões processuais. não cabendo. nada disse a respeito da legitimidade exclusiva do ofendido. corretamente. em um silêncio eloquente. sendo que ao Ministério Público não incube a defesa de interesses eminentemente patrimoniais. PROCESSO E PROCEDIMENTO do crime no art. do CPP.·. não é pacífico. Com base na alteração legislativa. Em última análise. deliberação essa adotada dentro do efeito devolutivo que encerra o Recurso em Sentido Estrito em casos de pronúncia.-!:.0103 BA. Especificamente à necessidade de pedido. A reforma legislativa de 2008 alterou o art. 387 do CPP. o en- tendimento majoritário. adotando um sistema de solidariedade. Data de Pu- blicação: 17/11/2012). O argumento é no sentido de que o legislador. ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA . mas a verdade é que o âmbito de proteção do referido princípio não é perfeita- mente delineado. Isso porque para haver um efetivo contraditório. contudo. Para parcela da doutrina. Dúvida que surge é no sentido de quem deveria efetivar o pedido de reparação de danos. (TJ-BA . uma interpretação extensiva pode ocasionar uma restrição grave à autonomia do legislador e ao princípio demo- crático. A condenação sem o estabelecimento prévio de um valor ou de um pedido formal acarretaria uma surpresa processual ilegítima. não se podendo dizer que a lei violaria o núcleo essencial da norma (teoria dos limites imanentes). 179 . acrescido pela Lei 11. fale sobre a possibilidade de o juiz fixar o dano mínimo na sentença criminal e de eventual necessidade/possibilidade de re- querimento do Ministério Público nesse sentido.719/2008. o intérprete fazer qualquer distinção. Pedro Augusto Costa Guerra. § 2°. tendo forte doutrina que entende que somente aquele que efetivamen- te sofreu o dano poderia pleitear a reparação. Tal ponto de vista. Sempre bom lembrar que. assim. Primeira Câmara Criminal -Segunda Turma.8. . considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido".grifado pelo autor . Alguns autores afirmam que haveria violação ao princípio do devido processo le- gal. apesar de alguns entenderem que este não é necessário. a cível e a penal. até por conta da dicção literal do dispositivo ("fixará"). tal requerimento poderia ser feito tanto pelo ofendi- do como pelo Ministério Público. o que vem prevalecendo na doutrina e na jurisprudência é o entendimento de ser necessário pe- dido formal. Rei. inciso I. 387.RSE: 0002323-43. 121. IV. deve o réu ter certeza do valor do prejuízo a ·ele imputado. em tratando os direitos fun- damentais como mandados de otimização (Robert Alexy).

um pedido formal para que se apure o montante civilmente devido. pois seria nítida infringência ao princípio da ampla defesa. interesses patrimoniais)". CRIMES CONTRA A PESSOA. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Essa cumulação é uma deformação do processo penal. a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça se firmou no sentido de que tanto o MP como o assistente de acusação podem igualmente pleitear a reparação mínima do art.Este Tribunal 180 . durante a instrução criminal. 2014. 2014. DO CPP. AGRAVO REGIMENTAL A QUE SE NEGA PROVIMENTO. em nome de particular·lesado. julgado em 08/04/2014. p. 2. tendo em vista a natureza completamente distinta das pretensões (indenizatória e acusatória). 600) "(. que passa a ser também um instrumento de tutela de interesses privados." (NUCCI. O réu se defende dos fatos narrados na denúncia e nesta não consta (e nem poderá constar por falta de legitimidade do Mi- nistério Público para postular. A partir daí. 1 . 387. de toda e qualquer ló- gica jurídica que pretenda orientar o raciocínio a atividade judiciária nessa matéria. Se não houver formal pedido e instrução específica para apurar o valor mínimo para o dano. IV. No Processo Penal. DJe 15/04/2014). REPARAÇÃO DE DANOS.. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. FIXAÇÃO DO QUANTUM MÍNIMO PARA REPA- RAÇÃO DE DANOS À VÍTIMA. OBEDIÊNCIA AO PRINCÍPIO DA AMPLA DEFESA. Ministro Moura Ribeiro. não poderá haver condenação em indenização. 387. FIXAÇÃO DE OFÍCIO. 387. IV. por seu advogado (assistente de acusação). sob pena de se ofender o contraditório e ampla defesa. A parte que o fizer precisa indicar valores e provas suficientes a sustentá-los. ou do Ministério Públi- co. Rei. Precedentes. NECESSIDADE DE PEDIDO FORMAL DO PARQUET OU DO OFENDIDO. 387. de modo a indicar valor diverso ou mesmo a apontar que inexistiu prejuízo material ou moral a ser reparado. (RANGEL. ACÓRDÃO EM CONFORMIDADE COM A JURISPRUDÊNCIA DESTA CORTE. Agravo regimental não provido. por consequência. SÚMULA 83/STJ. ART. ) admitindo-se que o magistrado possa fixar o valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração penal. IV. AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPE- CIAL. p.grifado pelo autor PENAL E PROCESSO PENAL. do CPP. IV. do CPP. p. 1..." (LOPES JR. não cabe ao Juízo fixar o valor mínimo da indenização decorrente da prá- tica de delito. é fundamental haver. Não está justificada pela economia pro- cessual e causa uma confusão lógica grave. Representa uma completa violação dos princípios básicos do processo penal e. IMPOSSIBILIDADE. 437) "Se houver pedido da parte (ofendido habilitado como assistente. deve-se proporcionar ao réu a possibilidade de se defender e produzir contraprova. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES Apesar de este último entendimento parecer o mais correto em algumas circuns- tâncias. Esse pedido deve partir do ofendido. Quinta Turma. DO CPP. HOMICÍ- DIO CONSUMADO. sem pedido expresso da parte no momento processual oportuno. NECESSIDADE DE PEDIDO EXPRESSO E FORMAL. 799/800) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA -~ STJ AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO ESPECIAL. 2012. é defeso ao julgador optar por qualquer cifra. (AgRg no REsp 1428570/GO. que é uma interven- ção de terceiros no processo penal). nos termos do art. OFENSA AO ART.

ART. pois. 2.719/2008. 8. (AgRg no REsp 1254742/RS. FIXAÇÃO DE VALOR MÍNIMO DA REPARAÇÃO CIVIL POSSI- BILIDADE (CPP. fixar o valor mínimo de reparação civil devida pelos réus ao Erário no quantum indenizatório fixado em R$ 1. Ministra Laurita Vaz. introduzida pela Lei n° 11. p. APELAÇÃO PROVIDA. que deu nova redação ao dispositivo. TRÂNSITO EM JULGADO NA PARTE QUE CONCLUIU PELA PROCEDÊNCIA DA DENÚNCIA. ÓBICE PRECONIZADO ANTE O ENUNCIADO DA SÚMULA 231 DO STJ E POR PRECEDENTES DO STF. DJe 17/1 0/2013). DJE 05/06/2014. REPARAÇÃO PELOS DANOS CAUSADOS À VÍTIMA PREVISTA NO ART. além do que essa obrigação está prevista no artigo 387. ( ••• ) 5. CONDENAÇÃO CIVIL (MERA DECORRÊNCIA DA CRIMINAL). do CPP.Possibilidade de ser fixado um valor mínimo a ser indenizado pelos apelados. 387.0 11. AUSÊNCIA DE RECURSO DA DEFESA. razão pela que não se aplica a delitos praticados antes da entrada em vigor da Lei n.719/2008. ACOLHIMENTO. que mensurou o valor do FGTS efetivamente pago indevidamente ao réu. IV). 387. do Código de Processo Penal.122. Ministra Maria Thereza de Assis Moura. aplicável. 303) -grifado pelo autor 181 . mesmo sem pedido expresso na denúncia. que dispõe sobre a fixação. IV. IRRETROATIVIDADE. de direito processual e material. Rei.grifado pelo autor AGRAVO REGIMENTAL.Apelação do Ministério Público Federal provida. FATOS OCORRIDOS APÓS A VIGÊNCIA DA LEI N°11. 7. nos termos do previsto no ar- tigo 2° do Código de Processo Penal (no caso concreto os fatos ocorreram em 2009 . AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. (AgRg no AREsp 389. inciso IV. INCISO IV. de imediato. julgado em 22/10/2013. 387.234/DF. PENAL E PROCESSUAL PENAL. PARÁGRAFO 3°).Referida fixação de valor a ser indeniza- do é condenação civil. Rei. conquanto por mera decorrência da criminal. PROCESSO E PROCEDIMENTO sufragou o entendimento de que deve haver pedido expresso e formal. para nos termos do Artigo 387. TRF5 - Quarta Turma. DJe 05/11/2013) ~ TRF5 PENAL E PROCESSUAL PENAL. LESÃO COR- PORAL LEVE E GRAVE. é norma híbrida. de valor mínimo para reparação civil dos danos causados ao ofendido. 1. EXCLUSÃO DA SENTENÇA DARE- DUÇÃO DA PENA AQUÉM DO MÍNIMO LEGAL EM FACE DE CIRCUNSTÂNCIA ATENUAN- TE E GENÉRICA. 6. NORMA DE DIREITO PROCES- SUAL E MATERIAL. norma de direito processual. DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL.92 do IPL em apenso). Quinta Turma. com base no extrato fornecido pela CEF (fls. SENTENÇA CONDENATÓRIA. A re- gra do art. também nessa parte e. ESTELIONATO EM DETRIMENTO DA CEF (CP. RECURSO MANEJADO PELA ACUSAÇÃO QUE SE INSURGE TÃO SOMENTE QUANTO À DOSIMETRIA DA PENA. A obrigação de reparar o dano é efeito automático da condenação.após a vigência da norma).719/2008. na sentença condenatória. Agravo regimental des. Precedentes da Quinta Turma. SAQUES INDEVIDOS DE FGTS E DE PARCELAS DE SEGURO-DESEMPREGO. feito pelo par- quet ou pelo ofendido. inciso IV. da Lei adjetiva penal. julgado em 08/10/2013.Recurso que se acolhe.· provido. APELAÇÃO CRIMINAL. tratando-se simplesmente de forma de aplicação mais célere à vítima do crime para a futura execução civil. para que seja fixado na sentença o valor mínimo de reparação dos danos causados à vítima. (ACR 00048829720104058400. RECURSO ESPECIAL. Sexta Turma.Agravo regimental a que se nega provimento. que detinha a condição de empregado. 2 . Desembargador Federal Rogério Fia lho Moreira. a fim de que seja oportunizado ao réu o contraditório e sob pena de violação ao princípio da ampla defesa.80 (um mil e cento e vinte e dois reais e oitenta centavos). ARTIGO 171.

Os índi- ces de criminalidade da comarca têm crescido assustadoramente nos últimos anos. como proposto pelo parquet. em determinado dia. precipuamente. recuso a proposta de suspensão condicional do processo e recebo a denúncia. ambos do Texto Maior. visan- do. É requisito obrigatório da sentença a fixação do valor mínimo para a reparação dos danos causados pela infração. ainda no remédio heróico. em decorrência da atipicidade da conduta e também em razão da presença de causa excludente da ilicitude. indique a medida cabível para reverter a decisão judicial em comento. I. os efeitos nefastos e estigmatizantes que surgem com a resposta penal somente se justificam se o comportamento do agente for grave a ponto de abalar a esfera patrimonial do indivíduo. 182 . o Promotor de Justiça ofereceu denún- cia contra Alberto a seguir o indiciamento policial e lhe propôs o benefício do artigo 89 da Lei n° 9. Sem redigir peça. assegurando-se ao paciente o sursis processual. o magistrado lançou a decisão seguinte: "Vistos etc. o que representa um contrassenso.099/95. Assim. 5°.TJ/SC. cabível buscar reconhecer a nulidade absoluta do processo. ~ Resposta: Assertiva incorreta Alberto. Se assim não for. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. 396 do Código de Processo Penal. apontando os seus fundamentos. Alberto procura a Defensoria Pública. Subsidiariamente. a partir da decisão de recebimento da denúncia. Concluída a investigação.Z013) Examine as proposições abaixo e assinale a alternativa correta: 111. subtraído três galinhas de seu vizinho. 98. tenho seja de se dar seguimento ao processo até o julgamento. Feita vista dos autos ao Ministério Público. Os animais serviram à alimentação da família do investigado. A seguir as tendências mais modernas de enfrentamento da criminalidade. decorrência do art. a trancar a ação penal.00 (cinquenta reais). ~ WllliAM AKERMAN GOMES @RESPOSTA Na hipótese. que nunca fora processado criminalmente. cabível a impetração de habeas corpus. respondeu a inquérito policial por haver. especial- mente as lições da broken windows theory a ditar que mesmo as menores infrações merecem sanção. independente de requerimento expresso na denúncia. com pedido de liminar." Citado. que passava por sérias dificuldades financeiras. a reprimenda penal corresponderá a um mal maior do que aque- le praticado pelo agente. a autoridade policial cuidou de indiciar Alberto pelo cri- me do artigo 155. De fato. Cite-se na forma do art. (Juiz de Direito . do Código Penal. Conclusos os autos. Eis o princípio da lesivi- dade. e do art. caput. e foram avaliados em R$ 50. XXXV.

de um lado. imperiosa a concessão da or- dem. em verdade. deve a tutela penal ser encarada como ultima ratio. a evidente nulidade na recusa operada pelo d. resta claro que tais princípios se encaixam como uma luva ao caso vertente.tema ainda controvertido na doutrina e na jurisprudência . a mínima ofensividade da conduta do agente. deixando aos ramos menos gravosos do Direito a composição das ofensas menos relevantes. uma vez que. por fim. todos preenchidos na hipótese: trata-se de acusado primá- rio. o feito versa sobre delito de furto. portador de bons antecedentes e que não responde a qualquer outro processo. que osten- ta pena mínima de 1 (um) ano e. Decerto. os vetores para a configuração do princípio da insignificância ou da bagatela. portanto. ademais. é certo que a conduta do réu está acobertada pelo estado de necessidade. para trancar o procedimento penal (art. deve-se reconhecer. 89 da Lei n° 9. isto é. a conduta social e a personalidade do agente. porquanto ausente a ilicitude essencial à configuração do delito. se direito do acusado ou poder-dever do ministério público . 24 do CP. também por essa razão impõe-se a concessão da ordem. bem como os motivos e as circunstâncias da infração autorizam a concessão do sursis processual. Ainda que assim não fosse. o furto famélico amolda-se às condições necessárias ao reconhecimento do estado de necessidade. anulan- do-se os atos já praticados. o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comporta- mento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada. os antecedentes. Assim. inclusive sob a forma de liminar.099/95 estabelece os requisitos para que o acu- sado faça jus à suspensão.é certo que ao juiz não é dado recusar a proposta oferecida pelo 183 . 651. a culpabilidade. somente deve ter lugar quando outros meios de controle social não funcionarem. no conflito entre bens jurídicos. independentemente de sua natureza jurídica. e que serviram à alimentação de sua família. que corre risco em virtude da ausência de alimentação necessária à sua subsistência. Nesse passo. 651. a vida ou a saúde do agente e sua família. sequer se cogita. in fine. diante da evidente atipicidade material da conduta do denunciado. como bem verificou o parquet.00 (cinquenta reais). em que o bem jurídico não restou efetivamente atingido. E o princípio da insignificância orienta a interpretação do tipo penal. por se tratar de três galinhas avaliadas em R$ 50. quais sejam. portanto. causa excludente de ilicitude prevista no art. ao menos. à luz do conceito estratificado de infração penal. do CPP). anulando-se os atos praticados desde o recebimento da denúncia. já que o princí- pio da intervenção mínima impõe que o direito penal somente atue nos casos de ata- ques mais graves aos bens jurídicos de maior importância. pode-se visualizar o patrimônio da vítima e. o art. para trancar o procedimento penal em face do réu (art. Preenchidos. juízo sin- gular quanto à proposta de suspensão condicional do processo oferecida pelo parquet. Nesse contexto. Isso se deve ao caráter subsidiário e fragmentário do direito penal. Outrossim. a nenhuma periculosidade social da ação. inclusive sob a forma de liminar. PROCESSO E PROCEDIMENTO A partir dessa constatação. de modo a materializar a verdadeira finalidade protetiva da norma jurídico-penal. constitui infração de médio potencial ofen- sivo. ao CPP). Acaso não acolhidas as alegações expendidas. do que. in fine. do outro.

de antagonismo. isto é. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES ministério público . Dessarte. p. é aquela relação de contrariedade. @ DOUTRINATEMATICA Atenção! Embora fosse o momento processual da apresentação da resposta à acusa- ção. 93. tal peça não atenderia ao comando do enunciado. o que não se verificou na hipótese. deve-se conceder a ordem. expressa em disposição plena- mente em vigor e em consonância com o Texto Maior. ao recusar a proposta de sursis processual. da CF) e da motivação (art. no caso concreto. devendo. o juiz apenas poderia recusar a proposta caso demonstrasse. p. b) materialmente típico." (GRECO. tam- bém sob a forma de liminar. na remota hipótese de não se deferir o writ para trancar a ação penal. para anular a decisão hostilizada. cujo avio está adstrito aos casos expressamente previstos no art. a utilização do recurso em sentido estrito. 5°. p. 581 do CPP. portanto. que a conduta praticada pelo agente é antinormativa. A tipicidade conglobante surge quando comprovado. 184 . contrária à norma penal. do CPP.que entendeu presentes os seus requisitos subjetivos e objetivos . o decisum invectivado. a ausência de quaisquer dos requisitos legais para a suspensão. É o comportamento humano (positivo ou negativo) que provo- ca um resultado (em regra) e é previsto na lei penal como infração. IX. 2013." (AZEVEDO. pelos argumentos já expostos. que afirma possível o emprego de tal recurso em face da decisão que nega a suspensão condicional do processo. I. 149) "Conceito de fato típico. pelo conceito bipartido (posição minoritária). o crime se constitui de apenas dois elementos (FATO TÍPICO + ILICITUDE). A licitude ou a juridicidade da conduta praticada é encontrada por exclusão. determinando-se ao d. bem como ofensiva a bens de relevo para o Direito Pe- nal (tipicidade material). 2011. LIV. 2009. senão também os princípios de estatura constitucional do devido processo legal (art. ou seja. 2012. aponta para o habeas corpus. devemos verificar se o comporta- mento formalmente típico praticado pelo agente é: a) antinormativo. con- trariou não apenas o texto do art. consoante se extrai da leitura do dispositivo legal em questão. que exige o manejo de medi- da capaz de reverter a decisão. que se estabelece entre a conduta do agente e o ordenamento jurídico. 581. e não imposta ou fomentada por ela." (JESUS. "O crime é formando por três elementos: FATO TÍPICO + ILICITUDE + CULPABILIDADE (conceito tripartido). de acordo com a maioria da doutrina. indubitavelmente. ante o patente vício nela verificado. Entretanto. em decisão fundamentada. 638). figurando a culpabili- dade como pressuposto de aplicação da pena. igualmente.099/95. por aplicação analógica do art. 34) "Para que ocorra a chamada tipicidade conglobante. 35) "A ilicitude. p. juízo de piso que designe audiência especial para que o acusado possa se manifestar acerca da proposta de S!JSpensão condicional do processo. Inviável. do próprio sistema acusatório e da jurisprudência pátria. da CF). o que. ser cassado. À conta de tais fundamentos. Ressalva-se apenas o posicionamento de Eugênio Pacelli. além do próprio remédio herói- co (OLIVEIRA. termo sinônimo de antijuridicidade.sob fundamentos relacionados ao discurso criminológico falacioso da teoria das ja- nelas quebradas e ao arrepio da vontade do legislador. 89 da Lei n° 9. Registre-se que.

punibilidade concreta." (ALVES.genericamente considerada . 615/312). de forma inequívoca. em tese. excludente da tipi- cidade conglobante. como nos parece (direito esse limi- tado aos termos e às finalidades da lei. ao contrário. pois a cognição aqui é sumária. o problema diminuirá sensivelmente de tamanho. sem que se possa pretender uma ampla discussão probatória. mas em casos excepcionais. 2014. desde logo. Por isso. p. 28 do CPP (e art." (Idem.785-PA). Lei Complementar n° 75/93. porém). em que é facilmente constatável a ausência das condições da ação (recordando: prática de fato aparentemente criminoso. a atipicidade da conduta ou a extinção da punibilidade. no âm- bito do Ministério Público Federal). 2014. p. 62. 1337) "Impetração dÓ habeas corpus para o trancamento da ação penal. 245) "É que. já que dependente unicamente da inércia do par- quet na propositura. 106) ". Não há crime. cumprirá delimitar o campo de sua 185 . 24 do CP). ainda que submetida ao controle do art. a doutrina ainda faz menção a outra.art. prevenir a possibilidade de que uma medida constritiva da li- berdade venha a ser determinada a partir de um processo viciado já na sua origem. portanto. E recusa válida (se discricionária a opção). Por exemplo: se a referida suspensão for qualificada como direito subjetivo da parte (réu). p. a inocência do acusado. 89. 648. Ainda que não configurado o caráter famélico do furto. deverá oferecer a proposta ao agente delitivo. dependendo da qualificação que se der ao instituto da suspensão condicional do processo. 2010. 2012. mesmo que esteja o acusado em liberdade.é o furto praticado em estado de necessidade (TACrimSP. 1. nessas condições. PROCESSO E PROCEDIMENTO somente será lícita a conduta se o agente houver atuado amparado por uma das causas excludentes da ilicitude previstas no art. Abrange não só o furto de alimentos. alguns problemas surgirão como que automaticamente. como querem alguns).. o habeas corpus para. A previsão legal de tal medida encontra-se no art.para o processo nesses casos:' (LOPES JR. atípico. estando excluída a ilicitude do fato (pelo estado de necessidade. preenchidos os requisitos exigidos por lei. 23 do Código Penal.. o consentimento do ofendido. É esse inclusive o posicionamento majoritário do STJ (HC 218. pode o habeas corpus ser utilizado para 'trancar' o processo (e não a ação). no sen- tido de que. ou com irregular descrição do fato imputado etc. legitimi- dade e justa causa). de natureza suprale- gal. qual seja. o recebimen- to da inicial. mas também o de remédios indispen- sáveis à sobrevivência. a não-apli- cação do art. 86/425. 31) "Furto famélico ." (AVENA. Inércia essa que. Mas. poderá re- sultar futuramente em condenação à pena dé prisão. ou movida por parte ilegítima. se e quando presentes os requisitos legais. constituindo-se em um verdadeiro poder-dever para o Ministério Público.. do CPP. que só é admissível quando emerge dos autos. Ora. p. poderá até ser interpretada como recusa de proposta de suspensão. pois não existe uma 'justa causa' . RT. aliás. for qualificada como poder discricionário do Ministério Público (ou discricionariedade regrada. se se tratar de direito subjetivo do acusado." (ROIG. subsiste a possibilidade de aplicação do princípio da insignificância. Além das causas legais de exclusão da antijuridicidade. poderá gerar nulidade do processo. Se. o trancamento da ação penal pela via do habeas corpus é llledida de exceção. Considera-se que tenha sido recebida a denúncia proposta em relação a fato prescrito. p. como é óbvio. cabível. Mas atenção: na esteira da jurisprudência consolidada. 1301) "A suspensão condicional do processo não é um direito público subjetivo para o acusa- do.

não realizar a suspensão e prosseguir o processo criminal. rouba um boi': se um criminoso não é punido." (AVENA. em geral. como se nos afigura mais correto. sem mais. é sinal de que ninguém liga para o local. logo.. entendeu que se trata de um direito subjetivo do réu. pequenos deli- tos (como vadiagem.. A idéia não é complexa e faz adaptação do ditado popular 'quem rouba um ovo. em decisão divulgada no Informativo n° 513. sendo matéria mercadoló- gica. denegando-se a Constituição da Re- pública." (OLIVEIRA. Segundo eles. Que são multifárias. autorizando. 31). há também decisão antiga da Segunda Turma do STF (RE 222. podem levar a crimes maiores.265-SP. 186 . Daí se infere que. 1982. outras janelas serão quebradas. Relator Min. poucos duvidam. com seriedade. inclusive.. a chamada Broken Windows Theory (Teoria das Janelas Quebradas). conforme se trate de infração penal a que cominada ou não pena de prisão.108-RJ. 2011. (.para além dos interesses politiqueiros que saltam aos olhos . MARCO AURÉLIO. se tolerados. jogar lixo nas ruas. p. o criminoso maior sentir-se-á seguro para atuar na região da desordem. sendo baseada na premissa de que 'desordem e crime estão. Re- lator Min. ' I (. 629). respectivamente (inteligência da Súmula 693 do STF). julgado em 21!09/1998). porém. O problema é nela crer!" (JACINTO. Relator(a) p/ Acórdão: Min. ne- cessariamente. inextricavelmente ligadas. alguns haverão de pagar a conta. Jorge Mussi. 2014. a deferir a suspensão . 23-25) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA Atenção! Tem prevalecido na jurisprudência do STF e do STJ o entendimento de que a suspensão condicional do processo é um poder-dever do Ministério Público. Recentemente. 2003. entendendo ausentes as con- dicionantes legais. no seio do movimento Antiterror. p.. Na direção de que se trata de direito subjetivo do acusado. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES manifestação e as providências que poderão ser adotadas na hipótese de não-reconhe- cimento desse direito. mas sem dúvida. e não. ) ! A Broken Windows Theory foi articulada no artigo supracitado [Broken Windows: the ·l-i police and neighborhood safety. fundamentada mente. as reais causas . 839) "Tem-se indagado. publicado na edição de março de 1982 do periódico Atlantic Monthly] de JAMES WILSON e GEORGE KELLING. naturalmente. mas é esta a idéia. Quando uma ja- nela está quebrada e ninguém conserta. o magistrado a oferecê-la diante da recusa injustificada do Ministério Público (HC 131.. resplandece dentre elas a ingênua adoção de um pensamento marcado pela Política da Tolerância Zero e sua matriz ideológica. ) Tudo é muito ingênuo. CARVALHO. direito subjetivo do acusado. beber em público. Tal decisão enseja e impetração de habeas corpus ou de mandado de segurança. p. catar papel e prostituição). a Quinta Turma do STJ.da insistência na cons- trução de uma legislação do pânico para o Brasil. Faz-se.destacado no original "Perceba-se que o fato de o Ministério Público realizar a proposta não obriga o juiz. p. julgado em 18/12/2012). num tipo de desen- volvimento seqüencial (WILSON e KELLING. possibilita-se ao juiz. invencionice americana vendida aos incautos como panacéia no mercado da segurança pública mundial. Maurício Corrêa.. tão-só um mise-en-scene e. todavia.

remeterá a questão ao procurador-geral. STJ: HC 109.por não importar em lesão significativa a bens jurídicos relevantes. a intervenção mínima do Po- der Público. 14. verbete n° 723.TENTATIVA DE FURTO PRIVILEGIADO (CP. julgado em 28/05/2013. nos casos de crimes para os quais seja prevista.IDENTIFICAÇÃO DOS VETORES CUJA PRESEN- ÇA LEGITIMA O RECONHECIMENTO DESSE POSTULADO DE. prejuízo importante. POLÍTICA CRIMINAL . verbete n° 696.O sistema jurídico há de considerar a relevantí_ssima circuns- tância de que a privação da liberdade e a restrição de direitos do indivíduo somente se justificam quando estritamente necessárias à própria proteção das pessoas. impregnado de significativa lesividade. NON CURAT PRAETOR". tem-se por satisfeito o requisito legal para a suspensão condicional do processo (art. mas se recusando o promotor de justiça a propô-la."HABEAS CORPUS" CONCEDIDO. em função dos próprios objetivos por ele visados. O POSTULADO DA INSIGNIFICÂNCIA E A FUNÇÃO DO DIREITO PENAL: "DE MINIMIS. dis- sentindo. Súmula STF.grifado pelo autor · 187 . Doutrina. ~ STF Súmula STF. tais como (a) a mínima ofensividade da conduta do agente. Precedentes. o juiz.tem o sentido de excluir ou de afastar a própria tipicidade penal. . Tal postulado. por isso mesmo. -O direito penal não se deve ocupar de condu- tas que produzam resultado."RES FURTIVAE" NO VALOR (ÍNFIMO) DE R$ 30. a presença de certos vetores. C/C O ART. alternativamente. seja à integridade da própria ordem social. 89 da Lei 9. efetivo ou potencial.O princípio da insignificância . ART. que é menos gravosa do que qualquer pena privativa de liberdade ou restritiva de direito. DJe 02/03/2009). seja ao titular do bem jurídico tutelado. (b) a nenhuma periculosidade social da ação. examinada esta na perspectiva de seu caráter material. da socieda- de e de outros bens jurídicos que lhes sejam essenciais. julgado em 04/12/2008. PROCESSO ELETRÕNICO DJe-122 DIVULG 25-06-2013 PUBLIC 26-06-2013) . Relator Min.que considera necessária. notadamente naqueles casos em que os valores penalmente tutelados se exponham a dano.137/1990 (STF: HC 83926-RJ. Rei.apoiou-se. § 2°. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA . se a soma da pena mínima da infração mais grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano. Ministro FELIX FIS- CHER. cujo desvalor.DOUTRINA. Relator(a): Min. aplicando-se por analogia o art.099/1995). 155.980-SP. CELSO DE MELLO. Ex.42% DO SALÁ- RIO MÍNIMO ATUALMENTE EM VIGOR). . em seu processo de formulação teórica. O PRINCÍ- PIO DA INSIGNIFICÂNCIA QUALIFICA-SE COMO FATOR DE DESCARACTERIZAÇÃO MATERIAL DA TIPICIDADE PENAL. no reconhecimento de que o caráter subsidiário do sistema penal reclama e impõe. pena de multa. Segunda Turma.CONSEQUENTE DESCARACTERIZAÇÃO DA TIPICIDADE PENAL EM SEU ASPECTO MATERIAL. julgado em 07/08/2007. PROCESSO E PROCEDIMENTO Atenção! Tanto o STF como o STJ firmaram entendimento no sentido de que.não represente. Não se admite a suspensão condicional do processo por crime continuado. CEZAR PELUSO. (c) o reduzidíssimo grau de reprovabilidade do comportamento e (d) a inexpres- sividade da lesão jurídica provocada . 11) . Quinta Turma. 7° da Lei 8. (HC 115246. Segunda Turma. ainda que a pena privativa de liberdade mínima cominada seja superior a 1 (um) ano. 28 do Código de Processo Penal.00 (EQUIVALENTE A 4. Reunidos os pressupostos legais permissivos da suspensão condicional do processo. na aferição do relevo material da tipicidade penal.CONSIDERAÇÕES EM TORNO DA JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.que deve ser analisado em conexão com os postulados da fragmentariedade e da intervenção mínima do Estado em matéria penal .: art.

00 (quarenta e cinco reais) de um es- tabelecimento comercial. contudo. ORDEM CONCEDIDA DE OFÍCIO. A competência desta Corte para a apreciação de habeas corpus contra ato do Superior Tribunal de Justiça (CRFB. 155. SITUAÇÃO DE NECESSIDADE PRESUMIDA. DO CP). 1. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-228 DIVULG 19-11-2013 PUBLIC 20-11-2013) . preconizava que "não queria um direito penal melhor. c/c o art.grifado pelo autor 188 . O furto famélico subsiste com o princípio da insignificância. bem assim o reflexo da conduta no âmbito da socieda- de. a) a paciente foi presa em flagrante e. ATIPICI- DADE DA CONDUTA. alínea "i") somente se inaugura com a prolação de decisão do colegiado. 4. Relator(a): Min. no Direito Pe- nal. TENTATIVA DE FURTO. avaliado em R$ 45. foi condenada à pena de 4 (quatro) meses de reclusão pela suposta prática do delito previsto no art. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂN- CIA. julgado em 12/11/2013. devendo ser analisadas as circunstâncias do fato para decidir-se sobre seu efetivo enquadramento na hipótese de crime de bagatela. Segunda Turma. membros de Tribunais Superiores - cujos atos não estão submetidos à apreciação do Supremo. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA A NÃO SUSPENSÃO. CONSTITUCIONAL. PODER-DEVER DO MINISTÉRIO PÚBLICO E NÃO DIREITO SUBJETIVO DO RÉU. mas que queria algo melhor do que o Direito Penal". Relator(a): Min. posto não integrarem binômio inseparável. ART. CAPUT. diante da estado de necessidade presumido evidenciado pelas circuns- tâncias do caso. em razão da atipicidade da conduta da paciente.grifado pelo autor RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Os fatos. do Código Penal (tentativa de furto). 155. 14. HABEAS CORPUS EXTINTO POR INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. FURTO FAMÉLICO. 3. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PRO- CESSO. (c) grau reduzido de reprovabilidade do comportamento. 8. ser precedida de criteriosa análise de cada caso. PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 106 DIVULG 02-06-2014 PUBLIC 03-06-2014). sendo descabida a flexibilização desta nor- ma. 299 DO CÓDIGO PENAL. máxime por tratar-se de matéria de direito estrito. O princípio da insignificância incide quando presentes. salvo as hipó- teses de exceção à Súmula n° 691 do STF. o furto famélico. ao final da instrução. Foram apresentados elementos concretos idôneos para motivar a negativa de suspensão condicional do processo. e (d) inexpressividade da lesão jurídica provocada. 11. Primeira Turma. IMPUTAÇÃO DO DELI- TO PREVISTO NO ART. pois. Habeas corpus extinto por inadequação da via eleita. b) A atipicidade da conduta está configurada pela aplicabi- lidade do princípio da bagatela e por estar caracterizado. A aplicação do princípio da insignificância deve. Na visão do saudoso Professor Helena Cláudio Fragoso. ESTADO DE NECESSIDADE X INEXIGIBILI- DADE DE CONDUTA DIVERSA. A suspensão condi- cional do processo não é direito subjetivo do réu. 2. inciso I. (HC 119672. É possível que o reincidente cometa o delito famélico que induz ao tratamento penal benéfico. mutatis mutandis. alguns fatos devem escapar da esfera do Direito Penal e serem analisados no campo da assistência social.no caso. tentou subtrair 1 (um) pacote de fraldas. REINCIDÊNCIA. artigo 102. S. 1. CÁR- MEN LÚCIA. C/C ART. LUIZ FUX. 14. 11. cumulativamente. as seguintes condições objetivas: (a) mínima ofensi- vidade da conduta do agente. 7. In casu. Ordem concedida de ofício para determinar o trancamento da ação penal. APLICABILIDADE. julgado em 06/05/2014. em suas palavras. (b) nenhuma periculosidade social da ação. HABEAS CORPUS IMPETRADO CONTRA ATO DE MINIS- TRO DE TRIBUNAL SUPERIOR. que não pode ser ampliada via interpretação para alcançar autoridades . 6. caput. O valor da res furtiva não pode ser o único parâmetro a ser avaliado. Recurso ao qual se nega provimento. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES PENAL E PROCESSUAL PENAL. Precedentes. (RHC 115997. a fim de se evitar que sua adoção indis- criminada constitua verdadeiro incentivo à prática de pequenos delitos patrimoniais. 2. INCOMPETÊNCIA DESTA CORTE. devem ser analisados sob o ângulo da efetividade e da proporcionalidade da Justi- ça Criminal.

ela limitou-se a exarar parecer. 2. no exercício de suas funções como procuradora autárquica. Quinta Turma. Rei. 1.Constatou-se qúe. levando em consideração apenas a qualidade dela dentro da empresa. concurso formal ou conti- nuidade delitiva. Precedentes. O benefício da suspensão do processo não é aplicável em relação às infrações penais cometidas em concurso material. portanto. seja em razão da atipicidade do fato imputado ao denunciado.591-DF. deixando de demonstrar o vínculo desta 189 . A Sexta Turma deste Superior Tribunal já decidiu que o oferecimento de garantia em embargos à execução fiscal não é causa extintiva de punibilidade penal. ALEGAÇÃO DE ATIPICIDADE DA CONDUTA. DA LEI n° 8. verificou-se que a paciente não cometeu qualquer infração penai. PRETÉNSÃO DE TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL.249/1995 só ocorre se o parcelamento do débito acontecer antes do recebimento da denúncia. COAÇÃO ILEGAL. se constata falta de justa causa para o seu prosseguimento. em um único ponto. EXISTÊNCIA DE PENHORA GARANTIDORA DA DÍVIDA. de uma simples leitura da denúncia. 4. 3. CONSIDERAÇÃO. CRIME CONTRA A ORDEM TRIBUTÁRIA (ART. CONFIGURAÇÃO DE RESPONSABILIDADE PENAL OBJETIVA. por ausência de justa causa à persecução criminal. verbete n° 337. De início. É cabível a suspensão condicional do processo na desclassi- ficação do crime e na procedência parcial da pretensão punitiva. A Turma concedeu a ordem para deter- minar o trancamento da ação penal proposta contra a paciente. 34 da Lei n° 9. Precedente. Concluiu-se. § 2°.249/1995. PLEITO DE RECONHECIMENTO DE INÉPCIA DA DENÚNCIA. 1°. STJ ··················································································································································································· Súmula STJ. verbete n° 243.666/1993. Esta Corte pacificou o entendimento segundo o qual o trancamento de ação penal pela via eleita é medida excepcional. TRANCA- MENTO AÇÃO PENAL E FALTA DE JUSTA CAUSA. constitui medida excepcional admissível apenas quando. 11. 34 DA LEI n° 9. Súmula STJ. ainda que apta ao adimplemento integral do débito tributário. que não se pode imputar à paciente a prática de conduta delituosa apenas por ter emitido parecer opinativo discordante de outro Procurador. SITUAÇÃO QUE NÃO SE AMOLDA À PREVISTA NO ART. a atipicidade da conduta. ultrapassar o limite de um (01) ano.grifado pelo autor RECURSO EM HABEAS CORPUS.. a extin- ção da punibilidade ou a manifesta ausência de provas da existência do crime e de indícios de autoria. cabível apenas quando demonstrada. no sentido de que a extinção da punibilidade prevista no art. não sendo esse o caso dos autos. Adilson Vieira Macabu (Desembargador Convocado do TJ/RJ). 90 c/c art. de plano. AUSÊNCIA. Este Corte Superior tem reiteradamente decidido ser inepta a denúncia que. a denunciada não teve qualquer capacidade decisória sobre as manifestações apresen- tadas. As decisões hostilizadas estão em consonância com o entendimento sedimentado neste Superior Tribunal. em sede de habeas corpus. seja pelo somatório. além de apresentar motivação adequada para sua discordância. INICIAL QUE NÃO DEMONSTROU O MÍNIMO NEXO CAUSAL ENTRE OS ACUSADOS E A CONDUTA IMPUTADA. PROCESSO E PROCEDIMENTO . CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. seja diante da ausên-· da de elementos que emprestem alguma base à investigação. atribui responsabilidade penal à pessoa física. mesmo em crimes societários e de autoria coletiva. de plano. AUSÊNCIA DE MENÇÃO DA COMPETÊNCIA FUN- CIONAL DOS IMPUTADOS.137/1990). Aduziu-se que. Min. julgado em 20/10/2011. HC 185. Informativo n° 485 Período: 10 a 21 de outubro de 2011. ambos da Lei n° 8. . quando a pena mínima cominada. observou-se que o trancamento da ação penal. seja pela inci- dência da majorante. pela suposta prática do crime previsto no art. DA CONDIÇÃO DOS RECORRENTES DENTRO DA EMPRESA. divergente da manifestação de outro colega. 84. Na espécie. IRRELE- VÂNCIA. APENAS.

6. sob pena de violação de direito subjetivo do acusado. para a proposta de suspensão condicional do r. ao contraditó- rio e ao devido processo legal. Recurso em habeas corpus parcialmente provido para trancar a ação penal proposta contra os recorrentes. julgado em 19/08/2010.Defensor Público. Tendo o Mi- nistério Público reconhecido a concorrência dos requisitos. No caso dos autos. observa-se que não se demonstrou de que forma os recorrentes concorreram para o fato delituoso imputado a eles na acusação. Rei. MOTIVAÇÃO INIDÔNEA.idade penal objetiva.grifado pelo autor PROCESSO PENAL. ~ Assertiva correta. (Cespe. PROPOSTA MINISTERIAL. (FCC.2013) Com relação aos princípios da insignificân- cia e da irrelevância penal do fato. desde que preenchidas as exigências legais. tendo sido atribuída a conduta criminosa exclusivamente pelo fato de eles serem só- cios-gerentes da empresa.TO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES com a conduta delituosa. remeterá a questão ao procura- dor geral. assinale a opção correta.DPE/PR. responsabi.rocesso.DPE/ES . sem prejuízo de que outra seja oferecida. mesmo estando presentes seus pressupostos legais permissivos. RECURSO EM HABEAS CORPUS.grifado pelo aut<. C) Se o promotor de justiça se recusar a propor a suspensão condicional do processo. Rei. S.445/BA. 04. com base nas condições fixadas pelo Parquet.099/95: A) na ausência de proposta de suspensão condicional do processo. (RHC 35. SUSPEN- SÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. ~ Assertiva errada. assinale a opção correta.2012) Aceita pelo réu a proposta de suspensão condicional do processo oferecida pelo órgão de acusação. em face do reconhecimento da inépcia formal da denúncia. dissentindo. 02.·) juiz.MA. o CPP.687/SP. o::~ortunidade em que é citado para responder aos termos da acusação. A) Os princípios da insignificância e da irrelevância ~enal do fato não contam com previsão expressa no direito penal brasileiro. é vedado ao juiz recusar-se a suspender o feito. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBEP. SEXTA TURMA.2012) Marcelino. Neste caso. OCORRÊNCIA. DJe 07 /10/2014). subjetivos e objetivos. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR.Defensor Público.>r @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. é denunciado pelo crime de furto simples. LESÃO CORPORAL GRAVE. de acordo com o entendimento jurisprudencial dominante no Supremo Tribunal Federal e com base na Lei no 9. 28 do CPP. por analogia. deve o juiz aplicar analogicamente o art.Defensor Público .Defensor Público . SEXTA TUF. DJe 06/09/2010) . 190 .DPE/TO. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. aplicando-se. CONSTRANGIMENTO. julgado em 18/09/2014. INDEFERIMENTO JU- DICIAL. (Cespe . Recurso a que se dá provimento para determinar a suspensão condicional do processo aos recorren- tes. primário e de bons antecedentes. por configurar.2009) Acerca da legislação especial e segundo en- tendimento do STF. além de ofensa à ampla defesa. não é dado ao magistrado dela se dissociar com fulcro em argumentos próprios de juízo de mérito. 2. ~ Assertiva correta. repudiada pelo ordena- mento jurídico pátrio. ~ Assertiva correta 03. 1.DPE/PI . (Cespe . (RHC 21.

(Cespe . assinale a opção correta. não pode- rão produzir efeitos. 191 . segundo entendimento do STJ e do STF. já posicionou- -se o STF no sentido de que será considerada inexistente sentença que julgar extinta a punibilidade do agente com base em certidão de óbito falsa. por exemplo. como aqueles já aposentados ou mesmo afastados. no 24 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de oorreção. enquanto requisito processual de existência tem-se a jurisdição. podendo tratar-se de vícios intrínsecos ou extrínsecos. 06. há que se afirmar ainda que serão inexistentes as sentenças prolatadas por não juízes. @ RESPOSTA24 : As sentenças inexistentes são aquelas que decorrem de vícios. sentenças pro- latadas em processos no qual uma das condições da ação está ausente ou mesmo a sentença de mérito proferida diante da patente impossibilidade jurídica do pedido. nesse caso.Defensor Público. Outrossim. e a sentença não assinada pelo juiz. Este entendimento. · ~ ROBERTO GOMES . qual ou quais? Resposta objetivamenté fundamenta- da.2013) Em relação ao habeas corpus. a sentença sem conclusão ou sem a parte dispositiva sequer chegou a constituir-se enquanto ato sentencia!. no tocante aos vícios intrínsecos. Com base nesta premissa.2013) No que concerne aos juizados especiais cri- minais.Defensor Público . Assim. A) A suspensão condicional do processo constitui óbice ao manejo da ação de habeas corpus. visto que. D) Como a vítima não participa da fase de suspensão condicional do processo.DPE/TO. razão pela qu. Outros exemplos são: a sentença pronunciada contra pessoa inexistente ou sem legitimidade para a causa. tampouco intervém na fixação do montante para a reparação do dano causado pelo crime. (Cespe. Uma sentença tida por inexistente pode gerar algum tipo de efeito jurídico no processo penal? Caso positivo. não há risco imediato da liberdade de ir e vir. sequer existe no mundo jurídico. sendo que tais sentenças.DPE/RR . assinale a opção correta. ~ Assertiva errada. toda a matéria poderá ser rediscutida no juízo cível competente a fim de se apurar eventual responsabilidade civil remanes- cente.!l a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. Agora. Ademais. assim como não há limite temporal previamente fixado para sua impugnação. com relação aos vícios extrínsecos. ~ Assertiva correta. via de regra. PROCESSO E PROCEDIMENTO 05. vez que deixou de haver a prolação da sentença. tem-se. isto é.

Scarance e Magalhães entendem que. não profere sentença inexistente. 8 ed. Antônio Scarance. sob pena de reformatio in pejus indireta. GO- MES FILHO. São Paulo: Editora Revista dos Tribunais. de 8 (oito) meses de reclusão e 8 (oito) dias-multa. mas nula. com poste- rior anulação do processo pelo Tribunal Regional Federal da 2. Ada Pellegrini. a doutrina quer referir-se não à ausência material do ato. 1. 381. PRESCRIÇÃO DA PRETENSÃO PUNITIVA. Com efeito. § 1°. pouco importando o fato de ter sido publicada e registrada pelo escrivão no livro próprio" (LIMA. 2. em relação aos quais não se cogita de invalida- ção. não atos. Grinover. Processo penal. qual seja. DECLARAÇÃO DE INCOM- PETÊNCIA ABSOLUTA DO JUIZO. Não se anula o que não existe. não há como o Juiz competente impor ao Réu uma nova sentença mais gravosa do que a anteriormente anulada. OCORRÊNCIA. o 19? . NA FORMA DO ART. até que sua incompetência seja declarada. embora tenha existência material. Antônio Magalhães. 34 ed. pelo estelionato. perante a Justiça Federal. (. Fernando da Costa. mesmo no caso de inexistência. p. 2012. pois a inexistência constitui um problema que antecede a qualquer consideração sobre a validade" (GRINOVER. volume 3. como regra as sentenças avaliadas como inexistes não produzirão qualquer efeito. E se essa declaração de nulidade foi alcançada por meio de recurso exclusivo da defesa. PENAL E PROCESSUAL PENAL. NOS AUTOS DE APELAÇÃO CRIMINAL EXCLUSIVA DA DEFESA. 3. Niterói. As nulidades no processo penal. não poderá ser violada a garantia da coisa julgada. 818) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA "HABEAS CORPUS. é total- mente desprovido de qualquer significado jurídico. 129) "Outra formalidade da sentença é a assinatura do juiz (CPP. 29. p. CRIMES DE ESTELIONATO E ALICIA- MENTO DE TRABALHADORES DE UM LOCAL PARA OUTRO DO TERRITÓRIO NACIONAL (ARTS. e 8 (oito) me- ses de detenção e 08 (oito) dias-multa. todavia. Renato Brasileiro de. O Juiz ab- solutamente incompetente para decidir determinada causa. que admite que tal hipótese seria de nulidade absoluta. p. conforme mencionado inicialmente. a não aposição de assinatura do juiz torna a decisão inexistente. VI). FERNANDES. Manual de processo penal. rev. SEN- TENÇA CONDENATÓRIA PROFERIDA PELA JUSTIÇA FEDERAL. RJ: lmpetus. não há que se falar em nulidade de ato inexistente. e atual. são.) Quando se fala em inexistência do ato. Sua ausência. A prevalecer a sanção imposta na sentença originária. o vício é de tal gravidade que sequer seria possível considerá-los como atos (J processuais. 171 E 207. mas àquele ato que. 2012. equivalendo ao ato absolutamente nulo" (TOURINHO FILHO. ou por impetração de habeas corpus. 11. vol. rev. Contudo. já que é ela que confere au- tenticidade à sentença. REPERCUSSÃO DA DECISÃO ANULADA NO JUÍZO COMPETENTE. na verdade. TODOS DO CÓDIGO PENAL. pelo crime contra a organização do trabalho. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES entanto. como no caso dos autos. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Neles.. e atual. em prejuízo do réu. 2004. art. diverge de parte considerável da doutrina. § 1°. nãó pode ser tratada como causa de mera nulidade relativa. São Paulo: Saraiva. Por fim. Hipótese em que a Paciente foi condenada. que depende de pronuncia- mento judicial para ser desconstituída. 22) c "Na verdade.• Região. sendo novamente denunciada pelos mesmos crimes perante a Justiça Estadual. REFORMATIO IN PEJUS INDIRETA.. minoritariamente. em razão da incompetência absoluta do Juízo.

