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(oi, e lj Ve Fae: Ape de Gs Bea, Pal Sumario io, 2. Teas do Conbeinea inl ta Gonane, 5 Dove Lh Apresentagio de Gustavo Bernardo Introduga0 O gesto de famar cachimbo O gesto de pesquisar gesto de pintar O gesto em video O gesto de fazer O gesto de eserever O gesto destrutivo ‘mass para sociedade, porque se preocupa apenas e ean ipa apenas.em publicar Vilem Flaster a0 contro, escreve para mostraraironia inerinsecaa toda aescritaca todos os 88505. Fle pensa para que Possamos tir um pouco de nés mesmos. Ora, nenhy pode ser mais sério do que este, aeons Gustavo Bernardo Esbogo para uma introdugaoa uma Teoria Geral dos Gestos (a) Motives para a elaboragio de tal teorias seguida, instrumento para orientar- meio das cosas ¢ dos outros. Seri disciplina a “interface” que sintetizaria os métodos de virias disciplinas estabelecidas. Corearia horizontalmente 05 ramos da arvore que & a estru- ura das cigncia institucionalizadase formatia ponte entre as ciéncias humanisticas eas da narureza. E satisfara a determi- nacas necessidades da prixis, Em outros terms: seria teoria inserumental, (engajada, nao isenea de valores), antincadémi- «a, (subvertedora da estrutura cientifca insticucionalizada), ¢ anti-ideolégica, (recorreria aos métodos das ciénciasditas“exa- tas"). Pois sto sio caracterfsticas que marcatio provavelmente ‘oda uma série de disciplinas do futuro imediato, © impulso para sua elaboragio pode partir da teoria da comunicagio, por ser um aspecto comunicativo mais saliente do gesto. Mas é provivel que a teoria da comunicagio nio fos- r0 € apenas um, a {estos seria. ateoria geral, da qual a teoria da comuni as teotias especiais, os, alguns dos mocivos para a sua elaborag Necessdade de novos tipos de ceria (2) Necessidade de fan. damentar teoricamente a préxis dos gests. reeserururar as (4) Necessidade de e ria da comunicaga ‘orginico” para a tco m tas estrucuras novas, (©) Delineara compet satisfzem. Exemplo de A: queda wre, de B: movimento da ameba, de C: movimento escreve, O da mio que Ce movimento pode ser chamado “gesto”. O ctitétio da classificasao dos mo rentos foi epistemolégico: a rmolégico para delinear 9 campo teria: a reoria geral dos gestos é com- Petente para movimentos no. satisfatoriamer Por outros tipos de teoria, © gesto foi definido como movimento explicivel, mas no satisfatoriamente, Para da comperéncia d nce explicéveis Paradoxalmente: é movie mento demasiadamente bem explicivel Se levan bra $9. Poss cxplicar tal movimento como resultado de vetores de Forgas que agem do exterior sobre meu brag (come ams tances de fatores fisiolbgicos, psico- ros, Seri destarte serd assim explicado (em tese) cs pss pa cada um de tais camadas explicativas. Mas nenhuma das ex- . sealer ‘que esposemos ideologia fsiolo- rologises is explicativos. Tais combinagées tornam agdes mais “cheias” (embora cada explicasio simples jé mas nao satisfazem (nem menos) por nao atingi- esséncia do movimento do brago. Tal esséncia é que sei que levanto 0 brago por querer levanti-lo, sequer 0 atinge. A di ; ps ‘por sua ver, ser explicada. Posso dizer que sou livre de levantar 0 brago justamente por tratat-se de movime io atinge o aspecto negativo do meu saber: néo teria jexiva, nfo atinge 0g levantado 0 brago se nao 0 tivesse decidido. A liberdade néo € satisfatoriamente explicavel, porque deixa de ser liberdade quando explicada, Isso permite definigéo do vermo “gesto”: gesto € um ‘movimento no qual se articula uma liberdade. Embora seja 6 to determinado ¢ ais