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SECRETARIA DE ESTADO DOS NEGÓCIOS DE SEGURANÇA

PÚBLICA
POLÍCIA MILITAR DO ESTADO DE SÃO PAULO
DIRETORIA DE ENSINO E INSTRUÇÃO
CENTRO DE FORMAÇÃO E APERFEIÇOAMENTO DE PRAÇAS
CURSO DE FORMAÇÃO DE SARGENTOS

APOSTILA DE: POLICIAMENTO DE TRÂNSITO

CAPÍTULO I – NOÇÕES HISTÓRICAS, INTRODUÇÃO E


OBJETIVOS DO CTB.
Aulas: 1ª e 2ª.

1. Noções Históricas.

a. História dos transportes.

O estudo da história dos transportes encontra sentido no


exercício da reflexão a respeito da realidade que nos cerca. Se, por um
lado, necessitamos de ajuda para entender os problemas atuais dos
transportes no Brasil, por outro, o estudo do tema conduz a prática da
busca pela memória social da comunidade em que estamos inseridos.
A relevância social do estudo da história dos transportes tem forte
vínculo com a sala de aula, na medida em que a locomoção está
presente no cotidiano, no ato de dirigir-se a escola, motorizado ou não,
em transporte público ou particular. Da mesma forma, é explicito o
tráfego constante de mercadorias nas ruas, estradas ou nos meios de
comunicação.
A mobilidade está relacionada com a história da humanidade,
remontando às primeiras atividades de caça e coleta realizadas pelos
nossos ancestrais, habitantes das savanas africanas.
A agricultura não só permitiu um extraordinário crescimento da
população humana, que se calcula ter aumentado 16 vezes entre 8000
e 4000 a.C., como também tornou possível o aparecimento de aldeias
comunitárias.
Mas foi o Século XX, sobretudo, em função do
desenvolvimento da ciência e da técnica, que a humanidade se
transformou tanto, em tão pouco espaço de tempo, propiciando ao
homem alçar vôo ao espaço e percorrer as mesmas distâncias das
savanas africanas agora em um curto espaço de tempo, em função do
aparecimento do automóvel.

b. Transportes no Brasil no Século XX

Como resultado da intensificação da urbanização ocorrida na


virada do Século XIX para o Século XX, os meios de transporte
passaram a sofrer significativas mudanças nas principais cidades
brasileiras.
Para se ter uma idéia da rápida popularização do automóvel,
havia, em 1912, na cidade de São Paulo, 436 carros particulares, 414
carros de aluguel e 88 carros de carga. Em 1925, esses números
cresciam para 7396 automóveis particulares, 2.275 carros de aluguel e
2986 carros de carga. Dessa forma, cidades foram remodeladas para
recebê-los e implementou-se a industrialização regional. Além do
necessário calçamento das ruas, a presença dos automóveis
modificaram as arquiteturas das casas, com os jardins sendo reduzidos
ou eliminados para cederem lugar à garagem, uma dependência
indispensável.

c. A legislação viária no Brasil

Em função do diminuto número de veículos automotores


existentes no início do Século passado no Brasil, as únicas postulações
existentes eram decretos regionais, ou locais. Somente após a Década
de 40 que surgiu a primeira lei federal relacionada ao trânsito
especificamente.
Com o incremento da industria automobilística e de transporte
implementada pelo Presidente JK, no final da década de 1950, quando,
na ocasião fora criado, por decreto, o Grupo Executivo da Indústria
Automobilística (GEIA). O GEIA propôs que se incentivasse a produção
de automóveis e caminhões, com capitais privados, principalmente
estrangeiros. Graças às potencialidades do mercado nacional às
facilidades oferecidas pelo Governo, grandes indústrias multinacionais –
WILLYS OVERLAND, VOLKSWAGEN, FORD, GENERAL MOTORS e
mais tarde, FIAT, se instalaram no Brasil. Para se Ter um idéia, entre
1957 e 1968 a frota de automóveis aumentou em 360% e a de ônibus
e caminhões, 194% e 167%, respectivamente. No entanto, na década
de 90, começou um sensível aumento no transporte de carga.
Em função do incremento da indústria automobilística,
e da demanda de um novo regramento viário, fora promulgado
e sancionado na Década de 60, especificamente em 1966, o
CNT – Código Nacional de Trânsito, Lei Federal Nº 5108 de 21
de setembro de 1966. No entanto, aquela legislação não
contemplava os municípios como Órgãos Executivos de
trânsito, somente a União e os Estados, assim como o DF. Sua
regulamentação era através de Decreto Presidencial, sendo
uma mera cópia da legislação, desfigurando a finalidade do
decreto regulamentador, e a tornando, de certa maneira, no
nível infra-legal, inalterável.
Durante mais de 30 anos, o CNT permaneceu em vigor, até o
surgimento do CTB – Código de Trânsito Brasileiro, Lei Federal Nº 9503
de 23 de setembro de 1997, depois de 6 anos para ser finalizado, tem
como estratégia atacar os três principais fatores de risco: os carros , as
vias e os motoristas. Assim, os veículos devem passar obrigatoriamente
por vistoria e inspeção na hora do licenciamento, visando coibir a
circulação de carros em mau estado de conservação, que colocam em
perigo a vida e pedestres motoristas, o que dependerá de
regulamentação e ainda não entrou em vigor, mesmo após 04 de
vigência da nova legislação.
No ano de 1966, quando o CNT entrou em vigor, a frota
brasileira era de apenas 1,4 milhões de veículos. Hoje, são cerca de 30
milhões ocupando as ruas do país. Nessas três décadas o número de
vítimas fatais subiu de 5000 para 32500 ao ano. Uma marca que coloca
as nossas ruas entre as mais violentas do mundo.
A grande diferença da nova legislação é a municipalização do
trânsito, passando as prefeituras a serem Órgãos Executivos de
trânsito, e a sua normatização, através das Resoluções do Contran, e
não por Decreto, o que torna mais flexível novas alterações em função
de inovações tecnológicas.
A elaboração de um novo código de trânsito, impondo maior
rigidez na punição das infrações, na formação dos condutores e no
controle dos veículos, não olvida a responsabilidade dos educadores do
importante papel de preencher um enorme espaço vazio na formação
de elemento humano em nosso país. Tanto fiscalizados como
fiscalizadores têm que ter a consciência que a lei existe e que há
sanção para sua inobservância, mas o mais importante é o seu livre
acatamento.

2. Introdução.

a. Conhecimentos básicos:

Para que o futuro Sargento tenha uma sólida atuação na área


de policiamento de trânsito, necessário se faz a explanação de alguns
conceitos básicos relacionados ao Direito Administrativo para que não
haja cometimento de erros quando na atuação prática, na realização de
bloqueios ou na fiscalização rotineira, durante o turno de serviço.

b. Conceitos e definições preliminares

Por questões lógicas, o estudo de uma matéria qualquer deve


iniciar pela análise dos conceitos e definições dos termos básicos para
esse estudo, de maneira a facilitar o entendimento dos temas mais
complexos. Sem dúvida, sem conhecer o significado das expressões
básicas, o estudo dos temas mais aprofundados tornar-se-ia muito mais
difícil.

1) DIREITO – derivado do latim directum, do verbo dirigere (dirigir,


ordenar, endireitar) o vocábulo direito etimologicamente significa o que
é reto. De forma simples e direta, pode ser entendido como o conjunto
das normas gerais e positivas que regulam a vida social. Esse é o
sentido objetivo do termo, o seu significado material.
O termo pode ser tomado ainda sob o ponto de vista do conhecimento
humano. Nesse sentido, pode ser definido como a ciência que estuda
as regras obrigatórias que presidem as relações dos homens em
sociedade, encaradas não somente sob o seu ponto de vista legal,
como sob o seu ponto de vista doutrinário, abrangendo, assim, não
somente o direito no seu sentido objetivo como subjetivo.
Por fim, outra acepção comum é a do direito como prerrogativa
ou faculdade que se atribui a determinada pessoa em função de uma
norma jurídica. Diz-se, então, direito subjetivo.

a) RAMOS DO DIREITO – são as divisões que possui o direito,


segundo critérios que identificam em determinados setores do
conhecimento jurídico certas peculiaridades que os tornam distintos dos
demais.

A primeira grande divisão que se faz é entre direito público e


direito privado. O primeiro, direito público, é aquele que visa regular os
interesses de ordem coletiva, vale dizer, a organização das instituições
políticas de um país, as relações dos poderes públicos entre si, e
destes com os particulares, a tutela dos direitos e garantias individuais,
a repressão dos delitos etc. Nele, o interesse público predomina. Pode
ser Interno ou Externo. Este traduz-se no Direito Internacional Público.
Aquele subdivide-se em Direito Constitucional, Direito Administrativo,
Direito Penal, Direito Processual, Direito Judiciário e o Direito do
Trabalho.
Já o direito privado é o conjunto de regras que regulam os
interesses de ordem individual. Compõem este ramo o Direito Civil, o
Direito Comercial e o Direito Internacional Privado.
Direito Internacional Público
Direito Constitucional
Direito Administrativo
Público Direito Judiciário
Direito Processual
Direito do Trabalho
Direito

Privado Direito Internacional Privado


Direito Civil
Direito Comercial

(1)DIREITO CONSTITUCIONAL – é aquele que estabelece os


princípios jurídicos, indispensáveis à organização do próprio Estado, à
constituição de seu governo, dos poderes públicos, à declaração dos
direitos das pessoas e aos limites da ação do Estado.
(2)DIREITO ADMINISTRATIVO – é o complexo de normas
que estabelecem os princípios e regras necessários ao funcionamento
da administração pública, não só em seu aspecto intrínseco, como
também no que diz respeito às relações entre o poder público e os
administrados.
(3)DIREITO PENAL – é o conjunto de normas que ligam ao
crime, como fato, a pena como conseqüência, e disciplinam também as
relações daí derivadas, para estabelecer a aplicabilidade das medidas
de segurança e a tutela do direito de liberdade em face do poder de
punir do Estado (Damásio E. de Jesus).
(4)DIREITO CIVIL – é o conjunto de normas que têm por
finalidade regular os interesses dos cidadãos entre si ou entre estes e
as entidades coletivas (pessoas jurídicas), concernentes à sua
capacidade, ao seu estado e a seus bens.

c. Lei em sentido amplo e em sentido restrito

A palavra lei, no sentido de norma jurídica, é utilizada, muitas


vezes, em sentidos diferentes. Basicamente poderemos distinguir um
sentido amplo, genérico, e um sentido estrito.
No sentido amplo, lei significa a norma jurídica de conteúdo
obrigatório. O contrato obriga; uma convenção de condomínio obriga;
normas administrativas obrigam. Mas tais normas só podem ser
consideradas lei se adotarmos o termo lei em seu sentido genérico,
amplo.
No entanto, se tomarmos o vocábulo lei em seu sentido estrito
ou restrito, estaremos nos referindo tão-só às normas jurídicas
emanadas de um poder competente que, como vimos é o poder
legislativo. Nesse sentido, podemos dizer que são leis em sentido
estrito aquelas descritas no art. 59 da Constituição Federal, que prevê o
processo legislativo, com duas exceções que serão vistas
oportunamente.
Por isso, quando se fala que “ninguém será obrigado a fazer
ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei”, é à lei no
sentido restrito que se está referindo. Isso significa que só aquelas
normas (Emendas à Constituição, leis complementares, leis ordinárias,
leis delegadas, medidas provisórias (que tem força de lei, conforme o
art. 62 da CF), decretos legislativos (alguns casos, como se verá
abaixo) e resoluções legislativas (alguns casos, como se verá abaixo))
é que poderão estabelecer comportamentos a serem adotados por
todas as pessoas, indistintamente. A norma administrativa, por
exemplo, não sendo lei em sentido estrito, só obriga àqueles que estão
ligados ao órgão de que emanou a norma por relação hierárquica.
Assim, uma Ordem de Serviço pode obrigar o Sd PM João a
comparecer à sua Companhia para depor; mas não poderá servir para
obrigar o Sr. Severino Terra Seca, que não é policial militar, à
comparecer ao quartel para qualquer fim.
Não se deve confundir Resoluções Legislativas com
Resoluções do CONTRAN. As primeiras são atos administrativos do
Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Congresso Nacional,
para disciplinar determinadas matérias, em situações expressamente
determinadas pela Constituição (art. 52, inc IV; art. 68, § 2.º, art. 155,
inc. V, todos da CF). Já as Resoluções do CONTRAN são também atos
administrativos, por meio dos quais o CONTRAN (Conselho Nacional
de Trânsito), que é órgão administrativo, exerce sua competência
normativa.
Também não se deve confundir Decreto Legislativo, ato
próprio do Congresso Nacional voltado à veicular decisão dessa Casa
Legislativa acerca de atos exclusivos seus, com o Decreto
regulamentador, ao qual se refere o art. 84, inc. IV, 2.ª parte, da CF,
que, em linhas gerais, é ato do Poder Executivo (ato administrativo,
portanto), pelo qual o seu chefe (Presidente, Governador ou Prefeito)
regulamenta uma lei já existente. Nesse caso, ele terá que se ater aos
limites da lei, ou seja, não poderá ser mais permissivo ou restritivo que
a lei.
Embora a sejam atos que não passam pelo processo
legislativo por que passam as leis propriamente ditas (proposta,
discussão, votação, sanção ou veto, promulgação e publicação), as
resoluções e decretos legislativos podem, em casos bastante
particulares, assumir a feição de leis, quando então serão havidas como
tais. Exemplo clássico dessa circunstância, temos nos Decretos
Legislativos que, com base no art. 49, inc. I, da CF, referendam
tratados, acordos ou convenções, os quais, veremos, integram a nossa
ordem jurídica no mesmo patamar que as leis ordinárias.

d. Legislação de trânsito – conteúdo

Agora que já sabemos o que é lei, o que é ordem jurídica, que


já sabemos distinguir entre lei em sentido estrito e lei em sentido amplo,
vamos determinar qual o significado da expressão legislação de
trânsito.
Se legislação é o conjunto de leis, a soma de regras instituídas
regularmente à respeito de determinada matéria, legislação será o
conjunto de normas jurídicas, regularmente instituídas, que versam
sobre o trânsito. Nesse sentido terá um significado amplo, abrangendo
não só as leis em sentido estrito (leis complementares, leis ordinárias,
leis delegadas, medidas provisórias e, em alguns casos, Decretos
Legislativos), como aqueles atos normativos que só em face de um
conceito muito largo, muito abrangente, é que podem ser entendidos
como "leis" (Decretos regulamentadores, Resoluções, Portarias,
Deliberações etc.).
Num sentido restrito, fazem parte da legislação de trânsito,
entre outras de menor importância:
1) Convenção de Trânsito Viário de Viena (CTVV), celebrada em 8
de novembro de 1969, aprovada pelo Decreto Legislativo n.º 33/80 e
promulgada pelo Decreto Federal n.º 86.714, de 10 de dezembro de
1981.
2) Regulamentação Básica Unificada de Trânsito (RBUT) entre
Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai, celebrada
em 29 de setembro de 1992, com base em autorização legislativa
outorgada por meio do Decreto Legislativo n.º 66/81 e promulgada pelo
Decreto s/n.º, de 3 de agosto de 1993.
3) Código de Trânsito Brasileiro, instituído pela Lei Federal n.º
9.503, de 23 de setembro de 1997 e alterado pala Lei Federal n.º 9.602,
de 21 de janeiro de 1998.
4) Já num sentido amplo, devem ser acrescidos à relação acima:
a) As Resoluções, Portarias, Deliberações, Decisões e outros
atos administrativo-normativos do CONTRAN e do DENATRAN; e,
b) As Deliberações, Portarias e Decisões do CETRAN e do
CONTRANDIFE.
c) As Portarias e demais atos administrativos com conteúdo
normativo dos demais órgãos do Sistema Nacional de Trânsito.
Cumpre destacar mais uma vez que somente a lei, no exato
sentido do termo, ou seja, no seu sentido estrito, é que pode
estabelecer direito novo, vale dizer, inovar a ordem jurídica, criar
obrigações novas.

f. Direito Administrativo

1) Princípios que regem a Administração:


a) Legalidade – o administrador está, em toda a sus atividade
funcional, sujeito aos mandamentos da lei; a eficácia da atividade
administrativa está condicionada ao atendimento da lei; enquanto ao
particular é dado fazer tudo o que a lei não proíbe, o administrador só
pode fazer aquilo que a lei autoriza.
b) Moralidade – não se caracteriza só pela distinção entre o bem
e o mal (moralidade comum), mas também pelo conjunto de regras
gerais de administração voltadas para o bem-comum.
c) Finalidade – o ato administrativo só deve ser praticado para o
seu fim legal, que é o interesse público. Caso contrário, haverá o que
se chama desvio de finalidade.
d) Publicidade – não é elemento formativo do ato; é condição de
eficácia e moralidade. É a divulgação oficial dos atos para
conhecimento público e início de seus efeitos externos. Há que ser feita
por órgão oficial.
e) Impessoalidade (CF, art. 37) – relaciona-se ao princípio da
finalidade; o ato administrativo, regra geral, não visa a determinada
pessoa, mas antes e sobretudo, a atender à lei e ao interesse público.
Alguns outros autores citam os princípios da continuidade (a
atividade administrativa há de ser ininterrupta), da autotutela
(obrigação de ‘policiar’ os atos que pratica, da supremacia do interesse
público, da igualdade (todos são iguais perante a Administração) e da
razoabilidade (citado pela Carta Paulista - o ato administrativo deve ser
tal que não contraste com o senso comum).

2) Poderes da Administração – na verdade, a administração,


para a execução de seus deveres, dispõe de um poder, que é uno. Não
é adequada a expressão “poderes da administração”, pois dá a
entender que existem vários poderes, quando na verdade existe
apenas um poder que se manifesta sob diversas formas, cada uma
delas peculiar em relação às demais. São essas formas diferentes de
manifestação do poder da administração que recebem impropriamente
a denominação de “poderes da administração”.
a) Poder vinculado – é o conferido pela lei para a prática de
determinados atos, fixando a lei os elementos e requisitos necessários
à sua formalização (forma, o conteúdo, o objeto e o âmbito do poder
administrativo).
b) Poder Discricionário – é o que permite a prática de atos
administrativos com liberdade de escolha de sua conveniência,
oportunidade e conteúdo. Há de se ater, entretanto, à competência, a
forma e à finalidade, requisitos de qualquer ato. Cabe aqui trazer a lição
de Hely Lopes Meirelles: “Diferenciam-se essas duas modalidades de
punição administrativa – externa e interna – porque a externa é dirigida
aos administrados e, por isso mesmo, é vinculada em todos os seus
termos à forma legal que a estabelecer.”
c) Poder Hierárquico – é o que permite ao Executivo distribuir e
escalonar as funções de seus órgãos, ordenar e rever a atuação de
seus agentes, estabelecendo a subordinação entre os servidores.
d) Poder Disciplinar – é a faculdade de punir internamente as
infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à
disciplina dos órgãos e serviços da Administração. Não se confunde
com o poder de aplicar sanções aos administrados, decorrência do
poder de polícia; não se aplica o princípio da legalidade quanto à
definição específica da pena (posição mitigada).
e) Poder Regulamentar – é a faculdade de que dispõem os
Chefes de Executivo (presidente da República, Governadores e
Prefeitos) de expedir normas de caráter administrativo visando explicitar
a lei para a sua correta aplicação ou, em casos especialíssimos, prover
as omissões do legislativo que estiverem na alçada do executivo
(decreto autônomo).
f) Poder de Polícia – é a faculdade de que dispõe a
Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de
bens, atividades e direitos individuais, em benefício da coletividade ou
do próprio Estado (vide art. 78 do CTN).
(1)Razão: interesse social;
(2)Fundamento: supremacia do interesse público sobre o
individual;
(3)Objeto (conteúdo): bem, direito ou atividade individual;
(4)Finalidade: a proteção ao interesse público;
(5)Atributos:
(a)Discricionariedade: traduz-se na possibilidade de praticar
o ato administrativo conforme um dos comportamentos que a lei
prescreve. A hipótese legal incumbe-se de indicar quando é possível
essa atuação por meio das expressões: será facultado, poderá o Poder
Público etc. Fora disso o ato será vinculado.
(b)Auto-executoriedade – possibilidade de a Administração
decidir e executar seus atos diretamente, sem intervenção do Judiciário.
Não confundir com punição sumária e sem defesa. A aplicação de
sanção sumária e sem defesa prévia (mas sempre com defesa, mesmo
que posterior) só é possível em casos previstos em lei ou quando
indispensável para salvaguardar o interesse público.
(c)Coercibilidade – o ato é obrigatório ao seu destinatário,
admitindo-se até o emprego de força pela Administração para garantir
sua execução.
g) Ato Administrativo: toda manifestação unilateral de vontade da
Administração Pública que, agindo nessa qualidade, tenha por fim
imediato adquirir, resguardar, transferir, modificar, extinguir e declarar
direitos, ou impor obrigações aos administrados ou a si própria (Helly
Lopes Meirelles).
(1)Requisitos do ato administrativo:
(a)Competência: é a atribuição, concedida pela lei, para a
execução do ato. Só pode ser delegada se assim a lei permitir.
(b)Finalidade: é o objetivo de interesse público a atingir.
Todo ato – vinculado ou discricionário – tem como elemento essencial a
finalidade pública.
(c)Forma: todo ato administrativo é, em princípio, formal, ou
seja, deve atender a regras que condicionam sua validade à obediência
ao modo como deve ser exteriorizado. Ato sem forma é inexistente;
sem observar a forma correta, é nulo.
(d)Motivo: é a situação de fato ou de direito que determina
ou autoriza a realização do ato administrativo. Não se confunde com
móvel, que explicita a intenção do agente.
(e)Objeto (ou conteúdo): são as situações de fato ou de
direito que se operam em função do ato administrativo; são os seus
efeitos imediatos.
(2)Atributos do ato administrativo:
(a)Presunção de legitimidade – todo e qualquer ato é tido
como verdadeiro e conforme o Direito. Decorre do princípio da
legalidade e trata-se de presunção juris tantum (admite prova em
contrário).
(b)Imperatividade – o ato possui coercibilidade para o seu
cumprimento ou execução; são de observância obrigatória,
independente de concordância.
(c)Auto-executoriedade – qualidade que permite à
Administração executar o ato, direta e imediatamente,
independentemente de autorização prévia do judiciário.

g. Direito Penal:

É ramo do direito público, pois regula relações do indivíduo com


a sociedade. Abrange o estudo do crime, da pena e do delinqüente.
Suas relações com a legislação de trânsito são evidentes, haja vista a
existência de crimes que, dada a sua natureza, são denominados
“crimes de trânsito”. Esses crimes serão vistos em momento oportuno.