23) e o rec2oimento da nova denúncia perante o Juízo de primeiro grau (28 de julho de 2008.2009) "Tendo sido o réu absolvido por ilegitimida- de de parte por ser menor de dezoito ênos e sendo descoberto. condenando o acusado nas penas do art.TJ-RJ. entre- tanto.OPE-RO. tendo Tertuliano confessado que praticou os fatos na forma em que foram mencionados na denúncia e tendo a vítima também asseve- rado a veracidade de tais fatos. § 2°. Hc-124. fi. Ordem concedida. que ele usara dorumento de identidade falso. o laudo de eficiência da arma de fogo utilizada por Tertuliano e apreendida pelos policiais.149/RJ. é cabível o oferecimento de nova denúncia contra o acusado. Ministra LAURITA VAZ. (CESPE. Nesse cenário.2012) "De acordo com o CPP. do Código Penal (CP). Rei.• Vara Crimi- nal da Comarca do Rio de Janeir0 recebeu denúncia em face de Tertuliano.Defensor Público.2011) "Na hipótese de ter sido a sentença absolutória prolatada por juiz absolutamente incomJ::etente." ~ Resposta: Assertiva falsa. o Ministério Público pediu a condenação nos termos da denúnáa e a defesa requereu a absolvição do acusado por falta de provas. as partes nada requereram em diligências (fase prevista no art. pois foi proferida por juiz de direito substituto e não pelo titular da vara. a te:x. para declarar a prescrição da pretensão punitiva estatal nos autos em tela. (MPDFT . restando comprovado que ele era maior de dezoito anos na cata dos fatos. ainda. 46). QUINTA TURMA. 499 do ::PP). na qual constava que. depois de transitada em julgado a sentença. requereu o promotor signatário da denún- cia a condenação de Tertuliano nas penas do crime de furto. •••••••••••. do Código Penal. Em alegações finais. 155. eis que a sentença é inexistente:· ~ Resposta: Assertiva falsa. Tertuliano subtraiu o carl':) e outros bens que estavam no interior do veículo. 157.Analista Judiciário . (CESPE.Analista Judiciário. tudo de propriedade da vítima Fabrícia. inciso VI. Por fim.Promotor de Justiça . com a redação anterior à Lei n° 12. 397 do Código de Processo Penal)? 193 . 02. caput. No procedimento comum. juntan:lo-se aos autos. 109. 04.art. PROCESSO E 0 ROCEDIMENTO prazo prescricional é de dois anos. julgado em 16/11/2010.roubo qualificado pelo emprego de arma. vê-se que entre a data dos fatos (16 de janeiro de 2006. não havendo.•••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••••. (FCC . é correto afirmar que a sentença prolatada pelo juiz de direito substituto da vara é inexisten- te. 4. necessidade de o ato inexistente ser declarado judicialmente como tal:' ~ Resposta: Assertiva falsa. o ato nulo difere do ato inexistente. Nessa situação hipotética. exercida com emprego de arma de fogo. mediante grave ameaça. em que hipóteses o juiz de direito pode absolver su- mariamente o acusado (art." ~ Resposta: Assertiva falsa. com base nos mesmos fatos.2008) "O juiz de direito substituto da 1. DJe 06/12/2010) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. Após regular trâmite processual. O juiz sentenciou o feito. restando extinta a punibilidade da Paciente.••••••• ·-••••••••••••••·•••••••••••••••••••••o••••••••••••oo••••••••oo•ooo•••••••••••·•••••••••••••••••••" 03. fi. inciso I.TJ-AP ." (STJ.234/2010. do CP .do art. o juiz declarará inexistente a sentença absolutória porque baseada em prova falsa e determinará que se retome o andamento do processo. devendo o primeiro ser jtJdicialmente declarado nulo. transcorreu o lapso temporal prescricional. no dia 10 de fevereiro de 2007.

o juiz poderá absolver sumariamente o acusado desde que esteja comprovada a presença de alguma das seguintes circunstâncias: (i) a existência manifesta de cau- sa excludente da ilicitude do fato. o Réu poderá ser absolvido. por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado (art. do CPP).22). o processo continua. 26. den- tre as quais tem-se: erro de proibição (art. Caso contrário. esta veda a possibilidade de ab- solvição sumária para os casos de inimputabilidade do agente. então. situação que enseja justificadamente a impetração de Habeas Corpus. 149 e ss. 22) ou obediência hierárquica (art. (ii) a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente. para proceder com a instrução do feito. 21). tem-se que se o juiz observar que o acusado agiu de acordo com o princípio da adequação social. de acordo o disposto nos incisos do artigo acima mencionado. absolve-lo. ou (iv) extintp a punibilidade do agente. como anteriormente mencionado. Melhor. para verificar a medida de segurança cabível por meio de uma sentença absolutória imprópria. conforme prevê o art. não havendo fundamento. Sendo averiguada a incapacida- de mental ao tempo do fato. buscando-se comprovar a autoria do fato e a existência do crime. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES ~ ROBERTO GOMES @ RESPOSTA25 : Inicialmente. 20. de maneira fundamentada. descriminantes putativas (art. deve-se proceder com o incidente de insanidade mental (art. estrito cumpri- mento de dever legal ou exercício regular de um direito (art. § 1°). ATENÇÃO!!! Ressalte-se que uma vez recebida a defesa escrita. Dessa forma. sem que tenha havido ins- trução. 397 do CPP. também deverá o juiz absolver o acusado. Caso o fato exposto na exordial acusatória não configure comportamento crimi- noso. 194 . incorrer-se-á em coação ileg31. cumpre ressaltar que a questão versa sobre as situações em que apli- car-se-á a absolvição sumária ao acusado no Processo Penal. Outrossim. Isto posto. 23) deverá reconhecer a causa de justificação e. estado de necessidade (art. E para tanto. as questões acerca do fato devem ser incontroversas. coação moral irresistível (art. por parte do acusado. caput). quan- do se fala na tese de excludente pela inimputabilidade penal. não havendo fato típico nem 2S Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. mas. deverá despachar nesse sentido. Conforme depreende-se da lei processual penal. no que concerne à existência de causa excludente da ilicitude. sim. tem-se que uma vez oferecida a resposta inicial pelo réu. (iii) atipicidade do fato (que o fato narrado evidentemente não constitui crime). ou em legítima defesa (art. 25). o juiz entendendo nêo ser hipó- tese de absolver sumariamente o acusado. 24). salvo inimputabilidade. em razão do que foi apresentado pela defe- sa. com a absolvição do acusado. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. Destarte. ocorre quando o juiz absolver o acusado estando presentes causas capazes de eximir o agente da culpabilidade. de modo a fundamentar sua decisão. Outra hipótese. sumariamente.

poderá. trazida com a Lei n° 11. Parece-nos. abolitio criminis. de pronto. Curso de Direito Processual Penal. por isso. assim. sendo possível corrigir o erro e oferecer nova peça acusatória ou é possível recorrer. depois da resposta do acusado. bagatela. vez que não seria oportuno submeter o réu a um processo criminal. Guilherme de Souza. por exemplo. antes mesmo de dar início à instrução. 26 Ressalte-se que a decisão em comento tem conteúdo de absolvição. absolvê-lo. devem também ser invocadas para lastrear o pedido de arquivamento. 2013. o recurso cabível pela acusação será o de Apelação. 2010. pode-se considerar o réu indefeso. aplicando a regra do art." (NUCCI. 672) "Advirta-se ainda que com a reforma do CPP. de forma que.çlecisão. desistência voluntária (art. 15) ou crime impossível (art. 129). que está demonstrada hipótese autorizadora de absolvição sumária. tanto que. é termi- nativa e. perempção e perdão judicial) também deverá absolver. entendemos que as hipóteses que autorizam a absolvição sumária. 397 do CPP. se o membro do parquet vislumbra. ao absolver sumariamente o acusado pelas três primeiras hipóteses do artigo 397. passou- -se a admitir o julgamento antecipado da lide. p. 6 ed. incisos I a IX do Código Penal Brasileiro (morte do agente. uma vez citado. por não enfrentar o mérito. nomeando-se defensor dativo ou indicando-se defensor público para oferecer a peça exigida. Se não o fizer. pela análise dos elementos que lhe são trazidos pelo inquérito ou por quaisquer outras peças de informação. Manual de Processo Penal e Execução Penal. Finalmente. sendo possível apenas e tão somente o recurso. se a causa de 'absolvição sumária' for a extinção da punibilidade. A rejeição da inicial gera a coisa julgada formal. Quem tem de ser absolvido. p. Contudo. convenceu-se da presença de excludentes da tipi- cidade. prescrição. 20). 397 do código. a . verificando o juiz com quaisquer das causas de extinção da punibilida- de. se a recebeu e. con- forme autoriza o artigo 395. igualmente. deve o magistrado nomear defensor para tanto. 111 do Código de Processo Penal 26 • Contudo. é possível entender-se que. Nestor. concedendo-lhe vista dos autos por dez dias. 17). fala-se em coisa julgada formal e material. deve ser atacada mediante recurso em sentido estrito. agora sim. tendo em vista a nova possibilidade que tem o juiz de promover a absolvição sumária. erro de tipo (art. e desse modo gerará coisa julgada ma- terial. o acusado. se cabalmente demonstradas ab initio. não deve ser processado! Logo. · @ DOUTRINA TEMÁTICA "É imprescindível o oferecimento da defesa prévia. decadência. São Paulo: Revista dos Tribunais. Toma-se importante o oferecimento de alegações defensivas logo após a ci- tação. elencadas no artigo 107.719/08. averiguou-se. anistia. e na forma do artigo 397. 195 . já que. rejeitando-a de imediato. imprescindível que o defensor constituído ofereça a defesa prévia. o magistrado está decidindo mérito e. graça ou indulto." (TÁVO- RA. Salvador: Juspodivm. Já no caso da absolvição sumária. PROCESSO E PROCEDIMENTO deveria o magistrado receber a denúncia ou a queixa. não deve promover a denúncia. tais como. Isso ocorre. Assim. 15). a atipicidade do fato. se deixar o réu de apresentá-la. 8 ed. nas hipóteses elegidas no art. sob a justificativa de que o processo deve ser deflagrado para que o réu seja absolvido. desde logo. arre- pendimento eficaz (art.

Recurso extraordinário não conhecido. julgado em 28/06/1993.605/1998). 411. POSSIBILIDADE DE RECONSIDERAÇÃO DA DECISÃO DE RECEBIMENTO DA DENÚNCIA APÓS A DEFESA PRÉVIA DO RÉU. do código de processo penal. a decisão final. ART. sumariamente.719/2008. nessa fase. Néri da Silveira. De qualquer sorte. Em seguida. logo após o oferecimento da resposta do acusado." (STF. [. com base na 'inimputabilidade psíquica'. 1. ] CRIME AMBIENTAL (ARTIGO 38 DA LEI 9. O acórdão afirmou que. quando a defesa não sustentar tese fundamental excludente do crime. Hipótese em que a perícia.180-DF. Não há matéria constitucional prequestionada. Sumulas 282 e 356. ela também não se coaduna com os princípios da economia e celeridade processuais. ABSOLVIÇÃO SUMARIA. 395 do CPP. afirmada pelo laudo psiquiátrico e contestada pela defesa. por via oblíqua. Min. REsp. o que não se tem admitido. INIMPUTABILIDADE. Quinta Turma. ao constatar a presença de uma das hipóteses elencadas nos incisos do art. RE 156169. IMPOSSIBILIDADE. CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. RECEBIMENTO DA MANIFES- TAÇÃO COMO RESPOSTA À ACUSAÇÃO. O fato de a denúncia já ter sido recebida não impede o juízo de primeiro grau de. Além de ser desarrazoada essa solução. Sebastião Reis Júnior.. 397. suscitada pela defesa. o juiz deve absolver sumariamente o acusado quando verificar uma das quatro hipóteses descritas no dispositivo. PRO- POSTA DE SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. Isso porque. RESPEITO AO SISTEMA RECURSAL PREVISTO NA CARTA MAGNA.842-RJ. a peça acusatória deve ser recebida e determinada a citação do acusado para responder por escrito à acusação. IMPETRAÇÃO ORIGINÁRIA. Questão vinculada mediatamente a exegese do art. 396. Min. DJe 30/10/2012. No caso concreto. a cognição não pode ficar limi- tada às hipóteses mencionadas. JÚRI. Rei. se verificasse. se a parte pode arguir questões preliminares na defesa pré- via. leva à possibilidade não apenas de o juiz absolver sumariamente o acusado. não reconhecida de imediato. na apreciação da defesa preliminar. § 3°. DJe 17/5/201 O. acrescido o fato de ter sido invocada a tese da legitima defesa. não há porque dar início à ins- trução processual. HC 232. as instâncias inarias entenderam prudente adotar a solução da pronuncia. mas também de fazer novo juízo de recebimento da peça acusatória. cai por terra o argumento de que o anterior recebimento da denúncia tornaria sua análise preclusa para o Juiz de primeiro grau. Sexta Turma. em razão de defeito que macula o processo. reconhecendo a inimputabilidade do réu.925-PE. somente se poderia surpreende-la. Rei. CPC.. Segunda Turma. deixando para o júri. julgado em 16/5/2013. Precedentes citados: HC 150. Nos termos do art. segundo o art. SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO ORDINÁ- RIO. 397. juiz natural e soberano da causa. na fase da pronuncia. tam- bém deve ser considerado admissível o seu acolhimento. Ademais. pois a melhor interpretação do art. no momento processual definido no art. 267. NULIDADE DA PRONUNCIA. "DIREITO PROCESSUAL PENAL. só pode o juiz absolver. 396 e 396-A do CPP. sendo controvertida a inimputabilidade do réu. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA RECURSO EXTRAORDINÁRIO. se não for verificada de plano a ocorrência de alguma das hipóteses do art. Sob outro aspecto. "HABEAS CORPUS. com a extinção do processo sem julgamento do mérito por aplicação analógica do art. QUESTIONAMENTO DA DEFESA ACERCA DA EXTENSÃO DA ÁREA A SER RECUPERADA. 395. prevista nos arts.318. se o magistrado verifica que não lhe será possível analisar o mérito da ação penal. se é admitido o afastamento das questões preliminares suscitadas na defesa prévia. considerando a reforma feita pela Lei 11. NÃO CONHECIMENTO. IMPOSSIBILIDADE. 411. no caso. se ofensa à constituição. reconsiderar a ante- rior decisão e rejeitar a peça acusatória. DJ 05/08/1994). o réu. foi impugnada pela defesa. 397 do CPP. PEÇA QUE NÃO CONTÉM 196 ." (Informativo n° 522 do STJ). Contudo.

Ministro JORGE MUSSI. PREJUÍZO PATENTE. 02. o magistrado pode.Promotor de Justiça .2014) "No procedimento comum. tendo ele recusado o benefício sob o argumento de que a metragem da área a ser recuperada estaria equivocada. a ocorrência de causas excludentes da ilicitude ou culpabilidade. (FEPESE .Defensor Público . se for o caso. Ordem concedida de ofício para anular o processo desde a decisão que afastou a absolvição sumária do paciente. e apenas controverte a sua qualificação. após o acolhimento da inicial. TAMPOUCO AS PROVAS QUE O ACUSADO PRETENDE PRO:::>UZIR E AS TESTEMUNHAS QUE DESEJA OUVIR. b) a existência mani- festa de causa excludente da culpabilidade do agente. CONSTRANGI- MENTO ILEGAL EVIDENCIADO.DPE-PB . Com o advento da Lei 11.2013) "Não pode o inimputável ser absolvido sumariamente. c) que o fato nanrado evidentemente não constitui crime. julgado em 06/05/2014. salvo inimputabilidade. que o juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando veri- ficar: a) a existência manifesta de causa excludente da ilicitude do fato. o Ministério Público propôs ao acusado a suspensão condicional do processo. 03. ao analisar a referida petição. sem prejuízo de que seja oportunizado à defesa.Juiz Federal. 3. (FCC . 197 . o ato processual previsto no artigo 396 do Código de Processo Penal. porque é juridicamente im- possível absolvição sumária com aplicação de medida de segurança:· ~ Resposta: Assertiva falsa. o Juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar que a denúncia é manifestamente inepta. Rei. o que revela a importância da peça a ser apresentada pela defesa após o recebimento da denúncia. antes da fase probatória:· ~ Resposta: Assertiva falsa.MPE-RO .Promotor de Justiça . absolver sumariamente o réu ao vislumbrar hipótese de evidente atipicidade da condu- ta. Ha-. ocasionando patente prejuízo à defesa. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO." ~ Resposta: Assertiva falsa. (CESPE . entendeu que ela faria as vezes da resposta à acusação.2014) "Na resposta preliminar à acusação. No caso dos autos. como consta expressamente da ressalva legal. bem como de especificar as provas pretendidas e arrolar testemunhas." (STJ. ou ainda a extinção da punibilidade. d) extinta a punibilidade do agente:' ~ Resposta: Assertiva verdadeira.719/2008. DJe 14/05/2014) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. 4. depois de oferecida a resposta à acusação. que foi tolhida do direito de lançar os argumentos que poderiam ensejar a sua absolvição sumária. (TRF. dispõe o Estatuto Processual Penal. PROCESSO E PROCEDIMENTO TODAS AS TESES DEFENSIVAS. 1. ··················································································································································································· 04. 2. determinando-se que o parquet estadual se manifeste sobre a pretendida adequação da área a ser recuperada pelo pa- ciente como condição para a suspensão condicional do processo. HC 250.MPE-SC . de acordo com o Código de P'rocesso Penal. em observância ao princípio da duração razoável do processo e do devido processo legal. fica impedido o julgador de ab- solver sumariamente o acusado.2014) "Em relação aos processos em espécie. Ocorre que o magistrado singular. adequando-a aos limites de sua proprieda- de.za Região. QUIN- TA TURMA. motivo pelo qual requereu a remessa dos autos ao órgão acusatório para que este apresentasse nova proposta. se a defesa não nega os fatos. · beas corpus não conhecido.645/SP.

....2012) "No processo comum. uma vez que a falta de justa causa material...Promotor de Justiça ......... (INSTITUTO CIDADES.. basta para que se rejeite a denúncia sem julgamento do mérito.... EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES OS....." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.............. o Juiz absolverá sumariamente o réu quando verificar a existência manifesta de causa excludente da culpabilidade do agente.. . ·l...... o acusado deverá responder à acusação no prazo de 10 dias................ Código de Processo Penal) quando o autor da infração penal agiu manifestamente em legítima defesa....... entendida como a aLsência de narrativa de fato..... conduz à absolvição sumária........ (MPE-SP..099/95? 198 .Promotor de Justiça .... o acusado pode ser absolvido su- mariamente caso haja manifesta causa excludente da culpabilidade.... 1O....." ~ Resposta: Assertiva falsa....2010) "t~o processo comum..........TJ-AC..2011) "Assinale a alternativa corre- ta....... criminoso....... se esta for a única tese defensiva........Promotor de Justiça ............. como ausência de elementos probatórios de sustentação da denúncia ou da queixa........ 12............" ~ Resposta: Assertiva verdadeira....... 07." ~ Resposta: Assertiva falsa...... ....... 397......2013) "Pelo rito ordinário do CPP.........Promotor de Justiça. o acusado pode ser ab- solvido sumariamente quando o Ministério Público for parte ilegítima para o exercício da ação penal:' ~ Resposta: Assertiva falsa...... se após a defesa escrita o juiz constata que...2013) "A inexistência de justa causa no sentido processual. (MPE-MS ..........MPE-RO ......... Quais são as hipóteses de revogação (obrigatória ou facultativa) da suspensão condicional do processo previstas na Lei n' 9.. a inimputabilidade....TJ-AL.Promotor de Justiça ....DPE-AM......Juiz........ ··················································································································································································· 11..... (MPE-SC ........ 08........... (CESPE...2013) "O juiz deverá absolver sumariamente o acusado quando verificar indícios da existência de causa excludente da ilicitude do fato.......... em tese..." ~ Resposta: Assertiva falsa .Juiz..................." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.....2013) "No processo comum......... pela pena máxima cominada ~o delito imputado na denúncia incipe a prescrição. No processo comum. por exemplo...2008) "Depois de citado............ (CESPE..Defensor Público. (CESPE......! 09......... (MPE-PR .... o juiz não poderá absolver sumariamente o acusado se ficar provada a inexistência do fato... o acusado pode ser absol- vido sumariamente (art......... como............ salvo inimputabilidade.... absolverá sumariamente o réu:· I ~ Resposta: Assertiva verdadeira............ 06........ Após esse prazo..

PROCESSO E PROCEDIMENTO ~ ROBERTO GOMES @ RESPOSTA27: A Lei n° 9. Nestor. 89). o beneficiário for processado por outro crime ou não efetuar. Salvador: Juspodivm. CP). § 1°). em casos previamente especificados. § 3°). 2. se a soma da pena mínima da infração mai? grave com o aumento mínimo de um sexto for superior a um ano'. 89). A jurisprudência desta Casa de Justiça é firme no sentido de que o benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o período de prova. A denúncia seria oferecida e com ela a proposta de suspensão do processo. que pode..) 1. estabele- cer critérios conforme o juízo provisório acerca da conduta que se espera de alguém submetido a processo penal. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. desde que motivado por fatos ocorridos até o seu término. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. Assim. Na segunda. constituída por motivos de política criminal. no curso do prazo.099/95 prevê hipóteses de revogação da suspensão condicional do pro- cesso." (TÁVORA. da Lei 9. 165) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA "AGRAVO REGIMENTAL. art. Curso de Direito Processual Penal. MEDIDA DESPENALIZADORA.. visto que a aludida suspensão é uma medida despenalizado- ra. 77 do Código Penal. 77. 89. por conseguinte. desde que o réu não esteja sendo processado ou não tenha sido condenado por outro crime. assim como ocorre com o sursis previsto no Art. 89. Apesar disso. 8 ed. @ DOUTRINA TEMATICA "A Lei n° 9. com o objetivo de possibilitar. de natureza facultativa. a reparação do dano (Art. e desde que também estejam presentes os requisitos que autorizem a concessão do sursis (art. não se há de falar em violação ao princípio da presunção da inocência. O instituto da suspensão condicional do processo constitui importante medida despenalizadora. estabelecida por motivos de política criminal. 2013. enquanto na facultativa uma ação penal por contravenção ou o descumprimen- to de qualquer outra condição imposta são autorizativos para análise da revogação do benefício em questão. o juiz declarará extinta a punibilidade (§ 5•.099/1995 também trouxe uma mitigação ao princípio da indisponibilidade. pela prática de contravenção ou se descumprir qualquer outra condição a ele imposta (Art. A melhor interpre- tação do art. 199 . autorizando que. nas infrações com pena mínima não superior a um ano. por período de dois a quatro anos. o juiz revogará a suspensão sempre que. sem motivo justifi- cado. Passado o período de prova e não descumpridas as condições es- pecificadas na proposta. na revogação obrigatória é suficiente a existência de uma ação penal por crime. p. 89. de caráter obrigatório. segundo o qual 'não se admite a suspensão condicional do pro- cesso por crime continuado. o juiz po- derá revogar a suspensão se o acusado for processado. observando-se ainda o entendimento da Súmula n° 723 do STF. no curso do prazo. § 4°.099/95 leva à conclusão de que não há óbice a que o 27 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. Na primeira hipótese. que o processo nem chegue a se iniciar. POSSIBILIDADE DE REVOGAÇÃO APÓS O PERÍODO DE PROVA. seja proposta a suspensão condicional do processo (art. (. AÇÃO PENAL.

Jorge Mussi. §§ 4° E 5°.INTELIGÊNCIA DO ART. sem justificativa.099/95. DJe 17/09/2013) RECURSO ESPECIAL. Preceden- tes do STJ e do STF. ACUSADO QUE 200 . Quinta Turma. 89. diante da conduta do acusado frente ao benefício. DESPROVIMENTO DO RECURSO. Para que a revogação obrigatória da suspensão condicional do processo se mostre legítima. Impossibi- lidade de revogação da benesse de forma automática porque se trata de hipótese de revogação facultativa (descumprimento da obrigação de comparecer pessoal e mensal- mente em Juízo). SUSPEN- SÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. DJ 03/12/2004). DJe 18/1 0/2013} RECURSO EM HABEAS CORPUS. INCABIMENTO. DJe 19/04/2012) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. CRIME CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO. DESNECES- SIDADE DE PRÉVIA INTIMAÇÃO DO ACUSADO.RECURSO PROVIDO. Quinta Turma.. COM OBSERVAÇÃO. Precedentes de ambas as Turmas. LESÃO CORPORAL CULPOSA PRATICADA NO ÂMBITO DOMÉSTICO E FAMILIAR (ARTIGO 129. 4. 3. POSSIBILIDADE. Precedentes do STJ e do STF. SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. Min. Rei. Min.. TRANSAÇÃO PENAL. julgado em 27/08/2013. No caso dos autos. desde que a causa da revogação tenha ocorrido durante o referido lapso temporal. HC 84." (STF. não efetue a reparação do dano. 1. Em se tratando de instrumento de política criminal despenalizadora. fazendo-se necessária a intimação do acusado para justificar o motivo descumprimento da medida que lhe foi imposta:· (STJ. 1. Do teor dos §§ 3° e 4° da Lei 9. 3. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES juiz decida após o final do período de prova (cf. REVOGAÇÃO DO BENEFÍCIO APÓS O PERÍODO DE PROVA. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVI- DENCIADO.099/1995. 2. O benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o transcurso do período de prova. Recurso improvido. DO CÓDIGO PENAL). REQUISITOS OBJETIVOS. Rei. Primeira Turma. desde que a causa da revogação tenha ocorrido durante o referido lapso temporal. julgado em 15/03/2012.DESCUMPRIMENTO DA CONDIÇÃO DE COMPARECIMENTO MENSAL A JUÍZO. Tribunal Pleno. REsp. Ayres Britto. § 4°. da mi- nha relataria. bastando que o acusado venha a ser processado por outro crime ou. )7. APRECIAÇÃO EM SEDE DE HABEAS CORPUS. Moura Ribeiro.REVOGAÇÃO FACULTATIVA DA BENESSE. prevista no art.396/ RJ. confere ao julgador im- portante função de sopesar a gravidade de eventual falta no cumprimento das condi- ções fixadas." (STJ. AP 512 AgR.593/SP.099/95. 89. § 9°. S. circunstância que constitui causa de revogação obrigatória do benefício.SUSPENSÃO CONDICIONAL DO PROCESSO. 1391677/RJ. Agravo regimental desprovido. DESCUMPRIMENTO DE CONDIÇÃO OBRIGATÓRIA. Não há dúvida de que o benefício da suspensão condicional do processo pode ser revogado mesmo após o transcurso do período de prova. Precedentes. Min. INOCORRÊN- CIA. o instituto da suspensão condicional do processo exige mais do que a aplicação das condições objetivamente consideradas.POSSIBILIDADE DE REVOGA- ÇÃO DA BENESSE APÓS O DECURSO DO PERÍODO DE PROVA. 2. DIREITO PENAL TRANCAMENTO DA AÇÃO PENAL AUS~NCIA DE JUSTA CAUSA. e duas em que é facultativa (acusado processado por contra- venção penal no curso do prazo e descumprimento de qualquer outra condição esta- belecida). verifica-se que há duas · situações em que a revogação do sursis processual é obrigatória (peneficiário processa- do por outro crime no decorrer do período de prova e a ausência de reparação do dano sem motivo justificado). Vai além: para efeito de revogação da suspensão do processo. Rei.OBRIGA- TORIEDADE DE INTIMAR O ACUSADO PARA JUSTIFICAR OS MOTIVOS DO DESCUMPRI- MENTO DA CONDIÇÃO IMPOSTA. RHC 39. (. da Lei n° 9. julgado em 15/10/2013. não é necessário que o magistrado possibilite ao bene- ficiário manifestar-se sobre o descumprimento das condições que lhe foram impostas. o paciente teve o benefício revogado por ter praticado outro delito durante o período de prova. DA LEI N° 9.

··················································································································································································· 07. mas não impede que o MP examine a possibilidade do oferecimento da transação penal.Promotor de Justiça.087/SP.TJ-DF. Sexta Turma.2013) "A desclassificação do fato imputado ao réu promovida pelo tribunal de justiça. para delito de menor potencial ofensivo. (MPE-MA. (CESPE. com a prolação da sentença. de acordo com a jurisprudência dos tribunais superiores. em gozo da suspen- são condicional do processo." (STJ. Hamilton Carva- lhido..Defensor Público. sob pena de revogação da benesse. RHC 15.2014) "Fixada a obrigação de reparação de dano. na primeira instância. 03. por ocasião de recurso de apelação. seja denunciado pelo MP por novo delito praticado no curso do benefício legal.Defensor Público. Min. descumprimento injustificado acarreta a revogação obrigatória do benefício" ~ Resposta: Assertiva verdadeira. obsta a análise do benefício da suspensão condicional do pro- cesso. o novo processo. PROCESSO E PROCEDIMENTO RESPONDE A OUTRO PROCESSO. RECURSO IMPROVIDO.Juiz. Recurso improvido. o acusado preenchia todos os requisitos legais. uma vez que. julgado em 21/02/2006. 04. beneficiado pela sus- pensão condicional do processo. nos termos do princípio da imediatidade que rege os atos processuais.. 05. ~ Resposta: Assertiva verdadeira. (. INEXISTÊNCIA.2014) "Formulada a proposta de suspensão condicio- nal do processo pela promotoria.Defensor Público .DPE-TO. o. tenha sido novamente denunciado por crime de menor po- tencial ofensivo." ~ Resposta: Assertiva falsa. visto que a possibilidade desta já se exauriu. a revogação do sursis processual. Não importa qualquer violação do princípio constitucional da presunção de inocência. Nesse caso. 201 . sob pena de nulidade:' ~ Resposta: Assertiva falsa. (CESPE. (CESPE. enseja a automática decretação da extinção da punibilidade do acusado:· ~ Resposta: Assertiva falsa. praticado em data anterior ao delito cujo processo está suspenso.2014) "Não é permitido ao beneficiário da suspensão condicional do processo realizar juízos de valor sobre a conveniência e oportunidade do cumprimento dos termos impostos.) 6.DPE-TO . a exigência de não estar o réu respondendo a outro processo para a concessão da suspensão condicional do processo (Precedentes).2013) "Suponha que Celso. por delito anterior. ficando ele legalmente vinculado ao adimplemento integral das me- didas. 7. ficará condicionada à prévia oitiva do acusado e da defesa técnica. DJ 05/02/2007) @ QUESTÕES DE CONCURSO RElACIONADAS 01. à época da concessão desta.DPE-TO. o juiz não pode fixar outras condições:· ~ Resposta: Assertiva falsa. 06. (CESPE. Rei. Nesse caso. OFENSA AO PRINCÍPIO DA PRESUNÇÃO DE INO- CÊNCIA. não interfere no gozo do benefício da suspensão. (CESPE.Promotor de Justiça.2013) "A suspensão condicional do processo.DPE-TO.Defensor Público.2013) "Considere que Sitas. sem revogação." ~ Resposta: Assertiva falsa. após o término do período de prova. 02. (MPE-MA.

Promotor de Justiça .MPE-SP." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. 395 do Código de Processo Penal 29 • Por outro lado. consiste em causa obrigatória de revogação desse benefício. 581.2011) "O descumprimento da proibição de frequentar determinados lugares ou da proibição de ausentar-se da comarca onde reside.Juiz . (CESPE . 12. e suas consequências no processo penal. I' 13. em reação à sus- pensão condicional do· processo. no curso do prazo.Promotor de Justiça." .719/08. também subordinam a proposta de suspensão condicional do processo. no sentido estrito. praticados com dolo e após a concessão da suspensão condicional da pena. ~ ROBERTO GOMES @ RESPOSTA28 : Com o advento da Lei n° 11. (VUNESP.MPE-RR.Promotor de Justiça .200~) "É correto afirmar.2008) "Os requisitos previstos para a concessão da suspensão condicional da pena (CP. válido mencionar que caberá recurso. conforme vê-se do art. são causas de revogação obrigatória da suspensão condicional do processo:' ~ Resposta: Assertiva falsa. 202 . 29 Ademais. (VUNESP . sem autori- zação do Juiz." ~ Resposta: Assertiva falsa. tampouco intervém na fixação do montante para a reparação do dano causado pelo crime. em no máximo 15 linhas. razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. 10. (CESPE . da decisão. por contravenção. 28 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção.Juiz. Hoje. Estabeleça. estas encontram-se previstas no art. 397 do Código de Processo Penal disciplina as hipóteses de incidência do instituto da absolvição sumária.TJ-SP .Defensor Público . (MPE-SP. (TJ-PR. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 08. 77). houve uma mudança no tocante às hipóte- ses de rejeição da peça acusatória. as diferenças entre rejeição de de~úncia e absolvição sumária.2008) "A condenação irrecorrível J:Or crime ou contravenção.DPE-TO. art. 1 do CPP. o art.2010) "A suspensão poderá ser revogada se o acusado vier a ser processa- do. 09. que o descumprimento injustificado da condição de repa- ração do dano é causa de revogação obrigatória da suspensão.2013) "Como a vítima não participa da fase de suspensão condicional do processo. 11. ou descumprir qualquer outra condição imposta:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira. toda a matéria poderá ser rediscutida n::> juízo cível competente a fim de se apurar eventual responsabilidade civil remanescente:' ~ Resposta: Assertiva verdadeira. despacho ou sentença: que não receber a denúncia ou a queixa.' ~ Resposta: Assertiva verdadeira .

no que concerne às causas eximentes da culpabilidade. 203 . 15). ATENÇÃO!!! Uma vez recebida a resposta. 15) ou crime impossível (art. se a causa de absolvição sumária for a extinção da punibilidade. 23). Agora. Evidente que esse ainda não será o momento definitivo para a rejeição propriamente dita. E. prescrição. o estado de necessidade (art. 396). cuja prova pericial precisa ser realizada. por isso. entendendo o juiz não ser caso de absolvição sumá- ria. 17). absolvê-lo. perempção e perdão judicial. como a morte do agente. vale ressaltar que a legislação processual penal proíbe a possibilidade de absolvição sumária nos casos de inimputabilidade do agente por doença mental ou desenvolvimento mental incompleto ou retardado (art. 22) ou obediência hierárquica (art. § 1°). ou em legítima defesa (art. anistia. exigiria incidente de insanidade mental. decadência. o recurso cabível pela acu- sação será o de apelação. deparando-se o juiz com quaisquer das causas de extinção da pu- nibilidade.22). ao absolver sumariamente o acusado pelas três primeiras hipóteses do artigo 397. ressalte-se que a rejeição faz coisa julgada formal. graça ou indulto. apta a justificar. e a esse a lei denominou causas de rejeição da denúncia.719/08. por não enfrentar o mérito. coação moral irresistível (art. Convencendo-se da presença de excludentes da tipicidade. ao juiz é reconhecida. poderá o magistrado. 21). se o fato descrito na denúncia ou queixa não configura com- portamento criminoso também deverá o juiz absolver o acusado. Esta vedação tem sentido porque a arguição de inimputabilidade. é terminativa e. por parte do acusado. de pronto. De mais a mais. dentre as causas de excludente de ilicitude. também deverá absolver. e o estrito cumprimento de dever legal ou· exercício regular de um direito (art. o magistrado está decidindo mérito e. o acusado. a faculdade de aplicar a rejeição liminar (art. dividiu-se os fundamentos da inadmis- sibilidade em dois grupos: o primeiro corresponde à forma. destacam-se: o erro de proibição (art. arrependimento eficaz (art. bagatela. caput). descriminantes putativas (art. 20). 24). na forma do artigo 397. tais como. mas apenas uma possibilidade para que o juiz faça isso liminarmente. ação constitucional do habeas corpus. finalmente. @ DOUTRINA TEMATICA "Pelo novo sistema. abolitio criminis. incisos I a IX do Código Penal Brasileiro. desistência voluntária (art. Com a reforma trazida pela Lei 11. 25). Além disso. seria indicada a aplicação de medida de segurança. erro de tipo (art. 20. assim. deve ser atacada mediante recurso em sentido estrito. en- quanto que a absolvição sumária faz coisa julgada material. fundamentando sua decisão. Por outra banda. dizendo-se causas de absolvição sumária. desde logo. elencadas no artigo 107. o segundo alcança o mérito. a decisão. Se assim não proce- der incorre o magistrado em coação ilegal. o que configuraria absolvição im- própria. o juízo de (in)admissibilidade dar-se-á do seguinte modo: oferecida a denúncia ou queixa. nesse momento processual. Outrossim. Ademais. deverá despachar nesse sentido. tem-se: o agir de acor- do com o Princípio da adequação social. 26. PROCESSO E PROCEDIMENTO E mais. Contudo.

decidir sobre a admissibilidade da ação. frente a uma inicial notadamente inepta. por exemplo. outra denúncia ou queixa não pode ser tolerada quando oferecida em razão do mesmo fato. diz a lei. para o só efeito de uma possível rejeição liminar. o juiz determinará a citação. fora de dúvida. a faculdade que a lei entrega ao juiz consiste. proferirá despacho meramente ordinatório. A admissibilidade "stricto sensu" só acontecerá mais tarde. tivesse apenas remetido ao artigo 61 do diploma. antecipar elementos de prova para. da Lei 11. cujo reconhecimento não pode ser confundido com decisão absolutória. e para isso seria necessário renegar conceitos doutrinários e posições jurisprudenciais consolidados desde décadas. 395 .que bem poderiam estar no art. estivesse já esgotada a possibilidade de rejeição. 396-A). e considerando sua relevância relativamente às possibilidades de rejeição ou absolvição sumária. só depois. 396 cuida tão somente de uma possibilidade de rejeição liminar. 397 nada mais fazem do que reproduzir duas condições da ação: prática de fato aparente- mente criminoso e punibilidade concreta. ] A conclusão que se impõe. Os incisos I e 11 (causas de exclusão da ilici- tude e da culpabilidade) são meros desdobramentos da condição prevista no inciso 111 204 . Em r)ão rejeitando liminarmente a denúncia ou queixa. Por outro lado. e isto porque não haveria lógica em o juiz antecipar prova antes de ouvir a defesa.e que se opera em momento posterior. em vigência desde 2006. quando a denúncia ou queixa já foi recebida. A de- cisão que se contrapõe à "rejeição liminar" decerto não pode ser confundida com "rece- bimento". Melhor seria se o legislador. como nos parece totalmente despropositado possa haver dois juízos de admissibilidade. a exemplo do que antes já ocorria. ou. é de que ao juiz é facultado dilatar a prova no intervalo que medeia entre o oferecimento da inicial acusatória e o juízo acerca de súa-:-admissibilidade. o novo modelo reclama interpretação siste- mática dos dispositivos. por exemplo. a inovação agora contida no inciso I. do artigo 55. absolver sumariamente o acusado quando verificar presente qualquer das hipó- teses dos incisos do art. pois é exatamente disso que cuida o parágrafo 5°. Revista Consultor Jurídico. tornar-se-ia. 2008) "Como se percebe da simples leitura. Quanto ao disposto no artigo 397. como a interrupção da prescrição. não se podendo atribuir à expressão recebê-la-á um significado puramente textual. inadmitida a ação ao amparo de prescrição. nessa oportunidade. o que impõe concluir que em todos eles terá de haver contraditório antecipado. Portanto. Os quatro incisos do art. o artigo em questão acaba por arrolar duas con- dições da ação . no que respeita às causas extintivas da punibilidade. portanto. E não se trata de novidade. e em que se entendia cabível recurso de apelação. ou absolver sumar·Jamente o acusado. ainda reje'1tar. A extinção de punibilidade.tudo o que interesse à sua defe- sa . caso só ent~o reste convencido de que presente alguma daquelas hipóteses do artigo 395. em que poderá alegar '. ou mesmo receber a inicial. a manifestação obriga- tória do acusado (art. quando o juiz poderá. Cumprida essa providência defensiva o juiz deverá. E. vazia de conteúdo.'' (BITENCOURT. GONZALEZ. José Fernando. parece claro. poderá o juiz "rejeitá-la" de plano. Cezar Roberto. 397. determi- nando a citação.. Pensamos que o juiz. de receber para o só efeito de mandar citar.. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES assim. .. possa. O recebimento da denúncia segundo a Lei 11.. repita-se por necessário.. ainda rejeitar.343 (Lei de Drogas). [. Ou isso ou seria necessário dizer que recebimento da denúncia não equivale a juízo de admissibilidade. trata-se. a que antes denominávamos rejeição. examinados os argumentos de defesa.'. segundo pensamos. para que o acusado ofereça resposta. consiste apenas em estender essa possibilidade a todos os procedimentos. Portanto. exceção feita à alínea IV. foi inserida no rol desse dispositivo pelo só fato de que. providência meramente formal. todas as demais são hipó- teses de inadmissibilidade com alcance de mérito. em não rejeitando liminarmente a inicial. do artigo 156. temos que o art. no mais das vezes.719/08. apresentados os argumentos da defesa. ao menos para os efeitos jurídicos que disso podem advir ao acusado.

ORDEM CONCEDIDA. pelo recebimento dela. o inciso I do art. que. proferindo o juiz uma decisão de rejeição. E HC 75. AUSENCIA DE INTIMAÇÃO DO PACIENTE PARA OFERECER CONTRARRAZÕES E CONSEQ~ENTE IM- POSSIBILIDADE DE CONSTITUIR ADVOGADO DE SUA CONFIANÇA. No fun- do. mas. se tiver. 395 do CPP deve ser lido juntamente com o art. a absolvição sumária é uma decisão adequada para esse fim. ARTS. não a suprindo a nomeação de defensor dativo.962/RJ. HABEAS CORPUS. previsto no art. como regra. RECURSO INTERPOSTO PELO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR. caso seja rechaçada a possibilidade de denúncia (ou qu'eixa) genérica ou alternativa. Rio de Janeiro: Lumen Juris. recorrer em sentido estrito. ILMAR GALVÃO). Já o inciso IV é a conhecida condição da punibilidade concreta. MIN. mas apenas formal. 5°.] Ademais. todas as situações descritas no art.. I. 397 como causas de absolvição sumária? Porque são questões intimamente vinculadas ao mérito. p. deverá rejeitá-la." (Súmula n° 707 do STF) "Salvo quando nula a decisão de primeiro grau. ] Da decisão que absolve sumariamente o réu caberá o recurso de apelação. 581. Essa decisão não faz coisa julgada material. I do CPP. PRECEDENTES: (RTJ 142/477. Direito processual penal. REJ~IÇÃO DA DENÚNCIA. Aury. REL MIN.. acabam sendo alegados depois. 397. PROCESSO E PROCEDIMENTO (fato narrado evidentemente não constitui crime). mesmo já tendo-a recebido. Ademais. Como a jurisprudência erroneamente não admitia esse tipo de deci- são. Dificilmente o juiz tem elementos para analisar a existência de uma causa de exclusão da ilicitude ou da culpabilidade. 209 E 157. § 3°. 396-A. Diante dela.[ . LV. 41 do CPP. 397 do CPP já foram devidamente analisadas quando do estudo das condições da ação." (Súmula n° 709 do STF) "PROCESSUAL PENAL MILITAR. e dizem respeito a interesse da defesa. muito menos. São Paulo: Saraiva. 581. com base no art. apenas se retirou um pseudo obstáculo a que o juiz rejeite a acusação. ao elemento objetivo da pretensão acusatória. 390/392) "Como assevera Aury Lopes Jr. do CPP.. 1. Contudo.. IV. VIOLÊNCIA CONTRA SUPERIOR E LE- SÃO CORPORAL LEVE. pois a sentença que reco- nhece a extinção da punibilidade é uma decisão declaratória. novos elementos podem ser trazidos ao feito. 424. mesmo que manifesta. 593. Vol. abriu-se a possibilidade através da 'absolvição sumária'. o acórdão que provê o recurso contra a rejeição da denúncia vale. MELLO. portanto. Existe uma impropriedade processual grave no art. 11 ed. REL. 421. não é uma sentença defi- nitiva e. VIII. absolutória. p.. 395. quando do oferecimento da denúncia ou queixa. Por outro lado. 2014. 430) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA "Constitui nulidade a falta de intimação do denunciado para oferecer contra-razões ao recurso interposto da rejeição da denúncia. nos termos do art. há uma im- portante ressalva: a decisão que 'absolve sumariamente' por estar extinta a punibilidade é impugnável pela via do recurso em sentido estrito. Em suma. do CPP. CELSO DE . na resposta preliminar do art. As garantias 205 . desde logo. deve a -acusação ser considerada inepta. I do CPP." (LOPES JR. na medida em que não existe análise da questão de fundo. Aury. DA CRFB).. após a resposta da defesa. [ . I. permitindo essa decisão. NOMEAÇAO AUTO- MÁTICA DE DEFENSOR PÚBLICO." (LOPES JR. VIOLAÇÃO DO PRINcfPIO DA AMPLA DEFESA (ART. SÚMULA 707/STF. por serem ques- tões vinculadas ao mérito e que.. \ INC. art. DO CÓDIGO PENAL MILITAR. geram coisa julgada material. E por que essas condições da ação estão no art.. Direito Processual Penal e sua Conformidade Constitu- cional. poderá o acusador: oferecer nova denúncia descrevendo e indivi- dualizando claramente a(s) conduta(s) praticada(s) por cada agente.

não a suprindo a nomeação de defensor dativo. ] 2. desde que consTatados a mínima ofensividade da conduta ~I do agente. DJe 17-06-2013) "HABEAS CORPUS. Contudc. CRIME MILITAR. 90 DA LEI N° 8. 3.. Ordem concedida. I E XIII. É possível a aplicacão do Princípio da Insignificância. LIV) e do contraditório e da am- pla defesa (CRFB. 2. como reconhece o Enunciado n° 707 da Súmula da Jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. DIREITO PENAL. DJe 28-09-2011) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. 2• parte. LV) exigem a intimação do denunciado para oferecer con- trarrazões ao recurso interposto da rejeição de denúncia. capaz de intervir apenas e tão-somente naquelas situações em que outros ramos do direito não foram aptos a propiciar a pacificação social. A aplicação do princípio da insignificância torna a conduta manifestamen- te atípica e. Primeira Turma. NÃO OCORRÊNCIA DE HIPÓTESE DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA (ART. apesar da determinação expres- sa contida no despacho de recebimento do recurso estrito. DO DECRETO N° 201/1967 E ART. 7. 3. ORDEM CONCEDIDA. RECURSO IM- PROVIDO. Primeira Turma. Relator(a): Min. pois. Precedentes. INEXISTÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. Relator(a): Min. uma vez que a Maçistrada de primeiro grau consignou expres- samente não vislumbrar a possibilidade de absolvição sumária. 4." (STF. REJEIÇÃO DA DENÚN- CIA. ART. por conseguinte.. 240. A regra contida no art. a motivação acerca das teses defensivas for- muladas no bojo da resposta à acusação r:ode ser sucinta. É bem verdade que da referida manifestação judicial não se verifica motivação exaustiva. necessariamente. pois este não exige Uõl montante prefixado. desfigu- rando a tipicidade material. 4. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. 2. por uma busca constante de um direito penal mínimo. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES G0~1ES I WILLIAM AKERMAN GOMES fundamentais do devido processo legal (CRFB. Parece mais lógico con- cluir que as alegações formuladas não con·~enceram a juíza ser caso de atsolvição su- mária. de forma a não se traduzir em indevido julgamento prematuro da causa. 3. Na espécie. PRINCÍPIC DA INSIG· NIFICÂNCIA. POSSIBILIDADE. 2. consubstanciada na perfeita correspondência entre o fato e a norma. art. não houve a intimação do ora paciente para oferecer contrarrazões ao recurso interposto da rejeição de denúncia. [ . § 1°. CONSTITUCIONAL E PENAL. 3. INTERROGATÓRIO. viabiliza a rejeição da denúncia. 1°.t-JCIA CASTRENSE. (STJ. não desponta nenhuma mácula da ação penal. não sejam comprometidas a hierarquia e a disciplina ex gidas dos integrantes das forçês públicas e exista uma solução administrativo-disciplinar adequada para o ilícito. julgado em 13/09/2011. reunidos os pressupostos comuns a todos os delitos. LUIZ FUX. 397 DO CPP). daí não se extrai que as teses trazidas pela defesa não foram examinadas.nificativa ao bem jurídico penalmente protegido. sendo imprescindível a constatação de que ocorrera lesão sig.666/1990. do Código Penal Militar." (STF. POSSIBILIDADE DA DEFESA DOS CORRÉUS FORMULAR PERGUNTAS. APRECIAÇÃO SUCINTA DO MAGISTRADO. configurando. 288 DO CÓDIGO PENAL. Ordem concedida para anular os atos processuais praticados êpós a interposição do recurso em sentido estrito pelo Ministério Público Militar.. 5°. HC 114324. CÁRMEN LÚCIA. In casu. pri- meiro elemento estruturador do crime. O Superior Tribunal de Jus:i-~a firmou compreensão no sentido de que. a inexistência de periculosidade social da ação. O fato típico. fragmentário. não sendo caso de absolvição sumária. CONDUTA MANIFESTAMENTE ATÍPICA. ULTIMA RATIO. Precedentes. não se aperfeiÇoa com uma tipici:Jade mera- mente formal. ART. o reduzido grau de reprova- bilidade do comportamento e a relativa inexpressividade da lesão jurídica. art. 6. é de aplicação restrita e não inibe a aplicação do Princípio da Insignificância. desde que. O Supremo Tribunal admite a aplicação do Princípio da Insignificância 1a instância castrense. RECONHECIMENTO NA INST. HC 107638. 5. 1. ofensa às garantias processuais fundamentais.. RHC 206 . AUSÊNCIA DE NULIDADE.Â. ILEGALIDADE NÃO CONSTATADA. A existência de um Estado Democrático de Direito passa. 1. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento . subsidiário. julgado em 28/05/2013. 5°.

ao analisar a resposta preliminar do acusado. não se pode ampliar demasiadamente o espectro de análise da defesa preliminar. QUINTA TURMA. 397 DO CPP). 2. DJe 29/05/2013) "PENAL. DJe 16/09/2013) RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. INVIABILIDADE. TIPQ LEGISLATIVO QUE NÃO SE INSERE NO CONCEITO DE LEI FEDERAL (ART. Rei. RESPOSTA DO ACUSADO. mostrar-se-ia temerário analisar certas teses de forma exaustiva. a. REsp. REJEIÇÃO DA DENÚNCIA. POSSIBILIDADE. 396 e 396-A do Código de Processo Penal. ] 3. as quais dependem de instrução processual e. 395 do Código de Processo Penal dizem respeito a condições da ação e pressupostos processuais.164/SP. QUINTA TURMA. DENÚNCIA. 1318180/DF. suscitada pela defesa. NECESSIDADE. prevista nos arts. NECESSIDADE DE INSTRUÇÃO. A aplicação do princípio da insignificância requer o exame das circunstâncias do fato e daquelas concernentes à pessoa do agente. Recurso ordinário em habeas corpus a que se nega provimento. O acórdão recor- rido rechaçou a pretensão de afastamento do caráter ilícito da prova com fundamento exclusivamente constitucional. AUSÊNCIA DE NULIDADE. trazido no art. DJe 27/08/2013) RECURSO ESPECIAL. matéria que será efetivamente analisada por ocasião da sentença de mérito. sob pena de se invadir a seara relativa ao próprio mérito da demanda. TENTATIVA DE FURTO. apenas a alegação de atipicidade poderia eventual- mente ensejar a absolvição sumária. Dentre as teses apresentadas em defesa preliminar. 105. SEXTA TURMA. improvido:' (STJ. c/c o art. 3. motivo pelo qual sua revisão. Rei. Os decretos regulamentares não se enquadram no conceito de lei federal. do CPC. 111. FUNDAMENTO EXCLUSIVAMENTE CONSTITUCIONAL. RESPOSTA À ACUSAÇÃO. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS IMPROVIDO. TESE DE ATIPICIDADE. ACÓRDÃO RECORRIDO. Ministro SE- BASTIÃO REIS JÚNIOR. A. INEXISTÊNCIA DE HIPÓTESE DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA (ART. considerou-se que referida análise demandaria exame aprofundado de questões de mérito. I. 5. 105. Hipótese concreta em que. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE. 395 do Código de Processo Penal. RECEBIMENTO. após o recebimento da denúncia. NÃO OCORRÊNCIA.. DA CF) 1. De fato. em razão da ilicitude da prova que lhe dera suporte. cuja aferição não está sujeita à preclusão (art. julgado em 05/09/2013. A verificação da lesividade 207 .." (STJ. AFASTAMENTO. PROCESSO E PROCEDIMENTO 33. 1. sob pena de restar estimulada a prática reiterada de furtos de pequeno valor. RECONHECIMENTO. 397 do Código de Processo Penal. nessa parte. quando a decisão depender de prévia instrução processual para que o julgador possa formar seu convencimento. 2. NULIDADE DA DECISÃO QUE REJEITA AS TESES DEFENSIVAS. Rei. ILEGALIDADE PATENTE NÃO CONSTA- TADA. § 3°. 3° do CPP). nos termos do que disciplina o art. é descabida em recurso especial. 11. PEQUENO VALOR DA COISA. 1. RHC 37. Recurso especial parcial- mente conhecido e. do prosseguimento da ação penal. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂN- CIA. ANÁLISE DE OUTROS ELEMENTOS. logo após o oferecimento da resposta do acusado. As matérias numeradas no art. ESTELIONATO E ESTELIONATO PREVI- DENCIÁRIO.142/PR. A ausência de motivação exaustiva quanto à mencionada tese não representa cerceamento de defesa. 6. reconheceu a ausência de justa causa para a ação penal. quer para acolhê-las quer para rejeitá-las. 3. 4. reconsiderar a anterior decisão e rejeitar a peça acusatória. ao consta- tar a presença de uma das hipóteses elencadas nos incisos do art.. 267. antes da colheita de provas. EXCESSO DE ACUSAÇÃO. julgado em 16/05/2013. nesse aspecto. O fato de a denúncia já ter sido recebida não impede o Juízo de primeiro grau de. da Constituição Federal. por- tanto. Portanto.. AUSÊNCIA DE JUSTA CAUSA. ILICITU- DE DA PROVA. DECRETO REGULAMENTAR. PROCESSUAL PENAL. julgado em 20/08/2013. o Juízo de primeiro grau. 111. No entanto. [. Ministro MARCO AURÉLIO BELLIZZE. RECURSO PROVIDO. pois o recorrente terá todo o processo para demonstrar e fazer prova acerca da atipicidade da conduta.

