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TABELIONATO DE PROTESTO DE TÍTULOS

LEGISLAÇÃO – Lei 9492/97

- Código de Normas e Procedimentos dos Serviços Notariais e de Registro

DIVISÃO – Até a entrada em vigor da Lei 8935 havia uma enorme dificuldade em situar a atividade do protesto como sendo uma atividade notarial ou registral. Tal dificuldade prende-se ao fato do protesto dividir-se em duas fases distintas. Uma tipicamente notarial, pois não se opera em relação a terceiros, outra totalmente registral, já que as certidões podem ser fornecidas a quem as requerer.

1 - Fase Notarial – Por tratar-se de uma fase sigilosa não temos a incidência do princípio da

publicidade.

Início – Apontamento do título para protesto. (Art. 9).

Término – Pagamento. (Art. 19). Até este momento não se pratica nenhum tipo de registro, pois todas as informações serão apenas lançadas no protocolo.

Não pagamento e a conseqüente lavratura do instrumento de protesto, ou seja, um ato de registro que acontece em livro próprio.

2 – Fase registral – Com o protesto do título acontece a publicização do ato, autorizando então o fornecimento de certidões.

Início – Registro do protesto. (Art. 20).

Término – Cancelamento do protesto. (Art. 26 e 27).

Decurso do prazo de cinco anos. (Art. 27).

TIPOS DE PROTESTO – Analisando a doutrina relativamente a matéria, poderíamos dividir o protesto de várias maneiras, no entanto, de modo simplificado, vamos dividi-lo em dois tipos distintos.

1 – Necessário – Sempre tirado antes do vencimento, para, por exemplo, obter o aceite em uma duplicata.(Art. 21, parágrafo primeiro).

2 – Facultativo – É o protesto por falta de pagamento e ocorrerá sempre que o título estiver

vencido, sendo que para ser protocolado não será exigida nenhuma formalidade referente a autorizações para a apresentação ao tabelionato. Significa dizer que no dia seguinte ao vencimento poderá ser apontado. Forma usual do Serviço de Protesto atual. (Art. 21, parágrafo segundo).

ATENÇÃO! Merece estudo específico a matéria relativa ao protesto para fins falimentares. Como não existe forma expressa na lei, relativamente ao protesto para fins falimentares, a discussão acontece no âmbito doutrinário e jurisprudencial. Para muitos, qualquer protesto, desde que preenchidos os requisitos da lei falimentar, ensejaria o pedido de liquidação judicial. Outros, no entanto, advogam que o protesto para fins falimentares tem que ser solicitado de modo expresso e que a intimação deve conter claramente o nome da pessoa a quem foi entregue a notificação. As normas estaduais estão se preocupando com o assunto e estabelecendo algumas regras a serem observadas. Uma dessas regras, estabelece que o protesto para fins falimentares somente poderá ser tirado no domicílio do devedor, mesmo que a praça de pagamento seja diversa. Fiquem atentos!

LOCAL DO PROTESTO – O título ou documento de dívida devem ser apresentados para protesto no local de pagamento nele pactuado e somente na falta de tal indicação será o domicílio de devedor. Em se tratando de cheque a regra a ser aplicada é a do art. 6º, domicílio do emitente ou da agência bancária.

APRESENTAÇÃO E PROTOCOLIZAÇÃO – São passíveis de serem apontados para protesto todos os títulos cambiais (letras de câmbio, notas promissórias e cheques), os títulos cambiariformes (duplicatas, cédulas hipotecárias ou pignoratícias, contratos de câmbio e exportação) e os documentos de dívida. Estes últimos são a grande inovação da Lei 9492, no entanto, quais são esses documentos de dívida? Convencionou-se afirmar que seriam todos os títulos executivos judiciais ou extrajudiciais.

Todos os títulos e documentos de dívida serão protocolizados se não apresentarem vício formal, não cabendo ao tabelião qualquer indagação relativa à prescrição ou decadência, uma vez que ele não é órgão julgador. Artigo 9, da Lei 9492.

Também não haverá nenhum obstáculo a apresentação de títulos em língua estrangeira ou em moeda estrangeira, conforme o artigo 10.

As certidões da dívida ativa da União, dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e autarquias e fundações públicas também estão autorizadas para protesto, conforme parágrafo único do artigo 1º, mas os procedimentos para apresentação, bem como para o protesto estão regulados nas Normas de Serviço Estaduais.

No caso de apontamento de cheques será necessária a prova de sua apresentação ao Banco sacado, porque as Normas Estaduais impedem que o não pagamento em virtude de devoluções por algumas alíneas conduza ao protesto. Exceção à regra da apresentação ao Banco sacado acontece quando o protesto tiver como finalidade instruir alguma medida pleiteada contra o estabelecimento de crédito, conforme art. 6.

PRAZO PARA O PROTESTO – A Lei 9492 estabelece que a data da contagem do prazo se dará

a partir da protocolização do título ou documento de dívida (art. 12 e seus parágrafos). Em alguns estados da Federação o prazo é contado a partir da data da intimação do devedor.

Na contagem do prazo exclui-se o dia da protocolização e inclui-se o do vencimento.

