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A poesia no Brasil d epois de 1945

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The Museum o f Modern Art

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A poesia no Brasil depois de 19 45 Os autores representativos
A poesia no Brasil depois de 19 45 Os autores representativos
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A poesia no Brasil depois de 19 45Os autores representativos

Os autores representativosA poesia no Brasil depois de 19 45

A poesia no Brasil depois de 19 45 Os autores representativos

Pintura Ia of a Man. [ Sorgues,

de Pablo Picasso Charcoal and pastel, 64 x 47 cm,

O Brasil de pois de 1945 Os autores representativos

João Cabral de Melo Neto: a engen haria da palavra

Oscar Cabral/Editora A bril
Oscar Cabral/Editora A bril

João C abral de Melo Neto (1920-1999).

Nasce u em Recife, Pernambuco.

Estreo u em 1942 com o livro Pedra do sono.

Em 1 945 publicou O engenheiro. Em que se manif estam os rumos definitivos de sua obra.

Nesse

mesmo ano prestou concurso para a

carrei ra diplomática, servindo na Espanha, Inglat erra, França e no Senegal.

A

ganhou

recon hecimento popular na década de 1960 com Morte e vida Severina.

p oesia

de

João

Cabral

Em

1 969, foi

eleito por

unanimidade para a

Acade mia Brasileira de Letras.

O Brasil dep ois de 1945

João Cabral de Melo Neto

Características:

Apresenta três grandes temas em sua obr a: o Nordeste, a Espanha e a Arte.

Preocupação com a estética, com a arquite tura da poesia.

É o “poeta-engenheiro”, que constrói poesia calculada, racional.

uma

Utiliza uma linguagem

enxuta,

con cisa,

elíptica, que constitui o sertanejo.

próprio

falar

do

A partir

de

1950, o

poeta passa

a prod uzir

uma poesia mais engajada, aprofundand o a temática social.

falar do  A partir de 1950, o poeta passa a prod uzir uma poesia mais

O Brasil de pois de 1945

Os autores representativos

Ferreira Gullar: lirismo e poesia s ocial

Ricardo Chaves/Editora Abril
Ricardo Chaves/Editora Abril

José Ribam ar Ferreira (1930).

Estreou em 1954 com o livro Luta corporal.

Em 1959 la nçou o “Manifesto neoconcreto”.

Militante de esquerda, produziu uma literatura engajada e

de movimentos de cultura popular durante os

participou

anos da dit adura militar.

Dois e Dois são Quatro Ferreira Gullar

Como dois e dois são quatro Sei que a vida vale a pena Embora o pão seja caro

E a liberdade pequena

Como teus olhos são claros

E a tua pele, morena

como é azul o oceano

E a lagoa, serena

Como um tempo de alegria

Por trás do terror me acena

E a noite carrega o dia

No seu colo de açucena

- sei que dois e dois são quatro sei que a vida vale a pena mesmo que o pão seja caro

e a liberdade pequena.

5

Madrugada Ferreira Gullar

Do fundo de meu quarto, do fundo de meu corpo

clandestino

ouço (não vejo) ouço crescer no osso e no músculo da noite

a noite

a noite ocidental obscenamente acesa

sobre meu país dividido em classes

6

Cartão de Natal João Cabral de Melo Neto

Pois que reinaugurando essa criança pensam os homens reinaugurar a sua vida

e começar novo caderno,

fresco como o pão do dia; pois que nestes dias a aventura parece em ponto de vôo, e parece que vão enfim poder explodir suas sementes:

que desta vez não perca esse caderno sua atração núbil para o dente; que o entusiasmo conserve vivas suas molas,

e possa enfim o ferro comer a ferrugem

o sim comer o não.

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