TJ-PE. supridas as exigências legais. 111. a condição econômica do sujeito passivo. em certos casos.2013) "O erro de tipificação na denúncia não é motivo suficiente para sua rejeição.MPU . nas fases de re- cebimento e absolvição sumária.TJ-AP. (FCC. Dentre elas. subjetivamente. aplicam-se a todos os procedimentos." ~ Resposta: Assertiva falsa." (STJ. Hipótese em que as instâncias ordi- nárias levaram em consideração apenas o pequeno valor da coisa subtraída. obstando-se a propositura de nova ação penal acerca dos mesmos fatos.Juiz. (FCC. razão pela qual a denúncia não poderia ter sido rejeitada mediante da análise singela do valor do objeto. no segundo.2009) "As regras estabelecidas no Código de Processo Penal atinentes ao recebimento e rejeição da denúncia. poderá a ação ser intentada novamente. mas a completa ausência de capitulação dos fatos pode levar ao 'não recebimento da inicial acusatória. ~ Resposta: Assertiva verdadeira. REsp. 06. enseja-se a decla- ração de desconformidade com os aspectos formais indispensáveis à propositura da ação penal e.Promotor de Justiça.MPE-RO. sem efetu- ar qualquer análise de outros elementos aptos a excluir de forma definitiva a relevância penal da conduta. Recurso provido. QUINTA TURMA. (CESPE. apta a torná-la atípica.Analista Processual . como consta expressamente da ressalva legal. IV. 1194456/RS. deve levar em consideração a importância do objeto material subtraído. Rei.2013) "Não pode o inimputável ser absolvido sumariamente. Ministro GILSON DIPP. à resposta do réu e ao julgamento antecipado. a ab- solvição sumária e a rejeição da denúncia têm como finalidade a extinção. 208 . assim como as circunstâncias e o resultado do crime. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES mínima da conduta.MPE-RJ.2011) "É cabível a absolvição sumária no procedimento do júri quan- do verificada excludente da ilicitude ou. encontra-se a impossibilidade de absolvição sumária no júri.201 O) Na atual sistemática processual penal.Promotor de Justiça. 02. de forma anteci- pada. com exceção do sumaríssimo previsto para infrações penais de menor potencial ofensivo. julgado em 12/04/2011. se houve ou não relevante lesão ao bem jurídico tutelado. 03. porque é juridicamente im- possível absolvição sumária com aplicação de medida de segurança. (FUJB. 04. (Cespe . por inépcia:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira.2012) "Com a reforma processual penal de 2008. A averiguação da inexpressividade da conduta e ausência de le- sividade penal não pode estar dissociado de outras variáveis ligadas às circunstâncias fáticas. da culpabilidade:· ~ Resposta: Assertiva verdadeira. a fim de se determinar.MPE-RO. caso seja o réu inimputável por doença mental comprovada. do processo: no primeiro caso. (CESPE.Analista Judiciário." ~ Resposta: Assertiva falsa. V. ocorre o exame do mérito da questão. foram inseridas várias novidades no arcabouço da lei processual penal.Promotor de Justiça." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. OS. DJe 11/05/2011) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01.

aqueles praticados com inobservância das formas previstas no ordenamento em vigor. as nulidades se encontram regulamentadas na legislação. quais são os princí- pios informadores das nulidades no processo penal. CAPÍTULO 9 NULIDADES ~ QUESTÕES Capazes de invalidar o processo no todo ou em parte. ou seja. qc~e estabelece critérios para se desfazer ou sanar os atos defeituosos. dando algumas explicações. Aponte. (Responder em até 20 linhas} @ ESPAÇO EM BRANCO PARA ~ESPOSTA (20 liNHAS) 10 12 209 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 13 14 15 16 11 18 19 2D 210 .

razão pela qual a resposta apresentada foi elaborada pelo autor com base na melhor doutrina e jurisprudência. do interesse. 572. a nulidade de um ato apenas deve ser declarada se de seu defeito decorrer algum prejuízo. quando presentes as hipó- 30 Ressalte-se que não houve a disponibilização do espelho de correção. Aponte. d e e. em tempo oportuno." 33 Art. Por seu turno. ou referente a formalidade cuja observância só à parte contrária interesse." 211 . que deverá ser demonstrado pelo interessado caso a nulidade seja relativa. Assim. trata-se da possibilidade de sanar o vício do ato praticado em desconformidade com a lei. segunda parte. NULIDADES ~ QUESTÕES COMENTADAS Capazes de invalidar o processo no todo ou em parte. aqueles praticados com inobservância das formas previstas no ordenamento em vigor. ou seja. que estabelece critérios para se desfazer ou sanar os atos defeituosos. considerar-se-ão sanadas: I. já que considerado evidente. praticado por outra forma. do CPP: "Nenhum ato será declarado nulo. não se deve decla- rar nulo o ato cujo defeito decorra do comportamento da própria parte que alega o vício. 565. 11. Na hipótese de nulidade absoluta. se da nulidade não resultar prejuízo para a acusação ou para a defesa. é possível a dispensa da comprovação do prejuízo. ou seja. 563. 564. No que concerne ao princípio da convalidação 33. e IV.se. tiver aceito os seus efeitos. do CPP: "As nulidades previstas no art.se a parte. dando algumas explicações. de acordo com o disposto no artigo anterior. 111. o ato tiver atingido o seu fim.se não forem argüidas. O princípio do prejuízo 31 é a norma de que não há nulidade sem prejuízo. as nulidades se encontram regulamentadas na legislação. g e h. pois não é admitida a arguição de nulidade pela parte que provocá-la." 32 Art. 111. da conva- lidação e da causalidade. a dou- trina menciona com mais frequência os princípios do prejuízo. 31 Art. o princípio do interesse 32 emana do princípio geral do direito de que a ninguém é lícito se beneficiar da sua própria torpeza. ainda que tacitamente. (Responder em até 20 linhas) ~ ROBERTO GOMES @ RESPOSTA30 : Dentre o~ princípios que regem o sistema de nulidades do processo penal. do CPP: "Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa. quais são os princí- pios informadores das nulidades no processo penal. ou para que tenha con- corrido.

o ato atingiu o seu fim. inadmitindo prova em contrário:· (TOURINHO FILHO. p. É o que se denomina. 2010. se o eivado de nulidade trouxe. § 1°. o que não ocorre nessas situações. a despeito de imperfeito. p. São Paulo: Ed. 3. Para que o ato seja decla- rado nulo é preciso haja. uma vez declarada. quando estes dele dependam diretamente ou sejam conseqüência natural do anulado. pois as presunções levam normalmente à inversão do ônus da prova. 137) "As nulidades absolutas não exigem demonstração do prejuízo. Ada Pellegrini et al. O art. caminhar. § 12 A nulidade de um ato. é preciso verificar. avançar. já dissemos e re- petimos.. 573. do CPP. se a parte aceitou os efeitos do ato praticado em desconformidade com a lei. 6 ed. De nada adiantaria invalidar o processo nesses casos. mas isso não parece correto. Direito Processual Penal. Alguns preferem afirmar que nesses casos haveria uma presunção de preju- ízo estabelecida pelo legislador. outros. 32. entre a sua imperfeição ou atipicidade e o prejuízo às partes. ed. Por exemplo. na forma dos artigos anteriores. se o ato. São Paulo: RT. Nulidades no Processo Penal. causará a dos atos que dele diretamente de- pendam ou sejam conseqüência. 2010. aqui. isto é. um nexo efetivo e concreto. Pro- cesso Penal. mas o meio para se tutelar o direito material. e para simplificar o rigorismo formal. o defeito na prática do ato (nulidade originária) se estenderá aos atos posteriores que dele dependam (nulidade derivada). 28) "O princípio da convalidação tem que ser visto em harmonia com os princípios da ce- leridade e da economia processual. Paulo. O prejuízo. como decorrência. também. ed. atingiu o seu fim ou.§ 22 O juiz que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende:' 212 . pois o processo é procedere. de nu- lidade originária e nulidade derivada. 859) "O princípio da causalidade significa que a nulidade de um ato pode ocasionar a nu- lidade de outros que dele decorram. mesmo atípico. restará sanada a nulidade relativa que não for alegada em tempo oportuno (preclusão temporal). 6. ou não. e não feria sentido declarar nulo todo o processo se a parte que tem interesse na alegação de nulidade não o fez. Fernando da Costa. p. A não ser que se trate de nulida- de absoluta. é o juris et de jure . constituindo mostra da natural conexão dos atos realizados no processo. não há cuidar-se de nulidade. foi adotado o princípio do pas de nullité sans grie{.. p. cujo prejuízo é presumido. o processo não é um fim em si mesmo. ir adiante. Guilherme de Souza. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Em matéria de nulidade. Manual de processo e execução penal. 2010.. demonstrando que a nulidade de um ato deve provocar a de outros. serão renova- dos ou retificados. Se. 820) 34 Art. porque nelas o mesmo é evidente. São Paulo: Saraiva. pois. em que a ocorrência do dano não oferece dúvida. objetivando a sentença. ou ainda. do CPP: "Os atos. Rio de Janeiro: Lúmen Júris. o princípio da causalidade 34 (contaminação ou contagiosidade) consiste no efeito que a nulidade de um ato processual relevante pode desencadear nos canse- quentes. Não há nulidade sem prejuízo. na cadeia de realização dos vários atos processuais. cuja nulidade não tiver sido sanada. Assim." (NUCCI. por último." (GRINOVER. RT. evidentemente. Vol. utiliza o termo 'causará'. Enfim. sem acarretar-lhes prejuízo. 573. 17 ed." (RANGEL. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES teses legais.

INVERSÃO DA OKDEM DE INQUIRIÇÃO. no sentido de que a in:>bservância do procedimento previsto no parágrafo únic:o de art. Relator(a): Min. Segunda Turma. NULIDADES @JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA RECURSO ORDINÁRIO EM HA3EAS CORPUS." (STF. 1. podendo ser ela tanto a de nulidade absoluta quanto a relativa. 3. com redação conferida pela Lei 11.) o âmbito normativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pos de nullité sons grief compreende as nuli- dades absolutas" (HC 85.no sentido de que "[a] alegação de nulidade da citação. IV . pois não se decreta oolidade processual por mera presunção.11.690/2008. 563 do CPP. onde foi constatada a desnecessicade de adiamento do interrogatório" e de que "[a] desig- n3ção do interrogatório para a mesma data em que expedida a requisição não afeta o direito de defesa do acusad:> (. 212 co CPP. Apesar de existir entendimento deste Supremo Tribunal no sentido de que o prejuízo de determinadas nulidades seria de "prova impossível".155/SP. o princípio do pos de nullité sons grief exige. 111 . HC 98434. Ordem denegada..839. é essencial à alegação de nulidade. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. nulidade relativa. julgado em 03/06/2014. Precedente específico deste Supremo Tribunal Fede- rêl -em caso análogo ao que está sendo processado. MAS APENAS REQUISITADO NO MESMO DIA DESIGNADO PARA O SEU INTERROGA- TÓRIO. a demonstração de prejuízo c·:>ncreto à parte que suscita o vício. como assentado nas informações prestadas e no acórdão proferido pelo Superior Tribunal de Justiça. Precedentes.690/2008. Rei. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. PRECEDENTES. DJe 29-09-2014) 213 .Esta Corte vem assentando que a demonstração de prejuízo.1994). seja ela relativa ou absoluta. 212 do CPP pode gerar. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. em regra.350)" (HC 71. por não ter sido expedido mandado judicial juntamente com o pedido de requisição do réu preso. Precedentes. quando muito.Não é de se acolher a alegação de nulidade em razão da não observância da ordem de formulação de perguntas às testemunhas. RICARDO LEWANDOWSKI. Tendo havido a cita- çi'.A decisão ora questionada está em perfeita consonância com o que decidido pelas duas Turmas desta Ccrte. cujo reconhecimento não prescinde da demonstração do prejuízo para a parte que a suscita. PROCESSUAL PENAL. PROCESSUAL PENAL. I . ARGUI- ÇÃO DE NULIDADE. Isso po-que a defesa não se desincumbiu do ônus de demonstrar o prejuízo decorrente da inversão da ordem de inquirição das testemunhas. está superada pelo comparecimento em juízo.. RHC 122467. CÁRMEN LÚCIA. Rei. DJ 25." (STF. 4. AUSÊNCIA DE COM- PROVAÇÃO.) porque não existe na lei processual exigência de in- terregno (HC n° 69. Min. Ellen Grade). em detrimento das alterações promovidas pela Lei 11. li .Recurso ordinário ao qual se nega provimento.Não se pode aferir da leitura dos Termos de Depoimento que o juízo deprecado tenha adotado o sistema pre- sidencialista de inquirição de testemunhas.. AUDIÊNCIA DE INS- TRUÇÃO DE TESTEMUNHAS. HOMICÍDIO DUPLAMENTE QUALIFICADO. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. de acordo com o art.. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA. Relator(a): Min. 2. não há falar em inexistência de citação ou citação inválida.o do Paciente do conteúdo da acusação. estabelecida pelo parágrafo único do art. eis que "( . Ausência de demonstração de prejuíz:>. limar Galvão. DJe 01-08-2014) "HABEAS CORPUS. independentemente da sanção prevista para o ato.EXISTÊNCIA DE CITAÇÃO VÁLIDA. Min. IMPROCEDÊNCIA. ALE- GAÇÃO DE NULIDADE POR QUE O PACIENTE NÃO TERIA SIDO CITADO VALIDAMENTE. . V . julgado em 20/05/2014. SUPOSTA NULIDADE SUPE- RADA COM O COMPARECIMENTO DO RÉU AO INTERROGATÓRIO E INEXISTÊNCIA DE LEI QUE PREVEJA A EXIGÊNCIA DE INTERREGNO ENTRE ESTE ATO E SUA REQUISÇÃO. Primeira Turma.

(CESPE . do CPP. mes- mo que apontadas. (Instituto Cidades.DPE-AM ." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.TJ-MT.019/RS. 214 .TJ-RS." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. o trânsito em julgado da sentença não obsta o réu de buscar a invalidação do processo penal. NULIDADES RECONHECIDAS A DESPEITO DE NÃO ANUNCIADAS." ~ Resposta: Assertiva verdadeira. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA.2013) "De acordo com o princípio da causalidade. jul- gado em 18/11/2010. DJe 29/11/2010) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01.Juiz.2014) "O Código de Processo Penal adotou um sistema forma- lista segundo o qual basta o desrespeito às exigências legais inerentes à forma para que o processo ou o ato processual seja necessariamente anulado:' ~ Resposta: Assertiva falsa. VIII. (OFFICIUM . (FCC . o julgamento transcorreu sem que a defesa suscitasse qualquer atropelo ou reclamação. entre outros princípios. SEXTA TURMA. REsp.Juiz. REGISTRO DA VOTAÇÃO. não se proclama a nulidade de ato processual. da Convalidação e do Interesse. o reconhecimento dos atos eivados de nulidade implica a automática nulidade de todos os subsequentes. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES RECURSO ESPECIAL. devem inserir-se em meio à existência de efetivo prejuízo. Rei. sendo desnecessária a declaração judicial em relação a estes. inexistindo prejuízo. OS." ~ Resposta: Assertiva verdadeira.201 0) "Não tendo sido arguida em momento oportu- no a nulidade por falta de citação editalícia válida. 06.Defensor Público . os Princípios da Causalidade ou Sequencialidade. por isso. (MPE-MG . Ademais. No caso. inobstante produzido em desconformidade com as formalidades legais.2011) "As nulidades processuais pe- nais observam. não admite arguição da nulidade por quem tenha dado causa ou con- corrido para a existência do vício. AUSÊNCIA DA ASSINATURA DO TERMO DE JULGAMENTO PELOS JURADOS. PRECLUSÃO." ~ Resposta: Assertiva verdadeira." ~ Resposta: Assertiva falsa." (STJ.2012) "Vigora o princípio geral de que. sob pena de convalidação pelo princípio da preclusão. 571. (FMP-RS. TRANSCURSO DO JULGAMENTO SEM A INDICAÇÃO NA ATA DA EXISTÊNCIA DAS NULIDADES.DPE-PI .Defensor Público . 03. no jul- gamento do Tribunal as nulidades porventura ocorrentes devem ser anunciadas logo após cometidas. da causalidade. (CESPE.DPE-RR. JÚRI. correto o reconhecimento das nulidades de ofício.DPE-RS .Defensor Público . 07.2011) "Sobre a teoria dos vícios processuais o Códi- go de Processo Penal adota destacadamente os princípios do prejuízo. 02.2009) "O princípio da falta de interesse. não se mostrando. do interesse e da consolidação. Recur- so provido para determinar a continuidade do julgamento das apelações. Segundo a norma esculpida no art. tal como estabelecido no CPP.Promotor de Justiça . 04. 966.Defensor Público. APLICAÇÃO DOS PRINCÍPIOS DA CONVALIDAÇÃO E DO PREJU- ÍZO.

Promotor de Justiça . (VUNESP . ainda que tácita.TJ-SP . 565 CPP no sentido de que nenhuma das partes poderá argüir nulidade cuja observância só à parte contrária interesse.2005) "A nulidade relativa considera-se sanada pelo silêncio das partes.2008) "O princípio contido no art. pela efetiva consecução do escopo visado pelo ato não obstante sua irregularidade e pela aceitação. 215 . dos efeitos do ato irregular:· ~ Resposta: Assertiva falsa. (MPE-SP ." ~ Resposta: Assertiva falsa.Juiz . NULIDADES ··················································································································································································· 08. impede o Ministério Público de argüir a invalidade da citação. ··················································································································································································· 09.

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no tocante a prática do delito. EMENDATIO EMUTATIO liBElll ~ QUESTÕES O Ministério Público descreveu na denúncia que o denunciado Zé Colméia. adentrou no estabelecimento comer- cial denominado Loja 100. con- denado nas penas do referido crime. Na audiência de oitiva das testemunhas arroladas pelo Ministério Público. na denúncia. concluíram que efeti- vamente houve arrombamento de obstáculo. e dele tomando ciência acusação e defesa. por onde igualmente retirou-se do local. em face da incontestável prova pericial. que o réu adentrou no estabelecimento comercial através de uma porta semiaberta. onde este confessou a prát ca do delito. realizou- -se o interrogatório [na forma do rito previsto antes das reformas pontuais do CPP em 2008].ustiça que Zé Colméia praticou um delito de furto (CP. o que foi deferido pelo Juiz. caput). já a defesa. onde teria subtraído vários aparelhos celulares. Devidamente oficiado ao Delegado de Polícia. em alegações finais o Promotor postulou a conde- nação do réu pelo delito de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. sendo juntado aos autos do processo. Concluída a instrução criminal. Narrou. art. cuja avaliação total impor- taL em R$ 6. de diversas marcas. Assim. somada à confissão do réu. na noi:e do dia 28/09/2006. e. Os peritos.850. após os trabalhos necessários. levando consigo vinte e um parelhos celulares. entendeu o Pro~otor de . postulou fosse aplicada a pena mínima. este providenciou imediatamente a realização da perícia. razão pela qual o Promotor de Justiça solicitou fosse realizada perícia no local para constatar eventual arrombamento. com a citação válida do réu. ainda. Devidamente recebida a denúncia pelo Juiz. com reconhecimento da atenuante da confissão e aplicação da benesse do art. ao final. 217 / . 44 do Código Penal. por volta das 22h30. ao que postulou fosse recebida a denúncia. a vítima (proprietária da loja) aduziu que o réu arrombou a porta para adentrar no estabeleci- mento. CAPÍTULO 10 PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO. encaminhando o laudo pericial ao juízo.00 (seis mil oitocentos e cinqüenta reais). 155. que néda requereram.

@ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (25 LINHAS) ·I·· 10 I 11 13 14 15 16 17 18 19 10 ~ 22 13 24 218 . a sentença condenatória violou o princípio da correlação? Res- posta devidamente justificada. o Juiz condena o réu pelo delito de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. com posterior substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. Nesta hipótese. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Concluso para sentença. aplicando-lhe a pena mínima.

por volta das 22h30.00 (seis mil oitocentos e cinqüenta reais). onde este confessou a prática do delito. Nesta hipótese. PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO. EMENDATIO E MUTATIO LIBELLI ~ QUESTÕES COMENTADAS O Ministério Público descreveu na denúncia que o denunciado Zé Colméia. adentrou no estabelecimento comer- ciai denominado Loja 100. Concluída a instrução criminal. da adstrição ou da congruência im- põe íntima ligação entre a sentença proferida ao final e o fato descrito na exordial 219 . Na audiência de oitiva das testemunhas arroladas pelo Ministério Público. o que foi deferido pelo Juiz. entendeu o Promotor de Justiça que Zé Colméia praticou um delito de furto (CP. concluíram que efeti- vamente houve arrombamento de obstáculo. com posterior substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direitos. ao final. aplicando-lhe a pena mínima. 44 do Código Penal. realizou- -se o interrogatório [na forma do rito previsto antes das reformas pontuais do CPP em 2008]. Concluso para sentença. levando consigo vinte e um parelhos celulares.850. após os trabalhos necessários. na denúncia. e dele tomando ciência acusação e defesa. con- denado nas penas do referido crime. em face da incontestável prova pericial. Devidamente recebida a denúncia pelo Juiz. no tocante a prática do delito. de diversas marcas. com a citação válida do réu. sendo juntado aos autos do processo. e. Narrou. cuja avaliação total impor- tou em R$ 6. Devidamente oficiado ao Delegado de Polícia. o Juiz condena o réu pelo delito de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. este providenciou imediatamente a realização da perícia. por onde igualmente retirou-se do local. ainda. onde teria subtraído vários aparelhos celulares. que nada requereram. somada à confissão do réu. em alegações finais o Promotor postulou a conde- nação do réu pelo delito de furto qualificado pelo rompimento de obstáculo. encaminhando o laudo pericial ao juízo. 155. o princípio da correlação. razão pela qual o Promotor de Justiça solicitou fosse realizada perícia no.local para constatar eventual arrombamento. já a defesa. a sentença condenatória violou o princípio da correlação? Res- posta devidamente justificada. que o réu adentrou no estabelecimento comercial através de uma porta semiaberta. ~ WILLIAM AKERMAN GOMES @RESPOSTA Como ressabido. com reconhecimento da atenuante da confissão e aplicação da benesse do art. postulou fosse aplicada a pena mínima. a vítima (proprietária da loja) aduziu que o réu arrombou a porta para adentrar no estabeleci- mento. ao que postulou fosse recebida a denúncia. art. Os peritos. caput). na noite do dia 28/09/2006. Assim.

O juízo de adequação típica. o princípio da inércia da jurisdição e o próprio sistema acusatório (art. 2011. todos. clara vulneração ao princípio da correlação. não tendo o Ministério Público oferecido o imprescindível aditamento. 129. que o ingresso se dera por meio de uma porta semiaberta -. na própria lei. EDUARDO AID~ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES acusatória (art. do CP). à luz dos brocardosjura novit curia e narra mihi factum dabo tibijus. tanto no que respeita à classificação (juízo de tipicidade) quanto à pena e à quantidade de pena a ser imposta. é condenar ou pronunciar o réu considerando elementos ou circunstâncias não descritas na denúncia ou queixa. enquanto os fatos contidos na denúncia e dos quais o acusado se defendeu caracteri- zam o delito de furto simples (art. o enquadramento jurídico do fato. que no processo penal vigora o princípio do jura novit curia. LIV. de sorte a modificar a descrição fática inicialmente feita . frise-se. cabendo ao juiz a tarefa de revelar seu conteúdo. e não entre o decisum e o plei- to de condenação formulado nas derradeiras alegações ministeriais. ainda que comprovadas ao longo da instrução e mencionadas nas alega- ções finais da acusação. 41 do CPP) e contestado pelo acusado. atri- buir-lhe definição jurídica diversa (art.que assentava. uma vez reconhecidos. o princípio da livre dicção do direito .o juiz conhece o direito. no sentido de que com ele se viabiliza a correta aplicação da lei penal.vigora o princípio do narra mihi factum dabo tibijus (narra-me o fato e te darei o direito). houve. bem como a dosimetria da pena a ser aplicada. encontram-se. com isso. independentemente da alegação do direito cabível trazida aos autos pelas partes. Mesmo tendo restado comprovado o rompimento de obstáculo pela prova pe- ricial produzida (art. sem o devido aditamento formulado pelo parquet. I. 155. Se no processo civil o autor delimita tanto a matéria a ser conhecida quanto a providência que lhe parece necessária a satisfazer seus interesses. ou seja. isto é. o devido processo legal (art. 383 do CPP). 171 do CPP). e não de mera emendatio libelli. todavia. @ DOUTRINA TEMÁTICA "Afirma-se. 220 . já que o juiz pode. sem modificar a descrição do fato. 384 do Digesto Processual Penal: Nesse contexto. não se poderia impor ao acu- sado a condenação pela forma qualificada do delito patrimonial. caput. o réu se defende dos fatos que lhe são imputados. reforçada pela prova testemunhal e pela confissão do acusado. da CF). sob pena de ofender as citadas garantias processuais de estatura constitucional. atribuindo-lhes. 573-574). Não importa a capitulação jurídica dada pela acusação em seu pedido de condenação. O que não é dado ao juiz." (OLIVEIRA. na forma do art. O Juiz Criminal estaria vinculado apenas à impu- tação dos fatos. Em outras palavras. na hipótese.grifado pelo autor "Cumpre observar. estabelecendo-se o contraditório e a ampla defesa sobre o conteúdo fático contido na inicial. a conseqüência jurídica que lhe parecer adequada. p. o fato delituoso merecedor de repri- menda penal. da CF). tampouco em suas alegações finais. no processo penal cumpre ao autor delimitar unicamente a causa petendi. A errada classificação do crime não impede. Com efeito. que o pedido seria sempre genérico. já que a sentença proferida condenou o réu Zé Colméia pelo delito de furto qualificado. exatamente por se tratar de mutatio libelli. a prolação de sen- tença condenatória. em princípio. 5°.

e. o princípio da consubstanciação. e sim para subtrair cir- cunstâncias do fato descrito. seria ultra petitum:' (TOURINHO FILHO. p.grifado pelo autor "Evidente que. três formas de emendatio libelli são passíveis de aplicação pelo juiz diante d caso concreto que esteja sob sua análise: 1) Emendatio libelli por defeito de capitulação: situação na qual o juiz prof re sen- tença condenatória ou decisão de pronúncia em conformidade exata com o f to des- crito na denúncia ou na queixa. segundo. p. 2013. 2014. O julgamento. o magistrado atribui nova capitulação ao fato imputado em razão da não constatação. caso em que seria dispensável a emendatio) ao tipo penal previsto na lei:' (OLIVEIRA.grifado pelo autor "Enquanto na emendatio a definição jurídica refere-se unicamente à classificação dada ao fato. no curso da demanda. o princípio da correlação da sentença. a pena agravar-se. 578). se. 2) Emendatio libelli por interpretação diferente: examinando a descrição fato constante da denúncia ou da queixa." (AVENA. Manual. o estudo desses institutos está intimamente relacionado a dois princípios básicos em matéria de sentença penal: primeiro." (AVENA. ou diminuir. e levando em conta o regramento inserido ao Código de Preces o Pe- nal. aqui. Sem embargo. a emendatio não é outra coisa senão a correção da inicial (libelo. pois a contestação versou sobre ele. Não se altera simplesmente a capitulação feita na inicial. 3) Emendatio libelli por supressão de circunstância: neste caso. Em suma. p. 1129-1130). duas situações podem verificar-se: a ementatio libel/i e a mutatio libelli. de elemento ou circunstância que estejam contidos na inicial. nessa acep- ção). já agora profundamente alterado. se a sentença não for condenatória. surgisse prova a respeito de um elemento ou circunstância da infração penal sobre o qual não houve contestação (nem podia haver. em consequência de prova existente nos autos de elemento ou ·circunstância da infração penal não contida na acusação]." (OLI- VEIRA. 856) "Na realidade. pelas provas angaria- das na fase instrutória. há. 2011. ou. Estaria ele saindo da- quele 'perímetro traçado pela imputação contida no pedido acusatório'. seria profundamente estranho que. pois tal medida impli- caria uma violentação ao direito de defesa. a nova definição será do próprio fato. pois a denúncia ou queixa o omitiu) e o Juiz pudesse condenar o réu por este fato. mas não para acrescentar. reconhece que tal fato amai a-se ao dispositivo penal distinto daquele que constou na inicial. p. com a nova capitulação. 2013. Se deve haver correlação entre sentença e fato contestado e se este é o descrito na peça acusatória. para o fim de adequar o fato narrado e efetivamente provado (ou não provado. 1129). mas a própria imputação do fato. aqui. Nem teria sentido pudesse fazê-lo. na mutatio libelli. importando esta simples supressão na mudança de classi- ficação jurídica (artigo).grifado pelo autor 221 . EMENDATIO E MUTATIO LIBELLI No particular. traduzindo-se es:e como a necessidade de amoldar a sentenças aos fatos descritos na inicial acusató- ria. à evidência. 355-356) . se- gundo o qual o réu se defende dos fatos descritos na denúncia ou na queixa-crime e não da capitulação.grifado pelo autor "Assim. PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO. 2014. 2011. realiza o juiz interpretação diferente da que fez o Ministério Público ou o querelante quanto ao enquadramento da conduta narrada. p. permanecer inalterada. ainda. Processo Penal. 575) -grifado pelo autor "Neste contexto. (TOURINHO FILHO. modificação fática. não pode o juiz proferir sentença condenatória sem que se tomem certas providências. p. nessa hipótese [de nova definição jurídica do fato.

em virtude de circunstância elemer. 2. Informativo n° 0435 Período: 17 a 21 de maio de 2010. antes. como há evidente prejuízo ao acusado. sob pena de violação do princípio da correlação entre acusação e sentença. (HC 94443. POSSE. no prazo de 5 {cinco) dias. não poderá ser o indivíduo condenado ou pronunciado pelo novo crime sem que adotadas. DENÚNCIA QUE BEM NARROU OS FATOS ENSEJADO- RES DA CONDENAÇÃO. Quinta Turma. Pelo que o caso é mesmo de emendatio libelli {correção da inicial) e não de mutatio libelli {alteração do próprio fato imputado ao acusado). após. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES "A mutatio libel/i vem prevista no art.00) e.t3r não contida. 384 e parágrafo único do Código de Processo Penal. todavia. AYRES BRITTO. RITO COMUM ORDINÁRIO. mas. EMENDATCO LIBELLI. encerrada a instrução probatória. 194). na denúncia ou queixa. É que o quadro fático assentado pelas instâncias ordinárias re-vela a independência entre as condutas protagonizadas pelo paciente. VIOLÊNCIA MANUTENÇÃO. as providências referidas no art. Nestes casos.situação em qu: o juiz." (ALVES. Primeira Turma. a incidência do princípio da absorção do delito menos gr. Na concret3 situação dos autos. verbete n° 337. 37-41} .grifado pelo autor ~ STJ Súmula STJ. ORDEM DENEGADA 1." (AVENA. Por isso. surgir nos autos prova a respeito de elemento (elementar do crime) ou circunstància da infração penal (qualificadora) não contida na peça acusatória.:ve pelo crime mais grave. é imprescindível que o Ministério Público formule aditamento à denúncia ou queixa. verbete n° 453. atribui ao fato nova definição jurídica. RECAPITULAÇÃO DOS FATOS PELO MAGISTRADO. o que se coaduna com o art. HABEAS CORPUS. Ordem indeferida. empreendido fuga. explícita ou implicitamen- te. julgado em 29/06/2010. Consta da denúncia que o recorrido teria arran- cado o relógio da vítima (avaliado em R$ 150. 3. 384 do CPP. p. 2014. É cabível a suspersão condicional do processo na desclassi- ficação do crime e na procedência parcial da pretensão punitiva. DJe-190 DIVULG 07-10-2010 PUBLIC 08-10-2010 EMENT VOL-02418-01 PP-00198 RSJADV nov. p. que poss bilitam dar nova definição jurídica ao fato delituoso. NÃO-OCORRÊNCIA. Não há como se reconhecer. Não se aplicam i: segunda' instância o Art. Relator(a): Min. DESNECESSIDADE DE REABER- TURA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL. 1129-1130) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA ~ STF Súmula STF. me:liante o acréscimo de circunstâncias não mencionadas na denúncia ou na queixa-crime. 2010. p. a inicial acusatória tratou explicitamente de todos os fatos enseja:lores da condenação do paciente. PROCESSO PENAL. a vítima reagiu e o perseguiu. Para que isso ocorra. ele foi denunciado pela prática de crime de roubo impróprio tentado. 2014. FUR- TO. ROUBO. na via processualmen:e estreita do habeas corpus. Fatos.. visto 222 . 384 d::> CPP e permite a alteração da definição jurídica do fato se. em ato contínuo.grifado pelo autor "Trata-se da mutatio libelli . QUADRO FÁTICO REVELA- DOR DA INDEPENDÊNCIA DAS CONDUTAS SJPOSTAMENTE PROTAGONIZADAS PELO PACIENTE. CONSUNÇÃO. que receberam do Juízo processante classificação jurídica diversa daquela efetuada pelo órgão de acusação. oportunidade em que travaram luta corpo- ral. 383 do Código de Processo Penal. condenando ou pronunciando o réu.

em tese. em razão de fatos não contidos na denúncia. denun- ciando-o como incurso no tipo legal do art. um novo delineamento fático não contido na inicial acusatória. 384 DO CPP. Fe- lix Fischer. visto não se adequar a conduta imputada ao tipo penal do art. - Nos termos da Súmula n° 453 do STF. em segunda instância. PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO. REsp 1. 288 do CP. ORDEM DE HABEAS CORPUS CONCEDIDA. Para tanto. SEXTA TURMA. o que é objetado pela Súm.927-RS. segundo a exordial. verifica-se que a conduta do crime de roubo não estava contida na denún- cia. o recorrido deve ser condenado às sanções do furto privilegiado tentado. porque se mostra incontroverso. VIOLAÇÃO AO PRINCÍPIO DA CORRELAÇÃO. no acórdão recorrido. sendo. 157. Dessarte. EM APELAÇÃO. Anote-se que o prin- cípio da insignificância não deve ser aplicado ao caso. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO. Também não há como restabelecer a sentença que o condenou por tentativa de roubo impróprio. HIPÓTESE DE MUTAT/0 LIBELLI. Rei. pois a peça acusatória narra tão somente a prática. julgado em 18/5/201 O -grifado pelo autor HABEAS CORPUS. I e 11. razão pela qual é inadmissível ao Tribunal. PELO CRIME DE QUADRILHA E ROUBO. PRECEDENTES. CONDÉNAÇÃO. possível que o Magistrado dê nova definição jurídica aos fatos nar- rados na exordíal. . PENAL E PROCESSO PENAL. Todavia. é necessário o aditamento desta peça processual. Rei.. a exigir observância ao art.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. no curso da ins- trução. 1. haveria necessidade de aplicar o art. julgado em 08/04/2014. 223 . circunstância elementar do tipo. no especial. 384 do Código de Processo Penal. o Parquet almeja a conde- nação do recorrido por tentativa de roubo simples ao argumento de que. é impossível a condenação do recorrido por tentativa de roubo simples. nos termos do art. Ordem de habeas corpus concedida para cassar em parte o acórdão recorrido apenas afastando a condenação do paciente quan- to ao delito previsto no art. 384 do CPP. Assim. do delito previsto no art. o réu defende-se da imputação fática. Assim. Min. Minis- tra MARILZA MAYNARD (DESEMBARGADORA CONVOCADA DO TJ/SE). caput. ORDEM CONCEDIDA. DJe 28/04/2014). que não houve emprego de violência para a manutenção da posse da res. dar nova definição jurídica à conduta criminosa. ao considerar a primariedade do réu e o pequeno valor da coisa furtada. quando surgir. 384 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. verifica-se que não existiu a necessária correlação entre a denúncia e o acórdão condenatório. e não da imputatio iu- ris. INOBSER- VÂNCIA AO ART. § 2°. MUTAT/0 LIBELLI. de forma explícita ou implícita. não lhe atribuindo qual- quer conduta relativa ao delito contra o patrimônio. com o fito de garantir-lhe a posse. PELO CRIME DE LESÃO CORPORAL DE NATUREZA GRAVE. CONDENAÇÃO. PENAL. pois não se pode reconhecer a irrelevância penal da conduta. SÚMULA n° 453 DO STF. desde o início. do CP e ser impossível a mutatio libelli no recurso especial. DENÚNCIA PELA PRÁTICA DO CRIME DE QUADRILHA. EMENDATIO E MUTATIO LIBELLI que. INCIDÊNCIA DA SÚMULA n° 453 DA SUPREMA CORTE. que se limitou a descrever o paciente como integrante da quadrilha. do Código Penal. (HC 172. a vítima sofreu a violência para que se viabilizasse a subtração de seu patrimônio. não se admite. NOS AUTOS DE APELAÇÃO MINISTERIAL. Em nosso sistema processual penal. 157. verifica-se configurada a mutatio libelli. n° 453-STF. 384 do CPP (mutatio libelli) em segunda instância. a violência só foi perpetrada após a subtração da res furtiva.No caso dos autos. portanto. sendo suficiente aplicar-lhe a pena de multa. Na hipótese. PACIENTE DENUNCIADO PELO CRIME DE LESÃO CORPORAL SIMPLES. INOBSERVÂNCIA ÀS DISPOSIÇÕES DO ART. 2. Contudo. 384 do Código de Processo Penal.155. a aplicação do disposto no art. AUSÊNCIA DE CORRELAÇÃO ENTRE OS FA- TOS NARRADOS NA DENÚNCIA E A CONDENAÇÃO. no julgamento da apelação.É certo que o acusado se defende dos fatos nar- rados na denúncia e não da sua capitulação legal.790/ES. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVIDENCIADO.

Sendo manifesta a ocorrência de cerceamento ao direito de defesa. 384. mesmo após a remessa dos autos ao Procurador-Geral de Justiça.911/RJ. Ministra LAURITA VAZ. a qualificadora prevista no inciso IV do § 2° do art. 4. Rei. 129 do Código Penal (lesão corporal de natureza grave. do Código Penal (lesão corporal simples). torna-se imprescindível a anulação ao acórdão impugnado.DPE/PR.2012) Sobre a emendatio e a mutatio libelli no Códi- go de Processo Penal é correto afirmar que: A.proferir sentença de acordo com a nova definição. :1111 Assertiva correta. na exordial acusatória. a teor da Súmula n° 453 do Supremo Tribunal Federal. autoriza o juiz de direito a: B. enquanto o decisum comba- tido considerou descrita. :1111 Assertiva errada.:. na forma· do art.2014) A respeito da decisão judicial e institutos correlatos. 02. DJe 24/1 0/2012) . Ordem de habeas corpus concedida para. aplica-se em segunda instância a mutatio libelli prevista no artigo 384 do Código de Processo Penal. não se aplica em segunda instância o disposto no art. (FUNDEP. 224 .grifado pelo autor @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. analise a afirmativa a seguir.A ausência de aditamento. 384 e seu parágrafo único do Có- digo de Processo Penal. (HC 165. sem dar nova vista à defesa ou ao Minis- tério Público. o ca- bimento de nova definição jurídica ao fato imputado ao acusado. Defensor Público . (FCC . caput. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 129. em razão da ausên- cia de correlação.DPE/SP . já que. 3.2009) No momento da prolação da sentença. que não modifique a descrição fática. § 1. obrigará o Juiz a absolver o acusado. 03. Assertiva errada. que autoriza dar nova definição jurídica ao fato delituoso em virtude de circunstância elementar não contida explícita ·ou implicitamente na denúncia ou queixa.Defensor Público. QUINTA TURMA.0 do CPP. julgado em 18/10/2012. mesmo que a pena a ser aplicada seja mais grave. (FCC.DPE/MG. restabelecer a sentença condenatória em todos os seus termos. De acordo com a jurisprudência dominante do Su- premo Tribunal Federal. cassando o acór- dão impugnado..Defensor Público. em razão da ocorrência de deformidade permanente).

o sentenciado fugiu para lugar ignorado. alegando ausência de condições de procedibilidade. manifestou-se contrário ao recebimento do recurso e pediu a decretação da prisão preventiva do réu em razão da fuga. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPllSTA (20 LINHAS) 225 . com decisão fun:lamentada decretando sua prisão e obrigatoriedade de recolher-se ao cárcere para poder apelar. Na posição de Juiz que substituiu o magistrado sentenciante na época do apelo. O Ministério Público. CAPÍTULO 11 RECURSOS EAÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO ~ QUESTÕES Após ter sido condenado a uma pena de 9 (nove) anos de reclusão em regime inicial fechado. fun- damente sua atitude quanto ao recebimento ou rejeição do recurso e o pedido de prisão preventiva. Seu advogado apelou da sentença no prazo legal.

10 13 _ _ _ __ 14~------------ 15 16 n 18 19 20--------- .

indaga-se: a) Em tese. inciso I. 11 e IV. combinado com os artigos 14. qual o remédio jurídico para nulificar dito julgado? b) Cabe Habeas Corpus nesse sentido? Justifique ambas as respostas @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (30 UNHAS) 10 12 13 14 15 16 19 20 227 . todos do Código Pe- nal. inciso 11 e 61. RECURSOS E AÇÕES AUTÕNOMAS DE IMPUGNAÇÃO Proferida sentença condenando o réu como incurso nas sanções do artigo 121. § 2°. ante suposto erro material havido na aplicação da pena imposta ao réu quanto à análise dos vetores do artigo 59 do mesmo Diploma Legal.

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I W!LLIAM AKERMAN GOMES 22 23 24 25 26 21 28 29 30 228 .

caput.343/2006. 33. na modalidade "verda") e à pena de 3 (três) an:Js de reclusão em regime fechado. passando a' enquadrar a conduta delitiva no art. por unanimidade. em regime fechado. O trânsito em julgado para o Ministério Público se deu em 19 de setembro de 2009. perfazendo o totàl de 8 (oito. a Câmara Criminal. O trânsito em julgado definitivo da condenação se verificou em 20 de abril de 201Q . 69 do CP. anos de reclusão. com o acréscimo penal_ pela aplicação da majorarite prevista no art. considerando absorvido o crime de porte de arma de fogo e mantendo a pe1a de 8 (oito) anos de reclusão. 16. indagando acerca da viabilidade de adoção de alguma mec ida judicial em favor do assistido. inciso IV. da Lei n° 10. fixada pelo Juízo de 1a Instância. caput. como incurso no art. reclassificou juridicamente os fatos.826/2003 (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito). l-lo julgamento do recurso de apelação da defesa buscando a absolvição do assis- tido. 33. em regime fechado. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (30 liNHAS) 10 229 ii . após permanecer cus- todi3do durante todo o processo. A família do apenado procura você. caput. RECURSOS E liÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO Paulo foi preso em flagrante no dia 11 de junho de 2009 e. foi condenado pelo Juízo da Vara da Criminal da Comarca da Capital à pena de 5 (cinco) anos de reclusão. da Lei n° 11. de ofí- cio.343/2006. da mesma Lei (emprego de arma de fogo).n° 11. seus principais fundamentos jurídicos e o juízo competente para apreciá-la(s). Em caso positivo. Defensor Público em exercício junto à Vara de Execuções Penais do Estado. 40.. em regime fechado. (tráfico de drogas. na forma do art. aponte justificadamente as razões da impossibilidade. como incurso no art. Em caso negativo. aponte brevemente a(s) medida(s) cabível(is) na defesa dos inte- resses do assistido. ambos em concurso material. da Lei .

EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 12 13 14 15 16 18 19 20 22 23 24 25 26 21 28 29 30 230 .

sobre a ma- nutenção ou.~i.. Seu advogado apelou da sentençano prazo legal.UQStituiu O magistrado sentenciante . Na posição de Juiz que S. ·com a refor- ma legislativa.rejeição do recyrso. fundamentadamente. na sentença.~.·:. (n~ve) anos• de redus~o em regime inicial fechado. ~ ~ ' Após ter sido conden~do a uma pen~ d~ 9. portanto. na sentença.na ~p()Ca d. com decisão fundamentada decretando sua prisão e obrigatoriedade de recolher-se ao cárcere para poder apelar. Dessa forma. se for o caso. fun- damente sua atitude quanto ao recebimento ou. não de uma simples reanálise 231 . Tal reforma legislativa consolidou o entendimento jurisprudencial já então consoli- dado do STJ (Súmula 347) e do STF no sentido de que a prisão definitiva (execução da pena) somente poderia ocorrer com o trânsito em julgado da sentença condenatória. Dessa forma. a fuga do distrito da culpa mostra-se como re- sistência legítima a um ato abusivo e ilegal. parágrafo 1o. é imperioso o reconhecimento da ilegalidade do ato judicial com a revogação do decreto prisional e com o recebimento do recurso de apelação em respeito ao art 387. o sentenciado fugiu para lugar. 387 do CPP. alegando ausência de condições de procedibilidade. o juiz "decidirá. Em se tratando de prisão fixada na sentença fundamentada em razões diversas daquelas do art. se estão preenchidos os requisitos da prisão preventiva do réu e (ii) não poderá condicionar o conhecimento do recurso de apelação ao recolhimento prisional.719/2008. o juiz (i) deve necessariamente analisar. 312 do CPP.. Trata-se.o apelo. com redação dada pela Lei 11. ignorado. . em última análise.. ·' ' ~ 'i !1Vt~: ·.. >· ~ . Assim sendo. . O MinistérioPúblico. ·ll)fli'I:' 1 DIT!~~ál) ' iY/1\k~.. RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO ~ QUESTÕES COMENTADAS J . do CPP. a imposição de prisão preventiva ou de outra medida cau- telar. 312 do CPP.·:. manifestou-se contrário ao recebimento do recurso e pediu a decretação da prisão prev~ntiva do réu em razão d. @RESPOSTA Segundo estabelece o parágrafo primeiro do art.. na posição do Juiz que substituiu o magistrado senten- ciante.. mostra-se que o decreto prisional representa verdadeiro constrangimento ilegal.. sendo certo que o princípio da ampla defesa poderia ser exercido em todas as ins- tâncias. e 'ô pedido de prisão preventiva. para que seja legítima a decretação de prisão do réu na sentença. mostra-se necessário que o juiz fundamente o decreto prisional com base nos requisitos da prisão preventiva previstos no art. sem prejuízo do conhecimento de apelação que vier a ser imposta". sem que isso acarretasse qualquer prejuízo ao réu ou retirasse sua presunção de não culpabilidade. caracterizando-se verdadeiro exercício re- gular de direito. ·'~1)(~1) · · ' · -.a fuga .

a aplicação da lei penal.PRESSUPOSTOS DE RECORRIBILIDADE. a fuga do autor da infração penal é justificável. não há razão de prisão processual se. Os pressupostos de recorribilidade hão de estar ligados ao inconformismo revelado pela parte. Aliás. não pode ele alterar a sentença.ARTIGO 595 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. impetrar habeas corpus. em observância ao princípio constitucional da presunção de inocência ou da não culpabilidade. em outros casos. como. sendo necessária a demonstração da sua real intenção de se furtar à persecução criminal do Estado. por exemplo. p. a preventiva não deve ser decretada. 2014. assim. 713) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF RECURSO . em certas situações excepcionais. tanto para assegurar a aplicação da lei penal. o direito de re- correr em liberdade. Marco 232 . @ DOUTRINA TEMÁTICA "Veja-se que a prisão preventiva é medida excepcional e deve ser decretada apenas quando devidamente amparada pelos requisitos legais. 2012. Surge extravagante ter-se como deserta a apelação ante o fato de o réu condenado haver empreendido fuga. p. Rei. se há prognóstico fun- dado da concessão de um desses benefícios e não há outro motivo legal autônomo (como. Entretanto. não pode rever essa decisão. APELAÇÃO CRIMINAL . p. p. Proferida a decisão de mérito. 2012. somente se decreta a preventiva se houver prognóstico de cumprimen- to efetivo de pena privativa da liberdade. que sentenciou. obstaculizando. concluindo o relator pela inconstitucionalidade. para obter o direito de permanecer em liberdade durante o trâmite do recurso. cabe ao acusado recorrer e. passível de correição parcial. durante o processamento do recurso. nunca é demais ressaltar que. expressamente." (GRECO FILHO. mesmo que seja outro magistrado de primeiro grau que ocupe a Vara. ofensa à ordem pública por ameaça a testemunhas). a fuga do agente do crime é motivo sufi· ciente para decretar a sua prisão preventiva." (NUCCI. 387) "Fuga justificada: em princípio. O artigo 595 do Código de Processo Penal mostrou-se incompatível com a Constituição Federal de 1988. se moti- vada na garantia de aplicação da lei penal. por conveniência da instrução. surgindo. (HC 85961. condenado definitivamente. sob pena de ante- cipar a reprimenda a ser cumprida quando da condenação84. em princípio. Isto porque. ao próprio recurso inter- posto. na dicção da ilustrada maioria. mas. ou não. Neste contexto. 2014. na sentença.DESERÇÃO. não pode ser resultado de ilações abstratas no sentido de uma possível fuga do imputado. Para evitar a soltura do réu. se desejar. APELAÇÃO CRIMI- NAL . 356) "Negativa do benefício na sentença condenatória impossibilita revisão pelo mesmo juí- zo: se o juiz que condenou o réu. salvo motivo independente. Min. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES dos requisitos da prisão preventiva sem fato novo.DESERÇÃO . no lugar do primeiro. esta não se efetivar. 939) "Em princípio." (AVENA. posteriormente. É inconsequente e implica tumulto processual. da prisão processual. nega-lhe." (NUCCI. 316 do CPP. a ausência de recebimento do pre- ceito. pode o Minis- tério Público impetrar mandado de segurança. como a suspensão condicional da pena ou a prisão-albergue. mas de aplicação expressa do art. determinando a expedição do mandado de prisão. por outro lado. podem não coincidir com os da necessidade. como se expôs na nota anterior. Os requisitos dos benefícios penais.