Podemos considerar o seguinte exemplo:

Data da Protocolização

11.11.13

1º dia

12.11.13

(Intimação)

2º dia

13.11.13

3º dia

14.11.13

No exemplo acima, como a intimação aconteceu de modo a permitir um dia, no mínimo, para o pagamento do título, o protesto será tirado findo o expediente do dia 14.11.2013.

INTIMAÇÃO – A Lei 9492/97 tem no seu âmago a idéia de criar um procedimento rápido,

simplificado e eficiente no protesto de títulos. Um exemplo claro disto é o curto prazo estabelecido para

a lavratura do protesto. Dentro de tal espírito, também a intimação se apresenta com nuances

diferentes das elencadas no CPC. A grande inovação diz respeito ao fato de se considerar cumprida a

intimação, toda vez que ela for entregue no endereço informado pelo apresentante, desconsiderando- se quem a recebe, simplesmente alguém tendo se dignado a recebê-la em tal endereço. São as seguintes as formas de intimação:

1 – Pelo próprio tabelionato. (Art. 14§1º).

2 – Pelo tabelionato, através de carta com aviso de recebimento.

3 – Através de edital – Também aqui verificamos algumas peculiaridades da lei. Além das

situações conhecidas para notificação por edital (quando a pessoa indicada para aceitar ou pagar for desconhecida, localização ignorada), encontramos a possibilidade de fazê-lo toda vez que no local indicado pelo apresentante, ninguém se dispuser a receber a intimação, tentando, na maioria das vezes, protelar ao máximo o prazo para pagamento. (Art. 15).

DESISTÊNCIA E SUSTAÇÃO – Antes de ser lavrado o instrumento de protesto, pode o apresentante, a qualquer tempo, desistir do protesto, solicitando a retirada do título ou documento de dívida.

Outro modo de impedir o protesto é a sustação judicial, medida esta que parte do devedor e deve ser apresentada ao tabelionato até a lavratura do protesto.

A apresentação do mandado judicial de sustação de protesto por intermédio de Fax é uma possibilidade prevista em algumas Normas de Serviço Estaduais.

Sustado o protesto de um título ou outro documento de dívida, nada mais poderá ser feito em relação ao mesmo, senão por determinação judicial. Não haverá mais nenhuma hipótese de pagamento no Tabelionato, ou contagem de prazos.

Uma vez revogada a sustação, mesmo que antes dela o devedor tivesse um ou dois dias para pagar, não poderá mais fazê-lo, pois o protesto deverá ser registrado imediatamente após o recebimento da ordem judicial, conforme artigo 17, parágrafo 2.

PAGAMENTO – A questão de quem deve receber o pagamento parece estar superada, pois até recentemente, entendiam alguns que o pagamento deveria ocorrer apenas no próprio Tabelionato de Protesto, situação absurda, pois o pagamento pode ocorrer em qualquer lugar interligado ao sistema bancário diretamente para a conta do Tabelionato, que deverá repassar os valores aos credores dos títulos ou documentos de dívida, conforme artigo 19 da Lei 9492.

O valor a ser pago deve ser indicado pelo apresentante.

As questões que envolvem pagamento e valor a ser pago estão definidas nas Normas de Serviço de cada Estado.

CANCELAMENTO DE PROTESTO – O procedimento para o cancelamento também é feito de modo bastante simplificado.

1 – Apresentação do próprio título apresentado para protesto. (Art. 26).

2 – Declaração de anuência do credor, cuja assinatura deverá conter o reconhecimento de firma feita pelo tabelião de notas. (Art. 26, §1º).

3 – Por determinação judicial, quando não for possível apresentar a comprovação do pagamento feita ao credor, ou por impossibilidade da realização do efetivo pagamento. (Art. 26, §3º).

Para os cancelamentos de protesto é importante verificar da existência e do tipo de endosso existente em um título cambial, uma vez que, se o endosso for translativo a anuência deverá ser do credor endossatário.

CERTIDÕES – O fornecimento de certidões de protesto apresenta algumas peculiaridades, sendo que a homonímia e a suspensão dos efeitos do protesto devem ser analisadas em particular.

Todo título protocolado em um Tabelionato de Protesto deve conter o número de um documento de identificação para, justamente, facilitar o fornecimento de certidões. Diante da solicitação de uma certidão com homonímia verificada, o Tabelião confrontará o número de identificação e poderá fornecer a certidão solicitada. (Art. 28)

O problema se torna mais complexo quando for solicitado o fornecimento de uma certidão que envolva sustação de efeitos do protesto. A sustação de efeitos do protesto não pode ser confundida com sustação de protesto, pois no caso dos efeitos o título já foi protestado, mas existe uma discussão judicial a respeito da sua validade ou legalidade.

As Normas Estaduais costumam apresentar duas formas para o fornecimento de tais

certidões.

1 – Mesmo existindo o protesto, a certidão fornecida seria a negativa com referência ao fato de haver sido fornecida de acordo com o artigo específico das Normas Estaduais.

2 – Seria fornecida uma certidão positiva com efeitos de negativa, também em virtude do artigo específico das Normas Estaduais.

Assim como a lei, também algumas Normas Estaduais não estabelecem o procedimento a ser seguido no caso concreto e assim caberá ao Tabelião a escolha por uma das duas formas acima descritas.

O prazo a ser levado em conta para o fornecimento de certidões de protesto é de cinco (05) anos, a não ser quando a solicitação referir-se a protesto específico. (Art. 27)