3. Objetivos do CTB.

Como veremos a seguir, ao analisarmos o Capítulo primeiro


do CTB, perceberemos que o Objetivo do CTB, até mesmo em função
da discussão para a aprovação do projeto, ao longo desses últimos 10
anos, é sem dúvida nenhuma:
• A preservação da vida, em especial a
humana.

O novo Código traz como filosofia a responsabilidade de todos


na questão do trânsito, dos usuários, dos munícipes, dos proprietários
de lotes lindeiros, do Governo, dos proprietários e condutores de
veículos, dos segmentos da sociedade responsável pela educação,
enfim, na atualidade, todos detém responsabilidades nesta matéria,
direta ou indiretamente.

Dentro deste aspecto estudaremos agora, o Capítulo I do CTB:

a. Capítulo I do CTB – Disposições preliminares.

1) Dispõe o Art 1º:

"Art 1º O trânsito de qualquer natureza nas vias


terrestres do território nacional, abertas à circulação,
rege-se por este Código. "

Tal preceito, embora óbvio, decorre do princípio da legalidade,


onde prevê a CF/88:
"Art 5º. .....
.....
II. Ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer
alguma coisa senão em virtude de lei. "

Outro aspecto importante é a especificidade da lei, que


inegavelmente é aplicável, por ser específica, mesmo que haja outra
que trate de assunto correlato. Portanto, em matéria de crime, por
exemplo, não se aplica o Código Penal, ou a Lei de Contravenções
Penais, desde que preenchidos os requisitos da caracterização do
crime de trânsito.
Logo, infrações administrativas em outras vias, que não a
terrestre, aplicar-se-á outra legislação, e não a de trânsito em vias
terrestres.
Por exemplo, a falta de brevê para pilotar aeronaves, ou a falta
de Arraes para embarcações, são infrações administrativas previstas no
Código aeronáutico ou da Marinha.
Continua o Artigo em seus parágrafos:

"§ 1º Considera-se trânsito a utilização das vias por


pessoas, veículos e animais, isolados ou em grupos,
conduzidos ou não, para fins de circulação, parada,
estacionamento e operação de carga ou descarga. "

O parágrafo acima contempla os fatores relacionados ao


trânsito:

• Vias;
• Veículos, e
• Usuários.
Em suma, tudo está diretamente relacionado com as pessoas,
físicas ou jurídicas, uma vez que, em última análise é o homem o
responsável pela circulação de riquezas em uma Nação. A questão dos
animais, traz à baila a responsabilidade civil, administrativa e penal de
seus proprietários, perante a lei viária.
Usuários, portanto, são as pessoas, os proprietários dos
animais e os condutores dos veículos em movimento, parado ou
estacionado. Aqui convém ressaltar que o CTB, considera operação de
carga e descarga, agora como estacionamento conforme prevê o
parágrafo único do Art 47:

"Art 47. Quando proibido o estacionamento na via, a


parada deverá restringir-se ao tempo indispensável
para embarque ou desembarque de passageiros,
desde que não interrompa ou pertube o fluxo de
veículos ou a locomoção de pedestres.
Parágrafo único. A operação de carga e descarga será
regulamentada pelo órgão ou entidade com
circunscrição sobre a via e é considerada
estacionamento.

Logo, a excusa do motorista, que a pretexto de justificar a


infração de estacionamento, por estar parado, defronte de uma placa R-
6a – estacionamento proibido, (mas parada permitida) – por se
encontrar no interior da boleia de um caminhão, por exemplo, alegando
que não está estacionado e sim parado, mas onde seus ajudantes
efetuam operação de carga ou descarga, não mais procede.

"§2º O trânsito, em condições seguras, é um direito de


todos e dever dos órgãos e entidades componentes do
Sistema Nacional de Trânsito, a estes cabendo, no
âmbito das respectivas competências, adotar as
medidas destinadas a assegurar esse direito. "

O CTB estabelece no parágrafo acima que trânsito é um


direito, conferindo a todos os cidadãos um direito subjetivo oriundo de
uma fonte formal. Nota-se a circunstância deste direito – em condições
seguras – e é responsabilidade de todos os órgãos do sistema para que
este direito seja efetivamente garantido. Mais a frente analisaremos
quem são e quais as competências dos integrantes do SNT.

"§3º Os órgãos e entidades componentes do Sistema


Nacional de Trânsito respondem, no âmbito das
respectivas competências, objetivamente, por danos
causados aos cidadãos em virtude de ação, omissão
ou erro na execução e manutenção de programas,
projetos e serviços que garantam o exercício do direito
do trânsito seguro."

A Administração Pública, detém a responsabilidade - pela


obrigação legal de garantir a todos os usuários, o direito de trânsito
seguro – respondendo por sua conduta, comissiva ou omissivamente,
pelos danos causados àqueles que se utilizam da via nos termos do §1º
deste Artigo. Observa-se que o CTB, traz a palavra objetivamente,
atribuindo aos órgãos ou entidades do CTB, a responsabilidade
objetiva. Como nos ensina Carlos Roberto Gonçalves:

"Responsabilidade objetiva é aquela que não exige


prova da culpa do agente. Ou porque ela é presumida
por lei, ou porque não é necessária. "

No casos de danos causados, nos termos do parágrafo acima,


basta que se verifique os pressupostos da RCO:
• Ação ou omissão. No caso, dos órgãos ou
entidades do SNT;
• Culpa ou dolo do agente. Por se tratar de RCO,
não há a necessidade de se provar a culpa do ou dos
integrantes do SNT;
• Relação de causalidade. Entre o dano sofrido e
a causa motivadora. Ex.: Buraco na via, falha no projeto
viário, defeito de sinalização, falta de policiamento
especializado de trânsito, demora na deliberação de um
recurso de multa, ...
• Dano experimentado pela vítima. Necessidade
de um registro policial, orçamentos ( no mínimo três), Nota
Fiscal de eventual concerto, outros documentos
comprobatórios ( diárias hospita-lares, atestado de óbito....

Dispõe o §5º, uma vez que o 4º fora vetado:

"§5º Os órgãos e entidades de trânsito pertencentes ao


Sistema Nacional de Trânsito darão prioridade em suas
ações à defesa da vida, nela incluída a preservação da
saúde e do meio-ambiente. "

Definitivamente a Lei atribui aos integrantes do SNT a


incumbência de desempenharem e desenvolverem medidas práticas
para a defesa da vida. Caso os objetivos previstos neste Artigo não
estejam sendo alcançados é sinal que novas políticas, com a
integração das diversas esferas governamentais, relacionadas com esta
área, devam ser implementadas.

2) Dispõe o Art 2º:

"Art 2º São vias terrestres urbanas e rurais as ruas, as


avenidas, os logradouros, os caminhos, as passagens,
as estradas e as rodovias que terão seu uso
regulamentado pelo órgão ou entidade com
circunscrição sobre elas, de acordo com as
peculiaridades locais e as circunstâncias especiais.
Parágrafo único. Para os efeitos deste Código, são
consideradas vias terrestres as praias abertas à
circulação pública e as vias internas pertencentes aos
condomínios constituídos por unidades autônomas"

O CTB, trouxe uma definição jurídica do que são vias


terrestres. É certo que, de fato, em não se tratando de outro tipo, como
marítima, fluvial, lacustre, ferroviária ou aérea, qualquer outra é relativa
a terra; entretanto, um caminho ou uma passagem só será considerado
via terrestre, dentro das circunstâncias elementares previstas pela
legislação.
Logo, se um adolescente estiver dirigindo um veículo, no
interior de uma fazenda particular, não haverá o cometimento de
infração, uma vez que a via interna dessa propriedade particular não é
considerada via terrestre. Nem, tão pouco, haverá crime de trânsito
caso uma lesão for provocada pelo adolescente, entretanto, a lei penal
genérica será o instrumento legal a ser empregado, se for um
penalmente imputável ou o ECA, no caso em questão.
Ao analisarmos o parágrafo único, deparamos com uma
novidade: as vias internas pertencentes aos condomínios
constituídos por unidades autônomas.
Antes, porém, veremos o caso das praias abertas à circulação.

a) Praias abertas à circulação:

O que o legislador se refere, no caso das praias, são aquelas


que têm acesso para automóveis. Nota-se, que os municípios
litorâneos, têm a obrigação de regulamentar tais acessos. A falta de
regulamentação do poder municipal não afasta a caracterização jurídica
da respectiva praia como via terrestre. Já aquela praia deserta,
entretanto. que impossível é o acesso físico de veículos, não pode ser
considera como via terrestre, mesmo que, por hipótese, um helicóptero
ou uma embarcação, esporadicamente, conduza um veículo automotor
sobre seu leito. Neste caso raciocínio análogo deva ser empregado
como no exemplo acima citado, no caso das vias de uma fazenda
particular.
A falta de regulamentação por parte do Balneário, afasta as
infrações de competência do município, como transitar em local e
horário não permitido, mas não as do Estado, como transitar sem estar
devidamente habilitado ou por falta de licenciamento. Pode haver
eventuais ocorrências de eventuais crimes de trânsito, nestas
situações, logo o Código será aplicado uma vez que a lei especial
derroga a lei geral, e por se tratar de um crime previsto agora nesta
legislação específica, há a caracterização do delito em questão.
Interessante a jurisprudência do TACrimSP:

"Age com culpa o agente que, ao dirigir de forma


imprudente e negligente, atropela e mata criança que se
encontrava na areia da praia, vez que cabe ao motorista
que por esse local trafega, Ter a inafastável obrigação de
manter velocidade reduzida e atenção redobrada, já que
freqüente e esperada a presença de pessoas na praia. "

Caberá ainda, responsabilidade civil, dentro da ação


competente, pelos motivos já expostos, assim como a Administrativa,
conforme infrações próprias cometidas conforme o Capítulo XV do CTB.

b) Vias internas pertencentes aos condomínios constituídos


por unidades autônomas:

Aqui necessário se faz aludir, de maneira superficial, a cerca


do condomínio:
Define-se condomínio como: Segundo Caio M.S. Pereira Ter-
se-á condomínio " quando a mesma coisa pertencente
a mais de uma pessoa, cabendo a cada uma delas
igual direito, idealmente, sobre o todo e cada uma das
partes".
O presente instituto está previsto no CC, em seus Art 623 e ss.
Portanto, em rápidas palavras condomínio vem a ser a
compropriedade.
No dizer Washington de Barros Monteiro, "condomínio não é
outra coisa senão o concurso de vários direitos iguais
de propriedade sobre a totalidade da coisa. "
Agora o condomínio que se refere a lei é aquele constituído
por unidades autônomas, portanto o regulado pela lei nº4591/64, que
dispõe sobre os condomínios e as incorporações imobiliárias. São os
edifícios de andares ou apartamentos, e mais hodiernamente, os
condomínios de extensão.
Exemplos são os de Alphaville, Tamboré, Terras de São José,
em Itú, Nova Arujá, Nova Caieiras, dentre tantos outros espalhados
pelo Brasil. As vias desses condomínios – de igual forma, as vias
internas de condomínios constituídos por várias torres de apartamentos
– são consideradas vias terrestres, mesmo sendo uma propriedade
particular, portanto, há abrangência do CTB. Nota-se que o
policiamento no interior desses condomínios deverá ser motivado,
(solicitação, ocorrências etc.), uma vez que, pelo critério da
conveniência e oportunidade, outros locais carentes de segurança
pública deverão ser priorizados. O emplacamento, "in tese" correrá por
conta do condomínio.

3) Dispõe o Art 3º

"As disposições deste Código são aplicáveis a qualquer


veículo, bem como aos proprietários, condutores dos
veículos nacionais ou estrangeiros e às pessoas nele
expressamente mencionadas

É uma premissa legal, de abrangência do CTB a todo e


qualquer veículo que esteja em circulação nas vias terrestres de nosso
país. Tantos aos condutores quanto aos proprietários é aplicável as
disposições do CTB, não importando se o veículo é nacional ou
estrangeiro, definitivamente ou de passagem pelo território nacional,
neste último caso se aplica o parágrafo único do artigo 119, onde
veículos licenciados no exterior só poderão deixar o Brasil após a
quitação de débitos de multa por infração de trânsito e o ressarcimento
de danos que tiverem causado a bens do patrimônio público,
respeitando o princípio da reciprocidade.

4) Dispõe o Art 4º

"Os conceitos e difinições estabelecidos para os efeitos


deste Código são os constantes do Anexo I. "

A lei traz as definições legais de todos os termos utilizados no


diploma. O método utilizado pelo legislador "engessa" a interpretação
do operador do Direito. Há algumas definições técnicas que não podem
ser confundidas, são aquelas relacionadas às ciências exatas, como
PBT, Lotação, Tara etc; mas outras como o que é Autoridade de
trânsito, deveria ficar a cargo da doutrina. No entanto, "Dura lex sed
lex", A lei é dura, mas é a lei. "

CAPÍTULO II – HIERARQUIA DE NORMAS E SISTEMA NACIONAL


DE TRÂNSITO.
Aulas: 3ª.

1. A ordem jurídica. hierarquia das normas e esferas de


competência.

É costume utilizarmos a expressão ordem jurídica em direito.


Mas o que ela significa? Ordem jurídica significa o conjunto de normas
jurídicas, escritas ou não, em vigor em dado território, em determinado
momento. Costuma-se dizer também que essas normas em conjunto
constituem um sistema, em função de existirem de forma harmônica.
Essa harmonia, em parte, decorre do fato de haver hierarquia
entre determinados tipos de normas, isto é, há normas que estão num
patamar superior, cuja força se sobrepões às demais, de forma que
estas lhe devem obediência.
No entanto, há muita confusão quando se fala em hierarquia
das normas. É errado o entendimento, hoje já ultrapassado, de que as
normas federais são superiores às estaduais e ambas superiores às
municipais. Isso porque a nossa constituição, ao disciplinar as
competências das três esferas de governo (União, Estados-membros e
Distrito Federal e Municípios), estabeleceu para cada um competências
próprias, de forma que quando a união disciplina determinada matéria,
e o faz por lei federal, essa lei não se sobreporá à estadual ou à
municipal porque é superior a elas, mas sim porque é a única que
provém da esfera de governo competente para tratar daquele assunto.
Assim, o Código de Trânsito Brasileiro se sobrepõe a qualquer
norma estadual ou municipal não porque é lei federal e por isso seria
hierarquicamente superior, mas porque é a expressão da vontade da
esfera de governo que tem competência para regular a matéria, no
caso, a União (ver Art. 22, inc. XI, da CF).
A única norma que pode ser tida como superior às demais é a
Constituição Federal, que ocupa o topo da Ordem Jurídica de nosso
país. Conseqüência disso, todas as demais leis devem obediência à
Constituição.
De outro lado, as normas infra legais, vale dizer, os atos
administrativos de natureza normativa, encontram-se em patamar
inferior ao das leis e, via de conseqüência, ao da Constituição, pois,
como já firmado acima, os atos administrativos não podem contrariar a
lei.
De uma maneira bem simplificada poderíamos, de uma
maneira didática esquematizar da seguinte forma:

1º Dispositivos constitucionais:
Temos:
• A CF/88 para a República Federativa do Brasil;
• As Constituições Estaduais e a do DF; e
• As Leis Orgânicas dos Municípios.

2º Dispositivos infra-constitucionais:
Temos:

• Leis. Complementares e Ordinárias. A diferença


aqui é o quorum para aprovação, e a disposição expressa
dos dispositivos constitucionais para as LComp. (LC).
• E na mesma hierarquia os dispositivos com força
de lei, entre eles: o DL (Decreto Lei), a MP (Medida
Provisória) a LD (Lei Delegada) e dispositivos do CN.

3º Dispositivos infra-legais:

Temos, em matéria de legislação de trânsito – que é o estudo


desta matéria:

• Resoluções;
• Deliberações;
• Portarias;
• Comunicados, entre outros, de acordo com o
SNT (Sistema Nacional de Trânsito).
• Não elenquei o Decreto, que é privativo do Chefe
do Executivo, e que está no ápice destes dispositivos, por
existir em termos da normatização viária.

2. Sistema Nacional de Trânsito.

O Sistema Nacional de Trânsito (SNT) nada mais é que o


conjunto de órgãos aos quais o Código de Trânsito Brasileiro acometeu
funções relacionadas à administração do trânsito, engenharia,
fiscalização e policiamento.
Nos termos do Código:

Art. 7.º, "O Sistema Nacional de Trânsito é o conjunto


de órgãos e entidades da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios que tem por finalidade
o exercício das atividades de planejamento,
administração, normatização, pesquisa, registro e
licenciamento de veículos, formação, habilitação e
reciclagem de condutores, educação, engenharia,
operação do sistema viário, policiamento, fiscalização,
julgamento de infrações e de recursos e aplicação de
penalidades".

Embora os órgãos integrantes do sistema mantenham alto


grau de independência, na medida em que continuam ligados à
administração da esfera de governo do qual fazem parte (União,
Estados e Municípios), a idéia de estruturá-los todos num sistema
decorre da necessidade de promover, entre eles, o mínimo de
integração e uniformidade no que toca ao desenvolvimento das tarefas
que lhe são deferidas.
Basicamente, o SNT possui uma primeira grande divisão,
entre órgãos normativos e consultivos, de um lado (CONTRAN –
Conselho Nacional de Trânsito, CETRAN – Conselhos Estaduais de
Trânsito e CONTRANDIFE – Conselho de Trânsito do Distrito Federal)
e, de outro, órgãos e entidades executivos (DENATRAN –
Departamento Nacional de Trânsito e órgãos e entidades rodoviários e
executivos de trânsito da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios); ao lado deles, situam-se os órgãos policiais (Polícia
Rodoviária Federal e as Polícias Militares dos Estados e do Distrito
Federal) e as JARI – Juntas Administrativas de Recursos de Infrações.
Em linhas gerais, o SNT poderia ser resumido no seguinte
quadro sinótico:

ESPÉCIE NÍVEL ÓRGÃO


Federal CONTRAN
Normativo e Consultivo Estadual CETRAN e CONTRADIFE (DF)
Municipal Não há
União MJ e DENATRAN
Estado DETRAN
Executivo de Trânsito A ser definido pelos municípios –
Município Em SP, DSV (Departamento de
Operações do Sistema Viário)
União DNER
Executivo Rodoviário Estado DER
Município A ser definido pelos municípios.

a. Òrgãos da administração federal

1) Ministério da Justiça

O Ministério da Justiça foi designado, através do Decreto n.º


2.327/97, a integrar o Sistema Nacional de Trânsito na condição de
Coordenador Máximo. Além disso, foi designado, pelo Decreto
2.351/97, órgão máximo executivo de trânsito, função que exerce por
intermédio do DENATRAN (Departamento Nacional de Trânsito), que,
aliás, pertence àquele Ministério.
O Ministro da Justiça é também membro e Presidente do
Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN).