Daí que os preceitos veiculados pela Lei n. do acusado. ao disposto no art.disse o relator --. DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. Isso porque --. 1. S0 . A comodidade.. os originais baixarão à primeira instância para a execução da sentença". Engloba todas as fases processuais. Nas democracias mesmo os criminosos são sujeitos de direitos. A Constituição do Brasil de 1988 definiu. os tribunais [leia-se STJ e STF] serão inundados por recursos especiais e extraor- dinários e subsequentes ~gravas e embargos. também. quando foi debatida a constitucio- nêlidade de preceito de lei estadual mineira que impõe a redução de vencimentos de servidores públicos afastados de suas funções por responderem a processo penal em razão da suposta prática de crime funcional [art. A antecipação da execução penal. CONCESSÃO DA ORDEM DE OFÍCIO. sobrepõem-se. 111. que deu nova re- dação à Lei n. a melhor operacionalidade de funcionamento do STF não pode ser lograda a esse preço. 2° da Lei n. apenas poderia ser justificada em nome da conveniência dos magistrados --. que. Daí porque a Corte decidiu. em caso de absolvição". nos "crimes hediondos" exprimem muito bem o sentimento que EVANDRO LINS sintetizou na seguinte assertiva: "Na realidade. afirmando de modo unânime a impossibilidade de antecipação de qualquer efeito afeto à propriedade anteriormente ao seu trânsito em julgado. quem está desejando punir demais. que "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória". e uma vez arrazoados pelo recorrido os autos do traslado. inciso LVII. o STF afirmou. A ampla defesa. S0 da Constituição do Brasil. no ex- tremo. O art. reduz a amplitude ou mesmo amputa garantias constitucionais. nada importando que haja previsão de devolução das diferenças. caracterizando desequilíbrio entre a pretensão estatal. A Corte que vigorosamente prestigia o disposto no precei- to constitucional em nome da garantia da propriedade não a deve negar quando se trate da garantia da liberdade.364/61. sem que esta tenha sido precedida do devido processo legal. Prisão temporárià. A prisão antes do trânsito em julgado da condenação somente pode ser decretada a título cautelar. Não perdem essa qualidade. 7. além do que "ninguém mais será preso". mesmo porque a propriedade tem mais a ver com as e ites. MATÉRIA NÃO APRECIADA PELO STJ. 2. LVII. RECURSOS E AÇÕES AUTÕNOMAS DE IMPUGNAÇÃO Aurélio. de aplicar a pena e o direito. de elidir essa pretensão. inseridas entre aquelas 233 . ART. DA CONSTITUIÇÃO DO BRASIL. 1°. a ameaça às liberdades alcança de modo efetivo as classes subalternas. em seu art. que o preceito implica flagrante violação do disposto no inciso LVII do art. A Lei de Execução Penal condicionou a execução da pena privativa de liberdade ao trân- sito em julgado da sentença condenatória. sonoramente.006. 7. por unanimidade. ademais de incompatível co11 o texto da Constituição. 637 do CPP estabelece que "[o] recurso extraordinário não tem efeito suspensivo. 2. S0 . Por isso a execução da sentença após o julgamento do recurso de apelação significa. 3. por u:1animidade. está querendo fazer o mal.988. DIGNIDADE DA PESSOA HU- MA 'lA. DJe-071 17/04/2009. estar-se-ia validando verdadeira antecipação de pena. 4. restrição dos efeitos da inter- posição de recursos em matéria penal e punição exemplar. e antes mesmo de qualquer condenação. restrição do direito de defesa.210/84. A prestigiar-se o princípio constitucional. 416) . 637 do CPP. S. sem qualquer contem- plação. dizem. Ei~ o que poderia ser apontado como incitação à "jurisprudência defensiva". ART. relator o Ministro Lewandowski. não se a pode visualizar de modo restrito. no fundo. além de adequados à ordem constitucional vigente. p.não do p~ocesso penal. no sentido do não recebimen- to do preceito da lei estadual pela Constituição de 1. temporal e materialmente. Tribunal Pleno. São pessoas.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. 869/S2]. se equipara um pouco ao próprio delinquente"."a se admitir a redução da remuneração dos servidores em tais hipóteses. no fundo. para se transformarem em objetos processuais. incusive as recursais de natureza extraordinária. INCONSTITUCIONALIDADE DA CHAMADA "EXECUÇÃO ANTECIPADA DA PENA". 6. julgado em OS/03/2009. 8. No RE 482.

9. FUGA ANTES DO RE- CEBIMENTO DA DENÚNCIA. a despeito de ciente de ostentar a condição formal de indiciado ou acusado. Rei. NESSA EXTENSÃO. DJe 26/08/2014). DESCABIMENTO. 1. ANTECIPAÇÃO NÃO DETERMINADA. 2. RECONHECIMENTO. de for- ma a impossibilitar o cumprimento de mandado prisional. nessa extensão. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM M:ERMAN GOMES beneficiadas pela afirmação constitucional da sua dignidade (art. o que não ocorreu. Rei. de ofício.grifado pelo autor RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Quinta Turma. 4. PRESENÇA DOS RE- QUISITOS DO ART. CONSTRANGlMENTO ILEGAL. Habeas corpus nãc conhecido. (HC 199. SUPRESSÃO DE INSTÁN- CIA. É inadmissível a sua exclusão soáal. DJe 25/08/2014). julgado em 12/08/2014. 312. 1. 2. 1. ordem conced da. DESPROVIDO. NESTA PARTE. DO CPP. da Constitui- ção do Brasil). julgado em 03/11/2009.381/RN. NECESSIDADE DE- MONSTRADA. 3. FALTA DE INTERESSE. desta Corte. MANUTENÇÃO. 1°. TESE DE FALTA DE FUNDAMENTAÇÃO DE DECISÃO DE ANTECIPAÇÃO DE PROVAS. Recurso parcialmente conhecido e. (RHC 41. Ministro Moura Ribeiro. RECURSO PARCIALMEN- TE CONHECIDO E. O não conhecimento da impetração no Superior Tribunal de Justiça inviabiliza o conhe- cimento deste habeas corpus. para o fim de determinar o recebimento e processamento do recurso de apela- ção. julgado em 19/08/2014. em quaisquer circunstâncias. desprovido. do CPP. as singularidades de cada infração penal. Min. FUNDAMENTOS. RECEBIMENTO DO RECURSO DE APELAÇÃO CONDICIONADO AO RE- COLHIMENTO DO RÉU AO CÁRCERE. sem que sejam consideradas. Rei. 234 . Conforme já proclamou esta Corte em diversas oportunidades. não se revoga a prisão preventiva decretada ao réu foragido e reincidente. Quinta Turma. não houve qualquer determinação de produção antecipada de provas. (HC 98212. 312. PRISÃD PREVENTIVA DECRETADP. Eros Grau. contudo. 111. 2. No caso. evidente constrangimento ilegal. CRIME DE FURTO. pois. Inteligência da Súmula n° 347.grifado autor ~ STJ ··················································································································································································· Súmula 347 do STJ: O conhecimento de recurso de apelação do réu independe de sua prisão. Na decretação da prisão preventiva. Segunda Turma. PRISÃO PREVENTIVA. PRISÃO PREVENTI- VA. presentes os requisitos do art. SÚMULA N° 387/STJ. o Recorrente foi preso em flagrante e lhe foi concedida liberdade provisória sob compromisso de comparecer a todos os atos processuais. é nítida a intenção de furtar-se à persecução criminal do Estado por parte daquele quem. Habeas corpus concedido. DJe-030 19/02/201 O p. RÉU FORAGIDO E REINCIDENTE. Há. MATÉRIA NÃO APRECIADA NA CORTE DE ORIGEM. 305) . o que somente se pode apurar plenamente quando transitada em julgado a condenação de cada qual. ACUSADO REVEL. a ausên::ia de enunciação de fatos concretos. Entretanto. dirige-se para lugar incerto e não sabido. A questão referente à alegada falta de fundamentação da decisão que teria determinado a antecipação das provas não pode ser conhecida.grifado pelo autor PROCESSO PENAL. Ministra Laurita Vaz. 1. CONVENIÊNCIA DA INSTRUÇÃO CRIMINAL E GARANTIA DA APLICAÇÃO DA LEI PENAL. NO ÉDITO CONDENATÓRIO. ROUBO MAJORADO. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. HABEAS CORPUS. 3. AUSÊNCIA. além de a natéria não ter sido apreciada na Corte de origem.248/SP. FLAGRANTE ILEGALIDADE A SERSANA')A DE OFÍ- CIO. a ensejar imediata atuação desta Corte. HOMICÍCIO QUALIFICADO. de ofí- cio. É certo que confi- gura manifesta ilegalidade condicionar o processamento do recurso de apelação ao recolhimento do réu ao cárcere. FUNDAMENTAÇÃO IDÓNEA.

Em outras palavras. Neste ponto. duas situações podem surgir. é fundamental que haja recurso da acusação. VI. A fuga do distrito da culpa. DJe 10/03/2008) Proferida sentença condenando o réu como incurso nas sanções do artigo 121. Ministra Maria Thereza de Assis Moura. do CPP no caso de flagrante ilegalidade. § 2°. qual o remédio jurídico para nulificar dito julgado? b) Cabe Habeas Corpus nesse sentido? Justifique ambas as respostas ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA Em se tratando de correção de erro material da aplicação da pena previ~ta na sen- tença condenatória. Neste caso. no processo penal. todos do Código Pe- nal. julgado em 21/02/2008. 312 do Código de Pro- cesso Penal. será admissível o writ mesmo que haja o cabimento de recurso contra a decisão (apelação}. 11 e IV. inciso 11 e 61. RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO indicadores dos fundamentos de cautelaridade previstos no art. Por outro lado. diante de decreto prisional marcado pela carência de fundamentação. 648. revelam constrangimento ilegal. exercício regular de direito: legítima oposi- ção ao arbítrio estatal. segundo doutrina ampla- mente majoritária. mesmo que em prejuízo do acusado. antes. havendo recurso exclusivo da defesa. Rei. não é necessária sequer a oposição . indaga-se: a) Em tese. através de embargos de declaração da acusação. ante suposto erro material havido na aplicação da pena imposta ao réu quanto à análise dos vetores do artigo 59 do mesmo Diploma Legal. Os instrumentos cabíveis para o reconhecimento do erro material que acarrete prejuízo para a parte ré serão os embargos de declaração ou a apelação. tendo em vista que se trata de efetivo recurso. o juiz poderá de ofício reconhecer o erro em qualquer momento processual. imperioso afirmar que. por si só. não corporifica. poderá a defesa manejar habeas corpus como ação autônoma de impugnação com fundamento no art. É verdade que o entendimento que vem prevalecendo no STJ e no STF é no senti- do de não se admitir habeas corpus em substituição ao recurso ordinário.083/BA. importante dizer que é perfeitamente cabível a correção de erro material constante da sentença. Ademais. nas hipóteses 235 . 2. Ordem concedida. inciso I. não podendo haver o reconhecimento de ofício por parte do magistrado. se a correção do erro material trouxer prejuízo para o acusado.de embargos de declaração. Se a correção do erro material não trouxer prejuízo para o acusado. combinado com os artigos 14. mas. o risco para aplicação da lei penal. 3. eventual erro material não pode ser reconhecido para prejudicar o réu. podendo o juiz sanar o vício a qualquer tempo de ofício ou através de simples petição. Sexta Turma. quando a correção do erro material acarretar um benefício para o réu. (HC 91. Neste caso.

Com ele. na verdade. muitas vezes. (NUCCI. ve- rificada de plano. Aliás. o habeas corpus. afinal seria essa sua função declarada (tutelar o direito de locomoção!). EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES em que este último é cabível. . 600). não teria feito a ressalva apenas em relação ao réu. 989) "Natureza do rol do art. Seria exagerado supor que a lei ordinária pudesse cercear a utilização do remédio constitucional. Mas. 2014. pre- vendo que não poderá "ser agravada a pena. 2012. por exemplo. aplicando-se. o art. é bem de ver que a modificação da decisão seria a ela desfavorável. não havendo risco imediato para a liberdade de locomoção. desde que resultante do acolhimento daqueles. se chega mais rapidamente à instância ad quem. o seu manejo como substitutivo de todas as modalidades recursais. constitui o instrumento mais adequado para a tutela da liberdade de locomoção. tendo em vista o procedimento mais célere. quando somente o réu houver apelado da sentença". ou sugerir ao acusado a interposição de revisão criminal. não se pode esquecer de que os re- feridos embargos recebem o tratamento de recursos. Esses são elementos genéricos para a impetração. já que a Constitui- ção estabelece a validade de uso do habeas corpus para combater qualquer ameaça de violência ou coação na liberdade de locomoção. de forma clara e inquestionável. por certo. 617 veda apenas a reformatio in pejus para o réu. sob pena de se inverter a ordem de julgamento dos recursos nos tribunais. Se a intenção do legislador fosse vedar a re(ormatio in pejus também para o Ministério Público. somente é cabível o habeas corpus no caso de ilegalidade manifesta. mesmo tratando-se de mera correção da decisão. Outro argumento favorável à reformatio in mellius é 9 favor rei. Uma vez possível a conces- são de habeas corpus ex of(icio." (BADARÓ. já que pode o órgão julgador conceder o habeas corpus de ofício. @ DOUTRINA TEMATICA "Parte da jurisprudência admite a chamada reformatio in mellius para o acusado que. por isso. p. Nessas situações. com a necessária modificação que esse acolhimento implicar. antecipando a apreciação de matéria 231. isto é. LXVIII). 2014. 5°. 1241) "É frequente. Quando houver réu preso estará perfeitamente justificado o cabimento do habeas. Lembre- -se que. quando não for esse o caso. pensamos que se deverá proceder a exame meramente de/ibativo (superficial) da impetração. tal circunstância não afasta a possibilidade de manejo de habeas corpus substitutivo contra sentença quando houver manifesta ile- galidade. Quando pela defesa. Tal solução seria cabível por questões de simplicidade e de economia processual. seria um excesso de formalismo exigir que o Tribunal negasse provimento ao recurso. sobretudo quando ela pretender discutir o ajuizamento da ação. 648: é meramente exemplificativo. daí por que cabíveis as limitações pertinentes". parece-nos que não há qualquer impedimento a que tal se realize. p. (OLIVEIRA. questões de índole exclusivamente processuais. "Em relação à possibilidade de aumento de pena por via de embargos declaratórios. É claro que isso somente será possível a partir da oposição de embargos pela acusação. Em outras palavras. o tribunal não deve descer a minúcias no seu exame. contudo. de um modo geral.aptidão ou inépcia da denúncia. de modo que o rol deste artigo não pode ser considerado exaustivo". e concedesse habeas corpus de ofício. é uma reformatio in pejus para o Ministério Público. p. por ilegalidade ou abuso do poder (art. a regra da vedação da re(ormatio in pejus. Quanto a isso. com é o caso de manifesto erro material na sentença.

acarretando gravame tão intenso em desfavor dos pacientes. Sexta Turma. DJe 9/3/2009. 1. majorou de modo significativo a sanção criminal imposta aos pacientes. O advogado constituído pelo Paciente foi devidamente intimado da pauta da sessão de julgamento do recurso de apelação por meio da imprensa oficial. 370. em recurso exclusivo da defesa. Com esse entendimento. por meio de embargos de declaração. DJe 1/9/2008. concedeu-se a ordem. é permitido à instância revisora o exame integral da matéria discutida na demanda. CORREÇÃO.O.088-RS. p. 1022) @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STJ ··················································································································································································· HABEAS CORPUS. Manifesta. não seria por meio de recurso defensivo que o tribunal de origem poderia modificar a sentença. POSSIBI- LIDADE. INTERPOSIÇÃO DE ACLARATÓRIOS PELO MINISTÉRIO PÚBLICO. HC 80. nos exatos termos do art. INTIMAÇÃO DO ADVOGADO E CITAÇÃO DO RÉU. mesmo que em prejuízo do acusado. visto que o tribunal a quo corrigiu o erro de cálculo em que teria incorrido o magistrado de primeiro grau e. PENA. mas sim nos autos de recurso de apelação. MAJORAÇÃO. Rei. RECURSO EXCLUSIVO DA ACUSAÇÃO. RECURSO ESPECIAL. Ministro Og Fernandes. DJe 12/04/2010). em sede de recurso exclusivo da acusação.grifado pelo autor 237 . Recurso especial a que se nega provimento. Ademais. POSSIBILIDADE." (OLIVEIRA. Rei. Rei. Min. a reformatio in pejus. 2. JULGAMENTO DO APELO DEFENSIVO. e HC 56. COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO DE AMBOS. Precedentes citados: HC 92. (REsp 628. Quinta Turma. quando a acusação se manifesta no momento oportuno.475/MG. Nada impede a correção de erro material constante da sentença.251-SP. 1. incrementando significativamente as penas dos pacientes. 2014. Ministra Laurita Vaz. Maria Thereza de Assis Moura. PPríodo: 19 a 23 dP abril dP 2010. DJe 17/12/2010). não se deu por meio da análise do recurso constitucional.971/PR. HC 121. DEFESA. HC 93. visto que. Di- vergência jurisprudencial não comprovada. para absolver o Réu. TESES DE INÉPCIA DA DENÚNCIA E FALTA DE PROVAS PARA A CONDENAÇÃO. § J. julgado em 16/03/2010. (63 Turma) RECURSO EXCLUSIVO. 2. assim. versadas em recursos tradicionais (apelação e recurso em sentido estrito). por mais que erro houvesse. correção de erro material.382-RJ. Esta Corte firmou compreensão no sentido de que é admitida a reformatio in melius. ERRO MATERIAL NA SENTENÇA.grifado pelo autor ~ Informativo n° 431 do STJ. A concessão da ordem. do Código de Pro~ cesso Penal. sendo vedada somente a reformatio in pejus. Trata-se de habeas corpus que se cingiu à verificação do acer:o do acórdão recorrido que promoveu. de ofício. 4. face ao amplo efeito devolutivo conferido ao recurso de apelação em matéria penal. A Turma reconheceu procedente o reclamo da impetração. julgado em 20/4/2010. SENTENÇA CONDENATÓRIA. ADVOGADO CONSTITUÍDO INTIMADO PELA IMPRENSA OFICIAL. julgado em 07/12/2010.953-DF. pois. DJe 16/3/2009. em recurso exclu- sivo da defesa. CON- CESSÃO DE HABEAS CORPUS DE OFÍCIO REFORMATIO IN MELLIUS. ESTELIONATO. VIA IMPRÓPRIA. RECURSOS E AÇÕES AUTÕNOMAS DE IMPUGNAÇÃO que não tem a mesma relevância de outras. (HC 99. de cálculo. 3. CONFIRMADA EM SEDE DE APELAÇÃO E TRAN- SITADA EM JULGADO.133-SE. PROCESSO PENAL. DJ 9/4/2007.

se daí flagrante ilegalidade advier. Quarta Câmara Criminal (extinto TA). INOCORRÊNCIA. NULIDADE."2. SENTENÇA CONDENATÓRIA PENDENTE DE JULGAMENTO DE RE- CURSO DE APELAÇÃO INTERPOSTO PELA DEFESA.343/2006. 33. Não se verificando. 111 . em regime fechado. APELAÇÃO INTERPOSTA. AUSÊNCIA DE ILEGALIDADE OU ABU- SO DE PODER. da Lei n° 11. caput. como incurso no art. (TJ-PR. Desembargadora Federal Cecilia Mello.Segunda Turma. 69 do CP. EXTORSÃO E FACILITAÇÃO DE CONTRABANDO OU DESCAMINHO.Considerando que o paciente respon- deu preso ao processo e que estão presentes os requisitos para a custódia cautelar. ambos em concurso material. TRF3 . na modalidade "venda") e à pena de 3 (três) anos de reclusão em regime fethado. na sentença.Consolidou-se o entendimento de que não se concebe a interposição de habeas corpus como substitutivo de apelação. OU MATERIAL. INADEQUAÇÃO DA VIA ELEITA. VI . I . IM- POSSIBILIDADE DE APRECIAÇÃO NO ÂMBITO RESTRITO DO "WRIT". em regime fechado. perfazendo o total de 8 (oito) anos de reclusão. foi condenado pelo Juízo da Vara da Criminal da Comarca da Capital à pena de 5 (cinco) anos de reclusão. NÃO CONHECI- MENTO. CONSTATÁVEL "ICTU OCULI". Data de Julgamento: 06/03/2003. o habeas corpus não é sede adequada para discussões concernentes à fi- xação da pena e alteração do regime prisional. por ser a mais am- pla. tanto na doutrina como na jurisprudência. ausentes no presente caso. (HC 00070288220094030000. 238 . DECISÃO FUNDAMENTADA. "1. DOSIMETRIA DA PENA. e-DJF3 Judicial 2 02/07/2009. ORDEM DENEGADA. Data de Publicação: 21/03/2003 DJ: 6333) Paulo foi preso em flagrante no dia 11 de junho de 2009 e.0222683-7. sendo instrumento adequado a tutelar a liberdade de locomoção em situações de ilegalidade ou abuso de poder. justifica-se o indeferimento do direito de apelar em liberdade. p. V . O trânsito em julgado para o Ministério Público se deu em 19 de setembro de 2009.Ordem denegada. de que tendo em vista do princípio da unirrecorribilidade das decisões. como incurso no art.HC: 2226837 PR Habeas Corpus Crime. é questão assente. caput. 477). pois isso implicaria em reexame do material probatório.O habeas corpus não se presta ao exame da dosimetria da penal .A dosimetria das penas foi feita em observância do critério trifásico e considerando as circunstâncias ju- diciais previstas no artigo 59 do CP. li .826/2003 (porte ilegal de arma de fogo de uso restrito). INEXISTÊNCIA DE ERRO DE DIREITO. 16. INCONFORMISMO QUANTO A DOSIMETRIA DA PENA E O REGIME IMPOSTO NA SENTENÇA CONDENATÓRIA. da Lei n° 10.grifado pelo autor ~ TJPR CORPUS. o exame de matéria também versada em habeas corpus impetrado na pendência da apelação". matéria pertinente a apelação ou a revisão criminal". Relator: Airvaldo Stela Alves. após permanecer cus- todiado durante todo o processo. desde que em razão de eventual desacerto na conside- ração de circunstância ou errônea aplicação do método trifásico. relega-se à via recursal. erro de direito ou material constatável ictu oculi. para discutir matéria devolvida à Corte naquele recurso. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTC BORGES GO"JlES I WILLIAM AKERMAN GOMES ~ TRF3 PROCESSUAL PENAL: HABEAS CORPUS. Aliás. (tráfico de drogas.Viável o exame da dosimetria da pena por meio de Habeas Corpus. na forma do art. IV .

O trânsito em julgado definitivo da condenação se verificou em 20 de abril de 2010. caput. ao proceder à emendatio /ibelli. Como consabido. o cumprimento de 1/6 (um sexto) da pena relativa ao delito do estatuto do desarmamento e 2/5 (dois quintos) somente da pena relativa ao tráfico de drogas. § 2°. 112 da LEP e art.1/6 (um sexto) da pena para a progressão e 1/3 (um terço) da pena para livramento. da Lei n° 11. reclassificou juridicamente os fatos. o apenado teria que.' a prevalecer o acórdão. 112 da LEP à pena correspondente ao delito de tráfico de drogas (Súmula STJ. na execução da pena. inciso IV. 83. I. indagando acerca da viabilidade de adoção de alguma medida judicial em favor do assistido. o delito de tráfico de entorpecentes é equiparado a hediondo (art. V. 33. 40. 617 do CPP. se o condenado não for reincidente específico em crime dessa natureza -. Nesse contexto. da Lei n° 11. verbete n° 471. absorvido o delito do estatuto do desarmamen~o. inclusive na execução penal. do CP). cumprir 2/5 (dois quintos) de toda a pena imposta. Defensor Público em exercício junto à Vara de Execuções Penais do Estado. segundo o qual se exigiria. Em caso positivo. reclassificando os fatos imputados para enquadrá-los no art. com o acréscimo da majo- rante prevista no art. neste último caso. por conseguinte. em patente violação ao princípio da non reformatio in pejus e malferindo a inteligência do art. da mesma Lei (emprego de arma de fogo) e consi- derando. aponte brevemente a(s) medida(s) cabível(is) na defesa dos inte- resses do assistido. RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO No julgamento do recurso de apelação da defesa buscando a absolvição do assis- tido. portanto. Em caso negativo. desde que o condenado não seja reincidente em crime doloso e possua bons antecedentes. incorrendo. por exemplo. Frise-se que o fato imputado ao apenado se deu após a edição da Lei n° 11. considerando absorvido o crime de porte de arma de fogo e mantendo a pena de 8 (oito) anos de reclusão. XLIII. no caso. mais tempo do que aquele que teria que cumprir se a sentença combatida pela defesa não tivesse sido reformada. 2°. quando comparados aos dos crimes que não ostentam a pecha da hediondez (art. por unanimidade. não se aplicando o art. do CP) . em regime fechado. sujeito a tratamento penal diferenciado. não obstante tenha mantido o quantum de pena e o regime fechado fixados em primeiro grau. para obter a progressão de regime.464/2007. com requisitos mais severos para a progressão de regime (art. 239 . inciso IV. portanto. passando a enquadrar a conduta delitiva no art. seus principais fundamentos jurídicos e o juízo competente para apreciá-la(s). da mesma Lei (emprego de arma de fogo). se primário) . 33. A família do apenado procura você. da CF e art. porquanto lhe seria aplicado o cál- culo diferenciado ou discriminado. 5°. ~ WILLIAM AKERMAN GOMES @RESPOSTA Na hipótes'e. 40.343/2006.2/5 (dois quintos da pena.343/2006. caput. com o acréscimo penal pela aplicação da majorante prevista no art. 2° da Lei n° 8. a Corte agravou a situação jurídica do acusado em recurso exclusivo da defesa. aponte justificadamente as razões da impossibilidade. da Lei de Crimes Hediondos) .2/3 (dois ter- ços) da pena. de ofí- cio.e para o livramento condicional (art.072/1990) e. fixada pelo Juízo de 1a Instância. 83. a contrario sensu). a Câmara Criminal.

7°. a ser apreciado pelo Superior Tribunal de Justiça (art. do CPP). no julgamento do recurso exclusivo do réu. da CF). p. pelo tribunal. 2014. regressão de regime de cumprimento de pena (semiaberto para fechado) em julgamento de agra- vo em execução.. o que não se pode admitir. do direito do réu." (AVENA. pedido e causa de pedir. 581. Todavia. constitucionalmente estabelecida. com o espoco de reparar tal violação e utilizando a fun- damentação exposta acima. 791) ". relativamente ao recurso de apelação. @ DOUTRINA TEMÁTICA "O que vem expresso no art. mister se faz a existência dos elementos da ação. havendo recurso exclusivo seu. 240 . I. 720) "O habeas corpus é ação autônoma de impugnação. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Portanto. de regi- me inicial de cumprimento de pena mais severo que o imposto na sentença. é tam- bém aplicável a todas as modalidades de impugnações recursais. que. havendo recurso exclu- sivo. 618 do CPP. "a". 2008. indubitável que a Câmara Criminal. como o habeas corpus substitutivo da revisão criminal. Exemplo: imposição. art. à luz do âmbito de cog- nição da citada ação constitucional e em louvor ao sistema recursal instituído. mesmo não tendo incrementado a sanção penal ou recrudescido o regime. b. por fim. forçosa a impetração do habeas corpus substitutivo jun- to ao STJ. §§ 2° e 3°. quais sejam: partes. V." (RANGEL. do REGITJRJ). de 10 de julho de 2007. é vedado. de sorte a que um Defensor Público de Classe Especial seja designado para análise çlo seu cabimento 35 • Digno de nota. dado na sentença. 11. Nessa linha intelectiva. objetivando preservar ou restabelecer a liberdade de locomoção ilegalmente ameaçada ou violada. cujo julga- mento compete à Seção Criminal do Tribunal de Justiça (art. diante da patente ofensa ao status libertatis do apenado. 105. 62. 1301) "Sendo o habeas corpus uma ação autônoma. mais recentemente. viável o en- vio de ofício à Corregedoria Geral da Defensoria Pública. p. como o Defensor Público em exercício junto à VEP não detém atribuição para a propositura de revisão criminal. de recorrer em liberdade. do CPP e art. a jurisprudência dos Tribunais Superiores tem apontado no sentido de restringir o manejo do remédio heróico em substituição aos recursos cabíveis e à revisão criminal. Sem prejuízo e a fim de possibilitar o ajuizamento da revisão criminal. ajuizável apenas por Defensores Públicos em atuação na segunda instância." (OLIVEIRA. dispõe sobre o ajuizamento de revisão criminal. mostram-se cabíveis tanto a revisão criminal. ou cassação.. p.criticável - da imperiosa necessidade de racionalização do seu emprego. As partes são o paciente e a auto- ridade coatora. aumento do valor da fiança concedida em decisão de primeira instân- cia no julgamento de recurso em sentido estrito (cf. sob o argumento . constituindo o rele- vante princípio da proibição da re{ormatio in pejus. O pedido é de liberdade (habeas corpus liberatório) ou de salvo-conduto 35 A Ordem de SeiViço nº 70. ao dar definição jurídica diversa aos fatos im- putados. da Corregedoria Geral da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro. devemos salientar que qualquer gravame na situação do réu. reformou para pior a sentença que fora impugnada em apelação tão somen- te pela defesa. 2011.

em uma espécie de aplicação do princípio da Ne Re(ormatio in Pejus. é também ação constitutiva. esclarece-se que o judicium rescindens ocorre por conta de um errar in procedendo (erro de procedimento). p. sendo o habeas corpus um remédio jurídico que tem como escopo proteger um di- reito líquido e certo específico. a prova demonstrativa deste direito é pré-constituída. o que anulará a decisão impugnada e submeterá o acusado a novo julgamento.· (RANGEL. por que não o seria o habeas corpus." (OLIVEIRA. distinguindo-se da revisão sobretudo pela impossibilidade de instrução probatória? Por isso. O judicium rescindens pode ocorrer isolada ou cumulativamente com ojudicium resciso- rium. exercendo por vezes papel similar ao de uma ação de anulação.) Ora. para desconstituir ou anular a decisão anterior.ALVES. O direito líquido e certo que o habeas corpus visa a tutelar é a liberdade de locomoção. 2014. p. Tem como consequência a anulação da de... (. (. o qual se opera quando há um erro r in judicando (erro no julgamento). 381). ) A revisão criminal situa-se numa linha de tensão entre a 'segurança jurídica' instituída pela imutabilidade da coisa julgada e a necessidade de desconstituí-la em nome deva- lor da justiça:· (Idem. não podendo este último. que se destina a rescindir uma sentença transitada em julgado. "E. possibilitando que seja uma via alternativa de ataque aos atos judiciais. que. em substituição da rescindida. p. 381. 1308) ". ser mais gravoso do que o primeiro julgamento. 821). em julgado:· (LO- PES JR.* *. sem se ver obstaculizada pela coisa julgada. após a anulação do julgado. exare a decisão absolutória ou condenatória mais bené- fica ao acusado. p. possibili- tando que o tribunal. não submetida a prazos. 865) "O alcance do writ não só se limita aos casos de prisão. pois também pode ser utilizado como instrumento para o collateral ottack. p. absolver o réu por manifesta atipicidade.. O judicium rescisorium somente poderá ser proferido se houver pedido expresso da parte autora nesse sentido.. 2012. do mesmo modo. no julgamento). já que tem que estar previamente produzida. e inclusive contra a sentença transitada. p. de plano. bem como o juízo rescisório. 1337) "[Revisão criminal] Trata-se de um meio extraordinário de impugnação. porém.· (ALVES. para. 2014. sado.Tem como conseqüência uma decisão abso- cisão impugnada e submissão do acusado a lutória ou condenatória mais benéfica ao acu- novo julgamento. se cabível a revisão. 2008. 2011.destacado no original Tem como causa um errar in procedendo Tem como causa um error injudicando (erro (erro de procedimento). que é a liberdade de locomoção. pensamos possível o juízo rescindendo. 241 . A causa de pedir é o fato originário da ilegalidade. RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO para evitar ameaça de violência ou coação à liberdade de locomoção (habeas corpus preventivo). ou desconstitutiva.... ou constitutiva negativa no léxico pon- teano.

porém desclassificado o crime de furto qualificado (CP. a 2• Turma denegou "habeas corpus". 155. em habeas corpus requerido a tribunal superior. O juiz. Súmula STF. tenha de aplicar pena mais grave") em 2° grau de jurisdição. Não cabe habeas corpus contra a imposição da pena de exclusão de militar ou de perda de patente ou de função pública. Não cabe habeas corpus quando já extinta a pena privativa de liberdade. Art. afirmou que. por maioria. 386 e 387. 617 do CPP ("O tribunal. de acordo com a jurisprudência do STF. poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa. HC 86864 MC-DJ de 16/12/2005 e HC 90746-DJ de 11/5/2007) Súmula STF. concedeu a ordem de ofício apenas para reenquadrar a condenação no art. Súmula STF. se fundado em fato ou direito estrangeiro cuja prova não constava dos autos. de 25 de julho de 1990. Com base nesse entendimento. verbete n° 692. verbete n° 695. ao readequar a capitulação 242 .HC 85185. (Conhecimento na Hipótese de Flagrante Cons- trangimento Ilegal . 11. É nula a decisão do tribunal que acolhe. Não compete ao Supremo Tribunal Federal conhecer de habeas corpus impetrado contra decisão do Relator que. não podendo. § 4°. porém. para tal fim. o tribunal de 2° grau. em preliminar. mesmo nas hipóteses de recurso exclusivo da defesa. Não cabe habeas corpus contra decisão condenatória a pena de multa. nu- lidade não argüida no recurso da acusação. 383 do CP: "emenda- tio libelli" e "reformatio in pejus" Há "reformatio in pejus" no acórdão que. em jul- gamento de recurso exclusivo da defesa. mas. mantida a pena imposta. no que for apli- cável. a realização de exame criminológico. extra- ordinariamente. Súmula STF. sem prejuízo de avaliar se o condenado preenche. Súmula STF. o juízo da execução observará a inconstituciona- lidade do art. verbete n° 693. em conseqüência. § 1°). ainda que. contra o réu. No caso. verbete n° 208. No mérito. 312. Não se conhece de habeas corpus contra omissão de relator de extradição. ou não. indefere a liminar. 2° da Lei n° 8. Súmula STF. reforma sentença condenatória para dar nova definição jurídica ao fato delituoso . verbete n° 691. 383. § 4°. de decisão concessiva de habeas corpus. seria possível a realização da "emendatio li bel li" (CP: "Art. conforme constara na sentença condenatória. 383. afastou alegação relativa à suposta prescri- ção da pretensão punitiva. ou equiparado. Para efeito de progressão de regime no cumprimento de pena por crime hediondo. desde que respeita- dos os limites estabelecidos pelo art. de modo fundamentado. art. verbete n° 694. ou relativo a processo em curso por infração penal a que a pena pecu- niária seja a única cominada. podendo determinar."emendatio libelli" -. ser agravada a pena. nem foi ele provocado a respeito. ressalvados os casos de recurso de ofício. Súmula STF. 11) para o crime de peculato (CP. 155. do CP.072. sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou queixa. os requisitos objetivos e subjetivos do benefício. Informativo n° 770 Período: 1° a 5 de dezembro de 2014. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF Súmula Vinculante n° 26. câmara ou turma atenderá nas suas decisões ao disposto nos arts. quando somente o réu houver apelado da sentença"). O Colegiado. verbete n° 160. O assistente do Ministério Público não pode recorrer.

Na espécie. seria inevitável concluir pela superveniência de vedada "reformatio in pejus". HC 123251/PR. não se poderia olvidar não ser a pena fixada o único efeito ou única circunstância a permear uma condenação.o fato descrito na acusação teria sido praticado por funcionário público equiparado (CP. IMPOSSIBILIDADE DE HABEAS CORPUS SUBSTITUIR REVISÃO CRIMINAL. RÉU QUE PERMANECEU 243 . FIXAÇÃO NÃO SUFICIENTE FUNDAMENTADA PARA CUMPRI- MENTO INICIAL DA PENA.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. a ordem de ofício. Este Supremo Tribunal assentou ser inexigível a fundamenta- ção exaustiva das circunstâncias judiciais consideradas.conceda a or- dem de ofício. Constando da sentença o direito de recorrer em liberdade e não se insurgindo contra isto o Mi- nistério Público. relatado pelo Ministro Moreira Alves perante a Segunda Turma. Haveria regra específica para os condenados pela prática de crime contra a Administração Pública. Vencida a Ministra Cármen Lúcia. desde que não implicasse reexame de prova. inclusive da revisão criminal. 1.RECOLHIMENTO DO CONDENADO. Segunda Turma. portanto.. PROCESSUAL PENAL MILITAR. Porém. Relator(a): Min. Com efeito. como o peculato: a progressão de regime do cum- primento da pena respectiva seria condicionada à reparação do dano causado ou à devolução do produto do ilícito praticado (CP. Min. DECISÃO CONTRÁRIA À JURISPRUDÊNCIA DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL. CONDENAÇÃO POR TRÁFI- CO DE DROGAS. aparentemente inofensiva. RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO legal à narrativa apresentada . 2° da Lei n° 8. que não concedia a ordem por entender não ter havido. 327. CITAÇÃO POR EDIJAL. DJ 04-03-1994 PP-03289 EMENT VOL-01735-01 PP- 00133) Atenção! Em regra.072/90. ao se ponderar atentamente os efeitos da condenação e as circunstâncias referentes à "emendatio libelli" efetivada. Gilmar Mendes. SUFICIENTE INDIVI- DUALIZAÇÃO DA PENA. 292 DO CPPM. concedendo. também por vezes. o habeas corpus não pode ser utilizado como sucedâneo de revisão criminal. que chegou a prestigiar a impetração do writ substitutivo do recurso cabível e. julgado em 03/11/1993. devendo a sentença deve ser lida em seu todo. Transitada em julgado a condenação. art. § 1°) -.12. o Tribunal da Cidadania.grifado pelo autor RECURSO. LEGALIDADE. HABEAS CORPUS. Relator(a): Min. MARCO AURÉLIO. CONCESSÃO DE ORDEM DE OFÍCIO. 3. a "reformatio in pejus". julgado em 24/06/2014. Na mesma esteira. apesar de ter sido aplicado o regime inicial aberto ao paciente. o Pretório Excelso não admite o manejo do habeas corpus como sucedâneo da revisão criminal. Não conhecimento. PROCESSO ELETRÓNICO DJe-148 DIVULG 31-07-2014 PUBLIC 01-08-2014). rei. 2. PRINCÍPIO DA ESPECIALIDADE. CONSTITUCIONAL. PROCESSUAL PENAL.precedente: habeas-corpus n° 57.964. A fixação objetiva do regime inicial fechado para cumprimento da pena privativa de liberdade contraria o que decidido por este Supremo Tribunal. durante a execução da reprimenda. 2. não se poderia descartar que. embora. diante de flagrantes ilegalidades. Segunda Turma. salvo em caso de manifesta ilegalidade ou abuso no ato questionado. na situação dos autos. art."REFORMATIO IN PEJUS". passou a não admiti-lo. § 4°). Concessão da ordem de ofício. REGRA DO ART. 3. ato de constrangimento . ao de- clarar incidentalmente a inconstitucionalidade do § 1° do art. cujo acórdão foi publicado na Revista Trimestral de Jurisprudência n° 98/02. TRÂNSITO EM JULGADO DA DECISÃO. NÃO CONHECIMENTO. 33. na tentativa de não gerar prejuízo ao sentenciado. (HC 70754. mantivera a pena priva- tiva de liberdade anteriormente aplicada.2014. CÁRMEN LÚCIA. o ato do Colegiado revisor que implica a imposição do recolhimento do Paciente a prisão revela "reformatio in pejus" e. (HC 121435. as paginas 637 a 639. este sofresse regressão de regime e fosse prejudicado pela "emendatio libelli". (HC- 123251).

seja o re- curso ou a revisão criminal. SUPERAÇÃO DOS ARGUMENTOS RELACIONADOS À PRISÃO CAUTELAR. b) nenhuma periculosidade social da ação. 292 do Código de Processo Penal Militar. RICARDO LEWANDOWSKI. que apresentou todas as peças defensivas. ademais. 112 da Lei n° 7. IMPOSSIBILIDADE. Primeira Turma. I . 366 do Código de Processo Penal. NÃO DEMONS- TRAÇÃO DO PREJUÍZO. em que pese configurar remédio constitucional de largo espectro. O Supremo Tribunal Federal e o Superior Tribunal de Justiça não têm mais ad- mitido o habeas corpus como sucedâneo do meio processual adequado. VA- LOR NÃO CONSIDERADO INSIGNIFICANTE. faz-se necessária a demonstração do efetivo prejuízo. ORDEM DENEGADA. sendo o paciente patrocinado pela Defensoria Pública da União.Ação penal que teve regular processamento. PROCESSO ELETRÔNICO DJe- 167 DIVULG 30-08-2011 PUBLIC 31-08-2011) -grifado pelo autor ~ STJ Súmula STJ. por todo esse tempo. prevista no art. cumulativamente. julgado em 16/08/2011. QUANTIA DE CENTO E QUARENTA REAIS. a aplicação do princípio da insignificân- cia deve levar em consideração. por força do princípio da especialidade. APLICAÇÃO. Precedentes. ao paradeiro do pa- ciente. V . (HC 108420. admite-se a impetração do mandamus diretamente nesta Corte para se evitar o constrangimento ilegal imposto ao paciente. ao rechaçar a incidência do princípio da insignificância.Como tenho reiteradamente assentado. se encontra preso em virtude de condenação transitada em julgado. VIII . Quan- do manifesta a ilegalidade ou sendo teratológica a decisão apontada como coatora. não pode ser empregado como sucedâneo de revisão criminal. a existência das seguintes condições objetivas: a) mínima ofensividade da conduta do agente. 111 -As escutas telefônicas realizadas durante as investi- gações. uma vez que este foi considerado foragido durante toda a ação penal. 3.Afastada a alegação de nulidade da citação por edital porque não teriam sido esgotados todos os meios de encontrar o paciente. para o reconhecimento de eventual nulidade. VJ . PARECER ACOLHIDO. FURTO. salvo em situações excepcionais. não chegaram. RÉU CUMPRINDO PENA POR CONDENAÇÃO TRANSITADA EM JULGADO.Superada a alegação de ausência de fundamentos para a prisão cautelar do paciente. 1.Esta Suprema Corte. que impliquem em grave prejuízo para o réu. 11 . o Tribunal estadual o fez por não considerar 244 . AUSÊNCIA DE CONSTRANGIMENTO ILEGAL. não sendo crível a afirmação de que ele. sendo. devidamente autorizadas. Os condenados por crimes hediondos ou assemelhados cometidos antes da vigência da Lei n° 11. Não há como concluir pela ausência de interesse estatal na repressão do delito perpetrado pela paciente. não sendo o caso de se invocar a regra geral da matéria. salvo e~ hipóteses excepcionais de evidente teratologia ou dé flagrante cerceamento dé defesa. EDUARDO AIDE BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES FORAGIDO DURANTE TODA A INSTRUÇÃO CRIMINAL. e d) inexpressividade da lesão jurídica provocada. (grifado pelo autor) HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO. c) reduzido grau de reprovabilidade do comportamento do agente. 2. pois. conclusivamente. considero que o habeas corpus. que. por não se reconhe- cer a inexpressividade da lesão jurídica provocada. 4. acusado por outro crime de roubo a um posto de gasolina. De acordo com a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. inclusive.464/2007 sujeitam-se ao disposto no art. a norma de regência está prevista no art. verbete n° 471. atualmente. o que não ocorreu na espécie. no caso dos autos. cometido pouco antes do delito objeto desta impetração.Na hipótese. ainda que absoluta. CONSIDERANDO-SE AS CARACTERÍSTICAS PESSOAIS DA VÍTIMA. IMPOSSIBILIDADE DE ADMITIR-SE O WRIT CONSTITUCIO- NAL COMO SUCEDÂNEO DE REVISÃO CRIMINAL. tem entendimento consagrado no sentido de que.Ordem denegada.210/1984 (Lei de Execução Penal) para a progressão de regime prisional. INADMISSIBILIDADE. estivesse em seu endereço principal aguardando a definição do seu processo. IV . VIl . entre elas o recurso de apelação e os res- pectivos embargos declaratórios. PRINCÍPIO DA INSIGNIFICÂNCIA. situação verificada de plano. EVENTUALIDADE. Relator( a): Min.

mantidos os demais termos da sentença e do acórdão. (HC 152. LXVIII. ORDEM DE OFÍ- CIO. DJe 01/09/2014). também. 1. Cabe habeas corpus contra sentença transitada em julgado. MATÉRIA DE ORDEM PÚBLICA. CONDENAÇÃO. Ministra MARIA THEREZA DE ASSIS MOURA. não se admitindo que o remédio constitucional seja utilizado em subs- tituição a recursos ordinários (apelação. definir as hipóteses de cabimento do recurso especial ao Superior Tribunal de Justiça. INVlABILIDADE. tampouco como sucedâneo de revisão criminal. Ordem não conhe- cida. 111. DJ 08/10/2001. Para o enfrentamento de teses jurídicas na ·. HABEAS CORPUS. ainda que a sentença já tenha transitado em julgado. a personalidade ou a conduta social do réu. 5.334/DF. ILEGALIDADE MANIFESTA APENAS NO TOCANTE À PENA-BASE. QUINTA TL RMA. O writ não foi criado para a finalidade aqui empregada. SEXTA TURMA. As hipóteses de cabimento do writ são restritas. Ordem concedida. Certamente não foi essa a intenção do legis- lad::r constituinte ao prever o habeas corpus no art. 228) -grifado pelo autor 245 . nada impede a aplicação do princípio da fungibilidade. CONDENAÇÕES SEM TRANSITO EM JULGADO OU POSTERIORES AO FATO.45% do salário mínimo vigente na época (R$ 510. FUNGIBILIDADE. Ministro GILSON DIPP. É pacífica a compreensão des:a Corte no sentido de que condenações sem trânsito em julgado não podem levar ao aumento da pena base. que se encontra eivada de nulidade absoluta.ia restrita. prejuízo à vítima). notícia acerca da restituição à vítima da quantia furtada. FURTO QUALIFICADO. Não é possível a impetração de habeas corpus substitutivo de recurso especial. Habeas corpus não conhecido. UNIFICAÇÃO. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR SEXTA TURMA. Ordem concedida de ofício tão somente para reduzir a reprimenda imposta ao paciente a 2 (dois) anos de re- clusão e 10 dias-multa. p.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. ten- do em vista tratar-se de matéria de ordem pública. QUESTÃO SUPERADA. julgado em 19/03/2014. recurso especial). INCOMPETÊNCIA DO JUÍZO. 7.00). Possuindo o habeas corpus e a revisão criminal a natureza de ação. 3. julgado em 13/12/2011. correspondia a 27. SÚMULA N° 444/STJ. bem corno pela valoração negativa da conduta social e da personalidade. Rei. de questionar a dosimetria da pena imposta em ação penal que tramitou de forma regular. ORDEM CONCEDIDA.. cuja constatação seja evidente e independa de qualquer análise probatórfa. Diante da un ficação das penas e fixação do regime fechado. julgado em 28/08/2001. RECURSOS E AÇÕES AUTÔNOMAS DE IMPUGNAÇÃO ínfino o valor supostamente subtraído (R$ 140. relativa a matéria de direi- to. intenção de lucro fácil. na data do fato (31/1/2010). É imperiosa a necessidade de racionalização do habeas corpus. a bem de se prestigiar a lógica do sistema recursal. Rei. 105. REVISÃO CRIMINAL. por incompetência de juízo. NULIDADE ABSO- LUTA. A prevalecer tal postura. REGIME PRI- SIONAL. Não havendo. agravo em execução. o recur- so ~pedal tornar-se-á totalmente inócuo. 6. 4. imprescindível que haja ilegalidade manifesta. o qual. In casu há manifesta ilegalidade apenas no tocante à pena-base. 5°. haja vista a exis- têrcia de condenações provisórias ou posteriores ao fato. NÃO CONHECIMENTO. da Constituição Federal. 5. APELAÇÃO JULGADA. 2. REDU- ÇÃO DA PENA E ALTERAÇÃO DO REGIME. CABIMEN- TC. QUESTÕES INERENTES AO PRÓPRIO TIPO PENAL. que foi fixada acima do mínimo legal em decorrência de elementos inerentes ao próprio tipo penal (desrespeito ao patrimônio. fica superada a pretensão de alterar o regime semiaberto. VIA INADEQUADA. SENTENÇA TRANSITADA EM JULGADO. (HC 13207/SP. não servindo para valorar negativamente os antecedentes. Rei.00). . e. sob pena de violação do princípio da presunção de não cul- pabilidade. Súmula n° 444 do Superior Tribunal de Justiça. " . DJe 19/12/2011) -grifado pelo autor CRIMINAL. em seu art. WRJT SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL.701/SC. (HC 295.