explica- $6es nao satisfuzem porque nio atingem a liberdade que se articula no gesto. A competéncia de uma teoria geral dos gestos seria o estudo das a dade, Seria tcoria © gesto, enquanto movin ages (expressoes) da “formal”, porque seu campo seria no a liberdade, mas as expressdes da liberdade. Seria, pois, uma ce- ‘tia da expressio, uma semiologia, Mas uma se dependeria das informagées fornecidas pelas inas que explicam os gestos objetivamente. A contradigéo dialética ‘encre dados objetivos e interpretagaes (decodificagécs) seria © campo da teoria proposta, por sero gesto fendmeno que ‘corre em tal campo, Ponte entre as eiéncias do “espitico” ¢ asda “narnseza.” A definigio do gesto-acima proposta no capta, no entan- ‘0, tarefa decodificadora da teoria em sua totalidade, Nao © caso do gesto ser expressio da liberdade, a qual permite ne- cessariamente a “leitura” da liberdade. O gesto no permite, necessati 0 seu observador decifar a liberdade que se ‘exprime nele. Isto porque o gesticulador dispoe da capacidade pata a mentira, Pode gesticular afim de induzir o observador a leicura enganada do gesco. Tal aspecto &essencial para o gesto, Por ser essencial para a liberdade que se exprime nele, de ma- neira que a sua definigio deve ser ampliada: Gesto & 0 movi- no qual se articula uma liberdade,afim de se revelar ou .e velar para 0 outro. fa decodifica- weladora de ‘ receptor do gesto na comperéncia da te- n delineada: a teria seria ia pode ser asim a decodificagio de expressoes da liberdade 03) do ponto de vista do receptor dos gestos. iv cise tal teovia: A definigio near a comperéncia de uma tcoria. Tal ertério no ser~ ‘eno entanto,paraacasificagio dos prépriosgestos: Naar fade desbravar 0 campo da teoria, corna-se necessi inventitio dos fendmenos (gestos)] a serem pes ica metodolégica aqui operan ‘ctivétios apropriados apenas ios provisbrios existem. Gestos podem ser clasificados por critério fenomenolé- pelo exo gues move no geo, Disingnremes ee ipos: A) gestos nos quais se movimentam partes do corpo humano, ¢ B) gestos nos quais se movimentam outros corps. Quanto a0 tipo A é claro que nem todo movimento do cor das pilpebras sob huz forte ¢ dos gesto, cmbora se assemelhe Feriom 8 partes do corpo umano como instrumentos. Mas isto no seria uma boa atitude, Tra: ta-se de distingir, nao de confundi. O essa metodo logicamente ¢ distinguir entre 0 gesto do dedo e o da caneta, Porque a pesquisa do primeiro envolve 08 métodos da fisiolo. Bia, €a do segundo os da tecnologia. A classficagio propos. emologicamente problemética, mas é metodolo- interessante, A de gestos pode ser especificado comando pot critésio as vias partes do corpo que gesticulam, Tal especif- casio nio seré aqui sugerida, por ser excessivamente ramifcada, lere-se 0 refinamento de “soriso"¢“careta". Mas ¢incvtévelsientar que e ficagao nem codas as espécies de gestos teria 0 mesmo ateoria pr ‘ peso para vel que uma especie predomine sobre as demais: na qual se movimentam os labios ea lingua. © gest A scoria geral dos gestos seria meratcoria da linguistic. A lingua falada seria para cla uma especie de gesto, suas teorias especiai inguistica uma das : ppara a sua mero- A lingua falada detxaria de ser © modelo para a decodi- feagio dos demaisgestos, (como em “linguagem da danga” ou que devers 0 seria consequi © tipo B de gestos pode ser especificado tomando por joo tipo de instramen \guidos gestos como de “mare, do “pi *, do “guilhotinar” ou do “escrever", Tio pouco seri aqui especificagio semelhante. Mas a mera conside- dlo termo