2) Conselho nacional de trânsito (contran)

O CONTRAN é o coordenador do Sistema Nacional e órgão


máximo normativo e consultivo. Está vinculado ao Ministério da
Justiça e é integrado pelos titulares dos Ministérios da Justiça, dos
Transportes, da Ciência e Tecnologia, do Exército, da Educação e do
Desporto, do Meio-Ambiente e da Amazônia e da Saúde (Decreto
2.327/97 e Lei 9.602/98). A presidência cabe ao Ministro da Justiça.
Suas funções básicas estão descritas no art. 12 do CTB, mas
vários outros artigos do Código fazem menção a atribuições suas, como
o art. 64, 65, 74, 104, 105 e muitos outros. As suas funções precípuas
são a promoção da integração entre os demais órgãos do sistema
Nacional de Trânsito, zelando pela uniformidade de procedimentos,
bem como o estabelecimento de normas regulamentares em relação às
matérias referidas no CTB (função de regulamentar o Código) (art. 12,
inc. I e II).

3) Órgão executivo de trânsito da união (departamento


nacional de trânsito)
Embora não seja citado na rol de órgãos integrantes do SNT,
trazido pelo art. 7.º do CTB, o Departamento Nacional de Trânsito
integra o sistema por força do Decreto-lei n.º 237 e Decreto n.º 2.351,
de 17 de outubro de 1997. Esse último diploma legal, aliás,
estabeleceu, em seu art. 7.º, que o DENATRAN é o órgão executivo de
trânsito da União. Dessa forma, as competências do DENATRAN são
aquelas estabelecidas no art. 19 do CTB.
Basicamente, o DENATRAN atua na alta administração do
Sistema Nacional de Trânsito, e suas funções concentram-se em
atividades que servem de base para o trabalho do CONTRAN, na
medida em que este é um órgão formado por Ministros e, como tal,
necessita de apoio técnico para o bom andamento de suas missões.
Entre as várias atribuições a seu cargo, pode-se destacar algumas mais
importantes:
 Expedir a Permissão para Dirigir, a Carteira Nacional de Habilitação,
o Certificado de Registro de Veículo e o de Licenciamento Anual,
tudo por intermédio dos órgãos executivos de trânsito dos Estados e
do DF, mediante delegação (art. 19, inc. VII).
 Organizar e manter o Registro Nacional de Carteiras de Habilitação -
RENACH (art. 19, inc. IX).
 Organizar e manter o Registro Nacional de Veículos Automotores -
RENAVAM (art. 19, inc. X).
 Elaborar proposta de alteração dos dispositivos e equipamentos
obrigatórios, submetendo-os ao CONTRAN (art. 19, inc. XVIII).
 Estudar os casos omissos na legislação de trânsito e submetê-los,
com proposta de solução, ao Ministério da Justiça (art. 19, inc.
XXVIII).
 Prestar suporte técnico, administrativo e financeiro ao CONTRAN
(art. 19, inc. XXIX).

4) Órgão executivo rodoviário da união

O órgão executivo rodoviário da União é o DNER


(Departamento Nacional de Estradas de Rodagem), criado em 1945 e
confirmado na condição de órgão rodoviário pela Resolução do
CONTRAN n.º 83/98.
Suas funções, como de resto as de todos os demais órgãos
executivos rodoviários, estão previstas no art.21 do CTB. Em relação a
essas funções, cumpre destacar o seguinte: enquanto para a
fiscalização das infrações de trânsito nas vias urbanas o legislador
estabeleceu divisão de competências entre os órgãos dos Estados e
dos Municípios, as quais serão detalhadas mais à frente, no que se
refere à fiscalização das infrações nas vias rurais (rodovias e estradas,
vide Anexo I), não houve qualquer restrição, ou seja, os órgãos
executivos rodoviários, sejam eles da União, dos Estados e DF e dos
Municípios, podem atuar na fiscalização e autuação de qualquer
infração, seja ela qual for (art. 21, inc. VI).
No entanto, no que se refere a aplicação de penalidades, os
órgãos rodoviários só têm competência para aplicar a advertência por
escrito e a multa (art. 21, inc. VI). Ficam de fora de sua competência,
portanto, outras penalidades, como a apreensão do veículo, a
suspensão do direito de dirigir, a cassação da Carteira Nacional de
Habilitação e outras tantas, previstas no art. 256 do CTB.

5) Departamento de Polícia Rodoviária Federal


A Polícia Rodoviária Federal, órgão pertencente ao Ministério
da Justiça (assim como o CONTRAN e o DENATRAN), tem suas
funções especificadas no art. 20 do CTB.
Basicamente, compete-lhe realizar o patrulhamento ostensivo
no âmbito das rodovias e estradas federais. Fala-se em patrulhamento
e não em policiamento, porque aquele foi o termo empregado pelo
legislador constituinte quando da definição das competências dessa
Corporação na Constituição Federal, mais precisamente no art. 144, §
2.º.
O CTB foi extremamente generoso com a polícia Rodoviária
Federal, outorgando-lhe competências importantes, entre as quais:
 Aplicar e arrecadar multas por infrações de trânsito, bem como as
medidas administrativas decorrentes (art. 20, inc. III).
 Efetuar levantamento dos locais de acidente de trânsito, atribuição
que poderá implicar confronto com a Polícia Civil e o Instituto de
Criminalística, órgãos aos quais cabe essa tarefa (art. 20, inc. IV).
 Promover a interdição de construções e instalações não autorizadas
(art. 20, inc. VI).
Perceba-se que, a exemplo do que já foi dito em relação ao
órgão rodoviário da União, a Polícia Rodoviária Federal não tem
competência para aplicar penalidade de apreensão do veículo.

6) Junta Administrativa de Recursos de Infrações (jari)

Nos termos do art. 16 do CTB, junto a cada órgão ou entidade


executivo de trânsito deve existir uma JARI, cuja função precípua é
julgar os recursos interpostos pelos infratores.

Órgãos da Administração dos Estados e do DF.

1) Conselho Estadual de Trânsito (cetran) e Conselho de


Trânsito do Distrito Federal (contrandife).

O Conselho Estadual de Trânsito é, nos Estados, um órgão de


funções análogas ao CONTRAN, ou seja, é também um órgão
normativo e consultivo, com a diferença que suas normas atuam dentre
de determinados limites, que são os seus territórios.
Suas funções primordiais são a elaboração de normas no
âmbito de suas respectivas competências, a resposta a consultas
relativas à aplicação da legislação de trânsito e o julgamento de
recursos em segunda instância (julgamento de recursos contra as
decisões das JARIs) (art. 14, incs. II, III e V).

Órgão executivo rodoviário.

O órgão executivo rodoviário no Estado de São Paulo é o


Departamento de Estradas de Rodagem (DER), criado à mesma época
do DNER.
Possui funções idênticas às do órgão executivo rodoviário da
União (DNER), previstas no art. 21 as quais exerce no âmbito das
rodovias estaduais.

2) Órgão executivo de trânsito dos estados e do DF.


O CTB não especificou qual deveria ser a denominação
desses órgãos, apenas estabeleceu que, no Sistema Nacional de
Trânsito há a previsão da existência de órgãos executivos de trânsito
Estaduais. Os Estados têm entregue aos Departamentos Estaduais de
Trânsito (DETRANs), já existentes à época do Código Nacional de
Trânsito (CNT), as atribuições previstas para os órgãos Estaduais no
art. 22.
Trata-se de órgão de grande importância, na medida em que é
o único que possui competência para a aplicação de todas as
penalidades previstas no art. 256 do CTB. São funções a cargo desses
órgãos:
 Realizar o processo de formação de condutores e expedir a
Permissão para Dirigir e a Carteira Nacional de habilitação, tudo por
delegação do DENATRAN, como já anotado no item 3) (art. 22, inc.
II).
 Realizar o registro, emplacamento e licenciamento de veículos,
expedindo o Certificado de Registro e de Licenciamento Anual,
também por delegação do DENATRAN (art. 22, inc. III).
 Executar a fiscalização de trânsito, autuar e aplicar as medidas
administrativas cabíveis pelas infrações previstas no CTB, exceto as
de circulação, parada, estacionamento, peso, dimensões e lotação,
que são de competência do órgão Municipal (art. 22, inc. V).
 Aplicar as penalidades por infrações de sua competência (art. 22,
inc. VI).
Em São Paulo, apresenta-se fragmentado em Circunscrições
Regionais de Trânsito (CIRETRANs), órgãos que exercem, no território
de um ou mais Municípios, parcela das atribuições dos DETRANs,
como licenciar veículos, expedir CNHs, sempre por delegação. Assim,
ao diversamente do que pensam muitos, as CIRETRANs são órgãos
estaduais e não municipais.

3) Polícia Militar dos Estados e do DF.

As missões das Polícias Militares estavam previstas no art. 23


do CTB. O verbo no tempo passado faz sentido, na medida em que dos
sete incisos, seis foram vetados, restando apenas o inciso III, que
estabelece ser competência das Polícias Militares a execução da
fiscalização de trânsito, "quando e conforme convênio firmado, como
agente do órgão ou entidade executivos de trânsito ou executivos
rodoviários, concomitantemente com os demais agentes credenciados".
A redação do citado dispositivo deu a entender, de início, que as
Polícias Militares só poderiam agir na fiscalização se fossem
conveniadas.
No entanto, hoje prevalece, ao menos no âmbito da
Corporação, o entendimento formulado pelo ilustre jurista, Dr. Diógenes
Gasparini, segundo o que a Polícia Militar persiste com a competência
para o exercício da fiscalização de trânsito, na medida em que a
fiscalização é parcela inerente à atividade de policiamento ostensivo de
trânsito, a qual as PM exercem em decorrência de mandamento
constitucional (art. 144, § 5,º, da CF), complementado pelas normas
infra constitucionais complementares (Decreto-lei 667/69 e seu
regulamento, Decreto 88.777/83 (R-200)).

4) Jari.
Suas funções já foram comentadas no item 6). Funcionam junto
ao órgão executivo de trânsito do Estado, com a atribuição de julgar os
recursos contra as penalidades por ele impostas.

c. Órgãos da administração municipal

Os Municípios não possuem órgãos normativos e consultivos.


Isso não significa que o órgão executivo de trânsito do Município não
possa editar normas na área de trânsito. Ele poderá, sim, no entanto
suas normas só terão aplicabilidade interna, no que diz respeito à
organização e execução de suas funções. Não se deve confundir
competência para editar normas de trânsito, que têm cunho
administrativo, com a competência para legislar em matéria de trânsito,
ou seja, editar leis, que é da União (art. 22, inc. XI, da CF).

1) Órgão executivo rodoviário do município

Embora esteja prevista a sua existência, não há notícia da


criação de órgão executivo rodoviário em qualquer Município, ao menos
de nosso Estado.
Quando existentes, se é que o serão, terão as mesmas
atribuições dos órgão executivos rodoviários da União, dos Estados e
do DF, de acordo com o art. 21, logicamente exercidas nas estradas e
rodovias Municipais.

2) Órgão executivo de trânsito do município

Suas funções estão previstas no art. 24, entre as quais


destacam-se:
 A Regulamentação e operação do trânsito (art. 24, inc. II).
 A sinalização (art. 24, inc. III).
 exercício da fiscalização de trânsito sobre as infrações de circulação,
parada, estacionamento, peso, dimensões e lotação, bem como a
autuação delas e a imposição das medidas administrativas
decorrentes (art. 24, incs. VI e VIII).
 A aplicação das penalidades de advertência por escrito e multa.
Perceba-se que, a exemplo do que anotou-se em relação aos órgãos
rodoviários, a competência dos órgãos executivos de trânsito do
Municípios no que se refere à aplicação de penalidades é restrita,
atendo-se à advertência por escrito e à multa, ficando fora de suas
atribuições, entre outras, a apreensão do veículo, a suspensão do
direito de dirigir etc. (art. 24, inc. VII).
 A implantação de estacionamento rotativo pago (vulgo "zona azul")
(art. 24, inc. X).
 Planejar e implantar medidas para a redução da circulação de
veículos e reorientação do tráfego, com o objetivo de diminuir a
emissão global de poluentes (art. 24. inc. XVI).
 Registrar e licenciar ciclomotores, veículos de propulsão humana e
de tração animal (art. 24, inc. XVII).

3) Juntas administrativas de recursos de infrações (jaris)

Suas funções já foram comentadas no item 6). Funcionam junto


ao órgão executivo de trânsito do Município, com a atribuição de julgar
os recursos contra as penalidades por ele impostas.
CAPÍTULO III – REGRAS GERAIS DE CIRCULAÇÃO (Artigos de
número 26 à 29), VIAS – Classificação e
velocidades – E SINALIZAÇÃO.
Aulas: 4ª e 5ª.

1. Regras gerais de circulação e conduta.

Para a necessidade de aquisição de conhecimentos específico


para o presente curso de formação, nos limitaremos a comentar, por
não se tratar de um curso de especialização – o que obviamente, nos
seria reservada uma quantidade de aulas muito maior – os artigos
relacionados ao Capítulo III do CTB, que são os Art 26 ao 29 em seu
inciso VII.
São três os fatores diretamente relacionados à problemática
do trânsito, como já dissemos no item 3 do Capítulo I:

• Vias;
• Veículos; e
• Condutores, ou usuários.

Daí o código, de maneira genérica ter feito referência nas


disposições preliminares. Novamente, volta à carga no capítulo III,
quando fala das normas gerais de circulação e conduta. Nota-se que a
responsabilidade da segurança do trânsito e no trânsito é
responsabilidade de todos.
O legislador optou por elencar as normas de circulação em um
capítulo próprio e o de infração em um outro específico. Mais adiante,
analisaremos somente as infrações.
Nenhuma norma é eficaz se não houver a respectiva sanção.
Várias são as teorias a respeito das normas. Nos limitaremos a citar
alguns Doutrinadores, como Cóscio, Hans Kelsen, ou Emmanuel Kant.
Se houver interesse para um estudo a parte.
Para todos os enunciados do Capítulo III, há uma respectiva
sanção no Capítulo XV, que trata das infrações, (assim como para as
outras partes do CTB, - Da Habilitação -, p.e.). Conforme podemos
exemplificar:

Para quem não observa o previsto no Art 29 inc I, há


infração correspondente no Art 186 inc II; ou,
Para quem não observa o previsto no Art 48, há
infração prevista no art 181 inc XV; ou ainda,
Quem não observa os Art 133, ou o 159 §1º
(obrigatoriedade de se portar o Certificado de Licenciamento Anual ou
CNH, respectivamente), há infração prevista no art 232. Etc.

Após as primeiras digressões, passaremos à interpretação dos


artigos aludidos:

"Art. 26. Os usuários das vias terrestres devem:

I - abster-se de todo ato que possa constituir perigo ou


obstáculo para o trânsito de veículos, de pessoas ou
de animais, ou ainda causar danos a propriedades
públicas ou privadas;
II - abster-se de obstruir o trânsito ou torná-lo perigoso,
atirando, depositando ou abandonando na via objetos
ou substâncias, ou nela criando qualquer outro
obstáculo.

Relaciona-se com o primeiro fator do trânsito – A Via.


Cuida o dispositivo em questão da obrigatoriedade que todos
os usuários da via têm com relação ao zelo pela sua segurança e ou
impedimento. Na atualidade, todos, indistintamente, dependem da via
em condições seguras. Não é responsabilidade só do condutor, não
jogar objetos pela janela de seu veículo, mas do morador em não
obstruir a via com sucata, do comerciante em não onerar o leito
carroçável, do prestador de serviço em não jogar entulho na via, do
cidadão, de uma maneira geral em não incidir em atos que
consubstanciam o previsto no artigo, ou seja, atos que possa constituir
perigo ou obstáculo, ou causar dano à propriedade pública ou privada.
A palavra perigo utilizada pelo legislador implica em qualquer
ato que leve à situação de risco para os fatores relacionados ao
trânsito, quais sejam: Vias, veículos e usuários.
A responsabilidade, portanto, de todos os órgãos envolvidos
na questão é enorme, e do policial comunitário muito mais, em função
de sua atividade, junto ao seio da sociedade. Se algo for constatado,
no patrulhamento, e não for de responsabilidade da Polícia a resolução
do problema, é obrigação do policial a comunicação para o órgão
responsável. Ex:
• Sucata de um veículo abandonada, ou entulho, ou
ainda, buraco na via, que coloque em risco a vida de
condutores, principalmente de motociclistas. A PM deverá
acionar a Regional. Passo inicial, comunicação do
encarregado da Vtr ao Cmt de Cia que encaminhará ofício
à Regional.
• Falta de sinalização de trânsito, ou deficiência no
projeto viário. A PM deverá acionar o Órgão de trânsito
competente – no caso da cidade de São Paulo – A CET.
Passo inicial, comunicação do encarregado da Vtr ao Cmt
de Cia que encaminhará ofício à CET.
• Deficiência semafórica (LQ – lâmpada queimada),
farol embandeirado ou amarelo piscante. Neste caso, por
ser de fácil resolução, via rádio o PM notificará o COPOM,
CAD que remeterá o pedido ao DSV/CET.

Art. 27. Antes de colocar o veículo em circulação nas


vias públicas, o condutor deverá verificar a existência e
as boas condições de funcionamento dos
equipamentos de uso obrigatório, bem como assegurar-
se da existência de combustível suficiente para chegar
ao local de destino.

Relaciona-se com o segundo fator do trânsito – O veículo.


As estatísticas tem provado que, como as vias, os veículos
também são responsáveis pelos acidentes, mas a soma dos dois
fatores, não chega a 20%, entretanto, a desídia com este fator ( o
veículo), tem levado a óbito, grande parte dos cidadãos brasileiros.
Por ser de responsabilidade do Estado a fiscalização deste
item é de grande importância para o futuro Sargento saber, com
profundidade, as infrações relacionadas com o veículo, suas sanções e
respectivas medidas administrativas.
A indústria tem desenvolvido mecanismo de segurança
estática e dinâmica, como freios ABS, Air Bag, barras laterais, e outros
tipos de sensores. O próprio CTB elenca uma série de equipamentos
obrigatórios, complementados pela Resolução 14 do CONTRAN.
Entretanto, uma parcela da frota nacional não tem a mínima condição
de trafegabilidade, comprometendo, sobremaneira, a vida de seus
integrantes e de outros usuários da via. Portanto, a atitude do Sargento
deve ser implacável, e a fiscalização junto aos seus subordinados da
mesma maneira. São vidas que estão em jogo.
Da mesma forma, a quantidade adequada de combustível é
essencial para que uma pane seca não venha a ocorrer, colocando em
risco, da mesma forma os demais usuários. Embora seja de
competência municipal a infração prevista no Art 180 (falta de
combustível) infração leve, passível de multa e remoção, a advertência
do PM como medida preventiva é elementar em um fiscalização de
rotina.

Art. 28. O condutor deverá, a todo momento, ter


domínio de seu veículo, dirigindo-o com atenção e
cuidados indispensáveis à segurança do trânsito.

Relaciona-se com o terceiro fator do trânsito – O condutor.


Grande vilão dos acidentes, fator preponderante para
ocorrência de um sinistro, sem dúvida nenhuma, segundo as próprias
estatísticas é o condutor.
A fiscalização com instrumentos adequados como o
bafômetro, com policiais competentes, para identificar se o condutor é
realmente habilitado, se não está com fadiga excessiva, embriagado,
ou não esta dirigindo sem os cuidados indispensáveis são
fundamentais para um prevenção adequada.
O uso do cinto de segurança, do capacete, do calçamento
adequado, para a direção, a certificação, pelo condutor, que todos os
ocupantes de um veículo estão adequadamente instalados, com
dispositivos de retenção, como cadeirinhas para crianças, são medidas
que devem ser checadas pelo Policial, orientadas e fiscalizadas, a fim
de que mortes ou ferimentos não ocorram.
A atenção combinada para com os três fatores, por parte da
sociedade, dos usuários e do Governo, propiciará com certeza o
trânsito almejado pela Legislação – O Trânsito em condições
seguras.
Para análise do Art 29, faremos os comentários por incisos. O
Caput, se refere, obviamente, ao conceito jurídico de via terrestre, como
já abordamos.

Art. 29. O trânsito de veículos nas vias terrestres


abertas à circulação obedecerá às seguintes normas:
I - a circulação far-se-á pelo lado direito da via,
admitindo-se as exceções devidamente sinalizadas;

Trata-se do princípio da legalidade. É notório que no Brasil, os


veículos transitam no lado direito da via, mas há de existir a previsão
legal, até mesmo para que haja a respectiva punição para aqueles que
andarem na contra mão, a não ser em locais devidamente sinalizados.
Mesmo aquele veículo importado da Inglaterra, por exemplo
que tem a direção do lado direito, tem que andar à direita da via.