Objetivando reformar o acórdão. não se manifestando acerca do delito contra o patrimônio. tem por finalidade o reexame do processo já alcançado pela coisa julgada.DPE/SE. caberia: B) a impetração de habeas corpus no tribunal. 33. foi denunciado pela prática de roubo (artigo 157 do Código Penal) em concurso com atentado violento ao pudor (artigo 214 do Código Penal).Defensor Público. seria cabível habeas corpus substitutivo de recurso ordinário constitucional.2012) Hermes. (Cespe. o DP encarregado de sua defesa decidiu adotar medida judicial contra a decisão.C. contra a decisão que decretou a prisão preventiva de Domingos. Além de negar pro- vimento à apelação da defesa. este caracte- rizador do direito processual penal. a progressão de regime: B) observará o prazo de 2/5 do cumprimento da pena do crime de tráfico de drogas e o cumprimento de 1/6 da pena do crime de roubo. (FCC. em regime fechado.2012) Após obter vista da decretação da pri- são preventiva de Domingos. Após a instrução processual. que. a melhora de sua situação jurídica ou a anulação do processo.2014) A respeito das nulidades.Defensor Público da União .Defensor Público. cuja admissibilidade. pelo crime do art. ··················································································································································································· 05. 157. igualmente. que é um dos aspectos diferenciadores do mero direito à defesa e do direito à ampla defesa. foi apresentado outro meio de impugnação. (FUNDEP. nesses casos.Defensor Público. em outro processo. () órgão juris- dicional ad quem constatou a omissão do magistrado de primeira instância. ~ Assertiva correta.DPE/SP . contra o acórdão não unânime denegatório da ordem.2007) E.DPE/MG. ~ Assertiva carreta. bem como a existência de prova desfavorável ao réu em relação a ambos os delitos. o qual. A impugnação restou negada. por maioria. Com base na situação hipotética aci- ma apresentada. pelo órgão juris- dicional competente.B. réu primário. 02.DPE/PR. contra o réu. 03. é processado e con- denado pelo crime previsto no art. § 2°. A família do preso procura a Defensoria Pública e informa que Hermes foi capturado em 22/04/2012 para início do cumprimento de pena e gostaria de informações acerca dos prazos para progressão de regime. 246 . De acordo com a jurisprudência dominante do Supremo Tribunal Federal. por fato praticado em 21/11/2008 e. ~ Assertiva correta. analise a afir- mativa a seguir. Por ocasião do julgamento da apelação interposta exclusivamente pela defesa. ressalvados os casos de recurso de ofício. (Cespe . adotando-se o cálculo diferenciado. em regime fechado. é correto afirmar. da Lei n° 11. é pacífica nos tribunais superiores. (FCC . EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. por fato praticado em 29/03/2007. em razão do princípio que veda a reforma!io in pejus. ~ Assertiva correta. O trânsito em julgado de ambas as condenações ocorreu em 20/04/2011. caput. no que se refere aos recursos em geral e aos meios autônomos de impugnação. o juiz de direito condenou o réu pelo crime contra a liberdade sexual.Defensor Público . 04. é nula a decisão do Tribunal que acolhe.2010) A revisão criminal. à pena de 6 (seis) anos de reclusão. nulidade ao argüida no recurso da acusação.343/06 à pena de 5 (cinco) anos de reclusão. ~ Assertiva errada. de forma a possibilitar ao condenado a absolvição. Neste caso. I do Código Penal.DPU . o tribunal recursal deverá: B) silenciar quanto ao delito conexo. restou denegado.

pela Lei n° 10. é correta a asserção de que resulta de influência do Direito Penal Prospectivo ou Direito Penal do Inimigo? Por quê? · @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (35 UNHAS) 10 12 247 . da Lei n° 7. CAPÍTULO 12 EXECUÇÃO PENAL ~ QUESTÕES Na execução penal.792/03. 52. a instituição do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) 1 do art.210/84.§§ 1° e 2°.

EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 1l 14 15 16 n 18 19 20 22 23 24 25 26 11 28 29 lO l1 32 l3 l4 35 248 .

enfocando os princípios da proporcionalidade. EXECUÇÃO PENAL Disserte sobre a perda dos dias remidos como consequência da prática de falta disciplinar de natureza grave. individu- alização da pena e segurança jurídica. @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (50 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 11 18 19 20 22 23 24 249 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 25 26 21 28 29 30 32 33 35 36 3) 38 39 40 41 42 43 45 46 47 48 49 50 250 .

§§ 1° e 2°. com redação dada pela Lei 10. (ii) o legislador estabeleceu uma punição não pelo comportamento exteriorizado do indivíduo. o princípio da legalidade estrita. assim. duas questões podem ser discutidas. 52. ao invés de estabelecer um regime mais rigoroso para os presos que exteriorizassem condutas violentas. Segundo. pela Lei n° 10. não parece ser este o melhor entendimen- to. do art. a instituição do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD). o que absolutamente não é o caso do art. violando. pode-se dizer que a constitucionalidade desse dispositivo é extremamente duvidosa. o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) previsto no art. Observe-se que para Jakobs deveria 251 .210/84. apesar de haver autores que defendem a inconsti- tucionalidade por completo do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) éom base nos princípios da humanidade e da dignidade. percebe-se que houve uma aproximação efetiva do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) com as ideias de Günther Jakobs.792/03. 52 da Lei 7. O que não poderia haver é o estabelecimento de um regime tão gravoso. EXECUÇÃO PENAL ~ QUESTÕES COMENTADAS Na execução penal. Primeiro. é correta a asserção de que resulta de influência do Direito Penal Prospectivo ou Direito Penal do Inimigo? Por quê? ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA Em se tratando de Regime Disciplinar Diferenciado (RDD).210/84. quanto à sua concepção do Direito Penal do Inimigo.210/84. Isso porque a realidade dos presídios aponta para a necessidade de uma trata- mento diferenciado para alguns presos. 52. De plano. Por outro lado. Quanto à primeira indagação. es- tabeleceu um tratamento mais rigoroso àqueles agentes que apresentam certas ca- racterísticas pessoais como "alto risco" ou "fundada suspeita". §§ 1° e 2°.792/03. da Lei 7. da Lei n° 7. se a utilização de conceitos vagos e imprecisos vulneram o princípio da legalidade estrita. principalmente pelo notório comportamento antissocial e/ou violento. tendo em vista que (i) o legislador utilizou de expressões vagas e indeterminadas. mas sim pela qualidade. Analisando este último ponto. personalidade ou caráter deste. se a adoção de um regime mais rigoroso de aplicação da pena no decorrer do seu cumprimento viola os princípios da humanidade e da dignidade da pessoa humana. que possa ser considerado cruel.

de cunho fascista. na avaliação subjetiva de determinada instância de controle social formal." (MARCÃO. @ DOUTRINA TEMATICA "A construção sistêmica de Jakobs levou às últimas consequências a perspectiva funcio- nal. p. 2012.792/03 e os pensamentos de Jakobs. 2013. patentes de evi- dente avaliação subjetiva. da CRF/1988). Os inimigos seriam. percebe-se que às instâncias de con- trole não importa o que se faz (direito penal do fato). impondo isolamento celular de até um ano. ou então porque há "suspeitas" de participação em quadrilha ou bandos. isso em razão da vasta e perigosa possibilidade de interpretar a regra em busca do que venha a ser possível considerar fundadas sus- peitas de envolvimento ou participação. 10. 5°. seus conceitos vagos e imprecisos vulneram a exigência de legali- dade estrita e certa. 611). 2014. possibilitam a punição daquele que possa ser representado como "inimigo" do sistema carcerário. bem como inviabiliza a individualização da pena (art. p. da individualidade da pena e da legalidade. não em decorrência da prática de determinado crime. As previsões da Lei n.792/2003 não se destinam a fatos. se é a norma que atribui ao ser humano a qualidade de pessoa. Com efeito. Segundo Jakobs. também pode negar tal atribuição a quem não se deixa coagir a viver num estado de civilidade. Isto porque o referido regime. chegando ao ponto de fazer distinção entre o direito penal do cidadão e o direito penal do inimigo. mas sim pela qualidade. não pessoas que constituem fonte de perigo social e para as quais não valem as disposições protetivas do direito dos cida- dãos. prescrição capaz de fazer inveja ao condenado neossocialismo alemão das dé- cadas de 30 e 40 do século passado. mas por quem ele é. em organizações ou associa- ções criminosas. Em outros termos. ressuscitado por movimentos raciais e capitaneado por Gunther Jakobs. mas a determinadas espécies de autores. chega-se a conclusão que os conceitos jurídicos indeterminados "alto risco" ou "fundada suspeita". sendo que este deve ser combatido por conta de sua periculosidade social (perigo de dano futuro à vigência da norma). a qualquer título. personalidade ou caráter de quem faz. a rigor. 68) 252 . Ademais. 5°." (BITEN- COURT. 2013. p. não se pune pela prática do fato. "Com o RDD o governo brasileiro passa a adotar o proscrito direito penal de autor. representam 'alto risco' social ou carcerário. por fixar exagerado e recrudescente isolamento durante um ano. revela-se incompatível com o art. mas sim quem faz (direito penal de autor). XLVI. 231) "A par do regramento supra." (GALVÃO. não pelo que ele fez. p. num autêntico direito penal de autor. Cotejando a Lei 10. com seu direito penal do inimigo. da CRF/1988 que veda as penas cruéis e desumanas." {NICOLITT. XLVI. estamos com a considerável e respeitável parte da doutri- na que entende ser o regime disciplinar diferenciado (RDD) inconstitucional por violar o princípio da humanidade e da dignidade. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES haver distinção entre o "cidadão" e o "inimigo". o que caracteriza um injusto Direito Penal do Inimigo. mas porque. 418) "São incontáveis os excessos cometidos.

demandaria o revolvimento do conjunto fático-probatório apurado....... REEXAME DE PROVAS.. Aferir a nulidade do procedimento especial.... é. AÇÃO PENAL... 1. tendo em vista que a lei n..... Rei.. NULIDADE DO PRO- CEDIMENTO ESPECIAL... como cediço.. que alte- rou a redação do art..... 2. Regime disciplinar diferenciado.. específica da falta grave. ultrapassar o limite de 1/6 da pena aplicada.... 1232)... Em obséquio das exigências garantistas do direito penal.... INOCORRÊNCIA. busca dar efetividade à crescente necessidade de segurança nos estabelecimentos penais. vislumbra-se que o legislador.... Violação ao devido processo legal.... Min.. Cezar Peluso. ~ STJ HABEAS CORPUS. o que.. Ordem concedida de ofício para que a sanção já cumprida não produza efeitos na apreciação de benefícios na execução penal. Precedentes.. ORDEM DENEGADA... In- dispensabilidade de procedimento administrativo prévio.. Não instauração... TEMPO DE DURAÇÃO.. (HC 96328. Ministr'o Hélio Quaglia Barbosa. atendeu ao princípio da proporcionalidade.... legitima a atuação estatal..... que vem sendo ameaçada por criminosos que.. 3..792/2003. continuam comandando ou integrando facções criminosas que atuam no interior do sistema prisional ... É constitucional o artigo 52 da lei n° 7..... p/ Acórdão Ministro Hamilton Carvalhido. Prisão.e... em razão dos vícios apontados. no meio social...... não se aplicando à resposta executória prevista no parágrafo primeiro do mesmo diplo- ma legal. APLICAÇÃO DO PRINCÍPIO DA PROPORCIONALIDADE.. julgado em 02/03/2010....... ao instituir o Regime Disciplinar Diferenciado. LEGALIDADE. 3. agentes penitenciários e/ou outros detentos .liderando rebeliões que não raro culminam com fugas e mortes de re- féns..210/84.. p..... apreciou 253 ~ I . afora a hipótese da falta grave que ocasiona subversão da ordem ou da disciplina internas... REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO.... visto que o magistrado.. Ordem denegada. 167).... contudo.... Rei. NULIDADE DA SENTENÇA CONDENATÓRIA NÃO RECONHECIDA............... Considerando-se que os prin- cípios fundamentais consagrados na Carta Magna não são ilimitados (princípio da re- latividade ou convivência das liberdades públicas). "que apresentem alto risco para a ordem e a segurança do estabelecimen- to penal ou da sociedade"...... 1.. 52 DA LEP..049/SP. Condenação.. p...grifado pelo autor HABEAS CORPUS.. REGIME DISCIPLINAR DIFERENCIADO.... também.... pois que há de perdurar pelo tempo da situação que a autoriza. o reexame da necessidade do regime diferenciado deve ser periódico. A sentença monocrática encontra-se devidamente fundamentada.... DIREITO PENAL ARTIGO 52 DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL. 4... julgado em 12/06/2006. e sua aplicação depende de prévia instaura- ção de procedimento administrativo para apuração dos fatos imputados ao custodiado.. 52 da lEP. ainda que sucintamente..... EXECUÇÃO PENAL @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF . 4.. é inviável na estreita via do habeas corpus. INCONSTITUCIONALIDADE......792/2003. A limitação de 360 dias.. Rei.. 0 10. DJe-062 09/04/2010.. S. Imposição... l ..... Sanção disciplinar.. Repercussão no alcance dos benefícios de execução penal. não podendo.. enquanto prazo do regime diferenciado. 2... O regime di- ferenciado.. Execução.. O regime disci- plinar diferenciado é sanção disciJ=Iinar..210/84...... mesmo encarcerados. IMPROPRIEDADE DO WRIT...... cuidada no inciso I do artigo 52 da Lei n° 7. a ser realizado em prazo não superior a 360 dias. ART. CONSTITUCIO- NALIDADE..... (HC 44. DJ 19/12/2007. Sexta Turma. também se aplica aos presos provisórios e condenados..... nacionais ou estrangeiros. com a redação determinada pela lei n° 10. bem como resguardar a ordem pública.. Segunda Turma..

que impede a aplicação de penas cruéis.300/RJ. DJ 22/08/2005. cujo rol está previsto no art. ~ WILLIAM AKERMAN GOMES @RESPOSTA A remição da pena deve ser entendida como o direito do preso que cumpre pena privativa de liberdade no regime fechado.· bargador Federal Tourinho Neto. conforme o caso. se houver cometimento de nova falta grave da mesma espécie. pois a l=i fixa o prazo máximo de 360 (trezentos e sessenta) dias. 52. ART. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES todas as teses da defesa. 5°. p. a partir das alterações pro- movidas pela Lei n° 12. Inocorrência de co- metimento de falta grave do paciente de modo a levar o juiz incluí-lo no RDD.RDD.433/2011. (HC 40. DJ 15/12/2006. a inclusão do pacierte no Regime Disciplinar Diferenciado.433/2011. Desem. enfocando os princípios da proporcionalidade. p. lavrava profunda controvérsia na doutrina e na jurisprudência acerca dos limites da perda dos dias remidos em caso de falta grave. 50 da LEP para os que cumprem pena privativa de iberdade. Não pode o juiz incluir o paciente no RDD por tempo indete~minado. os- tenta repercussão negativa sobre a remição. tal como sobre diversos outros direitos de execução atrelados ao bom comportamento carcerário.grifado pelo autor autor . REGIME DISCIPLILNAR DIFERENCIAJO . individu- alização da pena e segurança jurídica. Ordem denegada. 312). e o inciso XLIX do mesmo artigo 5° que assegura aos presos respeito à integridade física e moral (entendimento em contrário do Juiz Cândido Ribeiro).RDD. assim.grifado pelo autor ~ TRF1 PROCESSO PENAL. 4. O só fato de o paciente ser acusado de ter participado de organizações criminosas. julgado em 07/06/2005. 54 da Lei de Execução Penal. pelo exame percuciente das provas produzidas no procedimento disciplinar. 5°. 127 da LEP que "o condenado qJe for punido 254 . 20) . semiaberto e. na forma do art. ao comando do art. Rei. 1. não implica ter de ser submetido ao Regime Disciplinar Diferenciado . (HC 200601000280509. bem como motivou adequadamente. 3. em livramento condicional e até mesmo do preso provisório.792/2003. COM REDAÇÃO DITADA PELA LEI 10. 111). infringe a letra e do inci- so XLVII do art. 2. podendo a sanção ser renovada. de abreviar pelo trabalho e/ou pelo estudo. porém. Isso porque dispunha o art. o período de encarceramento. HABEAS CORPUS. Ministro Arnaldo Esteves Lima. TRF1 . quadrilha ou bando.201/84. LEI 7.Terceira Turma. 126 da LEP. O REgime Discipli- nar Diferenciado viola o preceito constitucional que veda que o preso seja submetido à tortura ou a tratamento desumano ou degradante (art. atendendo. É certo. que a prática de infração disciplinar de natureza grave. também no aberto. Antes do advento da já citada Lei n° 12. 5. < Disserte sobre a perda dos dias remidos como consequência da prática de falta disciplinar de natureza grave. Quinta Turma.

operando a perda de todos os dias remidos. não seria razoável e proporcional que em outro benefício de menor amplitude. 58 da LEP à hipótese de perda do período remido. em sua redação anterior. procurando minimizar os prejuízos da aplicação do art. Por isso. inclusive.o limite temporal da ausência de penalidade grave é de 12 (doze) meses (art. durante todo o perí- odo em que realizada a remição. da CF). começando o novo período a partir da data da infração disciplinar". não havendo contrariedade a quaisquer de seus preceitos. que a perda integral também violaria o princípio constitucional da proporcionalidade. segundo a qual "o disposto no artigo 127 da Lei n° 7. 1°.benefício de maior amplitude que importa a extinção da punibilidade e o can- celamento de todos os efeitos do crime e da execução penal . Da mesma forma. Como fundamento. e não se lhe aplica o limite temporal previsto no caput do artigo 58:' Assentou. ofenderia a segurança jurídica.648/2011: 255 . tanto na doutrina como na jurisprudência. Além disso. A jurisprudência. 5°. 127 da LEP. vez que o condenado. o en- tendimento segundo o qual tal dispositivo resistiu ao advento da Carta Política de 1988. Aduziam. 4º do Decreto 7. asseveraram que. amplamente. se firmou no sentido da inaplicabilidade do art. após alguma oscilação. outros ainda sustentavam que a perda dos dias remidos não poderia se dar ilimitada e integralmente. se para como o indul- to . que a remição constituiria mera expectativa de direito. Houve também quem sustentasse a aplicação do limite de 12 (doze) meses para a perda dos dias remidos. para os condenados. propunham a aplicação da limitação de 30 (trinta) dias prevista no art. prevalecia. por se mostrar excessivamente gravosa quando comparada à repercussão ínsita à infração de natureza meramente disciplinar. da CF). 5°. da CF) e a própria dignidade da pessoa humana (art. como fundamento. ficaria sujeito à sua eventual e ulterior perda. XXXVI. Todavia. a falta grave retroagisse a mais de um ano. condicio- nada à inocorrência ulterior de falta grave. sustentava que o dispositivo não teria sido recepcionado pelo Texto Maior. Por fim. porquanto ofenderia o direito adquirido (art. 36 Da mesma forma o art. sem atenção às pecu- liaridades do caso concreto. por seu turno. já que todas as infrações cometidas por quem quer que fosse gerariam a mesma conseqüência jurídica. XLVI. 58 da LEP como limitador da repercussão da falta grave na remição. parcela minoritária da doutrina.873/2012 e o art. com acolhida. a perda integral dos dias remidos malferiria o postulado da in- dividualização da pena (art. 111. EXECUÇÃO PENAL por falta grave perderá o direito ao tempo remido. o que resultou na edição pelo Pretória Excelso da Súmula Vinculante n° 9. como a remição. 5° do Decreto 8. 4º do Decreto 7. ainda.210/1984 (Lei de Execução Penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente. em alguns julgados. Nesse contexto normativo.172/2013 36).

Sidney Rosa. 4. a Lei n° 12. TJRJ. na ausência de um período fixado pelo legislador or~inário para se decretar a perda dos dias remidos. Atenção! Hodiernamente. Conhecimento técnico-jurídico 1 capacidade teórica e prática de fundamentação I fluência e coerência I correção gramatical e precisão. afirmando que não contraria a Súmula Vinculante n° 9 o fato de o magistrado. 57. em sua nova re- dação. 4. Apresentação do argumento da proporcionalidade. bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão (art.2014. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES Após tantas incertezas. 127 da LEP e histórica divergência jurisprudencial. Apresentação do argumento da individualização da pena. AGRAVO DE EXECUÇÃO PENAL nQ 0042786- 69. TJRJ. Apresentação de controvérsia dos limites das conseqüências da prática de falta grave.19. ~ Critério de correção da banca 1. Des. 26/11/2013. 4. assinalando que tal limitação temporal inexiste no texto da LEP e que contraria a Súmula Vinculante n° 9. j. pro- gressão de regime e livramento condicional 37 • Em sentido diverso. Paulo Rangei. Comentário à Súmula Vinculante n° 9 do STF. atendendo às justas reivindicações por balizamentos acerca da matéria. passou a dispor que "em caso de falta grave.0000. Rei. recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar". Des. tal como acontece com o indulto.8. 37 Por todos.2013. em 29 de junho de 2011. tem-se a jurisprudência majoritária 38.8. 256 . Rei. observado o disposto no art. enfim. 3. 09/09/2014. j. AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL nQ 0044900- 15. 38 Por todas. mesmo após a alteração mencionada da LEP. os motivos. adotar a me_sma concepção jurídica acerca das regras positivadas para· os benefícios e incidentes ine- rentes à execução da pena privativa de liberdade.433 alterou a LEP para dispor sobre a remição de parte do tempo de execução da pena por estudo ou por trabalho. portanto. as circunstâncias e as conseqüências do fato. diversos julgados limitam a perda de até 213 (dois terços) dos dias remidos ao período de 12 (doze) meses anteriores ao cometimento da falta grave. o juiz poderá revogar até 113 (um terço) do tempo remido. bem como os parâmetros para sua aplicação. quais sejam a natureza. S. Apresentação do argumento da segurança jurídica. 57 da LEP). que abraçam o critério de 12 (doze) meses para aferição do mérito do apenado. 7• Câmara Criminal. Apresentação do art.19.2. 3• Câmara Criminal. Estabeleceu.0000. Exposição dos critérios para limitação temporal da perda da remição. um limite para a revogação dos dias remidos. colocando uma pá de cal sobre toda essa discussão: o art. 4.3. 127 da LEP.1. 2.

384-385). perde os dias remidos." (AZEVEDO. as circunstâncias e as conseqüências do fato. FULLER. na forma da atual redação do art. a regra foi alterada passando a dispor que 'em caso de falta grave. em razão de falta grave. nesse caso.ou seja. e não se lhe aplica o limite tem- poral previsto no caput do artigo 58." (NU CC I. depende de declaração ju- dicial por intermédio do magistrado encarregado da execução penal. p. Assim.. Habeas corpus. Assim. direito adquirido. a outra contraprestação não pode ser condicional. o juiz poderá revogar até 1/3 (um terço) do tempo remido.grifado pelo autor @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF ·········~········································································································································································· Súmula Vinculante n° 9." (JUNQUEIRA.. LIMA. iniciando-se novo cômputo a partir da data da falta. ao praticar falta grave. 2010. p. pode-se definir a remição. sob pena de se homenagear o tra- balho escravo e indigno. Norma penal mais benéfica. p. mas sim um plus que o preso realiza com a disponibilidade de de sua energia tendo como contraprestação financeira um salário que pode ser menor que o mínimo. em conformidade com os princípios da indivi- dualização e proporcionalidade da pena. Está sujeita à cláusula rebus sic stantibus. 127 desta Lei. Em- bora alguns sustentem haver. ficando subordinada a com- porta-nento futuro. pois. a revogação não poderá exceder a 1/3 (um terço) do tempo remido. 2. .433/2011. uma vez reconheci- da a remição de parte da pena. e não pode ser atingido pela falta grave. não há previsão para o reconhecimento de direito adquirido.. Entretanto. 127 da LEP]. 572). 3. recomeçando a contagem a partir da data da infração disciplinar. p. deve-se respeitar a coisa julgada .210/84.." (MARCÃO. deve-se aplicar exatamente o disposto no art. EXECUÇÃO PENAL @ DOUTRINA TEMÁTICA ". afinal. O juiz deve- rá fundamentar o tempo de remição a ser revogado e terá como critérios de aferição a natureza.." (MIRABETE.grifado pelo autor "Trata-se de jurisprudência amplamente majoritária que o condenado. S. devendo ser facultada a amr:la defesa nos procedimentos administrativos judiciais (art. nos termos das modificações promovidas pela Lei 12. 257 .grifado pelo autor "A per:la do direito ao tempo já remido. 126 da LEP] o tempo de duração da pena privativa de liberdade . cometida a falta grave. como o trabalho não é parte da pena. tampouco de gera- ção de coisa julgada material em relação ao reconhecimento do benefício.grifado pelo autor "A remição sempre será concedida de forma condicional. 232) "Com a nova redação [do art. 2012. Falta disciplinar grave. da CF). Pleito de concessão da ordem a fim de que a perda dos dias remidos pelo apenado seja proporcio- nal e observe os parâmetros previstos no art. Execução penal. 2000. observado o disposto no art. 5°. 2010. 4." (PERALLES. p. os motivos. 127 da Lei 7. como um direito do condena- do em reduzir pelo trabalho prisional [e pelo estudo. cada dia trabalhado integra a esfera de direitos do condenado. bem como a pessoa do faitoso e seu tempo de prisão.. 258). nos termos da lei brasileira. não se poderia perder o que já foi conquistado. p. 57. LV. 2010 . O disposto no artigo 127 da Lei n° 7. 425-426) "A perda dos dias remidos é inconstitucional. 2011.210/1984 (Lei de Execução Penal) foi recebido pela ordem constitucional vigente. 318).

para que se complete o julgamento.PRIMEIRA CAMARA CRIMINAL. as circunstâncias e as consequências do fato. Os ministros entenderam que. GILMAR MENDES.Jul- gamento: 27/11/2012. sempre decidi com base no princípio da proporcionalidade que praticada falta grave pelo apenado.046-RS.EXECUÇÃO PENAL- DIAS REMIDOS. os motivos.SÚMU- LA VINCULANTE 09. XL.A remição é concedida sob condição resolutiva . que alterou a redação do art. HC 200. Quinta Turma. reformando o acórdão e a decisão de primeiro grau. A freqüência a curo. 6.. a penali. Juiz Ivan Marques.8.325/015. inclusive com relação aos dias remidos antes deferidos. MARCUS BASILIO.Decisão que faz julgada formal . consoante o disposto no art. 127.AGRAVO. Segunda Turma. dade consistente na perda de dias remidos pelo cometimento de falta grave passa a ter nova disciplina.EP: 990092143336 SP.Decisão mantida - Recurso desprovido. 21/10/2010.0000. Ordem concedida. 5°. (TJ-SP . Antes do advento da súmula vinculante n° 09. da CF/1988.n° 123. Machado de Andrade. PROCESSO ELETRÔNICO DJe-226 DIVULG 28- 11-2011 PUBLIC 29-11-2011). Rei. data de publicação: 08/11/2010) ~ TJRJ 0058724-75.. PERDA. Rei. n° 1. 6• Câmara de Direito Criminal. 57 da LEP. NOVA LEI. Impossibilidade quando os mesmo assim foram declarados por decisão transitada em julgado.CONSEQUÊNCIA. p. verbete n° 341.AGRAVO DE EXECUCAO PENA DES.. PRINCÍPIO. julgado em 08/11/2011. aferindo o novo patamar da penalidade à luz da superveniente disciplina do art. Ag.Perda de todos os dias remidos pela prática de falta grave - Previsão expressa no art.19. DIAS REMIDOS.Ano 11 . 127 da LEP. em obediência ao art. que trouxe expressamente a possibilidade de remição pelo estudo . com certa margem de discricionariedade. (HC 110040. Relator(a): Min.PRAZO. Retroatividade.433/2011.Cláusula "rebus sic stantibus" . Por se tratar de norma penal mais benéfica. 680) Agravo em Execução . 09/09/2002. bem como a pessoa do faltoso e seu tempo de prisão. mas apenas até o limite de 1/3 desse montante.ARTIGO 127 COM A NOVA REDAÇÃO DA LEI 12433/11 -LEI MAIS BENÉFICA RETROATIVIDADE. Penso que entendimento diverso agride a regra da 39 Enunciado editado antes da Lei nº 12.2012. 127 da LEP. a partir da vigência da Lei n° 12. Rei. j. Crim. (TACrim/SP.433/2011. determinar o retorno dos autos ao juízo de execuções. aferir o quantum ao levar em conta a nature- za. da LEP .grifado pelo autor ~ STJ ··················································································································································································· Súmula STJ. Min. Laurita Vaz. A Turma concedeu habeas corpus de ofício para.FALTA GRAVE . jul- gado em 18/8/2011. deve a nova regra incidir retroativamente. tal deslize no cumprimento da pena somente poderia repercutir em seu desfavor nos benefícios obtidos nos últimos 12 meses.Fevereiro/2003. Ex.o de ensino formal é causa de remição de parte do tempo de execução de pena sob regime fechado ou semi-aberto 39 • Informativo n° 481 Período: 15 a 26 de agosto de 2011. Boletim IBCCRIM. não mais incide sobre a totalidade do tempo remido. (grifado pelo autor) ~ TJSP Perda dos dias remidos. cabendo ao juízo das execuções. RETROATIVIJADE.HOMOLOGAÇÃO. na parte referente à perda total dos dias remidos. j. 6" C.

A) O tempo remido será computado como pena efetivamente cumprida. o defensor de Valdemar requereu a progres- são da pena para o regime aberto. cumprida mais da metade da pena. Iniciada a execução penal. mormente naqueles de menor repercussão. 02. como o próprio indulto que acarreta a extinção da punibilidade.DPE/TO . recome- çando a contagem a panir do trânsito em julgado da decisão revogatória.2013) Assinale a opção correta acerca da execução penal. (Cespe. devendo ser provido o recurso ministerial. transitou em julgado. exige a ausência de penalidade grave apenas nos últimos 12 meses. para todos os efeitos. o juiz decidiu de acordo com aquela orientação por mim ado- tada antes do entendimento do STF.DPE/RR. O pedido foi indeferido. possa remir por trabalho e por estudo pane do tempo de execução da pena. 259 . que é mais favorável do que a anterior. 04. 03.Defensor Público. (grifado pelo autor) @ QUESTÕES DE CONCURSO RELACIONADAS 01. EXECUÇÃO PENAL razoabilidade e da proporcionalidade. porquanto a legislação vigente. quando tra- ta de outros institutos de maior amplitude. por força de medida cautelar pessoal. ~ Assertiva errada. ainda que não convencido doutrinariamente.Defensor Público. o condenado passou a frequentar curso de ensino formal e. devendo. A) A prática de falta grave resulta na revogação obrigatória de até um terço do tempo remido. determinou a realização'de exame criminológico. foi requerida a concessão do livramento condicional de Valdemar. sob o fundamento de que o condenadq teria prati- cado falta grave durante o cumprimento da pena. No caso concreto. ~ Assertiva errada. caso. ~ Resposta: Assertiva correta. O juiz da execução penal indeferiu o pedido e. Posteriormen- te. com a edição da Lei 12433/11. o que interromperia o lapso temporal necessário ao livramento condicional. ser limitada a 1/3 a perda dos dias remidos. o que não pode ser mantido em obediência ao po- der da súmula vinculante. porém. diante das peculiaridades do. Obediente ao poder vinculante determinado pela súmula do STF. (Cespe . por ter praticado o crime de roubo. (Cespe.2013) Assinale a opção correta de acordo com interpretação dos tribunais superiores a respeito da progressão de regime prisional. passei a decidir pela validade integral do artigo 127 da LEP que não previa qualquer limite para a perda dos dias remidos. B) A frequência a curso de ensino formal não permite que Valdemar possa utilizá-la para remir pane do tempo de execução de pena.DPE/SE. salvo para progressão de regime e livramento condicional. ~ Assertiva errada. Considerando o caso acima relatado. devendo este limite temporal ser adotado para a apreciação de todos os benefícios previstos na LEP.2012) O acórdão que condenou Valdemar à pena de seis anos de reclusão. (Cespe. cumprido mais de um terço da pena.2013) Assinale a opção correta B) Admite-se que o preso.Defensor Público.DPE/RR. assinale a opção correta a respeito da execução penal. agora. em regime fechado.Defensor Público.

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i I .

ao perceber a . sapo~9~. . a entregar-lhe asjoias cjue estava. senhora que acompanhava os festejos.ação ~po. em seguida.p. eml"/10/2004. óndêJqLvíot~. abordaram.queJói obrjgadáaacom~ panhá-lo.. on. Em seus intérrpgá~órios.m em perseguição ao veículo.·•· : ·· . os indiciados. idE!n.· · · · . Brá~ e Carlos foram indiciados pela autoridade policial. à exceção dos supostos furtos durante os festejos do Círió de Nazaré. duas motocicletas em um estacionamento da cidade de Anal)indel!a -. logo depois.rnPill·e·n~o. dos festejos doCírio de Nazare. ·. No interrogató- rio. .. nas ruas da cidade. O vigia FábicÍ. o seguinte: 263 . Elza.se em alta velocidade. tendo os demais sido presos em flagr(\lite:.·.E!iO da: muitidão.tificádo.. onde pretendiam sübtra\r bens de· péssoâs quE!· estariam participando. moradores de Ananindeua-PA. Braz.c::l$m4is . presença de arma de fogo sob a camisa. . · .00. ao volante. · No dia seguinte.PA. '. Carlos e outro agente desconhecidosubtr~íram.:. vinqil~d9 ao Banco Alfa. aproveitando um tumulto que se formara no m. ao shopping XV.úsànôo·é.para empreender fuga.ap. .000. qiJE!·~aír. apóssubtraírem carteiras e ce- lulares.. que trabaii:Ía no shopping.icial(eVi!diu. já na capital.e(las para se deslocarem até a capital do· estado. ·' · . Ao passar em frente à faculdade de direito 'difUniversidade Fe~ dera! do Pará.!r!!S.a·se dirigir.·. percebeu a ação e acionou imediatamente. Braz. mediante grave ameaça exercida por gesto que. Aq~t.da.c s.. os quatro agentes.agentes haviam furtado um veículo . realizado pelo agente não.os •.c.'_ ern que o quarto agente fugiu.oliciais mijiJ!.de . Braz perdeu o controle do automóvel e. CAPÍTULO 1 SENTENÇAS ~ QUESTÕES Abel. ao estacionamento do shopping. .ugeriá a.é por:i. ·' · · Abel sacou a quantia deR$ 1. e a obrigaram. confessaram a partiCipação nos fatos.lit~mE!nte · constrangida a fornecer a Abel a senhà do cai'tã() de qéditô q~. ainda.. foi apurado.onta deEiza.ªva:. ém sede polida!. no centrodacidàde.

é irmão de Braz. 11. não. que também afirmaram. Elza.00 que costuma faturar em um mês de trabalho como costureira autônoma. primeira parte.PA. é irmão de Abel e nunca fora condenado por ne- nhum delito.na mesma . Aberta vista ao Ministério Público (MP). a realização de exame de corpo de delito no local da capotagem do veículo. os denunciados. Colheram-se os testemunhos dos policiais que efetuaram as prisões. 69). trabalha em uma loja de roupas em Ananindeua . pretendia comprar cestas básicas para várias famílias carentes de Ananindeua-PA. do CPP. durante os festejos do Círio de Nazaré (estimativa de cinco vítimas). o que a deixara incapacitada para o cumprimento de suas ocupações habituais por trinta e um dias. acompanhava. tendo o laudo pericial. c/c art. 288. Elza. nesse período. na agência bancária do shopping XV. com o produto dos delitos. e do veículo no estacionamento do shopping XV (oito vezes. o quarto agente deveria ter levado a arma quando fugira. 3) Carlos. os quais. nunca fora condenado por nenhum delito. provavelmente. conforme CP. o juízo determinou a reali- zação de exame complementar em Elza. c/c§ 2°. a pena em regime aberto. Fábio também foi ouvido e reconheceu Abel como o agente que. 168. Durante a instrução do processo. prestou testemunho. c/c art. fora condenado definitivamente. tendo afirmado que a ação· dos réus lhe ocasionara prejuízo no valor de R$ 6. Sem mais diligências. A denúncia foi recebida em 1°/2/2005 pelo juízo da Primeira Vara Criminal. a oito anos de reclusão pela prática do delito de estupro e cum- pria. com o produto dos delitos. pretendia comprar cestas básicas para várias famílias carentes de Ananindeua . I. que dirigira a atividade dos demais agen- tes. IV.500. nascido em 2/1/1984. conhece o agente fugitivo. em atitude suspeita. art. art. 11 e V. Abel. Elza seria libertada assim que o grupo saísse da cidade. de Belém. interrogados novamente no momento processual adequado. 2) Braz. Abel. Braz e Carlos foram denunciados pelos delitos de furto das motocicletas. nascido em 2/1/1985. produzido em março de 2005. e por resistência (CP. A autoridade polida I determinou~ ainda. a renda de R$ 900. nascida em 1941. Nenhum outro bem foi encontrado em poder dos agentes. confirmado as lesões graves na vítima.. cursa a faculdade de letras. confirmaram as declarações prestadas durante o in- quérito policial. afirmaram que. Gabriel. no dia dos fatos. é colega de trabalho de Braz. afir(llOU ter deixado de obter. que o quar- to agente era o único que aparentemente portava arma de fogo. §§ 1° e 2°. dos ob- jetos. a autoridade policial relatou o inquérito e encaminhou os au- tos à justiça estadual. com o produto dos delitos. 157. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES 1) Abel. sem certeza. 264 . § 4°. ainda. nascido em 3/1/1985. cursa faculdade de administração. que não foi localiza- da pelos policiais que os perseguiram. confirmando os fatos descritos na denúncia.loja de roupas. por formação de quadrilha (CP. bem como as joias e a quantia sacada da conta de Elza. donos. § 3°. por roubo (CP. Foram recuperados tanto as motocicletas quanto o veículo furtados. não conhece o agente fugitivo. não conhece o agente fugitivo. Apesar do tempo transcorrido. 61. art. representando pela prisão preventiva dos indiciados. também prestou testemunho.00. em julho de 1999. art. o pedido foi negado e os agentes postos em liberdade. h). nos termos do art. ocasião em que afirmou ter sofrido lesões corporais de natureza grave· em decorrên- cia do capotamento do veículo. bens que foram todç:>s restituídos aos seu. 155. conforme atestado médico apresenta- do. 329). parágrafo único). pretendia comprar cestas básicas para várias famílias carentes dessa cidade.PA. dono do veículo subtraído no estacionamento do shopping XV.

157. Em seu interrogató- rio. Aberta vista ao MP. Aduziu. o cargo de. que nascera. SENTENÇAS Após o fim da instrução. profira. tendo sido o aditamento acolhido pelo juízo em 1°/4/2005. art. tendo sido Damião denunciado pelos mesmos delitos imputados a Abel. a realização de mutirão. pretendendo candidatar-se ao cargo de vere- ador do município de Ananindeua-PA. Requereu. nunca ter portado arma de fogo em sua vida. determinou. do exame complementar em Elza. de fato. por fim. a destempo. O MP reforçou suas acusações e pugnou pela condenação dos réus. 11). em outubro de 2011. ainda. Analise toda a matéria de direito processual e material pertinente para o julgamento e fundamente suas expla- nações. em 2/1/1990. do perito judicial. desejava. juntado aos autos. segundo a qual é desneces- sária a apreensão e perícia de arma efetivamente utilizada para o cometimento do crime de roubo. pretender. a sentença devidamente emba- sada na legislação. de fato. que. comprovou-se que Braz. naquele juízo. a defesa a nulidade processual no tocante à realização. como também a sua qualificação com- pleta. e confessou ter falsificado o documento de identidade do irmão. aumentando-lhe a idade. em dezembro de 2011. a delação premiada em favor de Abel (Lei n° 8. acolhendo representação do MP daquele estado. revelou a menoridade de Braz. policial militar do estado do Pará. Com base na situação hipotética apresentada. Dispense a narrativa dos fatos e não crie fatos novos (200 linhas). ser amigo dos demais réus. a defesa de Abel pediu para que ele fosse interrogado novamente. houve aditamento da inicial acusatória. A defesa dos denunciados. na doutrina e(ou) na jurisprudência. para que fossem proferidas sentenças em processos conclusos havia mais de quatro anos. Damião. 265 . requereu o reco- nhecimento de circunstâncias atenuantes. em 1°/1/2000. patrocinada por advogado dativo. 297). a fim de realizar condutas como as narradas na inicial acusatória. Atendidas as formalidades processuais. concurso formal e continuidade delitiva. nunca ter sido condenado por crime algum. a desclassificação das condutas pelo fato de a arma não ter sido encontrada e o reco- nhecimento do princípio da consunção. adquirir cestas básicas para várias famílias carentes de Ananindeua-PA. em face do longo período em que a Primeira Vara Criminal de Belém ficou sem juiz. com a fraude. Abel passou a exercer. art. confessou. com o produto dos deli- tos. na condição de juiz de di- reito substituto da Primeira Vara Criminal de Belém. fosse desconsiderada a qualificadora do concurso de pessoas no delito de furto. pela prática de falsificação de documento público (CP. havia nasci- do na data informada por Abel. ainda. Deferido o pedido. com a referida falsificação. abriu-se vista às partes para alegações fi- nais. obter maior quantida- de possível de votos. Realizadas as diligências necessárias. que. No entanto. Damião foi detido e conduzido à presença da autoridade judicial. o réu forneceu não apenas o nome do quarto agente que participara dos fatos delituosos. art. conforme laudo. parágrafo único). O parquet representou pela pri- são preventiva de Damião. ainda. 8°. a pedido de um amigo que. inclusive com a aplicação da causa de aumento relativa ao emprego da arma de fogo. Abel foi denun- ciaco. em respeito ao princípio da proporcionalidade. a corregedoria do tribunal de justiça paraense. Os autos foram conclusos para sentença em janeiro de 2006. Braz poderia antecipar a obtenção de sua habilitação para dirigir motocicletas. na hipótese de condenação. com a aplicação da causa especial de aumen- to prevista para o delito de roubo (CP.072/1990. estar desempregado. § 2°. mas o pedido foi negado pelo juízo processante. Braz e Carlos. com base em pacífica jurisprudência dos tribunais superiores. esclareceu ter nascido em 3/1/1985.

EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GQtv-.ES AKERMAN GOMES @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA {200 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 11 18 19 20 22 23 24 25 26 27 28 266 .

SENTENÇAS 29 30 ~ 32 33 34 35 36 31 38 39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 ~ 52 53 54 55 56 51 267 .

8 . EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 58 59 60 61 62 6l 65 66 61 69 70 n 73 74 75 11 18 79 80 81 82 13 85 8S 2(.

SENTENÇAS 11 89 90 91 92 93 94 95 96 91 98 99 100 101 102 103 104 105 111õ 107 108 109 no m 82 84 n5 269 .

EDUARDO AID~ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 116 117 118 119 110 112 113 111 115 116 117 118 119 130 131 133 134 135 136 137 138 139 140 141 111 143 114 270 .

SENTENÇAS 145 146 147 141 149 150 151 152 153 154 155 156 107 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 m m 173 271 .

___ 1so _ _ _ _ _ _ _ _ _ _ __ 193 19~5====== 1~ 191 =~=====-=-- .188~========= :.185 184:__ _ _ _ __ 187______ 18.

quebrando seu vidro traseiro e amassando sua lataria. conseguiu encontrá-los. nesta comarca. chamando-o de "cachorro do go- verno". (oit~rita · reais) em espécie." Auto de prisão em flagrante dos. 157.o. na Rua Diamantina. caput. José Carlos Gomes. que se encontrava no caixa. solteiro. § 2°. ofereceu denúncia em face de JOÃO DA SILVA. 9os· hens: ~Uqtr~ídos·. PEDRO OLIVEIRA. do Código Penal (por três vezes). após rastreamento. relacionando a. abordando-os nas imediações do "Bar do Zé". Termo de restituiÇã. Efetuadas as subtrações. nascido em 23/01/1995. um relógio marca "Orlf!nt". R$ 50 (cinquenta rE!ais) -e um aparelho celular marca. do Código Penal e a PEDRO OLIVEIRA também foi imputada a prática dos delitos previstos nos artigos 163 e 331. imputando-lhes a práti- ca do delito previsto no art.D. Bairro lpanema. Auto de apreensão da res furtiva (fls. · . Já no interior da viatura policial. ameaçando com uma arma de fogo as pessoas que ali se encontravam. em espé- cie. no pé esquerdo. Acionada. I e 11. por um disparo de arma de fogo efetuado por JOÃO DA SILVA. nascido em 30/02/1980. avaliado em R$ 40 (qúaréntà reais). Narra a peça a -'acusatória. etc. em poder deles. àgindo com unidade de desígnios. obrigou o proprietário do bar. nesta capital e PEDRO OLIVEIRA. _). brasileiro. carpin- teiro. tendo sido. _ . sem profissão definida. empreenderam fuga. Bairro lpanema. e cuspiu em sua direção. a lhe entregar a quantia de R$ 80 (oitenta reais). Maria Lúcia Ribeiro e Marcelo Lopes.C. não tendo sido encontrada a arma de fogo utilizada na prática delitiva. avaliado em. os denunciados. bairro União. residente à Rua das Flores. do mesmo diploma legal. levando consigo os objetos subtraídos. então. natural de Capim Branco/MG. quantià R$ SO. José Carlos esboçou reação. em síntese. . foram até o estabelecimento comercial denominado "Bar do Zé" e. SENTENÇAS Vistos.. Roberto Rodrigues..·:(fr~~ ~. agrediu-o verbalmente. solteiro. n° 53. natural de Matozinhos/MG. ao ser algemado pelo Cabo da Polícia Militar. . "·\ 273 . brasileiro.. então. o produto do crime. Enquanto isso. de fls. a Polícia Militar. um relógio de. nesta capital. n° 33.. que: "No dia z'2 de janeiro de 2014. enquanto era conduzido à delegacia. os denunciados. n° 85.. Foram apreendidos.· Laudo de avaliação dos bens aprééndidos (fls._). PEDRO OLIVEIRA desferiu vários chutes· contra o veículo. ciente das características físicas dos agentes. No momento da prisão. JOÃO DA SILVA também foi denunciado pela prática do delito previsto no artigo 129.""--:-"· . PEDRO OLIVEIRA se encarregou de recolher os per- tences dos clientes do estabelecimento. . por volta das 23h. atingido. "Nokia''. anunciaram tratar-se de um assa: to. Neste momento. . O representante do Ministério Público. o que lhe ocasionou a lesão corporal de natureza leve descrita no A.acusados ~s fls. que lhes foram fornecidas pelas vítimas. empunhando um revólver. respectivamente. pulso marca "Orient" e um aparelho de telef::me celular marca "Nokia". resi- dente à Rua das Flores. em exercício nesta comarca de Belo Ho- rizonte.. que lhe entregaram. cerca de uma hora após a prática delitiva. . O denunciado JOÃO DA SILVA.