sugere este fat: Se langarmos um olhar sobre a classificagio dos gestos sta intwiremos como virios métodos se cruzariam e re teoria. Fato que foi chamado “interface” sob, cruzariam em ‘ parigrafo (A). Mas tal constante sobreposigio metodolégica se tornard ainda mais Sbvia, se considerarmos que a classifica 40 proposta nfo passa de uma entre varias possveis. Outros ere eles parecem mais pene- critérios se oferecem, ¢ alguns trantes que o fenomenoldgico aqui proposto. Sob critério estrutural, por exemplo, gestos podem ser classificados em dois generos: (A) lineares, (B) circulates. O para o out (3) gestos sem rumo. A espécie (1) pode ser chamada: “gestos comunicativos", a (2) “estos de trabalho", ¢ a (3) “gestos ab- surdos”. O género B seria o dos *fechados”. A teoria deveria salientar que se erata, nas estruturas propostas, de construgoes we de apenas uma das especies propostas. Metodo- isto signifiea que uma das tarefas da ceoria seria ‘de trabalho", “absurdo" e ido. Poc-se ela como metateoria da teoria da com competéncia seria os gestos coi a teoria do trax (cuja comperéncia seria os gestos absurdos) ¢ da teoria is (caja competéncia seria os ges ‘camente isto poderia semanifestar da seguince forma: Nos gestos comunicativos, a teoria geral deveria distin- ir entre 0 gesto enquanto expressio ¢ enquanto mensagem, Te como algo € dito eo que é dito. Obviamen- is aspectos interdepe -m dialcticamente, mas para a -se-ia de duas dimensoes diferentes. Ao decodificar e de gesticulador e algo intersubjetivo, cédigos diferentes que participam do mesmo gesto, i ferences. Apenas sob decodificagao simultinea hé comunicagio auténtica, porque apenas entio ha os na recepgio do gesto. Sentengas como “a expressio (0 meio) éa mensagem” sio fruto de confusio entre eédigos, con- fusio evitével sea teoria da comunicagio fosse aed a tuma teoria geral dos gestos. Tal di (5 gestos comunicativos em sé 0 permitiria ordenar € que teria por um extremo ‘8 gestos puramente expressivos, ¢ por outro extremo, gestos ls portance, ypessoais” (informativos). A confusio na famo- ca citada se exp na TV «x0 expressivo sobre o informativo. Mas se as imagens seeumentais” sob ia modificada por uma reoria geral dos gestos. Nos gestos de trabalho, a reoria geral deveria distingnit estos auténticas © pseudogestos. A grande maioria movimentos do corpo humano ¢ de instrumentos contra materiais nio € gesto, por nio ex sate explicaveis ias objetivas do trabalho, ¢ a teoria dos gestos mio ia competente para eles. Porcanto: a grande maioria dos , nos bancos ete. io bora im sejachamado presenta “trabalho” para ateor gui, no fendmeno tico pode ocorter inclusive em fibricas, repartigbese coria geral dos gestos passa a ser compe suibordinar- le eas jas de trabalho (inclusive marist: Ja. Destarte os métodos da teoria do trabalho. puramente formais tecnol6gicos) passariam aserem aplicados pela teoria proposta, - “Eliminado o trabalho alienado da competéncia da teoria, cesta devetia analisar a dialética entre 0 gesto do crab: material trabalhado. Os véri aritmecas sentengaslinguistica ee) ) deveriam ser analisados lat (eifcio, discurso aritméxico, poe ma ete.) poderia ser chamado “obra” e ser considerado, pela tcoria, gesto materiaizado, Portanto, a obra seria decodificivel te como a grafologia decifra a escrita: a obra liberdade que se exprime por ela, Destarte uma parte da competéneia da critica estética estaria subordinad geral dos gestos,e 0s métodos da cri Mas nao setia apenas isto. A tural toda seta, a teoria, um contexto de “obras” (gestos ‘ateriaizados) portanto, € as eorias da culcura e seus mérodos passatiam a subo: -$e i teoria geral dos gestos. Nos gestos em rumo,teoria penecraria em campo qua- se virgem. Embora existam anilises excelentes de gestos absur. dos (as de Gide sobre o “acte gratuit”, as de C. behaviorista, gestalticas, psicanaliticas ete. do outro), a teoria deveria buscar suas préprias categorias. O gesto “vazio”, ‘no qual a expressio de liberdade ¢ seu préprio propésito, tem aspectos do Uartpourtart, aspectos bidicos, aspectos de “pura teoria” ete, mas tais aspectos nio o esgotam. Fendmenos con- exetos, como os saltos dados por er as, actionpainting ow agbes de simbolos vazios na légica formal deveriam ser lisados pela tcoria para descobriro essencial do gesto absur- do, Os métodos da teoria dos jogos, da decisio ete. seriam, se divida, aplica quea as nao bastariam, Surge a vaga suspeita is gestos possa tornar 0 conceito do “sacto” im pouco mais fércil, mas tal suspeita & vaga ances de possuir- ‘mos maior niimero de dados. spond sem eas deadlier ym a serem uclizaveis da fisiologia, psc 1 teoria, embora para a ; cos da competéneia da teoria, Provave ‘que a grande maioria dos gestos corriqueiros rende para agio de determinados movie ser constar 0 que por si 6 representaria problema para a indo. pretagio da presenga ativa no mus ‘oer ssificagio de gestos mente diferente da © ctitério eserutural para a icaria, pois, em metodologia par Feo eivrio fenomenolégico. © mesmo vale, sivel, Por para qualquer outro crieério pos cxemplo: 0 eriério estaristico, que ordenaria os gestos de do com sua frequéncia, implicaria em métodos da in- a os gestos de mitica, o ritério pragmético, que ordenaria os gs i snte. Nao & no entanto, todos da soctologia e assim em di ee especificar gestos uma pos com a tentativa di em exbogo coma é 0 presente, se soon vs se sibilidade de enfrentar 0 perigo de uma excessiva amplitu senor ccenivancce gens sho pen fe por operam com conceitos “levados” so é relaivament vazis Mas 0 que define uma teoria nao & apenas a sua competéncia, mas cambém sua metodologia. O que a teoria aqui proposta generalidade, ganha pelo cons \éoddos aplicados. i dos gestos ocortem em a de quatro dim: i idea danbeses He quatro dimens6es ¢os pesquisados pla flosofia da ist cia tém por eixo principal a rdade que se exprime pelo gesto sias. Dai o seu “sinonimato” (em- histria 0 mostre claramente) barroco. Sie ambas semiolo, ve 0 decorrer do tempo, Para. teoria dos gestos, “barroco” ¢ aspecto de determi- gestos concretos, (possi ais nitidam: car de criangas ete.) € gestos al, ponve de aurocstrada, gestos de ia captar a 50 € proposigées | logicas spreraraliberdade que se exprime no gesto barroco (ob- s sugestdes aqui propostas podem nao set confi pela pesquisa). mente. Paraateoria dos gests, o ges ‘o individual concreto é expressio de uma liberdade espectfica inexplicavel por construgées te € aleangaria no 8 gestos procederia Porque para a filosofia da “realidade", mas para a tcoria dos ges- Passaria de extrapolagio. Por fundar-se ‘em extrapolagio, toda flosofia da histéria é necessariamente Ideologia. A teoria dos gestos seria anti-ideolégica (altamente “des-preconceituosa"). Seria ant 0s © processo cista que se aproxima, teoria nio seja ressentida. O ges 0 sio a cerapia chamada bodyexpress - gesto de esi asnarielangpont @ pergunta se icfinido como expressio scdade. Apare Mo ¢ “tecnicalizivel”. Porque, aparentement 1c obedece a regras tc ‘mas um movimento no qual “dealguma maneira”, Ede alguma ma. lificagao do de transcendéncia