II - o condutor deverá guardar distância de segurança


lateral e frontal entre o seu e os demais veículos, bem
como em relação ao bordo da pista, considerando-se,
no momento, a velocidade e as condições do local, da
circulação, do veículo e as condições climáticas;

Princípios de direção defensiva estão disseminados no


conjunto do CTB, este é um exemplo. A regra dos 2 segundos é
essencial para a direção segura, uma vez que a distância de parada é
a somatória da distância de identificação do obstáculo, com a de
reação (acionamento do freio, travamento das rodas e parada do
veículo). Portanto, as outras distâncias também são importantes para
uma direção segura.

III - quando veículos, transitando por fluxos que se


cruzem, se aproximarem de local não sinalizado, terá
preferência de passagem:
a) no caso de apenas um fluxo ser proveniente de
rodovia, aquele que estiver circulando por ela;
b) no caso de rotatória, aquele que estiver circulando
por ela;
c) nos demais casos, o que vier pela direita do
condutor;

Aqui o CTB trata de cruzamento em nível, de veículo


automotores (sem ser os que se deslocam sobre trilhos), em locais não
sinalizados, onde haverá uma ordem de preferência de passagem.
A letra a) se refere a veículos que se encontram em rodovias,
situação em que estes terão preferência de passagem, em relação
àqueles provenientes de lotes lindeiros (que estão ao lado), como um
sítio, terreno, postos de rodovias etc
A letra b) fala a respeito da rotatória. É inovação. Quem está
na rotatória tem preferência de passagem sobre os demais. Vale dizer
que isto é válido quando não houver nenhum tipo de sinalização.
A letra c) se reporta à regra da mão direita, ou seja, quem
vem à direita do condutor, tem preferência de passagem,
independentemente do tipo de cruzamento. Não podemos confundir tal
norma, com a da preferência psicológica, onde o condutor, em função
do tipo da via que está, pensa que está na preferencial, quando na
realidade não está. Se não houver sinalização PARE (R-1), para quem
vem do sentido ortogonal, a preferência é para quem vem nessa via.
Embora pareça absurdo o que se deve verificar é se o
cruzamento, - que pode ser em “T”, em Cruz ou ‘’Y’’, ou ainda um nó, -
é ou não um ponto negro, ou seja, local muitos acidentes, se for, é
indicado um estudo para implantação de sinalização para inversão da
preferência.
Mais uma vez volto a reiterar que na ausência de sinalização,
o que se aplica são as normas de circulação, e uma delas é a
constante no Art 29 inc III, letra c), - como mostrada acima.
Colocamos de forma enfatizada - o não -, para reforçar a idéia
que a norma da regra da mão direita é aplicada em cruzamentos NÃO,
sinalizados. É uma decorrência lógica, como veremos mais a frente, do
disposto no art 89 do CTB, que trata da ordem de prevalência dos
sinais. Em seu inc III é dito que os sinais se sobrepõe sobre as demais
normas de trânsito, e uma delas, como já vimos é a regra da mão
direita, que deve ser entendida como quem está a direita do condutor
do veículo.
Para entendermos o exemplo abaixo, estudaremos a relação,
de forma isolada, entre dois veículos de cada vez, assim poderemos
compreender perfeitamente o que vem a ser a regra da mão direita, e
até percebemos, como, na prática, a maioria dos condutores aplicam a
regra da preferência psicológica e não a da mão direita; como já foi dito
se este erro for reincidente e gerar acidentes com freqüência, é
importante que o futuro sargento comunique o fato ao seu Comandante
para que seja expedido ofício ao órgão de trânsito para implementação
de sinalização e conseqüente inversão de preferência. Passemos aos
exemplos:

Nos cruzamentos acima indique, inicialmente, e antes de


verificar as respostas abaixo, qual é a preferência entre os veículos
usando a regra da mão direita. É claro que nenhum dos cruzamentos
acima são sinalizados.

Entre os veículos C e D: Tem preferência o veículo: _______.

Entre os veículos D e E: Tem preferência o veículo: _______.

Entre os veículos G e I: Tem preferência o veículo: _______.

Observe que, por curiosidade, você deve estar pensando


sobre a preferência dos demais veículos, entre A/B; entre E/F, entre H/I
etc.
Há alguma diferença entre o primeiro tipo de cruzamento e os
outros dois? Em uma primeira análise, o aluno pode dizer que o
primeiro não é cruzamento e que quem vem da esquerda, naquela via
– dita inicialmente como preferencial – tem preferência de passagem,
uma vez que a via em que o veículo B está “termina’’ na via em que o
veículo A está.
Não é uma verdade. A premissa inicial para toda a questão é
que os cruzamentos não são sinalizados, uma vez que para o
entendimento do que diz a letra c) do inc III do Art29º, é que só se
aplicará a regra da mão direita em cruzamentos, em nível, e desde de
que não sejam sinalizados.
Passemos então para as respostas das relações de todos os
veículos, e descubra se acertou as propostas acima, ou até mesmo
acertou os demais.

Tem preferência de passagem entre os veículos:

A/B: - Tem preferência o veículo B


C/D: - Tem preferência o veículo D
D/E: - Tem preferência o veículo E
E/F: - Tem preferência o veículo F
F/C: - Tem preferência o veículo C
G/I: - Tem preferência o veículo I
I/H: - Tem preferência o veículo H
H/G: - Tem preferência o veículo G

IV - quando uma pista de rolamento comportar várias


faixas de circulação no mesmo sentido, são as da
direita destinadas ao deslocamento dos veículos mais
lentos e de maior porte, quando não houver faixa
especial a eles destinada, e as da esquerda,
destinadas à ultrapassagem e ao deslocamento dos
veículos de maior velocidade;

Aqui o CTB reserva a faixa mais à direita aos veículos mais


lentos e de maior porte, caminhões por exemplo. Pode ocorrer, às
vezes, que há outra faixa, a critério do órgão com circunscrição sobre a
via, para tais veículos. Se isto não ocorrer os veículos lentos devem
ficar à direita. É o que ocorre nas marginais, p.e. A faixa da esquerda é
destinada para ultrapassagem, ou no caso de todas estiverem
ocupadas para os veículos de maior velocidade. Se uma rodovia
estiver sem tráfego intenso, se só o seu veículos estiver trafegando,
por ex., o correto é que você dirija na faixa da direita, mesmo que na
velocidade máxima permitida.

V - o trânsito de veículos sobre passeios, calçadas e


nos acostamentos, só poderá ocorrer para que se
adentre ou se saia dos imóveis ou áreas especiais de
estacionamento;

O trafego nos locais acima só é tolerado para aquelas


circunstâncias, fora disso, há infração, que por sinal é de competência
do município.

VI - os veículos precedidos de batedores terão


prioridade de passagem, respeitadas as demais
normas de circulação;

Veja que a palavra utilizada é prioridade de passagem, e não


precedência, portanto, os demais veículos devem liberar o caminho
para a passagem da comitiva. Por se tratar de um serviço prestado
pela Corporação através do 2º de Choque, é interessante lembrar que
a infração prevista no Art 189 do CTB é de competência do Estado e
do Município. Código de enquadramento 580-0.

VII - os veículos destinados a socorro de incêndio e


salvamento, os de polícia, os de fiscalização e
operação de trânsito e as ambulâncias, além de
prioridade de trânsito, gozam de livre circulação,
estacionamento e parada, quando em serviço de
urgência e devidamente identificados por dispositivos
regulamentares de alarme sonoro e iluminação
vermelha intermitente, observadas as seguintes
disposições:
a) quando os dispositivos estiverem acionados,
indicando a proximidade dos veículos, todos os
condutores deverão deixar livre a passagem pela faixa
da esquerda, indo para a direita da via e parando, se
necessário;
b) os pedestres, ao ouvir o alarme sonoro, deverão
aguardar no passeio, só atravessando a via quando o
veículo já tiver passado pelo local;
c) o uso de dispositivos de alarme sonoro e de
iluminação vermelha intermitente só poderá ocorrer
quando da efetiva prestação de serviço de urgência;
d) a prioridade de passagem na via e no cruzamento
deverá se dar com velocidade reduzida e com os
devidos cuidados de segurança, obedecidas as demais
normas deste Código. "

É de suma importância o conhecimento deste dispositivo. São


dois os requisitos básicos que se deve satisfazer:
• Estar em efetiva prestação de serviço de
emergência, e
• Estar devidamente identificado por dispositivo
regulamentar de alarme sonoro e luz vermelha intermitente.
Portanto, a manutenção dos aparelhos elétricos são
essenciais para isenção de responsabilidade.
Mesmo com os aspectos acima observados, lembre-se, que a
premissa legal não concede preferência absoluta de passagem e que a
prioridade de passagem não confere ao condutor de um veículo de
emergência direito à imprudência. É entendimento jurisprudencial que
apesar da preferência e prioridade concedida pela lei, o condutor
poderá ser responsabilizado criminalmente se ficar demonstrado que
não agiu com as cautelas necessárias, mesmo que com os dispositivos
acionados. O motorista da Vtr, nessas situações, só pode efetuar um
cruzamento quando tiver certeza que os condutores que trafegam pela
transversal perceberem que se trata de uma emergência e tiveram
condições de diminuir a marcha para a preferência à viatura.

2. Sinalização

O conhecimento prático da sinalização, sua importância para


que acidentes sejam evitados é de fundamental para o futuro sargento.
Independentemente de ser as infrações relacionadas com a sinalização
de competência do município, nas áreas urbanas, tem o Graduado a
responsabilidade de se interar com os demais segmentos da sociedade
para a solução, ou encaminhamentos dos problemas relacionados com
a segurança pública.
Preve o CTB em seu capítulo VII:

" Art. 80. Sempre que necessário, será colocada ao


longo da via, sinalização prevista neste Código e em
legislação complementar, destinada a condutores e
pedestres, vedada a utilização de qualquer outra.
§ 1º A sinalização será colocada em posição e
condições que a tornem perfeitamente visível e legível
durante o dia e a noite, em distância compatível com a
segurança do trânsito, conforme normas e
especificações do CONTRAN.
§ 2º O CONTRAN poderá autorizar, em caráter
experimental e por período prefixado, a utilização de
sinalização não prevista neste Código.
Art. 81. Nas vias públicas e nos imóveis é proibido
colocar luzes, publicidade, inscrições, vegetação e
mobiliário que possam gerar confusão, interferir na
visibilidade da sinalização e comprometer a segurança
do trânsito.
Art. 82. É proibido afixar sobre a sinalização de trânsito
e respectivos suportes, ou junto a ambos, qualquer tipo
de publicidade, inscrições, legendas e símbolos que
não se relacionem com a mensagem da sinalização.
Art. 83. A afixação de publicidade ou de quaisquer
legendas ou símbolos ao longo das vias condiciona-se
à prévia aprovação do órgão ou entidade com
circunscrição sobre a via.
Art. 84. O órgão ou entidade de trânsito com
circunscrição sobre a via poderá retirar ou determinar a
imediata retirada de qualquer elemento que prejudique
a visibilidade da sinalização viária e a segurança do
trânsito, com ônus para quem o tenha colocado.
Art. 85. Os locais destinados pelo órgão ou entidade de
trânsito com circunscrição sobre a via à travessia de
pedestres deverão ser sinalizados com faixas pintadas
ou demarcadas no leito da via.
Art. 86. Os locais destinados a postos de gasolina,
oficinas, estacionamentos ou garagens de uso coletivo
deverão ter suas entradas e saídas devidamente
identificadas, na forma regulamentada pelo CONTRAN.
Art. 87. Os sinais de trânsito classificam-se em:
I - verticais;
II - horizontais;
III - dispositivos de sinalização auxiliar;
IV - luminosos;
V - sonoros;
VI - gestos do agente de trânsito e do condutor.
Art. 88. Nenhuma via pavimentada poderá ser entregue
após sua construção, ou reaberta ao trânsito após a
realização de obras ou de manutenção, enquanto não
estiver devidamente sinalizada, vertical e
horizontalmente, de forma a garantir as condições
adequadas de segurança na circulação.
Parágrafo único. Nas vias ou trechos de vias em obras
deverá ser afixada sinalização específica e adequada.
Art. 89. A sinalização terá a seguinte ordem de
prevalência:
I - as ordens do agente de trânsito sobre as normas de
circulação e outros sinais;
II - as indicações do semáforo sobre os demais sinais;
III - as indicações dos sinais sobre as demais normas
de trânsito.
Art. 90. Não serão aplicadas as sanções previstas
neste Código por inobservância à sinalização quando
esta for insuficiente ou incorreta.
§ 1º O órgão ou entidade de trânsito com circunscrição
sobre a via é responsável pela implantação da
sinalização, respondendo pela sua falta, insuficiência
ou incorreta colocação.
§ 2º O CONTRAN editará normas complementares no
que se refere à interpretação, colocação e uso da
sinalização. "

Embora uma leitura do onze artigos relacionados com a


sinalização seja imperiosa, o importante a frisar para o futuro Sargento,
- fora os aspectos gerais que já foram dito, como comunicação de
deficiências de sinalizações existentes ao Cmt de Cia para notificação
ao órgão responsáveis – são:

• A ordem de prevalência prevista no Art 89.


 A determinação do PM, sobre as normas e
outros sinais;
 O farol sobre as demais normas, e
 Os sinais (que não o luminoso – farol)
sobre as demais normas de trânsito. (Regra da mão
direita, p.e.).

A determinação do PM tem de ser clara e dentro do previsto


no CTB. A comunicação tem de ser futura, ou seja, para 3 ou 4 veículos
que estiverem por vir, e não para o veículo em movimento que estiver
na frente do PM, sob pena de se causar um acidente. A parada deve
ser progressiva, faixa, por faixa de rolamento, da de menor velocidade,
para a de maior velocidade.

• A proibição de fixação de publicidade sobre a


sinalização, em época eleitoral, isto é comum. Além da
penalidade da PJ, nos termos do CTB, é ilícito eleitoral;
• A classificação dos sinais;
• Que nenhuma via será entregue ao tráfego sem
a devida sinalização. Quando da inauguração do Rodoanel
houve um acidente com vítima fatal, justamente por falta de
sinalização, no entroncamento com a Av RPM, em Perus.
• Nenhuma punição será imposta por deficiência
ou inexistência da sinalização.

CAPÍTULO IV – MEDIDAS ADMINISTRATIVAS E PENALIDADES.


Aulas: 6ª e 7ª.
O Código de Trânsito Brasileiro prevê, como conseqüência da
prática de infrações de trânsito, a aplicação de penalidades e medidas
administrativas, segundo dispõe o caput do art. 161. Nesse sentido, por
serem decorrência de uma infração, tanto uma quanto outra
eqüivaleriam, assumindo, em razão da natureza retro referida, a feição
de sanção, em maior ou menor grau. Apesar dessa aparente igualdade,
penalidades e medidas administrativas apresentam duas características
que as distinguem de maneira sensível.
Em primeiro lugar, diferenciam-se em relação à quem tem
competência para aplicá-las: as penalidades, via de regra, só são
aplicadas pelas Autoridades de Trânsito, ou seja, pelos “dirigentes
máximos do órgão ou entidade executivo integrante do Sistema
Nacional de Trânsito ou pessoa por ele expressamente credenciada”
(Anexo I ao CTB); a exceção é encontrada no art. 20, inc. III, do CTB,
que estabelece a possibilidade de aplicação de multa pela Polícia
Rodoviária Federal, que não é órgão ou entidade executivo de trânsito
(pelo menos não nos termos empregados pelo legislador quando do
uso dessa expressão) e, por isso, não possui em seus quadros quem
detenha o título de Autoridade de Trânsito.
A segunda diferença diz respeito à natureza e à finalidade de
umas e de outras. Nas penalidades sobressai a natureza
eminentemente punitiva, sendo sua finalidade precípua a imposição de
um ônus qualquer à pessoa do infrator, visando a desencorajar não só
o infrator, como outros condutores, a reincidir na conduta que a gerou.
Já as medidas administrativas caracterizam-se por possuírem natureza
acessória em relação à penalidade, no sentido de que a maior parte
delas constitui verdadeiro ato preparatório para a futura aplicação de
uma penalidade (o recolhimento da CNH prepara a suspensão do
direito de dirigir, a remoção do veículo ao depósito prepara a apreensão
etc.). Ademais, têm por principal finalidade a eliminação de um entrave
à livre circulação de veículos e pedestres ou à segurança viária, como
se vê, facilmente, em relação à remoção de um veículo que esteja
estacionado em local proibido, ao transbordo de excesso de carga etc.
Por fim, cabe apenas destacar a infelicidade do legislador em
adotar a expressão medidas administrativas, na medida em que as
penalidades também são, num sentido amplo, medidas administrativas,
vale dizer, atos administrativos, fator que pode vir a criar confusões ou
equívocos, como o de afirmar que as penalidades são atos de outra
natureza que não a administrativa.
Iniciaremos o estudo pelas Medidas Administrativas,
invertendo a ordem prevista no CTB, não só por uma questão lógica,
pois, como se viu acima, muitas medidas administrativas são atos
preparatórios de penalidades, como também em função de que as
Policial Militar, Agente da Autoridade de Trânsito, só é dado aplicar
medidas administrativas, sendo-lhe vedado aplicar penalidades.

Medidas administrativas.

Definição: É um ato administrativo, de cunho operacional,


realizado , tanto pelo policial militar, como pelo dirigente do Órgão
Executivo de trânsito. São só as previstas no Art 269 do CTB. Tanto a
Autoridade de trânsito, quanto seus agentes podem executá-las.
De acordo com o art. 269 do CTB são medidas
administrativas:

• A retenção do veículo;
• A remoção do veículo;
• Recolhimento do CLA;
• Recolhimento do CRV;
• Recolhimento da CNH;
• Recolhimento da PPD;
• Transbordo do excesso de carga;
• A realização de teste de dosagem de alcoolemia, perícia de
substância entorpecente ou que determine dependência física ou
psíquica
• Recolhimento de animais soltos

a. Retenção

A retenção está prevista no art. 270 do CTB e é aplicada,


regra geral, para casos em que a infração relaciona-se a uma
irregularidade qualquer encontrada no veículo, de maneira a permitir,
quando possível, que tal irregularidade seja sanada e, assim, que o
veículo seja liberado o mais rápido possível, ainda no local da infração,
apenas com a adoção de medidas relativas à lavratura do auto de
infração, nos termos do § 1.º do citado artigo.
Quando, porém, a irregularidade não puder ser sanada no
local, ainda assim o veículo poderá (leia-se, deverá) ser liberado no
local, a um condutor habilitado (que, obviamente, poderá ser aquele
mesmo que o conduzia quando do cometimento da infração),
procedendo-se, neste caso, além da lavratura do auto de infração, ao
recolhimento do CLA (Certificado de Licenciamento Anual), mediante
CRR (Certificado de Recolhimento e Remoção, antigo CR),tudo de
acordo com os §§ 2.º e 3.º.
Atente-se para o fato que essa medida não se confunde com a
penalidade de remoção, sendo incorreto realizar remoção de veículo ao
depósito, como intuito de aplicação de penalidade de apreensão do
veículo, em situações nas quais só esteja prevista a possibilidade de
aplicação da medida administrativa de retenção.
O único caso em que essa medida “transforma-se”, por assim
dizer, em penalidade de apreensão, foi previsto no § 4.º do art. 270,vale
dizer, quando não comparecer ao local condutor habilitado para a
retirada do veículo. Por se tratar de medida que importa em restrição de
direitos, é incabível aplicar-se a esse dispositivo uma interpretação
elástica, seja por analogia ou mesmo por extensão, de maneira a
estendê-la a outras situações, mesmo quando isso se mostre lógico e
adequado. Não se deve esquecer que o administrador, em todos os
seus atos, submete-se a um princípio inafastável, que é o princípio da
legalidade.
Infelizmente, essa circunstância conduz a dificuldades
intransponíveis, como no caso em que se constate o não portar CLA,
caso em que, de acordo como art. 232, haveria de se aplicar a medida
administrativa de retenção; pense-se, porém, no caso de não ser
possível providenciar-se o saneamento da irregularidade, ou seja, a
apresentação do CLA. De acordo com o art. 270, o veículo deverá ser
retirado por um condutor habilitado, recolhendo-se o CLA. Ora, como
fazê-lo, se a medida está sendo adotada exatamente porque falta o
CLA? Nesse caso o condutor acabará sendo liberado sem que se
recolha o CLA, pois qualquer outra medida, em especial a remoção do
veículo ao depósito fixado pela Autoridade para apreensão, violaria o
princípio da legalidade.