. que JOÃO DA SILVA permaneceu todo o tempo com a arma em punho. ~ re- gistra anotação relativaà imposição de medida socioeducativa em virtude da prática de ato infracional análogo ao delito de furto qJalificado. Na ocasião da oitiva da mencionada testemunha. esclarecendo que JOÃO DA SILVA foi quem lhe abordou. ambos estavam sóbrios. com trânsito em julgado em 05/07/2010. A vítima José Carlos relatou. ocasião em que foram ouvidas as testemunhas arroladas pela acus3ção e defesa.. A denúncia foi recebida em 20 de fevereiro de 2014 (fls. com trânsito em julgado em 05/02/201 O. porque.I EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Laudo pericial das avarias causadas na viatura polida!. )" (t:s. seu bar se enccntrava com pouco movimento.~ pro- testando pela absolvição.. já que pretendia lhe entregar o dinheiro do caixa. ~ registrando uma condenação à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão pela prática do delito de roubo majorado. bem como arrolando testemunhas. i Regularmente cit~dos. afirma que. _) . às fls._). que não percebeu se os acusados estavam sob o efeito de substância entorpecente. foi nomeado. bem como interrogados os réus. A c~rtidãó de antkcedentes ériminais de JOÃO DA SILVA. cue reconhece com certeza os denun- ciados. decorrente do disparo de arma de fogo. Conversão da prisão em flagrante em preventiva às fls. neste momento. . os réus apresentaram resposta à acusação.~ atestando ter ele sofrido lesão de natureza leve. os dois agentes empreenderam fuga. que "(. no juízo deprecado. ) confirma as declarações prestadas perante a autoridade polici. (. arrolaca pela defesa do denunciado PEDRO OLIVEIRA. após o· disparo. que reco- nhece os acusados aqui presentes como sendo os autores do crime. que. que JOÃO usava uma blusa vermelha e um boné azul. além de uma condenação à pera de um ano e seis meses de redusão. confirma. desnecessariamente. que identificou os acusados por fotografias· no curso do inquérito policial. Não foi apreendida a arma de fogo utiliza :la na prática delitiva. tendo sido a Polícia Militar acionada por sua esposa. _j. aparentemente. foi acostado às fls. com fundamento na garantia da ordem pública. com trânsito em julgado em 29/06/201 O.?l. que JOÃO ali chegou acompa- nhado do outro acusado aqui presente. foi ouvida por Carta Precatória expedida para a comarca de Betim. enquanto JOÃO lhe obrigou a esvaziar a caixa registradora. ao ser ouvida em juízo. demonstrando ter sido quebrado seu vidro traseiro. em espécie. acostada às fls. defensor "ad hoc" ao réu PEDRO OLIVEIRA.que se encontrava na cozinha do bar e foi alertada pelo estampido. sendo que. A testemunha Lucilene da Silva. Foi indeferido o pedido de concessão de liberdade provisória aos denunciados. com segurança.. (fls. que continha a importância de R$ SÓ (oitenta reais). que. JOÃO atirou contra ele. que. tàl reconhecimento. nesta oportunidade.___. a certidão de antecedentes criminais de PEDRO OLIVEIRA fci jun- tada às fls. havendo apenas um casal ocupando uma mesa nos fundos. no momento do crime._).. que o disparo efetuado por JOÃO atingiu seu pé esquerdo. abalada em razão da reiteração qiminosa dos denunciados. 274 .. no momento dos fatos. Por sua vez. além de haver amassamento de sua lataria lateral es- querda (fls. que o acusado PEDRO se encarre9ou de recolher os pertences do aludido casal que se encontrava na mesa dos fundos. O Auto de Corpo de Delito da vítima José Carlos. tendo sido sua defesa regularmente intimada da respectiva expedição. l Não sendo o caso de absolvição sumária foi designada audiência de instrução e julgamento. esta\'am com o rosto descoberto e pôde vê- -los com clareza.. pela prática do delito de estelionato.

que.e Maria Lúcia. sua guarnição policial.o ameaçado com uma arma de fogo. JOÃO DA SILVA se assustou quando o dono do bar se moveu na direção do balcão. alega que atirou contra o dono do bar porque pensou que ele iriá pegar ~ma arma embaixo do balcão. ·quando iriam dividir os bens subtraídos. quando já. ao ser ouvido em juízo: "(. ocasião em que confirmaram a dinâmica dos fatos narrada por José Carlos.. por o~asião de seu interrogatório.. clientes do bar. JOÃO deu um tiro na direção de JOSÉ CARLO~•. quebrando seu vi9ro traseiro e causando amas- sarnento em sua lataria. enquanto o inter- rogando se encarregou de recolher os pertences dos clientes do bar. ao ser imobilizado. que cometeu o crime na companhia de PEDRO OLIVEIRA.)" (fls.. agrediu-o verbalmente.)". clientes do bar.) que confir~a ter participado d~ .iprlada na denúncia. tentaram evadir-s. afirmando não terem dúvida de terem sido eles os autores da subtração. Marcelo Lopes. PEDRO OLIVEIRA. que. levado a efeito na fase policial. · A testemunha ANA MARIA ANDRADE. após terem consumido juntos substância entorpeçente em sua residência. após a subtração..PEDRO o acompanhou "de livre espontânea vontade". sendo que . foram surpreendidos por uma guarnição policial em uma rua deserta. no momento cjo assalto. que não se lembra de ter desacatado o policial encarregado de sua prisão e nem de ter causado dano à viatura policial. tendo cuspido em sua direção. que é usuário de "crack" há cerca de um ano. situado na rua que fica atrás do "Bar do Zé".OÃO DA SILVA a participar. passou a desferir chutes contra a sua lataria. que.) · · ·· .:rimi· nos__a. cerca de uma hora após a práiicà delitiva.. 275 .) que são verdadeiros os fatos narrados na denúncia. em razão disso.. JOAO DA SILVA foi quem ameaçou as vítimas com a aludida arnia. confirmou. governo".__).___.assalto ao "Bar do U'.. na data m~nc. ' O acusado JOÃO DA SILVA. tendo este . que os acusados. que saiu de casa armado no dia dos fatos com a intenção de conseguir dinheiro para comprar droga. "(..) que.__). que é pessoa violenta. informa que a arma do crime não foi localizada (. ao avistarem a viatura. da empre(téjda. que. que foi forçado por J. no mor:nento 1dos fatos. que. r. que havia sido atingido por um disparo de arma de fogo no pé. que as vítimas descreveram as característi'cas dos autores da prática delitiva e relacionaram os objetos que haviam sido subtraídos. (. arremessou a arma do crime em um lote vago. deparou-se com o dono do estabelecimen- to comercial. que no local também estava a esposa do proprietário do bar. trazendo em seu poder os objetos subtraídos. chamando-o de "cachorro do. após cerca de uma hora de rastrea- mento.e. o reconhecimen- to fotográfico dos acusados..)" (fls.. que. por sua vez. se encontrava no interior da viatura policial. saindo no encalço dos agentes. produto. também foram ouvidas em juízo (fls. que não tem o costume de andar armado. (. bem como Marcelo Lopes e Maria Lúcia. que combinaram que o. pois tinha feito uso de "crack". às fls. que presenciou a prisão em 'flagrante. Roberto Rodrigues (fls. ao empreender fuga. Ambos também ratificaram. que os acusados foram apresentados à autoridade pQiicial. que concordou em participar da empreitada criminosa porque teme o corréú JOÃO DA' SILVA. alegou. que iam dividir o produto do crime.. SENTENÇAS As demais vítimas. em seu interrogatório: "(. in- forma que o acusado PEDRO OLIVEIRA. naquela oportunidade. ao chegar ao local do crime.. __) informou. que o interrogado afirma que no momento do crime estava "drogado". a versão apresentada pelo Policial Militar.. relata que o denunciado Pedro. atingindo-o no pé. afirmou: ' .. Por sua vez o Policial Militar. do crime seria dividid() éntr~ eles. logrou encontrá-los em uma rua próxima ao bar.

A carta precatória expedida para a oitiva da testemunha Lucilene na comarca de Betim foi juntada às fls. ' : Reque·reu. . não podendo compreender o caráter ilícito do fato e nem determinar"se de acordo com esse entendimento. também. para a realização da audiência destinada à oitiva da testemunha Lucilene. argumentando que a res furtiva possui pequeno Valor. em hipótese alguma. ·. Deve se baseár apenas nos fatos narrados e. alternativamente. cne fatos e dados novos. ainda. na doutrina ei~u haJ~Hsprudênci~.. não se configurando a posse mansa e pacífica aos objetos subtraídos. . a ausência de condição de procedibilidade quanto ao de'!ito de dano. . já que o revólver supostamente utilizado na prática delitiva não foi apre- endido. pleiteou a absolvição quanto aos delitos de roubo.. a preliminar pertinente à nul'idade do reconhecimento levado a efeito pe- las vítimas.. . <Com bas/na situação hipotética apresentada! na qualidade de jüiz de direito · 'substituto. O Ministério Público. Apontou. devida. : P_or fim. em sede de alegações finais. ·tinente pa~á o julgamento. cirêunst~nda que acarretaria éi atipicidade da conduta 'a. em sede preliminar. (200 linhas) 276 . ' '. que o amea- çou. ao argumento de que não él9i!J :com dolo. ausência de condição de procedibilidade quanto ao crime de lesão corporal. por ela arrolada. devendo ser reconhecida a atipicidade de sua conduta. por último... Suscitou. a aplicação do chamado princípio da insignificância.'PROFIAAA SENTENÇA.. impondo- -se. nos exatos termos da exordial acusatória. " ·. devidamente cumprida. em preliminar. que seja reconhecida a incidência da atenuante da con- fissão espontânea. 'ele imputada e pleiteou. não ter sido válido o reconhecimento levado a efeito pelas vítimas por ter sido efetivado por meio de fo- tografias no curso do inquérito policial. a nulidade do feito. por sua vez. · ' qefendeu. . ainda.· . A defesa de PEDRO OLIVEIRA. . ANALISE tod~ a materia· de direito ixo~essual e inàterial per- . pugnou pela condenação dos acusados.. . ainda. o reconhecimento da modalida- deteritàda do délito . a mesma tese pertinente· à inCidência "dó princípio da insigni- ficânCia. uma vez que não houve representação da vítima José Carlos. afirmou que JOÃO DA SILVA se encontrava sob o efeito de substância entorpecente no momento da prática delitiva.. Apontou. No mérito. ···"-· . em razão da inexistência de representação da vítima. assim. Alternativamente. . DECIDO. No mérito. rE!quereu a absolvição quanto ao crime de dE!Sàcélto. pleiteou o reconhecimento da modalidade tentada do delito··de roubo.. .) . em virtude de não ter sido intimada da data designada. . . quanto aos delitos de roubo. sustentando que o acusado foi coagido a participar da prática delitiva pelo corréu JOÃO DA SILVA. já que os acusados foram presos logo após a prática da subtração. A defesa de JOÃO DA SILVA argumentou. apontou. Invocou. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES As testemunhas arroladas pela defesa dos acusados limitaram-se a fornecer infor- mações a respeito do bom comportamento dos denunciados. ainda. .: . no juízo deprecado.-. a exclusão de sua culpabilidade. argumentando ter ocorrido cerceamento de defesa. em ofensa ao disposto no artigo 226 do CPP. . · ·• É O RELATÓRIO.__. •.menteembasada na legisláção. além da exclusão da majorante pertinente ao emprego de arma de fogo.

SENTENÇAS @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (200 LINHAS) 10 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 277 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 29 30 31 32 33 34 35 36 31 38 39 40 41 !'·" 42 43 44 45 46 47 48 49 50 ~ 52 53 54 55 56 57 278 .

SENTENÇAS 58 59 60 61 62 63 64 65 66 67 68 69 10 n 73 74 75 n 1B 19 80 82 83 84 85 86 279 .

EDUARDO I ROBERTO I WILLIAM AI DÊ BUENO BORGES GOMES AKERMAN GOMES 87 88 89 90 91 92 93 94 95 96 97 98 99 100 101 102 103 104 105 106 107 108 109 110 m 114 115 280 .

SENTENÇAS 116 117 118 119 120 122 123 124 125 126 121 128 129 130 132 133 134 135 138 137 138 139 140 142 143 144 281 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOME~ I WILLIAM AKERMAN GOMES 145 146 141 141 149 150 151 152 153 154 155 156 151 15B 159 160 161 162 163 164 165 166 161 16B 169 110 m 112 173 282 ~ .

SENTENÇAS m m 11S m 17B 179 180 1~ 182 183 184 185 186 187 188 189 190 191 192 193 194 195 196 197 198 199 200 283 .

como se de- monstra. para o fim de realizar as empreitadas. também. com pleito judicial deferido. sendo que procediam a remessa para o exterior do produto financeiro auferido. além de recibos bancários realizados perante a Instituição Financeira referida. da razão social no cadastro de pessoas jurídicas. cabendo ao Juizado Especial Estadual o referido pro- cessamento. mediante documen- tação forjada por este. a impedir o prosseguimento da ação penal. de recolher os tributos federais pertinentes. falsidade ideológica e documental. município de Resende/RJ. Xisto e Mévio. este juízo prevento. em 2009. antes descritas. sediada na Seção Judici- ária do Paraná . sem a respectiva permissão. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Em sede inquisitiva. re- cebida em março de 2011. b) Incompetência da Justiça Federal. as defesas dos réus. portanto. especialmente o imposto de renda da pessoa jurídica. constatando que não havia registro. outrossim. que possam afetar efetiva. O Mihistério Público Federal. inclusive. e a contribuição sobre o lucro. Xisto. deixan- do. e) Que a ação penal se lastreou em e-mail anônimo o que implica em torná-la nula. sem a observância da legislação correlata. Auditorés fiscais da Receita Federal. através da sucursal da empresa. território autônomo do Reino Unido. estando. após receber e-mail anônimo. logra- ram encontrar diversos documentos fraudados. sem a declaração legal correspondente para depósito em instituição financeira na Ilha de Jersey. ultimou diligencias. que efetuava-se a comercialização com respaldo de Simprônio contador de sociedade criada pelos outros dois réus. pois a presença de um órgão federal (IBAMA). como agente executor-fiscalizador de normas fixadas para o meio ambiente bem como pelo licenciamento de ativida- des. e bancário. não interfere na afirmação da competência da Justiça Federal. fatos apurados no decorrer das interceptações telefônicas. o Ministério Público Federal. Apurou-se. de quebra de sigilo telefô- nico. por crimes contra a ordem econômica-tributária. foi ajuizada ação penal perante a Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária do Rio de Janeiro. pois a extração ocorreu no entorno do Parque Nacional. suscitaram as seguintes questões pré- vias: a) Incompetência da Justiça Federal para processar e julgar os crimes ambientais. em fiscalização na soC:iedade. em decorrência destes fatos ofereceu denúncia. na forma do cúmulo material. na localidade da Capelinha. tam- bém.Au- torização para Transporte de Produtos Florestais) declarações falsas objetivando a co- mercialização daqueles produtos extraídos. em área do entorno do Parque Nacional de Itatiaia e que visan- do dificultar a atividade fiscalizatória. havendo apenas interesse genérico e indireto da União. da mesma forma. ou potencialmente àquele. sendo operado um "caixa 2". bem como inexistente autorização judicial de interceptação telefônica para os crimes contra ordem econômico-financeira a atrair-lhes a mesma pecha. c) Incompetência da Justiça Federal de Resende/RJ. pois em relação aos crimes contra o ordem tributária. Na fase de resposta. para a caracterização do crime fiscal. quanto aos crimes ambien- tais. e crimes ambientais. procediam a extração de palmito. inseriram em documentos públicos (ATPF. Mévio e Simprônio foram denunciados perante a Vara Federal Criminal da Sub-Seção Judiciária de Resende/RJ. sendo apurado que desde março de 2008. 284 . d) Ausência de exaurimento do processo administrativo-fiscal.

vez que não ostentavam. em relação a estes últimos se impunha a aplicação do princípio da insignificância. j) Que houve . no bojo do relatório da sen- tença decisão interlocutória apreciando as questões prévias. (200 linhas) @ ESPAÇO EM BRANCO PARA RESPOSTA (200 UNHAS) 285 . o que se confirma pela impugnação realizada na esfera administrativa dos valores reclamados pela Adminis- tração Pública. na sociedade. eventuais. Preferiu-se decisão interlocutória. os acusados apresentaram alegações finais destacando que o crime contra ordem tri- butária gerava a consunção dos de falsidade •. pois não precedida da prévia autorização judicial. na qualidade de juiz competente. em verdade a instrução demonstrou a ocorrência de interpretação errônea das normõs tributárias. o Ministério Público apresentou alegações finais. que somente ocorreu posteriormente o que não convalida o vício. de forma fundamentada com indicação de. encarregado da parte contábil. sendo que o terceiro réu não possuía anotações. quanto às questões de fundo. pugnando pela condenação em todas as infraçôes. SENTENÇAS f) Que a primeira apreensão dos documentos realizada pelos auditores fiscais.decretação da quebra da sociedade. h) Que Simprônio. i) Incompetência da Justiça Federal. por sentença. não poderia figurar na ação penal. analisando-se as questões arguidas. na qualidade de contador. aonde ocorreram os últimos atos das infrações penais imputadas. e que. profira. de· um inquérito policial em andamento e de duas condenações submetidas a sursi processual. k) Que deve preponderar a competência da Justiça Federal da Seção Judiciária do Paraná . afinal. inclusive os delitos ambientais. e que. a configurar hipótese de não incidência. o que atrai a competência do juízo u1iversal da falência. à época dos fatos cargos de direção ou administração dá instituição financeira depositária. por ser mero preposto. dispensando-se a referência aos demais incidentes processuais. ressaltando que na folha de antecedentes criminais dos dois primeiros acusados existiam anotações de inquéritos policiais ar- quivados em 2011. Presumindo verdadeiros os fatos articulados. se encontra viciada. decidindo-se. com a fundamentação pertinente. dispositivos normativos. realizada a instr Jção probatória. e correlata parte dispositiva. quanto os crimes contra ordem econômica. g) Que os delitos imputados já foram colhidos pela prescrição da pretensão pu- nitiva.

EDUARDO AID~ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKõRMAN GOMES 10 12 13 14 15 16 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 32 33 35 36 286 .

SENTENÇAS 37 39 40 41 42 45 46 47 48 49 50 52 53 54 55 56 57 58 59 60 61 62 63 65 287 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 66 67 68 69 70 n 7J 14 76 n 18 19 80 82 83 84 85 86 87 88 89 90 91 92 93 94 288 .

SENTENÇAS 95 96 97 98 99 100 100 102 103 104 105 106 101 101 109 110 m 112 113 114 115 116 m 118 119 1211 121 122 123 .

EDUARDO AI DE BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 124 125 126 121 128 129 13D 1~ 132 133 134 135 136 137 138 139 14D 141 142 143 144 145 146 147 148 149 15D 152 290 .

SENTENÇAS 153 1~ 155 156 117 158 159 160 161 162 163 164 165 166 167 168 169 170 m m m 174 175 176 m 176 179 180 181 291 .

EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES 182 183 184 185 186 181 188 189 190 192 193 194 195 196 197 198 199 200 292 .

confessaram a participação nos fatos. que dirigira a atividade dos demais agen- tes. mediante grave ameaça exercida por gesto que. percebeu a ação e acionou imediatamente policiais militares. Braz e Carlos foram indiciados pela autoridade policial.PA. senhora que acompanhava os festejos. O vigia Fábio. apenas para se deslocarem até a capital do estado. em julho de 1999. fora condenado definitivamente. momento em que o quarto agente fugiu. onde pretendiam subtrair bens de pessoas que estariam participando. cursa faculdade de administração. dos festejos do Círio de Nazaré. logo depois. Braz. sugeria a presença de arma de fogo sob a camisa. Abel. nascido em 2/1/19B5. S:NTENÇAS ~ QUESTÕES COMENTADAS Abel. não conhece o agente fugitivo. 3) Carlos. ao volante. é irmão de Abel e nunca fora condenado ppr ne- nhum delito. 2) Braz. Em seus interrogatórios. com o produto dos delitos.00 da conta de Elza.PA. e a obrigaram. No interrogató- rio. trabalha em uma loja de roupas em Ananindeua . após subtraírem carteiras e ce- lulares. No dia seguinte. é colega de trabalho de Braz na mesma loja de roupas. onde os demais agentes haviam furtado um veículo para empreender fuga.diciados. os in. que trabalha no shopping. pretendia comprar cestas básicas para várias famílias carentes de Ananindeua-PA. pretendia comprar cestas básitàs ·para várias famílias carentes dessa cidade.PA. vinculado ao Banco Alfa. ainda. realizado pelo agente não identificado. os quatro agentes. em 1°/10/2004. Braz perdeu' o controle do automóvel e capotou. duas motocicletas em. evadiu-se em alta velocidade. nas ruas da cidade. pretendia comprar cestas básicas para várias famílias carentes· de Ananindeua . ao perceber a ação policial.000. cursa a faculdade de letras. tendo os demais sido presos em flagrante. que saíram em perseguição ao veículo. Braz. em seguida. nascido em 2/1/1984. aproveitando Liin tumulto que se formara no meio da multidão. moradores de Ananindeua-PA. nunca fora condenado por nenhum delito. a oito anos de reclusão pela prática do delito de estupro e cum- pria. em sede policial. Abel sacou a quantia de R$ 1.um estacionamento da cidade de Ananindeua. 293 . Ao passar em frente à faculdade de direito da Universidade Fe- deral do Pará. no centro da cidade. Abel. já na capital. nascido em 3/1/1985. a pena em regime aberto. não conhece o agente fugitivo. com o produto dos delitos. o seguinte: 1) Abel. abordaram Elza. ao estacionamento do shopping. com o produto dos delitos. Elza seria libertada assim que o grupo saísse da cidade. não conhece o agente fugitivo. à exceção dos supostos furtos durante os festejos do Círio de Nazaré. a entregar-lhe as joias que estava usando e a se dirigir. que foi obrigada a acom- panhá-lo. Carlos e outro agente desconhecido subtraíram. ainda. é irmão de Braz. ondefoi violentamente constrangida a fornecer a Abel a senha do cartão de crédito que portava. foi apurado. aoshopping XV.

Jl e V. comprovou-se q~e Braz. conforme CP. § 4°. pretendendo candidatar-se ao cargo de vere- ador do município de Ananindeua-PA. a renda de R$ 900. art. ocasião em que afirmou ter sofrido lesões corporais de natureza grave em decorrên- cia dÕ'capotamento do veículo. parágrafo único). Sem mais diligências. a realização de exame de corpo de delito · rio l~cal da capotagem do veículo.como as joias e a quantia sacada da conta de Elza. que o quar- to agente era o único que aparentemente portava arma de fogo. 168. Nenhum outro bem foi encontrado em poder dos agentes. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES A autoridade policial d~terminou. a pedido de um amigo que. Realizadas as diligências necessárias. 69). adquirir cestas básicas para várias famílias carentes de Ananindeua-PA. Elza. h).quérito policial. sem certeza. Deferido o pedido. conforme laudo. pretender. e do veículo no estacionamento do shopping XY (oito vezes. 288. a autoridade policial relatou o inquérito e encaminhou os au- tos à justiça estadual. § 3°. I!. em 1°/1/2000. que também afirmaram. I. confirmaram as declarações prestadas durante o in- . Braz e Carlos foram denunciados pelos delitos de furto das motocicletas. os quais.00. obter maior quantida- de possível de votos. IV. afirmaram que. Damião foi detido e conduzido à presença da autoridade judicial. 61. tendo o laudo pericial. confessou. ém atitude suspeita. O pedido foi negado e os . durante os festejos do Círio de Nazaré (estimativa de cinco vítimas).agentes postos em liberdade. Foram recuperados tanto as motocicleta~ quanto o veículo fwtados. nunca ter portado arma de fogo em sua vida. acompanhava. a defesa de Abel pediu para que ele fosse interrogado. o réu forneceu não apenas o nome do quarto agente que participara dos fatos delituosos. Damião. art. Aberta vista ao Ministério Público (MP). afirmou ter deixado de obter. e confessou ter falsificado o documento de identidade do irmão. ser amigo dos demais réus. bens que · foram todos restituídos aos seus donos. com a referida falsificação. Elza. conforme atestado médico apresenta- do. do CPP. que nascera. nunca ter sido condenado por crime algum. o que a deixara incapacitada para o cumprimento de suas ocupações habituais por trinta e um dias. estar desempregado. aumentando-lhe a idade.. Após o fim da instrução. nascida em 1941. Durante a instrução do processo. o quarto agente deveria ter levado a arma quando fugira. bem . produzido em março de 2005. do perito judicial. e por resistência (CP. primeira parte. c/c art. 155. novamente. confirmando os fatos descritos ·na denúncia. provavelmente. de Braz. prestou testemunho. de fato. o juízo determinou a realização de exame complementar em Elza. que não foi localiza- da pelos policiais que os perseguiram. por roubo (CP. ainda. no dia dos fatos. juntado aos autos. que.00 que costuma faturar em um mês de trabalho como costureira autônoma. dono do veículo subtraído-no estacionamento do shopping XY. revelou a menoridade. Em seu interrogató- rio. os denunciados. Abel. a fim de realizar condutas como as narradas na inicial acusatória. desejava. como também a sua qualificação com- pleta. 329). de fato. também prestou testemunho. esclareceu ter nascido em 3/1/1985. confirmado as lesões grav~s na vítima. interrogados novamente no momento processual adequado.. 157. Colheram-se os testemunhos dos policiais que efetuaram as prisões. 294 . art. Apesar do tempo transcorrido. c/c art. ainda. Gabriel. em 2/1/1990. nesse período. tendo afirmado que a ação dos réus lhe ocasionara prejuízo no valor de R$ 6. art. por formação de quadrilha (CP. Fábio também fo ouvido e reconheceu Abel como o agente que. representando pela prisão preventiva dos indiciados. com a fraude. na agência bancária do shopping XY. c/c§ 2°. com o produto dos deli- tos. A denúncia foi recebida em 1°/2/2005 pelo juízo da Primeira Vara Crinirial de Belém.500. dos ob- jetos. Braz poderia antecipar a obtenção de sua habilitação para dirigir motocicletas. nos termos do art. §§ 1o e 2°. havia nasci- do na data informada por Abel.

Analise toda a matéria de direito processual e material pertinente para o julgamento e fundamente suas. parágrafo único).072/1990. expla- nações. a destempo. FUNDAMENTAÇÃO 1. houve aditamento da inicial acusatória. em dezembro de 2011. mas o pedido foi negado pelo juízo processante. Além disso. com a aplicação da causa especial de aumen- to prevista para o delito de roubo (CP. pela prática de falsificação de documento público (CP. 11). delação premiada em favor de Abel (Lei n° 8. nos termos do art. devendo haver o declínio de competência para o Juízo da Infância e Juventude da Comarca de Belém. acolhendo. para que fossem proferidas sentenças em processos cpnclúsos havia mais de quatro anos. Requereu. o caso é de crime eleitoral previsto no art. Aduziu. art. na condição de juiz de di- reito substituto da Primeira Vara Criminal de Belém. que. na hipótese de condenação. No entanto. 348 do Código Eleitoral. concurso formal e continuidade delitiva. requereu o reco- nhecimento de circunstâncias atenuantes. SENTENÇAS Aberta vista ao MP. este juízo também é incompetente para o 295 . inclusive. Atendidas as formalidades processuais. Abel foi denun- ciado. 70 do CPP. fosse desconsiderada a qualificadora do concurso de pessoas no delito de furto. considerando que a falsificação perpetrada por Abel foi feita em do- cumento público e possuía motivação política. 8°. A defesa dos denunciados. Abel passou a exercer.A) Questões Preliminares: Da incompetência do juízo Considerando que restou comprovada a menoridade do réu Braz na época dos fatos através de laudo pericial. com base em pacífica jurisprudência dos tribunais superiores. na doutrina e(ou) na jurisprudência. segundo a qual é desnecessária a apre- ensão e perícia de arma efetivamente utilizada para q cometimento do crime de roubo. a correÇj'edoria do tribunal de justiça paraense. 297). Com base na situação hipotética apresentada.Criminal de Belém ficou sem juiz. a realizaÇão de mutirão. ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA 11. 6 cargo de policial militar do estado do Pará. a sentença devidamente emba- sada na legislação. tendo sido o aditamento acolhido pelo juízo em 1o/4/2005. a defesa a nulidade processual no tocante à realização. este juízo é absolutamente incompetente para o julga- mento do feito em relação a este réu. em outubro de 2011. em respeitcfao princípio da proporcionalidade. a desclassificação das condutas pelo fato de a arma não ter sido encontrada e o reco- nhecimento do princípio da consunção. art. do exame complementar em Elza. ainda. art. a . 157. tendo sido Damião denunciado pelos mesmos delitos imputados a Abel. Os autos foram conclusos para sentença em janeiro de 2006. profira. O MP reforçou suas acusações e pugnou pela condenação dos réus. em face do longo período em que a Primeira Vara . Braz e Carlos. naquele juízo. patrocinada por advogado dativo. § 2°. com a aplicação da causa de aumento relativa ao emprego da arma de fogo. O parquet representou pela pri- são preventiva de Damião. determinou. Dispense a narrativa dos fatos e não crie fatos novos (200 linhas). por fim. repres~ntação do MP daquele estado. ainda. Assim sendo. abriu-se vista às partes para alegações fi- nais.

Dessa forma. após.850/2013. pois o prazo previsto no art. considerando que o Código Penal trata de legislação daqueles que são maiores de 18 anos.d) Questões Preliminares: Da emendatio libelli Da narração dos fatos realizada pelo Ministério Público chega-se a conclusão de que os réus. § 2°. haver o concurso material deste crime com o crime de roubo. teriam praticado dois crimes diversos: roubo e. devendo haver o declínio para Juízo Elei- toral da Comarca de Ananindeua-PA neste ponto. se houvesse a cisão temporal das ameaças (uma dirigida à vítima do roubo e a outra dirigida aos policiais). 168. de qualquer modo. art. Vale dizer que a Lei 12. a atipicidade da conduta deve ser reconhecida. deve-se reconhecer a atipicidade do fato. Tendo em vista que o processo deve prosseguir para o julgamento dos outros delitos. determino que sejam extraídas cópias dos autos e encaminhadas aos juízos competentes acima citados. devendo o exame ser admitido como prova ainda que realizado depois do prazo de 30 (trinta) dias. Como o fato foi pretérito à referida lei.850/2013 não foi clara quanto ao tema. a fornecer a senha de seu cartão de crédito com o intuito de obter indevida vantagem econômica. · É verdade que parte da doutrina não aponta a necessidade de se diferenciar entre maiores e menores de 18 anos. tendo em vista que apenas três dos agentes são considerados imputáveis. do CPP não é peremptório.seria possível. não podendo dizer que há resistência na simples fuga. a preliminar deve ser rejeitada. 2°} constrangeram a vítima. EDUARDO I ROBERTO I WILLIAM AI DÊ BUENO BORGES GOMES AKERMAN GOMES julgamento do feito em relação a este crime. Quanto ao delito de resistência. 1. também nos termos do art.icip~ção de quatro agentes maiores.CP com redação anterior à Lei 12. nos termos do art. 157. sendo certo que é ne- cessária a part. no caso concreto. pelo menos. 1. mormente em função de sua imprescindibilidade para o deslinde do feito. mas. extor- são. mas não pelo uso de arma (apesar de a jurisprudência do STJ afirmar ser 296 . Contudo.b) Questões Preliminares: Da nulidade da prova Alega a defesa nulidade processual no tocante à realização a destempo do exame complementar em Elza. contudo. considerou de maior gravidade a participação de criança ou adolescente em associações criminosas. 70 do CPP. 288 do. § 2°. já que incluiu uma nova causa de aumento de pena no pará- grafo único do art. Vale dizer que o crime de roubo será majorado pelo concurso de agentes (CP. entendo que para a caracterização do crime de quadrilha deve haver. duas foram as condutas dos réus: 1°} subtraíram diversas joias da vítima mediante grave ameaça. não se aplica tal causa de aumento. 11). não houve qualquer narrativa de ameaça feita aos policiais que efetuaram a prisão dos réus. 288 do CP. mediante grave ameaça. em verdade. é importante dizer qu!= . Contudo.c) Questões Preliminares: Da atipicidade dos crimes de quadrilha e resistência Quanto ao crime de quadrilha. em tese. 1. Com efeito. quatro indivíduos penalmente respon- sáveis.

500. que efetivamente os réus tiveram participação na subtração das joias de Elza mediante grave ameaça. 111. para a configuração do instituto da de- lação premiada prevista nos arts. Dessa forma. 157. já que todos os réus possuíam menos de 21 anos na época do fato.107. ambos do CP.Lei 11.072/90.a) Do mérito: Da prescrição Deve ser reconhecida a prescrição da pretensão punitiva de todos os delitos de furto (CP. segundo a jurisprudência predominante. somente Abel participou desta.e) Questões Preliminares: Da inaplicabilidade da delação premiada Requer a defesa do réu Abel a aplicação do instituto da delação premiada. que não se aplica o § 3° do art. 11) e extorsão (art. mas não houve a recuperação total ou parcial do produto do crime. pois para tanto é necessária a efetiva participação dos agentes na execução material do fato. com fundamento no art. deve tal ato ser considerado como atenuante inominada nos termos do art. teve prejuízo não reparado no valor de R$ 6. deve ser dit:J que não é aplicável a Lei 8. § 3°. IV). no caso. em sendo ar.923/09. 157. § 2°.exame de corpo de delito) pro- duzidas nos autos. 297 . IV. 66 do CP. § 2o c/c art. além de participarem de forma relevante no constrangimento da vítima. bem como a autoria dos réus em tais delitos. § 2° c/c art. Por outro lado. 13 e 14 da Lei 9. No caso. é preciso o preenchimento cumulativo dos requisitos legais exigidos. pois foi acrescentado por lei posterior ao fato . 109.b) Do mérito propriamente dito Da análise do acervo probatório.licável o disposto no art. sequer foi comprovada por outros meios ! I I tal circunstância) ou pela restrição da liberdade da vítima (já que tal circunstância faz parte da conduta do crime de e>:torsão). primeira parte). a extorsão é qualificada pela lesão corporal grave (art. como rouve colaboração do réu Abel para a identificação de outro coautor. c/c art.00). 2. Com efeito.807/99. 2. De qualquer forma. bem como não houve a reparação dos preju- ízos ocorridos (Gabriel. 157. atestam as provas testemunhal e material (perícias . Ressalto que.807/99. primeira parte). 115 do CP. § 4°. tendo em vista que se passaram mais de 6 anos da data do recebimento da denúncia (01/2/2005). Primeiramente. tendo em vista que os crimes imputados aos réus não são considerados crimes hediondos. art. 158. Dessa forma. haverá a extinção da punibilidade de todos os réus em relação às imputações de furto. § 3°. chega-se à conclusão de que restou comprovada a materialidade dos crimes de roubo (CP. 1: SENTENÇAS I· ! desnecessária a apreensão da ar11a. sendo que. dono do veículo subtraído no estacionamento do shopping XV. 158 do CP. além das declarações da vítima Elza e das confissões dos acusados. Não é aplicável a causa de aumento do concurso de pessoas. ainda. percebe-se que não foram atendidos os requisitos da Lei 9. 158. art. 1. houve o reconhec menta de um coautor. mesmo em se adotando uma cumulatividade temperada (condicionada ao tipo penal) como defende a melhor doutrina. Por outro lado. o prazo prescri- cional é reduzido pela metade. Vale dizer. no ::aso. 155.

art. 158. a restrição da liberdade da vítima é cir- cunstância que aumenta a reprovabilidade da conduta. tenho por bem fixar a pena-base 1/6 acima do mínimo legal. nos termos do art. em 8 (oito) anos e 2 (dois) meses de reclusão e 12 (doze) dias-multa. art. preponderam as atenuantes. 157. tal circunstância é elementar do art. Por outro lado. E mais: como Abel não possuía maiori- dade penal na data do suposto estupro praticado em 1999. concorrem as circunstâncias atenuantes da confissão espontânea (CP. já que ambos possuem natureza diversa. 62. 59 do CP. tal circunstância é elementar do próprio tipo. d). conforme laudo pericial produzido em março de 2005. § 2o c/c art. Réu Abel: crime de extorsão (art. segundo jurisprudência majoritária. 158. 65. da menoridade (CP. 65. art. Importante ressaltar que ambos os crimes foram praticados por desígnios autô- nomos. concorrem as circunstâncias atenuantes da confissão espontânea (CP. Réu Abel: crime de roubo (art. § 2°. 157. Por outro lado. 65. 158. I) e uma inominada (CP. § 2°. sopesando a várias operacionais. de modo que a pena intermediária ficará no mínimo fixado em obediência à Súmula 231 do STJ. h) e de direção da atividade dos demais agentes (CP. quando estava em execução o crime de ex- torsão. do CP. primeira parte). sopesando a várias operacionais. Na segunda fase. art. 66) por se ter possibilitado a identificação de Damião. no caso. art. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES também mediante grave ameaça. Assim sendo. Incide a causa de aumento relativa ao concurso de pessoas. 11. apesar de as consequências do delito terem sido graves. Assim sendo.000. Assim sendo. 1). § 2°. Considerando que a conduta dos réus.00). tenho por bem fixar a pena-base em 4 (quatro) anos de reclJsão e 1O (dez) dias-multa. 66) por ter possibilitado a identificação de Damião. 69) entre o crime de roubo (CP. Por outro lado. 29 do CP. 11) e extorsão (art. § 2°. do CP. 65. Não há causas de diminuição. a imputação deve recair sobre art. Apesar de as consequências dos delitos terem sido graves.c) Da dosimetria A dosimetria será realizada em relação a cada crime cometido por cada réu. o concurso material (CP. art. haverá. art. d). 158. 2. não pode haver o reconheci- mento da continuidade delitiva. ocasionou lesões graves à vítima. 59 do CP. Dessa forma. art. 111. em observância ao artigo 67 do Código Penal e à luz da po- sição jurisprudencial predominante. do CP) Em atenção às circunstâncias judiciais previstas no art. da menoridade (CP. Além disso. concorrem as agravantes i 298 . art. § 3°. concorrem as agrêvantes da prática criminosa contra maior de 60 (sessenta) anos (CP. a pena-base deve ser fixada no mínimo legal. de forma que deve haver o aumento de 1/3. a pena-base deve ser fixada acima do mínimo legal. Com efeito. 111. em fornecer senha de seu cartão de crédito com o intuito de obter indevida vantagem econômica (R$ 1. não se pode dizer que é reincidente. I) e uma inominada (CP. 157 do CP) Em atenção às circunstâncias judiciais previstas no art. ficando a pena final em 5 (cinco) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e 13 dias-multa. ou seja. 61. art. Na segunda fase.

em observância ao artigo 67 do Código Penal e à luz da posição jurisprudencial predomi- nante. Dessa forma. a pena-base deve ser fixada acima do mínimo legal. Com efeito. art. art. Réu Carlos: crime de roubo (art. 158. 61. § 2•. 1). 1). do CP. h). preponderam as atenuantes. art. Dessa forma. 111. de modo que a pena intermediária pena interme- diária ficará no mínimo fixado acima. do CP. 59 do CP. em obediência à Súmula 231 do STJ. Na segunda fase. de modo que a pena intermediária ficará no mínimo fixado acima em obediência à Súmula 231 do STJ. Por outro lado. Incide a causa de aumento relativa ao concurso de pessoas. 62. 157 do CP) Em atenção às circunstâncias judiciais previstas no art. 111. 65. 158. concorre a agravante da prática criminosa contra maior de 60 (sessenta) anos (CP. 59 do CP. em observância-ao artigo 67 do Código Penal e à luz da posição jurisprudencial pre- dominante. 59 do CP. 157 do CP) Em atenção às circunstâncias judiciais previstas no art. sopesando a várias operacionais. 65. § 2°. sopesando a várias 299 .. 158. preponderam as atenuantes. tal circunstância é elementar do próprio tipo. Assim sendo. art. Apesar de as consequências dos delitos terem sido graves. apesar de as consequências do delito terem sido graves. de modo que a pena final ficará em 7 (sete) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa. d) e da menoridade (CP. tal circunstância é elemento do art. 65. Por outro lado. Assim sendo. 11. concorre a agravante da prática criminosa contra maior de 60 (sessenta) anos (art. art. Na segunda fase. sopesando a várias operacionais. Dessa forma. d) e da menoridade (CP. do CP) Em atenção às circunstâncias judiciais previstas no art. 61. 1). art. Apesar de as consequências dos delitos terem sido graves. de modo que a pena intermediária ficará no mínimo fixado acima em obediência à Súmula 231 do STJ. de forma que deve haver o aumento de 1/3. preponderam as atenuantes. 11. tal circunstância é elementar do art. em observância ao artigo 67 do Código Penal e à luz da posição jurisprudencial predominante. 61. Réu Carlos: crime de extorsão (art. não se pode dizer que é reincidente. art. a pena-base deve ser fixada no mínimo legal. a restrição da liberdade da vítima é cir- cunstância que aumenta a reprovabilidade da conduta. tenho por bem fixar a pena-base em 8 (oito) anos e 2 (dois) meses de reclusão e 12 (doze) dias-multa. de modo que a pena final ficará em 7 (sete) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Não há causas de diminuição e/ou aumento de pena. concorrem as circunstâncias atenuantes da confissão espontânea (CP. Por outro lado. Assim sendo. a pena-base deve ser fixada no mínimo legal. tenho por bem fixar a pena-base em 4 (quatro) anos de reclusão e 1O (dez) dias-multa. h) e de direção da atividade dos demais agentes (CP. 11. ficando a pena final em 5 (cinco) anos e 4 (quatro) de reclusão e 13 dias-multa. E mais: como Abel não possuía maio- ridade penal na data do suposto estupro praticado em 1999. 65. Réu Damião: crime de roubo (art. Não há causas de diminuição e/ou aumento de pena. h). § 2°. concorrem as circunstâncias atenuantes da confissão espontânea (CP. Não há causas de diminuição. SENTENÇAS da prática criminosa contra maior de 60 (sessenta) anos (CP.

61.107. tenho por bem fixar a pena-base em 8 (oito) anos e 2 (dois) meses de reclusão e 12 (doze) dias-multa. concorre a agravante da prática criminosa contra maior de 60 (sessenta) anos (art. 386. art. do CPP. a pena-base deve ser fixada acima do mínimo legal. concorrem as circunstâncias atenuantes da confissão espontânea (CP. 288 e parágrafo único) e resistência (CP. 59 do CP. DISPOSITIVO Ante a todo o exposto. h). (ii) declarar a extinção da punibilidade de todos os réus em relação às imputações dos crimes de furto. de forma que deve haver o aumento de 1/3. ambos do CP. em observância ao artigo 67 do Código Penal e à luz da posição jurisprudencial predomi- nante. 158. Com efeito. Por outro lado. Por outro lado. tenho por bem fixar a pena-base em 4 (quatro) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa. 1). com fundamento no art. 111. concorre a agravante da prática criminosa contra maior de 60 (sessenta) anos (CP. Em sendo aplicável ao caso a regra prevista no artigo 69 do CP (concurso mate- rial). EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES operacionais. 11. em obediência à Súmula 231 do STJ. CARLOS e DAMIÃO da imputação relativa aos delitos de formação de quadrilha (CP. 329). 65. de modo que a pena final ficará em 7 (sete) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa. as penas definitivas dos réus Abel. 65. Incide a causa de aumento relativa ao concurso de pessoas. art. de modo que·a pena intermediá- ria ficará no mínimo fixado acima em obediência à Súmula 231 do STJ. IV. c/c art. 109. 111. 61. 65. com fundamento no art. art. Na segunda fase. art. Dessa forma. 111. d) e da menoridade (CP. art. Por outro lado. 111. Carlos e Damião serão de 12 (doze) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e 23 (vinte e três) dias-multa. julgo PARCIALMENTE PROCEDENTE a pretensão punitiva para: (i) absolver os réus ABEL. a restrição da liberdade da vítima é cir- cunstância que aumenta a reprovabilidade da conduta. § 2°. d) e da menoridade relativa (CP. E. tal circunstância é elementar do próprio tipo. preponderam as atenuantes. de modo que a pena intermediária pena interme- diária ficará no mínimo fixado acima. 1). Assim sendo. sopesando a várias operacionais. (iv) declinar da competência para processa- mento e julgamento de todos os crimes imputados a BRAZ na denúncia para o Juízo da Infância e Juventude da Comarca de Belém. considerando a situação financeira dos réus. Na segunda fase. art. previstas no art. Dessa forma. 11. 65. art. ficando a pena final em 5 (cinco) anos e 4 (quatro) de reclusão e 13 dias-multa. do CP) Em atenção às circunstâncias judiciais. concorrem as circunstâncias atenuantes da confissão espontânea (CP. Réu Damião: crime de extorsão (art. preponderam as atenuantes. apesar de as consequências do delito terem sido graves. (v) declinar da competência para julga- mento do suposto crime de falsificação praticado pelo réu ABEL para o Juízo Eleitoral 300 . 111. em observância ao artigo 67 do Código Penal e à luz da posição jurispru- dencial predominante. o dia-multa será fixado em 1/30 do salário mínimo vigente na época dos fatos. Não há causas de diminuição. Não há causas de diminuição e/ou aumento de pena. h).

§ 2°. Publique-se. IV. Ao dispositivo restará. entendemos que deve o magistrado fundamentar não só a adequação típica. Registre-se. Determino direito dos réus em recorrer em liberdade. Intimem-se os réus pessoalmente e dê-se vista ao Mi- nistério Público para ciência desta sentença e também do suposto delito eleitoral praticado pelas pessoas que se aproveitaram da suposta falsificação perpetrada por Abel. 92. 69. do CP. cada. na forma do art. do Código Penal.). "a". como incurso nas san- ções do art. CARLOS e DAMIÃO é o fechado. bem como comunicando ao TRE para a suspensão dos direitos políticos dos réus. substituição da pena privativa de liberdade por restritivas de direito. tendo em vista que não se encontram presentes os motivos para decretação da prisão preventiva dos sentencia- dos. e do art. do Código de Processo Penal. comunicando-se o resultado do processo aos cadastros da Polícia Civil e Federal. parágrafo único. ante a inexistência de elementos para fixação do valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. SENTENÇAS da Comarca de Ananindeua-PA. a absolvição ou condenação com a pena fixada e suas consequências (imposição do regime. deter- minação que faço à vista do disposto no artigo 33. I. lance-se o nome dos réus no rol dos culpa- dos e expeçam-se os ofícios de praxe. nos termos do art. todos do Código Penal. Determino que sejam extraídas cópias dos autos e encaminhadas aos juízos com- petentes para o Juízo da Infância e Juventude da Comarca de Belém e o Juízo Eleitoral da Comarca de Ananindeua-PA. Contudo. § 2°. art. 92. pois. mas também a pena a ser imposta. dia/mês/ano Juiz de Direito ATENÇÃO! A localização da dosimetria na sentença condenatória não é ponto uniforme dentre os juízes. ao valor de 1/30 (um trigésimo) de salário mínimo vigente ao tempo do fato. Deixo de aplicar o disposto no artigo 387. apenas. Belém. O regime carcerário para os réus ABEL. "b". devi- damente corrigidos até o efetivo pagamento. Determino a perda a perda da função pública de policial militar de ABEL (CP. do CP). sendo que o lugar para tanto deve ser nesta parte da sentença. Transitada em julgado ésta sentença. condenação em custas etc. Condeno os réus ao pagamento das custas processuais. A maioria costuma colocar a dosimetria na parte disposi- tiva. (vi) condenar os réus ABEL. 11. na forma do artigo 804 do Código de Processo Penal. tendo em vista que lhe foi aplicada pena privativa de li- berdade por tempo superior a quatro anos. e sua combinação com o § 3° do mesmo dispositivo. CARLOS e DAMIÃO à pena de 12 (doze) anos e 4 (quatro) meses de reclusão e 23 (vinte e três) dias-multa. 158. dando-lhes. § 2°. 301 . 157.

I A nosso ver. a incapacidade p?rmanente para o trabalho. hipótese em que a concessão ficaria restrita apenas ao delito de extorsão mediante sequestro cometido em concurso de agentes cujo preço do resgate tenha sido pago. 159 do Código Penal. bastando a prolação da sentença com a capitulação jurídica (do fato) que parecer mais adequada ao juiz. nesses casos. 415) "( . há de preva- lecer uma cumulatividade temperada. 2005. 13 da Lei n° 9. requisitos nele elencado5 (identifica- ção dos demais coautores. 736/737) "[emendatio libe/ILl Não se exige. ao delito previsto no art.. sentido ou função e deformidade per- manente. enfermida- de incurável. 649) "Como sustentar. perda ou inutilização de membro. p. parece-nos natural concluir pela alternatividade dos requisitos. a respeito da alternatividade ou da cumulatividade dos requisitos enumerados nos incisos do art. vc~. sem incorrer em parado>:as.807/99 está subordinada à presença cumulativa de todos o. incompatível com um moderno Estado Democrático de Direito". localização da vítima com sua integridade física preservada. então. o exame complementar pode ser indicado de qualquer maneira. 13 da Lei n° 9. é necessá- ria a satisfação dos requisitos possíveis no mund:J fático. 2009. não há nenhuma razão técnico-jurídica. p. ainda que da nova definição jurídica resulte pena mais grave. I. unicamente. é possível que outras hipóteses do mesmo tipo exijam a realização de um segundo laudo.. aplicável em tese a qualquer dme. 3. então.ERMAN GOMES @ DOUTRINA TEMÁTICA "( . na linha do movimento de 'lei e ocdem'. a adoçã:J de quaisquer providências instrutó- rias. 2014. 168 do CPP] refira-se unicamente à classificaçã:J do crime previsto no art.:-se à aplicação ao crime de extorsão mediante sequestro. dogmática ou científica para negar essa obviedade. Embora não seja. Portanto. condicicrada ao tipo penal. nem menos. uma vez que não teria sentido editar uma lei de proteção a vítimas e testemunhas voltada. 13 [da Lei 9. a lei perde o seu significado e redu. Não é lógica essa posição. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM M. Por- tanto. pode ser necessária uma segunda verifi:ação pelos peritos. Acolhendo-se a tese da cumu- latividade. p. ) a lei não é clara. (BITENCOURT." (OLIVEIRA." (NUCCI. mas da imputação da prática da conduta criminosa. 2014. ou se as condições devem ser aferi- das alternativamente. 127) 302 . p. em uma lei cuja incidªncia da co- laboração premiada estaria restrita ao delito de extorsão mediante sequestro cometido em concurso de agentes cujo preço do resgate tenha sido pago. do Código Penal. sentido ou função. Para a obtenção dos benefícios da delação premiada. P3ra constatar a debilidade permanente de membro.) embora o artigo [art. 129. Por iss:J. 5obretudo porque o réu não se defende da capitulação. não se pode sustentar que a aplic<:ção do art. é preciso que o agente permita a identificação dos demais coautores ou partícipes ou favoreça a loc2lização da vítima com sua integridade física preservada ou proporcione a recuperação total ou parcial do produto do delito.. sob pena de se transformar uma lei genérica. de modo a se possibilitar a abrangência de todos os tipos penais. e recuperação total ou parcial do crime). quaisquer que sejam eles. a não ser a adoção de uma política-criminal exasperadora. não haverá qualquer prejuízo à defe- sa (pelo menos em face do Direito). 1064/1 065) "Discute-se na doutrina se a aplicação do preceito do art.. que roubo e extorsão não são cri- mes da mesma espécie? Por certo. de acordo com a natureza do delito praticado. p. pois é o único que permite a identificação de comparsas + a loca- lização da vítima + a recuperação do produto do crime (valor do resgate). porquanto seria o único crime em que os três objetivos poderiam ser atingidos simultaneamente. 2014. ou seja. 1°. Nem mais.807/99 esteja condicionada à presença cumulativa de seus três incisos. necessário respeitar o prazo de 30 cias." (NUCCI." (LIMA.807/99.

13 e 14 da Lei n° 9. Cezar Peluso. de acordo com o art. estabelecida pelo parágrafo único do art. se mesmo depois da fluência do prazo de 30 dias.Não se pode aferir da leitura dos Termos de Depoimento que o juízo deprecado tenha adotado o sistema pre- sidencialista de inquirição de testemunhas. . Moreira Alves.P. IV. Segunda Turma. DJ 11/10/1996. V. .Recurso ordinário ao qual se nega provimento. . com redação conferida pela Lei 11. Portanto. Sentença condenatória. AUDIÊNCIA DE INS- TRUÇÃO DE TESTEMUNHAS. Ellen Grade). Perdão judicial ou redução da pena. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. Confissão do fato. quando muito.Aditamento de denúncia que· se fez com base no parágrafo único do artigo 384 do C. (RHC 122467. no sentido de que a inobservância do procedimento previsto no parágrafo único do art. ARGUI- ÇÃO DE NULIDADE.Existência. Min. no entanto. é essencial à alegação de nulidade. DJe-084 08/05/2009. não permitiu localização da vítima com integridade física preservada. Rei. Min. Benefícios denegados. eis que "(. ou não. pelo decurso de tempo. AUSÊNCIA DE COM- PROVAÇÃO. ademais. Prece- dentes.P. Rei. 11 . "Habeas corpus indeferido. Acerto.grifado pelo autor 303 . p. 94) .A decisão ora questionada está em perfeita consonância com o que decidi- do pelas duas Turmas desta Corte. Min. Segunda Turma. INVERSÃO DA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. nada impede que se faça o exame complementar depois de fluído esse prazo. são cumulativos os requisitos constantes dos arts. mas visa a prevenir que. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA. Condenação. desapareçam os elementos necessários à verificação da existência de lesões graves.P. I . cujo reconhecimento não prescinde da demonstração do prejuízo para a parte que a suscita. julgado em 03/06/2014. PROCESSUAL PENAL.807/99.Não é de se acolher a alegação de nulidade em razão da não observância da ordem de formulação de perguntas às testemunhas.Não obstante o réu tenha bons antecedentes e seja primário. 111 -Esta Corte vem assentando que a demonstração de prejuízo. Além de ser voluntária a colaboração aí prevista. Rei. p. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. nulidade relativa.. Inexistência de nulidade. HC denegado. não é pe- remptório. Colaboração. julgado em 27/02/1996. 212 do CPP. 13 e 14 da Lei n° 9. seja ela relativa ou absoluta. jul- gado em 10/02/2009. RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO.155/SP. houver elementos que permitam a afirmação da ocorrência de lesões graves em decorrência da agressão. Não atendimento aos requisitos cumulativos previstos nos arts. 398).grifado pelo autor RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Isso porque a a defesa não se desincumbiu do ônus de demonstrar o prejuízo decorrente da inversão da ordem de inquirição das testemunhas.690/2008. Rei. DJe-149 04/08/2014)- grifado pelo autor EMENTA: AÇÃO PENAL.•) o âmbito norma- tivo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas" (HC 85. (HC 73444. SENTENÇAS @ JURISPRUDÊNCIA TEMÁTICA ~ STF Habeas corpus . 212 do CPP pode gerar. Primeira Turma. Ato que. 563 do CPP. em detrimento das alterações promovidas pela Lei 11. Crime de roubo consu- mado.O prazo de 30 dias a que alude o § 2° do artigo 168 do C.P. a pena-base pode ser fixada acima do mínimo legal com fundamento nos demais fatores referidos no caput do artigo 59 do Código Penal. Min.690/2008.807/99. (HC 85701. de violenta emoção é matéria de prova que não comporta solução no âmbito do writ. Ricardo Lewandówski. não voluntária.

As provas colacionadas em habeas corpus devem ser incontroversas. INADMISSIBILIDADE. 9. COMPETENCIA. ROUBO QUALIFICADO PELO RESULTADO (LESÃO CORPORAL DE NATU- REZA GRAVE). ALEGAÇÃO DE DEFICIÊNCIA TÉC- NICA DA DEFESA. é preciso o preenchimento cumulativo dos requisitos legais exigidos. (CC 4. LAUDO PERI- CIAL COMPLEMENTAR EXTEMPORÂNEO (ARt 168. PREJUÍZO NÃO DEMONS- TRADO. Agravo regimental desprovi- do. PRETENSÃO DE DES- CLASSIFICAÇÃO DA CONDUTA. para que seja desclassificado o crime de roubo qualificado pela lesão corporal grave para á roubo simples. DEFORMIDADE PERMANENTE NO OLHO ESQUERDO. SE A CEOU- LA DE IDENTIDADE OBTIDA POR MEIO FRAUDULENTO NÃO FOI PARA FINS ELEI- TORAIS. julgado em 07/04/1994. denegada. COMPETENCIA DO JUIZO DE DIREITO DA 4. 1. PRECEDENTE DESTA CORTE. PRAZO QUE NÃO É PEREMPTÓRIO. Inviável a reforma de acórdão. DJe 09/10/2014). 168 do Código de Processo Penal não é peremptório. desconstituindo in- clusive os laudos periciais. não o descredencia. (AgRg no AREsp 547. 2.807/99). REVOLVIMENTO DE MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. TERCEIRA SEÇÃO. FALTA DE INTERESSE PROCESSUAL. firmou o entendimento de que o simples fato de o laudo ter sido realizado além dos trinta dias. INVIABILIDADE NA VIA ELEITA. (HC 233. NULIDADE. Rei. quando devidamente comprovada nos autos a incapacidade para o trabalho. NESSA EXTENSÃO.. DO CPP). 13 e 14 da Lei 9. CRIMES DE ROUBOS CIRCUNSTANCIADOS E DE QUADRILHA ARMADA. Rei. por si só. Ministro Gurgel de Faria. em sede de habeas corpus. DJ 17/10/1994. CEDULA DE IDENTIDADE FALSA. consignaram que o depoimento do Paciente não contribuiu de forma eficaz e relevante para o deslinde do caso. Ordem de habeas corpus parcialmente conhecida e. Quinta Tur- ma. 1. ORDEM PARCIALMENTE CONHECIDA E NESSA PARTE DENEGADA.) 8. sendo vedada a incursão aprofundada na seara cognitiva dos autos. quando se faz necessário reavaliar todo o conjunto fático-probatório.923/DF. Ministra Laurita Vaz. e os fatos. 2. em consonância com o acórdão recorrido. Incidência da Súmula 523/STF. PAS DE NULLITÉ SANS GRIEF. julgado em 06/12/2011. (. mesmo porque o prazo estabelecido no § 2° do art.805/MG. convergentes. e. SÚMULA 523/STF. PEDIDO DE APLICAÇÃO DO INSTITUTO DA DELAÇÃO PRE- MIADA. TESES DE NEGATIVA DE AUTORIA E DE INEXISTÊNCIA DE CONSUMAÇÃO. as instâncias ordinárias. Na espé- cie. (HC 159. ORDEM DE HABEAS CORPUS PARCIALMENTE CONHECIDA E. PLEITOS DE REDUÇÃO DO PERCENTUAL RELATIVO À REINCI- DÊNCIA E DE RECONHECIMENTO DA CONFISSÃO ESPONTÂNEA E DA CONTINUIDADE DELITIVA.589/RJ. nessa parte denegado. Para a configuração da delação premiada (arts. 4. Em consonância com o princípio pas de nullité sans grief. DJe 19/12/2011). nessa extensão. 3.grifado pelo autor AGRAVO REGIMENTAL DIREITO PROCESSUAL PENAL.VARA DA COMARCA DE BELO HORIZONTE-MG. A jurisprudência desta Egrégia Corte e do Supremo Tribunal Federal.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. REEXAME DE PROVA. 2. Hipótese em que não foi demonstrado prejuízo pelo suposto vício apontado. julgado em 02/10/2014. fundamentadamente. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES ~ STJ PROCESSUAL PENAL. 27856) HABEAS CORPUS. VALIDADE DA PROVA. Precedente do Supremo Tribunal Federal. Quinta Turma. A COMPETENCIA E DA JUSTIÇA COMUM ESTADUAL PARA CONHECER DO PROCESSO.855/ 304 . AUMENTO DA PENA-BASE ACIMA DO MÍNIMO LEGAL.. § 2°. REQUISITOS NÃO PREENCHIDOS. somente serão declarados nulos os atos dos quais sobrevier prejuízo efetivo e demonstrado para as partes. DIREITO PENAL. CONFLITO CONHECIDO. p. Ministro ANSELMO SANTIAGO. DENEGADA. Rei. 1. Habeas corpus parcialmente conhecido.

543-C DO CPC).252/1954. MENOR ANTERIORMEN- TE CORROMPIDO. É possível. e nesta. julgado em 11/12/2007. Rei. Recurso especial provido. a compensação da atenuante da confissão espontânea com a agravante da reincidência. 2. PENAL. 1. pois são infrações penais de espécies diferen- tes. Conforme abalizada doutrina e jurisprudên- cia. DESCABIMENTO NA VIA ESTREITA DO WRIT.849/DF. 2° do art. a simples participação do menor no ato de- litivo é suficiente para a sua consumação. NECESSIDADE DE EXAME APROFUNDADO DE PROVAS. Quinta Turma. Rei. não se lhe aplicam as causas especiais de aumento de pena previstas para o crime de roubo. CONFISSÃO ES 3 0NTÂNEA E REINCIDÊNCIA. INAPLICABILIDADE. Rei. julgado em 16/08/2011. ROUBO E EXTORSÃO. concedida a ordem. 1.-a de execução e a outras características que façam presu- mir a continuidade delitiva. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. inscritas no§. Rei. 1. julgado em 10/04/2013. Ministro Sebastião Reis Júnior. Assim. 1° da Lei no 2. 3. 157. já que cada nova prática criminosa na qual é inserido contribui para aumentar sua degradação. CRIME DE ROUBO QUALIFICADO POR LESÃO GRAVE. ART. 2. Quinta Turma. DJe 25/11/2013)- grifado pelo autor HABEAS CORPUS. (REsp 1341370/MT. 71 do Código Penal. O fato de o roubo ter sido praticado junto com agente inimputável não afasta a causa de aumento referente ao concurso de pessoas. Nos termos do art. ANÁLISE. COAUTORIA COM INIMPUTÁVEL. CORRUPÇÃO DE MENORES. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. DJ 07/02/2008. em virtude da necessidade de dila- ção probatória.grifado pelo autor HABEAS CORPUS.B75/RJ. CRIMES DE ESPÉCIES DIFERENTES. (HC 150. por constituir o crime de roubo qualificado um modelo típico próprio . Ordem de- negada. sendo irrelevante seu grau prévio de cor- rupção. Ministra Laurita Vaz. Habeas corpus conhecido em parte. do Código Penal 2. PENAL. É firme o entendimento deste Superior Tribunal de Justiça no sentido da impossibilidade do reconhecimento da continuidade delitiva entre os crimes de roubo e extorsão. DJe 05/09/2011). que têm definição legal autônoma e assim devem ser punidos. COMPENSAÇÃO.crime complexo formado pela inti!gração dos delitos de roubo e lesão corporal grave -. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGAD.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. Ministra Laurita Vaz. Ordem de habeas corpus denegada. 1° DA LEI n°2. mediante mais de uma ação ou omissão. julgado em 25/06/20-3. (HC 69.446/MS. julgado em 12/11/2013. PRECEDEN- TES DESTA CORTE. É pacífico o ente1dimento de que o delito previsto no art. O habeas corpus não é a medida adequada para afastar as qualificadoras e majorantes do crime de roubo. IMPOSSIBILIDADE. 3. Ministro Sebastião Reis Júnior.I!o. IRRELEVÂNCIA. INCIDÊNCIA DAS MAJORANTES DO§ 2° DO ART. Precedentes. DO CÓDIGO PENAL. CONCURSO DE PESSOAS. Rei. o delito conti- nuado configura-se quando o agente. PENAL E PROCESSUAL PENAL. 1) -grifado pelo autor RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA (ART. ao lugar. DJe 17/04/2013).grifado pelo autor . POSSIBILI- DADE. comete mais de um crime da mesma espécie e os delitos guardem conexão no que diz respeito ao tempo. DOSIMETRIA. Quinta Turma.. PENAL. Sexta Turma. 2. 1. Terceira Seção. MAJORANTE CONFIGURADA. Ministra Laurita Vaz. 2. NATUREZA FORMAL DO DELITO. 157. inviável na Vi3 eleita. SENTENÇAS MS. à manei. na segunda fase da dosimetria da pena. AUSÊNCIA DE PROVAS PARA O RECONHECIMENTO DAS QUALIFICADO- RAS. MAJORANTES E DA AGRAVANTE GENÉRICA. PLEITO DE RECONHECIMENTO DE CRI- ME CONTINUADO. DJe 01/08/2013). p.252/1954 é de natureza formal. (HC 207.

§ 1°. Narra a peça a acusatória. . brasileiro. sem profissão definida. sendo desneces- sário que o bem saia da esfera de vigilância ca vítima. e 119. natural de Matozinhos/MG. c/c os arts. residente à Rua das Flores.. uma dirigida à . Ordem de habeas corpus denegada. nascido em 23/01/1995. § 2°.ão de quadrilha ou bando armado e o de roubo circunstanciado pelo uso de arma e concurso de agentes. 2. 306 . RESISTÊNCIA. em exercício nesta comarca de Belo -iori- zonte. todos do Estatuto Repressivo. etc. CONFIRMAÇÃO. (HC 250. porquanto os bens jurídicos tutelados são distintos e os crimes. ROUBO CIRCUNSTA 'KIADO (ART. Rei. DJ 09/02/2005. nesta capital e PEDRO OLIVEIRA. EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE. VI. 288. DO CÓDIGO PENAL). Restabelecida a pena imposta ao réu pelo crime de resistência em 1° grau jurisdicional. brasileiro. POSSIBILIDADE. INCISOS I E 11. nesta comarca. do Código Penal (por três vezes) . Ministro Gilson Dipp. subtraída mediante violência ou grave ameaça. 109. RESTABELECIMENTO DO ÉDITO CONDENA- TÓRIO. CONSUMAÇÃO DO CRIME DE ROUBO. 157. n° 33. (REsp 674. Bairro lpanema. julgado en 16/10/2012. O representante do Ministério Público.. Ministra Laurita Vaz. RECURSO ESPECIAL. Quinta Turma. nos termos do art. 220) . Quinta Turma. do Código Penal e a PEDRO OLIVEIRA também foi imputada a prática dos delitos previstos nos artigos 163 e 331..219/SP. considerando a quantidade da reprimenda (04 meses de detenção). ROUBO QUALIFICADO E RESISTÊNCIA. que: "No dia 22 de janeiro de 2014. anunciaram tratar-se de um assalto.grifado r. carpinteiro. os denunciados. PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE. PARÁGRAFO ÚNICO. 11 O. caput. AMEAÇAS PLENAMENTE CINDfVEIS. § 2°. solteiro. consumou-se o lapso prescricional necessário (02 anos). bairro União. Havendo a cisão temporal das ameaças. do mesmo diploma legal. desde a data da publi- cação do édito condenatório. em síntese. n° 53. Rei. ALEGAÇÃO DE BIS IN IDEM. decretando-se a extinção da punibilidade do recorri- do pela ocorrência da prescrição. ainda que breve. IMPROCEDÊNCIA. solteiro. foram até o estabelecimento comercial denominado "Bar do Zé" e. 1. 157. agindo com unidade de 'desígnios. tem-se como caracteri- zado o concurso material entre os delitos de roubo e resistência.elo autor Vistos. EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOME5 I WILLIAM AKERMAN GOMES HABEAS CORPUS. CONCURSO MA- TERIAL. n° 85. DO CÓDIGO PENAL) E QUADRILHA ARMADA (ART. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. da coisa alheia móvel. nesta capital. O delito de roubo consuma-se com a simples posse. deve ser decretada a extinção da punibilidade pela prescrição intercorrente. residente à Rua das Flores. PENAL. natural de Capim Branco/MG. p. DJe 23/10/2012) CRIMINAL.·JOÃO DA SILVA também foi denunciado pela prática do delito previsto n::> artigo l29. eis que. quanto ao delito de resistência. nos termos do voto do Relator. Recurso conhecido e provido. Bairro lpanema. RECURSO CONHE- CIDO E PROVIDO. nascid::> em 30/02/1980. irrçutando-lhes a prática do delito :>revis- to no art. por volta das 23h. autônomos. ameaçando com um3 arma de fogo as pessoas que ali se encontravam. É perfeitamente possível a coexistência entre o crime de fonra. AUTONOMIA E INDEPENDÊN- CIA ENTRE OS CRIMES. na Rua Diamantina. Precedentes desta Corte e do Supremo Tribunal Federal. I e 11.vítima do roubo e a outra aos funcionários públicos responsáveis pela prisão do réu. julgado em 02/12/2004.166/RS. ofereceu denúncia em face de JOÃO DA SILVA.

Laúdo pericial das avarias causadas na viatura policial. Roberto Rodrigues. ___). atingido. com fundamento na garantia da ordem pública. José Carlos Gomes.___). um relógio de pulso marca "Orient" e um aparelho de telefone celular marca "Nokia".__. re-. "Nokia". obrigou o proprietário do bar. relacionando a quantia R$ 80 (oitenta reais) em espécie. Enquanto isso. empunhando um revólver. não tendo sido encontrada a arma de fogo utilizada na prática delitiva. _ . Neste momento. a certidão de antecedentes criminais de PEDRO OLIVEII{A foi jun- tada às fls. em espé- cie. PEDRO OLIVEIRA de~feriu vários chutes contra o veículo. levando consigo os objetos subtraídos. \. que lhe entregaram. a lhe entregar a quantia de R$ 80 (oitenta reais). pela prática do delito de estelionato. foi acostado às fls.D. SENTENÇAS O denunciado JOÃO DA SILVA. o que lhe ocasionou a lesão corporal de natureza leve descrita no A. A denúncia foi recebida em 20 de fevereiro de 2014 (fls. ·· Já no interior da viatura policial.___.>rando seu vidro traseiro e amassando sua lataria:' Auto de prisão em flagrante dos acusados às fls. gistra anotação relativa à imposição de medida socioeducativa em virtude da prática de ato infracional análogo ao delito de furto qualificado. além de haver amassamento de sua lataria lateral es- querda (fls. abalada em razão da reiteração criminosa dos denunciados. PEDRO OLIVEIRA. então. então. os denunciados. avaliado em R$ 50 (cinquenta reais) e um aparelho celular marca. que lhes foram fornecidas pelas vítimas. demonstrando ter sido quebrado seu vidro traseiro. Não foi apreendida a arma de fogo utilizada na prática delitiva. ciente das características físicas dos agentes.C. PEDRO OLIVEIRA se encarregou de recolher os per- tences dos clientes do estabelecimento. ao ser algemado pelo Cabo da Polícia Militar. abordando-os nas imediações do "Bar do Zé". respectivamente. um relógio marca "Orienf'. Acionada. decorrente do disparo de arma de fogo. 307 . Auto de apreensão da res furtiva (fls. e cuspiu em sua direção. Efetuadas as subtrações. ___). empreenderam fuga. (fls. atestando ter ele sofrido lesão de natureza leve. cerca de uma hora após a prática delitiva. José Carlos esboçou reação. após rastreamento. __. Conversão da prisão em flagrante em preventiva às fls. com trânsito em julgado em 29/06/2010. ___). tendo sido. avaliado em R$ 40 (quarenta reais). registrando uma condenação à pena de cinco anos e quatro meses de reclusão pela prática do delito de roubo majorado. Maria Lúcia Ribeiro e Marcelo Lopes. __. no pé esquerdo. o produto do crime. acostada às fls. agrediu-o verbalmente. chamando-o de "cachorro do go- verno". com trânsito em julgado em 05/02/201 O. Acertidão de antecedentes criminais de JOÃO DA SILVA. O Auto de Corpo de Delito da vítima José Carlos. Laudo de avaliação dos bens apreendidos (fls. de fls. que se encontrava no caixa. enquanto era conduzido: à delegacia. a Polícia Militar. No momento da prisão.___). quei. conseguiu encontrá-los. em poder deles. Foram apreendidos. com trânsito em julgado em 05/07/2010. Por sua vez._. por um disparo de arma de fogo efetuado por JOÃO DA SILVA. além de uma condenação à pena de um ano e seis meses de reclusão. Termo de restituição dos bens subtraídos.

_j. clientes do bar. trazendo em seu poder os objetos subtraídos._). que reco- nhece os acusados aqui presentes como sendo os autores do crime. o reconhecimen- to fotográfico dos acusados. se encontrava com pouco movimento. que havia sido atingido por um disparo de arma de fogo no pé. foi nomeado. que. que. foi designada audiência de instrução e julgamento. às fls. que no local também estava a esposa do proprietário do bar. saindo no encalço dos agentes. afirmando não terem dúvida de terem sido eles os autores da subtração. em espécie. 308 . ao ser im'obilizado.. sendo que. JOÃO atirou contra ele. após cerca de uma hora_ de rastrea- mento. que. esclareceri·do que JOÃO DA SILVA foi quem lhe abordou. Não sendo o caso de absolvição sumária. estavam com o rosto descoberto e pôde vê- -los com clareza. in- forma que o acusado PEDRO OLIVEIRA. passou a desferir chutes contra a sua lataria. logrou encontrá-los em uma rua próxima ao bar. aó avistarem a viatura. relata que o denunciado Pedro. Ambos também ratificaram... ambos estavam sóbrios.. tendo cuspido em sua direção.. A testemunha Lucilene da Silva. tal reconhecimento. que reconhece com certeza os denun- ciados. _j . confirma. pro- testando pela absolvição. que JOÃO ali chegou ·acompa- nhado do outro acusado aqui presente. já que pretendia lhe entregar o dinheiro do caixa. (.. _j informou. que o acusado PEDRO se encarregou de recolher os pertences do aludido casal que se encontrava na mesa dos fundos. ao ser ouvido em juízo: "(. no juízo depr~cado. ao chegar ao local do crime. nesta oportunidade. naquela oportunidade. os réus apresentaram resposta à acusação. chamando-o de "cachorro do governo".. bem como Marcelo Lopes e Maria Lúcia. quando já se encontrava no interior da viatura policial. deparou-se com o dorio do estabelecimen- to comercial. foi ouvida por Carta Pre. que os acusados. havendo apenas um casal ocupando uma mesa nos fundos. Marcelo Lopes e Maria Lúcia. que identificou os acusados por fotografias no curso do inquérito policial. sua guarnição policial.____.. Por sua vez o Policial Militar. também foram ouvidas em juízo (fls. tendo sido sua defesa regularmente intimada da respectiva expedição. que JOÃO DA SILVA permaneceu todo_ o tempo com a arma em punho. agrediu-overbalmente. com segurança. . arrolada pela defesa do denunciado PEDRO OLIVEIRA. aparentemente. desnecessariamente. tentaram evadir-se. após o disparo. defensor "ad hoc" ao réu PEDRO OLIVEIRA. no momento do crime. que as vítimas descreveram as características dos autores da prática delitiva e relacionaram os objetos que haviam sido subtraídos. porque. que "(.)" (fls.quebrando seu vidro traseiro e causando amas- sarnento em sua lataria. que o disparo efetuado por JOÃO atingiu seu pé esquerdo. bem como arrolando testemunhas. ao ser ouvida em juízo. que. tendo sido a Polícia Militar acionada por sua esposa.)". informa que a arma do crime não foi localizada (. (fls. ocasião em que confirmaram a dinâmica dos fatos narrada por José Carlos. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Foi indeferido o pedido de concessão de liberdade provisória aos denunciados.) confirma as declarações prestadas perante a autoridade policial. As demais vítimas. no momento dos fatos. seu bar.catória expedida para a comarca de Betim. que os acusados foram apresentados à autoridade policial. enquanto JOÃO lhe obrigou a esvaziar a caixa registradora. Roberto Rodrigues (fls. Na ocasião da oitiva da mencionada testemunha. ocasião em que foram ouvidas as testemunhas arroladas pela acusação e defesa. bem como interrogados os réus. afirma que. neste momento. Regularmente citados. os dois agentes empreenderam fuga. que se encontrava na cozinha do bar e foi alertada pelo estampido. que continha a importância de R$ 80 (oitenta reais). levado a efeito na fase policial. clientes do bar. que JOÃO usava uma blusa vermelha e um boné azul. ) que. A vítima José Carlos relatou. que não percebeu se os acusados estavam sob o efeito de substância entorpecente.

. que presenciou a prisão em flagrante.. que. 1\s testemunhas arroladas pela defesa dos acusados limitaram-se a fornecer infor- mações a respeito do bom co11portamento dos denunciados. que é usuârio de "crack" há cerca de um ano. que cometeu o crime na companhia de PEDRO OLIVEIRA... Invocou. no momento do assalto. ainda. que combinaram que o produto do crime seria dividido entre eles. que é pessoa violenta. . sendo que PEDRO o acompanhou "de livre espontânea vontade". pleiteou o reconhecimento da modalidade tentada do delito de roubo. em preliminar. na data mencionada na denúncia. confirmou. que foi forçado :Jor JOÃO DA SILVA a participar da empreitada crimi- nosa. arremessou a arma do crime em um lote vago. erri ofensa ao disposto no artigo 226 do CPP.. que o interrogado afirma que no momento do crime estava "drogado".J devidamente cumprida. :alega que atirou contra o dor o do bar porque pensou que ele iria pegar uma arma embaixo do balcão. em razão disso. assim.. que saiu de casa armado no da dos fatos com a intenção de conseguir dinheiro para comprar droga.licial.hÇJUVe representação. em seu interrogatório: "(. (. que. foram surpreendidos por uma guarnição policial em uma rua deserta. após a subtração. que iam dividir o produto do crime.. após terem consumido juntos substância entorpecente em sua residência. cerca de uma hora após a prática delitiva.Qnpo- -se.. afirmou que JOÃO DA SILVA se encontrava sob o eteito de substânda ent•:>rpecente no momento da prática delitiva. \. No mérito. devendo ser reconhecida a atipicidade ·de sua conduta.)" (fls. . ) que são verdadeiros os fatos narrados na denúncia. imp. não ter sido válido o reconhecimento levado.. . no momento dos fatos. JOÃO DA SILVA se assustou quando o dono do bar se moveu na direção do balcão.) que confirma ter participado do assalto ao "Bar do Zé". que. vítima '· J()Sé ·. que não se lembra de ter desacatado o policial encarregado de sua prisão e nem de ter causado dano à viatura po. ainda. Alternativamente. situado na rua que fica atrás do "Bar do Zé". não se corifiguràrido a po~se mansél e paáfica dos objetos subtraídcs. tendo este o ameaçado com uma arma de fogo. pugnou pela condenação dos acusados. A defesa de JOÃO DA SILVA argumentou. atingindo-o no pé. que não tem o costume de andar armado. por sua vez. jâ' qué os à~usad()5 foram presos logo após a práticá da subtração. argumentando que a res furtiva possui pequeno Valor. SENTENÇAS A testemunha ANA MARIA ANDRADE. pois tinha feito uso de "crack".> ~ar~ter ilícito do fato e nem determinar-se de acordo comesse entendimento•. ausência de :ondição de procedibilidade quanto ao crime de lesão corporal.. JOÃO ceu um tiro na direção de JOSÉ CARLOS. a efeito pelas vítimas por ter sido efetivado por meio de fo- tografias n() curso do inquérito policial. 1\ carta precatória expedida para a oitiva da testemunha Lucilene na comarca de Betim foi juntada às fls. em sede de alegações finais. que. uma vez que não. afirmou: ''(.. às fls. . que concordou em participar da empreitada criminosa porque teme o corréu JOÃO DA SILVA. a aplicação do chamado princípio da insignificância. nos exatos termos da exordial acusatória.o compreender. quando iriam dividir os bens subtraídos.. O Ministério Público. Apontou... alegou. por ocasião de seu interrogatório.. não podend._).«. a exclusão de sua culpabilidade.)" (fls.. O acusado JOÃO DA SILVA. que. JOÃO DA SILVA foi quem ameaçou as vítimas com a aludida arma. (. Carlos ' .J a versão apresentada pelo Policial Militar..da . enquanto o inter- rogando se encarregou de recolher os pertences dos clientes do bar. · · · 309 . ao empreender fuga.) PEDRO OLIVEIRA•..

Deve se basear ·apenas nos fatos narrados e. A def'e~a de PEDRO OLIVEIRA. em razão da inexistência de representação da vítima. ainda. (200 linhas) ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA 11. que seja reconhecida a incidência da atenuante da confis- 'I são espontânea. devidamente embasada na legislação. em virtude de não ter sido intimada da data designada. deve ser dito que o reconhecimento fotográfico do réu. também. pode servir como meio idôneo de prova para fundamentar a condenação. Suscitou. circunstância que acarretaria a atipicidade da conduta a ele imputada e pleiteou. peb juízo de- precado. a nuli- . DECIDO. Por fim. os Tribunais Superiores têm entendido que. por último. em sede preliminar. FUNDAMENTAÇÃO 1.:j: ~i I I EDUARDO I ROBERTO I WILLIAM I AI DÊ BUENO BORGES GOMES AKóRMAN GOMES ilil I: Requereu. ainda. Dessa forma. alternativamente. havendo nomeação de acvogado ad hoc para representar o réu. no caso. requereu a absolvição quanto ao crime de des~cato. por ela arrolada. Com efeito.dade do feito. quando ratificado em juízo. É O RELATÓRIO. além da exclusão da majorante pertinente ao emprego de arma de 'i fogo. ANALISE toda a matéria de direito processual e material per- tinente para o julgamento. pleiteou a absdvição quanto aos delitos de roubo. para a audiência de oitiva de testemunha por ela arrolada não gera nulidade do ato processual. sustentando que o acusado foi coagido a participar da prática delitiva pelo corréu JOÃO DA SILVA. no juízo deprecado. Das questões preliminares a) Da carta precatória No ponto. quanto aos delitos de roubo.o reconhecimento efetuado 310 . Com efeito. por sua vez. No mérito. apontou. não há prejuízo demonstrado. Por outro lado. na qualidade de juiz de direito substituto. o STJ firmou orientação no sentido de que. argumentando ter ocorrido cerceamento de defesa. Com base na situação hipotética apresentada. a preliminar pertinente à nulidade do reconhecimento levado a efeito pelas vítimas. nos termos do art. a mesma tese pertinente à incidência do princípio da insigni- ficância. não se pode acolher a alegação da defesa de Pedro Oliveira: b) Do reconhecimento fotográfico Em relação à alegação de nulidade de prova. sob a garantia do contraditório e am- pla defesa. para a realização da audi- ência destinada à oitiva da testemunha Lucilene. crie fatos e dados novos. Apontou. na doutrina e/ou na jurisprudência. ca- bendo ao defensor acompanhar o trâmite dela. em hipótese alguma. Defendeu. o reconhecimento da modalida- de tentada do delito. importante dizer que a ausência de intimação da defesa. já que o revólver supostamente utilizado na prática delitiva não foi apreendido. ao argumento de que não agiu com dolo. que o ameaçou. a ausência de condição de procedibilidade quanto ao delito de dano. 222 do CPP. basta a intimação da defesa da expedição da carta pre:atória. PROFIRA A SENTENÇA. a fim de tomar conhecimento da data da audiência (Súmula 273 do STJ).

Do mérito No mérito. portanto. sobre o patrimônio público. e. portanto. 111. do Auto de apreensão da res furtiva. 226 do CPP. rejeito a preliminar suscitada. parágrafo único. não há que se falar em representação. havendo lesão leve. Como consequência. 157. do CP (por três vezes). Como se não bastasse. como vem decidindo os Tribunais Superiores. considerando que os réus foram reconhecidos em juízo. não se pode falar em aplicação do princípio da insignificância do crime de roubo. 331) e dano ao patrimônio público (CP. parágrafo único. afasto a atipicidade material pela aplicação do princípio da insignificância. conforme alega o réu João. que confirmou a versão policial. desacato (CP. tendo o réu Pedro Oliveira também praticado os delitos previstos nos artigos 163 e 331. não se podendo dizer que é irrisória. do CP. 157 do CP. bem como da oitiva das vítimas. 157). como meio idôneo de prova. Assim sendo. tudo nos termos do art. art. entendo que restou perfeitamente caracterizada a materialidade dos crimes de roubo (CP. caput. I e 11. ou seja. do CP. ambos do CP. sendo certo que não há nuli- dade sem prejuízo (pas de nullité sans grief). 29 do CP. restou demonstrada também a coauto- ria dos dois réus no crime de roubo. Assim sendo. 111). f) Da inaplicabilidade do princípio da insignificância Apesar de o valor subtraído das vítimas ser de pequena monta. supre a inobservância da formalidade do art. nos termos do art. art. Ademais. Quanto à autoria. 2. 163. a integridade física e moral da vítima também deve ser levada em consideração. apesar de o réu Pedro Oliveira não ter confessado os crimes de desacato e de dano. 167 c/c art. Em se tratando do crime de roubo. trata-se de dano qualificado. SENTENÇAS em juízo. Importante dizer que. ainda que as- sim não fosse. Dessa forma. 311 . a ação penal é pública incondicionada. Isso porque. tendo em vista que o dano ocorreu sobre viatura policial. Quanto ao crime de lesão corporal. não houve demonstração de qualquer prejuízo sofrido. o elemento "violência a pessoa" abrange a lesão corporal leve. e) Da emendatio libelli Apesar de o Ministério Público ter capitulado a conduta de Pedro como dano sim- ples. bem como a autoria do réu Pedro nos crimes de desacato e dano. a nova capitulação deve recair sobre o art. através da análise do Auto de prisão em flagrante dos acusados. o melhor entendimento é no sentido de que há a consunção com o crime de roubo. no tipo do art. sob o crivo do contraditório. do Laudo pericial das avarias causadas na viatura policial. servindo. do Termo de restituição dos bens subtraídos. do Policial Militar Roberto Rodri- gues e do interrogatório dos réus chega-se a conclusão de que efetivamente os réus participaram da prática do crime previsto no art. 163. pode-se dizer que even- tual vício no inquérito policial não tem capacidade para contaminar o acervo probató- rio colhido no processo judicial sob o crivo do contraditório. do Auto de Corpo de Delito da vítima José Carlos. art. uma vez que há uma elevada reprovabilidade da ação e uma evidente periculosidade social na conduta dos réus. a materialidade e a autoria dos delitos restaram demonstradas através do depoimento do Policial Militar Roberto Rodrigues e da testemunha Ana Maria Andrade. 100. Com efeito. § 2°.

sendo que (i) o réu João afir- mou que o réu Pedro participou de forma voluntária. não seria crível que o autor da ação penal tivesse que provar a não veracidade de todas as alegações realizadas pela defesa. as vítimas em seus depoimentos. Com efeito. para a consumação do roubo mostra-se. duas coisas merecem ser ditas. Primeiro. seja através do auto de corpo de delito. em seu interrogatório. importante dizer que.690/2008. ser aplicada a causa de diminuição da tentativa. é causa de redução ou exclusão da responsabilidade penal nos termos dos §§ 1° e 2° do art. ter participado do assalto ao "Bar do Zé". Neste ponto. chega-se a conclusão que o legislador não concordou com a tese de que. Vale dizer que. Dessa forma. apesar de ter alegado ter participado sob coação. restou plenamente comprovada a utilização da arma. não se pode considerar que os réus estavam nas hipóteses apontadas pelo art. não hou- ve prova suficiente para confirmar a versão apresentada. no processo penal. Alegou que houve coação moral irresistível por parte do réu João. Quanto à alegação de estarem os réus sob efeito de substâncias entorpecentes. a vítima já não tem a disponibilidade da coisa. neste hipótese. já que não teria havido a apreensão desta. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES O réu Pedro Oliveira confessou. Dessa forma. Dosimetria Quanto ao crimes de roubo. no caso. devendo. Segundo. assim. 28 do CP. a defesa de João a exclusão da majorante pela utilização da arma de fogo. Por esta teoria. será empregada apenas uma dosimetria. Por outro lado. portanto. portanto. (ii) o próprio réu Pedro afirmou em seu interrogatório que os acusados iriam dividir o produto dos crimes. Pleiteia. apesar de serem três crimes praticados contra três vítimas através do mesmo ato (concurso formal). não afasta a causa especial de aumento prevista no inciso I do parágrafo 2° do art.' com redação dada pela Lei 11. já que. não havendo a produção de prova suficiente por parte da defesa das alegações de "coação irresistível" e "embriaguez completa". "a prova da alegação incumbirá a quem a fizer". não con- firmaram que os réus estavam sob o efeito de substâncias entorpecentes. não havendo prova suficiente desta alegação. irrelevante a posse mansa e pacífica do bem subtraído. desde que existentes outros meios aptos a comprovar o seu efetivo emprego na ação delituosa. a defesa alega que o roubo não teria se consumado. 156 do Código de Processo Penal. 28 do CP. que é a adotada pelos nossos tribunais superiores. 3. ainda que por curto lapso temporal. seja pelos depoimentos das testemunhas ou mesmo pelo interrogatório do réu Pedro Oliveira. segundo estabelece o art. 312 . são crimes idênticos e. No caso. o ônus da prova é por completo da acusação. (iii) restou comprovado que era o réu Pedro quem portava arma de fogo. segundo a teoria da amotio. Contudo. ainda. vale dizer que a ausência de apreensão ou perícia na arma. Contudo. Por esta razão. estas não podem ser acolhidas. sobre esta questão. o crime se consuma quando a coisa passa para o poder do agente. 157 do CP. perfeitamente a teoria da actio libera in causa adotada pelo Código Penal no sentido de que somente a embriaguez completa decorrente de caso fortuito ou força maior que reduza ou anule a capacidade de discernimento do agente quanto ao caráter ilícito de sua conduta. aplica-se.

não desabonam. 72 do CP. SENTENÇAS Réu João: crime de roubo (CP. os quais tiveram sua penas individuais devidamente em patamares diversos. não é fator nega- tivo na valoração. não aparenta transtornos antissociais. Circunstâncias normais para delitos da espécie e consequências ínsitas ao próprio tipo. art. Circunstâncias normais para delitos da espécie e consequências ínsitas ao próprio tipo. Considerando o Enunciado 443 da Súmula do STJ. até então não de- negridos. pre- ponderam as atenuantes. 157) Da análise das circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do CP. Ademais. ficando o réu definitivamente condenado à pena de 6 (seis) anos. considerando que o réu possui duas condenações transitadas em julgado. 313 . 157) Da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. O motivo do delito já faz parte do próprio tipo penal. Réu Pedro: crime de roubo (CP. não aparenta transtornos antissociais. tampouco para a reincidência. a presença de dois agentes facilitou a efetividade da prática criminosa. Quanto aos antecedentes. Não há causa de diminuição. tenho que o acusado obrou com culpabilidade normal para delitos da espécie. em observância ao art. O comportamento da vítima não contribuiu. 39 dias-multa. Dessa forma. Em relação à personalidade. o perigo restou concretamente comprovado com o disparo da arma por parte de João. d). Em relação à personalidade. O motivo do delito já faz parte do próprio tipo penal. art. restando definitiva a pena de 5 (cinco) anos e 6 (seis) meses de reclusão e 13 (treze) dias-muÍta. Quanto aos antecedentes. mas há a causa especial de aumento do emprego de arma e do concurso de agentes. isso dentro da respecti- va moldura de imputação subjetiva. aumentada em 1/5. segundo entendimento do STJ. tenho por bem fixar a pena-base em 4 (quatro) anos de reclusão e 10 (dez) dias-multa. Dessa forma. I) e da confissão es- pontânea (CP. 111. desconhecida do Juízo. Sendo assim. 7 (sete) me- ses e 6 (seis) dias de reclusão e. Sendo assim. O comportamento da vítima não contribuiu. a vista da existência concreta da prática de 3 (três) crimes. tenho que o acu- sado obrou com culpabilidade normal para delitos da espécie. 65. 65. a conde- nação pela prática de atos infracionais não pode ser considerada como maus antece- dentes para a elevação da pena-base. A conduta social. e sopesando essas várias operacionais. isso dentro da res- pectiva moldura de imputação subjetiva. Concorrem as atenuantes da menoridade relativa (CP. 67 do CP e à luz da posição jurisprudencial predominante. não é fator negativo na valoração. art. desconhecida do Juízo. art. aplico a pena mais grave. Em sendo aplicável ao caso a regra disciplinada no art. influenciando na fixação da pena base. Ressalte-se que. 59 do CP. uma delas (a de estelionato) deve ser considerada como maus antecedentes. deve haver um aumento de 3/8 sobre a pena-intermediária. 70 do CP (concurso formal). considerando o art. de modo que a pena intermediária ficará no mínimo fixado acima em obediência à Súmula 231 do STJ. A conduta social. e sopesando essas várias operacionais. deve ser dito que a conduta do réu ao empregar uma arma de fogo expôs o patrimônio e a incolumidade física das vítimas a risco muito maior do que se tivesse utilizado arma branca. tenho por bem fixar a pena-base em 4 (quatro) anos e 8 (oito) meses de reclusão e 11 (onze) dias-multa. Por outro lado.

Por outro lado. isso dentro da res- i pectiva moldura de imputação subjetiva. considerando o art. tenho que o acusado obrou com culpabilidade normal para delitos da espécie.lo próprio tipo penal. 1). o perigo restou concretamente comprovado com o disparo da arma por parte de João. Quanto aos antecedentes. Em sendo aplicável ao caso a regra disciplinada no art. Sendo assim. deve ser dito que a conduta do réu ao empregar uma arma de fogo expôs o patrimônio e a incolumidade física das vítimas a risco muito maior do que se tivesse utilizado arma branca. haverá a co-npensação li entre a atenuante e a agravante. em 4 (quatro) anos e 8 (oito) meses de re- clusão e 11 (onze) dias-multa. Há a presença da agravante da reincidência. Em relação à personalidade. apesar de ser possível a fixação isolada da pena de multa. e sopesando essas várias operacio- nais. ficando o réu definitivamente condenado à pena de 7 (sete) anos. uma delas (a de esteliona- to) deve ser considerada como maus antecedentes. Ressalto. Não há causa de diminuição nem de aumento. art. bem como con- 1 corre a agravante da reincidência (CP. que. 65. tenho que o acu- sado obrou com culpabilidade normal para delitos da espécie. aplico a pena mais grave. A pena-intermediária ficará. opta-se pela prisão. tenho por bem fixar a pena-base em 7 (sete) meses de detenção. 10 (dez) meses e 12 (doze) dias de reclusão e. Réu Pedro: crime de dano (CP. Considerando o Enunciado 443 da Súmula do STJ. Circunstâncias normais para delitos da espécie e consequências ínsitas ao próprio tipo. mas há a causa especial de aumento pelo empre- go de arma e do concurso de agentes. assim. O comportamento da vítima não contribuiu. Quanto aos antecedentes.!I! . Não concorrem atenuantes. art. uma delas (a de estelionato) deve ser considerada como maus antecedentes. A conduta social. por fim. os quais tiveram sua penas individuais devidamente em patamares diversos.~ EDUARDO AIDÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES :I i. art. aumentada em 1/5. razão pela qual torno definitiva a pena de 8 (oito) meses e 5 (cinco) dias de detenção. conforme entendimento pacificado da Ter:eira Seção ! do STJ. 331) Da análise das circunstâncias judiciais previstas no art. deve haver um aumento de 3/8 sobre a pena-intermediária. a presença de dois agentes facilitou a efetividade da prática criminosa. tendo em vista o concurso material com outros crimes. influenciando na fixação da pena base. a presença de maus antece- dentes e a existência de reincidência. influenciando na fixação da pena l 314 . Sendo assim. não aparenta transtornos antissociais. 70 do CP (concurso formal). Réu Pedro: crime de desacato (CP. Dessa forma. Ademais. d). art. O motivo do delito já faz parte c. Não há causa de diminuição. 61.~ Concorre a atenuante da confissão espontânea (CP. 59 do CP. a vista da existência concreta da prática de 3 (três) crimes. considerando que o réu possui duas condenações transitadas em julgado.!' r i: ~ :i!il : . 111. desconhecida do Juízo. elevo a pena-base em 1/6 e estabeleço a pena-intermediária em 8 (oito) meses e 5 (cinco) dias de detenção. restando definitiva a pena de 6 (seis) anos e 5 (cinco) meses de reclusão e 15 (quinze) dias-multa. 111) Da análise das circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do CP. não é fator negativo na valoração. 45 dias-multa. parágrafo único. considerando que ~ o réu possui duas condenações transitadas em julgado. 163. 72 do CP. isso dentro da respecti- va moldura de imputação subjetiva. Sendo assim.

Ressalte-se que foi o réu João quem se utilizou da arma de fogo e quem disparou a arma. a gravidade em concreto de sua conduta justifica o regime mais gravoso. SENTENÇAS base. devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. por três vezes. § 2°. I e 11. do Código Penal. do CPP. 386. determinação que faço à vista do disposto no artigo 33. do CP e considerando a data da prisão em fla- grante dos réus (22/01/2014) e a presente data (10/08/2014). (ii) CONDENAR o réu João da Silva à pena de 6 (seis) anos. "a". cada. na forma do art. ao valor de 1/30 (um trigésimo) de salário mínimo vigente ao tempo do fato. deve ser realizada detra- ção de 6 meses e 19 dias de reclusão da pena aplicada aos réus. na forma do art. 4 (quatro) meses e 10 (dez) dias de detenção e multa de 57 dias-multa. Em sendo aplicável ao casa a regra disciplinada no artigo 69 do Código Penal. à peria de 7 (sete) anos. todos do Código Penal. DISPOSITIVO Pelo exposto. Com base na detração acima. 10 (dez) meses e 12 (doze) dias de reclusão e 1 (um) ano. § 2°. e sua combinação com o § 3° do mesmo dispositivo. Em obediência ao art. o regime carcerário inicial do réu Pedro Oliveira é o fechado. nos autos qualificado. Não concorrem atenuantes. Não há causa de diminuição nem de aumento. Isso porque. 10 (dez) meses e 12 (doze) dias de reclusão e 1 (um) ano. do art. julgo PARCIALMENTE PROCÉDENTE a pretensão punitiva para: (i) ABSOLVER o réu João da Silva. desconhecida do Juízo. Isso porque. pois. pois. o regime carcerário inicial do réu João da Silva é o fechado. ao valor de 1/30 (um trigésimo) de salário mínimo vigente ao tempo do fato. do Código Penal. 157. devendo aquela ser executada em primeiro lugar. § 2°. 387. e sopesando essas várias operacionais. dando-o. e art. 157. como incurso nas sanções do art. tenho por bem fixar a pena-base em 7 (sete) meses de detenção e 11 (onze) dias-multa. § 2°. 331. 111. dando-o. O motivo do delito já faz parte do próprio tipo penal. razão pela qual torno definitiva a pena de 8 (oito) meses e 5 (cinco) dias de detenção e 12 (doze) dias-multa. parágrafo único. elevo a pena-base em 1/6 e estabeleço a pena-intermediária em 8 (oito) meses e 5 (cinco) dias de detenção e 12 (doze) dias-multa. A conduta social. não aparenta transtornos antissociais. 70. Com base na detração acima. Há a presença da agravante da reincidência. 4 (quatro) meses e 1O (dez) dias de detenção. no crime de lesão corporal por atipicidade da conduta. por três vezes. devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. · 111. 70 do CP. apesar de o réu não ser reincidente. bem como multa de 57 dias-multa. Sendo assim. 7 (sete) meses e 6 (seis) dias de reclusão e multa de 39 dias-multa. cada. nos autos qualificado. Sendo assim. (iii) CONDENAR o réu Pedro Oliveira. determinação que faço à vista do disposto no artigo 33. "a". não é fator negativo na valoração. 111. do CP. 163. Circunstâncias normais para delitos da espécie e con- sequências ínsitas ao próprio tipo. I e 11. § 2°. O comportamento da vítima não contribuiu. fica o réu PEDRO OLIVEIRA definitivamente condenado à pena de 7 (sete) anos. na forma do art. como incurso nas sanções do art. e sua combinação com o § 3° do mesmo dispositivo. ferindo uma das vítimas. além de a gra- vidade em concreto da conduta justificar o regime mais gravoso. o réu é reincidente 315 . Em relação à personalidade.

IV. Condeno os réus ao pagamento das custas processuais. O perigo da liberdade revela-se pela necessida- de de se assegurar a ordem pública (art. 2014. Publique-se. evidenciada pelo modus operandi e a gravidade concreta do delito. consubstanciados pelo juízo de probabilidade da prá- tica do delito (fumus commissi delictl). 675) 316 . sendo considerado espécie de prova inominada. pois. desde que não atentem contra a moral e os bons costumes. Po- rém. seja por força do princípio da li- berdade na produção das provas. ainda. Para caracterizar essa violência do tipo básico de roubo é suficiente que ocorra lesão cor- poral leve ou simples vias de fato." (LIMA. tem sido admitido pela doutrina e pela jurisprudência. Juiz de Direito @ DOUTRINA TEMATICA "Violência física à pessoa consiste no emprego de força contra o corpo da vítima. presente no bojo dessa sentença (materialidade e autoria) e. da CRFB/88). entretanto. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES específico do crime de roubo. outra condenação criminal transitada em julgado. p. 15. 1O de agosto de 2014. outros meios podem também ser utilizados. seja em virtude do princípio da busca da verdade." (LIMA. 312 do CPP). decreto-lhes a prisão preventiva ao tempo em que determino a imediata expedição de guia de exe- cução provisória." (BITENCOURT.am-se os ofícios de praxe. 2010. não sejam ilícitos e não refiram à prova do estado civil da pessoa. do Código de Processo Penal. pela presença do perigo que a liberdade dos acusados representa para a sociedade (periculum libertatis). bem como comunicando ao TRE para a suspensão dos direitos políticos (art. Assim sendo. 84) "Não comungamos. p. Em decorrência de estarem presentes motivos para a decretação da prisão cautelar dos sentenciados João e Pedro. perpetra- do em concurso de agentes e com uso de arma de fogo. Registre-se. da opinião de Camargo Aranha de que tal procedimen- to é destituído de valor probatório. inclusive. Belo Horizonte. 111. tendo. além daquelas provas nominadas pelo Código de Processo Penal. recomendando-os na prisão onde se encontram detidos. Intimem-se os réus pessoalmente e dê-se vista ao Minis- tério Público. 2005. lance-se o nome dos réus no rol dos culpa- dos e expe. ante a inexistência de elementos para fixação do valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. p. comunicando-se o resultado do processo aos cadastros da Polícia Civil e Federal. tendo em vista a periculosidade dos réus. na forma do artigo 804 do Código de Processo Penal. na medida em que lesão grave ou morte qualifica o crime. como visto ao abordarmos a teoria da prova. · Transitada em julgado esta sentença. 506) "O reconhecimento do acusado através de fotografias não encontra previsão legal. Deixo de aplicar o disposto no artigo 387.