b. remoção do veículo

A remoção do veículo é medida disciplinada no art. 271 do


CTB e pode ocorrer como medida administrativa isolada, geralmente
associada às infrações de estacionamento e ou parada, ou como
medida administrativa adotada como verdadeira medida preparatória e
assecuratória da penalidade de apreensão do veículo, a ser aplicada
pela autoridade de trânsito. Em ambos os casos, o veículo deverá ser
encaminhado a um depósito previamente fixado pela Autoridade de
Trânsito, de lá só podendo sair depois de quitados os débitos relativos
à multas (somente as já líquidas e certas, excluindo-se as pendentes de
recurso, diga-se de passagem), taxas e despesas com remoção e
estada, conforme preceitua o p. único do citado dispositivo, a despeito
de haver posições, na doutrina, condenando a exigência do pagamento
de multas.
Considerando que o intuito da medida, no caso de ter sido ela
aplicada isoladamente, é apenas o de promover a eliminação de uma
interferência à livre circulação de veículos, se o condutor chega a tempo
e se propõe a retirá-lo incontinente, deve-se adotar esse procedimento
em detrimento do guinchamento, havendo até mesmo decisões judiciais
considerando que o contrário, vale dizer, a insistência em guinchá-lo
mesmo quando possível ainda a remoção pelo condutor, constitui
medida abusiva (v. HC 63.065 – TJSP).

c. recolhimento do cla

Previsto no art. 274, o recolhimento do CLA é medida que, no


mais das vezes, associa-se, na condição de ato preparatório, à
penalidade de apreensão do veículo, ou como medida complementar à
retenção do veículo (vide item 1.1.1 acima).
Nos dois casos o CLA recolhido (e não apreendido, ressalte-
se), deverá ser encaminhado à Divisão de Fiscalização do DETRAN,
para as demais providências legais.

d. recolhimento da cnh ou da ppd

Essa medida foi imaginada pelo legislador como ato


preparatório e assecuratório da aplicação da penalidade de suspensão
do direito de dirigir, estando a essa associada na quase totalidade dos
casos em que sua aplicação é prevista.
No entanto, em função inicialmente da Deliberação n.º 4/98,
do CETRAN, depois substituída pela de n.º 199/00, tal medida
encontra-se com sua aplicação suspensa, uma vez que a sua aplicação
imediata, pelo Policial Militar, no momento mesmo em que detecta o
cometimento da infração, traria como conseqüência a impossibilidade
de que o condutor possa exercer o direito de dirigir um veículo,
qualquer que seja. Esse efeito é em tudo idêntico ao da penalidade de
suspensão do direito de dirigir, cuja aplicação, nos termos do art. 265,
dependem de que se possibilite, ao infrator, o exercício do contraditório
e da ampla defesa. Ora, diante disso não seria, de fato, lógico aplicar o
recolhimento da CNH ou da PPD sem possibilitar ao infrator o exercício
dos direitos à ampla defesa e ao contraditório.
As únicas exceções dão-se no caso de suspeita de
autenticidade do documento que, aliás, por envolver a prática, in tese,
de um delito, exigirá o registro dos fatos no DP, ocasião em que,
geralmente, procede-se à apreensão por ato do Delegado, com base no
art. 6.º do CPP, e também no caso de exame médico vencido há mais
de trinta dias, pois, nesse caso, o direito de dirigir pereceu juntamente
com o termo final do exame médico, não havendo, assim, qualquer
direito que possa ser objeto de restrição via recolhimento da CNH ou
PPD.

e. recolhimento do cr

Prevista no art. 273, essa medida é de difícil aplicação, antes


de tudo porque o CR não é documento de porte obrigatório. Ainda que
seja portado inadvertidamente pelo proprietário ou condutor, o
recolhimento quase nunca se dará, uma vez que o primeiro caso
(suspeita quanto à autenticidade) enseja medidas de registro de polícia
investigativa, ocasião em que a lógica indica a realização de apreensão
do CR pelo Delegado, para a realização do exame documentoscópico;
por outro lado, nos demais casos, tratam-se de infrações de difícil
constatação pelo PM (arts. 233 cc 273, II; 240; e, 243).

f. transbordo do excesso de carga

Trata-se de medida disciplinada noa art. 275, cuja


aplicabilidade fica restrita aos acasos dos inc. V e X do art. 231 do CTB,
vale dizer, aos casos de transporte de carga com peso excessivo e
excedendo a capacidade máxima de tração.

g. realização de teste de dosagem de alcoolemia ou perícia de


substância entorpecente

Antes de tratar dessa medida administrativa de maneira


específica, é oportuno comentar alguns aspectos que permeiam a
questão de sua aplicação.
De uma maneira geral, qualquer infração de trânsito, para ser
objeto de autuação e posterior adoção de penalidades, precisa ser
comprovada. Nos termos do art. 280, § 2.º, essa comprovação poderá
dar-se “por declaração da Autoridade de Trânsito ou de seus
agentes, por aparelho eletrônico ou por equipamento audiovisual,
reações químicas ou qualquer outro meio tecnologicamente
disponível, previamente regulamentado pelo CONTRAN”. Saber
qual método poderá ser empregado para cada caso dependerá da
análise da existência de norma específica pelo CONTRAN: se, para
aquele determinado caso que se analisa existir uma norma do COTRAN
(resolução) estabelecendo um modo especial de constatação da prática
da infração, então somente esse modo especial poderá ser utilizado,
em detrimento, até mesmo, da declaração da Autoridade ou de seus
agentes; se, por outro lado, nada existir em relação a formas
específicas de constatação da infração, estar-se-á diante de uma
situação na qual a mera declaração do agente de fiscalização já é
suficiente para a comprovação da prática da infração.
No caso da infração descrita no art. 165, vulgarmente
chamada de embriaguez ao volante, mas cuja denominação correta é
direção sob efeito do álcool ou substância de efeitos análogos, o
CONTRAN estabeleceu, por meio da Resolução do CONTRAN n.º
81/98, métodos específicos de detecção da infração, até porque o
legislador, ao dispor que a infração só ocorreria quando o condutor
tivesse, em seu organismo, uma quantidade de álcool superior a 6
(seis) decigramas (dg) por litro de sangue, acabou por determinar a
necessidade de processos muito precisos de medição, afastando a
possibilidade de verificação por meio de simples observação do agente.
Um desses processos é o chamado teste em aparelho de ar
alveolar (bafômetro), que vem a ser a medida administrativa de cuja
análise cuidamos no momento. O equipamento em uso no CPTran é o
Intoxylizer 400, devidamente homologado pelo CONTRAN e que
apresenta os resultados em gramas de álcool por litro de sangue.
Portanto, cuidado! Existirá a infração quando, utilizando esse
equipamento, ele apresentar, em seu display, um valor superior a 0,60,
pois 6 dg = 0,6 g.
Há um outro aspecto para o qual se deve chamar a atenção.
Embora haja quem entenda ser possível obrigar o infrator a submeter-
se ao teste do bafômetro, pois nesse sentido é o teor do art. 277 do
CTB, o fato é que vem prevalecendo, na doutrina, o entendimento
segundo o qual o estabelecimento dessa obrigação viola o princípio,
constitucionalmente protegido, previsto na alínea g, do n.º 2., do art. 8.º,
do Pacto de São José da Costa Rica, de que ninguém poderá ser
obrigado a produzir prova contra sí mesmo. Mesmo entendendo que
esse princípio tem conduzido a situações que convencionamos chamar
de hipocrisia legal, tem-se seguido esse pensamento durante as ações
de fiscalização de veículos e condutores, não obrigando ninguém se
submeter ao bafômetro.

h. realização de exames de aptidão física, mental etc.

Trata-se de medida administrativa praticada exclusivamente


pela Autoridade de Trânsito dos órgãos e entidades executivos de
trânsito dos Estados (DETRANS), diretamente ou por meio de suas
CIRETRANs (quando existirem), de maneira que não é necessário
qualquer comentário sobre como se processam, ao menos neste
trabalho, dada a sua proposta.

2. Penalidades.

Definição: É um ato administrativo, de cunho cartorário,


necessariamente tem de ser observado os princípios constitucionais
relacionados ao processo, quais sejam, dentre outros, o devido
processo legal, o contraditório e a ampla defesa. São só as previstas no
Art 256 do CTB. São exclusivas da Autoridade de trânsito.

De acordo com o art. 256 do CTB são penalidades de trânsito:


• Advertência por escrito;
• Multa;
• Apreensão do veículo;
• Suspensão do direito de dirigir;
• Cassação da CNH;
• Cassação da PPD; e,
• Freqüência obrigatória em curso de reciclagem.
Uma vez que, como já se definiu no início deste capítulo, as
penalidades são aplicadas, regra geral, pela Autoridade de Trânsito, os
comentários, neste trabalho, em relação a elas, serão extremamente
resumidos, cuidando apenas de alguns aspectos que podem repercutir
na ação do PM.

a. advertência por escrito

Veja-se que, pelas razões acima enunciadas, a advertência


que, aliás, só existe na forma escrita, é penalidade e, como tal, só
poderá ser aplicada pela Autoridade de Trânsito, sendo inconsistente,
do ponto de vista legal, o argumento do PM de que não autuou este ou
aquele veículo porque preferiu advertir o condutor. Embora seja
procedimento que tenha na pessoa do eminente Des. Geraldo de Faria
Lemos Pinheiro um seu defensor, não há previsão legal, donde decorre
que o PM não poderá deixar de autuar sob pretexto de que advertiu o
condutor.

b. multa

É pena pecuniária que se impõe ao condutor ou ao


proprietário, de acordo com as regras do art. 257 do CTB, de maneira
que o PM não multa ninguém, e sim autua alguém. Seus valores são
fixados em correspondência à gravidade da infração, segundo as regras
estabelecidas no art. 258 (gravíssima = R$191,54, Grave = R$127,69,
Média = R$85,13 e Leve = R$53,20) sendo certo que, em alguns casos,
esses valores podem ser multiplicados por três ou por cinco (vg. Arts.
165, 193, 218, inc. I, “b)” etc.). Nota, vide Res 136 do CONTRAN.

c. apreensão do veículo

A seguir as normas do CTB, bem como da Resolução do


CONTRAN n.º 53/98, que dispõe sobre os critérios apara aplicação
dessa penalidade, a apreensão de um veículo deveria dar-se por prazo
certo, fixado pela Autoridade de Trânsito no ato de imposição da
penalidade, de acordo com os limites do art. 3.º dessa resolução.
No entanto, na prática, isso não vem ocorrendo, de maneira
que o órgão executivo de trânsito do Estado, que é quem tem a
competência para a aplicação dessa penalidade, pode ser acusado de
abuso. Nesse passo, há que se cuidar para que uma autoridade Policial
Militar não venha a ser também envolvida nessa questão, pois muitas
“apreensões” dão-se nos pátios das Cias, sem observância das
formalidades legais.

d. suspensão do direito de dirigir

Os limites para aplicação dessa penalidade, bem como seu


processo, estão previstos na Resolução do CONTRAN n.º 54/98.
Surpreender alguém que esteja conduzindo veículo enquanto
em vigor essa penalidade implica cometimento da infração do art. 162,
inc. II, do CTB e crime do art. 307 do CTB (Obs.: para parte da doutrina,
só haveria o crime quando a suspensão tivesse sido determinada pela
Autoridade Judicial, com base no art. 292 do CTB) podendo haver
concurso com o art. 309 do ctb, caso haja perigo de dano.
e. cassação da cnh ou da ppd

Consiste na perda do direito de dirigir, por um prazo de dois


anos, após os quais o infrator poderá requerer sua reabilitação, nos
termos do art. 263.

f. freqüência obrigatória em curso de reciclagem

Suas regras estão no art. 268 do CTB e na Resolução do


CONTRAN n.º 58/98.

CAPÍTULO V – INFRAÇÕES – CONCEITO E COMENTÁRIOS.


Aulas: 8ª e 9ª.

Infração de trânsito, nos termos legais, é o que está previsto


no Art 161 do CTB:

‘’Constitui infração de trânsito a inobservância de


qualquer preceito deste Código, da Legislação
Complementar ou das resoluções do CONTRAN,
sendo o infrator sujeito às penalidades e medidas
administrativas indicadas em cada artigo, além das
punições previstas no Capítulo XIX.

Parágrafo único. As infrações cometidas em relação


às resoluções do CONTRAN terão suas penalidades
e medidas administrativas definidas nas próprias
resoluções.’’

Logo, chegamos a conclusão que o descumprimento das


normas deste código terá a correspondente infração, neste capítulo
XV do CTB. Sempre virá abaixo do artigo, ou dos incisos, o tipo de
infração, nos termos do Art 259 (Gravíssima, grave, média ou leve),
a penalidade correspondente e a medida administrativa a ser
aplicada.
Há uma divisão de competência para a fiscalização e
aplicação de penalidade, e consequentemente o preenchimento do
Auto de infração apropriado, vejamos:
• Rodovias Federais:
Competência para fiscalização: DPRF;
Tipos de infrações que fiscaliza: Todas.

• Rodovias Estaduais:
Competência para fiscalização: PM – CPRv. Convêncio
com a Secretaria Estadual dos Negócios dos
Transportes. – DER.
Tipos de infração que fiscaliza: Todas.

• Vias Urbanas:
Competência para fiscalização: PM e Órgão municipal de
trânsito – na cidade de SP a CET.
Tipos de infração que fiscalizam :

PM: Veículos e
condutores.
CET: Infrações de
circulação, parada e estacionamento (operação de carga
e descarga), além de excesso de peso, dimensão e
lotação, esta última, também de competência do Estado.

Para a análise da competência fiscalizativa, basta que seja


efetiva uma consulta à resolução 66/98 do Contran, abaixo, onde
está definida de que órgão executivo é a competência para a
aplicação da penalidade, logo de que órgão fiscalizador, embora haja
algumas contradições.
P.Ex. A falta de capacete do condutor é infração de
competência do Estado, no entanto, o garupa sem capacete é
infração de competência do município.
A PMESP estará apta a realizar todas as infrações nas
vias urbanas, se houver convênio entre o Município e o Estado,
através da SSP/SP, ou lei Municipal delegando as funções do Art 24
à PM local.
Os Policiais das unidades do CPC, - policiamento de área –
estão, por enquanto, proibidos de efetuarem, no talonário do
DETRAN, infrações de competência do município, por solicitação do
município junto à PRODESP, se o fizerem, não serão processadas,
além do PM ser responsabilizado administrativamente, uma vez que
há ofício da Div Fiscalização junto aos Btl. Não há impedimento pelo
CTB que isto ocorra, ou seja, confeccionar no talonário do DETRAN,
infrações do município, só há a obrigação do Estado de repassar a
verba ‘’in totun’’ para o município. Talvez em função da demora, a
solicitação, uma vez que se, a infração for confeccionada em
talonário próprio do município a verba proveniente da arrecadação já
estará em cofres municipais.
De todas as infrações, por enquanto, em função da
Deliberação 04 do CETRAN, a única que enseja recolhimento da
CNH é a infração do Art 162 inc V do CTB – exame médico
vencido por mais de trinta dias. Deve-se preencher o CR –
Comprovante de recolhimento, e posteriormente, se encaminhar a
CNH à Div de Habilitação do DETRAN. Se for a PPD, permissão
para dirigir, não cabe recolhimento.
No caso da CNH apresentar-se dilacerada ou rasgada,
deve ser recolhida, no entanto, não há infração. Se houver suspeita
quanto a sua veracidade, deve haver condução ao DP, uma vez que
os crimes de falsidade documental ou falsidade ideológica têm mais
de um ano de detenção, o que ensejará um possível flagrante.
Citaremos a seguir as principais infrações de competência
do Estado, uma vez que, independentemente de convênio são estas
que estarão diretamente ligadas à atividade fim, e corriqueiramente
serão deparadas durante o turno de patrulhamento:

 Todas as infrações ligadas à habilitação, que são,


justamente as primeiras do capítulo específico, que vão do Art 162
ao 164. Que são elas:
• Dirigir com falta de habilitação - 162 I * ;
• Dirigir com CNH ou PPD cassada – 162 II;
• Dirigir com categoria diferente – 162 III * ;
• Dirigir com exame vencido por mais de 30 dias * -
162 V;
• Dirigir sem usar lentes corretivas ou próteses - 162
VI;

• Entregar a direção de veículo a pessoa na


condição do artigo anterior; - 163;

• Permitir que pessoas, nas condições do 162, tome


posse do veículo e passe a conduzi-lo na via – Art 164.

Observe que a conduta do 162 é dirigir, e dos seguintes


entregar e permitir, o que deve ser preliminarmente investigado pelo
PM, no ato da abordagem, a fim de que se saiba quais as
circunstâncias da situação fática. Uma coisa é entregar, agiu com o
proprietário do veículo, sem se preocupar com as situações
eventualmente lesivas com sua conduta de entrega das chaves, a
outra, é a omissão dolosa ou culposa, é a falta de zelo, a
despreocupação. Ex, é o pai que deixa a chave do carro em cima da
mesa e vai-se dormir e o filho inabilitado pega a chave e sai as
escondidas.

 Dirigir embriagado – Art 165

A limitação legal é de 6 dg de álcool por litro de sangue. Até


este limite o condutor não será autuado, mas será impedido de
prosseguir viagem, nos termos do Art 276.
Tanto nos artigos anteriores, como neste, para a
caracterização do crime de trânsito, necessário se faz a existência do
perigo de dano.
A teoria adotada pelo CTB, em matéria de crime é a do
perigo concreto e não a abstrata, como a LCP adota. Portanto, no AI
é bom que se conste no campo de observação: “Não gerava perigo
de dano”. Se tal fato se sucedeu o BOPM –TC, deverá ser
confeccionado, e conduzido, o condutor ao DP para a aplicação da
lei 9099. Dentro em breve, este procedimento, não mais se aplicará,
uma vez que a própria PM encaminhará o infrator ao Poder
Judiciário, em função de provimento daquele Poder.

 Confiar ou entregar a direção de veículo à pessoa


alterada, mesmo que habilitada. – Art 166.

 Deixar os ocupantes de usar cinto – Art 167.

O proprietário do veículo deve se certificar das condições


psicológicas do condutor.
O cinto é imprescindível, assim como o capacete em
motocicletas. Já está demasiadamente comprovada a sua eficácia,
dentro do uso adequado. O ideal é que para criança, todos usassem
dispositivo de retenção equivalente – cadeirinhas.

 Dirigir sem os cuidados indispensáveis à


segurança – Art 169.
Trata de norma subsidiária, quando não houver
enquadramento específico ( uma espécie de letra B do 12 ), mas
detalhe, há necessidade de detalhamento no campo de observação,
e não deve haver outro enquadramento.

 Manobras perigosas, arrancadas etc – Art 175.

Tratam de derrapagens, arrancadas bruscas, empinamento


de motos etc. Competência exclusiva do Estado, é PÁTIO na certa e
apreensão do CLA. Embora não haja crime específico de trânsito é
um crime de perigo, (crimes de peri). As circunstâncias dirão se será
caso de DP.

 Transpor sem autorização bloqueio viário policial


– Art 210.

Acarreta pátio para o veículo, além da multa. A


caracterização do bloqueio, aqui previsto pela legislação, não é
somente aqueles em que se usa cones, cavaletes, viaturas na
transversal da via, armas pesadas, etc. Uma simples ordem de
parada com finalidade fiscalizativa acarreta a infração, entretanto, a
ordem tem de ser clara, direcionada à alvo líquido e certo, além de
taxativa.

As demais e mais importantes são as relacionadas ao


veículo, como transitar sem os documentos de porte
obrigatório, Arti- go 232; Conduzir veículo sem qualquer
uma das placas, sem licenciamento, com lacre rompido, Art
230 ou ausência nos equipamentos obrigatórios. Falta de
capacete etc. Art 244.

Após as explicações iniciais deixaremos, para a consulta a


Res 66/98.
Volto a reiterar. A aplicabilidade da divisão de competências
só é válida para as infrações cometidas em vias urbanas e sendo
elas municipais.

A fim de tornar a consulta mais fácil, incluí uma coluna


adicional à esquerda – que não consta na resolução – relativa aos
Artigos do CTB, somente nas infrações de competência do Estado.

RESOLUÇÃO Nº 66, DE 23 DE SETEMBRO DE 1998

Institui tabela de distribuição de competência dos órgãos


executivos de trânsito.

O CONSELHO NACIONAL DE TRÂNSITO – CONTRAN,


usando da competência que lhe confere o art. 12, inciso I, da Lei
nº 9.503 de 23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de
Trânsito Brasileiro – CTB e conforme Decreto nº 2.327, de 23 de
setembro de 1997, que trata da coordenação do Sistema
Nacional de Trânsito, e
Considerando a necessidade de definir competências entre Estados e
Municípios, quanto à aplicação de dispositivos do Código de Trânsito Brasileiro
referentes a infrações cometidas em áreas urbanas, resolve:

Art. 1o Fica instituída a TABELA DE DISTRIBUIÇÃO DE


COMPETÊNCIA, FISCALIZAÇÃO DE TRÂNSITO, APLICAÇÃO DAS MEDIDAS
ADMINISTRATIVAS, PENALIDADES CABÍVEIS E ARRECADAÇÃO DAS
MULTAS APLICADAS, conforme Anexo desta Resolução.