MOMENTO DA CONSUMAÇÃO. tendo em vista as dificuldades notórias de correspondência entre uma (fotografia) e outra (pessoa). não tem a virtude de contaminar o acervo probatório coligido na fase judicial. I. AUSÊNCIA DE COM- PROVAÇÃO.. Destarte.':NTES. Eventuais vícios do inquérito policial não contaminam a ação penal. (RHC 122467. Ordem denegada..NQUILA DO BEM. 106) @ JURISPRUDÊNCIA TEMATICA ~ STF EMENTA: HABEAS-CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ORDINÁRIO. RE- CURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS A QUE SE NEGA PROVIMENTO. INVERSÃO DA ORDEM DE INQUIRIÇÃO. eis que"(. Precedentes. INOCORRÊNCIA. DESNECESSIDADE.155/SP. Ellen Gracie). RECURSO AO QUAL SE NEGA PROVIMENTO. ter o mesmo valor probatório do reconhecimento de pessoa. POSSE TRA. Min. ADOÇÃO DO SISTEMA PRESIDENCIALISTA. 436) "O crime de roubo se consuma no momento em que o agente se apodera da res sub- traída mediante grave ameaça ou violência. RECONHECIMEN- TO FOTOGRÁFICO NA FASE INQUISITORIAL. jamais. 70) Ementa: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. DJe-149 04/08/2014). passa a ter a posse da res furtiva fora da esfera de vigilância da vítima. em desconformidade com o ar- tigo 226. Preten- são de reexame da matéria fático-probatória. 563 do CPP. RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. Rei. O crime de roubo consuma-se quando o agente. Primeira Turma. AUDIÊNCIA DE INSTRUÇÃO DE TESTEMUNHAS. sob o crivo do contraditório. a posse tranquila do bem. lnaplicabilidade da teoria da árvore dos frutos envenenados (fruits of the poisonous tree).grifado pelo autor · PENAL E PROCESSUAL PENAL. após subtrair coisa alheia móvel. mediante o emprego de violência. 317 . DJ 27/08/2004. seja ela relativa ou absoluta." (BITENCOUR-. do Código de Processo Penal. Rei. IMPETRAÇÃO . TE- ORIA DA ÁRVORE DOS FRUTOS ENVENENADOS. ACÓRDÃO DENEGATÓRIO DE HC PROLATADO POR TRIBUNAL ESTADUAL. 2014.DE NOVO WRIT NO STJ EM SUBSTITUIÇÃO AO RECURSO CABÍVEL. é desnecessário que saia da esfera de vigilância do antigo possuidor. 1. p. O reconheci- mento fotográfico. sendo suficiente que cesse a clandestinida- de ou a violência. é essen- cial à alegação de nulidade. 2. a prisão do agente logo após a subtração da res furtiva não configura tentativa de furto. p. INOBSERVÂNCIA DE FORMALIDADES. 111 .. ROUBO. SENTENÇA CONDENATÓRIA. julgado em 03/08/2004. procedido na fase inquisitorial. todavia. Min. não se exigindo. CONSUMAÇÃO DO CRIME. (HC 83921. ARTIGO 212 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL. julgado em 03/06/2014." (OLIVEIRA. Para consumar-se. PROVA AUTÔNOMA 1. Rei. AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DO PREJUÍZO. Senten- ça condenatória embasada em provas autônomas produzidas em juízo. (. SENTENÇAS "O reconhecimento fotográfico não poderá. VEDAÇÃO. de acordo com o art. ) o âmbito nor- mativo do dogma fundamental da disciplina das nulidades pas de nullité sans grief compreende as nulidades absolutas" (HC 85. devendo ser utilizado este procedimento so- mente em casos excepcionais. Eros Grau. Inviabilidade do writ. Ricardo Lewandowski. p. AR- GUIÇÃO DE NULIDADE. 2005.).. CONTAMINAÇÃO DAS PROVAS SUB- SEQÜ. PRÁTICA CRIMINOSA. PROCESSUAL PENAL. PRISÃO EM FLA- GRANTE DELITO LOGO APÓS A. Segunda Turma.Esta Corte vem assen- tando que a demonstração de prejuízo. quando puder servir como elemento de confirmação das demais provas. Min.

Súmula 273 do STJ: Intimada a defesa da expedição da carta precatória.... DJ de 1°........ 226 do Código de Processo Penal..559/SP. a nenhuma periculosidade social da ação. ART. DJ de 19..... o paciente subtraiu. julgado em 10/12/2013.. HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. Após a prática criminosa. PRINCIPIO DA INSIGNIFICÂNCIA.. DJ de 13. 4..... o reduzido grau de reprovabilidade do comportamento e a inexpressividade da lesão jurídica provocada... COAÇÃO ILEGAL NÃO CONFIGURADA. Rei.. não importando....08..05... A jurisprudência dos Tribunais Pátrios admite a possibilidade de re- conhecimento do acusado por meio fotográfico. RESSAL- VA DO ENTENDIMENTO PESSOAL DA RELATORA.. Súmula 443 do STJ: O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação concreta....... Segundo a legislação penal em vigor..crime contra o patrimônio de natureza complexa............. 3. na delegacia. Segunda Turma.. 1.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. 2.. a bi- cicleta da vítima.. evidente a pericu- losidade social e a elevada reprovabilidade da ação criminosa perpetrada. Rei. Segunda Turma...488.. Min..08. SUBTRAÇÃO DE BEM DE VALOR fNFIMO.. quando se fala em nulidade de ato processual... em nulidade por desobediência às formalidades insculpidas no art. não há que se falar...... sendo 318 ... se apoiado no conjunto das provas. mas..... Pre- cedentes. 6... mormente em se tratando de roubo ... Precedente. (RHC 119611.. IRRELEVÂNCIA... foi interceptado por populares e preso em flagrante delito pela Polícia Mili- tar. se o valor da res furtiva é de pequena monta.... 266 DO CÓDIGO DE PROCESSO PENAL.• Turma. Relator o Ministro Carlos Velloso. Ministra Laurita Vaz. o reconhecimento fotográfico do réu. RECONHECIMENTO PESSOAL DO ACUSADO. a demonstração do prejuízo sofrido...07.. § 2°.. e não apenas no reconhecimento por parte da vítima...... Relatora a Ministra Ellen Grade. PROCESSUAL PENAL. torna-se des- necessária intimação da data da audiência no juízo deprecado. Ordem de habeas corpus não conhecida.. (HC 273. DJe 03/04/2014).. Primeira Turma.... à medida em que a norma penal tutela não só o bem material em si...... INCISOS I E 11... Precedentes: HC 91.... mas também a incolumidade da vítima.. IM- POSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO..... 5. sen- tença condenatória. NÃO-CABIMENTO. Com efeito. ROUBO SIMPLES. mediante violência.. FELIX FISCHER. como na hipótese.. quando ratificado em juízo..12. 3... HC 85. CRIME COMPLEXO. 226.043/SP. o princípio da insignificância tem como vetores a mínima ofensividade da conduta do agente.... Min. é imprescindível.... AR- GÜIDA INOBSERVÂNCIA DAS FORMALIDADES PREVISTAS NO ART. NULIDADE NÃO CONFIGURADA. no que se refere à autoria do ilícito.. pode servir como meio idôneo de prova para fundamentar a condenação.grifado pelo autor ~ STJ . DJe-030 13/02/2014)...... Re- lator o Ministro Joaquim Barbosa.154. do CPP" (HC 156.. logo em seguida... o qual não foi demonstrado na hipótese. INTEGRIDADE DA VfTIMA............. não sendo suficiente para a sua exasperação a mera indicação do número de majorantes.06. julgado em 27/03/2014. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES porquanto o crime já foi consumado... DO CÓDIGO PENAL.. na espécie.. sob a garantia do contraditório e ampla defesa. Segundo a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal..... Segunda Turma. "Tendo a fundamentação da r. HC 89. ORDEM DE HABEAS CORPUS NÃO CONHECIDA. In casu.262. Luiz Fux......... empreendeu fuga do local. em consonância com o princípio pas de nullité sans grief. 2. Quinta Turma.... in casu... 5.. desde que observadas as forma- lidades contidas no art....... O mencionado brocardo não poderá incidir como ele- mento gerador de impunidade. Rei. Constatando-se que se trata de roubo praticado mediante simulação de emprego de arma de fogo. 157.... DJe de 13/09/201 0)......

Rei. Correto o aumento da pena-base. seguida de perseguição policial. GILSON DIPP. Conforme a orientação pacificada nesta Corte. JURISPRUDÊNCIA PAC}FI- CA DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA. ART. mediante violência ou grave ameaça. SÚMULA 83/STJ. 3. Quinta Turma. GILSON DIPP. CONSTRANGIMENTO ILEGAL NÃO EVIDENCIADO. Agravo regimental a que se nega provimento. DO CÓDIGO PENAL. do art. 167 do Código de Processo Penal que o laudo pericial pode ser suprido pela prova testemunhal diante do desaparecimento dos vestígios para o exame do corpo de delito. DOSIMETRIA DA PENA. Ministro Jorge Mussi. 4. VALORAÇÃO NEGATIVA DOS ANTECEDENTES. NO JULGAMENTO DO ERESP n° 961. A condenação definitiva anterior não alcançada pelo prazo de 5 (cinco) anos do art. hábil a comprovar o uso de arma no delito de roubo. em que não houve a apreensão da arma. na sua totalidade. é caracterizadora de reincidência. IRRELEVÂNCIA. em que a ação foi perpetrada em via movimentada. Há fundamen- tação idônea para justificar o aumento da pena-base quando se indicam circunstâncias que extrapolam as elementares do crime. Ordem de habeas 319 . ainda que haja imediata perseguição e prisão. 1. tendo ain- da havido disparo de tiro. EXAME PERICIAL. SIMPLES INVERSÃO DA POSSE. I. Rei. NÃO APREEN- SÃO DO INSTRUMENTO. 2. Esta Quinta Turma. tam- bém.863/RS. MIN. QUANDO PROVADO O SEU EMPREGO NA PRÁTICA DO CRIME. admitiu que o firme e coeso depoimento da ví- tima é. Min. 1. 64. DOSIMETRIA DA PENA. 2. DJe 01/08/2014). julgado em 17/04/2012. pois a integridade física e moral da vítima não pode ser tida como bem de valor irrisório. Impossível afastar a conclusão de existência de maus antecedentes. (HC 190. DOCUMENTAÇÃO INSUFICIENTE PARA AFASTAR A AFIRMAÇÃO JUDICIAL. DISPENSABILIDADE PARA A CARAGERIZAÇÃO DA CAUSA ES- PECIAL DE AUMENTO. REL. Rei. REINCIDÊNCIA. não sendo possível aferir se à época do cometimento do delito objeto do presente writ o paciente os- tentava ou não condenações definitivas anteriores. SENTENÇAS irrelevante o valor do bem subtraído. Ordem denegada. do § 2°. CARACTERIZAÇÃO.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. Ministro Marco Aurélio Bellizze. por si só. EMPREGO DE ARMA DE FOGO. INCISOS I E 11. § 2°. do Código Penal. justificando a elevação da reprimenda na segunda fase da dosimetria. Dispõe o art. NA SE- GUNDA FASE DA DOSIMETRIA. POSSE TRANQUILA DO OBJETO. DA PERSONA- LIDADE E DA CONDUTA SOCIAL. 1. ORDEM DE HABEAS CORPUS DENEGADA. IMPOSSIBILIDADE DE APLICAÇÃO DE REGIME MENOS GRAVOSO. sendo prescindível que o objeto sub~raído saia da esfera de vigilância da vítima. TEORIA DA AMOTIO. 157. em plena luz do dia. 6. Prevalece no Superior Tribunal de Justiça a orientação de que o crime de roubo se consuma no momento em que o agente se torna possuidor da res furtiva. 157. RECONHECI- MENTO DA FORMA TENTADA. julgado em 18/06/2014. a ausência de perícia na arma. 3.343/MG. 5. 2. personalidade e conduta social inclina- das para a prática de crimes quando não foram juntadas aos autos. do CP. Quinta Turma. REGISTRO DE CONDENAÇÃO ANTERIOR TRANSITADA EM JULGADO. resta justificado.863/RS. PENAL. em diversos julgamentos. não afasta a causa es- pecial de aumento prevista no inciso I. (AgRg no AREsp 503. como na espécie.847/RS. DJe 30/04/2012) -grifado pelo autor AGRAVO REGIMENTAL NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL ROUBO. o estabelecimento de regime prisional inicial mais gravoso. por ocasião do julgamento do EREsp n° 961. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. 1. desde que existentes outros meios aptos a comprovar o seu efetivo emprego na ação de- lituosa. as folhas de antecedentes penais do acusado referidas na sentença.como no caso. ORIENTAÇÃO FIRMADA PELA TERCEIRA SEÇÃO DESTA CORTE. IDONEIDADE DA FUNDAMENTAÇÃO JUDICIAL APRESENTADA PARA JUSTIFICAR A EXASPERAÇÃO DA PE- NA-BASE. ELEVAÇÃO DA PENA. quando impossibilitada sua realização. a afastar o interesse estatal na pu- nição criminal da conduta denunciada.

DOSIMETRIA. REINCIDÊNCIA.396/MG. CONCURSO DE AGENTES E RESTRIÇÃO À LIBERDADE DAS VÍTIMAS.grifado pelo autor PENAL E PROCESSO PENAL. decorrente do nível de intimidação e possibilidade de resistência. na via extraordinária. EMPREGO DE ARMA DE FOGO. ROUBO CIRCUNSTANCIADO. a coação moral irresistível. CABIMENTO. 3. Quinta Turma. julgado em 04/02/2014. (REsp 1341370/MT. Quinta Turma. principalmente. OFENSA À SÚMULA n° 443/STJ. DJe 20/02/2014). Ministra Laurita Vaz. não sendo suficiente. Ad- mitida a prática delituosa pelo acusado e utilizada para embasar a condenação. RECURSO ESPECIAL NÃO-PROVIDO. COMPENSAÇÃO. a compensação da atenuante da confissão espontânea com a agravante da reincidência_ 2. julgado em 19/09/2013. REGIME PRISIONAL FECHADO. 3. o emprego de arma de fogo. Agravo regimental improvido. 1.grifado pelo autor AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO ESPECIAL. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES corpus denegada. CONSTRANGIMENTO ILEGAL EVI- DENCIADO. Súmula n° 443/STJ. julgado em 03/03/2009. SUBSTITUTIVO DE RECURSO PRÓPRIO. (AgRg no REsp 1376126/PR. CONFISSÃO ESPONTÂNEA E REINCIDÊNCIA. (.) IV. para a sua exasperação. não exclui a aplicação da atenuante da confissão espontânea a circunstância de a confissão vir acompanhada da alegação de ter agido amparado por excludente de culpabtlidade. 2. Terceira Seção. NÃO CONHECIMENTO. UTILIZAÇÃO NA CONDENAÇÃO. consoante determina a Súmula 7/STJ. Pela ado- ção da teoria da actio libera in causa (embriaguez preordenada). Ministro Sebastião Reis Júnior. Recurso especial provido. Diversa é a situação na qual o delito em tela é cometido com o emprego de arma de fogo. tal circunstância não afasta o reconhecimento da eventual futilidade de sua conduta. IMPROPRIEDADE DA VIA ELEI- TA. PENAL. Nos termos do entendimento consolidado no âmbito da Terceira Seção. mas 320 . (REsp 908. Em que pese o estado de em- briaguez possa.grifado pelo autor RECURSO ESPECIAL REPRESENTATIVO DA CONTROVÉRSIA (ART. nos termos dos §§ 1° e 2° do art. Recurso especial não-provido. ORDEM EX OFFICIO. É possível.934/SP. CONFISSÃO. justificando a resposta estatal mais severa. RECURSO ESPECIAL. Ministro Arnaldo Esteves Lima. MANUTENÇÃO. Ministro Sebastião Reis Júnior. ALEGAÇÃO DE EXCLUDENTE DA CULPABILIDA- DE. na segunda fase da dosimetria da pena. PENAL. COMPENSAÇÃO. EMBRIAGUEZ. MA- JORAÇÃO DA PENA. em razão da gravidade concreta do fato delitu- oso. é cabível a compensação da atenuante da confissão espontânea com a agravante da reincidência. 543-C DO CPC). circuns- tância que evidencia a maior periculosidade social do agente. julgado em 10/04/2013. levando-se em consideração. (HC 197. Rei. reduzir ou eliminar a capacidade do autor de entender o caráter ilícito ou determinar-se de acordo com esse entendimento. COMPATIBILIDADE. pois dotada de maior potencial ofensivo.. no caso.grifado pelo autor HABEAS CORPUS. V.. 1.Deve ser mantido o regime de cumprimento da pena fixado pelas instâncias ordinárias. em tese. MOTIVO FÚ- TIL. Rei. O indivíduo que pratica o crime de roubo valendo-se de arma branca ou imprópria expõe o patrimônio e a incolumidade física da vítima a de- terminado risco. Inviável. DJe 30/03/2009) . Precedentes do STJ. 28 do Código Penal. Sexta Turma. desconstituir os fundamentos adotados pelo Tribunal a quo sem que haja uma análise acurada da matéria fático-probatória . POSSIBILI- DADE. ATENl)AÇÃO OBRIGATÓRIA. Rei. DOSIMETRIA. DJe 27 /09/2013) . Rei. a mera indicação do número de majorantes.O aumento na terceira fase de aplicação da pena no crime de roubo circunstanciado exige fundamentação con- creta. somente nas hi- póteses de ebriez decorrente de "caso fortuito" ou "forma maior" é que haverá a possibilidade de redução da responsabilidade penal do agente (culpabilidade). 4. não só em relação à vítima. 1. MAIOR PERICULOSI- DADE SOCIAL DO AGENTE. DJe 17/04/2013). HOMICÍDIO QUALIFICADO. 2.no caso o exame dos limites da embriaguez para verificação de culpabilidade -. ADMISSÃO DOS FATOS.

3. Data de Julga- mento: 11/09/2014.é válido o depoimento testemunhal dos militares que realizaram a prisão do acusado.1 ao mínimo legal.grifado pelo autor HABEAS CORPUS SUBSTITUTIVO DE RECURSO ESPECIAL. é agente público e o ato por ~le praticado reveste-se de todos os requisitos ine- rentes ao ato administrativo. FRAÇÃO ELEITA DE 3/'2. Rei. o que evidencia fundamentação inidônea e configura c:onstrangimento ilegal.. Ministra Regina Helena Costa. pode exacerbar a pena em sua te-ceria fase acima do patamar mínimo de 1/3 quando as circunstâncias e peculiaridades do caso concreto assim justifiquem. PRECEDEN- TES. 157 do CP . (HC 289. SENTENÇAS também em face de terceiros. Ministro Moura Ribeiro. O entendi- mento vigente nesta Corte Superior é o de que atos infracionais não podem ser con- siderados maus antecedentes para a elevação da pena-base. de ofício. agindo no exercício de suas funções. na hipótese. V--: Recurso CONHECIDO e NÃO PROVIDO.grifado pelo autor PENAL.m o uso do habeas corpus e não mais o admitem como substitutivo de recursos. DJe 23/05/2014). o qual sabe ser proveniente de fato delituoso. Desembargador JOSÉ GUILHERME. 1. Rei. 2. DESCABIMENTO. ocorrência policial. Igualmente. DOSIMETRIA. prin- cipalmente quando em consonância com as demais provas colhidas na instrução probatória. Em tais casos. Possibilidade da utilização de duas ou 321 . ~ TJDF APELAÇÃO CRIMINAL.Receber. porém. a materialidade delitiva. julgado em 27/05/2014. do Código Penal. Desse modo. tampouco para a rein- cidência. POSSIBILIDADE. em proveito próprio. julgado em 2(/05/2014. termo de restituição e auto de apresentação e apreensão. CRITÉRIO MERAMENTE MATEMÁTICO. A presença de duas causas de aumento previstas no § 2° do art. DJe 02/06/2014). Rei.~ir. e nem sequer para as revisões criminais. UTILIZAÇÃO DE DUAS OU MAIS CONDENA- ÇÕES. (HC 288. CONCURSO DE AGENTES E EMPREGO DE ARMA DE FOGO.07. não haverá contrariedade à Súmula 440 desta Corte.2014. PROVAS SU- FICIENTES DE AUTORIA E. Quinta Turma. RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. 1. WRIT CONCEDIDO DE OFÍCIO.IALIDADE. UjFlAVO. IV. DJE 17/09/2014. p. as instâncias ordinárias aplicaram a f:ação de 3/8 apenas com base na sua quantidade. Habeas corpus concedido. bem como diminuir a fração de aumento pelas majorantes para 1i3. . utilizando apenas o critério matemático.APR: 20140310077179 DF 0007600-09.grifado pelo autor ' . DO STJ. 3" Turma Criminal. mesmo que a pena-base seja estabe- lecida no mínimo legal. Quinta Turma. por força da gravidade concreta do delito. PENA-BASE FIXADA ACIMA DO MÍNIMO LEGAL. MATE=l.364/SP. ATO INFRA- CIONAL CONSIDERADO COMO MAUS ANTECEDENTES. 3. FUNDAMEN- TAÇÃO INIDÔNEA. e conduzi-lo como se proprietário fosse.098/SP. UMA COMO MAUS ANTECEDENTES E OUTRA COMO REINCIDÊNCIA SEM CA- RACTERIZAR BIS IN IDEM. são fatos que se amoldam ao artigo 180.Não há que se falar em atipicidade da conduta quando o conjunto probatório demonstra a ciência inequívoca pelo agente da origem ilícita do bem.A autoria delitiva resta comprovada por meio dos de- poimentos das testemunhas resporsáveis pela prisão em flagrante do réu. Precedentes. IMPOSSIBILIDADE DE ABSOLVIÇÃO. CAUSAS DE AUMENTO.8.0003. por meio da prova oral colhida. ROUBO DU- PLAMENTE MAJORADO. o da veracidade. ILEGALIDADE. ve'-:ulo automotor. 1. 4. A mera alegação de desconhe- cimento da procedência criminosa :la coisa não afasta a presunção contra si existente. caput. determinando que as instâncias ordinárias redimen- sionem a pena aplicada. AGRAVO REGIMENTAL. ou seja. INADMISSIBILIDADE. (TJ-DF. nos termos deste julgado.O policial militar. SÚMULA 443. 111 . auto de prisão em flagrante. haja vista ter adquirido veículo automotor por preço vil e sem qualquer respeito aos trâmites administrativos. decorrente da utilização de instrumento dotado de maior poder letal. 1. em especial. 304). 2. para reduzir a pena-base do paciente HAMILTOI-. 11. Os Tribunais Superiores restrin-. RECEPTAÇÃO.

ALEGAÇÃO DE CONSTRANGIMENTO . quando lastreada. sem a observância da legislação correlata. § 2° e § 3°. DJe 20/05/2013) -grifado pelo autor RECURSO EM HABEAS CORPUS. mediante documen- tação forjada por este. 2. 3. com pleito judicial deferido. em área do entorno do Parque Nadonal de ltéltiaia e que visan- do dificultar. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA. quando da es- tipulação do regime inicial fechado. caracterizada pelo "modus operandi". ultimou diligencias. Igualmente. Apurou~se. CRIME CONTRA O PATRIMÔNIO. e sim. após receber e-mail anônimo. e de se manter a decisão agravada na íntegra. sêdiada na Seção Judici- ária do Paraná. e a contribuição sobre o lucro. (AgRg no AREsp 307. de quebra de sigilo telefô- nico. ROUBO CIRCUNSTAN- CIADO. de recolher os tributos federais pertinentes. deste Sodalício. a ati)lidade fiscalizatória.. para subjulgar a vítima gue estava estacionando seu veículo. 3. sem a declaração legal correspondente para depósito em instituição financeira na Ilha de Jersey. o Ministério Público· Federal. Xisto e Mévio. uso de arma ?e fogo. julgado em 07/05/2013. . e as demais como reincidência. procediam a extração de palmito. outrossim. que o Magistrado deva fundamentar seu "decisum" apoiado nas circunstâ~cias elencadas no art. Rei.775/DF. na gravidade abstrata do delito ou atra- vés de motivação inidônea. julgado em 08/10/2013. S. especialmente o imposto de renda da pessoa jurídica. 4. do mesmo Codex. PRECEDENTES.grifado pelo autor Em sede inquisitiva. Rei. "In casu". sendo apurado que desde março de 2008. antes descritas. ante as peculiaridades das circunstâncias que cercaram a prática da ação delituosa. DJe 14/10/2013). na localidade da Capelinha. subtra~ndo o automovel e objetos de uso pessoal. PRETENSÃO DE REGIME INICIAL MAIS BRANDO. fatos apurados no decorrer das interceptações telefônicas. 322 . município de Resençle/RJ.ILEGAL PLEITO PELA REVOGAÇÃO DA PRISÃO PREVENTIVA MANTIDA NA SENTENÇA CONDENATÓRIA.Au- torização para Transporte de Produtos Florestais) declarações falsas objetivando a co- mercialização daqueles produtos extraídos. E certo que o comando legal do art. Ministro Moura Ribeiro. CIRCUNSTÂNCIAS AUTORIZADO- RAS PRESENTES. para o fim de realizar as empreit~das. as Súmulas no 71B e 719. Sexta Turma. através da sucursal da empresa. Agravo regimental a que se nega provimento. também. sendo uma como maus antecedentes. do Supremo Tribunal Federal e a Súmula n° 440. Ministro Og Fernandes. majorante na segunda fase da dosimetria. território autônomo do Reino Unido. do Código Penal. 1. Recurso em "habeas corpus" a que se nega provi- mento. influenciando na fixação da pena base. sem que se configure bis in idem. . inclusive. em face do concurso de agentes e do emprego de arma de fogo. inseriram em documentos públicos (ATPF. por seus próprios fundamentos. 59. refutam a imposição de regime mais gravoso. deixan- do. sopesando a grave ameaça empregada e a impossibilidade de reação da ví- tima. PENA-BASE FIXADA NO MINI MO LEGAL. 2. as instâncias ordinárias se apoiaram nos fatos concretos. e bancário. 33. Não trazendo ~ agravante tese jurídica capaz de modificar o posicionamento anteriormente firmado.414/SP. apenas.sem a respectiva permissão. se encontra fundamen- tada na garantia da ordem pública em razão da periculosidade do recorrente. Quinta Turma. que efetuavacse a comercialização com respaldo de Simprônio contador de sociedade criada pelos outros dofs réus. não determina que o regime inicial tenha por baliza a pena-base fixada. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES mais condenações transitadas em julgado. A neces- sidade da segregação cautelar mantida na sentença condenatória. perpetrado em comparsaria e com. (RHC 37. IMPOSSIBILIDADE. sendo que procediam a remessa pará o exterior do produto finan~eiro auferido. ante a gravidade inusitada do delito.

Na fase de resposta. àquele. não interfere na afirmação da competência da Justiça Federal. lo- graram encontrar diversos documentos fraudados. da razão social no cadastro de pessoas jurídicas. foi ajuizada ação penal perante a Vara Federal Criminal da Subseção Judiciária do Rio de Janeiro. da mesma forma. i) Incompetência da Justiça Federal. quanto os crimes contra ordem econômica. SENTENÇAS Auditores fiscais da Receita Federal. f) Que a primeira apreensão dos documentos realizada pelos auditores fiscais. pois em relação aóscdmes contra o ordem tributária. b) Incompetência da Justiça Federal. na sociedade. aonde ocorreram os últimos atos das infrações penais imputadas. e) Que a ação penal se lastreou em e-mail anô'nimo o que implica . estando. O Ministério Público Federal. pois a extração ocorreu no entorno do Parque Nacional. também. constatando que não havia registro. k) Que deve preponderar a competência da Justiça Federal da Seção Judiciária do Paranã . portanto. quanto aos crimes ambien- tais. como se de- monstra. na qualidade de contador. re- cebida em março de 2011. j) Que houve decretação da quebra da sociedade. não poderia figurar na ação penal. falsidade ideológica e documental. a impedir o prosseguimento da ação penal. em decorrência destes fatos ofereceu denúncia. o que atrai a competência do juízo universal da falência. além de recibos bancários reali- zados perante a Instituição Financeira referida. pois não precedida da prévia autorização judicial.em torná-la nula. à época dos fatos cargos de direção ou administração da instituição financeira depositária. havendo apenàs interésse genérico e indireto da União. Xisto. por ser mero preposto. que possam afetar efetiva. cabendo ao Juizado Especial Estadual o referido pro- cessamento. pois a presença de um órgão federal (IBAMA). para a caracterização do crime fiscal. em fiscalização na sociedade. g) Que os delitos imputados já foram colhidos pela prescrição da pretensã~ pu. como agente executor-fiscalizador de normas fixadas parà o meio ambiente bem como pelo licenciamento de ativida- des. c) Incompetência da Justiça Federal de Resende/RJ. bem como inexistente autorização judicial de interceptaÇão telefônii::a para os crimes contra ordem econômico-financeira a atrairclhes a mesma pecha. sendo operado um "caixa 2". h) Que Simprônio. encarregado da parte contábil.-ou potencialmente.· nitiva. que somente ocorreu posteriormente o que não convalida o vício. as defesas dos réúsisus'Citararri as seguintes questões pré- vias: a) Incompetência da Justiça Federal para processar e julgar os crimes ambientais. e crimes ambientais. vez que não ostentavam. na forma do cúmulo material. este juízo preveritoi d) Ausência de exaurimento do processo administrativo-fiscal. Mévio e Simprônio foram denunciados perante a Vara Federal Criminal da Sub-Seção Judiciária de Resende/RJ. por crimes contra a ordem econômica-tributária. em 2009. se encontra viciada. 323 .

ressaltando que na folha de antecedentes criminais dos dois primeiros acusados existiam anotações de inquéritos policiais ar- quivados em 2011. sendo certo que tal dispositivo não pos- sui a ressalva contida no inciso I do art. 109 da CRFB/88.parte dispositiva. afirmou-se que a decretação da falência não tem o condão de alterar a competência constitucional da Justiça Federal prevista no inciso IV do art. Isso porque. por si só. o Ministério Público apresentou alegações finais. a configurar hipótese de não incidência. RELATÓRIO Trata-se de ação penal proposta pelo MPF contra Xisto. 109 da CRFB/88. apesar de a atribuição do IBAMA de fiscalizar a preservação do meio ambiente não atrair. e crimes ambientais. eventuais. decidindo-se. 109. Em decisão interlocutória de fls. com base no art. Presumindo verdadeiros os fatos articulados. foram analisadas todas a questões preliminares suscitadas pelos réus nos seguintes termos. e que. a competência da Justiça Federal para processamento e julgamento de ação penal referente a delitos ambientais. 109. os acusados apresentaram alegações finais destacando que o crime contra ordem tri- butária gerava a consunção dos de falsidade. o que se confirma pela impugnação realizada na esfera administrativa dos valores reclamados pela Adminis- tração Pública. na forma do cúmulo material. e que. dispensando-se a referência aos demais incidentes processuais. IV. Mévio e Simprônio respectivamente às fls. 324 . o delito criminal foi supostamente cometido no entorno de Parque Na- cional. profira. pugnando pela condenação em todas as infrações. IV. EDUARDO AI DÊ BUENO I BORGES ROBERTO I WILLIAM GOMES AKERMAN GOMES Proferiu-se decisão interlocutória. fal- sidade ideológica e documental. A denúncia foi recebida em março de 2011. em verdade a instrução demonstrou a ocorrência de interpretação errônea das normas tributárias. (200 linhas) ~ EDUARDO AIDÊ BUENO DE CAMARGO @RESPOSTA SENTENÇA (TIPO 01) I. 9° da Lei 4. de forma fundamentada com indicação de. na qualidade de juiz competente. em relação a estes últimos se impunha a aplicação do princípio da insignificância. no termos do art. e correlata . sendo que o terceiro réu não possuía anotações. realizada a instrução probatória. o que faz com seja perfeitamente aplicável o art. da CRFB/88. dispositivos normativos. inclusive os delitos ambientais. no bojo do relatório da sen- tença decisão interlocutória apreciando as questões prévias. com a fundamentação pertinente. Ainda quanto à competência da Justiça Federal. afinal. Resposta à acusação dos réus Xisto. analisando-se as questões arguidas.. de um inquérito policial em andamento e de duas condenações submetidas a sursi processual. em floresta contígua à unidade de conservação.771/65. quanto às questões de fundo. da CRFB/88. Foi confirmada a competência da Justiça Federal quanto aos delitos ambientais. ou seja. por sentença. Mévio e Simprônio em que se imputa aos réus a prática de crimes contra a ordem econômica-tributária.

afastou-se a competência da Subseção do Rio de Janeiro. afastou-se a prescrição da pretensão punitiva. nos termos da Súmula 438 do STJ. pois somente com esta é que foi possível obter indícios mínimos de sua existência. Quanto à participação de Simprônio. Afirmou-se que não hou- vera violação à garantia constitucional da inviolabilidade do domicílio. FUNDAMENTAÇÃO 325 . O Ministério Público apresentou alegações finais. pugnando pela condenação em todas as infrações. sendo que. primeiramente. no munidpio de Capelinha (Subseção de Resende/RJ). este juízo seria antecedente na prática de medida cautelar anterior ao oferecimento da denúncia. por óbvio. have- ria indícios de sua participação nos crimes de falsificação. Do mesmo modo. foram interrogados os réus. Alegações dos réus Xisto. 70 do CPP.492/86. sendo certo que o MPF não imputou aos réus a conduta prevista no art. Foi êfastada a nulidade da interceptação telefônica. Por outro lado. sendo certo que o Tribu- nais Superiores tem admitido a utilização de notícia anônima como elemento desenca- deador de procedimentos preliminares de averiguação. SENTENÇAS Em relação à competência territorial. tendo em vista que esta não se operou em relação a nenhum dos crimes pela pena em abstrato. não se podendo esquecer que a interceptação foi operada com autorização judicial devidamente fundamentada. mesmo se não fosse aplicável a regra do caput do art. Ressaltou-se que. Mévio e Simprônio respectivamente às fls. afirmou-se ser desimpor- tante perquirir a respeito do domicílio fiscal da pessoa jurídica. sendo certo que. Em AIJ. tendo em vista que a consumação dos crimes contra à ordem financeira (que sequer são objeto deste processo) não altera a competência dos crimes contra a ordem econômico-tributária. ou seja. tendo em vista a ausência de qualquer prova de resistência dos acusados ou de seus prepostos ao ingresso dos fiscais nas dependências da empresa. aduziu-se que a apre- ensão ocorreu no legítimo exercício do poder fiscalizador do Físco. pelo art. afastou-se a competência da Seção do Paraná. considerando que o delito tributário consumou-se no local da atividade econômica de extração. tendo em vista que o mero ajuizamento de ação penal naquela subseção jamais seria suficiente para alterar a competência. sendo vedada a análise pela pena em concreto antes da sentença. Também foi afastada a nulidade da busca e apreensão. tendo em vista não ter sido de- monstrado. não demanda- ria autorização judicial específica de interceptação telefônica. Além disso. 83 do CPP. Por fim. que o processo administrativo fiscal ainda estava em curso. houve o afastamento de ausência de justa caLsa por conta da Súmula Vinculante 24 do STF. 22 da Lei 7. E mais: a descoberta fortuita do crime contra à ordem tributária (fenômeno da serendipidade). a Subseção do Rio de Janeiro não seria competente sequer pela prevenção. naquela fase processual. tendo em vista que a denúncia anônima não foi o único elemento a justificar sua deflagração. naquela fase processual. entendeu-se que se tratava de questão de mérito a ser melhor analisada na sentença. Quanto ao crime contra a ordem tributária. 11.

nos termos da Súmula Vinculante 24 do STF. Em relação ao princípio da insignificância deve-se mencionar que. Com efeito. para sua aplicação. Em última análise.605/98. não há que se falar em constituição definitiva do crédito tributário.605/98. da presença de 4 elementos: (I) a mínima ofensi- vidade da conduta do agente. afastam a aplicação do referido princípio. que só ocorre com o julgamento final do processo admi- nistrativo. considerando que foi utilizada com o único propósito de iludir o Fisco. sumação do crime ambiental. não tendo poder gerencial. Contudo. são os réus Xisto e Mévio os reais beneficiários das condutas criminosas. pois a sua prática não constitui fase normal e necessária de prepar3ção ou execução do crime ambiental. 299) da Autorização de Transporte de Fr:>duto Florestal (ATPF). eram os dois réus que tinham o poder gerencial da sociedade que realizava a atividade econômica lesiva ao meio ambiente. 29 do CP. ficando também caracterizada a autoria de Xisto e Mévio nos dois delitos. De fato. Do mesmo modo. em consJnção. aplicável o princípio da consunção por se tratar de meio-fim. portanto. O réu Simprônio não pode responder pebs atos de extração de madeira. quanto à falsificação I gada ao crime contra a ordem tributária. ou seja. sendo certo que a interposição de recurso administrativo suspende a exigibilidade do crédito. a absolvição dos réus é medida que se impõe. o elevado grau de ofensividade da conduta e sua elevada reprovabili- dade. Dosimetria Réu Xisto: crime ambiental (Lei 9. mormente Autcrização de Transporte de Produto Flores- tal (ATPF). deve também responder por tal crime. sendo.•. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Quanto ao delito ambiental (Lei 9. 39) e o de falsidade ideológica (CP. segundo o STF.137/90. houve. a materialidade restou plenamente demonstrada. também deve ser considerada a ausência de condição objetiva de punibilidade. Com efeito. não havendo o exauri11ento do processo administrativo fiscal. em floresta contígua à uni- dade de conservação. art. tendo em vista a ausência de constituição definitiva do crédito tribu- tário. 1°). o que demonstra relev31cia penal da conduta. tendo em vista se tratar de crime mate- rial. não tinha o ::fomínio final do fato. reconheço a au- sência da condição objetiva de punibilidade. uma vez que. sem autorização da Administração Pública. sua utilização ocorreu apenas para dificultar a atividade fiscalizatória em momento posterior à con- . Quanto ao crime contra a ordem tributária (Lei 8. tanto. não havendo que se falar. (11) a ausência teta! de periculosidade social da ação. conside- rando que o réu Simprônio auxiliou os outros réus na falsificação de documentos para a ocultação de outros crimes. Importante dizer que o crime de falsidade ideológica da Autorização de Transpor- te de Produto Florestal (ATPF) deve ser considerado autônomo. nos termos do art. No caso. impedindo a sua constituição definitiva. art. (111) o ínfimo grau de reprovabilidade do comportamento. durante um longo período de tempo substancial extração de palmito em área do entorno de Parque Nacio1al. I 3. (IV) a inexpressividade da lesão jurídica ocasionada. art. 39) 326 . por- ·'. é imprescindível. Ressalto que. Ademais. art.

torno definitiva a pena acima fixada. opta-se pela prisão cumulada com aquela. 1 (um) ano. sendo que uma delas será utilizada na segunda fase como reincidência e a segunda será valorada como maus antecedentes nesta primeira fase. a maior reprovabilidade da conduta. ou seja. fixo a pena-base em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de detenção e 15 (quinze) dias-multa. por fim. não haverá valoração. Em relação aos inquéritos (arquivados ou em curso) e ações penais em curso. bem como a complexa atividade econômica exercida. art. não haverá valoração. Contudo. tendo em vista o grande tempo de corte e extração de palmito. Sendo assim. o réu possui duas condenações transitadas em julgado. bem como a complexa atividade econômica exercida. Não há causa de diminuição. que. tenho que a pena deve superar o mínimo. tendo em vista o Enunciado 444 da Súmula do STJ e o princípio da presunção de inocência. somente será valorado os maus antecedentes. Assim sendo. a pena inter- mediária fica em 1 (um) ano e 9 (nove) meses de detenção e 17 (dezessete) dias-multa. a pena intermediária ficará 2/6 acima da pena base. 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 14 (catorze) dias-multa.605/98. I e 11. Contudo. Assim sendo. Não há atenuantes aplicáveis. Contudo. tendo em vista o Enunciado 444 da Súmula do STJ e o princípio da presunção de inocência. tendo em vista a reincidência do réu (CP. "b". da Lei 9. 15. "a" e "e". tendo em vista o concurso material com outro crime. Lei 9. I. nem causa de aumento. fazem parte do próprio tipo penal. 39 da Lei 9. 11. em verdade. Ressalto. 6°. a presença de maus antecedentes e a existência de rein- cidência. 65.605/98. apesar de ser possível a fixação isolada da pena de multa. sendo que uma delas será utilizada na segunda fase como reincidência e a segunda será valorada como maus antecedentes nesta primeira fase. SENTENÇAS Da análise das circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do CP e do art. sendo que uma delas será utilizada na segunda fase como reincidência e a segunda será valorada como maus antecedentes nesta primeira fase. o réu possui duas condenações transitadas em julgado.605/98) Da análise das circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do CP e do art. Assim sendo. nem causa de aumento. a maior 327 . do CP. Dessa forma. Réu Mévio: crime ambiental (art. art. 6°. não haverá valoração. Não há causa de diminuição. 61. Ressalto. 1).605/98. mas concorrem duas agravantes do art. opta-se pela prisão cumulada com aquela. Em relação aos inquéritos (arquivados ou em curso) e ações penais em curso. Réu Xisto: crime de falsidade ideológica (CP. Dessa forma. Não concorrem atenuantes. As agravantes do art. por fim. tendo em vista o concurso material com outro crime. Contudo. o réu possui duas condenações transitadas em julgado. apesar de ser possível a fixação isolada da pena de multa. tenho que a pena-base deve ser fixada em 1 (um) ano e 2 (dois) meses de reclusão e 11 (onze) dias-multa. 299) Da análise das diversas circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 9o Código Penal. a pena deve ser aumentada em 1/6. tenho que a pena deve superar o mínimo. Em relação aos inquéritos (arqui- vados ou em curso) e ações penais em curso. que. I. tendo em vista o grande tempo de corte e extração de palmito. torno definitiva a pena de 1 (um) ano e 9 (novel" meses de detenção e 17 (dezessete) dias-multa. tendo em vista o Enunciado 444 da Súmula do STJ e o princípio da presunção de inocência. Lei 9.

15. (iii) CONDENAR os réus Xisto e Mévio à pena de 1 (um) ano e 9 (nove) meses de detenção e 17 (dezessete) dias-multa. Não há causa de diminuição. 65. a presença de maus antecedentes e a existência de rein- cidência. mas concorrem duas agravantes do art. Assim sendo. art. Dessa forma. a pena inter- mediária fica em 1 (um) ano e 9 (nove) meses de detenção e 17 (dezessete) dias-multa. 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 14 (catorze) dias-multa. a pena intermediária ficará 2/6 acima da pena base. como incurso nas sanções do art. pois. Não há causa de diminuição. 386. ou seja. dando-o. 65. fixo a pena-base em 1 (um) ano e 6 (seis) meses de detenção e 15 (quinze) dias-multa. art. do CPP. I). em verdade. 1 (um) ano de reclu- são e 10 (dez) dias-multa. 61. tendo em vista a reincidência do réu (CP. "a" e "e". do CP. Réu Simprônio: crime de falsidade ideológica (CP. somente será valorado os maus antecedentes. Dessa forma. tenho que a pena-base deve ser fixada no mínimo. a pena intermediária ficará 1/6 acima da pena base. Réu Mévio: crime de falsidade ideológica (CP. 1 (um) ano e 2 (dois) meses de reclusão e 11 (onze) dias-multa. o réu possui duas condenações transitadas em julgado. Sendo assim. a pena deve ser aumentada em 1/6. (ii) ABSOLVER o réu Simprônio das san- ções do crime previsto no art. "b". 1 (um) ano. 299) Da análise das diversas circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do Código Penal. do CPP. Mévio e Simprônio das sanções do crime previsto no art. 6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 14 (catorze) 328 .137/90. (iv) CONDENAR os réus Xisto e Mévio à pena de 1 (um) ano. não haverá valoração. devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. Não há atenuantes aplicáveis. ou seja. V. 111. ao valor de 1/5 (um quinto) de salário mínimo vigente ao tempo do fato.605/98. cada. nem causa de aumento. torno definitiva a pena acima fixada. 11.605/98. na forma do art. 39 da Lei 9. EDUARDO AI DÊ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES reprovabilidade da conduta. tendo em vista o Enunciado 444 da Súmula do STJ e o princípio da presunção de inocência.605/98. do CP. Assim sendo. 11. torno definitiva a pena acima fixada. 299) Da análise das diversas circunstâncias judiciais previstas no artigo 59 do Código Penal. Contudo. 39 da Lei 9. Em relação aos inquéritos (arqui- vados ou em curso) e ações penais em curso. DISPOSITIVO Pelo exposto. Contudo. julgo PARCIALMENTE PROCEDENTE a pretensão punitiva para: (i) AB- SOLVER os réus Xisto. Não concorrem atenuantes e as agravantes do art. Assim sendo. sendo que uma delas será utilizada na segunda fase como reincidência e a segunda será valorada como maus antecedentes nesta primeira fase. Assim sendo. Dessa forma. ou seja. nem causa de aumento. torno definitiva a pena de 1 (um) ano e 9 (nove) meses de detenção e 17 (dezessete) dias-multa. fazem parte do próprio tipo penal. da Lei 9. na forma do art. nem causa de aumento. art. Não há causa de diminuição. 386. "b". 1° da Lei 8. tenho que a pena-base deve ser fixada em 1 (um) ano e 2 (dois) meses de reclusão e 11 (onze) dias-multa. Não há atenuantes aplicáveis. 111. I e 11. mas há a agravante do art.

6 (seis) meses e 20 (vinte) dias de reclusão e 1 (um) ano e 9 (nove) meses de detenção. 69 do CP. Porque presentes os elemEntos objetivos e subjetivos. comunicando-se o resultado do processo aos cadastros da Polícia Civil e Federal. Considerando a reincidência valorada na dosimetria. ficam os réus Xisto e Mévio definitivamente condenados à pena de 1 (um) ano. 20 da Lei 9. de7 terminação que faço à vista do disposto no artigo 33. 15. da CRFB/88). IV. devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. do Código Penal. do CP (interpretação a contrario sen- su). na forma do art. Declaro o direito dos réus em recorrer em liberdade. como incurso nas sanções do art.605/98. lance-se o nome dos réus no rol dos culpa- dos e expeçam-se os ofícios de praxe. dando-o. de forma a não prejudicar suas jornadas nor- mais de trabalho. § 1°. e sua combinação com o § 3° do mesmo dispositivo. (il) prestação pecuniária consistente no pagamento em dinheiro a entidade pública com destinação social. 299 do Cédigo Penal. o local e horário. ante a inexistência de elementos para fixação do valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração. consistentes em: (i) prestação de serviços à comunidade. ao valor de 1/5 (um quinto) de salário mínimo vigente ao tempo do fato. SENTENÇAS dias-multa. nos moldes do art. 111. bem como comunicando ao TRE para a suspensão dos direitos políticos (art. conforme suas aptidões. de importância fixada também por aquele Juízo. determinação que faço à vista do disposto no art. Intimem-se os réus pessoalmente e dê-se vista ao Minis- tério Público Federal. cada. cada. como incurso nas sanções do art. e sua combinação com o § 3° do mesmo dispositivo. A pena de multa ficará em 31 (trinta e um) dias- -multa. em sede de execução. § 2°. do CPP e no art. O regime carcerário inicial da sanção de reclusão do réu Simprônio é o aberto. § 2°. Deixo de aplicar o disposto no art. o regime carcerário inicial da sanção de reclusão e detenção dos réus Mévio e Xisto é o semiaberto. fixado. 45. "c". 299 do Có- digo Penal. Registre-se. 329 I i . "c". devidamente corrigidos até o efetivo pagamento. 804 do CPP. devendo aquela ser executada em primeiro lugar. tendo em vista que não se encontram presentes os requisitos da prisão preventiva. pois. Publique-se. na forma do art. dentre as cadastradas no Juízo Federal das Execuções. ao valor de 1/30 (um trigésimo) de salário mínimo vigente ao tempo do fato. esta fixada em 1/5 do valor do salário mínimo da época do fato (encerramento da exploração). 33. Em sendo aplicável ao caso a regra disciplinada no art. Transitada em julgado esta sentença. dando-o. (v) CONDENAR o réu Simprônio à pena de 1 (um) ano e 2 (dois) meses de reclusão e 11 (onze) dias-multa. 387. 44 do CP. do CP. mediante atribuição de tarefas gratuitas ao sentenciado. pois. Condeno os réus ao pagamento das custas processuais. substituo a pena privativa de liberdade tão somente aplicada ao réu Simprônio por duas restritivas de direito. e que serão cumpridas à razão de uma hora de tarefa por dia de condenação.

com a aplicação da lei. Afigura-se impossível a instauração de procedimento criminal baseado única e exclusivamente em denúncia anônima. antes de proceder à instauração formal do inquérito policial. a autoridade policial casualmente encontra provas pertinentes à outra infração penal. que veda expressamente o anonimato." (NUCCI. como o lugar da infração ou o domicílio do réu.. prevalecerá a competência da primeira. residual. 2014. a validade da prova inesperadamente obtida está condicionada à forma como foi realizada a diligência: se houve desvio de finalidade. Na dicção da Suprema Corte. Juiz Federal @ DOUTRINA TEMATICA "( . EDUARDO AID~ BUENO I ROBERTO BORGES GOMES I WILLIAM AKERMAN GOMES Resende. quando a prova de determinada infração penal é obtida a partir de diligência regularmente autorizada para a investi- gação de outro crime. a prova não deve ser considerada válida.. a instauração de pro- cedimento criminal originada apenas em documento apócrifo seria contrária à ordem jurídica constitucional. Nesses casos. 2014. a qual é utilizada nos casos em que. Recomenda-se. ) prevenção é o conhecimento antecipado de determinada questão jurisdicional por um juiz. A prevenção. deve a autoridade policial. 368) "Diante de uma denúncia anônima. como já dissemos. 718) "O fato. outra coisa é o aproveitamento do conteúdo da intervenção autorizada. sim." (LIMA. p. realize uma investigação preliminar a fim de constatar a plausi- bilidade da denúncia anônima. é que. mas." (OLIVEIRA. tratando-se de viola- ção à intimidade. 83 demonstra no final. vale dizer. p. pois. sendo. Diante da necessidade de 330 ." (OLIVEIRA. porque a sua jurisdição recebeu tratamento expresso. p. pprtanto. Entretanto. portanto. 240) "( . enquanto a da Jus- tiça Estadual definiu-se pela regra da exclusão. Isso porque uma coisa é a justificação para a autorização da quebra de sigilo. mas. pois sempre existe a possibilidade de haver mais de um magis- trado competente exercendo suas funções no mesmo local. Fala-se em encontro fortuito de provas. não havendo condições de determinar o juízo pelas regras usuais. não porque ela seja especial ou mais graduada. que não estavam na linha de desdobramento normal da investiga- ção. ) tem sido aplicada pelos Tribunais a teoria do encontro fortuito ou casual de provas (serendipidade). no ponto. verificar a procedência e veracidade das informações por ela veiculadas.. no cumprimento de uma diligên- cia relativa a um delito. consta em vários outros dis- positivos do Código de Processo Penal e é sempre um critério residual. haveria mesmo de se acenar com a gravidade do crime. utiliza-se a prevenção como subsídio. como o próprio art. p. o que o torna competente para apreciar os processos conexos e continentes. de todo relevante.. antes de instaurar o in- quérito policial. punidos ou não com reclusão. tratando-se de material relativo à prova de crime (qualquer crime). haja vista a vedação