Art. 2o Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

RENAN CALHEIROS
Ministério da Justiça

ELISEU PADILHA
Ministério dos Transportes

LINDOLPHO DE CARVALHO DIAS – Min. Interino


Ministério da Ciência e Tecnologia

Cel. JOSÉ ROBERTO PINTO BASTOS- Representante


Ministério do Exército

LUCIANO OLIVA PATRICIO – Suplente


Ministério da Educação e do Desporto

LAUDO BERNARDES-Suplente
Ministério do Meio Ambiente, dos Recursos Hídricos e da Amazônia
Legal

BARJAS NEGRI – Suplente


Ministério da Saúde

TABELA DE DISTRIBUIÇÃO DE COMPETÊNCIA - FISCALIZAÇÃO DE


TRÂNSITO, APLICAÇÃO DAS
MEDIDAS ADMINISTRATIVAS PENALIDADES CABÍVEIS E ARRECADAÇÃO DE
MULTAS APLICADAS

Art CTB CÓDIGO DESCRIÇÃO DA INFRAÇÃO COMPE


INFRAÇÃO TÊNCIA
162 I 501 - 0 Dirigir veículo sem possuir Carteira Nacional de ESTADO
Habilitação ou Permissão para Dirigir.
162 II 502 - 9 Dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação ESTADO
ou Permissão para Dirigir cassada ou com
suspensão do direito de dirigir.
162 III 503 - 7 Dirigir veículo com Carteira Nacional de Habilitação ESTADO
ou Permissão para Dirigir de categoria diferente da
do veículo que esteja conduzindo.
162 V 504 - 5 Dirigir veículo com validade da Carteira Nacional de ESTADO
Habilitação vencida há mais de trinta dias.
162 VI 505 - 3 Dirigir veículo sem usar lentes corretoras de visão, ESTADO
aparelho auxiliar de audição, de prótese física ou as
adaptações do veículo impostas por ocasião da
concessão ou renovação da licença para conduzir.
163 506 - 1 Entregar a direção do veículo a pessoa que não ESTADO
( 162 I ) possua Carteira Nacional de Habilitação ou
Permissão para Dirigir.
163 507 - 0 Entregar a direção do veículo a pessoa com ESTADO
( 162 II ) Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para
Dirigir cassada ou com suspensão do direito de
dirigir.
163 508 - 8 Entregar a direção do veículo a pessoa com ESTADO
(162 III ) Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para
Dirigir de categoria diferente da do veículo que
esteja conduzindo.
163 509 - 6 Entregar a direção do veículo a pessoa com ESTADO
( 162 V ) validade da Carteira Nacional de Habilitação
vencida há mais de trinta dias.
163 510 - 0 Entregar a direção do veículo a pessoa sem usar ESTADO
(162 VI ) lentes corretoras de visão, aparelho auxiliar de
audição, de prótese física ou as adaptações do
veículo impostas por ocasião da concessão ou
renovação da licença para conduzir.
164 511 - 8 Permitir que tome posse do veículo automotor e ESTADO
( 162 I ) passe a conduzi-lo na via a pessoa que não possua
Carteira Nacional de Habilitação ou Permissão para
Dirigir.
164 512 - 6 Permitir que tome posse do veículo automotor e ESTADO
( 162 II ) passe a conduzi-lo na via a pessoa com Carteira
Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir
cassada ou com suspensão do direito de dirigir.
164 513 - 4 Permitir que tome posse do veículo automotor e ESTADO
(162 III ) passe a conduzi-lo na via a pessoa com Carteira
Nacional de Habilitação ou Permissão para Dirigir
de categoria diferente da do veículo que esteja
conduzindo.
164 514 - 2 Permitir que tome posse do veículo automotor e ESTADO
( 162 V ) passe a conduzi-lo na via a pessoa com validade
da Carteira Nacional de Habilitação vencida há
mais de trinta dias.
164 515 - 0 Permitir que tome posse do veículo automotor e ESTADO
(162 VI ) passe a conduzi-lo na via a pessoa sem usar lentes
corretoras de visão, aparelho auxiliar de audição,
de prótese física ou as adaptações do veículo
impostas por ocasião da concessão ou renovação
da licença para conduzir.
165 516 - 9 Dirigir sob a influência de álcool, em nível superior ESTADO
a seis decigramas por litro de sangue, ou de
qualquer substância entorpecente ou que determine
dependência física ou psíquica.
166 517 - 7 Confiar ou entregar a direção de veículo a pessoa ESTADO
que, mesmo habilitada, por seu estado físico ou
psíquico, não estiver em condições de dirigi-lo com
segurança.
167 518 - 5 Deixar o condutor ou passageiro de usar o cinto de ESTADO E
segurança. MUNICÍPIO
168 519 - 3 Transportar crianças em veículo automotor sem ESTADO E
observância das normas de segurança especiais MUNICÍPIO
estabelecidas no Código Brasileiro de Trânsito.
169 520 - 7 Dirigir sem atenção ou sem os cuidados ESTADO E
indispensáveis à segurança. MUNICÍPIO
170 521 - 5 Dirigir ameaçando os pedestres que estejam ESTADO E
atravessando a via pública, ou os demais veículos. MUNICÍPIO
522 - 3 Usar o veículo para arremessar água ou detritos MUNICÍPIO
sobre os pedestres ou veículos.
523 - 1 Atirar do veículo ou abandonar na via pública MUNICÍPIO
objetos ou substâncias.
173 524 - 0 Disputar corrida por espírito de emulação. ESTADO E
MUNICÍPIO
525 - 8 Promover, na via, competição esportiva, eventos MUNICÍPIO
organizados, exibição e demonstração de perícia
em manobra de veículo, sem permissão da
autoridade de trânsito com circunscrição sobre a
via.
526 - 6 Participar, na via, como condutor, de competição MUNICÍPIO
esportiva, eventos organizados, exibição e
demonstração de perícia em manobra de veículo,
sem permissão da autoridade de trânsito com
circunscrição sobre a via.
175 527 - 4 Utilizar-se de veículo para, em via pública, ESTADO
demonstrar ou exibir manobra perigosa, arrancada
brusca, derrapagem ou frenagem com
deslizamento ou arrastamento de pneus.
176 I 528 - 2 Deixar o condutor envolvido em acidente com ESTADO
vítima de prestar ou providenciar socorro à vítima,
podendo faze-lo.
176 II 529 - 0 Deixar o condutor envolvido em acidente com ESTADO
vítima de adotar providências, podendo faze-lo , no
sentido de evitar perigo para o trânsito no local.
176 III 530 - 4 Deixar o condutor envolvido em acidente com ESTADO
vítima de preservar o local, de forma a facilitar os
trabalhos da polícia e da perícia.
176 IV 531 - 2 Deixar o condutor envolvido em acidente com ESTADO
vítima de adotar providências para remover o
veículo do local, quando determinadas por policial
ou agente da autoridade de trânsito.
176 V 532 - 0 Deixar o condutor envolvido em acidente com ESTADO
vítima de identificar-se ao policial e de lhe prestar
informações necessárias à confecção do boletim de
ocorrência.
177 533 - 9 Deixar o condutor de prestar socorro à vítima de ESTADO E
acidente de trânsito quando solicitado pela MUNICÍPIO
autoridade e seus agentes..
534 - 7 Deixar o condutor, envolvido em acidente sem MUNICÍPIO
vítima, de adotar providências para remover o
veículo do local, quando necessária tal medida para
assegurar a segurança e a fluidez do trânsito.
535 - 5 Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na MUNICÍPIO
via pública, salvo nos casos de impedimento
absoluto de sua remoção e em que o veículo esteja
devidamente sinalizado em pista de rolamento de
rodovias e vias de trânsito rápido.
536 - 3 Fazer ou deixar que se faça reparo em veículo na MUNICÍPIO
via pública, salvo nos casos de impedimento
absoluto de sua remoção e em que o veículo esteja
devidamente sinalizado, em outras vias além de
pista de rolamento de rodovias e vias de trânsito
rápido.
537 - 1 Ter seu veículo imobilizado na via por falta de MUNICÍPIO
combustível.
538 - 0 Estacionar o veículo nas esquinas e a menos de MUNICÍPIO
cinco metros do bordo do alinhamento da via
transversal.
539 - 8 Estacionar o veículo afastado da guia da calçada MUNICÍPIO
(meio-fio) de cinquenta centímetros a um metro.
540 - 1 Estacionar o veículo afastado da guia da calçada MUNICÍPIO
(meio-fio) a mais de um metro.
541 - 0 Estacionar o veículo em desacordo com as MUNICÍPIO
posições estabelecidas no Código de Trânsito
Brasileiro.
542 - 8 Estacionar o veículo na pista de rolamento das MUNICÍPIO
estradas, das rodovias, das vias de trânsito rápido e
das vias dotadas de acostamento.
543 - 6 Estacionar o veículo junto ou sobre hidrantes de MUNICÍPIO
incêndio, registro de água ou tampas de poços de
visita de galerias subterrâneas desde que
devidamente identificados, conforme especificação
do CONTRAN.
544 - 4 Estacionar o veículo nos acostamentos, salvo MUNICÍPIO
motivo de força maior.
545 - 2 Estacionar o veículo no passeio ou sobre faixa MUNICÍPIO
destinada a pedestre, sobre ciclovia ou ciclofaixa,
bem como nas ilhas, refúgios, ao lado ou sobre
canteiros centrais, divisores de pista de rolamento,
marcas de canalização, gramados ou jardim
público.
546 - 0 Estacionar o veículo onde houver guia de calçada MUNICÍPIO
(meio-fio) rebaixada destinada à entrada ou saída
de veículos.
547 - 9 Estacionar o veículo impedindo a movimentação de MUNICÍPIO
outro veículo.
548 - 7 Estacionar o veículo ao lado de outro veículo em MUNICÍPIO
fila dupla.
549 - 5 Estacionar o veículo na área de cruzamento de MUNICÍPIO
vias, prejudicando a circulação de veículos e
pedestres.
550 - 9 Estacionar o veículo onde houver sinalização MUNICÍPIO
horizontal delimitadora de ponto de embarque ou
desembarque de passageiros de transporte coletivo
ou, na inexistência desta sinalização, no intervalo
compreendido entre dez metros antes e depois do
marco do ponto.
551 - 7 Estacionar o veículo nos viadutos, pontes e túneis. MUNICÍPIO
552 - 5 Estacionar o veículo na contramão de direção. MUNICÍPIO
553 - 3 Estacionar o veículo em aclive ou declive, não MUNICÍPIO
estando devidamente freado e sem calço de
segurança, quando se tratar de veículo com peso
bruto total superior a três mil e quinhentos
quilogramas.
554 - 1 Estacionar o veículo em desacordo com as MUNICÍPIO
condições regulamentadas especificamente pela
sinalização (placa - Estacionamento
Regulamentado).
555 - 0 Estacionar o veículo em locais e horários proibidos MUNICÍPIO
especificamente pela sinalização (placa - Proibido
Estacionar).
556 - 8 Estacionar o veículo em locais e horários de MUNICÍPIO
estacionamento e parada proibida pela sinalização
(placa - Proibido Parar e Estacionar).
557 - 6 Parar o veículo nas esquinas e a menos de cinco MUNICÍPIO
metros do bordo do alinhamento da via transversal.
558 - 4 Parar o veículo afastado da guia da calçada (meio- MUNICÍPIO
fio) de cinquenta centímetros a um metro.
559 - 2 Parar o veículo afastado da guia da calçada (meio- MUNICÍPIO
fio) a mais de um metro.
560 - 6 Parar o veículo em desacordo com as posições MUNICÍPIO
estabelecidas no Código de Trânsito Brasileiro.
561 - 4 Parar o veículo na pista de rolamento das estradas, MUNICÍPIO
das rodovias, das vias de trânsito rápido e das
demais vias dotadas de acostamento.
562 - 2 Parar o veículo no passeio ou sobre faixa destinada MUNICÍPIO
a pedestres, nas ilhas, refúgios, canteiros centrais e
divisores de pista de rolamento e marcas de
canalização.
563 - 0 Parar o veículo na área de cruzamento de vias, MUNICÍPIO
prejudicando a circulação de veículos e pedestres.
564 - 9 Parar o veículo nos viadutos, pontes e túneis. MUNICÍPIO
565 - 7 Parar o veículo na contramão de direção. MUNICÍPIO
566 - 5 Parar o veículo em local e horário proibidos MUNICÍPIO
especificamente pela sinalização (placa - Proibido
Parar).
567 - 3 Parar o veículo sobre a faixa de pedestres na MUNICÍPIO
mudança de sinal luminoso.
568 - 1 Transitar com o veículo na faixa ou pista da direita, MUNICÍPIO
regulamentada como de circulação exclusiva para
determinado tipo de veículo, exceto para acesso a
imóveis lindeiros ou conversões à direita.
569 - 0 Transitar com o veículo na faixa ou pista da MUNICÍPIO
esquerda regulamentada como de circulação
exclusiva para determinado tipo de veículo.
570 - 3 Deixar de conservar o veículo, quando estiver em MUNICÍPIO
movimento, na faixa a ele destinada pela
sinalização de regulamentação, exceto em
situações de emergência.
571 - 1 Deixar de conservar o veículo lento e de maior MUNICÍPIO
porte, quando estiver em movimento, nas faixas da
direita.
572 - 0 Transitar pela contramão de direção em vias com MUNICÍPIO
duplo sentido de circulação, exceto para ultrapassar
outro veículo e apenas pelo tempo necessário,
respeitada a preferência do veículo que transitar em
sentido contrário.
573 - 8 Transitar pela contramão de direção em vias com MUNICÍPIO
sinalização de regulamentação de sentido único de
circulação.
574 - 6 Transitar em locais e horários não permitidos pela MUNICÍPIO
regulamentação estabelecida pela autoridade
competente, para todos os tipos de veículos exceto
para caminhões e ônibus.
575 - 4 Transitar em locais e horários não permitidos pela MUNICÍPIO
regulamentação estabelecida pela autoridade
competente, especificamente para caminhões e
ônibus.
576 - 2 Transitar ao lado de outro veículo, interrompendo MUNICÍPIO
ou perturbando o trânsito.

189 577 - 0 Deixar de dar passagem aos veículos precedidos ESTADO E


de batedores, de socorro de incêndio e salvamento, MUNICÍPIO
de polícia, de operação e fiscalização de trânsito e
às ambulâncias, quando em serviço de urgência e
devidamente identificados por dispositivos
regulamentados de alarme sonoro e iluminação
vermelha intermitentes.
578 - 9 Seguir veículo em serviço de urgência, estando MUNICÍPIO
este com prioridade de passagem devidamente
identificada por dispositivos regulamentares de
alarme sonoro e iluminação vermelha intermitentes
579 - 7 Forçar passagem entre veículos que, transitando MUNICÍPIO
em sentidos opostos, estejam na iminência de
passar um pelo outro ao realizar operação de
ultrapassagem.
580 - 0 Deixar de guardar distância de segurança lateral e MUNICÍPIO
frontal entre o seu veículo e os demais, bem como
em relação ao bordo da pista, considerando-se , no
momento, a velocidade, as condições climáticas do
local da circulação e do veículo.
581 - 9 Transitar com o veículo em calçadas, passeios, MUNICÍPIO
passarelas, ciclovias, ciclofaixas, ilhas, refúgios,
ajardinamentos, canteiros centrais e divisores de
pista de rolamento, acostamentos, marcas de
canalização, gramados e jardins públicos.
582 - 7 Transitar em marcha à ré, salvo na distância MUNICÍPIO
necessária e pequenas manobras e de forma a
não causar riscos a segurança.
195 583 - 5 Desobedecer às ordens emanadas da autoridade ESTADO E
competente de trânsito ou de seus agentes. MUNICÍPIO
196 584 - 3 Deixar de indicar com antecedência, mediante ESTADO E
gesto regulamentar de braço ou luz indicadora de MUNICÍPIO
direção de veículo, o inicio da marcha, a realização
da manobra de parar o veículo, a mudança de
direção ou de faixa de circulação.
585 - 1 Deixar de deslocar, com antecedência, o veículo MUNICÍPIO
para a faixa mais à esquerda ou mais à direita,
dentro da respectiva mão de direção, quando for
manobrar para um desses lados .
586 - 0 Deixar de dar passagem pela esquerda, quando MUNICÍPIO
solicitado.
587 - 8 Ultrapassar pela direita, salvo quando o veículo da MUNICÍPIO
frente estiver colocado na faixa apropriada e der
sinal de que vai entrar à esquerda.
588 - 6 Ultrapassar pela direita veículo de transporte MUNICÍPIO
coletivo ou de escolares, parado para embarque ou
desembarque de passageiros, salvo quando houver
refúgio de segurança para o pedestre.
589 - 4 Deixar de guardar a distância lateral de um metro e MUNICÍPIO
cinquenta centímetros ao passar ou ultrapassar
bicicleta.
590 - 8 Ultrapassar outro veículo pelo acostamento. MUNICÍPIO
591 - 6 Ultrapassar outro veículo em interseções e MUNICÍPIO
passagens de nível.
592 - 4 Ultrapassar pela contramão outro veículo nas MUNICÍPIO
curvas , aclives e declives, sem visibilidade
suficiente.
593 - 2 Ultrapassar pela contramão outro veículo nas faixas MUNICÍPIO
de pedestre.
594 - 0 Ultrapassar pela contramão outro veículo nas MUNICÍPIO
pontes, viadutos ou túneis.
595 - 9 Ultrapassar pela contramão outro veículo parado MUNICÍPIO
em fila junto a sinais luminosos, porteiras, cancelas,
cruzamentos ou qualquer outro impedimento à livre
circulação.
596 - 7 Ultrapassar pela contramão outro veículo onde MUNICÍPIO
houver marcação viária longitudinal de divisão de
fluxos opostos do tipo linha dupla contínua ou
simples contínua amarela.
597 - 5 Deixar de parar o veículo no acostamento à direita, MUNICÍPIO
para aguardar a oportunidade de cruzar
pista ou entrar à esquerda, onde não houver local
apropriado para operação de retorno.
598 - 3 Ultrapassar veículo em movimento que integre MUNICÍPIO
cortejo, préstito, desfile e formações militares, salvo
com autorização da autoridade de trânsito ou de
seus agentes.
599 - 1 Executar operação de retorno em locais proibidos MUNICÍPIO
pela sinalização.
600 - 9 Executar operação de retorno nas curvas, aclives, MUNICÍPIO
declives, pontes, viadutos e túneis.
601 - 7 Executar operação de retorno passando por cima MUNICÍPIO
de calçada, passeio, ilhas, ajardinamento ou
canteiros de divisões de pista de rolamento,
refúgios e faixas de pedestres e nas de veículos
não motorizados.
602 - 5 Executar operação de retorno nas interseções, MUNICÍPIO
entrando na contramão de direção da via
transversal.
603 - 3 Executar operação de retorno com prejuízo da livre MUNICÍPIO
circulação ou da segurança, ainda que em locais
permitidos.
604 - 1 Executar operação de conversão à direita ou à MUNICÍPIO
esquerda em locais proibidos pela sinalização.
605 - 0 Avançar o sinal vermelho do semáforo ou o da MUNICÍPIO
parada obrigatória.
209 606 - 8 Transpor, sem autorização, bloqueio viário com ou ESTADO E
sem sinalização ou dispositivos auxiliares, deixar de MUNICÍPIO
adentrar às áreas destinadas à passagem de
veículos ou evadir-se para não efetuar o
pagamento do pedágio.
210 607 - 6 Transpor, sem autorização, bloqueio viário policial. ESTADO E
MUNICÍPIO
211 608 - 4 Ultrapassar veículos em fila, parados em razão de ESTADO E
sinal luminoso, cancela, bloqueio viário parcial ou MUNICÍPIO
qualquer outro obstáculo, com exceção dos
veículos não motorizados.
609 - 2 Deixar de parar o veículo antes de transpor linha MUNICÍPIO
férrea.
610 - 6 Deixar de parar o veículo sempre que a respectiva MUNICÍPIO
marcha for interceptada por agrupamento de
pessoas, como préstitos, passeatas, desfiles e
outros.
611 - 4 Deixar de parar o veículo sempre que a respectiva MUNICÍPIO
marcha for interceptada por agrupamentos de
veículos, como cortejos, formações militares e
outros.
612 - 2 Deixar de dar preferência de passagem a pedestre MUNICÍPIO
e a veículo não motorizado que se encontre na
faixa a ele destinada.
613 - 0 Deixar de dar preferência de passagem a pedestre MUNICÍPIO
e a veículo não motorizado que não haja concluído
a travessia mesmo que ocorra sinal verde para o
veículo.
614 - 9 Deixar de dar preferência de passagem a pedestre MUNICÍPIO
e a veículo não motorizado portadores de
deficiência física, crianças, idosos e gestantes.
615 - 7 Deixar de dar preferência de passagem a pedestre MUNICÍPIO
e a veículo não motorizado quando houver iniciado
a travessia mesmo que não haja sinalização a ele
destinada.
616 - 5 Deixar de dar preferência de passagem a pedestre MUNICÍPIO
e a veículo não motorizado que esteja
atravessando a via transversal para onde se dirige
o veículo.
617 - 3 Deixar de dar preferência de passagem, em MUNICÍPIO
interseção não sinalizada, a veículo que estiver
circulando por rodovia ou rotatória ou a veículo que
vier da direita.
618 - 1 Deixar de dar preferência de passagem nas MUNICÍPIO
interseções com sinalização de regulamentação de
Dê a Preferência.
619 - 0 Entrar ou sair de áreas lindeiras sem estar MUNICÍPIO
adequadamente posicionado para ingresso na via e
sem as precauções com a segurança de pedestres
e de outros veículos.
620 - 3 Entrar ou sair de fila de veículos estacionados sem MUNICÍPIO
dar preferência de passagem a pedestres e a
outros veículos.
621 - 1 Transitar em velocidade superior à máxima MUNICÍPIO
permitida para o local, medida por instrumento ou
equipamento hábil em rodovias, vias de trânsito
rápido e vias arteriais quando a velocidade for
superior a máxima em até vinte por cento.
622 - 0 Transitar em velocidade superior à máxima MUNICÍPIO
permitida para o local, medida por instrumento ou
equipamento hábil em rodovias, vias de trânsito
rápido e vias arteriais quando a velocidade for
superior à máxima em mais de vinte por cento:
623 - 8 Transitar em velocidade superior à máxima MUNICÍPIO
permitida para o local, medida por instrumento ou
equipamento hábil em vias que não sejam
rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais,
quando a velocidade for superior à máxima em até
cinquenta por cento
624 - 6 Transitar em velocidade superior à máxima MUNICÍPIO
permitida para o local, medida por instrumento ou
equipamento hábil em vias que não sejam
rodovias, vias de trânsito rápido e vias arteriais,
quando a velocidade for superior à máxima em
mais de cinquenta por cento.
625 - 4 Transitar com o veículo em velocidade inferior à MUNICÍPIO
metade da velocidade máxima estabelecida para a
via, retardando ou obstruindo o trânsito, a menos
que as condições de tráfego e meteorológicas não
o permitam, salvo se estiver na faixa da direita.
626 - 2 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito quando se
aproximar de passeatas, aglomerações, cortejos,
préstitos e desfiles.
627 - 0 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito nos locais
onde o trânsito esteja sendo controlado pelo agente
da autoridade de trânsito, mediante sinais sonoros
ou gestos.
628 - 9 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito ao
aproximar-se da guia da calçada (meio-fio) ou
acostamento.
629 - 7 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito ao
aproximar-se de ou passar por interseção não
sinalizada.
630 - 0 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito nas vias
rurais cuja faixa de domínio não esteja cercada.
631 - 9 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito nos
trechos em curva de pequeno raio.
632 - 7 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito ao
aproximar-se de locais sinalizados com advertência
de obras ou trabalhadores na pista.
633 - 5 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito sob chuva,
neblina, cerração ou ventos fortes.
634 - 3 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito quando
houver má visibilidade
635 - 1 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito quando o
pavimento se apresentar escorregadio, defeituoso
ou avariado
636 - 0 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito à
aproximação de animais na pista
637 - 8 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito em declive
638 - 6 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito ao
ultrapassar ciclista
639 - 4 Deixar de reduzir a velocidade do veículo de forma MUNICÍPIO
compatível com a segurança do trânsito nas
proximidades de escolas, hospitais, estações de
embarque e desembarque de passageiros ou onde
haja intensa movimentação de pedestres.
221 640 - 8 Portar no veículo placas de identificação em ESTADO
desacordo com as especificações e modelos
estabelecidos pelo CONTRAN.
221 641 - 6 Confeccionar, distribuir ou colocar, em veículo ESTADO
§ Ún próprio ou de terceiros, placas de identificação não
autorizadas pela regulamentação do CONTRAN.
642 - 4 Deixar de manter ligado, nas situações de MUNICÍPIO
atendimento de emergência, o sistema de
iluminação vermelha intermitente dos veículos de
polícia, de socorro de incêndio e salvamento , de
fiscalização de trânsito e das ambulâncias, ainda
que parados.
223 643 - 2 Transitar com o farol desregulado ou com o facho ESTADO
de luz alta de forma a perturbar a visão de outro
condutor.
644 - 0 Fazer uso do facho de luz alta dos faróis em vias MUNICÍPIO
providas de iluminação pública.
645 - 9 Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os MUNICÍPIO
demais condutores e, à noite, não manter acesas
as luzes externas ou omitir-se a providências
necessárias para tornar visível o local, quando tiver
de remover o veículo da pista de rolamento ou
permanecer no acostamento.
646 - 7 Deixar de sinalizar a via, de forma a prevenir os MUNICÍPIO
demais condutores e, à noite, não manter acesas
as luzes externas ou omitir-se a providências
necessárias para tornar visível o local, quando a
carga for derramada sobre a via e não puder ser
retirada imediatamente.
647 - 5 Deixar de retirar todo e qualquer objeto que tenha MUNICÍPIO
sido utilizado para sinalização temporária da via.
648 - 3 Usar buzina em situação que não a de simples MUNICÍPIO
toque breve como advertência ao pedestre ou a
condutores de outros veículos.
649 - 1 Usar buzina prolongada e sucessivamente a MUNICÍPIO
qualquer pretexto.
650 - 5 Usar buzina entre as vinte e duas e as seis horas. MUNICÍPIO
651 - 3 Usar buzina em locais e horários proibidos pela MUNICÍPIO
sinalização.
652 - 1 Usar buzina em desacordo com os padrões e MUNICÍPIO
frequências estabelecidas pelo CONTRAN.
653 - 0 Usar no veículo equipamento com som em volume MUNICÍPIO
ou frequência que não sejam autorizadas pelo
CONTRAN.
229 654 - 8 Usar indevidamente no veículo aparelho de alarme ESTADO
ou que produza sons e ruído que perturbem o
sossego público, em desacordo com normas
fixadas pelo CONTRAN.
230 I 655 - 6 Conduzir o veículo com o lacre, a inscrição do ESTADO
chassi, o selo, a placa ou qualquer outro elemento
de identificação do veículo violado ou falsificado.
656 - 4 Conduzir o veículo transportando passageiros em MUNICÍPIO
compartimento de carga, salvo por motivo de força
maior, com permissão da autoridade competente e
na forma estabelecida pelo CONTRAN.
230 III 657 - 2 Conduzir o veículo com dispositivo anti-radar. ESTADO
230 IV 658 - 0 Conduzir o veículo sem qualquer uma das placas ESTADO
de identificação.
230 V 659 - 9 Conduzir o veículo que não esteja registrado e ESTADO
devidamente licenciado.
230 VI 660 - 2 Conduzir o veículo com qualquer uma das placas ESTADO
de identificação sem condições de legibilidade e
visibilidade.
230 VII 661 - 0 Conduzir o veículo com a cor ou característica ESTADO
alterada.
230 VIII 662 - 9 Conduzir o veículo sem ter sido submetido a ESTADO
inspeção de segurança veicular, quando
obrigatória.
230 IX 663 - 7 Conduzir o veículo sem equipamento obrigatório ou ESTADO
estando este ineficiente ou inoperante.
230 X 664 - 5 Conduzir o veículo com equipamento obrigatório ESTADO
em desacordo com o estabelecido pelo CONTRAN.
230 XI 665 - 3 Conduzir o veículo com descarga livre ou ESTADO
silenciador de motor de explosão defeituoso,
deficiente ou inoperante.
230 XII 666 - 1 Conduzir o veículo com equipamento ou acessório ESTADO
proibido.
230 XIII 667 - 0 Conduzir o veículo com o equipamento do sistema ESTADO
de iluminação e de sinalização alterados.
230 XIV 668 - 8 Conduzir o veículo com registrador instantâneo ESTADO
inalterável de velocidade e tempo viciado ou
defeituoso, quando houver exigência desse
aparelho.
230 XV 669 - 6 Conduzir o veículo com inscrições, adesivos, ESTADO
legendas e símbolos de caráter publicitário afixados
ou pintados no pára-brisa e em toda a extensão da
parte traseira do veículo, excetuadas as hipóteses
previstas no Código de Trânsito Brasileiro.
230 XVI 670 - 0 Conduzir o veículo com vidros total ou parcialmente ESTADO
cobertos por películas refletivas ou não, painéis
decorativos ou pinturas.
230 XVII 671 - 8 Conduzir o veículo com cortinas ou persianas ESTADO
fechadas, não autorizadas pela legislação.
230XVIII 672 - 6 Conduzir o veículo em mau estado de conservação, ESTADO
comprometendo a segurança, ou reprovado na
avaliação de inspeção de segurança e de emissão
de poluentes e ruído.
230 XIX 673 - 4 Conduzir o veículo sem acionar o limpador de pára- ESTADO
brisa sob chuva.
230 XX 674 - 2 Conduzir o veículo sem portar a autorização para ESTADO
condução de escolares.
230 XXI 675 - 0 Conduzir o veículo de carga, com falta de inscrição ESTADO
da tara e demais inscrições previstas no Código de
Trânsito Brasileiro.
230 XXII 676 - 9 Conduzir o veículo com defeito no sistema de ESTADO
iluminação, de sinalização ou com lâmpadas
queimadas.
677 - 7 Transitar com o veículo danificando a via, suas MUNICÍPIO
instalações e equipamentos.
678 - 5 Transitar com o veículo derramando, lançando ou MUNICÍPIO
arrastando sobre a via carga que esteja
transportando.
679 - 3 Transitar com o veículo derramando, lançando ou MUNICÍPIO
arrastando sobre a via combustível ou lubrificante
que esteja utilizando.
680 - 7 Transitar com o veículo derramando, lançando ou MUNICÍPIO
arrastando qualquer objeto que possa acarretar
risco de acidente.
681 - 5 Transitar com o veículo produzindo fumaça gases MUNICÍPIO
ou partículas em níveis superiores aos fixados pelo
CONTRAN.
682 - 3 Transitar com o veículo com suas dimensões ou de MUNICÍPIO
sua carga superiores aos limites estabelecidos
legalmente ou pela sinalização, sem autorização.
683 - 1 Transitar com o veículo com excesso de peso, MUNICÍPIO
admitido percentual de tolerância quando aferido
por equipamento.
684 - 0 Transitar com o veículo em desacordo com a MUNICÍPIO
autorização especial, expedida pela autoridade
competente para transitar com dimensões
excedentes, ou quando a mesma estiver vencida.
231 VII 685 - 8 Transitar com o veículo com lotação excedente. ESTADO E
MUNICÍPIO
686 - 6 Transitar com o veículo efetuando transporte MUNICÍPIO
remunerado de pessoas ou bens, quando não for
licenciado para esse fim, salvo casos de força
maior ou com permissão da autoridade competente.
687 - 4 Transitar com o veículo desligado ou MUNICÍPIO
desengrenado, em declive.
688 - 2 Transitar com o veículo excedendo a capacidade MUNICÍPIO
máxima de tração, em infração considerada média
pelo CONTRAN.
689 - 0 Transitar com o veículo excedendo a capacidade MUNICÍPIO
máxima de tração, em infração considerada grave
pelo CONTRAN.
690 - 4 Transitar com o veículo excedendo a capacidade MUNICÍPIO
máxima de tração, em infração considerada
gravíssima pelo CONTRAN.
232 691 - 2 Conduzir veículo sem os documentos de porte ESTADO
obrigatório.
233 692 - 0 Deixar de efetuar o registro de veículo no prazo de ESTADO
trinta dias, junto ao órgão executivo de trânsito.
234 693 - 9 Falsificar ou adulterar documento de habilitação e ESTADO
de identificação do veículo.
694 - 7 Conduzir pessoas, animais ou carga nas partes MUNICÍPIO
externas do veículo, salvo nos casos devidamente
autorizados.
695 - 5 Rebocar outro veículo com cabo flexível ou corda, MINICÍPIO
salvo em casos de emergência.
237 696 - 3 Transitar com o veículo em desacordo com as ESTADO
especificações, e com falta de inscrição e
simbologia necessárias à sua identificação, quando
exigidas pela legislação.
238 697 - 1 Recusar-se a entregar à autoridade de trânsito ou a ESTADO
seus agentes, mediante recibo, os documentos de
habilitação, de registro, de licenciamento de veículo
e outros exigidos por lei, para averiguação de sua
autenticidade.
239 698 - 0 Retirar do local veículo legalmente retido para ESTADO E
regularização, sem permissão da autoridade MUNICÍPIO
competente ou de seus agentes
240 699 - 8 Deixar o responsável de promover a baixa do ESTADO
registro de veículo irrecuperável ou definitivamente
desmontado.
241 700 - 5 Deixar de atualizar o cadastro de registro do veículo ESTADO
ou de habilitação do condutor.
242 701 - 3 Fazer falsa declaração de domicílio para fins de ESTADO
registro, licenciamento ou habilitação.
243 702 - 1 Deixar a empresa seguradora de comunicar ao ESTADO
órgão executivo de trânsito competente a
ocorrência de perda total do veículo e de lhe
devolver as respectivas placas e documentos.
244 I 703 - 0 Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor sem ESTADO E
usar capacete de segurança com viseira ou óculos MUNICÍPIO
de proteção e vestuário de acordo com as normas e
especificações aprovadas pelo CONTRAN.
704 - 8 Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor MUNICÍPIO
transportando passageiro sem o capacete de
segurança com viseira ou óculos de proteção, ou
fora do assento suplementar colocado atrás do
condutor ou em carro lateral.
705 - 6 Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo MUNICÍPIO
fazendo malabarismo ou equilibrando-se apenas
em uma roda.
706 - 4 Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor com MUNICÍPIO
os faróis apagados.
707 - 2 Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor MUNICÍPIO
transportando criança menor de sete anos ou que
não tenha, nas circunstâncias, condições de cuidar
de sua própria segurança.
708 - 0 Conduzir motocicleta, motoneta e ciclomotor MUNICÍPIO
rebocando outro veículo.
709 - 9 Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo MUNICÍPIO
sem segurar o guidom com ambas as mãos, salvo
eventualmente para indicação de manobras.
710 - 2 Conduzir motocicleta, motoneta, ciclomotor e ciclo MUNICÍPIO
transportando carga incompatível com suas
especificações.
711 - 0 Conduzir ciclo transportando passageiro fora da MUNICÍPIO
garupa ou do assento especial a ele destinado.
712 - 9 Conduzir ciclo e ciclomotor em vias de trânsito MUNICÍPIO
rápido ou rodovias, salvo onde houver acostamento
ou faixas de rolamento próprias.
713 - 7 Conduzir ciclo transportando crianças que não MUNICÍPIO
tenham, nas circunstâncias, condições de cuidar de
sua própria segurança.
714 - 5 Utilizar a via para depósito de mercadorias, MUNICÍPIO
materiais ou equipamentos , sem autorização do
órgão ou entidade de trânsito com circunscrição
sobre a via.
715 - 3 Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre MUNICÍPIO
circulação, à segurança de veículo e pedestres,
tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou
obstaculizar a via indevidamente, sem agravamento
de penalidade pela autoridade de trânsito.
716 - 1 Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre MUNICÍPIO
circulação, à segurança de veículo e pedestres,
tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou
obstaculizar a via indevidamente, com agravamento
de penalidade de duas vezes pela autoridade de
trânsito.
717 - 0 Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre MUNICÍPIO
circulação, à segurança de veículo e pedestres,
tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou
obstaculizar a via indevidamente, com agravamento
de penalidade de três vezes pela autoridade de
trânsito.
718 - 8 Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre MUNICÍPIO
circulação, à segurança de veículo e pedestres,
tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou
obstaculizar a via indevidamente, com agravamento
de penalidade de quatro vezes pela autoridade de
trânsito..
719 - 6 Deixar de sinalizar qualquer obstáculo à livre MUNICÍPIO
circulação, à segurança de veículo e pedestres,
tanto no leito da via terrestre como na calçada, ou
obstaculizar a via indevidamente, com agravamento
de penalidade de cinco vezes pela autoridade de
trânsito..
720 - 0 Deixar de conduzir pelo bordo da pista de MUNICÍPIO
rolamento, em fila única, os veículos de tração ou
propulsão humana e os de tração animal, sempre
que não houver acostamento ou faixa a eles
destinados.
248 721 - 8 Transportar em veículo destinado ao transporte de ESTADO
passageiros carga excedente em desacordo com
normas estabelecidas pelo CONTRAN.
722 - 6 Deixar de manter acesas, à noite, as luzes de MUNICÍPIO
posição, quando o veículo estiver parado, para fins
de embarque ou desembarque de passageiros e
carga ou descarga da mercadorias.
723 - 4 Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o MUNICÍPIO
veículo estiver em movimento, durante à noite.
724 - 2 Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o MUNICÍPIO
veículo estiver em movimento, de dia, nos túneis
providos de iluminação pública.
725 - 0 Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o MUNICÍPIO
veículo estiver em movimento, de dia, e de noite,
tratando-se de veículo de transporte coletivo de
passageiros, circulando em faixas ou pistas a eles
destinadas.
726 - 9 Deixar de manter acesa a luz baixa, quando o MUNICÍPIO
veículo estiver em movimento, de dia e de noite,
tratando-se de ciclomotor.
727 - 7 Deixar de manter acesas pelo menos as luzes de MUNICÍPIO
posição sob chuva forte, neblina ou cerração,
quando o veículo estiver em movimento.
250 II 728 - 5 Deixar de manter a placa traseira iluminada, a ESTADO
noite, quando o veículo estiver em movimento.
729 - 3 Utilizar as luzes do veículo, pisca-alerta, exceto MUNICÍPIO
em imobilizações ou situações de emergência.
730 - 7 Utilizar as luzes do veículo baixa e alta de forma MUNICÍPIO
intermitente, exceto nas seguintes situações: a
curtos intervalos, quando for conveniente advertir a
outro condutor que se tem o propósito de
ultrapassá-lo; em imobilizações ou situação de
emergência, como advertência, utilizando pisca-
alerta; quando a sinalização de regulamentação da
via determinar o uso do pisca-alerta.

731 - 5 Dirigir o veículo com o braço do lado de fora. MUNICÍPIO


252 II 732 - 3 Dirigir o veículo transportando pessoas, animais ou ESTADO
volume à sua esquerda ou entre os braços e
pernas.
252 III 733 - 1 Dirigir o veículo com incapacidade física ou mental ESTADO
temporária que comprometa a segurança do
trânsito.
252 IV 734 - 0 Dirigir o veículo usando calçado que não se firme ESTADO
nos pés ou que comprometa a utilização dos
pedais.
252 V 735 - 8 Dirigir o veículo com apenas uma das mãos, exceto ESTADO
quando deva fazer sinais regulamentares de braço,
mudar a marcha do veículo, ou acionar
equipamentos e acessórios do veículo.
252 VI 736 - 6 Dirigir o veículo utilizando-se de fones nos ouvidos ESTADO E
conectados a aparelhagem sonora ou de telefone MUNICÍPIO
celular.
737 - 4 Bloquear a via com veículo. MUNICÍPIO
738 - 2 É proibido ao pedestre permanecer ou andar nas MUNICÍPIO
pistas de rolamento, exceto para cruza-las onde for
permitido.
739 - 0 É proibido ao pedestre cruzar pistas de rolamento MUNICÍPIO
nos viadutos, pontes, ou túneis, salvo onde exista
permissão.
740 - 4 É proibido ao pedestre atravessar a via dentro das MUNICÍPIO
áreas de cruzamento, salvo quando houver
sinalização para esse fim.
741 - 2 É proibido ao pedestre utilizar-se da via em MUNICÍPIO
agrupamentos capazes de perturbar o trânsito , ou
para a prática de qualquer folguedo, esporte,
desfiles e similares, salvo em casos especiais e
com a devida licença de autoridade competente.
742 - 0 É proibido ao pedestre andar fora da faixa própria, MUNICÍPIO
passarela, passagem aérea ou subterrânea.
743 - 9 É proibido ao pedestre desobedecer a sinalização MUNICÍPIO
de trânsito específica.
744 - 7 Conduzir bicicleta em passeios onde não seja MUNICÍPIO
permitida a circulação desta, ou de forma
agressiva.

Como já foi dito a respeito das medidas administrativas e


penalidades, observamos que abaixo de uma infração, ou em conjunto
de infrações, aparece o trio de informações: INFRAÇÃO –
PENALIDADE – MEDIDA ADMINISTRATIVA. Em algumas não consta
MEDIDA ADMINISTRATIVA, como é o caso do Art 162 inc I.
Toda vez que aparecer a PENALIDADE de apreensão, isolada
ou concomitante com outra(s), e necessariamente, a MEDIDA
ADMINISTRATIVA de remoção, isolada ou concomitante com outra(s),
representa, ou equivale a dizer PÁTIO, ou seja, que o veículo deve ser
conduzido ao pátio de apreensão de veículos. Verifica-se que não é o
caso do Art 162, inc I (Dirigir sem estar devidamente habilitado), uma
vez que não há a medida administrativa de remoção, mas recolhe-se o
CLA, em função do que diz o Art 262 § 1º:
“Art 262 § 1º No caso de infração em que seja aplicável
a penalidade de apreensão do veículo, o agente de
trânsito deverá, desde logo, adotar a medida
administrativa de recolhimento do Certificado de
Licenciamento Anual.”

Nos casos onde constar, na infração, a medida administrativa


de retenção, para que a irregularidade seja sanada e por um ou outro
motivo haver impedimento fático de solução, no local, da irregularidade,
também se recolherá o CLA, nos termos dos §§ 1º e 2º do Art 270:
“Art 270 O veículo poderá se retido nos casos
expressos neste Código.
§ 1º Quando a irregularidade puder ser sanada no local
da infração, o veículo será liberado tão logo seja
regularizada a situação.
§ 2º Não sendo possível sanar a falha no local da
infração, o veículo poderá ser retirado por condutor
regularmente habilitado, mediante recolhimento do
Certificado de Licenciamento Anual, contra recibo,
assinalando-se ao condutor prazo para sua
regularização, para o que se considerará, desde logo,
notificado.
......”.

Para encerrarmos este capítulo deixaremos consignada a Res


14 do CONTRAN, por elencar quais são os equipamentos obrigatórios
dos veículos. Algumas mudanças são importantes como o uso
retrovisor dos dois lado, esguicho de água nos pára-brisas, etc. O
defeito, ou a falta do equipamento obrigatório, só acarreta RETENÇÃO,
não é caso de apreensão. Aplica-se, portanto, o disposto no Art 270,
acima.

RESOLUÇÃO Nº 14/98

Estabelece os equipamentos obrigatórios para a frota


de veículos em circulação e dá outras providências.

O Conselho Nacional de Trânsito – CONTRAN, usando da


competência que lhe confere o inciso I, do art.12 ,da Lei 9.503, de
23 de setembro de 1997, que instituiu o Código de Trânsito
Brasileiro – CTB e conforme o Decreto 2.327, de 23 de setembro de
1997, que trata da coordenação do Sistema Nacional de Trânsito;

CONSIDERANDO o art. 105, do Código de Trânsito Brasileiro;

CONSIDERANDO a necessidade de proporcionar às autoridades


fiscalizadoras, as condições precisas para o exercício do ato de
fiscalização;

CONSIDERANDO que os veículos automotores, em circulação no


território nacional, pertencem a diferentes épocas de produção,
necessitando, portanto, de prazos para a completa adequação aos
requisitos de segurança exigidos pela legislação; resolve:

Art. 1º Para circular em vias públicas, os veículos deverão estar


dotados dos equipamentos obrigatórios relacionados abaixo, a serem
constatados pela fiscalização e em condições de funcionamento:

I) nos veículos automotores e ônibus elétricos:

1) pára-hoques, dianteiro e traseiro;


2) protetores das rodas traseiras dos caminhões;
3) espelhos retrovisores, interno e externo;
4) limpador de pára-brisa;
5) lavador de pára-brisa;
6) pala interna de proteção contra o sol (pára-sol) para o
condutor;
7) faróis principais dianteiros de cor branca ou amarela;
8) luzes de posição dianteiras (faroletes) de cor branca ou
amarela;
9) lanternas de posição traseiras de cor vermelha;
10) lanternas de freio de cor vermelha;
11) lanternas indicadoras de direção: dianteiras de cor âmbar e
traseiras de cor âmbar ou vermelha;
12) lanterna de marcha à ré, de cor branca;
13) retrorefletores (catadióptrico) traseiros, de cor vermelha;
14) lanterna de iluminação da placa traseira, de cor branca;
15) velocímetro,
16) buzina;
17) freios de estacionamento e de serviço, com comandos
independentes;
18) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
19) dispositivo de sinalização luminosa ou refletora de emergência,
independente do sistema de iluminação do veículo;
20) extintor de incêndio;
21) registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo,
nos veículos de transporte e condução de escolares, nos de transporte
de passageiros com mais de dez lugares e nos de carga com
capacidade máxima de tração superior a 19t;
22) cinto de segurança para todos os ocupantes do veículo;
23) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor, naqueles
dotados de motor a combustão;
24) roda sobressalente, compreendendo o aro e o pneu, com ou
sem câmara de ar, conforme o caso;
25) macaco, compatível com o peso e carga do veículo;
26) chave de roda;
27) chave de fenda ou outra ferramenta apropriada para a remoção
de calotas;
28) lanternas delimitadoras e lanternas laterais nos veículos de
carga, quando suas dimensões assim o exigirem;
29) cinto de segurança para a árvore de transmissão em veículos
de transporte coletivo e carga;

II) para os reboques e semireboques:

1) pára-choque traseiro;
2) protetores das rodas traseiras;
3) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
4) freios de estacionamento e de serviço, com comandos
independentes, para veículos com capacidade superior a 750
quilogramas e produzidos a partir de 1997;
5) lanternas de freio, de cor vermelha;
6) iluminação de placa traseira;
7) lanternas indicadoras de direção traseiras, de cor âmbar ou
vermelha;
8) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
9) lanternas delimitadoras e lanternas laterais, quando suas
dimensões assim o exigirem.

III) para os ciclomotores:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
4) velocímetro;
5) buzina;
6) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
7) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

IV) para as motonetas, motocicletas e triciclos:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha, na parte traseira;
4) lanterna de freio, de cor vermelha
5) iluminação da placa traseira;
6) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiro e
traseiro;
7) velocímetro;
8) buzina;
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
10)dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

V) para os quadricíclos:

1) espelhos retrovisores, de ambos os lados;


2) farol dianteiro, de cor branca ou amarela;
3) lanterna, de cor vermelha na parte traseira;
4) lanterna de freio, de cor vermelha;
5) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e
traseiros;
6) iluminação da placa traseira;
7) velocímetro;
8) buzina;
9) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
10) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor;
11) protetor das rodas traseiras.

VI) nos tratores de rodas e mistos:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;


2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
3) lanternas de freio, de cor vermelha;
4) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e
traseiros;
5) pneus que ofereçam condições mínimas de segurança;
6) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

VII) nos tratores de esteiras:

1) faróis dianteiros, de luz branca ou amarela;


2) lanternas de posição traseiras, de cor vermelha;
3) lanternas de freio, de cor vermelha;
4) indicadores luminosos de mudança de direção, dianteiros e
traseiros;
5) dispositivo destinado ao controle de ruído do motor.

Parágrafo único: Quando a visibilidade interna não permitir, utilizar-


se-ão os espelhos retrovisores laterais.

Art. 2º. Dos equipamentos relacionados no artigo anterior, não se


exigirá:

I) lavador de pára-brisa:
a) em automóveis e camionetas derivadas de veículos produzidos
antes de 1º de janeiro de 1974;
b) utilitários, veículos de carga, ônibus e microônibus produzidos
até 1º de janeiro de 1999;
II) lanterna de marcha à ré e retrorefletores, nos veículos
fabricados antes de 1º de janeiro de 1990;
III) registrador instantâneo inalterável de velocidade e tempo:
a) nos veículos de carga fabricados antes de 1991, excluídos os de
transporte de escolares, de cargas perigosas e de passageiros (ônibus
e microônibus), até 1° de janeiro de 1999;
b) nos veículos de transporte de passageiros ou de uso misto,
registrados na categoria particular e que não realizem transporte
remunerado de pessoas;

IV) cinto de segurança:


a) para os passageiros, nos ônibus e microônibus produzidos
até 1º de janeiro de 1999;
b) até 1º de janeiro de 1999, para o condutor e tripulantes, nos
ônibus e microônibus;
c) para os veículos destinados ao
transporte de passageiros, em percurso que
seja
permitido viajar em pé.

V) pneu e aro sobressalente, macaco e chave de roda:


a) nos veículos equipados com pneus capazes de trafegar sem ar,
ou aqueles equipados com dispositivo automático de enchimento
emergencial;
b) nos ônibus e microônibus que integram o sistema de transporte
urbano de passageiros, nos municípios, regiões e microregiões
metropolitanas ou conglomerados urbanos;
c) nos caminhões dotados de características específicas para
transporte de lixo e de concreto;
d) nos veículos de carroçaria blindada para transporte de
valores.

VI) velocímetro, naqueles dotados de registrador instantâneo e


inalterável de velocidade e tempo, integrado.

Parágrafo único: Para os veículos relacionados nas alíneas “b”,


“c”, e “d”, do inciso V, será reconhecida a excepcionalidade, somente
quando pertencerem ou estiverem na posse de firmas individuais,
empresas ou organizações que possuam equipes próprias,
especializadas em troca de pneus ou aros danificados.

Art. 3º. Os equipamentos obrigatórios dos veículos destinados ao


transporte de produtos perigosos, bem como os equipamentos para
situações de emergência serão aqueles indicados na legislação
pertinente

Art. 4º. Os veículos destinados à condução de escolares ou outros


transportes especializados terão seus equipamentos obrigatórios
previstos em legislação específica.

Art. 5º. A exigência dos equipamentos obrigatórios para a


circulação de bicicletas, prevista no inciso VI, do art. 105, do
Código de Trânsito Brasileiro terá um prazo de cento e oitenta dias
para sua adequação, contados da data de sua Regulamentação
pelo CONTRAN.
Art. 6º. Os veículos automotores produzidos a partir de 1º de
janeiro de 1999, deverão ser dotados dos seguintes equipamentos
obrigatórios:

I - espelhos retrovisores externos, em ambos os lados;

II - registrador instantâneo e inalterável de velocidade e tempo,


para os veículos de carga, com peso bruto total superior a 4536 kg;

III - encosto de cabeça, em todos os assentos dos automóveis,


exceto nos assentos centrais;

IV - cinto de segurança graduável e de três pontos em todos os


assentos dos automóveis. Nos assentos centrais, o cinto poderá ser do
tipo sub-abdominal;

Parágrafo único: Os ônibus e microônibus poderão utilizar cinto


sub-abdominal para os passageiros.

Art. 7º. Aos veículos registrados e licenciados em outro país, em


circulação no território nacional, aplicam-se as regras do art. 118 e
seguintes do Código de Trânsito Brasileiro.

Art. 8º Ficam revogadas as Resoluções 657/85, 767/93, 002/98 e


o art. 65 da Resolução 734/89.

Art. 9º. Respeitadas as exceções e situações particulares previstas


nesta Resolução, os proprietários ou condutores, cujos veículos
circularem nas vias públicas desprovidos dos requisitos estabelecidos,
ficam sujeitos às penalidades constantes do art. 230 do Código de
Trânsito Brasileiro, no que couber.

Art. 10. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 06 de fevereiro de1998.

CAPÍTULO VI – HABILITAÇÃO – REQUISITOS, CATEGORIAS,


CASOS ESPECIAIS.
Aulas: 10ª e 11ª.

A primeira coisa que devemos ter em mente, antes de um


exame detalhado na legislação é:

• A categoria de habilitação conferida a um


condutor, diz respeito a capacidade técnica que uma
pessoa tem para conduzir um determinado tipo de
veículo.
O que se quer dizer com isso é que não importa se o
veículo x ou y está lotado, com excesso de carga ou de passageiros;
ou, até mesmo, está vazio, que a categoria de habilitação do
condutor variará, de C para D, ou de C para B, ou vice-versa.
Não é a quantidade – de carga ou pessoas – que se
encontra em um veículo, que determina a categoria, e sim a limitação
imposta pela lei de trânsito como mais adiante veremos.

1. Requisitos:

Os requisitos exigidos pela lei - de acordo com o capítulo


específico do CTB que trata da matéria que é o XIV e vai dos Art 140
ao 160 - para que uma pessoa obtenha CNH são três.

• Ser penalmente imputável;


• Saber ler e escrever, e
• Possuir Carteira de Identidade ou equivalente.

a. Penalmente imputável:

O novo código não trouxe a expressão – Maior de 18 anos


– uma vez que na eventual mudança de maioridade no País, com a
reforma do CP, não haverá necessidade de se alterar o CTB, uma
vez que esta lei acompanha aquela. Portanto, amanhã, se mudar a
maioridade no País, para 16 anos, p.e., o maior de 16 poderá se
habilitar para condução de veículos.

b. Saber ler e escrever:

Não basta o candidato ser alfabetizado, tem que saber ler e


escrever, uma vez que à direção veicular, muita informações são
trazidas na forma escrita. Se o PM suspeitar, sem ofensa à dignidade
da pessoa humana, perguntas deverão ser feitas, no ato da
abordagem a fim de se certificar para a eventual “venda” de CNH
falsas, havendo aí a provável existência de crime de Falsidade
ideológica ou documental, que poderá ensejar prisão em flagrante
pelo cometimento do(s) crime(s), além da necessária investigação
para se chegar à quadrilha fornecedora dos documentos.

c. possuir Carteira de Identidade ou equivalente

Identidade, para que haja origem e checagem com o Estado


que a expediu, além do credenciamento do novo condutor no
RENACH, em Brasília. A forma equivalente também é válida, como
documentos emitidos pelo CREA, OAB, CRM, Identidades
funcionais, de órgãos reconhecido por lei.
Logo, para a nova CNH, não se exige a exibição do RG,
pois já consta no novo espelho de CNH. Somente as antigas, que
não contém foto, dever-se-á exigir o RG, até mesmo por
normatização do DETRAN-SP.

2. Categorias:

a. Disposições iniciais:

São cinco as categorias: – A, B, C, D e E.

Dispõe o Art 143 do CTB:


Art 143. Os candidatos poderão habilitar-se nas
categorias de A a E, obedecida a seguinte gradação:
I – Categoria A – condutor de veículo motorizado de
duas ou três rodas, com ou sem carro lateral;
II – Categoria B – condutor de veículo motorizado,
não abrangido pela categoria A, cujo peso bruto não
exceda a três mil e quinhentos quilogramas e cuja
lotação não exceda a oito lugares, excluído o do
motorista;
III – Categoria C – condutor de veículo motorizado
utilizado em transporte de carga, cujo peso bruto
total exceda a três mil e quinhentos quilogramas;
IV – Categoria D – condutor de veículo motorizado
utilizado no transporte de passageiros, cuja lotação
exceda a oito lugares, excluído o do motorista;
V – Categoria E – condutor de combinação de
veículos em que a unidade tratora se enquadre nas
categorias B,C ou D e cuja unidade acoplada,
reboque, semi-reboque ou articulada, tenha seis mil
quilogramas ou mais de peso bruto total, ou cuja
lotação exceda a oito lugares, ou, ainda, seja
enquadrado na categoria trailer.
§ 1º Para habilitar-se na categoria C, o condutor
deverá estar habilitado no mínimo há um ano na
categoria B e não ter cometido nenhuma infração
grave ou gravíssima, ou ser reincidente em infrações
médias, durante os últimos doze meses.
§ 2º Aplica-se o disposto no inciso V ao condutor da
combinação de veículos com mais de uma unidade
tracionada, independentemente da capacidade de
tração ou do peso bruto total.”

Para se falar das categorias necessário se faz o


conhecimento de alguns conceitos, previstos na lei em seu anexo I:

1) Lotação: Carga útil máxima, incluindo condutor e


passageiros, que o veículo transporta, expressa em quilogramas
para os veículos de carga, ou número de pessoas, para os veículos
de passageiros.
2) Tara: Peso próprio do veículo, acrescido dos pesos da
carroçaria e equipamento, do combustível, das ferramentas e
acessórios, da roda sobressalente, do extintor de incêndio e do fluido
de arrefecimento, expresso em quilogramas.
3) PBT: Peso máximo que o veículo transmite ao pavimento,
constituído da soma da tara mais a lotação.

As definições acima são necessárias em função da


limitação para fixação das categorias de habilitação para que um
condutor dirija um determinado tipo de veículo.
Para que um policial saiba corretamente qual a CNH
correta, deve, antes de qualquer coisa checar o CLA do veículo, é lá
que estará consignado o limite de carga ou de pessoas que um
veículo transporta.
• ATENÇÃO: Um número excessivo de passageiros,
no interior de um veículo, ou o excesso de carga NÃO
altera a categoria de habilitação, ocorre, conforme o
caso, uma outra infração: - excesso de lotação (art 231
inc VII) ou excesso de carga (art 231 inc IV).

4) Para análise das categorias, em uma fiscalização, necessário


se faz distinguir lotação, que está expresso no CLA, em que se inclui
o motorista; com a categoria de habilitação em que a lei exclui o
motorista.
De maneira prática:

• De posse do CLA na mão, checa-se a informação


constante no mesmo: CAP/POT/CIL, no lado esquerdo
da CATEGORIA, e abaixo da MARCA/MODELO. Virão
os seguintes dados: - 5L, ou 4L, ou 17L, em se tratando
de veículo cuja espécie seja passageiros; ou ainda,
1500kg, 2800kg, 15000kg de PBT, em se tratando de
veículo cuja espécie seja carga ou misto.
• Para a análise de lotação, inclui-se o motorista.
Portanto, em um vectra, p.e., cuja lotação é 5L, o que o
veículo deve transportar é 1 (um) motorista e 4 (quatro)
passageiros. Se eventualmente, na fiscalização forem
constatadas 11 pessoas no interior deste veículo, o que
está ocorrendo é excesso de lotação.

b. Categoria “A”.

Veículo de duas ou três rodas, não se aplica este


dispositivo, para quadriciclo, pois o Art 3º da Resolução 700/88 do
CONTRAN, não foi recepcionado pela Lei. Logo um carro de três
rodas – Cat A, um triciclo – Cat A, mas aqui há a exigência do
capacete.

c. Categoria “B”.

Veículo acima de três rodas, quatro ou mais, na seguinte


conformidade:
1) Veículos de passageiros: 9L no CLA (oito passageiros,
excluído o motorista).
2) Veículos de carga ou misto: 3500kg no CLA (equivale a dizer,
até 3500kg de carga, inclusive) é óbvio que haverá necessidade de
balança, pois estamos falando de habilitação e não de excesso de
carga.

d. Categoria “C”.

Veículo destinado a transporte de carga, em um único


chassi, caminhões ou caminhonetes - dentro do previsto no Art 96,
inc II, (letras b e c). Virá no CLA uma capacidade de carga acima dos
3500kg, p.e., 5000kg, ou 15000kg, etc.

e. Categoria “D”.
Veículo destinado a transporte de passageiros, em um
único chassi, ônibus, microônibus, vans, dentro do previsto no Art 96,
inc II, (letra a). Virá no CLA um número de lugares acima dos 9L,
p.e., 10l, ou 17L, etc.

f. Categoria “E”.

Se for trailer: categoria E, de cara.


Se houver duas unidades acopladas, à unidade tratora:
categoria E, de cara.
Agora, se houver apenas uma unidade acoplada à unidade
tratora teremos de analisar:
• Se a única unidade acoplada tiver 6000Kg ou mais
de PBT, ou
• Se a única unidade acoplada tiver capacidade para
9L, ou mais, escritos no CLA...
Ai sim, observados os dois aspectos acima o motorista terá
que exibir a CNH com a categoria E.
Agora, se a, única, unidade acoplada não se enquadrar nos
dois aspectos acima – equivale a dizer, menos que 6000Kg de PBT
ou menos que 9L – a categoria exigida será o da unidade tratora,
podendo ser B, C ou D.

3. Casos especiais:

a. Escolares: Categoria “D” Art 138 do CTB.

b. Tratores: Art 96, inc II, (letra e). Categorias “C, D ou E” Art
144.

c. Para obtenção de Cat D e E, observa-se o Art 145, portanto ser


maior de 21 anos de idade. (Não quer dizer emancipado).

d. Taxi, a categoria relativa ao veículo.

e. Produtos perigosos, a categoria relativa ao veículo.

f. Para obtenção da primeira categoria (A ou B), o candidato


portará, por um ano a permissão (PPD), não poderá cometer uma
infração Gravíssima, ou uma Grave ou ser reincidente na Média.

Elaboração: Cap PM Marcel Lacerda Soffner – Instrutor CFAP


e GT - DDTO.
Colaboração: Cap PM CORTEZ – Instrutor GT - DDTO

Demais Instrutores : 1º Ten PM SÉRGIO MARQUES.;


1º Sgt PM CÁSSIO, e
3º Sgt PM AGUIAR.

Janeiro de 2002.